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Universidade Estadual de Londrina

Centro de Tecnologia e Urbanismo


Departamento de Engenharia Elétrica

Igor da Silva Deggerone

Metodologia de projeto de instalações


elétricas para empreendimento habitacional
de interesse social com conceitos de
customização em massa

Londrina
2017
Universidade Estadual de Londrina
Centro de Tecnologia e Urbanismo
Departamento de Engenharia Elétrica

Igor da Silva Deggerone

Metodologia de projeto de instalações elétricas para


empreendimento habitacional de interesse social com
conceitos de customização em massa

Trabalho de Conclusão de Curso orientado pelo Prof. Dra. Silvia


Galvão de Souza Cervantes intitulado “Metodologia de projeto de
instalações elétricas para empreendimento habitacional de interesse
social com conceitos de customização em massa” e apresentado
à Universidade Estadual de Londrina, como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do Título de Bacharel em Engenharia
Elétrica.

Orientador: Prof. Dra. Silvia Galvão de Souza Cervantes

Londrina
2017

1
Ficha Catalográfica

Igor da Silva Deggerone


Metodologia de projeto de instalações elétricas para empreendimento habita-
cional de interesse social com conceitos de customização em massa - Londrina,
2017 - 73 p., 30 cm.
Orientador: Prof. Dra. Silvia Galvão de Souza Cervantes
1. Eficiência energética. 2. Instalações elétricas. 3. Modularidade. 4. Custo-
mização em massa. 5. Eletrotécnica.
I. Universidade Estadual de Londrina. Curso de Engenharia Elétrica. II. Me-
todologia de projeto de instalações elétricas para empreendimento habitacional
de interesse social com conceitos de customização em massa.

2
Igor da Silva Deggerone

Metodologia de projeto de instalações


elétricas para empreendimento habitacional
de interesse social com conceitos de
customização em massa

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de


Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Londrina,
como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel
em Engenharia Elétrica.

Comissão Examinadora

Prof. Dra. Silvia Galvão de Souza


Cervantes
Universidade Estadual de Londrina
Orientador

Prof. Dra. Ercília Hitomi Hirota


Universidade Estadual de Londrina

Prof. Me. Osni Vicente


Universidade Estadual de Londrina

3
Londrina, 2 de março de 2017

4
Dedico este trabalho a todos que me incentivaram
no decorrer do curso e que, de alguma maneira,
me deram forças para a conclusão deste trabalho.
Aos meus pais, Marilaini e Luis por serem meus
incentivadores e minhas referências de vida.

5
Agradecimentos

Agradeço primeiramente a Deus por todas as bênçãos que Ele tem me dado. Os
desafios são inúmeros, mas Sua mão me auxilia em todo o tempo.
Agradeço também aos meus pais, sem eles não seria o que sou. Todos os esforços,
todos os conselhos, todos incentivos me mostram que só estou aqui por eles. Pai e mãe,
amo muito vocês!
Aos amigos, agradeço por fazerem parte de minha história. Todos especiais para mim,
mostrando que há sempre de onde tirar forças para continuar em frente no objetivo. Aos
professores deste curso, que puderam mostrar uma ideia do que é a Engenharia Elétrica
e todas as suas áreas através de suas disciplinas.
Em especial, agradeço a professora Doutora Silvia Galvão de Souza Cervantes, orien-
tadora deste trabalho, a qual comprou a ideia de levar este trabalho adiante, dando todo
o apoio necessário, mostrando o interesse que fez com que pudesse ser feito o mesmo.
Ao professor Mestre Osni Vicente, por todo o auxílio dado e pela disposição de sempre
ajudar no que fosse preciso.
A professora Doutora Ercília Hitomi Hirota, pertencente do Departamento de Cons-
trução Civil da Universidade Estadual de Londrina, que possibilitou a integração dos
cursos, fazendo com este trabalho pudesse agregar na pesquisa dirigida pela mesma.
Agradeço, por fim, a Universidade Estadual de Londrina pela estrutura fornecida e
qualidade de ensino, fazendo jus ao posto de ser uma das dez melhores do país.
"Se Deus é por nós, quem será contra nós?"
(Romanos 8:31)

7
Igor da Silva Deggerone. Metodologia de projeto de instalações elétricas para
empreendimento habitacional de interesse social com conceitos de customiza-
ção em massa. 2017. 73 p. Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Elétrica -
Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

Resumo
Neste estudo será desenvolvido uma metodologia para elaboração de projeto elétrico
considerando residências de empreendimentos habitacionais de interesse social, aplicando
o conceito de customização em massa e modularidade. O fator social influi em decisões
de otimização, assim como no aspecto econômico do projeto. Por fim, unindo o interesse
social ao conceito de customização em massa, é concebido o melhor projeto que atenda
determinada classe para que o mesmo não sofra posteriores alterações, perdendo assim
características de eficiência e qualidade do mesmo.

Palavras-Chave: 1. Eficiência energética. 2. Instalações elétricas. 3. Modularidade.


4. Customização em massa. 5. Eletrotécnica.

8
Igor da Silva Deggerone. Design study of electrical installations for housing de-
velopment of social interest with mass custom concepts. 2017. 73 p. Monograph
in Electrical Engineering - Londrina State University, Londrina.

Abstract
In this study, a methodology will be developed for de elaboration of an electrical projetcs
considering residences of housing projects of social interest, applying the concept of mass
customization and modularity. The social factor influences optimization decisions, as well
as the economic part of the project. Finally, joining the social interest to the concept of
mass customization, it is conceived the best project that meets a certain class so that
it does not undergo subsequent alterations, losing its characteristics of efficiency and
quality.

Key-words: 1. Energy efficiency. 2. Eletrical installations . 3. Modularity. 4. Mass


custom. 5. Electotechnical.

9
Lista de ilustrações

Figura 1 – Camadas do painel de woodframe. Fonte: Espíndola et al. (2016) . . 23


Figura 2 – Representação de um circuito elétrico. Fonte: Creder (2007) . . . . . 24
Figura 3 – Diagrama de defasagem entre tensão e corrente em um circuito indu-
tivo. Fonte: Creder (2007) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Figura 4 – Diagrama esquemático de método de previsão de carga de circuitos de
iluminação e tomadas. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Figura 5 – Exemplo de instalação vertical através de painéis de woodframe. Fonte:
Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Figura 6 – Método de referência a partir de método de instalação. Fonte: ABNT
NBR 5410 (2004). Editado pelo autor. . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Figura 7 – Método de referência a partir de método de instalação. Fonte: ABNT
NBR 5410 (2004). Editado pelo autor. . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Figura 8 – Ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por condutores de mesma
seção. Fonte: Cavalin e Cervelin (2006) . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
Figura 9 – Tabela 40 - Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes
de 30o C para linhas não-subterrâneas e de 20o C (temperatura do solo)
para linhas subterrâneas. Fonte: ABNT NBR 5410 (2004) . . . . . . 63
Figura 10 – Tabela 42 - Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados em
feixe (em linhas abertas ou fechadas) e a condutores agrupados num
mesmo plano, em camada única. Fonte: ABNT NBR 5410 (2004) . . 64
Figura 11 – Tabela 2 - Fornecimento de energia de rede distribuição secundária.
Fonte: NTC 901100 (2012) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Figura 12 – Tabela 2 - Potência aproximada de aparelhos eletrodomésticos. NOTA:
Estes valores são os mínimos considerados pela Copel. Fonte: NTC
841001 (1999) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
Figura 13 – Tabela 5 - Fatores de demanda de chuveiros, torneira, aquecedores de
água e ferros elétricos. Nota: O número de aparelhos indicado na
tabela deve ser considerado para cada tipo de aparelho. Fonte: NTC
841001 (1999) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
Figura 14 – Tabela 36 — Capacidades de condução de corrente, em ampères, para
os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D. Condutores: cobre
e alumínio Isolação: PVC Temperatura no condutor: 70o C Tempera-
turas de referência do ambiente: 30o C (ar), 20o C (solo) Fonte: ABNT
NBR 5410 (2004) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
Figura 15 – Tabela 47 - Seção mínima dos condutores Fonte: ABNT NBR 5410
(2004) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69

11
Lista de tabelas

Tabela 1 – Dimensões por ambiente - Módulo Base. Fonte: Autor. . . . . . . . . 33


Tabela 2 – Dimensões por ambiente - Custom 1. Fonte: Autor . . . . . . . . . . 33
Tabela 3 – Dimensões por ambiente - Custom 2 e 3. Fonte: Autor . . . . . . . . 34
Tabela 4 – Dimensionamento do Circuito de Iluminação - Módulo Base. Fonte:
Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Tabela 5 – Dimensionamento do Circuito de Iluminação - Custom 1. Fonte: Autor 35
Tabela 6 – Dimensionamento do Circuito de Iluminação - Custom 2 e 3. Fonte:
Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Tabela 7 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Geral - Módulo
Base. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Tabela 8 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Geral - Custom 1.
Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Tabela 9 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Geral - Custom 2 e
3. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Tabela 10 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Específico - Módulo
Base e Custom 1. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Tabela 11 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Específico - Custom
2 e 3. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Tabela 12 – Fatores de demanda para iluminação e tomadas de uso geral em uni-
dades residenciais e acomodações de hotéis, motéis e similares. Fonte:
ABNT NBR 5410 (2004) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Tabela 13 – Cálculo de Potência Demandada para Quadro Geral de Distribuição -
Módulo Base. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Tabela 14 – Cálculo de Potência Demandada para Quadro Geral de Distribuição -
Custom 1. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Tabela 15 – Cálculo de Potência Demandada para Quadro Geral de Distribuição -
Custom 2 e 3. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Tabela 16 – Especificações de fornecimento para cada módulo, baseado na NTC
901100. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Tabela 17 – Cálculo da Corrente em cada circuito - Módulo Base. Fonte: Autor . 43
Tabela 18 – Cálculo da Corrente em cada circuito - Custom 1. Fonte: Autor . . . 43
Tabela 19 – Cálculo da Corrente em cada circuito - Custom 2 e 3. Fonte: Autor . 44
Tabela 20 – Corrente Corrigida e Dimensionamento de condutor de fase- Módulo
Base. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Tabela 21 – Corrente Corrigida e Dimensionamento de condutor de fase - Custom
1. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Tabela 22 – Corrente Corrigida e Dimensionamento de condutor de fase - Custom
2 e 3. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Tabela 23 – Seção final do condutor fase - Módulo Base. Fonte: Autor . . . . . . 47
Tabela 24 – Seção final do condutor fase - Custom 1. Fonte: Autor . . . . . . . . 47
Tabela 25 – Seção final do condutor fase - Custom 2 e Custom 3. Fonte: Autor . 48
Tabela 26 – Tabela 48 - Seção reduzida do condutor neutro. Fonte: ABNT NBR
5410 (2004) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Tabela 27 – Tabela 58 - Seção mínima para condutor de proteção. Fonte: ABNT
NBR 5410 (2004) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Tabela 28 – Seção dos condutores de fase, neutro e proteção de cada circuito -
Módulo Base. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Tabela 29 – Seção dos condutores de fase, neutro e proteção de cada circuito -
Custom 1. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Tabela 30 – Seção dos condutores de fase, neutro e proteção de cada circuito -
Custom 2 e Custom 3. Fonte: Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
Tabela 31 – Balanceamento de Fases - Módulo Base. Fonte: Autor . . . . . . . . 50
Tabela 32 – Balanceamento de Fases - Custom 1. Fonte: Autor . . . . . . . . . . 51
Tabela 33 – Balanceamento de Fases - Custom 2 e 3. Fonte: Autor . . . . . . . . 51
Tabela 34 – Disjuntores de Proteção - Módulo Base. Fonte: Autor . . . . . . . . 53
Tabela 35 – Disjuntores de Proteção - Módulo Custom 1. Fonte: Autor . . . . . . 53
Tabela 36 – Disjuntores de Proteção - Módulo Custom 2 e Custom 3. Fonte: Autor 54

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Lista de Siglas e Abreviaturas

ANEEL Agência Nacional de Engenharia Elétrica


COPEL Companhia Paranaense de Energia
DDR Disjuntor Diferencial Residual
DTM Disjuntor Termomagnético
PMCMV Programa Minha Casa Minha Vida
QGFL Quadro Geral de Força e Luz
TUE Tomada de Uso Específico
TUG Tomada de Uso Geral
ZEMCH Zero Energy Mass Custom Home
Sumário

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
1.1 Motivação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.2 Justificativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.3 Objetivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.3.1 Objetivo geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.3.2 Objetivos específicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.1 Edificação ZEMCH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.1.1 Customização em Massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.1.2 Modelo ZEMCH Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
2.2 Grandezas Elétricas Fundamentais . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
2.2.1 Circuito Elétrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
2.2.2 Corrente Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
2.2.3 Tensão Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
2.2.4 Lei de Ohm - Resistência Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
2.2.5 Potência Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
2.2.6 Fator de Potência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26

3 METODOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.1 Modularidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.2 Instalações Elétricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.2.1 Critério de Dimensionamento de Condutores . . . . . . . . . . 29
3.3 Fornecimento de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.4 Etapas do Estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.5 Levantamento e Dimensionamento . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.5.1 Circuito de Iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
3.5.2 Circuito de Tomadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
3.5.2.1 Tomadas de Uso Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
3.5.2.2 Tomadas de Uso Específico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32

4 DESENVOLVIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
4.1 Caracterização Geral dos Módulos . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
4.2 Dimensionamento do Circuito de Iluminação . . . . . . . . . . . 34
4.3 Dimensionamento de Tomadas de Uso Geral . . . . . . . . . . . 35
4.4 Circuito de Tomadas de Uso Específico . . . . . . . . . . . . . . 37
4.5 Potência Demandada e Fornecimento . . . . . . . . . . . . . . . 38
4.6 Esquema de Instalação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
4.6.1 Instalação Vertical . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
4.6.2 Instalação Horizontal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
4.7 Dimensionamento dos Condutores . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
4.7.1 Dimensionamento Condutor Fase . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
4.7.2 Dimensionamento Condutor Neutro e Condutor de Proteção 48
4.8 Balanceamento de Fases . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
4.9 Proteção do Circuitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
4.9.1 Proteção contra Curto-circuito e Sobrecorrente . . . . . . . . . 51
4.9.2 Proteção contra Choque Elétrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
4.10 Eletrodutos e Eletrocalha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
4.11 Lista de Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56

5 DISCUSSÕES E CONCLUSÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
5.1 Trabalhos Futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62

6 ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
1 Introdução

Nos últimos anos, o governo federal brasileiro tem voltado a atenção para políticas
assistencialistas visando a população de média e baixa renda. Iniciativas voltadas para
o desenvolvimento técnico-científico relacionadas às habitações de interesse social, tem
apoiado vários centros de pesquisa brasileiros para a avaliação e melhoria dos progra-
mas habitacionais existentes, tais como Plano de Ações Articuladas (PAR), Programa
de Subsídio a Habitação de Interesse Social(PSH ), Programa Minha Casa Minha Vida
(PMCMV ).
Uma das redes de pesquisas relacionados a este assunto é o ZEMCH Network (uma
sigla para Zero Energy Mass Custom Home Network), programa iniciado no Japão sob
a coordenação do Prof. Masayoshi Noguchi. O objetivo principal é buscar soluções aos
problemas ambientais, sociais e econômicos, que surgem em empreendimentos construídos
nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento (ZEMCH Network, 2014).
O ZEMCH foi criado em 2010 no Japão, através de inúmeras integrações internacio-
nais entre empresas e universidades para o desenvolvimento de estudos afim de organizar
e melhorar habitações sustentáveis em relação a energia ou emissão de dióxido de carbono
no Japão, onde já era praticado tal design. A visita que iniciou este projeto foi realizada
em 2006, posteriormente intitulada de ’ZEMCH Mission to Japan’(ZEMCH Network,
2014).
Um dos conceitos trabalhados pelo ZEMCH é o de customização em massa. Segundo
PINE, B Joseph (1993),

"customizar consiste no ato de prover um produto ou serviço segundo uma


necessidade de determinado consumidor."

A customização em massa considera algumas características do consumidor. No caso


de empreendimentos habitacionais, as características consideradas são os requisitos do
usuário, tal como sua classe social e econômica.
Outra diretriz que compõe o ZEMCH, é o desenvolvimento de um modelo de habitação
com requisitos de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Isto é, uma habitação
ZEMCH busca o equilíbrio entre custos reduzidos e alto desempenho de sustentabilidade,
tanto na produção quanto na utilização destes empreendimentos (SCHEIDT et al., 2005).
O grupo de pesquisa ZEMCH Brasil possui vários projetos em diferentes universida-
des. O Grupo de Pesquisa em Gestão de Projetos Integrados da UEL tem desenvolvido
estudos relacionados à habitação de interesse social associados a requisitos de sustentabi-
lidade e custos de gestão. Desde o início de 2012, este grupo, coordenado pela professora
Doutora Ercília Hitomi Hirota (DCCi), vem desenvolvendo estudos voltados para o de-
senvolvimento de um produto habitacional para famílias com até três salários mínimos
de renda mensal. Através de uma Avaliação Pós-Ocupação (APO), foi analisado um
empreendimento habitacional do PMCMV. A partir destes dados, foram concebidos os
suportes para o desenvolvimento do produto pretendido, com recomendações projetuais
e o perfil das famílias para a aplicação dos conceitos de customização em massa. Assim
foram feitos módulos diferentes que visam atender aos perfis encontrados neste estudo
estatístico (HIROTA, 2014).

1.1 Motivação
O Grupo de Pesquisa em Gestão de Projetos Integrados da UEL trabalha desde 2012
no estudo de projetos residenciais. Na atual etapa de desenvolvimento tornou-se neces-
sária a inclusão do estudo de projeto elétrico e de geração fotovoltaica.
O trabalho disposto visará atender os requisitos ZEMCH levando em consideração os
projetos elétricos e a partir desta compreensão, desenvolver diretrizes, métodos e ferra-
mentas que atendam o projeto integrado de habitações de interesse social que incorporem
características de eficiência energética, envolvendo conceitos sustentabilidade e de custo-
mização em massa.

1.2 Justificativa
Frente à atual conjuntura econômica e social brasileira, conceitos de eficiência ener-
gética são essenciais na criação de novos caminhos para atender demandas considerando
otimizar a qualidade e minimizando os custos.
A possibilidade de desenvolver projetos elétricos atrelados à modularidade das resi-
dências resultará em benefícios através da otimização da mão de obra, racionalização dos
materiais para a instalação elétrica, evitando desperdícios; otimização da mão de obra,
fazendo com que o custo da mesma seja reduzido; otimização de projeto para melhor
atender o conceito de customização em massa; dentre outros.

1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo geral
Elaborar o projeto elétrico para o módulo habitacional básico e variações, conside-
rando a possibilidade de acoplamento/adequação de módulos complementares ao mesmo.

18
1.3.2 Objetivos específicos
• Desenvolver a metodologia de ampliação do projeto elétrico básico de forma a aten-
der os conceitos de modularidade;

• Estudo de materiais e estruturas para a adequação da instalação elétrica;

• Análise sócio-econômica visando abranger a classe social residente no empreendi-


mento habitacional.

19
2 Fundamentação Teórica

2.1 Edificação ZEMCH


Uma edificação qualificada como ZEMCH tem como características implementar so-
luções para minimizar o consumo de energia e a emissão de dióxido de carbono, tendendo
a zero (ZEMCH Network, 2014).
Além disto, é fornecido a opção de customização da edificação. Esse conceito está
sendo muito difundido no que chamam de "4a Revolução Industrial" ou Industrie 4.0
(ZEMCH Network, 2014).

2.1.1 Customização em Massa


O design de um produto tem sofrido uma mudança conceitual e organizacional: de
uma atividade individual e pouco organizada para uma atividade sistemática realizada
por uma equipe multidisciplinar (OLIVEIRA, 2013).
Para que isso ocorra em uma edificação, é necessário um processo interdisciplinar,
unindo conhecimento de diversas áreas a fim de ter uma compatibilização de projeto
(OLIVEIRA, 2013).
Desta forma, deve ser estabelecido um processo de comunicação coerente, utilizando-
se de plataformas, as quais possibilitem a elaboração do projeto nas diversas áreas que
compõem o mesmo (OLIVEIRA, 2013).
Empreendimentos habitacionais podem ser divididos em três tipos: produção em
massa, semi-customizado e customizado. Os do tipo produção em massa são os mais
comumente encontrados. São construídos através conceitos de mercado definidos (NO-
GUCHI, 2004).
Construções, quando aplicado o método de semi-customização, abordam uma carac-
terística semi-personalizada, agregando valores de casas pré-fabricadas e conceitos de
customização. Pode-se usar por exemplo, telhados ou estruturas pré fabricadas, porém
podendo ter uma certa maleabilidade em relação ao design requerido pelos clientes (NO-
GUCHI, 2004).
Processos de customização total, partem de um projeto em branco, onde tudo pode
e será customizado de acordo com o cliente. Nesse tipo de construção, o design é com-
pletamente personalizado pelo cliente, o que aumenta o custo e o tempo de execução
(NOGUCHI, 2004).
O conceito de customização em massa, une preceitos de produção em massa e custo-
mização. O sistema de customização em massa pode ser conceitualmente definido pela
equação 2.1.

CM = f (P S), (2.1)

onde, na equação 2.1, "CM"representa a customização em massa, sendo igual a uma


função de "P", o produto, e "S", o serviço.
Em produtos customizáveis, há uma grande parcela de participação do usuário na
elaboração do design do produto. Deste modo, há uma interação design-serviço, que
pode ser compreendida pelo modelo representado na equação 2.2.

S = f (l, p, f ), (2.2)

no qual, neste modelo, "S"representando o serviço, é uma função do local onde estará
o produto ("l"), interesse pessoal do usuário ("p") e as ferramentas disponíveis para a
fabricação ("f").
Uma parte importante na customização em massa é que o usuário determina direta-
mente a configuração de sua casa a partir de opções dadas na entrada do processo de
concepção do projeto. Isso não poderia ser alcançado sem a padronização de componentes
de habitação para mecanismos estruturais, exteriores e interiores. Assim, o sub-sistema
"P", produto, pode ser explicado pelo modelo conceitual mostrado na equação 2.3.

P = f (v, e, i, o), (2.3)

o volume ("v") determina a quantidade de componentes presentes na casa, tais como


número de quartos, sanitários, etc, enquanto os componentes "i", interior, e "e", exterior,
servem para coordenar os elementos decorativos e funcionais que personalizam a casa,
como pintura, entradas de luz natural, etc. Além disso, "o"denota outros equipamen-
tos opcionais, como condicionadores de ar, sistemas de segurança, outros equipamentos
elétricos, etc.
O conceito de customização em massa não se encaixa em outros modelos de design
existentes, assim é denotado de "design de massa personalizado", que nada mais é que
uma combinação entre o volume, interior e exterior.
Os componentes da estrutura da habitação geralmente são produzidos em massa (pelo
menos possuem projetos reutilizáveis), mas a própria habitação é personalizada por es-
colhas diretas do usuário variando de um modelo padrão. O design interior e exterior
incluem subcategorias como telhados, paredes, portas, janelas, varandas, e arranjos da
frente de entrada para o exterior, bem como as cozinhas, instalações sanitárias, banheiros,

21
lavabos, sanitários, armazenamento e arranjos de acabamento para o interior. Além disso,
a variedade de tamanhos, materiais, cores e texturas disponíveis para cada componente,
bem como a variedade de serviços oferecidos, ajudam a expandir o número de variações
da habitação, e por seguinte, atender às necessidades individuais de cada usuário. Deste
modo é possível através de componentes de produção em massa, se executar um projeto
de habitação customizado (NOGUCHI, 2004).

2.1.2 Modelo ZEMCH Brasil


Através deste conceito, o grupo ZEMCH Brasil, vinculado ao ZEMCH Network, o qual
tem parceria com várias universidades brasileiras, dentre elas a Universidade Estadual
de Londrina, elaborou um modelo de residência ZEMCH baseado nas necessidades de
cidadãos participantes do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), seguindo um
modelo estatístico conceitual.
O projeto recorrente na Universidade Estadual de Londrina, coordenado pela Profa
Dra Ercília Hitomi Hirota, do Departamento de Construção Civil (DCCi), tem como
base uma construção feita em wood frame, com fundação em radier e em paredes onde
há instalação hidráulica, há a aplicação de uma placa cimentícia.
A utilização do woodframe visa uma edificação eficiente energeticamente e com baixo
resíduo excedente, atendendo assim as especificações de uma habitação ZEMCH. Cons-
truções com baixo resíduo visam a adequação do projeto ao clima do local, minimizando
o consumo de energia e otimizando as condições de ventilação, iluminação e aquecimento
naturais; previsão de requisitos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida
ou, no mínimo, possibilidade de adaptação posterior; atenção para a orientação solar
adequada, evitando-se a repetição do mesmo projeto em orientações diferentes; utilização
de coberturas verdes.
Inicialmente, foi proposto a fundação radier por ser uma solução rápida e econômica.
Os radiers são lajes de concreto armado em contato direto com o terreno que recebe as
cargas oriundas dos pilares e paredes da superestrutura e descarregam sobre uma grande
área do solo. Geralmente, o radier é escolhido para fundação de obras de pequeno porte.
Este processo é feito no canteiro de obras com a devida precisão para a instalação dos
painéis das paredes seguindo o projeto arquitetônico Espíndola et al. (2016).
Em seguida são instalados os painéis das paredes de woodframe, podendo ter uma
isolação termo-acústica, os quais são representados na figura 1.

22
Figura 1 – Camadas do painel de woodframe. Fonte: Espíndola et al. (2016)

O modelo trabalhado com o woodframe, além do seu caráter eficiente energeticamente,


possui uma fácil instalação, reduzindo assim o tempo gasto em execução de obra, dimi-
nuindo assim os custos com mão de obra, o que acarreta em uma maior economia no fim
do processo (ESPíNDOLA et al., 2016).
A partir dos métodos estatísticos, utilizados através da análise dos benificários do
PMCMV, foram concebidos três modelos de customização de habitação a partir de um
"módulo base", este composto por uma casa de dois quartos, um sanitário, uma sala de
estar/jantar, cozinha e lavanderia. O primeiro modelo, denominado "custom 1", apresenta
o acréscimo de um cômodo no módulo base que possa ser usado como um estabelecimento
comercial, visto que em vários empreendimentos habitacionais de caráter social, não há
destinação de locais para atividades comerciais, fazendo com que os usuários adaptem as
edificações para atender uma necessidade de gerar renda familiar, na própria residência.
Os outros dois modelos, chamados de "custom 2"e "custom 3", representam a facilidade
de adaptação de um modelo customizado. Ambos são acrescidos de um dormitório e um
sanitário além dos que compõem o módulo base. Apenas diferem-se na localização de
instalação desses dois novos cômodos. Vale ressaltar, que todos os modelos, tanto o
módulo base quanto os módulos customizados, tem suas adaptações para portadores de
necessidades especiais, atendendo às especificações do projeto do PMCMV.

23
2.2 Grandezas Elétricas Fundamentais
Neste tópico serão apresentados conceitos iniciais para a melhor compreensão no que
se refere à eletricidade, consequentemente à instalação elétrica.

2.2.1 Circuito Elétrico


Cavalin e Cervelin (2006) define o circuito de uma instalação elétrica como sendo o
conjunto de elementos da própria instalação, incluindo condutores e demais equipamentos
a ele ligados, alimentados pela mesma fonte de tensão e ligados ao mesmo dispositivo de
proteção. Tal característica de proteção é a principal, já que protege os condutores de
sobrecorrentes, que pode ser garantida por dois ou apenas um dispositivo, guardando de
correntes de sobrecarga e de curto-circuito.
A figura 2 representa um circuito elétrico.

Figura 2 – Representação de um circuito elétrico. Fonte: Creder (2007)

Em uma instalação, existem dois tipos de circuitos: os de distribuição e os terminais.


O circuito de distribuição é o circuito que alimenta, com energia elétrica, um ou mais
quadros de distribuição. Já os circuitos terminais são aqueles que vêm do quadro de
distribuição e são ligados diretamente às lâmpadas e tomadas, de uso geral ou específico
(CAVALIN; CERVELIN, 2006).

2.2.2 Corrente Elétrica


Para Creder (2007) corrente elétrica é o deslocamento de cargas dentro de um condutor
quando existe uma diferença de potencial (ddp) entre suas extremidades. De acordo com
Cavalin e Cervelin (2006), corrente elétrica é o movimento ordenado de elétrons livres no
interior de um condutor elétrico sob a influência de uma fonte de tensão elétrica.

24
A corrente elétrica é definida pela letra "I" e sua unidade de medida é o Ampère (A),
que representa o fluxo de carga elétrica (C) por unidade de tempo (s) em determinado
condutor. Assim a corrente elétrica só poderá ser vista em um circuito fechado.

2.2.3 Tensão Elétrica


Cavalin e Cervelin (2006) conceituam tensão elétrica como a força exercida nos extre-
mos do circuito, para movimentar de forma ordenada os elétrons livres.
Para haver corrente elétrica, é preciso que haja diferença de potencial e um condutor de
circuito fechado. Se esse circuito estiver aberto, veremos apenas a diferença de potencial
elétrico, mas não a corrente (CREDER, 2007).
A diferença de potência é denominada pela letra "U" ou "E", sendo o trabalho realizado
contra as forças elétricas ao se deslocar uma carga de dois pontos. A unidade de medida
é o Volt (V ), que é a relação de trabalho sobre carga, ou seja, Joule por Coulomb.

2.2.4 Lei de Ohm - Resistência Elétrica


O físico alemão Georg Simon Ohm (1789-1854) propôs os primeiros estudos da resis-
tividade elétricas de materiais, relacionando grandezas relativas à corrente elétrica. Ele
percebeu que a cada diferença de potencial (ddp) aplicada a um circuito por onde passava
uma corrente, variando a tensão também era variado a corrente. Isso ocorre de tal modo
que do quociente entre a tensão e a corrente também se obtém uma constante. Foi então
que surgiu a lei de ohm dada pela equação 2.4.

E
R= (2.4)
I
Na equação 2.4, temos "R"que é a resistência elétrica, dada em ohm (Ω), "E"tensão
elétrica em volt (V ) e "I"a corrente elétrica em ampère (A).
Contudo a resistência elétrica não é dada apenas pela Lei de Ohm. Cada material
possui a sua resistividade elétrica (ρ). A expressão da resistência em função dos dados
relativos do condutor é dada pela equação 2.5 Creder (2007).

L
R=ρ (2.5)
A
Onde, na equação 2.5 têm-se que "R"é a resistência elétrica em ohm (Ω), "ρ"a resistivi-
dade do material (ohms×mm2 /m), "L"o comprimento (m) e "A"a seção reta do condutor
(mm2 ).

25
2.2.5 Potência Elétrica
Segundo Creder (2007), "a energia aplicada por segundo chamamos de potência. Em
eletricidade, a potência é o produto da tensão pela corrente". Para fins práticos, têm-se
a equação 2.6.

P = E × I, (2.6)

na qual "P"é a potência aparente (V A), "E"é a tensão elétrica em volt (V ) e "I"a
corrente elétrica em ampère (A).
Em circuitos de corrente alternada, existem três tipos de potência: ativa, reativa e
aparente. A potência reativa, cuja unidade é o V Ar, é aquela que foi transformada em
campo magnético, já a potência ativa é aquela que é transformada em trabalho mecânico,
térmico ou energia luminosa, sua unidade de medida é o Watt (W ). A potência aparente
é a soma vetorial destas duas grandezas que por serem compostas por corrente e tensão,
variam de acordo com o ângulo entre as duas grandezas.
Em uma instalação residencial deve existir a potência de alimentação, que corresponde
ao máximo de potência solicitada da instalação em um período de 24 horas. Para tanto,
deve-se calcular as potências nominais de todos os equipamentos que serão utilizados
no ambiente, bem como o fator de potência (a ser definido a seguir) de cada ponto de
utilização previsto.

2.2.6 Fator de Potência


Cavalin e Cervelin (2006) define o fator de potência como sendo a porcentagem de
energia elétrica realmente utilizada, ou seja, a quantidade da energia aparente requerida
da concessionária que está convertida em potência ativa.
O fator de potência é o cosseno do ângulo de defasagem existente entre a tensão e a
corrente, que, teoricamente, pode variar entre 0 e 1, como pode ser visto na figura 3. O
valor 0, indica um circuito puramente indutivo e valor 1, um circuito puramente resistivo.
Vale salientar que é impraticável um circuito ser puramente indutivo, já que é impossível
um fio não oferecer nenhuma resistência (CREDER, 2007).

26
Figura 3 – Diagrama de defasagem entre tensão e corrente em um circuito indutivo.
Fonte: Creder (2007)

Segundo a ANEEL, na Portaria DNAEE no 085, foi informado o limite mínimo para
o fator de potência de 0,92. Para a elaboração de projetos, geralmente aplicam-se fatores
de potência diferentes, para tomadas de uso geral de 0,8 e para a iluminação de 0,85 por
se tratarem de lâmpadas fluorescentes e LEDs, visto que as lâmpadas incandescentes que
tinham fator de potência igual a 1, saíram de mercado em 2015.

27
3 Metodologia

3.1 Modularidade
O conceito a ser adequado ao projeto é o de modularidade. Este conceito, o qual
compõe os conceitos de customização em massa, anteriormente definidos, trabalha com
a concepção de um projeto base e a inserção de outros módulos pré definidos.
Para que isso ocorra da melhor maneira, o projeto base deve estar pronto para receber
esses novos módulos, de forma a suprir toda e qualquer necessidade dos mesmos.
É possível encontrar conceitos de modularidade diversos segmentos: em tecnologia,
onde um sistema ou software é dividido em partes distintas; indústrias, como por exemplo
na montagem de carros e caminhões; além de empreendimentos habitacionais, conceito
que será aplicado neste trabalho.
Faz-se necessária a aplicação desta ideia pelo fato de que, ao se utilizar customização
em massa, o conceito de modularidade deve atender as diversas variações de projeto, para
que haja a satisfação do cliente e o atendimento às suas necessidades.

3.2 Instalações Elétricas


Em todos os países existem normas que apresentam diretrizes básicas de como utili-
zar/aplicar/trabalhar com a energia elétrica em suas distintas aplicações. Estas normas
visam a padronização de procedimentos de forma que pesquisadores, educadores, pro-
jetistas, executores, fornecedores, etc, possam manter um diálogo em torno do mesmo
tema. Os projetos de instalações elétricas devem seguir as normas condizentes ao tipo de
instalação que será feita. No Brasil, temos a ABNT, Associação Brasileiras de Normas
Técnicas, que regulamenta diversas atividades no país.
Por se tratarem de empreendimentos habitacionais sociais, ou seja, de sistemas de
baixa tensão, assim será utilizada a norma NBR 5410 referente a instalações de baixa
tensão (menor que 1000V).
De acordo com ABNT NBR 5410 (2004), os circuitos terminais devem ser diferenciados
de acordo com os equipamentos a ele ligados. Portanto os pontos de iluminação e de
tomadas devem possuir circuitos distintos. A norma não estabelece a quantidade de
circuitos que a instalação deve possuir, no entanto, em caso de seccionamento, um circuito
não deve oferecer riscos ao outro.
Além disso, existem pontos que devem ser atendidos para garantir a confiabilidade
da instalação. O primeiro aspecto que deve ser levado em consideração no circuito é a
segurança. Deste modo, pode-se evitar a carência de demais pontos de instalação. O
segundo ponto é a conservação de energia, o qual permite que as cargas sejam solicitadas
segundo as necessidades.
De acordo com o que é solicitado na norma são realizados os cálculos de projeto. Será
utilizado o auxílio de planilhas para o cálculo dos fatores para as instalações elétricas e
com isso a disposição na planta do projeto a ser executado.

3.2.1 Critério de Dimensionamento de Condutores


São dois os critérios para o dimensionamento de condutores em um projeto elétrico:
critério da capacidade de corrente e critério da queda de tensão.
A partir do critério de capacidade de corrente, o dimensionamento tem como objetivo
a verificação da seção mais apropriada do condutor, de forma que possibilite o percurso
da corrente sem um grande aquecimento do mesmo (CAVALIN; CERVELIN, 2006).
Este aquecimento se dá devido a resistência elétrica do material isolante, que aliado
ao meio onde está instalado e o agrupamento de condutores, ajudará na dissipação do
calor, por efeito Joule.
Quanto à aplicação do critério de capacidade de corrente, é necessário o acesso à
tabela 40 da NBR 5410. Esta tabela, presente no anexo A, figura 9, trata do fator de
temperatura. Esses valores variam de acordo com a temperatura onde se encontra a
instalação, seja ela subterrânea ou não. Também é relacionado o tipo de isolante do
condutor.
Outro fator importante, é o fator de agrupamento dos circuitos. Esse fator está
presente na tabela 42 da NBR 5410, disposta no anexo B, figura 10.
Esses dois fatores são usados para calcular a corrente corrigida(Icorrigida ), sendo a
mesma o quociente entre a corrente do circuito e a multiplicação entre o fator de tempe-
ratura e o fator de agrupamento, representado na equação 3.1. Na equação, Icalculado é a
P
potência do circuito dividido pela tensão do mesmo (I = ), ftemp o fator de temperatura
E
e fagrup , fator de agrupamento.

Icalculado
Icorrigida = (3.1)
ftemp × fagrup
O critério de queda de tensão, por sua vez, é calculado de acordo com a equação 3.2.

100 · ρ · l · P
A= (3.2)
V 2 · ∆V % · cos φ
Na equação 3.2: A é a seção nominal do condutor (mm2 ); ρ é a resistividade do
1 ohm · mm2
material do condutor (geralmente cobre: ); l, distância percorrida pelo
56 m

29
condutor (m); P , potência da carga (W ); V é a tensão de alimentação (V ); ∆V % é
a queda de tensão admissível em valor % (de acordo com a seção 6.2.7.1 da ABNT e
conforme norma técnica da Copel: 4%); cos φ, fator de potência da carga.
A partir destes critérios, comparados ao valor mínimo exigido em norma para cada
tipo de circuito, é escolhido a maior seção do condutor entre estes. Geralmente, para
pequenas distâncias, o valor da seção do condutor calculado pelo critério da queda de
tensão é muito menor do que os outros dois comparados.

3.3 Fornecimento de Energia


O projeto que está sendo desenvolvido é para um empreendimento social na cidade
de Londrina, no Paraná. Logo, deve se adequar, além das normas brasileiras regula-
mentadoras, às normas técnicas da fornecedora de energia elétrica do estado, sendo esta
a Companhia Paranaense de Energia, a COPEL. Será utilizada principalmente a NTC
901100, que se refere ao fornecimento em tensão secundária de distribuição (NTC 901100,
2012).
De acordo com os dados calculados de projeto, é levantada a potência demandada.
Com esse valor, é determinada a categoria do empreendimento habitacional. Para isso é
consultada a tabela 2 da NTC 901100, encontrada no anexo C, figura 11.
Esta tabela é visualizada a partir da demanda máxima de cada categoria e também
disponibilizando a quantidade de fases que será fornecida. Além disso é mostrado a
espessura do ramal de ligação, seção do eletroduto, disjuntor de proteção geral, dentre
outras especificações técnicas.

3.4 Etapas do Estudo


Para a concretização do estudo, foi realizada uma revisão na literatura a respeito dos
conceitos fundamentais para um correto funcionamento dos condutores.
De posse das plantas baixas dos módulos e demais informações, foram feitos os levan-
tamentos e dimensionamentos dos projetos elétricos de cada módulo.

3.5 Levantamento e Dimensionamento


Para o dimensionamento dos condutores, o método utilizado foi o critério da capaci-
dade de corrente. A ABNT NBR 5410 (2004) estabelece critérios de dimensionamento de
cargas para cada ambiente, de acordo com as dimensões (áreas e perímetros) dos mesmos.
A partir destes critérios é possível estabelecer o valor de potência aparente mínima, para

30
efeito de dimensionamento, a ser considerada em cada circuito, sendo ele de iluminação
ou tomadas de uso geral (TUG). Para as tomadas de uso específico (TUE), a potência a
ser considerada é a potência nominal do equipamento.

3.5.1 Circuito de Iluminação


Para o circuito de iluminação, de acordo com a ABNT NBR 5410 (2004), a potência
mínima é dada pela área do ambiente. Em uma área igual ou inferior a 6m2 , deve-se
atribuir no mínimo 100 VA. Em uma área superior a 6m2 , deve-se atribuir 100 VA nos
primeiros 6m2 acrescidos de 60 VA para cada aumento de 4m2 inteiros.
Através disso, é possível levantar a potência ativa do circuito, de acordo com o fator
de potência.

3.5.2 Circuito de Tomadas


Para os circuitos de tomadas, são usadas duas divisões: tomadas de uso geral e toma-
das de uso específico. As tomadas de uso geral (TUG) são destinadas à ligação de mais de
um equipamento (não simultaneamente) e cuja corrente não seja superior a 10 A, como
por exemplo, liquidificador, ventilador, televisão, equipamento de som, etc. Já tomadas
de uso específico (TUE), são usadas para alimentar de modo exclusivo um equipamento
com corrente superior a 10 A ou que é utilizado constantemente, como por exemplo,
máquina de lavar roupas, chuveiro elétrico, torneira elétrica, ar-condicionado, etc.

3.5.2.1 Tomadas de Uso Geral

O circuito de tomadas de uso geral, terá sua quantidade de tomadas definidas também
pela ABNT NBR 5410 (2004), bem como seus valores de potência aparente, definida agora
pelo perímetro do ambiente. A norma define que para banheiros (local com banheiro e/ou
chuveiro), exista um ponto de 600VA junto ao lavatório. Quanto a cozinha, copa, área
de serviço, lavanderia e similares, 1 ponto para cada 3,5 metros de perímetro, sendo que:
se forem até 6 pontos, 600 VA por ponto para os 3 primeiros pontos e 100 VA por ponto
adicional; para uma quantidade maior de pontos, 600 VA para os 2 primeiros e 100 VA
para os demais. A norma ainda observa que se deve ter acima de cada bancada no mínimo
2 pontos no mesmo ponto ou em pontos distintos. Para varanda, se a área: for menor
que 2,5 metros, não haverá ponto; estiver entre 2,5 metros e 6 metros, 1 ponto de 100
VA; for maior que 6 metros, 1 ponto de 100 VA para cada 5 metros de perímetro. Para
salas e dormitórios, pede-se 1 ponto de 100 VA a cada 5 metros de perímetro, levando
em conta a quantidade de aparelhos que poderão ser ligados ali.

31
O fator de potência para esse determinado tipo de circuito para se descobrir a potência
ativa é de 0,8.

3.5.2.2 Tomadas de Uso Específico

Para esse tipo de circuito deve-se utilizar o valor de potência de cada equipamento
a ser instalado. Geralmente tomadas de uso específico são utilizadas para equipamentos
como chuveiros, condicionador de ar, máquinas de lavar, lava-louças, etc. Com esses
valores de potência, geralmente dadas em Watts (W), deve-se multiplicar pelo fator de
potência de cada aparelho, fornecido junto ao aparelho.
Os detalhes de instalação podem ser encontrados de forma esquemática na figura 4.

Figura 4 – Diagrama esquemático de método de previsão de carga de circuitos de ilumi-


nação e tomadas. Fonte: Autor

32
4 Desenvolvimento

4.1 Caracterização Geral dos Módulos


Inicialmente, através das plantas baixas fornecidas pelo modelo ZEMCH Brasil, ex-
plicados na seção 2.1.2 deste trabalho, foram feitos os dimensionamentos de cada módulo
segundo sua área e perímetro. Os valores estão nas tabelas 1, 2 e 3, referentes, respec-
tivamente, ao módulo base, custom 1 e a última em relação ao custom 2 e custom 3.
Os modelos custom 2 e custom 3, que diferem apenas na alocação dos novos ambientes,
mas mantendo as dimensões dos mesmos, a efeito de projeto elétrico podem ser tratados
como o mesmo projeto, pois, devido ao fato que ao projetar os circuitos leva-se em conta
a dimensão dos ambientes, que, por sua vez, nestes dois módulos é a mesma.

Tabela 1 – Dimensões por ambiente - Módulo Base. Fonte: Autor.

Dependência Área(m2 ) Perímetro(m)


Varanda - 17,6 5,7
Cozinha - 5,04 9
Serviço - 3,24 7,5
Estar/Jantar - 14,85 15,9
Sanitário - 3,65 7,84
Dormitório 1 8,28 11,7
Dormitório 2 17,2 10,8

Tabela 2 – Dimensões por ambiente - Custom 1. Fonte: Autor

Dependência Área(m2 ) Perímetro(m)


Varanda - 2,16 4,2
Cozinha - 5,04 9
Serviço - 3,24 7,5
Estar/Jantar - 14,85 15,9
Sanitário - 3,65 7,84
Dormitório 1 8,28 11,7
Dormitório 2 17,2 10,8
Escritório - 10,26 12,9
Tabela 3 – Dimensões por ambiente - Custom 2 e 3. Fonte: Autor

Dependência Área(m2) Perímetro(m)


Varanda - 2,16 4,2
Cozinha - 5,04 9
Serviço - 3,24 7,5
Estar/Jantar - 14,85 15,9
Sanitário 1 3,65 7,84
Dormitório 1 8,28 11,7
Dormitório 2 17,2 10,8
Dormitório 3 10,26 12,9
Sanitário 2 3,65 7,84

4.2 Dimensionamento do Circuito de Iluminação


Seguindo o que estabelece a ABNT NBR 5410 (2004) na seção 9.5.2.1.2, foram feitos
os cálculos de potência para o dimensionamento dos circuitos de iluminação, não necessa-
riamente à potência nominal das lâmpadas. O valor de potência utilizada varia de acordo
com a quantidade de pontos de iluminação e a potência dos mesmos.
Os resultados estão nas tabelas 4, 5 e 6, referentes ao módulo base, custom 1 e custom
2 e 3 respectivamente.

Tabela 4 – Dimensionamento do Circuito de Iluminação - Módulo Base. Fonte: Autor

Dependência Potência Iluminação(VA)


Potência Mínima Potência Utilizada
Varanda - 280 200
Cozinha - 100 100
Serviço - 100 100
Estar/Jantar - 280 300
Sanitário - 100 100
Dormitório 1 160 100
Dormitório 2 280 100
Total 1300 1000

34
Tabela 5 – Dimensionamento do Circuito de Iluminação - Custom 1. Fonte: Autor

Dependência Potência Iluminação(VA)


Potência Mínima Potência Utilizada
Varanda - 100 100
Cozinha - 100 100
Serviço - 100 100
Estar/Jantar - 280 300
Sanitário - 100 100
Dormitório 1 160 100
Dormitório 2 280 100
Escritório - 220 100
Total 1340 1000

Tabela 6 – Dimensionamento do Circuito de Iluminação - Custom 2 e 3. Fonte: Autor

Dependência PotênciaIluminação(VA)
Potência Mínima Potência Utilizada
Varanda - 100 100
Cozinha - 100 100
Serviço - 100 100
Estar/Jantar - 280 300
Sanitário 1 100 100
Dormitório 1 160 100
Dormitório 2 280 100
Dormitório 3 220 100
Sanitário 2 100 100
Total 1440 1100

4.3 Dimensionamento de Tomadas de Uso Geral


A norma ABNT NBR 5410 (2004), na seção 9.5.2.2.1, trata dos números de pontos
de tomada de uso geral (TUG) por ambiente. Considerando a especificação de norma,
foram geradas as tabelas 7, 8 e 9 que representam a quantidade de tomadas por ambiente,
observando os critérios exigidos, a quantidade utilizada em projeto e a potência em VA
para o circuito de tomadas de uso geral de cada dependência.

35
Tabela 7 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Geral - Módulo Base.
Fonte: Autor

Dependência TUGs
Quant Mínima Quant Utilizada Potência(VA)
Varanda - 2 1 100
Cozinha - 5 5 2000
Serviço - 3 3 1800
Estar/Jantar - 4 4 400
Sanitário - 1 1 600
Dormitório 1 3 3 300
Dormitório 2 3 3 300
Total 21 28 5500

Tabela 8 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Geral - Custom 1. Fonte:


Autor

Dependência TUGs
Quant Mínima Quant Utilizada Potência(VA)
Varanda - 2 1 100
Cozinha - 5 5 2000
Serviço - 3 3 1800
Estar/Jantar - 4 4 400
Sanitário - 1 1 600
Dormitório 1 3 3 300
Dormitório 2 3 3 300
Escritório - 3 3 300
Total 24 21 5800

36
Tabela 9 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Geral - Custom 2 e 3.
Fonte: Autor

Dependência TUGs
Quant Mínima Quant Utilizada Potência(VA)
Varanda - 2 1 100
Cozinha - 5 5 2000
Serviço - 3 3 1800
Estar/Jantar - 4 4 400
Sanitário 1 1 1 600
Dormitório 1 3 3 300
Dormitório 2 3 3 300
Dormitório 3 3 3 300
Sanitário 2 1 1 600
Total 25 22 6400

4.4 Circuito de Tomadas de Uso Específico


As tomadas de uso específico (TUE) são especificados de acordo com o valor da
potência dos equipamentos nelas instalados. Para o projeto, serão consideradas tomadas
de uso específicos apenas para os chuveiros elétricos. A potência de cada chuveiro será
de 6000W, com fator de potência unitário. Utilizou-se um valor maior de potência para
o chuveiro visando uma garantia da proteção do circuito, preservando a liberdade de
escolha do equipamento a ser instalado pelo usuário.
Outro ponto a ser observado, é que todas as TUE do projeto terão o valor de tensão
de 220V, enquanto que as demais tomadas de uso geral, terão o valor de tensão de 127V.
Assim, foram obtidas as tabelas 10, que retrata o caso no módulo base e custom 1,
por possuírem o mesmo tipo de TUE, e 11, mostrando o caso de custom 2 e custom 3.

Tabela 10 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Específico - Módulo Base


e Custom 1. Fonte: Autor

TUEs
Especificação Potência(W) FP Potência (VA)
Chuveiro (220V) 6000 1 6000
Total 6000 6000

37
Tabela 11 – Dimensionamento do Circuito de Tomadas de Uso Específico - Custom 2 e
3. Fonte: Autor

TUEs
Especificação Potência(W) FP Potência (VA)
Chuveiro (220V) 6000 1 6000
Chuveiro (220V) 6000 1 6000
Total 12000 12000

4.5 Potência Demandada e Fornecimento


Com os dados anteriormente obtidos, foi calculado a potência demandada para o
alimentador de entrada. Para isso utilizou-se o fator de potência de 0,8 para as tomadas
TUG e 0,85 para a iluminação. Se tratou também do fator de demanda (F D) seguindo
a tabela 12.

Tabela 12 – Fatores de demanda para iluminação e tomadas de uso geral em unidades


residenciais e acomodações de hotéis, motéis e similares. Fonte: ABNT NBR
5410 (2004)

Potência - P (kW) Fator de demanda (%)


0 <P ≤ 1 86
1 <P ≤ 2 75
2 <P ≤ 3 66
3 <P ≤ 4 59
4 <P ≤ 5 52
5 <P ≤ 6 45
6 <P ≤ 7 40
7 <P ≤ 8 35
8 <P ≤ 9 31
9 <P ≤ 10 27
Acima de 10 24

Os valores do fator de demanda (F D) para as tomadas de uso específicos, podem ser


encontrados na NTC 841001 (1999). Como só há uma máquina de lavar por projeto, será
usado o fator de demanda unitário. Para o fator de demanda dos chuveiros, será visto na
tabela 5 do anexo 7 da NTC 841001 (1999), presente no anexo E, figura 13. O fator de
potência (F P ) é fornecido pela fornecedora de energia elétrica, no caso a COPEL (95%).
Com isso, foram calculadas as potências demandadas em cada módulo para ser en-
contrado o fornecimento de secundário segundo a tabela 2 da NTC 901100, presente no
anexo C, figura 11.

38
Os cálculos estão dispostos nas tabelas 13, 14 e 15.

Tabela 13 – Cálculo de Potência Demandada para Quadro Geral de Distribuição - Módulo


Base. Fonte: Autor

Circuito Potência (W ) FD Potência Demandada


Iluminação + TUGs 5250 0,45 2362,5
Chuveiro (220V) 6000 1 6000
Pot. Total Demand. (W ) FP Pot. Total Demand. (V A)
8362,5 0,95 7944,38

Tabela 14 – Cálculo de Potência Demandada para Quadro Geral de Distribuição - Cus-


tom 1. Fonte: Autor

Circuito Potência (W ) FD Potência Demandada


Iluminação + TUGs 5490 0,45 2470,5
Chuveiro (220V) 6000 1 6000
Pot. Total Demand. (W ) FP Pot. Total Demand. (V A)
8470,5 0,95 8046,98

Tabela 15 – Cálculo de Potência Demandada para Quadro Geral de Distribuição - Cus-


tom 2 e 3. Fonte: Autor

Circuito Potência (W ) FD Potência Demandada


Iluminação + TUGs 6055 0,4 2422
Chuveiro (220V) 6000 1 6000
Chuveiro (220V) 6000 1 6000
Pot. Total Demand. (W ) FP Pot. Total Demand. (V A)
14422 0,95 13700,9

Consultando a tabala no Anexo C, figura 11, pôde-se identificar a categoria de forne-


cimento através da potência total demandada em VA. Para o módulo base e o custom 1,
foi verificado que a categoria 28 de fornecimento atenderia ao projeto. A categoria 28 é
bifásica, com disjuntor bipolar de 50A, condutor de cobre 10mm2 e eletroduto de PVC
32mm.
Já para os modelos custom 2 e 3, a potência total demandada ultrapassava os 11kVA
limites na categoria 28, devido a esses dois módulos terem um sanitário a mais, por
consequente, uma TUE com chuveiro elétrico ligado a mesma, mas ainda estava abaixo de
14kVA da categoria seguinte. A categoria 29 então atendeu a esse projeto. A mesma ainda

39
é bifásica, porém com disjuntor bipolar de 63A, condutor de cobre 10mm2 e eletroduto
de PVC 32mm.
As especificações do fornecimento foram colocadas na tabela 16, representando o que
foi anteriormente descrito.

Tabela 16 – Especificações de fornecimento para cada módulo, baseado na NTC 901100.


Fonte: Autor

Disjuntor Eletroduto
Modelo Categoria Medidores Ramal de Ligação
Geral (A) φ nominal
Módulo Base
28 50 Bifásico 10 mm2 (cobre) 32 mm (PVC)
e Custom 1
Custom 2
29 63 Bifásico 10 mm2 (cobre) 32 mm (PVC)
e Custom 3

4.6 Esquema de Instalação


O método de instalação foi dividido em dois, vertical e horizontal, visando abranger
os conceitos de modularidade, que compõem a edificação. Para isso, a instalação elétrica
tem que estar preparada para modificações e anexos futuros.

4.6.1 Instalação Vertical


Para a instalação vertical, por se tratar de uma edificação cuja as paredes são painéis
de woodframe, foi escolhido trabalhar com painéis pré-fabricados segundo o modelo de
instalação elétrica. Estes painéis conteriam um eletroduto de PVC corrugado em seu
interior, já com cortes nas alturas definidas em projeto. Por exemplo, um painel precisa
de uma tomada baixa e um ponto de interruptor, deste modo o painel estaria montado
para atender esta disposição, como pode ser mostrado na figura 5.

40
Figura 5 – Exemplo de instalação vertical através de painéis de woodframe. Fonte: Autor

A quantidade e variedade destes painéis específicos é dada ao término do projeto,


passando assim os dados à empresa fabricante do painel, tendo uma solução com menos
perdas. Também, este método facilita na hora de instalação, pois os eletrodutos e cai-
xas de passagem já vem instalados no próprio painel, restando apenas a instalação dos
condutores.

4.6.2 Instalação Horizontal


Para a instalação horizontal, outro método foi utilizado, visando também o conceito
de modularidade. Visto que a cobertura utilizada será de telhas termoacústicas, sem
a utilização de forro, foi escolhido uma instalação que não possuísse muitos elementos
aparentes, como os próprios eletrodutos.
A parte principal para esta instalação, foi a utilização de uma eletrocalha que atravessa
toda a extensão da casa, aproveitando-se do projeto em planta base. A partir desta
eletrocalha, se ramificam eletrodutos rígidos para os pontos de instalação. Estes pontos
podem ser os painéis da instalação vertical, como descritos anteriormente, como pontos
de iluminação.
Os caminhos quais os eletrodutos farão, deverão ser os mais otimizados possíveis,
buscando uma economia de material. Estes caminhos passarão sobre os painéis para
chegar aos pontos de instalação vertical, para que não fiquem aparentes. No caso de
pontos de iluminação, os eletrodutos deverão ser fixos na cobertura, visto que foi a melhor
solução encontrada.

41
A escolha do eletroduto de PVC rígido se deve a sua adequação e melhor fixação
do que o eletroduto corrugado, que é mais maleável. A eletrocalha escolhida foi a não
perfurada, já que ela estará apoiada nos painéis de woodframe.
Outro ponto a salientar é que, de modo que a eletrocalha se apresenta em toda a
extensão da casa, uma expansão nessas direções (frente ou fundo) se torna facilitada, visto
que o caminho até o quadro de distribuição é de fácil acesso pela eletrocalha, culminando
assim no emprego do conceito de modularidade.

4.7 Dimensionamento dos Condutores


Para o dimensionamento dos condutores, foi separado os circuitos de iluminação,
TUG e TUE, e calculado a potência total de cada um, associado a tensão de cada um,
foi encontrado a corrente de cada circuito.
Os circuitos foram divididos em: um único circuito de iluminação; dois circuitos para a
cozinha, para evitar uma alta corrente para este circuito; dois circuitos para serviço, assim
como os circuitos de cozinha, evitar a alta corrente; demais circuitos de TUG e circuitos
de TUE individuais. Para os módulos onde há um acréscimo de novas dependências,
as mesmas são alocadas de forma a equilibrar os circuitos, não os deixando com uma
potência muito elevada. No caso dos módulos custom 2 e custom 3, foi preferível que o
novo sanitário a ser anexado tivesse o seu próprio circuito, assim mantendo a potência
mais baixa e também pensando em expansões futuras, nas quais este circuito independe
de outro.
Os resultados estão nas tabelas 17, 18 e 19.

42
Tabela 17 – Cálculo da Corrente em cada circuito - Módulo Base. Fonte: Autor

no Circuito Tipo Local Potência Total (VA) Tensão(V) Corrente(A)


Varanda
Cozinha
Serviço
1 Iluminação Estar/Jantar 1000 127 7,87
Sanitário
Dormitório
Dormitório
2 TUG Cozinha1 800 127 6,30
3 TUG Cozinha2 1200 127 9,45
Serviço1
4 TUG Sanitário 1300 127 10,24
Varanda
Estar/Jantar
5 TUG Dormitório 1000 127 7,87
Dormitório
6 TUG Serviço2 1200 127 9,45
7 TUE Chuveiro (220V) 6000 220 27,27

Tabela 18 – Cálculo da Corrente em cada circuito - Custom 1. Fonte: Autor

no Circuito Tipo Local Potência Total (VA) Tensão(V) Corrente(A)


Varanda
Cozinha
Serviço
Estar/Jantar
1 Iluminação 1000 127 7,87
Sanitário
Dormitório
Dormitório
Escritório
2 TUG Cozinha1 800 127 6,30
3 TUG Cozinha2 1200 127 9,45
Serviço1
4 TUG Sanitário 1300 127 10,24
Varanda
Estar/Jantar
Dormitório
5 TUG 1300 127 10,24
Dormitório
Escritório
6 TUG Serviço2 1200 127 9,45
7 TUE Chuveiro (220V) 6000 220 27,27

43
Tabela 19 – Cálculo da Corrente em cada circuito - Custom 2 e 3. Fonte: Autor

no Circuito Tipo Local Potência Total (VA) Tensão(V) Corrente(A)


Varanda
Cozinha
Serviço
Estar/Jantar
1 Iluminação Sanitário 1100 127 8,66
Dormitório
Dormitório
Dormitório
Sanitário
2 TUG Cozinha1 800 127 6,30
3 TUG Cozinha2 1200 127 9,45
Serviço1
4 TUG Sanitário 1300 127 10,24
Varanda
5 TUG Sanitário 600 127 4,72
Estar/Jantar
Dormitório
6 TUG 1300 127 10,24
Dormitório
Escritório
7 TUG Serviço2 1200 127 9,45
8 TUE Chuveiro (220V) 6000 220 27,27
9 TUE Chuveiro (220V) 6000 220 27,27

Através da tabela presente no anexo A, figura 9, é possível encontrar o fator de tempe-


ratura para a correção de corrente. O projeto está localizado na cidade de Londrina/PR,
onde as temperaturas variam bastante. Foi utilizado um fator para uma temperatura
ambiente de 40o C e uma isolação dos condutores de PVC, resultando em um fator de
temperatura de 0,87.
Pelo anexo B, figura 10, é calculado o fator de agrupamento dos circuitos. Foi escolhido
o máximo de três circuitos passando pelo mesmo eletroduto, resultando assim, através da
referência 1, em um fator de agrupamento igual a 0,7. Para a instalação da eletrocalha,
como todos os circuitos irão passar por uma só eletrocalha, o fator de agrupamento será
de 0,7, segundo a referência 2.
Uma observação importante feita sobre a TUE de chuveiro elétrico. Por possuir uma
alta potência, sua corrente é elevada. Utilizando um fator de agrupamento menor que 1,
sua corrente irá aumentar mais. Deste modo, optou-se pela utilização de um eletroduto
particular para cada TUE de chuveiro elétrico, mantendo seu fator de agrupamento em
1.

44
4.7.1 Dimensionamento Condutor Fase
Para o dimensionamento do condutor de fase, deve-se corrigir a corrente pelos fatores
de agrupamento e de temperatura, utilizando a equação 3.1, como foi definido anterior-
mente. Os valores corrigidos são consultados na tabela 36 da ABNT NBR 5410 (2004),
disponível no anexo F, figura 14.
Para utilizar essa tabela, é necessário saber o método de referência presente na tabela
33 da ABNT NBR 5410 (2004). A partir dos esquemas de instalação vertical e horizontal,
dois métodos serão aplicados, um com eletroduto e outro com eletroduto e eletrocalha. O
método de eletroduto é igual para os dois esquemas, utilizando o método 22, como visto
na figura 6.

Figura 6 – Método de referência a partir de método de instalação. Fonte: ABNT NBR


5410 (2004). Editado pelo autor.

Para a instalação com eletrocalha, será utilizado outro método de referência, também
presente na tabela 33 da ABNT NBR 5410 (2004), como pode ser visto na figura 7. O
método de instalação será o de número 12.

45
Figura 7 – Método de referência a partir de método de instalação. Fonte: ABNT NBR
5410 (2004). Editado pelo autor.

O método de referência para os eletrodutos é o B2, quanto que para a eletrocalha será
o C.
Com isso, consultando a tabela 36 da ABNT NBR 5410 (2004), com base nos valores
corrigidos de corrente em cada circuito, foram encontradas as respectivas seções dos con-
dutores para cada método de instalação (método 1 - eletroduto; método 2 - eletrocalha).
Os valores para cada módulo estão presentes nas tabelas 20, 21 e 22.

Tabela 20 – Corrente Corrigida e Dimensionamento de condutor de fase- Módulo Base.


Fonte: Autor

Fator Fator Corrente Condutor 1 Fator Corrente Condutor 2


no Circuito
Temp. Agrup. 1 Corrigida 1 (A) (mm2 ) Agrup. 2 Corrigida 2 (A) (mm2 )
1 0,87 0,7 12,93 1 0,7 12,93 0,75
2 0,87 0,7 10,34 0,75 0,7 10,34 0,75
3 0,87 0,7 15,52 1,5 0,7 15,52 1,5
4 0,87 0,7 16,81 2,5 0,7 16,81 1,5
5 0,87 0,7 12,93 1 0,7 12,93 0,75
6 0,87 0,7 15,52 1,5 0,7 15,52 1,5
7 0,87 1 31,35 6 0,7 44,78 6

Tabela 21 – Corrente Corrigida e Dimensionamento de condutor de fase - Custom 1.


Fonte: Autor

Fator Fator Corrente Condutor 1 Fator Corrente Condutor 2


no Circuito
Temp. Agrup. 1 Corrigida 1 (A) (mm2 ) Agrup. 2 Corrigida 2 (A) (mm2 )
1 0,87 0,7 12,93 1 0,7 12,93 0,75
2 0,87 0,7 10,34 0,75 0,7 10,34 0,75
3 0,87 0,7 15,52 1,5 0,7 15,52 1,5
4 0,87 0,7 16,81 2,5 0,7 16,81 1,5
5 0,87 0,7 16,81 2,5 0,7 16,81 1,5
6 0,87 0,7 15,52 1,5 0,7 15,52 1,5
7 0,87 1 31,35 6 0,7 44,78 6

46
Tabela 22 – Corrente Corrigida e Dimensionamento de condutor de fase - Custom 2 e 3.
Fonte: Autor

Fator Fator Corrente Condutor 1 Fator Corrente Condutor 2


no Circuito
Temp. Agrup. 1 Corrigida 1 (A) (mm2 ) Agrup. 2 Corrigida 2 (A) (mm2 )
1 0,87 0,7 14,22 1,5 0,7 14,22 1,5
2 0,87 0,7 10,34 1 0,7 10,34 0,75
3 0,87 0,7 15,52 2,5 0,7 15,52 1,5
4 0,87 0,7 16,81 2,5 0,7 16,81 1,5
5 0,87 0,7 7,76 0,5 0,7 7,76 0,5
6 0,87 0,7 16,81 2,5 0,7 16,81 1,5
7 0,87 0,7 15,52 1,5 0,7 15,52 1,5
8 0,87 1 31,35 6 0,7 44,78 6
9 0,87 1 31,35 6 0,7 44,78 6

A escolha da seção do condutor de fase passa também pela tabela 47 da ABNT


NBR 5410 (2004), presente no anexo G, figura 15. Nesta tabela encontra-se que a seção
mínima para um condutor de cobre, para circuito de iluminação deve ser de 1, 5mm2 e
para circuito de tomadas, no mínimo 2, 5mm2 . Por fim a seção deve ser determinada
atendendo os critérios da seção 6.2.6.1.2 da norma.
Deste modo, as seções finais para cada módulo estão dispostas nas tabelas 23, 24 e
25.

Tabela 23 – Seção final do condutor fase - Módulo Base. Fonte: Autor

no Circuito Condutor Final (mm2 )


1 1,5
2 2,5
3 2,5
4 2,5
5 2,5
6 2,5
7 6

Tabela 24 – Seção final do condutor fase - Custom 1. Fonte: Autor

no Circuito Condutor Final (mm2 )


1 1,5
2 2,5
3 2,5
4 2,5
5 2,5
6 2,5
7 6

47
Tabela 25 – Seção final do condutor fase - Custom 2 e Custom 3. Fonte: Autor

no Circuito Condutor Final (mm2 )


1 1,5
2 2,5
3 2,5
4 2,5
5 2,5
6 2,5
7 2,5
8 6
9 6

4.7.2 Dimensionamento Condutor Neutro e Condutor de Pro-


teção
Para o dimensionamento dos condutores de neutro, é consultado a tabela 48 da ABNT
NBR 5410 (2004), representada na tabela 26.

Tabela 26 – Tabela 48 - Seção reduzida do condutor neutro. Fonte: ABNT NBR 5410
(2004)

Seção dos condutores de fase S (mm2 ) Seção reduzida do condutor neutro (mm2 )
S≤25 S
35 25
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185

Para a seção dos condutores de proteção é dada pela tabela 58 da ABNT NBR 5410
(2004), representada na tabela 27. Os condutores de proteção não conduzem corrente
elétrica, a não ser em casos específicos, como corrente de curto circuito, corrente de fuga,
descarga atmosférica, desbalanceamento de cargas, dentre outros.

48
Tabela 27 – Tabela 58 - Seção mínima para condutor de proteção. Fonte: ABNT NBR
5410 (2004)

Seção mínima do condutor de


Seção dos condutores de fase S (mm2 )
proteção correspondente (mm2 )
S ≤16 S
16 < S ≤35 16
S > 35 S/2

Através disso, foram geradas as tabelas 29, 28 e 30 representando as seções dos con-
dutores de fase, neutro e de proteção para cada circuito.

Tabela 28 – Seção dos condutores de fase, neutro e proteção de cada circuito - Módulo
Base. Fonte: Autor

Seção condutor Seção condutor Seção condutor


no Circuito
de fase (mm2 ) neutro (mm2 ) de proteção (mm2 )
1 1,5 1,5 1,5
2 2,5 2,5 2,5
3 2,5 2,5 2,5
4 2,5 2,5 2,5
5 2,5 2,5 2,5
6 2,5 - 2,5
7 6 - 6

Tabela 29 – Seção dos condutores de fase, neutro e proteção de cada circuito - Custom
1. Fonte: Autor

Seção condutor Seção condutor Seção condutor


no Circuito
de fase (mm2 ) neutro (mm2 ) de proteção (mm2 )
1 1,5 1,5 1,5
2 2,5 2,5 2,5
3 2,5 2,5 2,5
4 2,5 2,5 2,5
5 2,5 2,5 2,5
6 2,5 - 2,5
7 6 - 6

49
Tabela 30 – Seção dos condutores de fase, neutro e proteção de cada circuito - Custom 2
e Custom 3. Fonte: Autor

Seção condutor Seção condutor Seção condutor


no Circuito
de fase (mm2 ) neutro (mm2 ) de proteção (mm2 )
1 1,5 1,5 1,5
2 2,5 2,5 2,5
3 2,5 2,5 2,5
4 2,5 2,5 2,5
5 2,5 2,5 2,5
6 2,5 2,5 2,5
7 2,5 - 2,5
8 6 - 6
9 6 - 6

4.8 Balanceamento de Fases


O balanço de cargas é feito para evitar que uma das fases fique sobrecarregada em
relação as outras. Para isso, distribui-se as potências dos circuitos pelas fases fornecidas.
Se o sistema for monofásico, não há balanceamento de fases, visto que há apenas uma
fase.
Cada fase tem tensão de 127V, proporcionando assim uma melhor distribuição de
carga por fase, o que resulta no balanceamento de carga residencial. Ao chegar ao quadro
de distribuição, as fases podem ser distribuídas uniformemente entre os circuitos de modo
a obter-se o maior equilíbrio possível.
As tabelas 31, 32 e 33 representam os balanceamentos de fases em cada um dos
módulos.

Tabela 31 – Balanceamento de Fases - Módulo Base. Fonte: Autor

no Circuito Balanceamento de Fases


R S
1 1000 -
2 - 800
3 - 1200
4 1300 -
5 1000 -
6 - 1200
7 6000 6000
Total 9300 9200
Circuitos 4 4

50
Tabela 32 – Balanceamento de Fases - Custom 1. Fonte: Autor

no Circuito Balanceamento de Fases


R S
1 - 1000
2 800 -
3 - 1200
4 1300 -
5 1300 -
6 - 1200
7 6000 6000
Total 9400 9400
Circuitos 4 4

Tabela 33 – Balanceamento de Fases - Custom 2 e 3. Fonte: Autor

no Circuito Balanceamento de Fases


R S
1 1100 -
2 800 -
3 1200 -
4 - 1300
5 600 -
6 - 1300
7 - 1200
8 6000 6000
9 6000 6000
Total 15700 15800
Circuitos 6 5

4.9 Proteção do Circuitos


4.9.1 Proteção contra Curto-circuito e Sobrecorrente
Segundo a seção 4.1.3 da NBR 5410, sobre proteção contra efeitos térmicos, "As
pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de tempe-
raturas ou solicitações eletromecânicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os
condutores vivos possam ser submetidos." (ABNT NBR 5410, 2004).
No que se trata de proteção contra sobrecorrentes, ou proteção contra curto-circuito,
a NBR 5410, na seção 4.1.4, diz: "Condutores que não os condutores vivos e outras partes

51
destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir
temperaturas excessivas." (ABNT NBR 5410, 2004).
O equipamento utilizado para a proteção contra curto-circuito e sobrecorrente é cha-
mado de disjuntor termomagnético.
Este tipo de disjuntor possui operação por meio de disparadores, pode ter uma ope-
ração repetitiva, além de ter uma larga margem de escolha de correntes nominais. Porém
pode não atuar adequadamente contra choque elétrico, surtos de tensão, correntes de
falta à terra, etc, fazendo com que não seja recomendado para o uso em áreas molhadas.
É composto de dois disparadores, um térmico (através de um par bimetálico) e outro
eletromagnético (armadura tensionada por meio de uma mola). Quanto ao número de
polos, variam de acordo com as fases do circuito, pois o mesmo só é ligado com condutores
fase. Serão utilizados disjuntores termomagnéticos (DTM) do tipo DIN, que segue os
padrões IEC (padrão europeu) e possuem mais rápida e eficiente em comparação aos
disjuntores NEMA (padrão norte-americano).
Para o cálculo da corrente nominal do disjuntor (IN ), esta mesma corrente deve estar
na faixa IP ≤ IN ≤ IZ , onde IP é a corrente de projeto e IZ é dada pela equação
IZ = IC · F A · F T . IC é a corrente máxima suportada pela seção nominal do condutor, de
acordo com o pior caso de instalação, visto na tabela 36 da norma NBR 5410. F A e F T
são os fatores de agrupamento e de temperatura, quais já foram discutidos anteriormente.

4.9.2 Proteção contra Choque Elétrico


A respeito de proteção contra choques elétricos, a norma NBR 5410, na seção 4.1.1
especifica: "As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos, seja
o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa, seja a falhas que possam
colocar uma massa acidentalmente sob tensão." (ABNT NBR 5410, 2004).
Para a proteção contra efeitos térmicos, a norma enuncia que "A instalação elétrica
deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de ma-
teriais inflamáveis, devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos. Além disso, em
serviço normal, não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais."
(ABNT NBR 5410, 2004).
Para atender estas especificações, é utilizado o disjuntor diferencial residual (DDR).
Este disjuntor detecta a soma fasorial das correntes nos condutores vivos ligados a ele.
Quando essa soma se torna acima do especificado, o mesmo desarma.
O dispositivo DR é sempre bipolar ou tetrapolar, pois é ligado o condutor neutro
também. Possui alta capacidade de interrupção. É divido em três categorias: AC, sensível
a correntes alternadas senoidais (instalações usuais); A, sensível a correntes alternadas

52
senoidais e contínuas pulsantes (grande presença de cargas eletrônicas); B, sensível a
correntes alternadas senoidais, contínuas pulsantes e contínuas puras (cargas trifásicas).
Para o dispositivo DR, IP ≤ IN , onde IP é a corrente de projeto e IN é a corrente
nominal do disjuntor.
A norma também retrata, na seção 5.1.3.2 o uso de dispositivo diferencial-residual de
alta sensibilidade, que a tensão nominal residual (I∆N ) seja igual ou inferior a 30mA e
devem ser instalados em: circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais
contendo banheira ou chuveiro; circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas
em áreas externas à edificação; circuitos que, em locais de habitação ou edificações não
residenciais, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, lavanderias, áreas de
serviço e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens
(ABNT NBR 5410, 2004).
Com isso, as tabelas 34, 35 e 36 mostram os disjuntores de cada circuito, de acordo
com o projeto de cada módulo.

Tabela 34 – Disjuntores de Proteção - Módulo Base. Fonte: Autor

no Circuito Tipo no Pólos Corrente Nominal


1 DTM 1 10
2 DDR 2 16
3 DDR 2 16
4 DDR 2 16
5 DTM 1 10
6 DDR 2 16
7 DDR 2 40

Tabela 35 – Disjuntores de Proteção - Módulo Custom 1. Fonte: Autor

no Circuito Tipo no Pólos Corrente Nominal


1 DTM 1 10
2 DDR 2 16
3 DDR 2 16
4 DDR 2 16
5 DTM 1 16
6 DDR 2 16
7 DDR 2 40

53
Tabela 36 – Disjuntores de Proteção - Módulo Custom 2 e Custom 3. Fonte: Autor

no Circuito Tipo no Pólos Corrente Nominal


1 DTM 1 10
2 DDR 2 16
3 DDR 2 16
4 DDR 2 16
5 DDR 2 16
6 DTM 1 16
7 DDR 2 16
8 DDR 2 40
9 DDR 2 40

4.10 Eletrodutos e Eletrocalha


Os eletrodutos utilizados serão de dois tipos: PVC rígido (para a instalação horizontal)
e PVC flexível (instalação vertical). A eletrocalha não perfurada será utilizada também
na instalação horizontal.
A norma ABNT NBR 5410 (2004) trata na seção 6.2.11.1 sobre as prescrições de
instalação com eletrodutos. As dimensões internas dos eletrodutos devem permitir a
instalação e retirada dos condutores com facilidade. Para tanto:

• a taxa de ocupação do eletroduto, dada pelo quociente entre a soma das áreas
das seções transversais dos condutores previstos, calculadas com base no diâmetro
externo, e a área útil da seção transversal do eletroduto, não deve ser superior a:
53% no caso de um condutor; 31% no caso de dois condutores; 40% no caso de três
ou mais condutores;

• os trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou equipamentos,


não devem exceder 15m de comprimento para linhas internas às edificações e 30m
para as linhas em áreas externas às edificações, se os trechos forem retilíneos. Se os
trechos incluírem curvas, o limite de 15m e o de 30m devem ser reduzidos em 3m
para cada curva de 90o . (ABNT NBR 5410, 2004).

Ná pratica, é analisado o número de condutores passando pelo eletroduto em projeto,


utilizando a maior seção nominal entre os condutores e consultando a tabela presente na
figura 8.

54
Figura 8 – Ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por condutores de mesma seção.
Fonte: Cavalin e Cervelin (2006)

Nota: os eletrodutos tem tamanho nominal referente a norma NBR 6150.


Os eletrodutos devem ser não-propagantes de chamas, além de, em instalações embu-
tidas, suportem os esforços de deformação característicos da técnica construtiva utilizada.
A seção 6.2.11.3 da norma ABNT NBR 5410 (2004), trata sobre bandejas, leitos,
prateleiras e suportes horizontas, o qual caracteriza a eletrocalha.
Os cabos devem ser dispostos, preferencialmente, em uma única camada. Admite-se,
no entanto, a disposição em várias camadas, desde que o volume de material combustível
representado pelos cabos (isolações, capas e coberturas) não ultrapasse:

• 3, 5dm3 por metro linear, para cabos de categoria BF da ABNT NBR 6812;

• 7dm3 por metro linear, para cabos de categoria AF ou AF/R da ABNT NBR 6812.
(ABNT NBR 5410, 2004).

A eletrocalha utilizada será de dimensões 10cm × 10cm × 3m. Esta escolhida devido
a largura do painel ser de 15cm e por fazer com que os condutores não se sobreponham
em mais camadas (ABNT NBR 5410, 2004).

55
4.11 Lista de Materiais
Através dos projetos feitos nas plantas, disponíveis em anexo, foi gerado a lista de
materiais para cada módulo. Também foram feitos orçamentos para cada projeto, os
quais se encontram em anexo à este trabalho.

Módulo Base

• 1unid. - Caixa de Distribuição de Embutir PVC - 12 disjuntores

• 3unid. - Eletrocalha Lisa Tipo "U"10cm × 10cm × 3m

• 13, 5m - Eletroduto PVC Flexível Reforçado 32mm

• 45m - Eletroduto PVC Flexível Leve 20mm

• 32m - Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 6unid. - Cotovelo 90o Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 37unid. - Caixa de Luz 4pol × 2pol

• 29m - Condutor Vermelho 1, 5mm2

• 30, 5m - Condutor Azul 1, 5mm2

• 34m - Condutor Preto 1, 5mm2

• 82m - Condutor Vermelho 2, 5mm2

• 70m - Condutor Azul 2, 5mm2

• 87m - Condutor Verde 2, 5mm2

• 9m - Condutor Vermelho 6mm2

• 6m - Condutor Verde 6mm2

• 27m - Condutor Vermelho 10mm2

• 13, 5m - Condutor Azul 10mm2

• 13, 5m - Condutor Verde 10mm2

• 2 - Disjuntor Monopolar DTM DIN 10A

• 4 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 16A

56
• 1 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 40A

• 1 - Disjuntor Bipolar 50A

Módulo Custom 1

• 1unid. - Caixa de Distribuição de Embutir PVC - 12 disjuntores

• 3unid. - Eletrocalha Lisa Tipo "U"10cm × 10cm × 3m

• 13, 5m - Eletroduto PVC Flexível Reforçado 32mm

• 52m - Eletroduto PVC Flexível Leve 20mm

• 38m - Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 6unid. - Cotovelo 90o Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 47unid. - Caixa de Luz 4pol × 2pol

• 30m - Condutor Vermelho 1, 5mm2

• 31m - Condutor Azul 1, 5mm2

• 35m - Condutor Preto 1, 5mm2

• 98m - Condutor Vermelho 2, 5mm2

• 86m - Condutor Azul 2, 5mm2

• 101m - Condutor Verde 2, 5mm2

• 9m - Condutor Vermelho 6mm2

• 6m - Condutor Verde 6mm2

• 27m - Condutor Vermelho 10mm2

• 13, 5m - Condutor Azul 10mm2

• 13, 5m - Condutor Verde 10mm2

• 1 - Disjuntor Monopolar DTM DIN 10A

• 1 - Disjuntor Monopolar DTM DIN 16A

• 4 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 16A

57
• 1 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 40A

• 1 - Disjuntor Bipolar 50A

Módulo Custom 2

• 1unid. - Caixa de Distribuição de Embutir PVC - 12 disjuntores

• 3unid. - Eletrocalha Lisa Tipo "U"10cm × 10cm × 3m

• 13, 5m - Eletroduto PVC Flexível Reforçado 32mm

• 54m - Eletroduto PVC Flexível Leve 20mm

• 48m - Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 8unid. - Cotovelo 90o Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 51unid. - Caixa de Luz 4pol × 2pol

• 1unid. - Caixa de Luz 4pol × 4pol

• 30m - Condutor Vermelho 1, 5mm2

• 32m - Condutor Azul 1, 5mm2

• 34m - Condutor Preto 1, 5mm2

• 102m - Condutor Vermelho 2, 5mm2

• 89m - Condutor Azul 2, 5mm2

• 105m - Condutor Verde 2, 5mm2

• 24m - Condutor Vermelho 6mm2

• 14m - Condutor Verde 6mm2

• 42m - Condutor Vermelho 10mm2

• 13, 5m - Condutor Azul 10mm2

• 13, 5m - Condutor Verde 10mm2

• 1 - Disjuntor Monopolar DTM DIN 10A

• 1 - Disjuntor Monopolar DTM DIN 16A

58
• 5 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 16A

• 2 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 40A

• 1 - Disjuntor Tripolar 50A

Módulo Custom 3

• 1unid. - Caixa de Distribuição de Embutir PVC - 12 disjuntores

• 3unid. - Eletrocalha Lisa Tipo "U"10cm × 10cm × 3m

• 13, 5m - Eletroduto PVC Flexível Reforçado 32mm

• 54m - Eletroduto PVC Flexível Leve 20mm

• 41m - Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 9unid. - Cotovelo 90o Eletroduto PVC Rígido 20mm

• 52unid. - Caixa de Luz 4pol × 2pol

• 1unid. - Caixa de Luz 4pol × 4pol

• 33m - Condutor Vermelho 1, 5mm2

• 32m - Condutor Azul 1, 5mm2

• 32m - Condutor Preto 1, 5mm2

• 106m - Condutor Vermelho 2, 5mm2

• 93m - Condutor Azul 2, 5mm2

• 105m - Condutor Verde 2, 5mm2

• 29m - Condutor Vermelho 6mm2

• 16m - Condutor Verde 6mm2

• 42m - Condutor Vermelho 10mm2

• 13, 5m - Condutor Azul 10mm2

• 13, 5m - Condutor Verde 10mm2

• 1 - Disjuntor Monopolar DTM DIN 10A

59
• 1 - Disjuntor Monopolar DTM DIN 16A

• 5 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 16A

• 2 - Disjuntor Bipolar DDR 30mA 40A

• 1 - Disjuntor Tripolar 50A

60
5 Discussões e Conclusões

O estudo de projeto para instalações elétricas, com base nos conceitos de customização
em massa e modularidade, teve como os objetivos aplicar as recomendações da norma
NBR 5410, assim como outras normas técnicas, como a NTC 901100.
Durante a execução, visando sempre a otimização e compatibilização do projeto, foram
feitas algumas adequações para que a seção nominal do condutor, de acordo com a norma
que regula as Instalações Elétricas de Baixa Tensão, a NBR 5410, fosse a menor possível.
Alguns circuitos foram divididos após um estudo do custo de cada hipótese; também
foram feitos circuitos de caminho único, como no caso dos chuveiros. Isso foi feito sempre
de acordo com o requerido em norma.
Outro aspecto a ser destacado, foram os métodos utilizados para atender os conceitos
de modularidade. Observando que os projetos variam de acordo com um módulo base,
instalando novos cômodos apenas em um eixo, foi estipulado o uso de uma eletrocalha,
aproveitando a estrutura do projeto do empreendimento. Assim, esta eletrocalha atra-
vessa toda a extensão da residência, distribuindo os circuitos internos e possibilitando
um melhor acesso caso haja a necessidade dos módulos customizados. Esta foi a solução
que geraria menos gastos e melhor utilização do espaço projetado.
Com base nos orçamentos realizados, a partir da lista de materiais para cada módulo,
foi possível apresentar os valores de custeio para cada projeto. Uma vez que estes projetos
são de interesse social, deve haver um baixo custo do projeto final, esse já incluindo todos
os materiais de construção e mão de obra. A faixa de preço variando de R$1200, 00 a
R$1700, 00 possibilita mais informação para a escolha da topologia de projeto que atende
as necessidades do cliente.
Por fim, o projeto está em condizendo com o solicitado em norma, atendendo os
requisitos de segurança, aliados aos conceitos de customização em massa e modularidade,
sempre levando em consideração o custeio do projeto. O resultado final foi satisfatório,
visto que agregou todos as condições estabelecidas previamente e se mostrou viável para
a execução do mesmo.

5.1 Trabalhos Futuros


Propõe-se, para trabalhos futuros, a adequação às novas topologias que estão sendo
discutidas no projeto de edificações ZEMCH, bem como novos métodos que atendem
aos conceitos de customização em massa e modularidade. Também é proposto um estudo
sobre a eficiência do projeto a fim de estudar novas melhorias e/ou adaptações do mesmo.
Referências

ABNT NBR 5410. Instalações elétricas de baixa tensão. 2004. 10, 11, 12, 13, 28, 30, 31,
34, 35, 38, 45, 46, 47, 48, 49, 51, 52, 53, 54, 55, 63, 64, 68, 69

CAVALIN, G.; CERVELIN, S. Instalações elétricas prediais: conforme norma NBR


5410: 2004. [S.l.]: Ed. Érica, 2006. 10, 24, 25, 26, 29, 55

CREDER, H. Instalações elétricas. [S.l.]: Livros Tecnicos e Cientificos, 2007. 10, 24, 25,
26, 27

ESPíNDOLA, L. d. R. et al. Simulação de eficiência Energética em projeto para


habitação social em madeira. 2016. 10, 22, 23

HIROTA, E. H. Processo de projeto de empreendimento habitacional de interesse social


com conceitos de customização em massa e eficiência energética: diretrizes e proposta
metodológica. 2014. 18

NOGUCHI, M. ZEMCH Zero Energy Mass Custom Home Network. 2004. 20, 22

NTC 841001. Projeto de Redes de Distribuição Urbana. [S.l.]: Copel, 1999. 10, 38, 66, 67

NTC 901100. Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição. [S.l.]: Copel, 2012.


10, 30, 65

OLIVEIRA, P. R. de. Customização em massa: prototipagem e elaboração de protótipo


em pequena escala. 2013. 20

PINE, B Joseph. Mass customization: the new frontier in business competition. [S.l.]:
Harvard Business Press, 1993. 17

SCHEIDT, F. S. da S. et al. Consideração de requisitos ambientais em empreendimentos


habitacionais de interesse social: um estudo de caso. 2005. 53–68 p. 17

ZEMCH Network. Zero Energy Mass Custom Home Network. 2014. Acesso em: 22 de
agosto de 2016. Disponível em: <http://www.zemch.org/>. 17, 20
6 Anexos

Anexo A - Tabela 40 NBR 5410

Figura 9 – Tabela 40 - Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de


30o C para linhas não-subterrâneas e de 20o C (temperatura do solo) para linhas
subterrâneas. Fonte: ABNT NBR 5410 (2004)
Anexo B - Tabela 42 NBR 5410

Figura 10 – Tabela 42 - Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados em feixe


(em linhas abertas ou fechadas) e a condutores agrupados num mesmo plano,
em camada única. Fonte: ABNT 64 NBR 5410 (2004)
Anexo C - Tabela 2 NTC 901100

Figura 11 – Tabela 2 - Fornecimento de energia de rede distribuição secundária. Fonte:


NTC 901100 (2012)
65
Anexo D - Tabela 2 Anexo 7 NTC 841001

Figura 12 – Tabela 2 - Potência aproximada de aparelhos eletrodomésticos. NOTA: Estes


valores são os mínimos considerados pela Copel. Fonte: NTC 841001 (1999)

66
Anexo E - Tabela 5 Anexo 7 NTC 841001

Figura 13 – Tabela 5 - Fatores de demanda de chuveiros, torneira, aquecedores de água


e ferros elétricos. Nota: O número de aparelhos indicado na tabela deve ser
considerado para cada tipo de aparelho. Fonte: NTC 841001 (1999)

67
Anexo F - Tabela 36 NBR 5410

Figura 14 – Tabela 36 — Capacidades de condução de corrente, em ampères, para os


métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D. Condutores: cobre e alumínio
Isolação: PVC Temperatura no condutor: 70o C Temperaturas de referência
do ambiente: 30o C (ar), 20o C (solo) Fonte: ABNT NBR 5410 (2004)

68
Anexo G - Tabela 47 NBR 5410

Figura 15 – Tabela 47 - Seção mínima dos condutores Fonte: ABNT NBR 5410 (2004)

69
Orçamento Lista de Materiais - Módulo Base

70
Orçamento Lista de Materiais - Módulo Custom 1

71
Orçamento Lista de Materiais - Módulo Custom 2

72
Orçamento Lista de Materiais - Módulo Custom 3

73
Ø20

4 100
100

100

1 4 5
5

VARANDA
5

1 4
Ø20

Sa
Ø20

2.16 m²
1 b
100

1a

Ø20
DORMITÓRIO

1 a
100
5

Ø20
Ø20

5 100 5 100

JANTAR
14.85 m²
PROJ. BEIRAL PROJ. BEIRAL

ESTAR/
5 100

1 b 4 5
7.20 m²

1 g
100

1 b
100
Sg
1g5
02

Ø20

PROJ. BEIRAL
.1x.1x3
.1x.1x3

.1x.1x3
5 100

1 b
100
EC
EC

EC

Ø20
1 5

.1x.1x3

1 b2 3 4 5 6

.1x.1x3
1 bc2 4 5 6

.1x.1x3
1 b2 3 4 5 6 7
1b
Ø20
.1x.1x3

.1x.1x3

EC
.1x.1x3

EC
Ø20

1 b 4 5

EC
EC

EC
EC

1 b5

1 2 6
1 c2 6
100

1a
5

1f 5

1 5

5
5
Ø20
S

Ø20
b
Ø20

Ø20

Ø20
S S

100

shaft
5 100

c
f
5

4
1

Ø20

1 2 6
S
1 5
5

3 4
Ø20

2 100 2 100

1 a
100
1e
1f

m² 4 600

1c
Ø20

3 600
Ø20

DORMITÓRIO

Ø20
SANITÁRIO
1 e

1 c
100
100
100
1 f

Ø20
Ø20

COZINHA

1 2 6
5.04 m²
8.28 m²

7 6000W

3 4
3.65
5

01
5 100Ø20

01

3 600
Ø20

600
7

Ø20

2
4
S

3.24 m² 600 600


600

d
4

SERVIÇO 6 6
1 d
100
PROJ. BEIRAL

1d

Ø20
PLANTA BAIXA
Diagrama Unifilar - Módulo Base Tabela de Símbolos V 004
Tomada de luz baixa (30 cm do piso) MÓDULO BASE
QG
Tomada de luz média (130 cm do piso)

Tomada de luz alta (200 cm do piso)


50 A

Ponto de luz no teto

Interruptor simples
Sa
QDFL semi-embutido na parede

Quadro geral de distribuição


DDR DDR DDR DDR DDR
10 A 10 A
16 A 16 A 16 A 16 A 40 A Eletroduto PVC Rígido
Eletroduto PVC Flexível Reforçado
(subterrâneo)
Circuito
Circuito

Circuito

Circuito

Circuito
Circuito

Reserva

Reserva

Reserva
Circuito

Reserva

Eletrocalha Lisa Tipo "U" .10x.10x3m


1

7
2

6
4

R S S R R S RS

TÍTULO: DISCENTE:
MÓDULO BASE IGOR DA SILVA DEGGERONE
ASSUNTO: ESCALA: FOLHA:
PLANTA BASE E DIAGRAMA UNIFILAR 1:50 01
DOCENTE: REVISOR: DATA:
SILVIA GALVÃO DE SOUZA CERVANTES -------------------------- 02/02/2017
S
Circuito
1

10 A

R
16A
Circuito
2

DDR

S
16 A
Circuito
3

DDR
5 5 5

Ø20

R
5 100 Ø20 5 100 Ø20 5 100

16 A
Circuito
4

DDR
DORMITÓRIO

R
Circuito
5 02

16 A
7.20 m²

50 A
QG
5 5
1f 100

S
EC
Ø20 100

16 A
.1x.1x3
Circuito
6
1 g

DDR
100 5

1 f Ø20
1f 5 1g5
5

RS
EC Ø20
.1x.1x3
Circuito
7

40 A
100

DDR
S

1 5
DORMITÓRIO f 5 100
Ø20
1 5
01 Sg
EC
Reserva
8.28 m² .1x.1x3

5 100 5 100
1 5
Reserva
EC
.1x.1x3
Reserva
1b

Ø20
100
1
1 b
Reserva
Ø20
S
e
1e

Ø20
100
1 e
ESTAR/
JANTAR
PROJ. BEIRAL

Diagrama Unifilar - Módulo Custom 1

SANITÁRIO 14.85 m²
1 b5
01 EC
7 .1x.1x3
4 1 b2 3 4 5 6 7 5
Ø20
3.65
7 6000W
m² 4 600
EC
Ø20 100
.1x.1x3
shaft 1 b2 3 4 5 6
4
4
EC 5
4 Ø20 3 4 3 4 .1x.1x3
100 Ø20
3 600 Ø20 3 600 Ø20
S
S

600 1 bc2 4 5 6
c b
EC
.1x.1x3
100 100
1 b 4 5 1 b 1 b 4 5 1 b 1 4 5
1c Ø20 Ø20
Ø20
Ø20 1 c2 5 6

100 100
EC
1 d 1 c .1x.1x3

1d

Ø20
COZINHA 1 2 5 6 1 4

5.04 m² EC Ø20
.1x.1x3

TÍTULO:
S

ASSUNTO:

DOCENTE:
1 2 6 1 h2 6
SERVIÇO 6 6d 2 2 100 2 100
Ø20 Ø20
600 Sa
3.24 m² 600 600
S
h 4 100
5 1a

100 Ø20
1h 5
Sa

Ø20
100
5 1 a
Ø20
VARANDA
2.16 m²
5 1h 5 5

Ø20 Ø20 Ø20


5 100 5
1 h
100 100
MÓDULO CUSTOM 1
(subterrâneo)

ESCRITÓRIO
10.26 m²
Interruptor simples
Ponto de luz no teto
PROJ. BEIRAL

Eletroduto PVC Rígido

SILVIA GALVÃO DE SOUZA CERVANTES


Tabela de Símbolos

Quadro geral de distribuição

PLANTA BASE E DIAGRAMA UNIFILAR

PROJ. BEIRAL
QDFL semi-embutido na parede

Eletroduto PVC Flexível Reforçado


Tomada de luz alta (200 cm do piso)
Tomada de luz baixa (30 cm do piso)

Eletrocalha Lisa Tipo "U" .10x.10x3m


Tomada de luz média (130 cm do piso)
PROJ. BEIRAL

ESCALA:

REVISOR:
DISCENTE:

ABRIGO
1:50

AUTOMÓVEL
18.77 m²
V 004

Ø32
--------------------------
CUSTOM 1

DATA:
FOLHA:
02
PLANTA BAIXA

IGOR DA SILVA DEGGERONE

02/02/2017
R
Circuito
1

10 A
9 6000W 5 5 600
Ø20

R
Circuito
2 SANITÁRIO

16 A
DDR
02 100
3.65 m² 1 i

R
1 i 5

16 A
Circuito
3
Ø20

DDR
9

Ø20

S
Circuito
4 Si

16 A
DDR
6 6 1 i 6

6 100 Ø20 Ø20 6 100 Ø20 6 100

R
16 A
Circuito
5

DDR
DORMITÓRIO

S
63 A
QG
Circuito
6
1 5 6
02

16 A
EC 7.20 m²
.1x.1x3
6
1f 100
Ø20 1 g 6
100

S
100
1 f 5 6 Ø20

16 A
Circuito
7

DDR
1 f
EC 1g6
6 .1x.1x3
Ø20
1 5 6
100

RS
EC
S

1 6
Circuito
8

40 A
DDR
DORMITÓRIO .1x.1x3
f 6 100
Ø20
01 Sg

RS
Circuito 8.28 m²

40 A
9

DDR
6 100 6 100

Reserva 1 5 6

EC
1b
.1x.1x3
Ø20
100
1
Reserva
S 1 b
e Ø20
1e
Reserva
Ø20
100
1 e ESTAR/
Diagrama Unifilar - Módulo Custom 2
PROJ. BEIRAL

JANTAR
SANITÁRIO
1 b5 6
14.85 m²
01 EC
8 .1x.1x3
3.65 m² 4 1 b2 3 4 6 7
6
Ø20
8 6000W 4 600
Ø20 EC 100
shaft 1 b2 3 4 6 .1x.1x3
7
6 EC
4
4 3 4 3 4 .1x.1x3
100 6
Ø20
3 600 Ø20 3 600
Ø20 Ø20
S
S

600
c b 1 bc 2 4 6 7
EC
.1x.1x3
100 100
1 b 4 6 1 b 1 b 4 6 1 b 1 4 6
1c Ø20
Ø20 Ø20
Ø20 1 c2 6 7
100 100
EC
1 d 1 c .1x.1x3

1d

Ø20
COZINHA 1 4

Ø20

TÍTULO:
5.04 m² 1 2 6 7

ASSUNTO:

DOCENTE:
EC
S

.1x.1x3
1 2 7 1 h 2 7
SERVIÇO 7 7d 2 2 100 2 100
Ø20 Ø20
600 Sa
3.24 m² 600 600
S
h 4 100
6
1a
Sa

100 Ø20
100
1h 6 1 a
6 Ø20
Ø20 VARANDA
2.16 m²
6 1h 6 6

Ø20 Ø20 Ø20


6 100 6
MÓDULO CUSTOM 2

1 h
100 100
(subterrâneo)

DORMITÓRIO
10.26 m²
Interruptor simples
Ponto de luz no teto

Eletroduto PVC Rígido

SILVIA GALVÃO DE SOUZA CERVANTES


PROJ. BEIRAL

Tabela de Símbolos

Quadro geral de distribuição

PLANTA BASE E DIAGRAMA UNIFILAR


QDFL semi-embutido na parede

PROJ. BEIRAL
Eletroduto PVC Flexível Reforçado
Tomada de luz alta (200 cm do piso)
Tomada de luz baixa (30 cm do piso)

Eletrocalha Lisa Tipo "U" .10x.10x3m


Tomada de luz média (130 cm do piso)

ESCALA:
PROJ. BEIRAL

REVISOR:
DISCENTE:

1:50

ABRIGO
AUTOMÓVEL
18.77 m²
V 004

--------------------------

Ø32
CUSTOM 2

DATA:
FOLHA:
03
PLANTA BAIXA

IGOR DA SILVA DEGGERONE

02/02/2017
DORMITÓRIO
10.26 m² 1h 6

R
Ø20
Circuito
1

10 A
100 6
6 1 h
6 6
100
100 Ø20 Ø20

R
Circuito
2

16 A
DDR
1h 6

Ø20

R
16 A
Circuito
3

DDR
6 100

S
Circuito
4 Sh

16 A
DDR
6 1h 6

6 100 Ø20 Ø20 6 100

R
16 A
Circuito
5

DDR
SALA/
ESCRITÓRIO
1 6

S
63 A
QG
Circuito
6 EC
7.20 m²

16 A
.1x.1x3
100
1f 6
1 g

S
100 1g
100
1 f 6

16 A
Circuito
7

DDR
1 f EC Ø20
6 .1x.1x3
6
100

RS
Circuito
8 DORMITÓRIO Ø20

40 A
S

DDR
1 6
1 6 f 6
01 Ø20 6 100 6 100
EC Ø20
8.28 m² .1x.1x3
Sg

RS
Circuito

40 A
9

DDR
6 100

Reserva
1 6

EC
Reserva .1x.1x3
1
S
e Ø20 1 6
1b
EC
Reserva
1e .1x.1x3 Ø20
100
Ø20 1 b
100
Diagrama Unifilar - Módulo Custom 3

1 e
PROJ. BEIRAL

SANITÁRIO
01 ESTAR/
1 b6
3.65 m² JANTAR
EC
8 6
4 .1x.1x3
1b2 3 4 5 6 7 14.85 m²
Ø20 8 6000W 4 600
EC 100
Ø20
shaft 1b2 3 4 5 6 7 .1x.1x3
6
4 EC
4 .1x.1x3 6
Ø20 3 4 3 4
100
Ø20
3 600 Ø203 600
S
S

600 Ø20 1 bc 2 4 5 6 7
c b
EC
100 .1x.1x3 100
1 b 4 6 1 b 1 b 4 6 1 b 1 4 6
1c Ø20 Ø20 Ø20
Ø20 1 c2 5 6 7
100 100 EC
1 d 1 c .1x.1x3

1d

Ø20
COZINHA 1 2 5 6 7 1 4 6

TÍTULO:
5.04 m² EC Ø20

ASSUNTO:

DOCENTE:
.1x.1x3
S

1 2 7 1 i 2 7
2 2 100 2 100
SERVIÇO 7 7d 6 100
600 Ø20 Ø20
3.24 m² 600 600 Sa
1 2 7
i
S
Ø20 4 100
9 1 i 5
Sa

Ø20 1a
Ø20
Ø20
100 100
1 i 1 a
5

SANITÁRIO Ø20 VARANDA


02 2.16 m²
3.659m²
6000W 5 600
MÓDULO CUSTOM 3
(subterrâneo)
Interruptor simples
Ponto de luz no teto

Eletroduto PVC Rígido

SILVIA GALVÃO DE SOUZA CERVANTES


PROJ. BEIRAL

Tabela de Símbolos

Quadro geral de distribuição

PLANTA BASE E DIAGRAMA UNIFILAR


QDFL semi-embutido na parede

PROJ. BEIRAL
Eletroduto PVC Flexível Reforçado
Tomada de luz alta (200 cm do piso)
Tomada de luz baixa (30 cm do piso)

Eletrocalha Lisa Tipo "U" .10x.10x3m


Tomada de luz média (130 cm do piso)

ESCALA:

REVISOR:
PROJ. BEIRAL

DISCENTE:

1:50

ABRIGO
AUTOMÓVEL
18.77 m²
V 004

--------------------------

Ø32
CUSTOM 3

DATA:
FOLHA:
04
PLANTA BAIXA

IGOR DA SILVA DEGGERONE

02/02/2017