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PREFEITURA DE BOITUVA

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LEI COMPLEMENTAR Nº 2.169/2011, DE 14 DE OUTUBRO DE 2011.

Dispõe sobre as normas e as condições para parcelamento, ocupação e uso do


solo no Município de Boituva.

ASSUNTA MARIA LABRONICI GOMES, Prefeita do Município de Boituva, Estado de São


Paulo, no uso de suas atribuições legais,

FAZ SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DE BOITUVA DECRETOU E ELA


SANCIONA E PROMULGA A SEGUINTE LEI :

CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º - Esta Lei estabelece as normas e as condições para parcelamento, ocupação e


uso do solo no Município de Boituva.

Art. 2º - Estão sujeitas às disposições desta Lei:

I. A execução de parcelamentos do solo;


II. As obras de edificações, no que se referem aos parâmetros urbanísticos
relacionados com ocupação, usos admitidos, taxa de ocupação, coeficiente de
aproveitamento, taxa de permeabilidade, áreas mínimas dos lotes, testada mínima
dos lotes, recuo frontal, saliências, marquises e área de estacionamento;
III. A localização de usos e o funcionamento de atividades.

Art. 3º - As definições dos termos técnicos utilizados nesta Lei, ressalvadas as feitas em
seu texto, são as constantes do Anexo X.

CAPÍTULO II – DO MACROZONEAMENTO E DO ZONEAMENTO

Art. 4º - O território do Município é constituído de área urbana e rural, divididas em:


Macrozona de Qualificação Urbana e Macrozona de Qualificação Rural, delimitados no Anexo –
M1 desta lei.

§ 1º - A Macrozona de Qualificação Urbana é composta por áreas dotadas de


infraestruturas, equipamentos públicos e de serviços públicos, apresentando maior
densidade construtiva e populacional que requerem uma qualificação urbanística e em
condições de atrair investimentos imobiliários privados.

§ 2º - A Macrozona de Qualificação Urbana é subdividida em:

I. Zona Induzida – Zona 1;


II. Zona Condicionada - Zona 2;
III. Zona Controlada Urbana - Zona 3.

§ 3º - A Macrozona de Uso Multifuncional Rural é composta por áreas de uso agrícola,


extrativista ou pecuário, com áreas significativas de vegetação natural, condições de
permeabilidade próximas aos índices naturais, por áreas de preservação ambiental
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formadas por reservas florestais, parques e reservas biológicas, bem como por áreas de
usos não agrícolas, como chácaras de recreio, lazer, turismo, fazendas históricas e
indústrias.

§ 4º - A Macrozona de Uso Multifuncional Rural subdivide-se em:

I. Zona Controlada Rural – Zona 4;


II. Zona de Produção Agrícola Sustentável – Zona 5.

SEÇÃO I

DA MACROZONA DE QUALIFICAÇÃO URBANA

Subseção I

Da Zona Induzida - Zona 1

Art. 5º - A Zona Induzida – Zona 1 é composta por áreas do território que requerem uma
qualificação urbanística e que têm as melhores condições de infraestrutura da cidade.

Art. 6º - A Zona Induzida – Zona 1 apresenta as seguintes características:

I. Áreas de uso misto com predominância de comércio e serviços na área central;


II. Concentração de população de alta renda, com predominância de população idosa
no centro;
III. Existência de imóveis de interesse histórico e cultural, e de imóveis não edificados,
não utilizados e subutilizados;
IV. Área seccionada pela ferrovia.

Art. 7º - Zona Induzida – Zona 1 tem como diretrizes:

I. Garantir a diversidade de usos, em especial o habitacional, restringindo os conflitos


de vizinhança;
II. Equacionar os conflitos de uso;
III. Preservar a diversidade social;
IV. Destinar áreas infraestruturadas para uso de habitação;
V. Incrementar o adensamento;
VI. Promover a ocupação de glebas e lotes vazios e de imóveis vagos e subutilizados;
VII. Promover a preservação do patrimônio histórico e arquitetônico urbano;
VIII. Respeitar os usos consolidados;
IX. Adequar a transposição da ferrovia;
X. Promover o controle da permeabilidade do solo;
XI. Estabelecer que os novos parcelamentos garantam o provimento da infraestrutura de
acordo com o impacto que sua implantação acarrete nas imediações.

Parágrafo único. Ficam enquadradas na Zona Induzida – Zona 1 os perímetros


delimitados no Anexo – M2 desta Lei.
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Subseção II

Da Zona Condicionada - Zona 2

Art. 8º - A Zona Condicionada – Zona 2 é composta por áreas com predominância de uso
misto do território com grande diversidade de padrão ocupacional.

Art. 9º - A Zona Condicionada - Zona 2 apresenta as seguintes características:

I. Fragmentação e descontinuidade do sistema viário;


II. Presença de áreas com carência de infraestrutura urbana;
III. Ocorrência de bolsões com deficiência de áreas públicas ou de equipamentos
públicos;

Art. 10 - A Zona Condicionada tem como diretrizes:

I. Recuperação urbana, social e ambiental;


II. Promover as medidas necessárias para assegurar as condições urbanísticas e
ambientais adequadas, visando equacionar os conflitos de uso e ocupação do solo;
III. Respeitar os usos consolidados;
IV. Garantir a diversidade de uso e de padrão social para atrair comércio, serviços e
atividades que gerem emprego e renda;
V. Adequar o sistema viário urbano nas regiões de morfologia fragmentada;
VI. Adequar o sistema de drenagem e promover o controle da permeabilidade do solo;
VII. Estabelecer que os novos parcelamentos garantam o provimento da infraestrutura de
acordo com o impacto que sua implantação acarretará nas imediações visando à
sustentabilidade em geral.

Parágrafo único: Ficam enquadradas na Zona Condicionada – Zona 2 os perímetros


delimitados no Anexo – M2 desta Lei.

Subseção III

Da Zona Controlada Urbana - Zona 3

Art. 11 - A Zona Controlada Urbana é composta por áreas caracterizadas por fragilidades
ambientais e pela presença de loteamentos de uso industrial.

Art. 12 - A Zona Controlada Urbana - Zona 3 apresenta as seguintes características:

I. Existência de população de baixa renda;


II. Presença de loteamentos e áreas de uso industrial;
III. Infraestrutura urbana precária;
IV. Carência de equipamentos públicos;
V. Presença de barreiras da mobilidade urbana representadas pela Rodovia Castelo
Branco – SP 280 e pela Rodovia Vicente Palma – SP 129.

Art. 13 - Na Zona Controlada Urbana – Zona 3 devem ser observadas as seguintes


diretrizes:

I. Restringir a ocupação da região como eixo de expansão;


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II. Garantir a diversidade de usos futuros para atrair comércio, serviços e atividades que
gerem trabalho e renda;
III. Adequar o crescimento à capacidade suporte da infraestrutura e dos equipamentos
públicos.
IV. Impedir a ocorrência de parcelamentos clandestinos ou irregulares;
V. Promover as medidas necessárias para assegurar as condições ambientais e
urbanísticas adequadas, voltadas à consolidação dos loteamentos industriais;
VI. Organizar o uso industrial de forma adequada à infraestrutura viária existente;
VII. Adequar a transposição das barreiras da mobilidade urbana.

Parágrafo único: Ficam enquadradas na Zona Controlada Urbana – Zona 3 os perímetros


delimitados no Anexo – M2 desta Lei.

SEÇÃO II

DA MACROZONA DE USO MULTIFUNCIONAL RURAL

Subseção I

Da Zona Controlada Rural – Zona 4

Art. 14 - A Zona Controlada Rural – Zona 4 é composta por áreas com tendências para a
expansão urbana, apresentando usos diversificados que se configuram como transição entre o
meio rural e o meio urbano.

Art. 15 - A Zona 4 contém as seguintes características:

I. Usos predominantemente rurais;


II. Grande diversidade de produção agrícola e de agroecossistemas;
III. Diversidade de solos e estrutura fundiária;
IV. Presença de pequenas e médias propriedades rurais baseadas na agricultura
familiar, com tradições culturais e estrutura produtiva diversificada;
V. Áreas de nascentes de bacias hidrográficas;
VI. Concentração de Chácaras de Recreio já consolidadas;
VII. Áreas com grande potencial turístico.

Art. 16 - Na Zona 4 devem ser observadas as seguintes diretrizes:

I. Recuperação urbana, social e ambiental;


II. Restringir a ocupação da região como eixo de expansão;
III. Promover a gestão integrada das fronteiras municipais;
IV. Garantir o provimento de infraestrutura adequada e de equipamentos públicos
compatíveis aos parcelamentos para fins urbanos a serem empreendidos;
V. Promover as medidas necessárias para assegurar as condições urbanísticas e
ambientais adequadas, visando equacionar os conflitos de uso e ocupação do solo;
VI. Respeitar os usos consolidados;
VII. Regulamentar e disciplinar novos empreendimentos que impliquem na alteração do
uso do solo rural, estabelecendo critérios e contrapartida por meio da Outorga
Onerosa de Alteração de Uso do Solo;
VIII. Impedir a ocorrência de parcelamentos clandestinos e irregulares;
IX. Promover o potencial econômico e paisagístico a partir dos atributos da região;
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X. Promover programas de geração de trabalho e renda e o acesso da população a


estas oportunidades, por meio do estímulo às atividades compatíveis com as
características e potencialidades da região;
XI. Compatibilizar o sistema viário com a malha existente e com as diretrizes viárias
estabelecidas nesta Lei;
XII. Adequar a rede de mobilidade ao deslocamento seguro e orientado;
XIII. Promover a integração dos órgãos municipais, estaduais e federais no
monitoramento das atividades rurais no sentido de garantir a integridade ambiental
da zona;
XIV. Implementar políticas integradas na gestão sustentável dos recursos hídricos,
promovendo a preservação das bacias hidrográficas;
XV. Compatibilizar o uso turístico, a preservação ambiental e o uso agrícola;
XVI. Compatibilizar o uso do solo agrícola e o meio ambiente;
XVII. Consolidar a agricultura familiar;
XVIII. Promover o associativismo e o cooperativismo;
XIX. Promover trabalhos de educação ambiental na comunidade.

Parágrafo único. Ficam enquadradas na Zona Controlada Rural os perímetros delimitados


no Anexo – M2 desta Lei.

Subseção II

Da Zona de Produção Agrícola Sustentável – Zona 5

Art. 17 - A Zona de Produção Agrícola Sustentável – Zona 5 é composta por áreas que
apresentam usos predominantemente rurais.

Art. 18 - A Zona 5, além do uso predominantemente rural, contém as seguintes


características:

I. Grande diversidade de produção agrícola e de agroecossistemas;


II. Diversidade de solos e estrutura fundiária;
III. Presença de pequenas e médias propriedades rurais baseadas na agricultura
familiar, com tradições culturais e estrutura produtiva diversificada;
IV. Áreas de nascentes de bacias hidrográficas;
V. Concentração de Chácaras de Recreio já consolidadas;
VI. Presença de áreas com potencial turístico.

Art. 19 - Na Zona 5 devem ser observadas as seguintes diretrizes:

I. Promover a recuperação social e ambiental;


II. Restringir a ocupação da região como eixo de expansão;
III. Promover a gestão integrada das fronteiras municipais;
IV. Garantir o provimento de infraestrutura adequada e de equipamentos públicos
compatíveis aos parcelamentos para fins urbanos a serem empreendidos;
V. Promover as medidas necessárias para assegurar as condições urbanísticas e
ambientais adequadas, visando equacionar os conflitos de uso e ocupação do solo;
VI. Respeitar os usos consolidados;
VII. Regulamentar e disciplinar novos empreendimentos que impliquem na alteração do
uso do solo rural, estabelecendo critérios e contrapartida por meio da Outorga
Onerosa de Alteração de Uso do Solo;
VIII. Impedir a ocorrência de parcelamentos clandestinos e irregulares;
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IX. Promover o potencial econômico e paisagístico a partir dos atributos da região;


X. Promover programas de geração de trabalho e renda e o acesso da população a
estas oportunidades, por meio do estímulo às atividades compatíveis com as
características e potencialidades da região;
XI. Compatibilizar o sistema viário com a malha existente e com as diretrizes viárias
estabelecidas nesta Lei;
XII. Adequar a rede de mobilidade ao deslocamento seguro e orientado;
XIII. Promover a integração dos órgãos municipais, estaduais e federais no
monitoramento das atividades rurais no sentido de garantir a integridade ambiental
da zona;
XIV. Programar políticas integradas na gestão sustentável dos recursos hídricos,
promovendo a preservação das bacias hidrográficas;
XV. Compatibilizar o uso turístico, a preservação ambiental e o uso agrícola;
XVI. Compatibilizar o uso do solo agrícola e o meio ambiente;
XVII. Consolidar a agricultura familiar;
XVIII. Promover o associativismo e o cooperativismo;
XIX. Promover trabalhos de educação ambiental na comunidade;

Parágrafo único. Ficam enquadradas na Zona de Produção Agrícola Sustentável os


perímetros delimitados no Anexo – M2 desta Lei.

SEÇÃO III

DAS ÁREAS DE ESPECIAIS INTERESSES

Art. 20 - As Áreas de Especiais Interesses compreendem as porções do território que


exigem tratamento especial por destacarem determinadas especificidades, cumprindo funções
especiais no planejamento e no ordenamento do território, classificando-se em:

I. Área especial de interesse ambiental;


II. Área especial de interesse industrial;
III. Área especial de interesse urbanístico;
IV. Área especial de interesse turístico;
V. Área especial de interesse social.

Art. 21 - Poderão ser criadas novas Áreas de Especiais Interesses por meio de Lei Municipal
específica.

Subseção I

Das Áreas Especiais de Interesse Ambiental

Art. 22 - As Áreas Especiais de Interesse Ambiental são porções do território destinadas a


proteger e recuperar os mananciais, nascentes e corpos d´água; a preservação de áreas com
vegetação significativa e paisagens naturais notáveis; áreas de reflorestamento e de conservação
de parques e fundos de vale.

Art. 23 - As Áreas Especiais de Interesse Ambiental estão localizadas em conformidade aos


perímetros delimitados no Anexo – M3, integrante desta Lei, e incluem também as áreas:

I. Do Parque Ecológico;
II. Da Gruta;
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III. Das imediações de aterros sanitários, num raio de 500 m (quinhentos metros) a partir
do centro geométrico da área de implantação;
IV. Dos rios, ribeirões, córregos e nascentes.

Subseção II

Das Áreas Especiais de Interesse Industrial

Art. 24 - As Áreas Especiais de Interesse Industrial são porções do território com


concentração de atividades industriais localizadas nos perímetros delimitados no Anexo – M3
desta Lei.

Art. 25 - São objetivos nas Áreas Especiais de Interesse Industrial:

I. Potencializar e controlar o uso industrial exercendo o controle ambiental;


II. Incentivar a implantação de indústrias que complementem as cadeias produtivas
locais e regionais.

Subseção III

Das Áreas Especiais de Interesse Urbanístico

Art. 26 - As Áreas Especiais de Interesse Urbanístico são porções do território


predominantemente edificadas, que, em função de sua importância histórica, paisagística e
cultural, requerem tratamento específico, ou áreas que apresentem vantagem na implantação de
algum regime urbanístico especial e estão localizadas nos perímetros delimitados no Anexo – M3
desta Lei.

Art. 27 - Os planos específicos definirão os limites e objetivos das Áreas de Especial


Interesse Urbanístico propostas ou já declaradas.

Art. 28 - Quando o especial interesse for relativo à preservação de patrimônio paisagístico,


cultural ou arquitetônico, deverão também ser fixados os parâmetros urbanísticos a vigorar na
área e especificações para o mobiliário urbano.

Subseção IV

Área Especial de Interesse Turístico

Art. 29 - As Áreas Especiais de Interesse Turístico são porções do território com


concentração de áreas que possuem potencial turístico.

Art. 30 - As Áreas Especiais de Interesse Turístico são as áreas identificadas no Anexo –


M3 desta Lei.

Art. 31 - São diretrizes para as Áreas Especiais de Interesse Turístico:

I. Promover sua identidade específica em função de sua localização geográfica;


II. Alavancar programas e projetos de geração de trabalho e renda;
III. Incentivar atividades que contribuam para o desenvolvimento técnico e social e
promovam a absorção da mão de obra residente no local;
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IV. Promover seus atrativos turísticos, como a proximidade de propriedades com


interesse histórico, o artesanato local e os produtos caseiros;
V. Promover a recuperação dos conjuntos arquitetônicos de interesse histórico e de
conservação da memória local;
VI. Incentivar o plantio de espécies vegetais floríferas ou paisagisticamente atraentes ao
longo das estradas e caminhos, incrementando o potencial dos atributos naturais e
assegurando a visibilidade e a qualidade cênica paisagística da região.

SEÇÃO IV

Das Áreas Especiais de Interesse Social

Art. 32 - As Áreas Especiais de Interesse Social são porções do território destinadas a


proporcionar condições de moradia à população de baixa renda, classificadas em AEIS 1 e AEIS
2.

Art. 33 - As áreas definidas como AEIS 1 são aquelas ocupadas por população de baixa
renda, abrangendo ocupações espontâneas, loteamentos irregulares ou clandestinos, carentes de
infraestrutura urbana e social, na qual se pretende a implementação de programas habitacionais,
podendo contemplar:

I. Reurbanização;
II. Remoção com reassentamento;
III. Regularização urbanística, física e fundiária;
IV. Recuperação de imóveis degradados;
V. Provisão de infraestrutura, equipamentos sociais e culturais;
VI. Espaços públicos qualificados, serviços e comércio de caráter local.

Parágrafo único. Ficam enquadradas como AEIS 1 os perímetros delimitados no Anexo –


M3 desta Lei.

Art. 34 - As áreas definidas como AEIS 2 são compostas por empreendimentos de iniciativa
pública ou órgão institucional, já constituídos ou em implantação, destinados às habitações de
interesse social, dotados de infraestrutura e de serviços urbanos ou que estejam recebendo
investimentos dessa natureza.

§ 1º Ficam enquadradas como AEIS 2 os perímetros delimitados no Anexo – M3 desta Lei.

§ 2º Para efeito de regularização de construções edificadas em AEIS 2 implantadas no


município até 31/12/2000, os parâmetros urbanísticos serão facultativos, desde que
respeitadas as normas dos códigos sanitário e de obras.

Art. 35 - Poderão ser criadas novas Áreas Especiais de Interesse Social classificadas como
1ou 2 por meio de Lei Municipal específica.

Art. 36 - Poderão solicitar a delimitação de novas Áreas Especiais de Interesse Social dos
tipos 1 ou 2:

I. Poder Executivo;
II. Poder Legislativo;
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III. Associações Habitacionais;


IV. Associações de moradores de áreas passíveis de delimitação que estejam
devidamente constituídas;
V. Proprietários de áreas passíveis de delimitação, a serem destinadas a AEIS 2.

Art. 37 - Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a regularizar os assentamentos em


AEIS 1, cujas ocupações não apresentem riscos ou, quando couber, reassentar a população
moradora em outras áreas.

Art. 38 - O empreendimento destinado a regularizar loteamentos, favelas e ocupações de


áreas públicas ou privadas, deverá ser precedido de Plano de Urbanização Específica de
Interesse Social.

Art. 39 - O Plano de Urbanização para cada Área Especial de Interesse Social - AEIS, será
estabelecido por Decreto do Poder Executivo Municipal após manifestação do CONDEPLAN
deverá prever:

I. Índices e parâmetros urbanísticos para o parcelamento, uso e ocupação do solo,


respeitadas as normas básicas estabelecidas nesta Lei;
II. Forma de participação da população na implementação e gestão das intervenções
previstas;
III. Fontes de recursos para a implementação das intervenções;
IV. Plano de ação social que envolva a qualificação profissional, a geração de renda e o
resgate da cidadania.

§ 1º Deverão ser constituídos em todas as AEIS, Conselhos Gestores compostos por


representantes dos atuais ou futuros moradores e do Poder Executivo, que deverão
participar de todas as etapas do Plano de Urbanização e de sua implementação.

§ 2º Os proprietários de lotes ou glebas e as entidades representativas dos moradores de


AEIS poderão apresentar ao Executivo propostas ao Plano de Urbanização de que trata
este artigo.

§ 3º Para a implementação dos Planos de Urbanização das AEIS poderão ser utilizados
recursos do Fundo Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, com parecer do
CONDEPLAN.

Art. 40 - O Plano de Urbanização Específica de Interesse Social deverá possibilitar:

I. A preservação, no que couber, das características locais dos assentamentos,


garantidas as exigências técnicas mínimas necessárias à execução de unidades
habitacionais, da infraestrutura básica e circulação de pedestres e veículos;
II. A regularização urbanística, física e fundiária;
III. A garantia da participação efetiva da comunidade envolvida e o usufruto da
valorização urbanística.
IV. Recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP).

Art. 41 - O Plano de Urbanização Específica de Interesse Social deverá definir e


estabelecer, no mínimo, os seguintes parâmetros técnicos:

I. Dimensão da moradia, do lote mínimo e do lote padrão, em função da especificidade


da ocupação já existente;
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II. Larguras, declividades e dimensionamento das vias de circulação internas do


assentamento, garantindo a circulação de veículos, de transporte coletivo e de carga
em pelo menos uma via, com distância compatível para acesso dos moradores;
III. Dimensionamento das áreas públicas;
IV. Índices e parâmetros urbanísticos de ocupação do solo.

Art. 42 - Não serão objeto de regularização em AEIS 1 ou parte delas, áreas que
apresentem as seguintes características, devidamente comprovadas por laudo técnico:

I. Impróprias à urbanização;
II. Onde o nível de poluição impeça as condições sanitárias satisfatórias, até a
eliminação dos agentes poluentes;
III. Risco geotécnico.
IV. Que ocupe Área de Preservação Permanente (APP).

Parágrafo único. As ocupações descritas nos incisos anteriores deverão ser objeto de um
Plano de Urbanização Específica de Interesse Social, em que as situações de risco sejam
superadas por meio da remoção e relocação da população que deverá ter um atendimento
habitacional adequado, ou pela execução de obras necessárias para eliminar o risco.

Art. 43- No caso de assentamentos já existentes até a publicação desta Lei, em áreas não
edificantes ao longo de corpos d’água, quando não houver a possibilidade de relocação da
população residente para outra área, será admitida a regularização desde que:

I. Sejam realizadas obras para adequação do sistema de drenagem;


II. Seja atestado por meio de Laudo Técnico que o assentamento e as áreas à
montante e à jusante não sejam prejudicados por inundações, alagamentos ou
enchentes após a urbanização;
III. A presença do assentamento não acarrete danos ambientais.

CAPÍTULO III - DO PARCELAMENTO DO SOLO

SEÇÃO I - Disposições Preliminares

Art. 44 - O parcelamento do solo pode ser feito por meio de loteamento ou


desmembramento.

§ 1º - O parcelamento do solo será urbano, quando localizado na macrozona de


qualificação urbana, e rural quando localizado na macrozona de uso multifuncional rural.

§ 2º - Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação que


implique a abertura, o prolongamento, a modificação ou a ampliação de vias de circulação
ou de logradouros públicos.

§ 3º - Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a


edificação, com aproveitamento do sistema viário existente, que não implique a abertura
de novas vias e logradouros públicos, nem o prolongamento, a modificação ou a ampliação
dos existentes.

§ 4º - O Módulo fiscal mínimo para parcelamento rural é de 20.000m².


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Art. 45 - Não é permitido o parcelamento do solo em terrenos:

I. Alagadiços ou sujeitos a inundações, antes de serem tomadas providências que


assegurem o escoamento das águas;
II. Que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem prévio
saneamento;
III. Naturais com declividade superior a 47% (quarenta e sete por cento);
IV. Em que seja tecnicamente comprovado que as condições geológicas não
aconselham a edificação;
V. Contíguos a mananciais, cursos d'água, represas e demais recursos hídricos, sem a
prévia manifestação dos órgãos competentes;
VI. Contíguos a outros loteamentos fechados ou condomínios, cujo uso seja destinado a
outro loteamento fechado ou condomínio (LF1, LF2, R4 e R5), exceto para os demais
usos.
VII. Em que a poluição impeça a existência de condições sanitárias suportáveis, até a
correção do problema.

§ 1º - No caso de parcelamento de glebas com declividade de 30% (trinta por cento) a 47%
(quarenta e sete por cento) e glebas em que haja áreas de risco geológico e/ou de
contaminação, será permitido o parcelamento desde que o projeto respectivo seja
acompanhado de laudo geotécnico da área, declaração do responsável técnico de que é
viável edificar-se no local, com as respectivas anotações de responsabilidade técnica.

§ 2º - Para permitir o parcelamento em áreas contíguas (inciso VI deste artigo), a distância


mínima entre o novo parcelamento e os existentes será:

a. Zero metro quando a soma das testadas dos parcelamentos contíguos


mais antigos e do parcelamento proposto for inferior ou igual a 700
metros, com obrigatoriedade de implantação de faixa de imóveis de
forma aberta (não inclusa na área fechada do parcelamento) em todas
as faces que divisam com logradouro público;
b. 500 metros quando a soma das testadas dos parcelamentos contíguos
mais antigos com a do parcelamento proposto for superior a 700
metros, com obrigatoriedade de implantação de faixa de imóveis de
forma aberta (não inclusa na área fechada do parcelamento) em todas
as faces que divisam com logradouro público.

Art. 46 - Os parcelamentos devem atender às seguintes condições:

I. Nos parcelamentos realizados ao longo de águas correntes ou dormentes, é


obrigatória a reserva, em cada lado, a partir da margem, de faixa não edificante, com
largura mínima de 15,00 m (quinze metros) e máxima de 30,00 m (trinta metros),
sendo obrigatória a implantação de via pública de circulação de veículos com largura
definida pelo anexo II ou por via de pedestre com largura mínima de 4,00m (quatro
metros), devidamente pavimentada, com escoamento de águas pluviais e iluminada,
em todo seu perímetro;
II. As áreas verdes/sistemas de lazer deverão ser isoladas dos lotes do loteamento, por
via pública de circulação de veículos com largura definida pelo anexo II ou por via de
pedestre com largura mínima de 4,00m (quatro metros), devidamente pavimentada,
com escoamento de águas pluviais e iluminada, devendo estar no caso da via de
pedestre, interligada em suas extremidades ao restante do sistema viário;
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III. O plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas


locais, observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à
insolação dos lotes;
IV. As vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com
as vias adjacentes oficiais, existentes ou projetadas, e harmonizadas com a
topografia local, sendo que na ocorrência de barreiras físicas deverá ser implantado
o dispositivo de retorno, tipo “cul de sac”.
V. Só poderão ser aprovados loteamentos de interesse social cujos lotes tenham
declividade inferior a 25%.
VI. Nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias e
ferrovias, deve-se observar a reserva de faixa não edificante de 15,00 m (quinze
metros) de largura de cada lado das faixas de domínio;
VII. Nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas, é
obrigatória a reserva, em cada lado, a partir de sua margem, de faixa de segurança
não edificante, cujas dimensões serão estabelecidas pelo Executivo, até o máximo
de 15,00 m (quinze metros) de largura.

Parágrafo único - As áreas não edificantes devem ser identificadas na planta de


aprovação do parcelamento e deverão constar no contrato de compra e venda dos lotes
(contrato padrão).

Art. 47 – Para todos os parcelamentos propostos, assim como para a instalação de


condomínios deitados e horizontais deverá ser emitido laudo ambiental expedido pela Secretaria
Municipal de Meio Ambiente, no qual deverá conter as características da gleba e as
recomendações para manutenção e recuperação ambiental, necessários.

Art. 48 – Em todos os loteamentos fechados e condomínios residenciais enquadrados nas


categorias R5 e LF2 é obrigatória a implantação de faixa de imóveis de forma aberta (não inclusa
na área fechada do parcelamento) em todas as faces que divisam com logradouro público.

Art. 49 - No prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da aprovação do projeto
de parcelamento, deve o interessado protocolizá-lo em cartório de registro de imóveis, sob pena
de caducidade.

SEÇÃO II - Do Loteamento

Art. 50 - Nos loteamentos, é obrigatória a transferência ao Município de, no mínimo, 35%


(trinta e cinco por cento) da gleba, para instalação equipamentos urbanos e de serviços públicos,
sistema de circulação e espaços livres de uso público.

§ 1º - O percentual que deve ser destinado a equipamentos urbanos e de serviços públicos


e a espaços livres de uso público é de, no mínimo, 5% para áreas verdes, 5% para sistema
de lazer, 5% para áreas institucionais, que deverão ser calculados de acordo com as
normas previstas no parágrafo 11.

I. Áreas institucionais são as áreas destinadas à instalação de equipamentos urbanos,


equipamentos de serviços públicos e logradouros públicos.
II. Áreas Verdes/Sistema de Lazer são os espaços livres de uso público, de regime
jurídico especial assim definidos:

a. Áreas Verdes são áreas com restrição de uso, onde a prioridade é a


manutenção e restauração florestal, sendo nelas computadas as áreas
de reserva; áreas de preservação permanente; áreas florestais com
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impedimentos legais, podendo, mediante prévio licenciamento


ambiental, contemplar trilhas ecoturísticas; ciclovias; pequenos parques
de lazer, excluídos parques temáticos ou similares; acesso e travessia
aos corpos d'água; mirantes; mesas e bancos; rampa de lançamento
de barcos e pequenos ancoradouros;
b. Sistemas de Lazer são áreas previstas ao uso público podendo
incorporar as áreas verdes exigidas pelo Poder Público Municipal,
praças, áreas permeáveis de lazer, esporte, pequenas construções, tais
como: sanitários; coretos; quadras esportivas; churrasqueiras;
pequenos depósitos de material de limpeza; pomares e áreas de
vegetação exótica, sendo vedadas, contudo, incorporações de faixas
não edificantes sob linha de alta tensão, ao longo de faixas de domínio
de rodovias, ferrovias e canteiros entre avenidas e calçadas.

§ 2º - Equipamentos urbanos são os equipamentos públicos destinados a


abastecimento de água, serviço de esgotos, energia elétrica, coleta de águas pluviais, rede
telefônica, gás canalizado e rede de hidrantes.

§ 3º - Equipamentos de serviços públicos são os equipamentos públicos destinados


à educação, saúde, cultura, esporte, lazer e segurança.

§ 4º - Sistema de circulação são as vias necessárias ao tráfego de veículos e


pedestres.

§ 5º - Espaços livres de uso público são as áreas verdes, sistemas de lazer e os


similares.

§ 6º - Deve ser analisado no momento da apresentação do anteprojeto de


parcelamento, com fundamento em parecer técnico, a conveniência da localização das
vias principais, das áreas destinadas a equipamentos urbanos e de serviços públicos e dos
espaços livres de uso público.

§ 7º - Para loteamentos onde os parâmetros urbanísticos sejam mais restritivos que


os determinados para a zona em que se encontra, o loteador deverá fornecer o “contrato
padrão” à prefeitura, para análise de conformidade no que diz respeito a normas de
parcelamento, construção e uso.

§ 8º - Para os loteamentos que tenham personalidade jurídica, poderá ser firmado


convênio entre este e a prefeitura quando da aprovação dos projetos arquitetônicos dos
imóveis.

§ 9º - Não são aceitas no cálculo do percentual de terrenos a serem transferidos as


áreas:

I. Não parceláveis e não edificante previstas nos artigos 45 e 46;


II. Relativas às faixas de servidão ao longo das linhas de transmissão de energia
elétrica.

§ 10 - As áreas previstas no inciso I do parágrafo anterior podem ser transferidas,


caso haja justificado interesse público de ordem ambiental, sendo computada, para efeito
do cálculo do percentual, apenas metade de sua área.
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§ 11 - As áreas transferidas ao Município devem ter, no mínimo, 15,00m (quinze


metros) de frente para logradouro público e acesso direto às vias de circulação de
veículos.

I. Deverá prever áreas institucionais e sistemas de lazer (áreas verdes), na seguinte


proporção, considerando-se no mínimo 3,5 habitantes por unidade;

a. 5,00m² (cinco metros quadrados) por pessoa, no caso de sistema de


lazer/área verde;
b. 8,00m² (oito metros quadrados) por pessoa, no caso de área
institucional que deverá preferencialmente ser disposta em um bloco
único, ou até no máximo três partes.

II. Para efeito do cálculo de sistemas de lazer e áreas institucionais, somente serão
computadas as áreas que possam conter um círculo com raio de 10,00 m (dez
metros) para os sistemas de lazer e um círculo com raio de 15,00 m (quinze metros)
para as áreas institucionais, medidos nas suas menores larguras, salvo quando
algumas dessas áreas sejam contíguas entre elas ou com relação a qualquer parcela
de terra pertencente ao poder público, hipótese em que, a critério da Administração,
poderá ser dispensada tal obrigatoriedade;
III. As áreas institucionais deverão ter declividade inferior a 25%;
IV. Somente poderão ser computadas, para efeito de sistema de lazer, áreas com
declividades não superiores a 30% (trinta por cento), sendo aceito projeto de
terraplenagem para adequação à norma.

§ 12 - As áreas destinadas a equipamentos urbanos e de serviços públicos, a


sistema de circulação e a espaços livres de uso público devem constar no projeto de
loteamento e no memorial descritivo.

§ 13 - No ato do registro do loteamento, passam a integrar o domínio do Município as


áreas a que se refere o parágrafo anterior, devendo a municipalidade providenciar junto ao
cartório de registro de imóveis as respectivas matrículas das áreas no prazo máximo de
um ano, contado registro do loteamento.

§ 14 - Os loteamentos destinados ao uso industrial cujos lotes forem maiores do que


15.000 m² (quinze mil metros quadrados), a percentagem definida no caput poderá ter até
30% de área institucional incorporada fora do seu perímetro, em locais onde haja carência
de espaços públicos destinados à implantação de equipamentos urbanos e comunitários.

§ 15 - Nos loteamentos fechados, 65% (sessenta e cinco por cento) da área


institucional, no mínimo, sobre a qual não incidirá permissão de uso, deverá estar situada
externamente ao perímetro do fechamento do loteamento, porém contígua ao mesmo.

Art. 51 – Nenhuma quadra poderá ser implantada na divisa do loteamento, salvo nos
casos onde a quadra a implantar, venha completar as quadras de loteamentos já aprovados e/ou
implantados anteriormente a vigência desta lei, visando evitar fundo de lotes para as ruas.
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SEÇÃO III - Do Sistema Viário dos Loteamentos

Art. 52 - As vias públicas dos loteamentos são classificadas como:

I. De ligação regional;
II. Arterial;
III. Coletora;
IV. Local;
V. Mista;
VI. De pedestres;
VII. Ciclovia.

§ 1º - Entende-se por:
I. De ligação regional a via - ou trecho - com função de fazer a ligação com municípios
vizinhos, com acesso às vias lindeiras devidamente sinalizado;
II. Arterial a via - ou trecho - com significativo volume de tráfego, utilizada nos
deslocamentos urbanos de maior distância, com acesso às vias lindeiras
devidamente sinalizado;
III. Coletora a via - ou trecho - com função de permitir a circulação de veículos entre as
vias arteriais ou de ligação regional e as vias locais;
IV. Local a via - ou trecho - de baixo volume de tráfego, com função de possibilitar o
acesso direto às edificações;
V. Mista a via - ou trecho - destinada à circulação de pedestres e ao lazer, de baixo
volume de circulação de veículos, na qual a entrada de veículos de carga aconteça
apenas eventualmente;
VI. De pedestres, a via destinada à circulação de pedestres;
VII. Ciclovia a via ou pista lateral, fisicamente separada de outras vias, destinada
exclusivamente ao trânsito de bicicletas.

§ 2º - Compõem as vias públicas os espaços destinados à circulação de pedestres e de


veículos.

Art. 53 - O sistema viário dos loteamentos deve obedecer às características e diretrizes


definidas no Anexo II.
§ 1º - O ato de aprovação do projeto de loteamento deve estabelecer a classificação das
vias.

§ 2º - O proprietário de gleba cujo acesso ao sistema viário somente possa ser feito
através de terreno de propriedade pública pode parcelá-la, correndo por sua conta os ônus
da construção do referido acesso, cabendo ao Executivo a definição da localização, da
geometria e a classificação da via de acesso, com anuência prévia do CONDEPLAN.

SEÇÃO IV - Do Desmembramento

Art. 54 – Desmembramento é a subdivisão de glebas em lotes destinados à edificação,


com aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique a abertura de novas vias
e logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes.

Parágrafo único. Entende-se como sistema viário existente aquele provido de


infraestrutura básica constituída pelos equipamentos urbanos de escoamento das águas
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pluviais, iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água potável,


energia elétrica pública e domiciliar.

Art. 55 – Os desmembramentos farão a transferência de área ao Município de acordo com


as seguintes normas:

§ 1º - A transferência prevista no caput não se aplica às glebas com área inferior a 3000m²
(três mil metros quadrados).

§ 2º - Áreas com até 10.000m² (dez mil metros quadrados), para fins residenciais deverá
transferir 5% da gleba para áreas institucionais e/ou sistemas de lazer/áreas verdes.

§ 3º - Áreas acima de 10.000m² (dez mil metros quadrados) deverá prever áreas
institucionais e sistemas de lazer/áreas verdes, na seguinte proporção, considerando-se
3,5 pessoas por unidade habitacional:

I. 8,00m2 (oito metros quadrados) por pessoa, no caso de sistema de lazer/área


verde;
II. 4,00m2 (quatro metros quadrados) por pessoa, no caso de área institucional.

§ 4º - No caso de glebas com até 10.000m² (dez mil metros quadrados), é facultado
converter a transferência prevista no artigo anterior em pagamento em espécie, recolhida
ao Fundo Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

§ 5º - O valor da conversão prevista no parágrafo anterior é calculado de acordo com a


Planta de Valores Imobiliários utilizada para cálculo do Imposto sobre Transmissão Inter
Vivos de Bens Imóveis - ITBI.

§ 6º - Aplicam-se à transferência prevista no caput as disposições do art. 50, § 9º, 10 e 12.

Art. 56 – A elaboração do projeto de desmembramento será precedida pela fixação de


diretrizes por parte da Prefeitura, a pedido do interessado.

§ 1º - Aplicam-se ao processo de desmembramento os parágrafos 1. ° ao 5.° do artigo 71.

§ 2º - Para análise do projeto de desmembramento deverá ser apresentado os seguintes


documentos:

I. Requerimento solicitando a aprovação;


II. Cópia atualizada da matrícula do imóvel;
III. ART ou RRT do responsável técnico;
IV. Projeto em formato A3 ou superior e memorial descritivo, ambos em 3 (três) vias,
assinados pelos proprietários e pelo profissional responsável contendo no mínimo:

a. Situação atual do imóvel e situação pretendida;


b. Número da ART ou RRT;
c. Inscrição cadastral do imóvel se houver;
d. Indicação e descrição das áreas a doar ao município se aplicável;

§ 3º - O prazo para aprovação ou indeferimento do projeto de desmembramento será de


até 20 (vinte) dias úteis a partir da entrada do projeto e até 10 (dez) dias úteis após
atendimento de comunique-se.
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Art. 57 – Após aprovado o projeto de desmembramento pela prefeitura, o proprietário


deverá realizar a averbação junto ao cartório de registro de imóveis dentro de 180 (cento e
oitenta) dias, após o que, deverá ser apresentada a matrícula à divisão de cadastro para
efetivação da alteração.

Parágrafo único – O não cumprimento do prazo implicará na caducidade da aprovação.

SEÇÃO V – Do Desdobro e Unificação

Art. 58 – Desdobro é a divisão de lote, oriundo de parcelamento aprovado ou regularizado,


com frente para rua oficial já existente, não implicando na abertura de novas vias e nem no
prolongamento das vias já existentes.

Art. 59 – Os desdobros dos lotes não estão sujeitos à transferência de percentual ao


Município.

Art. 60 – Para análise do projeto de desdobro ou unificação deverá ser apresentado os


seguintes documentos:

I. Requerimento solicitando a aprovação;


II. Cópia atualizada da matrícula do imóvel;
III. ART ou RRT do responsável técnico;
IV. Cópia do espelho do IPTU dos imóveis;
V. Projeto em formato A3 ou superior e memorial descritivo, ambos em 3 (três) vias,
assinados pelos proprietários e pelo profissional responsável contendo no mínimo:

a. Situação atual do imóvel e situação pretendida;


b. Número da ART ou RRT;
c. Inscrição cadastral do imóvel;

Parágrafo único – O prazo para aprovação ou indeferimento do projeto de desdobro ou


unificação será de até 20 (vinte) dias úteis a partir da entrada do projeto e até 10 (dez) dias
úteis após atendimento de comunique-se.

Art. 61 – O resultado do desdobro deverá obedecer aos parâmetros urbanísticos de sua


zona de ocupação.

Parágrafo único - Nos casos em que, o desdobro resulte área inferior à mínima prevista
nos parâmetros urbanísticos, este só será permitido se destinado a unificação de lote
vizinho, acompanhado da solicitação da unificação.

Art. 62 – No caso de loteamentos aprovados e implantados anteriores a 20/07/2007, cuja


aprovação admitiu o uso de fossa séptica como sistema de esgotamento sanitário, poderá ser
aprovado o desdobro desde que a área mínima do lote resultante seja de 500m² (quinhentos
metros quadrados).

Art. 63 – Após aprovado o projeto de desdobro ou unificação pela prefeitura, o proprietário


deverá realizar a averbação junto ao cartório de registro de imóveis dentro de 180 (cento e
oitenta) dias, após o que, deverá ser apresentada a matrícula à divisão de cadastro para
efetivação da alteração.

Parágrafo único – O não cumprimento do prazo implicará na caducidade da aprovação.


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SEÇÃO VI - Dos Condomínios

Art. 64 – As modalidades de condomínio são:

I. Condomínio deitado é aquele que se estabelece na construção de casas térreas e/ou


assobradadas, em lote de terreno com acesso por via pública municipal ou estradas
estaduais, no perímetro urbano, e em conformidade com o disposto na alínea A do
artigo 8.º da Lei Federal no 4.591, de 16 de dezembro de 1964 e suas alterações
posteriores, referindo-se a conjuntos de residências de construções e não a lotes de
terrenos, não estabelecendo, portanto, o parcelamento do solo.
II. Condomínio horizontal é o condomínio formado por um ou mais edifícios com mais
de dois pavimentos.

Art. 65 – Os condomínios farão a transferência de área ao Município de acordo com as


seguintes normas:

§ 1º - A transferência prevista no caput não se aplica às glebas ou lotes com área inferior a
3000m² (três mil metros quadrados);

§ 2º - Áreas com até 20.000m² (vinte mil metros quadrados), para fins residenciais que não
tiverem sido objeto de loteamento anterior e dele não tenha resultado prévia doação de
área pública deverão transferir 5% da gleba para áreas institucionais ou sistemas de lazer
ou áreas verdes localizados fora da área condominial;

§ 3º - Áreas acima de 20.000m² (vinte mil metros quadrados) deverá prever áreas
institucionais e sistemas de lazer ou áreas verdes, na seguinte proporção, considerando-se
3,5 pessoas por unidade autônoma habitacional:

I. 8,00m2 (oito metros quadrados) por pessoa, no caso de sistema de lazer ou área
verde, sendo facultada a instalação fora da área condominial;
II. 4,00m2 (quatro metros quadrados) por pessoa, no caso de área institucional,
devendo estar obrigatoriamente localizada fora da área condominial;

Art. 66 – Os condomínios residenciais deitados poderão ser implantados, de acordo com o


enquadramento de uso, cujo terreno:

I. Tenha área inferior a 20.000m² (vinte mil metros quadrados);


II. Tenha área superior a 20.000 m² (vinte mil metros quadrados), com testada máxima
de 200m;
III. Não introduza obstáculo à continuidade do sistema viário público existente ou
projetado.

§ 1º - Áreas superiores a 20.000 m² (vinte mil metros quadrados) que apresentarem


características de confinamento por obstáculos físicos podem ser objeto de implantação
previsto no caput, desde que haja parecer prévio e favorável do CONDEPLAN.

§ 2º - As áreas de preservação permanente ou faixas não edificantes, eventualmente


existentes na gleba onde se pretende implantar o condomínio deitado, não serão
computadas para o cálculo da área máxima prevista no caput deste artigo e seus incisos.

Art. 67 – Os projetos para implantação do condomínio residencial deitado deverão atender


as condições a seguir:
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I. As casas constituirão as unidades autônomas, do conjunto de residências, nas quais


estarão incluídas as áreas destinadas à utilização exclusiva das unidades, tais como,
jardim, quintal ou estacionamento;
II. O conjunto de residências deverá ser fechado, cercado ou murado, de modo que as
vias internas de comunicação convirjam para uma via pública, através de portões de
entrada ou outro dispositivo;
III. A testada dos terrenos para as vias internas não deverá ser menor que 7,0m (sete
metros);
IV. A área mínima de terreno da unidade autônoma deverá ser de 140m2 (cento e
quarenta metros quadrados);
V. Deverão ser adotados taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento para a
unidade autônoma conforme anexo IV:
VI. O gabarito máximo das edificações deverá ser de dois (02) pavimentos, excluído da
garagem situada no nível da rua;
VII. A apresentação, pelo requerente, de documento expedido pelo órgão responsável
pelos serviços de água e esgoto, aprovando as plantas das redes de abastecimento
de água e coleta e tratamento de esgoto para as casas, e assegurando a instalação
dessas redes;
VIII. As construções térreas ou assobradadas dos condomínios deitados deverão ter no
mínimo 60,00m² (sessenta metros quadrados) na construção principal.
IX. Deverão ser adotados os recuos da zona em que se situam para o conjunto de
construções.
§ 2º O leito carroçável das vias internas para circulação de veículos deverão ser
executadas com, no mínimo, 7,0m de largura para terrenos com área total de até
10.000m², e no mínimo 8,00m (oito metros) de largura para os demais casos.

§ 3º As vias para circulação de pedestres deverão ser executadas com largura mínima de
2,00m (dois metros);

§ 4º Quaisquer construções internas no terreno deverão respeitar o recuo frontal mínimo


de 3,00m (três metros), exceto subsolo, garagens, guaritas e piscinas.

§ 5º Deverão ser executados projeto e construção de área verde de no mínimo 5% da área


total.

§ 6º Poderão ser utilizados os sistemas de lazer dos condomínios deitados para


edificações destinadas ao lazer, de uso comum limitados aos coeficientes de
aproveitamento e taxas de ocupação para a zona em que se situam excetuadas as áreas
verdes de proteção permanente.

§ 7º Poderão ser implantados condomínios deitados contíguos, desde que cada um deles
seja dotado de acesso por via pública diversa.

§ 8º Só serão permitidos os condomínios deitados, nos locais servidos de toda infra-


estrutura básica ou naqueles em que o empreendedor executar, às suas expensas, as
eventuais obras faltantes.

§ 9º - O Código de Obras definirá as diretrizes construtivas e arquitetônicas relativas à


implantação do condomínio.

Art. 68 - Compete exclusivamente aos condomínios, com relação as suas áreas internas:

I. Coleta de lixo;
II. Manutenção da infraestrutura;
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III. Instalação de equipamentos de prevenção e combate a incêndios, conforme projeto


previamente aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

Art. 69 - Serão também permitidos os condomínios industriais, comerciais e especiais,


cujas regulamentações serão feitas por leis específicas.

Parágrafo Único. Entende-se por condomínio especial aquele que tenha por objetivo a
exploração do turismo, agregando áreas recreativas e esportivas, servidas de unidades
habitacionais destinadas a abrigar os seus usuários, de forma a dar suporte ao
empreendimento.

Art. 70 – A elaboração do projeto de condomínio residencial será precedida pela fixação


de diretrizes por parte da Prefeitura, a pedido do interessado.

§ 1º - Aplicam-se ao processo de condomínio residencial deitado os parágrafos 1° ao 5° do


artigo 71.

§ 2º - Para análise do projeto de implantação de condomínio residencial deitado deverá ser


apresentado os seguintes documentos:

I. Requerimento solicitando a aprovação;


II. Cópia atualizada da matrícula do imóvel;
III. ART ou RRT do responsável técnico;
I. Cópia da planta urbanística, 2 (duas) vias, contendo no mínimo:

a. Implantação das unidades autônomas;


b. Localização e dimensionamento de áreas institucionais, áreas verdes e
sistemas de lazer se aplicável e de acordo com artigo 65;
c. Largura das vias;
d. Soluções de acessibilidade;
e. Local para acondicionamento de resíduos sólidos (no caso de
condomínios e loteamentos fechados).

II. Memorial descritivo e justificativo do empreendimento em 2 vias, contendo as


restrições relativas aos parâmetros urbanísticos e do uso e da ocupação do solo, se
previstas.

§ 3º - O prazo para aprovação ou indeferimento do projeto de implantação de condomínio


residencial deitado será de até 30 (trinta) dias úteis a partir da entrada do projeto e até 10
(dez) dias úteis após atendimento de comunique-se.

§ 4° - Após a aprovação do projeto de implantação de condomínio deitado, deverá ser


aprovado o projeto de construção das unidades autônomas, obedecendo a procedimentos
e normas específicas do departamento competente;

SEÇÃO VII - Da Aprovação de Projetos de Urbanização

Art. 71 – O processo de aprovação de parcelamentos e condomínios seguirá os


procedimentos e prazos definidos nesta seção.

§ 1° - Solicitação de viabilidade de implantação do empreendimento, para qual o


interessado deverá fornecer:
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I. Cópia simples da matrícula do imóvel;


II. Localização da gleba, objeto do empreendimento, identificada no mapa do município.

§ 2° - Solicitação das diretrizes para parcelamento ou implantação de condomínio, para o


qual o interessado deverá fornecer:

I. Localização da gleba georreferenciada;


II. Matrícula atualizada do imóvel;
III. Planta da gleba que se pretende parcelar ou implantar condomínio, contendo:

a. Suas divisas geometricamente definidas de acordo com as normas


técnicas oficiais vigentes;
b. Localização dos cursos d'água e nascentes;
c. localização de rodovias, ferrovias, linhas de transmissão de energia
elétrica, redes de telefonia, dutos e demais instalações e suas
respectivas faixas de domínio ou servidão;
d. localização das áreas arborizadas e das construções existentes;
e. Altimetria da gleba, com delimitação das áreas com declividade entre
30% (trinta por cento) e 47% (quarenta e sete por cento) e superior a
esta última.

§ 3° - Nas diretrizes o Executivo indicará:

I. Informação básica para parcelamento ou condomínio, compreendendo:

a. Tipo de uso predominante a que o parcelamento se destina;


b. Parâmetros urbanísticos ou rurais de uso e ocupação;
c. Percentuais destinados a equipamentos urbanos, equipamentos de
serviços públicos e espaços livres de uso público;
d. Infraestrutura necessária para a implantação de loteamento ou
condomínio residencial deitado: vias de circulação, água potável,
esgoto sanitário coletado, afastado e tratado (não se admitirá dentro da
área urbana a solução de esgoto por meio de fossa séptica e poço
absorvente), energia elétrica, captação e destino para águas pluviais,
rede telefônica, gás canalizado, rede de hidrantes, arborização das vias
e áreas verdes, local adequado para acondicionamento do lixo gerado
pelo empreendimento, emplacamento de ruas, demarcação dos lotes
com piquetes de concreto e serviço de correios.

II. Laudo previsto no artigo 47;

§ 4º - O pedido de diretrizes para o projeto de parcelamento ou implantação de condomínio


será analisado e expedido no prazo de até 20 (vinte) dias úteis.

§ 5° - As diretrizes terão validade de dois anos a partir da data de emissão, não


prorrogáveis.

§ 6° - Análise do anteprojeto de parcelamento, para o qual o interessado deverá fornecer:

III. Cópia da planta urbanística, 2 (duas) vias, contendo no mínimo:

a. Distribuição dos lotes;


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b. Localização e dimensionamento de áreas institucionais, áreas verdes e


sistemas de lazer;
c. Sistema viário proposto com classificação, características geométricas
e perfis das vias de circulação e sua articulação com a rede viária do
Município;
d. Soluções de acessibilidade;
e. Local para acondicionamento de resíduos sólidos (no caso de
condomínios e loteamentos fechados).

IV. Memorial descritivo e justificativo do empreendimento em 2 vias, contendo as


restrições relativas aos parâmetros urbanísticos e do uso e da ocupação do solo, se
previstas.

§ 7° - A análise do anteprojeto de parcelamento será realizada no prazo de até 40


(quarenta) dias úteis, onde passará pela apreciação das secretarias municipais de
Planejamento, Meio Ambiente, Trânsito; Obras e outras que se julgar necessário;

§ 8° - A aprovação do anteprojeto terá validade de dois anos contados a partir da data de


emissão das diretrizes, não prorrogáveis.

§ 9° - Para emissão da pré-aprovação do loteamento, o interessado deverá fornecer ao


Executivo os seguintes documentos:

I. Requerimento solicitando aprovação;


II. Cópia da matrícula do Imóvel, com certidão negativa de ônus;
III. Projetos com memorial descritivo, ART ou RRT específicas vinculadas ao projeto e
devidamente assinadas e recolhidas:

a. Urbanístico em 5 cópias;
b. Drenagem de águas pluviais em 3 cópias;
c. Perfil longitudinal e transversal das vias, terraplanagem com indicação
em planta das áreas de corte e aterro em 3 cópias;
d. Dimensionamento de pavimentação das vias em 3 cópias;
e. Energia elétrica em 3 vias;
f. Arborização das vias e áreas verdes em 3 vias;
g. Rede de hidrantes em 3 vias.

IV. Carta de Diretrizes de empreendimentos imobiliários da concessionária local de


águas e esgoto;
V. Cópia da proposta do contrato padrão.

§ 10 - Tendo sido atendidas as diretrizes fixadas no parágrafo anterior o Executivo poderá


emitir a pré-aprovação do parcelamento e da certidão de conformidade para
encaminhamento ao GRAPROHAB - Grupo de Análise e Aprovação de Projetos
Habitacionais.

§ 11 - A análise do projeto de parcelamento para GRAPROHAB será realizada no prazo de


até 40 (quarenta) dias úteis onde passará pela apreciação das secretarias municipais de
Planejamento, Meio Ambiente, Trânsito, Obras e outras que se julgar necessário;

§ 12 - A Pré Aprovação para GRAPROHAB terá validade de dois anos, prorrogáveis por
no máximo dois anos;
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§ 13 - Após a aprovação do empreendimento junto ao GRAPROHAB, o loteador deverá


solicitar a aprovação final do projeto do loteamento, apresentando:

I. Xerox do Comprovante taxa municipal de aprovação de loteamento paga ou 1ª


Parcela;
II. Matrícula Atualizada do imóvel;
III. Cópia do certificado de aprovação e termo de compromisso emitido pelo
GRAPROHAB;
IV. Projeto urbanístico aprovado no GRAPROHAB, no mínimo em 2 vias (uma ficará
retida);
V. ART ou RRT dos projetos (Caso tenha sofrido alteração após a pré-aprovação);
VI. Cópia da carta de diretrizes da SABESP, caso o projeto tenha sofrido alteração ou a
carta de diretrizes tenha perdido a validade;
VII. 02 vias do perfil longitudinal e transversal das vias, terraplanagem com indicação em
planta das áreas de corte e aterro;
VIII. 02 vias do projeto de dimensionamento de pavimentação das vias (asfalto, blocos,
lajotas, paralelepípedos), contendo espessura das camadas;
IX. 02 vias do projeto de drenagem de águas pluviais;
X. 03 vias do projeto de arborização e áreas verdes;
XI. 02 vias do Projeto de sistema de distribuição de água;
XII. 02 vias do Projeto da rede de Hidrantes;
XIII. 02 vias do Projeto de sistema de esgotamento sanitário;
XIV. 02 vias do Projeto de energia elétrica e iluminação pública;
XV. Arquivos digitais em formato .DWG de todos os projetos solicitados acima;
XVI. Cronograma físico financeiro das obras de infraestrutura;
XVII. 03 orçamentos da infraestrutura geral, realizados por 03 empresas diferentes da
região, assinados e com firma reconhecida;
XVIII. 03 orçamentos valor de venda dos lotes, realizados por corretores com situação
regular junto ao CRECI, assinados e com firma reconhecida;
XIX. Forma que será realizada a garantia hipotecária e caso seja em lotes, relação dos
lotes a serem caucionados;
XX. 02 vias do memorial descritivo dos lotes e das áreas públicas;

§ 14 – Aprovado o projeto de loteamento ou de desmembramento, o loteador deverá


submetê-lo ao registro imobiliário dentro de 180 (cento e oitenta) dias, sob pena de
caducidade da aprovação.

Art. 72 - Aprovado o loteamento ou a sua modificação, deverá ser expedido Alvará de


Urbanização, com prazo de validade de 4 (quatro) anos - que respeitará o máximo previsto na Lei
n.º 6.766/79 - a ser fixado levando-se em conta a extensão do cronograma das obras de
urbanização.

§ 1º - O cronograma de execução de obras terá duração máxima de dois anos, sendo que:

I. No primeiro ano serão executadas, obrigatoriamente, vias de circulação, água


potável, energia elétrica, iluminação pública, esgoto sanitário (quando exigível), rede
de hidrantes, telefonia e rede de gás;
II. No segundo ano, obrigatoriamente, guias e sarjetas, galerias de águas pluviais,
pavimentação, arborização, emplacamento com denominação das vias, sinalização
de trânsito vertical e horizontal das vias públicas.
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§ 2º - O prazo previsto no caput inicia-se na data do registro do projeto de parcelamento no


cartório de registro de imóveis.

Art. 73 - A execução das obras constantes do projeto de loteamento deve ser garantida
pelo depósito, confiado ao Município, do valor a elas correspondente, da seguinte forma:

I. Em dinheiro;
II. Em títulos da dívida pública municipal;
III. Por fiança bancária e/ou seguro-garantia;
IV. Por vinculação a imóvel, no município ou municípios limítrofes a Boituva, devendo
ser apresentada um mínimo de três avaliações imobiliárias, realizadas por corretores
credenciados ao CRECI, sendo que ao menos uma deve ser realizada por corretor
inscrito no município de Boituva.

§ 1º - Cumprido o cronograma de obras, o depósito poderá ser restituído, até o máximo de


70% (setenta por cento), no momento da liberação do loteamento, depois de feita vistoria
pelas concessionárias de água, esgoto e energia elétrica.

§ 2º - A critério do Executivo, o depósito previsto no caput pode ser liberado parcialmente à


medida que as obras de urbanização forem executadas e recebidas pelas concessionárias
de água, esgoto e energia, respeitado o limite previsto no parágrafo primeiro.

§ 3º - O restante do depósito poderá ser restituído 1 (um) ano após a liberação do


loteamento, a partir da data de emissão do Termo de Recebimento Provisório conforme
disposto no caput, mediante nova vistoria e emissão do Termo Final de Verificação de
Obras - TFVO.

§ 4° - Não será aceita a caução por meio de fração ide al de imóvel.

CAPÍTULO IV - DA OCUPAÇÃO DO SOLO

SEÇÃO I - Disposições Preliminares

Art. 74 - Podem ser construídas edificações em lote ou conjuntos de lotes que atendam
uma das seguintes condições:

I. Fazer parte de parcelamento aprovado;


II. Ter existência, anterior a 19 de dezembro de 1979, comprovada por meio de
documentos, como registro em cartório, escritura ou contrato de compra e venda.

Parágrafo único - Para que neles seja admitida a edificação, os lotes previstos no inciso II
devem ter frente mínima de 5,00 m (cinco metros), voltada para logradouro público
aprovado.

Art. 75 – Para efeito da ordenação de parcelamento, uso e ocupação do solo, a Área do


Município de Boituva subdivide-se em zonas de uso, conforme anexo III.

Art. 76 - Os parâmetros urbanísticos previstos no art. 2º, inciso II, são os definidos neste
Capítulo e no anexo IV.
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Parágrafo único – A taxa de ocupação para a Rua Coronel Eugênio Motta tem valor de
1,00 e a Taxa de Permeabilidade é de 0%, ficando os demais parâmetros de acordo com a
zona em que se situa.

SEÇÃO II - Dos Parâmetros Urbanísticos

Subseção I - Do Coeficiente de Aproveitamento

Art. 77 - O potencial construtivo é calculado mediante a multiplicação da área total do


terreno pelo Coeficiente de Aproveitamento – CA, da zona em que se situa, subdividindo-se em
Coeficiente de Aproveitamento Básico – CAB e Coeficiente de Aproveitamento Máximo – CAM.

§ 1º - Coeficiente de Aproveitamento Básico – CAB é a relação entre a área edificável


básica e a área do terreno;

§ 2º – Coeficiente de Aproveitamento Máximo – CAM é o fator pelo qual a área do lote


deve ser multiplicada para se obter a área máxima de edificação permitida nesse mesmo
lote, mediante a aplicação dos instrumentos da Outorga Onerosa do Direito de Construir
ou da Transferência do Direito de Construir;

§ 3º – Os valores dos CAs são os previstos no Anexo IV.

Art. 78 - Não são computadas, para efeito de cálculo do CA, as áreas destinadas a
estacionamento de veículos, exceto se situada em edifícios-garagem.

Subseção II - Da Taxa de Ocupação


.
Art. 79 - Taxa de Ocupação – TO, é a relação entre a área de projeção horizontal da
edificação e a área do terreno.

§ 1º - As TOs máximas são as definidas no Anexo IV.

§ 2º - Não são computadas no cálculo da taxa de ocupação as áreas de projeção de


jardineiras, marquises e beirais das construções, até um metro de largura.

Subseção III - Da Taxa de Permeabilidade


.
Art. 80 - Considera-se taxa de permeabilidade - TP, a área descoberta e permeável do
terreno, em relação a sua área total, dotada ou não de vegetação, que contribua para o equilíbrio
climático e propicie alívio para o sistema público de drenagem urbana.

Parágrafo único - A taxa de permeabilidade mínima é a definida no Anexo IV.

Subseção IV - Do Recuo Frontal

Art. 81 - O recuo frontal mínimo das edificações é equivalente a uma distância fixa contada
do alinhamento do terreno, conforme parâmetros urbanísticos definidos no Anexo IV.

§ 1. º - Para terrenos com alinhamento não perpendicular às laterais, o recuo frontal


mínimo será o definido pela zona em que se situa na maior distância não podendo ser
inferior a 1,5 m na menor distância.
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§ 2. º - no caso de lotes de esquina, o recuo frontal deverá ser aplicado em relação ao


principal acesso da edificação, devendo na testada secundária respeitar o recuo mínimo
de 1,50m em toda extensão do alinhamento.

§ 3º - Nos lotes com frente para duas ou mais vias, exceto os de esquina, deverão ser
adotados os seguintes recuos:
I. Para lotes com profundidade menor ou igual a 37,50m deverá ser obedecido o recuo
frontal mínimo estabelecido no anexo IV para o alinhamento principal, e 50% do
recuo previsto para a zona em que se situa nos demais alinhamentos;
II. Para lotes com profundidade maior que 37,50m deverá ser obedecido o recuo frontal
mínimo estabelecido no anexo IV para todos os alinhamentos.
§ 4º - Toda edificação de até 2 (dois) pavimentos com altura total máxima 7,00m (sete
metros), contados da diferença de nível entre o piso do pavimento térreo e a laje de
cobertura do segundo pavimento, deverá ser obedecido o recuo frontal mínimo
estabelecido no anexo IV, ficando dispensada de recuo lateral ou de fundo, desde que não
haja abertura comunicando-se com o exterior da edificação.

§ 5. º - Edificações com mais de 2 (dois) pavimentos com altura total máxima acima de
7,00m (sete metros), contados da diferença de nível entre o piso do pavimento térreo e a
laje de cobertura do segundo pavimento, deverá obedecer aos seguintes recuos mínimos:
I. Recuo frontal: deverá obedecer ao disposto no ANEXO IV;
II. Recuos laterais e de fundos até o 2.º pavimento: ficam dispensados, desde que não
haja abertura comunicando-se com o exterior do prédio;
III. No 3.º pavimento o recuo será de 1,50m nas laterais e nos fundos.
IV. Recuo lateral e de fundos a partir do 4.º pavimento: será dado pela seguinte fórmula:
RM=H/10 + 1,50m, onde RM é recuo mínimo e H é altura da edificação medida a
partir do piso do 4.º pavimento;
§ 6º - Obras complementares que podem ocupar as faixas dos recuos obrigatórios e não
são consideradas no cálculo do coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação
estabelecidas, não são indenizáveis, obedecidos os determinados parâmetros serão os
seguintes:
I. Abrigo para automóvel desmontável com pé direito mínimo de 2,30m e 50 % da faixa
de recuo;
II. Abrigo para lixo com 6m² de área de área máxima de ocupação do recuo;
III. Abrigo para portão com pé direito mínimo de 2,50m, com projeção máxima de 1 m
além do alinhamento do lote
IV. Bilheteria, portaria e guaritas, pé direito mínimo 2,70 e 15% da faixa de recuo;
V. Caixa eletrônico 15m² de área máxima de ocupação na faixa de recuo;
VI. Casa de máquina isolada 3m² de área máxima de ocupação na faixa de recuo;
VII. Churrasqueira, estufa e quiosque, pé direito mínimo de 2,30 e 8,00m² área máxima
de ocupação na faixa de recuo;
VIII. Passagem coberta e cobertura para tanque pé direito mínimo de 2,30m e 9,00m² de
área máxima de ocupação do recuo;
IX. Pérgula com pé direito mínimo de 2,20m sendo 2/3 da área vazada;
X. Abrigo para gás e medidores, cabine de força, caixa d’água, chaminé e torre isolada
de acordo com normas específicas;
XI. Jardineiras, marquises e beirais das construções, até um metro de largura

§ 7º - Entende-se por abrigo desmontável qualquer cobertura realizada em estrutura de


madeira, metálica ou materiais semelhantes, cuja retirada seja realizada rapidamente;
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§ 8º - Poderão ser ocupadas com obras complementares conforme previsto no parágrafo


6.º deste artigo somente 50% da faixa de recuo.

§ 9° - O recuo frontal na zona induzida – ZOI passa a adotar o critério da proporcionalidade


dos imóveis existentes em cada logradouro público, prevalecendo a exigência de recuo onde a
quantidade de imóveis recuados for superior ou igual a 50% dos imóveis já edificados, dispensado
o recuo para os demais casos.

Subseção V - Das Áreas de Estacionamento

Art. 82 - O número mínimo de vagas destinadas a estacionamento de veículos é calculado


segundo o disposto no Anexo V.

Parágrafo único - Ficam excluídas da exigência contida neste artigo:

I. as habitações unifamiliares;
II. a unidade não residencial com área de até 60 m² (sessenta metros quadrados),
situada em terreno onde exista, além dela, somente uma edificação de uso
residencial;

Art. 83 - Devem dispor de pista de acumulação interna, junto à entrada e ao nível do


logradouro, de acordo com o Anexo VI, os acessos a:

I. edificações de uso não residencial com mais de 60 (sessenta) vagas de


estacionamento;
II. edificações de uso misto com mais de 60 (sessenta) vagas de estacionamento,
excluídas as relativas à parte residencial;
III. estacionamentos de veículos abertos ao público;
IV. edifícios-garagem.

Parágrafo único - O cálculo do número de vagas previsto nos incisos I e II é feito de


acordo com o previsto no artigo anterior.

Art. 84 – Os estabelecimentos enquadrados nos usos CS e I1, acima de 500m² de área


construída, deverão ter espaço para parada e estacionamento de veículos de carga com
quantidade de vagas compatível com as necessidades de cada estabelecimento, de modo a
poder realizar no interior do imóvel todas as operações de estacionamento, carga e descarga.

Parágrafo único – Os estabelecimentos acima deverão ter seu projeto de estacionamento


e de acesso de veículos ao terreno, analisado e aprovado pelo órgão competente da
prefeitura.

SEÇÃO IIl - Dos Projetos Geotécnicos

Art. 85 - Deve ser anexada ao projeto arquitetônico de edificação a ser aprovado pelo
Executivo a anotação de responsabilidade técnica de projeto geotécnico junto ao CREA no caso
de terrenos que, em função dos serviços de terraplenagem, tenham taludes de corte, de aterro ou
mistos com altura superior a 4,00 m (quatro metros).

Parágrafo único - O procedimento referido no caput também é obrigatório quando constar


da informação básica uma das seguintes situações:
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I. ocorrência de várzeas ou de solo sujeito a recalque;


II. ocupação de áreas junto a córregos que possam ser inundadas;
III. ocorrência de condições que aconselhem restrições à ocupação.

CAPÍTULO V - DOS USOS

Seção I - Da Classificação dos Usos e das atividades

Art. 86 – Para os efeitos desta Lei e de sua regulamentação, os diversos usos urbanos
são classificados segundo seus requisitos de localização, nas diversas zonas, e seu potencial de
gerar conflitos de vizinhança, sendo instituídos conforme anexos VII e VIII.

§ 1º - Os loteamentos estritamente residenciais e os loteamentos estritamente industriais


que já estejam consolidados, ficam excluídos dessa condição, desde que os usos pré-
estabelecidos não tenham sido alterados.

§ 2º - Para enquadramento das atividades econômicas exercidas por pessoas jurídicas, no


município de Boituva, a Administração Municipal passará a adotar como classificação
padronizada de atividades a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE,
oficializada através da Resolução 01, de 25 de junho de 1998, da Comissão Nacional de
Classificação Econômica – CONCLA, órgão colegiado vinculado ao Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão;

§ 3º - Para o deferimento da viabilidade de instalação das atividades econômicas no


município de Boituva, deverão ser observadas as disposições do anexo IX.

§ 4º - O deferimento da viabilidade de instalação das atividades econômicas geradoras de


ruídos não suspende a obrigatoriedade de atendimento a qualquer norma legal que
discipline a geração de ruídos.

§ 5º - Para o enquadramento dos diversos usos das categorias deste artigo, junto à área
do entorno do aeroporto, deverão ser observadas as normas e restrições ao uso do solo
nas áreas definidas pela Lei Municipal n° 1.406/200 1 de 27 de novembro de 2001 e
previsões da Portaria n.º 1.141/GM5, de 08 de dezembro de 1987, do Ministério da
Aeronáutica e suas eventuais alterações.

§ 6º - A licença para instalar usos UE está condicionada à aprovação de Estudo de


Impacto de Vizinhança – EIV e Estudo de Impacto Ambiental – EIA.

§ 7º - Em todos os lotes com divisas junto a vias que constituem limites de zonas, são
permitidos os usos da zona menos restritiva, obedecidos os parâmetros urbanísticos
definidos para a zona onde estão localizados.

I. Considera-se a profundidade máxima de 50,00 m a partir da testada do imóvel,


sendo vedado o acesso através de outras vias que não aquela que estabelece o
limite entre zonas, exceto no caso de se tratar de terreno de esquina que poderá ter
acesso também pela rua lateral.
II. O dispositivo mencionado no §7º deste artigo, não se aplica em vias que
estabelecem limites com zonas ZI, CCI, ZCRL e ZIE.
III. Em glebas cuja área esteja contida em mais de uma zona de uso poderá ser adotado
o uso da zona menos restritiva, desde que mais de 50% da gleba esteja contida em
tal zona.
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IV. Nos Corredores de Comércio e Indústria poderá ser admitido para o uso residencial
os índices urbanísticos da zona limítrofe.

§ 8º - O uso UI será permitido em todo o território do município, observados os Anexos VII


e VIII, sendo respeitados os parâmetros urbanísticos das respectivas zonas de ocupação
em que serão instalados.

§ 9° - Fica deferida a viabilidade de instalação, em toda área de ocupação do município, do


profissional que exercer atividade econômica própria sem personalidade jurídica
específica, nos termos do parágrafo único do artigo 966 da Lei n.º 10.406/2002 (Código
Civil) e suas alterações posteriores, devidamente registrado e regulamentado em seu
órgão de classe (profissionais liberais), desde que no local objeto da instalação a atividade
seja desenvolvida somente pelo profissional, não sendo aceito o agrupamento de vários
profissionais, situação em que deverão ser enquadrados nos demais casos da legislação.

CAPÍTULO VI – DAS PENALIDADES

SEÇÃO I – Disposições Gerais

Art. 87 – O processo administrativo relativo à infração pelo descumprimento do disposto


nesta Lei deve ser feito, no que não contrarie o nela previsto, com os mesmos prazos e as formas
aplicáveis pelo descumprimento do Código de Obras.

§ 1º - A infração ao disposto nesta Lei implica a aplicação de penalidades ao agente que


lhe der causa, nos termos deste Capítulo.

§ 2º - O infrator de qualquer preceito desta Lei deve ser previamente notificado,


pessoalmente ou mediante via postal com aviso de recebimento, para regularizar a
situação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, salvo nos casos de prazo menor fixados
neste Capítulo.

Art. 88 – Em caso de reincidência, o valor da multa previsto nas seções seguintes será
progressivamente aumentado, acrescentando-se ao último valor aplicado o valor básico
respectivo.

§ 1º - Para os fins desta Lei, considera-se reincidência:

I. O cometimento, pela mesma pessoa física ou jurídica, de nova infração da mesma


natureza, em relação ao mesmo estabelecimento ou atividade;
II. A persistência no descumprimento da Lei, apesar de já punido pela mesma infração.

§ 2º - O pagamento da multa não implica regularização da situação nem obsta nova


notificação em 30 (trinta) dias, caso permaneça a irregularidade.

§ 3º - A multa será automaticamente lançada a cada 30 (trinta) dias, até que o interessado
solicite vistoria para comprovar a regularização da situação.

Art. 89 – A aplicação das penalidades previstas neste Capítulo não obsta a iniciativa do
Executivo em promover a ação judicial necessária para a demolição da obra irregular, nos termos
do Código de Processo Civil.

SEÇÃO II – Das Penalidades por Infrações a Normas de Parcelamento


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Art. 90 – A realização de parcelamento sem aprovação do Executivo enseja a notificação


do seu proprietário ou de qualquer de seus responsáveis para paralisar imediatamente as obras,
ficando ainda obrigado a entrar com o processo de regularização do empreendimento nos 5
(cinco) dias úteis seguintes.

§ 1º - Em caso de descumprimento de qualquer das obrigações previstas no caput, o


notificado fica sujeito, sucessivamente, a:

I. pagamento de multa, no valor equivalente a 100 (cem) UFMs – Unidades Fiscais do


Município – por metro quadrado do parcelamento irregular;
II. embargo da obra, caso a mesma continue após a aplicação da multa, com
apreensão das máquinas, equipamentos e veículos em uso no local das obras;
III. multa diária no valor equivalente a 300 (trezentas) UFMs, em caso de
descumprimento do embargo.

§ 2º - Caso o parcelamento esteja concluído e não seja cumprida a obrigação prevista no


caput, o notificado fica sujeito, sucessivamente, a:

I. pagamento de multa no valor equivalente a 100 (cem) UFMs por metro quadrado do
parcelamento irregular;
II. interdição do local;
III. multa diária no valor equivalente a 300 (trezentas) UFMs, em caso de
descumprimento da interdição.

Art. 91 – A falta de registro do parcelamento do solo enseja a notificação do proprietário


para que dê entrada ao processo junto ao cartório competente nos 5 (cinco) dias úteis seguintes.

Parágrafo único – Em caso de descumprimento da obrigação prevista no caput, o


notificado fica sujeito, sucessivamente, a:

I. pagamento de multa, no valor equivalente a 150 (cento e cinqüenta) UFMs por metro
quadrado do parcelamento irregular;
II. embargo da obra ou interdição do local, conforme o caso, e aplicação simultânea de
multa diária equivalente a 200 (duzentas) UFMs.

Art. 92 – A não conclusão da urbanização no prazo de validade fixado para o Alvará de


Urbanização sujeita o proprietário do parcelamento ao pagamento de multa no valor equivalente a
5.000 (cinco mil) UFMs por mês, ou fração, de atraso.

SEÇÃO III – Das Penalidades por Infrações a Normas de Edificação

Art. 93 – O acréscimo irregular de área em relação ao coeficiente de aproveitamento


sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa, calculada multiplicando-se o valor do
metro quadrado do terreno pelo número de metros quadrados acrescido e dividindo-se o produto
por dez vezes o índice do respectivo CA.

§ 1º - Se a área irregularmente acrescida se situar em cobertura, será o valor da multa


aumentado em 50% (cinqüenta por cento).

§ 2º - O valor do metro quadrado do terreno deve ser definido conforme a Planta de


Valores Imobiliários utilizada para o cálculo do ITBI.
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Art. 94 - A construção de mais unidades que o permitido sujeita o proprietário da


edificação a multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de cada unidade
acrescida, apurado conforme os critérios utilizados para cálculo do ITBI.

Art. 95 – A desobediência aos parâmetros mínimos referentes às taxas de ocupação e de


permeabilidade sujeita o proprietário do imóvel ao pagamento de multa no valor equivalente a
1.000 (mil) UFMs por metro quadrado, ou fração, de área irregular.

Art. 96 – A invasão dos recuos frontais estabelecidos nesta Lei sujeita o proprietário do
imóvel ao pagamento de multa no valor equivalente a 250 (duzentas e cinqüenta) UFMs por metro
quadrado, ou fração, de área invadida, calculado a partir da limitação imposta.

Art. 97 – A construção de edificação sem a aprovação do projeto arquitetônico sujeita o


proprietário, cumulativamente, a:

I. multa no valor equivalente a 1 (uma) UFM por metro quadrado, ou fração, de área
edificada;
II. embargo da obra ou interdição da edificação, até que seja regularizada.

Parágrafo único – A aplicação das penalidades previstas no caput não elide a aplicação
das penalidades por desrespeito aos parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei.

Art. 98 - A execução de área de estacionamento em desconformidade com o disposto


nesta Lei implica o pagamento de multa no valor equivalente a 1.000 (mil) UFMs por vaga a
menos, no caso de número de vagas inferior ao exigido por esta Lei.

SEÇÃO IV – Das Penalidades por Infrações a Normas de Localização de Usos


e de Funcionamento de Atividades

Art. 99 – O funcionamento de estabelecimento em desconformidade com os preceitos


desta Lei enseja a notificação para o encerramento das atividades irregulares em 10 (dez) dias.

§ 1º - O descumprimento da obrigação referida no caput implica:

I. pagamento de multa diária no valor equivalente a 250 UFMs;


II. interdição do estabelecimento ou da atividade, após 5 (cinco) dias de incidência da
multa.

§ 2º - O valor da multa diária referida no parágrafo anterior é acrescido do valor básico:

I. a cada 30 (trinta) dias de incidência daquela, caso não tenha havido interdição;
II. a cada 5 (cinco) dias, por descumprimento da interdição.

§ 3º - No caso de atividade poluente, assim considerada pela lei ambiental, é cumulativa


com a aplicação da primeira multa a apreensão ou a interdição da fonte poluidora.

§ 4º - Para as atividades em que haja perigo iminente, enquanto este persistir, o valor da
multa diária é equivalente a 3000 (três mil) UFMs, podendo a interdição se dar de imediato,
cumulativamente com a multa.

§ 5º - Para os fins deste artigo, entende-se por perigo iminente a ocorrência de situações
em que se coloque em risco a vida ou a segurança de pessoas, meio ambiente,
patrimônio, demonstradas no auto de infração respectivo.
PREFEITURA DE BOITUVA
- ESTADO DE SÃO PAULO -
Av. Tancredo Neves, n° 01 – CEP 18550-000 – BOITUVA (SP) – Tel. 3363.8800
Site: http://www.boituva.sp.gov.br - e-mail:secretaria@boituva.sp.gov.br

SEÇÃO V – Da Penalidade Aplicável às Demais Infrações

Art. 100 – Pelo descumprimento de outros preceitos desta Lei não especificados nas
seções anteriores, o infrator deve ser punido com multa no valor equivalente a 500 (quinhentas)
UFMs.

CAPÍTULO VII – DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 101 – São partes integrantes desta Lei:


a. Anexo I – Mapas;
b. Anexo II – Tabela de Características Geométricas das Vias;
c. Anexo III – Tabela de Ocupação do Solo;
d. Anexo IV – Tabela de Parâmetros Urbanísticos;
e. Anexo V – Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento;
f. Anexo VI – Tabela de Faixa de Acumulação de Veículos;
g. Anexo VII – Tabela de Classificação dos Usos;
h. Anexo VIII – Definição e Classificação de Níveis de Impacto
i. Anexo IX – Classificação das atividades econômicas;
j. Anexo X – Glossário.

Art. 102 – O zoneamento somente será revisto, mediante lei específica, de 4 (quatro) em 4
(quatro) anos, a partir da primeira revisão, que será feita em 2015.

Art. 103 – Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogando as disposições
em contrário, especialmente:

Lei complementar n. º 1781/2007, de 20 de junho de 2007.


Lei complementar n. º 1819/2007, de 28 de novembro de 2007.
Lei complementar n. º 1834/2008, de 05 de março de 2008.
Lei complementar n. º 1916/2008, de 11 de novembro de 2008.
Lei complementar n. º 2020/2009, de 10 de dezembro de 2009.
Lei complementar n. º 2080/2010, de 01 de setembro de 2010.
Lei complementar n. º 2086/2010, de 01 de outubro de 2010.

CAPÍTULO VIII – DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS


Art. 104 - No prazo de 12 (doze) meses, contados da data da vigência desta Lei, o
Executivo deve encaminhar à Câmara Municipal projeto de lei contendo o Código de Obras,
observadas as diretrizes do Plano Diretor e desta Lei.

Art. 105 - No prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da data da publicação desta Lei,
devem ser estabelecidos em decreto:

I. As normas complementares para os procedimentos gerais e de rotinas e


especificações técnicas para apresentação de projetos de parcelamento e edificação;
II. Os critérios para numeração de lotes;
III. Os critérios para garantias da execução de projetos de parcelamento e da sua
fiscalização.

Art. 106 - Serão estabelecidos por decreto os prazos de:


PREFEITURA DE BOITUVA
- ESTADO DE SÃO PAULO -
Av. Tancredo Neves, n° 01 – CEP 18550-000 – BOITUVA (SP) – Tel. 3363.8800
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I. Elaboração de laudo de liberação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente;

Prefeitura de Boituva, em 14 de outubro de 2011.

Assunta Maria Labronici Gomes


Prefeita Municipal

Publicada na Secretaria da Prefeitura na data supra.

Maria Lúcia Ramos


Secretária
(Divisão de Secretaria)
PREFEITURA DE BOITUVA
- ESTADO DE SÃO PAULO -
Av. Tancredo Neves, n° 01 – CEP 18550-000 – BOITUVA (SP) – Tel. 3363.8800
Site: http://www.boituva.sp.gov.br - e-mail:secretaria@boituva.sp.gov.br

ANEXO I
MAPAS
Prefeitura de Boituva
Lei de Parcelamento, ocupação e
uso do solo
Legenda
Perímetro urbano
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