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CRIAÇÃO DE ABELHAS

1 Considerações gerais

Aristóteles  sábio grego, precussor da apicultura científica;

1851 Langstroth formou a base da apicultura moderna (descoberta do espaço abelha-


6mm a 9mm, permitindo o trabalho das abelha dos dois lados do favo); inventou a
colméia Langstroth ou americana;

A abelha é importante para economia mundial produção de mel, cera, própolis,


pólen, geléia real e apitoxina;

A classificação zoológica:
 Filo: Artrópoda
 Classe: insecta
 Subclasse: Pterygota
 Ordem: Hymenoptera
 Subordem: Apócrita
 Superfamília: Apoidea
 Família: Apidae
Subfamília: Apinae (abelhas com ferrão)
Gêneros: Apis  A. mellifera, A. dorsata, A. florea, A. cerana
Bombus

Subfamília: Melliponidae (abelhas sem ferrão, abelhas indígenas)


Três tribos: Melliponini, Trigonni e Lestrimellitini

Apis mellifera  espécie mais utilizada em todo o mundo. Possui uma grande
variedade de subespécie.
 Apis Mellifera Adansonii - Habitam da África do sul até o sul do Saara. São
abelhas muito agressivas, polinizadoras e enxameadoras. Foram introduzidas no
Brasil por volta de 1956; Possuem grande resistência à doenças, maior instinto
migratório, maior capacidade de defesa, e rainhas bastante prolíferas.

 Apis Mellifera Lamarckii - São encontradas no vale do rio Nilo, também


conhecidas como "Abelhas egípcias". São muito bravas, de baixa produtividade
e não se adaptam muito bem as diversas praticas apícolas;

 Apis Mellifera Ligustica - chamadas de "Abelhas Italianas", são encontradas na


Itália e no litoral norte da Iugoslávia. São muito mansas, ficam calmas nos favos
quando se faz o manuseio, são pouco enxameadoras. Foram introduzidas no
Brasil por volta de 1879/1880;
 Apis Mellifera Mellifera - Chamadas também de "Abelhas do Reino", são
encontradas por quase todo a Europa. São muito mansas, mas ficam muito
agitadas durante o manuseio.

2 Organização social

 Caracterizam-se por uma sociedade bem organizada formam colônias


interativas q trocam substâncias produzidas, coletando alimentos e outros
materiais;
 Tem vida familiar organizada, em cada colméia tem: 60 a 80 mil operárias, uma
rainha, e dezenas de zangões;
 Os favos constituem as colônias; eles são bilaterais, verticais, hexagonais, com
base trifaciais;
 Estruturas dos favos: favos centrais (mel pólen cria - no centro); favos
laterais (mel e pólen);
 Função dos favos: armazenar e estocar alimentos, berço para crias, efetuarem a
dança para indicação de uma nova fonte de alimento, e para formar cachos
durante a termorregulação da colméia.
 Divisão do trabalho: rainha (colocar ovos e manter a organização da colméia),
Zangão (fecundar a rainha), operárias (realizar múltiplas tarefas: limpar
colméias, alimentar crias, produzir geléia real, alimentar e cuida da rainha,
produzir cera, construir e consertar os favos, receber o néctar e armazenar o
mel, defender a colméia. Após 21 dias tornam-se forrageadoras, coletando
alimento;
 Ciclo biológico: ovo- larva- pupa - adulto  rainha (15 dias), operárias (21
dias), zangões (24 dias);

 Reprodução: sexuada (ovos fecundados – 32cromossomos, depositados em


células menor, origina fêmeas) e assexuada (ovos não fecundados- 16
cromossomos, depositados em células maior, origina machos partenogênese);

 Dança das abelhas dança em círculo ( alimento a menos de 100m de distância)


e dança em oito (alimento a uma distância superior a 100m);

3 Habitação

 A colméia é o nome dado à habitação das abelhas;


 Tipos de colméias: de expansão lateral (melgueiras adicionadas na lateral); de
expansão vertical (melgueiras adicionadas em cima do ninho); do tipo fria
(quadros dispostos perpendicularmente ao alvado); tipo quente (quadros
dispostos paralelamente ao alvado);
 Brasil: escolha da tipo Langstroth, q é fria e vertical;
 Partes das colméias: fundo, ninho, melgueiras, tampa e quadros (onde elas
constroem os favos);
4 Instalação de um apiário

 Apiário: conj. de colméias habitadas e agrupadas em um só local;


 Deve-se observar: o local (q tenha boa flora apícola, água, vento fraco, longe de
pessoas e animais, fácil acesso); número de colméias (iniciar com 3 a 5
colmeias, e depois ir aumentado de acordo com o desenvolvimento das
colméias); instalação (local limpo, com 40 cm do chão, proteger contra as
formigas, pintar externamente cm tinta óleo clara); disposição (colocadas de
forma circular- 2m entre as cx; ou em fileiras – 2m entre as cx e 8 a 10m entre
fileira; e com os alvados em direções diversas);

5 Equipamentos

 Equipamentos essenciais: chapéu, véu, luvas, macacão e botas; fumigador,


formão ou espátula.
 Equipamentos não essenciais: vassourinha, garfo e faca desoperculadores, mesa
desoperculadora, centrífuga, peneira, decantador, potes de vidro, pegador de
quadros, esticadores de arame, tela,excluidora, caça-polén, gaiolas da rainha,
gaiolas de transporte, protetor West, cavalete para transporte das colméias,
alimentadores artificiais e carretilha.

6 Métodos de criação e manejo

 Métodos de criação: fixista (apiários fixos, em lugar definido- predomínio no


Brasil) e migratória (aproveita todo o potencial da florada, mas é oneroso e
trabalhoso- predomina na Europa);

 Manejo: revisão (realizada 2 a 3X /ano, no começo da manha ou final da tarde;


proceder de forma segura; registrar a situação de cada colmeia); preparo dos
quadros (aramação- colocação da lâmina de cera alveolada no quadro-
incrustação); introdução ou substituição de rainhas (qdo a colméia ta órfã, sem
rainha, ou rainhas velhas- pode ser feita através de gaiolas ou por introdução de
realeiras); reforço de cria; substituição de quadros (duram até 18 meses);
transporte de colméias (durante a noite e sem favos de mel na colméia); forma
de encontrar a rainha (colocar no centro do ninho um quadro de cria sem abelhas
de uma outra colméia); desdobramento de colméias; união das famílias (método
direto- colocando as colméias uma ao lado da outra, e método do papel/jornal);
cuidados com as abelhas durante o inverno; alimentação artificial (líquida ou
sólida).
7 Problemas que podem ocorrer durante a criação

 Enxameação: saída de um grupo de abelhas de sua morada para se fixar em


outro loca. Pode ser: primáriamais forte, qdo um grupo de abelhas operárias
deixa a colméia cm a rainha fecundada, ocorre so uma vez; secundária qdo as
abelhas deixam a colméia cm uma rainha virgem e alguns zangões, ocorre 2 a
3x. Causas: instinto, congestionamento, temperatura elevada, favos velhos e cm
diâmetro reduzido, condições climáticas adversas;

 Abandono ou deserção: qdo todas as abelhas saem da colméia. Por falta de


alimento e água, ataque de formigas, revisões constantes, superpopulação,
aumento de temperatura;

 Colméia zanganeira: é a colméia órfã, sem rainha, sem ovos e larvas e q possui
várias operárias fazendo postura;

 Pilagem ou saque: é o ataque q as abelhas fazem a uma colméia para roubar o


mel ou alimentação artificial;

 Principais inimigos e pragas: traças (Galleria mellonella e Achroia grisella),


formigas, piolhos, percevejos, pássaros, sapos e rãs, ratos, ácaros;

 Principais doenças: cria pútrida americana (Bacillus larvae); cria pútrida


européia (Streptococcus plunton); cria ensacada (vírus); cria giz (fungo-
Ascophera apis); cria pedra (Aspergillus flavus e A. funigatus); nosemose
(protozoário-Nosema apis); paralisia (vírus), mal do outono (desconhecido).

8 Colheita e extração de mel

 No final de cada florada, retirar os quadros da melgueira que possuírem mel


operculado (mel maduro);
 Seqüência da colheita do mel: colheita dos quadros, desorperculação (retirada
dos opérculos dos quadros- faca ou garfo), centrifugação dos quadros (centrifuga
radial- extrai mel dos dois lados e facial- extrai mel só de um lado), mel é coado,
decantado (48h) e envasado (potes de boca larga, invioláveis, hermeticamente,
fechados, rotulados – procedência, origem da florada, data da colheita, volume,
condição de conservação e validade).

 Recomendação técnica para aumentar a produtividade: trocar rainhas


anualmente, utilizar tela excluidora de rainha, utilizar ninho no lugar das
melgueiras, utilizar nove quadros nas melgueiras, oferecer alimento estimulante
às abelhas, instalar menor numero de colméias por apiário, realizar apicultura
migratória.
9 Produtos apícolas
 Mel  produzido do néctar coletado pelas operárias, serve de alimento para as
abelhas adultas; o néctar é transportado no papo de mel e transferido de uma
abelha para outra até ser depositado nos alvéolos e finalmente operculados. O
mel maduro (operculado) tem até 20% de umidade enquanto o verde (não
operculado) possui 30 a 90% de umidade. Possui pH= 3,9 e a cristalização
indica o grau de pureza do mel.

Tipos de mel:

mel monofloral: quando o mel é produzido a partir do néctar de uma única


espécie floral, por exemplo o mel de angico, de eucaliptos, etc.

mel polifloral: quando o mel é produzido de néctar coletado de diversas flores


de origens florais diferentes.

 Geléia real produzida pelas secreções das glândulas hipofaringeanas e


mandibulares das abelhas operárias, entre três e doze dias de idade. É alimento
para crias de zangões e operárias e para as larvas e adultos de rainha.

 Própolis resina vegetal q as abelhas coletam de certas plantas cm auxílio das


mandíbulas e transportam para as colméias nas corbículas ou cestas de pólen.
Utilizada para vedar as fendas e rachaduras, reduzir o alvado envernizar os
favos, mumificar os inimigos. Tem poder antiinflamatória, antibacterina e
cicatrizante.

 Pólen produzido nas antenas das flores e coletado pelas abelhas campeira q
providenciam o seu transporte para colméia nas corbículas ou cesta de pólen. É
utilizado para alimentar as larvas das operárias e zangões e das abelhas jovens
(rico em vit. B,C, D, E).

 Cera produzida nas glândulas cerígenas das abelhas operárias q têm entre 14 e
18 dias de idade. Corresponde a 2% da produção de mel. Utilizada para
construção de favos e na reconstrução e operculação das células. Na industria
como impermeabilizante de velas e confecção de cosméticos.

 Veneno a apitoxina é produzida pelas glândulas do veneno das abelhas e


armazenado no saco ou reservatório de veneno.É eliminado pelo ferrão ao
ferroar. Utilizado para defesa das abelhas e na medicina para tratamento de
reumatismo e artrites.

10 Polinização