Você está na página 1de 52

9

Exerc´ı cios de Liga¸c˜oes Parafusadas

9.1 Resolvidos

Ex. 9.1.1 Liga¸c˜ao Simples Chapas Duas chapas de 204mm x 12,7mm (1/2”) de a¸co ASTM A36 s˜ao emendadas com chapas laterais de 9,5mm (3/8”) e parafusos comuns de diˆametro igual `a 22mm e a¸co A307 ( f ub = 415 × 10 6 N/m 2 ), conforme gura a seguir. Se as chapas est˜ao sujeitas `as for¸cas N g = 200 kN e N q = 100kN , oriundas de cargas permanentes e vari´aveis decorrentes do uso da estrutura, respectivamente, veri car a seguran¸ca da emenda no estado limite ultimo´ para combina¸c˜oes normais. N˜ao ´e necess´ario vericar as chapas `a tra¸c˜ao, assumir que a deforma¸c˜ao do furo para for¸cas de servi¸co ´e uma limita¸c˜ao de projeto e assumir tamb´em que as distˆancias m´aximas e m´ı nimas entre furos, bem como entre furos e bordas, atende aos crit´erios da NBR8800.

entre furos e bordas, atende aos crit´erios da NBR8800. Figura 9.1: Liga¸c˜ao entre as chapas. Solu¸c˜ao:

Figura 9.1: Liga¸c˜ao entre as chapas.

Solu¸c˜ao:

Primeiramente ´e necess´ario determinar qual ´e o esfor¸co solicitante de c´alculo. Este pode ser calculado como:

N Sd = γ g N g + γ q N q = 1, 4 × 200 + 1, 5 × 100 = 430kN

A liga¸c˜ao em quest˜ao ´e um caso cl´assico de liga¸c˜ao sujeita apenas `a esfor¸co cortante, sendo portanto necess´ario checar a liga¸c˜ao em rela¸c˜ao ao cisalhamento no parafuso, `a press˜ao de contato na parede dos furos e ao colapso por rasgamento (cisalhamento de bloco).

´

E apresentado primeiro o c´alculo para o cisalhamento no parafuso, destacando que todos os parafusos s˜ao do tipo comum ( C pc = 0 , 4), apresentam dois planos de corte, s˜ao de a¸co A307 ( f ub = 415 × 10 6 N/m 2 ) e

80

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

que a for¸ca ´e resistida por 6 (n˜ao por 12) parafusos. Dessa maneira, para um parafuso com um unico´ de corte ( F v,Rd, 1 ) tem-se:

F v,Rd, 1 = C pc A b f ub

γ

a 2

=

F v,Rd, 1 = 46 , 74 kN

C pc (0, 25 π d

2

b

) f ub

γ a 2

= 0 , 4 × 0 , 25 × π × 2 , 2 2 × 41 , 5

1 , 35

plano

Como esse ´e o valor para um parafuso com um plano de corte e a liga¸c˜ao ´e composta por 6 parafusos com 2 planos de corte cada, ´e necess´ario multiplicar esse valor por 6x 2 = 12, como mostrado a seguir:

F v,Rd = F v,Rd, 1 × 6 × 2 = 46, 74 × 12 = 560 , 91kN

O valor da for¸ca solicitante de cisalhamento total para os parafusos ( F v,Sd = 430kN ) ´e menor que a

for¸ca resistente de cisalhamento total dos parafusos ( F v,Rd = 560 , 91kN ), a liga¸c˜ao atende `a esse crit´erio.

O

pr´oximo passo ´e veri car a liga¸c˜ao em rela¸c˜ao `a press˜ao de contato na parede dos furos.

O

primeiro aspecto que deve ser notado ´e que tanto as chapas de 12,7mm quanto as chapas de 9,5mm de

espessura devem ser checadas, entretanto a for¸ca atuando em cada uma n˜ao ´e a mesma. A for¸ca atuando na chapa de 12,7mm tem valor igual `a N sd = 430 kN , enquanto a for¸ca nas chapas de 9,5mm tem valor igual `a N sd / 2 = 430 kN/2 = 215 kN j´a que metade ´e resistida pela chapa de 9,5mm no topo e a outra metade pela chapa de 9,5mm de baixo. Ambos os casos ser˜ao calculados. Ainda, ´e importante observar que no c´alculo de l f ´e necess´ario considerar o diˆametro do furo padr˜ao igual `a d furo = d b + 1 , 5 mm . Sendo assim, ser˜ao checados portanto os casos dos parafusos externos (parafuso mais pr´oximo `a borda da liga¸c˜ao) e os parafusos internos (mais distantes da borda da liga¸c˜ao).

Por ultimo,´ tem-se que C pl = 1 , 2 e C f p = 2 , 4 pois trata-se de um furo padr˜ao e a deforma¸c˜ao do furo para for¸cas de servi¸co ´e uma limita¸c˜ao de projeto.

´

E

apresentado primeiro o caso para um unico´

parafuso externo ( F c,Rd ext, 1 ) da chapa de 12,7mm:

d furo = d b + 1 , 5 = 22 + 1 , 5 = 23, 5mm

l f = dist borda 0 , 5 d = 51 0 , 5 × 23, 5 = 39, 25mm

F c,Rd ext, 1 = C pl l f tf u

γ

a 2

C f p d b tf u

γ a 2

, 2 × 3 , 925 × 1 , 27 × 40 , 0 2, 4 × 2 , 2 × 1 , 27 × 40, 0

1

1

, 35

1

, 35

177 , 23 kN 198 , 68kN F c,Rd ext, 1 = 177 , 23kN

Na sequˆencia, o mesmo ´e feito para um unico´

parafuso interno ( F c,Rd int, 1 ) da chapa de 12,7mm:

l f = dist entre parafusos 2 × (0 , 5 d ) = 70 2 × (0 , 5 × 23 , 5) = 46 , 50mm

F c,Rd int,1 = C pl l f tf u

γ

a 2

C f p d b tf u

γ a 2

, 2 × 4 , 650 × 1 , 27 × 40 , 0 2 , 4 × 2 , 2 × 1, 27 × 40, 0

1

1

, 35

1

, 35

209 , 97 kN 198 , 68kN F c,Rd int, 1 = 198 , 68 kN

Como h´a 6 parafusos por liga¸c˜ao, 3 internos e 3 externos, os respectivos valores de F c,Rd, 1 devem ser multiplicado pelo n´umero de parafusos. Dessa forma, tem-se:

F c,Rd = F c,Rd ext, 1 × 3 + F c,Rd int, 1 × 3 = 177 , 23 × 3 + 198 , 68 × 3 = 1127, 73kN

Como o valor encontrado da for¸ca resistente de c´alculo `a press˜ao de contato total da liga¸c˜ao ´e maior que a for¸ca solicitante de c´alculo `a press˜ao de contato da liga¸c˜ao ( F c,Rd = 1127, 73kN > F c,Rd = 430 kN ), a chapa de 12,7mm a liga¸c˜ao atende ao crit´erio exigido.

O mesmo c´alculo ser´a apresentado para a chapa de 9,5mm. Percebendo-se que os valores de l f s˜ao iguais

aos valores para a outra chapa (uma vez que, nesse caso espec´ıfi co, as distˆancias at´e ambas as bordas das chapas s˜ao iguais, o que n˜ao ocorrer´a obrigatoriamente todas as vezes), tem-se para os parafusos externos:

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas

l f = dist borda 0 , 5 d = 51 0 , 5 × 23, 5 = 39, 25mm

F c,Rd ext, 1 = C pl l f tf u

γ

a 2

C f p d b tf u

γ a 2

, 2 × 3 , 925 × 0 , 95 × 40 , 0 2, 4 × 2 , 2 × 0 , 95 × 40, 0

1

1

, 35

1

, 35

132 , 57 kN 148 , 62kN F c,Rd ext, 1 = 132 , 57kN

Analogamente, para os parafusos internos tem-se:

l f = dist entre parafusos 2 × (0 , 5 d ) = 70 2 × (0 , 5 v × 23 , 5) = 46 , 50mm

F c,Rd int,1 = C pl l f tf u

γ

a 2

C f p d b tf u

γ a 2

, 2 × 4 , 65 × 0 , 95 m × 40 , 0 2 , 4 × 2, 2 × 0 , 95 × 40 , 0

1

1

, 35

1

, 35

157 , 07 kN 148 , 62kN F c,Rd int, 1 = 148 , 62 kN

Para a liga¸c˜ao como um todo o c´alculo ´e apresentado na sequˆencia:

F c,Rd = F c,Rd ext, 1 × 3 + F c,Rd int, 1 × 3 = 132 , 57 × 3 + 148, 62 × 3 = 843 , 57kN

Novamente, percebe-se que a for¸ca resistente de c´alculo `a press˜ao de contato total da liga¸c˜ao ´e maior que a for¸ca solicitante de c´alculo `a press˜ao de contato da liga¸c˜ao ( F c,Rd = 843 , 57kN > F c,Rd = 430 kN/ 2 =

215 kN ), a chapa de 9,5mm a liga¸c˜ao atende ao crit´erio exigido.

O caso para a chapa de 12,7mm ´e o caso cr´ı tico entre as duas j´a que F c,Rd ´e apenas 2,62 vezes maior que F c,Sd , enquanto que para a chapa de 9,5mm esse valor ´e 3,92 vezes maior. Por ultimo,´ ´e necess´ario checar o colapso por rasgamento da liga¸c˜ao. Deve-se notar que o valor para o diˆametro do furo usado para esta conferˆencia ´e igual `a d furo = d b + 1, 5 + 2 , 0. Sendo assim, calcula-se para o caso cr´ı tico (mostrado na gura 9.1 em hachurado) a ´area bruta sujeita a` cisalhamento ( A gv ), a ´area l´ı quida sujeita `a cisalhamento ( A nv ) e a ´area l´ı quida sujeita `a tra¸c˜ao (A nt ), sendo n o n´umero de vezes que a ´area se repete na liga¸c˜ao:

d furo,ef = d b + 1 , 5 + 2 , 0 = 22 + 1, 5 + 2 , 0 = 25, 5 mm

A gv = (70 mm + 51 mm ) × t × n = 12 , 1 × 1, 27 × 2 = 30, 7cm 2

A nv = (70 mm + 51 mm 1 , 5 d furo ) × t × n = (12 , 1 1 , 5 × 2 , 55) × 1 , 27 × 2 = 21 , 0cm 2

A nt = (38mm + 38 mm 2 × 0, 5 d furo ) × t × n = (7, 6 1 , 0 × 2 , 55) × 1, 27 × 2 = 12, 8 cm 2

Com esses valores e sendo este um dos casos em que C t = 1, 0, calcula-se a for¸ca resistente de c´alculo ao colapso por rasgamento como sendo:

F r,Rd = 0 , 6 f u A nv + C ts f u A nt

γ

a 2

0 , 6f y A gv + C ts f u A nt

γ a 2

, 6 × 40 × 21 + 1 , 0 × 40 × 12, 8 0 , 6 × 25 × 30 , 7 + 1, 0 × 40 × 12, 8

0

1

, 35

1

, 35

752 , 59kN 720 , 37kN F r,Rd = 720 , 37 kN

Como F r,Rd = 720 , 37 kN > F r,Sd = 430 kN , a liga¸c˜ao atende ao ultimo´ crit´erio, estando portanto corretamente dimensionada. Destaca-se que n˜ao foram checadas as distˆancias m´ı nimas e m´aximas entre parafusos, bem como entre parafusos e bordas, apenas pelo fato do enunciado ter explicitamente dito que estavam de acordo com a norma. Caso contr´ario, esses deveriam ser checados.

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

Ex. 9.1.2 Cantoneiras parafusadas em uma linha Desprezando o pequeno efeito da excentrici-

dade introduzida pela liga¸c˜ao, calcular qual ´e a for¸ca resistente de c´alculo ao colapso por rasgamento para a liga¸c˜ao apresentada a seguir. Assumir parafusos com diˆametro igual `a 12,7mm (1/2”) de a¸co A307 e que se trata da liga¸c˜ao de um tirante de uma treli¸ca de telhado constitu´ı do por duas cantoneiras 63x6,3mm (2 1/2”x1/4”) conectadas `a uma chapa de 6,3mm.

63x6,3mm (2 1/2”x1/4”) conectadas `a uma chapa de 6,3mm. Figura 9.2: Cantoneiras parafusadas em uma linha.

Figura 9.2: Cantoneiras parafusadas em uma linha.

Solu¸c˜ao:

Antes de calcular as ´areas l´ı quidas e bruta, deve-se notar que o rasgamento n˜ao pode ocorrer sobre a aba da cantoneira, pois este tem uma ´area muito superior `a ´area do lado em que n˜ao h´a aba. Ainda, como a distˆancia dos parafusos ao limite da chapa de 6,3mm n˜ao foi informada, pode-se assumir que esse distˆancia ser´a t˜ao grande que n˜ao representar´a a situa¸c˜ao cr´ı tica da liga¸c˜ao. A partir disso, calcula-se para o caso cr´ı tico (mostrado na gura do exerc´ı cio 9.2 em hachurado) a ´area bruta sujeita `a cisalhamento ( A gv ), a ´area l´ı quida sujeita `a cisalhamento ( A nv ) e a ´area l´ı quida sujeita `a tra¸c˜ao ( A nt ), sendo n o n´umero de vezes que a ´area se repete na liga¸c˜ao. O diˆametro do furo deve ser utilizado em seu valor efetivo, acrescentando-se 2,0mm ao diˆametro real do furo

d furo = d b + 1 , 5 + 2 , 0 = 12, 7 + 1, 5 + 2 , 0 = 16, 2 mm

A gv = (4 , 0 + 4 , 0 + 4 , 0 + 4, 0 + 2 , 5) × t × n = 18, 5 × 0, 63 × 2 = 23, 31cm 2

A nv = (4 , 0 + 4 , 0 + 4 , 0 + 4 , 0 + 2 , 5 4 , 5 d furo ) × t × n = (18 , 5 4 , 5 × 1 , 62) × 0 , 63 × 2 = 14, 125 cm 2

A nt = (2 , 9 0 , 5 d furo,ef ) × t × n = (2, 9 0 , 5 × 1 , 62) × 0 , 63 × 2 = 2, 633 cm 2

Com esses valores e sendo este um dos casos em que C t = 1, 0, calcula-se a for¸ca resistente de c´alculo ao colapso por rasgamento como sendo:

F r,Rd = 0 , 6 f u A nv + C ts f u A nt

γ

a 2

0 , 6f y A gv + C ts f u A nt

γ a 2

, 6 × 40 × 14 , 125 + 1 , 0 × 40 × 2 , 633 0 , 6 × 25 × 23 , 31 + 1, 0 × 40 × 2, 633

0

1

, 35

1

, 35

329 , 126 kN 337 , 015 kN F r,Rd = 329 , 126 kN

Ex. 9.1.3 Cantoneiras opostas parafusadas Desprezando o pequeno efeito da excentricidade introduzida pela liga¸c˜ao, calcular qual ´e a for¸ca resistente de c´alculo da liga¸c˜ao apresentada a seguir. A liga¸c˜ao ´e composta por 4 parafusos (2 por barra) com diˆametro igual `a 12,7mm (1/2”) de a¸co A36 sendo constitu´ı da a barra por duas cantoneiras 50,8x6,3mm conectadas `a uma chapa de 6,3mm.

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas

N t,sd 25 30 25
N t,sd
25
30
25
50,8 29,5
50,8
29,5

Figura 9.3: Cantoneiras opostas parafusadas.

Solu¸c˜ao:

Iniciando pelo colapso por rasgamento:

´

Area cisalhada:

A gv = (2 , 5 + 3, 0) × 0 , 63 = 3 , 47 cm 2

A nv = A gv 1 , 5 × (1 , 27 + 0 , 35) × 0, 63 = 1, 94cm 2

´

Area tracionada:

A nt = [2 , 13 0 , 5 × (1 , 27 + 0, 35)] × 0 , 63 = 0 , 83 cm 2

Resistˆencia ao colapso por rasgamento:

1

1 35 (0, 6 × 40 × 1, 94 + 1, 0 × 40 × 0, 83) = 59, 08kN

1 ,

 

 

1 ,
1

F r,Rd =

γ
1

a

 

γ

a

2 (0 , 6 f y A gv + C ts f u A nt ) =

2 (0 , 6 f u A nv + C ts f u A nt ) =

35 (0 , 6 × 25 × 3, 47 + 1 , 0 × 40 × 0, 83) = 63, 15kN

F r,Rd = 59 , 08 kN

Cisalhamento dos parafusos por barra:

For¸ca resistente de 1 parafuso em 1 plano de corte:

A b = π d

2

b

= 1 , 27cm 2

4

v,Rd = C pc A b f ub

F

(1)

γ

a 2

= 0, 4 × 1 , 27 × 41, 5

1 , 35

= 15, 62kN

(1)

Como s˜ao 2 parafusos submetidos a 1 plano de corte: F b,Rd = 2 × 1 × F v,Rd = 31 , 23 kN .

Press˜ao de contato por barra:

Parafusos externos l f = 18 , 65 mm e parafusos internos l f = 17 , 3 mm :

F c,Rd =

  C pl l f t f u

2 = 1 , 2 × (1 , 865 + 1 , 73) × 0, 63 × 40 , 35 = 80 , 53kN

= 2 , 4 × 2 × 1 , 27 × 0 , 63 × 40 35 = 113, 79kN

F c,Rd = 80 , 53 kN

Resistˆencia das duas cantoneiras:

N t,Rd = 2 × 31, 23 = 62 , 46 kN

A resistˆencia ca limitada ao cisalhamento dos parafusos.

   C f p d b t

γ

a

f u

γ a

2

1

,

1

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

9.2 Propostos, n´ı vel iniciante

Ex. 9.2.1 Chapa tracionada liga¸c˜ao simples A chapa tracionada CH 12,7 x 152,4 mm ´e conectada a uma chapa gusset de 9,53 mm de espessura com parafusos ISO 898-1 Classe 4.6 de 22,23 mm de diˆametro.

a) Veri que todos os espa¸camentos e distˆancias de bordas (em mm na gura);

b) Calcule a resistˆencia da liga¸c˜ao.

na fi gura); b) Calcule a resistˆencia da liga¸c˜ao. Figura 9.4: Chapa tracionada com liga¸c˜ao parafusada

Figura 9.4: Chapa tracionada com liga¸c˜ao parafusada simples.

A chapa tracionada da gura ´e uma CH 12,7 x 139,7

mm de a¸co A36 e est´a conectada a uma chapa gusset de 9,53 mm de espessura (tamb´em de a¸co A36) com

parafusos A307 de 19,05 mm de diˆametro.

Ex. 9.2.2

Chapa tracionada linha dupla

a) Veri que todos os espa¸camentos e distˆancias de bordas (em mm na gura);

b) Calcule a resistˆencia da liga¸c˜ao.

na fi gura); b) Calcule a resistˆencia da liga¸c˜ao. Figura 9.5: Chapa tracionada com dupla linha

Figura 9.5: Chapa tracionada com dupla linha de parafusos.

Ex. 9.2.3 Liga¸c˜ao de topo com chapas As chapas de 12,7 mm de espessura est˜ao conectadas atrav´es de duas chapas de liga¸c˜ao de 6,35 mm de espessura, conforme gura. Os parafusos A307 possuem 22,23 mm de diˆametro. As chapas de a¸co A36.

a) Verique todos os espa¸camentos e distˆancias de bordas (em mm na gura);

b) Calcule a resistˆencia da liga¸c˜ao.

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta Estruturas Met´alicas Figura 9.6: Esquema da liga¸c˜ao de topo com chapas. Ex.

Figura 9.6: Esquema da liga¸c˜ao de topo com chapas.

Ex. 9.2.4 Quantidade de parafusos Determine quantos parafusos de 22,23 mm de diˆametro de A307 s˜ao necess´arios na liga¸c˜ao da gura.

de A307 s˜ao necess´arios na liga¸c˜ao da fi gura. Figura 9.7: Esquema para posicionamento dos parafusos.

Figura 9.7: Esquema para posicionamento dos parafusos.

9.3 Propostos, n´ı vel intermedi´ario

Ex. 9.3.1 Barra atirantada U Uma barra atirantada de uma treli¸ca sujeita a uma carga carac- ter´ı stica acidental de 720 kN, ´e constitu´ı da por dois per s U 250 x 29,8 kg/m, prendendo-se a uma chapa gusset de 12,7 mm por meio de parafusos A307 de 19,05 mm de diˆametro. Veri car a seguran¸ca da liga¸c˜ao em projeto. Desconsidere o peso pr´oprio.

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas Prof. Marco Andr´e Argenta Figura 9.8: Esquema de liga¸c˜ao da barra atirantada. Ex. 9.3.2

Figura 9.8: Esquema de liga¸c˜ao da barra atirantada.

Ex. 9.3.2 Dimensionamento Completo Um C 254x22,7 kg/m de a¸co A242 ´e usado como barra tracionada e dever´a ser conectado a uma chapa gusset de 12,7 mm de espessura de a¸co A36. As solicita¸c˜oes caracter´ı sticas da barra s˜ao uma carga permanente de 178 kN e uma carga acidental de uso de 356 kN. Determine a quantidade e o diˆametro dos parafusos a serem utilizados, assim como os seus espa¸camentos. N˜ao ´e necess´ario veri car o per l C `a tra¸c˜ao.

necess´ario veri fi car o per fi l C `a tra¸c˜ao. Figura 9.9: Esquema inicial para

Figura 9.9: Esquema inicial para a composi¸c˜ao da liga¸c˜ao.

Ex. 9.3.3 M´aximo de parafusos com mesas r´ı gidas Determinar o n´umero m´ı nimo de parafusos

A325 de 22 mm de diˆametro necess´arios para a liga¸c˜ao `a tra¸c˜ao da gura. Admitir que as chapas das mesas s˜ao bastante r´ı gidas.

que as chapas das mesas s˜ao bastante r´ ı gidas. Figura 9.10: Equema de liga¸c˜ao das

Figura 9.10: Equema de liga¸c˜ao das mesas com parafusos.

Ex. 9.3.4 Liga¸c˜ao tracionada cantoneira Veri que a liga¸c˜ao tracionada da gura levando em conta os efeitos de alavanca. As cargas s˜ao de 27 kN permanente e 67 kN acidental de uso. As cantoneiras 2L 101,6 x 101,6 x 15,88 mm s˜ao de a¸co A36 e as chapas de 22,23 mm de espessura e tamb´em A36. Os parafusos s˜ao A307 de 12,7 mm de diˆametro.

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta Estruturas Met´alicas Figura 9.11: Detalhamento da liga¸c˜ao tracionada. Ex. 9.3.5

Figura 9.11: Detalhamento da liga¸c˜ao tracionada.

Ex. 9.3.5 Parafusos com dupla liga¸c˜ao Uma barra tracionada de cantoneira dupla deve ser conectada a uma chapa gusset de 22,23 mm de espessura a qual ´e, por sua vez, conectada a outro par de cantoneiras como mostrado na gura. A carga caracter´ı stica solicitante de 534 kN ´e composta de 25 % de carga permanente de pesos pr´oprios e 75 % de carga acidental de uso. Todas as conex˜oes devem ser executadas para trabalharem ao atrito com parafusos de 22,23 mm, A490. O centro de gravidade dos parafusos deve passar pela linha de a¸c˜ao da for¸ca solicitante. Determine o n´umero de parafusos para cada regi˜ao da liga¸c˜ao e seu posicionamento nas pe¸cas. A coluna ´e de a¸co A992 e as cantoneiras e chapas de

MR250.

coluna ´e de a¸co A992 e as cantoneiras e chapas de MR250. Figura 9.12: Liga¸c˜ao parafusada

Figura 9.12: Liga¸c˜ao parafusada com dupla liga¸c˜ao.

9.4 Propostos, n´ı vel graduado

Ex. 9.4.1 Liga¸c˜ao Viga-Pilar Os seguintes elementos estruturais met´alicos utilizam a¸co A36 para as cantoneiras e A992 para a viga e as colunas. Pede-se:

a) Determine um perl para a viga para suportar, em adi¸c˜ao ao seu peso pr´oprio, uma carga caracter´ı stica acidental de uso de 73 kN/m. A mesa comprimida est´a continuamente contida. Utilize o ELU para o dimensionamento;

b) Dimensione a liga¸c˜ao parafusada com cantoneiras de abas iguais. Determine o diˆametro e quantidade de parafusos, assim como os seus espa¸camentos e sua resistˆencia. Veri que tamb´em as cantoneiras e determine sua dimens˜ao o seu comprimento;

c) Prepare um memorial e c´alculo e um detalhamento construtivo.

Obs.: As liga¸c˜oes s˜ao idˆenticas em ambas as extremidades da viga.

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas Prof. Marco Andr´e Argenta Figura 9.13: Esquema da liga¸c˜ao viga pilar. Cap´ ı tulo

Figura 9.13: Esquema da liga¸c˜ao viga pilar.

5

Exerc´ı cios de Compress˜ao

5.1 Resolvidos

Ex. 5.1.1 Compara¸c˜ao entre se¸c˜oes comprimidas A gura desse problema mostra diversas

formas de se¸c˜ao transversal com a ´area da se¸c˜ao transversal aproximadamente igual a A g = 38 , 5 cm 2 , sendo as cantoneiras conectadas por ambas as abas. Admitindo o comprimento de ambagem KL b = 3 , 50 m nos dois planos de ambagem, compare a e ciˆencia das se¸c˜oes em hastes submetidas `a compress˜ao, sendo o a¸co MR-250. O fator de e ciˆencia, F S , mede o quanto a pe¸ca comprimida est´a longe de atingir a plastica¸c˜ao total da se¸c˜ao transversal e por consequˆencia da resistˆencia total da pe¸ca. Ele vale F E = χ Q 1, 0.

total da pe¸ca. Ele vale F E = χ Q ≤ 1 , 0. Figura 5.1:

Figura 5.1: Diversas Se¸c˜oes com dimens˜oes em mil´ı metros (a espessura da chapa em (e) ´e de 9 , 6 mm ).

Solu¸c˜ao:

Montar uma tabela com os valores relativos a menor in´ercia de cada perl I me para calcular o valor do

200, calcular os valores dos coe cientes

Q e χ e determinar o fator de e ciˆencia, F E . Caso esse fator for igual a 1,0, signi ca que a pe¸ca atinge a

resistˆencia total, caso seja inferior a 1,0, a pe¸ca falha por ambagem antes de atingir a resistˆencia total.

menor raio de gira¸c˜ao r me e veri car o ´ı ndice de esbeltez KL b

r me

´

E poss´ı vel observar que:

23

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas

Parˆametro

a

b

c

d

e

f

g

I me [ cm 4 ]

1800,13 1497,98 117,87 123,93

2,77

668,34

249,7

A g [ cm ]

38,34

38,48

38,49

38,56

38,4

38,62

38,81

r me [ cm ]

6,85

6,24

1,75

1,79

0,27

4,16

2,54

KL b

51,08

56,1

200

195,23 1303,15

84,13

137,98

r

me

λ e

31,75

22,24

-

-

-

21,89

8,23

λ e,lim

88

42,1

-

-

-

12,7

12,7

Q

1,0

1,0

1,0

1,0

1,0

0,75

1,0

N e [ kN ]

2901,42 2414,42 189,98 199,75

4,46

1077,22 402,46

λ 0

0,57

0,63

2,25

2,20

14,66

0,82

1,55

χ

0,87

0,85

0,17

0,18

0,0041

0,75

0,36

F E

0,87

0,85

0,17

0,18 0,0041

0,57

0,36

Observa¸c˜oes:

Os per s de maior e ciˆencia s˜ao os das se¸c˜oes (a) e (b), especialmente por possu´ı rem os maiores raios de gira¸c˜ao. Mais detalhadamente, isto ocorre porque F E desses elementos ´e maior que dos outros.

A se¸c˜ao (c) tem ´ı ndice de esbeltez igual ao limite de 200 estabelecido pela norma NBR-8800.

Nas se¸c˜oes (c), (d) e (e) n˜ao se aplica o conceito de ambagem local pois s˜ao se¸c˜oes maci¸cas.

A se¸c˜ao (e) apresenta esbeltez t˜ao elevada que seu emprego como pe¸ca comprimida torna-se invi´avel.

A se¸c˜ao (f) ´e composta de chapas esbeltas, valor esse maior que o limite, indicando que h´a ambagem local. A tens˜ao resistente, ent˜ao, foi reduzida tamb´em pelo coe ciente Q.

O per l (g) ´e uma cantoneira como o perl (f), mas n˜ao h´a ambagem local Q = 1 , 0. No entanto, mesmo parecendo ser mais r´ı gida, pelo fato da maior espessura, ´e menos e ciente que a cantoneira (f), isso ca claro no raio de gira¸c˜ao menor e na esbeltez λ 0 maior.

Desa o: tente reproduzir todos os dados da tabela com o aux´ı lio das corretas equa¸c˜oes para cada parˆametro, encontradas no cap´ı tulo de compress˜ao.

Ex. 5.1.2 Resistˆencia compress˜ao per l W Determinar a resistˆencia de c´alculo `a compress˜ao do per l W150x37,1kg/m de a¸co MR-250 (ASTM A36) com comprimento de 3m, sabendo-se que suas

extremidades s˜ao rotuladas com rota¸c˜ao impedida no eixo longitudinal e que h´a conten¸c˜ao lateral cont´ı nua impedindo a ambagem na dire¸c˜ao do eixo x-x. Ainda, comparar o resultado obtido com o resultado de uma pe¸ca sem conten¸c˜ao lateral, ou seja, podendo ambar na dire¸c˜ao dos eixos x-x e y-y. Assumir

= 11 , 6 mm , h = 162mm , h 0 = 139 mm ,

b f = 154mm I x = 2244 cm 4 , I y = 707 cm 4 , J = 20 , 58cm 4 e C w = 39930 cm 6 .

A g = 47 , 8cm 2 , r x = 6 , 85 cm , r y =

3

, 84 cm, t w = 8 , 1mm , t f

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas Prof. Marco Andr´e Argenta Figura 5.2: Per fi l W. Solu¸c˜ao: Primeiro ser´a calculada

Figura 5.2: Per l W.

Solu¸c˜ao:

Primeiro ser´a calculada a resistˆencia de c´alculo `a compress˜ao para quando h´a conten¸c˜ao lateral cont´ı nua na dire¸c˜ao do eixo x-x. Devido `a essa conten¸c˜ao, a pe¸ca pode apenas ambar na dire¸c˜ao do eixo y-y, sendo assim come¸ca-se calculando o ´ı ndice de esbeltez da se¸c˜ao em torno do eixo x-x (lembrando que para o caso de ambas as extremidades serem rotuladas tem-se K = 1, 0).

KL b,y

r x

200 1 , 0 × 300

6

, 85

= 43 , 80 200 OK !

O pr´oximo passo ´e calcular os valores dos fatores de redu¸c˜ao de ambagem local Q a , Q s e Q . c´alculos s˜ao apresentados a seguir na ordem indicada:

Elementos AA (apenas a alma, Grupo 2):

λ e = b

t

=

tw h = 139

, 1

0

8

 

= 17 , 2

f y = 1, 49 20000 = 42 , 14

λ e < λ e,lim Q a = 1, 0

Os

Elementos AL (as mesas, Grupo 4, veri ca-se para uma apenas pois s˜ao iguais):

λ e = b

t

b

f

2

154

f y = 0, 56 20000 = 15 , 84

λ e < λ e,lim Q s = 1, 0

Q = Q a Q s = 1, 0 × 1 , 0 = 1, 0

Na sequˆencia, determina-se o fator de redu¸c˜ao associado `a ambagem global χ e seus respectivos parˆametros, lembrando novamente que a ambagem na dire¸c˜ao do eixo x-x est´a impedida, mas em torno do eixo x-x est´a livre (Ficou com d´uvidas? Consulte a gura 3.7 do cap´ı tulo 3):

N ex =

π 2 EI x

( K y L y )

2 = π 2 × 20000 × 2244

(1 , 0 × 300) 2

= 4921, 64kN

N ez n˜ao precisa ser calculado pelo fato de existir conten¸c˜ao lateral cont´ı nua em x-x, pois tamb´em restringe a ocorrˆencia de instabilidade por tor¸c˜ao!

λ e,lim = 1 , 49

E

25

=

t f

=

2 ×

11

, 6 = 6, 64

λ e,lim = 0 , 56

E

25

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas

λ 0 = QA g f y

N

e x

=

1 , 0 × 47, 8 × 25

4921

, 64

= 0 , 49

λ 0 1 , 5 χ = 0 , 658 λ 0 = 0, 658 0 , 49 2 = 0, 90

2

Com esses valores pode-se ent˜ao determinar a resistˆencia de c´alculo `a compress˜ao do perl como sendo:

N c,Rd = χQA g f y

γ

a 1

=

0, 90 × 47 , 8 × 25

1 , 1

= 977 , 73 kN

Na sequˆencia, deve-se fazer o mesmo c´alculo para o caso onde n˜ao h´a nenhuma conten¸c˜ao lateral. Pri- meiramente calcula-se o ´ı ndice de esbeltez da se¸c˜ao em torno do eixo y-y (ambas as extremidades continuam sendo rotuladas, portanto tem-se K = 1 , 0):

KL b,x

r y

200 1 , 0 × 300

3

, 84

= 78 , 125 200 OK !

´

E

evidente que os valores de Q continuam os mesmos, mas deve-se agora checar N ey e N ez para ver qual

´e

o valor cr´ı tico:

N ey =

π 2 EI y ) 2 = π 2 × 20000 × 707

= 1551, 03kN

N ez = 1

 

π 2 EC w

+ GJ =

1

2

r 0

( K z L z )

2

 

(1 , 0 × 300) 2

(6 , 85 2 + 3 , 84 2 ) π 2 × 20000 × 39930

+ 7700 × 20, 58 = 3990, 15 kN

Como N ey < N ez < N ex , N ey ´e o cr´ı tico, devendo-se ent˜ao recalcular o valor do fator de redu¸c˜ao associado

`a

ambagem global χ e seus respectivos parˆametros:

=

1 , 0 × 47, 8 × 25

1550

, 62

= 0 , 88

λ 0 1 , 5 χ = 0 , 658 λ 0 = 0, 658 0 , 88 2 = 0, 72

2

Assim, nalmente, calcula-se o valor da resistˆencia de c´alculo `a compress˜ao do per l como sendo:

N c,Rd = χQA g f y

γ

a 1

=

0, 72 × 47 , 8 × 25

1 , 1

= 782 , 18 kN

´

E

poss´ı vel ver que houve um redu¸c˜ao de 20% quando compara-se o segundo caso com o primeiro devido

`a

diferen¸ca nos valores de raios de gira¸c˜ao em torno dos eixos x-x e y-y.

(

K x L x

(1 , 0 × 300) 2

λ 0 = QA g f y

N

e y

Ex. 5.1.3 Poste com perl W Calcular o esfor¸co normal resistente no mesmo per l do problema

5.1.2 (caso sem conten¸c˜ao lateral), considerando-o engastado numa extremidade e livre na outra. Comparar

o resultado com o da mesma pe¸ca engastada em uma extremidade e rotulada na outra (empenamento livre).

Solu¸c˜ao:

Primeiro, o c´alculo para o caso engastado-livre. Come¸ca-se calculando o ´ı ndice de esbeltez da se¸c˜ao (lembrando que para o caso engastado-livre tem-se K recomendado = 2, 1).

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

KL b,y

r x

KL b,x

r y

200 2 , 1 × 300

6

, 85

200 2 , 1 × 300

3

, 84

= 91 , 97 200 OK !

= 164 , 06 200 OK !

Os valores de Q continuam os mesmos do exerc´ı cio anterior( Q = 1 , 0), ent˜ao iremos diretamente para o c´alculo de χ e seus parˆametros:

N ex = π 2 EI x 2 = π 2 × 20000 × 2244

= 1116, 31kN

N ey = π 2 EI y ) 2 = π 2 × 20000 × 707

= 351 , 71kN

N ez = 1

 

π 2 EC w

+ GJ =

1

2

r 0

( K z L z )

2

 

(2 , 0 × 300) 2

(6 , 85 2 + 3 , 84 2 ) π 2 × 20000 × 39930

+ 7700 × 20, 58 = 2924 , 78 kN

Portanto, o caso cr´ı tico ´e para N ey , como j´a esperado, uma vez que ele possui o menor valor de raio de gira¸c˜ao.

λ 0 = QA g f y

N

e

= 1 , 0 × 47, 8 × 25

351

, 61

= 1, 84

λ 0 > 1 , 5 χ = 0 , 877

0, 877

 

=

= 0, 26

λ

2

0

1 , 84 2

Assim, calcula-se ent˜ao o valor da resistˆencia de c´alculo `a compress˜ao do perl como sendo:

N c,Rd = χQA g f y

γ

a 1

= 0, 26 × 47 , 8 × 25

1 , 1

= 282 , 45 kN

Na sequˆencia, o mesmo c´alculo ´e feito para o caso engastado-rotulado ( K recomendado = 0, 8).

KL b,y

r x

KL b,x

r y

200 0 , 8 × 300

6

, 85

200 0 , 8 × 300

3

, 84

= 35 , 04 200 OK !

= 62 , 5 200 OK !

Os valores de Q, novamente, continuam os mesmos do exerc´ı cio anterior( Q = 1 , 0), ent˜ao iremos direta- mente para o c´alculo de χ e seus parˆametros:

π 2 EI x

( K y L y )

2 = π 2 × 20000 × 2244

(0 , 8 × 300) 2

N ex =

N ey = π 2 EI y ) 2 = π 2 × 20000 × 707

= 7692, 06kN

= 2423, 48kN

A quest˜ao agora ´e determinar o valor de K z para o caso onde uma das extremidades possui rota¸c˜ao e empenamento restringidos (engaste) e a outra rota¸c˜ao impedida e empenamento livre (apoio simples), caso n˜ao previsto pela norma. Sendo conservador, a favor da seguran¸ca, pode-se adotar o valor de K z = 2 , 0, pois quando menor for a for¸ca el´astica de ambagem maior ser´a o ´ı ndice de esbeltez reduzido resultante e, portanto, menor o valor de χ.

N ez = 1

 

π 2 EC w

+ GJ =

1

2

r 0

( K z L z )

2

 

(2 , 0 × 300) 2

(6 , 85 2 + 3 , 84 2 ) π 2 × 20000 × 39930

+ 7700 × 20, 58 = 2924, 78 kN

(

K y L y )

(2 , 1 × 300) 2

(

K x L x

(2 , 1 × 300) 2

(

K x L x

(0 , 8 × 300) 2

Prof. Marco Andr´e Argenta

Estruturas Met´alicas

Portanto, o caso cr´ı tico ´e para N ey , como j´a esperado, uma vez que ele possui o menor valor de raio de gira¸c˜ao.

λ 0 = QA g f y

N

e

= 1 , 0 × 47, 8 × 25

2423

, 48

= 0 , 70

λ 0 1 , 5 χ = 0 , 658 λ 0 = 0, 658 0 , 70 2 = 0, 81

2

Assim, calcula-se ent˜ao o valor da resistˆencia de c´alculo `a compress˜ao do perl como sendo:

N c,Rd = χ QA g f y

γ

a 1

= 0 , 81 × 1, 0 × 47 , 8 × 25

1 , 1

= 879, 95kN

Resumindo-se os quatro casos apresentados nos exerc´ı cios 5.1.2 e 5.1.3 ´e poss´ı vel observar a grande in uˆencia das condi¸c˜oes de apoio e da existˆencia de conten¸c˜oes laterais na resistˆencia `a compress˜ao:

rotulado-rotulado (com conten¸c˜ao na dire¸c˜ao x-x) N c,Rd = 977 , 73 kN rotulado-rotulado (sem conten¸c˜ao) N c,Rd = 782 , 18kN engastado-livre (sem conten¸c˜ao) N c,Rd = 282 , 45 kN engastado-rotulado (sem conten¸c˜ao) N c,Rd = 879 , 95kN

Ex. 5.1.4 Per l composto com per s H Calcular o esfor¸co resistente de projeto `a compress˜ao em dois per s H200x41,7kg/m sem liga¸c˜ao entre si e comparar o resultado com o obtido para os per s ligados por solda longitudinal. Considerar uma pe¸ca de 4m, rotulada nos dois planos de ambagem nas duas extremidades, a¸co MR-250 (ASTM A36), A g = 53 , 5cm 2 , r x = 8 , 77cm , r y = 4 , 10, t w = 7 , 2 mm , t f = 11 , 8 mm , h = 181 mm , h 0 = 157 mm , b f = 166 mm I x = 4114cm 4 , I y = 901 cm 4 , J = 23 , 19 cm 4 e C w = 83948 cm 6 .

, J = 23 , 19 cm 4 e C w = 83948 cm 6 .

Figura 5.3: Per l Composto.

Solu¸c˜ao:

Para os per s separados come¸ca-se calculando o ´ı ndice de esbeltez da se¸c˜ao (lembrando que para o caso rotulado-rotulado tem-se K recomendado = 1 , 0).

Estruturas Met´alicas

Prof. Marco Andr´e Argenta

KL b,y

r x

KL b,x

r y

200 1 , 0 × 400

8

, 77

200 1 , 0 × 400

4

, 10

= 45 , 61 200 OK !

= 97 , 56 200 OK !

O pr´oximo passo ´e calcular os valores dos fatores de redu¸c˜ao de ambagem local Q a , Q s e Q . c´alculos s˜ao apresentados a seguir na ordem indicada:

Elementos AA (somente a alma, Grupo 2):

t

t

w

7 , 2

f y = 1, 49 20000 = 42 , 14

λ e < λ e,lim Q a = 1, 0

Elementos AL (as mesas, Grupo 4):

b f

λ e = b

t =

2 166

, 8 = 7, 03

t f

=

2 ×

11

f y = 0, 56 20000 = 15 , 84

λ e < λ e,lim Q s = 1, 0

Os

Q = Q a Q s = 1, 0 × 1 , 0 = 1, 0

Na sequˆencia, determina-se o fator de redu¸c˜ao associado `a ambagem global χ e seus respectivos parˆametros:

N ex =

π 2 EI x

( K y L y )

2 = π 2 × 20000 × 4114

(1 , 0 × 400) 2

N ey = π 2 EI y ) 2 = π 2 × 20000 × 901

= 5076, 76kN

= 1111, 85kN

N ez = 1

 

π 2 EC w

+ GJ =

1

2

r 0

( K z L z )

2

 

(1 , 0 × 400) 2

(8 , 77 2 + 4 , 10 2 ) π 2 × 20000 × 83948

+ 7700 × 23, 19 = 3010, 54 kN

Portanto, o caso cr´ı tico ´e para N ey , como j´a esperado, uma vez que ele possui o menor valor de raio de gira¸c˜ao.

= 1 , 0 × 53, 5 × 25

1111

, 85

= 1, 1

λ 0 1 , 5 χ = 0 , 658 λ 0 = 0, 658 1 , 1 2 = 0, 60

2

Assim, calcula-se ent˜ao o valor da resistˆencia de c´alculo `a compress˜ao do perl como sendo:

N c,Rd = χQA g f y

γ

a 1

= 0, 60 × 53 , 5 × 25

1 , 1