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Índice

Introdução .................................................................................................................................... 1
Funcionalismo ............................................................................................................................... 2
Aplicações do funcionalismo ........................................................................................................ 3
Tipos de Funcionalismo segundo Nichols .................................................................................... 4
Tipos de Funcionalismo segundo Leach ...................................................................................... 5
Tipos de Funcionalismo segundo Dascal ..................................................................................... 6
Conclusão…………………………………………………………………………………………………………………………………7

Referencias bibliográficas……………………………………………………………………………………………………….8
1. Introdução

Funcionalismo e uma tendência da arquitectura racionalista moderna que faz prevalecer


os elementos formais práticos. Também se lhe da o nome de escola linguística dos
funcionalistas. O funcionalismo e aplicado nas áreas da linguística, na antropologia
levamos em consideração os autores mais influentes. O funcionalismo apresenta
diferentes tipos que iremos abordar mas adiante.
1.1 Génese

2. Funcionalismo

Do latim fungere, "desempenhar", É o ramo da antropologia e das ciências sociais que


procura explicar aspectos da sociedade em termos de funções. Para ele, cada instituição
exerce uma função especifica na sociedade e o seu mau funcionamento significa
desregramento da própria sociedade. A sua interpretação de sociedade esta directamente
relacionado com o estudo do facto social, que, segundo o Émele Durkheim, apresenta
características: exterioridade e coercitividade . ou por outra podemos dizer que,
Funcionalismo é uma tendência da arquitectura racionalista moderna que faz prevalecer
os elementos formais e práticos .

No que tange ao histórico do funcionalismo, pode-se afirmar que o modelo funcionalista


é tão antigo quanto o paradigma forma, o qual encerra o estruturalismo saussiriano. O
funcionalismo moderno remonta á concepção de linguistas que precederam Saussure,
entre os quais citem-se Whitney, Von der Gabelentz e Hermam Paul, representantes da
escola neogramática no final do século XIX. Esses autores já levavam em conta em seus
trabalhos fenómenos sincrónicos e diacrónicos, bem como reconheciam a importância
de a descrição linguística ser baseada em parâmetros psicológicos, cognitivos e
funcionais.

Funcionalista; limitamo-nos a citar alguns. Na tradição antropológica americana, acha


se o ponto de vista funcionalista no trabalho de Sapir (1921,1949) e de seus discípulos.
Também podemos patentear o ponto de vista funcionalista na teoria tagmêmica de Pike
(1967) Halliday (1970,1973,1985), entre outros.

Dentre todos os trabalhos orientados numa visão funcionalista da linguagem, os mais


representativos já que as eles se deve o desenvolvimento da teoria funcionalista, estão
baseados na concepções de um grupo de estudiosos a que se atribui a designação,
Escola linguista de praga. Seus trabalhos datam de anos anteriores a 1930.

Os estudiosos da praga concordavam na rejeição da decotomia Chomskiana entre "


competência" e "desempenho" – rejeição que pode ser contemplada também nos
modelos de Halliday e Dik.
Diz se que a escola de praga caracteriza-se por ser um estruturalismo funcional.
Destarte, a língua é entendida como um sistema funcional, o qual encerra um
componente sistémico e um componente funcional. Vale dizer que, na Escola de praga,
a frase é considerada uma unidade comunicativa que veicula informação e que esta
relacionada à situação comunicativa. Portanto, importa aos estudiosos a análise das
frases "reais", a saber, efectivamente realizadas, a cuja interpretação vem em socorro o
contexto, quer verbal, quer não verbal. É no enunciado realizado na situação
comunicativa que se podem verificar as regularidades de que se deve ocupar a analisar.
A frase é uma unidade linguística que deve ser estudada não só internamente ( isto é,
levando-se em conta seus saber, correlativamente ao contexto comunicativo.

Destarte, a frase, do ponto de vista comunicativo, é bipartida em ʻʻ tema ʼʼ (elemento de


baixa informatividade) e ʻʻ rema ʼʼ (elemento de amor informatividade). Nessa
perspectiva, considera-se que a organização dos constituintes frasais está relacionada a
organização da informação da frase.

O termo funcionalismo pode recobrir qualquer abordagem que se assenta na concepção


de que as expressões linguísticas servem a propósito comunicativo, Nesse tocante,
Bechara (1991: 1 apud. Neves, 2004-55), observa que a denominação ʻʻ Funcionalista
tem sido aplicada a ʻʻ Várias modalidades de descrição linguística e de aplicação
pedagógica no estudo e ensino de linguasʼʼ Segundo o autor, a isso se deve a difícil
terefa de definir esse campo de estudos.

Consoante observa Nichols (1984, apud. Neves, 2004-55), o rótulo ʻʻ Funcionalismo ʼʼ,
em geral, é aplicado a três vertentes: Uma conservadora, uma radical e uma moderada.
O funcionalismo conservador limita-se a enfatizar a inadequação do modelo formalista (
o qual compreende tanto estruturalismo quanto gerativismo), sem propor uma análise
própria e, supostamente, mais adequada. O funcionalismo moderado aponta a
inadequação do modelo formalista (tendência comum no modelo funcionalista), mas
suscita uma análise de estrutura linguística. O funcionalismo extremado rejeita o
conceito de estrutura e defende que as regras assentam na função e não há restrições
sintácticas. Esse ultimo tipo de funcionalismo não valida a concepção saussuriana na
língua, segundo a qual a língua é um sistema de signos que se relacionam
reciprocamente (ʻʻ a língua é um sistema ʼʼ) e defende que a gramática se reduz ao
discurso.
3. Aplicações dos Funcionalismo:
 Funcionalismo na antropologia

Não se pode falar de funcionalismo sem lembrar sua origem na antropologia, nos
trabalhos de Malinowski (1922) e Radcliffe Brown (1952), Que, por sua vez, foram
influenciados por Durkheim (1984). Tais autores iniciaram uma reacção ao
evolucionismo, a conhecida teoria que Darwin propôs para a biologia e que, na primeira
década deste século, representava o para digno predominante ate mesmo ate mesmo
para ciência humana e sociais.

Como alternativas validas, sem a postura etnocêntrica do pesquisador:

O homem trobianes pode ser comparado em condições de igualdade com o europeu.


Abriram se as possibilidades de comparação intra e interculturais.

 Funcionalismo na linguística

As criticas que se fizeram ao funcionalismo na antropologia não se aplicam a linguista,


já que os linguista sempre foram consciente das diferenças estruturas entre as línguas,
não tendo se submetido a metáfora do organismo biológico. Desde os primeiros
funcionalistas do circulo linguístico de praga avia previsão de mudanças. Alem disso, os
grupos funcionalistas mais recentes já incorporarão em suas propostas o cabedal de
conhecimentos adquiridos pela própria antropologia.

Na Área de linguagem, o ponto central do enfoque funcionalista e o facto de ser a


estrutura da gramática explicada como resultado de funções de outras esferas,
especialmente os níveis cognitivos e comunicativo. O que se procura e mostrar de que
modo a estrutura gramatical espelha a situação comunicativa.

A grande oposição epistemológica se coloca entre posições funcionalistas e posições


formalistas: De um lado, os funcionalistas procurando analisar a estrutura gramatical e a
situação comunicativa. De outro, os formalistas procurando se em descrever as
características estruturais inatas ( e por isso arditarias) da linguagem. Procura se
construir um modelo formal capaz de descrever os fenómenos gramáticos. Tal modelo
acaba por constituir o próprio objectivo da descrição. Segundo os críticos do
formalismo tornando se a linguagem mero material com o qual se argumenta em favor
de modelo seleccionado.

Entretanto, é preciso especificar com que conceito de função trabalha os linguistas


funcionalistas, pois os termos, "Função" e "Funcional" são utilizados em acepções
diversas análises linguísticas e raramente vem acompanhado de definições explicitas.

Na sessão abaixo, destacamos especialmente três autores, Nichols (1984), Leech (1980)
e Dascal(1984, que propõem tipologias distintas para o funcionalismo.

4. Tipos de funcionalismo segundo Nichols

No excelente resumo sobre esse assunto, johanna nichol (1984) identifica cinco tipos
de funcionalismo, dependendo do nível proposto para explicar o facto linguístico: 1)
função como interdependência, 2) função como propósito, 3) função no contexto, 4 )
função como relação, 5) função e significado.

Esses teriam um ponto em comum, que seria o estudo da linguagem em função do outro
domínio todas as estruturas linguísticas são investigadas a partir da sua inserção no
âmbito mais amplo da comunicação.

O primeiro tipo - função como interdependência - inclui os trabalhos que estudam as


interpelações ou co-variações entre os fenómenos linguísticos. Assim, por exemplo há
atribuição em casos como o ergativo ou acusativo dependente da interacção entre
fenómenos diversos tais como conteúdo lexical, as relações de agentes e paciente, a
ligação entre as clausulas e a manutenção de referencia. Vale lembrar que as variáveis
interdependentes são hierarquizadas. Muitos estudos funcionalistas tratam da
interpelação de fenómenos gramaticais.

O segundo tipo - função / propósito - categorizaria as investigações do uso linguístico


com um propósito volitivo. Um exemplo desse tipo seriam os estudos dos átomos de
fala, tanto na perspectiva de Austin, quanto na de Searle, quando esses apresentam a
língua usada com função de pedir, de admoestar, de ameaçar, ou seja, visando algum
objectivo na comunicação. As tipologias de funções de linguagem de Buhler ou de
Jakobson também seriam enfoques de função enquanto propósito: função informativa,
função fáctica, função poética, etc.
O terceiro tipo - função/contextos focaliza a relação da linguagem com o contexto em
sua acepção de evento, ou cenário extralingüístico, ou ainda a relação de uso da
linguagem com o texto linguístico. Por exemplo, a relação entre uso linguístico e
"status" social dos participantes, o estudo dos papeis na conversa, das categorias de
polidez e deferência seria enfoque de função em relação ao contexto enquanto evento.
Pesquisas sobre a organização da narrativa, sobre as marcas de coesão ou sobre a
continuidade do tópico ilustrariam a segunda opção , de texto enquanto contexto.

O quarto tipo - Função/ relação – mostra a relação entre um dado elemento e o sistema
linguístico como um todo. As analises que procuram mostrar de que modo os sintagmas
nominais codificam as funções sintácticas de sujeito ou objecto, as propostas de como
as formas podem codificar uma determinada função temática, ou de agente ou de
paciente, ilustram essa quarta acepção de funcionalismo, de modo geral, podemos dizer
que o estudo das funções gramaticais tradicionais incluir-se-ai nessa acepção.

O Quinto tipo - Função/significado - toma o termo "significado" em sentido amplo.


Estariam aqui classificados os estudos sobre gramáticas e contexto, que agregam uma
grande diversidade de categorias semânticas

5. Tipos d funcionalismo segundo Leach

 Formalismo extremado: A linguagem é um sistema formal abstracto e as


considerações funcionais são irrelevantes a sua investigação.

Nota : Evidentemente, essa seria a classificação dos trabalhos na linha gerativa.

 Formalismo moderno: A linguagem é basicamente um sistema formal abstracto.


As analises funcionais devem buscar a relação entre o sistema formal e o uso.
 Funcionalismo formalista: A Linguagem é constituída de gramática e retórica. A
Gramática é definida como um sistema abstracto de regras para produzir
reinterpretar mensagens, enquanto a retórica como conjunto de máximas que vão
propiciar o sucesso de comunicação. A gramática pode se adaptar as suas funções na
medida em que ela possui propriedades que facilitam a operação das máximas
retóricas.
(Nota: Nessa linha estariam os trabalhos de tarallo, kato et alli,1992)
Funcionalismo moderno: A linguagem é basicamente um sistema de interacção
social; o seu estudo como sistema formal não é irrelevante, mas deve ser encarado
em base funcionais.
(Nota: trabalhos com essas características seriam os Vaire & Naro, 1989 e o de
Holliday, 1977), por exemplo.

Funcionalismo extremado: A linguagem é um sistema de interacção social;


considerações formais são periféricas ou irrelevantes para a sua compreensão. (Nota:
Aqui estariam os trabalhos de Givón e do grupo de santa barbara em geral)

6. Tipos de funcionalismo segundo Dascal

Dascal (1984) classifica o funcionalismo na linguística co base em dois níveis : Se o que


se deseja é explicar a comunicação, teríamos o funcionalismo social. Se o objectivo é
explicar o uso da mente, teríamos o funcionalismo mental.

Nessa divisão, o trabalho de Malinowski, por exemplo, seria o de um funcionalista


social. Já os trabalhos do circulo de Praga estariam num nível intermediário entre o
social e o mental (Mathesius, por exemplo, admite que, sintacticamente, como nem toda
língua apresenta a os sintagmas na mesma ordem. Assim, se a ordem não se conforma
aos princípios previstos para o tema e o rema, a explicação deve ser buscada em termos
de princípios gramaticais (Firbas 1974). Outros linguistas do círculo de Praga preferem
falar em " graus de dinamismo comunicativo " dos enunciados e estariam também
enquadrados num tipo de funcionalismo entre o social e o mental.

Os funcionalistas do tipo mental estariam preocupados em descrever a função da


linguagem na mente. Nesse enfoque, o sentido de uma expressão linguística seria
derivado de sua função no pensamento tal função teria que ser determinada em relação a
um esquema conceptual total. Assim, a própria semântica, enquanto uma teoria da
função cognitiva da linguagem, representaria um tipo de estudo " Funcionalista mental".

Note-se que a " Função mental" proposta por Dascal representa mais uma possibilidade
de se entender a noção de "função" .
7. Conclusão

Durante o desenrolar do trabalho podemos constatar que funcionalismo é o ramo da


antropologia e das ciências sociais que procura explicar aspectos da sociedade em
termos de funções. Na qual, cada instituição exerce uma função especifica na sociedade
e o seu mau funcionamento significa desregramento da própria sociedade. Também
constatamos que o funcionalismo e aplicado a diversas áreas que são : Antropologia e
na linguista.
8. Referencia Bibliográfica

Beattie, John, 1977. Introdução à antropologia social, São Paulo: Companhia Editora
Nacional.

Bolinger, Dwight, 1968. Aspects of language, Harcourt, Brace & Worlld, Inc.