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NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 15872
Terceira edição
06.11.2013

Válida a partir de
06.12.2013

Ferramentas manuais — Marretas até 10 kg


Hand tools — Sledge hammer up to 10 kg
Impresso por REINALDO OLIVEIRA DA SILVA em 17/02/2017

ICS 25.140.30 ISBN 978-85-07-04599-1

Número de referência
ABNT NBR 15872:2013
9 páginas

© ABNT 2013
NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 15872:2013


Impresso por REINALDO OLIVEIRA DA SILVA em 17/02/2017

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Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................iv
Introdução ............................................................................................................................................v
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referência normativa .........................................................................................................1
3 Termos e definições ...........................................................................................................1
4 Requisitos ...........................................................................................................................2
4.1 Materiais ..............................................................................................................................2
4.1.1 Cabeça.................................................................................................................................2
4.1.2 Cabo ....................................................................................................................................2
4.2 Formas, dimensões e massa.............................................................................................2
4.2.1 Cabeça.................................................................................................................................2
4.2.2 Olhal ....................................................................................................................................4
4.2.3 Cabo ....................................................................................................................................4
4.3 Fabricação ..........................................................................................................................5
4.3.1 Tratamento térmico ............................................................................................................5
4.3.2 Acabamento ........................................................................................................................5
4.3.3 Proteção ou tratamento superficial ..................................................................................6
4.3.4 Encabamento ......................................................................................................................6
4.4 Dureza .................................................................................................................................6
4.4.1 Cabeça ................................................................................................................................6
4.4.2 Olhal ....................................................................................................................................6
5 Métodos de ensaio .............................................................................................................6
5.1 Determinação do teor de umidade para cabos de madeira ...........................................6
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5.2 Ensaio de dureza ................................................................................................................7


5.3 Ensaio de impacto..............................................................................................................7
5.4 Ensaio de tração.................................................................................................................7
5.5 Ensaio de empunhadura postiça ......................................................................................8
6 Marcação .............................................................................................................................8
Bibliografia ...........................................................................................................................................9

Figuras
Figura 1 – Dimensões, nomenclatura e exemplos de formas da cabeça .......................................3
Figura 2 – Dimensões, nomenclatura e exemplos de formas do cabo...........................................5
Figura 3 – Esquematização das zonas de dureza ............................................................................6
Figura 4 – Incidência dos golpes no ensaio de impacto .................................................................7
Figura 5 – Fixação da marreta e direção de aplicação da força F1 ................................................7
Figura 6 – Ensaio de empunhadura postiça .....................................................................................8

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Tabelas
Tabela 1 – Dimensões da cabeça .......................................................................................................2
Tabela 2 – Comprimento do cabo com cabeça .................................................................................4
Tabela 3 – Valores mínimos da força F1 para o ensaio de tração ...................................................8
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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 15872 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Ferramentas Manuais e de Usinagem
(ABNT/CB-60), pela Comissão de Estudo de Ferramentas Manuais e Dispositivos (CE-60:000.01).
O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 06, de 20.06.2013 a 19.08.2013,
com o número de Projeto ABNT NBR 15872.

Esta terceira edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 15872:2011), a qual foi
tecnicamente revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard specifies requirements, test methods and marking for sledge hammers up to 10 kg.
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Introdução

Esta Norma foi desenvolvida com a finalidade de normalizar a fabricação da ferramenta manual
“marreta”, também chamada de “malho”.
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Ferramentas manuais — Marretas até 10 kg

1 Escopo
Esta Norma especifica os requisitos, métodos de ensaio e marcação de marretas até 10 kg.

2 Referência normativa
O documento relacionado a seguir é indispensável à aplicação deste documento. Para referências
datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições
mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR NM ISO 6508-1, Materiais metálicos – Ensaio de dureza Rockwell – Parte 1: Método de
ensaio (escalas A, B, C, D, E, F, G, H, K, N, T)

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
marreta
ferramenta projetada para uso específico em serviços pesados e de alta resistência

3.2
cabeça
parte metálica em aço forjado

3.3
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corpo
parte central da cabeça onde está localizado o olhal

3.4
olhal
furo onde se faz a fixação do cabo

3.5
base
parte situada após a face de impacto

3.6
face de impacto
superfície que entra em contato com o material a ser trabalhado

3.7
pescoço
região que faz a união entre a base e o corpo

3.8
cabo
elemento que possibilita o manuseio da ferramenta

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3.9
forma
formato geométrico das partes da marreta

3.10
empunhadura postiça
material sobreposto ao cabo

4 Requisitos
4.1 Materiais
4.1.1 Cabeça

A cabeça deve ser em aço ou outro material que atenda aos requisitos e ensaio, respectivamente,
estabelecidos em 4.4, 5.2 e 5.3.

4.1.2 Cabo

O cabo deve ser fabricado em material que atenda aos ensaios estabelecidos em 5.1 e 5.4.

Se houver empunhadura postiça, esta deve atender ao ensaio estabelecido em 5.5.

4.2 Formas, dimensões e massa


4.2.1 Cabeça

As dimensões e massa da cabeça da marreta acabada devem estar em conformidade com os valores
e respectivas tolerâncias apresentadas na Tabela 1.

O corpo pode ter dimensões e formas variáveis, desde que atenda aos ensaios estabelecidos em 5.2
e 5.3.
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A forma construtiva da cabeça deve ser conforme Figura 1.

Tabela 1 – Dimensões da cabeça


Massa da cabeça a ba h mín.
g mm mm mm
500 84,0 33,0 2,6
1 000 ±6%
95,0 ±3
40,0 3,3
1 250 100,0 43,0 3,6
1 500 110,0 45,0 3,8
2 000 ±5%
120,0 50,0 4,2
3 000 140,0 ±4 57,0 4,8
4 000 150,0 62,0 5,2
5 000 160,0 68,0 5,7
6 000 ±4% 170,0 ±5 72,0 6,0
8 000 180,0 82,0 7,1
10 000 200,0 ±6 85,0 8,5
a A variação da dimensão b depende da relação entre a massa e o comprimento a da cabeça.

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Faces de impacto
A-A
A
b

A
Corpo h - Chanfro ou raio
Olhal
b

Forma oitavada (seção octagonal)

Faces de impacto
A-A
A
b
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A
Corpo h - Chanfro ou raio
Olhal
b

Forma quadrada
Legenda

a Comprimento da cabeça
b Largura da base

Figura 1 – Dimensões, nomenclatura e exemplos de formas da cabeça

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4.2.2 Olhal

As dimensões e formas do olhal devem ficar a critério do fabricante.

4.2.3 Cabo

O cabo deve ser fabricado com dimensões e formas que atendam aos ensaios estabelecidos em 5.1
e 5.4.

As dimensões do cabo devem estar de acordo com a Figura 2 e a Tabela 2, com ou sem empunhadura
postiça. O cabo pode ter formas variáveis, desde que atenda aos ensaios estabelecidos em 5.1 e 5.4.

Tabela 2 – Comprimento do cabo com cabeça


Massa da cabeça l Tolerância
g mm mm
500
1 000 260
1 250 ± 10
1 500 280
2 000 300
3 000 600
4 000 700
5 000
800 ± 20
6 000
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8 000
900
10 000

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Chanfro ou raio

Legenda

l Comprimento do cabo com cabeça


a) Dimensões básicas e nomenclatura

Cônico Tubular com empunhadura

Curvo Reto
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Autofixável

b) Exemplos de formas do cabo

Figura 2 – Dimensões, nomenclatura e exemplos de formas do cabo

4.3 Fabricação

4.3.1 Tratamento térmico

A cabeça deve ser temperada e revenida de modo que atenda aos requisitos de dureza estabelecidos
em 4.4.

4.3.2 Acabamento

A face de impacto deve passar por um processo de acabamento, a fim de remover rebarbas, trincas,
farpas, rachaduras e outras imperfeições que comprometam o desempenho e a segurança durante
o manuseio.

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4.3.3 Proteção ou tratamento superficial

As superfícies da cabeça e do cabo devem receber a aplicação de uma camada de proteção contra
corrosão e umidade.

4.3.4 Encabamento

A fixação do cabo à cabeça pode ser feita por prensagem simples e reforçada, com fixação física,
química ou outro método que esteja em conformidade com os ensaios estabelecidos em 5.1 e 5.4.

O teor de umidade no cabo de madeira não pode ultrapassar 18 % durante o processo de encabamento.

4.4 Dureza

4.4.1 Cabeça

A dureza na superfície das faces deve estar na faixa de 45 HRC a 58 HRC (dureza Rockwell C)
e no mínimo de 40 HRC, a 3 mm de profundidade (ver Figura 3), sendo que:

a) a medição de uma zona de dureza deve ser efetuada em três pontos distintos e equidistantes;

b) a dureza a 3 mm de profundidade não pode ser maior do que aquela obtida na superfície;

c) a cabeça deve estar isenta de trincas.

máx. 35 HRC
3 mm 3 mm
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45-58 HRC 45-58 HRC

mín. 40 HRC mín. 40 HRC

Figura 3 – Esquematização das zonas de dureza

4.4.2 Olhal

A dureza em torno do olhal não pode ultrapassar 35 HRC.

5 Métodos de ensaio
5.1 Determinação do teor de umidade para cabos de madeira

Deve ser utilizado um instrumento de medição de umidade para madeira.

A medição deve ser realizada internamente, a uma profundidade mínima de 3 mm.

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5.2 Ensaio de dureza

O ensaio deve ser conforme a ABNT NBR NM ISO 6508-1 e atender aos requisitos estabelecidos
em 4.4.

5.3 Ensaio de impacto

Anteriormente ao ensaio de tração em 5.4, as marretas devem ser ensaiadas pela execução de golpes
fortes, cadenciados e consecutivos, simulando o uso por um homem de estatura média, com massa
de 73 kg a 82 kg, conforme especificado abaixo:

— marretas com massa da cabeça até 2 kg: 25 golpes;

— marretas com massa da cabeça acima de 2 kg: 50 golpes.

Dirigir os golpes sobre um corpo de prova de aço rigidamente fixado e endurecido na faixa de 25 HRC
a 35 HRC. Executar metade dos golpes com a face paralela à superfície do corpo de prova, e para os
restantes variar apenas o ângulo de incidência (ver Figura 4). Após a realização do ensaio de impacto,
a base não pode apresentar qualquer sinal de deformação, rebarbas, trincas etc.
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Figura 4 – Incidência dos golpes no ensaio de impacto

5.4 Ensaio de tração

Fixar a cabeça em um suporte (ver Figura 5), enquanto que no cabo, no seu eixo central,
deve-se aplicar uma força de tração F1 (ver Tabela 3). Iniciar a aplicação da força em zero e aumentar
gradativamente. Após alcançar a força especificada, mantê-la no mínimo por 10 s. Após a realização
do ensaio, o cabo não pode apresentar qualquer sinal de movimentação em relação à cabeça.

Este ensaio deve ser realizado no martelo com cabo e sem empunhadura postiça, quando houver.

F1

Figura 5 – Fixação da marreta e direção de aplicação da força F1

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Tabela 3 – Valores mínimos da força F1 para o ensaio de tração


Massa da cabeça Força de tração
g N
500 3 500
1 000 5 200
1 250 7 000
1 500 7 000
2 000 8 000
3 000 8 000
4 000 9 000
5 000 9 000
6 000 9 000
8 000 10 000
10 000 10 000

5.5 Ensaio de empunhadura postiça

Fixar a cabeça em um suporte (ver Figura 6), enquanto que na extremidade do cabo, sobre
a empunhadura postiça, deve-se aplicar uma força de tração F3 mínima de 40 N. Após a realização
do ensaio, a empunhadura não pode apresentar qualquer tipo de movimentação em relação ao cabo.
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F3

Figura 6 – Ensaio de empunhadura postiça

6 Marcação
A marreta deve ser identificada, na cabeça e/ou no cabo, com no mínimo as seguintes informações:

a) marca ou logotipo;

b) massa nominal da cabeça.

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Bibliografia

[1] ABNT NBR 10761, Olhal de martelo – Dimensões – Padronização;

[2] ABNT NBR 10762, Cabos de madeira para martelos – Especificação;

[3] ISO 15601:2000, Hammers – Technical specifications concerning steel hammer heads –
Test procedures;

[4] ASME B107.400:2008, Striking Tools;

[5] BS 876:1995, Specification for hand hammers;

[6] DIN 6475:2000, Fäustel.


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