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OS CLÁSSICOS DA

SOCIOLOGIA
CAP 6 - PENSANDO A SOCIEDADE. P.132
Os clássicos da sociologia
I. ÉMILE DURKHEIM
Coesão Social e Fato Social

II. MAX WEBER


Ação Social e Tipos Ideais

III.KARL MARX
Trabalho e Classe Social
ÉMILE DURKHEIM – (p.135)
Sobre o autor:
 Sociólogo, antropólogo, cientista politico, psicólogo social e filosofo francês.
 Nasceu em Épinal, França.
 15 de Abril de 1858  15 de Novembro de 1917

Influenciado por Herbert Spencer e Augusto Comte.

O trabalho intelectual de Durkheim o tornou conhecido como um dos pais da Sociologia,


responsável por estabelecer o ponto de vista sociológico como fundamental para o
entendimento da vida em sociedade. Suas percepções sobre o fato social, a coesão
social, a importância do sistema social e do método sociológico foram muito influentes no
mundo inteiro. A sociologia de Durkheim e sua preocupação com a integração e coesão
sociais foram essenciais para o reconhecimento acadêmico da disciplina. (p.136)
ÉMILE DURKHEIM
Coesão e Fato Social
Ele se perguntava como indivíduos tão diferentes, em funções sociais tão distintas, poderiam
se integrar socialmente. (p.137)

Durkheim partiu da seguinte hipótese: todas as sociedades se caracterizam por algum tipo
de divisão do trabalho. Ou seja, ao longo do desenvolvimento das sociedades, os indivíduos
tendem a se tornar cada vez mais diferentes uns dos outros. (p. 137)

Durkheim observou a coesão social da seguinte maneira: em sociedades com a divisão do


trabalho muito desenvolvida predominaria uma dinâmica dupla: ao mesmo tempo que
ocorreria uma diferenciação profissional, seria criada uma interdependência funcional entre
os indivíduos. Os laços sociais, a rede de interdependência, caracterizam uma forma de
coesão social. (p.137)
ÉMILE DURKHEIM
Coesão e Fato Social

Sociedades simples: Ex.: Sociedades feudais. Atividade predominantemente agrícola;


técnicas de trabalho rudimentares; Há semelhança entre as técnicas produtivas nos
diferentes feudos, não havendo assim, muita diferenciação entre os indivíduos. (p.137)

Sociedades complexas: Ex. Sociedades Industriais. Intensa divisão do trabalho;


Sociedades mais especializadas, o que caracteriza indivíduos muito diferenciados entre
si. Maior grau de COESÃO SOCIAL, pois a interdependência funcional entre os
indivíduos seria maior. (p.137)
ÉMILE DURKHEIM
Coesão e Fato Social
Os fatos sociais seriam maneiras de pensar, sentir e agir que exercem uma força externa
(uma coerção) sobre os indivíduos. (p.138)
Para o autor, a sociedade sempre prevalece sobre o indivíduo, dispondo de certas
regras, normas, costumes e leis que formam uma consciência coletiva.
Seria considerado fato social o fenômeno que apresentasse:
 1. uma generalidade (que estivesse presente e fosse reconhecível em toda uma
sociedade ou grupo social);
 2. uma externalidade (que fosse exterior às consciências sociais, isto é, que existisse
independentemente da vontade e dos anseios do indivíduo); e
 3. uma força coercitiva externa aos indivíduos (que moldasse as vontades individuais
ao coletivo).
ÉMILE DURKHEIM
Coesão e Fato Social
Você já pensou nisto?
 as funções sociais que desempenhamos criam laços de interdependência social.
(p.139)
Exemplos de fatos sociais são as leis, a educação, a divisão do trabalho, as crenças
religiosas e politicas, os esportes.
Um exemplo comum de fato social é a educação imposta aos indivíduos (coercitividade),
tem uma existência anterior aos membros da sociedade (exterioridade) e é um fenômeno
que se verifica na totalidade da sociedade (generalidade).
Condicionado e controlado pelas instituições, cada membro de uma sociedade sabe
como deve agir para não desestabilizar a vida comunitária. Sabe também que, se não
agir da forma estabelecida, será repreendido ou punido, dependendo da falta cometida.
MAX WEBER – (p.139)
Sobre o autor:
 foi um intelectual, jurista e economista alemão considerado um dos fundadores da
Sociologia.
 Nasceu em Elfurt, na Alemanha.

 21 de Abril de 1864  14 de Junho de 1920

É considerado um dos fundadores do estudo moderno da sociologia, mas sua influência


também pode ser sentida na economia, na filosofia, no direito, na ciência política e
na administração.
MAX WEBER
Ação Social e Tipos Ideais
Diferente de Durkheim, Weber não considerava a sociedade algo exterior e superior aos
indivíduos. Para ele, a sociedade deveria ser analisada com base nas ações sociais.
(p.139)
Para ele, qualquer ação individual é orientada por outras ações, ou seja, quando agimos,
levamos em conta e nos orientamos pela ação de outras pessoas. Com base na
expectativa de como nossa ação será recebida, agimos de uma ou de outra maneira.
Nossa ação individual é considerada social porque está inserida em um contexto social e
histórico que qualifica todas as ações individuais. (p.140)
a Sociologia de Weber considera que um dos principais fundamentos da compreensão
de fenômenos sociais estruturais — como o capitalismo, o Estado, as religiões, os
regimes políticos e as formas de poder e dominação — residiria na análise das ações
individuais ou de um conjunto dessas ações. (p.140)
MAX WEBER
Ação Social e Tipos Ideais
 “assim falou... Weber
[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação
social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus
efeitos. Por “ação” se designará toda a conduta humana, cujos sujeitos vinculem a esta
ação um sentido subjetivo. Tal comportamento pode ser mental ou exterior; poderá
consistir de ação ou omissão no agir. O termo “ação social” será reservado à ação cuja
intenção fomentada pelos indivíduos envolvidos se refere à conduta de outros,
orientando-se de acordo com ela. (p.140)
Mas o que é, na prática, uma ação social? Um exemplo são as eleições. O eleitor vota,
orientando-se pelos comentários, pela intenção e até mesmo pelo voto de outros
eleitores. Ou seja, a ação é individual, mas só se torna compreensível sociologicamente
na medida em que a escolha de determinado candidato tem como referência o conjunto
dos demais eleitores. (p.140)
MAX WEBER
Ação Social e Tipos Ideais
Mas o que deve ser analisado? Para Weber, a realidade é infinita e, por isso, deve ser
recortada para ser compreendida sem que se comprometa a objetividade científica. (p.140)
Os procedimentos de análise, que garantem a objetividade dos resultados, estão diretamente
relacionados à construção de tipos ideais ou tipos puros. O tipo ideal é uma “ferramenta” que
o pesquisador usa para se aproximar da realidade. (p.141)
De acordo com Weber, para que o sociólogo possa analisar uma dada situação social,
principalmente quando se trata de generalizações, torna-se necessário criar um “TIPO
IDEAL”, que será um instrumento que orientará a investigação e a ação do ator, como uma
espécie de parâmetro.
Por serem “Ideais”, essas ações não são observadas em sua forma pura na realidade. Mas
com base nessas construções teóricas, é possível observar a realidade e constatar algumas
ações individuais caracterizadas por um ou mais tipos ideais de ação. Ou seja, esse
mecanismo favorece o entendimento da sociedade na medida em que aproxima o
pesquisador da realidade estudada.
MAX WEBER
Ação Social e Tipos Ideais
Weber construiu quatro tipos ideais de ação social:
1. Ação social racional com relação a fins: tem como base a expectativa de alcançar fins
racionalmente esperados. Por exemplo, investir dinheiro para ter um rendimento futuro.
2. Ação social racional com relação a valores: é determinada pela crença em algum
valor, que pode ser ético, religioso, político ou estético. A motivação não tem relação
direta com o resultado da ação, mas com o valor que dá sentido à ação. Por exemplo, a
doação de dinheiro ou trabalho para determinada causa religiosa ou política, por
princípios de fé e crença.
3. Ação tradicional: se orienta pela tradição, que pode ser familiar, cultural, social. O
indivíduo orienta sua ação com base na forma tradicional de agir dos membros de seu
grupo social: todos costumam comprar determinado produto, por exemplo.
4. Ação afetiva: se fundamenta em emoções e afetos, isto é, não se refere prioritariamente
a fins ou valores, mas a sentimentos. Como em uma briga de trânsito motivada pela
raiva, por exemplo.
KARL MARX – (p.142)
Sobre o autor:
 Filosofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista.
 Nasceu em Trier, no Reino da Prússia, atual Alemanha.
 5 de Maio de 1818  14 de Março de 1883

Militante politico revolucionário e um dos maiores pensadores críticos da sociedade


capitalista. Escreveu varias obras sobre a relação de exploração e dominação social do
capital em relação ao trabalho.

Em O capital, Marx expõe a lógica do processo de valorização do capital, isto é, como o


capital se reproduz com base na exploração do trabalho. Mostra, assim, o objetivo do
capital de, ao se reproduzir como a relação social hegemônica, ampliar sua dominação
com base no aumento dos lucros capitalistas.
KARL MARX
Trabalho e Classe social
Sua análise foi marcada pela investigação das relações capitalistas e pela formação e
relação das classes sociais. Para ele, a questão-chave para explicar as transformações
sociais é a relação conflituosa entre forças sociais, isto é, entre classes sociais distintas
com interesses antagônicos. (p. 142)

O argumento central de Marx é o de que as sociedades se dividem em classes sociais.


Essa divisão é fruto de um processo histórico de lutas em que um grupo social torna-se
dominante e subjuga os interesses dos demais grupos. [...] a sociedade capitalista tem
como objetivo central reproduzir a forma de vida burguesa, fundamentada no lucro e
estruturada na produção de mercadorias. (p. 143)
KARL MARX
Trabalho e Classe social
Para gerar lucro, é necessário que haja uma classe produtora de mercadorias, cujo trabalho
é explorado pelos capitalistas. [...] as classes sociais fundamentais da sociedade capitalista
seriam a burguesia (a classe capitalista) e o proletariado (a classe trabalhadora). (p. 143)

Segundo Marx, a relação entre um empresário e um empregado não é apenas entre


indivíduos, mas também entre classes sociais.

A burguesia utilizaria seu poder econômico, o controle político e do exército para se apropriar
dos meios de produção de produtores livres e forçá-los a vender seu trabalho em troca de
um salário para poder sobreviver, formando, assim, o proletariado urbano. Com isso, o
trabalhador seria obrigado a se submeter a determinações da classe dominante, incluindo o
valor do salário, o ritmo e condições de trabalho e, sobretudo, produtividade. A classe
trabalhadora não teria escolha. (p.143)
KARL MARX
Trabalho e Classe social
Você já pensou nisso?
 Para Marx, o trabalho teria como objetivo gerar lucro ao capitalista. Toda a produção seria
organizada com base nesse objetivo. Apesar de a produção ser toda realizada pelos
trabalhadores, estes ficam apenas com uma pequena parte da produção. (p.144)
Portanto, para Marx, o desenvolvimento do capitalismo se baseia na exploração e na
dominação da classe trabalhadora pela classe capitalista. Nesse sentido, as classes sociais
se chocam e as transformações históricas e sociais se desenrolam com base nesse choque,
nessa luta entre classes sociais antagônicas. (p.145)
De um lado, os trabalhadores reivindicam, por meio dos sindicatos ou por outros tipos de
organização, melhores salários e condições de trabalho. De outro lado, os capitalistas
querem aumentar seu lucro. Existe, então, um embate entre forças sociais opostas. Toda a
sociedade seria, portanto, baseada em relações contraditórias, que inspiram confrontos
políticos originários da divisão social em classes. (p.145)
Vlw flw.