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Livro: Linguagem e Linguística: Uma introdução

Autor: John Lyons

Capitulo 1: Linguagem

O texto está separado em sete tópicos que trazem conceitos e discussões sobre os mesmos.
1.1 O ue ! língu
língua
a "gem#
"gem#

 Nesse tópico Lyons


Lyons define linguística como o estudo científico da língua(gem e faz um
questiona
questionament
mentoo sobre a defini!"o
defini!"o de linguagem
linguagem e científico
científico.. #egundo
#egundo o texto$
texto$ filósofos$
filósofos$ psicólogos
psicólogos e
ling%istas frequentemente salientam que & a posse da linguagem o que mais claramente distingue o 'omem
dos outros animais.

1.$ Algumas de%iniç&es


de%iniç&es de lingua"gem#
lingua"gem#

 Nesse tópico do texto o autor traz defini!ões de linguagem.


linguagem. odas
odas essas$
essas$ foram extraídas de trabal'os
clássicos de linguistas renomados. )ada uma das defini!ões traz de cada linguística propriedades que
mesmos *ulgam essenciais.

a #apir (+,-,  / linguagem & um m&todo puramente 'umano e n"o instinti0o de se comunicarem
ideias$
ideias$ emo!ões e dese*o por meio de símbolos
símbolos 0oluntariame
0oluntariamente
nte produzidos
produzidos1.
1. #egundo
#egundo o texto essa
defini!"o$ apresenta alguns erros$ pois por mais ampla que se*a a nossa concep!"o dos termos ideia1 
emo!"o1 e dese*o1 parece claro que 'á muito que se pode comunicar pela linguagem e que n"o & coberto
 por nen'um deles. 2articularmente ideias$ que s"o inerentemente produzido. 2or outro lado$ 'á muitos
sistemas de símbolos 0oluntariamente produzidos que só consideramos linguagem no que nos parece um
sentido amplo ou metafórico da pala0ra  linguagem1.
 b 3loc' e rager
rager (+,4-  5ma língua & um sistema de símbolos 0ocais arbitrários por meio dos
grupos um grupo social co6 opera1. O que diferencia essa defini!"o em rela!"o 7 de #apir & a sua 8nfase na
fun!"o social$ deixando de lado 7 fun!"o comunicati0a. /presenta assim uma 0is"o bem restrita do papel
da língua (gem
(gem na sociedad
sociedade.
e. Outro ponto
ponto que difere a defini!"o
defini!"o de #apir & o fato de 3loc' e rager 
rager 
salientarem a arbitrariedade e explicitamente restringe a língua (gem 7 língua falada.
c 9all (+,:; Nos diz que a linguagem & a institui!"o pela qual os 'umanos se comunicam e
interagem com os outros por meio de símbolos arbitrários orais6 auditi0os 'abitualmente utilizados1.Nesta
defini!"o
defini!"o considera
consideramos
mos o destaque
destaque para o seguinte fato<
fato< Nesta defini!"
defini!"oo s"o introduzido
introduzidoss os fatores
fatores de
comunica!"o e  intera!"o1( sendo a de intera!"o mais ampla e $ a este respeito$ mel'or que  co6
opera!"o1 e$ em segundo lugar$ o fato de que o termo oral6auditi0o1 pode ser tomado a grosso modo
como um equi0alente de 0ocal1$ deferindo apenas na medida em que o termo oral6auditi0o1 faz
refer8ncia ao ou0inte bem como ao falante. (isto &$ ao receptor bem como ao emissor dos sinais 0ocais que
identificam
identificamos
os como enunciados
enunciados linguístico
linguísticos
s 9all$ como #apir$
#apir$ trata a linguagem
linguagem como institui!"
institui!"oo
 puramente 'umana$ e o termo  institui!"o1 explicita a 0is"o de que a língua que & usada por uma
determinada sociedade & parte da cultura daquela sociedade.
d =obins (+,>, N"o oferece uma defini!"o formal de língua(gem$ com raz"o ele aponta que tais
defini!ões1 tendem a ser tri0iais e a n"o trazer grande informa!"o$ a menos que pressupon'am... alguma
teoria geral da linguagem e da analise linguística1. ?ntretanto$ ele lista e discute uma s&rie de fatos mais
salientes dos quais  se de0e dar conta em qualquer teoria da linguagem que se queira le0ar a s&rio1. 2or&m
em 0árias edi!ões de seus li0ros$ =obins ressalta que as  línguas s"o sistemas de símbolos1 quase
totalm
totalment
entee basead
baseadoo em con
con0e
0en!õ
n!ões
es puras
puras ou arbitr
arbitrári
árias.
as. ?nfati
?nfatizan
zando$
do$ con
contud
tudo$
o$ sua flexib
flexibilid
ilidade
ade e
adaptabilidade.
e )'oms@y(+,A>  Bora0ante considerarei uma língua(gem como um con*unto finito ou infinito se
senten!as$ cada uma finita em comprimento e construída a partir de um con*unto finito de elementos. ?ssa
defini!"o trouxe 7 tona o mo0imento con'ecido como gramática transformacional. /o contrário das outras
defini!ões$ pretende abranger muito mais do que as línguas naturais. Cas$ de acordo com )'oms@y$ atodas
as línguas naturais s"o$ se*a na forma falada ou escrita$ linguagens$ no sentido de sua defini!"o< 5ma 0ez
que a toda língua natural possui um nDmero finito de sons ( e um nDmero finito de letras em seu alfabeto b
embora
embora possa
possa 'a0er
'a0er um nDmero
nDmero infini
infinito
to de senten
senten!as
!as distin
distintas
tas na língua
língua$$ cada
cada sente
senten!a
n!a pode
pode ser 
representada como uma sequ8ncia finita desses sons( ou letras. ?ssa defini!"o c'oms@iana de língua(gem
foi citada aqui em grande parte pelo contraste que estabelece com as outras$ tanto no estilo quanto no
conteDdo.
conteDdo. N"o menciona
menciona a fun!"o comunic
comunicati0a
ati0a das linguas$
linguas$ naturais
naturais ou n"oE n"o diz nada sobre
sobre a
nature
natureza
za simból
simbólica
ica dos
dos elemen
elementos
tos ou de suas
suas sequen
sequencia
cias.
s. #eu ob*eti
ob*eti0o
0o & c'ama
c'amarr aten!"
aten!"oo para
para as
 propriedades puramente estruturais das língua(gem
língua(gem e sugerir que tais propriedades podem ser in0estigadas
numa perspecti0a matematicamente precisa.
?m resumo$ a maioria das defini!ões adotou a 0is"o de que as línguas s"o sistemas de símbolos
 pro*etados$ por assim
assim dizer$ para a comunica!"o.
comunica!"o.
1.' Comportamento
Comportamento ling(ístico
ling(ístico e sistemas linguísticos
linguísticos

 Nesse tópico s"o definidos os termos compet8ncia linguística< que & o domínio que uma pessoa tem
de uma determinada língua.
Besempen'o Linguístico$ definido por )'oms@y como con*unto de imposi!ões que limitam o uso
da compet8ncia. F a imperfeita manifesta!"o do sistema. F o uso real da língua em uma situa!"o concreta.
1

1.) Língua
Língua e %ala
 Nesse tópico o autor aborda que um dos princípios fundamentais da linguística moderna & o de que a
língua falada & mais básica do que a língua escrita. N"o entendendo$ no entanto$ que a língua de0a ser 
identificada com a fala. O autor traz uma reflex"o sobre o fato de os linguistas se sentirem na obriga!"o de
corrigir os 0ícios da gramática tradicional e o do ensino tradicional da língua. ? que at& pouco tempo os
identificam
identificamos
os como enunciados
enunciados linguístico
linguísticos
s 9all$ como #apir$
#apir$ trata a linguagem
linguagem como institui!"
institui!"oo
 puramente 'umana$ e o termo  institui!"o1 explicita a 0is"o de que a língua que & usada por uma
determinada sociedade & parte da cultura daquela sociedade.
d =obins (+,>, N"o oferece uma defini!"o formal de língua(gem$ com raz"o ele aponta que tais
defini!ões1 tendem a ser tri0iais e a n"o trazer grande informa!"o$ a menos que pressupon'am... alguma
teoria geral da linguagem e da analise linguística1. ?ntretanto$ ele lista e discute uma s&rie de fatos mais
salientes dos quais  se de0e dar conta em qualquer teoria da linguagem que se queira le0ar a s&rio1. 2or&m
em 0árias edi!ões de seus li0ros$ =obins ressalta que as  línguas s"o sistemas de símbolos1 quase
totalm
totalment
entee basead
baseadoo em con
con0e
0en!õ
n!ões
es puras
puras ou arbitr
arbitrári
árias.
as. ?nfati
?nfatizan
zando$
do$ con
contud
tudo$
o$ sua flexib
flexibilid
ilidade
ade e
adaptabilidade.
e )'oms@y(+,A>  Bora0ante considerarei uma língua(gem como um con*unto finito ou infinito se
senten!as$ cada uma finita em comprimento e construída a partir de um con*unto finito de elementos. ?ssa
defini!"o trouxe 7 tona o mo0imento con'ecido como gramática transformacional. /o contrário das outras
defini!ões$ pretende abranger muito mais do que as línguas naturais. Cas$ de acordo com )'oms@y$ atodas
as línguas naturais s"o$ se*a na forma falada ou escrita$ linguagens$ no sentido de sua defini!"o< 5ma 0ez
que a toda língua natural possui um nDmero finito de sons ( e um nDmero finito de letras em seu alfabeto b
embora
embora possa
possa 'a0er
'a0er um nDmero
nDmero infini
infinito
to de senten
senten!as
!as distin
distintas
tas na língua
língua$$ cada
cada sente
senten!a
n!a pode
pode ser 
representada como uma sequ8ncia finita desses sons( ou letras. ?ssa defini!"o c'oms@iana de língua(gem
foi citada aqui em grande parte pelo contraste que estabelece com as outras$ tanto no estilo quanto no
conteDdo.
conteDdo. N"o menciona
menciona a fun!"o comunic
comunicati0a
ati0a das linguas$
linguas$ naturais
naturais ou n"oE n"o diz nada sobre
sobre a
nature
natureza
za simból
simbólica
ica dos
dos elemen
elementos
tos ou de suas
suas sequen
sequencia
cias.
s. #eu ob*eti
ob*eti0o
0o & c'ama
c'amarr aten!"
aten!"oo para
para as
 propriedades puramente estruturais das língua(gem
língua(gem e sugerir que tais propriedades podem ser in0estigadas
numa perspecti0a matematicamente precisa.
?m resumo$ a maioria das defini!ões adotou a 0is"o de que as línguas s"o sistemas de símbolos
 pro*etados$ por assim
assim dizer$ para a comunica!"o.
comunica!"o.
1.' Comportamento
Comportamento ling(ístico
ling(ístico e sistemas linguísticos
linguísticos

 Nesse tópico s"o definidos os termos compet8ncia linguística< que & o domínio que uma pessoa tem
de uma determinada língua.
Besempen'o Linguístico$ definido por )'oms@y como con*unto de imposi!ões que limitam o uso
da compet8ncia. F a imperfeita manifesta!"o do sistema. F o uso real da língua em uma situa!"o concreta.
1

1.) Língua
Língua e %ala
 Nesse tópico o autor aborda que um dos princípios fundamentais da linguística moderna & o de que a
língua falada & mais básica do que a língua escrita. N"o entendendo$ no entanto$ que a língua de0a ser 
identificada com a fala. O autor traz uma reflex"o sobre o fato de os linguistas se sentirem na obriga!"o de
corrigir os 0ícios da gramática tradicional e o do ensino tradicional da língua. ? que at& pouco tempo os
gramáticos 0in'am6se preocupando quase exclusi0amente com a língua literária$ ocupando6se muito pouco
da língua coloquial cotidiana. GnDmera 0ez se preocupou quase que exclusi0amente com a língua literária$
ocupando6se muito pouco da língua coloquial cotidiana. Cuitas 0ezes tamb&m se tratou as normas do
 padr"o literário como normas de corre!"o da própria língua$ condenando6o
condenando6o de agramatical$ desleixado ou
mesmo ilógico. Burante o s&culo HGH 0erificou6se um grande progresso na in0estiga!"o na in0estiga!"o do
desen0ol0imento 'istórico das línguas. Os estudiosos compreenderam$ mais claramente que antes$ que as
mudan!as na língua dos textos escritos correspondentes a di0ersos períodos6 mudan!as do sentido da que
com s&culos transformou o latim em franc8s$ italianos ou espan'ol$ por exemplo6 poderiam ser explicadas
em termos de mudan!as que 'a0eriam ocorrido na língua falada correspondente. odas as grandes línguas
literárias do mundo deri0am$ em Dltima instIncia$ da língua falada de certas comunidades. / for!a do
 preconceito tradicional em fa0or da língua6 padr"o em sua forma escrita & tanta$ que & muito difícil para os
ling%istas con0encer os leigos de que os dialetos6 n"o6 padr"o em padr"o$ tendo suas próprias normas de
corre!"o$ imanentes no uso de seus falantes nati0os. 5ma das principais tarefas dos ling%istas na atualidade
& admitir a capacidade de considerar a língua falada em seus próprios fundamentos$ por assim dizer$ sem
 pensar que a pronuncia de uma pala0ra ou express"o
express"o se*a$ ou
ou de0a ser$
ser$ determinada por sua ortografia.
Outros questionamentos tratados no texto & o porqu8 de a língua falada ser considerada mais simples
que a escrita. O autor traz ent"o os moti0os de tal quest"o<
/ prioridade 'istórica< / fala sobre a escrita admite pouca margem de dD0ida. N"o se sabe de
nen'uma sociedade 'umana que exista$ ou que ten'a existido$ em qualquer &poca$ pri0ada da capacidade
de fala.
/ priori
prioridad
dadee estrut
estrutura
ural<
l< / potenc
potencial
ialida
idade
de de combin
combina!"
a!"oo entre
entre sons
sons utiliz
utilizado
adoss em um alíngu
alínguaa
específica depende em parte de propriedades do meio ()ertas combina!ões sonoras s"o impronunciá0eis ou
de difícil produ!"o e em parte das restri!ões mais específicas$ aplicá0eis somente 7quela língua. /
 potencialidade de combina!"o das letras entre si & totalmente impre0isí0el em termos de sua forma. Neste
Imbito a língua falada & estruturalmente mais básica do que a escrita$ embora ambas posam ser isomórficas
( ou se*a$ terá a mesma estrutura externa pelo menos numa situa!"o ideal$ no ní0el de unidades maiores
como pala0ras e frases.
/ prio
priori
rida
dade
de func
funcio
iona
nal<
l< Cesm
Cesmoo 'o*e
'o*e$$ nas
nas soci
socied
edad
ades
es mode
modern
rnas
as mais
mais letr
letrad
adas
as do mund
mundoo
industrializado e burocrático$ a língua falada & utilizada em uma gama mais ampla de situa!ões$ ser0indo a
escrita como substituta da fala apenas nas ocasiões em que a comunica!"o 0ocal6 auditi0a & impossí0el$
inafian!á0el ou ineficiente.
/ prioridade biológica< 9á muitas indica!ões de que o 'omem se*a geneticamente pr&6 programado$
n"o só para adquirir a linguagem$ mas tamb&m$ como parte do mesmo processo$ para produzir e recon'ecer 
os sons da fala. Bi0ersas 0ezes foi salientado que o que o ling%ista comumente c'ama de órg"os da fala
( ou órg"os 0ocais J pulmões$ cordas$ dentes$ língua6 todos ser0em a alguma fun!"o biologicamente mais
 básica do que a de produzir sinais
sinais 0ocais.
1.* O ponto de vista semi+tico
semi+tico
/ semiótica tem sido descrita de 0árias formas< como ci8ncia dos signos$ do comportamento
simbólico e dos sistemas de comunica!"o. O autor deixa claro que a semiótica estará relacionada a sistemas
de comunica!"oE e conceberá a comunica!"o1$ de forma bem abrangente$ sem implicar necessariamente
uma inten!"o de informar.
 Nesse tópico Lyo
Lyonn cita as propriedades
propriedades mais específicas
específicas da língua.
a /rbitrariedade< / arbitrariedade no que diz respeito a língua$ n"o se restringe 7 liga!"o entre forma
e significado. /plica6se tamb&m$ considera0elmente$ a grande parte da estrutura gramatical das línguas$ na
medida em que estas diferem gramaticalmente uma das outras.
 b Bualidade< ?ntende6se por dualidade a propriedade de possuir dois ní0eis de estrutura$ de tal
forma que as unidades do primeiro s"o compostas de elementos do segundo e cada um dos dois ní0eis tem
seus próprios princípios de organiza!"o. ?xemplo< Os sons em si n"o trazem qualquer significado. #ua
Dnica fun!"o & combinar6se com outros para formar unidades que$ em geral$ t8m um significado específico.
/ 0antagem da dualidade & um grande nDmero de unidades diferentes que se pode formar a partir de um
nDmero reduzido de elementos6 muitos mil'ares de pala0ras$ por exemplo$ com trinta ou quarenta sons. #e
as unidades primárias puderem se combinar sistematicamente de di0ersas maneiras$ o nDmero de sinais
distintos que se podem transmitir6 e consequentemente o nDmero de mensagens diferentes6 aumentará
enormemente.
c / descontinuidade< Opõe6se 7 0aria!"o contínua. No caso da língua$ a descontinuidade & uma
 propriedade dos elementos secundários.
secundários. 2ara ilustrar< a pala0ra Kpor!"o e Kaposta diferem quanto 7 forma
na língua falada e escrita.
d / produti0idade< de um sistema de comunica!"o & a propriedade de que possibilita a constru!"o e
interpreta!"o de no0os sinaisE isto &$ de sinais que n"o ten'am sido anteriormente encontrados e que n"o
constam em alguma lista.
/s quatro propriedades gerais est"o todas interligadas de formas di0ersas. N"o só encontradas$ pelo
que sabemos em todas as línguas$ mas existem em alto grau em todas elas.

1., A %icção da
da homogeneidade
homogeneidade

/ cren!a ou pressuposi!"o de que todos os membros de uma mesma comunidade linguística falam
exatamente a mesma língua. F e0identemente possí0el definir o termo  comunidade linguística1 de tal
forma que por uma quest"o de defini!"o n"o de0a 'a0er diferen!a sistemática na pronuncia$ gramática ou
0ocabulário no falar de cada integrante.
?m todas as comunidades linguísticas do mundo$ 'á diferen!a mais ou menos ob0ias de sotaque e
dialeto. #otaque & a forma como a língua & pronunciada e n"o traz quaisquer tipos de implica!ões com
respeito a gramática e ao 0ocabulário. Bialeto & con*unto de marcas linguísticas de natureza semIntico6
lexical$ morfossintática e fon&tico6morfológica$ restrito a uma comunidade inserida numa comunidade
maior de usuários da mesma língua .
1.- não h línguas primitivas
 Nesse Dltimo tópico$ Lyons afirma que n"o existem línguas  primiti0as16 todas as línguas s"o
igualmente complexas e igualmente capazes de exprimir uma id&ia do uni0erso. odas as línguas e0oluem
atra0&s do tempo.
Capítulo $: Linguística

$.1 /ami%icaç&es da linguística

O campo total da linguística pode ser di0ido em di0ersos subcampos segundo o ponto de 0ista
adotado ou a 8nfase especial dada a um con*unto de fenMmenos$ ou premissas.
Biferen!as entre linguística geral e linguística descriti0a.
Linguística geral<
+. O questionamento O que & linguagem & a indaga!"o central da linguística geral.
-. / linguística geral fornece conceitos e categorias em termos dos quais as línguas ser"o analisadas.
Linguística descriti0a<
+. ornece dados que confirmam ou refutam as proposi!ões e teorias colocadas pela linguística geral.
?x. O linguista geral poderia formular a 'ipóteses de que todas as línguas possuem nomes e 0erbos. O
Linguista descriti0o poderia refutá6la com base na compro0a!"o empírica de que 'ou0esse pelo menos uma
língua em cu*a descri!"o tal distin!"o n"o se 0erificasse.
 Na prática pouca diferen!a 'á entre os termos linguística teórica e linguística geral. / maioria dos
estudiosos que utilizam o termo linguística teórica parte do pressuposto de que o ob*eti0o desta & formular 
uma teoria satisfatória da estrutura da linguística geral.
BiacrMnica x #incrMnica
Bescri!"o diacrMnica de uma língua percorre o desen0ol0imento 'istórico da mesma e registra as
mudan!as que nela ocorreram entre pontos sucessi0os no tempo. BiacrMnico$ portanto & equi0alente a
'istórico1.
/ descri!"o sincrMnica & n"o6 'istórica< apresenta uma imagem da língua tal qual ela se encontra em
determinado ponto do tempo.
Linguística teórica x Linguística aplicada
Linguística teórica< estuda a linguagem e as línguas com 0istas a construir uma teoria de sua estrutura
e fun!ões$ independente de quaisquer aplica!ões práticas que a in0estiga!"o da linguagem e as línguas
 possa ter. ?nquanto que a /plicada se ocupa da aplica!"o dos conceitos e descobertas da linguística a uma
s&rie de tarefas práticas$ inclusi0e o ensino de língua.
Cicrolinguística x macrolinguística
 Na microlinguística adota6se uma 0is"o mais estreita e na microlinguistica a mais ampla. Be forma
mais estreita$ a microlinguística trata unicamente de sistemas ling%ísticos$ sem contar a forma pela qual as
línguas s"o adquiridas$ armazenadas no c&rebro ou utilizadas em suas 0árias fun!ões$ sem contar a
interdepend8ncia entre língua e culturaE sem contar os mecanismos fisiológicos e psicológicos en0ol0idos
no comportamento ling%ísticoE em suma$ independente de tudo que n"o se*a um sistema ling%ístico$
considerado em si por si. Be forma mais ampla$ a macrolinguística trata de tudo o que & pertinente$ de
alguma forma$ se*a qual for a língua ou as línguas. 5ma 0ez que$ al&m da linguística$ muitas outras
disciplinas se ocupam da linguagem$ n"o causa surpresa que 0árias áreas interdisciplinares se ten'am
identificado com a macrolinguística$ recebendo nomes distintosE socioling%ística$ psicoling%ística$
etnolinguística etc.
$.$ A linguística ! uma ci0ncia

2ontos que *ustificam a linguística como ci8ncia< a Linguística & empírica$ ao in0&s de especulati0a e
intuiti0a< opera com dados publicamente 0erificá0eis por meio de obser0a!ões e experi8ncias. /l&m disso$
a Linguística como toda ci8ncia bem estabelecida emprega seus próprios construtores característicos e seus
 próprios m&todos de obten!"o e interpreta!"o de dados.
$.' 2erminologia e notação

oda disciplina dispões de um 0ocábulo t&cnico próprio. / linguística n"o & exce!"o. / maioria dos
termos t&cnicos usados pelos linguistas aparece durante o seu trabal'o e & facilmente compreendida pelos
que encaram o assunto com simpatia e preconceito.
$.) A linguística ! descritiva3 não prescritivo

O termo descriti0o está sendo empregado aqui em uma acep!"o diferente do que aquela que se opõe
se*a a  geral1$ por um lado$ se*a 'istórica por outro. O contraste rele0ante neste caso & o que existe entre
descre0er como as coisas s"o e prescre0er o que se de0er ser. 5ma alternati0a para prescriti0a1 na acep!"o
que contrasta com a  descriti0a1$ & a normati0a. Bizer que a linguística & uma ci8ncia descriti0a (ou se*a$
n"o6 normati0a & dizer que ela tenta descobrir e registrar regras segundo as quais se comportam os
membros de uma comunidade linguística$ sem tentar impor6l'es outras regras ou normas$ de corre!"o
exógenas.

$.* 4rioridade da descrição sincr5nica

O princípio de prioridade da descri!"o sincrMnica$ característico da maior parte da teoria linguística


de nosso s&culo$ implica que as considera!ões 'istóricas s"o irrele0antes para a in0estiga!"o de
determinados estados temporais de uma língua. Os termos #aussureanos sincrMnicos1 e diacrMnico1
Capítulo ' 6 Os sons da língua

O autor inicia este capitulo esclarecendo que embora que os sistemas linguísticos existam
independente do meio em que se manifestam$ o meio natural primeiro da linguagem 'umana & o som. 2or 
essa raz"o$ o estudo dos sons tem uma importIncia maior na linguística do que estudo da escrita. F
interesse desse estudo$ os sons produzidos pelo aparel'o fonador 'umano$ e esta gana de sons limitados s"o
c'amados de meio fMnico e aos sons indi0iduais de sons da fala. )om isso se pode definir a fon&tica como
estudo do meio fMnico. O autor discorre ainda da importIncia em n"o confundir fon&tica e fonologia.
O meio fMnico pode estudado sob pelo menos tr8s aspectos< o articulatório$ o acDstico e o auditi0o.
a / articulatória in0estiga e classifica os sons da fala em termos da maneira como s"o produzidos pelos
órg"os da falaE
 b / acDstica$ em termos das propriedades físicas das ondas sonoras criadas pela ati0idade do aparel'o
fonador e que se transferem no ar de falante para ou0inteE
c / auditi0a$ em termos da maneira como os sons da fala s"o percebidos e identificados pelo ou0ido e
c&rebro do ou0inte.
/pós a defini!"o dos tr8s ramos da fon&tica$ o autor esclarece que a integra!"o dos mesmos n"o &
simples e n"o coincidem necessariamente$ ainda que descobertas de um ramo colabore cientificamente com
os estudos do outro. ?sclarece ainda que falar e ou0ir n"o s"o ati0idades independentes$ onde uma precisa
da outra. ? finaliza a se!"o$ retomando uma quest"o que maioria dos foneticistas profissionais ainda n"o
conseguem explicar$ a capacidade de uma crian!a ser especialista nestes tr8s setores da fon&tica.

'.$ /epresentação %on!tica e ortogr%ica

O autor inicia a se!"o comentando sobre o G2/ (Gnternational 2'onetic /lp'abet e sua utilidade em
ser0ir para representar as diferentes nuances de sons de uma língua$ o G2/$ oferece uma s&rie de diacríticos
de di0ersos tipos que podem acrescentar 7s letras para que se estabele!am distin!ões mais refinadas do que
as letras poderiam por si sós representar. O autor conclui na mesma se!"o$ c'amando a aten!"o para o caso
da exist8ncia da 'omofonia na fon&tica$ assim como a 'omografia na escrita e para 'omMnimos (pala0ras
'omógrafas e 'omofonas.

'.' 7on!tica articulat+ria

 Nesta se!"o se inicia discorrendo sobres os órg"os que compõem o aparel'o fonador 'umano. Os
sons da fala$ em quase todas as línguas$ s"o produzidos pela modifica!"o$ de uma certa forma$ da corrente
de ar que & expelida pelos pulmões atra0&s da traqueia$ pela glote (espa!o entre as cordas 0ocais ao longo
do sistema 0ocal. al sistema 0ai desde a laringe$ em uma extremidade$ at& os lábios e narinas$ na outra.
)onceitos apresentados nesta se!"o<
a #om sonoro<
 b #om surdo<
c #om nasal<
d #om aspirados
e #egmentos e tra!os<
f ogais<
ec'ada
/berta
/rredonda
ogais cardeais
#emifec'adas
#emiabertas
g )onsoantes<
Oclusi0a
ricati0a
3ilabial
Labiodental
Bentais
/l0eolares
2alatais
elares
Plotais

'.) 7onemas e alo%ones

O autor esclarece que 'á 0arias teorias fonológicas e das teorias fon8micas existentes$ irá se
 preocupar com fon8mica americana clássica. / partir desta teoria$ os fonemas s"o definidos com
refer8ncias a dois crit&rios principais< (a semel'an!a fon&tica e (b distribui!"o. / semel'an!as fon&tica &
classificada como uma quest"o multidimensional. #egue6se que um determinado som pode se assemel'ar a
um segundo em uma ou mais dimensões$ ao passo que dele difere$ assemel'ando6se a um terceiro$ em uma
ou mais outras dimensões. / partir da análise fon8mica$ de0e6se decidir quais sons foneticamente
semel'antes de0em ser grupados como 0ariantes$ mais tecnicamente como alofones de um mesmo fonema$
desde di0ersos suplementares.
F apresentado a no!"o que a distri8uição  de uma entidade & o con*unto de contextos em que ela
aparece nas senten!as de uma língua. / no!"o de distribui!"o pressupõe a de boa forma!"o$ o que implica
que se de0e operar n"o apenas com as formas reais do sistema linguístico$ mas com todo con*unto de
formas fon&ticas e fonologicamente corretas$ tanto real como potencialmente.
)om isso$ conclui6se que duas ou mais entidades t8m a mesma distribui!"o se$ e somente se
ocorrerem no mesmo ambiente$ ou se*a$ se s"o substituí0eis uma pela outra J intersubstituí0eis6 em todos
os contextos (su*eitas 7s condi!ões de boa forma!"o. /s entidades intersubstituí0eis em alguns contextos$
mas n"o em todos$ possuem uma distribui!"o sobreposta< portanto$ a identidade distribucional pode ser 
concebida como caso limítrofe da distribui!"o sobreposta$ e$ se alguns1 for entendido como todos1$ no
caso$ ela pode ser definida de tal forma que caia na defini!"o de sobreposi!"o. /s entidades que n"o forem
intersubstituí0eis em nen'um contexto estar"o em distribui!"o complementar.
/ partir da no!"o apresentada$ podemos definir alofones como 0ariantes posicionais foneticamente
distintas e que estes s"o subfon8micos$ sendo os fonemas os elementos do sistema$ podendo ser 
representado em uma descri!"o fon&tica mais restrita. Os fonemas$ por con0en!"o$ s"o representados pela
letra6símbolo (com ou sem diacrítico apropriada a uma transcri!"o ampla de um dos alofones
foneticamente distintos$ contida entre barras oblíquas.
O autor discorre sobre alguns pontos como que a sobreposi!"o & uma condi!"o necessária$ mas n"o
suficiente para o contraste funcional. F bastante comum que sons foneticamente distintos se*am
intersubstítu0eis em um mesmo contexto e que ainda assim este*am em 0aria!"o li0re< ou se*a$ sem estar 
contrastando fun!ões. O contraste funcional pode restringir6se a uma fun!"o distinti0a< ou se*a$ fun!"o de
distinguir uma forma de outra.
)onclui6se que o importante & que as línguas diferem muito quanto 7s distin!ões fon&ticas que
operacionalizam$ por assim dizer$ na atualiza!"o (no meio fMnico das formas a partir das quais se
constroem as senten!as.

'.* 2raços distintivos e %onologia suprassegmental

O termo distinti0o refere6se a parte do contraste funcional em sistemas linguísticos que está ligada a
distin!"o entre duas formas.
Peralmente o con*unto de tra!os distinti0os que definem e caracterizam um fonema será muito menor 
que o con*unto de tra!os fon&ticos que caracterizam qualquer um de seus alofones.

'., 9strutura %onol+gica


Capítulo ) 6 ramtica

;inta<e3 %le<ão e mor%ologia

O autor inicia o capitulo esclarecendo que trabal'amos com a premissa que as línguas possuem dois
ní0eis de estrutura< sua fonologia e sua sintaxe. No entanto$ 'á em algumas línguas naturais$ e
 possi0elmente em todas$ certas depend8ncias entre os diferentes ní0eis que tornam impossí0el uma
separa!"o rígida entre a estrutura fonológica e a sintática. 2or isso$ 'á uma defasagem$ entre a sintaxe (em
sua acep!"o tradicional e a fonologia. ?ssa defasagem & compensada na gramática tradicional pelo termo
Qflex"oR. )om isso temos a oposi!"o entre QsintaxeR e Qflex"oR$ embora este*amos acostumados a utilizar por 
influ8ncia da gramática tradicional o termo Qpala0raR$ utilizado em duas acep!ões bastante di0ersa que$ em
Dltima análise$ dependem da compreens"o prática que temos em rela!"o ao que recai dentro do escopo do
termo flex"o.
F mencionado o exemplo das pala0ras  sing, sings, singing, sang  e  sung $ que de acordo com uma
interpreta!"o s"o consideradas pala0ras distintas. Be acordo com outra$ s"o consideradas formas diferentes
de uma mesma pala0ra$ ou se*a$ QsingR. )om isso$ se ressal0a que seria bom introduzir uma terminologia
que manti0esse distintos os dois sentidos de Qpala0raR. Sing, sings, singing, sang s"o formas 0ocabulares e
 sing & um lexema ou pala0ra do 0ocabulário cu*as as formas s"o  sing, sings, singing, sang, etc. #"o na
realidade$ o que seria tradicionalmente descrito como formas flexionais. Sing & uma forma pri0ilegiada$
 pois trata6se de uma forma de cita!"o (empregada para refer8ncia ao lexema e que muitas linguistas
c'amam de forma base (forma primiti0a.
/presenta6se o conceito de forma sub*acente$ pois as formas podem 0ariar em determinados campos$
de acordo com o contexto em que ocorrem$ sendo o grau e natureza de sua 0aria!"o fon&tica na língua
falada determinados pelas regras fonológicas. /s formas sub*acentes seriam id8nticas a forma de cita!"o da
forma foneticamente 0ariá0el ou mais semel'ante a ela do que qualquer uma das outras 0ariantes fon&ticas.
)om base da distin!"o entre lexema$ poderemos formular a distin!"o tradicional entre sintaxe e
flex"o. Suntas$ s"o complementares e constituem a parte principal$ sen"o a totalidade do que 0imos
c'amando de gramática. Suntas determinam a gramaticalidade das senten!as$ sintaxe$ especificando como
os lexemas se combinam uns com os outros$ em determinadas constru!õesE as regras flexionais (na medida
em que a gramática tradicional tin'a regras$ e n"o paradigmas$ especificando qual das formas do lexema
de0e aparecer em 0ez de outra$ em uma dada constru!"o.
#intaxe e morfologia se diferem$ pois$ a sintaxe trata da distribui!"o das pala0ras e a morfologia de
sua estrutura interna gramatical. 2rincípio este semel'ante entre a distin!"o de sintaxe e flex"o. Cas
diferente em dois aspectos porque a a morfologia encampa n"o só flex"o$ mas a deri0a!"oE b trata tanto a
flex"o quanto a deri0a!"o por meio de regras que operam sobre as mesmas unidades básicas J os
morfemas. / morfologia considera os morfemas (formas mínimas consideradas unidades básica da
estrutura gramatical e grande parte desta pode ser trazida para o interior da sintaxe.
O autor finaliza a se!"o$ ressaltando que 'á argumentos contra e a fa0or para que a gramática se*a
 baseada nos morfemas. ?sclarece que 'á 0antagens em ambas defini!ões e estas de0em ser preser0adas e
se*a qual for a teoria aceita$ n"o podemos mais simplesmente afirmar$ como fizemos na reformula!"o
anterior do princípio da dualidade$ que as unidades do ní0el primário$ s"o compostas dos elementos do
ní0el secundário. ?sta rela!"o & bem mais complexa e regidas por regras e que estas regras$ impressionam
na semel'an!a e s"o comuns a todas as línguas.

).$ ramaticalidade3 produtividade e ar8itrariedade

/s senten!as$ por defini!"o$ s"o gramaticais e elas podem ser cadeias de pala0ras bem formadas$ ou
de formas 0ocabulares. Be um ponto de 0ista teórico mais geral e mais tradicional$ as senten!as podem ser 
definidas como classes de cadeias de formas 0ocabulares$ em que cada membro da classe possui a mesma
estrutura sintática.
odas as senten!as da língua falada ter"o sobreposto 7 cadeia de formas 0ocabulares$ um contorno
 prosódico característico (certo padr"o entoacional sem qual n"o & uma senten!a. / maior parte dos
linguistas defende que pelo menos os elementos prosódicos distinguem um enunciado afirmati0o de um
interrogati0o e de uma ordem e de0eriam fazer parte da estrutura das senten!as.
Lan!a6se a pergunta< Tual a diferen!a entre uma cadeia gramatical e uma agramaticalU / resposta &
simples e pouca acrescenta. 5ma cadeia agramatical de pala0ras & aquela em cu*a forma!"o n"o se
respeitam as regras gramaticais do sistema linguísticoE essa formula!"o abarca n"o só as senten!as$ mas
tamb&m os sintomas. Neste sentido$ n"o falamos de regras normati0as ou prescriti0as$ nos referimos as
regras imanentes da língua$ como por exemplo$ as regras aplicadas por um falante nati0o da língua
inconscientemente aplicadas. Bessa maneira n"o implica qualquer conex"o muito direta entre
gramaticalidade e probabilidade de ocorr8ncia$ como tamb&m n"o implica uma identifica!"o entre a
gramaticalidade e a significa!"o. Cas$ no permite lan!ar a 'ipótese de que 'a*a uma conex"o estreita e
essencial$ pelo menos$ a gramaticalidade das senten!as e a significa!"o de enunciados reais ou potenciais.
O autor exemplifica que embora existam senten!as perfeitamente bem6formada$ estas podem n"o
 possuir uma interpreta!"o literal$ ao passe que 'á senten!as agramaticais que podem ser perfeitamente
interpretadas. O que significa existir uma interdepend8ncia entre a gramaticalidade e a significa!"o.
F esclarecido que a gramática tradicional conseguiu estabelecer alguns mitos (a intepreta!"o
tradicional apresenta0a uma forte tend8ncia do estudo da flex"o$ como por exemplo que as línguas n"o
flexionadas$ como o c'in8s clássico$ n"o dispõem de uma gramática e de que o ingl8s possui morfologia
relati0amente pouco flexionada$ dispõe de uma gramática mais curta que a do latim ou grego$ ou mesmo a
do franc8s ou do alem"o. / teoria gramatical moderna opera com um conceito de QgramáticaR que n"o tende
em fa0or das línguas flexionadas.
/ partir deste ponto$ & discutido como a gramática tradicional fal'ou quanto explica a moti0a!"o das
ordens sintáticas por um exemplo de uma senten!a se*a meramente por for!a do pensamento. F esclarecido
que o funcionamento sintático da ordem das pala0ras nas senten!as & apenas um dos muitos aspectos da
estrutura gramatical que s"o$ considera0elmente$ arbitrários no sentido de que n"o se pode dar conta deles
em termos de princípios lógicos e mais gerais.
=etoma6se a quest"o de uma crian!a em seu processo de aquisi!"o de linguagem que possui a
capacidade a partir de uma amostra de enunciados numerosa$ mas finita$ princípios altamente arbitrários
em 0irtude dos quais um con*unto indefinidamente grande$ e tal0ez infinito$ de cadeias de pala0ras &
considerado gramatical e outro$ ainda maior$ & considerado gramaticalmente malformado. /ssim$ conclui6
se a se!"o recordando a )'oms@y e seus princípios da gramática gerati0a e o gerati0ismo que será
 posteriormente abordado neste li0ro.

).' 4artes do discurso3 classes %ormais e categorias gramaticais

radicionalmente e de forma enganosa$ & denominada partes do discurso J substanti0os$ 0erbos$


ad*eti0os$ preposi!ões$ etc. ?ntretanto$ pode obser0ar tradicionalmente que a lista aproximadamente de dez
 partes do discurso & muito 'eterog8nea em sua composi!"o$ refletindo$ em muitos detal'es das defini!ões
que as acompan'am$ tra!os específicos da estrutura gramatical grega ou latina que est"o longe de ser 
uni0ersais. ?stas defini!ões deficientes e conflitantes podem sequer funcionar em grego ou latim$ pois
dependem excessi0amente do bom senso e da tolerIncia dos que aplicam e interpretam.
/ maioria dos linguistas ainda opera em termos de Qsubstanti0osR$ Q0erbosR$ Qad*eti0osR e os
interpreta$ implícita ou explicitamente de forma bastante tradicional (exemplo< 0erbo & o que denota a!"o.
F 0alida esta prerrogati0a$ no sentido que & fato importante da estrutura das línguas naturais que os
linguistas se*am capazes de formular princípios empíricos 0erificá0eis no sentindo de afirmar que algumas
 possuem uma distin!"o sintática entre ad*eti0os e 0erbos$ por exemplo e possi0elmente outras n"o
 possuem.
 Neste sentido$ esclarece6se que os termos de Qsubstanti0osR$ Q0erbosR$ Qad*eti0osR$ s"o empregados
com a mesma ambiguidade do termo Qpala0raR mencionado anteriormente. Besde uma perspecti0a de
Qpartes do discursoR$ o substanti0o passa a ser c'amado de forma nominais$ e os 0erbos formas 0erbais e
assim por diante. ?sta classifica!"o & apresenta como alternati0a para solucionar os casos de Qpala0rasR que
 podem ser denominadas 0erbos$ mas sintaticamente & caracterizada como substanti0os$ 0ide o exemplo<
 shoes for dancing .
Besta esta perspecti0a n"o consensual & que muitos trabal'os falam em classes formais em 0ez partes
do discurso. =eser0a6se o termo Qpartes do discursoR para classes de lexemas e podemos utilizar o termo
Qclasse formalR 7s classes de formas que possuam a mesma fun!"o sintática. /presenta6se o que seria
interpreta!"o distribucional 7 Qfun!"o sintáticaR< duas formas t8m a mesma fun!"o sintática se$ e somente
se$ possuem a mesma distribui!"o (isto &$ se s"o intercambiá0eis em todas senten!as gramaticais (embora
n"o necessariamente significati0a de uma língua.
ica claro que formas flexionalmente 0ariantes de um mesmo lexema em geral n"o apresentam a
mesma distribui!"o$ o que *ustifica que a sintaxe e a flex"o s"o partes complementares da gramática.
(?xemplificasse o caso de boy e boys que se diferenciam em 0irtude da fun!"o semIntica$ onde boy seria a
forma singular e boys a forma plural J diferen!a semIntica das formas pautada na distribui!"o. /inda que
'a*a liga!"o intrínseca entre o significado das formas e sua distribui!"o$ & simplesmente a sua distribui!"o
que interessa diretamente aos gramáticos.
Biscute6se ent"o$ que desde uma perspecti0a da gramática gerati0a$ as gramáticas s"o baseadas nos
morfemas$ sendo os morfemas (formas mínimas que podem ser agrupadas em classes formais com base no
crit&rio de intercambialidade. /s gramáticas gerati0as operam com defini!ões de Qsubstanti0osR$ Q0erbosR$
Qad*eti0osR que se aplicam$ a princípio$ a radicais de lexemas$ e secundariamente a formas maiores que os
conten'am ou que a eles se*am sintaticamente equi0alentes.
 Na gramática tradicional com base na pala0ra$ como a flex"o & complementar da sintaxe apresentam6
se as categorias flexionais$ como por exemplo< categorias de tempo$ modo$ caso. )abe ressaltar que 'á dois
 pontos importantes quanto a estas categorias. O primeiro & que nen'uma delas & 0erdadeiramente uni0ersal$
no sentido de serem encontradas em todas as línguas. O segundo & que o se descre0e tradicionalmente
como categoria gramaticais seria comumente tratado$ em uma gramática com base no morfema$ como
con*untos de morfemas gramaticais (contrastando com os morfemas lexicais listados com radicais
nominais$ 0erbais etc. no 0ocabulário. ? sua distribui!"o seria diretamente tratada pelas regras sintáticas.
?ste & o tratamento adotado nas 0ersões mais recentes da gramática gerati0a.

).) Outros conceitos gramaticais

O autor inicia esta se!"o explicando que & fun!"o das regras gramaticais de uma língua especificar os
determinantes da gramaticalidade dessa língua. 5ma gramática gerati0a$ atinge tal ob*eti0o gerando todas e
somente as senten!as de uma língua$ designando a cada uma$ no próprio processo de gera!"o$ uma
descrição estrutural. #erá exposto$ no!ões gramaticais e seus determinantes de gramaticalidade e o tipo de
informa!"o que de0e constar da descri!"o estrutural das senten!as .+
/s senten!as podem se classificar segundo a interse!"o das dimensões<
a orma<
6#imples< uma Dnica ora!"oE
6)omplexas e compostas< mínimo de duas ora!ões coordenadas.
 b un!"o<
6 Beclarati0as$ interrogati0as$ imperati0as.

1 O autor deixa claro que estas no!ões gramaticais e seus determinantes está passi0eis a mudan!a$ 'a*a
0ista que a gramática gerati0a & naturalmente seleti0a e ainda n"o está claro a quantidade de no!ões
logicamente independentes$ ou primiti0as$ necessárias para a especifica!"o dos determinantes da
gramaticalidade em qualquer língua indi0idual$ que dirá em todas as línguas .
 Nas senten!as simples ou n"o$ mante6se rela!ões de constituição   entre a parte e o todo. Nas
senten!as simples por exemplo podemos presumir que todas as formas 0ocabulares s"o constituintes$ e
grupos de pala0ras podem constituir sintagmas que$ por sua 0ez$ tamb&m s"o constituintes de senten!as.
/ depend0ncia trata6se de uma rela!"o assim&trica entre um regente e um ou mais dependentes. O
0erbo rege seu ob*eto Jse ti0er6 de uma forma em 0ez de outra. O que & tradicionalmente con'ecido como
reg8ncia. O ?mbora o conceito de depend8ncia se*a mais amplo$ pois n"o pressupõe a exist8ncia de uma
0aria!"o flexional. / gramática gerati0a c'oms@iana opta pela constitui!"o$ enquanto a gramática gerati0a
enfatiza a depend8ncia.
erbos podem ser classificados em transiti0os e intransiti0os$ que por sua 0ez podem ser 
 predicadores e em seguida$ pela subclassifica!"o dos predicadores em termos de sua 0al8ncia< isto &$ em
termos do nDmero e da natureza de seus dependentes. O termo 0al8ncia$ substituiria o que tradicionalmente
c'amamos de su*eito e ob*eto$ como normalmente se recon'ece por exemplo$ que o su*eito da ora!"o & a
unidade que$ embora t"o dependente do 0erbo quanto o ob*eto$ determina a forma do 0erbo no que
normalmente se con'ece concord=ncia ver8al.

).* 9strutura de constituintes

 Nesta se!"o o autor retoma a quest"o que pala0ra de0e ser compreendida como forma 0ocabular.
 Neste sentido$ as pala0ras podem representas como cadeias de (um ou mais morfemas< morfemas sendo
formas mínimasE e as pala0ras sendo$ na defini!"o bloomfieldiana clássica (embora só parcialmente
satisfatória$ %orma livre mínima  (ou se*a$ formas que n"o consistem totalmente em formas li0re menores.
?sclarece ainda que 'á formas que tanto s"o morfemas como pala0ras (no caso de cat1$ no entanto$
'á pala0ras que n"o s"o consideradas como morfemas$ como no caso da pala0ra cats1$ composto por duas
formas mínimas$ por&m considerada uma Dnica pala0ra. /s formas presas s"o constituintes de pala0ras
como os afixos.
2odemos falar tamb&m que em algumas línguas apresentam uma estrutura 'ierárquica interna. #"o
termos que de0emos recordar$ constituintes imediatos e finais e analise distribucional das pala0ras
representadas por ár0ores ou colc'etes.

)., A ramtica erativa

O autor inicialmente esclarece que o termo gramática gerati0a$ empregado com recorr8ncia nos
 postulados de )'oms@y possui duas acep!ões. / primeira está relacionada mais basicamente a gramática
gerati0a como con*unto de regras$ de forma mais restrita e t&cnica aplicada a sistemas linguísticos. /
segunda está relacionada ao que podemos c'amar gerati0ismo1 como corpo teórico e premissas
metodológicas. #e esclarece ainda que nem sempre quem se interessa pela gramática gerati0a$ apresenta
interesse pela teoria gerati0ista.
/ gramática gerati0a & um con*unto de regras que$ operando sobre um 0ocabulário finito$ gera um
con*unto (finito ou infinito de sintagmas (cada um composto de um nDmero finito de unidades$ definindo
assim um sintagma bem6formado como aquele que & caraterizado pela gramática. =essalta6se ainda que o
termo QgerarR$ usado na defini!"o$ de0e ser tomado exatamente no mesmo sentido que tem na matemática.
5ma gramática gerati0a & uma especifica!"o matematicamente precisa da estrutura gramatical das
senten!as que gera
.
/ autor conceitua que os con*untos de sintagmas caraterizados como línguas pelas gramáticas
gerati0as s"o os que os lógicos c'amam de linguagem formais. ?mbora n"o este*a claro se as línguas
naturais s"o ou n"o s"o linguagens formais$ uma 0ez que todo sintagma será ou bem6formado ou
malformadoE n"o 'á possibilidade de um status indeterminado. /l&m do mais$ todo sintagma bem6formado
dispõe de uma estrutura totalmente determinada$ conforme a descri!"o estrutural atribuída a ele pela
gramática. Neste sentido$ o autor propõe as propriedades da gramaticalidade se*am utilizadas como modelo
que en0ol0a abstra!"o e idealiza!"o$ onde muitos detal'es e aspectos podem ser negligenciados. N"o
in0alidando a aplicabilidade da gramática gerati0a na linguística.
F pontuado que a defini!"o de gramática gerati0a citada anteriormente permite que exista muitas
gramáticas gerati0as. No entanto 'á o questionamento se 'á um modelo de gramática gerati0a que satisfa!a
a estrutura gramatical das línguas naturaisU N"o indícios para crer na afirmati0a desta indaga!"o. ?m seus
estudos )'oms@y demostra que 'á tipos de gramaticas mais fortes que outros. /presenta6se tr8s tipos<
gramática de estado finito$ gramáticas de estrutura sintagmática e as gramáticas transformacionais. /s
gramáticas transformacionais s"o as mais fortes para ser0ir de modelo 7 descri!"o dos sistemas linguísticos
naturais. )'oms@y dedicou a estudar duas propriedades em busca de atender um tipo correto de gramática
gerati0a< recursi0idade e estrutura de constituintes. )onclui6se que a inten!"o nesta obra n"o & diferenciar 
uma gramática de outra$ mas sim$ 0alidar que cada tipo de gramática apresenta suas 0antagens e se este tipo
 poderá ser aplicado as línguas naturais.
Capítulo >*: ;em=ntica

*.1. A diversidade do signi%icad o (p. +VV

O capítulo se inicia com o autor expondo que a semIntica & o estudo do significado e em
contrapartida existem inDmeras discussões a respeito 'á mais de dois mil anos$ ningu&m ainda conseguiu
responder satisfatoriamente a pergunta< Cas o que & o significadoU ?ntretanto$ apresenta duas
 pressuposi!ões problemáticas<
a de que aquilo a que nos referimos com a pala0ra QsignificadoR tem algum tipo de exist8ncia ou
realidadeE
 b que tudo aquilo a que nos referimos usando este termo apresenta uma natureza semel'ante$ se n"o
id8ntica. 2odemos c'amar uma de (a de pressuposi!"o da exist8ncia e a outra de (b pressuposi!"o da
'omogeneidade. (p. +VV6parágrafo+
? filosoficamente falando s"o contro0ertidas$ mas n"o falsas. O autor afirma que n"o pretende
comprometer nen'uma as duas e tamb&m e0itar dizer que a linguagem & uma ponte entre o som e o
significado como disseram em 0ários li0ros de linguística. (p.+VV6parágrafo -
Be acordo com o que foi difundido 'á muito tempo & bastante tradicional & que a teoria semIntica
mais difundida & que o significado s"o ideias ou conceitos que podem se transferir da mente o falante para
o ou0inte. (p.+VV6parágrafo V
er continua!"o do parágrafo página +V4
? com isso o autor decide que o ao in0&s perguntar o que & significado$ pois carece de definir o que
s"o conceitos$ ele resol0e fazer outra pergunta< Tual o significado de significadoU (p.+V46parágrafo V
?nt"o$ n"o se trata simplesmente de uma op!"o$ se*a arbitrária ou n"o$ entre uma interpreta!"o
relati0amente ampla e outra relati0amente restrita. )omo *á disse o autor$ os di0ersos sentidos da pala0ra
QsignificadoR podem ser 0istos como matizes que se mesclam uns com os outros. odos concordam que 'á
determinados empregos do termo que s"o mais interessantes que outros para a semIntica linguística. (p.
+V4 par. -
5ma distin!"o ób0ia que se de0e se tra!ar & aquela entre o significado das pala0ras$ mais
 precisamente dos lexemas6 e das senten!as entre significado lexical e significado de senten!a. O
significado de uma senten!a depende do significado de seus lexemas constituintes (inclusi0e de seus
lexemas sintagmáticos$ se 'ou0er e o significado de alguns$ sen"o de todos$ dependerá do significado da
senten!a em que aparecem. No entanto$ a estrutura gramatical das senten!as & rele0ante para a
determina!"o de seu significado< portanto de0emos tamb&m recorrer ao significado gramatical como
componente adicional do significado das senten!as. (p. +V:. par. W-
Outro conceito que contro0erso & o significado de enunciado$ pois at& agora n"o se recorreu a
distin!"o entre enunciado e senten!a. O significado de um enunciado engloba o significado da senten!a
enunciada$ mas n"o se esgota nele. O resto poderia ficar a cargo da pragmática$ mas tamb&m & ponto
discutí0el$ uma 0ez que o significado de senten!a pode depender$ tanto lógica quanto metodologicamente$
da no!"o de significado de enunciado$ de maneira que n"o se pode dar conta totalmente do significado de
senten!as sem relacionar as senten!as$ em princípio$ a seus possí0eis contextos de enuncia!"o. (p. +V>.
 par.W+
/ partir desse ponto$ o autor pontua que 'á outra s&rie de distin!ões que está ligada 7s 0árias fun!ões
semióticas$ ou comunicati0as$ para as quais se utilizam as línguas. =etoma Xittgenstein discutir a liga!"o
e a multiplicidade de ob*eti0os que as línguas atingem$ uma 0ez que a premissa tradicional & de que o papel
ou fun!"o básica da linguagem & a de comunicar informa!ões propositi0as ou fatuais$ sendo inegá0el a
fun!"o descriti0a. ato este relacionado ao fato que nen'um outro sistema semiótico possa ser utilizado
 para fazer declara!ões se*am 0erdadeiras ou falsa$ conforme a situa!"o que pretendem descre0er se
0erifique ou n"o. (p. +V>. 2ar W-
F e0idenciado que muitos s"o os atos de fala$ como as declara!ões$ interroga!ões que s"o
funcionalmente distinguí0eis$ sistematicamente inter6relacionados de di0ersas formas. Logo$ podemos
tra!ar uma distin!"o entre o significado descriti0o e os significados n"o descriti0os de outros tipos de atos
de fala. 2odemos tamb&m$ pelo menos por enquanto$ identificar o significado descriti0o de um enunciado
com a proposi!"o feita nas declara!ões$ podendo esta ser apresentada$ embora n"o afirmada$ em outros atos
de fala$ notadamente nas interroga!ões$ como< So"o le0anta tardeE So"o le0anta tardeU Na primeira
 proposi!"o afirma6se e com isso de descre0e$ ou pretende descre0er$ uma determinada situa!"o. /
 propriedade definidora das propor!ões & a de que t8m um 0alor60erdade definido$ isto &$ s"o ou 0erdadeiras
ou falsas. 2ortanto$ 'á uma liga!"o intrínseca entre significado descriti0o de 0erdade$ o que c'amamos da
semIntica das condi!ões de 0erdade. (p.+V>. par. WV
O autor segue problematizando por exemplo que maioria dos enunciados corriqueiros$ se*am
declara!ões ou n"o$ e se n"o forem$ se*a que ten'am um significado descriti0o ou n"o$ 0eiculam aquele tipo
de significado n"o descriti0o que & normalmente con'ecido como expressi0o$ pois este difere6se do
descriti0o$ pois tem caráter n"o propositi0o e n"o se pode explicar em termos de 0erdade$ como na frase
Q#anto BeusR. ?ste enunciado expressi0o pode se dizer que & o significado emoti0o (ou afeti0o$
englobando tudo que está no escopo da Qautoexpress"oR. (p.+V;. par.WV
Outro significado a ser pautado & o significado social. ?stá ligado ao uso da língua para estabelecer e
manter os pap&is e rela!ões sociais. Prande parte de nosso discurso cotidiano tem aí seu principal ob*eti0o$
 podendo ser qualificado pelo termo comun'"o fática (isto &$ comun'"o por meio da fala1. (p. +V;. par .
W4
#e examinada sob um determinado prisma$ esta pode ser corretamente considerada a fun!"o mais
 básica a língua (gem$ 7 qual todas as outras J inclusi0e a descriti0a J se subordinam. Neste raciocínio$ por 
menor significado expressi0o que se pode tentar empregar$ normalmente os enunciados tem por ob*eti0o
fazer amigos e influenciar pessoas. 2or isso$ n"o de se0e pensar que o significado social de0e ser deixado
 para ao sociolinguísta. (p. +V,. par. WV
/t& aqui a di0is"o tripartite entre significado descriti0o$ expressi0o e social bastará no momento. Cas
& necessárias duas obser0a!ões. / primeira & que$ como 'omem & um animal social e a estrutura da
língua(gem & determinada e mantida por seu uso na sociedade$ a autoexpress"o em geral e a autoexpress"o
 por meio da linguagem em particular s"o em grande parte controladas por normas socialmente impostas e
recon'ecidas$ normas esses de comportamento categoriza!"o. / maioria de nossas atitudes$ sentimentos e
cren!as J a maior parte do que consideremos a personalidade J & produto de nossa socializa!"o. Nesta
 perspecti0a$ o significado expressi0o depende das rela!ões e pap&is sociais. /o mesmo tempo$ o que
 podemos qualificar de autoexpress"o ser0e tamb&m para estabelecer$ manter ou modificar tais rela!ões e
 pap&is sociais. )onclui6se< o significado expressi0o e o social s"o interdependentes. (+4W. 2ar.W+
/ segunda obser0a!"o & que$ ao passo que o significado descriti0o pode perfeitamente ser exclusi0o 7
linguagem$ os significados expressi0o e social certamente n"o o s"o. =etomamos a discuss"o sobre a
estrutura da linguagem desde o ponto de 0ista. imos que o componente 0erbal dos signos & o que nos
separa claramente de outros tipos de sinais$ 'umanos ou n"o. 2odemos salientar que o significado
expressi0o e o social s"o 0eiculados$ característica$ mas n"o exclusi0amente$ pelo componente n"o 0erbal
da linguagem$ ao passo que o descriti0o se restringe ao componente 0erbal. ?ntretanto$ as fun!ões das
diferentes línguas n"o s"o menos integradas do que seus componentes estruturais distintos. Neste sentido$
se esclarece que nesse capítulo o interesse se encontra no estudo do significado nas línguas naturais$ su*eito
7 restri!"o adicional en0ol0ida na postula!"o do sistema linguístico. (p.+4W. par. W-

*.$ ;igni%icado le<ical: homonímia3 polissemia3 sinonímia  (p. +4W

emos aqui nessa se!"o que o autor discorre sobre a dificuldade de diferenciar 'omonímia e
 polissemia. radicionalmente 'omMnimos s"o pala0ras diferentes com formas iguais e polissemia
(significado mDltiplo. ?nt"o 0e*amos um exemplo< bank + Kmargem do rio e bank 2 Kinstitui!"o financeira
s"o normalmente tidos como 'omMnimos$ ao passo que neck[pescoço, gargalo] & tratado como lexema
 poliss8mico. (p. +4-. par.-
/ Dnica forma de resol0er$ ou tal0ez de delimitar$ o problema tradicional da 'omonímia e polissemia
& abandonar totalmente os crit&rios semInticos$ na defini!"o do lexema$ contando com apenas com os
crit&rios sintáticos e morfológicos. (p.+4V. par.V
#e a sinonímia for definida como identidade de significado poderemos dizer que os lexemas s"o
completamente sinMnimos (em certa faixa e contextos se$ e somente se ti0erem o mesmo significado
descriti0o$ expressi0o e social(na faixa de contextos em quest"o. (p.+4V. p 4

*.'. ;igni%icado le<ical: sentido e denotação  (p.+4:

O autor diz que 'á uma distin!"o sobre o assunto da se!"o entre filósofos e linguísticas e que n"o se
dete0e nisso que simplesmente apresentou sua 0is"o sobre tal problema. F ób0io que alguns lexemas$ sen"o
todos$ est"o relacionados tanto a outro lexemas da mesma língua como (por exemplo$ Q0acaR se relaciona a
QanimalR$ QtouroR$ QbezerroR$ etc como tamb&m a entidades$ propriedade$ situa!ões$ rela!ões$ etc$ da
realidade do mundo(por exemplo$ Q0acaR se relaciona a uma determinada classe de animais. 2odemos
dizer$ ent"o$ que um lexema que se relaciona (de maneira rele0ante com outros lexemas$ o faz pelo o
sentidoE e que um lexema que se relaciona (de maneira rele0ante com a realidade$ o faz por meio da
denota!"o. 2or exemplo$ Q0acaR$ QanimalR$ QtouroR$ QbezerroR$ etc.$ Q0ermel'oR$ Q0erdeR$ QazulR$ etc.$ e
QconseguirR$ QobterR$ Qtomar de empr&stimoR$ QcomprarR$ QroubarR$ etc. s"o s&ries de lexemas dentro das
quais existem rela!ões de sentido de 0ários tipos. acaR denota uma classe de entidades que &
 propriamente uma subclasse de classes de entidades denotada por QanimalRE que difere da classe de
entidades denotada por touro (ou ca0alo$ ou ár0ore$ ou port"oE que apresenta uma interse!"o com a classe
denotada por bezerro$ e assim por diante. F claro que sentido e denota!"o s"o interdependentes. ? se a
rela!"o entre pala0ras e coisas J ou entre língua e mundo J fosse direta e uniforme quando se supMs que
fosse$ poderíamos imediatamente considerar ou o sentido ou a denota!"o como base a definir um termos do
outro

*.). ;em=ntica e gramtica  (p. +AW

O significado de uma senten!a & o produto tanto do significado lexical quanto do significado
gramatical< isto &$ do significado dos lexemas constituintes e das constru!ões gramaticais que relacionam
um lexema$ sintagmaticamente$ a outro. O conceito de significado gramatical torna6se claro se
compararmos pares de senten!as como as< + O cac'orro mordeu o carteiro. - O carteiro mordeu o
cac'orro. ?ssas duas senten!as definem quanto ao significado. Cas essa diferen!a n"o pode ser atribuída a
nen'um dos lexemas constituintes$ como & o c"o da diferen!a entre + e V O cac'orro mordeu o *ornalista
eu entre - e 4 O carteiro amansou o cac'orro. / diferen!a semIntica entre + e - & tradicionalmente
explicada dizendo6se que + o cac'orro & o su*ito e o carteiro & o ob*eto$ enquanto em -$ essas fun!ões
gramaticais est"o in0ertidas.

*.*. ;igni%icado de sentença e signi%icado de enunciado  (p.+A>


/ distin!"o entre o significado de senten!a e o significado de enunciado$ & que a primeira inclui6se no
escopo da semIntica e a segunda & parte da pragmática. 2or exemplo$ podemos dizer que o primeiro
 parágrafo dessa se!"o & composto de tr8s senten!as. Nesse sentido de Qsenten!aR$ as senten!as s"o
enunciados (o termo cobre tanto língu falda como língua escrita ou partes de um enunciado Dnico. ? neste
sentido de Qsenten!aR$ o sentido & que & enunciado. O autor necessita dizer algo sobre o que refer8ncia e o
que & d8ixis$ *á que contribui para o significado do enunciado. )u*a refer8ncia assim como a denota!"o$ &
uma rela!"o que se dá entre expressões e entidades$ propriedade ou situa!ões no mundo externo$ mas a
diferen!a entre elas & que a refer8ncia precisa de contextos$ como por exemplo$ a express"o ‘that cow’ 
Kaquela 0aca. 2oderia está me referindo qualquer 0aca ou ent"o uma con'ecida pelo o meu referente. ? a
d8ixis & como a refer8ncia$ com a qual se sobrepõe$ no sentido que está relacionada ao contexto da
ocorr8ncia. Cas a di8xis & ao mesmo tempo mais ampla e restrita que a refer8ncia. )omo por exemplo$ o
referente de Qaquele 'omem láR só pode ser identificado com rela!"o ao uso da express"o por algu&m que se
encontra em determinado lugar$ em determinada ocasi"o.

*.,. ;igni%icado %ormal "p. 1,'#

/ semIntica formal$ neste sentido & geralmente considerada como complemento da pragmática
definida de 0árias maneiras$ como o estudo de enunciados reais$ o estudo do uso ao in0&s do significadoE o
estudo daquela por!"o do significado que n"o se caracteriza exclusi0amente em termos de condi!"o de
0erdadeE o estudo do desempen'o e n"o da compet8ncia.
)apítulo W:< Cudan!a Linguística

,.1. Linguística hist+rica (p.+>W

/ntes de se estabelecerem os princípios da linguística 'istórica n"o se tin'a consci8ncia de um modo


geral$ de que a mudan!a linguística & uni0ersal$ continua$ e considera0elmente regular.
O status do latim & particularmente importante nesse sentido. in'a sido usado durante s&culo na
?uropa Ocidental como língua dos sábios$ da administra!"o e da diplomacia internacional.
/ línguas literárias eram mais consideradas do que as línguas e dialetos n"o6literários. ? quaisquer 
diferen!as que os gramáticos obser0am entre o literário e o coloquial$ ou entre a língua6padr"o e os dialetos
n"o padr"o tendiam a ser condenadas e atribuídas a desleixo ou a falta de instru!"o.
?nfim no s&culo dezeno0e com muito trabal'o os estudiosos c'egaram a uma mel'or compreens"o
da rela!"o entre língua falada e escrita$ por um lado$ e entre línguas6padr"o e n"o padr"o por outro.
)onsiderando o período de +;-W a +;>W como período clássico da linguística 'istórica.

,.$ 7amílias de línguas (p.+>4

Bizer que uma ou mais línguas pertencem a mesma família J que s"o relacionadas geneticamente J &
dizer que elas s"o 0ariantes di0ergentes$ descendentes$ de uma língua ancestral comum ou protolíngua$ e as
romInicas de proto6romance.
?m termos gerais podemos$ as protolínguas s"o construtos 'ipot&ticos em fa0or de cu*a exist8ncia
n"o existem dados diretos$ mas postula6se que ten'am existido e que s"o constituídas de tal a tal estrutura a
fim de se dar conta da rela!"o gen&tica entre duas ou mais compro0adas. 2or exemplo$ o protogermInico &
 postulado como ancestral das línguas germInicas (o ingl8s$ o alem"o$ o 'oland8s$ o dinamarqu8s$ o
island8s$ o noruegu8s$ o sueco$ etc. e o proto6esla0o como ancestral das línguas esla0as(o russo$ o polon8s$
o tc'eco$ o eslo0eno$ o ser0o6croata$ o bDlgaro etc

,.'. O m!todo comparativo  (p. +;+

/ maneira padr"o de demonstrar o relacionamento gen&tico entre as línguas & por meio do c'amado
m&todo comparati0o. ?sse m&todo baseia6se no fato de que a maioria das pala0ras relacionadas mais
ob0iamente atra0&s das línguas podem ser dispostas em correspond8ncia sistemática em termos de sua
estrutura fonológica e morfológica (vide tabela . p.!"2#. )om isso temos a 0antagem n"o apenas do fato
de que o relacionamento entre elas & inquestioná0el$ mas tamb&m de que temos dados diretos da
 protolíngua da qual elas se deri0aram$ o latim.

,.). Analogia e empr!stimo  (p.+;,

O conceito de analogia remonta a antiguidade. O termo em si 0em da pala0ra grega QanalogiaR que
significa0a regularidade1 e mais especialmente$ no uso de matemáticos e gramáticos regularidade
 proporcional. 2or$ exemplo$ a regularidade proporcional entre : e V$ por um lado$ e 4 e -$ por outro$ & uma
analogia$ no sentido dese*ado do termo< & uma rela!"o de quatro quantidades (:$ V$ 4$ - de modo a que a
 primeira di0idida pela a segunda & igual a terceira di0idida pela a quarta (:<V Y 4<-. O raciocínio analógico
foi largamente utilizado por 2lat"o e /ristóteles e por seus seguidores$ n"o apenas em matemática$ mas
tamb&m para o desen0ol0imento de outros ramos da ci8ncia e da filosofia$ incluindo a gramática. omemos
com exemplo o ingl8s$ como o alem"o$ distingue entre o que se c'ama de 0erbos fracos e fortes. Os
 primeiros$ que constituem a grande maioria de todos os 0erbos da língua formam o passado pelo acr&scimo
de um sufixo ao radical do presente(cf. Gn.  $u%p&s $u%p&ed, '. lieb&t, lieb&te# os fortes apresentam uma
diferen!a$ de um tipo ou do outro$ nas 0ogais dos radicais correspondentes do presente e do passado$ e
geralmente n"o possuem o sufixo de passado característico dos 0erbos fracos ( cf. )n. ride&s, rode sing&s,
 sang 'l. *eit&et, ritt sing&t, sang .

Outro fenMmeno para o qual os neogramáticos apelaram para explicar algumas das exce!ões
aparentes 7s leis sonoras foi o empr&stimo. 2or exemplo$ al&m da pala0ra Q chef’ $ que & de descend8ncia
francesa do latim caput $ cu*a forma em que normalmente & citado em proto6romance pode bem ter sido
Zcapu(%#, encontramos tamb&m$ no franc8s moderno$ a pala0ra QcapR (cf. Qde pied em capR$ literalmente
do p& 7 cabe!a1. / forma cap 0iola claramente todas as tr8s leis sonoras (al&m da perda da 0ogal final
necessárias para deri0ar chef  de Zcapu. / explica!"o & que a forma foi tomada emprestada pelo o franc8s
(em &poca relati0amente remota ao pro0en!al$ ao qual n"o se aplicaram as leis sonoras em quest"o.

 ,.*. As causas da mudança linguística  (p.+,4

2or que as línguas mudam no decorrer do tempoU N"o 'á consenso na resposta a esta pergunta.
Cuitas teorias sobre a mudan!a linguística foram propostas. Cas nen'uma delas dar de conta dos fatos. O
máximo que podemos fazer aqui & mencionar$ e comentar bre0emente$ alguns dos principais fatores aos
quais os estudiosos se referiram na explica!"o da mudan!a linguística. ? nessa quest"o temos duas
distin!ões<
a entre mudan!a linguística$ por um lado$ e mudan!as gramatical e lexical$ por outroE
 b entre fatores interno e externos.

Capítulo - 6 Algumas 9scolas e ?ovimentos ?odernos

-.1 O historicismo <

)aracterístico como um período anterior de pensamento linguístico$ preparou o campo para o


estruturalismo. (p.-W+ neogramáticos1
6 O autor recon'ece que seu ob*eti0o n"o & tratar das rela!ões complexas entre as di0ersas escolas
linguísticas$ mas apresenta$ a seu modo e interpreta!"o pessoal$ o que ac'a mais característico do
estruturalismo$ funcionalismo e gerati0ismo.
6 9istoricismo$ no sentido em que se emprega no texto$ trata6se da concep!"o de que a linguística$ na
medida em que & ou aspira ser científica$ & de caráter 'istórico. 2ortanto$ ao explicar fenMmenos
linguísticos$ parte6se do ponto de 0ista dos 'istoriadores$ isto &$ as línguas s"o como s"o porque$ no
decorrer do tempo$ elas esti0eram su*eitas a uma 0ariedade de for!as causati0as internas e externas K...1 (p.
-W-
6 'istoricismo [ e0olucionismo

-.$ O estruturalismo:
6 ermo de origem mDltipla$ na ?uropa$ con0encionalmente seu nascimento & identificado a partir da
 publica!"o do )ours de linguistique g&n&rale de #aussure$ em +,+:. Co0imento interdisciplinar.
6 Bistin!ões constituti0as do estruturalismo<
+. ?studo sincrMnico e diacrMnico das línguas J / explica!"o sincrMnica difere da diacrMnica ou
'istórica por ser estrutural em 0ez de causal. ?m 0ez de in0estigar o desen0ol0imento 'istórico de
determinadas formas ou sentidos$ ela demonstra de que maneira todas as formas e sentidos est"o inter6
relacionados num determinado período e sistema linguístico. (p.-WV
6 #aussure n"o nega a 0alidade da explica!"o 'istórica$ mas defende a complementaridade dos modos
de explica!"o sincrMnico e diacrMnico. (p. -WV )rítica do Lyons< asser!"o de que o estruturalismo n"o se
enquadra na linguística 'istórica.1 O trabal'o de #aussure sobre o sistema 0ocálico do proto6indo6europeu$
de +;>,$ posteriormente$ seria descrito como reconstru!"o interna e adotado pelos que se diziam
estruturalistas$ no entanto$ o próprio #aussure acredita0a que todas as mudan!as origina0am6se fora do
sistema linguístico e n"o le0ou em considera!"o o que seria identificado$ depois$ como pressões estruturais
dentro do sistema linguístico$ isto &$ fatores internos causadores da mudan!a linguística.

$. Língua < 7ala @ ;istema linguístico e comportamento linguístico:

5ma língua & uma forma e n"o uma substIncia$ segundo #aussure. 2ara Lyons$ N"o estamos
0iolentando o pensamento de #aussure se dissermos que uma língua & uma estrutura$ com a implica!"o$ no
uso do termo$ de que & independente da substancia física (ou meio em que se realiza. Q?struturaR$ neste
sentido$ & mais ou menos equi0alente a QsistemaR< uma língua & um sistema em dois ní0eis$ de rela!ões
sintagmáticas e substituti0as (ou paradigmáticas1 (p. -W4. 2ara Lyons$ & pela 8nfase nas rela!ões internas
combinatórias e contrasti0as$ no Imbito do sistema linguístico$ que 0árias escolas linguísticas diferentes
 podem ser englobadas no termo estruturalismo1.
6 )aracterística peculiar ao estruturalismo saussureano< o Dnico e 0erdadeiro ob*eto da linguística &
o sistema linguístico ( la langue focalizado nele mesmo e por ele mesmo1 Y 2rincípio da autonomia
linguística. Sustifica a distin!"o metodológica entre micro e macrolinguística. Outra característica< todo
sistema linguístico & Dnico e de0eria ser descrito em seus próprios termos1 (p.-WA
)onflito 6\ #uposta opini"o de #aussure de que o sistema linguístico de0ia ser estudado abstraído da
sociedade em que funciona H a opini"o de #aussure de que as línguas s"o fatos sociais. )onflito aparente
 pois$ mesmo se s"o fatos sociais$ possuem seus próprios princípios constituti0os. atos sociais sendo
entendido como diferente de ob*etos materiais$ por&m t"o real quanto estes$ al&m disso$ s"o externos ao
indi0íduo e com for!as restriti0as próprias$ s"o sistemas de 0alores mantidos por con0en!"o social.

V. #igno Y #ignificado e #ignificante< aquilo que & significado está arbitrariamente associado com o que
significa.
6 O significado de uma pala0ra & o produto das rela!ões semInticas entre aquela pala0ra e outras no
mesmo sistema linguístico. O significante de uma pala0ra$ seu entorno fonológico$ resulta$ em Dltima
instancia da rede de contrastes e equi0al8ncias que determinado sistema linguístico impõe sobre o
continuu% sonoro. (p. -W:
=elati0idade linguística Y n"o existem propriedades uni0ersais de línguas 'umanas$ toda língua &
uma lei em si mesma.

-.' O %uncionalismo:

6 Na linguística$ & 0isto como um mo0imento particular dentro do estruturalismo$ o qual caracteriza6
se pela cren!a de que a estrutura fonológica$ gramatical e semIntica das línguas & determinada pelas
fun!ões que t8m que exercer nas sociedades. ?scola de 2raga$ após a segunda guerra mundial.
6 )rítica ao estruturalismo saussureano< distin!"o entre linguística sincrMnica e diacrMnica e
'omogeneidade do sistema linguístico.
6 #e opõe< 'istoricismo e positi0ismo$ intelectualismo (este considera que a linguagem & a
exterioriza!"o ou express"o do pensamento$ defendido pelo gerati0ismo.
6 Gmpactos< fun!"o distinti0a (fonologia$ tra!os fon&ticos$ fun!"o demarcadora (acento$ tom$ dura!"o
de cada língua e recon'ecimento das sequencias de fonemas que ocorrem de fato nos enunciados$ fun!"o
expressi0a (indica!"o de sentimentos e atitudes dos falantes$ ex. em franc8s 'á pronDncia enfática no início
de pala0ras que tem fun!"o expressi0a recon'ecida$ fun!"o descriti0a.
6 Os funcionalistas enfatizam a multifuncionalidade da linguagem e a importIncia das suas fun!ões
expressi0a$ social e conotati0a$ em contraste com$ ou al&m de$ sua fun!"o descriti0a.
6 2erspecti0a funcional da senten!a (9o*e de man'" ele le0antou tarde x ?le le0antou tarde 'o*e de
man'". Cesma condi!"o de 0erdade$ diferente ordena!"o das pala0ras$ segundo a situa!"o comunicati0a e
o que *á & informa!"o dada ou no0a para o ou0inte. (a estrutura dos enunciados & determinada pelos usos e
contexto comunicati0o.
6 9á afinidade natural entre os funcionalistas e os sociolinguísticas ou filósofos da linguagem por 
incluir o comportamento linguístico na no!"o mais ampla de intera!"o social.
6 )rítica de Lyons< se a estrutura das línguas naturais fosse determinada pelas 0árias fun!ões que
exercem$ na medida em que diferentes sistemas linguísticos preenc'essem as mesmas fun!ões$ esperar6se6
ia que as suas estruturas fossem semel'antes e n"o arbitrárias$ nesse aspecto. 9á 0ersões mais fracas do
funcionalismo que acreditam que o sistema linguístico & somente parcialmente determinada pela fun!"o$
0is"o tamb&m insustentá0el para o autor. (p.-+W

-.) O gerativismo:

 6 eoria da linguagem desen0ol0ida por )'oms@y e seus seguidores nos Dltimos -W anos. Gnfluenciou
a Linguística$ 2sicologia$ ilosofia$ e outras disciplinas.
6 #erge como oposi!"o ao dominante descriti0ismo pós6blofieldiano$ mas tamb&m traz de 0olta
 perspecti0as antigas e tradicionais da linguagem. (p.-+-
6 )aracterísticas recon'ecidamente c'oms@ianas<
+. 2ropriedade da recursi0idade< o con*unto de enunciados potenciais em qualquer língua dada e$
literalmente$ numericamente infinito.
-. )'oms@y se opun'a 7 cren!a de que as crian!as aprendiam a língua repetindo$ completa ou parcial$
a fala de adultos. /ssim$ opun'a6se ao be'a0iorismo$ o qual acredita0a que tudo o que produto da mente
'umana pode ser satisfatoriamente explicado em termos de refor!o e do condicionamento de reflexos
fisiológicos$ em termos de 'ábitos ou padrões de estímulo6resposta.
V. 2ara )'oms@y$ a linguagem & independente de estímulo e a criati0idade & uma qualidade
 peculiarmente 'umana$ que distingue os 'omens das máquinas e de outros animais$ mas essa criati0idade &
regida por regras$ o que le0a 7 gramática gerati0a. #egundo esta$ os enunciados que produzimos t8m uma
estrutura gramatical pautada nas regras de boa forma!"o$ ou gramaticalidade. /o identificar essas regras
 possui6se um relato científico da propriedade da linguagem con'ecida como produti0idade.
4. Centalismo< distin!"o entre mente e corpo. 2ara )'oms@y$ a linguística tem papel fundamental na
in0estiga!"o acerca da natureza da mente.
A. 5ni0ersais linguísticos J )'oms@y$ ao contrário dos estruturalistas$ esta0a interessado no que as
línguas t8m em comum$ isto &$ com aquilo que & uni0ersal$ mas arbitrário. )'oms@y procura dados que
sustentam a sua opini"o de que a faculdade 'umana da linguagem & inata e específica da esp&cie e
transmitida geneticamente e peculiar 7 esp&cie.
:. )ompet8ncia e Besempen'o< O primeiro se refere ao con'ecimento do sistema linguístico que o
falante possui e que utiliza para produzir o con*unto infinito de senten!as que constitui a sua língua. O
segundo se trata do comportamento linguístico do falante$ determinado pela compet8ncia e 0ários outros
fatores n"o6linguísticos. ?ssa distin!"o se assemel'a 7 dicotomia língua e fala de #aussure$ por&m este &
menos psicológico em sua distin!"o$ n"o preocupando6se pelas regras necessárias para gerar as senten!as.
/mbos baseiam6se na 'omogeneidade do sistema linguístico.
6 )ríticas$ segundo Lyons< +. alidade da fic!"o de 'omogeneidade linguísticaE -. Os termos
Qcompet8nciaR e Qdesempen'oR s"o inapropriados quando se tratam de distinguir o que & linguístico e o que
& n"o6linguístico$ pois o comportamento linguístico$ na medida que & sistemático$ en0ol0e outras
capacidades$ incluindo o con'ecimento do falante das regras e do 0ocabulário do sistema linguístico$
 portanto$ & confuso restringir o termo QcompetenciaR a tudo que se trata ao sistema linguístico e amontoar 
tudo o mais ao termo Qdesempen'oR.
6 O Perati0ismo compartil'a pontos contro0ersos com o estruturalismo saussureano e blomfieldiano$
como a tradi!"o em sintaxe e em sua autonomia$ necessidade de distinguir sistema linguístico e uso desse
sistema em determinados contextos de enuncia!"o.
Capítulo  6 A Linguagem e a ?ente

.1 A gramtica universal e sua relev=ncia

6 ?streita liga!"o entre a filosofia da linguagem e ramos tradicionais da filosofia$ tais como a lógica
(raciocínio e a epistemologia (con'ecimento. (p.-+,
6 / gramática foi subordinada 7 lógica$ *á que os princípios da lógica eram considerados
uni0ersalmente 0álidos. No s&culo HGH$ os linguísticas *á tendiam a ser c&ticos em rela!"o 7 gramática
uni0ersal de bases filosóficas de0ido á di0ersidade de estruturas gramaticais entre as línguas e o
fa0orecimento da explica!"o 'istórica$ em detrimento da filosófica. / proposta de )'oms@y tem os
mesmos pressupostos que 0ersões anteriores$ ou se*a$ uni0ersalidade da lógica e interdepend8ncia entre
linguagem e pensamento.
6 / in0estiga!"o da linguagem$ ao in0&s de outra faculdade ou modo de funcionamento da mente
'umana$ desen0ol0eu a psicolinguística. O campo de in0estiga!"o & 0asto e sem um modelo de
 pressuposto geral$ impossibilitando$ at& o momento$ na formula!"o de um programa interdisciplinar e
coerente. (p.--W
6 O autor ob*eti0a mostrar parte do trabal'o empírico desen0ol0ido pela neurolinguística$ aquisi!"o da
linguagem e ci8ncia cogniti0a.
6 )oncep!"o do termo QmenteR$ englobando n"o apenas a capacidade 'umana do raciocínio$ mas
tamb&m os sentimentos$ memória$ emo!"o e 0ontade. Gmportante esclarecer essa quest"o de0ido 7
interpreta!"o restrita concebida pela linguística teórica desse termo.
6 2roblema mente6corpo< correntes filosóficas do dualismo$ materialismo$ idealismo e monismo.
Bualismo< acredita que a mente existe e se difere da mat&ria por ser n"o6física. Nos ensinamentos
crist"os a mente & descrita como uma faculdade da alma$ *á para os gregos n"o 'a0ia distin!"o entre
QmenteR e QalmaR$ englobando os dois no termo QpsiqueR. Os dualistas criaram 0árias teorias para dar conta
da interdepend8ncia entre os fenMmenos corporais e mentais. (p.--+
Caterialismo< sustenta que nada existe que n"o se*a mat&ria. /credita que os fenMmenos mentais
 podem ser explicá0eis em termos de propriedades físicas. 5ma 0ers"o do materialismo & o be'a0iorismo$
segundo o qual n"o existe uma entidade como a mente e que os pensamentos$ emo!ões$ dese*os$ etc$ de0em
ser explicados com refer8ncia a determinados tipos de comportamento.
Gdealismo< nega a exist8ncia da mat&ria e sustenta que tudo o que existe & mental. O termo idealismo
& sinMnimo de mentalismo$ por&m esse termo passou a ser usado em um sentido n"o tradicional e confuso
 pela linguística.
Conismo< em contraste com o dualismo$ acredita que a realidade & somente uma$ assim$ tanto o
idealismo quanto o materialismo podem ser entendidos como 0ertentes do monismo. No entanto$ o termo
QmonismoR se reser0a para o ponto de 0ista se que nem o físico$ nem o mental & a realidade Dltima. /mbos
s"o aspectos diferentes de algo neutro e fundamental.

.$ ?entalismo3 racionalismo e inatismo

6 )'oms@y fornece dados em fa0or do mentalismo$ isto &$ em fa0or da cren!a na exist8ncia da mente.
Gsso tem sido amplamente mal compreendido. QCentalismoR & frequentemente equacionado ou com
QidealismoR ou com QdualismoR$ como & o caso de 3lomfield$ mas )'oms@y & claramente n"o idealista$ nem
necessariamente dualista. O que ele e seus seguidores afirmam & que a aquisi!"o e o uso da linguagem n"o
 podem ser explicados sem se recorrer a princípios que geralmente encontram6se al&m do escopo de
qualquer relato puramente fisiológico dos seres 'umanos. (p.--V
6 O mentalismo de )'oms@y possui um aspecto negati0o e outro positi0o<
 Negati0o J seu antifisicismo ou antimaterialismo$ ou mais especificamente$ anti6be'a0iorismo.
/feta0a a linguística como ci8ncia$ pois os linguistas acredita0am que toda disciplina para ser ci8ncia
de0eria se espel'ar em modelos das ci8ncias naturais.O que contribuiu para o fato de que teóricos das
ci8ncias sociais deixassem de acreditar que algo que 'á algo de n"o6científico acerca da postula!"o de
entidades e processos que n"o podem ser descritos em termos físicos. (p.--V6--4
2ositi0o J propostas originais sobre aquisi!"o linguística. 5m dos principais problemas na filosofia
da mente tem a 0er com a aquisi!"o do con'ecimento e o papel da mente$ ou raz"o$ por um lado
(racionalistas$ e o papel da experi8ncia dos sentidos por outro (empiristas. )'oms@y defende o
racionalismo e comparte a ideia de que os princípios dos quais a mente adquire con'ecimento s"o inatos.
(p.--4
6 / aquisi!"o da linguagem & um caso particular do processo geral de aquisi!"o do con'ecimento.
)'oms@y acredita que a linguagem ser0e para a express"o do pensamento$ que os seres 'umanos s"o
dotados geneticamente da capacidade de formar alguns conceitos ao in0&s de outros e que a forma!"o
desses conceitos & uma condi!"o pr&0ia para a aquisi!"o do significado das pala0ras. 2or&m$ ele se difere
dos racionalistas tradicionais em dois aspectos< +. / aquisi!"o da estrutura gramatical da LC necessita
tanto de explica!"o quanto o processo de combinar o significado de uma pala0ra com a respecti0a forma$ o
que originou os diferentes tipos de gramática gerati0aE -. /rgumenta que a natureza da linguagem e o
 processo de aquisi!"o da linguagem tem características tais que os torna inexplicá0eis a n"o ser com base
na exist8ncia de uma faculdade inata de aquisi!"o da linguagem.
6 2ara Lyons$ a contribui!"o positi0a de )'oms@y para a filosofia da linguagem e para psicologia da
aquisi!"o da linguagem se baseia no recon'ecimento da importIncia da depend8ncia de estrutura como
uma propriedade uni0ersal das línguas 'umanas$ e da necessidade de demonstrar como as crian!as 08m a
adquirir o domínio dessa propriedade na aquisi!"o e uso da linguagem. )'oms@y considera a mente como
um con*unto de estruturas abstratas cu*a base física ainda & pouco con'ecida mas que s"o como órg"os que
se desen0ol0em geneticamente$ assim a faculdade da linguagem seria uma dessas muitas estruturas
mentais. Cas$ o autor du0ida desse pressuposto$ dizendo que ele pode ou n"o está correto$ pois os dados
disponí0eis$ por exemplo$ de estudos sobre distDrbios de linguagem$ experi8ncias com outros primatas$
neurofisiologia do c&rebro$ ainda s"o inconclusi0os. (p.--:

6 / 0ers"o de )'oms@y n"o foi o Dnico tipo de mentalismo proposto nos Dltimos anos e que faz
refer8ncia 7 aquisi!"o da linguagem. Outra teoria bastante influente & a do psicólogo suí!o 2iaget$ segundo
a qual 'á quatro estágios no desen0ol0imento mental da crian!a. 2ara o teórico a transi!"o do estágio
sensório6motor (mais ou menos os dois anos da crian!a$ at& o estágio pr&6operacional (por 0olta dos sete
anos & uma &poca crucial para a aquisi!"o da linguagem. Nessa fase a crian!a 0em a manipular pala0ras e
sintagmas com base na sua compreens"o pre0ia do modo pelo qual os ob*etos concretos podem ser 
comparados mo0imentados e transformados. O trabal'o de 2iaget possui ób0ia liga!"o com o
funcionalismo$ al&m de tentar dar conta da aquisi!"o da linguagem em termos de princípios mais gerais de
desen0ol0imento mental.
6 )rítica de Lyons< )'oms@y argumenta que os dados n"o apoiam 2iaget$ pois a estrutura sintática
n"o pode ser descrita em termos funcionalistas e a aquisi!"o da linguagem n"o & afetados por diferen!as de
'abilidade intelectual nas crian!as$ embora muitos linguistas e psicólogos digam que os dados n"o s"o
claros (p. -->.

.) A linguagem e o c!re8ro


6 O c&rebro & complexo e o desen0ol0imento de suas fun!ões ainda & parcialmente compreendido.
6 O c&rebro & di0idido em duas partes$ denominadas 'emisf&rios$ ligados em circunstIncias normais$
 pelo corpus callosum. / parte externa de ambos os 'emisf&rios consiste no córtex ou mat&ria cinzenta que
cont&m os neurMnios. O 'emisf&rio direito controla o lado esquerdo do corpo e 0ice60ersa.
6 Be modo geral$ o 'emisf&rio esquerdo está relacionado com o controle da linguagem. O processo
atra0&s do qual um dos 'emisf&rios & especializado para desempen'ar certas fun!ões & c'amado
lateriza!"o$ nessa quest"o$ quando$ nos can'otos$ o 'emisf&rio esquerdo n"o & especializado para a
linguagem$ o 'emisf&rio direito que o &. O processo de lateriza!"o & su*eito a matura!"o$ assim &
geneticamente pr&6programado$ mas demora a se desen0ol0er. F um processo típico dos seres 'umanos que
come!a entre os dois anos e 0ai entre os cinco e o início da puberdade. O fato da lateriza!"o ser uma
condi!"o pr&0ia para a aquisi!"o da linguagem & um fato amplamente aceito$ assim$ acredita6se na idade
crítica para a aquisi!"o da linguagem$ de modo que se torna progressi0amente mais difícil adquirir a
linguagem após o período de lateriza!"o ser concluído. No entanto$ essa idade crítica n"o & aceita
uni0ersalmente$ embora 'a*a casos que o confirmem$ como o caso de Penie$ em Los /ngeles de +,>W.
(criada isolada de tudo e todos e resgatada aos seus +V anos$ iniciou o processo de aquisi!"o$ atra0essando
as etapas de uma crian!a normal$ e tendo 8xito no início$ mas tin'a dificuldade com qualquer estrutura
sintática complexa$ defendendo a 'ipótese da idade crítica e independ8ncia da aquisi!"o da linguagem de
outras 'abilidades intelectuais. (p.--,.

.) Auisição da linguagem

6 O termo Qaquisi!"oR & mais neutro que aprendizagem$ por isso$ muitos linguistas e psicólogos
 preferem utilizá6lo. O termo aquisi!"o da linguagem & normalmente usado sem ressal0as para o processo
que resulta no con'ecimento da LC. F concebí0el que a aquisi!"o de uma L?$ se aprendida
sistematicamente na escola ou n"o$ processa6se de modo bastante diferente. O autor atenta para o cuidado
em generalizar conclusões sobre a aquisi!"o de uma LC para contextos de aquisi!"o de uma L? (idade
crítica e consequ8ncias de danos cerebrais em crian!as bilíngues e a aquisi!"o da L-E C&todo direto. (p.
-V+
6 /lguns fatos sobre aquisi!"o de LC< +. odas as crian!as normais adquirem a língua que ou0em
falar a sua 0olta sem nen'uma instru!"o especial$ & difícil registrar a rapidez do progresso e este &
independente de intelig8ncia e de diferen!as de meio social e culturalE -. /pesar de pontuar uma s&rie
razoá0el de estágios da aquisi!"o$ & difícil apontar quando uma crian!a passa de um estágio para outro$
nessa quest"o entra em *ogo a anteced8ncia da compreens"o em rela!"o 7 produ!"o$ na sequ8ncia de
desen0ol0imento. /ssim$ os enunciados espontIneos de uma crian!a podem n"o refletir diretamente o seu
con'ecimento da LC. (p.-V-
6 / distin!"o entre consoantes surdas e sonoras consiste em uma 'abilidade comum aos seres
'umanos e primatas superiores (c'impanz&s$ embora apenas os 'umanos os 'umanos aprendam a in0estir 
com fun!"o distinti0a em 0irtude da exposi!"o a línguas em que tal distin!"o & funcional. Os dados s"o
inconclusi0os e n"o refutam a 'ipótese inatista e especificidade da esp&cie 'umana. (p.-V-6-VV
6 /quisi!"o da fala< +. 3albucio$ -. 2adrões de entona!"o da LC$ V. )onstru!"o do sistema
fonológico da LC (no0e meses. O início da fala$ independente da língua$ consiste de pala0ras sem grupos
consonantais e tendem a ser reduplicati0as ou que ten'am consoantes que partil'am o mesmo ponto ou
modo de articula!"o. ] /quisi!"o da gramática< +. 2eríodo 'olofrástico< a crian!a produz senten!as de uma
 pala0ra (no0e aos dezoito meses. -. 2eríodo telegráfico< se inicia pela produ!"o de enunciados de duas
 pala0ras$ s"o pala0ras sem flexões e funcionais. / medida que 0ai formando enunciados mais longos$ a fala
da crian!a se assemel'a$ em termos de ordem de pala0ras da do adulto. (p. -V4
6 /t& os primeiros anos da d&cada de +,:W a in0estiga!"o sistemática da aaquisi!"o da estrutura
gramati0al tin'a sido escassa$ o que mudou após a demonstra!"o de )'oms@y que as línguas s"o regidas
 por regras e a partir do entendimento de que as teorias de aprendizado n"o da0am conta da aquisi!"o. /
in0estiga!"o sobre a aquisi!"o da linguagem infantil ampliou6se 7 gramática$ semIntica e 0ocabulário. O
que tornou claro que a estrutura gramatical da crian!a n"o está dominada at& a crian!a atingir os dez anos.
(p.-VA
6 5ma compreens"o da aquisi!"o$ normal e anormal$ da linguagem contribui com a compreens"o de
inabilidades de adultos e crian!as$ produ!"o de material didático$ testes ou pro0as.

.* Outras reas da psicoliguística

6 Cuito das primeiras pesquisas em psicolinguística inspiradas pelo gerati0ismo c'oms@iano foi
dirigido ao problema da realidade psicológica. ?ssa quest"o di0ide6se em dois problemas relacionados com
a distin!"o entre desempen'o e compet8ncia feita por )'oms@y< +. #erá que todos nós temos uma
gramática gerati0a em nossas cabe!asU -. Tual o papel que essas regras exercem na produ!"o e
compreens"o dos enunciados$ se & que o fazemU (p. -V; 6-V>
6 icou claro$ durante a d&cada de +,:W$ que mesmo que ten'amos uma gramática gerati0a de nossa
LC em nossas cabe!as$ a estrutura que o linguista elabora dessa gramática$ pro0a0elmente$ n"o refletirá as
opera!ões en0ol0idas no processamento da linguagem$ pois ele deixara de fora todos aqueles fatores
(aten!"o e memória$ moti0a!"o e interesse$ etc. que n"o se*am diretamente rele0antes para a defini!"o de
 boa forma!"o para determinadas línguas$ nem para declara!ões mais gerais sobre a natureza da linguagem.
/tualmente$ o mo0imento do que se c'ama gramática psicologicamente real 0em gan'ando terreno. (p.
-V,
6 )rítica a )'oms@y< a teoria da mente de )'oms@y & excessi0amente intelectualista$ no sentido de
que diferente de opiniões tradicionais sobre a estrutura da mente$ nada fala de aspectos n"o cogniti0os< tais
como emo!ões e 0ontade. (p.-V,
6 Língua e express"o do pensamento< para )'oms@y a linguagem expressa o pensamento pr&6
existente e articulado. O mesmo foi defendido por filósofos franceses$ no s&c. HGGG$ e por 9erder$ #apir e
X'orf$ este Dltimo trazendo dados empíricos$ sobre a determina!"o linguística e relati0idade linguística na
/m&rica$ de que a língua influencia$ embora parcialmente$ o pensamento. (p.-V,

., Ci0ncia cognitiva e intelig0ncia arti%icial

6 O moti0o dessa se!"o & tratar de uma disciplina recon'ecida$ distinta e em expans"o$ que utiliza
dados da filosofia$ psicologia$ linguística e informática$ mas que n"o pode ser caracterizado sob nen'uma
dessas. / ci8ncia de fazer máquinas executarem coisas que requereriam a intelig8ncia se executadas pelo
'omem1 Cins@y (+,:;. /lguns interesses< tradu!"o de documentos de uma língua a outra$ recupera!"o de
informa!ões de bibliotecas$ o diagnóstico de doen!as com base em questionário sistemático$ etc. (p. -4W
6 /t& o momento$ a simula!"o do processamento linguístico$ a partir de computadores$ n"o causou
impactos decisi0os em teorias da linguística ou psicologia. Cas$ influenciou muito da discuss"o do
 problema da realidade psicológica ao fornecer pelo menos alguma medida da complexidade de diferentes
opera!ões do processamento linguístico e do tempo que le0amos para realizá6las. N"o & certo se um dia
será possí0el simular por computador todos os processos mentais en0ol0idos na produ!"o e compreens"o
da linguagem (p.-4+.

Capítulo B 6 Linguagem e ;ociedade

B.1 ;ociolinguística3 etnolinguística e psicolinguística

O autor inicia a sess"o esclarecendo que at& o momento n"o existe um modelo teórico que este*a
amplamente aceito$ dentro do qual$ possamos estudar a linguagem$ macrolinguisticamente$ de 0ários
 pontos de 0ista diferentes e igualmente interessantes< social$ cultural$ psicológico$ biológico$ etc.
O autor discute que & natural que um grupo de estudiosos$ em 0irtude de suas tend8ncias$ de sua
educa!"o e de seus interesses especiais$ adote um ponto de 0ista$ destes pontos mencionados acima em
detrimento de outro. Gsso n"o seria negati0o$ se n"o fosse pela tend8ncia de apresenta6lo como o Dnico
cientificamente *ustificá0el. ? contemporaneamente$ existe 0ários ramos recon'ecidos da macrolinguística
6 a sociolinguística$ a etnolinguística e a psicolinguística.
/demais da problemática da aceitabilidade ampla deste modelo teórico que se*a aceito por todas as
disciplinas que tratam da linguagem possam ser inter6relacionada satisfatoriamente$ muitas dessas
disciplinas est"o en0ol0idas em disputas demarcatórias entre si e tem suas contro0&rsias.
?mbora o autor recon'e!a a simplicidade da defini!"o$ ele retoma a defini!"o de 9udson (+,;W<+
 para se referir de forma ampla a sociolinguística como o estudo da linguagem em rela!"o da sociedade1.
 Neste sentido se pode adotar o mesmo ponto de 0ista para definir etnolinguística como o estudo da
linguagem em rela!"o da cultura. No entanto se lan!a a problemática$ o conceito de cultura referido &
usado no sentido apresentado na antropologia e de modo mais geral em rela!"o a ci8ncias sociais. Nesse
sentido$ cultura pressupõe a sociedade$ e a sociedade depende da cultura e a QsociolinguísticaR e
QetnolinguísticaR$ ir"o se sobrepor e cada ramo se tornará mais estreitamente circunscrito pelo acr&scimo 7s
defini!ões da condi!"o de que as finalidades orientadoras da teoria e da pesquisa se*am primordialmente
linguística$ e n"o de outros ramos. ? tais finalidades este*am relacionados a primordial pregunta< QO que & a
linguagemU R
amb&m & problemático a distin!"o da psicolinguística$ partindo da lógica que estar amplamente
aceita como estudo da linguagem e a mente$ uma 0ez que o conceito de mente pode estar interessado$
conforme relata o autor pelo o que & biologicamente determinado e uni0ersal (por modismo do que pela a
0aria!"o determinada social e culturalmente. /ssim como os sociolinguísticos se concentram muito na
0aria!"o. No autor finaliza dizendo que n"o moti0o para que os sociolinguísticos n"o se interessem pela
di0ersidade e a 0ariabilidade da linguagem 'umana e nem$ ao contrário$ para os sociolinguísticos n"o se
interessarem pelos uni0ersais linguísticos e sociais.

B.$ ;otaue3 dialeto e idioleto

O autor retoma que a dimens"o de 0aria!"o linguística que & tratada em termos da escala língua6
dialeto6idioleto foi introduzida em rela!"o 7 fic!"o da 'omogeneidade. 2or isso nessa se!"o o interesse &
 para o significado social desse tipo de 0aria!"o linguística.
#e esclarece que todo mundo fala num ou outro dialeto$ assim como todo mundo fala com um ou outro
sotaque e & bem possí0el que pessoas diferentes falem o mesmo dialeto$ mas com sotaques marcadamente
diferentes. Nesse sentido & necessário enfatizar aqui & a rele0Incia de n"o confundir$ digamos Q=2R e
ingl8s6padr"oR (da maneira como tendem a ser confundidos no uso de expressões do dia a dia com o ingl8s
da rain'a ou ingl8s da 33) quando se descre0e a fala dos 'abitantes da Pr"63retan'a$ e mais
 particularmente da Gnglaterra.
/ssim como$ linguistas de forma descuidada utilizam os termos Qingl8s britInicoR e Qingl8s americanoR
como dois dialetos relati0amente uniforme da mesma língua. F claro que existem muitas diferen!as
lexicais entre a fala do americano m&dio instruído e a do ingl8s$ do gal8s$ do escoc8s ou do irland8s m&dios
instruídos. ?x< elevator  0s lift, gas 0s  petrol.  No entanto a maior parte do 0ocabulário do ingl8s padr"o
americano$ e na propor!"o em que tal coisa existe$ do ingl8s6padr"o britInico & id8ntica$ embora 'a*a
constru!ões ou formas que s"o caracteristicamente americanas.
O termo ingl8s britInico conduz ao erro de modo que se restringe o ingl8s falado (escrito na Gnglaterra
e 'á moti0os de ordem sociopolítico para isso. 2or essa raz"o se pode dissimular o fato que ingl8s escoc8s e
ingl8s irland8s se encontram na mesma rela!"o com o ingl8s da Gnglaterra do que o Gngl8s americano.
O autor afirma ainda que dois sistemas linguísticos s"o o mesmo (independente do meio em que
manifestam se$ e$ somente se s"o isomórficos. F porque sistemas linguísticos fonologicamente id8nticos
 podem se realizar diferentemente no meio fMnico que faz sentido falar do mesmo dialeto de uma língua
diferentemente com tal ou qual sotaque. 5ma 0ez que sotaque compreende todo tipo de 0aria!"o fon&tica$
inclusi0e aquele & subfonemico no sentido de nunca & considerado a base de contraste funcional$ como essa
no!"o & normalmente aplicada pelos fonólogos. Logo$ a presen!a ou aus8ncia da distin!"o fon&tica pode
ser0ir para identificar um sotaque de uma pessoa$ ainda que se*a irrele0ante no sentido funcional1.
Cas existem diferen!as de sotaques que podem afetar a identifica!"o de formas. )omo por exemplo
put<putt Kcolocar1$ bater na boca1 que s"o diferenciados n"o em uma pronuncia tipicamente do norte ou
do centro$ mas a partir das diferen!as de contexto$ onde temos uma distinguidas formas como infiniti0o$
 presente simples e particípio presente (putting & uma forma de QputR ou QputtR. ?ntretanto$ temos aqui uma
diferen!a de sotaque correlacionada a uma diferen!a de dialetos< os sistemas linguísticos sub*acentes n"o
isomórficos no ní0el fonológico.
O autor esclarece que aquilo que & dialeto uniforme em sua ess8ncia$ tanto do ponto de 0ista da
gramática quanto do 0ocabulário$ pode ser associado a 0ários sistemas fonológicos mais ou menos
diferentes.
O que torna a no!"o de sotaque t"o importante sociolinguísticamente$ apesar de se sobrepor a de
dialeto$ & que membros de uma comunidade linguística reagem frequentemente a diferen!as de pronuncia
subfonemicas e fon8micas da mesma maneira$ como indicadores da pro0eni8ncia regional ou social do
falante.
O autor c'ega ponto que ele se refere no início da se!"o que seria significado social e esclarece que
certas diferen!as fon&ticas entre sotaques podem ser estigmatizadas pela sociedade$ da mesma forma como
certas diferen!as lexicais e gramaticais entre dialetos o s"o$ enquanto outras podem ter status socais mais
ele0ados.
#e menciona Xilliam Labo0 e sua contribui!"o na qual no fato de que o sotaque e o dialeto de uma
 pessoa 0ariam sistematicamente segundo a formalidade ou informalidade da situa!"o em que se encontra.
/ssim como foi descoberto que as mul'eres t8m probabilidade mais alta do que os 'omens de adotar o
sotaque ou dialeto em geral associado a status social. O g8nero & uma das principais 0ariá0eis rele0antes do
 ponto de 0ista sociolinguístico em todas as línguas.
 Neste sentido$ a no!"o de idioleto & menos Dtil do poderia parecer pois as pessoas podem modificar e
ampliar seus idioletos pela 0ia afora$ 7 medida que ficam mais 0el'a. Cais importante & fato de que$ como
acabamos de 0er$ uma pessoa pode ter di0ersas 0ariantes dialetais em seu repertório e mudar de uma para
outra de acordo com a situa!"o em que se encontra.
F pontuado a quest"o dos estereótipos e aceitabilidade ou n"o de sotaques e dialeto e papel da
socializa!"o na constru!"o da personalidade$ uma 0ez que somos transformados em membros de
determinada sociedade e participantes da cultura que a caracteriza. O que c'amamos de auto6express"o & a
 pro*e!"o de uma ou outra imagem interpretá0el socialmente.

B.' 4adr&es e vernculos

O autor inicia retomando que *á foi dito sobre dialetos e línguas$ onde a escol'a para dialeto6padr"o &
moti0ada por razões sociais e culturais que se adota um ponto de 0ista diferente na descri!"o das línguas. O
autor decide usar o termo Q0ernáculoR no mesmo sentido que tem no uso cotidiano para se referir n"o
apenas aos dialetos6n"o padr"o da mesma língua$ mas tamb&m a dialetos n"o relacionados geneticamente
que tem a mesma rela!"o funcional com o padr"o em certos países do que os dialetos6n"o padr"o
relacionados t8m em outros.
O autor discute ainda que por exemplo que o ingl8s padr"o ou franc8s padr"o emergiu como tal$
de0ido 7 importIncia política de Londres e 2aris. oda0ia$ n"o se pode deixar de mencionar que 'á uma
inter0en!"o deliberada$ como por exemplo  'cad+%ie rançais, uma entre inDmeras institui!ões criadas
 para padronizar a língua literária nacional pela compila!"o de gramáticas autorizadas e de dicionários.
árias outras institui!ões desempen'am papel semel'antes na ?uropa$ embora o ingl8s e o franc8s se*am
altamente padronizados como língua escrita.
F a língua escrita que tente ser mais padronizada do que a fala dos que a utilizam. Bada a exist8ncia
de um padr"o aceito para a língua escrita$ este pode ser0ir de modelo de propriedade e corre!"o para a fala
dos alfabetizados em qualquer sociedade na qual o domínio da língua traz prestígio ou possibilidade de
ascens"o social. #e conclui que o quando algu&m fala o ingl8s6padr"o ou franc8s6padr"o & que o dialeto que
essa pessoa usa em situa!ões formais & mais menos id8ntico$ em gramática e 0ocabulário$ ao padr"o
escrito. ?m situa!ões mais informais$ entretanto ela pode perfeitamente utilizar um 0ernáculo local mais
restrito socialmente.
9<istem línguas onde h uma distinção entre padrão e o vernculo ! tão nítida em muitas
sociedades ue sua di%erenciação %unciona como sendo ou não dialetos da mesma língua. ?sse
fenMmeno foi classificado na literatura recente da sociolinguística como um tipo distinti0o de bilinguismo<
diglossia.
Os termos Qlíngua padr"oR$ Qlíngua nacionalR e Qlíngua oficialR n"o sinMnimos. / liga!"o entre eles &
que qualquer língua que aceita pelos seus falantes como um símbolo de nacionalidade ou que & designada
 pelo go0erno para uso oficial tenderá a ser padronizada$ deliberadamente ou n"o$ como uma precondi!"o
ou uma consequ8ncia desse fato em si. / rela!"o in0ersa$ no entanto$ n"o se dá.
/ pesquisa sociolinguística poderá fornecer aos go0ernos informa!ões rele0antes 7 sua solu!"o. Be
maneira mais geral$ e num ní0el n"o político$ ela pode aumentar a compreens"o de todos$ inclusi0e a do
linguista teórico$ sobre a natureza da linguagem. 5ma boa quantidade de informa!"o desse tipo agora está
disponí0el em rela!"o a certos países.
4idgins se desen0ol0eram todos dos contatos entre po0os que n"o tin'am nen'uma língua comum.
#"os descritos como línguas mistas ou fundidas$ embora se*a frequentemente incerto exatamente quais os
ingredientes contidos originalmente nas misturas e em que propor!ões. Tuando um pidgin & adquirido por 
crian!as como sua língua nati0a$ & considerado crioulo . F caso do pidgin melan&sio e o @rio s"o$ 'o*e$
línguas6padr"o oficiais na No0a Puin& e em #erra Leoa. N"o & incomum que a diglossia se desen0ol0a e
que a mudan!a de código ocorra em comunidades onde os crioulos s"o usados como 0ernáculos lado a lado
com línguas ou dialetos de prestígio mais alto.

B.) ilinguismo3 mudança de c+digo e diglossia

#e inicia a se!"o esclarecendo o que & o bilinguismo perfeito (embora raro 6 caso exista6 & definido
como compet8ncia total em duas línguas$ equi0alente 7 compet8ncia que um falante nati0o monolíngue tem
em uma1. No entanto$ n"o & incomum as pessoas se aproximarem do bilinguismo perfeito$ sendo
igualmente competentes em ambas as línguas numa gama razoa0elmente ampla de situa!ões.
3ilíngues compostos desde um ponto de 0ista psicolinguístico$ s"o os casos de pessoas adquirem
ambas as línguas simultaneamente na infIncia ou se adquiriam uma como primeira língua e a outra algum
tempo depois$ segundo os dois sistemas este*am integrados como um Dnico em algum ní0el relati0amente
 profundo de organiza!"o psicológica$ ou armazenados separadamente.
/ classifica!"o apresentada pode ou n"o ser bem fundada de um ponto de 0ista psicológico e
neurofisiológico. Cas orientou uma boa quantidade de pesquisas recentes e que no mínimo ser0em para
enfatizar o fato que existem muitos tipos diferentes de indi0íduos bilíngues e$ por conseguinte$ diferentes
comunidades bilíngues. No entanto & consenso que 'á uma diferencia!"o funcional razoa0elmente clara das
duas línguas com rela!"o ao que muitos sociolinguísticas denominam domínios  (o local de uso da língua$
se*a o lar$ se*a locais fora dele e suas 0ariá0eis de contexto.
5ma mudan!a de situa!"o no 0alor de uma das 0ariá0eis que definem um domínio pode resultar em
mudan!a de código.
/ aplica!"o do termo língua em rela!"o ao termo dialeto está su*eita a uma 0ariedade de
considera!ões políticas e culturais. ? nos casos em que a diferen!a entre dois padrões & suficientemente
clara$ pode 'a0er uma gama completa de 0ernáculos intermediários determinados social ou
geograficamente ligando6os$ de tal modo que se torna impossí0el dizer de alguns se s"o relacionados mais
 perto a um padr"o ou a outro.
B.* Aplicaç&es prticas
 Nessa se!"o autor irá discutir problemas que podem ocorrer no ensino de uma língua materna nos
quais as discussões feitas at& aqui podem ser Dteis. #e relata por exemplo$ o caso do Qd&ficit linguísticoR em
crian!as de classe trabal'adora e a distin!"o entre o código restrito e código elaborado$ onde o código
restrito & tido como n"o explícito e depende de contexto de um modo que o código elaborado n"o &.
#egundo essa teoria$ a crian!a de classe trabal'adora está em des0antagem na escola$ onde o código
elaborado & tido como necessário$ porque os membros da classe operária$ diferentemente dos de classes
sociais mais altas$ utilizam apenas o código restrito.
?ssa distin!"o n"o de0e ser igualada 7 distin!"o entre dialetos6padr"o e n"o padr"o$ embora possam
ser correlacionadas. ?xistem aqueles que defendem a posi!"o que dialetos6n"o padr"o n"o s"o deficientes$
mas sim diferentes e que lutam contra a teoria da defici8ncia linguística$ embora essas crian!as enfrentem
 problemas na aprendizagem dessa língua$ de0ido o próprio uso do material que l'e pode parecer estran'o.
F sabido que na maioria das sociedades n"o se aceitaria um dialeto6n"o padr"o como 0eículo de instru!"o.
 No entanto$ *á existe uma gama de 0aria!"o aceita e frequentemente despercebida em compara!"o em
muitas outras línguas.
Outro problema mencionado & o caso dos fil'os de imigrantes que s"o minorias e s"o di0ididos entre
duas línguas e duas culturas$ onde 'á 0antagens e des0antagens para o bilinguismo e sua manuten!"o
linguística (política oficial praticada em alguns países.
O autor encerra a se!"o mencionando a contribui!"o da sociolinguística 6 teórica$ descriti0a e
aplicada para compreens"o das implica!ões educacionais$ sociais e políticas desse e de outros aspectos do
planeDamento linguístico.

B., Eariação estilística e estilística

/ no!"o de 0aria!"o estilística foi introduzida no )apitulo$ onde foi contrastada$ por um lado$ com
diferen!as de sotaque e de dialeto$ e por outro$ com diferen!as de meio.
5ma das formas de abordar o fenMmeno da 0aria!"o estilística & considerando o fato de que um
sistema linguístico fornece frequentemente aos seus usuários meios alternati0os de dizerem a mesma coisa.
/ medida que se trata de uma quest"o de escol'a entre lexemas$ podemos falar de sinonímia (raramente
completa. Buas pala0ras ou sintagmas podem ser equi0alentes do ponto de 0ista descriti0o e no$ entanto$
diferir em termos de significa!"o social e expressaia (0. QpaiR 0s. QpapaiR. ais expressões sinMnimas de
maneira incompleta podem ser denominadas variantes estilísticas.
O autor esclarece que se duas ou mais expressões sinMnimas s"o aceitá0eis em determinado
contexto$ 'á mais duas possibilidades a distinguir. /s expressões em quest"o 0"o ou diferir quanto ao seu
grau de aceitabilidade$ propriedade e normalidade. #e elas diferirem quanto isso$ mais uma 0ez podemos
falar em 0aria!"o estilística. #e n"o$ a 0aria!"o n"o & significati0a estilisticamente< estamos diante de um
caso que poderia ser c'amado de 0aria!"o completamente li0re (que compreende a sinonímia completa J 
 por isso rara.
Cuito do que se compreende do termo QcontextoR & de natureza social e situa6se no Imbito da no!"o
de domínio do discurso$ onde se inclui apenas as 0ariá0eis sociolinguística mais ób0ias$ mas tamb&m os
sentimentos e as inten!ões comunicati0as do autor.
 Na medida em que a 0aria!"o estilística & determinada ou condicionada pelo contexto social$ ela se situa no
Imbito do conceito sociolinguístico de registro.
aria!"o estilística em geral e particularmente a 0aria!"o de registro n"o s"o uma simples quest"o de
0ocabulário. ?las tamb&m afetam a gramática$ e$ tratandoWse da língua falada$ a pronDncia. F importante
ter a consci8ncia de que registros informais s"o regidos por regras da mesma maneira que os registros mais
formais o s"o. #"o imanentes e n"o transcendentes< & o preconceito prescriti0o ou normati0o da gramática
tradicional que tende a obscurecer esse fato e que promo0eu o ponto de 0ista segundo o qual ouso informal
& relaxado e desorganizado.
O autor relata que a 0aria!"o estilística se aplica a diferen!as estilisticamente significa0as de gramática e
 pronuncia<
+ Gs it rainingU
- GtRs rainingU
(Onde +$ em si$ & estilisticamente mais neutral que - e - tem a fun!"o expressi0a adicional de indicar ou
re0elar a surpresa$ tristeza$ indigna!"o 6 o autor apresenta o que ele c'ama de 4erspectiva %uncional da
sentença#.
Sá Gncongru8ncia estilística seria a exist8ncia de dois funcionados linguísticos gramaticalmente aceitos$ no
entanto que existe uma prefer8ncia pelo falante nati0o de um frente ao outro$ por este QoutroR ser 
estilisticamente marcado$ onde esta marca!"o mais tem a 0er com o contexto em que ocorre$ e n"o em
rela!"o ao sistema linguístico como um todo.
Capítulo 1> 6 Linguagem e Cultura

O ue ! cultura

O autor inicia explicando que 'á dois conceitos importantes de culturas que se pode mencionar e
distinguir. O primeiro & mais ou menos sinMnimo de Qci0iliza!"oR$ e$ uma formula!"o mais antiga e extrema
do contraste$ oposta a QbabarismoR. 3aseia6se$ em Dltima instIncia$ na concep!"o clássica do que constitui
excel8ncia em arte$ literatura$ maneiras e institui!ões sociais. ?ssa 0is"o foi questionada pelas ideias do
Gluminismo e por 9erder ao dizer< Nada & mais indeterminado do que essa pala0ra$ e nada & mais
decepcionante do que aplica!"o a todas as na!ões e períodos1
O autor opta pela op!"o da pala0ra QculturaR que n"o de0a ser interpretada n"o no seu sentido
clássico$ mas no que poderia ser descrito aproximadamente como seu sentido antropológico$ onde cada
sociedade tem sua própria culturaE e diferentes subgrupos dentro de uma sociedade podem ter a sua própria
subculturaE e diferentes subgrupos dentro de uma sociedade podem ter a sua própria subcultura distinti0a.
2ara 9erder a pala0ra QculturaR nesse sentido esta0a ligada 7 sua tese da interdepend8ncia da linguagem e
do pensamento$ por um lado$ e$ por outro$ 7 sua opini"o de que a língua e a cultura de uma na!"o eram
manifesta!ões de seus espíritos ou de sua mente nacionais distinti0os. 2ensamento esse pertencente ao que
c'amamos de 'ipótese #apir6X'orf$ que dominou toda a discuss"o de linguagem e cultura$ bem como de
linguagem e pensamento$ 'á uma gera!"o.
)ultura pode ser descrita como con'ecimento adquirido socialmente< isto &$ como o con'ecimento
que uma pessoa tem em 0irtude ser membro de determinada sociedade (con'ecimento J tanto o saber fazer 
quanto$ o saber que algo & ou n"o assim$ onde n"o se de0e dar prioridade ao con'ecimento científico em
detrimento do con'ecimento comum$ nem mesmo da supersti!"o..
#e esclarece ainda$ que ainda que exista uma faculdade inata da aquisi!"o da linguagem e embora essa
faculdade possa ser transmitida geneticamente$ n"o se pode resultar na aquisi!"o e no con'ecimento de
uma língua a n"o ser que os dados com bases nos quais a faculdade de linguagem funciona se*am
fornecidos pela sociedade em que a crian!a cresce e$ pode6se argumentar$ sob condi!ões que n"o afetam
seriamente o desen0ol0imento cogniti0o e emocional da crian!a. Gsso significa que o cultural e o emocional
na linguagem s"o interdependentes.
)onclui6se que a compet8ncia linguística de uma pessoa$ independentemente de sua base biológica$ se
encontra no Imbito de nossa defini!"o de cultura.

1>.$ A hip+tese ;apir F Ghor% 

?d^ar #apir (seu discípulo 3en*amin Lee X'orf lan!ou a 9ipótese #apir6 X'orf ou tese da
relati0idade linguística. #apir foi influenciado por uma tradi!"o no pensamento europeu que muito
 pro0a0elmente$ desempen'ou um papel importante no desen0ol0imento do estruturalismo. ?ssa tradi!"o
remonta de 9erder e Xil'elm 0on 9umbolt um de seus primeiros representantes. ?la & marcada pela sua
8nfase no 0alor positi0o da di0ersidade linguística e cultural e$ de um modo geral$ pela sua liga!"o com os
 princípios do idealismo romIntico.
9umbolt 0iu a di0ersidade estrutural das línguas (sua forma interna como o produto da faculdade$
uni0ersalmente operante e especificamente 'umana$ da mente. Sá 9erder$ fala0a da interdepend8ncia de
linguagem e pensamento. 9umbolt aproxima6se mais do determinismo linguístico. / 'ipótese #apir J 
X'orf$ como & normalmente apresentada$ combina determinismo linguístico (/ linguagem determina o
 pensamento1 e relati0idade linguística (N"o 'á limites para a di0ersidade estrutural das línguas1<
(a Nós estamos$ em todo o nosso pensamento e para sempre$ a merc8 da língua determinada que se
tornou o meio de express"o para a Knossa sociedade1$ porque só podemos 0er e ou0ir e experimentar de
outras formas1 em termos das categorias e distin!ões codificadas na linguagemE (b as categorias e
distin!ões codificadas em um sistema s"o exclusi0as 7quele sistema e incompará0eis aos de outros
sistemas.

O autor n"o está certo se esta 'ipótese foi propriamente formulada e estaria de acordo com os
 pensamentos de #apir ou X'orf. =essalta ainda que essa 'ipótese n"o exclui o bilinguismo$ mas na sua
0ers"o mais forte está em conflito com o fato e0idente de que os bilíngues n"o manifestam nen'um
sintoma ób0io de estarem trabal'ando com 0isões do mundo radicalmente incompatí0eis e afirmam
frequentemente ser capazes de dizer a mesma coisa em ambas as línguas.
O interesse dos psicólogos na influ8ncia da linguagem no pensamento antecede a formula!"o da
'ipótese #apir6X'orf. Sá era sabido que memória e percep!"o s"o afetadas pela disponibilidade de pala0ras
e expressões apropriadas (io1 J irm"o da min'a m"e1$ onde a primeira & mais facilmente codificada.
Os 0ocabulários das línguas tendem a ser$ em maior ou menor grau$ n"o isomórficos$ onde coisas ser"o
mais altamente passí0eis de codifica!"o em uma língua do que em outra. (Os ?squimós e a aus8ncia da
 pala0ra ne0e e a presen!a de 0árias pala0ras para designar os 0ários tipos de ne0es$ uma 0ez que a ne0e &
elemento importante em sua 0ida diária.
/ssim$ se problematiza que a codifica!"o n"o & necessariamente constante nem uniforme por toda
uma comunidade linguística$ sobretudo quando lidamos com comunidades t"o complexa$ difusa e
di0ersificada quanto a dos falantes nati0os de ingl8s. Be modo geral se correlaciona língua e cultura$ de
modo que língua tem necessariamente que compartil'ar a mesma cultura (tal pressuposto & manifestamente
falso com rela!"o a muitas línguas e culturas. N"o menos importante n"o & o fato de que a possibilidade de
codifica!"o n"o & simples a quest"o da exist8ncia de lexemas de uma pala0ra só. #e menciona os recursos
 produti0os do sistema linguístico podem capacita os membros de um grupo a aumentar por conta própria a
 possibilidade de codifica!"o daquilo que l'es interessa particularmente$ podemos continuar a utilizar o
conceito de possibilidade de codifica!"o como se fosse uma propriedade global de sistemas linguísticos.
O autor dá alguns exemplos para demostrar como a 0ers"o mais forte e determinista n"o conseguiu
ser confirmada. #e menciona o caso os falantes de zuni monolíngues que possuem maior dificuldade em
decodificar as diferen!as entre um ob*eto laran*a e amarelo do que um falante monolíngue de ingl8s ou
falante de zuni e ingl8s. 2esquisas confirmaram a 0ers"o mais fraca< a de que estrutura da língua de um
indi0iduo influencia a percep!"o e a lembran!a.
=esumindo$ pareceria que$ apesar das afirma!ões em contrário por proponentes do determinismo
extremo$ ainda n"o foi encontrado nen'um bom moti0o para descartar a opini"o mais tradicional de que
falantes de línguas diferentes tem essencialmente a mesma 0is"o do mundo$ ou modelo conceitual$ no que
diz respeito a conceitos mais profundos e filosoficamente mais interessantes tais como tempo$ espa!o$
nDmero$ mat&ria etc.
 O autor retoma a quest"o que muitos defensores da tese da relati0idade linguística diriam & que
algumas que podem ser ditas em uma língua n"o podem ser ditas em outra. No entanto ele rebate este
questionamento relembrando que & frequentemente possí0el aumentar a possibilidade de codifica!"o
 baseando6se nos recursos de um sistema linguístico e construindo expressões que em 0irtude do uso
continuado em determinados contextos$ podem adquirir ent"o a mesma especificidade de significado do
que lexemas. O autor ent"o menciona a possibilidade de ampliar o sistema linguístico$ tomando emprestado
lexemas de outras línguas (?x< Qsummit conferenceR. No entanto$ reflete sobre o processo de tradu!"o por 
empr&stimo & um processo que en0ol0em mudan!as na estrutura lexical do sistema linguístico e nem
sempre possí0el realizar esse tipo de tradu!"o$ pois 'á o 0ocabulário na outra língua. O autor menciona
alguns exemplos de dificuldades da tradu!"o de alguns enunciados e exemplifica o caso 'e man is sic@1
e como este enunciado seria traduzido para tr8s línguas indígenas sem 'ou0esse acr&scimo de informa!"o
 por parte do tradutor$ de0ido a particularidade das categorias gramaticais de cada língua.
 O que o autor que dizer &$ muitos autores apresentaram a mesma opini"o geral$ o que n"o foi
demostrado$ no entanto$ & que 'á qualquer correla!"o entre diferen!as de estrutura gramatical e diferen!as
na mentalidade dos falantes de línguas gramaticalmente diferentes e que somos le0ados a concordar com
uma 0ers"o modificada da tese da relati0idade linguística. inaliza afirmando que n"o podemos por 
exemplo *ustificar a aus8ncia de um artigo definido (cf. ingl8s e russo pela correla!"o de uma diferen!a
cultural identificá0el ou se*a$ as diferen!as lexicais e gramaticais t8m por de trás um fundo cultural.

2ermos ue denominam cores

?xaminar o 0ocabulário das cores e sua rela!"o com relati0idade linguística foi uma in0estiga!"o
realizada na d&cada +,AW para confirma!"o da 'ipótese #apir J X'orf. oi escol'ida as cores$ pois$
 podemos isolar o significado puramente descriti0o dos termos usados para denominar as cores de seus
significados expressi0o e social$ bem como seu significado descriti0o está relacionado com o mundo físico
da experi8ncia do dia a dia$ em termos de denota!"o$ muitas mais que outros campos semInticos. oi
escol'ida as cores básicas (o que autor c'ama se termos básicos$ pois estas est"o menos passi0eis a
contro0&rsias quanto a defini!"o do conceito da cor. (?x< a cor laran*a e sua associa!"o ou n"o a fruta.
O exemplifica que certas tradu!ões dos termos de cores para outras línguas que as tornam in0iá0eis.
F o caso da cor blue1 que n"o 'á correspondente. Nesse caso o tradutor tende a ser arbitrário. ?mbora o
autor recon'e!a a tradu!"o como um processo que mant&m constante pelo menos o contexto do que & dito$
em termos das proposi!ões en0ol0idas$ ele recon'ece que dada a natureza das coisas em quest"o o tradutor 
n"o tem como faz86los.
3erlin e _ay (+,:W$ em seu li0ro demostra que os falantes nati0os de língua parecem coincidirem
em termos básicos das cores$ dando quando s"o solicitados para apontar o que seria um exemplo genuíno
destas cores. / dificuldade & demostrada$ no entanto$ quando & solicitado para identificar um exemplo do
que autor c'amou inicialmente de cores secundárias (termos secundários. / esta primeira constata!"o foi
c'amada de significado focal$ onde falantes tendem a concordar com o que seria a área focal$ por exemplo
do Qred6ingl8sR e Qrouge Jfranc8sR.
?xistem dois aspectos gerais que podem ser destacados com refer8ncia a 'ipótese$ ambos rele0antes
 para a tese da relati0idade e para a rela!"o entre linguagem e cultura. / primeira & que embora possa existir 
uma subestrutura no 0ocabulário das cores$ existe nitidamente uma superestrutura n"o uni0ersal tamb&m. O
autor menciona que 'á e0id8ncia cultural$ bem como a perceptual como base biológica$ desempen'a um
 papel na identifica!"o dos termos designati0os de coresE e$ como 0imos$ o biológico e o cultural s"o$ em
geral$ interdependentes na aquisi!"o da linguagem. ?xistem muitos usos cotidianos de termos de cores J e
n"o apenas os mais ob0iamente simbólicos (preto para luto que s"o dependentes da cultura$ no sentido de
que n"o se pode adquiri6los sem adquirir simultaneamente e con'ecimento social rele0ante. O segundo
aspecto tem a 'a0er com no!"o de áreas focais e continnu% 0isual$ onde os seres 'umanos tem uma
constitui!"o tal (assim como os animais que respondem neurofisiologicamente a determinados estímulos e
n"o a outros e por isso a maior sali8ncia de alguns focos de cores e sua uni0ersalidade.
O autor conclui dizendo que a maioria dos lexemas todas as línguas n"o denotam tipos naturaisE e$
em segundo lugar$ que aqueles que o fazem requerem apoio cultural.

4ronomes de tratamento

O autor inicia exemplificando os pronomes de tratamento polidos e familiares nas línguas inglesa$
espan'ola francesa$ italiana e russa. ?sclarece que n"o se sabe ao certo quando a origem dessa distin!"o$
 podendo ter como fonte o latim do período final do Gmp&rio =omano ou início da idade m&dia e que & bem
 pro0a0elmente que sua distribui!"o em línguas europeias ten'a se dados por empr&stimos$ 'a0endo
empr&stimos em 0ários ní0eis uma 0ez que esta distin!"o nem sempre foi tirada do latim e que 'ou0e a
influ8ncia de uma língua para outra. / consequ8ncia desse empr&stimo o autor c'ama de difus"o cultural.
/ seguir entenda<  J familiar$  J polido.
O autor menciona o caso os usos desses pronomes sobre a ótica os termos dos conceitos de poder$
solidariedade e por outro sobre o uso recíproco e n"o recíproco$ onde o uso n"o recíproco denota diferen!a
da status social. ?m sociedades que 'a*a esse uso n"o reciproco uma pessoa socialmente superior ou mais
 poderosa$ usará  e seus inferiores a tratará com . O autor relata ainda que esse uso 0em sofrendo
declínio desde o s&culo HGH.
/pesar do autor generalizar o exemplo acima ele c'ama aten!"o que n"o pode categorizar o exemplo
 para todas as línguas$ n"o se pode pre0er com precis"o total se duas pessoas usar"o  ou  em dada
situa!"o com base exclusi0a em informa!"o sobre sua classe social$ idade$ g8nero$ tend8ncia politicas$ etc.
O exemplo foi dado para que quando se trata de  ou  significa em determinada língua$ & necessário
fornecer muito mais detal'es acerca de estrutura social e fun!ões sociais do que está compreendido nas
no!ões globais de poder e solidariedade.  e  & ob0iamente depende da cultura$ & um caso de
con'ecimento socialmente adquirido.
O autor menciona a problemática da tradu!"o dos pronomes de tratamento e exemplifica com a
situa!"o onde o falante está em diglossia em entre ranc8s e =ussos$ de0ido aristocracia (sendo falante
nati0o de russo e pode transitar entre ` e suas diferen!as de aplica!"o no franc8s e no russo. No caso do
autor olstói ele faz essa transi!"o em suas obras$ mesmo utilizando o russo$ utiliza o paradigma do franc8s
na rela!"o ` e seus leitores contemporIneos conseguem inferir esta rela!"o. O que n"o aconteceria com
leitores e atuais e fora do contexto. O autor c'ama aten!"o para que n"o & necessário ser somente bilíngue$
mas certamente tem que ser bicultural.
O autor conclui maioria das línguas$ se n"o todas apresentam distin!ões em sua estrutura gramatical
ou lexical que deri0am o significado que t8m em 0irtude de sua correla!"o com distin!ões funcionais na
cultura ou subcultura na qual a língua & utilizada.

Justaposição cultural3 di%usão cultural e possi8ilidade de tradução.

O autor inicia esclarecendo que no decorrer deste capitulo e com efeito no decorrer do li0ro$ 0imos
desen0ol0endo a exemplificado a 0is"o de que a linguagem & tanto um fenMmeno biológico quanto cultural.
/s diferentes línguas$ assim parece$ t8m uma subestrutura uni0ersal$ certamente em gramática e
0ocabulário e tal0ez tamb&m em fonologia$ e uma superestrutura n"o uni0ersal que n"o apenas se constrói
sobre tal subestrutura$ mas & completamente integrada a ela.

• #ubestrutura uni0ersal< determinada pelas faculdades cogniti0as$ geneticamente transmitida pelos


impulsos e apetites 'umanos$ geneticamente determinadosE e em parte pela intera!"o desses fatores
cogniti0os e n"o cogniti0os$ determinados biologicamente$ como mundo físico.
• #uperestrutura n"o uni0ersal< quest"o de transmiss"o cultural.

/ radu!"o & uma fun!"o do grau de Sustaposi!"o cultural.


/ consequ8ncias mais linguísticas mais ob0ias da difus"o cultural *á foram mencionados< empr&stimo e
tradu!"o por empr&stimo. /pesar dos problemas de tradu!"o de alguns termos como o caso termo sop'ia1$
o autor insiste em afirmar & que a tradu!"o & relati0a 7 finalidade para a qual determinada tradu!"o &
 plane*ada$ bem como ao con'ecimento por parte daqueles que a utilizar"o. F por esse moti0o que a
c'amada tradu!"o literal 7s 0ezes & mais apropriada do que a tradu!"o li0re. O autor define tradu!"o literal
como o tipo de tradu!"o que n"o se a*usta 7s diferen!as de simbolismo e metáfora nas duas línguas.
)onclui afirmando que todas as línguas s"o igualmente adequadas para todas as finalidades de
comunica!"o$ apesar das opiniões próprias dos linguistas sobre o assunto.

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