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Versão Online ISBN 978-85-8015-080-3

Cadernos PDE

I
OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE
NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR PDE
Artigos
FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DO ARTIGO FINAL

Título: Arte-Educação e Culturas Indígenas

Autor: Silvana Regina Parra


Disciplina/Área: Arte/Arte

Escola de Implementação do Colégio Estadual José Siqueira Rosas –


Projeto e sua localização: Ensino Fundamental e Médio.
Rua Maringá, nº 350.
Município da escola: Rosário do Ivaí - Paraná

Núcleo Regional de Educação: Ivaiporã - Paraná


Professor Orientador: Prof. Ms. Juliano Reis Siqueira.
Instituição de Ensino Superior: Universidade Estadual de Londrina – UEL.
Relação Interdisciplinar: Arte, História e Geografia.
Resumo: Este artigo é parte integrante do PDE -
Programa de Desenvolvimento da Educação
do Estado do Paraná. Tem como objetivo
descrever o processo de implementação em
contraturno do projeto Arte-Educação e
Culturas Indígenas, com os estudantes do
Ensino Fundamental séries finais, Ensino
Médio e membros da comunidade, no ―Colégio
Estadual José Siqueira Rosas‖ no município de
Rosário do Ivaí, Paraná. As atividades foram
desenvolvidas em seis ações, sendo que cada
ação tinha como finalidade resgatar a arte
indígena trabalhando o fazer artístico a partir
do grafismo, da pintura, da cerâmica e das
máscaras, despertando nos estudantes o
interesse pela cultura indígena. A proposta em
realizar este trabalho foi ressaltar que a função
da arte na escola está em proporcionar aos
estudantes o fazer artístico através dos
registros artísticos deixados pela humanidade
ao longo dos tempos, de forma a ampliarem
suas capacidades de melhor compreensão do
mundo em que vivem, bem como sua
diversidade.
Palavras-chave: Cultura Indígena. Arte Indígena. Pintura.
Formato do Artigo Final: Artigo
Público: Comunidade do município interessada pelas
artes indígenas
ARTE-EDUCAÇÃO E CULTURAS INDÍGENAS

Silvana Regina Parra – Professora PDE - 20151


Juliano Reis Siqueira - Professor Orientador - UEL 2

RESUMO: Este artigo é parte integrante do PDE - Programa de Desenvolvimento da Educação do


Estado do Paraná. Tem como objetivo descrever o processo de implementação em contraturno do
projeto Arte-Educação e Culturas Indígenas, com os estudantes do Ensino Fundamental séries finais,
Ensino Médio e membros da comunidade, no ―Colégio Estadual José Siqueira Rosas‖ no município
de Rosário do Ivaí, Paraná. As atividades foram desenvolvidas em seis ações, sendo que cada ação
tinha como finalidade resgatar a arte indígena trabalhando o fazer artístico a partir do grafismo, da
pintura, da cerâmica e das máscaras, despertando nos estudantes o interesse pela cultura indígena.
A proposta em realizar este trabalho foi ressaltar que a função da arte na escola está em proporcionar
aos estudantes o fazer artístico através dos registros artísticos deixados pela humanidade ao longo
dos tempos, de forma a ampliarem suas capacidades de melhor compreensão do mundo em que
vivem, bem como sua diversidade.
PALAVRAS-CHAVE: Cultura Indígena. Arte Indígena. Pintura.

INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta as possibilidades de reflexão teórica, a relação entre


o projeto de intervenção, a produção didático-pedagógica e o processo de
implementação de oficinas de arte em contraturno, com os estudantes do Ensino
Fundamental séries iniciais, Ensino Médio e membros da comunidade, no Colégio
Estadual José Siqueira Rosas de Rosário do Ivaí, Paraná.
O objetivo deste trabalho foi resgatar as artes indígenas, com atividades de
pintura corporal, elaboração de máscara e pintura em cerâmica, despertando nos
estudantes o interesse pela cultura indígena e valorizando a mesma nas aulas de
artes visuais, mostrando a importância em se ter conhecimento sobre a cultura
indígena no contexto da valorização da diversidade cultural.
Explorar atividades que levem os estudantes a conhecerem tais práticas,
praticarem e valorizarem, é um meio de que o ensino da arte influencie no
desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade que possui a multiplicidade de
culturas construídas historicamente e que vivem em constante transformação.
1
Professora da Rede Pública do Estado do Paraná, no C.E. ―José Siqueira Rosas‖ em Rosário do
Ivaí, pós-graduada em Artes Visuais.
2
Professor Orientador Mestre da Universidade Estadual de Londrina – UEL
A metodologia utilizada foi a ―pesquisa-ação‖, que é um dentre vários
métodos ou estratégia de pesquisa social possibilitando sistematizar e categorizar as
ideias apresentadas.
De acordo com Thiollent (1997), ―pesquisa-ação‖ é um tipo de pesquisa social
com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma
ação ou com a resolução de um problema, onde os participantes, pesquisadores
estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo tendo como objetivo
estabelecer um diálogo entre pesquisador e o estudante.
Assim, ela é vista como principal contribuição para a dinâmica de tomada de
decisão no processo de ação planejada e é esse aspecto de participação e ação que
é valorizado.
A relevância da realização deste projeto foi mostrar que as artes indígenas
revestem-se de particularidades expressivas e constituem, meio para transmissão de
concepções de fundo social, por meio dos quais pode ser definida a natureza ou a
essência de sua própria humanidade. Ressaltando que a arte indígena é mais
representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da
personalidade do indivíduo que a faz. É por isso que os estilos da pintura corporal,
máscaras e das pinturas em cerâmicas variam significativamente de uma
comunidade para outra.
O artigo expõe definições sobre arte-educação e culturas indígenas, analisa
sua importância na escola e reúne elementos para se pensar a arte indígena julgada
de extrema relevância no contexto da valorização da diversidade cultural.

1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Para a elaboração deste trabalho, foram realizadas leituras e reflexões sobre


o tema arte-educação e culturas indígenas, com enfoque na abordagem das artes
indígenas. Tema este que se alicerça nas seguintes referências bibliográficas com
os autores Ana Mae Barbosa, Lux Vidal, Fernando Hernández, entre outros.
Segundo Souza (2012) percebe-se ao longo do tempo, que a existência do
homem não se limita à simples obtenção dos meios que garantem a sua
sobrevivência material. Visitando uma expressiva gama de civilizações, percebe-se
que existem importantes manifestações humanas que tentaram falar de coisas que
visivelmente extrapolam a satisfação de necessidades imediatas. Em geral, se vê
por de trás desses eventos uma clara tentativa de expressar um modo de se encarar
a vida e o mundo.
De acordo com Paes e Rosin (2011), a arte está presente em todas as
manifestações que o homem realiza, é parte integrante do ser humano, vive-se arte,
pois o mundo é repleto de arte. Até nas primeiras imagens, o homem teve que partir
de um olhar, para que a mesma pudesse ser reproduzida.
Segundo Duarte Junior (1991), a arte expressa os sentimentos; revive no
sujeito o ―primeiro olhar‖ sobre as coisas; leva-o a conhecer os próprios sentimentos;
desperta-lhe maior atenção ao seu próprio processo de sentido, percepções e visão
de mundo. A arte estimula a imaginação e a utopia; cria novas possibilidades de ser
e sentir; possibilita a compreensão de novas situações e experiências.
Já Buoro (2003), diz que a arte é uma forma do homem entender o contexto
ao seu redor e relacionar-se com ele.
Ana Mae Barbosa, salienta que:

Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação,


apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica
[...] permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a
criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada. (BARBOSA,
2003, P.18).

A arte é fiel testemunha da história construída pelo homem. Ao esculpir, pintar


e desenhar, o artista nem sempre retrata a realidade, mas muitas vezes ele inventa
outras possibilidades de construção da realidade e a época em que vive. Com a arte
o homem passa a transmitir seus anseios, seus desejos, suas frustrações, enfim,
sua personalidade.

Desde o inicio da história da humanidade a arte sempre esteve presente em


praticamente todas as formações culturais. O homem que desenhou um
bisão numa caverna pré-histórica teve que aprender, de algum modo, seu
oficio e, da mesma maneira, ensinou para alguém o que aprendeu. Assim, o
ensino e a aprendizagem da arte fazem parte, de acordo com normas e
valores estabelecidos em cada ambiente cultural, do conhecimento que
envolve a produção artística em todos os tempos. (BRASIL, 1997)

Segundo Frange (2003, p.2) ―a arte é uma forma de produção e reprodução


cultural que só pode ser compreendida dentro do contexto e dos interesses de suas
culturas de origem e apreciação‖. De modo que as produções artísticas estão
relacionadas a uma época, país ou região e onde cada uma tem sua estrutura
social, econômica, religiosa e política. A arte é o reflexo de uma sociedade, por isso
precisa-se estar atentos às manifestações artísticas atuais para entender, refletir e
analisar criticamente o cotidiano, sempre buscando no passado o sentido da
evolução humana.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997) de arte: ―são
características desse novo marco curricular as reivindicações de identificar a área
por arte (e não mais por educação artística) e de incluí-la na estrutura curricular
como área com conteúdos próprios ligados à cultura artística, e não apenas como
atividade‖.

A arte é importante na escola, principalmente porque é importante fora dela.


Por ser um conhecimento construído pelo homem através dos tempos, a
arte é um patrimônio cultural da humanidade e todo ser humano tem direito
ao acesso a esse saber. (MARTINS, 1998)

A disciplina de artes possibilita a compreensão dos estudantes sobre sua


cultura e os valores a ela enraizados. Hoje, a disciplina de artes é considerada como
uma área do conhecimento que engloba a experiência de fazer as formas artísticas,
de fruir as formas artísticas e de refletir sobre a arte como objeto de conhecimento
(BRASIL, 1997). Além disso, as práticas pedagógicas em artes estimulam a
percepção e despertam a sensibilidade, bem como a imaginação, sentimentos e
fantasias.
De acordo com Barbosa:

Até os inícios dos anos 80 o compromisso da Arte na escola era apenas


com o desenvolvimento da expressão pessoal do aluno. Hoje, à livre
expressão, a arte-educação acrescenta a livre-interpretação da obra de Arte
como objetivo de ensino. O slogan modernista de que todos somos artistas
era utópico e foi substituído pela ideia de que todos podemos compreender
e usufruir da Arte. (BARBOSA, 2003, p. 17)

Sabe-se que a arte enquanto expressão cultural, social e política de todos os


povos, é passível de inúmeras formas de leituras, visto que, ela não trata de um
estudo exato para a sua tradução e compreensão. A cultura e a arte são
componentes essenciais de uma educação completa que conduza ao pleno
desenvolvimento do indivíduo, visto que:
A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e
da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar
sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade,
percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação
de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela
natureza e nas diferentes culturas (BRASIL, 1997).

A arte na escola é uma possibilidade de abertura para que o educando possa


vivenciar a afetividade, a compreensão e a expressão. É uma oportunidade de
questionar e de conviver com os colegas, com a escola, sendo parte integrante
desse mundo que ele próprio questiona e recria. Barbosa salienta,

A meta geral do ensino da arte é o desenvolvimento da disposição de


apreciar obras de arte, onde a excelência da arte implica dois fatores: a
extrema capacidade que têm os trabalhos de arte de intensificar e ampliar o
âmbito do conhecimento e experiência humanos e as qualidades peculiares
de trabalhos artísticos dos quais resulta tal capacidade (BARBOSA, 2005, p.
99).

Cumpre assinalar que o conhecimento teórico-prático em Arte é essencial na


formação do ser humano, desenvolvendo a sensibilidade, o senso-crítico e a
socialização com os bens culturais produzidos pela humanidade ao longo de sua
história. Para Fritzem.

As produções-artísticas são janelas abertas de diálogo com o público


contemplador – mais do que isso, são registros singulares de experiências
estéticas únicas que serão resignificadas permanentemente quando
colocadas em debate (FRITZEM, 2008, p.34).

De acordo com Martins (1998), tratar a arte como conhecimento é o ponto


fundamental e condição indispensável para esse enfoque do ensino de arte, que
vem sendo trabalhado há anos por muitos arte-educadores. Ensinar arte significa
articular três campos conceituais: a criação/produção, a percepção/análise e o
conhecimento da produção artístico-estética da humanidade, compreendendo-a
histórica e culturalmente
Barbosa (2003) propõe uma educação em arte que busca formar um
observador crítico, que consiga decodificar as imagens às quais está exposto, tanto
no sentido formal, quanto no sentido conceitual, pois:

O Ensino da Arte na escola orientado pela Abordagem Triangular pretende


formar o conhecedor, o decodificador da obra de arte e das imagens do
cotidiano ou da cultura visual. Ou seja, este ensino promoverá uma
recognição, uma reinvenção dos sujeitos envolvidos e estes se
ressocializarão e se humanizarão (BARBOSA, 2003, p. 133).

Na escola deve-se trabalhar com o desenvolvimento do percurso criador do


educando, onde ele expressa estilo, criatividade, imaginação, fantasias,
sentimentos, conhecimentos e pesquisas sobre a arte e a vida. Portanto, é
fundamental diversificar os conteúdos a serem estudados, conhecer diferentes
culturas, estilos e períodos históricos e valorizar a criação do educando. Conforme
Barbosa (2005, p. 82) ―A arte é uma das poucas matérias do currículo escolar que
dá à criança a oportunidade de usar suas emoções e imaginação‖.
Corroborando o assunto Lowenfeld (1957, p. 14-15) diz: ―Não imponha suas
próprias imagens a uma criança [...] Nunca dê trabalho de uma criança como
exemplo para outra [...] Nunca deixe uma criança copiar qualquer coisa‖.
Por meio da criação, o educando se expressa e conhece o mundo,
relacionando sua imaginação com sentimentos, sensações e pensamentos. Barbosa
(2005, p. 85) diz que ―a produção de arte ajuda a criança a pesar inteligentemente
sobre a criação de imagens visuais‖. Na expressão artística, a imaginação busca
sua realização. Portanto, o professor de arte desempenha um papel decisivo no
desenvolvimento individual da expressão do educando.
Nesse sentido o educador precisa, então, inserir na sua prática pedagógica as
realidades, as necessidades, as culturas trazidas pelos estudantes e as culturas
diversas para sala de aula. Ferraz e Fussari ressaltam que:

É muito importante que o professor conheça e saiba organizar as


graduações dos assuntos. E saiba propor atividades que propiciem as
vivências de ensino e aprendizagem dos mesmos, considerando, tanto os
mais simples como os mais complexos. Para isso o professor deve estar
atento às características da faixa etária, interesses e ―direitos‖ culturais
artísticos de seus alunos, no mundo contemporâneo. Deve atuar como
mediador de conhecimentos em arte durante os cursos, tomando as
vivências dos estudantes como pontos de partida para novos saberes a
serem aprendidos.‖ (FERRAZ, FUSSARI, 1995, p. 20)

Percebe-se que além da cultura dos estudantes, independente da disciplina


ou da metodologia, a prática educativa permite enxergar a complexidade que se
atribui ao cotidiano escolar e, com ela, as possibilidades que os estudos no/do
cotidiano abrem para a compreensão das práticas curriculares.
Quanto à relevância do ensino de Arte na escola, Hernández afirma:
Partindo de uma perspectiva psicológica, ou psicopedagógica, a
aprendizagem no campo do conhecimento artístico exige um pensamento
de ordem superior e a utilização de estratégias intelectuais como a análise,
a inferência, o planejamento e a resolução de problemas ou formas de
compreensão ou interpretação, etc. (HERNÁNDEZ, 2000, p. 42).

As artes visuais são criadas em muitas linguagens: vídeo, fotografia,


performance, instalação, intervenção, objetos, arte conceitual, pintura, escultura,
gravura, desenho, entre outras. De acordo com Barbosa (2005, p. 153), ―junto com
disciplinas equivalentes como música, literatura e ciências, as artes visuais
desempenham um grande papel na constituição de definições conceituais, dando-
lhes forma, tangibilidade e força‖. A autora ressalta ainda que ―esta é a principal
maneira pela qual as pessoas se orientam em relação ao passado, ao presente e ao
futuro, e a maneira como simbolizam suas emoções e crenças fixando-as em formas
concretas‖. Toda linguagem artística é um modo singular do homem refletir seu estar
no mundo. Quando o homem trabalha estas linguagens, seu coração e sua mente
atuam juntos em poética intimidade.

A Arte como uma linguagem aguçadora dos sentidos transmite significados


que não podem ser transmitidos por intermédio de nenhum tipo de
linguagem, tais como a discursiva e a científica. Dentre as Artes, as visuais,
tendo a imagem como matéria prima, tornam possível a visualização de
quem somos, onde estamos e como sentimos (BARBOSA, 2003, p. 18).

Por não haver regras fixas no modo de produção da arte, o artista desvenda
infinitas combinações num certo jogo com a linguagem. Articulando os elementos
que já fazem parte de seu repertório pessoal às novas descobertas de suas
pesquisas, o artista produz sua linguagem pessoal, através das linguagens da arte.
Em virtude dessas considerações, nota-se que o prazer pela aprendizagem
nasce do desejo e curiosidade dos estudantes em relação às suas inúmeras
indagações e às demais que possam surgir durante as aulas. No entanto, para que
isso aconteça, o papel do professor deve ser o de facilitador da aprendizagem,
capaz de provocá-los ao desejo de aprender e construir conhecimentos que possam
ser revertidos em ações relevantes ao bem comum e na construção do ser humano
consciente de seu papel na sociedade contemporânea.
1.1 AS ARTES INDÍGENAS

Percebe-se que a arte indígena não é um trabalho separado, individualizado.


Geralmente, ela se mostra totalmente ligada à vida cotidiana e a elementos rituais,
como nas pinturas corporais. Estas fazem com que cada grupo ou tribo indígena se
torne diferente de outra.
É oportuno mencionar que a artes indígenas tem sido estudada
sistematicamente, principalmente no que concerne às questões das representações
gráficas (grafismos) como uma linguagem visual, ou seja, como um canal portador
de mensagens simples para seus usuários. O que para um observador estranho de
uma determinada cultura pode parecer um padrão meramente decorativo em um
determinado artefato, para a comunidade desta mesma cultura é um motivo que
informa sobre o universo de seu povo.
De acordo com Vidal (1997, p.13), percebe-se um crescente interesse nas
artes indígenas, mesmo como fonte de inspiração, assim como o reconhecimento da
continuidade da produção artística dos povos.
O autor ressalta ainda que:

A pintura e as manifestações gráficas dos grupos indígenas do Brasil foram


objeto de atenção de cronistas e viajantes desde o primeiro século da
descoberta e de inúmeros estudiosos que nunca deixaram de registrá-las e
de se surpreender com essas manifestações insistentemente presentes ora
na arte rupestre, ora no corpo do índio, ora em objetos utilitários e rituais,
nas casas, na areia e, mais tarde, no papel (VIDAL, 1997, p.13).

Registre-se ainda que as manifestações artísticas indígenas, que se


expressam através de artefatos e grafismos, têm sido alvo, no Brasil, de algumas ini-
ciativas positivas, em um contexto mais amplo de proteção dos patrimônios culturais
indígenas, embora permaneçam incompreendidas e desvalorizadas pela maioria dos
brasileiros.
Para Van Velthem (2000), certa concepção museológica dos artefatos
indígenas, continua a vigorar no senso comum. Para muitos, essas obras constituem
―artesanato‖, considerando uma arte menor, cujo artesão apenas repete o mesmo
padrão tradicional sem criar nada novo.
Percebe-se que a antropologia tinha a pretensão de observar, registrar e
entender a arte como expressão de uma cultura, ultimamente ela pretende
decodificar a linguagem impregnada no objeto de estudo. Os objetos construídos
pelos povos indígenas trazem em sua conformação simbólica ―a vontade da beleza‖,
como disse Darcy Ribeiro:

A verdadeira função que os índios esperam de tudo que fazem é a beleza.


Incidentalmente, suas belas flechas e sua preciosa cerâmica tem valor de
utilidade. Mas sua função real vale dizer, sua forma de contribuir para a
harmonia da vida coletiva e expressão de sua cultura, "criar" beleza
(RIBEIRO, 1999, p.160).

Segundo Lux Vidal (1997), ―As manifestações artísticas condensam


significados culturais fundamentais para cada sociedade‖. Esses objetos cumprem
então uma função de informar para as pessoas que os utilizam, sua história cultural,
religiosa, seus ritos e mitos, se tratando de culturas ágrafas, esses objetos são
verdadeiros sistemas de comunicação.
Cumpre observar que as diversificadas manifestações artísticas dos índios
são sempre referidas, na mídia e também nos compêndios escolares, no singular, ou
seja, ―arte indígena‖. Entretanto, ao expressarem preocupações específicas,
permitem a cada povo indígena desenvolver um estilo próprio, e, assim, aquela
qualificação é equivocada enquanto meio de identificação, posto que não existe uma
arte comum e geral dos índios. A referência requer sempre a pluralidade, a saber,
―artes indígenas‖ para a correta identificação dessas artes, pois expressam tantas
formas quantos são os povos que as produzem.
Confeccionados para uso cotidiano ou ritual, a produção de elementos
decorativos não é discriminada, podendo haver restrições e acordo com categorias
de sexo, idade e posição social. Exige ainda conhecimentos específicos acerca dos
materiais empregados, das ocasiões adequadas para a produção.
As formas de manipular pigmentos, plumas, fibras vegetais, argila, madeira,
pedra e outros materiais conferem singularidade à produção ameríndia,
diferenciando-a da arte ocidental, assim como da produção africana ou asiática.
Entretanto, não se trata de uma ―arte indígena‖, e sim de ―artes indígenas‖, já
que cada povo possui particularidades na sua maneira de se expressar e de conferir
sentido às suas produções.
Os suportes de tais expressões transcendem as peças exibidas nos museus e
feiras (cuias, cestos, cabaças, redes, remos flechas, banco, máscaras, esculturas,
mantos, cocares), uma vez que o corpo humano é pintado, escarificado e perfurado;
assim como o são construções rochosas, árvores e outras formações naturais; sem
contar a presença crucial da dança e da música.
Em todos esses casos, a ordem estética está vinculada a outros domínios do
pensamento, constituindo meios de comunicação – entre homens, entre povos e
entre mundos – e modos de conceber, compreender e refletir a ordem social e
cosmológica.
Ribeiro (1987) coloca que, o fazer artístico indígena não recai exclusivamente
sobre os ornatos de penas e as máscaras; objetos de uso cotidiano podem
apresentar elaboração formal e estética que transcende seu desempenho funcional.
No entanto Lagrou (2005, p. 70) salienta que nas sociedades indígenas os
esforços criativos alcançam muitos domínios, pois o campo abrangido pela ―arte‖ é
amplo e se expressa de diferentes formas, das mais efêmeras pinturas corporais às
duradouras edificações, incluindo artefatos de uso cotidiano e ritual, manifestações
performáticas e musicais. Os artefatos e os grafismos, em particular, materializam
redes de interação complexas, condensando laços, ações, emoções, significados e
sentidos.
Acima de tudo é fundamental ressaltar que apesar da grande diversidade de
manifestações, as artes indígenas não são criadas para ser contempladas.
Revestem-se antes de particularidades expressivas e constituem, na maior parte das
vezes, meio para a transmissão de concepções de fundo social ou cosmológico.
Possuem, dessa forma, funções representativas e utilitárias, além de outros
objetivos e eficácias. A experiência estética constitui, para os indígenas, elemento
fundamental na construção de conhecimentos e de valores sociais, por meio dos
quais pode ser definida sua especificidade.

2 A implementação do projeto: uma experiência com a arte indígena na escola

Considerando o objetivo proposto e a metodologia da pesquisa-ação


apresentaremos na sequência o percurso realizado na implementação do projeto.
A apresentação do projeto ―Arte-Educação e Culturas Indígenas‖, foi realizada
na Semana Pedagógica do início do ano de 2015, no Colégio Estadual José Siqueira
Rosas, em Rosário do Ivaí.
Iniciei a implementação em contraturno com 12 estudantes do Ensino
Fundamental, 08 estudantes do Ensino Médio e 03 membros da comunidade com a
realização da primeira ação onde foi apresentado o projeto a ser desenvolvido em
32 horas/aula. Em um primeiro momento foi proporcionado aos estudantes um maior
contato com o tema de estudo através de uma explanação sobre a importância das
culturas indígenas e a influência que a mesma teve na cultura brasileira ao longo
dos anos. Na sequência foram colocados os estudantes em contato com os suportes
(tintas e pincéis, vasos, argila entre outros) e solicitado aos estudantes que
expressassem seus conhecimentos prévios sobre os povos indígenas.
Nesse levantamento prévio, percebeu-se que uma parcela da classe, conhece
a cultura e os povos indígenas através de relatos dos pais, avós e também, através
das imagens e textos presentes nos livros didáticos, outros conhecem os índios que
passam na porta de suas casas oferecendo artesanato. Esse levantamento permitiu
iniciar o trabalho sobre a cultura indígena.
Na segunda ação foi apresentado o vídeo ―Povos Indígenas: Conhecer para
valorizar‖ com o objetivo de que os estudantes pudessem identificar a diversidade de
hábitos e costumes da cultura indígena. Esse vídeo contribuiu para ilustrar a aula,
inovar os conhecimentos dos estudantes, com a intenção de sensibilizá-los e
despertar o interesse pelo assunto.
Solicitou-se aos estudantes uma pesquisa através de questionários sobre
costumes indígenas que estão inseridos no nosso cotidiano, com o intuito de
verificar o nível de conhecimento que os estudantes tinham sobre a cultura indígena.
Embora o trabalho tenha envolvido vinte e três estudantes, somente vinte
entrevistas foram realizadas pelos estudantes com seus familiares; destas, 60% dos
entrevistados mencionaram que já tiveram contato com povos indígenas; 83%
disseram que os povos indígenas que vivem no Paraná são provenientes de três
etnias, os Guarani, Kaingang e Xetá. 98% responderam que as principais reservas
indígenas no Estado do Paraná ficam localizadas nos municípios de Nova
Laranjeiras, Guarapuava, Chopinzinho, Manoel Ribas, Londrina e Ortigueira. Em
relação aos hábitos e costumes de origem indígena que seus familiares conhecem,
como por exemplo, palavras, alimentação, remédios, chás, nomes de pessoas e de
cidade, 90% responderam que conhecem as palavras: caboclo, capoeira, arapuca;
sobre alimentação, 98% dos entrevistados responderam, mandioca, milho,
amendoim, paçoca; remédio: 94% responderam guaraná, óleo de copaíba, catuaba;
Chás: 85% disseram conhecer chá de limão, cravo, hortelã, cidreira; em relação a
nome de pessoas: 82% responderam Iara, Iracema, Ubirajara; Nome de cidade:
95% responderam Arapongas, Guarapuava, Iretama, Paranaguá. Finalizando, 94%
responderam que o grafismo, as técnicas de decoração em cerâmicas e das
máscaras indígenas são códigos de comunicação entre os grupos indígenas, pois as
artes indígenas são repletas de manifestações de pintura corporal e confecção de
objetos.
Segundo Parellada (2006, p. 13) o interesse pela cultura indígena também
pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das comunidades nativas atuais.
―Isso porque a população se percebe herdeiras de saberes que melhoram seu
cotidiano, enriquecem a cultura popular e resgatam a memória coletiva".
Neste trabalho, muitos ficaram surpresos como muitos elementos da cultura
indígena fazem parte do nosso dia a dia.
Na terceira ação foi proposto aos estudantes à realização de um estudo
aprofundado sobre o tema, onde os mesmos tiveram oportunidade de pesquisar na
internet, revistas e livros disponibilizados pela escola sobre a vida dos indígenas,
seus hábitos e costumes, com intuito de dar subsídios para o aprofundamento do
conteúdo a ser trabalhado. Assim, a atividade exigiu e despertou interesse nos
estudantes que após realizarem a pesquisas elaboraram textos referentes ao
grafismo, cerâmica e pintura corporal. Nessa ocasião elaboraram um mural com os
textos e desenhos do grafismo confeccionados por eles. Esta etapa foi muito
importante, pois já estavam familiarizados com alguns conhecimentos pertinentes à
cultura indígena.

Mural elaborado pelos estudantes.


O objetivo principal na quarta ação era desenvolver práticas de ensino de Arte
voltadas para a pintura corporal dos indígenas, trabalhando a Arte e despertar no
estudante o interesse pelo universo das artes visuais, por meio do grafismo, como
forma de manifestação artística mais próxima da sua realidade. Solicitou-se aos
estudantes para que observassem o grafismo indígena presente na obra de Regina
Polo Muller "Tayngava, a noção de representação na arte gráfica Asurini do Xingu",
pois, dentre as diversas formas dos indígenas mostrarem sua cultura, uma das mais
predominantes é a pintura corporal. Com esta observação perceberam que o
grafismo é portador de valores capazes de potencializar, nas mais variadas
linguagens, as diferentes formas de comunicação com o mundo, pois o grafismo é
carregado de valores simbólicos e representativos, que se distinguem de uma
cultura para outra.
Em seguida a professora expôs que estes grafismos não são produzidos com
tintas industriais, e que na verdade, a matéria-prima principal são materiais e
substâncias encontradas na natureza, como jenipapos, urucum, carvão e outros.
Assim os estudantes realizaram no rosto e braços os desenhos do grafismo e na
sequência pintaram estes desenhos, utilizando as tintas extraídas do urucum e
açafrão.

Desenho e pintura do grafismo realizado pelos estudantes.

Na quinta ação, trabalhou a Cultura Marajoara através dos textos "A Arte da
Cerâmica" Coll, Teberosky, (1999) e "Cerâmica" Calabria, Martins (1997) que
possibilitaram a compreensão de algumas técnicas de pintura. O Estudo dos textos
forneceu as bases para a concretização dos objetivos propostos e
encaminhamentos para a prática com os estudantes. Assim os estudantes
conheceram o grafismo da cerâmica Marajoara e de outras culturas indígenas.
Na sequência, os estudantes foram organizados em grupos onde foi
disponibilizado para cada grupo um vaso de cerâmica. Os integrantes de cada grupo
escolheram um desenho do grafismo Marajoara como referência para pintura no
vaso de cerâmica, utilizando tinta esmalte e acrílica.
Com esta atividade pode-se perceber que os estudantes se envolveram,
houve aprendizagem e a criatividade se fez presente. Os estudantes analisaram,
compararam e reconheceram as Artes visuais no plano real, experienciando e
criando novas formas de produção artística.

Pintura no vaso de cerâmica realizada pelos estudantes

O objetivo na sexta ação era desenvolver ações transformadoras


proporcionando aos estudantes a compreensão e a experimentação das linguagens
artísticas com a confecção de máscaras e pinturas. Os estudantes realizaram
pesquisa na internet sobre os diversos tipos de máscaras indígenas com foco na
cultura pré-colombiana. Em seguida trabalhou-se o texto ―A Arte Pré-Colombiana‖
Oliveira (2002). O texto contribuiu para ampliar a compreensão e a visão do tema
abordado.
Após a realização da pesquisa e estudo dos textos, os estudantes
confeccionaram máscaras utilizando papel cartão, ataduras, argila, e em seguida
pintaram os objetos utilizando tintas naturais e acrílicas.

Máscaras confeccionadas pelos estudantes (papel cartão).

Máscaras confeccionadas pelos estudantes (atadura).


Máscaras confeccionadas pelos estudantes (argila).

No inicio alguns estudantes tiveram dificuldades em manusear o material e


foram desenvolvendo-se com a prática e as orientações, até chegarem à criação das
suas próprias composições.
Nesta atividade, os estudantes perceberam a necessidade de prática e
habilidade para a confecção das máscaras e também no manuseio da argila para
modelar as máscaras. Perceberam que esta habilidade não pode ser adquirida de
uma hora para outra.
No desenvolvimento das atividades pode-se perceber a importância de troca
de experiências entre os estudantes e esta mediada pelo professor fez com que a
produção artística avançasse.
Num primeiro momento os estudantes faziam e elaboravam atividades de
maneira menos comprometida, ao passo que vivenciaram e reelaboravam seus
saberes, a produção e a preocupação com a ―obra‖ era maior e consequentemente
mais elaborada e criativa.
O término da implementação deu-se com uma exposição dos trabalhos dos
estudantes, tendo participado toda a comunidade escolar que ao final, fez uma
avaliação positiva do mesmo.
Paralelo à implementação do projeto desenvolveu-se O GTR (Grupo de
trabalho em Rede), no Ambiente Virtual de Aprendizagem da Secretaria de Estado
da Educação. Nesse sentido, buscou-se socializar os estudos e produções (projeto
de intervenção e produção didático-pedagógica), com vinte professoras da rede de
Ensino. As interações, produções nos diários e fóruns foram permeadas por troca
experiências que evidenciou ao professor à condição de mediadores do
conhecimento necessário à ação docente para a transformação da realidade.
As professoras participantes do Grupo de Trabalho em Rede – GTR, também
acharam muito importante trabalhar a cultura indígena na sala de aula, porque nos
dias atuais, os jovens vivem tão alienados que nem percebem a importância da
cultura indígena para nós.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Finalizado o percurso proposto e considerando o processo de ensino


desenvolvido com os estudantes, constatamos que o projeto PDE cumpriu sua
finalidade ao transpor as quatro paredes da sala de aula, envolvendo toda a
comunidade escolar com o fazer artístico e despertando um novo olhar para a
disciplina de arte.
Todas as ações (elaboração do projeto, construção de material didático, a
implementação na escola, o grupo de trabalho em rede), em seu conjunto
contribuíram para o crescimento profissional, e também um incentivo à formação
continuada.
Em relação aos objetivos propostos aos estudantes percebeu-se o sucesso,
eles exteriorizaram a criatividade e, principalmente, resgataram a cultura indígena.
Nas atividades práticas, a vivência de processos de criação desafiou os estudantes
na construção individual e coletiva de formas artísticas, privilegiando os momentos
de ver, analisar, fazer e conhecer a arte. O projeto desenvolvido contribuiu na
aprendizagem, no desenvolvimento da percepção, da observação, na imaginação e
até mesmo na sensibilidade dos estudantes e após esse estudo os mesmos terão
uma nova visão do fazer artístico e acrescentarão influência no contexto social e
escolar, tornando-os críticos e criativos.
Percebeu-se que estudar a cultura indígena é um dos caminhos para que se
forme uma sociedade mais consciente de si mesma com valores que quer ter, mais
igualitária e sem preconceito.
A realização do projeto apresentou desafios e avanços durante as fases de
implementação pedagógica. Contou-se com o apoio da equipe pedagógica, dos pais
dos estudantes, dos estudantes que compreenderam cada atividade proposta e as
desenvolveram com curiosidade, interesse e criatividade. Entretanto, algumas
dificuldades foram encontradas no decorrer do processo: a falta de uma sala de arte
para a realização do trabalho, para guardar as obras realizadas, além da falta de
verba para aquisição do material necessário.
Um ponto importante a se observar, é o fato de que essa temática só atingirá
resultados significativos, envolvendo toda a comunidade escolar na promoção de
uma discussão interdisciplinar. O que implicaria em uma conscientização da
importância da cultura indígena para comunidade como um todo.
Enfim, os estudos, trabalhos, exposições e diálogos realizados ao longo da
implementação do projeto, contribuíram para a conscientização sobre a necessidade
de se conhecer a cultura indígena e sua importância na formação da sociedade.

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