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Apresenta:

Guia dos
benefícios fiscais
nas exportações
Como buscar, implantar e evitar riscos.
Guia dos benefícios
fiscais nas e o a es
Como buscar, implantar e evitar riscos.

2015
Sumário

Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

1. Por que buscar benefícios para exportação? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

2. O que significa estar em compliance? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

3. Como colocar a gestão de benefícios em prática? . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

4. Sua empresa está cadastrando informações de


qualidade no Siscomex? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

5. Como evitar intimação e autuação tributárias? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

6. Como saber se minha empresa está fazendo certo? . . . . . . . . . . . . . 18

Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Apresentação

As empresas exportadoras contam com incentivos e benefícios


fiscais regulamentados pelo governo federal. Esses benefícios
possuem regras específicas, mas têm o objetivo comum de
reduzir o custo de produção no país, tornando os produtos para
exportação mais competitivos.

Muitas empresas, no entanto, não usufruem deste direito, seja


pela falta de conhecimento ou pela complexidade que rodeia os
processos de concessão de benefícios. Criamos, então, um guia
para as empresas que desejam começar a gestão de benefícios
fiscais para exportações. Neste e-book, você vai conhecer os
principais benefícios - Drawback, Reintegra e Ex-tarifário, o
conceito de compliance e as boas práticas de gerenciamento
para evitar riscos de intimação e autuação fiscais

Boa leitura!

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Por que buscar benefícios para
exportação?

A pergunta que não quer calar é: o que minha empresa ganha ao


aderir aos benefícios fiscais? Para responder essa importante
questão, primeiramente vamos conhecer os principais benefícios
para exportação e suas contribuições.

Drawback

O regime de Drawback foi criado em 1966 e atualizado nos


anos de 2007, 2008 e 2010. A ideia central deste incentivo
é estimular a competitividade das empresas exportadoras.
Ou seja, pelo Drawback a empresa que faz exportação pode
eliminar o pagamento de impostos no primeiro elo da cadeia
de fornecimento. Assim, a proposta é não exportar o tributo,
desonerando o preço final do produto acabado. O Drawback
elimina o imposto tanto da matéria-prima importada como
comprada no mercado interno.

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Reintegra

Criado em 2011, o Reintegra é considerado um prêmio de


exportação para indústrias, no qual o governo devolve parte do
imposto cobrado pela empresa exportadora. Assim, o Reintegra
ressarce os impostos - em espécie ou compensação, sendo que
atualmente devolve 1% do valor da exportação. Após dezembro
de 2017, com o fim do período de ajustes fiscais do governo
federal, o percentual volta a ser de 3%. Importante destacar que o
Reintegra é retroativo desde sua criação, em 2011. As empresas
podem recuperar impostos de até 5 anos.

Ex-tarifário

O Ex-tarifário amplia a atuação do Drawback ao prever


redução de impostos também para compra de equipamentos e
maquinários utilizados na produção das indústrias, primando
pela modernização das empresas brasileiras. Se uma empresa
renova seu parque fabril com maquinários que só são fabricados
no exterior, pode importá-los com essa redução. Geralmente a
alíquota do imposto de importação é reduzida para 2%.

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Reintegra
Exterior

FORNECEDOR FORNECEDOR DE COMPRADOR COMPRADOR


INTERNACIONAL MAQUINÁRIO INTERNACIONAL INTERNACIONAL INTERNACIONAL

DRAWBACK DRAWBACK
Brasil

Direto Direto

TIER #2 MONTADORA

DRAWBACK TIER #1 DRAWBACK


Intermediário SISTEMISTA
Intermediário

Visualização dos benefícios dentro da cadeia produtiva

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O que significa estar em
compliance?

Sua empresa decidiu fazer uso de benefícios fiscais. Chegou


o momento da análise crítica sobre processos e equipe.
Fundamental entender que para usar os benefícios fiscais é
preciso gerenciá-los. Quando uma empresa adere às vantagens
oferecidas deve prestar contas de suas operações, comprovando
dados e informações fornecidas ao sistema do governo. Para
estar em dia com as regras, a empresa deve implementar o
compliance de processos fiscais, que é um conjunto de rotinas
para as empresas cumprirem as leis e diretrizes estabelecidas
em seu negócio. O compliance abrange três itens: integração,
qualificação e gerenciamento.

Integração das áreas

Cada área relacionada ao benefício precisa entender seu


papel e criar um ambiente de troca de experiências. O setor
de engenharia, por exemplo, é responsável pela formulação

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técnica do produto que será exportado. Compras fica à frente
das políticas de ressuprimento e níveis de estoques definidos
pela empresa. O setor de vendas, por sua vez, é encarregado do
forecast de vendas, que será o direcionador para as decisões do
que comprar em Drawback. A área fiscal fecha o ciclo e atua na
correta escrituração do registros relacionados ao benefício.

Uma comunicação eficaz entre essas áreas garante mais controle


da empresa no gerenciamento do Drawback. A realidade que se
encontra nas empresas, no entanto, é de processos isolados e mal
definidos, com resultados abaixo do potencial e grande exposição
fiscal.

Comercial Logística Planejamento Engenharia Fiscal Contabilidade

Pessoas são fundamentais

Capacitação da equipe

A adesão a benefícios fiscais é um processo complexo que requer


conhecimento aprofundado da equipe interna. O compliance
em processos fiscais inclui a capacitação contínua para atualizar

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conhecimento em leis e normas, em rotinas produtivas e nas
peculiaridades do ramo de negócio da empresa. A capacitação
foca na prevenção e também na gestão de crise, afinal, é preciso
agir rápido para se defender de autuações.

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Como colocar a gestão de
benefícios em prática?

Você já sabe que estar em compliance é essencial para a


governança tributária e fiscal. Mas há ainda outros dois aspectos
que devem entrar na rotina das empresas que buscam benefícios
fiscais de exportação: inovação e geração de valor.

Confira o que pode ser feito para melhorar a gestão de


benefícios de sua empresa.

Métodos de controle

Em meio a tantas exigências do governo, fica cada vez mais difícil


fazer e controlar os processos de forma manual. Pode não ser
uma obrigação, mas um sistema automatizado faz diferença na
organização e no controle dos benefícios fiscais. Com o uso da
tecnologia, a empresa consegue simular diferentes cenários de
negócio para o respectivo benefício e avaliar seu resultado. Assim,

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é possível agir de forma preventiva e fazer correções, diminuindo
o impacto de aspectos externos que muitas vezes afetam o
planejamento. Corrigir processos comprova que a empresa tem
condições de gerenciar o beneficio que está sendo utilizado.

Conhecimento de negócios

Estar atento às peculiaridades da empresa e à sua situação no


mercado é o primeiro passo para a gestão de benefícios fiscais.
A equipe interna precisa entender o impacto dos processos
de adesão na rotina produtiva. Cabe uma análise crítica para
um gerenciamento eficaz: minha operação de compra e venda
está estável? Vou importar os mesmos insumos? Vou exportar o
mesmo produto, no mesmo volume? Minha equipe interna está
pronta para reunir documentos e laudos?

A recomendação é relacionar o conhecimento do benefício


com a realidade da empresa. Se critérios e regulamentações se
encaixarem à rotina produtiva, há grande chance de sucesso na
governança fiscal e tributária.

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Domínio de informações

Cada setor envolvido precisa entender seu papel nos processos


de benefícios fiscais para exportação. Atualmente, importadores
e exportadores podem consultar suas informações no portal
Siscomex.
Para se ter uma ideia da complexidade exigida pelo governo, uma
alteração na característica do produto pode gerar uma nova
classificação. Se a equipe interna não acompanhar essa mudança,
estará alimentando o sistema com informações inconsistentes. É
recomendada a integração dos setores de engenharia, compras,
vendas e fiscal. Uma comunicação eficaz entre essas áreas
garante mais controle da empresa no gerenciamento fiscal e
tributário.
Validação

Diária Padrão s ecífico Mensal

XML XML
Equipe Becomex

Conhecimento
de negócio
ERP FISCAL
SPED

Corrigir?

Resultados
Auditoria XML e Notas Sim Não
do ERP/SPED FISCAL (Qualitativa)
ERP FISCAL
Conciliação XML x Notas
do ERP/SPED FISCAL (Quantitativa)

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Sua empresa está cadastrando
informações de qualidade no
Siscomex?

O Siscomex (Sistema de Comércio Exterior) traz um amplo


questionário sobre a rotina da empresa. Os dados de importação
e exportação são integrados, o que exige bastante cuidado.
Após alimentar o sistema com os dados da empresa, você
deve se preparar para algumas exigências do governo, como a
apresentação de documentos, descritivos do processo produtivo
e laudo técnico.

Atenção ao laudo técnico. Ele deve reunir todas as informações


sobre a movimentação da empresa. No Drawback, por exemplo, o
governo quer saber detalhes: quanto o item importado participa
do produto final? Em que unidade de medida este produto
é vendido? Já o Bloco K do SPED fiscal - sistema público de
escrituração digital - vai além e reúne todos os dados da empresa
relacionados aos insumos, aos produtos de estoque e à produção.

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Para fornecer
Será que sua empresa está informações de
recolhendo mais tributos qualidade, a equipe
interna precisa
por causa de uma
dominar as regras de
classificação de mercadoria cada benefício e ter
errada? Ou está recolhendo métodos de gestão.
menos e pode correr o risco Será que sua empresa
de ser fiscalizada? está recolhendo mais
tributos por causa de
uma classificação de
mercadoria errada? Ou está recolhendo menos e pode correr
o risco de ser fiscalizada? Todas essas questões devem ser
respondidas pela equipe interna, sempre pensando que o fiscal
não conhece sua fábrica, apenas o cadastro no sistema.

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Como evitar intimação e
autuação tributárias?

Se a empresa não investe em compliance, tem grande chance de


aumentar seu nível de exposição e, consequente, ser fiscalizada.
Após ser fiscalizada, a empresa pode receber uma intimação, caso
exista algum dado contraditório no sistema. Depois de intimar
uma empresa que cometeu uma infração, dando o prazo para
esta se manifestar, o fisco autua a empresa, por meio do auto
de infração e imposição de multa (AIIM). Ou seja, a autuação
é o último estágio da fiscalização, quando a empresa já foi
considerada infratora e recebe a sua penalidade.

O compliance é a chave
para gestão tributária O compliance é a chave para
e fiscal. As empresas
a gestão tributária e fiscal.
precisam incluir o
gerenciamento nas
suas rotinas para seguir
à risca as leis regulamentadoras. O Departamento de Operações
do Comércio Exterior (Decex) e a Receita Federal estão atentos
a todas as movimentações das empresas beneficiadas para evitar

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fraudes fiscais. Se o processo de utilização do benefício não for
feito da forma correta, dentro dos requisitos e condições fixados
pela legislação pertinente, existe a possibilidade da empresa
beneficiária ser fiscalizada.

No caso da intimação, quando a empresa ainda não foi


considerada culpada, é possível se preparar para cumprir as
exigências e evitar a autuação fiscal. No post O que fazer em
caso de intimação de Drawback: um checklist você confere um
manual com os principais passos para enfrentar uma intimação
sem riscos.

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Como saber se minha empresa
está fazendo certo?

Com mais de 15 anos de atuação no mercado de Consultoria e


Tecnologia aplicados à Gestão Tributária e Comércio Exterior,
podemos afirmar que metade das empresas que aderem a
benefícios de exportação usufruem de, no máximo, 70% de suas
vantagens. Quais os motivos que levam ao subaproveitamento
destes incentivos? O principal é a falta de conhecimento da
equipe interna para a análise de benefícios fiscais.

Governança Tributária e Fiscal


io

Criar valor Inovação


ár
ut
ib
Tr
to

Mitigar riscos e Gerenciar Riscos


en

exposição fiscal
m
jae
an
Pl

Atender B2G Compliance Fiscal

Cadeia estendida de valor (clientes e fornecedores)

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Por não entenderem a complexidade dos processos de adesão
e de controle, muitos empresários não investem em métodos
e sistemas de gestão fiscal e tributária, nem em capacitação
pessoal. O resultado é um retorno fiscal tímido para o potencial
de suas operações.

Acompanhe, em três tópicos, o que uma empresa precisa


ter para aproveitar ao máximo os benefícios fiscais para
exportação.

Know-how para gestão

Fazer regimes fiscais é uma ação inerente às indústrias que


buscam competitividade. Mas nem todas estão prontas para isso,
pois o gerenciamento tributário não é atividade fim da empresa
exportadora, ficando fora dos planos de negócios. Além disso,
manter uma equipe interna especializada no assunto custa caro,
pois requer um grupo multidisciplinar em constante capacitação e
com dedicação exclusiva ao controle e análise de benefícios.

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Critérios para compliance

Estar em compliance é um dos três pilares da governança fiscal


e tributária, que também inclui o gerenciamento de riscos e
inovação/geração de valor. Muitos empresários encaram o
processo do benefício como uma mera ficha para compilação de
dados. No entanto, cada informação traz uma série de detalhes
que contam as particularidades da operação da empresa, o que
ela compra, como transforma seu insumo e o que entrega ao
mercado externo.

Qualidade das informações

Com a automatização dos processos, há mais rigor no combate


a fraudes tributárias e, consequentemente, mais importante se
torna a análise de benefícios fiscais de exportação. Essa análise
começa nas informações que serão enviadas ao Siscomex. A
tendência das empresas que não dão o devido valor à gestão fiscal
e tributária é deixar este trabalho a cargo da equipe interna, que
muitas vezes se divide entre diversas funções.

Não sobrando tempo para planejar o controle de benefícios, as


empresas costumam resolver suas pendências em cima da hora.
Como a lista de documentos é extensa e cheia de detalhes, é
grande a chance de fornecer informações incompletas ou erradas.
Assim, além do subaproveitamento do benefício, a empresa
aumenta seu nível de exposição.

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Conclusão

Esse e-book mostra que a adesão a benefícios fiscais é um


processo complexo, no qual o pedido de adesão é apenas o
início. Além de solicitá-lo é preciso gerenciá-lo, conferindo
prazos, atualizando documentos e controlando o uso durante
a vigência. Ao não dominar esses processos, muitas empresas
subestimam os sistemas de controle do governo e expõem suas
operações, abrindo caminho para fiscalizações.

Importante ressaltar que é alto o custo de manter uma equipe


interna especializada em gestão tributária e fiscal. Além de
especialistas em diversas áreas como Direito, Economia
e Contabilidade, a equipe deve se manter em atualização
constante e com dedicação exclusiva. Afinal, um erro na gestão
de benefícios causa perda de milhões de reais, dependendo do
porte e da movimentação da empresa exportadora.

Diante deste cenário de cautela, a consultoria especializada


surge como uma opção para a empresa que quer colocar a casa
em ordem e implementar uma metodologia de gestão. O know-
how da consultoria auxilia desde o processo de adesão até a
implementação de métodos internos que integrem os setores

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envolvidos no regime fiscal. A visão de uma equipe externa
capacitada para gestão tributária ajuda a empresa exportadora
a detectar possíveis falhas nos regimes fiscais e a buscar o
máximo de aproveitamento dos benefícios de exportação.
Isso se reflete em um investimento com retorno visível no
faturamento e no planejamento estratégico das empresas.

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ia os benefícios fiscais nas e o a es
Como buscar, implantar e evitar riscos.
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