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Aula Prática - Anatomia Vegetal - Aluno

Este documento fornece instruções para aulas práticas de anatomia vegetal no Instituto Federal do Espírito Santo. Ele inclui informações sobre materiais necessários, técnicas para preparação e corte de amostras vegetais, e orientações gerais para o trabalho no laboratório.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Aula Prática - Anatomia Vegetal - Aluno

Este documento fornece instruções para aulas práticas de anatomia vegetal no Instituto Federal do Espírito Santo. Ele inclui informações sobre materiais necessários, técnicas para preparação e corte de amostras vegetais, e orientações gerais para o trabalho no laboratório.
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INSTITUTO FEDERAL DO ESPIRITO SANTO

ANATOMIA VEGETAL
AULAS PRÁTICAS
Profa. Maria Tereza Ferreira de Morais

2017

Aulas praticas de anatomia de raiz, caule, folha, flor, fruto e sementes.


Práticas de Anatomia Vegetal - Instituto Federal de Educação – Campus Itapina
Professora: Maria Tereza Ferreira de Morais

Para melhor aproveitamento das aulas práticas, recomenda-se adotar as


seguintes normas:

1. Comparecer pontualmente, munido dos materiais relacionados abaixo;


2. Ler cuidadosamente o exercício antes de sua execução;
3. Dividir o trabalho equitativamente com o(s) companheiro(s) do grupo;
4. Usar apenas o material necessário, evitando desperdícios e danos;
5. Antes de retirar-se, limpar o balcão de trabalho, lavar a vidraria e coloca-
las em local adequado.

Material de uso pessoal:

 Jaleco;
 1(um) estiletes de ponta reta (pode ser feito com agulhas de seringas
descartáveis),
 1 pinça de ponta fina,
 Giletes novas,
 Lápis de cor, lápis ou lapiseira 2b e borracha.

Preparação do material

Para uma boa observação ao microscópico o material deve ser o mais


transparente possível ou pelo menos, translúcido.
As secções podem ser feitas a mão livre, usando-se lâminas de barbear
(gilete) ou para estudos mais refinados, utilizando-se aparelhos especiais, os
micrótomos.

Tipos de corte: no estudo de determinado órgão vegetal é indispensável à


utilização de cortes realizados em diferentes posições e em diferentes planos. Os
mais comuns são:

Cortes transversais: feitos num plano perpendicular ao maior eixo do órgão;

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Cortes longitudinais: feitos num plano paralelo ao maior eixo do órgão;

Fig. 1: Demonstração da realização de um corte paradérmico da face adaxial da folha de


Costus spicatus conhecida popularmente como Cana de macaco.
Fonte: Arquivo pessoal.
Cortes paradérmicos: cortes superficiais, feitos num plano paralelo à
superfície do órgão, sendo utilizados principalmente no estudo de órgãos laminares.
Técnicas para obtenção de cortes a mão livre

Para a obtenção de bons cortes (suficientemente finos) há necessidade de


prática, porém, seguindo-se algumas regras básicas o principiante poderá obter
bons resultados:

 Sempre utilizar lâminas de barbear (gilete) novas;


 Antes de iniciar os cortes, tornar plana a superfície da peça a ser cortada;
 Molhar a gilete e o material, antes de cortar;
 Se o material for resistente, prendê-lo entre o polegar e o indicador, na
orientação desejada, fazendo a gilete deslizar suave e continuamente sobre a
superfície do material, sem aprofundar, para a obtenção de cortes finos;
 Materiais delicados ou muito pequenos necessitam de um suporte para que
possam ser cortados. Pode-se utilizar: pedaços de cenoura, medula de embaúba,
girassol ou sabugueiro e cilindros de cortiça ou de isopor.
 Fazer grande número de cortes, colocando-os em um vidro de relógio ou placa
de Petri contendo água e, a seguir selecionar os mais finos;

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 Transferir os cortes selecionados para a lâmina, utilizando um pincel fino, e


colocar a lamínula num ângulo aproximadamente de 45º graus, para evitar a
formação de bolhas de ar;
 Na realização de cortes paradérmicos, prender o material (geralmente folha)
sobre o dedo indicador, firmando-o com os dedos polegar e médio, e realizar um
corte superficial. Pode-se também fazer uma incisão pouco aprofundada e puxar
com uma pinça;
 Para seccionar folhas largas, pode-se dobrá-las várias vezes, conseguindo-se
assim, grande número de cortes de uma só vez.
Para observação ao microscópio, os cortes devem ser colocados entre lâmina
e lamínula, imersos em líquido de montagem.

Técnicas de preparação de material

Para preparar material em lâminas é bom, sempre que possível, utilizar


plantas frescas, i.e., recém-coletadas, pois nestas observa-se melhor o conteúdo
célular, além de ser de manuseio mais fácil. Caso não haja, pode-se utilizar também
material seco de herbário ou fixado. Para os estudos histológicos é mais conveniente
fixar o material por meios químicos.
1. Material fresco: deve ser trazido ao laboratório em sacos plásticos fechados,
realizando-se os cortes em seguida, sem qualquer preparo prévio;
2. Material fixado: deve ser removido do vidro, com pinça e lavado em água
corrente, por meia hora, antes de ser manuseado;
3. Material herborizado: o material seco de herbário para ser utilizado em estudos
anatômicos, deve ser fervido em água por 5 a 15 minutos. Para facilitar a penetração
da água, pode-se adicionar algumas gotas de detergente. Após o resfriamento, o
material pode ser fixado.

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Introdução a histologia vegetal

O que move a ciência é a curiosidade do ser humano. Dentre inúmeras descobertas, o


microscópio, merece nosso destaque porque foi este aparelho que permitiu aumentar a
imagem de pequenos objetos. Essa invenção ocorreu, em 1591, graças aos holandeses
Hans Janssen e seu filho Zacarias, fabricantes de óculos. No seu oficio eles ampliavam as
imagens e observavam objetos muito pequenos por meio de duas lentes de vidro montadas
nas extremidades de um tubo. Posteriormente, o holandês Antonie van Leewenhoek
construiu microscópios de apenas uma lente, pequena e quase esférica, entre duas placas
de cobre, aperfeiçoando o instrumento. Ele foi o primeiro a utilizar o microscópio visando o
entendimento da natureza e por isso estudou materiais como água estagnada, embriões de
plantas, sangue, esperma e visualizou micro-organismos. Com essas descobertas, Robert
Hooke foi encarregado de construir um microscópio ainda mais poderoso. Ele desenvolveu
um aparelho com duas lentes ajustadas nas extremidades de um tubo de metal. E por
possuir duas lentes, a ocular e a objetiva, ficou conhecido como microscópio composto.
Com isso, novas pesquisas foram realizadas e a tecnologia aprimorada. Atualmente, os
aparelhos utilizados nos laboratórios de biologia de escolas e universidades são, na maioria,
microscópios ópticos ou fotônicos, que utilizam luz. Eles possuem dois conjuntos de lentes
de vidro ou de cristal, e geralmente fornecem ampliações de 100 a 1000 vezes. A luz,
projetada através do objeto em observação, atravessa as lentes da objetiva e chega ao olho
do observador. Utiliza-se então um micrômetro e um macrômetro para focalizar o objeto
fracionado na lâmina estudada e o charriot para efetuar a varredura, que é a visualização
dos diferentes campos de uma lâmina. Para a melhor utilização do microscópio, diversas
técnicas foram formalizadas e inovações foram feitas. Corantes, fixadores, micrótomo,
esfregaço, esmagamento. Há também os microscópios eletrônicos, que permitem o estudo
mais detalhado da estrutura interna da célula, podendo proporcionar aumentos de 5 mil e
100 mil vezes. No microscópio eletrônico de transmissão há, em vez de luz, um feixe de
elétrons que atravessa o material biológico, produzindo a imagem. Já o microscópio
eletrônico de varredura por meio também de elétrons, estuda-se detalhes de superfícies de
objetos sólidos.

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Como trabalhar com o microscópio (revisão)

Em primeiro lugar é essencial que você conheça as partes ópticas e mecânicas dos microscópios:

Mantenha o microscópio livre de poeira, vapores ácidos e do contato com reagentes. Para mantê-lo seco, cubra
com capa de flanela, pois evita o pó e a multiplicação de fungos
- Não manusear o equipamento com as mãos sujas ou molhadas.
- Jamais comer ou beber no laboratório.
- Na remoção do equipamento, segure-o firmemente com uma das mãos no braço e outra na base, ou com as
duas no braço, a depender do modelo. Coloque-o bem apoiado sobre a mesa de trabalho de superfície plana,
evitando qualquer movimentação brusca. Nunca desloque o aparelho com a lâmpada acesa ou logo após ter sido
apagada. (Técnico de laboratório)
- Muita atenção é necessária quando se observa a preparação em meio líquido, pois há sempre o risco de molhar
a lente frontal da objetiva; portanto o conselho é retirar o excesso de líquido com papel de filtro, antes de colocar
a lâmina sobre a platina; em de acidente, enxugar imediatamente com papel absorvente macio.
- Na observação de uma preparação, inicie sempre pela objetiva de menor aumento; para focalizar com aquelas
de 20 ou 40 vezes, proceda da seguinte forma: à Escolha uma estrutura na preparação, mova a lâmina até que o
objeto fique exatamente no centro do campo, em seguida mude para a objetiva de maior aumento, olhando por
fora para evitar o choque com a lamínula. Olhar pela ocular e abaixar o tubo ou elevar a platina com o
macrométrico muito lentamente; assim que a imagem aparecer, mesmo confusa, parar e completar a focalização
com o micrométrico.
- Observe a luz • Use a graduação para que possa enxergar o contraste entre as estruturas. • Quanto menos
intensidade luminosa- melhor a visualização dos detalhes. • Ao terminar o uso- lembre-se de tirar a lâmina e
guardá-la, abaixar a mesa ou platina, voltar o revolver para a ocular de menor aumento, desligar a luz, enrolar o
fio e cobrir o microscópio. • Se a lente de maior aumento (100x) foi utilizada- deve ser limpa usando um lenço
de papel.

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Relatório deve conter:

1 INTRODUÇÃO

Instrumento utilizado para ampliar, através de uma série de lentes, estruturas impossíveis de serem observadas a
olho nu. Constituído por uma parte mecânica, que serve de suporte, e uma parte óptica, que é constituída por três
sistemas de lentes: condensador, objetiva e ocular. A ampliação total dada por um microscópio é igual ao
aumento da objetiva multiplicado pelo aumento da ocular.

2 OBJETIVOS
 Identificar componentes das partes mecânica e óptica do microscópio óptico.

. 3 MATERIAIS
 Microscópio óptico
 Lâminas  Lamínulas

4 METODOLOGIA
 Identificar componentes da parte mecânica e óptica do microscópio.
 Colocar em uma lâmina preparada
 Focalizar no aumento de 10x. Mexer o “charriot” para esquerda e para direita, para frente e para trás. Focalizar
nas objetivas de maior aumento

5 OBSERVAÇÃO
 Identifica e colorir os componentes da parte mecânica e óptica do microscópio:

6 DISCUSSÃO / Coclusão

 O que foi observado no microscópio?


 Em qual situação é mais conveniente utilizar o aumento de 10x, e em qual é melhor utilizar o de 40x?

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AULA PRÁTICA 1: CÉLULA VEGETAL

Bulbo de Allium cepa (cebola). Faça cortes paradérmicos bem finos de uma das
túnicas do bulbo, em sua face interna (epiderme adaxial). Monte alguns cortes em
água e observe. Substitua a água, lugol, safranina, azul de metileno. Desenhe
uma das células no maior aumento. Qual a forma das células? Quais componentes
celulares são possíveis observar nesta preparação? Existe vantagem no uso de
corante? Desenhar as estrutura visualizadas na lamina, e não esquecer de colocar o aumento por
fora do campo.
1)

400X X400

Agua Lugol

Safranina Azul de metileno

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2) Destaque a epiderme inferior (abaxial) de Tradeschantia sp, monte em água e


observe. Desenhe uma célula no maior aumento. Qual a diferença em relação à
célula da cebola? Quais as estruturas comuns?

3) Folha de Sansevieria sp (espada de São Jorge). Faça cortes transversais, monte


alguns em azul de metileno e deixe corar. Enquanto isto observe as células
epidérmicas em outros cortes montados em água. Compare os cortes com e sem
corante e desenhe algumas células epidérmicas. Que nome recebe esta
modificação da parede celular? Essa modificação ocorre igualmente em todas as
faces das células?

Sem corante Com corante

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4) Faça cortes paradérmico da epiderme abaxial de Tradeschantia sp coloque-a em


solução sacarose a 10%, espere 5’ e observe. O que ocorre com a célula? Por
que a coloração do suco celular torna-se mais intensa?

Sem sacarose Com Sacarose

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AULA PRÁTICA. 2. PLASTOS E SUBSTÂNCIAS ERGÁSTICAS

Produtos do metabolismo celular. Podem ser material de reserva ou produtos


descartados pelo metabolismo da célula. Encontradas na parede celular e nos
vacúolos, além de outros componentes protoplasmáticos. As mais conhecidas são:
amido, celulose, corpos de proteína, lipídios, cristais de oxalato de cálcio (drusas,
ráfides, etc.), cristais de carbonato de cálcio (cistólitos) e de sílica (estruturas
retangulares, cônicas, etc.).

1) Algas de água doce. Monte uma lâmina com algas, observe e desenhe uma das
células no maior aumento. Substitua a água por lugol e observe novamente.

Com água
Com Lugol

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2) Daucus carota (cenoura). Monte cortes longitudinais em solução de sacarose 5%.


Observe os plastos e desenhe alguns no maior aumento.

3) Faça cortes paradérmico bem finos na periferia do tubérculo de Solanum


tuberosum (Solanaceae, batata inglesa) e monte em água. Observe e desenhe
alguns grãos de amido simples, compostos e semi-compostos. Substitua a água
por lugol e observe. Também há pequenos cristalóides cúbicos de proteínas nas
células que ficam logo abaixo da região suberificada do tubérculo.

Com água Com Lugol

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4) Semente de Phaseolus vulgares (Leg-Fabacea, feijão). Abra a semente


longitudinalmente, raspe o cotilédone com a gilete e monte em água. Observe e
desenhe.

5) Látex de Euphorbia splendens (Euphorbiaceae coroa de cristo). Corte uma folha


ou extremidade de ramo e deixe pingar uma gota de látex sobre a lâmina.
Adicione 1 gota de lugol, cubra com lamínula e observe os grãos de amido.

6) Endosperma de Ricinus communis (Euphorbiaceae, mamona). Faça cortes


transversais bem finos do endosperma e monte diretamente em glicerina.
Observe no maior aumento e desenhe alguns grãos de aleurona. Coloque lugol

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e observe também reserva de óleo. Por que não usamos água como meio de
montagem?

Com glicerina Com Lugol

7) Agave americana (Agavaceae). Faça cortes longitudinais da folha, monte em


água sanitária, observe e esquematize célula contendo cristal.

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8) Observe e esquematize o cistólito (Ficus sp- figo) e ráfides (Dieffenbachia picta-


comigo ninguém pode) nas lâminas permanentes.

Figo Comigo ninguém pode

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AULA PRÁTICA 3: EPIDERME, TRICOMAS.

1) Caule de Cucurbita pepo (abóbora). Faça cortes transversais e pingue 1 gota de


floroglucina(1% de 1,3,5 trihidroxibenzol). Espere 1’ e em seguida pingue uma
gota de HCl(36,5 a 38%) concentrado. Monte em água e observe as células que
aparecem coradas. O que indica o teste de floroglucinol?

2) Caule de Pelargonium sp (gerânio). Faça cortes transversais e monte alguns em


Lugol. Enquanto isto observe outros cortes em água. Desenhe algumas células
da periferia do corte, cujas paredes são suberificadas. Por que a cutina e a
suberina apresentam a mesma coloração quando tratadas com Lugol?

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3) Faça cortes transversais no caule do boldo (Lamiaceae). Monte alguns cortes em


água e outros em Sudan IV. Que tipo de tricoma aparece?

4) Faça cortes paradérmicos da folha de Hibiscus (papoula) e monte em água.


Observe e esquematize os tricomas presentes.

5) Faça cortes paradérmicos da folha de Tillandsia (Bromeliaceae) e observe as


escamas.

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AULA PRÁTICA 4: ESTÔMATOS

1. Faça cortes paradérmicos da face abaxial dos materiais abaixo relacionados e


monte em água. Esquematize e classifique os estômatos.
a) Folha de Allium cepa (cebola).
b) Folha de Ricinus communis (mamona) ou café (Coffea arabica)
c) Folha de Bryophyllum sp (folha da fortuna) ou espirradeira (Nerium oleander)
d) Folha de Dianthus sp (cravo) ou Transdechantia sp
e) Folha de gramínea - Zea mays (milho)

Cebola Café

Fortuna Cravo

Gramínea

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AULA PRÁTICA 5: PARÊNQUIMA

1) Faça cortes transversais bem finos da folha de Mangifera indica (manga), monte
em água e desenhe. Quais as formas e arranjos das células do mesofilo?

2) Faça cortes transversais bem finos da folha de Pinus sp (pinheiro), monte em


água e desenhe. Quais as formas e arranjos das células do mesofilo?

3) Pecíolo de Eichornia crassipes (aguapé). Faça cortes transversais, monte em


água com detergente e desenhe. Qual o tipo de parênquima presente? Observar
lamina preparada.

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4) Faça cortes transversais da folha de babosa (Aloe vera). Observe e desenhe o


parênquima incolor. Que tipo de parênquima é este?

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AULA PRÁTICA. - 6. COLÊNQUIMA, ESCLERÊNQUIMA.

1) Raspe a polpa de Pyrus malus (maçã) com gilete. Monte em floroglucina espere
1 min e pingue 1 gota de HCl. Observe e desenhe. Que tipo de célula de
esclerênquima é esta?

2) Faça cortes transversais e longitudinais do caule de Cucurbita pepo (pepino).


(Neste exercício serão montadas 2 lâminas).
Lâmina 1: monte os cortes em água e observe. Substitua a água por azul de
toluidina e desenhe algumas células de colênquima. Que tipo de colênquima é este?
Lâmina 2: monte os cortes em 1 gota de floroglucina e depois de alguns minuto,
pingue 1 gota de HCl. Observe e desenhe o esclerênquima. Que tipo de célula de
esclerênquima é esta?

Lamina 1 Lamina 2

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3) Faça cortes transversais da folha de Nerium oleander (espirradeira) na região da


nervura principal e monte em água. Substitua a água por azul de toluidina e
observe. Que tipo de colênquima é este? Qual a diferença na constituição
química das paredes das células com esclerênquima e com colênquima?

Água

Azul de metileno

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AULA PRÁTICA 7: FEIXES VASCULARES

1. Caule de Cucurbita pepo (abóbora). Faça cortes transversais e longitudinais


(bem finos) d caule. Monte em água. Corar com azul de metileno. Tente
diferenciar proto e metaxilema. Observar também o floema, este ocorre em
ambos os lados do xilema. Esquematize. Que tipo de feixe é este?

2. Rizoma de Sansevieria sp.(espada de São Jorge) Faça cortes transversais do


caule e monte em azul de metileno. Com cuidado, pingue uma gota de HCl,
coloque a lamínula e observe. Localize e esquematize o feixe vascular,
observando a posição do xilema e do floema. Que tipo de feixe é este?

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3. Raque de Nephrolepis sp (samambaia). Faça cortes transversais e monte em


água. Coloque uma gota de safranina. Esquematize o feixe vascular,
observando a posição do xilema e floema. Que tipo de feixe é este?

4. Caule de Cordyline sp. (dracena-vermelha). Faça cortes transversais do caule


e monte em água. Coloque uma gota de safranina e observe. Localize e
esquematize os feixes vasculares, observando a posição do xilema e floema.
Que tipo de feixe é este?

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5. Caule de Begonia sp. Faça cortes transversais do caule e monte em água.


Coloque uma gota de safranina e observe. Localize e esquematize os feixes
vasculares, observando a posição do xilema e floema. Que tipo de feixe é
este?

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AULA PRÁTICA 8: RAIZ – MORFOLOGIA

1. Observe a variação morfológica das raízes, desenhe cada uma delas e preencha
o quadro anexo.

Planta Tipo Característica principal


Gramínea
Phyllanthus niruri (quebra-
pedra)
Daucus carota (cenoura)
Eichornia crassipes (aguapé)
Raphanus sativus
Ficus sp (hera)

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AULA PRÁTICA 9: RAIZ – ANATOMIA

1. Raiz de Phaseolus vulgaris (feijão). Faça cortes transversais da raiz e monte


em água. Core com azul de metileno. Observe e esquematize os tecidos presentes.

2. Raiz de orquídea. Faça cortes transversais da raiz e monte em


água. Core com Lugol. Observe e esquematize os tipos de tecidos presentes.
Qual tipo de epiderme possui? Qual a função do velame?

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3. Raiz de Wedelia sp (bem-me-quer). Faça cortes transversais da raiz e monte


em água. Core com safranina diluída. Observe e esquematize os tecidos
presentes.

4. Qual o aspecto do câmbio? É possível visualizar o córtex? Quais diferenças


na estrutura de raiz primária e secundária?

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AULA PRÁTICA 10: CAULE - MORFOLOGIA

1. Observe e esquematize os diversos tipos de caule, preenchendo o quadro


abaixo:

Planta Tipo de caule Característica principal


Saccharum sp
Opuntia sp
Sansevieria sp
Solanum sp
Allium sp
Allium sp
Passiflora sp
Citrus sp
Rosa sp

AULA PRÁTICA 11 - CAULE - ANATOMIA

1 Faça cortes transversais do caule jovem de Coleus sp (coração magoado) e


monte em água. Pingue algumas gotas de lugol e observe novamente.
Esquematize.

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2. Faça cortes transversais do caule velho de Coleus sp e monte em água. Coloque


algumas gotas de safranina diluída e observe. Esquematize.

3. Faça cortes transversais do caule de Cordyline, monte em água, observe e


esquematize.
Cite duas diferenças básicas entre o crescimento secundário de Coleus
(dicotiledônea) e Cordyline (monocotiledônea).

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AULA 12: FOLHA - MORFOLOGIA, FILOTAXIA.

Observe os diferentes tipos de folhas apresentadas e preencha o quadro abaixo


Planta Simples/Composta Forma ápice base margem venação

Calcule o índice filotáxico para as seguintes plantas


Planta filotaxia Índice filotáxico Ângulo Número
divergência ortósticas
Nerium oleander
Hibiscus sp
Allamanda sp

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AULA 13: FOLHA: ANATOMIA

1. Faça cortes transversais da folha de Hemerocallis sp, monte em água e


esquematize.

2. Faça cortes transversais da folha de Citrus sp, monte em água e esquematize.


Compare a organização histológica das duas folhas e enumere suas diferenças.

AULA 14: FLOR - MORFOLOGIA

Observe as flores apresentadas e preencha o quadro abaixo

( ) cíclica ( ) acíclica
( ) completa ( ) incompleta
( ) pedunculada ( ) séssil

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Curso de Agronomia/ LICA – Ifes – campus Itapina Data:____/____/____
Práticas de Anatomia Vegetal - Instituto Federal de Educação – Campus Itapina
Professora: Maria Tereza Ferreira de Morais

AULA PRÁTICA15: ESTRUTURAS SECRETORAS

1) Folha de Ricinus communis(mamona). Monte em água cortes transversal do


pecíolo na região mediana do nectário extrafloral. Observe e esquematize.

2) Inflorescência de Euphorbia pulcherrima (bico de papagaio). Observe


macroscopicamente os nectários extraflorais lobados, localizados no invólucro
que reveste a inflorescência. Esquematize.

3) Folha de Citrus sp (laranja). Monte em água cortes transversal da folha. Localize


uma cavidade secretora e esquematize. Coloque Sudan IV e observe. Que tipo
de cavidade secretora aparece? Qual o conteúdo da cavidade?

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Curso de Agronomia/ LICA – Ifes – campus Itapina Data:____/____/____

Common questions

Com tecnologia de IA

Corants and fixatives play crucial roles in enhancing microscopic observations by adding contrast and preserving structural details. Corants, like Lugol and safranina, stain specific structures or components within the cell, increasing the visibility under a microscope, which is essential for differentiating between different cell types and their structures . Fixatives, on the other hand, help preserve biological tissues by preventing decay and structural changes, thus maintaining the integrity of cells and tissues during microscopic examination . Together, these techniques enhance the clarity and accuracy of microscopic evaluations .

Starting with the lowest magnification is important because it allows users to easily locate the area of interest within the specimen without risking damage to the slide or microscope. With lower magnification, the field of view is wider, making it simpler to move the specimen into position. Once centered, users can switch to higher magnifications for more detailed observations . This step-by-step approach minimizes the risk of the objective lens colliding with the slide, especially when transitioning to higher power objectives .

Proper maintenance of a microscope requires following key principles, such as keeping it free from dust, acidic vapors, and contact with reagents by using a flannel cover. Hands should be clean and dry during handling to avoid contamination or corrosion. Microscopes should be moved cautiously, supporting them by holding both the arm and base firmly, and should always be placed on a stable surface to prevent damage . Additionally, ensuring lenses are dry and free from residue after usage by using soft filter paper is essential for preventing optical impairments .

Optical microscopes, such as the ones used in educational settings, use visible light and glass lenses to magnify specimens up to 1000 times, particularly useful for studies that require observation of living cells or tissue samples . In contrast, electron microscopes use beams of electrons for magnification, allowing them to provide significantly higher resolutions and magnifications—up to 100,000 times—enabling detailed views of the internal structure of cells. Electron microscopes are divided into transmission electron microscopes, which view internal structures, and scanning electron microscopes, which study the surface of solid objects . These functionalities make electron microscopes essential for detailed structural and molecular biology studies, while optical microscopes remain valuable for less detailed, but more straightforward and dynamic observations .

The compound microscope, developed by Robert Hooke, significantly enhanced scientific research as it used two lenses for greater magnification and clarity compared to earlier single-lens microscopes. This advancement allowed scientists to conduct more detailed observations of microorganisms and cellular structures, leading to profound discoveries in biology and other scientific fields . The enhanced magnification capabilities expanded the range of study beyond what was possible with initial microscopes, enabling more precise investigations into biological tissues and microscopic life .

Antonie van Leeuwenhoek's modifications to the microscope were historically significant as they provided the first detailed observations of microorganisms, including bacteria and protozoa, thereby opening a new field of microbiology . His innovations, which included the crafting of high-quality lenses, enabled the visualization of living structures that were previously unseen, fundamentally altering the scientific understanding of the microscopic world and contributing to fields like cellular biology and infectious disease research .

Fresh plant materials are advantageous for microscopy studies as they better preserve cellular content and are easier to handle compared to herborized or fixed materials. Specifically, freshly collected materials allow for clearer observation of cellular structures, such as chloroplasts and organelles, which may not be as visible in dried or chemically fixed specimens . However, herborized or fixed samples can be useful when fresh samples are unavailable, though they may require additional processing such as boiling or chemical softening .

Sudan IV is a lipid-soluble dye that aids in the observation of plant structures by staining lipophilic substances, such as oils and fats, within plant cells. When applied to microscope slides, it provides a distinct color contrast that highlights these structures, making it easier to study cellular components like lipid storages or cuticles in plant tissues . The differential staining offered by Sudan IV reveals structural details that are otherwise difficult to distinguish, helping in the analysis of plant physiology and cell composition .

Careful handling of biological specimens is critical in microscopy to maintain the integrity and viability of cells and tissues. Improper techniques, such as rough manipulation or excessive pressure, can damage delicate structures, leading to inaccurate observations and potentially misleading conclusions . Additionally, contamination during handling can introduce artifacts or unwanted variables, complicating the interpretation of microscopic results. Correct handling ensures that specimens are representative of true physiological conditions, crucial for reliable scientific analysis and research .

Removing excess liquid from a microscopic slide before placement on the microscope stage is recommended to prevent the liquid from spilling onto the lens and other parts of the microscope. Excess moisture can damage sensitive components like the objective lenses and affect the quality of the image by causing glare or refraction issues. Using a piece of filter paper to lightly dab the slide helps absorb excess liquid without disturbing the specimen preparation .

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