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Obras em Solos Moles

Histórico
O homem tenta vencer terrenos difíceis,
mais especificamente solos moles, ao longo
dos séculos

• No Brasil, obras pioneiras a desafiarem


solos moles: início do século XX, Baixada
Santista (Estradas de Ferro e de Rodagem)
Problemas envolvidos

• Do ponto de vista técnico:

– Estabilidade dos aterros logo após a


construção: capacidade de suporte do solo

– Recalques de aterros ao longo do tempo:


adensamento (primário e secundário)
Problemas envolvidos
Aterros de encontro com obras de arte(pontes e
viadutos):
– Estabilidade das fundações destas obras
– Recalques diferenciais entre obras de arte
– Efeitos colaterais no estaqueamento (empuxos de terra
e atrito negativo
Problemas envolvidos
Do ponto de vista construtivo:
– Tráfego dos equipamentos de construção
– Amolgamento da superfície do terreno, devido ao
lançamento do aterro;
– Riscos e ruptura durante a construção
Difícil escavação
Difícil manutenção de acessos
Características dos Solos Moles

• Importância de se saber a sua origem,


para compreendermos:

– As propriedades dos solos moles


– Suas condições de adensamento
FORMAÇÃO DAS ARGILAS MOLES QUATERNÁRIAS

• Solos moles:

– BAIXA resistência:SPT não superior a 4 golpes (porém, o SPT não


é a melhor forma de se estudar a resistência de solos moles em
campo!!!!)

– Fração argila: solo coesivo e compressível

– Argilas moles ou areias argilosas fofas, de deposição recente

– Em geral com matéria orgânica: cor escura e cheiro característico


Formação das argilas moles quaternárias

• AMBIENTES DE DEPOSIÇÃO:

– Fluvial : várzeas dos rios (planícies de inundação)


– Origem marinha: planícies costeiras
– Lagunas e baías

• FATORES QUE AFETAM A DEPOSIÇÃO OU SEDIMENTAÇÃO:

– Velocidade das águas


– Quantidade e composição da matéria em suspensão na água
– Salinidade e floculação das partículas
– Presença de matéria orgânica (húmus, detritos vegetais, conchas, etc.)
Solos Moles de Origem Fluvial
(ALUVIÕES)

• Várzeas de rios

• Podem estar intercaladas com camadas de areias


finas:

HETEROGENEIDADE VERTICAL
• Heterogeneidade horizontal também presente
devido ao curso irregular (sinuoso)dos rios
PARÂMETROS DE PROJETO

• Coesão (em geral, resistência não drenada) deve ser obtida com
o solo local

usando geralmente:

– Em laboratório: ensaio de compressão simples (valor menor) ou


ainda triaxial não drenado

– Em campo: Vane Test (ensaio de palheta) (valor maior)


• Pode-se dizer que o valor “real”da coesão estaria entre o
resultado da CS e do Vane
Estabilidade de Aterros após a construção

• Análise de estabilidade feita usando métodos de


equilíbrio limite, considerando resistência ao
cisalhamento igual à coesão.
Recalques
• Vão acontecer principalmente devido ao adensamento da
argila mole (porém a mesma vai ficando mais rija).
• Assim:
– Estabilidade do aterro: em geral é um problema na fase de
construção
– Recalque: problema na fase operacional da obra

• Deve-se determinar:
– Recalques finais
– Tempo necessário para que uma parte significativa dos
mesmos ocorram
• Em geral: utiliza-se a teoria do Adensamento para tal
estimativas
Processos Construtivos

• CONSTRUÇÃO DE ATERROS EM SOLOS MOLES:

– Lançar aterros em ponta sobre o terreno natural:


conviver com problemas de estabilidade (fase
construtiva) e recalques (fase operacional)
– Remover o solo mole: total ou parcialmente
– Lançar os aterros e ponta após tratamento do solo
mole (melhoramento do solo)
LANÇAMENTO DE ATERROS EM PONTA
• Lança-seo lastro inicial (de preferência de areia –
material drenante)

• Pode-se colocar uma manta geotêxtil (sobre o


lastro inicial), ao longo do eixo do aterro,
melhorando a resistência, tendo
função drenante e evitando contaminação entre
diferentes camadas de solos
Remoção de Solos Moles

• Possível para pequenas


espessuras: 4 a 5 m (máx. 7m)

• Pode ser feita por:


– Dragas
– Meio de explosivos :
liquefazem o solo mole
TRATAMENTO DO SOLO MOLE
• Melhoramento de suas propriedades geotécnicas:
resistência e deformabilidade

• Algumas técnicas empregadas:


– Construção por etapas
– Aplicação de sobrecargas temporárias
– Instalação de drenos verticais
– Execução de colunas de pedra (colunas de brita)
– Estacas de distribuição
Colunas de pedra

• Funções:

– Transferir a carga dos aterros para maiores


profundidades

– Dreno vertical: porém, se não tiver


revestimento, após algum tempo há
colmatação.
Estacas de distribuição

• Transferir a carga para camadas mais


profundas do terreno (e com maior
resistência)

• Em geral, envolvem muitas estacas e,


com isso, seu custo é elevado
Taludes e Movimentos de Massa
OBRAS DE TERRA
Talude :
 qualquer superfície que delimita
uma massa de solo, rocha ou outro
material qualquer (minério, escória,
lixo, etc)
MM = Movimentos de Massa