Diário da Justiça Eletrônico - PE
Diário da Justiça Eletrônico - PE
Presidente:
Des. Leopoldo de Arruda Raposo
Primeiro Vice-Presidente:
Des. Adalberto de Oliveira Melo
Segundo Vice-Presidente:
Des. Antônio Fernando Araújo Martins
Composição do TJPE
Des. Jones Figueirêdo Alves Des. Cláudio Jean Nogueira Virgínio
Des. José Fernandes de Lemos Des. Antônio Carlos Alves da Silva
Des. Bartolomeu Bueno de Freitas Morais Des. Francisco Eduardo Gonçalves Sertório Canto
Des. Jovaldo Nunes Gomes Des. José Ivo de Paula Guimarães
Des. Fernando Eduardo de Miranda Ferreira Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Des. Frederico Ricardo de Almeida Neves Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
Des. Eduardo Augusto Paurá Peres Des. Itabira de Brito Filho
Des. Leopoldo de Arruda Raposo Des. Alfredo Sérgio Magalhães Jambo
Des. Marco Antônio Cabral Maggi Des. Roberto da Silva Maia
Des. Roberto Ferreira Lins Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Des. Adalberto de Oliveira Melo Des. Erik de Sousa Dantas Simões
Des. Fernando Cerqueira Norberto dos Santos Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Des. Luiz Carlos de Barros Figueiredo Des. André Oliveira da Silva Guimarães
Des. Alberto Nogueira Virgínio Des. Odilon de Oliveira Neto
Des. Antônio Fernando Araújo Martins Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Des. Ricardo de Oliveira Paes Barreto Des. Itamar Pereira da Silva Júnior
Des. Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes Des. Evandro Sérgio Netto de Magalhães Melo
Des. Antônio de Melo e Lima Desa. Daisy Maria de Andrade Costa Pereira
Des. Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello Des. Eudes dos Prazeres França
Des. Antenor Cardoso Soares Júnior Des. Carlos Frederico Gonçalves de Moraes
Des. José Carlos Patriota Malta Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Des. Alexandre Guedes Alcoforado Assunção Des. Márcio Fernando de Aguiar Silva
Des. Eurico de Barros Correia Filho Des. Humberto Costa Vasconcelos Júnior
Des. Mauro Alencar de Barros Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho
Des. Fausto de Castro Campos Des. José Viana Ulisses Filho
Des. Francisco Manoel Tenório dos Santos Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Coordenação e Gerenciamento:
Ângela Carolina Porto Camarotti
Palácio da Justiça - Praça da República, s/n Carlos Gonçalves da Silva
Santo Antônio - Recife - PE
CEP: 50010-040 Diretoria de Documentação Judiciária:
Telefones: (81) 3182-0100 / 3182-0234 André Fabiano Oliveira Santos
Site: www.tjpe.jus.br Maria José Alves
Produção e Editoração:
Ana Paula Santos da Silva Vasconcelos
Marcia Maria Ramalho da Silva
PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................................... 7
Núcleo de Precatórios ......................................................................................................................................................................43
1ª VICE-PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................... 45
2ª VICE-PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................... 81
CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA ............................................................................................................................................. 94
Corregedoria Auxiliar para os Serviços Extrajudiciais ..................................................................................................................... 96
DIRETORIA GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ............................................................................................................................. 97
CONSELHO DA MAGISTRATURA ...................................................................................................................................................... 99
SECRETARIA JUDICIÁRIA ................................................................................................................................................................ 108
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO ................................................................................................................................................ 109
SECRETARIA DE GESTÃO DE PESSOAS ...................................................................................................................................... 110
Diretoria de Gestão Funcional ....................................................................................................................................................... 111
DIRETORIA DE DOCUMENTAÇÃO JUDICIÁRIA ............................................................................................................................. 113
1ª Turma - 1ª Câmara Regional - Sede Caruaru ........................................................................................................................... 120
CARTRIS ............................................................................................................................................................................................ 150
DIRETORIA CÍVEL .............................................................................................................................................................................174
Grupo de Câmaras de Direito Público ........................................................................................................................................... 174
1ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 179
2ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 236
3ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 269
5ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 290
6ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 318
1ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................343
2ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................348
3ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................357
4ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................397
DIRETORIA CÍVEL DO 1º GRAU .................................................................................................................................................. 445
DIRETORIA CRIMINAL ...................................................................................................................................................................... 449
2ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 449
3ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 474
4ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 503
Seção Criminal ...............................................................................................................................................................................533
COORDENADORIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS ............................................................................................................................537
Colégio Recursal Cível - Capital .................................................................................................................................................... 537
COORDENADORIA GERAL DO SISTEMA DE RESOLUÇÃO CONSENSUAL E ARBITRAL DE CONFLITOS .............................. 592
Capital - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem ............................................................................................................. 592
Garanhuns - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem ...................................................................................................... 598
Olinda - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem .............................................................................................................. 601
DIRETORIA DO FORO DA CAPITAL ................................................................................................................................................ 602
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS - CAPITAL ....................................................................................................................................... 603
Capital - I Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher ........................................................................................ 603
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS - CAPITAL ................................................................................................................................ 604
4º Juizado Especial Criminal da Capital - Fórum Universitário - UNICAP ..................................................................................... 604
CAPITAL ............................................................................................................................................................................................. 606
Capital - 1ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 606
Capital - 2ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 615
Capital - 2ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 617
Capital - 3ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 628
Capital - 4ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 632
Capital - 4ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 634
Capital - 5ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 668
Capital - 6ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 672
Capital - 7ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 679
Capital - 7ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 689
Capital - 8ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 698
Capital - 11ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 702
Capital - 11ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 707
Capital - 12ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 714
Capital - 13ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 721
Capital - 13ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 726
Capital - 15ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 729
Capital - 16ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 735
Capital - 18ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 742
Capital - 19ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 743
Capital - 19ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 746
Capital - 20ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 749
Capital - 20ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 755
Capital - 21ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 786
Capital - 21ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 787
Capital - 22ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 795
Capital - 25ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 797
Capital - 26ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 806
Capital - 27ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 815
Capital - 28ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 818
Capital - 30ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 819
Capital - 30ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 828
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PRESIDÊNCIA
PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UGE 070001
BALANÇO PATRIMONIAL
EXERCICIO: 2015
EXERCICIO: 2015
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EXERCICIO: 2015
EXERCÍCIO: 2015
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EXERCÍCIO: 2015
RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS Notas PREVISÃO INICIAL PREVISÃO ATUALIZADA RECEITAS REALIZADAS SALDO
(a) (b) (c) (d) = (c-b)
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DESPESAS CORRENTES - - - - - -
DESPESAS DE CAPITAL - - - - - -
TOTAL - - - - - -
EXERCÍCIO: 2015
INSCRITOS
Notas EM EM 31 DE DEZEMBRO PAGOS CANCELADOS SALDO
EXERCÍCIOS DO EXERCÍCIO (c) (d) (e) = (a+b-c-d)
ANTERIORES ANTERIOR
(a) (b)
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EXERCICIO: 2015
Exercício Atual
TRANSFERÊNCIAS RECEBIDAS
Intergovernamentais -
da União -
de Estados e Distrito Federal -
de Municípios -
Intragovernamentais 1.137.111.796,00
Outras transferências recebidas -
Total das Transferências Recebidas 1.137.111.796,00
TRANSFERÊNCIAS CONCEDIDAS
Intergovernamentais -
a União -
a Estados e Distrito Federal -
a Municípios -
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Intragovernamentais -
Outras transferências concedidas 1.622.470,87
Total das Transferências Concedidas 1.622.470,87
EXERCICIO: 2015
Exercício Atual
Judiciária 1.148.696.327,77
Encargos Especiais 8.758.950,38
Total dos Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função 1.157.455.278,15
EXERCICIO: 2015
Exercício Atual
Juros e Correção Monetária da Dívida Interna -
Juros e Correção Monetária da Dívida Externa -
Outros Encargos da Dívida -
Total dos Juros e Encargos da Dívida -
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), órgão integrante do Poder Judiciário estadual, nos termos do art. 92 da Constituição Federal de
1988, detentor de autonomia administrativa e financeira, tem como atividade precípua a prestação jurisdicional buscando solucionar os conflitos
da sociedade de forma mais célere e acessível, contribuindo, assim, com a paz social.
Compromissado na implementação de várias ações necessárias ao atingimento de sua missão, este Poder vem implantando vários projetos em
prol da celeridade processual, melhoria de sua estrutura física e tecnológica, política de valorização funcional dos servidores, dentre outros.
Nesse contexto, merece destaque o Processo Judicial Eletrônico (PJe), capitaneado e desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
em parceria com os tribunais e a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), objetivando a automação de todo o Judiciário Nacional.
Considerado um marco na história do Judiciário brasileiro, vem sendo desenvolvido sobre uma base tecnológica sólida, poderosa e segura em
relação à operacionalização por todos os usuários envolvidos nesse processo, interligado diretamente com a Receita Federal do Brasil, para
assegurar a identificação adequada das partes, e com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, para garantir a regularidade de
atuação dos advogados.
As vantagens advindas do uso dessa ferramenta são muitas, como por exemplo: aumento da celeridade processual, responsabilidade com meio
ambiente ante redução da utilização de papel, redução das construções ou aquisições de imóveis, custeio e pessoal, melhoria de acessibilidade
do cidadão ao Judiciário Nacional, entre outros.
No âmbito do TJPE, o uso dessa ferramenta alcançou 35,5% de sua estrutura total, motivo pelo qual em agosto de 2015, o CNJ reconheceu este
Tribunal como a corte de justiça estadual com maior número de processos tramitando via Processo Judicial Eletrônico (PJe).
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Va le mencionar que o Poder apresentou resultados positivos na prestação jurisdicional a sociedade, o exemplo foi o cumprimento da Meta 1
do CNJ que é julgar mais processos que a quantidade dos que são distribuídos no mesmo exercício, cujo indicador correspondeu a 103,45%
em 2015. Outro exemplo, elogiado nacionalmente, pela estrutura montada, foi o Mutirão para diminuição de pendências nas Varas de Executivos
Fiscais de Recife, realizado em julho de 2015, fruto de parceria firmada entre o TJPE, Governo do Estado e Prefeitura da Cidade do Recife.
No aspecto econômico, o exercício de 2015 foi marcado por uma crise nacional, que impôs a adoção de contingências orçamentárias e financeiras.
Impactado com esse cenário, o TJPE implementou um conjunto de ações visando o equilíbrio orçamentário e financeiro do Poder. Para tanto,
reduziu despesas com gratificações, diárias, passagens, extinguiu alguns cargos comissionados e diminuiu o número de terceirizados e os gastos
com investimentos.
Em relação à gestão dos recursos públicos consignados na Lei Orçamentária Anual (LOA), o Poder opera com duas Unidades Gestoras
Executoras (UGE), a 070001–Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a 070002–Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do
Poder Judiciário (FERM-PJ), este criado por meio da Lei 14.989/2013, iniciando suas operações em setembro/2013.
Diante do cenário brasileiro de convergência aos padrões internacionais de contabilidade, continuamos envidando esforços para reconhecer,
mensurar e evidenciar o patrimônio público da melhor forma, com o objetivo de refletir a realidade patrimonial da instituição, conforme normatizado
pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCT SP
16), regulamentadas pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), editado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Essas mudanças vêm ocorrendo de forma gradual, em observância aos normativos vigentes, considerando a dimensão que esse processo de
construção requer, dentre outros, mudança de cultura e adaptações nos sistemas informatizados.
Um dos marcos nesse processo foi a adoção do novo Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), em 2014, de uso obrigatório pelos
entes da federação, que visa possibilitar a consolidação das contas nacionais, exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Além do PCASP, desde o exercício de 2014, as demonstrações contábeis – Balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial e Demonstração
das Variações Patrimoniais – vem sendo elaboradas em novos modelos, com base nas orientações contidas no MCASP e nas Instruções de
Procedimentos Contábeis (IPC), publicadas pela STN. Em relação à Demonstração dos Fluxos de Caixa, esta não foi elaborada em 2014, em
virtude da faculdade conferida pelo art. 1º da Portaria STN nº 733/2014, razão pela qual a de 2015 não apresenta os dados relativos ao exercício
anterior.
As Notas Explicativas foram elaboradas na seguinte ordem:
2.1 Disponibilidades
As disponibilidades são mensuradas ou avaliadas pelo valor original. As aplicações financeiras de liquidez imediata são mensuradas ou avaliadas
pelo valor original, atualizadas até a data do Balanço Patrimonial. As atualizações apuradas são contabilizadas em contas de resultado.
Os direitos e as obrigações são mensurados ou avaliados pelo valor original, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio
vigente na data do Balanço Patrimonial.
Os direitos inscritos a título de dívida ativa são atualizados mensalmente e este acréscimo é levado para conta de resultado. As obrigações
relativas a cauções em pecúnia são atualizadas mensalmente, aumentando a respectiva obrigação.
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A 6º edição do MCASP prevê que “os riscos de recebimento de direitos são reconhecidos em conta de ajuste, a qual será reduzida ou anulada
quando deixarem de existir os motivos que a originaram”.
Sendo assim, instituir mecanismos que previnam a incerteza dos recebimentos futuros registrados no Ativo, revestindo o demonstrativo contábil
de um maior grau de precisão, é necessário. O intuito deve ser demonstrar o real valor dos créditos tributários ou não tributários, contribuindo para
o fortalecimento da visão patrimonial e proporcionando maior qualidade e transparência na informação contábil, em atendimento aos princípios
de contabilidade, em especial ao Princípio da Prudência, o qual determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior
para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas.
Para tanto, em 2015, o TJPE realizou registro em conta contábil redutora do Ativo, denominada ajuste para perdas, que corresponde a estimativa
da parcela de créditos a receber cuja realização provavelmente não ocorrerá.
A 6º edição do MCASP não traz metodologias de forma exemplificativa que possam ser adotadas pelos entes. Por essa razão, o registro foi
realizado com base nas orientações contidas no MCASP - 5º edição – Parte III. A metodologia é baseada no histórico de recebimentos passados,
a qual considera duas variáveis:
A média percentual de recebimentos passados utiliza uma média ponderada dos recebimentos com relação aos montantes inscritos dos três
últimos exercícios.
Conforme MCASP, essa média ponderada de recebimentos é calculada em cada um dos 03 (três) últimos exercícios pela divisão da média mensal
de recebimentos em cada exercício pela média anual dos saldos mensais. Entretanto, após análise crítica desse indicador, entendemos que a
evidenciação fica prejudicada se adotarmos a média mensal de recebimentos comparada ao saldo anual. Para uma comparabilidade adequada,
os valores adotados devem utilizar a mesma base, ou seja, base anual. Dessa forma, ajustamos o modelo nesse ponto específico, a fim de garantir
uma melhor evidenciação.
A partir da média ponderada dos recebimentos dos três últimos exercícios, calcula-se a média percentual de recebimentos pela divisão da soma
desses percentuais dividida pelo número de exercícios correspondentes.
O valor do ajuste é calculado pela multiplicação do saldo da conta de valores inscritos em créditos a receber/dívida ativa pela média percentual
de não recebimentos nos três últimos exercícios, ou seja, de 100% do potencial a receber deduzido da média percentual de recebimentos.
2.3 Estoques
Os bens são registrados com base no valor de aquisição/produção. Por sua vez, o método para mensuração e avaliação das saídas dos estoques
é o custo médio ponderado, conforme o inciso III, art. 106 da Lei 4.320/64.
2.4 Imobilizado
O ativo imobilizado, incluindo os gastos adicionais ou complementares, é mensurado com base no valor de aquisição, produção ou construção,
e, em se tratando de ativos imobilizados obtidos a título gratuito, o valor patrimonial é o definido nos termos da doação ou o valor resultante da
avaliação obtida com base em procedimento técnico.
Sistematicamente, os bens adquiridos pelo FERM são transferidos para a unidade TJPE, conforme o art. 6º da lei nº 14.989/2013, que prevê
a incorporação de todos bens adquiridos ao patrimônio do Poder Judiciário do Estado, possibilitando assim o adequado controle patrimonial
unificado.
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Considerando o contexto de convergência às normas internacionais, descrito no item 1.2, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) exigiu de seus
jurisdicionados um cronograma de implantação dos novos procedimentos contábeis patrimoniais, tendo este Poder enviado a última versão
quando da prestação de contas do exercício de 2014. Esses procedimentos iniciais seguem orientações específicas contidas no MCASP, dentre
as quais, destaca-se que a entidade “deve reconhecer os efeitos do reconhecimento inicial dos ativos como ajuste de exercícios anteriores no
período em que é reconhecido pela primeira vez de acordo com as novas normas contábeis (...)”. Tal fato impacta na evidenciação do balanço
patrimonial, reflexo das diversas ações realizadas, conforme detalhado abaixo.
Bens Móveis
O inventário inicial dos bens móveis, realizado pela Diretoria de Infraestrutura com apoio da Secretaria de Tecnologia da Informação e
Comunicação, foi concluído nesse exercício. O levantamento físico dos bens foi realizado ainda em 2014 e a análise dos trabalhos foi finalizada
em meados de 2015, cumprindo assim o prazo de conclusão previsto no referido cronograma para dezembro/2015. I mportante ressaltar que
os registros relativos ao referido inventário compreendem esse processo de adoção inicial das normas e, por essa razão, estão contemplados
como ajustes de exercícios anteriores.
Bens Imóveis
A Diretoria de Contabilidade envidou esforços no sentido de realizar um mapeamento dos imóveis administrados pela área de patrimônio do
Poder versus documentação existente no setor e na referida diretoria, em razão da ausência de um sistema de gestão patrimonial, para fins de
melhor instrumentalizá-la na análise dos dados registrados, possibilitando maior segurança na continuidade dos registros dos imóveis, inclusive
os decorrentes das avaliações que vem sendo realizadas pela Diretoria de Engenharia e Arquitetura (DEA).
As referidas avaliações , cujo limite de conclusão informado no cronograma ao TCE é dezembro/2016, vem impulsionando diversos registros de
ajuste e reconhecimento de bens imóveis, com impacto na conta de ajuste de exercícios anteriores por estarem contempladas no contexto de
adoção inicial das normas. Além disso, consideram na sua estrutura o valor do terreno segregado da edificação, motivo pelo qual as instalações,
quando existentes na contabilidade, terem sido incorporadas às respectivas edificações, com exceção da instalação de um imóvel.
Em observância ao conceito de ativo imobilizado contido no MCASP, os bens até então avaliados pelo setor de engenharia, cuja propriedade não
é do TJPE, os quais os riscos, benefícios e controle foram identificados como sendo do Poder, foram também incorporados ao patrimônio deste.
Em relação ao sistema informatizado de gestão patrimonial, este Poder encontra-se ainda nas tratativas para formalização de convênio com a
Secretaria de Administração do Estado – SAD – PE, objetivando o uso da ferramenta de gestão nominada PE-Integrado, composta pelos módulos
de Compras, Licitações, Contratos, Patrimônio e Almoxarifado, interligada ao sistema e-Fisco Financeiro, para atender ao disposto no MCASP e
consequentemente ao cronograma assumido perante o TCE, limitado a prazos estabelecidos na Portaria nº 548/2015 da STN.
2.5 Intangível
Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade pública ou exercidos com essa
finalidade, compreendendo o registro de softwares. É mensurado ou avaliado com base no valor de aquisição ou de produção, e em se tratando de
ativos intangíveis obtidos a título gratuito, o valor resultante da avaliação obtida com base em procedimento técnico ou o valor patrimonial definido
nos termos da doação. Em 2012, havia sido definido o método da reavaliação para essa classe de bens. Entretanto, em 2013, foi realizada uma
mudança de política contábil, adotando-se a partir de então, o método do custo para os intangíveis.
A depreciação representa a redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. No
entanto, ainda não existe o reconhecimento deste fenômeno nas demonstrações do TJPE, em virtude da limitação do atual sistema de controle
patrimonial, fato que será sanado com a implantação uma nova ferramenta, em discussão na instituição.
A amortização, por sua vez, é realizada para bens incorpóreos registrados como ativo intangível. A causa que influencia a redução do valor do
ativo é a existência ou exercício de duração limitada, prazo legal ou contratualmente limitado. No TJPE, o registro de amortização foi iniciado
em 2012, com base no prazo contratual para alguns softwares ativados, aliado ao método da reavaliação. Contudo, em 2013, esse critério foi
revisto, adotando-se o método do custo, com mudança na estimativa de vida útil desses bens, baseada em critérios técnicos, elaborados pela
Secretaria de Tecnologia e Comunicação - SETIC. Em 2015, houve uma revisão do tempo de vida útil pela SETIC, conforme determina o MCASP,
com a finalidade de manter a adequada evidenciação desses bens.
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As receitas são reconhecidas quando arrecadadas e as despesas quando empenhadas, ambas pelo seu valor nominal, classificadas em
conformidade com a Parte I e com o anexo do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), editado pela STN, que trata dos
aspectos orçamentários.
3. Balanço Patrimonial
Evidencia, qualitativa e quantitativamente, a situação patrimonial da entidade pública, por meio de contas representativas do patrimônio público,
bem como os atos potenciais registrados em contas de compensação, conforme definição contida no MCASP.
Em atenção ao disposto no MCASP e na IPC 04, Metodologia para Elaboração do Balanço Patrimonial, os seguintes quadros foram elaborados:
Nota 1 – Caixa e Equivalente de Caixa – Compreende os valores disponíveis, em moeda nacional, conforme detalhamento abaixo:
Nota 2 – Créditos a Curto Prazo – Compreende os valores a receber por transações realizáveis no curto prazo, relacionados a adiantamento
concedidos a servidores relativo ao abono constitucional de férias recebido em dezembro para gozo em janeiro/16, bem como relativo a
suprimentos de fundos institucional para futura prestação de contas; créditos de apropriação indébita e encontro de contas ex-servidores ( créditos
por danos ao patrimônio) ; créditos gerados por multas aplicadas a fornecedores (créditos por outros contratos), além de outros créditos a receber.
Sendo assim, de acordo com as definições do cálculo para ajuste para perdas, citado no item 2.2, o quadro a seguir apresenta o percentual relativo
aos créditos a receber obtido para as contas de créditos por outras responsabilidades / danos ao patrimônio e de créditos por outros contratos.
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Soma dos saldos Créditos por outros (b) 2.677.307,10 3.377.905,03 3.087.146,44
mensais dos créditos a contratos
receber
Soma dos saldos Créditos por outras (b) 6.911.887,09 - -
mensais dos créditos a responsabilidades
receber
Soma dos saldos Créditos a encaminhar (b) - 672.251,51 567.089,87
mensais dos créditos a p/inscr. Dívida ativa
receber
Soma dos saldos Créditos (b) - 3.990.252,09 4.656.846,84
mensais dos créditos a Encaminhados p/
receber inscrição dívida ativa
Soma dos saldos SOMA (b) 9.589.194,19 8.040.408,63 8.311.083,15
mensais dos créditos a
receber
Média anual de saldos mensais (c = b/12) 799.099,52 670.034,05 692.590,26
Média Ponderada de Recebimentos (d = a/c*100) 10,88% 16,62% 28,06%
Média Percentual de Recebimentos dos três (e = 18,52%
últimos exercícios Soma(d)/3)
Ajuste para perdas (f = 100-e) 81,48%
O percentual de 81,48% foi aplicado nos saldos contábeis das contas de créditos por outras responsabilidades / danos ao patrimônio e de créditos
por outros contratos, em 31/12/2015, resultando nos valores de R$ 1.916.799,78 e R$ 189.051,40, respectivamente, registrados a título de ajuste
para perdas.
Nota 3 – Estoques – Uma parte dos estoques, R$ 7.980.077,47, é formada por materiais de consumo adquiridos e armazenados em almoxarifado
gerenciado pela Diretoria de infraestrutura, para uso do Tribunal. O montante de R$ 368.951,96 refere-se a materiais médicos e odontológicos
armazenados em almoxarifado administrado pelo Centro de Saúde do PJPE. Assim, os estoques totalizam R$ 8.349.029,43.
Nota 4 – VPD Pagas Antecipadamente – Em 2015, não existiu saldo referente a pagamentos de variações patrimoniais diminutivas (VPD)
antecipadas. Apenas em 2014 houve saldo conforme detalhado abaixo, cujos benefícios ou prestação de serviço à entidade ocorreram até o
término do exercício 2015. Ressalta-se que as despesas pagas antecipadamente deste Poder com saldo em 31/12/15 ocorreram por meio da
UG 070002 – FERM.
Nota 5 – Créditos a Longo Prazo – O montante de R$ 56.207,31 refere-se a expectativa de recebimento de créditos inscritos na Dívida Ativa
não Tributária, realizáveis no longo prazo, relativos a multa contratual e valores recebidos indevidamente por ex-servidores.
Considerando que a Dívida Ativa inscrita apresenta certo grau de incerteza quanto à recuperabilidade dos respectivos créditos, em observância
aos princípios de contabilidade, foi adotada a metodologia definida para o ajuste para perdas, baseada na média percentual de recebimentos
passados, explicada no item 2.2, cujo cálculo encontra-se evidenciado no quadro a seguir.
O percentual de 92,79% foi aplicado no saldo contábil de dívida ativa de 31/12/2015, resultando no valor de R$ 723.367,05, registrado a título
de ajuste para perdas, conforme demonstrado abaixo.
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Nota 6 – Estoques – O saldo de R$ 6.441.095,11 refere-se a bens classificados como inservíveis no Relatório de Inventário de Bens Móveis
do exercício de 2014, finalizado em 2015, elaborado pela Diretoria de Infraestrutura. Considerando que esses bens perderam as características
de imobilizado e em razão de não haver expectativa para destinação desses no curto prazo, foram reclassificados para a conta de estoque no
realizável a longo prazo.
Nota 7 – Imobilizado – Composto por Bens Móveis e Imóveis, consoante detalhamento abaixo, todos os bens do Poder estão centralizados
na unidade TJPE, em razão do FERM-PJ não possuir ativos dessa natureza. Conforme exposto no item 2.6, ainda não há o reconhecimento da
depreciação nas demonstrações do TJPE.
Comparando o saldo total de 2014 para 2015, verifica-se um acréscimo de R$ 240.942.991,46, dos quais R$ 225.954.747,78 refere-se aos bens
imóveis e os R$ 14.988.243,68 restantes a bens móveis.
Devido à relevância desse grupo, optou-se pela divisão da nota em 7.1 e 7.2, Bens Móveis e Imóveis, respectivamente, evidenciados abaixo.
Nota 7.1. Imobilizado- Bens Móveis – O inventário inicial desses bens, realizado pela Diretoria de Infraestrutura com apoio da área de Tecnologia
da Informação e Comunicação, teve seu levantamento físico realizado ainda em 2014 e a conclusão da análise dos trabalhos em meados de
2015. O saldo contábil de 2015, no montante de R$ 200.951.138,43, compõe os ajustes do referido inventário, assim como a movimentação de
entradas e saídas do exercício.
Devido a mudança na estrutura do novo plano de contas do e-Fisco, os valores registrados nas contas detalhadas até o exercício de 2013 foram
transportados para 2014 agrupados em conta contábil sintética, “Bens Móveis a Classificar até 2013”, no montante de R$ 178.632.623,86. No
entanto, a reclassificação para as novas contas contábeis só veio a ocorrer em 2015 ante perspectiva de entrada em operação em 2014 do
sistema PE-Integrado, o qual impactaria nos registros contábeis no e-Fisco. Dessa forma, optou-se por demonstrar no quadro abaixo qual seria
o detalhamento para fins de melhorar a evidenciação dos dados quando comparados com 2015.
Nota 7.2. Imobilizado - Bens Imóveis – Os bens encontram-se estruturados nos grupos abaixo, identificados individualmente.
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Dos dados acima, observa-se um acréscimo nos bens imóveis no montante de R$ 225.954.747,78, resultante de diversos fatos aumentativos e
diminutivos ocorridos no período, dentre os quais, destaca-se R$ 203.599.850,16, relativo aos registros dos pareceres técnicos avaliatórios do
setor de engenharia, evidenciado no quadro abaixo. Ressalta-se ainda o montante de R$ 24.680.579,98 que diz respeito a obras em andamento.
Contudo, em que pese os avanços e os esforços despendidos, em especial diante do novo conceito do ativo imobilizado, as informações registradas
na contabilidade do Poder ainda não refletem todo acervo imobiliário, inclusive, alguns bens registrados demandam ainda análise mais detalhada
da situação.
Os bens estão sendo avaliados pela área de engenharia, com cronograma de conclusão até final de 2016, tendo sido iniciadas a partir do final de
2013. Quanto aos aspectos econômicos, os efeitos dessas avaliações foram registrados apenas em 2015 , em função da revisão do detalhamento
das contas patrimoniais no e-Fisco versus as discussões de integração com o sistema PE-Integrado.
Outro ponto importante a mencionar diz respeito ao mapeamento realizado dos imóveis, o qual ratificou a necessidade de medidas urgentes com
o intuito de prover os meios em prol do registro cartorário e da atualização das cessões ou doações realizadas pela União, Estado e Municípios.
Providências essas, de tamanha relevância para a geração do devido cadastro patrimonial de cada bem no sistema PE - Integrado ou outro que
venha a ser implantado no Poder, haja vista, a existência das seguintes situações exemplificadas abaixo:
a) Terrenos e/ou edificações cedidos ou doados, não possuindo a área de patrimônio os respectivos termos
de cessão ou de doação, ou quando existentes, em sua grande maioria, desatualizados
b) Edificações realizadas pelo TJ em terrenos cedidos ou doados, igualmente sem os documentos acima ou
pendente de registro em nome do Poder.
As medidas acima também são necessárias para subsidiarem o devido registro contábil, tanto no cedente como no cessionário, haja vista o novo
conceito de ativo, definido pelas Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, de uso obrigatório pelos entes federados.
Nota 8 – Intangível – Especificamente relacionado a software, encontra-se evidenciado pelo valor líquido, deduzido da respectiva amortização
acumulada para aqueles com vida útil atribuída como definida, detalhado no quadro abaixo.
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Nota 9 – Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Curto Prazo – Compreendem as obrigações referentes a
salários ou remunerações, bem como benefícios aos quais o servidor tenha direito, e encargos a pagar, entre outros, com vencimento no curto
prazo, evidenciados no quadro.
Nota 10 – Provisões Sobre Folha de Pagamento a Curto Prazo – Reconhecimento de obrigação para com seus agentes públicos, oriundo de
direitos legais relacionados a férias, incluindo os respectivos encargos, proporcionalmente ao período a que faz jus cada magistrado e servidor
público.
Nota 11 – Demais Obrigações a Curto Prazo – Compreende outras obrigações da entidade junto a terceiros, destacando-se as obrigações com
FUNAFIN e impostos retidos, a recolher na época própria, conforme quadro.
Nota 12 – Resultados Acumulados – Compõe o Patrimônio Líquido - PL da entidade e encontra-se detalhado no quadro a seguir.
Quanto aos a justes de exercícios anteriores, o quadro a seguir elenca os fatos que determinaram tais registros.
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O montante de R$ 204.790.769,70, relativo aos procedimentos de avaliação dos bens imóveis deste Poder, decorre do trabalho realizado pela
Diretoria de Engenharia e Arquitetura – DEA, conforme detalhado na NE 6.2, bem como de outras duas avaliações realizadas pela Caixa Econômica
Federal e pela Prefeitura de Toritama para fins de doação e permuta. Destaca-se que os imóveis constantes na contabilidade estavam registrados
pelo custo histórico e não refletiam sua realidade patrimonial, fato que persiste para alguns bens, em razão da quantidade de imóveis que este
Tribunal possui. Já o valor de R$ 670.460,26 refere-se ao ajuste decorrente de divergência entre o inventário realizado pela Gerência de Patrimônio
e os registros contábeis, conforme citado na NE 6.1. Tal fato também é considerado procedimento de adoção inicial, razão pela qual foi lançada
como ajuste de exercício anterior.
O valor de R$ 4.926.098,38 corresponde a ajuste do registro de provisões realizado em 2014 e o montante de R$ 234.871,49 reflete o valor
das despesas de exercício anteriores que foram empenhadas em 2015, cujo fato gerador ocorreu em 2014 ou antes desse exercício, sem o
correspondente registro da obrigação patrimonial.
Por fim, dos demais ajustes de exercício anterior, evidenciado pelo valor negativo de R$ 97.123,91, R$ 53.079,56, correspondente a 54,65%,
refere-se à contrapartida de amortização acumulada, registrada em função da revisão do tempo de vida útil dos intangíveis, ocorrida em 2015,
cujos períodos de competência são anteriores a 2014. O restante no valor de R$ 44.044,35 refere-se à retificação de erro relativo a registro
indevido de amortização em 2014, além de baixa de ativo por suprimento concedido em 2014, cuja prestação de contas ocorreu naquele exercício,
sem o devido registro de baixa do adiantamento.
Nota 13 – Evidencia a composição patrimonial, conforme estrutura determinada na Lei Federal nº 4.320/64. O patrimônio é dividido em
ativo, passivo e patrimônio líquido. O ativo e passivo são segregados em financeiro e permanente, os quais representam, respectivamente, a
independência ou não de autorização orçamentária/legislativa.
É por meio desse quadro que pode ser calculado o superávit financeiro do exercício, ao comparar o ativo e passivo financeiros, correspondendo
em 2015 ao montante R$ 11.356.486,31, evidenciado ainda em quadro próprio, conforme Nota 15.
Nota 14 - Evidencia as contas representativas dos atos que possam vir a afetar o patrimônio, denominados atos potenciais do ativo e do passivo.
Entretanto, ainda não há informações a esse título, especialmente daquelas relacionadas a garantias e contragarantias recebidas e direitos
contratuais. No entanto, esforços estão sendo despendidos objetivando a efetiva evidenciação.
Em que pese a IPC 04 versar apenas a respeito de atos que possam vir a afetar o patrimônio, informa-se que há registros a partir de 2012 em
outras contas de compensação associadas ao controle financeiro das contas bancárias vinculadas a pagamentos de precatórios subordinados
ao regime especial que não afetam o patrimônio do Tribunal, conforme estabelecido na Emenda Constitucional nº 62/2009. As contas são de
titularidade dos entes, administradas pelo Tribunal de Justiça.
Nota 15 - O superávit financeiro representa a diferença positiva entre o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro, sendo apresentado nesse
quadro por destinação de recursos. Esse montante, quando positivo, representa fonte de recursos para abertura de crédito adicional no exercício
seguinte, pois em sua essência, é sobra de recurso que pode ser utilizada futuramente, observadas as vinculações legais.
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Evidencia as alterações ocorridas no patrimônio da entidade, resultantes ou independentes da execução orçamentária, indicando o resultado
patrimonial do exercício, apurado através do confronto entre as variações patrimoniais quantitativas aumentativas e diminutivas, conforme definição
do MCASP.
A DVP foi elaborada no modelo analítico, detalhando os subgrupos das variações patrimoniais em um único quadro, conforme previsão da IPC
05 – Metodologia para Elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais e do MCASP.
Conforme facultado pelo MCASP e IPC 05, a DVP não apresenta o Quadro de Variações Patrimoniais Qualitativas. As variações patrimoniais
qualitativas são aquelas decorrentes da execução orçamentária, que consistem em incorporação e desincorporação de ativos e/ou passivos,
os quais não representam alteração quantitativa patrimonial. Destaca-se em 2015, a incorporação de ativos mediante despesa orçamentária de
capital no valor de R$ 1.899.955,20, relativo à aquisição de equipamentos de informática.
Nota 1 – Transferências Intragovernamentais Recebidas - Compreendem os duodécimos recebidos do Poder Executivo, bem como as
transferências de almoxarifado, bens móveis, bens imóveis e softwares recebidas do FERM-PJ, em virtude de o controle patrimonial do Poder
Judiciário ocorrer de forma centralizada na UG 070001 – TJPE, conforme apresentados no quadro a seguir. Destaca-se que as referidas
transferências recebidas pelo TJPE aparecem como concedidas no FERM-PJ, anulando-se numa demonstração consolidada do Poder.
Nota 3 – Ganhos com Incorporação de Ativos – No total de R$ 269.965,56, referem-se principalmente às incorporações das devoluções de
materiais de consumo requisitados pelos diversos setores do Tribunal para o almoxarifado.
Nota 4 – Desincorporação de Passivos – Montante relativo a baixa de obrigações com pessoal de exercícios anteriores, especificamente com
parcela autônoma de equivalência PAE, pago a Magistrados, consoante informações da Secretaria de Gestão de Pessoas – SGP.
Nota 5 – Diversas Variações Patrimoniais Aumentativas – Destacam-se as variações patrimoniais aumentativas relativas a outras restituições,
no valor de R$ 1.275.452,47, decorrentes de encontros de contas de servidores e ex-servidores, bem como do registro de créditos a receber
por apropriação indébita.
Nota 6 – Serviços – A redução dessa variação em 2015, comparada ao valor de 2014, não significa uma redução de despesa, uma vez que
as variações patrimoniais apresentadas nesta demonstração não representam todas as variações do Poder Judiciário, pelo fato da UG 070002
FERM executar parte do orçamento. Por essa razão, a execução desse item em 2015 reduziu expressivamente em relação à 2014, enquanto que
na UG do FERM houve um aumento. Inclusive, em valores globais, houve uma diminuição, reflexo da política de redução de gastos, bem como
pelo registro de despesas orçamentárias de exercícios anteriores como ajuste de exercício anterior, tendo alcançado em 2015 o montante de R
$ 117.408.120,84, menor que o valor realizado em 2014 de R$ 118.987.533,02.
Nota 7 – Transferências Intragovernamentais Concedidas – Correspondem a transações realizadas entre unidades gestoras do Estado de PE,
pertencentes ao orçamento fiscal e da seguridade social, relativas a transferências de valores, bens móveis, imóveis, almoxarifado e/ou softwares.
Do montante total de R$ 4.117.170,33, destaca-se a doação para o Estado de Pernambuco, lei nº 15.243 de 19/03/2014, antigo prédio do Jornal
do Comércio (Rua do Imperador D. Pedro II, nº 346 e Rua Marquês do Recife, s/nº, bairro de Santo Antônio), no valor de R$ 4.000.000,00, em
conformidade com a documentação disponibilizada pela área de patrimônio em 28/04/15. Já o valor de R$ 109.408,31 refere-se a equipamentos
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de informática doados à Secretaria Executiva de Ressocialização do Estado de Pernambuco, conforme termo de doação nº 001/2015. Por sua
vez, a quantia de R$ 7.762,02 compreende créditos a receber transferidos para o FERM, relativos à dívida ativa arrecadada em 2015, cujos
recursos orçamentários pertencem aquela UGE.
Nota 8 – Transferências Intergovernamentais Concedidas - O montante de R$ 500.919,53 compreende imóvel permutado por outro de valor
semelhante com município de Toritama.
Nota 9 – Transferências a Instituições Privadas – Correspondem à despesa executada a título de subvenção social em favor da Caixa de
Assistência de Magistrados de Pernambuco (CAMPE), no montante de R$ 1.493.159,02, visando à prestação de serviços médicos e odontológicos
aos magistrados deste Poder e seus dependentes, conforme o Convênio nº 08/2012.
Nota 10 – Redução a Valor Recuperável e Ajuste para Perdas – Refere-se ao registro de ajuste para perdas realizado na conta de créditos a
receber, bem como na de dívida ativa não tributária, calculado com base na metodologia prevista no MCASP - 5º edição – Parte III, que considera
o histórico de recebimentos passados, detalhada no item 2.2.
O quadro a seguir apresenta os valores registrados a título de ajuste para perdas dos créditos a receber e dívida ativa, cujos cálculos estão
detalhados nas Nota 2 e 5 do balanço patrimonial. Além disso, a tabela abaixo evidencia o montante lançado pela desincorporação de outros
créditos não tributários, em razão de processos prescritos e não passíveis de inscrição em dívida ativa.
Nota 11 – Desincorporação de Ativos – O montante de R$ 3.269.313,62 refere-se a baixa de softwares, conforme definição da área técnica
responsável, quando da revisão da vida útil dos intangíveis.
Nota 12 – Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas – O valor de R$ 101.794,00 refere-se a outras indenizações e restituições. A redução
do montante em 2015, comparado a 2014, justifica-se pelo fato d as variações patrimoniais apresentadas nesta demonstração não representarem
todas as variações do Poder Judiciário, pelo fato da UG 070002 FERM executar parte do orçamento.
5. Balanço Orçamentário
Evidencia as receitas e as despesas previstas em confronto com as realizadas, conforme art. 102 da Lei nº 4.320/64.
Apresenta as receitas detalhadas por categoria econômica e origem, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o exercício, a
receita realizada e o saldo, que corresponde ao excesso ou déficit de arrecadação. Demonstra também as despesas por categoria econômica e
grupo de natureza da despesa, discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício (dotação inicial mais os créditos adicionais
abertos), as despesas empenhadas, as despesas liquidadas, as despesas pagas e o saldo da dotação.
De acordo com o disposto no MCASP e IPC 07 - Metodologia para Elaboração do Balanço Orçamentário, é composto pelos quadros:
Ressalta-se que por não ter ocorrido inscrição de Restos a Pagar Não Processados, tanto no exercício de 2015, assim como em 2014, não há
informações a serem apresentadas a esse título.
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Cabe esclarecer que o Balanço Orçamentário elaborado não contempla as transferências financeiras recebidas e concedidas, destacando-se
aquelas recebidas a título de duodécimos do Poder Executivo, em virtude do disposto nas orientações do MCASP, Parte V – Demonstrações
Contábeis Aplicadas ao Setor Público, conforme trecho abaixo:
"Os Balanços Orçamentários não consolidados (de órgãos e entidades, por exemplo),
poderão apresentar desequilíbrio e déficit orçamentário, pois muitos deles não são
agentes arrecadadores e executam despesas orçamentárias para prestação de
serviços públicos e realização de investimentos, sendo deficitários e dependentes
de recursos do Tesouro. Esse fato não representa irregularidade, devendo ser
evidenciado complementarmente por nota explicativa que demonstre o montante
da movimentação financeira (transferências financeiras recebidas e concedidas)
relacionadas à execução do orçamento do exercício.”
Como consequência desse dispositivo, o Balanço do TJPE apresenta um déficit justificado na Nota 1.
Nota 1 – Déficit – É obtido pela diferença entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas. O resultado deficitário, conforme evidenciado no
quadro abaixo, decorre essencialmente das transferências financeiras advindas do Estado a titulo de duodécimos, as quais não são consideradas
receitas orçamentárias neste Poder, vez que já foram computadas pela Secretaria da Fazenda na origem quando da arrecadação.
As transferências importaram em R$ 1.137.111.796,00, compondo este montante o valor de R$ 40.000.000,00 resultante da suplementação
ocorrida através do Decreto nº 41.953/2015. Também compõe o referido déficit, parte dos créditos adicionais suplementares abertos no exercício,
no valor de R$ 25.533.017,52, advindo da fonte de recurso do superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial do exercício anterior.
Ressalta-se que as receitas realizadas foram em sua maioria advindas dos rendimentos de aplicação financeira das fontes 101-Recursos
Ordinários – Recursos do Tesouro e 121-Alienação de Ativos.
Caso o modelo da demonstração, elaborado pela STN, considerasse as transferências recebidas e concedidas, o resultado apresentado seria
de R$ (14.176.531,21) .
Cabe esclarecer que o resultado persiste como deficitário, em razão de parte das despesas empenhadas terem sido custeadas por meio de
suplementação realizada com fonte de recursos do superávit financeiro no montante de R$ 25.533.017,52. Esta fonte de recursos representa a
utilização de sobra de caixa do exercício anterior, respeitando as vinculações legais.
Nota 2 – Saldos de Exercícios Anteriores (Utilizados para Créditos Adicionais) – O montante de R$ 25.533.017,52 representa o superávit
financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício de 2014, utilizado em sua totalidade como fonte para abertura de créditos adicionais
(suplementares) no exercício de 2015, detalhado no quadro abaixo.
NE 3 – Dotação Atualizada – A dotação inicial contemplava a liberação de recursos no montante de R$ 103.000.000,00, exclusivamente para
aplicação em investimentos do Poder, quantia que seria advinda de parte de operação de crédito a ser contraída pelo Poder Executivo. No entanto,
devido à crise econômica despontada no país, a liberação não se concretizou. Como consequência, o Estado reverteu o orçamento a seu favor,
anulando o correspondente das disponibilidades orçamentárias do Poder, conforme Decreto nº 42.464/2015. Diante de novas negociações, o
Governo do Estado concedeu uma suplementação de R$ 40.000.000,00, por meio do Decreto nº 41.953/2015 . Além disso, o Poder se valeu do
superávit financeiro do exercício anterior para também reforçar seu orçamento.
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Nota 4 – Despesas Empenhadas e Liquidadas – Atingiram o montante de R$ 1.161.955.282,30, correspondendo a 99,88% das autorizações,
representando uma economia na execução, saldo orçamentário não utilizado, da ordem de R$ 1.394.435,22, ou ainda, 0,22% das autorizações.
6. Balanço Financeiro
Evidencia as receitas e as despesas orçamentárias, bem como os ingressos e os dispêndios extraorçamentários, conjugados com os saldos de
caixa do exercício anterior e os que se transferem para o início do exercício seguinte.
Os ingressos de natureza orçamentária e extraorçamentária especificam, respectivamente, as receitas do ente, as transferências financeiras
recebidas, dentre estas, o duodécimo repassado pelo Estado, e os valores recebidos pertencentes a terceiros, como, por exemplo, consignações,
depósitos de diversas origens e os restos a pagar inscritos no exercício.
Os dispêndios orçamentários representam as despesas orçamentárias empenhadas. Já os dispêndios extraorçamentários são saídas de caixa
relativas a devoluções de cauções, pagamento de consignações e restos a pagar, entre outros.
Nota 1 – Receita Orçamentária – Em conformidade com a orientação da IPC 06 – Metodologia para elaboração do Balanço Financeiro, a receita
deve ser apresentada líquida das deduções. Entretanto, não ocorreu restituição por parte do TJPE, motivo pelo qual a coluna de deduções não
apresenta valores, conforme quadro abaixo .
Os recursos provenientes da alienação de outros ativos, no valor de R$ 227.182,90, referem-se a rendimentos de aplicação financeira, decorrente
de recursos disponíveis em Caixa ou Equivalentes de Caixa, originados de alienação de ativos.
Nota 2 –Transferências Financeiras Concedidas – Em 2015 não foram concedidos repasses financeiros. O valor de R$ 30.536.484,91 em
2014 corresponde a recurso transferido ao FERM-PJ relativo a saldo remanescente do superávit financeiro do exercício 2013, na fonte de recursos
diretamente arrecadados, conforme previsto no parágrafo único do art. 5º da Instrução de Serviço nº 07 / 2013, respaldada na Lei nº 14.989/2013.
Por não haver mais saldo a transferir, não há registro em 2015.
Nota 3 – Saldo em Espécie para o Exercício Seguinte – Através da análise comparativa, verifica-se a diminuição do resultado financeiro do
exercício, no montante de R$ 5.980.561,90, em relação ao saldo das disponibilidades existentes em 31/12/2014, reflexo do resultado orçamentário
deficitário, conforme quadro abaixo.
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Apresenta as entradas e as saídas de caixa classificadas em fluxo operacional, de investimento e de financiamento, permitindo avaliar a
capacidade da entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, além da análise da utilização de recursos próprios e de terceiros em suas atividades.
Elaborada pelo método direto, evidencia as movimentações ocorridas no exercício na conta Caixa e Equivalentes de Caixa.
A DFC é composta por: a) Quadro Principal; b) Quadro de Receitas Derivadas e Originárias; c) Quadro de Transferências Recebidas e Concedidas;
d) Quadro de Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função; e) Quadro de Juros e Encargos da Dívida.
Por estar no primeiro exercício de apresentação, a DFC não evidencia os valores da coluna referente ao exercício anterior, conforme previsto no
MCASP e na IPC 00 – Plano de Transição para Implantação da Nova Contabilidade.
Destaca-se que o fluxo de caixa positivo das operações custeia o fluxo negativo de investimento, representando que recursos operacionais foram
aplicados na aquisição de ativos não circulantes. Tal movimentação considera as despesas empenhadas e pagas no exercício, além daquelas
pagas a título de restos a pagar.
Nota 01 – Transferências Recebidas – Representam as transferências financeiras recebidas, no montante de R$ 1.137.111.796,00, advindo
do Poder Executivo a título de duodécimos, composto por R$ 1.097.111.796,00, previsto na Lei Orçamentária Anual – LOA, somado a R$
40.000.000,00, resultante do Decreto nº 41.953/2015 ambos para cobertura dos gastos classificados na fonte de recurso 010100000-Recursos
Ordinários - Administração Direta (Fonte Tesouro).
Nota 02 – Transferências Concedidas – Correspondem à despesa paga a título de subvenção social em favor da Caixa de Assistência
de Magistrados de Pernambuco (CAMPE), no montante de R$ 1.622.470,87, visando à prestação de serviços médicos e odontológicos aos
magistrados deste Poder e seus dependentes, conforme o Convênio nº 08/2012.
Tal sistemática está em conformidade com o disposto no MCASP, Parte V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público, item 6.5, que
orienta ajustar o saldo da conta caixa e equivalentes de caixa quando há valores vinculados em sua composição. Tal situação decorre do fato
da despesa orçamentária paga está evidenciada pelo seu valor bruto, quando em sua execução o pagamento é realizado pelo valor líquido aos
credores e o recolhimento das respectivas retenções ocorrerem em data diversa. Além disso, os valores de terceiros, a exemplo de cauções,
compõem o saldo de caixa e equivalentes de caixa e constam nessa movimentação extraorçamentária por não representar ingressos e dispêndios
operacionais, de investimentos, tampouco financiamento.
Em atenção ao item 11 do Anexo VI da Resolução TCE nº 23/2015, que trata da elaboração das Notas Explicativas, foi elaborado o quadro abaixo
referente a movimentação das fontes de recursos, contendo o saldo inicial, entradas, saídas e saldo final.
Fonte Fonte
Discriminação 101000000 121000000 TOTAL
Recurso do Alienação de Ativos
Tesouro Estadual
Saldo inicial 2015 (I) 23.631.641,80 1.901.375,72 25.533.017,52
Entradas (II) 1.147.551.568,19 227.182,90 1.147.778.751,09
Duodécimos Recebidos 1.137.111.796,00 - 1.137.111.796,00
Receitas Orçamentárias 10.439.772,19 227.182,90 10.666.955,09
Saídas (III) 1.160.055.327,10 1.899.955,20 1.161.955.282,30
Despesas Liquidadas 1.160.055.327,10 1.899.955,20 1.161.955.282,30
Saldo Final 2015 (IV) = (I + II - III) 11.127.882,89 228.603,42 11.356.486,31
Fonte: e-Fisco Financeiro
Recife, 18/03/2016
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Nota 1: Em razão do sistema DJe não reconhecer gráficos e alguns caracteres especiais, um gráfico foi excluído e a formatação das
demonstrações contábeis e notas explicativas podem diferir das encaminhadas ao TCE.
Nota 2: A prestação de contas anual do Poder encontra-se publicada no portal da transparência do TJPE e no site do TCE/PE.
EXERCICIO: 2015
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EXERCICIO: 2015
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EXERCÍCIO: 2015
RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS Notas PREVISÃO INICIAL PREVISÃO ATUALIZADA RECEITAS REALIZADAS SALDO
(a) (b) (c) (d) = (c-b)
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EXERCÍCIO: 2015
INSCRITOS
Notas EM EXERCÍCIOS EM 31 DE LIQUIDADOS PAGOS CANCELADOS SALDO
ANTERIORES DEZEMBRO (c) (d) (e) (f) = (a+b-c-e)
(a) DO EXERCÍCIO
ANTERIOR
(b)
DESPESAS CORRENTES - - - - - -
DESPESAS DE CAPITAL - - - - - -
TOTAL - - - - - -
EXERCÍCIO: 2015
INSCRITOS
Notas EM EM 31 DE DEZEMBRO PAGOS CANCELADOS SALDO
EXERCÍCIOS DO EXERCÍCIO (c) (d) (e) = (a+b-c-d)
ANTERIORES ANTERIOR
(a) (b)
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EXERCICIO : 2015
EXERCICIO 2015
Exercício Atual
TRANSFERÊNCIAS RECEBIDAS
Intergovernamentais -
da União -
de Estados e Distrito Federal -
de Municípios -
Intragovernamentais -
Outras transferências recebidas -
Total das Transferências Recebidas -
TRANSFERÊNCIAS CONCEDIDAS
Intergovernamentais -
a União -
a Estados e Distrito Federal -
a Municípios -
Intragovernamentais 40.864.036,50
Outras transferências concedidas -
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EXERCICIO 2015
Exercício Atual
Judiciária 113.463.773,56
Encargos Especiais -
Total dos Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função 113.463.773,56
EXERCICIO 2015
Exercício Atual
Juros e Correção Monetária da Dívida Interna -
Juros e Correção Monetária da Dívida Externa -
Outros Encargos da Dívida -
Total dos Juros e Encargos da Dívida -
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
Unidade Gestora Executora – 070002-Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário de Pernambuco – FERM-PJ
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), órgão integrante do Poder Judiciário estadual, nos termos do art. 92 da Constituição Federal de
1988, detentor de autonomia administrativa e financeira, tem como atividade precípua a prestação jurisdicional buscando solucionar os conflitos
da sociedade de forma mais célere e acessível, contribuindo, assim, com a paz social.
Compromissado na implementação de várias ações necessárias ao atingimento de sua missão, este Poder vem implantando vários projetos em
prol da celeridade processual, melhoria de sua estrutura física e tecnológica, política de valorização funcional dos servidores, dentre outros.
Nesse contexto, merece destaque o Processo Judicial Eletrônico (PJe), capitaneado e desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
em parceria com os tribunais e a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), objetivando a automação de todo o Judiciário Nacional.
Considerado um marco na história do Judiciário brasileiro, vem sendo desenvolvido sobre uma base tecnológica sólida, poderosa e segura em
relação à operacionalização por todos os usuários envolvidos nesse processo, interligado diretamente com a Receita Federal do Brasil, para
assegurar a identificação adequada das partes, e com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, para garantir a regularidade de
atuação dos advogados.
As vantagens advindas do uso dessa ferramenta são muitas, como por exemplo: aumento da celeridade processual, responsabilidade com meio
ambiente ante redução da utilização de papel, redução das construções ou aquisições de imóveis, custeio e pessoal, melhoria de acessibilidade
do cidadão ao Judiciário Nacional, entre outros.
No âmbito do TJPE, o uso dessa ferramenta alcançou 35,5% de sua estrutura total, motivo pelo qual em agosto de 2015, o CNJ reconheceu este
Tribunal como a corte de justiça estadual com maior número de processos tramitando via Processo Judicial Eletrônico (PJe).
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Va le mencionar que o Poder apresentou resultados positivos na prestação jurisdicional a sociedade, o exemplo foi o cumprimento da Meta 1 do
CNJ que é julgar mais processos que a quantidade dos que são distribuídos no mesmo exercício, cujo indicador correspondeu a 103,45% em
2015. Outro exemplo, elogiado nacionalmente, pela estrutura montada, foi o Mutirão para diminuição de pendências nas Varas de Executivos
Fiscais de Recife, realizado em julho de 2015, fruto de parceria firmada entre o TJPE, Governo do Estado e Prefeitura da Cidade do Recife.
No aspecto econômico, o exercício de 2015 foi marcado por uma crise nacional, que impôs a adoção de contingências orçamentárias e financeiras.
Impactado com esse cenário, o TJPE implementou um conjunto de ações visando o equilíbrio orçamentário e financeiro do Poder. Para tanto,
reduziu despesas com gratificações, diárias, passagens, extinguiu alguns cargos comissionados e diminuiu o número de terceirizados e os gastos
com investimentos.
Em relação à gestão dos recursos públicos consignados na Lei Orçamentária Anual (LOA), o Poder opera com duas Unidades Gestoras
Executoras (UGE), a 070001–Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a 070002–Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do
Poder Judiciário (FERM-PJ), este criado por meio da Lei 14.989/2013, iniciando suas operações em setembro/2013.
Diante do cenário brasileiro de convergência aos padrões internacionais de contabilidade, continuamos envidando esforços para reconhecer,
mensurar e evidenciar o patrimônio público da melhor forma, com o objetivo de refletir a realidade patrimonial da instituição, conforme normatizado
pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público ( NBCT SP
16), regulamentadas pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público ( MCASP), editado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Essas mudanças vêm ocorrendo de forma gradual, em observância aos normativos vigentes, considerando a dimensão que esse processo de
construção requer, dentre outros, mudança de cultura e adaptações nos sistemas informatizados.
Um dos marcos nesse processo foi a adoção do novo Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), em 2014, de uso obrigatório pelos
entes da federação, que visa possibilitar a consolidação das contas nacionais, exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Além do PCASP, desde o exercício de 2014, as demonstrações contábeis – Balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial e Demonstração
das Variações Patrimoniais – vem sendo elaboradas em novos modelos, com base nas orientações contidas no MCASP e nas Instruções de
Procedimentos Contábeis – IPC, publicadas pela STN. Em relação à Demonstração dos Fluxos de Caixa, esta não foi elaborada em 2014, em
virtude da faculdade conferida pelo art. 1º da Portaria STN nº 733/2014, razão pela qual a de 2015 não apresenta os dados relativos ao exercício
anterior.
As Notas Explicativas foram elaboradas na seguinte ordem:
2.1 Disponibilidades
As disponibilidades são mensuradas ou avaliadas pelo valor original. As aplicações financeiras de liquidez imediata são mensuradas ou avaliadas
pelo valor original, atualizadas até a data do Balanço Patrimonial. As atualizações apuradas são contabilizadas em contas de resultado.
Os direitos e as obrigações são mensurados ou avaliados pelo valor original, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio
vigente na data do Balanço Patrimonial.
2.3 Estoques
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Os bens adquiridos com recursos orçamentários do fundo são registrados com base no valor de aquisição/produção e sistematicamente
transferidos para UGE 070001-TJPE, possibilitando assim o adequado controle patrimonial unificado, tanto das entradas como das saídas de
estoques. Por sua vez, o método para mensuração e avaliação das saídas dos estoques ocorridas no TJPE é o custo médio ponderado, conforme
o inciso III, art. 106 da Lei 4.320/64.
2.4 Imobilizado
O ativo imobilizado adquirido com recursos orçamentários do fundo, incluindo os gastos adicionais ou complementares, é mensurado com base
no valor de aquisição, produção ou construção e sistematicamente transferido para a unidade TJPE, conforme o art. 6º da lei nº 14.989/2013,
o qual prevê a incorporação de todos bens adquiridos ao patrimônio do Poder Judiciário do Estado, possibilitando assim o adequado controle
patrimonial unificado.
2.5 Intangível
Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade pública ou exercidos com essa
finalidade, compreendendo o registro de softwares. É mensurado ou avaliado com base no valor de aquisição ou de produção. Dessa forma, os
softwares adquiridos com recursos orçamentários do fundo, assim como ocorre com os itens 2.3 e 2.4, são sistematicamente transferidos para a
unidade TJPE, possibilitando assim o adequado controle patrimonial unificado, das entradas e baixas patrimoniais.
A depreciação representa a redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. No
entanto, ainda não há o reconhecimento deste fenômeno nas demonstrações do Poder, em virtude da limitação do atual sistema de controle
patrimonial, fato que será sanado com a implantação de uma nova ferramenta em discussão na instituição. De qualquer forma, quando ocorrer
o fato, será evidenciado na unidade gestora TJPE devido o controle patrimonial ser centralizado na referida unidade.
A amortização, por sua vez, é realizada para bens incorpóreos registrados como ativo intangível. A causa que influencia a redução do valor do
ativo é a existência ou exercício de duração limitada, prazo legal ou contratualmente limitado. Esse fenômeno ocorre apenas na unidade gestora
TJPE, pelos mesmos motivos da centralização do controle patrimonial.
As receitas são reconhecidas quando arrecadadas e as despesas quando empenhadas, ambas pelo seu valor nominal, classificadas em
conformidade com a Parte I e Anexo do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), editado pela STN, que trata dos aspectos
orçamentários.
3. Balanço Patrimonial
Evidencia, qualitativa e quantitativamente, a situação patrimonial da entidade pública, por meio de contas representativas do patrimônio público,
bem como os atos potenciais, registrados em contas de compensação, conforme definição contida no MCASP.
Em atenção ao disposto no MCASP e na IPC 04, Metodologia para Elaboração do Balanço Patrimonial, foram elaborados os seguintes quadros:
Nota 1 – Caixa e Equivalente de Caixa – Compreende os valores disponíveis em moeda nacional, conforme detalhamento abaixo:
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Nota 2 – Créditos a Curto Prazo – Compreende os valores a receber por transações realizáveis no curto prazo, relacionadas a adiantamentos
concedidos a servidores para futura prestação de contas (s uprimentos de fundos institucional) e créditos relativos a transações entre a UGE TJPE
e a UGE FERM-PJ, conforme evidenciados no quadro a seguir.
Nota 3 – Estoque, Imobilizado e Intangível - Não apresentam saldo, uma vez que as aquisições de materiais para estoque, bens móveis e
imóveis, assim como de intangíveis relacionados a softwares, adquiridas com recursos orçamentários do Fundo são sistematicamente transferidas
para a UG 070001 – TJPE, que detém o controle patrimonial centralizado.
Nota 4 – VPD Pagas Antecipadamente – Pagamentos de variações patrimoniais diminutivas (VPD) antecipadas, detalhadas no quadro abaixo,
cujos benefícios ou prestação de serviço à entidade ocorrerão até o termino do exercício seguinte.
Nota 5 – Demais Obrigações a Curto Prazo – Compreende outras obrigações da entidade junto a terceiros, destacando-se as obrigações com
depósitos de terceiros e FUNAFIN a recolher na época própria, conforme quadro.
Nota 6 – Resultados Acumulados – Compõe o Patrimônio Líquido - PL da entidade e encontra-se detalhado no quadro a seguir. Quando
comparado com o resultado de exercícios anteriores no montante de R$ 234.504.720,28, evidencia um acréscimo de R$ 18.367.425,10.
Quanto aos ajustes de exercícios anteriores registrados em 2015, correspondem a lançamentos realizados em decorrência dos fatos contábeis
do exercício 2014 e anteriores, conforme detalhado a seguir.
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Ressalta-se que o aumento no valor de ajustes registrado em 2015 é reflexo da observância dos princípios de contabilidade, em especial o da
competência, bem como da orientação do MCASP, parte II - Procedimentos Contábeis Patrimoniais, capítulo 10, que trata do Reflexo Patrimonial
das Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), definindo as situações em que as DEA devem ser consideradas como variação patrimonial do
exercício ou como ajuste de exercícios anteriores.
O fato evidenciado como Ajustes de Exercícios Anteriores – Desincorporação do Disponível, no montante de R$ 728,14, compreende a
desincorporação de disponível em virtude de divergências na conciliação bancária da conta relativa a suprimento institucional, estando o
registro contábil no e-Fisco maior que o saldo de banco. Em 2015, foram identificados os lançamentos equivocados de prestação de contas
que ocasionaram tal diferença, os quais foram regularizados através de registros a contrapartida da referida conta de ajustes. Tal situação
foi excepcional e decorreu do grande volume de suprimentos institucionais concedidos naquele exercício somado à ausência de um sistema
informatizado que possibilitasse otimizar as conciliações que até hoje são realizadas manualmente.
Nota 7 – Evidencia a composição patrimonial, conforme estrutura determinada na Lei Federal nº 4.320/64. O patrimônio é dividido em ativo, passivo
e patrimônio líquido. O ativo e passivo são segregados em financeiro e permanente, os quais representam, respectivamente, a independência ou
não de autorização orçamentária / legislativa. É por meio desse quadro que pode ser calculado o superávit financeiro do exercício, ao comparar
o ativo e o passivo financeiros, correspondendo em 2015 ao montante de R$ 253.031.346,43, detalhado em quadro próprio, conforme Nota 9.
Nota 8 – Evidencia as contas representativas dos atos que possam vir a afetar o patrimônio, denominados atos potenciais do ativo e do passivo.
Entretanto, ainda não há informações a esse título, especialmente daquelas relacionadas a garantias e contragarantias recebidas e direitos
contratuais. No entanto, esforços estão sendo despendidos objetivando a efetiva evidenciação.
Nota 9 – O superávit financeiro representa a diferença positiva entre o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro, sendo apresentado nesse
quadro por destinação de recursos. Esse montante, quando positivo, representa fonte de recursos para abertura de crédito adicional no exercício
seguinte, pois em sua essência, é sobra de recurso que pode ser utilizada futuramente, observadas as vinculações legais.
Evidencia as alterações ocorridas no patrimônio da entidade, resultantes ou independentes da execução orçamentária, indicando o resultado
patrimonial do exercício, apurado através do confronto entre as variações patrimoniais quantitativas aumentativas e diminutivas, conforme definição
do MCASP.
A DVP foi elaborada no modelo analítico, detalhando os subgrupos das variações patrimoniais em um único quadro, conforme previsão da IPC
05 – Metodologia para Elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais e do MCASP.
Conforme facultado pelo MCASP e pela IPC 05, a DVP não apresenta o Quadro de Variações Patrimoniais Qualitativas. As variações patrimoniais
qualitativas são aquelas decorrentes da execução orçamentária, que consistem em incorporação e desincorporação de ativos e/ou passivos,
os quais não representam alteração quantitativa patrimonial. Destaca-se em 2015, a incorporação de ativos mediante despesa orçamentária de
capital no valor de R$ 44.837.560,67, relativo à aquisição de equipamentos e material permanente, de softwares, bem como realização de obras
e instalações e outros.
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Nota 1 – Transferências Intragovernamentais – Em 2015, compreendem somente os créditos a receber transferidos da UGE 070001 – TJPE,
relativos à dívida ativa arrecadada em 2015, cujos recursos orçamentários pertencem à UGE 070002 – FERM. Destaca-se, do montante de R
$ 30.900.914,92, em 2014, o repasse financeiro recebido da UGE 070001 – TJPE, de R$ 30.536.484,91, relativo ao saldo remanescente do
superávit financeiro do exercício 2013 na fonte de recursos diretamente arrecadados, conforme previsto no parágrafo único do art. 5º da Instrução
de Serviço nº 07/2013, respaldada na Lei nº 14.989/2013 .
Nota 2 – Diversas Variações Patrimoniais Aumentativas – Compreendem principalmente a receita pela administração dos depósitos judiciais
em bancos oficiais, no montante arrecadado de R$ 31.388.586,92, conforme detalhado no quadro abaixo.
Nota 3 – Serviços – O aumento dessa variação em 2015, comparada ao valor de 2014, não significa um acréscimo de despesa do Poder, uma
vez que as variações patrimoniais apresentadas nesta demonstração não representam a totalidade das variações da instituição, pelo fato da UG
070001 - TJPE executar parte do orçamento. Inclusive, em valores globais, houve uma diminuição, reflexo da política de redução de gastos, bem
como pelo registro de despesas orçamentárias de exercícios anteriores como ajuste de exercício anterior, tendo alcançado em 2015 o montante
de R$ 117.408.120,84, menor que o valor realizado em 2014 de R$ 118.987.533,02.
Nota 4 –Transferências Intragovernamentais Concedidas – Correspondem a transações realizadas entre unidades gestoras do Estado de
PE, pertencentes ao orçamento fiscal e da seguridade social, relativas a transferências de valores, bens móveis, imóveis, almoxarifado e/ou
softwares. Em sua maioria, trata-se de bens transferidos para a UGE 070001-TJPE, em virtude do controle patrimonial ser centralizado nesta
unidade. Esses valores aparecem como recebidos no TJPE, anulando-se numa demonstração consolidada do Poder.
Os repasses financeiros concedidos, evidenciados acima no valor de R$ 40.864.036,50, compreendem o repasse ao Poder Executivo Estadual
de R$ 40.000.000,00, conforme Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização, repressão à criminalidade e combate à violência,
bem como o montante de R$ 864.036,50 transferido para a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação na Assistência Judiciária
do Estado, conforme previsto na Lei n 11.404/96.
Nota 5 – Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas – Destaca-se a despesa com auxílio alimentação e auxílio transporte para ajuda de
custo aos voluntários do Poder Judiciário, conforme regulamentado na Resolução nº 191/2006, cujos valores estão detalhados no quadro abaixo.
Demonstra as receitas e as despesas previstas em confronto com as realizadas, conforme art. 102 da Lei nº 4.320/64.
Apresenta as receitas detalhadas por categoria econômica e origem, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o exercício, a
receita realizada e o saldo, que corresponde ao excesso ou déficit de arrecadação. Demonstra também as despesas por categoria econômica e
grupo de natureza da despesa, discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício (dotação inicial mais os créditos adicionais
abertos), as despesas empenhadas, as despesas liquidadas, as despesas pagas e o saldo da dotação.
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De acordo com o disposto no MCASP e na IPC 07 - Metodologia para Elaboração do Balanço Orçamentário, é composto pelos quadros:
Ressalta-se que por não ter ocorrido inscrição de Restos a Pagar Não Processados, tanto no exercício de 2015, assim como em 2014, não há
informações a serem apresentadas a esse título.
Cabe esclarecer que o modelo do Balanço Orçamentário não contempla as transferências financeiras recebidas e concedidas, em virtude do
disposto nas orientações do MCASP, Parte V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público, conforme trecho abaixo:
"Os Balanços Orçamentários não consolidados (de órgãos e entidades, por exemplo),
poderão apresentar desequilíbrio e déficit orçamentário, pois muitos deles não são
agentes arrecadadores e executam despesas orçamentárias para prestação de
serviços públicos e realização de investimentos, sendo deficitários e dependentes
de recursos do Tesouro. Esse fato não representa irregularidade, devendo ser
evidenciado complementarmente por nota explicativa que demonstre o montante
da movimentação financeira (transferências financeiras recebidas e concedidas)
relacionadas à execução do orçamento do exercício.”
No decorrer do exercício de 2015, o FERM não recebeu transferências financeiras de recursos. Quanto às concedidas, compreendem o repasse
financeiro ao Poder Executivo Estadual no valor de R$ 40.000.000,00, conforme Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização,
repressão à criminalidade e combate à violência, além dos repasses financeiros à Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação
na Assistência Judiciária do Estado, no valor total de R$ 864.036,50 conforme previsto na Lei n 11.404/96.
De acordo com a declaração da Coordenadoria de Orçamento e Planejamento deste Tribunal, em cumprimento ao § 4º, art. 6º da Resolução
TJPE nº 378/2015, a referida transferência financeira e orçamentária ao Poder Executivo, no montante de R$ 40.000.000,00, em que pese não
estar relacionada às metas prioritárias do citado fundo, não comprometeu, nem prejudicou, a implementação e/ou o andamento de quaisquer das
atividades ou metas prioritárias definidas na Lei nº 14.989/2013, e regulamentas na resolução acima mencionada.
Nota 1 – Receitas Arrecadadas – Superaram em 15,73% o montante das receitas inicialmente previstas, representando um excesso de
arrecadação no valor R$ 29.761.945,30, conforme evidenciado no quadro abaixo.
Nota 2 – Receita Tributária – A receita tributária compreende as receitas diretamente arrecadadas, relativas a Custas, Taxas Judiciais e Taxas
Extrajudiciais (Taxa de Serviços Notariais ou de Registro – TSNR), sendo apresentada pelo seu valor líquido, conforme orientação da IPC 07. A
receita tributária bruta arrecadada foi de R$ 151.148.589,51, sendo deduzido o montante de R$ 865.837,61, resultando numa receita tributária
líquida de R$ 150.282.751,90, correspondente ao crescimento de 14,36% em relação ao exercício de 2014. As deduções da receita correspondem
a restituições de recursos recebidos a maior ou indevidamente.
Nota 3 – Outras Receitas Correntes – É impactada principalmente pela arrecadação da receita advinda da remuneração pela administração
dos depósitos judiciais em bancos oficiais, cuja previsão orçamentária encontra-se no grupo de receita patrimonial. A divergência na classificação
foi ocasionada por mudança no entendimento ainda no exercício 2014, ao considerar que os depósitos judiciais não constituem patrimônio deste
Poder, não podendo ser classificada como receita patrimonial. Dessa forma, o montante arrecadado foi registrado no grupo de outras receitas
correntes. Por esse motivo, os valores realizados em outras receitas correntes são bastante superiores ao previsto, enquanto no grupo de receitas
patrimoniais ocorre o inverso.
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Nota 4 – Saldo de Exercícios Anteriores (Utilizado para Créditos Adicionais) – O valor de R$ 50.000.000,00 representa parte do superávit
financeiro dos recursos diretamente arrecadados, apurado no balanço patrimonial do exercício de 2014, utilizado como fonte para abertura de
créditos adicionais suplementares no exercício de 2015, conforme Decretos nºs 42.454/2015 e 42.406/2015, nos montantes de R$ 10.000.000,00
e R$ 40.000.000,00, respectivamente.
Nota 5 – Dotação Atualizada – Em relação à dotação inicial, apresenta um acréscimo no montante de R$ 10.000.000,00. Tal fato decorre do
aumento de R$50.000.000,00 por suplementação, que teve por fonte o superávit financeiro do exercício anterior, evidenciado na nota 4 acima,
além da diminuição de R$40.000.000,00, por meio de anulação de dotação do FERM em favor da Secretaria de Defesa Social, conforme Decreto
nº 42.407/2015, no cumprimento do disposto na Lei nº 15.648/2015.
Nota 6 – Despesas Empenhadas e Liquidadas – Atingiram o montante de R$ 159.703.474,64, correspondendo a 80,17% da dotação atualizada,
representando uma economia na execução de R$ 39.507.625,36, ou, ainda, 19,83% das autorizações.
Nota 7 – Superávit Orçamentário – Obtido pela diferença entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas, apresenta-se superavitário
conforme evidenciado abaixo.
6. Balanço Financeiro
Evidencia as receitas e as despesas orçamentárias, bem como os ingressos e os dispêndios extraorçamentários, conjugados com os saldos de
caixa do exercício anterior e os que se transferem para o início do exercício seguinte.
Os ingressos de natureza orçamentária e extraorçamentária especificam, respectivamente, as receitas do ente, as transferências financeiras
recebidas e os valores recebidos pertencentes a terceiros, a exemplo de consignações, depósitos de diversas origens e os restos a pagar inscritos
no exercício.
Os dispêndios orçamentários representam as despesas orçamentárias empenhadas. Já os dispêndios extraorçamentários são saídas de caixa,
relativas a devoluções de cauções, pagamento de consignações e restos a pagar, entre outros.
Nota 1 – Receita Orçamentária – Em conformidade com a orientação do MCASP e da IPC 06 – Metodologia para elaboração do Balanço
Financeiro, a receita deve ser apresentada líquida de deduções . São tratadas como deduções da receita do FERM-PJ especificamente as
restituições de Custas, Taxas Judiciais, bem como de Taxas Extrajudiciais (Taxa de Serviços Notariais ou de Registro – TSNR) recebidas a maior
ou indevidamente evidenciadas abaixo.
Nota 2 – Transferências Financeiras Recebidas – Não houve recebimento de transferências no exercício de 2015. Entretanto, o valor de R
$ 30.536.484,91 em 2014 corresponde a recurso transferido pela UGE 070001 – TJPE relativo ao saldo remanescente do superávit financeiro
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do exercício 2013 na fonte de recursos diretamente arrecadados, conforme previsto no parágrafo único do art. 5º da Instrução de Serviço nº
07/2013, respaldada na Lei nº 14.989/2013 .
Nota 3 – Transferências Financeiras Concedidas – Compreendem o repasse financeiro ao Poder Executivo Estadual no valor de R$
40.000.000,00, conforme Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização, repressão à criminalidade e combate à violência, bem
como os repasses financeiros à Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação na Assistência Judiciária do Estado, no valor total
de R$ 864.036,50 conforme previsto na Lei n 11.404/96
.
Nota 4 – Saldo em Espécie para o Exercício Seguinte - Através da análise comparativa verifica-se o aumento do resultado financeiro do
exercício, no montante de R$ 21.018.541,70, em relação ao saldo das disponibilidades existentes em 31/12/2014, evidenciando assim a variação
positiva ocorrida nas disponibilidades financeiras da unidade gestora, no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2015, conforme quadro.
O resultado positivo provém do resultado superavitário da execução orçamentária.
Apresenta as entradas e as saídas de caixa classificadas em fluxo operacional, de investimento e de financiamento, permitindo avaliar a
capacidade da entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, além da análise da utilização de recursos próprios e de terceiros em suas atividades.
Elaborada pelo método direto, evidencia as movimentações ocorridas no exercício na conta Caixa e Equivalentes de Caixa.
A DFC é composta por: a) Quadro Principal; b) Quadro de Receitas Derivadas e Originárias; c) Quadro de Transferências Recebidas e Concedidas;
d) Quadro de Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função; e) Quadro de Juros e Encargos da Dívida.
Por estar no primeiro exercício de apresentação, a DFC não evidencia os valores referente ao exercício anterior, conforme previsto no MCASP
e na IPC 00 – Plano de Transição para Implantação da Nova Contabilidade.
Destaca-se que o fluxo de caixa positivo das operações custeia o fluxo negativo de investimento, representando que recursos operacionais foram
aplicados na aquisição de ativos não circulantes. Tal movimentação considera as despesas empenhadas e pagas no exercício, além daquelas
pagas a título de restos a pagar.
Nota 1 – Transferências Concedidas – Representam o repasse financeiro ao Poder Executivo Estadual no valor de R$ 40.000.000,00, conforme
Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização, repressão à criminalidade e combate à violência, bem como o montante de R
$ 864.036,50 transferido para a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação na Assistência Judiciária do Estado, conforme
previsto na Lei n 11.404/96.
Nota 2 – Geração Líquida Extraorçamentária – Corresponde à movimentação de recursos extraorçamentários no montante de R$ 639.803,48,
representados principalmente por retenções e depósitos diversos, que afetaram positivamente o saldo da conta Caixa e Equivalentes de Caixa.
Tal sistemática está em conformidade com o disposto no MCASP, Parte V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público, item 6.5,
que orienta ajustar o saldo da conta caixa e equivalentes de caixa quando há valores vinculados em sua composição. Tal situação decorre do
fato da despesa orçamentária paga estar evidenciada pelo seu valor bruto, quando em sua execução o pagamento é realizado pelo valor líquido
aos credores e o recolhimento das respectivas retenções ocorrem em data diversa. Além disso, os valores de terceiros, a exemplo de cauções,
compõem o saldo de caixa e equivalentes de caixa e constam nessa movimentação extraorçamentária por não representar ingressos e dispêndios
operacionais, de investimentos, tampouco financiamento.
Em atenção ao item 11 do Anexo VI da Resolução TCE nº 23/2015, que trata da elaboração das Notas Explicativas, foi elaborado o quadro abaixo
referente a movimentação das fontes de recursos, contendo o saldo inicial, entradas, saídas e saldo final.
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Recife, 18/03/2016
Nota 1: Em razão do sistema DJe não reconhecer gráficos e alguns caracteres especiais, um gráfico foi excluído e a formatação das
demonstrações contábeis e notas explicativas podem diferir das encaminhadas ao TCE.
Nota 2: A prestação de contas anual do Poder encontra-se publicada no portal da transparência do TJPE e no site do TCE/PE.
O EXMO. DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
PERNAMBUCO, EXAROU EM DATA DE 13.04.2016, O SEGUINTE DESPACHO:
E-mail (Datado de 12.04.2016 – RP 34795/2016) – Exma. Dra. Nahiane Ramos Mattos – ref. férias: “Defiro o pedido, ante a anuência do
Presidente do TRE.”
O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU, NA DATA DE 14/04/2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:
Ofício datado de 07/04/2016 – Requerente: Exmo. Dr. Carlos Magno Cysneiros Sampaio, Juiz de Direito da 2ª Vara de Família e Registro
Civil da Comarca da Capital – DESPACHO: “À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento no art. 1º da Resolução nº 372,
de 30 de setembro de 2014, autorizo a compensação requerida pelo Exmo. Dr. Carlos Magno Cysneiros Sampaio, Juiz de Direito da 2ª
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Vara de Família e Registro Civil da Comarca da Capital , ficando o plantão judiciário de 27/02/2016 compensado com o expediente forense
do dia 22/04/2016 ”.
E-mail datado de 26/02/2016 – Requerente: Exmo. Dr. Uraquitan José dos Santos, Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Vitória de Santo Antão – DESPACHO: “À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento no art. 1º da Resolução nº 372, de 30
de setembro de 2014, autorizo a compensação requerida pelo Exmo. Dr. Uraquitan José dos Santos, Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da
Comarca de Vitória de Santo Antão , ficando os plantões judiciários de 14/12/2014 e 25/12/2014 compensados com os expedientes forenses
dos dias 15 e 29/04/2016 ".
O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU EM DATA DE 13.04.2016, O SEGUINTE DESPACHO:
E-mail – (Datado de 12.04.2016 – RP nº 34611/2016) – Exma. Dra. Nahiane Ramalho de Mattos – ref. pagamento de verba indenizatória: “Ante
a informação supra, defiro o pedido de pagamento da verba de diferença de entrância “pro rata tempore” formulado pela Exma. Dra. Nahiane
Ramalho de Mattos, referente ao exercício junto à 2ª Vara da Comarca de Surubim (2ª Entrância), no período de 10 a 18.03.2016; 21 e 22.03.2016,
durante o afastamento do Exmo. Dr. Joaquim Francisco Barbosa, pelos seguintes motivos: licença para acompanhar pessoa doente da família,
licença nojo e Compensação de Plantão, atentando-se para o limite legal”.
O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU, NA DATA DE 13/04/2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:
Requerimento datado de 11/04/2016 – Requerente: Exma. Dra. Maria do Carmo da Costa Soares, Juíza de Direito Substituta de 2ª
Entrância – DESPACHO: “À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento no art. 1º da Resolução nº 372, de 30 de setembro
de 2014, autorizo a compensação requerida pela Exma. Dra. Maria do Carmo da Costa Soares, Juíza de Direito Substituta de 2ª Entrância
, ficando o plantão judiciário de 17 /10/2015 compensado com o expediente forense do dia 20/04/2016 ”.
E-mail datado de 07/04/2016 – Requerente: Exmo. Dr. Waldemiro de Araújo Lima Neto, Juiz de Direito do Juizado Especial Cível e das
Relações de Consumo da Comarca de Vitória de Santo Antão – DESPACHO: "À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento
no art. 1º da Resolução nº 372, de 30 de setembro de 2014, autorizo a compensação requerida pelo Exmo. Dr. Waldemiro de Araújo Lima
Neto, Juiz de Direito do Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da Comarca de Vitória de Santo Antão , ficando o plantão
judiciário de 13/02/2015 compensado com o expediente forense do dia 22/04/2016 ".
Gabinete da Presidência
Interessados: Emanuela de Souza Siqueira Carneiro (2ª Vara Cível da Comarca de Pesqueira) e Josivagno Santos da Silva (4ª Vara Criminal
da Comarca de Caruaru).
DESPACHO
Acolho os argumentos esboçados no opinativo exarado pela Secretaria de Gestão de Pessoas, em 01/04/2016, e, por via de consequência,
defiro o pleito .
Adotem-se as providências necessárias para a expedição das respectivas portarias de lotação, fazendo nelas constar o interesse da
Administração.
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Gabinete da Presidência
REF.: Requerimento em tramitação no Sistema SGP Digit@l, registrado sob o nº 6827/2014, da servidora Rayana Almeida Arruda, solicitando
mudança de lotação entre Polos diversos, da Comarca de Escada para a Comarca de Itambé, Condado, Itaquitinga ou Macaparana.
DESPACHO
Acolho os argumentos esboçados no opinativo exarado pela Secretaria de Gestão de Pessoas, em 01/04/2016, e, por via de consequência,
defiro o pleito .
Adotem-se as providências necessárias para a expedição da respectiva portaria de lotação, fazendo nela constar o interesse da Administração.
Núcleo de Precatórios
O Excelentíssimo Juiz Ailton Alfredo de Souza, Assessor Especial da Presidência, no uso dos poderes conferidos por delegação da
Presidência, exarou os seguintes despachos:
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DESPACHO
Cuida-se de precatório inscrito em regime especial de pagamento, classificado em 1º (primeiro) lugar na ordem cronológica do Município devedor.
Certifique-se a disponibilidade financeira nos presentes autos.
Após, remetam-se ao Setor de Cálculos para atualizar a dívida, com dedução dos encargos legais, se houver.
Por fim, expeçam-se os respectivos alvarás, intimando-se as partes beneficiárias para o recebimento.
Publique-se e cumpra-se.
Recife, 05 de abril de 2016
Dr. Ailton Alfredo de Souza
Juiz Assessor Especial da Presidência
Coordenador do Núcleo de Precatórios em exercício
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1ª VICE-PRESIDÊNCIA
CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo de
Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 173/224.
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Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.
Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.
Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.
Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.
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Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:
PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamento o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.
Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Publique-se.
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Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo de
Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 191/202.
Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.
Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.
Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
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genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.
Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.
Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:
PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamentado o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.
Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Publique-se.
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Recurso especial interposto contra acórdão proferido em embargos de declaração, opostos em sede de recurso de agravo, interposto, por sua
vez, em sede de apelação.
Preliminarmente cumpre asseverar que o acórdão recorrido foi publicado anteriormente à entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil.
Assim, seguindo o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça no enunciado administrativo nº 2, aprovado pelo Plenário da Corte
na sessão do último dia 9 de março, devem ser observados os requisitos de admissibilidade previstos no Código de Processo Civil em vigor
quando da publicação da decisão.
"Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça."
Ato contínuo, verifico que, por irregularidade insanável na representação processual dos recorrentes, o presente recurso especial não pode ser
conhecido.
É que o substabelecimento (fl.160/162) ofertado no processo concedendo poderes ao signatário da peça de interposição do Recurso Especial
(fl. 412) foi assinado pelo próprio substabelecido, Leonardo Lima Clerier OAB/PE 1.408-A que não detêm poderes para representar o recorrente,
uma vez que inexiste nos autos procuração válida habilitando-o.
Inexiste também nos autos procuração concedendo poderes a João Paulo Moreira Tavares OAB/PE 23.592-D, outro signatário do Recurso
Especial em análise.
Em tais casos, o Supremo Tribunal Federal tem afirmado que, "em face do disposto no artigo 37 do CPC, aplicável ao caso em conformidade
com a jurisprudência desta Corte, o recurso extraordinário é inexistente. Recurso extraordinário não conhecido" (RE 264262/RS, rel. Min. Moreira
Alves, DJ de 29.06.2001, parte final da ementa).
De acordo com a jurisprudência atual, aquela Corte "considera inexistente o recurso endereçado à instância especial, no qual o advogado
subscritor não possui procuração ou substabelecimento nos autos, conforme pacífica jurisprudência (Súmula 115/STJ), devendo a regularidade
da representação processual ser comprovada no ato da interposição do recurso. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37 do CPC na instância especial".
(EDcl no AgRg no AREsp 275.203/CE, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/03/2014, DJe 03/04/2014).
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PEÇA RECURSAL SUBSCRITA POR ADVOGADO SEM INSTRUMENTO
DE PROCURAÇÃO NOS AUTOS. SÚMULA 115/STJ. NÃO SE APLICA O ART. 13 DO CPC. MANDATO TÁCITO. INADMISSIBILIDADE. MULTA
DO ART. 557, § 2º, DO CPC.
1. O agravo regimental apresentado por advogado sem poderes de representar a parte recorrente é inexistente (Súmula 115/STJ).
2. A regularidade de representação processual deve ser aferida no instante da interposição do recurso, sendo incabível, após esse momento,
qualquer diligência para suprir a falta de instrumento de procuração. Isso porque não se aplica o art. 13 do CPC, nesta instância especial.
3. A atuação do advogado nas instâncias ordinárias não supre o defeito na representação processual, porquanto esta Corte não admite mandato
tácito. Precedentes.
4. Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa. (STJ, AgRg no AREsp 569.253/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 06/11/2014, DJe 18/11/2014)
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência
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Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
Legal no Agravo de Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º, da Lei nº 12.409/11. Alternativamente, pugna pela pronúncia da
prescrição do direito de ação dos recorridos.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 506/526.
Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
Conquanto o assunto tratado no art. 1º, da Lei nº 12.409/11 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial deve
ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
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(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.
Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de ser despiciendo o trânsito em julgado do recurso apreciado
sob o rito do art. 543-C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado.
TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.
Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.
Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.
No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.
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Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de
trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante às fl. 433, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
sede agravo de instrumento.
De início, importante ressaltar que a análise dos requisitos de admissibilidade do presente recurso será realizada com base no CPC/73, em
observância ao Enunciado Administrativo nº 2 do STJ, aprovado no dia 09 de março de 2016, o qual dispõe, in verbis, da seguinte forma:
Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
Deste modo, tendo a decisão recorrida sido publicada no Diário de Justiça Eletrônico em 21/01/2016 conforme fls. 302, necessário de faz a
observância das regras estipuladas no CPC vigente à época da decisão, bem como à orientação jurisprudencial até então adotada.
Pois bem. No caso em apreço, embora tenha efetuado o pagamento das custas do STJ (fls. 341/342), o recorrente, referente às custas do TJPE,
não comprovou o recolhimento da quantia devida, encontrando-se, portanto, em desacordo com a Resolução nº 3, de 05 de fevereiro de 2015,
do Superior Tribunal de Justiça.
A jurisprudência dos tribunais superiores é pacífica no sentido de que, para comprovar o recolhimento do preparo, devem constar dos autos a
guia de recolhimento das custas e o respectivo comprovante de pagamento - essenciais à aferição da regularidade formal do apelo especial.
Na hipótese dos autos, porém, verifica-se - relativamente às custas devidas a este Tribunal de Justiça - a divergência entre o código de barras
constante do DARJ e o inserto no comprovante de pagamento bancário (fl. 339/340).
Contudo, para viabilizar a prestação jurisdicional e com o intuito de garantir o acesso à justiça, o STJ, em decisão recente, permitiu a
complementação de custas não pagas nos casos de preparos insuficientes.
Nesse sentido:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. PRELIMINAR DE DESERÇÃO. RECOLHIMENTO DO PORTE DE REMESSA E RETORNO
E AUSÊNCIA DE PAGAMENTO DAS CUSTAS LOCAIS. COMPLEMENTAÇÃO DE PREPARO EFETUADA. EXECUÇÃO POR TÍTULO
EXTRAJUDICIAL. SISTEMÁTICA ANTERIOR À LEI N. 11.382/2006. CONVERSÃO DA EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA EM
EXECUÇÃO DE QUANTIA CERTA. EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO SUBSTITUTIVA. NECESSIDADE DE NOVA CITAÇÃO DO EXECUTADO,
SENDO-LHE FACULTADA, APÓS A GARANTIA DO JUÍZO, O OFERECIMENTO DE EMBARGOS, OS QUAIS PODEM DISCUTIR INCLUSIVE A
ORIGEM DA DÍVIDA (ART. 745 DO CPC, NA REDAÇÃO ANTERIOR). RECURSO ESPECIAL PROVIDO. PRECEDENTES. 1. O preparo recursal
compreende o recolhimento de todas as verbas previstas em norma legal, indispensáveis ao processamento do recurso (custas, taxas, porte de
remessa e retorno etc.). Nesse contexto, admite-se a "complementação do preparo", mesmo em período anterior à edição da Lei n. 9.756/1998
- que acrescentou o § 2º ao art. 511 do CPC -, quando recolhida, ainda que parcialmente, alguma das verbas que compõem o preparo e não
recolhidas integralmente as demais. 2. No caso concreto, recolhido integralmente o "porte de remessa e retorno" e ausente o pagamento das
"custas judiciais" devidas na origem para o processamento do recurso especial, tem-se como correto o posterior recolhimento das referidas custas
a título de complementação de preparo, na forma do art. 511, § 2º, do CPC, o qual se aplica, também, aos recursos dirigidos ao Superior Tribunal
de Justiça. Precedentes do STJ e do STF. 3. Anteriormente à Lei n. 11.382/2006, que alterou o art. 736 e revogou o art. 737, II, do CPC, os
embargos à execução de entrega de coisa certa ou incerta eram cabíveis apenas depois de efetuado o depósito da coisa pelo executado. 4. Na
execução por título extrajudicial para a entrega de coisa, uma vez frustrada a entrega ou o depósito do bem, podia o exequente requerer sua
conversão em execução por quantia certa, caracterizando o que a doutrina denomina de "execução de obrigação substitutiva", na forma do art.
627, caput, do CPC. 5. Após garantido o juízo na execução por quantia certa (execução de obrigação substitutiva), permite-se o oferecimento de
embargos de devedor, nos quais é possível discutir qualquer matéria que seria lícito ao executado deduzir como defesa, inclusive a origem do
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débito do qual decorreu a frustrada execução para a entrega de coisa. Inteligência do art. 745 do CPC, na redação anterior à Lei n. 11.382/2006. 6.
O Tribunal a quo, ao limitar a amplitude dos embargos apenas ao excesso de execução, cerceou o exercício do contraditório e da ampla defesa.
7. Preliminar de deserção afastada e recurso especial provido.
(REsp 844440/MS, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira)
Bem por isso, determino que o recorrente, no prazo de 05 (cinco) dias, comprove o recolhimento das custas do TJPE, sob pena de deserção.
Publique-se.
Cuida-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alínea "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão em Embargos
de Declaração, em sede de Agravo de Instrumento, que manteve o recebimento do Apelo somente no efeito devolutivo, diante da sentença que
reduziu valor de pensão alimentícia.
Segundo a recorrente, a decisão em testilha violou o artigo 520 do CPC, ampliando indevidamente a aplicação do seu inciso segundo para a
presente hipótese, quando deveria ter seu efeito restrito à situação de manutenção ou majoração da prestação alimentícia, prejudicando seu
direito de subsistência.
Recurso bem processado, sem preparo diante da condição de beneficiário da gratuidade da justiça e com as devidas contrarrazões.
De início, cumpre ressaltar que, embora este apelo excepcional tenha sido interposto contra acórdão em recurso de agravo, não se impõe, na
espécie, a sua retenção, uma vez que a decisão de primeira instância, guerreada no agravo de instrumento, não se enquadra em qualquer das
hipóteses previstas no artigo 542, § 3º, do CPC.
O acórdão, nos aclaratórios, restou assim ementado:
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERPOSTOS EM FACE DE ACÓRDÃO PROFERIDO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.AÇÃO
DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS. APELAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. PREQUESTIONAMENTO. 1. A apelação deve ser recebida apenas
no efeito devolutivo, quer tenha sido interposta contra sentença que determinou a majoração, redução ou exoneração de obrigação alimentícia.
2. Embargos de Declaração improvidos. (fs. 733)
Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito largamente discutida no Superior Tribunal
de justiça, o qual detém a seguinte posição:
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FAMÍLIA. AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS.
SENTENÇA. APELAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. ART. 520, II, DO CPC. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.
DECISÃO MANTIDA. 1. A apelação interposta de sentença que condena à prestação de alimentos será recebida apenas no efeito devolutivo (art.
520, II, do CPC). 2. "A jurisprudência da Seção de Direito Privado pacificou-se no sentido de atribuir efeito devolutivo à apelação não importando
se houve redução ou majoração dos alimentos" (AgRg nos EREsp n. 1.138.898/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Segunda
Seção, julgado em 25/05/2011, DJe 02/06/2011). 3. No caso, o Tribunal de origem entendeu que não foram comprovados os requisitos previstos
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no art. 558 do CPC a justificar a atribuição de efeito suspensivo em caráter excepcional. 4. O conhecimento do recurso especial interposto com
fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional exige a demonstração da similitude fática entre os acórdãos confrontados. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento. (STJ- 4ª T., AgRg no REsp 1236324 / SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 11.11.14, DJe 14.11.14)
Verifica-se que o entendimento da 4ª Câmara Cível deste Tribunal sobre o tema foi emitido em consonância com a hodierna orientação do STJ,
fazendo-se incidir, inclusive, o teor do disposto na Súmula 83 do STJ, que dispõe: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando
a orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida."
Ressalto, por fim, a inviabilidade de conhecimento do recurso especial por dissidência jurisprudencial, mediante a simples transcrição de ementas
ou votos, não tendo sido realizada a demonstração do dissenso entre as teses tidas como divergentes, e ausente o imprescindível cotejo analítico,
nos termos do art. 255 do RISTJ. Neste sentido:
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ARGUMENTOS INSUFICIENTES
PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE
PÚBLICA. INDENIZAÇÃO POR PERDAS, DANOS E LUCROS CESSANTES. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 07/STJ. INCIDÊNCIA.
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. I (...) III - É entendimento pacífico dessa Corte que a parte deve proceder ao
cotejo analítico entre os arestos confrontados e transcrever os trechos dos acórdãos que configurem o dissídio jurisprudencial, sendo insuficiente,
para tanto, a mera transcrição de ementas. (...) V - Agravo Regimental improvido. (AgRg no AREsp 353.591/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA
COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 01/09/2015, DJe 14/09/2015) (destaquei)
À luz de tais fundamentos, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Recife, 06 de abril de 2016.
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Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
Legal no Agravo de Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º, da Lei nº 12.409/11. Alternativamente, pugna pela pronúncia da
prescrição do direito de ação dos recorridos.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 340/356 .
Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
Conquanto o assunto tratado no art. 1º, da Lei nº 12.409/11 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial deve
ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
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Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.
Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de ser despiciendo o trânsito em julgado do recurso apreciado
sob o rito do art. 543-C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado.
TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.
Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.
Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.
No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.
Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de
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trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante às fl. 226, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.
Publique-se.
Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo Legal
no Agravo de Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 340/356 (Mirian Silva de Lima Costa e Outros) e fls.
291/315 (Sul América Companhia Nacional de Seguros).
Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.
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Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.
Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.
Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.
Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.
Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:
PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamentado o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.
Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Publique-se.
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
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ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 728/752 (João Pereira de Paiva e Outros) e fls. 756/774
(Sul América Companhia Nacional de Seguros).
Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.
Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.
Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
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aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.
Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.
Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:
PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamentado o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.
Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Publique-se.
Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
sede de embargos de declaração, opostos em embargos de declaração, em sede de apelação.
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Preliminarmente cumpre asseverar que o acórdão recorrido foi publicado anteriormente à entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil.
Assim, seguindo o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça no enunciado administrativo nº 2, aprovado pelo Plenário da Corte
na sessão do último dia 9 de março, devem ser observados os requisitos de admissibilidade previstos no Código de Processo Civil em vigor
quando da publicação da decisão.
"Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça."
Alegam os recorrentes, em síntese, que a decisão recorrida violou o disposto nos artigos 283, 396, 1.102-A e 1.102-B do CPC de 1973.
Com relação à alegada violação dispositivos infraconstitucionais, a pretensão dos recorrentes esbarra na súmula n.º 07/STJ. Apesar de apontar
ofensa aos dispositivos supracitados, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da parte recorrente é rediscutir,
por via transversa, a matéria de fato já analisada na sentença e no julgamento dos recursos, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção,
embora o órgão colegiado deste TJPE já tenha decidido que "o requisito da prova escrita de existência da dívida restou devidamente atendido
para efeito da propositura da ação. Embora não exista a planilha de evolução de débito, verifica-se que na inicial apontou o valor nominal dos
cheques, o valor total da dívida cobrada, bem como a forma de atualização (correção monetária e juros de mora)." (fl. 126)
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO (ART. 544 DO CPC) - AÇÃO MONITÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO
AGRAVO. IRRESIGNAÇÃO DO RÉU.
1. A prova hábil a instruir a ação monitória, a que alude o artigo 1.102-A do Código de Processo Civil, não precisa, necessariamente, ser robusta,
podendo ser aparelhada por documento idôneo, ainda que emitido pelo próprio credor, contanto que, por meio do prudente exame do magistrado,
exsurja o juízo de probabilidade acerca do direito afirmado pelo autor.
2. A nota fiscal, acompanhada da prova do recebimento da mercadoria ou prestação do serviço, pode servir como lastro à ação monitória.
Precedentes.
3. Para o acolhimento do apelo extremo, no sentido de afirmar serem insuficientes ou ilegíveis os documentos que instruíram a ação monitória,
seria imprescindível derruir a afirmação contida no decisum atacado, o que, forçosamente, ensejaria em rediscussão da matéria fática, incidindo,
na espécie, o óbice da Súmula 7 deste Superior Tribunal de Justiça, sendo manifesto o descabimento do recurso especial.
4. Agravo regimental desprovido.
(STJ - 4ª T., AgRg no AREsp 559231/PE, Rel. Ministro Marco Buzzi, DJe 17/03/2015)
PROCESSUAL CIVIL. MONITÓRIA. MEMÓRIA DE CÁLCULO. INEXISTÊNCIA. INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. PRODUÇÃO DE PROVAS.
AUDIÊNCIA. NÃO REALIZAÇÃO. AFERIÇÃO. SÚMULA 7 - STJ. CAUÇÃO. PESSOA JURÍDICA ESTRANGEIRA. ART. 835 DO CPC.
INTERPRETAÇÃO. DÍVIDA DE JOGO. CARACTERIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS.
1 - Em nenhum dos dispositivos que regem a monitória há a exigência de ser a inicial da ação guarnecida com planilha de cálculos ou memória
discriminada do montante da dívida em cobrança, o que fica relegado aos embargos.
2 - A necessidade ou não de produzir prova em audiência é da exclusiva e soberana discricionariedade das instâncias ordinárias, com apoio no
acervo probatório, esbarrando, portanto, a questão federal (arts. 330, I e 332, ambos do CPC), neste particular, no óbice da súmula 7 - STJ.
3 - Eventual retardo no implemento da caução do art. 835 do CPC não rende ensejo à nulidade do processo, notadamente se, como na espécie,
somente foi suscitada a falta em sede de embargos declaratórios ao acórdão de apelação.
4 - Vinculada a questão federal à existência ou não de dívida de jogo e as implicações disso resultantes, a irresignação encontra obstáculo
intransponível no verbete sumular nº 7 - STJ, máxime porque o acórdão além de reportar-se a ampla interpretação probatória, menciona e se
fundamenta em aspectos subjetivos da conduta do próprio recorrente.
5 - Recurso especial não conhecido.
(REsp 307.104/DF, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, QUARTA TURMA, julgado em 03/06/2004, DJ 23/08/2004, p. 239)
Incide, in casu, o teor do disposto na Súmula 83 do STJ, que dispõe: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando a orientação
do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida."
Por fim, ante o reconhecimento da aplicabilidade da Súmula 07 do STJ e a consequente não admissão do presente recurso especial, com base
no artigo 105, III, "a", fica prejudicado o exame do dissídio jurisprudencial invocado com fundamento na alínea "c" do mesmo dispositivo. Veja-
se a jurisprudência:
"DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO ART.
535, II, DO CPC. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECATÓRIO. ATRASO NO PAGAMENTO. MULTA COMINATÓRIA. IMPOSIÇÃO PELO JUIZ
DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE. PRESSUPOSTOS. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL
PREJUDICADO. COBRANÇA. EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO OU REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. RECURSOS ESPECIAIS
CONHECIDOS E IMPROVIDOS. [...] 4. O não-conhecimento do recurso especial pela alínea "a" do permissivo constitucional, em face da
incidência da Súmula 7/STJ, prejudica o exame do dissídio jurisprudencial. Precedente do STJ. [...] 7. Recursos especiais conhecidos e
improvidos". (REsp 1011849/RS, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, julgado em 23/06/2009, DJe 03/08/2009)
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Publique-se.
Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de agravo em apelação.
Preliminarmente cumpre asseverar que o acórdão recorrido foi publicado anteriormente à entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil.
Assim, seguindo o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça no enunciado administrativo nº 2, aprovado pelo Plenário da Corte
na sessão do último dia 9 de março, devem ser observados os requisitos de admissibilidade previstos no Código de Processo Civil em vigor
quando da publicação da decisão.
"Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça."
Alega o recorrente, em preliminar, ilegitimidade passiva, sem, contudo, apontar dispositivo violado quanto a este ponto. Aduz, ainda, que a decisão
recorrida violou o disposto nos artigos 5º incisos II, XXXV, LIV e LV, 37, caput, e 93, IX, da Constituição Federal, arts. 2º, 131, 333, I e II, 355, 165,
283, 396, 458, do CPC de 1973, arts. 160, 177, 188, I, 206, §3º IV e V, do CC, art. 100, §1º da Lei nº 6.404/76 e art. 27 do CDC.
De início ressalte-se que no tocante à afronta aos dispositivos constitucionais ventilados, é impossível a interposição de recurso especial, tendo
em vista que a análise de tais dispositivos é reservada ao Supremo Tribunal Federal.
Neste sentido:
"2. A violação de preceitos, de dispositivos ou de princípios constitucionais revela-se quaestio afeta à competência do Supremo Tribunal Federal,
provocado pela via do extraordinário; motivo pelo qual não se pode conhecer do recurso especial nesse aspecto, em função do disposto no art.
105, III, da Constituição Federal" - 6ª T., REsp 1329484 / SP, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe 25/04/2013, trecho da ementa).
Quanto à alegação de ilegitimidade passiva, não houve prequestionamento, pois a controvérsia não foi examinada em sede de decisão colegiada,
mas tão só em decisão monocrática que julgou a apelação. Outrossim, quanto a esse ponto a parte não indicou especificamente o dispositivo legal
que teria sido violado pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo, assim, a Súmula nº 284 do STF.
Nesse sentido:
PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. ATENDIMENTO
EM CARÁTER DE URGÊNCIA.HOSPITAL VINCULADO AO PLANO DE COBERTURA NACIONAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-
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PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ.REVISÃO DO DANO MORAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS ARTIGOS
LEGAIS SUPOSTAMENTE VIOLADOS. SÚMULA N. 284 DO STF. DECISÃO MANTIDA.
1. O conhecimento do recurso especial exige a indicação dos dispositivos legais supostamente violados. Ausente tal requisito, incide a Súmula n.
284/STF.2. O recurso especial não comporta o exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos (Súmulas
n. 5 e 7 do STJ).3. No caso concreto, o exame da pretensão recursal quanto à alegada inexistência de obrigação contratual da recorrente em
custear o atendimento médico da consumidora demandaria o reexame dos elementos fáticos dos autos, além da revisão dos termos contratuais.
Alterar esse entendimento é inviável em recurso especial ante o óbice das referidas súmulas.4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp 391.250/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 03/03/2015)
Lado outro, a violação aos arts. 2º, 131, 355, 165, 283, 396, 458, do CPC de 1973, arts. 160, 177, 188, I, 206, §3º IV e V, do CC e art. 27 do
CDC, não foi devidamente prequestionada.
No Superior Tribunal de Justiça é pacífico o entendimento de que "a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação do preceito evocado pelo recorrente." (STJ - 2ª T., AgRg no AREsp
218932/RJ, rel. Min. Humberto Martins, DJe 10/10/2012).
In casu, conforme se depreende da leitura do acórdão recorrido, os artigos citados apontados como violados pelo recorrente não foram objeto
de debate e deliberação pelo órgão colegiado deste Tribunal.
Logo, não havendo que se falar em prequestionamento dos dispositivos acima referidos, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste
recurso, em face da incidência do enunciado da Súmula 211, do STJ.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PROCESSO CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. 1. VIOLAÇÃO
AO ART. 557 DO CPC. INEXISTÊNCIA. DECISÃO MONOCRÁTICA. POSSIBILIDADE. COLEGIADO. RATIFICAÇÃO. PRECEDENTES DO STJ.
2. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. 3. TERMO INICIAL DA CORREÇÃO MONETÁRIA ESTABELECIDO NO TÍTULO
EXEQUENDO. IMPOSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO POSTERIOR. FUNDAMENTO NÃO ATACADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF.
4. ENTENDIMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA 83/
STJ. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. (...) 2. A indicação de violação de dispositivos legais que nem sequer foram debatidos pelo
Tribunal de origem obsta o conhecimento do recurso especial pela ausência de prequestionamento. Aplicação dos enunciados 282 da Súmula do
STF e 211 da Súmula do STJ. 3. (...) 6. Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 708.755/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, julgado em 01/09/2015, DJe 16/09/2015) (destaquei)
Quanto à alegada ofensa ao art. 333, I e II, do CPC, aduz o recorrente que não seria possível, in casu, a inversão do ônus da prova. Nesse ponto
a tese sustentada pela recorrente encontra óbice no enunciado da Súmula nº 7 do STJ, eis que sua pretensão, em verdade, é rediscutir, por via
transversa, a matéria de fato já analisada na sentença e no julgamento do recurso.
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CONTRATO BANCÁRIO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. INCIDÊNCIA. INVERSÃO
DO ÔNUS DA PROVA. VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES. HIPOSSUFICIÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ.
1. "O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras" (Súmula 297/STJ).
2. "Em se tratando de produção de provas, a inversão, em caso de relação de consumo, não é automática, cabendo ao magistrado a apreciação
dos aspectos de verossimilhança da alegação do consumidor ou de sua hipossuficiência, conforme estabelece o art. 6, VIII, do referido diploma
legal. Configurados tais requisitos, rever tal apreciação é inviável em face da Súmula 07" (AgRg no Ag 1263401/RS, Rel. Min. VASCO DELLA
GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 15/04/2010, DJe 23/04/2010).
3. Agravo regimental desprovido.
(AgRg no REsp 728.303/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/10/2010, DJe 28/10/2010)
Quanto à alegada ofensa ao art. 100, §1º da Lei nº 6.404/76, a tese sustentada pela recorrente também encontra óbice no enunciado da Súmula
nº 7 do STJ.
A decisão colegiada guerreada considerou que: "A propósito, dispõe o §1º do referido art. 100: '§ 1º A qualquer pessoa, desde que se destinem
a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal ou dos acionistas ou do mercado de valores mobiliários, serão dadas
certidões dos assentamentos constantes dos livros mencionados nos incisos I a III, e por elas a companhia poderá cobrar o custo do serviço,
cabendo, do indeferimento do pedido por parte da companhia, recurso à Comissão de Valores Mobiliários.' Porém na hipótese em apreço, a
empresa, ora agravante, embora alegue falta de pagamento, em nenhum momento demonstrou a exigência de qualquer custo pelo serviço, com
respaldo no referido dispositivo legal." (fls. 254/255)
Busca o recorrente que seja acolhida a sua tese de que o recorrido deveria ter efetuado o pagamento para que fossem disponibilizados os
documentos exigidos na exordial.
Percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já
analisada no acórdão recorrido, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção embora o órgão colegiado deste TJPE já tenha decidido, por
meio da análise dos fatos e das provas produzidas nos autos, que a empresa, ora agravante, embora alegue falta de pagamento, em nenhum
momento demonstrou a exigência de qualquer custo pelo serviço, com respaldo no referido dispositivo legal.
Como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. No presente caso, não há que se
falar em revaloração (questão de direito), mas sim em reexame (questão de fato), pois o debate pretendido demanda análise dos fatos da causa
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e de sua prova, de forma tal que supera o contexto fático-probatório delineado por este Tribunal no acórdão recorrido, obstando a apreciação,
pelo STJ, da alegada contrariedade e/ou negativa de vigência ao Direito federal infraconstitucional.
Publique-se.
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Cuida-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
embargos de declaração interposto em sede de apelação.
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Quanto à admissibilidade do presente recurso, constatou-se erro material no que concerne à guia de recolhimento das custas do STJ
( Superior Tribunal de Justiça), onde o número do processo de origem aparece como 0025116-29.2006.8.17.0001, onde deveria ser
0005116-29.2006.8.17.0001.
Isto posto, deverá o Recorrente, no prazo 5 (cinco) dias, juntar a guia de recolhimento das custas destinadas ao STJ ( Superior Tribunal de
Justiça), indicando corretamente o número do processo de origem, sob pena de deserção.
Publique-se.
Cuida-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alínea "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão em Embargos
Infringentes, em sede de Apelação Cível, que, condenou a recorrente a pagar indenização moral por rescindir de forma abusiva contrato de
seguro de vida vigente há décadas, quebrando a boa-fé objetiva e o equilíbrio contratual.
Recurso bem processado, com as custas satisfeitas e as devidas contrarrazões.
A seguradora apresentou extensivas razões recursais, reiterando a argumentação despendida no apelo, embargos infringentes e aclaratórios,
arguindo violação ao disposto no artigo 206, § 1°, II, b, do CC/02 e à súmula 101, do STJ, que preveem prescrição anual, e ao artigo 781 do CC/02.
O acórdão restou assim ementado:
EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL- EMBARGOS INFRINGENTES - AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS - PREJUDICIAL DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO - REJEITADA - DECISÃO UNÂNIME - MÉRITO - CANCELAMENTO UNILATERAL
DE CONTRATO DE SEGURO DE VIDA - DESEQUÍLIBRIO ATUARIAL - NÃO OPORTUNIZAÇÃO DE NOVO CONTRATO - ABUSIVIDADE
CONTRATUAL - RELAÇÃO CONTRATUAL DURADOURA - DANOS MORAIS CONFIRMADOS - EMBARGOS NÃO PROVIDOS - DECISÃO
POR MAIORIA.
No caso concreto, não vislumbro afronta ao artigo 535 do Código de Processo Civil, eis que o colegiado expressamente analisou e afastou
a incidência da prescrição anual ao caso sub judice, além de ter confirmado a configuração de ato ilícito, por abuso de direito, mantendo a
condenação e, portanto, enfrentando as questões relevantes para o deslinde da controvérsia agitada nos aclaratórios.
Com efeito, especificamente quanto à omissão como defeito do julgado suprível na via dos embargos de declaração, doutrina e jurisprudência
o vislumbram configurado quando houver, na sentença ou no acórdão, sonegação de enfrentamento de ponto, tese ou argumento que, (i) tendo
sido a tempo e modo arguido pela parte e (ii) sendo efetivamente relevante para o desate da vexata quaestio com segurança jurídica, sobre
ele o julgador devia se pronunciar. Não configura o pressuposto, então, a pretensão da parte em fazer prevalecer qualquer daqueles elementos
do processo.
Por isso que está sedimentado o entendimento de não haver omissão no acórdão que, com fundamentação suficiente, ainda que não exatamente
a invocada pela parte, decide de modo integral a controvérsia posta (v.g.: AgRg no REsp 1340652/SC, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
3ª Turma, DJe 13/11/2015).
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Acontece que a competência dos tribunais superiores restringe-se à análise de violação a norma constitucional ou infra-constitucional, um juízo
estritamente de direito que afasta a possibilidade de avaliação de qualquer matéria fático-probatória, na qual se inclui a hipótese de prescrição
da pretensão jurisdicional.
Destarte, a modificação do julgado para verificação da ocorrência (ou não) da prescrição, depende da reanálise dos documentos processuais
que provariam a suposta a extinção do prazo prescricional, o que, ressalte-se, já fora reiteradamente apreciado pela Câmara deste Tribunal, a
qual, à unanimidade, reconheceu a incidência do prazo quinquenal, tendo em vista a pretensão indenizatória.
O reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que é inadmissível, em sede de Recurso Especial, ante a incidência do enunciado da Súmula
7 do STJ. Como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. Não cabe, em recurso
especial, fazer juízo sobre os fatos da causa ou sobre a sua prova. Concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido, como
pretende o recorrente, demandaria reexame de todo o conjunto probatório.
Observe-se o seguinte precedente:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO DE VIZINHANÇA. MURO DANIFICADO. TERMO INICIAL
DO PRAZO PRESCRICIONAL NÃO VERIFICADO. MODIFICAÇÃO DE PREMISSA FÁTICA. DESCABIMENTO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Sem a fixação, pelas instâncias ordinárias, do "termo inicial para a contagem do prazo prescricional não é possível,
em sede de recurso especial, reconhecer o advento da prescrição", sob pena de esbarrar no óbice do enunciado sumular n. 7 do Superior Tribunal
de Justiça (AgRg no REsp n. 1.505.087/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 18/6/2015, DJe 3/8/2015). 2.
Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ- 3ª T., AgRg no AREsp 771114 / SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, j. 15.12.15, DJe 03.02.16)
Tal entendimento deve ser aplicado ao presente caso, na medida em que o termo final prescricional fixado fora diverso do apontado no Recurso
Especial. Como dito, a alteração das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem acerca do do prazo prescricional demandaria necessariamente,
novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos.
Na espécie, destarte, o que se percebe é o inconformismo do recorrente quanto ao afastamento de sua tese pelo acórdão recorrido, não sendo
possível utilizar-se do recurso excepcional para rediscutir a matéria probatória. Assim, não merece seguimento o presente recurso especial, pois
pretende a parte recorrente, em verdade, o reexame da matéria fático-probatória e a obtenção de um novo julgamento da demanda.
No mais, inadmissível interposição deste recurso excepcional com indicação de violação a súmula de Tribunal Superior (Súmula 101 do STJ).
O recurso especial não constitui via adequada para análise de eventual contrariedade a atos normativos e enunciado sumular, por não estar
compreendido na expressão lei federal, constante do art. 105, III, a, da CF, fazendo incidir, portanto, a inteligência da Súmula 518/STJ.
No que pertine à violação ao artigo 781, do CC, importa destacar que a pretensão da recorrente esbarra no óbice da súmula nº 211 do STJ, uma
vez que da leitura do acórdão recorrido e dos votos que o acompanham, o artigo apontado pela parte não foi objeto de debate e deliberação pelo
órgão colegiado deste Tribunal, não tendo sido sequer mencionado nos embargos de declaração.
No Superior Tribunal de Justiça é pacífico o entendimento de que "a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação do preceito evocado pelo recorrente." (STJ - 2ª T., AgRg no AREsp
218932/RJ, rel. Min. Humberto Martins, DJe 10/10/2012).
Logo, não havendo que se falar em prequestionamento de dispositivos federais, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste
recurso, consoante teor da referida súmula, in verbis: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo.
A constatação do ato ilícito pela segunda instância foi assentada com base na incidência das prescrições protetivas do Código de Defesa do
Consumidor, tendo os julgadores assentado a abusividade de cláusula contratual que permitiria a rescisão unilateral do contrato de seguro vigente
por décadas, sem demonstração de qualquer situação de desequilíbrio ou indicação de opção aos segurados, violando a boa-fé objetiva contratual
e gerando o dano.
Entendo que a pretensão recursal encontra óbice na Súmula 05 do Superior Tribunal de Justiça, que trás em sua redação que "a simples
interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial", conquanto nos remete à analise do contrato firmado entre as partes e a
consequente interpretação de cláusula contratual.
Insurgiu-se, ainda, contra ao valor fixado na indenização, mas pela simples leitura da ementa vergastada, observa-se que a indenização moral foi
fixada com base nas circunstancias fáticas, as quais foram devidamente analisadas pela Câmara, inclusive tendo em consideração os princípios
da razoabilidade e proporcionalidade.
É cediço que o Superior Tribunal de Justiça somente admite a discussão acerca do valor arbitrado a título de danos morais, quando tal montante
se mostra irrisório ou exorbitante, o que não se verifica, in casu. E, novamente, a revisão dos parâmetros manejados pela instância ordinária para
lastrear a imposição do aludido gravame, não há negar, encontra óbice na súmula 7/STJ.
E, ante o reconhecimento da aplicabilidade da Súmula 07 do STJ e a consequente não admissão do presente recurso especial, com base no
artigo 105, III, "a", fica prejudicado o exame do dissídio jurisprudencial invocado com fundamento na alínea "c" do mesmo dispositivo. Veja-se
a jurisprudência:
DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO ART.
535, II, DO CPC. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECATÓRIO. ATRASO NO PAGAMENTO. MULTA COMINATÓRIA. IMPOSIÇÃO PELO JUIZ
DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE. PRESSUPOSTOS. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL
PREJUDICADO. COBRANÇA. EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO OU REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. RECURSOS ESPECIAIS
CONHECIDOS E IMPROVIDOS. [...] 4. O não-conhecimento do recurso especial pela alínea "a" do permissivo constitucional, em face da
incidência da Súmula 7/STJ, prejudica o exame do dissídio jurisprudencial. Precedente do STJ. [...] 7. Recursos especiais conhecidos e
improvidos". (REsp 1011849/RS, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, julgado em 23/06/2009, DJe 03/08/2009)
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.
Recife, 08 de abril de 2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1º Vice-Presidente
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido
em sede de embargos de declaração, opostos em sede de agravo de instrumento.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Inicialmente, cumpre registrar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 27/01/2016 (fl. 594), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 2, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento
no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele
prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça".
Ato contínuo, verifico que a presente insurgência não merece ser conhecida em face de irregularidade insanável na representação processual
da parte recorrente.
Compulsando os autos, constata-se que a peça recursal detém a assinatura original do advogado Richard Leignel Carneiro - OAB/RN nº 9.555.
Todavia, o procurador recebeu poderes de representação por meio de substabelecimento com assinatura digitalizada do advogado Thiago Mahfuz
Vezzi - OAB/SP nº 228.213, conforme se pode verificar por meio da análise do documento de fl. 627.
Com efeito, é vedada a prática de qualquer ato processual, seja a interposição de um recurso ou a juntada de um instrumento de substabelecimento
- como no caso dos autos - com assinatura digitalizada, obtida através de escaneamento. Nessas hipóteses, como a assinatura não foi aposta de
próprio punho, inexiste a necessária segurança jurídica apta a demonstrar que o substabelecente realmente teria concedido poderes ao advogado
subscritor das razões recursais.
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL SEM ASSINATURA. CÓPIA
DIGITALIZADA. IRREGULARIDADE INSANÁVEL.
1. Recurso dirigido ao Superior Tribunal de Justiça sem assinatura dos procuradores é considerado inexistente, não sendo passível de
regularização, haja vista que o disposto no art. 13 do CPC não é aplicável nas instâncias extraordinárias.
2. Agravo regimental não provido.
(STJ - AgRg no AREsp 330.466/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 05/09/2013, DJe
11/09/2013).
Caso semelhante foi apreciado por esta Corte de Justiça, a qual firmou entendimento nos seguintes termos:
58138098 - PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO APÓCRIFO. INADMISSIBILIDADE. A CÓPIA DIGITALIZADA
DE ASSINATURA FIRMADA EM UM DOCUMENTO NÃO SE CONFUNDE COM O INSTITUTO DA ASSINATURA DIGITAL, AUTORIZADO PELA
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.200-2/2001, DE 24/08/2001. AUSÊNCIA DE CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. REDISCUSSÃO. ACLARATÓRIOS
UNANIMEMENTE IMPROVIDOS. 1. Não é possível identificar na decisão embargada nenhum dos vícios ensejadores dos embargos
declaratórios, a teor do art. 535 do CPC. A decisão impugnada enfrentou a matéria posta em debate, com fundamentação suficiente, na medida
necessária para o deslinde da controvérsia. 2. Com efeito, ao contrário do que sustenta o embargante, verificou-se ter o acórdão objurgado
abordado de forma bastante clara a matéria discutida, tendo deixado devidamente consignado que: na hipótese dos autos, não se trata de
certificado digital ou de versão impressa de documento digital protegido por certificado digital, mas sim de uma simples imagem digitalizada
de assinatura firmada em algum outro documento (fls. 07 do ed 162633-7/01), vício que se repete na petição de substabelecimento de fls.
199/200, apresentada logo após a prolação da decisão terminativa objeto dos primeiros embargos, bem como que tendo em vista ser a
assinatura verdadeira condição de existência do ato processual, dúvida não há de que documentos com imagens digitalizadas de assinatura
serão considerados apócrifos, não devendo ser admitidos, ante a ausência de regulamentação. 3. Como visto, a matéria posta em debate restou
absolutamente enfrentada no aresto embargado, contudo de maneira contrária à parte ora embargante, que trouxe questões alheias às hipóteses
elencadas no art. 535 do CPC, com o nítido propósito de rediscutir assunto já decidido. 4. No mais, cumpre destacar que o órgão julgador não
está obrigado a se pronunciar acerca de todo e qualquer ponto suscitado pelas partes, mas a julgar a questão posta em exame de acordo
com as provas produzidas nos autos, enfocando os aspectos pertinentes que entender necessários ao deslinde da causa, e a dizer o direito
conforme a legislação que considerar aplicável ao caso concreto, de acordo com seu livre convencimento, como foi feito na presente hipótese.
5. Aclaratórios conhecidos tão somente para fins de prequestionamento da matéria ventilada, mas improvidos de forma unânime. (TJ-PE; Proc
0000124-81.2013.8.17.0000; Segunda Câmara de Direito Público; Rel. Des. José Ivo de Paula Guimarães; Julg. 21/02/2013; DJEPE 27/02/2013;
Pág. 242). Grifei.
No mesmo sentido, a seguinte ementa de decisão judicial da lavra do Supremo Tribunal Federal:
Ato processual: recurso: chancela eletrônica: exigência de regulamentação do seu uso para resguardo da segurança jurídica. 1. Assente o
entendimento do Supremo Tribunal de que apenas a petição em que o advogado tenha firmado originalmente sua assinatura tem validade
reconhecida. Precedentes. 2. No caso dos autos, não se trata de certificado digital ou versão impressa de documento digital protegido por
certificado digital; trata-se de mera chancela eletrônica sem qualquer regulamentação e cuja originalidade não é possível afirmar sem o auxílio
de perícia técnica. 3. A necessidade de regulamentação para a utilização da assinatura digitalizada não é mero formalismo processual, mas,
exigência razoável que visa impedir a prática de atos cuja responsabilização não seria possível.
(STF - AI 564765, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, julgado em 14/02/2006, DJ 17-03-2006 PP-00015 EMENT
VOL-02225-07 PP-01362 RTJ VOL-00201-01 PP-00384 RDECTRAB v. 13, n. 142, 2006, p. 102-106 REVJMG v. 57, n. 176/177, 2006, p. 469-472).
Grifei.
Vale destacar que não se cuida de cópia de substabelecimento com assinatura de próprio punho, mas sim de cópia do instrumento contendo
assinatura digitalizada. Por esse motivo, não há como assegurar a participação do substabelecente na aposição da referida assinatura.
Nesse sentido, considerando a inexistência de substabelecimento com assinatura original de patrono habilitado conferindo poderes de
representação ao advogado Richard Leignel Carneiro - OAB/RN nº 9.555 - e que a assinatura digitalizada do advogado Thiago Mahfuz Vezzi -
OAB/SP nº 228.213 não possui validade, o apelo especial encontra-se apócrifo.
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Assim, entendo não ser possível o conhecimento do presente recurso especial, uma vez que, "2. Recurso apócrifo dirigido ao Superior Tribunal
de Justiça é considerado inexistente, não sendo passível de regularização, já que o disposto no art. 13 do CPC não é aplicável nas instâncias
extraordinárias" (STJ - 1ª T., AgRg no Ag 1395500 / PR, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 22/08/2012).
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência
Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, contra acórdão em sede de agravo
interno tirado de apelação.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e contrarrazões apresentadas às fls. 253/258.
Inicialmente, cumpre anotar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 25/01/2016 (fl. 206), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 2, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março d 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista,
com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.".
Constato, ao revés, que a parte recorrente não embasou o recurso excepcional como devido, porquanto não indicara expressamente o artigo
infraconstitucional supostamente violado ou inobservado. Na verdade entre os pedidos enumerados no recurso estão a o de conexão entre o
processo em comento e ação de busca e apreensão que tramita em outra vara, a juntada de substabelecimento e o requerimento de intimação
em nome de causídico específico.
Ora, como é consabido, o recurso especial tem natureza técnica, devendo observar, além do seu dispositivo constitucional, o disposto no art.
541 e seguintes do CPC, o qual exige que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a demonstração do cabimento do recurso e as
razões do pedido de reforma da decisão recorrida.
Verifico insofismável ausência de fundamento recursal que demonstre a forma pela qual a legislação infraconstitucional tenha sido violada ou
não observada.
Não fosse por isso, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente afrontados pela decisão
recorrida, como também a indicação precisa dos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões
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da irresignação, e de que modo consistiram as tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
na sua fundamentação.
"AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. ART. 535 DO CPC.
VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. DEVER DE INDENIZAR. REEXAME DE MATÉRIA DE FATO. DANOS MORAIS. SÚMULA 284 DO STF.
REVISÃO DO VALOR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PATAMAR LEGAL.(...)
2. A tese defendida no recurso especial demanda o reexame do conjunto fático e probatório dos autos, vedado pelo enunciado 7 da Súmula do STJ.
3. A falta de indicação pelo recorrente de qual dispositivo legal teria sido violado implica deficiência na fundamentação do recurso especial,
incidindo o teor da Súmula 284/STF.".
(AgRg no AREsp 473.092/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 08/05/2014, DJe 19/05/2014)
Vejo incidir o enunciado nº 284 da súmula do STF, plenamente aplicável, por analogia, em sede de recurso especial.
Ademais, o recurso especial encontrar-se-ia impedido de prosseguir dado o óbice representado pelo enunciado nº 07 da Súmula do STJ. Na
realidade, qualquer análise relativa ao pedido, importa em adentrar tal conteúdo a fim de exarar-se novo juízo meritório, o que se encontra vedado,
em sede excepcional, conforme prescreve a súmula nº 07/STJ. Portanto, impreterível incursão pelo conjunto fático-probatório dos autos, o que
se encontra vedado em sede excepcional, pela incidência da referida súmula.
Por derradeiro, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial apontado pelo agravante, tenho que para a configuração de divergência jurisprudencial
faz-se mister que sejam apresentados julgados com entendimentos diversos daquele esposado no acórdão recorrido, com demonstração do cotejo
analítico. Ademais, imprescindível ainda a comprovação da similitude fático-jurídica entre as decisões, não sendo suficiente a mera transcrição
de ementas ou a breve menção sobre apenas um aspecto do acórdão indicado como paradigma e a decisão guerreada, sem qualquer referência
aos respectivos relatórios, a fim de que se possa identificar a existência de similitude dos casos confrontados.
In casu, contudo, consoante destacado na decisão que negou segmento ao Recurso Especial do recorrente, este não demonstrou com a devida
exatidão que o acórdão recorrido e o paradigma possui as mesmas bases fáticas, o que inviabiliza a admissão deste recurso. Com efeito, a
divergência jurisprudencial deve obrigatoriamente ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou
assemelhamos casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles.
Não é outro o entendimento mais pacífico e recente do Colendo STJ: "O dissídio jurisprudencial deve ser demonstrado conforme preceituado nos
arts. 266, § 1º, e 255, § 2º, c/c o art. 546, parágrafo único, do CPC, mediante o cotejo analítico dos arestos, demonstrando-se as circunstâncias
que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados.". (v.g: AgRg nos EREsp 1432214/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 24/02/2016, DJe 26/02/2016).
Publique-se.
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Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
no Agravo de Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º, da Lei nº 12.409/11. Alternativamente, pugna pela pronúncia da
prescrição do direito de ação dos recorridos.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 340/366.
Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
Conquanto o assunto tratado no art. 1º, da Lei nº 12.409/11 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial deve
ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.
Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de ser despiciendo o trânsito em julgado do recurso apreciado
sob o rito do art. 543-C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado.
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TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.
Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.
Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.
No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.
Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de
trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante às fl. 270, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.
Publique-se.
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Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão proferido em sede
de agravo de instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º- A da Lei nº 12.409/11, Lei nº 13.000/2014 e art. 2º do Decreto-Lei
nº 2.406/88. Outrossim, alega violação à Lei nº 7.682/88, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação de contrarrazões pela Sul América Companhia Nacional de Seguros às fls.
1360/1384, bem como pelos autores, ora recorridos, às fls. 1409/1425.
Conquanto o assunto tratado no art. 1º-A da Lei nº 12.409/11 - incluído pela Lei nº 13.000/2014 - tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo
que a insurgência especial deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base no Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC, nos
seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC. 1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo
habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal - CEF - detém interesse jurídico para ingressar na
lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido entre as edições da Lei nº
7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS
(apólices públicas, ramo 66). 2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices
privadas, ramo 68), a CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide. 3. O ingresso da CEF na lide somente será possível
a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da
existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de exaurimento da reserva técnica do Fundo de
Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior. 4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu
interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC. 5. Na hipótese
específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse jurídico da CEF para
integrar a lide. 6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº
1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012). Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário (fls. 1178/1184), não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA. Senão vejamos:
"(...) Ocorre que não restou demonstrado que as apólices sejam do Ramo 66 ou que haveria o comprometimento efetivo do FCVS, inexistindo,
desse modo, interesse da União ou da Caixa Econômica Federal a justificar sua participação como litisconsorte ou terceiro interveniente na lide,
bem como necessidade de deslocamento da competência para a Justiça Federal, ainda que tenha entendido o juiz de primeiro grau acerca da
existência de supostos indícios para de concluir pelo deslocamento da competência, tais argumentos não devem prosperar." (Acórdão - fl. 1180)
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
da natureza pública da apólice e do risco de comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda
é da Justiça Estadual, estando a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014, suscitada como fato jurídico novo, não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas
do FCVS/FESA, pois somente assim restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A,
§ 1º da Lei nº 12.409/11.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
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De outra parte, verifico que a suposta violação ao art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 não foi objeto de debate no acórdão recorrido, o que atrai
a aplicação da súmula nº 211 do STJ, in verbis: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal "a quo".
Já quanto à alegada contrariedade à Lei nº 7.682/88, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado pela decisão recorrida,
não havendo como admitir o prosseguimento do feito, nos termos da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.
No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de
Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.
Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.
Por fim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida,
de forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:
PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. 1. É
deficientemente fundamento o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF. (...)"(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.
Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, não há como caracterizar a interpretação legal divergente.
Publique-se.
Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal contra acórdão proferido em sede
de Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento.
A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º e 1º-A da Lei nº 12.409/11 e a Lei 13.000/14. Alternativamente,
pugna pela pronúncia da prescrição do direito de ação dos recorridos.
Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 1451/1470.
Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.
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Conquanto os assuntos tratados nos arts. 1º e 1º-A da Lei nº 12.409/11 tenham sido abordados na decisão recorrida, entendo que a insurgência
especial deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.
Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.
Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário (fls. 1178/1184), não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA. Senão vejamos:
"(...) Ocorre que não restou demonstrado que as apólices sejam do Ramo 66 ou que haveria o comprometimento efetivo do FCVS, inexistindo,
desse modo, interesse da União ou da Caixa Econômica Federal a justificar sua participação como litisconsorte ou terceiro interveniente na lide,
bem como necessidade de deslocamento da competência para a Justiça Federal, ainda que tenha entendido o juiz de primeiro grau acerca da
existência de supostos indícios para de concluir pelo deslocamento da competência, tais argumentos não devem prosperar." (Acórdão - fl. 1180)
Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de demonstração
do risco de comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.
TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.
Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.
A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.
Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.
No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.
Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de
trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.
Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante à fl. 1306, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.
Publique-se.
80
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2ª VICE-PRESIDÊNCIA
CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a", da CF, tirado contra acórdão em sede de apelação/reexame necessário.
Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica à que informam o REsp nº
1.492.221/PR, o REsp n° 1.495.144/RS e o REsp n° 1.495.146/MG (Tema 905), submetidos à sistemática peculiar ao instituto dos recursos
repetitivos, versada no art. 543-C do Código de Processo Civil.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, impõe-se na espécie a observância
da inteligência que deflui do disposto no art. 543-C, cabeça e § 1º, parte final, do CPC.
Bem por isso, determino a suspensão deste apelo excepcional até o pronunciamento definitivo do STJ na matéria.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
Recurso Especial com fundamento no artigo 105, III, alínea "a", da Constituição Federal.
O recurso não merece ser admitido. Observa-se que o trânsito do recurso especial afigura-se impossível, isso porque, tal recurso destina-se a
atacar decisão terminativa proferida no bojo do apelo, ignorando, por completo, a existência do recurso de agravo que foi interposto em 29/04/15 e
que veio a ser julgado pelo desembargador relator, em data de 02/10/15, ou seja, após o ingresso do recurso especial, que se deu em 18/08/2015
(fl.165).
Enfim, não se admite recurso especial interposto contra decisão monocrática, ante a incidência da Súmula 281/STF.
Com efeito, verifica-se que no caso em liça não ocorreu o exaurimento das instâncias ordinárias, posto que está atacando decisão monocrática,
antes do julgamento do recurso de agravo.
Ademais, sabido que o esgotamento das instâncias comuns é exigência da CF/88 (art. 105, III) e da Súmula 281 do STF (v. STJ, RE no Resp.nº
220-SP, DJU de 28.9.90, p.10.241 e Resp. nº 11.412-Go, 1ª T., DJU de 4.11.91, p. 16.659), diz-se que as instâncias ordinárias ou locais se
exauriram quando o tribunal local de 2º grau prolata a última decisão ou a única de sua competência, originando um acórdão que, consoante a
lei processual vigente à época, não mais comporte recurso perante as cortes locais.
Do exposto, em não havendo o recorrente esgotado as instâncias ordinárias, porquanto está a atacar decisão monocrática, impõe-se o não
conhecimento do recurso.
Publique-se.
Recife, 30 de março de 2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Recurso Extraordinário com fundamento no artigo 102, III, alínea "a", da Constituição Federal.
O recurso não merece ser admitido. Observa-se que o trânsito do recurso especial afigura-se impossível, isso porque, tal recurso destina-se a
atacar decisão terminativa proferida no bojo do apelo, ignorando, por completo, a existência do recurso de agravo que foi interposto em 29/04/15
e que veio a ser julgado pelo desembargador relator, em data de 02/10/15, ou seja, após o ingresso do recurso extraordinário, que se deu em
18/08/2015 (fl.165).
Enfim, não se admite recurso extraordinário interposto contra decisão monocrática, ante a incidência da Súmula 281/STF.
Com efeito, verifica-se que no caso em liça não ocorreu o exaurimento das instâncias ordinárias, posto que está atacando decisão monocrática,
antes do julgamento do recurso de agravo.
Ademais, sabido que o esgotamento das instâncias comuns é exigência da CF/88 (art. 105, III) e da Súmula 281 do STF (v. STJ, RE no Resp.nº
220-SP, DJU de 28.9.90, p.10.241 e Resp. nº 11.412-Go, 1ª T., DJU de 4.11.91, p. 16.659 e STF - Ag.Reg.No Agravo de Instrumento AI 767657
DF - Data da Publicação: 30/09/2010), diz-se que as instâncias ordinárias ou locais se exauriram quando o tribunal local de 2º grau prolata a
última decisão ou a única de sua competência, originando um acórdão que, consoante a lei processual vigente à época, não mais comporte
recurso perante as cortes locais.
Do exposto, em não havendo o recorrente esgotado as instâncias ordinárias, porquanto está a atacar decisão monocrática, impõe-se o não
conhecimento do recurso.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão em sede de apelação.
Alega o recorrente que o acórdão vergastado violou o disposto no artigos 21 e 20, §§ 3 e 4 ambos do Código de Processo Civil e a súmula
nº 306 do STJ.
Ocorre que, para se apurar se a fixação dos honorários sucumbenciais atendeu ou não ao critério da equidade eleito no texto normativo do Código
de Processo Civil, deve-se proceder a uma nova análise dos autos, o que esbarra invariavelmente no enunciado da Súmula nº 07 do Superior
Tribunal de Justiça. Sobre o tema, colho o seguinte julgado: "Ressalvadas as hipóteses de notória exorbitância ou insignificância, o valor dos
honorários advocatícios sujeitos a fixação por critério de equidade (CPC, art. 20, § 4º), não se submetem a controle por via de recurso especial,
já que demanda reexame de matéria fática." (STJ - 1ª T., AgRg no AREsp 109.986/DF, rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 23/03/2012 - trecho
da ementa). Incide, portanto, a Súmula nº 7 do STJ.
Por fim, no tocante à existência ou não de sucumbência recíproca, observo que, para o acolhimento da pretensão do recorrente faz-se necessário
adentrar, novamente, na seara fático-probatória dos autos, não sendo possível nesta via recursal diante do já citado óbice criado pela súmula
n.º 07/STJ. Sobre a questão, inclusive, "A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que, em Recurso Especial, é vedada a apreciação do
quantitativo em que autor e réu saíram vencedores ou vencidos na demanda, bem como da existência de sucumbência mínima ou recíproca, por
ensejar revolvimento de matéria fático-probatória, o que esbarra, mais uma vez, no óbice da Súmula 7/STJ" (STJ - 2ª T., EDcl nos EDcl no REsp
1224934/PR, rel. Min. Herman Benjamin, DJe 06/03/2014 - trecho de ementa)
Bem por isso, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Recife, 23 de março de 2016.
83
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
Recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente, além de divergência jurisprudencial, que o acórdão recorrido contrariou o disposto nos artigos 4º e 5º, ambos do Decreto-
Lei nº 4.657/42 - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, bem como nos artigos 126 e 127, ambos do Código de Processo Civil de 1973.
Aduz possuir direito ao recebimento do adicional de insalubridade. Ressalta que o município recorrido editou lei específica concedendo tal adicional
aos agentes comunitários de saúde, sem discriminar, porém, os percentuais a serem aplicados.
De início, observo que a parte recorrente requer, mediante predicação hospedada no próprio recurso, os benefícios da justiça gratuita. Todavia,
trata-se, em verdade, de reiteração de requerimento alhures deferido à fl. 135 dos autos.
Ademais, cumpre registrar que caberia ao recorrente, nas razões do presente recurso, no que se refere à exigência do prequestionamento,
apontar negativa de vigência ao art. 535, II do CPC, tendo em vista que o órgão colegiado julgador rejeitou os embargos declaratórios por não
preencher o recurso os requisitos próprios.
Com efeito, conforme a jurisprudência pacífica do STJ, se o tribunal local rejeitar os embargos de declaração, a parte recorrente deverá nas
razões do recurso especial alegar negativa de vigência aos artigos que tratam dos aclaratórios (STJ - 6ª T., EDcl no AgRg no REsp 1170673/RS,
rel. Min. Ericson Maranho (Desembargador convocado do TJSP), DJe 11/09/2015; STJ - 1ª T., AgRg no REsp 1407811/DF, rel. Min. Napoleão
Nunes Maia Filho, DJe 20/06/2014; STJ - 2ª T., AgRg no AREsp 247.140/PR, rel. Min. Humberto Martins, DJe 13/12/2012).
Assim, sendo o caso de interposição de embargos de declaração, não basta para o Superior Tribunal de Justiça a interposição dos aclaratórios,
ainda que rejeitados, no juízo de admissibilidade ou mérito. Este deveria ter sido, portanto, o primeiro dos fundamentos do recurso especial:
não foram admitidos ou foram tidos como improcedentes aclaratórios que eram admissíveis e aos quais deveria necessariamente ter dado esta
Corte de Justiça o devido provimento.
Por isso, no caso, incide o enunciado da súmula nº 211 do STJ, pelo que, inexistente o prequestionamento, resta obstaculizada a via de acesso
ao apelo excepcional.
Lado outro, constato que, tendo a Câmara julgadora consignado a inexistência de previsão legal municipal específica quanto às atividades
contempladas com o adicional de insalubridade, resta impossibilitada a revisão desse entendimento em sede excepcional, uma vez incidente in
casu a Súmula nº 280/STF, aplicável analogicamente em sede de recurso especial. Nesse sentido, o STJ:
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282/STF. DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/STF. ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.NECESSIDADE DE
COTEJO ANALÍTICO ENTRE PARADIGMAS E DECISÃO IMPUGNADA.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1. A leitura atenta do acórdão combatido revela que o art. 58, § 4º da Lei n. 8.213/91, bem como a tese a ele vinculada não foi objeto de debate
pela instância ordinária e não houve oposição de embargos de declaração, o que atrai a aplicação da Súmula n. 282 desta Corte Superior,
inviabilizando o conhecimento do especial no ponto por ausência de prequestionamento.
2. Não é possível a análise, nesta Corte, da pretensão deduzida pelo recorrente, no que se refere à alegada possibilidade de concessão do
adicional de insalubridade, sem que haja revolvimento de direito local, o que é vedado na via recursal eleita a teor da Súmula 280/STF, por
aplicação analógica.
3. O recurso não merece passagem pela alínea "c" do permissivo constitucional, uma vez que a simples transcrição de trechos de votos e de
ementas considerados paradigmas não é suficiente para dar cumprimento ao que exigem os arts. 541 do CPC e 255 do RISTJ.Precedentes.
4. Agravo regimental não provido.
(STJ - 2ª T., AgRg no AREsp 407.283/MS, rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 04/12/2013).
Por derradeiro, tenho que, ante o reconhecimento da aplicabilidade das súmulas obstativas de seguimento supramencionadas e a
decorrente negativa de seguimento a este recurso, resta prejudicado o exame de sua viabilidade à luz do disposto na alínea "c" do nº III do art. 105
da CF. É firme nesse ponto a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, para a qual "fica prejudicada a análise da divergência jurisprudencial
quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea "a" do permissivo constitucional." (STJ - 2ª T., AgRg no
AREsp 615053/RJ, rel. Min. Herman Benjamin, DJe 06/04/2015 - trecho da ementa)
A propósito, todavia, não custa lembrar que, para comprovação e apreciação da divergência jurisprudencial, devem ser mencionadas e
confrontadas as circunstâncias fáticas e jurídicas que identificam ou assemelham os casos confrontados, bem como juntadas cópias integrais de
tais julgados ou, ainda, citado o repositório oficial de jurisprudência. Não ocorrendo isso, torna-se impossível conhecer da divergência aventada.
Assim é que o Tribunal da Cidadania "tem entendido, reiteradamente, que, a teor do art. 255 e parágrafos, do RISTJ, para comprovação e
apreciação da divergência jurisprudencial, devem ser mencionadas e expostas as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, bem como juntadas cópias integrais de tais julgados ou, ainda, citado repositório oficial de jurisprudência. Inocorrendo isto na
espécie, impossível conhecer da divergência aventada" (STJ - 5ª, REsp 305835/RJ, rel. Min. Jorge Scartezzini, j. em 03/10/2002 - trecho da
ementa).
Contudo, no caso dos autos, a parte recorrente limitou-se a indicar o permissivo constitucional do artigo 105, III, alínea "c", sem sequer juntar
inteiro de teor de julgado, sem o devido detalhamento ou confronto do acórdão recorrido com o referido texto eleito paradigma, deixando, assim,
de compor o conflito de teses e de mostrar a dissidência. De modo que não houve o contraste analítico entre o acórdão recorrido e qualquer
acórdão padrão.
Bem por isso, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
Recurso extraordinário, com fundamento no artigo 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente que o aresto vergastado contrariou o disposto nos artigos 7º, XXIII e 37, caput da Constituição Federal, pois, no seu
sentir, foi-lhe tolhido o legítimo direito à percepção do adicional de insalubridade.
De início, observo que a parte recorrente requer, mediante predicação hospedada no próprio recurso, os benefícios da justiça gratuita. Todavia,
trata-se, em verdade, de reiteração de requerimento alhures deferido à fl. 135 dos autos.
Ademais, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF - Pleno, AI 664.567 QO/RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJe de 06/09/2007). Portanto, deve a parte
recorrente demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, a recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário
se impõe, nos termos da jurisprudência do STF (RE 615.990 DF, rel. Min. Luiz Fux, DJe de 06/04/2011).
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Lado outro, a suposta afronta aos citados dispositivos indicados nas razões do recurso, se porventura ocorrente, revelou-se por via oblíqua ou
reflexa. Sucede que a orientação do STF é iterativa em não admitir o recurso extraordinário sob alegação de ofensa indireta à Carta da República.
Frise-se que o manejo do recurso extraordinário, sob o fundamento da alínea "a", do permissivo constitucional, só é liberado a partir de um
histórico de afronta direta e frontal à Constituição, e não de maneira indireta, reflexa ou oblíqua, como ocorre no caso em apreço. Caracteriza-
se o caso, portanto, como ofensa reflexa à Constituição Federal.
Por fim, o presente recurso extraordinário não merece seguimento pelo fato de a pretensão da recorrente, no tocante à pretendida percepção do
adicional de insalubridade, ensejar a análise de legislação local, o que é vedado pela Súmula n.º 280/STF. Tal óbice ao seguimento do recurso
excepcional resta claro ao verificar-se os seguintes termos consignados no acórdão recorrido: "4. In casu, embora a Lei Orgânica do Município,
em seu art. 99, XIII, disponha sobre o adicional ora perseguido, não definiu as atividades contempladas nem os percentuais a incidir sobre o
valor da remuneração paga." (fl. 326).
No mesmo sentido, o STF:
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EVENTUAL
OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.11.2012. 1. As razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar
o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar
o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
(STF - 1ª T., ARE 898473 AgR, rel. Min.Rosa Weber, DJe de 10.09.2015) .
Bem por isso, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão exarado em sede
de apelação.
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Alega a parte recorrente que o aresto vergastado, além de divergir de julgados de outros tribunais, violou a Lei Federal nº 7.859/89, quanto a
indenização compensatória de PIS/PASEP, além do disposto nos artigos 4º e 5º, ambos do Decreto-Lei nº 4.657/42 - Lei de Introdução às Normas
do Direito Brasileiro (LINDB), e nos artigos 126 e 127 do CPC. Pugna "receber os valores referentes ao adicional de insalubridade conforme
determinado na Lei Municipal de Sertânia/PE nº 1.160/01 ou a aplicação analógica da NR nº 15 do MTE (...)" (fl.275)
De início, verifico que o referido recurso excepcional, no que tange à alegada violação da Lei Federal nº 7.859/89, foi intentado pela parte
recorrente sem que houvesse, nas respectivas razões recursais, indicação expressa de quaisquer dispositivos legais do supracitado diploma
federal que supostamente restaram contrariados pelo acórdão recorrido. Assim, ante a deficiência na fundamentação recursal, incide, por analogia,
o enunciado nº 284 da Súmula do STF.
Nesse sentido, colho o seguinte julgado: "2. O recurso especial deve indicar, de forma expressa o dispositivo de lei federal tido por violado, com a
exposição clara e exata da tese defendida. A alegação de ofensa genérica à norma federal atrai à espécie o verbete da Súmula 284/STF." (STJ,
2ªT, REsp 1205542/SP, rel. Min. Diva Malerbi - Desembargadora convocada TRF 3ª Região), DJe 23/11/2012, trecho da ementa). Na mesma
linha de entendimento: "3. O recurso especial fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional deve indicar ofensa a dispositivo de lei
federal capaz, ao menos em tese, de amparar a tese recursal apresentada, sob pena de não conhecimento do recurso. Aplicação analógica da
Súmula 284/STF." (STJ, 3ª T, REsp 1339279/RJ, rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 27/02/2013, trecho da ementa)
Outrossim, verifico que os artigos 4º e 5º do Decreto Lei 4.657/1942 e os artigos 126 e 127 do Código de Processo Civil não foram objeto de debate
e deliberação pelo órgão fracionário deste sodalício. Em que pese a recorrente ter oposto embargos, é imperioso observar que "1. O STJ não
admite o "prequestionamento ficto", que ocorre com a mera oposição de embargos declaratórios, sem que o Tribunal de origem tenha efetivamente
emitido juízo de valor sobre as teses debatidas. (Precedentes: AgRg no AREsp 516350/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 02/03/2015; AgRg no REsp 1366052/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 10/02/2015, DJe 19/02/2015)." Incide, pois, o óbice da súmula 211, do Superior Tribunal de Justiça ao caso em destaque.
Ora, o presente recurso especial não merece seguimento pelo fato de a pretensão da recorrente, no tocante à pretendida percepção do adicional
de insalubridade, ensejar a análise de legislação local, qual seja, Lei Municipal de Sertânia/PE nº 1.160/01, o que é vedado pela Súmula nº 280
do STF, aplicável, por analogia, ao presente caso.
Lado outro, rever o entendimento da Corte local acerca da existência, ou não, do direito da parte recorrente à percepção ao adicional de
insalubridade esbarra na vedação ao revolvimento do conjunto fático-probatório em sede de apelo excepcional. Incide, portanto, o enunciado
da Súmula nº 07, do STJ.
Ainda que assim não fosse, quanto à divergência jurisprudencial, uma rápida leitura da peça recursal é suficiente para verificar que a recorrente
deixou de observar as exigências legais constantes do parágrafo único do art. 541 do CPC, eis que não realizou, como necessário, o confronto
analítico, de forma a conferir condições hábeis à verificação das similaridades e divergências circunstanciais entre o acórdão recorrido e os
confrontados.
Ressalto que, nos termos dos precedentes do STJ, "A divergência deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias
que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de
trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar
a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais (art. 541, parágrafo único, do CPC e art. 255 do RI/STJ)
impede o conhecimento do Recurso Especial com base na alínea "c", III, do art. 105 da Constituição Federal" (STJ - 2ª T., REsp 1.517.339/SC,
rel. Ministro Herman Benjamin, DJe 30/06/2015).
Isto posto, não seguimento ao recurso.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
Recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega o recorrente que a decisão colegiada violou o disposto nos artigos 7º, incisos VIII, XVII e XXIII, e 37, caput, da Constituição Federal, "para
fins de condenação do município demandado ao pagamento dos adicionais de insalubridade, bem como pagamento das férias acrescidas do
terço constitucional, 13º salários e PIS/PASEP" (fl.244-v).
De início, observo que a parte recorrente requer, mediante predicação hospedada no próprio recurso, os benefícios da justiça gratuita. Todavia,
trata-se de reiteração de pedido alhures deferido, conforme se observa da sentença, à folha 148 destes autos.
Ora, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
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da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve a parte recorrente
demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, o recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Além disso, não deve prosperar o presente apelo, tendo em vista que o manejo do recurso extraordinário, sob o fundamento da alínea "a", do
permissivo constitucional, só é liberado a partir de um histórico de afronta direta e frontal à Constituição, e não de maneira indireta, reflexa ou
oblíqua, como ocorre no caso em apreço. Caracteriza-se o caso, portanto, como ofensa reflexa à Constituição Federal.
O presente recurso extraordinário não merece seguimento, outrossim, pelo fato de a pretensão do recorrente, no tocante à pretendida percepção
do adicional de insalubridade, ensejar a análise de legislação local, o que é vedado pela súmula nº 280/STF. Decidiu o órgão fracionário deste
sodalício que "(...)12. Quanto ao adicional de insalubridade, verba com previsão no inciso XXIII do art. 7º da CF/88, os servidores públicos não
fazem jus ao mesmo, dependendo para tanto de implemento específico por parte do Ente Público contratante, consoante se infere do disposto no
art. 39, § 3º, do Texto Constitucional. 13. Com efeito, sendo cediço que a Administração Pública encontra-se adstrita ao princípio da Legalidade,
pelo que somente pode fazer o que a lei determina, e inexistindo disposição legal acerca daquele adicional, notadamente quanto ao percentual
que deva ser aplicado, revela-se indevida a condenação do Município de Sertânia neste particular. (...)" (fl.214-v) (grifos nossos). Tal exame, pois,
implicaria a necessidade de análise de lei local, inviável nesta via recursal com base na citada súmula.
Por fim, a apreciação da violação aos incisos VIII e XVII do artigo 7º, bem como ao caput do artigo 37 da Carta Magna da Constituição Federal
ensejaria necessário revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede excepcional, fazendo incidir a Súmula nº
279/STF. O órgão julgador, quando da análise das provas constantes dos autos assim discorreu: "(...) 2. Inicialmente, com relação à condenação
ao pagamento de férias, acrescidas de 1/3, além do 13º salário, cumpre esclarecer que não se trata de discussão quanto ao regime jurídico,
se estatutário ou celetista, mas, sim, de direito mínimo garantido ao trabalhador conforme preceituado pela Carta Magna em seu art. 7º, inciso
VIII e XVII. 3. Nesta senda, comprovada a relação laboral entre o servidor ou empregado público, e o ente Municipal, faz jus o trabalhador ao
recebimento das verbas salariais não pagas como contraprestação dos serviços prestados, em consonância com o que dispõe o art. 39, § 3º,
da Constituição Federal. 4. Ocorre que, não há nos autos, qualquer documento que demonstre com precisão a data da admissão bem como da
rescisão contratual com o ente público. Desta feita, não há como comprovar que não houve pagamento das verbas pleiteadas pelo apelante. (...)13.
Com efeito, sendo cediço que a Administração Pública encontra-se adstrita ao princípio da Legalidade, pelo que somente pode fazer o que a lei
determina, e inexistindo disposição legal acerca daquele adicional, notadamente quanto ao percentual que deva ser aplicado, revela-se indevida
a condenação do Município de Sertânia neste particular. 14. Acresço a decisão que em relação ao pedido de indenização por não cadastramento
no PASEP, tenho que esse pedido se trata de inovação recursal, pois, na peça inicial, não consta este título, mas sim o de indenização referente
ao PIS. É imperioso não haver confusão entre PIS e PASEP, pois o primeiro é voltado para os trabalhadores regidos pela CLT e o segundo para
servidores públicos com vínculo estatutário. 15. Logo, não conheço do pedido de indenização pela não inscrição no PASEP, por se tratar de
inovação recursal, em respeito aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. (...)" (fl.214 e 214-v) (grifos nossos).
Com efeito, o acórdão recorrido decidiu a lide baseando-se nas conclusões retiradas da análise pormenorizada das questões trazidas pelas
partes, do que nova análise encontra-se obstada pela supracitada Súmula nº 279/STF.
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
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Publique-se.
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Recurso Extraordinário interposto com fundamento no artigo 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de apelação.
Alegam os recorrentes que o aresto vergastado contrariou o disposto nos artigos 37, inciso X, 40, §§7º e 8º e 97, todos da Constituição Federal.
De logo, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve o recorrente demonstrar
que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, o recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Lado outro, conforme se depreende da leitura do acórdão, verifico que os artigos 37, inciso X, 40, §§7º e 8º e 97, todos da Constituição Federal,
apontados como violados pelos recorrentes, sequer foram objeto de debate e deliberação pelo órgão colegiado deste Tribunal.
Assim, não havendo que se falar em prequestionamento do dispositivo constitucional, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste
recurso, em face da incidência da Súmula nº 282 do STF.
Outrossim, mesmo que ultrapassada a ausência de prequestionamento, é claramente perceptível que a parte recorrente, a despeito da alegada
vulneração a dispositivos constitucionais, pretende mesmo submeter ao STF a apreciação de matéria versada em regramento local - v.g., Lei
Complementar Estadual nº 59/2004. Ao passo em que, "a suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto,
de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF [...]" (STF - 1ª T., AI 836453 AgR / PE,
rel. Min. Rosa Weber, DJe 26/04/2013, trecho da ementa).
Por fim, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou que as vantagens
de caráter geral devem ser pagas a todos os militares, ativos e inativos (v.g.: 1ª T., ARE 676.661 AgR / PE, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de
16.05.2012; 1ª T., ARE 686.995/PE, rel. Min. Luiz Fux, DJe de 13.09.2012).
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Recurso Especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente que o acórdão vergastado violou o disposto no artigo 1º do Decreto Federal nº 20.910/32.
De início, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que assentou que a hipótese
dos autos trata de relação de trato sucessivo, razão pela qual não há que se falar em prescrição.
Confirmo:
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. POLICIAL MILITAR
INATIVO. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 165, 458, II, E 535, I E II, DO CPC. OMISSÃO
NÃO CONFIGURADA. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. SÚMULA 85/STJ.
1. Há de ser rejeitada a alegada violação dos arts. 165, 458, II, e 535, I e II do CPC, porquanto o acórdão recorrido analisou a matéria que lhe
foi submetida de forma suficientemente fundamentada.
2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que, inexistindo manifestação expressa da Administração Pública
negando o direito reclamado, não ocorre a prescrição do fundo de direito, mas tão somente das parcelas anteriores ao quinquênio que precedeu
à propositura da ação, ficando caracterizada relação de trato sucessivo (Súmula 85 do STJ). Precedentes: AgRg no AREsp 714.128/PE, Rel.
Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 21/08/2015; AgRg no AREsp 527.781/PE, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe
19/08/2014.
3. Agravo regimental não provido." (STJ - 1ª T., AgRg no AgRg no AREsp 602228/PE, rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 13/10/2015)
Publique-se.
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Recurso extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente que o acórdão recorrido contrariou o disposto no artigo 97 da Constituição Federal.
De início, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve a parte recorrente
demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, a parte recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Constituição Federal, estou em que "Não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o
acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos
extraídos da Lei Maior." (STF - 2ª T., ARE 784179 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 17/02/2014, trecho da ementa).
Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Servidor militar. Gratificação de risco de policiamento Ostensivo.
Extensão a inativos. Natureza. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Reserva de plenário.
Violação. Inexistência. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das
vantagens concedidas aos servidores em atividade de forma geral. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas
dos autos e a análise da legislação local. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 3. Pacífica a jurisprudência da Corte de que não há violação
do art. 97 da Constituição Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma, nem afastá-la sob fundamento
de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental
não provido." (STF - 2ª T., ARE 840478 AgR, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14/04/2015)
Ainda que assim não fosse, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que
assentou que as vantagens de caráter geral devem ser pagas a todos os militares, ativos e inativos (v.g.: 1ª T., ARE 676661 AgR / PE, rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe 16/05/2012; 1ª T., ARE 686995/PE, rel. Min. Luiz Fux, Dje 13/09/2012).
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Trata-se de Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão exarado em sede de
apelação/reexame necessário.
Alega a parte recorrente que o acórdão recorrido contrariou o disposto nos artigos 37, inciso X, 40, §§ 7º e 8º, e 97, todos da Constituição Federal.
De início, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve a parte recorrente
demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, a parte recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Lado outro, é claramente perceptível que a parte recorrente, a despeito da alegada vulneração a dispositivos constitucionais, pretende mesmo
submeter ao STF a apreciação de matéria versada em regramento local - v.g., Lei Complementar Estadual nº 59/2004. Ao passo em que, "a
suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada
no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF [...]" (STF - 1ª T., AI 836453 AgR / PE, rel. Min. Rosa Weber, DJe 26/04/2013, trecho da ementa).
Observo, ainda, que o Supremo Tribunal Federal "já pacificou sua jurisprudência no sentido de que a análise da natureza da Gratificação de
Risco de Policiamento Ostensivo, prevista na Lei Complementar 59/2004, depende de exame da legislação local, o que atrai a incidência da
Súmula 280, verbis: "Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário." Precedentes: AI 795.765-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma,
DJe de 02/09/2010; AI 831.281-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 31/05/2011" (1ª T., AI 797341 AgR / PE, rel. Min. Luiz Fux, DJe
14/10/2011, trecho da ementa).
Quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Constituição Federal, estou em que "Não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o
acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos
extraídos da Lei Maior." (STF - 2ª T., ARE 784179 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 17/02/2014, trecho da ementa).
Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Servidor militar. Gratificação de risco de policiamento Ostensivo.
Extensão a inativos. Natureza. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Reserva de plenário.
Violação. Inexistência. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das
vantagens concedidas aos servidores em atividade de forma geral. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas
dos autos e a análise da legislação local. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 3. Pacífica a jurisprudência da Corte de que não há violação
do art. 97 da Constituição Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma, nem afastá-la sob fundamento
de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental
não provido." (STF - 2ª T., ARE 840478 AgR, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14/04/2015)
Por fim, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou que as vantagens
de caráter geral devem ser pagas a todos os militares, ativos e inativos (v.g.: 1ª T., ARE 676661 AgR / PE, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 16/05/2012;
1ª T., ARE 686995/PE, rel. Min. Luiz Fux, Dje 13/09/2012).
Isto posto, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Recife, 05 de abril de 2016.
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DECISÃO DE ARQUIVAMENTO
O procedimento em epígrafe tem origem em reclamação promovida por (...) , em face do Juízo de Direito da (...) , por alegado excesso de prazo
na condução do processo nº (...) , atinente a Ação de Recuperação Judicial.
Aduz o reclamante ser autor no processo apontado (nº (...) ) e que, embora tenha feito acordo contra a empresa (...) , esta não vem honrando
com o avençado. Acrescenta que em 30.abril.2014 impetrou petição junto à (...) , contudo, tal expediente ainda não fora despachado. Cumpre
esclarecer que citado petitório cuida de requerimento no sentido de ‘chamar o feito a ordem’, em atenção aos acordos realizados pela empresa
em recuperação judicial, a (...) e todo o seu consórcio (ID 10766).
É o relatório, no essencial.
Decido:
“Prima-facie” , cumpre ressaltar que Corregedoria Geral da Justiça é órgão de fiscalização, controle, orientação forense e disciplina dos
magistrados da primeira instância, dos serviços auxiliares da justiça das primeiras e segundas instâncias, dos Juizados Especiais e dos serviços
públicos delegados.
Nesse diapasão, a atuação correcional deste Órgão Censor se dá em razão, entre outros, do cometimento de infração funcional ou insubordinação
administrativa por parte de magistrado. Logo, em não havendo infração funcional, descabida a intervenção da Corregedoria.
Em consulta ao sistema JudWin, restou constado que o processo ‘sub judice’ tem contado com regular pronunciamento do magistrado reclamado,
merecendo destaque os despachos em datas de 04.setembro.2015 e 30.setembro.2015, este último referindo-se as diversas petições dos autos
informando ao juízo do ‘ descumprimento do plano de recuperação judicial por parte das recuperandas ’, bem como a ‘petição do credor (...) , às
fls. 21666/21674, volume 83, requerendo intimação do administrador Judicial para prestar esclarecimentos’ . Na sequência, constam despachos
de 09.outubro.2015 e 27.outubro.2015, tratando o primeiro, de penhora no rosto dos autos de R$ (...), e o segundo, de penhoras nos valores de
R$ (...) e R$ (...), todas em desfavor da recuperanda, a empresa (...) . Em 11.janeiro.2016, registro novo despacho do magistrado reclamado,
deferindo o requerido pelo Administrador Judicial à fl. 26.226.
Cotejando o aduzido, é forçoso inferir que o objeto deste procedimento, qual seja, o pedido de pronunciamento do juízo de petitório do credor/
reclamante (...) , referente ao descumprimento de acordos realizados com a empresa (...) , restou atingido.
Vale ressaltar que o processo em questão é deveras volumoso, haja vista despacho do juízo referindo-se à fl. 26.226, considerando-se ainda a
matéria que envolve, de recuperação judicial, e os valores penhorados, cuja monta transita na órbita dos milhões.
Dentro deste cenário, percebe-se que no caso vertente não há morosidade injustificada que possa ser imputada ao órgão jurisdicional, não
podendo ser relevadas as peculiaridades do processo ‘sub judice’ , que corrobora em desfavor da celeridade, situação que, na ótica do CNJ e
do bom senso, não se confunde com a prática de qualquer infração disciplinar ou conduta discrepante com a regra do artigo 35 da LOMAN [1]
, que enseje a necessidade de instauração de processo administrativo disciplinar.
Frise-se, por pertinente, que ainda que deslinde do processo objeto desta reclamação não seja favorável aos interesses do representante, tal
fato não pode ser objeto de insurgência perante esta Corregedoria Geral de Justiça, cuja competência não engloba matéria de natureza judicial
(artigo 35, da Lei Complementar nº 100/2007) [2] . Para melhor ilustrar, destaco excerto de Recurso Administrativo do CNJ:
Recurso Administrativo. Reclamação Disciplinar. Exame de matéria judicial . Arquivamento sumário mantido .
I) A Reclamação Disciplinar não se presta ao exame de matéria judicial. Como cediço, é instrumento destinado ao exame da atividade funcional
– e não judicante - dos membros e demais órgãos integrantes do Poder Judiciário. (...)
Recurso não provido” (CNJ – RD 200810000014314 – Rel. Min. Corregedor Gilson Dipp – 85ª Sessão – j. 26.05.2009 – DJU 17.06.2009).
Por sua vez, nos termos da jurisprudência construída no âmbito do CNJ, a pronta manifestação judicial, tendente a solucionar o problema de
retardo, pode implicar a perda do objeto , reconhecendo-se por prejudicado o pedido por força de o requerido ter adotado providências efetivas
para sanar a irregularidade. Para melhor ilustrar, destaco:
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Repisando em outras palavras, a prolação de sentença ou de despacho que dê impulso oficial ao processo a respeito do qual há queixa de
excesso de prazo para atuação judicial, gera perda do objeto do procedimento administrativo instaurado para a apuração da demora. (CNJ-REP
548 – Min. Corregedor Nacional César Asfor Rocha – 46 a Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007; CNJ – REP 900 – Rel. Min. Corregedor
Nacional César Asfor Rocha – 53 a Sessão – j. 04.12.2007 – DJU 20.12.2007).
Em consonância, o §1º, do art. 26, do Regulamento Geral da Corregedoria nacional de Justiça, estabelece “que a prática do ato, a normalização
do andamento ou a solução do processo poderão ensejar a perda de objeto da representação” [3] .
A par de todas essas considerações, forçoso concluir pelo arquivamento deste procedimento, porquanto não se vislumbra o cometimento de
infração disciplinar e ou ilícito penal, nos termos do art. 9º, § 2º, da Resolução nº 135/2011 do Conselho Nacional da Justiça – CNJ [4] .
Encaminhe-se à Corregedoria Nacional de Justiça cópia da presente, em atenção ao disposto no art. 9º, §3º, da Resolução nº 135/2011 [5] ,
do referido órgão de superposição.
Publique-se, com supressão dos nomes e Juízos de atuação dos envolvidos, dando-se conhecimento aos interessados acerca do conteúdo da
presente decisão.
Após, arquive-se.
[1] Lei Complementar nº 35, de 14 de março de 1979 - Dispõe sobre a Lei Orgânica da Magistratura Nacional
Art. 35 - São deveres do magistrado :
I - Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício;
II - não exceder injustificadamente os prazos para sentenciar ou despachar;
III - determinar as providências necessárias para que os atos processuais se realizem nos prazos legais;
IV - tratar com urbanidade as partes, os membros do Ministério Público, os advogados, as testemunhas, os funcionários e auxiliares da Justiça,
e atender aos que o procurarem, a qualquer momento, quanto se trate de providência que reclame e possibilite solução de urgência.
V - residir na sede da Comarca salvo autorização do órgão disciplinar a que estiver subordinado;
VI - comparecer pontualmente à hora de iniciar-se o expediente ou a sessão, e não se ausentar injustificadamente antes de seu término;
VIl - exercer assídua fiscalização sobre os subordinados, especialmente no que se refere à cobrança de custas e emolumentos, embora não
haja reclamação das partes;
VIII - manter conduta irrepreensível na vida pública e particular.
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(Aprovado pela Portaria nº 211, de 10 de agosto de 2009 e alterado pela Portaria nº 121, de 06 de setembro de 2012)
Art. 26. Se das informações e dos documentos que a instruem restar desde logo justificado o excesso de prazo ou demonstrado que não decorreu
da vontade ou de conduta desidiosa do magistrado, o Corregedor arquivará a representação.
§ 1º. A prática do ato, a normalização do andamento ou a solução do processo poderão ensejar a perda de objeto da representação.
[4] Resolução 135/2011 – CNJ - Art. 9º A notícia de irregularidade praticada por magistrados poderá ser feita por toda e qualquer pessoa,
exigindo-se formulação por escrito, com confirmação da autenticidade, a identificação e o endereço do denunciante. (omissis)
§2º - Quando o fato narrado não configurar infração disciplinar ou ilícito penal , o procedimento será arquivado de plano pelo Corregedor,
no caso de magistrados de primeiro grau, ou pelo Presidente do Tribunal, nos demais casos ou, ainda, pelo Corregedor Nacional de Justiça,
nos casos levados ao seu exame.
EDITAL DE PROCLAMAS
Eu, Rosana Pecorelli Pimentel Magalhães Bastos - Oficial em exercício do Cartório do Registro Civil e Casamento do 3º Distrito Judiciário de São
José – Recife – Pernambuco, faço saber que estão de se habilitando para casar-se por este Cartório os seguintes contraentes:
Se alguém souber de algum impedimento, acuse-o para fins de direito no prazo da lei, datado e passado nesta Cidade do Recife, 14/04/2016.
Eu, Rosana Pecorelli Pimentel Magalhães Bastos - Oficial em exercício.
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O DIRETOR GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, RICARDO MENDES LINS, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES LEGAIS, RESOLVE:
Nº 1454/16-SGP - designar RAQUEL MATIAS TORRES, TECNICO JUDICIARIO - TPJ, matrícula 1843613, para exercer a função gratificada de
ASSESSOR MAGISTRADO 2º/FGAM, do(a) SEÇÃO “A”, 27ª VARA CIVEL DA CAPITAL.
Nº 1455/16-SGP - dispensar MARCELO CUNHA VELOSO, TECNICO JUDICIARIO - TPJ, matrícula 1841602, da função gratificada de
ASSESSOR MAGISTRADO 2º/FGAM, do(a) SEÇÃO “A”, 27ª VARA CIVEL DA CAPITAL.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
O DIRETOR GERAL, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, BEL. RICARDO MENDES LINS, EXAROU EM DATA DE 11 A 14/04/2016
OS SEGUINTES DESPACHOS:
Solicitação s/nº – JUÍZO DE DIREITO DA COMARCA DE IPUBI - Ref. Diárias em favor de JANDERCLEISON PINHEIRO JUCÁ; JUIZ DE DIREITO;
OURICURI; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 19 E 20/03/2016; “Com base na Resolução nº 265 de 18/08/2009, em seu art. 2º § 1º, que dispõe sobra
a concessão de diárias, INDEFIRO o pedido, em razão da solicitação ter sido encaminhada fora do prazo estabelecido na normativa. Após a
publicação, arquive-se”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE BOM JARDIM - Ref. Diárias em favor de LUIS VITAL DO CARMO FILHO; JUIZ DE
DIREITO; LIMOEIRO; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 27/03/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE ALIANÇA - Ref. Diárias em favor de IARLY JOSE HOLANDA DE SOUZA; JUIZ DE
DIREITO; NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 02/04/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE MIRANDIBA - Ref. Diárias em favor de MATHEUS DE CARVALHO MELO LOPES;
JUIZ DE DIREITO; SERRA TALHADA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 02/04/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE GOIANA (JUIZADO ESP. CÍVEL E CRIMINAL) - Ref. Diárias em favor de ALINE
CARDOSO DOS SANTOS; JUIZA DE DIREITO; NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 09/04/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE GOIANA - Ref. Diárias em favor de JOSÉ GILBERTO DE SOUSA; JUIZ DE DIREITO;
NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 25/03/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE PAUDALHO - Ref. Diárias em favor de MARIA BETÂNIA MARTINS DA HORA ROCHA;
JUIZA DE DIREITO; NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 27/03/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE PETROLINA - Ref. Diárias em favor de CÍCERO EVERALDO FERREIRA SILVA; JUIZ
DE DIREITO; RECIFE; CONVOCAÇÃO DA PRESIDÊNCIA; 28 A 29/03/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE JOÃO ALFREDO - Ref. Diárias em favor de HAILTON GONÇALVES DA SILVA; JUIZ
DE DIREITO; LIMOEIRO; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 26/03/2016; “Autorizo”.
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Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE GOIANA - Ref. Diárias em favor de JOSÉ GILBERTO DE SOUSA; JUIZ DE DIREITO;
NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 10/04/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE BELÉM DE MARIA - Ref. Diárias em favor de VIVIAN GOMES PEREIRA; JUIZA DE
DIREITO; PALMARES; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 03/04/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE PRIMAVERA - Ref. Diárias em favor de FABIANA MORAES SILVA; JUIZA DE DIREITO;
VITÓRIA DE SANTO ANTÃO; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 24/03/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – GABINETE DESEMBARGADOR JONES FIGUEIREDO ALVES - Ref. Diárias em favor de JONES FIGUEIREDO ALVES;
DESEMBARGADOR; CARUARU; INSPEÇÃO NA DISTRIBUIÇÃO NA COMARCA; 29/03/2016; “Autorizo”.
Solicitação s/nº – CORREGEDORIA AUXILIAR DA 1ª ENTRÂNCIA - Ref. Diárias em favor de MARCUS VINICIUS NONATO RABELO TORRES;
JUIZ DE DIREITO; CANHOTINHO/CALÇADO/CUPIRA; REALIZAR AUDIÊNCIA; 29 A 30/03/2016; “Autorizo”.
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CONSELHO DA MAGISTRATURA
CONSELHO DA MAGISTRATURA
PERNAMBUCO
SOB A PRESIDÊNCIA DO EXMº SR. DES. LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO (PRESIDENTE), REALIZOU-SE NO DIA 07 (SETE) DE ABRIL
DE 2016, A SESSÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DA MAGISTRATURA, NO 3º ANDAR DO PALÁCIO DA JUSTIÇA, PRESENTES OS
EXMºS. SRS. DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO (1º VICE-PRESIDENTE), ANTÔNIO FERNANDO DE ARAÚJO MARTINS (2º VICE-
PRESIDENTE), RICARDO DE OLIVEIRA PAES BARRETO, ALEXANDRE GUEDES ALCOFORADO ASSUNÇÃO, FÁBIO EUGÊNIO DANTAS
DE OLIVEIRA LIMA E ITAMAR PEREIRA DA SILVA JÚNIOR (SUPLENTE).
AUSENTES, JUSTIFICADAMENTE, OS EXMºS. SRS. DESEMBARGADORES JONES FIGUEIRÊDO ALVES (DECANO), QUE SE ENCONTRA
EM GOZO DE FÉRIAS; ROBERTO FERREIRA LINS ( CORREGEDOR GERAL DA JUSTIÇA) E JOSÉ FERNANDES DE LEMOS (SUPLENTE
DO CORREGEDOR GERAL DA JUSTIÇA).
JULGAMENTO
Processo nº 013/2015-0 CM. Tipo de Processo: Proposta de Alteração do Provimento nº 03/2011-CM. Parte Remetente: O Exmº Sr. Des. Luiz
Carlos de Barros Figueirêdo, Coordenador da Infância e Juventude do TJPE (Parecer nº 008/2015 da Coordenadoria da Infância e Juventude
do TJPE, acerca da Proposta de Alteração do Provimento nº 03/2011-CM). “Decidiu o Conselho, à unanimidade, acolher a alteração do
Provimento nº 003/2011-CM, nos termos do voto do Relator”.
EXPEDIENTE
ASSUNTO:
AUSÊNCIA INSTITUCIONAL
1-) E-mail de 03 de abril de 2016 (Protocolo nº 30653/2016), da Exmª Srª Drª Helena C. Madi de Medeiros , Juíza de Direito do II Juizado
Especial Cível da Comarca de Paulista. COMUNICA sua ausência do expediente forense nos dias 07 e 08.04.2016, para participar do curso
“Juizados Especiais Cíveis e da Fazenda Pública: Sistemática Atual e Repercussões”, promovido pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o
Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação de ausência ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.
2-) E-mail , de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 30745/2016), da Exmª Srª Drª Maria do Rosário Arruda de Oliveira , Juíza de Direito da
Comarca de Itambé. REQUER dispensa de sua presença e autorização para participar do curso: “Atualização no NCPC”, que se realizará nos
dias 31/03 a 01/04/2016, bem como do Treinamento do PJE, nos dias 05/04 a 07/04/2016, das 8h às 12h. “Decidiu o Conselho, à unanimidade,
autorizar as ausências ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.
3-) Ofício nº 051/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30480/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral
da Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que a Magistrada PATRÍCIA CAIAFFO DE FREITAS
ARROXELAS GALVÃO , estará ausente do expediente forense, no dia 06 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que
a supracitada Juíza ministrará o Módulo: “Estrutura e Funcionamento do TJPE (Vara Única)”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados,
na Comarca de Recife, promovido pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente
expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
4-) Ofício nº 052/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 39485/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado HAULER DOS SANTOS FONSECA ,
estará ausente do expediente forense, no dia 07 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz ministrará o
Módulo: “Estrutura e Funcionamento do TJPE (Tribunal do Júri)”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca de Recife, promovido
pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o
seu arquivamento”.
5-) Ofício nº 053/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30490/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado JOSÉ ANDRÉ MACHADO BARBOSA
PINTO , estará ausente do expediente forense, no dia 08 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado
Juiz ministrará o Módulo: “Deontologia da Magistratura”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido pela
Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o seu
arquivamento”.
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6-) Ofício nº 2016.0074.001143 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31528/2016), da Exmª Srª Drª Vivian Gomes Pereira , Juíza Substituta em
exercício Cumulativo na Comarca de Lagoa dos Gatos. SOLICITA autorização para participar do curso “Combate à Corrupção e à Lavagem de
Dinheiro”, que ocorrerá nos dias 12 a 14/04/2016, no Auditório da Justiça Federal/PE, na cidade do Recife, conforme inscrição anexa. “Decidiu
o Conselho, à unanimidade, remeter o presente expediente à Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado, para opinar, nos termos
da Resolução nº 375, de 03 de novembro de 2014 (DJe 05/11/2014)”.
7-) E-mail de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31517/2016), da Exmª Srª Drª Silvia Maria de Lima Oliveira , Juíza de Direito da Vara da
Fazenda Pública da Comarca do Cabo de Santo Agostinho. COMUNICA sua ausência daquela Vara da Fazenda Pública da Comarca do Cabo
de Santo Agostinho, nos dias 07 e 08 do corrente mês e ano, por ocasião de participação no Curso “Juizados Especiais e da Fazenda Pública,
Sistemática Atual e Repercussões/Impactos no novo CPC, nas Leis 9.099/95 e 12.153/2009”, através da Escola Judicial do TJPE, que será
realizado no auditório da Escola da Magistratura Federal da 5ª Região, Recife/PE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
da comunicação de ausência ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.
8-) Ofício nº 091/16-1 VF-Recife , de 23 de março de 2016 (Protocolo nº 28593/2016), do Exmº Sr. Dr. Clicério Bezerra e Silva , Juiz de
Direito da 1ª Vara de Família da Comarca da Capital. SOLICITA autorização para participar do Curso de Aperfeiçoamento em Direito Eleitoral,
promovido pela Escola Nacional da Magistratura e devidamente credenciado na ENFAM, a ser realizado entre os dias 13 a 15 de abril do ano
em curso, em Brasília/DF, o que implicará na sua ausência junto à 1ª Vara de Família e Registro Civil da Comarca da Capital durante o referido
período. Com opinativo do Exmo. Sr. Des. Eurico de Barro Correia Filho, Diretor Geral da Escola Judicial do Tribunal de Justiça. “Decidiu o
Conselho, à unanimidade, autorizar a ausência ao expediente forense, sem ônus para o TJPE , anotando-se no banco de dados”.
9-) Ofício nº 054/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31618/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado ÉLIO BRAZ MENDES , estará ausente
do expediente forense, no dia 11 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz ministrará o Módulo: “Técnica
de Conciliação e Psicologias Jurídicas”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido pela Escola Judicial do
TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
10-) Ofício nº 055/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31653/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral
da Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que a Magistrada NALVA CRISTINA BARBOSA
CAMPELLO , estará ausente do expediente forense, no dia 12 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que a supracitada
Juíza ministrará o Módulo: “Técnica de Conciliação e Psicologias Jurídicas”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do
Recife, promovido pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente,
determinando-se o seu arquivamento”.
11-) Ofício nº 056/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31662/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado RUY TREZENA PATU JÚNIOR , estará
ausente do expediente forense, no dia 14 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz ministrará o Módulo:
“Difusão da Cultura de Conciliação como busca da Paz Social”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido
pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o
seu arquivamento”.
12-) Ofício nº 057/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31671/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado JOSÉ ANDRÉ MACHADO BARBOSA
PINTO , estará ausente do expediente forense, no dia 15 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz
ministrará o Módulo: “ÉTICA”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido pela Escola Judicial do TJPE.
“Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
13-) E-mail de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 30927/2016), do Exmº Sr. Dr. Rafael José de Menezes , Juiz de Direito da 8ª Vara Cível
da Comarca da Capital – Seção B. COMUNICA que se ausentará da Comarca por três dias, de 18 a 20 de abril de 2016, para participar
da reunião do Grupo Ibero-americano da União Internacional de Magistrados, do qual é presidente, que se realizará na cidade de Lima-Peru
(Cópia do convite anexo). “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação de ausência ao expediente forense,
anotando-se no banco de dados”.
1-) Ofício nº 2016.0913.000627 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30919/2016), do Exmº Sr. Dr. Glacidelson Antonio da Silva , Juiz de
Direito da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Garanhuns. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação
de ausência ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.
2-) Oficio s/nº , de 06 de abril de 2016 (Protocolo nº 31952/2016), dos Exmºs Srs. Drs. André Gomes do Nascimento e Augusto Rachid Reis
Bittencourt Silva , Juízes de Direito Substitutos de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação
de ausência ao expediente forense e anotar no banco de dados, encaminhando-se cópia do presente expediente à Escola Judicial do
Tribunal de Justiça de Pernambuco”.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1-) Ofício nº 2016.0716.001575 , de 15 de março de 2016 (Protocolo nº 30035/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente
expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
2-) E-mail de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 29980/2016), da Exmª Srª Drª Hydia Virgínia Christino de Landim Farias , Juíza de
Direito da Vara Criminal da Comarca de Palmares. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente,
determinando-se o seu arquivamento”.
3-) Ofício s/nº de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 30808/2016), do Exmº Sr. Dr. Mark Clark Santiago Andrade , Juiz de Direito Substituto
de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e determinar o seu arquivamento,
encaminhando-se cópia à Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco”.
4-) Ofícios s/nº , de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 31069/2016), dos Exmºs Srs. Drs. André Gomes do Nascimento e Augusto Rachid Reis
Bittencourt Silva , Juízes de Direito Substitutos de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente
expediente e determinar o seu arquivamento, encaminhando-se cópia à Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco”.
5-) Ofício s/nº , de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 31855/2016), da Exmª Srª Drª Juliana Rodrigues Barbosa , Juíza de Direito Substituta
de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e anotar no banco de dados,
encaminhando-se cópia à Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco”.
ASSUNTO: IMPEDIMENTO
2-) Ofício nº 2016.0716.001544 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31736/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela qual
encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
2-) Ofício nº 2016.0716.001545 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31711/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
3-) Ofício nº 2016.0716.001553 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31726/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
4-) Ofício nº 2016.0716.001554 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31720/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
5-) Ofício nº 2016.0716.001555 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31733/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.
ASSUNTO: SUSPEIÇÃO
1-) Ofício nº 2016.0590.000686 , de 21 de março de 2016 (Protocolos nºs 30186/2016 e 030162/2016), do Exmº Sr. Dr. José Adelmo Barbosa
da Costa Pereira , Juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caruaru. COMUNICA, declarando as razões do motivo
íntimo, nos termos da Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que averbou suspeição, por
motivo de foro íntimo, para funcionar no PJE nº ... . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação, anotando-
se no banco de dados”.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
2-) Ofício nº 02/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 31237/2016), da Exmª Srª Drª Luzicleide Maria Muniz Vasconcelos , Juíza de
Direito da 15ª Vara Cível da Comarca da Capital – Seção A. INFORMA , declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução
nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que averbou suspeição nos autos do Processo nº ... , motivo
pelo qual deverá ser remetido ao seu substituto automático . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da informação,
anotando-se no banco de dados”.
3-) Ofício nº 97/2016-GAB ., de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 31313/2016), do Exmº Sr. Dr. Waldemiro de Araújo Lima Neto , Juiz de
Direito do I Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da Comarca de Vitória de Santo Antão. Em resposta ao Ofício nº 413/2016,
INFORMA, declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM,
de 05.11.2015 , os motivos da decisão proferida nos autos do Processo nº ... . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
da informação, anotando-se no banco de dados”.
4-) Ofício nº 2016.590.00621 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31083/2016), do Exmº Sr. Dr. José Adelmo Barbosa da Costa Pereira
, Juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caruaru. COMUNICA , declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da
Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que, por razões de foro íntimo, averbou suspeição
para funcionar no Processo nº ... , consoante cópia da Decisão de fls. 27/28. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
da comunicação, anotando-se no banco de dados”.
5-) Ofício nº 2016.0760.000405 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30627/2016), da Exmª Srª Drª Ricarda Maria Guedes Alcoforado , Juíza
de Direito da 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Comarca da Capital – Seção A. ESCLARECE ao Conselho da Magistratura,
declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015
, consoante artigo 145, parágrafo único do Código de Processo Civil, os seus motivos de averbação de suspeição para apreciar e julgar os
Processos nºs: ... Ação de Execução de Títulos Extrajudiciais; ... Ação de Embargos à Execução; ... Ação de Procedimento Ordinário; ... Ação
de Procedimento Ordinário; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ...
Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar
e ... Ação Cautelar. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação, anotando-se no banco de dados”.
6-) Ofício s/nº , de 06 de abril de 2016 (Protocolos nºs 31956/2016 e 31960/2016), do Exmº Sr. Dr. Carlos Damião Pessoa Costa Lessa ,
Juiz de Direito da 9ª Vara Cível da Comarca da Capital – Seção A. COMUNICA que, por uma questão de foro íntimo, averbou suspeição para
apreciar e julgar o Processo Judicial Eletrônico nº ... , determinando sua remessa ao substituto legal. “Decidiu o Conselho, à unanimidade,
solicitar que o magistrado oficiante decline os motivos da averbação de suspeição, nos termos da Resolução nº 82-CNJ, de 09.07.2009,
e do Provimento nº 07/2015, de 05.11.2015”.
7-) Ofício s/nº , de 06 de abril de 2016 (Protocolo nº 32057/2016), da Exmª Srª Drª Simony de Fátima de Oliveira Emerenciano Almeida ,
Juíza de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de Igarassu. INFORMA, declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução nº 82
– CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que, por motivo de foro íntimo, arguiu suspeição, para atuar na Ação
Civil Pública nº ... . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da informação, anotando-se no banco de dados”.
ASSUNTO: DIVERSOS
1-) Expediente nº 2016.0555.000979- 2ª VJ , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 30271/2016), do Exmº Sr. Dr. Otávio Ribeiro Pimentel ,
Juiz de Direito da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes. COMUNICA que a Sessão de Julgamento designada
para o dia 21/03/2016, não foi realizada, em virtude da ausência do membro da Defensoria Pública , nos autos do Processo nº ... “O Conselho
da Magistratura registrou preocupação com o fato, ressaltando, entretanto, que a solução do problema extrapola o âmbito de sua
competência: Decidiu, à unanimidade, oficiar ao Defensor Público Geral do Estado , ao Coordenador Estadual do Pacto Pela Vida e
ao Governador do Estado, solicitando adoção de providências urgentes e efetivas, na esfera de suas competências, para superar a
deficiência apontada, garantindo à população o direito constitucional à jurisdição”.
2-) Ofício nº , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 29856/2016), da Exmª Srª Drª Larissa da Costa Barreto , Juíza Substituta em exercício
na Comarca de Flores. COMUNICA que, com o objetivo de realizar uma melhor prestação jurisdicional à população da região de Flores e
Calumbi (Sertão do Pajéu), foi realizado no dia 07/03/2016, na Comarca de Flores, um Mutirão de audiências de transação penal, totalizando a
realização de 25 (vinte e cinco) audiências, conforme relatório anexo. Durante o evento, foi destacada a função socioeducativa e pacificadora
inerente à atividade do Poder Judiciário. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento, parabenizar a iniciativa da magistrada
e determinar a anotação em sua ficha funcional o fato da realização de 25 (vinte e cinco) audiências de transação penal no dia 07 de
março do corrente ano, encaminhando-se o presente expediente à Secretaria Judiciária (SEJU) do Tribunal de Justiça de Pernambuco,
para as providências cabíveis”.
3-) Ofício nº 2016.0681.469 , de 01 de abril de 2016 (Protocolos nºs 30424/2016 e 30754/2016), do Exmº Sr. Dr. Lauro Pedro dos Santos Neto
, Juiz de Direito – Diretor do Fórum da Comarca de Jaboatão dos Guararapes. ENCAMINHA a Portaria nº 05/2016, da Diretoria do Fórum, que
disciplina o Plantão Judiciário na Comarca de Jaboatão dos Guararapes, nos feriados municipais de 04 de abril de 2016, Comemoração do Dia
de Nossa Senhora dos Prazeres (data móvel), e 04 de maio de 2016, data da fundação do Município . “Decidiu o Conselho, à unanimidade,
homologar a Portaria nº 05/2016, da Direito do Fórum da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, encaminhando-se o presente expediente
à Secretaria Judiciária (SEJU) do Tribunal de Justiça de Pernambuco, para as providências cabíveis”.
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4-) Ofício nº 078/2016-GAB/AFLF , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 30099/2016), do Exmº Sr. Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
– Desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco. ENCAMINHA a Portaria nº 01, de 31/03/2016, em anexo, baixada por aquele
Desembargador, para conhecimento e registro. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e
determinar o seu arquivamento”.
5-) Ofício nº 2016.0125.001773 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30748/2016), do Exmº Sr. Dr. Ernesto Bezerra Cavalcanti , Juiz
de Direito da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital. INFORMA que não foi realizada a Sessão de Julgamento do dia 01 de
abril de 2016, às 9h, ante a ausência injustificada da Defensoria Pública , conforme cópia da Ata anexa (Processo nº ... ). “O Conselho
da Magistratura registrou preocupação com o fato, ressaltando, entretanto, que a solução do problema extrapola o âmbito de sua
competência: Decidiu, à unanimidade, oficiar ao Defensor Público Geral do Estado , ao Coordenador Estadual do Pacto Pela Vida e
ao Governador do Estado, solicitando adoção de providências urgentes e efetivas, na esfera de suas competências, para superar a
deficiência apontada, garantindo à população o direito constitucional à jurisdição”.
6-) E-mail de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 29922/2016 e 30906/2016), da Exmª Srª Drª Priscila Torres Brandão , Juíza de Direito da
Comarca de Capoeiras. INFORMA que foi encaminhado por aquele Juízo, Ofício ao Diretor da Cadeia Pública de Capoeiras determinando que a
Portaria nº 03/2016, editada por aquele Juízo em 31/03/2016, que já encaminhada ao Conselho da Magistratura e a Corregedoria Geral da Justiça,
somente produzirá seus efeitos a partir da homologação do Conselho da Magistratura. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, determinar a
autuação e distribuição do presente expediente a um dos membros deste Colegiado”.
7-) Ofício nº 2016.0557.000960 , de 21 de março de 2016 (Protocolo nº 28873/2016), da Exmª Srª Drª Elane Brandão Ribeiro , Juíza de Direito
da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina. Visando o andamento da Ação Penal nº ... , I NFORMA que a Sessão de Julgamento
do Júri foi designada para o dia 02 de agosto de 2016, às 7h30, uma vez que na data anteriormente agendada, foi incluído processo de réu
preso, feito este que detém prioridade de julgamento. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente
e determinar o seu arquivamento”.
8-) OFÍCIO – PROVIDÊNCIAS , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 31417/2016), da Exmª Srª Drª Alyne Dionísio Barbosa Padilha ,
Juíza Substituta em exercício na Comarca de Calçado. REMETE , para conhecimento e adoção das medidas legais cabíveis, cópia da decisão
proferida nos autos do Processo nº ... , por infração, a priori , aos art. 121, §2º, IV, c/c art. 14, II – CPB, com as considerações da Lei Nº
11.340/2006. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e determinar o seu arquivamento”.
9-) Ofício nº 134/2016.SEC , de 21 de março de 2016 (Protocolo nº 29535/2016), da Exmª Srª Drª Laura Amélia Moreira Brennand Simões
, Juíza de Direito da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Paulista. INFORMA que a Oficiala de Justiça foi a Defensoria Pública do
Estado de Pernambuco (Núcleo Paulista), por diversas vezes, não encontrado nenhum Defensor que atuasse nas Varas Cíveis e da Fazenda
Pública, conforme cópia do Mandado de Intimação nº ... de fls. 147/147v. “O Conselho da Magistratura registrou preocupação com o
fato, ressaltando, entretanto, que a solução do problema extrapola o âmbito de sua competência: Decidiu, à unanimidade, oficiar ao
Defensor Público Geral do Estado , ao Coordenador Estadual do Pacto Pela Vida e ao Governador do Estado, solicitando adoção de
providências urgentes e efetivas, na esfera de suas competências, para superar a deficiência apontada, garantindo à população o direito
constitucional à jurisdição”.
10-) Recurso de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31112/2016), da Ilmª Srª Francisca Jaciane de Sousa Lima , Oficiala de Justiça do TJPE,
lotada na Comarca de Betânia – PE. Com fulcro no artigo 30 da Resolução nº 381/2015 do TJPE , APRESENTA recurso em face do item
IV (relacionamento interpessoal), alínea “b”, da Avaliação de Desempenho por Competência, que foi realizada no dia 19/01/2016. “Decidiu o
Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar o presente recurso à Secretaria de Gestão de Pessoas do Tribunal de
Justiça de Pernambuco, para proferir parecer”.
11-) Processo nº 058/2016-TJPE , de 04 de janeiro de 2016 (Protocolo nº 323/2016). Interessado: Antônio Rodrigues Galvão. Assunto:
Pagamento. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, determinar a autuação e distribuição do presente expediente a um dos membros
deste Colegiado”.
12-) Processo nº 200/2016-TJPE , de 17 de fevereiro de 2016 (Protocolo nº 15103/2016). Interessado: SGP/DDH. Assunto: Orientação. “Decidiu
o Conselho, à unanimidade, determinar a autuação e distribuição do presente expediente a um dos membros deste Colegiado”.
13-) Ofício nº 97/2016-CGJ , de 05 de abril de 2016 (Protocolo 32296/2016), do Exmº Sr. Des. Roberto Ferreira Lins, Corregedor Geral da
Justiça. COMUNICA a decisão proferida no Procedimento Preliminar Prévio nº 102/2016-CGJ. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar
conhecimento do presente expediente e determinar o seu arquivamento”.
14-) Ofício nº 48/2016-GAB.JUD , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 32511/2016), da Exmª Srª Drª Andréa Calado da Cruz , Juíza de
Direito da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda. SOLICITA a instituição do Grupo de Trabalho naquela Unidade Judiciária, em
caráter excepcional e temporário, pelos motivos expostos neste expediente. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento e
encaminhar o presente expediente à Presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco, para a adoção das providências cabíveis”.
ASSUNTO:
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1-) Ofício nº 2016.0715.001163 , de 30 de março de 2016 (Protocolo nº 29963/2016), do Exmº Sr. Dr. Eliziongerber de Freitas , Juiz de
Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. Informa que o réu, recolhido ao Sistema Prisional do Estado de Pernambuco, não foi
apresentado pela SERES, apesar de devidamente requisitado para Audiência de Instrução e Julgamento designada para o dia 01/03/2016,
tampouco foi justificada àquele Juízo o motivo da sua não apresentação (Processo nº ... ). “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar
conhecimento e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao Exmo. Sr. Secretário
Executivo de Ressocialização do Estado, solicitando providências visando evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que, as
ausências dos réus presos devidamente intimados, causam prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em
prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do
presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de Souza, Juiz Assessor, Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião
das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida, possa cobrar providências”.
ASSUNTO
NÃO APRESENTAÇÃO DE TESTEMUNHA
1-) Ofício nº 2016.0086.000616 , de 21 de março de 2016 (Protocolo nº 30037/2016), do Exmº Sr. Dr. Valdelício Francisco da Silva , Juiz de
Direito em exercício Cumulativo na Comarca de Jataúba. INFORMA o não atendimento da requisição do Policial Militar à Audiência de Instrução
e Julgamento designada, nos autos da Ação Penal nº ... , para o dia 09/03/2016, às 9h45, naquela Comarca de Jataúba, apesar de ter sido
regularmente requisitado, o que ocasionou o cancelamento do referido ato processual, conforme termo em anexo (fl. 129). “Decidiu o Conselho,
à unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao
Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do Estado e ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando
evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que as ausências dos policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam
prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de
presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de
Souza, Juiz Assessor Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida,
possa cobrar providências”.
2-) Ofício nº 2016.0558.000395 , de 04 de fevereiro de 2016 (Protocolo nº 30470/2016), da Exmª Srª Drª Ana Maria da Silva , Juíza de
Direito da 3ª Vara dos Feitos Relativos a Entorpecentes da Comarca da Capital. COMUNICA a ausência dos policiais militares, testemunhas
arroladas na denúncia, nos autos do Processo nº ... , em Audiência de Instrução e Julgamento designada para o dia 26/01/2016, prejudicando a
efetiva e célere prestação jurisdicional desejada, o que se informa para as providências entendidas cabíveis. Encaminha cópia da requisição dos
policiais para a Audiência e da Assentada. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar cópia do presente
expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do Estado e ao Comandante Geral
da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que as ausências dos
policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em
prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do
presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de Souza, Juiz Assessor Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião
das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida, possa cobrar providências”.
3-) Ofício nº 2016.0871.000529 , de 17 de março de 2016 (Protocolo nº 31073/2016), da Exmª Srª Drª Izabela Miranda Carvalhais de Barros
Vieira , Juíza Substituta em exercício cumulativo na Comarca de São Bento do Una. COMUNICA que a Audiência que estava designada para
o dia 19.08.2015, nos autos do Processo nº ... , não foi realizada face a não apresentação, pela SERES, dos Policiais Militares, arrolados como
testemunhas na denúncia, os quais foram devidamente requisitados no prazo legal. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do
Estado e ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando evitar a repetição de casos semelhantes,
uma vez que as ausências dos policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam prejuízos para a instrução criminal e a
resolução definitiva do processo em prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de presos provisórios. Decidiu o Conselho,
ainda à unanimidade, remeter cópia do presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de Souza, Juiz Assessor Especial da
Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida, possa cobrar providências”.
4-) Ofício nº 2016.0715.001244 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31949/2016), do Exmº Sr. Dr. Eliziongerber de Freitas , Juiz de Direito
da 1ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que os Policiais Militares, lotados BPM, não foram apresentados para a audiência
de Instrução e Julgamento designada para o dia 05/11/2015, apesar de devidamente requisitados. Informa, ainda, que o Comandante do 4º
BPM, foi oficiado para prestar informações sobre a não apresentação dos referidos Militares (Processo nº ... ). “Decidiu o Conselho, à
unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao
Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do Estado e ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando
evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que as ausências dos policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam
prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de
presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo
de Souza, Juiz Assessor Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião das reuniões do Programa Estadual Pacto pela
Vida, possa cobrar providências”.
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CONSELHO DA MAGISTRATURA
PERNAMBUCO
EMENTA: Altera o Provimento nº 03/2011, de 26 de maio de 2011 do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal Justiça
de Pernambuco, para adequá-lo ao art. 40 da Lei nº 12.594/2012, que reza ser atribuição do Poder Executivo a distribuição no
encaminhamento dos adolescentes para as unidades de internação, semiliberdade e internações provisórias.
Considerando que, nos termos do artigo 11, V, do Regimento Interno do Conselho da Magistratura, figura, entre as atribuições do órgão, dispor,
mediante Provimento, sobre as medidas que entender necessárias ao regular funcionamento da justiça, ao seu prestígio e à disciplina forense;
Considerando que, em consonância com o art. 40 da Lei nº 12.594/2012 e o Julgado STF - MS 31.902-DF, é atribuição do Poder Executivo a
distribuição no encaminhamento dos adolescentes para as unidades de internação e semiliberdade;
Considerando que o papel do Poder Judiciário é o de decretar, acompanhar e fiscalizar o processo de execução das medidas socioeducativas
privativas de liberdade, cabendo à Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco – FUNASE/PE administrar a lotação de vagas
nos centros de atendimento;
Considerando o disposto no artigo 124, VI, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que exige o cumprimento da medida
de internação na mesma localidade ou naquela mais próxima do domicílio de seus pais ou responsável;
Considerando a inexistência de instalações físicas do Poder Executivo estadual para cumprimento de medidas socioeducativas de internação
e semiliberdade ou mesmo para internação provisória na maioria das sedes das Circunscrições Judiciárias;
Considerando a anterior carência de regulamentação, por parte do Poder Executivo estadual, quanto à distribuição no encaminhamento dos
adolescentes para as unidades de internação e semiliberdade, razão pela qual este Poder Judiciário editou o Provimento nº 03/2011 do Conselho
Superior da Magistratura, objetivando minimizar riscos de rebeliões nestas unidades, dentro das limitações de instalações físicas constantes em
todas as regiões do estado de Pernambuco.
Resolve alterar o Provimento nº 03/2011-CM, que passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 1º - DETERMINAR aos juízes do Estado de Pernambuco com competência em infância e juventude que, ao aplicarem a adolescentes autores
de atos infracionais às medidas socioeducativas de internação ou semiliberdade, ou mesmo em casos de internações provisórias, OBSERVEM ,
para definição do local de cumprimento, o que está estabelecido no normativo de competência do Poder Executivo, editado através da FUNASE/
PE, com fulcro no art. 40 da Lei Nº 12.594/2012 .
§1º - Os juízes do Estado de Pernambuco com competência em infância e juventude, ao sentenciarem, aplicando a adolescentes autores de atos
infracionais as medidas socioeducativas de internação ou semiliberdade, ou mesmo em casos de internações provisórias, deverão, no prazo
máximo de 24 (vinte e quatro) horas, encaminhar a guia de execução socioeducativa e/ou a guia de internação provisória à equipe de Gestão
de Vagas, vinculada à Diretoria Geral de Política de Atendimento da FUNASE/PE, órgão responsável pelas recepções e transferências desses
adolescentes no âmbito das Unidades de Atendimento Socioeducativo.
§2º - A equipe de Gestão de Vagas deverá pautar-se pelo Princípio da Convivencialidade, normatizado no arts. 100 e 124, inciso VI, ambos da
Lei nº 8.069/90, quando nas recepções ou transferências dos adolescentes nas Unidades de Atendimento Socioeducativo.
§3º - A equipe de Gestão de Vagas deverá comunicar, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, em conformidade com o §2º do art. 6º da
Resolução nº 165/12 do CNJ, preferencialmente, por meio digital, ao Juízo de conhecimento prolator da sentença e ao Juízo responsável pela
fiscalização da unidade indicada, a Unidade de Atendimento Socioeducativo para a qual foi encaminhado o adolescente.
§4º - Após definição da Unidade de Atendimento Socioeducativo, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, o Juízo do processo de
conhecimento deverá remeter a guia de execução, devidamente instruída, ao Juízo com competência executória, a quem competirá formar o
devido processo de execução.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
§5º - O juiz do conhecimento cientificará o Ministério Público, a Defesa e os familiares do adolescente o local destinado para cumprimento da
medida socioeducativa, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, iniciada a contagem a partir da informação contida no §3º deste artigo.
Art. 2º - PROLATADA a sentença e mantida a medida socioeducativa privativa de liberdade, deverá o juízo do processo de conhecimento
comunicar esta decisão, em 24 (vinte e quatro) horas, a equipe de Gestão de Vagas e ao Juízo com competência executória e remeter cópia,
para ambos, dos seguintes documentos:
Art. 3º - DETERMINAR aos juízes com competência jurisdicional em Infância e Juventude a rigorosa observação nos procedimentos de apuração
de ato infracional praticado por adolescente e de execução de medida socioeducativa, através da adoção das seguintes providências:
I - realizar visitas de inspeção bimestrais as unidades de internação, internação provisória e semiliberdade existentes na respectiva comarca,
nos termos da Resolução CNJ Nº 77/2009, alterada pela Resolução CNJ Nº 0188/2014;
II - fiscalizar o preenchimento e regular cumprimento dos planos individuais de atendimento - PIAs e dos prazos de reavaliação da medida
aplicada aos adolescentes custodiados sob sua jurisdição;
III - fiscalizar o adequado cumprimento das determinações judiciais e o respeito aos prazos legais dos atos processuais pela respectiva secretaria;
IV - manter em funcionamento uma base de dados respeitantes aos adolescentes autores de atos infracionais, mediante o preenchimento do
Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei - CNACL, do Conselho Nacional de Justiça - CNJ;
VI - nomear defensor ao adolescente a quem foi aplicado medida socioeducativa, no respectivo processo de execução, no primeiro momento
em que oficiar nos autos executivos;
VII - intimar pessoalmente os adolescentes autores de ato infracional que já se encontrarem internados, quando a sentença for de privação de
liberdade, coletando-se sua manifestação se deseja ou não recorrer da decisão, nos termos do art. 190 do ECA;
VIII - notificar a família do internado de eventual decisão de suspensão das visitas, com a exposição clara de seus fundamentos e duração, em
vernáculo simples, a fim de facilitar a compreensão do ato;
IX - fiscalizar o preenchimento pela respectiva secretaria da guia de execução socioeducativa e guia de internação provisória instituídas pelos
Provimentos nºs 24/2009 e 03/2010, da Corregedoria Geral de Justiça do TJPE;
X - unificar medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes autores de atos infracionais sob sua jurisdição, observando que as mais severas
absorvem as mais simples, mantendo nos autos principais desse as cópias dos relatórios psicossociais e outros documentos relevantes para o
histórico do acompanhamento socioeducativo.
Art. 4º - RECOMENDAR aos juízes com competência jurisdicional em Infância e Juventude que diligenciem junto aos dirigentes dos municípios
onde têm jurisdição a implantação de programa local de medidas socioeducativas em meio aberto.
Art. 5º - FIXAR que o juiz da execução da medida socioeducativa de privação de liberdade será sempre o da sede da vara regional da região
onde se encontra a unidade de internação ou semiliberdade ou, se não instalada a vara regional competente, do juízo competente em infância
e juventude da comarca onde se encontra a respectiva unidade.
Art. 6º - DETERMINAR que as guias socioeducativa e de internação provisória, aludidas no inciso IX do artigo segundo deste Provimento
passem a ser preenchidas eletronicamente através do Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei – CNACL.
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§1º - Ao realizarem plantão judiciário e receberem procedimentos afetos à Justiça da Infância e Juventude, em que haja a necessidade de
determinar a internação provisória de adolescentes em conflito com a lei, os magistrados deverão utilizar a Guia de Internação Provisória (Medida
Cautelar) que consta no sistema do Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei, em PDF, no menu Relatórios.
§2º - Ao receberem processos com adolescentes internados proveniente do plantão judiciário deverão os magistrados COMPETENTES :
I - cadastrar o adolescente no Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL);
II - emitir a Guia de Internação Provisória através do CNACL;
III – encaminhar, preferencialmente, por via eletrônica, para a Unidade de Internação, a Guia de Internação Provisória acompanhada de cópia
dos documentos exigidos no art. 39 da Lei n° 12.594/2012 e pelo art. 7º, incisos I, II, III, IV da Resolução nº 165/12 do CNJ.
Art. 7º - INSTITUIR programa permanente de capacitação de servidores e magistrados em relação às atividades jurisdicionais e gerenciais
em adolescentes em conflito com a lei, em consonância com os princípios aludidos pela Lei nº 12.594/12, a ser executado conjuntamente pela
Coordenação da Infância e da Juventude- CIJ e a Escola Judicial de Pernambuco.
OBS:. Aprovado, à unanimidade, na sessão do Conselho da Magistratura realizada no dia 07 de abril de 2016 (Processo nº 13/2015-0CM).
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SECRETARIA JUDICIÁRIA
O BEL. CARLOS GONÇALVES DA SILVA, SECRETÁRIO JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, EXAROU EM DATAS DE 08 E
12.04.2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:
E-mail (Datado de 08.04.2016 – RP 32869/2016) – Exmo. Dr. Carlos Antonio Alves da Silva – ref. férias: “Sim. Registre-se e providências
legais necessárias pelo NCFM.”
E-mail (Datado de 08.04.2016 – RP 33268/2016) – Exmo. Dr. José Gilmar da Silva – ref. férias: “Registre-se e demais providências legais
necessárias.”
E-mail (Datado de 11.04.2016 – RP 11.04.2016 – RP 34286/2016) – Exmo. Dr. Vallerie Maia Esmeraldo de Oliveira – ref. pagamento de verba
indenizatória: “Ante a informação supra, ao NCFM para verificar a implantação da verba indenizatória por exercício cumulativo para o Exmo.
Vallerie Maia Esmeraldo Oliveira, pela 1ª Vara da Comarca de Salgueiro, no mês de abril/16, em virtude das férias do Exmo. Dr. José Gonçalves
de Alencar, observando o limite legal.”
O BEL. CARLOS GONÇALVES DA SILVA, SECRETÁRIO JUDICIÁRIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO,
EXAROU EM DATA DE 13 E 14 DE ABRIL DE 2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:
E-mail – (Datado de 01.04.2016 - RP nº 30140/2016) – Exmo. Dr. Virgínio Marques Carneiro Leão – ref. férias: “R.H. Como pede, com estorno
do abono. Registre-se e arquive-se.”
Requerimento – (Datado de 12.04.2016 - RP nº 35377/2016) – Exmo. Dr. Paulo Roberto Alves da Silva – ref. férias: “Defiro o pedido com
estorno do abono. Registre-se e arquive-se.”
E-mail – (Datado de 13.04.2016 - RP nº 34895/2016) – Exma. Dra. Daniela Rocha Gomes – ref. pagamento de verba indenizatória: “Ante
a informação supra, ao NCFM para verificar a implantação da verba indenizatória por exercício cumulativo para a Exma. Dra. Daniela Rocha
Gomes, no que diz respeito à 1ª Vara Cível, no mês de abril/16, em virtude desta encontrar-se vaga, observando o limite legal, após o prazo
da designação”.
O BEL. CARLOS GONÇALVES DA SILVA, SECRETÁRIO JUDICIÁRIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO,
EXAROU EM DATA DE 13 DE ABRIL DE 2016, O SEGUINTE DESPACHO:
E-mail – (Datado de 12.04.2016 - RP nº 35285/2016) – Exmo. Dr. Paulo Roberto de Souza Brandão – ref. férias: “Como pede. Registre-
se e arquive-se.”
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SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO
AVISO
O Secretário de Administração, no uso de suas atribuições legais, presta os seguintes esclarecimentos acerca da utilização do Suprimento
Institucional:
1. Encontra-se disponível na intranet (DIFIN>Consulta Limite de Dispensa) um relatório em que são lançadas as despesas devidamente
reclassificadas conforme os centros de custo, bem como informados os suprimentos ainda pendentes de reclassificação, com o objetivo de auxiliar
os gestores no controle dos gastos realizados e na obediência aos limites de dispensa de licitação estabelecidos no art. 24, incisos I e II, da Lei
n° 8.666/93 e em cumprimento ao disposto no art. 7°, §1° da Resolução n° 314/2011.
2. Só é permitida a aquisição de material de expediente quando devidamente comprovada a falta no estoque do almoxarifado. A consulta pode
ser feita na intranet (DIFIN>Consultar Estoque de Material) e deve ser no momento da aquisição para evitar aquisições de bens disponíveis,
conforme art. 7°, §7° da Resolução n° 314/2011.
3. A Aquisição de ‘material de copa e cozinha’ só é permitida para utilização nas Sessões de Júri ou para situações excepcionais, desde que
previamente autorizados pela Secretaria de Administração.
4. Para fins de comprovação das despesas, só é permitida a apresentação de cupom fiscal e nota fiscal modelo 2 até o limite de R$ 800,00
(oitocentos reais), desde que o fornecedor não esteja obrigado a emitir nota fiscal eletrônica.
Sendo assim, devem os beneficiários de Suprimento Institucional atentarem para essas orientações a fim de que as prestações de contas não
sejam glosadas, sem prejuízo da observância dos demais dispositivos previstos nos arts. 11 à 16, que tratam da prestação de contas, da Resolução
n° 314/2011.
Atenciosamente,
4º (QUARTO) TERMO ADITIVO AO CONTRATO Nº 024/2013-TJPE, CELEBRADO ENTRE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
PERNAMBUCO E A EMPRESA AÇÃO INFORMÁTICA BRASIL LTDA . Objetivo: Prorrogação do prazo de vigência, por 12 (doze) meses
, com feitos a partir de 28.02.2016 , do estabelecido na Cláusula Terceira do referido Contrato. Objeto : Fornecimento de licenças de uso de
software e prestação de serviços RED JAT (lote 7), para atender as necessidades deste Tribunal. Da dotação orçamentária : As despesas
decorrentes, correrão por conta do programa de trabalho nº 02.126.0992.4241.0000; natureza da despesa nº 3.3.90.39; fonte 0124070001, no
valor de R$ 291.232,77 (duzentos e noventa e um mil, duzentos e trinta e dois reais e setenta e sete centavos), conforme nota de empenho nº
2016NE000571 , emitida em 25.02.2016 . Quanto ao saldo remanescente, em momento oportuno e após o empenhamento, será devidamente
apostilado. A contratada concorda com a prorrogação da vigência contratual, a partir de 28.02.2016 , sem reajustes . Processo Administrativo
nº 0107/16-CJ (RP: 121291/2015).
Republicado por ter havido incorreção em sua publicação no Dje, Edição nº 065/2016, pag. 183, em 08.04.2016.
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O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:
Nº 438/16 – lotar ALEXANDRE FERREIRA DA SILVA, Auxiliar Judiciário PJ-I, matrícula 1781570, a partir de 13/04/2016, na 2ª Vara da Comarca
de Abreu e Lima.
O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:
Nº 439/16 - lotar ALBERTO LUIZ GOMES DE MEDEIROS, Técnico Judiciário TPJ, matrícula 1675141, a partir de 01/02/2016, na Comissão
Permanente de Licitação Obras e Serviços de Engenharia e Outros Serviços CPL/OSE.
O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:
Nº 440/16 – lotar GEOMARQUES FEITOSA PEREIRA DO NASCIMENTO, Técnico Judiciário TPJ, matrícula 1859935, na 1ª Vara da Comarca
de Petrolândia.
Nº 441/16 – lotar RAFAEL PERIQUITO CARNEIRO, Técnico Judiciário TPJ, matrícula 1865110, na 1ª Vara Cível da Comarca de Pesqueira.
O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:
Nº 442/16 – lotar EMANUELA DE SOUZA SIQUEIRA CARNEIRO, Técnica Judiciário TJP, matrícula 1872095, na 4ª Vara Criminal da Comarca
de Caruaru, no interesse da Administração Pública.
Nº 443/16 – lotar JOSIVAGNO SANTOS DA SILVA, Técnico Judiciário TJP, matrícula 1835980, na 2ª Vara Cível da Comarca de Pesqueira, no
interesse da Administração Pública.
Nº 444/16 – lotar RAYANA ALMEIDA ARRUDA, Analista Judiciária APJ, matrícula 1862375, na Vara Única da Comarca de Macaparana, no
interesse da Administração Pública.
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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS, MARCEL DA SILVA LIMA , no uso das atribuições e competências que lhe foram conferidas pela
PORTARIA Nº 02/2016-DG , PUBLICADA NO DJE DE 18/02/2016, resolve:
PROCESSO N° 446/16 - CJ (RP N° 30818/2016). I NTERESSADO: MARIA CRISTINA CORREIA CAVALCANTI. FALECIDO: JORGE
CAVALCANTI. ASSUNTO: AUXÍLIO FUNERAL. DESPACHO: 1. Trata-se de procedimento administrativo pelo qual a requerente epigrafada,
solicita pagamento de auxílio funeral e demais vantagens, em razão do falecimento de seu companheiro, JORGE CAVALCANTI, falecido em
23.03.2016, conforme certidão de óbito e outros documentos que instruem o pedido (fls. 03/16). 2. A Diretoria de Gestão Funcional/Unidade
de Aposentadoria à fl. 17, informa que o servidor, matrícula n° 53.368-8, foi aposentado, por meio do Ato n° 497/1991. Esclareceu ainda que
não consta nos assentamentos funcionais do “ de cujos” dependentes para fins de imposto de renda. 3. Acerto de Contas de fl. 18, elaborado
pela Diretoria de Gestão Funcional/Unidade de Aposentadoria, esclarece que existe um total líquido a receber. 4. O art. 172 da Lei n° 6.123, de
20/07/68, assegura à família do funcionário falecido a concessão de auxílio funeral correspondente a um mês de vencimento ou proventos. A Lei
Estadual n° 9.423, de 30/01/84, bem como os arts. 4 o e 5 o da Resolução TJPE n° 015, de 22/10/84, resguardam o direito à Gratificação
Natalina ou 13° salário proporcional. O art. I o do Decreto Estadual n° 6.263/80, ampara o direito aos vencimentos devidos aos funcionários
públicos falecidos, com as vantagens que lhes forem inerentes, até o limite da retribuição mensal. 5. Ante o exposto, com fulcro na legislação
invocada, bem como no Parecer n° 537/2016 - CJ da Consultoria Jurídica, DEFIRO o pedido, para que seja pago em favor da requerente,
observando o valor apontado na planilha de acerto de contas à fl. 1 8, retificado pela planilha de fl. 26 , a ser creditado na conta corrente indicada
à fls. 02. Publique-se. Recife, 13 de abril de 2016. Marcel da Silva Lima. Secretário de Gestão de Pessoas.
A DIRETORA DE GESTÃO FUNCIONAL, SOLANGE DE CASTRO SALES DA CUNHA , no uso das atribuições e competências que lhe foram
conferidas pela PORTARIA Nº 214/2016-SGP , PUBLICADA NO DJE DE 24/02/2016, resolve:
Requerimento RP nº 033756/2016. Interessado (a): Sibely Luiza Pereira Rêgo. Atividade: Conciliador Voluntário. Assunto: Desligamento
da Prestação do Serviço Voluntário. DESPACHO: Defiro o pedido do (a) requerente considerando o disposto no art. 29, inciso III da Resolução
360/2013 deste Tribunal, a partir de 04 de abril de 2016. Publique-se e arquive-se. Recife, 12 de abril de 2016. Solange de Castro Sales da
Cunha. Diretora de Gestão Funcional.
Requerimento RP nº 033784/2016. Interessado (a): Viviane Marques Ferreira Delgado. Atividade: Conciliador Voluntário. Assunto:
Desligamento da Prestação do Serviço Voluntário. DESPACHO: Defiro o pedido do (a) requerente considerando o disposto no art. 29, inciso
III da Resolução 360/2013 deste Tribunal, a partir de 24 de fevereiro de 2016. Publique-se e arquive-se. Recife, 12 de abril de 2016. Solange
de Castro Sales da Cunha. Diretora de Gestão Funcional.
PROCESSO N°: 441/16 - CJ (RP N° 029299/16). REQUERENTE: MARIA LUIZA BARBOZA DE MENEZES. DESPACHO: Trata-se de
procedimento administrativo pelo qual a requerente, Técnico Judiciário-TPJ, matrícula n° 1762710, pleiteia que seja anotado em sua ficha
funcional o tempo de contribuição no total de 4999 (quatro mil, novecentos e noventa e nove) dias, ou seja, 13 (treze) anos, 08 (oito) meses
e 14 (quatorze) dias, já excluído o tempo concomitante de 11 (onze) dias, prestados ao Município de Passira, no período de 02/06/1982
a 15/02/1996, constante na Certidão de fls. 03/04, expedida pelo Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, para todos os efeitos legais. A
Consultoria Jurídica opinou pelo deferimento do pedido para que o tempo de contribuição constante na certidão mencionada seja contado para
efeitos de aposentadoria e disponibilidade, com fundamento no art. 201, § 9 o da Constituição Federal, c/c o art. art. 1 o , § 2 o , XIII, da Lei
Complementar n° 03/90 (com alteração dada pela Lei Complementar n° 16/96). Isso posto, com fundamento na legislação invocada, bem como
no Parecer n° 562/2016 da Consultoria Jurídica, defiro o pedido, para os fins e nos limites do supracitado opinativo. Recife, 13 de abril de 2016.
Solange de Castro Sales da Cunha. Diretora de Gestão Funcional.
PROCESSO Nº 422/2016 (RP nº 25069/2016). REQUERENTE: João Carlos Cardoso Bento. ASSUNTO: Anotação de Tempo de Serviço.
DESPACHO: Ao tempo em que aprovo, por seus próprios e jurídicos fundamentos, o Parecer nº 583/2016, da Consultoria Jurídica,
consubstanciado às fls. 06/09, acolho a proposição nele contida para deferir a anotação do tempo de serviço, ora pleiteada, para os fins e nos
limites do supracitado opinativo. Recife/PE, 13 de abril de 2016. Solange de Castro Sales da Cunha. Diretora de Gestão Funcional.
PROCESSO Nº 432/2016 (RP nº 14673/2016). REQUERENTE: Adalgisa Vilarim de Sá A do Nascimento. ASSUNTO: Licença Prêmio –
Interrupção. DESPACHO: Ao tempo em que aprovo, por seus próprios e jurídicos fundamentos, o Parecer nº 579/2016, da Consultoria Jurídica,
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consubstanciado às fls. 06/06v, acolho a proposição nele contida para deferir o pedido nos limites do supracitado opinativo. Recife/PE, 14 de
abril de 2016. Solange Castro Sales Cunha. Diretoria de Gestão Funcional.
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Emitida em 14/04/2016
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
EMENTA. DIREITOS HUMANOS. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA EM
APELAÇÃO/REEXAME NECESSARIO. - MEDICAMENTO FORA DA LISTAGEM PARA A PATOLOGIA. DEVER DE FORNECIMENTO PELO
ESTADO. EXORBITANCIA DE MULTA. AUSENCIA DE FUNDAMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME.
-Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação/
Reexame necessário que negou seguimento ao recurso obrigatório, prejudicando o apelo voluntario e mantendo a decisão vergastada.
-Alega o agravante, em apertada síntese, que em razão do medicamento pretendido não constar dentre os que são de distribuição gratuita pelo
Estado para a patologia do agravado, não está obrigado ao seu fornecimento ou custeio, máxime porque disponibiliza gratuitamente alternativa
terapêutica.
-Consoante se infere dos autos, a agravada possui diagnostico e necessita de tratamento medicamentoso com o fármaco buscado pela presente
demanda.
-Constitui dever do Poder Público, em qualquer de suas esferas, assegurar a todas as pessoas o direito à manutenção da saúde, conseqüência
constitucional indissociável do direito à vida.
-Assim, dúvida não há de que, à luz do princípio da dignidade da pessoa humana, comprovada a necessidade do tratamento e a falta de condições
de adquiri-lo, legitimado está o direito do cidadão prejudicado em buscar a tutela jurisdicional, impondo-se ao Estado a obrigação de disponibilizar
os meios necessários ao tratamento adequado ao caso. Sobre a matéria, o Min. Celso de Melo concluiu que:" [...] a essencialidade do direito
à saúde fez com que o legislador constituinte qualificasse como prestações de relevância pública as ações e serviços de saúde (CF, art.197)",
legitimando a atuação do Poder Judiciário nas hipóteses em que a Administração Pública descumpra o mandamento constitucional em apreço.
(AgR-RE N. 271.286-8/RS, Rel. Celso de Mello, DJ 12.09.2000)."
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-Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada neste Tribunal de Justiça que é dever do Estado fornecer medicamento imprescindível
ao cidadão. Tanto que, acerca do tema, foi aprovado enunciado sumular, in verbis: EMENTA: CONSTITUCIONAL - FORNECIMENTO
DE MEDICAMENTOS - PRELIMINAR DE CITAÇÃO DE LITISCONSORTES PASSIVOS NECESSÁRIOS - REJEITADA - PRELIMINAR DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO JUÍZO - INACOLHIDA - PRESERVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E À VIDA - DEVER DO ESTADO - DIREITO
LÍQUIDO E CERTO - SEGURANÇA CONCEDIDA. Preliminar de citação dos litisconsortes passivos necessários. (...) No mérito. Ausente a
capacidade financeira da pessoa, existindo a necessidade de tratamento de saúde e do fornecimento de medicamentos, tem o Estado dever
político-constitucional consagrado no art. 196 da Lei Fundamental, a obrigação de assegurar, a todos, a proteção à saúde e à vida. Ordem
Concedida. À unanimidade de votos, concedida a segurança ao writ. (grifo nosso)(Mandado de Segurança, Número do Acórdão: 128504-3,
Comarca: Recife, Relator: Leopoldo de Arruda Raposo, Relator do Acórdão: Leopoldo de Arruda Raposo, Órgão Julgador: 1º Grupo de Câmaras
Cíveis, Data de Julgamento: 15/3/2006 14:00:00, Publicação: 81) (grifo nosso) "Súmula 18: É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão
carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em lista oficial".
-As alegações de ausência de prova da eficácia do farmaco e inexistência do medicamento nas listagens oficiais são argumentos que não podem
ser utilizados para que o agravante não cumpra a sua obrigação constitucional principalmente porque a saúde além de ser direito fundamental é
serviço público essencial. Nesse sentido é a Súmula 18 do TJPE: "É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este,
medicamento essencial ao tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em lista oficial".
- No que respeita a alegação de exorbitância da multa diária arbitrada, deve ser considerado que a obrigação imposta ao Estado, na tutela
jurisdicional prestada, deve oferecer ao cidadão a garantia de seu efetivo cumprimento, pois que, se de forma diferente, torna inócua a jurisdictio.
Esta garantia se concretiza através da fixação de "astreintes", cujo objetivo não é compelir a parte ao pagamento do valor da multa, mas fazer
com que a mesma cumpra a obrigação que lhe foi imposta, ou seja, a multa não é um fim em si mesma, senão um instrumento destinado a
compelir o devedor ao cumprimento forçado da obrigação principal.Neste sentindo, entende a doutrina de Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de
Andrade Nery: Deve ser imposta a multa, de ofício ou a requerimento da parte. O valor deve ser significativamente alto, justamente porque tem
natureza inibitória. O juiz não deve ficar com receio de fixar o valor em quantia alta, pensando no pagamento. O objetivo das astreintes não é
obrigar o réu a pagar o valor da multa, mas obrigá-lo a cumprir a obrigação na forma específica. A multa é apenas inibitória. Deve ser alta para
que o devedor desista de seu intento de não cumprir a obrigação específica. Vale dizer, o devedor deve sentir ser preferível cumprir a obrigação
na forma específica a pagar o alto valor da multa fixada pelo juiz". (Código de Processo Civil Comentado e legislação extravagante. 9. ed. rev.,
atual. e ampl. São Paulo: RT, 2006, p.588). A multa serve como meio indireto de coação, a infundir psicologicamente influência sobre a sua
vontade, no sentido de convencê-lo a prestar aquilo que lhe é exigido, servindo como instrumento processual necessário para a prestação de
uma tutela inibitória efetiva e adequada. Assim, a fixação de multa com caráter inibitório é medida atualmente consagrada pelo direito processual
positivo e, ademais, decorrência lógica e natural da natureza instrumental do processo civil moderno.De igual pactua a jurisprudência desse
Egrégio Tribunal de Justiça:Ementa: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. TERMINATIVA. RECURSO DE AGRAVO. FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO. REDUÇÃO DAS ASTREINTES. IMPOSSIBILIDADE. ENTENDIMENTO PACIFICADO NESTE E. TRIBUNAL. RECURSO DE
AGRAVO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1.Através do presente recurso, o agravante requer a redução do valor arbitrado a título de multa diária,
o qual foi fixado em R$ 1.000,00 (um mil reais). 2.Incabível a redução, visto que as astreintes tem o escopo de fazer cumprir a ordem judicial,
além de evitar a mora injustificada do executado. 3.Mantida a sentença de primeiro grau. 4.Recurso de Agravo IMPROVIDO por unanimidade.
Câmara de Direito Público 186 Agravo AGV 2620315 PE 0016831-61.2012.8.17.0000 (TJ-PE) Relator: Des. Erik de Sousa Dantas Simões E, na
mesma linha raciocina e julga tribunal superior:AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - ANTECIPAÇÃO DA TUTELA
- REQUISITOS AUTORIZADORES - ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICA -ÓBICE DA SÚMULA 07/STJ - IMPOSSIBILIDADE - ARTIGO 461, § 6º,
DO CPC- MULTA - CARÁTER INIBITÓRIO - VALOR EXORBITANTE - INOCORRÊNCIA.1.- A análise dos requisitos autorizadores da concessão
da tutela antecipada envolve a revisão das premissas de fato adotadas pelas instâncias ordinárias. Incidência da Súmula 07/STJ. 2.- A multa
prevista no artigo 461, § 6º, do CPC possui caráter inibitório visando impedir a violação de um direito, de modo que a sua fixação deve ser de
tal monta que não frustre os seus objetivos.3.- O agravante limitou-se a se insurgir contra o decisum, porém não apresentou nenhum argumento
capaz de infirmar os fundamentos da decisão agravada, que se mantém por seu próprios fundamentos. 4.- Agravo Regimental improvido. AgRg
no AREsp 60059 / SPAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL2011/0168670-6 Relator Ministro SIDNEI BENETI (1137)
T3 - TERCEIRA TURMA julgamento 24/04/2012.
- Inexiste qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão tomada por esta Relatoria
Recife, 11 de 03 de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
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ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo nº 0390864-7, em que figuram como agravante o ESTADO DE PERNAMBUCO e como
agravado JOSEFA BATISTA DO NASCIMENTO DA SILVA
ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores integrantes da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Pernambuco, unanimemente, em conhecer, e negar provimento ao recurso, que devidamente revisto e rubricado, passa a integrar este julgado.
Recife, 11 de 03 de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
RELATÓRIO
Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação/
Reexame necessário que negou seguimento ao recurso obrigatório, prejudicando o apelo voluntario e mantendo a decisão vergastada.
Alega o agravante, em apertada síntese, que em razão do medicamento pretendido não constar dentre os que são de distribuição gratuita pelo
Estado para a patologia do agravado, não está obrigado ao seu fornecimento ou custeio, máxime porque disponibiliza gratuitamente alternativa
terapêutica.
Argumenta sobre a exorbitância da multa arbitrada.
Por fim, requer que seja dado provimento ao presente agravo.
É o relatório.
Recife, 11 de 03 de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
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VOTO
Não assiste razão ao recorrente, haja vista os fundamentos esposados serem insuficientes para modificar a decisão monocrática prolatada.
A alegação de ausência de inexistência do medicamento nas listagens oficiais são argumentos que não podem ser utilizados para que o agravante
não cumpra a sua obrigação constitucional principalmente porque a saúde além de ser direito fundamental é serviço público essencial. Nesse
sentido é a Súmula 18 do TJPE: "É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao
tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em lista oficial".
No que respeita a alegação de exorbitância da multa diária arbitrada, deve ser considerado que a obrigação imposta ao Estado, na tutela
jurisdicional prestada, deve oferecer ao cidadão a garantia de seu efetivo cumprimento, pois que, se de forma diferente, torna inócua a jurisdictio.
Esta garantia se concretiza através da fixação de "astreintes", cujo objetivo não é compelir a parte ao pagamento do valor da multa, mas fazer
com que a mesma cumpra a obrigação que lhe foi imposta, ou seja, a multa não é um fim em si mesma, senão um instrumento destinado a
compelir o devedor ao cumprimento forçado da obrigação principal.Neste sentindo, entende a doutrina de Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de
Andrade Nery: Deve ser imposta a multa, de ofício ou a requerimento da parte. O valor deve ser significativamente alto, justamente porque tem
natureza inibitória. O juiz não deve ficar com receio de fixar o valor em quantia alta, pensando no pagamento. O objetivo das astreintes não é
obrigar o réu a pagar o valor da multa, mas obrigá-lo a cumprir a obrigação na forma específica. A multa é apenas inibitória. Deve ser alta para
que o devedor desista de seu intento de não cumprir a obrigação específica. Vale dizer, o devedor deve sentir ser preferível cumprir a obrigação
na forma específica a pagar o alto valor da multa fixada pelo juiz". (Código de Processo Civil Comentado e legislação extravagante. 9. ed. rev.,
atual. e ampl. São Paulo: RT, 2006, p.588).
A multa serve como meio indireto de coação, a infundir psicologicamente influência sobre a sua vontade, no sentido de convencê-lo a prestar
aquilo que lhe é exigido, servindo como instrumento processual necessário para a prestação de uma tutela inibitória efetiva e adequada. Assim, a
fixação de multa com caráter inibitório é medida atualmente consagrada pelo direito processual positivo e, ademais, decorrência lógica e natural
da natureza instrumental do processo civil moderno.
De igual pactua a jurisprudência desse Egrégio Tribunal de Justiça: Ementa: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. TERMINATIVA.
RECURSO DE AGRAVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. REDUÇÃO DAS ASTREINTES. IMPOSSIBILIDADE. ENTENDIMENTO
PACIFICADO NESTE E. TRIBUNAL. RECURSO DE AGRAVO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1.Através do presente recurso, o agravante requer a
redução do valor arbitrado a título de multa diária, o qual foi fixado em R$ 1.000,00 (um mil reais). 2.Incabível a redução, visto que as astreintes tem
o escopo de fazer cumprir a ordem judicial, além de evitar a mora injustificada do executado. 3.Mantida a sentença de primeiro grau. 4.Recurso
de Agravo IMPROVIDO por unanimidade. Câmara de Direito Público 186 Agravo AGV 2620315 PE 0016831-61.2012.8.17.0000 (TJ-PE) Relator:
Des. Erik de Sousa Dantas Simões
E, na mesma linha raciocina e julga tribunal superior: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - ANTECIPAÇÃO DA
TUTELA - REQUISITOS AUTORIZADORES - ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICA -ÓBICE DA SÚMULA 07/STJ - IMPOSSIBILIDADE - ARTIGO
461, § 6º, DO CPC- MULTA - CARÁTER INIBITÓRIO - VALOR EXORBITANTE - INOCORRÊNCIA.1.- A análise dos requisitos autorizadores da
concessão da tutela antecipada envolve a revisão das premissas de fato adotadas pelas instâncias ordinárias. Incidência da Súmula 07/STJ. 2.- A
multa prevista no artigo 461, § 6º, do CPC possui caráter inibitório visando impedir a violação de um direito, de modo que a sua fixação deve ser de
tal monta que não frustre os seus objetivos.3.- O agravante limitou-se a se insurgir contra o decisum, porém não apresentou nenhum argumento
capaz de infirmar os fundamentos da decisão agravada, que se mantém por seu próprios fundamentos. 4.- Agravo Regimental improvido. AgRg
no AREsp 60059 / SPAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL2011/0168670-6 Relator Ministro SIDNEI BENETI (1137)
T3 - TERCEIRA TURMA julgamento 24/04/2012.
Desta feita, para evitar repetição de argumentos, mantenho a decisão terminativa proferida, por seus próprios fundamentos,
razão pela qual faço remição, para que faça parte integrante da presente decisão (fls.108/110 proferida na apelação/reexame necessário):
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Diante de todo exposto, voto pelo não provimento do presente recurso, para que seja mantida a decisão terminativa concedida no bojo da
Apelação/reexame necessário (0390864-7).
Recife, 11 de 03 de 2016
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EMENTA. PROCESSO CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO TERMINATIVA EM APELAÇÃO. EXECUÇÃO
FISCAL PROPOSTA CONTRA FALECIDO APÓS O FALECIMENTO DO DEVEDOR. CDA NULA. SUBSTITUIÇÃO PARA SUBSTITUIÇÃO DO
EXECUTADO. IMPOSSIBILIDADE. LIMITE TEMPORAL. SUMULA 392 STJ EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. DECISÃO
UNÂNIME.
-Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação
que negou seguimento ao recurso, mantendo a sentença.
- Alega o agravante que há legitimidade dos herdeiros do falecido executado para responder pela execução; que não se aplica a situação concreta
a sumula 392 do STJ.
-Depreende-se do art.2º, §8º, da Lei 6830/80, da faculdade de emenda ou substituição da CDA até decisão de primeira instância. Quanto ao
tema, jurisprudência do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA firmou entendimento que para haver a substituição da CDA é necessário que haja
erro formal ou material, inadmitindo a alteração a hipótese de alteração do sujeito passivo, haja vista o fato de tais situações importarem em
modificação do próprio lançamento. Nesse sentido é a exegese da Súmula 392 do STJ:A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida
ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito
passivo da execução. Com efeito é cediço que o exercício do direito de ação pressupõe o preenchimento de determinadas condições, quais
sejam: a) a possibilidade jurídica do pedido; b) o interesse de agir; e c) a legitimidade das partes.
-No caso em análise, não foi preenchido o requisito da legitimidade passiva, uma vez que a ação executiva foi ajuizada contra parte ilegítima. A
verificação do sujeito passivo é medida imponível ao credor. Tratando-se de débito tributário, a correta identificação do devedor é essencial para
possibilitar sua defesa, condição para validade do crédito fiscal. Colho por oportuno, a lição de lição de Humberto Theodoro Júnior que: "Antes,
portanto, de ingressar em juízo, tem a Fazenda Pública de promover o acertamento de seu crédito, tanto objetiva, como subjetivamente, mediante
o procedimento da inscrição, para atribuir-lhe liquidez e certeza, ou seja, para determinar, de forma válida, a existência do crédito tributário, a
quantia dele e a responsabilidade principal e subsidiária por seu resgate. Em outros termos, há de apurar-se antes da execução a existência
da dívida, o que se deve e quem deve.
(...)"
-Para definir-se a legitimação passiva do executivo, portanto, não basta pesquisar quem, em tese, pode responder pela dívida. É indispensável
identificar quem, concretamente, se acha vinculado ao título, já que nulla executio sine titulo. Assim, o espólio, a massa, o sucessor etc. poderão
figurar como sujeitos passivos da execução fiscal apenas na medida em que existir Certidão de Dívida Ativa que se lhes possa opor, sem que
haja questões controvertidas a apurar em torno da própria identidade do devedor originário e de sua substituição posterior." (in Lei de Execução
Fiscal, págs. 9 e 36. 11ª Edição 2009 editora Saraiva)
-Destarte, o lançamento do tributo não foi notificado a quem de direito e, portanto, a formação do titulo executivo não se fez adequadamente
estando, por sua vez nulo. Ou seja, a execução fiscal pode ser proposta contra os sucessores, nos termos do art.4º, VI, da LEF, desde que figurem
eles como sujeitos passivos na CDA correspondente, o que não se verifica no caso sub examine, como bem fundamentou o Juízo primevo.
-Na hipótese, vedada a modificação do sujeito passivo nas execuções fiscais por inteligência da súmula 392 do STJ, justifica-se a extinção do
feito, nos termos do inciso VI do artigo 267 do CPC. Além do mais, no REsp 1.045.472/BA , Rel. Ministro Luiz Fux, DJe 18/12/2009, submetido ao
Colegiado pelo regime da Lei nº 11.672/08 (Lei dos Recursos Repetitivos), que introduziu o art. 543-C do CPC, reafirmou-se o posicionamento
acima exposto. A propósito calha reproduzir o teor da ementa do julgado: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE
CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. PROCESSO JUDICIAL TRIBUTÁRIO. EXECUÇAO FISCAL. IPTU. CERTIDAO DE DÍVIDA ATIVA
(CDA). SUBSTITUIÇAO, ANTES DA PROLAÇAO DA SENTENÇA, PARA INCLUSAO DO NOVEL PROPRIETÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. NAO
CARACTERIZAÇAO ERRO FORMAL OU MATERIAL. SÚMULA 392/STJ. 1. A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA)
até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo
da execução (Súmula 392/STJ). 2. É que: "Quando haja equívocos no próprio lançamento ou na inscrição em dívida, fazendo-se necessária
alteração de fundamento legal ou do sujeito passivo, nova apuração do tributo com aferição de base de cálculo por outros critérios, imputação de
pagamento anterior à inscrição etc., será indispensável que o próprio lançamento seja revisado, se ainda viável em face do prazo decadencial,
oportunizando-se ao contribuinte o direito à impugnação, e que seja revisada a inscrição, de modo que não se viabilizará a correção do vício
apenas na certidão de dívida. A certidão é um espelho da inscrição que, por sua vez, reproduz os termos do lançamento. Não é possível corrigir,
na certidão, vícios do lançamento e/ou da inscrição. Nestes casos, será inviável simplesmente substituir-se a CDA." (Leandro Paulsen, René
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Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka, in "Direito Processual Tributário: Processo Administrativo Fiscal e Execução Fiscal à luz da Doutrina
e da Jurisprudência" , Livraria do Advogado, 5ª ed., Porto Alegre, 2009, pág. 205). 3. Outrossim, a apontada ofensa aos artigos 165, 458 e 535,
do CPC, não restou configurada, uma vez que o acórdão recorrido pronunciou-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.
Saliente-se, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos
utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão, como de fato ocorreu na hipótese dos autos. 4. Recurso especial desprovido. Acórdão
submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. A jurisprudência, em casos análogos, é no mesmo sentido:
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO IPTU SUBSTITUIÇAO DE CDA NAO-
OCORRÊNCIA DE ERRO FORMAL OU MATERIAL MODIFICAÇAO DO PRÓPRIO SUJEITO PASSIVO IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
1. A substituição da CDA até a decisão de primeira instância só é possível em se tratando de erro material ou formal. A substituição do pólo
passivo, porém, configura modificação do lançamento.
2. Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1017431 / BA , Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, DJ de 22.9.2008). EXECUÇAO FISCAL.
IPTU. ALIENAÇAO DO IMÓVEL ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA AÇAO. REDIRECIONAMENTO DO FEITO EXECUTÓRIO CONTRA O
ATUAL PROPRIETÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. CDA NULA. EXTINÇAO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. I - A hipótese em
questão diz respeito a execução fiscal relativa a dívida de IPTU e taxas, concernente aos exercícios de 1996 e 1997, em que a Fazenda Pública
Municipal requer a inclusão no pólo passivo de pessoa física que adquiriu imóvel da empresa executada no ano de 1995. II - A sentença a quo
julgou extinto o processo, sem julgamento de mérito, com base no art. 267, inciso VI, do CPC, em razão da ilegitimidade passiva ad causam
da executada, ora recorrida. III - E inviável a substituição do sujeito passivo no curso da lide, após a constatação da ilegitimidade passiva ad
causam, ensejadora da extinção do processo sem exame do mérito, conforme inteligência do art. 267, inciso VI, do CPC. A substituição da
Certidão de Dívida Ativa é permitida até o momento em que for proferida decisão de primeira instância, somente quando se tratar de erro formal ou
material, e não em casos que impliquem alteração do próprio lançamento. Precedentes: AgRg no Ag nº 732.402/BA , Rel. Min. JOSÉ DELGADO,
DJ de 22/05/06; REsp nº 829.455/BA, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ de 07/08/06 e REsp nº 347.423/AC , Rel. Min. ELIANA CALMON, DJ de
05/08/02. IV - Recurso especial improvido (REsp 705.793/SP, Rel. Min. Francisco Falcão, Primeira Turma, DJ de 7.8.2008). ..EMEN: TRIBUTÁRIO.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL PROPOSTA CONTRA PESSOA FALECIDA ANTES
DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO. ALTERAÇÃO DO PÓLO PASSIVO PARA O ESPÓLIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 392/
STJ. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA 83/STJ. VIOLAÇÃO AO ART. 557 DO CPC.
NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que
o redirecionamento da Execução Fiscal, contra o espólio, somente pode ser levado a efeito quando o falecimento do contribuinte se der após
sua citação, nos autos da Execução Fiscal, não sendo admitido quando o óbito do devedor ocorrer em momento anterior à constituição do
crédito tributário. Precedentes do STJ: AgRg no AREsp 373.438/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 26/09/2013;
AgRg no AREsp 324.015/PB, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 10/09/2013; REsp 1.222.561/RS, Rel. Ministro
MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 25/05/2011. II. Nos termos da Súmula 392/STJ: "A Fazenda Pública pode substituir
a certidão de dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a
modificação do sujeito passivo da execução". III. Hipótese em que não houve o aperfeiçoamento da relação processual executiva, com a citação
do executado, que falecera antes mesmo do ajuizamento da execução fiscal. Aplicação da Súmula 392/STJ e do entendimento consubstanciado
no REsp 1.045.472/BA, julgado sob o rito do art. 543-C do CPC (Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe de 18/12/2009). IV. O art. 38 da
Lei 8.038/90 c/c o art. 557, caput, do Código de Processo Civil e, ainda, o art. 34, XVIII, do Regimento Interno deste Tribunal autorizam o Relator a
negar seguimento a recurso ou a pedido manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência
dominante, como no caso. Ademais, o art. 544, § 4º, II, a, do CPC também autoriza o Relator a conhecer do Agravo em Recurso Especial, para
negar-lhe provimento, "se correta a decisão que não admitiu o recurso", tal como ocorreu, in casu. V. Agravo Regimental improvido. ..EMEN:
(AGARESP 201400914640, ASSUSETE MAGALHÃES, STJ - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:30/09/2014 ..DTPB:.)..EMEN: PROCESSUAL
CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. CDA EXPEDIDA CONTRA
PESSOA FALECIDA ANTERIORMENTE À CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. NULIDADE. REDIRECIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA
392/STJ. MATÉRIA SUBMETIDA AO RITO DO ART. 543-C DO CPC. OBRIGAÇÃO DOS SUCESSORES DE INFORMAR SOBRE O ÓBITO
DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL E DE REGISTRAR A PARTILHA. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. O redirecionamento contra
o espólio só é admitido quando o falecimento do contribuinte ocorrer depois de ele ter sido devidamente citado nos autos da execução fiscal,
o que não é o caso dos autos, já que o devedor apontado pela Fazenda municipal faleceu antes mesmo da constituição do crédito tributário.
Precedentes: REsp 1.222.561/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 25/05/2011; AgRg no REsp 1.218.068/RS, Rel.
Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 08/04/2011; REsp 1.073.494/RJ, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/09/2010.
2. Não se pode fazer mera emenda do título executivo, a teor da Súmula 392/STJ, que dita: "A Fazenda Pública pode substituir a certidão de
dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação
do sujeito passivo da execução". Matéria já analisada inclusive sob a sistemática do art. 543-C do CPC (REsp 1.045.472/BA, Rel. Min. Luiz
Fux, Primeira Seção, DJe de 18/12/2009). 3. O argumento sobre a obrigação dos sucessores de informar o Fisco acerca do falecimento do
proprietário do imóvel, bem como de registrar a partilha, configura indevida inovação recursal, porquanto trazido a lume somente nas razões
do presente recurso. 4. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nesta parte, não provido. ..EMEN:(AGARESP 201300992802, BENEDITO
GONÇALVES, STJ - PRIMEIRA TURMA, DJE DATA:10/09/2013 ..DTPB:.)..EMEN: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO.
RECURSO ESPECIAL. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. INEXISTÊNCIA DE VÍCIO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. SUPOSTA
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 1797, II, 1784 DO CC, 985 E 986 DO CPC. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA
284/STF, POR ANALOGIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. TRIBUTÁRIO. IPTU. EXECUÇÃO FISCAL. CDA.
FALECIMENTO DO PROPRIETÁRIO. REDIRECIONAMENTO DO FEITO PARA OS HERDEIROS. LEGITIMIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA CDA.
IMPOSSIBILIDADE. ESPECIAL EFICÁCIA VINCULATIVA DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO RESP N. 1.045.472/BA. REPRESENTATIVO DE
CONTROVÉRSIA. SÚMULA N. 392/STJ. 1. Não havendo no acórdão recorrido omissão, obscuridade ou contradição, não fica caracterizada
ofensa ao art. 535 do CPC. 2. ."É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia" (Súmula 284/STF). 3. "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo" (Súmula 211/STJ). 4. Ao apreciar o REsp n. 1.045.472/BA, pela sistemática do art. 543-C do
CPC e da Resolução STJ n. 8/08, a Primeira Seção desta Corte Superior pacificou entendimento no sentido de que "a Fazenda Pública pode
substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal,
vedada a modificação do sujeito passivo da execução (Súmula 392/STJ)". 5. Agravo regimental não provido. ..EMEN:(AEARESP 201303219916,
MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:20/11/2013 ..DTPB:.)
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Recife, 11 de 03 de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo nº 0393233-4, em que figuram como agravante o MUNICIPIO DO RECIFE e como agravado
o JOSE DE MORAIS HERACLIO
ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores integrantes da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Pernambuco, unanimemente, em conhecer, e negar provimento ao recurso, que devidamente revisto e rubricado, passa a integrar este julgado.
Recife, 11 de 03 de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
RELATÓRIO
Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação
que negou seguimento ao recurso, mantendo a sentença.
Alega o agravante que há legitimidade dos herdeiros do falecido executado para responder pela execução; que não se aplica a situação concreta
a sumula 392 do STJ.
Por fim, requer que seja dado provimento ao presente agravo.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
É o relatório.
Recife, 11 de 03 de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
VOTO
Não assiste razão ao recorrente, haja vista os fundamentos esposados serem insuficientes para modificar a decisão monocrática prolatada.
Desta feita, para evitar repetição de argumentos, mantenho a decisão terminativa proferida, por seus próprios fundamentos, razão pela qual faço
remição, para que faça parte integrante da presente decisão (fls. 87/90 proferida na apelação):
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Diante de todo exposto, e pela inexistência de qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão tomada por esta Relatoria, voto pelo não provimento
do presente recurso, para que seja mantida a decisão terminativa concedida no bojo da Apelação nº 0393233-4.
Recife, 11 de 03 de 2016
Emitida em 14/04/2016
Diretoria de Caruaru
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO TERMINATIVA:
Ação: Ministério Público do Estado de Pernambuco ajuizou ação civil pública em favor de Cristiane Davi de Melo Silva com o objetivo de impor
ao Estado de Pernambuco a obrigação de fornecer 01 caixa do creme DENOSOL 0,5 mg/g, 30 mg
(fornecer uma única vez), PREDNISONA 20 mg (fornecer no 1° mês: 50 comprimidos, 2° mês em diante: 30 comprimidos, de forma contínua),
01 protetor solar sun max 60 FTP (fornecer continuamente), e mais os exames: biópsia, histopatologia de pele, FAN, FR, hemograma, sumário
de urina e VDRL, conforme relatório e receituário médico.
Sentença: julgou procedente o pedido formulado na inicial tornando definitiva a liminar concedida anteriormente, condenando a ré a fornecer os
medicamentos e exames descritos na exordial, de acordo com as solicitações e prescrições médicas apresentadas, de forma contínua e enquanto
perdurar o tratamento, sob pena de bloqueio, sem embargo da exigência de renovação semestral da prescrição médica.
Apelação: Alega o apelante: (i) ilegitimidade ativa do Ministério Público; (ii) impossibilidade do bloqueio de verbas públicas; (iii) os medicamentos
em tela não fazem parte do elenco de nenhum programa do SUS.
Contrarrazões 198/206.
De início, cumpre afastar a ilegitimidade do Ministério Público na presente ação, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) em repercussão
geral no Recurso Extraordinário nº 605.533 interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais, reconheceu sua legitimidade para propor medidas
judiciais assecuratórias de direitos relacionados à entrega de medicamentos a portadores de patologias graves.
No mérito, emana do cotejo dos autos que a substituída processual é portadora de Câncer de Pele ou Lúpus Cutâneo, motivo pelo qual lhe foi
prescrito o uso dos medicamentos Denosol, Prednisona, conforme laudo médico anexado aos autos fls. 12/19.
O Ministério Público do Estado de Pernambuco, em razão da falta de recursos financeiros da substituída processual para adquirir medicamento
essencial para seu tratamento médico ajuizou a presente ação no escopo de obter o fármaco receitado. O juízo de primeiro grau, na sentença de
fls. 170/175v, confirmou a decisão que anteriormente antecipara a tutela e ratificou a obrigação de fazer, impondo ao recorrente o fornecimento
do medicamento solicitado, sob pena de multa diária.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
É assente no texto constitucional (artigos 196 e 197 da Constituição Federal) que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros danos.
Nessa diretriz, constato que, comprovada a necessidade do fornecimento de medicamento essencial a saúde do cidadão, como no caso em tela,
cabe ao Estado, com responsabilidade solidária entre todos os entes federados, prover as condições indispensáveis ao pleno exercício da saúde.
Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada do Superior Tribunal de Justiça ser dever do Estado fornecer medicamento
imprescindível ao cidadão carente, a saber:
O medicamento requerido na presente ação foi prescrito por profissional idôneo, o que comprova a necessidade da substituída processual receber
o referido tratamento.
Se o médico que acompanha o tratamento assevera ser esse o medicamento indicado para restabelecer-lhe a saúde, prepondera o dever do
Estado de garantir a saúde dos seus administrados por sobre o fato de não integrar o medicamento listagem oficial da Administração Pública.
Acerca desse tema, o TJPE, através da Seção Cível, realizada no dia 03 de maio de 2007, aprovou o seguinte enunciado sumular, verbis:
"Súmula 18. É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia
grave, ainda que não previsto em lista oficial". (grifei)
Cumpre consignarmos que a Lei n. 13.105/2015 que instituiu o Novo Código de Processo Civil deu especial atenção à jurisprudência e determinou
em seu artigo 926 que os tribunais devem uniformizá-la e mantê-la estável, integra e coerente.
Neste cenário, as súmulas ganham importância como vetores de estabilização da jurisprudência para direcionamento da tese a ser aplicada
pelo juízo monocrático.
Note-se que a jurisprudência capaz de servir como fundamento para decisão monocrática, é aquela oriunda de precedentes qualificados, fruto
de um rito específico de produção de uma decisão seja em demanda repetitiva ou de súmula, ou seja, que derivam de procedimentos internos
específicos e que torna segura a posição do Tribunal sobre determinados temas.
De tal modo, do cotejo da presente demanda é possível perceber que se trata de hipótese que se amolda ao enunciado sumulado e seus
fundamentos determinantes, ou seja, a apelada é carente de recursos, está acometida de moléstia grave atestada por laudo médico fls. 12/19, e
o pedido é direcionado ao Estado que não pode se furtar do fornecimento do medicamento, ainda que não previsto em lista oficial.
Ante todo o exposto, com fulcro no artigo 932, IV, alínea a, do NCPC nego provimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença íntegra
em todos os seus termos.
Publique-se. Intime-se
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho
122
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03
DECISÃO TERMINATIVA
Cuida-se de agravo de instrumento interposto pela empresa Telefônica Brasil S.A., em face da decisão proferida nos autos da Ação Declaratória
de Inexistência de Débito com Pedido de Obrigação de Fazer e Indenização por Danos Morais, sob o nº 0001042-56.2014.8.17.1130, tendo como
parte Autora Adriano Wallace Bezerra Soares da Silva, ora Agravado.
Versa a ação principal sobre negativação indevida da parte Autora/Agravada, realizada pela empresa Agravante, sob o argumento de haver fatura
de consumo vencida e não adimplida.
Aduz a parte Autora, que jamais firmou qualquer contrato com a empresa Ré/Agravante, bem como não deu causa a restrição creditícia, pugnando,
liminarmente, pela suspensão dos efeitos da negativação até o julgamento da ação principal.
No mérito, pleiteia pela confirmação dos efeitos da tutela, no sentido de ter retirado seu nome dos serviços de proteção ao crédito, bem como,
busca a desconstituição do débito objeto da ação, com a consequente condenação da empresa Agravante/Ré em reparação por danos morais
e honorários sucumbenciais.
Em julgamento do mérito (fls. 168/170 - tjpe), entendeu o magistrado pela procedência do pleito autoral, declarando inexistente o débito em
relação a negativação, bem como condenou a empresa Agravante ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 11.820,00
(onze mil, oitocentos e vinte reais) e honorários sucumbenciais.
Irresignada, a empresa ingressou com recurso de Apelação (fls. 173/185 - tjpe), visando reformar a sentença do magistrado de piso. Após receber
o apelo apenas no seu efeito devolutivo (fl. 189 - tjpe), o julgador determinou a intimação da parte Autora para apresentar as contrarrazões à
apelação.
Nos fundamentos das contrarrazões (fls. 192/199 - tjpe) a parte Autora/Agravada, demonstrou ao magistrado de piso que o patrono da parte
Apelante, ora Agravante, não possuía poderes para ingressar com o sobredito recurso, pleiteando, liminarmente pela inadmissão do apelo, já
que o advogado subscritor não possuía habilitação nos autos.
Chamando o feito à ordem (fls.201 - tjpe) o magistrado singular revogou a decisão que recebeu a apelação (fl. 189 - tjpe), aduzindo que restou
comprovado vício de representação.
Afirmou o julgador singular, que a assinatura do advogado no recurso de apelação (José Edgard de Cunha Bueno Filho) se tratava de reprodução
xerográfica, sem qualquer valor jurídico, bem como, que o outro advogado que subscreveu o recurso não estava habilitado nos autos, fato que
leva a negativa de seguimento ao recurso de apelação.
Aduz a parte Agravante em suas razões, ser a decisão singular uma afronta ao contraditório e a ampla defesa, já que se trata de vício sanável, com
previsão na norma vigente, bem como não ser aceitável a supressão de direito fundamental da parte, em detrimento do formalismo exacerbado.
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Pugna pela atribuição de efeito suspensivo ao agravo, suspendendo os efeitos da decisão a quo, até o julgamento final, onde pleiteia a reforma
da decisão no sentido de possibilitar a interposição do recurso de Apelação.
É o Relatório.
Antes de analisar o mérito da causa, cabe ao relator apreciar se estão presentes os requisitos essenciais para a formação do instrumento,
insculpidos no Art. 1.017 do CPC/15, transcrito abaixo:
Na vigência do antigo CPC/73, a doutrina já tinha sedimentado seu entendimento no tocante a exigibilidade do recolhimento do preparo no
momento da interposição do Agravo, conforme nos ensina o jurisconsulto Nelson Nery Junior, em sua obra Código de Processo Civil - Comentado
e Legislação Extravagante, 13ª Ed., Ed. Revista dos Tribunais.
Sobre os requisitos:
É obrigatória a juntada, com a petição de interposição do agravo, as razões do inconformismo e o pedido de nova decisão (CPC 524), das
seguintes peças: a) decisão agravada, para que o tribunal saiba o teor do ato judicial impugnado, para poder julgar o recurso; b) certidão da
intimação da decisão agravada, para que o tribunal possa analisar a tempestividade do agravo; c) omissis; d) guia de recolhimento das custas
de preparo do recurso, quando devido, e do porte de remessa e de retorno (CPC 511 e 525 § 1.º). (grifo nosso)
Sobre o preparo:
A regra do preparo imediato (CPC511) é válida para o agravo, de modo que o agravante deverá juntar, com a petição de interposição do recurso,
a prova do pagamento das custas do preparo e do porte de retorno do instrumento, quando isto for exigível. Como a lei fixa momento único,
simultâneo, para a prática de dois atos processuais, isto é, a interposição do recurso e a prova do pagamento do preparo (CPC 511), ocorre
preclusão consumativa se o agravante interpõe o recurso sem a prova do recolhimento do preparo, ainda que haja recorrido no primeiro dia do
prazo. (grifo nosso)
Com o advento do CPC/15, a norma possibilita ao recorrente, quando o valor for recolhido a menor, ser intimado à complementar no prazo de
05 (cinco) dias, sob pena de deserção, caso a parte não supra a insuficiência.
O Prof. Freie Didier Jr., em sua obra, Curso de Direito Processual Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processos nos Tribunais,
13ª Ed. Reescrita de acordo com o novo CPC, 2016 Editora JusPodivm, versa sobre o tema:
O preparo consiste no adiantamento das despesas relativas ao processamento do recurso. À sanção para a falta de preparo oportuno dá-se
o nome de deserção. Trata-se de causa objetiva de inadmissibilidade, que prescinde de qualquer indagação quanto à vontade do omisso. O
preparo há de ser comprovado no momento da interposição (Art. 1.007, CPC) - anexado-se à peça recursal a respectiva guia de recolhimento -,
se assim o exigir a legislação pertinente, inclusive quanto ao pagamento do porte de remessa e de retorno. (pag. 125)
A insuficiência no valor do preparo implicará deserção apenas se o recorrente, intimado, não vier a supri-lo no prazo de cinco dias (§ 2º do
Art. 1.007, CPC). Preparo insuficiente é preparo feito; preparo que não foi feito não pode ser adjetivado. Insuficiente é o preparo feito a menor,
qualquer que seja o valor.
Isso significa que a deserção, por insuficiência do preparo, é sanção de inadmissibilidade que somente pode ser aplicada após a intimação do
recorrente para que proceda à complementação. (pag. 127)
Dito isto, observo que no presente Agravo às fls. 210 e 215, fora oportunizado a parte Agravante a complementação do valor do preparo, conforme
determinado na norma vigente, bem como à luz dos ensinamentos doutrinários. Tal fato se intensifica quando vemos nos autos certidão lavrada
pela Diretoria deste Câmara Regional, fls. 212 e 217, afirmando que o prazo transcorreu sem a manifestação da parte Agravante.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Ora, resta mais que evidente a desídia da parte Agravante aos comandos legais, que possibilitaram a complementação do preparo, não havendo
mais que se falar em novo prazo, pois fora concedido duas vezes sem que houve o cumprimento.
Assim, ante a ausência da complementação do preparo recursal, entendo ser o caso de julgar o recurso deserto, já que, conforme fartamente
explanado acima, não cabe nova dilação de prazo para o recolhimento do valor devido.
Face do exposto, nos termos do Art. 932, inciso III, e do Art. 1.007, § 2º do CPC/15, não conheço do presente agravo de instrumento, por estar
prejudica ante a ausência de requisito essencial, em sendo, recolhimento do preparo de maneira insuficiente.
Publique-se.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Des. Sílvio Neves Baptista Filho
5
Cód. 02
DECISÃO TERMINATIVA
Cuida-se de habeas corpus liberatório impetrado em 1º/12/2015, pelo Bel. Anfilófio Wellyngton Araújo de Sá, Assessor Jurídico do Sistema
Prisional de Pernambuco, em favor de APARECIDO PEREIRA DA SILVA.
Segundo o impetrante, o paciente encontra-se preso desde 1º/07/2012, em razão de recaptura determinada pela 2ª Vara de Execuções Penais
de Pernambuco, e teve a prisão preventiva decretada nos autos da ação penal n.º 0001187-88.2013.8.17.1020, que apura a prática do delito de
homicídio qualificado tentado (Art. 121, § 2º, II, c/c o Art. 14, II, todos do Código Penal), e que tramita pela Vara Única da Comarca de Ouricuri/PE.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
De acordo com a inaugural, o processo não alcançou seu termo final em razão da inércia do próprio aparelho judicial, em função dos adiamentos
das Sessões do Júri designadas para os dias 02/07/2015, 14/08/2015, 24/09/2015 e 19/11/2015, sem que tenha havido contribuição do Paciente
para a não realização.
Afirma o impetrante que a infração penal atribuída ao Paciente comporta liberdade provisória, e que seria possível a aplicação de outras medidas
cautelares.
Requer a concessão da ordem de habeas corpus, com a finalidade de ver substituída a prisão preventiva por outras medidas cautelares.
O writ foi distribuído inicialmente para o Des. Antônio Carlos Alves da Silva, integrante da 2ª Câmara Criminal do TJPE, que, em 10/12/2015,
indeferiu a liminar, consoante decisão de fls. 20/21.
A Procuradoria de Justiça opina pela denegação da ordem (fls. 46/48), sob o argumento de que o processo vem tramitando de forma regular, que
não se observa desídia por parte do Juízo processante, e que o paciente responde a outros processos judiciais.
Em 19/02/2016 o Des. Antônio Carlos Alves da Silva proferiu decisão declinando a competência e determinando a distribuição dos autos para
esta 1ª Câmara Regional, tendo em vista que a autoridade pertence à 17ª Circunscrição Judiciária (fls. 51).
Da leitura da peça inaugural, verifica-se que o argumento principal da impetração seria o atraso injustificado para a conclusão do processo n.º
0001187-88.2013.8.17.1020, que tramita perante a Vara Única da Comarca de Ouricuri/PE.
Ocorre, todavia, que após consulta ao sistema Judwin, pude verificar que em 07/04/2016 foi realizada Sessão do Tribunal do Júri e prolatada
sentença condenatória, que negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, de modo que a presente ação constitucional perdeu seu objeto.
Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados:
PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2º, III E IV, C/C O ART. 29, AMBOS DO CÓDIGO PENAL. DIREITO DE AGUARDAR
O JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JURI EM LIBERDADE. EXCESSO DE PRAZO. Resta sem objeto o habeas corpus que buscava a
concessão do direito do paciente aguardar seu julgamento pelo Tribunal do Juri, se este já se realizou. Writ julgado prejudicado.
(STJ - HC: 21728 RJ 2002/0047316-2, Relator: Ministro FELIX FISCHER, Data de Julgamento: 06/04/2004, T5 - QUINTA TURMA, Data de
Publicação: DJ 31.05.2004 p. 332) destaque acrescido
HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. ALTERAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CÊNICA. SESSÃO PLENÁRIA REALIZADA. PERDA DE
OBJETO. Tendo em vista a informação de que já foi realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri na espécie, encontra-se prejudicado
o mérito da presente ação constitucional. Restou esvaziado o exame da pretensão vertida nestes autos. Impositiva a extinção deste sem
julgamento do mérito, pois configurada a perda do objeto. HABEAS CORPUS PREJUDICADO E EXTINTO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO.
(Habeas Corpus Nº 70059802009, Terceira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Diogenes Vicente Hassan Ribeiro, Julgado
em 04/09/2014).
(TJ-RS - HC: 70059802009 RS, Relator: Diogenes Vicente Hassan Ribeiro, Data de Julgamento: 04/09/2014, Terceira Câmara Criminal, Data de
Publicação: Diário da Justiça do dia 03/10/2014) destaque acrescido
Assim, não haverá a apreciação do mérito do pedido, sendo proferida decisão terminativa restrita à decretação da extinção do feito, conforme
prevê o Art. 74, VIII, do Regimento Interno do TJPE:
Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO o presente feito, nos termos do artigo 659 do Código de Processo Penal1.
Cientifique-se a Procuradoria de Justiça do Estado de Pernambuco quanto ao inteiro teor desta decisão.
Considerando que o impetrante é Assessor Jurídico do Sistema Prisional de Pernambuco, entendo que sua intimação deve ser pessoal, conforme
determina o art. 5º, § 5º, da Lei Federal n.º 1.060/19502.
Após o trânsito em julgado desta decisão, determino o arquivamento destes autos, observadas as cautelas de estilo.
Registre-se. Intime-se.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1 Art. 659.Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal, julgará prejudicado o pedido.
2 Art. 5º: (omissis) § 5° Nos Estados onde a Assistência Judiciária seja organizada e por eles mantida, o Defensor Público, ou quem exerça cargo
equivalente, será intimado pessoalmente de todos os atos do processo, em ambas as Instâncias, contando-se-lhes em dobro todos os prazos.
(incluído pela Lei nº 7.871, de 1989)
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PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Sílvio Baptista Neves Filho
2
03
DECISÃO TERMINATIVA
Cuida-se de Habeas Corpus liberatório, com pedido de liminar, impetrado por Roberto Henrique Tenório de Vasconcelos, através da peça inicial
de fls. 02/09, e instruído com os documentos de fls. 10/138, em favor de Maria Aparecida Batista de Sena, a qual se encontra respondendo a
processo criminal perante a Vara Única da Comarca de Santa Maria do Cambucá /PE, com prisão preventiva decretada.
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Relata a inicial, em síntese, que são imputados à paciente os delitos previstos no Art. 12 do Estatuto do Desarmamento (posse de arma de fogo),
no Art. 180 do Código Penal (receptação), e no Art. 1º, §1º c/c 2º, §4º, I da Lei n.º 12.850/2013.
Alega o impetrante que a paciente encontra-se presa há praticamente 03 (três) meses, sem que tenha sido ofertada a denúncia, e que o atraso
teria sido ocasionado por decisão que declinou a competência para processamento e julgamento da ação penal.
Através dos documentos acostados na inicial, percebe-se que a autoridade policial imputou à paciente, além dos tipos já indicados supra,
os correspondentes aos Arts. 33 e 35 da Lei n.º 11.343/2006 (tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico) e Art. 16 do Estatuto do
Desarmamento (posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito).
Ante as informações prestadas no writ, entendeu o eminente Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho (fl. 145/145v), em indeferir o pedido
liminar, conforme fundamentação constante da sua decisão.
Sobrevieram as informações da autoridade impetrada às fls. 151/152v, onde o douto magistrado relatou o seguinte: a) a prisão em flagrante da
paciente fora convertida em prisão preventiva em 27/11/2015; b) os autos foram remetidos, em uma primeira oportunidade, de São Joaquim do
Monte para a Comarca de Santa Maria do Cambucá, para fins de análise do auto de prisão em flagrante, já que a prisão teria ocorrido naquela
última comarca; c) após analisada a prisão em flagrante da paciente, o Juízo de Santa Maria do Cambucá declinou da competência em favor
do Juízo de São Joaquim do Monte, em razão da conexão com os autos originados de comunicação de prisão em flagrante no qual constavam
outros nove autuados; d) os autos foram efetivamente remetidos à Comarca de São Joaquim do Monte apenas em 07/03/2016; e) atestou que
de fato as imputações criminosas da paciente correspondem aos tipos do Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, do Art. 180 do Código Penal,
e Art. 1º, §1º c/c art. 2º, §4, I, da Lei n.º 12.850/2013.
Instada a se manifestar, a Procuradoria de Justiça, através do parecer de fls. 157/158v, opinou pela denegação da ordem de habeas corpus,
ao afirmar que o prazo prisional encontra-se razoável para com a complexidade e gravidade do feito, assim como se encontram presentes os
requisitos da prisão provisória.
Verifica-se que o argumento -principal da impetração é que estaria ocorrendo excesso de prazo pela indefinição da situação jurídica da paciente,
em decorrência da não apresentação de denúncia em desfavor daquela.
Ocorre que, em buscas no sistema Judwin, constatei que em 06/04/2016 fora proferida decisão interlocutória pelo Juízo da Comarca de São
Joaquim do Monte, nos autos da ação penal n.º 0000560-19.2015.8.17.1310, por meio da qual foi substituída a prisão preventiva por outras
medidas cautelares.
A referida informação é corroborada pelo extrato carcerário obtido a partir do Portal SDS, que atesta o cumprimento do alvará de soltura em
08/04/2016.
Portanto, verifico que o habeas corpus perdeu seu objeto e deve ser extinto, já que não há mais cerceamento da liberdade da paciente. Neste
sentido:
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. LIBERDADE CONCEDIDA. PERDA DO OBJETO. 1. Resta prejudicado
o julgamento do recurso que impugna a prisão preventiva em face da concessão de liberdade provisória aos recorrentes. 2. Recursos ordinários
prejudicados. (STJ - RHC: 50225 RJ 2014/0185790-8, Relator: Ministro NEFI CORDEIRO, Data de Julgamento: 07/10/2014, T6 - SEXTA TURMA,
Data de Publicação: DJe 21/10/2014)
Assim, não haverá a apreciação do mérito do pedido, sendo proferida decisão terminativa de decretação da extinção do feito, conforme prevê
o Art. 74, VIII, do Regimento Interno do TJPE, cuja redação é a seguinte:
Diante das razões acima expostas e, considerando a perda superveniente do objeto, JULGO PREJUDICADO o presente habeas corpus, nos
termos do artigo 659 do Código de Processo Penal.
Cientifique-se a Procuradoria de Justiça do Estado de Pernambuco quanto ao inteiro teor desta decisão.
Após o trânsito em julgado desta decisão, determino o arquivamento dos autos, observadas as cautelas de estilo.
Intime-se. Registre-se.
Caruaru/PE, de de 2016.
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Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Sílvio Baptista Neves Filho
3
03
Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado por Maria Natal Evangelista Freire, em favor de Genésio Siqueira da Silva, no qual é
apontado como autoridade coatora o MM. Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ouricuri. (proc. nº 365-31.2015.8.17.1020).
O impetrante, para justificar a sua pretensão, apoiou-se, em síntese no excesso de prazo para a formação da culpa, alegando que o paciente está
preso há aproximadamente 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias, e até o presente momento não foi lhe dada a oportunidade de apresentar
sua defesa, assim como o pedido de relaxamento de prisão não foi sequer analisado.
Requereu liminarmente a concessão da ordem, e no mérito sua confirmação.
É o relatório, decido.
Em atenção as informações prestadas pela autoridade coatora, consta decisão em que a prisão preventiva foi revogada em 10/03/2016.
Assim, não estando mais o paciente submetido ao cerceamento de sua liberdade, na forma indicada na inicial, ante a superveniência da decisão
do magistrado de 1º grau, tem-se que o presente feito perdeu o seu objeto, por não mais existir o alegado constrangimento ilegal.
Nesse sentido, é a orientação pacífica do Superior Tribunal de Justiça. Senão vejamos:
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. TESE DE FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO PARA A MANUTENÇÃO
DO CÁRCERE CAUTELAR. QUESTÃO NÃO APRECIADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
SUPERVENIÊNCIA DE DECISÃO REVOGANDO A PRISÃO DO PACIENTE. PERDA DO OBJETO. 1. Não havendo qualquer pronunciamento
por Tribunal de segundo grau acerca da tese de falta de fundamentação para a manutenção da custódia preventiva, não há como ser apreciada a
questão sob pena de supressão de instância, conforme iterativa jurisprudência desta Corte. 2. Sendo a impetração dirigida contra a manutenção do
cárcere cautelar, com a superveniente decisão do Juízo processante determinando a expedição de alvará de soltura em favor do Paciente, esvazia-
se o objeto do pedido formulado nesta instância superior, conforme noticiado nos autos do HC n.º 61923/MG, bem como nas informações prestadas
pela Autoridade Impetrada. 3. Pedido prejudicado". (HC 66.850/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 07.11.2006, DJ
18.12.2006 p. 455)
Diante do exposto, com fundamento no art. 659 do Código de Processo Penal c/c o art. 74, inciso VIII do Regimento Interno desta Corte, julgo
prejudicado o presente habeas corpus, pela perda de seu objeto.
Publique-se. Intime-se.
129
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Caruaru, 13.04.2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. José Viana Ulisses Filho
1
06
DECISÃO TERMINATIVA:
Trata-se de Recurso de Apelação interposto pelo Município de Camocim de São Félix fls. 114/129.
Ação: Ministério Público do Estado de Pernambuco ajuizou ação civil pública em favor de Maria da Glória da Silva Lima com o objetivo de impor
ao Município de Camocim de São Félix a obrigação de fornecer os seguintes medicamentos: Puran T4 125mg, Benestare, Movidil, Luftal Max,
Lonium 40 mg, Lomotil 5 mg, Anitta 500mg, Naprix D 2,5, Cetonax, Vitorin, Enalapril, Fluxcene, Exodus, Euthyrox, Slow k, Alprazolan, Luftal Gel,
e Citalopran, conforme relatório e receituário médico (esquizofrenia, depressão e problemas de tireóide) fls. 13/26 e 33/42.
Sentença: julgou procedente o pedido formulado pelo Ministério Público, nos termos do art. 269, I do CPC/73, mantendo a decisão de antecipação
dos efeitos da tutela, em todos os seus termos.
Apelação: Alega o apelante: (i) que houve cerceamento de defesa, uma vez que houve julgamento antecipado sem produção de provas; (ii)
que os documentos apresentados pela apelada não demonstram qualquer discriminação acerca da doença, bem como do tratamento, a prova
pericial e documental demonstraria o que seria necessário para o apelante sobrestar o direito apelado; (iii) afirma que os receituários médicos
que basearam as sentenças estão fora da validade; (iv) é necessário que se observe qual ente tem o dever de fornecer medicação, analisando
a complexidade do caso concreto, uma vez que quando os magistrados concedem todo o ônus aos Municípios, estes são obrigados a cumprir
as competências da União e dos Estados, suportando assim ônus excessivo.
Contrarrazões 132/138.
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Emana do cotejo dos autos que a substituída processual é portadora de Esquizofrenia, depressão e problemas de tireóide, motivo pelo qual lhe
foi prescrito o uso dos medicamentos constantes as fls. 03, conforme laudo médico anexado aos autos fls. 13/226 e 33/42.
Em razão da falta de recursos financeiros da substituída processual para adquirir os medicamentos essenciais para o tratamento médico, o
apelado ajuizou a presente ação no escopo de obter os fármacos receitados. O juízo de primeiro grau, na sentença de fls. 107/111, confirmou
a decisão que anteriormente antecipara a tutela e ratificou a obrigação de fazer, impondo ao recorrente o fornecimento dos medicamentos
solicitados, sob pena de multa diária.
De início, não há nulidade da sentença realizada sob a sistemática do julgamento antecipado da lide quando os documentos juntados dispensam
a necessidade da realização de perícia e o medicamento postulado pela substituída processual está baseado em prova idônea, conforme
determinação de profissional lotado em hospital credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS) fls. 33/40
No mérito, é assente no texto constitucional (artigos 196 e 197 da Constituição Federal) que a saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros danos.
Nessa diretriz, constato que, comprovada a necessidade do fornecimento de medicamento essencial a saúde do cidadão, como no caso em tela,
cabe ao Estado prover as condições indispensáveis ao pleno exercício da saúde. Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada do
Superior Tribunal de Justiça ser dever do Estado fornecer medicamento imprescindível ao cidadão carente, a saber:
Os medicamentos requeridos na presente ação foram prescritos por profissional idôneo, o que comprova a necessidade de receber a substituída
processual o referido tratamento.
Se o médico que acompanha o tratamento a que se submete a substituída processual assevera ser esse o medicamento indicado para
restabelecer-lhe a saúde, prepondera o dever do Estado (União, Estado ou Município) de garantir a saúde dos seus administrados por sobre o
fato de não integrar o medicamento listagem oficial da Administração Pública.
Acerca desse tema, o TJPE, através da Seção Cível, realizada no dia 03 de maio de 2007, aprovou o seguinte enunciado sumular, verbis:
"Súmula 18. É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia
grave, ainda que não previsto em lista oficial". (grifei)
Cumpre consignarmos que a Lei n. 13.105/2015 que instituiu o Novo Código de Processo Civil deu especial atenção à jurisprudência e determinou
em seu artigo 926 que os tribunais devem uniformizá-la e mantê-la estável, integra e coerente.
Neste cenário, as súmulas ganham importância como vetores de estabilização da jurisprudência para direcionamento da tese a ser aplicada
pelo juízo monocrático.
Note-se que a jurisprudência capaz de servir como fundamento para decisão monocrática, é aquela oriunda de precedentes qualificados, fruto
de um rito específico de produção de uma decisão seja em demanda repetitiva ou de súmula, ou seja, que derivam de procedimentos internos
específicos e que torna segura a posição do Tribunal sobre determinados temas.
De tal modo, do cotejo da presente demanda é possível perceber que se trata de hipótese que se amolda ao enunciado sumulado e seus
fundamentos determinantes, ou seja, a apelada é carente de recursos, está acometida de moléstia grave atestada por laudo médico, e o pedido
é direcionado ao Estado que não pode se furtar do fornecimento do medicamento, ainda que não previsto em lista oficial.
Ante todo o exposto, com fulcro no artigo 932, IV, alínea a, do NCPC nego provimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença íntegra
em todos os seus termos.
Publique-se. Intime-se
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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho
03
IMPETRADO: Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Santa Maria da Boa Vista/PE
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de habeas corpus repressivo, com pedido de liminar, impetrado por RANIELSON LINO FERREIRA, ora Paciente, que se encontra
recolhido na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, apontando como autoridade coatora o Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Santa Maria
da Boa Vista/PE.
De acordo com a inicial, o Paciente está preso desde 22/04/2013, em razão de denúncia recebida pela autoridade coatora, que instaurou a ação
penal n.º 0000852-62.2012.8.17.1260.
Alega o impetrante, também, que por mais subjetivo e elástico que se entenda o conceito de razoabilidade no prazo para a formação da culpa, é
inaceitável a manutenção da custódia preventiva por mais de 81 (oitenta e um) dias sem que tenha sido encerrada a instrução criminal.
Requer a concessão liminar da ordem de habeas corpus, sob o argumento da existência de direito líquido e certo e de dano potencial irreparável.
Da leitura da peça inaugural, subscrita pelo próprio paciente, não consta qual o tipo penal a ele imputado na ação penal n.º
0000852-62.2012.8.17.1260.
Em consulta ao sistema Judwin, verifiquei que na referida ação penal é apurada a prática do delito previsto no Art. 121, § 2º, IV, do Código
Penal (homicídio qualificado cometido à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a
defesa do ofendido).
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A consulta ao andamento da ação penal no 1º Grau permitiu constatar, também, que em 31/03/2016 foi realizada Sessão do Tribunal do Júri e
prolatada sentença condenatória, na qual foi imposta pena privativa de liberdade de 20(vinte) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa, tendo a
autoridade coatora negado ao paciente o direito de recorrer em liberdade, de modo que a presente ação constitucional perdeu seu objeto.
PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2º, III E IV, C/C O ART. 29, AMBOS DO CÓDIGO PENAL. DIREITO DE AGUARDAR
O JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JURI EM LIBERDADE. EXCESSO DE PRAZO.
Resta sem objeto o habeas corpus que buscava a concessão do direito do paciente aguardar seu julgamento pelo Tribunal do Júri, se este já
se realizou. Writ julgado prejudicado.
(STJ - HC: 21728 RJ 2002/0047316-2, Relator: Ministro FELIX FISCHER, Data de Julgamento: 06/04/2004, T5 - QUINTA TURMA, Data de
Publicação: DJ 31.05.2004 p. 332) destaque acrescido
HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. ALTERAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CÊNICA. SESSÃO PLENÁRIA REALIZADA. PERDA DE
OBJETO. Tendo em vista a informação de que já foi realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri na espécie, encontra-se prejudicado o
mérito da presente ação constitucional. Restou esvaziado o exame da pretensão vertida nestes autos. Impositiva a extinção deste sem julgamento
do mérito, pois configurada a perda do objeto. HABEAS CORPUS PREJUDICADO E EXTINTO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO.
(Habeas Corpus Nº 70059802009, Terceira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Diogenes Vicente Hassan Ribeiro, Julgado em
04/09/2014). destaque acrescido
Assim, não haverá a apreciação do mérito do pedido, sendo proferida decisão terminativa restrita à decretação da extinção do feito, conforme
prevê o Art. 74, VIII, do Regimento Interno do TJPE:
Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO o presente writ, nos termos do artigo 659 do Código de Processo Penal1.
Após o trânsito em julgado desta decisão, determino o arquivamento dos autos, observadas as cautelas de estilo.
Registre-se. Intime-se.
1 Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal, julgará prejudicado o pedido.
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PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Sílvio Neves Baptista Filho
04
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DECISÃO TERMINATIVA:
Trata-se de Recurso de Apelação interposto pelo Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco fls. 120/127.
Ação: José Clementino Bezerra Filho ajuizou ação ordinária contra o Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco e do Estado de Pernambuco,
requerendo, cateteres lubrificados - sonda uretral n. 10., em torno de 120 por mês, além de Lindocaína Geléia, em razão de padecer da
enfermidade bexiga neurogênica, durante o tempo necessário para seu tratamento.
Sentença: julgou procedente o pedido, determinando que o réu proceda a autorização para o fornecimento do Cateter Lubrificado, sonda uretral
n. 10 em torno de 120 (cento e vinte) por mês e 10 (dez) tubos mensais de Lindocaína.
Apelação: Alega o apelante: (i) que o direito a saúde integra o rol dos chamados direitos fundamentais de cunho prestacional, e, tais espécies
necessitam de normas que tornem concretos os direitos fundamentais que a constituição assegurou de forma programática; (ii) medicamento
não constante das listagens oficiais de dispensação gratuita e ausência da demonstração da eficácia exclusiva do medicamento reclamado; (iii)
defende que há ofensa aos princípios da isonomia, da separação dos poderes, da universalidade do acesso à saúde e da reserva do possível;
(iv) alega que a multa diária cominada é exorbitante; (v) a necessidade de avaliação periódica.
Contrarrazões 129/132.
Emana do cotejo dos autos que José Clementino Bezerra Filho é portador de Incontinência Urinária devido a bexiga Heurogênica, motivo pelo
qual lhe foi prescrito o uso do medicamento Cateter Lubrificado uretral n. 10 com Lindocaína Geléia, conforme laudo médico anexado aos autos
fls. 21/33.
Em razão da falta de recursos financeiros do autor/apelado para adquirir o medicamento essencial para o tratamento médico ajuizou a presente
ação no escopo de obter o fármaco receitado. O juízo de primeiro grau, na sentença de fls. 115/117, confirmou a decisão que anteriormente
antecipara a tutela e ratificou a obrigação de fazer, impondo ao recorrente o fornecimento do medicamento solicitado, sob pena de multa diária.
É assente no texto constitucional (artigos 196 e 197 da Constituição Federal) que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros danos.
Nessa diretriz, constato que, comprovada a necessidade do fornecimento de medicamento essencial a saúde do cidadão, como no caso em tela,
cabe ao Estado prover as condições indispensáveis ao pleno exercício da saúde. Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada do
Superior Tribunal de Justiça ser dever do Estado fornecer medicamento imprescindível ao cidadão carente, a saber:
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2. Esta Corte admite o fornecimento de medicamentos não incorporados ao SUS mediante Protocolos Clínicos, quando as instâncias ordinárias
verificam a necessidade do tratamento prescrito.
3. No caso em comento, o Tribunal de origem, com base nos elementos probatórios dos autos, concluiu que a não utilização do medicamento
pode levar a parte a internações e atendimentos emergenciais, uma vez que a paciente já utilizou todos os fármacos disponíveis para a doença
de que padece.
4. Rever tais conclusões demandaria a análise de aspectos fático-probatórios coligidos aos autos, o que é defeso em sede de recurso especial,
conforme o disposto na Súmula 7/STJ.
5. Agravo regimental a que se nega provimento."
(AgRg no AREsp 697.696/PR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/06/2015, DJe 26/06/2015) (grifei)
No que pertine à alegação de que o Judiciário, ao decidir sobre tratamentos estaria interferindo em atos administrativos do Poder Executivo,
entendo que não se sustenta. Cabe ao Poder Judiciário quando provocado, dentro da sua esfera de competência, exercer a jurisdição aplicando
o direito ao caso concreto, não havendo qualquer ofensa aos princípios norteadores da tripartição de funções do Poder como quer fazer crer
o apelante.
Note-se que o medicamento requerido na presente ação foi prescrito por profissional idôneo, o que comprova a necessidade do apelado receber
o referido tratamento.
Se o médico que acompanha o tratamento a que se submete o apelado assevera ser esse o medicamento indicado para restabelecer-lhe a
saúde, prepondera o dever do Estado de garantir a saúde dos seus administrados por sobre o fato de não integrar o medicamento listagem
oficial da Administração Pública.
Acerca desse tema, o TJPE, através da Seção Cível, realizada no dia 03 de maio de 2007, aprovou o seguinte enunciado sumular, verbis:
"Súmula 18. É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia
grave, ainda que não previsto em lista oficial". (grifei)
Cumpre consignarmos que a Lei n. 13.105/2015 que instituiu o Novo Código de Processo Civil deu especial atenção à jurisprudência e determinou
em seu artigo 926 que os tribunais devem uniformizá-la e mantê-la estável, integra e coerente.
Assim, a jurisprudência capaz de servir como fundamento para decisão monocrática, é aquela oriunda de precedentes qualificados, fruto de
um rito específico de produção de uma decisão seja em demanda repetitiva ou de súmula, ou seja, que derivam de procedimentos internos
específicos e que torna segura a posição do Tribunal sobre determinados temas.
De tal modo, do cotejo da presente demanda é possível perceber que se trata de hipótese que se amolda ao enunciado sumulado e seus
fundamentos determinantes, ou seja, o apelado é carente de recursos, está acometida de moléstia grave atestada por laudo médico fls. 21/33, e
o pedido é direcionado ao Estado que não pode se furtar do fornecimento do medicamento, ainda que não previsto em lista oficial.
Por fim, considerando que o escopo da astreinte é forçar o cumprimento da decisão, e mostrando-se razoável o valor arbitrado, não se
sustenta a pretensão do recorrente quanto à sua redução, sob pena de mitigar a coercibilidade das determinações deste Poder.
Ante todo o exposto, com fulcro no artigo 932, IV, alínea a, do NCPC nego provimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença íntegra
em todos os seus termos.
Publique-se. Intime-se
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho
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Ademais, analisando a peça inicial, verifico que, o impetrante nem mesmo menciona o número do processo de execução penal contra
o qual se insurge, indicando apenas os feitos de primeiro grau nos quais foram proferidas sentenças condenatórias em desfavor do
paciente.
A estreita via do habeas corpus não é cabível para dilações probatórias, devendo o impetrante colacionar, desde a sua propositura
todos os documentos indispensáveis para a análise de eventual ilegalidade.
Sem a juntada das decisões que influem na situação prisional do paciente, não há como este tribunal avaliar eventual coação ilegal.
Por tais razões, não conheço do presente habeas corpus.
Publique-se e intime-se.
Caruaru, 11.04.2016
Des. José Viana Ulisses Filho
Relator
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2
08
DECISÃOMONOCRÁTICATERMINATIVA
Cuida-se de apelação criminal, interposta por Ricardo Alves dos Santos, contra decisão do Tribunal do júri da Comarca de Cabrobó que o
condenou a pena de 20 (vinte) anos de reclusão, pelo cometimento do crime tipificado no art. 121, §2º, II e IV c/c art. 14, II do CP.
Aduziu que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária às provas dos autos.
Em contrarrazões às fls. 264/274, o MPPE requereu em preliminar o não conhecimento do recurso pelo fato de não haver na petição de
interposição a descriminação das alíneas do art. 593, III do CPP, que fundamenta o recurso, violando o entendimento sumulado do STF. No
mérito, requereu o não provimento do recurso.
A procuradoria de justiça, às fls. 285/291, apresentou parecer também pugnando pelo não reconhecimento do recurso, e em caso de
enfrentamento do mérito, pelo desprovimento do mesmo.
É o relatório. Decido:
Incialmente, ressalto que a jurisprudência admite a decisão terminativa no processo penal.
Isso porque o código de processo penal admite expressamente interpretação extensiva e aplicação analógica, nos termos do art. 3º do CPP1.
Nesse sentido a jurisprudência do STJ:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA DE RELATOR EM
MATÉRIA CRIMINAL. POSSIBILIDADE. 1. A jurisprudência dos Tribunais Superiores, à luz do artigo 3º do Código de Processo Penal, é pacífica
na afirmação da aplicabilidade do artigo 557 do Código de Processo Civil ao processo penal, inexistindo óbice qualquer ao provimento de
recurso criminal, pelo Relator, quando o acórdão impugnado está em manifesto confronto com súmula ou jurisprudência dominante. 2. Embargos
acolhidos, sem efeitos modificativos.
(STJ - EDcl no AgRg no REsp: 167789 RJ 1998/0019441-0, Relator: Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Data de Julgamento: 17/03/2005, T6 -
SEXTA TURMA, Data de Publicação: <!-- DTPB: 20050801</br> --> DJ 01/08/2005 p. 576)
O art. 557 do CPC/73, o qual foi mencionado no julgado acima, corresponde ao art. 932 do CPC/15 que dispõe:
Art. 932. Incumbe ao relator:
I - dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, quando for o caso, homologar autocomposição
das partes;
II - apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária do tribunal;
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;
Na hipótese dos autos, o recorrente na petição de interposição não informou qual das hipóteses, do inciso III do art. 593 do CPP seria sua
motivação para o apelo.
O STF já pacificou o entendimento, por meio do enunciado 713 de sua súmula, de que o efeito devolutivo da apelação contra as decisões do
júri é adstrito a sua interposição2.
No mesmo sentido é a jurisprudência do TJPE:
PENAL. PROCESSUAL PENAL. JÚRI. CONDENAÇÃO. RECURSO INTERPOSTO SOB O ARGUMENTO DE DECISÃO CONTRÁRIA À
PROVA DOS AUTOS. EXCLUSÃO DAS QUALIFICADORAS. IMPOSSIBILIDADE. INDÍCIOS SUFICIENTES DE SUA ADEQUAÇÃO AO CASO
CONCRETO. VEROSSIMILHANÇA DA VERSÃO ACUSATÓRIA. DEPOIMENTOS DE TESTEMUNHAS E CONFISSÃO NA ESFERA JUDICIAL.
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DEVOLUTIVIDADE RESTRITA DO RECURSO. APELAÇÃO CONHECIDA COM BASE NO FUNDAMENTO APONTADO NO TERMO DE
INTERPOSIÇÃO. RECURSO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Em se tratando de processos da competência do Tribunal do Júri, a
devolutividade da matéria aos tribunais de segundo grau é limitada aos fundamentos apontados no termo de interposição do apelo, devendo a
parte inconformada, já nessa ocasião, indicar uma ou mais das alíneas do inciso III do art. 593 do CPP nas quais assenta a sua insurgência,
sob pena de não conhecimento das alegações exorbitantes externadas nas razões recursais. 2. Não se mostra possível o afastamento das
qualificadoras reconhecidas na decisão de pronúncia quando há indícios suficientes de sua adequação ao caso concreto. 3. É sólida a carga
probatória que justifica a condenação do ora Apelante, a começar por sua confissão nas esferas policial e judicial, seguindo-se que os depoimentos
prestados também se coadunam com a tese esposada pela acusação de modo a encorpar a versão adotada pelo júri. 4. Apelação parcialmente
conhecida e, nesta extensão, não provida por unanimidade.
(TJ-PE - APL: 2968036 PE, Relator: Cláudio Jean Nogueira Virgínio, Data de Julgamento: 09/10/2014, 3ª Câmara Criminal, Data de Publicação:
15/10/2014)
PENAL. PROCESSUAL PENAL. JÚRI. CONDENAÇÃO. RECURSO INTERPOSTO SOB O ARGUMENTO DE DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA
DOS AUTOS. VEROSSIMILHANÇA DA VERSÃO ACUSATÓRIA. DEPOIMENTOS DE TESTEMUNHAS E CONFISSÃO NA ESFERA JUDICIAL.
DEVOLUTIVIDADE RESTRITA DO RECURSO. APELAÇÃO CONHECIDA COM BASE NO FUNDAMENTO APONTADO NO TERMO DE
INTERPOSIÇÃO. RECURSO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Em se tratando de processos da competência do Tribunal do Júri, a
devolutividade da matéria aos tribunais de segundo grau é limitada aos fundamentos apontados no termo de interposição do apelo, devendo a
parte inconformada, já nessa ocasião, indicar uma ou mais das alíneas do inciso III do art. 593 do CPP nas quais assenta a sua insurgência, sob
pena de não conhecimento das alegações exorbitantes externadas nas razões recursais. 2. É sólida a carga probatória que justifica a condenação
do ora Apelante, a começar por sua confissão nas esferas policial e judicial, seguindo-se que os depoimentos prestados também se coadunam
com a tese esposada pela acusação de modo a encorpar a versão adotada pelo júri. 3. Apelação parcialmente conhecida e, nesta extensão,
não provida por unanimidade.
(TJ-PE - APL: 2710509 PE, Relator: Cláudio Jean Nogueira Virgínio, Data de Julgamento: 29/05/2013, 3ª Câmara Criminal, Data de Publicação:
07/06/2013)
Considerando que o apelante na petição de interposição, fundou o recurso no art. 593, I do CPP, que dispõe do cabimento da apelação contra
decisões do juiz singular, não obedecendo ao prescrito na súmula 713 do STF, não há devolutividade ao juízo ad quem, por tais razões não
conheço do recurso monocraticamente, o que faço com fulcro no art. 932, III do CPC/15, c/c art. 3º do CPP.
Publique-se e intime-se.
Caruaru, 11.04.2016
Des. José Viana Ulisses Filho
Relator
1 Art. 3o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.
2SÚMULA 713- STF. O EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO CONTRA DECISÕES DO JÚRI É ADSTRITO AOS FUNDAMENTOS DA SUA
INTERPOSIÇÃO.
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DESPACHOS
Emitida em 14/04/2016
Diretoria de Caruaru
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
1. Cuida-se de remessa necessária de sentença proferida em mandado de segurança impetrado por vereadores da Câmara Municipal de
Correntes contra ato do Presidente da Câmara. A referida sentença concedeu a segurança pleiteada para determinar à autoridade impetrada o
pagamento dos subsídios dos impetrantes em consonância com a Lei municipal nº 564/2012.
2. De acordo com a parte autora (fl. 03), foi impetrado outro mandado de segurança, de nº 0000011-85.2014.8.17.0520, cujo polo passivo é
composto pelos impetrantes do presente mandamus e também tem como causa de pedir o vencimento dos vereadores na comarca de Correntes.
3. Evidencia-se a conexão entre este mandado de segurança e o de nº 0000011-85.2014.8.17.0520, nos termos do art. 55 do Código de Processo
Civil, sendo que essa última ação se encontra, de acordo com informações colhidas no sistema informatizado Judwin, atualmente em tramitação
nesta Primeira Câmara Regional, Primeira Turma, tendo como relator o Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima, também para reexame
necessário.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Depreende-se do art. 59 do CPC, que trata da prevenção, ser a competência para processar causas conexas definida pelo registro (em comarcas
de Vara única) ou distribuição. O processo que tiver sido distribuído ou registrado em primeiro lugar torna prevento o juízo para as possíveis
ações posteriores conexas a essa primeira.
No presente caso, verifico através do sistema informatizado ter sido o mandado de segurança reputado conexo a este distribuído para o Des.
Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima em 02.03.2015. O presente mandado de segurança, por outro lado, foi distribuído em 03.03.2015.
Sendo caso de conexão entre as duas ações, e tendo em vista ter sido o mandado de segurança nº 0000011-85.2014.8.17.0520 distribuído
em primeiro lugar, impende seja feita a remessa destes autos para o juízo onde tramita o referido mandado de segurança, isso para se evitar
a prolação de decisões conflitantes nos dois processos, como também em atenção ao princípio da economia processual, rationes essendi do
instituto da conexão.
4. Pelo exposto, com arrimo no artigo 55 do CPC, DECLINO DE COMPETÊNCIA em favor do Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima, para
cujo gabinete devem ser encaminhados estes autos.
Publique-se. Intimem-se.
Caruaru, 11 de abril de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho
1
nº 05
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de Recurso em Sentido Estrito, interposto em favor de José Hilário da Silva, onde se requer a reforma da sentença que pronunciou o
recorrente, nos autos do processo nº 0005904-46.20015.8.17.0480.
Todavia, compulsando os autos, pude verificar que houve a interposição, por parte de José Hilário da Silva, ora recorrente, de Habeas Corpus
(fls. 189).
Em pesquisa realizada no sistema Judwin, localizei o referido writ, cadastrado sob o nº 0391412-7, e autuado no dia 01/07/2015, ao Excelentíssimo
Desembargador Relator Waldemir Tavares de Albuquerque Filho.
Ocorre que o presente Recurso foi distribuído em 17/12/2015, quando ainda se encontrava em tramitação o aludido Habeas Corpus, que apenas
transitou em julgado no dia 04/03/2016, situação essa que atrai a incidência da regra inserta no art. 67-B do Regimento Interno desta Egrégia
Corte, in verbis:
Art. 67-B: A distribuição de mandado de segurança, de habeas corpus, de reexame necessário, de medidas cautelares e de recurso pendente
torna preventa a competência do relator para todos os recursos e pedidos posteriores, tanto na ação quanto na execução referente ao mesmo
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
processo; a distribuição do inquérito, bem como a realizada para efeito de concessão de fiança ou decretação de prisão preventiva ou de qualquer
diligência anterior à denúncia ou queixa, prevenirá a da ação penal, com a devida compensação em todos os casos.
§ 1º Se o relator deixar o Tribunal ou transferir-se de Seção, a prevenção será do órgão julgador.
§ 2º Vencido o relator, a prevenção referir-se-á ao desembargador designado para lavrar o acórdão.
§ 3º Se o recurso tiver subido por decisão do relator no agravo de instrumento, ser-lhe-á distribuído ou ao seu sucessor.
§ 4º A prevenção, se não for reconhecida, de ofício, poderá ser arguida por qualquer das partes ou pelo órgão do Ministério Público, até o início
do julgamento.
§ 5º Ainda quando, em tese, tenha se esgotado a jurisdição do Tribunal pelo julgamento de processo pioneiro, a cessação da prevenção de que
trata este artigo pressupõe a certificação nos autos do trânsito em julgado do acórdão ou da decisão final para ele proferida. - Grifei.
Ora, o dispositivo é claro ao indicar que a distribuição originária de habeas corpus torna preventa a competência do relator para analisar pedidos
ulteriores que estejam relacionados à mesma ação que fundamenta a impetração.
Pelo exposto, resolvo, baseado nos critérios de prevenção e de economia processual, declinar de minha competência, determinando a remessa
dos autos ao Gabinete do Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho, após a devida retificação na Distribuição.
Intime-se e Cumpra-se.
Caruaru, 12.04.2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. José Viana Ulisses Filho
07
Intime-se a parte recorrente para, no prazo de 05 (cinco) dias, complementar o preparo recursal efetuando o pagamento da taxa judiciária1,
conforme disposto no art. 1º da Lei n. 10.852/19922 e art. 1º da Lei n. 11.404/19963 c/c nota 4, tabela "A", da Tabela de Custas e Emolumentos
do Tribunal de Justiça de Pernambuco, atualizada pelo Ato n. 1.469, de 22 de dezembro de 20144, sob pena de deserção.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Publique-se. Intime-se.
1 Acessar www.tjpe.jus.br / serviços / emissão de DARJ / DARJ 2º grau / informar número processual e valor da causa / selecionar julgamento
cível em grau de recurso / selecionar taxa judiciária / emitir e imprimir guia.
2 Art. 1º Fica instituída, a partir de 1º de janeiro de 1993, a Taxa Judiciária que tem por fato geradora prática de todos os atos judiciais discriminados
no art. 2º desta Lei.
Parágrafo único. O recolhimento da Taxa Judiciária será efetuado antes da distribuição.
3 Art. 1º As custas devidas nos processos judiciais e os emolumentos cobrados pelos Serviços Notarial e de Registro são fixados na proporção
do valor da causa, segundo a natureza do feito ou de acordo com a espécie de recurso ou do ato praticado, conforme tabela fixada nos termos
da legislação estadual em vigor.
4 NOTA: Nas apelações e agravos, havendo mais de um recorrente, as custas serão divididas em partes iguais, implicando o pagamento de
cada parcela o preparo do respectivo recurso.
[...]
4. Além das custas, será cobrada, pela prática dos atos judiciais, a TAXA JUDICIÁRIA, nos termos da Lei nº 10.852, de 29/12/92.
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DESPACHO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
Cód.08
DESPACHO
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Desembargador Relator
Cód.10
DESPACHO
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
Cód.07
144
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
Cód. 09/03
145
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
Cód.07
DESPACHO
146
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
Cód.08
DESPACHO
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
147
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Cód.02
DESPACHO
Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).
Publique-se.
Cód.02
148
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
149
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
CARTRIS
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
RECURSO CRIMINAL
150
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
Cartris
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
151
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Sétima Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Embargante : Tecon Suape S/A
Advog : Ana Carolina Borba Lessa(PE018813)
Advog : João Humberto Martorelli(PE007489)
Advog : Caroline Ribeiro Souto Bessa(PE021356)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ATLÂNTICO TERMINAIS S/A e outro e outro
Advog : Romário Kyrillos Batista Pereira(PE019339)
Advog : THIAGO TESTINI DE MELLO MILLER(SP154860)
Advog : Luis Felipe Carrari de Amorim(SP196712)
Advog : Maria Cristina da Silva(PE020796)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Tecon Suape S/A
Advog : Ana Carolina Borba Lessa(PE018813)
Advog : João Humberto Martorelli(PE007489)
Advog : Caroline Ribeiro Souto Bessa(PE021356)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ATLÂNTICO TERMINAIS S/A
Embargado : SUATA - SERVIÇO UNIFICADO DE ARMAZENAGEM E TERMINAL
ALFANDEGADO S.A.
Advog : Romário Kyrillos Batista Pereira(PE019339)
Advog : THIAGO TESTINI DE MELLO MILLER(SP154860)
Advog : Luis Felipe Carrari de Amorim(SP196712)
Advog : Maria Cristina da Silva(PE020796)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. José Carlos Patriota Malta
Proc. Orig. : 0001131-40.2015.8.17.0000 (372693-0)
Motivo : apresentar contrarrazões aos recursos especial e extraordinário
Vista Advogado : Romário Kyrillos Batista Pereira (PE019339 )
Cartris
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
152
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
153
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
(0390489-4)
Protocolo : 2016/102283
Comarca : Olinda
Vara : 2ª Vara Cível
Agravte : SUL AMERICA CIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(SP027215)
Advog : Nelson Luiz Nouvel Alessio(SP061713)
Advog : Arine Pedrosa da Costa(PE031066)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : MARIA ANDRÉ DA SILVA
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : SUL AMERICA CIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : MARIA ANDRÉ DA SILVA
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. José Carlos Patriota Malta
Proc. Orig. : 0007591-43.2015.8.17.0000 (390489-4)
Motivo : apresentar contrarrazões ao recurso especial
Vista Advogado : Danielle Torres Silva (PE018393 )
Cartris
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
154
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
155
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
156
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
157
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Cartris
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
158
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
159
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
Com a finalidade de dar cumprimento ao art. 183, § 1º, da Lei nº 13.105/2015 (Código de Processo Civil), a Gerência do
Cartório de Recursos para Tribunais Superiores - CARTRIS informa que os autos dos processos judiciais abaixo
listados estão disponíveis para a realização de carga pelos Procuradores dos respectivos Municípios, bem como pelos
advogados especificados por nome e número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil:
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
160
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Cartris
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
161
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
162
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
163
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
164
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Cartris
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
165
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Cartris
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
166
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
167
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
168
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
169
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
170
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
171
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
172
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
(0380630-8)
Protocolo : 2015/121600
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Segunda Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : SANTA CLARA PLANOS DE SAÚDE ou OPS - Planos de Saúde S.A. ou OPS
- Planos de Saúde S.A.
Advog : Taciano Domingues da Silva(PE009796)
Advog : Gustavo M. de Melo Faria(PE020362)
Apelado : Maria Clara Santana dos Santos e outro e outro
Advog : Márcio Alexandre de Carvalho(PE000639)
Agravte : SANTA CLARA PLANOS DE SAÚDE ou OPS - Planos de Saúde S.A.
Advog : Taciano Domingues da Silva(PE009796)
Advog : Gustavo M. de Melo Faria(PE020362)
Agravdo : Maria Clara Santana dos Santos
Agravdo : MIDILENE DE SANTANA
Advog : Márcio Alexandre de Carvalho(PE000639)
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Jovaldo Nunes Gomes
Proc. Orig. : 0019336-61.2008.8.17.0001 (380630-8)
Motivo : apresentar contrarrazões ao Agravo em Recurso Esopecial
Vista Advogado : Márcio Alexandre de Carvalho (PE000639 )
173
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DIRETORIA CÍVEL
Grupo de Câmaras de Direito Público
DECISÃO – GRUPO DE CÂMARAS DE DIREITO PÚBLICO
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
174
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 28/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 219, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 10/03/2016, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
175
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Ação Rescisória em face de acórdão em sede de Agravo na Apelação Cível 0260900-7, transitado em julgado em 03/06/2014.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 813, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 10/06/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
176
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 506, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 15/02/2016, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
177
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
178
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1ª Câmara Cível
DECISÕES TERMINATIVAS – 1ª CC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0042854-8
Apelante: Ednaldo José Pereira
Apelado: Oliveira Maciel Mineração Ltda.
179
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em março/1998.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em 08.05.1998, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 220). Publicado o despacho em 04.03.2016 (fl. 221), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 222).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
180
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0047999-2
Apelante: EMT - Engenharia Montagens Tubulação Ltda.
Apelado: Casablanca Engenharia e Incorporações Ltda.
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
181
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
3. Por despacho anotado à fl. 60, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso.
Através de petição posta na fl. 63, o apelante manifestou seu interesse em "desistir do prosseguimento do presente Recurso de Apelação, haja
vista que não há mais utilidade a ser garantida pelo processo, restando o prosseguimento da ação medida inócua, requerendo, portanto, a
extinção do processo sem resolução de mérito".
O art. 501 do Código de Processo Civil dispõe que, independentemente de anuência do recorrido, a qualquer tempo o recorrente pode desistir
do recurso. Consoante jurisprudência uniforme, inclusive do Supremo Tribunal Federal, da inteligência desse preceito resulta a compreensão de
que, desde que praticado antes da conclusão do julgamento do recurso, o "ato de desistência recursal opera efeitos logo que praticado" (STF-1ª
T., AI 582429 AgR-ED-QO/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 16.02.2007; STF-1ª T., RE 451289 AgR-AgR/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
15.03.2011).
Nesse contexto, em face da aqui oportunamente proclamada perda do interesse recursal, bem como à vista de poder suficiente para a prática do
ato outorgado ao ilustre signatário da petição ora analisada (substabelecimento de fl. 64), acolho a manifestação de vontade hábil do apelante
e, ante o vetusto entendimento de que a desistência deve ser homologada (STF-1ª T., RE 65538/RJ, rel. Min. Antônio Neder, DJ 18.04.1975),
com lastro no art. 74, nº XIII, do RITJPE de imediato a homologo.
Bem por isso, nego seguimento a este apelo (CPC, 557) e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo da causa.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0062762-1
Apelantes: Mercedes Alves da Silva e outro
182
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em maio/1999.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em maio/2000, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 91). Publicado o despacho em 08.03.2016 (fl. 92), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 93).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
183
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Processo nº 0133340-2
DESPACHO
Em face do recente término do 2º biênio de ininterrupta ocupação de cargos na Mesa Diretora, retorno à jurisdição neste órgão e naturalmente
retomo a relatoria deste processo.
Compulsando estes autos, constato não ter sido possível aos eminentes pares, aos quais nos últimos quatro anos sucessivamente coube essa
relatoria, como substitutos, nos períodos distintos durante os quais tão bem e operosamente se houveram na gestão de meu acervo, agilizarem
a respectiva tramitação.
Daí, e sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes que litigam na causa, o certo é que,
nada obstante ajuizada em setembro/2005 e autuada neste Tribunal, por força de recurso, em janeiro/2006, nenhum andamento significativo
se verifica nos autos.
Destarte, é óbvia a probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha restabelecido
a paz social entre os litigantes. De modo que, assim em tese, por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade) o recurso deve
ser considerado prejudicado (CPC/1973, 557), inexistindo motivo para a permanência do feito no acervo ativo da Corte. E, como é intuitivo, o
processo não convive com inutilidades.
Nesse ser assim, assino às partes, podendo ser atendido por qualquer delas, o prazo comum de 15 (quinze) dias para que digam da subsistência
de seu interesse no julgamento deste processo.
Certo que a ausência dessa requestada manifestação poderá consubstanciar a hipótese, por ora apenas razoavelmente especulada, de
prejudicialidade do recurso.
184
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 187744-1
Apelante: Excelsior Med LTDA
Apelado: Rizaldo Brito de Miranda Lima
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar
o CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa o Plenário do Superior Tribunal de Justiça,
Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, aprovou seis enunciados, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a - extensivamente - incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Ação de cumprimento de obrigação com pedido de tutela antecipada, cumulada com danos morais, de pleito julgado parcialmente procedente
por sentença do Juízo de Direito da 25ª Vara Cível da Capital - Seção B, cujo relatório fica incorporado (fls.138).
No fundamental, para além dos ônus da sucumbência, confirmou a decisão via da qual em antecipação dos efeitos da tutela determinara que a
seguradora ré autorizasse a realização do procedimento médico solicitado para implantação de stent farmacológico de que carecia o segurado
autor. Todavia, afastou a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais.
Em suas razões recursais, a apelante argumenta que o tratamento médico pleiteado pelo recorrido não tem cobertura assegurada no contrato de
assistência à saúde e nem na legislação vigente. A partir dessa premissa, sustenta a improcedência total da sentença para que seja restituída a
diferença pecuniária entre os valores do stent farmacológico (importado) e do material ofertado pela seguradora, vale dizer, o stent nacional, uma
vez que "não se comprovou a necessidade específica do paciente em relação ao material importado e não coberto contratualmente (...)" (fl. 169).
Diante da simplicidade da matéria que subsidia a controvérsia e dos elementos de convicção postos nos autos, à luz do disposto no art. 557 do
CPC cuido que o recurso pode - e deve - ser desprovido por decisão monocrática.
A controvérsia recursal está restrita à verificação da procedência ou não de pedido do segurado, aderente a apólice de seguro de assistência à
saúde vendida pela recorrente, para a cobertura do procedimento de implantação do stent de liberação farmacológica (importado) recomendado
pelo médico, mormente quando a empresa apelante questiona a eficácia de tal produto e alega a ausência de previsão contratual para a referida
cobertura.
Em verdade, a apelante não se eximiu de custear a implantação da prótese, que é como ela considera o artefato, vez que disponibilizou ao
segurado apelado o referido material de fabricação nacional. Negou-se a fornecer o stent importado sob a alegação de que "não está comprovada
a necessidade de utilização do material importado, nem tampouco está descartada a ineficiência do material nacional (...)" (fl. 165).
O relatório médico anotado às fls. 36/36v traz o diagnóstico de enfermidade cardíaca e solicitação de procedimento de "angioplastia de D.A.
com colocação de stent com liberação farmacológica (...)". Diante disso, verifica-se que o implante do stent importado não foi uma escolha do
segurado recorrido, mas do médico credenciado que lhe assiste, vale dizer aquele que é o responsável pelo seu tratamento.
I - Ainda que se admita a possibilidade do contrato de plano de saúde conter cláusulas que limitem direitos do consumidor, desde que estas
estejam redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão, nos termos do § 4º do artigo 54 do CDC, mostra-se abusiva a
cláusula restritiva de direito que prevê o não custeio de prótese, imprescindível para o êxito do procedimento cirúrgico coberto pelo plano, sendo
indiferente, para tanto, se referido material é ou não importado.
II - Recurso provido"
(STJ - 3ª T., REsp 1046355/RJ, rel. Min. Massami Uyeda, DJe 05/02/2008).
Certo, ademais, que nem o contrato que vincula as partes litigantes, nem a letra da lei de regência esgrimida pela recorrente, suportam a tese que
agita. Tese essa que, indevidamente, confunde medicamento com material de prótese (fls. 158 e 164). Quanto ao aludido contrato, a cláusula de
exclusão de cobertura trata de "Fornecimento de medicamentos importados não nacionalizados (aqueles fabricados e embalados no exterior)" no
subitem 15.12 do "CAPÍTULO DÉCIMO QUINTO - EXCLUSÕES" (fls. 30/31). Distintamente, porém, trata de "Fornecimento de próteses, órteses
e seus acessórios não ligados ao ato cirúrgico", sem especificação alguma quanto à fabricante ou origem, no subitem 15.14 do referido capítulo.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
De seu turno, o art. 10 da Lei nº 9.656/98 excepciona da compreensão de "plano-referência de assistência à saúde, com cobertura assistencial
médico-ambulatorial e hospitalar" o "fornecimento de medicamentos importados não nacionalizados" no inciso V. E também, no inciso VII, o
"fornecimento de próteses, órteses e seus acessórios não ligados ao ato cirúrgico", ainda sem qualquer especificação quanto à fabricante ou
origem.
Tudo porque, por evidente, material de prótese é exatamente isso, ou seja, material ou insumo médico, e não medicamento.
Destarte, como - nuances à parte - a vexata quaestio aqui emoldurada é idêntica à matéria debatida nos autos desse invocado precedente, em
prol do reconhecimento da manifesta improcedência deste exercício recursal admito desnecessário agregar qualquer argumento adicional à bem
lançada sentença imerecidamente recorrida.
Bem por isso, nego seguimento a este apelo (CPC, 557) e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo da causa.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0194710-6
Apelante: Unibanco AIG Seguros S/A
Apelado: Sérgio Toxilo Tanaka
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em junho/2008
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em agosto/2009, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 121). Publicado o despacho em 04.03.2016 (fl. 122), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 123).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
188
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0218596-0
Apelante: Aymoré Crédito Financiamento Investimento S/A
Apelada: Marilene Amaro de Sousa Peixoto
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
Do diálogo entre o art. 1º da Lei (Estadual) nº 11.404/96 e o art. 1º da Lei (Federal) nº 6.899/81 resulta ser exigível a atualização do valor da
causa para efeito de cobrança de custas judiciais.
- A atualização do valor da causa para efeito de cobrança de custas judiciais não viola o princípio da legalidade, posto decorrer a sua cobrança
da prestação de serviços públicos de natureza forense, meramente atualizada, consoante a legislação de regência.
- Agravo improvido" (STJ-5ª T., AgRg no REsp 95708/SP, rel. Min. José Arnaldo da Fonseca, DJ 24.02.1997).
Nestes autos, porém, o preparo do apelo foi realizado com base no valor histórico atribuído à causa. Sem que tenha sido levada em conta, assim,
a correção monetária desse valor básico desde o momento de sua definição até, inclusive, a data da realização do preparo (fl. 51).
Daí porque via publicação no órgão oficial ocorreu a regular intimação da apelante para o complemento do preparo recursal. Cujo prazo então
assinado, porém, transcorreu sem que a apelante cumprisse tal determinação. É dizer: não houve o cumprimento do aludido ônus, requisito
essencial para a admissibilidade do recurso (v.g.: STJ-4ª T., AgRg no AREsp 733301/PR, rel. Min. Luis Felipe Salomão, DJe 24.11.2015).
Nesse ser assim, em atenção ao comando cogente do art. 511, § 2º, do CPC/1973, ao tempo em que por deserção nego seguimento ao recurso,
determino a oportuna devolução dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
DECISÕES TERMINATIVAS
– 1ª CC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
189
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
190
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
191
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 061096-8
Apelante: Banco de Pernambuco S/A - Bandepe
Apelado: Francisco Abreu da Silva
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar
o CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa o Plenário do Superior Tribunal de Justiça,
Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, aprovou seis enunciados, dentre os quais,
192
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a - extensivamente - incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em setembro/1999.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em março/2000, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação da recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 214). Publicado o despacho em 17/03/2016 (fl. 215), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 216).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 062033-5
Apelantes: Myrtis Ferreira Guimarães e outros
Apelado: Ramalho Agro Industrial Mercantil S/A
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar
o CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa o Plenário do Superior Tribunal de Justiça,
Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, aprovou seis enunciados, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a - extensivamente - incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em julho/1999.
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Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em abril/2000, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação da recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 207). Publicado o despacho em 11/03/2016 (fl. 208), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 209).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
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Advog : e Outros
Estag. : João Carlos Fonseca dos Santos Filho
Estag. : Adriana Amorim Falcão
Estag. : Aldo Correa de Lima Lima
Estag. : Marizze Fernanda Lima Martinez de Souza
Estag. : Isabella Cristina Cordeiro Calado
Estag. : Walmir José Alves do Nascimento
Estag. : Tereza Cristina Cavalcanti Sobral
Estag. : Gilberto Roberto de Lima Júnior
Estag. : Feliciana Maria Silva Bílio
Estag. : Renata Cavalcanti Froes de Souza
Estag. : Liliane de Albuquerque Silva Fell
Estag. : Renata Soares de Almeida
Estag. : Rodrigo Santa Cruz Pedrosa
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Fernando Ferreira
Data Cad. Protocolo : 07/04/2005
Data Envio Protocolo : 07/04/2005
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 11/04/2016 15:47 Local: Diretoria Cível
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0122731-6
Apelante: Underval Agropecuária Ltda.
Apelado: Banco do Brasil S.A.
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
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3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em junho/1997.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em 11.04.2005, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 129). Publicado o despacho em 04.03.2016 (fl. 130), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 131).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Apelação nº 0124401-1
Apelante: Knauf Isopor Ltda
Apelado: Styropac Industrial Ltda
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em setembro/2002.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em 20.05.2005, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 132). Publicado o despacho em 08.03.2016 (fl. 133), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 134).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
198
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
199
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200
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0135964-0
Apelante: Antônio Albino Queiroz Ferreira
Apelado: Unicard Banco Múltiplo S/A (nova denominação do Banco Bandeirantes S/A)
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar
o CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa o Plenário do Superior Tribunal de Justiça,
Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, aprovou seis enunciados, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a - extensivamente - incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em janeiro/2006.
201
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em março/2006, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 270). Publicado o despacho em 04/03/2016 (fl. 271), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 272).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0183611-1
Apelante: Miguel Medeiros Filho
Apelado: Maurício Neves de França
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
202
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em junho/2008.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em 19.03.2009, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 167). Publicado o despacho em 10.03.2016 (fl. 168), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 169).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
203
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0208052-0
Apelante: Banco do Brasil S.A.
Apelado: Samuel Domingos da Silva
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
204
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em maio/2009.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em 09.02.2010, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 91). Publicado o despacho em 03.03.2016 (fl. 92), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 93).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0213328-2
Apelante: Douglas Oliveira e Silva Filho
Apelado: Banco Itaucard S/A
Relator: Des. Fernando Ferreira
205
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar
o CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa o Plenário do Superior Tribunal de Justiça,
Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, aprovou seis enunciados, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a - extensivamente - incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em fevereiro/2010.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em abril/2010, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 149). Publicado o despacho em 17/03/2016 (fl. 150), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 151).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
206
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0221441-5
Apelante: Alexandre Cruz de Oliveira
Apelado: Maria de Fátima Oliveira Bezerra
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar o
CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados
os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa seis enunciados foram aprovados pelo Plenário do
Superior Tribunal de Justiça, Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a extensivamente incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
207
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
3. Antigo recurso tirado em causa cujo tema que a subsidia, versando direito disponível, não ultrapassou o interesse subjetivo das partes quando
de sua promoção, em setembro/2009.
Sucede que, sem que por isto parcela de responsabilidade direta deva ser imputada aos patronos das partes, desde a autuação do recurso nesta
Corte, em 12.08.2010, nenhum andamento significativo se verifica nos autos.
Diante, pois, da óbvia probabilidade, quando menos, de que em substituição ao Estado-juiz o decurso do tempo de algum modo tenha
restabelecido a paz social entre os litigantes, pedi a manifestação do recorrente sobre a subsistência de seu interesse no julgamento do recurso
(fl. 112). Publicado o despacho em 03.03.2016 (fl. 113), a parte recorrente quedou-se inerte (certidão da fl. 114).
Tenho ser lícita, portanto, a conclusão de que na espécie se materializa a hipótese, até então apenas cogitada com razoabilidade, de
prejudicialidade do recurso por perda superveniente do interesse recursal (interesse-utilidade). Hipótese essa compreendida por doutrinadores
de peso - Fredie Didier Jr. e Leonardo Carneiro da Cunha por todos - como segue:
"Recurso prejudicado é o recurso que se torna inadmissível por fato superveniente à sua interposição. O fato superveniente, que tanto pode dizer
respeito ao juízo de admissibilidade como ao próprio mérito, há de ser considerado em qualquer grau de jurisdição. Tanto pode preencher ou
suprimir um requisito de admissibilidade recursal como pode contribuir para o provimento ou não do recurso" (em "Curso de Direito Processual
Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais", vol. 3, Ed. JusPodivm, 13ª ed /2016, p. 52).
Nesse cenário, na medida em que, como é intuitivo, o processo não convive com inutilidades, inexiste motivo para a permanência do processo
no acervo ativo da Corte.
Bem por isso, ou seja, por declará-lo prejudicado ante a caracterizada perda superveniente de resultado útil, forte no art. 557, caput, terceira
figura, do CPC/73, não conheço do recurso e determino a oportuna remessa dos autos ao Juízo de origem.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 245100-1
Apelante: Banco Itauleasing S.A.
Apelado: Diretriz Construção e Incorporação LTDA.
Relator: Des. Fernando Ferreira
208
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar
o CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa o Plenário do Superior Tribunal de Justiça,
Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, aprovou seis enunciados, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a - extensivamente - incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Ação de reintegração de posse com pedido de liminar, extinta sem resolução de mérito por sentença do Juízo de Direito da Quarta Vara Cível
da Comarca de Olinda, com fulcro no art. 267, VI do CPC, cujo relatório fica incorporado (fl. 21).
Na petição do apelo (fls. 40/46), o Banco Itauleasing S.A., inscrito no CNPJ/MF sob o nº 49.925.225/0001-48, argumenta que a sentença não
merece subsistir porque, em suma, "impende aduzir que não há nenhum dispositivo ou texto normativo na lei brasileira que incida sobre as
ações de reintegração de posse fundadas e esbulho de posse decorrente de mora (inadimplemento) em contratos de arrendamento mercantil,
diferente das ações de busca e apreensão (Dec. Lei 911/69), que obrigue que o Autor, esbulhado na posse, tenha que previamente, notificar,
extrajudicialmente, a parte devedora arrendatária esbulhadora, exclusivamente via Cartório de Registro de Títulos e Documentos (art. 5º, II,
CF/88); (...) Não havendo por parte do Autor, qualquer ilicitude ou falta de preenchimento de requisitos legais processuais (v. arts. 926 e SS, do
CPC), no que tange à comprovação da mora contratual e do esbulho possessório na coisa por parte da ré, por ter somente notificado a devedora
pó carta com AR, a medida reintegratória ora processada merece prosseguimento e deferimento, porque presentes as condições da ação." (fl. 46)
Recurso bem processado, preparado e não respondido pelo apelado.
Feito esse breve relatório, cuido que sob os auspícios da norma estampada no art. 557 do CPC sem dilações indevidas o presente recurso pode
- e deve - ser solucionado por decisão deferida à minha competência monocrática.
"A ausência da notificação cartorária ou do protesto do título vinculado ao contrato de Arrendamento Mercantil traduz-se na ausência de um
pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular da ação de Reintegração de Posse, não havendo outro resultado que não a
extinção do processo sem resolução do mérito." (fl. 22)
Na hipótese dos autos, observo que a parte recorrente optou pela constituição em mora do devedor por meio de notificação extrajudicial enviada
por escritório de advocacia, com aviso de recebimento, conforme documentos postos nas fls. 14/17.
Realço que o STJ tem firme posicionamento quanto à necessidade de notificação prévia do devedor, nos contratos de arrendamento mercantil,
por intermédio do Cartório de Títulos e Documentos. Confirmo:
209
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO DE LEASING. NOTIFICAÇÃO
DA ARRENDATÁRIA PARA CONSTITUIÇÃO EM MORA. NÃO COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE. PROTESTO DO TÍTULO POR EDITAL.
POSSIBILIDADE, APÓS O ESGOTAMENTO DOS MEIOS PARA LOCALIZAÇÃO DO DEVEDOR.
1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, nos contratos de arrendamento mercantil, é necessária a prévia notificação do
devedor arrendatário para constituí-lo em mora, ainda que haja cláusula resolutiva expressa.
2. A mora do devedor deve ser comprovada por notificação extrajudicial realizada por intermédio do Cartório de Títulos e Documentos a ser
entregue no domicílio do devedor, sendo dispensada a notificação pessoal, ou quando esgotados todos os meios para localizar o devedor, pelo
protesto do título por edital.
3. Agravo regimental a que se nega provimento."
(STJ - 4ª T., AgRg no AREsp 474283 / SC, rel. Min. Raul Araújo, DJe 09/05/2014)
Ademais, enuncia a Súmula 369 do Superior Tribunal de Justiça: "No contrato de arrendamento mercantil (leasing) ainda que haja cláusula
resolutiva expressa, é necessária a notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora".
Destarte, conclui-se que a hipótese é, como bem posto na sentença, de extinção do feito sem resolução de mérito com amparo no art. 267, VI,
do CPC, considerado a irregularidade da notificação extrajudicial.
Com essas considerações, sem dilações indevidas nego seguimento à presente apelação (CPC, 557) e determino a oportuna remessa dos autos
ao Juízo de origem.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
DECISÃO TERMINATIVA
210
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1. Constato, à partida, que se trata de recurso tirado contra decisão tornada pública antes de 18.03.2016, a partir de quando passou a vigorar
o CPC/2015, cujo art. 14 assim dispõe: "Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".
A respeito desse tema da intertemporalidade da norma processual, em sessão administrativa o Plenário do Superior Tribunal de Justiça,
Corte por excelência de uniformização da jurisprudência em questões federais infraconstitucionais, aprovou seis enunciados, dentre os quais,
especificamente, o Enunciado Administrativo nº 2, com esta redação: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Site do STJ na rede mundial de computadores, página "Noticias/Institucional",
17.03.2016).
Ocorre que, a despeito de respeitáveis opiniões doutrinárias em sentido contrário, aludido Pleno do Tribunal da Cidadania passou a interpretar
aquela ressalva posta na parte final do mais acima transcrito art. 14 do CPC/2015 de modo a - extensivamente - incluir na locução "requisitos
de admissibilidade" de seu também antes reproduzido EA nº 2 o mais abrangente conceito "regime recursal", que compreende as fases de
processamento e de julgamento de recursos como este, ditos antigos.
Confira-se pelo registro feito, p. ex., na decisão unipessoal denegatória de trânsito ao REsp 1431417/RN, relatoria da Ministra Regina Helena
Costa, j. em 21.03.2016: "Por primeiro, consoante decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal
será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, 'in casu' aplica-se o Código de Processo Civil
de 1973" (DJe 31.03.2016).
Com essa mesma orientação: STJ, REsp 1585909, rel. Min. Marco Buzzi, j. em 22.03.2016; TJRS, AI 70068783893, rel. Des. Carlos Eduardo
Richinitti, j. em 24.03.2016.
3. Agravo de instrumento tirado contra ato ordinatório do Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Igarassu que, em ação de busca e apreensão
em alienação fiduciária, determinou a intimação da "da parte autora, por intermédio de seu advogado, para emendar a inicial, no prazo de 10
(dez) dias, acostando aos autos o comprovante de constituição em mora da parte devedora, advertindo-se que a inércia acarretará na extinção
do feito (art. 284 do CPC)." (fl. 58)
Em suas razões (fls. 42/56), o agravante pleiteia a reforma da suposta decisão, sustentando para tanto que "juntou a certidão do protesto, em
que consta que a intimação se deu via edital, por motivo de o devedor estar ausente nas tentativas anteriores de notificação. Desta forma,
houve o protesto por Edital, pelo fato do devedor não ter sido encontrado, fato este que também resta comprovado pela cópia do instrumento
de protesto." (fl. 52)
Diante da simplicidade da matéria que subsidia a controvérsia e dos elementos de convicção postos nos autos, à luz do disposto no art. 557 do
CPC cuido que o recurso pode - e deve - ser desprovido por decisão monocrática.
A decisão agravada é um simples ato ordinatório, praticado por Chefe de Secretaria, que não resolve questão alguma, de acordo com o art. 162,
§ 4º do CPC, de maneira a justificar a interposição de recurso.
Nesse sentido:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESERVA DE DOMÍNIO. RECURSO INTERPOSTO CONTRA ATO ORDINATÓRIO. Não se tratando o
provimento atacado de decisão interlocutória, mas, isto sim, de ato ordinatório, na forma do 162, § 4º, do CPC, mostra-se inadmissível a
interposição de agravo de instrumento. Precedentes. Negado seguimento ao agravo de instrumento."
(TJRS - Décima Quarta Câmara Cível, AI nº 70068395581, rel. Mário Crespo Brum, DJ 29/02/2016)
A determinação de intimação da parte autora, por intermédio de seu advogado, para emendar a inicial, é mera regularização do feito, indispensável
para o salutar andamento do processo.
Portanto, não sendo decisão interlocutória e não contendo a ordem carga decisória, descabe a interposição de recurso, nos termos dos artigos
162, § 4º e 522 do CPC. Confirmo:
211
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
"RECURSO DE AGRAVO - AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO INSTRUÍDO COM CÓPIA DA DECISÃO AGRAVADA - ART. 527, INCISO I, CPC
- AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO - ALEGAÇÃO DE QUE UMA SIMPLES INTIMAÇÃO PROMOVIDA PELA SECRETARIA DO JUÍZO SUPRE
A EXIGÊNCIA LEGAL - ATO ORDINATÓRIO IRRECORRÍVEL.
1 - O agravo de instrumento exige a juntada, no ato de sua interposição, de documentos obrigatórios, dentre eles a cópia da decisão interlocutória
agravada (art. 527, I, CPC).
2 - No caso presente, o agravo foi instruído com cópia praticamente ilegível de uma intimação promovida pela secretaria da 5ª Vara Cível de
Petrolina, inclusive com complemento a mão, sem assinatura de quem quer que seja, no sentido de que o ora agravante se manifeste acerca
da purgação da mora.
3 - É evidente que tal intimação, por caracterizar-se como ato meramente ordinatório da lavra da secretaria do juízo - e não do magistrado -, não
pode ser considerada decisão interlocutória e não está sujeita a qualquer recurso.
4 - Recurso de agravo a que se nega provimento."
(TJPE - Primeira Câmara Regional - Primeira Turma, AgRg nº 375376-6, rel. Des. Carlos Frederico Gonçalves de Moraes, DJe de 01/10/2015)
Forte nessas considerações, suficientes à demonstração de sua incognoscibilidade, nego seguimento a este agravo (CPC, 557) e determino a
oportuna remessa dos autos ao Juízo da causa.
Publique-se.
TERMINATIVAS A/C 1ª cc
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
212
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
AGRAVANTE: DISTRIBUIDORA DE COMBUSTÍVEIS TORREÃO LTDA AGRAVADO: POSTO A.R. COMBUSTÍVEIS LTDA - ME
RELATOR: DES. JOSUÉ ANTÔNIO FONSECA DE SENA
DECISÃO TERMINATIVA
Trata a hipótese de agravo de instrumento interposto por DISTRIBUIDORA DE COMBUSTÍVEIS TORREÃO LTDA inconformada com a r.
decisão interlocutória prolatada pelo Magistrado da 3ª Vara Cível da Comarca da Capital - Seção B, nos autos da ação de sustação de
protesto ajuizada pelo POSTO A.R. COMBUSTÍVEIS LTDA - ME, ora agravado, contra a empresa recorrente (Processo Judicial Eletrônico n.º
00000-10.2016.8.17.2001).
A decisão combatida (fl.36/37) é a que deferiu a liminar requerida pelo recorrido, determinando que a empresa ora recorrente se abstenha de
protestar os títulos indicados na exordial sob os nº 6868 e 6886, ou, caso já efetuado o protesto, que providencie a sustação dos seus efeitos,
sob pena de multa de R$ 100,00 (cem reais) por dia de descumprimento do comando judicial.
Em suas razões recursais (fls. 02/10), suscita a preliminar de inadequação da via eleita sob o argumento de que a ação de sustação de protesto
foi distribuída no dia 04/01/2016, às 17h27min, no mesmo dia em que os títulos foram protestados. Sustenta que depois de protestado o título não
cabe mais qualquer medida judicial para frustrar o protesto, sendo a hipótese de cancelamento de protesto. Assim, argumenta a inadequação da
via eleita, pugnando pela extinção do feito, sem apreciação do mérito e, por consequência, a cassação da liminar.
No mérito, alega a agravante, em síntese, que a parte agravada alterou a verdade dos fatos ao afirmar que teria recebido as mercadorias nos
dias 23/11 e 25/11/2015, enquanto, na realidade, retirou ditas mercadorias nos dias 18/11/2015 e 20/11/2015, conforme se infere das notas fiscais
de fl. 11 e 12. Narra que eventuais ajustes de prazo, como os dez dias de ampliação noticiados pelo recorrido, não eram obrigatórios, mas houve,
naquela ocasião, os prazos foram concedidos até o dia 30/11/2015. Informa que o magistrado a quo concedeu a liminar para sustação do protesto
sem impor a prestação da caução. Assevera, ainda, que a manutenção da decisão agravada inviabiliza a possibilidade de executar o crédito
descrito nos títulos, premiando a inadimplência do devedor.
Requer, liminarmente, a concessão de efeito suspensivo. Almeja, também, o acolhimento da preliminar de inadequação da via eleita, para
determinar a extinção do processo sem resolução do mérito. Pugna, quanto ao mérito, pela reforma da decisão agravada, a fim de determinar
a expedição de ofício ao cartório competente para a efetivação do protesto dos títulos, bem como para afastar a aplicação multa cominatória
estabelecida no julgado.
Trata-se de recurso de agravo de instrumento, infirmando-se a decisão de primeiro grau (fl. 559) que deferiu a medida cautelar de homologou os
cálculos elaborados pela contadoria do Juízo, indeferiu o pedido de efeito suspensivo ao cumprimento de sentença.
Defende o agravante, em sede de preliminar, a inadequação da via processual eleita pelo recorrido para sustar o protesto sob títulos já protestados.
Sustenta, no mérito, que a data da entrega das mercadorias não são aquelas apontadas pelo recorrido, na petição inicial da ação cautelar, mas
sim os dias 18/11/2015 e 20/11/2015, conforme descrito nas notas fiscais de fls. 11/12. Além disso, informa que os prazos foram concedidos
até o dia 30/11/2015.
Pretende, desse modo, o acatamento da prefacial, para determinar a extinção do processo sem resolução do mérito, vez a demanda busca a
sustação de protesta já ocorrido. No mérito, almeja a reforma da decisão agravada, no sentido de determinar que seja oficiado o cartório de
protesto para efetivação do protesto dos títulos, além de afastar a aplicação da multa diária imposta no decisum.
Antes de qualquer análise, ressalto que a decisão agravada foi publicada em momento anterior à vigência do novo Código de Processo Civil
(08/01/2016), motivo pelo qual aplicável ao caso a Instrução Normativa nº 01-A/2016 (DJe, edição nº 61/2016, de 04/04/2016), da e. Presidência
do Tribunal de Justiça de Pernambuco, devendo o feito tramitar sob o regime e técnicas de julgamento do CPC/1973.
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A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consente a utilização da medida cautelar para suspensão dos efeitos do protesto quando já
efetivado, com amparo no poder geral de cautela e no princípio da fungibilidade entre as medidas cautelares e de antecipação dos efeitos da
tutela, conjugados aos indícios de plausibilidade do direito e à prestação de contracautela. Eis o entendimento que fundamenta o precedente
abaixo citado:
RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CAUTELAR. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DUPLICATA DE SERVIÇO. TÍTULO
CAUSAL. PROTESTO EFETIVADO. SUSPENSÃO DOS EFEITOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTE EM RECURSO REPETITIVO. 1. Cuida-
se, na origem, de ação cautelar de sustação de protesto na qual se decidiu ser impossível seu manejo para suspender os efeitos de protestos já
efetivados. 2. A duplicata é um título causal, sendo necessária a existência de efetiva relação jurídica subjacente para que o credor possa emitir
o título. 3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, com fundamento no poder geral de cautela e no princípio da fungibilidade entre as
medidas cautelares e as antecipatórias dos efeitos da tutela, aliados à aparência do bom direito e à prestação de contracautela, admite a utilização
da medida cautelar para suspensão dos efeitos do protesto quando já efetivado. 4. O resultado da análise do negócio jurídico vinculado às
duplicatas emitidas pode influenciar no reconhecimento da legalidade do título protestado ou na extensão do débito, de forma que o ajuizamento da
cautelar objetiva assegurar o resultado útil da ação principal. Precedentes. 5. No caso, cabível a suspensão dos efeitos dos protestos efetivados,
em virtude de questionamentos judiciais acerca da própria relação contratual vinculada e do oferecimento de caução no importe de R$ 6 milhões.
6. Posicionamento em harmonia com julgamento da Segunda Seção (REsp 1.340.236/SP, Rel. Min. Luiz Felipe Salomão), sob o rito do art. 543-
C do CPC. 7. Recurso especial provido. (REsp 1549896/PE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em
20/10/2015, DJe 09/11/2015)
Nesse diapasão, diversamente do argumento defendido pelo agravante, parece ser possível o manejo de ação cautelar para se obter a suspensão
dos efeitos do protesto já ocorrido.
Sobre a questão de fundo, verifico que há forte divergência quanto ao prazo de entrega dos produtos negociados e, consequentemente, na
identificação da data de pagamento da dívida, fato que enseja uma apuração mais verticalizada da matéria, discussão que se torna inadequada
nesta via estreita de agravo de instrumento.
A despeito da dissensão existente em torno do prazo de entrega das mercadorias, com repercussão direta na data de vencimento da dívida, as
circunstâncias dos autos recomendam, como expressão do poder geral de cautelar, previsto no art. 798 do CPC/1973, e melhor solução para o
momento, a proteção do direito do suposto devedor (agravado) diante do premente dano irreparável emergente dos efeitos do protesto.
No entanto, a contracautela reclamada pelo agravante, na hipótese dos autos, revela-se imprescindível, em razão da necessidade de resguardar
eventual direito do credor com relação aos títulos cambiais ora protestados.
Desse modo, considerando que os protestos já foram efetivados, conforme demonstram os instrumentos de fl. 13 e 14, seus efeitos devem ser
sobrestados, ficando a medida condicionada à subsistência da decisão recorrida à apresentação de contracautela, no prazo de 15 (quinze) dias,
sob pena de tornar-se sem efeito a medida cautelar.
Por fim, tendo em vista que as duplicatas em questão já foram protestadas, a providência de sustar os efeitos dos protestos não cabe ao recorrente,
mas sim ao Cartório de Protesto competente, razão por que excluo a aplicação da multa diária imposta ao agravante.
Posto isto, com fundamento no art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil (Lei nº 5.869/1973), dou parcial provimento ao agravo de instrumento,
para reformar a decisão agravada, a fim de condicionar a manutenção da suspensão dos efeitos dos protestos já efetivados à prestação de
caução idônea pelo valor consignado nos títulos em questão, garantia a ser efetuada pelo agravado no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de
perda de eficácia da medida cautelar, bem como afastar a multa diária imposta ao agravante, na hipótese de descumprimento da ordem judicial.
Publique-se. Intime-se.
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Relator
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
1ª Câmara Cível
Processo n° 0423614-0 (Recurso de Apelação)
Apelante: MARCIO SAMUEL DA SILVA
Apelado: BANCO PANAMERICANO S/A
Relator: Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
DECISÃO TERMINATIVA
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Cuida-se de Recurso de Apelação, interposto por MARCIO SAMUEL DA SILVA em face do BANCO PANAMERICANO S/A, nos autos da Ação
Revisional de Contrato de Financiamento C/C Consignação em Pagamento e Pedido de Antecipação de Tutela, onde o autor/Apelante celebrou
com o Banco Apelado Contrato de Financiamento de veículo.
Proferida a sentença (fls. 47-52), o magistrado de 1º grau julgou liminarmente o pedido elaborado na inicial, e declarou extinto o feito, com
apreciação do mérito, nos moldes do artigo 285-A do CPC e amparo no artigo 269, I do CPC.
Em suas razões (fls. 55-72), o Apelante, aduz que o valor do empréstimo quase dobrou devido à onerosidade excessiva do contrato pactuado.
Em sucessivo, requer o conhecimento e provimento do recurso de Apelação no sentido de ser reformada a sentença vergastada.
Por fim, pugna pela revisão contratual e nulidade das cláusulas abusivas e taxas indevidas, amparado no Código de Defesa do Consumidor.
Oferecidas as contrarrazões ao recurso de Apelação (fls. 87-102), o Apelado, pugna pela improcedência do recurso e manutenção da sentença
por seus próprios fundamentos.
É o relatório.
Adianto, de logo, que a decisão recorrida foi publicada sob a égide do CPC/1973, cabendo proceder-se de acordo ao que dispõe o recentíssimo
Enunciado administrativo nº 2 do STJ, senão vejamos:
"Enunciado administrativo nº 2: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de
2016 devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência
do Superior Tribunal de Justiça)".
Em reforço a essa assertiva, comporta aplicação a Instrução Normativa Nº 01/2016, da lavra da Presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco,
publicada em 04/04/2016, que em seu art. 1º determina igualmente a aplicação do CPC/1973 aos recursos que desafiam decisões publicadas
ainda em sua vigência.
O caso em comento comporta decisão monocrática do relator, nos moldes do art. 557 do CPC1, porquanto a questão e suas variáveis encontram
tranquilo remanso na jurisprudência desta Corte e dos Tribunais Superiores.
Referido dispositivo legal ampliou os poderes do Relator no julgamento dos recursos, não só permitindo-lhe dar provimento (§1º-A), como também
negar seguimento (caput), ambos monocraticamente.
Regularmente constituído o feito e presentes os pressupostos processuais subjetivos e objetivos, recebo o presente apelo e passo a apreciá-lo.
Pois bem:
Como sabido, o artigo 285-A foi incluído no Código de Processo Civil em 2006 (Lei n.º 11.277) com o fito de conferir maior celeridade à tramitação
dos feitos que versem unicamente sobre matéria de direito e que tramitem perante juízos que já tenham decidido questões semelhantes, julgando-
as integralmente improcedentes. Segue a transcrição do dispositivo processual:
Art. 285-A. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em
outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada.
Para que o julgador use a faculdade prevista no artigo 285-A do CPC, exige-se que a matéria controvertida seja exclusivamente de direito, que
no juízo já tenha sido proferida sentença de total improcedência em casos idênticos, e que o respectivo teor seja reproduzido na novel decisão.
Pois bem, o denominado julgamento antecipadíssimo exige, para o perfeito acatamento da expressa determinação legal, que o julgador ao
sentenciar, vincule o novo provimento ao anterior, para tanto reproduzindo a sentença anteriormente prolatada, providência que se não observada
macula o ato judicial.
O julgamento liminar do mérito, previsto no art. 285-A do CPC, é medida excepcional condicionada à existência concomitante dos requisitos
elencados no aludido dispositivo. Dessa forma, a aplicação do referido comando legal está ligada às hipóteses em que a matéria controvertida
for exclusivamente de direito e de que no juízo já tenha sido proferida sentença de total improcedência em casos idênticos.
Além disso, não basta a mera menção às sentenças anteriormente prolatadas, sendo necessária a sua reprodução.
A falta de atenção aos requisitos do art. 285-A do CPC impõe a cassação da sentença e a baixa dos autos para regular processamento da ação.
Extrai-se do preceito normativo que a respectiva aplicação depende de dois requisitos: I - controvérsia sobre matéria exclusivamente de direito e
II - sentenças anteriores proferidas em casos semelhantes cujos pedidos tenham sido integralmente desacolhidos.
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Colhe-se da mesma disposição processual, outrossim, que a dispensa da citação e o julgamento prematuro da lide condiciona-se à transcrição
do julgado paradigma anteriormente proferido no juízo sentenciante. Em outros termos, quando presentes os requisitos acima elencados, o
magistrado pode dispensar a citação e proferir, de pronto, sentença de improcedência, na qual deve ser reproduzido o teor da decisão que
anteriormente julgou improcedente pedido semelhante.
No caso concreto, a sentença de improcedência não foi exarada em conformidade com o dispositivo processual em exame, na medida em que
nela não se reproduziu julgados paradigmas, apenas indicando o número dos referidos processos.
Nesse passo, tenho que o processo deva ser devolvido ao juízo de primeiro grau, no efeito de que o mesmo possa fundamentar com estrita
observância do referido artigo 285-A do CPC, ou seja, fazendo o necessário cotejo entre os casos paradigmas e o presente processo.
Nesse sentido, colacionam-se julgados do Superior Tribunal de Justiça e desta Corte Estadual que versam sobre a exigência de observância
pelo magistrado das formalidades impostas no art. 285-A do CPC, sob pena de invalidade da decisão proferida:
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. REJEIÇÃO
LIMINAR DO PEDIDO. NÃO DEMONSTRADA A ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. FALTA
DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 244 DO CPC. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 211/STJ. JULGAMENTO LIMINAR DE MÉRITO. MEDIDA
EXCEPCIONAL. IMPRESCINDÍVEL A PRESENÇA CONCOMITANTE DOS REQUISITOS LEGAIS. A DESATENÇÃO AOS PRESSUPOSTOS
DO ART. 285-A DO CPC ACARRETA À CASSAÇÃO DA SENTENÇA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Os recorrentes não demonstraram, nas razões do Recurso Especial, de que modo o acórdão teria contrariado o art. 535 do CPC, deixando
de especificar eventuais omissões no aresto recorrido, o que impede a exata compreensão da questão, incidindo a Súmula 284/STF. 2. O tema
inserto no art. 244 do CPC não foi debatido pelo Tribunal de origem, malgrado a oposição de Embargos Declaratórios. Assim, ante a ausência
de prequestionamento, incide a Súmula 211 desta Corte. 3. O julgamento liminar de mérito previsto no art. 285-A do CPC é medida excepcional,
admitida apenas quando presentes, concomitantemente, os requisitos elencados no referido dispositivo. A aplicação do aludido comando legal
está adstrita às hipóteses em que a matéria controvertida for exclusivamente de direito e que no juízo já houver sido proferida sentença de total
improcedência em casos idênticos; ademais, não basta a mera menção às sentenças anteriormente prolatadas, sendo necessária a reprodução
dos paradigmas. 4. A desatenção aos requisitos do art. 285-A do CPC impõe a cassação da sentença e a baixa dos autos para regular
processamento da ação.
5. Agravo Regimental desprovido.(STJ - AgRg no REsp 1177368 / RJ; Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho; 5ª Turma; DJe 21/02/2011) (g.n.)
PROCESSUAL CIVIL. NECESSIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. 1. Não cabe, na via especial, a revisão das premissas
fáticas de julgamento. Na espécie, a Corte de origem concluiu pela existência das condições para decidir a lide com base no art. 285-A do Código
de Processo Civil. 2. "É inadmissível o Recurso Extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles". Súmula 283/STF. 3. "Para que o julgador use a faculdade prevista no artigo 285-A do CPC, exige-se que a
matéria controvertida seja exclusivamente de direito, que no juízo já tenha sido proferida sentença de total improcedência em casos idênticos, e
que o respectivo teor seja reproduzido na novel decisão" (AgRg no AREsp 153.180/PE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 12/6/2012, DJe 26/6/2012).4. Agravo regimental não provido. (STJ - AgRg no AREsp 343052 / DF 2013/0175838-5, Relator: Ministro
CASTRO MEIRA, Data de Julgamento: 25/06/2013, T2 - Segunda Turma, Data de Publicação: DJe 05/08/2013).(g.n.)
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. CONTROVÉRSIA FÁTICA. JULGAMENTO PREMATURO DA CAUSA (ARTIGO 285-A DO CPC).
IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE TRANSCRIÇÃO DO JULGADO PARADIGMA. NULIDADE DA DECISÃO. PRELIMINAR ACOLHIDA.
SENTENÇA ANULADA. DECISÃO UNÂNIME.
1. O artigo 285-A do CPC deve ser utilizado exclusivamente quando não houver controvérsia em torno de matéria de fato. 2. Quando não
existir controvérsia fática e o juízo houver julgado improcedentes pedidos semelhantes, deve o magistrado utilizar-se do artigo 285-A do CPC,
reproduzindo o teor do julgado paradigma, sob pena de nulidade da decisão. 4. Apelo provido. Sentença anulada. Autos remetidos à instância
de origem. Decisão unânime.
(TJPE - AP 165958-1, 7ª Câmara Cível, Rel. Des. Fernando Cerqueira, DJ: 31.07.2009).(g.n.)
Posto isso, segundo dicção do art. 557, 1º-A do CPC, DOU PROVIMENTO AO APELO, para ANULAR a sentença objurgada, determinando o
retorno dos autos à Vara de origem para possibilitar ao juízo a quo decidir conforme determina o artigo 285-A e a jurisprudência colacionada.
Publique-se. Intime-se.
1 Art. 557. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com
jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior.
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Comarca : Recife
Vara : Vigésima Primeira Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MULTIPLO
Advog : Antonio Braz da Silva(PE012450)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : ANA ELIZABETH MELLO CAVALCANTI
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 17:54 Local: Diretoria Cível
1ª Câmara Cível
Apelação nº 0059747-44.2011.8.17.0001 (0432638-9)
Apelante: HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO
Apelado: ANA ELIZABETH MELLO CAVALCANTI
Relator: Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação interposto por HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO contra a sentença do juízo da 21ª Vara Cível
da Capital - SEÇÃO A, que extinguiu o feito sem resolução do mérito, com fundamento no artigo 267, IV, do CPC, por faltar pressuposto para a
formação regular do processo - endereço para citação da ré, e a consequente e devida regularização do poo passivo da ação.
Trata-se de AÇÃO MONITÓRIA, em que restou frustrada a triangulação processual, haja vista o Requerente, apesar de devidamente intimado
para promover a sua citação, não se manifestou conforme determinado em despacho.
Por oportuno, registre-se que eventual auxílio do Poder Judiciário na busca pelo endereço do Demandado justifica-se, quando os dados cadastrais
em posse de órgãos públicos e particulares não são fornecidos diretamente aos particulares sem intervenção judicial.
No caso em apreço, contudo, o feito restou paralisado, por mais de ano, à espera do cumprimento da diligência que competia ao Demandante,
sem que fosse demonstrado qualquer motivo que o impossibilitasse de cumprir a determinação judicial.
Destarte, a desídia da parte autora enseja a extinção do feito, com por ausência dos pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido
e regular do processo, diante da ausência de regularização do polo passivo.
Ante do exposto, e mais que nos autos consta, EXTINGO O FEITO, sem apreciação meritória com arrimo no art. 267, IV, do Código Processual
Civil.
Em suas razões recursais, fls.93/99, insurge-se o Apelante alegando que em que pese o transcurso de considerável lapso temporal desde o
ajuizamento da presente ação, ainda não conseguiu localizar o réu, apesar das diversas diligências realizadas, pelo que o MM. Juiz extinguiu o
processo sem relocução do mérito, em razão da ausência de citação.
Sustenta que o juízo monocrático de primeiro grau fundou seu decisório em interpretação equivocada das normas legais do processo, visto que
fundamentou e relatou o julgado em situação prevista no inciso III do art. 267 do CPC (abandono), todavia, a fim de esquivar-se do cumprimento
da exigência imposta no §1º do art. 267 (intimação pessoal do autor para sanar o vício), apenas na parte dispositiva, imputou a extinção no inciso
IV do mesmo artigo (ausência de pressupostos).
Ressalta que, sendo assim, a legislação processual impõe como requisito para tal extinção (art. 267, §1º, CPC), a intimação pessoal do autor
para sanr o vício, em 48h - o que não ocorreu no caso concreto.
Requer seja reconhecida a nulidade da sentença com a determinação de retorno dos autos à vara de origem para que seja dado prosseguimento
ao feito, em seus ulteriores termos.
Ab initio, de acordo com o art. 1º da Instrução Normativa nº 01-A/2016-TJPE, os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em
conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de Justiça1, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e
todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973) para todos os recursos extraídos das decisões publicadas
até 17 de março de 2016.
Portanto, o regime recursal adotado para este apelo será o do CPC/1973, pois a decisão impugnada foi publicada em 23/11/2015 - DOE
nº212/2015, data esta anterior à vigência do NCPC (2015), fl.91.
Pois bem.
Não havendo preliminares a serem discutidas e preenchidos os requisitos de admissibilidade recursal, passo a análise meritória do Recurso
interposto.
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Pois bem, o art. 282 do CPC estabelece que a petição inicial deve indicar o endereço, mas não qualquer endereço, e sim o endereço em que o
réu possa de fato ser citado. Contudo, o autor, ora apelante, não forneceu o endereço adequado e, após intimação judicial acerca do interesse
no prosseguimento do feito, quedou-se inerte.
Pelo narrado, fácil constatar que o recorrente teve prazo o legal para tomar a providência adequada, mas escolheu outro caminho, não deixando
opção ao magistrado a quo, senão declarar extinto o processo, sem enfrentamento da questão meritória.
Assim, decorridos quatro (04) anos do ajuizamento, a demanda sequer chegou a aperfeiçoar-se a relação jurídica processual.
Sem dúvida, portanto, incorre a demanda em ausência de pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo, pela omissão do autor/
apelante em informar endereço hábil e suficiente para fins de proceder-se à citação da ré/apelada, informação essa que deveria vir com a exordial.
O caso, portanto, é de extinção do processo sem resolução do mérito, ex vi do art. 267, inciso IV, do CPC, tendo em vista que a inicial carece de
informação indispensável ao prosseguimento da demanda e não foi suprida a tempo e modo.
Ressalto que o pedido de reforma da sentença pela falta de intimação pessoal, alegada pelo apelante, não tem razão de ser tendo em vista o
que dispõe o parágrafo 1º, do artigo 267, do CPC, senão vejamos:
"[...]§1º O juiz ordenará, nos casos dos ns. II e III, o arquivamento dos autos, declarando a extinção do processo, se a parte, intimada pessoalmente,
não suprir a falta em 48 (quarenta e oito) horas".
Observo que o decisum a quo utilizou como fundamento o inciso IV, do artigo 267, demonstrando claramente a falta de fundamento da irresignação.
Nesse sentido, veja-se o aresto a seguir do Superior Tribunal de Justiça:
"A determinação de intimar a parte pessoalmente - prevista no art.267, §1º, do CPC - para suprir a falta em 48 (quarenta e oito) horas, aplica-se
apenas aos casos previstos nos incisos II e III, do referido dispositivo, sendo desnecessária, na hipótese de extinção do processo, sem julgamento
do mérito, inserta no inciso I do mesmo dispositivo". (Resp. 476932/PE, 2ª Turma do STJ, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, j.23.5.2006).
Outrossim, considero a extinção realizada pelo magistrado de 1º grau ato acertado, pois não deveria, de fato, aquele juízo esperar indefinidamente
que o apelante providenciasse endereço válido para fins de citação da demandada, com o fito de efetivar a triangularização processual. No caso,
há que se ponderar que a demora na tramitação do feito causa danos à imagem do judiciário, aumentando o acervo de feitos não solucionados,
gerando congestionamento de processos e críticas e insatisfação da sociedade.
A impossibilidade da citação do réu pela ausência de endereço válido enseja a extinção do feito sem resolução do mérito, com fundamento no
artigo 267, IV, do CPC. Portanto, não considero ter havido distanciamento entre a fundamentação e o dispositivo da sentença.
Desta feita, ante o exposto, se infere que a fundamentação apresentada pelo Apelante como suporte para seu inconformismo revela-se
manifestamente improcedente e em confronto com jurisprudência de tribunal superior. Neste sentido, não vislumbrando a necessidade de levar a
julgamento à câmara cível assim, NEGO SEGUIMENTO ao recurso apelatório mantendo incólume a sentença recorrida, nos termos do artigo 557,
caput, c/c artigo 74, VIII do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, resolvendo monocraticamente improver o apelo.
Publique-se. Intime-se.
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1ª Câmara Cível
Apelação nº 0432707-9
Apelantes: JOSÉ HONÓRIO DE FARIAS
Apelado: BANDEPREV - BANDEPE PREVIDÊNCIA SOCIAL E OUTRO
Relator: Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Apelação interposta por JOSÉ HONÓRIO DE FARIAS em face da sentença lavrada pela MM.ª Juíza de Direito da 10ª Vara Cível da
Capital - SEÇÃO B, que, em relação a BANDEPREV - BANDEPE PREVIDÊNCIA SOCIAL reconheceu a prescrição quinquenal do direito pleiteado
e extinguiu o processo com resolução de mérito, nos termos do art. 269, inciso IV, do Código de Processo Civil E em relação ao demandado ABN
AMRO REAL S/A extinguiu o feito por ilegitimidade para figurar no polo passivo da ação.
Alega a recorrente, que não se aplica ao caso em análise a prescrição quinquenal, mas sim a prescrição vintenária, com fulcro no art. 177 do
Código Civil de 1916, vigente à época. Requer, dessa forma, o provimento do recurso no sentido de afastar a prescrição quinquenal, determinando
a devolução dos autos ao Juízo de origem para julgamento do mérito da ação.
Aduz também que conforme sedimento sedimentado do STJ existe a responsabilidade das instituições financeiras pelos prejuízos causados ao
poupadores.
Contrarrazões apresentadas pelo Banco Santander, às fls. 304/354 requerendo a improcedência do apelo interposto por JOSÉ HONÓRIO DE
FARIAS.
Regularmente constituído o feito e presentes os pressupostos processuais subjetivos e objetivos, recebo o presente apelo e passo a apreciá-lo.
A controvérsia se instaura e traz a esta relatoria questão relativa à aplicação do prazo prescricional ao caso em análise, isso porque a magistrada
de piso entendeu pela aplicação da prescrição quinquenal, enquanto a apelante pugna pela aplicação da prescrição vintenária, com fulcro no
art. 177 do Código Civil de 1916.
A lide versa acerca da correção monetária relativa aos expurgos inflacionários referentes aos planos Bresser, Verão e Collor I, sobre os valores
que a Apelante mantinha em conta poupança atrelada à previdência privada mantida pelos apelados.
De inicio em relação a ilegitimidade passiva do apelado ABN AMRO REAL S/A, essa relatoria comunga com o entendimento da magistrada de
piso visto que a legitimidade passiva para a ação de cobrança de complementação de aposentadoria é da entidade de previdência privada, que
é a titular de direito processual bem como de direito material, não havendo que se falar em legitimidade do Banco patrocinador.
Em relação a prescrição comungando o posicionamento majoritário trazido pelo Superior Tribunal de Justiça, bem como pelos Tribunais Pátrios,
adota, esta Relatoria, o entendimento de que a prescrição quinquenal prevista na Súmula do 291/STJ é aplicável aos casos de cobrança de
expurgos inflacionários sobre contribuição em plano de previdência privada, sendo o termo inicial, a data do resgate da reserva de poupança,
ocorrida, in casu, em 1995.
Dentro dessa conjuntura, tem-se que a conta poupança indicada nos autos é conta previdenciária, sendo, portanto, aplicável o prazo quinquenal
previsto em entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça.
"Súmula 291/STJ: A ação de cobrança de parcelas de complementação de aposentadoria pela previdência privada prescreve em cinco anos."
Além do mais, lastreando essa posição, ante a ausência de regulamentação específica, o Superior Tribunal de Justiça também entendeu pela
aplicação dos artigos 178, parágrafo 10, II do Código Civil de 1916; do art. 103, parágrafo único da Lei nº 8.213/91 e do art. 75 da Lei Complementar
- LC nº 109/01, assim redigidos:
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Prescreve em cinco anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação para haver prestações vencidas ou quaisquer
restituições ou diferenças devidas pela Previdência Social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma do Código Civil. (Incluído
pela Lei nº 9.528, de 1997);
Art. 75 da LC n. 109/01:
Sem prejuízo do benefício, prescreve em cinco anos o direito às prestações não pagas nem reclamadas na época própria, resguardados os
direitos dos menores dependentes, dos incapazes ou dos ausentes, na forma do Código Civil.
Cumpre ressaltar que o artigo 103, parágrafo único, da lei nº 8.213/91, tinha sua aplicabilidade subsidiária amparada na legislação sobre as
entidades de previdência privada (lei n. 6435/77), em seu artigo 36, in verbis:
"Art. 36: as entidades fechadas serão reguladas pela legislação geral e pela legislação de previdência e assistência social, no que lhes for
aplicável, e, em especial, pelas disposições da presente lei."
Notadamente, observa-se que o prazo prescricional adotado pela MMª. Juíza a quo, para extinguir o processo com resolução de mérito, encontra-
se em consonância com o entendimento predominante nos Tribunais pátrios, inclusive no STJ, consoante se observa dos arestos que se seguem:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CARÁTER INFRINGENTE - RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL - FUNGIBILIDADE RECURSAL
- POSSIBILIDADE - PREVIDÊNCIA PRIVADA - RESTITUIÇÃO DE VALORES REFERENTES A CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS À ENTIDADE
DE PREVIDÊNCIA PRIVADA - EXPURGOS INFLACIONÁRIOS - INCIDÊNCIA DO IPC - CABIMENTO - PRAZO PRESCRICIONAL DE CINCO
ANOS, CONTADOS DA DATA DA RESTITUIÇÃO EFETIVA AOS EX-ASSOCIADOS - NÃO CONFIGURAÇÃO, IN CASU - AGRAVO IMPROVIDO.
(...)
3. O prazo prescricional relativo ao recebimento de diferenças de correção monetária sobre valores resgatados pelos beneficiários de previdência
privada é de cinco anos, contados da data da efetiva restituição.
4. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental para se negar provimento a este. (EDcl no REsp 879.527/PB, Rel. Ministro
MASSAMI UYEDA, QUARTA TURMA, julgado em 12/02/2008, DJe 03/03/2008)
AGRAVO INOMINADO. APELAÇÃO CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA.CAIXA DA PREVIDÊNCIA DOS
FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL PREVI. SENTENÇA QUE RECONHECEU A PRESCRIÇÃO, EXTINGUINDO O PROCESSO COM
RESOLUÇÃO DO MÉRITO. MATÉRIA PACIFICADA NO ÂMBITO DOS TRIBUNAIS ENUNCIADO Nº 291 DO STJ. JULGAMENTO DE RECURSO
REPETITIVO PELO STJ, NO RESP Nº 1.111.973/SP, REL. MIN. SIDNEI BENETI.
Restou pacificado que a prescrição qüinqüenal, prevista no enunciado Nº 291 do STJ incide, não apenas na cobrança de parcelas de
complementação de aposentadoria, mas, também, na pretensão de diferenças de correção monetária, incidentes sobre restituição dos valores
vertidos aos fundos de previdência privada. Prazo que se conta da data de resgate da reserva de poupança. DECISÃO PROFERIDA PELO
RELATOR QUE SE MANTÉM. AGRAVO DESPROVIDO. (4460445820108190001 RJ 0446044-58.2010.8.19.0001, Relator: DES. FERDINALDO
DO NASCIMENTO, Data de Julgamento: 07/02/2012, DECIMA NONA CAMARA CIVEL, Data de Publicação: 24/02/2012, undefined)
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DIREITO PROCESSUAL CIVIL - APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE DEVOLUÇÃO DE DESCONTOS SECURITÁRIOS COM CORREÇÃO
MONETÁRIA E DIFERENÇAS, ACRESCIDOS DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS DA RESERVA DE POUPANÇA - ALEGAÇÃO DE
PRESCRIÇÃO - ACOLHIDA - EXTINÇÃO DO PROCESSO COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO.
Segundo entendimento do STJ, a prescrição quinquenal prevista na Súmula 291 deverá incidir não apenas na cobrança de parcelas de
complementação de aposentadoria, mas, também, quando se tratar de pretensão a diferenças de correção monetária incidentes sobre restituição
da reserva de poupança, cujo termo inicial é a data em que houver a devolução a menor das contribuições pessoais recolhidas pelo associado
ao plano previdenciário." (Apelação Cível Nº 211885-4 Rel. Antônio Fernando de Araújo Martins - j. 23/9/2010 - 6ª Câm. Civ).
Dessa forma, conforme se extrai dos julgados ora transcritos, não prosperam as razões de inconformismo da Apelante, o qual realmente exerceu
o seu direito de ação fora do prazo prescricional, resultando ultrapassado o direito à pretensão de reaver os expurgos inflacionários postulados
na petição inicial.
Assim, outro não poderia ser o entendimento da Magistrada de base, em face da prescrição do direito postulado, senão extinguir o processo
com resolução de mérito, nos termos do artigo 269, IV.
Do exposto, restando sem êxito as razões recursais, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO, nos precisos termos do art. 557 do
Código de Processo Civil c/c o art. 74, VIII do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco.
Publique-se. Intime-se.
1ª Câmara Cível.
Apelação nº 0432915-1.
Origem: 2ª Vara Cível da Comarca de Goiana.
Apelante: AYMORÉ CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A.
Apelado: Aluizio Nascimento da Silva.
Relator: Des. Josué Antônio Fonseca de Sena.
DECISÃO TERMINATIVA
Cuidam os presentes autos de Recurso de Apelação, interposto pela AYMORÉ CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A., insurgindo-
se contra a sentença da lavra do Juízo de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Goiana que, em sede de Ação de Busca e Apreensão, extinguiu
o presente feito sem resolução do mérito, nos termos do art. 267, I do Código de Processo Civil:
O feito restou sentenciado (fls. 38-38), na sua parte final e dispositiva, nos seguintes termos:
{...} Foi determinada a emenda da inicial, a fim de que a parte autora comprovasse a efetiva constituição em mora do devedor fiduciante, sob
pena de extinção.
Não obstante, é certo que a parte autora permaneceu em omissão mesmo após ter sido intimada para suprir a falta.
Destarte, perfeitamente aplicáveis à espécie os art. 284 e 295, VI, do estatuto de Rito, bem como, e por consectário, o inciso I do art. 267 do
mesmo diploma legal.
Isto posto, ao tempo em que INDEFIRO a petição inicial, nos termos do art. 295, VI, DECRETO A EXTINÇÃO da lide, de acordo com a regra
erigida no art. 267, inciso I, ambos do CPC."
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Em suas razões recursais, ressalta o ora apelante, que ao extinguir o presente feito, com fulcro no art. 267, I do CPC, o magistrado de piso agiu
com precipitação, e contra o princípio da economia processual, assim como contra o bom andamento processual.
Historia o apelante ainda nesse contexto, que restou evidenciado o excesso de formalismo na decisão ora sob vergasta. Pois, deveria o juiz de
piso, ter determinado uma nova intimação ao apelante, para saber se o mesmo tinha providenciado o documento solicitado.
Sendo assim requereu que esta relatoria ao conhecer do presente apelo, dê total provimento, reformando a decisão atacada com fins de que
seja reconhecida a mora, julgando totalmente procedente a Ação de Busca e Apreensão, condenando a parte Apelada ao pagamento das custas
e honorários advocatícios.
Observados os pressupostos subjetivos e objetivos do recurso de apelação, dele conheço, porquanto atendidos os requisitos de admissibilidade.
O caso comporta decisão monocrática do relator, nos moldes do art. 557 do CPC1, porquanto a questão e suas variáveis encontram tranquilo
remanso na jurisprudência desta Corte e dos Tribunais Superiores.
Referido dispositivo legal ampliou os poderes do Relator no julgamento dos recursos, não só permitindo-lhe dar provimento (§1º-A), como também
negar seguimento (caput), ambos monocraticamente.
Vejamos.
No caso em exame, o apelante formulou pedido de Busca e Apreensão, com base no art. 2°, §§ 2º e 3º, do Decreto-Lei 911/69, não fazendo
acompanhar de documento essencial a sua propositura, qual seja, prova da constituição do devedor em mora (pressuposto de desenvolvimento
válido e regular do processo), como bem observou o magistrado de piso, visto que a notificação feita pelos Cartório de Serviço Notarial e Registral,
voltou infrutífera, com a indicação de "NÃO PROCURADO" (fl. 23), mesmo sendo correto o endereço que dela constou, ou seja, o do contrato
(fl.16).
Tenho que o magistrado de Primeiro Grau agiu com acerto. Na hipótese litigiosa, inclusive, não se pode considerar que o apelado encontra-se
em lugar incerto e não sabido, pois, da certidão colacionada à fl. 23, inexistem informações no sentido de não mais se encontrar o apelante
estabelecido no endereço contratual pelo recorrente indicado.
O feito foi extinto sem resolução do mérito, nos termos do art. 267, I, do CPC2, em razão da inércia da parte ora recorrente, ao emendar ou
complementar a inicial (Art. 284, do CPC)3, mesmo instado a assim proceder (despacho de fls. 31), restando o processo, assim, carente de
pressuposto essencial para o seu normal prosseguimento.
"1. Conforme se observa a notificação extrajudicial não foi recebida pelo devedor fiduciante, uma vez que não encontrado este quando da
realização da diligência notificatória.
2. Assinalo, assim, ao Autor, o prazo de dez (10) dias para proceder à emenda da inicial com o fito de comprovar a efetiva constituição em mora
do devedor fiduciante, son pena de extinção do processo."
Vale salientar, que a notificação prévia do devedor é requisito indispensável para o ingresso da ação de reintegração de posse decorrente de
inadimplemento de contrato de Alienação Fiduciária, caso dos autos. Sem a notificação prévia, não está presente pressuposto exigido para o
feito. Aliás, é o que rege entendimento sumular do STJ, mutatis mutandis:
Súmula 369 do STJ: "No contrato de arrendamento mercantil (leasing), ainda que haja cláusula resolutiva expressa, é necessária a notificação
prévia do arrendatário para constituí-lo em mora."
Aplicando o DL 911/69 a esse instituto observa-se que a notificação extrajudicial, necessária para a constituição em mora, deve ser realizada por
intermédio do cartório de títulos e documentos, pois o seu art. 2º, §2º aponta que:
"A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser comprovada por carta registrada expedida por intermédio de
Cartório de Títulos e Documentos ou pelo protesto do título, a critério do credor".
Assim, é fácil verificar no caso em apreço, que a notificação foi realizada por Cartório de Títulos (fl. 22-23), o que a torna, apenas neste contexto,
válida para os fins a que se almeja: colocar o devedor em mora. No entanto, se faz necessário à comprovação nos autos do seu devido recebimento
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pelo devedor (AR), ou, sob outra hipótese, por qualquer pessoa que no endereço apontado reside. O que não ocorreu, face a certidão de "NÃO
PROCURADO", nos autos, fl. 23.
Por outro lado, ante a exegese da Súmula 72 do STJ, a constituição em mora do devedor é requisito imprescindível para a propositura da presente
ação, de modo que, não tendo o credor obtido êxito em se desincumbir desta providência, resta ausente, portanto, pressuposto essencial à
constituição e desenvolvimento válido e regular do processo ora em tela, verbis:
Súmula 72 do STJ: a comprovação da mora é imprescindível à busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente.
Portanto, é entendimento desta relatoria, que a mora do devedor se cristaliza não apenas mediante a prova da expedição da notificação, mas
também, e principalmente, do seu recebimento.
Em sentido análogo a esse entendimento, transcrevo alguns arestos do STJ, deste tribunal, e de tribunal pátrio, sobre o tema em análise:
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. RESERVA DE DOMÍNIO. APARELHOS
HOSPITALARES. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. CITAÇÃO. VÁLIDA. ILEGITIMIDADE ATIVA. INOCORRÊNCIA. SÚMULAS N. 5 E 7 DO
STJ. DILAÇÃO PROBATÓRIA E CONVENCIMENTO DO MAGISTRADO.REEXAME FÁTICO. SÚMULA N. 7 DO STJ. MORA DO DEVEDOR.
NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL. POSSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. RECURSO ESPECIAL IMPROVIDO. [...]
III. A mora do devedor ocorre pelo protesto do título ou pela notificação extrajudicial expedida por Cartório de Títulos e Documentos, entregue
no endereço do devedor.
IV. Recurso especial improvido.
(REsp 897.593/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 17/03/2011, DJe 24/03/2011).
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. APELAÇÃO CÍVEL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. COMPROVAÇÃO
DA MORA. SÚMULA 72 DO STJ. NOTIFICAÇÃO POR EDITAL EM MOMENTO POSTERIOR AO AJUIZAMENTO DA DEMANDA. VALIDADE,
NO CASO. OPORTUNIZADA A MANIFESTAÇÃO.APELO PROVIDO.
- A busca e apreensão só é possível mediante a comprovação da mora, nos termos do art. 2º, § 2º do Decreto Lei nº 911/69 e Súmula 72 do STJ,
a saber, " A comprovação da mora é imprescindível à busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente".
- Diante da duplicidade de endereços o magistrado a quo deu ao autor a oportunidade de se manifestar acerca da divergência, vindo o mesmo
a promover nova notificação por edital, haja vista o réu não ter sido encontrado no endereço constante do contrato firmado.
- Descabe a extinção do feito sob o argumento de que a configuração da mora deu-se em momento posterior ao ajuizamento da demanda, haja
vista ter sido oportunizada a manifestação.
- In casu, cabível a notificação editalícia a fim de fazer valer os direitos do credor frente à inadimplência da apelada.
- Unanimemente, deu-se provimento ao apelo para decretar a nulidade e o prosseguimento nos seus ulteriores termos.
(TJPE - AC nº 158500-4, Relator Des. Antenor Cardoso Soares júnior, 1ª Câmara Cível, Julgado em 29/10/2007);
A impossibilidade/falta da citação do réu, enseja a extinção do feito sem resolução do mérito, com fundamento no artigo 267, I e também IV,
do CPC. Portanto, há o que retocar na decisão guerreada a quo, unicamente em relação ao fundamento utilizado, tendo em vista ser matéria
cognoscível de ofício.
Por fim, considero a extinção realizada pelo magistrado de 1º grau ato acertado, pois não deveria, de fato, aquele juízo, passado o prazo de 10
dias (Art. 284 do CPC), esperar indefinidamente que o ora apelante comprovasse a juntada aos autos do documento indispensável a propositura
da presente ação (AR - comprovando a regular notificação prévia da apelada). No caso, há que se ponderar que a demora na tramitação do
feito causa danos à imagem do judiciário, aumentando o acervo de feitos não solucionados, gerando congestionamento de processos e críticas
e insatisfação da sociedade.
Diante do exposto, convencido de forma inequívoca de que há flagrante desnecessidade de levar a questão para apreciação do órgão colegiado
resolvo, monocraticamente, manter a sentença de fl. 31 dos autos.
Neste sentido, não vislumbrando a necessidade de levar a julgamento à câmara cível assim, NEGO SEGUIMENTO ao presente apelo, nos termos
do artigo 557, caput, do CPC c/c artigo 74, VIII do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco.
Publique-se. Intime-se.
Decorrido o prazo recursal, baixem-se os autos ao juízo de origem mediante as anotações de estilo.
__________________________________
Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Relator
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1 Art. 557. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com
jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior.
2 Art. 267 - Extingue-se o processo, sem resolução de mérito:
I - quando o juiz indeferir a petição inicial;
3 Art. 284. Verificando o juiz que a petição inicial não preenche os requisitos exigidos nos arts. 282 e 283, ou que apresenta defeitos e
irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor a emende, ou a complete, no prazo de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial.
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1ª CÂMARA CÍVEL
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Nº 0427281-7
EMBARGANTE: VALÉRIA MARIA DE ALMEIDA LIBERAL
EMBARGADO: BANDEPREV - BANDEPE PREVIDÊNCIA SOCIAL E OUTRO
RELATOR: DES. JOSUÉ ANTÔNIO FONSECA DE SENA
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Embargos Declaratórios opostos por VALÉRIA MARIA DE ALMEIDA LIBERAL contra decisão terminativa da lavra desta relatoria,
que negou seguimento aos Apelos, por reconhecer a prescrição quinquenal do direito da autora/embargante.
Na origem, trata-se de ação Ordinária onde a parte autora, ora embargante, requer a revisão do saldo de aplicação em poupança, a fim de que
sejam aplicadas as diferenças dos expurgos inflacionários referentes aos Planos Econômicos Bresser, Verão, Collor I e Collor II.
Requer, a embargante, em suas razões recursais (fls. 442/443), o conhecimento e provimento dos presentes embargos de declaração, para
afastar a prescrição quinquenal em relação ao pleito dos expurgos inflacionários dos planos econômicos não repassados para poupança.
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É sabido que os embargos de declaração são cabíveis, somente, nos casos em que houver na decisão, sentença ou no acórdão, obscuridade
ou contradição ou quando for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal, não se prestando a rever matéria deduzida no
decorrer da lide e nas razões recursais ou contrarrazões, visto que servem, apenas, para os casos especificados no Diploma Adjetivo Brasileiro.
Ademais, as questões vertidas nos autos foram conveniente e devidamente respondidas e resolvidas, não havendo qualquer sentido na
interposição dos presentes declaratórios.
Como já dito na decisão terminativa, deve ser aplicada aos casos de cobrança de expurgos inflacionários sobre contribuição em plano de
previdência privada, a prescrição quinquenal prevista na Súmula 291 do STJ, cujo termo inicial é a data do resgate da reserva de poupança.
"Súmula 291/STJ: A ação de cobrança de parcelas de complementação de aposentadoria pela previdência privada prescreve em cinco anos."
Note-se que a conta poupança indicada nos autos é conta previdenciária, tendo como termo inicial para contagem do prazo a data da restituição
das referidas contribuições pela entidade previdenciária, pois daí surge o direito de ação para recebimento de eventual diferença. In casu, a
embargante recebeu em junho de 1996 o valor relativo ao resgate de sua reserva de poupança (fl. 92), e ingressou com a ação em 26/03/2009,
ou seja, 13 (treze) anos após o recebimento dos valores.
Sobre o tema:
PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO TERMINATIVA. AGRAVO LEGAL. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. PREVIDÊNCIA
PRIVADA. RESERVA DE POUPANÇA. DIFERENÇA. RESTITUIÇÃO. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. CORREÇÃO MONETÁRIA.
PRESCRIÇÃO QÜINQÜENAL. SÚMULA 291/STJ. ANALOGIA. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA PELO STJ. RECURSO REPETITIVO.
DECISÃO MANTIDA. 1. De acordo com a Súmula nº 291 do Superior Tribunal de Justiça, "a ação de cobrança de parcelas de complementação de
aposentadoria pela previdência privada prescreve em cinco anos.". 2. Por analogia, também prescreve em cinco anos a ação em que se pretende
cobrar as diferenças decorrentes da não aplicação dos índices inflacionários reais não contabilizados pelos planos econômicos do final dos anos
80 e início dos anos 90, bem assim correção monetária, eventualmente incidentes sobre restituição da reserva de poupança, cujo termo inicial é
a data em que houver a devolução a menor das contribuições pessoais recolhidas pelo associado ao plano previdenciário. 3. Posição adotada
pelo STJ junto ao REsp nº 1.111.973/SP, julgado a título de paradigma de recurso repetitivo. Recurso de Agravo não provido. Decisão unânime.
(Agravo 411786-0, Relator: Des. Eurico de Barros Correia Filho, 4ª Câmara Cível, 14/01/2016).
PROCESSO CIVIL. RECURSO DE AGRAVO. CORREÇÃO DA RESERVA DE POUPANÇA PREVIDENCIÁRIA PRIVADA. EXPURGOS
INFLACIONÁRIOS. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. SÚMULA 291 DO STJ. RECURSO DE AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A prescrição quinquenal
prevista na Súmula do 291/STJ incide não apenas na cobrança de parcelas de complementação de aposentadoria, mas, também, por aplicação
analógica, na pretensão a diferenças de correção monetária incidentes sobre restituição da reserva de poupança 2. A agravante recebeu em
dezembro de 1991 o valor relativo ao resgate de sua reserva de poupança, na ocasião do seu desligamento com o Banco Bandepe S/A. E,
segundo preceitua o entendimento pacificado do STJ, o prazo prescricional para a dita ação é de 5 anos, findado, portanto, no caso em tela o
prazo em dezembro de 1996. 3. A presente ação foi distribuída em novembro de 2009, não havendo, nos autos, qualquer comprovação de ato
que tenha importado em interrupção e suspensão da fluência do prazo, motivo pelo qual agiu corretamente o juízo monocrático ao decretar a
prescrição. 4. Recurso de agravo não provido.
(Agravo 408227-1, Relator: Des. Francisco Eduardo Gonçalves Sertorio Canto, 3ª Câmara Cível, julgado em 10/12/2015)
Note-se que a decisão vergastada foi bastante clara quanto aos seus termos, fundamentando suficientemente todas as suas conclusões, não
havendo motivo para a insurgência do Embargante nesta modalidade recursal.
Logo, não há contradição a ser sanada, tendo as questões postas em análise sido suficiente e convenientemente tratadas.
Não vislumbro, assim, qualquer obscuridade, omissão ou contradição de sorte a promover o acolhimento dos embargos de declaração.
Intime-se. Publique-se.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA – 1ª CC
Emitida em 14/04/2016
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Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0432751-7
Apelante: Banco Nacional S/A - Em liquidação judicial
Apelados: Severino Fidelis da Silva e outro
Relator: Des. Fernando Ferreira
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
A matéria discutida neste recurso versa sobre expurgos inflacionários, isto é, cobrança de diferenças de correção monetária não creditadas em
contas de poupança face à adoção de planos de estabilização da economia nacional em períodos de forte espiral inflacionária. Diversos aspectos
dessa matéria tiveram deslinde seguro no âmbito da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento de mérito, pela
sistemática dos recursos repetitivos, dos paradigmas 1107201 e 1147595, da relatoria do Ministro Sidnei Benetti. Cujos acórdãos, destarte, foram
publicados no DJe de 06.05.2011.
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Vale registrar, ademais, que no julgamento do REsp 1.111.743/DF (rel. Ministro Luiz Fux) a Corte Especial do citado Tribunal Superior fixou
orientação no sentido de que a "suspensão dos julgamentos das apelações que versam sobre a mesma questão jurídica submetida ao regime dos
recursos repetitivos atende a exegese teleológico-sistêmica prevista, uma vez que decidida a irresignação paradigmática, a tese fixada retorna à
Instância 'a quo' para que os recursos sobrestados se adequem à tese firmada no STJ (art. 543-C, § 7º, I e II, do CPC)".
Todavia, pouco depois da prolação dos aludidos acórdãos da 2ª Seção do STJ, no Supremo Tribunal Federal foi determinado o sobrestamento
dos processos em tramitação em grau de recurso, salvantes os que estiverem em fase executiva, como segue: (i) pelo Ministro Dias Toffoli,
relativamente àqueles nos quais se discuta correção monetária de depósitos afetados pelos Planos Bresser, Verão e Collor I, até o julgamento
de recursos extraordinários (626307 e 591797) confiados à sua relatoria e submetidos ao rito da repercussão geral - Temas 264 e 265; e (ii) pelo
Ministro Gilmar Mendes, no tocante àqueles nos quais se discuta correção monetária de depósitos afetados pelo Plano Collor II, até o julgamento
do RE 632212 confiado à sua relatoria e também submetido ao rito da repercussão geral - Tema 285.
Nesse ser assim, e na medida em que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica a de
paradigma(s) acima referido(s), cujo mérito ainda não foi julgado, suspendo o trânsito/julgamento desta apelação até o pronunciamento definitivo
do Supremo Tribunal Federal na matéria.
À Diretoria Cível para oportuna adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
DESPACHOS – 1ª CC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
DESPACHO
Pela inteligência que deflui do diálogo entre o art. 1º da Lei (Estadual) nº 11.404/96 e o art. 1º da Lei (Federal) nº 6.899/81, é exigível a atualização
do valor da causa para efeito de cobrança de custas judiciais (v.g.: STJ-5ª T., AgRg no REsp 95708/SP, rel. Min. José Arnaldo da Fonseca, DJ
24.02.1997).
Compulsando os autos, todavia, constato que a parte recorrente efetuou o preparo da apelação com base no valor histórico atribuído à causa.
Sem ter levado em conta, destarte, a correção monetária desse valor básico desde o momento de sua definição até, inclusive, a data da realização
do preparo.
Bem por isso, assino à parte recorrente o prazo de 05 (cinco) dias para complementar o insuficiente preparo recursal, sob pena de deserção (v.g.:
STJ-4ª T., AgRg no AREsp 733301/PR, rel. Min. Luis Felipe Salomão, DJe 24.11.2015).
Publique-se.
1ª Câmara Cível
Apelação nº: 0104149-45.2013.8.17.0001 (0424615-1)
Apelante: JOSEFA ERMÍNIA DE LIMA E OUTROS
Apelado: BANCO DO BRASIL S/A
Relator: Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
DESPACHO
229
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Observo tratar-se de cumprimento de sentença em ação coletiva (fase de execução) relativa à expurgos inflacionários, matéria recentemente
suspensa pelo E. STJ em sede de recurso repetitivo, REsp 1.438.263/SP.
Portanto, determino o encaminhamento do presente processo à Diretoria Cível, onde deverá permanecer no aguardo do julgamento do aludido
recurso (transcrito em parte abaixo), ou até ulterior deliberação desta relatoria.
[...] Para o fim de suspensão de recursos que versem a mesma controvérsia (Resolução STJ n. 8, de 8.5.2008, art. 2º, § 2º), comunique-se: a) ao
em. Presidente do Tribunal de origem; b) aos em. Presidentes dos demais Tribunais de Justiça e aos em. Presidentes dos Tribunais Regionais
Federais, "ad cautelam", dada a possibilidade de haver situações semelhantes no Estado ou Região, esclarecendo-se que:
1) a suspensão abrange todos os processos que se encontrem em fase de liquidação ou de cumprimento de sentença, nos quais a questão acima
destacada tenham surgido e ainda não tenham recebido solução definitiva;
2) não há óbice ao recebimento de novos pedidos de liquidação ou de cumprimento de sentença, os quais ficarão abrangidos pelo disposto no
item anterior, ou para eventuais homologações de acordo;
3) a suspensão terminará com o julgamento do presente recurso repetitivo.[...]. grifo nosso
1ª Câmara Cível
Apelação n.º 0017785-27.2000.8.17.0001 (0429029-5)
Apelante: BANCO ITAÚ UNIBANCO S/A
Apelado: ARTHUR GUIMARÃES REGO
Relator: Des. Josué Antonio Fonseca de Sena
DESPACHO
Ab initio, de acordo com o art. 1º da Instrução Normativa nº 01-A/2016-TJPE, os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em
conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de Justiça1, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e
todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973) para todos os recursos extraídos das decisões publicadas
até 17 de março de 2016.
Portanto, o regime recursal adotado para este apelo será o do CPC/1973, pois a decisão impugnada foi publicada em 13/08/2015 - DJE
nº145/2015, data esta anterior à vigência do NCPC (2015), fl.190.
Com efeito, compulsando os autos, observo que o valor do preparo, fl. 198, do recurso de apelação interposto por BANCO ITAÚ UNIBANCO S/A
(fls. 191/197) diverge flagrantemente daquele que deveria ser apurado, acaso a base de cálculo adotada fosse o valor dado à causa atualizado.
Ressalte-se que consta da petição inicial, à fl. 03, o valor referente à causa na quantia de R$ 11.268,32 (onze mil duzentos e sessenta e oito
reais e trinta e dois centavos).
No entanto, o apelante juntou guia de pagamento em valor incompatível com a realidade em litígio, posto que pagou dito valor desatualizado,
(fl. 198).
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Insta salientar, a propósito, que o preparo da apelação tem como base de cálculo o valor atualizado da causa, e não o valor da condenação.
Nesse sentido, já decidiu esta egrégia Corte de Justiça, conforme julgado a seguir:
"CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO. ACIDENTE PROVOCADO POR VEÍCULO DE VIA TERRESTRE. ÔNIBUS DE EMPRESA
DE TRANSPORTE COLETIVO. ATROPELAMENTO EM RODOVIA. MORTE DA VÍTIMA. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ART. 37, §6º, DA CF/88. TEORIA DO RISCO DA ATIVIDADE. NÃO CONFIGURADA QUALQUER DAS
EXCLUDENTES. INDENIZAÇÃO QUE SE IMPÕE. DANOS MORAIS E MATERIAIS DEVIDOS. MANUTENÇÃO DOS VALORES.
- O preparo do apelo tem como base de cálculo o valor atualizado da causa e não o valor da condenação consignado na sentença;- Não há que se
falar em julgamento extra petita quando expressamente constar da inicial o pedido de indenização por danos morais, inteligível, ademais, em face
dos próprios argumentos ali desenvolvidos;- As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem objetivamente
pelos danos que seus prepostos, nessa qualidade, causarem a terceiros (art. 37, § 6º, CF), obrigação que somente pode ser afastada ocorrendo
caso fortuito, força maior ou culpa exclusiva da vítima;- Na concepção moderna do ressarcimento por dano moral, prevalece a responsabilização do
agente por força do simples fato da violação, de modo a tornar-se desnecessária a prova do prejuízo em concreto;- O importe de 100 (cem) salários-
mínimos, arbitrado na sentença recorrida como indenização por dano moral pela morte da vítima, menor de idade, não destoa da realidade,
pois se destina a abrandar a dor suportada pelos seus genitores, compatível, portanto, com a reprovabilidade da conduta, gravidade do dano
e sua repercussão;- Súmula 491/STF "É indenizável o acidente que causa morte de filho menor, ainda que não exerça trabalho remunerado"-
Nestes casos, em se tratando de família de baixa renda, o pensionamento por dano material corresponderá ao prejuízo presumidamente ocorrido,
pois na realidade brasileira, em regra, os filhos contribuem para o sustento familiar, arbitrado-se a verba em 2/3 do salário mínimo entre a data
do infortúnio até a idade de 25 anos, reduzindo-a para 1/3 após aquela data e até os 65 anos de idade;- Precedentes do Superior Tribunal de
Justiça." (Apelação Cível n.º 146395-2, Rel. Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes, 2ª Câmara Cível, julgado em 15/4/2009) (grifei)
E mais, acerca do contexto de insuficiência do preparo, o Superior Tribunal de Justiça assim decidiu:
"PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PREPAROS DA APELAÇÃO E RECURSO ADESIVO INSUFICIENTES. DESERÇÃO.
INOCORRÊNCIA A PRIORI. NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PARA COMPLEMENTAR CUSTAS RECURSAIS. INTELIGÊNCIA DO ART. 511,
§2.°, DO CPC. ACOLHIMENTO PARCIAL. - O pressuposto da deserção é a ausência de preparo, e não a sua insuficiência.- Recolhido a menor,
o Recorrente deve ser intimado para complementar o preparo em 05 (cinco) dias, sob pena de deserção, consoante art. 511, §2.°, do CPC.-
Recurso acolhido em parte". (TJPE - Embargos de Declaração nº 123419-9/01, 2ª Câmara Cível, Des. Relator Cândido José Saraiva de Moraes,
Julgado em 29/04/2009).
Por outra banda, o inciso II do § 3º do artigo 8º da Lei Estadual nº 11.404/96 (Lei de Custas), impõe multa de 20% sobre o valor correto das
custas, quando for verificado o seu recolhimento a menor.
Isto posto, intime-se o apelante supracitado, BANCO ITAÚ UNIBANCO S/A, para, no prazo de 05 (cinco) dias, adequar o preparo respeitando os
termos apresentados neste despacho, recolhendo o valor complementar, acrescido de multa de 20% sobre o valor total (atualizado) das custas,
sob pena de negativa de seguimento ao recurso por deserção, ex vi do § 2º art. 511 do CPC/1973.
Publique-se. Cumpra-se.
1 STJ - Enunciado administrativo número 2: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17
de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
DESPACHOS – 1ªCC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
231
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O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
232
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0146276-2
Apelante: BBV Leasing Brasil S/A - Arrendamento Mercantil
Apelado: José Alexandro Gomes da Silva
Relator: Des. Fernando Ferreira
DESPACHO
1. Antes de mais, em prol da regularidade da publicação oficial dos atos aqui praticados, retifiquem-se os registros pertinentes a este processo
onde necessário for, inclusive na capa dos autos, no sentido de que todas as publicações sejam feitas exclusivamente em nome dos advogados
Mônica Simões Megale (OAB/PE n° 14.516) e Marcos Oliveira Pontes (OAB/PE n° 20.949), conforme requerimento posto nas fls. 247/248 dos
presentes autos.
Cumpra-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Agravo de instrumento tirado contra decisão do Juízo de Direito da 7ª Vara Cível da Capital - Seção A - proferida em sede de cumprimento de
sentença (Proc. nº 0010617-66.2003.8.17.0001).
Reservo o pleno exercício do juízo de admissibilidade deste exercício recursal, bem como a análise do pleito liminar, para após o curso do prazo
de resposta do agravado.
Via publicação no órgão oficial, destarte, intime-se o agravado para oferta de resposta, no prazo legal.
Publique-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Fernando Ferreira
Apelação nº 0424969-4
Recorrente: Amil Assistência Médica Internacional S.A.
Recorrida: Maria Christiana Cavalcanti Monteiro
Relator: Des. Fernando Ferreira
234
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DESPACHO
Constato irregularidade sanável no tocante à representação processual da parte apelante, consubstanciada na falta de procuração (ou de
substabelecimento) hábil à conferência de poder ao ilustre advogado que firmou o substabelecimento de fls. 85/87 em favor da ilustre signatária
da peça de interposição do recurso (fl. 136).
Bem por isso, e sob pena de negativa de trânsito ao apelo, assino à apelante o prazo de 15 (quinze) dias para regularizar sua representação
processual.
Publique-se.
235
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
2ª Câmara Cível
TERMINATIVAS-2CC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Apelação Cível interposta por MANOEL JOSÉ CONSTANTINO DA SILVA em face da sentença de fls. 121/124, em que o MM. Juízo
da 22ª Vara Cível da Comarca da Capital/PE, nos autos da Ação de devolução de descontos securitários com correção monetária e expurgos
inflacionários (proc. nº 0037427-78.2003.8.17.0001), julgou extinto o processo com resolução do mérito pela incidência da prescrição, nos termos
do art. 269, IV do CPC/73. Deixou de condenar o autor nas custas processuais e honorários advocatícios em razão do benefício da justiça gratuita
que lhe foi concedido.
Na exordial (fls. 02/11), o Autor afirmou que, em 12.07.1978, foi admitido para trabalhar na Rede Ferroviária Federal S/A, tendo sido demitido em
13.03.1997. Segue afirmando que, foi integrado a uma massa de mutuários, os quais sofriam descontos em folha para fins de complementação
de aposentadoria e demais benefícios previstos. Todavia, recebeu importância bem menor que a devida, considerando não terem sido aplicadas
as corretas correções monetárias, bem como as diferenças dos planos econômicos correspondentes aos meses de junho de 1987, janeiro de
236
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1989, março, abril e maio de 1990 e fevereiro de 1991. Assim, requer a condenação da ré no pagamento da correção monetária dos expurgos
inflacionários de reservas de poupança, como complementação dessa quantia.
Contestação da REFER - FUNDAÇÃO DE REDE FERROVIÁRIA DE SEGURIDADE SOCIAL às fls. 38/65, defendendo, em suma, a prejudicial
de prescrição do direito autoral e, no mérito, a improcedência do pedido.
Contestação da REDE FERROVIÁRIA FEDERAL S.A (REFSA) - em liquidação, às fls. 67/69.
O magistrado de piso prolatou a sentença vergastada (fls. 121/124), na qual extinguiu o processo em relação à REFSA - REDE FERROVIÁRIA
DO NORDESTE S.A, por falta de legitimidade para figurar no pólo passivo da relação processual; bem como extinguiu o processo com resolução
do mérito com relação à REFER - FUNDAÇÃO DE REDE FERROVIÁRIA DE SEGURIDADE SOCIAL, com base no art. 269, inciso IV do CPC/73,
acolhendo a prejudicial de mérito da prescrição, considerando entendimento do STJ acerca da matéria, que restou sedimentado no sentido de ser
quinquenal, o prazo para cobrar eventuais diferenças no montante devolvido ao beneficiário de previdência privada em virtude do desligamento
da empresa.
Em suas razões recursais (fls. 126/138), o autor, ora apelante, defende a não prescrição do pedido, afirmando que o prazo prescricional para o
feito em exame seria de 20 (vinte) anos, e no mérito repete as razões da petição inicial, defendendo que a sentença de piso deve ser reformada
e julgado procedente o pleito deduzido.
Contrarrazões às fls. 154/161.
É o relatório.
Decido.
Analisando acuradamente a pretensão da Apelante, vejo que a sentença de piso está irretocável.
Isso porque, como se vê, a ação foi ajuizada pela Apelante visando a cobrança de diferenças de correção monetária sobre a restituição de reserva
de poupança previdenciária.
Considerando a natureza do direito em questão, para analisar o prazo de prescrição incidente, necessário ter em mente o que rezam os arts.
178, § 10, II, do CC/1916, 103, da Lei nº 8.213/91 e 75, da LC 109/01, abaixo transcritos:
Art. 178. Prescreve:
(...)
(...)
Art. 103. É de cinco anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão
de benefício, a contar do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar
conhecimento da decisão indeferitória definitiva no âmbito administrativo.
Art. 75. Sem prejuízo do benefício, prescreve em cinco anos o direito às prestações não pagas nem reclamadas na época própria, resguardados
os direitos dos menores dependentes, dos incapazes ou dos ausentes, na forma do Código Civil.
Interpretando conjuntamente os dispositivos supra, o STJ sedimentou entendimento, a partir da edição de dois enunciados de sua Súmula, no
sentido de ser de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento a menor, o prazo de prescrição para cobrar a diferença de expurgos inflacionários
incidentes sobre a restituição da reserva de poupança. Veja-se o que dispõem as Súmulas 291/STJ e 427/STJ:
Súmula 291/STJ - A ação de cobrança de parcelas de complementação de aposentadoria pela previdência privada prescreve em cinco anos.
Súmula 427/STJ - A ação de cobrança de diferenças de valores de complementação de aposentadoria prescreve em cinco anos contados da
data do pagamento
Ademais, importante salientar que tais súmulas permanecem plenamente aplicáveis, conforme recentes julgados acerca da matéria:
Nesse sentido, veja-se os precedentes abaixo:
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. EX-
PARTICIPANTE. RESTITUIÇÃO A MENOR DE RESERVA DE POUPANÇA. DIFERENÇAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA (EXPURGOS
INFLACIONÁRIOS). PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. PRAZO QUINQUENAL.
1. A Segunda Seção desta Corte Superior já decidiu que a ação de cobrança de diferenças de complementação de aposentadoria ou de diferenças
de restituição de contribuição (reserva de poupança) de participante de entidade de previdência privada que se desliga do plano prescreve em
cinco anos, contados a partir da data da devolução a menor (Súmulas n°s 291 e 427/STJ).
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2. O prazo prescricional da pretensão que discute direitos advindos de previdência complementar é quinquenal, mesmo na égide do Código Civil
de 1916, e não vintenária, sendo inaplicável à hipótese o art. 177 do CC/1916. Isso porque incidem as normas dos arts. 178, § 10, II, do CC/1916
e 103 da Lei nº 8.213/1991, c/c 36 da Lei nº 6.435/1977 ou art. 75 da Lei Complementar nº 109/2001.
3. "Se, já não sendo segurado, o autor reclama a restituição do capital investido, a prescrição qüinquenal apanha o próprio fundo do direito; se,
ao revés, demanda na condição de segurado, postulando prestações ou diferenças, a prescrição alcança apenas as parcelas vencidas há mais
de cinco anos [da propositura da ação]" (REsp nº 431.071/RS, Rel. Ministro Ari Pargendler, Segunda Seção, DJ de 2/8/2007), tratando-se, nessa
hipótese, de relação de trato sucessivo.
4. Agravo regimental não provido.
(AgRg nos EDcl no REsp 1360016/PB, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 04/11/2014, DJe
07/11/2014)
Assim, em sede de contestação, a REFER - FUNDAÇÃO DE REDE FERROVIÁRIA DE SEGURIDADE SOCIAL informa que a reserva de
poupança foi colocada à disposição do autor desde 13.06.1997, fls. 59.
Ora, tendo o apelante ingressado com a presente ação apenas em 09.09.2003, ou seja, cerca de 06 (seis) anos depois, resta evidente o alcance
da prescrição em relação à pretensão de discutir a diferença de reserva de poupança.
Vislumbro, pois, que a sentença a quo encampou a tese pacificada nos tribunais pátrios acerca da matéria, restando imune a reparos, não
podendo prosperar a pretensão recursal.
Ante o exposto, com base no art. 932, IV, letra a, do CPC/15, nego provimento ao recurso de Apelação, por estar em confronto com súmula
do Superior Tribunal de Justiça.
Após o trânsito em julgado da presente decisão, proceda-se com a remessa dos presentes autos ao juízo de piso.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 07 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 4° andar - fone: (81) 3182-0820
Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
4
0213530-2 (011)
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DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação, interposto pela SUL AMÉRICA CIA NACIONAL DE SEGUROS E SEGURADORA LÍDER DOS CONSÓRCIOS
DO SEGURO DPVAT S/A, em face da sentença proferida pelo douto Juízo da 3ª Vara Cível da Comarca de Paulista/PE, nos autos de Ação de
Cobrança de Seguro DPVAT, processo nº 0004666-49.2008.7.17.1090.
Na sentença de fls. 268/270, o douto juízo a quo, julgou procedente a pretensão autoral, condenando solidariamente as empresas rés a pagarem
à autora indenização correspondente ao limite estabelecido no outrora vigente art. 3º, alínea "a", da Lei nº 6.194/74 (40 salários mínimo, tomando-
se como base o salário mínimo nacional vigente ao tempo do ajuizamento da presente ação). Sobre tal valor incidirão correção monetária, a partir
do ajuizamento da ação, e juros de mora, a partir da citação. Por fim, condenou ainda as rés ao pagamento das custas e honorários advocatícios,
estes arbitrados em 10% sobre o valor da condenação.
Em suas razões recursais (fls. 273/285), as apelantes aduzem, em síntese, que o autor não apresentou nenhum documento que comprovasse
a veracidade dos fatos alegados, alegam a ausência do boletim de ocorrência, não havendo a comprovação do nexo entre a conduta e a lesão.
No mérito, afirma que deve ser aplicado o disposto no art. 7º, §1º da lei 6.194/74 em sua redação originária. Assim, requer o provimento do
recurso para que a sentença seja reformada.
Contrarrazões às fls. 290/293.
É o que importa relatar para fins do presente decisum.
DECIDO.
Inicialmente, impende frisar que, de acordo com recente entendimento do Superior Tribunal de Justiça (Enunciados nº 2 e 5 - direito intertemporal),
aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,
não cabendo a esses a abertura de prazos previstas no NCPC para sanar vício formal.
Nessa esteira, para fins de análise do presente recurso, interposto contra sentença publicada no dia 15/05/2013 (fl. 272), como é cediço, o art.
511 do Código de Processo Civil de 1973 determina que, no ato de interposição do recurso, o recorrente deverá comprovar o respectivo preparo
quando exigido pela legislação pertinente, sob pena de deserção (art. 511 do CPC).
Outrossim, ao tempo do recurso, é entendimento firme na jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça (v.g. STJ AgRg no Resp nº
970601) que a falta de número do processo na guia juntada aos autos enseja a pena de deserção, uma vez que não é possível a identificação
de qual processo se destina o recolhimento do preparo.
Na Guia de Recolhimento, acostada à fl. 285, constata-se que o campo relativo ao número do processo ao qual a guia é vinculada foi deixado
em branco.
Dessa forma, trata-se de documento que pode ser utilizado indistintamente em qualquer processo e, além disso, pode servir, para a "comprovação"
de preparo em mais de um processo, concomitantemente.
Não estou, aqui, afirmando, que essa é a hipótese dos autos, mas faço apenas uma elucubração a fim de fundamentar meu juízo.
Nesse norte, a Corte Superior é taxativa ao entender, pacificamente, que o não preenchimento ou o preenchimento irregular do campo relativo
ao número do processo na Guia de Recolhimento enseja a sua imediata deserção, sem necessidade de oportunizar o saneamento do vício, em
virtude da preclusão consumativa. Vejamos o seguinte excerto:
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. PREPARO. NÚMERO DE REFERÊNCIA DO
PROCESSO. IRREGULARIDADE. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA ÀS RESOLUÇÕES DO STJ. MOMENTO PARA COMPROVAÇÃO DO
PREPARO. ART. 511 DO CPC. PRECEDENTES.
1. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça orienta-se no sentido de que, "a partir da edição da Resolução n° 20/2004, além do recolhimento
dos valores relativos ao porte de remessa e retorno em rede bancária, mediante preenchimento da Guia de Recolhimento da União (GRU) ou
de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), com a anotação do respectivo código de receita e a juntada do comprovante nos
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autos, passou a ser necessária a indicação do número do processo respectivo" (AgRg no REsp n° 924.942/SP, de relatoria do Ministro Mauro
Campbell Marques, julgado na sessão de 3/2/2010 e publicado no DJe de 18/3/2010).
2. Mesmo juntadas guias de recolhimento e comprovantes de pagamento aos autos, a falta de indicação do número correto do processo a que
tais documentos se referem enseja a aplicação da pena de deserção. Precedentes.
3. O momento da comprovação do recolhimento das custas e do porte de remessa e retorno dos autos, com o correto preenchimento das guias,
é no ato da interposição do recurso especial, sob pena de preclusão consumativa.
4. Agravo regimental não provido (STJ - AgRg no AREsp 225202/RJ - Terceira Turma - Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva - Julg. 11.12.2012
- DJe 17.12.2012).
Pois bem. Este Egrégio TJPE assim já decidiu:
RECURSO DE AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DESERÇÃO. GUIA DE RECOLHIMENTO. NÚMERO DO PROCESSO PREENCHIDO COM
CANETA ESFEROGRÁFICA. RASURA. AUSÊNCIA DE ARGUMENTO NOVO. RECURSO IMPROVIDO. - É dever do recorrente demonstrar, no
instante da interposição do recurso, que os documentos legais foram juntados adequadamente, legíveis e aptos a comprovar o preparo recursal;
- A Agravante acostou, junto com seu recurso de Apelação, a guia de recolhimento e o comprovante de pagamento de custas judiciais, sendo,
contudo, preenchido com caneta esferográfica o número que seria relativo ao processo em pauta;- Rasura que enseja a deserção, eis que surge
a possibilidade de fraude;- Recurso improvido à unanimidade. (TJ-PE - AGV: 3943946 PE, Relator: Itabira de Brito Filho, Data de Julgamento:
01/10/2015, 3ª Câmara Cível, Data de Publicação: 14/10/2015)
Com base nos fundamentos supra, procedeu o Conselho da Magistratura deste Tribunal de Justiça com a exaração da Circular de nº 004/2015,
a qual, por entender que a ausência do número do recurso e do nome da parte recorrida impedem a identificação do feito a que se refere a guia,
gerando a deserção, deliberou no sentido de: "determinar que os chefes de secretaria de varas e de unidades judiciárias de 2º grau, certifiquem,
com diligência imediata, por ato de recepção dos recursos, a ocorrência de tais fatos, para os devidos fins legais de análise, pelos magistrados
competentes, de aplicação da pena de deserção, sem prejuízo de outras medidas administrativas".
Diante de todo o exposto, em consonância com entendimento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça (Enunciados Administrativos nº 2 e 5 -
direito intertemporal), declaro deserto o presente recurso, nos termos do art. 511 e art. 557, caput, ambos do CPC/73, c/c com o art. 74, inciso
XIII, do Regimento Interno deste TJPE.
Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao Juízo de Primeira Instância.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 08 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 4° andar - fone: (81) 3419-3640
Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
0312570-4 (011)
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
Cuida-se de Apelação Cível interposta por MARIA DO SOCORRO LEAL CAVALCANTE em face da sentença de fls. 277/278, em que o MM.
juízo da 23ª Vara Cível da Capital/PE - SEÇÃO A, acolhendo a prejudicial de prescrição, julgou improcedente o pedido de cobrança dos expurgos
inflacionários incidentes sobre o valor da restituição da reserva de poupança, nos termos do art. 269, IV, do CPC/73.
Na exordial (fls. 02/09), a Autora afirmou que possuía conta poupança tipo previdenciária junto à BANDEPREV - BANDEPE PREVIDÊNCIA
SOCIAL, entidade vinculada ao BANDEPE S/A (posteriormente adquirido pelo BANCO ABN AMRO REAL S/A) e que, em função dos planos
econômicos do final da década de 80 e início da década de 90, recebeu da entidade de previdência valor inferior ao devido. Pugnou, assim,
pela complementação dessa quantia.
Devidamente citadas, as Rés apresentaram Contestação (fls. 25/77 - BANDEPREV e fls. 205/219 - BANCO SANTANDER) defendendo, em suma,
a prejudicial de prescrição do direito autoral e, no mérito, a improcedência do pedido.
Analisando o processo, o magistrado de piso prolatou a sentença vergastada acolhendo a preliminar prejudicial de mérito da prescrição,
considerando entendimento do STJ acerca da matéria, que restou sedimentado no sentido de ser quinquenal, e não vintenário, o prazo para
propositura das ações de cobrança dos expurgos inflacionários incidentes sobre o resgate de previdência privada.
Face tal decisum, insurge-se a Autora, defendendo que seria de 20 (vinte) anos, o prazo prescricional para o feito em exame, devendo ser
reformada a sentença de piso e julgado procedente o pleito deduzido.
Contrarrazões das Rés às fls. 370/404 (BANDEPREV) e fls. 302/354 (BANCO SANTANDER).
É o que importa relatar para fins do presente decisum.
Passo a decidir.
Inicialmente, conforme se depreende dos autos, mais precisamente à fl. 279, insta salientar que a sentença recorrida foi publicada no dia
26/11/2014, e a interposição do presente recurso só ocorreu em 18/12/2014, consoante protocolo de fl. 280.
Assim, iniciando-se a contagem do prazo recursal no dia 27/11/2014 (quinta-feira), seu termo final ocorreu no dia 11/12/2014 (quinta-feira).
Dessa forma, protocolado apenas no dia 18/12/2014 (quinta-feira), 07 (sete) dias após o prazo recursal fatal, portanto, resta patente a
intempestividade e inadmissibilidade do presente recurso.
Outrossim, frise-se, analisando acuradamente a pretensão da Apelante, mesmo assim, concluo que a sentença de piso está irretocável.
Isso porque, como se vê, a ação foi ajuizada pela Apelante visando a cobrança de diferenças de correção monetária sobre a restituição de
reserva de poupança.
Considerando a natureza do direito em questão, para analisar o prazo de prescrição incidente, necessário ter em mente o que rezam os arts.
178, § 10, II, do CC/1916, 1 03, da Lei nº 8.213/91 e 75, da LC 109/01, abaixo transcritos:
Art. 178. Prescreve:
(...)
(...)
Art. 103. É de cinco anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão
de benefício, a contar do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar
conhecimento da decisão indeferitória definitiva no âmbito administrativo.
Art. 75. Sem prejuízo do benefício, prescreve em cinco anos o direito às prestações não pagas nem reclamadas na época própria, resguardados
os direitos dos menores dependentes, dos incapazes ou dos ausentes, na forma do Código Civil.
Interpretando conjuntamente os dispositivos supra, o STJ sedimentou entendimento, a partir da edição de dois enunciados de sua Súmula, no
sentido de ser de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento a menor, o prazo de prescrição para cobrar a diferença de expurgos inflacionários
incidentes sobre a restituição da reserva de poupança. Veja-se o que dispõem as Súmulas 291/STJ e 427/STJ:
Súmula 291/STJ - A ação de cobrança de parcelas de complementação de aposentadoria pela previdência privada prescreve em cinco anos.
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Súmula 427/STJ - A ação de cobrança de diferenças de valores de complementação de aposentadoria prescreve em cinco anos contados da
data do pagamento
Ademais, importante salientar que tais súmulas permanecem plenamente aplicáveis, conforme recentes julgados acerca da matéria:
Nesse sentido, veja-se os precedentes abaixo:
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. EX-
PARTICIPANTE. RESTITUIÇÃO A MENOR DE RESERVA DE POUPANÇA. DIFERENÇAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA (EXPURGOS
INFLACIONÁRIOS). PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. PRAZO QUINQUENAL.
1. A Segunda Seção desta Corte Superior já decidiu que a ação de cobrança de diferenças de complementação de aposentadoria ou de diferenças
de restituição de contribuição (reserva de poupança) de participante de entidade de previdência privada que se desliga do plano prescreve em
cinco anos, contados a partir da data da devolução a menor (Súmulas n°s 291 e 427/STJ).
2. O prazo prescricional da pretensão que discute direitos advindos de previdência complementar é quinquenal, mesmo na égide do Código Civil
de 1916, e não vintenária, sendo inaplicável à hipótese o art. 177 do CC/1916. Isso porque incidem as normas dos arts. 178, § 10, II, do CC/1916
e 103 da Lei nº 8.213/1991, c/c 36 da Lei nº 6.435/1977 ou art. 75 da Lei Complementar nº 109/2001.
3. "Se, já não sendo segurado, o autor reclama a restituição do capital investido, a prescrição qüinquenal apanha o próprio fundo do direito; se,
ao revés, demanda na condição de segurado, postulando prestações ou diferenças, a prescrição alcança apenas as parcelas vencidas há mais
de cinco anos [da propositura da ação]" (REsp nº 431.071/RS, Rel. Ministro Ari Pargendler, Segunda Seção, DJ de 2/8/2007), tratando-se, nessa
hipótese, de relação de trato sucessivo.
4. Agravo regimental não provido.
(AgRg nos EDcl no REsp 1360016/PB, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 04/11/2014, DJe
07/11/2014)
Nesse diapasão, tem-se que o autor expressamente declara na exordial que "a referida poupança previdenciária foi sacada quando do
desligamento do autor do Banco Bandepe S/A" (data do recebimento a menor), o que ocorreu no dia 14/10/1991, conforme anotada na CTPS
da autora à fl. 18. Por sua vez, a presente ação somente foi interposta no dia 03/11/2009 (protocolo à fl. 02), ou seja, mais de 18 (dezoito) anos
após o termo inicial do prazo prescricional.
Vislumbro, pois, que a sentença a quo encampou a tese pacificada nos tribunais pátrios acerca da matéria, restando imune a reparos, não
podendo prosperar a pretensão recursal.
Ante o exposto, com base no art. 932, III, do CPC vigente, nego seguimento ao presente recurso, por ser intempestivo, face sua evidente
inadmissibilidade.
Ademais, no mérito, a título de esclarecimento, julgo pela irretocabilidade da sentença vergastada (art. 932, IV, a, do CPC), ao julgar prescrita a
pretensão autoral, pois se encontra em consonância com entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 04 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 4° andar - fone: (81) 3419-3640
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2
0375497-0 (016)
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(0400910-9)
Comarca : Recife
Vara : 12ª Vara de Família e Registro Civil
Agravte : L. L. M. F.
Advog : Helayne Cristina Martins Figueiredo(PE022199)
Advog : João Bosco Albuquerque Silva(PE010950)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : C. M. A. M.
Advog : Ricardo Araújo Matutino(PE018552)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 2ª Câmara Cível
Relator : Des. Alberto Nogueira Virgínio
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 13:26 Local: Diretoria Cível
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Agravo de Instrumento interposto contra decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da 12ª Vara de Família e Registro Civil da Comarca
de Recife, nos autos da Ação de Exoneração de Alimentos proposta pelo ora agravante.
Decido.
De acordo com o Enunciado Administrativo nº 2 do C.STJ, "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça".
Pois bem.
Verifico que o presente recurso está deficientemente instruído por ausência de peça obrigatória, in casu, a cópia da decisão agravada, a qual,
segundo o recorrente, havia recebido a apelação da parte contrária em ambos os efeitos, desobedecendo o preceituado nos Arts. 13 e 14 da Lei
n° 5.478/68 (Lei de Alimentos) e no Art. 520, II, do CPC/73 (Art. 1.012, II, do NCPC).
Nada obstante o fato de o agravante mencionar que, em atenção ao Art. 544 do CPC/73, havia colacionado ao recurso instrumental a cópia
integral dos autos (fl. 06), constato que a referida decisão não foi efetivamente acostada à inicial.
No que tange à ausência de peças obrigatórias e consequentemente, à deficiente instrução do agravo, a doutrina e a jurisprudência são pacíficas
no que tange à negativa de seguimento, não cabendo, por outro lado, a conversão do feito em diligência para suprir a falta, por constituir vício
insanável. O aresto a seguir retrata o entendimento do STJ:
PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INSTRUÇÃO. CÓPIA DA DECISÃO AGRAVADA. PEÇA ESSENCIAL. JUNTADA.
NECESSIDADE. RECURSO ESPECIAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nos termos do art. 525, I, do CPC, a cópia da decisão
agravada constitui documento obrigatório e essencial para a formação do instrumento, pelo que a sua ausência importa o não conhecimento
do recurso de agravo. Precedentes. 2. Em sede de recurso especial não é possível o revolvimento do substrato fático-probatório dos autos.
Incidência do enunciado nº 07 da Súmula/STJ. 3. Agravo a que se nega provimento. (AgRg no REsp 1381630 / RJ, 3ª Turma, Rel. Min. Nancy
Andrighi, DJe 27/08/2013, sem grifos no original).
Em comentário pertinente à matéria, pontifica Antônio Cláudio da Costa Machado, na sua obra Código de Processo Civil Interpretado, 2ª edição,
1996, pág. 551:
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"A ausência de qualquer desses documentos fará com que o relator indefira o processamento do recurso, não cabendo pensar no suprimento
de falta por meio da requisição prevista pelo inc. I do art. 557".
Nelson Nery Júnior, in Código de Processo Civil Comentado, 7ª edição, em nota ao art. 525, inciso I, trilha o mesmo raciocínio, ao afirmar:
"Falta de peças obrigatórias. Se do instrumento faltar peça essencial, o tribunal não mais poderá converter o julgamento em diligência para
completá-lo. Na hipótese de não se poder extrair perfeita compreensão do caso concreto, pela falha na documentação constante do instrumento,
o tribunal deverá decidir em desfavor do agravante. As peças obrigatórias devem ser juntadas com a petição e as razões (minuta) do recurso, ou
seja, no momento da interposição do recurso, inclusive se a interposição ocorrer por meio de fax ou da internet. A juntada posterior, ainda que
dentro do prazo de interposição (dez dias), não é admissível por haver-se operado a preclusão consumativa".
Ante o exposto, com fulcro no Art. 557 do CPC/73 (recepcionado pelo Art. 932, III, do NCPC), c/c o art. 74, VIII do RITJPE, nego seguimento
ao recurso.
Publique-se. Intimem-se.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Desembargador Alberto Nogueira Virgínio
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação, interposto pela SEGURADORA LÍDER DOS CONSÓRCIOS DO SEGURO DPVAT S/A, em face da sentença
proferida pelo douto Juízo da 22ª Vara Cível da Comarca de Recife/PE - SEÇÃO A, nos autos de Ação de Cobrança de Seguro DPVAT, processo
nº 0126374-98.2009.8.17.0001.
Na sentença de fls. 107/108-v, o douto juízo a quo, julgou parcialmente procedente a pretensão autoral, condenando a seguradora ré ao pagamento
de R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais), atualizado monetariamente com juros e correção monetária. Por fim, condenou a ré/apelante ao
pagamento das custas e honorários advocatícios, estes arbitrados em 10% sobre o valor da condenação.
Em suas razões recursais (fls. 110/120), aduz a seguradora apelante, em síntese, que o autor não apresentou nenhum documento que
comprovasse a existência da invalidez em grau e nível total, a fim de respaldar o direito à integralidade da indenização relativa à debilidade
completa alegada. Assim, afirma que a sentença merece ser anulada, ante a inexistência de laudo que ofereça os parâmetros necessários para
se aferir o grau de invalidez do apelante, diante da necessidade de prévia perícia médica para tal fim.
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AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. PREPARO. NÚMERO DE REFERÊNCIA DO
PROCESSO. IRREGULARIDADE. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA ÀS RESOLUÇÕES DO STJ. MOMENTO PARA COMPROVAÇÃO DO
PREPARO. ART. 511 DO CPC. PRECEDENTES.
1. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça orienta-se no sentido de que, "a partir da edição da Resolução n° 20/2004, além do recolhimento
dos valores relativos ao porte de remessa e retorno em rede bancária, mediante preenchimento da Guia de Recolhimento da União (GRU) ou
de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), com a anotação do respectivo código de receita e a juntada do comprovante nos
autos, passou a ser necessária a indicação do número do processo respectivo" (AgRg no REsp n° 924.942/SP, de relatoria do Ministro Mauro
Campbell Marques, julgado na sessão de 3/2/2010 e publicado no DJe de 18/3/2010).
2. Mesmo juntadas guias de recolhimento e comprovantes de pagamento aos autos, a falta de indicação do número correto do processo a que
tais documentos se referem enseja a aplicação da pena de deserção. Precedentes.
3. O momento da comprovação do recolhimento das custas e do porte de remessa e retorno dos autos, com o correto preenchimento das guias,
é no ato da interposição do recurso especial, sob pena de preclusão consumativa.
4. Agravo regimental não provido (STJ - AgRg no AREsp 225202/RJ - Terceira Turma - Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva - Julg. 11.12.2012
- DJe 17.12.2012).
Pois bem. Este Egrégio TJPE assim já decidiu:
RECURSO DE AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DESERÇÃO. GUIA DE RECOLHIMENTO. NÚMERO DO PROCESSO PREENCHIDO COM
CANETA ESFEROGRÁFICA. RASURA. AUSÊNCIA DE ARGUMENTO NOVO. RECURSO IMPROVIDO. - É dever do recorrente demonstrar, no
instante da interposição do recurso, que os documentos legais foram juntados adequadamente, legíveis e aptos a comprovar o preparo recursal;
- A Agravante acostou, junto com seu recurso de Apelação, a guia de recolhimento e o comprovante de pagamento de custas judiciais, sendo,
contudo, preenchido com caneta esferográfica o número que seria relativo ao processo em pauta;- Rasura que enseja a deserção, eis que surge
a possibilidade de fraude;- Recurso improvido à unanimidade. (TJ-PE - AGV: 3943946 PE, Relator: Itabira de Brito Filho, Data de Julgamento:
01/10/2015, 3ª Câmara Cível, Data de Publicação: 14/10/2015)
Com base nos fundamentos supra, procedeu o Conselho da Magistratura deste Tribunal de Justiça com a exaração da Circular de nº 004/2015,
a qual, por entender que a ausência do número do recurso e do nome da parte recorrida impedem a identificação do feito a que se refere a guia,
gerando a deserção, deliberou no sentido de: "determinar que os chefes de secretaria de varas e de unidades judiciárias de 2º grau, certifiquem,
com diligência imediata, por ato de recepção dos recursos, a ocorrência de tais fatos, para os devidos fins legais de análise, pelos magistrados
competentes, de aplicação da pena de deserção, sem prejuízo de outras medidas administrativas".
Diante de todo o exposto, em consonância com entendimento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça (Enunciados Administrativos nº 2 e 5 -
direito intertemporal), declaro deserto o presente recurso, nos termos do art. 511 e art. 557, caput, ambos do CPC/73, c/c com o art. 74, inciso
XIII, do Regimento Interno deste TJPE.
Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao Juízo de Primeira Instância.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 06 de abril de 2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 4° andar - fone: (81) 3419-3640
Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
0401762-7 (016)
TERMINATIVAS-2CC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
ADVOGADO:
Márcio Lopes Clemente (OAB/PE 25.335) e outros, conforme Regimento Interno do TJPE - Art. 66, III.
APELADO:
SERV LAR COMÉRCIO DE ELETRODOMÉSTICO LTDA. e OUTRO
ADVOGADO:
Eduardo Moraes Vilaverde Lopes (OAB/PE 29.733) e outros, conforme Regimento Interno do TJPE - Art. 66, III.
RELATOR:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação (fls. 69/76) interposto por FELLIPE SÁVIO ARAÚJO DE MAGALHÃES em face da sentença de fls. 65/65v
proferida pelo MM. Juiz da 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Comarca de Recife/PE, que, nos autos da Exceção de Pré-
Executividade, NPU 0068889-67.2014.8.17.0001, pautado no Art. 267, IV e no Art. 618 do CPC, reconheceu, de ofício, a nulidade da execução,
extinguindo o feito sem resolução do mérito.
Pois bem.
Às fls. 91/93, a parte apelante apresentou petitório requerendo a desistência do recurso por terem as partes litigantes realizado acordo extrajudicial,
onde os executados se confessam devedores do exequente, satisfazendo a dívida mediante adjudicação dos imóveis penhorados na execução,
cujas avaliações perfazem o montante de R$ 1.028.332,34 (um milhão, vinte e oito mil, trezentos e trinta e dois reais e trinta e quatro centavos).
De se mencionar que a peça processual em questão foi subscrita pelas partes, bem como pelo advogado da parte apelante, Dr. Márcio Lopes
Clemente (OAB/PE 25.335) e pelo patrono da parte apelada, Dr. Eduardo Moraes Vilaverde Lopes (OAB/PE 29.733), ambos com poderes para
transigir, conforme se denota do teor do instrumento procuratório de fls. 09 e 47.
Nesse passo, tenho que o acordo celebrado preenche as formalidades legais exigidas, mormente em relação à disponibilidade do direito em
questão e à representação dos litigantes, quando da assinatura do referido termo.
Ante o exposto, com espeque no Art. 932, I, e, Art. 487, III, b, ambos do CPC/2015 (antigo Art. 269, III do CPC/73) HOMOLOGO o acordo
celebrado entre as partes, extinguindo o feito com resolução de mérito, e, via de consequência, NEGO SEGUIMENTO ao recurso de apelação
nos termos do Art. 932, III, do CPC/2015 (antigo Art. 557, caput, do CPC/73), por restar o mesmo prejudicado
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 08 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Desembargador Alberto Nogueira Virgínio
06 - AP nº 0423771-0
TERMINATIVAS-2CC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Apelação interposta por Maria Firmo de Paiva em face da sentença de fls. 71/72, proferida pelo juízo da 10ª Vara Cível da Capital/PE-
Seção A, que julgou improcedente o pedido formulado em sede de AÇÃO DE COBRANÇA SECURITÁRIA-DPVAT, movida contra Cia. Excelsior
de Seguros S/A.
Segundo informa na Exordial, em 01/01/2013, a autora fora vítima de acidente de trânsito, tendo sofrido uma série de lesões graves que resultaram
em debilidade permanente no membro inferior esquerdo.
Após constatação de debilidade permanente, a requerente pleiteou administrativamente, perante a requerida, o pagamento do Seguro Obrigatório
de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, recebendo a quantia de R$ 2.362,50 (dois mil, trezentos e sessenta e
dois reais e cinquenta centavos).
Diante desse cenário, a ora apelante buscou a tutela jurisdicional para receber o complemento da indenização, pois entende que faz jus ao
valor indenizatório de R$ 9.450,00 (nove mil, quatrocentos e cinquenta reais). Assim, a autora deveria receber complementação no valor de R
$ 7.087,50 (sete mil e oitenta e sete reais e cinquenta centavos).
Consoante termo de Sessão de Mediação/Conciliação (fls. 68), observa-se que a demandada se comprometeu a pagar ao autor o valor total de
R$ 5.197,50 (cinco mil, cento e noventa e sete reais e cinquenta centavos), dos quais R$ 4.725,00 (quatro mil, setecentos e vinte e cinco reais)
em favor do autor e R$ 472,50 (quatrocentos e cinquenta e dois reais e cinquenta centavos) referente aos honorários sucumbenciais.
O valor acordado foi pago, segundo recibo de quitação, às fls. 64.
Na mesma ocasião, foi elaborado laudo de verificação e quantificação de lesões permanentes (fls. 69/70).
O juízo a quo julgou improcedente o pedido (fls. 71/72).
A autora apelou, alegando que é devida a complementação da indenização, no valor de R$ 7.762,50 (sete mil, setecentos e sessenta e dois
reais e cinquenta centavos).
Contrarrazões do demandado, aduzindo que ficou acordado que a parte autora daria plena e irrevogável quitação de todo o objeto da presente
ação, para nada mais reclamar, em juízo ou fora dele, renunciando inclusive o prazo recursal. Assim, alega que o recurso não deve ser conhecido.
Caso conhecido, requer que seja mantida a sentença de improcedência.
É o que de essencial havia para relatar.
DECIDO.
Inicialmente, ressalto que há nos autos, às fls. 68, Termo de Transação, realizada em audiência de conciliação, no qual consta que a demandada
se comprometeu a pagar à autora o valor total de R$ 5.197,50 (cinco mil, cento e noventa e sete reais e cinquenta centavos), dos quais R$
4.725,00 (quatro mil, setecentos e vinte e cinco reais) em favor da autora e R$ 472,50 (quatrocentos e cinquenta e dois reais e cinquenta centavos)
referente aos honorários sucumbenciais.
No referido termo, também consta que "satisfeita a obrigação, a parte demandante dará plena, geral e irrevogável quitação de todo o objeto deste
litígio para nada mais reclamar a este respeito, em juízo ou fora dele. As partes renunciam ao prazo recursal".
Observo ainda que o referido acordo foi firmado por patronos com poderes específicos para transigir.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Também consta, às fls. 64, o recibo de quitação assinado pela advogada da autora, declarando que recebeu o valor acordado e dando por
cumprido, sem nenhuma ressalva e oposição, o termo de transação extrajudicial juntado aos autos.
Entretanto, o juízo a quo, ao proferir a sentença, ignorou a existência do acordo em questão, julgando improcedente o pleito autoral, quando o
correto seria a homologação da transação, visto que esta cumpriu com todos os requisitos legais.
Mas, apesar de o acordo ainda não ter sido homologado pelo juiz de primeiro grau, isso não afasta a eficácia da transação, que produz efeitos
desde logo, por se erigir em ato jurídico perfeito e acabado.
Assim, é patente a falta de interesse recursal da autora, ora apelante, pois já recebeu o pagamento do que foi acordado, além de ter renunciado
expressamente ao prazo recursal.
De acordo com o art. 932, III, do CPC/2015, incumbe ao Relator não conhecer de recurso inadmissível. Portanto, não deve ser conhecida a
presente Apelação, face a ausência de interesse recursal, requisito intrínseco de admissibilidade dos recursos.
Pelo exposto, NÃO CONHEÇO da Apelação interposta por Maria Firmo de Paiva, devendo os autos retornar ao juízo de origem, para a
homologação do acordo celebrado entre as partes.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 4° andar - fone: (81) 3419-3640
Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
AC 0381426-8 (013)
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de pedido de homologação de transação feito pelas partes, nos Autos de Ação de Obrigação de Fazer c/c Indenização por Dano Moral,
interposta por Edemundo Viana Vasconcelos em face de Bradesco Auto R/E Companhia de Seguros S/A.
Ambas as partes juntaram termo de transação às fls. 214/218
É o que importa relatar.
DECIDO.
Compulsando os autos, observo que, nas procurações outorgadas aos patronos do apelante (fls. 260/261) e do apelado (fls.11) há poderes para
transigir.
249
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DESPACHOS-2CC
Emitida em 14/04/2016
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PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
250
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DESPACHO
Intime-se a parte agravada para, querendo, apresentar resposta ao recurso, no prazo legal.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
À Diretoria Cível: proceda ao desentranhamento da contrafé acostada aos autos às fls. 08/14.
Recife/PE, 11 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 4° andar - fone: (81) 3182-0820
Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
1
AC nº 0428212-6 (019)
251
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DESPACHO
Em homenagem ao Princípio do Contraditório, nos termos do art. 1.021, §2º, do CPC vigente, intime-se a parte agravada, por seu procurador,
para, querendo, apresentar resposta ao recurso de agravo interposto às fls. 1127/1206, no prazo legal.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 06 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
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1
0356750-0 (016)
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252
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O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DESPACHO
Intime-se o apelante para, no prazo de 10 (dez) dias, colacionar aos autos comprovação de titularidade do de cujus ASCENDINO DO REGO
LINS FILHO de caderneta de poupança junto às instituições financeiras apeladas.
Após, voltem-me conclusos.
Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 07 de abril de 2016.
Poder Judiciário
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253
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DESPACHO
Tratam-se de dois recursos de agravo, um interposto pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (fls. 36/47) e outro interposto pela SUL AMÉRICA
COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS (fls. 53/112).
Assim, em homenagem ao Princípio do Contraditório, nos termos do art. 1.021, §2º, do CPC/15 vigente, intimem-se as partes agravadas, por
seus procuradores, para, querendo, apresentar resposta aos recursos de agravo.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 08 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
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1
0279301-3 (011)
254
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DESPACHO
Em homenagem ao Princípio do Contraditório, nos termos do art. 1.021, §2º, do CPC/15 vigente, intime-se a parte agravada, por seu procurador,
para, querendo, apresentar resposta ao recurso de agravo interposto às fls. 253/310, no prazo legal.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 08 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
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255
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1
0325015-3 (011)
DESPACHO
Em homenagem ao Princípio do Contraditório, nos termos do art. 1.021, §2º, do CPC vigente, intime-se a parte agravada, por seu procurador, para,
querendo, apresentar resposta ao recurso de agravo interposto à fl. 274/279, no prazo legal, contra a decisão monocrática terminativa proferida
às fls. 262/266 e embargada às fls. 269/270, mormente diante da possibilidade de retratação, com superveniente perda de objeto dos aclaratórios.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 06 de abril de 2016.
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
256
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O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
257
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Em homenagem ao Princípio do Contraditório, nos termos do art. 1.021, §2º, do CPC vigente, intime-se a parte agravada, por seu procurador,
para, querendo, apresentar resposta aos recursos de agravo interpostos às fls. 1844/1873 e 1891/1908, no prazo legal.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 06 de abril de 2016.
DESPACHOS-2CC
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Diretoria Cível
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O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
258
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DESPACHO
Em homenagem ao Princípio do Contraditório, nos termos do art. 1.021, §2º, do CPC vigente, intime-se a parte agravada, por seu procurador,
para, querendo, apresentar resposta aos recursos de agravo interpostos às fls. 1305/1322-V e 1328/1407, no prazo legal.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 07 de abril de 2016.
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
259
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O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DESPACHO
Nos autos do RE 626.307/SP, do RE 591.797/SP (ambos de Relatoria do Min. Dias Toffoli), do AI 754.745/SP (Rel. Min. Gilmar Mendes) e do
Resp 632.212 (Rel. Min. Gillmar Mendes), o STF determinou a suspensão dos processos em que se discutem expurgos inflacionários relativos
aos Planos Bresser, Verão e Collor I e II.
Tais suspensões perduram até os dias atuais.
Diante do exposto, determino o sobrestamento do feito, até que a matéria seja definitivamente decidida pela Corte Suprema. Os autos deverão
ficar arquivados na Diretoria Cível deste E. Tribunal de Justiça.
Publique-se. Intimem-se. Cumpra-se.
Recife/PE, 05 de abril de 2016.
Poder Judiciário
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GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
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Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
AC nº 0421239-9 (021) 1
260
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DESPACHO
É cediço que o preparo deve ter por base o valor da causa atualizado, conforme jurisprudência mansa e pacífica deste Tribunal (AC 178.202-9
- 3ª Câmara de Direito Público - Rel. Des. Luis Carlos de Barros Figueiredo - Julg. 12.06.2014 - DJe 17.06.2014; AgR 295.564-0 - 4ª Câmara
Cível - Rel. Des. Jones Figueiredo - Julg. 29.04.2014 - DJe 07.05.2014).
Observo que o apelante efetuou o pagamento das custas tomando por base o valor histórico dado à causa, e não o seu valor corrigido pela
tabela do ENCOGE.
Assim sendo, intime-se o apelante para complementar as custas do preparo recursal de fl. 48, no prazo de 05 (cinco dias), sob pena de deserção
do recurso.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
DESPACHO
Intimem-se os agravados para manifestarem-se sobre os recursos de fls. 210/266 no prazo de 15 (quinze) dias, consoante o Art. 1021, §2º do CPC.
Decorrido o prazo legal, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
261
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
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Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
0325308-3 (013)
DESPACHO
Intimem-se os agravados para manifestarem-se sobre os recursos de fls.55/66 e 71/114 no prazo de 15 (quinze) dias, consoante o Art. 1021,
§2º do CPC.
Decorrido o prazo legal, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 13 de abril de 2016
262
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Protocolo : 2016/103917
Comarca : Recife
Vara : Décima Segunda Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : AMARO ALVES PAIVA
Advog : Amaro Alves Paiva(PE004816)
Advog : José Roldino De Alencar(PE009242)
Apelante : OPS - Planos de Saúde S.A.
Advog : Taciano Domingues da Silva(PE009796)
Advog : Gustavo M. de Melo Faria(PE020362)
Apelado : PLANO DE SAÚDE SANTA CLARA e outros e outros
Advog : ELANO RODRIGUES DE FIGUEIREDO(CE013400)
Advog : Taciano Domingues da Silva(PE009796)
Advog : Gustavo M. de Melo Faria(PE020362)
Agravte : HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDA
Advog : Taciano Domingues da Silva(PE009796)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : AMARO ALVES PAIVA
Advog : Amaro Alves Paiva(PE004816)
Advog : José Roldino De Alencar(PE009242)
Órgão Julgador : 2ª Câmara Cível
Relator : Des. Roberto da Silva Maia
Proc. Orig. : 0060929-02.2010.8.17.0001 (404737-6)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 14/04/2016 11:55 Local: Diretoria Cível
DESPACHO
Intime-se o agravado para manifestar-se sobre o recurso de fls. 321/341 no prazo de 15 (quinze) dias, consoante o Art. 1021, §2º do CPC.
Decorrido o prazo legal, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 13.04.16
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
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Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
0404737-6 (013)
DESPACHOS-2CC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
263
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DESPACHO
Nos autos do RE 626.307/SP, do RE 591.797/SP (ambos de Relatoria do Min. Dias Toffoli), do AI 754.745/SP (Rel. Min. Gilmar Mendes) e do
Resp 632.212 (Rel. Min. Gillmar Mendes), o STF determinou a suspensão dos processos em que se discutem expurgos inflacionários relativos
aos Planos Bresser, Verão e Collor I e II.
Tais suspensões perduram até os dias atuais.
Diante do exposto, determino o sobrestamento do feito, até que a matéria seja definitivamente decidida pela Corte Suprema. Os autos deverão
ficar arquivados na Diretoria Cível deste E. Tribunal de Justiça.
Publique-se. Intimem-se. Cumpra-se.
Recife/PE, 05 de abril de 2016.
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AC nº 0421239-9 (021) 1
DESPACHO
É cediço que o preparo deve ter por base o valor da causa atualizado, conforme jurisprudência mansa e pacífica deste Tribunal (AC 178.202-9
- 3ª Câmara de Direito Público - Rel. Des. Luis Carlos de Barros Figueiredo - Julg. 12.06.2014 - DJe 17.06.2014; AgR 295.564-0 - 4ª Câmara
Cível - Rel. Des. Jones Figueiredo - Julg. 29.04.2014 - DJe 07.05.2014).
Observo que o apelante efetuou o pagamento das custas tomando por base o valor histórico dado à causa, e não o seu valor corrigido pela
tabela do ENCOGE.
Assim sendo, intime-se o apelante para complementar as custas do preparo recursal de fl. 48, no prazo de 05 (cinco dias), sob pena de deserção
do recurso.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
265
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DESPACHO
Intimem-se os agravados para manifestarem-se sobre os recursos de fls. 210/266 no prazo de 15 (quinze) dias, consoante o Art. 1021, §2º do CPC.
Decorrido o prazo legal, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 13 de abril de 2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
GABINETE DO DES. ROBERTO DA SILVA MAIA
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 4° andar - fone: (81) 3419-3640
Av. Martins de Barros, 593, São José, Recife - PE - CEP: 50.010-230
0325308-3 (013)
266
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Intimem-se os agravados para manifestarem-se sobre os recursos de fls.55/66 e 71/114 no prazo de 15 (quinze) dias, consoante o Art. 1021,
§2º do CPC.
Decorrido o prazo legal, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 13 de abril de 2016
DESPACHO
Intime-se o agravado para manifestar-se sobre o recurso de fls. 321/341 no prazo de 15 (quinze) dias, consoante o Art. 1021, §2º do CPC.
Decorrido o prazo legal, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 13.04.16
267
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Tribunal de Justiça de Pernambuco
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0404737-6 (013)
268
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3ª Câmara Cível
DECISÕES TERMINATIVAS –
3ªCC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
3ª CÂMARA CÍVEL
Apelação Cível nº 401827-3
Apelante:
Tim Celular S.A
Apelado:
Maria do Carmo Souza Monteiro
Relator Substituto:
Juiz João Maurício Guedes Alcoforado
DECISÃO TERMINATIVA
269
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Trata-se de recurso de Apelação (fls. 91/101) interposto pela Tim Celular S.A, réu da ação de dano moral, em face de sentença (fls. 86/88)
proferida pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Recife-PE, que julgou procedente o pedido inicial, condenando a apelante a pagar
indenização por danos morais no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), devendo incidir juros de mora, no percentual de 1% (um por cento) ao
mês, a partir da citação, e correção monetária pela tabela ENCOGE, a partir da prolação da sentença. Além disso, determinou que a apelante
retirasse o nome da apelada dos órgãos de proteção ao crédito, referente ao débito objeto desta demanda, no prazo de (48) quarenta e oito
horas, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (hum mil reais) e condenou o demandado em custas e honorários advocatícios no valor de 10%
(dez por cento) sobre o valor da condenação.
A Tim Celular S.A, em suas razões recursais, sustenta que: 1) a parte apelada alegou o ato ilícito sem fazer qualquer prova do alegado; 2) o
pagamento de indenização por danos morais a título de condenação, deve ser afastado, ante a existência de fato ilícito de terceiro como causa
excludente de responsabilidade; 3) é impossível identificar as falsidades das informações prestadas, e que é legítima sua posição de garantir-se
na boa fé, dessa forma, agiu no exercício regular de direito ao inscrever o nome da recorrida em cadastro de proteção ao crédito. 4) não deve
haver manutenção de condenação da empresa recorrente à reparação ao apelado, vez que foi igualmente vítima; 5) a indenização arbitrada pelo
Juízo de origem está em desacordo com o princípio da razoabilidade; 6) Sustenta ainda que os juros moratórios arbitrados devem ser fixados
a partir do arbitramento.
Contrarrazões nas fls. 111/112.
É o que importa relatar. Decido.
Conforme extraído da leitura dos autos, a apelada teve seu nome incluído em cadastro de restrição ao crédito no dia 04/04/2009, em razão de
débito no importe de R$ 515,00 (quinhentos e quinze reais), decorrente de inadimplemento de contrato não celebrado com a Tim . O autor afirma
que possui contrato com companhia de telefonia, porém, diverso do responsável por sua negativação.
Nas razões da presente apelação, a Tim se restringe a afirmar, que a cobrança era devida, já que os serviços foram prestados pela operadora de
telefonia e, portanto, as faturas devem ser adimplidas. Já na contestação e apelação às fls. 15/27 e 91/101 respectivamente, defende que não
pode lhe ser imputada qualquer responsabilidade, já que a contratação do serviço fora efetuada por terceiro, de forma fraudulenta, conduta esta
que deve ser equiparada a força maior, causa excludente de responsabilidade.
Pois bem. Verifica-se que a hipótese é de inequívoca responsabilidade civil da apelante ante a sua negligência no momento da formalização
do contrato de prestação de serviços em nome da apelada, pois não adotou as medidas de cautela necessárias de forma a conferir validade
a esse negócio jurídico. O documento de fls. 12, sinaliza a falha na prestação do serviço, vez que demonstra a inscrição do nome da Apelada
em cadastro restritivo de crédito.
Promovendo a anotação indevida do nome da autora por débito originário de negócio jurídico inexistente, agiu ilicitamente a fornecedora de
serviço de telefonia, cabendo-lhe indenizar a Recorrente pelos prejuízos morais suportados diante desse ato. Agiu com acerto o magistrado de
primeiro grau.
Na verdade, o que se observa é que houve falha por parte da empresa apelante ao permitir que terceiro (falsário) tenha contratado em nome
da autora, resultando em negativação indevida decorrente de débito que não contraiu. Portanto, à empresa de telefonia deve responder pelos
danos morais experimentados em decorrência da sua negligência.
No que tange à argumentação do recurso, é de se rechaçar a alegação de impossibilidade de sua responsabilização em razão de culpa exclusiva
de terceiro.
Isto porque a culpa exclusiva de terceiro, apta a elidir a responsabilidade objetiva do fornecedor é espécie do gênero fortuito externo, assim
entendido aquele fato que não guarda relação de causalidade com a atividade do fornecedor, absolutamente estranho ao produto ou serviço
(CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de responsabilidade civil. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2010, p. 185).
Neste diapasão, a ocorrência de fraudes ou delitos como as do caso em apreço, dos quais resultam danos, insere-se na categoria doutrinária de
fortuito interno, porquanto fazem parte do próprio risco do empreendimento e, por isso mesmo, previsíveis e, no mais das vezes, evitáveis.
Portanto, indubitável a responsabilidade da empresa demandada.
Pertinente frisar que restrição creditícia imprópria gera dano moral in re ipsa, sendo dispicenda pois, a prova da sua ocorrência.
Assim também já decidiu este E. Tribunal de Justiça:
APELAÇÃO CÍVEL - FRAUDE - NEGATIVAÇÃO INDEVIDA - ATO DE TERCEIRO - EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE NÃO
CONFIGURADA - RISCO DECORRENTE DA PRÓPRIA ATIVIDADE - DANOS MORAIS CARACTERIZADOS IN RE IPSA - QUANTUM
INDENIZATÓRIO MANTIDO POR SE CONSIDERAR RAZOÁVEL PARA O CASO CONCRETO - APELO NÃO PROVIDO. 1. A operadora de
telefonia tem o dever de verificar os documentos apresentados por seus consumidores quando do pedido de contratação dos serviços, a fim de
inibir a prática de fraude contratual. 2. A prática de fraude às operadoras de telefonia são riscos atraídos para si, decorrentes da própria atividade
comercial, por não observar as cautelas necessárias à contratação, não podendo alegar, posteriormente, ato de terceiro como excludente de
responsabilidade. 3. Evidenciada a ilicitude do ato praticado pela parte ré, que lançou o nome do autor em órgão de proteção ao crédito, por dívida
que este não contraiu, causando-lhe lesão à honra e reputação, caracterizado está o dano moral puro, exsurgindo, daí, o dever de indenizar. 4.
É cediço que, na fixação da reparação por dano extrapatrimonial, incumbe ao julgador, atentando, sobretudo, para as condições do ofensor, do
ofendido e do bem jurídico lesado, e aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, arbitrar quantum que se preste à suficiente recomposição
dos prejuízos, sem importar, contudo, enriquecimento sem causa da vítima. Ao concreto, demonstrada a ilicitude do ato praticado pela ré, e
sopesadas as demais particularidades do caso, entendo adequada a fixação da verba indenizatória em R$ 6.000,00 (seis mil reais) 5. Apelo
que se nega provimento. (TJ-PE - APL: 34752420098170640 PE 0003475-24.2009.8.17.0640, Relator: Agenor Ferreira de Lima Filho, Data de
Julgamento: 07/12/2011, 5ª Câmara Cível, Data de Publicação: 229)
Consolidado o posicionamento a respeito da devida reparação pelos danos morais causados, passa-se a analisar quais critérios devem nortear
a fixação da quantia para que se possa atingir a sua finalidade.
A este respeito, ressalte-se que devem ser observados a extensão do dano (art. 944 do CC/02), o grau de culpa do agente, da vítima e de algum
terceiro que possa estar envolvido, as condições sócio-econômicas e psicológicas das partes e a natureza pedagógica da indenização.
270
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Além disso, o quantum indenizatório deve ser fixado sob o manto do princípio da proporcionalidade, para que deste modo, simultaneamente, a
obrigação de indenizar possa cumprir a sua função educativa junto àquele que causou o dano, desestimulando-o a repetir a prática de tal conduta,
bem como o valor não represente o enriquecimento sem causa da outra parte.
No caso em tela, o magistrado a quo fixou a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a título de indenização por danos morais, em razão da nítida
negativação indevida e da constatação da inexistência do negócio jurídico. Tal valor corresponde ao já arbitrado em casos análogos por este
Tribunal de Justiça, motivo pelo qual deve ser mantido o valor da indenização fixado na sentença.
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER. DANO MORAL. INSCRIÇÃO INDEVIDA
EM ÓRGÃO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO. MAJORAÇÃO DO QUANTUM PARA R$ 10.000,00. A inscrição do nome do consumidor nos órgãos
de restrição ao crédito, por débito oriundo de faturas que não correspondem ao contrato firmado gera o direito de indenização por danos morais,
mormente, quando não observa a devida comunicação prévia exigida pelo art. 43, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor.(TJ-PE - APL:
1302720118171110 PE 0000130-27.2011.8.17.1110, Relator: Antônio Fernando de Araújo Martins, Data de Julgamento: 08/03/2012, 6ª Câmara
Cível, Data de Publicação: 56)
Por derradeiro, a apelante também questiona o termo inicial dos juros moratórios, defendendo sua incidência a partir da data de arbitramento
da indenização por danos morais. A sentença, na sua parte dispositiva, determinou, corretamente, que respectivos juros devem incidir da data
da citação ( art. 405 do Código Civil).
Por todo o exposto, NEGO SEGMENTO ao presente apelo, com fulcro no art. 557, caput do CPC, mantendo irretocável a sentença vergastada.
Recife,
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete do Des. Bartolomeu Bueno
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3ª CÂMARA CÍVEL
APELAÇÃO CÍVEL Nº 411852-9
APELANTE:
ELIAS RODRIGO DA CONCEIÇÃO
APELADO:
SEGURADORA LÍDER DOS CONSORCIOS DO SEGURO DPVAT
RELATOR:
DES. BARTOLOMEU BUENO
RELATOR SUBSTITUTO:
JOÃO MAURÍCIO GUEDES ALCOFORADO
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DECISÃO TERMINATIVA
Cuida-se de Apelação Cível maneja pela ELIAS RODRIGO DA CONCEIÇÃO em face de sentença proferida pelo magistrado da 12ª Vara Cível
da Capital - SEÇÃO A que, em ação de cobrança de complementação securitária - DPVAT, julgou improcedente a demanda, com fundamento
no art. 269, inciso I e 285-A, ambos do CPC, condenado ainda o autor ao pagamento das custas processuais, observada a gratuidade da justiça
concedida.
Em suas razões recusais, sustenta o apelante, em síntese, que há laudo particular acostado aos autos porém o laudo do IML não foi elaborado
em virtude da demanda excessiva no Estado de Pernambuco; que não consta nos autos intimação para nenhum mutirão realizado pela justiça
deste estado.
Contrarrazões às fls. 26.
Considerando a inexistência, de fato, de comprovação acerca da intimação do apelante para comparecimento ao indigitado mutirão, determinou
o relator substituto a remessa dos autos a Seção Especializada em Mutirões de Conciliações da Capital para que fosse carreado aos autos
documentação que comprovasse a existência de tal intimação.
Todavia, às fls. 46 dos autos, certificou aquela seção especializada que "não realiza intimação, e não dispõe de Secretaria; tendo como ato,
apenas o encaminhamento de carta convite para tentativa de acordo".
Ou seja, do que consta dos autos, não há como se assegurar que de fato foi o autor convocado para a seção de Mutirão do DPVAT e não
compareceu. À propósito vejamos o aresto abaixo colacionado:
PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO DPVAT. SUPOSTAS CONVOCAÇÕES PARA
COMPARECIMENTO EM MUTIRÕES JUDICIAIS SOBRE A MATÉRIA ORGANIZADOS PELO TJPE. CHAMAMENTOS QUE NÃO RESTARAM
COMPROVADOS NOS AUTOS. ERRO DE FATO. SENTENÇA QUE ADMITIU COMO EXISTENTES FATOS QUE NÃO OCORRERAM.
RESCISÃO DO JULGADO. SENTENÇA ANULADA. IMPOSSIBILIDADE DE NOVO JULGAMENTO NA ATUAL FASE PROCESSUAL. RETORNO
DOS AUTOS AO PRIMEIRO GRAU PARA INSTRUÇÃO E NOVO JULGAMENTO. A sentença encontra-se fundada em claro erro de fato (art.
485, IX, CPC), pois o togado sentenciante admitiu como existentes convocações para comparecimento em seções de Mutirões de DPVAT que
simplesmente não restaram comprovadas nos autos; Com efeito, não existe nos autos a mais mínima prova de que a autora tenha de fato sido
chamada a comparecer às referidas seções, não se afigurando suficiente à comprovação das convocações a simples afirmação de que elas
aconteceram; Sendo assim, o togado sentenciante jamais poderia ter extinguido a demanda, mormente com julgamento de improcedência do
pedido, sem a devida intimação da parte autora para se manifestar sobre a suposta ausência às seções em comento, bem como para dizer se
tinha ou não interesse no prosseguimento do feito; Rescisão do julgado, com o consequente retorno dos autos à instância de origem e regular
processamento do feito em seus ulteriores termos.
(TJ-PE - AR: 3339766 PE, Relator: Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes, Data de Julgamento: 15/04/2015, 2ª Câmara Cível, Data de
Publicação: 22/04/2015)
Com efeito, a prova constante nos autos não se mostra suficiente para o deslinde da controvérsia, havendo a necessidade de realização de
perícia técnica para averiguar a graduação da alegada invalidez permanente, que foi inclusive pleiteada pela parte autora no bojo de sua inicial.
Portanto, considerando que não há como se constatar a eficaz intimação da parte autora para comparecimento ao indigitado mutirão, momento
em que seria oportunamente submetida a perícia específica para constatação do grau de suas lesões, cabível o retorno dos autos ao juízo singular
para que se proceda a necessária instrução dos autos com a realização da perícia em questão.
Por todo o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso para anular a sentença e ordenar o retorno do feito à vara de origem, a fim de que seja
realizada a perícia médica específica, nos termos da tabela anexa a lei nº 6.194/74, a fim de se comprovar a existência da apontada invalidez,
bem como o respectivo grau, para que desta maneira possa ser fixada a indenização pleiteada.
Publique-se e intimem-se.
Recife, 13.04.2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete do Des. Bartolomeu Bueno de Freitas Morais
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Poder Judiciário
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Gabinete do Des. Bartolomeu Bueno
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3ª CÂMARA CÍVEL
Apelação nº 414190-6
Apelante:
Banco do Nordeste do Brasil S/A
Apelado:
Agroindustrial Travessia S/A - Agroisa
Relator:
Des. Bartolomeu Bueno
Rel. Subst.:
Juiz João Maurício Guedes Alcoforado
DECISÃO TERMINATIVA
Cuida-se de Apelação Cível interposta pelo Banco do Nordeste do Brasil S/A em face da sentença de fl. 63, a qual extinguiu a Ação de
Cumprimento de Obrigação de Fazer sem resolução do mérito, com fundamento no art. 295, parágrafo único, II do Código de Processo Civil,
por inépcia da petição inicial.
Em suas razões recursais, aduz o Apelante que o magistrado singular ao declarar a inépcia da petição inicial e fundamentar a decisão na cláusula
penal existente na Escritura Particular de Emissão e Subscrição de Debêntures, feriu o princípio constitucional da inafastabilidade da jurisição.
Alega que quando foi detectado o descumprimento da obrigação por parte da empresa ora apelada, ingressou com Ação Monitória (tombada sob
o nº 2629-86.2006.8.17.0001), ressaltando que uma coisa é o descumprimento de qualquer das cláusulas elencadas na dita escritura (fato que
ocorreu), o que acarretou em seu vencimento e na cobrança judicial do valor devido através da ação monitória suso mencionada, outra coisa
diz respeito a não apresentação dos documentos obrigatórios por parte da empresa demandada, não restando outral alternativa senão ingressar
com a presente ação de cumprimento de obrigação de fazer com esse objetivo específico, já que os valores devidos das debêntures estavam
sendo cobrados através da ação própria.
Ao final, pugna pelo provimento do presente recurso para que seja anulada a sentença ora recorrida e determinar o retorno dos autos à primeira
instância para novo julgamento.
Sem contrarrazões (cf. certidão de fl. 83).
É o Relatório. Decido.
De início, a matéria posta a este Colegiado deverá ser julgada sob a égide do CPC/1973, de acordo com o art. 1º da Instrução Normativa nº 01-
A/2016 deste Egrégio Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Conheço do presente recurso, vez que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal.
Forçoso reconhecer que merece trânsito a irresignação do Apelante, razão porque a matéria posta em julgamento será decidida nos moldes
do Art. 557, §1º-A do CPC.
No presente caso, o Juiz "a quo" extinguiu a ação de cumprimento de obrigação de fazer, sem resolução do mérito, com fundamento no art.
295, parágrafo único, II do CPC, por inépcia da petição inicial, por entender que "tendo sido o réu expressa e devidamente notificado do seu
inadimplemento, desde 21.07.08 (fls. 11/13), não vindo até o presente a realizar o facere que lhe compete, curvou-se à eficácia plena da cláusula
penal previamente estabelecida (art. 418, Código Civil), não sendo dado ao demandante optar por exigir o cumprimento da obrigação específica
à margem das hipóteses previstas nos arts. 410 e 411 do Código Civil".
Da análise dos autos, constata-se que a ré foi beneficiária de recursos oriundos do FINOR - Fundo de Investimento do Nordeste, mediante a
emissão de ações preferenciais tipo A, cuja posse detém o referido fundo, assumindo o compromisso de atender as obrigações legais, com
fundamento na Lei 6.404/76, nos artigos 132, 133 e 176, no Decreto-Lei 2.298/86 e na Instrução CVM nº 265/1997.
Pretende o autor o cumprimento das obrigações de fazer referentes à apresentação das publicações das demonstrações financeiras nos
exercícios encerrados em 31.12.1997 e subseqüentes, todas acompanhadas do Parecer de Auditoria Independente.
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Ora, a lei exige as providências que o autor busca, por meio destes autos, fazer cumprir a ré, razão pela qual equivocada foi a extinção do
presente feito, sem julgamento do mérito, por inépcia da inicial, nos termos do art. 295, § úncio, II do CPC/1973.
À luz de tais considerações, com fundamento no art. 557, §1-A, do CPC, dou provimento ao presente Recurso de Apelação para anular a sentença,
fazendo retornar os autos ao juízo de primeiro grau para que seja devidamente processado e julgado.
Cumpra-se. Publique-se.
Recife, 14/04/2016.
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Gabinete do Des. Bartolomeu Bueno de Freitas Morais
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3ª CÂMARA CÍVEL
Apelação Cível nº 415417-6 (NPU 17186-15.2005.8.17.0001)
Apelante:
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CELPE
Apelado:
INCORPORADORA SÃO SIMÃO LTDA
Relator Substituto
Juiz João Maurício Guedes Alcoforado
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Apelação Cível (fls. 129/139) manejada por COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CELPE em face da sentença (fls. 125)
proferida pelo juízo da 8ª Vara Cível da Capital - Seção A, nos autos da intitulada "Ação Ordinária de indenização por danos materiais", cuja
decisão, com amparo no art. 269, I do CPC/73, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados à inicial, a fim de condenar a Companhia
Energética de Pernambuco - Celpe a indenizar por danos materiais, no valor de R$ 10.528,77 (dez mil, quinhentos e vinte e oito reais e setenta
e sete centavos), corrigidos pela tabela ENCOGE, desde a data do efetivo desembolso da despesa, e incidindo juros de 1% (um por cento) ao
mês desde a citação.
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Aduz o apelado, que o projeto de instalação elétrica de seu empreendimento - Edifício Morada do Himalaia foi devidamente aprovado, e
posteriormente a apelante condicionou o efetivo fornecimento de energia do imóvel a troca dos condutores flexíveis por rígidos, em toda a obra.
O Nobre Julgador entendeu, que diante das provas dos autos, restou evidenciada que a apelante incorreu em ato omissivo, durante a análise
do projeto submetido a sua apreciação, sem que tenha feito ressalvas quanto ao uso de condutores, flexíveis ou rígidos, nos termos da NE-009,
vindo a fazer menção acerca da substituição dos condutores, somente em 22/12/2004, no relatório de pré-inspeção (fls. 24/25) e confirmado na
carta OSR - 001/2005, emitida em 05/01/2005 (fl. 20).
Em seu arrazoado recursal (fls. 129/139), o apelante basicamente sustenta que: a) a indenização de danos extrapatrimoniais no valor de R$
10.528,77 (dez mil, quinhentos e vinte e oito reais e setenta e sete centavos), escapa à razoabilidade e ao bom senso, assim como os critérios
objetivos recomendados pela doutrina e jurisprudência - condição social das partes, a gravidade do ato, a natureza e repercussão da ofensa, e
grau de reprovabilidade da conduta do ofensor; b) que o valor arbitrado a título de indenização na referida sentença merece ser reformado, de
forma a não caracterizar uma tentativa de enriquecimento sem causa, e que o quantum indenizatório deve ser fixado de forma razoável.
Não foram apresentadas contrarrazões.
É o relatório. Passo a decidir.
Em face do início da vigência do Novo Código de Processo Civil - Lei nº 13.105/2015, faz-se necessário esclarecer qual dos diplomas processuais
há de ser aplicado, in casu, à luz de algumas regras de direito intertemporal.
Em matéria de recurso, é importante ter em mente que o direito de recorrer nasce quando a decisão impugnada se torna pública. Em razão dessa
máxima, a definição de quais normas incidem sobre o recurso, no que pertine aos requisitos de admissibilidade e regras processuais - estas
diferentes das regras procedimentais - dá-se pela data da publicação da decisão.
Destarte, se a decisão foi proferida antes do início da vigência do NCPC, ou seja, antes do dia 18 de março de 2016, mesmo que o recurso seja
interposto após esta data, a ele será aplicado o CPC de 1973.
A propósito, vale destacar o enunciado administrativo n. 2 do STJ - "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas,
até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça".
Este E. TJPE editou a instrução normativa nº 1-A/2016, publicada no DJe em 04/04/2016, para disciplinar a questão. O art. 1º desse diploma
estabelece que os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior
Tribunal de Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil
(CPC/1973) para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016.
Considerando que a decisão atacada no presente recurso foi proferida em 25/09/2015 e publicada no DJe em 02/10/2015, o presente recurso
deve ser apreciado à luz das regras previstas do CPC de 1973.
Analisando os requisitos de admissibilidade recursal, verifico não merecer seguimento o presente apelo, por flagrante inadmissibilidade.
Isso porque, da simples leitura da peça recursal, observa-se claramente que a parte recorrente não atacou os fundamentos de fato e direito
pelos quais requer novo julgamento da questão nele cogitada, mas se preocupou apenas em demonstrar seu inconformismo com o ato judicial
impugnado, discorrendo sobre diversos assuntos, mas nenhum atacou diretamente o que fora decidido pelo juízo de origem.
Da análise dos autos, verifica-se que a apelante menciona com frequência o dano moral, quando na verdade deveria atacar dano material, que
é o objeto da presente demanda, "Ação de indenização por danos materiais".
Com efeito, os argumentos suscitados na peça recursal não impugnam aquilo que foi decidido na sentença, uma vez que esta decidiu com base
na indenização dos danos materiais sofridos pela ré e não por danos morais.
Neste contexto, tendo ignorado os fundamentos da decisão vergastada, o apelante atentou contra o Princípio da Dialeticidade no presente recurso,
o que induz a negativa de seu seguimento por flagrante irregularidade formal (art. 514, II, CPC). A esse respeito:
O recurso tem de combater a decisão jurisdicional naquilo que ela o prejudica, naquilo que lhe nega pedido ou posição de vantagem processual,
demonstrando o seu desacerto, do ponto de vista procedimental (error in procedendo) ou do ponto de vista do próprio julgamento (error in
judicando). (...) Na perspectiva recursal, é a decisão que deve ser confrontada.1
Nesse sentido:
APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE.
ILEGITIMIDADE PASSIVA. TEORIA DA ASSERÇÃO. 1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. Nos termos do artigo 514, inciso II, do Código de Processo
Civil, a apelação deve conter "os fundamentos de fato e de direito", pressupostos de regularidade formal ou adequação do recurso. Trata-
se da positivação do denominado "princípio da dialeticidade", segundo o qual cumpre ao recorrente trazer as razões de sua inconformidade,
confrontando os argumentos da decisão impugnada.(...) (TJRS, 9ª C.C. AC Nº 70046972808, Rel. Iris Helena Medeiros Nogueira, j. 21/03/2012)
PROCESSUAL CIVIL - NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO - IRREGULARIDADE FORMAL - PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. NÃO SE
CONHECE DO APELO SE AS RAZÕES RECURSAIS NÃO IMPUGNAM ESPECIFICAMENTE OS FUNDAMENTOS DA R. SENTENÇA, EM
DESCONFORMIDADE COM O ART. 514, INCISO II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, FATO QUE ENSEJA IRREGULARIDADE FORMAL
DO RECURSO. (TJDFT, 4ª Turma Cível, APL 0013646-30.2008.807.0001, Rel. Alfeu Machado, j. 28/04/2010, in DJe 19/05/2010, DJ-e Pág. 88)
AGRAVO REGIMENTAL - IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NA ORIGEM
ANTE A NÃO OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO
ESPECIAL.
IRRESIGNAÇÃO DO EXECUTADO.
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1. O princípio da dialeticidade recursal deve ser compreendido como o ônus atribuído ao recorrente de evidenciar os motivos de fato e de direito
para a reforma da decisão recorrida, segundo interpretação conferida ao art. 514, II, do CPC.
(...)
(AgRg no AgRg no REsp 1309851/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 05/09/2013, DJe 19/09/2013)
Face ao exposto, NEGO SEGUIMENTO ao recurso de Apelação, por sua manifesta inadmissibilidade, em atenção ao art. 557, caput, do Código
de Processo Civil de 1973, mantendo irretocável a decisão vergastada.
Recife,
1 BUENO, Cássio Scarpinela. Curso Sistematizado de Direito Processual Civil . Recursos. Processos e incidentes nos Tribunais. Sucedâneos
recursais: técnicas de controle das decisões jurusdicionais. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 62.
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3ª CÂMARA CÍVEL
Apelação Cível Nº 415751-3
NPU Nº 0185463-47.2012.8.17.0001
Apelante:
UNIMED Campo Grande MS - Cooperativa de Trabalho Médico Ltda.
Apelada:
Sílvia Maria Lopes Teixeira
Relator:
Des. Bartolomeu Bueno
Relator Substituto:
João Maurício Guedes Alcoforado
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação interposto por UNIMED Campo Grande MS - Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. em face da sentença de
fls. 142, proferida pelo juízo da 31ª Vara Cível da Capital - Seção A, em sede de ação de obrigação de fazer com pedido de antecipação de
tutela jurisdicional.
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A autora, Sílvia Maria Lopes Teixeira, segurada da UNIMED Campo Grande MS - Cooperativa de Trabalho Médico Ltda., ingressou com a referida
ação judicial em face da negativa da ré em autorizar o procedimento de O2 contínuo a nível domiciliar com concentrador de O2, sob a justificativa
de que esse procedimento não possuía cobertura pelo plano.
A sentença ora impugnada julgou procedente o pleito autoral, condenando a apelante a tomar todas as providências necessárias à cobertura
do tratamento pleiteado pela demandante.
Em seu recurso (fls. 150-161), a apelante aduz, em síntese, que: a) a sentença é nula em decorrência do cerceamento de defesa imposto à
apelante, eis que juízo de origem indeferiu a prova pericial por ela pleiteada; b) as cláusulas contratuais foram elaboradas pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 24ª Região e, portanto, não se aplica o CDC ao caso em comento; c) não houve falha na prestação do serviço ou descumprimento
contratual por parte da demandante.
Ao fim, o recorrente requer seja o recurso conhecido e provido a fim de anular a sentença, determinando o retorno dos autos para que seja
dada continuidade à instrução processual. Alternativamente, pugna pelo reconhecimento da nulidade da sentença em virtude da deficiência de
fundamentação.
Sucessivamente, pleiteia o afastamento da condenação imposta à apelante.
Em petição de fls. 175/176, o recorrente informa o falecimento da autora, apresentando cópia da certidão de óbito desta (fl. 179).
Contrarrazões às fls. 181/183, pugnando pela manutenção da sentença recorrida.
É o relatório. Passo à fundamentação.
Primeiramente, cumpre destacar que a presente demanda deve ser analisada à luz do CPC/73, eis que a sentença atacada foi publicada no dia
31/07/2015 (fl. 143), o que atrai a incidência do art. 1º da Instrução Normativa nº 01-A/2016 deste Tribunal.
O direito relativo ao fornecimento de tratamento médico goza de caráter personalíssimo, motivo pelo qual se revela incabível a sucessão
processual. A ocorrência de fato superveniente, qual seja, o falecimento da autora, impõe a extinção do processo, sem resolução do mérito, nos
termos do art. 267, IX, do CPC/731.
Segundo o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça - STJ, a hipótese traduz situação em que se revela ausente o interesse
recursal, por ausência do binômio necessidade-utilidade. O apelo em foco, portanto, encontra-se prejudicado.
Confira-se:
PROCESSUAL CIVIL. TUTELA ANTECIPADA CONCEDIDA E CONFIRMADA EM SENTENÇA. FALECIMENTO DA PARTE AUTORA.
EXTINÇÃO DO FEITO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO PROCLAMADA PELA CORTE DE ORIGEM. DIREITO PERSONALÍSSIMO.
MEDICAMENTO ONCOLÓGICO FORNECIDO POR PLANO DE SAÚDE A SEU BENEFICIÁRIO. ACÓRDÃO MANTIDO.
1. O pleito relativo ao fornecimento do medicamento oncológico direcionado a plano de saúde constitui direito personalíssimo do beneficiário, não
se admitindo, assim, a sucessão processual pelo falecimento do doente no curso da demanda.
2. Somente se admitiria a sucessão do polo ativo da ação se o litígio versasse sobre o reembolso de valor correspondente ao custeio da medicação
utilizada pelo beneficiário do plano, quando, então, transmudar-se-ia sua natureza jurídica em direito obrigacional.
3. Ocorrido o falecimento da demandante, ainda que se tenha submetido a todo o tratamento com a medicação oncológica fornecida por força da
decisão antecipatória de tutela confirmada por sentença, não mais persiste o interesse recursal do plano de saúde de ver julgado seu recurso de
apelação, sobretudo quando não recorreu da parte da sentença que o condenou ao pagamento dos ônus de sucumbência, porquanto ausente
o binômio necessidade-utilidade do provimento jurisdicional.
4. Recurso especial desprovido.
(REsp 1475871/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 03/03/2015, DJe 13/03/2015)
À luz de tais considerações, com base no art. 557, caput, do CPC/73, NEGO SEGUIMENTO ao recurso.
É como voto.
Recife,
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3ª CÂMARA CÍVEL
Apelação nº 429289-1
Apelante:
HABISERVE - INCORPORAÇÕES LTDA
Apelado:
CICERO JOAQUIM FERREIRA E OUTRO
Relator:
DES. BARTOLOMEU BUENO
Relator Substituto:
JOÃO MAURÍCIO GUEDES ALCOFORADO
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação interposto por HABISERVE - INCORPORAÇÕES LTDA em face de sentença proferida pelo juízo de 31ª Vara
Cível da Comarca de Recife - Seção B que, em sede de ação de indenização por perdas e danos c/c cobrança de cláusula moratória, julgou
parcialmente procedente o pleito autoral para condenar a ré a pagar aos autores a multa contratual prevista na cláusula 9.3 do contrato firmado
entre as partes, bem como danos materiais decorrentes do locação de imóvel, acrescido de juros de mora de 1% ao mês a partir da citação e
correção monetária pela tabela ENCOGE a partir do efetivo prejuízo, e danos morais no valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais), acrescidos de juros
de mora de 1% ao mês a partir da citação e correção monetária pela tabela ENCOGE contada do arbitramento.
Irresignada, a apelante interpôs a presente apelação, alegando em síntese: a) impossibilidade do recebimento da multa pelo atraso na entrega
do imóvel; b) impossibilidade de condenação referente a danos materiais; c) impossibilidade de condenação em danos morais.
Contrarrazões às fls. 284 e seg dos autos.
É o relatório. Passo a fundamentar.
O primeiro ponto discutido no apelo é a respeito da responsabilidade da construtora, ora apelante, pelo atraso na entrega do apartamento, e,
por conseguinte, no pagamento da multa contratual.
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Sob esse diapasão, para eximir-se da responsabilidade pelo atraso na entrega da unidade imobiliária, a recorrente argumenta de forma genérica
que não pode lhe ser imputada a culpa pelo atraso vez que, no caso concreto, resta configurado caso fortuito ou força maior. Dessa forma, na
tentativa de se justificar, argumenta que a escassez de insumos e mão-obra teriam impactado a estimativa do prazo para a entrega do imóvel.
Registre-se que tais eventos levantados pela construtora traduzem fatos inerentes à álea natural das suas atividades de construtora e
incorporadora, e, portanto, são mais que previsíveis, não podendo ser assimiladas como caso fortuito ou força maior passíveis de elidir sua culpa
pelo atraso havido na conclusão daquela unidade que prometera à venda.
Portanto, o que se observa é que a apelante aponta os eventos externos, supostamente causadores da mora, de forma genérica, sem provar que
estes são responsáveis, de fato, pelo suposto inadimplemento involuntário. Como ensina Caio Mário da Silva Pereira1, relativa, pois não merece
proteção aquele que não sabe mediar as suas forças ou conservar os meios de cumprir o obrigado."
Destarte, deve permanecer a condenação da apelante ao pagamento da multa contratual, mantidas as balizas da sentença referentes aos juros
de mora e à correção monetária.
No que tange ao cabimento de danos materiais, em virtude do atraso na entrega do imóvel avençado, o entendimento constante da decisão
atacada está em consonância com a jurisprudência do C. STJ, tendo em vista que a inexecução do contrato de compra e venda, consubstanciada
na ausência de entrega do imóvel na data acordada, acarreta além da indenização correspondente à cláusula penal moratória, o pagamento
de indenização por lucros cessantes. Trata-se de situação que, vinda da experiência comum, não necessita de prova (art. 335 do Código de
Processo Civil). O prejuízo, portanto, é presumido, prescindindo de demonstração.
À propósito, vejamos o precedente abaixo colacionado, extraído de recente julgamento proferido pela já referida C. Corte:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL NA PLANTA. ATRASO NA ENTREGA.
MORA. CLÁUSULA PENAL. SUMULAS 5 E 7/STJ. ART. 535. AUSÊNCIA DE OMISSÕES. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE
SE NEGA PROVIMENTO.
(...).
3. Nos termos da jurisprudência consolidada neste Sodalício, a inexecução do contrato de compra e venda, consubstanciada na ausência de
entrega do imóvel na data acordada, acarreta além da indenização correspondente à cláusula penal moratória, o pagamento de indenização por
lucros cessantes pela não fruição do imóvel durante o tempo da mora da promitente vendedora. Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp 525.614/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/08/2014, DJe 25/08/2014)
APELAÇÃO CÍVEL. CONSUMIDOR. ATRASO ENTREGA IMÓVEL. LUCROS CESSANTES. DANO MORAL. CLÁUSULA DE
INADIMPLEMENTO. APLICAÇÃO EM FAVOR DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Os lucros cessantes em caso de atraso na entrega
de imóvel correspondem aos alugueis que a parte razoavelmente poderia auferir caso o imóvel tivesse sido entregue no prazo estabelecido. (...)
(TJ-DF - APC: 20100110934347 DF 0034952-84.2010.8.07.0001, Relator: J.J. COSTA CARVALHO, Data de Julgamento: 19/11/2014, 2ª Turma
Cível, Data de Publicação: Publicado no DJE : 12/12/2014 . Pág.: 154)
APELAÇÃO CÍVEL. LUCROS CESSANTES. ATRASO NA ENTREGA DE IMÓVEL. CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E LUCROS CESSANTES.
AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. 1. Acumulação de cláusula penal moratória e de lucros cessantes não traduz bis in idem, porquanto possuem
natureza e finalidade distintas. 2. O injustificável atraso na entrega do imóvel confere ao adquirente o direito de ser indenizado pelos lucros
cessantes decorrentes da privação do uso do bem.
(TJ-DF - APC: 20130110265538 DF 0007447-16.2013.8.07.0001, Relator: FERNANDO HABIBE, Data de Julgamento: 10/12/2014, 4ª Turma
Cível, Data de Publicação: Publicado no DJE : 18/12/2014 . Pág.: 163)
APELAÇÃO CÍVEL. ATRASO NA ENTREGA DE IMÓVEL. CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR. INOCORRÊNCIA. LUCROS CESSANTES.
POSSIBILIDADE. DANO MORAL. ATRASO NA ENTREGA DE IMÓVEL. OCORRÊNCIA. 36 MESES (...). O Col. Superior Tribunal de Justiça já
decidiu que "não entregue pela vendedora o imóvel residencial na data contratualmente ajustada, o comprador faz jus ao recebimento, a título
de lucros cessantes, dos aluguéis que poderia ter recebido e se viu privado pelo atraso" (AgRg no Ag 692543/RJ - Relator Ministro HUMBERTO
GOMES DE BARROS - DJ 27/08/2007 p. 223). Com o atraso de 36 (trinta e seis) meses na entrega do imóvel, considero que caracterizado o
dano moral. Recurso não provido.
(TJ-MG - AC: 10024121585459001 MG , Relator: Cabral da Silva, Data de Julgamento: 27/08/2013, Câmaras Cíveis / 10ª CÂMARA CÍVEL, Data
de Publicação: 06/09/2013)
De mais a mais, tem o STJ entendido que o parâmetro mais justo para a fixação de indenização a tal título é a utilização de valores equivalentes
aos aluguéis que poderiam ter sido auferidos caso o imóvel tivesse sido entregue na data avençada.
É, nas palavras do ilustre Min. Ruy Rosado, o "direito de ser colocado na situação em que estaria caso o contrato tivesse sido cumprido. Isto é,
tem o direito a ver atendido seu interesse positivo de ser indenizado pelos danos positivos, para o que interessa considerar qual o patrimônio
de que disporia se não tivesse havido a quebra do contrato"1.
Neste sentido: AgRg no REsp 1202506/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/02/2012, DJe 24/02/2012; AgRg
no Ag 692.543/RJ, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, DJ 27/08/2007; REsp 644.984/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, DJ 05/09/2005.
Todavia, a insurgência da Apelante contra a condenação ao pagamento de indenização por danos morais merece guarida.
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Com o escopo de demonstrar o dano moral, a autora da ação, ora apelada se restringiu a arguir "que a demora em entregar as unidades gerou
uma enorme frustação nos demandantes, que planejaram com antecedência a aquisição dos imóveis, programando as finanças, atividades
profissionais e pessoais em função das obrigações assumidas naquele contrato".
Embora tenha sido bastante prejudicada pelo inadimplemento contratual da construtora recorrente, é compreensível que a demandante sinta-
se frustrada com o atraso do imóvel e até mesmo com o impedimento à visitação do canteiro de obras, mas o aborrecimento da apelada não
chegou aqui à qualidade de dano moral.
Isto porque configura dano moral apenas o vexame que ultrapasse a normalidade, capaz de afetar intensamente o comportamento psicológico
do individuo, causando-lhe desequilíbrio grave, o que não ocorreu no caso em questão, mas sim mero transtorno ou dissabor para a autora. Não
se trata de dano moral in re ipsa, sendo ônus da consumidora comprovar o abalo experimentado em decorrência da conduta da demandada,
inexistindo nos autos qualquer prova nesse sentido.
Vale lembrar que há diversos precedentes judiciais denegando a indenização por danos morais quando o pedido é fundamentado tão somente
no atraso na entrega de imóveis:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. DANOS MORAIS. NAO-OCORRÊNCIA.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGAPROVIMENTO.1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido
de que, em regra, o simples inadimplemento contratual não gera indenização por danos morais. Precedentes. 2. A Corte local, no caso em apreço,
analisou exaustivamente a questão, chegando à conclusão de que não houve dano moral indenizável. (STJ. AgRg no AREsp 141.971/SP, Rel.
Ministro LUIS FELIPE SALOMAO, QUARTA TURMA, julgado em 24/04/2012, DJe 27/04/2012).
CIVIL. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL COM PAGAMENTO EM UNIDADES RESIDENCIAIS. ATRASO NA ENTREGA.
INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. DANO MATERIAL ESTABELECIDO CONFORME O PACTO. DANO MORAL NÃO
CONFIGURADO. MERO CONTRATEMPO.
I. Condenada a recorrente a ressarcir as perdas e danos previstas no contrato para a hipótese de inadimplemento, sem que concluísse a
construção dos imóveis que seriam dados em pagamento, este evento, por si só, não consubstancia dano moral indenizável, mas mero dissabor
ou contratempo.
II. Recurso especial conhecido e provido.
(STJ. REsp 712.469/PR, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 13/12/2005, DJ 06/03/2006, p. 406)
AÇÃO ORDINÁRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C COBRANÇA DE MULTA E INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. DIREITO
CIVIL E PROCESSUAL. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. IMPONTUALIDADE NA ENTREGA DE UNIDADE IMOBILIÁRIA.
DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL. OCORRÊNCIA. DEVER DA CONSTRUTORA EM PAGAR A MULTA CONVENCIONADA. CONTRATO.
PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO. PUBLICIDADE UTILIZADA PARA OFERECIMENTO OU DE APRESENTAÇÃO DE PRODUTO OU SERVIÇOS
VINCULADOS AO FORNECEDOR. ART. 4º, INC. IV; 6º, IV E 37, § 1º DO CDC. APLICABILIDADE. DANOS MATERIAIS. OCORRÊNICA. DANOS
MORAIS. NÃO CONFIGURAÇÃO.
1. Na hipótese de descumprimento do contrato no que pertine a demora da conclusão da obra e na entrega de unidade imobiliária, deve a
construtora não só pagar a multa convencionada mas, também, responder por eventuais Perdas e Danos. 2. A teor do que dispõem os artigos 4º,
IV; 6º, IV e 37, § 1º, do Código de Defesa do Consumidor, a publicidade utilizada para oferecimento de unidade imobiliária, passa a fazer parte
do contrato, devendo-se interpretar de forma mais benéfica para o comprador, parte mais vulnerável da relação contratual. 3. O inadimplemento
contratual de Promessa de Compra e Venda de Imóveis, com atraso na conclusão da obra, por si só, não acarreta Dano Moral, que pressupõe
ofensa moral à personalidade da pessoa, embora seja suficiente para a responsabilidade por eventuais multas convencionadas e outros Danos
Materiais decorrentes. Recurso de Apelação Provido Parcialmente.
(TJPE - APL: 400308988 PE 151805-6, , 4ª Câmara Cível, Relator: Francisco Manoel Tenório dos Santos, Data de Julgamento: 05/05/2011)
APELAÇÃO CÍVEL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. DANO MORAL QUE NÃO
SE RECONHECE. Mero descumprimento contratual que não gera direito à indenização. Precedentes do STJ. Recurso conhecido e provido.
Sentença reformada apenas para excluir a condenação imposta a título de danos morais. (Apelação Cível nº 2012211033 (TJSE. 10704/2012,
1ª Câmara Cível, Rel. Maria Aparecida Santos Gama da Silva. unânime, DJ 27.07.2012)
CIVIL. COMPRA E VENDA. IMÓVEL. ATRASO NA ENTREGA. INDENIZAÇÃO. LUCROS CESSANTES. RESPONSABILIDADE DA
INCORPORADORA. CLÁUSULA DE PRORROGAÇÃO. VALIDADE. DANOS MORAIS. INEXISTÊNCIA
5. A DEMORA NO CUMPRIMENTO CONTRATUAL NÃO DÁ AZO AO DANO MORAL, HAJA VISTA ESTE SER AUTÔNOMO EM RELAÇÃO AOS
CONTRATOS, E DELES NÃO DEPENDER. (TJDF - APC: 20090110375240 DF 0080219-16.2009.8.07.0001, Relator: GETÚLIO DE MORAES
OLIVEIRA, Data de Julgamento: 26/03/2014, 3ª Turma Cível, Data de Publicação: Publicado no DJE : 09/04/2014 . Pág.: 289).
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CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL - ATRASO NA ENTREGA DA UNIDADE HABITACIONAL - DANOS MORAIS
- DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL - MEROS ABORRECIMENTOS - INEXISTÊNCIA DE DANO EFETIVO. - Para que se caracterize o dever
de indenizar, necessária a ocorrência do ato ilícito, do dano e do nexo de causalidade entre ambos. - Meros dissabores, aborrecimentos,
contrariedades, decorrentes de descumprimento contratual, não geram danos morais. (TJMG - AC: 10024102126356001 MG , Relator: Mota e
Silva, Data de Julgamento: 05/02/2013, Câmaras Cíveis Isoladas / 18ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 08/02/2013)
Por todo o exposto, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso, com fulcro no art. 557, §1º - A do CPC, apenas para excluir a condenação da
recorrente aos danos morais, haja vista encontrar-se a decisão em confronto com a jurisprudência do C. STJ. Considerando que a demandante
decaiu de parte mínima do pedido, mantenho os ônus sucumbenciais nos termos fixados na sentença atacada.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 13.04.2016.
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Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
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3ª CÂMARA CÍVEL
APELAÇÃO CÍVEL Nº 432359-3
APELANTE:
SEGURADORA LIDER DOS CONSORCIOS DE SEGURO DPVAT
APELADO:
OSNI ALVES DE MEDEIROS
RELATOR:
DES. BARTOLOMEU BUENO
RELATOR SUBSTITUTO
JOÃO MAURÍCIO GUEDES ALCOFORADO
DECISÃO TERMINATIVA
Inicialmente, cumpre registrar que, considerando trata-se de decisão e recurso anteriores a vigência do CPC/2015, cabível a aplicação do CPC/73
no que tange ao regime recursal a incidir na presente Apelação Cível, na esteira do que preconiza a IN nº 01-A/2016 do TJPE, editada com fulcro
em idêntico entendimento esposado pelo C. STJ.
Trata-se de Apelação Cível manejada pela SEGURADORA LIDER DOS CONSORCIOS DE SEGURO DPVAT em face de sentença proferida
pelo magistrado a quo da 22ª Vara Cível da Comarca de Recife - Sessão A - que no bojo de ação de cobrança securitária - DPVAT julgou
procedente o pleito autoral para condenar a apelante ao pagamento de indenização no valor de R$ 5.052,50 (cinco mil e cinquenta e dois reais
e cinquenta centavos).
Em suas razões recursais a seguradora arguiu apenas a prescrição da pretensão do autor, sob o fundamento de que tendo o sinistro ocorrido
em 10.02.2007, e considerando que não comprovou o apelado "tratamento contínuo de sua permanente invalidez" a fim de dilatar o prazo de sua
ciência, o termo inicial do prazo prescricional deve ser considerado a data da ocorrência do sinistro.
Às fls. 101 e seg. apresentou contrarrazões ao recurso.
É o que importa relatar. Passo a fundamentar.
Como se pode perceber, a irresignação recursal diz respeito apenas a existência ou não da prescrição da pretensão securitária no caso em
questão.
Com efeito, conforme jurisprudência pacífica do colendo Superior Tribunal de Justiça, cuida-se o DPVAT de seguro obrigatório de responsabilidade
civil, aplicando-se a ele, portanto, o art. 206, parágrafo 3º, inciso IX do Código Civil e não o art. 205 do mesmo diploma legal. Nesse sentido,
os precedentes abaixo:
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. DPVAT. AÇÃO DE COBRANÇA. NATUREZA. SEGURO OBRIGATÓRIO DE
RESPONSABILIDADE CIVIL. PRESCRIÇÃO. ART. 206, PARÁGRAFO 3º, INCISO IX, DO CÓDIGO CIVIL.
1 - Esta Corte Superior, há muito, firmou compreensão no sentido de que o DPVAT tem natureza de seguro obrigatório de responsabilidade civil.
2 - 'A ação de cobrança do seguro obrigatório (DPVAT) prescreve em três anos' (Súmula nº 405/STJ).
3 - Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 1273226/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 20/03/2012, DJe 26/03/2012)
PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. DPVAT. PRAZO PRESCRICIONAL.
- O DPVAT exibe a qualidade de seguro obrigatório de responsabilidade civil e, portanto, prescreve em 3 anos a ação de cobrança ajuizada
pelo beneficiário.
- Agravo não provido.
(AgRg nos EDcl no REsp 1192296/PR, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 04/08/2011, DJe 15/08/2011)
Já no que tange ao marco inicial do referido prazo, em pesquisa realizada na jurisprudência do C. Superior Tribunal de Justiça percebe-se que,
de fato, têm sido aplicado as ações que visam cobertura securitária - DPVAT os ditames da súmula nº 278, que toma por dies a quo do prazo
prescricional a ciência inequívoca da incapacidade laboral. Neste sentido, vejamos:
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. SEGURO OBRIGATÓRIO. DPVAT. PRESCRIÇÃO TRIENAL. TERMO INICIAL. DATA EM
QUE O SEGURADO TEVE CIÊNCIA INEQUÍVOCA DA INCAPACIDADE LABORAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 7 DO STJ.
2. "O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em que o segurado teve ciência inequívoca da incapacidade laboral.
- Súmula n. 278/STJ" (AgRg no REsp 1.002.620/RS, Relator o Ministro Aldir Passarinho Junior, DJe de 24.5.2010).
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3. O Tribunal de origem, à vista das circunstâncias fáticas da causa, entendeu que o início da contagem do prazo prescricional deveria ocorrer
a partir do laudo médico emitido por Perito Oficial.
Assim, o acolhimento da pretensão recursal, como ora perseguido, demandaria a análise do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado
pela Súmula 7 do STJ, que dispõe: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial." 4. Agravo regimental a que se
nega provimento.
(AgRg no REsp 1307869/MT, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 15/05/2012, DJe 13/06/2012)
Neste diapasão, também com esteio na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a ciência inequívoca se dá, via de regra, com a emissão
do laudo pericial, e não necessariamente quando do acidente. Perceba-se que os entendimentos acima expostos foram consolidados quando do
julgamento de recurso especial submetido ao rito do art. 543-C do CPC. A propósito, confira-se a ementa do julgado:
'RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SEGURO DPVAT. TERMO INICIAL DA
PRESCRIÇÃO. CIÊNCIA INEQUÍVOCA DO CARÁTER PERMANENTE DA INVALIDEZ. NECESSIDADE DE LAUDO MÉDICO.
1. Para fins do art. 543-C do CPC: 1.1. O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em que o segurado teve
ciência inequívoca do caráter permanente da invalidez. 1.2. Exceto nos casos de invalidez permanente notória, a ciência inequívoca do caráter
permanente da invalidez depende de laudo médico, sendo relativa a presunção de ciência.
2. Caso concreto: Inocorrência de prescrição, não obstante a apresentação de laudo elaborado quatro anos após o acidente.
3. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.' (REsp n. 1.303.038/RS, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, DJe de
19.3.2014.)
Todavia, tal ciência inequívoca deve ser analisada caso a caso pelo órgão julgador, em observância aos elementos fáticos constantes dos autos,
para só assim estabelecer se tal ciência se deu já quando do acidente automobilístico ou da emissão do laudo pericial.
No caso dos autos, percebe-se que apesar de ter o acidente ocorrido em 10.02.2007, o autor apenas teve ciência inequívoca de sua invalidez
permanente em 15.05.2009, com a realização da perícia médica, a qual concluiu que o autor apresentava "defict motor para realizar dorso-
flexão" (fls. 12).
Perceba-se ainda que em razão do pedido formulado administrativamente, em 18.06.2009, houve suspensão do prazo prescricional, nos termos
da Súmula nº 229 do STJ, tendo o prazo retornado o curso quando da negativa manifestada pela seguradora em 01.09.2009.
Portanto, o prazo para o apelado ajuizar a competente ação apenas se esvairia em agosto de 2012, não estando, desta feita, atingida a presente
demanda pela prescrição, posto que ajuizada em 02.02.2011.
À propósito, vejamos os seguintes julgados:
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO DO SEGURO OBRIGATÓRIO DPVAT. PRESCRIÇÃO TRIENAL.
PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO ESPECIAL COM DETERMINAÇÃO DE RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM.
I - A ação de cobrança do seguro obrigatório (DPVAT) prescreve em três anos. Todavia, se o pedido decorre de invalidez permanente, a
contagem do prazo prescricional tem início não, necessariamente, na data do acidente, mas quando o lesado tem conhecimento inequívoco de
sua incapacidade, o que, via de regra, ocorre com a elaboração do laudo pericial pelo IML - Instituto Médico Legal. (REsp 1.079.499/RS, de que
fui Relator, DJ 15.10.10) II - Por sua vez, tendo havido a formulação de pedido administrativo antes do escoamento do prazo prescricional, este
permanecerá suspenso até a data em que o segurado for comunicado da recusa ao pagamento da indenização (Súmula STJ/229).
(...)
Agravo regimental improvido.
(AgRg no REsp 1227349/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 24/05/2011, DJe 03/06/2011)
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. SEGURO OBRIGATÓRIO. DPVAT. AÇÃO DE COBRANÇA.
PRESCRIÇÃO. PRAZO TRIENAL.
PEDIDO ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO. RESPOSTA DA SEGURADORA. AUSÊNCIA DE NEGATIVA. LAPSO OBSERVADO. INVERSÃO
DO JULGADO. SÚMULA 7/STJ.
1. O prazo prescricional para a propositura de ação objetivando a cobrança de seguro obrigatório (DPVAT) para os acidentes ocorridos na vigência
do novo Código Civil é de três anos (Súmula nº 405/STJ).
2. O pedido administrativo de pagamento da indenização à seguradora suspende o prazo de prescrição até que o segurado tenha ciência da
decisão de recusa (Súmula nº 229/STJ).
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
3. (...).
4. Agravo regimental não provido.
(AgRg no AREsp 631.282/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/06/2015, DJe 04/08/2015)
Por todo o exposto, NEGO SEGUIMENTO ao recurso, com fulcro no art. 557 caput do CPC, diante de sua manifesta improcedência.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13.04.2016.
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete do Des. Bartolomeu Bueno
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ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se, na origem, de ação de busca e apreensão proposta pelo Ministério Público de Pernambuco contra Humberto e Ana Paula, objetivando
a busca e apreensão das menores gêmeas Ana Luiza e Ana Beatriz (fls. 32/41).
As menores nasceram em 3/11/15 e foram registradas, em 1º/12/15, em nome de Humberto e Andresa, esta residente em Itamaracá/PE.
Humberto, entretanto, é casado com Ana Paula, estando ambos com a guarda das meninas em Camaragibe/PE.
A ação de busca e apreensão foi proposta após provocação do Conselho Tutelar de Camaragibe (fls. 42/44) diante dos indícios de que Humberto
teria registrado ilegalmente as crianças em seu nome, configurando conduta conhecida como "adoção à brasileira".
Na ação, o Ministério Público de Pernambuco requereu, em síntese, o deferimento liminar da busca e apreensão e, ao final, fosse o feito julgado
procedente com a "colocação das infantes sob a guarda do casal mais antigo habilitado à adoção cadastrado na comarca, sendo que enquanto
esta não é concretizada deve ser as mesmas encaminhadas à entidade de acolhimento institucional local" (fl. 41).
Em audiência, foram ouvidos Humberto, Ana Paula, Andressa, a conselheira tutelar Josefa e a informante Edivania, tendo sido designada nova
audiência para 25/5/16 para a ouvida de outros conselheiros tutelares (fls. 77/79).
O juízo a quo proferiu decisão interlocutória determinando a busca e apreensão das menores, com o seu acolhimento institucional no Lar do
Neném (Recife/PE), e a inclusão de Andresa no polo passivo da demanda (fls. 63/64).
Contra essa decisão, Humberto e Ana Paula interpuseram, em conjunto, agravo de instrumento no qual, em síntese, reafirmam a paternidade
de Humberto, sendo desnecessária a realização de exame de DNA. Tratam ainda da presunção de veracidade do registro civil. Ademais, acaso
assim não se entenda, defendem a possibilidade de a guarda ser deferida a Andresa, com o pagamento de pensão alimentícia por Humberto.
Assim, requerem seja atribuído efeito suspensivo ao agravo de instrumento e, ao final, a reforma da decisão agravada para indeferir a liminar de
busca e apreensão ou, subsidiariamente, a concessão de guarda para Andresa, com o pagamento de pensão alimentícia provisória por Humberto.
Inicialmente, destaco não terem os agravantes acostado certidão de intimação da decisão agravada. No entanto, como a decisão foi assinada
em 8/4/16 (fl. 19) e o agravo foi interposto em 12/4/16 (fl. 2), é patente a tempestividade do recurso e a desnecessidade da certidão.
A situação é demasiadamente delicada, devendo ser analisada, portanto, à luz do princípio do melhor interesse da criança, conforme estatuído
nos arts. 5º da LICC e 6º do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Pelo relatado nos autos, desde dias após o nascimento, Humberto e Ana Paula estão com a guarda das menores, com o consentimento de
Andresa.
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3/11/15 - nascimento das gêmeas, sendo Andresa a sua mãe biológica (fls. 53 e 54);
30/11/15 - visita do Conselho Tutelar de Camaragibe à residência de Humberto e Ana Paula, no mesmo dia do recebimento de denúncia anônima
de venda das menores para o casal (fl. 45). Nessa ocasião, segundo a conselheira Josefa, o casal teria admitido não ter vínculo com as meninas e
que estariam com elas porque a mãe biológica morava em Itamaracá e não teria condições de criá-la. Assim, o casal teria combinado de devolver
as meninas para a mãe, através do Conselho Tutelar de Itamaracá (fls. 42/44);
1º/12/15 - registro nas meninas, constando Andresa e Humberto como genitores (fls. 53 e 54);
1º/12/15 - assinatura por Ana Paula de termo de responsabilidade pelas meninas (fl. 67).
4/12/15 - requerimento do Conselho Tutelar de Camaragibe para o Ministério Público relatando a sua visita ao casal (conforme descrito acima)
e a não devolução das crianças à mãe. Assim, requerem a intervenção do parquet para averiguação do caso, inclusive para a realização de
exame de DNA por Humberto.
12/2/16 - propositura da ação de busca e apreensão pelo Ministério Público (fls. 32/41);
Acrescento que a relação extraconjugal entre Andresa e Humberto está cercada de fatos nebulosos e contradições em audiência (fls. 77/79). No
entanto, ambos admitem esse relacionamento, a paternidade de Humberto e manifestam o interesse de manter a guarda das menores com o pai.
Com efeito, tem-se, de um lado, a certidão de nascimento das crianças indicando a paternidade de Humberto e, de outro, a denúncia anônima
de terem sido as menores vendidas por Andresa a Ana Paula e Humberto, com o registro ilegal deste como pai.
Em nenhum momento, foi alegado ou demonstrado qualquer situação de risco para as menores por estarem na residência de Humberto e Ana
Paula.
Ora, não visualizo elementos a justificar, de imediato, a retirada das meninas da guarda de Humberto, o qual, pela certidão de nascimento, é
para todos os efeitos, o pai.
Tendo as crianças a possibilidade de ficar com um dos seus genitores e a mãe expressado em audiência não ter interesse em disponibilizar as
crianças para adoção de terceiros (fl. 78v), não vejo razão para levá-las a um abrigo em Recife, afastado de toda a família.
Na idade em que se encontram as crianças, cinco meses, não há dúvida de que o deferimento liminar da busca e apreensão somente se mostraria
viável diante de provas concretas de elas se encontrarem em situação de risco, pois a modificação de sua rotina pode lhe gerar transtornos
de ordem emocional.
E mais, não se retira a guarda de uma criança apenas pautado em suposições de ilegalidade de registro, sem assegurar o exercício do contraditório
e da ampla defesa, bem como da realização de exame de DNA a oportunizar o embasamento de uma melhor solução ao Juízo.
Dessa forma, por ora, as crianças devem permanecer sob a guarda de Humberto e Ana Paula. Sem prejuízo de que, eventualmente, outras
provas, como a ouvida de testemunhas e a realização de exame de DNA, levem à retirada da guarda do casal.
Cabe salientar, no entanto, que nesta fase do agravo de instrumento, em análise de cognição sumária, a questão é apreciada apenas de forma
superficial, a fim de verificar a existência ou não dos requisitos necessários à concessão do efeito suspensivo pleiteado, os quais vislumbro
presentes neste momento.
A manutenção da decisão agravada, que determina o acolhimento das menores no Lar do Neném, traz, portanto, o risco de dano grave. Ademais,
diante da certidão de nascimento, está presente a probabilidade de provimento do recurso.
Deste modo, mostra-se prudente a concessão do efeito suspensivo, conforme requerido pelos agravantes, até ulterior deliberação.
Ante o exposto, defiro a liminar perseguida, nos termos do art. 995 e 1.019 do CPC/15, para conceder o efeito suspensivo ao agravo de instrumento
interposto, no sentido de manter a guarda das menores com os agravantes.
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Determino a intimação pessoal do agravado para apresentar suas contrarrazões no prazo legal.
Publique-se.
Recife, 13/04/2016
1
005 - AI n. 433.322-0
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Cuido de agravo de instrumento interposto por João José Regueira de Souza Filho contra decisão intelocutória às fls. 463/464, prolatada pelo
juíza em exercício cumulativo na 2ª Vara de Família e Registro Civil de Jaboatão dos Guararapes, que determinou, em sede de ação de execução
de alimentos, o pagamento, no prazo de três dias, das três últimas parcelas da pensão alimentícia em favor de Tereza Maria Solek Regueira de
Souza, sob pena de prisão civil do alimentante, pelo período de um mês. A juíza fundamentou a referida decisão afirmando que, ao contrário
do afirmado pelo alimentante, o valor da pensão alimentícia não se confunde com os valores do pró-labore oriundo da atividade das empresas
pertencentes a ambos (alimentante e à alimentanda). A magistrada afirmou também não haver prova nos autos acerca do pagamento das
despesas cujo pagamento é alegado pelo alimentante (tais como plano de saúde, condomínio etc.).
Contra a referida decisão, o alimentante João interpôs agravo de instrumento com os seguintes requerimentos: (1) suspender a decisão referente
à prisão civil por inadimplemento; (2) tornar sem efeito a decisão interlocutória que arbitrou os alimentos em R$ 12.000,00. Caso não deferido o
pedido de número (2), João requer subsidiariamente a redução do valor dos alimentos ou o parcelamento da dívida (com depósito de 30% sobre
o valor total e o restante parcelado em seis vezes) ou ainda o adimplemento do débito mediante dação em pagamento.
Na petição do agravo de instrumento, João traz os seguintes argumentos: (a) desnecessidade de pagamento de alimentos a Tereza, pois ao
contrário do afirmado em decisão que fixou os alimentos provisionais, ela recebe pró-labore mensal de R$ 5.000,00, decorrente da atividade
das empresas pertencentes ao casal; (b) estar o alimentante João pagando as despesas pessoais da alimentanda Tereza (plano de saúde,
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condomínio, celular, cartão etc.); (c) não estar João em condições de pagar os alimentos, em virtude dos baixos lucros de suas empresas e (d)
ser excessivo o valor mensal de R$ 12.000 fixado a título de alimentos, pois Tereza aufere renda minimamente satisfatória.
Em virtude do princípio da dialeticidade, deve-se ser apreciado apenas o pedido relativo à prisão civil, haja vista não ter a decisão agravada
decidido as matérias referentes aos demais pedidos do agravo de instrumento.
Sendo matéria atinente à liberdade individual de João José Regueira de Souza Filho, fica evidente o periculum in mora, haja vista já ter sido
expedido o mandado de prisão, estando gravemente ameaçado o seu direito de ir e vir.
Também verifico a presença do fumus bono iuris, a decisão que fixou alimentos provisionais (fls. 161/164) salientou os rendimentos satisfatórios
recebidos por Tereza, muito embora ao final tenha concedido os alimentos provisionais no valor de R$ 12.000,00.
Registra a referida decisão "que a Sra. Tereza Maria Solek Regueira de Souza é sócia e detém 50% das quotas sociais; ademais, há, inclusive,
a previsão na décima primeira cláusula da retirada mensal de pro-labore pelos sócios, sociedade essa que, segundo documento juntado pela
própria parte autora tem faturamento anual de mais de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais)" (fl. 162)
Ora, a prisão civil tem o objetivo de resguardar a necessidade do alimentando, o que não se verifica no presente caso. Desta forma, é desarrazoado
determinar a prisão do alimentante João, quando está registrada nos autos a ausência de necessidade de Tereza, configurando-se, desta forma,
o fumus bono iuris.
Face ao exposto, defiro a liminar, concedendo efeito suspensivo ativo ao presente agravo de instrumento, revogando-se a decisão que determinou
a prisão de João José Regueira de Souza Filho, devendo ser recolhido o mandado de prisão e, caso o paciente esteja na unidade prisional,
providenciando-se a sua soltura, se por outro decisum não estiver preso.
Intime-se a parte agravada para, querendo, oferecer contrarrazões no prazo de 15 dias úteis.
Com ou sem contrarrazões, remetam-se os autos ao órgão do Ministério Público para o competente pronunciamento. Após, voltem os autos
conclusos para esta Relatoria, para julgamento do agravo de instrumento.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife,
1
032 - AI 433341-5
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
288
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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5ª Câmara Cível
DECISÕES TERMINATIVAS - 5ª CÂMARA CÍVEL
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Trata-se de Agravo de Instrumento interposto pela FEDERAL DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA. contra a decisão do Exmo. Sr. Juiz de
Direito da 8ª Vara Cível da Capital, proferida nos autos da Ação de Despejo por Falta de Pagamento com Pedido de Antecipação e Tutela com
Cobrança de Alugueis e demais encargos ajuizada pela agravante contra SEIXAS PETRÓLEO LTDA. - ME E OUTROS, agravados.
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Na decisão agravada, o MM. Juiz indeferiu o pleito antecipatório sob o fundamento de que não se encontram presentes os requisitos autorizadores
para a sua concessão, requisitos esses previstos no art. 59, § 1º, inciso IX, da Lei nº 8.245/91, que dispõe que o despejo liminar somente poderá
ser deferido se o contrato de locação estiver desprovido de quaisquer das garantias previstas no art. 37 da Lei do Inquilinato.
Alegou a recorrente que a decisão combatida merece reforma na medida em que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, em sintonia com
a doutrina, tem se posicionado no sentido de que é possível a concessão da tutela antecipada mesmo nas ações de despejo, desde que presentes
os requisitos legais autorizadores, bem como que a causa de pedir não se encontre dentre as elencadas no art. 59, § 1º, da Lei Inquilinária.
Aduziu, ainda, que não dispõe de garantia contratual hábil a assegurar o cumprimento das obrigações assumidas, vez que dois dos fiadores
(Raimundo Fernandes Gomes e Marcos Moreira da Silva), apesar de devidamente cientificados dos débitos existentes, não apresentaram
qualquer resposta ou manifestação.
Além disso, afirmou que há cerca de 02 (dois) anos não recebe os valores devidos a título de alugueis e nem tem conhecimento de que os
agravados tenham adimplido as obrigações acessórias (pagamento da energia, impostos etc.), razão pela qual restam configurados os requisitos
previstos no art. 59, § 1º, IX, da Lei nº 8.245/91.
Por fim, disse que a verossimilhança das alegações e a prova inequívoca se encontram presentes em face da fragilidade/ineficiência da fiança e
que o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação se verificam no fato de que a manutenção da decisão impugnada, aguardando
o regular processamento da ação de despejo, poderá resultar em provimento final inócuo diante da possibilidade de depreciação do bem, da
ausência de garantia, além do risco comercial que vem suportando por ter um Posto de Combustíveis revendedor de sua propriedade desprovido
dos devidos cuidados e manutenção, ao ponto de causar contaminação nos combustíveis e macular o bom nome da recorrente.
Liminarmente, requereu a concessão da antecipação dos efeitos da tutela para que o imóvel seja desocupado em 15 (quinze) dias, "restando
condicionado ao deferimento da liminar ao depósito por parte da Agravante de caução idônea sobre o valor de três meses de alugueres, devendo
a Agravante ser intimada para tanto" (fl. 11) e, no mérito, pugnou pelo provimento do recurso.
Sem contrarrazões, posto que os Agravados Seixas Petróleo Ltda. - ME, Raimundo Fernandes Gomes e Marcos Moreira da Silva, apesar de
regularmente intimados, respectivamente, às fls. 125, 129 e 143, nada requereram.
Relatei, decido:
Considerando que o recurso em análise foi apresentado contra decisão publicada antes do dia 17/03/2016, esclareço que a apreciação e o
julgamento do mesmo têm como base legal o Código de Processo Civil de 1973, de acordo com o art. 1º, da Instrução Normativa nº 01/2016,
de 31/03/2016, expedida pelo Presidente do TJPE.
"Proc.: 0038157-69.2015.8.17.0001
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Cuida-se de ação de Despejo por falta de pagamento com pedido de antecipação de tutela com cobrança de
aluguéis e demais encargos, na qual o autor alega que o locatário encontra-se inadimplente. O demandante pleiteia a concessão da liminar com
fulcro no artigo 59, §1º, inciso IX da Lei 8.245/91, no sentido de que o réu seja compelido a desocupar o imóvel no prazo de 15 (quinze) dias. É o
relatório. Passo a decidir. Compulsando os autos, verifica-se que o contrato da ação em questão possui a fiança como garantia conforme fls. 63.
O autor alega, porém, a fragilidade da fiança, uma vez que houve notificação extrajudicial dos réus com o intuito que estes quitassem os débitos,
bem como desocupassem o imóvel locado, entretanto, não houve manifestação. Alega, ainda, que a fragilidade da fiança ensejaria a concessão
da liminar. Da análise do supramencionado artigo, em seu §1º, inciso IX, depreende-se que um dos requisitos para que seja deferida a liminar, é
que o contrato precisa estar desprovido de qualquer das garantias previstas no artigo 37 da Lei do Inquilinato. Ora, diante do exposto, não há o
que se falar no enquadramento deste caso ao referido artigo, isto posto, ausentes os requisitos autorizativos, indefiro o pedido da liminar. Citem-
se os demandados para em 15 dias contestar ou requerer a purgação da mora, pagando o débito reclamado pela parte autora, acrescido das
custas processuais e dos honorários advocatícios, à base de 10% (dez por cento) do valor da dívida, sob pena de revelia. Recife, 03 de agosto
de 2015. RAFAEL DE MENEZES JUIZ" (destaques no original)
Portanto, a controvérsia reside em se saber se acertou o Juiz quando indeferiu o pedido de antecipação de tutela sob o fundamento de que a
existência de fiadores afasta a possibilidade de decretação do despejo liminar ou, em sentido contrário, se devem prevalecer as alegações da
recorrente de que é possível a concessão de tutela antecipada nas ações de despejo cuja causa de pedir não esteja elencada no art. 59, § 1º,
da Lei nº 8.245/91, conforme já decidido pelo STJ.
Ao contrário do que decidiu o Juiz a quo, o entendimento já pacificado pela 5ª Câmara Cível deste Tribunal é o de que é possível o despejo
liminar mesmo quando houver fiança contratual, desde que demonstrada a quebra dos deveres contratuais por parte da locatária, como ocorreu
no caso em tela.
Em relação a este ponto, é fato incontroverso, confirmado pelo silêncio da parte agravada, que não houve purgação da mora e que ainda há
débitos a serem saldados, isto é, há inadimplência contratual por parte da locatária e dos seus fiadores.
A esse respeito, a Colenda 5ª Câmara Cível já decidiu que mesmo que o contrato de locação esteja garantido por fiança, caso seja demonstrada
a quebra dos deveres contratuais por parte do locatário, é possível a decretação do despejo liminar:
"DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE DESPEJO C/C COBRANÇA. ATRASO NO PAGAMENTO DE ALUGUEL E QUEBRA DE
DEVERES CONTRATUAIS. DESPEJO LIMINAR. CABIMENTO. RECURSO PROVIDO.1. O art. 59, § 1º, da Lei n.º 8.245/94, não traz rol taxativo,
sendo possível a antecipação de tutela em ação de despejo com base no art. 273 do CPC, desde que preenchidos os requisitos para a medida.
291
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Precedentes do STJ.2. Ainda que o contrato de locação esteja garantido por fiança, é possível o despejo liminar, se demonstrada a quebra
de deveres contratuais pelo locatário (fumus boni iuris) e verificados os danos progressivos causados ao locador pela permanência da locação
(periculum in mora)." (Agravo de Instrumento 348373-8. Relator: Des. José Fernandes. Data do Julgamento: 11/03/2015. Data da Publicação:
23/03/2015) (grifei)
Além disso, em casos semelhantes, esta Corte já decidiu que é possível a concessão de medida liminar para a desocupação do imóvel no prazo
de 15 (quinze) dias, desde que tenha sido prestada a caução no valor equivalente a 03 (três) meses de aluguel e ocorra a falta de pagamento
deste e demais encargos, o que permite o manejo da ação de despejo, nos termos dos arts. 59 e 62 da Lei do Inquilinato:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE DESPEJO. LOCAÇÃO NÃO RESIDENCIAL. CLÍNICA GERIÁTRICA. ATIVIDADE LUCRATIVA.
AUSÊNCIA DE BENEFÍCIOS LEGAIS. LIMINAR AUTORIZADA. INFRAÇÕES CONTRATUAIS. REQUISITOS EVIDENCIADOS. ART. 59, § 1º DA
LEI DE LOCAÇÃO. INADIMPLÊNCIA COMPROVADA. RECURSO PROVIDO PARCIALMENTE. 1. Em se tratando de contrato de locação não
residencial, este cessa, de pleno direito, findo o prazo estipulado, independentemente de notificação, ou seja, no caso, a ausência de desocupação
do imóvel na data do término do pacto autoriza a propositura da ação de despejo. 2. O art. 59, § 1º da Lei de Locação, após as alterações
introduzidas pela Lei nº 8.112/09, possibilita a concessão de liminar para desocupação do imóvel em quinze dias, independentemente da audiência
da parte contrária desde que prestada caução no valor equivalente a três meses de aluguel e tiver por fundamento umas das hipóteses elencadas
nos incisos I a VIII. 3. Tem-se, ainda, o contido no art. 9º, inciso III, da mesma norma, que prevê como uma das causas de desfazimento da
locação, a falta de pagamento do aluguel e demais encargos, que de igual forma permite, com fulcro no art. 62, o manejo da ação de despejo.
4. (...). 5. Para o Superior Tribunal de Justiça 'o rol previsto no art. 59, § 1º, da Lei n.º 8.245/91, não é taxativo, podendo o magistrado acionar
o disposto no art. 273 do CPC para a concessão da antecipação de tutela em ação de despejo, desde que preenchidos os requisitos para a
medida.' (REsp 1207161/AL, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe 18/02/2011). 6. Hipótese em que se afiguram presentes os
pressupostos necessários ao deferimento liminar seja em razão do término da locação ou, ainda, por força da inadimplência. 7.Provimento ao
recurso. Maioria de votos." (Agravo de Instrumento 354636-7. Relator: Des. Jones Figueirêdo. 4ª Câmara Cível. Data do Julgamento: 18/06/2015.
Data da Publicação: 10/07/2015) (grifei)
No mesmo sentido: Agravo de Instrumento 390066-1, Relator: Des. Jones Figueirêdo. Data do Julgamento: 27/08/2015. Data da Publicação:
14/09/2015; Agravo Regimental 354636-7, Relator: Des. Jones Figueirêdo. Data do Julgamento: 18/12/2014. Data da Publicação: 09/01/2015; e
Agravo de Instrumento 357705-9, Relator: Des. Eurico de Barros Correia Filho. Data do Julgamento: 18/12/2014. Data da Publicação: 19/01/2015;
dentre outros.
A antecipação de tutela nas ações de despejo também é admitida na jurisprudência do STJ. Veja-se:
"LOCAÇÃO. DESPEJO. CONCESSÃO DE LIMINAR. POSSIBILIDADE. ART. 59, § 1º, DA LEI N.º 8.245/94. ROL NÃO-EXAURIENTE.
SUPERVENIÊNCIA DE ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. NORMA PROCESSUAL. INCIDÊNCIA IMEDIATA. DETERMINAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE
CAUÇÃO. APLICAÇÃO DO DIREITO À ESPÉCIE. 1. O rol previsto no art. 59, § 1º, da Lei n.º 8.245/94, não é taxativo, podendo o magistrado
acionar o disposto no art. 273 do CPC para a concessão da antecipação de tutela em ação de despejo, desde que preenchidos os requisitos
para a medida. 2. (...). 3. Embora o acórdão recorrido careça de fundamentação adequada para a aplicação do art. 273, inciso I, do CPC, a Lei
n.º 12.112/09 acrescentou ao art. 59, § 1º, da Lei do Inquilinato, a possibilidade de concessão de liminar em despejo por de 'falta de pagamento
de aluguel e acessórios da locação', desde que prestada caução no valor equivalente a três meses de aluguel. Assim, cuidando-se de norma
processual, sua incidência é imediata, sendo de rigor a aplicação do direito à espécie, para determinar ao autor a prestação de caução - sob pena
de a liminar perder operância. 4. Recurso especial improvido." (REsp 1207161/AL, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 08/02/2011, DJe 18/02/2011) (grifei)
Assim também o REsp 595.172/SP, Rel. Ministro Paulo Gallotti, Sexta Turma, julgado em 21/10/2004, DJ 01/07/2005; e o REsp 445.863/SP, Rel.
Ministro José Arnaldo da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 05/12/2002, DJ 19/12/2002.
Ante o exposto, considerando que o presente recurso está em sintonia com a jurisprudência dominante do STJ e do TJPE, DOU PROVIMENTO
ao mesmo, o que faço com fundamento no art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil de 1973, para determinar o despejo liminar da SEIXAS
PETRÓLEO LTDA. - ME, que deverá desocupar, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da publicação desta decisão, o imóvel identificado como
POSTO FEDERAL SEIXAS, situado na Rua Comerciante José Gomes dos Santos, nº 101 (Rodovia PB 008, Km 07), Penha, João Pessoa, Estado
da Paraíba, conforme descrito na fl. 03 destes autos.
Contudo, conforme requerido pela própria Agravante, a eficácia da presente decisão fica condicionada à realização do depósito da caução
correspondente a 03 (três) meses de aluguel, em conta judicial à disposição do Juiz da 8ª Vara Cível da Capital, nos termos preconizados no art.
59, § 1º, da Lei nº 8.245/91 (Lei do Inquilinato), ficando a FEDERAL DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA. (autora/agravante) intimada para
cumprir tal exigência legal no prazo de 05 (cinco) dias, devendo juntar o respectivo comprovante nestes autos e cópia na ação principal.
Cópia da presente decisão deverá ser remetida ao Juízo de origem via email, a qual também servirá como ofício para ciência.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Comarca : Recife
Vara : Trigésima Quarta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : ITAPEVA II MULTICARTEIRA FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS
CREDITÓRIOS NÃO PADRONIZADOS
Advog : Pedro Henrique de Q. Tartaruga(PE33919)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : JOSILANE CECILIA DA SILVA
Advog : Pedro Henrique Tartaruga(PE033919)
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Jovaldo Nunes Gomes
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 11/03/2016 10:26 Local: Diretoria Cível
DECISÃO TERMINATIVA
Verifico que houve lapso na autuação porque o presente apelo (fls. 76/81) foi interposto por Itapeva II Multicarteira Fundo de
Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados na condição de sucessora da então autora Aymoré Crédito Financiamento e Investimento
S\A e não pela sucedida (Aymoré), como consta na capa dos autos.
Assim, retifique-se a autuação deste recurso, tão somente, para constar Itapeva II Multicarteira Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
Não Padronizados como apelante.
Trata-se de apelação interposta contra decisão proferida nos autos da Ação de Busca e Apreensão, com pedido liminar, proposta por Itapeva II
Multicarteira Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados, ora apelante, em face de Jairo Antônio da Silva, apelado, decisão
essa que extinguiu o processo sem resolução do mérito, nos termos do artigo 267, IV, do CPC, sob o fundamento de que a parte autora, apesar
de intimada para emendar a inicial (fl. 58), não indicou o endereço correto da parte demandada.
Inconformado, o autor apelou (fls. 76/81). Afirmou que a sentença deve ser reformada, eis que não houve intimação pessoal da parte autora, a fim
de fornecer novo endereço do réu. Afirmou que não dispõe do mencionado endereço e argumentou que, apesar disso, não pode ser prejudicado
em seu direito de resgatar o bem móvel. Pugnou pelo provimento do recurso.
Sem contrarrazões, uma vez que não houve a triangularização da relação processual.
É o relatório. Decido.
A hipótese comporta a aplicação da regra contida no artigo 557, do CPC, razão pela qual passo a julgar o feito monocraticamente.
A questão cinge-se em saber se o juiz agiu corretamente ao extinguir o processo sem resolução do mérito, sob o fundamento de que o autor,
apesar de intimado, não indicou o endereço correto da parte demandada.
A sentença apelada, na parte que interessa, está vazada nos seguintes termos (fl. 72):
"[...] O demandante teve a oportunidade de indicar o endereço atualizado do réu. Primeiro na inicial. Segundo, na tentativa, quando intimado para
falar sobre a certidão do oficial de justiça. Todavia, não cuidou de qualquer diligência que tenha adotado no sentido de tentativa de localização
do endereço atualizado do requerido, preferindo permanecer inerte
Ora, o art. 282 do CPC estabelece que a petição inicial deve indicar o endereço, mas não qualquer endereço, sim o endereço em que o réu
possa de fato ser citado.
Apesar da oportunidade, contudo, o autor não forneceu o endereço atualizado, não demonstrou as diligências que fizera para tal finalidade nem
requereu a modalidade de citação adequada para o quadro.
Pelo fato narrado, fácil constatar que o acionante teve tempo hábil para tomar providência adequada, mas escolheu outro caminho, não deixando
opção a esta Magistrada, senão declarar extinto o processo sem enfrentamento da questão meritória.
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Justifica-se, então, a extinção do processo sob o fundamento de inexistência de pressupostos de constituição e desenvolvimento válido e regular
do processo (art. 267, IV, do CPC).
Não se diga, por outro lado, que a parte deveria ser intimada pessoalmente para promover as diligências respectivas, eis que medida exigível
quando a extinção se funda nos incisos II e III do art. 267 do Estatuto de Ritos, o que não é o caso."
Saliente-se, por oportuno, que não é função do Judiciário promover diligência com expedição de ofícios no sentido de localizar o endereço de
parte envolvida no processo.
Impende ressaltar que a indicação correta do endereço completo da parte ré é dever da parte autora, sendo, inclusive, requisito essencial à
petição inicial, nos termos do artigo 282, inciso II, do CPC. Essa irregularidade inviabiliza a citação da parte ré, o que impede o aperfeiçoamento
da relação processual e o regular prosseguimento do feito.
"DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. BEM NÃO LOCALIZADO. AUSÊNCIA DE CITAÇÃO DO RÉU. AUSÊNCIA
DE REQUERIMENTO DE CONVERSÃO EM DEPÓSITO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO NOS TERMOS DO
ART. 267, IV, CPC. AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTO DE DESENVOLVIMENTO VÁLIDO DO PROCESSO. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO
PESSOAL. APELAÇÃO CÍVEL. NEGAÇÃO DE SEGUIMENTO. RECURSO DE AGRAVO. AUSÊNCIA DE ELEMENTOS NOVOS PARA
REFORMAR A DECISÃO HOSTILIZADA. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂMIME.
1. Para viabilizar o aperfeiçoamento da relação processual na ação de busca e apreensão, necessário, inicialmente, o cumprimento da liminar
de apreensão da motocicleta em questão, para, posteriormente, proceder à citação do réu. 2. Verifica-se que há 5 (cinco) certidões negativas de
cumprimento do mandado de busca e apreensão e em nenhum momento a parte autora solicitou a conversão da ação de busca e apreensão em
ação de depósito (art. 4º, do Decreto-Lei nº 911/69), razão pela qual foi correta a extinção do processo, sem resolução do mérito, nos termos do
artigo 267, inciso IV, do Código de Processo Civil. 3. Desnecessária a intimação pessoal do autor, tendo em vista que o CPC, em seu art. 267,
§1º, é expresso ao estabelecer a necessidade de prévia intimação pessoal da parte para que dê andamento ao feito somente nas hipóteses dos
incisos II e III do art. 267. 4. É certo que a demanda não se pode eternizar em sua fase elementar a espera de algum dia o autor lograr êxito
na busca pelo bem objeto da busca e apreensão. 5. Recurso improvido. Decisão Unânime." (TJPE, Recurso de Agravo nº 347368-3, 5ª Câmara
Cível, Relator: Des. Jovaldo Nunes Gomes, Data do Julgamento: 05/11/2014) (grifei)
"AGRAVO LEGAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO CONVERTIDA EM DEPÓSITO. FALTA DE CITAÇÃO.
SUCESSIVOS PEDIDOS DE SUSPENSÃO DO FEITO PARA DILIGENCIAR ACERCA DO ENDEREÇO DO RÉU. INTIMAÇÃO PARA PUBLICAR
EDITAL DE CITAÇÃO. NÃO CUMPRIMENTO. AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTO DE CONSTITUIÇÃO E DESENVOLVIMENTO VÁLIDO E
REGULAR DO PROCESSO. INÉRCIA DO AUTOR CARACTERIZADA. EXTINÇÃO DO FEITO SEM EXAME DO MÉRITO. ART. 267, IV, CPC.
INTIMAÇÃO PESSOAL DO AUTOR. DESNECESSIDADE. RECURSO IMPROVIDO. 1. A falta de citação, por si só, não tem o condão de
extinguir o processo sem resolução do mérito. Caracterizada, porém, a inércia da parte autora, que deixa de promover as diligências possíveis
para localização do paradeiro do requerido ou, ainda, sua citação por edital, impõe-se a extinção do feito, ante a ausência de pressuposto de
constituição e desenvolvimento válido e regular do processo, nos termos do art. 267, IV, do código de processo civil. 2. É desnecessária a
intimação pessoal do autor nos casos de extinção do processo nos termos do art. 267, IV, do CPC." (TJPE, Recurso de Agravo 286636-2, Relator:
Des. José Fernandes, 5ª Câmara Cível, Data do julgamento: 08/01/2014) (grifei)
No mesmo sentido: TJPE Apelação Cível nº 134910-8, Relator: Des. Eloy D'Almeida Lins, 4ª Câmara Cível, julgado em 18/01/2007; TJPE Apelação
Cível nº 222496-4, Relator: Des. Frederico Neves, julgado em 23/09/2010.
Quanto à alegação de que seria necessária a intimação pessoal do autor, esta não merece prosperar. O Código de Ritos, em seu art. 267, §1º, é
expresso ao estabelecer a necessidade de prévia intimação pessoal da parte para que dê andamento ao feito somente nas hipóteses dos incisos
II e III do art. 267. No presente caso, a extinção se deu com fundamento no art. 267, IV, do CPC, ou seja, por ausência de pressupostos de
constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo, hipótese em que se dispensa a intimação pessoal.
Ademais, é certo que a demanda não se pode eternizar em sua fase elementar a espera de algum dia o autor lograr êxito na busca pelo réu. O
presente feito tramita desde 2012 sem que tenha havido a citação válida.
Assim, deixando a parte autora de indicar o endereço para citação do réu e para cumprimento da medida liminar de busca e apreensão, tenho
por correta a extinção do processo, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 267, inciso IV, do Código de Processo Civil.
A propósito, já me posicionei, monocraticamente, em idêntico sentido nos apelos nos 341766-5, 339730-4, 399296-5, 395944-0 e 403640-4.
Ante o exposto, considerando que a sentença está em consonância com a jurisprudência deste TJPE e com fundamento no art. 557, caput, do
Código de Processo Civil, c/c o art. 74, inciso VIII, do RITJ de Pernambuco, NEGO SEGUIMENTO ao recurso interposto, mantendo a decisão
apelada em todos os seus termos.
P.I.R.
Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos à Comarca de origem para os fins de direito.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Jovaldo Nunes Gomes
Praça da República, s/nº, Santo Antônio, Recife-PE. 50010-040. Fone: (81) 3419.3234
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Jovaldo Nunes Gomes
Praça da República, s/nº, Santo Antônio, Recife-PE. 50010-040. Fone: (81) 3419.3234
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de apelação interposta contra sentença proferida nos autos da Ação Cautelar de Exibição de Documentos, proposta por Antônio Severino
da Silva, ora apelante, em face do Banco Cifra S/A, ora apelado, decisão essa que extinguiu o feito sem resolução do mérito (arts. 267, I c/c 283
e 284, parágrafo único e 295, VI, todos do CPC), sob o fundamento de que a parte autora instada a emendar a inicial para acostar aos autos o
original do instrumento procuratório e comprovar o prévio requerimento administrativo, não atendeu às exigências legais.
Inconformada, a parte demandante apelou (fls. 76/82). Alegou, em resumo, que o juízo a quo equivocou-se, na medida em que o mencionado
instrumento foi declarado autêntico pelo advogado subscritor, o que, no seu entender, seria suficiente para o prosseguimento do feito. Aduziu
ainda, que o requerimento administrativo prévio não constitui requisito essencial para o ingresso da ação. Por fim, teceu considerações acerca
dos direitos de livre acesso, da inafastabilidade da Justiça e do direito de ação, consubstanciados no art. 5º da Constituição Federal. Pugnou
pelo provimento do recurso.
Sem contrarrazões.
Ausência de preparo, por litigar a parte apelante sob o pálio da assistência judiciária.
É o relatório. Decido:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O juiz extinguiu o feito sem resolução do mérito sob o fundamento de que a parte autora deveria acostar aos autos o original do instrumento de
mandato outorgado ao advogado subscritor da exordial, o que, mesmo intimada, não o fez. Quanto ao ponto, tenho me posicionado no sentido
de que "não há qualquer obrigatoriedade quanto à juntada de original ou cópia autenticada do instrumento de mandato e da declaração de
pobreza" (AC 362275-9, 5ª C.C., publicada em 30/01/2015). Nesse sentido: STJ, REsp 1153218-SP, Rel: Ministra Nancy Andrighi, DJe 03/09/2010.
Por outro lado, entendo que o Juiz agiu com acerto quando declarou a falta interesse de agir da parte apelante na medida em que ela não teria
comprovado a realização de pedido de exibição na esfera administrativa.
O Superior Tribunal de Justiça, a partir do julgamento, publicado em 02/02/2015, do Recurso Especial nº 1.349.453/MS, processado na sistemática
dos recursos repetitivos (artigo 543-C, do CPC), pacificou a questão ao definir que para a propositura de ação cautelar de exibição de documentos
bancários é necessária "a demonstração da existência de relação jurídica entre as partes, a comprovação de prévio pedido à instituição financeira
não atendido em prazo razoável, e o pagamento do custo do serviço conforme previsão contratual e normatização da autoridade monetária".
Nesse sentido:
CIVIL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS.
CONTA-CORRENTE. CONTRATO E EXTRATOS DE MOVIMENTAÇÃO. EMISSÃO DE SEGUNDA VIA. PAGAMENTO DE TARIFA.
LEGITIMIDADE. INTERESSE DE AGIR. CARÊNCIA DE AÇÃO. 1. De acordo com o decidido no REsp 1.349.453/MS, pelo rito do art. 543-C
do CPC, "a propositura de ação cautelar de exibição de documentos bancários (cópias e segunda via de documentos) é cabível como medida
preparatória a fim de instruir a ação principal, bastando a demonstração da existência de relação jurídica entre as partes, a comprovação de prévio
pedido à instituição financeira não atendido em prazo razoável, e o pagamento do custo do serviço conforme previsão contratual e normatização
da autoridade monetária." 2. Hipótese em que a padronizada inicial, a qual poderia servir para qualquer contrato de conta-corrente de qualquer
entidade bancária, bastando a mudança do nome das partes e do número da conta, sequer delimita o período em relação ao qual há necessidade
de exibição dos extratos, postulando sejam apresentados, no prazo legal de cinco dias, de todos os lançamentos desde a abertura da conta-
corrente, sem o pagamento da tarifa correspondente. Situação que não se confunde com a determinação judicial de apresentação de documentos
bancários específicos, no âmbito da instrução processual. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no REsp 1413005/PR, Rel.
Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 10/03/2015, DJe 20/03/2015)
A propósito, esta 5ª Câmara, aplicando o mencionado paradigma em caso idêntico ao destes autos (em que a parte autora pretende que seja
exibido contrato de empréstimo consignado), assim se posicionou:
"EMENTA: PROCESSUAL CIVIL - RECURSO DE AGRAVO EM APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO -
AUSÊNCIA DE REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO PRÉVIO, JUNTO A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA - FALTA DE INTERESSE DE AGIR DA
PARTE AUTORA CONFIGURADA - ENTENDIMENTO CONSOLIDADO PELO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA REsp N.º 1.349.453/
MS - DECISÃO REFORMADA - RECURSO PROVIDO À UNANIMIDADE. 1. A propositura de ação cautelar de exibição de documentos (cópias e
segundas vias de documentos) é cabível como medida preparatória a fim de instruir eventual ação principal, porém, é necessária a comprovação
de prévio pedido administrativo junto à instituição financeira, não atendido em prazo razoável. Entendimento assente pelo julgamento do Recurso
Representativo de Controvérsia (Art. 543-C, do CPC), REsp n.º 1.349.453/MS, 2ª Seção do STJ, Ministro Relator Luis Felipe Salomão, julgado
em 10/12/2014 e publicado em 02/02/2015. 2. Recurso que se dá provimento à unanimidade." (Agravo na Apelação nº 359562-2, Rel. substituto
Juiz Demócrito Reinaldo Filho, julgado em 1º/04/2015).
No mesmo sentido já me posicionei, monocraticamente, nos apelos nos 372103-1, 388536-7, 388547-0, 371450-1, 371344-8, 371262-1,
371246-7, 369142-3, 371044-3, 368839-7 e 371818-3.
Ante o exposto, com fundamento no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 74, inciso VIII, do RITJ de Pernambuco, NEGO
SEGUIMENTO ao recurso interposto, mantendo a extinção sem resolução do mérito pelos fundamentos expostos.
P. I. R.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Jovaldo Nunes Gomes
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
A decisão recorrida (fls. 250/254) foi disponibilizada no Diário de Justiça Eletrônico na quinta-feira, dia 15/10/2015 e publicada na sexta-feira,
dia 16/10/2015 (certidão à fl. 255), tendo como termo inicial para contagem do prazo recursal o primeiro dia útil seguinte, segunda-feira, dia
19/10/2015 (nos termos dos §§ 3º e 4º da Lei nº 11.419 /2006).
Conforme se infere da autenticação mecânica de fl. 257, o apelo foi interposto na terça-feira, dia 03/11/2015, estando, portanto, fora do prazo legal.
Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do CPC c/c o art. 74, VIII, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Pernambuco, NEGO
SEGUIMENTO ao presente recurso, ante a sua manifesta intempestividade.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Jovaldo Nunes Gomes
Gabinete Des. Subst. Juiz Paulo Torres
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação interposto contra decisão proferida pela Juíza da 23ª Vara Cível da Capital, nos autos da Ação Ordinária de
Obrigação de Fazer, cumulada com Nulidade de Cláusula Contratual, com Pedido de Antecipação de Tutela Jurisdicional, com Liminar - Inaudita
Altera Pars, proposta por Daniel Rocha da Silva, assistido por sua irmão, Ana Maria Noberto Andrade, contra a Bradesco Saúde S/A, decisão
essa que julgou procedente os pedidos, nos seguintes termos:
"[...] Diante do exposto e do que constam nos autos, JULGO PROCEDENTE os pedidos formulados na inicial, com fundamento no art.269, I, do
Código de Processo Civil, extinguindo o processo com resolução do mérito, para, via consequência, adotar as seguintes medidas: 1) condenar
a demandada a autorizar, custear e garantir todos os custos e despesas necessárias com o internamento do autor na clínica TERAPÊUTICA
VAAD LTDA para tratamento da sua dependência química, consolidando, assim, a liminar anteriormente deferida; 2) condenar a demandada no
pagamento de uma indenização, a título de danos morais devidos ao autor, no montante de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), a ensejar correção
monetária pela tabela da ENCOGE, contados a partir da data da publicação da presente decisão e incidência de juros de 1% ao mês, contados
a partir da citação; 3) 3) condenar, ainda, a parte demandada no pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, estes arbitrados
no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação, referente ao Item 2 do presente dispositivo, devidamente atualizado pela
tabela da ENCOGE, desde a publicação da presente decisão. Recife, 21 de dezembro de 2015. MARIA VALÉRIA SILVA SANTOS DE MELO
Juíza de Direito."
Em suas razões recursais (fls. 281/301) a Seguradora alegou, inicialmente, que há necessidade de reforma da sentença tendo em vista que
está em curso a ACP de nº 0000384-28.2014.8.17.0720, a qual visa a interdição da Clínica Nova Aliança/VAAD. No mérito, aduz que não pode
ser compelida a autorizar e custear de forma integral e ilimitada internamentos em clínicas/hospitais não credenciadas, havendo a necessidade
de limitar o reembolso aos limites contratuais; a legalidade da cláusula limitativa; a ausência dos requisitos exigitdos pela Lei 10.216/01 para
a internação involuntária do autor; a inexistência de qualquer ato ilícito a ensejar a sua condenação em danos morais. Pugna pela reforma da
sentença para que os pedidos autorais sejam julgados improcedentes.
É o relatório. Decido:
Presentes os requisitos de admissibilidade recursal, conheço do recurso de apelação interposto pela Seguradora e passo a apreciá-lo.
Tendo em vista que a sentença foi proferida e publicada antes do advento do novo CPC, aplica-se ao feito a normas de regência do CPC de
1973, nos termos do art. 2º da Instrução Normativa 01/16 do TJPE.
Desta feita, o caso comporta decisão monocrática do relator, nos moldes do art. 557 do CPC/73, porquanto a questão e suas variáveis encontram
tranquilo remanso na jurisprudência desta Corte e dos Tribunais Superiores.
Pinço da sentença:
"[...] O feito se encontra pronto para o julgamento, uma vez que a matéria em litígio não necessita de produção de provas em audiência, pelo
que promovo o julgamento antecipado da lide, nos termos do artigo 330, I, do Código de Processo Civil. Do contrato adesivo: Cumpre destacar,
inicialmente, que os contratos de seguro, por definição legal, encerram relação de consumo, portanto devem ser interpretados sob a ótica da
legislação que lhe é própria, ainda que definidos ou regulamentados em textos outros. Nas relações de consumo, notadamente aquelas que
se firmam mediante simples adesão de uma parte ao contrato previamente estabelecido pela outra, devem preponderar, sobre a letra fria do
texto, a boa-fé dos contratantes e o equilíbrio contratual. A controvérsia da lide se opõe sobre a obrigação da demandada em custear com as
despesas necessárias com o internamento do autor para tratamento da sua dependência química. A parte demandada se apega no argumento
de que o contrato celebrado não dá direito a tal procedimento e que a parte autora tinha total conhecimento de que seu contrato não o incluiria.
Ademais, merece ser salientado que o contrato foi redigido de maneira genérica, unilateralmente, pela parte ré. Desta maneira, fica totalmente
prejudicado o direito de informação ao consumidor, não tendo sido dado em sua plenitude, e, portanto, restando ele violado. Com isso, o princípio
da boa-fé objetiva contratual também se configura violado. Ressalta-se, ainda, que, estando sob enfoque o direito à vida e à saúde, postulados
constitucionais, ínsitos no art. 5º da Constituição Federal, não é lícito à ré pretender apenas as vantagens do negócio que explora, eximindo-se dos
ônus porventura decorrentes. É de se observar que a parte autora é provavelmente leiga no que concerne ao conhecimento do real significado das
cláusulas e condições constantes em formulários previamente impressos que lhe são apresentados, somando-se ao fato já destacado de que não
se tem prova de que tenha sido efetivamente esclarecido de todo o conteúdo do contrato de adesão. Dar oportunidade de tomar conhecimento do
conteúdo do contrato não significa dizer para o consumidor ler as cláusulas do contrato de comum acordo ou as cláusulas contratuais gerais do
futuro contrato de adesão. Significa, isto sim, fazer com que tome conhecimento efetivo do conteúdo do contrato. Não satisfaz a regra do artigo 46
da lei 8.078/90 a mera cognoscibilidade das bases do contrato, pois o sentido teleológico e finalístico da norma indica dever o fornecedor dar efetivo
conhecimento ao consumidor de todos os direitos e deveres que decorrerão do contrato, especialmente sobre as cláusulas restritivas de direitos
do consumidor. Nessa linha, se posiciona o Superior Tribunal de Justiça: [...] Em verdade, é de se supor que quem procura um plano de saúde ou
faz seguro saúde procura, na verdade, uma situação de tranquilidade financeira na ocasião da enfermidade. Almeja inteira proteção e não parcial,
mesmo porque, a ninguém é dado escolher as moléstias que vão lhe afligir para delas sofrer em tempo certo e determinado. Sem dúvida alguma,
um contrato estipulado nessas condições coloca o consumidor segurado em desvantagem, ferindo o disposto no art. 51, IV, do CDC. São cláusulas
incompatíveis com a boa fé e a equidade. Cuida-se assegurar ao consumidor a efetiva proteção almejada ao ensejo da realização do contrato,
de poder proteger sua vida, com os recursos que a medicina lhe oferta, na medida em que no bojo dos autos resta explicitado e incontroverso a
necessidade da realização do procedimento anteriormente exposto, a fim de preservar a sua saúde. Verifica-se que a tese de defesa se sustenta
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
no seguinte ponto básico: não há previsão de cobertura no contrato para o dito procedimento. Na verdade, o internamento tem cobertura porque
sua realização se apresentou necessária, por indicação médica comprovada nos autos (fls. 36). Nesse sentido posiciona-se os nossos Tribunais:
[...] Dos Danos Morais Verifica-se que no caso em tela a recusa da empresa ré em arcar com os ônus decorrentes do procedimento requerido pelo
médico foi injusto, na medida em que não restou comprovado qualquer tipo de incidência de exclusão prevista contratualmente, mas muito pelo
contrário, e, deste modo, tem aplicabilidade ao caso a 25ª Proposição do 2º Encontro de Juízes de Juizados Especiais do Estado de Pernambuco,
redigida nos seguintes termos: "Presume-se o dano moral na injusta recusa ou omissão no cumprimento do objeto do contrato de assistência
à saúde por parte do plano ou seguradora". Neste diapasão, teve o autor o seu pleito de cobertura injustificadamente negado pela empresa
ré, somando-se ao fato de que, na ocasião, tinha plena urgência a ser realizado o procedimento indicado pelo médico, passando, assim, por
constrangimentos e aflição que não podem ser enquadrados como simplórios, irrelevantes ou fruto de exagerada sensibilidade. Enfim, com a
negativa de atendimento, viu-se privado de gozar da justa expectativa que possui relativamente aos serviços contratados, com configuração do
dano extrapatrimonial invocado, hábil a ensejar compensação pecuniária. O Superior Tribunal de Justiça já tem o posicionamento pacificado no
sentido de ser cabível o dano moral quando da negativa injusta do plano de saúde, veja-se: [...] Por outro lado, o sistema legal pátrio não possui
cláusulas legais expressas, hábeis a cumprir esta árdua tarefa atribuída aos magistrados. Assim, os operadores do direito necessitam lançar mão
da regra geral do arbitramento. Coube à doutrina e à jurisprudência a complexa e multifacetária tarefa de prudentemente arbitrar o dano moral,
utilizando-se dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade (vide REsp nº 108155/RJ, Rel. Min Waldemar Zveiter, j. em 04.12.97, publicado
no DJU de 30.3.98, Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça). Destarte, utilizando-se dos postulados acima mencionados, ponderando
o caso concreto, deve o magistrado arbitrar os valores a título de dano moral, sem que, com isso, traga algum enriquecimento sem causa por
uma das partes, devendo ser fixada seguindo os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, guardando, ao mesmo tempo, um caráter
reparatório e pedagógico, a fim de punir a demandada pela falta de diligência, evitando que tais situações ocorram novamente. Assim, tenho que
a quantia de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), mostra-se bastante razoável. [...]".
Inicialmente, não acolho o pedido de suspensão do feito em razão da existência da ACP de nº 0000384-28.2014.8.17.0720, a qual, conforme
alega a apelante, tem por objeto a interdição da Clínica Terapêutica Nova Aliança (VAAD), uma vez que a mesma ainda encontra-se pendente
de julgamento, bem como o seu mérito não tem o condão de interferir no presente feito, visto que o internamento objeto da lide ocorreu em 2012.
Ultrapassada tal questão, destaco que os contratos de planos de saúde, até mesmo os celebrados antes da edição da Lei 9656/98, sujeitam-se
a ela, que é legislação de ordem pública, à qual todos os ajustes teriam que ser adaptados (art. 35, § 1º). Ademais, o contrato de seguro saúde
trata-se de contrato de trato sucessivo e renovação continuada, por isso não há que se falar em irretroatividade da Lei n.º 9.656/98.
A controvérsia da presente lide cinge-se em analisar a legalidade, ou não, da recusa da seguradora em custear o internamento involuntário do
apelado em clínica especializada em dependentes químicos não credenciada ao plano de saúde.
Logo, impõe-se analisar a demanda não apenas sob o foco do Código Civil, mas também das normas e princípios do Código de Defesa
do Consumidor, porquanto não se poderá conhecer o verdadeiro significado do artigo 757 e seguintes do Código Civil a não ser que sejam
interpretados de acordo com as disposições da legislação consumerista.
Constata-se nos autos, que o apelado, Daniel Rocha da Silva, é usuário de drogas e, por conta de sua dependência, tornou-se uma pessoa
agressiva, colocando a sua vida e a de seus familiares em risco.
Diante disto, durante uma crise causada pelo excesso de consumo de drogas em 03.10.2012, a família entrou em contato com o plano de saúde
e este indicou algumas clinicas para que o ora apelado fosse internado. Contudo, todas as clínicas informadas pela operadora de plano de saúde
não realizavam o internamento em caráter involuntário. Diante disso, o autor foi internado em caráter de urgência na Clínica Terapêutica Nova
Aliança (VAAD), por ter sido esta a única que aceitou o internamento nesta modalidade.
A seguradora alega que o estabelecimento acima indicado não é credenciado, não sendo possível a imposição de custeio de tratamento do
apelado por tempo indeterminado, sendo legítima a cláusula limitativa do valor do reembolso e do período de internamento.
Neste ponto, cumpre destacar que a seguradora em nenhum momento provou que possui em sua rede credenciada/referenciada estabelecimento
capaz de realizar o internamento em caráter involuntário.
Sabe-se que a jurisprudência deste E. Tribunal é pacífica no sentido de que compete ao médico assistente prescrever qual o tratamento mais
viável para o beneficiário de contrato de assistência médica; de modo que é abusiva a negativa do plano de saúde em prestar a referida cobertura.
No entanto, firmou-se o entendimento de que os procedimentos cirúrgicos, internamentos e exames em hospitais e/ou por médicos não
integrantes do contrato de saúde somente são de responsabilidade do plano de saúde em casos especiais, como, por exemplo, quando inexista
estabelecimento adequado no local, ou quando este se recusa a aceitar o paciente, ou ainda, diante da emergência da internação. Não sendo
reconhecidas tais situações excepcionais no caso concreto, é de rigor afastar-se a obrigatoriedade da cobertura do plano de saúde das despesas
realizadas fora das condições contratuais, que abrigam, na hipótese, expressa previsão de cobertura de procedimentos apenas para médicos
e nosocômios conveniados.
Desta feita, convém destacar que, conforme documentação acostada aos autos, restou demonstrado que as clínicas vinculadas à seguradora
não realizam o internamento involuntário de dependentes químicos, hipótese autorizativa de reembolso/custeio integral, como acima destacado.
Fixados os princípios e regras que regulam o caso concreto, a pretensão do recorrido deve ser protegida e a cláusula restritiva, que amparou
a recusa da cobertura, considerada abusiva, nos termos do art. 51, caput, IV e § 1º, III, do Código de Defesa do Consumidor, que dispõe que
são nulas de pleno direito as cláusulas consideradas abusivas ou incompatíveis com a boa-fé, bem como as que desequilibram o contrato,
considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato e o interesse das partes.
O regime de proteção do consumidor nos contratos de planos de assistência e seguro de saúde deve levar em consideração sua importância
social e econômica, bem como o interesse útil do consumidor, que consiste na promoção e preservação da vida e da saúde do segurado.
Significa dizer, que o objeto da prestação desses serviços está diretamente ligado aos direitos fundamentais à saúde e à vida, os quais demandam
tratamento preferencial.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Tendo em vista o interesse útil do consumidor, a finalidade desses contratos é responder pelos custos de tratamento médico-hospitalar e
procedimentos de proteção à saúde dos segurados. Afiguram-se abusivas as cláusulas contratuais que, a pretexto de limitar a cobertura do plano,
criam verdadeiros obstáculos à realização dos procedimentos, tornando inócuo o contrato, ou comprometem o interesse útil do consumidor, que
é a proteção à saúde do segurado.
"CIVIL E PROCESSUAL. ACÓRDÃO ESTADUAL. OMISSÕES NÃO CONFIGURADAS. SEGURO-SAÚDE. CLÁUSULA LIMITATIVA DE VALOR
DE DESPESAS ANUAIS. ABUSIVIDADE. ESVAZIAMENTO DA FINALIDADE DO CONTRATO. NULIDADE. I. Não padece do vício da omissão o
acórdão estadual que enfrenta suficientemente as questões relevantes suscitadas, apenas que trazendo conclusões adversas à parte irresignada.
II. A finalidade essencial do seguro-saúde reside em proporcionar adequados meios de recuperação ao segurado, sob pena de esvaziamento da
sua própriaratio , o que não se coaduna com a presença de cláusula limitativa do valor indenizatório de tratamento que as instâncias ordinárias
consideraram coberto pelo contrato. III. Recurso especial conhecido e provido." (REsp 326147/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR,
QUARTA TURMA, julgado em 21/05/2009, DJe 08/06/2009). (grifo nosso)
AGRAVO LEGAL. DECISÃO TERMINATIVA EM APELAÇÃO CÍVEL. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. DEPENDENTE
QUÍMICO. INTERNAMENTO INVOLUNTÁRIO - CLINICA TERAPÊUTICA NÃO CONVENIADA. ALEGAÇÃO DE POSSUIR REDE
CRENDECIADA - NÃO COMPROVADA. DANO MORAL DEVIDO. MANUTENÇÃO DO QUANTUM ARBITRADO. RECURSO NÃO PROVIDO.
DECISÃO UNÂNIME. 1. Não restou provado que a Operadora possui rede credenciada apta a realizar o internamento involuntário do beneficiário.
2. A jurisprudência do STJ é uníssona no sentido de que a negativa de cobertura gera dano moral in re ipsa, sendo despicienda, pois, a prova de
sua ocorrência. 3. Manutenção da indenização relativa ao Dano Moral, com base nos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 4. Agravo
Legal a que se nega provimento.(TJ-PE - AGV: 3825654 PE, Relator: Stênio José de Sousa Neiva Coêlho, Data de Julgamento: 20/10/2015, 1ª
Câmara Cível, Data de Publicação: 06/11/2015)
DIREITO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE CIVIL. PLANO DE SAÚDE. RECUSA INDEVIDA DE TRATAMENTO
(SÚMULA 35 DO TJPE). DANO MORAL IN RE IPSA. FIXAÇÃO DO QUANTUM REPARATÓRIO. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.
DECISÃO MANTIDA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Súmula 035/TJPE: "A negativa de cobertura fundada em cláusula abusiva
de contrato de assistência à saúde pode dar ensejo à indenização por dano moral". 2. A recusa de cobertura de procedimento médico é capaz
de causar ao indivíduo significativo abalo psíquico, sendo, no caso, presumido (dano moral in re ipsa) desde que seja grave o estado de saúde,
e haja necessidade de tratamento urgente. 3. Fixação do valor do dano moral deve seguir os ditames da razoabilidade e proporcionalidade.
Manutenção do valor arbitrado. 4. Decisão mantida. Recurso a que se nega provimento. (TJ-PE - AGV: 3571066 PE , Relator: José Fernandes,
Data de Julgamento: 01/04/2015, 5ª Câmara Cível, Data de Publicação: 15/04/2015)
Assim, em atenção ao interesse útil do consumidor, ao objeto e à finalidade dos contratos de planos de assistência e seguro de saúde, bem
como à prevalência dos interesses envolvidos (direitos fundamentais à vida e à saúde), considera-se abusiva a cláusula que nega cobertura
ao procedimento/internamento solicitado pelo consumidor, razão pela qual deve ser declarada nula e o consumidor, se for o caso, reembolsado
pelos gastos efetuados.
No que tange à alegação de legalidade da cláusula de limitação temporal de eventual internamento psiquiátrico, a jurisprudência é pacífica no
sentido de declarar, também, tal cláusula como abusiva. Vejamos:
Assim, presentes os requisitos da responsabilidade civil - fato danoso, nexo causal e prejuízo, há o dever de indenizar, restando somente a
análise do quantum arbitrado.
No tocante ao quantum indenizatório, deve-se garantir que este respeite os limites do razoável, adequando-se às peculiaridades da situação sub
judice, levando em conta a natureza e a extensão do dano, o grau de culpa do ofensor, bem assim as qualidades e condições socioeconômicas dos
litigantes. No caso dos autos, penso ser o caso de manter o valor fixado pela juíza de primeiro grau, por entender que o montante de R$ 4.000,00
(quatro mil reais) está ajustado às circunstâncias descritas e ao posicionamento adotado por este Egrégio Tribunal em situações dessa natureza.
300
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No que tange ao valor da verba honorária, deve ser alcançado a partir do cotejo entre a complexidade e singularidade da matéria, o trabalho
apresentado, a dedicação à causa, bem como o proveito que adveio e o julgamento antecipado, esteado no artigo 20, § 3º do CPC. Tendo em
vista que o juízo monocrático analisado o trabalho exercido pelo profissional e a complexidade da causa, entendo que houve o atendimento da
norma supramencionada, não havendo que se falar em reduzir o valor outrora fixado.
Ante o exposto, considerando que a decisão recorrida está em conformidade com a jurisprudência pátria, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO,
o que faço com fundamento no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 74, inciso VIII, do Regimento Interno do TJPE.
Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos à Vara de Origem para os fins de direito.
Intimações necessárias.
DECISÃO MONOCRÁTICA
Trata-se de Embargos de Declaração (fls. 305/313), opostos pela B.M Agroindustrial Ltda, nos autos do Agravo de Instrumento, em que contende
contra Aarão Lins de Andrade Filho, ora Embargado, através dos quais alega obscuridade para que seja declarado expressamente que o
Embargante deve continuar a fazer a fertirrigação nas terras do Embargado.
A decisão terminativa embargada, constante às fls. 296/302, dispôs o seguinte:
"Trata-se de Agravo de Instrumento interposto pela B.M Agroindustrial Ltda contra decisão interlocutória de fls. 19/20v - TJPE que, nos
autos da Ação de Obrigação de Não Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela Inibitória, cumulada com Indenização por Danos Morais
nº0000467-21.2015.8.17.0190, determinou a proibição do lançamento de vinhaça nas terras de propriedade do Agravado, sob pena de multa
diária no valor de R$3.000,00(três mil reais).
Eis o trecho do teor da decisão vergastada, conforme fls. 20v -TJPE, In verbis:
"DIANTE DO EXPOSTO, defiro o pedido de antecipação de tutela formulado e determino à ré que pare de despejar vinhaça nas terras de
propriedade do autor (Engenho Palmares - fl.13), sob pena de multa diária de R$3.000,00(três mil reais)."
O Agravante alega que o produto vinhaça, oriundo da extração da cana de açúcar não apresenta riscos ao meio ambiente, pois faz em sua usina
o processo de fertirrigação, que reduz os danos e a sua possibilidade de afetar o lençol freático e rios da localidade.
Informa ainda que são inverídicas e irresponsáveis as alegações do Agravado, bem como alega possuir licença do IBAMA, certidão negativa de
débitos ambientais, procedimentos feitos em conformidade com a legislação aplicável, além de apresentar um parecer técnico particular sobre
o uso dos resíduos por parte da destilaria.
Assevera em outra oportunidade, que a agência do meio ambiente de Pernambuco (CPRH/PE), fez coletas na água do rio Amaraji, assegurando
que está em boas condições para o uso da comunidade e dos animais.
Pugna ao final, pela atribuição do efeito suspensivo ao recurso, com o fim de suspender o cumprimento da decisão agravada, até pronunciamento
definitivo da turma, e no mérito, dar provimento ao recurso, para revogar ou reformar a decisão agravada, no sentido de ser indeferido o pedido
liminar formulado pelo Agravado.
É o Relatório. DECIDO.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DESEGURANÇA. NÃO CONHECIMENTO. FALTA DE
INTERESSE DE AGIR. DECISÃOMANTIDA.
1. A parte recorrente deve apresentar as razões pelas quais entende que a decisão recorrida merece ser reformada, em obediência ao princípio
da dialeticidade.
2. No caso, o recurso não foi conhecido por falta de interesse de agir e os agravantes apenas insistem no mérito da questão, sem afastar os
óbices processuais que impedem o seu conhecimento.
3. Acrescente-se que o mandado de segurança não substitui o recurso específico para enfrentar o ato judicial. 4. Agravo regimental a que se
nega provimento.
(STJ - AgRg no RMS: 30753 SP 2009/0168198-8, Relator: Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, Data de Julgamento: 18/09/2012, T4 -
QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 25/09/2012) - Grifo Nosso.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR E INÉPCIA DA INICIAL. INCONFORMISMO.
MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 7/STJ. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. O inconformismo sistemático por parte do recorrente, com mera reiteração de sua insurgência contra as decisões judiciais anteriores e sem
trazer, em suas razões recursais, argumentos capazes de derruir os sólidos fundamentos erigidos pelo acórdão recorrido, impõe a manutenção
do acórdão recorrido.
2. O acolhimento da pretensão recursal demandaria a alteração das premissas fático-probatórias estabelecidas pelo acórdão recorrido, com o
revolvimento das provas carreadas aos autos. Incidência da Súmula 7/STJ. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 413966 PR 2013/0342809-4, Relator: Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Data de Julgamento: 11/03/2014, T4 - QUARTA
TURMA, Data de Publicação: DJe 19/03/2014) - Grifo Nosso.
Pois bem! Constituindo-se o interesse recursal num dos pressupostos objetivos à admissibilidade dos recursos processuais, não tendo o
Agravante apresentado elementos para a utilidade e necessidade do provimento judicial resta inadmissível o recurso em tela.
Desse modo, entendo não existir nos autos, qualquer argumento, ou documento, capaz de modificar a decisão agravada.
Assim, restando ausente a demonstração do interesse recursal e, pois, impróprio o correspondente seguimento processual, torna-se oportuna,
in casu, a declaração de inadmissibilidade do recurso interposto por falta de interesse em recorrer, conforme as disposições contidas nos artigos
557 caput do Código de Processo Civil brasileiro e 74, inciso VIII, do Regimento Interno desta Corte de Justiça.
Face ao exposto, nego seguimento ao presente recurso, o que faço com arrimo no art. 557 do CPC e jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal
de Justiça." - Grifo Nosso
Em suas alegações, o Embargante alega obscuridade no julgado, com o objetivo de deixar expresso claramente que o Recorrente continua a
fazer fertirrigação nas terras do Embargado.
Alega ainda que omissão a erro fático, pois a fertirrigação seria feita nas terras do Embargado há vários anos e a real intenção deste é paralisar
este tipo de procedimento, tendo o magistrado de piso determinado o termino do despejo de vinhaça, sob pena de multa diária de R$3.000,00(três
mil reais).
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Pugna ao final, para que sejam conhecidos e acolhidos os presentes embargos, sanando a obscuridade e autorizando a Embargante a continuar
com o processo de fertirrigação nas terras do Agravado, por força do contrato de arrendamento firmado, e se assim não entender admitir a
omissão e o erro na premissa fática adotado na decisão do Desembargador Relator, dando seguimento ao Agravo de Instrumento e concedendo
efeito suspensivo a este.
Instado a se manifestar, o Embargado, em suas contrarrazões de fls. 322/331, rebate os argumentos aduzidos pela Embargante, informando a
inexistência de obscuridade no julgado, pois a ordem teria sido a paralisação do despejo de vinhaça no terreno do Embargado, independentemente
de quais seriam as atitudes tomadas para tanto.
Assevera em outra oportunidade, que a decisão judicial do magistrado de piso está sendo desrespeitada, pois continua a despejar sem nenhum
tipo de procedimento que atenue os danos ao meio ambiente.
Finaliza requerendo que os presentes aclaratórios não sejam conhecido, e caso não seja o entendimento desta Relatoria, por cautela, negue
provimento ao recurso.
É o Relatório. Vindo-me os autos conclusos, DECIDO.
Primeiramente, cumpre esclarecer que após a entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil, diversos institutos foram suprimidos,
aperfeiçoados ou alterados por uma nova sistemática recursal, que utiliza como pressuposto a celeridade e a cooperação entre as partes.
No caso em comento, os aclaratórios foram interpostos no dia 11/01/2016, antes da entrada em vigor do Novo CPC, desse modo, o julgamento
de tal recurso deve ser analisado sobre o manto do antigo CPC de 1973.
Tal entendimento é o mesmo sedimentado pelo STJ, conforme enunciado administrativo. Confira-se:
Por outro lado, examinando o art. 535, do antigo CPC é bastante claro ao dispor que cabem embargos de declaração quando houver, na decisão,
sentença ou acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Esse recurso específico não tem, portanto, a finalidade de substituir a decisão
embargada, tampouco corrigir os seus fundamentos.
Além do mais, a interpretação de determinado dispositivo pelo Julgador, contrariamente à tese defendida pela parte, não dá ensejo aos embargos
declaratórios, cujo fim é o de sanar eventual obscuridade, contradição ou omissão.
De uma verificação dos fundamentos do recurso e reanálise da decisão embargada, observo que toda a matéria foi devidamente tratada por
ocasião do respectivo julgamento, de forma explícita e bem delineada, sendo flagrante a intenção do Embargante em rediscutir a matéria, hipótese
esta que não sugere a oposição do presente recurso.
Sobre o assunto, a jurisprudência já se manifestou, in verbis:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. É de negar-se provimento aos embargos de declaração que, a
pretexto de sanar omissão, pretendem na verdade a rediscussão da matéria. (PR 0021269-97.2010.404.0000, Relator: RÔMULO PIZZOLATTI,
Data de Julgamento: 18/01/2011, QUINTA TURMA, Data de Publicação: D.E. 03/02/2011). - Grifo Nosso.
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA
DE MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. 535CPC1. A hipótese de cabimento dos Embargos de Declaração por contradição se restringe àquela interna
da própria decisão, e não aos entendimentos divergentes em relação a outro decisum. 2. A solução integral da controvérsia, com fundamento
suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC. 3. Os Embargos Declaratórios não constituem instrumento adequado para a rediscussão
da matéria de mérito. 4. Embargos de Declaração rejeitados.535CPC. (1351015 DF 2010/0174050-9, Relator: Ministro HERMAN BENJAMIN,
Data de Julgamento: 17/03/2011, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 04/04/2011). - Grifo Nosso.
Ademais, as alegações apresentadas pelo Embargante, de que a decisão do magistrado singular tem a finalidade de paralisar a fertirrigação nas
terras de propriedade do Embargado, não merece prosperar, pois o magistrado de piso, em nenhum momento, enfatiza a negativa da utilização
deste mecanismo para aspersão da vinhaça, bem como não determinou a paralisação dos serviços de moagem.
Continuando nessa linha de pensamento, a determinação do magistrado de piso, foi a do não despejo direto do produto no lençol freático, sob
pena de multa diária de R$3.000,00(três mil reais), e não da fertirrigação, dessa forma, entendo inexistir pretensão recursal se o Embargante
está cumprindo a decisão judicial.
Neste ínterim, se a decisão emanada pelo magistrado singular, está sendo respeitada, como informa o próprio embargante, em suas alegações
recursais, informando que o instrumento que utiliza não causa danos ao meio ambiente, e não desrespeita o comando judicial, não há efeito
prático e lógico a sua insatisfação, pois a medida não o atinge em sua plenitude.
Outra questão relevante consiste em que, consoante pacífica jurisprudência, o julgador não está obrigado a responder a todas as questões e
teses jurídicas levantadas pela parte se, da análise que fez dos autos, encontrou razões suficientes para formar a sua convicção.
Nesse sentido, colhe da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PROCESSO CIVIL - RECURSO ESPECIAL [...] EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - REJEIÇÃO - ALEGADA AFRONTA AO ART. 535 E 280, 281
E 282 DO CTB - INOCORRÊNCIA [...] RECURSO ESPECIAL CONHECIDO EM PARTE, MAS IMPROVIDO. 1. O Tribunal de origem solveu a
controvérsia de maneira sólida e fundamentada, apenas não adotando a tese dos recorrentes, razão pela qual fica afastada a afronta ao art. 535
do CPC. [...]". (STJ - REsp 993.554/RS, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, DJU 30.5.2008)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MOTIVAÇÃO DO ACÓRDÃO. 1. É entendimento assente de nossa jurisprudência que o órgão
judicial, para expressar a sua convicção, não precisa aduzir comentários sobre todos os argumentos levantados pelas partes. Sua fundamentação
pode ser sucinta, pronunciando-se acerca do motivo, que por si só, achou suficiente para a composição do litígio. 2. Agravo regimental improvido.
(Agravo Regimental nº 169.073/SP, 1ª Turma, Rel. Min. José Delgado, j. unânime em 04.06.98, DJ 17.08.98).
Assim sendo, inexiste vício algum no julgado embargado, o qual declinou, de maneira expressa, as razões pelas quais negou seguimento ao
Agravo de Instrumento, de modo que a omissão e obscuridade deve existir no próprio texto embargado, e não no cotejo deste com o entendimento
da parte irresignada.
Face ao exposto, conheço dos embargos declaratórios, mas nego-lhes acolhimento.
É como voto.
Recife, de de 2016.
Des Agenor Ferreira de Lima Filho
Relator
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
5ª CÂMARA CÍVEL
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de apelação interposta contra sentença proferida pelo Juiz da 25ª Vara Cível da Capital - Seção A, nos autos da ação de cobrança,
que julgou parcialmente procedente o pedido inicial da parte requerente quanto à correção dos índices da poupança no período de janeiro/1989
(Plano Verão - IPC de 42,72%), e julgou extinto o processo com julgamento do mérito quanto ao pedido de cobrança de expurgos inflacionários
referente ao Plano Bresser, com fulcro no art. 269, IV do CPC.
O Supremo Tribunal Federal, nos autos Agravo de Instrumento nº 754.475/SP, reconheceu a repercussão geral da matéria referente ao índice
de correção determinado pela Medida Provisória nº 294 (Plano Collor II).
Convertido o agravo no Recurso Extraordinário nº 632.212/SP, o ministro Gilmar Mendes, relator, proferiu decisão em 15 de setembro de 2010,
determinando o sobrestamento de todos os processos que discutam a matéria, por 180 dias. Em 10 de agosto de 2011, a suspensão dos processos
foi renovada, até o julgamento do recurso pelo Plenário da Corte.
Assim, cumprindo a referida resolução, determino a suspensão deste processo até posterior decisão do STF.
Publique-se. Intimem-se.
Recife,
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete Desembargador José Fernandes de Lemos
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de apelação interposta contra sentença proferida pelo Juiz da 25ª Vara Cível da Capital - Seção A, nos autos da ação de cobrança, que
julgou parcialmente procedente o pedido inicial para determinar que a apelante/ré faça a revisão da aplicação dos índices de correção monetária
incidentes sobre depósitos em caderneta de poupança no mês de junho/1987 (Plano Bresser), utilizando o fator de correção de 26,06%, e no
mês de janeiro/1989 (Plano Verão) - IPC de 42,72% .
O Supremo Tribunal Federal, nos autos Agravo de Instrumento nº 754.475/SP, reconheceu a repercussão geral da matéria referente ao índice
de correção determinado pela Medida Provisória nº 294 (Plano Collor II).
Convertido o agravo no Recurso Extraordinário nº 632.212/SP, o ministro Gilmar Mendes, relator, proferiu decisão em 15 de setembro de 2010,
determinando o sobrestamento de todos os processos que discutam a matéria, por 180 dias. Em 10 de agosto de 2011, a suspensão dos processos
foi renovada, até o julgamento do recurso pelo Plenário da Corte.
Assim, cumprindo a referida resolução, determino a suspensão deste processo até posterior decisão do STF.
Publique-se. Intimem-se.
Recife,
305
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete Desembargador José Fernandes de Lemos
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de apelação interposta contra sentença proferida pelo Juiz da 11ª Vara de Cível da Capital - Seção B, nos autos de ação de cobrança,
que reconheceu a ilegitimidade passiva do Banco Santander (Brasil) S/A, nos termos do art.267, VI, do CPC, e quanto ao primeiro demandado,
BANDPREV - Bandepre Previdência Social, a ocorrência da prescrição da pretensão autoral, extinguindo o feito com resolução do mérito, com
fulcro no art. 269, VI do CPC.
O Supremo Tribunal Federal, nos autos Agravo de Instrumento nº 754.475/SP, reconheceu a repercussão geral da matéria referente ao índice
de correção determinado pela Medida Provisória nº 294 (Plano Collor II).
Convertido o agravo no Recurso Extraordinário nº 632.212/SP, o ministro Gilmar Mendes, relator, proferiu decisão em 15 de setembro de 2010,
determinando o sobrestamento de todos os processos que discutam a matéria, por 180 dias. Em 10 de agosto de 2011, a suspensão dos processos
foi renovada, até o julgamento do recurso pelo Plenário da Corte.
Assim, cumprindo a referida resolução, determino a suspensão deste processo até posterior decisão do STF.
Publique-se. Intimem-se.
Recife,
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete Desembargador José Fernandes de Lemos
306
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
A Resolução n° 358, de 25/115/2013, deste Tribunal de Justiça criou Câmaras Direito Público com Competência Fazendária, conforme consta
do seu art. 15, VII, conforme abaixo transcrito:
"Art. 15. O Tribunal de Justiça exercerá sua jurisdição na forma determinada neste Regimento e por intermédio dos seguintes órgãos:
"...omissis"
VII - Câmaras de Direito Público, com competência fazendária e de previdência pública, em número de 04 (quatro);..omissis"
Isto posto, após consulta aos autos, verificando que o caso em tela reporta ao dispositivo acima referido e, não tendo a Resolução excepcionado
os feitos em curso, declino de minha competência para determinar, a redistribuição deste processo a uma das Câmaras de Direito Público com
Competência Fazendária.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
307
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
ATO ORDINATÓRIO
Em razão do princípio da não surpresa, intime-se a parte Autora para se manifestar sobre possível incabimento da presente ação
cautelar, no prazo de 05 (cinco) dias, conforme dicção do art. 10, do Novo CPC.
Publique-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho
ATO ORDINATÓRIO
No caso, o preparo recursal foi recolhido em valor insuficiente, ou seja, calculado sem atualização do valor da causa.
Isto posto, intime-se a parte Apelante para regularizar o valor do preparo, bem como comprovar a sua complementação, no prazo de
05 (cinco) dias, conforme dicção do art. 1.007, § 2º, do Novo CPC.
Publique-se.
Recife, 08 de abril de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho
308
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
ATO ORDINATÓRIO
No caso, o preparo recursal foi recolhido em valor insuficiente, ou seja, calculado sem o valor atualizado da causa. (Precedente: TJPE,
Agravo Regimental nº 255.184-0/01, Primeira Câmara Cível, Rel. Des. Frederico Neves, d.j. 18/10/11)
Isto posto, intime-se a parte Apelante para regularizar o valor do preparo, bem como comprovar a sua complementação, no prazo de
05 (cinco) dias, conforme dicção do art. 1.007, § 2º, do Novo CPC.
Publique-se.
Recife, 11 de abril de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho
ATO ORDINATÓRIO
No caso, o preparo recursal da Apelante BV Leasing - Arrendamento Mercantil S/A (fls. 150/151) foi recolhido em valor insuficiente,
ou seja, calculado sem o valor atualizado da causa. (Precedente: TJPE, Agravo Regimental nº 255.184-0/01, Primeira Câmara Cível, Rel. Des.
Frederico Neves, d.j. 18/10/11)
Isto posto, intime-se a parte Apelante para regularizar o valor do preparo, bem como comprovar a sua complementação, no prazo de
05 (cinco) dias, conforme dicção do art. 1.007, § 2º, do Novo CPC.
Publique-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
309
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
ATO ORDINATÓRIO
No caso, o preparo recursal da Apelante BV Leasing - Arrendamento Mercantil S/A (fls. 206/207) foi recolhido em valor insuficiente,
ou seja, calculado sem o valor atualizado da causa. (Precedente: TJPE, Agravo Regimental nº 255.184-0/01, Primeira Câmara Cível, Rel. Des.
Frederico Neves, d.j. 18/10/11)
310
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Isto posto, intime-se a parte Apelante para regularizar o valor do preparo, bem como comprovar a sua complementação, no prazo de
05 (cinco) dias, conforme dicção do art. 1.007, § 2º, do Novo CPC.
Publique-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho
DESPACHO
Face o caráter modificativos dos presentes aclaratórios, intime-se o embargado, SUL AMÉRICA COMPANHIA DE SEGURO SAÚDE,
para, querendo, ofertar contrarrazões no prazo de 5 (cinco) dias úteis, nos moldes do art. 1.023, §2º, do Código de Processo Civil de 2015.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife,
311
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Poder Judiciário
Estado de Pernambuco
Tribunal de Justiça
Gabinete do Des. José Fernandes de Lemos
DESPACHO
Considerando que os presentes embargos de declaração comportam, em tese, efeitos infringentes, intime-se o embargado para, querendo,
manifestar-se, no prazo de 05 (cinco) dias, nos termos do §2º do art. 1.022 do NCPC.
Recife,
Poder Judiciário
Estado de Pernambuco
Tribunal de Justiça
Gabinete do Des. José Fernandes de Lemos
312
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
5ª CÂMARA CÍVEL
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 419493-2
Embargantes: J.V.B.B.L. E OUTROS
Embargado: F.B.L.F.
Relator: Des. José Fernandes de Lemos
DESPACHO
Nos termos do art. 1.023, §2º, do CPC/2015, intime-se a parte agravante/embargada, por meio da imprensa oficial, para se manifestar, no prazo
de 05 (cinco) dias úteis, sobre os Embargos de Declaração opostos pelos agravados/embargantes.
Decorrido o prazo com ou sem manifestação, voltem-me conclusos com a maior brevidade possível.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 07.04.2016.
313
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Face o caráter modificativo dos presentes aclaratórios, intime-se o embargado, para, querendo, ofertar contrarrazões no prazo de 5 (cinco) dias
úteis, nos moldes do art. 1.023, §2º, do Código de Processo Civil de 2015.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife,
Poder Judiciário
Estado de Pernambuco
Tribunal de Justiça
Gabinete do Des. José Fernandes de Lemos
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
314
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DESPACHO
Trata-se, na origem, de Ação de Busca e Apreensão tombada sob o nº 0000045-90.2011.8.17.0770, em que BV FINCANCEIRA S/A interpôs
recurso de Apelação em face de sentença que julgou extinto o processo sem julgamento do mérito à vista da purgação da mora, revogando e
tornando sem efeito a liminar de busca e apreensão inicialmente deferida, e ainda, autorizou a restituição do bem ao apelado/réu.
Não obstante, digam as partes sobre eventual preclusão atinente aos despachos de fls. 37, 44, 49 e 55 prolatados nos autos da Ação em epígrafe.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete Desembargador José Fernandes de Lemos
315
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DESPACHO
Intime-se a autora para se pronunciar sobre a ausência de citação em decorrência da mudança de endereço, conforme certidão de fl. 99.
Recife,
Poder Judiciário
Estado de Pernambuco
Tribunal de Justiça
DESPACHO
Intime-se a parte agravada para se manifestar sobre o agravo interposto, no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 1.021, §2º do NCPC.
Intime-se. Publique-se.
Recife/PE, 12 de abril de 2016.
316
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Relator
Poder Judiciário
Estado de Pernambuco
Tribunal de Justiça
Gabinete do Des. José Fernandes de Lemos
317
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6ª Câmara Cível
PAUTA DE JULGAMENTO
Pauta de Julgamento da Sessão Ordinária do 6ª Câmara Cível convocada para o dia 26 de abril de 2016, às 14:00 horas na sala de Sessões
do Primeiro andar - Anexo.
Ficam desde já intimadas as partes e seus advogados, que os recursos da pauta não julgados na sessão do dia 19.04.2016, ficarão
automaticamente para esta sessão, qual seja, dia 26.04.2016.
318
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319
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320
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321
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322
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Verônica M. Oliveira
Secretário(a) de Sessões
DECISÕES – 6ªCC
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
323
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O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Trata-se de agravo de instrumento interposto em face de decisão interlocutória proferida pelo Juízo da 27ª Vara Cível da Capital, o qual, em
cumprimento de sentença que condenou o agravado a indenizar o então autor da ação por danos morais, negou a expedição de alvará judicial
para levantamento de honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais no valor de R$ 4.582.812,40 (quatro milhões quinhentos e oitenta
e dois oitocentos e doze reais e quarenta centavos) decorrentes da execução da condenação principal e de astreintes por descumprimento de
obrigação de fazer.
Interposto o recurso, após tentativas de intimação da parte agravada, o Eminente Relator, Des. José Carlos Patriota Malta, entendeu por conferir
efeito suspensivo ativo ao recurso para deferir a liberação do alvará de levantamento, pois considerou que foi prestada caução idônea.
É o Relatório, para os fins da presente decisão.
DECIDO.
Após ler atentamente a decisão proferida pelo então Relator e folhear detidamente os autos, concluo que o decisum é nulo. Explico.
O caso dos autos trata estritamente do levantamento de honorários advocatícios. Consoante as razões do recurso, o valor da condenação a
título de danos morais totaliza R$ 57.031,76 (cinquenta e sete mil e trinta e um reais e setenta e seis centavos), enquanto o das astreintes, R
$ 11.400.000,00 (onze milhões e quatrocentos mil reais).
Primeiramente, é importante destacar que a multa cominatória arbitrada judicialmente para o descumprimento de obrigação de fazer não é matéria
sujeita à preclusão, tampouco ao trânsito em julgado, consoante já pacificou o STJ em sede de Recurso Repetitivo:
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A decisão que comina astreintes não preclui, não fazendo tampouco coisa julgada. A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a
multa cominatória não integra a coisa julgada, sendo apenas um meio de coerção indireta ao cumprimento do julgado, podendo ser cominada,
alterada ou suprimida posteriormente. Precedentes citados: REsp 1.019.455-MT, Terceira Turma, DJe 15/12/2011; e AgRg no AREsp 408.030-
RS, Quarta Turma, DJe 24/2/2014. (STJ - REsp 1.333.988-SP - Recurso Repetitivo - art. 543-C do CPC - Terceira Turma - Rel. Min. Paulo de
Tarso Sanseverino - Julg. 09.04.2014 - grifei).
É sabido que honorários advocatícios guardam sempre relação com o valor principal perseguido, seja quando fixado em percentual, seja quando
arbitrado equitativamente.
Pois bem.
No caso, os patronos do exequente, em indevida antecipação, visam à percepção de honorários advocatícios equivalentes a mais de 30% (trinta
por cento) do valor executado, todavia, sem que se esteja com seu valor estabilizado.
Isso porque ainda pende, no juízo de origem, decisão sobre a impugnação ao cumprimento de sentença no qual a instituição bancária alegou
excesso de execução, ou seja, a quantia da qual depende aquela que se executa pende de decisão judicial. É, portanto, ilíquida.
Isso quer dizer que, sendo ilíquido o valor principal, ilíquido será também o acessório, mormente os honorários advocatícios, verba cujo
levantamento visa a parte agravante, de modo que não pode ser autorizado o levantamento de qualquer quantia até que seja resolvida em
definitivo a impugnação.
Esclareço que não estou entendendo que a impugnação ao cumprimento de sentença é dotada de efeito suspensivo, o que implicaria em negativa
de vigência ao art. 525, §6º, do NCPC.
A impossibilidade de levantamento de valores decorre da natureza ilíquida da maior parte do crédito pretendido, tendo em vista que, não se
submetendo as astreintes ao trânsito em julgado ou à preclusão, a análise dos honorários advocatícios delas dependentes guarda a mesma
qualidade, pelo que demandam decisão definitiva sobre a matéria, o que apenas poderá acontecer com o julgamento definitivo da impugnação
ao cumprimento de sentença, ainda pendente.
Não obstante, prescreve o art. 525, §10º, do NCPC:
O agravante/exequente, com o objetivo de garantir o juízo e viabilizar sua pretensão, ofereceu bens em caução (fls. 415/419). Após, ao apreciar
a petição na qual aviado o pedido, o magistrado a quo proferiu, de pronto, a decisão recorrida nestes autos, indeferindo o requerimento de
levantamento do valor (fl. 452).
Às fls. 471/619, novamente o agravante, agora perante este juízo ad quem, indica novos bens, sob a alcunha de "reforço de caução".
Sobre o procedimento de formalização da caução, dizia o CPC/1973:
Art. 826. A caução pode ser real ou fidejussória.
Art. 827. Quando a lei não determinar a espécie de caução, esta poderá ser prestada mediante depósito em dinheiro, papéis de crédito, títulos
da União ou dos Estados, pedras e metais preciosos, hipoteca, penhor e fiança.
Art. 828. A caução pode ser prestada pelo interessado ou por terceiro.
Art. 829. Aquele que for obrigado a dar caução requererá a citação da pessoa a favor de quem tiver de ser prestada, indicando na petição inicial:
I - o valor a caucionar;
II - o modo pelo qual a caução vai ser prestada;
III - a estimativa dos bens;
IV - a prova da suficiência da caução ou da idoneidade do fiador.
Art. 830. Aquele em cujo favor há de ser dada a caução requererá a citação do obrigado para que a preste, sob pena de incorrer na sanção
que a lei ou o contrato cominar para a falta.
Art. 831. O requerido será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, aceitar a caução (art. 829), prestá-la (art. 830), ou contestar o pedido.
Art. 832. O juiz proferirá imediatamente a sentença:
I - se o requerido não contestar;
II - se a caução oferecida ou prestada for aceita;
III - se a matéria for somente de direito ou, sendo de direito e de fato, já não houver necessidade de outra prova.
Art. 833. Contestado o pedido, o juiz designará audiência de instrução e julgamento, salvo o disposto no no III do artigo anterior.
Art. 834. Julgando procedente o pedido, o juiz determinará a caução e assinará o prazo em que deve ser prestada, cumprindo-se as diligências
que forem determinadas.
Parágrafo único. Se o requerido não cumprir a sentença no prazo estabelecido, o juiz declarará:
I - no caso do art. 829, não prestada a caução;
II - no caso do art. 830, efetivada a sanção que cominou.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
(...) Com efeito, precipitado seria o levantamento da quantia total de R$ 4.582.812,40 (quatro milhões quinhentos e oitenta e dois mil, oitocentos
e doze reais e quarenta centavos), a título de honorários advocatícios sucumbenciais, mormente considerando a pendência de decisão no juízo
de piso sobre a arguição de excesso na execução, sustentado na impugnação do suplicado.
Inobstante, não se pode olvidar da concisão dos bens oferecidos à garantia do juízo, individualizados nos autos às fls. 5176, 522/532, 541/619,
bem como da natureza alimentar que possuem os honorários advocatícios, e ainda o interregno do trâmite processual, que já ultrapassam 10
(dez) anos, lastreiam a concessão parcial do pleito liminar, diante da presença dos requisitos legais para tanto, esmiuçados alhures.
(...)
Observa-se que a consideração, pelo Eminente Desembargador, de suficiência dos bens indicados como garantia do juízo foi argumento
determinante para o conteúdo de sua decisão.
Todavia, não se observa nos autos o cumprimento de quaisquer das formalidades previstas nos arts. 826 e seguintes do CPC/1973, de modo que
a indicação dos bens não passou disso, ou seja, mera indicação, de modo que não se pode afirmar que o juízo está garantido e, assim sendo, a
decisão interlocutória foi proferida ao arrepio do art. 525, §10, do NCPC, isto é, com fundamentação deficiente.
Importa destacar que o rol da ausência de fundamentação constante do art. 489, §1º, é exemplificativo, consoante unânime decisão doutrinária
formalizada no Enunciado 303 do Fórum Permanente de Processualistas Civis, que transcrevo:
303. (art. 489, §1º) As hipóteses descritas nos incisos do §1º do art. 499 (sic) são exemplificativas (grifei).
Ressalto que, durante o mencionado Fórum, foi aprovado também o Enunciado n. 307, no qual os juristas ali presentes, unanimemente,
entenderam o seguinte:
307. (art. 489, §1º, 1.013, §3º, IV) Reconhecida a insuficiência da sua fundamentação, o tribunal decretará a nulidade da sentença e, preenchidos
os pressupostos do §3º do art. 1.013, decidirá desde logo o mérito da causa (grifei).
Por esse motivo, isto é, por considerar que a decisão de fls. 635/636 foi baseada em suporte fático inexistente, atingindo de morte sua
fundamentação, e vislumbrando o notável prejuízo da instituição bancária, imperiosa a declaração de sua nulidade, nos termos do art. 489, caput
e §1º, do NCPC:
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Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 13 de abril de 2016.
Trata-se de agravo de instrumento interposto em face de decisão interlocutória proferida pelo Juízo da 27ª Vara Cível da Capital, o qual, em
cumprimento de sentença que condenou o agravado a indenizar o então autor da ação por danos morais, negou a expedição de alvará judicial
para levantamento de honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais no valor de R$ 4.582.812,40 (quatro milhões quinhentos e oitenta
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e dois oitocentos e doze reais e quarenta centavos) decorrentes da execução da condenação principal e de astreintes por descumprimento de
obrigação de fazer.
Interposto o recurso, após tentativas de intimação da parte agravada, o Eminente Relator, Des. José Carlos Patriota Malta, entendeu por conferir
efeito suspensivo ativo ao recurso para deferir a liberação do alvará de levantamento, pois considerou que foi prestada caução idônea.
É o Relatório, para os fins da presente decisão.
DECIDO.
Após ler atentamente a decisão proferida pelo então Relator e folhear detidamente os autos, concluo que o decisum é nulo. Explico.
O caso dos autos trata estritamente do levantamento de honorários advocatícios. Consoante as razões do recurso, o valor da condenação a
título de danos morais totaliza R$ 57.031,76 (cinquenta e sete mil e trinta e um reais e setenta e seis centavos), enquanto o das astreintes, R
$ 11.400.000,00 (onze milhões e quatrocentos mil reais).
Primeiramente, é importante destacar que a multa cominatória arbitrada judicialmente para o descumprimento de obrigação de fazer não é matéria
sujeita à preclusão, tampouco ao trânsito em julgado, consoante já pacificou o STJ em sede de Recurso Repetitivo:
A decisão que comina astreintes não preclui, não fazendo tampouco coisa julgada. A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a
multa cominatória não integra a coisa julgada, sendo apenas um meio de coerção indireta ao cumprimento do julgado, podendo ser cominada,
alterada ou suprimida posteriormente. Precedentes citados: REsp 1.019.455-MT, Terceira Turma, DJe 15/12/2011; e AgRg no AREsp 408.030-
RS, Quarta Turma, DJe 24/2/2014. (STJ - REsp 1.333.988-SP - Recurso Repetitivo - art. 543-C do CPC - Terceira Turma - Rel. Min. Paulo de
Tarso Sanseverino - Julg. 09.04.2014 - grifei).
É sabido que honorários advocatícios guardam sempre relação com o valor principal perseguido, seja quando fixado em percentual, seja quando
arbitrado equitativamente.
Pois bem.
No caso, os patronos do exequente, em indevida antecipação, visam à percepção de honorários advocatícios equivalentes a mais de 30% (trinta
por cento) do valor executado, todavia, sem que se esteja com seu valor estabilizado.
Isso porque ainda pende, no juízo de origem, decisão sobre a impugnação ao cumprimento de sentença no qual a instituição bancária alegou
excesso de execução, ou seja, a quantia da qual depende aquela que se executa pende de decisão judicial. É, portanto, ilíquida.
Isso quer dizer que, sendo ilíquido o valor principal, ilíquido será também o acessório, mormente os honorários advocatícios, verba cujo
levantamento visa a parte agravante, de modo que não pode ser autorizado o levantamento de qualquer quantia até que seja resolvida em
definitivo a impugnação.
Esclareço que não estou entendendo que a impugnação ao cumprimento de sentença é dotada de efeito suspensivo, o que implicaria em negativa
de vigência ao art. 525, §6º, do NCPC.
A impossibilidade de levantamento de valores decorre da natureza ilíquida da maior parte do crédito pretendido, tendo em vista que, não se
submetendo as astreintes ao trânsito em julgado ou à preclusão, a análise dos honorários advocatícios delas dependentes guarda a mesma
qualidade, pelo que demandam decisão definitiva sobre a matéria, o que apenas poderá acontecer com o julgamento definitivo da impugnação
ao cumprimento de sentença, ainda pendente.
Não obstante, prescreve o art. 525, §10º, do NCPC:
O agravante/exequente, com o objetivo de garantir o juízo e viabilizar sua pretensão, ofereceu bens em caução (fls. 415/419). Após, ao apreciar
a petição na qual aviado o pedido, o magistrado a quo proferiu, de pronto, a decisão recorrida nestes autos, indeferindo o requerimento de
levantamento do valor (fl. 452).
Às fls. 471/619, novamente o agravante, agora perante este juízo ad quem, indica novos bens, sob a alcunha de "reforço de caução".
Sobre o procedimento de formalização da caução, dizia o CPC/1973:
Art. 826. A caução pode ser real ou fidejussória.
Art. 827. Quando a lei não determinar a espécie de caução, esta poderá ser prestada mediante depósito em dinheiro, papéis de crédito, títulos
da União ou dos Estados, pedras e metais preciosos, hipoteca, penhor e fiança.
Art. 828. A caução pode ser prestada pelo interessado ou por terceiro.
Art. 829. Aquele que for obrigado a dar caução requererá a citação da pessoa a favor de quem tiver de ser prestada, indicando na petição inicial:
I - o valor a caucionar;
II - o modo pelo qual a caução vai ser prestada;
III - a estimativa dos bens;
IV - a prova da suficiência da caução ou da idoneidade do fiador.
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Art. 830. Aquele em cujo favor há de ser dada a caução requererá a citação do obrigado para que a preste, sob pena de incorrer na sanção
que a lei ou o contrato cominar para a falta.
Art. 831. O requerido será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, aceitar a caução (art. 829), prestá-la (art. 830), ou contestar o pedido.
Art. 832. O juiz proferirá imediatamente a sentença:
I - se o requerido não contestar;
II - se a caução oferecida ou prestada for aceita;
III - se a matéria for somente de direito ou, sendo de direito e de fato, já não houver necessidade de outra prova.
Art. 833. Contestado o pedido, o juiz designará audiência de instrução e julgamento, salvo o disposto no no III do artigo anterior.
Art. 834. Julgando procedente o pedido, o juiz determinará a caução e assinará o prazo em que deve ser prestada, cumprindo-se as diligências
que forem determinadas.
Parágrafo único. Se o requerido não cumprir a sentença no prazo estabelecido, o juiz declarará:
I - no caso do art. 829, não prestada a caução;
II - no caso do art. 830, efetivada a sanção que cominou.
(...) Com efeito, precipitado seria o levantamento da quantia total de R$ 4.582.812,40 (quatro milhões quinhentos e oitenta e dois mil, oitocentos
e doze reais e quarenta centavos), a título de honorários advocatícios sucumbenciais, mormente considerando a pendência de decisão no juízo
de piso sobre a arguição de excesso na execução, sustentado na impugnação do suplicado.
Inobstante, não se pode olvidar da concisão dos bens oferecidos à garantia do juízo, individualizados nos autos às fls. 5176, 522/532, 541/619,
bem como da natureza alimentar que possuem os honorários advocatícios, e ainda o interregno do trâmite processual, que já ultrapassam 10
(dez) anos, lastreiam a concessão parcial do pleito liminar, diante da presença dos requisitos legais para tanto, esmiuçados alhures.
(...)
Observa-se que a consideração, pelo Eminente Desembargador, de suficiência dos bens indicados como garantia do juízo foi argumento
determinante para o conteúdo de sua decisão.
Todavia, não se observa nos autos o cumprimento de quaisquer das formalidades previstas nos arts. 826 e seguintes do CPC/1973, de modo que
a indicação dos bens não passou disso, ou seja, mera indicação, de modo que não se pode afirmar que o juízo está garantido e, assim sendo, a
decisão interlocutória foi proferida ao arrepio do art. 525, §10, do NCPC, isto é, com fundamentação deficiente.
Importa destacar que o rol da ausência de fundamentação constante do art. 489, §1º, é exemplificativo, consoante unânime decisão doutrinária
formalizada no Enunciado 303 do Fórum Permanente de Processualistas Civis, que transcrevo:
303. (art. 489, §1º) As hipóteses descritas nos incisos do §1º do art. 499 (sic) são exemplificativas (grifei).
Ressalto que, durante o mencionado Fórum, foi aprovado também o Enunciado n. 307, no qual os juristas ali presentes, unanimemente,
entenderam o seguinte:
307. (art. 489, §1º, 1.013, §3º, IV) Reconhecida a insuficiência da sua fundamentação, o tribunal decretará a nulidade da sentença e, preenchidos
os pressupostos do §3º do art. 1.013, decidirá desde logo o mérito da causa (grifei).
Por esse motivo, isto é, por considerar que a decisão de fls. 635/636 foi baseada em suporte fático inexistente, atingindo de morte sua
fundamentação, e vislumbrando o notável prejuízo da instituição bancária, imperiosa a declaração de sua nulidade, nos termos do art. 489, caput
e §1º, do NCPC:
329
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob
julgamento se ajusta àqueles fundamentos;
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso
em julgamento ou a superação do entendimento.
Ante todo o exposto, reconheço de ofício a nulidade da decisão de fls. 635/636, por deficiência em sua fundamentação, pelo que deverá ser
sobrestada a expedição de alvará judicial para levantamento do valor executado.
Tendo em vista a nulidade decretada, fica sem objeto o agravo interno de fls. 642/659, pelo que não o conheço, arrimado no art. 932, inciso
III, do NCPC.
Oficie-se ao Juízo da 27ª Vara Cível da Capital - Seção B, COM URGÊNCIA, comunicando a anulação da mencionada decisão.
Cópia da presente servirá como ofício.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 13 de abril de 2016.
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
330
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de recurso de apelação interposto contra sentença (33/36 anverso/verso) que extinguiu o processo sem julgamento do mérito, com
arrimo no art. 267,I, c/c os arts. 284 e 295, I e VI do CPC.
À fl. 57, o banco apelante, através de seu procurador, vem requerer a desistência do presente recurso, em virtude da liquidação do contrato
em discussão nestes autos.
Vieram-me os autos conclusos.
É o relatório.
Decido
Verifico que restou prejudicado o presente apelo, em razão do requerimento solicitando a desistência do presente recurso.
Ante o exposto e com apoio no art. 9981 do Código de Processo Civil de 2015 c/c art. 74, VIII, do RITJPE2, torno prejudicado o seguimento
do presente recurso.
Publique-se e intime-se.
1 Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do recurso.
2Art. 74. Compete ao relator, além do estabelecido na legislação processual e de organização judiciária:
VIII - decidir o pedido ou o recurso que haja perdido o objeto, bem como negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo,
incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do Tribunal;
331
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Percebo que não está correto o valor declarado pelo agravante para o cálculo das custas do presente recurso (fl. 25). Como o valor da causa (fl.
178) não é de apenas R$ 1.000,00 (mil reais), a base de cálculo utilizada não está de acordo com a tabela de custas e emolumentos deste tribunal.
Destarte, intime-se o agravante para, no prazo de 05 (cinco) dias, complementar as custas do recurso, sob pena de deserção (CPC/2015, art.
1.007, §2°)1.
Publique-se e intime-se.
Recife, 12.ABR.2016
1 Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive
porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.
(...)
§ 2o A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu
advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias.
332
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Percebo que não está correto o valor declarado pelo agravante para o cálculo das custas do presente recurso (fl. 25). Como o valor da causa (fl.
179) não é de apenas R$ 1.000,00 (mil reais), a base de cálculo utilizada não está de acordo com a tabela de custas e emolumentos deste tribunal.
Destarte, intime-se o agravante para, no prazo de 05 (cinco) dias, complementar as custas do recurso, sob pena de deserção (CPC/2015, art.
1.007, §2°)1.
Publique-se e intime-se.
Recife, 12.ABR.2016
1 Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive
porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.
(...)
§ 2o A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu
advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias.
DESPACHO
Intime-se a parte agravada (art. 1.019, II, CPC/2015) para, querendo, no prazo de 15 dias úteis (art. 219, CPC/2015), apresentar resposta ao
presente recurso e juntar cópia da documentação que entender necessária ao seu julgamento.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Publique-se. Cumpra-se.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Cuida-se de recurso de Agravo de Instrumento interposto pelo Banco do Brasil, contra sentença (fls. 151/153) da lavra do DD Juízo de Direito
da 16ª Vara Cível da Capital - Seção A que, nos autos da Ação de Título Executivo Judicial em Cumprimento de Sentença, processo nº
41795-47.2014.8.17.0001, rejeitou a impugnação e determinou a remessa À Contadoria Judicial para realização dos cálculos.
Ocorre que, conforme julgamento do RE 1.438.263/SP, em 15/02/2016, o Superior Tribunal de Justiça, através do Ministro Raul Araújo, esposou
entendimento no sentido de sobrestar todos recursos que se refiram à controvérsia sobre a legitimidade ativa de não associado para a liquidação
da sentença coletiva proferida em Ação Civil Pública promovida pelo IDEC versando sobre a diferença de rendimentos creditados em caderneta
de poupança, ressaltando que a suspensão abrange todos os processos que se encontrem em fase de liquidação ou de cumprimento de sentença,
nos quais a questão acima destacada tenha surgido e ainda não tenham recebido solução definitiva.
No caso dos autos, em se tratando de recurso sobre a legitimidade ativa da parte agravada para Cumprimento de Sentença, aplico o art. 543-B,
§1º, do CPC ao caso em tela, suspendendo o curso do presente processo até o pronunciamento final do STJ a respeito da matéria.
Remeta-se à Diretoria Cível para a guarda dos presentes autos e acompanhamento da decisão paradigma que, transitada em julgado, refletirá
a realidade jurídica da presente apelação.
DESPACHO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Intime-se a parte agravada (art. 1.019, II, CPC/2015) para, querendo, no prazo de 15 dias úteis (art. 219, CPC/2015), apresentar resposta ao
presente recurso e juntar cópia da documentação que entender necessária ao seu julgamento.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis.
Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e
IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:
I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando
ao juiz sua decisão;
II - ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, quando não tiver procurador constituído, ou pelo Diário
da Justiça ou por carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo de 15 (quinze) dias, facultando-lhe
juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso;
Publique-se. Cumpra-se.
DESPACHO
Intime-se a parte agravada (art. 1.019, II, CPC/2015) para, querendo, no prazo de 15 dias úteis (art. 219, CPC/2015), apresentar resposta ao
presente recurso e juntar cópia da documentação que entender necessária ao seu julgamento.
Publique-se. Cumpra-se.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Intime-se a parte agravada (art. 1.019, II, CPC/2015) para, querendo, no prazo de 15 dias úteis (art. 219, CPC/2015), apresentar resposta ao
presente recurso e juntar cópia da documentação que entender necessária ao seu julgamento.
Publique-se. Cumpra-se.
DESPACHO
Intime-se a parte agravada (art. 1.019, II, CPC/2015) para, querendo, no prazo de 15 dias úteis (art. 219, CPC/2015), apresentar resposta ao
presente recurso e juntar cópia da documentação que entender necessária ao seu julgamento.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis.
Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e
IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:
I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando
ao juiz sua decisão;
II - ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, quando não tiver procurador constituído, ou pelo Diário
da Justiça ou por carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo de 15 (quinze) dias, facultando-lhe
juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso;
Publique-se. Cumpra-se.
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DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de apelação cível interposta por Amaro Augusto da Silva e Outros em face de sentença (fls. 98/99-v) proferida pelo juízo da 3ª Vara
Cível da Comarca de Vitória de Sto Antão, que, nos autos da ação cautelar de exibição de documentos, extinguiu o processo sem resolução
de mérito nos termos do art. 267, I, do CPC.
Da ação cautelar: Os autores ajuizaram a referida ação requerendo a exibição de contrato de empréstimo supostamente pactuado junto à
instituição bancária apelada, bem como a comprovação do repasse dos valores.
Da sentença: O juízo de primeiro grau entendeu que os autores não acionaram o banco previamente nas vias administrativas no sentido de obter
a cópia do contrato mencionado ou a negativa da exibição, documentação necessária ao ajuizamento da demanda.
Da apelação: Em suas razões, os apelantes pugnam pela anulação da sentença, alegando, em síntese, que o entendimento do juízo de primeiro
grau está desalinhado com os interesses do consumidor e da jurisprudência pátria, requerendo, portanto, o retorno dos autos ao juízo de origem
para o seu regular processamento.
Inicialmente, verifico que, em homenagem ao princípio da economia processual, o recurso reúne condição de julgamento monocrático por este
relator, com a incidência do art. 557, do CPC, pelo que conheço do mesmo, uma vez que presentes os pressupostos de admissibilidade.
Trata-se de ação cautelar de exibição de documentos em que o apelante busca a exibição de contrato bancário pactuado com a instituição
apelada a fim de instruir processo futuro, na sequência o Juízo a quo indeferiu a inicial considerando que o autor não instruiu o processo e nem
procedeu com a emenda da petição inicial com o comprovante de prévio requerimento administrativo.
Sobre o tema, percebo que já foi submetido ao regime dos repetitivos (REsp 1349453/MS), em que se discutia a necessidade de prévio
requerimento administrativo à instituição financeira. Este, por sua vez, registrou a seguinte orientação:
"PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS
EM CADERNETA DE POUPANÇA. EXIBIÇÃO DE EXTRATOS BANCÁRIOS. AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. INTERESSE
DE AGIR. PEDIDO PRÉVIO À INSTITUIÇÃO FINANCEIRA E PAGAMENTO DO CUSTO DO SERVIÇO. NECESSIDADE. 1. Para efeitos do
art. 543-C do CPC, firma-se a seguinte tese: A propositura de ação cautelar de exibição de documentos bancários (cópias e segunda via de
documentos) é cabível como medida preparatória a fim de instruir a ação principal, bastando a demonstração da existência de relação jurídica
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
entre as partes, a comprovação de prévio pedido à instituição financeira não atendido em prazo razoável, e o pagamento do custo do serviço
conforme previsão contratual e normatização da autoridade monetária. 2. No caso concreto, recurso especial provido."
(REsp 1349453/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 10/12/2014, DJe 02/02/2015)
Filio-me à jurisprudência mais recente do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a propositura de ação cautelar de exibição de documentos
bancários é cabível como medida preparatória a fim de instruir ação principal, bastando a demonstração da existência de relação jurídica entre
as partes, a comprovação de prévio pedido à instituição financeira não atendido em prazo razoável e o pagamento do custo do serviço conforme
previsão contratual e normatização da autoridade monetária.
Isto posto, ex-vi do art. 557, caput, do CPC, nego seguimento ao recurso de apelação interposto, por ser manifestamente inadmissível e
improcedente, mantendo incólume os contornos e a fundamentação da sentença apelada.
Publique-se. Intime-se.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Ao compulsar os presentes autos, verifiquei tratar-se de ação de cobrança que versa sobre diferença de correção monetária dos valores
depositados em cadernetas de poupança.
Sobre a questão, embora haja um posicionamento firmado do STJ, a matéria encontra-se sub judice perante o Supremo Tribunal Federal, o qual
nos termos do julgamento do RE 591.797 RG/SP, decidiu que tais feitos comportam repercussão geral, determinando a suspensão destes até
pronunciamento definitivo do RE 626.307.
Diante do exposto, cumprindo a orientação da Corte Superior, determino a suspensão do presente feito, até julgamento final da lide.
Publique-se. Cumpra-se.
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DESPACHO
Intime-se a parte agravada (art. 1.019, II, CPC/2015) para, querendo, no prazo de 15 dias úteis (art. 219, CPC/2015), apresentar resposta ao
presente recurso e juntar cópia da documentação que entender necessária ao seu julgamento.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis.
Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e
IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:
I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando
ao juiz sua decisão;
II - ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, quando não tiver procurador constituído, ou pelo Diário
da Justiça ou por carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo de 15 (quinze) dias, facultando-lhe
juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso;
Publique-se. Cumpra-se.
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DESPACHO
Intime-se a parte agravada para, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar contrarrazões ao agravo de instrumento, em atenção à inteligência
do artigo 1.019, II, do CPC/2015.
Cumprida a diligência, retornem os autos conclusos para esta Relatoria, com ou sem manifestação do agravado.
DESPACHO
Reservo-me para apreciar sobre o pedido de tutela de urgência após a oitiva da parte contrária.
Intime-se o agravado, através dos seus advogados (artigo 1019, II, do NCPC), para, querendo, no prazo de 15 dias, apresentar resposta ao
presente recurso, juntando cópias das peças que entender necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
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DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Embargos de Declaração opostos à decisão terminativa de fls. 422/425, que acolheu parcialmente o recurso de apelação apenas para
excluir da condenação a verba relativa ao IPTU, confirmando os demais termos da sentença que reconheceu a existência de relação locatícia
entre as partes, mediante contrato verbal, e determinou o pagamento dos aluguéis e acessórios.
Em suas razões, o embargante reitera os argumentos da apelação, insistindo na suposta ausência de vínculo locatício entre as partes e alegando
que o julgado seria omisso por não indicar o valor dos aluguéis.
Também seria contraditório, à medida que afasta a obrigação de pagar IPTU, por não ausência de prova de repasse de tal encargo para o
locatário, mas considera provada a relação locatícia.
Decido
É sabido, que os embargos de declaração são cabíveis somente nos casos em que o julgado apresenta obscuridade, contradição ou quando
for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal, não se prestando a rever matéria deduzida no decorrer da lide, devendo-
se respeitar os limites previstos no art. 535 do Código de Processo Civil.
No caso, a decisão terminativa embargada apontou suficientemente as razões que ensejaram o reconhecimento do contrato verbal de locação
firmado entre as partes, com base na prova testemunhal, na documentação de fls. 147/230, que confirma os vínculos locatícios anteriores
envolvendo o imóvel, e também porque o réu, ora embargante, não comprovou a origem de sua posse sobre o bem objeto do litígio, que
comprovadamente pertence ao locador, ora embargado, conforme certidão de fls. 44/46.
No tocante ao valor, também não há omissão, pois a sentença indica expressamente o montante devido, e não sofreu modificação quanto a este
aspecto, devendo-se deduzir do montante apenas os encargos de IPTU no período em questão.
Quando à alegada contradição, entendo que não é contraditório o julgado que reconhece a existência de contrato verbal de locação, mas afasta
a cobrança do IPTU por ausência de provas de que o locatário tenha assumido tal encargo, pois são situações distintas, com regras próprias.
O contrato verbal pode ser provado por diversos meios, mas o pagamento do IPTU, por ser obrigação própria do locador, só pode ser exigido
do locatário se houver previsão expressa no contrato, conforme regra do art. 22, VIII, da Lei nº 8245/91. Como, no caso, o contrato é verbal,
não foi possível aferir se o locatário assumiu tal obrigação, o que ensejou o afastamento dessa verba do montante devido, sendo a medida
totalmente coerente com a lei.
Pretende a parte embargante ao interpor estes aclaratórios apenas rememorar a matéria, o que se distancia do instituto dos embargos de
declaração a que se refere o art. 535 e seguintes do CPC.
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PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos de declaração supõem omissão, contradição ou obscuridade, nenhum desses
defeitos presente no caso. Para os efeitos de recurso extraordinário, vide enunciado da Súmula nº 356 do Supremo Tribunal Federal. Embargos
de declaração rejeitados. (EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp 316.909/SP, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, PRIMEIRA TURMA, julgado em
02/09/2014, DJe 10/09/2014.g.n)".
Isto posto, conheço dos presentes embargos, mas os rejeito, por ausência dos requisitos legais de embargabilidade.
É como voto.
DESPACHO
Diante da possibilidade de atribuição de efeitos modificativos aos embargos de declaração, dê-se vista dos autos ao embargado, pelo prazo
legal, observadas as cautelas de estilo.
Publique-se. Intime-se.
Recife, de de 2016
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PAUTA DE JULGAMENTO
Pauta de Julgamento da Sessão Ordinária da 1ª Câmara de Direito Público convocada para o dia 26 de abril de 2016, às 14:00 horas, na sala
Des. Alexandre Aquino - 2º andar-Anexo (Plenarinho).
PAUTA
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DESPACHO
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Regina Célia Silva Granjeiro em face de ato supostamente coator do Secretário de Educação
do Estado de Pernambuco, que implicou na supressão do pagamento de vale-alimentação e da Gratificação pela Participação no Cadastro e na
Elaboração da Folha de Pagamento, bem como no desconto mensal de R$ 77,00 (setenta e sete reais) de seu contracheque.
Em sua inicial, a impetrante assevera, em síntese, que: (i) é servidora da rede pública estadual de ensino; (ii) foi colocada à disposição da
Justiça Eleitoral em 21 de setembro de 2013, nos moldes do art. 365 do Código Eleitoral; (iii) em maio de 2013, teve suprimido, em função da
requisição, o pagamento da sobredita Gratificação, em que pese o disposto no art. 9º da Lei Federal nº 6.999/82; (iv) em "meados" de 2014, teve
indevidamente suprimido, em função da requisição, o benefício do vale-alimentação, ocasião em que também teria começado a ser descontada
de seu contracheque a quantia de R$ 77,00 (setenta e sete reais), a título de reembolso.
Pugna, nesses termos, pela suspensão dos descontos, assim como pelo restabelecimento das vantagens anteriormente recebidas.
A autoridade apontada como coatora apresentou as informações de fls. 39/44, nas quais averba, em preliminar, (i) a decadência do direito de
impetração do mandamus, uma vez que o ato que suprimiu a Gratificação em lume data de maio de 2013 e o que suprimiu o vale-alimentação,
de "meados" de 2014. No mérito, assevera, em suma, que: (ii) a impetrante não faz jus ao restabelecimento da Gratificação pela Participação
no Cadastro e na Elaboração da Folha de Pagamento, vez que não restaram preenchidos os requisitos previstos na LCE nº 43/2002, Decreto
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Estadual nº 24.357/2002 e na Portaria SARE, de 13/06/2002; (iii) a impetrante não faz jus ao restabelecimento do vale-alimentação, eis que o
art. 9º da Lei Federal nº 6.999/82 apenas assegura ao servidor a manutenção do pagamento da remuneração anteriormente recebida, conceito
este que não abarca verbas de natureza indenizatória.
A douta Procuradoria de Justiça opinou pela declaração da decadência do direito à impetração do writ (fls. 49/52).
O presente mandamus não reúne condições de procedibilidade, em razão da decadência do direito à impetração.
Deveras, consoante se infere das próprias alegações autorais (fl. 04v), os atos questionados - que suprimiram o pagamento do vale-alimentação
e da Gratificação pela Participação no Cadastro e na Elaboração da Folha de Pagamento - datam de maio de 2013 e de "meados de 2014",
tendo o mandamus apenas sido impetrado em agosto de 2015 (fl. 03), ou seja, quando já escoado o prazo decadencial de 120 (cento e vinte)
dias previsto no art. 23 da Lei Federal nº 12.016/2009.
No ponto, registro que o Superior Tribunal de Justiça há muito sedimentou seu entendimento no sentido de que configura ato único, de efeitos
concretos e permanentes, o ato administrativo que suprime vantagem pecuniária paga a servidor público, devendo este ser considerado o termo
inicial para a contagem do prazo decadencial de 120 dias previsto para a impetração do mandado de segurança.
A propósito, confira-se:
Ante o exposto, em razão do transcurso do prazo decadencial para impetração do writ, extingo o presente mandamus, sem apreciação do mérito,
com fundamento nos arts. 267, VI, do CPC e 10 da Lei Federal nº 12.016/2009.
Publique-se.
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Por delegação a mim conferida nos termos do art. 203, § 4º, do CPC, forme-se o contraditório, após, abra-se vista à Procuradoria de Justiça, nos
termos do art. 178 do CPC c/c o art. 45 do RITJPE, para fins de direito.
Recife, 12 de abril de 2016
DESPACHO
Intimem-se os agravados - Kevin Lucas Rufino Coelho de Almeida e Outro -, para apresentarem resposta, no prazo legal.
Publique-se.
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Aguinalda Maria Ferreira de Melo, devidamente qualificada, por intermédio de advogado habilitado, impetrou o presente Mandado de Segurança
objetivando a concessão de liminar no sentido de determinar a suspensão dos efeitos das contratações temporárias e precárias para prestação
de serviços públicos permanentes relacionados às vagas de agentes comunitários de Saúde - ACS.
Na peça atrial de fls. 02/11, em síntese, alega a impetrante que se submetera ao Concurso Público para provimento de vagas em cargos de
Agente Comunitário de Saúde da Prefeitura da Cidade do Recife, restando aprovada na 24ª (vigésima quarta) colocação, cuja homologação
ocorreu em 07.02.2012.
Aduz que o referido certame foi prorrogado por mais 02 (dois) anos, por meio da Portaria nº 1054, de 11.04.2014, todavia, a autoridade indigitada
como coatora por meio de Seleção Pública Simplificada está oferecendo 20 (vinte) vagas para contratação temporária para o cargo que a mesma
restou aprovada, com atuação nas Upinhas.
Acostou os documentos de fls. 14/82.
É o sucinto relatório, passo a decidir.
A ação mandamental é o remédio constitucional posto a favor do jurisdicionado para a proteção de direito líquido e certo. Assim, deve-se entender
como direito líquido e certo aquele demonstrado de plano, de acordo com o direito, e sem incerteza, a respeito dos fatos narrados pelo impetrante.
É o direito comprovado de plano, mediante documentação inequívoca, no momento da impetração da ação.
Com o fim de alcançar seu intento, a impetrante alega que, apesar do Concurso Público ainda se encontrar vigente em face de sua prorrogação,
o Município do Recife, desrespeitando o interesse público e a Carta Magna, abriu seleção pública simplificada com o fim de preencher 20 cargos
de Agente Comunitário de Saúde.
É bem certo que o Superior Tribunal de Justiça modificou seu antigo entendimento de que a aprovação em concurso público implicava em mera
expectativa de direito quanto à nomeação, passando a posicionar-se no sentido de que o candidato aprovado dentro do número de vagas previstas
pelo edital possui verdadeiro direito subjetivo de ser nomeado para o cargo a que concorreu.
E, por sua vez, o STJ adota o entendimento de que a mera expectativa de nomeação dos candidatos aprovados em concurso público fora do
número de vagas convola-se em direito líquido e certo quando, dentro do prazo de validade do certame, há contratação de pessoal de forma
precária para o preenchimento de vagas existentes, com preterição daqueles que, aprovados, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função.
Por outro lado, ao menos por agora, tenho que a impetrante não se mostrou eficaz em trazer aos autos elementos suficientes para alcançar sua
pretensão liminar. Observa-se que a peça atrial assevera que o edital do certame se destinou ao provimento de 250 vagas, para cargos efetivos
da Rede Municipal de Saúde do Recife, cujas atribuições estão previstas nos Anexos I, II e III, quando mencionam os códigos, cargos/área de
atuação, carga horária semanal, requisitos, atribuições, disponibilidade de vagas, que por sua vez, ficou determinado no Anexo III especificamente,
através do Código 03; 07 e 18, que coincidem exatamente com o distrito sanitário a que concorreu a impetrante.
Na verdade, o edital reitor do certame nos itens 3.1 e 3.2, trata das questões abordadas com a seguinte disposição:
3. DOS CARGOS E DAS VAGAS
3.1 O concurso público se destina ao provimento de 562 (quinhentos e sessenta e duas) vagas, para cargos efetivos da Rede Municipal de Saúde
do Recife, cujas atribuições estão previstas no Anexo II deste edital.
3.2 Os códigos, cargos/área de atuação, carga horária semanal, requisitos e a disponibilidade de vagas encontram-se discriminados no Anexo
I deste edital".
Notadamente, para que se analisassem os argumentos da impetrante, seria necessário a mesma ter carreado aos autos os anexos apontados
nos itens transcritos para se formar o juízo de convencimento a respeito da sua aprovação dentro do número de vagas ofertadas. A postulante
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
apenas acostou os anexos de número V, VI e VII (fls. 34/37) que apenas tratam da pontuação de títulos, modelo de formulário para sua entrega
e dos documentos comprobatórios das condições gerais para a posse.
Some-se, ainda, ao fato quanto à prorrogação do Concurso Público, pois, apesar da impetrante afirmar sua ocorrência por meio da Portaria nº
1054, de 11.04.2014, não cuidou de trazer à colação a referida prova, persistindo, assim, dúvida a respeito da alegada dilação.
Por fim, registre-se que sequer a impetrante trouxe aos autos documento referente à Seleção Pública Simplificada a qual pretende ver suspensa
e, ao fim, anulada.
Diante das circunstâncias acima, outra não pode ser a conclusão senão que a impetrante não faz jus a liminar pleiteada. Assim, sob a ótica da
cognição perfunctória, indefiro a pretensão liminar posta na petição inicial.
Concedo a gratuidade da justiça.
Notifiquem-se as autoridades indigitadas coatoras, do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via apresentada, acompanhada das
cópias dos documentos acostados, a fim de que, no prazo de 10(dez) dias, prestem as informações de estilo;
Dê-se ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para
que, querendo, ingresso no feito.
Após, encaminhem-se os autos à Procuradoria de Justiça para colhimento de parecer.
Recife, 12 de abril de 2016.
DESPACHO
Intime-se o agravado - Jairo Santana Silva -, para apresentar resposta, no prazo legal.
Publique-se.
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de Mandado de Segurança ajuizado em face de alegada omissão por parte da autoridade impetrada, consistente na negativa de
fornecimento ao impetrante do medicamento ACETATO DE DESMOPRESSINA SPRAY NASAL (DDAVP) - na quantidade de 04 (quatro) frascos/
mês -, necessários ao seu tratamento, conforme o 'laudo médico' (fls. 23/24) e a 'prescrição médica' (fl. 25), subscritos, respectivamente, pela
Dra. Thereza Selma Soares (CRM/PE 6.487) e pelo Dr. Allan Lima (CRM/PE 16.968), ambos do IMIP - - Instituto Materno Infantil Prof. Fernando
Figueira.
Assevera a inicial que o impetrante é portador de Histiocitose de Células de Langerhans Multissistêmica (osso + ouvido + SNC - Diabetes insipidus)
(LCH) (CID 96.9), conforme atestado no 'laudo médico' mencionado (fls.23/24).
Sustenta o impetrante que a Farmácia do Estado vinha fornecendo mensalmente o medicamento, contudo há mais de 02 (dois) meses alega que
o medicamento encontra-se em falta e sem previsão de entrega.
Alega a imprescindibilidade do referido medicamento, tendo em vista que "o menor, 7a7m, é acompanhado por Histiocitose de Células de
Langerhans que cursou c/ várias deficiências hormonais: Diabetes insipidus, insuficiência adrenal, Deficiência de GH, e hipotireoidismo.",
conforme se depreende do 'laudo médico' supra referido (fl.23).
É o essencial a relatar.
Defiro, de proêmio, o pedido de assistência judiciária gratuita formulado pelo impetrante, nos termos do art. 2º, parágrafo único, da Lei nº 1.060/50.
Como visto, pugna o impetrante pelo fornecimento, na forma prescrita por profissionais de saúde que o acompanham (fls. 23/25), do medicamento
ACETATO DE DESMOPRESSINA SPRAY NASAL (DDAVP), por não ter condições de arcar com a respectiva compra.
Anoto que a obrigação dos entes públicos com relação à prestação de serviços de saúde pública (incluído o fornecimento de medicamentos
essenciais) é comum, podendo ser demandada qualquer das esferas de governo (CF, art. 198).
No plano de fundo, é patente a gravidade da situação em que se encontra o menor N.S.V., pelo que o fornecimento do medicamento pleiteado é
indispensável à efetividade aos direitos à saúde, à vida e à dignidade da pessoa humana, assegurados nos art. 5º e 196 da Constituição Federal.
Não se trata, pois, de prestação jurisdicional invasiva da seara administrativa, eis que a ordem apenas determina o cumprimento de obrigação
já adrede imposta pela própria Constituição da República.
A jurisprudência é ampla e pacífica nesse sentido, a começar pela Súmula 18 deste próprio Tribunal:
"É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia grave, ainda
que não previsto em lista oficial".
"PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282/STF E 211/STJ.
FORNECIMENTO GRATUITO DE MEDICAMENTOS. IDOSO. LEGITIMIDADE PASSIVA SOLIDÁRIA DOS ENTES PÚBLICOS (MUNICÍPIO,
ESTADO E UNIÃO). ARTS. 196 E 198, § 1º, DA CF/88. PRECEDENTES DO STJ. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E,
NESSA PARTE, DESPROVIDO.
1. A ausência de prequestionamento dos dispositivos legais tidos como violados torna inadmissível o recurso especial. Incidência das Súmulas
282/STF e 211/STJ.
2. Nos termos do art. 196 da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Tal premissa impõe ao Estado a obrigação de
fornecer gratuitamente às pessoas desprovidas de recursos financeiros a medicação necessária para o efetivo tratamento de saúde.
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3. O Sistema Único de Saúde é financiado pela União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, sendo solidária a responsabilidade dos
referidos entes no cumprimento dos serviços públicos de saúde prestados à população. Legitimidade passiva do Estado configurada.
4. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido."(Resp 828.140-MT, Rel. Min. Denise Arruda).
"RECURSO ESPECIAL. SUS. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA. DIREITO À VIDA
E À SAÚDE. DEVER DO ESTADO. JULGAMENTO EXTRA E ULTRA PETITA. INOCORRÊNCIA.
1. O Sistema Único de Saúde-SUS visa a integralidade da assistência à saúde, seja individual ou coletiva, devendo atender aos que dela
necessitem em qualquer grau de complexidade, de modo que, restando comprovado o acometimento do indivíduo ou de um grupo por determinada
moléstia, necessitando de determinado medicamento para debelá-la, este deve ser fornecido, de modo a atender ao princípio maior, que é a
garantia à vida digna.
2. Configurada a necessidade da recorrida de ver atendida a sua pretensão posto legítima e constitucionalmente garantida, uma vez assegurado
o direito à saúde e, em última instância, à vida. A saúde, como de sabença, é direito de todos e dever do Estado.
3. Proposta a ação objetivando a condenação dos entes públicos ao fornecimento gratuito dos medicamentos necessários ao tratamento
de insuficiência renal crônica, resta inequívoca a cumulação de pedidos posto umbilicalmente interligados o tratamento e o fornecimento de
medicamento. É assente que os pedidos devem ser interpretados, como manifestações de vontade, de forma a tornar o processo efetivo, o acesso
à justiça amplo e justa a composição da lide. Precedentes: REsp 625329 / RJ, Ministro LUIZ FUX, T1 - PRIMEIRA TURMA, DJ 23.08.2004; REsp
735477 / RJ, Ministra ELIANA CALMON, T2 - SEGUNDA TURMA, DJ 26.09.2006; REsp 813957 / RJ, Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, T1
- PRIMEIRA TURMA, DJ 28.04.2006.
4. A decisão que ante a pretensão genérica do pedido defere tratamento com os medicamentos consectários, não incide no vício in procedendo
do julgamento ultra ou extra petita.
5. Recurso especial desprovido."(REsp 863240/RJ, Relator Ministro Luiz Fux).
EMENTA:
PACIENTES COM ESQUIZOFRENIA PARANÓIDE E DOENÇA MANÍACO-DEPRESSIVA CRÔNICA, COM EPISÓDIOS DE TENTATIVA DE
SUICÍDIO - PESSOAS DESTITUÍDAS DE RECURSOS FINANCEIROS - DIREITO À VIDA E À SAÚDE - NECESSIDADE IMPERIOSA DE SE
PRESERVAR, POR RAZÕES DE CARÁTER ÉTICO-JURÍDICO, A INTEGRIDADE DESSE DIREITO ESSENCIAL - FORNECIMENTO GRATUITO
DE MEDICAMENTOS INDISPENSÁVEIS EM FAVOR DE PESSOAS CARENTES - DEVER CONSTITUCIONAL DO ESTADO (CF, ARTS. 5º,
"CAPUT", E 196) - PRECEDENTES (STF) - ABUSO DO DIREITO DE RECORRER - IMPOSIÇÃO DE MULTA - RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO. O DIREITO À SAÚDE REPRESENTA CONSEQÜÊNCIA CONSTITUCIONAL INDISSOCIÁVEL DO DIREITO À VIDA. - O direito
público subjetivo à saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela própria Constituição da
República (art. 196). Traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado, por cuja integridade deve velar, de maneira responsável, o Poder Público,
a quem incumbe formular - e implementar - políticas sociais e econômicas idôneas que visem a garantir, aos cidadãos, o acesso universal e
igualitário à assistência farmacêutica e médico-hospitalar. - O direito à saúde - além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas
as pessoas - representa conseqüência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público, qualquer que seja a esfera institucional
de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena
de incidir, ainda que por censurável omissão, em grave comportamento inconstitucional. A INTERPRETAÇÃO DA NORMA PROGRAMÁTICA
NÃO PODE TRANSFORMÁ-LA EM PROMESSA CONSTITUCIONAL INCONSEQÜENTE. - O caráter programático da regra inscrita no art. 196
da Carta Política - que tem por destinatários todos os entes políticos que compõem, no plano institucional, a organização federativa do Estado
brasileiro - não pode converter-se em promessa constitucional inconseqüente, sob pena de o Poder Público, fraudando justas expectativas
nele depositadas pela coletividade, substituir, de maneira ilegítima, o cumprimento de seu impostergável dever, por um gesto irresponsável de
infidelidade governamental ao que determina a própria Lei Fundamental do Estado. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA, A PESSOAS CARENTES, DE
MEDICAMENTOS ESSENCIAIS À PRESERVAÇÃO DE SUA VIDA E/OU DE SUA SAÚDE: UM DEVER CONSTITUCIONAL QUE O ESTADO
NÃO PODE DEIXAR DE CUMPRIR. - O reconhecimento judicial da validade jurídica de programas de distribuição gratuita de medicamentos a
pessoas carentes dá efetividade a preceitos fundamentais da Constituição da República (arts. 5º, "caput", e 196) e representa, na concreção do
seu alcance, um gesto reverente e solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas, especialmente daquelas que nada têm e nada possuem,
a não ser a consciência de sua própria humanidade e de sua essencial dignidade. Precedentes do STF. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO
DIREITO DE RECORRER. - O abuso do direito de recorrer - por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade
processual - constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso
com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 557, § 2º, do CPC possui
função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento
de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes." (RE - AgR 393175/RS, Min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJ 12/12/2006).
Ante o exposto, tendo por configurado tanto o fumus boni iuris quanto o periculum in mora, concedo a liminar requestada, em ordem a determinar
ao Exmo. Sr. Secretário de Saúde do Estado de Pernambuco que forneça ao impetrante o medicamento ACETATO DE DESMOPRESSINA
SPRAY NASAL (DDAVP) - na quantidade de 04 (quatro) frascos/mês - necessários ao seu tratamento, conforme o 'laudo médico' (fls. 23/24)
e a 'prescrição médica' (fl. 25), subscritos, respectivamente, pela Dra. Thereza Selma Soares (CRM/PE 6487) e pelo Dr. Allan Lima (CRM/PE
16.968), ambos do IMIP - - Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira.
Expeça-se ofício à autoridade coatora dando-lhe ciência da presente decisão, e bem assim notificando-a para prestar informações, no prazo
legal, devendo o mandado ser acompanhado da segunda via da petição inicial e de cópia dos documentos que a instruíram, nos termos do art.
7º, I, da Lei Federal nº 12.016/2009.
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E, também em cumprimento ao art. 7º, II, do referido diploma legal, dê-se ciência ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada
(no caso, a Procuradoria Geral do Estado), enviando-lhe cópia da inicial (sem documentos).
Por fim, concedo o prazo de 15 (quinze) dias para que o impetrante faça a juntada do instrumento de procuração, nos termos previstos pelo
art. 104, §1º, do NCPC/2015.
Publique-se.
DESPACHO
Remetam-se os autos ao NUDIP 2º grau, a fim de proceder com a correta autuação do Recurso de Agravo interposto pelo INSS, acostado às fls.
172/179, fazendo-se constar na mesma como RECURSO DE AGRAVO NA APELAÇÃO CÍVEL/REEXAME NECESSÁRIO.
Em seguida, voltem os autos conclusos para julgamento do Incidente.
VISTAS AO ADVOGADO
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
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ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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PAUTA DE JULGAMENTO
Pauta de Julgamento da Sessão Ordinária da 3ª Câmara de Direito Público convocada para o dia 26 de abril de 2016, às 09:00 horas na sala
Des.Alexandre Aquino - 2º andar-Anexo (Plenarinho).
Adiados
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Sobras
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Emitida em 14/04/2016
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Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DESPACHO
Intime-se o Estado de Pernambuco para se manifestar, no prazo de 48h, sobre as petições e documentos às fls. 338/340 e 345/349.
Cumpra-se.
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Antenor Cardoso Soares Junior
DESPACHO 08
Diante da petição aviada pela impetrante (fls. 202/203) em resposta ao despacho de fl. 199, determino a intimação do impetrado, no prazo de 15
dias, para se pronunciar sobre a referida petição bem como os seus documentos.
___________________________________
Des. Luiz Carlos de Barros Figueirêdo
Relator
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
GABINETE DES. LUIZ CARLOS DE BARROS FIGUEIRÊDO 08
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DESPACHO 12
Em acórdão de fls. 428 o Órgão Colegiado proveu parcialmente os embargos interpostos por Nely Queiroz Lucas e outros, modificando a decisão
de 1° grau apenas para reduzir e fixar a condenação em honorários advocatícios no valor total de três mil reais em favor do Estado de Pernambuco.
Em ato sucessivo, os autores/embargantes interpuseram Recurso Extraordinário (467-480) em contrariedade ao acórdão retro, solicitando à
presidência deste Tribunal a admissão e ulterior encaminhamento do mesmo ao Supremo Tribunal Federal para julgamento.
Ante o exposto, DETERMINO O ENCAMINHAMENTO DOS PRESENTES AUTOS À PRESIDÊNCIA DESTA CORTE DE JUSTIÇA PARA FINS
DA COMPETENTE APRECIAÇÃO E DECISÃO QUANTO À ADMISSIBILIDADE OU NÃO DO RECURSO ORA APRESENTADO, NOS MOLDES
DO ARTIGO 1.029 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.
Intimações Necessárias.
Publique-se.
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Relator
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Luiz Carlos de Barros Figueirêdo 12
DESPACHO
Por ordem do Des. Antenor Cardoso Soares Júnior e com base no Artigo 1º. e seguintes da Portaria nº. 01, de 23 de dezembro de 20131 deste
Gabinete, publicada no Diário Oficial Eletrônico de 08 de janeiro de 2014, intime-se o agravado, para, querendo, manifestar-se no prazo legal,
com fulcro no art. 1.021, § 2º do CPC2.
1 PORTARIA Nº 01, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013. EMENTA: Altera a Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011. O Desembargador ANTENOR
CARDOSO SOARES JÚNIOR, membro do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
RESOLVE: Art.1º - A Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 1º Delegar ao Secretário
de Desembargador, Fernando Pereira Teixeira Leite, Matrícula nº 183.358-8 e, na sua ausência eventual, à Assessora Técnica Judiciária, Pietra
Alexandrina Ferreira Pires de Albuquerque Montenegro, Matrícula nº 179.280-6 e à Assessora Técnica Judiciária Dilma Maria Guerra Brandão,
Matrícula nº 176.740-2, a prática de atos processuais ordinatórios nos feitos distribuídos a este Gabinete".
2 Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento,
as regras do regimento interno do tribunal§ 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no
prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
ESTADO DE PERNAMBUCO
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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Antenor Cardoso Soares Junior
2
imra
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Antenor Cardoso Soares Junior
DESPACHO
Por ordem do Des. Antenor Cardoso Soares Júnior e com base no Artigo 1º. e seguintes da Portaria nº. 01, de 23 de dezembro de 20131 deste
Gabinete, publicada no Diário Oficial Eletrônico de 08 de janeiro de 2014, intime-se o agravado, para, querendo, manifestar-se no prazo legal,
com fulcro no art. 1.021, § 2º do CPC2.
1 PORTARIA Nº 01, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013. EMENTA: Altera a Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011. O Desembargador ANTENOR
CARDOSO SOARES JÚNIOR, membro do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
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RESOLVE: Art.1º - A Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 1º Delegar ao Secretário
de Desembargador, Fernando Pereira Teixeira Leite, Matrícula nº 183.358-8 e, na sua ausência eventual, à Assessora Técnica Judiciária, Pietra
Alexandrina Ferreira Pires de Albuquerque Montenegro, Matrícula nº 179.280-6 e à Assessora Técnica Judiciária Dilma Maria Guerra Brandão,
Matrícula nº 176.740-2, a prática de atos processuais ordinatórios nos feitos distribuídos a este Gabinete".
2 Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento,
as regras do regimento interno do tribunal§ 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no
prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Antenor Cardoso Soares Junior
DESPACHO
Por ordem do Des. Antenor Cardoso Soares Júnior e com base no Artigo 1º. e seguintes da Portaria nº. 01, de 23 de dezembro de 20131 deste
Gabinete, publicada no Diário Oficial Eletrônico de 08 de janeiro de 2014, intime-se o agravado, para, querendo, manifestar-se no prazo legal,
com fulcro no art. 1.021, § 2º do CPC2.
1 PORTARIA Nº 01, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013. EMENTA: Altera a Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011. O Desembargador ANTENOR
CARDOSO SOARES JÚNIOR, membro do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
RESOLVE: Art.1º - A Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 1º Delegar ao Secretário
de Desembargador, Fernando Pereira Teixeira Leite, Matrícula nº 183.358-8 e, na sua ausência eventual, à Assessora Técnica Judiciária, Pietra
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Alexandrina Ferreira Pires de Albuquerque Montenegro, Matrícula nº 179.280-6 e à Assessora Técnica Judiciária Dilma Maria Guerra Brandão,
Matrícula nº 176.740-2, a prática de atos processuais ordinatórios nos feitos distribuídos a este Gabinete".
2 Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento,
as regras do regimento interno do tribunal§ 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no
prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Antenor Cardoso Soares Junior
DESPACHOS / 3ª CDP
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
380
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DESPACHO
Intime-se o Estado/Apelante para se pronunciar acerca do pedido de parte Apelada às fls. 270-271.
Intime-se.
Cumpra-se.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Luiz Carlos de Barros Figueiredo 12
381
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Despacho
Intimem-se o Estado de Pernambuco com os auspícios do art. 535 do CPC para, querendo, no prazo de 30 (trinta) dias, impugnar a presente
execução.
Cumpra-se.
_____________________________________
Des. Luiz Carlos de Barros Figueirêdo
Relator
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
GABINETE DES. LUIZ CARLOS DE BARROS FIGUEIRÊDO 08
DESPACHO
Intime-se a parte Agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze dias), apresentar contrarrazões ao presente recurso, conforme
dicção do art. 1.021, §2º, do Novo CPC.
"Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento,
as regras do regimento interno do tribunal.
(...)
§ 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual,
não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta." - grifei
382
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Publique-se. Cumpra-se.
___________________________________
Des. Luiz Carlos de Barros Figueirêdo
Relator
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
GABINETE DES. LUIZ CARLOS DE BARROS FIGUEIRÊDO 15
DESPACHO
Por ordem do Des. Antenor Cardoso Soares Júnior e com base no Artigo 1º. e seguintes da Portaria nº. 01, de 23 de dezembro de 20131 deste
Gabinete, publicada no Diário Oficial Eletrônico de 08 de janeiro de 2014, intime-se o agravado, para, querendo, manifestar-se no prazo legal,
com fulcro no art. 1.021, § 2º do CPC2.
383
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
1 PORTARIA Nº 01, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013. EMENTA: Altera a Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011. O Desembargador ANTENOR
CARDOSO SOARES JÚNIOR, membro do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
RESOLVE: Art.1º - A Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 1º Delegar ao Secretário
de Desembargador, Fernando Pereira Teixeira Leite, Matrícula nº 183.358-8 e, na sua ausência eventual, à Assessora Técnica Judiciária, Pietra
Alexandrina Ferreira Pires de Albuquerque Montenegro, Matrícula nº 179.280-6 e à Assessora Técnica Judiciária Dilma Maria Guerra Brandão,
Matrícula nº 176.740-2, a prática de atos processuais ordinatórios nos feitos distribuídos a este Gabinete".
2 Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento,
as regras do regimento interno do tribunal§ 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no
prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Antenor Cardoso Soares Junior
DESPACHO 16
Com base no art. 1º da Portaria nº 01-GABLCBF, de 01 de abril de 2016, publicada no DJe nº 063, de 06 de abril de 2016, intime-se a parte
Agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze dias), apresentar contrarrazões ao presente recurso, conforme dicção do art. 1.021, §2º, do
Novo CPC (Lei nº 13.105, de 16.03.2015).
"Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento,
as regras do regimento interno do tribunal.
(...)
§ 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual,
não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta." - grifei
384
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
_______________________________
Juliana Moreira Maciel Carneiro de Albuquerque
Ass. Técnica Judiciária - Mat. 179488-4
DESPACHO
Em observância ao Princípio do Contraditório, intime-se a parte agravada para se manifestar sobre o recurso em epígrafe.
Recife, 12/04/2016.
DESPACHOS / 3ª CDP
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
385
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DESPACHO
Intime-se a parte agravada para responder ao presente recurso no prazo legal.
Decorrido o prazo, com ou sem resposta, voltem-me conclusos.
Finalmente, reservo-me para apreciar o pedido liminar após a diligência acima determinada.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife,
DESPACHO
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Aclaratórios contra os quais devem ser apresentadas as contrarrazões por parte do recorrido, querendo, por respeito ao contraditório e à ampla
defesa e em razão do pedido de efeitos infringentes, e, ainda, nos termos do artigo 1023, § 2º, do novo CPC1.
Intime-se.
Recife, 12/04/2016.
DESPACHO
Por ordem do Des. Antenor Cardoso Soares Júnior e com base no Artigo 1º e seguintes da Portaria nº 01, de 23 de dezembro de 20131 deste
Gabinete, publicada no Diário Oficial Eletrônico de 08 de janeiro de 2014, intime-se o embargado, para, querendo, manifestar-se no prazo legal,
na forma do disposto no §2º do art. 1023 do CPC2.
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1 PORTARIA Nº 01, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013. EMENTA: Altera a Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011. O Desembargador ANTENOR
CARDOSO SOARES JÚNIOR, Membro do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
RESOLVE: Art.1º - A Portaria nº 01, de 18 de fevereiro de 2011, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 1º Delegar ao Secretário
de Desembargador, Fernando Pereira Teixeira Leite, Matrícula nº 183.358-8 e, na sua ausência eventual, à Assessora Técnica Judiciária, Pietra
Alexandrina Ferreira Pires de Albuquerque Montenegro, Matrícula nº 179.280-6 e à Assessora Técnica Judiciária Dilma Maria Guerra Brandão,
Matrícula nº 176.740-2, a prática de atos processuais ordinatórios nos feitos distribuídos a este Gabinete".
2 § 2o O juiz intimará o embargado para, querendo, manifestar-se, no prazo de 5 (cinco) dias, sobre os embargos opostos, caso seu eventual
acolhimento implique a modificação da decisão embargada.
ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Antenor Cardoso Soares Junior
DESPACHO
Trata-se de Embargos Declaratórios, por meio dos quais o Embargante pleiteia efeitos modificativos.
Assim sendo, em respeito ao princípio do contraditório insculpido no Art. 5º, LV, da CF/88, bem como para evitar futuras alegações de
cerceamento dessa garantia constitucional, intime-se a parte embargada, para, querendo, oferecer contrarrazões no prazo legal.
Publique-se. Cumpra-se.
DESPACHOS / 3ª 3ª CDP
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
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ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Vindo os autos conclusos, após redistribuição para a presente Relatoria, percebe-se a estranheza da autuação para o Grupo de Câmaras de
Direito Público como órgão julgador, já que o Regimento Interno do TJPE preceitua no art. 25-A, inciso II, alínea a, qualquer das Câmaras de
Direito Público como órgão julgador competente para julgar ao presente recurso.
Observo, por oportuno, que tal equívoco se deu, muito provavelmente, em virtude do despacho de fls. 240 que determina a redistribuição para
um dos integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Público. Entretanto, é preciso que se ressalte mais uma vez que a primeira distribuição já
ocorreu de forma equivocada, para a 6ª Câmara Cível, quando, na verdade, o feito sempre foi de competência das Câmaras de Direito Público.
Desta feita, e com a urgência que o caso requer, já que foi autuado desde outubro de 2015, sempre para órgãos julgadores incompetentes,
determino a devida reautuação e redistribuição do feito para uma das Câmaras de Direito Público.
Cumpra-se
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA 08
Em atendimento à vedação imposta pelo artigo 144, II, do novo Código de Processo Civil ("Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer
suas funções no processo: [...] II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão; [...]"), reconheço o IMPEDIMENTO
desta Egrégia Terceira Câmara de Direito Público para apreciar o presente Recurso, na medida em que um de seus componentes, o Des. Antenor
Cardoso Sares Júnior, conheceu o respectivo processo em primeira Instância (decisão interlocutória fls. 78).
Sem embargo da razoável interpretação de que somente é impedido o Desembargador individualmente, a Jurisprudência maciçamente reconhece
que a vedação contamina toda a Câmara à qual o mesmo pertence, posto que se refere ao Órgão Julgador (no caso, um fracionário do TJPE
materializado em Câmara de Direito Público).
Tenho ciência da disposição regimental no sentido de prescrever, para hipóteses deste jaez, a convocação de um Desembargador sucedâneo,
porém não me parece que essa disposição se coadune com o mister da celeridade processual, em virtude da burocracia que atabalhoaria o
procedimento, com a necessidade de deslocamento de membros da Oitava Câmara Cível para uma miríade de sessões desta Sétima Câmara,
com prévia comunicação à Secretaria Judiciária e convocação por parte do referido órgão de atuação, em razão do volume de processos
tramitando em Segundo Grau, nos quais 2 (dois) integrantes desta Câmara e a esposa de um deles figuram.
Isto posto, redistribua-se o processo para a 1ª ou 2ª Câmara, as quais também contam com competência específica para os feitos da Fazenda
Pública, com a devida compensação na Distribuição.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Luiz Carlos de Barros Figueiredo
390
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de Agravo de Instrumento interposto por Raquel Luiz Pereira em face do Estado de Pernambuco, impugnando decisão proferida
pela MM. Juíza da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Paulista, Dra. Laura Simões, no bojo da Ação Ordinária tombada sob o nº
0000579-83.2016.8.17.3090.
Relata que é soldado da Polícia Militar do Estado de Pernambuco e, em 09 de maio de 2012, quando a caminho do serviço, sofreu acidente,
ocasião em que feriu ambos os joelhos.
Historia que foi socorrida pelo SAMU, que a encaminhou ao Centro Médico da Polícia Militar de Pernambuco - CMH, sendo dispensada, não
obstante queixas de dores, e orientada a procurar auxílio de especialista.
Narra, ademais, que, após constatar, em novembro de 2012, por exame de ressonância magnética, que seu joelho esquerdo estava acometido
de ruptura no menisco medial e no ligamento cruzado anterior, após penar por dois anos à espera de cirurgia através do CMH, submeteu-se ao
procedimento pelo SUS, no Hospital Memorial Armindo Moura, na cidade de Moreno-PE, em janeiro de 2014.
Descreve, ainda, que, malgrado a cirurgia tenha amenizado suas queixas, novo quadro de enfermidade se instaurou, o que a motivou a buscar,
novamente, auxílio médico no Centro Médico da Polícia Militar de Pernambuco - CMH, sendo-lhe recomendado, tão somente, tratamento
fisioterápico, medicamentos e submissão a infiltração.
Acresce que, ante a continuidade das queixas e precariedade no atendimento prestado no CMH, viu-se na obrigação de buscar auxílio de médico
particular, que, após busca diagnóstica, constatou que seu joelho esquerdo está acometido de ruptura do menisco medial, tendinopatia e derrame
articular, a recomendar, para além do tratamento fisioterápico e medicamentoso, submissão a nova cirurgia, cujo custo com equipe médica,
material cirúrgico e diária hospitalar, todos privados, totaliza o montante de R$ 8.050,00 (oito mil e cinquenta reais).
Aduz, em síntese:
1) Que, ao longo de três anos e meio, penou em busca de assistência à sua saúde, do que se pode concluir que necessita de um profissional
competente e dedicado ao seu caso, porquanto não pode submeter o menisco do seu joelho esquerdo, já lesionado, a procedimentos incertos e
despropositados, o que justifica a continuidade do acompanhamento do seu quadro pelo médico particular Dr. Andrier Farias de Andrade, médico
ortopedista que clinica na cidade de João Pessoa, onde mantém residência e parentes;
2) Que o tempo e o descaso para com sua saúde já acarretam moléstias colaterais, fazendo surgir sinais de hérnia de disco, cujo diagnóstico
não pode se confirmado ante a negativa do CMH em realizar ressonância magnética e outros exames necessários à aferição definitiva da citada
enfermidade;
3) Que é revoltante que os policiais sejam compelidos a terem parte de suas remunerações obrigatoriamente destinadas à manutenção do Sistema
de Saúde dos Militares do Estado de Pernambuco - SISMEPE, por imposição da Lei Estadual nº 13.264/07 e Decreto Estadual nº 34.680/10 e
tenham, em contrapartida, um serviço ineficiente e precário, inservível à recuperação de muitos;
4) Que o STJ tem relativizado a vedação constante da Lei nº 9.494/97, entendendo pela possibilidade de concessão de liminar como instrumento
de efetividade e celeridade da prestação jurisdicional, sendo perfeitamente possível quando tem por objetivo o fornecimento de medicamento e
custeio de procedimentos cirúrgicos aos cidadãos;
5) Que o Judiciário Pernambucano tem concedido liminares em face da Fazenda Pública com custo total bem mais expressivo que o caso dela
agravante;
6) Que, não obstante a Lei Estadual nº 13.264/07 torne obrigatória a filiação dos militares ao SISMEPE, sendo compulsoriamente descontada
de seu contracheque o valor da contribuição para custeio do sistema e garanta aos usuários a prestação de variados serviços, dentre os quais
procedimentos cirúrgicos, eles não são efetivamente prestados aos que deles necessitam;
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7) Que a saúde constitui direito público subjetivo do cidadão e dever do estado, a teor dos artigos 6º, 196 e 203 da CF/88;
8) Que o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo consubstancia-se no fato de que o tempo e o descaso para com a saúde da autora
acarretam limitações ao labor, dores constantes e até moléstias colaterais avultando-se expressiva a necessidade de concessão de antecipação
dos efeitos da tutela vindicada.
Pugna pela antecipação da tutela recursal, para que se determine ao Estado de Pernambuco que custeie, de imediato, as despesas (R$ 8.050,00)
com a realização do procedimento cirúrgico de que necessita, a ser realizado pelo médico particular que o acompanha, em hospital privado e
providencie, também de modo imediato, a realização de exame de ressonância magnética para apuração da enfermidade que está afetando sua
coluna e, no mérito, requer seja dado provimento ao recurso, confirmando-se a tutela de urgência pleiteada.
Compulsando as provas acostadas aos autos, contudo, inexistem elementos que permitam a esta Relatoria, nos moldes do artigo 1.019 c/c
300 do novo CPC, formar juízo de convencimento que evidenciem a probabilidade do direito da demandante em ver custeadas suas despesas
com equipe médica, material cirúrgico e diárias de hospital privado, tampouco a imprescindibilidade da submissão à cirurgia guerreada neste
momento, por não restarem manifestos o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Vejamos.
De proêmio, cumpre-nos ressaltar que a autora/agravante não logrou êxito em comprovar que houve a negativa por parte do SISMEPE - Sistema
de Saúde dos Policiais Militares do Estado de Pernambuco, ao qual é filiado por força das disposições da Lei Estadual nº 13.264/07 e para o qual
contribui (fl. 24), em prestar a assistência à sua saúde, ofertando o tratamento necessário à cura das enfermidades que a acometem.
A teor dos documentos acostados às fls. 60, 63 a 73, 83 a 87, 93 a 95 e 102/103, constata-se que a agravante, ao longo dos anos de 2012 a 2015,
obteve acompanhamento do seu quadro por médicos de diversas especialidades (traumatologia, fisioterapia, ultrassonografia, clínica médica,
angiologia e gastroenterologia), através do SISMEPE, junto ao Hospital da Polícia Militar, sendo certo que nenhum dos médicos a que acorreu
recomendou a submissão a procedimento cirúrgico, mas apenas fisioterapia, infiltração, uso de medicamentos e afastamento das atividades
físicas e militares.
De fato, malgrado a demandante assevere a necessidade premente de se submeter a uma artroscopia no joelho esquerdo, é de se ter em
mente que não houve prescrição dos médicos conveniados ao SISMEPE nesse sentido, que se limitaram a recomendar tratamento fisioterápico,
infiltrações e uso de medicamentos, a revelar que não há que se falar, como quer fazer crer a agravante, em negativa do SISMEPE, tampouco
do SUS em prestar a assistência à sua saúde.
Ora, o pleito da agravante tem por fundamento único prescrição subscrita por médico privado, que, frise-se, apenas afirma que a paciente possui
"lesão de corno posterior de menisco medial", com indicação de tratamento cirúrgico por artroscopia, sem, contudo, apontar urgência ou mesmo
consequências adversas (prejuízos irremediáveis à saúde/vida do demandante) em caso de não submissão ao procedimento.
O mesmo se diga em relação à ressonância magnética da coluna, cujo custeio a agravante objetiva lhe seja garantido. A autora limitou-se a
juntar aos autos uma solicitação de RNM da coluna lombar, sem qualquer justificativa médica. Ademais, não foi comprovada a negativa de
atendimento pelo SISMEPE ou SUS. Enfim, nada há nos autos que indique que a cirurgia e/ou exame de ressonância magnética foi negado ou
não é disponibilizado pelo SISMEPE ou SUS.
Extrai-se dos autos conclusão no sentido de que a autora pretende que o Estado de Pernambuco custeie tratamento cirúrgico a ser prestado nos
moldes por ela eleitos, em malferimento ao princípio da isonomia.
Publique-se. Intime-se.
Intime-se o agravado, por sua representante legal, nos termos do art. 1.019, II do novo CPC, para que ofereça resposta, no prazo legal,
observando-se a faculdade de trazer peças que julgar convenientes.
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DECISÃO TERMINATIVA 02
Cuida-se de Apelação Cível interposta em face de sentença do juiz de primeiro grau, Dr. Évio Marques da Silva, que julgou procedente em parte
o pedido e extinguiu o feito com resolução de mérito, para que fosse acrescentada a gratificação pela participação no cadastro e na elaboração
da folha de pagamento aos vencimentos do militar Gerson Araújo Ribeiro. Quanto à autora Maria José de Arruda da Silva, considerou não ter,
esta, demonstrado que de fato exercia a mesma função, a fim de fazer jus ao recebimento da gratificação aduzida.
Tratam-se os autos de Ação Ordinária de Cobrança nº 0034086-29.2012.8.17.0001, onde os autores pleiteiam a garantia de verba remuneratória
que lhe foi suprimida. Afirmas que são militares da ativa, lotados no Centro de Assistência Social e autorizados pelo SARE a operarem os sistemas
PECONSIG e FISEPE, após a realização de curso específico. Aduzem que os que exercem tais funções possuem o direito de receber gratificação
pela participação no cadastro e na elaboração da folha de pagamento. Reclamam o não recebimento de tais gratificações.
Contestação às fls. 160/170, onde o Estado aduz que os autores não comprovaram os requisitos legais para a percepção da gratificação.
Documentos apresentados, pela parte autora, às fls. 188, após o parecer ministerial de fls. 179/182, pela procedência do pedido.
Apelação às fls. 201/214 interposta pelo Estado de Pernambuco requerendo a anulação da sentença com base em documento juntado
posteriormente à contestação, sem que tenha havido a devida intimação da parte contrária para se manifestar. No mérito, alegam a prescrição
quinquenal, o não preenchimento dos requisitos legais para a percepção da gratificação pretendida e a impossibilidade de aumento de
vencimentos pelo poder judiciário, súmula 339 STF.
É o Relatório. DECIDO.
De início, vale ressaltar que o presente recurso será analisado conforme o Código de Processo Civil de 1973, considerando a instrução normativa
proferida pelo Presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 01-A/2016, em seu art. 1º, que com base no Enunciado nº 2 do Superior
Tribunal de Justiça1, determinou a adoção do regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior
Código de Processo Civil (CPC/1973), para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016.
Em análise a questão, se reconhece que foi juntado, ao presente processo, documento novo, às fls. 188, pela parte autora, sem que tenha sido
aberto prazo para manifestação da parte contrária. Nos próprios fundamentos do julgado a quo, se demonstra que tal documento foi determinante
para o posicionamento adotado pelo juízo de primeiro grau (fls. 192/verso):
"No caso, verifico que a declaração de fls. 188 deixa isento de dúvida que o autor Gerson Araújo Ribeiro exerce as funções correlatas à gratificação
que pleiteia, quais sejam: inclusão, cancelamento e liquidações de consignações, consulta e reserva de margens consignáveis e alongamento,
renegociações e alteração de contrato."
Nesse cenário, verifico que o Magistrado a quo não abriu prazo para que o réu venha a se manifestar acerca dos citados documentos que,
inclusive, serviram de fundamento para a procedência em parte do pedido, com relação a um dos autores.
Assim, não tendo o juiz ouvido a parte contrária a respeito da juntada de documentos aos autos, que influenciaram o julgamento da lide, de forma
contrária aos interesses da parte preterida, nula será a sentença proferida, por violar os princípios constitucionais do contraditório e da ampla
defesa (Art.5º, LV da Constituição Federal).
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APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS - JUNTADA
DE DOCUMENTOS NOVOS APÓS A CONTESTAÇÃO POSSIBILIDADE INEXISTÊNCIA DE NULIDADE - INSCRIÇÃO NO CADASTRO DE
INADIMPLENTES QUANDO A DÍVIDA JÁ ESTAVA PAGA - DANO IN RE IPSA EXISTÊNCIA DE INSCRIÇÕES ANTERIORES ILEGÍTIMAS QUE,
POR ISSO MESMO, NÃO TEM O CONDÃO DE AFASTAR O DANO MORAL - INDENIZAÇÃO DEVIDA FIXAÇÃO EM PATAMAR MENOR QUE
OS PARÂMETROS JURISPRUDENCIAIS PARA CASOS SEMELHANTES (ENTRE 20 A 30 SM) E QUE POR ISTO NÃO PODE SER DIMINUÍDO
DANOS MATERIAIS NÃO COMPROVADOS RECURSO DE APELAÇÃO E RECURSO ADESIVO NÃO PROVIDOS.
1. "A juntada de documento novo no processo, sem a oitiva da outra parte, só compromete a validade da sentença se teve influência no julgamento
da lide" (STJ- 3ªT., REsp 47.032-SP, rel. Min. Ari Pargendler, j. 29.5.01, não conheceram, v.u., DJU 13.8.01, p. 143).
2. Havendo prova que a inscrição no cadastro de inadimplentes ocorreu depois que a dívida já havia sido quitada, correta a condenação por
danos morais.
3. Nos termos da Súmula 385, do Superior Tribunal de Justiça, apenas a existência de anotações preexistente legítimas tem o condão de afastar
a indenização por dano moral. Assim, a existência de inscrições anteriores ilegítimas não afasta a pretensão indenizatória.
4. O valor da indenização estabelecido abaixo dos parâmetros jurisprudenciais para casos semelhantes não pode ser diminuído.
5. A ausência de prova sobre as supostas perdas e danos torna indevido o ressarcimento a título de danos materiais. 8841861 PR 884186-1
(Acórdão). Relator: Francisco Luiz Macedo Junio. Julgamento: 16/08/2012. Órgão julgador: 9ª Câmara Cível.
Ante todo o exposto, considerando que a matéria em reapreciação está sedimentada pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,
DOU PROVIMENTO ao Recurso de Apelação, ex-vi do art. 557, §1º-A do CPC/1973, para, acolhendo a preliminar argüida, anular a sentença,
determinando o retorno dos autos à Vara de origem, para o regular prosseguimento do feito, abrindo-se prazo para que a parte recorrente possa
se manifestar a respeito do documento de fls. 188, se assim entender necessário.
Publique-se. Intime-se.
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DECISÃO TERMINATIVA 02
Cuida-se de Apelação Cível manejada por Rebeca Maria Alves de Barros e Outros, em face de sentença proferida por Dr. Évio Marques da
Silva, oriunda da 2º Vara da Fazenda Pública da capital, que, nos autos da Ação Ordinária nº 0039652-51.2015.8.17.0001, indeferiu a inicial,
extinguindo o processo com resolução do mérito.
Trata-se de cobrança referente ao pagamento retroativo dos valores decorrentes do aumento de carga horária dos componentes da Polícia Civil
de Pernambuco. Alegam que a LC Estadual nº155/2010 majorou a carga horária dos componentes da PCPE de 30 horas semanais para 40
horas semanais, sem majorar proporcionalmente a remuneração.
Sentença de fls.324/326/verso, em exame de prejudicial de mérito, indeferiu a inicial por considerar a prescrição quinquenal do direito pleiteado,
pelos ora apelantes.
O inconformismo do apelante é deduzido na peça recursal ofertada às fls. 344/366, na qual alega a inexistência da prescrição e a obrigatoriedade
da declaração de inconstitucionalidade do art. 19 da Lei Complementar estadual nº 155/2010. Defende a existência de relação de trato sucessivo,
com a prescrição se operando somente mês a mês.
DECIDO
De início, vale ressaltar que o presente recurso será analisado conforme o Código de Processo Civil de 1973, considerando a instrução normativa
proferida pelo Presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 01-A/2016, em seu art. 1º, que com base no Enunciado nº 2 do Superior
Tribunal de Justiça1, determinou a adoção do regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior
Código de Processo Civil (CPC/1973), para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016.
Os apelantes postularam a cobrança retroativa dos valores que entendem devido, relativo ao aumento da carga horária trabalhada, estipulada
pela LC nº 155/2010, sem contudo ter havido um aumento salarial proporcional, gerando, com isso, segundo eles, um decréscimo remuneratório.
Tem-se que existe a hipótese de relação jurídica de trato sucessivo, quando esta é renovada mensalmente, surgindo, a cada pagamento a menor,
uma nova pretensão. Incide a Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça, que passo a transcrever: "Nas relações jurídicas de trato sucessivo em
que a Fazenda Pública figure como devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações
vencidas antes do qüinqüênio anterior à propositura da ação".
Contudo, com o advento da Lei Complementar Estadual nº 155/2010, pode-se dizer que começou a incidir a lesão apontada pelos apelantes, a
partir daí, a relação jurídica deixou de ser de trato sucessivo, porque a Lei Complementar Estadual nº 155/2010 é uma lei de efeitos concretos,
isto é, uma lei "cuja vigência já acarreta lesão a direitos alegados em juízo pela parte interessada".
A suposta lesão, nesses casos, não surge do ato administrativo que aplica a lei, mas sim da vigência da própria lei que, por exemplo, suprimiu uma
vantagem ou modificou uma situação anterior" (CUNHA, Leonardo José Carneiro da. A Fazenda Pública em Juízo. 5ª ed. São Paulo: dialética,
2007, p. 69).
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ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ENQUADRAMENTO FUNCIONAL EQUIVOCADO POR ERRO
DA ADMINISTRAÇÃO. ATO ÚNICO DE EFEITO CONCRETO. RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO NÃO CARACTERIZADA.
1. O ato de enquadramento constitui-se em ato único de efeito concreto que, a despeito de gerar efeitos contínuos futuros, não caracteriza relação
de trato sucessivo. Sendo assim, decorridos mais de cinco anos entre o ato questionado e o ajuizamento da ação, prescreve o próprio fundo de
direito (c.f.: AgRg no REsp 1.067.333/PR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA, DJe 28/06/2013 e AgRg no REsp 1.360.762/SC, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 25/09/2013). AgRg no AREsp 401820 SC 2013/0328918-2 Relator Ministro MAURO
CAMPBELL MARQUES. Julgamento 03/12/2013. Publicado DJe 10/12/2013.
Passa, então, a ser aplicável não mais o art. 3º, mas o art. 1º do Decreto nº 20.910/32, que estabelece o prazo prescricional qüinqüenal, contado
a partir do ato ou fato lesivo. Precedentes deste Tribunal (Recurso de Agravo nº 2885423; Apelação Cível: 264956-5; Agravo nº 216393-1/01).
Considerando que a publicação da lei se deu em 29/03/2010 e a ação em questão foi distribuída em 28/07/2015, vê se claramente que a pretensão
dos agravantes foi fulminada pela prescrição.
Ante todo o exposto, e considerando que a decisão combatida está acorde com a jurisprudência desta Corte de Justiça e do Superior Tribunal
de Justiça, consoante acima demonstrado no corpo desta terminativa, NEGO SEGUIMENTO ao apelo, ex-vi do art. 557, caput, do Código de
Processo Civil/1973, mantendo-se intacta a decisão recorrida.
Publique-se. Intime-se.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Luiz Carlos de Barros Figueirêdo 02
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Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
Cuida-se de apelação cível diante de sentença (fls. 58/60v) de parcial procedência dos pedidos iniciais declarando "a existência de vínculo
empregatício de natureza pública e excepcional entre as partes, condenando o reclamado a pagar-lhe 1/3 das férias do ano de 2005/2006,
2006/2007,2007/2008, o saldo do Décimo Terceiro dos anos de 2005 a 2008, bem como o salário dos meses de julho e agosto de 2006 e novembro
de 2007, acrescidos de juros e correção monetária", custas processuais e honorários advocatícios na base de 20% do valor da condenação, na
forma do art. 133, CF e 20,§ 4º do CPC.
Em suas razões às fls. 66/69, requer o apelante a reforma do julgado alegando ter a decisão, declarado o vínculo empregatício entre as partes,
em período superior ao reconhecido pela Edilidade, baseado apenas, em provas documentais precárias acostadas pela apelada.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Aduz, existir vínculo empregatício apenas de março a dezembro/2008, visto inexistir prova de período diverso.
Contrarrazões (fls.76/78) pelo improvimento do recurso sem parecer ministerial (fls. 91).
Vindo-me os autos conclusos.
Feito este breve relato, decido monocraticamente.
Os direitos previstos no art. 7º, VIII e XVII da Carta Magna são extensíveis aos contratados temporariamente pela Administração Pública, uma
vez que são garantias sociais de todos os trabalhadores, conforme jurisprudência uníssona desta Corte abaixo colacionada:
ADMINISTRATIVO. APELAÇÕES CÍVEIS. CONTRATO TEMPORÁRIO DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. GUARDA MUNICIPAL.
CONTRATAÇÃO NULO. DIREITO A SALDO DE SALÁRIO, FÉRIAS ACRESCIDA DO TERÇO CONSTITUCIONAL E 13º SALÁRIO.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO A ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE DANO MORAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL
RECONHECIDA. APELO DE FLS. 111/119 PARCIALMENTE PROVIDO. IMPROVIDO O APELO DE FLS. 105/110. DECISÃO UNÂNIME. 1. De
início, observou-se que, tendo a ação sido proposta 27/09/2011, encontra-se prescrita a pretensão autoral no que toca ao período anterior a
26/09/2006, por aplicação do instituto da prescrição quinquenal, previsto no art. 1º, do Decreto federal nº 20.910/32, conforme inteligência da
Súmula 85, do STJ. 2. No presente caso, conquanto a função de Guarda Municipal não se amolde à hipótese de situação de excepcionalidade, o
certo é que não pode o Município demandado se locupletar de sua própria torpeza, beneficiando-se indevidamente da força de trabalho de seus
servidores, de modo que, restando incontroversa a prestação de serviço pelo apelado à Municipalidade, há de ser observado o contido no art. 7º,
incisos VIII e XVII, da CF/88, ao contrato administrativo de trabalho temporário firmado. 3. Esta Corte de Justiça tem pacificado o entendimento de
que fichas financeiras, na medida em que elaboradas unilateralmente, não se prestam à comprovação da quitação da obrigação. 4. Além disso,
não merece prosperar o pleito autoral concernente ao pagamento do adicional noturno. Isso porque o art. 37, inciso X, da Carta Magna, dispõe
que a remuneração dos servidores somente poderá ser fixada ou alterada através de lei específica, ou seja, in casu, é necessário que haja uma lei
instituidora para o referido adicional, especificando as condições e o exato contexto, definindo a atividade de natureza especial. 5. Relativamente
às horas extraordinárias pleiteadas, melhor sorte não assiste ao autor/apelante. Isso porque na escala de trabalho 12x36 é indevido o pagamento
de horas extras, já que a jornada de trabalho é compensada com o período de folga. Ressalte-se que a compensação de horários é permitida
constitucionalmente, pois o art. 39, §3º estende aos servidores estatutários a disposição contida no art. 7º, XIII, da Carta Magna. 6. Assim, não
havendo, nos autos, nenhum registro documental de que o autor tenha laborado em jornada superior a 12 horas ininterruptas, durante este
período, como livro-ponto ou boletim de frequência, não já como prosperar a pretensão deste, significando dizer que o mesmo não se desincumbiu
do ônus probatório que lhe competia, na forma do artigo 333, inciso I, do CPC. 7. Igualmente incabível é a indenização por dano moral, sendo
esta somente devida quando os eventos causem transtornos anormais, excepcionais, que fujam à ordinariedade, o que não ocorreu na hipótese
vertente. 8. À unanimidade de votos, proveu-se o apelo de fls. 111/119, improvido o apelo de fls. 105/110 (AC 320351-4, REL. Desembargador
José Ivo de Paula Guimarães, 2ª Câmara de Direito Público, julgado em 02/01/2014)
Da análise dos autos, constato que a apelada prestou serviços à municipalidade como auxiliar de serviços gerais janeiro/2002 a dezembro/2008,
(fls.14/18), não constando nos Recibos de Pagamento de Salário nenhuma rubrica referente às férias acrescidas do terço constitucional e 13º
salário dos anos de 2002 a 2008, não havendo prova da municipalidade em contrário a demonstrar o eventual pagamento pleiteado.
Isto posto a requerida se desincumbiu do ônus probante de demonstrar o direito à percepção das verbas salariais pleiteadas, pois comprovou ter
trabalhado para a Administração, não tendo recebido nenhuma das verbas trabalhistas previstas nos art. 7º, VIII e XVII, da CF neste período.
Contudo em razão da prescrição quinquenal incidente nas ações contra a Administração Pública, preceituada no art. 1º, do Decreto-lei nº
20.910/32, a apelada faz jus tão somente àquelas verbas não abrangidas pelo quinquênio legal anterior à propositura da presente ação de
cobrança em 08/12/2009, ou seja, são devidos os valores a título de 13º salário e férias acrescentadas do terço legal, apenas, quanto ao período
de 2004 a 2009
Diante do exposto, com arrimo no art. 557, § 1º-A do CPC, dou parcial provimento a presente apelação cível, e declaro, ex officio, prescrito o
período anterior a 08/12/2004, haja vista a data da presente demanda em 08/12/2009, condenando o município ao pagamento de 1/3 das férias
dos anos de 2004 a 2009, o saldo do décimo terceiro dos anos de 2004 a 2009 mantendo-se os demais termos da sentença vergastada.
Após o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo de origem.
P. R. I.
Recife, 17 de março de 2016
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(0338835-0)
Comarca : Recife
Vara : 8ª Vara da Fazenda Pública
Autos Complementares : 01377946 Agravo de Instrumento Agravo de Instrumento
Autos Complementares : 01344576 Agravo de Instrumento Agravo de Instrumento
Apelante : KARITA DA PAIXAO VIEIRA DA CUNHA
Advog : Ana Patrícia Vieira de Almeida(PE018346)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : RENATA SANTOS DINIZ
Procdor : Maria Claudia Junqueira
Apelado : UPE Universidade de Pernambuco - Coordenação dos Concursos
Procurador : Luciana Marinho Martins Mota e Albuquerque
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Itamar Pereira Da Silva Junior
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 16:38 Local: Diretoria Cível
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
Trata-se de apelação cível contra decisão (fls. 196/199) de improcedência do pedido de realização de novo teste físico.
Em suas confusas razões às fls. 205/209 alega a recorrente ter sido declarada inapta no teste de aptidão física, por não ter realizado o exame
de aptidão física devido à "depleção de volume do plasma ou do líquido extracelular CID E86 e diarréia e gastroenterite de origem infecciosa
presumível CID A09", hipótese configurável como de caso fortuito ou de força maior, razão pela qual faz jus a realizar novo prova física, em
condições normais de saúde.
Contrarrazões às fls. 214/218 arguindo a perda do objeto, posto já ter expirado o concurso em questão (2003), inclusive, com a realização de dois
outros (2206 e 2009), no mérito, aduz a não configuração de caso fortuito ou força maior a ocorrência de lesão durante o exame, não existindo
direito à 2ª chamada da prova.
Parecer da douta Procuradoria de Justiça (fls. 231/235) pelo acolhimento da preliminar de perda do objeto e, no mérito, pelo improvimento do
apelo, vindo-me os autos conclusos.
Feito o sucinto relato, passo a decidir.
De proêmio, é pacífico na jurisprudência a inocorrência de perda de objeto de ação proposta contra eventual ilegalidade cometida no transcorrer
de Concurso Público em razão de encerramento ou até mesmo homologação do certame, conforme consignado nos Informativos do STJ nºs
347/2008 e 515/2013, adiante ementados:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INOCORRÊNCIA DE PERDA DO OBJETO DE MANDADO DE SEGURANÇA EM RAZÃO DO ENCERRAMENTO
DO CERTAME, DO TÉRMINO DO CURSO DE FORMAÇÃO OU DA HOMOLOGAÇÃO DO RESULTADO FINAL DO CONCURSO IMPUGNADO.
O encerramento do certame, o término do curso de formação ou a homologação do resultado final do concurso público não acarretam perda do
objeto de mandado de segurança impetrado em face de suposta ilegalidade ou abuso de poder praticados durante uma de suas etapas. Com
efeito, entender como prejudicado o pedido nessas situações seria assegurar indevida perpetuação da eventual ilegalidade ou do possível abuso
praticado. RMS 28.400-BA, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 19/2/2013.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
A argumentação da recorrente não merece acolhimento, pois a mesma não trouxe aos autos nenhuma prova de irregularidade da conduta dos
avaliadores.
Neste ínterim, inexiste no processo prova apta a elidir a presunção de legitimidade e legalidade do ato administrativo de inaptidão da candidata,
isso porque, a simples alegação por parte da recorrente não tem o condão de afastar a referida presunção.
Neste mesmo sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça e deste Sodalício:
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO
PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. CURSO DE FORMAÇÃO. EDITAL SAEB/01/2008. REPROVAÇÃO NO RETESTE. NÚMERO MÍNIMO DE
FLEXÕES NÃO REALIZADO. ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA. DIREITO LÍQUIDO E CERTO NÃO DEMONSTRADO. 1. Trata-se, na origem,
de Mandado de Segurança impetrado contra ato atribuído ao Secretário de Administração do Estado da Bahia e ao Comandante-Geral da Polícia
Militar do Estado, com o objetivo de efetuar matrícula no Curso de Formação de Soldado e permitir que o impetrante seja submetido a nova
avaliação nas provas em que não conseguiu atingir os índices mínimos. 2. O Superior Tribunal de Justiça reprime testes físicos em concursos
públicos realizados segundo critérios subjetivos do avaliador, bem como a ocorrência de sigilo no resultado do exame e de irrecorribilidade, sob
pena de violação dos princípios da legalidade e da impessoalidade. Ocorre que nenhuma dessas situações é verificada no caso. 3. Compulsando
os autos, verifico que o impetrante foi eliminado porque foi reprovado no teste de aptidão física - especificamente no teste da Barra Fixa -
em concurso destinado ao provimento de vagas para a seleção de candidatos ao Curso de Formação de Soldado da Polícia Militar Edital
SAEB/01/2008. 4. Tal ato administrativo não pode ser considerado irrazoável, porquanto: a) a aprovação no teste de aptidão física está prevista
em edital, b) o critério utilizado é objetivo e c) a exigência é compatível com as atribuições do cargo de policial. 5. Assim sendo, não atingidos
pelo insurgente os critérios de ordem objetiva exigidos no edital, demonstrada a inaptidão do candidato para o cargo almejado, já que reprovado
nos testes de esforço físico realizados, e ausente a comprovação de subjetividade, arbitrariedade ou falta de motivação do avaliador, não vejo
configurado o direito líquido e certo do impetrante. Precedentes: AgRg no RMS 38.424/BA, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe
30.11.2012; e RMS 32.851/BA, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 25.5.2011. 6. O agravante não trouxe qualquer argumento
capaz de infirmar os fundamentos da decisão recorrida e demonstrar a ofensa ao direito líquido e certo. 7. Agravo Regimental não provido. (STJ
- AgRg no RMS: 39181 BA 2012/0199149-9, Relator: Ministro HERMAN BENJAMIN, Data de Julgamento: 11/11/2014, T2 - SEGUNDA TURMA,
Data de Publicação: DJe 02/12/2014).
APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PARA INGRESSO NO CFSD PM/BM/EDITAL 2006. REPETIÇÃO DO TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. ÔNUS
DA PROVA. 1. O pleito da apelante consiste na repetição do teste de aptidão física do concurso público para ingresso no CFSd PMPE/BM/edital
de 2006, ao argumento de que sua inaptidão no teste de corrida de 2.400 metros decorreu da atuação de um dos avaliadores da prova. 2. O
Juízo a quo considerou que a autora/apelante não se desincumbiu de seu ônus probatório, nos termos estabelecidos pelo art. 333, I, do CPC. 3.
De fato, a autora não trouxe nenhuma prova acerca do fato alegado, sequer pugnou pela juntada de documentos por parte dos executores do
certame. 4. Nesse contexto, em que nenhuma prova de suas alegações foi concretamente apontada pela autora/apelante, prevalece a presunção
de legitimidade e legalidade do ato administrativo de exclusão. 5. Apelo improvido. (TJ-PE - APL: 3323135 PE, Relator: Francisco José dos Anjos
Bandeira de Mello, Data de Julgamento: 22/05/2014, 2ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 03/06/2014)
Por estas razões, em consonância com o parecer ministerial e com arrimo no art. 557, caput, do CPC, nego seguimento o presente o apelo,
mantendo-se a decisão vergastada em todos os seus termos.
Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos.
P. R. I.
Recife, 11 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
400
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Trata-se de Apelação Cível, em face de sentença (fls. 37/38) que, declarou extinta a execução fiscal, em virtude de prescrição intercorrente, com
base nos arts. 174, do Código Tributário Nacional - CTN e 269, do CPC.
Em suas razões recursais (fls. 41/50), o apelante aduz merecer reforma o decisum, uma vez que não haveria mora imputável ao município, sendo
a demora da citação responsabilidade única dos mecanismos judiciais, redundando em violação ao art. 219, §2º, do CPC.
Afirma, também, ter incorrido o magistrado em error in procedendo, porquanto não houve a intimação prévia da Fazenda Pública, malferindo os
princípios do contraditório e da cooperação.
Requer seja dado provimento ao recurso, com o consequente prosseguimento da execução fiscal.
Sem contrarrazões.
Parecer ministerial pela ausência de interesse.
É o breve relato, passo a decidir monocraticamente.
Retratam os autos situação na qual foi ajuizada execução fiscal em dezembro de 1994 para cobrança de dívida oriunda de fiscalização, quando
se lavrou auto de infração registrando ter o executado deixado de ter escriturado e recolhido o ICMS referente a saída de mercadoria de seu
estabelecimento nos meses de julho, novembro e dezembro de 1991.
In casu, sobre a prescrição, deve ser destacado ter sido a distribuição do feito anteriormente a modificação do instituto pela LC 118/2005 (com
vigência a partir de junho de 2005), portanto, a interrupção do curso do prazo prescricional nos presentes autos está condicionada a verificação
de ter ocorrido na hipótese a citação válida do executado, conforme redação anterior do art. 174, §1º, inc. I, do CTN.
A Lei de Execução Fiscal, em seu art. 8º, III, prevê que, não se encontrando o devedor, seja feita a citação por edital, a qual terá o condão de
interromper o lapso prescricional.
Compulsando os presentes autos, verifico às fls. 17, que a devedora foi citada por edital em agosto de 2003, desta forma, interrompendo a
prescrição.
Interrompido o lustro prescricional, muito embora este possa tornar a fluir, a recontagem ficará impedida enquanto não se verificar a inércia do
credor.
Sobre o tema, confira-se precedente do Superior Tribunal de Justiça:
TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 165, 458 E 535 DO CPC. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO
INTERCORRENTE. ART. 40, § 4º, DA LEF. NÃO OCORRÊNCIA. INÉRCIA DA FAZENDA PÚBLICA. SÚMULA 7/STJ. 1. Inexiste violação dos
arts. 165, 458 e 535 do CPC quando a prestação jurisdicional é dada na medida da pretensão deduzida, com enfrentamento e resolução das
questões abordadas no recurso. 2. Configura-se a prescrição intercorrente quando, proposta a execução fiscal e decorrido o prazo de suspensão,
o feito permanece paralisado por mais de cinco anos contados da data do arquivamento, podendo, ainda, ser decretada ex officio, desde que
previamente ouvida a Fazenda Pública, conforme previsão do art. 40, § 4º, da Lei n. 6.830/80, acrescentado pela Lei n. 11.051/2004. 3. A prescrição
intercorrente é instituto que tem por objetivo punir o comprovado desinteresse e a negligência da parte autora na condução do processo. 4. No
caso em apreço, a Corte de origem expressamente consignou que não houve inércia por parte do Fisco, pois este determinou o desarquivamento
do feito dentro do prazo quinquenal. Dessa forma, desconstituir tal premissa demandaria o reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que
é inviável em sede de recurso especial, sob pena de violação da Súmula 7 do STJ. Precedentes. Agravo regimental improvido. ..EMEN:
(AGARESP 201201101038, HUMBERTO MARTINS, STJ - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:14/08/2012).
Após a concretização da citação editalícia, diante da inação do devedor, o exequente requereu o redirecionamento do feito para os sócios-gerentes
e suas citações para responder aos termos do presente, permanecendo o feito concluso até ter sobrevindo a sentença objeto do presente apelo.
Destarte, não há mora atribuível ao ente público, não podendo então ser prejudicado, pois competia ao juízo apreciar o pleito outrora formulado.
Pelo exposto, com arrimo no art. 557, § 1º-A, do CPC, dou provimento ao apelo, para afastar a prescrição declarada, ao passo que determino
a baixa dos autos ao juízo de origem para regular processamento da ação.
Com o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo de origem.
P. R. I.
Recife, 08 de abril de 2016
401
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
Trata-se de apelação cível em face de sentença (fls. 210/212) de improcedência da ação ordinária, em face de ausência de irregularidades no
pagamento dos proventos dos autores, condenando-os à satisfação de custas e honorários advocatícios a razão de 10% (dez por cento) do valor
da causa, os quais devem ser executados nos termos do art. 12 da Lei nº 1.060/50.
Em suas razões (fls. 216/223) pugnam os recorrentes pela reforma do julgado, alegando fazer jus à percepção da Gratificação de Risco de Função
Policial a razão de 225% (duzentos e vinte e cinco por cento) sobre seus vencimentos, conforme estabelecido no art. 2º da Lei nº 11.568/98.
Sustenta a indevida redução do valor de tal gratificação, ofendendo o Princípio da Irredutibilidade Salarial.
Contrarrazões às fls. 231/241 arguindo a prescrição da ação, visto a gratificação de função policial ter sido extinta desde 2004, quando da edição
da Lei nº 12.635/04, sendo a presente ação perpetrada apenas em 2010. No mérito, aduzem a inexistência de direito adquirido a regime de
composição salarial, assim como a ausência de redução de vencimentos.
Sem parecer ministerial pela ausência de interesse público (fls. 253/254), vindo-me os autos conclusos.
É o breve relato, passo a decidir monocraticamente.
O cerne da questão em apreço refere-se ao percentual de pagamento da Gratificação de Risco de Função Policial instituída pela Lei nº 10.881/93
e majorado à razão de 225% mediante a Lei nº 11.568/98.
Ocorre que a Lei 12.635/2004 fixou em valores nominais os vencimentos dos Agentes de Polícia Civil e o benefício em comentos, nos seguintes
termos:
Art. 9º O vencimento base dos servidores públicos civis, detentores do cargo de simbologia de níveis relacionado no Anexo VII da presente Lei,
bem como os proventos de aposentadoria ou pensões pertinentes, passam a ter os seus respectivos valores nominais expressos de conformidade
com o disposto no retromencionado Anexo.
Art. 10. Aos servidores públicos civis referidos no artigo anterior, será atribuída Gratificação de Risco pelo Exercício de Função Policial, instituída
pela presente Lei, cujo valor nominal será o mesmo do respectivo vencimento base do nível efetivo do cargo.
Deste modo, a partir de julho/2004, data de edição da Lei nº 12.635/2004 a Gratificação de Risco pelo exercício de Função Policial passou a ter
valor fixo, não mais sendo calculada por percentual incidente sobre os vencimentos.
Outrossim, eventuais irregularidades anteriores, concernente a aplicação de percentuais de 100% ou 225% só poderiam ser reclamadas até o
quinquênio subsequente a edição de referida normativa, nos moldes do art. 1º do Decreto Federal nº 20.910/32.
Neste mesmo sentido é o entendimento do STJ e desta Corte de Justiça, conforme abaixo colacionado:
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. POLICIAL MILITAR ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS
ESPECIAIS POR ATO DE BRAVURA. SUPRESSÃO. DECRETO ESTADUAL 26.249/2000. ATO DE EFEITO CONCRETO. PRESCRIÇÃO
DO FUNDO DE DIREITO. OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte firmou
entendimento de que ocorre a prescrição do fundo de direito nos casos de supressão de gratificação, vantagem ou benefício percebidos por
servidor público, por se tratar de ato único, de efeito concreto. Precedentes. 2. Hipótese em que a ação ordinária foi proposta em 23.8.2008,
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
quando já decorridos mais de cinco anos da data da edição do Decreto 26.249, de 2.5.2000, ato de efeito concreto que suprimiu a Gratificação
de Encargos Especiais por Ato de Bravura. 3. Agravo Regimental desprovido (AgRg nos EDcl no REsp 1291894/RJ, Rel. Min. Napoleão Nunes
Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 22/09/2015).
No caso sub judice, acolho a Prejudicial de Mérito de Prescrição arguida pelo Estado de Pernambuco, posto a ação ter sido proposta tão somente
em 2010, ou seja, quando ultrapassados mais de 06 (seis) anos da lei instituidora de valores nominais da gratificação em comento, quer dizer
a Lei nº 12.635/2004.
Feitas estas considerações, arrimado no art. 557, caput, do CPC, nego seguimento a presente apelação cível, tendo em vista seu manifesto
confronto com a jurisprudência desse sodalício e dos Tribunais Superiores.
Com o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo de origem, para fins de direito.
P. R. I.
Recife, 08 de abril de 2016
403
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
Trata-se de apelação cível contra decisão (fls. 150/151) de improcedência da ação, visto inexistir irregularidade da exclusão dos candidatos do
certame, posto declarado inapto no teste de aptidão física, condenados ao pagamento de custas e honorários advocatícios à razão de 10% (dez
por cento) do valor da causa.
Em suas confusas razões às fls. 155/159 alega a recorrente ter sido declarada inapta no teste de aptidão física, posto por razões alheias às suas
vontades ficou impossibilitado de executar todas as provas do exame físico.
Aduz, ainda, ter-lhe sido obstado o direito à recurso, razão pela qual deve ser reformada a decisão de piso.
Contrarrazões às fls. 165/183 e parecer da douta Procuradoria de Justiça (fls. 196/199) pelo improvimento dos apelos, vindo-me os autos
conclusos.
Feito o sucinto relato, passo a decidir.
O cerne da questão em apreço reside em saber se é devido ou não a realização de novo teste físico, em razão da reprovação do apelante no
exame de capacidade física, no Concurso Público para ingresso na carreira de Soldado da Policia Militar de Pernambuco - Edital de 2009.
A argumentação da recorrente não merece acolhida, pois a mesma não trouxe aos autos nenhuma prova de irregularidade da conduta dos
avaliadores.
Outrossim, os documentos acostados às fls. 94 demonstram a não realização por completo do teste de "Corrida 2.400m", sem qualquer
comprovação de irregularidade por parte da Administração na aplicação do mesmo.
Neste ínterim, inexiste no processo prova apta a elidir a presunção de legitimidade e legalidade do ato administrativo de inaptidão do candidato,
isso porque, a simples alegação por parte do recorrente não tem o condão de afastar a referida presunção, assim como a afirmação do juiz a
quo de não ter o candidato realizado a contendo as corrida 2.400m.
Neste mesmo sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça e deste Sodalício,
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO
PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. CURSO DE FORMAÇÃO. EDITAL SAEB/01/2008. REPROVAÇÃO NO RETESTE. NÚMERO MÍNIMO DE
FLEXÕES NÃO REALIZADO. ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA. DIREITO LÍQUIDO E CERTO NÃO DEMONSTRADO. 1. Trata-se, na origem,
de Mandado de Segurança impetrado contra ato atribuído ao Secretário de Administração do Estado da Bahia e ao Comandante-Geral da Polícia
Militar do Estado, com o objetivo de efetuar matrícula no Curso de Formação de Soldado e permitir que o impetrante seja submetido a nova
avaliação nas provas em que não conseguiu atingir os índices mínimos. 2. O Superior Tribunal de Justiça reprime testes físicos em concursos
públicos realizados segundo critérios subjetivos do avaliador, bem como a ocorrência de sigilo no resultado do exame e de irrecorribilidade, sob
pena de violação dos princípios da legalidade e da impessoalidade. Ocorre que nenhuma dessas situações é verificada no caso. 3. Compulsando
os autos, verifico que o impetrante foi eliminado porque foi reprovado no teste de aptidão física - especificamente no teste da Barra Fixa -
em concurso destinado ao provimento de vagas para a seleção de candidatos ao Curso de Formação de Soldado da Polícia Militar Edital
SAEB/01/2008. 4. Tal ato administrativo não pode ser considerado irrazoável, porquanto: a) a aprovação no teste de aptidão física está prevista
em edital, b) o critério utilizado é objetivo e c) a exigência é compatível com as atribuições do cargo de policial. 5. Assim sendo, não atingidos
pelo insurgente os critérios de ordem objetiva exigidos no edital, demonstrada a inaptidão do candidato para o cargo almejado, já que reprovado
nos testes de esforço físico realizados, e ausente a comprovação de subjetividade, arbitrariedade ou falta de motivação do avaliador, não vejo
configurado o direito líquido e certo do impetrante. Precedentes: AgRg no RMS 38.424/BA, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe
30.11.2012; e RMS 32.851/BA, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 25.5.2011. 6. O agravante não trouxe qualquer argumento
capaz de infirmar os fundamentos da decisão recorrida e demonstrar a ofensa ao direito líquido e certo. 7. Agravo Regimental não provido. (STJ
- AgRg no RMS: 39181 BA 2012/0199149-9, Relator: Ministro HERMAN BENJAMIN, Data de Julgamento: 11/11/2014, T2 - SEGUNDA TURMA,
Data de Publicação: DJe 02/12/2014).
APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PARA INGRESSO NO CFSD PM/BM/EDITAL 2006. REPETIÇÃO DO TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. ÔNUS
DA PROVA. 1. O pleito da apelante consiste na repetição do teste de aptidão física do concurso público para ingresso no CFSd PMPE/BM/edital
de 2006, ao argumento de que sua inaptidão no teste de corrida de 2.400 metros decorreu da atuação de um dos avaliadores da prova. 2. O
Juízo a quo considerou que a autora/apelante não se desincumbiu de seu ônus probatório, nos termos estabelecidos pelo art. 333, I, do CPC. 3.
De fato, a autora não trouxe nenhuma prova acerca do fato alegado, sequer pugnou pela juntada de documentos por parte dos executores do
certame. 4. Nesse contexto, em que nenhuma prova de suas alegações foi concretamente apontada pela autora/apelante, prevalece a presunção
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de legitimidade e legalidade do ato administrativo de exclusão. 5. Apelo improvido. (TJ-PE - APL: 3323135 PE, Relator: Francisco José dos Anjos
Bandeira de Mello, Data de Julgamento: 22/05/2014, 2ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 03/06/2014).
Por estas razões, em consonância com o parecer ministerial e com arrimo no art. 557, caput, do CPC, nego seguimento o presente o apelo,
mantendo-se a decisão vergastada em todos os seus termos.
Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos.
P. R. I.
Recife, 11 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
Trata-se de apelação cível, em face de sentença (fls. 228/235), que julgou parcialmente procedente a ação, condenando o município a pagar
adicional de insalubridade, a partir da vigência da Lei municipal nº 2.812/13 (que se deu com efeitos retroativos a 01 de janeiro de 2013), bem
como seus reflexos nas demais verbas rescisórias, da seguinte forma: de 01.01.2013 até 31.12.2013, deve ser adimplida a diferença de 10% e a
partir de 01.01.2014: deve ser adimplida a diferença de 5%, com aplicação de juros e correção monetária. Honorários advocatícios no importe de
10% sobre o valor da condenação, de forma recíproca, suspenso em relação à autora por gozar da isenção disposta no art. 12 da Lei 1060/50.
Em suas razões (fls. 237/247), a autora aduz, em síntese, exercer a função de agente comunitário de saúde, desde o ano de 2003, mediante
contrato temporário, ingressando no quadro permanente de servidores públicos municipal em fevereiro de 2007, nos termos da Portaria nº
089/2007 (fls. 18/19).
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Pugna ao final pela reforma do julgado, devendo o município ser condenado ao pagamento do adicional de insalubridade, no grau médio (20%),
bem como aos valores retroativos a 2003 e, seus reflexos nas demais verbas, com base na aplicação analógica da Norma Regulamentadora nº
15 do Ministério do Trabalho, da Lei Federal nº 11.350/2006 e da CF (art. 37, IX) e, também a quitação do PASEP.
De outra banda, a Edilidade também apresentou recurso (fls. 248/268, alegando a necessidade de declaração da nulidade da Portaria nº 089/2007
(fls. 18/19), afirmando que a demandante não foi submetida a processo seletivo, em grave violação direta a Lei municipal nº 2.613/2006 e indireta
ao art. 198, §4º, da CF.
Informa não fazer jus a requerente à percepção do adicional de insalubridade ante a inexistência de legislação específica e, por se enquadrar na
previsão contida no ANEXO 14, da NR-15, da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego.
Sustenta que a perícia utilizada nos autos como prova emprestada não é meio hábil a demonstrar a existência de condições insalubres, não
havendo, assim, que deferir o adicional vindicado antes da promulgação da Lei municipal n° 2.812/13.
Requer, ainda, subsidiariamente, a redução da honorária, nos termos do art. 20, §3º do CPC.
Contrarrazões do município às fls. 271/283 e da autora às fls. 284/288v.
Manifestação da douta Procuradoria de Justiça (fls. 272/277), pela ausência de interesse.
Autos conclusos.
Feito este breve relato, decido.
Ab initio, tem-se demonstrado nos fólios que a autora foi submetida a processo de seleção simplificada, em obediência Lei municipal nº 2.613/2006
e ao art. 198, §4º, da CF, conforme declarado pelo Ente Municipal, através da Portaria nº 089/2007 (fls. 17/18), que estranhamente agora pretende
anular.
No que tange ao adicional de insalubridade, consistente na retribuição pecuniária de caráter transitório paga ao trabalhador em razão das
condições anormais de trabalho. A própria Carta Magna, em seu art. 7º, XXIII, da CF/88, garante aos trabalhadores a percepção do adicional
de remuneração para atividades insalubres, na forma da lei.
Entretanto, o comando constitucional supramencionado não foi estendido automaticamente aos servidores públicos, por não ser dotado de eficácia
plena, pois condicionado à edição de lei regulamentando a matéria.
Nesse contexto, para concessão do adicional em exame, faz-se necessária a existência de lei municipal regulamentadora, inclusive com a
disciplina dos percentuais cabíveis para cada categoria, o que não existia, na hipótese dos fólios até a promulgação da Lei municipal nº 2.812/13,
de 01.05.2013.
Isso porque, embora a Lei municipal nº 2.613/2006 (fls. 20/23), disponha sobre o adicional ora perseguido, delegou à legislação federal (Lei n°
11.350/2006) a definição das atividades contempladas e os percentuais a incidir sobre o valor da remuneração paga.
Ademais, não basta à suposta correspondência de atividades insalubres previstas em legislação federal (Lei n° 11.350/06) ou mesmo na CLT
- Consolidação das Leis do Trabalho deve, pois, existir legislação específica da edilidade para a instituição deste benefício, seus critérios e
alíquotas que justifiquem o pagamento do adicional perseguido.
Indevida também, a aplicação analógica da Norma Regulamentadora nº 15, anexo 14, do Ministério do Trabalho e Emprego, já que na hipótese
em tela, diz respeito a vínculo de natureza jurídico-administrativo entre as partes e não celetista.
Sendo impossível, ainda, deferir administrativamente e com efeitos financeiros qualquer pretensão sem previsão legal expressa, até por conta
do princípio do orçamento, que exige dotação prévia.
Não podendo, portanto, o Poder Judiciário agir como legislador positivo, criando direito e regulamentando seus parâmetros de incidência.
Isso porque, aplica-se aos Municípios - tal como se aplica aos Estados e à União - o princípio da reserva de iniciativa no que toca às leis de
concessão de vantagens a servidores públicos.
Confira-se o posicionamento do STF e desse C. Tribunal, conforme arestos adiante ementados:
DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. FUNGIBILIDADE RECURSAL. AGRAVO REGIMENTAL RECEBIDO COMO RECURSO DE
AGRAVO. AGENTE DE ENDEMIAS. MUNICÍPIO DE GARANHUNS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. INEXISTÊNCIA DE LEI MUNICIPAL
ESPECÍFICA. DESCABIMENTO DO PAGAMENTO. RECURSO IMPROVIDO SEM DISCREPÂNCIAS.1. Agravo Regimental recebido como
Recurso de Agravo, por aplicação à espécie do princípio da fungibilidade recursal, nos termos da Súmula nº 42, deste Sodalício.2. A Emenda
Constitucional nº 19/98 não suprimiu o direito ao recebimento do adicional de insalubridade pelos servidores públicos; apenas permitiu a cada
ente federado a edição de legislação específica, responsável pela regulamentação das atividades insalubres e alíquotas a serem aplicadas, em
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atenção ao princípio da legalidade.3. Consoante o art. 7°, XXIII, da Constituição Federal, o adicional percebido quando no exercício de atividades
insalubres será devido na forma da lei, já tendo o Supremo Tribunal Federal se manifestado pela necessidade de lei local regulamentadora para
que tenha o dispositivo eficácia plena.4. In casu, verifica-se que, no período anterior ao início da vigência da Lei municipal nº 3.823/2012, inexistia
no Município de Garanhuns Lei disciplinando a concessão do adicional de insalubridade aos servidores públicos municipais.5. Não há que se falar,
pois, em aplicação do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Pernambuco, Lei estadual nº 6.123/68, para fins de pagamento do adicional
de insalubridade pela edilidade aos seus servidores, haja vista a necessidade de edição de lei própria do ente federado para a regulamentação
da concessão, em observância ao princípio da legalidade e à necessidade de prévia dotação orçamentária.6. Agravo Regimental improvido, à
unanimidade de votos. (TJPE, RA 340701-0, Rel. Luiz Carlos Figueiredo, 3ª CDP, DJe. 24/10/2014).
Nesse trilhar, não faz jus à autora ao recebimento do adicional de insalubridade antes da Lei municipal nº 2.812/13, de 01.05.2013, tampouco aos
valores referentes a 13° salário e férias mais 1/3 constitucional, pois devidamente adimplidos, conforme confessado em audiência de instrução
e verificado pelas fichas financeiras (fls. 60/63).
Com relação ao pedido de condenação de inscrição no PASEP e, conseqüente indenização compensatória pelo não cadastramento, também
não merece prosperar, por inexistir pedido ou aditamento nos presentes autos referente a sobredito título.
Confira-se:
PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSOS DE AGRAVO. AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE. RELAÇÃO JURÍDICO-
ADMINISTRATIVA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE LEI ESPECÍFICA REGULAMENTANDO A CONCESSÃO DE
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. INDENIZAÇÃO PELA FALTA DE CADASTRAMENTO E RECOLHIMENTO DO PIS/PASEP. AUSÊNCIA
DE PRONUNCIAMENTO EXPLÍCITO NESTE PONTO. PRECEDENTES. HONORÁRIOS. RAZOABILIDADE. RECURSOS DE AGRAVO
IMPROVIDOS À UNANIMIDADE. 1. O regime jurídico que regula a relação funcional entre o contratado e a Administração Pública por tempo
determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público deve ser estabelecido em lei e que, seja qual for o conjunto
de direitos, deveres e responsabilidades firmadas, esta relação será sempre de direito público, disciplinada, portanto, pelas regras e princípios
do direito administrativo. 2. A Lei nº 2.812/13 só entrou em vigor em 2013, a requerente só faz jus ao recebimento do aludido adicional a partir de
1º de janeiro daquele ano, nos termos do art. 2º e 4º do citado comando legal, não merecendo guarida o pedido autoral que visa o recebimento
da verba em comento a partir de 2007 que foi quando teve início o seu período laboral na Prefeitura de Igarassú. 3. Falta de pronunciamento
sobre o pedido de cadastramento e recolhimento das verbas do Programa de Formacao do Patrimonio do Servidor Público (PASEP). 4. Tendo
a parte autora requerido na petição inicial a inscrição e indenização referente ao Programa de Integracao Social (PIS), não pode o juiz deferir a
inscrição e indenização quanto ao Programa de Formacao do Patrimonio do Servidor Público (PASEP). 5. Considerada a natureza da causa, o
valor do direito controvertido e, sobretudo, o critério de equidade, tem-se como condizente com os critérios de razoabilidade e proporcionalidade,
o percentual de 10% sobre o valor da condenação fixado pelo juiz. 6. Recursos de agravo improvidos à unanimidade. (TJ-PE - AGV: 3607352
PE , Relator: Ricardo de Oliveira Paes Barreto, Data de Julgamento: 09/07/2015, 2ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 27/07/2015).
Com relação aos honorários advocatícios, fixados de forma recíproca em 10% sobre o valor da condenação, (suspenso em relação à autora
por gozar da isenção disposta na Lei 1060/50), estão em consonância com o disposto no art. 20, §§3º e 4º do CPC e com os Princípios da
Razoabilidade e Proporcionalidade.
Feitas estas considerações, nego seguimento a ambos os apelos, mantendo-se a sentença em todos os seus termos.
Com o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo de origem, para fins de direito.
P. R. I.
Recife, 11 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
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Trata-se de apelação cível em face de sentença (fls. 67/67v.), que julgou improcedente a ação acidentária, com base na perícia judicial.
Em suas razões (fls. 69/72), o apelante requer a reforma do julgado, aduzindo, em apertada síntese, ter sofrido acidente de trabalho, estando,
assim, impossibilitado de desempenhar suas atividades laborais de costureira, entendendo fazer jus ao restabelecimento do auxílio-doença
acidentário, com a sua posterior conversão em aposentadoria por invalidez.
Instado a se manifestar, a parte contrária apresentou contrarrazões (fls. 75/78), pugnando pela manutenção do julgado, ao argumento de inexistir
no presente processo prova capaz de corroborar com o deferimento do benefício previdenciário, pois a perícia médica judicial concluiu pela
ausência de nexo causal e da incapacidade laboral, não restando, portanto, preenchidos os requisitos elencados na Lei n° 8.213/91.
Parecer ministerial (fls. 92/97), opinando pela conversão do julgamento em diligencia para ser realizada nova perícia.
Autos conclusos.
É o relato, passo a decidir monocraticamente.
Denota-se dos fólios, que o recorrente exercia função de APRENDIZ DE COSTUTEIRA (fls. 16), tendo sofrido acidente de trabalho, vindo a ser
diagnosticado com PROBLEMAS NOS OMBROS, conforme informado na CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho (fls. 28), o que ensejou
a concessão do auxílio-doença acidentário em 01.05.2006 até 31.05.2006 (fls. 32).
A perícia produzida por Expert Judicial (fls. 246/48 - datada de 23.07.2008) declarou a ausência de da incapacidade laborativa.
Da análise dos fólios, observa-se, ademais, que o laudo judicial, por deter caráter público, goza das presunções de veracidade e legitimidade,
cujo afastamento depende de provas ROBUSTAS em sentido contrário, o que não ocorreu no presente caso.
Com efeito, não há como deferir qualquer dos benefícios postulados (aposentadoria por invalidez ou auxílio-acidentário), ante a ausência de
subsídios que demonstrem o preenchimento dos requisitos descritos na Lei n° 8.213/91 (perda ou redução da capacidade funcional).
Diante do exposto, com arrimo no art. 557, caput, do CPC, nego seguimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença vergastada
em todos os seus termos.
Após o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo de origem.
P. R. I.
Recife, 08 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
(O presente recurso será julgado nos termos do CPC/73, conforme art.1º da Instrução Normativa nº 04/2016, exarada pelo Presidente deste
Sodalício).
Trata-se de apelação cível em face de sentença (fls. 94/95v.), que julgou improcedente a ação acidentária, com base na perícia judicial.
Em suas razões (fls. 98/101), o apelante requer a reforma do julgado, aduzindo, em apertada síntese, ter sofrido acidente de trabalho, estando,
assim, impossibilitado de desempenhar suas atividades laborais, entendendo fazer jus ao restabelecimento do auxílio-doença acidentário, com
a sua posterior conversão em aposentadoria por invalidez ou, alternativamente a percepção do auxílio-acidente (B94).
Instado a se manifestar, a parte contrária apresentou contrarrazões (fls. 106/106v.), pugnando pela manutenção do julgado, ao argumento de
inexistir no presente processo prova capaz de corroborar com o deferimento do benefício previdenciário, pois a perícia médica judicial concluiu
pela ausência de nexo causal e da incapacidade laboral, não restando, portanto, preenchidos os requisitos elencados na Lei n° 8.213/91.
Parecer ministerial (fls. 118/120), opinando pelo improvimento do apelo, mantendo-se a sentença.
Autos conclusos.
É o breve relato, passo a decidir monocraticamente.
Denota-se dos fólios, que o recorrente exercia função de SERVENTE DE OBRAS (fls. 13), tendo sido vítima de acidente de trabalho, que lhe
ocasionou fratura nos joelhos, conforme informado na CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho (fls. 14), o que ensejou a concessão do
auxílio-doença acidentário em 06.10.2007 até 30.06.2008 (fls. 17).
A perícia produzida por Expert Judicial (fls. 53/56 - datada de 03.04.2013) declarou inexistência de causal e da incapacidade laborativa.
Da análise dos fólios, observa-se, ademais, que o laudo judicial, por deter caráter público, goza das presunções de veracidade e legitimidade,
cujo afastamento depende de provas ROBUSTAS em sentido contrário, o que não ocorreu no presente caso.
Com efeito, não há como deferir qualquer dos benefícios postulados (aposentadoria por invalidez ou auxílio-acidentário), ante a ausência de
subsídios que demonstrem o preenchimento dos requisitos descritos na Lei n° 8.213/91 (perda ou redução da capacidade funcional).
Diante do exposto, com arrimo no art. 557, caput, do CPC, nego seguimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença vergastada
em todos os seus termos.
Após o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo de origem.
P. R. I.
Recife, 08 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Cuida-se de agravo de instrumento em face de decisão interlocutória (fls. 13/14), proferida nos autos do mandado de segurança n°
0000420-04.2015.8.17.0560, que negou seguimento ao recurso de apelação interposto, diante da violação ao princípio da dialeticidade.
Em suas razões (fls. 02/11), os recorrentes alegam não ser o apelo carente de admissibilidade, requerendo, assim, a reforma da decisão para
ser o mesmo recebido e processado.
Feito o relato, passo a decidir.
Em consulta ao sistema de busca processual do TJPE, verifica-se já ter sido publicada, em 16.03.2016, decisão proferida por essa Relatoria,
dando parcial provimento ao reexame necessário, tão somente, para declarar a constitucionalidade do art. 109, §2º, XXXVIII, da Lei Orgânica do
Município de Custódia, em face de inexistência de vício de iniciativa a inquinar a normativa, mantendo-se a sentença em todos os seus termos,
declarando prejudicado o apelo voluntário.
Assim, diante da perda superveniente de objeto do presente instrumental, nego-lhe seguimento com fundamento no art. 557, caput, do CPC,
devendo os presentes autos ser apensados ao reexame necessário e apelação cível nº 0356832-7.
P. R. I.
Recife, 08 de abril de 2016.
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Trata-se de apelação cível em face de decisão (fls. 88/91) de improcedência da ação originária, mantendo a eliminação da autora, por limite
etário, do Concurso Público para o cargo de Policial Militar do Estado de Pernambuco/2009.
Em suas razões às fls. 96/99 afirma a apelante sua aprovação em todas as etapas do certame, sendo indevida, desproporcional e irrazoável sua
exclusão do mesmo por possuir 29 (vinte e nove) anos.
Ressalta a fixação aleatória do limite etário para a função, posto os concursos anteriores de 1998, 2003 e 2006 estabelecerem como limite etário
máximo 30 (trinta) anos, tendo sido reduzido para 28 (vinte e oito) sem qualquer justificativa legal.
Contrarrazões às fls. 105/112 arguindo a ausência de impugnação tempestiva das normas editalícias, a constitucionalidade e legalidade da
previsão de limite de idade para o ingresso na PMPE.
Parecer da douta Procuradoria de Justiça (fls. 127/128) pelo desprovimento do apelo, vindo-me os autos conclusos.
Feito este relato, decido.
O cerne da questão consiste na alegada ilegalidade da exclusão dos recorrentes do certame em face de limite etário, previsto no item 2.1 do
edital e art. 21, V da LCE nº 108/2008.
Conforme precedentes recentes deste Sodalício em análise de feitos similares ao aqui discutido, a LC nº 108/2008 deve ser aplicada aos concursos
em andamento, assim como considera-se o limite etário de 28 (vinte e oito) anos completos até o dia anterior ao aniversário de 29 (vinte e
nove) anos.
Neste sentido colaciono julgados recentes:
CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. POLÍCIA MILITAR. LIMITE DE IDADE MÁXIMA.
AFERIÇÃO NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO NO CERTAME. SEGURANÇA CONCEDIDA. DECISÃO UNÂNIME. 1. Trata-se de Mandado de
Segurança contra pretenso ato ilegal consubstanciado em decisão administrativa que vedou a matrícula do impetrante no Curso de Formação
de Soldado/PMPE em decorrência de ter ele superado a idade limite para ingresso no cargo disputado. 2. Importa considerar que a fixação de
idade máxima para acesso à Polícia Militar é legítima, encontrando fundamento no art. 42, § 1º, c/c art. 142, § 3º, X, da Constituição Federal. No
Estado de Pernambuco, a Lei Complementar nº 108 de 14 de maio de 2008 disciplinou especificamente a matéria, determinando que o candidato
ao cargo de soldado deveria ter, no máximo, 28 (vinte e oito anos) de idade na data de ingresso na carreira.3. Em que pese a referida Lei
Complementar Estadual nº 108/2008 ter sido posteriormente modificada pela Lei Complementar Estadual nº 256/2013, a qual passou a prever
a data da inscrição no concurso como termo para aferição da idade limite do candidato, ficou constatado documentalmente que o impetrante
contava com 28 (vinte e oito) anos e 05 (cinco) meses à época de sua inscrição no certame.4. A citada lei alteradora determina: "Art. 24. É
requisito particular para o ingresso no QOS ter, no máximo, 28 (vinte e oito) anos de idade completos na data de inscrição no concurso público
para ingresso na carreira de Militar do Estado". O legislador determina, portanto, que na data da inscrição no concurso o candidato deve ter, no
máximo, 28 (vinte e oito) anos, estando apto a disputar a vaga enquanto ostentar referida idade. 5. A LC nº 256/2013, ao fixar o entendimento
acerca do momento adequado para aferição da idade máxima do candidato, teve a intenção de corrigir uma incongruência contida no edital
regulador, especificamente sobre o tema, consubstanciada na desclassificação de candidatos aprovados em decorrência do simples transcorrer
do tempo, uma vez que os candidatos acabavam iniciando o concurso com o requisito etário preenchido, porém, unicamente em decorrência
da demora natural para conclusão de todas as etapas do concurso, quedavam-se desclassificados por ultrapassarem a idade limite.6. De igual
forma, entendo ser razoável que o limite etário seja mensurado pela idade de 28 (vinte e oito) anos desde o dia do aniversário até o dia anterior
à data em que se completa 29 (vinte e nove) anos, isto porque no dia a dia social não se costuma mensurar a idade através de meses (salvo
no primeiro ano de vida), mas sim através de anos. 7. In casu, no dia da inscrição, o impetrante contava com 28 anos e cinco meses, portanto,
preenchendo o critério etário legal para permanência no certame. Precedente do Grupo de Câmaras de Direito Público. 8. Segurança concedida.
Decisão unânime (MS 366620-0, Grupo de Câmaras de Direito Público, Rel. Des. Erik de Sousa Dantas Simões, julgado em 29/04/2015).
DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO PMPE. LIMITE ETÁRIO DE
28 ANOS COMPLETOS NA DATA DA INSCRIÇÃO. LCE Nº 256/13. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. A Lei Complementar nº
108/2008, na redação vigente à época do lançamento do edital do certame, estipulava que o candidato deveria ter "no máximo, 28 (vinte e oito)
anos de idade completos, no ato de ingresso na carreira militar do Estado", entrementes, com o advento da Lei Complementar nº 256/2013,
os arts. 24 e 28, inciso VII, da aludida LCE nº 108/08, sofreram importante modificação, estipulando-se o ato de inscrição como marco para
aferição da idade máxima de ingresso na carreira policial militar. 2. Pois bem, compulsando os presentes autos processuais, verificou-se que o
ora agravado logrou preencher os requisitos legais acima destacados, porquanto, tendo nascido em 08/04/1981 (fls. 47), contava com 28 anos
completos na data da inscrição do certame (27/10/2009).3. Com efeito, no que tange à expressão "28 anos completos", insta esclarecer que
a exegese que melhor se atenua ao espírito da norma é aquela que a consagra como "qualquer idade menor que 29 anos", de forma que a
pessoa possui 28 anos até a data do seu aniversário subsequente.4. À unanimidade de votos, negou-se provimento ao Agravo Regimental (AReg
374479-8, 2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. José Ivo de Paula Guimarães, julgado em 23/04/2015)
APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PARA INGRESSO NO CARGO DE SOLDADO DA PMPE. EDITAL DE 2009. AFERIÇÃO DO LIMITE ETÁRIO
MÁXIMO. MOMENTO DA INSCRIÇÃO NO CERTAME. 1. A redação original do art. 28 da LCE nº 108/2008, que previa a aferição da idade
máxima no momento do ingresso na carreira militar do Estado, foi alterada pela LCE nº 256, de 17 de dezembro de 2013, para estabelecer o ato
de inscrição como marco de aferição da idade máxima para ingresso na carreira Policial Militar. 2. Essa nova regra é aplicável ao concurso em
foco por força do art. 34-A da LCE nº 108/2008, incluído pela LCE nº 256/2013. 3. Os documentos coligidos aos autos, demonstram que todos os
apelantes contavam, ao tempo da inscrição no certame, a idade de 28 anos, estando aptos, em tese, a ingressarem nas fileiras da Corporação
(fls. 128-v). 4. Improcede o argumento deduzido pelo apelado, no sentido que os apelantes já haviam ultrapassado o limite etário máximo quando
de suas inscrições no certame, posto contarem naquela data com 28 anos e alguns meses. 5. Dita interpretação não merece prosperar quando
se trata da aferição de idade máxima, eis que os apelantes contaram com 28 anos completos até as datas de seus aniversários subsequentes,
momento em que já se encontravam inscritos no certame. 6. Apelo provido (AC 339798-6, 2ª Câmara de Direito Público, Rel. Des. Francisco
Bandeira de Mello, julgado em 14/04/2015)
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Isto posto, a data a ser aferido o limite etário de 28 (vinte e oito) anos previsto no item 1.2 do edital do certame (fls. 17v), com as devidas alterações
realizadas pela LC nº 256/2013 ao art. 21, II da LC nº 108/2008, é a da inscrição do concurso.
Outrossim, o Anexo II do edital do certame previa a realização de inscrições no período de 04/09 a 04/10/2009, data na qual a apelante ainda
possuía 28 (vinte e oito) anos de idade posto ter nascido em 25/03/1981 (fls. 29), restando indevida sua exclusão do certame.
Feitas estas considerações, com base no art. 557, §1º-A, do CPC, dou provimento a presente apelação cível para determinar a reintegração
imediata de Jacilene Alice da Silva no Concurso Público para ingresso na carreira militar de Soldado da PMPE (Portaria SAD/SDS nº 101/2009),
com a devida nomeação e posse, classificada dentro do número de vagas, arbitrados os honorários advocatícios a razão de 10% (dez por cento)
do valor da causa.
Após o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo originário, para fins de direito.
P. R. I.
Recife, 11 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
4ª Câmara de Direito Público
Gabinete Desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior
Trata-se de reexame necessário e apelação cível, em face de sentença (fls. 425/427), que julgou procedente a ação acidentária, condenando
o INSS ao pagamento de aposentadoria por invalidez acidentária, mais abono anual, devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-
doença acidentário (B91) e, honorários advocatícios no valor de R$ 2.000,00.
Em suas razões recursais (fls. 430/435), o recorrente pugna pela reforma do julgado, aduzindo inexistir no presente processo prova capaz de
corroborar com o deferimento de qualquer benefício previdenciário, pois a perícia médica judicial concluiu pela ausência de incapacidade laboral,
não restando, portanto, preenchidos os requisitos elencados na Lei n° 8.213/91.
Requer, ao final, a inversão do ônus sucumbencial.
Contrarrazões às (fls. 442/445), pugnando pela manutenção do julgado.
Parecer ministerial às fls. 457/461, opinando pelo não provimento da remessa obrigatória, julgando prejudicado o apelo voluntário do INSS,
devendo ser mantida a sentença vergastada.
Autos conclusos.
É o relato, passo a decidir monocraticamente.
Compulsando os fólios, denota-se que a ora apelada foi admitido em estabelecimento BANCÁRIO (fls. 12), tendo sofrido acidente de trabalho,
ocasionando PROBLEMAS NOS MEMBROS SUPERIORES E NA COLUNA, conforme informado na CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho
(fls. 26/27, 39 e 69/70), o que ensejou a concessão do auxílio-doença acidentário em 13.12.2003 (fls. 41) até 30.09.2006 (fls. 99).
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Nota-se, demais, que embora o laudo elaborado pelo Expert judicial (fls. 158/160 - datado de 31.07.2007), complementada às fls. 195, em
09.10.2007, tenha declarado ser a pericianda portadora de enfermidade degenerativa na coluna lombar, reconheceu, com base nos exames
acostados, possuir, ainda, a obreira, alterações com roturas parciais do supraespinhal direito de 25%, sem comunicação com cavidade articular
acrômio tipo II (relevo ósseo de ombro), que é predinitivo de alterações tendíneas, espessamento dos extensores comuns dos dedos e
polineuropatia sensitiva com compressão moderada do túnel do carpo bilateralmente.
O perito considerou também que o "trabalho atuou como CONCAUSA APARENTE" (fls. 195).
Posteriormente a realização da perícia oficial, foram realizados EXAMES DE IMAGEM (fls. 237/247 - datado de 2008; fls. 277/278 - datado de
2009; fls. 324/327 - datado de 2010; fls. 368/370 - datado de 2011; fls. 389/391 - datado de 2012; fls. 405/408 - datado de 2013 e fls. 423 -
datado de 2014) e emitidos atestados por diversos médicos declarando a impossibilidade de o autor retomar as suas atividades laborais, ante
a permanência das limitações alhures descritas (fls. 212/214, 217/218, 226/227, 230/231, 234 - datados de 2008; fls.272, 275, 291, 310/311 -
datados de 2009; fls. 316, 321/322, 331, 335, 341 - datados de 2010; fls. 364 - datado de 2011; fls; 385, 387, 388, 393, 395, 397 - datado de
2012; fls. 399, 401, 410, 412, datado de 2013; fls. 415, 422 - datado de 2014).
Outrossim, os aspectos socioeconômicos, profissionais e culturais do recorrido, também merecem ser considerados para fins de concessão do
benefício perquirido, por não mais possuir condições competitivas no mercado de trabalho, já estando, inclusive, com idade avançada (59 anos).
Nesse sentido, cumpre transcrever precedentes jurisprudenciais abaixo ementados:
PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ.
INCAPACIDADE PARCIAL. CONSIDERAÇÃO DOS ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS, PROFISSIONAIS E CULTURAIS. POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES. 1. O Tribunal de origem deixou claro que, na hipótese dos autos, o autor não possui condições de competir no mercado de
trabalho, tampouco desempenhar a profissão de operadora de microônibus. 2. necessário consignar que o juiz não fica adstrito aos fundamentos
e à conclusão do perito oficial, podendo decidir a controvérsia de acordo o princípio da livre apreciação da prova e do livre convencimento
motivado. 3. A CONCESSÃO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ DEVE CONSIDERAR, ALÉM DOS ELEMENTOS PREVISTOS NO ART.
42 DA LEI N. 8.213/91, OS ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS, PROFISSIONAIS E CULTURAIS DO SEGURADO, AINDA QUE O LAUDO
PERICIAL APENAS TENHA CONCLUÍDO PELA SUA INCAPACIDADE PARCIAL PARA O TRABALHO. Precedentes das Turmas da Primeira e
Terceira Seção. Incidência da Súmula 83/STJ Agravo regimental improvido. (STJ - AgRg no AREsp: 384337 SP 2013/0271311-6, Relator: Ministro
HUMBERTO MARTINS, Data de Julgamento: 01/10/2013, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 09/10/2013).
Com efeito, após a análise das questões de fato e de direito debatidas nos presentes autos, restou demonstrado que as lesões (decorrentes
e agravadas pelos movimentos repetitivos - conforme declarado pelo perito judicial às fls. 195), sofridas pela demandante deixaram sequelas
que ainda perduram, estando à obreira submetida a tratamento desde o ano de 2003, sem melhora de seu quadro clínico, consoante verificado
nos exames (fls. 405/408 - datado de 2013 e fls. 423 - datado de 2014) e laudos médicos recentes (fls. 399, 401, 410, 412, datado de 2013;
fls. 415, 422 - datado de 2014).
Feitas estas considerações, com fulcro no art. 557, caput, do CPC/73, nego seguimento a remessa obrigatória, mantendo-se a sentença que
determinou ao INSS conceder ao requerente a aposentadoria por invalidez acidentária, mais abono anual, devido a partir do dia seguinte ao
da cessação do auxílio-doença-acidentário (B91), ocorrido em 30.09.2006 (fls. 99), compensando-se os valores percebidos mediante tutela
antecipada.
Com o trânsito em julgado, baixem-se os autos ao juízo de origem, para fins de direito.
P. R. I.
Recife, 11 de abril de 2016
DECISÃO 4ª CDP
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
413
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente a pretensão autoral, com fulcro no art. 269, I, do CPC, publicada no Diário
Oficial de 27/11/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/05/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 1737, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 01/08/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
414
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
DECISÃO 4ª CDP
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
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O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
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DECISÃO
Trata-se de Reexame Necessário em face de sentença que julgou improcedente o pedido autoral, publicada no Diário Oficial no dia 30/08/2013 .
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 28/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 896, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 17/06/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
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Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
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DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente o pedido autoral, com fulcro no art. 269, II do CPC, publicada no Diário
Oficial no dia 07/07/2014.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 28/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 431, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 09/07/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
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DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou procedente a pretensão autoral, da qual, a parte apelante foi intimada em 13/07/2012.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 28/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 307, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 10/03/2016, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
418
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PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente o pedido autoral, publicada no Diário Oficial de 21/03/2014.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 506, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 03/11/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
DECISÃO 4ª CDP
Emitida em 14/04/2016
419
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Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou parcialmente procedente o pedido autoral, com fulcro no art. 269, I do CPC, da qual, a
parte apelante foi intimada em 17/10/2012.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 141, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 06/06/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
420
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
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DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou procedente o pedido autoral, com fulcro no art. 269, I do CPC, da qual, a parte apelante
foi intimada em 21/08/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 265, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 22/09/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
422
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou parcialmente procedente a pretensão autora, com fulcro no art. 269, I, do CPC, publicada
no Diário Oficial de 26/09/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/05/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 342, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 22/07/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
423
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação/Reexame Necessário em face de sentença que julgou procedente o pedido autoral, publicada no Diário Oficial de
11/12/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 28/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 148, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 31/08/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
424
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Reexame Necessário em face de sentença que concedeu a segurança pleiteada, publicada no Diário Oficial de 16/10/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/05/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 400, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 09/09/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
425
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação/Reexame Necessário em face de sentença que julgou procedente a pretensão autoral, com fulcro no art. 269, I, do CPC,
publicada no Diário Oficial de 12/06/2016.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/05/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 341, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 23/02/2016, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
426
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
DECISÃO 4ª CDP
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
427
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que rejeitou os Embargos à Execução, com fulcro no art. 269, I, do CPC, publicada no Diário Oficial
de 09/09/2010.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/05/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 633, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 18/06/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
428
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente a pretensão autoral, com fulcro no art. 269, I do CPC, publicada no Diário
Oficial de 18/03/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 28/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 404, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 20/08/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
429
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Trata-se de Apelação/Reexame Necessário em face de sentença que julgou procedente o pedido autoral, cuja intimação é datada de 07/07/2014.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 317, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 05/02/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
430
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente a pretensão autora, publicada no Diário Oficial de 16/10/2014.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/05/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 486, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 22/09/2015, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
DECISÃO 4ª CDP
431
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Cível
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
432
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou procedente o pedido autoral, da qual a parte apelante foi intimada em 01/11/1996.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 97, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203, §
4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 15/05/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
433
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou parcialmente procedente a pretensão autoral, publicada no Diário Oficial de 08/03/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 189, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 07/08/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
434
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, publicada no Diário Oficial de 22/05/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 57, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203, §
4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 10/03/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
435
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente a pretensão autoral, publicada no Diário Oficial de 26/11/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/05/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 194, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 28/03/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou extinta a execução fiscal, com fulcro no art. 267, I do CPC, publicada no Diário Oficial
de 22/11/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 501, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 02/07/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou procedente a pretensão autoral, publicada no Diário Oficial de 17/05/2012.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 129, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 21/07/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
438
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente o pedido autoral, da qual a parte apelante foi intimada em 18/11/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 177, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 03/12/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
439
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 12 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente a pretensão autoral, publicada no Diário Oficial de 04/09/2012.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 28/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 326, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 02/07/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
440
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou improcedente a pretensão autoral, publicada no Diário Oficial de 30/10/2012.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 29/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 340, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 18/08/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
441
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou procedente a pretensão autoral, com fulcro no art. 269, I do CPC, publicada no Diário
Oficial de 16/12/2013.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 167, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 28/11/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
442
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
DECISÃO
Trata-se de Apelação em face de sentença que julgou parcialmente procedente a pretensão autoral, publicada no Diário Oficial de 28/02/2014.
Sob o fundamento de que com a vigência da Lei nº 13.105/2015 deixou de existir a figura do Revisor, foram devolvidos os autos em 22/03/2016,
através de despacho ordinatório, fls. 115, o qual, porventura, é nulo por conter conteúdo decisório em inobservância ao disposto no art. 203,
§ 4º, do CPC/2015.
Ademais, os presentes autos foram remetidos ao Douto Revisor em 05/11/2014, configurando situação jurídica consolidada nos termos do art.
14 do CPC/2015.
Ocorre que por força do fenômeno chamado ultratividade, o CPC/1973 continua eficaz quanto ao cabimento e ao procedimento dos recursos
interpostos em face de decisões publicadas até 17/03/2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Neste sentido e a fim de uniformizar a aplicação do direito intertemporal aos recursos em trâmite quando da entrada em vigor do CPC/2015, foi
editada a Instrução Normativa nº 01-A/2016 a qual dispõe em seus arts. 1º e 3º, in verbis:
Art. 1º - Os órgãos julgadores cíveis deste Tribunal deverão adotar, em conformidade com o Enunciado Administrativo nº 02 do Superior Tribunal de
Justiça, o regime recursal, o ato de julgamento dos recursos e todas as técnicas de julgamento, do anterior Código de Processo Civil (CPC/1973)
para todos os recursos extraídos das decisões publicadas até 17 de março de 2016;
Art. 3º - A figura do revisor, os feitos em mesa independente de pauta e outros procedimentos continuarão estabelecidos nas hipóteses do art.
1º, implicando dizer que enquanto existentes no acervo processual dos gabinetes feitos oriundos do antigo Código de Processo Civil, este será
aplicado em todas as suas técnicas e procedimentos.
Isto posto, e diante das razões acima expendidas, resolvo, com fulcro no art. 74, I, do RITJPE, chamar o feito a ordem para anular o ato ordinatório
de fls. 226 e determinar a devolução dos presentes autos ao Eminente Desembargador Revisor.
Intimações necessárias.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 11 de 04 de 2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Comarca – Recife/PE Juízo de Direito – Vigésima Primeira Vara Cível da Capital – Seção A Expediente nº 2015.0607.000819 EDITAL -
RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA VINILPLÁS INDÚSTRIA E COMERCIO EIRELI. Este edital, para conhecimento de terceiros interessados, nos
termos do artigo 52, §1º, da Lei 11.101/2005, é passado na forma abaixo: O Excelentíssimo Doutor Nehemias de Moura Tenório, Juiz de Direito
da Vigésima Primeira Vara Cível (Seção A), da Comarca do Recife, Estado de Pernambuco, FAZ SABER aos que o presente virem ou dele
conhecimento tiver em que, devidamente instruído e depois de preenchidas as formalidades legais, foi, por decisão datada de 04 de fevereiro
de 2016, DEFERIDO O PROCESSAMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA VINILPLÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO EIRELI, processada
sob o nº 0002309-98.2016.8.17.2001, cujo resumo do pedido inicial, da decisão e da relação de credores segue transcrito adiante: INICIAL: a
requerente ajuizou ação de recuperação judicial, que veio instruída com os documentos exigidos na legislação em vigor, tendo sido formulado
o pedido para que este MM. Juízo: (a) deferisse o processamento da recuperação judicial, nos termos do art. 52 da Lei no 11.101/2005; (b)
nomeasse o administrador judicial; (c) dispensasse a apresentação de certidões negativas para que a requerente exerça sua atividade; (d)
ordenasse a suspensão de todas as ações e execuções contra as requerentes pelo prazo legal; (e) autorizasse a apresentação mensal de
contas demonstrativas enquanto perdurar a presente Recuperação Judicial; (f) Intimasse o Ministério Público do Estado de Pernambuco, bem
como a comunicação por carta a Procuradoria da Fazenda Nacional em Pernambuco e do Município do Recife/PE, para que tomem ciência da
presente Recuperação Judicial; (g) determinasse a expedição do edital a que se refere o parágrafo 1º do artigo 52 da Lei nº 11.101/2005 e (h)
Concedesse o prazo de 60 (sessenta) dias para apresentação em Juízo do respectivo Plano de Recuperação para sua posterior homologação,
mesmo em caso de discordância com alguns dos credores para, enfim, conceder em caráter definitivo a recuperação judicial, mantendo seus
atuais Administradores na condução da atividade empresarial, sob fiscalização do Administrador Judicial e, se houver, do comitê de credores.
DECISÃO: “Vistos, etc. VINILPLÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO EIRELI alega que exerce atividade no ramo de bolas de vinil, explorando a marca
“Bolas Canarinho” desde 1968, com a ampliação do mercado, instala-se no Bairro da Mustardinha no ano de 1981, onde mantem sua sede
atualmente, com significativo quadro de funcionários. Aduz que o produto "Bolas Canarinho" são conhecidos e aprovados por conterem um ótimo
acabamento e maior durabilidade em relação as concorrentes e a empresa conta com a missão de fornecer produtos de alta qualidade a baixo
custo operacional, sempre preocupada com a segurança e com a proteção do meio ambiente, hoje está entre as melhores do país, buscando
inovar e ampliar seus produtos. Argumenta que a crise econômico-financeira atual motivou o pedido de recuperação judicial ora formulado, cujos
efeitos está a redução de crédito de terceiros, com o aumento de taxas de juros e redução do prazo de financiamento, além da restrição de acesso
ao crédito bancário, fatores que ocasionam corrosão do capital próprio da Promovente, o aumento do endividamento e a redução da capacidade de
pagamento em curto prazo. Argumentando que não obstante a crise, tem a Requerente capacidade de se recuperar para solver suas obrigações
sem comprometer seu funcionamento, mostrando que o processamento do respectivo plano de recuperação judicial irá “viabilizar a superação
da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos
interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica” (art. 47, da Lei
nº. 11.101/2005). Formula, assim, o processamento do pedido, nos termos do artigo 52, da Lei 11.101, de 2005. Da leitura da narrativa contida
na peça de ingresso e os documentos que a instruem, vejo estarem preenchidos os requisitos necessários para o deferimento do pedido de
processamento da Recuperação Judicial da VINIPLÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO EIRELI, aqueles elencados no artigo 51, da Lei 11.101 de
2005. Posto isso, considerando presentes e atendidos os requisitos exigidos pelo artigo 51, da Lei nº 11.101, de 09.02.05, defiro o pedido de
recuperação judicial, em consequência: 1 - Nomeio administrador judicial VIVANTE GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL LTDA, inscrita no
CNPJ sob o nº 22.122.090/0001-26, a ser representada perante este Juízo pelo Sr. Fellipe Sávio Araújo de Magalhães, com endereço na Praça
Dr. Fernando Figueira, 30, 6º andar, Empresarial Cervantes, Ilha do Leite, Recife-PE, telefone nº 81-3231-7665; 2 - Determino a dispensa da
apresentação de certidões negativas para que as devedoras exerçam suas atividades, exceto para a contratação com o Poder Público ou para o
recebimento de benefícios ou incentivos fiscais creditícios, acrescendo, em todos os atos, contratos e documentos firmados pelas autoras, após
o respectivo nome empresarial, a expressão "em Recuperação Judicial"; 3 - Ordeno a suspensão de todas as ações ou execuções contra as
devedoras, na forma do art. 6º da mesma lei, tudo nos exatos termos do item III do respectivo art. 52; 4 - Determino às devedoras a apresentação
de contas demonstrativas mensais enquanto durar a recuperação judicial, sob a sanção da lei; 5 - Ordeno a intimação do Ministério Público e
a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal e todos os Estados e Municípios em que as devedoras tiverem estabelecimento; 6 -
Determino, finalmente, a expedição de edital para publicação no órgão oficial, que conterá os requisitos dos três itens do § 1º do mesmo art. 52. PRI
Recife, 04 de fevereiro de 2016. NEHEMIAS DE MOURA TENÓRIO JUIZ DE DIREITO”. RELAÇÃO DE CREDORES: CLASSE I (TRABALHISTA)
– 00 CREDORES – TOTAL R$.0,00 – Sem credores; CLASSE II (GARANTIA REAL) – 00 CREDORES – TOTAL R$.0,00 – Sem credores; CLASSE
III (QUIROGRAFÁRIO) – 22 CREDORES – TOTAL R$ 3.509.093,24 - AMBRA ACABAMENTOS LTDA (Campina Grande) - R$ 99.842,16; AMBRA
ACABAMENTOS LTDA (Restinga)- R$ 70.644,00; BANCO DO BRASIL - R$ 1.215.480,29; BANCO ITAÚ - R$ 254.153,20; BRASKEM S.A - R
$ 213.561,58; CALMIL MINERIOS LTDA - R$ 1.200,00; CLIMACO TRANPORTES LTDA - R$ 1.038,57; COREMAL S/A (SP) - R$ 57.330,00;
COREMAL S/A (PE) - R$ 29.271,50; ELEKEIROZ S/A - R$ 59.843,48; GOTALUBE ADITIVOS LTDA - R$ 9.600,00; GRAVATA IND COM E
AGRICULTURA S.A - R$ 11.569,13; GUANABARA EXPRESS TRANSPORTES DE CARGAS S.A - R$ 5.563,15; INOQUIMICA INDUSTRIA
447
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
E COMERCIO LTDA - R$ 46.615,00; PERNAMBUCO DIST ATACADISTA - EPI'S, INSUMOS IND. E MRO LTDA. - R$ 3.369,40; PETROM
PETROQUÍMICA MOGI DAS CRUZES S.A - R$ 130.003,20; RESYPAR IND E COM LTDA - R$ 1.746,00; TRANSWINTER TRANSPORTE E
LOGISTICA LTDA - R$ 16.222,99; NEWTECH IND E COM DE PLASTICOS LTDA - R$ 3.791,69; PAULO EXPRESS TRANSPORTES SERV
LOGISTICA - R$ 11.553,64; TRANSCOMPRAS TRANPORTES COMPRAS COM LTDA - R$ 5.903,24; UNICRED RECIFE - R$ 1.260.791,02;
CLASSE IV (MICRO E PEQUENA EMPRESA) – 5 CREDORES – TOTAL R$ 24.751,03 – A & B COMERCIO E ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAS
LTDA - R$ 9.727,03; KRISTAL QUIMICA LTDA – ME - R$ 3.600,00; MOLÉCULAS IND E COM DE ARTEFATOS PARA BRINQUEDOS LTDA –
EPP - R$ 6.079,00; PAULA DE BARROS MENDES ME - R$ 4.345,00; MARINGÁ INDUSTRIA E COMÉRCIO DE PLASTICOS LTDA – ME - R$
1.000,00. Ficam os credores advertidos de que terão o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da publicação deste Edital, para protocolar no endereço
do administrador judicial, suas habilitações ou suas divergências quanto aos créditos relacionados, na forma do art. 7º, §1º, da Lei 11.101/2005,
bem como poderão apresentar ao Juízo objeção ao plano de recuperação judicial a ser apresentado pela devedora, no prazo de 45 (quarenta e
cinco) dias, contados da publicação da relação de credores que trata o art. 7º, §2º da Lei 11.101/2005. Caso não tenha sido publicado o aviso
previsto no art. 53, parágrafo único, contar-se-á da publicação deste o prazo para as objeções. E, para que chegue ao conhecimento de todos os
interessados, o presente edital será publicado e afixado na forma da Lei. Cientes de que este Juízo funciona no Fórum Desembargador Rodolfo
Aureliano, na Avenida Desembargador Guerra Barreto, Ilha Joana Bezerra, Recife/PE, CEP 50090-700. CHEFE DE SECRETARIA NEHEMIAS
DE MOURA TENÓRIO JUIZ DE DIREITO
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DIRETORIA CRIMINAL
2ª Câmara Criminal
PAUTA DE JULGAMENTO
Pauta de Julgamento da Sessão Ordinária da 2ª Câmara Criminal convocada para o dia 20 de abril de 2016, às 14:00 horas na sala de Sessões
do Segundo andar.
OBS.: PODENDO, NESSA MESMA SESSÃO OU SESSÕES SUBSEQUENTES, SERÃO JULGADOS OS PROCESSOS ADIADOS OU
CONSTANTES DE PAUTAS JÁ PUBLICADAS, BEM COMO, PROCESSOS APRESENTADOS EM MESA.
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RESENHA DE JULGAMENTO
Diretoria Criminal
Resenha de Julgamento do dia 13/04/2016
Sessão Ordinária - 2ª Câmara Criminal
Sob a presidência do Exmo. Sr. Des. Antonio de Melo e Lima, Presentes, os Exmos. Srs. Des. Antonio Carlos Alves da Silva e Sandra Beltrão
Prado, presente, ainda, a Exma. Sra. Dra. Judith Pinheiro Silvera Borba, Procuradora de Justiça, realizou-se em 13.04.2016 mais uma sessão
ordinária da Segunda Câmara crim,inal, secretariada por Juraci correia de Menezes, dando-se os seguintes julgamentos:
Habeas Corpus
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Mandado de Segurança
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Habeas Corpus
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Habeas Corpus
Conflito de Jurisdição
Habeas Corpus
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Habeas Corpus
Habeas Corpus
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PERNAMBUCO -
Agravdo :JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE IPOJUCA -
AutoridCoatora :JUIZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE IPOJUCA -
Relator :Des. Antônio Carlos Alves da Silva
Proc. Orig. :0003555-21.2016.8.17.0000 (430541-3)
:POR UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGOU-SE
PROVIMENTO AO AGRAVO REGIMENTAL, NOS
TERMOS DO VOTO DO RELATOR.
Apelação
Apelação
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Apelação
Apelação
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Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontra nesta Diretoria Criminal o seguinte feito:
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontra nesta Diretoria Criminal o seguinte feito:
Emitida em 14/04/2016
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Diretoria Criminal
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta Diretoria Criminal os seguintes feitos:
DESPACHOS E DECISÕES
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
Relação No. 2016.07419 de Publicação (Analítica)
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta Diretoria Criminal os seguintes feitos:
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DECISÃO TERMINATIVA
Através da sentença de folhas 178/185, o Juízo de Direito da 1ª Vara da comarca de Paudalho/PE condenou Ricart Braga da Silva à pena total e
definitiva de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de detenção, cumulada com o pagamento de 10 (dez) dias-multa, em face do cometimento dos crimes
de condução de veículo automotor sob o efeito de álcool (art. 306 do CTB), resistência e desacato (artigos 329 e 331 do Código Penal). Luiz José
do Carmo Júnior, por sua vez, foi condenado à reprimenda total de 11 (onze) meses de detenção, em face da prática dos crimes de resistência
e desacato (artigos 329 e 331 do Código Penal). Ao final, as penas corporais foram substituídas por duas restritivas de direitos, concernentes à
limitação de final de semana e prestação de serviços à comunidade.
Inconformados, por meio de Advogado regularmente constituído, os Réus interpuseram recurso de apelação (fls. 191 e 192).
Nas razões de fls. 211/217, a Defesa de Ricart Braga da Silva pugna pela sua absolvição em relação aos delitos de resistência e desacato, sob
o argumento de que não existem provas cabais da materialidade, tipicidade e culpabilidade. Afirma que há dúvidas acerca do comportamento
do Apelante e que o próprio Ministério Público, por ocasião das alegações finais, requereu a sua condenação apenas quanto ao delito previsto
no artigo 306 do CTB (direção de veículo automotor sob o efeito de álcool).
Às fls. 219/224 constam as razões apresentadas pela Defesa de Luiz José do Carmo Júnior, nas quais requer a sua absolvição em relação a
ambas as infrações penais - desacato e resistência - em face da aplicação do princípio do in dúbio pro reo. Argumenta, para tanto, que há dúvidas
sobre a suposta agressão moral por ele perpetrada contra os policiais.
O Parquet ofertou contrarrazões às folhas 228/233, pugnando pela manutenção da decisão vergastada.
Com vista dos autos, a douta. Procuradoria de Justiça, em parecer da lavra da Dra. Judith Pinheiro Silveira Borba (fls. 235/236), opinou pelo
provimento do apelo de Ricart Braga da Silva para absolvê-lo dos crimes de desacato e resistência, mantendo a sua condenação quanto ao
crime do artigo 306 do CTB. No que pertine ao apelo de Luiz José do Carmo Júnior, opinou pelo improvimento, mantendo-se todos os termos
da condenação.
A legislação processual impõe limites ao direito de recorrer, submetendo as partes a regras peremptórias, que devem ser rigorosamente
observadas e cumpridas, sob pena de preclusão. A tempestividade recursal, como pressuposto objetivo, não pode ser ignorada; os prazos são
fatais, contínuos e peremptórios (art. 798 do CPP).
Por isso, se a parte interessada na reforma da decisão não interpõe o recurso próprio e adequado, no prazo legal, a decisão adquire os efeitos
da imutabilidade.
Acaso possível a inobservância ao princípio da preclusão, toda a segurança garantida pelo princípio do devido processo legal restaria,
irremediavelmente, comprometida.
Destarte, interposto o recurso, compete ao órgão jurisdicional a quo verificar se ele deve ser processado, realizando um primeiro juízo de
admissibilidade. Mas, uma vez recebido, isso não impede que o juízo ad quem exerça novo exame dos seus pressupostos e, entendendo de
forma contrária, perfeitamente possível o seu não conhecimento. Tem-se, então, como regra, que o juízo de admissibilidade do recurso é feito
em dois graus, ressalvada, obviamente, a hipótese de recurso para o mesmo órgão julgador.
Pois bem.
Como preceitua o art. 593, caput, do CPP, o recurso de apelação deve ser interposto no prazo de 05 (cinco) dias.
In casu, o Advogado constituído pelos Réus desde o início do processo foi intimado da sentença por meio da imprensa oficial no dia 02/07/2015,
conforme certidão de f. 187.
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Nesse ponto, cumpre esclarecer, que os Apelantes responderam ao processo em liberdade, aplicando-se à hipótese o disposto no art. 392, inciso
II, do Código de Processo Penal, segundo qual, a intimação da sentença "será feita ao réu, pessoalmente, ou ao defensor por ele constituído,
quando se livrar solto, ou, sendo afiançável a infração, tiver prestado fiança".
Assim, excluindo-se da contagem o dia de início, o prazo recursal começou a correr em 03/07/2015 (sexta-feira), encerrando-se no dia 07/07/2015
(terça-feira).
Muito embora, somente no dia 03/08/2015, quase um mês depois de encerrado o prazo, foram interpostas as apelações, conforme protocolo
constante no corpo das petições de fls. 191 e 192.
Ademais, verifica-se que após a interposição dos recursos, foram os Réus intimados no dia 06/08/2015, conforme certidão de f. 198.
Destaco, entretanto, que a referida intimação foi realizada em razão de determinação contida na sentença condenatória, que dizia (f. 185):
"Intimações necessárias, inclusive aos acusados, desde que não recorram da presente sentença, para que se apresentem à secretaria da 1ª
Vara para receber ofício de encaminhamento ao cumprimento da pena que lhes foi imposta".
Ora, a determinação contida na sentença para expedição de intimação foi clara quanto à finalidade, repita-se, "(...), para que se apresentem à
secretaria da 1ª Vara para receber ofício de encaminhamento ao cumprimento da pena que lhes foi imposta", e não para tomarem ciência da
decisão condenatória.
Nesse contexto, considerando o dia da publicação da sentença na imprensa oficial como data inicial para a contagem do prazo recursal, o recurso
é, à toda evidência, intempestivo, pois que ajuizado após o término do prazo, razão pela qual, com fundamento no art. 593, caput, do Código de
Processo Penal1, c/c art. 74, inciso VIII, do RITJPE2, nego-lhe seguimento.
Intimações necessárias.
Com o trânsito em julgado dessa decisão, dê-se baixa na distribuição e remetam-se os autos ao juízo de origem.
Cumpra-se.
Publique-se.
DECISÃO TERMINATIVA
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O presente habeas corpus, com pedido liminar, foi impetrado pela Defensora Pública Marianna Granja de Oliveira Lima, em favor de Ivson
Andrade Ferreira.
Na inicial de fls. 02/04, a Impetrante relata que o Paciente respondeu a duas ações penais perante a 3ª Vara de Entorpecentes da Capital/PE,
os feitos tombados sob os números 0047293-95.2012.8.17.0001 e 0037280-03.2013.8.17.0001. Expõe que em ambos o Paciente foi condenado
respectivamente às penas de 06 (seis) anos e 25 (vinte e cinco) anos de reclusão.
Sustenta que o referido Paciente encontra-se sofrendo constrangimento a sua liberdade de locomoção, porquanto, apesar das aludidas
condenações terem sido proferidas no primeiro semestre de 2015, até o presente momento não foram expedidas as cartas de guias provisórias,
o que o impede de obter os benefícios da execução penal. Em razão disso, aponta três autoridades coatoras: a Exma. Sra. Juíza de Direito da
3ª Vara de Entorpecentes da Capital/PE, a Vara Regional de Execuções Penais e a Corregedoria dos Presídios.
Ao final, pede a concessão liminar do presente habeas corpus, determinando-se a soltura do Paciente, até que seja expedida a guia de
recolhimento, em conformidade com o que preceituam os artigos 105 a 107 da Lei de Execução Penal.
Através da decisão interlocutória de fls. 20/21 o pleito liminar foi indeferido e, nesta mesma oportunidade, determinou-se a expedição de ofício à
Exma. Sra. Juíza de Direito da 3ª Vara de Entorpecentes da Capital/PE para que prestasse as informações de praxe.
Pois bem.
No ofício de fls. 28/29, a referida Autoridade explicitou que, no que se refere ao processo 0047293-95.2012.8.17.0001, a Carta de Guia referida
pela Impetrante já havia sido confeccionada.
Quanto ao processo 0037280-03.2013.8.17.0001, em contato telefônico com a 3ª Vara de entorpecentes da Capital, bem como em diligências
realizadas perante o Sistema Judwin, verificou-se que a Carta de Guia também já foi devidamente confeccionada.
Diante do acima relatado, resta prejudicado o pleito formulado no presente writ, nos termos do artigo 659 da Lei Processual Penal Codificada,
que preceitua:
"Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou a coação ilegal, julgará prejudicado o pedido".
Por todo o exposto, consoante o disposto no art. 74, VIII, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Pernambuco1, julgo o presente pedido
de habeas corpus prejudicado, em virtude da perda superveniente do objeto.
Publique-se.
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DECISÃO TERMINATIVA
O presente habeas corpus, com pedido liminar, foi interposto pelo Defensor Público Raufer Rodrigues Gonçalves, em favor de Ítalo Diego da
Silva dos Santos. O impetrante indica o Exmo. Sr. Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da comarca de Vitória de Santo Antão/PE como autoridade
coatora e o feito tombado sob o NPU 0001078-81.2011.8.17.1590 como processo de referência.
Na exordial, o Defensor narra que o Paciente foi preso em flagrante delito no dia 04/04/2011, em razão da suposta prática dos crimes previstos
no artigo 121, § 2º, incisos I e IV, artigo 121, § 2º, incisos II e IV c/c artigo 14, inciso II, artigo 213 e artigo 250, § 1º, inciso I, todos do Código
Penal (homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, provocar incêndio).
O Impetrante sustenta que há excesso de prazo na tramitação do feito, pois o Paciente está preso preventivamente por tempo excessivo, há
mais de cinco anos.
Relata que, no processo a que responde o referido Paciente, o poder público não se desincumbiu da tarefa de julgá-lo em prazo razoável e que
as perícias produzidas no decorrer do trâmite processual foram realizadas em prazos muito excessivos, tendo uma delas levado o considerável
prazo de três anos e nove meses para ser produzida. Acrescenta que a demora no julgamento não ocorreu por qualquer fato que possa ser
imputado ao referido Paciente ou a sua Defesa.
Com esses argumentos, pede a concessão liminar do pedido de habeas corpus, para que seja relaxada a prisão do referido Paciente.
Após, o feito foi remetido ao Ministério Público, tendo o ilustre Procurador de Justiça, Dr. Ricardo Lapenda Figueiroa, ofertou o parecer de fls.
178/181 pela denegação da ordem.
Ocorre que, após a oferta do parecer acima citado, em consulta ao Sistema Judwin, verificou-se que a prisão do Paciente foi relaxada pelo Juízo
apontado coator, conforme se observa da leitura do documento de fl. 184 acostado a estes autos.
Diante disso, resta prejudicado o pleito formulado no presente writ, nos termos do artigo 659 da Lei Processual Penal Codificada, que preceitua:
"Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou a coação ilegal, julgará prejudicado o pedido".
Por todo o exposto, consoante o disposto no art. 74, VIII, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Pernambuco1, julgo o presente pedido
de habeas corpus prejudicado, em virtude da perda superveniente do objeto.
Publique-se.
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DECISÃO TERMINATIVA
Trata-se de habeas corpus impetrado pelo Promotor de Justiça, Dr. André Silvani da Silva Carneiro, em favor de Rodrigo Alves de Gouveia,
apontando como autoridade coatora o Exmo. Sr. Juiz de Direito da 3ª Vara de Entorpecentes da Capital/PE, juízo perante o qual o paciente
responde à ação penal tombada sob o NPU 0176778-51.2012.8.17.0001.
Na inicial de fls. 02/25, o impetrante narra inicialmente que o paciente respondeu à ação penal acima indicada, na qual foi condenado à pena
de seis anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, pela prática dos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes e posse
de arma de fogo.
O impetrante afirma que foi concedido ao paciente o direito de responder ao processo em liberdade, motivo pelo qual o presente writ tem caráter
preventivo.
Entretanto, em síntese, argumenta que existe ilegalidade no que tange ao local onde o paciente irá cumprir a pena que lhe foi imposta, inclusive
com grave e inequívoca violação dos direitos e garantias fundamentais.
Na referida inicial, o impetrante traz notícias quanto à realidade do sistema penitenciário brasileiro, no que se refere à superlotação e ausência
de condições mínimas de respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, bem como aduz que novas tecnologias poderiam ser utilizadas
para auxiliar a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão ao referido paciente.
Ao final, afirma que, entendendo válida a sentença que condenou o paciente a sete anos de reclusão em regime fechado, mas tendo em vista
que o cárcere oferecido pelo Estado é notoriamente violador de direitos e garantias fundamentais, o local adequado para a o cumprimento da
medida restritiva seria a residência do paciente com a simultânea aplicação de medidas diversas da prisão. Ressalta que não seria o caso de
prisão domiciliar, cujas hipóteses estão gravadas na legislação, mas de "alternativa locacional à prisão materialmente ilegal".
a) Realização de exame criminológico do paciente por meio de equipe multidisciplinar, a fim de viabilizar a realização e execução de plano
individual de atendimento àquele, para ao final indicar as alternativas disponíveis junto ao poder público para implementação de medidas
adequadas ao paciente;
b) Disponibilização pelo Estado de monitoração eletrônica para assegurar o controle sobre atividades que venham a ser estabelecidas pelo juízo;
c) Cumprimento da medida em residência diversa e afastada do local em que se deu o fato, vedação de uso de aparelhos de comunicação de
qualquer natureza, implementação de monitoramento eletrônico;
É o relatório.
Como se sabe, o habeas corpus tem como objetivo a proteção à liberdade de locomoção, subtraída ou ameaçada por ilegalidade ou abuso de
poder.
Na hipótese, da leitura da exordial do mandamus, extrai-se que, na verdade, o impetrante questiona o sistema carcerário brasileiro de maneira
geral, apontando tal problemática como o cerne da questão a ser debatida por esta Corte de Justiça.
Ocorre que tal tema é extremamente controvertido e complexo, de modo que não pode ser analisado e sequer esgotado na via estreita do
habeas corpus, ação de rito célere e por meio do qual é possível discutir ilegalidades patentes e inquestionáveis acerca da prisão do paciente. Na
verdade, o debate pretendido pelo referido impetrante deve ocorrer no âmbito das discussões concernentes às políticas públicas, onde poderão
ser amplamente analisadas e revistas as condições em que se encontram os estabelecimentos prisionais no nosso país.
Frise-se, por fim, que o impetrante sequer individualiza a situação do paciente, restringindo-se, como dito, a apontar as mazelas do sistema
penitenciário brasileiro.
Desta feita, tendo em vista todo o exposto, verifica-se não se tratar de hipótese de cabimento da ação mandamental, razão pela, com fulcro nos
fundamentos aqui alinhados, e com apoio no art. 74, VIII, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Pernambuco1, nego seguimento ao
presente habeas corpus.
Publique-se. Intime-se
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DECISÃO TERMINATIVA
Os Advogados Flávio Júnior do Nascimento e José Rodrigues Chaves Júnior interpuseram o presente habeas corpus, com pedido de medida
liminar, em favor de Alexsandro Lima dos Santos, Jefferson Pinto dos Santos e Pedro Dantas dos Santos.
Os Impetrantes apontam como Autoridade coatora a Exma. Sra. Juíza de Direito da 2ª Vara Criminal da comarca de Camaragibe/PE, juízo no qual,
segundo informam, foi decretada a prisão preventiva dos Pacientes, nos autos do procedimento tombado sob o NPU 0000881-71.2016.8.17.0420.
Na inicial de fls. 02/11, em síntese, os Causídicos relatam que os Pacientes não cometeram os crimes que lhes são imputados (tráfico ilícito de
entorpecentes e associação para o tráfico), e, em razão disso, sustentam que não estão presentes os pressupostos da prisão preventiva, uma
vez que não existem indícios de autoria em relação aos Pacientes.
Alegam ainda que, caso os Pacientes aguardem o trâmite processual em liberdade, não haverá riscos à ordem pública. A este argumento,
acrescentam que, segundo já decidiu o Supremo Tribunal Federal, a gravidade do crime cometido não pode ser utilizada como fundamento da
decretação da segregação cautelar.
Com esses argumentos, pedem a concessão liminar do habeas corpus, para que os Pacientes possam aguardar o trâmite processual em
liberdade, expedindo-se os competentes alvarás de soltura em favor destes.
O pleito liminar restou indeferido por meio da decisão interlocutória de fls. 60/62, através da qual também foram solicitadas as informações de
praxe, que foram prestadas e encontram-se acostadas às fls. 70/71 destes autos.
É o relatório.
No ofício de fls. 70/71, a Magistrada Processante relata que, no dia 28/03/2016, a prisão dos Pacientes foi revogada, sendo expedido alvará
de soltura em favor destes.
Diante disso, resta prejudicado o pleito formulado no presente writ, nos termos do artigo 659 da Lei Processual Penal Codificada, que preceitua:
"Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou a coação ilegal, julgará prejudicado o pedido".
Por todo o exposto, consoante o disposto no art. 74, VIII, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Pernambuco1, julgo o presente pedido
de habeas corpus prejudicado, em virtude da perda superveniente do objeto.
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Publique-se.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado pela defensora pública Eloísa Helena de Oliveira S. Rodrigues, em favor de
Renilton Brune da Silva, no qual é apontado como autoridade coatora o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca - PE (proc. nº.
1405-79.2014.8.17.0730).
A impetrante relata que o paciente se encontra preso desde '226/05/20147/03/2015' no bojo dos autos do processo nº. 1405-79.2014.8.17.0730,
sendo que, segundo afirma, a instrução processual ainda não se iniciou, restando configurado verdadeiro constrangimento ilegal por excesso
de prazo.
Registra que a Defensoria Pública formulou pedido de concessão de liberdade provisória em 02/02/2016, mas até a data de impetração desta
medida a pretensão não foi analisada, valendo alertar que em 04/02/2016 o Juízo a quo determinou a remessa dos autos ao Parquet, para que
se manifestasse acerca do pleito defensivo, e a ordem ainda não foi cumprida.
Requer, então, em sede de liminar e depois no mérito, a concessão da ordem, revogando a preventiva.
Juntou apenas uma cópia de Consulta Processual Unificada.
DECIDO.
Registro, de início, que, embora alegue a ocorrência de constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa, a impetrante sequer
informou, corretamente, a data da prisão em flagrante, consignando apenas que a mesma teria ocorrido em '226/05/20147/03/2015', dado que
nada diz.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Ainda assim, não tendo a impetrante se desincumbido do ônus que lhe competia, em consulta ao Sistema Judwin, verifiquei apenas, na decisão
que converteu a medida, que a autoridade policial da Delegacia de Porto de Ipojuca comunicou a prisão em flagrante do ora paciente em
25/05/2014, por suposta infração ao art. 33 da Lei nº. 11.343/06.
Pois bem.
A concessão de liminar em habeas corpus, construção doutrinária e pretoriana a despeito da ausência de previsão legal, é medida que se justifica
em hipótese de flagrante ilegalidade, desde que demonstrados os requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora.
In casu, não vislumbro, num exame prefacial de todo o exposto, a verossimilhança da alegação do constrangimento ilegal apontado, até porque
quase nada foi informado ou provado com relação ao que se alega.
Evidencia-se a necessidade de um exame mais detalhado dos elementos de convicção a ser carreado aos autos, o que ocorrerá por ocasião do
julgamento definitivo, após os necessários esclarecimentos que poderão ser prestados pelo Juízo a quo.
Com as ponderações postas, nego o pedido de liminar.
Publique-se.
Oficie-se à autoridade coatora solicitando o envio, com a maior urgência possível, de informações pormenorizadas necessárias ao deslinde da
causa.
Com as informações, remetam-se os autos à Douta Procuradoria Geral de Justiça para emissão de parecer.
Recife, 13 de abril de 2016.
DESPACHOS E DECISÕES
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta Diretoria Criminal os seguintes feitos:
DESPACHO
Defiro o requerimento formulado na cota de fl. 119. Expeça-se ofício à Juíza de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Recife/PE, solicitando
cópia da mídia digital referente a audiência de instrução e julgamento realizada no dia 18/12/2014 (fl. 78), ou a transcrição dos referidos
depoimentos, com o fito de instruir o julgamento do presente apelo.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Tendo em vista que o pedido de informações solicitado através do Ofício 063/2016 foi lido/recebido pelo Magistrado da 1ª Vara de Execuções
Penais da Capital (fl. 21), em 09/03/2016 e até a presente data não foi respondido, reitere-se o referido expediente, para que no prazo de
quarenta e oito horas sejam prestadas as informações pormenorizadas, para instrução do presente writ, sob pena de serem tomadas as devidas
providências junto aos órgãos fiscalizadores deste Tribunal de Justiça.
Cumpra-se.
DESPACHO
Tendo em vista que o pedido de informações solicitado através do Ofício 077/2016 foi lido/recebido pela secretaria da 1ª Vara Criminal do Cabo/
PE (fl. 53), em 28/03/2016 e até a presente data não foi respondido, reitere-se o referido expediente, para que no prazo de quarenta e oito horas
sejam prestadas as informações pormenorizadas, para instrução do presente writ, sob pena de serem tomadas as devidas providências junto
aos órgãos fiscalizadores deste Tribunal de Justiça.
Cumpra-se.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Cuida-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto por Victor do Rêgo Barros de Oliveira. Na impetração, a Exma. Sra. Juíza
de Direito da 3ª Vara Criminal da comarca de Olinda/PE foi apontada como Autoridade Coatora.
Entretanto, na exordial do mandamus, inicialmente, o Impetrante indicou a pessoa de Linaldo Moreira de Souza Filho como Paciente e, mais à
frente, ao que parece de modo equivocado, a pessoa de Eliezer da Silva Souza.
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Em razão do aparente equívoco, foi proferido despacho (fl. 10) determinando a intimação do Impetrante para que esclarecesse quem, de fato, é
o Paciente. Assim, à fl. 16 encontra-se acostada petição, através da qual se depreende que o Paciente é Linaldo Moreira de Souza Filho.
Pois bem.
Segundo a inicial (fls. 02/03), o Paciente foi preso em flagrante delito no ano de 2014, por supostamente ter praticado o crime previsto
no artigo 33 da Lei 11.343/2006 (tráfico ilícito de entorpecentes) e está sendo processado nos autos da ação penal tombada sob o NPU
0008518-80.2014.8.17.0990.
O Impetrante afirma que, apesar de preso desde 2014, até o presente momento, o Paciente ainda não foi ouvido em juízo, em razão do que
sustenta que há excesso de prazo na instrução do feito.
Afirma também que o referido Paciente possui requisitos para responder ao Processo em liberdade.
Como sabido, a concessão de decisão liminar em habeas corpus é medida excepcionalíssima, a qual sequer tem previsão legal, sendo criação
da doutrina e jurisprudência pátrias como forma de coibir ilegalidades patentes e inquestionáveis, nos casos em que restem plenamente
demonstradas a plausibilidade do direito pleiteado e a probabilidade de lesão grave irreparável ou de difícil reparação, o que não ocorreu no
caso em tela.
In casu, inicialmente, faz-se oportuno esclarecer que é pacífico o entendimento de que o excesso de prazo na marcha processual deve ser aferido
dentro dos limites da razoabilidade, considerando as peculiaridades do caso concreto, com as possíveis circunstâncias que venham a retardar a
instrução criminal. Desta forma, tendo em vista que o Impetrante não juntou qualquer documento ao presente writ, julgo necessário aguardar as
informações da autoridade apontada coatora, a qual poderá fornecer mais detalhes acerca do andamento processual.
Pelo mesmo motivo, não há como analisar a plausibilidade das alegações ventiladas no mandamus quanto à necessidade ou não do
encarceramento cautelar do Paciente.
Sendo assim, não demonstrada a inequívoca e patente ilegalidade, não se pode ter como presente de forma segura, ao menos no primeiro
exame, a fumaça do bom direito e o perigo na demora, requisitos os quais são indispensáveis para a concessão de liminar em sede de habeas
corpus. Assim considerado, indefiro a liminar requerida.
Solicitem-se à autoridade indicada como coatora, se possível via fax e com urgência, informações pormenorizadas sobre as alegações constantes
na inicial do presente mandamus, remetendo inclusive cópias de documentos processuais que entenda imprescindíveis ao melhor esclarecimento
do caso em apreço.
Em seguida, encaminhem-se os autos à Procuradoria de Justiça Criminal, para análise e parecer. Devolvidos, voltem-me conclusos de imediato.
Publique-se.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
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Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por José Augusto Branco e OUTRO, em favor de Constantino Cavalcanti de Souza
Leão, no qual é apontado como autoridade coatora o Juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Recife - PE (proc. nº. 90962-67.2013.8.17.0001).
Os impetrantes asseveram que deve ser cassada decisão prolatada no juízo de origem, que admitiu a desistência de ouvida das supostas vítimas
(fls. 13), determinando-se a inquirição delas, em observância ao que determina a lei processual penal.
Pretendem, em sede de liminar, a imediata suspensão do andamento do feito, até porque já existe audiência designada para o dia 24/08/2016.
Informam que o paciente foi denunciado pelo Ministério Público e na peça acusatória foi requerida a oitiva das supostas vítimas, Vydia e Anita,
sendo que, posteriormente, após a defesa postular pela efetiva realização do ato, o Parquet desistiu do pedido que havia formulado, o que foi
acatado pela autoridade ora apontada como coatora.
Defendem que o art. 401 do Código de Processo Penal não permite a desistência de oitiva do ofendido, mas tão somente das testemunhas
arroladas. Citam também o art. 201 da Lei Processual Penal.
Argumentam, inclusive, que, na hipótese em apreço, nem o Ministério Público nem o Juízo a quo explicitaram os motivos para a desistência.
Ao final, reiteram o pedido de cassação da decisão de fls. 13, para que seja determinada a oitiva das supostas vítimas, devendo, com isso, ser
suspenso o andamento do processo, até porque já há audiência designada para o dia 24/08/2016.
Juntaram os documentos de fls. 08/14.
DECIDO.
Conforme relatado, pretendem os impetrantes a cassação de decisão prolatada pelo Juízo a quo, para que seja determinada a oitiva das supostas
vítimas do fato apurado, devendo, com isso, ser suspenso o andamento do processo, até porque já há audiência designada para o dia 24/08/2016.
Imperioso ressaltar, de início, que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça não admitem mais a utilização do habeas corpus
como sucedâneo do meio processual adequado, seja o recurso, seja a revisão criminal, salvo em situações excepcionais, nas quais se analisa,
com a devida atenção e caso a caso, a existência de coação manifesta à liberdade de locomoção (HC 336.606/RS, Rel. Ministro SEBASTIÃO
REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 17/03/2016, DJe 31/03/2016).
Esta não parece ser a hipótese dos autos, mesmo porque nada foi pontuado com relação à liberdade de locomoção do paciente. Deixo, contudo,
a análise desse aspecto para momento posterior.
Quanto ao pedido de imediata suspensão do andamento do feito, tenho que a concessão de liminar em habeas corpus, construção doutrinária
e pretoriana a despeito da ausência de previsão legal, é medida que se justifica em hipótese de flagrante ilegalidade, desde que demonstrados
os requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora.
Com relação à questão abordada na presente medida - suposta obrigatoriedade de oitiva das vítimas, adianto que verifiquei em julgado da Corte
Superior Tribunal de Justiça posicionamento no sentido de que, na verdade, nos termos do artigo 201 do Código de Processo Penal, embora
recomendável, a oitiva das vítimas não é imprescindível para a validade da ação penal, especialmente quando arrolada apenas pela própria
parte que desistiu do ato. Na ocasião, restou decidido que se a vítima foi arrolada para depor apenas pelo Ministério Público, a sua dispensa
não depende da concordância do réu.
Senão vejamos:
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO (ARTIGO 121, § 2º, INCISOS II E IV, DO CÓDIGO
PENAL).
VÍTIMA QUE NÃO COMPARECEU AO JULGAMENTO EM PLENÁRIO. APRESENTAÇÃO DE JUSTIFICATIVA PLAUSÍVEL. DISPENSA PELO
MINISTÉRIO PÚBLICO. DISCORDÂNCIA DA DEFESA. IRRELEVÂNCIA. OFENDIDO ARROLADO APENAS PELO ÓRGÃO ACUSATÓRIO.
INVIABILIDADE DE RECONHECIMENTO DE EIVA COM A QUAL CONCORREU A PARTE. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 565 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. DESPROVIMENTO DO RECLAMO. 1. De acordo com o artigo
201 do Código de Processo Penal, depreende-se que a oitiva da vítima, embora recomendável, não é imprescindível para a validade da ação
penal. 2. Na hipótese dos autos, apenas o Ministério Público arrolou a vítima para ser ouvida em plenário, não tendo esta comparecido à sessão
de julgamento em razão de estar residindo no exterior, o que fez com que o órgão acusatório desistisse de sua inquirição, com o que concordou
o assistente de acusação. 3. A vítima foi arrolada para depor apenas pelo Ministério Público, o que revela que a sua dispensa não depende da
concordância do réu, consoante já decidiu esta Corte Superior de Justiça. Precedente. 4. Não tendo a defesa indicado a vítima para ser ouvida
em plenário, não pode agora alegar que a sua presença seria essencial para o deslinde da controvérsia, e que não a teria arrolado porque o
Ministério Público já o teria feito. Incidência da norma contida no artigo 565 do Código de Processo Penal. 5. Recurso improvido. (RHC 47.452/
PE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 05/08/2014, DJe 14/08/2014)
Não vislumbro, pois, num exame prefacial de todo o exposto, a verossimilhança da alegação do constrangimento ilegal apontado.
Evidencia-se a necessidade de um exame mais detalhado dos elementos de convicção a ser carreado aos autos, o que ocorrerá por ocasião do
julgamento definitivo, após os necessários esclarecimentos que poderão ser prestados pelo Juízo a quo.
Com as ponderações postas, nego o pedido de liminar.
Publique-se.
Oficie-se à autoridade coatora solicitando o envio, com a maior urgência possível, de informações pormenorizadas necessárias ao deslinde da
causa.
Com as informações, remetam-se os autos à Douta Procuradoria Geral de Justiça para emissão de parecer.
Recife, 14 de abril de 2016.
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3ª Câmara Criminal
PAUTA DE JULGAMENTO
Pauta de Julgamento da Sessão Ordinária da 3ª Câmara Criminal convocada para o dia 20 de abril de 2016, às 09:00 horas na sala de Sessões
do Segundo andar.
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DESPACHOS e DECISÕES
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO
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DECISÃO TERMINATIVA
O Defensor Público Danilo Caetano Silveira Torres impetrou pedido de ordem de Habeas Corpus, com pretensão liminar em favor de Fernando
Pereira de Lima, qualificado à fl. 02 dos autos, apontando como autoridade coatora o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal de Violência Doméstica
e Familiar contra a Mulher da Comarca de Recife.
De acordo com o postulante da inicial mandamental, o paciente está sofrendo constrangimento ilegal, que diz ser verificado nos autos do processo
crime nº 0088680-22.2014.8.17.0001, alega inexistência de qualquer das hipóteses autorizadoras da prisão preventiva, que a conduta tipificada
no art.129, §9º do Código Penal, exige a representação do ofendido, pois, trata-se de ação pública condicionada à representação e que o juízo
a quo ignorou essa condição, e que poderia ter suspendido o processo mediante condições menos drásticas que a prisão, de acordo com o art.
22 da lei 11.340/06, pugna que seja expedido o competente Alvará de Soltura, a fim de que o paciente seja imediatamente liberto. (fls. 02/07).
Destaca ainda, que o paciente é primário e pobre na forma da lei, não podendo pagar fiança, por essa razão, não pagou a fiança arbitrada pela
autoridade policial, estando preso até o atual momento por não ter como pagar pela sua liberdade. (fls. 02/07).
Às fls. 25/25verso, determinei a intimação do defensor Público para que juntasse a cópia da decisão hostilizada, sob pena de indeferimento in
limine do pedido mandamental.
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A Defensoria Pública à fl. 33, informa que o paciente se encontra solto desde 11/06/2015, em consulta ao sistema de acompanhamento processual
deste Tribunal de Justiça - Judwin 1º Grau, verifico que de fato, a Juíza da 1ª Vara Criminal de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher,
relaxou a prisão de Fernando Pereira de Lima. Decisão proferida em 11/06/2015, posterior a data da autuação do presente writ, cujo teor transcrevo
abaixo:
Processo nº 0088680-22.2014.8.17.0001
RELAXAMENTO DE PRISÃO
DECIDO:
1. Observo que o acusado encontra-se preso desde o dia 11 de dezembro de 2015, ou seja, há de 06 (seis) meses. Portanto, considerando o
disposto no art. 531 do CPP, verifico que a manutenção da prisão cautelar do réu constitui-se em manifesta ilegalidade. Posto isso, acolho o
parecer do Órgão Ministerial e, em consequência, relaxo a prisão de FERNANDO PEREIRA DE LIMA.
2. Expeça-se alvará de soltura, para que o réu seja imediatamente posto em liberdade, salvo se por outro motivo deva permanecer preso, devendo
comparecer à secretaria desta Vara Especializada para informar seu endereço atualizado no primeiro dia útil após a sua soltura.
3. Intime-se pessoalmente a vítima, especialmente quanto à saída do acusado da prisão, por quaisquer meios de comunicação, nos termos do
enunciado nº 9 do I FONAVID1, e também o Ministério Público do inteiro teor desta decisão.
Cuido que, diante da informação de que o paciente já obteve o benefício, cessou a coação ilegal alardeada na peça de ingresso, restando,
portanto, prejudicado o pedido pela perda do seu objeto, conforme dispõe o art. 659, da Lei Adjetiva Penal.
Assim, julgo prejudicado o WRIT e, por conseguinte, extingo o processo, sem julgamento do mérito, a teor do artigo 74, VIII, do Regimento Interno
deste Tribunal.
Publique-se.
Intime-se.
Cumpra-se.
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EMBARGANTES JAILSON FERREIRA PAES, EVERSON DA SILVA MOURA e LEIDSON MONTEIRO DA SILVA
ADVOGADOS WALLACE DE ASSIS LUCENA BRAZ e JOSÉ DE ASSIS BRAZ
EMBARGADO TERCEIRA CÂMARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
RELATOR: DES. CLÁUDIO JEAN NOGUEIRA VIRGÍNIO
ÓRGÃO JULGADOR: TERCEIRA CÂMARA CRIMINAL
DECISÃO TERMINATIVA
Cuida-se de embargos de nulidade opostos em favor de Jailson Ferreira Paes, Everson da Silva Moura e Leidson Monteiro da Silva, em face
do Acórdão prolatado nos autos do Habeas Corpus nº. 0010296-14.2015.8.17.0000 (0397090-5), impetrado pelos advogados Wallace de Assis
Lucena Braz e José de Assis Braz.
A defesa, inconformada, interpôs o presente recurso, consoante se vê às fls. 91/93, alegando nulidade no aresto, tendo em vista que, ao contrário
do que lá foi sustentado, o fato de o recebimento da denúncia ter ocorrido 05 (cinco) meses após a prisão dos embargantes, ferindo o art. 46
do CPP, bem como a inexistência de prova técnica material que comprove o delito de tráfico de drogas a eles imputado, contaminam todo o
processo, causando-lhe nulidade.
Às fls. 100/107, a Procuradoria de Justiça em matéria criminal apresentou contrarrazões, pugnando, em preliminar, "pelo não conhecimento dos
presentes Embargos de Nulidade, por se tratar de recurso oposto caracterizando erro grosseiro". E, no mérito, pela sua rejeição, "confirmando-
se o acórdão vergastado no acórdão embargado, com a consequente certidão de trânsito em julgado da decisão".
Em seguida, vieram os autos conclusos.
É, em resumo, o relatório.
DECIDO.
Verifica-se, de logo, que o recurso interposto não deve ser conhecido por falta de previsão legal, senão vejamos.
Como é sabido, após a publicação do acórdão que denegou a ordem de Habeas Corpus, cabe à defesa interpor Recurso Ordinário e/ou Embargos
de Declaração.
Logrou, no presente caso, a defesa interpor Embargos de Nulidade, com fundamento no art. 609 do CPP, recurso esse incabível, a uma porque
visa o reexame de decisões não unânimes (o que não é o caso presente, conforme se vê no Termo de Julgamento de fl. 72); e a duas, porque
segundo a doutrina e a jurisprudência, tal recurso somente afigura-se cabível em caso de Recurso em Sentido Estrito ou Apelação.
Por outro lado, incabível a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, como pretende a defesa, tendo em vista que, consoante se manifestou a
procuradoria criminal em seu parecer às fls. 101/107, "o princípio da fungibilidade expõe que não havendo erro grosseiro ou má-fé na interpretação
de um recurso equivocado, e atendido o prazo limite do recurso que seria cabível, a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso
por outro. Dessa forma, para que haja a sua aplicação, é necessário que o prazo para o recurso correto não tenha sido extrapolado quando da
interposição da impugnação equivocada, e que haja dúvida plausível, não se aceitando o recurso que consubstancie equívoco grosseiro".
In casu, percebe-se que houve um erro grosseiro por parte da defesa em sua interposição, bem como que o recurso fora interposto fora do prazo
legalmente previsto para o recurso que seria o correto, o Ordinário, que é de 5 dias. A publicação do acórdão se deu em 22/09/2015 (terça-
feira), conforme se vê à fl. 86, considerando-se feita, nos termos do art. 4º, § 3º da Lei nº 11419/20061, no dia seguinte, qual seja, em 23/09/2016
(quarta-feira), iniciando-se sua contagem no dia 24/09/2015 (quinta-feira), ocorrendo o seu termo final no dia 28/09/2015 (segunda). Contudo,
a defesa apenas se manifestou no dia 07/10/2015 (fl. 91).
Diante disso, inexiste falar em aplicação ao princípio da fungibilidade, sendo medida acertada, em consonância com o parecer da procuradoria
criminal, o não conhecimento dos presentes Embargos de Nulidade.
Nesse diapasão, julgados do STJ:
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"PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO COM PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO MANIFESTADO CONTRA DECISÃO COLEGIADA. INVIABILIDADE.
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. INAPLICABILIDADE. INTEMPESTIVIDADE.
1. A jurisprudência desta Corte Superior está assentada no sentido da impossibilidade de se conhecer Petição com Pedido de reconsideração
manejado contra decisão colegiada, por se tratar de erro grosseiro.
2. Ademais, diante da intempestividade da presente manifestação, também se revela inviável a incidência do princípio da fungibilidade recursal
para fins de conhecimento deste pleito como novos Embargos de Declaração.
3. In casu, o acórdão impugnado foi considerado publicado em 10.10.2012, tendo-se findado o quinquídio legal em 15.10.2012.
Todavia, a petição foi protocolizada somente em 23.10.2012, fora do prazo legal estabelecido para os aclaratórios.
4. Pedido não conhecido."
(PET nos EDcl no AgRg no AREsp 182.607/AL, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/03/2013, DJe 20/03/2013)
Em razão do exposto, faltando requisito de admissibilidade aos presentes embargos, com fundamento no art. 74, VIII, do RITJPE2, nego
seguimento ao recurso, em consonância com o entendimento da procuradora criminal.
Publique-se. Intimem-se.
Após o trânsito em julgado desta decisão, arquivem-se.
Recife, 29 de março de 2016.
1 4o Os tribunais poderão criar Diário da Justiça eletrônico, disponibilizado em sítio da rede mundial de computadores, para publicação de atos
judiciais e administrativos próprios e dos órgãos a eles subordinados, bem como comunicações em geral.
§ 1o O sítio e o conteúdo das publicações de que trata este artigo deverão ser assinados digitalmente com base em certificado emitido por
Autoridade Certificadora credenciada na forma da lei específica.
§ 2o A publicação eletrônica na forma deste artigo substitui qualquer outro meio e publicação oficial, para quaisquer efeitos legais, à exceção
dos casos que, por lei, exigem intimação ou vista pessoal.
§ 3o Considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico.
§ 4o Os prazos processuais terão início no primeiro dia útil que seguir ao considerado como data da publicação.
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ED no HC nº 0397090-5
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Cláudio Jean Nogueira Virgínio
Terceira Câmara Criminal
Anjf
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DECISÃO TERMINATIVA
Matheus Vitorio Acioli Lins Carneiro foi denunciado pelo cometimento do delito capitulado no artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, c/c o artigo
14 da Lei nº 10.826, tudo c/c o artigo 69, do Código Penal (fls.02/04), em virtude de ter sido preso quando Policiais Militares, após denúncias,
o flagraram trazendo consigo 26 (vinte e seis) big big de maconha para fins comercialização, bem como portando uma arma de fogo do tipo
espingarda calibre 12, da marca Rossi, numeração de série T149508, com duas munições de idêntico calibre, de uso permitido, sem autorização
e em desacordo com determinação legal, fato este ocorrido, no dia 27 de dezembro de 2014, aproximadamente às 12h, na Rua dos Prazeres,
nas imediações do Hospital Pan de Areias, bairro de Areias, nesta cidade.
Concluída a instrução criminal, o Juiz de 1º Grau julgou procedente a denúncia apresentada pelo representante do Parquet, condenando o
acusado à pena de 03 (três) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, pela prática do delito previstos no artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/06 e à
pena de 02 (dois) anos de reclusão, pelo crime tipificado no artigo 14, caput, da Lei nº 10.826/03, afora o pagamento de multa estabelecida em
550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa, fixado o valor unitário do dia-multa em 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época do fato,
pelas duas infrações. Finalmente, face à regra do art. 69 do CPB (concurso material), a pena corporal de Matheus Vitorio Acioli Lins Carneiro
totalizou-se definitivamente em 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto, além da pena pecuniária
de 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa, conforme se vê da sentença proferida às fls. 197/201.
Devidamente intimado, em 19/11/2015, o réu Matheus Vitorio Acioli Lins Carneiro, manifestou o desejo de não recorrer (fls. 220), tendo a
Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, que acompanhou a defesa do acusado durante toda a instrução criminal, depois de pessoalmente
intimada da referida sentença condenatória, no dia 07/11/2016, através da petição de fls. 224, datada de 20/01/2016, interposto recurso
de apelação, pugnando para que os autos fossem remetidos ao Egrégio Tribunal de Justiça para apresentação das razões recursais, em
conformidade com o art. 600 do Código de Processo Penal.
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Finalmente, no dia 22/03/2016, a nobre representante da Defensoria Pública apresentou razões recursais apócrifas (fls. 240/248), onde postula a
absolvição do apelante, nos termos do artigo 386, VII, do Código de Processo Penal, pugnando, subsidiariamente, pela redução da pena definitiva,
com a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, no percentual de 2/3(dois terços) e não em 1/3(um terço), como
realizado na sentença a quo, e a consequente modificação do regime inicial de cumprimento de pena para o semiaberto.
Contrarrazões ministeriais às fls. 231/254, rechaçando as alegações escandidas no recurso apelatório, pugnando pela mantença integral da
sentença recorrida.
Nesta instância recursal, a douta Procuradoria de Justiça, através da manifestação de fls. 258/260, da lavra Dra. Laíse Tarcila Rosa de Queiroz,
opinou pelo não provimento do apelo.
É o Relatório. Decido.
Perlustrando os autos, verifica-se que da apelação interposta pela Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, em prol do acusado Matheus
Vitorio Acioli Lins Carneiro, aqui tratada, não se pode conhecer, visto que interposta extemporaneamente, faltando-lhe, por conseguinte, condição
de admissibilidade.
Com efeito, o prazo para a interposição do recurso apelatório é de 05 (cinco) dias, a teor do preceituado no artigo 593, caput, do Código de
Processo Penal, iniciando-se a respectiva contagem no dia imediato à última intimação, à luz do estatuído na alínea "a" e "c" do § 5º do art. 798
do Código de Processo Penal, combinado com art. 5º, § 5º, da Lei 1.060/1950 e art. 128, inciso I, da Lei Complementar Federal nº 80/1994, que
estipulam o prazo em dobro para a Defensoria Pública recorrer.
Na presente hipótese, a sentença condenatória foi prolatada em 28 de outubro de 2015 (fls. 201), a intimação pessoal do acusado procedeu-se
na data de 19 de novembro de 2015 (fls. 220), tendo o Ministério Público tomado ciência da sentença, em 15 de dezembro de 2015 (fls.218verso).
Por último, a Defensoria Pública teve vista dos autos, no dia 06 de janeiro de 2016, com a aposição do seu "Ciente da Sentença" em 07 de
janeiro de 2016 (quinta-feira -fls. 223verso).
Assim, o dies a quo na contagem do prazo recursal, na hipótese, foi em 08 de janeiro de 2016 (sexta-feira), tendo o quinquídio, encerrado-se,
ainda que dispondo do referido prazo em dobro para recorrer da Defensoria Pública, impreterivelmente, em 18 de janeiro de 2016 (segunda-feira).
Todavia, somente em 20 de janeiro de 2016 (quarta-feira), ou seja, 02 (dois) dias após o término do prazo para interposição do recurso de
apelação, fora protocolada a referida petição, o que demonstra, repito, sua flagrante intempestividade.
"RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. APELAÇÃO INTEMPESTIVA. DEFENSORIA PÚBLICA NÃO CONHECIMENTO. 1- O prazo para
interposição da apelação pela Defensoria Pública é de 10 dias, conforme previsão do art. 593, CPP combinado com art. 5º, § 5º, da Lei 1.060/1950,
que prevê o prazo em dobro para recorrer - 10 (dez) dias. 2 - Ocorre que, a Defensoria Pública teve vista dos autos em 03/07/2014, só veio
protocolar o recurso de apelação em 01/08/2014, ou seja, em prazo muito superior ao contido nos dispositivos citados anteriormente. 3 - Conclui-
se, portanto, que o apelo apresentado é manifestamente intempestivo. 4 - Consequentemente, sendo a tempestividade pressuposto recursal
extrínseco, não há outro caminho senão o seu não conhecimento do recurso, como acertadamente concluiu o magistrado de origem".(Recurso
em Sentido Estrito 417498-9 0015685-77.2015.8.17.0000, Relator Des. Antônio Carlos Alves da Silva, 2ª Câmara Criminal do TJPE, julgado em
27/01/2016).
Isto posto, nego seguimento ao recurso em face de sua manifesta intempestividade, a teor do artigo 74, inciso VIII, do Regimento Interno deste
Tribunal.
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Cuida-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco, apontando como
autoridade coatora o Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca do Ipojuca, em virtude de alegada ofensa a direito líquido e certo seu, havida
no âmbito do Inquérito Policial nº. 0000046-65.2012.8.17.0730.
Narra a inicial que, no bojo do inquérito policial acima, instaurado para apuração do crime de tentativa de homicídio (art. 121 c/c art. 14, inciso
II, ambos do Código Penal), o Ministério Público requereu a devolução dos autos à autoridade policial, para juntada do relatório circunstanciado
(apreensão ou não de armas no endereço indicado) referente ao mandado de busca e apreensão expedido em face de Elizian Maria Silva de
Jesus, considerando que tal diligência se mostrava imprescindível para o esclarecimento do crime e a formação da opinio delicti do Parquet.
Afirma que a autoridade apontada como coatora indeferiu tal pedido, ao argumento de que o Ministério Público tem o poder de requisição em
geral, e determinou o arquivamento temporário do procedimento policial, até que o Ministério Público ofereça denúncia, proponha o arquivamento
ou que se verifique eventual extinção de punibilidade.
Alega o impetrante que o ato impugnado configura-se em verdadeiro atropelamento de procedimento e decisão tumultuária do processo,
ofendendo direito líquido e certo do Ministério Público, amparado no art. 129, inciso VIII, da Constituição Federal, e no art. 16 do Código
de Processo Penal, de requisitar ao juiz o retorno do procedimento policial à delegacia responsável, para a realização de novas diligências,
imprescindíveis ao oferecimento da denúncia.
Sustenta, ainda, que, em sendo caso de arquivamento, cabe exclusivamente ao Ministério Público propô-lo à autoridade judicial, a qual poderá
ou não acatar o requerimento ministerial, nos termos do art. 28 do CPP.
Aduz que inexiste qualquer previsão legal a permitir que o juiz possa deliberar, sem o prévio requerimento do Ministério Público, titular da opinio
delicti, sobre o arquivamento do procedimento policial, ainda que temporário.
Pede, inicialmente, a distribuição por dependência do presente writ, pois recentemente este Tribunal de Justiça deferiu liminar nos autos do
Mandado de Segurança nº 0420593-4, suspendendo os efeitos de idêntica decisão, proferida pela mesma autoridade coatora. Fundamenta tal
pedido em razões de economia processual e de duração razoável dos processos, bem como na necessidade de se evitarem decisões conflitantes
para atos coatores de mesmo teor, comprometendo-se, assim, a segurança jurídica.
Liminarmente, pugna pela suspensão imediata do ato jurisdicional atacado, determinando-se a baixa do inquérito policial para realização das
diligências requeridas pelo Ministério Público.
No mérito, pede a decretação de nulidade do ato coator.
A inicial veio instruída com os documentos de fls. 23/71.
Tudo visto e examinado, DECIDO.
De início, tenho que o pedido de distribuição por dependência não merece prosperar.
Menciona a exordial a decisão que concedeu liminar no Mandado de Segurança nº 0420593-4, proferida pela Juíza Convocada Sandra de Arruda
Beltrão Prado, em caso semelhante ao narrado nos presentes autos.
Ocorre que, segundo consulta ao Judwin - 2º Grau, o Impetrante ajuizou diversos mandados de segurança contra atos do Juiz da Vara Criminal da
Comarca do Ipojuca, os quais foram distribuídos a relatores diversos, que se pronunciaram de forma diferente em relação aos pedidos de liminar.
Em casos similares ao destes autos, isto é, versando sobre indeferimento de pedido de diligências formulado pelo Ministério Público, seguido de
arquivamento provisório do inquérito, servem de exemplo as decisões proferidas nos seguintes feitos:
* MS 0430541-3, da relatoria do Des. Antônio Carlos Alves da Silva: indeferimento liminar do mandado de segurança, por manifesta improcedência
do pedido;
* MS 0430602-1, da relatoria do Des. Odilon Oliveira Neto: indeferimento do pedido de liminar;
* MS 0423310-7, da relatoria do Des. Evandro Magalhães Melo: concessão da liminar, para suspender o ato impugnado.
Assim, diante da existência de provimentos judiciais diversos, a redistribuição por dependência a um órgão julgador que deu ao Impetrante
decisão favorável em caso semelhante significaria um direcionamento gravemente ofensivo ao princípio do juiz natural.
Por outro lado, consoante o art. 67-B do Regimento Interno deste Tribunal de Justiça1, a prevenção ocorre em face de pedidos e recursos
referentes ao mesmo processo originário, o que não é a hipótese dos autos.
Desse modo, não há que se falar em redistribuição por dependência.
Passo, então, a apreciar o pedido de liminar.
Como se sabe, o mandado de segurança é remédio constitucional destinado a proteger direito líquido e certo não amparado por habeas corpus
ou habeas data (art. 5º, LXIX, CF).
Por sua vez, a concessão de medida liminar no referido mandamus reclama, por certo, a demonstração inequívoca dos requisitos cumulativos
próprios das medidas cautelares, quais sejam, o fumus boni iuris e o periculum in mora.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Da análise preliminar dos autos, não identifico motivos bastantes ao deferimento da liminar inaudita altera parte, uma vez que os argumentos
aventados pelo Impetrante não se afiguram suficientes para justificar, num ato de cognição sumária, a concessão da medida excepcional pleiteada,
visto que não evidenciam, de plano, o ato ilegal ou abusivo contra ele praticado ou, ainda, razões concretas que confirmem o perigo na eventual
demora no julgamento do presente writ, mesmo porque, em se tratando de apuração de homicídio tentado, não há risco iminente de prescrição
da pretensão punitiva.
Ademais, considero que a apreciação do pedido de liminar adentra no mérito do mandamus, mostrando-se prudente aguardar a ouvida da
autoridade indicada coatora e a manifestação da Procuradoria de Justiça, com consequente submissão da matéria ao órgão colegiado.
Com esses fundamentos, indefiro a liminar pleiteada.
Notifique-se a autoridade apontada como coatora para que preste, no prazo de 10 (dez) dias, as informações que entender necessárias, a teor
do inciso I do art. 7º da Lei 12.016/2009.
Com essas nos autos, dê-se vista à Procuradoria de Justiça em Matéria Criminal, para apresentação de parecer.
Após, venham-me conclusos para julgamento.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 6 de abril de 2016.
1 Art. 67-B. A distribuição de mandado de segurança, de habeas corpus, de reexame necessário, de medidas cautelares e de recurso pendente
torna preventa a competência do relator para todos os recursos e pedidos posteriores, tanto na ação quanto na execução referente ao mesmo
processo; a distribuição do inquérito, bem como a realizada para efeito de concessão de fiança ou decretação de prisão preventiva ou de qualquer
diligência anterior à denúncia ou queixa, prevenirá a da ação penal, com a devida compensação em todos os casos.
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Diogo Henrique Santiago de Souza impetra, em seu favor, o presente Habeas Corpus, com pedido de liminar, indicando como autoridade coatora
o Juiz de Direito da 3ª Vara Criminal de Olinda (processo nº 0014108-72.2013.8.17.0990).
Extrai-se da exordial, de fls. 02/07, que o Impetrante/Paciente foi condenado à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, a ser
cumprida inicialmente em regime semiaberto, pela prática do crime tipificado no art. 157 do Código Penal.
Consta dos autos, ainda, que o Impetrante/Paciente encontra-se preso em regime fechado e está sofrendo constrangimento ilegal em face do
excesso de prazo para expedição da carta de guia de recolhimento.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Diante disso, requer, liminarmente, a expedição do competente alvará de soltura em seu favor.
A exordial veio instruída com os documentos de fls. 08/13.
Tudo visto e examinado, DECIDO.
Desprovida de previsão legal específica, a liminar em sede de habeas corpus, admitida pela doutrina e jurisprudência pátrias, reclama, por certo,
a demonstração inequívoca dos requisitos cumulativos das medidas cautelares, quais sejam, o periculum in mora e o fumus boni iuris.
Da análise dos autos, verifico que os argumentos aventados pelo Impetrante/Paciente não se afiguram suficientemente sólidos para justificar, num
ato de cognição sumária, a concessão da medida excepcional pleiteada, posto que não evidenciam, de plano, a ameaça de constrangimento ilegal.
Ademais, considero que a apreciação do pedido liminar incidirá, necessariamente, em matéria de mérito do mandamus, o que sobrepõe a
apreciação do objeto de pedir ao colegiado, após regular procedimento do writ, com a ouvida da autoridade indicada coatora e a manifestação
do Ministério Público.
Com esses fundamentos, nego a liminar pleiteada.
Requisitem-se informações à autoridade dita coatora e, com essas nos autos, dê-se vista à douta Procuradoria de Justiça em Matéria Criminal,
para apresentação de parecer.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 07 de abril de 2016.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado por Hellyson Alves Antunes de Oliveira e Luiz Augusto de Paula Ribeiro Pessôa em favor de
Jonathan Williams Sena Neves, que foi apreendido e autuado em flagrante pela suposta prática do ato infracional correspondente a roubo
qualificado nos termos do art. 157, § 2º, I e II do Código Penal.
Os impetrantes afirmam que o paciente vem sofrendo constrangimento ilegal, por continuar na unidade de internação, apesar da procuradoria
ter opinado pela desinternação do adolescente, bem como parecer psicossocial elaborado pela equipe multidisciplinar da FUNASE, ter indicado
como medida aconselhável a aplicação da medida socioeducativa de semiliberdade.
Sob tal perspectiva, requer a concessão liminar da ordem de habeas corpus e consequente expedição do alvará de soltura em favor da paciente.
É o relatório.
Decido.
Como medida extraordinária que é, a concessão de liminar não possui previsão legal específica, sendo, contudo, admitida pela doutrina e
jurisprudência pátrias, desde que a relevância da fundamentação aduzida na inicial e o perigo da demora estejam demonstrados de forma clara
e evidente, o que não é o caso dos autos.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
De fato, sem ouvir a autoridade coatora, em regra, torna-se difícil a apreciação da liminar.
Na hipótese em debate, mais ainda, em face da documentação acostada, não é possível concluir pelo constrangimento ilegal, sendo necessário
analisar as peculiaridades do caso.
Além do mais, pode a aludida autoridade trazer aos autos informações que não foram colacionadas pelos Impetrantes.
Dito isto, por não constatar, de plano, a presença dos elementos autorizadores da medida pleiteada, INDEFIRO a liminar.
Oficie-se à autoridade apontada como coatora, para que preste, no prazo de 72h (setenta e duas horas), as informações necessárias à instrução
do writ, acompanhada da petição inicial.
Com a resposta do juízo, deverá este colacionar os documentos que entender necessários para o julgamento do remédio heroico.
Após, remetam-se os autos à Procuradoria de Justiça Criminal para oferecimento de parecer.
Publique-se.
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HC nº 0428661-9 (CM)
DESPACHO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Feitos os esclarecimentos quanto aos poderes do mandato às fls. 196/197 pelos advogados constituídos pelo ora apelante, aprecio o petitório de
fls. 189/190, no qual a defesa requer a juntada da mídia digital de gravação da audiência realizada no dia 26 de fevereiro de 2015 (fls. 131/132)
e restituição do prazo para apresentação das razões recursais.
Compulsando os autos, verifico que a audiência referida foi gravada em ambiente eletrônico com imagens disponíveis através do sistema JudWin/
TJPE, cujo acesso pode ser feito no próprio sítio eletrônico do TJPE através de certificação digital.
Muito embora seja de responsabilidade das partes providenciarem a Certificação Digital de que trata a Lei 11.419/2006, especialmente em seus
artigos 1º e 2º, tenho que na hipótese é possível aplicar o art. 3º, §2º do Provimento nº 10/08 da Corregedoria Geral de Justiça do TJPE, o qual
dispõe in verbis que:
§ 2º. É facultado às partes requerer, a qualquer momento, que a secretaria do Juízo faça cópia digital dos registros fonográficos ou audiovisuais
de audiências, apresentando o indispensável CDROM junto com o requerimento, respeitada a vedação de divulgação constante do artigo 2º,
VI deste Provimento.
Assim, determino que a Diretoria Criminal, após o recebimento do CDROM pelo ora apelante, providencie as gravações dos vídeos e juntada
aos autos conforme requerido.
Cumpridas a diligência acima, intime-se a defesa do sentenciado para, no prazo de 8 (oito) dias, na forma do artigo 600, caput, do Código de
Processo Penal, oferecer razões recursais, advertindo-o que, acaso silente, deixando transcorrer in albis o prazo para apresentação da peça de
defesa, sem qualquer justificativa a este juízo, configurado estará o abandono da causa autorizando a aplicação do contido no art. 265 do Código
de Processo Penal, c/c art. 34, inc. XI da Lei 8.906/94 - Estatuto da OAB.
Oferecidas as razões, remeta-se os autos ao juízo de origem para que proceda a intimação do órgão ministerial de 1º grau a fim de que, também
no prazo de 8 (oito) dias, na forma do artigo 600, caput, do Código de Processo Penal, ofereça contrarrazões ao recurso.
Cumpridas as diligências, com o retorno dos autos a este Tribunal remeta-se à Douta Procuradoria para manifestação.
Publique-se.
Cumpra-se.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado por Luciano Antônio Oliveira da Silva em favor de Sérgio Murilo Mendes dos Santos, que foi preso
pela suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, I c/c art. 70 e 73 do Código Penal.
Informa o impetrante que, após das alegações finais, o paciente passou a responder o processo em liberdade, por não representar perigo algum
à sociedade, já que tem endereço fixo e emprego. Contudo, depois da pronúncia do réu, foi determinada a expedição de mandado de prisão.
Aduz que o paciente vem sofrendo constrangimento ilegal, porque a decisão que decretou a prisão preventiva carece de fundamentação idônea,
já que não há qualquer comprovação da autoria delitiva.
Sob tal perspectiva, requer a concessão liminar da ordem de habeas corpus e consequente expedição de salvo conduto em favor do paciente.
É o relatório.
Decido.
Como medida extraordinária que é, a concessão de liminar não possui previsão legal específica, sendo, contudo, admitida pela doutrina e
jurisprudência pátrias, desde que a relevância da fundamentação aduzida na inicial e o perigo da demora estejam demonstrados de forma clara
e evidente, o que não é o caso dos autos.
De fato, sem ouvir a autoridade coatora, em regra, torna-se difícil a apreciação da liminar.
Na hipótese em debate, mais ainda, em face da documentação acostada, não é possível concluir pelo constrangimento ilegal, sendo necessário
analisar as peculiaridades do caso.
Além do mais, pode a aludida autoridade trazer aos autos informações que não foram colacionadas pelo Impetrante.
Dito isto, por não constatar, de plano, a presença dos elementos autorizadores da medida pleiteada, INDEFIRO a liminar.
Oficie-se à autoridade apontada como coatora, para que preste, no prazo de 72h (setenta e duas horas), as informações necessárias à instrução
do writ, acompanhada da petição inicial.
Com a resposta do juízo, deverá este colacionar os documentos que entender necessários para o julgamento do remédio heroico.
Após, remetam-se os autos à Procuradoria de Justiça Criminal para oferecimento de parecer.
Publique-se.
Página 2 de 2
HC nº 0429581-0 (CM)
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Ricardo Bezerra de Menezes, advogado, impetra o presente Habeas Corpus liberatório, com pedido de liminar, em favor de Erivaldo Adolfo
da Silva, apontando como autoridade coatora o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jaboatão dos Guararapes (processo nº
0005485-69.2016.8.17.0810).
490
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Extrai-se da exordial, de fls. 02/10, que o Paciente encontra-se preso preventivamente há 30 (trinta) dias. Ademais, o Impetrante não detalha
o crime imputado ao ora Paciente, contudo, verifico, com base no decreto preventivo de fls. 23/25, que ele responde ao delito tipificado no art.
157, § 2º, incs. I e II, do Código Penal.
Afirma que o Paciente está sofrendo constrangimento ilegal pelos seguintes motivos: a) o Paciente não cometeu o crime objeto dos autos; b)
ausência de justa causa para manutenção da segregação preventiva do acusado, visto que não estão presentes os requisitos autorizadores do art.
312, do CPP; c) o Paciente preenche os requisitos para responder ao processo em liberdade, tendo em vista suas condições pessoais favoráveis,
bem como, primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão definida; e d) o decreto preventivo carece da devida fundamentação.
Diante disso, requer, liminarmente, a expedição do competente alvará de soltura em favor do Paciente.
Tudo visto e examinado, DECIDO.
Desprovida de previsão legal específica, a liminar em sede de habeas corpus, admitida pela doutrina e jurisprudência pátrias, reclama, por certo,
a demonstração inequívoca dos requisitos cumulativos das medidas cautelares, quais sejam, o periculum in mora e o fumus boni iuris.
Da análise dos autos, verifico que os argumentos aventados pelo Impetrante não se afiguram suficientemente sólidos para justificar, num ato
de cognição sumária, a concessão da medida excepcional pleiteada, posto que não evidenciam, de plano, o constrangimento ilegal sofrido pelo
Paciente.
Ademais, considero que a apreciação do pedido de liminar incidirá, necessariamente, em matéria de mérito do mandamus, o que sobrepõe a
apreciação do objeto de pedir ao colegiado, após regular procedimento do writ, com a ouvida da autoridade indicada coatora e a manifestação
do Ministério Público.
Com esses fundamentos, nego a liminar pleiteada.
Requisitem-se informações à autoridade dita coatora e, com essas nos autos, dê-se vista à Procuradoria de Justiça em Matéria Criminal, para
apresentação de parecer.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 07 de abril de 2016.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
A Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, através da Defensora Pública Fernanda Oliveira Silva, impetra o presente Habeas Corpus
liberatório, com pedido de liminar, em favor de Tigana Nogueira da Silva Santos, apontando como autoridade coatora o Juízo de Direito da 1ª
Vara Criminal da Comarca do Vitória de Santo Antão (processo nº 0004556-29.2013.8.17.1590).
Extrai-se da exordial de fls. 02/06, que o Paciente encontra-se preso preventivamente desde o mês de setembro de 2013. Afirma, ainda, que os
autos estão conclusos para decisão desde o dia 24 de novembro de 2015.
Alega que o Paciente está sofrendo constrangimento ilegal em virtude do excesso de prazo para conclusão da instrução processual, notadamente
por estar ele segregado há mais de 02 (dois) anos.
Diante do exposto, requer, liminarmente, a expedição do alvará de soltura em favor do Paciente.
Tudo visto e examinado, DECIDO.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Desprovida de previsão legal específica, a liminar em sede de habeas corpus, admitida pela doutrina e jurisprudência pátrias, reclama, por certo,
a demonstração inequívoca dos requisitos cumulativos das medidas cautelares, quais sejam, o periculum in mora e o fumus boni iuris.
Da análise dos autos, verifico que os argumentos aventados pela Impetrante não se afiguram suficientemente sólidos para justificar, num ato
de cognição sumária, a concessão da medida excepcional pleiteada, posto que não evidenciam, de plano, o constrangimento ilegal sofrido pelo
Paciente.
Ademais, considero que a apreciação do pedido de liminar incidirá, necessariamente, em matéria de mérito do mandamus, o que sobrepõe a
apreciação do objeto de pedir ao colegiado, após regular procedimento do writ, com a ouvida da autoridade indicada coatora e a manifestação
do Ministério Público.
Com esses fundamentos, nego a liminar pleiteada.
Requisitem-se informações à autoridade dita coatora e, com essas nos autos, dê-se vista à douta Procuradoria de Justiça em Matéria Criminal,
para apresentação de parecer.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 07 de abril de 2016.
DECISÃO TERMINATIVA
O advogado José Valdenito Monteiro Vera Cruz Feijó de Melo impetra o presente Habeas Corpus liberatório, com pedido de liminar, em favor
de Joffson Geurye de Souza Gomes, indicando como autoridade coatora o Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Pombos (proc. nº
0000915-92.2013.8.17.1150).
Compulsando os autos, constata-se, às fls. 18/19, que o presente feito foi distribuído por "dependência", haja vista a existência de vinculação
entre estes autos e o Habeas Corpus nº. 0003571-72.2016.8.17.0000 (0430563-9).
Alega que o Paciente foi preso em flagrante no dia 13 de agosto de 2013, pela suposta prática dos crimes tipificados no art. 33 da Lei nº
11.343/2006 e art. 16, parágrafo único, inc. I, da Lei 10.826/03 c/c art. 69 do Código Penal.
Narra, outrossim, que a prisão preventiva do Paciente foi substituída por duas medidas cautelares, entre as quais, o comparecimento mensal em
Juízo. Acontece que, diante das ameaças de morte que o ora acusado vinha sofrendo por parte de traficantes a quem comprava drogas para uso
pessoal, ele teve que se ausentar da sua residência, restando impossibilitado de comparecer em Juízo para justificar suas atividades.
Diante disso, a impetração do presente writ tem por objetivo evitar que o Paciente venha a ser preso na audiência designada para o dia 28/03/2016,
uma vez que ele deixou de cumprir uma das medidas cautelares imposta.
Deste modo, requer, liminarmente, a concessão de salvo-conduto ao Paciente, de modo a garantir-lhe o direito de comparecer à audiência do
dia 28/03/2016 sem que tenha sua liberdade posta em risco.
Tudo visto e examinado, DECIDO.
Verifico que o objetivo da impetração do presente writ é unicamente que o Paciente não seja privado de sua liberdade na audiência de instrução
designada para dia 28/03. Pois bem, conforme cópia do termo de audiência, em anexo, verifico que não houve decretação de prisão em desfavor
do Paciente.
Desse modo, ocorreu a perda do objeto deste writ, prejudicando sua análise meritória, nos termos do art. 659 do CPP1.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Diante do exposto e com fundamento no art. 74, VIII, do Regimento Interno desta E. Corte de Justiça2, julgo prejudicado o presente Writ.
Publique-se e intime-se.
Transitada em julgado esta decisão, arquive-se.
Recife, 07 de abril de 2016.
1 Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal, julgará prejudicado o pedido.
2 Art. 74 - Compete ao relator, além do estabelecido na legislação processual e de organização judiciária:
VIII - decidir o pedido ou o recurso que haja perdido o objeto, bem como negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo,
incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do Tribunal;
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
O advogado Assiel Fernandes Silva, inscrito na OAB/PE sob o n.º 9.980-D, impetrou novo pedido de ordem de habeas corpus liberatório, com
pretensão liminar, em favor de José Ricardo Silva de França, qualificado às fls. 02 dos autos, apontando como autoridade coatora o Juízo de
Direito da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda/PE (fls. 02/07).
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pedido de revogação de prisão preventiva formulado pela defesa do paciente indeferido pelo juízo de primeiro grau em 16/12/2015 (fls. 544).
Novo pleito pela revogação de prisão preventiva formulado pela defesa do paciente indeferido pelo juízo de primeiro grau em 18/03/2016 (fls.
631/631v).
Em apertada síntese, o postulante da inicial mandamental sustenta que o decreto de prisão preventiva carece dos pressupostos autorizadores
da constrição cautelar, mormente porque o paciente jamais cometera qualquer ato em desobediência às normas penais pátrias, além de ser
primário, de bons antecedentes e residir no distrito da culpa. Por essa razão, requereu a concessão da ordem de habeas corpus, via liminar,
objetivando a imediata soltura do paciente (fls. 03).
Consultando sistema de acompanhamento processual deste Tribunal de Justiça - Judwin 2ºGrau, observa-se que já existe um habeas corpus
liberatório tramitando neste gabinete referente à mesma Ação Penal (Processo de 1º Grau nº 0000263-75.2010.8.17.0990) e em favor do mesmo
paciente (HC n.º 0420334-5), no qual já foi proferida Decisão Interlocutória (fls. 549/550), aguardando tão somente a manifestação da douta
Procuradoria de Justiça, para o julgamento de mérito.
Evidenciando ser incabível a ordem impetrada, por se tratar de reiteração, neguei seguimento ao presente writ (fls. 639/639v).
Insatisfeito com a referida decisão, requereu o impetrante a sua reconsideração, objetivando a análise de prova da inocência do acusado, colhida
durante a instrução criminal, na qual a vítima e seus familiares declaram que o paciente não tem nada a ver com o crime apurado nos autos do
Processo de 1º Grau nº 0000263-75.2010.8.17.0990 (fls. 03 e 10).
Pois bem, após analisar a documentação acostada às fls. 10, cuido plausível o pleito defensivo pela reconsideração da decisão terminativa, com
o fito de se conhecer e dar segmento ao presente writ, pelo que passo a apreciar o pedido liminar contido na peça de ingresso.
Muito embora o ordenamento jurídico não disponha, expressamente, sobre a concessão de liminar em habeas corpus. Contudo, poderíamos
entender que implicitamente estaria ela prevista no § 2º do art. 660 do Código de Processo Penal: "Se os documentos que instruírem a petição
evidenciarem a ilegalidade da coação, o juiz ou o tribunal ordenará que cesse imediatamente o constrangimento".
A concessão de liminar em Habeas Corpus é medida de extrema exceção, somente admissível pela doutrina e jurisprudência como forma de
sanar ilegalidades inquestionáveis, nos casos em que reste demonstrada a plausibilidade do direito indicado e, ainda, a probabilidade de lesão
grave e irreparável, ou pelo menos de difícil reparação.
Sendo assim medida absolutamente excepcional, "reservada para casos em que se evidencie, de modo flagrante, coação ilegal ou derivada de
abuso de poder, em detrimento do direito de liberdade, exigindo demonstração inequívoca dos requisitos autorizadores: o periculum in mora e o
fumus boni iuris" (STF, HC 116.638, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 06/02/2013).
Reconhecem-se, pois, como indispensáveis à providência requerida liminarmente, o fumus boni juris e o periculum in mora.
Verifico, de logo, que o provimento interino vindicado pelo impetrante carece dos pressupostos essenciais à sua concessão, uma vez que para
tanto se impõe a presença do fumus boni juris e do periculum in mora, os quais não vislumbro presentes no caso vertente, sendo necessário
ouvir-se a autoridade indicada coatora.
Solicitem-se, imediatamente, à autoridade apontada coatora, informações pormenorizadas sobre as alegações constantes da inicial. Em seguida,
encaminhem-se os presentes autos à douta Procuradoria de Justiça para opinar. Com o retorno, voltem-me conclusos de imediato.
Publique-se.
Cumpra-se.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Considero inócua a informação contida na peça de fl. 692 de que, nos autos do Habeas Corpus nº 0418677-4, o impetrante formulou pedido
de desistência do Recurso Ordinário outrora interposto em face do acórdão proferido no referido writ, de modo a desfazer a distribuição por
prevenção do presente mandamus a esta Relatoria, nos termos do que fora determinado em decisão de fls. 678/679.
É que, ao tempo da redistribuição do presente writ, o Habeas Corpus nº 0418677-4 não havia transitado em julgado, fazendo incidir o disposto
no artigo 67-B do Regimento Interno deste Tribunal.
Vale dizer, de todo modo, que, em consulta ao sistema informatizado deste Tribunal, o Habeas Corpus nº 0418677-4, cuja data da última
movimentação foi 06/04/2016, se encontra em fase de digitalização para posterior remessa ao Superior Tribunal de Justiça.
Destaco ademais que a petição de fls. 693 tratando do pedido de desistência referido fora endereçada a esta Relatora a quem falece competência
para apreciar.
Publique-se. Cumpra-se.
Após, devolvam-me os autos conclusos para aguardar informações da autoridade apontada coatora.
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DECISÃO TERMINATIVA
A Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, representada pelo Dr. Michel Seichi Nakamura, impetrou ordem de habeas corpus liberatório,
com pretensão liminar, em favor Danilo Henrique dos Santos Cazé, apontando como autoridade coatora o Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal
da Comarca de Paulista/PE (fls. 02/07).
Em apertada síntese, insurge-se a Defensoria Pública contra a sentença de primeiro grau que, deixando de promover a detração da pena, impôs
ao paciente regime inicial de cumprimento da pena mais gravoso que o devido, sem sequer ter apreciado o pedido da defesa para que fosse
expedido ofício à Direção da Unidade Prisional a fim de solicitar o atestado de bom comportamento (fls. 02).
De acordo com a defesa, a manutenção do recluso em regime mais severo do qual possui direito constitui um verdadeiro ato ilegal que restringe
exatamente a sua liberdade, razão pela qual requer a concessão da ordem de habeas corpus via liminar, a fim de que seja determinado ao Juízo
coator que seja feita detração prevista no art. 387, §2º, do Código de Processo Penal (fls. 06).
De proêmio, incumbe destacar que não se sabe como os fatos efetivamente aconteceram, quanto tempo permaneceu preso provisoriamente, em
prisão administrativa ou em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, se preenche os requisitos para iniciar o cumprimento
da pena em regime mais brando que o fixado na sentença, uma vez que o presente feito não foi instruído com qualquer documentação hábil a
comprovar o constrangimento ilegal aventado na inicial mandamental.
É certo que constitui obrigação da impetrante instruir o feito com as informações suficientes a seu julgamento. A Doutrina e Jurisprudência são
uníssonas em atribuir ao impetrante a responsabilidade de instruir o pedido de habeas corpus com os elementos necessários ao conhecimento
dos fatos articulados, de forma a possibilitar uma correta a análise dos argumentos jurídicos expostos, não cabendo ao Poder Judiciário suprir
tais vícios na demanda heróica.
O posicionamento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o rito do remédio constitucional do habeas corpus demanda
prova pré-constituída, apta a comprovar a ilegalidade suscitada.
PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO. INICIAL NÃO GUARNECIDA COM QUALQUER PEÇA. NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1 - É deficiente a instrução do habeas corpus cuja inicial não vem acompanhada de qualquer prova pré-constituída do alegado, ainda mais
tratando-se de ação constitucional patrocinada pela defensoria pública. Negativa de seguimento que se impõe.
2 - Agravo regimental não provido. (AgRg no HC 347.233/RS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em
23/02/2016, DJe 02/03/2016) 266.336/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 02/05/2013, DJe 08/05/2013)
---
NULIDADE DA INTIMAÇÃO DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELA DEFESA. PUBLICAÇÃO
NO DIÁRIO DE JUSTIÇA DO QUAL NÃO CONSTARIA O NOME DO ATUAL ADVOGADO DO PACIENTE. FALTA DE DOCUMENTAÇÃO
COMPROBATÓRIA. NECESSIDADE DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
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1. Não há, na documentação que instrui o presente mandamus, cópia de substabelecimento que comprove que os advogados constituídos pelo
paciente não seriam mais os responsáveis pela sua defesa, motivo pelo qual é impossível o reconhecimento de qualquer mácula na intimação
da decisão que inadmitiu o recurso especial interposto pela defesa.
2. O rito do habeas corpus pressupõe prova pré-constituída do direito alegado, devendo a parte demonstrar, de maneira inequívoca, por meio de
documentos que evidenciem a pretensão aduzida, a existência do aventado constrangimento ilegal suportado pelo paciente.
3. Habeas corpus não conhecido. (HC 199.726/SC, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 23/04/2013, DJe 08/05/2013)
Sendo assim, não visualizando a efetiva confirmação do alegado constrangimento ilegal, entendo que a pretensão do impetrante não pode ser
conhecida.
Diante do exposto, com fundamento no art. 74, inciso VIII do Regimento Interno deste TJPE, através de decisão monocrática terminativa, não
conheço do presente Habeas Corpus, negando seguimento ao mesmo.
Publique-se. Intime-se.
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
ÍNDICE DE
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(0432357-9)
Protocolo : 2016/10725
Comarca : Recife
Vara : 4ª Vara do Trbunal do Júri
Apelante : ANDREZZA RABELO GUERRA
Advog : Rômulo Barbosa Ferraz Junior(PE021818)
Apelado : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Órgão Julgador : 3ª Câmara Criminal
Relator : Des. Daisy Maria de Andrade Costa Pereira
Motivo : APRESENTAR AS RAZÕES RECURSAIS, CONFORME ART. 600, §4º DO
C.P.P.
Vista Advogado : Rômulo Barbosa Ferraz Junior (PE021818 )
Emitida em 14/04/2016
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502
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4ª Câmara Criminal
RESENHA DE JULGAMENTO
Diretoria Criminal
Resenha de Julgamento do dia 05/04/2016
Sessão Ordinária - 4ª Câmara Criminal
Habeas Corpus
Habeas Corpus
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Habeas Corpus
Habeas Corpus
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Habeas Corpus
Apelação
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Apelação
Apelação
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Apelação
507
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Montenegro(PE000901A) -
Reqdo. :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE
PERNAMBUCO -
Procurador :ADALBERTO MENDES PINTO VIEIRA -
Relator :Des. Carlos Frederico Gonçalves de
Moraes
:À UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGOU-SE
PROVIMENTO AO RECURSO, MANTENDO-SE, NA
ÍNTEGRA, A DECISÃO DE PRONÚNCIA.
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VOTO DO RELATOR.
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RESENHA DE JULGAMENTO
Diretoria Criminal
Resenha de Julgamento do dia 06/04/2016
Sessão Extraordinária - 4ª Câmara Criminal
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Apelação
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Apelação
Apelação
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Apelação
Apelação
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Apelação
Apelação
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Apelação
Apelação
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Apelante :V. S. G. F. -
Def. Público :Gabriel Maciel Gondim -
Apelado :M. P. E. P. -
Asst acusação :C. P. D. -
Advog :Aryanne Mariza Ribeiro de
Vasconcelos(PE026702) -
:Natuch Pinto de Lira(PE024103) -
Procurador :Manoel Cavalcanti de Albuquerque Neto
-
Relator :Des. Marco Antonio Cabral Maggi
Revisor :Juiz José Anchieta Félix da Silva
(Des. Alexandre Guedes Alcoforado
Assunção)
:À UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGOU-SE
PROVIMENTO AO APELO, MANTENDO-SE, NA
ÍNTEGRA, A SENTENÇA RECORRIDA.
Apelação
Apelação
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Apelação
Apelação
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Apelação
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-
Relator :Des. Marco Antonio Cabral Maggi
Revisor :Juiz José Anchieta Félix da Silva
(Des. Alexandre Guedes Alcoforado
Assunção)
:À UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGOU-SE
PROVIMENTO AO APELO, MANTENDO-SE, NA
ÍNTEGRA, A SENTENÇA RECORRIDA.
Apelação
Apelação
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Assunção)
:À UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGOU-SE
PROVIMENTO AO APELO, MANTENDO-SE, NA
ÍNTEGRA, A SENTENÇA RECORRIDA.
DESPACHOS/DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS
4ª CCr
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
4ª CÂMARA CRIMINAL
HABEAS CORPUS Nº 0417893-4
NPU: 0015813-97.2015.8.17.0000
PROCESSO ORIGINÁRIO: 0001198-09.2006.8.17.1200
IMPETRANTE: Múcio José Pereira de Moraes (OAB/PE nº 5.035)
IMPETRADO: Juiz de Direito da Comarca de Rio Formoso
PACIENTE: Roberto Luiz da Silva Santos
RELATOR: Des. Carlos Moraes
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Cuida-se de habeas corpus preventivo com pedido liminar impetrado por MÚCIO JOSÉ PEREIRA DE MORAES (OAB/PE nº 5.035) contra ato
supostamente ilegal perpetrado pelo Juiz de Direito da Comarca de Rio Formoso, que determinou a prisão preventiva do Sr. Roberto Luiz da
Silva Santos.
O impetrante, em suas razões (fls. 02/05), diz que aconselhou seu cliente a fugir, pois este é inocente da acusação feita na ação penal de nº
0001198-09.2006.8.17.1200, e terminaria sendo preso "por um delito que nunca praticou, podendo ser trancafiado a qualquer momento em um
presídio (...) digno de animais raivosos, verdadeiras pocilgas, onde a criminalidade interna é intensa, verdadeiros colégios de marginais" (fl. 04).
Afirma que o paciente, apesar de morar no mesmo lugar desde criança, não foi citado pessoalmente, mas por edital, vindo a descobrir, depois,
que contra si já havia sido expedido um mandado de prisão.
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Requer a concessão de salvo conduto, apontando como ato ilegal a suposta falta de citação pessoal do Sr. Roberto.
A autoridade impetrada prestou informações (fl. 42).
E agora, na cota ministerial de fls. 47/48, a Procuradora de Justiça Dra. Maria da Glória Gonçalves Santos diz:
Após apreciar os autos, verifico que o presente mandamus ataca o decreto de prisão preventiva com fulcro na inexistência de citação pessoal
do ora paciente.
(...)
Diante disso, para o devido exame do writ em epígrafe, entendo ser necessário solicitar ao Juízo de origem cópia do mandado de citação pessoal
e respectiva certidão fornecida pelo Oficial de Justiça, ou cópia de procuração constituindo advogado para representar o paciente Roberto Luís
da Silva.
É o relatório. Decido.
Faz-se necessário esclarecer, inicialmente, uma pequena divergência existente na petição inicial de habeas corpus.
À fl. 02, o impetrante disse que o paciente teve sua prisão preventiva decretada em duas ações penais, quais sejam, as de nºs
1198-09.2006.8.17.1200 e 956-50.2006.8.17.1200.
À fl. 04, porém, afirmou que o processo de nº 956-50.2006.8.17.1200 já se encontra arquivado, conforme certidão emitida pela Vara Única da
Comarca de Rio Formoso (fl. 24).
Desse modo, evidencia-se que a impetração somente se refere a uma decisão (e não a duas decisões), que foi a proferida nos autos de nº
1198-09.2006.8.17.1200. Tanto é que o Juiz e o Ministério Público só se manifestaram sobre esse processo, e não sobre aquele.
89. A fuga do distrito de culpa constitui motivação idônea para justificar prisão preventiva.
Em terceiro lugar, o impetrante afirma que o paciente fugiu porque havia sido expedido um (injusto) mandado de prisão. Entretanto, pelo que
consta deste habeas corpus, ocorreu justamente o contrário: foi expedido (corretamente) um mandado de prisão pelo fato de que o paciente fugiu.
Conforme se observa da fl. 23, em 04/03/2010 o Juiz impetrado decidiu pela prisão preventiva do Sr. Roberto, ora paciente, fundamentando da
seguinte maneira:
(...) visando a garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal e com o intuito de garantir a aplicação da lei penal, DECRETO
A PRISÃO PREVENTIVA de ROBERTO LUIS DA SILVA (...).
O Ministério Público entende que, para a devida resolução do mérito deste habeas corpus, deve esta Corte solicitar ao Juiz impetrado que
forneça: 1) uma cópia do mandado citatório e da respectiva certidão emitida pelo oficial de justiça; ou, alternativamente, 2) uma cópia de eventual
procuração constituindo um advogado para representar o paciente nos autos da ação penal.
Em face do interesse ministerial, deve, é claro, ser promovida a diligência.
4. Conclusões.
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4ª CÂMARA CRIMINAL
MANDADO DE SEGURANÇA Nº 0431830-9
NPU: 0003937-14.2016.8.17.0000
IMPETRANTE: Secretário Executivo de Ressocialização do Estado de Pernambuco
IMPETRADO: Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca/PE
RELATOR: Des. Carlos Moraes
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Cuida-se de mandado de segurança com pedido liminar impetrado pelo SECRETÁRIO EXECUTIVO DE RESSOCIALIZAÇÃO DO ESTADO DE
PERNAMBUCO (o Sr. Eden de Moraes Vespaziano Borges) contra ato supostamente ilegal perpetrado pelo Juiz de Direito Hugo Bezerra de
Oliveira, da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca/PE, que determinou o pagamento de multa de R$ 1.000,00, a ser suportada pelo próprio
Secretário ora impetrante, cada vez que um preso deixar de ser encaminhado à Vara Criminal (apesar de requisitado).
Em 05/01/2016, o Juiz Hugo Bezerra de Oliveira, da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca/PE, tentou realizar a audiência de instrução e julgamento
do processo criminal de nº 0001311-97.2015.8.17.0730, mas os acusados, mantidos em prisão preventiva, não foram encaminhados ao Juízo
pela Secretaria Executiva de Ressocialização do Estado de Pernambuco - SERES. A audiência, assim, não foi realizada a contento.
Isso impulsionou o Magistrado a, no dia seguinte, 06/01/2016, formalizar um ofício endereçado ao Secretário Executivo de Ressocialização,
comunicando-lhe que, voltando a ocorrer situação parecida, seria imposta, para cada preso não apresentado, a multa de R$ 1.000,00, a ser
adimplida pelo próprio Secretário.
Inconformado, este impetrou o presente mandado de segurança, cujas razões estão especificadas no tópico seguinte.
O Secretário Executivo de Ressocialização do Estado de Pernambuco, representado, neste writ, pela Procuradoria Geral do Estado, assevera, às
fls. 02/11, que o ato do Juiz foi completamente abusivo e ilegal, porque: 1) extrapola os limites da ação penal de nº 0001311-97.2015.8.17.0730;
2) pune pessoalmente um agente público (o Secretário) o qual, na verdade, não é o responsável direto pela condução de presos; 3) impõe multa
sem observar o caso concreto, ou seja, independente de a Secretaria Executiva de Ressocialização ser a culpada do não comparecimento de
presos. Com relação ao processo de nº 1311-97.2015.8.17.0730, por exemplo, a SERES não encaminhou os presos à audiência porque, em
razão de uma falha no sistema, não foi notificada; 4) impõe multa inútil ao seu propósito, vez que não consegue impedir que os presos faltem às
audiências. A reprimenda, no fim das contas, possui somente caráter punitivo, o que não se coaduna com os artigos 3º do CPP e 461 do CPC
(de 1973, ora revogado), invocados pelo Juiz em seu ofício.
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Em primeiro lugar, depreende-se que o Secretário Executivo de Ressocialização, o Sr. Eden de Moraes Vespaziano Borges, simplesmente não
é parte na ação penal de nº 1311-97.2015.8.17.0730 (e nem em qualquer outra ação que tramita na Vara Criminal da Comarca de Ipojuca/PE).
Assim, não pode ser compelido a pagar astreintes no caso de descumprimento de decisões judiciais firmadas pela autoridade impetrada.
Em segundo lugar, não parece ser legítima a conduta de impor ao próprio Secretário (e não ao Estado) o pagamento, posto que o Secretário não
figura como responsável direto pela condução de presos. Ele não é mais do que um agente público integrante dos quadros do Poder Executivo,
não podendo ser-lhe imputada a culpa por eventuais omissões perpetradas pelos órgãos estatais.
Em terceiro lugar, a Constituição Federal garante, no art. 5º, incisos LIV e LV, que "ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o
devido processo legal" e que "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e
ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes", o que, pelo que consta nos autos, não foi respeitado pela autoridade impetrada.
A multa, in casu, foi imposta sem que o Secretário tivesse qualquer possibilidade de se defender, valendo-se de algum mecanismo jurídico de
tutela. Não lhe foi dada oportunidade para comentar a ilegitimidade da cobrança contra a sua pessoa, para justificar a eventual ausência de
presos perante a unidade jurisdicional, etc.
Em quarto lugar, também não parece legítima a conduta de se fixar, em caráter geral, astreintes para garantir a presença de presos perante o
Juízo da Vara Criminal de Ipojuca/PE. Esse ato expõe (ao menos neste juízo preliminar, próprio das tutelas de urgência) contornos de excesso,
pois desconsidera o dever do Magistrado de analisar casuisticamente e com ponderação as providências necessárias à realização do Direito.
Por exemplo: segundo os documentos de fls. 19/181, a audiência instrutória referente à ação penal de nº 0001311-97.2015.8.17.0730 não foi
realizada a contento porque houve um caso fortuito. Ressalte-se: não houve culpa da Secretaria de Ressocialização, nem muito menos do
Secretário, o qual, frise-se, é apenas um agente público integrante dos quadros do Poder Executivo.
O cenário fático é precisamente o seguinte:
Em 01/12/2015, o Juiz requisitou a presença de dois indivíduos, os quais estavam mantidos em prisão preventiva, para a audiência instrutória.
Leia-se a fl. 163:
Em 06/01/2016, o Magistrado Hugo Bezerra de Oliveira, pautando-se nesse fato, enviou um ofício ao Secretário Executivo de Ressocialização
do Estado de Pernambuco. Cole-se na íntegra (fl. 171):
Processo nº 0001311-97.2015.8.17.0730
Ilustríssimo(a) Senhor(a):
Secretário da SERES
Considerando que o setor carcerário constantemente dá causa a adiamentos de audiências de réus presos por não cumprir requisitórios judiciais,
como ocorreu em 05/01/2016 em audiência designada nos autos do processo em tela, tendo sido os réus devidamente requisitados, formulo o
presente, pois entendo por aplicar ao responsável pela SERES, na pessoa de seu SECRETÁRIO, a penalidade de R$ 1.000,00 a ser revertido ao
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fundo penitenciário por cada preso não apresentado à Comarca de Ipojuca/PE, sendo o dinheiro bloqueado após a Bacenjud, com fundamento
no art. 3º do Código de Processo Penal c/c art. 461 e seguintes do Código de Processo Civil, para que seja garantido o cumprimento das ordens
judiciais de requisição dos presos e com isso garantir o bom andamento e celeridade da justiça criminal em Ipojuca.
Dizendo que o "sistema carcerário" dá causa a adiamentos de audiências, o Juiz decidiu penalizar o próprio Secretário Executivo de
Ressocialização.
Pois bem.
Pelas provas até então juntadas aos autos, infere-se que não houve culpa por parte da Secretaria Executiva de Ressocialização (nem muito
menos por parte do seu Secretário) pela ausência dos acusados na audiência do processo de nº 1311-97.2015.8.17.0730. A questão inseriu-
se no contexto de um caso fortuito.
O Secretário, ao tomar conhecimento de que contra si havia sido fixada a multa, diligenciou junto ao centro de apoio jurídico da SERES, dizendo
(fl. 15):
(...) 2. À CAJ/SERES para apurar os motivos da não apresentação do réu preso ao Juízo da Comarca de Ipojuca, além de adotar medidas de
monitoramento visando atender a todas as requisições da Justiça;
Então, possivelmente ocorreu algum problema de servidor de e-mail (no âmbito da SERES ou mesmo do TJPE - não se sabe).
A conclusão de tudo isso é que o fundamento utilizado para a fixação da multa (o de que o setor carcerário "dá causa a adiamentos
de audiências"), ao menos nesse momento, não parece legítimo, o que impõe, por ora, o afastamento da ordem judicial, pela potencialidade que
tem de atingir os direitos do impetrante.
Tudo o que foi comentado até agora delineia a existência do fumus boni iuris necessário à concessão da liminar. Com relação
ao periculum in mora, ele igualmente está configurado, vez que a autoridade impetrada está na iminência de bloquear considerável quantia
pertencente ao Secretário Executivo de Ressocialização do Estado de Pernambuco (R$ 1.000,00 para cada preso não apresentado).
Assim, DEFIRO o pleito liminar, determinando que, até ulterior deliberação desta Corte, o Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca/
PE se abstenha de promover descontos da(s) conta(s) do Secretário Executivo de Ressocialização do Estado de Pernambuco em face de eventual
não apresentação de presos requisitados por aquela unidade jurisdicional.
Expeça-se ofício à autoridade impetrada para que tome imediata ciência desta decisão, bem como para que preste, em 10 (dez) dias, as
informações que entender necessárias. Após, abra-se vista ao Ministério Público.
Publique-se. Cumpra-se.
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DESPACHO
Trata-se de Habeas Corpus liberatório, com pretensão de liminar, impetrado por Cristiana Maria Magalhães Pessoa de Melo - Defensora Pública,
em favor de Joselma Ferreira Alves, apontando o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Vitória de Santo Antãocomo autoridade
coatora.
No caso, em face das alegações formuladas na petição inicial, faz-se necessária, antes da decisão sobre o pleito liminar, a expedição
de ofício à autoridade impetrada, devendo essa, no prazo de 05 (cinco) dias, prestar informações.
Assim, DETERMINO a expedição de ofício dirigido à Vara de Origem. Apresentada a resposta, devolvam-me os autos, em conclusão.
Publique-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
DESPACHO
Trata-se de Habeas Corpus liberatório, com pretensão de liminar, impetrado por Cristiana Maria Magalhães Pessoa de Melo - Defensora Pública,
em favor de Rayza Siqueira Pascoal, apontando o Juízo de Direito da 5ª Vara Criminal da Comarca do Recife como autoridade coatora.
No caso, em face das alegações formuladas na petição inicial, faz-se necessária, antes da decisão sobre o pleito liminar, a expedição
de ofício à autoridade impetrada, devendo essa, no prazo de 05 (cinco) dias, prestar informações.
Assim, DETERMINO a expedição de ofício dirigido à Vara de Origem. Apresentada a resposta, devolvam-me os autos, em conclusão.
Publique-se.
Recife, 12 de abril de 2016.
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DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Trata-se de Habeas Corpus liberatório, com pretensão de liminar, impetrado por Aline da Costa Maciel Cavalcanti OAB/PE 40.027, em
favor de João Paulo Galdino da Silva, apontando o Juízo de Direito da Vara do Júri de Abreu e Lima como autoridade coatora.
No caso, em face das alegações formuladas na petição inicial, faz-se necessária, antes da decisão sobre o pleito liminar, a expedição
de ofício à autoridade impetrada, devendo essa, no prazo de 05 (cinco) dias, prestar informações.
Assim, DETERMINO a expedição de ofício dirigido à Vara de Origem. Apresentada a resposta, devolvam-me os autos, em conclusão.
Publique-se.
Recife, 13 de abril de 2016.
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
4ª CCr
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
De acordo com a petição inicial, o impetrante se insurge contra a condenação imposta ao paciente na sentença proferida pela
autoridade coatora na ação penal ação penal nº0004884-72.2011.8.17.1090, alegando, em sede de habeas corpus, que "não é demais lembrar
que desde a época das investigações policiais até o dia da audiência de instrução, e agora após a sentença, o Paciente poderia procurar as
vítimas, seu genitor e atrapalhar as investigações, policiais e/ou do judiciário, e aterrorizar testemunhas, informante ou outras pessoas, o que até
o momento não o fez e não tem a mínima intenção de fazê-lo." (fls.03)
Em consulta ao sistema informatizado do TJPE, verifiquei que dita sentença foi antes objeto de recurso de apelação por
parte do paciente e foi distribuído para a relatoria do Des. Eudes dos Prazeres França, da 3ª Câmara Criminal, no dia 08/09/2015.
Aplica-se, portanto, a hipótese retratada no art. 67-B do Regimento Interno do TJPE, que possui a seguinte redação:
"Art. 67-B. A distribuição de mandado de segurança, de habeas corpus, de reexame necessário, de medidas cautelares e de recurso pendente
torna preventa a competência do relator para todos os recursos e pedidos posteriores, tanto na ação quanto na execução referente ao mesmo
processo; a distribuição do inquérito, bem como a realizada para efeito de concessão de fiança ou decretação de prisão preventiva ou de qualquer
diligência anterior à denúncia ou queixa, prevenirá a da ação penal, com a devida compensação em todos os casos."
Desse modo, o relator da apelação nº 400428-6 tornou-se prevento para todos os recursos e pedidos posteriores referentes
à ação penal originária nº0004884-72.2011.8.17.1090.
Assim sendo, com base no art. 67-B do Regimento Interno do TJPE, DECLINO DA COMPETÊNCIA para apreciar o presente
feito e determino a remessa dos autos ao relator prevento, Des. Eudes dos Prazeres França, após as baixas de estilo.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Seção Criminal
DECISÃO TERMINATIVA
Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
DECISÃO TERMINATIVA
Wagner Domingos do Monte, advogado, e Yolanda Alexandrino da Silva, bacharela em direito, impetram o presente habeas corpus em favor
de Sílvio Romero Gomes de Paula, apontando como autoridade coatora o Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca do Jaboatão dos
Guararapes, no âmbito do Proc. nº 0000020-21.2012.8.17.0810.
Narra a inicial que o Paciente foi condenado, nos autos do processo supramencionado, à pena de 15 (quinze) anos de reclusão, em regime
inicialmente fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 180, 273, § 1º-B, ambos do Código Penal1, e no art. 14 da Lei nº 10.826/20032.
Alegam os Impetrantes que, em relação ao delito tipificado no art. 273, § 1º-B, inciso I, do Código Penal, a autoridade indigitada coatora "aplicou
pena de 10 (dez) anos de reclusão, com inobservância do art. 68 do CPB, porquanto não fez incidir a causa especial de diminuição de pena
prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006".
Pedem a concessão da ordem, a fim de que seja anulada a sentença condenatória no tocante a essa pena de 10 (dez) anos de reclusão, por
afronta ao art. 68 do Código Penal, determinando-se que o juiz de primeiro grau faça incidir a minorante estabelecida pelo art. 33, § 4º, da Lei
de Drogas.
A exordial veio instruída com os documentos de fls. 07/24.
Não houve pedido de liminar.
Em decisão prolatada às fls. 30/30-v, o Des. Carlos Moraes declinou da competência para apreciar o presente habeas corpus e determinou a
redistribuição do feito a um dos Desembargadores integrantes da Seção Criminal, tendo em vista o objetivo deste writ ser a anulação de sentença
condenatória transitada em julgado.
A autoridade dita coatora prestou informações à fl. 45, acompanhadas dos documentos de fls. 46/56.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
A Procuradoria de Justiça, pela Procuradora Mariléa de Souza Correia Andrade, apresentou parecer às fls. 59/62, opinando pelo não conhecimento
do habeas corpus, por não se admitir que o remédio constitucional seja utilizado em substituição à revisão criminal. Manifesta-se, porém, pela
concessão da ordem de ofício, para ser redimensionada a pena imposta pelo delito do art. 273, § 1º-B, do Código Penal, nos limites do preceito
secundário do art. 33, caput, da Lei de Drogas, para ser aplicada a atenuante da confissão espontânea, e ainda para que incida a causa de
diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, em atenção ao acórdão prolatado pelo STJ no HC 239363/PR, o qual reconheceu a
inconstitucionalidade do preceito secundário previsto no art. 273, § 1º-B, inciso V, do Código Penal.
Em seguida, os autos foram-me redistribuídos em face de impedimento do Des. Antonio de Melo e Lima, consoante decisão de fls. 65/66, vindo-
me, então, conclusos.
Tudo visto e examinado, DECIDO.
Da análise dos autos, verifica-se que o presente habeas corpus foi impetrado como substitutivo de revisão criminal, por envolver insurgência
contra sentença condenatória já transitada em julgado.
Embora fosse outrora corriqueiro, tanto nesta instância quanto nas superiores, o processamento e julgamento desse remédio constitucional como
alternativa a revisões criminais e recursos em geral, cumpre salientar que houve sólida mudança jurisprudencial, acompanhada por este Tribunal,
no sentido de limitar a abundante impetração de writs e, assim, evitar o desvirtuamento de sua real finalidade, que é a de combater evidente
ilegalidade na coação ou ameaça ao direito de ir e vir.
Nesse sentido, observe-se o julgado abaixo:
"PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALTERAÇÃO DA DATA BASE PARA CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS.
MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO
PROBATÓRIO. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento no sentido de não ser cabível a impetração de habeas corpus em substituição aos
recursos cabíveis e à revisão criminal, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado.
2. Não se vislumbra qualquer ilegalidade no não conhecimento do mandamus originário em razão de pedido que demanda dilação probatória.
3. Recurso ordinário não provido." 3 (grifos nossos)
Por sua vez, compulsando os autos, não vislumbro manifesta ilegalidade que seja passível de correção pela concessão de habeas corpus de
ofício, mesmo porque a pretensão dos Impetrantes, de ver reconhecida a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º da Lei de Drogas, demanda
análise aprofundada de matéria fático-probatória, incabível na via estreita do writ.
Nesse diapasão:
"HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. NÃO INCIDÊNCIA.
DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. AFERIÇÃO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. REGIME ABERTO.
IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A QUATRO ANOS. NÃO CONHECIMENTO.
1. O Tribunal de origem negou a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/2006 por entender
que o paciente dedicava-se às atividades criminosas, tendo em vista a quantidade e a natureza da droga apreendida - 52 pedras de crack - (art.
42 da Lei n.º 11.343/2006). Escorreito, pois, o afastamento da benesse, porquanto não preenchidos os requisitos previstos no art. 33, § 4º, da
Lei n.º 11.343/06. Para concluir em sentido diverso, há necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório, providência incabível na via
estreita do habeas corpus.
2. Condenado o paciente à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, inviável a fixação do regime aberto para o cumprimento inicial da reprimenda,
nos termos do art. 33, § 2º, alínea "c", do Código Penal.
3. Habeas corpus não conhecido." 4
Resta ao Paciente, então, a possibilidade de ajuizar revisão criminal, ação competente para atacar, com relativa profundidade, sentenças
condenatórias já transitadas em julgado, evitando-se, assim, a banalização do habeas corpus, em consonância com a orientação jurisprudencial
aqui adotada.
Note-se, por oportuno, que os próprios Impetrantes, em sua inicial, trazem, em favor de sua tese, um acórdão proferido em sede de revisão
criminal, corroborando ser esse o remédio apropriado para tratar da matéria deste writ.
Diante do exposto, e com fundamento no art. 74, VIII, do Regimento Interno desta Corte5, nego seguimento ao presente habeas corpus, por
inadequação da via eleita.
Recife, 6 de abril de 2016.
1 Art. 180 - Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para
que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Art. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais:
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa.
§ 1º-B - Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em relação a produtos em qualquer das seguintes condições:
I - sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente;
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
2 Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar,
manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal
ou regulamentar:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
3 STJ, RHC 64619/GO, rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 02/02/2016.
4 STJ, HC 339.939/SP, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 01/02/2016.
5 Art. 74 - Compete ao relator, além do estabelecido na legislação processual e de organização judiciária:
VIII - decidir o pedido ou o recurso que haja perdido o objeto, bem como negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo,
incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do Tribunal;
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Emitida em 14/04/2016
Diretoria Criminal
ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO
O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:
Seção Criminal
Revisão Criminal nº 0427695-1(0002596-50.2016.8.17.0000)
Origem: Vara Única - Taquaritinga do Norte
Requerente: Bruno Leonardo Bezerra
Requerido: Justiça Pública
Relator: Des. Evandro Magalhães Melo
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DESPACHO
Trata-se de Revisão Criminal contra sentença de fl. 24/30, que condenou o requerente à pena de 6(seis) anos, 10(dez) meses e 15(quinze) dias
de reclusão, além de 124 dias-multa pela pratica de crime previsto no art. 157, § 2º, I e II do Código Penal (Roubo de uma motocicleta, majorado
pelo uso de arma de fogo e concurso de agentes).
O pedido fundamenta-se nos incisos I e II do art. 621 do CP, alegando o requerente que a sentença condenatória seria contrária às evidências dos
autos. Aponta também suposta suspeição do magistrado e circunstância da primariedade que não teria sido considerada na dosimetria da pena.
Em Juízo prévio de admissibilidade, verifica-se que não há documento comprobatório do recolhimento do preparo, nem a declaração de
insuficiência financeira juntada aos autos (fl. 10), supre tal ausência, porquanto não foi assinada pelo declarante.
Verifica-se, também, que a inicial não foi instruída com certidão ou com outro documento que comprove o trânsito em julgado da sentença
impugnada, requisito indispensável para o processamento da revisão criminal, conforme exige o §1º do art. 625 do CPP.
Assim, intime-se o advogado da parte requerente para, no prazo de 05 dias, sanar os vícios apontados, sob pena de rejeição liminar da Inicial.
Cumpra-se. Publique-se.
PODER JUDICIÁRIO
ESTADO DE PERNAMBUCO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete Des. Evandro Magalhães Melo
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ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
1§ COLEGIO RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS
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CONVOCAÇÃO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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PROCESSOS ELETRÔNICOS
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal
RecIno 0041905-55.2012.8.17.8201 -
Polo ativo
Banco GMAC S A - CNPJ: 59.274.605/0001-13 (RECORRENTE)
DANIEL SALES DE SOUZA COSTA - CPF: 042.643.744-64 (ADVOGADO)
Polo passivo
JULIETA DE ANDRADE LEAL - CPF: 435.837.504-97 (RECORRIDO)
THIAGO JOSE DE OLIVEIRA BARROS - CPF: 073.815.054-10 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal
RecIno 0012491-75.2013.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
Banco GMAC S A - CNPJ: 59.274.605/0001-13 (RECORRENTE)
BRUNO CESAR PIMENTEL DE LIMA - CPF: 029.147.324-57 (ADVOGADO)
DANIEL SALES DE SOUZA COSTA - CPF: 042.643.744-64 (ADVOGADO)
Polo passivo
MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA BARBOSA - CPF: 232.627.884-49 (RECORRIDO)
Regina Claudia Valois de Novais - CPF: 686.519.374-15 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0001004-72.2014.8.17.8234 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
NIEDJA RAFAELA DE SANTANA - CPF: 080.353.384-55 (RECORRENTE)
CLARA ASSIS DE ANDRADE - CPF: 976.329.704-44 (ADVOGADO)
Polo passivo
CLARO S.A. - CNPJ: 40.432.544/0001-47 (RECORRIDO)
DEBORA RENATA LINS CATTONI - CPF: 816.899.424-87 (ADVOGADO)
541
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Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0016372-26.2014.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
Banco Itaúcard S.A. - CNPJ: 17.192.451/0001-70 (RECORRENTE)
ISABEL DE ANDRADE BEZERRA CABRAL DE MOURA - CPF: 071.551.454-75 (ADVOGADO)
Polo passivo
CYNTHIA MARIA MACHADO LEITE - CPF: 683.417.414-15 (RECORRIDO)
IVO RICARDO DOS SANTOS MACHADO - CPF: 056.528.884-90 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0014482-18.2015.8.17.8201 - Cancelamento de vôo
Polo ativo
VRG LINHAS AEREAS S.A. - CNPJ: 07.575.651/0001-59 (RECORRENTE)
Polo passivo
FILIPE DE ARRUDA FERRAZ - CPF: 039.806.954-92 (RECORRIDO)
ALEXANDRE DUQUE CARVALHO - CPF: 028.777.314-05 (ADVOGADO)
MARIA TERESA MELO BRANDAO CAVALCANTI - CPF: 039.327.134-00 (RECORRIDO)
ALEXANDRE DUQUE CARVALHO - CPF: 028.777.314-05 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0001479-97.2015.8.17.8232 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
GILBERTO BEZERRA DE OLIVEIRA - CPF: 105.254.114-37 (RECORRENTE)
ARISTOTELES CARLOS DOS SANTOS - CPF: 007.648.674-58 (ADVOGADO)
Polo passivo
M C S ENGENHARIA, CONSTRUCAO E INCORPORACAO LTDA - CNPJ: 24.089.823/0001-01 (RECORRIDO)
SEBASTIAO MANOEL DA SILVA FILHO - CPF: 464.398.204-78 (ADVOGADO)
GILBERTO BEZERRA DE OLIVEIRA - CPF: 105.254.114-37 (RECORRIDO)
ARISTOTELES CARLOS DOS SANTOS - CPF: 007.648.674-58 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0051643-33.2013.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
REGINA CELIA SILVA MEDEIROS - CPF: 049.434.074-63 (RECORRENTE)
ARTUR COSTA MALHEIROS NETO - CPF: 046.337.484-32 (ADVOGADO)
Polo passivo
COBREV
marta maria rabelo pimentel beleza - CPF: 754.758.804-25 (ADVOGADO)
AVON COSMETICOS LTDA. - CNPJ: 56.991.441/0001-57 (RECORRIDO)
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Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0041803-28.2015.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
TELECOMUNICACOES DA BAHIA S A TELEBAHIA - CNPJ: 15.137.276/0001-93 (RECORRENTE)
PRICILLA BARROS DE OLIVEIRA FALCÃO - CPF: 030.120.924-39 (ADVOGADO)
Polo passivo
WATSON DOUGLAS BRANDAO ALVES - CPF: 013.827.874-13 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0035613-49.2015.8.17.8201 - Serviços Profissionais
Polo ativo
Diogo Severino Ramos da Silva - CPF: 068.814.514-07 (RECORRENTE)
Diogo Severino Ramos da Silva - CPF: 068.814.514-07 (ADVOGADO)
Polo passivo
ALLPARK EMPREENDIMENTOS, PARTICIPACOES E SERVICOS S.A. - CNPJ: 60.537.263/0001-66 (RECORRIDO)
MARINA BASTOS DA PORCIUNCULA BENGHI - CPF: 026.429.439-41 (ADVOGADO)
GRUPO PÃO DE AÇÚCAR - CNPJ: 47.508.411/0001-56 (RECORRIDO)
WILSON SALES BELCHIOR - CPF: 629.286.943-15 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0006603-25.2014.8.17.8223 - Protesto Indevido de Título
Polo ativo
PEDRO CEZAR ROSAS - CPF: 143.295.574-87 (RECORRENTE)
ESDRAS COSTA LACERDA DE PONTES - CPF: 767.024.304-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO PAULISTA S.A. - CNPJ: 61.820.817/0001-09 (RECORRIDO)
BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA VANDERLEI - CPF: 032.062.184-70 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0042408-08.2014.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
MARILENE COSME BATISTA - CPF: 032.076.468-08 (RECORRENTE)
TERESA CRISTINA TRINDADE TEIXEIRA TORRES - CPF: 341.158.894-20 (ADVOGADO)
Polo passivo
ASSOC DOS SERVIDORES DA PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 12.860.839/0001-89 (RECORRIDO)
JORGE PAULO DA SILVA - CPF: 887.333.864-04 (ADVOGADO)
HAPYVIDA
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Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalMS
0000080-14.2016.8.17.9003 - Contratos Bancários
Polo ativo
BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A - CNPJ: 62.136.254/0001-99 (IMPETRANTE)
TAYLISE CATARINA ROGÉRIO SEIXAS - CPF: 175.904.358-30 (ADVOGADO)
Polo passivo
BARTOLOMEU ALVES DA SILVA - CPF: 290.326.364-72 (IMPETRADO)
24º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DA CAPITAL - TURNO TARDE - PE
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0039273-51.2015.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
ANTONIO SOARES CAVALCANTI - CPF: 224.997.764-04 (RECORRENTE)
Polo passivo
SKY - CNPJ: 72.820.822/0001-20 (RECORRIDO)
FELICIANO LYRA MOURA - CPF: 026.383.794-76 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0025068-17.2015.8.17.8201 - Contratos Bancários
Polo ativo
MARIA JOSE SILVA - CPF: 275.723.744-68 (RECORRENTE)
FABIA AUGUSTA CLAUDINO VALOIS DA SILVEIRA - CPF: 869.222.114-72 (ADVOGADO)
Polo passivo
BV FINANCEIRA S.A - CNPJ: 01.149.953/0001-89 (RECORRIDO)
WILSON SALES BELCHIOR - CPF: 629.286.943-15 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0005591-42.2014.8.17.8201 - Sustação de Protesto
Polo ativo
F CARLOS CALDAS CIRINO- PRESENTES - ME - CNPJ: 08.576.413/0001-20 (RECORRENTE)
LUIS HENRIQUE CAVALCANTI UMBELINO GONDIM - CPF: 013.736.394-07 (ADVOGADO)
Polo passivo
LIMPA JA LTDA - ME - CNPJ: 41.238.411/0001-05 (RECORRIDO)
IRACEMA VELOSO CORREIA SILVA - CPF: 055.801.424-04 (ADVOGADO)
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Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0001997-49.2016.8.17.8201 - Acidente de Trânsito
Polo ativo
BRADESCO FINANCIAMENTO - CNPJ: 07.207.996/0001-50 (RECORRENTE)
Antonio de Moraes Dourado Neto - CPF: 038.499.054-11 (ADVOGADO)
Polo passivo
JOSEFA FERNANDES SILVA DOS SANTOS - CPF: 305.981.504-63 (RECORRIDO)
AILSON GONÇALVES GOMES - CPF: 030.402.874-60 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0036698-70.2015.8.17.8201 - Agêncie e Distribuição
Polo ativo
TELEMAR NORTE LESTE S/A
Polo passivo
MARIA LADJANE DE ANDRADE LINS - CPF: 089.358.124-04 (RECORRIDO)
ROMERO GRUND LOPES - CPF: 773.295.704-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0019982-65.2015.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
STYLLO SUPERMERCADO
ANTONIO AUGUSTO DE SOUZA CAVALCANTI - CPF: 880.982.144-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
INALDA BATISTA DA SILVA - CPF: 497.417.994-20 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0009773-37.2015.8.17.8201 - Fornecimento de Energia Elétrica
Polo ativo
BRUNO RODRIGUES DE OLIVEIRA - CPF: 013.617.974-60 (RECORRENTE)
ROBERTO DE ABREU FERRAZ JUNIOR - CPF: 061.145.174-31 (ADVOGADO)
MANOEL BURGOS NOGUEIRA FILHO - CPF: 041.598.484-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRIDO)
BRUNO NOVAES BEZERRA CAVALCANTI - CPF: 032.027.264-80 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0021361-41.2015.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
DAILTON GOMES DE ARAUJO - CPF: 030.152.404-12 (RECORRENTE)
CARLOS EDUARDO PESSOA DE MIRANDA - CPF: 305.502.034-00 (ADVOGADO)
545
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Polo passivo
SERASA EXPERIAN S/A
KAMILA COSTA DE MIRANDA - CPF: 055.266.144-92 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/1º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0005467-30.2012.8.17.8201 - Arrendamento Mercantil
Polo ativo
BANCO ITAULEASING S.A.
KAMILA COSTA DE MIRANDA - CPF: 055.266.144-92 (ADVOGADO)
Polo passivo
JONATHAS SILLAS NASCIMENTO CRUZ - CPF: 079.873.334-92 (RECORRIDO)
ANTONIO DE CARVALHO SOARES FILHO - CPF: 754.361.594-00 (ADVOGADO)
ROBERTO BANKS GOMES DA SILVA FILHO - CPF: 030.629.654-36 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal[Prioritário]
Rcl 0025631-11.2015.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
CARMEM DOLORES DE OLIVEIRA BLOISE - CPF: 128.047.704-00 (RECLAMANTE)
pietro duarte de sousa - CPF: 042.036.604-08 (ADVOGADO)
Polo passivo
21º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da Capital
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0046775-12.2013.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
ELCOMA COMPONENTES E MATERIAIS ELETRONICOS LTDA. - CNPJ: 04.199.007/0004-88 (RECORRENTE)
BRAZ FLORENTINO PAES DE ANDRADE FILHO - CPF: 073.977.364-08 (ADVOGADO)
Polo passivo
RILDO ANSELMO DA SILVA - CPF: 305.573.304-59 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0035085-49.2014.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
ROSA MARIA GOMES DA SILVA - CPF: 192.424.414-49 (RECORRENTE)
Polo passivo
TNL PCS S/A - CNPJ: 04.164.616/0001-59 (RECORRIDO)
546
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OI MOVEL S/A
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0045340-66.2014.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
CARLOS ALBERTO CIPRIANO DA SILVA - CPF: 080.278.474-78 (RECORRENTE)
JOSÉ CARLOS MEDEIROS JUNIOR - CPF: 008.895.744-64 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO DO BRASIL SA - CNPJ: 00.000.000/0001-91 (RECORRIDO)
MARCOS ANTONIO SAMPAIO DE MACEDO - CPF: 817.189.343-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalCC
0041329-57.2015.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
MELQUISEDEQUE PAULO DE FRANCA - CPF: 882.356.374-72 (SUSCITANTE)
Polo passivo
TELEFONICA BRASIL S.A. - CNPJ: 02.558.157/0001-62 (SUSCITADO)
PAULO EDUARDO PRADO - CPF: 130.886.688-70 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0031416-85.2014.8.17.8201 - Planos de Saúde
Polo ativo
SAULO SERGIO DE FARIAS - CPF: 069.383.704-78 (RECORRENTE)
DIANA PATRICIA LOPES CAMARA - CPF: 040.624.574-66 (ADVOGADO)
Polo passivo
GOLDEN CROSS ASSISTENCIA INTERNACIONAL DE SAUDE LTDA - CNPJ: 01.518.211/0001-83 (RECORRIDO)
ANTONIO HENRIQUE CAVALCANTI WANDERLEY - CPF: 080.271.454-49 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0040550-39.2014.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
SILVIA SONOHARA CAMPONES DO BRASIL - CPF: 021.451.294-05 (RECORRENTE)
LEANDRO JOAQUIM DA SILVA PEREIRA - CPF: 084.632.744-98 (ADVOGADO)
Polo passivo
CLARO S.A. - CNPJ: 40.432.544/0001-47 (RECORRIDO)
DEBORA RENATA LINS CATTONI - CPF: 816.899.424-87 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal
RecIno 0051383-87.2012.8.17.8201 - Financiamento de Produto
547
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Polo ativo
Banco GMAC S A - CNPJ: 59.274.605/0001-13 (RECORRENTE)
DANIEL SALES DE SOUZA COSTA - CPF: 042.643.744-64 (ADVOGADO)
BRUNO CESAR PIMENTEL DE LIMA - CPF: 029.147.324-57 (ADVOGADO)
Polo passivo
PATRICIA OLIVEIRA DOS SANTOS - CPF: 007.640.554-02 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0044222-55.2014.8.17.8201 - Alienação Fiduciária
Polo ativo
MARIA DO CARMO DA PAIXAO PIRES - CPF: 266.456.024-72 (RECORRENTE)
GIVALDO CANDIDO DOS SANTOS - CPF: 153.380.024-34 (ADVOGADO)
Polo passivo
DIGIBRAS INDUSTRIA DO BRASIL S/A - CNPJ: 07.130.025/0001-59 (RECORRIDO)
FELICIANO LYRA MOURA - CPF: 026.383.794-76 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0051022-02.2014.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
KLEBER DE SOUZA ARAUJO - CPF: 961.981.504-10 (RECORRENTE)
MARIA CHRISLAYNE DE VASCONCELOS - CPF: 042.031.144-03 (ADVOGADO)
Polo passivo
AGS - ASSOCIACAO DE GRUPOS SOLIDARIOS - CNPJ: 09.152.511/0001-01 (RECORRIDO)
PEDRO DE AVELAR QUEIROZ - CPF: 074.970.054-80 (ADVOGADO)
MS DANTAS CORRETORA DE SEGUROS LTDA - CNPJ: 15.563.854/0001-53 (RECORRIDO)
PEDRO DE AVELAR QUEIROZ - CPF: 074.970.054-80 (ADVOGADO)
GENERALI BRASIL SEGUROS S A - CNPJ: 33.072.307/0001-57 (RECORRIDO)
KYARA AMORIM MAIA THORPE - CPF: 030.517.034-19 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0033971-12.2013.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
Banco Itaúcard S.A. - CNPJ: 17.192.451/0001-70 (RECORRENTE)
Edivane Cristina Tenório de Andrade Bastos - CPF: 066.302.594-08 (ADVOGADO)
Polo passivo
ANTONIO GILBERTO SOARES MACIEL FILHO - CPF: 007.698.334-03 (RECORRIDO)
RENATA CARRILHO DE AGUIAR - CPF: 882.733.424-68 (ADVOGADO)
PAULO RUBEM MEDEIROS COELHO - CPF: 846.050.224-49 (ADVOGADO)
548
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Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0030797-24.2015.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
GLOBAL VILLAGE TELECOM LTDA. - CNPJ: 03.420.926/0001-24 (RECORRENTE)
Polo passivo
ERYSTON TAYRONE DE OLIVEIRA VIDAL - CPF: 859.201.854-49 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0031942-52.2014.8.17.8201 - Fornecimento de Água
Polo ativo
MARIA DA CONCEICAO DO NASCIMENTO - CPF: 309.989.678-07 (RECORRENTE)
MARCELO DE SOUZA TANÚS - CPF: 021.050.954-61 (ADVOGADO)
Polo passivo
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO - CNPJ: 09.769.035/0001-64 (RECORRIDO)
HAROLDO WILSON MARTINEZ DE SOUZA JUNIOR - CPF: 027.259.724-42 (ADVOGADO)
MARITZZA FABIANE LIMA MARTINEZ DE SOUZA - CPF: 021.023.174-20 (ADVOGADO)
MARIZZE FERNANDA LIMA MARTINEZ DE SOUZA - CPF: 039.103.954-73 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0001555-24.2015.8.17.8232 - Direito de Imagem
Polo ativo
DANIELE DE SALES JOSE DA SILVA - CPF: 096.517.424-70 (RECORRENTE)
JOSE LEANDRO DE LIMA FILHO - CPF: 010.084.604-19 (ADVOGADO)
VITTORIO NIKOLAI TAVARES COSTA - CPF: 043.794.364-03 (ADVOGADO)
Polo passivo
TIM CELULAR S.A. - CNPJ: 04.206.050/0001-80 (RECORRIDO)
KYARA AMORIM MAIA THORPE - CPF: 030.517.034-19 (ADVOGADO)
DANIELE DE SALES JOSE DA SILVA - CPF: 096.517.424-70 (RECORRIDO)
JOSE LEANDRO DE LIMA FILHO - CPF: 010.084.604-19 (ADVOGADO)
VITTORIO NIKOLAI TAVARES COSTA - CPF: 043.794.364-03 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0021833-42.2015.8.17.8201 - Cartão de Crédito
Polo ativo
FINANCEIRA ITAU CBD S.A. - CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO - CNPJ: 06.881.898/0001-30 (RECORRENTE)
TALITA VALENCA CAVALCANTI DE SA - CPF: 022.698.165-79 (ADVOGADO)
Polo passivo
ERIC JOSE DE OLIVEIRA E SILVA - CPF: 496.842.994-00 (RECORRIDO)
549
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Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0006101-55.2014.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
ROSANGELA MARIA DE LIMA - CPF: 511.878.094-20 (RECORRENTE)
ALBERICO ELIFAZ QUEIROZ DE SOUZA - CPF: 014.094.434-69 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO BMG - CNPJ: 61.186.680/0001-74 (RECORRIDO)
MARINA BASTOS DA PORCIUNCULA BENGHI - CPF: 026.429.439-41 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0003515-11.2015.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
TELEMAR NORTE LESTE S/A - CNPJ: 33.000.118/0014-93 (RECORRENTE)
PRICILLA BARROS DE OLIVEIRA FALCÃO - CPF: 030.120.924-39 (ADVOGADO)
Polo passivo
RISONALVA DE LUNA MELO - CPF: 047.072.974-04 (RECORRIDO)
CAMILLA CAMPOS MOURA CAVALCANTE - CPF: 073.940.834-89 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0012856-32.2013.8.17.8201 - Anulação
Polo ativo
BANCO ITAULEASING S.A. - CNPJ: 49.925.225/0001-48 (RECORRENTE)
WILSON SALES BELCHIOR - CPF: 629.286.943-15 (ADVOGADO)
Polo passivo
MARIA DO CARMO MACHADO RIBEIRO - CPF: 053.379.334-34 (RECORRIDO)
ROBERTO PAES BARRETO JUNIOR - CPF: 922.323.294-53 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0029193-96.2013.8.17.8201 - Alienação Fiduciária
Polo ativo
BV FINANCEIRA S.A - CNPJ: 01.149.953/0001-89 (RECORRENTE)
WILSON SALES BELCHIOR - CPF: 629.286.943-15 (ADVOGADO)
Polo passivo
JASSON ROBERTO DOS SANTOS - CPF: 796.881.524-04 (RECORRIDO)
GIVALDO CANDIDO DOS SANTOS - CPF: 153.380.024-34 (ADVOGADO)
550
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Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0026369-96.2015.8.17.8201 - Contratos Bancários
Polo ativo
ITAÚ UNIBANCO - CNPJ: 60.701.190/0001-04 (RECORRENTE)
ISABEL DE ANDRADE BEZERRA CABRAL DE MOURA - CPF: 071.551.454-75 (ADVOGADO)
Polo passivo
OSIAS PEREIRA DE OLIVEIRA - CPF: 291.060.794-15 (RECORRIDO)
Fabianna Rodrigues Layme - CPF: 020.684.854-43 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0001400-17.2015.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
HELENILZA DE CASTRO BARBOSA - CPF: 539.404.584-49 (RECORRENTE)
THIAGO PEDROSA DE ARRUDA GONCALVES - CPF: 076.478.824-81 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO BRADESCO CARTOES S.A. - CNPJ: 59.438.325/0001-01 (RECORRIDO)
ANDREA FORMIGA DANTAS DE RANGEL MOREIRA - CPF: 034.327.514-78 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0043664-49.2015.8.17.8201 - Alienação Judicial
Polo ativo
ALESSANDRA ROLLNIC - CPF: 822.064.304-87 (RECORRENTE)
JOSIAS DE HOLLANDA CALDAS FILHO - CPF: 800.978.714-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
SEVERINO MONTEIRO DA FRANCA FILHO - CPF: 173.108.734-91 (RECORRIDO)
LUIZ ANTONIO CARDOSO GAYÃO - CPF: 754.629.904-72 (ADVOGADO)
SHIRLEY NICHOLS SARAIVA - CPF: 620.800.244-34 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0029406-34.2015.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
ANA REGINA DE SOUZA CERQUEIRA - CPF: 588.363.064-20 (RECORRENTE)
MAGALLI SIMOES NOVAES ALVES DE MAGALHAES - CPF: 059.618.724-67 (ADVOGADO)
Polo passivo
SOCIEDADE TEATRAL DE FAZENDA NOVA - CNPJ: 11.472.198/0001-22 (RECORRIDO)
KUNIKO MATSUMIYA - CPF: 570.078.298-72 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0001422-79.2015.8.17.8232 - Direito de Imagem
551
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Polo ativo
JOSELIA CARNEIRO DE SOUZA - CPF: 579.809.504-53 (RECORRENTE)
DANUBIA CHARLENE DOS SANTOS - CPF: 047.757.224-33 (ADVOGADO)
Polo passivo
LOJA INSINUANTE - CNPJ: 16.182.834/0189-08 (RECORRIDO)
BSH CONTINENTAL ELETRODOMESTICOS LTDA
CARDIF DO BRASIL SEGUROS E GARANTIAS S/A - CNPJ: 08.279.191/0001-84 (RECORRIDO)
JOSELIA CARNEIRO DE SOUZA - CPF: 579.809.504-53 (RECORRIDO)
DANUBIA CHARLENE DOS SANTOS - CPF: 047.757.224-33 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0052088-51.2013.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
GLORIA DE JESUS LOPES DE FRANCA - CPF: 084.393.384-49 (RECORRENTE)
LUIS PAULO SUNDFELD - CPF: 763.866.194-04 (ADVOGADO)
Polo passivo
GLOBAL VILLAGE TELECOM LTDA
SUELLEN PONCELL DO NASCIMENTO DUARTE - CPF: 063.800.534-50 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0021968-54.2015.8.17.8201 - Planos de Saúde
Polo ativo
CLUBE DE SAUDE ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS LTDA
HAPVIDA SAÚDE
RUY RUSSELL GUEDES - CPF: 064.705.664-05 (ADVOGADO)
Polo passivo
ALEXANDRE CALACA DE AZEVEDO GOMES - CPF: 464.249.384-00 (RECORRIDO)
RICARDO CALACA DE AZEVEDO GOMES - CPF: 781.677.874-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0014700-80.2014.8.17.8201 - Alienação Fiduciária
Polo ativo
GUSTAVO JOSE DO MONTE - CPF: 076.986.624-70 (RECORRENTE)
GIVALDO CANDIDO DOS SANTOS - CPF: 153.380.024-34 (ADVOGADO)
Polo passivo
552
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Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0006707-83.2014.8.17.8201 - Arrendamento Mercantil
Polo ativo
Banco GMAC S A - CNPJ: 59.274.605/0001-13 (RECORRENTE)
Carlos Eduardo Mendes Albuquerque - CPF: 018.613.814-84 (ADVOGADO)
Polo passivo
ROSALI MARIA DE SOUZA - CPF: 235.666.804-78 (RECORRIDO)
JOHAN ROGERIO OLIVEIRA DE ALMEIDA - CPF: 035.688.714-67 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0045907-63.2015.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
Banco Itaúcard S.A. - CNPJ: 17.192.451/0001-70 (RECORRENTE)
BRUNO NOVAES BEZERRA CAVALCANTI - CPF: 032.027.264-80 (ADVOGADO)
ISABEL DE ANDRADE BEZERRA CABRAL DE MOURA - CPF: 071.551.454-75 (ADVOGADO)
Polo passivo
NEUSA DA SILVA SANTOS - CPF: 344.544.704-72 (RECORRIDO)
pietro duarte de sousa - CPF: 042.036.604-08 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0051210-92.2014.8.17.8201 - Protesto Indevido de Título
Polo ativo
BANCO CSF S/A - CNPJ: 08.357.240/0001-50 (RECORRENTE)
Polo passivo
LUIZ AUGUSTO DE OLIVEIRA FRANCA - CPF: 733.778.644-15 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0037617-64.2012.8.17.8201 - Abatimento proporcional do preço
Polo ativo
ROSICLEIDE DE ARAUJO DIAS - CPF: 741.683.044-34 (RECORRENTE)
ALEXIS DE SOUZA PESSOA - CPF: 616.471.444-34 (ADVOGADO)
Polo passivo
F S VASCONCELOS E CIA LTDA - CNPJ: 09.268.517/0001-30 (RECORRIDO)
HENRIQUE BURIL WEBER - CPF: 783.836.924-04 (ADVOGADO)
553
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Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal[Prioritário]
RecIno 0022154-77.2015.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
GENISETE MARIA DE OLIVEIRA - CPF: 124.422.164-34 (RECORRENTE)
SERGIO CORREIA DIAS DOS SANTOS - CPF: 076.581.924-49 (ADVOGADO)
CARLOS HENRIQUE CORREIA DOS SANTOS - CPF: 047.849.374-63 (ADVOGADO)
Polo passivo
CONDOMINIO DO SHOPPING CENTER RECIFE - CNPJ: 08.961.229/0001-02 (RECORRIDO)
Milita Ferreira Lima de Vasconcelos - CPF: 028.500.264-33 (ADVOGADO)
RECIFE PARKING LTDA - CNPJ: 07.088.405/0001-72 (RECORRIDO)
Milita Ferreira Lima de Vasconcelos - CPF: 028.500.264-33 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0050693-58.2012.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
TNL PCS S/A - CNPJ: 04.164.616/0001-59 (RECORRENTE)
PRICILLA BARROS DE OLIVEIRA FALCÃO - CPF: 030.120.924-39 (ADVOGADO)
Polo passivo
ALEXANDRE DE ARAUJO ALBUQUERQUE - CPF: 822.189.864-34 (RECORRIDO)
FERNANDO DE OLIVEIRA LIMA - CPF: 023.822.954-81 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0013318-18.2015.8.17.8201 - Acidente de Trânsito
Polo ativo
CARLOS FERNANDO COSTA SCHULER - CPF: 052.293.404-87 (RECORRENTE)
ILOMAR LIMA MARTINS FERREIRA - CPF: 881.045.594-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
KATIA CRISTINA GALINDO DE SOUZA - CPF: 020.606.904-98 (RECORRIDO)
Vanessa Barbosa Galindo - CPF: 047.828.254-04 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0026464-29.2015.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
BIERICA VIRGINIA SILVA DO NASCIMENTO - CPF: 051.321.244-29 (RECORRENTE)
MARCEL DE OLIVEIRA BARBOSA - CPF: 046.134.694-06 (ADVOGADO)
Polo passivo
554
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Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0025875-37.2015.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
PEDRO ALONCO DA SILVA - CPF: 548.530.444-34 (RECORRENTE)
FERNANDO RIBEIRO DA COSTA - CPF: 658.999.544-34 (ADVOGADO)
Polo passivo
ITALIANA AUTOMOVEIS DO RECIFE LTDA. - CNPJ: 02.472.105/0001-79 (RECORRIDO)
JOSE ALHEIRO DA COSTA SOBRINHO - CPF: 321.923.394-53 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0021619-22.2013.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
NESTOR BEZERRA E SILVA FILHO - CPF: 065.965.134-32 (RECORRENTE)
LUIZ OTÁVIO DE SOUZA JORDÃO EMERENCIANO - CPF: 040.718.934-35 (ADVOGADO)
Polo passivo
COMPANHIA DE BEBIDAS BRASIL KIRIN - CNPJ: 02.864.417/0001-28 (RECORRIDO)
PAULO ELISIO BRITO CARIBE - CPF: 658.795.894-04 (ADVOGADO)
CK PROMO PRODUTORA DE EVENTOS LTDA - CNPJ: 15.274.648/0001-23 (RECORRIDO)
GERARDYNE PASCARETTA BESSONE DE VASCONCELOS - CPF: 021.207.844-50 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0021912-21.2015.8.17.8201 - Contratos Bancários
Polo ativo
SERGIO RAMOS DE OLIVEIRA - CPF: 041.009.684-93 (RECORRENTE)
Polo passivo
Banco Bradesco S.A - CNPJ: 60.746.948/0001-12 (RECORRIDO)
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Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal[Prioritário]
RecIno 0022139-11.2015.8.17.8201 - Assinatura Básica Mensal
Polo ativo
RISETE CRUZ LIMA - CPF: 378.056.904-30 (RECORRENTE)
ROBERTA CRISTINA CRUZ RAMOS PEREIRA - CPF: 623.204.404-53 (ADVOGADO)
Polo passivo
TIM CELULAR S.A. - CNPJ: 04.206.050/0001-80 (RECORRIDO)
CHRISTIANNE GOMES DA ROCHA - CPF: 008.110.514-20 (ADVOGADO)
RISETE CRUZ LIMA - CPF: 378.056.904-30 (RECORRIDO)
ROBERTA CRISTINA CRUZ RAMOS PEREIRA - CPF: 623.204.404-53 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal[Prioritário]
RecIno 0040926-59.2013.8.17.8201 - Seguro
Polo ativo
MAURICIO GUILHERME FERREIRA DOS SANTOS - CPF: 000.450.714-20 (RECORRENTE)
Frederico Carneiro Leal Dias Pereira - CPF: 053.943.314-48 (ADVOGADO)
Polo passivo
BRADESCO VIDA E PREVIDENCIA S.A. - CNPJ: 51.990.695/0001-37 (RECORRIDO)
Amanda Beatriz Figueiroa Costa Arcoverde Gusmão - CPF: 039.359.394-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal
RecIno 0033371-20.2015.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
CARLOS AUGUSTO BATISTA DE LIMA - CPF: 404.103.664-04 (RECORRENTE)
MAX JOSE PINHEIRO JUNIOR - CPF: 375.003.924-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO DO BRASIL SA - CNPJ: 00.000.000/0001-91 (RECORRIDO)
MARCOS ANTONIO SAMPAIO DE MACEDO - CPF: 817.189.343-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0000259-58.2015.8.17.8234 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
WALQUIERI BARBOSA DA SILVA - CPF: 704.149.524-80 (RECORRENTE)
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Polo passivo
BANCO BRADESCARD S. A. - CNPJ: 04.184.779/0001-01 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0042087-70.2014.8.17.8201 - Seguro
Polo ativo
NATANAEL FURTUNATO DA SILVA - CPF: 123.893.234-72 (RECORRENTE)
CARLOS HENRIQUES SILVA - CPF: 138.509.704-34 (ADVOGADO)
Polo passivo
ITAU SEGUROS DE AUTO E RESIDENCIA S.A. - CNPJ: 08.816.067/0001-00 (RECORRIDO)
ADRIANA CALADO COSTA DO NASCIMENTO - CPF: 040.698.014-48 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0024037-30.2013.8.17.8201 - Espécies de Contratos
Polo ativo
UBIRACY BARBOSA DA COSTA - CPF: 064.812.404-50 (RECORRENTE)
pietro duarte de sousa - CPF: 042.036.604-08 (ADVOGADO)
Polo passivo
Banco Itaúcard S.A. - CNPJ: 17.192.451/0001-70 (RECORRIDO)
Edivane Cristina Tenório de Andrade Bastos - CPF: 066.302.594-08 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0034130-18.2014.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
DIGIBRAS INDUSTRIA DO BRASIL S/A - CNPJ: 07.130.025/0001-59 (RECORRENTE)
FELICIANO LYRA MOURA - CPF: 026.383.794-76 (ADVOGADO)
Polo passivo
ANA CARMEM NASCIMENTO DE SOUZA - CPF: 855.332.114-20 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0009047-97.2014.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
MARIA HELENA DO REGO BARROS PRATA FONSECA - CPF: 043.956.094-22 (RECORRENTE)
pietro duarte de sousa - CPF: 042.036.604-08 (ADVOGADO)
Polo passivo
AYMORÉ CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S.A
ANA TEREZA DE AGUIAR VALENCA - CPF: 060.860.544-10 (ADVOGADO)
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Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0008854-48.2015.8.17.8201 - Assinatura Básica Mensal
Polo ativo
onildo cavalcanti vilas bôas - CPF: 350.771.584-87 (RECORRENTE)
onildo cavalcanti vilas bôas - CPF: 350.771.584-87 (ADVOGADO)
Polo passivo
TELEMAR NORTE LESTE S/A OI - CNPJ: 33.000.118/0003-30 (RECORRIDO)
PRICILLA BARROS DE OLIVEIRA FALCÃO - CPF: 030.120.924-39 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0015496-37.2015.8.17.8201 - Despesas Condominiais
Polo ativo
LUCINEIDE GOMES DA SILVA
EMERSON BEZERRA DE LIMA - CPF: 027.974.824-84 (ADVOGADO)
JORGE AUGUSTO NOGUEIRA VIRGINIO - CPF: 884.292.614-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
CONDOMINIO DO EDIFICIO MONTREAL - CNPJ: 17.481.972/0001-48 (RECORRIDO)
GUILHERME OSVALDO CRISANTO TAVARES DE MELO - CPF: 779.659.814-91 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0004199-67.2014.8.17.8201 - Contratos Bancários
Banco Itaúcard S.A. X DAVI PEIXOTO DE MAGALHAES
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma Recursal
RecIno 0000068-47.2014.8.17.8234 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
SEVERINO FRANCISCO DA SILVA - CPF: 771.563.664-91 (RECORRENTE)
TACIANA MARIA COSTA MAGALHAES SANTANA - CPF: 743.741.254-34 (ADVOGADO)
ANDRE JULIANO CARVALHO NUNES DE BARROS - CPF: 061.145.014-38 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO DO BRASIL SA - CNPJ: 00.000.000/0001-91 (RECORRIDO)
MARCOS ANTONIO SAMPAIO DE MACEDO - CPF: 817.189.343-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0013493-46.2014.8.17.8201 - Fornecimento de Energia Elétrica
Polo ativo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRENTE)
ANATILDES DA CRUZ GOUVEIA NETA - CPF: 061.210.274-28 (ADVOGADO)
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Polo passivo
MARCELLA LIMA DE ALMEIDA64964409 - CPF: 039.649.644-09 (RECORRIDO)
MARCELLA LIMA DE ALMEIDA64964409 - CPF: 039.649.644-09 (ADVOGADO)
MARIA DE FATIMA LIMA DE ALMEIDA - CPF: 166.467.114-53 (RECORRIDO)
MARCELLA LIMA DE ALMEIDA64964409 - CPF: 039.649.644-09 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalMS
0000101-24.2015.8.17.9003 - Erro de Procedimento
Polo ativo
SIDCLEY NASCIMENTO VAREJAO - CPF: 707.541.874-20 (IMPETRANTE)
RODRIGO NUNES CUNHA DOS SANTOS - CPF: 072.725.224-02 (ADVOGADO)
SORAIA DE FATIMA VELOSO MARTINS BERTI - CPF: 052.566.104-22 (ADVOGADO)
Polo passivo
11º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da Capital
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0037792-24.2013.8.17.8201 - Planos de Saúde
Polo ativo
GOLDEN CROSS ASSISTENCIA INTERNACIONAL DE SAUDE LTDA - CNPJ: 01.518.211/0001-83 (RECORRENTE)
ANTONIO HENRIQUE CAVALCANTI WANDERLEY - CPF: 080.271.454-49 (ADVOGADO)
Polo passivo
LUIS MARIO GUIMARAES MOURY FERNANDES - CPF: 521.391.234-68 (RECORRIDO)
JOSÉ AGUINALDO DA SILVA - CPF: 223.515.744-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0003583-63.2013.8.17.8222 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
ALEXSANDRO CARNEIRO DE OLIVEIRA - CPF: 719.612.164-34 (RECORRENTE)
CASSIUS GUERRA VAREJAO DE ALCANTARA - CPF: 864.789.904-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
S. MAIOR CONSTRUCOES LTDA - EPP - CNPJ: 07.661.854/0001-68 (RECORRIDO)
Antonio de Moraes Dourado Neto - CPF: 038.499.054-11 (ADVOGADO)
CAIXA SEGURADORA S/A - CNPJ: 34.020.354/0001-10 (RECORRIDO)
EDUARDO JOSE DE SOUZA LIMA FORNELLOS - CPF: 021.922.804-32 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0000229-29.2015.8.17.8232 - Fornecimento de Energia Elétrica
Polo ativo
559
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Polo passivo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRIDO)
SONIA FERREIRA DE ANDRADE SOUZA - CPF: 817.745.164-20 (RECORRIDO)
EDUARDO WAGNER DE ASSIS LIMA - CPF: 019.509.644-42 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0000903-07.2015.8.17.8232 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
MANOEL FRANCISCO DA SILVA - CPF: 217.379.754-91 (RECORRENTE)
JOSÉ JORGE BARBOSA DE ALBUQUERQUE - CPF: 066.718.674-37 (ADVOGADO)
Polo passivo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRIDO)
MANOEL FRANCISCO DA SILVA - CPF: 217.379.754-91 (RECORRIDO)
JOSÉ JORGE BARBOSA DE ALBUQUERQUE - CPF: 066.718.674-37 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0047388-32.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
Banco GMAC S A - CNPJ: 59.274.605/0001-13 (RECORRENTE)
Polo passivo
JACYARA MARTINS DA COSTA - CPF: 434.117.384-72 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0035914-30.2014.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
banco fiat s/a
ISABEL DE ANDRADE BEZERRA CABRAL DE MOURA - CPF: 071.551.454-75 (ADVOGADO)
Polo passivo
ANDREIA KECIA DE ARRUDA - CPF: 059.861.984-41 (RECORRIDO)
Wilson Feitosa da Silva - CPF: 102.342.844-04 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0016246-10.2013.8.17.8201 - Contratos Bancários
Polo ativo
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Polo passivo
JOSE JOAQUIM DE SANTANA FILHO - CPF: 342.449.564-68 (RECORRIDO)
ROSSANO MARLIO SPINDOLA DE OLIVEIRA - CPF: 243.731.414-87 (ADVOGADO)
katia bezerra de oliveira ribeiro - CPF: 009.116.144-43 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0017527-30.2015.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
BANCO FIBRA SA - CNPJ: 58.616.418/0001-08 (RECORRENTE)
BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA VANDERLEI - CPF: 032.062.184-70 (ADVOGADO)
Polo passivo
JOSE ROBERTO SANTANA DA SILVA JUNIOR - CPF: 046.498.204-99 (RECORRIDO)
MARIO LUCAS DE ANDRADE BORGES - CPF: 058.041.194-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0013047-09.2015.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
MESUS TELLES GONCALVES DOS SANTOS - CPF: 007.574.124-59 (RECORRENTE)
RENATO NOGUEIRA DE SOUZA MENDES - CPF: 081.825.354-17 (ADVOGADO)
DANIEL DIAS - CPF: 009.326.794-04 (ADVOGADO)
Polo passivo
ASSOCIACAO DOS LOJISTAS DO SHOPPING CENTER RECIFE - CNPJ: 11.674.553/0001-46 (RECORRIDO)
Milita Ferreira Lima de Vasconcelos - CPF: 028.500.264-33 (ADVOGADO)
RECIFE PARKING LTDA - CNPJ: 07.088.405/0001-72 (RECORRIDO)
Milita Ferreira Lima de Vasconcelos - CPF: 028.500.264-33 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0011398-09.2015.8.17.8201 - Alienação Fiduciária
Polo ativo
REGINALDO JOSE RAIMUNDO - CPF: 113.195.934-53 (RECORRENTE)
Matheus Romário de Barros Pôrto - CPF: 086.125.934-33 (ADVOGADO)
Polo passivo
AYMORE CFI - CNPJ: 07.707.650/0001-10 (RECORRIDO)
WILSON SALES BELCHIOR - CPF: 629.286.943-15 (ADVOGADO)
561
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Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0000653-68.2015.8.17.8233 - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro
Polo ativo
PERLUCIO CANDIDO DA COSTA - CPF: 069.235.914-14 (RECORRENTE)
SAMUEL SEBASTIAO NASCIMENTO DOS SANTOS - CPF: 415.317.524-20 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO PANAMERICANO SA - CNPJ: 59.285.411/0001-13 (RECORRIDO)
FELICIANO LYRA MOURA - CPF: 026.383.794-76 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0016106-05.2015.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
BANCO DO BRASIL SA - CNPJ: 00.000.000/0001-91 (RECORRENTE)
Polo passivo
MARIA CRISTINA ALVES MACHADO - CPF: 335.725.004-78 (RECORRIDO)
LUIS FERREIRA MACHADO - CPF: 172.551.634-91 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0035268-54.2013.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
THIAGO VELOSO DE LIRA - CPF: 068.392.294-75 (RECORRENTE)
EMERSON BEZERRA DE LIMA - CPF: 027.974.824-84 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO PANAMERICANO SA - CNPJ: 59.285.411/0001-13 (RECORRIDO)
FELICIANO LYRA MOURA - CPF: 026.383.794-76 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0004644-85.2014.8.17.8201 - Cartão de Crédito
Polo ativo
HIPERCARD BANCO MULTIPLO S.A. - CNPJ: 03.012.230/0001-69 (RECORRENTE)
CAMILA ALEIXO DA MATTA - CPF: 832.369.025-15 (ADVOGADO)
562
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Polo passivo
VERONICA MARIA DE ARAUJO DEMERY - CPF: 417.824.614-34 (RECORRIDO)
TARCILA D EMERY SALVADOR - CPF: 014.092.174-50 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0011710-19.2014.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
ARTUR LUAN SANTANA DE MELO - CPF: 109.557.104-48 (RECORRENTE)
HERMANO RIBEIRO MARQUES - CPF: 217.788.094-72 (ADVOGADO)
Polo passivo
MONITORE BRASIL IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - ME - CNPJ: 08.064.280/0001-03 (RECORRIDO)
arthur de souza leão santos - CPF: 354.588.364-72 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0019046-40.2015.8.17.8201 - Cancelamento de vôo
Polo ativo
TRANSPORTES AEREOS PORTUGUESES SA - CNPJ: 33.136.896/0001-90 (RECORRENTE)
JOAO ROBERTO LEITAO DE ALBUQUERQUE MELO - CPF: 832.342.094-72 (ADVOGADO)
Polo passivo
CRISTIANO FELIPE BORBA DO NASCIMENTO - CPF: 038.705.594-03 (RECORRIDO)
ALEXANDRE DUQUE CARVALHO - CPF: 028.777.314-05 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0004672-19.2015.8.17.8201 - Consórcio
Polo ativo
CARBOL CORRETORA DE SEGUROS E REPRESENTACOES LTDA - ME - CNPJ: 05.870.436/0001-55 (RECORRENTE)
VIVIANE GUIMARAES DA SILVA - CPF: 018.548.074-80 (ADVOGADO)
Polo passivo
LUIZ PAULO ALVES - CPF: 089.434.024-73 (RECORRIDO)
NELSON JOSE TEIXEIRA DE SOUZA - CPF: 039.028.114-04 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0011694-31.2015.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRENTE)
Polo passivo
ANTONIO MARDEM RICARTE - CPF: 062.010.404-04 (RECORRIDO)
MARIA CRISTINA COSTA - CPF: 488.231.204-20 (RECORRIDO)
563
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Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0022648-39.2015.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
SKY - CNPJ: 72.820.822/0001-20 (RECORRENTE)
FELICIANO LYRA MOURA - CPF: 026.383.794-76 (ADVOGADO)
Polo passivo
EDILEIDE MARIA DE SOUZA GOMES - CPF: 449.508.884-04 (RECORRIDO)
JOHAN ROGERIO OLIVEIRA DE ALMEIDA - CPF: 035.688.714-67 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0024365-86.2015.8.17.8201 - Despesas Condominiais
Polo ativo
SANDELI QUEIROGA DE ANDRADE - CPF: 030.630.534-81 (RECORRENTE)
NELSON ARAUJO QUAIOTTI - CPF: 396.785.557-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
CONDOMINIO DO EDIFICIO GRAND VITTA - CNPJ: 18.810.359/0001-90 (RECORRIDO)
RENATO PADILHA FERREIRA BARROS - CPF: 010.216.574-25 (ADVOGADO)
LUANA CARLA LINS MERGULHAO - CPF: 018.403.544-96 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0041225-02.2014.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
EDUARDO JOSE DE MOURA - CPF: 026.195.334-65 (RECORRENTE)
ANDRE FRUTUOSO DE PAULA - CPF: 046.491.194-05 (ADVOGADO)
Polo passivo
AYMORE CFI - CNPJ: 07.707.650/0001-10 (RECORRIDO)
ELISIA HELENA DE MELO MARTINI - CPF: 379.386.064-72 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0000995-49.2014.8.17.8222 - Substituição do Produto
Polo ativo
VIDEO TECNICA ELETRONICA LTDA
Polo passivo
ELIANE GONCALVES DE LIMA ALBUQUERQUE - CPF: 757.372.994-49 (RECORRIDO)
MICHELA RODRIGUES DE MOURA - CPF: 036.197.114-10 (ADVOGADO)
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Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0028536-91.2012.8.17.8201 - Arrendamento Mercantil
Polo ativo
NAIRTON LOPES DE LIMA - CPF: 497.212.594-20 (RECORRENTE)
ERLON CESAR DA CUNHA MUNIZ COSTA - CPF: 023.819.454-07 (ADVOGADO)
Polo passivo
BFB LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL - CNPJ: 43.425.008/0001-02 (RECORRIDO)
MARIA CLARA DE ARAÚJO MARINHO ALVES DE LIMA - CPF: 055.754.774-10 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0007419-10.2013.8.17.8201 - Contratos Bancários
Polo ativo
D IBENS LEASING S.A
WILSON SALES BELCHIOR - CPF: 629.286.943-15 (ADVOGADO)
Polo passivo
ELAINE CARLA ALVES PEQUENO - CPF: 869.126.234-68 (RECORRIDO)
Andre Luiz Gouveia de Oliveira - CPF: 041.044.384-05 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0000786-20.2013.8.17.8221 - Financiamento de Produto
Polo ativo
EDIMARIO ACIOLI DA CUNHA - CPF: 882.702.464-68 (RECORRENTE)
FABIA AUGUSTA CLAUDINO VALOIS DA SILVEIRA - CPF: 869.222.114-72 (ADVOGADO)
Adriana Lima de Melquiades Melo - CPF: 881.360.784-91 (ADVOGADO)
Polo passivo
BV FINANCEIRA S.A - CNPJ: 01.149.953/0001-89 (RECORRIDO)
WILSON SALES BELCHIOR - CPF: 629.286.943-15 (ADVOGADO)
EDIMARIO ACIOLI DA CUNHA - CPF: 882.702.464-68 (RECORRIDO)
Adriana Lima de Melquiades Melo - CPF: 881.360.784-91 (ADVOGADO)
FABIA AUGUSTA CLAUDINO VALOIS DA SILVEIRA - CPF: 869.222.114-72 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Primeira Turma RecursalRecIno
0004406-97.2014.8.17.8223 - Contratos Bancários
Polo ativo
BV FINANCEIRA S.A - CNPJ: 01.149.953/0001-89 (RECORRENTE)
MARINA BASTOS DA PORCIUNCULA BENGHI - CPF: 026.429.439-41 (ADVOGADO)
565
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Polo passivo
OMAR BATISTA CARNEIRO DA SILVA - CPF: 306.790.444-34 (RECORRIDO)
SORAIA DE FATIMA VELOSO MARTINS BERTI - CPF: 052.566.104-22 (ADVOGADO)
EDUARDO SOARES DE SIQUEIRA NETO - CPF: 041.391.564-65 (ADVOGADO)
_________________________________
Secretário(a) do Colégio Recursal
566
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ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO
1º COLEGIO RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS
------------------------------------------------------------
CONVOCAÇÃO
TURMA FAZENDÁRIA
59ª SessÃo
19/04/2016
Ficam cientes as partes e intimados seus advogados para a 58ª sessão de julgamentos da TURMA FAZENDÁRIA do 1º COLÉGIO
RECURSALDOS JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS, a realizar-se no DÉCIMO NONO dia do mês de abril de dois mil dezesseis, a partir das 09:00
horas, na sala de sessões Colégio Recursal, na AV MASCARENHAS DE MORAIS, 1919 - IMBIRIBEIRA - RECIFE-PE FORUM BENILDES DE
SOUZA RIBEIRO, na qual serão julgados os feitos abaixo indicados. Ficam ainda cientes os advogados das partes que o prazo para a interposição
de eventuais recursos em face de acórdão lavrado em própria sessão de julgamento, será contado a partir da data de sua realização, qual seja,
do dia 19/04/2016.
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
[Prioritário]
RecIno 0051818-90.2014.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
DAISY MARY RAMOS CALADO - CPF: 175.416.037-91 (RECORRENTE)
CHARLSTON RICARDO VASCONCELOS DOS SANTOS - CPF: 640.899.404-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
FUNDACAO DE APOSENTADORIAS E PENSOES DOS SERVIDORES DO - CNPJ: 05.136.779/0001-90 (RECORRIDO)
TANIA MARIA DE QUEIROZ COSTA - CPF: 019.731.274-82 (RECORRIDO)
MARIANA DOURADO LAURINDO - CPF: 024.066.694-16 (ADVOGADO)
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
[Prioritário]
RecIno 0045165-38.2015.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Polo passivo
BERNADETE MARIA DA SILVA - CPF: 367.529.834-53 (RECORRIDO)
CAROLINA OLIVEIRA FRAZAO - CPF: 041.038.204-38 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
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Polo passivo
IVANIA MIRO DO AMARAL - CPF: 038.525.914-06 (RECORRIDO)
GERVASIO XAVIER DE LIMA LACERDA - CPF: 025.618.474-70 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0012901-36.2013.8.17.8201 - Juizados Especiais
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
LUCIANE FONTES DE AMORIM CARDOSO - CPF: 693.307.864-72 (RECORRIDO)
Camila Cardoso de Siqueira - CPF: 064.398.934-08 (ADVOGADO)
FRANCISCO FELIPE CARDOSO DE SIQUEIRA - CPF: 097.312.924-70 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0009679-60.2013.8.17.8201 - Juizados Especiais
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
JORGE SOARES DA SILVA - CPF: 381.396.267-91 (RECORRIDO)
Camila Cardoso de Siqueira - CPF: 064.398.934-08 (ADVOGADO)
FRANCISCO FELIPE CARDOSO DE SIQUEIRA - CPF: 097.312.924-70 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
ReMeCa 0000036-92.2016.8.17.9003 - Efeitos
Polo ativo
INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO - IRH-PE
Polo passivo
JOSEFA NADIR DOS SANTOS - CPF: 480.057.544-34 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
568
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Polo passivo
MARIA IRENE SARAIVA LOPES - CPF: 400.031.083-68 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
ReMeCa 0000038-62.2016.8.17.9003 - Efeitos
Polo ativo
Estado de Pernambuco
Polo passivo
NATALIA MAXIMO DE MACEDO - CPF: 821.969.584-68 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
ReMeCa 0000048-09.2016.8.17.9003 - Efeitos
Polo ativo
Estado de Pernambuco
Polo passivo
IRLANE MARIA GOMES BRUCE - CPF: 071.053.854-56 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0036599-37.2014.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
RITA DE CASSIA RAMALHO TEMPORAL - CPF: 903.385.024-91 (RECORRIDO)
DARLAN HENRIQUE BATISTA ALVES AMORIM - CPF: 043.269.494-30 (ADVOGADO)
Camila Cardoso de Siqueira - CPF: 064.398.934-08 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0020274-21.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
569
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Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0019787-80.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
CRISTIANE CAVALCANTE FIDELIS GOUVEIA - CPF: 045.436.584-50 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0021918-96.2013.8.17.8201 - Concessão
Polo ativo
EMERSON ASSIS DE LIMA - CPF: 905.579.994-72 (RECORRENTE)
FERNANDA ARANTES RODRIGUES - CPF: 014.121.074-58 (ADVOGADO)
Polo passivo
FUNDACAO DE APOSENTADORIAS E PENSOES DOS SERVIDORES DO - CNPJ: 05.136.779/0001-90 (RECORRIDO)
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0005389-65.2014.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
MARCOS ELIAS DA SILVA - CPF: 632.754.144-53 (RECORRENTE)
PATRICIA MARTINS NUNES - CPF: 543.584.504-15 (ADVOGADO)
Polo passivo
FUNDACAO DE APOSENTADORIAS E PENSOES DOS SERVIDORES DO - CNPJ: 05.136.779/0001-90 (RECORRIDO)
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRIDO)
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0023526-66.2012.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
570
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Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
CICERA MARIA FERREIRA - CPF: 053.592.354-62 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0000311-90.2014.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
SHEYLA PATRICIA DE MELO MOTA - CPF: 950.243.524-91 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0012169-21.2014.8.17.8201 - Alteração do coeficiente de cálculo do benefício
Polo ativo
ALBERES DA SILVA NASCIMENTO - CPF: 865.201.804-91 (RECORRENTE)
Polo passivo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRIDO)
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
ALBERES DA SILVA NASCIMENTO - CPF: 865.201.804-91 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0026556-75.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
JUCIANA TEIXEIRA DA SILVA ALVES - CPF: 047.641.274-90 (RECORRIDO)
571
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Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0008164-19.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Polo passivo
ANDRE DO NASCIMENTO SILVA - CPF: 055.156.094-09 (RECORRIDO)
ANDRE DO NASCIMENTO SILVA - CPF: 055.156.094-09 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0016843-08.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Polo passivo
IVANA BEZERRA DA CONCEICAO - CPF: 432.176.644-34 (RECORRIDO)
ANDRE DO NASCIMENTO SILVA - CPF: 055.156.094-09 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/3º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0021399-53.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
FLAVIO MAURICIO SANTANA DE MELLO - CPF: 494.871.911-00 (RECORRIDO)
ANDRE DO NASCIMENTO SILVA - CPF: 055.156.094-09 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0009564-68.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
ROMERO FERREIRA DAS CHAGAS - CPF: 044.494.744-22 (RECORRIDO)
572
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0006435-55.2015.8.17.8201 - Honorários Advocatícios em Execução Contra a Fazenda Pública
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
ISABEL GONCALO DE OLIVEIRA NETA - CPF: 007.127.023-00 (RECORRIDO)
ISABEL GONCALO DE OLIVEIRA NETA - CPF: 007.127.023-00 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0005624-95.2015.8.17.8201 - Honorários Advocatícios em Execução Contra a Fazenda Pública
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
SEVERINO JOSE DE CARVALHO - CPF: 021.176.064-15 (RECORRIDO)
DANIEL LEITE BRITTO ALVES - CPF: 054.354.794-95 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0036441-45.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
DIAGNOSTICO NEUROFISIOLOGICO LTDA - CNPJ: 35.346.261/0001-42 (RECORRIDO)
RENATA MARIA OLIVEIRA BEZERRA - CPF: 060.486.204-03 (ADVOGADO)
MARCELA NOGUEIRA DE PAIVA HENRIQUES - CPF: 027.434.594-33 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0041355-55.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
573
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Polo passivo
JOAO JOSE DO NASCIMENTO - CPF: 006.768.528-58 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0014352-96.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
NIEDJA DUTRA DE MELO RIO LIMA - CPF: 268.258.994-49 (RECORRIDO)
KARIANA GUERIOS DE LIMA - CPF: 794.912.944-15 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0010649-60.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
INALDO AZEVEDO LOUREIRO - CPF: 304.313.284-04 (RECORRIDO)
Camila Cardoso de Siqueira - CPF: 064.398.934-08 (ADVOGADO)
FRANCISCO FELIPE CARDOSO DE SIQUEIRA - CPF: 097.312.924-70 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0005207-16.2013.8.17.8201 - Juizados Especiais
Polo ativo
LISETE RAMOS DA SILVA - CPF: 076.607.484-67 (RECORRENTE)
JOSEANE JACIVANA DA SILVA SOUZA - CPF: 665.620.664-68 (ADVOGADO)
Polo passivo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRIDO)
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0042906-70.2015.8.17.8201 - Juizados Especiais
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
574
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Polo passivo
CLAUDIA BARRETO DORNELAS CAMARA - CPF: 279.599.884-04 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
ReMeCa 0000058-53.2016.8.17.9003 - Cabimento
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
ANDERSON DOS SANTOS VALENTIM - CPF: 092.710.024-07 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0022455-92.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
ALBERTO TAKEUCHI - CPF: 089.732.258-47 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0010076-22.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
EDUARDO DE ARRUDA MOTA E ALBUQUERQUE - CPF: 171.814.104-15 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0026794-26.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
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Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0033629-98.2013.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE - CNPJ: 10.565.000/0001-92 (RECORRENTE)
Polo passivo
ANDRE BRASILEIRO DE CARVALHO - CPF: 434.884.124-15 (RECORRIDO)
FLAVIO FIGUEIREDO GIMENES - CPF: 767.651.997-72 (ADVOGADO)
Antônio Edmundo Jordão de Vasconcelos - CPF: 243.856.114-91 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
ED 0017536-89.2015.8.17.8201 - Honorários Advocatícios em Execução Contra a Fazenda Pública
Polo ativo
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
Polo passivo
JULIANA PEREZ FALCAO - CPF: 007.566.464-05 (EMBARGADO)
JULIANA PEREZ FALCAO - CPF: 007.566.464-05 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0034050-88.2013.8.17.8201 - Concessão
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (RECORRENTE)
Polo passivo
ELENILSON FERREIRA DA SILVA - CPF: 040.760.224-08 (RECORRIDO)
FERNANDA ARANTES RODRIGUES - CPF: 014.121.074-58 (ADVOGADO)
SORAIA DE FATIMA VELOSO MARTINS BERTI - CPF: 052.566.104-22 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0042036-25.2015.8.17.8201 - Desconto em folha de pagamento
Polo ativo
SEVERINO JOSE DIAS DE MORAES - CPF: 358.614.954-91 (RECORRENTE)
JULIO CESAR BATISTA DOS SANTOS - CPF: 621.091.894-87 (ADVOGADO)
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Polo passivo
Procuradoria do Contencioso - Juizado Especial
FUNDACAO DE APOSENTADORIAS E PENSOES DOS SERVIDORES DO - CNPJ: 05.136.779/0001-90 (RECORRIDO)
SASSEPE - CNPJ: 11.944.899/0001-17 (RECORRIDO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
ED 0046585-15.2014.8.17.8201 - Honorários Advocatícios em Execução Contra a Fazenda Pública
Polo ativo
ESTADO DO PERNAMBUCO - CNPJ: 00.358.773/0001-44 (EMBARGANTE)
Polo passivo
JULIANA GAYAO DE MORAIS - CPF: 989.655.224-04 (EMBARGADO)
Sérgio Rodrigo Gayão de Morais - CPF: 989.655.494-34 (ADVOGADO)
Primeira Turma Recursal Fazendária/2º Gabinete da Primeira Turma Recursal Fazendária - Juizados Especiais da Fazenda/Juiz de Direito da
Primeira Turma Recursal Fazendária
RecIno 0021152-72.2015.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PROCURADORIA GERAL DO ESTADO - CNPJ: 35.329.242/0001-08 (RECORRENTE)
Polo passivo
YCARO GOMES BARRADAS PEREGRINO - CPF: 073.771.604-54 (RECORRIDO)
VANESSA DE DEUS SILVA - CPF: 047.560.664-70 (ADVOGADO)
ESTADO DE PERNAMBUCO
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PODER JUDICIÁRIO
1º COLEGIO RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS
------------------------------------------------------------
OS RECURSOS FÍSICOS QUE FORAM JULGADOS ESTÃO MOVIMENTADOS NO SISTEMA, O RESTANTE FOI RETIRADO DE PAUTA
CONVOCAÇÃO
ADENDO
2a. TURMA RECURSAL
53ª Sessão
18/04/2016
Ficam cientes as partes e intimados seus advogados para a 53ª sessão de julgamentos da 2a. TURMA RECURSAL do 1º COLÉGIO RECURSAL
DOS JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS, a realizar-se no DÉCIMO OITAVO dia do mês de ABRIL de dois mil e dezesseis, a Partir DAS 14:00
HORAS, na sala de sessões Colégio Recursal, na AV MASCARENHAS DE MORAIS, 1919 - IMBIRIBEIRA - RECIFE-PE FORUM BENILDES
DE SOUZA RIBEIRO, na qual serão julgados os feitos abaixo indicados. Ficam ainda cientes os advogados das partes que o prazo para a
interposição de eventuais recursos em face de acórdão Lavrado em própria sessão de julgamento, será contado a partir da data de sua realização,
qual seja, do dia 18/04/2016. Obs. Os eventuais recursos em face de acórdão lavrado em processos PJe 2º Grau deverão ser peticionados
ELETRONICAMENTE NO PJE 2º GRAU.
PROCESSOS FÍSICOS
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Advogado...:
Orgao Julgador.: 2a. TURMA RECURSAL
Relator........: JUIZ - ROMAO ULISSES SAMPAIO
PROCESSOS PJE
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0000921-56.2014.8.17.8234 - Fornecimento de Energia Elétrica
Polo ativo
581
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Polo passivo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRIDO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0033937-03.2014.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRENTE)
THAISA GABRIELLE DA SILVA OLIVEIRA - CPF: 048.134.294-08 (ADVOGADO)
DANIELA PINTO LUBAMBO DE OLIVEIRA - CPF: 037.055.714-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
ROSALIA COSTA MAIA - CPF: 800.894.378-53 (RECORRIDO)
alan mitchell araújo lima - CPF: 729.206.454-04 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0047430-13.2015.8.17.8201 - Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes
Polo ativo
GLOBAL VILLAGE TELECOM LTDA. - CNPJ: 03.420.926/0001-24 (RECORRENTE)
PAULO EDUARDO PRADO - CPF: 130.886.688-70 (ADVOGADO)
Polo passivo
KATYA MARIA CARVALHO GUIMARAES - CPF: 224.719.104-59 (RECORRIDO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0003390-43.2015.8.17.8201 - Direitos / Deveres do Condômino
Polo ativo
CONDOMINIO DO CONJUNTO RESIDENCIAL FELIPE CAMARAO - CNPJ: 12.585.048/0001-98 (RECORRENTE)
MARCUS VINICIUS SERAFIM DE SOUSA - CPF: 104.596.694-00 (ADVOGADO)
Polo passivo
JANETE MARTINS TETI - CPF: 194.557.554-91 (RECORRIDO)
LUANA CARLA LINS MERGULHAO - CPF: 018.403.544-96 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
ED 0000238-85.2015.8.17.8233 - Contratos Bancários
Polo ativo
ORLANDO JOSE DA SILVA - CPF: 849.634.254-91 (EMBARGANTE)
GISELE REGIS BARBOSA - CPF: 960.405.134-20 (ADVOGADO)
RUDNUBIA D ARAUJO NAZARIO DE OLIVEIRA - CPF: 070.602.804-05 (ADVOGADO)
Polo passivo
BV FINANCEIRA S.A - CNPJ: 01.149.953/0001-89 (EMBARGADO)
582
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Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0000622-84.2015.8.17.8221 - Fornecimento de Energia Elétrica
Polo ativo
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CNPJ: 10.835.932/0001-08 (RECORRENTE)
DANIELLE DE SOUZA MATOS PIRES - CPF: 053.623.824-38 (ADVOGADO)
Polo passivo
EDVALDO ADRIANO CAETANO BRAGA - CPF: 864.049.034-15 (RECORRIDO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0000202-42.2015.8.17.8201 - Perdas e Danos
Polo ativo
ANDERSON RAFAEL MELO DA SILVA - CPF: 032.923.294-00 (RECORRENTE)
CATARINA TAVARES DE MELO PEREIRA - CPF: 046.297.514-24 (ADVOGADO)
SORAIA DE FATIMA VELOSO MARTINS BERTI - CPF: 052.566.104-22 (ADVOGADO)
Polo passivo
Banco Itaúcard S.A. - CNPJ: 17.192.451/0001-70 (RECORRIDO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0001748-71.2012.8.17.8223 - Financiamento de Produto
Polo ativo
JOSE FABIO DE LIMA - CPF: 042.065.704-50 (RECORRENTE)
pietro duarte de sousa - CPF: 042.036.604-08 (ADVOGADO)
Polo passivo
Banco Itaúcard S.A. - CNPJ: 17.192.451/0001-70 (RECORRIDO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
ED 0005654-67.2014.8.17.8201 - Indenização por Dano Material
Polo ativo
MIGUEL LUIZ DA SILVA - CPF: 167.309.684-00 (EMBARGANTE)
Renatha Araujo Cruz - CPF: 049.998.064-60 (ADVOGADO)
Polo passivo
MD PE PRAIA DE PIEDADE LTDA - CNPJ: 09.464.945/0001-39 (EMBARGADO)
IVAN ISAAC FERREIRA FILHO - CPF: 668.956.185-20 (ADVOGADO)
COLLEM CONSTRUTORA MOHALLEM LTDA - CNPJ: 21.442.256/0001-29 (EMBARGADO)
IVAN ISAAC FERREIRA FILHO - CPF: 668.956.185-20 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
ED 0000478-77.2015.8.17.8232 - Protesto Indevido de Título
583
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Polo ativo
ERALDO BATISTA DE SOUZA - CPF: 236.150.524-04 (EMBARGANTE)
SEVERINO FRANCISCO MONTEIRO - CPF: 080.279.004-68 (ADVOGADO)
Polo passivo
FBS VEICULOS LTDA - CNPJ: 12.321.623/0001-45 (EMBARGADO)
KILDERY RAFAEL VIEIRA BARBOSA - CPF: 076.608.694-18 (ADVOGADO)
ITAÚ UNIBANCO - CNPJ: 60.701.190/0001-04 (EMBARGADO)
ERALDO BATISTA DE SOUZA - CPF: 236.150.524-04 (EMBARGADO)
SEVERINO FRANCISCO MONTEIRO - CPF: 080.279.004-68 (ADVOGADO)
VERA LUCIA DOS SANTOS - CPF: 361.777.414-87 (EMBARGADO)
SEVERINO FRANCISCO MONTEIRO - CPF: 080.279.004-68 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0023779-20.2013.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
ESTHER LILIAN DE SOUSA MOCOCK - CPF: 326.158.924-87 (RECORRENTE)
pietro duarte de sousa - CPF: 042.036.604-08 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO FIBRA SA - CNPJ: 58.616.418/0001-08 (RECORRIDO)
BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA VANDERLEI - CPF: 032.062.184-70 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0042276-82.2013.8.17.8201 - Acidente de Trânsito
Polo ativo
STATTUS ORGANIZADORA DE DESPACHOS LTDA
BANCO DO BRASIL SA
Daniela Reis Rodrigues - CPF: 035.424.704-22 (ADVOGADO)
Polo passivo
ADRIANA RIBEIRO DA SILVA - CPF: 891.557.004-97 (RECORRIDO)
aldene valença lins - CPF: 366.911.944-20 (ADVOGADO)
584
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Segunda Turma Recursal/1º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
ED 0013708-22.2014.8.17.8201 - Direito de Imagem
Polo ativo
BANCO DO BRASIL SA - CNPJ: 00.000.000/0001-91 (EMBARGANTE)
Melissa Abramovici Pilotto - CPF: 018.366.089-77 (ADVOGADO)
Polo passivo
ANDRE CALDAS CERVINSKIS - CPF: 947.038.504-78 (EMBARGADO)
Segunda Turma Recursal/2º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
ED 0044643-16.2012.8.17.8201 - Financiamento de Produto
Polo ativo
Banco Itaúcard S.A. - CNPJ: 17.192.451/0001-70 (EMBARGANTE)
RODRIGO LAPA DE ARAUJO SILVA - CPF: 047.281.414-11 (ADVOGADO)
Polo passivo
KLEITON DANTAS GUEDES - CPF: 061.832.024-52 (EMBARGADO)
MARCIO AUGUSTO ROCHA DE MENEZES - CPF: 019.725.234-65 (ADVOGADO)
KATHERINE DE LUCCA - CPF: 060.967.314-90 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0042276-82.2013.8.17.8201 - Acidente de Trânsito
Polo ativo
STATTUS ORGANIZADORA DE DESPACHOS LTDA
BANCO DO BRASIL SA
Daniela Reis Rodrigues - CPF: 035.424.704-22 (ADVOGADO)
Polo passivo
ADRIANA RIBEIRO DA SILVA - CPF: 891.557.004-97 (RECORRIDO)
aldene valença lins - CPF: 366.911.944-20 (ADVOGADO)
ROGERIO CARVALHO DO NASCIMENTO - CPF: 009.470.124-51 (RECORRIDO)
aldene valença lins - CPF: 366.911.944-20 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/3º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0003068-28.2013.8.17.8222 - Contratos Bancários
585
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Polo ativo
ADERBAL OLIVEIRA DA COSTA - CPF: 097.967.384-49 (RECORRENTE)
ALLAN TORRES BELFORT SANTOS - CPF: 071.696.584-45 (ADVOGADO)
JOAO HELDER SILVERIO GONCALVES - CPF: 088.706.794-89 (ADVOGADO)
Polo passivo
BANCO CITIBANK S A - CNPJ: 33.479.023/0001-80 (RECORRIDO)
PAULA RODRIGUES DA SILVA - CPF: 222.958.948-24 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/2º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
RecIno 0046629-34.2014.8.17.8201 - Obrigação de Fazer / Não Fazer
Polo ativo
PATRICK PEREIRA DA SILVA - CPF: 100.304.724-66 (RECORRENTE)
Eduardo Cunha da Costa Bezerra - CPF: 048.576.004-55 (ADVOGADO)
Polo passivo
PAZ COM IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - ME - CNPJ: 10.469.924/0001-95 (RECORRIDO)
GILMAR ARAUJO DE OLIVEIRA - CPF: 012.671.414-25 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/2º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
ED 0004060-18.2014.8.17.8201 - Contratos Bancários
Polo ativo
BANCO VOLKSWAGEN S.A. - CNPJ: 59.109.165/0001-49 (EMBARGANTE)
ADRIANO JORGE BARBOSA DE MELO - CPF: 023.786.274-32 (ADVOGADO)
LUCIANA BRUNO DA SILVA - CPF: 039.348.224-36 (ADVOGADO)
CAMILA DE ANDRADE LIMA - CPF: 025.595.245-70 (ADVOGADO)
Polo passivo
JOSE WERNNEY YURE OLIVEIRA DA SILVA - CPF: 029.924.744-95 (EMBARGADO)
RENATA RAMALHO VASCONCELOS FRAGA - CPF: 073.965.324-50 (ADVOGADO)
Segunda Turma Recursal/2º Gabinete da Segunda Turma Recursal - JECRC/Juiz de Direito da Segunda Turma Recursal
ED 0000873-18.2014.8.17.8228 - Financiamento de Produto
Polo ativo
MARIA CELIA FELIPE DIAS DA SILVA - CPF: 613.584.444-04 (EMBARGANTE)
ANDRE FRUTUOSO DE PAULA - CPF: 046.491.194-05 (ADVOGADO)
Polo passivo
BV FINANCEIRA S.A - CNPJ: 01.149.953/0001-89 (EMBARGADO)
MARINA BASTOS DA PORCIUNCULA BENGHI - CPF: 026.429.439-41 (ADVOGADO)
JUIZ PRESIDENTE
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PODER JUDICIÁRIO
PRIMEIRO COLÉGIO RECURSAL CÍVEL DE PERNAMBUCO
CONVOCAÇÃO
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Advogado...:
Órgão Julgador.: 8a. TURMA RECURSAL
Relator........: JUIZ - PAULO ROBERTO DE SOUSA BRANDAO
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
Processo Judicial nº 0009635-95.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO. Preliminarmente DEFIRO o pleito do benefício da
justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes, na medida em que
atende ao trinômio: capacidade do alimentante, necessidade do alimentando e proporcionalidade. Convenço-me, diante dos elementos acima
aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Isto
Posto, considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE,
HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, nos moldes pactuados na Sessão
de Conciliação, nos precisos termos do art. 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC c/c o art. 1.589 do Código Civil e art. 9º,
§1º da Lei 5.478/68. A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Após a expedição dos
expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P.R.I. Recife (PE), 07 de abril de 2016.JOÃO
MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz Coordenador da CCMA
Processo Judicial nº 0008930-97.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO. Preliminarmente DEFIRO o pleito do benefício da
justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes, na medida em que
atende ao trinômio: capacidade do alimentante, necessidade do alimentando e proporcionalidade. Convenço-me, diante dos elementos acima
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aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Isto
Posto, considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE,
HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, nos moldes pactuados na Sessão
de Conciliação, nos precisos termos do art. 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC c/c o art. 1.589 do Código Civil e art. 9º,
§1º da Lei 5.478/68. A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Após a expedição dos
expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P.R.I. Recife (PE), 07 de abril de 2016.JOÃO
MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz Coordenador da CCMA
Processo Judicial nº 0009641-05.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO. Preliminarmente DEFIRO o pleito do benefício da
justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes, na medida em que
atende ao trinômio: capacidade do alimentante, necessidade do alimentando e proporcionalidade. Convenço-me, diante dos elementos acima
aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Isto
Posto, considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE,
HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, nos moldes pactuados na Sessão
de Conciliação, nos precisos termos do art. 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC c/c o art. 1.589 do Código Civil e art. 9º,
§1º da Lei 5.478/68. A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Após a expedição dos
expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P.R.I. Recife (PE), 07 de abril de 2016.JOÃO
MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz Coordenador da CCMA
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Autor: C. J. DA S. J.
Autor: C. V. DA S.
Representante: V. M. DA S.
Autor: C. J. DA S.
Processo Judicial nº 0009117-08.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO. Preliminarmente DEFIRO o pleito do benefício da
justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes, na medida em que
atende ao trinômio: capacidade do alimentante, necessidade do alimentando e proporcionalidade. Convenço-me, diante dos elementos acima
aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Isto
Posto, considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE,
HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, nos moldes pactuados na Sessão
de Conciliação, nos precisos termos do art. 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC c/c o art. 1.694 do Código Civil. A presente
sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Após a expedição dos expedientes necessários, certifique-
se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P.R.I. Recife (PE), 05 de abril de 2016.JOÃO MAURICIO GUEDES ALCOFORADO
Juiz Coordenador da CCMA
Processo Judicial nº 0009979-76.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO. Preliminarmente DEFIRO o pleito do benefício da
justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes, na medida em que
atende ao trinômio: capacidade do alimentante, necessidade do alimentando e proporcionalidade. Convenço-me, diante dos elementos acima
aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Isto
Posto, considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE,
HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, nos moldes pactuados na Sessão
de Conciliação, nos precisos termos do art. 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC c/c o art. 1.589 do Código Civil e art. 9º,
§1º da Lei 5.478/68. A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Após a expedição dos
expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P.R.I. Recife (PE), 07 de abril de 2016.JOÃO
MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz Coordenador da CCMA
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Processo Judicial nº 0008926-60.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO. Preliminarmente DEFIRO o pleito do benefício da
justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes, na medida em que
atende ao trinômio: capacidade do alimentante, necessidade do alimentando e proporcionalidade. Convenço-me, diante dos elementos acima
aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Isto
Posto, considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE,
HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, nos moldes pactuados na Sessão
de Conciliação, nos precisos termos do art. 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC c/c o art. 1.589 do Código Civil e art. 9º,
§1º da Lei 5.478/68. A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Após a expedição dos
expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P.R.I. Recife (PE), 07 de abril de 2016.JOÃO
MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz Coordenador da CCMA
Processo Judicial n.º 0008970-79.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO, Preliminarmente concedo os benefícios da justiça
gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes. Convenço-me, diante dos
elementos acima aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente
observadas. Tenho por dispensada a prova testemunhal do lapso temporal de separação fática, por força da alteração introduzida pela Emenda
Constitucional n.º 66/2010, publicada no Diário Oficial da União em 14.07.2010. Isto Posto, considerando satisfeitas as condições legais
indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE, HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as
partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, e decreto o Divórcio dos requerentes, dissolvendo-lhes o vínculo matrimonial, tudo em
conformidade com o que dispõem os artigos 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC, c/c o art. 226, §6° da CF, .... A presente
sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Assim, segue a presente via que serve como mandado
de averbação, ficando dispensada a confecção deste expediente, devendo o Senhor Tabelião a quem for esta decisão apresentada promover
as competentes alterações registrais conforme determinado no dispositivo, sem a cobrança de taxas ou emolumentos (art. 2º da Lei Estadual nº
11.404, de 19.12.1996), eis que concedido o benefício da gratuidade da Justiça. Após a expedição dos expedientes necessários, certifique-se e
arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P. R. I. Recife (PE), 05 de abril de 2016. JOÃO MAURICIO GUEDES ALCOFORADO
Juiz de Direito
Processo Judicial n.º 0008903-17.2016.8.17.0001 Procedimento nº 003480/2015-00 - CM01 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO,
Preliminarmente defiro o benefício da justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses
dos pactuantes. Convenço-me, diante dos elementos acima aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades
procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Tenho por dispensada a prova testemunhal do lapso temporal de separação fática,
por força da alteração introduzida pela Emenda Constitucional n.º 66/2010, publicada no Diário Oficial da União em 14.07.2010. Isto Posto,
considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE, HOMOLOGO
por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, e decreto o Divórcio dos requerentes,
dissolvendo-lhes o vínculo matrimonial, tudo em conformidade com o que dispõem os artigos 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do
CPC, c/c o art. 226, §6° da CF, (...). A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Assim,
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segue a presente via que serve como mandado de averbação, ficando dispensada a confecção deste expediente, devendo o Senhor Tabelião a
quem for esta decisão apresentada promover as competentes alterações registrais conforme determinado no dispositivo, sem a cobrança de taxas
ou emolumentos (art. 2º da Lei Estadual nº 11.404, de 19.12.1996), eis que concedido o benefício da gratuidade da Justiça. Após a expedição
dos expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P. R. I. Recife (PE), 05 de abril de 2016.
JOÃO MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz de Direito
Processo Judicial n.º 0009462-71.2016.8.17.0001 Procedimento nº 000225/2016-00 - CM01 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO,
Preliminarmente defiro o benefício da justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses
dos pactuantes. Convenço-me, diante dos elementos acima aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades
procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Tenho por dispensada a prova testemunhal do lapso temporal de separação fática,
por força da alteração introduzida pela Emenda Constitucional n.º 66/2010, publicada no Diário Oficial da União em 14.07.2010. Isto Posto,
considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE, HOMOLOGO
por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, e decreto o Divórcio dos requerentes,
dissolvendo-lhes o vínculo matrimonial, tudo em conformidade com o que dispõem os artigos 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do
CPC, c/c o art. 226, §6° da CF, (...). A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Assim,
segue a presente via que serve como mandado de averbação, ficando dispensada a confecção deste expediente, devendo o Senhor Tabelião a
quem for esta decisão apresentada promover as competentes alterações registrais conforme determinado no dispositivo, sem a cobrança de taxas
ou emolumentos (art. 2º da Lei Estadual nº 11.404, de 19.12.1996), eis que concedido o benefício da gratuidade da Justiça. Após a expedição
dos expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P. R. I. Recife (PE), 05 de abril de 2016.
JOÃO MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz de Direito
Processo Judicial n.º 0009317-15.2016.8.17.0001 Procedimento nº 000226/2016-00 - CM02 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO,
Preliminarmente defiro o benefício da justiça gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses
dos pactuantes. Convenço-me, diante dos elementos acima aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades
procedimentais necessárias foram devidamente observadas. Tenho por dispensada a prova testemunhal do lapso temporal de separação fática,
por força da alteração introduzida pela Emenda Constitucional n.º 66/2010, publicada no Diário Oficial da União em 14.07.2010. Isto Posto,
considerando satisfeitas as condições legais indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE, HOMOLOGO
por sentença o acordo celebrado entre as partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, e decreto o Divórcio dos requerentes,
dissolvendo-lhes o vínculo matrimonial, tudo em conformidade com o que dispõem os artigos 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do
CPC, c/c o art. 226, §6° da CF, (...). A presente sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Assim,
segue a presente via que serve como mandado de averbação, ficando dispensada a confecção deste expediente, devendo o Senhor Tabelião a
quem for esta decisão apresentada promover as competentes alterações registrais conforme determinado no dispositivo, sem a cobrança de taxas
ou emolumentos (art. 2º da Lei Estadual nº 11.404, de 19.12.1996), eis que concedido o benefício da gratuidade da Justiça. Após a expedição
dos expedientes necessários, certifique-se e arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P. R. I. Recife (PE), 05 de abril de 2016.
JOÃO MAURICIO GUEDES ALCOFORADO Juiz de Direito
Processo Judicial n.º 0009314-60.2016.8.17.0001 SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DECIDO, Preliminarmente concedo os benefícios da justiça
gratuita. Tenho que o acordo supracitado é lícito e possível, salvaguardando direitos e interesses dos pactuantes. Convenço-me, diante dos
elementos acima aduzidos, de que o pedido encontra respaldo legal e de que as formalidades procedimentais necessárias foram devidamente
observadas. Tenho por dispensada a prova testemunhal do lapso temporal de separação fática, por força da alteração introduzida pela Emenda
Constitucional n.º 66/2010, publicada no Diário Oficial da União em 14.07.2010. Isto Posto, considerando satisfeitas as condições legais
indispensáveis, e com fundamento no art. 3º, inciso I, da Resolução 222/2007 do TJPE, HOMOLOGO por sentença o acordo celebrado entre as
partes, para que se produzam legais e jurídicos efeitos, e decreto o Divórcio dos requerentes, dissolvendo-lhes o vínculo matrimonial, tudo em
conformidade com o que dispõem os artigos 487, inciso III, alínea b e 515, inciso III, ambos do CPC, c/c o art. 226, §6° da CF, (...). A presente
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
sentença transitou em julgado sem recurso, em virtude de dispensa ao prazo recursal. Assim, segue a presente via que serve como mandado
de averbação, ficando dispensada a confecção deste expediente, devendo o Senhor Tabelião a quem for esta decisão apresentada promover
as competentes alterações registrais conforme determinado no dispositivo, sem a cobrança de taxas ou emolumentos (art. 2º da Lei Estadual nº
11.404, de 19.12.1996), eis que concedido o benefício da gratuidade da Justiça. Após a expedição dos expedientes necessários, certifique-se e
arquivem-se os presentes autos com as cautelas de estilo. P. R. I. Recife (PE), 4 de abril de 2016. JOÃO MAURICIO GUEDES ALCOFORADO
Juiz de Direito.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Por meio da presente pauta ficam os ADVOGADOS cientes e intimados para as SESSÕES / AUDIÊNCIAS DE CONCILIAÇÃO , designadas
nos procedimentos / PROCESSOS abaixo relacionados:
PROCESSO 0006606-94.2015.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 08:00:00 Procedimento: 000366/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : LENIZIA DO SOCORRO GODOY SOUTO
ADVOGADO(A): FELIPE DE GODOY FIGUEIREDO - OAB/PE 40.434
Requerido : CELPE
ADVOGADO(A): LUCIANA PEREIRA GOMES BROWNE - OAB/PE 786-B
ADVOGADO(A): MARCELY MARIA ROSADO MENDES - OAB/PE 38.703
PROCESSO 0004026-91.2015.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 08:20:00 Encaixe Procedimento: 000368/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : JARBAS CONSTANTINO CARNEIRO DE MATTOS TRINDADE
ADVOGADO(A): JARBAS CONSTANTINO CARNEIRO DE MATTOS TRINDADE - OAB/PE 24.147
Requerido : CELPE
ADVOGADO(A): LUCIANA PEREIRA GOMES BROWNE - OAB/PE 786-B
ADVOGADO(A): MARCELY MARIA ROSADO MENDES - OAB/PE 38.703
PROCESSO 0001251-06.2015.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 09:00:00 Encaixe Procedimento: 000372/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : CICERA MARIA BEZERRA DA SILVA
ADVOGADO(A): RENATA GERMANNA LOPES FERREIRA - OAB/PE 30.557
ADVOGADO(A): VERIDIANA ALVES CABRAL - OAB/PE 27.570
Requerido : CELPE
ADVOGADO(A): LUCIANA PEREIRA GOMES BROWNE - OAB/PE 786-B
ADVOGADO(A): MARCELY MARIA ROSADO MENDES - OAB/PE 38.703
PROCESSO 0002604-91.2009.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 09:20:00 Encaixe Procedimento: 000374/2016-00
Ação: Outros
Requerente : COMPESA
ADVOGADO(A): ANA MARIA PADILHA NETO DE MENDONÇA - OAB/PE 6435
Requerido : JOSÉ CASSIANO DA SILVA NETO
Requerido : MARIA DO CARMO BRANDÃO DA SILVA
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PROCESSO 0006964-93.2014.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 09:40:00 Encaixe Procedimento: 000377/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : ANA LÚCIA DA SILVA BARRA NOVA
ADVOGADO(A): ALEXANDRE JOSÉ ALVES DE OLIVEIRA - OAB/PE 21.208
ADVOGADO(A): ADÃO DE SÁ FERREIRA - OAB/PE 20.263
Requerido : COMPESA
ADVOGADO(A): HAROLDO WILSON MARTINEZ DE SOUZA - OAB/PE 20.366
ADVOGADO(A): DANIELLE VIANA DE CARVALHO - OAB/PE 1.179-B
PROCESSO 0006644-09.2015.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 10:00:00 Encaixe Procedimento: 000378/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : JOSÉ ALBERTO SEVERIANO LOPES
ADVOGADO(A): RICARDO EUSEBIO RIBERIO DE ASSIS - OAB/PE 27.007
ADVOGADO(A): FERNANDO ANTONIO ARRUDA DE ASSIS - OAB/PE 11.374
Requerido : COMPESA
ADVOGADO(A): HAROLDO WILSON MARTINEZ DE SOUZA - OAB/PE 20.366
ADVOGADO(A): DANIELLE VIANA DE CARVALHO - OAB/PE 1.179-B
PROCESSO 0000908-10.2015.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 10:20:00 Encaixe Procedimento: 000380/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : ADAUTO DE MELO DOS SANTOS
ADVOGADO(A): LÍGIA MIRELLE DA SILVA PAIVA - OAB/PE 31.190
ADVOGADO(A): ELIZABETE RODRIGUES DE SOUZA LEITE - OAB/PE 36.882
Requerido : COMPESA
ADVOGADO(A): HAROLDO WILSON MARTINEZ DE SOUZA - OAB/PE 20.366
ADVOGADO(A): DANIELLE VIANA DE CARVALHO - OAB/PE 1.179-B
PROCESSO 0004810-05.2014.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 10:30:00 Encaixe Procedimento: 000382/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : CHYRLEY CRISTIANE RESENDE FAUSTINO
ADVOGADO(A): LUIS AFONSO DE OLIVEIRA JARDIM - OAB/PE 11.401
Requerido : COMPESA
ADVOGADO(A): HAROLDO WILSON MARTINEZ DE SOUZA JUNIOR- OAB/PE 20.366
PROCESSO 0006848-53.2015.8.17.0640
599
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PROCESSO 0000911-62.2015.8.17.0640
Dia 16/05/2016 Hora: 10:10:00 Procedimento: 000379/2016-00
Ação: Danos Morais (Cível)
Requerente : MAGNO DARLAN DE SOUZA SILVA
ADVOGADO(A): MARIO FLAVIO DE OLIVEIRA LIMA - OAB/PE 15.110
ADVOGADO(A): RANULPHO MIGUEL DE OLIVEIRA LIMA NETO - OAB/PE 18.547
Requerido : COMPESA
ADVOGADO(A): PATRÍCIA DIAS CORREIA - OAB/PE 21.581
ATENÇÃO : Os dados constantes desta Pauta foram obtidos a partir das petições iniciais, quando de sua distribuição, ou dos processos judiciais
na vara de origem, com base nas informações processuais disponíveis no momento da coleta. Garanhuns, 14 de abril de 2016.
600
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Pauta de Despacho
Nº 13/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO,
nos processos abaixo relacionados:
Procedimento:01522/2013
Processo: 8234-09.2013.8.17.0990
Natureza da Ação: divórcio consensual
Requerente: L.P.DO.N
Representante Legal: Narciso Braga Filho - OAB/PE 012.083
Requerido: T.F.B.DE P.N
Representante Legal: Marcos Eurico Freitas Barbosa Paiva de Lira – OAB/PE 39.003
Despacho: “...Recebi hoje.Vistos e examinados etc...Defiro parcialmente os pedidos de fls. 51/52, e determino a expedição de ofício ao órgão
empregador do alimentante para, no prazo de 05 (cinco) dias úteis, acostar aos autos cópia do contrato de agregamento do veículo Fiat Siena
El Flex, ano de fabricação 2010, modelo 2011, placa KGG 4259, celebrado com o empregado L. P. do N. Reservo-me para apreciar o pedido
de incidência da pensão alimentícia após a juntada aos autos do referido contrato. Outrossim, observo que a petição de fls. 44 foi endereçada,
por equívoco, ao presente processo. Assim, determino que seja desentranhada a referida peça, a fim de que seja devolvida ao seu subscritor,
mediante protocolo. Certifique a Secretaria o ocorrido e proceda-se a renumeração das folhas. Intimem-se. Cumpra-se. Olinda/PE, 13 / 01 /
2016.ISABELLE MOITINHO PINTO. Juíza de Direito.
601
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O Diretor do Foro da Capital, Mozart Valadares Pires, no uso de suas atribuições e dando cumprimento à resolução nº 267, de 20 de agosto de
2009, e do Convênio celebrado entre o Tribunal de Justiça de Pernambuco, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Governo do Estado
de Pernambuco, RESOLVE:
I – Designar o Juiz de Direito, Abner Apolinário da Silva, para responder pelo Plantão Judiciário Criminal do dia 17/04/2016, em substituição ao
Juiz de Direito Flávio Augusto Fontes de Lima, por motivo de saúde.
II – Publique-se.
III – Cumpra-se.
602
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Fórum do Recife
Av. Desembargador Guerra Barreto, s/n
Ilha Joana Bezerra – Recife/PE
Expediente nº 2016.0015.001542
EDITAL DE INTIMAÇÃO
A Dra. Marylúsia Pereira Feitosa Dias de Araújo, Juíza de Direito da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca
do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc.
FAZ SABER , que cumprindo o disposto no art. 370, § 1º do CPP, fica a partir da publicação deste edital INTIMADO o Bel. José Rafael
Fonseca de Melo - OAB/PE 26.291-D , do seguinte despacho: “ R.H.Devidamente citado, o réu, através de advogado constituído, apresentou
resposta à acusação às fls.48/54, indicando rol de testemunhas. As preliminares suscitadas não devem prosperar, nos exatos termos
da manifestação ministerial de fls. 56/57, conquanto as alegações ali dispendidas se confundem com o mérito do caso posto em exame, as
quais deverão ser examinadas no momento próprio.Posto isto, INDEFIRO as preliminares. Em relação aos demais argumentos, os mesmos
serão apreciados quando do término da instrução criminal.Analisando os autos vejo que não se encontra presente qualquer hipótese que autorize
a absolvição sumária.Desta forma, DESIGNO audiência de instrução e julgamento para o dia 14/06/2016 , às 15 h , devendo a Secretaria
providenciar as intimações e requisições necessárias . Intime-se o advogado para no prazo de cinco dias subscrever a resposta à acusação
.Expeçam-se Cartas Precatórias para a ouvida das testemunhas indicadas pela defesa determinando prazo de sessenta dias para cumprimento.
Intimem-se as partes da expedição das precatórias.Cumpra-se.Recife, 16 de março de 2016.Ana Cristina Mota.Juíza de Direito ” . Dado e
Passado nesta Comarca do Recife aos 14 (quatorze) dias do mês de abril do ano de 2016. Eu, Thiago Costa, o digitei e submeti à
conferência e subscrição da Chefia de Secretaria.
603
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Processo : 0000371-56.2012.8.17.8129
Ação : DESACATO
Ofendido : ESTADO
Autor do Fato : ARTHUR GODOY DE OLIVEIRA
A Doutora Luciana Maria Tavares de Menezes, Juíza de Direito deste 4º JECRIM, em virtude da Lei, etc. FAZ SABER a ARTHUR GODOY DE
OLIVEIRA, brasileiro, natural de Recife/PE, nascida em 04/11/1982, filho de Ana Maria Godoy de Oliveira e Paulo Maurício Barros de Oliveira,
portador do RG de nº 3425604 - SSP/PE, que neste Juízo de Direito, situado na Rua Dom Manoel Pereira, 104, Santo Amaro, Recife/PE, onde
tramita a Ação Penal nº 0000371-56.2012.8.17.8129... Assim, fica este INTIMADO da sentença condenatória com o seguinte dispositivo:
O feito encontra-se formalmente em ordem, não havendo nada a sanear, estando em vigor o jus puniendi estatal.
A prova da materialidade, na hipótese, confunde-se com a da autoria, e será analisada a seguir.
O acusado não foi interrogado, uma vez que foi devidamente intimado (fl. 36) para a audiência de instrução e julgamento e não
compareceu (fl. 39), tendo o processo continuado, nos termos do artigo 367 do CPP, utilizado subsidiariamente. Naquela oportunidade, foram
superadas pelo douto Juiz Titular as preliminares arguidas pela Defesa técnica e recebida a denúncia.
O guarda municipal Assuerio Lopes de Brito afirmou em Juízo, em resumo, que estava atuando como agente de trânsito, trabalhando
juntamente com o “ofendido” Gustavo na mesma viatura, a qual foi chamada naquela ocasião para o local dos fatos porque existiriam várias
pessoas estacionando seus veículos em local exclusivo para tai; que quando chegaram não encontraram os proprietários e começaram a colocar
as notificações e depois foram chegando os proprietários e foram advertidos das notificações e providenciavam a retirada do veículos; que quando
o acusado chegou perguntou o que estava acontecendo e Gustavo informou-lhe da notificação, tendo o mesmo dito: “que palhaçada é essa?
Vocês não têm autoridade para praticarem esse ato”, passando, em seguida, a tratar os agentes de trânsito como analfabetos e despreparados;
que o acusado passou a fotografar pessoa de Gustavo o qual o advertiu que aquela atitude poderia gerar outra infração administrativo e em vista
disso o acusado continuou a proferir ofensas, menosprezando os agentes da CTTU (fls. 41/42).
A testemunha José Alexandre da Silva, também agente da CTTU confirmou o depoimento acima, em seus pontos essenciais (fls. 42/43).
Dos depoimentos colhidos acima, restou para mim plenamente demonstrada a conduta do acusado na forma como foi narrada na
denúncia, ou seja, que realmente o denunciado desacatou os agentes no exercício de sua função pública, ao ofendê-los quanto ao prestígio do
seu cargo, quando imputou a eles a pecha de analfabetos, de que não sabiam trabalhar e mais, que não tinham autoridade para o que ali estavam
desempenhando, não havendo como se acolher o argumento da Defesa de que a conduta teria sido atípica, não se tratando, a toda evidência,
de simples “livre manifestação do pensamento” ou de mera irresignação pela notificação acerca de sua suposta infração administrativa.
Pelo exposto, sem maiores delongas, JULGO PROCEDENTE A DENÚNCIA PARA CONDENAR ARTHUR GODOY DE OLIVEIRA, já
qualificado nos autos, às penas previstas no artigo 331 do Código Penal.
Passo, a seguir, a dosar a pena do réu com fulcro nos artigos 59 e 68, ambos do Código Penal:
A sua culpabilidade é incontestável, porquanto cometeu livre e conscientemente o crime, podendo ter assumido conduta diversa, exigida
pelo ordenamento jurídico, mas é própria do tipo penal.
Não há registro de antecedentes criminais.
Não há elementos para aferir a personalidade e a conduta social.
Não compareceu em Juízo para expor sua versão acerca dos motivos para o cometimento do crime.
As circunstâncias são as normais para o delito.
As consequências são as normais do crime.
A vítima é a sociedade e os agentes de trânsito, estes últimos, cumprindo sua função, não influíram na conduta do réu.
Assim consideradas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 07 (sete) meses de detenção, a qual torno definitiva, à míngua
de atenuantes ou agravantes genéricas ou causas gerais ou especiais de diminuição ou aumento de pena.
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Nos termos do artigo 33, § 3º, do Código Penal, fixo como regime inicial de cumprimento da pena o aberto, a ser cumprido na GRAEL.
Entretanto, uma vez que o réu perfaz os requisitos previstos no artigo 44 do Código Penal, substituo a pena privativa de liberdades
ora fixada por uma pena restritiva de direitos, qual seja, prestação de serviços à comunidade, a ser especificada detalhadamente em
audiência admonitória na Vara de Execuções das Penas Alternativas.
Condeno o réu ao pagamento das custas processuais, nos termos do art. 804 do Código de Processo Penal, suspensa, entretanto, a
exigibilidade das mesmas, nos termos do artigo 12 da Lei n.º 1.060/50, por ter sido patrocinado pela Defensoria Pública.
Após o trânsito em julgado da presente decisão:
a) lance-se o nome do réu no rol dos culpados, preenchendo-se, ainda, o boletim individual, remetendo-o ao órgão competente.
b) suspendam-se os direitos políticos do réu (art. 15, III, CF/88), enquanto durarem os efeitos desta decisão, oficiando-se se
ao Juiz Eleitoral desta Comarca, com cópia ao Tribunal Regional Eleitoral.
c) expeça-se Carta de Guia para Vara de Execuções de Penas Alternativas para cumprimento da pena restritiva de direitos
acima imposta.
Além das acima determinadas, tome, a Secretaria, as providências de praxe.
P.R.I. e Cumpra-se.
Recife, 11 de setembro de 2014.
E, para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Luís Filipe Auto Gomes, Mat.: 184.952-2, digitei e publiquei.
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CAPITAL
Capital - 1ª Vara Cível - Seção B
Primeira Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho:
ESTADO DE PERNAMBUCOPODER JUDICIÁRIO1ª. VARA CÍVEL DA CAPITAL - SEÇÃO "B"PROCESSO nº
0001617-22.2015.8.17.0001DESPACHO Por tempestivo e considerando presentes os requisitos de admissibilidade, recebo o recurso de
apelação, às fls. 88/99, em ambos os efeitos, devolutivo e suspensivo. Intime-se o apelado para, querendo, apresentar contrarrazões ao recurso,
no prazo legal. Após, com ou sem as contrarrazões, subam os autos ao Egrégio TJPE, fazendo-se as anotações de praxe e as homenagens
deste juízo. Cumpra-se, sob as cautelas legais de praxe. Quanto ao pedido de fls. 86, aguarde-se o julgamento do recurso. Recife, 18 de fevereiro
de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direitop
Despacho:
Proc. nº 0071942-03.2007.8.17.0001 DECISÃOConsiderando o certificado nos autos de que não foi encontrado o bem na posse do devedor para
efetuar sua apreensão, o credor fiduciário dispõe de meio apropriado para a satisfação de sua pretensão, nos termos do artigo 4º do Dec.-Lei
911/69, que lhe faculta, nesse caso, promover a conversão da ação de busca e apreensão em ação executiva, na forma prevista no Capítulo II do
Livro II do Código de Processo Civil (Redação dada pela Lei nº 13.043, de 2014).Desta forma, no prazo de dez dias deve a parte autora, querendo,
promover a conversão da ação de busca e apreensão, juntando a contrafé, sob pena de extinção, evitando-se o desprestígio ao princípio da
celeridade processual, em momento de cobranças para cumprimento de metas pelos Tribunais e risco ao princípio da razoável duração do
processo previsto no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal.O pedido de fl. 104 será apreciado após a conversão.Publique-se.Recife, 04 de
março de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de DireitoCERTIDÃO
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DESPACHO Por tempestivos e considerando presentes os requisitos de admissibilidade, recebo os recursos de apelação, às fls. 137/172 (MAFRE
VIDA S/A) e às fls. 174/180 (BASILIO PÔÇAS DE MEDEIROS), em ambos os efeitos, devolutivo e suspensivo. Intimem-se os apelados para,
querendo, apresentarem contrarrazões aos recursos, no prazo legal. Após, com ou sem as contrarrazões, subam os autos ao Egrégio TJPE,
fazendo-se as anotações de praxe e as homenagens deste juízo. Cumpra-se, sob as cautelas legais de praxe. Recife, 17 de fevereiro de 2016.
Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direitob
DESPACHO Defiro o pedido do exequente (fls. 281) no sentido de realizar consulta das últimas declarações de imposto de renda do sócio
da empresa executada, através do sistema Infojud, bem como dos veículos existentes em nome do mesmo, por meio do Renajud. Intime-se
o exequente para falar, no prazo de 15 (quinze) dias, acerca das respostas do Infojud e do Renajud, indicando bem do devedor passível de
penhora, sob pena de suspensão e arquivamento, nos termos do art. 921 do NCPC: "Suspende-se a execução: III - quando o executado não
possuir bens penhoráveis; § 1o Na hipótese do inciso III, o juiz suspenderá a execução pelo prazo de 1 (um) ano, durante o qual se suspenderá
a prescrição. § 2o Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano sem que seja localizado o executado ou que sejam encontrados bens penhoráveis,
o juiz ordenará o arquivamento dos autos". A título de esclarecimento, todos os veículos encontrados através do sistema Renajud já possuem
restrições incidentes, inclusive judiciais, as quais não foram inseridas por este juízo. Anote-se o segredo de justiça deste processo, em razão da
quebra de sigilo fiscal. Recife, 08 de abril de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito 1ac
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Despacho:
DESPACHO Intime-se a parte autora para, no prazo de 10 (dez) dias, apresentar a memória discriminada e atualizada do cálculo, conforme art.
524 do Novo Código de Processo Civil. Recife, 28 de março de 2016 Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito P
DESPACHO Intime-se a parte autora para, em 15 (quinze) dias, falar sobre o pagamento realizado às fls.69, bem como, no mesmo prazo, as
partes para acostarem aos autos o termo de acordo informado às fls.72. Recife, 22 de março de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio
Juiz de Direito 1P
DESPACHO Antes de tudo, constatada a vultosa quantia a ser paga a título de custas e a alegação de impossibilidade de pagamento de tal
valor, defiro o pedido da parte autora de fls. 228/230, devendo ocorrer o recolhimento das custas ao final do processo pela parte sucumbente. A
petição inicial não preencheu os requisitos do art. 319, inciso II do NCPC, notadamente porque não há indicação/qualificação do réu nos autos.
Houve apenas menção ao endereço deste. Por outro lado, tendo em vista que a parte autora noticia o falecimento do Sr. Luiz Clóvis Wanderley,
deverá acostar aos autos certidão do juízo do inventário informando acerca do arrolamento do bem objeto destes autos. Dito isso, intime-se a
parte Autora, por seu advogado, para emendar a inicial, no prazo legal 15 (quinze) dias, sob pena de indeferimento da mesma (art. 321 do NCPC).
Recife, 21 de março de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito1ac
DESPACHO Analisando os autos, percebe-se que o apelante efetuou o preparo do recurso sem levar em consideração o valor atualizado
constante da petição inicial. Assim, intime-se o recorrente para que, no prazo de 05 (cinco) dias, complemente o valor do preparo, sob pena de
deserção.Recife, 17 de fevereiro de 2016Cláudio Malta de Sá Barreto Sampaio Juiz de Direito
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DESPACHO Tendo em vista que os advogados que subscrevem o termo de transação extrajudicial às fls. 138/140 não estão regularmente
constituídos nos autos, intimem-se as partes, a fim de que regularizem as representações, no prazo de 10 (dez) dias. Recife, 14 de março de
2016Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito1p
DECISÃO O advogado da ré requereu o cumprimento de sentença com relação a verba honorária de sucumbência (fl. 76) sendo a parte autora
intimada veio apresentar a petição de fl. 81 alegando que litiga albergada pela gratuidade da justiça. De fato, a decisão que fundamenta o pedido
executório estabelece na fl. 66 a suspensão da obrigação de cumprir a sucumbência pelo prazo de cinco anos em razão do benefício da gratuidade
da justiça, portanto carece o exequente de amparo legal para legitimar a execução, ressaltando que já decorreu o prazo prescricional de cinco
anos desde a data da prolação da decisão final em 28/05/2009. Decorrido o prazo de dez dias sem requerimentos, encaminhe-se ao arquivo
geral.Publique-se.Recife, 11 de março de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de Direito
DESPACHO Recebi hoje;Defiro o pedido de bloqueio do veículo, determinando a realização da restrição judicial do veículo indicado na petição
de fls. 75/76 através do sistema RENAJUD.Indefiro o pedido de expedição de ofício ao DETRAN/PE para fornecimento de endereço do réu, uma
vez que tal cadastro público tem finalidade específica, guardando informações protegidas pelo sigilo, porque alusivas a bens jurídicos integrantes
da personalidade das pessoas a que se refere. Sua utilização para viabilizar recebimento de bem de natureza econômica é medida excepcional,
o que não é a hipótese dos autos, pois, para a formação da triangulação processual, a parte autora dispõe do chamamento do Réu por edital,
não sendo absolutamente necessária a citação pessoal. Assim, promova a parte autora à citação do réu no prazo de 05 (cinco) dias, sob pena
de extinção e arquivamento.Recife, 12 de fevereiro de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de Direito acoa
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DESPACHO Intime-se o executado para pagar, no prazo de 15 (quinze) dias, os valores indicados na petição de fls.304/306, sob pena de
incidência da multa de que trata o artigo 523, § 1º, do NCPC. Recife, 08 de abril de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito P
DESPACHO Por tempestivo e considerando presentes os requisitos de admissibilidade, recebo o recurso de apelação, às fls. 156/168, em ambos
os efeitos, devolutivo e suspensivo. Intime-se o apelado para, querendo, apresentar contrarrazões ao recurso, no prazo legal. Após, com ou
sem as contrarrazões, subam os autos ao Egrégio TJPE, fazendo-se as anotações de praxe e as homenagens deste juízo. Cumpra-se, sob as
cautelas legais de praxe. Recife, 16 de fevereiro de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direitop
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DESPACHO Apresentado recurso de apelação contra a sentença, nos termos do art. 1.010 do NCPC, determino as seguintes providências:1)
Intime-se o apelado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias (§ 1º).2) Se com as contrarrazões forem apresentadas as questões
preliminares na forma do § 1º, do art. 1009, intime-se o apelante para responder em 15 (quinze) dias.3) Se for apresentada apelação adesiva,
intime-se o apelante para apresentar contrarrazões em 15 (quinze) dias (§ 2º).4) Após cumpridas as formalidades previstas acima, remetam-se
os autos ao tribunal, independentemente de juízo de admissibilidade (§ 3º).Publique-se.Recife, 08 de abril de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto
SampaioJuiz de Direito
DESPACHO Considerando a petição de fls.425/428, intime-se o advogado exequente para que, em conformidade com o Provimento nº 37/2008,
publicado no DOE do dia 11/11/2008, proceda com o recolhimento das custas processuais referentes ao cumprimento de sentença, no prazo de
10 (dez) dias, sob pena de arquivamento dos autos, bem como, no mesmo prazo, apresente a memória discriminada e atualizada do cálculo,
conforme art. 524 do Novo Código de Processo Civil. Recife, 30 de março de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito 11P
DESPACHO Apresentado recurso de apelação contra a sentença, nos termos do art. 1.010 do NCPC, determino as seguintes providências:1)
Intime-se o apelado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias (§ 1º).2) Se com as contrarrazões forem apresentadas as questões
preliminares na forma do § 1º, do art. 1009, intime-se o apelante para responder em 15 (quinze) dias.3) Se for apresentada apelação adesiva,
intime-se o apelante para apresentar contrarrazões em 15 (quinze) dias (§ 2º).4) Após cumpridas as formalidades previstas acima, remetam-
se os autos ao tribunal, independentemente de juízo de admissibilidade (§ 3º).Publique-se.Recife, 30 de março de 2016.Cláudio Malta de Sá
Barretto SampaioJuiz de Direito
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DESPACHO É necessária a realização de perícia para aferir o grau de debilidade da parte autora, ficando nomeado perito o Dr. Romero Bezerra
Cavalcanti Mendes, cujo endereço é de conhecimento da secretaria, ficando o adiantamento dos honorários periciais no valor de R$ 200,00 pela
Seguradora Líder, conforme sua comunicação ao TJPE de 25/02/2015, competindo à parte autora comparecer diligentemente na data programada
para oportunizar a realização desse ato.Intimações necessárias.Recife, 15 de março de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de
Direito 1p
DESPACHO Considerando a petição de fls. 115/119, intime-se o advogado exequente para que, em conformidade com o Provimento nº 37/2008,
publicado no DOE do dia 11/11/2008, proceda com o recolhimento das custas processuais referentes ao cumprimento de sentença, no prazo de
10 (dez) dias, sob pena de arquivamento dos autos. Recife, 14 de março de 2016. Cláudio Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito 11p
DESPACHO Interpostos embargos declaratórios com pedido de efeitos modificativos, fale o embargado no prazo de cinco dias (NCPC - art.
1.023).Intime-se.Recife, 05 de abril de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de DireitoCERTIDÃO
DECISÃO Considerando o certificado nos autos de que não foi encontrado o bem na posse do devedor para efetuar sua apreensão, o credor
fiduciário dispõe de meio apropriado para a satisfação de sua pretensão, nos termos do artigo 4º do Dec.-Lei 911/69, que lhe faculta, nesse caso,
promover a conversão da ação de busca e apreensão em ação executiva, na forma prevista no Capítulo II do Livro II do Código de Processo Civil
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(Redação dada pela Lei nº 13.043, de 2014).Desta forma, no prazo de dez dias deve a parte autora, querendo, promover a conversão da ação de
busca e apreensão, juntando a contrafé, sob pena de extinção, evitando-se o desprestígio ao princípio da celeridade processual, em momento
de cobranças para cumprimento de metas pelos Tribunais e risco ao princípio da razoável duração do processo previsto no art. 5º, LXXVIII, da
Constituição Federal.Publique-se.Recife, 4 de março de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de DireitoCERTIDÃO
DESPACHO Interpostos embargos declaratórios com pedido de efeitos modificativos, fale o embargado no prazo de cinco dias (NCPC - art.
1.023).Intime-se.Recife, 05 de abril de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de DireitoCERTIDÃO
DESPACHO Tendo em vista a certidão de fls. 59, a qual informa a inércia do réu ante à determinação de fl.54, intime-se a parte autora, a fim
de que, no prazo de 10 (dez) dias, requeira o que entender de direito, sob pena de extinção do feito. Recife, 23 de fevereiro de 2016. Cláudio
Malta de Sá Barretto Sampaio Juiz de Direito 1ac
DESPACHO Considerando que é ônus da parte informar ao juízo o endereço atualizado (CPC - art. 39), é válida a intimação de fl. 87.Publique-se,
ou certifique-se, o despacho de fl. 84.Decorrido o prazo sem requerimentos, retornem os autos para a Central de Agilização.Publique-se.Recife,
01 de março de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de Direito
613
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO. Em dez dias fale o exequente sobre resposta negativa do Bacenjud, indicando bens do devedor passível de penhora, pena de
arquivamento.Publique-se.Recife, 14 de março de 2016.Cláudio Malta de Sá Barretto SampaioJuiz de Direito
614
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Data: 13/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
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e valores incorretos) não tem o condão de afastar a responsabilidade do réu, porquanto a autora não firmou nenhuma relação contratual com
a Câmara Municipal de Porto Alegre. Já o réu mantém relação negocial com a Câmara Municipal, razão pela qual ostenta responsabilidade
em razão do risco da atividade. Além disso, verifica-se que o banco ora recorrente inscreveu o nome da autora nos cadastros de inadimplentes
em período anterior àquele onde alegou haver atrasos e valores incorretos nos repasses efetuados pela entidade conveniada. Nessa senda,
deve o réu responder pelos danos a que deu causa. O quantum fixado a título de danos morais não comporta minoração, uma vez que se
encontra em sintonia com os julgados das Turmas Recursais em casos análogos, bem como observa os Princípios da Proporcionalidade e
da Razoabilidade. De ofício, altera-se o março inicial dos juros moratórios para que incidam a partir da citação. SENTENÇA CONFIRMADA.
RECURSO DESPROVIDO. (Recurso Cível Nº 71004344255, Primeira Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Roberto Behrensdorf
Gomes da Silva, Julgado em 28/01/2014)(TJ-RS - Recurso Cível: 71004344255 RS, Relator: Roberto Behrensdorf Gomes da Silva, Data de
Julgamento: 28/01/2014, Primeira Turma Recursal Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 30/01/2014)" Assim, rejeito a preliminar
aventada. Superado este ponto, passo ao exame do mérito. Do cotejo dos autos, verifico que, de fato, a requerente firmou contrato de empréstimo
junto ao Bandepe (sucedido pelo Banco ABN AMRO Real e, posteriormente, pelo Banco Santander S/A), conforme se depreende do documento
de fls. 13/16, para pagamento de 36 parcelas no valor de R$566,77, fato este confirmado por ambas as partes. Pois bem. Como sabido, o
empréstimo consignado em folha de pagamento, de acordo com o Banco Central do Brasil, é aquele em que "o desconto da prestação é feito
diretamente na folha de pagamento ou de benefício previdenciário do contratante. A consignação em folha de pagamento ou de benefício
depende de autorização prévia e expressa do cliente à instituição financeira concedente do empréstimo."1 Desse modo, para realização do
empréstimo nessa modalidade, imprescindível que haja convênio entre a instituição financeira e a fonte pagadora do tomador do empréstimo,
de modo que a esta retém antes da liberação do crédito ao consumidor a parcela do mútuo, repassando-a à instituição bancária contratada.
Em sendo assim, não cabe ao consumidor a entrega ou a tradição do montante prestacional, tarefa esta que incumbe à fonte pagadora do
mesmo, restando ao devedor apenas a autorização para desconto em folha. Da análise dos documentos colacionados às fls. 13/16, percebe-se
nitidamente o desconto das prestações do contrato na folha de pagamento da consumidora, inclusive na exata quantia da parcela do empréstimo,
R$566,77. Ora, se os descontos veem ocorrendo regularmente no salário da requerida, não há que se falar em obrigação da mesma quanto aos
repasses dos valores ao banco requerido, haja vista tal atribuição recair na pessoa da fonte pagadora da pensionista, i.e, Governo do Estado
de Pernambuco, pessoa jurídica conveniada à instituição financeira e responsável pelos descontos e transferência dos recursos. Se houve os
descontos das parcelas, não há que se falar em inadimplemento da consumidora, mas sim em falha no serviço contratado, de sorte que não
cabe a ela a responsabilidade por eventual retenção dos valores descontados em seu contracheque. A meu ver, restaria ao banco perquirir junto
à fonte pagadora da cliente, os motivos pelos quais não foram entregues as prestações. Desse modo, não restam dúvidas quanto à ilicitude
da inclusão do nome da requerente no rol de maus pagadores, haja vista não ter dado causa ao atraso no repasse das parcelas do contrato
de empréstimo. Por pertinência, colaciono os seguintes julgados: "AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO
EM FOLHA. INADIMPLEMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUTAÇÃO AO TOMADOR DO EMRÉSTIMO. DESCONTOS POSTERIORES
EFETUADOS REGULARMENTE. VENCIMENTO ANTECIPADO DO CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE. Na contratação de empréstimo com
previsão de desconto em folha de pagamento, cumpre ao credor o ônus de provar que o inadimplemento decorreu de falha do devedor, sem o
que não há que se falar em mora a justificar o vencimento antecipado do contrato.(TJ-MG - AC: 10491130017982001 MG , Relator: Domingos
Coelho, Data de Julgamento: 27/05/2015, Câmaras Cíveis / 12ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 01/06/2015)""APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO
DE COBRANÇA. RESCISÃO CONTRATUAL. EMPRESTIMO CONSIGNADO. DESCONTO EM FOLHA DE PAGAMENTO. NÃO EFETIVAÇÃO.
AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DO CONSUMIDOR. ALONGAMENTO DO CONTRATO. PREVISÃO CONTRATUAL. - Tratando-se de
empréstimo consignado, a responsabilidade pela ausência de desconto na folha de pagamento não pode ser atribuída ao consumidor vez que se
configura como fortuito interno, inerente ao risco da atividade. - De acordo com os princípios da informação e transparência, de suma importância
na legislação consumerista, as cláusulas contratuais devem ser redigidas de tal forma que se permita a sua imediata e fácil compreensão.
Se da leitura do contrato extrai-se a possibilidade de seu alongamento nos casos em que o desconto não se efetiva, não há que se falar
em cobrança das parcelas em aberto.(TJ-MG - AC: 10518130123152001 MG , Relator: Alexandre Santiago, Data de Julgamento: 12/08/2015,
Câmaras Cíveis / 11ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 17/08/2015)""APELAÇÃO - AÇÃO DE COBRANÇA - BANCÁRIO - DESCONTOS EM
FOLHA DE PAGAMENTO EM RAZÃO DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO - SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. Argumentos do apelante que
não convencem - Quitação realizada pela instituição financeira autora junto ao antigo credor da requerida, com realização de novo empréstimo -
Valores descontados da folha de pagamento da consumidora pelo antigo credor e não repassados ao banco requerente, ante a falha do serviço
prestado pela casa bancária autora - Consumidora que não pode ser responsabilizada pela falha na prestação do serviço contratado. SENTENÇA
MANTIDA - RECURSO DESPROVIDO.(TJ-SP - APL: 00024836620138260642 SP 0002483-66.2013.8.26.0642, Relator: Sergio Gomes, Data
de Julgamento: 12/05/2015, 37ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 13/05/2015)"APELAÇÃO CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. REPASSE PELA EMPREGADORA. ATRASO. INSCRIÇÃO DO NOME DA AUTORA
NOS CADASTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. ERRO DE COMUNICAÇÃO ENTRE A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA E A EMPREGADORA.
DANO MORAL. VALOR INDENIZATÓRIO. CRITÉRIOS PARA FIXAÇÃO. - Em caso de contrato de empréstimo consignado, com descontos
diretamente na folha de pagamento, cabe à instituição financeira averiguar junto a empregadora o atraso no repasse da parcela, antes de proceder
à negativação do nome da parte autora. - Consoante pacífica jurisprudência, em casos como o presente, é desnecessária a prova do dano moral
sofrido, o qual decorre, diretamente, da indevida restrição lançada em nome do ofendido. - O dano moral deve ser fixado proporcionalmente à
intensidade do dano causado ao consumidor dos serviços, devendo a questão ser solucionada segundo o prudente arbítrio do Julgador, ante a
inexistência de parâmetros apriorísticos e à luz das peculiaridades de cada caso, principalmente em função dos litigantes e da maior ou menor
gravidade da lesão. - Primeiro recurso não provido e segundo recurso provido em parte.(TJ-MG - AC: 10074120043299001 MG, Relator: Veiga
de Oliveira, Data de Julgamento: 14/01/2014, Câmaras Cíveis / 10ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 17/01/2014)" Diante do narrado,
assiste razão à autora quanto ao pedido de indenização por danos morais, pois os fatos narrados configuram lesão de caráter extrapatrimonial.
Comprovada a negativação junto aos cadastros de proteção do crédito (SERASA e SPC), resta inconteste o direito à reparação. Deve-se levar
em consideração o fato de que a discussão envolve danos morais puros e, portanto, danos que se esgotam na própria lesão à personalidade, na
medida em que estão ínsitos nela. Por isso, a prova destes danos fica restrita à existência do ato ilícito, devido à impossibilidade e à dificuldade
de se realizar a prova dos danos incorpóreos. Trata-se de dano moral in re ipsa, que dispensa comprovação da extensão dos danos, sendo
estes evidenciados pelas circunstâncias do fato. Nesse toar, considerando a gravidade do ato ilícito praticado contra a demandante, o potencial
econômico da ofensora, o caráter punitivo-compensatório da indenização, entendo como razoável à reparação a fixação da importância de R$
5.000,00 (cinco mil reais), a título de dano moral. DISPOSITIVO Posto isso, com fundamento nas razões sobreditas, JULGO PROCEDENTE o
pedido formulado na inicial, resolvendo o mérito da demanda, com fulcro no art. 269, I, do CPC, para condenar a demandada a pagar à autora
indenização por danos morais em razão da inscrição indevida, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), acrescidos de juros moratórios de 1%
ao mês e correção monetária com base na tabela do ENCOGE, ambos a partir desta data. Em razão da sucumbência, condeno a parte ré no
pagamento das custas e honorários sucumbenciais, estes fixados em 20% sobre o valor da condenação. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Recife, 10 de março de 2016. Milena Flores Ferraz Cintra Juíza de Direito.
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terceira pessoa que se utiliza, fraudulentamente, de cartão de crédito extraviado de seu titular, não é capaz de excluir a responsabilidade da
sociedade empresária demandada, que, descurando-se de seu cuidado objetivo, agiu culposamente ao não empregar os cuidados de fiscalização
devidos para garantir a segurança do consumidor. Enfim, devia à demandada comprovar que não houve defeito na prestação do serviço ou que
o autor concorreu para tal fato. E, neste aspecto, não me parece correto a demandada buscar se eximir de sua responsabilidade mediante a
simples alegação de não restar provada a ação de terceiro. Pela manutenção da responsabilidade em casos semelhantes, já se manifestou o
egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco:CIVIL E CONSUMIDOR. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RELAÇÃO
DE CONSUMO CARACTERIZADA. APLICAÇÃO DO CDC. OCORRÊNCIA DE FRAUDE. INCLUSÃO INDEVIDA NO SPC. DANO MORAL
CARACTERIZADO. INDENIZAÇÃO DE ACORDO COM OS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. JUROS DE 1% AO
MÊS A PARTIR DO EVENTO DANOSO. SÚMULA 54 DO STJ. CORREÇÃO PELO ENCOGE A PARTIR DO ARBITRAMENTO. SÚMULUA 362
DO STJ. HONORÁRIOS. PARÁGRAFO 1º, DO ART. 11 DA LEI 1.060/50. PROVIMENTO DA APELAÇÃO.1. A responsabilidade do prestador de
serviços independe de culpa, ou seja, é objetiva, resultando do risco da própria atividade desempenhada, conforme dispõe o art. 14 do CDC.2.
A ocorrência de fraude de terceiro não é hipótese de exclusão da responsabilidade, já que é dever da empresa verificar a efetiva regularidade
dos documentos apresentados, quando da abertura do crediário.3. A reparação por dano moral deve ser fixada seguindo os princípios da
proporcionalidade e da razoabilidade. 4. No caso de responsabilidade extracontratual, os juros, de 1% ao mês, devem fluir a partir do evento
danoso, nos termos da Súmula 54 do STJ e correção monetária desde a data do arbitramento, conforme Súmula 362 do STJ.6. Apelação provida.
(Apelação 211246-7 - Autos nº 0001498-09.2007.8.17.1370 - Relator Des. Eudes dos Prazeres França - 1º Câmara Extraordinária Cível - DJ
29.09.2014). Nesse mesmo sentido, vejam-se os julgados do TJ-DF e TJ-PR:JUIZADOS ESPECIAIS. CONSUMIDOR. EXTRAVIO DE CARTÃO
DE CRÉDITO. COMUNICAÇÃO TEMPESTIVA. SERVIÇO DEFEITUOSO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA E SOLIDÁRIA DA INSTITUIÇÃO
FINANCEIRA ADMINISTRADORA DO CARTÃO E DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL PELO USO FRAUDULENTO POR TERCEIRO.
RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. É OBJETIVA A RESPONSABILIDADE DOS FORNECEDORES PELA FALHA NA SEGURANÇA
DOS SERVIÇOS QUE PRESTAM NO MERCADO DE CONSUMO, A TEOR DO QUE DISPÕE O ART. 14, § 1º, DA LEI N. 8.078/90. 2. A
INSTITUIÇÃO FINANCEIRA ADMINISTRADORA DO CARTÃO DE CRÉDITO E O ESTABELECIMENTO COMERCIAL ONDE SE REALIZARAM
COMPRAS MEDIANTE A UTILIZAÇÃO FRAUDULENTA DO CARTÃO FURTADO DEVEM RESPONDER SOLIDARIAMENTE PELOS DANOS
DECORRENTES DA FALHA NA PRESTAÇÃO DE SEUS SERVIÇOS NO MERCADO DE CONSUMO, A TEOR DO QUE DISPÕEM O ART.
7º, PARÁGRAFO ÚNICO, E ART. 25, § 1º, DA LEI N. 8.078/90. 3. SE A COMUNICAÇÃO À INSTITUIÇÃO FINANCEIRA ACERCA DA
SUBTRAÇÃO DO CARTÃO DE CRÉDITO FOI REALIZADA TEMPESTIVAMENTE, É ILÍCITA A COBRANÇA DE VALORES LANÇADOS NAS
FATURAS POSTERIORES. 4. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (ACJ 1863273520108070001, Rel. (a) SANDRA REVES VASQUES
TONUSSI, TJ-DF, PRIMEIRA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS DO DF, Jul. 10/11/2011, Publ. 20/05/2011,
DJ-e Pág. 227)CÍVEL. RECURSO INOMINADO. COMPRAS EFETUADAS POR TERCEIROS JUNTO AO ESTABELECIMENTO COMERCIAL
RECORRENTE, MEDIANTE UTILIZAÇÃO DE CARTÃO DE CRÉDITO HIPERCARD FURTADO, DE TITULARIDADE DA AUTORA. FURTO
DO CARTÃO DE CRÉDITO INCONTROVERSO. COMUNICAÇÃO DO FURTO À ADMINISTRADORA DO CARTÃO APÓS A CIÊNCIA DO
OCORRIDO. REGISTRO DE BOLETIM DE OCORRÊNCIA DO FURTO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO, PELA EMPRESA RECORRENTE,
DE QUE TOMOU TODAS AS CAUTELAS NO MOMENTO DA COMPRA E VENDA DE MERCADORIAS, NO QUE TANGE À IDENTIFICAÇÃO
DO COMPRADOR E TITULARIDADE DO CARTÃO DE CRÉDITO. UTILIZAÇÃO DA SENHA DO CARTÃO QUE, POR SI SÓ, NÃO AFASTA
A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA NESSE SENTIDO. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. NÃO OBSERVÂNCIA DO DEVER DE
CAUTELA E SEGURANÇA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA E SOLIDÁRIA. DANOS MATERIAIS DEVIDOS. DANO MORAL CONFIGURADO.
SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. Diante do exposto, resolve esta Turma Recursal, por unanimidade de votos,
CONHECER E NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos exatos termos do voto (TJPR - 2ª Turma Recursal - 0011637-31.2014.8.16.0035/0 -
São José dos Pinhais - Rel.: Rafael Luis Brasileiro Kanayama - - J. 13.11.2015)(Grifos nossos) Dessa forma, tanto o N. Landim Comercio Ltda
(Farmácia dos Pobres), que constatou e repassou erroneamente que a autora era sua devedora, como a Itaucard, que efetuou o registro nos
órgãos de proteção ao crédito, praticaram ato ilícito indenizável. Consolidou o Superior Tribunal de Justiça, ademais, que "nos casos de protesto
indevido de título ou inscrição irregular em cadastros de inadimplentes, o dano moral se configura in re ipsa, isto é, prescinde de prova, ainda
que a prejudicada seja pessoa jurídica." (REsp 1.059.663/MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. em 17.12.2008). No mesmo sentido:RESP N. 419365/
MT - PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. RECURSO ESPECIAL. INSCRIÇÃO INDEVIDA NO SPC. DANOS MORAIS PROVA. DESNECESSIDADE.
INDENIZAÇÃO. ARBITRAMENTO... - Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, nos casos de inscrição indevida no cadastro
de inadimplentes, considera-se presumido o dano moral, não havendo necessidade da prova do prejuízo, desde que comprovado o evento
danoso. (Ministra Nancy Andrighi, DJ de 09.12.2002, p. 341)AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. DÍVIDA ORIUNDA DE LANÇAMENTO DE ENCARGOS EM CONTA
CORRENTE INATIVA. DANO MORAL. VALOR DA CONDENAÇÃO. (...) 2. É consolidado nesta Corte Superior de Justiça o entendimento de
que a inscrição ou a manutenção indevida em cadastro de inadimplentes gera, por si só, o dever de indenizar e constitui dano moral in re ipsa,
ou seja, dano vinculado a própria existênciado fato ilícito, cujos resultados são presumidos. (STJ, AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº
1.379.761 - SP, Julgado 26/04/2011) De fato, uma vez inserto o nome, inadvertidamente, em bancos de dados dessa natureza, a parte assume
posição visivelmente desfavorável, pois qualquer consulta no sistema resultará em ser apontado como mau pagador etc. Assim, a negativação
indevida, cuja responsabilidade da instituição que a providenciou mostra-se evidente, sujeita-se à composição de perdas e danos, à medida que,
sendo conduta abusiva, abala o crédito, gerando lesão à honra, consubstanciada em descrédito na praça, cabendo indenização por dano moral.
A fixação do valor da indenização, por seu turno, deve obedecer a critérios de razoabilidade, de forma que respeite às condições financeiras
do próprio ofensor e que não constitua fator de excessivo enriquecimento do ofendido, sem perder de vista, por evidente, a função retributiva
e intimidatória que deve ser desempenhada pela penalidade pecuniária a ser aplicada. Considerando o período de tempo em que perdurou a
negativação e a capacidade econômica das partes, bem como ainda o grau de culpa dos réus, entendo que o valor de R$10.000,00 (dez mil
reais) é justo e razoável para compensar a parte autora e servir de desestímulo à parte ré. Observo, contudo, que o Itaucard se adiantou na
formulação de acordo com a parte autora, realizando o pagamento da quantia de R$8.000,00 para por fim ao litígio, conforme consta às fls.
135/136. Este acordo, no entanto, deixou de abranger a N. Landim Comercio Ltda, existindo menção expressa no sentido de que a parte autora
estaria desistindo da ação unicamente em face do primeiro réu. É certo que, nos termos do art. 844, § 3º, do Código Civil, a transação levada
a efeito pelo autor com um dos devedores solidários extingue a dívida com relação aos co-devedores. Sobre o tema ensina MARIA HELENA
DINIZ (in Código Civil Anotado, Saraiva: São Paulo, 10ª edição, p. 585): "Há casos legais em que, excepcionalmente, a transação repercute
sobre as pessoas que dela não participaram. Assim: (...) c) se pactuada a transação entre um dos co-devedores solidários e o seu credor,
extinta estará a dívida relativamente aos demais, uma vez que, na solidariedade passiva, se terá a exoneração de todos os coobrigados pelo
pagamento efetuado por um deles." Nada obstante, na espécie, como consta expressamente da transação realizada entre o primeiro réu e o
autor que o acordo abrangeria apenas a obrigação daquele, e não também eventual obrigação de indenizar do segundo réu, entendo que não
incide ao caso o disposto no art. 844, § 3º, do Código Civil. A responsabilidade solidária passiva, é bom lembrar, faz com que qualquer dos réus
fique responsável pela integralidade da dívida. Cada um dos codevedores está obrigado ao cumprimento integral da obrigação, que pode ser
exigida de todos conjuntamente ou apenas de um deles. Quer dizer, a solidariedade passiva existe em benefício do credor, que pode exigir a
prestação por inteiro de um só dos devedores ou, parcialmente, de cada um ou de alguns. Nesta última hipótese, permanece a solidariedade
dos devedores quanto ao restante da dívida. É o que se infere do art. 275 do Código Civil: "O credor tem direito de exigir e receber de um ou
de alguns dos devedores, parcial, ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam
obrigados solidariamente pelo resto". Em havendo pagamento parcial por um dos devedores solidários, se o autor der quitação dessa parte, o
outro codevedor se beneficia até esse montante, nos termos do art. 277 do Código Civil: "O pagamento parcial feito por um dos devedores e
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a remissão por ele obtida não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada". Se um dos corréus,
portanto, concorda em pagar a sua quota, e o autor anuir, nada impede que, nessa parte, haja homologação judicial, considerando que se trata
de litisconsórcio facultativo, somado ao fato de o direito ser disponível e o objeto divisível. De acordo com HAMID CHARAF BIDINI JR., ao
comentar o art. 275 do CC: "Este artigo oferece o conceito de solidariedade passiva, segundo a qual o débito é exigido total ou parcialmente
de apenas um ou alguns dos diversos devedores, que não poderão invocar sua responsabilidade parcial para pagar apenas o que lhes cabe
no total da dívida. Embora existam vários devedores, cada um deles é visto, do ponto de vista do credor, como se fosse um único, de modo
que ele poderá optar entre receber a dívida de todos os devedores, ou cobrá-la integralmente de apenas um deles. Em consequência, o credor
pode optar pela cobrança que lhe convier : todo o débito de um dos devedores; a cota de cada devedor em relação a cada um deles; a cota
do devedor em relação a este e o saldo de um ou de todos e, conjunto; enfim poderá postular o valor da dívida de modo que desejar, sem
restrições ("CÓDIGO CIVIL COMENTADO", coord. MINISTRO CEZAR PELUSO 4ª edição - pág. 224 -MANOLE - 2010 - São Paulo). Em caso
bastante similar (Resp n. 140.150/SC), que, apesar de analisado à luz do Código Civil de 1916, guarda total pertinência com o caso em apreço,
já que as disposição acerca da matéria não foram alteradas pelo Código Civil de 2002, bem colocou o ilustre Min. Cesar Asfor Rocha:"É certo
que a transação entre um dos devedores solidários e seu credor extingue a dívida com relação a todos os co-devedores, conforme o disposto
no art. 1.031 do Código Civil. Mas tal só ocorre quando o credor dá quitação por toda a dívida e não apenas parcialmente, como no caso,
hipótese em que se aplica a regra contida no art. 906 do Código Civil segundo a qual 'o pagamento parcial feito por um dos devedores e a
remissão por ele obtida não aproveitam aos outros devedores, senão até a ocorrência da quantia paga, ou relevada'". Veja-se, ainda, da ementa
do aresto:DIREITO CIVIL. SOLIDARIEDADE PASSIVA. QUITAÇÃO PARCIAL. EFEITOS. Quando o credor dá quitação parcial da dívida, como no
caso, incide a regra contida no art. 906 do Código Civil segundo a qual"o pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida
não aproveitam aos outros devedores, senão até a concorrência da quantia paga, ou relevada". Assim, a transação celebrada entre o credor
e um dos devedores solidários, quitando explicitamente apenas metade do débito, e não a sua totalidade, permite ao credor cobrar o restante
do seu crédito dos demais devedores solidários. Não evidenciado o intento manifestamente protelatório dos embargos de declaração, é de
cancelar-se a multa imposta com fulcro no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil. Recurso parcialmente conhecido e nessa parte
provido. (REsp 140.150/SC, Rel. Ministro BARROS MONTEIRO, Rel. p/ Acórdão Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado
em 19/08/1999, DJ 17/12/1999, p. 372) O Superior Tribunal de Justiça, em julgados mais recentes, não tem se afastado desse entendimento:
CIVIL. SOLIDARIEDADE PASSIVA. TRANSAÇÃO. QUITAÇÃO PARCIAL. Havendo expressa manifestação das partes sobre a quitação parcial
do débito em relação a um dos devedores, continuam os demais obrigados solidariamente pelo resto da dívida. (AgRg no Ag 692.427/SP, Rel.
Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/11/2007, DJ 26/11/2007, p. 165)RESPONSABILIDADE CIVIL.
INDENIZAÇÃO. EXPLOSÃO DE NAVIO. DERRAMAMENTO DE ÓLEO. CONTENÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
ENTRE A ADMINISTRADORA DO PORTO E EMPRESA PROPRIETÁRIA DO NAVIO. TRANSAÇÃO. QUITAÇÃO PARCIAL. EXCLUSÃO DE
UM DOS DEVEDORES. QUANTUM INDENIZATÓRIO REMANESCENTE. DIVISÃO PRO RATA. 1. A quitação dada a um dos responsáveis pelo
fato, réu da ação indenizatória, no limite de sua responsabilidade, não inibe a ação contra o outro devedor solidário. 2. Quando o credor dá
quitação parcial da dívida - mesmo que seja por meio de transação - tal remissão por ele obtida não aproveita aos outros devedores, senão até a
concorrência da quantia paga ou relevada. 3. Fica explicitado que a transação significou a liberação do devedor que dela participou com relação
à quota-parte pela qual era responsável. Em razão disso, a ação contra a Recorrida somente pode ser pelo saldo que, pro rata, à esta cabe. 4.
Recurso Especial não provido. (REsp 1079293/PR, Rel. Ministro CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª
REGIÃO), QUARTA TURMA, julgado em 07/10/2008, DJe 28/10/2008)DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ACORDO ENTRE
AS PARTES. QUITAÇÃO PARCIAL. EXCLUSÃO DE UM DOS DEVEDORES 1. O art. 844, § 3º, do Código Civil estabelece que a transação
não aproveita nem prejudica senão aos que nela intervierem. Contudo, se realizada entre um dos devedores solidários e seu credor, extingue-se
a dívida em relação aos co-devedores. 2. A quitação parcial da dívida dada pelo credor a um dos devedores solidários por meio de transação,
tal como ocorre na remissão não aproveita aos outros devedores, senão até a concorrência da quantia paga. 3. Se, na transação, libera-se o
devedor que dela participou com relação à quota-parte pela qual era responsável, ficam os devedores remanescentes responsáveis somente
pelo saldo que, pro rata, lhes cabe. 4. Agravo provido. (AgRg no REsp 1002491/RN, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, julgado em 28/06/2011, DJe 01/07/2011)"(...) 2. Extinção da obrigação (dever de indenizar) ante a transação e quitação parcial firmada
entre os demandantes um dos devedores solidários (hospital). Tese afastada. Subsistência da obrigação quanto ao codevedor solidário, não
abrangido pelo instrumento liberatório, cujos efeitos devem ser aquilatados por meio de interpretação restritiva (art. 843 do CPC). Precedentes.
2.1. A quitação da dívida outorgada pelo credor a um dos devedores solidários por meio de transação, não aproveita aos codevedores, e
não até a concorrência da quota-parte pela qual era responsável, sobretudo quando o acordo expressamente exclui de sua abrangência o
codevedor, no caso, a operadora do plano de saúde, a qual responde pelo saldo, pro rata". (REsp 1170239 / RJ RECURSO ESPECIAL
2009/0240262-7, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, j. 21/05/2013, DJe 28/08/2013). Também é essa a orientação dos Tribunais
Estaduais: EXECUÇÃO DE SENTENÇA - SOLIDARIEDADE PASSIVA - QUITAÇÃO PARCIAL DA DÍVIDA MEDIANTE ACORDO CELEBRADO
COM UM DOS CO-OBRIGADOS - PROSSEGUIMENTO DA EXECUÇÃO RELATIVAMENTE AO DEVEDOR QUE NÃO TOMOU PARTE NA
TRANSAÇÃO - VIABILIDADE. Efetuado o pagamento parcial da dívida por um dos devedores solidários, mediante acordo celebrado com o credor,
poderá este prosseguir com a execução contra aquele que não participou da transação, pela parte remanescente do débito, segundo a exegese
do art. 904, do Código Civil. Ininvocável, in casu, a regra contida no art. 1.031, par 3º, do CC, porque a transação se referiu apenas à metade da
dívida.[...] (TJSC, AC n.º 1996.009951-4, rel. Eder Graf) AÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS MORAIS E MATERIAIS RESPONSABILIDADE CIVIL
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Decisão "extra petita" - Decisão proferida de natureza diversa do pedido formulado nos embargos de declaração
Nulidade da decisão relativa aos embargos de declaração Prosseguimento do julgamento da apelação, diante do permissivo do art. 515, § 4º, do
CPC RECURSO PROVIDO NESTE TÓPICO. AÇÃO INDENIZATÓRIA - DEVEDOR SOLIDÁRIO - TRANSAÇÃO - Acordo celebrado com devedor
solidário, com a quitação parcial da dívida, nos limites da respectiva quota parte Na obrigação solidária, é possível haver acordo e extinção do
processo em relação a um dos codevedores Art. 275 do Código Civil - Possibilidade de prosseguimento do feito contra o outro réu, pela diferença
entre o valor fixado na sentença e aquele já pago pelo codevedor solidário - RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO NESTE TÓPICO. (TJ-SP -
APL: 40243478520138260224 SP 4024347-85.2013.8.26.0224, Relator: Sérgio Shimura, Data de Julgamento: 25/03/2015, 23ª Câmara de Direito
Privado, Data de Publicação: 28/03/2015)AÇÃO INDENIZATÓRIA - DEVEDOR SOLIDÁRIO - TRANSAÇÃO - Acordo celebrado com devedor
solidário, com a consequente quitação parcial da obrigação, nos limites da respectiva quota parte, com prosseguimento do feito apenas contra
a outra ré - Possibilidade - Na solidariedade passiva "o credor tem direito de exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial, ou
totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto" (art.
275 do Código Civil)- Se um dos corréus concorda em pagar a sua quota, e o autor anuir, nada impede que, nessa parte, haja homologação judicial,
considerando que se trata de litisconsórcio facultativo, somado ao fato de o direito ser disponível e o objeto, divisível - RECURSO PROVIDO.
(TJ-SP - AI: 21335169720148260000 SP 2133516-97.2014.8.26.0000, Relator: Sérgio Shimura, Data de Julgamento: 10/09/2014, 23ª Câmara
de Direito Privado, Data de Publicação: 13/09/2014)CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACORDO
CELEBRADO ENTRE AUTOR E UM DOS RÉUS. QUITAÇÃO PARCIAL DA DÍVIDA. DECISÃO QUE HOMOLOGOU O ACORDO, EXCLUIU UM
DOS DEVEDORES SOLIDÁRIOS DA LIDE E DETERMINOU SEU PROSSEGUIMENTO QUANTO AO OUTRO. INSURGÊNCIA POR PARTE
DO RÉU QUE NÃO FIGUROU NA TRANSAÇÃO. ALEGADA IMPOSSIBILIDADE DE PROSSEGUIMENTO DO PROCESSO EM RAZÃO DA
EXISTÊNCIA DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. INSUBSISTÊNCIA. SOLIDARIEDADE QUE CONFIGURA HIPÓTESE GENUÍNA
DE LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO. QUITAÇÃO PARCIAL, ADEMAIS, QUE NÃO EXTINGUE A DÍVIDA EM RELAÇÃO A TODOS OS
DEVEDORES SOLIDÁRIOS, SENÃO APENAS EM RELAÇÃO AQUELE QUE PARTICIPOU DA TRANSAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 275,
277 E 844 DO CÓDIGO CIVIL. DECISÃO MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. 1. "Havendo expressa manifestação das partes sobre a quitação
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parcial do débito em relação a um dos devedores, continuam os demais obrigados solidariamente pelo resto da dívida" (AgRg no Ag 692.427/SP,
Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/11/2007, DJ 26/11/2007, p. 165). 2. Efetuada transação no
decorrer da lide, e abrangendo esta apenas parte da dívida, supostamente devida por um dos causadores do dano (CC, art. 942), é possível
o prosseguimento do processo em relação ao outro suposto devedor solidário, que não participou do negócio jurídico, com a ressalva de que,
caso ao final do processo venha a ser este condenado, deverá ser deduzido do montante indenizatório o valor correspondente à parcela de
responsabilidade daquele que celebrou a transação. (TJ-SC - AG: 20140540844 SC 2014.054084-4 (Acórdão), Relator: Marcus Tulio Sartorato,
Data de Julgamento: 03/11/2014, Terceira Câmara de Direito Civil Julgado, ) Deve-se consignar tão somente que da condenação dever-se-á
deduzir do montante indenizatório a parcela paga pelo primeiro réu, conforme estabelecem os art. 277 e 388 do Código Civil. Ou seja, não
poderá o segundo réu, em hipótese alguma, ser responsabilizado pela quota-parte que eventualmente caberia ao primeiro réu, exonerado de
sua obrigação em razão da transação. Nesse sentido, colhe-se novamente da jurisprudência do STJ:DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO ESPECIAL. SOLIDARIEDADE PASSIVA. DOIS CO-DEVEDORES. TRANSAÇÃO COM UM DELES. OUTORGA DE QUITAÇÃO
PLENA. EXTINÇÃO DA SOLIDARIEDADE. DIREITO CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO EFETIVO. DANOS MORAIS. ALTERAÇÃO PELO STJ.
VALOR EXORBITANTE OU ÍNIFMO. POSSIBILIDADE. - Na solidariedade passiva o credor tem a faculdade de exigir e receber, de qualquer
dos co-devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum. Havendo pagamento parcial, todos os demais co-devedores continuam obrigados
solidariamente pelo valor remanescente. O pagamento parcial efetivado por um dos co-devedores e a remissão a ele concedida, não alcança os
demais, senão até a concorrência da quantia paga ou relevada. - Na espécie, contudo, a sobrevivência da solidariedade não é possível, pois resta
apenas um devedor, o qual permaneceu responsável por metade da obrigação. Diante disso, a consequência lógica é que apenas a recorrida
permaneça no pólo passivo da obrigação, visto que a relação solidária era constituída de tão-somente dois co-devedores. - O acolhimento da
tese do recorrente, no sentido de que a recorrida respondesse pela integralidade do valor remanescente da dívida, implicaria, a rigor, na burla
da transação firmada com a outra devedora. Isso porque, na hipótese da recorrida se ver obrigada a satisfazer o resto do débito, lhe caberia, a
teor do que estipula o art. 283 do CC/02, o direito de exigir da outra devedora a sua quota, não obstante, nos termos da transação, esta já tenha
obtido plena quitação em relação à sua parte na dívida. A transação implica em concessões recíprocas, não cabendo dúvida de que o recorrente,
ao firmá-la, aceitou receber da outra devedora, pelos prejuízos sofridos (correspondentes a metade do débito total), a quantia prevista no acordo.
Assim, não seria razoável que a outra devedora, ainda que por via indireta, se visse obrigada a despender qualquer outro valor por conta do
evento em relação ao qual transigiu e obteve quitação plena. [...] (AgRg no REsp 1091654/PR, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA
TURMA, julgado em 17/03/2009, DJe 25/03/2009) Assim, como o acordo apresentado nos autos teve como intuito liberar apenas o primeiro réu
da obrigação, e considerando a condenação em R$10.000,00, e que R$8.000,00 já foram pagos pelo primeiro réu, resta a quantia de R$2.000,00,
que deverá o segundo réu pagar, sem prejuízo de exercer aquele que pagou a parte maior (primeiro réu), depois, o direito de regresso. Por fim, no
que diz respeito aos danos materiais alegados pela parte requerente, deixo de fixá-los, vez que a mesma não demonstra nos autos a existência
de dano patrimonial decorrente da falha na prestação de serviço do réu, não tendo a mera cobrança indevida condão para gerar indenização
por danos materiais. Ante o exposto, e por tudo mais que nos autos constam, julgo procedente, em parte, os pedidos formulados na inicial, para
condenar, pelos danos morais sofridos, a segunda ré a pagar indenização no valor de R$2.000,00 (dois mil reais), valor este que deverá ser
corrigido monetariamente pela tabela do ENCOGE desde esta data, quando foram arbitrados (súmula 362 STJ), e acrescidos de juros de mora de
1% ao mês, a contar desta decisão, posição que venho adotando há algum tempo e que foi recentemente acolhida pela 4ª Turma do STJ, onde se
considerou que a indenização por dano moral só passa a ter expressão em dinheiro a partir da decisão judicial que a arbitrou (REsp 903258). Por
consectário, tenho por resolvido o mérito do presente processo, conforme dispõe o art. 269, inc. I, do CPC, e, considerando que cada uma das
partes decaiu de parcela do pedido, distribuo entre elas, na proporção de 20% para a autora e 80% para a ré, a carga sucumbencial, consistente
nas custas processuais e honorários advocatícios, estes arbitrados em 10% (dez por cento) do valor da condenação, com a ressalva de que,
quanto à parte autora, a exigibilidade ficará suspensa por força da gratuidade deferida (art. 12 Lei 1.060/50). P.R.I. Recife/PE, 14 de março de
2016.CLÁUDIO DA CUNHA CAVALCANTI Juiz de Direito Substituto.
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embargos e improcedência da ação monitória. Pugnou benefício da justiça gratuita. Decisão deferindo o pedido de justiça gratuita do embargante
(fls. 24). O embargado apresentou impugnação aos Embargos Monitórios, afastando os argumentos tecidos pela embargante, requerendo o não
acolhimento dos Embargos e a conversão do mandado inicial em mandado executivo (fls. 25/31). Decisão deferindo a denunciação à lide (fls. 42).
Citada a CAMED apresentou contestação (fls. 46/49) afirmando que o demandado Luiz Correia de Melo Filho ingressou com ação monitória no
Juizado Especial do Idoso no qual requereu que a CAMED fosse condenada pelo pagamento da prorrogação da internação discutida nesta ação.
A ação naquele juízo foi julgada procedente, pagando a CAMED, espontaneamente, o valor questionado em face dos danos materiais no importe
de R$ 1.145,17 (mil cento e quarenta e cinco reais e dezessete centavos). Todavia alega que a sentença determinou o pagamento diretamente ao
autor, tendo este obrigação de repassar para o autor da presente ação. Sendo assim, requere a rejeição da presente denunciação à lide ou que
reconheça a completa satisfação do crédito pela CAMED. Petição da parte autora informando não ter recebido pelo réu os valores apontados pela
CAMED. Regularmente intimado o réu confirmou os fatos apontados pela CAMED, mas alega que ainda está providenciado o recebimento do
alvará para restituir o valor a unidade hospitalar. Juntada de comprovante do depósito (fls. 83/84). Termo de audiência (fls. 98). Vieram-me os autos
conclusos. É o relatório, passo à decisão. A lide comporta julgamento antecipado, a teor da regra editada no art. 352, I, do CPC, prescindindo,
pois, de dilação probatória em audiência de instrução e julgamento. Preliminares. Da alegada inépcia da inicial. Do que se depreende dos autos, o
pedido ampara-se na lei, tendo a demanda relação jurídica com demandante. O autor está devidamente representado e a documentação acostada,
corrobora com os termos da inicial. Sendo assim rejeito a preliminar levantada. Da ilegitimidade passiva. Requer o demandado o reconhecimento
de sua ilegitimidade passiva, pois não foi o mesmo que foi internado, assim como afirma ter apenas responsabilidade subsidiária. Entendo não
prosperar as argumentações. O demandado tem relação com os fatos, eis que assinou o termo de responsabilidade de fls. 08, possuindo assim,
legitimidade para figurar na ação. Rejeito assim, a preliminar. Ultrapassado as preliminares, passo à análise do mérito. Os presentes autos tratam
de Ação Monitória baseada em inadimplência do réu, onde o autor pretende receber o seu crédito, contido em demonstrativos de despesas
hospitalares e Termo de Responsabilidade, oriundos de serviços médicos prestados a Sra. Cleonice Luiza de França Melo, tendo o Sr. Luiz
Correia de Melo Filho se comprometido, mediante termo de responsabilidade, a arcar com os débitos contraídos perante o Hospital. Conforme
expressa o artigo 1102-A do Código de Processo Civil, "a ação monitória compete a quem pretender, com base em prova escrita sem eficácia
de título executivo, pagamento de soma em dinheiro, entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel".No caso dos autos, a ação é
fundada em demonstrativos de despesas hospitalares e no Termo de Responsabilidade, em que restou demonstrada a prestação de serviços
pela autora a paciente Cleonice Luiza de França Melo, quando de sua internação, conforme se observa às fls. 06/14. Note-se que das peças que
instruem a inicial, observa-se que se encontra assinado pelo requerido o Termo de Compromisso (fl. 08), onde de forma expressa declarou ser
"subsidiária e solidariamente responsável por toda e qualquer despesa que não venha a ser quitada perante o citado hospital, de modo que a
responsabilidade ora assumida permaneça válida até a plena solicitação do débito em questão". Ademais, há a nota fiscal fatura de serviços, n°
00072178 (fl.10), emitida em 18/08/2011, no importe de R$ 1.025,00 (mil e vinte e cinco reais) onde estão consignadas despesas com exames,
consultas e medicamentos do paciente Cleonice Luiza de França Melo, figurando como tomador de serviços o ora embargante. Vale ressaltar
que o próprio embargante embora negue a prestação dos serviços, realizou acordo em juízo com seu plano de saúde, que pagou ao mesmo os
valores solicitados nesta ação. Tendo o embargante depositado o valor em favor da parte autora nas fls.84, reconhecendo assim o pedido desta
ação monitória. Por oportuno, registro que "prova escrita, exigida pelo art. 1.102 a do CPC, é todo documento que, embora não prove, diretamente,
o fato constitutivo, permite ao órgão judiciário deduzir, através de presunção, a existência do direito alegado" (RT 238/67). Sem dúvida, do
conjunto probatório carreado aos autos conclui-se pela existência da dívida e do seu montante, porquanto este último fato não foi impugnado
especificamente pelo embargante, estando o valor devidamente consignado na nota fiscal, que também não foi contestada. Considerando que
os Embargos Monitórios têm natureza de contestação, caberia ao réu/embargante refutar de forma precisa os fatos e documentos trazidos na
exordial, como lhes obriga o art. 341 do CPC, consagrador do ônus da impugnação especificada dos fatos. Neste sentido, a jurisprudência
aponta: AÇÃO MONITÓRIA - CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRETE - EXIBIÇÃO DOS EXTRATOS DE CONTA
CORRENTE - APRESENTAÇÃO DE PROVA SUFICIÊNTE À DEMONSTRAÇÃO DA DÍVIDA, JUNTAMENTE COM EXTRATO DA EVOLUÇÃO
DO DÉBITO - INTELIGÊNCIA DA SÚMULA 247 DO STJ -EMBARGOS MONITÓRIOS - ÔNUS DA PROVA - EMBARGANTE - AUSÊNCIA DE
COMPROVAÇÃO DE FATO IMPEDITIVO, MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DO EMBARGADO - SENTENÇA MANTIDA. Estando
a dívida demonstrada pelo contrato de abertura de crédito acompanhado do extrato com o demonstrativo de débito, constitui referido pacto
prova escrita apta à propositura da ação monitória. Tendo os embargos monitórios natureza jurídica de defesa, subsiste a distribuição do ônus
probatório prevista no caderno processual, razão pela qual cabe ao embargante a prova de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito
do embargado. (TJ-MG - AC: 10024120949953001 MG, Relator: Wanderley Paiva, Data de Julgamento: 23/04/2014, Câmaras Cíveis / 11ª
CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 30/04/2014) Ademais, o artigo 434 do CPC atribui a quem o alega a responsabilidade de trazer aos autos
'documentos destinados a provar-lhe as alegações', o que deixou de fazer a embargante. Portanto, não restou demonstrada a ocorrência de
qualquer fato impeditivo, modificativo ou extintivo do prosseguimento da ação monitória (art. 373, II, CPC), nem mesmo foram refutados os fatos
e documentos acostados pelo autor, deixando a embargante de se desincumbir de seu ônus probatório, tornando imperiosa a improcedência dos
presentes embargos. Assim, considero ter a Embargada se desincumbido do ônus de demonstrar o fato constitutivo de seu direito a receber pelo
serviço prestado, que não foi afrontado por prova hábil apresentada pelo Embargante, merecendo, portanto, ser julgado procedente o pedido da
Embargada, que se pautou conforme orientação da jurisprudência, conforme se vê nos seguintes julgados: PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MÉDICO-
HOSPITALAR - AÇÃO MONITÓRIA RESPONSABILIDADE PELAS DESPESAS INADIMPLEMENTO COMPROVADO AÇÃO PROCEDENTE
- APELAÇÃO NÃO PROVIDA. (TJ-SP - APL: 9049125662009826 SP 9049125-66.2009.8.26.0000, Relator: Luiz Eurico, Data de Julgamento:
27/02/2012, 33ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 28/02/2012)APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO MONITÓRIA - CONTRATAÇÃO DE
SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES NÃO COBERTOS PELO PLANO DE SAÚDE - OBRIGAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELAS DESPESAS
MÉDICO-HOSPITALARES - DENUNCIAÇÃO À LIDE DO PLANO DE SAÚDE - IMPROCEDÊNCIA - MATÉRIA EXCLUSIVAMENTE DE DIREITO
- SUBSISTENTE A PRETENSÃO RECLAMADA UMA VEZ QUE A MESMA ESTÁ REPRESENTADA ATRAVÉS DE PROVA ESCRITA (CHEQUE)
NÃO REVESTIDA DE FORÇA EXECUTIVA, SATISFAZENDO PLENAMENTE OS REQUISITOS EXIGIDOS NO ARTIGO 1102 A DO CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL - APLICAÇÃO DE JUROS DE MORA DE 0,5% A.M ATÉ A ENTRADA EM VIGOR DO CC/2.002 APÓS JUROS DE 1% A.M
- AFASTAMENTO DA TAXA SELIC - RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO - AUSÊNCIA DE SUCUMBÊNCIA MÚTUA - RECURSO ADESIVO
NÃO CONHECIDO - POR UNANIMIDADE. (TJ-PR - AC: 3375180 PR 0337518-0, Relator: Antenor Demeterco Junior, Data de Julgamento:
31/10/2006, 7ª Câmara Cível, Data de Publicação: DJ: 7254) Ante o exposto, a) Considerando o que mais dos autos consta e com fulcro no art.
1102c, §3.º, do Estatuto Processual Civil, JULGO IMPROCEDENTES OS EMBARGOS MONITÓRIOS, para reconhecer, por sentença, a eficácia
executiva plena ao mandado constante deste processo. b) Ademais, JULGO PROCEDENTE o pedido da denunciação da lide para condenar
o denunciado ao pagamento de R$ 1.096,31 (mil novecentos e seis reais e trinta e um centavos) em favor do denunciante (confirmando sua
responsabilidade sobre o pagamento do valor apontado na inicial em face da relação de plano de saúde entre as partes), corrigida monetariamente
desde o inadimplemento e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, desde a citação. Na linha da orientação dominante no âmbito do STJ,
não cabe, na hipótese, condenação ao pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios da denunciação, pois não houve
pretensão resistida do denunciado. Verifico que não há necessidade de realizar a intimação da executada para realizar o pagamento da dívida,
tendo em vista que nos autos já consta depósito do valor (fls. 84), sendo assim, expeça-se alvará em nome da parte autora. Por força do princípio
sucumbencial, condeno os embargantes ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, que fixo em 10% (dez por cento) sobre
o valor da condenação. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Recife, 7 de abril de 2016.BRENDA AZEVEDO PAES BARRETO
TEIXEIRAJuíza de Direito SubstitutaPODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCOCENTRAL DE AGILIZAÇÃO PROCESSUAL DA CAPITALFÓRUM
DESEMBARGADOR RODOLFO AURELIANO Av. Desembargador Guerra Barreto, s/nº, Joana BezerraFone: (81)3181-05642.
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constitutivo de seu direito (art. 373, I, do CPC), e tendo a parte ré demonstrado fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito daquele (art.
373, II, do CPC), é de se julgar improcedente o pedido autoral e procedente o pedido contraposto do réu. Em razão da notícia dos autos de
ambas as partes de que o réu deixou a posse do imóvel, e diante do disposto no art. 554 do NCPC, "a propositura de uma ação possessória
em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam
provados", concedo ao réu a reintegração na posse do imóvel objeto desta lide. Ante o exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta,
resolvo o mérito do processo, nos termos do art. 487, I, do NCPC, para: a) Julgar IMPROCEDENTE o pedido autoral. b) Julgar PROCEDENTE
o pedido contraposto do réu, para reintegrá-lo na posse direta do bem descrito e caracterizado na inicial. Defiro o prazo de 30 (trinta) dias para
a desocupação voluntária do imóvel pelo autor. Após este prazo, caso o imóvel não seja desocupado, expeça-se o competente mandado de
reintegração de posse em favor do réu. Condeno o autor nas custas e honorários, que fixo em R$ 1.000,00 (mil reais), nos termos do art. 85, §8º, do
NCPC, observando-se o disposto no art. 98, §3º do NCPC, em face à gratuidade concedida. P.R.I. Após o trânsito em julgado, arquive-se. Recife,
05 de abril de 2016. Cristina Reina Montenegro de AlbuquerqueJuíza de Direito Substituta PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCOCENTRAL
DE AGILIZAÇÃO PROCESSUAL DA CAPITALFÓRUM DESEMBARGADOR RODOLFO AURELIANO Av. Desembargador Guerra Barreto, s/nº,
Joana BezerraFone: (81)3181-0564
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
Sentença (parte final): “ Diante do exposto, não resta outra alternativa, senão extinguir o feito, amparado na jurisprudência e na Lei: ORDINÁRIO
APELAÇÃO CÍVEL. EXTINÇÃO PROCESSO. INTIMAÇÃO VIA AR. Determinação de intimação pessoal da parte autora para que providenciasse
o andamento do feito em 48 horas, sob pena de extinção. Inércia. Extinção do processo sem resolução do mérito. Recurso desprovido. (TJ-
RJ, APL 22108366320118190021, Vigésima Quinta Câmara Cível, Publicado em 04/03/2015) Ante o exposto, JULGO EXTINTO O PROCESSO,
SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO, arrimado no art. art. 485, III, do CPC atual. Sem custas. Sem condenação em honorários, uma vez que não
houve citação no processo. P.R.I.C. e, após o trânsito, certifique-se, promovam-se as baixas e arquivem-no. Recife, 11 de abril de 2016. Rogério
Lins e Silva Juiz de Direito”
Sentença (parte final): “ Ante o exposto, julgo extinto o processo, sem resolução do mérito, por ausência de pressupostos de constituição e
desenvolvimento válido e regular do processo, nos termos do artigo 485, inciso IV, do Código de Processo Civil. Sem custas, sem condenação
em honorários advocatícios. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Após o trânsito em julgado desta decisão e cumpridas as formalidades legais
cabíveis, arquivem-se os autos, com baixa na Distribuição.Recife, 11 de abril de 2016.Rogério Lins e SilvaJuiz de Direito”
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Sentença (parte final): “ Pelo exposto, arrimado no art. 487, I, do CPC, JULGO EXTINTO, COM RESOLUÇÃO DE MÉRITO, o presente processo,
determinando que sejam desentranhados os documentos exibidos pela parte suplicada (fls. 46/50), com entrega à parte autora mediante recibo
nos autos. Sem custas, em razão do deferimento do benefício da Justiça Gratuita ao autor. Condeno a parte demandada nos honorários
advocatícios, estes a base de 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa. P. R. I. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos com baixa
na Distribuição. Recife, 13 de abril de 2016. Rogério Lins e Silva Juiz de Direito”
Sentença (parte final): “ Ante o exposto, JULGO EXTINTO O PROCESSO, SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO, arrimado no art. art. 485, III, do
CPC atual. Custas satisfeitas. Sem condenação em honorários, uma vez que não houve citação para contestar no processo. P.R.I.C. e, após o
trânsito, certifique-se, promovam-se as baixas e arquivem-no. Recife, 13 de abril de 2016. Rogério Lins e Silva Juiz de Direito”
631
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pelo presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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SENTENÇA
[...]
DISPOSITIVO: Isto posto, por não constatar omissão, contradição ou obscuridade, muito menos erro material na prolação da Sentença, NEGO
ACOLHIDA ao recurso interposto.
Publique-se. Registre. Intimem-se, com a observância do art. 1026 do NCPC (reinício do prazo recursal). Recife, 30 de março de 2016.
Tomás Araújo
Juiz de Direito
SENTENÇA
[....]
Diante destes fatos e dos fundamentos expostos, conforme aludido no art. 535 do CPC/1973, não acolho os presentes embargos de declaração
e mantenho a decisão recorrida pelos seus próprios fundamentos. Publique-se. Recife, 08 de abril de 2016.
Tomás Araújo
Juiz de Direito
Processo N. 0154472-93.2009.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: EC Lavanderia Expressa LTDA
Advogado: PE016725 – Márcio Mendes de Oliveira
Advogado: PE028251D – Emanuel Bandeira Júnior
Réu: 5àSec do Brasil
Advogado: PE030888 – Felipe Bezerra Menezes
SENTENÇA
[...]
Diante destes fatos e dos fundamentos expostos, não acolho os presentes embargos de declaração e mantenho a decisão vergastada, pelos
seus próprios fundamentos. Publique-se. Recife, 08 de abril de 2016. Tomás Araújo. Juiz de Direito.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA:(FLS.205-207 - PARTE DISPOSITIVA): 3. DISPOSITIVO. Em virtude do exposto, JULGO PROCEDENTES os pleitos autorais, nos
termos do art. 269, I, do Código de Processo Civil, para confirmar, nos seus exatos termos, a antecipação dos efeitos da tutela que determinou que
a parte ré a efetuasse o procedimento cirúrgico indicado, conforme laudo médico acostado aos autos, CONDENO a parte ré a pagar a quantia de
R$ 15.000,00 (quinze mil reais) a título de indenização por dano moral - correção monetária desde a fixação (enunciado nº 362 da súmula do eg.
STJ) pela tabela ENCOGE e juros de mora a 1% (um por cento) ao mês, a incidirem desde a data da citação. CONDENO a parte ré, ainda,
a arcar com as custas processuais e com os honorários advocatícios, os quais FIXO em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação.
DETERMINO que, não sendo requerida a execução no prazo de seis meses, sejam os autos arquivados - sem prejuízo de seu desarquivamento,
a pedido da parte. Registre-se. Publique-se. Intimem-se. Recife, 14 de dezembro de 2015. Eduardo Costa Juiz de Direito.
SENTENÇA (FLS.233): 1.RELATÓRIO. Vistos, etc.Ação ajuizada por MANFREDO DE ANDRADE SARDA JUNIOR contra SUL AMERICA
COMPANHIA DE SEGURO SAÚDE pretendendo o cumprimento de obrigação de fazer pela ré, bem como sua condenação ao pagamento de
indenização por danos morais, em virtude de negativa de autorização para realização de procedimento cirúrgico. Foi prolatada sentença de mérito
(fls. 205/207) em 14/12/2015, julgando procedentes os pedidos formulados na exordial. No entanto, a parte ré informou, em petição protocolada
na mesma data, que os litigantes tinham chegado a um acordo em 30/11/2015, pondo fim à lide, pelo que requereu a homologação do acordo.
Intimadas para ratificar o acordo, as partes concordaram com a homologação da transação, nos termos do art. 269, III, do CPC.É o que importa
relatar. Decido. 2.FUNDAMENTOS. Art. 269, III, do CPC. 3.DISPOSITIVO.Homologo o acordo, de modo que os termos da avença pactuada
devem ser considerados integrantes da parte dispositiva desta sentença.Expeçam-se alvarás, em nome da parte autora, no valor de R$ 4.500,00
(quatro mil e quinhentos reais), e em nome do advogado da parte autora, Sr. Eduardo dos Santos Ramos Neto (OAB/PE nº 17.215), no valor de
R$ 1.000,00 (hum mil reais), ambos com os acréscimos e correções devidas. Determino que, certificado o trânsito em julgado, haja arquivamento
e baixa dos presentes autos . Registre-se.Publique-se. Intimem-se.Recife, 01 de março de 2016. Eduardo Costa - Juiz de Direito
SENTENÇA Nº: 2016/00084
PROCESSO Nº: 0042214-04.2013.8.17.0001
NATUREZA DA AÇÃO: PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
AUTOR: MARIA JOSÉ DE SOUZA SILVA
ADVOGADO: DIANA PATRÍCIA LOPES CÂMARA
RÉU: SUL AMÉRICA SAÚDE S/A
ADVOGADO: FABIO RIVELLI
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SENTENÇA: Processo nº: 0005555-59.2014.8.17.0001Requerente: Edimilson José de LimaRequerido: Seguradora Lider dos Consórcios do
Seguro DPVAT S/ASENTENÇA Vistos etc. Edimilson José de Lima, qualificado nos autos, com advogado legalmente habilitado, ingressou com
Ação de Cobrança Securitária - DPVAT em face do Seguradora Lider dos Consórcios do Seguro DPVAT S/A. Com o trânsito em julgado, ingressou
a parte vencida com petição, juntando comprovante de depósito judicial no valor de R$ 1.600,00, pugnando pelo arquivamento do feito por
satisfação integral da condenação. Às fls. 129, o exequente peticionou nos autos concordando com o valor depositado pelo réu, pugnando pela
expedição dos respectivos alvarás de liberação. É o que tenho para relatar, decido. Cuida-se fase de cumprimento de sentença. Tendo em vista
a comprovação, por parte do vencido, dos depósitos dos valores devidos, e a concordância da parte vencedora quanto aos valores cumpridos
espontaneamente, declaro satisfeita a obrigação com o pagamento e extingo o feito com base no art. 924, II, do NCPC. Em seguida, expeçam-
se alvarás, nos termos requeridos à fl. 129. Publique-se. Intime-se. Registre-se e, após providências legais, arquive-se. Recife, 22 de março de
2016.Eduardo Costa - Juiz de Direito
Recife, 06 de abril de 2016.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Eduardo Costa
Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA
Processo nº: 0037009-28.2012.8.17.0001Requerente: Aymore Crédito, Financiamento e investimento S.ARequeridos: Rinaldo Beco da
CostaSENTENÇA Vistos etc. Aymore Crédito, Financiamento e investimento S.A, devidamente qualificado nos autos, por intermédio de advogado
legalmente habilitado, moveu a presente Ação de Busca e Apreensão, em face de Rinaldo Beco da Costa. À fl. 29, decisão modificando, ex ofício,
o valor atribuído à causa, com a consequente determinação para que o autor complementasse as custas processuais e taxa judiciária. À fl. 46,
a parte autora requereu a juntada de comprovante de pagamento das custas processuais já recolhidas na exordial, sem proceder a qualquer
complementação com base no novo valor da causa.É o relatório, conciso.Passo a decidir. O recolhimento das custas iniciais é um pressuposto
processual objetivo de existência do processo. Após a modificação, ex ofício, do valor da causa, foi determinada a intimação do autor para, no
prazo de 10(dez) dias, complementar o pagamento das custas processuais com base neste novo valor, providencia que até o momento não foi
atendida. Em assim sendo, há de ser aplicado, portanto, o disposto no art. 267, IV, do CPC, que determina a extinção do processo sem resolução
de mérito quando ausente algum pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo.Art. 267. Extingue-se o processo,
sem resolução de mérito: IV - quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo
Isto posto, com base no art. 267, IV, do CPC, extingo o feito sem exame de mérito, determinando o arquivamento dos autos após o trânsito
em julgado. Sem honorários, ante a ausência de triangularização processual. Publique-se. Intime-se. Registre-se e, após providências legais,
arquive-se. Recife, 11 de fevereiro de 2016.Eduardo CostaJuiz de Direito
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Eduardo Costa
Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Eduardo Costa
Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Eduardo Costa
Juiz de Direito
Quarta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho:
Proc.: 0011601-16.2004.8.17.0001DESPACHOO BacenJud localizou apenas 14 (quatorze) centavos de real nas contas da executada, não sendo
razoável e efetiva à execução a penhora deste valor. Desta feita, considerando que a penhora online realizada nestes autos (fls. 457/458) restou
infrutífera, intime-se a parte exequente para requerer o que entender de direito, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de arquivamento da presente
execução. Recife, 26 de fevereiro de 2016. Eduardo CostaJuiz de Direito 1Gabinete do Juiz Carlos Damião Pessoa Costa Lessa 03
Eduardo Costa
Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Eduardo Costa
Juiz de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA Proc.: 0029556-50.2010.8.17.0001AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE COM PEDIDO LIMINAR. ABANDONO DA AÇÃO PELO
AUTOR. EXTINÇÃO DO FEITO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. ART. 267, III, CPC. 1. RELATÓRIO.Vistos, etc. Trata-se de ação de reintegração
de posse ajuizada por BFB LEASING S.A ARRENDAMENTO MERCANTIL em desfavor de WILTON BEZERRA DE VASCONCELOS. À fl. 58,
determinação deste Juízo no sentido de intimar o autor pessoalmente a fim de que manifeste interesse no seguimento do feito, sob pena de
extinção. Aviso de recebimento juntado aos autos (fl. 62), sem que o autor nada tenha requerido até o momento. É o que importa relatar. Decido.2.
FUNDAMENTOS.Preceitua a legislação processual civil:Art. 267. Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: III - quando, por não promover
os atos e diligências que lhe competir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias;§ 1o O juiz ordenará, nos casos dos ns. II e Ill, o
arquivamento dos autos, declarando a extinção do processo, se a parte, intimada pessoalmente, não suprir a falta em 48 (quarenta e oito) horas.
Quanto a hipótese aventada, preceitua a jurisprudência firmada no Superior Tribunal de Justiça, conforme transcreve-se: AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR ABANDONO. INTIMAÇÃO
PESSOAL DO AUTOR. ART. 267, III, § 1º, DO CPC. SÚMULA N º 240/STJ. INAPLICABILIDADE. NÃO PROVIMENTO. 1. Verificando que o autor
abandonou a causa por mais de 30 (trinta) dias, permanecendo inerte após ter sido devidamente intimado, o juiz ordenará o arquivamento dos
autos, declarando a extinção do processo, nos termos do art. 267, III, § 1º, do CPC. (...) (STJ - AgRg no AREsp: 309971 ES 2013/0065145-1,
Relator: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de Julgamento: 18/06/2013, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 01/07/2013)A
inércia da parte dá ensejo à extinção do processo nos termos do art. 267, III, do CPC, levando em consideração a inexistência de manifestação,
apesar de regularmente intimada.3. DISPOSITIVO.Em virtude do exposto, julgo a demanda sem resolução de mérito, nos termos do art. 267, III,
do Código de Processo Civil em vista da inércia da parte autora em promover o regular prosseguimento do feito apesar de ter sido validamente
intimada nos termos do art. 267, § 1º, do CPC.Custas já satisfeitas. Após o trânsito em julgado, proceda-se o devido arquivamento e baixa dos
autos. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Recife, 23 de fevereiro de 2016.Eduardo CostaJuiz de Direito
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a limitação de pagamento de indenização por perdas e danos apenas ao mês de novembro, vez que os danos decorrentes do pagamento alugueis
pelo autor tratam-se de prestações de trato sucessivo. Brevemente relatados. Decido. Os presentes embargos não merecem prosperar uma vez
que não existe qualquer omissão, contradição ou obscuridade na sentença atacada a necessitar a integração pela via dos embargos. De fato,
basta uma simples leitura da sentença ora vergastada para constatar ter o juízo exaurido integralmente sua apreciação quanto ao objeto em
apreciação, tendo se utilizado dos fundamentos necessários ao seu convencimento. O que se percebe é apenas o inconformismo do embargante
com o julgado, pretendendo a rediscussão da matéria, o que não pode se dar por meio de embargos. Portanto, pretendendo o embargante a
rediscussão da matéria sob sua ótica e não havendo no julgado obscuridade, contradição ou omissão a serem sanadas, devem ser rejeitados os
embargos de declaração. Ante o exposto, atento ao que mais dos autos consta e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie, julgo improcedentes
os Embargos de Declaração, mantendo inalterada a sentença constante dos autos. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Recife, 17 de fevereiro
de 2016.Eduardo Costa - Juiz de Direito
SENTENÇA : (PARTE DISPOSITIVA) DISPOSITIVO SENTENCIAL. Assim sendo, ante os fatos e fundamentos acima expostos, com base no
art. 269, I, do Código de Processo Civil, julgo procedente o pedido formulado na inicial, extinguindo o processo com resolução do mérito, para
o fim de: a) desconstituir o débito de R$ 3.855,87 (três mil, oitocentos e cinquenta e cinco reais e oitenta e sete centavos), cobrado pela ré por
meio de fatura cuja cópia fora juntada às fls. 20; b) deferir a antecipação da tutela de mérito pretendida, determinando, via de consequência, que
a ré se abstenha de suspender/interromper o fornecimento de energia elétrica à unidade da parte autora, em razão do débito descrito na inicial,
sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (um mil reais), limitada a R$ 10.000,00 (dez mil reais).Condeno, ainda, a requerida, ao pagamento
das custas processuais, bem como ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais, que fixo em R$ 1.000,00 (um mil reais), nos
termos do § 4º, do art. 20, do CPC. Com o trânsito em julgado, remetam-se os autos à distribuição para as devidas baixas, sendo arquivados
em seguida.Publique-se. Arquive-se cópia. Intimem-se.Recife, 09 de março de 2016Eduardo CostaJuiz de Direito1 Art. 3º - Fornecedor é toda
pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de
serviços.2 Trata-se de jurisprudência do STJ que, tomando por base o conceito de consumidor por equiparação previsto no art. 29 do CDC, evoluiu
para uma aplicação temperada da teoria finalista às pessoas jurídicas, num processo que a doutrina vem denominando finalismo aprofundado,
consistente em se admitir que, em determinadas hipóteses, a pessoa jurídica adquirente de um produto ou serviço pode ser equiparada à
condição de consumidora, por apresentar frente ao fornecedor alguma vulnerabilidade.3 TJPE, Recurso de Agravo nº 233345-9/01, Órgão
Julgador: 5ª Câmara Cível, Relator: Itabira de Brito Filho, Data de Julgamento: 16/03/2011.4 TJSP, 35ª Câmara de Direito Privado, Apelação Cível
n 4032308-77.2013.8.26.0224, rel. Des. Leonel Costa, J. 03.11.2014.5 STJ, Segunda Turma, AgRg no Ag 1349082/RO, rel. Ministro Herman
Benjamin, julgado em 23/11/2010, DJe 04/02/2011.6 TJPE, 1ª Câmara Civel, Ag 351799-7/0000367-58.2010.8.17.0120, rel. Roberto da Silva
Maia, julgado em 02/02/2016, DJe 17.02.2016.7 TJ-MA, 5ª Câmara Civel, APL 0248362014, rel. Ricardo Duailibe, julgado em 19.10.15.8 STJ, 2ª
Turma, AgRg no AREsp 101.624/RS, Rel. Ministro Cesar Asfor Rocha, julgado em 15/03/2012, DJe 22.03.2012
Recife, 11 de março de 2016.
Eduardo Costa
Juiz de Direito
Quarta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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EMENTA: AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZATÓRIA. TRANSAÇÃO REALIZADA APÓS A SENTENÇA. HOMOLOGAÇÃO DE
ACORDO CELEBRADO ENTRE AS PARTES. ART. 269, III, CPC.
SENTENÇA
1. RELATÓRIO.Vistos, etc.Ação ajuizada por MANFREDO DE ANDRADE SARDA JUNIOR contra SUL AMERICA COMPANHIA DE SEGURO
SAÚDE pretendendo o cumprimento de obrigação de fazer pela ré, bem como sua condenação ao pagamento de indenização por danos morais,
em virtude de negativa de autorização para realização de procedimento cirúrgico. Foi prolatada sentença de mérito (fls. 205/207) em 14/12/2015,
julgando procedentes os pedidos formulados na exordial. No entanto, a parte ré informou, em petição protocolada na mesma data, que os litigantes
tinham chegado a um acordo em 30/11/2015, pondo fim à lide, pelo que requereu a homologação do acordo. Intimadas para ratificar o acordo, as
partes concordaram com a homologação da transação, nos termos do art. 269, III, do CPC.É o que importa relatar. Decido.2. FUNDAMENTOS.Art.
269, III, do CPC.3. DISPOSITIVO. Homologo o acordo, de modo que os termos da avença pactuada devem ser considerados integrantes da parte
dispositiva desta sentença. Expeçam-se alvarás, em nome da parte autora, no valor de R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais), e em nome
do advogado da parte autora, Sr. Eduardo dos Santos Ramos Neto (OAB/PE nº 17.215), no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), ambos com os
acréscimos e correções devidas. Determino que, certificado o trânsito em julgado, haja arquivamento e baixa dos presentes autos Registre-se.
Publique-se. Intimem-se. Recife, 01 de março de 2016. Eduardo Costa Juiz de Direito203
EMENTA: AÇÃO DE DESPEJO C/C COBRANÇA. ABANDONO DA AÇÃO PELO AUTOR. EXTINÇÃO DO FEITO SEM RESOLUÇÃO DO
MÉRITO. ART. 267, III, CPC. 1.
SENTENÇA
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RELATÓRIO.Vistos, etc. Trata-se de ação de DESPEJO C/C COBRANÇA ajuizada por AB INCORPORADORA LTDA em desfavor de ANNA
CLAUDIA NOVACOSQUE TORRES MARINHO. À fl. 37, determinação deste Juízo no sentido de intimar o autor pessoalmente a fim de impulsionar
o feito, sob pena de extinção. Intimação pessoal nos autos (fl. 41v), sem que o autor nada tenha requerido até o momento. É o que importa
relatar. Decido.2. FUNDAMENTOS.Preceitua a legislação processual civil:Art. 267. Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: III - quando,
por não promover os atos e diligências que lhe competir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias;§ 1o O juiz ordenará, nos
casos dos ns. II e Ill, o arquivamento dos autos, declarando a extinção do processo, se a parte, intimada pessoalmente, não suprir a falta em 48
(quarenta e oito) horas. Quanto a hipótese aventada, preceitua a jurisprudência firmada no Superior Tribunal de Justiça, conforme transcreve-
se: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR
ABANDONO. INTIMAÇÃO PESSOAL DO AUTOR. ART. 267, III, § 1º, DO CPC. SÚMULA N º 240/STJ. INAPLICABILIDADE. NÃO PROVIMENTO.
1. Verificando que o autor abandonou a causa por mais de 30 (trinta) dias, permanecendo inerte após ter sido devidamente intimado, o juiz
ordenará o arquivamento dos autos, declarando a extinção do processo, nos termos do art. 267, III, § 1º, do CPC. (...) (STJ - AgRg no AREsp:
309971 ES 2013/0065145-1, Relator: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de Julgamento: 18/06/2013, T4 - QUARTA TURMA, Data de
Publicação: DJe 01/07/2013)A inércia da parte dá ensejo à extinção do processo nos termos do art. 267, III, do CPC, levando em consideração
a inexistência de manifestação, apesar de regularmente intimada.3. DISPOSITIVO.Em virtude do exposto, julgo a demanda sem resolução de
mérito, nos termos do art. 267, III, do Código de Processo Civil em vista da inércia da parte autora em promover o regular prosseguimento do
feito apesar de ter sido validamente intimada nos termos do art. 267, § 1º, do CPC.Custas já satisfeitas. Sem honorários em vista da ausência
de sucumbência.Após o trânsito em julgado, proceda-se o devido arquivamento e baixa dos autos. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Recife,
23 de fevereiro de 2016.Eduardo CostaJuiz de Direito
Eduardo Costa
Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Eduardo Costa
Juiz de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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ora arbitrados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) e o réu a pagar ao advogado do autor, a esse título, R$500,00 (quinhentos reais), compensando-se
mutuamente, nos termos do art. 21, caput do CPC e Súmula 306, do STJ. Registre-se. Publique-se. Intimem-se. Recife, 23 de fevereiro de 2016
Brenda Azevedo Paes Barreto Teixeira Juíza Substituta PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCOCENTRAL DE AGILIZAÇÃO PROCESSUAL
DA CAPITALFÓRUM DESEMBARGADOR RODOLFO AURELIANO Av. Desembargador Guerra Barreto, s/nº, Joana Bezerra
SENTENÇA: Ação cautelar preparatória com pedido de liminar- Processo n° 0065527-04.2007.8.17.0001 Medida cautelar incidental- Processo
n° 0020469-41.2008.8.17.0001Ação ordinária de revisão de cálculos- Processo n° 0071650-18.2007.8.17.0001 (Parte Dispositiva): Por todo
o exposto, e com fundamento nos artigos 269 inciso I, e 330, I, do CPC, passo a decidir, com resolução de mérito, para julgar procedente em
parte o pedido da cautelar preparatória determinar que a demandada retire o nome dos demandantes do SERASA caso a dívida esposada seja
referente exclusivamente ao referido "reajuste suplementar", confirmo, ainda, os efeitos da liminar concedida na cautelar incidental para julgar
procedente o pedido nos termos da liminar e quanto a ação principal determino a exclusão do polo ativo da parte Roberto Roque de Melo tendo
em vista o requerimento de desistência, reconheço a inépcia parcial dos pedidos e, no mérito, julgo procedente em parte o pedido remanescente
para determinar que a revisão do reajuste suplementar imposto pela ré, apontando os fundamentos jurídicos legais para a cobrança, assim
como os índices de reajustes utilizados. Por restar sucumbente na maior parte, o autor arcará com 75% das custas e despesas processuais,
enquanto o réu suportará 25% desse montante. Quanto aos honorários advocatícios, condeno o autor a pagar ao advogado da parte adversa,
ora arbitrados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) e o réu a pagar ao advogado do autor, a esse título, R$500,00 (quinhentos reais), compensando-se
mutuamente, nos termos do art. 21, caput do CPC e Súmula 306, do STJ. Registre-se. Publique-se. Intimem-se. Recife, 23 de fevereiro de 2016
Brenda Azevedo Paes Barreto Teixeira Juíza Substituta PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCOCENTRAL DE AGILIZAÇÃO PROCESSUAL
DA CAPITALFÓRUM DESEMBARGADOR RODOLFO AURELIANO Av. Desembargador Guerra Barreto, s/nº, Joana Bezerra
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SENTENÇA: Ação cautelar preparatória com pedido de liminar- Processo n° 0065527-04.2007.8.17.0001 Medida cautelar incidental- Processo
n° 0020469-41.2008.8.17.0001Ação ordinária de revisão de cálculos- Processo n° 0071650-18.2007.8.17.0001 (PARTE DISPOSITIVA): Por todo
o exposto, e com fundamento nos artigos 269 inciso I, e 330, I, do CPC, passo a decidir, com resolução de mérito, para julgar procedente em
parte o pedido da cautelar preparatória determinar que a demandada retire o nome dos demandantes do SERASA caso a dívida esposada seja
referente exclusivamente ao referido "reajuste suplementar", confirmo, ainda, os efeitos da liminar concedida na cautelar incidental para julgar
procedente o pedido nos termos da liminar e quanto a ação principal determino a exclusão do polo ativo da parte Roberto Roque de Melo tendo
em vista o requerimento de desistência, reconheço a inépcia parcial dos pedidos e, no mérito, julgo procedente em parte o pedido remanescente
para determinar que a revisão do reajuste suplementar imposto pela ré, apontando os fundamentos jurídicos legais para a cobrança, assim
como os índices de reajustes utilizados. Por restar sucumbente na maior parte, o autor arcará com 75% das custas e despesas processuais,
enquanto o réu suportará 25% desse montante. Quanto aos honorários advocatícios, condeno o autor a pagar ao advogado da parte adversa,
ora arbitrados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) e o réu a pagar ao advogado do autor, a esse título, R$500,00 (quinhentos reais), compensando-se
mutuamente, nos termos do art. 21, caput do CPC e Súmula 306, do STJ. Registre-se. Publique-se. Intimem-se. Recife, 23 de fevereiro de 2016
Brenda Azevedo Paes Barreto Teixeira Juíza Substituta PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCOCENTRAL DE AGILIZAÇÃO PROCESSUAL
DA CAPITALFÓRUM DESEMBARGADOR RODOLFO AURELIANO Av. Desembargador Guerra Barreto, s/nº, Joana Bezerra
Recife, 16 de março de 2016.
Eduardo Costa
Juiz de Direito
Quarta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Data: 16/03/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA(Parte Dispositiva): 3. DISPOSITIVO. Destarte, tendo em vista os fundamentos já expostos, declaro extinto o feito sem resolução
de mérito quanto ao pedido de despejo, nos termos do art. 267, VI, do CPC, por perda superveniente de objeto, uma vez que o imóvel se encontra
desocupado. O presente feito deverá continuar normalmente quanto ao pleito de cobrança dos aluguéis e acessórios da locação atrasados. Desta
forma, determino que seja expedido novo mandado, para fins de citação do réu, no endereço declinado às fls. 22. Registre-se. Publique-se.
Intimem-se. Recife, 12 de novembro de 2015 Eduardo Costa Juiz de Direito203
SENTENÇA(Parte Dispositiva): DO DISPOSITIVO FINAL Assim sendo, por todo o exposto e por tudo mais que consta dos autos, julgo
improcedente a pretensão contida na exordial contra a ré, proferindo sentença com julgamento do mérito, com fulcro no Art.269, I, do Código
de Processo Civil. Condeno a parte autora no pagamento das custas processuais, as quais já foram devidamente satisfeitas, bem como no
pagamento dos honorários advocatícios da demandada, estes últimos estipulados, nesta oportunidade, em R$880,00 (oitocentos e oitenta
reais), com fundamento no Art.20, §4°, do Código de Processo Civil. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Com o trânsito em julgado, em
não havendo qualquer requerimento, arquive-se. Recife, 18 de fevereiro de 2016 André Carneiro de Albuquerque SantanaJuiz de Direito
Substituto da CapitalPODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOCENTRAL DE AGILIZAÇÃO DE PROCESSOS DA CAPITAL Fórum
Desembargador Rodolfo AurelianoAv. Desembargador Guerra Barreto, s/n - Joana Bezerra - 2 –
Recife, 16 de março de 2016.
Eduardo Costa
Juiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PROCESSO Nº 0087768-25.2014.8.17.0001DESPACHO 1 - Compulsando os autos, verifico que o exequente maneja esta fase procedimental
sem, contudo, recolher as custas processuais atinentes ao cumprimento de sentença. 2 - É certo que a inovação advinda da reforma do Código
de Processo Civil diz respeito ao cumprimento de sentença definitiva que deve ser processado nos mesmos autos e, portanto, não necessita da
formação de novos autos. 3 - Por outro lado, apesar de não formar novos autos, o cumprimento de sentença não eximiu o Poder Judiciário de seus
altos custos procedimentais, sendo indispensável a necessária contraprestação e satisfação das despesas por parte dos interessados, mediante
o regular recolhimento das custas. 4 - No mesmo sentido, o provimento nº 37/2008, do TJPE, resolve: "Art. 10, Determinar aos Magistrados de
primeira instância e chefes de secretaria que exijam o recolhimento das custas processuais da liquidação e do cumprimento de sentença." 5 -
Sopesando o ora exposto, converto em diligência o feito, determinando a intimação do credor, por seu advogado, para proceder ao recolhimento
das custas processuais desta fase, no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de arquivamento do feito. 6 - Em seguida, venham-me os autos conclusos.
Recife, 09 de março de 2016.Eduardo CostaJuiz de Direito
Eduardo Costa
Juiz de Direito
Juiz de Direito:
Chefe de Secretaria: Alex Nicolas Sobral de Melo
Data: 04/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Data de Publicação: DJ: 71)AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. ALIENAÇÃO
FIDUCIÁRIA. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.DOMICÍLIO DO DEVEDOR. COMPETÊNCIA ABSOLUTA. DECISÃO MANTIDA. (...)
(TJ-PR - AI: 14871044 PR 1487104-4 (Decisão Monocrática), Relator: Francisco Jorge, Data de Julgamento: 14/01/2016, 17ª Câmara Cível, Data
de Publicação: DJ: 1728 27/01/2016)Desta forma, conclui-se que a cláusula de eleição de foro assinada pelo réu é nula, por limitar o direito de
defesa e acesso ao judiciário deste, de acordo com a legislação consumerista e o entendimento pacífico dos nossos tribunais. Ante o exposto,
com fulcro nos dispositivos legais e com assento na jurisprudência pátria, declaro nula a cláusula de eleição de foro do contrato firmado pelo
réu e, por consequência, declino da competência para processar e julgar o presente feito, determinando que se remetam os autos a Comarca
de Escada/PE, para que seja distribuído ao juiz competente, com as cautelas de praxe e após baixa na distribuição. Intime-se. Recife, 17 de
março de 2016 - Eduardo Costa - Juiz de Direito
Despacho de fls.33: Às fls. 31/32, vem o autor, ora exeqüente, pugnar pela intimação da ré para cumprir o dispositivo sentencial de fls. 24/26,
que já transitou em julgado, conforme certidão de fl. 29.Ressalto que o autor é beneficiário da Justiça Gratuita.Considerando que a condenação
inclui obrigação de fazer, dispõe a súmula do Superior Tribunal de Justiça: Enunciado Sumular nº 410 : A prévia intimação pessoal do devedor
constitui condição necessária para a cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.Destarte, determino a intimação
pessoal do réu para que, no prazo de 15 (quinze) dias, forneça os dados telefônicos determinados no dispositivo sentencial, sob pena de multa
diária no valor de R$ 100,00 (cem reais). Ainda, no mesmo prazo, efetue o pagamento dos honorários advocatícios e custas processuais, sob
pena de multa e adoção de medidas executórias (art. 475-J do CPC).Intimaçõesnecessárias.Recife, 19 de julho de 2014. Carlos Damião Pessoa
Costa Lessa - Juiz de Direito
PROCESSO Nº: 0055016-68.2012.8.17.0001
NATUREZA DA AÇÃO: MONITÓRIA
AUTOR: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A
ADVOGADO: JOÃO VICENTE NEVES BAPTISTA
ADVOGADO: PE003783 - MARIO NEVES BAPTISTA FILHO
RÉU: VALMIR MAURICIO DE SOUSA & CIA LTDA.
RÉU: VALMIR MAURICIO DE SOUZA
ADVOGADO: JOÃO MARCELLO VIEIRA DE ALMEIDA
RÉU: SILVANIA MAURICIO DE SOUSA
Despacho:
PROCESSO Nº 0055016-68.2012.8.17.0001DESPACHO Tendo em vista que a parte autora ainda não cumpriu a determinação de fl. 316, no
sentido de encaminhar a carta precatória para fins de promover a citação da ré Silvania Maurício de Sousa, intime-se o autor, por meio do seu
advogado, para, no prazo de 05(cinco) dias, cumprir tal determinação, sob pena de extinção de feito com relação à mencionada ré. Recife, 30
de março de 2016.Eduardo Costa - Juiz de Direito
Recife, 05 de abril de 2016.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Eduardo Costa
Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA:(PARTE DISPOSITIVA) .3 - DISPOSITIVO Ante o exposto, e por tudo o mais que dos autos consta, com fulcro na legislação citada
ao longo desta fundamentação, JULGO PROCEDENTES os pedidos, extinguindo o processo com resolução de mérito, ex vi o art. 269, I, do
CPC, para condenar as requeridas solidariamente ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a título de danos
morais, quantia esta que deverá ser monetariamente corrigida, pela tabela do ENCOGE, a partir desta data, e com incidência de juros de 1 % ao
mês, a contar da citação, em conformidade com o entendimento do E. STJ (AgRg no AREsp 184614/DF); Condeno, ainda, a parte ré nas custas
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
processuais e em honorários sucumbenciais, que arbitro em 10% do valor da condenação. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos com
as baixas devidas. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Recife, 30 de março de 2016. Eduardo Costa Juiz de Direito
SENTENÇA :Processo nº: 0029895-04.2013.8.17.0001Requerente: Luiz Viana da SilvaRequerido: Seguradora Lider dos Consórcios de Seguro
DPVAT S.ASENTENÇA Vistos etc. Luiz Viana da Silva, qualificado nos autos, com advogado legalmente habilitado, ingressou com Ação de
Cobrança em face da Seguradora Lider dos Consórcios de Seguro DPVAT S.A. Com o trânsito em julgado, ingressou a parte vencida com petição,
juntando comprovante de depósito judicial no valor de R$ 2.332,88, pugnando pelo arquivamento do feito por satisfação integral da condenação.
Às fls. 86, o exequente peticionou nos autos concordando com o valor depositado pelo réu, pugnando pela expedição dos respectivos alvarás
de liberação. É o que tenho para relatar, decido. Cuida-se de fase de cumprimento de sentença. Tendo em vista a comprovação, por parte
do banco vencido, dos depósitos dos valores devidos, e a concordância da parte vencedora quanto aos valores cumpridos espontaneamente,
declaro satisfeita a obrigação com o pagamento e extingo o feito com base no art. 924, II, do NCPC. Em seguida, expeçam-se alvarás, nos
termos requeridos à fl. 86. Publique-se. Intime-se. Registre-se e, após providências legais, arquive-se. Recife, 22 de março de 2016.Eduardo
CostaJuiz de Direito
SENTENÇA: (PARTE DISPOSITIVA): DISPOSITIVO.Pelo exposto, julgo parcialmente procedente o pleito autoral, com fulcro no art. 487, I do
CPC, para condenar a demandada no valor de R$ 4.725,00 (quatro mil, setecentos e vinte e cinco reais), devendo incidir sobre este valor correção
monetária a partir do evento danoso (acidente) e juros de mora a partir da citação (Súmula 426, STJ). Condeno ainda a ré a pagar as custas
processuais e os honorários advocatícios, fixando estes em R$ 500,00 (quinhentos reais), nos termos do art. 85, §8º, do Código de Processo
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Civil. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos com as baixas devidas. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.Recife, 21 de março de
2016.Eduardo CostaJuiz de Direito
SENTENÇA: Proc.: 0095642-32.2012.8.17.0001CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. BACENJUD REALIZDO. CRÉDITO SATISFEITO. ART. 794,
I, CPC. 1. RELATÓRIO.Vistos, etc.A parte vencida anuiu, por meio de petição de fls. 288, com os valores bloqueados por meio de BACENJUD
(fls. 282/283). Às fls. 293, a parte vencedora, por meio de seu advogado, concordou com a quantia bloqueada, requerendo o levantamento da
dos valores por meio de alvarás.É o que importa relatar. Decido.2. FUNDAMENTO E DISPOSITIVO. Assim, considerando cumprida a obrigação
com o bloqueio online em contas do devedor, declaro satisfeita a obrigação com o pagamento e extingo o feito com base nos arts. 475-J e 794,
I, do CPC. Em seguida, expeçam-se alvarás para levantamento da quantia bloqueada, em favor da parte autora e de seu advogado, nos moldes
do requerido na petição de fls. 293, com as devidas atualizações. Registre-se. Publique-se. Intime-se e, após providências legais, arquivem-se,
com as devidas baixas. Recife, 04 de março de 2016. Eduardo Costa Juiz de Direito103
Juiz de Direito:
Chefe de Secretaria: Alex Nicolas Sobral de Melo
Data: 05/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA(Parte Dispositiva) : DISPOSITIVO Ante o exposto, julgo improcedente a presente ação, o que faço com fulcro no art. 269, I, do
CPC. Em razão da sucumbência, condeno a parte autora ao pagamento das custas e dos honorários advocatícios, estes fixados em R$1.000,00
(mil reais) Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Recife, 6 de abril de 2016. Milena Flores
Ferraz Cintra Juíza de Direito
SENTENÇA(Parte Dispositiva): DISPOSITIVO Ante o exposto, analiso o mérito da demanda e com base no art. 269, I, do Código de Processo
Civil, JULGO PROCEDENTES EM PARTE os pedidos formulados na inicial para determinar, tão somente que sejam expurgados do total da dívida
a aplicação de multa de 2% e os juros de mora de 1% ao mês, aplicando-se como encargo decorrente do inadimplemento somente a comissão
de permanência, compensando-se de forma dobrada o crédito decorrente dessa alteração. Dada a sucumbência mínima da parte demandada,
condeno a autora ao pagamento das custas, já antecipadas, todavia deixo de condená-la ao pagamento dos honorários advocatícios, em razão
da intempestividade da peça de contestação anteriormente mencionada. Acoste-se uma cópia desta sentença nos autos da ação cautelar em
apenso. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Recife, 03 de março de 2016. Milena Flores Ferraz Cintra Juíza de Direito
Recife, 06 de abril de 2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
665
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
fls. 578 e 695, sob pena de eventual penhora e de incidência de multa e honorários advocatícios, ambos no patamar de 10% (dez por cento),
tudo com espeque no art. 523, §§1º e 3º, do NCPC. Publique-se.Recife, 29 de março de 2016.Eduardo Costa Juiz de Direito103
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
JUIZ DE DIREITO
Dr. Sylvio Paz Galdino de Lima
CHEFE DE SECRETARIA
Maria Irene Tavares da Cunha
O DE DESPACHO Nº60/2016
Ficam as partes e seus respectivos advogados, intimados dos DESPACHOS, nos processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
pretendem produzir, justificando, objetiva e fundamentadamente, sua relevância e pertinência ao caso concreto. O silêncio ou o protesto genérico
por produção de provas serão interpretados como anuência ao julgamento antecipado, indeferindo-se, ainda, os requerimentos de diligências
inúteis ou manifestamente protelatórias. Com relação às questões de direito, para que não se alegue prejuízo, deverão desde já, manifestar-se
sobre a matéria cognoscível de ofício pelo magistrado, desde que interessem ao processo. Esclareço, ainda, que os argumentos jurídicos trazidos
pelas partes, deverão estar de acordo com a legislação vigente, que, presume-se, seja de conhecimento dos litigantes, e cujo desconhecimento
não poderá ser posteriormente alegado. Por fim, consigno que não serão consideradas relevantes as questões não adequadamente delineadas
e fundamentadas nas peças processuais, além de todos os demais argumentos insubsistentes ou ultrapassados pela jurisprudência reiterada
nos nossos tribunais. Intime-se. Após o decurso do prazo, com ou sem a manifestação das partes, voltem-me os autos conclusos. Recife, 07 de
abril de 2016. Sylvio Paz Galdino de Lima. Juiz de Direito.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Despacho: Verifico que a triangularização processual foi aperfeiçoada nos presentes autos, uma vez que a parte demandada, apresentou a
respectiva peça de defesa. Em seguida, a parte autora foi intimada para apresentar suas considerações acerca da matéria exposta na contestação.
Contudo, a despeito da sistemática implementada pelo art. 357, do NCPC, entendo que se faz necessário após a triangularização da lide e
antes do saneamento ou mesmo do julgamento antecipado, a prolação de decisão no sentido de determinar a especificação das provas que as
partem pretendem produzir, bem como, a delimitação das controvérsias existentes na lide, o que faço nos seguintes termos: Com fundamento
nos arts. 6º e 10º, do NCPC, faculto às partes o prazo comum de 05 (cinco) dias para que apontem, de maneira clara e pormenorizada,
as questões de fato e de direito que entendam pertinentes ao deslinde da causa. No que se refere às questões de fato, deverão indicar a
matéria que consideram incontroversa, bem como aquela que entendem já provada pela prova já trazida ao processo, enumerando nos autos
os documentos que servem de lastro a cada alegação. Quanto ao restante, remanescendo controvérsia, deverão especificar as provas que
pretendem produzir, justificando, objetiva e fundamentadamente, sua relevância e pertinência ao caso concreto. O silêncio ou o protesto genérico
por produção de provas serão interpretados como anuência ao julgamento antecipado, indeferindo-se, ainda, os requerimentos de diligências
inúteis ou manifestamente protelatórias. Com relação às questões de direito, para que não se alegue prejuízo, deverão desde já, manifestar-se
sobre a matéria cognoscível de ofício pelo magistrado, desde que interessem ao processo. Esclareço, ainda, que os argumentos jurídicos trazidos
pelas partes, deverão estar de acordo com a legislação vigente, que, presume-se, seja de conhecimento dos litigantes, e cujo desconhecimento
não poderá ser posteriormente alegado. Por fim, consigno que não serão consideradas relevantes as questões não adequadamente delineadas
e fundamentadas nas peças processuais, além de todos os demais argumentos insubsistentes ou ultrapassados pela jurisprudência reiterada
nos nossos tribunais. Intime-se. Após o decurso do prazo, com ou sem a manifestação das partes, voltem-me os autos conclusos. Recife, 07 de
abril de 2016. Sylvio Paz Galdino de Lima. Juiz de Direito.
670
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
672
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
é o ECAD. LEGITIMIDADE DO ECAD Tem o ECAD legitimidade ativa para promover ação em defesa dos direitos de autores de obras musicais,
independentemente de prova de filiação ou autorização dos titulares, inclusive é autorizado a ingressar em juízo em seu próprio nome na qualidade
de substituto processual dos titulares a eles vinculados (artigo 99, caput e parágrafo 2º da Lei nº 9.610/1998). LEGISLAÇÃO A legislação que rege,
atualmente, os direitos autorais é a Lei 9.610/98. Antes dela, era vigente a Lei 5.988/73. Na primeira, o art. 97, §4, rege os requisitos mínimos para
exercício da cobrança dos valores atinentes a composições de artistas estrangeiros:Art. 97. Para o exercício e defesa de seus direitos, podem
os autores e os titulares de direitos conexos associar-se sem intuito de lucro.§ 4º As associações com sede no exterior far-se-ão representar, no
País, por associações nacionais constituídas na forma prevista nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.853, de 2013). Antes, e contemporânea a época
do evento em análise, a Lei 5.988/73 (atualmente revogada), em seus art. 103, §2, e art. 105, Parágrafo Único, estabelecia que os estrangeiros
tinham proteção de seus direitos autorais, mas a cobrança ficava sujeita a outorga de procuração a uma das associações vinculadas ao ECAD:
Art. 103. Para o exercício e defesa de seus direitos, podem os titulares de direitos autorais associar-se, sem intuito de lucro. § 2º Os estrangeiros
domiciliados no exterior poderão outorgar procuração a uma dessas associações, mas lhes é defesa a qualidade de associado.Art. 105. Para
funcionarem no País as associações de que trata este título necessitam de autorização prévia do Conselho Nacional de Direito Autoral. Parágrafo
único. As associações com sede no exterior far-se-ão representar, no país, por associações nacionais constituídas na forma prevista nesta Lei.
Assim, resta claro que a cobrança de valores relativos à veiculação de músicas, no território nacional, de compositores estrangeiros pressupõe,
tanto numa lei como na outra, que o ECAD tenha representatividade da associação estrangeira ou tenha outorga mediante procuração. MÉRITO
É nítido dos autos que houve a cobrança de direitos autorais, quanto ao show promovido pelo autor (fl. 30), por parte do ECAD - mormente
porque declarado na inicial e reconhecido pelo réu (fls. 118/119). Na hipótese em análise, a suposta violação dos direitos autorais foi referente às
músicas de titularidade dos autores e, especialmente, quanto à composição "No Woman No Cry", que supostamente pertenceria ao artista Jimmy
Cliff (fls. 119 e 122). Conquanto se reconheça a legitimidade ativa do ECAD, como substituto processual, para promover ação de cobrança de
direitos autorais em relação a autores nacionais, independentemente da prova da filiação às associações que constituíram aquela entidade, a
situação dos músicos e compositores estrangeiros é distinta, sendo, para tanto, necessária a demonstração de outorga de mandato específico
para uma associação brasileira ou de que esta representa a correlata estrangeira à qual é filiado o artista que não é nacional. Assim, como
o autor contesta a dívida, cabe ao réu provar que preencheu os requisitos inerentes a possibilidade da cobrança, ou seja, demonstrar que
possui filiação de associação internacional representativa da banda estrangeira, ou que lhe foi outorgada procuração. Como o show (29/11/97),
cuja cobrança se estabeleceu, ocorreu antes da vigência da lei 6.610/98, aplicável ao caso o regramento da Lei 5.988/73, cuja exigência é da
procuração. Seguindo esse raciocínio, mesmo sabendo que o ECAD tem autorização legal para cobrar contribuições em favor de associações
que lhe tenham outorgado mandato certo e específico - inclusive as estrangeiras -, deve comprovar o atendimento aos requisitos previstos nos
arts. 103 e 105 da Lei 5988/73. Contudo, nos autos não consta qualquer referência ao preenchimento destes requisitos. O réu, embora sustente
a legalidade da cobrança, não junta aos autos qualquer documento que deixe evidente a possibilidade da cobrança de quantia pelas músicas
objeto da lide. Ademais, embora alegue que a música "No Woman No Cry" é de Jimmy Cliff, também não corroborou essa assertiva mediante
documentos, impedindo qualquer conclusão no sentido de que a banda, e consequentemente quem promoveu o evento, tenham violado direitos
autorais de terceiros. A jurisprudência também compartilha desse entendimento, declarando que o ECAD deve atendimento aos requisitos da
legislação para cobrança de composições de artistas estrangeiros:ECAD. Direito de associação. Constituição de 1988. Direito autoral de autor
estrangeiro. Requisitos para a cobrança. - Não se conhece de recurso especial contra decisão fundada exclusivamente em norma constitucional,
tendo a eg. Câmara entendido que a Carta de 1988 apenas autoriza o ECAD a cobrar contribuições em favor de associações que lhe tenham
outorgado mandato certo e específico. - A cobrança de contribuição devida a autor estrangeiro depende de atendimento aos requisitos previstos
nos arts. 103 e 105 da Lei 5988/73. Precedentes do STJ. Recurso não conhecido. (STJ - REsp: 240495 RJ 1999/0109336-8, Relator: Ministro
RUY ROSADO DE AGUIAR, Data de Julgamento: 14/03/2000, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJ 08.05.2000 p. 101). Nos termos
do art. 373, II, NCPC, compete ao réu a prova dos fatos que alega. No caso, necessário ao ECAD, ao demandar sobre direitos de autores
estrangeiros, a comprovação de que estes efetivamente possuem associação com instituições internacionais que, por sua vez, se encontram
a ele, ECAD, associadas - ou no mínimo exibir a procuração lhe atribuindo poderes para representar a associação estrangeira.DIREITOS
AUTORAIS. CINEMA. OBRAS MUSICAIS E FONOGRAMAS INSERIDOS EM FILMES. ECAD. LEGITIMIDADE ATIVA. PROVA DE FILIAÇÃO E
AUTORIZAÇÃO DOS AUTORES NACIONAIS E ESTRANGEIROS. LEI N. 9.610/98. "Não é necessário que seja feita identificação das músicas
e dos respectivos autores para a cobrança dos direitos autorais devidos, sob pena de ser inviabilizado o sistema causando evidente prejuízo aos
titulares" (526.540/RS, relatado pelo eminente Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, DJ de 09/12/2003). O ECAD é parte legítima para cobrar
direitos autorais de autores nacionais, independentemente da prova de filiação. Entendimento que se mantém diante da Lei n. 9.610/98. O art. 97,
§ 3º, da Lei n. 9.610/98 manteve a exigência, devidamente atendida no caso, de que "As associações com sede no exterior far-se-ão representar,
no País, por associações nacionais constituídas na forma prevista nesta Lei". Aplicação do direito à espécie. Recurso especial parcialmente
conhecido e, nessa extensão, provido. (REsp 439.881/RJ, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em 05/06/2007, DJ
12/11/2007, p. 217).DIREITO AUTORAL. AÇÃO DE COBRANÇA. ECAD - ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO. AUTOR
ESTRANGEIRO. AUSÊNCIA DE PROVA DA REPRESENTAÇÃO. 1. EM QUE PESE O ENTENDIMENTO DE QUE, PARA QUE O ECAD POSSA
ATUAR COMO SUBSTITUTO PROCESSUAL NA COBRANÇA DE DIREITOS AUTORAIS, NÃO É NECESSÁRIA A COMPROVAÇÃO DE QUE O
ARTISTA ESTEJA EFETIVAMENTE FILIADO AO REFERIDO INSTITUTO, NO CASO DE AUTORES ESTRANGEIROS, IMPERIOSA A PROVA
DA REPRESENTAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COM SEDE NO EXTERIOR POR ASSOCIAÇÕES NACIONAIS LEGALMENTE CONSTITUÍDAS.
(ART. 97, § 3º, DA LEI 9.610/98). 2. RECURSO NÃO PROVIDO. (APL 499927720088070001 DF 0049992-77.2008.807.0001, CRUZ MACEDO,
15/02/2012, 4ª Turma Cível, 16/03/2012, DJ-e Pág. 159).DIREITO PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO DE COBRANÇA DE DIREITOS AUTORAIS
- MÚSICAS ESTRANGEIRAS - LEGITIMIDADE - ECAD - ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO. 1. O ECAD
SÓ TEM LEGITIMIDADE PARA PROCEDER A COBRANÇA DE DIREITOS AUTORAIS DE MÚSICAS ESTRANGEIRAS SE DEMONSTRAR
INEQUIVOCAMENTE QUE A ASSOCIAÇÃO QUE REPRESENTA O COMPOSITOR ESTRANGEIRO É SEU COMPONENTE. 2. RECURSO
CONHECIDO E IMPROVIDO. (AC 597453420038070001 DF 0059745-34.2003.807.0001, LEILA ARLANCH, 27/09/2006, 4ª Turma Cível,
06/03/2007, DJU Pág. 111 Seção: 3) Assim, é evidente que, por não ter comprovado os requisitos exigidos para promover a cobrança contestada,
o ECAD não demonstrou sua legitimidade, sendo de rigor a procedência do pedido autoral para desconstituir a cobrança. Quanto ao pedido para
condenar o réu ao pagamento da quantia cobrada, é indevido porque não houve o efetivo pagamento. RECONVENÇÃO Quanto à Reconvenção, a
par dos supracitados argumentos, considerando que a cobrança veiculada pelo ECAD é indevida, improcede a pretensão condenatória. Ainda que
se aplicasse a legislação posterior à vigente na época do show, como foi demandado na contestação do réu, ainda assim o ECAD não teria direito a
cobrança por composições internacionais, visto que ele tem legitimidade para cobrar pela execução de obras musicais como substituto processual
em relação a autores nacionais, dependendo, quanto aos internacionais, de prova das respectivas filiações às associações representadas por
ele no território nacional, ou seja, as associações com sede no exterior far-se-ão representar, no País, por associações nacionais constituídas na
forma prevista nesta Lei. Ante o exposto, nos termos do art. 485, I, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o postulado pelo autor para declarar
desconstituído o débito objeto da lide, mormente quanto a cobrança realizada pelo réu no valor de R$ 427,50 (quatrocentos e vinte e sete reais e
cinquenta centavos). Condeno o réu ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais),
nos moldes do art. 85 (caput), §§2º e 8º, todos do NCPC. Quanto à reconvenção, nos termos do art. 485, I, do CPC, JULGO IMPROCEDENTES
os pedidos ali elencados, extinguindo o feito com resolução de mérito e condenando, ainda, o réu/reconvinte ao pagamento da importância de
valor de R$ 1.000,00 (um mil reais), nos moldes do art. 85 (caput), §§2º e 8º, todos do NCPC. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o
trânsito em julgado, que deverá ser certificado nos autos, não havendo manifestação das partes ou requerimento de cumprimento de sentença,
arquivem-se com baixa. Recife, 07 de abril de 2016. Valdereys Ferraz Torres de Oliveira Juíza de Direito1 Art. 355. O juiz julgará antecipadamente
o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando:I - não houver necessidade de produção de outras provas
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questão. Assim deixo de considerar existente a contestação juntada, de forma que decreto à revelia da demandada. O feito comporta julgamento
no estado em que se encontra, tendo em vista que a matéria nele ventilada é exclusivamente de direito. Ademais, importante esclarecer que o
caso deve ser visto em estrita obediência à Lei 6.194/1974, e ante à revelia da parte demandada. Vale ressaltar que a presunção de veracidade
ocasionada pela decretação da revelia não pode ser considerada de forma absoluta, mas deve ser utilizada de forma relativa, a depender das
provas consubstanciadas nos autos pela parte demandante de acordo com a análise do Magistrado. O cerne da lide é desvendar se a parte autora
tem direito à pretensão indenizatória em razão do acidente de trânsito narrado na inicial. Pois bem, diante do laudo de fls. 20/20-v, elaborado por
perito no Mutirão que se realiza neste Fórum, pode-se constatar que a parte autora sofreu uma lesão parcial incompleta em TCE com percentual
de 10%. Nos termos da tabela prevista na Lei nº 6.194/74, em relação ao Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), em havendo comprometimento da
função vital completa, teríamos uma indenização de 100% do valor integral do seguro DPVAT. Segundo a tabela de gradação, o comprometimento
parcial em relação ao TCE de repercussão "residual", como é a hipótese dos autos, e o contido no laudo elaborado pelo médico no mutirão,
corresponde a uma verba indenizatória de R$ 1.350,00 (um mil trezentos e cinquenta reais), equivalente a 10% do valor limite de indenização.
Assim, considerando-se o referido valor de R$ 1.350,00 (mil trezentos e cinquenta reais) foi efetivamente recebido, não faz jus o autor a nenhum
outro acréscimo. Dessa forma, é de se reconhecer que houve a quitação do crédito atinente a indenização do seguro obrigatório DPVAT, de modo
que não há que se falar em valor devido por parte da seguradora ré. Ante o exposto, nos termos do art. 487, I, do CPC, JULGO IMPROCEDENTE
o pedido da inicial, extinguindo o feito com resolução de mérito. Condeno a parte autora ao pagamento do valor das custas judiciais e honorários
advocatícios de 10% sobre o valor da causa, ficando, no entanto, a obrigação suspensa nos termos do artigo 12 da Lei 1060/50. P.R.I.. Determino
que, com o trânsito em julgado, sejam os autos baixados e arquivados. Recife, 01 de abril de 2016. Valdereys Ferraz Torres de Oliveira Juíza
de Direito Titular da 6ª Vara Cível Seção "B" da Capital
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imediata e geral apresenta essa interpretação firmada no STJ ao declarar no art.523, §1º que :Art. 523 No caso de condenação em quantia certa,
ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do
exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver.§ 1º Não ocorrendo
pagamento voluntário no prazo do caput, o débito será acrescido de multa de dez por cento e, também, de honorários de advogado de dez por
cento. De forma que a menção de excesso de execução apresenta-se cabível parcialmente na parte de aplicação da multa do antigo artigo 475-
J e atual art.523, §1º, uma vez que entende esse Juízo não ser aplicada a presente lide, em virtude da ausência nos autos de intimação para
cumprimento voluntário, apresentando-se, assim, excessivo o valor bloqueado na importância de R$ 769,14 (setecentos e sessenta e nove reais
e catorze centavos), quanto constatado por cálculos aritméticos considerando-se a última planilha atualizada apresentada pela parte impugnada
às fl.177, em que o crédito da parte exequente corresponde a R$ 11.944,68 ( onze mil novecentos e quarenta e quatro reais e sessenta e oito
centavos), bem como os honorários de sentença, transitada em julgado correspondente as 20% do valor da condenação no valor de R$ 2.388,93
( dois mil trezentos e oitenta e oito reais e noventa e três centavos). Conforme se vê, em virtude do valor bloqueado houve a satisfação da dívida,
cumprindo-se, assim, a sentença. De outro turno, a teor do art. 925 do NCPC, a extinção da execução/cumprimento de sentença só produz
efeito quando declarado por sentença. Diante do exposto, acolho PARCIALMENTE A PRETENSÃO DEDUZIDA NA IMPUGNAÇÃO, E JULGO
EXTINTA A FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA, com base e para os fins dos arts. 924, inciso II, em face da obrigação satisfeita, em razão
da importância bloqueada corresponder ao total cabível a título do cumprimento de sentença, e art. 925, ambos do Novo Código de Processo Civil.
Em face do contido na súmula nº 47 do TJPE, condeno a parte impugnada/exequente ao pagamento de honorários, fixado na importância de R$
1.000,00 (um mil reais) havendo a incidência da correção monetária a partir do seu arbitramento, considerando-se os parâmetros estabelecidos
no art.85, §8º do NCPC, assim como de juros de mora sobre a referida verba advocatícia com a ocorrência do trânsito em julgado da presente
sentença. Defiro a expedição dos competentes alvarás de valor incontroverso para a parte exequente/impugnada e seu patrono, referente ao
valor de R$ 11.273,53 (onze mil duzentos e setenta e três reais e cinquenta e três centavos), considerando-se a importância da parte exequente,
e os 20% de honorários de seu patrono arbitrados na sentença de fl.141-146. E depois do trânsito em julgado, expeçam-se os competentes
alvarás para levantamento do saldo remanescente para a parte exequente impugnada e seu patrono, segundo o exposto na fundamentação dessa
sentença e os cálculos apresentados à fl.177 dos autos. Ademais, quanto ao saldo remanescente do bloqueio, expeça-se alvará em favor da
parte executada/ impugnante. Ressalta-se que ambos os alvarás devem ser confeccionados com seus acréscimos legais. E apenas a expedição
dos alvarás, conforme o que foi acima exposto, ocorrerá caso já tenha sido informado pela instituição financeira os dados da conta bancária. E
na hipótese de não existir tal informação, deve a parte exequente providenciar junto ao banco. E, após, arquivem-se os autos. P.R.I. Recife, 05
de abril de 2016. Valdereys Ferraz Torres de Oliveira Juíza de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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feito e, declinarem acerca da possibilidade de composição amigável da lide, Refutada, de logo, a viabilidade de transação, deverão, no mesmo
interregno, especificarem pontos que entendam controvertidos e as provas que pretendem produzir na fase instrutória, justificando-as, sob pena
de preclusão e julgamento, conforme o estado do processo (art. 353, NCPC). Recife, 11 de abril de 2016Iasmina Rocha Vilaça Pinto Juíza de
Direito.
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CPC". Caberá, por conseguinte, a apreciação do recurso de apelação interposto nos presentes autos na forma do CPC/1973. Recebo o recurso
de apelação de fls. 131/141, em seu efeito devolutivo, nos moldes do art. 520, VII, do CPC/1973, quanto ao capítulo da sentença que confirma
a tutela antecipada, e no seu duplo efeito no que toca ao julgamento das demais partes da decisão recorrida. Intime-se a parte apelada para
contrarrazões ao recurso no prazo legal. Recife, 06 de abril de 2016.Iasmina Rocha Vilaça Pinto Juíza de Direito.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados do DESPACHO proferido, por este JUÍZO, no processo
abaixo relacionado:
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Pelo presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pelo presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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Chefe de Secretaria
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pelo presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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honorários dos respectivos patronos que arbitro em 10% da condenação, mantida a regra suspensiva de exigibilidade preconizada no art. 98,
§3º, CPC/2015 em favor do autor beneficiário da gratuidade da Justiça. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Cumpra-se. Recife-PE, 13 de abril
de 2016. ROBINSON JOSÉ DE ALBUQUERQUE LIMA - Juiz de Direito Titular.
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e verba patronal ora fixada em R$ 500,00 (quinhentos reais) em favor do réu nos termos do art. 85 §8º do CPC-15, cuja exigibilidade encontra-
se suspensa por força do art. 98 §3º CPC-15. Publique-se e intimem-se. Recife-PE, 13 de abril de 2016. Robinson José de Albuquerque Lima
- Juiz de Direito Titular.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Expediente nº 2016.0611.000435
Edital de Citação
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FAZ SABER a NORDESTE COMÉSTICOS LTDA, em local incerto e não sabido que, neste Juízo de Direito, 8ª Vara Cível da Capital, Seção
A, tramita a Ação Monitória, sob o nº 0014763-72.2011.8.17.0001, aforada por UNIBANCO – União de Bancos Brasileiros S/A, em desfavor de
Nordeste Cosméticos LTDA –CNPJ nº 05.748.020/0001-69. Assim, fica a Nordeste Cosméticos LTDA CITADA para responder a ação no prazo de
15 (quinze) dias. Advertência : Não sendo contestada a ação no prazo marcado, presumir-se-ão aceitos como verdadeiros os fatos articulados
pelo Autor na petição inicial (art. 344, do CPC). Síntese da Inicial : A empresa autora ingressou com a presente ação em razão do não pagamento
do saldo devedor do Contrato de Abertura de Crédito em Conta Corrente sob nº. 11173/827400076283, emitida em 29.03.2010, vencida, cujo
saldo devedor atinge a importância de R$116.247,59 (Cento e dezesseis mil, duzentos e quarenta e sete reais e cinquenta e nove centavos).
Apesar de cobrado, o requerido nega-se a efetuar o pagamento e, desejando receber o que lhe é devido, o requerente serve-se da ação monitória
para haver o que lhe é devido.
E, para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Gabriela Quental de Freitas, o digitei e submeti à conferência e subscrição
da Chefia de Secretaria.
Recife, 14/04/2016
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO,
nos processos abaixo relacionados:
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos
processos abaixo relacionados:
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S E N T E N Ç A (Processo nº 0155528-64.2009.8.17.0001 - Tombo nº149/09-A)Vistos etc. BANCO GMAC S/A através de advogado legalmente
habilitado promoveu a presente AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA em desfavor de JOSÉ MARIA FERREIRA, todos qualificados
nos autos. Junto a presente Ação de Impugnação, foi distribuída por dependência a Ação Consignatória, cunho ordinário em que se buscava
revisão e anulação de cláusulas contratuais. Desta forma, a presente Ação de Impugnação tem por objeto o desdobramento da relação jurídica que
se discute na referida Ação de Consignação. Ocorre que, no corpo da mencionada Ação de Consignação foi homologado o pedido de desistência
formulado pelo autor. É, no que importa, o relatório. Decido. Com a Sentença homologatória de desistência na ação principal acima descrita,
foi dirimido o litígio quanto ao objeto da ação. Destarte, não há mais objeto litigioso e, consequentemente, necessidade da presente Ação de
Impugnação ao Valor da Causa. A falta de necessidade da prestação jurisdicional gera carência de ação por perda do objeto. Desta forma, restou
inteiramente prejudicado o objeto dos feitos acima descritos, nos termos do artigo 485, inciso IV do CPC. Ante o exposto, restou inteiramente
prejudicado o objeto da presente Ação de Impugnação ao valor da Causa, nos termos do artigo 485, inciso IV do CPC, pelo que EXTINGO, sem
resolução do mérito, o presente feito. Certificado o trânsito em julgado, remetam-se, os autos, ao arquivo com as anotações de estilo. P. R. I.
Recife, 11 de abril de 2016. Luiz Sergio Silveira Cerqueira Juiz de Direito JUÍZO DE DIREITO DA 11ª VARA CÍVEL DA CAPITAL SEÇÃO "A"
JUÍZO DE DIREITO DA 11ª VARA CÍVEL DA CAPITALS E N T E N Ç A (Tombo nº 232/07 - Processo nº 0039483-45.2007) Vistos.
PANAMERICANO ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A, através de seu advogado legalmente habilitado, promoveu a presente AÇÃO DE
REINTEGRAÇÃO DE POSSE em desfavor de DAVID GERMANO ALVES FILHO todos qualificados nos autos, alegando os fatos e fundamentos
constantes na inicial, juntou os documentos e atribuiu à causa do valor de R$1.991,20. Despacho exarado à fl. 17 deferiu a liminar de reintegração
de posse e citação do réu, ato que restou infrutífero dada a invalidade do endereço declinado na exordial. Despacho à fl. 29 determinou a intimação
do autor para manifestar seu interesse na continuidade do feito ante a renúncia do patrono do demandante, encontrando-se o processo sem
movimentação há mais de dois anos. No entanto, a carta de intimação pessoal expedida para o autor retornou com a informação de "mudou-se".
É o relatório. Decido. Tratando-se de verdadeiro pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo, impossível é a angularização da
relação processual sem a indicação de endereço válido para a citação do réu. Ônus este que incumbe ao demandante nos próprios termos do art.
329, inciso II do CPC. No caso em tela, instado constituir novos patronos e indicar endereço válido do réu, ante a tentativa frustrada de citação do
mesmo no endereço declinado na exordial, o autor não indicou novos patronos, inviabilizando o processamento regular do feito. Cumpre ressaltar
que o órgão jurisdicional não é órgão de persecução e que a informação quanto ao endereço do demandado é um dos quesitos essenciais
à exordial por ser imprescindível para a devida angularização da relação processual. Neste sentido tem entendido o Egrégio TJPE, conforme
se depreende do seguinte julgado: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO
CORRETA DO ENDEREÇO DO RÉU NA PETIÇÃO INICIAL. PRESSUPOSTO OBJETIVO DE DESENVOLVIMENTO VÁLIDO E REGULAR DO
PROCESSO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO EXEQUENTE.
RECURSO NÃO PROVIDO. 1-A petição inicial apta, com a indicação correta de onde possa o réu ser encontrado, é pressuposto objetivo de
desenvolvimento válido e regular do processo. Ausente o requisito do art. 282, II, do CPC e dadas diversas oportunidades à parte para suprir a
deficiência, é de decretar-se extinto o processo sem julgamento do mérito, com fulcro no art. 267, inc. IV, do CPC. 2-Não sendo caso de abandono
processual, mas sim de falta de pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo, não se faz necessária a intimação pessoal do
autor, para extinguir-se o feito sem resolução de mérito. (TJ-PE - AGV: 2744943 PE 0014718-37.2012.8.17.0000, Relator: José Fernandes, Data
de Julgamento: 29/08/2012, 5ª Câmara Cível, Data de Publicação: 164)Ademais, é dever do autor manter o seu endereço atualizado no processo.
Neste sentido, é a jurisprudência firmada neste Egrégio TJPE, litteris: AGRAVO LEGAL EM APELAÇÃO. AÇÃO CAUTELAR DE SUSTAÇÃO
DE PROTESTO E AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO.EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO
DE MÉRITO. ABANDONO. ART. 267, INCISO III E § 1º DO CPC.INVIABILIDADE DO PEDIDO. 1- In casu, observo que a desídia do recorrente
operou-se através da ausência de comunicação da mudança de endereço, pois, conforme se extrai da carta com A.R.colacionada às fls. 77/78,
a intimação restou infrutífera ante o desconhecimento do local da diligência; 2 - É obrigação das partes manter nos autos endereço atualizado.
Se esta não forneceu elementos que permitam sua localização, responde pela omissão;3 - Reza o art. 267 do CPC: "Extingue-se o processo,
sem resolução de mérito: III - quando, por não promover os atos e diligências que lhe competir (...); § 1º - O juiz ordenará, nos casos dos nºs. II e
III, o arquivamento dos autos, declarando a extinção do processo, se a parte, intimada pessoalmente, não suprir a falta em 48 (quarenta e oito)
horas". Inviabilidade do pedido. Decisão unânime. (TJ-PE - AGV: 2388721 PE 0009496-25.2011.8.17.0000, Relator: Eurico de Barros Correia
Filho, Data de Julgamento: 25/08/2011, 4ª Câmara Cível) Diante do exposto, ante a ausência de pressuposto de constituição e desenvolvimento
válido e regular do processo, nos termos do art. 485, III do CPC, EXTINGO a presente ação sem resolução do mérito, para que produza seus
jurídicos e legais efeitos. P. R. I. Certificado o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo com as anotações de estilo. Recife, 13 de
abril de 2016.Luiz Sergio Silveira Cerqueira Juiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
JUÍZO DE DIREITO DA 11ª VARA CÍVEL DA CAPITALS E N T E N Ç A - SEÇÃO "A"Processo nº 0001182-34.2004.8.17.0001 (T05/04)
Vistos. PANAMERICANO ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A, através de seu advogado legalmente habilitado, promoveu a presente AÇÃO
ORDINÁRIA DE RESCISÃO CONTRATUAL COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DA TUTELA em desfavor de JULIANO DA SILVA todos
qualificados nos autos, alegando os fatos e fundamentos constantes na inicial, juntou os documentos e atribuiu à causa do valor de R$3.669,87.
O patrono autoral renunciou ao mandato informando nos autos às fls. 23/24; diante disto, o autor fora intimado pessoalmente para regularizar
sua representação processual, conforme despacho à fl. 25. Apesar de devidamente intimado, como demonstra o AR à fl. 28, o autor quedou-
se inerte de acordo com a certidão à fl. 29. É o relatório. Decido. Tratando-se de verdadeiro pressuposto de desenvolvimento válido e regular
do processo impossível é o processamento do feito neste âmbito da Justiça comum sem a devida regularização da representação processual
do autor que fora devidamente intimado para constituir novo advogado e não o fez. Neste sentido tem entendido o Egrégio TJPE, conforme
se depreende do seguinte julgado: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO.
DECISÃO TERMINATIVA. ART. 557, CAPUT DO CPC. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. RECEPCIONAMENTO. EMBARGOS
DO DEVEDOR. REGULARIZAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. INTIMAÇÃO. PERSISTÊNCIA NA IRREGULARIDADE. EXTINÇÃO
DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. IRRESIGNAÇÃO. INVIABILIDADE DO PEDIDO. 1. Em razão do princípio da fungibilidade
recursal, o agravo regimental interposto contra decisão terminativa que julgou monocraticamente recurso de apelação, deve ser admitido como
se fosse o recurso legal previsto no art. 557, § 1º, do CPC, dispensado de preparo, e realizando-se as retificações em sua capa; 2. Na esteira
da jurisprudência do STJ, não obstante instado a proceder à regularização da representação processual, o recorrente não o fez, impondo-se,
portanto, a extinção do feito. 3. A falta de diligência da parte, em sanar irregularidade que é condição de prosseguibilidade do feito, deu causa ao
não conhecimento do mérito da questão, não havendo que se falar em cerceamento do direito de defesa. 4. Hélio do Valle Pereira: "O processo
existe para a composição de um litígio. Porém, antes de o juiz analisar o mérito da causa, seu objeto, deferindo ou não o pedido, deve investigar
a validade da relação processual instaurada e a (in) existência de óbice ao regular prosseguimento - investigação de cunho exclusivamente
processual. Bem formado este vínculo jurídico, apura se estão presentes as condições da ação". In casu, a legitimidade da parte agravante restou
incomprovada. Irresignação. Inviabilidade do pedido. Agravo Regimental convertido em Recurso de Agravo e improvido à unanimidade. (TJ-PE -
AGV: 546905 PE 0001340-82.2010.8.17.0000, Relator: Eurico de Barros Correia Filho, Data de Julgamento: 16/12/2010, 4ª Câmara Cível, Data
de Publicação: 15) Diante do exposto, ante a ausência de pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo, nos
termos dos arts. 485, IV do CPC, EXTINGO a presente ação sem resolução do mérito, para que produza seus jurídicos e legais efeitos. P. R. I.
Certificado o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo com as anotações de estilo. Recife, 11 de abril de 2016.Luiz Sergio Silveira
Cerqueira Juiz de Direito
JUÍZO DE DIREITO DA 11ª VARA CÍVEL DA CAPITALS E N T E N Ç A - SEÇÃO "A"Processo nº 0129766-85.2005.8.17.0001 (T321/05) Vistos.
CHARLES HENRIQUE DA SILVA ME, através de seu advogado legalmente habilitado, promoveu a presente AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO
C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DA TUTELA em desfavor de BANCO DO BRASIL S/A todos qualificados nos
autos, alegando os fatos e fundamentos constantes na inicial, juntou os documentos e atribuiu à causa do valor de R$1.000,00. O patrono
autoral renunciou ao mandato informando nos autos às fls. 104/105, acostando, inclusive, prova da ciência do autor quanto à notificação da
renúncia; diante disto, o autor fora intimado pessoalmente para em 48h demonstrar seu interesse no prosseguimento do feito regularizando
sua representação processual, conforme despacho à fl. 106. No entanto, o AR de intimação do autor retornou com a informação de que o
mesmo se mudou, conforme anexado à fl. 109. É o relatório. Decido. Tratando-se de verdadeiro pressuposto de desenvolvimento válido e regular
do processo impossível é o processamento do feito neste âmbito da Justiça comum sem a devida regularização da representação processual
do autor que fora devidamente intimado para constituir novo advogado e não o fez. Neste sentido tem entendido o Egrégio TJPE, conforme
se depreende do seguinte julgado: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO.
DECISÃO TERMINATIVA. ART. 557, CAPUT DO CPC. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. RECEPCIONAMENTO. EMBARGOS DO
DEVEDOR. REGULARIZAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. INTIMAÇÃO. PERSISTÊNCIA NA IRREGULARIDADE. EXTINÇÃO DO
PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. IRRESIGNAÇÃO. INVIABILIDADE DO PEDIDO. 1. Em razão do princípio da fungibilidade recursal,
o agravo regimental interposto contra decisão terminativa que julgou monocraticamente recurso de apelação, deve ser admitido como se fosse o
recurso legal previsto no art. 557, § 1º, do CPC, dispensado de preparo, e realizando-se as retificações em sua capa; 2. Na esteira da jurisprudência
do STJ, não obstante instado a proceder à regularização da representação processual, o recorrente não o fez, impondo-se, portanto, a extinção
do feito. 3. A falta de diligência da parte, em sanar irregularidade que é condição de prosseguibilidade do feito, deu causa ao não conhecimento
do mérito da questão, não havendo que se falar em cerceamento do direito de defesa. 4. Hélio do Valle Pereira: "O processo existe para a
composição de um litígio. Porém, antes de o juiz analisar o mérito da causa, seu objeto, deferindo ou não o pedido, deve investigar a validade da
relação processual instaurada e a (in) existência de óbice ao regular prosseguimento - investigação de cunho exclusivamente processual. Bem
formado este vínculo jurídico, apura se estão presentes as condições da ação". In casu, a legitimidade da parte agravante restou incomprovada.
Irresignação. Inviabilidade do pedido. Agravo Regimental convertido em Recurso de Agravo e improvido à unanimidade. (TJ-PE - AGV: 546905
PE 0001340-82.2010.8.17.0000, Relator: Eurico de Barros Correia Filho, Data de Julgamento: 16/12/2010, 4ª Câmara Cível, Data de Publicação:
15) Ademais, é dever do autor manter seu endereço atualizado nos autos a fim de possibilitar sua comunicação pessoal quando necessário.
Este é o entendimento assente na jurisprudência pátria, reafirmado no seguinte julgado deste Egrégio TJPE: AGRAVO LEGAL EM APELAÇÃO.
AÇÃO CAUTELAR DE SUSTAÇÃO DE PROTESTO E AÇÃO ORDINÁRIA DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO.EXTINÇÃO DO
PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. ABANDONO. ART. 267, INCISO III E § 1º DO CPC.INVIABILIDADE DO PEDIDO. 1- In casu,
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observo que a desídia do recorrente operou-se através da ausência de comunicação da mudança de endereço, pois, conforme se extrai da carta
com A.R.colacionada às fls. 77/78, a intimação restou infrutífera ante o desconhecimento do local da diligência; 2 - É obrigação das partes manter
nos autos endereço atualizado. Se esta não forneceu elementos que permitam sua localização, responde pela omissão;3 - Reza o art. 267 do
CPC: "Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: III - quando, por não promover os atos e diligências que lhe competir (...); § 1º - O
juiz ordenará, nos casos dos nºs. II e III, o arquivamento dos autos, declarando a extinção do processo, se a parte, intimada pessoalmente, não
suprir a falta em 48 (quarenta e oito) horas". Inviabilidade do pedido. Decisão unânime. (TJ-PE - AGV: 2388721 PE 0009496-25.2011.8.17.0000,
Relator: Eurico de Barros Correia Filho, Data de Julgamento: 25/08/2011, 4ª Câmara Cível, ) Visível se demonstra o desinteresse da parte autora
quanto ao prosseguimento da ação. Note-se que decorridos mais de 10 (dez) anos desde a propositura da ação a parte autora não diligenciou
os atos necessários para a satisfação do seu interesse, estando o processo paralisado, sem que tenha a demandante diligenciado os atos a ele
inerentes. Diante do exposto, nos termos dos arts. 485, III do CPC, EXTINGO a presente ação sem resolução do mérito, para que produza seus
jurídicos e legais efeitos. P. R. I. Certificado o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo com as anotações de estilo. Recife, 12 de
abril de 2016.Luiz Sergio Silveira Cerqueira Juiz de Direito
S E N T E N Ç A (Processo nº 0011461-69.2010.8.17.0001 - Tombo nº106/10)Vistos etc. JOSÉ SEVERINO DA COSTA através de advogado
legalmente habilitado promoveu a presente AÇÃO CAUTELAR INCIDENTAL DE SUSTAÇÃO DE PROTESTO C/ LIMINAR em desfavor de
BANCO ABN AMRO REAL S/A, todos qualificados nos autos. Junto a presente Ação Cautelar, foi distribuída por dependência a Ação Revisional
de Pacto Contratual, em que se busca a revisão e anulação de cláusulas contratuais. Desta forma, a presente Ação Cautelar tem por objeto o
desdobramento da relação jurídica que se discute na referida Ação de Consignação. Ocorre que, no corpo da mencionada Ação de Consignação
foi sentenciado, ante a renúncia ao direito em que se fundava ação, pedido formulado pelo autor. É, no que importa, o relatório. Decido. Com a
Sentença de renúncia na ação principal acima descrita, foi dirimido o litígio quanto ao objeto da ação. Destarte, não há mais objeto litigioso e,
consequentemente, necessidade da presente Ação Cautelar. A falta de necessidade da prestação jurisdicional gera carência de ação por perda
do objeto. Desta forma, restou inteiramente prejudicado o objeto dos feitos acima descritos, nos termos do artigo 485, inciso IV do CPC. Ante o
exposto, restou inteiramente prejudicado o objeto da presente Ação Cautelar, nos termos do artigo 485, inciso IV do CPC, pelo que EXTINGO,
sem resolução do mérito, o presente feito. Certificado o trânsito em julgado, remetam-se, os autos, ao arquivo com as anotações de estilo. P. R.
I. Recife, 11 de abril de 2016. Luiz Sergio Silveira Cerqueira Juiz de Direito JUÍZO DE DIREITO DA 11ª VARA CÍVEL DA CAPITAL SEÇÃO "A"
JUÍZO DE DIREITO DA 11ª VARA CÍVEL DA CAPITALS E N T E N Ç A(Tombo nº. 551/12 - Processo nº. 0043113-36.2012) Vistos. Para que
produza os seus jurídicos e legais efeitos, HOMOLOGO por Sentença a DESISTÊNCIA requerida à fl. 160/164 nos autos da AÇÃO RENOVATÓRIA
promovida por MONTE MORIÁ COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA em desfavor de ESPÓLIO DE ALBERTO CLIMACO CAVALCANTI, ambos
qualificadas nos autos, nos termos do art. 485, VIII, do CPC. Assim, em consequência, declaro EXTINTO o presente processo sem resolução
do mérito. Após certificado o trânsito em julgado da presente decisão, remetam-se os autos ao arquivo com anotações de estilo. P. R. I.Recife,
11 de abril de 2016. Luiz Sergio Silveira Cerqueira Juiz de Direito
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11ª. VARA CÍVEL - SEÇÃO "A" DA COMARCA DE RECIFE - ESTADO DE PERNAMBUCO.Processo nº. 0062400-14.2014.8.17.0001.Autor:
MARIA JUCILEIDE ALVINO DA SILVA.Réu: SUL AMÉRICA SEGURO SAÚDE S.AS E N T E N Ç A Vistos. MARIA JUCILEIDE ALVINO DA
SILVA ingressou mediante advogado legalmente constituído, com a presente AÇÃO ORDINÁRIA REVISIONAL DE MENSALIDADE DE PLANO
DE SAÚDE COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DA TUTELA C/C DANOS MORAIS em face da SUL AMÉRICA SAÚDE S/A ambos identificados
na inicial, onde se pleiteia o cancelamento dos reajustes objeto do pedido, assim como a devolução do excesso que efetivamente fora pago de
forma indevida, nos seguintes termos:Em síntese, alega a autora ter celebrado Contrato de Prestação de Serviços de Seguro Saúde com a
demandada; contrato este que em julho/2014 foi reajustado em 17,36% à título de reajuste anual e em agosto do mesmo ano sofreu um reajuste
de 131,58% a título de reajuste por mudança de faixa etária; tal reajuste por mudança de faixa etária é considerado abusivo pela parte autora
pelo que pleiteia o reconhecimento da ilegalidade e consequente inexigibilidade do percentuais de reajuste incidente no contrato de 131,58% em
Agosto/2014, conforme demonstra na exordial, aplicando-se, em substituição, o percentual reconhecido em sede de ACP nº. 001.2004.030284-0
de 11,75%; pugna, ainda, pela restituição em dobro da quantia paga a maior e pela declaração de nulidade da cláusula 17 do contrato que prevê
a possibilidade de reajuste sem, contudo, prefixar os índices. Ao final de seu petitório requereu a concessão da tutela antecipatória, a fim de que
fosse determinado in limine, a redução do reajuste incidente no contrato em agosto/2014 de 131,58% para 11,75%. Despacho inicial (fls. 49/49v)
concedeu a antecipação dos efeitos da tutela em benefício da autora para determinar que a empresa demandada desconsiderasse o último
reajuste de 131,58%, estando autorizados apenas os reajustes anuais nos índices autorizados pela ANS. Devidamente citada, a demandada
contestou a ação, arguindo, no mérito, a licitude dos reajustes aplicados; pelo que pugnou pela total improcedência dos pedidos autorais. Em
réplica, a demandante reiterou os termos da inicial.É o relatório. DECIDO. Inicialmente, o feito comporta julgamento antecipado da lide, na medida
em que se mostra desnecessária a produção de outras provas, na forma do art. 355, I do CPC. Não foram suscitadas preliminares, passo, então,
a análise do mérito.Importante notar que se trata de contrato de plano de saúde coletivo e que, portanto, os reajustes anuais não estão limitados
aos índices estabelecidos pela ANS, conforme entendimento assente na jurisprudência pátria: DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. APELAÇÃO
CÍVEL. REAJUSTE. PLANO DE SAÚDE COLETIVO. 1. As limitações impostas pela Agência Nacional de Saúde apenas vinculam os planos
individuais e familiares, não se aplicando aos contratos coletivos. 2. Daí porque inaplicável o índice oficial da inflação fixado pela ANS para corrigir
a mensalidade do plano coletivo. 3. A alteração empreendida na maneira de correção do custeio observou as normas previstas no Estatuto da
CAPESESP, especialmente porque aprovado pelo Conselho Deliberativo, composto por seis membros, três eleitos pelos participantes e assistidos
e os demais designados pelos patrocinadores. 4. A contraprestação pecuniária que antes observava a faixa de remuneração e a quantidade de
beneficiários para o valor do salário e a idade, por si só, não caracteriza abuso a legitimar a nulidade do reajuste. 5. Recurso desprovido. (TJ-DF -
APC: 20140110205400 DF 0004920-57.2014.8.07.0001, Relator: MARIO-ZAM BELMIRO, Data de Julgamento: 21/01/2015, 2ª Turma Cível, Data
de Publicação: Publicado no DJE: 02/02/2015. Pág.: 286) APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REVISIONAL. PLANO DE SAÚDE. REAJUSTES ANUAIS.
PLANO COLETIVO. Não se mostra abusivo o reajuste anual dos planos de saúde coletivo em percentual superior ao fixado pela ANS aos planos
de saúde individual ou familiar, pois a agência reguladora não define teto para os planos coletivos. Em se tratando de contrato coletivo, o reajuste
deve ser comunicado à ANS. Resolução Normativa 156/2007 da Diretoria Colegiada da ANS e Instrução Normativa 13/2006 da Diretoria de
Normas e Habilitação dos Produtos da ANS. Ação improcedente. APELO PROVIDO. (Apelação Cível Nº 70058661356, Quinta Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Isabel Dias Almeida, Julgado em 30/04/2014) (TJ-RS - AC: 70058661356 RS, Relator: Isabel Dias Almeida,
Data de Julgamento: 30/04/2014, Quinta Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 06/05/2014) A fixação dos reajustes anuais de
contratos de plano de saúde coletivos se dá a partir do cálculo realizado nos termos do contrato firmado entre as partes e devem ser devidamente
informados e autorizados pela SUSEP bem como registrados pela ANS. No entanto, em que pese, a validade formal do procedimento de reajuste,
o índice aplicado pode ser revisto pelo Judiciário sempre que for desarrazoado e dele decorrer ônus excessivo ao consumidor, nos termos do
art. 6º, V do CDC que consagra a teoria do rompimento da base objetiva do negócio jurídico como direito básico do consumidor. Assim, será
possível a modificação de cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes
que as tornem excessivamente onerosas.Há de se ressaltar que, no caso dos autos, o pedido autoral se restringe a declaração de abusividade
tão somente do reajuste de 131,58% incidente no contrato em agosto/2014 com a substituição deste índice pelo percentual de 11,75% fixado em
sede da Ação Civil Pública nº. 001.2004.030284-0. Por ser lícito e devido o reajuste por mudança de faixa etária e não haver parâmetros legais
que determinem exatamente o valor do percentual desta correção, a análise da abusividade deste índice deverá ser feita casuisticamente com
base nas peculiaridades do contrato bem como do contexto em que se insere a relação negocial. No caso dos autos, a complexidade desta análise
é minimizada pelo alto percentual do reajuste em questão. Isto porque, notadamente, em um contrato que já está sendo regularmente corrigido
anualmente não estando com seu preço defasado, um reajuste de 131,58% viola a boa-fé objetiva gerando ônus excessivo ao consumidor, sendo,
portanto, abusivo. Desta forma, apesar da legitima aplicação de reajuste por mudança de faixa etária, é abusiva a cobrança de percentual de
131,58%, posto que viola frontalmente o disposto no art. 51, IV do CDC por colocar o consumidor em desvantagem exagerada e ser incompatível
com os ditames da boa-fé objetiva. No entanto, o reconhecimento da abusividade do percentual incidente no contrato à título de reajuste por
mudança de faixa etária, impõe sua revisão sem, contudo, autorizar o seu total afastamento pois é lícita e devida a incidência de tal reajuste
estando a ilegalidade tão somente no percentual em que fora aplicado.Desta forma, é de se confirmar apenas em parte a tutela antecipada
concedida em sede de inicial posto que deverá ser afastado o reajuste de 131,58% sendo o mesmo substituído pelo percentual de 11,75%. Assim,
a parcela devida a partir de agosto/2014 deverá ser de R$656,48 (seiscentos e cinquenta e seis reais e quarenta e oito centavos), nos termos
da própria exordial. Os valores cobrados a maior em razão da incidência do reajuste de 131,58% a partir de agosto/2014 deverão ser restituídos
à autora de forma simples, pois, conforme entendimento firmado na jurisprudência pátria, tal cobrança indevida decorre de "engano justificável",
nos termos do art. 42 do CDC. Quanto ao pleito autoral de declaração de nulidade da cláusula 17 do contrato não há que prosperar. Isto porque o
cálculo do reajuste em contratos de plano de saúde depende de cálculo atuarial de modo que se torna impossível prever antecipadamente quais
serão os índices visto que seu cálculo depende de uma série de variantes. Assim, conforme ressaltado acima, o reconhecimento de possível
abusividade dependerá sempre de análise casuística. Portanto, pelos fatos e fundamentos jurídicos expostos, de acordo com os arts. 51, IV do
CDC e 487, I do CPC bem como no art. 405 do CC, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido autoral para REDUZIR o percentual de
reajuste que incidiu no contrato em agosto/2014 de 131,58% para 11,75% e para CONDENAR a demandada a restituir integralmente de forma
simples os valores pagos a maior pela autora desde agosto/2014 até a data da efetivação da tutela (dezembro/2014 - fl. 203). Ressaltando que
o valor mensal devido a partir de agosto/2014 a junho/2015 é de R$656,48 (seiscentos e cinquenta e seis reais e quarenta e oito centavos). Os
valores a serem restituídos deverão ser corrigidos pelos índices da tabela ENCOGE a partir do efetivo desembolso e com incidência de juros
de mora de 1% ao mês a partir da efetiva citação. Ressalto que possíveis créditos em favor da empresa demandada neste período, por ter a
tutela fixado valor menor, deverão ser devidamente compensados do valor que a ré deverá pagar à demandante. Por fim, nos termos do art.
86, parágrafo único do CPC, tendo a autora sucumbido apenas em parte mínima do pedido, condeno a empresa demandada no pagamento
das custas processuais e taxa judiciária bem como em honorários de sucumbência em favor do patrono autoral que fixo em 10% sobre o valor
atualizado da causa. P.R.I. Cumpra-se. Recife, 12 de abril de 2016. Luiz Sergio Silveira Cerqueira Juiz de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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JUÍZO DE DIREITO DA 11ª VARA CÍVEL DA CAPITAL - SEÇÃO "B"Processo nº. 0139964-45.2009.8.17.0001DESPACHO Intime-se a parte
autora para, no prazo de 15 (quinze) dias, se pronunciar acerca da petição de fls. 818/824. Publique-se. Intime-se.Recife, 29 de março de
2016.Margarida Amélia Bento BarrosJuíza de Direito 1vv
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Obs: Perícia Grafotécnica às 09:00, do dia 26/04/2016, na seção de Documentoscopia do Instituto de Criminalística, situado na Rua Odorico
Mendes, n. 700, Campo Grande- Recife/PE. Contato: 9 86359396, 3183-5237.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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iniciarem a diligência. Assinalo prazo de 30 (trinta) dias para entrega do laudo, observando-se o disposto no art. 473, incisos e parágrafos, do
NCPC. Apresentado o laudo, intime-se as partes para manifestação em até quinze dias, ex vi do art. 477, §1º, do NCPC. Intimem-se as partes
de todo o teor da presente decisão. Cumpra-se ordenadamente. P.I.
Recife, 06 de abril de 2016.
Dario Rodrigues Leite de Oliveira
Juiz de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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CONCLUSÃO Nesta data faço estes autos conclusos ao Exm.º Sr. Dr. Juiz de Direito. Recife, 17 de março de
2016....................................................Chefe de Secretaria Processo n.º 0012592-79.2010.8.17. 0001 1) Recebo a apelação em ambos os
efeitos, exceto na parte que tange à antecipação dos efeitos da tutela, vez que, nesse particular, impõe-se o recebimento do apelo apenas
no seu efeito devolutivo (art. 520, VII, do CPC/1973). 2) Dê-se vista à apelada para, no prazo de 15 (quinze) dias, responder (art. 518,
CPC/1973). 3) Após, remetam-se os autos ao Egrégio Tribunal de Justiça com as cautelas legais de praxe e as homenagens de estilo. P.I.
Recife, 05 de abril de 2016. Virgínio Marques Carneiro Leão Juiz de Direito em Substituição DATA E RECEBIMENTONesta data recebi os autos do
Exm.º Sr. Dr. Juiz de Direito, na forma em que se encontram. Dou fé. Recife, ____/____/____._________________________Chefe de Secretaria
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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DECISÃO Vistos, etc.EMMANUEL DA CRUZ, já qualificado, por meio de seu advogado legalmente representado, propôs a presente AÇÃO
DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C ANTECIPAÇÃO DE TUTELA em face de DISNOVE - DISTR. NORDESTINA DE VEÍCULOS LTDA. Nesta
oportunidade, analiso, exordialmente, pela urgência a que se impõe ao pedido e constato que o autor assevera o seguinte:Conta que no dia
24/04/2012 o autor adquiriu da concessionária demandada um veículo, Volkswagen Voyage 1.6, conforme Nota Fiscal em anexo.Contudo, informa
que poucos dias após a compra, notou no veículo uma trepidação ao trocar de marcha, ocasião que fez reclamação por telefone com o próprio
vendedor da empresa demandada, Sr. Albenis. Algumas semanas depois, o veículo começou a fazer um barulho incomum na direção quando
o volante era acionando, motivando o autor a levá-lo de volta à concessionária. Lá, foi atendido por um técnino que alegou que o problema da
trepidação na troca de marcha devia-se ao fato de o veículo não ter sido abastecido ainda com álcool, e quanto ao barulho do volante, este deveria
ser decorrente da falta de óleo hidráulico, ponderando que o carro poderia não ter sido abastecido quando da entrega.Entretanto, alega o autor
que os problemas voltaram a ocorrer no final de julho de 2012, motivando o autor a procurar a demandada mais uma vez. O autor foi novamente
atendido pelo mesmo técnico que informou que o óleo da direção hidráulica encontrava-se novamente em um nível baixo, e que após reabastecer
o óleo, deveria observar se o problema iria persistir, quanto à trepidação na troca de marchas, reafirmou o que disse anteriormente.Ocorre que,
conforme afirma o autor, o problema voltou a se repetir e mais uma vez o demandante voltou à concessionária, onde recebeu a notícia de que
seu veículo deveria passar por uma análise técnica mais detalhada. Como a revisão do veículo estava próxima, agendou-se o procedimento para
a mesma data. Após dois dias na oficina da concessionária, foi constada a necessidade da mudança na caixa da direção. Por não ter a peça
referida peça. agendou a entrega do veículo para data posterior e foi lançada a ordem de serviço.Ocorre que entre a data da revisão e a data do
ajuizamento da demanda, alega o autor a requerida não apresentou qualquer satisfação plausível quanto à problemática. Ademais, por diversas
vezes o autor ligou para a concessionária, sendo atendido pela responsável pela Ordem de Serviço, Viviane Araújo, a qual informou que a peça
ainda não havia chegado. Diante da falta de posição da parte ré, o autor deu um prazo para que uma solução fosse apresentada, o que não
aconteceu.Por todo o exposto, recorre o demandante às vias judiciais para que sejam antecipados os efeitos da tutela no sentido de determinar
que a empresa demandada proceda a imediata substituição do veículo adquirido junto à concessionária por outro similar e o original seja recolhido
pelo pólo passivo, ou, alternativamente, que seja disponibilizado outro veículo similar, em perfeito estado de conservação e uso, para que o autor
possa se locomover até o final da demanda, sob pena de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Isso posto, passo a decidir:Concedo
os benefícios da justiça gratuita.Inicialmente, cabe-me analisar o que se apresenta de fato, buscando o entendimento do respaldo legal no que
disciplina a legislação sobre a tutela antecipada, pois só assim podemos ter um entendimento completo sobre a procedência ou não do pedido
da tutela antecipada, diante do fato declinado na exordial.A nossa CF/88 no seu capítulo prevê a efetividade da jurisdição, dentre os direitos
fundamentais, onde o indivíduo que é impedido de fazer justiça com as próprias mãos são assegurados meios expeditos, ademais eficazes,
no sentido de que devem ter aptidão de propiciar o litigante vitorioso a concretização fática da sua vitória. Entendo, assim que o estado como
monopolizador do poder jurisdicional deve impulsionar sua atividade com mecanismos processuais adequados a impedir a "ocorrência de vitórias
sem ganhos", ou seja: de vê o Estado garantir a utilidade da sentença, aptidão de garantir em caso de vitória, a efetividade e pratica da tutela,
portanto não basta a prestação jurisdicional do Estado eficaz, impõe-se que ela seja expedita, pois esta é inerente a princípio da efetivamente,
pois como é cediço nem sempre o vencedor devido ao espaço de tempo que norteia entre a entrada de uma ação e sua real satisfação, em
muitos casos conta como fator contra a autora, onde muitas vezes se esperar o tempo do trâmite normal mesmo sendo vencedor na querela não
terá o resultado esperado devido o transcorrer do tempo. Há, com efeito, um elemento fático especialmente habilitado a desencadeá-los: é o fator
tempo. O decurso do tempo, todos sabem é inevitável para a garantia plena do direito a segurança jurídica, mas é muitas vezes, incompatível com
a efetividade da jurisdição quando o risco de perecimento do direito reclama tutela urgente.Em sendo assim, ressalte-se que o legislador buscou
ao disciplinar o artigo 300 do C.P.C., o espírito maior da Carta Magna que é a efetividade da jurisdição, e, para tanto disciplinou taxativamente
os requisitos para a concessão da "tutela antecipada". Código de Processo Civil Art. 300 A tutela de urgência será concedida quando houver
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.§ 1o Para a concessão da
tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a
sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.§ 2o A tutela de urgência pode ser
concedida liminarmente ou após justificação prévia.§ 3o A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo
de irreversibilidade dos efeitos da decisão.Vimos assim, pela análise do texto legal acima estampado, assim como pela análise dos documentos
que, neste particular, verifica-se que o conjunto probatório acostado aos autos, mostra-se insuficiente para evidenciar o direito do autor.Ademais,
insta frisar o lapso temporal existente entre o primeiro despacho exarado pelo Juízo, o qual ocorreu na data de 15/01/2012, e a manifestação
em resposta ofertada pela parta autora ocorrida 18/11/2014, ou seja, quase 03 (três) anos após o referido comando judicial, pelo que entende-
se afastado o periculun in mora.Entendo assim, não ser cabível a concessão da antecipação dos efeitos da tutela.DECISÃO:Diante do exposto,
sob os fundamentos supra, INDEFIRO OS PEDIDOS, pois não vejo como dar guarida ao pleito de tutela antecipada, haja vista a ausência de
elementos que evidenciem a probabilidade do direito.No mais:1. Considerando a propositura desta ação antes da vigência do atual CPC, registro
que o autor deverá posicionar-se quanto à realização ou não de audiência de conciliação, um dos requisitos da petição inicial conforme preceitua
o art. 319, VII. Saliento que optando o autor negativamente pela audiência de conciliação e mediação, para que não ocorra a realização do ato,
a parte ré deve também manifestar desinteresse, conforme art. 334, § 4º, I do CPC. 2. Cite-se o demandado para comparecer à Audiência de
Conciliação agendada para o dia 15/06/2016 às 8h00min.3. Intime-se o demandante, através do seu causídico, conforme prescreve o § 3º do
artigo 334, do CPC/15.4. Na citação do réu e intimação do autor deve constar que o não comparecimento injustificado do autor ou do réu à
audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem
econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado (§ 8º do artigo 334 do CPC/15).5. Em caso de o réu informar,
conforme prescreve o § 5º do artigo supracitado o seu desinteresse na autocomposição, após a juntada do protocolo do pedido de cancelamento
da audiência de conciliação, restará cancelada sua marcação, bem como se dará início ao prazo legal para oferecimento da contestação, nos
termos do art.335, II do CPC.6. Cumpra-se.P.R.I. Recife, 12 de abril de 2016. LUZICLEIDE MARIA MUNIZ VASCONCELOS Juíza de Direito
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DESPACHO R.H.1. Analisando os autos, verifico tratar-se de um cumprimento de sentença.2. Contudo, não constato a confirmação do efetivo
pagamento referente às custas processuais.3. Com efeito, sobre essa questão (exigência ou não de custas no cumprimento provisório de
sentença), o Egrégio Tribunal, juntamente com a Corregedoria Geral de Justiça, editou a Instrução Conjunta nº 02 de 25/11/2008 (DOP
de 09/01/2009), a qual, em seu artigo 17, assim dispõe sobre a matéria:Art. 17- No primeiro grau, os incidentes processuais que estejam
sujeitos ao recolhimento de custas terão esses cálculos realizados no setor de Distribuição, em seguida, serão encaminhados ao setor de
protocolo (Progeforo) para o cadastramento dos assuntos e classes processuais, sendo, somente após, encaminhados às Varas para autuação
e apensamento ao processo principal.§1°- Em conformidade com a Instrução de Serviço nº. 009, de 07/07/1999 (DJP 09/07/1999), estão sujeitos
ao recolhimento de custas os seguintes incidentes: exceção de impedimento; exceção de incompetência; exceção de suspeição; impugnação ao
valor da causa; incidente de falsidade; oposição.§2°- O pedido de liquidação de sentença (provisória ou definitiva), o cumprimento de sentença
(provisório ou definitivo), a reconvenção, a exibição de documento ou coisa requerida pela parte, o conflito de competência suscitado pela
parte e a carta precatória também estão sujeitos ao recolhimento de custas judiciais.4. Para além disso, observa-se a existência do Provimento
da Corregedoria Geral de Justiça nº 37/2008, editado no dia 05/11/2008 pelo Eminente Desembargador José Fernandes de Lemos - à época
Corregedor Geral de Justiça, aprovado pelo Conselho Nacional de Magistratura no dia 06/11/2008, que também versa sobre o pagamento das
custas no cumprimento de sentença. Vejamos: Considerando, enfim, que a Lei nº 10852 de 29/12/1992 não isenta o pagamento das custas da
execução e liquidação de sentença e que os argumentos justificadores da cobrança de custas na execução aplicam-se, pelas mesmas razões,
à liquidação de sentença; R E S O L V E: Art. 1O - Determinar aos Magistrados de primeira instância e chefes de secretaria que exijam o
recolhimento das custas processuais da liquidação e do cumprimento de sentença.5. Diante do que se apresenta, determino a intimação da parte
exeqüente para que, no prazo de 10 (dez) dias, efetue o recolhimento das custas processuais devidas no cumprimento de sentença, sob pena
de extinção do feito.Recife, 11 de abril de 2016.Luzicleide Maria Muniz VasconcelosJuíza de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
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Despacho: Vistos, etc... Às fls. 178, a parte ré afirmou que: 1. "o acordo foi firmado por 3º não habilitado nos autos"; 2. "a parte que subscreveu o
termo de acordo como parte demandada, não está devidamente constituída nos autos"; 3. A obrigação foi cumprida voluntariamente; 4. Ratifica o
pagamento da condenação; Fundamentos pelos quais, requereu: 1. A desconsideração da intimação da parte autora para impulsionar a execução;
2. A desconsideração do termo de acordo; 3. A desconstituição da sentença; Prosseguindo, observo que a peça de fls. 178/183 encontra-se
em contradição, uma vez que, ao mesmo tempo que pleiteia a desconstituição da sentença, ratifica-se o pagamento da condenação (sic). E,
ainda, compulsando minuciosamente os autos, denota-se que o acordo foi juntado e assinado pelo patrono Rostand Inácio dos Santos (OAB/
PE 22.718), constituído nos autos através da procuração de fls. 107/108. Nesta senda, intime-se a parte ré, fazendo constar da publicação os
nomes dos advogados Rostand Inácio dos Santos (OAB/PE 22.718) e Paulo Henrique Magalhaes Barros (OAB/PE 15.131), para, no prazo de
10 (dez) dias, integrar a peça de fls.178/179, a fim de sanar suas contradições e obscuridades, assim como se manifestando sobre a capacidade
postulatória do Dr. Rostand Inácio dos Santos, e a respectiva procuração que lhe conferiu os poderes (fl.107/108). Publique-se. Intime-se. Recife,
06 de abril de 2016. Fernando Jorge Ribeiro Raposo- Juiz de Direito
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Despacho: Intime a parte autora para requerer o que lhe é de direito no prazo de 10 (dez) dias. Permanecendo inerte, remetam-se os autos ao
arquivo. INTIME-SE. CUMPRA-SE Recife, 11 de abril de 2016. Fernando Jorge Ribeiro Raposo - Juiz de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados do DESPACHO proferido, por este JUÍZO, no processo
abaixo relacionado:
DESPACHO: Vistos, etc. Tendo em vista que a Sentença de fls. 223, deixou de se manifestar quanto a liberação dos valores consignados pela
ré nos autos do processo, concernentes a purgação da mora realizada, bem assim que o acordo formulado pelas partes e homologado por este
Juízo recaiu sobre valores diversos a estes, nada obsta que seja deferido o pedido de levantamento de tais valores. Isto posto, defiro o pedido
de expedição de alvará, em favor da parte executada, Sra. WALDETE SILVA MELO, no valor de R$ 3.761,44 (três mil setecentos e sessenta e
um reais e quarenta e quatro centavos), com os acréscimos legais, se houver, conforme depósitos realizados às fls. 49 e 59 dos autos. Saliente-
se que o levantamento dos referidos valores só poderá ocorrer após o decurso do prazo recursal. Intime-se e cumpra-se. Recife, 04 de Abril de
2016. ARNÓBIO AMORIM Juiz de Direito em exercício cumulativo.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho: PROCESSO N.º: 0082317-19.2014.8.17.0001 (11.786). DESPACHO/DECISÃO 1. DETERMINO a intimação das partes para, no
prazo comum de 15 (dez) dias, dizerem se pretendem produzir outras provas, especificando-as e justificando-as, bem como se têm interesse em
transigir.2. INTIMEM-SE e CUMPRA-SE. Recife/PE, 13 de abril de 2016. Carlos Gonçalves de Andrade Filho Juiz de Direito mpr
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho: Juízo de Direito da 19ª Vara Cível da Comarca da Capital - Seção "B".Processo nº 0019669-71.2012.8.17.0001 (9041) O Autor
RENATO SOARES DA SILVA opõe Embargos de Declaração à decisão proferida nesta Ação de Despejo que move contra ANTÔNIO CORREIA
NEVES FILHO e MARIA DO SOCORRO YPIRANGA DE SOUZA DANTAS, argumentando ter ocorrido contradição na decisão de fl. 337. Com
efeito, verifico que a decisão embargada incorreu em erro, haja vista que a apelação de fls. 316/323 foi recebida no duplo efeito, quando na
verdade, por tratar-se de Ação de Despejo, deveria o recebimento ter sido apenas no efeito devolutivo, em observância ao contido no art. 58,
V, da Lei nº 8.245/91. Assim, estando presentes os requisitos e, amparado nos termos do art. 535, I, do CPC, ACOLHO estes Embargos de
Declaração, aplicando-lhe efeitos infringentes e, por conseguinte, altero o despacho de fl. 337, para que, onde lê-se "recebo a apelação interposta
pelo apelante/demandado (fls. 316/323), apenas no duplo efeito", leia-se: "recebo a apelação interposta pelo apelante (fls. 316/323), apenas
no efeito devolutivo, conforme dispõe o art. 58, V, da Lei nº 8.245/91". No mais, mantenho o restante da decisão retro como já se encontra.
PUBLIQUE-SE. Recife, 03/fevereiro/2016. Jefferson Félix de Melo JUIZ DE DIREITO 2
Despacho: Juízo de Direito da 19ª Vara Cível da Comarca da Capital - Seção B. Proc. nº 0070293-56.2014.8.17.0001 Defiro o pedido formulado
na petição de fl. 70. Por conseguinte, EXPEÇAM-SE os competentes alvarás, referentes ao valor de R$ 2.190,69, conforme sentença de fls.
62/63, depositado à fl. 67 nas seguintes proporções e com os valores devidamente atualizados: a) R$ 219,07 (duzentos e dezenove reais e
sete centavos) em favor da Dra. Joanna de Lima Cavalcanti (OAB nº 29.460), referentes aos honorários advocatícios. b) R$ 1.971,62 (hum mil,
novecentos e setenta e um reais e sessenta e dois centavos) em favor da parte autora (AURENI MARIA DO NASCIMENTO). A expedição dos
alvarás deverá ocorrer após a publicação deste. Após, arquivem-se os autos. PUBLIQUE-SE. Recife, 29/março/2016 Jefferson Félix de Melo
JUIZ DE DIREITO
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Despacho: Juízo de Direito da 19ª Vara Cível da Comarca da Capital - Seção B. Proc. nº 0070665-05.2014.8.17.0001 Defiro o pedido formulado
na petição de fl. 82. Por conseguinte, EXPEÇAM-SE os competentes alvarás, referentes ao valor de R$ 1.086,87, conforme sentença de fls.
73/74, depositado à fl. 78 nas seguintes proporções e com os valores devidamente atualizados: a) R$ 98,81 (noventa e oitenta reais e oitenta e
um centavos) em favor da Dra. Joanna de Lima Cavalcanti (OAB nº 29.460), referentes aos honorários advocatícios. b) R$ 988,06 (novecentos
e oitenta e oito reais e seis centavos) em favor da parte autora (ADALBERTO BERTOLDO PEREIRA JUNIOR). A expedição dos alvarás deve
ocorrer após a publicação deste. Após, arquivem-se os autos. PUBLIQUE-SE. Recife, 29/março/2016 Jefferson Félix de Melo Juiz de Direito
Despacho : Processo n. 0003615-74.2005.8.17.0001DESPACHO/DECISÃO R. hoje Defiro o pedido de fl. 226. Por conseguinte, expeça-se o
competente alvará, em favor da demandada (Ieda Arcoverde Lucena), referente ao valor de R$ 21.055,96 (vinte e um mil e cinquenta e cinco
reais e noventa e seis centavos), depositado conforme guia de fl. 129, devidamente atualizado. A expedição do alvará deve ocorrer após a
publicação deste. PUBLIQUE-SE e, após, ARQUIVE-SE, observadas as cautelas legais. Recife, 31/março//2016. Jefferson Félix de Melo JUIZ
DE DIREITOPODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA COMARCA DE RECIFE19ª VARA CÍVEL - Seção B
Despacho: PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA COMARCA DE RECIFE19ª VARA CÍVEL - SEÇÃO
B Processo nº 0011462-49.2013.8.17.0001 Intime-se o apelado/demandante para apresentar contrarrazões no prazo de quinze (15) dias. Após,
encaminhem-se os autos à Instância Superior, sem nova conclusão. PUBLIQUE-SE. Recife, 30 de março de 2016. Jefferson Félix de Melo Juiz
de Direito
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Despacho: Ação Declaratória de Inexistência de DívidaProcesso nº 0011651-32.2010.8.17.0001Autores: Ruplast Indústria e Comércio Ltda. e
OutrosRéu: Negocial Factoring Fomento Comercial Ltda. DESPACHO Compulsando os autos, observo que ainda há atos processuais a serem
procedidos. Assim, converto o julgamento em diligência, para determinar a intimação da parte autora, por seus novos advogados constituídos nos
autos (fls. 97/100), para, no prazo de 15 (quinze) dias, manifestar-se acerca da contestação e documentos de fls. 53/91, nos termos da disciplina
inserta no artigo 350 do Novo Código de Processo Civil. Decorrido o prazo concedido sem manifestação, proceda-se à intimação pessoal da
parte autora para, no prazo de 5 (cinco) dias, suprir a falta, sob pena de extinção do processo sem resolução do mérito, a teor da previsão
normativa constante do artigo 485, § 1º, do Novo Código de Processo Civil. Após, retornem os autos conclusos. P.I.C. Recife/PE, 01 de abril de
2016.Pablo de Oliveira SantosJuiz Substituto PODER JUDICIÁRIO ESTADO DE PERNAMBUCOCENTRAL DE AGILIZAÇÃO PROCESSUAL DA
CAPITALFÓRUM DESEMBARGADOR RODOLFO AURELIANO Av. Desembargador Guerra Barreto, s/nº, Joana BezerraFone: (81) 3181-0564
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
Trata-se de processo em fase de cumprimento de sentença, na qual o demandado depositou a certa quantia objeto desta lide, conforme se
verifica do comprovante de fls. 238. A parte exeqüente requereu a liberação dos referidos valores para satisfação do crédito exeqüendo (fls.241).
Relatei. Decido. Havendo anuência da parte requerida para liberação dos valores colocados à disposição deste juízo, resta por satisfeita a dívida
exeqüenda. Em razão do exposto, JULGO EXTINTA COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO, a presente ação, o que faço com arrimo no art. 924, II
do NCPC. Tendo o alvará já sido entregue a parte autora e em nada mais sendo requerido, arquivem-se os autos. P. R. I. Recife, 11 de abril de
2016 Carlos Gonçalves de Andrade Filho.Juiz de Direito
Abílio Raimundo da Rocha e Jandira Manso Raimundo da Rocha, qualificados nos autos, com fulcro no art. 62 da Lei n.º 8.245/91, ajuizaram
Ação de Despejo por falta de pagamento de alugueres e encargos em face de José Ernesto de Barros e de Alfredo Jacinto de Barros, ambos
qualificados. Informou ser proprietário do imóvel situado na Rua Otávio de Freitas, nº 407, apartamento de nº 02, bairro da Encruzilhada, CEP
52020-000, Nesta Capital. Em setembro de 2012, o referido imóvel foi alugado aos promovidos no valor de R$ 850,00 (oitocentos e cinquenta
reais), com vigência de 36 (trinta e seis meses). Alegou que os locatários se encontram em mora desde de agosto de 2013 e que o contrato previu
que em caso de inadimplência a parte pagaria multa de 2% (dois por cento) do valor do débito, além de juros legais incidentes sobre o débito de
1% ao mês. Afirmou ainda a existência de débitos de contas de IPTU, consumo de água e energia elétrica. Pugnou pela concessão de liminar para
determinar a desocupação do imóvel sob pena de despejo, sendo ao final confirmada a liminar. Requereu, ainda, a condenação da demandada
ao pagamento dos alugueres atrasados, devidamente atualizados, até a data da efetiva desocupação do imóvel. Requereu a decretação do
despejo do demandado e sua condenação no pagamento de custas e honorários advocatícios. Juntou procuração e documentos. Pagou custas.
Despacho determinando a citação. Mandado de citação de José Ernesto de Barros, juntado às fls. 22 e AR de Alfredo Jacinto de Barros às fls. 24.
Decisão de fls. 28 determinando a imissão do autor na posse do imóvel descrito na exordial. Às fls. 44 foi certificado que o Processo tombado sob
nº 0090660-38.2013.8.17.0001, não foi localizado pela Secretaria desta Vara o que deu ensejo a restauração de autos, agora tombados sob nº
0013542-49.2014.8.17.0001. Após a restauração dos autos, o autor requereu equivocadamente, o cumprimento de sentença. Relatados. Decido
Trata-se de Ação de Despejo c/c ação de cobrança, como meio legitimo posto à disposição do Locador, considerando que o art. 23, I, da Lei do
Inquilinato estatui que o locatário é obrigado a pagar pontualmente o aluguel e os encargos da locação, legal ou contratualmente exigíveis, no
prazo estipulado ou, em sua falta, até o sexto dia útil do mês seguinte ao vencido, no imóvel locado, quando outro local não tiver sido indicado
no contrato. O presente feito comporta julgamento antecipado da lide, nos termos do art. 330, II, do CPC, tendo em vista o não oferecimento de
contestação, aplicando-se, portanto, ao caso em tela, os efeitos da revelia. Como a matéria versa sobre direito patrimonial disponível e a parte
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deixou de exercer o direito de defesa no prazo legal, conforme anteriormente relatado, passo a decidir para decretar a revelia da parte demandada
nos termos do artigo 344 do CPC. Os documentos juntados pela autora demonstram, de forma cabal, a existência do pacto locatício e o valor
devido pelo locatário. Diante da inércia dos demandados em comprovar o pagamento dos alugueres, bem como dos demais encargos locatícios,
como energia elétrica, água e demais impostos ou taxas relacionadas ao imóvel, bem como da inexistência de purgação da mora, conforme
artigo supra mencionado, imperiosa se faz a rescisão do contrato de locação e decretação do despejo. Desta feita, não tendo os demandados
ofertado qualquer resposta apta a demonstrar fato impeditivo, restritivo ou modificativo do direito dos demandantes e considerando que: a) o art.
23, I, da Lei do Inquilinato estatui que o locatário é obrigado a pagar pontualmente o aluguel e os encargos da locação, legal ou contratualmente
exigíveis, no prazo estipulado ou, em sua falta, até o sexto dia útil do mês seguinte ao vencido, no imóvel locado, quando outro local não tiver sido
indicado no contrato; b) considerando que a parte ré não purgou a mora; c) que a inadimplência contratual é manifesta, JULGO PROCEDENTE
o pedido com fundamento no artigo 487, I, do CPC e artigo 9º, inc. III, da Lei nº 8.245/91, para decretar a rescisão do contrato locatício celebrado
entre as partes e condenar José Ernesto de Barros e de Alfredo Jacinto de Barros ao pagamento dos aluguéis vencidos, bem como os vencidos
no curso desta ação, e ainda não pagos, e ainda todos os débitos atrelados a utilização do imóvel, acrescidos dos demais encargos locatícios,
a serem apurados em liquidação. Condeno, ainda, os demandados ao pagamento da multa contratual prevista na cláusula VII do contrato no
valor de R$ 1.700,00( mil e setecentos reais). Arbitro juros de mora incidentes desde a data da citação nos termos preconizados pelo artigo
62, II, 'c' da Lei nº 8.245/91 e artigo 405 do CC c/c artigo 240 do NCPC, bem como correção monetária retroativa às datas dos respectivos
vencimentos, a obedecer a Tabela ENCOGE. Deixo de conceder o prazo previsto na alínea "b", § 1º, do artigo 63, da referida Lei do Inquilinato,
para a desocupação voluntária do imóvel, em virtude da notícia acostada aos autos de que o imóvel encontra-se desocupado. Condeno, ainda,
a parte ré, ao pagamento das custas e dos honorários do advogado, que arbitro, com base no art. 85, §2º, do Código de Processo Civil, em 20%
(vinte por cento) sobre o valor da condenação. Publique-se. Registre-se. Intime-se e, em nada sendo requerido, arquivem-se os presentes autos.
Recife (PE), 12 de abril de 2016Carlos Gonçalves de Andrade FilhoJuiz de Direito
Trata-se de processo em fase de cumprimento de sentença, na qual o demandado depositou certa quantia objeto desta lide, conforme se
verifica do comprovante de fls. 153. A parte exeqüente requereu a liberação dos referidos valores para satisfação do crédito exeqüendo (fls.156).
Relatei. Decido. Havendo anuência da parte requerida para liberação dos valores colocados à disposição deste juízo, resta por satisfeita a dívida
exeqüenda. Em razão do exposto, JULGO EXTINTA COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO, a presente ação, o que faço com arrimo no art. 924, II do
NCPC. Tendo o alvará já sido entregue a parte autora e nada mais sendo requerido, arquivem-se os autos. P. R. I. Recife, 13 de abril de 2016
Carlos Gonçalves de Andrade Filho. Juiz de Direito
MARIA ISABEL ALVES CAMPOS, representada por sua genitora ISABEL DE LIZANDRA PENHA ALVES, devidamente habilitada e representada
nos autos por advogado legalmente habilitado ajuizou AÇÃO DECLARATÓRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO
DE TUTELA em face da SULAMERICA SAÚDE COMPAINHA DE SEGUROS, igualmente qualificada. Em decisão de fls 37/38 foi deferido o
pedido de antecipação de tutela e ordenado a expedição do devido mandado de intimação e citação. O demandado apresentou contestação às fls
59/99, e em seguida, a parte demandante ofereceu réplica (fls102/114). A demandada atravessou petição informando terem as partes resolvido,
de comum acordo, pôr fim à lide mediante transação. É o relatório, sucinto. Passo a decidir. Tendo as partes manifestado o interesse de pôr fim
a lide mediante acordo formulado em petição, nada mais resta senão homologar o acordo firmado. Ante o exposto, atento ao que mais dos autos
consta e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie, nada mais resta do que HOMOLOGAR o acordo de vontades (art.200, NCPC) expresso às
fls 115/122, realizado pelo advogado da parte autora, ALEXANDRE AURÉLIO DA CUNHA COSTA (OAB/PE 27654D), conforme procuração de
fls 21, e o procurador da parte demandada, BRUNO CESAR BRASILEIRO CLEMENTE (OAB/PE25.590), conforme substabelecimento de fls 122.
De acordo com o termo de conciliação, ficou acordado que a parte autora, através da sua representante legal, ISABEL DE LIZANDRA PENHA
ALVES, faz jus ao valor de R$5.000,00(cinco mil reais), a serem depositados no Banco do Brasil, Agência 4890-9, Conta 11148-1, conforme
foi realizado às fls 126. Ficou ainda estabelecido que ao advogado ALEXANDRE AURÉLIO DA CUNHA COSTA (OAB/PE 27654D), cabem os
honorários advocatícios no valor de R$1.000,00(mil reais), a serem depositados na Caixa Econômica Federal, Agência 4976, Conta 1126-6,
conforme realizado às fls 127. Portanto, HOMOLOGO o acordo e extinguo o presente feito com resolução de mérito, nos termos do art.487, III,
alínea "b" do NCPC. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Considerando já satisfeita a obrigação e nada mais sendo requerido, arquivem-se os
autos. Recife, 13 de abril de 2016. Carlos Gonçalves de Andrade FilhoJuiz de Direito
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JOSEFA PEREIRA DE CASTRO devidamente qualificada nos autos, através de advogado legalmente habilitado, ajuizou a presente AÇÃO
DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS em desfavor da BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS. Em despacho
inicial o MM determinou a citação da parte ré. A parte demandada ofereceu contestação às fls 26/65 e em seguida, a parte autora apresentou
réplica às fls 71/84. Às fls 89/92, o demandado atravessou petição informando terem as partes celebrado acordo. É o relatório, sucinto. Passo a
decidir. As partes, de comum acordo, resolveram pôr fim à demanda requerendo a homologação transação firmada. Tendo as partes manifestado
o interesse de pôr fim a lide mediante acordo formulado em petição, nada mais resta senão homologar o acordo firmado. Ante o exposto, atento
ao que mais dos autos consta e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie, nada mais resta do que HOMOLOGAR o acordo de vontades
(art.200, NCPC) expresso às fls 89/92, assinado pela própria parte demandante e seu procurador, RENAN BARBOSA DE AZEVEDO (OAB/CE
23.112), e pelo procurador da demandada, BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS, conforme poder atribuído em fls 65, e extinguir o presente
feito com resolução de mérito, nos termos do art.487, III, alínea "b" do NCPC. Restou acordado que cada parte arcará com a verba honorária
dos seus respectivos procuradores, renunciando aos honorários sucumbenciais. Eventuais custas remanescentes serão suportadas pela parte
autora. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. E em nada mais sendo requerido, arquive-se. Recife, 13 de abril de 2016. Carlos Gonçalves de
Andrade FilhoJuiz de Direito
Vigésima Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Juízo de Direito da 20ª Vara Cível da Capital - Seção B Processo nº 0605281-71.1999.8.17.0001DESPACHO À vista da apelação e das
contrarrazões de fls. 160/174 e 179/182, respectivamente, torno sem efeito o despacho de fl. 187 e determino a remessa dos autos à Superior
Instância, conforme art. 1.010, §3º, do NCPC, com nossas homenagens. Publique-se. Recife, 04 de abril de 2016.IASMINA ROCHA VILAÇA
PINTO Juíza de Direito
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citação e penhora dos réus;3. O dispositivo legal que fundamentou o pleito não necessita de intimação pessoal do autor, uma vez que o §1º do
art.267 só é aplicável nas hipóteses contidas nos incisos II e III, a saber, por inércia ou abandono da causa;4. Pleito recursal que se encontra em
flagrante confronto com a jurisprudência predominante deste Tribunal de Justiça;5. Recurso de Agravo improvido. Decisão unânime. (Agravo em
Apelação Cível nº 0362658-8, Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, por unanimidade de votos, Desembargador
Relator Eurico de Barros Correia Filho, j. 26/02/2015, DJ 09/03/2015) EMENTA: AGRAVO LEGAL. DECISÃO TERMINATIVA EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. LOCALIZAÇÃO DO PARADEIRO DA PARTE DEVEDORA. OFÍCIO BACENJUD. NÃO ESGOTAMENTO DOS
MEIOS DE LOCALIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME.1. Somente em hipóteses excepcionais e
desde que comprovado que o exequente esgotou todos os meios à sua disposição a fim de obter informações sobre a localização do executado
e/ou de bens passíveis de penhora, é lícito ao juiz requisitar informações de órgãos públicos acerca do devedor e seu patrimônio, no exclusivo
interesse do credor. Hipótese não verificada no caso sob exame.2. Recurso Não Provido. Decisão Unânime. (Agravo no Agravo de Instrumento
001.0002193-53.2014.8.17.000, Órgão Julgador 1ª Câmara Cível, Relator Des. Stênio José de Sousa Neiva Coelho, julgado em 01/04/2014,
publicado em 08/04/2014). DECISÃO MONOCRÁTICA TERMINATIVA1. Cuida-se de recurso de agravo de instrumento tirado de pronunciamento
judicial que indeferiu o pedido de expedição de ofícios para localizar o endereço do réu e determinou que a parte autora promovesse o andamento
do feito, sob pena de extinção do processo, sem resolução do mérito.Irresignada, a parte agravante pugna pela reforma da decisão, aduzindo
que: (i) tentou encontrar o endereço da parte, mas não logrou êxito; e (ii) a expedição de ofícios com vistas a localizar o endereço do réu é prática
aceita pela jurisprudência.Vieram-me os autos conclusos em 14/12/2011. Decido.2. Nos termos do artigo 219, § 1º, do Código de Processo Civil,
"incumbe à parte promover a citação do réu". Dessa forma, não cabe ao Poder Judiciário diligenciar no sentido de encontrar o endereço do réu,
sendo este um ônus do autor. Por outro lado, se a parte autora não dispõe do endereço do réu, deve requerer a citação por edital.A jurisprudência
do Colendo Superior Tribunal de Justiça tem se pronunciado nesta mesma linha, entendendo que é dever da parte fornecer o endereço do réu ou,
caso não o tenha, requerer a citação por edital:AÇÃO DE COBRANÇA - REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES À RECEITA FEDERAL - ENDEREÇO
DOS RÉUS - INADMISSIBILIDADE - MATÉRIA DE PROVA - DISSÍDIO NÃO DEMONSTRADO.I - No caso de processo de conhecimento (ação
de cobrança), no qual se irá definir a condição de devedor dos réus, não se justifica o pedido de requisição de informações à Receita Federal
sobre o atual endereço dos demandados. O Código de Processo Civil prevê a citação por edital para a hipótese de o réu não ser encontrado.II
- Afirmado pelo acórdão recorrido a ausência de prova de que a recorrente tenha envidado todos os esforços à obtenção do seu endereço, a
revisão do entendimento encontra empeço no enunciado 7 da Súmula desta Corte.III - O dissídio jurisprudencial não restou comprovado, pois,
nos precedentes citados, a controvérsia girava em torno do processo de execução.Recurso especial não conhecido.(REsp 434.950/RS, Rel.
Ministro CASTRO FILHO, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/11/2003, DJ 09/12/2003, p. 279 - grifos acrescidos)EXECUÇÃO - REQUISIÇÃO
DE INFORMAÇÃO DE ENDEREÇO DO RÉU AO BANCO CENTRAL - IMPOSSIBILIDADE.1. Embora na hipótese dos autos não se pretenda,
através de requisição ao Banco Central, obter informações acerca de bens do devedor passíveis de execução, mas tão-somente o endereço, o
raciocínio jurídico a ser adotado é o mesmo.2. O contribuinte ou o titular de conta bancária tem direito à privacidade em relação aos seus dados
pessoais, além do que não cabe ao Judiciário substituir a parte autora nas diligências que lhe são cabíveis para demandar em juízo.3. Recurso
especial não conhecido.(REsp 306570/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/10/2001, DJ 18/02/2002, p. 340
- grifos acrescidos)3. Forte nestas razões, ao tempo em que nego seguimento ao recurso, ante a sua manifesta improcedência, determinando a
remessa oportuna dos autos ao Juízo de piso, com as cautelas de estilo." (grifei) (TJPE AI nº 007. 0022786-10.2011.8.17.0000 Órgão Julgador:
1ª Câmara Cível Relator Des. Frederico Ricardo de Almeida Neves, Julgamento: 23/11/2011, Publicação 06/01/2012)DECISÃO MONOCRÁTICA
TERMINATIVA 1. Cuida-se de recurso de agravo de instrumento tirado de pronunciamento judicial que indeferiu o pedido de expedição de ofícios
para localizar o endereço do réu e determinou que a parte autora promovesse o andamento do feito, sob pena de extinção do processo, sem
resolução do mérito. Irresignada, a parte agravante pugna pela reforma da decisão, aduzindo que: (i) tentou encontrar o endereço da parte, mas
não logrou êxito; e (ii) a expedição de ofícios com vistas a localizar o endereço do réu é prática aceita pela jurisprudência. Vieram-me os autos
conclusos em 14/12/2011. Decido.2. Nos termos do artigo 219, § 1º, do Código de Processo Civil, "incumbe à parte promover a citação do réu".
Dessa forma, não cabe ao Poder Judiciário diligenciar no sentido de encontrar o endereço do réu, sendo este um ônus do autor. Por outro lado,
se a parte autora não dispõe do endereço do réu, deve requerer a citação por edital. A jurisprudência do Colendo Superior Tribunal de Justiça
tem se pronunciado nesta mesma linha, entendendo que é dever da parte fornecer o endereço do réu ou, caso não o tenha, requerer a citação
por edital:AÇÃO DE COBRANÇA - REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES À RECEITA FEDERAL - ENDEREÇO DOS RÉUS - INADMISSIBILIDADE
- MATÉRIA DE PROVA - DISSÍDIO NÃO DEMONSTRADO.I - No caso de processo de conhecimento (ação de cobrança), no qual se irá definir a
condição de devedor dos réus, não se justifica o pedido de requisição de informações à Receita Federal sobre o atual endereço dos demandados.
O Código de Processo Civil prevê a citação por edital para a hipótese de o réu não ser encontrado.II - Afirmado pelo acórdão recorrido a ausência
de prova de que a recorrente tenha envidado todos os esforços à obtenção do seu endereço, a revisão do entendimento encontra empeço no
enunciado 7 da Súmula desta Corte.III - O dissídio jurisprudencial não restou comprovado, pois, nos precedentes citados, a controvérsia girava
em torno do processo de execução. Recurso especial não conhecido.(REsp 434.950/RS, Rel. Ministro CASTRO FILHO, TERCEIRA TURMA,
julgado em 18/11/2003, DJ 09/12/2003, p. 279 - grifos acrescidos)EXECUÇÃO - REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÃO DE ENDEREÇO DO RÉU
AO BANCO CENTRAL - IMPOSSIBILIDADE.1. Embora na hipótese dos autos não se pretenda, através de requisição ao Banco Central, obter
informações acerca de bens do devedor passíveis de execução, mas tão-somente o endereço, o raciocínio jurídico a ser adotado é o mesmo.2.
O contribuinte ou o titular de conta bancária tem direito à privacidade em relação aos seus dados pessoais, além do que não cabe ao Judiciário
substituir a parte autora nas diligências que lhe são cabíveis para demandar em juízo.3. Recurso especial não conhecido. (REsp 306570/SP,
Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/10/2001, DJ 18/02/2002, p. 340 - grifos acrescidos)3. Forte nestas razões,
ao tempo em que nego seguimento ao recurso, ante a sua manifesta improcedência, determinando a remessa oportuna dos autos ao Juízo de
piso, com as cautelas de estilo.Publique-se. Intime-se. Recife, 23 de dezembro de 2011. Frederico Ricardo de Almeida Neves. Desembargador
Relator. (DJe Edição nº 5/2012, j. 6 de janeiro de 2012, p. 317). Assim, intime-se a parte autora para que apresente o correto endereço da parte
demandada, no prazo de 15 dias, no prazo de quinze (15) dias, procedendo com a emenda da inaugural, nos moldes dos arts. 319 a 321 do
NCPC, sob pena de extinção do feito sem julgamento de mérito. Recife, 7 de abril de 2016IASMINA ROCHA VILAÇA PINTO Juíza de Direito
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absolutamente incompetente para conhecer e julgar o pedido de alvará judicial para resgate de valores deixados pelo de cujus, nos casos
disciplinados pela Lei 6.858/80.- Declarada a incompetência absoluta, deve ser reconhecida a nulidade dos atos decisórios e determinada a
remessa dos autos ao Juízo competente, nos termos do § 2º, do artigo 113, do CPC/73. (TJMG, AI 10024134296938001 MG, 4ª CÂMARA
CÍVEL, Rel. Des. Ana Paula Caixeta, j. 04/08/0015, DJ 07/08/2015)APELAÇÃO CÍVEL. ALVARÁ JUDICIAL. LEVANTAMENTO DE VALORES
DEIXADOS POR FALECIDO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUCESSÓRIO. HIPÓTESE QUE SE ENQUADRA NAS DISPOSIÇÕES DA LEI Nº
6.858/1980. INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO JUÍZO CÍVEL. SENTENÇA ANULADA.1 - A incompetência absoluta, por ser matéria de ordem
pública, deve ser declarada de ofício e pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição, independentemente de exceção (art. 113 do
CPC).2 - Tratando-se de pedido de alvará judicial para saque de valores deixados por falecido, a Lei nº 6.858/1980, aplicável à hipótese e que
"dispõe sobre o pagamento, aos dependentes ou sucessores, de valores não recebidos em vida pelos respectivos titulares", expressamente
permite o levantamento das importâncias deixadas em vida por titulares de contas bancárias (art. 2º), independentemente de inventário, mediante
simples pedido de alvará judicial, atendidas as condições que estabelece.3 - Todavia, é de se considerar que tal matéria, por ser afeta ao
Direito das Sucessões, deve ser resolvida na Vara de competência especializada, tornando nula a sentença proferida por Juízo absolutamente
incompetente.4 - Preliminar de ofício acolhida para anular a sentença e todos os atos a ela subsequentes, determinando a remessa dos autos
Juízo competente. (TJMG, AC 10625020199380001 MG, 16ª CÂMARA CÍVEL, Rel. Des. Otávio Portes, j. 24/04/2013, DJ 10/05/2013)Recife, 5
de abril de 2016.IASMINA ROCHA VILAÇA PINTOJuíza de Direito
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amigável da lide. Refutada, de logo, a viabilidade de transação, deverão, no mesmo interregno, especificarem pontos que entendam controvertidos
e as provas que pretendem produzir na fase instrutória, justificando-as, e já colacionando eventual prova documental, sob pena de preclusão e
julgamento conforme o estado do processo (art. 353, CPC/2015). Recife, 12 de abril de 2016Iasmina Rocha Vilaça Pinto Juíza de Direito
Vigésima Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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familiares realizar os cuidados com o mesmo. Alegou, ainda, não haver previsão contratual para realização dos procedimentos requeridos pelo
autor. Por fim, destacou não restar configurado o dano moral alegado, eis que não ofendeu, prejudicou ou difamou a pessoa do autor. Intimada, a
parte autora não apresentou réplica à contestação (fl. 159). É o relatório, passo à decisão. Cuida-se da hipótese de questão que dispensa dilação
probatória, uma vez que os elementos presentes, inclusive a prova documental, já são suficientes para emitir a sentença. Verifico que o autor vem
honrando suas obrigações junto ao plano de saúde, tanto que seu tratamento domiciliar foi devidamente autorizado pela demandada, entretanto,
viu-se impedido de obter acompanhamento de enfermeira, bem como de realizar os exames que necessitava. Inicialmente, afirma a demandada
que não está obrigada a fornecer enfermeiros particulares quando o quadro clínico do paciente não exigir. Ocorre que, em nenhum momento a
ré comprova a desnecessidade do aludido profissional ao caso em tela. Ao contrário, conforme se observa dos laudos acostados aos autos (fls.
11/12), o estado clínico do autor exige atendimento técnico especializado, já que sua alimentação é feita por sonda, necessitando inclusive de
aspiração traqueal, o que não pode ser feito pelos familiares. Assim, resta evidente que a recusa de fornecimento de serviço de enfermeira ao
autor pela demandada é completamente descabida, competindo à empresa ré fornecer o serviço requerido, de acordo com o pedido na exordial.
No tocante à recusa para realização de procedimento para aplicação de botox nas mãos, observo que a parte autora deixou de acostar provas
da necessidade de sua realização, de modo que o pedido deve ser indeferido. Por sua vez, a negativa de realização do exame de Avaliação
da Dinâmica da Deglutição, sob a alegação de não está previsto contratualmente, não merece prosperar. Em análise aos autos, verifico que
restou devidamente comprovada a necessidade de realização do aludido exame, atestada por médico e fonoaudiólogo às fls. 11/13. Ademais, a
demandada em nenhum momento comprovou a aludida exclusão e sequer apresentou o contrato de prestação de serviços médicos pactuado
com a autora, resumindo-se a apresentar alegações genéricas. Ora, resta pacificado em doutrina e jurisprudência pátrias que o Código de Defesa
do Consumidor incide nos contratos de plano/seguro de saúde, pois envolvem relação de consumo. Ademais, o contrato de seguro saúde do
qual o demandante é beneficiário é típico contrato de adesão, no qual as cláusulas são impostas ao consumidor sem possibilidade de discussão.
O objeto do contrato, ora discutido, é a garantia de que no caso de uma situação adversa de saúde enfrentada pelo usuário, o mesmo estaria
protegido em face do contrato acordado, sendo assistido pela empresa contratada. Faz-se necessário ressaltar que as operadoras de planos
e seguros de saúde exercem serviços relacionados com a assistência à saúde, sendo assim, serviços de relevância pública, de acordo com o
que dispõe o artigo 197 da Constituição Federal. Ilícito é, dentro dos direitos sociais, que se inclui a saúde, ao contrato estabelecer disposições
que atentem contra a dignidade da pessoa humana, sendo nulas todas as cláusulas contrárias às normas constitucionais que regem o tema, tais
como restrições que não levem em consideração a necessidade do restabelecimento completo da saúde, pois a sua negativa frustra inclusive a
função social daquele instrumento, conforme previsão inserta no art.421 do Código Civil. A necessidade de adoção daquele específico exame
foi comprovada por meio dos laudos acostados às fls. 11/12, subscritos pela médica e pela fonoaudióloga que acompanham a parte autora, não
sendo possível à parte demandada negar cobertura ao procedimento tal como prescrito. Assim, verifica-se que qualquer exclusão prevista no
contrato sub judice que venha a negar à parte autora a realização do exame prescrito é abusiva. Dessa forma, entendo cabível a cobertura do
exame de Avaliação da Dinâmica da Deglutição, nos moldes da antecipação de tutela conferida. Quanto ao pedido de indenização por danos
morais, ressalto que após o advento da Constituição Federal de 1988, passou a ser olhado sob uma nova ótica, mais ampla, até mesmo porque a
dignidade da pessoa humana foi elencada como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito. Albergando tais conceitos, entendo que
o dano moral está inserido em toda prática que atinja os direitos fundamentais da personalidade, trazida no sentimento de sofrimento íntimo da
pessoa ofendida, suficiente para produzir alterações psíquicas ou prejuízos tanto na parte social e afetiva de seu patrimônio moral e, dependendo
da situação prescinde a sua demonstração em juízo (in re ipsa). Nesse sentido a doutrina de Sérgio Cavalieri Filho: Essa é outra questão que
enseja alguma polêmica nas ações de indenização. Como, em regra, não se presume o dano, há decisões no sentido de desacolher a pretensão
indenizatória por falta de prova do dano moral. Entendemos, todavia, que por se tratar de algo imaterial ou ideal, a prova do dano moral não
pode ser feita através dos mesmos meios utilizados para a comprovação do dano material. Seria uma demasia, algo até impossível, exigir que a
vítima comprove a dor, a tristeza ou a humilhação, através de depoimentos, documentos ou perícia; não teria ela como demonstrar o descrédito,
o repúdio ou o desprestígio através dos meios probatórios tradicionais, o que acabaria por ensejar o retorna à fase da irreparabilidade do dano
moral em razão de fatores instrumentais.Neste ponto a razão se coloca ao lado daqueles que entendem que o dano moral está ínsito na própria
ofensa, decorre da gravidade do ilícito em si. Se a ofensa é grave e de repercussão, por si só justifica a concessão de uma satisfação de ordem
pecuniária ao lesado. Em outras palavras, o dano moral existe in re ipsa; deriva inexoravelmente do próprio fato ofensivo de tal modo que provada
a ofensa, ipso facto está demonstrado o dano moral à guisa de uma presunção natural, uma presunção hominis ou facti, que decorre das regras
da experiência comum. Assim, por exemplo, provada a perda de um filho, do cônjuge, ou de outro ente querido, não há que se exigir a prova do
sofrimento, porque isso decorre do próprio fato de acordo com as regras de experiência comum; provado que a vítima teve seu nome aviltado, ou
a sua imagem vilipendiada, nada mais ser-lhe-á exigido provar, por isso que o dano moral está in re ipsa; decorre inexoravelmente da gravidade
do próprio fato ofensivo, de sorte que, provado o fato, provado está o dano moral. (CAVALIERI FILHO, Sergio. Programa de Responsabilidade
Civil. 10ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2012, p. 97.) Especificamente ao caso, coloco que a jurisprudência do STJ vem reconhecendo o direito ao
ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura de seguro saúde, pois tal fato agrava a situação de aflição psicológica e
de angústia no espírito do segurado, uma vez que, ao pedir a autorização da seguradora, já se encontra em condição de dor, de abalo psicológico
e com a saúde debilitada (REsp 986.947/RN, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 11.03.2008, DJ 26.03.2008 p.
1). Do mesmo modo, o Tribunal de Justiça de Pernambuco observa restar configurado o dano moral, pelo sofrimento e abalo psíquico-econômico
experimentado pela paciente, ao ser desprotegida pelo plano em momento de grande fragilidade física e emocional (TJPE - AC 115577-1 - Rel.
Des. Alberto Nogueira Virgínio - DJPE 13.06.2007). No presente caso, percebo que a parte autora sofreu abalo psíquico ao ver negada a cobertura
securitária em um momento de grande fragilidade, sendo flagrante a ocorrência do dano moral alegado, ensejando o dever de indenizar. No
tocante ao valor da indenização, entendo que conferir valor ao dano moral é tarefa árdua, eis que não se pode valorar a dor da agressão ao direito
de personalidade imposta a alguém, assim, a jurisprudência pátria tem fixado parâmetros de modo a se ter uma compensação amenizadora, não
irrisória e nem exacerbada. Entendo, porém, que o valor da indenização deve ser adequado às peculiaridades do fato em questão, atendendo à
repercussão do dano na esfera íntima do ofendido, às circunstâncias do fato em si, sua extensão. No caso sob foco, ressaltando os fatos acima já
narrados e levando em consideração, outrossim, o potencial econômico-social do ofensor, de forma a inibir tal comportamento, ou seja, verdadeiro
desestímulo a ponto de demovê-lo de novas práticas lesivas da mesma espécie ou diversa, tendo caráter não punitivo, mas pedagógico. Adoto
esse entendimento, ressalto, sob o exemplo do Superior Tribunal de Justiça, quando em seus julgados em que ressalta o caráter pedagógico do
dano moral, visando exatamente o que dito acima, inibir outros comportamentos lesivos de igual forma (EREsp 748868/RS, PRIMEIRA SEÇÃO,
Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, j. 25/03/2009, DJe 06/04/2009 / Esp 910794/RJ, PRIMEIRA TURMA, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, j.
21/10/2008, DJe 04/12/2008 - REsp 763531 / RJ SEGUNDA TURMA Ministro CARLOS FERNANDO MATHIAS25/03/2008 DJe 15/04/2008).
Assim, diante de tudo que foi acima exposto, fixo em R$ 15.000,00 o valor a ser indenizado. Ante o exposto, julgo parcialmente procedente o
pedido do autor, para: a) confirmar a decisão de antecipação dos efeitos da tutela de fls. 15/16; b) condenar a parte demandada a pagar à autora
indenização por danos morais no valor de R$ 15.000,00, acrescidos de correção monetária com base na tabela do ENCOGE e juros moratórios
de 1% ao mês, ambos contados a partir desta data, eis que apenas aqui fixado o quantum devido (Súmula 362, STJ e REsp nº 888.751 - BA
(2006/0207513-3) - DJe 27/10/201 - e TJPE); c) condenar a ré ao pagamento das custas e honorários sucumbenciais, que fixo em 15% do valor da
condenação, nos termos do art. 86, parágrafo único do CPC/2015. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em Julgado, arquivem-
se os autos. Recife, 01 de abril de 2016. IASMINA ROCHA Juíza de Direito
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a eternização da demanda que se encontra ainda na fase embrionária, pois sequer houve a constituição da relação jurídica processual, tudo por
responsabilidade exclusiva da parte promovente. - Improvimento do Agravo. - Decisão unânime. ACÓRDÃO - Vistos, relatados e discutidos os
presentes autos, em que figuram como partes as acima indicadas, acordam os Desembargadores integrantes da 5ª Câmara Cível do Tribunal de
Justiça de Pernambuco, em sessão realizada em 12 de maio de 2010, à unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de agravo, nos termos
do voto do Relator. Recife, 12 de maio de 2010 (data da lavratura). (Des. Josué Antônio Fonseca de Sena Relator ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete Des. Josué Antônio Fonseca de Sena 2 nº 013 ESTADO DE PERNAMBUCO PODER
JUDICIÁRIO(DECISÃO TERMINATIVA Cuida a hipótese de recurso de apelação cível, interposto por FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS
CREDITÓRIOS NÃO PADRONIZADOS AMÉRICA MULTICARTEIRA (FUNDOS AMÉRICA), insurgindo-se contra a sentença de fls. 53-54, da
lavra do MM. Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Jaboatão dos Guararapes, em sede de ação de busca e apreensão promovida contra
ORLANDO SILVA DA PAZ FILHO, a qual extinguiu o feito sem resolução de mérito com base nos arts. 267, I c/c 295, I, e 282 II todos do CPC
e conseqüentemente tornou sem efeito a liminar concedida às fls. 23/24 dos autos. Em seu recurso sustenta o apelante a impossibilidade de
extinção do feito por abandono, porquanto a súmula 240, do Superior Tribunal de Justiça, determina que para tal ocorrência é necessário o
requerimento do réu, o que não se verificou na hipótese. Alega em seguida que não houve a sua intimação pessoal, condição indispensável
para extinção do feito, o que implicaria em reconhecer a nulidade da sentença, na forma do art. 267, §1º, do CPC. Pois bem: Examinando as
condições de admissibilidade do apelo, verifico óbice intransponível ao seu regular processamento, porquanto evidente que a pretensão recursal
se acha em confronto com jurisprudência do STJ. Primeiramente, esclareço que a juíza de primeiro grau extinguiu o processo com base nos
arts. 267 I c/c 295 I e 282 II todos do Código de Processo Civil ao invés do alegado pelo apelante o qual entende que o processo foi extinto por
abandono. Com efeito, a alegada súmula 240 do STJ, ao contrário do que argumenta o apelante, não tem aplicação ao presente hipótese. A
respeito da extinção do processo por descumprimento dos requisitos contidos no art. 282 do CPC entende a jurisprudência in verbis: "EXTINCÃO
DO FEITO POR DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS DO ARTIGO 282, II, DO CPC. DIANTE DA ACOMODAÇÃO DO AUTOR, INTIMADO
POR VARIAS VEZES PARA O FIM DE DILIGENCIAR NO FORNECIMENTO DO ENDEREÇO DA DEMANDADA, QUE INCLUSIVE NÃO VEIO
COM A PETICÃO INICIAL, NÃO HÁ OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA INSTRUMENTALIDADE, NEM DA ECONOMIA PROCESSUAL, COM A
EXTINCÃO DA ACÃO . APELO DESPROVIDO". (TJRS - Apelação Cível Nº 70000582486, Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Sérgio Pilla da Silva, Julgado em 24/02/2000). "A determinação de intimar a parte pessoalmente - prevista no art.267, §1º, do CPC - para
suprir a falta em 48 (quarenta e oito) horas, aplica-se apenas aos casos previstos nos incisos II e III, do referido dispositivo, sendo desnecessária,
na hipótese de extinção do processo, sem julgamento do mérito, inserta no inciso I do mesmo dispositivo" (Resp. 476932/PE, 2ª Turma do STJ,
Rel. Ministro João Otávio de Noronha, j.23.5.2006). Outrossim, não deve este Juízo esperar indefinidamente pela manifestação da parte autora
sobre endereço válido. No caso, há que se ponderar que a demora na tramitação do feito causa danos à imagem do judiciário, aumentando
o acervo de feitos não solucionados, gerando congestionamento de processos e críticas e insatisfação da sociedade. Doutro giro, não é de
se exigir a intimação pessoal da parte, como pretende o apelante, quando o fundamento utilizado pela sentença para extinção do processo
não se funda no art. 267, II e III, do CPC, mas sim no inciso I do mesmo dispositivo, o qual não condiciona tal mister a qualquer comunicação
processual prévia. Inaplicável, destarte, o disposto no art. 267, §2º, do CPC. Portanto, como a irresignação se encontra em rota de colisão
com jurisprudência dominante do E. Superior Tribunal de Justiça, NEGO SEGUIMENTO ao apelo com fulcro no art. 557 do CPC c/c o art. 74,
VIII, do Regimento Interno do TJPE. Publique-se. Intime-se. Decorrido o prazo recursal, baixem-se os autos ao juízo de origem mediante as
anotações de praxe. Cumpra-se. Recife, 03 fevereiro de 2010. Des. Josué Antônio Fonseca de Sena Relator (ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete Des. Josué Antônio Fonseca de Sena 2 nº 04 ESTADO DE PERNAMBUCO PODER
JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete Des. Josué Antônio Fonseca de Sena nº 04) Impende destacar que foi dada oportunidade ao
demandante para dar prosseguimento ao feito, desde que suprisse a ausência do pressuposto processual, que, no caso, era a localização da parte
demandada. Outrossim, ressalte-se que no presente feito ausente está o pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo, caso
que não exige aplicação do art. 267, §1º do CPC, ou seja, não é necessária a intimação pessoal da parte autora para posterior extinção do feito.
Nesse sentido temos os seguintes julgados: APELAÇAO CÍVEL. PROCESSO CIVIL. AÇAO DE EXECUÇAO POR TÍTULO EXTRAJUDICIAL.
INÚMERAS TENTATIVAS DE SATISFAÇAO DO CRÉDITO. DEMANDA QUE SE PROLONGA POR QUASE QUATRO ANOS. EXTINÇAO DO
PROCESSO. ART. 267, VI C/C ART. 5º, LXXVII. OFENSA À DURAÇAO RAZOÁVEL DO PROCESSO. INEXIGIBILIDADE DE INTIMAÇAO
PESSOAL DA PARTE AUTORA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.- Inexiste norma legal que determine a intimação pessoal da parte,
nos casos de extinção da demanda em consonância com o disposto no inciso VI, do art. 267 do CPC. Referida exigência é prevista apenas nas
hipóteses dos incisos II e III do art. 267, CPC, não sendo aplicável no caso dos autos. - O magistrado deve, no exercício do poder de direção
do processo e para conferir efetividade à tutela jurisdicional, evitar que as delongas processuais sejam superiores ao razoável.- O feito tramita
desde 2007 sem que o Autor/credor obtivesse êxito na localização dos bens do devedor passível de penhora, atividade que lhe é atribuída.-
Aplicação do princípio constitucional da duração razoável do processo, o que implica a sua extinção sem resolução do mérito. Correta a sentença
monocrática.- À unanimidade. (2010214458 SE , Relator: DESA. SUZANA MARIA CARVALHO OLIVEIRA, Data de Julgamento: 29/03/2011,
1ª.CÂMARA CÍVEL,)PROCESSO CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. NÃO LOCALIZAÇÃO DO ENDEREÇO DO DEVEDOR.
AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTO DE CONSTITUIÇÃO E DESENVOLVIMENTO VÁLIDO E REGULAR DO PROCESSO.EXTINÇÃO DO FEITO.
ART. 267, IV DO CPC. DESNECESSIDADE DE PRÉVIA INTIMAÇÃO PESSOAL 1.CONSTITUIÇÃO Hipótese de apelação contra sentença,
prolatada em sede de execução de título extrajudicial, que extinguiu o feito sem apreciação do mérito, nos termos do art. 267, IV do CPC, pela
ausência de indicação do endereço para citação do executado. 2. A indicação do endereço para citação da parte ré é requisito essencial para
o desenvolvimento do processo, tendo em conta que apenas com a citação é que estará formada a relação jurídica processual, competindo
à parte autora fornecer o respectivo endereço, a fim de que se possa realizá-la. 3. Caracterizada a impossibilidade de citação do devedor,
pela ausência de endereço para que possa ser citado, está configurada a ausência de pressuposto de desenvolvimento regular do processo.
Registre-se que, no caso dos autos, diversas oportunidades foram conferidas ao exequente, que não indicou o endereço do réu. 4. Extinção do
processo em decorrência da ausência de pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo, art. 267, IV do CPC, que
independe de prévia intimação pessoal do autor. 5. Apelação não provida. (476150 PE 0001886-43.2007.4.05.8300, Relator: Desembargador
Federal Francisco Barros Dias, Data de Julgamento: 18/08/2009, Segunda Turma, Data de Publicação: Fonte: Diário Eletrônico Judicial - Data:
08/09/2009 - Página: 362 - Ano: 2009)APELAÇÃO CÍVEL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ARRENDAMENTO MERCANTIL. CITAÇÃO DO RÉU.
AUSÊNCIA. ENDEREÇO VÁLIDO NÃO INFORMADO PELO AUTOR. DILIGÊNCIA QUE LHE COMPETE. ARQUIVAMENTO ADMINISTRATIVO
DOS AUTOS. DESCABIMENTO. EXTINÇÃO DA AÇÃO, SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. MANUTENÇÃO. (TJSC, 173369 SC 2008.017336-9,
Relator: Salim Schead dos Santos, Data de Julgamento: 14/05/2010, Primeira Câmara de Direito Comercial). A indicação correta do endereço
completo da parte ré, portanto, é requisito essencial à petição inicial, nos termos do artigo 282, inciso II, do Código de Processo Civil, inclusive
porque tal irregularidade inviabiliza a citação da parte ré, o que impede o aperfeiçoamento da relação processual e o regular prosseguimento do
feito. Ante o exposto, com base nos arts. 267, IV do CPC, JULGO EXTINTO O PROCESSO SEM APRECIAÇÃO DE MÉRITO e, por conseguinte,
revogo a decisão de fls. 40/41. Custas já satisfeitas. Sem honorários. Após preclusa, arquivem-se os presentes autos. Publique-se. Registre-se.
Intime-se. Recife, 15 de março de 2016. Iasmina Rocha Vilaça PintoJuíza de Direito Processo n.º 0042531-46.2006.8.17.00011
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em fila de banco não é suficiente para ensejar o direito à indenização, pois dirige a sanções administrativas, que podem ser provocadas pelo
usuário. 2.- Afastado pela sentença e pelo Acórdão, as circunstâncias fáticas para configuração do dano moral, prevalece o julgamento da
origem (Súmula 7/STJ). 3.- Recurso Especial improvido. (STJ - REsp: 1340394 SP 2012/0148970-1, Relator: Ministro SIDNEI BENETI, Data de
Julgamento: 07/05/2013, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 10/05/2013) APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS. ESPERA EM FILA DE BANCO. ACERVO PROBATÓRIO INÁBIL DE COMPROVAR O DANO SOFRIDO. DANO MORAL
NÃO CONFIGURADO. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Para que o dano moral reste perfeitamente caracterizado, compete à parte demonstrar
que a afronta excedeu o campo da razoabilidade e ultrapassou o mero dissabor, já que este último não é capaz de gerar reparação civil.
2. O acervo probatório colacionado com a petição inicial não é suficiente para demonstrar as alegações constantes na inicial, bem como o
efetivo tempo de espera e o suposto dano moral suportado capaz de conduzir a uma indenização. 3. Recurso não provido. (TJ-PE - APL:
3769119 PE , Relator: Stênio José de Sousa Neiva Coêlho, Data de Julgamento: 28/04/2015, 1ª Câmara Cível, Data de Publicação: 08/05/2015)
APELAÇÃO CIVIL. ESPERA EM FILA DE BANCO. EXCEPCIONALIDADE NÃO CONFIGURADA. DANO MORAL AFASTADO. SENTENÇA
REFORMADA. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência é pacífica e assevera que apesar do tempo que o cliente aguardou na fila bancária
para ser atendido, tempo que ultrapassou o limite estabelecido em Lei, apenas isso não enseja o direito à indenização, devendo demonstrar,
de modo suficiente, afronta à sua dignidade, fato gerador do dano moral. 2. Recurso de Apelação provido para reformar a sentença, no sentido
de afastar a condenação por danos morais. (TJ-PE - APL: 2335120 PE , Relator: Stênio José de Sousa Neiva Coêlho, Data de Julgamento:
30/09/2014, 1ª Câmara Cível, Data de Publicação: 13/10/2014)RECURSO DE APELAÇÃO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
INSTITUIÇÃO BANCÁRIA. ESPERA EM FILA EM BANCO POR TEMPO SUPERIOR AO ESTABELECIDO EM LEI MUNICIPAL. DANO MORAL
NÃO CONFIGURADO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE OFENSA À HONRA, DIGNIDADE OU BOA FAMA DO AUTOR. SENTENÇA
MANTIDA. RECURSO DE APELAÇÃO IMPROVIDO. (TJ-PE - APL: 3690113 PE , Relator: Josué Antônio Fonseca de Sena, Data de Julgamento:
07/04/2015, 1ª Câmara Cível, Data de Publicação: 13/04/2015)APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CAUTELAR CONEXA
COM AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS.
ENERGIA ELÉTRICA. IRREGULARIDADE. RECUPERAÇÃO DE CONSUMO. INADIMPLEMENTO. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO. [...]
DANO MORAL. Merece desacolhimento a pretensão indenizatória por danos material e moral em face da ausência de suas demonstrações
diante de conduta da concessionária, que agiu em observância à legislação aplicável, inexistente agir arbitrário ou ilegal. Ademais, a hipótese
não configura dano moral in re ipsa, sendo necessária a demonstração do prejuízo moral mediante prova hábil. Aplicação da letra b do inciso I do
artigo 3º e do inciso VII do artigo 91 da Resolução nº 456/00. Apelo parcialmente provido por maioria, vencido o Des. Adão. APELAÇÃO CÍVEL Nº
70012529582, SEGUNDA CÂMARA CÍVEL, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS, RELATOR: JOÃO ARMANDO BEZERRA CAMPOS, JULGADO EM
12/07/2006 (grifei) APELAÇÃO CÍVEL. COBRANÇA INDEVIDA DE IPTU. ENVIO DE NOTIFICAÇÕES. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. PEDIDO
DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 1. Para que haja indenização por danos morais é preciso: (a) que o ato ou fato não decorra do
exercício de direito previsto em lei ou regulamento, ou que o exercício aconteça com abuso e intenção de agravar o sofrimento psíquico, além
do grau que lhe é inerente, sob pena de o Estado, por exemplo, ter de pagar danos morais a todos os réus processados criminalmente que são
absolvidos, o mesmo acontecendo com todos os que ajuízam processos e não obtêm ganho de causa; e (b) provar que houve danos, ou seja,
que houve efetiva aflição moral, devendo a eventual indenização guardar proporção com a intensidade e características psicossociais da vítima,
sob pena de se transformar em enriquecimento sem causa. Não se reconhece tais requisitos no ato de o Município enviar notificações cobrando
indevidamente IPTU. 2. Apelação desprovida. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70019803535, PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
RS, RELATOR: IRINEU MARIANI, JULGADO EM 26/09/2007) (grifos para destacar) O art. 373, I, do NCPC estabelece que cabe ao autor o ônus
da prova quanto ao fato constitutivo do seu direito. Contudo, no caso ora em apreço, observo que o demandante não se desincumbiu de seu ônus
processual, porquanto a prolongada espera na fila de banco não é suficiente, por si só, para ocasionar danos morais e ensejar a indenização
pretendida. Desse modo, inexistindo elementos que comprovem as alegações constantes da inicial em relação à humilhação supostamente
sofrida, ao constrangimento ou, ainda, à alegada ofensa à honra do autor, o pedido ser julgado improcedente. Ante o exposto, com fulcro na
fundamentação supra, julgo improcedente o pedido formulado pela parte autora, resolvendo o mérito da lide nos moldes do art. 487, I, do NCPC.
Condeno a parte autora no pagamento das custas processuais e honorários de sucumbência, estes fixados em R$800,00(oitocentos reais), o
que fica suspenso em observância ao art. 98, §3º, do NCPC). Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os
autos. Recife (PE), 01 de abril de 2016.Iasmina Rocha Vilaça Pinto Juíza de Direito
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processuais adiantadas pela parte autora e verba honorária advocatícia, esta arbitrada em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação (art.
85, NCPC). Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Recife, 31 de março de 2016. Iasmina Rocha Vilaça Pinto Juíza de Direito
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serem efetuadas em nome dos patronos da empresa sucessora. Custas já satisfeitas. Honorários, conforme acordo. Publique-se. Registre-se.
Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Recife (PE), 06 de abril de 2016.IASMINA ROCHA VILAÇA PINTO Juíza de Direito
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verificação e quantificação de lesões permanentes acostado aos autos às fls. 148/148v. É o relatório. PASSO A DECIDIR. Em contestação, a
demandada suscitou PRELIMINAR DE RETIFICAÇÃO DO POLO PASSIVO, sob o argumento de que quem deve figurar como réu na presente
lide é a Seguradora Líder dos Consórcios de Seguro DPVAT, uma vez que a presente lide versa sobre pagamento de seguro, pelo que requer
a retificação do polo passivo bem como sua exclusão da lide. A preliminar não merece ser acolhida, pois qualquer seguradora conveniada ao
consorcio de seguros DPVAT é parte legítima para pagamento do referido seguro, entendimento esse que é pacifico em nossos tribunais, o
que para tanto faço citar: EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO
POR ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. DPVAT. MORTE. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA E CARENCIA DA AÇÃO. REJEITADAS.
AUSÊNCIA PROCESSO ADMINISTRATIVO. PRESCRIÇÃO VINTENÁRIA. AFASTADA. BOLETIM DE OCORRÊNCIA E CERTIDÃO DE ÓBITO.
NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O SINISTRO E MORTE DA VÍTIMA. AUSÊNCIA PROVA CABAL. SENTENÇA MANTIDA. 1. Cuida-se de
apelação cível, contra sentença que julgou improcedente o pedido autoral na Ação de Cobrança de Seguro Obrigatório - DPVAT. 2. Qualquer
das sociedades seguradoras, que integre o consórcio formado pelo conjunto das seguradoras do país operando o seguro obrigatório DPVAT,
tem legitimidade passiva para figurar nas demandas que versem sobre a cobrança da indenização dele decorrente. Preliminar Rejeitada. 3.
pleno acesso ao Judiciário constitui direito fundamental do cidadão, previsto no 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, não sendo, portanto,
necessário, para ajuizar a ação de cobrança de seguro DPVAT, que a parte autora tenha buscado o pleito administrativo para receber a indenização
securitária. Preliminar afastada. 4. Nos termos da norma de transição do art. 2.028 do Código Civil, por já ter decorrido, desde a data do sinistro, e
a entrada em vigor do novo Estatuto Civil, mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada (art. 177 do CC de 1916), o prazo prescricional
a ser adotado é o de 20 anos. 5. Na espécie, a contagem do prazo prescricional vintenário teve início em 30 de outubro de 1988, data em que
vitimou fatalmente o filho dos suplicantes, tendo, portanto, como termo final em 30 de outubro de 2008. A demanda foi ajuizada em 18 de fevereiro
de 2008, afastada, pois, a prescrição da pretensão autoral. 6. Ausente prova cabal do nexo de causalidade entre o acidente automobilístico
sofrido e a morte da vítima, ônus da parte autora a teor do art. 333, I, do CPC, mostra-se improcedente o pedido de indenização DPVAT. 7.
Mantida decisão de primeiro grau. 8. Recurso conhecido, mas negado provimento. APL 00002541120128060195 CE 0000254-11.2012.8.06.0195
- Relatora MARIA IRANEIDE MOURA SILVA 2ª Câmara Cível 13/01/2016 Em face ao exposto, inacolho a presente preliminar. Ultrapassada a
análise preliminar, constato que o presente feito comporta julgamento no estado em que se encontra, porquanto a prova pericial necessária ao
deslinde da controvérsia foi produzida em mutirão realizado pela Seção Especializada de Mutirões de Conciliação do TJPE, através de profissional
habilitado, conforme documentos de fls. 148/148v. Observo ainda que o acidente apontado pela parte autora ocorreu no ano de 2012, quando
em vigor a Lei nº 11.945/09, que alterou a Lei nº 6.194/74, acrescentando uma tabela para fins de cálculo da indenização de seguro obrigatório
DPVAT. Conforme art. 31, §1º, inciso II, da Lei 11.945/09 (que alterou os arts. 3º e 5º da Lei no 6.194/1974), em casos de invalidez permanente
parcial incompleta, será efetuado o enquadramento da perda anatômica ou funcional de acordo com a tabela regulamentada pela referida Lei,
procedendo-se à redução proporcional da indenização conforme a intensidade da repercussão da lesão. Neste sentido é o teor da Súmula nº
474 da jurisprudência do E. STJ, verbis: "A indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez parcial do beneficiário, será paga de forma
proporcional ao grau da invalidez". Pois bem, do Laudo Médico Pericial de fls. 148/148v, infere-se que a parte demandante sofreu dano anatômico
e/ou funcional definitivo parcial incompleto no tornozelo direito, de repercussão média (50%), bem como no punho esquerdo, de repercussão
intensa (75%). Pela gradação da tabela, a invalidez parcial incompleta no tornozelo, repita-se, de repercussão média (50%), como é o caso da
parte autora, resulta na indenização de R$ 1.687,50. Já a lesão no punho, de repercussão intensa (75%), resulta na indenização de R$ 2.531,25.
Totalizando o montante de R$ 4.218,75 (Quatro mil duzentos e dezoito reais e setenta e cinco centavos), valor que já foi recebido, a mais, pela
via administrativa, conforme confessado pela parte autora na réplica, bem como se vê no comprovante de pagamento, não impugnado, à fl. 97.
À vista do exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido formulado na inicial, resolvendo o mérito nos moldes do art. 487, I, do NCPC, condenando
a parte autora ao pagamento de verba honorária calculada à base de 10% (dez por cento) do valor atribuído à causa. P.R.I. Recife, 07 de abril
de 2016. Iasmina Rocha Vilaça PintoJuíza de Direito
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há cláusulas contratuais abusivas de capitalização de juros remuneratórios; c) que houve cobrança de juros de molde a exacerbar
a lucratividade do banco com o spread bancário; d) que houve cobrança de tarifa de cadastro, seguros, registro de contrato e IOF,
requerendo a nulidade dessas. Juntou documentos. Contestação (fls. 38/51) negando haver onerosidade excessiva, defendendo as tarifas
do pacto, a taxa de juros cobrada, a capitalização mensal de juros, os encargos de mora, juros e IOF. Requereu a improcedência dos
pedidos. Acostou documentos (fls. 52/102). Réplica (fls. 105/113). É o relatório, passo à decisão. Analisando os autos, entendo caber
julgamento conforme o estado do processo/antecipado do mérito, pois se trata de matéria de direito, com provas nos autos, já observado
o contraditório (art. 355, NCPC). No presente caso, a parte autora pleiteia a revisão do contrato de financiamento para aquisição de
veículo e a consignação de valores, arguindo teses jurídicas superadas, pois são questões que já foram apreciadas outras vezes por este
Juízo nos processos nºs 0019862-50.2013.8.17.0810, 0021315-80.2013.8.17.0810, 0016002-41.2013.8.17.0810, 0016707-39.2013.8.17.0810,
0017481-69.2013.8.17.0810, 0006185-50.2013.8.17.0810, 0000328-23.2013.8.17.0810, e 0006360-44.2013.8.17.0810, além das decisões do
Supremo Tribunal Federal na Súmula Vinculante n.º 07 - STF e do Superior Tribunal de Justiça nos Recursos Especiais n.º 1.251.331/RS e
1.255.573/RS. Passo à análise. COMPOSIÇÃO DO SPREAD BANCÁRIO: A parte demandante questiona a composição do spread bancário e
a utilização de percentual de inadimplência de terceiros em seu cálculo. Celso Marcelo de Oliveira, em artigo intitulado "Juros Bancários e a
Política Monetária do Banco Central", publicado na Juris Síntese nº 54 - JUL/AGO de 2005, apresenta o seguinte conceito de spread Bancário: O
spread bancário é a contrapartida do agente financeiro pelo desempenho de suas funções próprias de intermediação financeira e de mobilização
de recursos entre os agentes que realizam poupanças e aqueles que necessitam de crédito para suas operações. Em termos práticos, o spread
constitui-se na diferença entre as taxas de empréstimos (ou taxas ativas) praticadas pelos bancos ou agentes financeiros junto aos tomadores
de crédito e a taxa de captação, que é a taxa à qual os poupadores são remunerados. O spread bancário visa não só cobrir os custos das
operações financeiras e, portanto, as despesas relativas à atividade de intermediação financeira, mas também proporcionar uma margem líquida
para o intermediário financeiro compatível com os riscos inerentes à atividade. Portanto, o spread é a diferença entre a taxa de juros que o
sistema financeiro paga a quem aplica o dinheiro, e a taxa que cobra nos empréstimos. No que diz respeito à composição do spread bancário,
a discussão travada pelo autor é impertinente. O Desembargador Pedro Luiz Pozza, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, mencionando
a jurisprudência consolidada do STJ, assim decidiu demanda em toda semelhante a presente:Quando muito, o STJ tem entendido abusiva a
taxa de juros quando ela supera em muito a média praticada pelas instituições financeiras. Conforme decidido pela Segunda Seção do STJ no
julgamento dos REsp´s 420.111 e 407.097 (Relator para o acórdão o Ministro Ari Pargendler, julgados em 12.03.03, in DJU 06.10.03 e 29.09.03),
Os negócios bancários estão sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor, inclusive quanto aos juros remuneratórios; a abusividade destes,
todavia, só pode ser declarada, caso a caso, à vista de taxa que comprovadamente discrepe, de modo substancial, da média do mercado na
praça do empréstimo, salvo se justificada pelo risco da operação.Em assim sendo, não tem o mínimo cabimento discutir sobre o spread, nem
sobre os custos de captação dos recursos emprestados pelo agravado, pois a demonstração desses fatos nenhuma relevância tem para o
deslinde da causa." (TJRS - 18ª. Câmara Cível - AI n.º 70011568201) O Tribunal de Justiça de Pernambuco já debateu o tema:(...) DO SPREAD
BANCÁRIO Argumenta, ainda, a parte autora, como parâmetro a justificar a redução do valor da prestação, a alta lucratividade das instituições
financeiras, em face da incidência do spread bancário, que seria calculado levando em consideração a inclusão da inadimplência relativamente
às Operações de Crédito. Pretende, portanto, a exclusão do cálculo do spread bancário do percentual de inadimplência de terceiros.A bem
da verdade, o spread bancário é um conjunto de fatores que são considerados nas operações financeiras, para que se encontre a diferença
entre a taxa de juros que as instituições financeiras pagam na captação do dinheiro e a que cobram dos clientes. Todavia, a questão é de
extrema complexidade, não cabendo, em sede de ação individual, a análise e revisão desses percentuais pelo Poder Judiciário, o qual se
limita a analisar as questões fáticas à luz da legislação aplicada.Não compete a este Poder, portanto, a análise dos métodos adotados pelas
instituições financeiras para alcançarem as disposições que serão aplicadas aos seus negócios jurídicos, nem tampouco como se chegou às
taxas aplicadas nos cálculos do financiamento. Concentra-se, assim, na apreciação se eles são válidos perante o ordenamento jurídico vigente.In
casu , não há como avaliar os juros aplicados pelo apelado, se compatíveis ou não com os adotados no mercado, tendo em vista a ausência
de informações específicas na peça inaugural. Ademais, a lucratividade advinda das operações de crédito é inerente à natureza do negócio,
cabendo aos reguladores do mercado financeiro combatê-las ou limitá-las.Demais disso, a pretensão de exclusão do spread bancário no cálculo
das parcelas do financiamento também não deve prosperar, visto que a Lei n. 1.521/51 (Crimes contra economia popular) não é aplicável às
instituições financeiras por força da Lei da Reforma Bancária, razão pela qual não há que se falar em exclusão do spread , pois é originário das
leis de livre mercado, ultrapassando limites objetivos da lide. É o que se depreende dos seguintes precedentes:PROCESSO CIVIL. AGRAVO
LEGAL CONTRA DECISÃO TERMINATIVA EM SEDE DE APELAÇÃO. REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. DECISÃO CONFIRMADA
À UNANIMIDADE. 1. Pretensão do autor no sentido de demonstrar a instituição financeira demandada a composição do spread bancário, para
enfim, culminar com a exclusão do índice de percentual de inadimplência.2. Descabimento, vez que, conforme jurisprudência pacífica do STJ, as
instituições financeiras podem cobrar juros às taxas livres, desde que não destoem muito da média praticada pelo mercado . 3. Unanimemente,
negou-se provimento ao Agravo. (TJPE. AGRAVO N° 213910-0/02 - RELATOR JOSUÉ ANTÔNIO FONSECA DE SENA . 5ª CÂMARA CÍVEL.
DATA DE JULGAMENTO: 25/8/2010 ).RECURSO DE AGRAVO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REVISIONAL CUMULADA COM CONSIGNATÓRIA
EM PAGAMENTO. CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. LUCRO DESMENSURADO DOS BANCOS. SPREAD BANCÁRIO. COBRANÇA
DE SUPOSTO PERCENTUAL DE INADIMPLÊNCIA. NÃO VEDAÇÃO NO DIREITO PÁTRIO A TAIS PRÁTICAS . NÃO PROVIMENTO DO
RECURSO. (TJPE. AGRAVO N° 217196-6/03 - RELATOR ANTÔNIO CARLOS ALVES DA SILVA . 5ª CÂMARA CÍVEL. DATA DE JULGAMENTO:
29/9/2010 ).RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO TERMINATIVA EM RECURSO DE APELAÇÃO. BANCÁRIO E PROCESSUAL
CIVIL. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO COM PEDIDO DE REVISÃO E ANULAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS, COM
PEDIDO LIMINAR. CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. NULIDADE DE CLÁUSULAS ABUSIVAS. IMPOSSIBILIDADE. LIMITAÇÃO DOS
JUROS REMUNERATÓRIOS. INADMISSIBILIDADE NA ESPÉCIE. PRECEDENTES DO STJ. 1.A agravante alega que o spread bancário é por
demasiado vantajoso para a instituição financeira, referindo-se sobre as taxas e custos que a instituição bancária suporta na captação de recursos.
3.Pretende, na verdade, a recorrente a limitação dos juros remuneratórios em 12% ao ano, sendo a matéria referente ao spread bancário apenas
força de argumentação. 4.No tocante aos juros remuneratórios, não incide a limitação a 12% ao ano, prevista no Decreto nº 22.626/33, salvo
hipóteses legais específicas, visto que as instituições financeiras, integrantes do Sistema Financeiro Nacional, são regidas pela Lei nº 4.595/64.
5. A Corte Superior tem precedentes quanto à manutenção dos juros no percentual avençado pelas partes, desde que não reste sobejamente
demonstrada a exorbitância do encargo . 6.Sentença terminativa mantida. 7.Agravo Interno improvido. (TJPE . AGRAVO N° 01758363 - RELATOR
FRANCISCO MANOEL TENORIO DOS SANTOS. 4ª CÂMARA CÍVEL. DATA DE JULGAMENTO: 6/8/2009). (...)(TJPE, Apelação Cível nº
0252302-6, 4ª Câmara Cível, Relator Convocado Juiz Paulo Torres, DJe 197/2011, 25/10/2011). Portanto, percebe-se que a discussão sobre os
componentes do spread bancário é irrelevante se não demonstrado que a taxa de juros cobrada excede substancialmente a média do mercado
na praça do financiamento para a mesma operação, prova esta que se faz através de documentos e que deveria ter acompanhado a contestação,
o que não ocorreu. LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS E CAPITALIZAÇÃO MENSAL: No caso concreto trata-se de contrato firmado quando já
em vigor as regras do Novo Código Civil que prevê a incidência de capitalização dos juros remuneratórios em periodicidade anual. Dispõe o art.
591 que "Destinando-se o mútuo a fins econômicos, presumem-se devidos juros, os quais, sob pena de redução, não poderão exceder a taxa a
que se refere o art. 406, permitida a capitalização anual". Assim, havendo autorização expressa em lei, a incidência de capitalização dos juros
remuneratórios contratados não vai afastada, sendo, entretanto, permitida apenas em periodicidade anual. No tocante à capitalização mensal de
juros, é cediço que a Medida Provisória n. 2.170-36/2001 admitiu a possibilidade de incidência da capitalização mensal dos juros nos contratos
bancários celebrados a partir de 31 de março de 2000, desde que pactuada expressamente, norma considerada constitucional pelo Supremo
Tribunal Federal no Recurso Extraordinário (RE) 592377, em data de 04/02/2015, e com amparo na jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça: COMERCIAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. PROPÓSITO NITIDAMENTE INFRINGENTE. RECEBIMENTO
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COMO AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO REVISIONAL. CONTRATOS DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE E CÉDULA
DE CRÉDITO BANCÁRIA. JUROS REMUNERATÓRIOS. LIMITAÇÃO. TAXA MÉDIA APURADA PELO BANCO CENTRAL. CAPITALIZAÇÃO
MENSAL DOS JUROS. MP. 2.170-36. ÔNUS SUCUMBENCIAIS. COMPENSAÇÃO. IMPROVIMENTO.I. A 2ª Seção do STJ, no julgamento
do REsp n. 715.894/PR (Relatora Ministra Nancy Andrighi, por maioria, julgado em 26.04.2006) entendeu que a ausência do percentual
contratado, contraposta pela inequívoca incidência de juros remuneratórios no contrato, autoriza a aplicação da taxa média de mercado para
operações da espécie, à época da firmatura do ajuste.II. Ao apreciar o REsp n. 602.068/RS, esta Corte firmou que nos contratos firmados após
31.03.2000, data da publicação da Medida Provisória n. 1.963-17, revigorada pela MP n. 2.170-36, em vigência graças ao art. 2º da Emenda
Constitucional n. 32/2001, é admissível a capitalização dos juros em período inferior a um ano.III. Quando ocorrer sucumbência parcial na ação,
impõem-se a distribuição e compensação de forma recíproca e proporcional dos honorários advocatícios, nos termos do art. 21, caput, da lei
processual.IV. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, improvido este. (AgRg no REsp 1105641/PR, QUARTA TURMA, Rel.
Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, j. 17/03/2011, DJe 24/03/2011).AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL
CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. CARTÃO DE CRÉDITO. CLÁUSULA-MANDATO. LEGALIDADE. JUROS REMUNERATÓRIOS. AUSÊNCIA DE
ABUSIVIDADE. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. ADMISSIBILIDADE. MP 1.963-17/2000. RECURSO DESPROVIDO.1. O agravante não
trouxe argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que alicerçaram a decisão agravada, razão que enseja a negativa de provimento
ao agravo regimental.2. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional nos embargos de declaração, se o Tribunal de origem enfrenta a
matéria posta em debate na medida necessária para o deslinde da controvérsia, ainda que sucintamente. A motivação contrária ao interesse
da parte não se traduz em maltrato ao art. 535 do CPC.3. Este Tribunal Superior prega ser lícita a cláusula-mandato nos contratos de cartão
de crédito, pois permite à administradora buscar recursos no mercado para financiar as despesas não cobertas no vencimento pelo cliente.
Como não há, na hipótese, o exclusivo interesse da fornecedora, revela-se inaplicável a Súmula 60 do STJ.4. "As empresas administradoras
de cartão de crédito são instituições financeiras e, por isso, os juros remuneratórios por elas cobrados não sofrem as limitações da Lei de
Usura" (Súmula 283/STJ).5. Consoante jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça, é possível a cobrança da capitalização mensal
de juros, desde que pactuada, nos contratos bancários celebrados após a edição da Medida Provisória nº 1.963-17, de 30 de março de 2000
(MP n. 2.170-36/2001).6. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no REsp 860382/RJ, TERCEIRA TURMA, Rel. Ministro VASCO
DELLA GIUSTINA, j. 09/11/2010, DJe 17/11/2010).AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. BANCÁRIO. RECURSO ESPECIAL.
AÇÃO REVISIONAL DE CLÁUSULAS DE CONTRATO BANCÁRIO. CAPITALIZAÇÃO MENSAL. POSSIBILIDADE.1. A capitalização dos juros
em periodicidade mensal é admitida para os contratos celebrados a partir de 31 de março de 2000 (MP nº 1.963-17/2000), desde que pactuada.2.
Não é aplicável aos contratos de mútuo bancário a periodicidade da capitalização prevista no art. 591 do novo Código Civil, prevalecente a
regra especial do art. 5º, caput, da Medida Provisória n. 1.963-17/2000 (2.170-36/2001), que admite a incidência mensal. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento. (AgRg no REsp 1005183 / RS. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2007/0265495-3. Ministro ONILDO
AMARAL DE MELLO CASTRO. T4 - QUARTA TURMA. 10/11/2009. DJe 23/11/2009). No caso dos autos, a data da contratação foi posterior
à edição da mencionada medida provisória (MP 1963-17, de 31.03.2000). No tocante à limitação de juros, o egrégio Superior Tribunal de
Justiça estabeleceu ser possível a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações excepcionais, desde que caracterizada a relação de
consumo e que a abusividade fique cabalmente demonstrada, ante as peculiaridades do caso concreto, sendo capaz de colocar o consumidor em
desvantagem exagerada nos termos do art. 51, § 1º, do CDC. Assim, para o Superior Tribunal de Justiça, a taxa de juros remuneratórios somente
se caracteriza como abusiva, quando discrepante da média de mercado, apurada pelo Banco Central do Brasil, à época da contratação, prevendo
sua Súmula 382 que: "A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade." Assim seus julgados:
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA DESTE STJ.
JUROS REMUNERATÓRIOS. AUSÊNCIA DE LIMITAÇÃO À TAXA DE 12% AO ANO. SÚMULA 382/STJ. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS.
POSSIBILIDADE DE COBRANÇA, DESDE QUE PACTUADA. LEGALIDADE DE COBRANÇA DA COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. SÚMULA
294/STJ. JUROS MORATÓRIOS. LIMITE DE 1% AO MÊS. SÚMULA 379/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (AgRg no REsp 763017/
RS, TERCEIRA TURMA, Relator Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, j. 17/09/2013, DJe 24/09/2013).AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO
REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. ABUSIVIDADE CONSTATADA. LIMITAÇÃO À TAXA DO BACEN.
CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PACTUAÇÃO EXPRESSA. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA.
INCIDÊNCIA. NÃO CUMULAÇÃO COM DEMAIS ENCARGOS MORATÓRIOS.1. A alteração da taxa de juros remuneratórios pactuada em mútuo
bancário depende da demonstração cabal de sua abusividade em relação à taxa média do mercado (Recurso Especial repetitivo n. 1.112.879/
PR).2. Com o vencimento do mútuo bancário, o devedor responderá exclusivamente pela comissão de permanência (assim entendida como
juros remuneratórios à taxa média de mercado, não podendo ultrapassar o percentual contratado para o período de normalidade, acrescidos
de juros de mora e de multa contratual) sem cumulação com correção monetária (Recursos Especiais repetitivos n. 1.063.343/RS e 1.058.114/
RS). Súmula n. 472/STJ.3. É insuscetível de exame na via do recurso especial questão relacionada com a possibilidade de incidência de
capitalização de juros em contrato bancário quando haja necessidade de reexame do respectivo instrumento contratual. Aplicação das Súmulas
n. 5 e 7 do STJ.4. Recurso desprovido. (AgRg no AREsp 39138/RS, TERCEIRA TURMA, Relator Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, j.
06/08/2013, DJe 19/08/2013). O Supremo Tribunal Federal, inclusive, emitiu súmula vinculante a respeito do tema:Súmula Vinculante n.º 07
- STF: "A norma do §3º do artigo 192 da Constituição, revogada pela Emenda Constitucional nº 40/2003, que limitava a taxa de juros reais
a 12% ao ano, tinha sua aplicação condicionada à edição de lei complementar." Ocorre que, no presente caso, não foi feita qualquer prova
de que ocorreu a cobrança de taxa de juros remuneratórios em patamar superior ao de mercado, constando da cláusula contratual percentual
compatível com o tipo de operação efetuada e a média do mercado1. O autor sequer acostou qualquer prova de que o percentual de juros
cobrado diverge do autorizado pelo Banco Central do Brasil sendo certo que a média das cobranças daquela instituição depende de diversos
fatores, inclusive a garantia que o próprio cliente tem a oferecer e seu histórico de crédito. Dessa forma, não há demonstração de abusividade da
cobrança empreendida pelo demandado, em conformidade com legislação e jurisprudência pátrias. TARIFA DE CADASTRO: A Segunda Seção
do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao apreciar os Recursos Especiais n.º 1.251.331/RS e 1.255.573/RS, decidiu ser legítima a cobrança de
tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC) apenas até o início da vigência da Resolução CMN 3.518/2007, em 30/04/2008,
pois tais cobranças não foram previstas na Tabela anexa à Circular BACEN 3.371/2007 e atos normativos que a sucederam, o que ensejou
a edição da Súmula 565, na qual ficou definido que "a pactuação das tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), ou
outra denominação para o mesmo fato gerador, é válida apenas nos contratos bancários anteriores ao início da vigência da Resolução-CMN
n. 3.518/2007, em 30/4/2008". Em sendo assim, apenas aos contratos firmados até 30/04/2008 pode ser feita a cobrança de tais tarifas. No
que diz respeito à Tarifa de Cadastro, estipulada para remuneração, nos moldes do STJ, serviço de "realização de pesquisa em serviços de
proteção ao crédito, base de dados e informações cadastrais, e tratamento de dados e informações necessários ao inicio de relacionamento
decorrente da abertura de conta de depósito à vista ou de poupança ou contratação de operação de crédito ou de arrendamento mercantil, não
podendo ser cobrada cumulativamente" (Tabela anexa à vigente Resolução CMN 3.919/2010, com a redação dada pela Resolução 4.021/2011)",
entendeu aquela egrégia Corte por sua legalidade. Assim os julgados: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CONTRATO
DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. DIVERGÊNCIA. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. JUROS COMPOSTOS.
MEDIDA PROVISÓRIA 2.170-36/2001. RECURSOS REPETITIVOS. CPC, ART. 543-C. TARIFAS ADMINISTRATIVAS PARA ABERTURA DE
CRÉDITO (TAC), E EMISSÃO DE CARNÊ (TEC). EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL. COBRANÇA. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES.
MÚTUO ACESSÓRIO PARA PAGAMENTO PARCELADO DO IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS (IOF). POSSIBILIDADE.1. "A
capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual deve vir pactuada de forma expressa e clara. A previsão no contrato bancário de
taxa de juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada" (2ª Seção, REsp
973.827/RS, julgado na forma do art. 543-C do CPC, acórdão de minha relatoria, DJe de 24.9.2012).2. Nos termos dos arts. 4º e 9º da Lei
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4.595/1964, recebida pela Constituição como lei complementar, compete ao Conselho Monetário Nacional dispor sobre taxa de juros e sobre a
remuneração dos serviços bancários, e ao Banco Central do Brasil fazer cumprir as normas expedidas pelo CMN.3. Ao tempo da Resolução CMN
2.303/1996, a orientação estatal quanto à cobrança de tarifas pelas instituições financeiras era essencialmente não intervencionista, vale dizer,
"a regulamentação facultava às instituições financeiras a cobrança pela prestação de quaisquer tipos de serviços, com exceção daqueles que a
norma definia como básicos, desde que fossem efetivamente contratados e prestados ao cliente, assim como respeitassem os procedimentos
voltados a assegurar a transparência da política de preços adotada pela instituição."4. Com o início da vigência da Resolução CMN 3.518/2007,
em30.4.2008, a cobrança por serviços bancários prioritários para pessoas físicas ficou limitada às hipóteses taxativamente previstas em norma
padronizadora expedida pelo Banco Central do Brasil.5. A Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) e a Tarifa de Emissão de Carnê (TEC) não foram
previstas na Tabela anexa à Circular BACEN 3.371/2007 e atos normativos que a sucederam, de forma que não mais é válida sua pactuação
em contratos posteriores a 30.4.2008. 6. A cobrança de tais tarifas (TAC e TEC) é permitida, portanto, se baseada em contratos celebrados até
30.4.2008, ressalvado abuso devidamente comprovado caso a caso, por meio da invocação de parâmetros objetivos de mercado e circunstâncias
do caso concreto, não bastando a mera remissão a conceitos jurídicos abstratos ou à convicção subjetiva do magistrado.7. Permanece legítima
a estipulação da Tarifa de Cadastro, a qual remunera o serviço de "realização de pesquisa em serviços de proteção ao crédito, base de dados e
informações cadastrais, e tratamento de dados e informações necessários ao inicio de relacionamento decorrente da abertura de conta de depósito
à vista ou de poupança ou contratação de operação de crédito ou de arrendamento mercantil, não podendo ser cobrada cumulativamente" (Tabela
anexa à vigente Resolução CMN 3.919/2010, com a redação dada pela Resolução 4.021/2011).8. É lícito aos contratantes convencionar o
pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras e de Crédito (IOF) por meio financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos
mesmos encargos contratuais.9. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC:- 1ª Tese: Nos contratos bancários celebrados até 30.4.2008 (fim
da vigência da Resolução CMN 2.303/96) era válida a pactuação das tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), ou outra
denominação para o mesmo fato gerador, ressalvado o exame de abusividade em cada caso concreto.- 2ª Tese: Com a vigência da Resolução
CMN 3.518/2007, em 30.4.2008, a cobrança por serviços bancários prioritários para pessoas físicas ficou limitada às hipóteses taxativamente
previstas em norma padronizadora expedida pela autoridade monetária. Desde então, não mais tem respaldo legal a contratação da Tarifa de
Emissão de Carnê (TEC) e da Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), ou outra denominação para o mesmo fato gerador. Permanece válida a Tarifa
de Cadastro expressamente tipificada em ato normativo padronizador da autoridade monetária, a qual somente pode ser cobrada no início do
relacionamento entre o consumidor e a instituição financeira.- 3ª Tese: Podem as partes convencionar o pagamento do Imposto sobre Operações
Financeiras e de Crédito (IOF) por meio de financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos mesmos encargos contratuais.10.
Recurso especial parcialmente provido. (REsp 1251331/RS, SEGUNDA SEÇÃO, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, j. 28/08/2013,
DJe 24/10/2013).CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO
FIDUCIÁRIA. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. COMPENSAÇÃO/REPETIÇÃO SIMPLES DO INDÉBITO. RECURSOS REPETITIVOS. TARIFAS
BANCÁRIAS. TAC E TEC. EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL. COBRANÇA. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. FINANCIAMENTO DO
IOF. POSSIBILIDADE. 1. A comissão de permanência não pode ser cumulada com quaisquer outros encargos remuneratórios ou moratórios
(enunciados Súmulas 30, 294 e 472 do STJ).2. Tratando-se de relação de consumo ou de contrato de adesão, a compensação/repetição simples
do indébito independe da prova do erro (Enunciado 322 da Súmula do STJ).3. Nos termos dos arts. 4º e 9º da Lei 4.595/1964, recebida pela
Constituição como lei complementar, compete ao Conselho Monetário Nacional dispor sobre taxa de juros e sobre a remuneração dos serviços
bancários, e ao Banco Central do Brasil fazer cumprir as normas expedidas pelo CMN.4. Ao tempo da Resolução CMN 2.303/1996, a orientação
estatal quanto à cobrança de tarifas pelas instituições financeiras era essencialmente não intervencionista, vale dizer, "a regulamentação
facultava às instituições financeiras a cobrança pela prestação de quaisquer tipos de serviços, com exceção daqueles que a norma definia como
básicos, desde que fossem efetivamente contratados e prestados ao cliente, assim como respeitassem os procedimentos voltados a assegurar a
transparência da política de preços adotada pela instituição."5. Com o início da vigência da Resolução CMN 3.518/2007, em30.4.2008, a cobrança
por serviços bancários prioritários para pessoas físicas ficou limitada às hipóteses taxativamente previstas em norma padronizadora expedida
pelo Banco Central do Brasil.6. A Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) e a Tarifa de Emissão de Carnê (TEC) não foram previstas na Tabela anexa
à Circular BACEN 3.371/2007 e atos normativos que a sucederam, de forma que não mais é válida sua pactuação em contratos posteriores
a 30.4.2008.7. A cobrança de tais tarifas (TAC e TEC) é permitida, portanto, se baseada em contratos celebrados até 30.4.2008, ressalvado
abuso devidamente comprovado caso a caso, por meio da invocação de parâmetros objetivos de mercado e circunstâncias do caso concreto,
não bastando a mera remissão a conceitos jurídicos abstratos ou à convicção subjetiva do magistrado.8. Permanece legítima a estipulação da
Tarifa de Cadastro, a qual remunera o serviço de "realização de pesquisa em serviços de proteção ao crédito, base de dados e informações
cadastrais, e tratamento de dados e informações necessários ao inicio de relacionamento decorrente da abertura de conta de depósito à vista
ou de poupança ou contratação de operação de crédito ou de arrendamento mercantil, não podendo ser cobrada cumulativamente" (Tabela
anexa à vigente Resolução CMN 3.919/2010, com a redação dada pela Resolução 4.021/2011).9. É lícito aos contratantes convencionar o
pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras e de Crédito (IOF) por meio financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos
mesmos encargos contratuais.10. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC:- 1ª Tese: Nos contratos bancários celebrados até 30.4.2008 (fim
da vigência da Resolução CMN 2.303/96) era válida a pactuação das tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), ou outra
denominação para o mesmo fato gerador, ressalvado o exame de abusividade em cada caso concreto.- 2ª Tese: Com a vigência da Resolução
CMN 3.518/2007, em 30.4.2008, a cobrança por serviços bancários prioritários para pessoas físicas ficou limitada às hipóteses taxativamente
previstas em norma padronizadora expedida pela autoridade monetária. Desde então, não mais tem respaldo legal a contratação da Tarifa de
Emissão de Carnê (TEC) e da Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), ou outra denominação para o mesmo fato gerador. Permanece válida a Tarifa
de Cadastro expressamente tipificada em ato normativo padronizador da autoridade monetária, a qual somente pode ser cobrada no início do
relacionamento entre o consumidor e a instituição financeira.- 3ª Tese: Podem as partes convencionar o pagamento do Imposto sobre Operações
Financeiras e de Crédito (IOF) por meio de financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos mesmos encargos contratuais.11 .
Recurso especial conhecido e parcialmente provido. (REsp 1255573/RS, SEGUNDA SEÇÃO, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, j.
28/08/2013, DJe 24/10/2013). Dessa forma, em tendo a parte autora pedido a nulidade da cobrança de Tarifa de Cadastro e em prevendo a
tabela anexa à Resolução nº 3.518 - CMN2, vigente à época do pacto, plenamente possível sua cobrança.SERVIÇOS DE TERCEIROS: Quanto
às cobranças sob os títulos de serviços de terceiros, foi combatida cobrança de: Tarifa de Registro de Contrato. Tal cobrança diz respeito à
comodidade facultada ao tomador do financiamento de contratar nas próprias dependências da concessionária. Em sendo o contrato datado de
09/11/2011, ainda era possível a cobrança na Resolução n.º 3.518/07 do Banco Central, pois a Resolução nº 3.954, de 24/02/2011, vedou, em
seu art. 17, parágrafo único, tal cobrança apenas a contratos firmados a partir de 2012/2013, a depender da data da resolução em vigor. Assim
as resoluções: Resolução n.º 3.518/07 - Art. 1º A cobrança de tarifas pela prestação de serviços por parte das instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil deve estar prevista no contrato firmado entre a instituição e o cliente ou ter
sido o respectivo serviço previamente autorizado ou solicitado pelo cliente ou pelo usuário.Parágrafo único. Para efeito desta resolução: (...)III -
não se caracteriza como tarifa o ressarcimento de despesas decorrentes de prestação de serviços por terceiros, podendo seu valor ser cobrado
desde que devidamente explicitado no contrato de operação de crédito ou de arrendamento mercantil. Resolução nº 3.954 - Art. 17. É vedada
a cobrança, pela instituição contratante, de clientes atendidos pelo correspondente, de tarifa, comissão, valores referentes a ressarcimento de
serviços prestados por terceiros ou qualquer outra forma de remuneração, pelo fornecimento de produtos ou serviços de responsabilidade da
referida instituição, ressalvadas as tarifas constantes da tabela adotada pela instituição contratante, de acordo com a Resolução nº 3.518, de 6 de
dezembro de 2007, e com a Resolução nº 3.919, de 25 de novembro de 2010. Art. 17-A. É vedada a prestação de serviços por correspondente no
recinto de dependências da instituição financeira contratante. (Incluído, a partir de 2/1/2012, pela Resolução nº 4.035, de 30/11/2011.) Parágrafo
único. A vedação mencionada no caput aplica-se a partir de 2 de abril de 2012. (Incluído, a partir de 2/1/2012, pela Resolução nº 4.042, de
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15/12/2011.) Parágrafo único. A vedação mencionada no caput aplica-se a partir de 1º de novembro de 2012. (Redação dada pela Resolução
nº 4.058, de 29/2/2012.) Parágrafo único. A vedação mencionada no caput aplica-se a partir de 1º de março de 2013. (Redação dada pela
Resolução nº 4.145, de 27/9/2012.) Portanto, uma vez demonstrada a natureza do serviço de terceiro, a sua previsão contratual e o respaldo
na legislação de regência à época, deve ser mantida a cobrança pactuada. O Superior Tribunal de Justiça, em sede de Recurso Repetitivo,
firmou o entendimento da legalidade de cobrança das tarifas previstas no contrato e autorizadas na regulamentação do Banco central: CIVIL E
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. COMISSÃO
DE PERMANÊNCIA. COMPENSAÇÃO/REPETIÇÃO SIMPLES DO INDÉBITO. RECURSOS REPETITIVOS. TARIFAS BANCÁRIAS. TAC E
TEC. EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL. COBRANÇA. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. FINANCIAMENTO DO IOF. POSSIBILIDADE.1.
A comissão de permanência não pode ser cumulada com quaisquer outros encargos remuneratórios ou moratórios (enunciados Súmulas 30,
294 e 472 do STJ).2. Tratando-se de relação de consumo ou de contrato de adesão, a compensação/repetição simples do indébito independe
da prova do erro (Enunciado 322 da Súmula do STJ).3. Nos termos dos arts. 4º e 9º da Lei 4.595/1964, recebida pela Constituição como lei
complementar, compete ao Conselho Monetário Nacional dispor sobre taxa de juros e sobre a remuneração dos serviços bancários, e ao Banco
Central do Brasil fazer cumprir as normas expedidas pelo CMN.4. Ao tempo da Resolução CMN 2.303/1996, a orientação estatal quanto à
cobrança de tarifas pelas instituições financeiras era essencialmente não intervencionista, vale dizer, "a regulamentação facultava às instituições
financeiras a cobrança pela prestação de quaisquer tipos de serviços, com exceção daqueles que a norma definia como básicos, desde que
fossem efetivamente contratados e prestados ao cliente, assim como respeitassem os procedimentos voltados a assegurar a transparência
da política de preços adotada pela instituição." 5. Com o início da vigência da Resolução CMN 3.518/2007, em 30.4.2008, a cobrança por
serviços bancários prioritários para pessoas físicas ficou limitada às hipóteses taxativamente previstas em norma padronizadora expedida pelo
Banco Central do Brasil.6. A Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) e a Tarifa de Emissão de Carnê (TEC) não foram previstas na Tabela anexa
à Circular BACEN 3.371/2007 e atos normativos que a sucederam, de forma que não mais é válida sua pactuação em contratos posteriores
a 30.4.2008.7. A cobrança de tais tarifas (TAC e TEC) é permitida, portanto, se baseada em contratos celebrados até 30.4.2008, ressalvado
abuso devidamente comprovado caso a caso, por meio da invocação de parâmetros objetivos de mercado e circunstâncias do caso concreto,
não bastando a mera remissão a conceitos jurídicos abstratos ou à convicção subjetiva do magistrado.8. Permanece legítima a estipulação da
Tarifa de Cadastro, a qual remunera o serviço de "realização de pesquisa em serviços de proteção ao crédito, base de dados e informações
cadastrais, e tratamento de dados e informações necessários ao inicio de relacionamento decorrente da abertura de conta de depósito à vista ou
de poupança ou contratação de operação de crédito ou de arrendamento mercantil, não podendo ser cobrada cumulativamente" (Tabela anexa
à vigente Resolução CMN 3.919/2010, com a redação dada pela Resolução 4.021/2011).9. É lícito aos contratantes convencionar o pagamento
do Imposto sobre Operações Financeiras e de Crédito (IOF) por meio financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos mesmos
encargos contratuais.10. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC: - 1ª Tese: Nos contratos bancários celebrados até 30.4.2008 (fim da vigência
da Resolução CMN 2.303/96) era válida a pactuação das tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), ou outra denominação
para o mesmo fato gerador, ressalvado o exame de abusividade em cada caso concreto.- 2ª Tese: Com a vigência da Resolução CMN 3.518/2007,
em 30.4.2008, a cobrança por serviços bancários prioritários para pessoas físicas ficou limitada às hipóteses taxativamente previstas em norma
padronizadora expedida pela autoridade monetária. Desde então, não mais tem respaldo legal a contratação da Tarifa de Emissão de Carnê
(TEC) e da Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), ou outra denominação para o mesmo fato gerador. Permanece válida a Tarifa de Cadastro
expressamente tipificada em ato normativo padronizador da autoridade monetária, a qual somente pode ser cobrada no início do relacionamento
entre o consumidor e a instituição financeira.- 3ª Tese: Podem as partes convencionar o pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras e
de Crédito (IOF) por meio de financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos mesmos encargos contratuais.11 . Recurso especial
conhecido e parcialmente provido. (REsp 1255573/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/08/2013,
DJe 24/10/2013) Nessa senda, em conformidade com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, é permitida a cobrança das despesas
previstas no contrato desde que previstas nas Resoluções do Conselho Monetário Nacional. SEGURO DE PROTEÇÃO FINANCEIRA: O seguro
de proteção financeira está previsto no contrato e tem como finalidade o pagamento do saldo devedor das contraprestações vincendas em
caso de morte, invalidez, desemprego involuntário ou incapacidade física temporária do arrendatário para o trabalho. No presente pacto, não há
prova da imposição a caracterizar venda casada. Assim a jurisprudência.APELAÇÃO. ARRENDAMENTO MERCANTIL. AÇÃO DECLARATÓRIA
CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COBRANÇA PELO ARRENDADOR DE REMUNERAÇÃO DE SERVIÇOS DE TERCEIRO E
TARIFA DE ABERTURA DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE. RESOLUÇÃO 3.693/09 DO BANCO CENTRAL. PRECEDENTE DO STJ E DESTA
CORTE. SEGURO DE PROTEÇÃO FINANCEIRA. OPÇÃO DE CONTRATAR OU NÃO DADA À CONSUMIDORA. VALIDADE DA COBRANÇA.
RECURSO IMPROVIDO. É legal a prática de cobrar do cliente a despesa relativas ao ressarcimento de serviços prestados por terceiros, desde
que devidamente explicitado no contrato pactuado entre as partes, conforme autorização do Banco Central por meio da Resolução nº 3.693/09, em
vigor a partir de 26/03/2009. O seguro de proteção financeira está previsto no contrato e foi dada à autora a opção de contratar ou não tal seguro.
(TJ-SP - APL: 373068320118260562 SP 0037306-83.2011.8.26.0562, Relator: Adilson de Araujo, Data de Julgamento: 30/10/2012, 31ª Câmara
de Direito Privado, Data de Publicação: 31/10/2012, undefined)"IOF Quanto à alegação, de cobrança indevida de IOF, verifica-se que a Segunda
Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao apreciar os Recursos Especiais n.º 1.251.331/RS e 1.255.573/RS, decidiu ser legítima sua
cobrança, nas operações de crédito por conta dos contratos de financiamento com garantia de alienação fiduciária, com lastro na Lei nº 5.143/66 e
Decreto nº 4.494/2002, por ser tributo de responsabilidade do mutuário, não se discutindo que a obrigação tributária arrecadatória e o recolhimento
do tributo à Fazenda Nacional foi cumprido por inteiro pela instituição financeira. Foi destacado no voto da Exma. Ministra Relatora que "a relação
existente entre esta e o mutuário é decorrente da transferência ao Fisco do valor integral da exação tributária. Este é o objeto do financiamento
acessório, sujeito às mesmas condições e taxas do mútuo principal, destinado ao pagamento do bem de consumo. O financiamento do valor devido
pelo consumidor à Fazenda, pela instituição financeira arrecadadora, não padece de ilegalidade ou abusividade, senão atendimento aos interesses
do financiado, que não precisa desembolsar de uma única vez todo o valor, ainda que para isso esteja sujeito aos encargos previstos no contrato.".
Assim o destaque na ementa: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA
DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. DIVERGÊNCIA. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. JUROS COMPOSTOS. MEDIDA PROVISÓRIA 2.170-36/2001.
RECURSOS REPETITIVOS. CPC, ART. 543-C. TARIFAS ADMINISTRATIVAS PARA ABERTURA DE CRÉDITO (TAC), E EMISSÃO DE CARNÊ
(TEC). EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL. COBRANÇA. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. MÚTUO ACESSÓRIO PARA PAGAMENTO
PARCELADO DO IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS (IOF). POSSIBILIDADE.(...)8. É lícito aos contratantes convencionar o
pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras e de Crédito (IOF) por meio financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o
aos mesmos encargos contratuais.9. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC:- 3ª Tese: Podem as partes convencionar o pagamento do
Imposto sobre Operações Financeiras e de Crédito (IOF) por meio de financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos mesmos
encargos contratuais.10. Recurso especial parcialmente provido. (REsp 1251331/RS, SEGUNDA SEÇÃO, Relatora Ministra MARIA ISABEL
GALLOTTI, j. 28/08/2013, DJe 24/10/2013). (Grifos para destacar)CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE
FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. COMPENSAÇÃO/REPETIÇÃO SIMPLES
DO INDÉBITO. RECURSOS REPETITIVOS. TARIFAS BANCÁRIAS. TAC E TEC. EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL. COBRANÇA.
LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. FINANCIAMENTO DO IOF. POSSIBILIDADE. (...)9. É lícito aos contratantes convencionar o pagamento do
Imposto sobre Operações Financeiras e de Crédito (IOF) por meio financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos mesmos encargos
contratuais.10. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC:(...) - 3ª Tese: Podem as partes convencionar o pagamento do Imposto sobre Operações
Financeiras e de Crédito (IOF) por meio de financiamento acessório ao mútuo principal, sujeitando-o aos mesmos encargos contratuais.11 .
Recurso especial conhecido e parcialmente provido. (REsp 1255573/RS, SEGUNDA SEÇÃO, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, j.
28/08/2013, DJe 24/10/2013). (Grifos para destacar) Dessa forma descabe qualquer arguição de sua ilegalidade. DISPOSITIVO: Ante o exposto,
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com esteio na fundamentação supra, julgo imrocedente o pedido elaborado na inicial, nos moldes do art. 487, I, do NCPC, e condeno a parte
autora no pagamento das custas processuais e dos honorários sucumbenciais que fixo em R$ 1.000,00 e suspendendo o pagamento, nos termos
do art. 98, § 3º, do NCPC, em face da gratuidade deferida. Após o trânsito em julgado desta decisão, arquivem-se os autos. Publique-se. Registre-
se. Intimem-se. Recife, 12 de abril de 2016. Iasmina Rocha Vilaça Pinto Juíza de Direito
Vigésima Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho: Concedo os benefícios da justiça gratuita à parte autora, nos moldes do art. 98 do CPC/2015. Cite-se a parte demandada para,
querendo, ofertar defesa nos moldes do art. 335 e ss. do NCPC, no prazo de 15 dias (art. 335, III, c/c 219, do NCPC) e falar sobre o laudo pericial
de fls. 17, sob pena de revelia. Recife, 13 de abril de 2016.IASMINA ROCHA VILAÇA PINTO Juíza de Direito
Data: 14/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS/DECISÕES proferidos, por este
JUÍZO, nos processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho:
ATO ORDINATÓRIOIntimação do autor para efetuar o pagamento de custas Processo nº 0027037-29.2015.8.17.0001Ação de Consignação
em Pagamento Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009,
publicado no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 203, § 4º do CPC, intimo a parte autora para que, no prazo de 05 (cinco) dias, efetue o
pagamento das custas processuais, conforme determinado em sentença de fls. 19. Recife(PE), 11/04/2016.Chefe de Secretaria AdjuntaMarcela
Barbosa de Albuquerque Moraes
Despacho:
ATO ORDINATÓRIOIntimação do exeqüente para manifestar-se sobre pagamento ou garantiaProcesso nº 0047472-29.2012.8.17.0001Ação de
Procedimento Sumário Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ de 09/06/2009, e nos termos do art. 203, § 4º do NCPC, intime-se o autor para, no prazo de 15 (dez) dias, falar
sobre os documentos de fls. 144/147. Recife (PE), 12/04/2016.Marcela Barbosa de Albuquerque MoraesChefe de Secretaria Adjunta
Despacho:
ATO ORDINATÓRIO Processo nº 0060662-30.2010.8.17.0001Ação de Procedimento ordinário Em cumprimento ao disposto no Provimento do
Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009, publicado no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 203, § 4º
do NCPC, intimo a parte apelada para, no prazo de 15 (dez) dias, manifestar-se sobre a apelação apresentada. Recife(PE), 13/04/2016.Chefe
de Secretaria AdjuntaMarcela Barbosa de Albuquerque Moraes
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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sendo contestada a ação no prazo marcado, presumir-se-ão aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelo Autor na petição inicial (art. 285,
c/c o art. 319, do CPC). DADO E PASSADO na cidade do Recife, 06 de abril de 2016. E, para que chegue ao conhecimento de todos, partes e
terceiros, eu, Maria de Lourdes Catanho Pereira de Lyra, o digitei e assinei. Maria de Lourdes Catanho Pereira de Lyra
Chefe de Secretaria. Paulo Torres Pereira da Silva - Juiz de Direito.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos Atos Ordinatórios proferidos, por este JUÍZO,
nos processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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que a decisão impugnada foi omissa, pois, em virtude da incompetência absoluta, deveria ser declarada nula a concessão da liminar de fl. 25.
Vieram-me os autos conclusos. Decido. De proêmio, em relação à arguição da impetrante, verifica-se que o intuito da mesma é modificar o
entendimento proferido na decisão, meio para o qual não se presta o recurso manejado. Ademais, acolher a tese defendida pela parte implicaria
na usurpação da competência da Justiça Federal, pois neste caso incumbe ao Juízo competente deliberar sobre a aplicação, ou não, da Teoria
do Fato Consumado ao caso. Incabíveis, portanto, os embargos de declaração para analisar dissensos entre a decisão judicial e o que, na ótica
da parte recorrente, é a tese jurídica mais adequada a ser adotada para o caso, restando a esta manejar o recurso cível apropriado para tal
desiderato. Já no que diz respeito às razões da impetrada, sob a ótica do Novo Código de Processo Civil, já em vigor, em seu art. 64, § 4º, § 4o,
salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida,
se for o caso, pelo juízo competente. Dessa forma, inclusive por ter sido concedida em tutela de urgência, não deve ser de pronto declarada a
nulidade do ato, incumbindo o conhecimento da questão ao Juízo Federal. Pelo exposto, ausentes os pressupostos previstos no art. 1.022 do
NCPC, rejeito os declaratórios opostos, mantendo a decisão embargada em todos os seus termos. Intimem-se.Recife, ____ de abril de 2016.
MARIA VALÉRIA SILVA SANTOS DE MELOJuíza de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
Sentença: 2015/01212
Processo: 0043935-64.2008.8.17.0001
Natureza da Ação: Reintegração / Manutenção de Posse
Autor: Cia Itauleasing de Arrendamento Mercantil
Advogado: PE001616A - Claudio Kazuyoshi Kawasaki
Advogado: PE000931A - Celso Marcon
Réu: Jose Ubirajara Luiz de Lima
Vistos etc. HOMOLOGO, por sentença, para que produza seus jurídicos e legais efeitos, o pedido de desistência de fls.102, formulado por Banco
Itaú S/A, parte Autora de Ação de Reintegração de Posse contra Jose Ubirajara Luiz de Lima. Em consequência, EXTINGO O FEITO com base
no artigo 267, inciso VIII, do Código de Processo Civil. Custas pagas às fls.16. Sem condenação em honorários. PUBLIQUE-SE E REGISTRE-
SE. Após, ARQUIVEM-SE. Recife, 10 de dezembro de 2015. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2015/01214
Processo: 0128704-10.2005.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Fatima Maria de Luna Fragoso
Advogado: PE020754 - Juliana da Silva Regis
Réu: Carrefour Adm de Cartões Cred Com Part LTDA
Advogado: PE017700 - Urbano Vitalino de Melo Neto
Vistos etc. Fátima Maria de Luna Fragoso, devidamente habilitado nos autos, por meio de advogado, propôs Ação Revisional de Contrato de
Prestação de Serviço de Cartão de Crédito contra Carrefour Adm. Cartões Cred. Com. Part. Ltda. A parte autora apresentou petição, às fls.149,
informando que as partes fizeram um acordo extrajudicial em relação ao litígio objeto da presente demanda, o qual foi totalmente pago, quitando
integralmente o valor da lide. Informou, ainda, que cada parte arcará com as despesas de ordem advocatícia. Requereu, assim, a extinção do
feito, bem como o arquivamento do processo. Em despacho de fls.189, foi determinado que o demandado se manifestasse, no prazo de 5 dias,
sobre o teor da petição e dos comprovantes de pagamentos acostados pela autora, informando se houve o pagamento integral do referido acordo.
O demandado se manifestou informando que houve o cumprimento integral do acordo extrajudicial realizado entre as partes, através de petição
juntada aos autos às fls. 199. Em consequência, EXTINGO O FEITO com base no artigo 267, inciso VIII, do Código de Processo Civil. Condeno
a demandante a arcar com as custas processuais, cuja exigibilidade fica suspensa enquanto durarem os motivos que ensejaram a concessão
da gratuidade judiciária (art. 12 da Lei n.º 1.060/50). PUBLIQUE-SE E REGISTRE-SE Após, ARQUIVEM-SE. Recife, 10 de dezembro de 2015
Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito Tribunal de Justiça de Pernambuco
Sentença: 2015/01220
Processo: 0031835-04.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Joaquim Rodrigues da Silva
Advogado: PE017730 - Alexandre Rocha Moraes
Réu: Luzia Maria Cavalcanti Rodrigues
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Vistos e etc. (...) A vista do exposto, e, amparada no art. 267, inciso VI do Código de Processo Civil JULGO EXTINTO o feito sem julgamento de
mérito pela evidência de carência de ação por falta de interesse de agir, em face da inadequação da via procedimental. Por força da sucumbência,
condeno a parte autora ao pagamento das custas processuais, as quais já foram pagas. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito
em julgado, arquivem-se, independentemente de nova conclusão. Recife, 24 de novembro de 2015. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2015/01222
Processo: 0040714-10.2007.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Tereza de Jesus Campos
Advogado: PE011633 - Maria Goretti Monteiro Barbalho
Réu: Bradesco
Advogado: SP119859 - Rubens Gaspar Serra
Vistos etc. (...) ANTE O EXPOSTO, e, considerando tudo o mais que dos autos constam, JULGO EXTINTO o processo, sem julgamento do
mérito, por ausência de pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo, nos termos do art. 267, inciso IV e § 3º do Código de
Processo Civil, deixando de analisar as preliminares e as questões meritórias suscitadas. Por força da sucumbência, condeno a demandante a
arcar com os honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa, conforme artigo 20, §3ª do Código de Processo Civil, cuja exigibilidade fica
suspensa enquanto durarem os motivos que ensejaram a concessão da gratuidade judiciária (art. 12 da Lei n.º 1.060/50). Publique-se. Registre-
se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se. Recife, 11 de dezembro de 2015. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2015/01224
Processo: 0138496-46.2009.8.17.0001
Natureza da Ação: Busca e Apreensão em Alienação Fiduciária
Autor: Banco Santander Brasil S/A
Advogado: PE001018B - Gustavo Nascimento de Melo
Advogado: PE014900 - Henrique Buril Weber
Advogado: PE026491 - Thiago da Silva Monteiro
Réu: Sebastiao Santos Pavão
Vistos etc. (...) Diante do exposto, e mais que dos autos consta, extingo o presente feito, sem resolução do mérito, nos termos do art. 267, IV,
do Código de Processo Civil. Custas já recolhidas (fls.20). Publique-se, registre-se e intime-se. Transitada em julgado, arquivem-se. Recife, 11
de dezembro de 2015. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2015/01227
Processo: 0015875-18.2007.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Severina Cavalcante Silva
Advogado: PE009076 - Solange de Moraes Vieira
Réu: Celpe
Advogado: PE019353 - Bruno Novaes B. Cavalcanti
Vistos etc. (...) Ante o exposto, julgo procedente o pedido formulado pela parte autora, para efeito de declarar a inexigibilidade frente a ela
da fatura 202324, no valor de R$6.934,22, relativa à inspeção 0308377016/01. Tenho, desta forma, por resolvido o mérito do processo, com
fundamento no artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, condenando a ré, por foca da sucumbência, no pagamento das custas e despesas
processuais, bem como honorários advocatícios, fixados estes em R$ 1.000,00 (mil reais), considerando o trabalho realizado pelo advogado, o
tempo despendido, a importância e natureza da causa. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Recife/PE, 04 de dezembro de 2015. Cláudio da
Cunha Cavalcanti Juiz de Direito Substituto
Sentença: 2015/01229
Processo: 0036215-85.2004.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Rosilene Gomes da Silva
Autor: Elizomar Leandro Teixeira Gomes da Silva
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O segundo demandado Massa Falida de Interbrazil Seguradora S/A opôs embargos de declaração à sentença de fls.346/351 que julgou
procedente em parte a presente Ação de Responsabilidade Civil por Danos Causados em Acidente de Trânsito proposta por Rosilene Gomes da
Silva contra Borborema Imperial Transportes Ltda e Interbrasil Seguradora S/A. A sentença deixou clara a motivação expendida e não contém
qualquer omissão, obscuridade ou contradição a ser sanada, pelo que entende este magistrado ser conveniente que os argumentos trazidos
pela parte embargante sejam expostos no recurso cabível, a fim de serem apreciados pela Instância Superior. Isto posto, não estando presentes
os requisitos previstos no art. 535, do CPC, rejeito estes Embargos de Declaração opostos por Massa Falida de Interbrazil Seguradora S/A,
mantendo a sentença em todos os seus termos. Publique-se. Recife, 26 de novembro de 2015 Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2015/01233
Processo: 0069476-36.2007.8.17.0001
Natureza da Ação: Manutenção de Posse
Autor: Quitéria Ana da Silva Queiroz
Advogado: PE006991 - Lélia Maria Cavalcanti de Lacerda
Réu: Mirtes Alves Barbosa
Vistos e etc. (...) A vista do exposto, e, amparada no art. 267, inciso VI do Código de Processo Civil JULGO EXTINTO o feito sem julgamento de
mérito pela evidência de carência de ação por falta de interesse de agir, em face da inadequação da via procedimental. Por força da sucumbência,
condeno a parte autora ao pagamento das custas processuais, cuja exigibilidade fica suspensa por força do que dispõe o art. 12 da Lei n.º
1060/50. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se, independentemente de nova conclusão. Recife, 16 de
novembro de 2015. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2015/01236
Processo: 0007046-09.2011.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Aluísio Pedrosa Pontes
Advogado: PE024834 - Camila Moraes Vilaverde Lopes
Advogado: PE028318 - Josefa René Santos Patriota
Réu: Sul América Saúde S/A
Advogado: PE021567 - Karla Capela Morais
Advogado: PE018558 - Roberto Gilson Raimundo Filho
A parte demandante Aluísio Pedrosa Pontes opôs embargos de declaração à sentença de fls.257/259 que julgou parcialmente procedente a
presente Ação Ordinária de Obrigação de Fazer, com Pedido de Antecipação de Tutela Jurisdicional com Liminar ajuizada por Aluísio Pedrosa
Pontes em face de Sul América Saúde. A sentença deixou clara a motivação expendida e não contém qualquer omissão, obscuridade ou
contradição a serem sanadas, pelo que entende este magistrado ser conveniente que os argumentos trazidos pela parte embargante sejam
expostos no recurso cabível, a fim de serem apreciados pela Instância Superior. Isto posto, não estando presentes os requisitos previstos no
art. 535, do CPC, rejeito estes Embargos de Declaração opostos por Aluísio Pedrosa Pontes, mantendo a sentença em todos os seus termos.
Recife, 17 de novembro de 2015 Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2015/01239
Processo: 0102007-10.2009.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Nivaldo Jerônimo Moscoso de Albuquerque
Autor: Rejane Barros de Albuquerque
Advogado: PE025511 - José Bartolomeu M. da Rocha
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Vistos e etc. (...) Isto posto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido contido na inicial, EXTINGUINDO O FEITO, o que faço, COM RESOLUÇÃO DO
MÉRITO, e, com fundamento no art. 269, inciso I do Código de Processo Civil. Condeno a parte autora ao pagamento das custas e dos honorários
advocatícios que arbitro no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), amparada no art. 20, § 4º do Código de Processo Civil, acrescido de juros e correção
monetária a partir desta data. Concedo os benefícios da justiça gratuita, nesse momento, ficando suspenso o pagamento em relação à parte
postulante, em face do benefício da assistência judiciária deferida. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, dê-se baixa
e arquivem-se os autos. Recife, 02 de dezembro de 2015. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00055
Processo: 0003034-78.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: João Batista dos Santos
Advogado: PE031562 - Angélica Ribeiro de Aquino
Réu: HSBC - Bank Brasil S/A - Banco Múltiplo
Advogado: PE012450 - Antônio Braz da Silva
Vistos e etc. (...) A vista do exposto, amparada na Lei n.º 8.078/90 e art. 5º, incisos V e X da Constituição Federal, artigos 186 e 927 do Código Civil
vigente e arts. 269, inciso I e 330, inciso I do Código de Processo Civil, JULGO PROCEDENTE, em parte, o pedido formulado por João Batista
dos Santos em face do estabelecimento bancário HSBC Bank Brasil S.A Banco Múltiplo, e em consequência, DECLARANDO NULA a cláusula
contratual que autoriza o desconto automático, em folha de pagamento, de forma ilimitada, para garantia de dívida estabelecida entre autor e réu.
CONVALIDO a tutela antecipada de fls. 29/29v, DETERMINANDO que a empresa demandada limite os descontos, em conta corrente do autor,
ao percentual de 30% (trinta por cento) dos seus vencimentos líquidos mensais. CONDENO, igualmente, a empresa ré a pagar a importância de
R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de indenização por danos morais causados a parte autora, com aplicação de juros de mora, a partir do evento
danoso (desconto automático acima do percentual de 30% dos vencimentos líquidos mensais na conta do autor), nos termos da Súmula 54 do
STJ, e correção monetária incidente a partir da prolação desta decisão. Tendo em vista a configuração de sucumbência mínima, nos termos do
art. 21, parágrafo único do CPC, condeno a parte demandada, a arcar com as custas processuais e honorários sucumbenciais, estes fixados
em 15% sobre o valor da condenação. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se. Recife, 02 de fevereiro
de 2016. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00056
Processo: 0055395-38.2014.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Ana Paula Ferreira da Silva
Advogado: PE032468 - Natalia Varela Caon
Réu: CELPE - Companhia Energética de Pernambuco
Advogado: PE019353 - Bruno Novaes B Cavalcannti
Vistos etc. (...) Ante todo o exposto, de acordo com a fundamentação antes produzida e com supedâneo nos artigos 269, I, do Código de
Processo Civil, ao tempo em que confirmo a decisão antecipatória dos efeitos da tutela de fl. 30, JULGO PROCEDENTE EM PARTE o pedido
inicial, resolvendo este feito com análise de mérito, condenando a parte demandada COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CELPE
ao pagamento de R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de reparação por danos morais, corrigidos monetariamente pela tabela do ENCOGE e
acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, ambos a contar da presente data, consoante Súmula 362 do STJ e recente posicionamento da 4ª
Turma da mesma Corte Superior, onde se considerou que a indenização por dano moral só passa a ter expressão em dinheiro a partir da decisão
judicial que a arbitrou (REsp 903258), e DECLARO inexistente os débitos relativos aos documentos de fls. 40/44. Convalido, ainda, a decisão de
fls.46 dos autos. Por força da sucumbência, condeno a parte requerida ao pagamento das custas judiciais e dos honorários advocatícios, estes
últimos arbitrados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. Publique-se, Registre-se e Intimem-se. Com o trânsito em julgado,
ausente pedido de cumprimento da sentença no prazo do art. 475-J, § 5º do Código de Processo Civil, arquivem-se os autos. Recife, 12 de
fevereiro de 2016. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00057
Processo: 0041825-48.2015.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Joaquim Alves de Sales
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Vistos etc., (...) Ante o exposto, com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil, e no art. 269, I do CPC, JULGO PROCEDENTE EM PARTE o
pedido formulado por Joaquim Alves de Sales na Ação Ordinária de Indenização por Danos Morais c/c Pedido de Obrigação de Fazer sem sede
de Tutela Antecipada, movida contra CELPE - Companhia Energética de Pernambuco para desconstituir o débito no valor de R$ 1.004,25 (mil e
quatro reais e vinte e cinco centavos), CONDENANDO a empresa ré ao pagamento de verba indenizatória no importe de R$ 3.000,00 (três mil
reais), a título de reparação por danos morais, valor que fixo tendo por parâmetro a natureza e extensão do prejuízo, o grau de culpa do ofensor,
as condições das partes e o caráter pedagógico da imposição. Sobre o montante indenizatório cabem juros de mora a partir da citação e correção
monetária incidente a partir da data do arbitramento do valor da indenização, ou seja, da prolação desta sentença. Oficie-se ao SERASA para
exclusão, em definitivo, posto que indevido. Por força da sucumbência, condeno a Demandada no pagamento das custas processuais e dos
honorários advocatícios, estes arbitrados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, com esteio no artigo 20, §3º, do CPC, com
atualização monetária a partir desta sentença. Transitada em julgado, ARQUIVE-SE.REGISTRE-SE e PUBLIQUE-SE. Recife, 05 de fevereiro
de 2016.Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00058
Processo: 0006665-30.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento Sumário
Autor: Severino Ramos da Silva
Advogado: PE029460 - Joanna de Lima Cavalcanti
Advogado: PE027708 - Brunna Marques Perazzo
Réu: Seguradora Líder dos Consórcios de Seguro DPVAT
Advogado: PE029559 - Mirella F. R. dos Santos
(...) Pelo exposto, com fundamento no art. 3º, da Lei nº. 6.194/74, julgo procedente o pedido da exordial para, reconhecendo o direito da parte
demandante à indenização do seguro Dpvat, condenar a seguradora ré a pagar à parte autora a quantia de R$7.087,50 (sete mil oitenta e sete
reais e cinquenta centavos), acrescido de juros legais de 1% ao mês a partir da data de citação e correção monetária conforme tabela ENCOGE
do TJPE, a partir da data de propositura da ação. Despesas processuais e honorários advocatícios pela parte vencida, sendo este arbitrado em
15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, nos termos do artigo 20, §3º, do Código de Processo Civil. Publique-se, registre-se e intime-
se. Com o trânsito em julgado, aguarde-se a manifestação da parte interessada no cumprimento de sentença pelo prazo de seis meses (artigo
475-J, §5º, CPC). Após, arquivem-se. Recife, 05 de fevereiro de 2016. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00060
Processo: 0049214-21.2014.8.17.0001
Natureza da Ação: Despejo por Falta de Pagamento
Autor: Sociedade Civil Ítalo-Brasileira - Casa D'Itália
Advogado: PE024526 - Frederico de M Cahu Belfort
Advogado: PE033045 - Rafaela Leôncio Almeida Silva
Réu: Ensino Superior Bureau Jurídico LTDA
Réu: José Janguie Bezerra Diniz
Advogado: PE018075 - Lítio Tadeu Costa Rodrigues dos Santos
Vistos e etc. (...) A vista do exposto, e, amparada na Lei n.º 8.245/91, art. 59 e seguintes, c/c Lei n.º12.112/09 e arts. 269, inciso I e 330, inciso
I do Código de Processo Civil, bem como fundamentada no art. 269, inciso IV do CPC c/c o art. 206 § 3º, inciso I do Código Civil, JULGO
PROCEDENTE EM PARTE o pedido contido na inicial, e, DECRETO, inicialmente, prescrita a pretensão da parte autora à cobrança dos aluguéis
e respectivas atualizações, no tocante aos meses de janeiro 2007 a junho de 2011. DECRETO o despejo da parte suplicada, a qual deverá ser
intimada, mediante mandado judicial, a desocupar o imóvel até o mês de janeiro de 2017, respeitando-se o prazo mínimo de 06 (seis) meses
e máximo de um ano, coincidindo com o período de férias escolares (art. 63 § 2º da Lei n.º 8245/91), não se eximindo, durante esse lapso
temporal, de cumprir com as obrigações contratuais. Declaro, em conseqüência, que fica rescindido o contrato de locação, havido entre as partes,
e, condeno a locatária ao pagamento dos encargos, em atraso, conforme contrato de fls. 30/33, naquilo que for convergente com a presente
decisão, correspondente ao percentual de 40% do total das taxas de IPTU e taxa de bombeiros, no período de uso do imóvel, desde a vigência do
primeiro contrato, até a efetiva desocupação do imóvel, pela parte locatária, tudo devidamente atualizados com juros moratórios legais de 12% ao
ano, a partir da data de citação, e, correção monetária, conforme tabela da ENCOGE, desde a data do ingresso desta ação, descontando-se, do
saldo devedor, os valores já depositados pelo locador e à disposição deste Juízo. No caso em tela, não autorizo, nesse momento, o levantamento,
pelo autor, da quantia depositada, à disposição do Juízo, à título de purgação da mora, a qual não foi complementada, uma vez que é controversa.
Deixo de fixar caução, para efeito de execução provisória por considerar que o despejo por falta de pagamento de aluguéis e encargo se constitui
numa das mais graves infrações contratuais (STJ - 6ª Turma, RMS 3.289-SP, DJU 09.10.95). Destarte, em razão da sucumbência recíproca, as
custas processuais e os honorários sucumbenciais serão repartidas na razão de 50% para cada parte. Quanto aos honorários advocatícios, fixo
801
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
os mesmos em 15% sobre o valor da causa. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, notifique-se e arquive-se o feito.
Recife, 11 de fevereiro de 2016. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00063
Processo: 0018805-96.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Rosivane de Araújo Santana
Advogado: PE030446 - Moisés Pergentino Madruga Filho
Réu: Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA
Advogado: PE023255 - Antônio de Moraes Dourado Neto
Vistos e etc. (...) A vista do exposto, amparada na Lei n.º 8.078/90 e art. 5º, incisos V e X da Constituição Federal e arts. 269, inciso I e 330, inciso
I do Código de Processo Civil, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado pela parte requerente, nesta ação, e em consequência, CONDENO a
parte requerida a pagar a importância de R$ 40.000,00 (dez mil reais), a título de indenização por danos morais causados à autora, com aplicação
de juros de mora, partir da comunicação do evento danoso (25.01.2013, conforme fls.91/103), e correção monetária incidente a partir da prolação
desta decisão. Condeno, igualmente, a demandada nas custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10 (quinze por cento) sobre o
valor da condenação, com base no art. 20 § 3º do CPC. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se. Recife,
17 de janeiro de 2016 Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00073
Processo: 0033536-97.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Banco Bradesco Financiamento S/A FINASA
Advogado: SP235738 - André Nieto Moya
Réu: Maria Alice Bezerra de Menezes
Advogado: PE005319 - Carlos Alberto Roma
Advogado: PE006831 - Cândida Rosa de Acioli Roma
Advogado: PE022849 - Roberto de Aciloi Roma
Vistos etc., (...) Por esses fundamentos, ante o exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido inaugural formulado pelo Banco Bradesco
Financiamentos S/A, e, em consequência, condeno Maria Alice Bezerra de Menezes, já qualificada, a lhe pagar a importância discriminada na
inicial, relativa ao débito representado pelo contrato de empréstimo de fls.11/12, referente a 34 parcelas que restaram inadimplidas, acrescido
de correção monetária pela tabela ENCOGE e juros moratórios, no percentual de 1% (um por cento) ao mês, a partir da citação (art. 406 do
Código Civil c/c art. 161, §1o, do CTN), valor a ser apurado em liquidação de sentença. Condeno, ainda, a parte demandada no pagamento das
custas processuais adiantadas pela parte autora (fls.40), e verba honorária advocatícia, esta arbitrada em 15% (quinze por cento) sobre o valor
da condenação, cuja exigibilidade fica suspensa enquanto durarem os motivos que ensejaram a concessão da gratuidade judiciária (art. 12 da Lei
n.º 1.060/50). Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se com as cautelas de praxe. Recife, 02 de fevereiro
de 2016. Ana Paula Lira Melo JUÍZA DE DIREITO
Sentença: 2016/00080
Processo: 0059964-82.2014.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento Sumário
Autor: Elaine Lima de Lemos
Advogado: PE020487 - Leonardo de Lemos Rodrigues
Advogado: PE031249 - Natalia Alexandrina Cordeiro Silva
Réu: Editora Abril S/A
Advogado: RJ084367 - Márcio Vinicius Costa Pereira
Advogado: PE018348 - Anderson Ribeiro Ferrari
Advogado: PE019426 - Mariana Velloso Borges Bezerra De Carvalho
(...) A vista do exposto, amparada na Lei n.º 8.078/90 e art. 5º, incisos V e X da Constituição Federal, artigos 186 e 927 do Código Civil vigente
e arts. 269, inciso I do Código de Processo Civil, JULGO PROCEDENTE em parte o pedido formulado pela parte requerente nesta ação, e
convalido a decisão de fls.28 dos autos. Determino a rescisão do contrato com o cancelamento definitivo da assinatura da Revista Veja, bem
como o cancelamento das cobranças das parcelas no valor de R$ 75,55, descontadas no cartão de crédito Santander da demandante. Condeno
a parte demandada a restituir a parte autora no valor de R$ 906,60, referente as doze parcelas pagas e devidamente comprovadas nos autos,
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
corrigidos monetariamente pela tabela do ENCOGE, a partir da data do efetivo prejuízo, ou seja, 06.03.2014 (Súmula 43 do STJ), e acrescidos
de juros de mora, no percentual de 1% ao mês, a partir de 06.03.2014. Tendo em vista que a parte demandada comprovou documentalmente, às
fls.189, que já antecipou para a autora parte do valor ora condenado, ocorrerá a compensação dos valores. Há a desnecessidade de liquidação
por artigos ou arbitramento, bastando a apresentação de simples cálculos aritméticos para a apuração do valor devido, nos termos do ar. 475 - B
do CPC. Indefiro o pedido de condenação por danos morais pelas razões já expostas. Em face da sucumbência mínima, condeno o demandado
ao pagamento das custas e honorários advocatícios, que fico em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação (art. 20, §3.º, CPC). Publique-
se. Registre-se. Intimem-se Recife, 12 de fevereiro de 2016. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00086
Processo: 0088095-04.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Maria Eugenia de Oliveira Medeiros
Advogado: PE033947 - Jaime Marçal Dantas Filho
Réu: Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S/A
Advogado: PE134307 - João Barbosa da Silva
Advogado: RJ152629 - Fernando de Freitas Barbosa
Advogado: PE004246 - João Alves Barbosa Filho
(...) Ante o exposto, com fundamento no artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, bem como art. 3º, inciso II, e seu § 1º, inciso II da
lei n. 6.194/1974, resolvendo o mérito da ação, JULGO PROCEDENTE EM PARTE o pedido inicial para condenar a parte ré ao pagamento
da importância de R$ 675,00 (seiscentos e sessenta e cinco reais), monetariamente atualizado pelo IPCA, a partir do evento danoso (súmula
43 STJ), acrescidos de juros moratórios a partir da citação (súmula 426 STJ), no percentual de 1% (um por cento) ao mês. Condeno, ainda, a
ré a pagar as custas processuais e honorários advocatícios, estes no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação. Após
o trânsito em julgado, remetam estes autos ao arquivo. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Recife, 26 de fevereiro de 2016. Ana Paula Lira
Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00088
Processo: 0008756-93.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Maria do Amparo Coutinho de Lemos Alves
Advogado: PE031957 - Thiago Cézar Almeida Coutinho
Réu: Sul América Companhia de Seguro Saúde S/A
Advogado: PE021567 - Karla Capela Morais
Advogado: PE018558 - Roberto Gilson Raimundo Filho
(...) Ante o exposto, com base nos ditames da legislação do consumidor (Lei nº 8.078/90) e no art. 269, I c/c o art. 330, I, esses últimos do
C.P.C., JULGO PROCEDENTE a presente ação aforada por Maria do Amparo Coutinho de Lemos Alves contra Sul América Companhia de
Seguro Saúde, para o fim de confirmar os efeitos da tutela antecipada, condenando a Demandada a arcar com o tratamento da autora, referente
à autorização e responsabilização de despesas médico-hospitalares, mormente no que percute às três aplicações mensais no olho esquerdo de
injeção intravítrea droga Lucentis (Ranibizumab), com o acompanhamento do exame OCT - Tomografia de coerência óptica, conforme prescrito
pelo médico. Ainda, condeno a seguradora ré a pagar o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) à parte autora, a título de danos morais, corrigidos
monetariamente pela tabela do ENCOGE, a partir da publicação desta decisão (Súmula 362 do STJ), acrescidos de juros de mora, no percentual
de 1% ao mês, a partir de 18.01.2013. Condeno, ainda, a demandada a restituir a parte autora no valor de R$ 294,40 (duzentos e noventa e
quatro reais e quarenta centavos), referente ao valor pago pela autora, conforme documento acostado aos autos às fls.43, acrescidos de juros de
1% ao mês e correção monetária a partir de 04.01.2013. (Sumula 43 do STJ). Por força da sucumbência, condeno a demandada ao pagamento
das custas processuais e honorários advocatícios, estes arbitrados em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com esteio no art. 20, § 4, do Código de
Processo Civil, com atualização monetária a partir desta sentença. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Após o trânsito em julgado, arquive-se.
Recife, 25 de fevereiro de 2016 Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00090
Processo: 0052695-36.2007.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Arnete Assunpção Martins de Almeida
Advogado: PE017070 - Otto Cavalcanti Almeida
Réu: UNIBANCO
Advogado: PE027194 - Leonardo Nadler lins
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Vistos etc. (...) Ante o exposto, com fulcro na fundamentação supra, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na inicial, condenando o
UNIBANCO - UNIÃO DE BANCOS BRASILEIROS S/A ao pagamento da diferença entre o índice efetivamente creditado e o índice que deveria
ser utilizado, qual seja, IPC de 26,06% (junho/1987), sobre o saldo de poupança existente na conta poupança n° 002.001.028.253-0 (fl. 30).
Deverão ser observados, inclusive, os valores convertidos para a moeda real e atualizados (correção monetária), incidentes a partir da data de
aniversário da conta, até efetiva liquidação, pela Tabela do Encoge, publicada mensalmente no Diário Oficial, com acréscimo, ainda, dos juros
contratuais (remuneratórios) de 0,5% ao mês, além de juros de mora de 1% ao mês, estes a partir da citação. Deve seguir o processo, em face da
condenação genérica (art.475-B, §§ 1 e 2º do CPC), ao incidente de Liquidação de Sentença por Arbitramento, momento em que o demandado
deverá apresentar os extratos bancários referentes aos meses em que foi condenado, nos termos da decisão, com o escopo de se encontrar
o eventual valor da diferença devida pelo Banco, advertido expressamente do teor do referido art.475-B, §2º do CPC. Nos termos do art. 20,
§3° do CPC, condeno o requerido ao pagamento das custas processuais e da verba honorária advocatícia, que fixo em 10% sobre o valor da
condenação. Incluam-se ANA CONCEIÇÃO MARTINS DE ALMEIDA e PAULO ARTUR MARTINS DE ALMEIDA no Sistema Judwin no polo ativo
da lide. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se. Recife, 25 de fevereiro de 2016. Ana Paula Costa de
Almeida Juíza de Direito Substituta
Sentença: 2016/00095
Processo: 0037174-07.2014.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Maria Desiderio de Souza
Advogado: PE028362 - Luiz Fabio Gonçalves da Silva
Advogado: PE022620 - Ana Patrícia de Barros Lucena Falcão
Réu: Companhia Energética de Pernambuco (CELPE)
Advogado: PE019353 - Bruno Novaes B Cavalcannti
(...) À vista do exposto, julgo procedente em parte o pedido formulado por Maria Desidério de Souza na presente ação de indenização que
promove contra Celpe - Companhia Energética de Pernambuco, em consequência, confirma a tutela antecipada concedida e condeno a ré a
pagar a importância de R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de ressarcimento por danos morais causados a autora, valor este que deverá ser
atualizado pela tabela do Encoge e acrescido de juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, a partir do evento danoso, correção monetária a
partir da presente data. Condeno, ainda, a demandada ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios em favor do patrono
da demandante, no percentual de 10% (dez por cento) sobre o montante da condenação, nos termos do artigo 20, §3º, do CPC. Publique-se.
Registre-se. Intime-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se. Recife, 17 de fevereiro de 2016. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00096
Processo: 0032564-98.2011.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento Sumário
Autor: Condomínio do Edifício Boa Viagem Medical Center
Advogado: PE021720 - Francisco Loureiro Severien
Advogado: PE028912 - Mariana Bandeira de Melo Fernandes
Réu: Hospital Alfa LTDA
Advogado: RJ109811 - Luiz Gustavo Nunes Ferreira Mourão
Tendo em vista o documento de fls.259, apresentado pela parte demandada, em que comprova que o recurso de Embargos Declaratórios foi
protocolado no dia 13.10.2015, junto ao PROGEFORO, mediante encaminhamento da petição para o endereço eletrônico do referido setor, e
que o recebimento da petição foi confirmado no dia 14.10.2015, passo a analisar os Embargos de Declaração de fls.251/254. A parte demandada
Hospital Alfa S/A opôs embargos de declaração à sentença de fls.235/239 que julgou improcedente a presente Ação de Cobrança de Taxas
Condominiais pelo Rito Sumário ajuizada por Condomínio do Edifício Boa Viagem Medical Center em face de Hospital Alfa Ltda. A sentença
deixou clara a motivação expendida e não contém qualquer omissão, obscuridade ou contradição a serem sanadas, pelo que entende este
magistrado ser conveniente que os argumentos trazidos pela parte embargante sejam expostos no recurso cabível, a fim de serem apreciados
pela Instância Superior. Isto posto, não estando presentes os requisitos previstos no art. 535, do CPC, rejeito estes Embargos de Declaração
opostos por Hospital Alfa S/A, mantendo a sentença em todos os seus termos. Recife, 01 de fevereiro de 2016 Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00097
Processo: 0020416-60.2008.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Myfflyn Mychell Teixeira Ferreira
Advogado: PE024963 - Maria Gerusa Correia Elvas
Réu: Julius César Carvalho Guimarães
Réu: Banco GE Capital
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
(...) Isto posto, ACOLHO os presentes embargos declaratórios interpostos pela parte autora, para efeito de corrigir a omissão na sentença, de
modo que, na parte dispositiva, onde se lê: "... Condeno, ainda, os réus, nos ônus da sucumbência, fixando os honorários sucumbenciais em
20% (quinze por cento) sobre o valor total da condenação, em vista do grau de diligência demonstrado pelos causídicos do demandante (CPC,
art. 20, §3º). Deverá, a verba sucumbencial, ser rateada, em parcelas iguais, entre os litisconsortes passivos." Leia-se: "Condeno, ainda, os
réus, nos ônus da sucumbência, fixando os honorários sucumbenciais em 20% (quinze por cento) sobre o valor total da condenação, em vista
do grau de diligência demonstrado pelos causídicos do demandante (CPC, art. 20, §3º), bem como no pagamento das custas. Deverá, a verba
sucumbencial, ser rateada, em parcelas iguais, entre os litisconsortes passivos...". Com relação à contradição alegada pela parte demandada,
Banco Cifra S/A, entendo que a sentença deixou clara a motivação expendida e não contém qualquer omissão, obscuridade ou contradição
a serem sanadas, pelo que entende este magistrado ser conveniente que os argumentos trazidos pela parte embargante sejam expostos no
recurso cabível, a fim de serem apreciados pela Instância Superior. Isto posto, não estando presentes os requisitos previstos no art. 535, do CPC,
rejeito os Embargos de Declaração opostos por Banco Cifra S/A. Republique-se a parte dispositiva da sentença com as alterações determinadas
nesta decisão. PUBLIQUE-SE. Recife, 01 de fevereiro de 2016 Ana Paula lira melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00099
Processo: 0000226-03.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Edvaldo Cesário Gomes
Autor: Terezinha da Silva Gomes
Autor: Jose Cesário Gomes
Advogado: PE031957 - Thiago Cézar Almeida Coutinho
Advogado: PE028318 - Josefa René Santos Patriota
Réu: COMPESAPREV Compesa Saúde
Advogado: PE029978 - Maria Cecilia Souto Maior da Fonseca
Vistos. (...) A vista do exposto, Julgo procedente o pedido formulado na inicial, pela parte requerente nesta ação, e, extingo o feito com resolução
de mérito (art.269, I, do CPC). Convalido a decisão de fls.81. Condeno a seguradora ré a pagar o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) à parte
autora, a título de danos morais, corrigidos monetariamente pela tabela do ENCOGE, a partir da publicação desta decisão (Súmula 362 do STJ),
acrescidos de juros de mora, no percentual de 1% ao mês, a partir de outubro de 2012. Custas e honorários advocatícios pela ré, estes fixados
em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação em danos morais. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Recife, 19 de fevereiro de 2016
Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
Sentença: 2016/00101
Processo: 0017255-66.2013.8.17.0001
Natureza da Ação: Procedimento ordinário
Autor: Lucas Odon Paes
Advogado: PE021817 - Romero Grund Lopes
Advogado: PE007227 - Everardo Cavalcanti Guerra
Réu: Natura Cosméticas S/A
Advogado: SP091311 - Eduardo Luiz Brock
(...) Ante as razões expostas, julgo procedente o pedido desta ação indenizatória, com fundamento no art. 927 e segs.do Código Civil e 269,
inciso I, do CPC, para condenar a parte demandada ao pagamento de indenização por dano moral à parte autora na quantia de R$ 4.000,00
(quatro mil reais), acrescida de juros moratórios de 1% a.m. e correção monetária pela tabela do TJPE a partir desta data e, em consequência,
confirmo a tutela antecipada deferida às fls. 18. Condeno, ainda, a parte ré ao pagamento das despesas processuais e da verba honorária, esta
de 20% sobre o valor da condenação, pela vencida (CPC - art. 20). Publique-se, registre-se e intime-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-
se. Recife, 24 de fevereiro de 2014. Ana Paula Lira Melo Juíza de Direito
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ATO ORDINATÓRIO : Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ de 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intime-se as partes para, no prazo de 15 (quinze) dias,
manifestar-se sobre o retorno dos autos da 2ª Instância, sob pena de arquivamento do feito. Recife (PE), 04/04/2016.Simone de MedeirosChefe
de Secretaria Adjunta
ATO ORDINATÓRIO: Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 203, § 4º do NCPC, intimo a parte autora para, no prazo de 10 (dez) dias,
manifestar-se sobre mandado cumprido negativamente, constantes nas fls. 114/115. Recife (PE), 05/04/2016.Clarissa Helena R. SerraChefe de
Secretaria
ATO ORDINATÓRIO: Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 203, § 4º do NCPC, intimo a parte autora para, no prazo de 10 (dez) dias,
manifestar-se sobre mandado cumprido negativamente, constantes nas fls. 89/90. Recife (PE), 05/04/2016.Clarissa Helena R. SerraChefe de
Secretaria
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ATO ORDINATÓRIO: Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 203, § 4º do NCPC, intimo a parte autora para, no prazo de 10 (dez) dias,
manifestar-se sobre os mandados cumpridos negativamente, constantes nas fls. 230/230v e 231/232. Recife (PE), 05/04/2016.Clarissa Helena
R. SerraChefe de Secretaria
ATO ORDINATÓRIO: Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ de 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intime-se as partes para, no prazo de 15 (quinze) dias,
manifestar-se sobre o retorno dos autos da 2ª Instância, sob pena de arquivamento do feito. Recife (PE), 03/02/2016.Simone de MedeirosChefe
de Secretaria Adjunta
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DESPACHO : Bacen sem sucesso, então defiro agora fls. 159, item 2. Acompanhe credor a diligencia com o Sr. Oficial. Recife (PE), 01 de abril
de 2016. Rafael José de MenezesJuiz de Direito
Despacho: Remetam-se os autos ao arquivo. Publique-se. Recife, 6 de abril de 2016. Rafael de Menezes Juiz de Direito
Despacho: Considerando o deferimento da gratuidade de justiça em sede de agravo no Egrégio TJPE, torno sem efeito a sentença de fl.
77, prosseguindo o feito. Compulsando os autos, verifico que se trata de ação objetivando desconstituir parcelas com nulidade de cláusulas
contratuais, bem como a devolução de valores relacionados a negócio jurídico para aquisição de bem imóvel. O autor ainda requer antecipação
dos efeitos da tutela para determinar suspensão de prestações, que deixo para apreciar após contestação, vez que se trata de matéria de fato,
permitindo, dessa forma, a possibilidade do exercício do contraditório por parte do réu, mesmo que de forma não exauriente. Cite-se o réu para
contestar o pedido elaborado nesta ação, no prazo de 15 (quinze) dias, com as advertências legais. Recife/PE, 8 de abril de 2016.Rafael José
de MenezesJuiz de Direito da 8ª Vara Cível Seção B em exercício cumulativo da 26ª Vara Cível Seção BRafael NovaisAssessor Jurídico
Despacho: Mantenho a decisão agravada pelos seus próprios fundamentos. Aguarde-se em secretaria o deslinde do agravo noticiado ou
manifestação das partes. Recife/PE, 13 de abril de 2016. Rafael José de MenezesJuiz de Direito da 8ª Vara Cível Seção Bem exercício cumulativo
da 26ª Vara Cível Seção BRafael NovaisAssessor Jurídico
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Despacho: Certifique à secretaria sobre o decurso do prazo sem manifestação dos réus para cumprimento voluntário da sentença. Não ocorrida
manifestação dos réus, defiro o pedido de fls. 75/76 e determino a expedição de alvará na forma determinada na sentença. Após, intime-se autor
para retirada e efetivo cumprimento. Cumpra-se. Intime-se. Recife/PE, 13 de abril 2016. Rafael José de MenezesJuiz de Direito da 8ª Vara Cível
Seção B em exercício cumulativo da 26ª Vara Cível Seção B Rafael Novais Assessor Jurídico
Despacho: Defiro o pedido de fls. 389. Informe coautores Arley Christian Pinto de Souza e Allan Clístenes Pinto de Sousa, no prazo de 15
(quinze) dias, o endereço atualizado da Empresa Publicidade e Eventos Adrenalina Ltda., sob pena de extinção. Intimem-se. Recife/PE, 13 de
abril 2016. Rafael José de MenezesJuiz de Direito da 8ª Vara Cível Seção B em exercício cumulativo da 26ª Vara Cível Seção B Rafael Novais
Assessor Jurídico
Vigésima Sexta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho: Intime-se a executada para, no prazo de 05 (cinco) dias, manifestar-se sobre o bloqueio de ativos financeiros realizado às fls. 140/141,
nos termos do art. 854, § 3º do NCPC. Decorrido o prazo sem manifestação, retornem os autos conclusos. Recife, 07 de abril de 2016.Rafael
de MenezesJuiz de DireitoDanielly MirandaAssessora
Despacho: Intime-se a executada para, no prazo de 05 (cinco) dias, manifestar-se sobre o bloqueio de ativos financeiros realizado às fls. 275/276,
nos termos do art. 854, § 3º do NCPC. Decorrido o prazo sem manifestação, retornem os autos conclusos. Recife, 07 de abril de 2016.Rafael
de MenezesJuiz de DireitoDanielly MirandaAssessora
Despacho: Ante a certidão de fls. 141, intime-se a parte autora para comprovar a efetiva publicação do edital de citação, sob pena de extinção do
feito sem resolução do mérito. Publique-se. Intimem-se. Recife, 08 de abril de 2016.Rafael de MenezesJuiz de DireitoDanielly MirandaAssessora1
Despacho: Ante a certidão de fls. 141, intime-se a parte autora para comprovar a efetiva publicação do edital de citação, sob pena de extinção do
feito sem resolução do mérito. Publique-se. Intimem-se. Recife, 08 de abril de 2016.Rafael de MenezesJuiz de DireitoDanielly MirandaAssessora1
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Despacho: Com o advento do NCPC, inexiste agora um procedimento especial para a ação de usucapião, que passa a ser tratada como
uma ação de procedimento comum. Mas o princípio constitucional da defesa ampla e as exigências administrativas da lei de registro público
mantiveram os mesmos requisitos da velha ação de usucapião. Assim, diga o autor se o proprietário do imóvel, cujo nome consta do registro,
foi pessoalmente citado? Idem os confinantes? Diga autor também se as três Fazendas foram notificadas. Diga se existe planta do imóvel nos
autos firmada por engenheiro ou arquiteto. Por fim, diga se eventuais terceiros interessados foram citados por edital, sendo desnecessário para
estes a nomeação de curador. Cumpridas todas estas providências pelo autor, dê-se vistas ao MP conforme art 178, I do NCPC. Intimem-se.
Recife, 12 de abril de 2016.Juiz Rafael de Menezes- em exercício
Despacho: Digam as partes face fls. 330 e 335.Recife, 12/04/2016.Rafael de MenezesJuiz de Direito
Despacho: Acolho na íntegra valioso parecer retro, pelos seus fundamentos.Redistribua-se conforme fls. 374, digo, 274.Recife,
12/14/2016.Rafael de MenezesJuiz de Direito.
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Despacho: Intime-se o exequente para, no prazo de cinco dias, manifestar-se sobre a indicação à penhora de bem imóvel pelo executado, às
fls. 38/42. Publique-se. Intimem-se. Recife, 12 de abril de 2016.Rafael de MenezesJuiz de DireitoDanielly MirandaAssessora
Despacho: Decido conforme art 357 do NCPC.Trata-se de ação ordinária ajuizada por Roderick Pereira contra Hospital Memorial São Jose,
ambos qualificados, afirmando autor que precisou de atendimento de urgência no réu, por ser portador da doença de Parkinson, mas foi
mal atendido, prejudicando sua saúde, pelo que pede providencias judiciais.Tutela antecipada deferida às fls. 59.Réu ofereceu embargos de
declaração e também contestação.Embargos despachados às fls. 254.Autor pediu julgamento do feito e réu pediu prova testemunhal para
instrução.Decido:Não há preliminares e controvérsia é saber se autor foi maltratado no ambiente hospitalar do Memorial, que demorou em
providenciar o tratamento prescrito pelo médico, prejudicando saúde do Sr. Roderick.Para isso faz-se necessário perícia médica, pelo que nomeio
expert o Dr. Mauricio Cesar Leal, profissional da confiança deste Juízo, currículo no Gabinete, tel 32271879 com honorários de três mil reais a
serem adiantados pelas partes, na razão de metade cada uma.Tal valor dos honorários está compatível com a natureza da demanda face valor
da causa de cem mil reais atribuído pelo autor.Lembro que a parte não gasta com a perícia, apenas adianta o custo, pois no final recebe do
sucumbente, assim quem tem bom direito não se esquiva das despesas processuais.Ainda lembro que o advogado deve manter seu cliente
longe da Corte, pois litigar é dispendioso, e as partes podem a qualquer tempo conciliar dialogando entre si, sem necessidade de sobrecarregar
o Estado-Juiz. Quanto ao perito, servirá escrupulosamente, independente de compromisso, e para o desempenho de sua função, poderá ouvir
testemunhas, obter informações, solicitar documentos que estejam em poder das partes ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo
com plantas, desenhos, fotografias e outras quaisquer peças.Lembro também que o perito poderá ter que comparecer futuramente em audiência
para prestar eventuais esclarecimentos.Os honorários do perito serão depositados em nome do Juízo, na CEF ou BB agências deste Fórum
Rodolfo Aureliano, e entregues ao profissional após a apresentação do laudo, facultada sua liberação parcial quando necessária. Após depósito
dos honorários, intime-se o perito para dizer se aceita a nomeação, bem como as partes para impugná-lo, apresentar quesitos e indicar assistentes
técnicos, se quiserem.Após, o perito levará os autos para elaborar o laudo, respondendo às perguntas das partes, e as inquietações supra
deste Juízo.A audiência de instrução será designada oportunamente se necessária. Ressalto que eventual resistência da parte em depositar os
honorários, pode trazer verossimilhança à tese do oponente.Ainda, face condição de saúde do autor, atualize a procuração a seu advogado, pois
a peça de fls. 11 está sem data, pelo que determino excepcionalmente que venha com firma reconhecida, para que não se questione lucidez do
portador de "parkinson". Intimem-se.Recife, 13 de abril de 2016Juiz Rafael de Menezes- em exercício -
Vigésima Sexta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Expeça-se alvará em favor da exequente para liberação do valor bloqueado nos autos às fls. 178. Condiciono a liberação do valor à prévia
publicação no Diário Oficial da Justiça, nos termos do art. 1º do Provimento nº 05/2011 do Conselho da Magistratura. Após, arquivem-se os autos.
Publique-se. Cumpra-se. Recife, 01 de abril de 2016.Rafael de MenezesJuiz de DireitoDanielly MirandaAssessora
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
(...) 11. Diante do exposto, com fulcro no artigo 485, VIII, do NCPC, HOMOLOGO O PEDIDO DE DESISTÊNCIA FORMULADO E EXTINGO
O PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO.12.Condeno o Autor ao pagamento das custas e despesas processuais. No entanto, a
exigibilidade da condenação fica suspensa até que ocorram as hipóteses do art. 98, § 3º, do NCPC. Sem honorários advocatícios ante a
ausência do contraditório. 13.Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Certificado o trânsito em julgado, expeça-se o alvará para liberação dos
valores depositados na Conta Judicial sob o nº 3800104001299 à disposição deste juízo, em favor da parte autora e no valor de R$ 1.041,82 (hum
mil e quarenta e um reais e oitenta e dois centavos), com as devidas atualizações, conforme extrato de fls. 50/51. Após, arquivem-se. Recife,
12 de abril de 2016. José Gilmar da Silva Juiz de Direito
(...) 14.Diante do exposto, HOMOLOGO o acordo de fls. 135/136 e DECLARO EXTINTO O FEITO COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO, em virtude
de as partes terem transigido, com fulcro no art. 487, inciso III, b, do NCPC. 15.Sem condenação em honorários, face aos termos do acordo
firmado entre as partes.16.Publique-se, registre-se e intimem-se. Considerando a renúncia ao prazo recursal, certifique-se o trânsito em julgado.
Após, intime-se a parte ré para efetuar o recolhimento das custas finais no prazo de 05 (cinco) dias. Efetuado o pagamento das custas, arquivem-
se. Recife, 12 de abril de 2016. José Gilmar da Silva Juiz de direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
816
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
817
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
818
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
820
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
821
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
(...) Isto posto, rejeito os embargos de declaração, mantendo a sentença de fls. 242/244 em todos os seus termos. No que diz respeito ao petitório
de fls. 249/251, tenho que não merece prosperar, uma vez que o pedido da suplicada, Maria Madalena Leite Cordeiro Pontes, foge aos limites
da presente lide, que versa sobre questão possessória, não se configurando, pois, instrumento hábil a transferir o domínio do bem litigioso da
forma postulada. Indefiro, portanto, o pedido supracitado, ressaltando que deverá a requerente fazer valer sua pretensão pelo meio adequado.
Recife, 01 de fevereiro de 2016. MARIA VALÉRIA SILVA SANTOS DE MELO Juíza de Direito
Processo Nº: 0060709-33.2012.8.17.0001
Natureza da Ação: Busca e Apreensão em Alienação Fiduciária
Autor: B.V FINANCEIRA S.A.C.F.I.
Advogado: PE017879 - Ricardo Jorge Rabelo Pimentel Beleza
Réu: VALDEMIR ALVES DE ANDRADE
Despacho:
PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO Processo nº 0060709-33.2012.8.17.0001 Vistos, etc. Apesar de comprovada a dívida em relação à
parte ré, não há nos autos demonstração documental da aquisição do crédito, embora devidamente intimado, conforme fls.54, pelo "FUNDO
DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS NÃO PADRONIZADOS - PCG BRASIL MULTICARTEIRA da BV Financeira S.A., referente
ao contrato de n° 128002155, ônus que incumbia à demandante (FUNDO DE INVESTIMENTO), nos termos do artigo 333 do CPC. Indefiro o
pedido de substituição contido na petição de fls. 44, por não conter documento essencial à sua eficácia, ao teor do artigo 288 do CC. Sendo
assim, intime-se o autor, por seu advogado mediante nota de expediente e pessoalmente, por carta com AR, para, em derradeira oportunidade,
no prazo de 48 (quarenta e oito) horas demonstrar interesse no prosseguimento do feito, sob pena de arquivamento Recife, 05 de outubro de
2015.Maria Valéria Silva Santos de Melo Juíza de Direito
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querendo, responder à presente ação no prazo de 15 (quinze) dias, com as advertências do artigo 285 do CPC. 5. Uma vez apresentada defesa
em forma de contestação, intime-se a parte autora para as devidas manifestações, no prazo de 10 (dez) dias. 6. Com ou sem réplica, voltem-
me os autos conclusos. 7. Fica, de logo, facultada a vista dos autos aos advogados habilitados, desde que não esteja em curso prazo comum,
ressalvada a hipótese prevista no artigo 40, § 2º, do CPC. Recife, 19 de fevereiro de 2016. Maria Valéria Silva Santos de Melo Juíza de Direito
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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO JUÍZO DE DIREITO DA 30ª VARA CÍVEL DA CAPITAL - SEÇÃO A Processo nº
0098840-43.2013.8.17.0001DESPACHO Tendo em vista a interposição do recurso de apelação sob a égide do novo código de processo civil,
intime-se a parte apelada para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 1010, § 1º do NCPC. Uma vez decorrido
o prazo supracitado, com ou sem manifestação da parte, remetam-se os autos ao Egrégio Tribunal de Justiça de Pernambuco. Cumpra-se. Recife,
04 de abril de 2016 LUCIANA FERREIRA DE ARAÚJO MAGALHÃES Juíza de Direito
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anteciparam à suspensão do processo para procedimento de substituição processual, faculto, por manifesta cautela, às Sras. ANA ELISA
MOREIRA GUEDES, MARIA TEREZA LAPA MOREIRA, MÔNICA DA CRUZ LAPA MOREIRA e VALÉRIA LAPA MOREIRA, prestarem declaração,
no prazo de 05 (cinco) dias, acerca da condição de únicas herdeiras da falecida/autora, bem assim acerca da existência de bens a inventariar.
Intimem-se, uma vez cumprida tal diligência, voltem-me conclusos na mesma ordem preferencial. Recife, 11 de abril de 2016.Luciana Ferreira
de Araújo Magalhães Juíza de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO,
nos processos abaixo relacionados:
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se limitou a requerer o levantamento do valor depositado às fls.121, ficando inerte sobre o mérito da impugnação arguida pela parte contrária.
Sendo assim, em não tendo aquiescência da parte autora/impugnado sobre os cálculos apresentados pelo impugnante, houve a instalação do
contraditório. Ademais, nos cálculos ofertados pela parte impugnante (fls.119) não há a multa e os honorários do artigo do artigo 523, §1°, do
CPC/15 e da súmula 517, do STJ, sendo aquela (multa por descumprimento) de natureza processual coercitiva, podendo, portanto, ser cobrada
de ofício pelo magistrado, embora ao final seja destinada à parte. Outrossim, com base no artigo 525, §6°, do CPC/15, e ante a possibilidade
de danos, defiro o efeito suspensivo à impugnação ofertada até a homologação dos respectivos cálculos. Posto isto, remetam-se os autos ao
contador. Devendo a correção atentar para a data do depósito de fls. 121. Após, volvam os autos conclusos. Recife, 04 de abril de 2016.Otoniel
Ferreira dos Santos Juiz de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Data: 13/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Data: 13/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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a fim de receber o documento de que trata a parte final da sentença de fls.189/191. Recife (PE), 11/04/2016. Carlos André Magalhães de Souza.
Chefe de Secretaria Adjunto.”
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho:
Processo nº 0021353-65.2011.8.17.0001 1. Interposta a apelação pela parte autora às fls. 213-219, fale a parte apelada. 2. Decorrido o prazo
legal, com ou sem apresentação da resposta ao apelo, voltem-me os autos conclusos. Recife, 06 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo
Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 0055654-04.2012.8.17.0001Intime-se o devedor, na pessoa do seu advogado, por meio do Diário de Justiça Eletrônico, conforme
previsto no art. 513, §2º, I do CPC/2015, para o cumprimento do julgado no prazo de 15 (quinze) dias. Caso não haja pagamento voluntário no
prazo supracitado, o débito será acrescido de multa de 10% (dez por cento) e, também, de honorários advocatícios de 10% (dez por cento),
conforme reza o parágrafo §1º do art. 523 do CPC/2015.Não efetuado o pagamento no prazo assinalado, expeça-se, desde logo, mandado de
penhora e avaliação (art. 523, §3º CPC/2015). O prazo de 15 dias para impugnação ao cumprimento de sentença inicia-se logo após o decurso
do prazo para pagamento voluntário, nos próprios autos, independente de penhora ou nova intimação (art. 525 CPC/2015). Recife, 06 de abril
de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
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Despacho:
Processo n. 39452-44.2015.8.17.0001 (Saneamento e Organização do Processo - art. 357, NCPC) Vistos... Decisão proferida em obediência ao
art. 357 do NCPC. Inversão do ônus da prova. Penso que a situação em foco demonstra claramente que as partes se enquadram nos arts.2º e 3º
da lei 8078/90. Ademais, segundo o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, a hipossuficiência a que faz remissão o inciso VIII do CDC
deve ser analisada não apenas sob o prisma econômico e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto de produção de prova técnica (STJ, 3ª T.,
REsp 1155770/PB, Relatora Nancy Andrighi, Data do Julgamento 15/12/2011, Data de Publicação/Fonte DJe 09/03/2012). Destarte, à luz de tais
considerações e em respeito ao §1º do art. 273 do novo CPC, determino a inversão do ônus da prova, devendo a parte ré desincumbir-se do ônus
probatório. Nesta senda, intimem-se as partes para dizer se pretendem produzir provas em audiência de instrução. Em caso positivo, devem,
de logo, especificá-las, justificando a sua necessidade. Publique-se. Intimações necessárias. Recife, 05 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de
Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo n. 8212-37.2015.8.17.0001(Saneamento e Organização do Processo - art. 357, NCPC) Vistos... Decisão proferida em obediência ao
art. 357 do NCPC. Inversão do ônus da prova. Penso que a situação em foco demonstra claramente que as partes se enquadram nos arts.2º e 3º
da lei 8078/90. Ademais, segundo o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, a hipossuficiência a que faz remissão o inciso VIII do CDC
deve ser analisada não apenas sob o prisma econômico e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto de produção de prova técnica (STJ, 3ª T.,
REsp 1155770/PB, Relatora Nancy Andrighi, Data do Julgamento 15/12/2011, Data de Publicação/Fonte DJe 09/03/2012). Destarte, à luz de tais
considerações e em respeito ao §1º do art. 273 do novo CPC, determino a inversão do ônus da prova, devendo a parte ré desincumbir-se do ônus
probatório. Nesta senda, intimem-se as partes para dizer se pretendem produzir provas em audiência de instrução. Em caso positivo, devem, de
logo, especificá-las, justificando a sua necessidade. No mais, quanto ao pedido de revogação da tutela concedida em razão de inadimplemento
da empresa estipulante, intime-se o réu para se manifestar sobre o argumento da acionante no sentido de que o juízo da 27ª Vara Cível desta
comarca determinou a inclusão do autor em plano individual (fls. 132/137). Publique-se. Intimações necessárias. Recife, 05 de abril de 2016.
Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 28194-13.2010 Intime-se o devedor, na pessoa do seu advogado, por meio do Diário Oficial, conforme previsto no art. 513, §2º, I do
CPC/2015, para o cumprimento do julgado no prazo de 15 (quinze) dias. Caso não haja pagamento voluntário no prazo supracitado, o débito será
acrescido de multa de 10% (dez por cento) e, também, de honorários advocatícios de 10% (dez por cento), conforme reza o parágrafo §1º do art.
523 do CPC/2015. Não efetuado o pagamento no prazo assinalado, respeitando-se a regra estampada no art. 835, I do NCPC vigente, determino
o bloqueio nas contas bancárias (e aplicações financeiras) do executado, até o valor da dívida exequenda, bloqueio este a ser realizado pelo
sistema BACENJUD, conforme requerido em fls.267. O prazo para impugnação ao cumprimento de sentença inicia-se logo após o decurso do
prazo para pagamento voluntário, nos próprios autos, independente de penhora ou nova intimação (art. 525 CPC/2015). Recife, 04 de abril de
2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
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Despacho:
Decisão Processo nº 36136-23.2015 Vistos etc. O BANCO BONSUCESSO CONSIGNADO S.A em sua contestação alegou a incompetência
territorial da Comarca de Recife/PE para processar e julgar o feito, ao argumento de que o foro competente seria Olinda/PE, posto que é onde
reside a parte autora. Alegou, ainda, que não cabe se falar em competência territorial da Comarca de Recife/PE, posto que a empresa demanda
tem sede em Jaboatão dos Guararapes/PE. Em réplica a parte autora não se manifestou sobre a alegação de incompetência territorial. Foi o que
entendi de importante a relatar. Passo à motivação Pois bem. Penso que a situação em foco demonstra claramente que as partes se enquadram
nos arts.2º e 3º da lei 8078/90, se tratando de relação consumerista. Bem como, considerando que a hipótese de enquadra no art.101, I do
CDC, vejamos: Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços, sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e
II deste título, serão observadas as seguintes normas: I - a ação pode ser proposta no domicílio do autor; Reconheço, pois, a incompetência
deste Juízo e determino a remessa destes autos à Comarca de Olinda/PE, dando-se baixa na distribuição e procedendo-se com as anotações
necessárias. Faça-se, pois, a remessa, com as cautelas de estilo. P. Intimações necessárias. Recife, 05 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de
Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo n.47222-93.2012(DECISÃO INTERLOCUTÓRIA) Vistos... A parte exequente ingressou com um pedido de cumprimento de sentença
objetivando o cumprimento do que foi acordado em fls.100/100v, noticiando que a executada não cumpriu com o acordo firmado. Devidamente
intimado para o cumprimento da sentença, o executado apresentou Exceção de Pré-Executividade, alegando que em 04.12.2014 foi realizado
acordo entre as partes e que as parcelas se venceriam em 10 janeiro de 2015 até 10 de março de 2015 e que o pedido de cumprimento de sentença
teria sido protocolado em 03.03.2015, antes do vencimento da última parcela e, sem contudo, ter sido apresentado memorial de cálculo que
pretende executar. Desta forma, alega que no ato do pedido de cumprimento de sentença ainda não havia ocorrido o vencimento da totalidade das
parcelas, inexistindo no acordo previsão de vencimento antecipado, sendo assim, requer a procedência da exceção apresentada. O exequente
se manifestou aduzindo que o executado alega matéria que necessita de produção de prova, o que não é possível de se alegar por meio de
exceção de pré-executividade, pois esta deve dizer respeito apenas a aspectos formais do título executivo. Requer, assim, a rejeição da exceção
apresentada. Observo, ainda, que em fls. 100v o processo foi extinto em relação ao senhor Márcio José de Morais Queiroz Galvão e em face
da TECNIA CONSTRUÇÕES LTDA, tem em vista a homologação da desistência da parte autora. Tendo o acordo sido firmado apenas com a
Sra. Renata Rodrigues Queiroz Galvão. Eis o relatório. Passo à fundamentação. Tendo em vista que a exceção de pré-executividade consiste na
peça de defesa construída doutrinariamente com o intuito de impedir que o devedor/executado seja submetido aos gravames decorrentes dos
atos constritivos de uma execução, quando o título executivo apresentar defeitos evidentes capazes de macular sua legalidade, notadamente,
as matérias de ordem pública (pressupostos processuais, legitimidade e condições da ação executiva), as quais podem ser identificadas e
conhecidas de ofício pelo juízo. Neste sentido, a exceção de pré-executividade pode ser definida como sendo "um incidente processual que
tem por finalidade trancar o andamento de execuções ilegais ou infundadas mediante cognição exauriente da matéria nela vinculada, a ser de
plano realizada pelo juiz". (OLIVEIRA NETO, 2000. P. 121) No caso em análise, observa-se que o executado fundou sua exceção no fato do
exequente não ter apresentado memoriais de cálculo, bem como por ter requerido o cumprimento de sentença antes do vencimento da última
parcela do acordo, o que acarretariano excesso de execução, vindo aos autos discutir valores. Ora, no que tange ao argumento de excesso
de execução não é este o meio adequado para tal análise, haja vista que, como supracitado, a exceção de pré-executividade se destina a
analisar matérias de ordem pública relacionadas às condições da execução. Desta forma, entendo que o meio adequado para tal alegação
seria a impugnação à fase do cumprimento de sentença, art. 525, inciso V do NCPC. Vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXCEÇÃO DE
PRÉ-EXECUTIVIDADE. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DESCABIMENTO. Exceção de pré-executividade é oponível a matérias de ordem pública,
relacionadas às condições da execução. Argüição de excesso de execução deve ser lançada através do incidente processual adequado, qual
seja, impugnação à fase de cumprimento da sentença, forte no art. art. 475-L, inc. V, do CPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO.
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(Agravo de Instrumento Nº 70064541642, Décima Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Elisabete Correa Hoeveler, Julgado
em 23/07/2015). (TJ-RS - AI: 70064541642 RS , Relator: Elisabete Correa Hoeveler, Data de Julgamento: 23/07/2015, Décima Terceira Câmara
Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 28/07/2015) - grifo nosso. Bem como, cabe destacar, que o cumprimento de sentença é
cabível desde que haja descumprimento de qualquer parcela do acordo, não sendo necessário que se espere o vencimento da última parcela
para caracterizar a mora do executado. Logo, considerando que a exceção de pré-executividade está alicerçada na afirmativa de que existe
excesso de execução, deixo de conhecer dita peça por tudo que foi exposto. De resto, intime-se o exequente para apresentar planilha de cálculo
atualizada, haja vista que diz respeito a ônus da parte credora, art. 524 do NCPC. Publique-se. Intime-se. Cumpra-se. Recife, 04 de abril de 2016.
Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 0025446-03.2013.8.17.0001 R.H. Intime-se novamente a parte autora para se manifestar acerca da petição de fls. 45-46 que denota
o cumprimento de sentença e o respectivo pagamento do valor da condenação, bem como intimem-se ambas as partes para que se manifestem
sobre a petição de fls. 59 fazendo juntar aos autos, se for o caso, a minuta do acordo extrajudicial mencionado na referida petição. Recife, 05
de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
PROCESSO N. º 38215-72.2015 Tendo em vista o requerimento de fls. 130, defiro vistas dos autos ao patrono da parte ré por 05 (cinco) dias.
Recife, 07 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 24862-38.2010 Intime-se o(a) advogado(a) do executado sobre termo de penhora à fl. 123 (cf. art. 841, §1º do CPC/2015). Recife,
01 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
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Despacho:
Processo n. 23463-32.2014 (Saneamento e Organização do Processo - art. 357, NCPC) Vistos... Decisão proferida em obediência ao art. 357 do
NCPC. Vejamos as questões prévias arguidas. Carência da Ação por Ilegitimidade passiva. A tese nuclear da contestante é no sentido de que
a empresa ré apenas teria fornecido recibos, mas não teria efetuado a prestação de serviços, uma vez que os danos materiais alegados teriam
sido causados pela empresa CASA FRANCO FERREIRA LTDA, a qual teria fornecido o material. Ora, não deve prevalecer tal alegação, uma
vez que os documentos colacionados aos autos, fls. 22 a 30, comprovam a contratação do referido serviço com a parte demandada, devendo
esta responder por eventuais danos, mesmo que tenha terceirizado parte do serviço. Não acolho assim tal preliminar levantada em sede de
contestação. Da inversão do ônus da prova. Acredito que os fatos em apreço devam ser analisados sob o prisma da relação consumerista, o que
enseja a aplicação do CDC pois a situação em foco demonstra claramente que as partes se enquadram nos arts.2º e 3º da lei 8078/90. Ademais,
segundo o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, a hipossuficiência a que faz remissão o inciso VIII do CDC deve ser analisada não
apenas sob o prisma econômico e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto de produção de prova técnica (STJ, 3ª T., REsp 1155770/PB,
Relatora Nancy Andrighi, Data do Julgamento 15/12/2011, Data de Publicação/Fonte DJe 09/03/2012). Destarte, à luz de tais considerações e
em respeito ao §1º do art. 273 do novo CPC, determino a inversão do ônus da prova, devendo a parte ré desincumbir-se do ônus probatório.
Publique-se. Intimações necessárias. Recife, 05 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho:
Processo nº 28194-13.2010 Intime-se o devedor, na pessoa do seu advogado, por meio do Diário Oficial, conforme previsto no art. 513, §2º, I do
CPC/2015, para o cumprimento do julgado no prazo de 15 (quinze) dias. Caso não haja pagamento voluntário no prazo supracitado, o débito será
acrescido de multa de 10% (dez por cento) e, também, de honorários advocatícios de 10% (dez por cento), conforme reza o parágrafo §1º do art.
523 do CPC/2015. Não efetuado o pagamento no prazo assinalado, respeitando-se a regra estampada no art. 835, I do NCPC vigente, determino
o bloqueio nas contas bancárias (e aplicações financeiras) do executado, até o valor da dívida exequenda, bloqueio este a ser realizado pelo
sistema BACENJUD, conforme requerido em fls.267. O prazo para impugnação ao cumprimento de sentença inicia-se logo após o decurso do
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prazo para pagamento voluntário, nos próprios autos, independente de penhora ou nova intimação (art. 525 CPC/2015). Recife, 04 de abril de
2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 0183899-33.2012 Intime-se o devedor, na pessoa do seu advogado, por meio do Diário Oficial, conforme previsto no art. 513, §2º, I
do CPC/2015, para o cumprimento do julgado no prazo de 15 (quinze) dias. Caso não haja pagamento voluntário no prazo supracitado, o débito
será acrescido de multa de 10% (dez por cento) e, também, de honorários advocatícios de 10% (dez por cento), conforme reza o parágrafo
§1º do art. 523 do CPC/2015.Não efetuado o pagamento no prazo assinalado, expeça-se, desde logo, mandado de penhora e avaliação (art.
523, §3º CPC/2015). O prazo de 15 dias para impugnação ao cumprimento de sentença inicia-se logo após o decurso do prazo para pagamento
voluntário, nos próprios autos, independente de penhora ou nova intimação (art. 525 CPC/2015). Recife, 06 de abril de 2016. Gildenor Eudócio
de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 0102488-31.2013 Intime-se o devedor, na pessoa do seu advogado, por meio do Diário Oficial, conforme previsto no art. 513, §2º, I
do CPC/2015, para o cumprimento do julgado no prazo de 15 (quinze) dias. Caso não haja pagamento voluntário no prazo supracitado, o débito
será acrescido de multa de 10% (dez por cento) e, também, de honorários advocatícios de 10% (dez por cento), conforme reza o parágrafo §1º
do art. 523 do CPC/2015.Não efetuado o pagamento no prazo assinalado, expeça-se, desde logo, mandado de penhora e avaliação (art. 523,
§3º CPC/2015). O prazo para impugnação ao cumprimento de sentença inicia-se logo após o decurso do prazo para pagamento voluntário, nos
próprios autos, independente de penhora ou nova intimação (art. 525 CPC/2015). Recife, 01 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires
Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
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Processo nº 0006678-63.2012.8.17.0001 Intimada para apontar os valores específicos para cada verba, a parte autora peticionou requerendo
expedição de alvará, eis que concorda com os valores solicitados. Contudo, não cumpriu com o despacho de fl.196. Sendo assim, intime-se,
novamente, a parte autora a fim de que proceda com a especificação dos valores depositados (custas, honorários e indenização). Recife, 07 de
abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 0046058-30.2011.8.17.0001 Intimem-se os advogados subscritores da petição fls. 361-363 para que procedam com a assinatura da
referida peça que se encontra apócrifa. Recife, 06 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo n. 20707-16.2015 (Saneamento e Organização do Processo - art. 357, NCPC) Vistos... Decisão proferida em obediência ao art. 357 do
NCPC. Vejamos as questões prévias arguidas. Prescrição do Direito Autoral. A tese nuclear da contestante é no sentido de que a parte autora
teria deixado transcorrer o prazo prescricional para propositura da ação, de acordo com art. 206, II b do Código Civil. Aduzindo que a quase
dois anos o segurado teve ciência da sua invalidez, em 12.09.2013 e tendo proposto a ação tão somente em abril de 2015. Porém, ocorre que o
termo inicial do prazo prescricional começa a correr a partir da negativa da seguradora, o que ocorreu em 09.07.2014, conforme exordial, e não
do momento que o autor tomou conhecimento da sua invalidez, como aduz o demandado. Vejamos: Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS -
ACÓRDÃO - OMISSÃO - EXISTÊNCIA - ACOLHIMENTO - PRESCRIÇÃO - SEGURO - TERMO INICIAL - PAGAMENTO - RECUSA - Restando
caracterizada a omissão na decisão embargada, acolhem-se os embargos declaratórios. - Rejeitam-se os embargos declaratórios, posto que o
direito de ação da segurada contra a seguradora submete-se à prescrição ânua, sendo o termo inicial da contagem do prazo a data da efetiva
recusa do pagamento. (TJ-MG - 200000042215380011 MG 2.0000.00.422153-8/001(1) (TJ-MG) Data de publicação: 23/09/2004 ) Carência de
Ação. Ausência de Interesse de Agir. Alega ainda, em contestação, falta de interesse de agir do autor, por não ter comprovado que tentou resolver
administrativamente. Ora, tal preliminar não merece prosperara, posto o princípio da inafastabilidade do poder judiciário. Desta feita, inacolho
tais preliminares levantadas. Da inversão do ônus da prova. Acredito que os fatos em apreço devam ser analisados sob o prisma da relação
consumerista, o que enseja a aplicação do CDC pois a situação em foco demonstra claramente que as partes se enquadram nos arts.2º e 3º
da lei 8078/90. Ademais, segundo o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, a hipossuficiência a que faz remissão o inciso VIII do CDC
deve ser analisada não apenas sob o prisma econômico e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto de produção de prova técnica (STJ, 3ª
T., REsp 1155770/PB, Relatora Nancy Andrighi, Data do Julgamento 15/12/2011, Data de Publicação/Fonte DJe 09/03/2012). Destarte, à luz de
tais considerações e em respeito ao §1º do art. 273 do novo CPC, determino a inversão do ônus da prova, devendo a parte ré desincumbir-se
do ônus probatório. Sendo assim, intimem-se, novamente, as partes para dizer se pretendem produzir provas em audiência de instrução. Em
caso positivo, devem, de logo, especificá-las, justificando a sua necessidade. Publique-se. Intimações necessárias. Recife, 05 de abril de 2016.
Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
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Despacho:
Processo n. 32428-38.2010.8.17.0001 Novamente, os documentos acostados aos autos não comprovam que o valor bloqueado diz respeito,
em sua integralidade, a verba salarial, a teor do art. 833, IV do novo CPC. Sendo assim, indefiro o pedido de desbloqueio. No mais, quanto ao
pedido de requisição de informações ao Ministério do Planejamento e ao Banco Santander, entendo que tais diligências cabem a própria parte,
na medida em que é responsabilidade desta comprovar, através de extratos bancários, que a totalidade da quantia bloqueada (R$ 11.479,28) é
verba salarial. Recife, 04 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho:
Processo nº 26739-76.2011 Retornando os presentes autos as minhas mãos, verifiquei que a cessão de crédito noticiada à fl. 91 foi devidamente
comprovada às fls. 219-220, mas não possui a ciência do devedor (cf. art. 290 do CC/2002). Assim sendo, intime-se o autor para acostar aos
autos a ciência do devedor. Recife, 05 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho:
Processo nº 12764-50.2012 A exequente, em petição às fls. 174-177, pleiteia a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.
Alega a exequente não ter conseguido receber seu crédito até o momento ante a ausência de patrimônio da empresa executada. DECIDO. É
importante ressaltar que a desconsideração da personalidade jurídica é instituto que significa a retirada excepcional da autonomia patrimonial
da pessoa jurídica, a fim de estender os efeitos de suas obrigações aos seus sócios ou administradores, com o intuito de coibir o abuso da
personalidade perpetrada por aqueles, havendo previsão legal, conforme o disposto no art. 50 do Código Civil, vejamos: "Em caso de abuso da
personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou
do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos
aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. "No entanto, para que seja permitida a referida medida, que possui
natureza extrema, é necessária a demonstração inequívoca de que houve a prática de fraude, atos com finalidade ilícita, desonestidade ou
abuso de direito. Neste sentido:CORRETAGEM. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. DESCABIMENTO. BENEFÍCIO DA
GRATUIDADE DA JUSTIÇA. NÃO-CONHECIMENTO DO RECURSO NO PARTICULAR. 1. Nos termos do art. 50 do Código Civil de 2002, o juiz
pode desconsiderar a personalidade jurídica autônoma da pessoa jurídica, estendendo aos sócios ou administradores a responsabilidade pelo
adimplemento de suas obrigações, se demonstrado que a personalidade jurídica foi utilizada para fins escusos ou diversos daqueles para os quais
foi constituída ou quando se verificar a confusão entre o patrimônio da pessoa jurídica e o dos sócios. 2. Consoante a interpretação conferida
ao art. 50 do Código Civil pelo STJ, cuja função constitucional precípua é a uniformização da interpretação da legislação infraconstitucional,
o Direito Brasileiro, de regra, adotou a teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica, ou seja, sua aplicação pressupõe não só a
insolvência da pessoa jurídica, mas, também, o desvio de finalidade e/ou a confusão patrimonial. 3. Caso que não se conforma com quaisquer
das hipóteses autorizadoras da desconsideração da personalidade jurídica. 4. Recurso conhecido em parte e, nessa, desprovido. (Agravo de
Instrumento Nº 70026774414, Décima Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Paulo Sérgio Scarparo, Julgado em 11/12/2008).
(REALCEI). Foi homologado acordo realizado entre as partes (f. 88), no entanto, o demandado descumpriu com sua parte. Há, nos autos, a
notícia de que a empresa continua ativa e com endereço no imóvel objeto da presente lide, conforme extrato obtido no sítio eletrônico da Junta
Comercial do Estado de Pernambuco (JUCEPE) à f. 178. Porém, na prática, o imóvel se encontra "totalmente desocupado", de acordo com
a certidão do Oficial de Justiça à f. 166v. Pelo exposto, entendo estar caracterizada a ocorrência da fraude contra o credor. Por essa razão,
creio ser pertinente acatar o pedido de desconsideração da personalidade jurídica da empresa ré, com fundamento no art. 50 do Código Civil de
2002. Defiro, então, a realização do BACENJUD e do RENAJUD em nome do sócio-proprietário Sr. SIZENANDO GUILHERME DE AZEVEDO
JÚNIOR, CPF nº 073.142.724-68, residente e domiciliado na Rua Doutor Manoel de Almeida Belo, nº 11, apto. 301, Bairro Novo, Olinda-PE, CEP
53.030-30. P. I. Recife, 11 de fevereiro 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho: Vistos... Decisão proferida em obediência ao art. 357 do NCPC. Impossibilidade de inversão do ônus da prova. A alegação é de que
a hipótese não diz respeito a relação de consumo a ensejar a aplicação do CDC. Penso que a situação em foco demonstra claramente que as
partes se enquadram nos arts.2º e 3º da lei 8078/90. Ademais, segundo o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, a hipossuficiência a
que faz remissão o inciso VIII do CDC deve ser analisada não apenas sob o prisma econômico e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto de
produção de prova técnica (STJ, 3ª T., REsp 1155770/PB, Relatora Nancy Andrighi, Data do Julgamento 15/12/2011, Data de Publicação/Fonte
DJe 09/03/2012). Destarte, à luz de tais considerações e em respeito ao §1º do art. 273 do novo CPC, determino a inversão do ônus da prova,
devendo a parte ré desincumbir-se do ônus probatório. Nesta senda, intimem-se as partes para dizer se pretendem produzir provas em audiência
de instrução. Em caso positivo, devem, de logo, especificá-las, justificando a sua necessidade. Publique-se. Intimações necessárias. Recife, 04
de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho: Vistos... Decisão proferida em obediência ao art. 357 do NCPC. Vejamos as questões prévias arguidas. Falta de Interesse de Agir -
da Transação, da Quitação, da Condição de Assistido e da Conta Plus. A tese nuclear da contestante é no sentido de que a parte autora quando
optou pela migração do plano PBS para o Telemarprev, este sob a gestão da FUNDAÇÃO ANTLÂNTICO, deu plena quitação de todo e qualquer
direito com relação ao plano antigo, seja em juízo ou fora dele. Bem como, aduz ainda que a parte autora nunca se desligou do plano Telemarprev,
assim, continua recebendo mensalmente o valor de seu benefício, não podendo pleitear pela percepção de diferenças decorrentes de aplicação
de expurgos uma vez que nunca resgatou sua reserva de poupança. No que tange a alegação de conta Plus, alega que tal conta não se confunde
com reserva de poupança, não cabendo se falar em pagamento de diferenças de correção sobre o valor creditado à parte autora a título de Conta
Plus. Entendo que tais preliminares não devem ser acolhidas. Explico. Quanto à transação e quitação constato que não há menção expressa
de renúncia de eventuais direitos quanto da migração de um plano para outro, bem como, no que diz respeito ao princípio da inafastabilidade
da jurisdição é cabível à parte ingressar em juízo pleiteando o que entende ser seu por direito, no caso percepção de diferenças decorrentes
de aplicação de expurgos. Observo ainda que o fato da autora não ter resgatado sua reserva de poupança, não prejudica em nada o pedido de
recálculo do benefício. No que diz respeito a "conta Plus", observo que tal argumento não se confunde com o requerido em exordial, uma vez
que a parte autora pleiteia que tal conta, bem como a "Conta Inicial" tenham seus saldos corrigidos monetariamente, levando-se em conta os
expurgos inflacionários, recalculando o benefício recebidos e a receber de aposentadoria ordinária pela autora. Inepcia da Inicial. Alega ainda
em contestação inépcia da petição inicial por considera-la confusa. Ora, tal preliminar não deve prevalecer vez que a parte autora apresentou
de forma clara e coerente os argumentos que embassam seu pelito. Desta feita, inacolho tais preliminares levantadas. Da inversão do ônus da
prova. Acredito que os fatos em apreço devam ser analisados sob o prisma da relação consumerista, o que enseja a aplicação do CDC pois a
situação em foco demonstra claramente que as partes se enquadram nos arts.2º e 3º da lei 8078/90. Ademais, segundo o posicionamento do
Superior Tribunal de Justiça, a hipossuficiência a que faz remissão o inciso VIII do CDC deve ser analisada não apenas sob o prisma econômico
e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto de produção de prova técnica (STJ, 3ª T., REsp 1155770/PB, Relatora Nancy Andrighi, Data do
Julgamento 15/12/2011, Data de Publicação/Fonte DJe 09/03/2012). Destarte, à luz de tais considerações e em respeito ao §1º do art. 273 do
novo CPC, determino a inversão do ônus da prova, devendo a parte ré desincumbir-se do ônus probatório. Sendo assim, intimem-se, novamente,
as partes para dizer se pretendem produzir provas em audiência de instrução. Em caso positivo, devem, de logo, especificá-las, justificando a
sua necessidade. Publique-se. Intimações necessárias. Recife, 05 de abril de 2016. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Despacho: Intimem-se as partes sobre petição de fl. 287. Recife, 10 de março de 2016. Demócrito Reinaldo Filho, Juiz de Direito em exercício
cumulativo.
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Despacho:
Intime-se a parte autora, pessoalmente e através de seus advogados, ainda presentes na causa, para, em 48 horas, dizer se tem interesse no
prosseguimento do feito. Recife, 02 de dezembro de 2015. Gildenor Eudócio de Araújo Pires Júnior, Juiz de Direito.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados do DESPACHO ORDINATÓRIO proferido, por este
JUÍZO, no processo abaixo relacionado:
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Despacho: Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009, publicado
no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intimo a parte autora para manifestar-se sobre documento de fls.69/71. Informando
novo endereço, renove-se a diligência. Recife (PE), 01/04/2016. Daniely Ricely Carneiro da Silva, Chefe de Secretaria Adjunta.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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PernambucoPoder JudiciárioSeção A da 32ª Vara Cível da CapitalAv. Desembargador Guerra Barreto, S/N, Fórum Rodolfo Aureliano, Ilha Joana
Bezerra, Recife - PE - CEP: 50080-800 - F: 3181-0502kecm
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Processo: 0045911-96.2014.8.17.0001DESPACHOMantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos. Aguarde-se o decurso do
prazo estipulado na decisão e após, voltem-me os autos conclusos. Publique-se.Recife, 31 de março de 2016.José Júnior Florentino dos Santos
MendonçaJuiz de DireitoTribunal de Justiça de PernambucoPoder JudiciárioSeção A da 32ª Vara Cível da CapitalAv. Desembargador Guerra
Barreto, S/N, Fórum Rodolfo Aureliano, Ilha Joana Bezerra, Recife - PE - CEP: 50080-800 - F: 3181-0502kecm
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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havido comunicação a este Juízo, o conhecimento de seu teor torna obrigatória a suspensão dos processos. Sob tais considerações, determino
o arquivamento provisório do feito, até o julgamento em definitivo do recurso repetitivo. Recife, 17 de março de 2016.Karina Albuquerque Aragão
de AmorimJuíza de Direito
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inicial dos juros moratórios e da correção monetária, sem alteração, contudo, no mérito do julgado." (EDcl no AgRg no AREsp 249.813/SP, Rel.
Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 28/5/2013, DJe 20/6/2013.) "PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. FIXAÇÃO SOBRE O VALOR DA CAUSA. CORREÇÃO MONETÁRIA. TERMO A QUO. AJUIZAMENTO DA AÇÃO. SÚMULA
14/STJ. JUROS MORATÓRIOS. INCIDÊNCIA A PARTIR DA CITAÇÃO DO EXECUTADO. JURISPRUDÊNCIA PACIFICADA. 1." Arbitrados os
honorários advocatícios em percentual sobre o valor da causa, a correção monetária incide a partir do respectivo ajuizamento. "(Súmula 14/STJ.)
2. Na execução de honorários advocatícios, os juros moratórios incidem a partir da intimação do devedor para efetuar o pagamento. Precedentes.
Agravo regimental improvido."(AgRg no AREsp 62.391/MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/8/2012, DJe
28/8/2012.) Ante o exposto, com fundamento no art. 557, § 1º-A, do CPC, dou provimento ao recurso especial. Publique-se. Intimem-se. Brasília
(DF), 29 de maio de 2015. MINISTRO HUMBERTO MARTINS Relator (STJ - REsp: 1463243 SE 2014/0153554-1, Relator: Ministro HUMBERTO
MARTINS, Data de Publicação: DJ 11/06/2015) Cumpra-se. Recife, 11 de abril de 2016. Karina Albuquerque Aragão de AmorimJuíza de Direito
Juiz de Direito: Karina Albuquerque Aragão de Amorim
Chefe de Secretaria: Márcia Rodrigues de Oliveira
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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de recolhimento das custas às fls. 176/177); e atende aos requisitos processuais - tudo conforme os arts. 508, 511 e 514, todos do Código de
Processo Civil;2. Nos termos inicialmente enunciados, portanto, admito o recurso; declaro que o recebo em seu efeito devolutivo e suspensivo.3.
Determino que seja dada vista à parte adversa para, se quiser, contra-arrazoar - art. 518, 2ª parte - no prazo de 15 dias.4. Intimem-se.5. Após
o prazo para apresentações das contrarrazões, com ou sem manifestação, remetam-se os autos ao Tribunal, com os nossos cumprimentos.6.
Cumpra-se.Recife, 11 de março de 2016.Karina Albuquerque Aragão de AmorimJuíza de Direito
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atividades que a priori cabem à parte autora. A conversão da ação de busca e apreensão em execução implica na mudança de foco que antes
era a localização do bem, que se mostrou infrutífera, para a citação do réu, permitindo a triangularização do feito e sua regular tramitação. Uma
vez convertida a ação, caso o réu não seja localizado e se encontre em local incerto e não sabido, sempre será possível a sua citação por edital,
permitindo que o feito siga o seu curso regular. O que não é possível é permitir a recalcitrância do autor em requerer a conversão da ação de busca
e apreensão em execução, conforme lhe faculta a lei, e eternizar o feito através de requerimentos de diligências ou expedição de ofícios com o
intuito de localizar o bem que não se encontrava no endereço indicado na petição inicial. Nesse sentido: "Não cabe ao órgão jurisdicional promover
diligências visando encontrar o endereço de localização de veículo objeto da ação de busca e apreensão, cujo ônus pela indicação recai sobre
o credor fiduciário e deve constar da inicial da demanda, nos exatos termos do art. 282 e 283, do CPC." (TJ-PE; AC 0173496-1; Recife; Terceira
Câmara Cível; Rel. Des. Sílvio de Arruda Beltrão; Julg. 05/03/2009; DOEPE 28/04/2009)"Se o autor insiste no pedido de diligências visando a
localização do devedor, ao invés de pugnar pela conversão do procedimento de busca e apreensão para ação de depósito, tem-se que a ausência
da citação do réu configura a situação pontilhada no inciso IV, do artigo 267, do código de processo civil." (TJ-DF; Rec. 2007.07.1.002428-4;
Ac. 401.676; Quinta Turma Cível; Relª Desª Nilsoni de Freitas; DJDFTE 26/01/2010; Pág. 107)"Não compete ao Poder Judiciário, que não é
órgão de investigação, efetuar diligências para assegurar ao particular a defesa de seus interesses patrimoniais." (TJ-SP; AI 990.10.056098-0;
Ac. 4374023; Sumaré; Vigésima Sexta Câmara de Direito Privado; Rel. Des. Felipe Ferreira; Julg. 10/03/2010; DJESP 09/04/2010) Ressalte-
se que o feito foi distribuído em 19/02/2014 e até a presente data o bem não foi localizado, impedindo o seu regular andamento. Destaque-se,
também que o autor fora instado a se manifestar sobre a certidão negativa do Oficial de Justiça, entretanto, o endereço fornecido também não
logrou êxito. Tal situação afronta, sobremaneira, os princípios da celeridade e efetividade jurisdicional. Ante o exposto, determino a intimação
da parte autora para, no prazo de 05 (cinco) dias, requerer a conversão da ação em execução, nos termos dos arts. 4º e 5º, do Decreto-Lei n.º
911/69, sob pena de extinção do feito sem apreciação do mérito por ausência de pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular
do processo (art. 485, IV, CPC). Recife, 29 de março de 2016. Karina Albuquerque Aragão de AmorimJuíza de Direito
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DATA: 14/04/2016
PELA PRESENTE, FICAM AS PARTES E SEUS RESPECTIVOS ADVOGADOS E PROCURADORES, INTIMADOS DOS DESPACHOS
PROFERIDOS, POR ESTE JUÍZO, NOS PROCESSOS ABAIXO RELACIONADOS:
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DATA: 14/04/2016
PELA PRESENTE, FICAM AS PARTES E SEUS RESPECTIVOS ADVOGADOS E PROCURADORES, INTIMADOS DOS DESPACHO
PROFERIDOS, POR ESTE JUÍZO, NOS PROCESSOS ABAIXO RELACIONADOS:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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no valor de R$ 9.242,50 (nove mil duzentos e quarenta e dois reais e cinquenta centavos), acrescido das devidas correções; b) 01 (um) alvará em
favor da advogada do autor, indicada à fl. 134, no montante de R$ 300,00 (trezentos reais), acrescido das devidas correções. Após, arquivem-se
os autos. Cumpra-se. Recife, 15 de março de 2016. Catarina Vila-Nova Alves de Lima Juíza de Direito Substituta
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Comarca - Recife
Juízo de Direito - Primeira Vara Criminal da Capital
Expediente nº 2016.0115.001673
O Doutor Cristóvão Tenório de Almeida, Juiz de Direito desta 1ª Vara Criminal da Capital, na forma da lei, etc...FAZ SABER pelo presente EDITAL
DE INTIMAÇÃO à advogada Dra. Gabriela Santos Targino Dantas, OAB/PE nº 37187 , que, neste Juízo de Direito, situado à Av. Desembargador
Guerra Barreto, s/nº, Joana Bezerra, Recife/PE, tramita a ação de nº 0140476-28.2009.8.17.0001 (3337), aforada em desfavor de PAULO
ALEXANDRE NOGUEIRA DA SILVA. Assim, fica o mesmo intimado do teor decisório do seguinte despacho: “R. H. I- Defiro o pedido de
habilitação fls.170/171 dos autos. II – Dê-se vistas pelo prazo de 05 (cinco) para apresentação de alegações finais, através de memorial. Recife
23 de março de 2016. Juiz de Direito a) Cristóvão Tenório de Almeida. ”Dado e passado na cidade de Recife, aos quatorze dias do mês de
abril do ano de dois mil e dezesseis (14/04/2016). E para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Silvana Maria Calábria
Martins Primo, o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria.
Comarca - Recife
Juízo de Direito - Primeira Vara Criminal da Capital
Expediente nº 2016.0115.001484
O Doutor Cristóvão Tenório de Almeida, Juiz de Direito desta 1ª Vara Criminal da Capital, na forma da lei, etc...FAZ SABER pelo presente EDITAL
DE INTIMAÇÃO ao advogado Dr. Wilson Pinto Costa, OAB/PE nº 29.044 , que, neste Juízo de Direito, situado à Av. Desembargador Guerra
Barreto, s/nº, Joana Bezerra, Recife/PE, tramita a ação de nº 0049917-15.2015.8.17.0001 (6080), aforada em desfavor de HELIO RODRIGO
BRAYNER DE ANDRADE Assim, fica o mesmo intimado do teor decisório do seguinte despacho: “ DECISÃO INTERLOCUTÓRIA A defesa do
denunciado HÉLIO RODRIGO BRAYNER DE ANDRADE requereu a absolvição sumária de seu constituinte quando da apresentação da resposta
à acusação (fls.70/80). Ouvido o MP, este manifestou-se contrariamente ao pleito (fls. 83/84). DECIDO No que pesem o empenho e zelo do douto
advogado, tenho que as razões ali expostas são meramente de mérito, o que será apreciado no momento próprio, quando da instrução criminal.
Assim, indefiro o pedido de absolvição sumária. Intime-se. Designe-se data para a realização da audiência de proposta de suspensão
condicional do processo. Diligências necessárias. Ciências às partes. Recife, 07 de março de 2016. Juíza de Direito Socorro Britto Alves. . ”Dado
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e passado na cidade de Recife, aos sete dias do mês de abril do ano de dois mil e dezesseis (07/04/2016). E para que chegue ao conhecimento
de todos, partes e terceiros, eu, Silvana Maria Calábria Martins Primo, o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
FAZ SABER pelo presente EDITAL DE INTIMAÇÂO, aos Béis Maria José do Amaral OAB/PE nº 17.285 e Abner David do Amaral
Canário OAB/PE nº 32.851 , que ficam os mesmos intimados para apresentar, no prazo de 10 dias, a defesa preliminar dos acusados
Bruna Carolina Albuquerque Silva e Claudio Daniel Ferreira Jimenez Albuquerque, nos autos do processo-crime em epigrafe. Dado e
passado na cidade de Recife, aos catorze dias do mês de abril do ano de dois mil e dezesseis (14.04.2016). E para que chegue ao conhecimento
de todos, partes e terceiros, eu, Danilo Guedes Barbosa de Melo, o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria.
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PROCESSO Nº 0069698-57.2014.8.17.0001
Acusado (s): ALESSON FELIPE PESSOA; JOHN LENNON FRANCISCO SOUZA DE SANTANA;
ADVOGADO(s): MAURÍCIO GOMES DA SILVA OAB/PE Nº 28.092;
INTIMAÇÃO: Ficam os Advogados acima intimados do despacho dos autos, cujo teor possui a seguinte suma: “Recebo o aditamento de fl.478;
Intime-se a defesa; Oficie-se requerendo informações sobre o cumprimento da carta precatória; CUMPRA-SE. Recife (PE), 06 de abril de 2016.”
Ficam INTIMADOS os Advogados abaixo identificados, dos despachos e atos constantes dos processos a seguir identificados, com fulcro no
art. 370 do CPP.
PROCESSO: 011927-03.2009.8.17.0001
Acusado: Maria Cristiane de Albuquerque e outro.
Advogado: Paulo Sérgio Ribeiro Varejão – OAB/PE nº 5176.
INTIMAÇÃO: Fica intimado o advogado acima especificado, no prazo da lei, dos termos do seguinte despacho: “Impetrada petição
pelo advogado da acusada Maria Cristiane de Albuquerque, às fls. 886/887, em que informa que a acusada recebeu atestado médico
no dia 13/04/16, pelo prazo de 02 dias, para se recuperar de uma doença infecciosa viral, qual seja, a chikungunya. Decido: Verifico
que a audiência foi designada para o dia 19/04/16, logo em data não amparada pelo atestado médico acostado aos autos. Ademais, a
acusada Maria Cristine saiu intimada às fls. 867 da audiência que se realizará no próximo dia 19 neste Juízo, logo, caso seja de extrema
necessidade sua ausência ao ato por motivo de saúde, seu advogado poderá dispensar a presença de sua constituinte para que sejam
inquiridas as testemunhas arroladas, visando a celeridade e eficiência processual. Sendo assim, indefiro requerimento de adiamento
de audiência de fls. 886/887, por não vislumbrar motivos cabais para tanto. Intimem-se da presente decisão. Aguarde-se audiência
designada em cartório. CUMPRA-SE. Recife (PE), 13 de abril de 2016. Socorro Britto Alves Juíza de Direito.”
Rute de Melo Sampaio Lins Socorro de Britto Alves Chefe de Secretaria Juíza de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho:
Considerando o certificado de folha 296, nos termos do artigo 120 do CPP, ordeno a restituição das chaves e CRLV relativos a motocicleta
Honda/XR-250, Tornado, Placa JQA 0694, ora acautelados na Central de Guarda de Objetos do Crime, a Zuleide Maria da Silva. Lavre-se o
termo respectivo, expedindo-se também o necessário alvará para levantamento do bem. Após, voltem-me os autos conclusos para sentença.
Intimações necessárias.CUMPRA-SE.Recife (PE), 09 de março de 2016.JUIZ DE DIREITOa) WALMIR FERREIRA LEITE.
3ª Vara Criminal da Capital
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho:
Ficam as partes intimadas da expedição das cartas precatórias: a) 2016.0117.001040 (com destino a Serra Talhada, para inquirir a testemunha
MARCOS ANTONIO DE SOUZA ALVES e intimar os acusados JOSÉ ALVES VIEIRA e ANTÔNIO ALVES FILHO da audiência a ser realizada
neste Juízo no dia 06/05/2016 às 16 horas); b) 2016.0117.001041 (com destino a Petrolina, para inquirir as testemunhas FRANCISCO DE ASSIS
PEREIRA e REGINA MARIA DO NASCIMENTO DINIZ); e c) 2016.0117.001156 (com destino a Igarassu, para intimar a testemunha JOÃO DA
SILVA SANTOS para participar da audiência a ser realizada neste Juízo referida acima), para que possam diligenciar o cumprimento das mesmas.
3ª Vara Criminal da Capital
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
(...) ANTE O EXPOSTO, nos termos do artigo 383, e seu parágrafo primeiro, do Código de Processo Penal, DESCLASSIFICO A IMPUTAÇÃO
FORMULADA NA DENÚNCIA contra WALMIR JOSÉ DA SILVA do artigo 155, §4°, II, do CPB, para o artigo 155, §4°, II, c/c artigo 14, II, do CPB.
Verifico que não há registro de antecedentes criminais do acusado (folha 46), sendo, em tese, possível, a formulação de proposta de suspensão
condicional do processo, nos termos do artigo 89 da Lei Nº 9099/95. Após o trânsito em julgado, intime-se o Ministério Público, com vista dos
autos, para se pronunciar sobre a proposta de sursis processual. Publique-se. Registre-se. Intimem-se sucessivamente as partes. CUMPRA-SE.
Recife (PE), 11 de dezembro de 2015. JUIZ DE DIREITO a) WALMIR FERREIRA LEITE
(...) ANTE O EXPOSTO, JULGO IMPROCEDENTE A DENÚNCIA e ABSOLVO CARLOS EDUARDO FREITAS DE ARAÚJO, qualificado nestes
autos, da imputação feita à sua pessoa, com fundamento no artigo 386, III, do CPP. Promova a Secretaria a comunicação de que trata o artigo
201, § 2º, do CPP. Após o trânsito em julgado: a) preencha-se o boletim individual, encaminhando-o ao Instituto de Identificação Tavares Buril;
b) anotações necessárias para fins de baixa virtual na distribuição. Sem custas. Publique-se. Registre-se. Intimem-se as partes, dispensada a
intimação pessoal, já que, processado em liberdade, o acusado fez-se representar por advogado constituído. Recife (PE), 12 de janeiro de 2016.
JUIZ DE DIREITO a) WALMIR FERREIRA LEITE
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EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. Joaquim Pereira Lafayette Neto, Juiz de Direito nesta 4ª Vara Criminal da Comarca do Recife, na forma da lei, etc.
FAZ SABER que cumprindo o disposto no art. 370, §1° do CPP, fica, através deste edital, intimado o Bel. SEVERINO JOSÉ DE CARVALHO,
OAB/PE Nº 10919, advogado constituído do acusado MARCOS ANTONIO DA SILVA, para, no prazo de 05 (cinco) dias , apresentar Alegações
Finais nos autos do processo-crime nº 0063116-75.2013.8.17.0001 , incurso nas penas dos art. 306 da Lei 9503/97.
Dado e Passado nesta Cidade e Comarca do Recife, aos 14 de Abril de 2016. Eu, ____________, Lúcia Correa Nery da Fonseca, Chefe de
Secretaria, fiz publicar.
JUÍZO DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL-FÓRUM DO RECIFE – AV. DES. GUERRA BARRETO S/N – ILHA DO LEITE –
RECIFE – PE.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. Joaquim Pereira Lafayette Neto , Juiz de Direito desta 4ª Vara Criminal da Comarca do Recife, na forma da lei, etc.
FAZ SABER que cumprindo o disposto no art. 370, §2°E 392, II do CPP, fica, através deste edital, intimado o advogado, Bel. ANTONIO CARLOS
PORTO, OAB/PE nº 35285, para tomar ciência da sentença prolatada nos autos da ação penal nº 0052385-25.2010.8.17.0001 , movido contra
o sentenciado SIDCLAY DANTAS TRAJANO, cuja parte final segue adiante transcrita:
“ (...) Pelo exposto, e por tudo mais que dos autos consta, JULGO PARCILMENTE PROCEDENTE a pretensão punitiva do Estado deduzida na
denúncia para o fim de: CONDENAR o réu SIDCLAY DANTAS TRAJANO, qualificado nos autos, como incurso nas penas do artigo 180, caput,
do CPP E ABSOLVER o réu WILLIAMS DA SILVA DANTAS, qualificado nos autos, do crime a ele imputado na denúncia, na forma dos artigos
386, V do CPP. Passo à dosimetria da pena, atento aos ditames do art. 68 do Estatuto Repressivo: a) Circunstâncias judiciais (art. 59 do Código
Penal) a.1) culpabilidade: o grau de reprovabilidade da conduta do acusado não desborda dos parâmetros normalmente verificados nesse tipo
de delito. a.2) antecedentes: o réu é possuidor de diversas condenações criminais, conforme documento de fls. 255. Circunstância desfavorável.
a.3) conduta social: de acordo o documento de fls. 255, se extrai a evidencia de que o réu é pessoa voltada para a prática de crimes, com
diversas condenações. Essa conduta é de alta reprovação social, logo, desfavorável. a.4) personalidade: não há elementos para se analisar a
personalidade do réu. a.5) motivos do crime: são próprios do tipo. a.6) circunstâncias do crime: não são graves a ponto de justificar o aumento da
reprimenda básica. a.7) conseqüências do crime: não são graves a ponto de justificar o aumento da reprimenda básica. a.8) comportamento da
vítima: não contribuiu para a prática criminosa. Considerando que duas circunstâncias judiciais pesam contra o acusado, fixo a pena base acima
do mínimo legal, a saber, em 01 ano e 09 meses de reclusão e 25 dias multa. b) Circunstâncias agravantes e atenuantes Ausentes as atenuante.
Presente a agravante da reincidência, descrita no artigo 61, I do CP. Fixo a pena provisória em 2 anos e 3 meses de reclusão e 35 dias multa. c)
Causas de aumento e de diminuição de pena Ausente as causas de aumento e de diminuição da pena. d) Pena definitiva Fica, portanto, o réu
condenado como incurso nas penas do art. 180, caput do Código Penal à pena total de 2 anos e 3 meses de reclusão e 35 dias multa. e) Regime
de cumprimento de pena O regime inicial de cumprimento de pena, observadas as disposições do art. 33, alínea “b”, do Código Penal, será o semi-
aberto, visto que o réu é reincidente em crime doloso. f) Substituição por pena restritiva de direitos e suspensão condicional da pena O acusado
não preenche os requisitos do art. 44 do Código Penal, eis que, mesmo sendo o quantum de pena imposto inferior a quatro anos e o crime não ter
sido praticado mediante violência ou grave ameaça contra a pessoa, as circunstâncias judiciais o desfavorecem. A quantidade de pena imposta
impossibilita o SURSIS penal. g) Valor do dia multa Ao que consta dos autos, as condições econômicas do réu não são boas, de sorte que arbitro
o valor do dia multa em seu mínimo, ou seja, 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente na data dos fatos, devidamente atualizado. h) Direito
de apelar em liberdade Apesar da condenação imposta ao réu, tenho que lhe assiste o direito de recorrer em liberdade, ante a ausência dos
requisitos ensejadores da custódia cautelar. Disposições gerais Com o trânsito em julgado: a) certifique-se e anote-se nos livros necessários
(CN, 6.1.6) b) lance-se o nome do réu no rol dos culpados; c) oficie-se ao Tribunal Regional Eleitoral, comunicando a suspensão dos direitos
políticos do sentenciado, nos termos do inciso III do art. 15 da Constituição Federal; d) façam-se as comunicações ao Instituto de Identificação
deste Estado e à Delegacia de Polícia, com remessa do boletim individual do condenado, bem como aos demais órgãos porventura mencionados
no Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça; e) expeça-se as Guias de Recolhimento; f) proceda-se a liquidação da pena de multa
imposta, intimando-se o réu para pagamento no prazo de dez dias. g) Expeçam-se alvarás de soltura. Custas pelo réu, em proporção (art. 804
do Código de Processo Penal). Publique-se. Registre-se. Intime-se. Recife, 1 de agosto de 2015. Thiago Fernandes Cintra Juiz de Direito”.
Dado e passado nesta Cidade e Comarca do Recife, aos 14 de Abril de 2016 . Eu, ______________ Lúcia Correa Nery da Fonseca, Chefe
de Secretaria, fiz publicar.
JUÍZO DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL-FÓRUM DO RECIFE – AV. DES. GUERRA BARRETO S/N – ILHA DO LEITE –
RECIFE – PE.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. Joaquim Pereira Lafayette Neto , Juiz de Direito desta 4ª Vara Criminal da Comarca do Recife, na forma da lei, etc.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
FAZ SABER que cumprindo o disposto no art. 370, §2° e 392, II do CPP, ficam, através deste edital, intimados os advogados, Bel. VILARZITO
NOGUEIRA JUNIOR, OAB/PE nº 22001, Bel. EDUARDO DE ARAÚJO CAVALCANTI, OAB/PB nº 8392, Bela. VERÔNICA RANGEL DUARTE,
OAB/PE nº 1741-A, Bel. MARCELO LOPES BURITY, OAB/PB nº 18506 e Bela. CAROLINE RANGEL TRAVASSOS BURITY, OAB/PB nº
15431, respectivamente, para tomarem ciência da sentença prolatada nos autos da ação penal nº 0017989-85.2011.8.17.0001 , movido contra
os sentenciados MAURÍCIO NAVARRO BURITY, ANTONIO ROCHA DA SILVA NETO E ROBERTO LOPES BURITY, cuja parte final segue adiante
transcrita:
“ (...) Pelo exposto, e por tudo mais que dos autos consta, nos termos dos artigos 107, IV c/c 109, III do CP, JULGO EXTINTA A PUNIBILIDADE
PELA PRESCRIÇÃO dos réus Maurício Navarro Burity, Roberto Lopes Burity e Antonio Rocha da Silva Neto, quantos aos crimes descritos na
denúncia. Sem custas. Após do trânsito em julgado: 1- Comunique-se à distribuição; 2- Recolham-se eventuais mandados de prisão expedidos;
3-Expeça-se alvará de soltura; 4- Arquivem-se dos autos. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Recife, 29 de setembro de 2015. THIAGO
FERNANDES CINTRA Juiz de Direito”.
Dado e passado nesta Cidade e Comarca do Recife, aos 14 de Abril de 2016 . Eu, ______________ Lúcia Correia Nery da Fonseca, Chefe
de Secretaria, fiz publicar.
JUÍZO DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL-FÓRUM DO RECIFE – AV. DES. GUERRA BARRETO S/N – ILHA DO LEITE –
RECIFE – PE.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. Joaquim Pereira Lafayette Neto, Juiz de Direito nesta 4ª Vara Criminal da Comarca do Recife, na forma da lei, etc.
FAZ SABER que cumprindo o disposto no art. 370, §1° do CPP, ficam, através deste edital, intimados a Bela. LUZILEIDE PEREIRA
SAMPAIO, OAB/PE Nº 17849 E o Bel. PEDRO VICTOR VASCONCELOS DE MELO SILVA, OAB/PE Nº 28953, advogados constituídos
do acusado EDILSON FRANCISCO DE MACEDO, para , no prazo legal , apresentar Contrarrazões nos autos do processo-crime
nº 0120161-18.2005.8.17.0001 , em virtude do recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público face a sentença de EXTINÇÃO DE
PUNIBILIDADE.
Dado e Passado nesta Cidade e Comarca do Recife, aos 14 de Abril de 2016. Eu, ____________, Lúcia Correa Nery da Fonseca, Chefe de
Secretaria, fiz publicar.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PRAZO DE 15 DIAS
Processo nº 0008053-60.2016.8.17.0001
O Doutor Luciano de Castro Campos, Juiz de Direito da 6ª Vara Criminal da Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude
da lei, etc...
Faz saber pelo presente edital de citação, com prazo de 15 (quinze) dias , que, pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco, foi denunciado
EDUARDO DA SILVA BEZERRA, nascido aos 02/07/1992, filho de Ediclenio Bezerra e de Katia Maria da Silva, como incurso nas sanções do
artigo 180, §3º, do CPB, como se encontra o referido denunciado em lugar incerto e não sabido, CITO-O E O HEI POR CITADO, para fim de
RESPONDER à presente ação penal, POR ESCRITO, NO PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS, devendo, nesta oportunidade, se assim o pretender,
argüir preliminares, alegar tudo o que interesse a sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar
testemunhas. Não apresentada resposta no prazo legal, ou não constituído advogado, ser-lhe-á nomeado defensor público, nos termos dos
artigos 396 e 396-A do CPP. Dado e passado nesta cidade do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, aos 14 (catorze) dias do mês de abril
do ano de 2016. Eu, (assinatura ilegível), Valéria de Pina Santos – Analista Judiciária, o fiz digitar e subscrevo.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
PROCESSO Nº 0007550-39.2016.8.17.0001
ACUSADO: MOISES AUGUSTO VITORIANO DE ARAUJO E OUTRO;
O Doutor Luciano de Castro Campos, Juiz de Direito da 6ª Vara Criminal da Capital, em virtude da lei, etc...
Faz saber que, pelo presente edital, fica intimado os Drs. Walter dos Santos Farias, OAB/PE 19.145 , e Marcela Vila Nova, OAB/PE 31.205,
advogados de Maria Carolina Pinheiro Nogueira e de Moisés Augusto Vitoriano de Araújo, respectivamente, para apresentarem resposta à
acusação dos denunciados, no prazo de 10 (dez) dias. Dado e passado nesta cidade do Recife-PE, aos 14 (catorze) dias do mês de abril de
2016. Eu, (assinatura ilegível) Valéria de Pina Santos – Analista Judiciária, o fiz digitar e subscrevo.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA PROCESSO N.º 0041330-04.2015.8.17.0001 Rallyson José Severino Araújo da Silva e Luiz Carlos José da Silva respondem Ação
Penal como incursos na conduta descrita no art. 157, § 2.º, incisos I, II e V, do Código Penal, atribuindo-se-lhes a prática do seguinte fato: No dia
06/08/2015, aproximadamente às 18h30, em uma autoescola, situada no bairro do Arruda, nesta cidade, em comunhão de desígnios e mediante
grave ameaça, exercida com o emprego de arma de fogo, subtraíram um notebook e o aparelho celular de Sandro José da Silva.Recebera-se
a denúncia (103). Os réus foram citados (109 e 111) e ofereceram resposta à acusação (26-39 e 113-116). Realizara-se audiência de instrução
(143-150). Foram apresentadas alegações finais (149/150, 156-160 e 162-167). A Promotoria de Justiça pugnara pela condenação e a Defesa
pedira absolvição.DECIDOMaterialidade - Autos de Apresentação e Apreensão (82) e Termo de Entrega (83). Autoria - Os réus, na delegacia de
polícia (65/66), não se pronunciaram, mas, em Juízo (147/148), admitiram haver cometido o delito:"CONFESSA ter praticado o crime descrito na
denúncia; agira na companhia do segundo réu e de um terceiro; os dois entraram na auto-escola e o interrogado ficara aguardando no táxi; o outro
réu estava com um simulacro de arma de fogo e o terceiro com um revólver; não houve violência física, apenas ameaça; o notebook fora devolvido
e o aparelho celular ficara com o comparsa que fugira; arrepende-se do que fizera; não fora preso anteriormente e não responde a outro processo;
não possui filhos; reside com os pais; concluíra o ensino médio; não era usuário de drogas (...). " "CONFESSA ter praticado o crime descrito na
denúncia; agira na companhia do primeiro réu e de um terceiro; entrara na auto-escola com o terceiro e o outro réu ficara aguardando no táxi;
o interrogado estava com um simulacro de arma de fogo e o terceiro com um revólver; não houve violência física, apenas ameaça; o notebook
fora devolvido e o aparelho celular ficara com o comparsa que fugira; arrepende-se do que fizera; não fora preso anteriormente e não responde
a outro processo; possui três filhos; reside com a companheira; cursara até o primeiro ano do segundo grau (...)"As informações prestadas pelas
vítimas Sandro José da Silva, José Caetano Sobral Júnior e Rosinete Maria da Silva (143-145) foram corroboradas pelas testemunhas Gleison de
Andrade e Antônio Gomes Júnior (146).As provas material e testemunhal, aliadas às confissões, não deixam dúvidas de que os réus consumaram
o roubo - majorado pelo uso de arma e concurso de agentes.Posto isso: JULGO PROCEDENTE EM PARTE a pretensão estatal, consubstanciada
na denúncia (02-04), e, em consequência, CONDENO Rallyson José Severino Araújo da Silva e Luiz Carlos José da Silva, como insertos nas
penas do art. 157, § 2.º, inciso I e II, do Código Penal.APLICAÇÃO DAS PENAS* RALLYSON JOSÉ SEVERINO ARAÚJO DA SILVACulpabilidade
comprovada, sendo o grau de reprovação da conduta elevado. O réu é primário (168). Não há informações suficientes para que se possa valorar
a conduta social e a personalidade. O motivo fora a ambição pelo ganho fácil, sem a contraprestação do trabalho honesto. As circunstâncias não
o beneficiam, eis que as vítimas foram surpreendidas e subjugadas por ele e o comparsa, quando se encontravam em uma autoescola, em nada
contribuindo para a realização dos atos ilícitos ou facilitando a consumação. Os bens subtraídos foram recuperados, mas, houve consequências
de ordem psíquica. Assim, estabeleço a pena-base em 04 (quatro) anos de reclusão, que, por ser a mínima, deixo de aplicar as atenuantes da
confissão espontânea e da menoridade de 21 (vinte e um) anos, na data do fato, e, inexistindo circunstâncias agravantes, aumento-a em 2/5
(dois quintos), por força do emprego de arma e do concurso de agentes, para torná-la definitiva em 05 (CINCO) ANOS E 07 (SETE) MESES DE
RECLUSÃO E 20 (VINTE) DIAS-MULTA, no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo por dia-multa. O regime inicial é o FECHADO. Para fins
de detração, verifico que o réu está preso preventivamente há pouco mais de 06 (seis) meses. Como não atingira 1/6 (um sexto) da pena, deverá
continuar o cumprimento na Penitenciária Barreto Campelo - Itamaracá (PE).* LUIZ CARLOS JOSÉ DA SILVA Culpabilidade comprovada, sendo
o grau de reprovação da conduta elevado. O réu é primário (169). Não há informações suficientes para que se possa valorar a conduta social e a
personalidade. O motivo fora a ambição pelo ganho fácil, sem a contraprestação do trabalho honesto. As circunstâncias não o beneficiam, eis que
as vítimas foram surpreendidas e subjugadas por ele e o comparsa, quando se encontravam em uma autoescola, em nada contribuindo para a
realização dos atos ilícitos ou facilitando a consumação. Os bens subtraídos foram recuperados, mas, houve consequências de ordem psíquica.
Assim, estabeleço a pena-base em 04 (quatro) anos de reclusão, que, por ser a mínima, deixo de aplicar as atenuantes da confissão espontânea
e da menoridade de 21 (vinte e um) anos, na data do fato, e, inexistindo circunstâncias agravantes, aumento-a em 2/5 (dois quintos), por força do
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
emprego de arma e do concurso de agentes, para torná-la definitiva em 05 (CINCO) ANOS E 07 (SETE) MESES DE RECLUSÃO E 20 (VINTE)
DIAS-MULTA, no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo por dia-multa. O regime inicial é o FECHADO. Para fins de detração, verifico que
o réu está preso preventivamente há pouco mais de 06 (seis) meses. Como não atingira 1/6 (um sexto) da pena, deverá continuar o cumprimento
na Penitenciária Barreto Campelo - Itamaracá (PE).Transitada em julgado, expeça-se guia de recolhimento e oficiem-se o TRE e o ITB. Sem
custas. P.R.I. Recife, 23 de fevereiro de 2016.Francisco de Assis GALINDO de OliveiraJuiz de DireitoTitular da 7.ª Vara Criminal3ESTADO DE
PERNAMBUCOPODER JUDICIÁRIOJUÍZO DE DIREITO DA 7.ª VARA CRIMINAL DA CAPITALAv. Des. Guerra Barreto s/n.º, 2.º Andar, Ala Norte
- Joana Bezerra ESTADO DE PERNAMBUCOPODER JUDICIÁRIOJUÍZO DE DIREITO DA 7.ª VARA CRIMINAL DA CAPITALAv. Des. Guerra
Barreto s/n.º, 2.º Andar, Ala Norte - Joana Bezerra
O(ª) Dr.(ª ). Francisco de Assis Galindo de Oliveira , Juiz(ª) de Direito da 7ª Vara Criminal da Comarca do Recife, Capital do Estado de
Pernambuco, em virtude da Lei, etc...
FAZ SABER a todos por meio deste Edital de Citação, com prazo de 15(quinze) dias, e que dele tomarem conhecimento , que o Ministério
Público, pela Promotoria de Justiça, foi denunciado como incurso nas penas do Art. 32 da Lei 9.0605/98 , o(ª) Sr(ª). RIVANILDO MENEZES
DE LIMA ( RG nº 3.838.295 SSP/PE, CPF: 771.094.224-53, nascido em 18/05/1972, natural de Recife/PE, filho de Ivanildo Alves de Lima
e Rosalina Menezes de Lima ) , pelos fatos a seguir narrados: Em 05/06/2009 os denunciados, de forma livre e consciente, deixaram
um cão da raça rotiville, em um ambiente inadequado, uma casinha de cachorro muito suja, apresentando grande nível de umidade
e mau cheiro e fezes de rato, conforme histórico lavrado pela Delegacia do meio ambiente e infrações de menor potencial ofensivo.
, figurando como vítima(s) A SOCIEDADE , tudo conforme a denúncia recebida dia novembro de 2012 nos autos do Processo Crime nº
0020091-80.2011.8.17.0001 , que tramita no Juízo da 7ª Vara Criminal da Capital, situada no Fórum Rodolfo Aureliano, com endereço na Av.
Desembargador Guerra Barreto, s/n, - Ilha de Joana Bezerra, Recife/PE . E como se encontra EM LUGAR INCERTO E NÃO SABIDO o Sr.
RIVANILDO MENEZES DE LIMA , acima qualificado, é o referido CITADO por este instrumento legal para apresentar resposta à acusação,
por escrito, no prazo de 10 (dez) dias, através de advogado constituído, conforme redação do art. 396 do Código de Processo Penal, caput, do
Código de Processo Penal, com a fluência do prazo com início a partir do comparecimento pessoal do acusado ou de seu defensor constituído
em cartório onde tramita o Processo Criminal, conforme parágrafo único do mesmo dispositivo legal. Fica ainda advertido o acusado de que,
em não sendo apresentada a referida resposta no prazo legal, será nomeado Defensor Público para acompanhar o Processo Criminal, nos
termos do art. 396-A, § 2º, do Código de Processo Penal. Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo o que interesse
à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua
intimação, quando necessário (art. 396-A do CPP). A reparação do dano sofrido pela vítima é circunstância que sempre atenua a pena, desde
que o acusado o faça por sua espontânea vontade, com eficiência e antes do julgamento. O valor correspondente pode ser fixado de comum
acordo entre as partes e homologado no juízo competente. Dado e Passado nesta Comarca do Recife, aos 14 dias do mês de Abril do ano
de 2016 . Eu, Mayra dos Santos Coutinho , o digitei e submeti à conferência e subscrição, encaminhando-o a publicação após assinatura. Eu,
_______________ Elisan da Silva Francisco , Chefe de Secretaria, assino.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
SENTENÇA
Giliard Pereira do Nascimento responde Ação Penal como inserto na conduta descrita no art. 14 da Lei n.º 10.826/2003, atribuindo-se-lhe a prática
do seguinte fato: No dia 25/08/2013, aproximadamente à 0h, na Rua Eronilda Negreiro, policiais militares receberam informações de que estava
sendo realizada uma festa e um ex-presidiário estaria, nas proximidades, armado com um revólver. Recebera-se a denúncia (55). O réu fora
citado (60) e respondera à acusação (61-65). Realizara-se audiência de instrução (77/78, 83/84, 89 e 102/103). Foram apresentadas alegações
finais (104/105 e 108/109). O Ministério Público pedira a condenação e a Defesa, aplicação da pena mínima. DECIDOMaterialidade - Autos de
Apresentação e Apreensão (27). Autoria - O réu, na delegacia (21), confessara e, em Juízo (102/103), negara o cometimento do delito: "QUE no
dia de hoje caminhava pela rua da ocorrência quando um homem o ofereceu quatro munições, alegando que estava precisando de dinheiro; QUE
alega que o homem e estava pedindo a quantia de R$ 30,00 (tinta) reais pelas quatro munições de .38; QUE alegou só ter R$ 15,00 (quinze)
reais; QUE, o homem aceitou, pegou o dinheiro, deu-lhe as munições e foi embora; QUE, o autuado alega apenas ter comprado por medo da
situação; QUE, diz nunca ter visto o homem que lhe vendeu as munições na região; QUE, alega também que não faz uso de arma de fogo; QUE,
momentos depois, logo embaixo de onde estava ocorrendo a festa foi abordado por policiais militares e preso por porte das munições (...)""NEGA
ter praticado o crime descrito na denúncia; as munições não estavam com o interrogado; jamais comprara armas e munições; no dia e hora, o
interrogado estava com a esposa e um casal indo para casa; foram abordados e com o interrogado nada fora encontrado; não estava na festa
que estava sendo realizada nas proximidades; nunca fora preso e não responde a outro processo; não possui filhos; trabalha na construção
civil; concluíra o ensino médio (...). " As declarações das testemunhas Tábata Raysse Sousa de Farias (77) e José Benedito Teixeira (83/84)
corroborara a confissão extrajudicial.As provas materiais e orais não deixam dúvidas que o réu consumara um porte ilegal de munições.Posto
isso: JULGO PROCEDENTE a pretensão estatal, consubstanciada na denúncia (02/04), e, em consequência, CONDENO Giliard Pereira do
Nascimento como inserto nas penas do art. 14 da Lei n.º 10.826/2003.APLICAÇÃO DA PENACulpabilidade comprovada, sendo moderado o
grau de reprovação da conduta. O réu é primário (56). Não há informações para que se possa valorar a conduta social e a personalidade.
Não fora apurado o motivo. As circunstâncias não o favorecem porque estava, em plena via pública, com munições, sem autorização legal. As
consequências não foram graves, mesmo havendo potencial afronta à segurança e a paz social.Assim, estabeleço a pena-base em 02 (dois)
anos e 06 (seis) meses de reclusão, que atenuo em 06 (seis) meses, em virtude da atenuante da confissão espontânea, tornando-a definitiva em
02 (DOIS) ANOS DE RECLUSÃO E 10 (DEZ) DIAS-MULTA, no valor 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo por dia-multa, ante a inexistência de
circunstâncias agravantes e causas de aumento/diminuição de pena. O regime inicial de cumprimento é o ABERTO. Verificados os requisitos de
ordem objetiva (quantidade de pena e natureza do crime) e de ordem subjetiva (primariedade e circunstâncias pessoais favoráveis), SUBSTITUO
a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos (CP - Art. 44, § 2.º), que devem ser fixadas pela VEPA - Vara de Execução de Penas
Alternativas da Capital.Transitada em julgado, expeça-se guia de recolhimento, oficiem-se o TRE e o ITB e remeta-se a arma apreendida e as
munições ao Comando Militar do Nordeste (Comando do Exército).Sem custas. P.R.I. Recife, 22 de março de 2016.Francisco de Assis GALINDO
de OliveiraJuiz de DireitoTitular da 7.ª Vara Criminal
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
SENTENÇA
Walter Teixeira Neves Júnior responde Ação Penal como incurso na conduta descrita no art. 302 do CTB, atribuindo-se-lhe a prática do seguinte
fato: Na noite de 09/08/2013, aproximadamente ás 18h30, no cruzamento das Ruas Hélio Brandão e Pintor Antônio de Albuquerque, nesta cidade,
ao conduzir, com negligência, o veículo Ford EcoSport, colidira com a motocicleta pilotada por Adriano Carlos Bastos da Silva, causando-lhe
a morte. Recebera-se a denúncia (50). O réu fora citado (60v) e oferecera resposta a acusação (52-56). Realizara-se audiência de instrução
(70-75). Foram apresentadas as alegações finais (76-78 e 82-86). A Promotoria de Justiça e a Defesa pugnaram pela absolvição. DECIDOA
MATERIALIDADE está consubstanciada na Perícia Tanatoscópica (32) e na Perícia de Local de Ocorrência do Fato (35-40).Autoria - O réu negara
o cometimento dos crimes (75):"NEGA ter praticado o crime descrito na denúncia; ao passar no cruzamento, mal iluminado, fora surpreendido
por um abalroamento na lateral; parara o veículo, pois, ouvira uma explosão; tentara sair do carro, pela porta do motorista, e não conseguira
porque ela ficara danificada; ao descer do veículo, os populares lhe disseram que uma motocicleta havia colidido com o carro do interrogado;
permanecera no local, acionara o SAMU e aguardara a chegada das autoridade competentes; acredita que a vítima trafegava em alta velocidade
porque batera frontalmente na lateral do veículo do interrogado e depois rodara; a preferência era da vítima; jamais estivera preso e não responde
a outro processo; possui um filho; concluíra o curso superior. [...]. "A testemunha Tiago Roberto Bastos da Silva, arrolada pelo Ministério Público,
informara (70): "[...] a vítima era condutor de motocicleta há cinco anos; o depoente, muitas vezes, trafegara na garupa da motocicleta da vítima,
que sempre respeitara as normas de trânsito; o réu jamais procurara a família da vítima; esta deixara um filho de cinco anos de idade, na época,
e trabalhava como balconista. [...]". Explicara Ronaldo José Freitas de Lima Júnior (71):"o veículo conduzido pelo réu já havia cruzado a primeira
parte da via, quando ocorrera a colisão transversal; a motocicleta ficara bastante danificada; pela sua experiência profissional, concluirá que a
vítima trafegava em alta velocidade; no local do acidente não havia semáforo; [...] havia espaço, na avenida, para realização de manobra, caso a
vítima desenvolvesse baixa velocidade; o réu ficara abalado com o acidente e não apresentara sinais de embriaguez ou odor etílico; fora grande
o dano causado no veículo do réu; o acidente ocorrera no período da noite. A análise técnica não fora apresentada pelos peritos criminais, por
falta de elementos materiais que caracterizassem, nitidamente, a dinâmica do evento, conforme eles justificaram ". Cremilda Carneiro dos Santos
Bastos Silva dissera que o réu estava muito nervoso e parecia bêbado, mas, não sentira odor etílico (72).As provas material e testemunhal não
deixam dúvidas que do abalroamento entre o automóvel e a motocicleta resultara o óbito da vítima, porém, não demonstraram ter o réu agido
com imprudência, negligência ou imperícia. O conjunto probatório é frágil, não conduzindo a um convencimento seguro, capaz de ensejar uma
condenação, impondo-se a aplicação do princípio in dúbio pro reo.Posto isso: JULGO IMPROCEDENTE a pretensão estatal, consubstanciada
na denúncia (02-04), e, em consequência, ABSOLVO Walter Teixeira Neves Júnior (CPP: Art. 386 - inc. VII).Após o trânsito em julgado, oficie-
se o ITB e arquivem-se os autos.Sem custas. P.R.I. Recife, 21 de março de 2016.Francisco de Assis GALINDO de OliveiraJuiz de DireitoTitular
da 7.ª Vara Criminal
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
causando-lhe ferimentos que resultaram na morte. Recebera-se a denúncia (67/68). O réu fora citado (83) e oferecera resposta a acusação
(70-76). Realizara-se audiência de instrução (147/148 e 158-161). Foram apresentadas as alegações finais (176-181 e 184-189). A Promotoria
de Justiça e a Defesa pugnaram pela absolvição. DECIDOA MATERIALIDADE está consubstanciada na Certidão de Óbito (17), na Perícia
Tanatoscópica (173) e na Perícia de Local de Ocorrência do Fato (42-48).Autoria - O réu negara o cometimento dos crimes (161):"NEGA ter
praticado o crime descrito na denúncia; estava conduzindo o veículo que acidentara a vítima, fora da faixa de pedestres; desenvolvia velocidade
compatível com a via, trafegando na faixa exclusiva de coletivos, e freara, porém, a vítima fora atingida; o interrogado permanecera no local e
ligara para o SAMU; o semáforo estava aberto para os ônibus; jamais fora preso e processado; possui três filhos; concluíra o ensino médio[...];
o veículo desenvolvia velocidade moderada porque acaba de sair de uma estação (baia); o coletivo possuía tacógrafo e limitador de velocidade,
sendo de 60 km/h a velocidade máxima; não tentara desviar porque a vítima vinha rápido e o interrogado percebera muito em cima; a vítima estava
com roupa de "caminhada" e não empurrava nenhum carrinho[...]. "A testemunha Thamires Gomes de Machado, arrolada pelo Ministério Público,
à autoridade policial (28), informara: "[...] QUE quando chegou ao sinal encontrou com a vítima , que é cliente do estabelecimento comercial onde
trabalha (Supermercado) onde complemetarão; QUE o sinal encontrava-se aberto para os veículos , porém como a avenida estava tranquila e
apenas um coletivo vinha um pouco distante trafegando no corredor pertencente ao mesmo, a vítima decidiu atravessa a Avenida, chegando a
chamar a declarante para acompanha-la na travessia, porém esta afirmou que não iria; QUE a declarante informa a vítima tentou atravessar com
passos rápidos, pela faixa de pedestre e que foi tudo muito rápido, não sabendo como foi que realmente acontece, quando a vítima já estava quase
na passarela foi atingida pelo ônibus; QUE a declarante informa que o motorista permaneceu no local e antes de ir embora para o seu trabalho
chegou perto da vítima e observou que ela estava respirando [...] (sic)". Esse depoimento fora ratificado em Juízo (158):"o ônibus dirigido pelo réu
vinha em velocidade normal para a via; a vítima fora atingida pela lateral direita do coletivo, quando estava quase no meio da faixa de pedestres;
não sabe informar se houve frenagem, ouvira apenas a pancada; a vítima fora atingida na cabeça; o réu ficara muito nervoso; salvo engano, a
vítima estava empurrando um carrinho de compras.[...]". As testemunhas arroladas pela Defesa explicaram que:"presenciara o fato; estava dentro
do ônibus que acidentara a vítima; o veículo desenvolvia velocidade normal e o semáforo estava aberto para ele; a vítima fora atingida na faixa
de pedestres e na via exclusiva dos coletivos; o motorista freara e permanecera no local; ele ficara muito preocupado com a vítima. " (ARLINDO
ALEIXO DA SILVA - f. 159)."presenciara o fato; estava dentro do ônibus que acidentara a vítima; o veículo desenvolvia velocidade normal para a
via e o semáforo estava aberto para ele; o coletivo transitava na sua via exclusiva; o motorista freara bruscamente e permanecera no local; ele
ficara muito preocupado com a vítima e ligara para o SAMU. " (JOSÉ RICARDO MIRANDA PAIVA - f. 160).A análise técnica não fora apresentada
pelos peritos criminais, por falta de elementos materiais que caracterizassem, nitidamente, a dinâmica do evento, conforme eles justificaram
(46). As provas material e testemunhal não deixam dúvidas que o veículo, conduzido pelo réu, atingira a vítima, porém, não evidenciaram ter
ele agido com culpa (imprudência, negligência ou imperícia). O conjunto probatório é frágil, não conduzindo a um convencimento seguro, capaz
de ensejar uma condenação, impondo-se a aplicação do princípio in dúbio pro reo.Posto isso: JULGO IMPROCEDENTE a pretensão estatal,
consubstanciada na denúncia (02-04), e, em consequência, ABSOLVO Ferdinando Vilela dos Santos (CPP: Art. 386 - Inc. VII).Após o trânsito
em julgado, oficie-se o ITB e arquivem-se os autos.Sem custas. P.R.I. Recife, 09 de março de 2016.Francisco de Assis GALINDO de OliveiraJuiz
de DireitoTitular da 7.ª Vara Criminal
Recife, 14 de Abril de 2016 .
Elisan da Silva Francisco
Chefe de Secretaria
Francisco de Assis Galindo de Oliveira
Juiz de Direito
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇA PROCESSO N.º 0021364-60.2012.8.17.0001 Emerson Silva de Oliveira responde Ação Penal como incurso na conduta descrita no
art. 180, caput, do Código Penal, atribuindo-se-lhe a prática do seguinte fato: No dia 31/03/2012, aproximadamente às 08h55, em frente a uma
borracharia localizada na Av. República Árabe Unida, no bairro do Pina, nesta cidade, a vítima e um policial flagraram o réu com uma motocicleta
Shineray (WY 50-Q/Phoenix), de cor preta, subtraída de Eduardo José de Santana. Recebera-se a denúncia (67). Citado (70v), o réu oferecera
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
resposta à acusação (72/73) e aceitara a proposta de suspensão condicional do processo (82/83). Houve descumprimento e o benefício fora
revogado (93). Realizara-se audiência de instrução (107 e 120/121) e o réu fora declarado revel. Apresentaram-se as alegações finais (124-127
e 149-152). A Promotoria de Justiça pugnara pela condenação e a Defesa pedira a absolvição. DECIDO Materialidade - Autos de Apresentação
e Apreensão (30) e de Entrega (39). Autoria - O réu dissera, na delegacia (23), que estava na borracharia de Rodrigo, quando "Gigante" chegara
no bar, situado ao lado, e lhe pedira que apertasse a corrente da motocicleta. Realizara o serviço e sentara em frente da borracharia, quando
chegaram dois homens e um deles afirmara que o veículo lhe pertencia, pegara as chaves e dera partida. Logo após, uma viatura da polícia
chegara e o levara para delegacia. Em Juízo fora declarado revel (120).A vítima do crime de roubo (12/13 e 121) esclarecera que não fora o réu
o autor da subtração do bem, porém, no momento do flagrante, ele estava com as chaves da motocicleta no pescoço .Rodrigo Pereira da Silva
(20/21 e 107) confirmara que o réu levara o veículo na borracharia para apertar a corrente (20/21/107):"Que, afirma o declarante que na manhã
de hoje, 31 de março estava trabalhando em sua borracharia localizada na Rua República Árabe Unida, na Comunidade Beira Rio, quando um
rapaz da comunidade conhecido por Emerson, chegou na borracharia com uma moto Shineray, pedindo ao declarante que apertasse a corrente
da referida motocicleta (...)".As informações da vítima e da testemunha foram corroboradas pelo depoimento do PM que realizara a prisão em
flagrante - Marcos Antônio Valério Cabral (18/19 e 120), Apesar da negativa, as provas material e testemunhal não deixam dúvidas de que o réu
consumara uma receptação dolosa. Ele sabia que o veículo era produto de crime e, mesmo assim, dele fizera uso, conduzindo-o à borracharia,
para conserto. Posto isso: JULGO PROCEDENTE a pretensão estatal, consubstanciada na denúncia (02-04), e, em consequência, CONDENO
Emerson Silva de Oliveira como inserto nas penas do art. 180, caput, do Código Penal. APLICAÇÃO DA PENA Culpabilidade comprovada, sendo
moderado o grau de reprovação da conduta. O réu responde a outra ação penal, entretanto, é tecnicamente primário (90). Não há informações
para que se possa valorar a conduta social e a personalidade. Não restara demonstrado o motivo. As circunstâncias não o beneficiam, porquanto
se utilizara de uma motocicleta que sabia ser "roubada". As consequências foram moderadas, visto que o bem fora apreendido e restituído ao
proprietário. Assim, estabeleço a pena-base em 02 (DOIS) ANOS DE RECLUSÃO E 20 (VINTE) DIAS MULTA, no valor 1/20 (um vigésimo) do
salário mínimo, que torno definitiva, ante à inexistência de circunstâncias atenuantes/agravantes e causas de diminuição /aumento. O regime
inicial de cumprimento é o ABERTO, porém, verificados os requisitos de ordem objetiva (quantidade de pena e natureza do crime) e de ordem
subjetiva (primariedade e circunstâncias pessoais favoráveis), SUBSTITUO a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos (CP -
Art. 44, § 2.º), que devem ser fixadas pela VEPA - Vara de Execução de Penas Alternativas da Capital. Transitada em julgado, expeça-se guia
de recolhimento e oficiem-se o TRE e o ITB .Custas pelo réu. P.R.I. Recife, 10 de novembro de 2015.Francisco de Assis GALINDO de Oliveira
Juiz de Direito Titular da 7.ª Vara Criminal.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Data: 11/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS, DESPACHOS E DECISÕES
prolatadas nos autos dos processos abaixo relacionados:
SENTENÇA Vistos,etc. O Ministério Público de Pernambuco denunciou DIONÍSIO HELENO TENÓRIO NETO, qualificado à f. 02 dos autos,
como incurso nas penas do art. 157, §2º, incisos I e II, do Código Penal, e do art. 244-B, caput , da Lei nº 8.069/90, alegando, em síntese, que
no dia 04 de julho de 2015, por volta das 19h15, em via pública, na Rua da Soledade, Boa Vista, nesta cidade, o acusado, acompanhado de um
menor que estava lhe dando cobertura, roubou um celular de uma transeunte através de grave ameaça exercida com o emprego de uma faca
peixeira.Narra ainda a denúncia que no dia do fato o policial Jonathan Andreividson dos Santos Carvalho, por volta das 19h30, estava em serviço
quando foi acionado pelo CIODS, para capturar suspeitos que cometeram um roubo na Rua da Soledade, ocasião em que localizou a vítima
Wênia, que entrou noutra viatura descaracterizada para ajudar a identificar os assaltantes, tendo dito policial abordado os indivíduos apontados
pela ofendida, dentre eles o acusado, os quais, no momento da abordagem, estavam se preparando para efetuar outro roubo a um transeunte.Diz,
também, a peça acusatória que quando da revista realizada nos agentes, foi encontrada a faca com o menor infrator, além do aparelho celular
da vítima e a quantia de R$ 160,00 (cento e sessenta reais), e outro aparelho celular provavelmente também roubado, tendo a vítima afirmado
categoricamente que os dois suspeitos foram os autores do roubo do aparelho celular dela, mediante grave ameaça com uma faca, razão pela
qual o acusado foi preso em flagrante delito.Às f. 15/16, decisão do juiz plantonista onde foi convertida a prisão em flagrante do réu em prisão
preventiva.Certidão de consulta ao sistema judwin às f. 18.Auto de apresentação e apreensão às f. 31.Auto de entrega às f. 32.A denúncia foi
recebida às f. 59/60.Assentamentos carcerários às f. 61/62.Resposta à acusação c/c pedido de liberdade provisória às f. 70/75.Manifestação
ministerial às f. 77.Ratificado o recebimento da denúncia às f. 78/79, ocasião em que foi indeferido o pedido de liberdade.Audiências de instrução
e julgamento às f. 88/90 e 99/101, onde foram inquiridas duas testemunhas indicadas pelo Ministério Público, e interrogado o réu, que confessou
a prática do fato delituoso, tendo a defesa renovado o pedido de liberdade, o que foi, mais uma vez, indeferido pelo Juízo. No momento do
art. 402 do CPP, nada foi requerido.Em alegações finais, às f. 102/103, o Ministério Público pugnou pela condenação do réu nos exatos termos
contidos na denúncia. Por sua vez, a defesa, às f. 104/105, pugnou pela absolvição do réu e, em caso de condenação, pela aplicação da pena
mínima, com as deduções legais cabíveis.É o relatório.Decido.Trata-se de ação penal pública incondicionada por crimes tipificados no art. 157,
§2º, incisos I e II, do Código Penal, e art. 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente.Analisando detidamente os autos, quanto ao crime do
art. 157, §2º, inciso II, do Código Penal , verifico que a materialidade delitiva restou comprovada através do auto de apresentação e apreensão
(f. 31), onde está registrada a apreensão de dois aparelhos celulares, um punhal e a quantia de R$ 160,00 (cento e sessenta reais) em espécie,
e do auto de entrega (f. 33) do aparelho celular da vítima.Quanto à autoria delitiva, em primeiro lugar faz-se necessário destacar que nem o
menor infrator e nem a vítima foram inquiridas em Juízo, o que requer uma análise minuciosa da prova deponencial produzida em contraditório
judicial, prova esta que foi colhida através da gravação de áudio e vídeo (f. 88/90 e 99/101).Em sede policial, o menor infrator declarou que
no dia do fato estava junto ao réu, seu comparsa, na Rua da Soledade, no bairro da Boa Vista, praticando assaltos, e que estavam portando
um punhal e abordaram a vítima, tendo na ocasião “tomado” o seu aparelho celular após terem feito a ameaça com mencionada arma branca,
após o que empreenderam fuga e depois foram localizados por uma guarnição policial (f. 28). Já a vítima Wênia Mayara Gomes da Silva
(f. 27), disse que no dia do fato foi abordada por um indivíduo desconhecido, o qual anunciou o assalto, portando uma faca, e disse “ passa
o celular ligeiro, pois aqui tem câmera, e não faça alarme, senão eu lhe furo ”, e então entregou seu aparelho celular ao indivíduo, sabendo
na delegacia que ele se chamava Dionísio. Declarou, também, que ainda conseguiu observar que havia um segundo assaltante que estava na
esquina e dando proteção ao primeiro assaltante, e depois do roubo eles se encontraram e saíram caminhando, após o que comunicou que
fora vítima de roubo a uma guarnição de policiais, os quais realizaram diligências e prenderam os dois assaltantes, ocasião em que soube que
um deles, o que estava dando proteção ao que lhe abordou, disse ser menor de idade.O acusado, por sua vez, perante a autoridade policial,
negou as afirmações feitas pelo menor, dizendo que não participou do assalto e que não viu quando o menor praticou o roubo, e que apenas
ia fumar maconha com ele. Em Juízo, se limitou a dizer que no dia do fato tinha bebido muito e estava fumando um cigarro quando o menor
chegou perto de si, e daí pra frente não se recorda de mais nada.O policial militar Jonathan Andreividson dos Santos Carvalho disse que no dia
do fato estavam realizando rondas e foram acionados pelo COPOM para se deslocarem a um local onde estaria acontecendo um roubo. Que
quando chegaram ao local se depararam com a vítima e os acusados que tinham sido detidos pelo apoio, e fizeram a condução à delegacia.
Que não se recorda se o acusado estava próximo da vítima. Que o menor estava de posse da faca, que foi o objeto usado para praticar o roubo,
e com o aparelho da vítima. Que nada foi encontrado com o acusado. Que a vítima informou que quem anunciou o assalto foi o menor. Que
a vítima reconheceu o acusado e disse que ele estava próximo ao menor, praticando o roubo, mas não informou se ele agiu diretamente no
roubo. Que no momento em que manteve contato com o acusado e o menor eles não confessaram o roubo.Já o também policial militar José
Éder Martins de Santana disse que se recorda do acusado. Que ele foi preso por roubo de um aparelho celular. Que foi preso e estava junto
a um menor. Que foi apreendida uma faca que estava com o menor. Que um aparelho celular foi recuperado, mas não se recorda se era o da
vítima. Que a vítima falou que foi abordada pelo menor, que estava com uma faca. Que no momento da prisão eles negaram o roubo. Que não
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
os tinha visto em outra oportunidade.Como se vê, embora a vítima não tenha sido inquirida em Juízo, não resta dúvida de que o acusado agente,
na companhia de um menor, abordou a vítima nas proximidades da Av. Conde da Boa Vista, no período da noite, e mediante grave ameaça
exercida com o emprego de uma faca subtraiu o aparelho celular desta, evadindo-se logo após, o que não foi por ele negado em Juízo, pois,
reitere-se, se limitou a dizer que havia bebido muito naquele dia e não se recorda do que aconteceu.Inequívoca a autoria da subtração da res
furtiva , diante do depoimento das testemunhas e da confissão parcial do réu, que se pode chamar de qualificada, vez que tentou apresentar em
seu favor circunstância que atenuaria sua responsabilidade, como a embriaguez.O fato é que o réu foi preso em flagrante logo após o roubo,
tendo o bem subtraído da vítima sido encontrado na posse do menor, assim como a faca, que fora efetivamente utilizada na prática delitiva,
segundo informou a vítima na fase extrajudicial, além de ter sido reconhecido por esta, não havendo que se falar em qualquer circunstância
que exclua ou atenue sua responsabilidade, pois a ingestão de bebida alcoólica se deu de modo voluntário, não tendo o agente apresentado
nenhum fato modificativo, impeditivo ou extintito do direito do autor da ação penal, conduta esta que se adéqua perfeitamente ao tipo penal
previsto no art. 157, §2º, incisos I e II, do Código Penal.Entendo, ainda, que o crime de roubo se consumou a partir do momento que a res
furtiva saiu da esfera de vigilância da ofendida, somente sendo recuperada momentos depois, após diligências realizadas pela Polícia Militar
na região. Destaque-se que a jurisprudência brasileira tem adotado a teoria da apprehensio ou amotio , admitindo que para a consumação
do crime de roubo é necessário apenas a inversão da posse da res furtiva , independentemente da sua posse mansa, pacífica, tranquila e/
ou desvigiada, mesmo que por breve espaço de tempo.Confira-se o precedente jurisprudencial recente do Supremo Tribunal Federal:“PENAL.
HABEAS CORPUS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INEXISTÊNCIA. ROUBO. MOMENTO CONSUMATIVO. INVERSÃO
DA POSSE DA RES FURTIVA. ORDEM DENEGADA.1. O presente caso não exige o reexame de matéria fático-probatória. O que se discute,
na hipótese, é tão-somente o enquadramento jurídico dos fatos.2. Para a consumação do crime de roubo, basta a inversão da posse da coisa
subtraída, sendo desnecessária que ela se dê de forma mansa e pacífica, como argumenta a impetrante. Precedentes.3. Ordem denegada”.
(STF – HC 100189/SP - Rel. Min. Ellen Gracie - Segunda Turma — j. 23.03.2010 – p. 16.04.2010).O Superior Tribunal de Justiça também se
posicionou neste mesmo raciocínio:"RECURSO ESPECIAL. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. TENTATIVA. NÃO
CONFIGURAÇÃO. DESNECESSÁRIA A POSSE TRANQUILA DA COISA SUBTRAÍDA. CRIME CONSUMADO.1. De acordo com a jurisprudência
firmada pelo Superior Tribunal de Justiça, considera-se consumado o crime de roubo, assim como o de furto, no momento em que o agente
se torna possuidor da coisa alheia móvel, ainda que não obtenha a posse tranquila, sendo prescindível que o objeto subtraído saia da esfera
de vigilância da vítima para a caracterização do ilícito..”(STJ – Resp 716.146/SP - Rel. Min. Og Fernandes - Sexta Turma — j. 4.11.2010 – p.
29.11.2010).Quanto ao crime do art. 244-B da Lei nº 8.069/90 , é pacífico na jurisprudência dos tribunais superiores que este tipo penal se
trata de crime formal , não necessitando, para sua configuração, de prova da efetiva corrupção do menor pelo adulto, a teor da Súmula 500
do Superior Tribunal de Justiça.Ante o entendimento do referido tribunal superior, para a caracterização do delito de corrupção de menores é
suficiente a comprovação da participação do inimputável na prática criminosa na companhia de pessoa maior de 18 (dezoito) anos. Com efeito,
havendo a comprovação nos autos de que um menor praticou o crime de roubo narrado na denúncia na companhia do acusado, caracterizado
está o delito em comento, devendo o réu, assim, ser responsabilizado também por este crime.Quanto aos fatos, verifico que foram praticados
dois crimes, em concurso material, conforme previsão no art. 69 do Código Penal, vez que o acusado, mediante uma ação, praticou dois crimes
não idênticos, devendo-se aplicar cumulativamente as penas previstas.Desta forma, acolho o pedido de condenação formulado pelo Ministério
Público em suas alegações finais. DIANTE DO EXPOSTO e tudo o mais que nos autos consta, julgo procedente a denúncia para condenar
DIONÍSIO HELENO TENÓRIO NETO , qualificado à f. 02 dos autos, nas penas do art. 157, §2º, incisos I e II, do Código Penal, e nas penas do
art. 244-B da Lei nº 8.069/90, em concurso material.Passo a dosimetria da pena.Quanto ao crime do art. 157, §2º, inciso II, do Código Penal , a
culpabilidade do réu foi intensa, sendo o mesmo primário, embora responda a outra ação penal, conforme se verifica às f. 65. A personalidade do
réu é reveladora de reduzido senso ético-social, pois não havia motivos que justificassem trilhar o caminho da criminalidade. Ausentes notícias
da conduta social. O motivo do crime é a vontade que o réu tem de adquirir bens que a sua condição financeira não permite, fato que tem
levado jovens das classes A, B, C, D e E ao mundo do crime. As circunstâncias dos crimes demonstram ausência de respeito ao próximo e de
sentimento de responsabilidade e de impunidade, agindo durante a noite, em plena via pública, na presença de transeuntes e sem medo das
forças de segurança do Estado. Por sua vez, a vítima não deu causa ao fato delituoso, e que o fato não teve consequências graves para a mesma,
haja vista a recuperação do bem subtraído.Considerando que o “quantum” da pena deve ser aplicado visando ressocializar o agente e inibir os
possíveis criminosos, nos termos do art. 59 do Código Penal, fixo a pena - base em 04 (quatro) anos de reclusão. Ausentes agravantes. Deixo
de aplicar a atenuante da confissão espontânea, prevista no art. 65, inciso III, alínea “d”, do Código Penal, em face de já ter fixado a pena-base
em seu mínimo legal. Presente a causa de aumento de pena do art. 157, §2º, incisos I e II, do Código Penal, aumento a pena em 1/3 (um terço),
ficando em 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. Ausentes causas de diminuição de pena. Torno a pena definitiva em 05 (cinco)
anos e 04 (quatro) meses de reclusão .Fica o réu condenado ainda em 10 (dez) dias - multa, fixado cada dia - multa em 1/30 (um trigésimo)
do salário mínimo legal, face às poucas condições econômicas do réu na época do fato.Quanto ao crime do art. 244-B, da Lei nº 8.069/90 , a
culpabilidade do réu foi intensa, sendo o mesmo primário. A personalidade do réu é reveladora de reduzido senso ético-social, pois não havia
motivos que justificassem trilharem o caminho da criminalidade. Ausentes notícias quanto à conduta social do mesmo. O motivo do crime é a
utilização de um menor para procurar se safar da ação da polícia e da justiça, o que leva ao desvirtuamento da personalidade deste, situação
que deve ser combatida pelo judiciário e pelos órgãos de segurança. As circunstâncias do crime demonstram astúcia, ausência de respeito ao
próximo e sentimento de impunidade, pois não se padeceu da menoridade da adolescente, de personalidade ainda em formação, para utilizá-
lo no evento criminoso. Por sua vez, a vítima não deu causa ao fato delituoso, e que o fato não teve consequências graves para a mesma.
Considerando que o “quantum” da pena deve ser aplicado visando ressocializar o agente e inibir os possíveis criminosos, nos termos do art. 59
do Código Penal, fixo a pena - base em 01 (um) ano de reclusão. Ausentes agravantes. Deixo de aplicar atenuante da confissão espontânea em
face de já ter fixado a pena-base em seu mínimo legal. Ausentes causas de aumento e de diminuição de pena. Torno a pena definitiva em 01
(um) ano de reclusão .Com base no art. 69 do Código Penal, faço a unificação das penas, qual seja a pena definitiva de 05 (cinco) anos e 04
(quatro) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa (aplicada em relação ao crime de roubo), mais a pena definitiva de 01 (um) ano de reclusão
(aplicada em relação ao crime de corrupção de menores), ficando a pena total em 06 (seis) anos e 04 (quatro) meses de reclusão e 10 (dez)
dias-multa , fixado cada dia - multa em 1/30 do salário mínimo legal na época do fato.Em face do teor do art. 387, §2º, do CPP, com a nova
redação da Lei nº 12.736, de 30-11-2012, faço a detração, observando que da data da prisão em flagrante, em 04/07/2015, até a data de hoje,
decorreram 09 (nove) meses e 04 (quatro) dias, restando cumprir 05 (cinco) anos, 06 (seis) meses e 26 (vinte e seis) dias de reclusão, pelo que,
fixo o regime inicial de cumprimento da pena no semiaberto , na Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá, ou em outro local a ser
indicado pelo Juízo das Execuções Penais.Nego ao réu o direito de apelar em liberdade em face de o crime ter sido praticado com grave ameaça
à pessoa com a utilização de arma branca, e em concurso de agentes, além do que o mesmo responde a outro processo, o que demonstra que
uma vez em liberdade põe em risco a garantia da ordem pública, nos termos do art. 312 do CPP, não havendo como se promover a substituição
por nenhuma das medidas cautelares do art. 319 do CPP, razão pela qual determino que se expeça mandado de prisão.Não há como promover
a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos em face de o acusado não fazer jus ao benefício, pois não preenche os
requisitos objetivos e subjetivos constantes no art. 44 do Código Penal.Concedo ao réu os benefícios da justiça gratuita em face de estar sendo
assistido pela Defensoria Pública.Havendo recurso, expeça-se carta de guia provisória.Deixo de fixar valor indenizatório à vítima, a que se refere
o art. 387, inciso IV, do CPP, em face da inexistência de algum dado concreto a justificar a indenização, podendo a mesma, querendo, recorrer às
vias judiciais competentes.Transitada em julgado esta sentença, ficam suspensos os direitos políticos do réu, nos termos do art. 15, inciso III, da
Constituição Federal, enquanto durarem seus efeitos.Transitada em julgado esta sentença, lance-se o nome do réu no rol dos culpados, expeça-
se carta de guia definitiva, e a encaminhe, remetendo-se os Boletins Individuais ao IITB-PE.Quanto aos demais bens apreendidos nos autos (f.
31), um aparelho celular, um punhal e a quantia de R$ 160,00 (cento e sessenta reais), em espécie, determino: 1. Que se oficie às operadoras
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de telefonia para, através do EMEI, verificar-se a quem pertence o aparelho celular. 2. No tocante ao punhal, a sua destruição, certificando-se
nos autos. 3. Quanto valor em espécie, sua perda em favor da União, nos termos do art. 91, inciso II, do Código Penal. Informe-se ao CNJ a
respeito de bens apreendidos e restituídos, se houver. Ciência, ainda, à Justiça Eleitoral, para os fins legais.Demais anotações e comunicações
necessárias, inclusive, comunicando-se acerca desta sentença aos juízos onde o apenado responde a outros processos.No final, arquive-se o
processo com as cautelas legais.P. R. I. Recife, 08 de abril de 2016. João Guido Tenório de Albuquerque Juiz de Direito
SENTENÇA Vistos, etc.O Ministério Público de Pernambuco denunciou ALEXSANDRO LOPES e EMMERSON DA SILVA LIMA, qualificados às
f. 02 dos autos, como incursos nas penas do art. 157, §2º, inciso II, c/c art. 61, inciso I, ambos do Código Penal, alegando, em síntese, que
no dia 26 de março de 2013, por volta das 22 horas, policiais militares em rondas pela Rua da Soledade, nesta cidade, foram acionados pela
vítima Laurivânia Felipe do Nascimento que informou ter sido roubada pelos acusados, e que mediante violência e grave ameaça subtraíram-
lhe o aparelho celular da marca LG, modelo P525, com bateria e chip da operadora de telefonia OI.Narra ainda a denúncia que a ofendida havia
saído da faculdade e quando seguia ao ponto de ônibus foi abordada pelos referidos agentes, que realizaram o roubo e seguiram normalmente
pela citada rua quando a vítima avistou uma viatura da polícia e pediu ajuda aos militares, que conseguiram abordá-los, encontrando o seu
aparelho celular, razão pela qual foram presos em flagrante delito.Assentamentos carcerários às f. 12/13.Às f. 15/16, decisão do Juízo onde
foi convertida a prisão em flagrante dos réus em prisão preventiva.Boletim de ocorrência às f. 29/31.Auto de apresentação e apreensão às f.
32.Auto de avaliação às f. 34.Termo de restituição às f. 35.Às f. 62/63, parecer ministerial pelo relaxamento da prisão dos acusados em face de
terem sido requeridas diligências complementares ao inquérito quanto à verificação da maioridade dos agentes.Às f. 91/92, decisão do Juízo
onde foi relaxada a prisão dos acusados.Às f. 107, certidão de nascimento do réu EMMERSON DA SILVA LIMA.A denúncia foi recebida às f.
130/131.Certidão de consulta ao sistema judwin às f. 132.Respostas à acusação às f. 144 e 145.Ratificado o recebimento da denúncia às f. 156.Às
f. 233/235, decisão do Juízo onde foi decretada a prisão preventiva do acusado EMMERSON DA SILVA LIMA, em face de ter sido novamente
preso por outro fato delituoso.Audiências de instrução e julgamento às f. 269/271, 293/295 e 317/319, onde foram inquiridas quatro testemunhas
indicadas pela acusação, e interrogados os réus, que negaram a prática do fato delituoso.Em alegações finais, às f. 321/322, o Ministério Público
pugnou pela condenação dos réus nos termos da denúncia, tendo a Defensoria Pública, às f. 326/328, pugnado pela absolvição dos réus com
fundamento no art. 386, inciso VII, do CPP.É o relatório.Decido.Trata-se de ação penal pública incondicionada, por crime tipificado no art. 157,
§2º, inciso II, do Código Penal.Analisando detidamente os autos, observo que a materialidade delitiva restou devidamente comprovada através
do auto de apresentação e apreensão (f. 32), do auto de avaliação (f. 34) e do termo de restituição (f. 35).A prova deponencial foi integralmente
colhida em Juízo através da gravação de áudio e vídeo (f. 269/271, 293/295 e 317/319).Quanto à autoria delitiva, em que pese as negativas
apresentadas em Juízo, esta é inconteste e recai sobre os réus, uma vez que ambos foram reconhecidos pela vítima como aqueles que, mediante
simulação de uso de arma de fogo, subtraíram seu aparelho celular, aliado ao fato de que referido bem foi, de fato, localizado e recuperado quando
da abordagem policial aos referidos agentes.Ao contrário do que alega a defesa em suas razões finais, as palavras da vítima Laurivania Felipe
do Nascimento, tanto em sede policial como em Juízo, são harmônicas e corroboradas pelos depoimentos prestados pelos policiais militares
Joseilson Paulino da Silva Junior e Augusto Cesar Costa de Santana, responsáveis pela abordagem aos acusados e pelas suas prisões. Em
que pese haja alguma dúvida acerca de como se deu a grave ameaça contra a ofendida, se o agente colocou a mão na cintura para simular
estar armado ou se apenas falou que estava portando uma arma, o fato é que esta houve, e de concreto tem-se que o celular da vítima foi
subtraído pelos acusados e esta os reconheceu como os autores do roubo, não havendo nada de fantasioso em suas palavras, pelo contrário,
descreveu todo o iter criminis percorrido pelos acusados até o momento da prisão em flagrante de ambos.Há ainda o fato de que, logo após
a subtração de seu bem pelos acusados, a vítima visualizou uma viatura policial e rapidamente informou o ocorrido, ocasião em que adentrou
no carro dos policiais e estes saíram em diligência na direção apontada pela ofendida, tendo logrado êxito em encontrar os acusados andando
pela rua, tranquilamente, momento em que ditos policiais visualizaram quando os agentes tentaram se desfazer do aparelho celular, jogando-o
em um prédio, objeto este que era exatamente o de propriedade da vítima.Ademais, conforme prevê a Súmula nº 88 do TJPE, “ Nos crimes de
natureza patrimonial, a palavra da vítima, quando ajustada ao contexto probatório, há de prevalecer à negativa do acusado ” . Esta é
a situação que se vê no presente caso. As declarações da vítima são corroboradas pelas demais provas contidas nos autos, ao contrário dos
réus, que em sede policial confessaram o crime, mas em Juízo procuraram entenderam por bem negar a prática deste delito, estando suas
negativas isoladas nos autos diante do conjunto probatório que aponta os mesmos como os autores deste crime, não havendo qualquer outro
motivo para que a vítima os tenha apontado como os autores do roubo, pois sequer os conhecia.Com efeito, não há qualquer dúvida de que
foram os acusados que, utilizando-se de grave ameaça, consubstanciada através de simulação de porte de arma, e em concurso de pessoas,
subtraíram o aparelho celular da vítima e logo em seguida se evadiram do local, conduta esta que se adéqua perfeitamente ao tipo penal do art.
157, §2º, inciso II, do Código Penal.Além disso, verifico que o crime praticado pelos acusados se deu na forma consumada, uma vez que a posse
da res furtiva foi invertida, mesmo que por exíguo tempo, e mesmo que tenham sido presos quando tentavam se evadir do local. É que tanto
o STF quanto o STJ adotam a teoria da amotio , e, segundo esta, para a consumação do crime de roubo (ou furto) é suficiente que se efetive
a inversão da posse. Se o agente teve a posse do bem, o crime se consumou, ainda que tenha havido imediata perseguição ou prisão. Não é
necessário que o agente tenha a posse mansa e pacífica. Não é necessário que a coisa saia da esfera de vigilância da vítima. No caso concreto,
os acusados chegaram a ter a posse da res furtiva , consistente no aparelho celular da vítima, mesmo que por alguns instantes, o que, por si
só, já é suficiente para caracterizar o crime como consumado.Assim, acolho o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público em suas
alegações finais. DIANTE DO EXPOSTO e de tudo o mais que nos autos consta, julgo procedente a denúncia para condenar ALEXSANDRO
LOPES e EMMERSON DA SILVA LIMA , qualificados à f. 02 dos autos, nas penas do art. 157, §2º, inciso II, do Código Penal.Passo a dosimetria
da pena.A culpabilidade do réu ALEXSANDRO LOPES foi intensa, sendo o mesmo tecnicamente primário, uma vez que o agente cometeu
este crime antes de transitar em julgado a sentença que o condenou por crime anterior (f. 132), situação esta que difere do contido no art. 63
do Código Penal, que conceitua a reincidência. A personalidade do réu é reveladora de reduzido senso ético-social, pois não havia motivos que
justificassem trilharem o caminho da criminalidade. Ausentes notícias quanto à conduta social do mesmo. O motivo do crime é a vontade que o
réu tem de adquirir bens que a sua condição financeira não permite, fato que tem levado jovens das classes A, B, C, D e E ao mundo do crime. As
circunstâncias do crime demonstram ausência de respeito ao próximo e de sentimento de responsabilidade, agindo durante a noite, na presença
de transeuntes e sem medo das forças de segurança do Estado. Por sua vez, a vítima não deu causa ao fato delituoso, e que o fato não teve
consequências graves para a mesma, haja vista a recuperação do bem subtraído.Considerando que o “quantum” da pena deve ser aplicado
visando ressocializar o agente e inibir os possíveis criminosos, nos termos do art. 59 do Código Penal, fixo a pena - base em 04 (quatro) anos
de reclusão. Ausentes agravantes e atenuantes. Presente a causa de aumento de pena do art. 157, §2º, inciso II, do Código Penal, aumento a
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pena em 1/3 (um terço), ficando a pena em 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. Ausentes causas de diminuição de pena. Torno
a pena definitiva em 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão .Fica o réu condenado, ainda, em 10 (dez) dias - multa, fixado cada
dia - multa em 1/30 do salário mínimo legal na época do fato, face às poucas condições econômicas do réu.Em face do teor do art. 387, §2º, do
CPP, com a nova redação da Lei nº 12.736, de 30-11-2012, faço a detração, observando que da data da prisão em flagrante, em 26/03/2013, até
a data da soltura, em 01/07/2013, decorreram 03 (três) meses e 05 (cinco) dias, restando cumprir 05 (cinco) anos e 25 (vinte e cinco) dias de
reclusão, pelo que, fixo o regime inicial de cumprimento da pena no semiaberto , na Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá, ou
em outro local a ser indicado pelo Juízo das Execuções Penais.Tratando-se de réu solto, concedo ao mesmo o direito de apelar em liberdade.A
culpabilidade do réu EMMERSON DA SILVA LIMA foi intensa, sendo o mesmo tecnicamente primário, em que pese responda a outras ações
penais (f. 229). A personalidade do réu é reveladora de reduzido senso ético-social, pois não havia motivos que justificassem trilharem o caminho
da criminalidade. Ausentes notícias quanto à conduta social do mesmo. O motivo do crime é a vontade que o réu tem de adquirir bens que a
sua condição financeira não permite, fato que tem levado jovens das classes A, B, C, D e E ao mundo do crime. As circunstâncias do crime
demonstram ausência de respeito ao próximo e de sentimento de responsabilidade, agindo durante a noite, na presença de transeuntes e sem
medo das forças de segurança do Estado. Por sua vez, a vítima não deu causa ao fato delituoso, e que o fato não teve consequências graves
para a mesma, haja vista a recuperação do bem subtraído.Considerando que o “quantum” da pena deve ser aplicado visando ressocializar o
agente e inibir os possíveis criminosos, nos termos do art. 59 do Código Penal, fixo a pena - base em 04 (quatro) anos de reclusão. Ausentes
agravantes e atenuantes. Presente a causa de aumento de pena do art. 157, §2º, inciso II, do Código Penal, aumento a pena em 1/3 (um terço),
ficando a pena em 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. Ausentes causas de diminuição de pena. Torno a pena definitiva em
05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão .Fica o réu condenado, ainda, em 10 (dez) dias - multa, fixado cada dia - multa em 1/30
do salário mínimo legal na época do fato, face às poucas condições econômicas do réu.Em face do teor do art. 387, §2º, do CPP, com a nova
redação da Lei nº 12.736, de 30-11-2012, faço a detração, observando que da data da prisão em flagrante, em 26/03/2013, até a data da soltura,
em 01/07/2013, e da data da prisão preventiva, em 17/06/2015, até a data de hoje, decorreu 01 (um) ano e 27 (vinte e sete) dias, restando
cumprir 04 (quatro) anos, 03 (três) meses e 03 (três) dias de reclusão, pelo que, fixo o regime inicial de cumprimento da pena no semiaberto , na
Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá, ou em outro local a ser indicado pelo Juízo das Execuções Penais.Nego ao réu EMMERSON
DA SILVA LIMA o direito de apelar em liberdade em face de o crime ter sido praticado com grave ameaça à pessoa, o que demonstra, por
si só, que o réu em liberdade põe em risco a garantia da ordem pública, nos termos do art. 312 do CPP, não havendo como se promover a
substituição por nenhuma das medidas cautelares do art. 319 do CPP, razão pela qual determino que se expeça mandado de prisão.Concedo
aos réus os benefícios da justiça gratuita, em face de estarem sendo assistidos pela Defensoria Pública.Havendo recurso, expeçam-se cartas
de guia provisórias.Deixo de fixar valor indenizatório à vítima, a que se refere o art. 387, inciso IV, do CPP, em face da inexistência de algum
dado concreto a justificar a indenização, podendo a vítima, querendo, recorrer às vias judiciais competentes.Transitada em julgado esta sentença
em 1ª instância ou, havendo recurso, após julgamento em segunda instância, expeça-se mandado de prisão em relação ao réu ALEXSANDRO
LOPES . Transitada em julgado esta sentença ficam suspensos os direitos políticos dos réus, nos termos do art.15, inciso III, da Constituição
Federal, enquanto durarem seus efeitos.Transitada em julgado esta sentença, lancem-se os nomes dos réus no rol dos culpados, expeçam-se
cartas de guia definitivas, e encaminhem-se e remetam-se os Boletins Individuais ao IITB-PE.Informe-se ao CNJ a respeito de bens apreendidos e
restituídos, se houver.Ciência, ainda, à Justiça Eleitoral, para os fins legais.Demais anotações e comunicações necessárias, inclusive aos Juízos
onde os réus respondem a outras ações penais, dando-se ciência desta sentença.No final arquive-se o processo com as cautelas legais.P. R.
I.Recife, 08 de abril de 2016.João Guido Tenório de AlbuquerqueJuiz de Direito
DESPACHO Vistos, etc.Proceda a juntada dos mandados de intimação devidamente cumpridos.Expeça-se guia provisória, conforme já contido
na sentença.Expedientes de praxe.Recife, 21 de março de 2016.JOÃO GUIDO TENORIO DE ALBUQUERQUEJuiz de Direito
SENTENÇA Vistos, etc.O Ministério Público de Pernambuco denunciou MARCOS CABRAL DOS SANTOS, ANGELO MARCIO CARNEIRO
DOS SANTOS, WILLIAMS ALVES DE MELO, JUNIO FRANCISCO FERREIRA, MARLON ROBERTO SILVA DE ARRUDA, SILVANO TIAGO
CAVALCANTI, ELAXIS DUARTE MANGUINHO JÚNIOR, WAGNER AMÂNCIO DA SILVA, GENIVALDO CÂNDIDO DOS SANTOS, ALEX
BEZERRA TURIANO, WALTER GOMES DE OLIVEIRA, GILVAN RIBEIRO DA SILVA, TARCIANA DA PENHA SILVA, PEDRO LUIZ DE
ARRUDA, CASSIANO DE LIMA e SEVERINO JOAQUIM DE SANTANA, qualificados às f. 02/04 dos autos, como incursos nas penas do art.
288, caput do Código Penal, alegando, em síntese, que no decorrer das investigações pelo Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos de Cargas,
decidiu-se compartilhar provas de outro inquérito em que estavam sendo procedidas interceptações telefônicas com o fim de elucidar outros
crimes patrimoniais.Narra a denúncia que os réus fazem parte de uma quadrilha especializada em roubo, furto e receptação de mercadorias
ilícitas, além de atuarem na comercialização de mercadorias impróprias ao consumo. Os réus MARCOS, WILLIAMS e JUNIO, em comunhão
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de desígnios e estabilidade associativa vendiam medicamentos ilícitos ao réu WAGNER que é proprietário de uma farmácia em Jaboatão dos
Guararapes.Além disto, o réu Marlon também fazia parte da rede de criminosos, pois como funcionário de uma distribuidora de medicamentos,
também os subtraia e repassava para o citado Marcos, que os revendia a Wagner. Outra faceta da quadrilha envolvia o furto de carne e
gêneros alimentícios capitaneada pelo réu Marcos Cabral e Angelo Marcio, pois os funcionários de uma empresa transportadora, os réus Silvano
e Elaxis subtraíram mercadorias, as quais eram repassadas pela quadrilha com o apoio da residência do réu Genivaldo.Ademais, os réus
Walter, Gilvan, Tarciana, Pedro Luiz, Cassiano de Lima e Severino Joaquim não só recebiam e negociavam as mercadorias recebidas pelos
demais, como também comercializavam produtos impróprios ao consumo, adulterando suas datas de validade e iludindo os consumidores.O
réu MARCOS era o líder da organização criminosa e Ângelo Márcio tinha estreito com este, auxiliando na revenda das cargas roubadas/
furtadas. O réu Alex costumava negociar produtos com validade vencida e também adulterava a data de validade, participando do esquema
de venda de produtos impróprios em unidade de desígnios com os demais.O inquérito policial foi instaurado através de Portaria, fls. 09.Cópias
dos procedimentos policiais nº 31/2012 e 180/2012.Interceptações telefônicas transcritas, fls. 67/138 (Marcos), fls. 139/173 (Ângelo), fls. 173/192
(Williams), fls. 193/200 (Junio), fls. 201/221 (Marlon), fls. 222/252 (Silvanio), fls. 253/260 (Elaxis), fls. 261/272 (Alex), fls. 277/296 (Wagner),
fls. 297/303, 316/337 (Genivaldo), fls. 351/362 (Alex), fls. 371/399 (Walter), fls. 406/416 (Gilvan), fls. 426/461 (Tarciana), fls. 482/512 (Pedro),
fls. 531/543 (Cassiano), fls. 548/564 (Severino).Certidão do sistema judwin, fls. 651/653.Antecedentes criminais, fls. 654/665.A denúncia foi
recebida em 14.02.2013 às f. 666/671, sendo substituída a prisão pelas medidas cautelares do art. 319 do CPP em relação aos réus SILVANO
TIAGO CAVALCANTI, ELAXIS DUARTE MANGUINHO JÚNIOR, GENIVALDO CÂNDIDO DOS SANTOS, MARLON ROBERTO SILVA DE
ARRUDA e GILVAN RIBEIRO DA SILVA. Decisão concedendo as medidas cautelares em relação ao réu Severino Joaquim de Santana, Williams
Alves de Melo, Junio Francisco Ferreira, Cassiano de Lima, Alex Bezerra Turiano e Pedro Luiz de Arruda às fls. 696/698, 702/705, 782/785,
871/874.Laudo pericial em equipamentos eletrônicos, fls. 856/866.Respostas escritas apresentadas pelos réus Angelo Márcio às f. 936/937,
Elaxis Duarte Manguinho e Silvano Tiago Cavalcanti, fls. 938/943.Respostas escritas apresentadas pelos réus Junio Francisco Ferreira, Genivaldo
Candido dos Santos às f. 954/957, 958/959.Respostas escritas dos réus Cassiano de Lima e Severino Joaquim de Santana, fls. 1023/1024 e
1025/1026.Certidão objetos apreendidos, fls. 1027Resposta à acusação do réu WAGNER AMANCIO DA SILVA, fls. 1041/1045. Decisão
determinando a devolução do veículo apreendido, VW/GOL, placa AQF-1312 e diligência no tocante ao veiculo VW/Kombi, fls. 1057/1058.
Alvará de restituição, fls. 1075.Decisão concedendo as medidas cautelares do art. 319 do CPP em favor do réu MARCOS CABRAL DOS
SANTOS, fls. 1062/1064.Assentamento carcerário, fls. 1066.Respostas escritas apresentadas pelos réus ALEX BEZERRA TURIANO e MARCOS
CABRAL DOS SANTOS às f. 1080/1081 e 1087/1090.Certidão e cópia de sentença condenatória contra o réu Wagner Amâncio da Silva, fls.
1112/1130.Decisão concedendo as medidas cautelares do art. 319 do CPP, inclusive fiança, em favor do réu ANGELO MARCIO CARNEIRO
DOS SANTOS, fls. 1133/1136.Guia de depósito judicial da fiança, fls. 1137. Alvará de soltura, fls. 1138. Alvará de soltura expedido.Decisão
concedendo as medidas cautelares do art. 319 do CPP em favor do réu WALTER GOMES DE OLIVEIRA, fls. 1188/1190. Alvará de soltura,
fls. 1192.Oficio da instituição Itaú/Unibanco acerca do veículo VW/Kombi, fls. 1202.Resposta à acusação da ré Tarciana da Penha Silva, fls.
1207/1212.Decisão determinando a devolução do veiculo VW/Kombi ao requerente MACIEL GOMES DA SILVA, fls. 1216/1217. Alvará de
restituição, fls. 1230.Resposta escrita apresentada pelo réu VALTER GOMES DE OLIVEIRA, às f. 1218.Resposta escrita apresentada pelo
réu GILVAN RIBEIRO DA SILVA, às f. 1234/1235.Nova certidão do sistema judwin, fls. 1237/1239.Ratificado o recebimento da denúncia à
f. 1245.Audiência de proposta de suspensão condicional do processo no tocante aos réus MARLON ROBERTO, SILVANO TIAGO, ELAXIS
DUARTE, GENIVALDO CANDIDO, GILVAN RIBEIRO e SEVERINO JOAQUIM, fls. 1279/1281.Audiências de instrução e julgamento às f.
1310/1315, 1410/1419.Laudo pericial em equipamentos eletrônicos, fls. 1362/1374, 1376/1387.No momento do art. 402 do CPP, o MP requereu
a juntada dos antecedentes criminais, fls. 1420 e a defesa nada requereram, fls. 1418.Antecedentes criminais, fls. 1439/1444, 1445/1462.Em
alegações finais, às f. 1498/1500, o representante do Ministério Público pugnou pela condenação de todos os réus nas penas do art. 288 do
Código Penal.Alegações finais do réu Junio Francisco Ferreira, fls. 1508/1513.Decisão concedendo as medidas cautelares do art. 319 do CPP
à ré TARCIANA DA PENHA DA SILVA, fls. 1520/1523.Alegações finais do réu PEDRO LUIZ DE ARRUDA, fls. 1552/1559.Alegações finais
do réu MARCOS CABRAL DOS SANTOS, fls. 1560/1563.Alegações finais do réu WILLIAMS ALVES DE MELO, fls. 1569.Alegações finais do
réu ANGELO MARCIO CARNEIRO, fls. 1577Alegações finais do réu WALTER GOMES DE OLIVEIRA, fls. 1578/1581.Alegações finais do réu
ALEX BEZERRA TURIANO, fls. 1589/1592.Alegações finais do réu CASSIANO DE LIMA, fls. 1593/1594.Alegações finais do réu WAGNER
AMANCIO DA SILVA, fls. 1599/1603.Decisão concedendo as medidas cautelares do art. 319 do CPP ao réu WAGNER AMANCIO DA SILVA, fls.
1622/1624.Alegações finais da ré TARCIANA, fls. 1661/1665.Certidão de depósito de objetos apreendidos, fls. 1743.É o relatório.Decido.Trata-
se de ação penal pública incondicionada por crime tipificado no art. 288, caput do Código Penal (redação vigente à época do fato em
2013.Inicialmente, vale salientar que os autos versam apenas sobre o crime de formação de quadrilha (denominação existente à época do fato)
e não, em tese, sobre crimes de furtos, receptação de mercadoria ilícita ou crime contra o consumo. Há notícia nos autos da existência de
inquéritos instaurados contra os ora réus por crimes dessa natureza, assim reitere-se, nos presentes autos julga-se apenas o delito do art. 288
do CPB.Analisando detidamente os autos, constata-se que a prova deponencial foi colhida através de áudio e vídeo, não trazendo elemento
nenhum à comprovação do vínculo dos réus na prática de crimes. Observe-se que não há provas da associação de mais de três pessoas para a
prática de crimes, pois não se pode presumir que o grupo tenha estabilidade e distribuição de tarefas. É verdade que alguns réus se conheciam
anteriormente, todavia não conduz a um vínculo criminoso.No tocante aos relatos contidos nas gravações das interceptações telefônicas,
devidamente autorizadas judicialmente, há a presença, em tese de outros crimes, os quais a autoridade policial instaurou procedimentos distintos
a cada um, restando o presente inquérito policial o delito de formação de quadrilha. Trata-se de crime formal onde se configura com a adesão do
quarto sujeito ao grupo criminoso. Não há necessidade que seja praticada uma única infração penal nem sequer em razão da qual a quadrilha foi
formada. Se houver a prática de delitos em razão dos quais a quadrilha foi formada, haverá o concurso material entre eles. Basta a convergência
de vontades relacionada ao cometimento de crime, independente do resultado. Ou melhor, não é necessário que tais infrações penais venham
a se concretizar ou que seus componentes se conheçam reciprocamente ou exista um chefe ou líder 1 . O STF reiterou a sua jurisprudência,
e considerou o crime de quadrilha ou [bando] um crime formal, de forma que se consuma no momento em que se concretiza a convergência
de vontades dos fundadores, sendo irrelevante a prática ou não dos crimes " ( Direito Penal : informativos do STF e STJ comentados e
sistematizados. Coord. Leonardo de Medeiros Garcia. Col. Informativos Comentados. Vol. 1. Salvador: Jus Podivm, 2010, p. 147). No mesmo
sentido, " Crime formal, o delito de quadrilha ou bando consuma-se tanto que aperfeiçoada a convergência de vontade dos agentes e,
como tal, independe da prática ulterior de qualquer delito compreendido no âmbito de suas projetadas atividades criminosas." (STF.
HC 88978/DF. Rel. Cezar Peluso. Julg. 04.09.2007). Logo, pela prova produzida judicialmente não como há condenar os réus no delito imputado
na peça acusatória.Em seus interrogatórios judiciais, os réus não negaram o crime, não trazendo nada aos autos.Logo, peço vênia ao Ministério
Público em suas alegações finais mas deve ser acolhido os pleitos absolutórios dos réus.No tocante ao réu GENIVALDO CANDIDO DOS SANTOS,
em face da revogação do benefício da suspensão condicional do processo, consoante cópia dos autos apensos de nº 0065066-22.2013.8.17.0001,
este deve ser processado nos presentes autos, todavia como a prova é idêntica a todos os réus e evitando-se o atraso e desmembramento
do feito, aquele deve ser julgado neste momento. ISTO POSTO, julgo improcedente a denúncia para absolver MARCOS CABRAL DOS
SANTOS, ANGELO MARCIO CARNEIRO DOS SANTOS, WILLIAMS ALVES DE MELO, JUNIO FRANCISCO FERREIRA, WAGNER AMÂNCIO
DA SILVA, GENIVALDO CÂNDIDO DOS SANTOS, ALEX BEZERRA TURIANO, WALTER GOMES DE OLIVEIRA, TARCIANA DA PENHA
SILVA, PEDRO LUIZ DE ARRUDA e CASSIANO DE LIMA, todos qualificados à f. 02/04 dos autos, com fundamento no art. 386, inciso
VII do Código de Processo Penal, por insuficiência da prova para condenar.Após o trânsito em julgado, extraia-se BI e remeta-se ao IITB,
proceda-se baixa nos nomes no sistema judwin.No tocante aos réus GILVAN RIBEIRO DA SILVA, MARLON ROBERTO SILVA DE ARRUDA,
SILVANO TIAGO CAVALCANTI, ELAXIS DUARTE MANGUINHO JÚNIOR e SEVERINO JOAQUIM DE SANTANA, oficie-se à VEPA para fins
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de cumprimento da suspensão do processo.No tocante à quantia depositada em Juízo, inicialmente a título de fiança, nos termos do art. 337 do
CPP, determino a devolução ao sentenciado ANGELO MARCIO CARNEIRO DOS SANTOS, fls. 1133/1136, devidamente corrigido. No tocante
aos bens constantes no auto de apreensão e certidões de depósito, quanto aos aparelhos celulares, aguarde-se o prazo de 90 dias após
o trânsito em julgado. Decorrido fica autorizada a destruição. Comunique-se ao CNJ quanto aos bens apreendidos, se houver.P.R.I.Recife,
11 de abril de 2016. JOÃO GUIDO TENORIO DE ALBUQUERQUE Juiz de Direito
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EDITAL DE INTIMAÇÃO
Expediente 2016.0237.001214
Dr. Paulo Victor Vasconcelos de Almeida , Juiz de Direito da 11ª Vara Criminal da Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em
virtude de Lei, etc...
FAZ SABER, nos termos do art. 370, §1º, do CPP, que fica(m) intimado(a)(s), para requerer diligências, querendo, a teor do artigo 402 do Código
de Processo Penal e caso não tenha nada a requerer, para oferecer as alegações finais a teor do artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal,
(a)(s) Bel(éis) abaixo relacionado(s):
Processo: 0027660-98.2012.8.17.0001
Acusados: Juliana Souza Araújo
Advogado: Bruno de Pádua Branco da Silva OAB/PE 28.596
Recife, 14 de abril de 2016. Eu, Jonas Elias de Souza, Analista Judiciário, p/ Chefe de Secretaria, digitei e subscrevi. Paulo Victor Vasconcelos
de Almeida , Juiz de Direito.
DÉCIMA PRIMEIRA VARA CRIMINAL DA CAPITAL
Fórum do Recife – Av. Des. Guerra Barreto, s/n, 2º andar, Ilha Joana Bezerra, Recife (PE)
EDITAL DE INTIMAÇÃO
Expediente 2016.0237.001215
Dr. Paulo Victor Vasconcelos de Almeida , Juiz de Direito da 11ª Vara Criminal da Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em
virtude de Lei, etc...
FAZ SABER, nos termos do art. 370, §1º, do CPP, que fica(m) intimado(a)(s), para requerer diligências, querendo, a teor do artigo 402 do Código
de Processo Penal e caso não tenha nada a requerer, para oferecer as alegações finais a teor do artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal,
(a)(s) Bel(éis) abaixo relacionado(s):
Processo: 0074620-44.2014.8.17.0001
Acusados: Josefa Santos de Lima
Advogado: Rivaldo Magalhães Soares OAB/PE 4634.
Recife, 14 de abril de 2016. Eu, Jonas Elias de Souza, Analista Judiciário, p/ Chefe de Secretaria, digitei e subscrevi. Paulo Victor Vasconcelos
de Almeida , Juiz de Direito.
Dr. Paulo Victor Vasconcelos da Almeida, Juiz de Direito da 11ª Vara Criminal da Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em
virtude de Lei, etc...
FAZ SABER que, através do presente EDITAL DE CITAÇÃO com prazo de 15 (quinze) dias, que foi denunciado EDSON SILVA DE SOUZA ,
natural de Olinda/PE, nascido em 17/10/1981, filho de João Heleno Silva de Souza e Josineide Paulo da Silva, que disse residir na Rua Paulo
Cavalcante, nº 105, Guabiraba, Recife/PE, e JOSÉ ALEXANDRE SANTOS SILVA , natural de Palmares/PE, nascido em 29/08/1985, filho de
José Carlos do Santos Silva e Maria das Graças Gomes da Silva, que disse residir na Rua 2, nº 47. Cajueiro, Vitória de Santo Antão, como
incursos nas penas do artigo 155, §§ 1º e 4º, IV, do Código Penal, nos autos do processo nº 0059722-89.2015.8.17.0001. E como consta nos
autos que os acusados acima referidos encontram-se em lugar incerto e não sabido CITO-OS E HEI POR CITADOS para fins de responderem a
presente ação penal, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias, devendo nesta oportunidade, se assim o pretenderem, argüirem preliminares,
alegarem tudo o que interesse a sua defesa, oferecer documentos, justificações, especificar provas e arrolar testemunhas, cientificando-
os, outrossim, que caso não apresentem resposta no prazo legal, ou não constituam advogados para patrociná-los, ser-lhe-á nomeado
defensor . Dado e passado nesta Comarca de Recife aos 14 de abril de 2016. Eu, Jonas Elias de Souza, Analista Judiciário, p/Chefe de Secretaria,
fiz digitar e subscrevi.
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EDITAL DE INTIMAÇÂO
Prazo de 05 (cinco) dias
Processo n° 0005810-46.2016.8.17.0001
Expediente n° 2016.0238.001017
Denunciado(a): Jackson Ramos da Silva
Advogado: Dr. Sandro Vilar Silveira Duarte OAB/PE 20.874
O Dr. José Anchieta Félix da Silva, Juiz de Direito em exercício da 12ª Vara Criminal por Distribuição, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude
da Lei...
FAZ SABER, pelo presente, fica intimado o ilustre causídico supramencionado, devidamente qualificado nos autos, para apresentar a
defesa prévia, no prazo supra mencionado. Dado e passado nesta cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, pela Secretaria da Décima
Segunda Vara Criminal da capital, aos 14 (quatorze) dias do mês de abril de 2016. Eu, Pedro de Andrade Lima Britto, Técnico Judiciário, digitei e submeti
à assinatura do Chefe de Secretaria.
Expediente: 2016.0238.001018
Processo nº: 0032322-03.2015.8.17.0001
Classe: Ação Penal - Procedimento Ordinário
Justiça Pública
Denunciado:
RICARDO PEREIRA DE LIMA
Advogado:
DR. EUGÊNIO MACIEL CHACON NETO OAB/PE 27.772
O Doutor José Anchieta Félix da Silva, Juiz de Direito em exercício cumulativo da 12ª Vara Criminal da comarca do Recife, Capital do
Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc...
Faz saber, que na forma do art. 370, 1º do CPP, a partir da presente publicação, fica(m) intimado(s) os ilustre(s) causídico(s)
supramencionado(s), devidamente(s) qualificado(s) nos autos, a atender aos fins previstos no art. 403 §2º, do Código de Processo Penal
(Alegações Finais) .
Dado e passado, nesta cidade do Recife, aos 14 dias do mês de Abril de 2016. Eu, Nielsen Salustino, Técnico Judiciário, digitei e submeti
à assinatura do Chefe de Secretaria.
Juiz de Direito
José Anchieta Félix da Silva
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
PARTE FINAL:
Por esses fundamentos, ante o exposto, conheço dos embargos, para negar-lhe provimento, ante as razões acima, mantendo inalterado o texto
do decisum atacado. P.R.I. Recife, 10 de março de 2016. Breno Duarte Ribeiro de Oliveira Juiz de Direito 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital
PARTE FINAL:
ISTO POSTO, e por tudo que mais dos autos consta e ainda com fundamento nos princípios de direito aplicáveis à espécie, CONCEDO A
SEGURANÇA PLEITEADA para que o PRESIDENTE DO FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSOES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE
PERNAMBUCO proceda à inclusão da "parcela variável de remuneração - incremento de receita e participação das multas (PVR-IR) " na pensão
percebida por MARIA NALIGE SERRANO MACHADO, com efeitos a contar de 18/07/2003. Decorrido o prazo do recurso voluntário sem a
interposição de apelo, remetam-se os autos ao E. Tribunal de Justiça de Pernambuco, ante o disposto no art. 14 § 1° da Lei n° 12.016/2009.
Ciência à Autoridade Coatora e ao Ministério Público. Custas ex lege. Sem honorários, nos termos do artigo 25 da Lei 12.016/2009. P. R. I. Recife,
08 de março de 2016. BRENO DUARTE RIBEIRO DE OLIVEIRA JUIZ DE DIREITO 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
DESPACHO R.H. O Réu foi devidamente citado, como emerge das fls. 90v, nos idos de 2006 e silenciou. Desta feita, outro caminho não há, a não
ser decretar sua revelia. Mesmo revel, entendo oportunizar audiência conciliatória para o dia 10 de agosto de 2016, às 13:30 horas. Dê-se
ciência ao Ministério Público. Intimem-se. Cumpra-se. Recife, 04 de abril de 2016.MARIZA SILVA BORGES Juíza de Direito PODER JUDICIÁRIO
DO ESTADO DE PERNAMBUCO Terceira Vara da Fazenda Pública Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano - AV Desembargador Guerra
Barreto, s/nº - Joana Bezerra, Recife/PE - CEP: 50.080-900MSBO
DESPACHO R.H. 1. Tendo em vista o interesse da parte Autora pela produção de prova em audiência através de seu depoimento pessoal e
oitiva da testemunha arrolada, designo audiência para o dia 10 de agosto de 2016, às 14 horas, devendo as partes acostarem, no prazo
legal, as provas que pretenderem produzir. 2. Desentranhem-se os documentos de fls. 24/40, uma vez que, como afirmado às fls. 130, foram
juntados equivocadamente ao presente feito, devendo a Secretaria, após a devida certificação, entregá-los aos patronos da demandante. 3.
Intimem-se. Publique-se. Cumpra-se. Recife, 05 de abril de 2016.MARIZA SILVA BORGES Juíza de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO
DE PERNAMBUCO Terceira Vara da Fazenda Pública Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano - AV Desembargador Guerra Barreto, s/nº -
Joana Bezerra, Recife/PE - CEP: 50.080-900MSBO
DESPACHO Antes de mais nada, cumpre pedir vênias à parte autora, em razão da demora na prestação jurisdicional, ressaltando, contudo, que
se trata de problema conjuntural. Só nesta unidade judiciária existem mais de 1.000 (mil) processos conclusos para sentença, a grande maioria
bem mais antigos que o presente feito, os quais são, atualmente, analisados por apenas 02 servidores (os assessores). Desta forma, torna-se
inviável a prestação célere da jurisdição, não obstante o trabalho incansável deste juízo, o qual, por 02 (dois) anos seguidos, consagrou-se a Vara
mais produtiva dentre as todas Varas de competência Fazendária. Em relação ao processo, verifica-se que se encontra devidamente saneado
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e pronto para julgamento, tendo havido reiteradas tentativas de promover a transação entre autor e réu, mormente diante de Parecer indicativo
desta possibilidade. O Estado de Pernambuco, contudo, mesmo após reiteradas comunicações deste juízo, vem se furtando a informar se tem
interesse na referida transação. Não obstante isso, diante da primazia dada pelo novo CPC às transações, entende, este juízo, ser válida nova
tentativa de conciliar as partes. Assim sendo, determino, pela última vez, que o Estado de Pernambuco informe se possui interesse em conciliar,
devendo desde já apresentar os termos da transação pretendida, sob pena de preclusão, no prazo de 15 (quinze) dias, improrrogáveis. Após,
voltem-me os autos conclusos imediatamente para sentença, uma vez que existe farta jurisprudência sobre o tema. Intimem-se. Recife, 07 de
abril de 2016.Mariza Silva Borges Juíza de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO Terceira Vara da Fazenda Pública
Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano - Av. Desembargador Guerra Barreto, s/nº - Joana Bezerra, Recife/PE - CEP: 50.080-900CA
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Data: 13.04.2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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AGRAVO NA APELAÇÃO. NULIDADE DE CDA. IMPOSSIBILIDADE DE DEFESA DO EXECUTADO. AFRONTA AO ARTIGO 202 DA CTN. VÍCIO
INSUPERÁVEL. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PRÉVIA DA FAZENDA MUNICIPA. AGRAVO NÃO PROVIDO 1. A constituição da CDA
tem que atender aos requisitos do artigo 202 da CTN e artigo 2º, § 5º da Lei 6.830/80 para possibilitar a defesa do executado. Analisando a CDA
nº 01.02.033593-8, que alicerça essa execução fiscal demonstra a falta da indicação do termo inicial elementos legais para calcular a correção
monetária e os juros de mora, bem como o dispositivo legal em que a CDA se alicerça. O lançamento que deu substrato à presente CDA (fls. 03)
apresenta apenas a Lei 15.563/91 de forma genérica, sem descriminar ao executado a forma de atacá-la. 2. Não prospera à questão levantada
pela Fazenda Municipal em relação a sua intimação prévia, pois os vícios apresentados na própria CDA não possibilitam a sua substituição, por
se mostrar insuperáveis. Assim a intimação prévia da Fazenda Pública se faz obrigatória nas hipóteses em que possível a aplicação de um novo
lançamento, conforme estabelece a Súmula 392, do STJ, bem como do art. 284, do CPC, ou, ainda, dos artigos 203, do CTN, e do 2º, § 8º, da Lei
6830/80. 3. Desse modo, mantenho, neste voto, a decisão monocrática, ora agravada, e constante à fl. 38 dos autos 4. À Unanimidade de votos
foi negado provimento ao recurso de agravo ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do agravo na apelação/reexame necessário
nº. 366364-7, em que figuram como agravante Município do Recife e como agravado Comando da Aeronáutica. ACORDAM os Excelentíssimos
Senhores Desembargadores integrantes da 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, unanimemente, em
NEGAR PROVIMENTO ao agravo interposto na apelação/reexame necessário, na conformidade do voto do Relator, que devidamente revisto e
rubricado, passa a integrar este julgado. Recife, de de 2015 Juiz José Severino Barbosa Relator Substituto". Assim, no caso em apreço, não se
verifica na sentença recorrida as omissões apontadas pelo Embargante às fls. 67/70. Como já foi dito anteriormente, a substituição da CDA de
que trata o § 8º do art. 2º da Lei nº 6.830/80, é ato voluntário da Fazenda Pública, uma faculdade, que "poderá ser emendada ou substituída
(...)". Convém ressaltar, por último, que a postura (sistemática) adotada por este Juízo em relação aos convênios celebrados e a análise dos
vícios dos atos processuais, em razão da sua maior ou menor gravidade, sempre foi a de sanar as nulidades ou irregularidades verificadas em
decorrência da execução dos convênios, e, quando era possível, proferia julgamento com resolução do mérito, a teor do artigo 282, § 2º do Código
de Processo Civil. Tendo em vista os aspectos peculiares do caso, a execução não tem condições de prosseguir. É que a certidão de inscrição
da dívida ativa que instrui a inicial da execução é imprestável para servir de suporte à execução fiscal. Não preenche ela os requisitos do art.
202, inciso III, do CTN. Não menciona o dispositivo legal em que se fundam os tributos exigidos, além de conter parcelas únicas sem a indicação
do quantum individualizado do tributo a que se refere (IPTU e TAXAS IMOBILIÁRIAS). Ante o exposto, rejeito os Embargos de Declaração do
Município do Recife, mantendo a SENTENÇA recorrida hígida, por seus fundamentos. Intime-se para os fins do art. 1.026 do CPC. Cumpra-se o
que determina o art. 25 e seu parágrafo único da Lei nº 6.830/80. Recife, 11 de abril de 2016. JOSÉ SEVERINO BARBOSA JUIZ DE DIREITO
Vara dos Executivos Fiscais Municipais
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
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Débito Fiscal Extinção da Execução Condenação em honorários Admissibilidade Interposição de exceção de pré executividade Inaplicabilidade do
artigo 26 da Lei nº 6830 /80 Gastos com a contratação de advogado Precedentes desta Corte Recurso improvido.". "STJ - RECURSO ESPECIAL
REsp 1219744 PR 2010/0203220-6 (STJ) Data de Publicação: 14/02/2011 Ementa: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL.
CONDENAÇÃO EM CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. POSSIBILIDADE. ART. 26 DA LEF . INAPLICABILIDADE. 1. A extinção da
execução fiscal, após a citação do devedor, possibilita a sucumbência processual, afastando-se a incidência do artigo 26 da Lei n. 6830 /80 para
que a Fazenda Nacional seja condenada ao pagamento de custas e de honorários advocatícios. 2. A aplicação do artigo 26 da Lei n. 6830 /80
pressupõe que a própria Fazenda tenha dado... Encontrado em: processual, afastando-se a incidência do artigo 26 da Lei n. 6830 /80 para...
advocatícios. 2. A aplicação do artigo 26 da Lei n. 6830 /80 pressupõe que a própria... E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. POSSIBILIDADE. ART.
26 DA LEF . INAPLICABILIDADE. 1 ""RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. DESISTÊNCIA. NÃO INTERPOSIÇÃO
DE EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. HONORÁRIOS. CABIMENTO1. A verba honorária é devida pela
Fazenda exeqüente tendo em vista o caráter contencioso da exceção de pré-executividade e da circunstância em que ensejando o INCIDENTE
PROCESSUAL, o princípio da sucumbência implica suportar o ônus correspondente. (STJ - 1ªT., REsp nº 508.301/MG , Rel. Min. Luiz Fux,
DJ 29.09.2003, p. 166)PROCESSUAL CIVIL - EXECUÇÃO FISCAL - DESISTÊNCIA APÓS O OFERECIMENTO DE EXCEÇÃO DE PRÉ-
EXECUTIVIDADE - ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA - CABIMENTO - VIOLAÇÃO AOS ARTS. 458, III E 535, II, DO CPC NÃO CARACTERIZADA
- PRECEDENTES Consoante reiterada jurisprudência desta Eg. Corte é cabível a condenação da Fazenda Pública ao pagamento das custas
e honorários advocatícios despendidos pelo executado, nas desistências formuladas em executivo fiscal, após o oferecimento da exceção de
pré-executividade. Os embargos de declaração não se prestam ao exame de tema novo, não suscitado oportunamente. Recurso especial não
conhecido. (STJ - 2ª T., REsp nº 529.885/PR, Rel. Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 23.08.2004, p. 189)" Pelo exposto, por sentença, julgo
extinta a presente Execução Fiscal, nos moldes dos artigos 485 e 775, ambos do Novo Código de Processo Civil. Condeno nos honorários
advocatícios que serão pagos pela parte desistente no valor de R$1.000,00 (um mil reais). Sem custas pelo art. 39 da Lei nº 6.830/80. P.R.I.
Cumpra-se o que determina o art. 25 e seu parágrafo único da Lei nº 6.830/80. Recife, 13 de abril de 2016. José Severino Barbosa Juiz de Direito.
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DECISÃO: Vistos, etc. Os embargos à execução foram opostos sobre a égide do Código de Processo Civil/1973, devendo a sua recepção atender
aos requisitos vigentes naquele momento, em atenção ao princípio do direito intertemporal. Por não estarem presentes os requisitos elencados
no §1º do art.739-A, do CPC/73, recebo os presentes embargos à execução sem impor a suspensão da execução. Intime-se a parte embargada
para, no prazo de 15 (quinze) dias, oferecer resposta aos presentes embargos. Intime-se. Cumpra-se. Recife, 04/04/2016. Frederico de Morais
Tompson Juiz de Direito
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DECISÃO: Vistos, etc... Inicialmente, afasto a preliminar argüida pelo exequente de não conhecimento da impugnação apresentada pelo
executado (fls. 243/256), uma vez que embora não haja previsão expressa desse instituo na seara dos processos executivos, é perfeitamente
cabível a impugnação de decisões proferidas no âmbito deste juízo, em face de previsão descrita no art. 772, parágrafo único, do CPC, o qual
prevê aplicação subsidiária à execução as disposições do cumprimento de sentença. Em face da necessidade de diligências essenciais ao
deslinde da demanda, converto o julgamento da impugnação em diligência, para determinar: 1) que o exeqüente apresente aos autos certidões de
propriedade e ônus atualizadas de todos os bens imóveis penhorados às fls. 232/233, no prazo de 60 (sessenta dias). 2) proceda-se à realização
de consulta à Receita Federal, através do sistema Infojud, das declarações de imposto de renda da executada, desde o ano de 1996 até a data
atual, para fins de análise de evolução patrimonial e capacidade de aquisição de bens imóveis e participações societárias.Em relação ao pedido
da exequente de penhora dos créditos decorrentes de contrato de aluguel (fls. 368/383) deve ser intimada a empresa Educação Infantil Biligue
Ltda - ME (fl. 368) para que apresente cópia de eventual contrato de locação já firmado, e, caso não haja, que qualquer contrato locatício futuro
seja feito em nome da exeqüente, legítima proprietária, sob pena de multa de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) por descumprimento desta
ordem judicial. Para o cumprimento do exposto, determino o prazo de 15 (quinze) dias.Por outro lado, cabe a exeqüente promover ação de
imissão de posse, referente ao bem objeto de contrato locatício, já que este se encontra registrado em seu nome. Intime-se. Recife, 13 de abril
de 2016. Frederico de Morais TompsonJuiz de Direito em exercício cumulativo
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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOSEGUNDA VARA DE EXECUÇÃO DE TITULOS EXTRAJUDICIAIS DA CAPITAL - SEÇÃO
AFÓRUM DES. RODOLFO AURELIANORUA DESEMBARGADOR GUERRA BARRETO, S/N - ILHA DO LEITE - CEP. 50.070-000 - RECIFE -
PEProcesso nº 0030990-31.1997.8.17.0001SENTENÇAVistos etc.BANCO ASB S/A, devidamente qualificado nos autos, através de advogado,
propôs a presente Execução de Título Extrajudicial em face de EDNA VASCONCELOS FEITOSA, também já qualificados. Em despacho de fl.
19 foi determinada a intimação pessoal da parte autora para manifestar interesse no prosseguimento do feito, no prazo de 48h. A intimação
retornou com a informação de que o exequente mudou-se do local há mais de dez anos. A execução foi suspensa em despacho de fls. 27, em
conformidade com o art. 791, III, do CPC.Vieram-me os autos conclusos.Eis o que importa relatar. Decido:O Código de Processo Civil aponta ser
responsabilidade das partes a demonstração de interesse para que se dê continuidade a processo sem movimentação por um longo período.
A parte autora, supostamente a grande interessada na tutela de seu direito, além de não estar no endereço indicado na exordial, conforme a
certidão negativa de fls. 23, não cumpriu com o dever processual constante no art. 238 do CPC, de atualizar o seu endereço, reforçando, com
isso, a demonstração de absoluta falta de interesse no prosseguimento no feito. Ante o exposto, considerando que a exequente deixou de cumprir
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com obrigação processual que a ela competia, qual seja, a atualização de seu endereço para recebimento de intimações, decreto a extinção
do processo nos termos do art. 267, III, do Código de Processo Civil.Custas na forma da lei. Condeno a exequente no pagamento de honorários
advocatícios de 10% (dez por cento) sobre o valor da causa.Decorrido in albis o prazo recursal e observadas as formalidades legais, arquive-se
este feito. P.R.I.Recife, 11 de dezembro de 2015.ROBERTA VIANA JARDIMJuíza de Direito
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Processo Nº:0006558-64.2005.8.17.0001
Natureza da Ação: Execução de Título Extrajudicial
Exequente:INSTITUTO DO CORAÇÃO DO RECIFE - INCOR
Advogado: PE17936 – Eduardo José Monteiro Amorim
Executado: ADMED – PLANOS DE SAÚDE LTDA
Advogado : HELTON HENRIQUE CONCEIÇÃO ARAGÃO
Processo nº 0006558-64.2005.8.17.0001
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA.Vistos, etc.Trata-se de ação de execução de título extrajudicial proposta pelo INSTITUTO DO CORAÇÃO DE
PERNAMBUCO – INCOR, em desfavor da ADMED – PLANOS DE SAÚDE LTDA.Decido.De proêmio, destaco os documentos juntados aos
autos, após requisição do juízo que me antecedeu, informam que a executada teve sua falência decretada (fls. 85), em momento posterior à
distribuição da presente ação.O fato é que, decretada a falência no curso do processo executivo onde a falida é a parte executada, impõe-se a
suspensão da execução, com fulcro no art. 6º da lei 11.101/2005, in verbis:Art. 6º. A decretação da falência ou o deferimento do processamento
da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores
particulares do sócio solidário.
Sendo assim, considerando a decretação da falência da executada, suspendo o processo executivo até o encerramento do processo falimentar.
Intimem-se. Cumpra-se.Recife, 3 de dezembro de 2015.Frederico de Morais Tompson. Juiz de Direito.
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PROCESSO: 0042154-60.2015.8.17.0001
AÇÃO: ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
CRIANÇA/ADOLESCENTE: A. B. M. DE A.
REQUERIDO: BARTOLOMEU ALVES DE ALBUQUERQUE
REQUERIDA: FABIANA MARTRINS LINS
Ficam os Requeridos, o Sr. BARTOLOMEU ALVES DE ALBUQUERQUE e a Sra. FABIANA MARTRINS LINS, devidamente CITADOS com
prazo de 20(vinte) dias, para responderem em 10(DEZ) DIAS, sobre o conteúdo do Despacho de fls. 38, dos autos acima mencionado,
cujo teor passo a transcrever: “... II- Citem-se os requeridos por edital prazo 20 dias, nomeando-se Curador Especial, se necessário. ...
Recife, 11 de fevereiro de 2016. Valéria Pereira Wanderley. Juíza de Direito”. Devendo os citandos se assim quiserem, oferecerem
resposta escrita indicando as provas a serem produzidas e oferecendo desde logo, o rol de testemunhas e documentos, conforme
faculta o art. 158 do ECA, estando cientes de que não havendo contestação, presumir-se-ão como verdadeiros os fatos articulados pela
parte autora. Dado e passado nesta cidade do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, aos 14 de abril de 2016. Eu, Luciana Barbosa
Pinto, Técnica Judiciária, digitei e assino.
PROCESSO: 0009927-80.2016.8.17.0001
AÇÃO: AUTORIZAÇÃO JUDICIAL(PROCESSO DE CONHECIMENTO)
AUTOR REPRESENT.: D. L. O. F. DE M.
REPRESENTAN TE: EMILIA OLIVEIRA FERREIRA DA SILVA
REQUERIDO: WANDERLEY SOARES DE MORAES
Fica o Requerido, o Sr. WANDERLEY SOARES DE MORAES, devidamente CITADO com prazo de 20(vinte) dias, para responderem
em 10(DEZ) DIAS, sobre o conteúdo do Despacho de fls. 17, dos autos acima mencionado, cujo teor passo a transcrever: “I- Cite-se o
genitor por edital, para querendo, contestar o pedido no prazo legal. ... Recife, 12 de abril de 2016. Hélia Viegas Silva. Juíza de Direito”.
Devendo o citando se assim quiser, oferecer resposta escrita indicando as provas a serem produzidas e oferecendo desde logo, o rol
de testemunhas e documentos, conforme faculta o art. 158 do ECA, estando ciente de que não havendo contestação, presumir-se-ão
como verdadeiros os fatos articulados pela parte autora. Dado e passado nesta cidade do Recife, Capital do Estado de Pernambuco,
aos 14 de abril de 2016. Eu, Luciana Barbosa Pinto, Técnica Judiciária, digitei e assino.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intimo as partes para, no prazo de 05 (cinco) dias, manifestarem-se sobre a cota da Fazenda
fl.191. Recife (PE), 11/04/2016.Maria de Fátima Reis de OliveiraChefe de Secretaria
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09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intimo as partes para, no prazo de 05 (cinco) dias, manifestarem-se sobre a cota da Fazenda
fl.317. Recife (PE), 12/04/2016.Maria de Fátima Reis de OliveiraChefe de Secretaria
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09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intimo as partes para, no prazo de 05 (cinco) dias, manifestarem-se sobre a cota da Fazenda
fl.122. Recife (PE), 13/04/2016.Maria de Fátima Reis de OliveiraChefe de Secretaria
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 25/05/2016
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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ATO ORDINATÓRIOIntimação das partes para manifestarem-se sobre diligênciaProcesso nº 0013500-88.2000.8.17.0001Ação de Arrolamento
Comum Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009, publicado
no DOPJ de 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intimo as partes para, no prazo de 05 (cinco) dias, manifestarem-se sobre a cota
da Fazenda fl.225. Recife (PE), 12/04/2016.Maria de Fátima Reis de OliveiraChefe de Secretaria
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
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ressaltando que não há dependentes previdenciários habilitados (fls. 06). Por outro lado, anoto, de logo, o valor reclamado não há incidência do
ICD "causa mortis" em face do seu caráter alimentício, sendo este o entendimento pacífico do TJPE que editou a Súmula n. 025 com o seguinte
teor: "Não incide o imposto de transmissão causa mortis sobre resíduo salarial, nem sobre saldos de FGTS, PIS ou PASEP, não recebidos em
vida pelo titular". (Seção Cível, 03/05/2007 - DPJ 88, 15.02.2007,p. 5). Assim, deixo intimar a Fazenda, porquanto se não há tributo a ser pago
não há interesse da mesma. Modernamente, tornou-se praxe a eliminação de atos processuais desnecessários, e a preterição de formalismos
legalmente estabelecidos, tendo como escopo fundamental, a entrega de uma prestação jurisdicional rápida e satisfatória à sociedade. ISTO
POSTO, autorizo, sem mais delongas, a expedição de ALVARÁ para que os requerentes recebam em suas respectivas cotas partes, junto às
instituições competentes, o saldo de abono salarial (fls. 36), com os acréscimos legais. Transitada em julgado, expeça-se o competente Alvará,
observando-se o órgão pagador. Em seguida, ao arquivo. Defiro a gratuidade da justiça requerida às fls. 02 Intime-se o Ministério Público, em
face da existência de menor. P.R.I.C.Recife, 12 de Abril de 2016.LAÍS MONTEIRO DE MORAES FRAGOSO COSTA Juíza de Direito
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA DE SUCESSÕES E REG. PÚBLICOS DA CAPITAL -
RECIFE - PEPROCESSO Nº 0002511-23.2000 Vistos, etc... TARCIZIO AVELINO DE PAIVA, na qualidade de substituto processual de Carlos
Antonio Rodrigues Muniz, outrora procurador dos promitentes vendedores Severino Alves de Melo e Janira Moreira Alves, interpôs a presente
ação de Suscitação de Dúvida Inversa, em face do Primeiro Ofício de Registro de Imóveis desta Capital, alegando que adquiriu dos promitentes
vendedores acima descritos, o imóvel caracterizado como sendo Apartamento nº 12, do primeiro andar do Edifício Roberta, situado na Rua
Jamaica nº 100, bairro da Imbiribeira, Nesta Cidade. Que não obstante tenha apresentado a escritura pública de compra e venda para registro
junto àquele RGI (fls. 32/34), bem como documento para baixa da hipoteca que pendia sobre o bem imóvel acima descrito (fls. 13/14), não pode
obter a certidão de propriedade o ônus com o fim de registrar o imóvel, vez que a titular do Primeiro Ofício em sua certidão de fls. 12, apenas
afirma a impossibilidade de certificar se houve alienação, promessa de compra e venda, cessão, promessa de cessão, ou de qualquer outro ônus,
referente ao imóvel acima citado, pois o Livro 6-T de Indicador Real, às fls. 279v, acha-se danificado pelo decurso do tempo. Tal situação, como
dito, impede a verificação pela Oficiala suscitante, de eventuais mutações translatícias em relação ao imóvel em questão. Consta da referida
certidão que o extravio dos livros foi comunicado à Corregedoria Geral da Justiça deste TJPE. Instado a se pronunciar o Primeiro Cartório de
Imóveis, por sua oficiala, esclareceu que a certidão aludida não continha nenhuma exigência, mas tão somente descrevia o que efetivamente
ocorre com relação aos assentos registrais do imóvel, acrescentando que, caso houvesse determinação do Magistrado seria procedido ao Registro
em favor do suscitante, assim como ao cancelamento da hipoteca a que se refere a presente suscitação (fls. 22). Acostados a suscitação vieram
os documentos de fls. 09/15 e 32/34, dentre eles certidão emitida para efeitos de interposição desta dúvida (fls. 12), onde resta certificado que
o imóvel objeto da presente ação é de propriedade dos promitentes vendedores acima descritos. Com vistas, o Ministério Público requereu
fosse oficiado à Corregedoria Geral de Justiça, no sentido de saber quais as providências tomadas, em face da comunicação por parte da
oficiala, de deterioração dos referidos livros (fls. 211), destacando o Provimento CNJ nº 23, de 24/10/2012. Em sucessivo vieram-me os autos.
É O RELATÓRIO NO ESSENCIAL. DECIDO. Cuida-se a espécie "sub-judice", de procedimento de dúvida inversa aforada contra o 1º Ofício do
Registro Geral de Imóveis desta Comarca do Recife, que se nega a lavrar e, posteriormente, proceder o registro do título indicado nos autos.
De proêmio, diga-se que uma das funções atribuídas pela lei às serventias de registros públicos é a de arquivo, de repositório de documentos
de interesse público, informadores dos assentamentos nela realizados. Nas palavras de Walter Ceneviva visa o arquivo assegurar publicidade
fácil, rápida e segura do que nele se contém (LRP Comentada, 14ª ED. P. 47). Deve o Oficial, portanto, diligenciar, como dever de seu ofício, a
conservação dos livros, como forma de assegurar os interesses e direitos neles postos em registro. Deve-se manter livros e documentos bem
conservados, decorrência do princípio da segurança, garantia jurídica atribuída aos interessados e a todos os terceiros. Destarte, não é razoável
que a parte interessada seja prejudicada por ato que não deu causa, resultado da ação de fatores externos - tempo - sobre os livros, que restaram
danificados, principalmente quando a conservação dos documentos públicos é dever de seus agentes, sendo certo que, no caso concreto, a
oficiala registradora já encontrou os livros deteriorados, não podendo a ela ser imputada qualquer responsabilidade sobre tal fato. Por outro
lado, entendo não ser necessária a diligência requerida pelo Ministério Público, pois, salvo melhor juízo, não se aplica ao caso em estudo o
Provimento do CNJ mencionado às fls. 44. Explico: Em primeiro lugar observa-se que tal Provimento se aplica aos casos de abertura de nova
matrícula imobiliária, sem que se promova a prévia conferência da existência e do inteiro teor da precedente matrícula, transcrição ou inscrição
contida no livro próprio. Ocorre que no caso concreto foi emitida certidão pelo Primeiro RGI dando conta que no Livro 3-DF, de transcrição dos
imóveis, às fls. 63v, sob o número de ordem 103.425, consta o registro do imóvel ora pleiteado nos exatos termos do instrumento de compra e
venda levado a registro. Ou seja, pelo menos no que pertine a sua caracterização e descrição, inclusive de propriedade, há conformidade entre
o registro e o documento apresentado, respeitado, pois, o princípio da especialidade dos registros públicos. No mais, há provimento exarado
pela CGJ deste TJPE (Nº 40, DE 20/12/2010), que dispõe sobre a restauração dos livros e fichas do Registro de Imóveis no âmbito do Estado
de Pernambuco. Entretanto, repita-se, referido provimento, bem como aquele do CNJ não se aplicam ao caso concreto. Destarte, não pode a
Oficiala Registradora, sob a alegação de que não tem como confirmar as mutações sofridas no registro ao longo do tempo, deixar de registrar
o título sob análise, vez que, no presente caso, observa-se que o registro efetuado no livro 3-DF não diverge das alegações levantadas pela
parte suscitante, cumprindo esta, inclusive de boa-fé, ao revelar a existência de hipoteca, para a qual de logo apresenta documento de baixa
de tal direito real de garantia. Por fim, anote-se que a proibição do registro na forma pretendida, trará prejuízos tão somente a parte suscitada,
o que, convenha-se, contraria frontalmente o bom senso. Em matéria de Registro de Imóveis toda a interpretação deve tender para facilitar e
não para dificultar o acesso dos títulos ao Registro, de modo que toda a propriedade imobiliária e todos os direitos sobre ela recaídos fiquem
sob o amparo do regime do Registro Imobiliário e participem dos seus benefícios, o que não impede que a titular do ofício imobiliário, se for o
caso, proceda às anotações e ressalvas necessárias, de forma minudente. Face o exposto, fixo meu entendimento no sentido de que o pleito do
requerente deve ser atendido mediante registro tanto do instrumento de compra e venda, como da baixa da hipoteca indicada no documento de
fls. 04/05, ora apresentados junto ao Cartório de Imóveis, afastando por conseqüência, todos os óbices levantados. Assim, determino o registro
dos títulos em questão, cumprindo-se o disposto no art. 203, n. II, da Lei de Registro Públicos, ficando de logo autorizada a Chefe de Secretaria,
a desentranhar os títulos e documentos que o acompanham, se for o caso, entregando-os ao interessado, cientificando-se o Oficial Suscitante.
Em seguida arquivem-se os autos. P.R.I.C. Recife, 08 de abril de 2016. Lais Monteiro de Moraes Fragoso Costa Juíza de Direito.
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RECIFE - PE PROCESSO Nº 0044503-07.2013 Vistos, etc... AUREA BATISTA DE ARAUJO, qualificada nos autos, por conduto de profissional
regularmente habilitado, requereu, mediante ação de arrolamento, autorização mediante ALVARÁ, para levantamento da importância deixada em
vida por LEVI DE ARAÚJO SOARES, falecido em 05/01/2012, referente ao saldo retido em conta corrente junto ao Banco do Brasil, no valor de R
$ 1.023,08. Juntou aos autos os documentos de fls.04/16. Com vistas à Fazenda, esta não se opôs a expedição do alvará (fls. 42). Em sucessivo
vieram-me os autos. É O RELATÓRIO. DECIDO. A lei 6858/80 autoriza o levantamento de valores devidos pelos empregadores aos empregados
e o montante das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, não recebidos em vida pelo respectivo titular. Nos termos do
artigo 1º da mencionada Lei, tal pedido será formulado independentemente de arrolamento ou inventário e será pago aos dependentes habilitados
e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil. O disposto no referido artigo se aplica, ainda, aos saldos bancários e de contas de cadernetas
de poupança e fundos de investimento (art. 2º). No presente caso trata-se de valor retido em conta corrente em nome do falecido, inferior a
2.500 UFIR's, valor este sobre o qual não incide o ICD "causa mortis" nos termos da Lei 10.260/89, com alterações da lei 11.413/96. Restou
comprovada a titularidade dos bens que integram o espólio, tendo o único herdeiro vivo, Weverton de Araújo Soares renunciado em favor de sua
genitora a Sra. Áurea Batista de Araújo. Por todo o exposto, e coerente co autorizo a expedição do respectivo ALVARÁ para levantamento do valor
reclamado em favor da Sra. Áurea Batista de Araújo. Sem custas, em face da concessão da justiça gratuita. Transitada em julgado, expeça-se o
competente Alvará. Em seguida arquivem-se os autos. P.R.I. Recife, 13 de abril de 2016.Lais Monteiro de Moraes Fragoso Costa Juíza de Direito
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RECIFE - PE PROCESSO Nº 0060801-40.2014.8.17.0001 Vistos, etc... MAFALDA CRISTINA VIEIRA BARBOSA e outros, qualificados nos autos,
por conduto de advogado legalmente constituído requereram, independente de inventário, autorização mediante ALVARÁ, para levantamento da
importância deixada em vida por ALAIR WALTER VIEIRA BARBOSA, falecido em 01/08/2013, no valor de R$ 60.846,37 (sessenta mil, oitocentos
e quarenta e seis reais e trinta e sete), a título de pecúlio por morte, recolhido junto à Sociedade Ibgeana de Assistência e Seguridade - SIAS
(fls. 33). Juntaram aos autos os docs. de fls. 04/22. Em seguida, vieram-me os autos.É O RELATÓRIO, NO ESSENCIAL. DECIDO. Trata-se
de alvará autônomo onde há pedido de levantamento de valor referente a pecúlio por morte existente em nome do ex-peculista Alair Walter
Barbosa. O pecúlio por morte, benefício de risco em que a concessão se dá com o falecimento do participante, é um valor assegurado aos
beneficiários ou designados desse participante, pago em uma cota única, que pode ser rateada caso haja mais de um beneficiário ou designado.
Por outro lado, se o participante não tiver indicado qualquer beneficiário, então os herdeiros legais, segundo o Código Civil (artigo 792), receberão
o montante aplicado, sendo esta a hipótese dos autos (fls. 22). Verifico, pois, que o valor ora pleiteado não constitui herança, haja vista tratar-
se de verba de caráter securatório e não sucessório. Sobre o assunto é ilustrativo o seguinte julgado:DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL.
CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. OBJETO. PECÚLIO. ÓBITO DO INSTITUIDOR. DÚVIDA DA GESTORA A QUEM PAGAR. BENEFICIÁRIOS
EXPRESSAMENTE INDICADOS. HERDEIRA NECESSÁRIA. NASCIMENTO APÓS A INSTITUIÇÃO. ALTERAÇÃO DA ORDEM FIRMADA.
INEXISTÊNCIA. PREVALÊNCIA DO FIRMADO. PECÚLIO. NATUREZA DE SEGURO DE VIDA. NÃO QUALIFICAÇÃO COMO HERANÇA PARA
QUALQUER EFEITO DE DIREITO. INSTRUMENTO DE INSTITUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS. NOMINAÇÃO DE "TESTAMENTO". FORMA E
CONTEÚDO INCOMPATÍVEIS COM A SOLENIDADE EXIGIDA DO NEGÓCIO. SIMPLES FORMA DE INSTITUIÇÃO. AÇÃO. COMPETÊNCIA.
JUÍZO CÍVEL. INEXISTÊNCIA DE LITÍGIO REGULADO PELO DIREITO DAS SUCESSÕES. SENTENÇA EXTRA PETITA. INOCORRÊNCIA.
(grifo nosso)(TJ-DF - APC: 20110110616343 , Relator: TEÓFILO CAETANO, Data de Julgamento: 05/08/2015, 1ª Turma Cível, Data de Publicação:
Publicado no DJE : 24/08/2015 . Pág.: 177) Portanto, se o pecúlio por morte tem natureza de seguro de vida, sobre ele não incide o ICD
"causa mortis", subtraído, pois, tal reconhecimento da competência do Chefe da Secretaria da Fazenda. Logo, se o imposto de transmissão
"causa mortis" tem como fato gerador à transmissão da herança, não vejo como promover a intimação da Fazenda, porquanto se não há
tributo a ser pago não há interesse da mesma. Sobre o assunto leia-se o seguinte julgado.AGRAVO DE INSTRUMENTO ACORDO SEGURO
FACULTATIVO VERBA QUE NÃO INTEGRA O ESPÓLIO NATUREZA DE HERANÇA RECHAÇADAHOMOLOGAÇÃO DA TRANSAÇÃO.-
Seguros de vida e de acidentes pessoais por morte que não integram o patrimônio do falecido estipulação em favor de terceiro que não
se confunde com a herança, sem razão para a incidência de ITCMD ou para a competência do juízo do inventário inteligência do artigo
794, do Código Civil; AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2203923-94.2015.8.26.0000, Voto 13131
AGRAVANTE: ITAU SEGUROS S.A., AGRAVADO: ANA KARLA NOGUEIRA RAMOS, COMARCA: SÃO PAULO (CENTRAL), JUIZ PROLATOR
DA DECISÃO: Dr (a). OG CRISTIAN MANTUAN, Maria Lúcia Pizzotti RELATOR, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Seção de
Direito Privado.) (obtido a partir de: http://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/253320874/agravo-de-instrumento-ai-22039239420158260000-
sp-2203923-9420158260000/inteiro-teor-253320917, em 08/04/2016). Os requerentes comprovaram, outrossim, a condição de parte legítima
mediante os documentos acostados aos autos, inexistindo outros bens a inventariar, visto que já houve inventário extrajudicial (fls. 28/30). ISTO
POSTO autorizo, sem mais delongas a expedição do ALVARÁ para que os requerentes, recebam em cotas iguais, junto à instituição competente,
o valor existente em nome do "de cujus", acrescidos de juros e correções legais. P.R.I. Transitada em julgado, bem como pagas as custas e
taxas devidas, expeça-se o competente Alvará. Em seguida arquivem-se os autos. Recife, 08 de abril de 2016 Lais Monteiro de Moraes Fragoso
Costa Juíza de Direito
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RECIFE - PE PROCESSO Nº 0047332-87.2015.8.17.0001SENTENÇA Nº /2016 Vistos etc...MARIA JOSÉ DO NASCIMENTO, qualificada nos
autos, por conduto da Defensoria Pública, requereu, independentemente de inventário, autorização mediante ALVARÁ, para levantamento da
importância deixada em vida por Marília Michele Ivo do Nascimento, referente a saldos bancários junto ao Banco Santander e a Caixa Econômica
Federal. Juntou os documentos de praxe às fls. 04/14. É O RELATÓRIO, NO ESSENCIAL. DECIDO. A lei 6858/80 autoriza o levantamento
de valores devidos pelos empregadores aos empregados e o montante das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço,
não recebidos em vida pelo respectivo titular. Tal pedido será formulado independentemente de arrolamento ou inventário e será pago aos
dependentes habilitados e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil (art. 1º). Anoto, ademais, que sobre o valor reclamado não incide
imposto transmissão "causa mortis", tendo em vista que o valor é inferior a 2.500 UFIR'S. A requerente comprovou, outrossim, a condição de parte
legítima mediante os documentos acostados aos autos A legislação supra mencionada contempla o caso "sub judice". ISTO POSTO, autorizo,
sem mais delongas, a expedição do ALVARÁ para que a requerente receba as importâncias nas instituições financeiras indicadas à fl. 25 em
nome da falecida, conforme pedido inicial, acrescidos de juros e correções. Preclusa esta decisão, expeça-se o competente Alvará. Em seguida
arquivem-se os autos.Recife, 06 de abril de 2016.Laís Monteiro de Moraes Fragoso Costa Juíza de Direito
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- RECIFE - PE PROCESSO Nº 0019029-63.2015.8.17.0001Vistos etc. INGRID CONCEIÇÃO SILVA DE MOURA e outros, todos menores
qualificados nos autos, assistidos por sua genitora, JULIANA MARIA DA SILVA, vêm por conduto da Defensoria Pública do Estado, requereram,
independentemente de inventário, autorização mediante ALVARÁ, para levantamento da importância deixada em vida por Elenildo Soares de
Moura, genitor dos requerentes, falecido 09/11/2009, referente ao saldo existente de PIS junto a Caixa Econômica Federal. Juntou aos autos
os documentos de fls. 04/13. Em sucessivo vieram-me os autos. É O RELATÓRIO. DECIDO A lei 6858/80 autoriza o levantamento de valores
devidos pelos empregadores aos empregados e o montante das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e do fundo de
participação PIS-PASEP, não recebidos em vida pelo respectivo titular. Tal pedido será formulado independentemente de arrolamento ou inventário
e será pago aos dependentes habilitados e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil (art. 1º). Deixo de remeter os autos à Fazenda
para recolhimento do ICD "causa mortis", em face da não incidência do ICD "causa mortis" sobre tais verbas, conforme se observa da leitura da
Súmula 025 editada por este TJPE, que reza: "Não incide o imposto de transmissão causa mortis sobre resíduo salarial, nem sobre saldos de
FGTS, PIS ou Pasep, não recebidos em vida pelo titular". (Seção Cível, 03/05/2007 - DPJ 88, 15.02.2007,p. 5) Os requerentes comprovaram,
outrossim, a condição de parte legítima mediante os documentos acostados aos autos, demonstrando ser habilitados à pensão por morte (fls. 24).
A legislação supra mencionada contempla o caso "sub judice".ISTO POSTO, autorizo, sem mais delongas a expedição do respectivo ALVARÁ
para que os requerentes recebam junto à Caixa Econômica Federal, os valores ali existentes relativos a saldo do FGTS E PIS, não recebidos
em vida pelo "de cujus" acrescidos dos devidos juros e correções, devendo dita importância ser paga em cotas iguais aos herdeiros. Intimem-se,
inclusive o Ministério Público, em virtude da existência de herdeiro menor. Transitada em julgado, expeça-se o competente Alvará em nome da
mãe dos menores JULIANA MARIA DA SILVA. Em seguida arquivem-se os autos. P.R.I. Sem custas em face da concessão da justiça gratuita.
Recife, 07 de abril de 2016.Lais Monteiro de Moraes Fragoso Costa Juíza de Direito.
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processual e também por abandono da causa, e, em consequência, julgo extinto, sem resolução de mérito, o presente processo. Se requerido,
autorizo o desentranhamento dos documentos que instruem, mantendo-se nos autos cópias reprográficas. Após, ao arquivo, com as devidas
baixas. P.R.I.C. Recife, 07/04/2016. Laís Monteiro de Moraes Fragoso Costa Juíza de Direito
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- RECIFE - PE PROCESSO Nº 0045604-45.2014.8.17.0001 Vistos, etc... MARIA ANGELITA MOÇÃO, qualificada nos autos, por conduto
de profissional regularmente habilitado, requereu, independentemente de inventário, autorização mediante ALVARÁ, para levantamento da
importância deixada em vida pelo Sr. José Alves da Silva, ex-companheiro da requerente (fls. 12), falecido em 17/08/2011, referente verba
alimentícia depositada junto ao Banco do Brasil (fls. 13), hoje à disposição deste Juízo junto à Caixa Econômica Federal, no valor de 1.472,97
(um mil, quatrocentos e setenta e dois reais e noventa e sete centavos). Juntou aos autos os docs de fls. 07/13. Em sucessivo, vieram-me
os autos. É O RELATÓRIO, NO ESSENCIAL. DECIDO. Trata-se de pedido de alvará para levantamento de verba referente a auxilio funeral
do ex-servidor estadual devidos pelos empregadores aos empregados e o montante das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço, não recebidos em vida pelo respectivo titular. Tal pedido será formulado independentemente de arrolamento ou inventário e será
pago aos dependentes habilitados e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil (art. 1º). Deixo de proceder à intimação da Fazenda para
falar da incidência tributária, visto que não há incidência do ICD "causa mortis" em face do seu caráter alimentício, sendo este o entendimento
pacífico do TJPE que editou a Súmula 025 com o seguinte teor:"Não incide o imposto de transmissão causa mortis sobre resíduo salarial, nem
sobre saldos de FGTS, PIS ou Pasep, não recebidos em vida pelo titular". (Seção Cível, 03/05/2007 - DPJ 88, 15.02.2007,p. 5) A requerente
comprovou, outrossim, a condição de parte legítima mediante os documentos acostados aos autos, a destacar declaração do órgão competente
onde consta como beneficiária de pensão por morte do segurado (fls. 41/42), bem como declara não ter outros bens a inventariar (fls. 21). A
legislação supramencionada contempla o caso "sub judice". ISTO POSTO, autorizo, sem mais delongas a expedição do ALVARÁ para que as
requerentes, receba junto ao órgão competente, o saldo retido na Caixa Econômica Federal, conta judicial descrita às fls. 29, acrescidos de juros
e correções legais. Transitada em julgado, expeça-se o competente Alvará. Em seguida ao arquivo. Sem custas, em face da concessão da justiça
gratuita. Recife, 07 de abril de 2016. Lais Monteiro de Moraes Fragoso Costa Juíza de Direito
Primeira Vara de Sucessões e Reg. Públicos da Capital
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Despacho:
ATO ORDINATÓRIOIntimação das partes para manifestarem-se sobre diligênciaProcesso nº 0058715-62.2015.8.17.0001Ação de Alvará Judicial
Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009, publicado no DOPJ
de 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intimo as partes para, no prazo de 05 (cinco) dias, manifestarem-se apresentando o rol
de bens e herdeiros. Recife (PE), 14/04/2016.Maria de Fátima Reis de OliveiraChefe de Secretaria
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* Publicação: 15/04/2016
Pela presente, ficam as partes , seus respectivos advogados e procuradores , intimados da SENTENÇA proferida, por este JUÍZO, no
processo abaixo relacionado:
Despacho (fls. 61): Ao Sr. Contador para calcular as custas e taxa judiciária. Após, digam. Intimem-se. Em, 28.04.2014 HERIBERTO CARVALHO
GALVÃO, Juiz de Direito.
Despacho (fls. 63): Ao Sr. Avaliador. Após, digam. Intimem-se. Em, 09.07.2014. HERIBERTO CARVALHO GALVÃO, JUIZ DE DIREITO.
Despacho (fls. 50): Ao Sr. Avaliador para a atualização . Após, digam. Intimem-se. Em, 18.12.2014. HERIBERTO CARVALHO GALVÃO, JUIZ
DE DIREITO.
Despacho (fls. 61): Defiro o pedido de fls. 66/67, em face do pronunciamento de todos os herdeiros.Expeça-se o competente alvará requerido.Em,
13/04/2016.Heriberto Carvalho Galvão, Juiz de Direito.
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Despacho (fls. 700): Vistos etc.Face o requerido no petitório de folha 686/687, bem como no petitório de folha 692, o que dos autos consta, e
a manifestação das partes, resolvo determinar a expedição dos alvarás requeridos.Cumpra-se. Publique-se e intime-se.Recife, 13 de abril de
2016.Heriberto Carvalho Galvão
LOGIN: AAPSILVA
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Data: 14/04/2016
PELA PRESENTE, FICAM AS PARTES E SEUS RESPECTIVOS ADVOGADOS E PROCURADORES INTIMADOS DOS DESPACHOS
PROFERIDOS POR ESTE JUÍZO NOS PROCESSOS ABAIXO RELACIONADOS:
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* Partilha amigável ou pedido de adjudicação, atribuindo valor aos bens do espólio.* Representação de todos os interessados. Recife, 11/04/2016
Saulo Fabianne de Melo Ferreira Juiz de Direito12
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Eu, Nilson José Gonçalves dos Santos Silva, Técnico Judiciário, digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefe de Secretaria.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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ser pessoa idosa, autorizo a movimentação da conta bancária da interditada, por seu curador, através de cartão magnético, com exclusiva função
de débito. Eventual descumprimento dessa limitação, volto a dizer, importará em responsabilidade solidária do curador nomeado, do gerente
da agência que inserir no referido cartão meios para outras transações e da respectiva instituição bancária. Observadas as limitações acima,
dispensa-se a hipoteca legal. Verificado que os rendimentos mensais da interditanda não excedem extraordinariamente ao limite da satisfação de
suas necessidades cotidianas, dispenso, também, a prestação de contas anuais. Nos termos do artigo 1187 do Código de Processo Civil, intime-
se o curador nomeado para prestar compromisso. Em obediência aos preceitos contidos nos artigos 1184 do Código de Processo Civil, e no art.
9º, III do Código Civil, a presente sentença servirá como mandado a fim de que se inscreva a interdição em apreço no Cartório de Registro Civil
do 1º Distrito Judiciário, Recife/PE. Publique-se uma única vez no Diário do Poder Judiciário, fazendo constar do edital os nomes da interditada
e de seu curador, a causa da interdição e os limites da curatela. Após o trânsito em julgado, a presente sentença servirá como expediente a ser
encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral, ao Instituto Tavares Buril, à Receita Federal e ao Ofício onde se encontra registrado o casamento da
interditada. Custas na forma da lei 1.060/50 (requerente beneficiário da justiça gratuita). Publique-se. Registre-se. Intime-se. Cumpra-se. Recife,
24 de novembro e 2015. Carlos Magno Cysneiros Sampaio Juiz de Direito
Processo Nº: 0054218-05.2015.8.17.0001
Natureza da Ação: Execução de Alimentos
Exequente: K. A. DE L.
Advogado: PE004702 - Artur Pedro Vieira
Executado: S. A. G.
Advogado: PE023898 - Carlos Arthur de A. Ferrão Junior
Advogado: PE018940 - HERMANO CABRAL COUTINHO
Despacho: Vistos, etc... Faculto ao exequente o prazo de 10 (dez) dias para, querendo, promover a adequação do rito processual, a fim de possibilitar
o prosseguimento do feito, mediante intimação do advogado do devedor, como requerido às fls. 13. Recife, 18/03/2016. Carlos Magno Cysneiros
Sampaio Juiz de Direito
Processo Nº: 0058812-62.2015.8.17.0001
Natureza da Ação: Regulamentação de Visitas
Autor: J. P. B. C. M.
Advogado: PE030134 - Maria Regina de Lima Gulde
Advogado: PE031300 - RUDOLF DE LIMA GULDE
Réu: A. S. DE A.
Advogado: PE037641 - Juliana Cottard Giestosa
Advogado: PE036165 - Martha Christina Pernambucano Monte
Despacho: Vistos, etc... Diga a parte autora, no prazo de 15 (quinze) dias, quanto à contestação e documentos a ela acostados. Oficie-se ao
CAP requisitando estudo do caso, no prazo de 120 (cento e vinte) dias. Formem-se autos apartados a fim de que sejam remetidos ao CAP. Recife,
01/04/2016. Carlos Magno Cysneiros Sampaio Juiz de Direito
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da Interditada. Após o trânsito em julgado e a efetivação do referido depósito, expeça o alvará pretendido. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Cumpra-se." Eventual pretensão no sentido de alteração do valor do bem a ser alienado, deverá ser formulado em sede própria. Recife, 29 de
março de 2016 Carlos Magno Cysneiros Sampaio Juiz de Direito
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do art. 245 do CPC, eventual vício existente na correta demonstração da capacidade postulatória deve ser articulado e provado no devido tempo
e na primeira oportunidade que a parte teve acesso aos autos. Não tendo adotado esta providência, não é adequado fazê-lo depois de conferida
à causa um resultado desfavorável à parte. Ante o exposto, deixo de conhecer os embargos de declaração interpostos por AEPB, mantendo
inalterada a sentença proferida nos autos. No que se refere às alegações de eventual pratica delitiva, suscitada pela parte embargante, uma vez
que refogem à competência deste Juízo, deixo de apreciá-las. A pretensão de partilhar eventual patrimônio sonegado pelo divorciado, deverá ser
manejada em sede própria, por meio de ação de sobrepartilha. Não vislumbrado caráter protelatório no procedimento do embargante, deixo de
condená-lo nas cominações previstas no parágrafo único do artigo 538, do Código de Processo Civil. Publique-se. Intime-se. Cumpra-se. Recife,
13 de novembro de 2015. Carlos Magno Cysneiros Sampaio Juiz de Direito
Andrea de F.R.Vascocelos
Chefe de Secretaria
Segunda Vara de Família e Registro Civil da Capital
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 28/04/2016
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Data: 05/05/2016
Data: 11/05/2016
Data: 23/05/2016
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Andrea de F.R.Vascocelos
Chefe de Secretaria
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJuízo de Direito da 5ª Vara de Família e Registro Civil da Comarca da
CapitalProcesso nº 0043006-84.2015.8.17.0001 R.h. Analisando os autos, observo que o executado opôs Embargos à Execução, sob o nº.
0002236-15.2016.8.17.0001 e que o mandado de citação ainda não foi juntado aos autos. Dessa forma, em virtude de os referidos embargos
não terem sido recebidos com efeito suspensivo, conforme despacho de fls. 163 daqueles autos, intime-se a parte autora para, no prazo de 15
(quinze) dias, manifestar-se sobre os documentos de fls. 213/222. Fica a secretaria autorizada a desapensar os autos, caso necessário, mediante
certidão. Recife, 12/04/2016 WILKA PINTO VILELA DOMINGUES DA SILVAJUÍZA DE DIREITO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Autor: S. C. L. J.
Advogado: PE036780 - MÜLLER SENA TORRES
Réu: F. J. J. P. DA S.
Advogado: PE000499B - ROGÉRIO JANSEN
Despacho:
Processo nº 0083123-54.2014.8.17.0001 R.H.Designo o dia 12 de julho de 2016, às 15 horas, para ter vez audiência de instrução e julgamento.
Confiro o prazo de 10 (dez) dias, a contar da intimação do despacho, para que as partes apresentem o rol de testemunha, atentando para
o disposto no art. 455, § 1º, do novel Código de Processo Civil. Intimações e expedições necessárias. Recife, PE, 06/04/2016. Luiz Gustavo
Mendonça de Araújo Juiz de Direito em Exercício Cumulativo
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Autor: S. R. DE S.
Advogado: PB015592 - Julianne da Silva Bezerra
Réu: J. F. DE S.
Despacho:
Processo nº 0061115-25.2010.8.17.0001 R.H.Reservo-me para apreciar o pedido de fls. 114/115, após a realização da audiência designada. Por
outro lado, defiro o pedido de antecipação de audiência, considerando que o autor desiste das testemunhas domiciliadas na Cidade de São
Lourenço da Mata, nos termos do petitório de fl. 126. Deste modo, designo o dia 30 de maio de 2016, às 17 horas, para ter vez audiência de
instrução e julgamento, a ser realizada nesta 5ª Vara de Família e Registro Civil, atentando-se as partes, para o disposto no art. 455, § 1º, do
novel Código de Processo Civil. Torno sem efeito a certidão de fl. 97, no que tange a designação da audiência. Recife, PE, 06/04/2016. Luiz
Gustavo Mendonça de Araújo Juiz de Direito em Exercício Cumulativo
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Comarca - Recife
Juízo de Direito - Quinta Vara de Família e Registro Civil da Capital
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Expediente nº 2016.0168.000848
Edital
A Doutora Wilka Pinto Vilela Domingues da Silva, Juíza de Direito da Quinta Vara de Família e Registro Civil da Capital, FAZ SABER a todos
quanto o presente edital virem ou notícia tiverem, que, perante este Juízo e respectiva Secretaria, se processou a Ação de Interdição, sob o nº
0082086-26.2013.8.17.0001, de RANNYERE ALBERTO DA SILVA LIMA decretado por sentença, proferida em 11 de abril de 2016, incapaz,
em caráter relativo, de reger os seus bens e sua vida financeira e econômica, e, em consequência, foi nomeada LUZIA VIEIRA DOS SANTOS
como CURADORA. DADO E PASSADO na cidade do Recife, em treze de abril do ano de dois mil e dezesseis (13.04.2016). E, para que chegue
ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Mônica Mª C. O. Ribeiro, o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Intime-se a parte acerca do desarquivamento dos autos, bem como para requerer o que entender cabível, no prazo de 05(cinco) dias. Decorrido tal
prazo sem manifestação, promova-se o arquivamento dos autos. Recife, 07 de abril de 2016. Luiz Gustavo Mendonça de Araújo - Juiz de Direito
Autorizo vistas. Prazo de 05(cinco) dias, nos termos do art. 107, inciso II, do CPC/15. Cautelas Legais. Recife, 07 de abril de 2016. Luiz Gustavo
Mendonça de Araújo - Juiz de Direito
Defiro vista. Prazo de 10 (dez) dias. Recife, 08/04/2016. Luiz Gustavo Mendonça de Araújo - Juiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Intime-se o devedor que vem cumprindo as cláusulas do acordo fixado, nos termos do art. 528 do CPC. Recife, 11/04/2016. Luiz Gustavo
Mendonça de Araújo - Juiz de Direito
Intime-se a parte Autora, por seu advogado, para em 15 (quinze) dias falar sobre a certidão e documentos de fls. 38 a 65 Recife, 11/04/2016.
Luiz Gustavo Mendonça de Araújo - Juiz de Direito
Considerando a impossibilidade de quebra do sigilo fiscal do Alimentante, em face do desconhecimento do CPF do mesmo, diga o Ministério
Público sobre o mérito do pedido, haja vista a audiência de instrução (fls.28/28v) ter sido realizada desde abril de 2014. Após, voltem-me para
sentença. Recife, 13/04/2016. Luiz Gustavo Mendonça de Araújo - Juiz de Direito
EDITAL DE CITAÇÃO
Expediente nº - 11111052
O doutor Luiz Gustavo Mendonça de Araújo – Juiz de Direito, da 6º Vara de Família e Registro Civil da capital, em virtude da lei, FAZ
SABER a todos, quanto o presente edital virem, ou dele notícias tiverem e a quem interessar possa que por este Juízo e secretaria situados
na Av. Desembargador Guerra Barreto, s/n, Ilha Joana Bezerra, telefone 3181-0018, tramitam os autos da Ação de Guarda tombada sob o
nº 0011103-45.2015.8.17.2001, proposta por MARIA JOSÉ BARBOSA, em desfavor de AGUINALDO JOSÉ GONÇALVES ficando, desde
já CITADO SOB PENA DE REVELIA por se encontrar em lugar incerto e não sabido para, querendo, apresentarem contestação, no prazo de
15 (quinze) dias, sob pena de não o fazendo se presumirem aceitos como verdadeiros os fatos alegados pelo autor na petição inicial (art. 285,
c/c o art.319 do CPC). E para que se chegue a notícia ao conhecimento de todos, é este edital publicado na forma da lei e afixado no lugar
de costume. Recife, 14 de abril 2016. Eu, Ivanielle Parente Vieira o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria. Luiz
Gustavo Mendonça de Araújo – Juiz de Direito
EDITAL DE CITAÇÃO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Expediente nº - 11112027
O doutor Luiz Gustavo Mendonça de Araújo – Juiz de Direito, da 6º Vara de Família e Registro Civil da capital, em virtude da lei, FAZ
SABER a todos, quanto o presente edital virem, ou dele notícias tiverem e a quem interessar possa que por este Juízo e secretaria situados
na Av. Desembargador Guerra Barreto, s/n, Ilha Joana Bezerra, telefone 3181-0018, tramitam os autos da Ação de Conversão de Separação
Judicial em Divórcio tombada sob o nº 0005133-30.2016.8.17.2001 , proposta por MIRIAN MARIA RIBEIRO , em desfavor de SEBASTIÃO
REGO ficando, desde já CITADO SOB PENA DE REVELIA por se encontrar em lugar incerto e não sabido para, querendo, apresentarem
contestação, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de não o fazendo se presumirem aceitos como verdadeiros os fatos alegados pelo autor na
petição inicial (art. 285, c/c o art.319 do CPC). E para que se chegue a notícia ao conhecimento de todos, é este edital publicado na forma da
lei e afixado no lugar de costume. Recife, 14 de abril 2016. Eu, Ivanielle Parente Vieira o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia
de Secretaria. Luiz Gustavo Mendonça de Araújo – Juiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
É o relatório, decido: Cabe à parte autora impulsionar o feito, já que principal interessada no pronunciamento jurisdicional. No presente caso,
restou inerte. Ante o exposto, com fundamento no art. 485, III e Parágrafo Único do art. 274 do CPC, extingo o processo sem resolução do
mérito.Sem custas.R.I.P.Recife, 1º de abril de 2016.PAULO ROMERO DE SÁ ARAÚJOJUIZ DE DIREITO
É o relatório, decido: Cabe à parte autora impulsionar o feito, já que principal interessada no pronunciamento jurisdicional. No presente caso,
restou inerte. Ademais, descumpriu o disposto no Parágrafo Único do art. 238 do CPC. Ante o exposto, com fundamento no art. 485, III do CPC,
extingo o processo sem resolução do mérito.Sem custas.R.I.P.Recife, 1° de abril de 2016.PAULO ROMERO DE SÁ ARAÚJOJUIZ DE DIREITO
Sétima Vara de Família e Registro Civil da Capital
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Data: 14/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho1:
Tendo em vista a certidão de fls. 40, decreto a revelia dos réus, sem aplicar os efeitos materiais.Cumpra-se o despacho de fls. 34.Recife,
09/03/2016.Paulo Romero de Sá Araújo.Juiz de Direito.
Despacho2:
Intimem-se as partes para apresentação de alegações finais, no prazo comum de 10 dias. Após, com ou sem manifestações, abra-se vista ao
MP. Recife, 13/01/2016. Paulo Romero de Sá Araújo. Juiz de Direito.
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
É o relatório, decido: Cabe à parte autora impulsionar o feito, já que principal interessada no pronunciamento jurisdicional. No presente caso,
restou inerte. Ante o exposto, com fundamento no art. 485, III e Parágrafo Único do art. 274 do CPC, extingo o processo sem resolução do
mérito.Sem custas.R.I.P.Recife, 1º de abril de 2016.PAULO ROMERO DE SÁ ARAÚJOJUIZ DE DIREITO
É o relatório, decido: Cabe à parte autora impulsionar o feito, já que principal interessada no pronunciamento jurisdicional. No presente caso,
restou inerte. Ademais, descumpriu o disposto no Parágrafo Único do art. 238 do CPC. Ante o exposto, com fundamento no art. 485, III do CPC,
extingo o processo sem resolução do mérito.Sem custas.R.I.P.Recife, 1° de abril de 2016.PAULO ROMERO DE SÁ ARAÚJOJUIZ DE DIREITO
Sétima Vara de Família e Registro Civil da Capital
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
JUÍZO DE DIREITO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITAL-PEAção de ExecuçãoProcesso N.º 0031163-25.2015.8.17.0001A:
Antônio Victor de Araújo Farias LimaR: Geyson Costa LimaS E N T E N Ç AVistos etc. Antônio Victor de Araújo Farias Lima, qualificado às fls. 02,
ingressou com a presente ação contra Geyson Costa Lima, ali também qualificada, sendo dispensável o resumo da inicial, que veio instruída com
os docs. de fls. 08/56, recepcionada pelo despacho de fls. 60, que determinou diligência complementar. Por petição de fls. 71 o autor formulou
pedido de desistência. Sendo assim, ainda não efetivada a citação, extingo o processo sem julgamento do mérito, na forma do inciso VIII do Art.
267 do CPC. Defiro o desentranhamento dos documentos juntados, sob certidão e substituição por cópias. Sem custas.R.I.P.Recife, 14 de março
de 2016.PAULO ROMERO DE SÁ ARAÚJOJUIZ DE DIREITO
JUÍZO DE DIREITO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITAL-PEAção Declaratória de União EstávelProcesso N.º
0076408-30.2013.8.17.0001A: Silvano Pedrosa de OliveiraR: Valéria Santos da SilvaS E N T E N Ç AVistos etc. Silvano Pedrosa de Oliveira,
qualificado às fls. 02, ingressou com a presente Ação de Declaratória de União Estável em favor de Valéria Santos da Silva, dispensando-se o
resumo da inicial, que veio instruída com os docs. de fls. 07/20, recepcionada pelo despacho de fls. 26. Determinada a citação da demandada, não
se efetuou pelas razões certificadas às fls. 28. A parte requerente não foi intimada para promover a citação, por não residir no endereço informado.
É o relatório, decido: Cabe à parte autora impulsionar o feito, já que principal interessada no pronunciamento jurisdicional. No presente caso,
restou inerte. Ademais, descumpriu o disposto no Parágrafo Único do art. 238 do CPC. Ante o exposto, com fundamento no art. 267, III do CPC,
extingo o processo sem resolução do mérito.Sem custas.R.I.P.Recife, 14 de março de 2016.PAULO ROMERO DE SÁ ARAÚJOJUIZ DE DIREITO
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Representante: J. R. da S.
Advogado: PE006466 - Roberto Antonio Furtado de Mendonca
Autor: M. B. da S.
JUÍZO DE DIREITO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITAL-PEAção de Retificação de Registro CivilPROC.
0055372-58.2015.8.17.0001A: Jessé Dionizio do NascimentoSENTENÇAVistos etc. Jessé Dionizio do Nascimento, qualificado na inicial,
ingressou com a presente Ação de Retificação de Registro Civil, alegando em resumo: Que, quando do registro de seu nascimento, o nome do
genitor foi grafado erroneamente como "Gumercindo Dionisio do Nascimento", quando o correto seria "Gumercindo Dionizio do Nascimento". A
inicial veio instruída com os docs. de fls. 05/10, recepcionada pelo despacho de fls. 12, que determinou diligências complementares. Foram os
autos com vista ao MP, que, após diligência complementar, em seu parecer de fls. 31, opinou pela procedência do pedido. É o relatório, decido:
Os documentos de fls. 09 e 28, referentes ao registro de nascimento do autor, demonstram o erro apontado no nome do pai registral, conforme
documentos de fls. 08 e 26, além de erro no nome do avô paterno. As provas trazidas aos autos estão, portanto, em consonância com os fatos
alegados pela parte autora. Assim, com fundamento no art. 109 da lei 6015/73, defiro o pedido, determinando que, independentemente de trânsito
em julgado, se expeça o Mandado de Retificação, para fazer constar, no Registro de Nascimento de matrícula N° 074799 01 55 1985 1 00021
168 0024634 76 do Cartório de Registro Civil do 11° Distrito do Recife-PE, o nome do genitor como sendo "Gumercindo Dionízio do Nascimento"
e o nome do avô paterno como sendo "Vicente Dionízio do Nascimento".Sem custas.R.I.P.Recife, 11 de março de 2016.PAULO ROMERO DE
SÁ ARAÚJOJUIZ DE DIREITO
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Réu: C. W. R.
Despacho:
8ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITAL PROC. Nº 0034035-57.2008.8.17.0001 Processo efetivamente recepcionado para
reapreciação nesta data em razão do significativo número de processos sob apreciação/reapreciação, sem prejuízo do íntegro cumprimento diário
da pauta das audiências e do diuturno atendimento pessoal deste magistrado aos advogados militantes perante este Juízo. Em face do largo
lapso temporal decorrido entre o ajuizamento da ação e a presente data, intime-se pessoalmente, por oficial de justiça, a autora para no prazo de
48h se pronunciar sobre se tem ou não interesse no prosseguimento do feito (art. 218, §1º do CPC). P. I.Recife, 05 de abril de 2016ROSALVO
MAIA SOARESJuiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
8ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITALPROC. Nº 0063256-41.2015.8.17.0001 Diante do noticiado na petição de fls. 20, intime-
se a requerente, pessoalmente, para, no prazo de 10 (dez) dias, cumprir o determinado no despacho de fls. 18 (apresentar documentos que
comprovem a alegada relação de parentesco como o curatelando), sob pena de indeferimento da petição inicial à égide do preceito no art.
321, caput e parágrafo único, do Código de Processo Civil. Expeça-se o respectivo mandado. P. I. Recife, 04 de abril de 2016ROSALVO MAIA
SOARES Juiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
os demandados, testemunhas e o representante do Ministério Público. Do processo e de seu atualizado estado processual dê-se conhecimento
ao representante do Ministério Público. P. I. Recife, 6 de abril de 2016.ROSALVO MAIA SOARESJuiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
indeferimento da petição inicial.Oportuno tempo, tempestivamente volte o processo concluso com sua recepção judicial incontinenti.P.I.Recife,
07 de abril de 2016.ROSALVO MAIA SOARES Juiz de Direito
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divergência em seu nome nos referidos documentos. Ad Cautelam, oficie-se em termos ao competente Cartório de Registro Civil requisitando-se-
lhe a certidão verbo ad verbum do respectivo termo de nascimento (fl. 13). P. I. Recife, 06 de abril de 2016ROSALVO MAIA SOARESJuiz de Direito
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Autor: C. A. da S. F.
Réu: M. F. da S.
Despacho:
8ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITALPROC. Nº 0006033-96.2016.8.17.0001 Defiro a requerida gratuidade na forma da lei
regente da espécie. Apense-se o presente feito ao respectivo processo principal (0047550-33.2006.8.17.0001). Pelo que dos autos do processo
consta, à égide do preceito no art. 321 do Código de Processo Civil no prazo de 15 (quinze) dias proceda o autor o suprimento da petição inicial com
cópia da decisão que arbitrou ou fixou os alimentos definitivos, sob pena de indeferimento da petição inicial. Oportuno tempo, tempestivamente
volte o processo concluso com sua recepção judicial incontinenti. P. I. Recife, 07 de abril de 2016.ROSALVO MAIA SOARESJuiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Exequente: M. F. Q. C. DA S.
Exequente: C. F. Q. C. DA S.
Exequente: C. F. Q. C. DA S.
Representante Legal: C. M. F. DA S.
Defensor Público: PE008925 - Evilayse Marques Cunha da Costa Bezerra
Executado: M. J. Q. C. DA S.
Advogado: PE018427 - FLAVIA ROBERTA AGRA
Advogado: PE016858 - Niedja de Souza Wanderley
Despacho:
8ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITALPROC. Nº 0045073-90.2013.8.17.0001 Frente o que dos autos do processo consta, por
seus próprios fundamentos acolho in totum o parecer ministerial público à fl. 81 pugnando pelo cumprimento do preceito no § 3º do art. 528 do
CPC - protesto do pronunciamento judicial e decreto judicial de prisão civil do devedor alimentante executado - . In casu sub judice deflui da
justificação do executado alimentante que inobstante a relevância do motivo principal da sua escusa, ou seja, "não detém condições de adimplir
de forma integral com os depósitos. (...) Além de que o executado encontra-se mantido por sua atual companheira e que o filho mais velho do
casal, um dos exequentes, encontra-se morando com o mesmo após violenta briga com a genitora. " (sic, fl. 74), prepondera que ele não cuidou
de produzir no processo a respectiva prova cabal da alegada situação, portanto e à razão da falta de prova correspondente não servindo-lhe a
mesma simples alegação como escusa da obrigação alimentar a que submisso; considerando ainda à notoriedade no processo que decorrido in
albis o concedido prazo legal para o executado alimentante apresentar um nova proposta concreta e razoável para quitação da dívida executada,
consoante deflui da regular intimação (fls. 78v) e da certidão à fl. 78v., demonstrando o inadimplemento voluntário e inescusável da obrigação
alimentar pelo executado. A lei somente admite como defesa do executado apenas efetuar o pagamento da verba alimentar devida, ou a prova de
já ter sido feito o pagamento ou a prova da impossibilidade de efetuá-lo (Código de Processo Civil, art. 528), assegurando ao credor do pagamento
de alimentos devidos a medida extrema de prisão civil do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia,
como meio de execução forçada a intimidar o alimentante a pagar uma dívida líquida, certa e de excelente alcance humano (§ 3º, in fine, do art.
528, Código de Processo Civil). Pelo descumprimento de firmado acordo pelo executado (fls. 55), máxime a falta de cumprimento de idônea prova
quanto ao alegado motivo principal de escusa do pagamento - não deter o executado de condições de adimplir de forma integral com os depósitos
- e naquela justificativa única escusa sob cabível e necessária apreciação judicial na forma da lei de modo a arredar decreto de prisão civil do
alimentante devedor executado, deflui a insubsistência da comentada escusa não provada disto resultando que in casu sub judice pelo que dos
autos do processo consta impossibilita-se o acolhimento da comentada "justificativa", restando sem suporte probatório os demais "motivos" nas
justificações às fls. 64/66 e 74/76. Isto posto face o procedimentalizado no processo e sob os expostos fundamentos, perante o respectivo crivo
ministerial público favorável ao decreto de prisão do executado alimentante devedor, inacolho a justificativa de impossibilidade de pagamento das
prestações alimentícias sob execução na forma do art. 528 do CPC e decreto a prisão civil do devedor alimentante executado e que, em caráter
puramente civil, tem prazo legal fixado em até 02 (dois) meses (§ 3º, in fine, art. 733/CPC c/c o art. 19 da Lei Nº 5.478/68), ficando o seu mínimo à
iniciativa e vontade do executado devedor alimentante, porquanto não se tratando de pena, terminará logo que se opere, pelo meio coercitivo e no
curso do fixado período de prisão civil, o pagamento do débito, respeitado o permissivo no § 6º do art. 528, do Código de Processo Civil. Imposto
o decreto, designo para o cumprimento da prisão civil o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna, em Abreu e
Lima - PE.Expeça-se incontinenti o respectivo mandado de prisão civil, a ser cumprido pelo(a) afeto(a) oficial(a) de justiça com a concorrência da
força policial militar, em sendo necessário, mediante oficiação em termos à competente autoridade militar requisitando-se respectiva força policial,
naquele mandado constando que deve-se o cumprimento da prisão civil em dependência própria e adequada do mencionado estabelecimento
prisional, isoladamente de outros presos, considerando-se a natureza da prisão decretada. Em sucessivo, proceda-se baixa do processo ao
competente contador judicial e para que proceda no prazo de 03 (três) dias os cálculos do valor da dívida alimentar sob execução, acrescido de
juros de mora e sob correção monetária, para os cálculos considerando-se o débito exequendo (fl. 55) e as prestações alimentícias vencidas no
curso do processo face o exposto no despacho inaugural positivo (fl. 17). Remessa do processo à contadoria judicial sob protocolo na forma
estilar e certificada em termos no processo. Após trânsito em julgado deste decisum, expeça-se a certidão da dívida nos termos do §2º do art.
517 do CPC, devendo ser encaminhada ao cartório de protesto de título desta Comarca, para fins de protesto, na forma dos §§1º e 3º do art.
528 do CPC. Do atualizado estado processual do feito dê-se conhecimento ao representante do Ministério Público. P.I.Recife, 11 de abril de
2016ROSALVO MAIA SOARESJuiz de Direito
1001
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Despacho:
8ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITALPROC. Nº 0000725-79.2016.8.17.0001 Nomeio a requerente, R. V.da S., para exercer em
caráter provisório, o cargo de curadora do curatelando, fixando o prazo de 120 (cento e vinte dias) para o exercício do munus com poderes limitados
aos atos de mera administração dos bens do curatelando, nos termos do art. 1.741 do Código Civil, mantendo em seu poder dinheiro daquele
no limite necessário para as despesas ordinárias próprias do curatelando, com expressa proibição da curadora contrair empréstimo ou qualquer
outra obrigação em nome do curatelando, sem prévia autorização judicial, no mais observando-se os estritos limites previstos nos arts. 1.740 a
1.754 do Código Civil. A curadora provisória deverá perante este Juízo de Direito, prestar o compromisso legal de bem e fielmente desempenhar
o encargo, conforme o que preceitua a lei substantiva civil, advertida de que ao final do fixado prazo de exercício da curatela provisória deverá
prestar contas dos valores percebidos, a qualquer título, em nome do curatelando. Lavre-se o respectivo termo, nele expressamente constando a
discriminada advertência. Designo o dia 07.06.2016 às 13:50h para a realização da entrevista do curatelando, procedendo-se por oficial de justiça
sua intimação para comparecer à designada audiência (art. 1.181/CPC); da audiência ex lege também intimando-se a requerente, a defensora
pública e o representante do Ministério Público. Expeça(m)-se o(s) respectivo(s) mandado(s) sob as cautelas legais e estilares (art. 1.182/CPC).
Desta decisão dê-se conhecimento à(ao) representante do Ministério Público.P. I.Recife, 08 de abril de 2016ROSALVO MAIA SOARES Juiz de
Direito
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8ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA CAPITALPROC. Nº 0041974-44.2015.8.17.0001 Defiro ao réu a requerida gratuidade na forma da
lei regente da espécie. Sobre os fatos alegados na contestação, no prazo de 15 (quinze) dias a respeito se pronuncie a parte autora (art. 350 do
Código de Processo Civil); no mesmo prazo também manifestando-se sobre a documentação apresentada com a peça de defesa (art. 437 do
CPC). P. I.Recife, 12 de abril de 2016.ROSALVO MAIA SOARESJuiz de Direito
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judicial do meio através do qual se devem pagar os alimentos, caberia ao executado o ônus de suas alegações de que tal forma foi modificada
por consenso entre as partes ou reformulada através de decisão judicial, não havendo qualquer prova nos autos nesse sentido.Como disse o
Representante do Ministério Público em seu Parecer reforçado pelo precedente ali colacionado, se houve pagamento a maior, ou diversa da
forma como fixada em sentença, tal conduta é mera liberalidade do executado, que não fica desobrigado do pagamento da parcela do mês
seguinte.Também não há qualquer prova nos autos de acordo feito com a alimentanda no sentido de proceder à modificação da periodicidade
de pagamento dos alimentos. Inclusive a alimentanda apresenta outra versão totalmente diferente dos fatos alegados pelo executado. De todo
modo, quisesse alterar a forma ou a periodicidade do pagamento dos alimentos, deveria ter apresentado nos autos decisão judicial que tivesse
revisionado a condenação inicial, o que também não ocorreu.Dar guarida aos argumentos da justificativa é retirar a eficácia da sentença que
condenou o alimentante, que poderia, segundo seu raciocínio, pagar como bem quisesse e quando quisesse a prestação alimentícia, o que lhe é
vedado expressamente. O alimentando precisa da segurança de que receberá os alimentos mensais na forma determinada em sentença porque
precisa consumi-los mensalmente, diariamente. A máxima jurídica aqui se encaixa perfeitamente: quem paga mal, paga duas vezes.Ainda, ambas
as partes confirmam que não foi feito qualquer depósito referente às parcelas aqui executadas, liquidadas por laudo não impugnado do perito
contábil deste tribunal, conforme se vê às fls. 288/289 e totaliza o montante de R$ 67.802,18 (sessenta e sete mil oitocentos e dois reais e
dezoito centavos), aí incluídas as custas processuais, montante atualizado da dívida e honorários advocatícios fixados no curso da lide.Face ao
exposto, e por tudo o mais que dos autos consta, à míngua de elementos que possam descaracterizar a voluntariedade do inadimplemento em
questão, com fundamento no inciso LXVII, do artigo 5o, da Constituição Federal; artigo 18, da Lei 5.478/68 e § 1º, do artigo 733, do Código de
Processo Civil de 1973 c/c artigo 1.046, §1º, do Código de Processo Civil de 2015, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO E DECRETO A PRISÃO
CIVIL de G. P. Q., qualificado à fl. 47, pelo prazo de 30 (trinta) dias, a ser cumprida na ala especial do Centro de Observação e Triagem Prof.
Everardo Luna - COTEL, para este fim reservada.Expeça-se o devido mandado de prisão. Oficie-se a Polícia Militar para que esta ofereça o
suporte necessário.Oficie-se o IML para o exame de corpo delito.Afigura-se oportuno anunciar que a prisão será suspensa mediante pagamento
do valor de R$ 67.802,18 (sessenta e sete mil oitocentos e dois reais e dezoito centavos), com comprovação nos autos, referentes às parcelas
vencidas no curso dos autos (dezembro de 2014 a janeiro de 2016), conforme memória de cálculo apresentada pelo contador judicial (fl. 289) e,
portanto, cabível a prisão civil, nos termos da Súmula 309 do STJ e artigo 733, §1º, do Código de Processo Civil de 1973 c/c art. 1.046, §1º, do
Código de Processo Civil de 2015. Ainda de acordo com a súmula 309, do Superior Tribunal de Justiça, a cada uma delas deverá ser acrescida
de juros legais e correção monetária, até a data do efetivo pagamento.O eventual cumprimento da pena não exime o devedor do pagamento
das prestações vencidas e vincendas.Cumpridas as diligências ou havendo qualquer pendência, voltem-me conclusos.Recife, 14/04/2016 Ana
Paula Pinheiro Bandeira Duarte VieiraJuíza de Direitolfds
E D I T A L D E C I T A Ç Ã O / INTIMAÇÃO
Expediente: 2016.0240.001111
Prazo: 20 (vinte) dias
O DOUTOR ROSALVO MAIA SOARES, JUIZ DE DIREITO DA 8ª VARA DE FAMÍLIA E REGISTRO CIVIL DA COMARCA DA CAPITAL-
PE, EM VIRTUDE DA LEI, ETC ...
FAZ SABER, pelo presente EDITAL, a quem interessar possa, que tramitam por este Juízo os autos da AÇÃO DE ALIMENTOS, Processo
nº 0124487-79.2009.8.17.0001, promovida por CAMILA BRISA GUEDES DA CUNHA, brasileira, solteira, estudante, inscrita no CPF/MF nº
070.661.834-36, residente e domiciliada à Av. Manoel Borba nº 324, apt. 104, Boa Vista, Recife-PE, contra JOSÉ GERVÁSIO DA CUNHA,
brasileiro, advogado, inscrito no CPF/MF sob o nº 321.307.169-20, EDITAL que será publicado no “Diário de Justiça Eletrônico” e afixado no
lugar de costume, pelo qual CITA JOSÉ GERVÁSIO DA CUNHA , acima qualificado, com o prazo de 20 (vinte) dias, por se encontrar em
lugar incerto e não sabido, do inteiro teor da presente ação, cuja inicial encontra-se às fls. 02/07, dos autos acima mencionados, para responder,
querendo, os termos desta, até a data da audiência de conciliação, instrução e julgamento a ser realizada no dia 05 de julho de 2016
às 15:00 horas, ficando o suplicado INTIMADO a ela comparecer, sob pena de revelia, além da confissão quanto à matéria, acompanhado de
advogado e testemunhas, sob pena de não o fazendo, serem aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelo autor na inicial, e advertido de
que será nomeado curador especial em caso de revelia, bem como fica INTIMADO da decisão que arbitrou os arbitrados alimentos provisórios em
favor da parte autora, no valor correspondente a 10% (dez por cento) dos proventos de aposentadoria (proventos; abonos e gratificações, inclusive
a natalina; e adicionais) do demandado, daí somente excluídos os descontos obrigatórios, relativos ao imposto de renda e previdência social,
devendo as verbas em apreço serem descontadas em folha de pagamento e depositadas na indicada conta bancária à titularidade da genitora
da autora. DADO E PASSADO nesta cidade e Comarca do Recife, aos 07 de abril de 2016. Eu, ________, Chefe de Secretaria, subscrevi.
Certifico e dou fé, que nesta data o edital supra foi afixado no local de costume. Recife, 07 de abril de 2016. Eu,____________,
Chefe de Secretaria, subscrevi.
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Data: 14/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Réu: P. A. F. de P.
Despacho:
AÇÃO DE GUARDAPROCESSO N° 0064933-09.2015.8.17.0001DESPACHO ORDINATÓRIO: De ordem da MM Juíza de Direito Titular desta
Vara, conforme o Provimento nº 08/2009-CM, intime-se Requerente para falar da Certidão do Oficial de Justiça de fls. 22, no prazo de 10 (dez)
dias.Recife/PE, 08/04/2016.ASSESSORA DE MAGISTRADA***
Data: 14/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Direito da 10ª Vara de Família e Registro Civil do Recife/PE comigo, assessora de Magistrado(a), pela MM Juíza, foi declarada aberta a audiência
de INSTRUÇÃO E JULGAMENTO. Feito o pregão, compareceu o Requerido acompanhado pelo(a) Dr(a). José Francisco Lima Leal – OAB/PE
20.324. Ausentes a Requerente e sua advogada, Dr(a). Herany Reis Freire – OAB/PE 16.801. Dispensada a intervenção do Ministério Público no
feito, haja vista que a natureza da ação, as partes e os interesses envolvidos não são afetos às atribuições constitucionais e legais do parquet ,
nos termos do artigo 178, do CPC/2015. ABERTA A AUDIÊNCIA: verificou-se a ausência da parte Requerente e de sua advogada, tendo juntado
aos autos petição e declaração médica às 13:01 horas. DESPACHO: “Coincidência ou não, verifico que a primeira audiência designada para
01/12/2015 não foi realizada em razão do atestado médico apresentada pela Advogada da Autora, expedido pelo Hospital de Fraturas,
com CID M54.5. Redesignada a referida audiência para a data de hoje, desta feita, a Autora requer novo adiamento, fazendo juntar
atestado médico do mesmo Hospital de Fraturas, com o CID M25.5. Defiro o pedido. Redesigno a audiência para o dia 08/09/2016, pelas
13:30 horas , estando pessoalmente intimados o Requerido e seu advogado. Intime-se Requerente para o ato por sua Advogada, que
deverá comparecer acompanhada das testemunhas arroladas às fls. 09 e 120, independente de intimação judicial. Fica o Requerido
intimado para, querendo, apresentar rol de testemunhas no prazo de 15 (quinze) dias, sendo certo de que estas devem comparecer
independente de intimação judicial”. E nada mais houve, do que para constar foi lavrado o presente termo, que depois de lido e achado
conforme vais devidamente assinado. Valéria Rúbia Duarte Juíza de Direito
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EDITAL DE CITAÇÃO
O Doutor Ernesto Bezerra Cavalcanti , Juiz de Direito, em virtude da lei, etc. Faz saber , pelo presente EDITAL DE CITAÇÃO, no prazo de 15
(QUINZE) dias, que pelo Promotor de Justiça, foi requerido o prosseguimento do processo movido contra LAÉRCIO SILVESTRE DE CARVALHO,
vulgo “Élcio”, brasileiro, solteiro, taxista, natural de Recife – PE., nascido em 06/02/1974, RG 3.969.537 SSP PE, filho José Silvestre de Carvalho
e Aneilda Maria do Nascimento, residente na Rua Ana Lúcia, nº 543, Campina do Barreto, Recife - PE., o qual se encontra em local incerto e
não sabido que, denunciado como incurso na pena do artigo 121, § 2º, inciso I c/c o art. 29, 61, II, alínea “h” e art.69 (ante a duplicidade de
vítimas) todos do CPB e combinados com as disposições da Lei nº 8.072/90, encontrando-se ainda o duplo homicídio, em concurso material com
a figura do art. 288, § único do mesmo Código. E, como se encontra o mesmo em local incerto e não sabido, CITO-O e o terei por citado, no
prazo de 10 (dez) dias, para apresentar resposta à acusação que lhes é imposta, por escrito. Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares
e alegar tudo que interessa à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, até o
máximo de 8 (oito), qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário, tudo em conformidade com o art. 406, § 3º, do CPP, sob
pena da suspensão do processo e do prazo prescricional. Dado e passado na sala de audiências deste Juízo, no Fórum Des. Rodolfo Aureliano,
sito à Av. Des. Guerra Barreto, nº 200 – Ilha Joana Bezerra, Comarca do Recife, 14 de Abril de 2016 . Eu, Djalma Carvalho da S. Neto, Chefe
de Secretaria, subscrevo. Ernesto Bezerra Cavalcanti Juiz de Direito
EDITAL DE INTIMAÇÃO
Partes:
Acusado JOÃO CARNEIRO DO NASCIMENTO FILHO
Advogado Rodrigo Gomes da Costa
Acusado LUIZ GUSTAVO DE LIMA
Vítima Marivaldo dos Santos Cavalcanti Filho
"Pelo presente, fica o Advogado acima referido devidamente íntimo a para a apresentação das ALEGAÇÕES FINAIS, no prazo de 05 (cinco)
dias". Ernesto Bezerra Cavalcanti . Juiz de Direito
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 02/05/2016
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Data: 03/05/2016
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Data: 04/05/2016
Data: 05/05/2016
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Data: 06/05/2016
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Data: 09/05/2016
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Data: 10/05/2016
Data: 11/05/2016
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Data: 12/05/2016
1025
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Data: 13/05/2016
1026
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Data: 16/05/2016
Data: 17/05/2016
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Data: 18/05/2016
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Data: 19/05/2016
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Data: 20/05/2016
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Data: 23/05/2016
Data: 24/05/2016
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Data: 25/05/2016
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Data: 27/05/2016
Data: 30/05/2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Data: 31/05/2016
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
SENTENÇAProcesso nº 0096871-32.2009.8.17.0001 Vistos, etc... Luciente Severo Eloy, já qualificada nos autos, foi denunciada em 11/02/2009
pelo Ministério Público como incursa nas penas do artigo 121, caput, c/c art. 14, inc. II do Código Penal. A denúncia foi recebida em 18/02/2009.
Em 12/06/2015, a acusada foi julgada pelo Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri, operando-se a desclassificação do delito de homicídio
para lesão corporal. Uma vez que o processamento de tais delitos depende de representação por parte da vítima, determinou-se sua intimação
para, querendo, oferecer a devida representação. A vítima foi intimada através de mandado cuja certidão encontram-se às fls. 304. Foi certificada
à fl. 305 de que decorreu o prazo sem manifestação da mesma. É o Relatório. DECIDO. De acordo com o disposto no art. 129, caput, do Código
Penal, o crime de lesão corporal leve tem pena máxima de um ano. É sujeito, portanto, ao rito da Lei nº. 9099/95, a qual determina em seu art.
88 que a ação penal dependerá de representação por parte do ofendido para iniciar-se, sob pena de decadência na forma do seu art. 91. Vê-se
que a vítima, apesar de intimada, não se manifestou, encerrando-se o prazo decadencial em fevereiro deste ano. Ante o exposto, considerando
a inércia da vítima, declaro extinta a punibilidade da acusada Luciene Severo Eloy, em virtude da decadência do direito de representação. Após o
trânsito em julgado desta sentença, realizadas as anotações e comunicações necessárias, arquivem-se os autos com baixa na distribuição.Sem
custas.P. R. I. Recife, 14 de março de 2016. Jose Anchieta Felix da SilvaJuiz de Direito
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apresentadas pela Defensoria Pública, ambas com rol de testemunhas. Em decisão e fls. 157 foi decretada a Revelia do acusado Rafael dos
Santos Tenório e a suspensão do processo em relação a esse acusado, mas com a necessidade de produção antecipada das provas. Audiência
de oitiva das testemunhas do rol da denúncia em 17.03.2014 (fls. 284-291). Continuação de instrução e Julgamento com audiência em 22.05.2015
(fls. 367-372), com ouvida de uma testemunha arrolada pela Defesa e interrogados os acusados. Exame em local de homicídio, fls. 57- 59.
Perícia tanatoscópica com ilustrações fotográficas, fl. 53-56. Em alegações finais, o Ministério Público sustenta que é caso de pronúncia nos
termos do art. 121, § 2º, incs. I e IV, c/c art. 29, todos do Código Penal, fls. 374-375. A Defesa lançou alegações finais, à fl. 376, requerendo a
impronúncia dos acusados. Feito o relatório, passo a DECIDIR. Trata-se de processo crime que, em face do evento morte e da capitulação dada
ao fato típico pelo "dominus litis" - homicídio doloso -, imprimiu-se o procedimento inerente aos feitos da competência privativa do Tribunal do
Júri, alcançada agora a fase de identificação da prova do delito e dos indícios de autoria, para, se houver, mandar-se a julgamento o incriminado.
É procedente o direito do Estado de acusar RAFAEL DOS SANTOS TENÓRIO e WILTON FERREIRA DA SILVA como responsável, em tese,
pelo homicídio de que foi vítima Bárbara Karyne Dias Lopes, porquanto se afiguram presentes os pressupostos legais. Estabelece o art. 413,
do Código de Processo Penal: "O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de
indícios suficientes de autoria ou de participação". É o próprio Código de Processo Penal quem determina que o agente deve ser pronunciado
e submetido a julgamento plenário, quando o Juiz se convencer da MATERIALIDADE do fato e de indícios de que o réu seja o seu autor ou
tenha de qualquer modo concorrido para o crime. Quanto ao pressuposto MATERIALIDADE, esta é indiscutível, formalizada a certeza física das
lesões sofridas pela vítima mediante laudo de Perícia Tanatoscópica de fl. 53-56 e exame em local de homicídio de fls. 57-59, não questionados
por qualquer das partes. No que concerne à AUTORIA, para que haja a pronúncia, se não for provada basta que seja provável, aplicando-se
o princípio in dubio pro societate. Não se faz indispensável à certeza da criminalidade do acusado, mas mera suspeita jurídica decorrente de
indícios de autoria. Nesse particular, não se pode acolher a negativa de autoria apresentada pelos acusados, pois esta colide frontalmente com
a versão apresentada pelas testemunhas de que os denunciados teriam matado a vítima. Nesse ínterim, importa transcrever alguns trechos dos
depoimentos referidos: "(...)QUE certa feita o acusado "Rafa Neguinho" chegou a dar uma "cantada" em Barbara Karine e esta narrou o fato
para Cythia e Gisleide; QUE por esse motivo Cynthia e Gisleide atraíram a vítima até o local do fato e lá já estavam os denunciados e ainda
a pessoa de Andreza santos, conhecida por "Pampola Negona", esta comanda o tráfico; QUE na ocasião a "Pampola Negona" ainda segurou
a vítima, a espancou e a levou para a localidade Salinas, onde foi espancada; QUE o acusado Wilton quem efetuou os primeiros disparos, a
vítima ainda se defendeu sendo atingida na mão, mas o acusado "Rafa Neguinho" disse: "assim é que se faz!" e pegou a pistola ponto 40 e
efetuou disparo à queima-roupa acima do olho direito, pois no local foi encontrado pedaço da massa encefálica, além de cabelos; QUE ainda
subtraíram celular e dinheiro da vítima, jogaram o corpo na maré, e ainda cobriram com pedaços de madeira para ocultar o cadáver; (...)" {fl.
285};"(...)QUE soube que a vítima tava de "leva e traz", levando e trazendo notícia dos grupos rivais, "Chico mendes e Vila Tamandaré"; (...) QUE
a história que a vítima era "leva e traz" ninguém contou, eles mesmos, incluindo o depoente, flagrou a vítima em um beco, indagou da vítima,
mas esta nãos e explicou ficou "toda errada"; QUE este fato se deu no mesmo dia da morte da vítima. (...)" {fl. 290};"(...)QUE, ele depoente veio
a saber no segundo dia após a morte da vitima que Rafa e Wilton estavam sendo apontados como autores deste crime; QUE, ele depoente
ouviu falar que a motivação do crime era problemas com drogas, não sabendo precisar se era dívida; (...)" {fl. 372}. Desse modo, presentes os
indícios de autoria, em um juízo de probabilidade, a autorizar a pronúncia. As qualificadoras MOTIVO TORPE (há relatos nos autos de que a
vítima seria viciada em drogas e que poderia estar levando informações a grupos rivais) e RECURSO QUE IMPOSSIBILITOU A DEFESA DA
VÍTIMA (no caso, a surpresa da ação, eis que a vítima foi atingida em via pública, por quatro disparos de arma de fogo, um deles na cabeça com
evidência de tiro encostado, conforme descrito na perícia tanatoscópica com ilustrações fotográficas, não teria tido chance de esboçar nenhuma
reação), nominadas na denúncia, devem ser apreciadas pelo Tribunal do Júri, preservando-se a sua competência. Além do mais, é torrencial a
Jurisprudência no sentido de que a qualificadora só deve ser afastada da pronúncia se não tiver qualquer fundamento ou apoio na prova coligida, o
que não é a hipótese dos autos. Ex Positis, a teor do art. 413 e seus parágrafos, do Código de Processo Penal, PRONUNCIO WILTON FERREIRA
DA SILVA e RAFAEL DOS SANTOS TENÓRIO, já qualificados, nas disposições do art. 121, § 2º, incs. I e IV, do Código Penal, a fim de que sejam
eles oportunamente julgado pelo Júri Popular desta Comarca. Por fim, por considerar necessário e adequado, sustento o decreto prisional em
desfavor dos ora pronunciados, por julgar ainda presentes os motivos que lhe deram ensejo. Intimação pessoal da presente decisão aos réus, à
Defensoria Pública e ao representante do Ministério Público. Preclusa esta decisão, vista ao Ministério Público e à Defesa para pronunciamento
nos termos do art. 422 do CPP. Recife (PE), 01 de março de 2016. José Anchieta Felix da SilvaJuiz de Direito
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Fernandes foi citado por edital (fls. 143). Respostas escritas à acusação às fls. 145 e 146, apresentada pela Defensoria Pública, sem rol de
testemunhas. Em decisão e fls. 173 foi decretada a Revelia do acusado Willams Barbosa Fernandes e a suspensão do processo em relação
a esse acusado, mas com a necessidade de produção antecipada das provas. O acusado João Paulo Ribeiro de Lima, através de advogado
constituído apresentou nova resposta à acusação, sem rol de testemunhas (fls. 175-176). Audiência de oitiva das testemunhas do rol da denúncia
em 08.05.2014 (fls. 196-199). Comunicação da prisão do acusado Willams Barbosa Fernandes em 10.10.2014 (fls. 217-218), com o conseguinte
levantamento da suspensão do processo em relação ao referido acusado (fls. 222) e apresentação de nova resposta à acusação sem rol de
testemunhas às fls. 253. Continuação de instrução e Julgamento com audiência em 19.05.2015 (fls. 273/284), com das últimas testemunhas
arrolada na inicial e interrogados os acusados. Exame em local de homicídio, fls. 25/38 com ilustrações fotográficas. Perícia tanatoscópica com
ilustrações fotográficas, fl. 39-42. Em alegações finais, o Ministério Público sustenta que é caso de pronúncia nos termos do art. 121, § 2º, inciso,
I do Código Penal, sem a qualificadora do inciso IV, fls. 285-286. A Defesa de Willams Barbosa Fernandes lançou alegações finais, à fl. 287 e a
Defesa de João Paulo Ribeiro de Lima às fls. 290-291, requerendo todas a impronúncia dos acusados. Feito o relatório, passo a DECIDIR. Trata-
se de processo crime que, em face do evento morte e da capitulação dada ao fato típico pelo "dominus litis" - homicídio doloso -, imprimiu-se o
procedimento inerente aos feitos da competência privativa do Tribunal do Júri, alcançada agora a fase de identificação da prova do delito e dos
indícios de autoria, para, se houver, mandar-se a julgamento o incriminado. É procedente o direito do Estado de acusar JOÃO PAULO RIBEIRO
DE LIMA e WILLAMS BARBOSA FERNANDES como responsáveis, em tese, pelo homicídio de que foi vítima João Carlos Campos de Araújo,
porquanto se afiguram presentes os pressupostos legais. Estabelece o art. 413, do Código de Processo Penal: "O juiz, fundamentadamente,
pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação". É o próprio
Código de Processo Penal quem determina que o agente deve ser pronunciado e submetido a julgamento plenário, quando o Juiz se convencer da
MATERIALIDADE do fato e de indícios de que o réu seja o seu autor ou tenha de qualquer modo concorrido para o crime. Quanto ao pressuposto
MATERIALIDADE, esta é indiscutível, formalizada a certeza física das lesões sofridas pela vítima mediante laudo de Perícia Tanatoscópica de
fl. 27 e exame em local de homicídio de fls. 28/39, não questionados por qualquer das partes. No que concerne à AUTORIA, para que haja a
pronúncia, se não for provada basta que seja provável, aplicando-se o princípio in dubio pro societate. Não se faz indispensável à certeza da
criminalidade do acusado, mas mera suspeita jurídica decorrente de indícios de autoria. Nesse particular, não se pode acolher a negativa de
autoria apresentada pelos acusados, pois esta colide frontalmente com a versão apresentada pelas testemunhas de que o primeiro denunciado
teria matado a vítima a mando do segundo denunciado. Nesse ínterim, importa transcrever alguns trechos dos depoimentos referidos: "(...) QUE
como disse na delegacia, tem notícia de que quem matou seu sobrinho foi a pessoa de nome Paulinho (...)" {fl. 196} "(...) QUE ouviu comentários
de que a vítima foi morta porque tinha dívida de drogas (...)" {fl 199}."(...) Que soube por comentários que quem teria matado João Carlos foi um
tal de Paulinho a mando de "Wique"; QUE a vítima era viciada em craque e maconha e a motivação do crime foi por causa de drogas (...)" {fl.
273};"(...) QUE soube que Pardal foi morto por conta de dez gramas de craque sendo este o motivo do crime que levou Wique a mandar matar
a vítima (...)(...) QUE ele depoente sabe informar que somente Paulinho esteve no local da ocorrência a pé e foi ele quem executou os disparos
(...)(...) QUE o comentário na comunidade foi que Wilames mandou matar a vítima Pardal, mas só o Paulinho executou (...)" {fl. 274};"(...)QUE,
ela depoente ficou sabendo que Paulinho matou Pardalzinho fazendo uso de arma de fogo (...)" {fl. 275}. Desse modo, presentes os indícios de
autoria, em um juízo de probabilidade, a autorizar a pronúncia. As qualificadoras MOTIVO TORPE (há relatos nos autos sobre a existência de que
a vítima seria viciada em drogas e teria contraído dívida de drogas com o acusado Willams) e RECURSO QUE IMPOSSIBILITOU A DEFESA DA
VÍTIMA (no caso, a surpresa da ação, eis que a vítima foi atingida em via pública, por um disparo na cabeça e dois disparos nas costas, conforme
descrito na perícia tanatoscópica e laudo de local de homicídio, ambos com ilustrações fotográficas, não teria tido chance de esboçar nenhuma
reação), nominadas na denúncia, embora esta última não tenha sido suscitada nas alegações finais do órgão ministerial, devem ser apreciadas
pelo Tribunal do Júri, preservando-se a sua competência. Além do mais, é torrencial a Jurisprudência no sentido de que a qualificadora só deve
ser afastada da pronúncia se não tiver qualquer fundamento ou apoio na prova coligida, o que não é a hipótese dos autos. Ex Positis, a teor do
art. 413 e seus parágrafos, do Código de Processo Penal, PRONUNCIO JOÃO PAULO RIBEIRO DE LIMA, já qualificado, nas disposições do
art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código penal e WILLAMS BARBOSA FERNANDES, já qualificado, nas disposições do art. 121, § 2º, incs. I e
IV, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, a fim de que sejam eles oportunamente julgado pelo Júri Popular desta Comarca. Os denunciados,
além deste processo, respondem a outros processos criminais, inclusive pela prática de crime contra a vida. Logo, ainda são necessárias as
suas prisões cautelares para garantia da ordem pública, ante os indicativos de reiteração delitiva, pelo que as mantenho. Intimação pessoal da
presente decisão aos réus, à Defensoria Pública e ao representante do Ministério Público. Preclusa esta decisão, vista ao Ministério Público e à
Defesa para pronunciamento nos termos do art. 422 do CPP. Recife (PE), 25 de fevereiro de 2016. José Anchieta Felix da SilvaJuiz de Direito
Processo nº. 0036830-66.1990.8.17.0001 SENTENÇA Vistos, etc. Djalma Rocha da Silva Filho, já qualificado nos autos, foi denunciado pelo
Ministério Público em 30.11.2007, como incurso nas penas do artigo 121, § 2º, I e IV e art. 121, §2º, I e IV, c/c o art. 14, II, todos do Código Penal,
tendo como vítimas Edmar Jose Correia e Alexandre Lemos Ferreira. Foi anexada a certidão de óbito original do acusado, à fl. 436. Ouvido o
Ministério Público, a sua representante requereu a extinção da punibilidade em face da morte (fl. 438). É o Relatório. DECIDO. A prova inconteste
da morte do acusado, através da Certidão de Óbito, impõe, por determinação legal (CP - art. 107, inciso I), a decretação da extinção da pretensão
executória do Estado em face da sua pessoa. Tal ato se encontra em consonância com o princípio constitucional de que a pena não passará
da pessoa do condenado. Ante o exposto, com fulcro no art. 107, inc. I do Código Penal, declaro extinta a punibilidade de Djalma Rocha da
Silva Filho, em virtude da morte, em relação aos delitos objetos destes autos. Após o trânsito em julgado desta sentença, feitas as anotações
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e comunicações necessárias, arquivem-se os autos com baixa na distribuição.Sem custas.P. R. I.Recife, 11 de março de 2016. Jorge Luiz dos
Santos HenriquesJuiz de Direito
SENTENÇAProcesso nº 0147655-13.2009.8.17.0001 Vistos, etc... Marcone da Costa Cabral, já qualificado nos autos, foi denunciado em
25/11/2009 pelo Ministério Público como incurso nas penas do artigo 121, caput, c/c art. 14, inc. II do Código Penal. A denúncia foi recebida em
04/12/2009. Em 18/03/2015, o acusado foi julgado pelo Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri, operando-se a desclassificação do delito
de homicídio para lesão corporal e ameaça. Uma vez que o processamento de tais delitos depende de representação por parte das vítimas,
determinou-se suas intimações para, querendo, oferecerem a devida representação. As vítimas foram intimadas através de através de mandados
cujas certidões encontram-se às fls. 281v e 282v. Foi certificada à fl. 283 de que decorreu o prazo sem manifestação das mesmas. É o Relatório.
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DECIDO. De acordo com o disposto no art. 129, caput, do Código Penal, o crime de lesão corporal leve tem pena máxima de um ano. É sujeito,
portanto, ao rito da Lei nº. 9099/95, a qual determina em seu art. 88 que a ação penal dependerá de representação por parte do ofendido para
iniciar-se, sob pena de decadência na forma do seu art. 91. Da mesma forma o delito de ameaça, disposto no art. 147 do referido diploma.
Vê-se que as vítimas, apesar de intimadas, não se manifestaram, encerrando-se o prazo decadencial em fevereiro deste ano. Ante o exposto,
considerando a inércia das vítimas, declaro extinta a punibilidade do acusado Marcone da Costa Cabral, em virtude da decadência do direito
de representação. Após o trânsito em julgado desta sentença, realizadas as anotações e comunicações necessárias, arquivem-se os autos com
baixa na distribuição.Sem custas.P. R. I. Recife, 11 de março de 2016. Jose Anchieta Felix da SilvaJuiz de Direito
DECISÃO DE PRONÚNCIA Processo nº. 0005566-64.2009.8.17.0001Autor: Ministério PúblicoAcusado: Marcos Antonio da Silva Vítima:
Reginaldo Batista Gusmão Vistos etc. O MINISTÉRIO PÚBLICO ofereceu DENUNCIA contra MARCOS ANTONIO DA SILVA, brasileiro, natural
de Recife/PE, nascido em 29.10.1971, filho DE Antonio Francisco da Silva e Josefa Mariano da Silva, residente na época dos fatos à Rua Alto
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do Brasil, nº. 26, 2ª Travessa São Pedro, Alto José Bonifácio, Recife/PE, como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, incisos II, do Código Penal.
Consta na denúncia que "No dia 03.08.2008, por volta das 16 horas, em via pública, na Rua Monsenhor Ferreira Lima, nas imediações da Galeria
Tiago, no Córrego Zé Grande, bairro de Casa Amarela, nesta cidade, a vítima Reginaldo Batista Gusmão, conhecida como 'Regi', foi atingida por
vários tiros desferidos pelo denunciado, vindo a sofrer as lesões descritas na perícia tanatoscópica de fls. (...)". Ainda, de acordo com a inicial "(...)
cometeu o denunciado a conduta tipificada no art. 121, § 2º, I do Código Penal, ao matar a vítima, com vários disparos de arma de fogo, por motivo
fútil, condizente com reprimenda ao comportamento da vítima de apalpar as nádegas de uma moradora do local". O inquérito policial foi iniciado
por portaria em 03.08.2008 (fl. 05) e concluído em 30.05.2008, com relatório de fls. 74/78 (com representação pela prisão preventiva). A denúncia
foi oferecida em 15.01.2009 (fls. 02/03) e recebida em 01.06.2009 (fls. 85/86), com decreto de prisão preventiva. Mandado de prisão cumprido em
09.07.2009 (fl. 104). Citado pessoalmente em 16.04.2010 (fl. 135). Resposta escrita apresentada pela Defensoria Pública (fls. 114/115), com rol de
testemunhas. Nos dias 16.04.2010 (fls. 135/137), 24.10.2014 (fls. 309/311) e 16.12.2015 (fls. 339/341), foram ouvidas as testemunhas arroladas
pelas partes e interrogado o acusado. Relaxamento de prisão preventiva em 02.12.2013 (fls. 269/270). Em alegações finais, o Ministério Público,
entendeu que os indícios de autoria se encontram tão somente na fase inquisitorial, pugnando pela impronúncia de Marcos Antonio da Silva (fls.
357/358). A defesa, por sua vez, apresentou alegações finais à fl. 359, requerendo, também, a impronúncia do acusado. Boletim de ocorrência
às fls. 08/09; Perícia Tanatoscópica e ilustrações fotográficas às fls. 41/43. É o relatório. DECIDO. A materialidade do crime descrito na denúncia
encontra-se comprovada, conforme se pode observar pelo laudo tanatoscópico juntado aos autos, que informa como causa morte "ferimentos
transfixantes de cabeça e tronco, produzidos por instrumento pérfuro-contundente". Como já dito, o Ministério Público e a Defesa pugnaram pela
impronúncia do acusado, por entenderem não demonstrados indícios de autoria, ou participação, conclusão da qual divergimos respeitosamente.
Bem se sabe que a pronúncia, ou seja, o encaminhamento do caso para julgamento perante o Tribunal do Júri, prescinde de prova cabal de
autoria ou participação. Na verdade, nem são necessários indícios veementes, sendo bastante a presença de indicativos suficientes, conforme
expressa previsão legal. Apesar da negativa de autoria por parte do acusado, verifica-se que em depoimento colhido durante a instrução há
informes no sentido de que o denunciado teria efetuado os disparos de arma de fogo contra Reginaldo, de modo que a pronúncia se impõe. Neste
sentido, importa transcrever trecho do depoimento: "(...) que ouviu comentários no sentido de que o acusado foi o autor do crime (...)" {fl.136}.
De tal modo, diante do relato testemunhal, em parte, transcrito acima, há indícios de autoria suficientes para levar o acusado a julgamento pelo
Tribunal do Júri. "Como se sabe, para decisão de pronúncia basta um juízo de probabilidade em relação à autoria delitiva", como decidido pelo
Supremo Tribunal Federal (2a Turma, HC 97252-SP, j.23/06/2009). E assim é porque a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra
a vida, por imperativo constitucional, cabe ao Tribunal do Júri, do qual não se pode excluir a apreciação do mérito da acusação, de modo que a
negativa dos réus e as alegações da defesa serão apreciadas com maior profundidade pelo órgão já mencionado, que decidirá com amplo debate
da causa e com exame detalhado da prova. Provada a materialidade e já apreciada a autoria, passo à análise da qualificadora. Conforme se
observa pela peça vestibular, ao acusado foi imputado o crime de homicídio acrescido da qualificadora prevista no inciso II, do § 2º, do artigo 121
do Código Penal. Há relatos nos autos de que o crime teria sido motivado porque a vítima "bebia e costumava bolinar as mulheres", o que pode
configurar a qualificadora de motivo fútil. Ante o exposto, com fundamento no art. 413 do CPP, julgo procedente a denúncia para PRONUNCIAR
MARCOS ANTONIO DA SILVA, como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, inciso II, do Código Penal, para que seja submetido a julgamento
perante o Tribunal do Júri. O acusado teve a prisão preventiva relaxada no curso da instrução, assistindo-lhe o direito de assim permanecer
enquanto aguarda julgamento, não se verificando presentemente motivos que determine sua custódia cautelar. No entanto, não encontrando nos
autos o termo de compromisso prestado pelo acusado, determino que seja ele intimado também para comparecer neste juízo a fim de prestar
compromisso. A intimação do acusado deve ser realizada por Oficial de Justiça lotado nesta vara. Preclusa a decisão de pronúncia, vista ao
Ministério Público para fins do art. 422 do CPP. Depois, vista à defesa para o mesmo fim. P.R.I. Recife, 29 de fevereiro de 2016. Jorge Luiz dos
Santos Henriques Juiz de Direito
Processo 0036942-34.2010.8.17.0001Autor: MINISTÉRIO PÚBLICORéu: ALCIMAR ANGELO DO NASCIMENTO Vistos, etc. O MINISTÉRIO
PUBLICO ofereceu denúncia contra ALCIMAR ANGELO DO NASCIMENTO, nascido em 10\11\1989, filho de Alcides Monteiro do Nascimento e
de Edna Ângelo da Silva, residente na época do fato na Rua Salutares, nº 155, bairro de Água Fria, nesta cidade, como incurso nas penas do
artigo 121, p. 2º, incisos II e IV, c/c artigo 14, II, do Código Penal, aduzindo o seguinte: "no dia 11 de julho de 2010, por volta das 18:30 horas,
na Rua Salutares, nº 155, bairro de Água Fria, nesta cidade, o denunciado acima qualificado, fazendo uso de uma faca, com animus necandi,
efetuou dois golpes contra a sua irmã Alexandra Ângela da Silva, a qual não veio a óbito por circunstâncias alheias a sua vontade, eis que aquele
fora impedido de prosseguir nas agressões graças às intervenções de suas primas, Elivânia e Ederlane, que lhe tomaram a arma utilizada no
crime, além de prestarem socorro à vítima. Infere-se do caderno policial que, naquela fatídica data, o denunciado estava procurando uma camisa
sua, indagando à sua irmã onde ela se encontrava. Como esta afirmou não saber, iniciou-se uma discussão, onde aquele a acusava de tê-la
roubado. De imediato, o denunciado se retirou do local, armou-se com uma faca de serra e voltou a encontro da irmã. Ao responder novamente
que não sabia onde se encontrava a camisa, foi surpreendida com duas facadas, tendo uma delas atingido o peito da vítima, chegando a perfurar o
pulmão. Nesta ocasião, as primas do denunciado, Elivânia e Ederlane, conseguiram desarmar o denunciado, prestando ainda o imediato socorro
à vítima". Preso em flagrante, o acusado foi posto em liberdade através de decisão de 20\07\2010 (f. 15) A denúncia foi recebida em 24\09\2010
e o acusado, citado (f. 72\73), apresentou resposta à acusação, através da defensoria pública (f.74). A instrução teve início em 19\09\2011, com
o ouvida de uma testemunha do rol da denúncia (f. 80\81). Diligências requeridas pelo Ministério Público para localização da vítima e demais
testemunhas do rol da denúncia (f. 90). Audiência marcada para 11\07\2012 não foi realizada, conforme termo de f. 125. Seguiram-se ainda as
audiências de 29\01\2013 (f. 128\130), em que a vítima foi ouvida e de 18\07\2013 (f.148\149), quando foi inquirida mais uma testemunha do
rol da denúncia. Em que pesem as diligências realizadas, a testemunha restante do rol da denúncia não foi localizada, provocando o adiamento
das audiências marcadas para os dias 28\11\2013,12\05\2914 e 23\10\2014, seguindo-se a desistência da referida testemunha. Ainda foram
adiadas as audiências marcadas para os dias 27\04\2015 e 17\06\2015, pelas razões constantes dos termos de f. 198 e f. 211. Finalmente, o
acusado foi interrogado em 24\09\2015 (f. 215\216). Em alegações finais, requereu o Ministério Público a pronuncia do acusado, nos termos da
denúncia, enquanto a defensoria pública, reportando-se ao princípio constitucional da ampla defesa, preferiu preservar a tese defensiva, para
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somente apresenta-la perante o Tribunal do Júri, em caso de pronúncia do acusado. Relatados, decido. A perícia traumatológica de f. 62 atesta
induvidosamente a materialidade do crime, sendo certo que a vítima sofreu lesões no tórax provocadas por instrumento pérfuro-cortante. Quanto
à autoria, os indícios colhidos durante a instrução recaem na pessoa na pessoa do acusado. Nesse sentido, o relato da vítima (f. 128\129),
segundo a qual, "quando estava conversando com suas primas o acusado chegou de repente e lhe atacou, dando várias facadas, tendo apenas
duas atingido a depoente; que o acusado somente não continuou ali a esfaquear porque foi impedido por suas primas; que quando recebeu o
primeiro golpe estava de costas para o acusado" De igual modo o depoimento de f. 148149, onde consta que "de repente, o acusado entrou em
sua residência, passou pelas suas costas e furou Alexandra; que Alexandra correu e entrou para dentro do banheiro da sua casa, onde ali já se
encontrava a sua filha, tomando banho; que nesse mesmo momento também chegaram em sua casa Elivânia e Ederlane, as quais tomaram a
faca de Alcimar; que Alcimar tentava entrar dentro do banheiro, onde estava a vítima, quando teve a faca tomada". Na verdade, os indícios de
autoria são veementes, na medida em que o acusado, ao ser interrogado, admitiu que, "no dia do fato, o depoente não encontrou uma camisa
e achou que a vítima tinha furtado novamente, reclamou, a vítima esculhambou o depoente 'de tudo o que não presta'; que o depoente pegou
então uma faca de serra e realmente agrediu a vítima pegou uma faca de serra". Disse o acusado que foi agredido moralmente pela vítima e
que não tinha intenção de matá-la. Ocorre que, na atual fase do processo, em que se decide se o acusado deve ou não ser encaminhado para
julgamento perante o Tribunal do Júri, cabe ao juiz essencialmente verificar a existência de indícios suficientes de autoria (além da prova do
crime), tudo mediante análise sucinta. Em outras palavras, não é permitido exame aprofundado da prova dos autos, de modo que as alegações
antes referidas, formuladas pelo acusado, devem ser apreciadas pelo Tribunal do Júri, mediante amplo debate da prova dos autos. E assim deve
ser por imperativo constitucional que estabelece a competência do Tribunal do Júri para julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Por outro
lado, não há como afastar prontamente a qualificadoras, sendo cabível que o Tribunal do Júri diga sobre a alegação de que o motivo teria sido
a discussão sobre o mencionado desaparecimento da camisa do acusado, o que pode ser entendida como fútil, como também sobre a forma
de abordagem, que pode configurar surpresa, de modo a dificultar a defesa da vítima. Ante o exposto, com fundamento no art. 413 do CPP,
julgo procedente a denúncia para pronunciar ALCIMAR ANGELO DO NASCIMENTO, como incurso nas penas do artigo 121, p. 2º, incisos II e
IV, c\c art. 14, II, do Código Penal. O acusado responde ao processo em liberdade (está preso em razão de outro processo), não se verificando
presentemente motivos que determinem a custódia cautelar. Preclusa a decisão de pronuncia, vista ao Ministério Público nos termos do art. 422
do CPP. Depois, vista à defesa para o mesmo fim. Corrija-se a numeração dos autos, a partir da folha 123. Oficie-se ao IML, solicitando-se a
remessa da perícia complementar, como requerido pelo Ministério Público as f.220. PRI. Recife, 03 de fevereiro de 2016. Jorge Luiz dos Santos
Henriques Juiz de Direito.
DECISÃO Processo nº 0019738-98.2015.8.17.0001Autor: Ministério PúblicoRéu: Alexandre Leal da Silva Júnior e Cleiton Elói do Nascimento
O MINISTÉRIO PUBLICO ofereceu denúncia contra ALEXANDRE LEAL DA SILVA JUNIOR, conhecido como "LEAL", pernambucano, solteiro,
policial militar, nascido em 29.12.1986, filho de Alexandre Leal da Silva e de Maria Alencar Melo Leal, residente no bairro do Espinheiro, nesta
cidade e contra CLEITON ELOI DO NASCIMENTO, conhecido "CLEITON SAPUCAIA", pernambucano, em união estável, nascido em 04.02.1984,
filho de Luiz Elói do Nascimento e de Margarida Maria do Nascimento, residente no bairro de Sapucaia de Dentro, Olinda\PE, como incursos
nas penas do artigo 121, p. 2º, incisos I e IV, c\c art. 29, ambos do Código Penal, acusados do assassinato de Sirley Carneiro Gondim, fato
ocorrido no dia 28 de junho de 2014, por volta 12h40mim, na Rua Eudes Costa, em frente ao Frigorífico Porco e Bode, próximo à ladeira
de Pedra, no bairro de Água Fria, nesta cidade. Consta que o denunciado CLEITON ELOI DO NASCIMENTO, após efetuar os disparos de
arma de fogo que atingiram a vítima, "fugiu correndo no sentido da Estrada Velha de Água Fria, pois o denunciado ALEXANDRE LEAL DA
SILVA JUNIOR estava a sua espera em uma caminhonete TOYOTA, modelo Hilux SW4, na cor preta". Diz ainda a denúncia que informações
colhidas a partir de câmaras da SDS, como também de uma residência próxima ao local do fato indicam "os passos dos denunciados antes,
durante e após o cometimento do delito", constando que "a confirmação do trajeto dos denunciados foi possível através de comparações das
imagens captadas pelas câmaras com os extratos reversos da Medida Cautelar dos terminais telefônicos utilizados pelos denunciados, pois
se comunicaram por diversas vezes nas proximidades da casa da vítima, bem como estiveram um dia antes do delito (27\06\14) por volta das
16h57mim, provavelmente para fazer o reconhecimento do local.". Consta também que "com a deflagração da investigação, foi solicitada a
interceptação dos terminais dos envolvidos onde constatou-se que o denunciado ALEXANDRE LEAL comandava uma rede de agiotagem com
a participação de outro denunciado e o elemento conhecido por RAFA NEGÃO". "Com a análise da prova colhida na cautelar", prossegue a
denúncia, "foi possível a interceptação de conversas que comprovam a participação dos denunciados como se constata nas transcrições inseridas
no relatório policial de fls. 606\608". Quanto ao motivo do crime, a denúncia se refere "a uma dívida de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) que a
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vítima havia contraído com o pagamento de juros com o denunciado ALEXANDRE LEAL DA SILVA JUIOR. Além do fato de que o denunciado
ALEXANDRE LEAL em dezembro de 2013 sofreu uma tentativa de homicídio e atribuía o delito a vítima dos presentes autos". O inquérito
foi iniciado através de portaria de 28.07.2014 e finalizado pelo relatório de 28.03.2015 (f. 602\629). No curso do inquérito policial deferiu-se
medida cautelar de interceptação telefônica, como também busca e apreensão (autos em apenso). A denúncia foi recebida em 15.04.2015,
através da decisão de f.633\635, que decretou a prisão preventiva dos acusados, acatando representação da autoridade policial e parecer do
Ministério Público. Ofício da 2ª DHPP remetendo documentos relativos aos mandados de busca e apreensão (f. 650\699). Pessoalmente citado,
(f.709), o acusado CLEITON apresentou resposta à acusação, com rol de testemunhas (f.710\711). O acusado ALEXANDRE compareceu ao
processo, apresentando resposta à acusação, com rol de testemunhas (f. 715\716). Em 18.08.2015, os acusados compareceram à secretaria
desta unidade, quando foram cumpridos os mandados de prisão (certidão de f 722). Pedido de revogação da prisão preventiva, acompanhada
de cópias do inquérito e do processo, formulado pelos acusados, agora através de novo defensor (f. 736\757), que recebeu parecer contrário do
Ministério Público (f. 764\768) e restou indeferido pela decisão de f. 769\770. Audiência marcada para 1º.12.2015 adiada a pedido da defesa do
acusado CLEITON (f. 834\837). Decisão de 21.12.2015 (f.870\871) acatando o parecer do MP (f.865\866) para indeferir novamente outro pedido
de revogação da prisão preventiva formulado pela defesa do acusado ALEXANDRE (f.782\794) Ofício do TJPE referente HC impetrado pela
defesa do acusado ALEXANDRE (f. 877\901). Audiência marcada para o dia 05.01.2016 deixou de ser realizada devido ao não comparecimento
do defensor do acusado CLEITON (f. 905\906. A instrução só teve início propriamente em 08.01.2016, quando foram ouvidos Flávia Maria da
Silva, Sirley Carneiro Gondim Junior e Jamerson Melo dos Santos, todos do rol da denúncia, sendo o último inquirido sem o compromisso legal,
haja vista contradita oferecida pela defesa do acusado ALEXANDRE (f. 933\938). Juntada de laudos de perícias em equipamentos eletrônicos
(f. 950\975). Continuação da audiência em 21.01.2016, com a ouvida de Adariatan Carneiro Gondim Sales, Altomir Leite de Melo e mais uma
testemunha, cuja qualificação está sob a guarda do chefe da Secretaria, nos termos da lei, todos do rol da denúncia, além de uma testemunha
indicada pelo acusado ALEXANDRE, cuja defesa desistiu das demais testemunhas. Já a defesa do acusado CLEITON desistiu da ouvida das
testemunhas que havia arrolado, ressaltando-se que uma delas também constava do rol da denúncia, aquela que foi ouvida sob sigilo. Ainda
na mesma audiência, os acusados foram interrogados (f.978\98 Em alegações finais, requereu o Ministério Público a pronuncia dos acusados,
nos termos da denúncia, enquanto os defensores pugnam pela impronuncia dos acusados Relatados, decido. Em primeiro lugar cabe analisar as
preliminares arguidas pela defesa do acusado Cleiton em sede de alegações finais. Quanto a alegação de nulidade absoluta por cerceamento de
defesa face a ausência de defesa técnica, a mesma não merece prosperar na medida em que não há de se falar em ofensa ao devido processo
legal e a ampla defesa no presente caso. Na ocasião, apesar do requerimento de adiamento apresentado pelo causídico, a existência de outro
defensor constituído nos autos autoriza a realização da audiência, não podendo a mesma deixar de se realizar em razão da ausência injustificada
deste último. Nesse sentido faz necessário mencionar o entendimento jurisprudencial a seguir transcrito: CORREIÇÃO PARCIAL. ADIAMENTO
DE AUDIÊNCIA. AUSÊNCIA DO ADVOGADO. IMPOSSIBILIDADE DE SEU COMPARECIMENTO. INDISPENSABILIDADE DA COMPROVAÇÃO
DO JUSTO MOTIVO ALEGADO. PLURALIDADE DE DEFENSORES. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Verificando-se a pluralidade de defensores
constituídos pelo réu fica evidenciada a ausência de prejuízo na manutenção da data designada para a audiência de instrução e julgamento, não
constituindo qualquer violação ao direito da ampla defesa, porquanto poderá ser defendido pelos outros advogados que constituiu. 2. Correição
não provida. (TJ-RO - COR: 00119165720148220000 RO 0011916-57.2014.822.0000, Relator: Desembargadora Marialva Henriques Daldegan
Bueno, Data de Julgamento: 04/03/2015, 2ª Câmara Criminal, Data de Publicação: Processo publicado no Diário Oficial em 17/03/2015.) Cumpre
ressaltar que o nobre causídico instruiu o pedido de adiamento com cópia de atestado médico onde não constam nem o CID, nem a moléstia do
qual fora acometido, não sendo, portanto, tal documento, hábil no sentido de justificar sua ausência para o ato. Ademais não restou demonstrada
pela parte o efetivo prejuízo à defesa em razão da nomeação do defensor dativo para o ato. Cabe esclarecer que, ao contrário do argumentado
no julgado trazido aos autos pela defesa em sede de alegações finais (fl. 1014), os advogados do acusado Cleiton foram devidamente intimados
para o ato, deixando de comparecer. Por fim, é de se observar que a audiência designada para o dia 01/12/2015 já havia sido adiada a pedido
da defesa do acusado Cleiton conforme se vê na deliberação de fl. 837. No que tange a alegação de nulidade por omissão de formalidade que
constitua elemento essencial a ato, tal afirmação não tem amparo legal. Ao contrário do que alega a defesa, no reconhecimento fotográfico
realizado pela testemunha sigilosa, em sede policial, cujo termo se encontra à fl. 454/455, fica claro que foram apresentadas a esta fotografias de
vários cidadãos, tendo a mesma apontado dentre eles a pessoa com as mesmas características daquela que seria um dos autores do fato.Assim,
não assiste razão a defesa quanto ao requerimento de nulidade do reconhecimento fotográfico vez que a autoridade policial, a exemplo do que
ocorreu no termo de reconhecimento da testemunha Sirley, tomou todas as cautelas cabíveis na realização do ato. Ademais, ao contrário do que
dá a entender a defesa, não se procedeu ao reconhecimento em juízo de quaisquer dos acusados pela testemunha sigilosa. Finalmente, é de se
estranhar que, mesmo considerando tratar-se de causa de nulidade o reconhecimento fotográfico realizado, a defesa não se reportou a isto na
primeira oportunidade que teve nos autos, vindo levantar tal tese somente nesta ocasião. Passo à analise do mérito. Como se sabe, nesta fase
do processo cabe apenas decidir a respeito da admissibilidade da acusação, fazendo-se a verificação da existência dos requisitos que autorizam
a pronuncia e conseqüente a sujeição do acusado a julgamento perante o Tribunal do Júri, ou seja, se estão presentes a prova da existência do
crime, bem como indícios de autoria. É certo que se deve evitar análise mais aprofundado da prova, ressaltando-se, no entanto, que a decisão,
nem por isso, pode prescindir de fundamentação, como impõe a lei, inclusive a Constituição Federal. A perícia de f. 80\81 atesta induvidosamente
a materialidade do crime, sendo certa a morte da vítima por consequência de lesões na cabeça, provocadas por projéteis de arma de fogo. Como
já visto, a acusação é de que o acusado CLEITON efetuou os disparos de arma de fogo que atingiram mortalmente a vítima, no dia, hora e
lugar referidos na denúncia. Ainda conforme a acusação, o crime teve participação do acusado ALEXANDRE, ao conduzir o acusado CLEITON
até as imediações do local do crime, onde ficou aguardando, em seu veículo, no qual o acusado CLEITON reembarcou, após disparar contra
a vítima, ambos fugindo em seguida. Quanto à autoria, interrogados, os acusados negam que tenham envolvimento no crime. No entanto, há
indícios apontando o denunciado CLEITON como sendo o autor dos disparos que atingiram a vítima mortalmente, no dia, hora e lugar referidos na
denúncia, constando que teria sido reconhecido por testemunha presencial. Quanto ao acusado ALEXANDRE, em que pese ter negado também
a prática de agiotagem, há informações nos depoimentos das testemunhas Flávia e que a vítima obteve do mesmo acusado empréstimo de R
$ 4.000,00 (quatro mil reais) mediante juros e não conseguiu pagar, chegando a oferecer um automóvel para quitação do débito, proposta que
não teria sido aceita pelo acusado ALEXANDRE. Ainda de acordo com os depoimentos das testemunhas Flávia e, a vítima recebeu ligações
telefônicas anônimas informando que o acusado ALEXANDRE estaria dizendo que iria matar a vítima. Nesse sentido, consta que a vítima teria
escrito uma carta (documento de f.), relatando que o pai do acusado ALEXANDRE teria oferecido a quantia de R$ 10.000,00 reais para a pessoa
mencionada como sargento Hélio assassinar a vítima. A par disso, é incontroverso que o acusado ALEXANDRE sofreu um atentado a tiros de
arma de fogo, em 26.12.2013, cuja autoria se atribuiu à vítima, inclusive indiciada em inquérito policial instaurado a respeito. Há relatos de outro
atentado, ocorrido em maio de 2014, na BR 101, na altura de Paulista, desta vez contra SIRLEY, o qual teria reconhecido os autores como sendo
os ora acusados ALEXANDRE, CLEITON... Ainda no que se refere ao atentado de que foi vítima em 26.12.2013, o acusado ALEXANDRE, além
apontar SIRLEY como o autor, indica como participantes as pessoas de Rafael Muniz e Jamerson, este, ouvido em audiência, referiu ameaças que
teria sofrido por parte do acusado ALEXANDRE, aduzindo que, em duas oportunidades, viu os acusados ALEXANDRE e CLEITON juntos, ambos
em um veículo HILUX de cor preta. A propósito, é incontroversa a compra de um automóvel HILUX, de cor preta em junho de 2014, pelo acusado
ALEXANDRE e sua genitora, em nome de quem ficou a documentação do veículo, cuja placa ficou sem o lacre, inclusive assim se encontrava na
época do fato, irregularidade que o acusado ALEXANDRE atribuiu a empresa revendedora do veículo e que só teria sido corrigida no dia em que
o acusado ALEXANDRE compareceu na DHPP para ser interrogado a respeito do assassinato de SIRLEY. Nesse particular, pode ser importante
o relato da testemunha Flavia no sentido de que, logo depois do crime, ainda no local do fato, uma pessoa entregou-lhe uma anotação com a
placa de um veículo, informando que se tratava de uma HILUX, de cor preta, veículo que estaria estacionado pouco antes do fato, nas imediações
do local do crime e do qual o atirador teria descido e para o mesmo veículo retornado após efetuar os tiros contra a vítima. Também podem ser
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importantes as filmagens obtidas durante a investigação, através de uma câmera da SDS e de câmeras de uma residência próxima a casa da
vítima, que mostram o deslocamento de um veículo tipo HILUX, de cor preta, transitando nas imediações da casa da vítima e nas imediações
do local do fato, no dia do crime, pouco antes e logo depois da ocorrência. Além disso, em que pese a alegação do acusado ALEXANDRE de
que estava sem aparelho celular desde o atentado que sofreu em 26.12.2013, convém considerar o que foi colhido nos autos da medida cautelar
em apenso, verificando-se dos extratos reversos dos terminais telefônicos atribuídos aos acusados, como também do relatório das Erb's que
no dia anterior ao crime estiveram possivelmente juntos, nas imediações da casa da vítima e que possivelmente estiveram nas imediações da
casa da vítima e ainda nas imediações do local do fato, no dia do crime, pouco antes de sua ocorrência, quando teriam se comunicado várias
vezes. Além da quebra do sigilo telefônico, deferiu-se também interceptação propriamente dita, havendo registro de vários diálogos que podem
ter relevância para o julgamento, inclusive uma conversa que teria ocorrido entre o acusado ALEXANDRE e seu genitor, em que o acusado
ALEXANDRE teria assim se expressado "Cleiton matou o cara tinha uma câmera aqui, aí na outra esquina tinha outra câmera da SDS, um bocado
de ...(inaudível), gente que só o caralho, agonia do caralho...(inaudível) pronto tomei no cu, fui preso mesmo, mas tá limpeza...(inaudível) esse
filho de rapariga morreu". Assim, os informes descritos nos parágrafos anteriores mostram indícios suficientes de autoria em relação ao acusado
CLEITON e de participação em relação ao acusado ALEXANDRE, porque, como já visto, em seu automóvel, teria conduzido o atirador ao local
do fato, esperando o seu retorno e com ele fugindo do local no veículo já mencionado. Convém ressaltar ainda que, entendendo que é caso de
pronuncia, cabe ao juiz apenas indicar os motivos pelos quais assim concluiu, sem que possa realizar exame conclusivo. No entanto, diante de
indícios suficientes, que recaem nas pessoas dos acusados, como já exposto, resta que a apreciação das alegações dos acusados e de seus
defensores vai exigir mais que uma simples descrição dos motivos que convenceram o julgador, na verdade seria necessária análise profunda
e detalhada da prova dos autos, o que só pode ocorrer perante o tribunal do Júri, que é o órgão competente para o julgamento dos crimes
dolosos contra a vida como presente na Constituição. Não se ignora que os acusados, por si e por seus defensores protestam inocência. No
entanto, já decidido pela presença de indícios, que recaem nas pessoas dos acusados, não há como acatar o pedido de impronúncia formulado
pelos defensores.Por outro lado, não obstante os argumentos da defesa, não há como afastar prontamente as qualificadoras, sendo cabível que
o Tribunal do Júri diga sobre a alegação de que o crime estaria relacionado com a dívida contraída pela vítima como também teria decorrido
da tentativa de homicídio sofrida pelo acusado atribuída à vítima e que pode configurar motivo torpe. Diga-se o mesmo quanto a alegação de
surpresa considerando a forma como a vítima foi abordada. Ante o exposto, com fundamento no art. 413 do CPP, julgo procedente a denuncia
para PRONUNCIAR Alexandre Leal da Silva Júnior como incurso art. 121, §2°, incisos I e IV, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, e Cleiton
Eloi do Nascimento como incurso na sanção do art. 121, §2°, incisos I e IV, do Código Penal para que sejam submetido à julgamento perante o
Tribunal do Júri. Os acusados se encontram presos por este processo e assim devem permanecer, na medida em que permanecem presentes os
fundamentos autorizadores de suas prisões, em especial, ante notícia nos autos de que os mesmos estariam envolvidos com práticas de extorsão
e agiotagem. Soma-se a isto o fato de que há ainda registro de intimação a testemunhas, razão pela qual se mostram inadequadas ao caso a
aplicação das medidas cautelares previstas na Lei n° 12.403/2011. Ademais o fato de os acusados serem pessoas trabalhadoras e possuírem
residência fixa não o condão de, por si só, desconstituir o decreto prisional que continua válido em todos os seus termos. Cumpre ressaltar que o
acusado Cleiton responde ao processo n° 0005173-43.2013.8.17.0990, na 1ª Vara Criminal da comarca de Olinda, por acusação de porte ilegal
de arma. Preclusa a decisão de pronuncia, vista às partes para se pronunciarem nos termos do art. 422 do CPP. Defiro o requerido na petição
de fl. 1022. Intime-se. A secretaria deve certificar com relação a extração de cópia de todas as mídias, como também do pen drive de fl. como já
determinado. PRI. Recife, 31 de março de 2016 Jorge Luiz dos Santos Henriques Juiz de Direito.
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esta é indiscutível, formalizada a certeza física das lesões sofridas pela vítima mediante laudo de Perícia Tanatoscópica de fl. 81-84 e exame
em local de homicídio de fls. 85-92, não questionados por qualquer das partes. No que concerne à AUTORIA, para que haja a pronúncia, se
não for provada basta que seja provável, aplicando-se o princípio in dubio pro societate. Não se faz indispensável à certeza da criminalidade do
acusado, mas mera suspeita jurídica decorrente de indícios de autoria. O acusado quando ouvido no inquérito, às fls. 21, aduziu: "(...) Na sexta-
feira, dia, 03/08/2012, por volta das 13h00min, o autuado encontrou-se com a vítima no açude de Apipucos e convidou o autuado para cheirar
cola, foi quando o autuado atraiu a vítima para um matagal ali próximo, e deu um soco na vítima, que após cair, foi atingida por tijolos lançados
pelo autuado; QUE o autuado saiu daquele lugar, deixando a vítima agonizando; QUE antes de sair, o autuado chegou a colocar folhas em cima
do corpo para cobrir (...)". Na mesma linha, importa transcrever trechos dos depoimentos das testemunhas ouvidas em juízo: "(...) QUE quem
matou o seu neto foi o acusado; QUE quem viu o acusado matando seu neto foi um menor conhecido por "Pai Vei", tendo este espalhado o fato
para toda a turma da rua do canal (...) {fl. 128} (...) QUE as pessoas ouviram o acusado sair pela rua dizendo: "matei um pivete agorinha, no
matagal próximo ao açude"" {fls. 128-129}; "(...) QUE o acusado, quando abordado pelos policiais, inclusive pelo depoente, ao ser perguntado
onde se encontrava o corpo, levou todos até o local; QUE o acusado informou que matou a vítima pelas motivações descritas na denúncia. (...)" {fl.
130}; "(...) QUE o acusado indicou o local onde o corpo se encontrava; QUE indo ao local verifica-se que ali é usado para consumo de drogas;
QUE o corpo se encontrava entre a vegetação que havia no local, coberto com folhas. (...)" {fl. 131}; "(...) QUE soube que foi o próprio acusado
que espalhou na comunidade que foi ele o acusado quem teria matado a vítima" {fl. 185}; Desse modo, presentes os indícios de autoria, em um
juízo de probabilidade, a autorizar a pronúncia em relação ao réu. As qualificadoras MOTIVO TORPE (há relatos nos autos sobre a existência
de uma vingança por um "um rolo" com uma bicicleta) e RECURSO QUE IMPOSSIBILITOU A DEFESA DA VÍTIMA (no caso, a surpresa da
ação, eis que a vítima foi atingida em via pública, enquanto se dirigia ao local em que guardava seu material de trabalho, e não teria tido chance
de esboçar nenhuma reação), nominadas em sede de alegações finais, retificando a denúncia, não foram elididas pela prova carreada para os
autos, devendo ser apreciadas pelo Tribunal do Júri, preservando-se a sua competência. Além do mais, é torrencial a Jurisprudência no sentido
de que a qualificadora só deve ser afastada da pronúncia se não tiver qualquer fundamento ou apoio na prova coligida, o que não é a hipótese
dos autos. Sobre a forma de execução do crime, vê-se que há presença de uma qualificadora, prevista no inc. III, § 2º do art. 121 do CP, ou seja,
com emprego de meio cruel. A execução do homicídio é descrita na peça exordial da seguinte forma: "... Chegando ao local do crime, desferiu-
lhe um soco na cabeça fazendo com que a vítima desmaiasse, lançando, em seguida, tijolos na cabeça de FELIPE BARBOSA DE SOUZA e,
mesmo visualizando que este estava agonizando, o cobriu com folhas e galhos, retirando-se do matagal em seguida". Desse modo, vê-se que
na denúncia é mencionado que o acusado atingiu a vítima, com tijolos, mesmo estando esta já desmaiada, e, após, vendo que ela agonizava,
cobriu-a com folhas e galhos, deixando o local do crime. Ficaram patentes, ainda, os indícios da existência de tal qualificadora no curso da
instrução, como se vê no depoimento colhido da testemunha a qual diz: "QUE o acusado informou que matou a vítima pelas motivações descritas
na denúncia". Afirma ainda outro depoente que esteve no local do fato: QUE o corpo se encontrava entre a vegetação que havia no local, coberto
com folhas. (...)". Estando, pois, o fato descrito na denúncia, a qualificadora pode ser acolhida, de plano, sem necessidade de aditamento ou
nova manifestação da defesa, conforme dispõe o art. 383 do CPP. Ex Positis, a teor do art. 413 e seus parágrafos, do Código de Processo Penal,
PRONUNCIO Fábio Alves de Lima Junior, já qualificado, nas disposições do art. 121, § 2º, incs. I, III e IV c/c art. 211 ambos do Código Penal, a
fim de que seja ele oportunamente julgado pelo Júri Popular desta Comarca. Por fim, por considerar necessário e adequado, sustento o decreto
prisional em desfavor do ora pronunciado, por julgar ainda presentes os motivos que lhe deram ensejo. Intimação pessoal da presente decisão
ao réu, à Defensoria Pública e ao representante do Ministério Público. Providencie a Secretaria a adequada numeração das folhas do processo,
vez que a denúncia se inicia pela fl. 13 e certifique. Preclusa esta decisão, vista ao Ministério Público e à Defesa para pronunciamento nos termos
do art. 422 do CPP. Recife (PE), 29 de fevereiro de 2016. José Anchieta Felix da SilvaJuiz de Direito
DECISÃO DE PRONÚNCIA Processo nº. 0047784-34.2014.8.17.0001Autor: Ministério PúblicoAcusados: Gutemberg Caetano dos Santos e
Felipe Marcelo da Silva Vítima: Daivson Silva Teixeira Vistos, etc. O MINISTÉRIO PÚBLICO ofereceu DENUNCIA contra GUTEMBERG CAETANO
DOS SANTOS, vulgo "Careca", brasileiro, natural de Recife/PE, RG nº. 7.257.424 SDS/PE, filho Cristina Maria da Conceição e João Caetano dos
Santos; e FELIPE MARCELO DA SILVA, brasileiro, natural de Recife/PE, nascido em 04.06.1991, filho de Valeria Maria Pires da Silva, residente
na época dos fatos na Rua Dorandia, nº. 687, bairro de Dois Unidos, como incursos nas sanções do art. 121, § 2º, incisos I e IV do Código
Penal e art. 244-B da Lei nº. 8069/1990. Consta na denúncia que "No dia 29.01.2014, por volta das 21:00 horas, na Vila Esperança, Alto da
Esperança, próximo à Caixa D'Água, bairro de Dois Unidos, nesta cidade, os denunciados, juntamente com um menor de idade, por motivo torpe,
mataram a vítima Daivson Silva Teixeira, tendo tornado impossível a defesa desta". Ainda, de acordo com a inicial "(...) o assassinato, no qual
foi vitimado Daivson Silva Teixeira, ocorreu em virtude de uma disputa pelo comando do tráfico de drogas da área de Dois Unidos". Além disso,
de acordo com a exordial "(...) o denunciado Felipe Marcelo da Silva acionou comparsas seus, que estavam em liberdade, para matar indivíduos
que estavam sob o comando do traficante rival com que se desentendera". O inquérito policial foi iniciado por portaria em 29.01.2014 (fl. 10) e
concluído em 19.05.2014, com relatório de fls. 97/101 (com representação pela prisão preventiva). A denúncia foi oferecida em 16.06.2014 (fls.
03/06) e recebida em 05.08.2014 (fl. 107), sendo acolhida a representação pela prisão preventiva. O mandado de prisão expedido em desfavor do
primeiro denunciado foi cumprido em 01.09.2014 (fl. 115); enquanto, o expedido em desfavor do segundo denunciado foi cumprido de imediato,
uma vez que já se encontrava preso por outro processo. Citados pessoalmente em 26.08.2014 (fl. 124) e 27.10.2014 (126). Resposta escrita à
acusação apresentada pela Defensoria Pública, fls. 119/120. Rol de testemunhas às fls. 127/130. Nos dias 23.09.2015 (fls. 155/166), 06.11.2015
(fls. 213/214) e 18.12.2015 (fls. 229/230), foram ouvidas as testemunhas do rol da inicial e interrogados os acusados. As oitivas das testemunhas
do rol da defesa foram substituídas por declaração de conduta (fls. 226/228). As alegações finais foram arguidas oralmente em audiência do dia
18.12.2015, tendo o Ministério Público pugnado pela impronúncia de Gutemberg Caetano dos Santos e Felipe Marcelo da Silva. A defesa de
Gutemberg e a defesa de Felipe requereram, também, a impronúncia dos acusados. Boletim de ocorrência às fls. 11/13; Perícia Tanatoscópica e
ilustrações fotográficas às fls. 64/67; Boletins Individuais às fls. 92/95. É o relatório. DECIDO. A materialidade dos crimes descritos na denúncia
encontra-se comprovada, conforme se pode observar pelo laudo tanatoscópico juntado aos autos e depoimentos colhidos durante a instrução,
que informa como causa morte "choque decorrente de ferimento penetrante do abdômen, produzido por instrumento pérfuro-contundente". Como
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já dito, o Ministério Público e a Defesa pugnaram pela impronúncia dos acusados, por entenderem não demonstrados indícios de autoria, ou
participação, conclusão da qual divergimos respeitosamente. Bem se sabe que a pronúncia, ou seja, o encaminhamento do caso para julgamento
perante o Tribunal do Júri, prescinde de prova cabal de autoria ou participação. Na verdade, nem são necessários indícios veementes, sendo
bastante a presença de indicativos suficientes, conforme expressa previsão legal. Apesar da negativa de autoria por parte dos acusados, verifica-
se que alguns depoimentos colhidos durante a instrução contém informes no sentido de que "Careca", acompanhado do menor Guilherme e
Daniel, teria efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, bem como, que tal o crime teria sido praticado a mando de Felipe, de modo que a
pronúncia se impõe. Neste sentido, importa transcrever trecho do depoimento: "(...) Que estava no local da ocorrência, quando viu os elementos
chegarem, daí saiu correndo: QUE, é conhecido pelo apelido de Cuquinha, QUE, ficou com medo daí saiu correndo; QUE havia acabo de fazer
uso de maconha, no local estava com Noco e Pade ou Alison.; Que era por volta das 20:00horas quando percebeu a chegado de uma Shynerai
com duas pessoas em cima e uma pessoa a pé, todas se aproximando. QUE, reconheceu as pessoas de Daniel e Careca, que não reconheceu
os demais, podendo afirmar que todos eram do alto do Maracanã e Alto do Curió em Dois Unidos. QUE, Noco não percebeu a cegada das
referidas pessoas. QUE, sabe informar Daniel e Careca são traficantes de drogas do alto do maracanã. QUE, confirma seu depoimento prestado
ás fls. 55-56 lido neste ato pelo Ministério Público. QUE, ele depoente chegou a ver Guilherme menor de idade no local da ocorrência. QUE, o
Guilherme arrolado como testemunha não é o mesmo que se encontrava no local da ocorrência. QUE, o menor Guilherme estava na companhia
de Daniel e Careca (...)" {fl. 159}. "(...) Que não presenciou o fato narrado na denúncia. QUE, ele depoente estava em uma quadra de futebol
quando ouviu comentário de que Daniel havia ido no alto do rosário e tinha matado a pessoa conhecida pelo apelido de "Noco". QUE, confirma o
trecho do seu depoimento na polícia no qual afirma ter tomado conhecimento que Noco foi assassinado pelas pessoas conhecidas como Careca
e Didí no dia seguinte a ocorrência do duplo homicídio no alto do Maracanã. QUE, ele depoente ouviu comentário de que a morte de Noco foi
uma retaliação aquela ocorrência no alto do maracanã e que foi ordenada por uma pessoa conhecida por "Negão". QUE, não conhece Negão.
QUE, a morte de Noco também esta relacionada ao comando do trafico de drogas naquela comunidade. QUE, o Noco atuava no trafico para a
pessoa de Kleyton Mistério. QUE, segundo informações o Mistério matou pessoas no alto do Maracanã e por vingança o Negão ordenou que
uma pessoa da comunidade do alto rosário fosse vitimada da mesma forma. QUE, nãos abe informar o nome de Didi. QUE, não sabe informar
a respeito de Felipe e não conhece tal pessoa. QUE, não sabe informar se Felipe é a pessoa conhecida por Didi. QUE, ele depoente esclarece
que na delegacia reconheceu o Negão como sendo a pessoa de Felipe e vice versa o qual estava preso. QUE, não sabe dizer se o Dayvson teve
envolvimento na ocorrência do alto do maracanã. QUE, Dayvson era traficante (...)" {fl. 161} "(...) QUE, ouviu por comentários que os detentos
dentro do presídio teriam se desentendido e iniciado uma guerra por comando no trafico de drogas na comunidade. QUE, o desentendimento
iniciou-se pelos detentos conhecidos por Buiú e Felipe. QUE, os comparsas de Buiu que estão soltos foram assassinar os comparsas de Felipe.
QUE, o depoente mora em Dois Unidos. QUE, nãos abe informar quem são os rivais de Felipe, não podendo afirmar se são Kleytinho Gago
Felipe ou Dayvson. QUE, ele depoente ouviu comentários que a morte da pessoa conhecida por Dayvson foi em retaliação ao fato ocorrido no
alto do maracanã que vitimou as pessoas de Marcos e Guilherme e tentou contra a vida de Charles (...)" {fl. 164}. De tal modo, diante dos relatos
testemunhais, em parte, transcritos acima, há indícios de autoria suficientes para levar os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri. "Como se
sabe, para decisão de pronúncia basta um juízo de probabilidade em relação à autoria delitiva", como decidido pelo Supremo Tribunal Federal
(2a Turma, HC 97252-SP, j.23/06/2009). E assim é porque a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida, por imperativo
constitucional, cabe ao Tribunal do Júri, do qual não se pode excluir a apreciação do mérito da acusação, de modo que a negativa dos réus e
as alegações da defesa serão apreciadas com maior profundidade pelo órgão já mencionado, que decidirá com amplo debate da causa e com
exame detalhado da prova. Provada a materialidade e já apreciada a autoria, passo à análise das qualificadoras. Conforme se observa pela
peça vestibular, aos acusados foi imputado o crime de homicídio acrescido das qualificadoras previstas nos incisos I e IV, do § 2º, do artigo
121 do Código Penal. Há relatos nos autos de que o crime teria sido motivado por vingança, supostamente em retaliação a um duplo homicídio
e uma tentativa de homicídio ocorridos no dia anterior, crimes estes que teriam ligação com a disputa pelo comando do tráfico de drogas na
localidade, o que pode configurar a qualificadora de motivo torpe. Também há registros nos autos de que a vítima, quando atingida pelos disparos
de arma de fogo, teria sido pega de surpresa, não tendo possibilidade de defesa, o que pode configurar a qualificadora do inciso IV. Ante o
exposto, com fundamento no art. 413 do CPP, julgo procedente a denúncia para PRONUNCIAR GUTEMBERG CAETANO DOS SANTOS como
incurso nas sanções do art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal e art. 244-B da Lei nº. 8.069/1990 e FELIPE MARCELO DA SILVA, como
incurso nas sanções do art. 121, § 2º, incisos I e IV, c/c o art. 29, ambos do Código Penal e art. 244-B da Lei nº. 8.069/1990, para que sejam
submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri. O denunciado Gutemberg, além deste processo, responde a outro processo criminal por
tráfico de entorpecentes; o denunciado Felipe, por sua vez, tem condenação por tráfico de entorpecentes e tentativa de homicídio, e responde
a mais dois processos por crimes contra a vida. Logo, ainda se faz necessária suas prisões cautelares para garantia da ordem pública, em face
dos indicativos de reiteração delitiva, pelo que as mantenho. Preclusa a decisão de pronúncia, vista ao Ministério Público para fins do art. 422 do
CPP. Depois, vista à defesa para o mesmo fim. P.R.I. Recife, 01 de março de 2016. Jorge Luiz dos Santos Henriques Juiz de Direito
DECISÃO Processo nº 0152456-69.2009.8.17.0001Autor: Ministério PúblicoRéu: Júnior Wanderley Pereira da Silva Vistos, etc. O MINISTÉRIO
PUBLICO ofereceu denúncia contra JUNIOR WANDERLEY PEREIRA DA SILVA, conhecido como "Junior da Vila Arrais", pernambucano, nascido
em 27\01\1989, filho de Wanderley Pereira da Silva e de Waldenice Estephania da Conceição, residente na época do fato na Rua Santa Lucia,
nº 23, Bairro da Várzea, como incurso nas penas dos artigos 121, p. 2º, incisos II e IV, do Código Penal, homicídio qualificado de que foi vítima
RENATO FÉLIX DE OLIVEIRA, aduzindo o seguinte: "No dia 16 de fevereiro de 2008, por volta das 23:00 horas", na Avenida Caxangá, nesta
cidade, a vítima estava se divertindo num bloco carnavalesco, ao som de trio elétrico, em plena via pública, na companhia de amigos, "quando
o denunciado se aproximou sorrateiramente pelas suas costas, sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo contra a cabeça da vítima, a qual
ainda chegou a ser socorrida, mas veio a óbito momentos depois devido a gravidade do ferimento. Os relatos contidos nos autos dão conta de
que o homicídio foi motivado por 'briga de galera', vez que o denunciado era integrante da 'Galera da Vila Arrais', enquanto a vítima integrava
a 'Galera do Ninho das Cobras', e por conta das divergências entre as 'galeras', denunciado e vítima já tinham tido alguns desentendimentos,
inclusive, o denunciado tinha ameaçado a vítima de morte. Mas que, na noite do fato, a vítima tinha se encontrado com o denunciado mais
cedo e, num gesto de trégua, levantou a camisa para mostrar que não estava armada e disse 'Hoje eu estou em paz' e ficou brincando no trio
elétrico com seus amigos, entretanto, o denunciado não aceiot5u a trégua, e se aproveitando do fato da vítima não estar armada, se aproximou
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sorrateiramente e efetuou um tiro contra sua cabeça, fugindo do local em seguida. Momentos depois de praticar o crime, por vonlta das 00h 10min,
da madrugada do dia 17\02\2008, o denunciado foi preso por uma guarnição da polícia militar por estar portando arma de fogo, por certo a mesma
arma utilizada para praticar o homicídio, mas, conforme se observa nos autos, o denunciado, à época, respondeu ação penal apenas por porte
ilegal de arma de fogo, delito pelo qual foi condenado e cumpriu pena, já estando em liberdade, uma vez que o presente inquérito encontrava-se
parado na delegacia de polícia". A denúncia foi recebida em 18\12\2009, através da decisão de f. 48. Em seguida, o Ministério Público ofereceu
aditamento à denúncia (f. 130), para que JUNIOR WANDERLEY PEREIRA DA SILVA responda também por crime previsto no artigo 129, p. 1º,
III, do CP, alegando que, no dia, hora e lugar já referidos na denúncia, o denunciado, quando atirou contra a vítima Renato Félix de Oliveira,
acabou provocando ferimentos na pessoa de Marconi Ferreira da Silva, no olho esquerdo e no ouvido direito, constando que perdeu parte da
visão do olho atingido. O aditamento foi igualmente recebido (f. 132) e o acusado foi citado (f. 134 e v). Decisão de 15\04\2010, decretando a
prisão preventiva do acusado (f. 154). Petições do advogado constituído pelo acusado, juntando documentos e apresentando defesa, com rol
de testemunhas (f.160\167 e f. 179\182). Parecer contrário do Ministério Público em relação ao pedido de revogação da prisão preventiva (f.
185), de resto indeferido pela decisão de 14\05\2010 (f. 186). A instrução teve início em 01\09\2010, com a ouvida de duas testemunhas do rol
da denuncia (f.216\219). Continuação da audiência em 21\03\2011, quando foram ouvidas mais duas testemunhas indicadas pela Promotoria.
Mais uma audiência em 13\09\2011, quando foi ouvida uma testemunha do rol da defesa, que desistiu da inquirição das demais testemunhas
(f. 260\261). Ocorre que faltava ainda uma testemunha do rol da denúncia, a respeito da qual iniciaram-se diversas diligências na tentativa de
encontra-la (f. 276, f.288\299), ensejando o adiamento da audiência marcada para 16\03\2012. Pedido de relaxamento de prisão (f.322\324),
com parecer contrário do Ministério Público (f.328), que, no entanto, restou deferido pela decisão de 06\07\2012 (f. 333\334). Juntada de perícia
balística remetida pelo Instituto de Criminalística (f. 338\345). Mais uma audiência não realizada, em 18\10\2012, ainda devido a não intimação da
testemunha restante do rol da denúncia, da qual o Ministério Público acabou desistindo, depois de infrutíferas novas diligências para localizá-la.
Audiência para interrogatório do acusado marcada para o dia 13\06\2014 não foi realizada devido ao não comparecimento do defensor do acusado
(f. 403), sendo o ato adiado para 07\10\2014, quando o acusado deixou de ser interrogado, pois preferiu exercer o direito ao silêncio (f.415).
Requerimento do Ministério Público requerendo a remessa do laudo traumatológico da vítima Marconi, o que foi deferido (f. 115 e 116). Ofício do
IML, de 26\11\2014, encaminhando a este juízo o laudo acima referido (f. 420), onde consta que não foram encontradas "lesões macroscópicas
digna de apreciação" e cuja conclusão, relativamente ao comprometimento da visão, devido a possível queimadura que teria sido provocada
pela arma disparada, como referido pela vítima, dependia de parecer oftalmológico, até então não apresentado pela vítima, como solicitado. Em
alegações finais do Ministério Público requereu a pronuncia do acusado, no que se refere à vítima fatal, nos termos da denúncia (f. 422\425),
além de diligências relativamente à materialidade do crime de lesão corporal, enquanto a defesa pugnou pelo afastamento das qualificadoras
(f. 432\434). Relatados, decido. A materialidade do crime é induvidosa com relação à vítima Renato Félix de Oliveira, cuja morte decorreu de
"hemorragia intracraniana provocada por instrumento perfuro como se observa da perícia tanatoscópica de f. 92, a par da ilustração fotográfica
de f. 93. No entanto, não há comprovação da materialidade referente ao crime de que teria sido vítima a pessoa de Marconi, em cujo corpo
lesões não foram constatadas, como se vê do laudo de f. A propósito, restou prejudicada a realização de exame complementar para verificação
de eventual prejuízo na saúde da visão do olho esquerdo, pois Marconi não foi mais encontrado, ignorando-se o seu novo endereço.Ainda quanto
ao crime de homicídio, no que se refere à autoria, os depoimentos colhidos durante a instrução apontam o denunciado como sendo a pessoa
que efetuou o disparo de arma de fogo que atingiu mortalmente a vítima Renato na cabeça, no dia, hora e lugar referidos na denúncia. Nesse
sentido o depoimento de f. 216\217, em que a testemunha declarou: "que estava em sua casa, quando por volta das 23:00 horas, chegaram dois
rapazes, Werico e outro rapaz, ambos amigos da vítima, avisando que a vítima havia sido baleada; que foi dito à depoente pelos mesmos que
'tinha matado Renato agorinha'; que Werico e o outro amigo da vítima disseram que tinha sido Júnior da Vila Arrais quem tinha atirado na vítima;
que lhe disseram ainda que o acusado atirou de 'rosto limpo', ou seja, não estava de rosto encoberto" De igual modo o depoimento de f. 218\219,
onde consta "que um amigo da vítima de nome Werico estava próximo a vítima quando ocorreu o crime; que Werico disse ao depoente que viu o
acusado com uma arma na mão vindo em direção da vítima e efetuar o disparo". Assim, certa a existência do crime e ante os indícios de autoria
acima destacados, aqui havidos como suficientes, a pronúncia se impõe Convém lembrar que, nesta oportunidade (quando se decide se o réu
deve ou não ser encaminhado para julgamento pelo júri popular), cabe essencialmente verificar a presença dos requisitos antes referidos (prova
da existência do crime e indícios suficientes de autoria), mas em análise sucinta, não sendo permitido ao juiz examinar com maior profundidade
a prova dos autos. E assim é porque a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida, por imperativo constitucional, cabe ao
Tribunal do Júri, do qual não se pode excluir a apreciação do mérito da acusação, de modo que as alegações do réu e de sua defesa serão
apreciadas e decididas pelo órgão já mencionado, com amplo debate da causa e com exame detalhado da prova. Por outro lado, não há como
afastar prontamente as qualificadoras argüidas na denúncia. No caso, à vista dos depoimentos colhidos em audiência, é plausível que o Tribunal
do Júri diga sobre a alegação de que o crime estaria relacionado com possível rivalidade entre galeras, como ainda desentendimentos entre
parentes do acusado e da vítima, o que pode configurar motivo fútil. Além disso, ainda em princípio, é cabível que o Tribunal do Júri conheça
da alegação de que a vítima foi abordada de modo a impossibilitar a sua defesa. Ante o exposto, com fundamento no art. 413 do CPP, julgo
procedente a denúncia para pronunciar JUNIOR WANDERLEY PEREIRA DA SILVA, como incurso nas penas do artigo 121, p. 2º, incisos II e IV
do Código Penal, para que seja submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri. Quanto ao crime de lesão corporal, o mesmo acusado resta
impronunciado, julgando-se nesse particular improcedente o aditamento de f. 130. O acusado teve sua prisão preventiva revogada nada data
de 06/07/2012, em razão de excesso de prazo, como se vê na decisão de fls. 333/334, oportunidade em que lhe foi aplicada medida cautelar
de comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades. Uma vez em liberdade, o pronunciado prestou compromisso à
fl. 361. Ocorre que, conforme se extrai dos autos, a última vez em que este veio a juízo cumprir a medida foi na data de 10/01/2013 (certidão
de fl. 380). Em pesquisa realizada no Portal SDS verifico que o acusado foi preso em 20/02/2013, por força de mandado de prisão preventiva
expedido pelo juízo da 01ª Vara Criminal de Jaboatão, havendo assim indicativos de reiteração de prática delitiva pelo mesmo. Cabe ressaltar
que o acusado responde a outros processos criminais, inclusive existindo contra si condenação penal, e ainda que o mesmo empreendeu fuga
do sistema carcerário na data de 23/01/2016, sendo recapturado no mesmo dia, o que demonstraria a ineficácia da substituição da prisão por
quaisquer das medidas cautelares ante a aparente ineficácia destas. Assim, ante o exposto, decreto a prisão preventiva de Junior Wanderley
Pereira da Silva, com fundamento nos arts. 311 e 312 do CPP, para garantia da ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Expeça-se
mandado de prisão. Preclusa a decisão de pronuncia, vista ao Ministério Público nos termos do art. 422 do CPP. Depois, vista à defesa para o
mesmo fim PRI. Recife, 04 de março de 2016. Jorge Luiz dos Santos Henriques Juiz de Direito.
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Data: 14/04/2016
Data de envio à publicação: 14/04/2016
PAUTA COMPLEMENTAR DE INTIMAÇÃO PARA A SESSÕES DE JULGAMENTO REFERENTE AO ANO DE 2016 (MAIO E JULHO), Nº
00011/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para a AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO
designada no processo abaixo relacionado:
Data: 18/05/2016
Data: 13/07/2016
OBS: PAUTA PUBLICADA, DE ORDEM DO MM. JUIZ DE DIREITO, PARA ADEQUAÇÃO AOS DITAMES DO ART. 429 DO CPP,
SUBSTITUINDO A SESSÃO DE JULGAMENTO DO PROCESSO 11710-83.2011.8.17.0001 (RÉU SOLTO), ANTERIORMENTE DESIGNADA
PARA O DIA 18/05/2016, PELO PROCESSO 27754-17.2010.8.17.0001 (RÉU PRESO) E INCLUSÃO DO PROCESSO 98589-25.2013.8.17.0001
PARA O DIA 13/07/2016.
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PROCESSO N º 17311-31.2015.8.17.0001
ACUSADO S: RANNIERI AQUINO DE FREITAS E MARGEL GEOVANE RAMALHO CALADO
ADVOGAD OS: BORIS MARQUES DA TRINDADE, OAB/PE 2032; CARLOS ALBERTO BEZERRA DE QUEIROZ FILHO, OAB/PE 26727;
ALBERTO TRINDADE, OAB/PE 24422; JOÃO AUGUSTO ROSA CARACIOLO, OAB/PE 36082; ALEXANDRE DE ALMEIDA E SILVA, OAB/
PE 17915
VÍTIMA: JOSÉ ARNALDO DIDIER LEITE
O Dr. Abérides Nicéas de Albuquerque Filho , Juiz de Direito Substituto, em virtude da Lei, etc... FAZ SABER , nos termos do art. 370, § 1º, do
CPP, que fica(m) o(s) advogado(s) acima(s) devidamente intimado(s) do DESPACHO/SENTENÇA de fls. 458 do Incidente de Insanidade Mental,
apenso aos autos do processo supra. DESPACHO/SENTENÇA : “Vistos Etc. A defesa requereu a instauração de Incidente de Insanidade Mental
do acusado RANNIERI AQUINO DE FREITAS (fls. 410/410v). O pedido foi deferido, tendo sido o incidente instaurado sobrevindo o Laudo de
fls. 18/20, foi apenso aos autos principais, nos termos do art. 153 do Código de Processo Penal. Em homenagem ao princípio do contraditório
e da ampla defesa, foi aberta vista às partes para se pronunciarem acerca do referido laudo, ocasião em tomaram ciência, sem manifestação.
Quanto ao pedido de nulidade da perícia por carência de intimação da defesa do acusado RANNIERI AQUINO DE FREITAS, sem delongas,
compulsado os autos, verifico que a defesa foi devidamente intimada conforme edital de fls.427, publicado no DJE nº 185/15, pelo que INDEFIRO
O PLEITO DEFENSIVO. Relatei. Passo a decidir. ISTO POSTO, não havendo nada que desqualifique a conclusão a que chegaram os peritos,
de que em relação ao acusado (...) “há indicação de IMPUTABILIDADE”, HOMOLOGO, por Sentença, para que produza seus legais e jurídicos
efeitos, o Laudo conclusivo constante do Incidente de Insanidade Menta., às fls. 19/20, relativo ao acusado Ranniere Aquindo de Freiras. No
mais, inclua-se o feito em pauta. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Recife, 13 de abril de 2016. Abérides Nicéas de Albuquerque Filho, Juiz de
Direito Substituto”. Recife, 13 de abril de 2016. Eu, ___________, Nadia Maria da Silva, Chefe de Secretaria em exercício, fiz digitar e subscrevi.
PROCESSO N º 0041095-08.2013.8.17.0001
PRONUNCIADO : WANDERLEI MELO DE SOUZA
ADVOGAD OS: CARLOS ALBERTO ROMA, OAB/PE 5319, CANDIDA ROSA DE ACIOLI ROMA, OAB/PE 6831, MARINA DE ACIOLI ROMA,
OAB/PE 18238, ROBERTO DE ACIOILI ROMA, OAB/PE 22849, RAQUEL BARRETO LINS GABRIEL, OAB/PE 30491, JOSE WALTER DE
SOUZA, OAB/PE 26295, BERNARDO MACHADO, OAB/PE 27257, ROBERTO DUTRA DE AMORIM JUNIOR, OAB/PE 29612, JULIETA LUZIA
BLOISE DE ARAUJO E SILVA, OAB/PE 29958, SERGIO RICARDO ARAUJO, OAB/PE 19209, ANDERSON GUERRA LOPES, OAB/PE 30692,
MARCELA PEREIRA DE MELO ANDRADE, OAB/PE 28131.
VÍTIMA S : FABIO PEREIRA DE OLIVEIRA, CARLOS ALBERTO NASCIMENTO SANTOS, LEANDRO SEVERINO DA SILVA E MAXICILENE
ALVES DA SILVA
O Dr. Pedro Odilon de Alencar Luz , Juiz de Direito da Terceira Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital, em virtude da Lei, etc...
FAZ SABER , nos termos do art. 370, § 1º, do CPP, que ficam os advogados CARLOS ALBERTO ROMA, OAB/PE 5319, CANDIDA ROSA
DE ACIOLI ROMA, OAB/PE 6831, MARINA DE ACIOLI ROMA, OAB/PE 18238, ROBERTO DE ACIOILI ROMA, OAB/PE 22849, RAQUEL
BARRETO LINS GABRIEL, OAB/PE 30491, JOSE WALTER DE SOUZA, OAB/PE 26295, BERNARDO MACHADO DE OLIVEIRA, OAB/PE
27257, ROBERTO DUTRA DE AMORIM JUNIOR, OAB/PE 29612, JULIETA LUZIA BLOISE DE ARAUJO E SILVA, OAB/PE 29958, SERGIO
RICARDO ARAUJO, OAB/PE 19209, ANDERSON GUERRA LOPES, OAB/PE 30692, e MARCELA PEREIRA DE MELO ANDRADE, OAB/
PE 28131, devidamente intimados da SENTENÇA DE PRONÚNCIA de fls. 203/204-verso dos autos supra. “ Diante do exposto e por tudo o
mais que dos autos consta, com fundamento no art. 413, do CPP, PRONUNCIO WANDERLEI MELO DE SOUSA , filho de Vicente Paula de
Sousa e Rosa Melo de Sousa, a fim de que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, por infração ao art. 121, caput, c/c art. 14, inciso
II, ambos do CPB , em que figuram como vítimas Fábio Pereira de Oliveira, Carlos Alberto Nascimento Santos, Leandro Severino da Silva e
Maxicilene Alves da Silva. Tendo em vista as exigências do art. 413, §3º, do CPP, entendo que não há necessidade, por hora, da decretação
da custódia preventiva do réu nesta fase processual, por não vislumbrar presentes os pressupostos legais. Intimem-se, nos termos do art. 420,
do CPP. Providenciem-se os expedientes necessários, arquivando-se cópia em pasta própria. Preclusa esta decisão, cumpra-se o disposto no
artigo 422, do CPP e, não requerendo as partes diligências cujo deferimento enseje a apreciação deste juízo, determino a Secretaria a inclusão
do feito em pauta, observadas as prioridades legais, intimando-se as vítimas para serem ouvidas em plenário . P. R. I. Recife, 02 de fevereiro
de 2016. PEDRO ODILON DE ALENCAR LUZ, Juiz de Direito ”. Dado e passado nesta Comarca do Recife, aos 14 dias do mês de abril de
2016. Eu, _______, Nadia Maria da Silva, Chefe de Secretaria em exercício, fiz digitar e subscrevi.
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Pauta de Decisões
Pela presente, ficam a(s) parte(s) e seu(s) respectivo(s) procurador(es) intimados da(s) decisão(ões) proferida(s) no(s) processo(s) abaixo
relacionado(s):
Processo nº 0140953-51.2009.8.17.0001
Natureza da Ação: Ação Penal de Competência do Júri
Acusado: CARLOS ADRIANO SANTOS DA SILVA
Advogado: DEFENSORIA PÚBLICA
DECISÃO: “(...) Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos constam, PRONUNCIO CARLOS ADRIANO SANTOS DA SILVA já
qualificado(s), por delito tipificado no art. 121, § 2º incisos I e IV do CPB, a fim de que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, pelos
fatos narrados nestes autos. Exsurge do bojo processual à f. 255 que o pronunciado é réu em cinco procedimentos de competência do Júri, além
do que possui condenação por tráfico de drogas, desta feita, presente o periculum libertatis, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA do pronunciado
e o faço com fundamento no art. 312 do CPP, saliento a presença dos pressupostos e requisitos da medida cautelar extrema, vez que se faz
necessário garantir a ordem pública. Aguarde-se o julgamento a ser oportunamente designado. Preclusa esta decisão de pronúncia e não havendo
circunstância superveniente que altere a classificação do crime, deve o feito prosseguir na forma do art. 422, do CPP. P.R.I. Recife, 30/03/2016.
ABNER APOLINÁRIO DA SILVA. Juiz de Direito.
Processo nº 0144101-70.2009.8.17.0001
Natureza da Ação: Ação Penal de Competência do Júri
Acusado: LEONARDO MAURO DA SILVA NASCIMENTO
Advogado: PE 7939 – ADMILTON FREITAS
DECISÃO: “(...) Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos constam, PRONUNCIO LEONARDO MAURO DA SILVA NASCIMENTO já
qualificado(s), por delito tipificado no art. 121, § 2º inciso I (torpe) e IV (meio que impossibilitou a defesa da vítima) do Código Penal Brasileiro, a
fim de que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, pelos fatos narrados na peça exordial. Presente o periculum libertatis, mantenho
a custódia cautelar do réu, e o faço com fundamento no art. 312 do CPP. Preclusa esta decisão de pronúncia e não havendo circunstância
superveniente que altere a classificação do crime, deve o feito prosseguir na forma do art. 422, do CPP. P.R.I. Recife, 04/04/2016. Abner Apolinário
da Silva. Juiz de Direito
Pauta de Decisões
Pela presente, ficam a(s) parte(s) e seu(s) respectivo(s) procurador(es) intimados da(s) decisão(ões) proferida(s) no(s) processo(s) abaixo
relacionado(s):
Processo nº 0016004-81.2011.8.17.0001
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DECISÃO: “(...) Intime-se o advogado CÍCERO FERNANDO LINS OAB-PE n º 11792, para devolução dos supramencionados autos no prazo
de 24hs. Recife, 14/04/2016. Abner Apolinário da Silva. Juiz de Direito.
Juiz de Direito: Abérides Nicéas de Albuquerque Filho
Juiz de Direito: Abner Apolinário da Silva
Chefe de Secretaria: Renata Elisabete Mendes Valença
Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Sr. Abner Apolinário da Silva , Juiz de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri da comarca do Recife, estado de Pernambuco, em virtude
da lei, etc...
FAZ SABER, através do presente EDITAL DE INTIMAÇÃO, que foi marcada para o dia 30/05/2016, às 09h, a sessão que submeterá
a julgamento ILÁRIO PEREIRA DA SILVA JÚNIOR . A referida Sessão de Júri será realizada para apurar o crime de homicídio qualificado
instruído nos autos do processo nº 0066118-63.2007.8.17.0001 . E como se encontra ILÁRIO PEREIRA DA SILVA JÚNIOR , brasileiro, natural
de Recife/PE, nascido em 11/03/1988, filho de Ilário Pereira da Silva e de Elisonete Pereira dos Santos, em local incerto e não sabido, intimo-o
e o tenho por intimado para que compareça, na data supracitada, ao Plenário deste juízo com sede no endereço informado abaixo.
Dado e passado neste Juízo, Fórum Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, 1º andar, Avenida Martins de Barros, 593, Santo Antônio, nesta
cidade, capital do estado de Pernambuco, aos 14 (quatorze) dias de abril de 2016. Eu, Wanderson José dos Santos Júnior, Chefe de
Secretaria em exercício , mandei digitar e o subscrevo.
Pauta de Decisões
Pela presente, ficam a(s) parte(s) e seu(s) respectivo(s) procurador(es) intimados da(s) decisão(ões) proferida(s) no(s) processo(s) abaixo
relacionado(s):
Processo nº 0046190-82.2014.8.17.0001
Natureza da Ação: Ação Penal de Competência do Júri
Acusado: RAY ALEFF DE SANTANA DA SILVA
Advogado: DEFENSORIA PÚBLICA
DECISÃO: “(...) Ante o exposto, por tudo o mais que dos autos consta, nos termos do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal e do art. 413,
do Código de Processo Penal, consubstanciada na denúncia de fls. 02 usque 05, para PRONUNCIAR, como pronunciado tenho, o acusado RAY
ALEFF DE SANTANA SILVA, devidamente qualificado na presente Ação Penal, incurso nas penas do Art. 121, § 2º, incisos I e IV, c/c o art.
14, inciso II ambos do Código Penal Brasileiro, o qual deverá ser submetido a julgamento perante o Egrégio Tribunal do Júri desta Comarca.
Finalmente, o acusado teve sua prisão preventiva decretada neste processo, neste momento processual, posto não haver nenhum fato novo a
ensejar a revogação da segregação cautelar, mormente tendo novo título, desta feita a decisão de pronúncia, deve o pronunciado permanecer
custodiado e aguardar o julgamento em plenário nesta condição. Por fim, em não havendo recurso incluir o presente feito na pauta de julgamento,
após cumprir as demais formalidades legais. P.R.I. Recife, 30 de março de 2016. ABNER APOLINÁRIO DA SILVA. Juiz de Direito.
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PAUTA: 46/2015
Pela presente, ficam as partes, seus respectivos advogados, procuradores e demais órgãos integrantes do Sistema Penitenciário do Estado
intimados das SENTENÇAS e DECISÕES proferidas por este JUÍZO, nos processos abaixo relacionados:
1) INTIMAÇÃO DE ADVOGADO
Processo: 2015.0184.004106
Réu: LUCICLEIDE ALVES DA SILVA PONTES
ADVOGADO: Amaro Gustavo da Silva –OAB/PE 33.312
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EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. José Renato Bizerra, Juiz de Direito da 1ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente da Capital, em virtude da lei, etc. FAZ SABER, nos
termos do Art. 370, § 1°, do CPP, que ficam intimados os Advogados: Dr. GILSON DE FREITAS RIBEIRO, OAB-PE 419-B e PAULO GOMES DE
ARAÚJO FILHO, OAB/PE nº 17.119, nos autos do p rocesso n ° 0052928-52.2015.8.17.0001 onde figura como acusado Yurye Franklin Rocha
de Oliveira, da designação de audiência de Produção Antecipada de Prova – inquirição da vítima em depoimento acolhedor, para o dia
31/05/2016, às 14:00 horas , na sala de audiência desta Primeira Vara dos Crimes contra Criança e Adolescente da Capital. Centro Integrado da
Criança e do Adolescente - R JOÃO FERNANDES VIEIRA, 405 – B. Vista Recife/PE CEP: 50050200 . Dado e passado nesta Comarca do Recife/
PE, no dia 14 de Abril de 2016 . Eu, Filipe Camarotti Ferreira da Rocha, mat. 184.994-8, o digitei e submeti à conferência da Chefia de Secretaria.
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O Exmo. Sr. Dr. Edson José Gonçalves Cavalcanti, Juiz de Direito da 2ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente da Comarca de Recife-
PE, em virtude da lei, etc...
FAZ SABER que, cumprindo o disposto no art. 370, § 1º, do CPP, ficam, a partir da publicação deste edital, intimado os Béis. WILTON BARBOSA
DA SILVA , OAB/PE 10.962 e CARLOS ALBERTO CORDEIRO NUNES, OAB/PE 11.291, na qualidade de advogados do acusado, nos autos
do processo nº 0057394-31.2011.8.17.0001, em que figura como acusado JOSÉ CARLOS, da deliberação de fl.158: “ (...) conceder vista à
defesa para se manifestar sobre o CD trazido em audiência pela testemunha ”. Eu, Erickson Moura, o digitei e submeti à conferência do Chefe
de Secretaria. Dr. Edson José Gonçalves Cavalcanti Juiz de Direito
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Exmo. Sr. Dr. Edson José Gonçalves Cavalcanti, Juiz de Direito da 2ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente da Comarca de Recife-
PE, em virtude da lei, etc...
FAZ SABER que, cumprindo o disposto no art. 370, § 1º, do CPP, fica, a partir da publicação deste edital, intimado o Bel. ANTONIO CARLOS
CAVALCANTI SILVA , OAB/PE 26.110-D, na qualidade de advogado do acusado, nos autos do processo nº 0026014-24.2010.8.17.0001, em que
figura como acusado ALMIR LEMOS DA PAZ, da deliberação de fl.128: “ (...) intime-se a defesa para falar sobre a ausência do acusado e da
testemunha faltosa, Maísa C. da Silva, no prazo de 10(dez) dias ”. Eu, Erickson Moura, o digitei e submeti à conferência do Chefe de Secretaria.
Dr. Edson José Gonçalves Cavalcanti Juiz de Direito
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EDITAL DE INTIMAÇÃO
Expediente nº: 2016.0769.000754
A Doutora Maria Eliane Cabral Campos Carvalho, Juíza de Direito da 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca
do Recife, na forma da lei etc...
Faz saber, ao Bel. Cícero Fernando Lins, OAB/PE nº 11.792, que fica o mesmo intimado para se pronunciar sobre as testemunhas arroladas e não
encontradas, no prazo de 03 (três) dias, nos autos do processo nº. 0183701-93.2012.8.17.0001, movido contra Weldomilson Domingos Santos
. Recife,14 de abril de 2016. Eu, Niedja Kátia P. Nunes, Chefe de Secretaria, subscrevo. Maria Eliane Cabral Campos Carvalho, Juíza de Direito.
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EDITAL DE INTIMAÇÃO
*RETIFICAÇÃO*
O Dr. Aubry de Lima Barros Filho , Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal dos Feitos Relativos a Entorpecentes da Comarca do Recife, Capital
do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc...
FAZ SABER que, cumprindo o disposto no artigo 370, § 2º do CPP, com redação da Lei n.º 9.271/96, ficam, através deste edital, intimado o
Bel. João Ferreira de Almeida OAB/PE Nº 9.473, advogado regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil. Secção no Estado
de Pernambuco – OAB/PE, respectivamente, para apresentar esclarecimentos da sentença condenatória , visto que a acusada Cláudia
Maria Lima da Silva DESEJA APELAR , do processo crime n.º 0000904-86.2011.8.17.0001, OPERAÇÃO GANGORRA .
Dado e passado nesta cidade e Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco aos Catorze (14) dias do mês de Abril do ano de dois
mil e dezesseis (2016).
Eu, Maria de Fátima de Santana Sena , Chefe de Secretaria, mandei digitar e subscrevo.
O Dr. Paulo Victor Vasconcelos de Almeida, Juiz de Direito em exercício cumulativo da 1ª Vara Criminal dos Feitos Relativos a Entorpecentes
da Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc...
FAZ SABER que, cumprindo o disposto no artigo 370, § 2º do CPP, com redação da Lei n.º 9.271/96, ficam, através deste edital, intimados,
os Béis. Antônio Fernando Galvão Coêlho, OAB/PE nº 013655, Reginaldo Roberto Medeiros de Souza, OAB/PE nº 13098, Elifas Levi
Ferreira da Silca, OAB/PE nº 10134 , José Alcebiades Batista Modesto Silva, OAB/PE nº 021744, Iandy Medeiros de Oliveira, OAB/PE
nº 006290D, Valdemar Bezerra Leite de Araújo, OAB/PE nº 008526, Ricardo Araújo Matutino, OAB/PE nº. 018552, Mario Sérgio Torres
de Barros, OAB/PE nº 11761 e Irandir Alves de OliveiraOAB/PE nº 9012, a fim de apresentar ALEGAÇÕES FINAIS , em favor de Filipe
Correia Lins e Sena, Gabriel Galdino Soares, Felipe Canto da Fonseca Studart e Lucas Saraiva Silva Coelho, nos autos do processo nº
0021364-89.2014.2013.8.17.0001.
Dado e passado nesta cidade e Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco aos quatorze (14) dias do mês de Abril do ano de dois
mil e dezesseis (2016).
Eu, Maria de Fátima de Santana Sena, Chefe de Secretaria, mandei digitar e subscrevo.
Paulo Victor Vasconcelos de Almeida
Juiz de Direito
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. Paulo Victor Vasconcelos de Almeida , Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal dos Feitos Relativos a Entorpecentes da Comarca do Recife,
Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc...
FAZ SABER que, cumprindo o disposto no artigo 370, § 2º do CPP, com redação da Lei n.º 9.271/96, fica, através deste edital, intimado o Bel. Eliel
da Cunha Pacheco, OAB/PE Nº 4517, advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. Secção no Estado de Pernambuco –
OAB/PE, da sentença condenatória de 02.03.2016 , referente ao denunciado Djanil dos Santos Alves, por haver infringido o art. 33 da Lei n.º
11.343/2006, bem como, tomar ciência do desejo do Acusado de Apelar, nos autos do processo crime nº 0009393-73.2015.8.17.0001. Dou ciência
ainda, que o referido Acusado, compareceu a este Juízo, em data de 06.03.2016, manifestando o desejo de recorrer da supracitada decisão.
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Dado e passado nesta cidade e Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco aos 14 (quatorze) dias do mês de abril do ano de dois
mil e dezesseis (2016).
Eu, Maria de Fátima de Santana Sena, Chefe de Secretaria, mandei digitar e subscrevo.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
JUÍZO DE DIREITO DA 4ª VARA DOS FEITOS RELATIVOS A ENTORPECENTES DA CAPITALProcesso n.º 0076673-32.2013.8.17.0001S E N T
E N Ç AVistos, etc...1.RELATÓRIO: MADSON BATISTA DA SILVA, réu nos presentes autos, tive prolatada em seu favor sentença desclassificando
o delito do art.33 da Lei nº11343/2006 para o delito previsto no art.28 da referida lei.Verifico que o réu MADSON BATISTA DA SILVA esteve
preso provisoriamente por esse processo entre 14/09/2013 e 18/06/2014. 2.FUNDAMENTAÇÃO: Considerando que a duração máxima da pena
prevista para a conduta do art. 28 da Lei 11.343/2006 é de 5 (cinco) meses, e não comporta pena restritiva de liberdade. Verifico que a nova
tipificação, implica em infração de menor potencial ofensivo de competência dos Juizados Especiais Criminais, contudo, entendo que tendo o
acusado MADSON BATISTA permanecido preso provisoriamente por mais de NOVE (09) MESES, em regime mais severo, e atento as condições
objetivas e subjetivas do acusado e, a gradação das penas previstas no dispositivo de que o máximo a que se pode chegar em uma condenação
é a aplicação das três principais penas, advertência, prestação de serviços à comunidade e/ou frequência a curso ou programa educativo, com
algumas medidas assecuratórias ao seu cumprimento e, por fim com a visão voltada aos princípios da economia e celeridade processual, deixo
de aplicá-las e JULGO, POR SENTENÇA, extinta a punibilidade do réu, MADSON BATISTA DA SILVA. 3.DISPOSITIVO: Ante o exposto, com
fundamento no art. 109 da Lei 7.210/19841, para que produza seus jurídicos e legais efeitos, julgo extinta a punibilidade, da presente ação penal
intentada contra MADSON BATISTA DA SILVA, em face do cumprimento da pena. Sem custas. Após o trânsito em julgado do decisum, preencha-
se o BI do acusado, encaminhando-o ao IITB/PE, cumprindo no mais a secretaria as providencias de praxe, ARQUIVANDO-SE em seguida. Sem
custas. Publique-se. Registre-se e intimem-se. Após o transito em julgado, arquive-se. Recife (PE), 09 DE MARÇO DE 2016.José Claudionor da
Silva FilhoJuiz de Direito 1 Art. 109. Cumprida ou extinta a pena, o condenado será posto em liberdade, mediante alvará do Juiz, se por outro
motivo não estiver preso.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Sentença: (...) DISPOSITIVO: Ante ao exposto, ACOLHO EM PARTE a pretensão punitiva estatal que anima a presente ação penal e a JULGO
PARCIALMENTE PROCEDENTE para condenar CRISLAINE ALVES DA SILVA, qualificada nos autos, por infração ao art. 33 c/c art. 40, VI
da Lei nº11343/2006, e, IMPROCEDENTE, para absolvê-la dos crimes de associação (art.35 da referida lei) e corrupção de menor (art.244-
B da Lei nº8.069/90).Culpabilidade reprovável, porque tinha plena consciência da proibição de sua conduta. A réu é primária, não registra
maus antecedentes. Conduta social e personalidade, aparentemente normais, motivos prejudicado seus esclarecimentos devido sua negativa;
circunstancias e consequências do crime também não lhes favorecem. Não obstante as circunstâncias acima descritas, levando em consideração
a quantidade de droga apreendida, atendendo ao disposto no art. 42 da Lei 11.343/06, fixo a PENA-BASE em CINCO (05) ANOS DE RECLUSÃO.
Ausentes circunstancias agravantes. Presentes as circunstâncias atenuantes da confissão extrajudicial e da menoridade, previstas no art.65, I,
III, "d" do CPB, deixo de aplicá-las, pois já fixei a pena base no mínimo legal, consoante Súmula nº 231, STJ verbis "A incidência da circunstância
atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal". Inexistindo nos autos provas de que a acusada seja integrante de
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organização criminosa ou dedicada a atividade criminosa, cuido fazer jus à aplicação da causa especial de redução de pena prevista no § 4º
do art. 33 da citada Lei nº 11.343/06. Razão pela qual reduzo a reprimenda em um quarto (1/4), passando a pena provisória para TRES (03)
ANOS E NOVE (09) MESES DE RECLUSÃO. Apoiado na parte final do art. 68 do Código Penal, nesta terceira e última fase do cálculo da
pena, reconhecida a incidência da Causa Especial de Aumento de Pena (inciso VI do art.40, Lei nº 11.343/06), elevo a reprimenda também em
UM SEXTO (1/6), perfazendo a PENA DEFINITIVA EM QUATRO (04) ANOS, QUATRO (04) MESES E QUINZE (15) DIAS DE RECLUSÃO, na
ausência de outras causas especiais de aumento ou de redução de pena. Condeno, ainda, a ré ao pagamento mínimo legal de QUINHENTOS
(500) DIAS-MULTA, fixado cada dia multa no mínimo legal. A ré está PRESA por este processo desde o dia 28.08.2015 faz jus ao benefício da
detração (art. 42, CP), devendo ser deduzido o prazo de prisão provisória quando da execução da pena e para efeito de progressão do regime,
devendo iniciar o cumprimento da pena em regime fechado ((§ 1º e § 2º da Lei 11.464 de 28.03.2007)). DA PRISÃO PREVENTIVA/MANUTENÇÃO
(art. 397, Parág. Único, CPP). A ré respondeu o processo presa preventivamente e as razões que alicerçaram a conversão da prisão, expostas na
decisão de fls., permanecem inalteradas, de modo que não faz jus a aguardar o trânsito em julgado em liberdade, sobretudo agora que tem contra
si provimento judicial condenatório. A propósito o Superior Tribunal de Justiça por sua Quinta Turma, tendo como Relatora a Min. Laurita Vaz,
julgando o Recurso Especial nº 1.285.631-SP, decidiu que: "4. Mantida a pena de 4 anos, 10 meses e 10 dias reclusão, incabível a sua substituição
por restritiva de direitos, nos termos do art. 44, inciso I, do Código Penal. 5. O regime fechado é obrigatório aos condenados pelo crime de tráfico
de drogas cometido após a publicação da Lei n.º 11.464, de 29 de março de 2007, que deu nova redação ao § 1.º do art. 2.º da Lei n.º 8.072/90."
Data do julgamento: 26 de junho de 2012. (destaque nosso). Calcado nas razões supra, nego-lhe o direito de apelar em liberdade, sobretudo, que
o crime a ela imputado é, ex vi legis, taxado de hediondo. Recomende-se, pois, na prisão em que se encontra. Expeça-se Mandado de Prisão
Preventiva por sentença condenatória. Expeça-se, incontinenti, Carta de Guia Provisória. Atente a Secretaria para o cumprimento das disposições
previstas no Provimento nº05/2015 CM de 30.06.2015. Com o trânsito em julgado, cumpra a Secretaria as seguintes providências:a) inscrição do
nome da ré no livro Rol dos Culpados (CF., art. 5º LVII);b) preenchimento de B. Individual e remessa ao ITB (art. 809, CPP); c) expedição de oficio
ao TRE com Certidão do trânsito em julgado e cópia desta decisão para suspensão dos direitos políticos (art. 15, III, CF.);d) expedição de Carta
de Guia Definitiva, acompanhada de Certidão do Trânsito em Julgado, com o valor da Pena de Multa, para que o Juízo da Execução determine a
intimação da ré para pagamento da pena de multa dentro em dez (10) dias (art. 50, CP.), consoante decisão do STJ, verbis: "Compete ao Juízo
da Execução Penal determinar a intimação do condenado para realizar o pagamento da pena de multa (art. 50 do CP);. Ausente o adimplemento
da obrigação, deve a Fazenda Pública ajuizar a execução fiscal. Entendimento jurisprudencial desta Corte *(STJ. AgRg no REsp.397242/SP, Rel.
Min. Paulo Medina, 6ª T.Dj. 19/9/2005,p.392).e) Oficie-se para destruição das amostras guardadas para contraprova em cumprimento ao disposto
no art. 72 da Lei Antitóxicos, alterada pela Lei nº12.961/2014. Sem Custas. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Arquivem-se, após o transito
em julgado. Recife (PE), março/22/2016. JOSÉ CLAUDIONOR DA SILVA FILHO Juiz de Direito - 4ª Vara de Entorpecentes.2
Quarta Vara de Entorpecentes
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
Processo n.º 0006975-31.2016.8.17.0001Acusado: NÃO IDENTIFICADOConduta Penal: art. 278 do CPBSENTENÇA Vistos...Ementa: Penal e
Processual Penal. Prescrição da pretensão punitiva pelo prazo da pena in abstracto.Decisão: Extinção da Punibilidade. Trata-se de persecução
criminal por conduta prevista no art. 278 do CP, cuja pena máxima in abstracto é de três (03) anos de detenção, verificando-se a prescrição
em oito (08) anos a teor do art. 109, IV do CP. Consta dos autos que o fato teria ocorrido aos 28.09.2005, ou seja, há mais de dez (10) anos
e até a presente data não houve a conclusão do processo. Com vista dos autos o Ministério Público requereu a extinção da punibilidade.
Vieram-me os autos conclusos. Relatei, Decido: Conforme preceitua o art. 111, inciso I1 do CP a contagem do prazo inicial para prescrição
inicia-se a partir do dia em que o crime se consumou, uma vez que não houve o recebimento da denúncia. Ante o exposto, consubstanciado
nas razões de fato e de direito JULGO, por sentença, extinta a punibilidade, pela ocorrência da prescrição, e o faço com amparo no Art.
61 do CPP e art. 107, c/c art. 109, IV, ambos, do CP, para que produza seus jurídicos e legais efeitos. Passada em julgado a decisão,
encaminhe-se o BI ao IITB/PE, devidamente preenchido. Sem custas. P. R. Intimem-se. Recife, aos 14 de março de 2016. José Claudionor
da Silva FilhoJuiz de Direito1 Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: I - do dia em que
o crime se consumou;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------12JUÍZO
DE DIREITO DA 4ª VARA DE ENTORPECENTES DA CAPITAL
Quarta Vara de Entorpecentes
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
SENTENÇA
Vistos...
1. RELATÓRIO: Trata-se de Ação Penal promovida pelo Ministério Público contra SILAS TAVARES DE SANTANA por infração ao
art. 33 da Lei 11.343/06. Segundo exorta a Inicial, no dia 29.07.2015 , por volta das 14h30min, próximo à Praça do Jordão Baixo, na Av. Maria
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Irene, no bairro do Jordão, nesta capital, Policiais Civis efetuaram a prisão em flagrante do ora denunciado por trazer consigo, para fins de tráfico
ilícito, acondicionados em uma mochila, 03 (três) tabletes de maconha, além de duas (02) pedras grandes de crack.
Palmilha a denúncia o Inquérito Policial nº09.902.9011.00055/2015-1.3, de cujo caderno investigativo destaca-se: Auto de Prisão em
Flagrante (fls.08/15), Auto de Apresentação e Apreensão (fls.20), Laudo Preliminar (fls.22), Certidão do Judwin (fls.51). Decisão homologando
a prisão em flagrante e convertendo em preventiva (fls.52/54).
Despacho determinando a notificação (fls.58). Defesa prévia (fls.65/66). Saneador recebendo a denúncia, designando data para
audiência de instrução (fls.77). Laudo Traumatológico (fls. 79). Laudo Pericial (fls.83/84).
Audiência de instrução e julgamento (fls.100/104). Alegações finais (fls.105/108 e fls.110/112).
2. FUNDAMENTOS: A materialidade se mostra incontroversa em relação ao crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06).
O Laudo Pericial atesta que o exame realizado no material apreendido foi positivo para maconha (Cannabis Sativa L.) e cocaína
(benzoilmetilecgonina), substâncias que causam dependência e estão relacionadas na lista de uso proscrito no Brasil ( Portaria SVS/MS n o
344/98) .
O acusado confessou o crime na instrução criminal, de sorte que a autoria se apresenta indiscutível. Declarou que receberia R$200,00
(duzentos reais) para transportar a droga e entregá-la a uma mulher conhecida como “Grazi” e, que ela lhe pagaria o valor de R$7300,00 (sete
mil e trezentos reais) pela droga, valor esse que o réu repassaria ao “Dinda” que estaria esperando numa outra rua.
A prova testemunhal corrobora a confissão do réu quanto a posse e o transporte da droga. O conjunto probatório se mostra harmonioso,
apto para um veredicto condenatório.
Pelo que se apurou sua prisão ocorreu quando o policiamento visualizou uma moto com dois ocupantes em atitude suspeita. Ao perceber
a presença do policiamento o réu, que estava na garupa da motocicleta, desfez-se da mochila, a qual continha a substancia entorpecente em
seu interior, correu mais foi alcançado pelos policiais. Confessou ter sido contratado por “Dinda” para fazer a entrega do entorpecente e pelo
serviço receberia R$200,00 (duzentos reais).
Dentre os núcleos do tipo previstos no art. 33 da Lei Antidrogas, temos que o acusado incorreu na modalidade de trazer consigo/
transportar , substancia entorpecente para comercialização, consoante confessou.
Fica o registro que não há qualquer elemento ou indícios de provas contra o condutor da motocicleta. Este era moto taxista, estava
fazendo a corrida para o réu e segundo apurado, não tinha conhecimento que o acusado estava transportando a droga.
Não há tese defensiva a ser analisada. A defesa pugnou apenas pela aplicação dos benefícios previstos em lei.
3. DISPOSITIVO: Ante ao exposto, ACOLHO a pretensão punitiva estatal intentada na presente Ação Penal e a julgo PROCEDENTE
para condenar SILAS TAVARES DE SANTANA como incurso nas penas do art. 33, caput, da Lei 11.343/06.
A culpabilidade merece relativo grau de reprovação, na medida em que tinha plena consciência da proibição de sua conduta. O réu
é primário, não registra maus antecedentes . Conduta social e personalidade , aparentemente normais, porém deve ser registrado constar
dos autos notícias do envolvimento do réu com outros crimes, como roubo e furto de veículos; motivos angariar dinheiro de maneira fácil;
circunstancias e consequências do crime não lhes são favoráveis, sobretudo quando se sabe das consequências que a droga causa no usuário
e, por via oblíqua, na família e na sociedade como um todo.
Considerando o disposto no art. 42 da Lei nº 11.343/2006, que determina ao Juiz na aplicação da pena, levar em consideração de
maneira preponderante a natureza e a quantidade da substancia apreendida , a personalidade e conduta do agente permitindo-lhe “...
fixar a pena-base acima do mínimo legal em razão da elevada quantidade de droga apreendida (HC nº 108.268/MS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
de 05.10.2011) , a quantidade de maconha (3,060kg) e de cocaína (83,060g) que trazia consigo no interior de sua mochila, destinada a para
comercialização, fixo a pena-base acima do mínimo legal, em SEIS (06) ANOS DE RECLUSÃO.
Ausentes circunstancias agravantes. Presentes as atenuantes da menoridade e da confissão espontânea, previstas no art.65, I, III,
“d” do Código Penal, reduzo a pena em QUATRO (04) MESES, passando a pena provisória para CINCO (05) ANOS E OITO (08) MESES DE
RECLUSÃO.
Inexistindo nos autos provas de que o acusado seja integrante de organização criminosa ou dedicado a atividade criminosa, cuido
fazer jus à aplicação da causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da citada Lei nº 11.343/06. Razão pela qual reduzo a
reprimenda em um sexto (1/6), tornando PENA DEFINITIVA em QUATRO (04) ANOS, OITO (08) MESES E VINTE (20)DIAS DE RECLUSÃO .
Condeno, ainda, o réu ao pagamento mínimo legal de QUINHENTOS (500) DIAS-MULTA, fixado cada dia multa no mínimo legal.
O réu está PRESO por este processo desde 29.07.2015, faz jus ao benefício da detração (art. 42, CP.), devendo ser deduzido o
prazo de prisão provisória quando da execução da pena e para efeito de progressão do regime, sendo certo que iniciará o cumprimento da
pena em regime fechado (§ 1º e § 2º da Lei 11.464 de 28.03.2007).
DA PRISÃO PREVENTIVA/MANUTENÇÃO (art. 397,Parág. Único, CPP).
O réu respondeu ao processo preso preventivamente e as razões que alicerçaram a conversão da prisão, expostas na decisão de
fls.52/54, permanecem inalteradas, de modo que não faz jus aguardar o trânsito em julgado em liberdade, sobretudo agora que tem contra si
provimento judicial condenatório.
A propósito o Superior Tribunal de Justiça por sua Quinta Turma, tendo como Relatora a Min. Laurita Vaz, julgando o Recurso Especial
nº 1.285.631-SP , decidiu que: “ 4. Mantida a pena de 4 anos, 10 meses e 10 dias reclusão, incabível a sua substituição por restritiva
de direitos, nos termos do art. 44, inciso I, do Código Penal. 5. O regime fechado é obrigatório aos condenados pelo crime de tráfico
de drogas cometido após a publicação da Lei n.º 11.464, de 29 de março de 2007, que deu nova redação ao § 1.º do art. 2.º da Lei n.º
8.072/90.” Data do julgamento: 26 de junho de 2012. (destaque nosso).
Ademais, “ III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar,
revela-se um contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito
em julgado da condenação. IV – Habeas corpus denegado.”. ( HC 116151 / RJ - RIO DE JANEIRO. HABEAS CORPUS. Relator (a): Min.
RICARDO LEWANDOWSKI. Julgamento: 21/05/2013. Órgão Julgador: Segunda Turma).
Por tais razões mantenho a prisão preventiva do acusado , desta feita fundada ainda em sentença condenatória.
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SENTENÇA
Vistos...
1. RELATÓRIO: Trata-se de Ação Penal promovida pelo Ministério Público contra DENIS FELIPE RODFRIGUES DA SILVA e ROGER
DE ALMEIDA MARQUER, por infração aos arts. 33 e 35 da Lei nº 11.343/06, em face de haverem sido presos e autuados em flagrante delito, por
policiais militares, no dia 07 de maio de 2015, por volta das 17h30min, na via pública da rua Canaã, bairro de Nova Descoberta, nesta Comarca,
sob a imputação de trazerem consigo e ter em depósito substância entorpecente, 30 (trinta) pedras de crack.
Palmilha a denúncia o Inquérito Policial nº 01.005.0018.00201/2015.1.3, de cujo caderno investigativo, destacamos: Auto de Prisão em
Flagrante (fls. 08/11), Auto de Apresentação e Apreensão (fls.19), Laudo de Constatação Preliminar, (fls. 27), Relatório da Autoridade Policial (fls.
51/56). Certidões do JudWin, (fls. 62 e 63). Decisão convertendo a prisão em flagrante em preventiva (fls.66/67).Pedido de Liberdade Provisória,
formulado pela Defensoria Pública em favor dos acusados, (fls. 68/78 e 102/108); parecer do Ministério Público, (fls. 124v).
Despacho de notificação (fls.98). Defesa preliminar, apresentada pela Defensoria Pública, (fls. 122); saneador, recebendo a denúncia
e designando audiencia (fls. 124). Decisão mantendo a prisão dos réus, (fls. 129/132). Laudo Pericial, (fls. 138). Laudos Traumatológicos, (fls.
134/135).
Na data aprazada foi realizada a audiência de instrução e julgamento. Concluída a instrução probatória, as partes apresentaram
alegações finais orais, ocasião em que o Ministério Público pugnou condenação de DENIS FELIPE nas sanções do art. 33 da Lei nº 11.343/2006
e pela desclassificação do delito para a conduta do art. 28 da Lei 11.343/2006 em relação ao acusado ROGER DE ALMEIDA e absolvição de
ambos da imputação do art. 35 da referida lei, tese que foi também encampada pela defesa.
2. FUNDAMENTOS: A materialidade se mostra incontroversa. O Laudo Pericial atesta que o material apreendido deu positivo para
cocaína (benzoilmetilecgonina), substância que causa dependência e está relacionada na lista de uso proscrito no Brasil ( Portaria SVS/MS
n o 344/98).
Os réus invocaram o direito de permanecerem em silencio perante a autoridade policial.
Em Juízo, DENIS , confessou a prática do tráfico sozinho, isentando ROGER de qualquer participação no crime. Alegou que decidiu
vender drogas para pagar a dívida de uma motocicleta. ROGER, por sua vez, negou a propriedade e posse da droga e a condição de traficante.
Declarou ser usuário e tinha ido àquele local comprar droga, mas não a DENIS e sim a outros dois indivíduos, que ao perceberem a presença
do policiamento se desfizeram da droga e fugiram do local.
Os depoimentos das testemunhas policiais, colhidos na instrução, são uniformes, não apresentam discrepância e apontam DENIS como
a pessoa que estaria traficando naquela localidade em face de denúncias recebidas anteriormente. Afirmam os milicianos que montaram uma
campana e observaram que as pessoas que, supostamente, iriam comprar entorpecente se dirigiam a pessoa de DENIS e de longe puderam
observar o gestual de compra de venda de algo.
Aduz, ainda o policiamento que, apenas com DENIS foi encontrado substância entorpecente no local. Também foi encontrado, na
residência de DENIS, mais droga. ROGER, em todo procedimento afirmava ser apenas usuário.
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Assiste inteira razão ao Ministério Público ao pugnar pela condenação em tráfico e apenas nesse crime DENIS e, requerer a
desclassificação para o art. 28 da Lei Antidrogas, em relação a ROGER, no que foi secundada pela defesa.
3. DISPOSITIVO: Ante ao exposto, consubstanciado nas razões de fato e de direito, JULGO PROCEDENTE, em parte , a denúncia para
o efeito condenar DENIS FELIPE RODRIGUES DA SILVA como incurso na pena do art. 33 da Lei nº 11.343/06. Julgo, ainda, PROCEDENTE,
em parte, a pretensão punitiva para desclassificar a conduta do réu ROGER DE ALMEIDA MARQUES de tráfico de entorpecentes – art.
33 da Lei 11.343/2006 – para a conduta do art. 28 da Lei 11.343/2006.
Julgo, por fim, IMPROCEDENTE, denúncia, para absolver o acusado DENIS FELIPE RODRIGUES DA SILVA e ROGER DE ALMEIDA
MARQUES da imputação do art. 35 da Lei nº. 11.343/2006.
Em relação ao acusado DENIS FELIPE RODRIGUES DA SILVA:
A culpabilidade merece relativo grau de reprovação, na medida em que tinha plena consciência da proibição da conduta e da
possibilidade de ser preso. O réu não registra antecedentes criminais . Conduta social e personalidade são aparentemente normais.
Motivos se mostra pela intenção de aferimento de lucro em contrapartida ao trabalho honesto. Circunstâncias e consequências do crime
não lhes são favoráveis, sobretudo quando se sabe das consequências que a droga causa no usuário e, por via oblíqua, na família e na sociedade
como um todo. Por tais razões e com base no art. 42 da lei 11.343/06, fixo a pena-base no mínimo legal de CINCO (05) ANOS DE RECLUSÃO.
Registro que em tendo sido a pena fixada no mínimo legal deixo de aplicar a atenuante de confissão e de ser menor de 21 anos de
idade ao tempo do fato, consoante Súmula nº 231, STJ verbis “ A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena
abaixo do mínimo legal” e entendimento do Supremo Tribunal Federal que à unanimidade reconheceu Repercussão Geral, ao analisar o RE
597270 e REsp 905257, invocando jurisprudência consolidada daquela Corte Constitucional, contra a fixação da pena abaixo do mínimo legal,
afirmando que atenuantes genéricas não podem influenciar a decisão a ponto de justificar a fixação da pena aquém do mínimo determinado na
lei. Relator, Ministro Cezar Peluso.
Inexistindo provas nos autos de que seja o referido réu dedicado a atividades criminosas ou integrante de organização criminosa, faz
jus a aplicação da causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da citada Lei nº 11.343/06 . Assim, reduzo a reprimenda
em UM TERÇO (1/3), ficando a pena concreta e definitiva em TRÊS (03) ANOS E QUATRO (04) MESES DE RECLUSÃO.
Condeno, ainda, o réu ao pagamento de QUINHENTOS (500) DIAS-MULTA, fixado cada dia multa no mínimo legal.
Considerando a decisão do Supremo Tribunal Federal, no Processo de Habeas Corpus nº 97.256/RS, que motivou a RESOLUÇÃO
nº 5, de 2012, do Senado Federal, suspendendo a execução da expressão " vedada a conversão em penas restritivas de direitos do § 4º do
art. 33 da Lei nº 11.343 de 23.08.2006 ", em não havendo óbice legal e fazendo jus a acusada, decido substituir/converter a pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos.
Deixo registrado, contudo, que ao meu entender no caso concreto uma pena exacerbada em nada iria ajudar na sua recuperação.
Considerado aí o conjunto probatório e o fato de ter vivenciado os dissabores do cárcere, tenho por bem que a substituição da pena privativa
de liberdade pela restritiva de direitos se mostra mais adequada e pedagógica ao acusado como reprovação da sua conduta. Oxalá não volte
a delinquir.
O réu está PRESO desde o dia 07.05.2015 faz jus ao benefício da detração (art. 42, CP.), devendo ser deduzido o prazo de prisão
provisória quando da execução da pena.
Deixo a critério do Juízo da Vara de Execução de Penas Alternativas – VEPA – designar a pena restritiva de direito mais
adequada a pessoa do acusado.
Com relação ao acusado ROGER DE ALMEIDA MARQUES, c onsiderando que está preso até a presente data, ou seja, a mais de 07
(sete) meses , entendo já haver cumprido a pena prevista no art. 28 da multicitada Lei, tendo em vista que a duração máxima da reprimenda
prevista para a conduta do referido artigo é de 5 (cinco) meses, e não comporta pena restritiva de liberdade.
Assim, julgo, ainda, por sentença , extinta a punibilidade do réu , ROGER FELIPE RODRIGUES DA SILVA , e o faço com amparo
no art. 109 da Lei 7.210/1984 1 , para que produza seus jurídicos e legais efeitos, à luz do princípio da economia processual, considerando
o período de prisão provisória do acusado.
Expeça-se, incontinenti, alvará de soltura em favor dos acusados DENIS FELIPE RODRIGUES DA SILVA e ROGER DE ALMEIDA
MARQUES, devendo serem postos, imediatamente, em liberdade, salvo se por outro motivo devam permanecer presos.
Expeça-se, incontinenti, Carta de Guia Provisória.
Providencie a Secretaria os expedientes necessários.
Com o trânsito em julgado, cumpra a Secretaria as seguintes providências:
a) inscrição do nome do réu no livro Rol dos Culpados (CF., art. 5º LVII);
b) preenchimento de B. Individual e remessa ao ITB (art. 809, CPP);
c) expedição de oficio ao TRE com Certidão do trânsito em julgado e cópia desta decisão para suspensão dos direitos políticos (art.
15, III, CF.);
d) expedição de Carta de Guia Definitiva, acompanhada de Certidão do Trânsito em Julgado, com o valor da Pena de Multa, para
que o Juízo da Execução determine a intimação do réu para pagamento da pena de multa dentro em dez (10) dias (art. 50, CP.) , consoante
decisão do STJ, verbis: “Compete ao Juízo da Execução Penal determinar a intimação do condenado para realizar o pagamento da
pena de multa (art. 50 do CP);. Ausente o adimplemento da obrigação, deve a Fazenda Pública ajuizar a execução fiscal. Entendimento
jurisprudencial desta Corte *(STJ. AgRg no REsp.397242/SP, Rel. Min. Paulo Medina, 6ª T.Dj. 19/9/2005,p.392).
e) Oficie-se para destruição das amostras guardadas para contraprova em cumprimento ao disposto no art. 72 da Lei Antitóxicos,
alterada pela Lei nº12.961/2014.
Dê-se baixa na culpa.
Art. 109. Cumprida ou extinta a pena, o condenado será posto em liberdade, mediante alvará do Juiz, se por outro motivo não estiver
preso.
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Sem custas.
Publique-se. Registre-se e intimem-se. Arquivem-se.
Recife (PE), dezembro/17/2015.
JOSÉ CLAUDIONOR DA SILVA FILHO
Juiz de Direito – 4ª Vara de Entorpecentes.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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do INSS no prazo de dez dias.9. Depois, voltem-me conclusos para sentença.Recife, 02 de fevereiro de 2016.Carlos Antonio Alves da SilvaJuiz de
DireitoPODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA DE ACIDENTES DO TRABALHO DA CAPITALAv.
Des. Guerra Barreto, n° 200 - Fórum do Recife - 1° andar - Ala Norte - Ilha do Leite - Joana Bezerra - Recife (PE) - CEP: 50080-900Fone: (81)
3412.5094 - 3412.50951bvaa
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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1ª VARA DE ACIDENTES DO TRABALHO DA CAPITALAv. Des. Guerra Barreto, n° 200 - Fórum do Recife - 1° andar - Ala Norte - Ilha do Leite
- Joana Bezerra - Recife (PE) - CEP: 50080-900Fone: (81) 3412.5094 - 3412.50951bvaa
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Proc. nº 0060852-90.2010.8.17.0001 - MARIA DA SOLEDADE PEREIRA DA SILVADECISÃO Vistos etc.1. Compulsando os autos, verifico que
às fls. 50 fora determinada a suspensão do presente feito em virtude da decisão exarada no Incidente de Uniformização Jurisprudencial nº 7.114-
RJ, em tramitação perante o Superior Tribunal de Justiça, que determinou a suspensão dos processos que versem sobre a aplicação do art. 29,
§5º, da Lei nº 8.213/91, nos casos de existência de auxílio-doença intercalado com períodos de trabalho.2. DECIDO.3. Consoante documentação
acostada aos autos (fls. 55/58), verifico que o benefício de aposentadoria por invalidez da parte autora fora precedido de período ininterrupto de
auxílio-doença, não se amoldando à hipótese ventilada no incidente de uniformização acima mencionado.4. Ante o exposto, CHAMO O FEITO À
ORDEM, para tornar sem efeito a decisão de fls. 50.5. P.I.6. Após, dê-se vistas dos autos ao Ministério Público para parecer final.7. Em seguida,
venham-me os autos conclusos para sentença. Recife, 12 de abril de 2016.Carlos Antonio Alves da SilvaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO
ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA DE ACIDENTES DO TRABALHO DA CAPITALAv. Des. Guerra Barreto, n° 200 -
Fórum do Recife - 1° andar - Ala Norte - Ilha do Leite - Joana Bezerra - Recife (PE) - CEP: 50080-900Fone: (81) 3412.5094 - 3412.50951Dome/
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Chefe de Secretaria
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Réu: INSS
ATO ORDINATÓRIO : Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC CPC e em cumprimento a determinação da MM. Juíza Titular
desta Vara: 1- Intime-se a parte autora para responder, querendo, no prazo legal ao apelo de fls. 147/154v; 2- Vista ao representante do
MP; 3- Cumpridos, faça os autos conclusos. Recife (PE), 11/03/2016.Jucieldo Monteiro Chaves. Chefe de Secretaria.
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Data: 14/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
PARTE FINAL
Posto isto, fica declarado absolvido o réu Sargento RR PM Izaias Gomes da Silva, brasileiro, casado, nascido em 16.10.1956, RG nº 18619,
CPF nº 138.015.204-63, filho de Luiz Gomes da Silva e de Rosa Maria da Silva, da denúncia que o dava como incurso nas penas do artigo
298 (Desacato a superior) do Código Penal Militar. Publicada em audiência, nos termos do que prescreve o CPPMilitar e como consta da ata
da sessão de julgamento do dia 06.04.2016 fls.188/189. Com o trânsito em julgado, adote a secretaria as providências consecutivas e conexas,
observadas as prescrições legais. Cumpra-se Recife-PE, 13 de Abril de 2016. Deu-se por findo o presente termo. Eu, ________ Lúcio Josué da
Silva, 1º Sgt PM, digitador, que assino, juntamente com as demais autoridades presentes, desde já cientificados desta decisão. Luiz Cavalcanti
Filho Juiz de Direito - Auditor Militar Presidente dos Conselhos; Capitão PM Ana Graça Souza Juiz Militar
Capitão PM João Carlos Mourelle Azevedo Juiz Militar;
1º Tenente PM Mauricio José de Freitas Juiz Militar;
1º Tenente PM Fernando Albuquerque de Oliveira Juiz Militar;
CIENTES E INTIMADOS: Dr Quintino Geraldo Diniz de Melo Promotor de Justiça;
Dr Eduardo Henrique Burgos Bezerra OAB/PE Nº 39205;
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Às folhas 229 dos autos consta Certidão de Óbito, em via original, onde se constata que o mesmo faleceu em 12.01.2015, tendo como causa da
morte “politraumatismo por instrumento de ação contundente (acidente de transito)”.
RELATEI, DECIDO:
A morte do réu é o primeiro dos fatos elencados no artigo 123 do Código Penal Militar como causa de extinção do direito estatal de punir. Se a
pena é eminentemente pessoal, é óbvio que o direito de punir se extingue com a morte do sujeito passivo da relação jurídico-penal. O Estado
tinha o direito de aplicar o sanctio juris contra o autor do crime. Se este morre, desaparece a relação jurídica, porquanto o Estado não pode exigir
que o preceito sancionador seja aplicado contra outra pessoa.
Ante o exposto, com fundamento no art. 123, I do Código Penal Militar c/com o art. 81 § único do Código de Processo Penal Militar, decreto a
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, do ex soldado PM Jaime Cézar Leite Bezerra, casado, RG nº 42667/PMPE, CPF nº 018.959.304-05, filho de
Mamede Marques Bezerra e de Maria Lindalice Leite Bezerra, o que faço por sentença para que produza seus jurídicos e legais efeitos.
Comunicações processuais necessárias. Recife, 07 de Abril de 2016. Dr. Luiz Cavalcanti Filho Juiz de Direito do Juízo Militar
Vara da Justiça Militar
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Data: 14/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Fórum do Recife
Av. Desembargador Guerra Barreto, s/n
Ilha Joana Bezerra – Recife/PE
Expediente nº 2016.0674.001500
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. Honório Gomes do Rego Filho , Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária da Comarca do
Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc.
FAZ SABER , que cumprindo o disposto no art. 370, § 1º do CPP, ficam a partir da publicação deste edital INTIMADOS os Beis. Danielly Moreira
Pires Ferreira – OAB/ PB011753, Márcia de Lima Toscano Uchoa – OAB/ PB015231, Pamela Cavalcanti de Castro – OAB/ PB016129, Inngo
Araújo Miná – OAB/ PB016736, Antônio Rodrigues dos Santos Júnior – OAB/ PB016882, Giovana Deininger de Oliveira – OAB/ PB018385 E
Wellington Luiz de Souza Ribeiro – OAB/ PE033117, do seguinte despacho: “ Tendo em vista a necessidade de proceder a ajustes na pauta
de audiências, designo o dia 31 de maio de 2016, às 15h, como nova data para a realização da audiência de instrução e julgamento,
ocasião em que serão ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público e interrogado o acusado. Publique-se. Intimações e
requisições necessárias. Recife, 11 de abril de 2016. Honório Gomes do Rego Filho Juiz de Direito”. Dado e Passado nesta Comarca
do Recife aos 14 (catorze) dias do mês de abril do ano de 2016. Eu, Stefanie Neiva Maiwald, o digitei e submeti à conferência e subscrição
da Chefia de Secretaria.
Expediente nº 2016.0674.001504
EDITAL DE INTIMAÇÃO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Dr. Honório Gomes do Rego Filho , Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária da Comarca do
Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc.
FAZ SABER , que cumprindo o disposto no art. 370, § 1º do CPP, fica a partir da publicação deste edital INTIMADO a Bela. Géssica Roberta
de Almeida Araújo – OAB/PE n° 27.794, para fins de apresentar Alegações Finais em forma de memorial. Dado e passado nesta Comarca
do Recife, aos 14 (catorze) dias do mês de abril do ano de 2016. Eu, Sílvio Sérgio Gomes Alves Júnior, o digitei e submeti à conferência e
subscrição da Chefia de Secretaria.
Fórum do Recife
Av. Desembargador Guerra Barreto, s/n
Ilha Joana Bezerra – Recife/PE
Expediente nº 2016.0674.001506
EDITAL DE CITAÇÃO
O Doutor HONÓRIO GOMES DO REGO FILHO , Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária da
Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, FAZ SABER, através do presente EDITAL DE CITAÇÃO , com prazo
de quinze (15) dias, que pela Promotora de Justiça, Dra. Selma Carneiro Barreto da Silva, foi denunciada LETICIA CARVALHO PASSOS ,
brasileira, artista plástico, natural de Itau/MG, nascida aos 11/07/1995, filha de Valeriano Passos e de Maria das Dores Carvalho, incurso nas
penas do art. 331 do Código Penal, nos autos do processo crime acima mencionado. E como consta nos autos que a ré encontra-se em lugar
incerto e não sabido, CITO-A E A HEI POR CITADA para através de seu defensor constituído apresentar resposta preliminar, por escrito,
no prazo de 10 (dez) dias, conforme nova redação do art. 396 do Código de Processo Penal, caput . A fluência de tal prazo tem início
a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído, como consta do parágrafo único do mesmo dispositivo.
Fica ainda advertido o acusado de que, em não sendo apresentada resposta preliminar no prazo legal, será nomeado Defensor Público
para oferecê-la, também em 10 (dez) dias, nos termos do art. 396-A, § 2º, do Código de Processo Penal. Dado e passado nesta Comarca
do Recife, aos 14 (catorze) dias do mês de abril do ano de 2016. Eu, Mariana G. Daher Teixeira, o digitei e submeti à conferência e subscrição
da Chefia de Secretaria.
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Fórum do Recife
Av. Desembargador Guerra Barreto, s/n
Ilha Joana Bezerra – Recife/PE
Expediente nº 2016.0674.001505
EDITAL DE CITAÇÃO
O Doutor HONÓRIO GOMES DO REGO FILHO , Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária da
Comarca do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, FAZ SABER, através do presente EDITAL DE CITAÇÃO , com prazo
de quinze (15) dias, que pela Promotora de Justiça, Dra. Selma Carneiro Barreto da Silva, foi denunciado WILLEDENBERG FARIAS DE
SANTANA COUTINHO , brasileiro, solteiro, artista plástico, natural de Recife-PE, nascido aos 03/03/1986, RG nº 7.386.658 SDS/PE, filho de
José Alves de Coutinho e de Marcirajara Farias de Santana, incurso nas penas do art. 331 do Código Penal, nos autos do processo crime acima
mencionado. E como consta nos autos que o réu encontra-se em lugar incerto e não sabido, CITO-O E O HEI POR CITADO para através de
seu defensor constituído apresentar resposta preliminar, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias, conforme nova redação do art. 396 do
Código de Processo Penal, caput . A fluência de tal prazo tem início a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor
constituído, como consta do parágrafo único do mesmo dispositivo. Fica ainda advertido o acusado de que, em não sendo apresentada
resposta preliminar no prazo legal, será nomeado Defensor Público para oferecê-la, também em 10 (dez) dias, nos termos do art. 396-
A, § 2º, do Código de Processo Penal. Dado e passado nesta Comarca do Recife, aos 14 (catorze) dias do mês de abril do ano de 2016. Eu,
Mariana G. Daher Teixeira, o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria.
Expediente nº 2016.0674.001492
EDITAL DE INTIMAÇÃO
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O Dr. Honório Gomes do Rego Filho , Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária, da Comarca
do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc.
FAZ SABER , que cumprindo o disposto no art. 370, § 1º do CPP, ficam a partir da publicação deste edital INTIMADOS os Béis. Luiz Inocêncio
Feitosa Sales - OAB/PE 028893, Camila Silva Menezes - OAB/PE035668 e Wilson Feitosa da Silva - OAB/PE014519 e Marilia Fragoso de Gatell
- OAB/PE005.201, para fins de requerer diligências, no prazo de 24 horas, nos termos do art. 402 do CPP. Dado e passado nesta Comarca
do Recife, aos 14 (catorze) dias do mês de abril do ano de 2016. Eu, Sílvio Sérgio Gomes Alves Júnior, o digitei e submeti à conferência e
subscrição da Chefia de Secretaria.
Expediente nº 2016.0674.001507
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Dr. Honório Gomes do Rego Filho , Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária, da Comarca
do Recife, Capital do Estado de Pernambuco, em virtude da Lei, etc.
FAZ SABER , que cumprindo o disposto no art. 370, § 1º do CPP, ficam a partir da publicação deste edital INTIMADOS os Béis. Roberto Paes
Barreto - OAB/PE 009115, Roberto Paes Barreto Junior - OAB/PE 020857 e Romulo Barbosa Ferraz Junior - OAB/PE 021818, para fins de
requerer diligências, no prazo de 24 horas, nos termos do art. 402 do CPP. Dado e passado nesta Comarca do Recife, aos 14 (catorze) dias
do mês de abril do ano de 2016. Eu, Sílvio Sérgio Gomes Alves Júnior, o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria.
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INTERIOR
Abreu e Lima - 1ª Vara
Primeira Vara da Comarca de Abreu e Lima
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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o benefício somente será deferido quando os elementos e as circunstâncias dos autos corroborarem a alegação do requerente.5. In casu, a
natureza da demanda (ressarcimento de indenização recebida), no valor de R$ 97.821,62, o pedido e a causa de pedir, decorrente da aquisição
de um imóvel, revelam indícios de ausência dos requisitos essenciais à concessão do benefício da justiça gratuita. 6. A parte Autora, embora
alegue ser pobre na forma da lei, vem a juízo avocar a titularidade do direito à indenização da vultosa quantia de R$ 97.821,62, fruto da aquisição
anterior de um imóvel o que, por si só, já fragiliza a alegação de miserabilidade. Ademais, a Autora omitiu informações sobre seus proventos, suas
rendas e seus bens, e vem a Juízo através de renomado escritório de advocacia, com um dos Advogados mais famosos da região e do Estado
de Pernambuco.7. Em face do exposto, nos termos do art. 99, do NCPC, intime-se a parte Autora, por seus Advogados, a suprir as omissões
acima indicadas e comprovar o preenchimento dos pressupostos legais para a concessão de gratuidade, dentro do prazo de 05 dias, sob pena
de indeferimento do benefício, ou, querendo, de logo comprovar o recolhimento das custas processuais.8. Registre-se o novo valor da causa no
Judwin, conforme emenda de fls. 21.Abreu e Lima-PE, 08 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO
DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMA - PEAção de Cobrança nº : 0571-55.2016.8.17.0100Autor : VIVIANE
CRISTINA ANICETO DA MOTARéu : MARIA JOSÉ LOPES DA SILVA1
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exigível, aquele terá sido apenas um ato unilateral do devedor. Dele não se pode concluir esteja a mora afastada. Se assim fosse, bastava
efetuar um depósito qualquer para impedir a ação do credor. 8. Com efeito, entendimento em contrário consiste em retirar a utilidade desta ação
(Busca e Apreensão), tornar inócuo o procedimento que o sistema jurídico conferiu ao credor fiduciário para a retomada imediata do bem. (...)11.
Recurso Improvido. Decisão unânime. (grifos nossos) (Agravo de Instrumento 324464-2, NPU nº 0000094-12.2014.8.17.0000, Rel. Josué Antônio
Fonseca de Sena, 1ª Câmara Cível, Data do Julg. 25/02/2014, Data da Publicação 06/03/2014)". Nesse mesmo sentido, registre-se o enunciado
28 do Fórum Permanente dos Juízes Cíveis do Estado de Pernambuco:"O ajuizamento de ação consignatória não conduz, necessariamente,
a que fique impossibilitado o deferimento de liminar de busca e apreensão" Assim, considerando que o simples manejo de ação revisional ou
consignatória pelo devedor não impede o processamento da busca e apreensão, sob pena de castrar liminarmente o direito do credor fiduciante,
que o próprio sistema jurídico lhe conferiu para retomada imediata do bem, INDEFIRO o pedido de conexão. DEFERIMENTO DO PEDIDO DE
LIMINAR: O § 1º do art. 3º do DL nº 911/69 estabelece que, decorridos 05 (cinco) dias da execução da medida liminar, consolida-se a propriedade
e a posse plena no patrimônio do credor-fiduciário quando do não-pagamento do valor informado na inicial, independentemente de sentença,
restando ao devedor-alienante, tão-somente, contestar o pedido quanto aos valores cobrados indevidamente. Neste diapasão, resta induvidosa
a inconstitucionalidade da norma supracitada ao impor a consolidação da propriedade mediante a simples execução da liminar de busca e
apreensão, tendo em vista que afronta o princípio constitucional do devido processo legal. A irreversibilidade da liminar concedida, implicando na
consolidação da propriedade e da posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor, sem que tal consequência necessite da intervenção
judicial, implica na negativa de acesso à justiça pelo devedor que se vê privado do bem sem que tenha havido o devido processo legal assegurado
no art. 5º, LIV, da CRFB/1988. Pelo exposto, em sede de controle difuso da constitucionalidade das leis e atos normativos, declaro incidenter
tantum a inconstitucionalidade do supracitado dispositivo legal frente o princípio do devido processo legal, deixando, por isso, de aplicá-lo. É
sabido que as leis especiais que por vias transversas ensejem relações de consumo devem disciplinar seus temas sempre em consonância com
os princípios fundamentais do CDC, posto que, ante o conflito aparente entre normas especiais e as regras principiológicas do CDC, não se
aplica o princípio da especialidade, prevalecendo a norma consumerista sobre a da lei especial em aparente contradição. A Lei Consumerista,
em seu art. 54, prevê a possibilidade de existência nos contratos de adesão de cláusula resolutória, desde que alternativa, cabendo a escolha ao
devedor, bem como assegura a possibilidade de a qualquer tempo o devedor solicitar a purgação da mora através do adimplemento das parcelas
vencidas acrescidas dos consectários legais, mantendo o contrato e assegurando a restituição do bem por ventura apreendido. O contrato de
alienação fiduciária transfere, de pleno direito, o domínio resolúvel e a posse indireta do bem alienado ao mutuante-fiduciário (credor), ficando o
mutuário-fiduciante com a posse direta. O inadimplemento do devedor torna ilegítima a posse. Assim, comprovada a mora do mutuário-fiduciante
(devedor), assiste ao proprietário fiduciário a faculdade de, com fundamento no art. 3º do DL nº 911/69, perseguir a coisa confiada mediante
busca e apreensão: presente, portanto o fumus boni juris. O periculum in mora é real em face da natureza do bem alienado fiduciariamente.
Os documentos dos autos autorizam a concessão da liminar requerida: a) a legitimidade das partes; b) a existência do financiamento do bem
indicado; c) o pacto de alienação fiduciária fulcrado do Decreto-Lei nº 911/69; e d) a mora da parte Demandada através de notificação extrajudicial.
Em face do exposto, defiro a liminar requerida, e autorizo a busca e apreensão do veículo CHEVROLET - MODELO CELTA 1.0 2P FLEX LIFE
- ANO 2009 - COR PRETA - PLACA KKK-2265/PE - CHASSI 9BGRX0810AG165063, depositando-o em mãos do representante indicado pela
parte Autora, destacando que o bem deve ficar na posse provisória do credor fiduciário até ulterior deliberação do Juízo. Executada a medida
liminar, cite-se o Réu para, no prazo de 05 (cinco) dias, efetuar o pagamento das parcelas vencidas e vincendas, acrescidas dos encargos legais,
custas processuais e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da causa, bem como para no prazo de 15 (quinze) dias, oferecer contestação,
querendo, constando do mandado as advertências previstas nos arts. 336/337 do NCPC. Deixo de designar a audiência prevista no art. 334,
do NCPC, em face da inexistência de núcleo de conciliação e mediação neste Juízo, razão pela qual a necessidade ou não de audiência será
analisada na fase do art. 347 do NCPC. Na hipótese de apreensão do bem, fica vedada a sua saída dos limites da região metropolitana deste
Estado. Publique-se. Intimem-se. Abreu e Lima-PE, 11 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO
DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMABusca e Apreensão nº: 03532-37.2014.8.17.0100Requerente: BANCO
GMAC S.A. Requerido: IVISON ANDRÉ DOS SANTOSDECISÃO INTERLOCUTÓRIA1
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ação, ou art. 305, do NCPC. Ocorre que o Autor não juntou aos autos nenhuma notificação de protesto que pretende sustar, não demonstrando
assim, a fumaça do bom direito. O autor instruiu seu pedido tão somente com uma "certidão discriminativa" onde constam 09 protestos antigos,
registrados nos anos de 2014 a 2015 (fls. 14/15), fato que, por si só, também revela a ausência do risco da demora. A prova da notificação
extrajudicial para pagamento do título, sob pena de protesto, é documento essencial para o deferimento da liminar. Nesse sentido:AGRAVO
DE INSTRUMENTO. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. MEDIDA CAUTELAR DE SUSTAÇÃO DE PROTESTO. INDEFERIMENTO DA
LIMINAR. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. Tratando-se de pedido liminar em ação cautelar de sustação de
protesto, imprescindível é a análise acerca da presença dos requisitos do fumus boni iuris e do periculum in mora. Diante da ausência da fumaça
do bom direito, ao menos em juízo de cognição sumária, de se manter o indeferimento da liminar. AGRAVO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO,
POR DECISÃO MONOCRÁTICA, COM BASE NO ARTIGO 557, CAPUT , DO CPC. (TJ-RS - AI: 70060120979 RS, Relator: Liege Puricelli Pires,
Data de Julgamento: 04/06/2014, Décima Sétima Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 11/06/2014) Em face do exposto,
porque ausentes os requisitos do art. 798 do CPC/1973, vigente na data do pedido, c/c art. 305, do NCPC, indefiro a liminar requerida.Publique-
se. Após, cite-se o requerido, para os fins do art. 306, do NCPC. Abreu e Lima, 13 de abril de 2016. Luiz Mário Miranda Juiz de DireitoPODER
JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA PRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMA - PEProcesso
nº: 00339-43.2016.8.17.0100.Requerente: A.G.B. TRANSPORTE DE CARGAS, LOCAÇÕES E SERVIÇOS LOGÍSTICOSRequerido : ERIKA
LOPES MARQUES MEAPRECIAÇÃO DO PEDIDO DE LIMINAR CAUTELAR1
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PRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMA - PEAÇÃO ORDINÁRIA Nº 01104-24.2010.8.17.0100 - FASE DE CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA.DESPACHO Vistos, etc. Indefiro o pedido de fls. 48, eis que compete ao Credor indicar bens penhoráveis ou comprovar que exauriu
os meios ao seu alcance (art. 798, do NCPC). Publique-se. Intimem-se. Abreu e Lima, 13 de abril de 2016 Luiz Mário Miranda Juiz de Direito.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
DISPOSITIVO (art. 381, V, do CPP) Em face do exposto, com fulcro nos arts. 109, V, e 110, ambos do CPB, e art. 61 do CPP, julgo extinta
a pena e a punibilidade de JAMESSON EUCLIDES DA CONCEIÇÃO, qualificado nos autos, em face da prescrição da pretensão executória
quanto à pena que lhe foi imposta nos presentes autos. Cumpra-se a parte final da sentença de fls. 254/256 quanto à perda da arma de fogo
apreendida. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Certificado o trânsito em julgado, oficie-se ao IITB. Após, arquive-se, com baixa.Abreu e Lima-
PE, 04 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de DireitoPODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA
DE ABREU E LIMAS E N T E N Ç AAção Penal nº: 0000912-67.2005.8.17.0100Apenado: JAMESSON EUCLIDES DA CONCEIÇÃOIncidência
Penal : Art. 14 da Lei nº 10.826/2003Sentença nº : 0165/2016 - Abril/005Juiz Sentenciante : Luiz Mário Miranda2
Dispositivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por sentença, a desistência requerida por ERLANDES PEREIRA DA SILVA e
extingo o presente processo cível, sem resolver o mérito (art. 485, VIII do CPC).Custas processuais pelo autor, calculadas sobre o valor da causa.
Publique-se. Registre-se. Intime-se. Certificado o trânsito em julgado, e comprovado recolhimento das custas processuais, expeça-se alvará em
favor da parte Autora, para recebimento dos valores depositados vinculados ao presente feitoAbreu e Lima-PE, 05 de abril de 2016.Luiz Mário
MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAAvenida
Duque de Caxias, 307, Centro, Abreu e Lima-PES E N T E N Ç AAção Revisional nº : 001561-17.2014.8.17.0100Autor: Erlandes Pereira da
SilvaRé(u) : Banco Panamericano S.A.Sentença nº : 0166/2016 - Abril/0062
Dispositivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por sentença, a desistência requerida por SOPHIA MELO DE LIMA e extingo o
presente processo cível, sem resolver o mérito (art. 485, VIII do CPC).Custas processuais, nos termos do art. 12, da Lei 1.060/50. Publique-se.
Registre-se. Intime-se. Certificado o trânsito em julgado, arquive.Abreu e Lima-PE, 05 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de Direito PODER
JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAAvenida Duque de Caxias, 307, Centro,
Abreu e Lima-PES E N T E N Ç AAção Ordinária nº : 001311-81.2014.8.17.0100Autor: Sophia Melo de LimaRé(u) : Seguradora Lider.Sentença
nº : 0167/2016 - Abril/0072
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Dispositivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por sentença, a desistência requerida por ULYSSES PAULO DA SILVA e
extingo o presente processo cível, sem resolver o mérito (art. 485, VIII do CPC).Custas processuais pelo autor, calculadas sobre o valor da causa.
Publique-se. Registre-se. Intime-se. Certificado o trânsito em julgado, e comprovado recolhimento das custas processuais, expeça-se alvará em
favor da parte Autora, para recebimento dos valores depositados vinculados ao presente feitoAbreu e Lima-PE, 05 de abril de 2016.Luiz Mário
MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAAvenida
Duque de Caxias, 307, Centro, Abreu e Lima-PES E N T E N Ç AAção Revisional nº : 001299-67.2014.8.17.0100Autor: Ulysses Paulo da
SilvaRé(u) : Banco Bradesco Financiamento S/A.Sentença nº : 0168/2016 - Abril/0082
DISPOSITIVO (art. 381, V, do CPP) Em face do exposto, nos termos dos arts. 107, IV, 109, VI, e 111, I, todos do CPB, art. 61 do CPP, e
em harmonia com a Súmula Vinculante nº 35 do STF, julgo extinta a pena e a punibilidade de TONI ALEXANDRE DA SILVA, qualificado nos
autos, em face da prescrição da pretensão punitiva quanto aos fatos narrados nos presentes autos. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.Sem
custas. Certificado o trânsito em julgado, comunique-se ao IITB e arquivem-se.Abreu e Lima-PE, 05 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de
DireitoPODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAS E N T E N Ç ATCO nº:
0000603-75.2007.8.17.0100Autuado: TONI ALEXANDRE DA SILVAIncidência Penal: Art. 42 da LCPSentença nº : 0169/2016 - Abril/0092
DISPOSITIVO (art. 381, V, do CPP) Em face do exposto, nos termos dos arts. 107, IV, 109, VI, e 111, I, todos do CPB, art. 61 do CPP, e em
harmonia com o r.Parecer do Ministério Público e a Súmula Vinculante nº 35 do c.STF, julgo extinta a pena e a punibilidade de SEVERINO
FAUSTINO PEREIRA, qualificado nos autos, em face da prescrição da pretensão punitiva quanto a acusação de invasão de domicílio da vítima
PATRÍCIA MAURREN FERRER, ocorrida em 13.08.2007. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.Sem custas. Certificado o trânsito em julgado,
comunique-se ao IITB e arquivem-se, com baixa.Abreu e Lima-PE, 05 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de DireitoPODER JUDICIÁRIO DO
ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAS E N T E N Ç ATCO nº: 0002433-76.2007.8.17.0100Autuado:
SEVERINO FAUSTINO PEREIRAIncidência Penal: Art. 150 do CPBSentença nº : 0170/2016 - Abril/0102
DISPOSITIVO (art. 381, V, do CPP)Em face do exposto, presentes os pressupostos do art. 413 do CPP, e aplicando-se o princípio in dubio pro
societate, julgo procedente a Denúncia para PRONUNCIAR EDJAIR BARBOSA DE LIMA, vulgo "DI", brasileiro, natural de Recife/PE, nascido
aos 24.05.1980, filho de Edvaldo Luiz de Lima e Celene Barbosa de Lima, para que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, sob
a acusação da prática do delito doloso contra a vida tipificado no art. 121, § 2º, II do CPB.MANUTENÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA (art.
413, § 3º, CPP): considerando que o Pronunciado respondeu ao processo sob prisão provisória, e que subsistem incólumes os pressupostos
e fundamentos autorizadores da referida segregação cautelar (arts. 311 ss. do CPP), não havendo alteração fático-jurídica superveniente apta
a revogá-la, nos termos do art. 316 do CPP, mantenho a prisão preventiva com o fito de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da
lei penal, devendo, portanto, aguardar julgamento pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri na prisão em que se encontra.Publique-se.
Registre-se. Intimem-se. Certificada a preclusão desta decisão, vista dos autos ao Ministério Público e à Defesa, na ordem e sucessivamente,
para os fins do art. 422 do CPP. Abreu e Lima-PE, 07 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de Direito1"IV - Na fase da pronúncia
(iudicium accusationis), reconhecida a materialidade do delito, qualquer questionamento ou ambigüidade faz incidir a regra do brocardo in dubio
pro societate". (TSTJ 115/462)------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAS E N T E N Ç AAÇÃO PENAL
nº: 0001792-88.2007.8.17.0100Denunciado: EDJAIR BARBOSA DE LIMAIncidência Penal : Art. 121, § 2º, II, do CPBSentença nº : 0171/2016
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Dispositivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por sentença, a desistência requerida por BV FINANCEIRA S/A C.F.I e
FUNDO DE INVEST. EM DIR. CREDITÓRIOS NÃO PADRONIZADOS PCG BRASIL MULTICARTEIRA, e extingo o presente processo cível,
sem resolver o mérito (art. 485, VIII do CPC).Custas satisfeitas. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Certificado o trânsito em julgado, arquive-
se.Abreu e Lima-PE, 07 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA
VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAAvenida Duque de Caxias, 307, Centro, Abreu e Lima-PES E N T E N Ç ABusca e Apreensão nº:
002285-94.2009.8.17.0100Autor: BV Financeira S/A C.F.I. e FUNDO DE INVEST. EM DIR. CREDITÓRIOS NÃO PADRONIZADOS PCG BRASIL
MULTICARTEIRA.Ré(u) : Carlos Anderson Lira de AraújoSentença nº : 0172/2016 - Abril/0122
Dispositivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por sentença, a desistência requerida por JOSÉ BENEDITO DA SILVA FILHO e
extingo o presente processo cível, sem resolver o mérito (art. 485, VIII do CPC).Custas processuais pelo autor, calculadas sobre o valor da causa.
Publique-se. Registre-se. Intime-se. Certificado o trânsito em julgado, e comprovado recolhimento das custas processuais, expeça-se alvará em
favor da parte Autora, para recebimento dos valores depositados vinculados ao presente feito.Abreu e Lima-PE, 07 de abril de 2016.Luiz Mário
MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAAvenida
Duque de Caxias, 307, Centro, Abreu e Lima-PES E N T E N Ç AAção Revisional nº : 03636-63.2013.8.17.0100Autor: José Benedito da Silva
FilhoRé(u) : BV Leasing - Arrendamento Mercantil S.A.Sentença nº : 0173/2016 - Abril/0132
DISPOSITIVO (art. 381, V, do CPP) Em face do exposto, nos termos dos arts. 107, IV, 109, V, e 111, I, todos do CPB, e em harmonia com r.
Parecer do Ministério Público, julgo extinta a pena e a punibilidade de CARLOS ANDRÉ DA SILVA, qualificado nos autos, em face da prescrição
da pretensão punitiva quanto aos fatos narrados nos presentes autos. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.Sem custas. Certificado o trânsito em
julgado, comunique-se ao IITB e arquivem-se.Abreu e Lima-PE, 07 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de DireitoPODER JUDICIÁRIO DO
ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAS E N T E N Ç ATCO nº: 0001219-16.2008.8.17.0100Autuado:
CARLOS ANDRÉ DA SILVAIncidência Penal: Art. 331 do CPBSentença nº : 0174/2016 - Abril/014
Dispositivo Em face do exposto, com fulcro nos arts. 487, I, do CPC, e em harmonia com o r. Parecer do Ministério Público, julgo procedente
o pedido e exonero S. J. DE O. L. do pagamento de pensão alimentícia referente a sua filha A. C. de A. L. Oficie-se ao empregador para o
cancelamento do desconto da pensão referente a filha A. C. de A. L. Sem custas e sem condenação em honorários, face a ausência de litígio.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Certificado o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Abreu e Lima, 11 de abril de 2016 Luiz Mário
Miranda Juiz de Direito.PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E LIMAS E N T
ENÇA
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DISPOSITIVO (art. 381, V, do CPP) Em face do exposto, nos termos dos arts. 107, IV, 109, V e VI, e 111, I, todos do CPB, art. 61 do CPP, e em
harmonia com a Súmula Vinculante nº 35 do STF, julgo extinta a pena e a punibilidade de JOSAFÁ FELIPE DE LIMA SILVA, qualificado nos autos,
em face da prescrição da pretensão punitiva quanto aos fatos narrados nos presentes autos, envolvendo a VÍTIMA ALEXSANDRO SALUSTIANO
DA SILVA. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.Sem custas. Certificado o trânsito em julgado, comunique-se ao IITB e arquivem-se.Abreu e
Lima-PE, 11 de abril de 2016.Luiz Mário MirandaJuiz de DireitoPODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA
COMARCA DE ABREU E LIMAS E N T E N Ç ATCO nº: 0001362-05.2008.8.17.0100Autuado: JOSAFÁ FELIPE DE LIMA SILVAIncidência Penal:
Arts. 129 e 147, ambos do CPBSentença nº : 0178/2016 - Abril/0182
Dispositivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por sentença, a desistência requerida por MANOEL NUNES DE OLIVEIRA
e extingo o presente processo cível, sem resolver o mérito (art. 485, VIII do CPC).Custas processuais pelo autor, calculadas sobre o valor
da causa. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Certificado o trânsito em julgado, e comprovado recolhimento das custas processuais, expeça-
se alvará em favor da parte Autora, para recebimento dos valores depositados vinculados ao presente feito.Abreu e Lima-PE, 11 de abril de
2016.Luiz Mário MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E
LIMAAvenida Duque de Caxias, 307, Centro, Abreu e Lima-PES E N T E N Ç AAção Revisional nº : 003061-55.13.8.17.0100Autor: Manoel Nunes
de OliveiraRé(u) : Banco Credifibra S.A.Sentença nº : 0179/2016 - Abril/0192
Dispositivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por sentença, a desistência requerida por MANOEL NUNES DE OLIVEIRA
e extingo o presente processo cível, sem resolver o mérito (art. 485, VIII do CPC).Custas processuais pelo autor, calculadas sobre o valor
da causa. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Certificado o trânsito em julgado, e comprovado recolhimento das custas processuais, expeça-
se alvará em favor da parte Autora, para recebimento dos valores depositados vinculados ao presente feito.Abreu e Lima-PE, 11 de abril de
2016.Luiz Mário MirandaJuiz de Direito PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOPRIMEIRA VARA DA COMARCA DE ABREU E
LIMAAvenida Duque de Caxias, 307, Centro, Abreu e Lima-PES E N T E N Ç AAção Revisional nº : 003061-55.13.8.17.0100Autor: Manoel Nunes
de OliveiraRé(u) : Banco Credifibra S.A.Sentença nº : 0179/2016 - Abril/0192
EDITAL DE INTIMAÇÃO DE SENTENÇA
O Exmo. Sr. Luiz Mário Miranda, Juiz de Direito da Primeira Vara da Comarca de Abreu e Lima, em virtude da lei, etc...
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INTIMA a Dra. Hionata Xavier de Andrade Lima, OAB/PE 25.767-D que, neste
Juízo de Direito, situado à AV DUQUE DE CAXIAS, 307 – Timbó, Abreu e Lima/PE, telefone: (081)3181.9369, tramita a ação de Alimentos - Lei
Especial Nº 5.478/68, sob o nº 0000971-06.2015.8.17.0100, aforada por Sérgio José de Oliveira Lemos, em desfavor de Alan Cristina de Almeida
Lemos, para que tome CIÊNCIA DA SENTENÇA de fl. 22, cujo teor final passo a transcrever: “(...) Dispositivo Em face do exposto, com
fulcro nos arts. 487, I, do CPC, e em harmonia com o r. Parecer do Ministério Público, julgo procedente o pedido e exonero SÉRGIO JOSÉ DE
OLIVEIRA LEMOS do pagamento de pensão alimentícia referente a sua filha ALANA CRISTINA DE ALMEIDA LEMOS. Oficie-se ao empregador
para o cancelamento do desconto da pensão referente a filha Alana Cristina de Almeida Lemos. Sem custas e sem condenação em honorários,
face a ausência de litígio. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Certificado o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Abreu e Lima, 11 de abril
de 2016 Luiz Mário Miranda Juiz de Direito ”. E para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Raphael Antonio Camarotti,
o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria. Abreu e Lima (PE), 13/04/2016.
O Exmo. Sr. Luiz Mário Miranda, Juiz de Direito da Primeira Vara da Comarca de Abreu e Lima, em virtude da lei, etc...
INTIMA a Dra. MÁRCIA AUREA SILVA LIMA, OAB/PE 32.420-D que, neste Juízo de
Direito, situado à AV DUQUE DE CAXIAS, 307 – Timbó, Abreu e Lima/PE, telefone: (081)3181.9369, tramita a ação de Procedimento ordinário,
sob o nº 0001516-47.2013.8.17.0100, aforada por Maria Lucia da Silva, em desfavor de BANCO ITAUCARD, para que tome CIÊNCIA DA
SENTENÇA de fl. 58, cujo teor final passo a transcrever: “(...) Dis positivo (art. 489, III, do CPC) Em face do exposto, homologo, por
sentença, a desistência requerida por MARIA LÚCIA DA SILVA e extingo o presente processo cível, sem resolver o mérito (art. 485, VIII
do CPC). C ustas processuais pelo autor , recolhidas sobre o valor da causa. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Certificado o trânsito em
julgado, e comprovado recolhimento das custas processuais, expeça-se alvará dos valores consignados em juízo em favor da parte Autora. Abreu
e Lima-PE, 28 de março de 2016. Luiz Mário Miranda Juiz de Direito”. E para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu,
Raphael Antonio Camarotti, o digitei e submeti à conferência e subscrição da Chefia de Secretaria. Abreu e Lima (PE), 13/04/2016.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Exmº. Srº. Drº. Luiz Mário Miranda, Juiz de Direito da 1ª Vara da Comarca de Abreu e Lima/PE, em virtude da Lei, etc...
1108
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
por MINISTÉRIO PÚBLICO, neste Juízo situado à AV. Duque de Caxias, 307 - Timbó Abreu e Lima/PE Telefone: (081)3181-9358, PARA A
FINALIDADE DO ART. 422 DO CPP. E para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, __________ Albanisa V. Batista
Mendes, o digitei e submeti à conferência da Chefia de Secretaria. Abreu e Lima (PE), 29.03.2016.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
O Exmº. Srº. Drº. Luiz Mário Miranda, Juiz de Direito da 1ª Vara da Comarca de Abreu e Lima/PE, em virtude da Lei, etc...
INTIMA os Drs. Wellington Pereira de Souza – OAB/PE 15.556 , advogado do acusado Edvaldo Emanuel
Siva Ramos , e Sérgio Ricardo de S. Menezes - OAB/PE 19.309 , advogado do acusado Everton César Belém dos Santos , nos autos da Ação
Penal sob o nº 0001934-87.2010.8.17.0100, aforada pela Justiça Pública, neste Juízo situado à Av Duque de Caxias, 307 - Timbó Abreu e Lima/
PE Telefone: (081)31819358, da Expedição da Carta Precatória de nº: 2016.0841.000820, que tem como finalidade a oitiva da testemunha
Marcos Paulo Alves dos santos na comarca de Camaragibe/PE . E para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu,
__________ Albanisa V. Batista Mendes, o digitei e submeti à conferência da Chefia de Secretaria. Abreu e Lima (PE), 01.04.2016.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 05/05/2016
Data: 12/05/2016
1110
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
A Dra. Daniela Rocha Games , Juíza de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Afogados da Ingazeira, Estado de
Pernambuco, em exercício cumulativo, em virtude da Lei, etc...
Faz saber, a todos que o presente edital virem, ou dele conhecimento tiverem, e a quem interessar, que por este Juízo e
Secretaria Judicial da 1ª Vara Cível, tramita a Ação de Divórcio Litigioso nº 0000441-35.2016.8.17.0110 , tendo como requerente Daniel
Pedro Mendes da Silva e como requerida Leandra Marinalva Silva de Souza , ficando , Leandra Marinalva Silva de Souza , brasileira,
casada, agricultora, atualmente, em lugar incerto e não sabido , citada , para, no prazo de 15 (quinze) dias, contestar a presente ação, sob
pena de revelia e de serem entendidos como verdadeiros os fatos alegados na inicial, nos termos dos arts. 285 e 319, do Código de Processo
Civil. Para conhecimento de todos, mandou publicar este Edital, que será afixado no lugar público de costume no Fórum local e na Imprensa
Oficial. Cumpra-se.
Dado e passado nesta cidade de Afogados da Ingazeira, Estado de Pernambuco, aos 4 (quatro) dias do mês de abril do ano
de dois mil e dezesseis (2016). Eu,______,(Ronivaldo Gomes da Silva), Auxiliar Judiciário, digitei. Eu,_________,(José Roberto Leopoldino de
Andrade), Chefe de Secretaria, conferi.
Edital de Intimação
( 1ª Publicação )
( Prazo – 10 dias )
Expediente nº 2016.0054.000614
A Dra. Daniela Rocha Gomes , Juíza de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Afogados da Ingazeira, Estado de
Pernambuco, em exercício cumulativo, em virtude da Lei etc...
Faz saber, que por este Juízo e Secretaria Judicial da 1ª Vara Cível, tramita a Ação de Interdição nº
0001381-05.2013.8.17.0110 , tendo como requerente Lindalva de Brito Araújo da Silva e como interditada Pauliana Brito Silva , ficando,
todos que o presente edital virem, ou dele conhecimento tiverem e a quem interessar, intimados da sentença prolatada nos presentes autos:
“Visto etc. (...) - Parte Final - Diante do exposto, com supedâneo nos arts. 1.767 e segs. do Código Civil, c/c arts. 1.177 e segs. do Código de
Processo Civil, e em harmonia com o parecer ministerial, julgo procedente o pedido inicial, para decretar a interdição de Pauliana Brito
Silva , nomeando como curadora sua mãe Lindalva de Brito Araújo da Silva , tornando assim a curatela provisória em definitiva. Expeça-se o
competente Mandado para a inscrição da interdição no Registro de Pessoas Naturais onde se acha lavrado o assento de nascimento/casamento
da interditanda, bem como no livro próprio do Cartório desta Comarca. Publiquem-se os editais. Custas e taxa judiciária isentas em face da
gratuidade da justiça. Após o trânsito em julgado desta decisão, arquivem-se os autos, com as baixas devidas. P. R. I. Cumpra-se. Afogados
da Ingazeira, 21 de maio de 2015. Para conhecimento de todos, mandou a MM. Juíza, publicar este Edital, que será afixado no lugar público de
costume no Fórum local e na Imprensa Oficial. Cumpra-se.
Dado e passado nesta cidade de Afogados da Ingazeira, Estado de Pernambuco, aos 5 (cinco) dias do mês de abril do ano
de dois mil e dezesseis (2016). Eu,______,(Ronivaldo Gomes da Silva), Auxiliar Judiciário, digitei. Eu,________,(José Roberto Leopoldino de
Andrade), Chefe de Secretari a, conferi.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Processo: 0001866-34.2015.8.17.0110
Natureza da Ação: PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
Requerente: COE CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO ESPECIALIZADO
Advogado: JORGE MÁRCIO PEREIRA – OAB/PE nº 1.373 A
Requerido: REFINARE REVESTIMENTOS E COMÉRCIO LTDA
Requerido: BRASMIX COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO LTDA
INTIMAÇÃO : Fica a parte autora INTIMADA , por meio do advogado Bel. JORGE MÁRCIO PEREIRA – OAB/PE nº 1.373 A , para, querendo,
em 15 (quinze) dias, fazer a alteração da petição inicial para substituição do réu (art. 338, NCPC).
Processo: 0002208-45.2015.8.17.0110
Natureza da Ação: EDGAR ALVES BESERRA
Advogada: STENO DINIZ FERRAZ - OAB/PE – 28598
Requerido: AVISTA S/A ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO
Advogado: MANUELA INSUNZA OAB/ES 11.582
INTIMAÇÃO: Fica a parte requerida INTIMADA por meio do seu advogado, o Bel. MANUELA INSUNZA OAB/ES 11.582, para informar se
tem interesse em conciliar ou se concorda com o pedido de julgamento antecipado da lide de fl. 64, em caso de discordância que especifique
as provas que pretende produzir, no prazo de 10 (dez) dias.
Processo : 0000676-36.2015.8.17.0110
Natureza da Ação: Usucapião
Requerentes : ALBERTO JOSE BEZERRA
Advogado: JOSÉ FLORENTINO TOSCANO FILHO – OAB-PE 25.644
INTIMAÇÃO: Fica a parte requerente INTIMADA , através de seu advogado, o Bel. JOSÉ FLORENTINO TOSCANO FILHO – OAB-PE 25.644,
da suspensão do processo pelo prazo de 15 (quinze) dias .
Processo: 0000600-75.2016.8.17.0110
Natureza da Ação: Ordinária
Requerente: EDSON LÚCIO DOS SANTOS JÚNIOR
Advogado: JOSÉ FLORENTINO TOSCANO FILHO – OAB-PE 25.644
Requerida: TIM S/A
INTIMAÇÃO: Fica a parte requerente INTIMADA , através de seu advogado, o Bel. JOSÉ FLORENTINO TOSCANO FILHO – OAB-PE 25.644,
para, no prazo de 15 (quinze) dias, emendar/complementar a inicial, indicando: o endereço eletrônico da requerida, a adequação da tutela
provisória requerida às disposições do NCPC e a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação/mediação, tudo conforme
o art. 319 do NCPC.
Processo: 0000613-74.2016.8.17.0110
Natureza da Ação: Ordinária
Requerente: JOSÉ SALES SOARES SIQUEIRA
Advogado: AIRTON TADEU BEZERRA DE SOUZA FILHO – OAB-PE 34.417
Requerida: TIM S/A
INTIMAÇÃO: Fica a parte requerente INTIMADA , através de seu advogado, o Bel. AIRTON TADEU BEZERRA DE SOUZA FILHO – OAB-
PE 34.417, para, no prazo de 15 (quinze) dias, emendar/complementar a inicial, indicando: o endereço eletrônico da requerida, a adequação
da tutela provisória requerida às disposições do NCPC e a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação/mediação, tudo
conforme o art. 319 do NCPC.
1112
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
vermelha, placa JRW2694, decorrente do contrato de financiamento junto a Ré, tornando definitiva a baixa do gravame;b) declarar a inexistência
do débito em relação ao contrato de financiamento mencionado nos autos, em razão da quitação do contrato; c) condenar o Réu BV FINANCEIRA
S/A ao pagamento para a parte Requerente JEAN CAVALCANTE DA SILVA NUNES, a título de danos morais, na quantia de R$5.000,00 (cinco
mil reais), com juros de mora e correção monetária, conjuntamente, a contar da data do evento danoso, uma vez que se trata de responsabilidade
extracontratual, nos termos da Súmula n. 54/STJ, com o índice da taxa SELIC (EREsp 727.842, Corte Especial, julgado em 2008); d) condenar,
ainda, a parte ré nas verbas de sucumbência, incluídos os honorários advocatícios, estes últimos, arbitrados nesta oportunidade em 15% do valor
da condenação, consoante Art. 85, §2º, do NCPC, e as custas processuais, pela parte Ré. Decorrido o prazo para o oferecimento de eventuais
recursos, certifique-se o trânsito em julgado e, após, arquive-se o feito com baixa na distribuição. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Afogados
da Ingazeira, 07 de abril de 2016.Daniela Rocha Gomes-Juíza de Direito”
Processo : 0000467-33.2016.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Requerentes : FLAVIO GENARIO ALVES DA SILVA
Advogado: ROSELANE MARIA BARBOSA DA SIIVA – OAB-PE 26.467
Requerido: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTO S/A FINASA
INTIMAÇÃO: Fica a parte requerente INTIMADA , através de sua advogada, a Bela. ROSELANE MARIA BARBOSA DA SIIVA – OAB-PE
26.467 , para, no prazo legal, apresentar impugnação à Contestação, apresentada às fls. 55/101.
Processo: 0001660-88.2013.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Autor: MARIA ROSALINA BESERRA RAMOS
Advogado: STENO DINIZ FERRAZ – OAB/PE 28598 – D
Ré: ITAÚ UNIBANCO S/A
Advogado: WILSON SALES BELCHIOR – OAB-PE-1259-A
INTIMAÇÃO : Ficam as partes INTIMADAS, por meio de seus advogados os Béis. STENO DINIZ FERRAZ – OAB/PE 28598–D e WILSON
SALES BELCHIOR – OAB-PE-1259-A , da Sentença de fls. 118/121 , cujo teor final segue parcialmente transcrito: “Ante o exposto e por tudo
que mais dos autos consta, julgo PROCEDENTE os pedidos contidos na exordial, extinguindo o processo com resolução do mérito, nos termos
do art. 487, I, do Código de Processo Civil e, via de consequência, adotar as seguintes providências: a) confirmar a liminar para retirada do
nome da Autora dos cadastros de inadimplentes (SPC e SERASA), referente à inscrição com data de vencimento em 20/05/2013, no valor de R
$15.802,00; b) determinar a exclusão do nome da Autora do contrato nº00000421301000 e, em consequência, declarar inexistente eventuais
débitos decorrentes do referido contrato; c) condenar o réu ITAU UNIBANCO S/A, ao pagamento para a parte Requerente MARIA ROSÁLIA
BESERRA RAMOS, a título de danos morais, na quantia de R$5.000,00 (cinco mil reais) , com juros de mora e correção monetária (Súmula
nº 362 do STJ), conjuntamente, segundo o índice da taxa SELIC, a contar do evento danoso , nos termos da Súmula nº54/STJ ( observando-
se que a taxa SELIC já comporta também os juros moratórios, conforme entendimento do STJ - EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp 245218 SP
2012/0221129-0); d) condenar , ainda, a parte ré nas verbas de sucumbência, incluídos os honorários advocatícios, estes últimos, arbitrados
nesta oportunidade em 15% do valor da condenação , consoante dispõe o Art. 85, §2º do CPC/2015, e as custas processuais, pela parte Ré;
e) oficiar aos órgãos de proteção ao crédito (SPC e SERASA) para retirada definitiva do nome da Autora dos cadastros de inadimplentes,
referente à inscrição atacada na inicial. Decorrido o prazo para o oferecimento de eventuais recursos, certifique-se o trânsito em julgado e, após,
arquive-se o feito com baixa na distribuição. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Afogados da Ingazeira, 07 de abril de 2016. Daniela Rocha
Gomes - Juíza de Direito.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Processo: 0000604-83.2014.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Autor: MARIA DE LOURDES DA SILVA RAMO
Advogado: STENO DINIZ FERRAZ - OAB/PE-28598
Réu: NATURA COSMÉTICO S/A
Advogado: EDUARDO LUIZ BROCK – OAB/SP 91.311
INTIMAÇÃO : ficam as partes INTIMADAS, por meio de seus advogados os Béis. STENO DINIZ FERRAZ - OAB/PE-28598 e EDUARDO LUIZ
BROCK – OAB/SP 91.311, da Sentença de fls. 109/112 , cujo teor final segue parcialmente transcrito: “Ante o exposto e por tudo que mais dos
autos consta, julgo PROCEDENTE os pedidos contidos na exordial, extinguindo o processo com resolução do mérito, nos termos do art. 487, I,
do Código de Processo Civil e, via de consequência, adotar as seguintes providências: a) determinar a retirada do nome da Autora dos cadastros
de inadimplentes (SPC e SERASA), referente à inscrição com data do débito em 18/12/2013, no valor de R$2.525,75; b) declarar inexistente
o débito no valor de R$2.525,75, referente à fatura atacada na inicial na data de 18/12/2013; c) condenar o réu NATURA COSMÉTICOS S/A,
ao pagamento para a parte Requerente MARIA DE LOURDES DA SILVA RAMO, a título de danos morais, na quantia de R$5.000,00 (cinco mil
reais) , com juros de mora e correção monetária (Súmula nº 362 do STJ), conjuntamente, segundo o índice da taxa SELIC, a contar do evento
danoso , nos termos da Súmula nº54/STJ ( observando-se que a taxa SELIC já comporta também os juros moratórios, conforme entendimento
do STJ - EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp 245218 SP 2012/0221129-0); d) condenar , ainda, a parte ré nas verbas de sucumbência, incluídos
os honorários advocatícios, estes últimos, arbitrados nesta oportunidade em 15% do valor da condenação , consoante dispõe o Art. 85, §2º do
CPC/2015, e as custas processuais, pela parte Ré; e) oficiar aos órgãos de proteção ao crédito (SPC e SERASA) para retirada do nome da
Autora dos cadastros de inadimplentes, referente à inscrição atacada na inicial. Decorrido o prazo para o oferecimento de eventuais recursos,
certifique-se o trânsito em julgado e, após, arquive-se o feito com baixa na distribuição. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Afogados da
Ingazeira, 07 de abril de 2016. Daniela Rocha Gomes - Juíza de Direito.
Processo: 0001988-47.2015.8.17.0110
Natureza da Ação: Impugnação de Assistência Judiciária
Impugnante: ERALDO EVANIO FEIJÓ BEZERRA
Advogado: CARLOS ANTÔNIO DOS SANTOS MARQUES – OAB/PE 14.201
Impugnado: AIRTON TADEU BEZERRA DE SOUZA FILHO
Advogado: AIRTON TADEU BEZERRA DE SOUZA FILHO – OAB/PE 34.417
INTIMAÇÃO : Ficam as partes INTIMADAS , por meio de seus advogados, os Béis. CARLOS ANTÔNIO DOS SANTOS MARQUES – OAB/
PE 14.201 e AIRTON TADEU BEZERRA DE SOUZA FILHO– OAB/PE 34.417 , da SENTENÇA de fls. 17/17v, cujo teor final segue parcialmente
transcrito: “Ante o exposto, julgo extinto o presente feito sem julgamento do mérito , tendo em vista a falta de interesse processual do
impugnante , tudo isso com fulcro no art. 485, VI, do Código de Processo Civil Brasileiro. Custas já recolhidas. Sem honorários advocatícios
em razão da ausência de manifestação da parte contrária. Transitado em julgado, extraia-se cópia desta decisão e anexe aos autos da ação
principal, de tudo certificando. Após, desapensem-se estes autos, e arquivem-se com baixa. Publique-se, Registre-se e Intimem-se as partes.
Afogados da Ingazeira, 05 de abril de 2016. Daniela Rocha Gomes Juíza de Direito ”.
Processo: 0001788-40.2015.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Requerente: MILTON GILBERTO BATISTA DE OLIVEIRA
Advogado: MILTON GILBERTO BATISTA DE OLIVEIRA – OAB/PE 15813
Requerido: EDITORA ABRIL S/A
Advogado: MÁRCIO VINÍCIUS COSTA PEREIRA – OAB/RJ 84.367 e KARLA DE CARVALHO GOUVEA – OAB/RJ 113.268
INTIMAÇÃO : Ficam as partes INTIMADAS , por meio de seus advogados, os Béis. MILTON GILBERTO BATISTA DE OLIVEIRA – OAB/
PE 15813, MÁRCIO VINÍCIUS COSTA PEREIRA – OAB/RJ 84.367 e KARLA DE CARVALHO GOUVEA – OAB/RJ 113.268 , da SENTENÇA
de fls. 99/101v, cujo teor final segue parcialmente transcrito: “Ante o exposto e por tudo que mais dos autos consta, julgo PROCEDENTE os
pedidos contidos na exordial, extinguindo o processo com resolução do mérito, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil e, via de
consequência, adotar as seguintes providências: a) confirmar a antecipação de tutela para cancelamento da assinatura da revista mencionada
nos autos; b) declarar inexistente eventuais débitos posteriores ao cancelamento da assinatura da revista objeto da ação; c)
condenar o réu, EDITORA ABRIL S/A, a devolver, em dobro, as parcelas efetivamente pagas pelo Autor, totalizando até a ajuizamento da
ação, o valor de R$95,60 (noventa e cinco reais e sessenta centavos), com juros de mora e correção monetária, conjuntamente, segundo o
índice da taxa SELIC, a contar do mês de cada desconto, cujos valores deverão ser apurados em sede de liquidação de sentença; d) condenar,
também, o Réu a devolver de forma simples o valor referente às despesas que o Autor arcou com envio de correspondências e revistas à
empresa Ré, no valor de R$34,05 , com juros de mora e correção monetária (Súmula nº 362 do STJ), conjuntamente, segundo o índice da taxa
SELIC, a contar da data do efetivo prejuízo; e) condenar, ainda, o réu EDITORA ABRIL S/A, ao pagamento para a parte Requerente
MILTON GILBERTO BATISTA DE OLIVEIRA, a título de danos morais, na quantia de R$3.000,00 (três mil reais) , com juros de mora e correção
monetária (Súmula nº 362 do STJ), conjuntamente, segundo o índice da taxa SELIC, a contar do evento danoso , nos termos da Súmula nº54/
STJ ( observando-se que a taxa SELIC já comporta também os juros moratórios, conforme entendimento do STJ - EDcl nos EDcl no AgRg no
AREsp 245218 SP 2012/0221129-0); f) condenar , a parte ré nas verbas de sucumbência, incluídos os honorários advocatícios, estes últimos,
arbitrados nesta oportunidade em 15% do valor da condenação , consoante dispõe o Art. 85, §2º do CPC/2015, e a restituir a parte Autora
nas custas processuais já recolhidas (fls.25); Decorrido o prazo para o oferecimento de eventuais recursos, certifique-se o trânsito em julgado e,
1115
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
após, arquive-se o feito com baixa na distribuição. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Afogados da Ingazeira, 08 de abril de 2016. Daniela
Rocha Gomes Juíza de Direito ”.
Processo: 0000319-56.2015.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Requerente: SONIA MARIA MARTINSDA SILVA
Advogado: RENATA TATTIANE RODRIGUES DE SIQUEIRA VERAS
Requerido: EMPRESA AVON COSMÉTICO LTDA
Advogado: HORÁCIO PERDIZ PINHEIRO NETO
INTIMAÇÃO : Fica a parte autora INTIMADA através de sua advogada, a Bela. RENATA TATTIANE RODRIGUES DE SIQUEIRA VERAS –
OAB/PE 31.281 e HORÁCIO PERDIZ PINHEIRO NETO – OAB/SP 157.407 , da SENTENÇA de fls. 38/40 cujo teor final segue transcrito: “Diante
do exposto, julgo PROCEDENTE os pedidos contidos na exordial, extinguindo o processo com resolução do mérito, nos termos do art. 487, I,
do Código de Processo Civil e, via de consequência, adotar as seguintes providências: a) condenar o réu, EMPRESA AVON COSMÉTICOS
LTDA, ao pagamento para a parte Requerente SÔNIA MARIA MARTINS DA SILVA, a título de danos morais, na quantia de R$2.000,00 (dois mil
reais) , com juros de mora e correção monetária (Súmula nº 362 do STJ), conjuntamente, segundo o índice da taxa SELIC, a contar do evento
danoso , nos termos da Súmula nº54/STJ ( observando-se que a taxa SELIC já comporta também os juros moratórios, conforme entendimento
do STJ EDcl nos EDcl no AgRg AREsp245218 SP 2012/0221129-0); b) condenar , ainda, a parte ré nas verbas de sucumbência, incluídos
os honorários advocatícios, haja vista que o Autor sucumbiu apenas em parte mínima do pedido, devendo o Réu responder, por inteiro, pelas
despesas e pelos honorários advocatícios, estes últimos, arbitrados nesta oportunidade em 20% do valor da condenação , consoante dispõe o
Art. 85, §2º, c/c art.86, parágrafo único, ambos do CPC/2015, e as custas processuais, pela parte Ré; Inclua-se na capa dos autos, no sistema
Judwin e nas futuras publicações, o nome do Advogado da parte Requerida, habilitado às fls.32. Decorrido o prazo para o oferecimento de
eventuais recursos, certifique-se o trânsito em julgado e, após, arquive-se o feito com baixa na distribuição. Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Afogados da Ingazeira, 01 de abril de 2016. Ana Marques Véras Juíza de Direito em exercício cumulativo”.
Processo: 0002614-66.2015.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Requerente: JOELMA VIEIRA DA SILVA SOUSA
Advogado: STENO DINIZ FERRAZ - OAB/PE 28.598
Requerido: MAGAZINE LUIZA
Advogado: HENRIQUE BURIL WEBER – OAB/PE 14.900
INTIMAÇÃO : Fica a parte requerida INTIMADA, por meio de seu advogado, o Bel. HENRIQUE BURIL WEBER – OAB/PE 14.900, para no
prazo de 10 (dez) dias, especificar as provas que pretende produzir, ou para que diga se existe interesse em conciliar, no caso não manifestação
pela produção de novas provas ou pedido de designação de audiência de conciliação, será proferido o julgamento antecipado da lide.
Processo: 0000261-19.2016.8.17.0110
Natureza da Ação: Divórcio Litigioso
Requerente: C. de O.B.
Advogado: DÁPHANNE ALMEIDA COELHO - OAB/PE 34.874
Requerido: D.V. de S.O.
INTIMAÇÃO : Fica a parte autora INTIMADA, por meio de sua advogada, a Bela. DÁPHANNE ALMEIDA COELHO - OAB/PE 34.874, para
no prazo de 15 (quinze) dias, emendar/complementar a inicial, indicando a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação
ou de mediação.
Processo: 0000601-60.2016.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Requerente: JANAILSON KLEBER MENDONÇA DA SILVA
Advogado: JOSÉ FLORENTINO TOSCANO FILHO - OAB/PE 25.644
Requerido: TRADIÇÃO MÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS LTDA
INTIMAÇÃO : Fica a parte autora INTIMADA, por meio de seu advogado, o Bel. JOSÉ FLORENTINO TOSCANO FILHO - OAB/PE 25.644, para
no prazo de 15 (quinze) dias, emendar/complementar a inicial, indicando o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Jurídica da requerida, o
endereço eletrônico da requerida, a adequação do pedido de antecipação de tutela às disposições do NCPC e a opção do autor pela realização
ou não de audiência de conciliação ou de mediação.
Processo: 0001341-86.2014.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário (Declaratória de Nulidade Contratual)
Autor: O ESPÓLIO DE FRANCISCO EDMILSON DO CARMO
Advogado: JOSÉ FLORENTINO TOSCANO FILHO – OAB/PE nº 25644
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Processo: 0001052-56.2014.8.17.0110
Natureza da Ação: Procedimento Ordinário
Autor: MARCIO KLEVER JORGE MAIA
Advogado: DURVAL GALDINO MARQUES – OAB-PE 11438
Réu: ALIANÇA ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS DE SAUDE S/A
Advogada: RENATA SOUSA DE CASTRO VITA – OAB/BA 24.308
Réu: UNIMED NORTE NORDESTE – FEDERAÇÃO INTERFEDERATIVA DAS SOCIEDADES COOPERATIVAS DE TRABALHO MEDICO
Advogado: FELIPE ANTÔNIO OLIVEIRA BEZERRA – OAB/PE 28.786
INTIMAÇÃO : Ficam as partes requeridas INTIMADAS, por meio de seus advogados, os Béis. RENATA SOUSA DE CASTRO VITA – OAB/
BA 24.308 e FELIPE ANTÔNIO OLIVEIRA BEZERRA – OAB/PE 28.786 , para no prazo de 15 (quinze) dias pagar o valor de sua condenação,
e comprovar o pagamento nos autos, sob pena de incidência da multa de 10% (dez por cento), sobre o valor da condenação, na forma do art.
523, § 1º do NCPC, além de honorários fixados em 10% (dez por cento) e execução forçada com a penhora “on line” dos valores referentes
à sua condenação.
A Doutora Daniela Rocha Gomes, Juíza de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Afogados da Ingazeira, estado de Pernambuco,
em virtude da Lei, etc..
FAZ SABER que, neste Juízo de Direito tramita a ação de Execução Fiscal , sob o nº 0000074-36.2001.8.17.0110 , aforada pela
UNIÃO em desfavor de F ALMEIDA E ALVES LTDA ME .
Assim, fica o executado F ALMEIDA E ALVES LTDA ME , na pessoa de seu representante legal, e eventuais interessados
INTIMADOS, bem assim do credor hipotecário, caso existente, das respectivas datas designadas para a realização da venda judicial dos bens
penhorados no feito em referência, a se realizar no átrio do edifício do Fórum local.
Observação : Não comparecendo lançador à primeira ocasião, ou se os bens não alcançarem lanço superior ao da avaliação, seguir-se-á a
sua alienação na segunda data, pelo maior preço, desde que não se oferte quantia vil. Quando os bens penhorados não excederem o valor
correspondente a 20 (vinte) vezes o maior salário mínimo, e, dispensada a publicação do edital pela imprensa, não poderá, neste caso, o preço
da arrematação ser inferior ao da avaliação.
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01 (uma) copiadora digital Ricoh – Aficio 1113, Energy (avaliado em R$ 6.000,00 – seis mil reais); 01 (um) aparelho de fax (avaliado em R$
300,00 – trezentos reais) e 01 (um) computador Intel Celeron, 1,86 Ghz, 512 Mb RAM com monitor AOC LCD 14” (avaliado em R$ 1.300,00
– hum mil e trezentos reais).
E, para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, ,Silvio Freire Marinho Neto, o digitei.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pelo presente, ficam a parte e seus advogados e procuradores, intimados para as audiências designadas, nos processos abaixo relacionados:
Processo nº 0000310-14.2009.8.17.0140
Processo nº 0000038-49.2011.8.17.0140
Processo nº 0000040-19.2011.8.17.0140
Processo nº 0000098-22.2011.8.17.0140
1122
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Processo nº 0000888-64.2015.8.17.0140
Processo nº 0000044-80.2016.8.17.0140
Processo nº 0000047-35.2016.8.17.0140
Processo nº 0001242-89.2015.8.17.0140
Natureza da Ação: Carta Precatória Criminal Oriunda da Vara Única da Comarca de Ribeirão-PE.
Processo nº 0000432-27.2009.8.17.0140
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Processo nº 0000183-76.2009.8.17.0140
Processo nº 0000139-57.2009.8.17.0140
Processo nº 0000831-17.2013.8.17.0140
Processo nº 0001075-09.2014.8.17.0140
Autora: E. M. S.
Advogado: OAB-PE nº 15.605 – Eli Alves Bezerra
Réu: J. R. S.
Advogado: OAB-PE nº 5209 – Elias Alberto Lins de Góis
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Processo nº 0000047-69.2015.8.17.0140
Autor: J. R. S.
Advogado: OAB-PE nº 5209 – Elias Alberto Lins de Góis
Ré: E. M. S.
Advogado: OAB-PE nº 15.605 – Eli Alves Bezerra
Processo nº 0001200-11.2013.8.17.0140
Autor: V. M. S.
Advogado: OAB-PE nº 34173 – Mávio Alves da Silva
Ré: P. S. A.
Processo nº 0000962-55.2014.8.17.0140
Autor: C. M. S.
Advogado: OAB-PE nº 5209 – Elias Alberto Lins de Góis
Ré: A. P. S. R
Advogada: OAB-PE nº 25.772 – Ielva Pryscylla de Melo
Processo nº 0001150-14.2015.8.17.0140
Processo nº 0000616-46.2010.8.17.0140
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Processo nº 0000967-53.2009.8.17.0140
Processo nº 0001042-92.2009.8.17.0140
Processo nº 0000168-63.2016.8.17.0140
Menor: E. L. M. F.
Advogado: OAB-PE nº 5209 – Elias Alberto Lins de Góis
Processo nº 000056-70.2011.8.17.0140
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Processo nº 0000091-30.2011.8.17.0140
Processo nº 0000032-66.2016.8.17.0140
Processo nº 0000068-11.2016.8.17.0140
Processo nº 0000090-69.2016.8.17.0140
Processo nº 0000101-74.2011.8.17.0140
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Processo nº 0000094-09.2016.8.17.0140
Processo nº 0000092-39.2016.8.17.0140
Processo nº 0000944-97.2015.8.17.0140
Processo nº 0000820-17.2015.8.17.0140
1128
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Processo nº 0000122-74.2016.8.17.0140
Processo nº 0000108-90.2016.8.17.0140
Processo nº 0000842-75.2015.8.17.0140
Processo nº 0000125-29.2016.8.17.0140
Processo nº 0000050-24.2015.8.17.0140
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Processo nº 0000438-29.2012.8.17.0140
Processo nº 0000038-15.2012.8.17.0140
Processo nº 0000389-80.2015.8.17.0140
Autores: D. V. C.
Advogado: OAB –PE nº 15.605– Eli Alves Bezerra
Réu: C. S. C.
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Processo nº 0000977-62.2012.8.17.0150
Autor: Cícera Francisca de Andrade
Advogado: Paulo Moraes de Oliveira – OAB: PE029791
Fica o advogado acima nominado intimado da designação de audiência de instrução designada para o dia 12/05/2016, às 09h00min, ficando
desde logo cientificado de que deverá comparecer acompanhado da requerente e suas testemunhas.
Processo nº 0000568-52.2013.8.17.0150
Autor: Maria José Bezerra
Advogado: Márcio da Costa Silva – OAB: PE027644-D
Curadora especial: Charla Cristina Rodrigues Tenório Ramos – OAB: PE038563
Fica o advogado acima nominado intimado da designação de audiência de instrução designada para o dia 12/05/2016, às 10h30min, ficando
desde logo cientificado de que deverá comparecer acompanhado da requerente e suas testemunhas.
Processo nº 0000225-03.2006.8.17.0150
Autor: MPPE
Acusado: Josivaldo Pereira Santos
Advogado: Luciano Rodrigues Pacheco – OAB: PE017962
Fica o advogado acima nominado intimado da designação de audiência de instrução e julgamento designada para o dia 25/05/2016, às 14h00min,
ficando desde logo cientificado de que deverá comparecer acompanhado das testemunhas de defesa.
Processo nº 0000425-63.2013.8.17.0150
Autor: MPPE
Acusada: Maria Valdilene Albuquerque Silva
Advogado: Laerte Raymundo Filgueira Oliveira Gurgel – OAB: PE035476
Fica o advogado acima nominado intimado da designação de audiência de instrução e julgamento designada para o dia 18/05/2016, às 09h20min,
ficando desde logo cientificado de que deverá comparecer acompanhado das testemunhas de defesa.
Processo nº 0000787-02.2012.8.17.0150
Autor: MPPE
Acusada: Tiago Ferreira da Silva
Advogado: Roland José Póvoas de Carvalho – OAB: PE015195
Fica o advogado acima nominado intimado da designação de audiência de instrução e julgamento designada para o dia 18/05/2016, às 10 h 0
0min, ficando desde logo cientificado de que deverá comparecer acompanhado das testemunhas de defesa.
Processo nº 0001410-32.2013.8.17.0150
Autor: MPPE
Acusada: José Heleno Delgado
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Fica o advogado acima nominado intimado da designação de audiência de instrução e julgamento designada para o dia 11/05/2016, às 10h40min,
ficando desde logo cientificado de que deverá comparecer acompanhado das testemunhas de defesa.
Processo nº 0000010-22.2009.8.17.0150
Autor: MPPE
Acusada: José Augusto Leite de Souza
Advogado: Laerte Raymundo Filgueira Oliveira Gurgel – OAB: PE035476
Fica o advogado acima nominado intimado da designação de audiência de instrução e julgamento designada para o dia 11/05/2016, às 10h20min,
ficando desde logo cientificado de que deverá comparecer acompanhado das testemunhas de defesa.
Intimação de Audiência
Juiz de Direito: Dr. Lucas Tavares Coutinho
Chefe de Secretaria: Ricardo Constantino da Silva
Processo nº 0000206-84.2012.8.17.0150
Ação: Ação Penal
Autor: Ministério público de Pernambuco
Advogado: Luiz Dimas Pontes Vieira OAB: PE027116
Réu: Erivaldo Paulo Alves da Silva
Fica o advogado acima nominado intimado a comparecer a audiência de Instrução designada para o dia 09/06/2016, às 13h00min, no Fórum
da Comarca de Águas Belas/PE.
Intimação de Audiência
Juiz de Direito em exercício: Dr. Lucas Tavares Coutinho
Chefe de Secretaria: Ricardo Constantino da Silva
Processo nº 0000187-44.2013.8.17.0150
Classe: Ação Penal
Autor: Ministério Público de Pernambuco
Advogado: Maria do Socorro Paixão Silvestre OAB/PE011773
Réu: Saulo ferreira Cavalcanti
Fica o advogado acima nominado intimado a comparecer à audiência de Proposta de Suspensão Condicional do Processo designada para o dia
09/05/2016, às 10h20min, no Fórum da Comarca de Águas Belas/PE.
Processo nº 149-08.2008.8.17.0150
Exequente: MUNICIPIO DE AGUAS BELAS/PE
Executado: VOLVO DO BRASIL VEICULO LTDA
Advogada: Drª ANGELA CRISTINA F. S. MOTENEGRO TORRES – OAB: PE015004
Advogado: Dr. MARCOS LEANDRO PEREIRA – OAB: PR017178
Ficam as partes e advogados, acima nominados, intimados do inteiro teor da sentença a seguir transcrita:“ SENTENÇA. Trata-se de Exceção de
Pré-Executividade interposta pelo VOLVO DO BRASIL VEÍCULO LTDA em face do Município de Águas Belas nos autos acima mencionados.
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Trata-se de exceção de pre-executividade contra execução fiscal, baseada em CDA que teve como fato gerador
do imposto de ISS operações de leasing, supostamente, operadas pela Excipiente.
Aduz a Excipiente, em síntese, a existência de nulidades na CDA que instrui a execução. (fls. 47/61).
Intimado a manifestar-se acerca da exceção o Município exequente ofertou contra razões na qual aduz a
regularidade da CDA e da execução. (fls. 118/128).
É o relatório.
Decido.
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO ESPECIAL,
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ISS. LEASING. MUNICÍPIO COMPETENTE. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO FIRMADO
NO RESP 1.060.210/SC, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543 - C DO CPC . EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO
REGIMENTAL, AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I. Não se constatando qualquer das hipóteses do art. 535 do CPC , e tendo em vista
os efeitos infringentes, pretendidos pela parte embargante, em homenagem ao princípio da fungibilidade recursal os presentes embargos de
declaração merecem ser recebidos como agravo regimental. Precedentes do STJ (EDcl no REsp 1.400.361/PR, Rel. Ministro herman benjamin,
Segunda Turma, dje de 09/10/2014; EDcl nos EDcl no AREsp 24.379/SP, Rel. Ministro og fernandes, Segunda Turma, dje de 10/09/2014). II.
As alegações de omissão, contradição ou obscuridade, invocadas pelo embargante, em sua maioria, referem-se ao acórdão firmado no REsp
1.060.210/SC, julgado pelo rito do art. 543 - C, do CPC , no qual se firmou tese relativa à incidência do ISS sobre as operações de
leasing financeiro, bem se como definiu qual é o sujeito ativo da relação jurídico- tributária. No entanto, consoante restou decidido pela
Primeira Turma do STJ, nos EDcl no AgRg no REsp 639.348/DF (rel. Ministra denise arruda, DJU de 12/03/2007), a contradição que autoriza
os embargos de declaração é aquela interna do julgado, caracterizada por proposições inconciliáveis entre si, que dificultam ou impedem a sua
compreensão, não interessando "para fins de embargos de declaração, contradição entre a decisão e outros elementos constantes do processo
(p. Ex., provas carreadas aos autos), entre a decisão e outro ato decisório constante do mesmo processo, entre a decisão e julgamentos
realizados noutros processos, entre a decisão e a lei" (embargos de declaração, coleção theotônio negrão / coordenação José roberto Ferreira
gouvêa, são Paulo: saraiva, 2005, p. 108)". Portanto, são incabíveis os aclaratórios, nesse ponto. III. "o contrato de leasing financeiro é um
contrato complexo no qual predomina o aspecto financeiro, tal qual assentado pelo STF quando do julgamento do re 592.905/SC, assim, há se
concluir que, tanto na vigência do DL 406/68 quanto na vigência da LC 116//203, o núcleo da operação de arrendamento mercantil, o serviço
em si, que completa a relação jurídica, é a decisão sobre a concessão, a efetiva aprovação do financiamento" (STJ, RESP 1.060.210/SC, Rel.
Ministro napoleão nunes maia filho, Primeira Seção, dje de 05/03/2013). lV. Dessa forma, em se tratando de ISS incidente sobre as operações
de arrendamento mercantil, "irrelevante tenham sido referidas operações realizadas na vigência do DL n. 406/68 ou da LC n. 106/2003, pois
em qualquer hipótese o município do local onde sediado o estabelecimento prestador é o competente para a cobrança do ISS sobre
operações de arrendamento mercantil", pois é nele (estabelecimento) em que o núcleo da operação de arrendamento mercantil, o
serviço em si, que completa a relação jurídica, ocorre, qual seja a "decisão sobre a concessão, a efetiva aprovação do financiamento"
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(STJ, EDcl no AgRg no AgRg no REsp 1.360.014/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Rel. P/ acórdão ministro og fernandes, Segunda Turma,
dje de 24/06/2014). V. No hipótese, o tribunal local entendeu que os fatos geradores ocorreram no município de tubarão/SC, levando
em consideração apenas a contratação do serviço e a entrega do bem, entendendo irrelevante a inexistência de estabelecimento da
empresa contribuinte, naquela localidade, premissa que autoriza o reconhecimento da inexistência de capacidade tributária ativa
do embargante , nos termos da jurisprudência consolidada, no âmbito do STJ. VI. Diante da ausência de fatos controvertidos nos autos, não
há falar em ofensa à Súmula nº 7/STJ, já que, ultrapassada a fase de conhecimento do Recurso Especial, o STJ fica autorizado a julgar a
causa, aplicando o direito à espécie, nos termos do art. 257 do seu regimento interno e da Súmula nº 456/STF. Precedentes do STJ: AgRg no
REsp 1454772/PR, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, dje de 02/09/2014; AgRg no AgRg no AREsp 410.992/ES, Rel. Ministro
mauro campbell marques, Segunda Turma, dje de 25/08/2014; RESP 730.934/DF, Rel. Ministra laurita vaz, Quinta Turma, dje de 22/08/2011,
RESP 120195/MG, Rel. Ministro Garcia Vieira, Rel. P/ acórdão ministro Demócrito Reinaldo, Primeira Turma, DJU de 16/02/1998. VII. Embargos
declaratórios recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (STJ; EDcl-EDcl-REsp 938.602; Proc. 2007/0072360-7; SC;
Segunda Turma; Relª Minª Assusete Magalhães; DJE 21/11/2014). (grifei)
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS (ISS) INCIDENTE NA OPERAÇÃO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING
FINANCEIRO). COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO ONDE SITUADO O ESTABELECIMENTO PRESTADOR. CONTROVÉRSIA DECIDIDA PELA
PRIMEIRA SEÇÃO NO RESP 1.060.210/SC, SUBMETIDO AO REGIME DO ART. 543-C DO CPC . 1. A primeira seção, no julgamento do
RESP 1.060.210/SC, submetido à sistemática do art. 543-c do CPC e da resolução STJ n. 08/2008, firmou a orientação de que "(b) o
sujeito ativo da relação tributária, na vigência do DL 406/68, é o município da sede do estabelecimento prestador (art. 12); (c) a partir da
LC 116/03, é aquele onde o serviço é efetivamente prestado, onde a relação é perfectibilizada, assim entendido o local onde se comprove
haver unidade econômica ou profissional da instituição financeira com poderes decisórios suficientes à concessão e aprovação do
financiamento . Núcleo da operação de leasing financeiro e fato gerador do tributo". 2. De acordo essa nova orientação, na prática, em se
tratando de ISS especificamente sobre as operações de arrendamento mercantil, irrelevante tenham sido referidas operações realizadas na
vigência do DL n. 406/68 ou da LC n. 106/2003, pois em qualquer hipótese " o município do local onde sediado o estabelecimento prestador
é o competente para a cobrança do ISS sobre operações de arrendamento mercantil", pois é nele (estabelecimento) em que o núcleo da
operação de arrendamento mercantil, o serviço em si, que completa a relação jurídica, ocorre, qual seja a "decisão sobre a concessão,
a efetiva aprovação do financiamento" . 3. No caso dos autos, restou incontroverso que as agravadas não possuem estabelecimento prestador
no município de florianópolis/SC, situação que autoriza o reconhecimento da inexistência de capacidade tributária ativa deste ente municipal
para cobrar o ISS sobre os fatos geradores ora em questão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. (STJ;
AgRg-REsp 1.334.305; Proc. 2012/0150018-5; SC; Segunda Turma; Rel. Min. Og Fernandes; DJE 22/04/2014).(grifei)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ISS. LEASING FINANCEIRO. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. OMISSÃO
CARACTERIZADA. CONCESSÃO DE EFEITOS INFRINGENTES. POSSIBILIDADE . Orientação adotada no Recurso Especial repetitivo n.
1.060.021 . Fatos geradores ocorridos na vigência do DL n. 406/68. Sujeito ativo da relação tributária. Município sede do estabelecimento
prestador. Ilegitimidade ativa reconhecida. Manutenção da extinção da execução , ainda que por fundamento diverso da sentença.
Honorários advocatícios. Art. 20, § 4º, do CPC . Majoração. Embargos de declaração providos com efeitos infringentes. Apelação improvida e
recurso adesivo provido. (TJSC; EDcl-EDcl-AC 2006.034747-0/0001.01; Caçador; Segunda Câmara de Direito Público; Rel. Des. Subst. Rodolfo
Cezar da Silva Tridapalli; Julg. 11/08/2015; DJSC 19/08/2015; Pág. 196)(grifei)
Cabe ainda observar que não há nos autos qualquer indicação da existência, no âmbito do Município
exequente, de qualquer unidade econômica da empresa executada, com poderes decisórios, restando por tanto incontroversa tal constatação.
Assentada tais premissas, descabe maiores digressões acerca da ilegitimidade ativa tributária em questão,
não cabendo ao Município de Águas Belas a expedição da CDA em questão, o que leva a inexorável conclusão da nulidade do título executório.
Diante de tais constatações a extinção do feito ante a ilegitimidade ativa é medida de ordem pública, uma
vez que tal fato eiva de nulidade a CDA que instrui e sustenta a execução fiscal em tela.
Ausentes os pressupostos descritos no art. 586 , do CPC , impõe-se o reconhecimento da inexigibilidade do
título executivo, razão pela qual a extinção da presente execução é medida que se impõe.
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a Exceção de Pré-Executividade, para nos termos dos artigos 586 e
267, inciso VI, ambos do CPC, declarar nula a CDA que instrui esta execução e extinguir o feito ante a carência da ação.
Prestigiando o princípio da causalidade, condeno o exequente, no presente feito, ao pagamento das custas
processuais e em 10% sobre o valor da execução, a título de honorários sucumbenciais.
Intimem-se as partes.
Processo nº 726-39.2015.8.17.0150
Notificante: CICERO JOSE OLIVEIRA
Notificados: MARIA MADALENA DE MELO DE OLIVEIRA
MANOEL MESSIAS DE MELO DE OLIVEIRA
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Ficam as partes e advogados, acima nominados, intimados do inteiro teor da sentença a seguir transcrita: “ SENTENÇA. Vistos etc.CÍCERO
JOSÉ OLIVEIRA, através de procurador regularmente constituído, ajuizou a presente Ação de Justificação estando já qualificada na peça exordial
(fl. 02).
É o breve relatório.
DECIDO .
Conforme relatado, a requerente pretende justificar a informação de dados bancários para cumprimento
de decisão que lhe obriga a prestar alimentos.
Assim, sem qualquer apreciação de mérito, julgo, por sentença, a presente justificação judicial para que
produza os efeitos jurídicos previstos em lei, o que faço com esteio no art. 866, caput e parágrafo único da Lei de Ritos.
Decorrido o lapso temporal de 48 horas, sejam os presentes autos entregues à requerente
independentemente de traslado.
Sem custas.
P.R.I. CUMPRA-SE.
Processo nº 977-28.2013.8.17.0150
Fica o advogado, acima nominado, intimado para no prazo 48 (quarenta e oito) horas, ter acesso aos documentos exibidos pela parte requerida.
Águas Belas/PE, 14 de abril de 2016.
Processo nº 00964-29.2013.8.17.0150
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Fica o advogado, acima nominado, intimado para no prazo 48 (quarenta e oito) horas, ter acesso ao comprovante de depósito exibido pela parte
requerida. Águas Belas/PE, 14 de abril de 2016.
Processo nº 283-59.2013.8.17.0150
Fica o advogado, acima nominado, intimado do inteiro teor do seguinte despacho: “Intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias,
informarem se pretendem produzir outras provas, especificando-as se houver pretensão. Águas Belas/PE, 14 de janeiro de 2016.
Lucas Tavares Coutinho, Juiz Substituto. ”
Processo nº 152-79.2016.8.17.0150
Fica o advogado, acima nominado, intimado do inteiro teor do seguinte despacho: “Intime-se o requerente a emendar a inicial, no prazo de
dez dias, sob pena de indeferimento (art. 284 do CPC): Para acostar comprovante de recebimento da notificação extrajudicial. Cumpra-
se.Águas Belas/PE, 19 de fevereiro de 2016. LUCAS TAVARES COUTINHO, Juiz substituto.”
Processo nº 854-59.2015.8.17.0150
Fica o advogado, acima nominado, intimado do inteiro teor do seguinte despacho: “Intime-se o Autor para, no prazo de 15 (quinze dias) (art. 350
NCPC), manifestar-se acerca da contestação de fls. 27/38.Cumpra-se.Águas Belas, 29/03/2016, LUCAS TAVARES COUTINHO, Juiz substituto.
Processo: 000317-68.2012.8.17.0150
Requerente: ALBERTO PEREIRA DA SILVA
Requerido: TRADIÇÃO MOVEIS E ELETROS LTDA
Fica a advogada, acima nominada, intimada do inteiro teor do seguinte despacho: “Chamo o feito à ordem para revogar o despacho de citação
de fls. 39, ante a ausência de sucessão no caso em tela.Intime-se o autor para, no prazo de 10 (dez) dias, regularizar o polo passivo ou requerer
as providências dispostas no CDC, sob pena de extinção do feito sem resolução do mérito.CUMPRA-SE. Águas Belas/PE, 10 de março de 2016.
LUCAS TAVARES COUTINHO, Juiz Substituto.”
Processo: 371-39.2009.8.17.0150
Exequente: EVILÂNIA MARIA DE ALBUQUERQUE FARIAS
Executado: TARSIS CAMPOS PACHECO
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Ficam os advogados, acima nominados, intimados do inteiro teor do seguinte despacho: “ Vistos, etc...Intime-se a parte exequente para que, no
prazo de 10 (dez) dias, impulsione o processo de forma eficaz, requerendo o que entender de direito, sob pena de extinção do processo sem
resolução de mérito.CUMPRA-SE.Águas Belas/PE, 04 de janeiro de 2016. LUCAS TAVARES COUTINHO, Juiz Substituto.”
Processo nº 415-19.2013.8.17.0150
Fica o advogado, acima nominado, intimado do inteiro teor do seguinte despacho: “Intime-se a parte requerida para que, no prazo de 10 (dez) dias
se manifeste sobre a petição de fls.91/92.Cumpra-se.Águas Belas/PE, 01 de dezembro de 2015. LUCAS TAVARES COUTINHO, Juiz Substituto.”
Processo nº 81-48.2014.8.17.0150
Fica o advogado, acima nominado, intimado do inteiro teor do seguinte despacho: “ Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da
Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009, publicado no DOPJ em 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intimem-
se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem se pretendem produzir outras provas.Cumpra-se Águas Belas (PE) , 03/12/2015,
Ricardo Constantino da Silva, Chefe de Secretaria.
Intimação de Audiência
Juiz de Direito: Dr. Lucas Tavares Coutinho
Chefe de Secretaria: Ricardo Constantino da Silva
Processo nº 0000775-85.2012.8.17.0150
Classe: Ação Penal
Querelante: E T B N
Advogado: Mysheva Freire Ferrão Martins OAB: PE027410
Querelado: R S C O
Advogado: Edgar Wellington de Mendonça OAB: PE006596
Ficam os advogados, acima nominados, intimados a comparecer em Audiência Preliminar a ser realizada no dia 13/05/2016 , às 10h00min ,
no Fórum desta Comarca. Águas Belas/PE, 14 de abril de 2016.
Intimação de Audiência
Juiz de Direito: Dr. Lucas Tavares Coutinho
Chefe de Secretaria: Ricardo Constantino da Silva
Processo nº 0000129-07.2014.8.17.0150
Vítima: E. L. da S.
Acusado: J. C. F. de G.
Advogado: Ana Maria da Silva OAB: PE037031
Fica a advogada, Ana Maria da Silva OAB: PE037031 , intimada a comparecer em Audiência a ser realizada no dia 12.05.2016 , às 13h30min
, no Fórum desta Comarca. Águas Belas/PE, 14 de abril de 2016
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Intimação de Audiência
Juiz de Direito: Dr. Lucas Tavares Coutinho
Chefe de Secretaria: Ricardo Constantino da Silva
Processo nº 0000336-06.2014.8.17.0150
Vítima: José Deodato Pereira Neto
Acusado: José Leôncio de Holanda
Advogado: Laerte Raymundo Filgueira Oliveira Gurgel OAB: PE035476
Fica o advogado, Laerte Raymundo Filgueira Oliveira Gurgel OAB: PE035476 , intimado a comparecer em Audiência a ser realizada no dia
11.05.2016 , às 09h40min , no Fórum desta Comarca. Águas Belas/PE, 14 de abril de 2016
Intimação de Audiência
Juiz de Direito: Dr. Lucas Tavares Coutinho
Chefe de Secretaria: Ricardo Constantino da Silva
Processo nº 0000074-56.2014.8.17.0150
Acusado: José Wellington dos Santos Bezerra
Advogado: José Elton Martins de Souza OAB: PE026585D
Fica o advogado, José Elton Martins de Souza OAB: PE026585D , intimado a comparecer em Audiência a ser realizada no dia 25.05.2016
, às 09h40min , no Fórum desta Comarca. Águas Belas/PE, 14 de abril de 2016
INTIMAÇÃO DE DESPACHO
Fica o advogado acima nominado, i ntimado para, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, manifestar-se a respeito da juntada dos documentos
exibidos pela parte demandada às fls. 67/95.
INTIMAÇÃO DE SENTENÇA
Juiz Substituto: Lucas Tavares Coutinho
Chefe de Secretaria: Ricardo Constantino da Silva
Processo n. 0000141-84.2015.8.17.0150
Classe: Divórcio
Requerente: J.A.S.
Requerente: A.M.S.A.
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Fica o advogado, acima nominado, intimado do inteiro teor da Sentença a seguir transcrita: ” SENTENÇA. Vistos, etc. J A S e M S A , ambos
já qualificados, aforaram neste Juízo de Direito a presente AÇÃO DE DIVÓRCIO CONSENSUAL , alegando que estão separados de fato e
que não vêem possibilidade de reconciliação.Os requerentes possuem apenas 01 (uma) filha, T A S, cuja guarda será exercida pela genitora,
resguardando-se ao pai exercer, livremente, seu direito de visitas. O divorciando pensionará sua filha menor no importe de 15% (quinze por cento)
de 01(hum) salário mínimo, até o dia 25 de cada mês.O direito de visita poderá ser exercido livremente pelo cônjuge varão.O casal não possui bens
a partilhar. Pretendem a homologação do acordo, com a consequente decretação da dissolução da sociedade conjugal, permanecendo o nome
do cônjuge virago.Vieram-me os autos conclusos. Está tudo examinado e relatado. DECIDO.Trata-se de uma Ação de Divórcio Consensual, cujo
pedido atende às exigências do artigo 226, § 6º da Constituição Federal, como ficou patenteado nos autos.Inicialmente, insta anotar que o feito
comporta julgamento antecipado, a teor do art. 330, I do Código de Processo Civil, afigurando-se desnecessária a abertura de dilação probatória
em audiência.Ante o exposto, HOMOLOGO POR SENTENÇA o ACORDO firmado entre as partes, nos termos anteriormente enumerados,
com fundamento no art. 269, inc. III, do CPC, para com base no artigo 226, § 6º da Constituição Federal, com a redação modificada pela Emenda
Constitucional n.º 66/2010 e no artigo 1571, IV do Código Civil, DECRETAR A DISSOLUÇÃO DO VÍNCULO MATRIMONIAL havido entre as
partes. Após o trânsito em julgado, esta sentença servirá de mandado de averbação com a finalidade que se proceda a averbação do divórcio
junto ao Cartório de Registro Civil do Município de Águas Belas/PE, no registro de casamento celebrado em 08 de novembro de 2006, conforme
cópia da certidão de casamento acostada à fl. 06 dos autos, observando que o cônjuge virago permanecerá utilizando o nome de casada, qual
seja, A M S A .Custas antecipadas (fl. 11).Após o trânsito em julgado da sentença, arquivem-se os autos.Publique-se. Registre-se. Intimem-
se.Cientifique-se o representante do Ministério Público.Águas Belas, 04 de janeiro de 2016. LUCAS TAVARES COUTINHO Juiz Substituto”
INTIMAÇÃO
Partes
Requerente: Veronica Melo da Silva
Requerido: Mac Olara Comercio e Transportes Ltda
Ficam o advogado José Elton Martins de Souza OAB/PE026585 , i ntimado para acompanhar o cumprimento da Carta Precatória, expedida
a Comarca de Garanhuns/PE, com o fim de ouvir a testemunha Antônio Pinto de Barros Souto Júnior, arrolado pelo requerente. Águas Belas/
PE, 13 de abril de 2016.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho: ... intime-se a parte requerida para que recolha as custas processuais que lhe cabem no prazo de 10(dez) dias . (...). Alagoinha/
PE, 12 de abril de 2016. RAFAEL SINDONI FELICIANO, Juiz Substituto em Exercício Cumulativo.
Vara Única da Comarca de Alagoinha
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
Despacho: Intimem-se a parte exequente, EUTÁSIO SOUSA BEZERRA, através de seu advogado, Dr. Ciro Alencar de Amorim (OAB/PE
nº. 25.614), para juntar planilha de débito atualizada, no prazo de 10(dez) dias . Proceda esta Secretaria com a inclusão do advogado da
parte exequente em nosso sistema para que o mesmo possa receber as intimações referentes ao processo. Após decorrido o prazo, com ou
sem manifestação da parte exequente, voltem-me os autos conclusos. Publique-se.Alagoinha/PE, 14 de março de 2016. FELIPE JOSÉ DIAS
MARTINS DA ROSA E SILVA, Juiz Substituto.
Vara Única da Comarca de Alagoinha
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Data: 14/04/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 09/05/2016
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 04/05/2016
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 04/05/2016
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 16/05/2016
FAZ SABER a(o) o Bel. ARTHUR BENVINDO PINTO DE SOUZA- OAB-PE nº28.194, com endereço para intimações na Praça
Luiz Porfírio Pessoa, nº17, centro, Timbaúba-PE , tramita a ação de Ação Penal de Competência do Júri, sob o nº 0000684-27.2015.8.17.0170,
aforada por Ministério Público Estadual, em desfavor de Thiago Rodrigo de Andrade Santiago e tendo como vítimas Natan Estevão da Silva e
Uitamar Gerônimo de Oliveira.
Assim, fica o mesmo INTIMADO o advogado acima mencionado para dentro do prazo legal apresentar as ALEGAÇÕES
FINAIS.
E para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Lenormy Correia B. de Moraes, o digitei e submeti à conferência e subscrição
da Chefia de Secretaria.
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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SILVA, conhecido como "Maradona", qualificado nos autos, pela prática do delito disposto no art. 129, §9º, do Código Penal. 4 - DOSIMETRIA
DA PENA Atendendo aos preceitos esculpidos nos arts. 59 e 68 do estatuto penal repressivo, passo e dosar e individualizar a pena. 4.1 - JOSÉ
DIEGO BESERRA DA SILVA (art. 129, §9º, do Código Penal) 4.1.1 - PRIMEIRA FASE (Circunstâncias judiciais) A dosimetria da pena base deve
levar em consideração as circunstâncias judiciais expostas no art. 59 do Código Penal, nos seguintes termos: a) Culpabilidade: O acusado agiu
com culpabilidade normal à espécie delitiva em apreço. Nada a valorar. b) antecedentes: o acusado não possui maus antecedentes, não podendo
nessa fase ser considerado em seu desfavor os atos infracionais cometidos 9fls. 44/45, nem os feitos descritos as fls. 43, tendo em vista que
foram extintos pela renúncia do direito de representação antes de prolação de sentença condenatória. Nada a valorar. c) Conduta social: Não
constam dos autos elementos aptos a valorar negativamente ou positivamente a conduta social do apenado. Nada a valorar. d) Personalidade
do agente: Não constam dos autos elementos de que o acusado possui personalidade voltada para o crime, com tendências voltadas a estilo
de vida criminoso. Nada a valorar. e) Motivos do crime: Trata-se de crime de violência doméstica no qual o dolo é elementar do tipo. Nada a
valorar. f) Circunstâncias do crime: Não constam dos autos elementos que denotem uma circunstância anormal no cometimento do delito. Nada a
valorar. g) Consequências do crime: Não constam elementos que denotem uma consequência anormal para o tipo penal cometido pelo acusado
além do já previsto pelo próprio tipo. Desta feita, nada a valorar. h) Comportamento da vítima: não constam elementos que demonstrem que o
comportamento da vítima tenha alguma repercussão ao crime. Nada a valorar. À vista dessas circunstâncias analisadas individualmente é que
mantenho a pena-base de José Diego Bezerra da Silva em seu mínimo legal, isto é, em 03 (três) meses de detenção, não havendo cominação
legal de pena de multa para o tipo em análise. 4.1.2 - SEGUNDA FASE (Circunstâncias Legais) Ao caso concorrem as atenuantes do art. 65, inc.
I: "ser o agente menor de 21 9vinte e um) anos, na data do fato" e do inc. III, alínea "d": "ter o agente confessado espontaneamente, perante a
autoridade, a autoria do crime", tendo em vista que o acusado possuía 19 (dezenove) anos na época do fato e que, em sede de interrogatório, ter
assumido a autoria delitiva. Entretanto, conforme expressa autorização contida na súmula 231 do STJ: "A incidência da circunstancia atenuante
não pode conduzir a redução da pena abaixo do mínimo legal." Neste mister, verifica-se que a diminuição da pena cominada ao agente ficaria
abaixo do mínimo legal da pena em abstrato. Não podendo, portanto, haver redução maior que este quantum. Por outro lado, não existem
circunstâncias agravantes a serem consideradas, visto que a prevista no art. 61, inc. II, alínea "e", do Código Penal, é elementar do delito previsto
no art. 129, §9º, do mesmo Código. Assim, nesta segunda etapa, mantenho a pena do acusado José Diego Bezerra da Silva em seu mínimo
legal, isto é, em 03 (três) meses de detenção. 4.1.3 - TERCEIRA FASE (Causas de aumento ou diminuição de pena) Não incidem ao caso
quaisquer causas de aumento ou diminuição da pena. Dessa forma, fixo a PENA DEFINITIVA para o crime de violência doméstica, disposto no
art. 129, §9º, do Código Penal, praticado pelo acusado José Diego Bezerra da Silva, em 03 (três) meses de detenção. 5 - DA DETRAÇÃO DA
PENA Para efeitos de detração penal e nos termos do art. 387, § 2º, do Código Penal, registre-se que o sentenciado esteve detido entre os dias
12/11/2015 e 25/02/2015, totalizando 106 (cento e seis) dias de segregação cautelar. 6 - REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA Fixo o regime
aberto para o início do cumprimento da pena pelo condenado, com fundamento no art. 33, §2º, "c", do Código Penal, devendo a reprimenda ser
cumprida em casa de albergado ou estabelecimento adequado, entretanto, em razão da inexistência de estabelecimento do gênero neste estado,
determino o seu cumprimento na Comarca de residência do condenado, sob as seguintes condições, que se violadas, acarretarão a regressão
de regime: a) obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho; b) comparecimento obrigatório e periódico, em data
estipulada pelo juízo da execução para comunicar sua ocupação; c) não mudar de endereço sem prévia comunicação e autorização judicial; d)
recolher-se à sua habitação todos os dias a partir das 22h da noite até às 06h do dia seguinte; e) não frequentar bares e prostíbulos; e f) não
voltar a delinquir. 7 - DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PELO CUMPRIMENTO DA PENA Considerando que o tempo de segregação cautelar
do condenado foi superior ao da pena ora aplicada, conforme se depreende da detração efetuada, com arrimo no art. 61, caput, do Código de
Processo Penal, decreto extinta a punibilidade do sentenciado JOSÉ DIEGO BEZERRA DA SILVA, conhecido como "Maradona", qualificado
nos autos. 8 - DA SUBSTITUIÇÃO POR PENA RESTRITIVA DE DIREITOS Assim, considerando-se que foi declarada extinta a punibilidade
do condenado por cumprimento da pena privativa de liberdade aplicada, incabível é sua substituição por restritivas de direito, na forma do art.
44, do Código Penal. 9 - DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA Considerando que foi declarada extinta a punibilidade do condenado por
cumprimento da pena privativa de liberdade aplicada, incabível é sua suspensão, nos moldes do art. 77, do Código Penal. 10 - DA REPARAÇÃO
CIVIL DE DANOS Tendo em conta a ausência de elementos informativos nos autos que denotem a extensão material e, sobretudo, moral dos
eventuais danos padecidos pela vítima, torna-se incabível a providência determinada pelo art. 387, IV, do Código de Processo Penal. 11 - DA
POSSIBILIDADE DE RECORER EM LIBERDADE Em virtude da decretação da extinção da punibilidade ora decretada, não há que se falar em
negar ao condenado o direito de recorrer em liberdade. 12 - DISPOSIÇÕES FINAIS Condeno o acusado no pagamento das custas processuais.
Deixo de determinar a suspensão dos direitos políticos do condenado, tendo em vista a sua extinção da punibilidade, nos termos do art. 15, III,
da Constituição Federal. Ponha-se imediatamente o condenado, José Diego Bezerra da Silva, vulgo "Maradona", nascido em 10/04/1996, natural
de Altinho/PE, filho de José Ferreira da Silva e de Maria Vanda Bezerra, em liberdade, salvo se por outro motivo deva permanecer preso. Cópia
desta sentença, encaminhada por simples mandado, e autenticada pelo chefe de secretaria, fará as vezes de ALVARÁ DE SOLTURA, devendo
o referido acusado ser imediatamente posto em liberdade, salvo se por outro motivo deva permanecer preso, devendo o oficial certificar todo
o ocorrido, como se um alvará estivesse a cumprir. Com o trânsito em julgado, a Secretaria tomará as providências seguintes:1) Comunique-
se o resultado desta sentença à Vara Regional da Infância da 7ª Circunscrição, fazendo referência ao número do processo mencionado às fls.
45. 2) Lançar o nome do réu no rol dos culpados;3) Preencher o boletim individual para envio ao IITB/INFOSEG, informado tanto a condenação
quanto a extinção da punibilidade;4) Remeter os autos a distribuição para o cálculo das custas processuais e eventual multa e, após, intimar o
réu para pagamento, no prazo de 10 dias, sob as penas da Lei.5) Não sendo encontrado algum dos réus para fins de intimação para pagamento
dos valores referidos no item anterior e certificado a inexistência de endereço de seu possível paradeiro nos autos, desde já fica autorizado sua
intimação por via editalícia.6) Certifique-se acerca da existência de objetos apreendidos e voltem-me os autos conclusos, em sendo necessário.7)
Em hipótese alguma este processo deverá ser arquivado sem que a secretaria certifique acerca da inexistência de mandado de prisão em aberto
e sem o devido recolhimento, devendo ser arquivado apenas em caso negativo e, caso contrário, tomadas as providências necessárias.8) Em
hipótese alguma este processo deverá ser arquivado sem que a secretaria certifique acerca da inexistência de mandado de prisão em aberto e
sem o devido recolhimento, devendo ser arquivado apenas em caso negativo e, caso contrário, tomadas as providências necessárias. Publique-
se. Registre-se. Intimem-se e, certificado o cumprimento de todas as determinações desta sentença, arquive-se, oportunamente. Ciência ao
Ministério Público, inclusive para que se manifeste acerca da certidão de fls. 75. Cumpra-se. Altinho/PE, 25 de fevereiro de 2016. Ana Paula
Viana Silva de Freitas Juíza Substituta em exercício cumulativo
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Processo nº 00385-20.2015.8.17.0180Divórcio Litigioso Autora: M. T. X. da S. Requerido: G. da S. SENTENÇA Vistos, etc... Trata-se de Ação
de Divórcio Litigioso ajuizada por M. T. X. da S., nos autos qualificada, por meio de advogado legalmente habilitado, visando obter a extinção
do vínculo conjugal que a une a G. da S., alegando para tanto os fatos e fundamentos jurídicos constantes da petição inicial de fls. 02. A inicial
veio instruída com os documentos de fls. 03/06. Despacho inicial determinando a citação editalícia da parte ré, fls. 08. Edital de citação às fls.
09. Certidão informando o decurso do prazo de contestação sem manifestação da parte ré (fls. 11). Às fls. 12, foi nomeado curador especial,
o qual apresentou contestação às fls. 13/16. Manifestação do Órgão Ministerial pugnando pela realização de audiência. Vieram-me os autos
conclusos. É o relatório. Passo a decidir. A Constituição Federal, no seu art. 226, § 6º, assegura que o casamento civil pode ser dissolvido pelo
divórcio, deixando inclusive de exigir o requisito anterior de separação de fato por mais de dois anos. Ademais, após a edição da Emenda
Constitucional nº 66, não há mais qualquer requisito para concessão do divórcio. Basta que uma das partes afirme o desejo de se divorciar para
que não possa ser negada tal solicitação. No caso dos autos, a parte requerida foi citada por edital, deixando escoar o prazo sem qualquer
manifestação, pelo que fora nomeado curadora especial, tendo esta apresentado contestação por negativa geral. Nesses termos, como não há
filhos, tampouco a existência de bens móveis ou imóveis a partilhar, nada há que obste a decretação de divórcio do casal, conforme requerido
na inicial. Assim sendo, por todo o exposto e do mais que consta dos autos, julgo procedente o pedido contido na inicial, para em consequência,
decretar o divórcio do casal, proferindo sentença com julgamento do mérito, por força do Art. 269, I, do Código de Processo Civil. Sem custas e
honorários, pela anterior concessão da gratuidade judiciária. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Transitado em julgado esta sentença, extraia-se
cópia da presente e encaminhe-se ao cartório de registro civil onde se realizou o matrimônio do casal, servindo esta como averbação do divórcio
decretado, no assentamento de casamento dos requerentes, juntado aos autos fls. 04, observando para tanto as cautelas legais, donde constará
que a requerente voltará a usar o nome de solteira, qual seja, M. T. X. Após, arquive-se. Altinho, 25 de fevereiro de 2016.Ana Paula Viana Silva
de Freitas Juiz de Direito em exercício cumulativo PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA
DA COMARCA DE ALTINHO Processo nº 00385-20.2015.8.17.1110 Página- 1 -
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Requerido: J. A. DA S.
Requerido: C. Â. DA S.
Requerido: D. M. DA S.
Advogado: PE034680 - MÁRCIO BENEVIDES OMENA DE OLIVEIRA
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máximo R$ 8.000,00."O Sr. Manoel Martins do Nascimento (Leonel), por sua vez:"QUE comprou a propriedade em litígio ao Sr. José Bosco Lopes
e sua esposa; QUE o Sr. Cornélio Basílio, pai do autor, não interferiu no negócio, apenas disse que o depoente podia comprar e que o negócio
foi realizado com os autos no ano de 2003; QUE o negócio foi feito no valor de R$ 800,00 e que entrou neste pagamento mais uma novilha;
QUE no mesmo ano vendeu a propriedade aos requerentes e essa propriedade foi vendida por R$ 1.600,00; QUE não sabe declinar qual é o
nome da autora da ação; QUE conhece o autor da ação por José Cornélio; QUE comprou o imóvel no ano de 2003; QUE não tem nada contra a
pessoa dos querelantes; QUE conhece os genitores do requerente; QUE afirma que na propriedade ora em querela não existia nada, construção,
benfeitoria, ou seja, "terra nua"; QUE não sabe dizer se a época dos fatos, os requerentes estavam no estado de São Paulo; QUE o genitor
do autor, na ora do negócio jurídico, estava presente, inclusive na calçada, presenciando a suposta venda. QUE quando comprou o terreno em
questão aos autores, foram ao cartório nesta cidade, não se lembrando se foi o de Edmilson ou o de Cláudio e lá passaram um documento; QUE
é um homem, doente, tem 82 anos de idade, não sabe ler nem escrever."Demais depoimentos, fls. 54-56. Alegações finais da parte autora, fls.
80-81. Alegações finais da parte ré, fls. 85/89. É o relatório necessário. Decido. Considere-se que a posse, apesar de protegida em razão da
propriedade, tem autonomia, e passa a ser protegida por si mesma, ainda que contra o proprietário (jus possessionis). Convém ressaltar, que a
ação reinvidicatória destina-se ao proprietário não possuidor, contra o possuidor não proprietário. Conforme dispõe o art. 1.228 do Código Civil:
"Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a
possua ou detenha. Disto denota-se que há três requisitos básicos para o acolhimento do pedido na Ação Reinvidicatória, quais sejam, domínio
sobre o bem, posse injusta do réu e perfeita caracterização do imóvel. Este é o entendimento consolidado na doutrina e jurisprudência:APELAÇÃO
CÍVEL. DIREITO DAS COISAS. AÇÃO REINVIDICATÓRIA CUMULADA COM PEDIDO DEMOLITÓRIO E ARBITRAMENTO DE INDENIZAÇÃO
POR PERDAS E DANOS. RECONVENÇÃO. A ação reivindicatória é típica do proprietário sem posse contra o possuidor sem domínio. Diante
disso, para o sucesso da pretensão, deverá a demandante demonstrar o seu domínio e, consequentemente, a posse injusta do demandado, na
forma do art. 1228 do CCB. No caso, inobstante a autora tenha comprovado ser a proprietária registral dos boxes nºs. 01 e 02, o seu pedido
não pode ser acolhido, em face da ausência do requisito da posse injusta, previsto no artigo 1.228 do Código Civil. Não tendo o réu-reconvinte
comprovado nos autos que a autora-reconvinda tenha se comprometido a transferir os imóveis para o nome do condomínio, o desacolhimento
do pedido é medida que se impõe (art. 333, I, do CPC). Apelações improvidas. (Apelação Cível Nº 70066655200, Décima Nona Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Voltaire de Lima Moraes, Julgado em 25/02/2016).Desse modo, a ausência de um desses requisitos enseja o
indeferimento da pretensão petitória, que não pode lastrear-se apenas no título da propriedade, mas ao revés, carece da demonstração acerca
da plausibilidade de opor este direito a terceiro que possua o imóvel de boa fé. É este o posicionamento de nossos tribunais:APELAÇAO CÍVEL.
AÇAO REIVINDICATÓRIA. POSSE JUSTA. TERCEIRO ADQUIRENTE DE BOA-FÉ. 1. Reconhecida a boa-fé do terceiro adquirente que pagou
o preço de venda e entrou na posse do bem improcede a ação reivindicatória promovida pelo primitivo proprietário sob alegação de que não
recebera o pagamento correspondente à venda que fizera a um intermediário. 2. Posse justa do terceiro de boa-fé que não pode ser atacada
através da ação reivindicatória. 3. Art. 524 do C. Civil. 4. Recurso conhecido e desprovido. 5. Votação Unânime. ( AC 201000010074384, Relator
Dês. José James Gomes Pereira, 2ª Câmara Especializada Cível, julgamento em 29/11/2011), grifo nosso. Além do mais, há que se considerar
também o lapso temporal em que o requerente, embora conhecendo a situação fática em que a propriedade estaria sendo ocupada, permaneceu
inerte quanto ao direito de reinvidicá-la. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. REIVINDICATÓRIA. IMÓVEL. APELAÇÃO CÍVEL. POSSUIDOR.
TERCEIRO ADQUIRENTE DE BOA-FÉ. CC, 1.649. APLICAÇÃO. AÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. MANUTENÇÃO. Reconhecida a boa-fé do terceiro
adquirente que permutou bens e entrou na posse do imóvel vindicado, improcede a ação reivindicatória promovida pelo primitivo proprietário
sob alegação de que não estava ciente da permuta à época em que ela foi feita por sua ex-companheira, vez que, quando informado da troca,
permaneceu inerte por longo período, até decair do direito de anular o feito. 2. Posse justa do terceiro de boa-fé que não pode ser atacada através
da ação reivindicatória, preservando-se a vigência do artigo 1.649 do Código Civil. RECURSO NÃO PROVIDO. (APL 00009198520088050133
BA, relatora Heloísa Pinto de Freitas Vieira Graddi, Terceira Câmara Cível, publicação em 09/11/2013), grifo nosso. No que pertine a alegada
ausência de transmissão por meio de escritura pública, há que se considerar, desde logo, o que preceitua o art. 108 do Código Civil no qual
resta estabelecido que, em negócios jurídicos cujo valor não excede a quantia de 30 vezes o maior salário mínimo vigente, como é o caso dos
autos, a lavratura de escritura pública não é requisito de validade do negócio jurídico celebrado. Senão vejamos:"Art. 108. Não dispondo a lei em
contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de
direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País". Pois bem, passemos a análise dos autos.
Os depoimentos colhidos na instrução probatória, de partes e testemunhas, demonstram cabalmente que, de fato, o negócio jurídico consistente
na transmissão do terreno foi realizado. Os requeridos são os possuidores do imóvel há mais de dez anos. Já em relação aos autores, não há
nos autos nenhuma prova de que já tenham exercido a posse do imóvel sob litígio. Assim, não é ponto controvertido que, de fato, fora realizado
negócio em relação ao bem imóvel, objeto dos presentes autos. Também restou comprovado que os requeridos estão na posse do imóvel há
mais de dez anos. Além do que, os requerentes tinham conhecimento da posse exercida pelo requerido, só reclamando o direito vários anos
após a realização do negócio.Por outro lado, considere-se a certidão de fls. 07, no qual consta que o terreno, objeto deste litígio já pertenceu
outrora ao Sr. Cornélio, pai do requerente, de modo que houve suposta venda para um terceiro e no mesmo dia o terreno foi repassado para
o requerente deste ação, o que em tese poderia justificar o erro do Sr. Cornélio ao pressupor que a propriedade ainda lhe pertencia e a venda
de boa fé. No entanto, conforme o depoimento do Sr. Leonel, a venda foi feita pelos próprios requerentes e não houve interferência do Sr.
Cornélio. Não há que se olvidar que o requerido é adquirente de boa fé, uma vez que pagou pelo terreno em querela ao Sr. Leonel, o qual em
juízo afirmou que celebrou negócio com o requerido no ano de 2003.A par de todas as nuances existentes na presente demanda, é certo que
houve, de fato, a venda do terreno e que a posse do requerido se perpetuou ao longo do tempo, não havendo oposição do requerente, que só
reclamou a propriedade no ano de 2013.Ademais, sabe-se que na região é comum a celebração de negócios de forma tácita, sem a necessária
documentação, confiando apenas na palavra dada.Afirma o requerido em sede de alegações finais que ocorreu a prescrição extintiva do direito
do autor, uma vez que há mais de onze os requeridos tem a posse do terreno uma vez que o período em que a posse foi exercida pelo Sr.
Leonel é contabilizado seu período.É certo, pois, que na ação reinvidicatória incube ao autor provar que a posse exercida pelo réu é injusta.
Este requisito não estar configurado na presente demanda, uma vez que o autor não logrou êxito em demonstrar que a posse do réu é injusta.
Neste sentido:AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO REIVINDICATÓRIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 1.228 CC. POSSE JUSTA.
EXIGÊNCIA DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. 1. O art. 1.228 do Código Civil estabelece que "o proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor
da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha". 2. Todavia, para que o titular da propriedade
retome o bem do poder de terceiro detentor ou possuidor indevido é necessário o preenchimento de três requisitos, quais sejam, domínio sobre
o bem, posse injusta do réu e perfeita caracterização do imóvel. 3. Restando comprovados apenas dois dos requisitos do art. 1.228 do CC, quais
sejam, prova do domínio da coisa reivindicada e a individualização do bem, inexistindo prova da posse injusta, não há que se falar em restrição ao
exercício do direito de propriedade dos reivindicados, ao menos sem melhor dilação probatória. 4. Agravo de Instrumento conhecido e provido. 5.
Unanimidade. (AI 0143332015, relator Ricardo Tadeu Bugarin Duailibe, Quinta Camara Cível, publicação 30/11/2015).APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO
REINVIDICATÓRIA. REQUISITOS. PROVA DE TITULARIDADE DO DOMÍNIO. INDIVIDUALIZAÇÃO DA COISA. POSSE INJUSTA. ÔNUS DA
PROVA. PARTE AUTORA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. RECURSO IMPROVIDO. - Incumbe ao autor, na ação reivindicatória, o ônus
de demonstrar a prova de titularidade do domínio, a invidivualização da coisa e a posse injusta dos réus, nos termos do art. 333, I do CPC; -
Ausente a comprovação de um destes requisitos, afasta-se a pretensão reivindicatória. Recurso improvido. Diante do exposto e por tudo mais que
consta dos autos, com fulcro no art. 269 incisos I do Código de Processo Civil, julgo IMPROCEDENTE o pedido inicial. Sem custas e honorários
advocatícios em razão da gratuidade deferida. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após o trânsito em julgado, desta decisão, arquivem-se os
autos. Altinho, 17 de março de 2016.Ana Paula Viana Silva de Freitas Juíza de Direito em exercício cumulativo
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o que dispõe o art. 181 do mesmo diploma legislativo, in verbis: Art. 181 - Dos atos praticados pelo Presidente ou pela Mesa Diretora, caberá
recurso para o Plenário. Assim, não paira dúvidas acerca do direito líquido e certo, pertencente aos impetrantes, uma vez que os recursos relativos
aos Projetos de Lei, cuja tramitação foram negadas, deve ser submetido à apreciação do Pleno da Casa legislativa Municipal. O argumento
trazido pelo impetrado não merece prosperar, pois nesse momento processual, não importa analisar as razões invocadas para aprovação ou não
do Projeto de Lei, incube garantir que o recurso interposto seja analisado pelo Plenário da Casa, pois é cediço que este é soberano e possui
atribuição legal de rever os atos praticados pelo Presidente da Câmara. Em assim sendo, impõe-se reconhecer o direito dos impetrantes conforme
requerido na petição inicial. Diante do exposto, com fundamento no que disciplina o art. 5º e 37 CF/88, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado
pelos impetrantes e CONCEDO A SEGURANÇA pleiteada, para DETERMINAR que os recursos interpostos para apreciação dos Projetos de
Lei 09/2013 (Programa Municipal de Estágio); 10/2013 (Programa Municipal de Renda Mínima); 11/2013 ( Programa Pró - Cidadania) e 15/2013
( Doação de terrenos Públicos Municipais), sejam submetidos à apreciação do Plenário da Casa Legislativa Antônio Alexandre. Custas pagas,
fls. 15v. Sem condenação em honorários por força do que disciplina a súmula 512 do STF. Determino à secretaria que providencie: a) a intimação
pessoal do impetrado, bem como a intimação do órgão de representação judicial da pessoa jurídica a qual integra a autoridade coatora, com cópia
desta sentença, para, caso queira, interpor recursos no prazo legal (§ 2° do art. 14 da Lei n°. 12.016/09); b) a intimação dos impetrantes acerca
desta decisão, por meio de seu advogado, mediante publicação no Diário Oficial do Estado; c) a ciência da representante do Ministério Público;
d) cumpridas as diligências acima determinadas, remessa dos autos ao Egrégio Tribunal de Justiça de Pernambuco, na forma do § 1° do art. 14
da Lei n°. 12.016/09 - duplo grau obrigatório de jurisdição ou reexame necessário;PUBLIQUE-SE, REGISTRE-SE e INTIMEM-SE. CUMPRA-SE.
Altinho/PE, 23 de março de 2016. Ana Paula Viana Silva de Freitas Juíza de Direito em exercício cumulativo
Proc.: 000705-70.2015.8.17.0180 SENTENÇA Vistos etc. Maria da Conceição Almeida de Melo, qualificado à fl. 02, propôs, neste Juízo, com
base na legislação pertinente, a presente Ação Ordinária de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela em face da Caixa de
Assistência de Funcionários do Banco do Brasil - CASSI, também qualificada à fl. 02.Na inicial, em resumo, alega a autora que é usuária do
plano de saúde ofertado pela empresa ré, obrigando-se esta última a conceder os benefícios previstos nas cláusulas integrantes da avença, ou
seja, cobrindo as despesas dos serviços contratados.Continuando, aduz o demandante que, por recomendação médica, foi indicado a realização
do exame de ULTRASSON ENDOSCÓPICO (ENDOSCOPIA), contudo, ao solicitar a autorização para tal, a ré se negou a cumprir com a
sua obrigação contratual relativa ao pagamento das despesas para realização do referido exame.Por fim, com base no Código de Defesa do
Consumidor, requereu o suplicante a concessão de tutela antecipada, para que seja a ré compelida a autorizar e custear as despesas para
o mencionado exame, além da condenação daquela ao pagamento das verbas da sucumbência.A tutela específica requerida pela autora foi
concedida através da decisão de fls. 64/65.Na contestação apresentada às fls. 32/51, que veio acompanhada dos documentos de fls. 52/62, a
demandada sustenta que sua conduta apresenta consonância com o que dispõe a legislação pertinente, e que a não autorização do exame foi
feita dentro do que dispõe o contrato existente entre as partes e nos limites autorizados pela Lei 9.656/98, de maneira que os pedidos devem
ser julgados improcedentes. Réplica fls. 70/74.Petição de fls. 83/85, requer o ressarcimento do valor pago referente a anestesia necessária para
sedação.É O RELATÓRIO. DECIDO. DO JULGAMENTO ANTECIPADO Cuida-se de hipótese que dispensa dilação probatória, uma vez que os
elementos presentes, inclusive a prova documental, são suficientes para emitir a sentença antecipadamente, conforme autoriza o art. 330, inciso
I, do CPC, consolidado pelas seguintes orientações da jurisprudência: "Não há falar em cerceamento de defesa, quando o julgador, entendendo
estarem os autos suficientemente instruídos, reputa desnecessária a produção de provas e julga antecipadamente a lide." (STJ - AgRg no Ag
969.494/DF - 3ª Turma - Rel. Massami Uyeda - Julg. 03/02/2009)."Inexiste ilegalidade tampouco cerceamento de defesa na hipótese em que o
juiz, verificando suficientemente instruído o processo, considera desnecessária a produção de mais provas e julga o mérito da demanda na forma
antecipada." (STJ - AgRg na MC 14.838/SP - 3ª Turma - Rel. Min. Nancy Andrighi - Julg. 18/11/2008).DO MÉRITO A documentação acostada
aos autos comprova as alegações da autora no sentido de ser necessário o exame que menciona na exordial, tendo em vista a solicitação
médica e sua indispensável realização com o fim de iniciar tratamento médico adequado, ressaltando-se que a autorização para o mencionado
procedimento foi negada pela ré.O ponto controvertido da questão é a validade ou não de cláusula contratual, bem como o seu alcance, que
exclui a obrigação de fazer em exames como o presente, o qual, de acordo com a parte ré, não deve ser custeado pela mesma, por ser abrangido
pelo contrato pactuado com a autora. A ré, conforme se depreende da contestação, sustenta a legalidade do contrato sob a ótica do pacta sunt
servanda, segundo o qual as cláusulas contratuais devem ser fielmente observadas pelas partes. Contudo, pelas razões aqui delineadas, o caso
presente se enquadra no âmbito da legislação consumerista. É o que se extrai de nossa jurisprudência, senão vejamos:APELAÇÃO CÍVEL -
AÇÃO ORDINÁRIA - PLANO DE SAÚDE - CASSI - ASSOCIAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS - CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR -
APLICABILIDADE - COBERTURA - REQUERIMENTO DE TRATAMENTO - ANÁLISE ADMINISTRATIVA - DEMORA - NEGATIVA VELADA -
ABUSIVIDADE - ATO ILÍCITO - CONFIGURAÇÃO - DANO MORAL IN RE IPSA - SENTENÇA MANTIDA. O fato de a operadora do plano de
saúde ser associação sem fins lucrativos, de autogestão e administrada pelos próprios associados não afasta a incidência do Código de Defesa
do Consumidor com relação ao contrato de assistência à saúde, de que decorre típica relação de consumo. A fiscalização de procedimentos
e tratamentos médicos requeridos a operadores de plano de saúde é imprescindível para seu bom funcionamento. Medida salutar, impede
a perpetração de fraudes e de gastos desnecessários, que, de uma forma ou de outra, impactam na organização econômico-financeira da
operadora e na própria contraprestação pecuniária dos segurados, a quem se transfeririam custos inesperados. Contudo, a análise administrativa
de requerimento de custeio médico não pode comprometer o fim precípuo da operadora, relativo à proteção da saúde dos associados, pena de se
inverter fins e meios. A demora ou postergação injustificados do pedido administrativo equivale à negativa velada. Nos termos da jurisprudência
reiterada do STJ, configura dano moral in re ipsa a indevida negativa de cobertura por plano de saúde. (TJ/MG AC 10153140011955001, relator
José Marcos Vieira, 16ª Câmara Cível, publicação 04/08/2015).Deste modo, a mencionada cláusula excludente do cumprimento da obrigação por
iniciativa da ré deve ser interpretada com restrição e, em caso de dúvida, da forma mais favorável para o consumidor, sobretudo por estar inserta
em contrato de adesão. Afinal, o Código de Defesa do Consumidor possui natureza pública e interesse social, sendo aplicável à matéria sob
análise.Com efeito, o CDC é o instrumento legal aplicável aos contratos de adesão que possuem cláusulas pré-elaboradas unilateralmente pelo
fornecedor do serviço, isto é, onde o consumidor é submetido a uma simples adesão à vontade manifestada pelo contratante economicamente
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mais forte.O sistema de proteção ao consumidor, adotado pelo CDC, possui vários artigos que repudiam e vedam cláusulas contratuais abusivas
e ilícitas, nos quais se destacam, entre outros, os princípios básicos que norteiam as relações de consumo: transparência, boa-fé, confiança e
justiça contratual, que se constituem em garantias que asseguram aos consumidores a proteção de seus direitos, quando violados.A realização
do exame faz parte do tratamento a ser empreendido para combate a eventual patologia verificada. Além do mais, o demandado não logrou
êxito em demonstrar que apresentou para a consumidora, com a necessária clareza, quais as hipóteses de migração de plano e o âmbito de
sua abrangência. Sobre o assunto, vejamos o ensinamento da professora Cláudia Lima Marques, da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (Contratos no Código de Defesa do Consumidor, 3ª edição, págs. 286, 288, 334, 344, 576 e 464, Ed. Revista dos Tribunais, São Paulo,
1999):"Como afirmamos anteriormente, transparência é clareza, é informação sobre os temas relevantes da futura relação contratual. Eis porque
institui o CDC um novo e amplo dever para o fornecedor, o dever de informar ao consumidor não só sobre as características do produto ou
serviço, como também sobre o conteúdo do contrato. Pretendeu, assim, o legislador evitar qualquer tipo de lesão ao consumidor, pois sem
ter conhecimento do conteúdo do contrato, das obrigações que estará assumindo, poderia vincular-se a obrigações que não pode suportar ou
simplesmente não deseja. Assim também adquirindo um produto sem ter informações claras e precisas sobre suas qualidades e características
pode adquirir um produto que não é adequado ao que pretende ou que não possui as qualidades que o fornecedor afirmar ter, ensejando mais
facilmente o desfazimento do vínculo contratual."Este entendimento está consolidado em nossa jurisprudência:APELAÇÃO CÍVEL. PLANO DE
SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. EXAMES. ANGIOTOMOGRAFIA CORONARIANA. CONTRATO CELEBRADO ANTES DO ADVENTO
DA LEI 9.656/98. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA OFERTA DE MIGRAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. Os planos de saúde estão submetidos
às disposições do Código de Defesa do Consumidor (súmula 469 do STJ), razão pela qual se aplica o disposto no art. 35 da Lei 9.656/98 ao caso
em tela, decorrente de interpretação literal e mais benéfica aos aderentes. Ausência de comprovação de oferta ao consumidor para migração
às regras previstas pela nova legislação, com uma cobertura mais abrangente, regulado pela lei n.º 9.656/98,... descabendo falar em violação
ao princípio da irretroatividade das leis, mas mera adequação àquela regulação. Abusividade da cláusula que prevê a exclusão de exames de
tomografia necessários à preservação da saúde. Demonstração de que o exame consta do rol dos obrigatórios ao Plano de Referência da ANS.
Reembolso das despesas nos limites comprovados nos autos. Sentença confirmada pelos seus próprios fundamentos. RECURSO DESPROVIDO.
(Recurso Cível Nº 71003916327, Terceira Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Adriana da Silva Ribeiro, Julgado em 30/08/2012)
Procedimento de angiotomografia, que não consta expressamente como excluída do plano, enquadrando-se da na cláusula 16ª do contrato:
"Quando os serviços cobertos forem realizados em localidade sem prestadores de serviços próprios da CASSI ou por ela credenciados, ou nos
casos de urgência, o PLANO reembolsará as despesas feitas pelo PARTICIPANTE até o limite de 100%..." (fl.76v). Dever da ré de ressarcir o autor
dos valores por ele desembolsados. Sentença mantida por seus próprios fundamentos, conforme autoriza o art. 46 da Lei nº 9.099/95. RECURSO
DESPROVIDO. (Recurso Cível Nº 71005131859, Segunda Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Roberto Behrensdorf Gomes da
Silva, Julgado em 22/10/2014), grifo nosso.JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA.
EXAME MÉDICO. REEMBOLSO DEVIDO. DANO MORAL CONFIGURADO. VALOR. REDUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. VALOR RAZOÁVEL E
PROPORCIONAL. DANO PUNITIVO (PUNITIVE DAMAGE). DESESTÍMULO À CONDUTA ILÍCITA.1. Trata-se de recurso contra sentença que
condenou a recorrente a reembolsar integralmente as despesas do recorrido com a realização de exame de PET - CT (PET SCAN) e a arcar com
a indenização por danos morais fixada em R$ 5.000,00(cinco mil reais). A recorrente Geap alega que a restrição de cobertura do exame PET -
CT encontra-se regulamentada pela Lei nº 9.656/1998 e pela Resolução Normativa 338/2013 da ANS e que, ante a previsão legal, a recusa à
cobertura do exame pleiteado pelo recorrido foi lícita. Salienta que nos contratos que tem como objeto os serviços privados de saúde, é facultado
aos contratantes escolherem os limites da abrangência da cobertura dos serviços assistenciais de saúde. Por fim, pugna pelo conhecimento
e provimento do recurso, para reformar a sentença e julgar improcedentes os pedidos iniciais ou reduzir o valor da indenização pelos danos
morais e determinar o abatimento na condenação aos danos materiais (reembolso) do valor relativo a co-participação do usuário do plano nas
despesas. 2. É incontroverso que a recorrente se nega a cobrir o exame PET-CT e, neste caso, tenho como abusiva a cláusula contratual
de plano de saúde que estabelece o tipo de exame e tratamento a ser executado para viabilizar o diagnóstico e a cura da doença, eis que a
patologia em si está abrangida dentre aquelas passíveis de tratamento pela cobertura do plano. Aliás, este é o entendimento esposado pela
jurisprudência, consoante precedentes do Eg. TJDFT e do Colendo STJ: 2.1. "(...) 6. Cobertura do plano de saúde deve referir-se às doenças, e
não ao tipo de tratamento, que deve ser aplicado pelo método mais moderno e, obviamente, pela prescrição do profissional habilitado. 7. Recurso
do autor não conhecido. Recurso da ré desprovido. Unânime". (ACJ 20140111982310, relatora João Luis Fischer Dias, 2ª Turma Recursal dos
Juizados Especiais do Distrito Federal, publicação 06/10/2015), grifo nosso.Portanto, considere-se que o exame requerido pela autora constitui
pressuposto indispensável para diagnóstico e realização de tratamento de saúde.Assim sendo, ante os fatos e fundamentos acima expostos, de
forma antecipada, julgo procedente o pedido formulado na inicial, com fulcro no art. 269, inciso I do CPC e CONDENO A RÉ A CUMPRIR COM
A SUA OBRIGAÇÃO CONTRATUAL E CUSTEAR O EXAME SOLICITADO, INCLUINDO AS DESPESAS DECORRENTES DA ANESTESIA,
confirmando a tutela concedida às fls. 64/65.Condeno ainda a ré ao pagamento das custas processuais, além de honorários advocatícios, que
fixo em 20% (vinte por cento) do valor da causa.Com o trânsito em julgado, remetam-se os autos à contadoria para realização do cálculo das
custas e honorários advocatícios.Com o depósito dos valores, expeçam-se os respectivos alvarás na forma estabelecida e arquive-se. Publique-
se. Registre-se. Intimem-se.Altinho, 10 de março de 2016.Ana Paula Viana Silva de Freitas Juíza de Direito em exercício cumulativo
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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A Doutora Ana Paula Viana Silva de Freitas, Juíza Substituta em exercício cumulativo na Vara Única da Comarca de Altinho,
Estado de Pernmabuco, em virtude da Lei, etc...
FAZ SABER ao sentenciado SIDNEY ELBIS RODRIGUES DA SILVA “Aloprado” (brasileiro, solteiro, natural de Altinho / PE,
nascido em 26.04.1993, filho de José Cícero da Silva e Adeilda Rodrigues da Silva, portador do RG nº. 8.263.885 SSP / PE e inscrito no
CPF sob o nº. 104.435.124-18), o qual se encontra em local incerto e não sabido que, neste Juízo de Direito, situado à Av. João Cassiano,
nº. 170, Centro - Altinho/PE, Telefone: (81)3739-2940, tramita o processo nº 0000447-60.2015.8.17.0180.
Assim, fica o mesmo INTIMADO da sentença condenatória proferida na Ação Penal Nº 0000447-60.2015.8.17.0180 proposta
pelo Ministério Público de Altinho / PE, assim como da decisão que julgou os embargos declaratórios interpostos em face da
mencionada sentença, ambas com o seguinte teor:
“S E N T E N Ç A
EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. POSSE E PORTE ILEGAL DE ARMA DE USO PERMITIDO E DE USO RESTRITO. CONCURSO
MATERIAL. MATERIALIDADE E AUTORIA DO CRIME COMPROVADO. CONDENAÇÃO. Estando a autoria e materialidade devidamente
comprovados não resta outra alternativa que não a condenação dos acusados.
1 – RELATÓRIO
Vistos, etc.
O Ilustre Representante do Ministério Público do Estado de Pernambuco, em exercício neste Juízo, no uso de suas atribuições
legais, com base no Incluso Inquérito Policial, fls. 54/109, ofereceu denúncia contra SIDNEY ELBIS RODRIGUES DA SILVA , JOSÉ LEANDRO
FERREIRA e JOSÉ ARMANDO ALVES MENDES , qualificados nos autos, dando-os como incursos nas sanções penais previstas nos seguintes
dispositivos de lei, sendo que, para o primeiro réu as dispostas nos arts. 12 e 14, da lei 10.826/03, e art. 28, caput , da Lei 11.343/06; para o
segundo as constantes dos arts. 14 e 16, caput, da Lei 10.826/03; e contra o terceiro a estatuída no art. 14 da Lei 10.826/03, pela prática do
seguinte fato delituoso:
“ No dia 06 de agosto de 2015, por volta das 06h, na Rua Camila Omena, nº 33, bairro Olaria, nesta cidade, em poder do denunciado
Sidney, militares apreenderam 25 munições e 10 estojos, cal. 32, que ele possuía em desacordo com determinação legal ou regulamentar, e uma
porção de maconha, pronta para consumo, além de toucas ninjas, chips de celulares, dois mil e quinhentos reais, cordões de metal, documentos
de pessoas desconhecidas, um casaco e um aparelho celular.
Logo a seguir, os policiais dirigiram-se a residência do réu José Leandro, na Rua Camila Omena, nº 107, bairro Olaria, nesta cidade,
onde apreenderam a espingarda nº 1109635, cal. 16, cano serrado de 50mm, de marca Rossi, e quatro cartuchos, do mesmo calibre, que ele
possuía em desacordo com determinação legal ou regulamentar, além de parte de um colete balístico improvisado.
Depois, os militares conduziram-se à casa do imputado José Armando, situada na Rua Elias Felipe, nº 118, Boa Vista, nesta cidade,
e lá apreenderam o revólver nº A5761/1, cal. 32, de propriedade do processado Sidney, que ele ocultava para conserto, e que lhe fora entregue
pelo increpado José Leandro.
Os réus foram autuados em flagrante, sendo que o último foi posto em liberdade mediante fiança” .
Auto de Prisão em Flagrante Delito apresentado neste Juízo em 06/08/2015 (fls. 02/17).
Pedido de Liberdade Provisória formulado em favor de Sidney Elbis Rodrigues da Silva, protocolado em 12/08/2015 (fls. 26/39).
Auto de Exame de Instrumento do Crime – revólver cal. 32, fab. Argentina, série A5761/1, com cão quebrado e espingarda cal.
16, Rossi, série 174B, cano medindo 500mm (fls. 77).
Certidão de Termo de Fiança em favor de José Armando Alves Mendes (fls. 93).
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Comprovante de Depósito Judicial da fiança prestada em favor de José Armando Alves Mendes (fls. 96).
Comprovante de Depósito Judicial do valor de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) apreendidos na residência de Sidney
Elbis Rodrigues da Silva (fls. 98).
Decisão determinando a abertura de vistas ao Ministério Público e a defesa ou Defensoria Pública para requererem a medida
cautelar que entenderem com relação às prisões efetivadas, bem como para que o órgão ministerial se manifestasse sobre o pedido de Liberdade
Provisória de fls. 26/39 (fls. 111/111v).
Manifestação do Parquet no sentido de indeferimento da liberdade provisória em favor de Sidney Elbis Rodrigues da Silva e pela
decretação da prisão preventiva em desfavor de José Leandro Ferreira (fls. 113).
Pedido de Relaxamento de Prisão em Flagrante com pedido alternativo de Liberdade Provisória formulado em favor de José
Leandro Ferreira pela Defensoria Pública Estadual (fls. 115/116).
Decisão recebendo a denúncia de fls. 02-A/02-B em todos os seus termos em 25 de agosto de 2015 e determinando a citação
dos acisados, bem como indeferindo o pedido de fls. 26/39 e decretando a prisão preventiva de Sidney Elbis Rodrigues da Silva.
Resposta à Acusação formulada por Sidney Elbis Rodrigues da Silva (fls. 127/129).
Decisão indeferindo o pedido de fls. 115/116 e decretando a prisão preventiva de José Leandro Ferreira (fls. 132/133v).
Depoimentos das testemunhas de acusação, de defesa e interrogatório, em Juízo, através do sistema de gravação áudio visual,
cuja mídia encontra-se anexada. (fls. 151/152).
Em alegações finais, o Ilustre Representante do Ministério Público, em exercício neste juízo, após analisar o conjunto probatório,
entendeu estar devidamente provada a materialidade delitiva e a autoria dos crimes nos termos narrados na exordial acusatória, razão pela qual
pugnou pela procedência da Denúncia, com a condenação do acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva pelos tipos previstos nos arts. 12 e 14,
da Lei 10.826/03; do indiciado José Leandro Ferreira nas infrações dos arts. 14 e 16, da Lei 10.826/03; e do réu Armando Alves Mendes nas
penas do estatuído no art. 14, da Lei 10.826/03. Requereu, por fim, a extração de cópias de peças do presente feito para fins de formação de
autos apartados relativos ao delito previsto no art. 28, da Lei 11.343/06, imputado à Sidney Elbis Rodrigues da Silva visto que, conforme sustenta,
além de não constar no presente feito laudo toxicológico relativo a droga apreendida, não há possibilidade de execução simultânea das sanções
aplicadas ao referido tipo e esta pendente junto ao Supremo Tribunal Federal julgamento que versa sobre a descriminalização do aludido tipo
penal (fls. 159/161).
Em alegações finais, a defesa técnica do acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva pugnou pela aplicação do benefício devido pela
confissão, pela aplicação de pena restritiva de direitos ou, sucessivamente, com o cumprimento da pena em regime aberto. Sustenta, também,
que o acusado é réu primário, tem boa conduta e residência fixa. Enfatiza que o réu não é processado por roubo nos presentes autos (fls. 162/170).
Em suas alegações finais, a defesa técnica do acusado José Armando Alves Mendes, alega que não possui antecedentes
criminais; que é detentor do direito subjetivo à suspensão condicional do processo, a qual não foi proposta pelo Ministério Público; que o fato
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do cano da arma que com ele foi encontrado afasta a incidência das penas previstas na Lei 10.826/03, trazendo jurisprudência nesse sentido;
requerendo ao fim a absolvição, ou a concessão do benefício do sursis processual, ou o enquadramento da conduta no art. 12, da Lei 10.826/03,
com a consequente substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos na modalidade de prestação de serviços à comunidade
ou outra, bem como pleiteia o reconhecimento da atenuante genérica de confissão e que em caso de absolvição seja determinada a restituição
do valor da fiança (fls. 182/184).
Por sua vez, em alegações finais, a defesa técnica de José Leandro Ferreira, requer a aplicação da atenuante relativa à confissão
espontânea; a desclassificação do crime previsto no art. 16, da Lei 10.826/03, para o estatuído no art. 14 do mesmo diploma legal; bem como a
substituição da pena privativa de liberdade aplicada por restritiva de direitos, com fundamento no art. 44, do Código Penal (fls. 198/200).
Consta nos autos pedido de liberdade em favor de José Leandro Ferreira (fls. 186/196), com manifestação do Ministério Público
pelo indeferimento do pedido formulado (fls. 202).
Em suma, é o relato.
2 - FUNTAMENTAÇÃO
Trata-se de ação penal pública incondicionada, objetivando-se apurar no presente processo a responsabilidade criminal de Sidney
Elbis Rodrigues da Silva, de José Leandro Ferreira e de José Armando Alves Mendes, anteriormente qualificados, pela prática, pelo primeiro, do
delito tipificado nos arts. 12 e 14, da lei 10.826/03 (respectivamente, posse irregular e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido), e art. 28,
caput , da Lei 11.343/06 (posse ilegal de droga para consumo próprio); pela infração, pelo segundo acusado, da norma constantes dos arts. 14
e 16, caput, da Lei 10.826/03 (respectivamente, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e de uso restrito); e pela afronta ao preceito legal
estatuído no art. 14 da Lei 10.826/03, por parte deste último (porte ilegal de arma de fogo de uso permitido).
A materialidade dos crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, bem como a posse ou porte de arma de
fogo de uso restrito se encontra cabalmente comprovada nos autos por meio do Termo de Apreensão (fls. 75), do Auto de Exame de Instrumento
de Crime (fls. 77) e das declarações que prestaram as testemunhas e os próprios acusados.
Já a materialidade do crime de posse de droga em desacordo com determinação legal ou regulamentar para consumo pessoal se
encontra pendente de apresentação de laudo de toxicológico de constatação definitivo, conforme alegações finais da acusação.
No tocante à autoria, em juízo, o acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva confessa a prática do delito de posse ilegal de munições
de arma de fogo de uso permitido, bem como confessa a posse ilegal de droga para consumo pessoal, negando, entretanto, a propriedade e o
porte da arma encontrada na posse da pessoa de José Armando Alves Mendes, qual seja, o revólver cal. 32 descrito nos autos, indicando este
último como sendo o seu dono, pois encontrado em sua residência.
Com relação à autoria dos crimes atribuídos à José Leandro Ferreira, em juízo, este réu confessa a prática do delito de posse
ilegal de arma de fogo de uso restrito, entretanto, nega a propriedade e o porte do revólver cal. 32 encontrado na posse da pessoa de José
Armando Alves Mendes, atribuindo sua propriedade ao acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva.
Por fim, no tocante à autoria dos crimes atribuídos ao indiciado José Armando Alves Mendes, em audiência, confessa a prática do
delito de posse ilegal da arma cal. 32 descrita no termo de apreensão de fls. 75, atribuindo sua propriedade ao acusado José Leandro Ferreira
e alegando que apenas recebeu por sentir medo dele.
As confissões dos acusados encontram consonância, de modo geral, com as provas colhidas durante a instrução probatória,
especialmente das alegações da testemunha de acusação. Vejamos:
A testemunha de acusação João Antônio Vieirada Silva, Sd/PMPE, mat. 250961, em juízo, cuja mídia encontra-se anexada
aos autos, primeiramente confirmou o depoimento prestado em sede policial e expôs que foi o condutor da operação, afirmando que apreendeu
as munições e a droga na casa de Sidney Elbis Rodrigues da Silva, que, após, se dirigiram até a o endereço de José Leandro Ferreira, onde
apreenderam a espingarda cal. 16, de cano serrado, descrita às fls. 75, e alguns cartuchos. Alega que com relação a propriedade do revólver cal.
32, com cão quebrado, encontrado na moradia de José Armando Alves Mendes, que “o informe que chegou pra gente é de que seria de Sidney”.
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A testemunha de defesa arrolada por Sidney Elbis Rodrigues da Silva , Glorivaldo Roberto de Barros, ex-professor deste
acusado, em audiência, afirmou que não estava presente no momento da apreensão, bem como que “antes desta informação que eu vi no ‘Altinho
Show’ eu nunca tinha tomado conhecimento de nenhum envolvimento dele com algo errado não”.
A testemunha de defesa arrolada por Sidney Elbis Rodrigues da Silva , Andreza Maria da Silva, vizinha deste réu, em
audiência, afirmou que não estava presente no momento da apreensão, bem como que só conhece o indiciado e “ele trabalha com a mãe dele
fazendo peça de roupa pra fora”.
A testemunha de defesa arrolada por José Armando Alves Mendes , Paulo Romero de Almeida, conhecido deste acusado,
em audiência, afirmou que não estava presente no momento da apreensão, atestando de forma genérica que este possui boa conduta e é uma
pessoa trabalhadora, afirmando, inclusive, que “ele é bem visto, cidadão de bem, trabalhador, trabalha lá no sítio arrancando mato mais nós”.
A testemunha de defesa arrolada por José Armando Alves Mendes , Manoel Rogério Duarte da Silva, conhecido deste réu,
em juízo, afirmou que não estava presente no momento da apreensão, afirmando que nunca ouviu falar que ele trabalha concertando armas e
que ele “é tido na sociedade como uma pessoa de bem, trabalha na zona rural e nos finais de semana, no sábado, vem pra feira pra vender
os cavalos”, pois “ele trabalha com cavalo”.
Vale resaltar que o acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva, afirma que o dinheiro apreendido em seu poder, R$ 2.500,00 (dois
mil e quinhentos reais), foi adquirido por meio de trabalho com a venda de perfumes e pela ajuda que presta, em casa, a sua mãe. Ademais,
as fls. 130 consta cópia de documento coprobatório desta alegação, inclusive, com data anterior à da prisão em flagrante delito efetuada em
desfavor deste acusado.
No que tange a diferença entre as condutas previstas nos arts. 12 e 14, da Lei 10.826/03, por sua simples leitura verifica-se que
o primeiro se aplica quando o acusado mantém a arma de fogo guardada no interior de sua residência, ou em suas dependências ou, ainda,
em seu local de trabalho, enquanto a incidência do segundo se caracteriza quando a apreensão da arma ocorre em local diverso da residência
ou trabalho. Vejamos:
PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ARTS. 14 E 16 DA LEI 10.826/03. MANUTENÇÃO DA CONDENAÇAO PELO
PORTE DE MUNIÇÕES DE USO RESTRITO QUE SE IMPÕE. TIPICIDADE DA CONDUTA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. NECESSIDADE
DE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE PORTE PARA O DELITO DE POSSE. ARMA E MUNIÇÕES APREENDIDAS NO INTERIOR DA
RESIDÊNCIA DO ACUSADO. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. DECISÃO UNÂNIME. 1. No que tange ao delito previsto no art. 16 da
Lei 10.826/06, entendo que a condenação deve ser mantida. Acompanho o posicionamento do STJ no sentido de que o tipo penal do art. 16 da
Lei 10.826/2003 contempla crime de mera conduta, sendo suficiente a ação de possuir ilegalmente a munição de uso restrito, sem autorização
e em desacordo com autorização legal ou regulamentar para a sua configuração. O crime é de perigo abstrato, presumido, não exigindo a Lei
a efetiva exposição de outrem a risco. 2. No tocante ao pedido de desclassificação do delito previsto no art. 14 para o art. 12 da Lei 10.826,
entendo que assiste razão a defesa. A diferença essencial entre os crimes de posse irregular e porte ilegal de arma de fogo consiste em que
o primeiro se configura quando o agente mantém a arma de fogo guardada no interior de sua residência, ou em suas dependências ou, ainda,
em seu local de trabalho, enquanto o segundo se caracteriza quando a apreensão da arma ocorre em local diverso da residência ou trabalho. In
casu, restou configurado o delito de posse tendo em vista que os bens foram aprendidos na residência do apelante . 3. Por unanimidade de votos,
deu-se provimento parcial ao apelo, apenas para desclassificar o delito previsto no art. 14 para o previsto no art. 12 da Lei 10.826/03, restando o
apelante condenado por este delito à pena de 01 (um) ano de detenção em regime aberto e ao pagamento de 10 (dez) dias-multa, mantidos os
demais termos da sentença, inclusive a condenação pelo previsto no art. 16 da Lei 10.826/03 e o concurso formal entre tais delitos. (TJ-PE - APL:
2879929 PE, Relator: Mauro Alencar De Barros, Data de Julgamento: 17/04/2013, 2ª Câmara Criminal, Data de Publicação: 25/04/2013). Grifei .
Pelo que, observa-se que os acusados Sidney Elbis Rodrigues da Silva e José Armando Alves Mendes foram surpreendidos em
flagrante delito pelo cometimento da conduta descrita no art. 12, da Lei 10.826/03. As provas colhidas em Juízo indicam com segurança que
José Armando Alves Mendes incidiu apenas neste tipo penal.
Por outro lado, o depoimento da testemunha de acusação entra consonância com as declarações colhidas no interrogatório de
José Leandro Ferreira, no sentido de que o acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva seja o proprietário da arma de fogo cal. 32 apreendida na
posse de José Armando Alves Mendes. Ademais, corrobora para fins desta conclusão o fato de somente na residência de Sidney Elbis Rodrigues
da Silva ter sido encontrado munições do mesmo calibre, em grande quantidade, inclusive, diga-se de passagem.
Por tanto, verifica-se que quando o acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva entregou o referido revolver cal. 32 ao acusado José
Leandro Ferreira, aquele incorreu nas penas do art. 14, da Lei 10.826/03, na modalidade expressa pelos verbos “fornecer”, “ceder” ou ainda
“remeter”, não importando a qual título, se por venda ou para concerto, havendo concurso material, nos termos do art. 69, do CP.
Já no que se refere à aplicabilidade simultânea dos arts. 14 e 16, da Lei 10.826/03, ao acusado José Leandro Ferreira, no contexto
narrado nos autos, em que foi apreendido com uma espingarda cal. 16 cujo cano serrado a caracteriza como sendo arma de uso restrito (art.
16) concomitantemente com 04 (quatro) cartuchos do mesmo calibre que, logicamente presume-se, para utilização naquela arma, mas que,
isoladamente considerados, afrontam a disposição referente ao porte de munições de uso permitido (art. 14), desde já entendo como medida
desarrazoada e incabível, devendo esta última conduta ser abarcada pela primeira com a aplicação apenas daquele dispositivo legal, não havendo
que se falar em dois crimes, mas em apenas um, tendo em vista a incidência do principio da consumação. Neste sentido:
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PENAL. PROCESSO PENAL. CRIME DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO E DE ACESSÓRIO DE USO RESTRITO.
ARTS. 14 E 16 DA LEI 10.826/03 . PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. MESMO CONTEXTO FÁTICO. 1. SE NUM MESMO CONTEXTO FÁTICO
FOREM APREENDIDOS ARMA, MUNIÇÕES DE USO PERMITIDO E ACESSÓRIO DE USO RESTRITO, O STJ ORIENTA NO SENTIDO DE
QUE HÁ CRIME ÚNICO, UMA VEZ QUE ATINGIU A UM SÓ TEMPO O OBJETO JURÍDICO PROTEGIDO, NÃO HAVENDO QUE SE FALAR
EM DOIS CRIMES . 2. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DADO PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO
DO ACUSADO. (TJ-DF - APR: 20120710379102 DF 0036645-17.2012.8.07.0007, Relator: JOÃO TIMÓTEO DE OLIVEIRA, Data de Julgamento:
13/02/2014, 2ª Turma Criminal, Data de Publicação: Publicado no DJE : 21/02/2014 . Pág.: 415). Destaquei .
Entretanto, quando acusado José Leandro Ferreira obteve a arma do acusado Sidney, também incorreu nas penas do art. 14,
da Lei 10.826/03, na modalidade “receber”, bem como quando a entregou ao acusado José Armando Alves Mendes, pois “fornecer”, “ceder” ou
ainda “remeter” são condutas penalmente relevantes ao artigo em comento, devendo haver a incidência deste tipo penal não pelas munições que
possuía da espingarda cal. 16, conforme anteriormente dito, mas por ter apanhado e fornecido o revolver cal. 32 de propriedade do réu Sidney.
Verifico que houve concurso material na conduta de José Leandro Ferreira, nos termos do art. 69, do CP, visto ter incidido nos
tipos do art. 14 e 16, ambos da Lei 10.826/03.
No que se refere ao fato do acusado José Armando Alves Mendes ter em algum momento recebido a arma de José Leandro
Ferreira, não implica necessariamente a incidência do art. 14, da Lei 10.826/03, visto que pensar desta maneira sempre inviabilizaria a aplicação
isolada do art. 12, da mesma Lei, pois, neste contexto, receber algo nada mais é que um pressuposto lógico para poder guardá-lo. Devendo
haver a desclassificação do crime com relação a este réu, na forma do art. 383, do CPC.
Os réus Sidney Elbis Rodrigues da Silva e José Armando Alves Mendes fazem jus a aplicação da circunstancias atenuantes da
confissão espontânea, prevista no art. 65, inc. III, alínea d, do CP, bem como, no tocante ao cálculo da pena, assiste razão a defesa destes na
consideração das duas primariedades.
Pelo que consta às fls. 122, observa-se que o réu José Leandro Ferreira possui duas condenações por fatos distintos, possibilitando
a consideração de um destes como circunstância judicial de antecedentes e do outro com a agravante de reincidência. Nesse sentido, decisão
do Supremo:
Ementa: HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. REINCIDÊNCIA. MAUS ANTECEDENTES. FATOS
DISTINTOS ENSEJADORES DE CONDENAÇÕES TRANSITADAS EM JULGADO. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. ORDEM DENEGADA. 1. O
tema do agravamento da pena pela reincidência está com repercussão geral reconhecida no RE 591.563, da relatoria do ministro Cezar Peluso.
Da mesma forma, a questão da valoração de processos criminais em andamento como “maus antecedentes” também está com a repercussão
geral reconhecida no RE 591.094, da relatoria do ministro Março Aurélio. O que não impede o exame da tese da impetração. 2. Configura dupla e
indevida valoração da mesma circunstância o agravamento da pena pela reincidência e por maus antecedentes sempre que os fatos ensejadores
destes juízos sejam os mesmos. 3. No caso, o paciente tem contra si diversos (e distintos) títulos condenatórios transitados em julgado. Donde
não se falar em dupla valoração da mesma condenação (e, portanto, do mesmo fato) como maus antecedentes e como reincidência. Precedentes.
4. Ordem denegada. (STF - HC: 96046 RS, Relator: Min. AYRES BRITTO, Data de Julgamento: 13/03/2012, Segunda Turma, Data de Publicação:
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-084 DIVULG 30-04-2012 PUBLIC 02-05-2012). Grifei .
Também verifico que a favor e contra o acusado José Leandro Ferreira concorrem circunstancias atenuantes e agravantes, sendo
aquela a da confissão, prevista no art. 65, inc. III, alínea d, do CP, e esta a da reincidência, conforme dispões o art. 61, inc. I, c/c art. 63, todos do
CP. Considerando o estatuído no art. 67, do CP, que normatiza a preponderância desta com relação aquela, reduzo pela metade a cota ideal de
1/6 (um sexto) indicada pela doutrina e jurisprudência para minimizar a agravante aplicando-lhe no patamar de 1/12 (um doze avos).
Por fim, no que se refere as alegações da defesa técnica do acusado José Armando Alves Mendes, especificamente no que se
refere a atipicidade da conduta, visto que a arma apreendida em seu poder estava com o cão quebrado, desde já entendo não afastar a incidência
das normas contidas nos arts. 12 ou 14 da Lei 10.826/03, posto tratar-se de crime de perigo abstrato, para cuja a configuração dispensa a
existência de resultado concreto. Casos semelhantes:
Apelação Criminal. Porte ilegal de arma. Materialidade e autoria comprovadas. Arma de fogo defeituosa. Caracterização do crime. Réu reincidente.
Pena inferior a 04 (quatro) anos. Regime fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade. Possibilidade. Recurso da defesa improvido.
1. O laudo pericial concluiu que a arma de fogo, apreendida em poder do réu, no estado em que se encontrava, não poderia ser usada para efetuar
disparos, mercê de defeito no seu sistema de percussão embora pudesse ser usada para agressão física, como instrumento contundente. Mostra-
se irrelevante, no caso, cogitar-se da eficácia da arma para a configuração do tipo penal em comento, se ela está ou não municiada ou se a munição
está ou não ao alcance das mãos, porque a hipótese é de crime de perigo abstrato, para cuja caracterização não importa o resultado concreto
da ação Réu admitiu integralmente os fatos constantes da denúncia . Precedentes do STF e STJ. 2. Tratando-se de réu reincidente, correta a
fixação do regime fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade. 3. Recurso improvido. (TJ-SP - APL: 00015291720118260019 SP
0001529-17.2011.8.26.0019, Relator: Airton Vieira, Data de Julgamento: 14/04/2014, 1ª Câmara Criminal Extraordinária, Data de Publicação:
15/04/2014)
Os depoimentos da testemunha de acusação e a confissão do acusado estão em consonância com as demais provas careadas
aos autos, apontando no sentido de que: a) Sidney Elbis Rodrigues da Silva tenha praticado os delitos dispostos nos art. 12 e 14, ambos da
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Lei 10.826/03; b) José Leandro Ferreira tenha infringido a norma prevista no art. 14 e no art. 16, da Lei 10.826/03; e c) José Armando Alves
Mendes cometeu o crime previsto no art. 12, da referida Lei e não o lhe atribuído inicialmente na denúncia, isto é, o art. 14, da mesma Lei.
Desta forma, estou convencida, não pairando nenhuma dúvida no que pertine a culpabilidade dos denunciados .
3 – DISPOSITIVO
Por todo o exposto e tudo mais que consta dos autos, resolvo JULGAR PARCIALMENTE PROCEDENTE a pretensão punitiva
exposta na denúncia, para CONDENAR : a) SIDNEY ELBIS RODRIGUES DA SILVA pela prática dos delitos dispostos nos art. 12 e 14, ambos
da Lei 10.826/03; b) JOSÉ LEANDRO FERREIRA pela infração ao estatuído no art. 14 e no art. 16, da Lei 10.826/03; e c) JOSÉ ARMANDO
ALVES MENDES pelo cometimento do crime previsto no art. 12, da Lei 10.826/03, tendo em vista a desclassificação do tipo que lhe foi atribuído
na exordial de acusação, com fundamento no art. 383, do CPP.
4 – DOSIMETRIA DA PENA
Atendendo aos preceitos esculpidos nos arts. 59 e 68 do estatuto penal repressivo, passo e dosar e individualizar a pena.
A dosimetria da pena base deve levar em consideração as circunstâncias judiciais expostas no art. 59 do Código Penal, nos
seguintes termos:
a) Culpabilidade: O acusado agiu com culpabilidade normal à espécie delitiva em apreço. Nada a valorar .
b) antecedentes: o acusado não possui maus antecedentes, não podendo nessa fase ser considerado em seu desfavor inquéritos
ou ações penais em curso (Súmula nº 444, do STJ), bem como concessão de transação penal (fls. 123). Nada a valorar .
c) Conduta social: Não constam dos autos elementos aptos a valorar negativamente ou positivamente a conduta social do
apenado. Nada a valorar .
d) Personalidade do agente: Constam dos autos elementos de que o acusado possui personalidade voltada para o crime, com
tendências voltadas a estilo de vida criminoso. Valorado negativamente .
e) Motivos do crime: Trata-se de crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido no qual o dolo é elementar do tipo.
Nada a valorar .
f) Circunstâncias do crime: Não constam dos autos elementos que denotem uma circunstância anormal no cometimento do
delito. Nada a valorar .
g) Consequências do crime: Não constam elementos que denotem uma consequência anormal para o tipo penal cometido pelo
acusado além do já previsto pelo próprio tipo. Desta feita, nada a valorar .
h) Comportamento da vítima : por se tratar de crime de risco abstrato, inexiste. Nada a valorar .
À vista dessas circunstâncias analisadas individualmente é que fixo a pena-base de Sidney Elbis Rodrigues da Silva em 01
(um) ano, 01 (um) mês e 15 (quinze) dias de detenção e o pagamento de 11 (onze) dias-multa , cada um no equivalente a um trigésimo do
salário mínimo vigente ao tempo do fato delituoso, em observância ao art. 60, caput , do Código Penal, por não concorrerem elementos que
permitam avaliar a real situação econômica do acusado.
Ao caso concorre a atenuante do art. 65, inciso “ III - ter o agente: d) confessado espontaneamente , perante a autoridade, a
autoria do crime”, tendo em vista que em sede de interrogatório o acusado assumiu a autoria delitiva. Entretanto, conforme expressa autorização
contida na súmula 231 do STJ: “A incidência da circunstancia atenuante não pode conduzir a redução da pena abaixo do mínimo legal.” Neste
mister, verifica-se que a diminuição da pena cominada ao agente ficaria abaixo do mínimo legal da pena em abstrato. Não podendo, portanto,
haver redução maior que este quantum.
Assim, nesta segunda etapa, fixa a pena do acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva em 01 (um) ano de detenção e
no pagamento de 10 (dez) dias-multa .
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Dessa forma, fixo a PENA para o crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido disposto no art. 12, da Lei
10.826/03, praticado acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva em 01 (um) ano de detenção e no pagamento de 10 (dez) dias-multa ,
cada dia-multa equivalendo a um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato criminoso .
Ambas as condutas incriminadas e atribuídas ao réu incidem no mesmo juízo de reprovabilidade. Portanto, impõe-se uma única
apreciação sobre as circunstancias judiciais enunciadas no artigo 59 do Código Penal, a fim de se evitar repetições desnecessárias, conforme
já realizada .
À vista das circunstâncias analisadas individualmente é que fixo a pena-base de Sidney Elbis Rodrigues da Silva no mínimo
lega, isto é, em 02 (um) ano e 03 (três) meses de reclusão e o pagamento de 11 (dez) dias-multa , cada um no equivalente a um trigésimo
do salário mínimo vigente ao tempo do fato delituoso, em observância ao art. 60, caput , do Código Penal, por não concorrerem elementos que
permitam avaliar a real situação econômica do acusado.
Ao caso concorre não concorrem atenuantes ou agravantes, visto que o agente confessou a prática do crime previsto no art. 12,
da Lei 10.826/03, mas não a do tipo previsto no art. 14, da mesma Lei.
Assim, nesta segunda etapa, mantenho fixa a pena do acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva em 02 (dois) anos e 03
(três) meses de reclusão e no pagamento de 11 (dez) dias-multa .
Dessa forma, fixo a PENA para o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido disposto no art. 14, da Lei
10.826/03, praticado acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva em 02 (dois) anos e 03 (três) meses de reclusão e no pagamento de 11
(onze) dias-multa , cada dia-multa equivalendo a um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato criminoso .
A dosimetria da pena base deve levar em consideração as circunstâncias judiciais expostas no art. 59 do Código Penal, nos
seguintes termos:
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a) Culpabilidade: O acusado agiu com culpabilidade normal à espécie delitiva em apreço. Nada a valorar .
b) antecedentes: o acusado possui maus antecedentes (fls. 122). Valorado negativamente .
c) Conduta social: Não constam dos autos elementos aptos a valorar negativamente ou positivamente a conduta social do
apenado. Nada a valorar .
d) Personalidade do agente: Não constam dos autos elementos aptos a valorar negativamente ou positivamente a personalidade
do agente. Nada a valorar .
e) Motivos do crime: Trata-se de crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido no qual o dolo é elementar do tipo.
Nada a valorar .
f) Circunstâncias do crime: Não constam dos autos elementos que denotem uma circunstância anormal no cometimento do
delito. Nada a valorar .
g) Consequências do crime: Não constam elementos que denotem uma consequência anormal para o tipo penal cometido pelo
acusado além do já previsto pelo próprio tipo. Desta feita, nada a valorar .
h) Comportamento da vítima : por se tratar de crime de risco abstrato, inexiste. Nada a valorar .
À vista dessas circunstâncias analisadas individualmente é que fixo a pena-base de José Leandro Ferreira em 03 (três) ano,
04 (quatro) meses e 15 (quinze) dias de reclusão e o pagamento de 11 (onze) dias-multa , cada um no equivalente a um trigésimo do salário
mínimo vigente ao tempo do fato delituoso, em observância ao art. 60, caput , do Código Penal, por não concorrerem elementos que permitam
avaliar a real situação econômica do acusado.
Ao caso concorre a atenuante do art. 65, inciso “ III - ter o agente: d) confessado espontaneamente , perante a autoridade,
a autoria do crime”, tendo em vista que em sede de interrogatório o acusado assumiu a autoria delitiva. Bem como a agravante da reincidência,
conforme dispões o art. 61, inc. I, c/c art. 63, todos do CP, pelo que, considerando o estatuído no art. 67, do CP, que normatiza a preponderância
desta com relação àquela, reduzo pela metade a cota ideal de 1/6 (um sexto) indicada pela doutrina e jurisprudência para minimizar a agravante
aplicando-lhe no patamar de 1/12 (um doze avos), conforme acima exposto .
Assim, nesta segunda etapa, fixo a pena do acusado José Leandro Ferreira em 03 (três) ano, 07 (sete) meses e 26 (dias)
de reclusão e no pagamento de 11 (onze) dias-multa .
Dessa forma, fixo a PENA para o crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito disposto no art. 16, da Lei 10.826/03,
praticado pelo acusado José Leandro Ferreira em 03 (três) ano, 07 (sete) meses e 26 (dias) de reclusão e no pagamento de 11 (onze)
dias-multa , cada dia-multa equivalendo a um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato criminoso .
Ambas as condutas incriminadas e atribuídas ao réu incidem no mesmo juízo de reprovabilidade. Portanto, impõe-se uma única
apreciação sobre as circunstancias judiciais enunciadas no artigo 59 do Código Penal, a fim de se evitar repetições desnecessárias, conforme
já realizada .
À vista dessas circunstâncias analisadas individualmente é que fixo a pena-base de José Leandro Ferreira em 02 (dois) anos,
03 (quatro) meses de reclusão e 11 (onze) dias-multa , cada um no equivalente a um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato
delituoso, em observância ao art. 60, caput , do Código Penal, por não concorrerem elementos que permitam avaliar a real situação econômica
do acusado.
Ao caso concorre a atenuante do art. 65, inciso “ III - ter o agente: d) confessado espontaneamente , perante a autoridade,
a autoria do crime”, tendo em vista que em sede de interrogatório o acusado assumiu a autoria delitiva. Bem como a agravante da reincidência,
conforme dispões o art. 61, inc. I, c/c art. 63, todos do CP, pelo que, considerando o estatuído no art. 67, do CP, que normatiza a preponderância
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desta com relação àquela, reduzo pela metade a cota ideal de 1/6 (um sexto) indicada pela doutrina e jurisprudência para minimizar a agravante
aplicando-lhe no patamar de 1/12 (um doze avos), conforme acima exposto .
Assim, nesta segunda etapa, fixo a pena do acusado José Leandro Ferreira em 02 (dois) anos, 05 (cinco) meses e 07
(sete) dias de reclusão e no pagamento de 11 (onze) dias-multa .
Dessa forma, fixo a PENA para o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido disposto no art. 14, da Lei
10.826/03, praticado pelo acusado José Leandro Ferreira em 02 (dois) anos, 05 (cinco) meses e 07 (sete) dias de reclusão e no
pagamento de 11 (onze) dias-multa , cada dia-multa equivalendo a um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato criminoso .
A dosimetria da pena base deve levar em consideração as circunstâncias judiciais expostas no art. 59 do Código Penal, nos
seguintes termos:
a) Culpabilidade: O acusado agiu com culpabilidade normal à espécie delitiva em apreço. Nada a valorar .
b) antecedentes: o acusado não possui maus antecedentes. Nada a valorar .
c) Conduta social: Não constam dos autos elementos aptos a valorar negativamente ou positivamente a conduta social do
apenado. Nada a valorar .
d) Personalidade do agente: Não constam dos autos elementos aptos a valorar negativamente ou positivamente a personalidade
do agente. Nada a valorar .
e) Motivos do crime: Trata-se de crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido no qual o dolo é elementar do tipo.
Nada a valorar .
f) Circunstâncias do crime: Não constam dos autos elementos que denotem uma circunstância anormal no cometimento do
delito. Nada a valorar .
g) Consequências do crime: Não constam elementos que denotem uma consequência anormal para o tipo penal cometido pelo
acusado além do já previsto pelo próprio tipo. Desta feita, nada a valorar .
h) Comportamento da vítima : por se tratar de crime de risco abstrato, inexiste. Nada a valorar .
À vista dessas circunstâncias analisadas individualmente é que fixo a pena-base de José Armando Alves Mendes no mínimo
lega, isto é, em 01 (um) ano de detenção e o pagamento de 10 (dez) dias-multa , cada um no equivalente a um trigésimo do salário mínimo
vigente ao tempo do fato delituoso, em observância ao art. 60, caput , do Código Penal, por não concorrerem elementos que permitam avaliar
a real situação econômica do acusado.
Ao caso concorre a atenuante do art. 65, inciso “ III - ter o agente: d) confessado espontaneamente , perante a autoridade, a
autoria do crime”, tendo em vista que em sede de interrogatório o acusado assumiu a autoria delitiva. Entretanto, conforme expressa autorização
contida na súmula 231 do STJ: “A incidência da circunstancia atenuante não pode conduzir a redução da pena abaixo do mínimo legal.” Neste
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mister, verifica-se que a pena cominada ao agente já corresponde ao mínimo legal da pena em abstrato. Não podendo, portanto, haver redução
neste quantum.
Assim, nesta segunda etapa, mantenho fixa a pena do acusado José Armando Alves Mendes em 01 (um) ano de detenção
e no pagamento de 10 (dez) dias-multa .
Dessa forma, fixo a PENA DEFINITIVA para o crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido disposto no art. 12,
da Lei 10.826/03, praticado acusado José Armando Alves Mendes em 01 (um) ano de detenção e no pagamento de 10 (dez) dias-multa
, cada dia-multa equivalendo a um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato criminoso .
Fixo o regime aberto para o início do cumprimento da pena pelos acusados Sidney Elbis Rodrigues da Silva e José Armando
Alves Mendes , para o início do cumprimento da pena, com fundamento no art. 33, §2º, “c”, do Código Penal, devendo a reprimenda ser cumprida
inicialmente respectivamente na Comarca de residência dos apenados. Bem como fixo o regime fechado para o início do cumprimento da pena
pelo réu José Leandro Ferreira , com fundamento no art. 33, §2º, “b”, do Código Penal, tendo em vista sua reincidência, devendo a reprimenda
ser cumprida inicialmente no Presídio Desembargador Augusto Duque na cidade de Pesqueira/PE.
Deixo de aplicar a disposição contida no art. 387, §2º, do Código de Processo Penal, com relação à José Leandro Ferreira, haja
vista que o tempo de prisão cautelar do acusado não ter efeito em mudar o regime inicial de cumprimento das penas.
Assim, considerando-se que o réu José Armando Alves Mendes preenchem os requisitos do art. 44 do CP, eis que primário,
de bons antecedentes, de boa conduta social, de personalidades não voltada para o crime, com pena inferior a quatro anos, e condenado por
crime cometido sem violência ou grave ameaça contra a pessoa, SUBSTITUO a pena privativa de liberdade por duas restritiva de direitos,
sendo uma de prestação de serviços à comunidade em atividade compatível com o seu grau de instrução e de modo a não prejudicar sua
jornada de trabalho.
Já com relação à conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, os acusados Sidney Elbis Rodrigues
da Silva e José Leandro Ferreira não fazem jus, pois não preenche os requisitos do art. 44 do Código Penal, especificamente no que diz
respeito a personalidade voltada a praticas criminosas daquele e ser reincidente em crime doloso. Também não faz jus ao benefício da suspensão
condicional da pena, por não atender aos requisitos do art. 77 do Código Penal.
Não concedo ao acusado José Leandro Ferreira o direito de recorrer em liberdade, pois não há motivos nos autos que ensejam
a mudança das circunstâncias fáticas que originaram sua prisão cautelar, devendo o acusado permanecer no cárcere durante a fase recursal,
desde já ficando prejudicado o pedido formulado às fls. 186/196.
Deixo de fixar o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração (art. 387, IV, do CPP), por ser incabível ao caso.
Suspendo os direitos políticos dos acusados enquanto durarem os efeitos da condenação, nos termos do art. 15, III, da Constituição
Federal, devendo-se expedir ofício ao Cartório Eleitoral, para as providências cabíveis.
Quanto às armas e munições apreendidas, declaro a perca das mesmas em favor do patrimônio da União, nos termos do artigo
25 da lei 10.826/2003.
Expeça-se imediatamente guia de recolhimento provisório do apenado José Leandro Ferreira, tal como determina o art. 1º, da
resolução nº 19, do Conselho Nacional de Justiça.
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Não sendo encontrado algum dos réus para fins de intimação para pagamento dos valores referidos no item anterior e certificado a
inexistência de endereço de seu possível paradeiro nos autos, desde já fica autorizado sua intimação por diário oficial.
Efetuado o pagamento das custas e da multa espontaneamente pelo sentenciado José Armando Alves Mendes, expeça-se alvará para
levantamento da fiança e, em caso não o faça, oficie-se solicitando a conversão da fiança em renda para fins de quitação dos débitos devidos
e expeça-se alvará para o levantamento da quantia remanescente.
Expedir a guia de recolhimento definitiva com relação à José Leandro Ferreira.
Expedir guia para execução da pena restritiva de direitos de José Armando Alves Mendes.
Oficie-se ao órgão de custódia da arma de fogo apreendida para que tome ciência de que agora pertence ao patrimônio da União e para
que adote as providências quanto a sua destinação.
Após o cumprimento de todas as determinações acima, certifique a secretaria acerca dos objetos apreendidos e voltem-me os autos
conclusos.
Retire-se cópia das peças informativas essenciais e desmembre-se o feito com relação ao crime de posse ilegal de droga para uso pessoal
alegadamente praticado por Sidney Elbis Rodrigues da Silva, devendo, em seguida, ser realizados os contatos e expedientes necessários
juntos ao Instituto de Criminalística com o fito de ser juntado, no feito desmembrado, o laudo toxicológico definitivo da droga apreendida com
a apenado, devendo, em seguida, ser juntado antecedentes criminais atualizados e dado vistas à acusação e defesa para apresentação
de alegações finais.
Em hipótese alguma este processo deverá ser arquivado sem que a secretaria certifique acerca da inexistência de mandado de prisão
em aberto e sem o devido recolhimento, devendo ser arquivado apenas em caso negativo e, caso contrário, tomadas as providências
necessárias.
Expeça-se alvará para levantamento do valor apreendido às fls. 98, em favor do acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva.
Em hipótese alguma este processo deverá ser arquivado sem que a secretaria certifique acerca da inexistência de mandado de prisão
em aberto e sem o devido recolhimento, devendo ser arquivado apenas em caso negativo e, caso contrário, tomadas as providências
necessárias.
Com o trânsito em julgado e cumpridas todas as determinações contidas na presente sentença, arquivem-se os autos.
CUMPRA-SE.
“D E C I S Ã O
Vistos, etc...
Sidney Elbis Rodrigues da Silva interpôs Embargos de Declaração , visando a supressão de alegada omissão
na sentença de fls. 203/2013, aduzindo, em suma, que não houve indicação do lugar de cumprimento da pena e que não houve substituição
da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (fls. 238/242).
Explicita a referida sentença, com relação ao acusado Sidney Elbis Rodrigues da Silva, que este foi
condenado à pena definitiva de 02 (dois) anos e 03 (três) meses de reclusão e 01 (ano) de detenção, a ser cumprida em regime aberto na
Comarca de residência de sua morada, ipsis litteris :
“(...) Considerando que os crimes foram praticados em concurso material, as penas acima cominadas devem ser somadas, nos moldes
do art. 69 do Código Penal, no que resulta em uma PENA DEFINITIVA para SIDNEY ELBIS RODRIGUES DA SILVA de 02 (dois) anos e 03
(três) meses de reclusão e 01 (ano) de detenção e mais 21 (vinte e um) dias-multa, cada dia-multa equivalendo a um trigésimo do salário mínimo
vigente ao tempo do fato criminoso. (...)” (fls. 210) grifei.
“ (...) Fixo o regime aberto para o início do cumprimento da pena pelos acusados Sidney Elbis Rodrigues da Silva e José Armando
Alves Mendes , para o início do cumprimento da pena, com fundamento no art. 33, §2º, “c”, do Código Penal, devendo a reprimenda ser cumprida
inicialmente respectivamente na Comarca de residência dos apenados . (...)” (fls. 212) grifei.
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Portanto, o local de cumprimento da pena privativa de liberdade esta consignado na sentença atacada, sendo
este local a respectiva “Comarca de residência do apenado”, não havendo omissão com relação a este ponto.
No que se refere à possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade aplicada a Sidney Elbis
Rodrigues da Silva pela restritiva de direitos, restou consignado na sentença atacada que esta coversão não foi realizada pelo não preenchimento
dos requisitos previstos no art. 44, do Código Penal, especificamente no que dez respeito à personalidade voltada a práticas criminosas, tal
como está escrito:
“ (...) Já com relação à conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, os acusados Sidney Elbis Rodrigues da
Silva e José Leandro Ferreira não fazem jus, pois não preenche os requisitos do art. 44 do Código Penal, especificamente no que diz respeito
a personalidade voltada a praticas criminosas daquele e ser reincidente em crime doloso. Também não faz jus ao benefício da suspensão
condicional da pena, por não atender aos requisitos do art. 77 do Código Penal. (...)” (fls. 121v).
Pelo que, se verifica não haver omissão no que se refere à substituição da pena privativa de liberdade
por restritiva de direitos, mas ocorreu da decisão condenatória de mérito, por seus próprios fundamentos, baseados no arcabouço probatória e
na legislação aplicável, a verificação da impossibilidade jurídica de concessão de tal benefício, visto ser um dos requisitos, especificamente o
enquadrado no inc. II, do art. 44, do CP, diz que: “ a s penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando
: (...) a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado , bem como os motivos e as circunstâncias indicarem
que essa substituição seja suficiente. ” (destaquei).
Ademais, se a pretensão do recorrente for modificar a aplicação do julgado, a via escolhida não é
a adequada, pois tal alteração só é concebível excepcionalmente, quando a supressão da contradição, omissão ou obscuridade acarreta,
inevitavelmente, mudança de sentido ao decidido. Vejamos:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. MODIFICAÇÃO DO JULGADO PRETENDIDA. REJEIÇÃO. Sem que tenha havido omissão, contradição ou
obscuridade, os embargos de declaração não servem para alterar a prestação jurisdicional regularmente entregue. (TJ-SC - EDAG: 766941 SC
2010.076694-1, Relator: Jorge Luiz de Borba, Data de Julgamento: 17/08/2011, Segunda Câmara de Direito Comercial, Data de Publicação:
Embargos de Declaração em Agravo de Instrumento n. , de Lages).
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. MODIFICAÇÃO DO JULGADO. Não autoriza o manejo dos embargos de declaração o inconformismo da parte
em relação ao conteúdo da decisão, porque os declaratórios não visam à reforma do julgado, mas, tão-somente, à eliminação de eventual
obscuridade, omissão ou contradição na decisão embargada. (TJ-MG - ED: 10024080693005002 MG, Relator: Brandão Teixeira, Data de
Julgamento: 08/05/2013, Câmaras Cíveis / 2ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 20/05/2013).
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS PREVISTOS NO ART. 535, II, DO CPC. REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA.
INVIABILIDADE. REJEIÇÃO.
1. Os embargos declaratórios são cabíveis para a modificação do julgado que se apresenta omisso, contraditório ou obscuro, bem como para
sanar possível erro material existente no julgado. 2. O pedido de acolhimento de contradição foi desenvolvido com a reprodução das razões do
recurso de agravo em recurso especial. Na verdade, no presente caso, a questão não foi decidida conforme objetivava o recorrente, uma vez que
foi aplicado entendimento diverso ao pretendido, de modo que a irresignação traduz-se em inconformação com a tese adotada. 3. O reexame de
matéria já decidida com a finalidade de conferir efeitos infringentes ao decisum impugnado é incompatível com a função integrativa dos embargos
declaratórios. Embargos de declaração rejeitados . (STJ - EDcl no AgRg no AREsp 747693 / RS, Relator: Ministro HUMBERTO MARTINS, Data
de Julgamento: 03/12/2015,T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 14/12/2015). Grifei.
Considerando que o objetivo deste recurso é o aperfeiçoamento do pronunciamento judicial, seja para
esclarecê-lo ou para complementá-lo, com a eliminação de contradição, obscuridade ou omissão e que nenhuma destes defeitos foram verificados,
cabe ao magistrado tão somente rejeita-los.
Por outro lado, verifico, ex officio , visto que não foi objeto dos presentes embargos declaratórios, que
houve erro material no que se refere a digitação de um trecho da sentença, qual seja:
“(...) Já com relação à conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, os acusados Sidney Elbis Rodrigues da
Silva e José Leandro Ferreira não fazem jus, pois não preenche os requisitos do art. 44 do Código Penal, especificamente no que diz respeito
a personalidade voltada a praticas criminosas daquele e ser reincidente em crime doloso . Também não faz jus ao benefício da suspensão
condicional da pena, por não atender aos requisitos do art. 77 do Código Penal. (...)”. (fls. 212v). destaquei.
Também verifico erro material no que se refere ao seguinte enxerto da sentença prolatada nos autos:
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“(...) Assim, considerando-se que o réu José Armando Alves Mendes preenchem os requisitos do art. 44 do CP, eis que primário, de
bons antecedentes, de boa conduta social, de personalidades não voltada para o crime, com pena inferior a quatro anos, e condenado por crime
cometido sem violência ou grave ameaça contra a pessoa, SUBSTITUO a pena privativa de liberdade por duas restritiva de direitos , sendo
uma de prestação de serviços à comunidade em atividade compatível com o seu grau de instrução e de modo a não prejudicar sua jornada
de trabalho. (...)” (fls. 212). Destaquei.
Nesse ponto, a pena privativa de liberdade deveria ter sido covertida por apenas uma restritiva de direito,
tanto que apenas uma modalidade foi aplicada, qual seja: prestação de serviços à comunidade.
É sabido que após a publicação da sentença o juiz cumpre e acaba seu oficio jurisdicional, não mais
podendo alterá-lo, salvo nas hipóteses art. 463 do Código de Processo Civil, que ora aplico analogicamente.
Nesse diapasão, uma das hipóteses de correção da sentença é que o magistrado pode reparar seu
julgado, de ofício ou a requerimento da parte, no que tange a inexatidões materiais, ou para retificar erros de cálculo (art. 463, do CPC).
Importante frisar que para o Superior Tribunal de Justiça é pacífico a aplicação subsidiária do Código de
Processo Civil ao processo penal. Nesse sentido:
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELA IMPRENSA OFICIAL. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. DESNECESSIDADE DE PUBLICAÇÃO DA EMENTA. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste
Superior Tribunal de Justiça é pacífica em apregoar a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil ao processo penal . 2. O Código de
Processo Penal limita-se a prever que a intimação do advogado constituído ocorrerá por publicação na imprensa oficial. Aplicável, portanto, o
artigo 506, inciso III, do Código de Processo Civil, para o qual, desde o advento da Lei nº 11.276, de 07.02.2006, não se faz necessária a publicação
da súmula do acórdão, bastando a publicação do dispositivo. 3. A publicação impugnada pelo presente writ foi veiculada em 20.06.2006, sendo
dispensada a publicação da ementa do acórdão. Além disso, a publicação expressamente consignou que se tratava de "intimação de acórdão". 4.
Ordem denegada (STJ - HC: 71614 SP 2006/0266606-7, Relator: Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, Data de Julgamento: 16/10/2007,
T6 - SEXTA TURMA, Data de Publicação: DJ 03.12.2007 p. 368). Destaquei.
Destarte, por não existir contradição, obscuridade ou omissão na decisão guerreada, com fundamento
no art. 382, do Código de Processo Penal, julgo improcedente os embargos de declaração, para rejeita-los e manter a sentença in totum,
no que se refere aos argumentos levantados na peça de fls. 238/242 . Bem como, assim constatada as inexatidões indicadas acima na
sentença de fls. 203/213v, determino, com fulcro no art. 463, inciso I, do Código de Processo Civil, aplicado subsidiariamente ao processo
penal, que seja retificada a sentença prolatada por este Juízo da seguinte forma :
“(...) Já com relação à conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, os acusados Sidney Elbis Rodrigues da
Silva e José Leandro Ferreira não fazem jus, pois não preenche os requisitos do art. 44 do Código Penal, especificamente no que diz respeito a
personalidade voltada a praticas criminosas daquele e ser este reincidente em crime doloso. Também não faz jus ao benefício da suspensão
condicional da pena, por não atender aos requisitos do art. 77 do Código Penal. (...)”. (fls. 212v).
E
“(...) Assim, considerando-se que o réu José Armando Alves Mendes preenchem os requisitos do art. 44
do CP, eis que primário, de bons antecedentes, de boa conduta social, de personalidades não voltada para o crime, com pena inferior a quatro
anos, e condenado por crime cometido sem violência ou grave ameaça contra a pessoa, SUBSTITUO a pena privativa de liberdade por uma
restritiva de direitos , sendo esta de prestação de serviços à comunidade em atividade compatível com o seu grau de instrução e de modo a
não prejudicar sua jornada de trabalho. (...)” (fls. 212).
3 – Cumpra-se.
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E, para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Thássia Maendra Silva Cadete, o digitei e submeti à conferência
e subscrição da Chefia de Secretaria. Altinho (PE), 12/04/2016.
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Edital de Citação
A Doutora Zélia Maria Pereira de Melo, Juíza de Direito, da Vara Única da Comarca de Angelim, Estado de Pernambuco, em virtude da Lei,
et c... FAZ SABER a todos quantos este edital virem, dele conhecimento tiverem, e a quem interessar possa, que neste Juízo , situado na
Rua Antônio Martiniano Da Costa, s/nº - Centro Angelim/PE, tramita a Ação de Destituição do Pátrio Poder em favor do Menor A.R.A. movida
por JOSEFA ALVES DA SILVA, em face da genitora biológica ROSANA. Assim, FICA CITADA ROSANA, atualmente em lugar incerto e não
sabido , de todos os termos da petição inicial para, querendo, responder a ação no prazo de 15 dias, sob pena de revelia e confissão. Ficando
advertido de que n ão sendo contestada a ação no prazo marcado, presumir-se-ão aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelo Autor na
petição inicial (art. 285, c/c o art. 319, do CPC). E para que chegue ao conhecimento de todos mandou o MM. Juiz expedir o presente edital,
que deverá ser publicado no Diário Oficial da Justiça, e afixada uma cópia no átrio do Fórum local. Angelim, 15/04/2016). Eu, Rejane Domingos
de Sena, Chefe de Secretaria, o digitei .
Intimação de Despacho
Fica o advogado Fábio Antônio da Silva Lima – OAB/PE 024696 intimado da audiência a ser realizada na data de 29/04/2016 às 12:30 horas
. Angelim, 14 de abril de 2016. ZÉLIA MARIA PEREIRA DE MELO Juíza de Direito
Intimação de Despacho
Fica o advogado Camillo Soubhia Netto – OAB/PE 01265A intimado da audiência a realizar-se na data de 29/04/2016 às 12:00 neste Juízo .
Angelim, 14 de abril de 2016. ZÉLIA MARIA PEREIRA DE MELO Juíza de Direito
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Araripina - 1ª Vara
Primeira Vara da Comarca de Araripina
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados para AUDIÊNCIAS DESIGNADAS nos processos abaixo
relacionados:
Data: 31/05/2016
Finalidade: “Intimar as partes acima qualificadas, do seguinte despacho: “Em razão da certidão de fl. 269, abra-se vista, pelo prazo de 05
(cinco) dias a parte que requereu a sua oitiva, para que informe endereço atualizado da testemunha não localizada, sob pena de encerramento
da instrução e ulterior intimação das partes para apresentação de alegações finais.”
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Arcoverde - 1ª Vara
Primeira Vara Cível da Comarca de Arcoverde
Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados dos DESPACHOS proferidos, por este JUÍZO, nos
processos abaixo relacionados:
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimados das SENTENÇAS prolatadas nos autos dos processos
abaixo relacionados:
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PAULO NOGUEIRA MARTINS, por meio de advogado legalmente habilitado, propôs a presente AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C
PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em face de AOC- ENVISION INDÚSTRIA DE PRODUTOS ELETRÔNICOS LTDA, todos
satisfatoriamente qualificados à fl. 02, aduzindo os motivos expostos na exordial de fls. 02/09. Acostou os documentos de fls. 10/16. Contestação
às fls. 21/35. Acordo às fls.102/104. Após, vieram-me os autos conclusos. É o relatório, passo a decidir. Vislumbro que as partes acostaram aos
autos, às fls. 102/104, acordo extrajudicial quanto ao objeto da presente demanda. Ressalte-se, por oportuno, que a presente lide gravita em torno
de interesses exclusivamente patrimoniais, portanto, suscetível de transação. No que pertine ao acordo celebrado entre os litigantes, entendo
que o mesmo respeita a legislação vigente. Diante do exposto e, tendo em vista os preceitos legais atinentes à espécie, homologo por sentença,
o acordo de fls. 102/104, para que produza os jurídicos e legais efeitos, consequentemente, julgo extinto o feito com resolução de mérito, nos
termos do artigo 487, incisos III, b, do CPC/15. Custas processuais na forma da lei. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Publique-
se. Registre-se. Intime-se. Arcoverde, 04 de abril de 2016. CLÁUDIO MÁRCIO PEREIRA DE LIMA Juiz de Direito
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AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTENCIA DE DÉBITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, OBRIGAÇÃO
DE FAZER e PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA (PROCESSO Nº 4557-79.2015)AUTOR: LEILANE LIMA REGINOREQUERIDO: OI TELEFONIA
- TNL TCS S/AS E N T E N ÇA Vistos, etc... LEILANE LIMA REGINO, qualificada nos autos, através de advogado legalmente habilitado, propôs
a presente AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTENCIA DE DÉBITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS,
OBRIGAÇÃO DE FAZER e PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA contra OI TELEFONIA - TNL TCS S/A, aduzindo, em síntese, que: O autora
é natural e exerce a função de Policial Militar nesta comarca há bastante tempo, inclusive reside atualmente no município de Arcoverde, no
endereço declarado na inicial. Ocorre que em outubro de 2015, ao tentar realizar umas compras, junto a supermercado da cidade, foi informado
da impossibilidade, haja vista que seu nome estaria restrito, desde 24 de maio de 2013, em decorrência de negativação, referente a débito
no valor de R$ 70,48. Surpreso, a autora pôde constatar a negativação decorrente de um suposto débito junto a Ré, o que de imediato não
reconheceu, posto que jamais manteve relação/vínculo de consumo com a empresa demandada. A autora tentou resolver amigavelmente o
problema, contudo não obteve, êxito. Requer em sede de tutela antecipada a suspensão da cobrança indevida, bem como, a exclusão do
nome do autor do rol dos inadimplentes do SPC/SERASA e demais entidades restritivas de crédito, até o julgamento final da demanda. No
mérito, pugnou pela procedência da ação. Instruindo a exordial, acostou aos autos os docs. de fls. 12/19. Decisão às fls. 21/23, concedendo a
antecipação dos efeitos da tutela. Contestação às fls. 28/52. Réplica às fls. 118/127. Termo de Audiência às fls. 134. Em seguida, vieram-me os
autos conclusos para decisão. Da preliminar de ilegitimidade passiva A empresa requerente arguiu, em sede de contestação, a preliminar de que
é ilegítima para figurar no pleito, alegando que a verdadeira responsável pela restrição cadastral é a Telemar Norte Leste S/A. Contudo, essa
preliminar não merece ser acolhida, porque a OI Móvel S/A, ora empresa requerida, juntamente com a Telemar Norte Leste S/A fazem parte
do mesmo grupo econômico. Inclusive, a jurisprudência corrobora desse entendimento em caso semelhante: EMENTA: AGRAVO LEGAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ILEGITIMIDADE PASSIVA NÃO DEMONSTRADA. TEORIA DA APARÊNCIA. AGRAVO CONHECIDO, PORÉM
IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Compartilhando a Oi Móvel (TNL PCS S/A) e a Oi Fixo a mesma logomarca, além desta última ser acionista
da primeira, é de se reconhecer a legitimidade passiva da TNL PCS S/A para responder a demandas propostas por consumidor. Aplicação da
teoria da aparência. 2. Reputam-se pré-questionados os dispositivos legais invocados pela Agravante (Súmulas 282 e 356 do STF). (TJ-PE -
AGV: 2734696 PE 0013210-56.2012.8.17.0000, Relator: José Fernandes, Data de Julgamento: 22/08/2012, 5ª Câmara Cível, Data de Publicação:
159) Do mérito Considero que o caso comporta julgamento antecipado do mérito, nos termos do art. 355,I, do CPC/15. Vislumbro que o litígio
retrata uma lide eminentemente consumerista, portanto, sob os comandos normativos pertinentes a relação de consumo, em especial o Código
de Defesa do Consumidor. Pretende a Requerente a reparação por danos causados na sua órbita moral em face da conduta da Requerida
referente à negativação do seu nome perante o Serasa por débito inexistente ante a própria inexistência de relação jurídica entre as partes.
Iniciaremos a análise do caso, declinando o que pode ser entendido por Dano, e para isso, nos emprestaremos do conceito do jurista Silvio
de Salvo Venosa, que assim assevera: Dano pode ser conceituado como toda diminuição do patrimônio. Não há como darmos um conceito
unitário de dano, tendo em vista os inúmeros matizes que o vocábulo envolve. Todo prejuízo resultante de perda, deteriorização ou depreciação
de um bem é, em princípio indenizável. Nesse sentido, não há diferença entre dano contratual e extracontratual. (VENOSA, Silvio de Salvo.
Direito Civil, Vol. IV, Responsabilidade Civil. 3ª Ed. São Paulo: Atlas, 2003. P. 196) Quanto ao dano moral, consiste numa lesão de interesses
não patrimoniais, provocada por um fato lesivo que atinge os sentimentos e fere as facetas da personalidade. Esse dano é considerado de
natureza subjetiva, já que está ligado a um direito inerente à pessoa, como a vida, a integridade física, a liberdade, a honra, a vida privada e
a vida social. Caracterizando-se então, pela dor, angústia, aflição física ou espiritual causado a vítima, em razão de um evento danoso. Assim,
em matéria de dano moral é de se considerar que há um atentando contra a personalidade do indivíduo, o qual se passa no seu interior, sem
reflexos externos, sendo suficiente para configurar a ocorrência de tal dano que se prove o ilícito praticado. A nossa legislação pátria, em diversos
diplomas se preocupa com a proteção à honra, gerando ao autor da lesão a tal bem o dever de indenizar, conforme disciplina o artigo 186 do
Código Civil Brasileiro. Também a Constituição Federal elevou a honra à categoria de direito fundamental ao garantir de forma expressa no
seu artigo 5º, X, a indenização em caso de lesão de natureza moral. No mesmo sentido o Código de Defesa do Consumidor estabelece no
artigo 6º, inciso VI, entre outros direitos do consumidor, "a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos
e difusos". Nessa ambiência, não se pode olvidar que o ônus da prova é invertido em favor da parte hipossuficiente, no caso, o consumidor, ora
requerente. Aliás, informa o mesmo a inexistência da relação contratual, o que insere-se na impossibilidade de comprovar, por documentos, que
o negócio existiu ante a sua própria inexistência. No caso examinado, vislumbro que a Requerente demonstrou a inserção do seu nome perante
o Serasa efetivada pela empresa requerida( fls. 19), além do mais, não se pode exigir que o mesmo comprove a inexistência de relação jurídica
entre as partes, ante a própria alegação de que a mesma inexiste. Doutra banda, vislumbro que a demandada reconhece a possibilidade de ter
havido fraude, porém diz que é mais vítima do que a demandante, tendo sido também lesionada no seu patrimônio. Sustenta ainda a empresa
Requerida que houve a prestação de serviços a Requerente e a negativação de seu nome decorreu de supostos débitos contraídos. Assim,
afirma que todas as cobranças efetuadas por esta demandada apenas refletem os serviços prestados. No entanto, analisando detidamente os
autos, observo que a empresa ré não demonstrou a existência dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor, conforme
preconiza o art. 373, II, do CPC/15. Dessa maneira, não colacionou as provas que pudessem comprovar a prestação dos serviços de telefonia
ao autor, nem tampouco as cobranças que vieram a gerar a restrição cadastral do nome da Requerente. Ainda considero que os documentos
acostados pela empresa Requerida, às fls. 94/95, trazem endereços divergentes do endereço da Requerente, demonstrando que, realmente,
a alegação da autora apresenta verossimilhança. A despeito, a Lei nº 8078/90, no seu artigo 6º, inciso VII, é nítida ao preceituar que, nas
relações de consumo, ocorre a inversão do ônus da prova, especialmente quando demonstrada a hipossuficiência do consumidor, o que é
o caso dos autos, já que a requerente alega que nunca contratou a prestação de serviços ofertada pela requerida. No que pertine ao dano
moral sustentado pelo autor, corroborado pela documentação acostada nos autos e a comprovada ilicitude dos débitos, acrescentando-se ainda
que a suposta relação contratual não existiu, já que em nenhum momento foi acostada prova aos autos, entendo configurado o dano moral
alegado pelo Requerente em face da negligência da parte adversa no que concerne a contratação, indevidamente realizada, envolvendo a
requerente. Logo, negar proteção ao seu patrimônio moral ensejaria o desrespeito à tutela jurídica abalizada pela própria CF/88, a teor do seu
art. 5º, V e X e arts. 186, 187 c/c art. 927, todos do CCB. O entendimento jurisprudencial, em caso semelhante, é o seguinte: Ementa: CIVIL
E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO ORDINÁRIA. JUSTIÇA GRATUITA. PESSOA NATURAL. CRITÉRIO PARA DEFERIMENTO. EMPRÉSTIMO
MEDIANTE CONSIGNAÇÃO. FRAUDE. ÔNUS DA PROVA. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. DANO MATERIAL. DANO MORAL.
PROVA. CRITÉRIO DE FIXAÇÃO. De acordo com a exigência legal, para que sejam conferidos os benefícios da justiça gratuita à pessoa natural
basta simples declaração de hipossuficiência financeira, podendo a benesse ser revogada a qualquer tempo, desde que se comprove tratar-se
de pessoa financeiramente capaz de assumir os ônus processuais. Quando se tratar de contestação de assinatura, o ônus da prova incumbe
à parte que produziu o documento. O fornecedor de serviços responde independentemente da existência de culpa pela reparação dos danos
causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. Dentro das circunstâncias de cada caso, é pacífico que o dano moral
se mostra intuitivo e, portanto, insuscetível de demonstração material, falando-se então que o dano moral se prova por si mesmo ou ""in re ipsa"".
O conceito de ressarcimento, em se tratando de dano moral, abrange dois critérios, um de caráter pedagógico, objetivando repreender o causador
do dano pela ofensa que praticou; outro de caráter compensatório, que proporcionará à vítima algum bem em contrapartida ao mal sofrido.(TJSP
- Número do processo: 1.0327.06.022476-0/001(1) Numeração Única: 0224760 - 74.2006.8.13.0327. Precisão: 22. Relator: JOSÉ FLÁVIO DE
ALMEIDA. Data do Julgamento: 20/05/2009. Data da Publicação: 08/06/2009) À quantificação da indenização devem ser observados os princípios
da proporcionalidade, isto é, análise das condições financeira do Requerido, e da razoabilidade, devendo a indenização ser proporcional ao dano.
Concernente a atualização da indenização reparatória deve-se considerar para efeito de fixação do termo a quo da correção monetária a data da
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prolatação da sentença e, quanto ao juros de mora, considerando que o litígio não versa sobre relação contratual, deverá incidir a partir do evento
danoso, conforme artigo 398, do CCB e entendimento jurisprudencial a seguir colacionado:Ementa: RESPONSABILIDADE CIVIL Comprovada a
negligência dos prepostos do recorrido que resultou no falecimento do filho dos recorrentes Necessidade de compensação dos danos causados.
DANOS MATERIAIS Presumível que filho, com 27 anos de idade, e residente na casa dos pais, contribuía com pagamento de parte das despesas
domésticas Cabível a reparação. DANOS MORAIS Falecimento de filho causa inegável dor moral Necessidade de compensar Fixação que deve
ter em conta os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade Juros moratórios, a partir do evento danoso Incidência das S. nº 54 e 362,
do STJ Recurso provido (TJSP. 9215344-40.2007.8.26.0000 Apelação Relator(a): João Batista Vilhena Comarca: Praia Grande Órgão julgador:
10ª Câmara de Direito Privado Data do julgamento: 09/10/2012 Data de registro: 10/10/2012 Outros números: 5496244600) Isso posto, com
fundamento no art. 487, inciso I, do CPC/15 e CF/88, a teor do seu art. 5º, V e X e arts. 186, 187 c/c art. 927, todos do CCB, JULGO PROCEDENTE
o pedido formulado pelo Requerente, para declarar a inexistência dos débitos que originaram a negativação de fls.19, bem como para condenar
o Requerido ao pagamento, a título de verba reparadora por dano de natureza exclusivamente moral (art. 5º, inc. V, da CF/88, art. 6º, VI, da
Lei 8078/90 e arts. 186 e 927, do CCB) na importância correspondente a R$ 6.000,00 (seis mil reais), que fixo tomando por parâmetro, para a
precisa dosagem do quantum necessário à reparação pleiteada, a natureza e extensão do dano, o grau de culpa do ofensor e as qualidades e
condições econômicas das partes, corrigida monetariamente a partir da presente sentença e acrescida de juros de mora de 12 % a.a., a contar
do evento danoso, qual seja: 24/05/2013- data inclusão da restrição perante o Serasa (fls.19). Custas processuais e honorários advocatícios pela
parte Demandada, sendo esta última em 20% sobre o valor da condenação. Publique-se.Registre-se.Intimem-se. Arcoverde, 04 de abril de 2016.
Cláudio Márcio Pereira de Lima Juiz de Direito
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artigo 355, II, do CPC/15. Pretende a Requerente a reparação pelos danos causados na sua órbita moral em face de suposta conduta ilícita da
Requerida, alegando que firmou contrato de serviços de publicidade com a empresa ré, mas foi vítima de golpe. Iniciaremos a análise do caso,
declinando o que pode ser entendido por Dano, e para isso, nos emprestaremos do conceito do jurista Silvio de Salvo Venosa, que assim assevera:
Dano pode ser conceituado como toda diminuição do patrimônio. Não há como darmos um conceito unitário de dano, tendo em vista os inúmeros
matizes que o vocábulo envolve. Todo prejuízo resultante de perda, deteriorização ou depreciação de um bem é, em princípio indenizável. Nesse
sentido, não há diferença entre dano contratual e extracontratual. (VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil, Vol. IV, Responsabilidade Civil. 3ª Ed.
São Paulo: Atlas, 2003. P. 196). Quanto ao dano moral, consiste numa lesão de interesses não patrimoniais, provocada por um fato lesivo que
atinge os sentimentos e fere as facetas da personalidade. Esse dano é considerado de natureza subjetiva, já que está ligado a um direito inerente
à pessoa, como a vida, a integridade física, a liberdade, a honra, a vida privada e a vida social. Caracterizando-se então, pela dor, angústia, aflição
física ou espiritual causado a vítima, em razão de um evento danoso. Assim, em matéria de dano moral é de se considerar que há um atentando
contra a personalidade do indivíduo, o qual se passa no seu interior, sem reflexos externos, sendo suficiente para configurar a ocorrência de tal
dano que se prove o ilícito praticado. A nossa legislação pátria, em diversos diplomas se preocupa com a proteção à honra, gerando ao autor da
lesão a tal bem o dever de indenizar. O artigo 186 do Código Civil Brasileiro afirma que: "aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência
ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito." Também a Constituição Federal elevou
a honra à categoria de direito fundamental ao garantir de forma expressa no seu artigo 5º, X, a indenização em caso de lesão de natureza moral.
No mesmo sentido o Código de Defesa do Consumidor estabelece no artigo 6º, inciso VI, entre outros direitos do consumidor, "a efetiva prevenção
e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos". . Pois bem, analisando sistematicamente as provas colacionadas
nos autos, verifico que a autora não comprovou o pagamento do valor correspondente ao capital investido, nem tampouco a existência de uma
possível relação contratual, supostamente, estabelecida com a requerida. Dessa forma, constato que a Requerente não faz jus a compensação
por danos morais, visto que não se incumbiu de demonstrá-lo. A jurisprudência, em caso análogo, assim tem entendido: Ementa: RECURSO
INOMINADO. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. TELEFONIA MÓVEL. FALTA DE SINAL POR TRÊS DIAS NA LOCALIDADE DE
CANDELÁRIA EM NOVEMBRO DE 2012. HIPÓTESE EM QUE NÃO SE CONFIGURAM OS DANOS MORAIS POSTULADOS. AUSÊNCIA
DE PROVA DA REPERCUSSÃO DO FATO NA ESFERA MORAL DA PARTE AUTORA. PRECEDENTES. SENTENÇA REFORMADA PARA
JULGAR IMPROCEDENTE A AÇÃO. RECURSO PROVIDO (Recurso Cível Nº 71004926697, Quarta Turma Recursal Cível, Turmas Recursais,
Relator: Gisele Anne Vieira de Azambuja, Julgado em 25/07/2014)(TJ-RS - Recurso Cível: 71004926697 RS, Relator: Gisele Anne Vieira de
Azambuja, Data de Julgamento: 25/07/2014, Quarta Turma Recursal Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 29/07/2014) Destarte,
outro entendimento não se coaduna com o caso em tela, senão pela improcedência do pedido já que o autor não conseguiu incumbir-se do ônus
mínimo da prova que lhe competia. Isso posto, com fundamento no art. 487, inciso I, do CPC /15 JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado
pelo Requerente, EXTINGUINDO O FEITO COM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. Sem custas ante a gratuidade judiciária. Honorários advocatícios
pelo Demandante, sendo esta última em 10% sobre o valor da causa, suspensa sua exigibilidade nos termos do art. 98, §3º, do NCPC. P.R.I.
Arcoverde, 07 de abril de 2016. Cláudio Márcio Pereira de Lima Juiz de Direito
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCOJuízo de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de ArcoverdeAÇÃO DE COBRANÇA INDEVIDA
E RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO COM PEDIDO DE LIMINAR Proc. Nº 2075-66.2012AUTOR: MARCELO VILELA DA SILVAREQUERIDO:
MONGERAL PREVIDÊNCIA E SEGUROSS E N T E N Ç A Vistos, etc... MARCELO VILELA DA SILVA, qualificado nos autos, por meio de
advogado legalmente habilitado, propôs a presente AÇÃO COBRANÇA INDEVIDA E RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO COM PEDIDO DE LIMINAR
em face da MONGERAL PREVIDÊNCIA E SEGUROS, também qualificado nos autos, aduzindo em suma que: contratou com a Empresa
Requerida à prestação de serviços de seguro por morte e invalidez permanente total ou parcial por acidente para si e para sua família, tendo
como contraprestação dos serviços prestados o desconto em folha de valores que variaram de R$ 13,06 a R$ 35,50, este último o valor que vem
sendo descontado atualmente do contra-cheque da parte autora; que não mais interessado pelos serviços prestados pela demandada, o autor
resolveu desligar-se da referida instituição, no dia 19 de setembro de 2006; que os referidos descontos deveriam ter cessado a partir de dezembro
de 2006, mas continuam ocorrendo até a presente data, pois a demandada ignorou o pedido de desligamento; que dos meses de janeiro de 2007
a abril de 2012, foram efetuados descontos que variaram de R$ 13,06 a R$ 35,50, totalizando um valor de R$ 1.865,69. Requer a concessão
de tutela para haver o cancelamento das cobranças pelo pagamento do seguro; a repetição do indébito referente aos meses de janeiro de 2007
até abril de 2012, no valor de R$ 1.865,69 e a compensação pelos danos morais. Acostou aos autos os docs. de fls. 07/82. Devidamente citada,
a requerida apresentou contestação (fls. 133/148), alegando em sede de preliminar a falta de interesse de agir do autor, a ilegitimidade ativa, e
como causa prejudicial ao mérito a prescrição parcial do pedido, acostando os documentos de fls. 149/217. Réplica às fls. 221/225. Após alguns
atos processuais, vieram-me os autos conclusos para sentença. É o relatório passo a decidir. Há que se ressaltar, primeiramente, que o presente
caso comporta julgamento antecipado da lide, nos termos do artigo 355, I, do CPC/15, encontrando-se o feito suficientemente instruído, sendo
desnecessária dilação probatória. DAS PRELIMINARES DA ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM Argui o demandado que a presente ação foi
movida pelo autor, sem contudo demonstrar a sua legitimidade para figurar no feito, especialmente porque o contrato que se encontrava em seu
nome já foi cancelado desde os idos de 2006. Entretanto, além do contrato do autor, seu holerite também descontava o plano subscrito pela sua
esposa, Sra. Claudiney Pereira de Araújo, formalizado na mesma data do contrato do autor, sem que a sua esposa tenha requerido qualquer
cancelamento referente ao contrato. Vislumbro dos autos que restou comprovada a existência de dois contratos de seguro (fls.193/194), proposta
de nº 5698667, cabendo somente ao titular da proposta requerer a resolução do contrato. Assim entendo que apenas a esposa do demandado,
Claudiney Pereira de Araújo, poderia requerer o cancelamento do contrato, cabendo ao demandante pleitear, tão somente e se fosse o caso,
a suspensão do desconto no seu contracheque e não o cancelamento do seguro como requer na exordial. Em análise dos fatos narrados na
atrial restou comprovada a condição de titular do contrato vigente como sendo a esposa do ora requerente, tendo o contrato do mesmo sido
cancelado oportunamente, conforme se depreende das fls. 191, portanto, não sendo o requerente detentor do direito alegado. Destarte, em face
do contrato encontrar-se em nome de terceiro, sem que se tenha produção de prova apta a comprovar que a esposa do requerente pleiteou o
devido cancelamento, outro caminho não há senão pelo acatamento da preliminar aventada pelo requerido. A jurisprudência pátria, em casos
análogos, corrobora a assertiva acima, senão vejamos: Ementa: PROCESSO CIVIL. SEGURO DE VIDA EM GRUPO. AÇÃO DE PRESTAÇÃO
DE CONTAS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DE BENEFICIÁRIO DO SEGURO. RECONHECIMENTO. O beneficiário de seguro de vida
não possui legitimidade ativa para a ação de prestação de contas, ante a ausência de vínculo jurídico anterior que justifique reclamá-las da
ré. Ademais, a ação de prestação de contas não é adequada quando a parte autora visa receber indenização securitária, podendo valer-se de
ação de cobrança. Ilegitimidade ativa reconhecida. Extinção do processo sem resolução do mérito. Exegese do artigo 267 , inciso VI, do Código
de Processo Civil . Reconhecimento de ofício, ficando prejudicado o recurso de apelação. (TJ-SP - Apelação APL 05606796020108260000 SP
0560679-60.2010.8.26.0000 (TJ-SP) Data de publicação: 18/04/2013) Destarte, quanto a presente preliminar aventada pela demandada, entendo
que tem cabimento, razão pela qual acolho a preliminar, para, diante da ilegitimidade ativa ad causam, impor a extinção do feito sem resolução do
mérito. Diante do exposto, e, tendo em vista os preceitos legais pertinentes à espécie, julgo extinta a ação sem resolução de mérito, nos termos
do artigo 485, VI, do CPC/ 15. Sem custas ante a gratuidade judiciária. Condeno o autor em honorários advocatícios em 10% sobre o valor da
causa, mas suspensa a exigibilidade, nos termos do art. 98, §3º do NCPC. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Após o trânsito em julgado, baixa
e arquive-se. Arcoverde, 11 de abril de 2016. CLÁUDIO MÁRCIO PEREIRA DE LIMA JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA 3
INTIMAÇÃO
Processo nº: 0000127-50.2016.8.17.0220
Classe: Despejo por Falta de Pagamento Cumulado Com Cobran
Expediente nº: 2016.0545.001590
Partes: Requerente EDNALDO TENÓRIO DE HOLANDA
Advogado VITOR RODRIGUES CARDOSO
Requerido ANA CARLA F. WANDERLEY
Através da presente, fica V. Sa. Bel . VITOR RODRIGUES CARDOSO OAB-PE Nº. 40.461 intimado , para o fim declarado no(s) item(ns)
abaixo, conforme nos autos: Vistos, etc. Decreto a revelia da citada, nos termos do art. 344, II, do CPC. Determino a imediata expedição
de mandado de imissão de posse ao autor, ante a comunicação da desocupação do imóvel pela demandada, sem a entrega das chaves.
Diga o autor em 10 dias se deseja produzir mais alguma prova. Intime-se. Cumpra-se. Arcoverde, 14 de abril de 2016. Cláudio Márcio
Pereira de Lima. Juiz de Direito. Arcoverde (PE), 14/04/2016.
Maria das Dores M. da Silva
Chefe de Secretaria
Processo Nº: 0001808-26.2014.8.17.0220
Natureza da Ação: Usucapiao
Requerente: Antonio Estevão da Silva
Advogado: PE026.196-D – ESIO ANTONIO TENORIO BRITTO
Despacho:
Comparecer a secretaria da 1ª VC munido de três copias da contrafé, para fins de citação das Fazendas municipais.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Arcoverde - 2ª Vara
Segunda Vara Cível da Comarca de Arcoverde
Juiz de Direito: Cláudio Márcio Pereira de Lima
Chefe de Secretaria: Luiz Marques de Melo Filho
Processo nº 0002740-14.2014.8.17.0220. AÇÃO DE ARROLAMENTO DE BENS – SOBREPARTILHA. Arrolante: Rodrigo Dantas Santana,
Linconl Dantas Santana e Maria do Rosário Dantas Santana.Arrolado: Ivo Santana.S E N T E N Ç A Vistos, etc... Rodrigo Dantas Santana,
Linconl Dantas Santana e Maria do Rosário Dantas Santana, qualificada nos autos, veem requerer a sobrepartilha do bem descrito às fls. 92/93,
deixado por falecimento de Ivo Santana. Aduz que o presente feito de inventário, na forma de arrolamento, tramitou perante este Juízo, tendo sido
arquivado em 24/07/2015. Que, no entanto, descobriu-se a existência de valores no montante de R$ 29.418,52; R$ 37,07 e R$ 62,09, depositados
em nome do de cujus, proveniente de pagamento de RPV, oriundo da Justiça Federal, requerendo a partilha em nome dos herdeiros, conforme
demonstrativo de fls. 93. Manifestação da Fazenda Pública Estadual às fls. 95 e da Secretaria da Fazenda informando, através da certidão de
fls. 101, a isenção/não incidência do imposto sobre a Transmissão Causa Mortis. Com novas vistas a Procuradoria do Estado, informou seu
desinteresse do feito, pugnando pelo seu regular prosseguimento. Em seguida, vieram-me os autos conclusos para decisão. É o relatório, passo
a decidir. Após o transcorrer normal do trâmite inerente ao rito da sobrepartilha, com a juntada das certidões respectivas e demais documentos
comprobatório da legitimidade dos autores para figurarem no feito, do valor deixado por falecimento do arrolado (fls.96-103), nada mais resta
a este juízo que homologar, por sentença, a partilha amigável de fls. 93, do valor descrito às fls.87-91 em favor dos herdeiros Rodrigo Dantas
Santana, Linconl Dantas Santana e Maria do Rosário Dantas Santana, como requerido às fls. 93. Diante do exposto, e tendo em vista os preceitos
legais atinentes à espécie, homologo, por sentença, para que produza os seus jurídicos e legais efeitos, a partilha amigável de fls. 93, destes
autos de arrolamento dos valores deixados Ivo Santana favor dos herdeiros Rodrigo Dantas Santana, Linconl Dantas Santana e Maria do Rosário
Dantas Santana, como requerido às fls. 93. Após o trânsito em julgado, expeça-se o competente alvará, em seguida, arquive-se, observadas as
formalidade legais. P.R.I. Arcoverde, 7 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima. Juiz de Direito em exercício cumulativo. PODER
JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ARCOVERDE
Processo nº 0001480-62.2015.8.17.0220. AÇÃO DE EXECUÇÃO.Exequente: Banco Santander (Brasil) S/A.Executados: Comercial Vital Ltda.S E
N T E N Ç A Vistos, etc... Banco Santander (Brasil) S/A, através de advogado legalmente habilitado, ajuizou a presente AÇÃO DE EXECUÇÃO, em
face de Comercial Vital Ltda, representados pelos sócios Eduardo Vital de Souza e Maria Arleyne Luz Almeida Vital de Souza, aduzindo os fatos
narrados na exordial, juntando os documentos de fls. 05-26. O demandada ofertou a Exceção de Préexecutividade de fls. 29-116, acompanhada
dos documentos de fls. 116-127. Com vista ao exequente para se manifestar sobre a exceção de preexecutividade, apresentou a petição de fls.
132-134, comunicando transação extrajudicial, através de composição amigável, pugnando pela homologação do acordo e extinção da presente
ação de execução. É o relatório. Decido. Vislumbro dos autos que as partes transacionaram em relação ao objeto da presente demanda, conforme
se depreende do termo de transação acostado às fls. 132-134. Ressalte-se, por oportuno, que a presente lide gravita em torno de interesses
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exclusivamente patrimoniais, portanto, suscetível de transação. No que pertine ao acordo celebrado entre os litigantes, entendo que o mesmo
respeita a legislação vigente. Diante do exposto e, tendo em vista os preceitos legais atinentes à espécie, homologo por sentença, o acordo de fls.
132-134, para que produza os jurídicos e legais efeitos, consequentemente, julgo extinto a presente ação de execução, nos termos do artigo 924,
incisos III, do NCPC. Custas processuais na forma da lei, já recolhidas, sem ônus para as partes. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos.
Publique-se. Registre-se. Intime-se. Arcoverde, 11 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima. Juiz de Direito em exercício cumulativo
Processo nº 0000801-72.2009.8.17.0220. Ação de Busca e Apreensão.Requerente: Banco do Brasil S/ARequerido: Willians Odena Almeida
Valença.S E N T E N Ç A Vistos, etc... Banco do Brasil S/A, através de advogado legalmente habilitado, ajuizou a presente Ação de Busca
e Apreensão, em face de Willians Odena Almeida Valença, ambos qualificados nos autos os fatos narrados na exordial. Em despacho inicial
foi concedida a liminar de busca e apreensão do bem móvel descrito na peça vestibular, todavia, o demandado e nem bem objeto da busca e
apreensão foram localizados no endereço declinado na exordial. Com vista ao autor, requereu diligencias no sentido de localizar o bem móvel e o
endereço do demandado, todavia, sem êxito, requereu o arquivamento provisório da demanda (fls. 36). Ficando o feito sobrestado por seis meses,
foi determinada a intimação do demandante para impulsionar o feito (fls. 84), no entanto, passou o lapso temporal sem requerimentos da parte
autora, conforme certificado às fls. 88. Considerando a desídia da parte autora, foi determinado a intimação pessoal do requerente para, no prazo
de 48 horas, manifestar interesse no prosseguimento do feito, sob pena de extinção. Intimada pessoalmente, a parte autora deixou transcorrer
em branco o prazo para manifestação, conforme consta da certidão de fl. 108.É o relatório. Decido. O abandono imotivado da causa, por mais
de 30 (trinta) dias, conduz à extinção do processo sem o julgamento do mérito, na forma do art. 485, III, do Novo Código de Processo Civil. Para
que ocorra a extinção prematura do processo por abandono de causa, faz-se necessária a prévia intimação pessoal da parte, na forma do § 1º
do art. 485 do NCPC, situação esta que se concretizou com a intimação da representante legal da parte autora (fls. 107), tendo esta deixado
fluir o prazo concedido sem nada requerer. ISTO POSTO, tendo em vista o abandono do feito, extingo o processo sem resolução do mérito,
com supedâneo no art. 485, III, NCPC. Custas já recolhidas. Após o trânsito em julgado, baixa e arquive-se.Publique-se. Registre-se. Intime-
se.Arcoverde, 11 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima. Juiz de Direito em exercício cumulativo. PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO
DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ARCOVERDEAv. Cap. Arlindo Pacheco de Albuquerque, 72,
Centro, Arcoverde-PE - FoneFax: (87)3821-1555/1566 - CEP 56506-916
Processo nº 0004970-92.2015.8.17.0220. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO.Requerente: João Bosco Gomes
de Morais.Requerido: Mongeral Aegon Seguros e Previdência S/A.S E N T E N Ç A Vistos, etc... João Bosco Gomes de Morais, através de
advogado legalmente habilitado, ajuizou a presente AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO, em face de Mongeral
Aegon Seguros e Previdência S/A, aduzindo os fatos narrados na exordial, juntando os documentos de fls. 06-24. A demandada ofertou a
contestação de fls. 27-43, acompanhada dos documentos de fls. 44-47. Às fls. 48/49, as partes atravessaram uma petição comunicando transação
extrajudicial, através de composição amigável, pugnando pela homologação do acordo. É o relatório. Decido. Vislumbro dos autos que as partes
transacionaram em relação ao objeto da presente demanda, conforme se depreende do termo de transação acostado às fls. 48/49. Ressalte-se,
por oportuno, que a presente lide gravita em torno de interesses exclusivamente patrimoniais, portanto, suscetível de transação. No que pertine
ao acordo celebrado entre os litigantes, entendo que o mesmo respeita a legislação vigente. Diante do exposto e, tendo em vista os preceitos
legais atinentes à espécie, homologo por sentença, o acordo de fls. 48/49, para que produza os jurídicos e legais efeitos, consequentemente,
julgo extinto o feito com resolução de mérito, nos termos do artigo 487, incisos III, "b" do NCPC. Custas processuais na forma da lei, já recolhidas.
Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Arcoverde, 11 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira
de Lima. Juiz de Direito em exercício cumulativo
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Processo nº 0002180-48.2009.8.17.0220. Ação de Busca e Apreensão.Requerente: HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MULTIPLO.Requerido:
Geneci Simião Ramos.S E N T E N Ç A Vistos, etc... HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MULTIPLO, através de advogado legalmente habilitado,
ajuizou a presente Ação de Busca e Apreensão, em face de Geneci Simião Ramos, ambos qualificados nos autos os fatos narrados na exordial.
Em despacho inicial foi concedida a liminar de busca e apreensão do bem móvel descrito na peça vestibular, todavia, o bem objeto da busca e
apreensão não foi localizado no endereço declinado na exordial. Com vista ao autor, apresentou petição requerendo o sobrestamento do feito
pelo prazo de 30 dias, o que foi concedido por este Juízo (fls. 62), decorrido o lapso temporal foi aberta vista ao demandante, que nada requereu.
Considerando a desídia da parte autora, foi determinado a intimação pessoal do requerente para, no prazo de 48 horas, manifestar interesse no
prosseguimento do feito, sob pena de extinção. Intimada pessoalmente, a parte autora deixou transcorrer em branco o prazo para manifestação,
conforme consta da certidão de fls. 114.É o relatório. Decido. O abandono imotivado da causa, por mais de 30 (trinta) dias, conduz à extinção
do processo sem o julgamento do mérito, na forma do art. 485, III, do Novo Código de Processo Civil. Para que ocorra a extinção prematura do
processo por abandono de causa, faz-se necessária a prévia intimação pessoal da parte, na forma do § 1º do art. 485 do CPC, situação esta que
se concretizou com a intimação da representante legal da parte autora (fls. 96), tendo esta deixado fluir o prazo concedido sem nada requerer.
ISTO POSTO, tendo em vista o abandono do feito, extingo o processo sem resolução do mérito, com supedâneo no art. 485, III, NCPC. Custas já
recolhidas. Após o trânsito em julgado, baixa e arquive-se.Publique-se. Registre-se. Intime-se.Arcoverde, 11 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio
Pereira de Lima. Juiz de Direito em exercício cumulativo
Processo nº 0002403-88.2015.8.17.0220. Ação de Busca e Apreensão.Requerente: Itaú Seguros S/A.Requerido: Kleiser Tenroio Neri.S E N T E
N Ç A Vistos, etc... Itaú Seguros S/A, através de advogado legalmente habilitado, ajuizou a presente Ação de Busca e Apreensão, em face de
Kleiser Tenerio Neri, ambos qualificados nos autos os fatos narrados na exordial. Em despacho inicial foi corrigido o valor da causa para o mesmo
do contrato, sendo determinado a intimação do demandante para recolher as custas processuais complementares, sob pena de extinção do feito.
Devidamente intimado, não atendeu a determinação deste Juízo. Considerando a desídia da parte autora, foi determinado a intimação pessoal
do requerente para, no prazo de 48 horas, manifestar interesse no prosseguimento do feito, sob pena de extinção. Intimada pessoalmente, a
parte autora deixou transcorrer em branco o prazo para manifestação, conforme consta da certidão de fl. 36.É o relatório. Decido. O abandono
imotivado da causa, por mais de 30 (trinta) dias, conduz à extinção do processo sem o julgamento do mérito, na forma do art. 485, III, do Novo
Código de Processo Civil. Para que ocorra a extinção prematura do processo por abandono de causa, faz-se necessária a prévia intimação
pessoal da parte, na forma do § 1º do art. 485 do NCPC, situação esta que se concretizou com a intimação da representante legal da parte
autora (fls. 31), tendo esta deixado fluir o prazo concedido sem nada requerer. ISTO POSTO, tendo em vista o abandono do feito, extingo o
processo sem resolução do mérito, com supedâneo no art. 485, III, NCPC. Custas já recolhidas. Após o trânsito em julgado, baixa e arquive-
se.Publique-se. Registre-se. Intime-se.Arcoverde, 11 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima. Juiz de Direito em exercício cumulativo.
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCOJUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ARCOVERDEAv. Cap. Arlindo
Pacheco de Albuquerque, 72, Centro, Arcoverde-PE - FoneFax: (87)3821-1555/1566 - CEP 56506-916
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Processo nº 0003786-43.2011.8.17.0220. Ação Monitória.S E N T E N Ç A Vistos, etc... PR Distribuidora de Bebidas e Alimentos Ltda, através de
advogado legalmente habilitado, ajuizou a presente Ação Monitória, em face de Gildo Barbosa de Lima, ambos qualificados nos autos os fatos
narrados na exordial. Em despacho inicial foi determinada a citação do requerido o qual foi devidamente citado, deixando escoar em branco o
prazo para contestação e/ou pagamento. Em despacho de fls. 33 foi convertido a presente monitória em execução, constituído de pleno direito
o título executivo juntado aos autos. Expedido mandado de execução, o executado não foi localizado no endereço declinado nos autos. Com
vista ao exequente, pugnou pela citação via edital. Entretanto, a secretaria judicial informou constar nos autos o novo endereço do executado
(fls. 46). Designada audiência de tentativa de conciliação deixou de se realizar em virtude da ausência do demandado o qual passou a residir
na cidade de Juazeiro do Norte, conforme certidão de fls. 79. Na audiência de fls. 80 este Juízo determinou a intimação da parte autora para se
manifestar sobre a certidão de fls. 79, bem como impulsionar o feito. Devidamente intimado, nada requereu (fls. 85). Considerando a desídia da
parte autora, foi determinado a intimação pessoal do requerente para, no prazo de 48 horas, manifestar interesse no prosseguimento do feito, sob
pena de extinção. Intimada pessoalmente, a parte autora deixou transcorrer em branco o prazo para manifestação, conforme consta da certidão
de fl. 100.É o relatório. Decido. O abandono imotivado da causa, por mais de 30 (trinta) dias, conduz à extinção do processo sem o julgamento
do mérito, na forma do art. 485, III, do Novo Código de Processo Civil. Para que ocorra a extinção prematura do processo por abandono de
causa, faz-se necessária a prévia intimação pessoal da parte, na forma do § 1º do art. 485 do NCPC, situação esta que se concretizou com a
intimação da representante legal da parte autora (fls. 107), tendo esta deixado fluir o prazo concedido sem nada requerer. ISTO POSTO, tendo
em vista o abandono do feito, extingo o processo sem resolução do mérito, com supedâneo no art. 485, III, NCPC. Custas já recolhidas. Após o
trânsito em julgado, baixa e arquive-se.Publique-se. Registre-se. Intime-se.Arcoverde, 11 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima.
Juiz de Direito em exercício cumulativo
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Proc. nº 828-45.2015S E N T E N Ç AVistos, etc... Gilvan Barbosa da Silva, através da advogado legalmente habilitado, propôs a presente AÇÃO
ORDINÁRIA DE COBRANÇA DE SEGURO DPVAT, em face de Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S/A, todos satisfatoriamente
qualificados às fls. 02, aduzindo os motivos expostos na exordial. A demandada ofereceu a contestação de fls. 17-24-v. Réplica às fls. 40-41.
Designada audiência de tentativa de conciliação, as partes transigiram. Dispensada vista ao MP ante a ausência de interesse de incapazes. Em
seguida, vieram-me os autos conclusos. É o relatório, passo a decidir. Vislumbro dos autos que as partes transacionaram em relação ao objeto
da presente demanda, conforme se depreende da ata de audiência de fls. 44/45. Ressalte-se, por oportuno, que a presente lide gravita em torno
de interesses exclusivamente patrimoniais, portanto, suscetível de transação. Diante do exposto e, tendo em vista os preceitos legais atinentes à
espécie, homologo por sentença, o acordo firmado na audiência de fls. 44, para que produza os jurídicos e legais efeitos, consequentemente, julgo
extinto o feito com resolução de mérito, nos termos do artigo 487, incisos III, b do NCPC. Isento de Custas ante a gratuidade judicial deferida. Tão
logo seja comunicado o depósito da quantia acordada na audiência, expeça-se, incontinenti, os competentes Alvarás Judiciais como acordado na
audiência (fls. 44). Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Após o trânsito em julgado, arquivem-
se os autos. Arcoverde, 7 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima Juiz de Direito em exercício cumulativo
Proc. nº 3022-18.2015.S E N T E N Ç AVistos, etc... Felipe Joaquim Alencar dos Santos, através da advogado legalmente habilitado, propôs a
presente AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA DE SEGURO DPVAT, em face de MONGERAL AEGON SEGUROS E PREVIDENCIA S/A, todos
satisfatoriamente qualificados na exordial, aduzindo os motivos expostos na exordial. A demandada ofereceu a contestação de fls. 124-137.
Designada audiência de tentativa de conciliação, as partes transigiram. (fls.172). Dispensada vista ao MP, ante a ausência de interesse de
incapazes. Em seguida, vieram-me os autos conclusos. É o relatório, passo a decidir. Vislumbro dos autos que as partes transacionaram em
relação ao objeto da presente demanda, conforme se depreende da ata de audiência de fls. 172. Ressalte-se, por oportuno, que a presente lide
gravita em torno de interesses exclusivamente patrimoniais, portanto, suscetível de transação. Diante do exposto e, tendo em vista os preceitos
legais atinentes à espécie, homologo por sentença, o acordo firmado na audiência de fls. 172, para que produza os jurídicos e legais efeitos,
consequentemente, julgo extinto o feito com resolução de mérito, nos termos do artigo 487, incisos III, b do NCPC. Isento de Custas ante a
gratuidade judicial deferida. Tão logo seja comunicado o depósito da quantia acordada na audiência, expeça-se, incontinenti, os competentes
Alvarás Judiciais como acordado na audiência (fls. 172). Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Publique-se. Registre-se. Intime-
se. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Arcoverde, 7 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima Juiz de Direito em
exercício cumulativo
Segunda Vara Cível da Comarca de Arcoverde
Juiz de Direito: Cláudio Márcio Pereira de Lima
Chefe de Secretaria: Luiz Marques de Melo Filho
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimado(s) dos . DESPACHO(S)/DECISÃO(ÕES)
proferidos, por este JUÍZO, nos processos abaixo relacionados:
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Juízo de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Arcoverde. Proc.0003573-32.2014.8.17.0220. DESPACHO . Vistos etc...Dê-vista ao autor para,
no prazo de 10 dias, como requerido às fls.96..Arcoverde, 8 de abril de 2016. Dr. Cláudio Márcio Pereira de Lima. Juiz de Direito em exercício
cumulativo
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Pela presente, ficam as partes e seus respectivos advogados e procuradores, intimado(s) dos . DESPACHO(S)/DECISÃO(ÕES)
proferidos, por este JUÍZO, nos processos abaixo relacionados:
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Despacho:
Vistos, etc...Suspendo o presente feito por 01 ano nos termos do § 1º do artigo 921 do CPC.Intime-se.Arcoverde, 11/04/2016.Claudio Márcio
Pereira de LimaJuiz de Direito
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Despacho:
Vistos, etc...Dê-se vistas ao embargado para, em 15 dias, se manifestar sobre os depósitos retro.Intime-se.Arcoverde, 12/04/2016.Cláudio Márcio
Pereira de LimaJuiz de Direito
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Vistos, etc... Dê-se vistas ao exequente para, em 10 dias, requerer o que entender de direito.Arcoverde, 05/04/2016.Claudio Márcio Pereira de
Lima Juiz de Direito
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Despacho:
Vistos, etc... Diga a parte autora, em 10 dias. Intime-se. Arcoverde, 05/04/2016.Cláudio Márcio Pereira de LimaJuiz de Direito
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Despacho:
Vistos, etc..Dê-se vistas à parte autora para, em 15 dias, requerer o que entender de direito. Intime-se. Arcoverde, 06/04/2016.Claudio Márcio
Pereira de LimaJuiz de Direito
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Partes:
Acusado: Manoel José Correia
Senhor Advogado,
De ordem da Exma. Sra. Juíza de Direito na Vara Criminal desta Comarca de Arcoverde, Dra. Mônica Wanderley Cavalcanti Magalhães , nos autos
do Processo indicado, INTIMO V.Sa., de todo teor do Despacho às fls. 59, a seguir transcrito: “Vistos, etc.Processo nº 1828-51.2013.8.17.0220
DESPACHO Trata-se de pedido de perdimento total da fiança, considerado como doação e consequente adimplemento parcial da condição
pecuniária, fl. 57 dos autos.Dada vista ao MP, este opinou pelo deferimento do pedido (fl. 57v). Relatado. Decido. Inicialmente percebe-se que
o acusado foi denunciado como incurso nas penas do art. 306, da Lei 9503/97. Outrossim, deduz-se que o pedido da defesa tem status de
doação, não podendo, portanto, o Poder Judiciário se negar a isso.Nesse sentido: Ementa: PROCESSUAL PENAL. FIANÇA. DEVOLUÇÃO
DOS VALORES PAGOS A TÍTULO DE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. IMPOSSIBILIDADE MESMO ANTE A ABSOLVIÇÃO.
Tendo o acusado renunciado ao montante de fiança e realizado o depósito regular das parcelas como condição para a suspensão condicional do
processo, esses valores assumiram caráter de doação, de cunho irrevogável, não sujeitos à devolução . (TRF-4. Processo: 14855200740470004-
PR. Relator: Artur César de Souza. Data do julgamento: 27/06/2012. Órgão julgador: 8ª turma. D.E. 05/07/2012) (grifos próprios) Isto posto,
por tudo o que foi esposado, defiro o pedido da defesa autorizando o perdimento total da fiança, notadamente R$ 678,00 (seiscentos e setenta
e oito reais) para fins de ser considerado como adimplemento parcial da condição pecuniária de fl. 57, e, devendo ser oficiado ao banco para
que realize a transferência desse valor depositado, conforme comprovante de fl. 29 para conta constante à fl. 57, informando a este Juízo o valor
transferido.Por fim, defiro o requerimento, conforme requerido pela defesa.Ciência ao MP. Intime-se o acusado e seu defensor.Após a informação
da instituição financeira, notadamente do valor transferido, intime-se o denunciado para que dê início ao cumprimento do valor remanescente da
condição pecuniária, o qual foi estabelecido em R$ 1.596,00 (mil quinhentos e noventa e seis reais), divididos em 8(oito) parcelas iguais, a ser
depositado na conta constante à fl. 57.Arcoverde-PE, 08 de abril de 2016. Mônica Wanderley Cavalcanti Magalhães - Juíza de Direito.”
Atenciosamente,
Ilmo. Sr.
Dr. Vicente Mateus Melo Cardoso da Silva OAB/PE nº 30.163-D
CARTA DE INTIMAÇÃO
Partes:
Acusado: Felipe Rodrigues da Silva
Vítima: José Albério dos Santos Pereira
Senhor Advogado,
De ordem da Exma. Sra. Juíza de Direito da Vara Criminal desta Comarca de Arcoverde, Dra. Mônica Wanderley Cavalcanti
Magalhães, nos autos do Processo indicado, INTIMO V.Sa., para fins do art. 422, no prazo legal.
Atenciosamente,
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Ilma. Sra.
Dra. Sandra Roberta Silva Siqueira – OAB/PE nº 33.151
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Prazo do Edital:legal
Fica o(a)(s) Réu(s) SAULO FREDERICO ALVES FREIRE , Conhecido(a) Por ‘’ Ninho ”, brasileiro(a), solteiro(a), agricultor, natural de Belém do
São Francisco-PE, nascido em 15.11.1980 , CPF ***, RG nº ***, filho de Sergio Freire Nogueira e Maria de Fátima Alves Nogueira, Residente na
Rua Ibó, nº 527, novo horizonte, Belém do São Francisco-PE, atualmente em local incerto e não sabido , INTIMADO para efetuar no prazo
de 10 (dez) dias, o pagamento das custas processuais e da multa penal a que foi condenado , no valor total de R$ 4.686,16 (Quatro mil
seiscentos e oitenta e seis reais e dezesseis centavos) , uma vez que o mesmo não pagou totalmente a quantia devida . DADO E PASSADO
nesta cidade de Belém do São Francisco, Estado de Pernambuco, 14 de Abril de 2016 (dois mil e dezesseis) Eu,________________Cristiano
Veríssimo Queiroz Amaral, Matricula 18.6556-0, digitei e subscrevo.
EDITAL DE INTIMAÇÃO
Prazo do Edital:legal
Fica o(s) Acusado(a) ( s) JOSEVALDO NUNES DA SILVA Vulgo ‘‘Nicácio’’ , brasileiro(a), solteiro(a), profissão ***, ensino fundamental
incompleto, natural de Belém do São Francisco-PE, nascido em *** , filho de Antonio Gonçalves da silva e Irene Marcelino Nunes da Silva ,
Portador do RG nº *** , CPF *** , Residente na Rua Novo Horizonte, nº 45, bairro novo horizonte, Belém do São Francisco-PE , atualmente em
local incerto e não sabido, fica devidamente CITADO para que ofereça sua Resposta a Acusação , mediante advogado, no prazo de 15
(quinze) dias, Advertindo ao Acusado(a)(s) se não for apresentada a resposta no prazo acima, ser-lhe-á nomeado defensor dativo por este
Juízo. Observação: I) O réu poderá substituir o rol de testemunha por declaração de conduta do(s) denunciado(s), nos termos do provimento
38/2010 da CGJ; II) Deverá se manifestar acerca dos danos materiais causados à possível vítima, quando assim for verificado nos autos diante
da natureza de delito. DADO E PASSADO nesta cidade de Belém do São Francisco, Estado de Pernambuco, 14 de Abril de 2016 (dois mil e
dezesseis) Eu,________________Cristiano Veríssimo Queiroz Amaral, Matricula 18.6556-0, digitei e subscrevo.
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EDITAL DE INTIMAÇÃO
Processo nº : 0000895-17.2015.8.17.0250
Classe: Ação Penal - Procedimento Sumário
Expediente nº: 2016.0222.001450
Partes:
Acusado ANTÔNIO VIEIRA DO NASCIMENTO
Vítima CLEUZIDE EUFRÁSIO DA SILVA
Prazo do Edital:legal
Fica o(s) Acusado(a) ( s) ANTÕNIO VIEIRA DO NASCIMENTO Vulgo ‘‘***’’ , brasileiro(a), união estável, profissão Pedreiro, ensino fundamental
incompleto, natural de ***, nascido em 16.12.1964 , filho de Luiz Izidório do Nascimento e Evangelista Maria do Nascimento , Portador do RG
nº 38.865.660-8 SDS-PE , CPF nº *** , Residente na Rua Próximo Mercado Boca Rica, s/n, bairro novo horizonte, Belém do São Francisco-PE
, atualmente em local incerto e não sabido, fica devidamente CITADO para que ofereça sua Resposta a Acusação , mediante advogado,
no prazo de 15 (quinze) dias, Advertindo ao Acusado(a)(s) se não for apresentada a resposta no prazo acima, ser-lhe-á nomeado defensor
dativo por este Juízo. Observação: I) O réu poderá substituir o rol de testemunha por declaração de conduta do(s) denunciado(s), nos termos
do provimento 38/2010 da CGJ; II) Deverá se manifestar acerca dos danos materiais causados à possível vítima, quando assim for verificado nos
autos diante da natureza de delito. DADO E PASSADO nesta cidade de Belém do São Francisco, Estado de Pernambuco, 14 de Abril de 2016
(dois mil e dezesseis) Eu,________________Cristiano Veríssimo Queiroz Amaral, Matricula 18.6556-0, digitei e subscrevo.
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PAUTA DE AUDIÊNCIAS:
Ficam INTIMADOS os advogados abaixo indicados, das audiências designadas e dos despachos exarados nos autos dos processos a seguir
listados.
DESPACHO
Recebidos hoje.
II - Cite-se a parte Ré, para, querendo, no prazo de 15 dias , apresentar resposta à inicial, advertindo-a de que não
sendo contestada a ação, se presumirão aceitos pelo réu, como verdadeiros, os fatos articulados pelo autor (art. 285, segunda parte c/c art.
319, do CPC).
III – Designo audiência de conciliação para o dia 15/06/2016, às 09h00min, a ser realizado neste Fórum local, intimando-
se as partes.
IV – Não obtida a conciliação e havendo contestação , intime-se a parte autora, para, querendo, apresentar réplica à
contestação , no prazo de 10 dias , sob pena de preclusão, bem como, e, no mesmo prazo, intimem-se as partes para declinarem se pretendem
produzir outras provas, indicando-as e especificando sua finalidade, vedado o protesto genérico, sob pena de indeferimento , ADVERTINDO-
AS de que sua omissão importará em julgamento antecipado da lide (art. 330, I, do CPC) ;
V - Requerendo qualquer das partes a produção de prova oral em juízo, especifique a secretaria data e hora para
a audiência de instrução e julgamento , para depoimento pessoal das partes e a oitiva de testemunhas, que deverão comparecer
independente de intimação, salvo se a parte o requerer expressamente, depois de intimadas deste despacho, com no mínimo 10 dias
de antecedência da audiência, sob pena de preclusão , situação em que deverão ser intimadas pela secretaria ou expedida carta precatória
com o fim de ouvi-las, se residentes em outra comarca, ADVERTIDAS as partes de que sua ausência ou recusa em depor presumem-se
confessados os fatos contra ela alegados - pena de confissão (art. 343, § 2º, do CPC) ;
VI – Indefiro o pedido liminar, pois não entendo presentes o fumus boni iuris , bem como o periculum in mora , uma
vez que não há nos autos comprovação das alegações, tampouco ficou caracterizado de plano que a não concessão da liminar poderá causar
a parte dano irreparável ou de difícil reparação.
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
PROCESSO Nº 0000153-30.2013.8.17.0260
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DESPACHO
I – Designo audiência de conciliação para o dia 08/06/2016, às 09:45, a ser realizado neste Fórum local, intimando-
se as partes.
II – Não obtida a conciliação, intimem-se as partes para, para no prazo de 10 dias, declinarem se pretendem produzir outras
provas, indicando-as e especificando sua finalidade, vedado o protesto genérico, sob pena de indeferimento , ADVERTINDO-AS de que sua
omissão importará em julgamento antecipado da lide (art. 330, I, do CPC) ;
III - Requerendo qualquer das partes a produção de prova oral em juízo, especifique a secretaria data e hora para
a audiência de instrução e julgamento , para depoimento pessoal das partes e a oitiva de testemunhas, que deverão comparecer
independente de intimação, salvo se a parte o requerer expressamente, depois de intimadas deste despacho, com no mínimo 10 dias
de antecedência da audiência, sob pena de preclusão , situação em que deverão ser intimadas pela secretaria ou expedida carta precatória
com o fim de ouvi-las, se residentes em outra comarca, ADVERTIDAS as partes de que sua ausência ou recusa em depor presumem-se
confessados os fatos contra ela alegados - pena de confissão (art. 343, § 2º, do CPC) ;
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
PROCESSO Nº 0002444-71.2011.8.17.0260
DESPACHO
Recebidos hoje.
I - Designo audiência de conciliação para o dia 15/06/2016, às 09h30min, a ser realizado neste Fórum local, intimando-
se as partes.
II – Cite a Parte demandada, para, querendo, no prazo de 15 dias , apresentar resposta à inicial, advertindo-a de que não sendo contestada
a ação, se presumirão aceitos pelo(s) réu(s), como verdadeiros, os fatos articulados pela Parte autora (art. 285, segunda parte c/c art. 319,
do CPC), NO ENDEREÇO DE FLS. 20.
III – havendo contestação , intime-se a parte autora, para, querendo, apresentar réplica à contestação , no prazo de 10 dias , sob
pena de preclusão, bem como, e, no mesmo prazo, intimem-se as partes para declinarem se pretendem produzir outras provas, indicando-as e
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especificando sua finalidade, vedado o protesto genérico, sob pena de indeferimento , ADVERTINDO-AS de que sua omissão importará
em julgamento antecipado da lide (art. 330, I, do CPC) ;
IV - Requerendo qualquer das partes a produção de prova oral em juízo, especifique a secretaria data e hora para a audiência de instrução
e julgamento , para depoimento pessoal das partes e a oitiva de testemunhas, que deverão comparecer independente de intimação,
salvo se a parte o requerer expressamente, depois de intimadas deste despacho, com no mínimo 10 dias de antecedência da audiência,
sob pena de preclusão , situação em que deverão ser intimadas pela secretaria ou expedida carta precatória com o fim de ouvi-las, se residentes
em outra comarca, ADVERTIDAS as partes de que sua ausência ou recusa em depor presumem-se confessados os fatos contra ela
alegados (pena de confissão (art. 343, § 2º, do CPC) ;
DESPACHO
Recebidos hoje.
Verifico que a parte requerente não recolheu as custas, assim, intime-a para, no prazo de 10 dias , comprovar o pagamento
das referidas custas , sob pena de arquivamento do feito.
I - Cite-se a parte Ré, para, querendo, no prazo de 15 dias , apresentar resposta à inicial, advertindo-a de que não sendo
contestada a ação, se presumirão aceitos pelo réu, como verdadeiros, os fatos articulados pelo autor (art. 285, segunda parte c/c art. 319,
do CPC).
II – Designo audiência de conciliação para o dia 09/06/2016, às 10h00min, a ser realizado neste Fórum local, intimando-
se as partes.
III – Não obtida a conciliação e havendo contestação , intime-se a parte autora, para, querendo, apresentar réplica à
contestação , no prazo de 10 dias , sob pena de preclusão, bem como, e, no mesmo prazo, intimem-se as partes para declinarem se pretendem
produzir outras provas, indicando-as e especificando sua finalidade, vedado o protesto genérico, sob pena de indeferimento , ADVERTINDO-
AS de que sua omissão importará em julgamento antecipado da lide (art. 330, I, do CPC) ;
IV - Requerendo qualquer das partes a produção de prova oral em juízo, especifique a secretaria data e hora para
a audiência de instrução e julgamento , para depoimento pessoal das partes e a oitiva de testemunhas, que deverão comparecer
independente de intimação, salvo se a parte o requerer expressamente, depois de intimadas deste despacho, com no mínimo 10 dias
de antecedência da audiência, sob pena de preclusão , situação em que deverão ser intimadas pela secretaria ou expedida carta precatória
com o fim de ouvi-las, se residentes em outra comarca, ADVERTIDAS as partes de que sua ausência ou recusa em depor presumem-se
confessados os fatos contra ela alegados - pena de confissão (art. 343, § 2º, do CPC) ;
V – Tratando-se de relação de consumo, determino a inversão do ônus da prova, nos termos do art. 6º, VIII, do CDC ,
diante da patente vulnerabilidade da autora em relação à instituição ré, que detém em seu poder todos os meios provas para, eventualmente,
comprovar a relação jurídica;
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VI – O deferimento de pedido liminar antecipatório inaudita altera pars somente é cabível em casos excepcionais,
devidamente justificável, quando a espera pela resposta puder causar dano irreversível ou perigo de perda do objeto da ação, o que não é o
caso dos autos. Posto isso, reservo-me para apreciar o pedido liminar após a audiência de conciliação, hipótese em que, frustrada esta,
devem os autos voltar conclusos após o cumprimento do item IV .
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
DESPACHO
Recebidos hoje.
II - Designo audiência de conciliação para o dia 15/06/2016, às 09h45min, no Fórum local, nos moldes do art. 277 do CPC
(procedimento sumário), devendo ser intimadas as partes e seus advogados para o ato;
III - Renove-se o ato citatório no endereço indicado à (fl.22, “a”) , uma vez citada, a requerida poderá se fazer presente por
preposto com poderes especiais para transigir, advertindo-o que, não havendo conciliação, será ofertada na própria audiência resposta escrita ou
oral, acompanhada de documentos e rol de testemunhas e, se requerer perícia, formulará seus quesitos, desde logo, podendo indicar assistente
técnico. Advirta-se, ainda, que a ausência injustificada importará em revelia e confissão ficta (CPC, art. 277, § 2º);
IV– O deferimento de pedido liminar antecipatório inaudita altera pars somente é cabível em casos excepcionais,
devidamente justificável, quando a espera pela resposta puder causar dano irreversível ou perigo de perda do objeto da ação, o que não é o caso
dos autos. Posto isso, reservo-me para apreciar o pedido liminar após a resposta do réu.
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
UTILIZE-SE A PRESENTE COMO MANDADO, CONSIDERANDO-SE O(S) DESTINATÁRIO(S) CITADO(S), do seu inteiro
teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTA, dispensada a elaboração de qualquer outro expediente.
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DESPACHO
Recebidos hoje.
II - Designo audiência de conciliação para o dia 09/06/2016, às 09h45min, no Fórum local, nos moldes do art. 277 do CPC
(procedimento sumário), devendo ser intimadas as partes e seus advogados para o ato;
III - Cite-se a parte Requerida, a qual poderá se fazer presente por preposto com poderes especiais para transigir, advertindo-
o que, não havendo conciliação, será ofertada na própria audiência resposta escrita ou oral, acompanhada de documentos e rol de testemunhas
e, se requerer perícia, formulará seus quesitos, desde logo, podendo indicar assistente técnico. Advirta-se, ainda, que a ausência injustificada
importará em revelia e confissão ficta (CPC, art. 277, § 2º);
IV – Tratando-se de relação de consumo, determino a inversão do ônus da prova, nos termos do art. 6º, VIII, do CDC ,
diante da patente vulnerabilidade da autora em relação à instituição ré, que detém em seu poder todos os meios de prova para, eventualmente,
comprovar a relação jurídica;
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
UTILIZE-SE A PRESENTE COMO MANDADO, CONSIDERANDO-SE O(S) DESTINATÁRIO(S) CITADO(S), do seu inteiro
teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTA, dispensada a elaboração de qualquer outro expediente.
DESPACHO
Recebidos hoje.
II - Designo audiência de conciliação para o dia 09/06/2016, às 09h00min, no Fórum local, nos moldes do art. 277 do CPC
(procedimento sumário), devendo ser intimadas as partes e seus advogados para o ato;
III - Cite-se a parte Requerida, a qual poderá se fazer presente por preposto com poderes especiais para transigir, advertindo-
o que, não havendo conciliação, será ofertada na própria audiência resposta escrita ou oral, acompanhada de documentos e rol de testemunhas
e, se requerer perícia, formulará seus quesitos, desde logo, podendo indicar assistente técnico. Advirta-se, ainda, que a ausência injustificada
importará em revelia e confissão ficta (CPC, art. 277, § 2º);
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O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
UTILIZE-SE A PRESENTE COMO MANDADO, CONSIDERANDO-SE O(S) DESTINATÁRIO(S) CITADO(S), do seu inteiro
teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTA, dispensada a elaboração de qualquer outro expediente.
PROCESSO Nº 0001575-69.2015.8.17.0260
DESPACHO
I- Designo audiência de conciliação para o dia 09/06/2016, às 09h30, no Fórum local, nos moldes do art. 277 do CPC
(procedimento sumário), devendo ser intimadas as partes e seus advogados para o ato;
II - Cite-se a parte Requerida, por carta com ARMP, no endereço declinado às fls. 46, a qual poderá se fazer presente por
preposto com poderes especiais para transigir, advertindo-o que, não havendo conciliação, será ofertada na própria audiência resposta escrita ou
oral, acompanhada de documentos e rol de testemunhas e, se requerer perícia, formulará seus quesitos, desde logo, podendo indicar assistente
técnico. Advirta-se, ainda, que a ausência injustificada importará em revelia e confissão ficta (CPC, art. 277, § 2º);
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
DESPACHO
Recebidos hoje.
II - Designo audiência de conciliação para o dia 09/06/2016, às 10h15min, no Fórum local, nos moldes do art. 277 do CPC
(procedimento sumário), devendo ser intimadas as partes e seus advogados para o ato;
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
III - Cite-se a parte Requerida, a qual poderá se fazer presente por preposto com poderes especiais para transigir, advertindo-
o que, não havendo conciliação, será ofertada na própria audiência resposta escrita ou oral, acompanhada de documentos e rol de testemunhas
e, se requerer perícia, formulará seus quesitos, desde logo, podendo indicar assistente técnico. Advirta-se, ainda, que a ausência injustificada
importará em revelia e confissão ficta (CPC, art. 277, § 2º);
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
UTILIZE-SE A PRESENTE COMO MANDADO, CONSIDERANDO-SE O(S) DESTINATÁRIO(S) CITADO(S), do seu inteiro
teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTA, dispensada a elaboração de qualquer outro expediente.
DESPACHO
Recebidos hoje.
II - Designo audiência de conciliação para o dia 08/06/2016, às 10h15min, no Fórum local, nos moldes do art. 277 do CPC
(procedimento sumário), devendo ser intimadas as partes e seus advogados para o ato;
III - Cite-se a parte Requerida, a qual poderá se fazer presente por preposto com poderes especiais para transigir, advertindo-
o que, não havendo conciliação, será ofertada na própria audiência resposta escrita ou oral, acompanhada de documentos e rol de testemunhas
e, se requerer perícia, formulará seus quesitos, desde logo, podendo indicar assistente técnico. Advirta-se, ainda, que a ausência injustificada
importará em revelia e confissão ficta (CPC, art. 277, § 2º);
O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na forma do art.
162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88 .
UTILIZE-SE A PRESENTE COMO MANDADO, CONSIDERANDO-SE O(S) DESTINATÁRIO(S) CITADO(S), do seu inteiro
teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTA, dispensada a elaboração de qualquer outro expediente.
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
DESPACHO
Recebidos hoje.
I – Designo audiência de conciliação para o dia 08/06/2016, às 10h30min, a ser realizado neste Fórum local, intimando-
se as partes e seus advogados.
DESPACHO
Recebidos hoje.
I – Designo audiência de conciliação para o dia 09/06/2016, às 10h45min, a ser realizado neste Fórum local, intimando-
se as partes e seus advogados.
EDITAL DE CITAÇÃO
Prazo: 30 DIAS
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FAZ SABER aos que o presente edital virem, ou dele notícias tiverem e a quem interessar possa, que neste Juízo de Direito, situado à
PÇ João Torres Galindo, s/n - Tancredo Neves - Belo Jardim/PE, tramita a Ação de Usucapião, sob o nº 00001649-26.2015.8.17.0260 , requerido
por Maria Bernadete Farias Costa e José Oliveira Costa, do imóvel denominado “Sitio Olho D”ÁGUA do Tatu”, deste município, tendo
como confrontantes João Porfírio da Silva, José Alves da Silva irmão, Antonio Domingos e Lupércio, ficam CITADOS os réus que se encontrem
em lugar incerto e não sabido e os eventuais interessados, para que no prazo de quinze (15) dias, querendo, contestem a ação, sob pena de se
presumirem aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelos Autores na petição inicial (art. 285, c/c o art. 319, do CPC).
Advertência : Não sendo contestada a ação no prazo marcado, presumir-se-ão aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelo Autor na
petição inicial (art. 285, c/c o art. 319, do CPC).
E, para que chegue ao conhecimento de todos, partes e terceiros, eu, Valdson Aurélio Aguiar, o digitei e submeti à conferência e subscrição
da Chefia de Secretaria.
INTIMAÇÃO DE DESPACHO
DECISÃO
I – Intime-se a parte recorrida para apresentar contrarrazões ao recurso interposto, no prazo legal.
PROCESSO Nº 0001604-90.2013.8.17.0260
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DESPACHO
Defiro o pedido de fl. 164 itens ‘a’ e ‘b’, para a liberação da quantia incontroversa de fl. 125, devendo ser expedido alvará
nos percentuais especificados.
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I – Cite-se a parte requerida para oferecer resposta no prazo de 15 dias, sob pena de revelia. II – Indefiro o pedido de citação na pessoa do
sócio gerente apontado na inicial. Deve ser observado que o representante legal da massa falida é o síndico. Nesse sentido: APELAÇÃO
CÍVEL. NULIDADE DE ARREMATAÇÃO. PROCESSO ANULADO UMA PRIMEIRA VEZ DETERMINANDO-SE INCLUSÃO DA MASSA FALIDA
NO PÓLO PASSIVO. CITAÇÃO REALIZADA NA PESSOA DOS SÓCIOS. IRREGULARIDADE. FALÊNCIA. REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DA
MASSA NA PESSOA DO SÍNDICO. NULIDADE DESDE A CITAÇÃO. PROCESSO ANULADO. RECURSO PREJUDICADO. (TJ-PR - AC:
3629090 PR 0362909-0, Relator: Vicente Del Prete Misurelli, Data de Julgamento: 27/01/2010, 17ª Câmara Cível, Data de Publicação: DJ: 327)
APELAÇÃO CÍVEL. NULIDADE DE ARREMATAÇÃO. PROCESSO ANULADO UMA PRIMEIRA VEZ DETERMINANDO-SE INCLUSÃO DA
MASSA FALIDA NO PÓLO PASSIVO. CITAÇÃO REALIZADA NA PESSOA DOS SÓCIOS. IRREGULARIDADE. FALÊNCIA. REPRESENTAÇÃO
JUDICIAL DA MASSA NA PESSOA DO SÍNDICO. NULIDADE DESDE A CITAÇÃO. PROCESSO ANULADO. RECURSO PREJUDICADO. (TJ-
PR, Relator: Vicente Del Prete Misurelli, Data de Julgamento: 27/01/2010, 17ª Câmara Cível)
III – Com a resposta dê-se vista dos autos à parte autora para a réplica, esta no prazo de 10 dias . IV – Tudo feito, voltem conclusos. V –
Apensem-se aos autos do processo nº 22-85.1995.8.17.0260 . Belo Jardim/PE, 07 de maio de 2015. Orleide Rosélia Nascimento Silva, Juíza
de Direito em exercício cumulativo.
AÇÃO DE USUCAPIÃO
Processo nº:0001864-75.2010.8.17.0260
INTIMAÇÃO DE SENTENÇA
SENTENÇA
Vistos etc.,
Antônio Lúcio de Lira e Maria José da Silva Ferreira Lira, já qualificado, por advogada, ingressou com a presente Ação de Usucapião, visando à
aquisição da propriedade de “uma casa de mora construída de tijolos com telas, composta de sala de estar, 2 quartos, circulação, cozinha, BWC e
área livre, edificada em terreno próprio que mede quatro (4,00) metros de largura na frente e nos fundos, por quinze (15,00) metros de comprimento
de ambos os lados, situada na Rua Antonino Gonzaga,nº 23, bairro São Pedro, nesta cidade, confrontando-se: Lado direito (nascente), com
a casa nº 17 da Sra. Maria do Socorro Bezerra da Silva, Lado esquerdo (poente) com a casa nº 27 do Sr. Sebastião Alves Menezes, frente
(Sul), com o leiro da Rua Antonino Gonzaga e Fundos (Norte) com a casa nº 31 do Sr. José Bezerra da Silva. Alegam os requerentes que o
referido imóvel não se encontra matriculado no Registro Imobiliário desta Comarca. Finalmente, aduz a requerente que eles adquiriram o imóvel
em agosto de 2009, por compra feita a Josanias Lucas de Queiroz, que já possuía o imóvel desde o ano de 1989. Juntaram procurações e os
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documentos de fls. 7/10. Citados por mandado e por edital, os confrontantes e os interessados incertos, ausentes e desconhecidos não ofereceram
resposta, conforme certidão de fls. 42, tendo sido nomeado curadora especial aos interessados incertos e não sabidos, a qual se manifestou
pugnando pelo prosseguimento do feito (fls. 39V). As Fazendas Públicas não manifestaram interesse no feito (fls.19/20, 26/27, 30/31). Audiência
de instrução às fls. 39/39v. A representante do Ministério Público ofereceu promoção informando não ter interesse no processo eis que a causa
não versa sobre direitos que envolvam menores, incapazes, idosos ou ausentes (fls. 53/59). É o que importava relatar. Passo a fundamentar e
decidir. Compulsando-se os autos verifica-se que os requerentes detém a posse mansa e pacífica do imóvel usucapiendo somando-se com a
posse do antigo posseiro, há mais de vinte anos. A testemunha Antônio Sebastião de Queiroz, inquirida, afirmou: ANTÔNIO SEBASTIÃO DE
QUEIROZ , brasileiro, viúvo, pedreiro, portador do RG nº 1.519.048-SSP/PE, residente na Rua Antonio Branco, nº 08, São Pedro, nesta cidade.
Compromissado na forma da lei, às perguntas do juízo respondeu QUE: conhece os autores há cerca de dois anos; conhece o vendedor do
imóvel usucapiendo há mais de 20 (vinte) anos, pois residiu na Rua Antonino Gonzaga desde o ano de 1980, tendo se mudado no ano passado;
conheceu residindo no imóvel usucapiendo o bisavô do Sr. Josanias, o qual transferiu o imóvel para o bisneto (Josanias) no ano de 1989; tem
conhecimento que os autores adquiriram o imóvel no ano de 2009 ao Sr. Josanias, que já o possuía há mais de 20 (vinte) anos; as pessoas
sabem e não reclamam da posse do imóvel usucapiendo dos autores, tendo estes a posse mansa, pacifica e ininterrupta ao longo de 02 anos,
que somando-se á posse do vendedor perfaz um total de mais de vinte anos; não conhece nenhuma pessoa que reclame a posse do imóvel.
Sem mais perguntas. Sem perguntas do curador. (fl. 39)
A testemunha ROSIMERE MARIA DE LIMA CAVALCANTE asseverou: QUE a depoente conhece os autores há cerca de 02 (dois) anos
quando adquiriram o imóvel usucapiendo ao Sr. Josanias; a requerente residiu na Rua Antonino Gonzaga desde o ano de 1990, em frente ao
imóvel usucapiendo; que quando chegou a morar em frente ao imóvel usucapiendo conheceu o Sr. Josanias como proprietário; antes do Sr.
Josanias residir no imóvel objeto quem residia era o bisavô deste; tem conhecimento que os autores adquiriram o imóvel no ano de 2009 ao
Sr. Josanias, que já o possuía há mais de 20 (vinte) anos; as pessoas sabem e não reclamam da posse do imóvel usucapiendo dos autores,
tendo estes a posse mansa, pacifica e ininterrupta ao longo de 02 anos, que somando-se á posse do vendedor perfaz um total de mais de vinte
anos; não conhece nenhuma pessoa que reclame a posse do imóvel. Dada a palavra ao advogado dos autores e ao Curador de ausentes,
estes nada requereram. (fls. 39/39v)
Verifique-se, ainda, que os confinantes do imóvel foram citados pessoalmente e permaneceram inertes. Por outro lado, a requerente juntou
certidão negativa do Registro Imobiliário informando que o mencionado imóvel não é matriculado (fl. 10). Dessa forma, o pedido deve ser julgado
procedente, ante a presença dos requisitos legais aplicáveis à espécie. A propósito, dispõe o art. 1238 do Código Civil: aquele que, por 15
(quinze) anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé;
podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. E mais
adiante, arremata o parágrafo único do mesmo dispositivo: o prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a 10 (dez) anos se o possuidor houver
estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo. Isto posto, julgo procedente o pedido
para declaram por sentença em favor da requerente o domínio pelo usucapião do imóvel descrito e caracterizado na petição inicial, e, em
conseqüência, julgo extinto o processo com resolução do mérito, na forma do art. 269, inciso I, do Código de Processo Civil. Certificado
o trânsito em julgado, expeça-se mandado ao titular do Cartório do Registro de Imóveis desta Comarca para o necessário registro deste decisum,
uma vez satisfeitas as exigências fiscais previstas no art. 945 do Código de Processo Civil. Custas ex lege. Sem honorários. Publique-se, registre-
se e intime-se. Belo Jardim/PE, 13 de dezembro de 2015. Cristiano Henrique de Freitas Araújo, Juiz de Direito em exercício cumulativo.
INTIMAÇÃO DE SENTENÇA
SENTENÇA
Trata-se de Ação de Despejo cumulada com a cobrança de Aluguéis ajuizada por Maria de Lourdes da Silva, através de advogado, em face
do Município de Belo Jardim, ambos já qualificados na inicial. Alegou, em síntese, que formalizou um contrato de locação tendo como objeto o
imóvel situado na Travessa Coronel João Leite, Bairro do Bom conselho, Belo Jardim/PE e que se venceu em 31 de dezembro de 2010, sendo
renovado por mais três vezes, a primeira com início em 02 de janeiro de 2011, a segunda renovação com início em 02 de janeiro de 2012 e
término em 30 de junho de 2012 e a terceira com início em 1º de julho de 2012 e término em 31 de dezembro de 2012, no valor de R$ 130,00
(cento e trinta reais). Dentre as obrigações do contrato, ficaram estabelecidas que o Município de Belo Jardim arcaria com as despesas correntes
como água, luz, esgoto e o IPTU, além dos demais tributos que por ventura recaíssem sobre o imóvel. Alegou que o Município de Belo Jardim
se encontra inadimplente com o pagamento do aluguel do mês de dezembro de 2012, bem assim que não procedeu com a devolução do imóvel,
tornando o contrato de aluguel para a condição de prazo de locação indeterminado, e ainda se encontra inadimplente com as contas de energia
dos meses de dezembro de 2012, janeiro e fevereiro de 2013, informando que o fornecimento de energia do imóvel se encontra cortado, além
de também não haver pago o consumo de água com a COMPESA desde o início do contrato em 27 de janeiro de 2010, totalizando um débito
de R$ 3.890,25 (três mil novecentos e noventa reais e vinte e cinco centavos) o que resultou na inclusão do nome da autora na lista dos maus
pagadores. Requereu a indenização por danos morais em razão da inclusão na lista da SERASA em razão da atitude da demandada. Apresentou
planilha de cálculo do quantum debeatur , e fez os requerimentos de praxe. Juntou procuração e os documentos de fls. 06/25. Citado o Município
de Belo Jardim apresentou contestação (fls. 31/34) aduzindo que a autora não apresentou contrato de aluguel referente ao ano de 2013, mesmo
porque não foi celebrado nenhum contrato, nem mesmo qualquer acordo alusivo ao imóvel tratado nos presentes autos e em virtude disso não
reconhece os débitos de aluguel, ou de despesas correntes com a CELPE, COMPESA, levando-se em conta que os débitos acessórios seguem
o principal. Requereu a nomeação a autoria de Elisângela Silva Andrade uma vez ser a referida senhora a beneficiária do imóvel por utilizá-
lo como beneficiária do aluguel, considerando se tratar de um benefício eventual ofertado pelo Município de Belo Jardim àqueles munícipes
que perderam suas casas na enchente que assolou esta cidade no ano de 2009, bem assim para aqueles que se encontram em situação de
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vulnerabilidade. Dito benefício foi originado da Lei Municipal nº 2036/2013 que criou o projeto “Cuida de Mim”, visando atingir os cidadãos que se
encontrem em algumas daquelas situações, e não diretamente com o proprietário do imóvel. Informa ainda que tal prática não é mais utilizada
pela gestão iniciada em 2013. Alega ainda que Elisângela Silva Andrade recebeu rigorosamente o benefício, e que não há responsabilidade da
demandada por eventuais atos existentes entre a autora e a referida senhora. Alega que pelo fato de não estar usando o imóvel, não há de se
falar em desocupação já que nem é locatária nem posseira direta do mesmo. Ao final, fez os requerimentos de praxe. Juntou os documentos de
fls. 35/47. Réplica da autora apresentada à fl. 53, onde a autora alega a irregularidade da representação já que a contestação vem assinada por
procuradora do Município nomeada através de portaria o que não confere poderes para representar o Município, manteve os termos da inicial,
rebateu os argumento da peça defensiva e requereu o julgamento antecipado da lide. Após, vieram-me conclusos. É o breve relatório. Passo a
fundamentar e decidir. Com relação a nomeação a autoria, deve ser visto que apesar do Município fazer alusão ao imóvel estar sendo usado
pela Sra. Elisângela Silva de Andrade, inclusive juntando cópias de empenhos alusivos a possíveis pagamento que tenha recebido nos entre
janeiro/julho de 2013, nada prova que seria destinado a pagar as despesas com a locação do imóvel narrado na inicial, resumindo-se a tratar de
auxílio aos desabrigados da enchente e os meses que o pagamento se destina. Assim sendo, rejeito o pedido de nomeação à lide arguidas pela
parte ré, pois pela teoria da asserção o juiz deve analisar a demanda como ela se apresenta narrada na inicial, sem fazer investigação de outras
provas. Ora, havendo necessidade de ingressar na análise probatória para verificar as condições da ação já estará o juiz a ingressar no mérito
da demanda. Tem-se que entre as partes restou firmado um contrato de locação, iniciando-se em 27 de janeiro de 2010 até 31/12/2012, tendo
sido o aluguel convencionado para o ano de 2010 no valor de R$ 100,00, para os anos de 2011/2012 no valor de R$ 130,00, com vencimento
para o dia 30 de cada mês (fls. 8/19). Dos autos emergem que entre 01/2010 a 12/2012 o locatário não cuidou de adimplir as contas de água
dos seguintes meses: janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro de 2010; janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro de 2011;
janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro de 2012, além das faturas de energia de dezembro de 2012. Em razão dessa inadimplência da
fatura com a COMPESA alusiva ao mês de janeiro de 2010 (vencida em 28 de fevereiro de 2010) a demandante foi negativada junto a SERASA
conforme se depreende do documento de fl. 25
O primeiro e principal dever do locatário é o pagamento do aluguel convencionado no contrato. No presente caso, restou
evidenciado nos autos o inadimplemento do locatário, que não comprova a quitação do débito locatício referente ao valor do mês de dezembro
de 2012, informada pela autora, pois subsiste a responsabilidade do locatário pelo aluguel até a data da efetiva entrega do imóvel ao locador,
sendo irrelevante que tenha anteriormente desocupado o imóvel, o que era seu ônus nos termos do art. 333, II, do CPC. Por outro lado, quanto
ao valor emitido pela CELPE e pela COMPESA deve a demandada adimpli-los. Assim, não tendo o demandado provado a quitação dos meses
aluguel em atraso, inarredável se faz a procedência da ação. Com relação aos danos morais como a demandante não apresentou prova que dê
a real dimensão dos danos morais sofridos, não obstante os presumidos constrangimentos de ter ficado constrangido o nome inscrito no SPC,
o que por certo é razão suficiente para reparação a título de DANO MORAL, ficará a critério deste juízo estipular o valor reparatório. Conforme
Acórdão proferido pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, a “ indenização por dano moral objetiva compensar a dor moral sofrida pela
vítima, punir o ofensor e desestimular este e outros membros da sociedade a cometerem atos dessa natureza ”.
Feitas tais considerações passo ao exame dos fatos e das provas trazidas ao processo, de forma a saber se estão presentes os elementos
caracterizadores do dever de indenizar. Valorando a ilicitude cometida, vê-se que as conseqüências suportadas pela requerente excederam-se
do mero conceito de aborrecimento da vida cotidiana, de modo que sofreu abalo de ordem moral. Cumpre assinalar, por oportuno, que dano
moral indenizável encontra fundamento no Art. 5º, inciso X, da Constituição Federal, Art. 6º, inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor
e Art. 186 do Código Civil. Segundo Sílvio Venosa: “Dano moral é o prejuízo que afeta o ânimo psíquico, moral e intelectual da vítima. Nesse
campo, o prejuízo transita pelo imponderável, daí por que e aumentam as dificuldades de se estabelecer a justa recompensa pelo dano”.
Assim, diante de todo o exposto, os fatores a serem considerados no arbitramento da indenização do dano moral serão: o nível econômico e
a condição particular e social do ofendido, o porte econômico do ofensor, as condições em que se deu a ofensa, e, o grau de culpa ou dolo do
ofensor. Em relação à quantificação do dano moral deve-se considerar não só as condições econômicas do ofensor e do ofendido, mas o grau da
ofensa e suas conseqüências, para que não constitua, a reparação do dano, em fonte de enriquecimento ilícito para o ofendido, mas há de ser
suficientemente elevado para desencorajar novas agressões à honra alheia, além da extensão do dano e as suas repercussões, dentre outras,
sem se afastar, contudo, do seu caráter pedagógico no sentido de desestimular a pratica de ilícitos análogos.
DISPOSITIVO
Com fulcro no art. 269, I, do CPC, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos postulados na exordial, para determinar que o
Município desocupe imediatamente o imóvel situado na Travessa Coronel João Leite, nº 11, Bairro do Bom Conselho, Belo Jardim/
PE, caso ainda não tenha sido providenciado espontaneamente.
Condenar o requerido a pagar a requerente o valor referentes a 1 (um) mês de aluguel vencido dezembro de 2012, no valor de R$
130,00p, acrescidos de juros de mora incidentes na ordem de 1% ao mês (art. 406 do CC, c/c art. 161, § 1º, do CTN) a contar da citação
e correção monetária, pela tabela ENCOGE, com termo inicial a partir do vencimento de cada aluguel não pago.
Condenar o demandado a adimplir os valores da conta de energia alusiva ao mês de dezembro de 2012, no importe de R$ 46,23 (quarenta
e seis reais e vinte e três centavos) .
Condenar o demandado a adimplir os valores das contas de água alusivas aos meses janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro
de 2010; janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro de 2011; janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro de 2012 no total de
R$ 3.832,80 (três mil oitocentos e trinta dois reais e oitenta centavos) .
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Condenar o Município de Belo Jardim a pagar a demandante a importância de R$ 3.000,00 (três mil reais) a título de dano moral pelo fato
da autora ter sido negativada em razão da inadimplência da fatura de água vencida em 28 de fevereiro de 2010, acrescidos de juros de
mora de 1% ao mês, a contar da data do ilícito e que deverá sofrer correção monetária com base na tabela do ENCOGE, a contar desta
data (Súmula 362 do STJ);
JULGAR IMPROCEDENTES os pedidos alusivos ao pagamento de aluguel e despesas correntes dos meses de janeiro de 2013 em diante
ante a falta de comprovação de estar o município ocupando o imóvel.
O Requerido arcará com as custas processuais e honorários do patrono do Requerente que fixo, levando em conta o trabalho
realizado, em 15% sobre o valor atualizado da condenação (art. 20, § 3º, do CPC);
Para a hipótese de execução provisória, fica o Requerente dispensado de prestar caução, uma vez que a rescisão da locação funda-se em
falta de pagamento dos aluguéis convencionados (Lei 8.245/91, art. 64 c/c o art. 9º, inciso III). Desnecessária a intervenção ministerial (art. 82,
CPC). Certificado o trânsito em julgado, arquivem-se com as baixas necessárias. Publique-se, registre-se e intimem-se. Belo Jardim/PE, 18 de
novembro de 2015. Cristiano Henrique de Freitas Araújo, Juiz de Direito em exercício cumulativo.
INTIMADA DA SENTENÇA
SENTENÇA
Vistos, etc.
Trata-se de pedido de alvará, para liberação de quantia, ajuizada por MARIA VALDELICE LEITE, por advogado, visando o levantamento de
montante pecuniário, referente a valores retidos na conta corrente nº 8319-4, da agência nº 0721-8 do Banco do Brasil local, no valor de R$
1.406,03 em deixados por João Lima Leite e conta poupança nº 14527-0, da agência nº 0721-8 do Banco do Brasil local, no valor de R$ 292,20,
deixado por Maria Lima Leite, falecidos em 5 de setembro de 2013 e 10 de dezembro de 2005, respectivamente, conforme se depreende do
documento de fls. 9 e 10, respectivamente. Alegou que a descente direta da de cujus era irmã dos de cujus e que seus pais também já são
falecidos, conforme se depreende dos documentos de fl. 11/12 restando apenas a autora como sucessora. Juntou procuração e os documentos
de fls. 5/14. Informações do Banco do Brasil às fls. 22/23. Informações da Previdência Social às fls. 27. A representante do Ministério Público
ofereceu promoção informando não ter interesse no processo eis que a causa não versa sobre direitos que envolvam menores, incapazes, idosos
ou ausentes (fls. 36/38). Vieram-me os autos conclusos. É o que importava relatar.
Passo a fundamentar e decidir. Trata-se de pedido de liberação de quantia, fundamentado nos artigos 1º e 5º do Decreto de nº 85.845 de 26
de março de 1981, que regulamenta a Lei nº 6.858/80 in verbis : “Art. 1º - Os valores discriminados no parágrafo único deste artigo, não
recebidos em vida pelos respectivos titulares, serão pagos, em quotas iguais, aos seus dependentes habilitados na forma do artigo 2º. Parágrafo
único. O disposto neste Decreto aplica-se aos seguintes valores : II - quaisquer valores devidos, em razão de cargo ou emprego, pela União,
Estado, Distrito Federal, Territórios, Municípios e suas autarquias, aos respectivos servidores; V- saldos de contas bancárias, saldo de cadernetas
de poupança e saldos de contas de Fundos de Investimento, desde que não ultrapassem o valor de 500(quinhentas) Obrigações do Tesouro
Nacional e não existam, na sucessão outros bens sujeitos a inventário.
Art. 5º Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento das quotas de que trata o art. 1º deste Decreto os sucessores do titular previstos na
lei civil, indicados em alvará judicial, expedido a requerimento do interessado, independentemente de inventário ou arrolamento”. No
caso em tela, diante da inexistência de dependentes habilitados no órgão previdenciário, a sucessão da quantia postulada se dará na forma
da lei civil, tendo restado devidamente comprovada, por parte dos requerentes, a qualidade de filhos do extinto. Pelo exposto, e considerando
tudo o mais que dos autos consta, defiro o pedido, autorizando o levantamento, pela requerente, da importância não recebida em vida
pelos falecidos, retidos na conta corrente nº 8319-4, da agência nº 0721-8 do Banco do Brasil local no valor de no valor de R$ 1.406,03, e na
conta poupança nº 14527-0, da agência nº 0721-8 do Banco do Brasil local, no valor de no valor de R$ 292,20 em nome de João Lima Leite
e Maria Lima Leite, com as atualizações monetárias existentes. Certificado o trânsito em julgado expeça-se o competente alvará. Sem custas.
Sem honorários. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Cumpra-se. Ao final, arquive-se. Belo Jardim/PE, 13/11/2015. Cristiano Henrique de
Freitas Araújo, Juiz de Direito em exercício cumulativo.
BUSCA E APREENSÃO
Processo nº:0002276-35.2012.8.17.0260
Autor: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTO S/A
Advogado: HELENO LOPES DA SILVA OAB/PE 9.151.
Requerido: LUIZ FLAVIO VITORINO
INTIMAÇÃO DE SENTENÇA
SENTENÇA
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Vistos etc.,
BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS SA ingressou com a presente Ação de Busca e Apreensão em face de LUIZ FLAVIO VITORINO, ambos
já qualificados. Antes da citação da demandada, o autor requereu a desistência do feito, conforme se infere da petição de fls. 50. Em seguida,
vieram-me os autos. É o que importava relatar. Passo a fundamentar e decidir. Compulsando-se os autos, verifica-se a pretensão da parte autora
em desistir do processo (fls. 50). Tendo em vista que a suplicada não chegou a integrar a relação processual, desnecessária se faz a exigência
contida no art. 267, § 4º, do CPC.
Isto posto, homologo o pedido de desistência de fls. 50 e declaro extinto o processo sem resolução do mérito, nos moldes do art. 267, inciso
VIII, do Código de Processo Civil. Custas já satisfeitas. Sem honorários. Certificado o trânsito em julgado, arquivem-se, com baixa nos registros
de distribuição. Publique-se, registre-se e intimem-se. Belo Jardim/PE, 16/11/2015. Cristiano Henrique de Freitas Araújo, Juíza de Direito
em exercício cumulativo.
EXECUÇÃO DE ALIMENTOS
PROCESSO Nº 0005373-72.2014.8.17.0260
Exequente: L. B. DA S. S.
Exequente: L. B. DA S. S.
Representante: M. DE L. G. DA S. S.
Advogado: Bel. Gilvandro Estrela de Oliveira – OAB/PE nº 8724
Executado: G. A. DE S. F.
Intimação
ATO ORDINATÓRIO. Intimação do exequente para indicar novo endereço após citação frustrada Processo nº 0005373-72.2014.8.17.0260, Ação
de Execução de Alimentos. Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº
08/2009, publicado no DOPJ de 09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intime-se o exequente para, no prazo de dez dias, indicar
o novo endereço do executado, já que a primeira citação restou frustrada. Belo Jardim (PE), 14/04/2016. Washington de Oliveira Silva. Chefe
de Secretaria.
ALIMENTOS
PROCESSO Nº 0003000-68.2014.8.17.0260
Autor: W. E. L. B.
Representante: E. S. L.
Advogado: Bel. Heleno Lopes da Silva – OAB/PE nº 9151
Requerido: W. B. DA S.
Intimação
ATO ORDINATÓRIO. Intimação do requerente para esclarecer endereço, Processo nº 0003000-68.2014.8.17.0260, Ação de Alimentos. Em
cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009, publicado no DOPJ de
09/06/2009, e nos termos do art. 162, § 4º do CPC, intime-se o requerente para, no prazo de dez dias, atualizar o endereço fornecido às fls. 35.
Belo Jardim (PE), 14/04/2016. Washington de Oliveira Silva. Chefe de Secretaria.
PROCEDIMENTO SUMÁRIO
PROCESSO Nº 0001258-42.2013.8.17.0260
Requerente: INAJÁ FIGUEIRA DE BARROS CORREIA
Advogado: Bel. Sérgio José Galindo Oliveira – OAB/PE nº 18024
Advogada: Bela. Janira Bezerra Silva – OAB/PE nº 26569
Requerido: MUNICÍPIO DE BELO JARDIM, representado pelo Prefeito JOÃO MENDONÇA BEZERRA JATOBÁ
Procuradores: Dr. Ricardo Lopes Correia Guedes e Dr. Rafael Alves Nascimento
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Processo nº 0001258-42.2013.8.17.0260
Intimem-se, as partes, por seus advogados, para dizerem as provas que pretendem produzir, conforme ordenado na mesma decisão. Tudo feito
venham os autos conclusos. Belo jardim/PE, 10 de novembro de 2015. Cristiano Henrique de Freitas Araújo . Juiz de Direito em exercício
cumulativo.
PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
PROCESSO Nº 0004502-42.2014.8.17.0260
Requerente: ROMILDO JOSÉ PEREIRA
Advogado: Bel. Alexandre Ramalho Pessoa – OAB/PB nº 12.430
Requerido: MUNICÍPIO DE BELO JARDIM
Procurador: Dr. Rafael Alves Nascimento
Intimação do despacho de fls. 18, item 4
Intimem-se as partes para especificação de provas, no prazo de 5 (cinco) dias, desde que de forma pormenorizada, justificando sua pertinência,
sob pena de preclusão e julgamento conforme o estado do processo. Belo Jardim/PE, 12 de setembro de 2014. Hugo Vinícius Castro Jiménez.
Juiz de Direito.
INVENTÁRIO
PROCESSO Nº 0000049-38.2013.8.17.0260
Inventariante: ROSA MARIA DA SILVA
Advogada: Bela. Fernanda Maria Gusmão Danda Nogueira – OAB/PE nº 16435
Inventariado: JOSENILSON BARBOSA DA SILVA
Intimação do despacho de fls. 35
I – Intime-se a Inventariante, pessoalmente e por seu advogado, para, no prazo de 60 dias , dar prosseguimento ao feito, fornecendo
os meios necessários para a continuidade do processo, instruindo este e/ou apresentando requerimento compatível com o atual estágio do
processual, sob pena de remoção do encargo (art. 995, “II”, CPC). UTILIZE-SE, O PRESENTE COMO MANDADO, CONSIDERANDO-SE
O(S) DESTINATÁRIO(S) INTIMADO(S), do seu inteiro teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTE, dispensada a elaboração de qualquer outro
expediente. Belo Jardim/PE, 3 de novembro de 2015. Cristiano Henrique de Freitas Araújo. Juiz de Direito em exercício cumulativo.
Intime-se o exequente através de seu(sua)(s) procurador(a)(s)/advogado(a)(s) para se manifestar(em) a respeito da certidão de fls. 41v. Belo
Jardim/PE, 11 de maio de 2015. Orleide Rosélia Nascimento Silva . Juíza de Direito em exercício cumulativo.
PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
PROCESSO Nº 0000407-37.2012.8.17.0260
Requerente: JOSÉ ISAIAS DOS SANTOS
Advogado: Bel. Francisco de Assis Pinto – OAB/PE nº 25.238
Requerido: MUNICÍPIO DE BELO JARDIM
Procurador: Dr. Rafael Alves Nascimento
Intimação do despacho de fls. 61
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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016
Processo nº 0000407-37.2012.8.17.0260
Vistos etc. Diga a parte autora sobre a contestação apresentada nos autos em 10 (dez) dias. Empós, intimem-se as partes para especificação
de provas, no prazo de 5 (cinco) dias, desde que de forma pormenorizada, justificando sua pertinência, sob pena de preclusão e julgamento
conforme o estado do processo; O impulso necessário ao cumprimento do presente despacho deverá ser dado pelos próprios servidores, na
forma do art. 162, §4º, do CPC c/c art. 93, inciso XIV, CR/88; Após conclusos. Belo Jardim/PE, 10/11/2015. Cristiano Henrique de Freitas
Araújo. Juiz de Direito em exercício cumulativo.
INVENTÁRIO
PROCESSO Nº 0000812-10.2011.8.17.0260
Inventariante: ADRIANA MARIA SILVA DE BARROS
Inventariante: ADEMILTON JORGE DE BARROS
Advogado: Bel. Josival Miguel de Lima – OAB/PE nº 32038
Advogada: Bela. Elizabete Maria Gomes – OAB/PE nº 7940
Inventariado: FLORIANO JORGE DE BARROS
Intimação do despacho de fls. 29
I – Indefiro os pedidos de fl. 27, pois são providências que devem ser tomadas pela parte interessada, não servindo o Poder Judiciário
como órgão de investigação. II - Intime-se a Inventariante, pessoalmente e por seu(sua)(s) advogado(a)(s), para, no prazo de 60 dias , dar
prosseguimento ao feito, fornecendo os meios necessários para a continuidade do processo, instruindo este e/ou apresentando requerimento
compatível com o atual estágio do processual, sob pena de remoção do encargo (art. 995, “II”, CPC). UTILIZE-SE, O PRESENTE COMO
MANDADO, CONSIDERANDO-SE O(S) DESTINATÁRIO(S) INTIMADO(S), do seu inteiro teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTE, dispensada
a elaboração de qualquer outro expediente. Belo Jardim/PE, 3 de novembro de 2015. Cristiano Henrique de Freitas Araújo . Juiz de Direito
em exercício cumulativo.
ATO ORDINATÓRIO Intimação da requerente para indicar novo endereço após citação frustrada PROCESSO nº 0002520-32.2010.8.17.0260.
Ação de Procedimento Ordinário. Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco
nº 08/2009, publicado no DOPJ de 09/06/2009, e nos termos do art. 162,§ 4º do CPC, Intime-se o requerente para , no prazo de dez dias, indicar
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o novo endereço da requerida , já que a primeira citação restou frustrada . Belo Jardim ( PE ) 13/04/2016, Washington de Oliveira Silva. Chefe
de Secretaria.
Pelo presente, fica o advogado, intimado do itens “3” do despacho de fls. 26.
3. Empós, intimem-se as partes para especificação de provas, no prazo de 5 (cinco) dias, desde que de forma pormenorizada, justificando sua
pertinência, sob pena de preclusão e julgamento conforme o estado do processo;
Belo Jardim/PE, 15 de dezembro de 2014. Orleide Rosélia Nascimento Silva Juíza de Direito
AÇÃO DE GUARDA
PROCESSO Nº 0001804-97.2013.8.17.0260
Requerente: G. A. A. DE S
Requerente: P.R.G.S.DE S
Advogado: GILVANDRO ESTRELA DE OLIVEIRA – OAB/PE 8724
Requerido: A. G. M. A DE S.
Advogado: JOAB NUNES DOS SANTOS – OAB/PE 32.032
Pelo presente, ficam os advogados, intimados do final da Sentença de fls. 50.
AÇÃO DE GUARDA
PROCESSO Nº 0001669-17.2015.8.17.0260
Requerente L. T. DA S. C.
Advogado: CLEBSON LÚCIO DA SILVA – OAB/PE 38.529
Requerido: A. E. C.
ATO ORDINATÓRIO Intimação da requerente para indicar novo endereço após citação frustrada PROCESSO nº 0001669-17.2015.8.17.0260.
Ação de GUARDA. Em cumprimento ao disposto no Provimento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Pernambuco nº 08/2009,
publicado no DOPJ de 09/06/2009, e nos termos do art. 162,§ 4º do CPC, Intime-se o requerente para , no prazo de dez dias, indicar o novo
endereço do requerido , já que a primeira citação restou frustrada . Belo Jardim ( PE ) 13/04/2016, Washington de Oliveira Silva. Chefe de
Secretaria.
Intimação 14/04/2016
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AÇÃO DE ALIMENTOS
Processo nº:0002700-72.2015.8.17.0260
Autor: A.K.C. DA S.
Autor: A.K.C. DA S.
Autor: H.K.C. DA S.
Representante: C.B.C.
Advogado: CLEBSON LUCIO DA SILVA OAB/PE 38.529
Requerido: A.V. DA S.
INTIMAÇÃO DE SENTENÇA
SENTENÇA
Vistos etc.,
Antônio K. C. da S., A. K. C. da S., H. K. C. da S., representados por sua genitora C. B. C., por advogado, ingressaram com a presente ação de
alimentos em face de A. V. da S. todos já qualificados. Designada audiência de tentativa de conciliação, as partes celebraram o acordo constante
nos autos á fl. 27. Instado a se pronunciar, o representante do Ministério Público opinou favoravelmente à homologação da avença (fls. 30).
Em seguida, vieram-me os autos. É o que importava relatar. Passo a fundamentar e decidir. Compulsando-se os autos verifica-se que as partes
resolveram consensualmente o objeto da lide, conforme se depreende da avença de fls. 27. O acordo firmado pelas partes preenche os seus
requisitos legais e atende aos interesses da menor, beneficiária dos alimentos, de modo que merece ser o mesmo homologado. Isto posto e em
consonância com o parecer ministerial, HOMOLOGO, por sentença, o termo de acordo de fls. 27, para que produza os seus jurídicos e legais
efeitos, e, em conseqüência, julgo extinto o feito com o resolução do mérito, com fundamento no art. 269, inciso III, do Código de Processo Civil.
Sem custas, face à gratuidade da justiça. Publique-se, registre-se e intime-se. Dê-se ciência ao representante do Ministério Público. Certificado
o trânsito em julgado, arquive-se. Cumpra-se. Belo Jardim/PE 21 de janeiro de 2016. Cristiano Henrique de Freitas Araújo, Juiz de Direito
em exercício cumulativo.
Vista a advogada da parte requerida para apresentar as alegações finais. Dr. Cristiano Henrique de Freitas Araújo, em exercício cumulativo na
Segunda Vara da Comarca de Belo Jardim/PE.
AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE CRÉDITO DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO C/C REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS E
MATERIAIS COM PEDIDO LIMINAR DE TUTELA ANTECIPADA
Processo nº:00010693020148170260
Autor: JOSEFA MARIA DA SILVA
Advogado: LUIZ CARLOS MONTEIRO OAB/PE 34.912
Requerido: BANCO DO BRASIL
Advogado: RAFAEL SGANZERLA DURAND OAB/SP 211.648 e OAB/PA 16.637-A
INTIMAÇÃO
Recebidos hoje.
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I – Intime(m)-se o(s) executado(s), por seu(s) advogado(s) (REsp 1225890/GO, DJe 25/04/2013) , para que, no prazo de 15 dias , pague(m)
o valor da condenação, sob pena de incidência de multa no importe de 10% (dez por cento) do valor da condenação e penhora de bens (art.
475-J, CPC). II – Não paga a dívida no prazo legal, acrescente-se ao valor da condenação a multa acima referida, bem como penhorem-se
bens do(s) executado(s) tantos quantos bastarem para pagar a dívida atualizada, custas, juros e honorários de advogado, preferencialmente
pelos meios eletrônicos, seguindo a seguinte ordem:
a) BACENJUD, fazendo-se o bloqueio de todas as contas do demandado, até o limite do crédito, incluindo valores existentes ou que venham
a ser depositados no futuro;
b) RENAJUD ;
c) Frustrada a constrição pelos meios anteriores, expeça-se mandado de penhora e avaliação para os mesmos fins .
III - Não possuindo nos autos o nº do CPF/CNPJ da parte executada, intime-se a parte autora para fornecê-lo, no prazo de dez dias , ou a
qualificação completa da parte demandada, para permitir o uso do BACENJUD e RENAJUD, sob pena de extinção do processo. IV – Fixo os
honorários advocatícios em 10% sobre o valor da condenação, limitado o total a 20% somados o valor eventualmente arbitrado na ação de
conhecimento. VI – Havendo bloqueio de valores pelo BACENJUD , intimem-se as partes para se manifestarem no prazo de em 15 dias , sob
pena de preclusão, transferindo o referido valor para uma conta judicial a disposição deste juízo, caso não haja impugnação, expedindo alvará
em favor do(s) credor(es) e seu advogado, se for o caso, bem como no caso de pagamento espontâneo, Ademais, decreto o segredo de justiça
a partir da utilização do BACENJUD em razão da quebra do sigilo bancário, devendo ser identificado na capa do processo. VI – Se houver
restrição de veículo(s) pelo RENAJUD , intimem-se as partes para se manifestarem no prazo de 15 dias , sob pena de preclusão, expedindo-
se, em seguida, o mandado de Penhora e Avaliação do referido bem, caso não tenha havido impugnação. VII – não sendo o veículo acima
descrito encontrado nos endereços existentes nos autos, intime- se a Parte Executada, por seu advogado ou, caso não o tenha, pessoalmente,
para, no prazo de 05 (cinco) dias, indicar onde está o veiculo descrito acima, bem como indicar outros bens passíveis de penhora (art. 653,
§ 3º c/c art. 600, ambos do CPC) , sob pena de lhe ser aplicada multa de até 20% (vinte por cento) sobre o valor atualizado da execução
(art. 601, do CPC). VIII – Não havendo constrição alguma de bens pelos meios acima utilizados ou sendo infrutífera a tentativa de
intimação , intime-se o exequente, por seu advogado, para em 30 dias, dar prosseguimento na execução indicando bens e onde se possa
encontrá-los, sob pena de extinção da execução. IX – Após a quitação do débito, seja de forma espontânea ou coercitiva, façam-se os autos
conclusos para a sentença de extinção ( art. 794, do CPC) . X – Deverá a secretaria do Juízo consignar na intimação os valores mencionados
à fl. 131 dos presentes autos. Intimações e expedientes necessários. UTILIZE-SE O PRESENTE COMO MANDADO, CONSIDERANDO-SE
O(S) DESTINATÁRIO(S) INTIMADO(S), do seu inteiro teor , PELO SÓ RECEBIMENTO DESTE, dispensada a elaboração de qualquer outro
expediente. Belo Jardim/PE, 1º de março de 2016. Cristiano Henrique de Freitas Araújo, Juiz de Direito em exercício cumulativo.
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA
SENTENÇA
Vistos, etc.
Trata-se de Ação de Execução de Alimentos, proposta por J. A. dos S. N. e outros, representados por sua genitora , em face de J. A. dos S.,
ambos já qualificados. Ordenada a intimação da autora para por intermédio de seu advogado esta foi feita através do DJe (fl. 58) e a tentativa de
intimação pessoal da autora parta atender a determinação emanada nos autos restaram frustradas, tendo o Sr. Oficial de Justiça encarregado
da diligência certificou que não localizou a pessoa da representante legal dos exequentes em vista da mesma se encontrar em local incerto e
desconhecido (fl. 60v). Com vistas dos autos o Ministério Publico pugnou pela extinção do presente feito em virtude do abandono da causa,(fl.
65). É o relatório. Passo a fundamentar e decidir. Frustrada a tentativa de intimação pessoa para que a representante legal dos exequentes desse
impulso ao feito, esta restou frustrada em vista do abandono do processo,. Dentre as hipóteses de extinção do feito sem resolução do mérito,
acha-se a previsão de quando, por não promover os atos e diligências que lhe competir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta)
dias (CPC, art. 267, inciso III). É o caso dos autos. Pelo exposto, nos termos da legislação mencionada, julgo extinto o feito sem julgamento
do mérito, para que produza os seus jurídicos e legais efeitos. Custas já satisfeitas. Sem honorários. Após, o trânsito em julgado, arquivem-se
com as cautelas legais. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Belo Jardim/PE, 15/12/2015. Cristiano Henrique de Freitas Araújo, Juiz de
Direito em exercício cumulativo.
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INTIMAÇÃO DE SENTENÇA
SENTENÇA
Vistos, etc.
Trata-se de ação cautelar de busca e apreensão, promovida pelo Banco Bradesco S/A – BRADESCO, tendo por objeto a apreensão de 02
conjuntos de compressores, modelos N320SUD e N250SUD, respectivamente, adquiridos através do Contrato de Abertura de Crédito Fixo, com
Garantia de Alienação Fiduciária de nº 0605058-1. A Secretaria desta Vara Civil informou por certidão anexa que foi decretada a falência da
devedora, por sentença proferida às 14:00 horas do dia 22.07.1998, à fls. 142 a 144 (1ª volume), dos autos de nº 8.657/95. Acontece que o
AUTOR promoveu o Pedido de Restituição nº 378/98, tendo por objeto a restituição dos bens acima descritos, com fundamento no artigo 76,
do Decreto-Lei nº 7.661, de 21 de junho de 1945. ANTE O EXPOSTO, julgo, por Sentença, extinta a presente ação cautelar, sem julgamento
de mérito, com fundamento no artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil. P. I. e Registre-se. Belo Jardim, 12 de dezembro de 2005.
Marcyrajara Maria Góis de Arruda, JUÍZA DE DIREITO.
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Bezerros - 1ª Vara
EDITAL DE INTIMAÇÃO
EXPEDIENTE nº: 2016.0877.001330
AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CONTRATO E PEDIDO LIMINAR DE SUSPENSÃO DE DESCONTO C/C INDENIZAÇÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS Nº : 0002301-80.2015.8.17.0280
REQUERENTE: CLAUDECY BASÍLIO DA SILVA.
ADVOGADO: BEL. JOSÉ FERNANDO MARIANO DE ARAÚJO – OAB/PE Nº 19.602.
DEMANDA