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INSTALAÇÕES TÉCNICAS 2 - ELÉTRICA

Concepção do Produto
A etapa II, denominada de concepção do produto, caracteriza o produto basicamente quanto a:
- pontos de utilização de luz e tomadas,
- Pontos de comandos (tipos) e
- quadros de cargas.
Nesta etapa são caracterizados as quantidades e valores de cargas dos P.U. nos planos da
camada de distribuição, que são os planos de LUZ, TUG’s e TUE’s.

Insumos básicos para caraterizar os PU


Para determinar a quantidade e a potência dos pontos de utilização, são necessários conhecer
vários parâmetros por pavimento e por ambiente, dentre estes citamos:

tipo de ambiente,
altura, largura e comprimento
área,
perímetro,
altura do e ao plano de trabalho,
cores das paredes,
cores dos tetos,
nível de iluminação,
tipo de lâmpadas e luminárias
Tarefas
Descrever a concepção do produto em termos de:
Determinação dos Pontos de Utilização (PU)

a) Elaborar tabelas contendo a lista de parâmetros necessários para a determinação dos PU em


cada ambiente.
b) Especificar a Quantidade e cargas de Tomadas (calculada e praticada) em cada ambiente na
forma de tabela.
c) Ajustar as Quantidades de TUG's e TUE's (praticada) em cada ambiente na forma de tabela.
d) Determinar a Carga mínima dos pontos de Luz (calculada) em cada ambiente. Os valores
praticados neste caso só serão encontrados após a realização do projeto de iluminação.
e) Explicitar os tipos de comandos (interruptores) a serem utilizados em todos os ambientes bem
como a quantidade de quadros de cargas por pavimento.
A Alocação dos PU e PC em todos os ambientes só será feita na Terceira Etapa dentro do Projeto
Legal.

Recomendações da NBR 5410/97 para o levantamento da carga de tomadas


Condições para se Estabelecer a Quantidade Mínima de Tomadas de Uso Geral (TUGs)
Cômodos ou dependências com
No mínimo uma tomada
área igual ou inferior a 6m2
Cômodos ou dependências com No mínimo uma tomada para cada 5m ou fração de perímetro,
mais de 6m2 espaçadas tão uniformemente quanto possível
Uma tomada para cada 3,5m ou fração de
Cozinhas, copas, copas-
perímetro, independente da área.
cozinhas
Uma tomada acima de cada bancada
Subsolos, varandas, garagens ou
Pelo menos uma tomada
sótãos
No mínimo uma tomada junto ao lavatório com uma distância
Banheiros
mínima de 60cm do limite do boxe
Obs: As TUGs não se destinam à ligação de equipamentos específicos e nelas quase são sempre

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ligadas aparelhos móveis ou portáteis com potência até 600 VA.
Condições para se Estabelecer a Potência Mínima de Tomadas de Uso Geral (TUGs)
Atribuir, no mínimo, 600 VA por tomada, até 3
cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de
tomadas. Atribuir 100 VA para as tomadas
serviço, lavanderias e locais semelhantes
excedentes
Demais cômodos ou dependências Atribuir, no mínimo, 100 VA por tomada.
Condições para se Estabelecer a Quantidade Mínima de Tomadas de Uso Específico (TUEs)
A quantidade de TUEs é estabelecida de acordo com o número de aparelhos de utilização, com
corrente nominal superior a 600 VA.
Obs: AS TUEs são geralmente destinadas à ligação de equipamentos fixos e estacionários, como é
o caso de chuveiros e torneiras elétricos e secadoras de roupa.
Condições para se Estabelecer a Potência de Tomadas de Uso Específico (TUEs)
Atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado.

DEFINIÇÃO DOS PU’s DE TOMADAS


Condições mínimas para definição dos PU’s:
Área ≤ 6m² = 1 tomada
Área >6m² = 1 tomada a cada 5m de perímetro ou fração.
Cozinha/área de serviço/copa
a. 3 tomadas de 600 VA
b. 1 tomada a cada 3,5m de perímetro
c. 1 tomada acima de cada bancada.
Banho: 1 tomada junto ao lavatório
Varanda, Garagem: 1 tomada
Para TUG’s ver NBR 5410 da ABNt
PAVTO AMBIENTE ÁREA PERÍMETRO TOMADAS TOMADAS
I ESTAR 20,27 16,95 4 4x100
VARANDA 14,58 7,575 1 1x100
GARAGEM 27,25 18,075 4 1x100
BANHO 3,17 6,80 1 1x100
DESPENSA 3,00 6,65 1 1x100
JANTAR 8,90 9,20 2 2x100
COZINHA 18,42 18,70 6 3x600
DESPENSA 3,00 6,65 1 1x100

II SALA+HALL+ 20,37 19,35 4 4x100


VARANDA 11,14 14,50 1 1x100
QUARTO 01 13,93 14,55 3 1x100
QUARTO 02 13,65 14,40 3 2x100
QUARTO 03 12,36 13,40 3 1x100
SUÍTE 14,70 15,80 4 3x100
BANHO 2,76 6,75 1 1x100
BANHO 01 3,54 7,35 1 1x100

Recomendações da NBR 5410 para o levantamento da carga de iluminação


Condições para se Estabelecer a Quantidade Mínima de Pontos de Luz
• Prever pelo menos um ponto de luz no teto, comandado por um interruptor de
parede.

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• Arandelas no banheiro devem estar distantes, no mínimo, 60 cm do limite do boxe.
Condições para se Estabelecer a Potência Mínima de Iluminação
A carga de iluminação é feita em função da área do cômodo da residência
Para área igual ou inferior Atribuir um mínimo de 100 VA.
a 6m2
Para área igual ou superior Atribuir um mínimo de 100 VA para os primeiros 6m2, acrescidos de 60 VA para
a 6m2 cada aumento de 4m2 inteiros.
Nota: a NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas em residencias, ficando a
decisão por conta do projetista e do cliente
CARGA DE ILUMINAÇÃO
Condições mínimas:
• Área (A) menor ou igual a 6 m², adotar carga de 100 VA
• Área (A) maior do que 6 m², adotar carga de 100 VA para os primeiros 6m² e cargas de 60
VA a cada 4 m² inteiros.
AMBIENTE ÁREA (m²) CALCULADO
1 Varanda 14,25 100 VA 220 VA
1 Garagem 27,36 100 VA 400 VA
1 Estar 19,33 100 VA 280 VA
1 Jantar 8,62 100 VA 100 VA
1 Cozinha 10,31 100 VA 160 VA
1 Área serviço 7,92 100 VA 100 VA
1 Banho 3,00 100 VA 100 VA
1 Despensa 2,87 100 VA 100 VA
2 Hall 8,00 100 VA 100 VA
2 Quarto 1 13,46 100 VA 160 VA
2 Quarto 2 13,65 100 VA 160 VA
2 Quarto 3 12,18 100 VA 160 VA
2 Quarto 4 (casal) 14,51 100 VA 220 VA
2 Banho 1 3,38 100 VA 100 VA
2 Banho 2 2,73 100 VA 100 VA
2 Sala 7,05 100 VA 100 VA
2 Varanda 10,93 100 VA 160 VA
2 Circulação 5,72 100 VA 100 VA

Etapa3
Na etapa III, ocorre o desenvolvimento do projeto propriamente dito e pode ser subdividido em
cinco estágios de desenvolvimento:
anteprojeto (Etapa3_1);
projeto legal(Etapa3_2);
projeto pré-executivo(Etapa3_3);
projeto executivo(Etapa3_4); e
projeto para produção(Etapa3_5).

O anteprojeto apresenta levantamentos e informações básicas sobre as características do local


onde será construída as instalações e de sua localização em relação à rede da concessionária de
energia elétrica. Em geral usa-se a planta de situação para representar todas as condiçõoes de
atendimento.

Para o nosso caso, ou seja para o desenvolvimento do nosso projeto didático iremos apresentar o
ante projeto com apenas a planta de situação com os elementos da primeira camada e o seu

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correspondente diagrama unifilar geral da instalação.

Demais etapas
No projeto legal, estão definidas todas as suas partes e o estudo preliminar de seu atendimento.
Isto corresponde, no caso de projeto de instalações elétricas, a definição da modalidade de ligação
e alimentação e todos os demais planos.

O pré-executivo é composto pelo desenvolvimento interativo dos diversos anteprojetos de forma a


coordenar as soluções de diferentes especialidades de projeto, visando amarrar as decisões de
especialidades e otimizar globalmente o projeto.

Durante os projetos executivo e o detalhamento, são detalhadas as soluções das especialidades


de projeto do produto que irão subsidiar a definição final dos projetos para fins de produção dos
subsistemas críticos de obra.
Durante a implementação do projeto é importante que se registre todas as modificações sofridas
no mesmo e as razões que levaram estas alterações a ocorrerem, para obtenção de uma nova
base de dados para uso em outros projetos futuros.

Para o nosso caso, levando em consideração o tempo disponível e o fim ditático, iremos
desenvolver um único projeto denominado simplesmente como Projeto de Instalações.
Tarefas

- Tarefa 1: Apresentar o Anteprojeto (contendo Carta, planta de situação e diagrama unifilar);


- Tarefa 2: desenvolver em seguida o Projeto de Instalações Elétricas definindo em planta todos os
pontos de utilização e de comandos bem como o(s) quadro(s) de Carga(s).

PROJETO DE ILUMINAÇÃO FAZER PRA PELO MENOS UM DOS CÔMODOS,


CONSIDERANDO A EXISTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO DIRETA E INDIRETA.
PARA OS DEMAIS COMODOS UTILIZAR O PROGRAMA ACIMA. SÓ É NECESSÁRIO
FAZER OS CÁLCULOS PARA AS ÁREAS DE QUARTOS, SALAS, COZINHA E
BANHO. AS DEMAIS ÁREAS FICA A CRITÉRIO DE CADA ALUNO.
Ex. Projeto de Iluminação
Tarefa: elaborar um projeto de iluminação para um ambiente escolhido da planta. Apresentar:
• parâmetros utilizados;
• esboço e layout do projeto;
• cálculos.
Obs: considerar dois tipos de iluminação utilizando um interruptor para cada tipo de iluminação.
Ambiente escolhido: sala de jantar
• comprimento: 3,77m;
• largura: 2,35m;
• hpleno: 1,80m;
• área: 8,87m²;
• cor do teto: branca;
• cor das paredes: clara;
• nível de iluminação desejável: 150lux
• tipo de iluminação: 50% direta, 50% indireta
• lâmpadas: incandescentes para luz direta, n° 3 na tabela
fluorescentes tubulares para indireta, n° 8
Para incandescentes de 60W   = 870
100W   = 1500
Para tubular de 32W   = 3500
40W   = 2550
Cálculos:
 =E.A_ [lm]

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fu.fd
Para iluminação direta:
K= H (ver tabela)
Fu=0,66 (ver tabela)
Fd=0,85 (ver tabela)
 =150x50%x8,87 = 1185,8 lm
0,66x0,85
número de lâmpadas:
• para lâmpadas de 60W: 1185,8 = 1,36  2 lâmpadas (adotado)
870
• para lâmpadas de 100: 1185,8 = 0,79  1 lâmpada
1500
Para iluminação indireta:
K= H (ver tabela)
Fu=0,16 (ver tabela)
Fd=0,60 (ver tabela)
 =150x50%x8,87 = 6929,6 lm
0,16x0,60
número de lâmpadas:
• para lâmpadas de 32W: 6929,6 = 1,97  2 lâmpadas(adotado)
3500
• para lâmpadas de 40: 6929,6 = 2,71  3 lâmpadas
2550
Características Gerais

Nível de Iluminação Lux

Tipo de Luminária:
Tipo de Lâmpada

Projetos Ilumimação Teto:

Dimensões: (usar 'ponto' para entrar com valores decimais)


Paredes:

Altura: m Largura: m Comprimento: m


Atenção: Este programa é apenas um
Caso você não receba resultados é porque para as dimensões utilizadas não se é auxílio à realização do projeto de
ainda possível realizar os cálculos neste programa. iluminação

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Etapa dos Circuitos
Projeto de Instalações Elétricas DEFINIÇÃO DOS CIRCUITOS
TUG,s, TUE's e LUZ
Tarefa1: Determinação do Número de Circuitos
DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE CIRCUITOS
Um circuito de luz e um circuito de TUG devem apresentar uma potência de referencia de 1300VA e 1800VA
respectivamebnte para a tensao nominal de 127V. Os circuitos de TUE`S devem ser exclusivos.
Numero de circuitos de luz = Somatorio da Potência praticada (instalada) de luz / 1300
Numero de circuitos de TUGs = Somatorio da Potência praticada(instalada) de tug’s / 1800
Sendo distribuidos os circuitos de luz e os circuitos de tug's para cada pavimento
TUE - cada TUE será um circuito independente
Tarefa2:: Distribuição dos Circuitos em Setores (TUG'S e LUZ)
Agrupar conjuntos de pontos de TUGs em setores.
De igual forma, agrupar conjuntos de pontos de luz em setores.

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Tarefa3: Roteamento das Tubulações
Fazer o lançamento dos eletrodutos. Aplicar a estratégia de Conquista e divisão
Não aplicar a estrategia gulosa
obs.1: Os roteamentos de LUZ, TUGs e TUE devem estar numa mesma planta baixa, abrangendo assim todos
os pontos de utilizacao.
Obs.2: Observar que uma mesma tubulacao pode atender a mais de um roteamento de tubulacoes de circuitos.
Neste caso, a tubulacao podera compartilhar em seu interior mais de um circuito.
Tarefa4: Fazer eventuais ajustes
Obs:
1. A planta deve estar sem "Lay-out" e com a demarcação dos Pilares;
2. Cada circuito só deve sair o QC uma única vez;
3. Número médio de entradas/saidas numa C.P. em Ponto de Luz no teto (3 a 5);
4. Não é desejável interruptores na mesma C.P. de tomadas;
5. Não é desejável tomada na mesma descida do interruptor;
6. Evitar formar circuitos em anel.
7. As derivações são feitas sempre numa C.P.
8. Evitar cruzamentos de tubulacoes;
9. Utilizar sempre paredes preferencialmente e respeitar os pilares;

Etapa dos Circuitos


Projeto de Instalações Elétricas DEFINIÇÃO DOS CONDUTORES
TUG,s, TUE's e LUZ
Tarefa1: Identificação dos Condutores (F, N, T e R) em cada circuito
Tarefa2: Dimensionamento dos Condutores (TUG'S, LUZ e TUE'S)
Obs.: aplicar os dois critérios: Capacidade de Corrente e Momento Elétrico.
Tarefa3: Fazer eventuais Ajustes
Obs:
1. A planta deve estar sem "Lay-out" e com a demarcação dos Pilares;
2. Cada circuito só deve sair o QC uma única vez;
3. Número médio de entradas/saidas numa C.P. em Ponto de Luz no teto (3 a 5);
4. Não é desejável interruptores na mesma C.P. de tomadas;
5. Evitar formar circuitos em anel.
6. As derivações são feitas sempre numa C.P.
Dimensionamento de Condutores

1 Critério da capacidade de corrente

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A bitola de cada circuito deve ser tal que não ocasione sobrecarga nos condutores.
Mediante a carga de cada circuito e consequentemente a corrente (i=p/v) dimensiona-se o
condutor compatível, considerando os fatores k1, k2 e k3 seguindo a tabela abaixo para a
capacidade de corrente:
S (mm2) Inst. Tipo B Inst. Tipo F

2 cond. 3 cond. 2 cond. 3 cond.


Carr. Carr. Carr. Carr.

1,5 17,5 15,5 23 19

2,5 24 21 31 26

4,0 32 28 42 36

6,0 41 36 53 46

10,0 57 50 71 62

16,0 76 68 95 83

25,0 101 89 131 114

35,0 125 110 162 143

Cálculo da bitola dos condutores:


Obs.: Todos os circuitos terão v=127 volts, com exceção dos circuitos do chuveiro elétrico
e máquina de secar.
Correções:
I’Pi [A] = IPi [A] / k1.k2
Onde:
• k1: fator de correção da corrente devido à temperatura ambiente ser diferente de
30ºC
- k2: fator de correção da corrente devido ao agrupamento de circuitos no mesmo
eletroduto
Os valores de "k1" e "k2" estão respectivamente nas tabelas 4.10 e 4.11 abaixo.
Valores de k1
Temperatura ambiente ºC Isolação PVC

20 1,12

25 1,06

30 1,00

35 0,94

40 0,87

O valor de k1 adotado será de 0,87 para uma temperatura ambiente de 40ºC.

Valores de k2

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Disposição dos cabos Número de circuitos

1 2 3 4 5

Contidos em eletrodutos 1 0,80 0,70 0,65 0,60

Camada única em parede ou piso 1 0,85 0,80 0,75 0,75

Ex.: Cálculo da capacidade de condução de corrente


Circuitos Potência Tensão Ip K1 K2 Ip’ Fio

1 1020 127 8,03 0,87 0,7 13,19 1,5

2 1400 127 11,02 0,87 0,7 18,10 2,5

3 1500 127 11,81 0,87 0,8 16,97 1,5

4 1200 127 9,45 0,87 0,7 15,52 1,5

5 1000 127 7,87 0,87 0,7 12,93 1,5

6 4400 220 20,00 0,87 0,7 32,84 6,0

7 1100 127 8,66 0,87 0,8 12,44 1,5

8 3000 220 13,64 0,87 0,8 19,59 2,5

9 900 127 7,09 0,87 1,0 8,15 1,5

10 1200 127 9,45 0,87 0,7 15,52 1,5

11 1500 127 11,81 0,87 0,8 16,97 1,5

Aliment. 18220 Ö 3x220 47,82 0,87 1 54,97 16 (B)

R.Serv. 18220 Ö 3x220 47,82 0,87 1 54,97 16 (F)


2 Critério do Momento Elétrico (ME)
Para cada circuito, calcula-se o ME considerando a distância e a carga de cada ponto.
ME [VAm] = å i=1,n Pi [VA] x di [m]
Momento Elético (ME)
condutor % Queda Tensão para 127V % Queda Tensão para 220V
2% 2%
1,5 10 526 42 108
2,5 17 546 70 180
4 28 072 112 288
6 42 108 168 432
10 70 100 280 720
16 112 288 449 152
25 175 450 701 800
35 245 630 982 520
Exemplos:
Circuito chuveiro elétrico
Potência 4400 VA
Distância 9,5 m

9
ME6 = (4400x9,5/2)
ME1 = 20900 VAm
Na tabela a seguir temos para cada circuito a corrente que o atravessa e a bitola do condutor para
os dois critérios e a bitola final praticada p/ o condutor.

Circuitos Potência ME Fio

1 1020 9295 1,5

2 1400 10300 2,5

3 1500 7100 1,5

4 1200 14400 2,5

5 1000 11000 2,5

6 4400 20900 4,0

7 1100 3300 1,5

8 3000 12000 2,5

9 900 900 1,5

10 1200 6000 1,5

11 1500 9000 1,5

EX.: Primeiro e segundo critérios


Circuito Potência (VA) IP (A) IP’ (A) Bitola 1o Bitola 2o critério Bitola Praticada (mm2)
#1 1020 8,03 13,19 1,5 1,5 1,5
#2 1400 11,02 18,10 2,5 2,5 2,5
#3 1500 11,81 16,97 1,5 1,5 1,5
#4 1200 9,45 15,52 1,5 2,5 2,5
#5 1000 7,87 12,93 1,5 2,5 2,5
#6 4400 20,00 32,84 6,0 6,0 6,0
#7 1100 8,66 12,44 1,5 1,5 1,5
#8 3000 13,64 19,59 2,5 2,5 2,5
#9 900 7,09 8,15 1,5 1,5 1,5
#10 1200 9,45 15,52 1,5 1,5 1,5
#11 1500 11,81 16,97 1,5 1,5 1,5

Condutores Neutro e terra


O condutor neutro deverá ser isolado e sua bitola igual a do condutor da fase quando esta tiver
bitola menor ou igual a 16 mm2.

O condutor terra deverá ser isolado e sua bitola igual a bitola da fase para os circuitos parciais.
Equilíbrio de Fases - Exemplo

Quando a instalação elétrica prevê para a edificação uma distribuição trifásica ou bifásica, deve-se
proceder com o equilíbrio de fases conforme sua categoria, visando uma homogeneidade de
cargas em todo o sistema. No projeto segue um esquema da distribuição de cargas nas fases
(equilíbrio de fases):

Podemos conferir o equilíbrio de fases através das tabelas abaixo:

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Circuito Potência (VA) Equilíbrio de Fases

1º Pavimento A B C

#1 1020 1020

#2 1400 1400

#3 1500 1500

#4 1200 1200

#5 1000 1000

#6 4400 2200 2200

#7 1100 1100

#8 3000 1500 1500

#9 900 900

#10 1200 1200

#11 1500 1500

TOTAL 18220 6020 6100 6100

De acordo com a norma da ESCELSA o circuito do consumidor não poderá apresentar


um desequilíbrio de potência, entre as fases, maior que 5 %.
Neste projeto tem-se: cálculo do desequilíbrio de fases.
Deseq.= 100% [(Pot. > Fase) – (Pot. < Fase) ] / (Pot. < Fase)
Deseq.= 6100-6020/6020 = 1,33%
Disjuntores
Os disjuntores termomagnéticos, do tipo quicklag, localizados no início dos circuitos
parciais, devem ser dimensionados considerando-se, tanto a capacidade do circuito,
como a capacidade do condutor, segundo a desigualdade abaixo:
Capac.Circuito (Ip’) £ Capac.Disjuntor £ Capac.condutor
A seguir os valores nominais de disjuntores (em Ampéres) no mercado:
5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50, 60, 70, 80, 100
Exemplos:
Circuito Bitola Adotada Corrente Corrente de Corrente máxima
1 1,5 17,5 13,19 15
2 2,5 24,0 18,10 20
3 1,5 17,5 16,97 15
4 2,5 24,0 15,52 20
5 2,5 24,0 12,93 15
6 6,0 41,0 32,84 35
7 1,5 17,5 12,44 15
8 2,5 24,0 19,59 20
9 1,5 17,5 8,15 10
10 1,5 17,5 15,52 15
11 1,5 17,5 16,97 15
Ramal 16,0 68,0 54,97 60

Elaboração de Projetos de Instalações Elétricas

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Dimensionamento da Primeira Camada
O dimensionamento do alimentador geral e do ramal de serviço segue as mesmas orientações feitas para
os circuitos parciais da camada de distribuição. Assim, deve-se aplicar ambos os critérios para o
dimensionamento e escolher a maior bitola fornecida pelos critérios.
Quanto ao dimensionamento do disjuntor geral, o procedimento é análogo aquele feito para os disjuntores
dos circuitos parciais.
Observe-se que a única diferença nos cálculos para a primeira camada é o fato de que utiliza-se o valor da
demanda encontrada ao invés de se utilizar da carga.
Além do dimensionamento dos condutores e disjuntores, deve-se apresentar o padrão de medição a ser
utilizado. Para isso consultar norma da ESCELSA).
Alimentador:
Calcular a Demanda
Aplicar os dois criterios de dimencionamento:
a) Ampacidade Ip'= (D/V)/(k1 . 1 . 1) para circuitos monofasico (V=127) ou bifasico (V=220)
Ip'= (D/1.732VL)/(k1 . 1 . 1) para circuitos trifasicos

b) Momento Eletrico ME = D . d (sendo d a distancia entre o QC e a medicao)


Adotar como bitola para o alimentador a maior dentre as bitolas obtidas nos dois criterios.

Ramal de Servico Aplicar os dois criterios de dimencionamento:


a) Ampacidade Ip'= (D/V)/(k1 . 1 . 1) para circuitos monofasico (V=127) ou bifasico (V=220)
Ip'= (D/1.732VL)/(k1 . 1 . 1) para circuitos trifasicos

b) Momento Eletrico ME = D . d (sendo d a distancia entre a medicao e o PD)


Adotar como bitola para o alimentador a maior dentre as bitolas obtidas nos dois criterios.
Apresentação da primeira camada
a. Modalidade de ligação
• PROVISORIA ( fornecimento para o canteiro de obra ). Depois de um certo tempo ela será uma
ligação permanente.
• TEMPORARIA ( instalações destinadas a eventos)
• DEFINITIVA ( instalações residenciais)
Obs.: Para solicitarmos uma rede elétrica a ESCELSA, devemos informar qual é o tipo da instalação
desejada.
b. Modalidade de alimentação
I. BT ( baixa tensão – RDS )
• USO INDIVIDUAL ®
o 1 fase monofásica < = 9 KVA
o 2 fases bifásica 9KVA < = 15 KVA
o 3 fases trifásica > 15 KVA

• USO COLETIVO ®
• trifásica < = 225 KVA
II. AT ( alta tensão – RDP)
Câmara de distribuição ® uso individual = 75 KVA
® uso coletivo - trifásico 225 KVA
c. Ramal de Serviço:
I) Aéreo;
II) Subterrâneo;
III) Combinação de Aéreo e Subterrâneo (usados em casos especiais como quando se tem um recuo, por
exemplo).

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2.3 Diagramas Unifilares
a) Baixa Tensão - Uso Individual

Diagrama Geral Unifilar em BT.


Por exemplo, no caso de um diagrama com duas fases, têm-se:

b) Baixa Tensão - Uso Coletivo

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Ou

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Caixa de Chave Geral

Detalhe do Barramento

c) ALTA TENSÃO

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SIMBOLOGIA

Ponto de derivação

Disjuntor termomagnético monopolar

Disjuntor termomagnético bipolar

Medidor de energia
Medição
Quadro de carga
Tubulação no teto ou parede

Tubulação no piso

Fio fase

Fio terra

Fio retorno

Fio neutro

Malha de terra
Poste de concreto
Cálculo da Demanda

Pelo conhecimento do valor da Demanda é que definimos os condutores do alimentador geral, os


condutores dos ramais de entrada e ligação e o valor da proteção geral, bem como o tipo de
fornecimento a ser entregue à instalação.

O Cálculo da Demanda (D) se procede da seguinte forma:


Seja: a - demanda de iluminação e tomadas
b - demanda de aparelhos de aquecimento
c - demanda de aparelhos de ar condicionado
então: D = a + b + c + 1,25d
Para se determinar as demandas a, b e c considera-se as seguintes condições segundo as normas
técnicas, onde Fd denota: fator de demanda.

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ILUMINAÇÃO e TOMADAS: conforme a ABNT NBR 5413
• Menor ou igual que 10 KVA: Fd = 100 %
• Maior que 10 KVA: Fd = 100 % para os primeiros 10 KVA e 35 % para os restante.

APARELHOS DE AQUECIMENTO:
Segue a tabela abaixo:
Número de Aparelhos de Fator de Demanda (%)
1 100
2 75
3 70
4 68
5 62
6 59
7 56
8 53
9 51
10 49
APARELHOS DE AR CONDICIONADO
Segue a tabela abaixo:
Número de aparelhos de Fator de Demanda
Ar Condicionado (%)

1 a 10 100

11 a 20 85
EX.:
O cálculo da demanda para uma instalação com carga de Iluminação e tomadas de 11000 VA é:
O Fator de Potência para a Iluminação e para as tomadas vale 1 até 10000 VA e para o resto vale
0,35.
a = 1 x 10000 + 1 x 0.35 = 10350 VA
O Fator de Demanda para os aparelhos de aquecimento (1 Chuveiro Elétrico, 1 Máquina Secar, 1
Ferro Elétrico, 1 Microondas e 1 Lava-louça) é 0,55.
b = (4400+3000+900+1200+1500) x 0,55
b = 6050 VA
O Fator de Demanda para os aparelhos de Ar Condicionado é 1:
c = 1200 W
Logo: D = 10350 VA + 6050 VA + 1200 VA = 17600 VA.

Concluímos então que o cálculo da demanda está entre 15 e 75 KVA, sendo portanto a modalidade
de alimentação trifásica.

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