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PRONTUÁRIO DE VASO DE PRESSÃO

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO AMAZONAS


Características estruturais e mecânicas do vaso de pressão do compressor instalado no bloco B do
Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – Campus Manaus – Distrito Industrial,
conforme estabelece a NR 13, item 13.6.4:
1. IDENTIFICAÇÃO
1.1 Fabricado e Certificado por: Schulz S/A
1.2 Fabricado para: IFAM – CDMI
1.3 Modelo de Fabricação: CSL 10BR/100
1.4 Tipo: Horizontal
1.5 Número de Série: 3416093
1.6 Ano de Fabricação: 2013
1.7 Classe do Vaso: C
1.8 Categoria do Vaso: V
2. DADOS DE OPERAÇÃO
2.1 Fluido: ar comprimido com ou sem umidade (isento de substâncias corrosivas)
2.2 Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA)[bar]: 8.49
2.3 Temperatura Máxima de Operação [°C]: 93
2.4 Temperatura Mínima de Operação [°C]: -30
3. DADOS DE PROJETO
3.1 Referência de Projeto: Código ASME SEÇÃO VIII – DIVISÃO I – Edição 2013
3.2 Volume Interno [litros]: 100
3.3 Deslocamento teórico [l/min]: 283
3.4 Costado
3.4.1 Comprimento Total [mm]: 610
3.4.2 Diâmetro [mm]: 408
3.4.3 Material: Aço Carbono
3.4.4 Espessura [mm]: 2,6
3.5 Tampos
3.5.1 Material: Aço Carbono
3.5.2 Localização: nas extremidades
3.5.3 Espessura [mm]: 2,6
3.5.4 Raio de curvatura: a) Da coroa[mm]: 408 b) Das juntas[mm]: 24,48
3.5.5 Tipo de curvatura: Torisférica
3.6 Aberturas e Válvulas de Segurança
3.6.1 Abertura de Inspeção
3.6.1.1 Diâmetro [mm]: 33,3
3.6.2 Saída/Expurgo
3.6.2.1 Diâmetro [mm]: 21,7
3.6.3 Pressostato
3.6.3.1 Diâmetro [mm]: 14,0]
3.7 Pressão externa admissível [atm]: 120
3.8 Espessura mínima estrutural (Casco)
3.8.1 Fator A:
3.8.2 Fator B:
3.9 Tipo de solda: Solda de topo, por um só lado, sem mata-junta.
4. PROCESSO DE FABRICAÇÃO
4.1 Tampo e Costado: As placas não devem ser conformadas a frio por golpes para aço carbono,
podendo afetar as propriedades mecânicas do material a ser utilizado. Entretanto, podem ser
conformadas na temperatura de forjamento desde que o material passe pelo tratamento de
Postweld Heat Treatment (PWHT), onde se permite o alívio de tensões no material após o
processo de soldagem. Especificado assim pelo código ASME, seção VIII Divisão 2.
4.2 Juntas: As juntas podem ser de forma soldada, a arco ou a gás, sendo especificado o chanfro a
ser utilizado nessas juntas especificado pelo código ASME, seção VIII Divisão 1. A solda
utilizado foi a solda de topo, que é aplicada apenas por um lado, sem utilização de mata-junta,
ou seja, sem utilização de um suporte na parte inferior da solda que ajudaria a conter o
material fundido na operação de soldagem.
5. INSPEÇÃO DO VASO DE PRESSÃO
Tendo em vista que o vaso de pressão já está instalado e sua primeira inspeção realizada.
A data de sua fabricação é de novembro de 2013 e considerando também que o vaso de pressão é
de categoria V, a NR 13 especifica claramente que, para estabelecimentos que não possuam
serviço autônomo de inspeção de equipamentos, o exame externo do vaso de pressão tem que ser
feito a cada 5 anos, o exame interno a cada 10 anos e o teste hidrostático a cada 20 anos. Mas
levando em consideração as instalações desfavoráveis da casa do compressor localizada no bloco
B do campus do CMDI do IFAM, além do desconhecimento de outros testes feitos anteriormente,
foram feitos exames, interno e externo, imediatos e pede-se que seja feito o teste hidrostático
imediatamente, para assim serem delimitados os exames externos e internos a cada 1 e 2 anos,
respectivamente, e o teste hidrostático a cada 4 anos.

MEMORIAL DE CÁLCULOS DO VASO DE PRESSÃO SEGUNDO O CÓDIGO ASME, SEÇÃO


VIII, DIVISÃO 1

Memorial de cálculos para a determinação de utilização, com segurança, do vaso de


pressão avaliado do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – Campus Manaus
– Distrito Industrial, no bloco B.
Aqui se encontram as considerações prévias para o desenvolvimento dos cálculos
necessários, onde o vaso de pressão é do tipo casco cilíndrico, com tampos torisféricos, ambos
com pequena espessura:
Classe e especificação do material: Aço-Carbono ASTM A-285-C;
Forma de apresentação: Chapas;
Tensão Admissível (S): - (TELLES, pg. 218, tabela 10.1);
Coeficiente de eficiência de solda (E) – Tipo: Solda de topo, feita por um só lado, sem mata-
junta: 0,6 - (TELLES, pg. 220, tabela 10.2);
Espessura para o tampo e para o casco (e): 2.6 mm – Previamente fornecido;
Raio externo do cilindro: 204 mm – Medido pelo responsável técnico;
Raio interno do cilindro (R) – Raio externo - espessura: 204 – 2, = 201,4 mm – Calculado pelo
responsável técnico;
Raio de concordância do tampo torisférico - 6% do diâmetro externo do cilindro – Previamente
fornecido.
Raio da coroa (L): Igual ao diâmetro do cilindro, para tampos torisféricos 6% - (TELLES, pg.
224).
1. PRESSÃO MÁXIMA DE TRABALHO ADMISSÍVEL (PMTA) – TAMPO
Para tampos torisféricos com raio de concordância de 6% do diâmetro do cilindro, a
pressão máxima de trabalho é determinada como (Código ASME, Seção VIII, Divisão 1,
parágrafo UG-32):
S  E e 1104  0, 6  0, 26
PMTA    4, 766kg / cm2
0,885  L  0,1 e 0,885  40,8  0,1 0, 26
2. PRESSÃO MÁXIMA DE TRABALHO ADMISSÍVEL (PMTA) – CASCO (COSTADO)
Para cascos cilíndricos de pequena espessura, a pressão máxima de trabalho admissível é
determinada da seguinte forma (Código ASME, Seção VIII, Divisão 1, parágrafo UG-27):
S  E e 1104  0, 6  0, 26
PMTA    8, 49kg / cm2
R  0, 6  e 20,14  0, 6  0, 26

3. MARGEM PARA CORROSÃO E/OU PARA EROSÃO OU USINAGEM


Para paredes com espessura inferior à 6 mm, a margem para corrosão é calculada como (Código
ASME, Seção VIII, Divisão 1, parágrafo UCS-25):
1 1
C   e   2, 6  0, 433mm
6 6
4. CÁLCULO DA PRESSÃO EXTERNA PARA CASCOS CILÍNDRICOS
Para a determinação da pressão externa, segundo o parágrafo UG-28 do código ASME,
deve-se considerar a relação entre o diâmetro externo do cilindro e a sua espessura, que é dada
pela seguinte fórmula: Do / e  408 / 2.6  156,9 . Sendo essa relação maior que 10, então é

determinado o comprimento entre as tangentes do cilindro somados de 1/3 da altura de cada


tampo (vaso cilíndrico sem anéis de reforço) - L. As tangentes estão separadas a 610 mm (medido
“in loco” pelo responsável técnico) e medindo 1/3 da altura do tampo que é de 43,3 mm (medido
“in loco” pelo responsável técnico). Portanto L = 610+43,3 = 653,33 mm. Assim sendo,
encontra-se a relação L / Do  653,33 / 408  1,6 e então se determina o Fator A, a partir do

gráfico de proporções geométricas para vasos cilíndricos sob pressão externa (TELLES, pg. 233,
Fig. 10.4, baseado na Fig. 5-UGO-28.0, do código ASME, Seção VIII, Divisão 1), que leva em
consideração a relação Do / e  170 , levando-se em conta a margem para corrosão. Portanto, o

Fator A equivale a 0,0004. E encontra-se o Fator B a partir do gráfico para determinação da


espessura de cascos cilíndricos e esféricos sobre pressão externa (TELLES, pg. 234, Fig. 10.5,
baseado Fig. 5-UCS-28.2, do código ASME, Seção VIII, Divisão 1). Como a temperatura de
projeto do vaso vai até 180 °C, o Fator B equivale a 40. Dessa forma, a pressão externa máxima
admissível para o vaso, em MPa (Mega Pascal), é determinada por:
4B 4  40
Pa    0,340MPa
3Do / e 3  408 / 2, 6

Em kg/cm2:
13, 6 B 13, 6  40
Pa    3, 47kg / cm2
Do / e 408 / 2, 6
5. CÁLCULO DA PRESSÃO EXTERNA PARA TAMPOS TORISFÉRICOS
Utilizando o parágrafo UG-33 do código ASME, para tampos torisféricos, determinamos
Fator A da forma abaixo:
0,125 0,125
A   7,97 104
R / e 40,8 / 0, 26

Onde R é raio externo da coroa.


Determina-se o Fator B igualmente como fora determinado para o cálculo da pressão
externa para cascos cilíndricos. Assim, o fator B corresponde a 80 e a pressão externa máxima
admissível, em MPa, é:
B 80
Pa    0,510MPa
R / e 40,8 / 0, 26
Em kg / cm2 :

10, 2 B 10, 2  80
Pa    5, 2kg / cm2
R / e 408 / 2, 6

Tendo como base o fato de que o trabalho deve sempre ser em função da maior pressão
determinada entre costado e tampo e assim a pressão máxima de trabalho admissível (interna)
deve ser igual a 8, 49kg / cm2 e a pressão externa admissível deve ser igual a 5, 2kg / cm2 .
6. COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO MATERIAL
A ASTM diz que o aço-carbono A-285 -C é composto quimicamente, em porcentagem,
segundo a tabela abaixo.

1 - Carbono 2 - Manganês 3 - Fósforo 4 - Enxofre

0,28 0,9 0,035 0,045

Manaus, 28 de Setembro de 2015 Responsável Técnico:


Fabrício Damasceno de Araújo
Matricula: 2013117660275