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Lenda da Iara

A Lenda da Iara, também conhecida como Lenda da Mãe d’água, faz parte do folclore brasileiro. Trata-se de uma
estória de origem indígena, oriunda da região amazônica, localizada no norte do País.
Iara ou Yara, do indígena Iuara, significa “aquela que mora nas águas”. É uma sereia (metade mulher, metade peixe)
que vive nas águas amazônicas.
Com longos cabelos pretos e olhos castanhos, a sereia Iara emite uma melodia que atrai os homens, os quais ficam
rendidos e hipnotizados com seu canto e sua voz doce.
A história da lenda da sereia Iara

A história da Iara conta que ela é dona de uma beleza invejável. Reza a lenda que os irmãos sentiam inveja de Iara,
também considerada corajosa guerreira e, por isso, resolvem matá-la.
Todavia, no momento do embate, pelo fato de possuir habilidades guerreiras, Iara consegue inverter a situação e
acaba matando seus irmãos.
Diante disso, com muito medo da punição de seu pai, o pajé da tribo, Iara resolve fugir, mas seu pai consegue
encontrá-la. Como castigo pela morte dos irmãos, ele resolve lançá-la ao rio.
Os peixes do rio resolvem salvar a bela jovem transformando-a na sereia Iara. Desde então, Iara habita os rios
amazônicos conquistando homens e depois levando-os ao fundo do rio, os quais morrem afogados.
Acredita-se que se o homem consegue escapar dos encantos de Iara ele fica louco, num estado de torpor e somente
um pajé poderá curá-lo.

Frevo

O frevo é uma dança folclórica típica do carnaval de rua do Brasil.


É uma das principais danças tradicionais brasileiras e uma das manifestações culturais mais conhecidas na região
nordeste do país. Merece destaque no carnaval pernambucano, sobretudo, nas cidades de Olinda e Recife.
Essa dança popular foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007.
Em 2012, o frevo foi incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela
Organização das Nações Unidas (Unesco).
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Origem e História do Frevo
O frevo tem origem no século XIX na cidade de Recife, em Pernambuco. Foi decorrência da rivalidade entre as
bandas militares e os escravos que tinham se tornado livres.
A palavra frevo surge como uma corruptela do verbo ferver (“frever”), isso porque o frevo é uma dança frenética, de
ritmo muito acelerado.
O povo dançando frevo em Recife (PE) em 1947. Fotografias de Pierre Verger
O contexto histórico em que essa expressão cultural despontou era igualmente frenético em termos políticos e
sociais. Vivia-se o pós-abolicionismo, enquanto surgia uma nova classe operária.
Por possuir um grande valor cultural, dia 09 de fevereiro é comemorado o Dia do Frevo.

Características do Frevo
 presença de música e dança;
 música tocada por instrumentos de sopro;
 ritmo acelerado;
 movimentos acrobáticos;
 inserção de elementos de outras danças folclóricas;
 inserção de elementos da capoeira;
 figurinos coloridos e o utilização de pequenas sombrinhas.

O frevo caracteriza-se por ser uma marchinha acelerada ao som de uma banda que segue o estilo dos blocos de
carnaval. Ele incorpora elementos de outras danças, tais como maxixe, polca e, inclusive, a capoeira.
A orquestra do frevo recebe o nome de Fanfarra. A música executada no decorrer da dança, por sua vez, também é
chamada de frevo.
Não há apenas um tipo de frevo. O mais comum não é cantado, mas apenas executado por instrumentos de sopro e
de percussão.
Os instrumentos musicais mais utilizados são o trombone, o trompete, o saxofone e a tuba.
Uma das características mais marcantes é a utilização de sombrinhas coloridas, objeto que assume um papel
importante na dança.
Elas auxiliam na coreografia ajudando os dançarinos a obter equilíbrio ao executar passos acrobáticos. Além disso,
trazem um colorido especial à dança.
Os passistas, como são chamados os dançarinos do frevo, usam roupas bastante coloridas também.

Tipos de Frevo
São três os tipos de frevo, sendo que o mais tradicional é o frevo de rua.
 Frevo de rua: não é cantado, mas executado ao ritmo dos instrumentos musicais. É o frevo da dança.
 Frevo-canção: esse é o frevo orquestrado, o qual apresenta um ritmo mais lento.
 Frevo de bloco: é cantado, assemelhando-se a uma marchinha de carnaval.

Paço do Frevo

Em 2014 foi inaugurado o Paço do Frevo, no Recife.


Trata-se de um local que reúne a história dessa expressão cultural, bem como oferece formação referente ao frevo.
O objetivo é valorizar e divulgar a arte que compreende as áreas da dança e da música que faz parte do folclore
brasileiro.

Festas Juninas

Tradicionalmente, as Festas Juninas começam no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio e encerram no
dia 29 de junho, dia de São Pedro. Já nos dias 23 e 24 é celebrado o dia de São João. Esses são os três santos
populares lembrados no mês de junho.
Origem da Festa Junina
A origem das Festas Juninas é pagã. Ainda antes da Idade Média, as celebrações anunciavam o solstício de verão e
de inverno e homenageavam os deuses da natureza e da fertilidade.
A igreja acabou aderindo às festas atribuindo-lhes um caráter religioso, uma vez que não conseguia acabar com a
sua popularidade.
Em Portugal, em virtude da coincidência de datas, passou-se a comemorar o São João, chamando-lhe
de festas joaninas. No país lusitano, a Festa de São João na cidade do Porto é muito famosa e atrai milhares de
pessoas que todos os anos festejam nas ruas.
No Brasil, as festas juninas foram introduzidas pelos portugueses no período colonial e, desde então, a comemoração
sofreu influências das culturas africanas e indígenas e, por isso, possui características peculiares em cada parte do
Brasil.
As festas caipiras, como são também conhecidas, são típicas da região nordeste, onde a maior festa de São João do
mundo acontece em Campina Grande, no Estado da Paraíba.
O que não Pode Faltar na Festa?

Comidas e Bebidas

Os quitutes mais tradicionais da festa junina são: pipoca, paçoca, pé de moleque, canjica, cachorro-quente, pamonha,
curau, bolo de milho, arroz-doce, pinhão, cuscuz e tapioca. Já as bebidas mais tradicionais são: vinho quente e
quentão.
Todos esses elementos ajudam a compor o ambiente da festa, chamado de arraial. Ali é onde ficam as barraquinhas
de comidas e bebidas típicas decoradas com bandeirinhas coloridas.
Danças

Nas festas juninas ouve-se e dança-se forró. A quadrilha é, todavia, a dança típica da festa. Ela tem origem nas
danças de salão na França e consiste numa bailada de casais caracterizados com vestimenta tipicamente caipira.
Uma coreografia chamada de casamento caipira é feita em homenagem a Santo Antônio, o santo casamenteiro.
Balões e Fogueira

Os balões são tradicionais, embora atualmente existam restrições por questões de segurança. Tradicionalmente, a
soltura de balões indica o início das comemorações.
A fogueira também faz parte do cenário da festa. De origem pagã, ela simboliza a proteção contra os maus espíritos.
A tradição foi mantida pelos católicos, que dedicaram uma forma de fogueira diferente para cada santo: a quadrada é
de Santo Antônio; a redonda de São João; e a triangular de São Pedro.
Brincadeiras

Brincadeiras como a cadeia, pau de sebo, pescaria, correio-elegante, saltar a fogueira, argola, entre outros, não
podem faltar. Estão incluídas também as simpatias - que acabam carregando um pouco do tom de divertimento.
No dia 13 de junho as igrejas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”, o qual deve ser comido pelas mulheres que
procuram marido.
VEJA TAMBÉM: Brincadeiras Juninas

Músicas Folclóricas

As músicas folclóricas são canções populares e tradicionais que fazem parte da sabedoria de um povo.
Esse tipo de manifestação musical é transmitido pela tradição oral e, muitas vezes, o autor da mesma já foi esquecido
ou nem mesmo chegou a ser conhecido.
De qualquer modo, estes músicos anônimos dificilmente são profissionais, independentemente do talento.
Confira abaixo as principais músicas folclóricas que fazem parte da cultura brasileira:
Tela da artista Aracy retratando ciranda. Normalmente, as crianças cantam músicas folclóricas nas cirandas
Pombinha Branca
Pombinha branca, que está fazendo?
Lavando roupa pro casamento
Vou me lavar, vou me trocar
Vou na janela pra namorar
Passou um moço, de terno branco
Chapéu de lado, meu namorado
Mandei entrar
Mandei sentar
Cuspiu no chão
Limpa aí seu porcalhão!

Principais Características da Música Folclórica


 Criação espontânea;
 Simplicidade e repetição nas letras;
 Relação com grupos regionais;
 Constitui uma herança cultural;
 Sofre variações dependendo da região;
 Transmitida de geração em geração;
 Não possui autor conhecido, sendo uma "criação coletiva".

PARLENDAS
13. "Pedrinha rolou,
Pisquei pro mocinho,
Mocinho gostou.
Contei pra mamãe,
Mamãe nem ligou.
Contei pro papai,
Chinelo cantou."

14. "Eu sou pequena


Da perna grossa.
Vestido curto,
Papai não gosta."

15. "Rei, capitão,


soldado, ladrão.
moça bonita
Do meu coração."

PROVERBIOS
1. Quem ama o feio, bonito lhe parece.
2. Quem canta seus males espanta.
3. Quem casa quer casa.

TRAVA LINGUAS
1. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se
somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
2. Olha o sapo dentro do saco. O saco com o sapo dentro. O sapo batendo papo e o papo soltando o vento.
3. A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraquara.

ADIVINHAÇÕES

O que é, o que é? Uma impressora disse para a outra.


Essa folha é tua ou é impressão minha?
11. O que é, o que é? Quanto mais se tira mais se aumenta.
O buraco.
12. O que é, o que é? Fica cheio durante o dia e vazio durante a noite.
O sapato.

QUADRA POPULAR
Você me mandou cantar,
Pensando que eu não sabia,
Pois eu sou que nem cigarra,
Canto sempre todo dia.

O colo desta menina,


É branco como algodão,
Tem a beleza das garças,
Voando pelo sertão.
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Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.

Brincadeiras Folclóricas
As brincadeiras folclóricas reúnem diversos jogos tradicionais e populares.
São muito utilizadas na educação infantil, pois além de divertirem, trabalham com a cognição, a coordenação, a
criatividade, a concentração e desenvolve a interação social das crianças.
Essas brincadeiras são passadas de geração em geração e normalmente não possuem um autor definido. Portanto,
elas podem sofrer algumas modificações, seja no nome ou nas regras, dependendo da região do país.
Lembre-se que o folclore reúne diversas expressões de caráter popular, como as lendas, músicas, cantigas, danças,
crenças, festas, provérbios, adivinhações, anedotas, parlendas, etc.
Jogos Populares
Os jogos populares são brincadeiras tradicionais e que podem ser jogadas individualmente ou em grupo.
Esconde-Esconde
A Turma da Mônica brincando de esconde-esconde
Brincadeira em grupo onde uma pessoa fica encarregada de contar (geralmente até 10) e de olhos fechados, até que
os outros se escondem.
O local onde a pessoa realizou a contagem é utilizado para imunizar os outros, o qual é chamado de "pique". Por
isso, em alguns lugares essa brincadeira é também conhecida por pique-esconde.
Se o último jogador conseguir atingir o pique e dizer a frase "salvo o mundo", todos os jogadores que foram pegos
ficam salvos. A partir disso, a mesma pessoa deve realizar a contagem novamente.

BRINQUEDOS

Peteca - a enciclopédia Mirador Internacional (1976, p. 1344) define a peteca como uma espécie de bola
achatada de couro ou palha, em que se enfiam penas, cuja origem é indígena (em tupi, “bater” é “peteca”, em
guarani, é “petez”). A brincadeira é fácil - joga-se a peteca de um participante para o outro, batendo com a
palma da mão em sua base achatada.
Você sabia... que a peteca foi reconhecida como esporte pelo Conselho Nacional do Desporto em 1985? E que
existem quadra, categorias, regras e competições formais neste jogo? E que quando eu já estava na faculdade,
trabalhando e morando sozinha há alguns anos, quando eu chegava em casa o pessoal da república onde eu
morava (amigos tão queridos!) se reunia pra jogar peteca e a gente morria de rir fazendo isso? (essa informação
é melhor deixar pra lá! Mas que era divertidíssimo, era...).
Há mil e uma maneiras de fazer uma peteca, mas a mais fácil é essa aqui:
Encontre uma pedrinha do tamanho da ponta do seu polegar e envolva-a com uma ou duas folhas de jornal
amassado, formando uma bola. Coloque a bola de jornal no centro do tecido (também já vi sendo feita de papel,
mas ela certamente durará menos tempo) e amarre as pontas, fazendo uma trouxinha. Você pode amarrar com
uma tira de outro tecido que combine, barbante, sisal, elástico... É só usar a imaginação e o bom gosto :)

O folclore brasileiro reúne diversas manifestações populares e conhecimentos tradicionais dos povos do país. Esta
tradição cultural da população conta com lendas, danças, festas populares e até remédios caseiros, conhecimentos
que são transmitidos de geração para geração.
As receitas caseiras do folclore são baseadas em plantas, ervas, frutas e verduras típicas do Brasil. O
conhecimento dos povos indígenas é fundamental para a conservação dos remédios caseiros.
O folclore tem uma presença forte e marcante na medicina alternativa. Muitas destas receitas folclóricas são
atestadas pela população e também pelos médicos. As plantas medicinais fazem parte principalmente daquele
conhecimento que vem das avós e que são passados para todas as pessoas.

Folha de abacate – Pode ser usada para aliviar gases intestinais, problemas de rins, entre outras doenças. O chá
da folha de abacate deve tomado de três a quatro vezes por dia, durante uma semana.

Hortelã – A hortelã é boa contra verminoses. Ao tomar 1 xícara do chá preparado por infusão, os sintomas passam
rapidamente.

RECEITA
O Dia do Nordestino é comemorado em 8 de outubro, mas o cardápio típico desse povo do Nordeste é delicioso e
pode ser feito em qualquer dia da semana! Com uma cultura tão rica e um povo que se orgulha de sua tradição,
nada melhor do que provar algum prato típico desta região.
Como o nordestino carrega consigo costumes e crenças que ganharam espaço no restante do Brasil e na sua
culinária, os costumes regionais são marcados pela riqueza de sabores e temperos marcantes utilizados nos pratos.

Mungunzá de costelinha e bacon


 Serve: 8 porções
 Tempo: 1h10 (+6h de molho)
Esta receita de mungunzá de costelinha e bacon, além de ficar uma delícia, é uma ótima opção para surpreender sua
família no final de semana, experimente!
Tempo: 1h10 (+6h de molho)
Rendimento: 8 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes do mungunzá de costelinha e bacon
 2 xícaras (chá) de canjica amarela
 4 colheres (sopa) de óleo
 1 xícara (chá) de bacon picado
 400g de costelinha de porco dessalgada
 500g de carne-seca dessalgada em pedaços
 2 folhas de louro
 7 xícaras (chá) de água morna
 3 dentes de alho picados
 1 cebola picada
 2 gomos de linguiça calabresa em rodelas
 1 pimentão verde picado
 2 tomates sem sementes picados
 2 colheres (sopa) de coentro picado
 Sal, pimenta-do-reino e cominho em pó a gosto
Modo de preparo
Coloque a canjica e a costelinha em uma vasilha, cubra com água e deixe de molho por 6 horas. Escorra e reserve.
Aqueça uma panela de pressão grande com metade do óleo e frite o bacon e a carne-seca por 5 minutos. Adicione a
canjica e a costelinha reservadas, o louro e cubra com a água. Tampe e cozinhe por 30 minutos depois de iniciada a
pressão. Desligue, deixe sair a pressão e abra a panela. Reserve. Aqueça uma panela com o óleo restante e frite o
alho, a cebola e a calabresa até dourar. Acrescente o pimentão, o tomate e o coentro e refogue por mais 2 minutos.
Despeje na panela de pressão com a canjica e a costelinha e volte ao fogo baixo. Tempere com sal, pimenta e
cominho e cozinhe por 10 minutos. Sirva em seguida.