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PROFESSORES: VÍTOR CRUZ E RODRIGO DUARTE

Aula 2

Fala Pessoal... prontos para continuarmos?


Hoje vamos dar início aos estudos sobre a Teoria Geral dos Direitos
Fundamentais e a primeira parte dos Direitos e Garantias
Fundamentais em espécie, temas que seguramente são os mais
cobrados em concursos públicos, por este motivo veremos cada
detalhe da Constituição com inserções necessárias para que você
tenha um bom rendimento na prova.
Vamos nessa!!!

Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais


Mas afinal, qual a diferença entre direitos e garantias?
Mas qual a diferença entre direitos e garantias?

Diz-se que direito é uma faculdade de agir, exercer, fazer ou deixar


de fazer algo, uma liberdade positiva. As garantias não se referem às
ações, mas sim às proteções que as pessoas possuem frente ao
Estado ou mesmo frente às demais pessoas. Diz-se que as garantias
são proteções para que se possa exercer um direito1.
José Afonso da Silva faz o delineamento da diferença com uma frase
exaustivamente usada pelas bancas de concurso: "Em suma (...) os
direitos são bens e vantagens conferidos pela norma, enquanto as
garantias são os meios destinados a fazer valer esses direitos, são
instrumentos pelos quais se asseguram o exercício e o gozo daqueles
bens e vantagens"2.

1. (CESPE/ MPU/ 2010) Considerando que os direitos sejam


bens e vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias
sejam os instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, a
garantia do contraditório e da ampla defesa ocorre nos processos
judiciais de natureza criminal de forma exclusiva.
Comentários:
A consideração inicial da questão está correta: direitos são bens e
vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias são os
instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, é isso que
importa neste momento. A questão erra ao dizer que a garantia do

1
CRUZ, Vítor. Vou Ter que Estudar Direito Constitucional! E Agora? São Paulo: Método. 2011. Pg. 30.
2
Silva, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros. pg. 412.
1
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contraditório e da ampla defesa ocorre nos processos judiciais de
natureza criminal de forma exclusiva. Veremos que o contraditório e
a ampla defesa (CF, art. 5º, LV) são garantias asseguradas em
qualquer processo judicial ou administrativo.
Gabarito: Errado.

2. (CESPE/Contador-AGU/2010) Embora se saliente, nas


garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a
direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na
faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de
outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais
adequados a essa finalidade.
Comentários:
É isso aí... Essa é uma questão doutrinária. Nos mostra o papel das
garantias constitucionais: “exigir dos poderes públicos a proteção de
outros direitos (... e) reconhecimento dos meios processuais
adequados a essa finalidade”.
Gabarito: Correto.

3. (CAIPIMES/Advogado SP Turismo/2007 - Adaptada) Os


direitos são bens e vantagens conferidos pela norma.
Comentários:
Isso aí, essa é a definição doutrinária.
Gabarito: Correto.

4. (CAIPIMES/Advogado SP Turismo/2007 - Adaptada) As


garantias nem sempre são os meios destinados a fazer valer os
direitos constitucionais.
Comentários:
Erra a questão, pois vai contra a definição doutrinária de "garantia", a
qual seria "os meios e instrumentos que asseguram o exercício dos
direitos".
Gabarito: Errado.

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e


Garantias Fundamentais?
A Constituição Federal de 1988 estabeleceu cinco espécies de direitos
e garantias fundamentais:
• 1ª - direitos e deveres individuais e coletivos (CF, art. 5º);
2
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• 2ª - direitos sociais (CF, art. 6º ao 11);
• 3ª - direitos de nacionalidade (CF, art. 12 e 13);
• 4ª - direitos políticos (CF, art. 14 a 16); e
• 5ª - direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos
políticos (CF, art. 17).

Importante ainda é salientar que esses direitos e garantias não se


constituem em uma relação fechada, exaustiva, mas em um rol
exemplificativo, aberto para novas conquistas e reconhecimentos
futuros.
Art. 5º, § 2º - Os direitos e garantias expressos nesta
Constituição não excluem outros decorrentes do regime e
dos princípios por ela adotados, ou dos tratados
internacionais em que a República Federativa do Brasil seja
parte.
Por este motivo a doutrina faz a seguinte classificação:
Direitos Formalmente Fundamentais São todos Direitos
Fundamentais que se encontram arrolados do art. 5º ao art. 17 da
Constituição. A Constituição expressamente estabeleceu tais
direitos sob o título de “Direitos Fundamentais”.
Direitos Materialmente Fundamentais São os Direitos que,
independentemente de onde estão elencados, possuem conteúdo
de direito fundamental, protegendo os particulares contra o arbítrio
do Estado. Exemplo: as limitações ao poder de tributar do art. 150
da Constituição.

5. (FCC/EPP-BA/2004) A classificação adotada pelo legislador


constituinte de 1988 estabeleceu como espécies do gênero direitos
fundamentais tão-somente os direitos:
a) individuais e coletivos.
b) individuais, coletivos e sociais.
c) individuais, coletivos, sociais, de nacionalidade, políticos e
relacionados à existência, organização e participação em partidos
políticos.
d) sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência,
organização e participação em partidos políticos.
e) individuais, sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à
existência, organização e participação em partidos políticos.
Comentários:

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A doutrina costuma dizer que os direitos fundamentais podem ser de
5 tipos: 1- Direitos e deveres individuais e coletivos; 2- Direitos
Sociais; 3- Direitos da Nacionalidade; 4- Direitos Políticos; e 5-
Direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos.
A questão pegou estes tipos e desmembrou ainda mais. Se
observarmos calmamente todas as assertivas, veremos que a correta
então é a letra C, já que a letra E esqueceu dos direitos coletivos.
Gabarito: Letra C.

6. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal


compreende os direitos fundamentais como sendo os direitos
individuais e os direitos coletivos previstos no artigo 5o, excluindo
dessa categoria os direitos sociais e os direitos políticos.
Comentários:
Não só os direitos sociais e os políticos, mas também os direitos da
nacionalidade e o do funcionamento e existência dos partidos políticos
podem ser elencados como direitos fundamentais segundo a CF/88.
Gabarito: Errado.

7. (FCC/ PGE-SP/2009) Os direitos e garantias expressos na


Constituição Federal:
a) constituem um rol taxativo.
b) não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela
adotados, entre os quais o Estado Democrático de Direito e o
princípio da dignidade humana.
c) não excluem outros decorrentes do Estado Democrático de Direito
e do princípio da dignidade humana, mas a ampliação deve ser
formalmente reconhecida por autoridade judicial no exercício do
controle de constitucionalidade.
d) não excluem outros decorrentes do Estado Democrático de Direito
e do princípio da dignidade humana, mas a ampliação deve ser
formalmente reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar
arguição de descumprimento de preceito fundamental.
e) somente podem ser ampliados por força de Tratado Internacional
de Direitos Humanos aprovado em cada Casa do Congresso Nacional,
em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros.
Comentários:
A relação não é taxativa, mas, sim um rol aberto, exemplificativo, já
que a própria Constituição estabelece em seu art. 5º §2º, que os
direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
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tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja
parte.
Gabarito: Letra B.

8. (FCC/EPP-SP/2009) Em matéria de direitos e garantias


fundamentais, a Constituição de 5 de outubro de 1988
a) estabelece um amplo, porém taxativo, rol de direitos públicos
subjetivos.
b) demonstrou acentuada preocupação com a efetividade de suas
disposições.
c) pouco inovou em relação às Constituições brasileiras anteriores.
d) manteve-se atrelada ao padrão liberal clássico, refratário aos
direitos fundamentais de cunho prestacional.
e) é de inspiração socialista, dependendo a plena fruição dos direitos
que consagra da planificação total da economia.
Comentários:
Letra A - Errada. O rol é aberto, exemplificativo.
Letra B - Correto, por isso previu expressamente que as normas
definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação
imediata.
Letra C - Errada. A carta de 1988 marca a restauração da democracia
no Brasil após longos anos de ditadura militar, desta forma, teve-se
efetiva preocupação em estabelecer um amplo rol de direitos e
garantias fundamentais e assegurar a sua efetividade.
Letra D - Errada. O padrão liberal clássico é a previsão somente das
liberdades individuais (direitos de primeira dimensão). A CF/88 previu
os direitos de segunda e terceira dimensão.
Letra E - Errada. A Constituição é claramente capitalista, apoiada em
princípios como a livre iniciativa e a livre concorrência.
Gabarito: Letra B.

9. (FCC/ BACEN/2006- Adaptada) No que tange aos direitos e


garantias individuais, a Constituição Federal apresenta um rol não
taxativo, tendo em vista, sobretudo, o regime e os princípios por ela
adotados e os compromissos decorrentes de tratados internacionais
(Certo ou Errado).
Comentários:
Taí de novo... é uma questão clássica.
Gabarito: Correto.
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• Interdependência - Pode ser empregada em dois sentidos:
1º - Em um primeiro momento levaria à noção de
indivisibilidade, já que a garantia de um direito fundamental
dependeria da garantia conjunta de outro direito fundamental
(exemplo: não se pode querer garantir os direitos sociais, sem
garantir os direitos econômicos);
2º - Em uma segunda acepção também é lembrada como a
relação que deve existir entre as normas (sejam elas
constitucionais ou infraconstitucionais) e os direitos
fundamentais, de forma que as primeiras (normas
constitucionais e infraconstitucionais) devem traçar os
caminhos para que efetivamente se concretizem tais direitos.

11. (FCC/TCE-MG/2007 - Adaptada) Os direitos fundamentais


são absolutos, não sendo suscetíveis de limitação no seu exercício.
Comentários:
Eles são relativos e não absolutos.
Gabarito: Errado.

12. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal deu


enorme relevância aos direitos fundamentais, assegurando-os de
maneira quase absoluta, mas certas conturbações sociais podem
desencadear a necessidade de supressão temporária de certos
direitos no atendimento do interesse do Estado e das instituições
democráticas.
Comentários:
Isso aí, não se pode admitir que os direitos fundamentais sejam
absolutos, pois existem limites ao seu exercício. A questão fala ainda
em "necessidade de supressão temporária". Essa supressão
temporária de alguns direitos é expressamente admitida pela
Constituição nas hipóteses de Estado de Sítio e de Defesa (CF, art.
135 e 136), quando poderão ser suspensos direitos como a liberdade
de reunião e sigilo de comunicações para que não prejudiquem o
objetivo de restaurar a ordem pública.
Gabarito: Correto.

13. (FCC/APOFP-SEFAZ-SP/2010 - Adaptada) As pessoas


jurídicas, por serem distintas das pessoas físicas, têm direito a
indenização por danos materiais, mas não por danos morais.
Comentários:

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passa a pensar no interesse público explicitamente para fazer frente à
ofensa à coisa pública, como o nepotismo, a corrupção, bem como às
políticas de Estado que, a pretexto de se caracterizarem como
públicas, na verdade podem atender a interesses particulares
indefensáveis.
Comentários:
Isso aí, tratam-se de direitos de terceira dimensão. O homem
pensando em sociedade e agindo contra as políticas chamadas de
"patrimonialistas".
Gabarito: Correto.

24. (FCC/Analista TRT 9/2004) Os direitos fundamentais são


também classificados em três gerações. Os de primeira, segunda e
terceira gerações correspondem, respectivamente, aos direitos:
a) à democracia ou ao pluralismo; de fraternidade ou de
solidariedade; e de liberdade ou de defesa.
b) de liberdade ou de defesa; de prestação por parte do Estado ou
sociais; e de fraternidade ou de solidariedade.
c) de prestação por parte do Estado ou sociais; à democracia ou à
informação; e de liberdade ou de defesa.
d) de fraternidade ou de solidariedade; de liberdade ou de defesa; e
à igualdade material ou à isonomia.

e) à informação ou ao pluralismo; de fraternidade ou de


solidariedade; e de prestação por parte do Estado ou econômicos.
Comentários:
A resposta dispensa muitas divagações. Claramente é a letra B!
Gabarito: Letra B.

25. (FCC/ PGE-PE/2004) Em ocorrendo colisão de direitos


fundamentais consagrados por normas constitucionais de eficácia
plena, não sujeitos, portanto, a restrições legais, o intérprete
constitucional poderá adotar, para solução de caso concreto, o
princípio da:
a) ponderação de interesses.
b) interpretação adequadora.
c) congruência.
d) relativização dos direitos fundamentais.
e) interpretação conforme a Constituição.

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Comentários:
O princípio seria da harmonização ou concordância prática, ou ainda
ponderação de interesses, de forma a descobrir no caso concreto qual
irá prevalecer.
Gabarito: Letra A

DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS APLICÁVEIS AOS DIREITOS


FUNDAMENTAIS EM GERAL:
O art. 5º da Constituição nos traz 4 parágrafos com disposições
aplicáveis aos direitos fundamentais. Sabemos, pelo §2º deste art.
5º, que os direitos e garantias expressos na Constituição não
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República
Federativa do Brasil seja parte. Agora vamos estudar os outros 3
parágrafos:

Sobre as normas dos direitos e garantias fundamentais:


Art. 5º § 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias
fundamentais têm aplicação imediata.

Este dispositivo mostra a preocupação com a efetividade dos direitos


e garantias fundamentais. O que ele quer dizer na verdade, Vítor?
Quer dizer que "em regra" devemos aplicar imediatamente todos dos
direitos e garantias, não ficando parados, sentados, dormindo,
esperando que venha uma lei para regulamentá-los.
Pode haver regulamentação legal? Sim, mas esta não é essencial
para a sua efetividade quando for possível aplicar desde logo o
direito.
Isso não quer dizer que as normas ali sejam todas de eficácia plena.
Na verdade, trata-se apenas um apelo para que se busque
efetivamente aplicá-las e assim não sejam frustrados os anseios da
sociedade.

26. (FCC/ Técnico-TRT-8/ 2013) As normas definidoras dos


direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
Comentários:
Correto, de acordo com o §1º do art. 5º.
Gabarito: Correto.

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27. (FCC/Técnico-TRE-PI/2009) As normas definidoras dos
direitos e garantias fundamentais não têm aplicação imediata,
submetendo- se à regulamentação legislativa.
Comentários:
Isso contraria o disposto no art. 5º, §1º da Constituição.
Gabarito: Errado.

28. (FCC/Analista - TRT 15ª/2009) As normas definidoras dos


direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
Comentários:
Correto. É a literalidade da Constituição Federal em seu art. 5º §1º.
Ressalta-se, porém, que esta disposição é somente um apelo para
que o Poder Público busque efetivamente concretizar tais normas.
Não podemos dizer que pela simples previsão de que elas tenham
aplicação imediata, algumas normas venham a ser efetivamente
passíveis de aplicação, nem que tais normas constituam, em sua
totalidade, normas de eficácia plena.

Tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos:


§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos
humanos que forem aprovados, em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos
votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais. (Incluído pela EC 45/04)
A EC 45/04 abriu a possibilidade de ampliar a relação dos direitos
fundamentais de status constitucional através da aprovação de
tratados internacionais pelo mesmo rito de emendas constitucionais.
Vamos entender melhor isso:
• A regra é que os tratados internacionais são equivalentes às
leis ordinárias.
• A exceção é essa acima - eles vão estar equiparados às
Emendas Constitucionais caso cumpram estes requisitos
acima, ou seja, versem sobre direitos humanos e o decreto
legislativo relativo a ele seja aprovado pelo mesmo rito
exigido para as emendas à Constituição.
• Ainda que não aprovados pelo rito das Emendas, se versarem
sobre direitos humanos, o STF entende que possuem
“supralegalidade” podendo revogar leis anteriores e devendo
ser observados pelas leis futuras. É assim, por exemplo, que
vigora em nosso ordenamento o "Pacto de San Jose da Costa
Rica" - status acima das leis e abaixo da Constituição.
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• Lembrando que (CF, art. 49, I e 84, VII) cabe ao Congresso
Nacional – por meio de Decreto Legislativo – resolver
definitivamente sobre tratados internacionais (seja sobre
direitos humanos ou não), referendando-os e, após isso, estes
passarão a integrar o ordenamento jurídico nacional entrando
em vigor após a edição de um decreto presidencial.

Esquematizando, um tratado pode adquirir 3 status


hierárquicos:
1- Regra: Status de lei ordinária. Caso seja um tratado que não
verse sobre direitos humanos.
2- Exceção 1: Status Supralegal. Caso seja um tratado sobre
direitos humanos não votado pelo rito de emendas constitucionais,
mas pelo rito ordinário;
3- Exceção 2: Status constitucional. Caso seja um tratado sobre
direitos humanos votado pelo rito de emendas constitucionais (3/5
dos votos, em 2 turnos de votação em cada Casa). Essa possibilidade
só passou a existir com a EC 45/04.

Mais observações:
• Com base neste parágrafo, vigora com força de Emenda
Constitucional o Decreto Legislativo nº 186/08 que ratificou o
texto da convenção sobre os direitos das pessoas com
deficiência e de seu protocolo facultativo, assinados em Nova
Iorque, em 30 de março de 2007.
• Não precisa necessariamente ser direito individual, perceba que
a norma fala direitos humanos.
• Segundo o STF, como os tratados internacionais são
equiparados às leis ordinárias, não podem versar matéria
sob reserva constitucional de lei complementar, pois em
tal situação, a própria Carta Política subordina o tratamento
legislativo de determinado tema ao exclusivo domínio nor-
mativo da Lei Complementar.

29. (FCC/Técnico Judiciário – Área Administrativa/2012) Os


tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que
forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, por dois quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais.
Comentários:
Para que alcancem esse status precisam de 3/5 dos votos e não 2/5.

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Gabarito: Errado.

30. (FCC/A. Jud. – Biblioteconomia – TRT 24ª/2011) Os


tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que
forem aprovados:
a) pela Câmara dos Deputados, por maioria absoluta, mediante
aprovação prévia da Advocacia Geral da União, serão equivalentes à
Lei ordinária.
b) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente
aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão
equivalentes às Leis ordinárias.
c) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente
aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão
equivalentes às Leis complementares.
d) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três
quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais.
e) pelo Presidente da República serão equivalentes à Medida
Provisória e serão levados à Câmara dos Deputados, para, mediante
aprovação por maioria dos votos, serem convertidas em Leis
ordinárias.
Comentários:
A questão queria, simplesmente, cobrar do candidato o conhecimento
sobre a disposição constitucional do art. 5º, §3º, inserida pela EC
45/04 que passou a admitir tratados internacionais de status
constitucional, desde que fossem aprovados pelo mesmo rito de uma
emenda constitucional, ou seja, aprovados em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
Gabarito: Letra D.

31. (FCC/Analista - TRT 15ª/2009) Nos termos da Constituição


Federal, serão equivalentes às emendas constitucionais, os tratados e
convenções internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados, pelo Congresso Nacional, em dois turnos, por dois terços
dos votos dos respectivos membros.
Comentários:
Errado. A questão possui 2 erros, o primeiro é o mais explícito: diz
que o voto será de 2/3 dos membros, quando na verdade seria 3/5 o
correto. Outra coisa que se deve ter atenção é que não é o Congresso
Nacional (reunido como Casa única) que aprova o tratado. Para ter o
status de emenda, a votação tem que ser em cada Casa do
Congresso em 2 turnos. Estaria correta, então, se dissesse: Nos
termos da Constituição Federal, serão equivalentes às emendas
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constitucionais, os tratados e convenções internacionais sobre direitos
humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros (CF, art. 5º §3º).
Gabarito: Errado.

32. (FCC/Advogado-ARCE/2006) Na hipótese de a República


Federativa do Brasil vir a ser signatária de tratado internacional em
que se vede a prisão civil por dívidas, sem quaisquer ressalvas, o
referido tratado:
a) será incompatível com a Constituição, por afronta a cláusula
pétrea, sendo por isso passível de controle por meio de ação direta
de inconstitucionalidade.
b) integrar-se-á ao ordenamento jurídico nacional em nível
supraconstitucional, na medida em que versa sobre matéria de
direitos fundamentais.
c) terá aplicação imediata no ordenamento jurídico nacional,
independentemente de aprovação pelo Congresso Nacional, por se
tratar de norma definidora de direito fundamental.
d) ingressará no ordenamento jurídico nacional em nível
infraconstitucional, não se submetendo, no entanto, a controle de
constitucionalidade, por versar sobre direito fundamental.
e) será equivalente a emenda constitucional, desde que aprovado,
em cada Casa do Congresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos votos
de seus respectivos membros.
Comentários:
O que nos interessa agora é a letra E, resposta da questão. Se o
tratado cumprir tais requisitos será equivalente às emendas
constitucionais.
A letra A toca no ponto da "cláusula pétrea". Veremos que os direitos
individuais, entre eles a proibição da prisão civil por dívida, são
cláusulas pétreas, ou seja, não podem ser enfraquecidos por emenda
constitucional. O tratado em questão, porém, não está enfraquecendo
o direito individual, mas sim, fortalecendo, sendo então
perfeitamente válido.
Gabarito: Letra E.

Tribunal Penal Internacional:


§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal
Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
(Incluído pela EC 45/04)
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Sabemos que a relação não é exaustiva, pois por força do § 2º do
art. 5º, não se excluem outros direitos decorrentes dos regimes e
princípios adotados pela Constituição ou decorrentes de tratados
internacionais em que o Brasil seja parte. Assim, existem diversos
outros direitos individuais e coletivos também protegidos como
cláusula pétrea, espalhados ao longo do texto constitucional, como,
por exemplo, as limitações ao poder de tributar do art. 150.

36. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008) Dos direitos


fundamentais, apenas os direitos e garantias individuais podem ser
considerados como cláusulas pétreas.
Comentários:
Não existe exata delimitação das cláusulas pétreas formadas pelos
direitos e garantias fundamentais. Alguns autores defendem que os
direitos sociais também seriam cláusulas pétreas, outros defendem
que não. Nos afastando desta polêmica, a questão se resolve pelo
fato de o voto direto, secreto, universal e periódico também ser um
direito fundamental (CF, art. 14) e também ser uma cláusula
pétrea, que segundo o art. 60 §4º, são:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
Gabarito: Errado.

37. (CESPE/ STF/ 2008) Todos os direitos e garantias


fundamentais previstos na CF foram inseridos no rol das cláusulas
pétreas.
Comentários:
Dentre os direitos e garantias fundamentais, a CF só previu como
cláusula pétrea os direitos e garantias individuais e o voto com as
suas características de ser "direto, secreto, universal e periódico".
Gabarito: Errado.

Caput do art. 5º:


Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes:
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Doutrina:
Segundo o prof. Manuel Gonçalves Ferreira Filho, o critério usado
para classificar os direitos do art. 5º (direitos e deveres individuais e
coletivos) foi o critério do objeto imediato do direito assegurado3.
Isso quer dizer que eles foram divididos em 5 “objetos imediatos”:
vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. Assim, os
diversos incisos presentes no art. 5º são usados para definir direitos
e garantias que, não obstante tenham um fim traçado na norma,
possuem como “objeto imediato” o alcance do direito à vida, da
liberdade, da igualdade, da segurança ou da propriedade.
Podemos assim agrupar cada um dos incisos de acordo com o seu
objeto imediato. Ex.:
Direitos cujo objeto imediato é a “liberdade” - Direito de
locomoção (CF, art. 5º, XV e LXVIII), Liberdade de pensamento e
religião (CF, art. 5º, IV, VI, VII, VIII, IX), liberdade de reunião (CF,
art. 5º, XVI), etc.

Jurisprudência:
- Segundo o Supremo, as pesquisas com células-tronco embrionárias
não violam o direito à vida ou o princípio da dignidade da pessoa
humana.
- No mesmo julgado, que se referia proteção do direito à vida, e a
constitucionalidade da lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), o STF
entendeu que a Constituição Federal, quando se refere à “dignidade
da pessoa humana” e à proteção dos direitos e garantias individuais
não se estaria se referindo a todo e qualquer estágio da vida
humana, mas da vida que já é própria de uma concreta
pessoa, porque nativiva, e que a inviolabilidade de que trata o art.
5º diria respeito exclusivamente a um indivíduo já personalizado.

38. (FCC/AJ-Arquivologia-TRT-19/2011) A Constituição


Federal, ao classificar os direitos enunciados no artigo 5º, quando
assegura a inviolabilidade do direito à vida, à dignidade, à liberdade,
à segurança e à propriedade, adota o critério do
a) perigo subjetivo do direito assegurado.
b) objeto imediato do direito assegurado.
c) alcance relativo do direito assegurado.

3
Manuel Gonçalves Ferreira Filho apud José Afonso da Silva, Curso de Direito Constitucional
Positivo (33ª Ed.), pg. 194.
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d) plano mediato do direito assegurado.
e) alcance subjetivo do direito assegurado.
Comentário:
O critério foi o do objeto imediato do direito assegurado.
Eles foram divididos em 5 “objetos imediatos”: vida, liberdade,
igualdade, segurança e propriedade. Assim, os diversos incisos
presentes no art. 5º são usados para definir direitos e garantias que,
não obstante tenham um fim traçado na norma, possuem como
“objeto imediato” o alcance do direito à vida, da liberdade, da
igualdade, da segurança ou da propriedade.
Gabarito: Letra B.

Extensão da expressão “residentes País” do art. 5º:


Embora a literalidade do caput expresse o termo “residente”, o STF
promoveu uma mutação constitucional, ampliando o escopo desses
direitos. O Supremo decidiu que deve ser entendido como todo
estrangeiro que estiver em território brasileiro e sob as leis
brasileiras, mesmo que em trânsito. Assim o estrangeiro em trânsito
estará amparado pelos direitos individuais, e poderá inclusive fazer
uso de “remédios constitucionais” como habeas corpus e mandado de
segurança. Ressalva-se que o estrangeiro não poderá fazer uso de
todos os direitos, pois alguns são privativos de brasileiros como, por
exemplo, o uso da ação popular.
Vale dizer que esta extensão não deve ser entendida como apenas
aos direitos individuais, mas todos os direitos fundamentais, na
medida em que forem possíveis de serem aplicados.

39. (FCC/Analista TRF 4ª/2010) A inviolabilidade do direito à


vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade são
garantias previstas na Constituição Federal:
a) aos brasileiros, não estendidas às pessoas jurídicas.
b) aos brasileiros natos, apenas.
c) aos brasileiros natos e aos estrangeiros com residência fixa no
País.
d) aos brasileiros, natos ou naturalizados.
e) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.
Comentários:
A resposta dada foi a letra “E”, mas atenção: esses direitos são
assegurados aos brasileiros e estrangeiros sob leis brasileiros,
pessoas físicas e, em alguns casos, pessoas jurídicas. O estrangeiro
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também não precisa ter residência fixa, basta estar sob as leis
brasileiras.
Gabarito: Letra E.

40. (FCC/Procurador Pref. Santos/2005) Conforme previsto na


Constituição Federal de 1988, os direitos e garantias fundamentais
são:
a) garantidos apenas aos brasileiros, em face do princípio da
soberania nacional.
b) definidos por normas de aplicação imediata.
c) enunciados em rol fechado e taxativo, dado seu caráter de cláusula
pétrea.
d) alteráveis apenas por emendas à Constituição, decorrentes de
iniciativa popular.
e) revogáveis apenas sob intervenção federal.
Comentários:
Letra A - Errado. São assegurados aos brasileiros e estrangeiros sob
leis brasileiras.
Letra B - Correto. Colocou o que a Constituição expressamente diz
em seu art. 5º, §4º: as normas definidoras dos direitos e garantias
fundamentais têm aplicação imediata.
Letra C - Errado. Trata-se de um rol aberto, exemplificativo.
Letra D - Errado. As emendas à Constituição não podem ser
propostas por iniciativa popular, esta se restringe a propor projetos
de leis ordinárias e complementares. Importante salientar também,
que o art. 5º da Constituição é uma cláusula pétrea (não pode ser
abolido ou ter o seu escopo reduzido por emendas constitucionais),
tal proteção não abrange os demais direitos fundamentais.
Letra E - Alternativa sem pé nem cabeça.
Gabarito: Letra B.

Igualdade (ou Isonomia):


Art. 5º, I - homens e mulheres são iguais em direitos e
obrigações, nos termos desta Constituição;

O caput também faz menção a este princípio, quando diz: todos


são iguais perante a lei.

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Jurisprudência:
STF - Súmula nº 339 - Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem
função legislativa, aumentar vencimentos dos servidores públicos
sob fundamento de isonomia.

41. (FCC/Técnico- TRT 16ª/2009) Homens e mulheres são


iguais em direitos e obrigações.
Comentários:
É o princípio da igualdade (uma das facetas) que está disposto no art.
5º, II da Constituição: homens e mulheres são iguais em direitos e
obrigações, nos termos da Constituição.
Gabarito: Correto.

42. (FCC/Procurador-BACEN/2006) O princípio da isonomia


deflui, em termos conceituais, de um dos fundamentos
constitucionalmente expressos da República Federativa do Brasil e
que é a:
a) soberania.
b) publicidade.
c) dignidade da pessoa humana.
d) livre iniciativa.
e) não-intervenção.
Comentários:
São os fundamentos da república federativa do Brasil: Soberania -
Cidadania - Dignidade da Pessoa Humana - Valores sociais do
trabalho e da livre Iniciativa - Pluralismo político.
O princípio da igualdade entre as pessoas (isonomia) decorre
claramente da Dignidade da Pessoa Humana.
Gabarito: Letra C.
43. (FCC/AJAJ-TRT 23ª/2005) Tendo em vista o princípio da
isonomia como um dos direitos fundamentais, observe as
afirmações sobre o princípio da igualdade:
I. por sua natureza, veda sempre o tratamento discriminativo entre
indivíduos, mesmo quando há razoabilidade para a discriminação.
II. vincula os aplicadores da lei, face à igualdade perante a lei,
entretanto não vincula o legislador, no momento de elaboração da
lei.

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III. estabelece que se deve tratar de maneira igual os que se
encontram em situação equivalente e de maneira desigual os
desiguais, na medida de suas desigualdades.
IV. não há falar em ofensa a esse princípio se a discriminação é
admitida na própria Constituição.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Comentários:
I- Errado. Pode haver tratamento desiguais entre desiguais para
que haja uma busca da igualdade material.
II - Errado. Vimos que a igualdade perante a lei comporta os dois
sentidos: a igualdade perante a lei, propriamente dita
(direcionando o aplicador) e a igualdade na lei (direcionando o
legislador ao elaborar a norma).
III - Isso aí. Esse é o verdadeiro significado da isonomia.
IV - Correto. O Poder Constituinte Originário é ilimitado, logo, se é
a própria Constituição que está admitindo a discriminação, não há
o que se falar em ofensa à isonomia.
Gabarito: Letra E.

Liberdade (legalidade na visão do cidadão):


Art. 5º, II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
Doutrinariamente, chama-se de "liberdade" (uma de suas faces) o
princípio que está expresso no art. 5º, II, já que somente a lei
(legítima) pode obrigar que alguém faça ou deixe de fazer algo contra
sua vontade.
Este princípio também é conhecido como a faceta da legalidade para
o cidadão, isso porque a legalidade pode ser entendida de 2 formas:
• Para o cidadão - O particular pode fazer tudo aquilo que a lei
não proíba;
• Para o administrador público - O administrador público só
pode fazer aquilo que a lei autorize ou permita.

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Doutrina:
Cabe-nos agora, expor uma outra discussão doutrinária relevante
para concursos: a diferenciação dos termos "legalidade" e "reserva
legal" (reserva de lei). Embora, não seja pacífico tal distinção, muitos
juristas (inclusive o próprio STF) consideram importante diferenciar
tais institutos:
1- Reserva legal - É um termo mais específico. Ocorre quando a
Constituição estabelece um comando, mas faz uma "reserva" para
que uma lei (necessariamente uma lei formal - emanada pelo Poder
Legislativo - ou então, uma lei delegada ou medida provisória)
estabeleça algumas situações. Ex. Art. 5º, XIII – É livre o exercício de
qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer. Veja que a Constituição garantiu
uma liberdade, porém, reservou à lei, e somente à lei (formal), a
possibilidade de estabelecer restrições à norma. Esta reserva feita à
lei, pode ocorrer de duas formas:
• Reserva legal absoluta - Quando será a própria lei que irá
atender o mandamento. Ex. Os casos constitucionais que
venham com as expressões "a lei estabelecerá", "a lei regulará",
" a lei disporá"... veja que é a própria lei, diretamente, que
atenderá o comando constitucional;
• Reserva legal relativa - Quando não é a lei que irá,
diretamente, atender ao comando constitucional, mas
estabelecerá os limites, ou os termos, dentro dos quais um ato
infralegal irá atuar. Ex. Os casos constitucionais que venham
com as expressões "nos termos da lei", "na forma da lei", "nos
limites estabelecidos pela lei"... veja que não será a lei que
atenderá ao comando, porém, esta estará traçando os limites
para tal.

2- Legalidade - É um termo mais genérico, também conhecido


como "reserva da norma". Grosso modo, a legalidade (reserva de
norma) pode ser atendida tanto com o uso de leis formais, quanto
pelo uso de atos infralegais emanados nos limites da lei. Legalidade,
então, seria simplesmente "andar dentro dos limites traçados pelo
Legislador". Seja com o uso direto de uma lei, seja o uso de um ato,
nos limites da lei, ambos conseguiriam perfeitamente cumprir o
comando da "legalidade".

Jurisprudência:
Em julgado de 2008, o STF citou o fato de que a legalidade expressa
no art. 5º, II da Constituição seria meramente uma "reserva de
norma", ou seja, uma legalidade ampla e não uma reserva de lei

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(formal) em sentido estrito4. Assim, tal dispositivo poderia ser
cumprido através de uma lei formal, e também por outros atos
expressa ou implicitamente autorizados por ela.

44. (FCC/Procuradoria - Recife/2008) É garantia constitucional


da liberdade a previsão segundo a qual:
a) é vedada a instituição de pena de privação ou restrição da
liberdade.
b) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa,
senão em virtude de lei.
c) se proíbe a instituição da pena de morte, exceto na hipótese de
guerra declarada, nos termos da Constituição.
d) a lei considerará crimes inafiançáveis e imprescritíveis a prática da
tortura e o terrorismo.
e) não haverá prisão civil por dívida, exceto a do depositário infiel.
Comentários:
Questão direta. O examinador queria que o candidato desse como
resposta a “definição para a garantia da liberdade”. A defininção de
“garantia da liberdade” é: ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa, senão em virtude de lei.
Gabarito: Letra B

45. (FCC/EPP/2004) "Ninguém será obrigado a fazer ou deixar


de fazer alguma coisa senão em virtude de lei." Por este princípio,
art. 5o, II, da Constituição da República Federativa brasileira de
1988,
a) o destinatário da garantia só poderá ser compelido a atuar (ou não
atuar) desta ou daquela forma, por força de lei. Não havendo lei, este
tem uma atuação livre, desvinculada.
b) o destinatário da garantia apenas poderá ser compelido a atuar
(ou não atuar) desta ou daquela forma por força de lei ordinária.
c) os poderes públicos têm toda sua atuação pautada pela vontade da
lei, podendo a autoridade pública atuar fora dos trilhos legais.
d) o destinatário da garantia só poderá ser compelido a atuar (ou não
atuar) desta ou daquela forma, por força de lei elaborada pelo Poder
Legislativo. Isto implica dizer que ele não está obrigado a obedecer
medidas provisórias, posto serem elas atos normativos editados pelo
chefe do Poder Executivo.

4
HC 85.060, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 23-9-2008, Primeira Turma, DJE de 13-2-
2009.
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48. (ESAF/ANA/2009) Ninguém é obrigado a cumprir ordem


ilegal, ou a ela se submeter, por isso que é dever de cidadania opor-
se à ordem ilegal, ainda que emanada de autoridade judicial; caso
contrário, nega-se o Estado de Direito.
Comentários:
Este é o pensamento do STF em cima do dispositivo Constitucional do
art. 5º, II (ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma
coisa senão em virtude de lei). Assim o Supremo decidiu: "Ninguém é
obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que
emanada de autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à
ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito."
Gabarito: Correto.

49. (CESPE/AGU/2009) De acordo com o princípio da


legalidade, apenas a lei decorrente da atuação exclusiva do Poder
Legislativo pode originar comandos normativos prevendo
comportamentos forçados, não havendo a possibilidade, para
tanto, da participação normativa do Poder Executivo.
Comentários:
É admitido o uso de medidas provisórias (ato do Poder Executivo
com força de lei), logo, está incorreta a questão.
Gabarito: Errado.

Desdobramento da dignidade da pessoa humana:


Art. 5º, III - ninguém será submetido a tortura nem a
tratamento desumano ou degradante;
Súmula Vinculante nº 11 → Só é lícito o uso de algemas em casos
de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de
terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade
e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem
prejuízo da responsabilidade civil do Estado.

50. (CESPE/AJAA-TJES/2011) O princípio da dignidade da


pessoa humana possui um caráter absoluto, sendo um princípio
primordial presente na Constituição Federal de 1988.
Comentários:

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A dignidade da pessoa humana é um princípio fundamental de nosso
ordenamento. Este princípio, bem como qualquer outro direito
fundamental previsto na Constituição não pode ser considerado
absoluto. A característica da “relatividade” é inerente a eles, pois
ainda que aparentem ser absolutos, eles poderão, diante de um caso
concreto, colidir com outros direitos fundamentais, e assim serem
relativizados.
Gabarito: Errado.

Manifestação do pensamento:
Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo
vedado o anonimato;
Obviamente, a manifestação do pensamento não é absoluta, deve-se
respeitar os outros princípios, como a intimidade, privacidade etc.
Segundo o STF, não é possível a utilização da denúncia anônima
como ato formal de instauração do procedimento investigatório,
quando isoladamente consideradas, já que as peças futuras não
poderiam, em regra, ser incorporadas formalmente ao processo.
Nada impede, porém, que o Poder Público seja provocado pela
delação anônima e, com isso, adote medidas informais para que se
apure a possível ocorrência da ilicitude penal. E ratifica: não serve à
persecução criminal notícia de prática criminosa sem identificação da
autoria, consideradas a vedação constitucional do anonimato e a
necessidade de haver parâmetros próprios à responsabilidade, nos
campos cível e penal, de quem a implemente.

51. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) É livre a manifestação do


pensamento, permitido o anonimato.
Comentários:
A Constituição veda o uso do anonimato através do disposto em seu
art. 5º, IV.
Gabarito: Errado.

Direito de resposta e inviolabilidade de honra, imagem e vida


privada :
Art. 5º, V - é assegurado o direito de resposta, proporcional
ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou
à imagem;
Pois é, vimos que todo mundo tem a liberdade de se manifestar...
Obviamente essa liberdade não é absoluta e se abusar do direito,
vem esse dispositivo aqui! O ofendido tem direitos de resposta, ainda
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autorizada de sua imagem, bem como, a utilização indevida do
conjunto de elementos como marca, logotipo ou insígnia, entre
outros, das pessoas jurídicas.

Lembrando ainda que: STJ - súmula - 227 → a pessoa jurídica


pode sofrer dano moral.

Jurisprudência relevante:
Segundo o STF: a divulgação dos vencimentos brutos de servidores,
com seus respectivos nomes e matrículas funcionais, a ser realizada
oficialmente – em portal de transparência -, constituiria interesse
coletivo, sem implicar violação à intimidade e à segurança deles, não
se podendo fazer divulgação de outros dados pessoais como endereço
residencial, CPF e RG de cada um.

52. (FCC/TJ Segurança - TRT 1ª/2011) A inviolabilidade do


sigilo de dados complementa a previsão ao direito à intimidade e à
vida privada, sendo ambas as previsões regidas pelo princípio da
a) igualdade.
b) eficiência.
c) impessoalidade.
d) exclusividade.
e) reserva legal.
Comentário:
O princípio que rege a intimidade e a privacidade é notadamente o
“princípio da exclusividade”. Ou seja, a pessoa em questão deve ter
garantido o seu direito ao acesso de seus dados e da sua vida de
forma exclusiva, sem que tenha ingerências externas ou tenha essa
sua exclusividade devassada.
Gabarito: Letra D.

53. (FCC/APOFP-SEFAZ-SP/2010) No que se refere à


inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem
das pessoas é certo que:
a) a dor sofrida com a perda de ente familiar não é indenizável por
danos morais, porque esta se restringe aos casos de violação à honra
e à imagem.
b) a indenização, na hipótese de violação da honra e da intimidade,
não responde cumulativamente por danos morais e materiais.

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c) a condenação por danos morais face à divulgação indevida de
imagem, exige a ocorrência de ofensa à reputação da pessoa.
d) o Estado também responde por atos ofensivos (morais) praticados
pelos agentes públicos no exercício de suas funções.
e) as pessoas jurídicas, por serem distintas das pessoas físicas, têm
direito a indenização por danos materiais, mas não por danos morais.
Comentários:
Letra A - Errado. As dores sofridas em aspectos não patrimoniais,
causadas por outrem, são indenizáveis por danos morais.
Letra B - Errado. Nada impede a cumulação de indenizações, caso
seja comprovado o dano. A cumulação é admitida
constitucionalmente.
Letra C - Errado. A imagem é dissociada da honra, logo,
independentemente de haver dano à honra, é indenizável a exposição
indevida ou reprovável da imagem.
Letra D - Correto. A conduta do agente público é imputável ao
Estado, se este está agindo no exercício de suas funções, já que o
agente é o responsável por manifestar a vontade estatal.
Letra E - Errado. Pessoas Jurídicas podem sofrer danos morais (STJ,
súmula 227), bem como materiais e à imagem.
Gabarito: Letra D.

Sigilo bancário e fiscal:


Segundo o STF, o art. 5º, X, que vimos anteriormente, também é o
respaldo constitucional para o sigilo bancário e fiscal das pessoas.
Pois a intimidade e a vida privada são regidas “princípio da
exclusividade”. A pessoa deve ter o direito exclusivo ao acesso de
seus dados e a sua vida particular.
Estes sigilos só podem ser relativizados, com a devida
fundamentação, por:
• decisão judicial;
• CPI - somente pelo voto da maioria da comissão e por decisão
fundamentada, não pode estar apoiada em fatos genéricos;
• Ministério Público - muito excepcionalmente. Somente
quando estiver tratando de aplicação das verbas públicas
devido ao princípio da publicidade.
Obs.:
A LC 105/01 fornece respaldo para que a quebra do sigilo bancário
seja feita por autoridade fiscal. Porém, embora exista essa previsão
legal, ela é alvo de muitas críticas, inclusive a posição atual do STF
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indica que seria inconstitucional, já que o sigilo possui um pilar na
própria Constituição Federal, não podendo ser relativizado por leis
infraconstitucionais - sejam elas ordinárias ou complementares -.
Assim, somente as autoridades judiciais - e a CPI, que possui os
mesmo poderes investigativos daquelas (CF, art. 58 §3º) - é que
poderiam relativizar estes sigilos.
No entanto, até o momento, ainda não houve decisão do STF neste
sentido que se revista de caráter vinculante, já que a decisão do STF
se deu em sede de recurso extraordinário e não em uma ação direta.
Lembramos ainda que a quebra por parte do Ministério Público é
muito excepcional, somente podendo ser feita no caso citado
anteriormente. Assim, a quebra de sigilos, em regra, só pode ser
feita por Juiz e CPI.

54. (CESPE/ TCE-ES/2009) O TCU, no exercício de sua missão


constitucional de auxiliar o Congresso Nacional no controle externo,
tem competência para determinar a quebra de sigilo bancário dos
responsáveis por dinheiros e bens públicos.
Comentários:
Nas palavras do Supremo, O TCU não possui poderes para determinar
a quebra do sigilo bancário de dados. O legislador conferiu esses
poderes ao Poder Judiciário, ao Poder Legislativo Federal, bem como
às Comissões Parlamentares de Inquérito, após prévia aprovação do
pedido pelo Plenário da Câmara dos Deputados, do Senado Federal
ou do plenário de suas respectivas comissões parlamentares de
inquérito.
Gabarito: Errado.

Liberdade de crença religiosa e filosófica


O Brasil é um país laico, não possui uma religião oficial, embora
proteja a liberdade de crença como uma das faces da não
discriminação.
Art. 5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de
crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais
de culto e a suas liturgias; (Entenda-se por liturgias:
celebrações, rituais...)
Art. 5º, VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação
de assistência religiosa nas entidades civis e militares de
internação coletiva;

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55. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) É vedada a assistência religiosa
nas entidades militares de internação coletiva, salvo nas civis.
Comentários:
A assistência religiosa é assegurada nas entidades de internação
coletiva, sejam elas civis ou militares (CF, art. 5º, VII).
Gabarito: Errado.

Imperativo de Consciência
Art. 5º, VIII - ninguém será privado de direitos por motivo
de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a
todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa,
fixada em lei;
O imperativo de consciência pode ser alegado, por exemplo, em
tempo de paz, no caso do serviço militar obrigatório, mas não poderá
a pessoa recusar-se a cumprir a prestação alternativa imposta,
conforme dispõe o art. 143, § 1º.
Art.15, IV → No caso de recusa de se cumprir obrigação legal a todos
imposta ou prestação alternativa, ensejará a suspensão dos direitos
políticos do cidadão.

56. (FCC/AJAJ-TRT 21/2003) Temístocles, alegando motivos


relacionados com sua convicção política, negou-se a prestar o serviço
militar e, alegando as mesmas convicções, recusou-se a cumprir
obrigação alternativa. Nesse caso, Temístocles
a) está correto em seu procedimento, visto que ninguém pode ser
obrigado a fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
b) alegou legítima escusa de consciência, uma vez que sua convicção
política é contrária à prestação de qualquer serviço ao Estado.
c) perderá seus direitos políticos e, sendo a perda definitiva, não mais
poderá recuperá-los.
d) terá seus direitos políticos suspensos e essa situação perdurará até
que cumpra a obrigação alternativa.
e) não tem direito à escusa de consciência porque o serviço militar é
obrigação imposta a todos os brasileiros.
Comentários:
Questão direta. O serviço militar é uma obrigação. Caso use-se a
escusa de consciência terá de cumprir uma prestação alternativa,
geralmente trabalhar para as instituições militares servindo como
apoio na área de saúde, alimentar e etc... Se nem a prestação
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alternativa quiser cumprir, os direitos políticos serão suspensos até
que regularize a situação.
Gabarito: Letra D

57. (FCC/TCE-SP/2011) Por força de previsão expressa no


Código de Processo Penal (CPP), o serviço do júri é obrigatório,
sujeitando-se ao alistamento os cidadãos maiores de 18 anos de
notória idoneidade. O artigo 438 do mesmo diploma legal, a seu
turno, estabelece que "a recusa ao serviço do júri fundada em
convicção religiosa, filosófica ou política importará no dever de
prestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos
políticos, enquanto não prestar o serviço imposto". A previsão contida
no artigo 438 do CPP é
a) compatível com a Constituição da República.
b) parcialmente compatível com a Constituição da República, no que
se refere à possibilidade de exercício de objeção de consciência, que
somente se admite por motivo de convicção filosófica ou política.
c) incompatível com a Constituição da República, que considera o júri
um órgão que emite decisões soberanas, sendo por essa razão
vedada a recusa ao serviço.
d) incompatível com a Constituição da República, que não admite a
suspensão de direitos políticos nessa hipótese.
e) incompatível com a Constituição da República, que não admite a
possibilidade de recusa ao cumprimento de obrigação legal a todos
imposta.
Comentário:
É perfeitamente compatível coma Constituição, pois conjuga dois
dispositivos presentes no seu texto:
CF, Art. 5º, VIII - ninguém será privado de direitos por motivo
de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo
se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e
recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
CF, Art.15, IV - No caso de recusa de se cumprir obrigação legal a
todos imposta ou prestação alternativa, ensejará a suspensão dos
direitos políticos do cidadão.
Gabarito: Letra A.

Liberdade de pensamento e a censura


Art. 5º, IX - é livre a expressão da atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação, independentemente
de censura ou licença;
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Art. 220 →A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a
informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão
qualquer restrição, observado o disposto na CF.
• Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir
embaraço à plena liberdade de informação jornalística em
qualquer veículo de comunicação social.
• É vedada toda e qualquer censura de natureza política,
ideológica e artística.
• A publicação de veículo impresso de comunicação
independe de licença de autoridade.

58. (FCC/Técnico- TRT 16ª/2009) A expressão da atividade


científica depende de censura ou licença.
Comentário:
No Brasil, temos a liberdade de expressão, independente de censura
ou licença (CF, art. 5º, IX). E ainda é reforçada pelo art. 220: é
vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e
artística.
Gabarito; Errado.

59. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF assegura a liberdade de


expressão, apesar de possibilitar, expressamente, sua limitação por
meio da edição de leis ordinárias destinadas à proteção da juventude.
Comentários:
Nenhuma lei poderá restringir a liberdade de expressão, esta deve
observar apenas as restrições de ordem constitucional.
Professor, mas que doidera! Quer dizer então a liberdade de
expressão está acima da proteção à Juventude? De forma alguma!
Aí que entra saber fazer concurso. Veja o que a questão afirma:
"apesar de possibilitar, expressamente...".
A Constituição faz isso expressamente? Não.
A liberdade de expressão deve estar contida pelos outros direitos e
interesses individuais e coletivos, porém, esta avaliação é feita no
caso concreto.
Gabarito: Errado.

Inviolabilidade de domicílio:
Art. 5º, XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém
nela podendo penetrar sem consentimento do morador,
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salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação
Esquematizando este inciso, vemos que, o domicílio não possui uma
inviolabilidade absoluta, poderá alguém adentrar no recinto se:
• Tiver o consentimento do morador;
• Ainda que sem o consentimento do morador, se o motivo
for:
Flagrante delito;
Desastre;
Prestar Socorro;
Ordem judicial, mas neste caso, somente durante o dia.
Expressão "durante o dia":
Baseado na doutrina constitucionalista, entendemos que a expressão
"durante o dia" significa o lapso temporal que vai da aurora ao
crepúsculo, sem determinação de horário fixo, devido às
peculiaridades do Brasil (horário de verão e etc.), ou seja, "durante o
dia" é o período em que a terra está sendo iluminada pelo sol.
Algumas questões de concurso insistem em "fixar horários", quando
isso acontecer, o candidato deverá utilizar o período das 6h às 18h
como o período referente ao dia, embora não achemos que seja o
correto.
Termo "casa":
“Casa”, segundo o STF, tem sentido amplo, aplica-se ao escritório,
consultório etc. (qualquer recinto privado não aberto ao público).
Porém, nenhum direito fundamental é absoluto, desta forma, o STF
decidiu pela não ilicitude das provas obtidas com violação noturna de
escritório de advogados para que fossem instalados equipamentos de
escuta ambiental, já que os próprios advogados estavam praticando
atividades ilícitas em seu interior. Assim, a inviolabilidade profissional
do advogado, bem como do seu escritório, serve para resguardar o
seu cliente para que não se frustre a ampla defesa, mas, se o
investigado é o próprio advogado, ele não poderá invocar a
inviolabilidade profissional ou de seu escritório, já que a Constituição
não fornece guarida para a prática de crimes no interior de recinto.
A prisão de traficante, em sua residência, durante o período noturno,
não constitui prova ilícita, já que se trata de crime permanente

60. (FCC/ AJAJ-EM- TRT-1ª/ 2013) Em virtude da garantia


constitucional do direito à intimidade, da inviolabilidade de domicílio e
do sigilo das comunicações, seria considerada ilícita a prova

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decorrente de cumprimento de mandado judicial de busca e
apreensão em escritório de advocacia.
Comentários:
Errado, em tal hipótese não há qualquer ilegalidade.

61. (FCC/ TCE-GO/2009) Nos termos da Constituição, admite-se


excepcionalmente a entrada na casa de um indivíduo sem
consentimento do morador
a) por determinação judicial, a qualquer hora.
b) em caso de desastre, somente no período diurno.
c) para prestar socorro, desde que a vítima seja criança ou
adolescente.
d) em caso de flagrante delito, sem restrição de horário.
e) por determinação da autoridade policial, inclusive no período
noturno.
Comentários:
Letra A - Errado. Pois não é a qualquer hora, mas somente durante o
dia.
Letra B - Errado. Neste caso, pode ser a qualquer horário.
Letra B - Errado. Não existe tais condições. A vítima pode ser
qualquer pessoa.
Letra D - Correto.
Letra E -Errado. Totalmente equivocada.
Gabarito: Letra D.

62. (FCC/ -MPE-RS/2008-adaptada) A casa é asilo inviolável do


indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou, por
determinação judicial até às 22:00h (Certo ou Errado).
Comentários:
Não há fixação de "até as 22:00", e sim a obrigatoriedade de ser
durante "o dia", geralmente aceito até as 18:00h.
Gabarito: Errado.

63. (FCC/ Auditor - TCE-SP/2008) Medida Provisória que


estabelecesse a possibilidade de a autoridade policial efetuar buscas e
apreensões na casa de indivíduos investigados pela prática de atos de
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terrorismo, a qualquer hora do dia ou da noite, independentemente
de mandado judicial, seria incompatível com a Constituição da
República, porque a inviolabilidade de domicílio somente é
excepcionada, sem restrição de horário, em caso de flagrante delito,
desastre ou para prestar socorro, ou ainda, durante o dia, mediante
determinação judicial.
Comentários:
A Constituição já estabelece taxativamente no seu art. 5º, XI, as
possibilidades para se adentrar no domicílio de algum indivíduo. Não
poderá, desta forma, a medida provisória inovar criando hipóteses
diversas.
Gabarito: Correto.

64. (FCC/Analista-MPU/2007 - Adaptada) A inviolabilidade de


domicílio pode ser mitigada para prestação de socorro, desde que
haja consentimento expresso do morador.
Comentários:
No caso de prestar socorro não precisará de consentimento do mo-
rador.
Gabarito: Errado.

Inviolabilidades de comunicações:
Art. 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal;
A literalidade deste dispositivo deve ser muito bem observada, pois
nos traz 2 coisas muito cobradas em concursos:
1º - Dos três sigilos ali previstos (correspondência e comunicações
telegráficas, sigilo de dados e comunicações telefônicas) só o último
deles é que permite relativização por ordem judicial: o sigilo
telefônico.
2º - Ainda que permitida a quebra do sigilo telefônico por ordem
judicial, isso não é ilimitado, deve atender a dois requisitos:
- ser feita na forma que a lei estabelecer;
- ter como finalidade investigação criminal ou instrução processual
penal.
Assim, não será permitida a quebra para instaurações de processos
cíveis sem consequências criminais.
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Jurisprudência:
• É relevante observar que é necessária a edição de lei para
regulamentar a interceptação telefônica. Esta lei foi criada
somente em 1996 (Lei nº 9.296/96), antes disso o STF
entendia que nem por ordem judicial poderia se afastar este
sigilo, já que estava pendente de regulamentação.
• Embora a literalidade da Constituição refira-se expressamente à
possibilidade de relativização apenas das comunicações
telefônicas, o STF já decidiu que as outras inviolabilidades
(correspondência, dados e telegráficas) também poderão ser
afastadas, já que nenhum direito fundamental é absoluto e não
pode ser invocado para acobertar ilícitos. Destarte, estas
inviolabilidades poderão ser quebradas quando se abordar outro
interesse de igual ou maior relevância. Por exemplo: É
perfeitamente lícito que uma carta enviada a um presidiário
seja aberta para coibir a prática de certas condutas, já que a
disciplina prisional e a segurança são interesses mais fortes do
que a privacidade da comunicação do preso.

65. (FCC/Analista - TRT-18ª/2008 - adaptada) É inviolável o


sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados
e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal (Certo ou
Errado).
Comentários:
Os tipos de comunicação previstos no enunciado são comunicações
onde há um destinatário específico, ou seja, só este destinatário está
autorizado pelo emissor da mensagem a tomar conhecimento do
conteúdo da mensagem. O único caso em que a Constituição permite
a relativização, é no caso das comunicações telefônicas, quando
poderá o juiz permitir o acesso ao conteúdo da mensagem, mas
somente:
• Na forma da lei; e
o Para fins de investigação criminal;
o Para fins de instrução processual penal.
Gabarito: Correto.

66. (CESPE/Analista-EBC/2011) É permitida a violação de


correspondência de presidiário em face de suspeita de rebelião.
Comentários:

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Segundo o STF nenhum direito fundamental pode ser respaldo para a
prática de atos ilícitos, assim, ainda que aparentemente absolutos,
eles poderão ser relativizados diante do caso concreto. Desta forma,
é aceito a quebra de sigilo de correspondências, por exemplo, no caso
de disciplina prisional, onde a autoridade fica licitamente autorizada a
devassar o sigilo da comunicação feita ao preso para fins de
manutenção da ordem e de interesses coletivos.
Gabarito: Correto.

67. (CESPE/Técnico-TCU/2009) Admite-se a quebra do sigilo


das comunicações telefônicas, por decisão judicial, nas hipóteses e na
forma que a lei estabelecer, para fins de investigação criminal ou
administrativa.
Comentários:
Segundo a Constituição (CF, art. 5º, XII), a interceptação só poderá
ocorrer, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer (Lei
9.296/1996), e com o objetivo de:
• investigação criminal; ou
• instrução processual penal.
Gabarito: Errado.

68. (CESPE/TJAA-TRE-MG/2008) A Constituição da República


Federativa do Brasil de 1988 prevê a inviolabilidade do sigilo da
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas em caráter absoluto.
Comentários:
Vimos que nenhum direito fundamental é absoluto.
Gabarito: Errado.

Provas ilícitas
Art. 5º, LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas
obtidas por meios ilícitos;
Daqui, decorre o princípio dos “frutos da árvore envenenada” (fruits
of the poisoned tree), o qual diz que a admissão no processo de uma
prova ilícita, irá contaminar, tornando igualmente nulo, todos os atos
processuais que decorrerem dela.
Vamos fazer uma relação do inciso XII da Constituição
(inviolabilidade das comunicações) com as provas ilícitas:
Quando alguém se manifesta através de um telefone, suas palavras
tem destinatário certo: o outro interlocutor, não podendo ser, sem a
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69. (FCC/ AJAJ-EM-TRF 1ª/2013 - Adaptada) Em virtude da
garantia constitucional do direito à intimidade, da inviolabilidade de
domicílio e do sigilo das comunicações, seria considerada ilícita a
prova decorrente de gravação de conversa telefônica feita por um dos
interlocutores, sem conhecimento do outro.
Comentários:
Nessa hipótese não há qualquer ilegalidade. Para o STF, é lícita a
gravação de conversa telefônica feita por um dos interlocutores, ou
com sua autorização, sem ciência do outro, quando há investida
criminosa deste último (não há interceptação telefônica quando a
conversa é gravada por um dos interlocutores, ainda que com a ajuda
de um repórter). Também é lícita a utilização de conversa telefônica
feita por terceiros com autorização de um dos interlocutores sem o
conhecimento do outro, quando há, para essa utilização, excludente
da antijuridicidade (no caso, legitima defesa).
Gabarito: Errado.

70. (FCC/AJAJ-EM-TRF 4ª/2004 - Adaptada) No que se refere


à inadmissibilidade, no processo, das provas obtidas por meios
ilícitos, é certo que constitui ilicitude a utilização de conversa
telefônica feita por terceiros com autorização de um dos
interlocutores sem o conhecimento do outro, quando há, para essa
utilização, excludente da antijuridicidade.
Comentários:
Neste caso a utilização da conversa será lícita, já que está foi
autorizada por um dos interlocutores que está querendo usá-la para
se defender no processo.
Gabarito: Errado.

Liberdade profissional:
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer;
Este inciso é muito cobrado em provas de direito constitucional, não
pelo seu conteúdo em si, mas, por ser um bom exemplo de “norma
de eficácia contida”.

71. (FGV/Analista de Controle Interno – SAD – PE/2009) É


livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas
as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Comentários:
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Trata-se da perfeita literalidade do art. 5.º, XIII, da Constituição. Tal
dispositivo é muito cobrado em provas por ser um bom exemplo de
norma de eficácia contida, já que garante a liberdade de profissão de
forma plena, mas, caso a lei estabeleça certos requisitos, eles
deverão ser observados.
Gabarito: Correto.

Informação e publicidade:
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional;
Este princípio não vai de encontro à vedação do anonimato visto
anteriormente, apenas se resguarda a origem e a forma que tal
pessoa, não anônima, conseguiu a informação.
No inciso XXXIII percebe-se que em órgãos públicos também se
assegura a todos informações de interesse particular, coletivo ou
geral, a não ser que essas informações sejam de sigilo imprescindível
à preservação da segurança da sociedade e do estado.
CF, art. 37, § 1º → A publicidade de atos, programas, obras, serviços
e campanhas dos órgãos públicos, terão caráter educativo,
informativo ou de orientação social, não podendo constar nomes,
símbolos, ou imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores.
CF, art. 93, IX → Todos os julgamentos dos órgãos do Poder
Judiciário serão públicos, e todas as decisões serão fundamentadas,
sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em
determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou
somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à
intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público
à informação.
No inciso LX vemos outra face desse direito e sua relativização → Os
atos processuais também são públicos, mas caso seja necessário
preservar a intimidade ou interesse social, a lei poderá restringir sua
publicidade.

72. (FCC/Técnico- TRT 15ª/2009) É assegurado, em qualquer


hipótese, o acesso à informação e a sua fonte.
Errado. Segundo o art. 5º, XIV da Constituição, embora seja
assegurado a todos o acesso à informação, é resguardado o sigilo da
fonte, quando necessário ao exercício profissional.

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Direito de ir e vir
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de
paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele
entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
A não observância desse direito enseja a ação de Habeas Corpus
(remédio constitucional que será visto à frente), e note que este
direito protege não só as pessoas, mas também seus bens, desde
que se cumpram as exigências da lei e estejamos em tempo de paz.
CF, art. 49, II e 84, XXII → Forças estrangeiras não estão amparadas
por este direito, somente podendo transitar no território nacional ou
nele permanecer, ainda que temporariamente, se permitido pelo
Presidente da República, nos casos previstos em LC, ou fora destes
casos, se autorizado pelo CN.

73. (CESGRANRIO/Técnico de Defesa Aérea - MD/2006) A


inviolabilidade do direito à liberdade abrange a livre locomoção no
território nacional em tempo de paz e constitui direito fundamental
previsto na Constituição Federal integrante do grupo de direitos:
a) políticos.
b) sociais.
c) solidários.
d) individuais.
e) à nacionalidade.
Comentários:
Questão simples. Para resolvê-la bastasva que o candidato soubesse
que tal direito encontra-se no art. 5º da Constituição, artigo este que
dispõe sobre os direitos e deveres individuais e coletivos.
A não observância desse direito enseja a ação de Habeas Corpus, e
protege não só as pessoas, mas também seus bens, desde que se
cumpram as exigências da lei e estejamos em tempo de paz.
CF, art. 49, II e 84, XXII → Forças estrangeiras não estão amparadas
por este direito, somente podendo transitar no território nacional ou
nele permanecer, ainda que temporariamente, se permitido pelo
Presidente da República, nos casos previstos em LC, ou fora destes
casos, se autorizado pelo CN.
Gabarito: Letra D.

Direito de reunião:
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em
locais abertos ao público, independentemente de
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autorização, desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas
exigido prévio aviso à autoridade competente;
Inciso muito cobrado em provas. Deve-se atentar aos
seguintes requisitos:
seja pacificamente;
sem armas;
não frustre outra reunião anteriormente convocada para o
local;
avise a autoridade competente.
Veja que dispensa autorização, basta simples aviso;
Doutrinariamente, entende-se que este direito também tutela o
direito individual de não ser obrigado a reunir-se contra a própria
vontade.
74. (FCC/ TRT-18ª/2008) Todos podem reunir-se pacificamente,
sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente.
Comentários:
Correto. Trata-se da literalidade do direito de reunião, expresso no
art. 5º, XVI da Constituição. Perceba que dispensa autorização, basta
simples aviso. Importante salientar também que doutrinariamente,
entende-se que esse direito também tutela o direito individual de não
ser obrigado a reunir-se contra a própria vontade.
Gabarito Correto.

75. (FCC/Analista - TRF 5ª/2008) Todos podem reunir-se


pacificamente, sem armas, em qualquer local, independentemente de
autorização ou de prévio aviso à autoridade competente.
Comentários:
Errado. Trata-se do direito de reunião, expresso no art. 5º, XVI da
Constituição. Perceba que dispensa autorização, porém não dispensa
o prévio aviso, daí estar errada.
Gabarito: Errado.

76. (FCC/Técnico - TRE-SE/2008) Todos podem reunir-se


pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, mediante
prévia autorização do Poder Público.
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Comentários:
Errado. Trata-se do direito de reunião, expresso no art. 5º, XVI da
Constituição. Para o exercício deste direito dispensa-se autorização,
basta o prévio aviso, daí estar errada.
Gabarito; Errado.

77. (FCC/AJAA - TRT 3ª/2009) No que diz respeito à liberdade


de reunião, é certo que:
a) o instrumento jurídico adequado para a tutela da liberdade de
reunião, caso ocorra lesão ou ameaça de lesão, ocasionada por
ilegalidade ou arbitrariedade, é o habeas corpus.
b) essa liberdade, desde que atendendo aos requisitos de praxe, não
está sujeita a qualquer suspensão por conta de circunstâncias
excepcionais como no estado de defesa.
c) o prévio aviso à autoridade para realizar uma reunião limita-se,
tão-somente, a impedir que se frustre outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local.
d) na hipótese de algum dos manifestantes, isoladamente, estiver
portando arma de fogo, o fato não autoriza a dissolução da reunião
pelo Poder Público.
e) a autoridade pública dispõe de competência e discricionariedade
para decidir pela conveniência, ou não, da realização da reunião.
Comentários:
Letra A - Errado. Habeas corpus é remédio que garante a liberdade
de locomoção. Ou seja, usa-se habeas corpus quando alguém está
sendo privado de seu direito de "ir e vir". O direito de reunião não se
confunde com direito de "ir e vir". Trata-se de um direito que a
pessoa possui de se concentrar em local determinado, juntamente
com outras pessoas. Caso sejam cumpridas as exigências
constitucionais, a ofensa a este direito deverá ser tutelada por meio
de Mandado de Segurança e não habeas corpus.
Letra B - Errado. A Constutição admite a restrição destas liberdades
em se tratando de Estado de Sítio ou Estado de Defesa (CF, art. 136
e 139).
Letra C - Errado. Precisa-se avisar a autoridade, para que esta
garanta as condições de segurança e manutenção da ordem pública,
necessárias ao evento.
Letra D - Correto. Para que a coletividade de pessoas possam se
reunir, deve-se observar os seguintes requisitos constitucionais:
- seja pacificamente;
- sem armas;
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- não frustre outra reunião anteriormente convocada para o local;
- avise a autoridade competente.
O uso isolado de arma por uma única pessoa, com desconhecimento
da coletividade, não pode ser motivo para a dissolução da reunião.
Caberá às autoridades tomar as providências cabíveis contra ela, sem
que o direito coletivo fique prejudicado pela infração individual.
Letra E - Errado. A autoridade deve receber apenas o aviso que
ocorrerá uma reunião em certo local. Não cabe a ela autorizar ou
desautorizar o exercício deste direito. O exercício do direito de
reunião só poderá ser legalmente frustrado caso não sejam
observadas as exigências constitucionais.
Gabarito: Letra D.

Direito de associação:
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos,
vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de
cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão
judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em
julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a
permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente
autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados
judicial ou extrajudicialmente;

Temos que gravar que:


1. É livre a associação somente para fins LÍCITOS, sendo vedada a
paramilitar;
2. É vedada a interferência estatal em seu funcionamento e nem
mesmo precisa-se de autorização para criá-las;
3. Ninguém pode ser compelido a associar-se ou permanecer
associado;
4. Paralisação compulsória (independente da vontade dos sócios)
das atividades:
• Para que tenham suas atividades SUSPENSAS Só por decisão
judicial ("simples")
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• Para serem DISSOLVIDAS Só por decisão judicial
TRANSITADA EM JULGADO
5. Podem, desde que EXPRESSAMENTE autorizadas, representar seus
associados:
• Judicialmente; ou
• Extrajudicialmente.

Caráter paramilitar:
Organizações paramilitares são agrupamentos ilícitos de pessoas. São
entidades que se “espelham” em princípios das forças armadas para
atuarem em fins distintos do interesse público. Exemplos dessas
associações são as milícias, as “FARC” colombianas, entre outros.
A Constituição, tanto no art. 42 ao dispor sobre os “militares do
Estado” (polícia militar e corpo de bombeiros), quanto no art. 142 ao
falar das “forças armadas”, dispõe que os miliares são organizados
pelos princípios da hierarquia e disciplina.
Assim, podemos concluir que seria caracterizada como paramilitar
qualquer aquela não fosse constituída pelo Poder Público e que,
organizada sob os princípios da hierarquia e disciplina, fizesse uso de
armas para o alcance de interesses próprios.

78. (FCC/AJ Arquivologia - TRT 1ª/2011) João, Carlos, Tício,


Libero e Tibério se uniram e fundaram uma associação de vigilantes
de bairro, todos armados e uniformizados, sob a alegação que não
treinavam com finalidade bélica. Porém, para se afastar de forma
absoluta o caráter paramilitar dessa associação não poderão estar
presentes os seguintes requisitos:
a) Tempo e princípio da impessoalidade.
b) Tempo e lugar.
c) Pluralidade de participantes e lugar.
d) Lugar e princípio da eficiência.
e) Organização hierárquica e princípio da obediência.
Comentário:
Seria caracterizada como paramilitar qualquer aquela não fosse
constituída pelo Poder Público e que, organizada sob os princípios da
hierarquia e disciplina, fizesse uso de armas para o alcance de
interesses próprios.
Gabarito: Letra E.

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79. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) Todos deverão ser compelidos a
associar-se ou a permanecer associado a sindicato na vigência do
contrato de trabalho.
Comentários:
Ninguém pode ser compelido a associar-se ou permanecer associado.
Gabarito: Errado.

80. (FCC/Técnico - TRT-SP/2008) As associações só poderão


ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas
por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em
julgado (Certo ou Errado).
Comentários:
Para suspender, basta uma decisão judicial. Para dissolver, só quando
a decisão "transitar em julgado".
Gabarito: Correto.

81. (FCC/TJAA-TRT 7ª/2009) O artigo 5° da Constituição


Federal prevê, dentre outros direitos, que:
a) a liberdade de associação é absoluta, sendo necessária, porém, a
prévia comunicação à autoridade competente.
b) as entidades associativas somente têm legitimidade para
representar seus filiados extrajudicialmente.
c) a liberdade de associação para fins lícitos é plena, vedada a de
caráter paramilitar.
d) a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas,
dependem de autorização do Estado.
e) as associações só poderão ser compelidas a suspender as suas
atividades, após decisão tomada por seus filiados.
Comentários:
Letra A - Errado. Nenhum direito fundamental é absoluto, muito
menos a liberdade de associação, que só será permitida para fins
lícitos e com o cumprimento das demais exigências constitucionais
que vimos anteriormente.
Letra B - Errado. Vimos que elas podem, desde que EXPRESSAMENTE
autorizadas, representar seus associados:
• Judicialmente; ou
• Extrajudicialmente.

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Letra C - Correto. Literalidade do art. 5º XVII - "é plena a liberdade
de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar".
Letra D - Errado. Como vimos, é vedada a interferência estatal em
seu funcionamento e nem mesmo precisa-se de autorização para
criá-las;
Letra E - Errado. Mais uma vez a manjada regra. Os filiados podem
decidir por suspender ou encerrar as atividades, porém, a associação
também poderá sofrer essas interferências de forma compulsória pela
autoridade judicial, da seguinte forma:
• para que tenham suas atividades suspensas → só por decisão
judicial (simples);
• para serem dissolvidas → só por decisão judicial transitada em
julgado.
Gabarito: Letra C.

82. (FCC/AJAJ-TRT-23ª/2011) As associações


a) poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão
administrativa de autoridade competente, desde que tenha sido
exercido o direito de defesa.
b) não poderão ser compulsoriamente dissolvidas em nenhuma
hipótese tratando-se de garantia constitucional indisponível.
c) só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial
que haja transitado em julgado.
d) só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial
não sendo o trânsito em julgado requisito indispensável para a sua
dissolução.
e) poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão
administrativa desde que proferida em segunda instância por órgão
colegiado.
Comentário:
Temos que fixar:
• Para que tenham suas atividades SUSPENSAS Só por
decisão judicial ("simples")
• Para serem DISSOLVIDAS Só por decisão judicial
TRANSITADA EM JULGADO
Gabarito: Letra C.

Regime Constitucional do Direito de Propriedade


Garantia e relativização:
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XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
Veja que estamos diante de uma norma de eficácia contida. Garante-
se o direito de propriedade e logo abaixo se cria uma condição, o
atendimento da função social. Mas o que é isso?
Segundo a própria constituição (CF, art. 182 e 186), a função social é
cumprida, em se tratando de:
• propriedade urbana: quando atende às exigências
fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano
diretor. (Plano Diretor é o instrumento aprovado pela
Câmara Municipal que serve para nortear o desenvolvimento
e a expansão urbana, e é obrigatório se o município tiver
mais de 20 mil habitantes)
• propriedade rural: quando atende, simultaneamente,
segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei,
aos seguintes requisitos:
aproveitamento racional e adequado;
utilização adequada dos recursos naturais disponíveis
e preservação do meio ambiente;
observância das disposições que regulam as relações
de trabalho;
exploração que favoreça o bem-estar dos
proprietários e dos trabalhadores.

Desapropriação Ordinária de Imóvel Urbano:


Art. 5º, XIV - a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;

Requisição administrativa da propriedade:


Art. 5º, XXV - no caso de iminente perigo público, a
autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior,
se houver dano;
A indenização será ulterior, após o ato, e só se houver dano à
propriedade.
Não se trata de forma de desapropriação, pois diferentemente do que
ocorre nesta, na requisição, o dono da propriedade não perde sua
titularidade, mas, apenas fornece a mesma à autoridade competente
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para que use temporariamente o imóvel no caso de perigo público
iminente.

Pequena propriedade rural:


Art. 5º, XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida
em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto
de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua
atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de
financiar o seu desenvolvimento;
Esquema sobre a pequena propriedade rural:
• Se trabalhada pela família → Não pode ser objeto de
penhora para o pagamento de débitos decorrentes de sua
atividade produtiva
• Se o proprietário não possuir outra:
CF, art. 153, § 4º → Será imune ao Imposto
Territorial Rural (ITR);
CF, art. 185, I → Não poderá ser desapropriada para
fins de reforma agrária (extensível à média
propriedade).
Note que é errado falar, simplesmente, que "a pequena e a média
propriedade rural não podem ser objeto de desapropriação para fim
de reforma agrária", pois isso só será efetivamente garantido caso o
proprietário não possua outra.

Esquematização sobre as desapropriações na CF/88:

1– CF, art. 5º, XXIV


Se houver: necessidade ou utilidade → pública; ou
interesse → social.
Necessita ainda de uma lei para estabelecer o procedimento
de desapropriação.
Indenização:
• justa;
• prévia; e
• em dinheiro.
Essa é a desapropriação ordinária.
O Poder competente será o Executivo de qualquer esfera de
poder.
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É bom prestar atenção na literalidade: por "interesse social"
e lembrar-se que a indenização precisa conter esses três
requisitos: ser justa, prévia e em dinheiro, senão padecerá
de vício de inconstitucionalidade.
Desapropriação por interesse social: ocorre para trazer
melhorias às classes mais pobres, como dar assentamento a
pessoas.
Necessidade pública: A desapropriação é imprescindível para
alcançar o interesse público.
Utilidade pública: Não é imprescindível, mas, será vantajosa
para se alcançar o interesse público
Imissão provisória na posse ou imissão prévia na posse: O
ente expropriante toma antecipadamente a posse do bem,
com a condição de que haja urgência (que não poderá ser
renovada) e pagamento de quantia arbitrada pelo juiz. Essa
quantia refere-se a um depósito apenas provisório, não
importando no pagamento definitivo e justo visto acima,
conforme jurisprudência do STF.

2– CF, art. 182, § 4


No caso de solo urbano não edificado ou subutilizado.
Competente: poder municipal.
Precisa de lei específica municipal nos termos de lei federal.
A área deve estar incluída no Plano Diretor.
A desapropriação é o último remédio após o Município
promover:
• parcelamento ou edificação compulsórios do terreno;
• IPTU progressivo no tempo até alcançar certo limite
estabelecido na lei.
Indenização:
• mediante títulos da divida pública com prazo de resgate
de até 10 anos.
• a emissão dos títulos deve ser previamente aprovada
pelo Senado Federal;
• as parcelas devem ser anuais, iguais e sucessivas.
Essa é a desapropriação extraordinária de imóvel urbano.
A regra acima é apenas para o imóvel não edificado ou
subutilizado, regra geral: As desapropriações de imóveis

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urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em
dinheiro.

3– CF, art. 184


Para fins de reforma agrária:
competente: União;
também é por interesse social;
• somente se aplica ao imóvel que não estiver cumprindo
sua função social.
Indenização:
• justa;
• prévia;
• em títulos da dívida agrária resgatáveis em até 20
anos;
• se houver benfeitorias úteis ou necessárias, estas
devem ser indenizadas em dinheiro;
• o resgate dos títulos é a partir do segundo ano de sua
emissão.
Essa é a desapropriação extraordinária de imóvel rural.
As operações de transferência de imóveis que são
desapropriados para fins de reforma agrária são imunes a
quaisquer impostos (não abrange todos os tributos, apenas
os impostos, que são uma das espécies do gênero tributo),
sejam eles federais, estaduais ou municipais – trata-se de
uma imunidade constitucional – CF, art. 184, § 5º.

4– CF, art. 243


Se houver cultivo ilegal de plantas psicotrópicas, haverá
expropriação imediata sem direito a qualquer indenização;
Finalidade: As “glebas” serão especificadamente destinadas
ao assentamento de colonos para que cultivem produtos
alimentícios ou medicamentosos.
• Essa desapropriação é chamada por alguns de confisco e
é regulada pela Lei nº 8.257/91.
• Para que ocorra a expropriação, o cultivo deve ser ilegal,
ou seja, não estar autorizado pelo órgão competente do
Ministério da Saúde, e não atendendo exclusivamente a
finalidades terapêuticas e científicas.

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• Art. 243, parágrafo único → Qualquer bem de valor
econômico que seja apreendido em decorrência do
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será
revertido para tratamento e recuperação de viciados e
para custeio das atividades de fiscalização, controle,
prevenção e repressão ao tráfico.
• Segundo o STF, toda a gleba deverá ser expropriada e
não apenas a parte que era usada para o plantio.

Observações Gerais:
Vimos que tanto na desapropriação ordinária quanto na
extraordinária precisamos de lei que regulamente a execução. A
competência para legislar sobre desapropriação é privativa da
União. Somente uma lei federal poderá regulamentar o
procedimento de desapropriação ordinária ou servir de base para a
lei específica municipal na desapropriação extraordinária de imóvel
urbano.
Dica:
Não confunda essa competência privativa para legislar sobre
desapropriação com a competência para promover a
desapropriação. Para promovê-la, como visto acima poderá
caber:
• à União, Estado/DF ou Mun. → na desapropriação
ordinária;
• ao Município → na desapropriação extraordinária de imóvel
urbano;
• à União → na desapropriação extraordinária de imóvel
rural.

83. (FCC/ AJAJ-EM- TRT-1ª/ 2013) a desapropriação por


necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, procede-se,
em regra, mediante justa e prévia indenização em dinheiro,
ressalvados os casos previstos em lei complementar.
Comentários:
Segundo o art. 5º, XXIV, a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse
social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados
os casos previstos nesta Constituição e não e Lei Complementar.
Gabarito: Errado.

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84. (FCC/TJAA-DPE-RS/ 2013) Ao disciplinar o direito à
propriedade, a Constituição Federal brasileira determina que
(a) apenas a propriedade rural, e não a urbana, atenderá a sua
função social nos termos da lei.
(b) é vedada a desapropriação por interesse social, permitida apenas
a desapropriação por necessidade ou utilidade pública.
(c) no caso de iminente perigo público, a autoridade competente
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário
indenização ulterior, se houver dano.
(d) a propriedade rural, independentemente de sua extensão
territorial, mas desde que trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade
produtiva.
Comentários:
Letra A. Errado. a propriedade urbana também tem que cumprir sua
função social. Veja que não há tal limitação: Art. 5º, XXIII - a
propriedade atenderá a sua função social.
Letra B. Errado. A Constituição prevê a desapropriação por interesse
social, Art. 5º, XIV - a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro,
ressalvados os casos previstos nesta Constituição.
Letra C. Correto, conforme art. 5º, XXV - no caso de iminente perigo
público, a autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver
dano.
Letra D. Errado. A constituição protege apenas a pequena
propriedade.
Gabarito: Letra C.

85. (FCC/AJAA-TRE-AP/2011) Ulisses foi obrigado a desocupar


sua residência porque o Corpo de Bombeiros a requisitou para
acessar e apagar um incêndio no imóvel dos fundos que se alastrava
com rapidez e tomava enormes proporções, e que poderia queimar o
referido imóvel, aniquilar todo o restante do quarteirão, causar a
morte de um grupo indeterminado de pessoas e danos à comunidade.
Porém, os bombeiros no manuseio das mangueiras de água
danificaram todos os móveis e eletrodomésticos que se encontravam
no interior do imóvel. Segundo a Constituição Federal, ao Ulisses
a) está assegurada indenização ulterior de todos os danos causados
pelo Corpo de Bombeiros no combate ao incêndio.

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b) não está assegurada indenização ulterior em hipótese alguma,
posto que o caso se tratava de iminente perigo público.
c) está assegurada indenização dos danos, limitada de até vinte
salários mínimos.
d) está assegurada indenização dos danos, limitada de até quarenta
salários mínimos.
e) não está assegurada indenização, posto que o caso se tratava de
força maior, salvo se Ulisses provar que a requisição de sua casa era
dispensável ao combate do incêndio.
Comentário:
A questão facilita a vida do candidato, veja que ela usa a expressão:
"o Corpo de Bombeiros a requisitou". Lembraram? Ahhhh... trata-se
da requisição administrativa.
CF, art. 5º, XXV - no caso de iminente perigo público, a
autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano;
Veja então que a indenização será ulterior, após o ato, e só se houver
dano à propriedade.
Como sabemos, não se trata de forma de desapropriação, pois
diferentemente do que ocorre nesta, na requisição, o dono da
propriedade não perde sua titularidade, mas, apenas fornece a
mesma à autoridade competente para que use temporariamente o
imóvel no caso de perigo público iminente.
Gabarito: Letra A.

86. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) No caso de


iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, vedada ao proprietário indenização ulterior na
ocorrência de dano.
Comentários:
Trata-se do instituto da requisição administrativa. Essa requisição é
feita por autoridades públicas em caso de iminente perigo público e
se houver dano à propriedade, haverá ulterior indenização. A questão
erra ao dizer que não haverá indenização (CF, art. 5º, XXV).
Gabarito: Errado.

87. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a pequena


propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela
família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos

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decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios
de financiar o seu desenvolvimento.
Comentários:
Teor do art. 5º, XXVI: Como vimos, a pequena propriedade rural,
assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não
será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de
sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o
seu desenvolvimento;
Gabarito: Correto.

88. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a desapropriação por


necessidade ou utilidade pública ou por interesse social será efetuada
mediante prévia e justa indenização em dinheiro, ressalvados os
casos previstos na Constituição.
Comentários:
Veja que a assertiva fala "ressalvados os casos previstos na
Constituição". Por que isso? Pois na Constituição existem vários casos
de desapropriação além desta do art. 5º, XXIV.
Gabarito: Correto.

89. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a pequena propriedade rural,


definida em lei e desde que trabalhada pela família, não será objeto
de penhora, salvo para assegurar pagamento de débitos decorrentes
de sua atividade produtiva.
Comentários:
A Constituição assegura em seu art. 5º, XXVI: a pequena propriedade
rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família,
não será objeto de penhora para pagamento de débitos
decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os
meios de financiar o seu desenvolvimento;
Gabarito: Errado.

90. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a propriedade particular


poderá ser objeto de uso pela autoridade competente, em caso de
iminente perigo público, assegurada indenização posterior,
independentemente da ocorrência de dano.
Comentários:
Aqui não se trata mais de forma de desapropriação, pois
diferentemente do que ocorre nesta, na requisição, o dono da
propriedade não perde sua titularidade, mas, apenas fornece a
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mesma à autoridade competente para que use temporariamente o
imóvel no caso de perigo público iminente. Segundo a CF em seu art.
5º, XXV: no caso de iminente perigo público, a autoridade
competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao
proprietário indenização ulterior, se houver dano; (A indenização será
ulterior, após o ato, e só se houver dano à propriedade).
Gabarito: Errado.

Direito autoral:
Art. 5º, XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de
utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
É um privilégio vitalício e ainda vai poder ser transmitido aos
herdeiros, mas só pelo tempo que a lei fixar. Após esse tempo cairá
no domínio público.

91. (FCC/TJAA-TRE-PE/2011) No tocante aos Direitos e


Garantias Fundamentais, ao autor
a) compete o exercício solidário do direito de utilização de sua obra
com a sociedade face o interesse público que se sobrepõe ao privado,
independentemente de prazo.
b) compete o exercício solidário do direito de publicação de sua obra
com a sociedade face o interesse público, independentemente de
prazo.
c) pertence o direito exclusivo de publicação de sua obra,
intransmissível aos herdeiros.
d) pertence o direito exclusivo de utilização de sua obra,
intransmissível aos herdeiros.
e) pertence o direito exclusivo de reprodução de sua obra,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.
Comentários:
A questão se limitou a cobrar a literalidade do art. 5º, XXVII da
Constituição: aos autores pertence o direito exclusivo de utilização,
publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros
pelo tempo que a lei fixar.
Gabarito: Letra E.

92. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a lei


assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário
para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à
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propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos
distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento
tecnológico e econômico do País.
Comentários:
Teor do art. 5º, XXIX - veja que o direito de propriedade industrial é
temporário, enquanto o direito autoral é vitalício e ainda pode ser
transferido aos herdeiros pelo tempo em que a lei fixar.
Gabarito: Correto.

93. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) aos autores pertence o


direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas
obras, não transmissível aos herdeiros, por seu caráter
personalíssimo.
Comentários:
O direito autoral é transmissível aos herdeiros, embora somente pelo
tempo que a lei venha a fixar.
Gabarito: Errado.

Direito de imagem e de fiscalização:


XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas
e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas
atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico
das obras que criarem ou de que participarem aos criadores,
aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e
associativas;

Propriedade Industrial
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais
privilégio temporário para sua utilização, bem como
proteção às criações industriais, à propriedade das marcas,
aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo
em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico
e econômico do País;
Perceba que, diferentemente do direito autoral, a propriedade
industrial é um privilégio temporário:
• Direito autoral - Privilégio vitalício e ainda transmissível aos
herdeiros;

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X
• Direito de propriedade industrial - Privilégio temporário.

94. (FCC/ AJAJ-EM- TRT-1ª2013) a lei assegurará aos autores


de inventos industriais privilégio vitalício para sua utilização, além de
proteção temporária para criações industriais, propriedade das
marcas, nomes de empresas e outros signos distintivos, tendo em
vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico
do País.
Comentários:
Errado. A lei assegura privilégio temporário e não vitalício.
Gabarito: Errado.

95. (CESPE/Assistente – CNPq/2011) A CF garante o direito de


propriedade intelectual e assegura aos autores de inventos industriais
privilégio permanente para a sua utilização, além de proteção às
criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de
empresas e outros signos distintivos, considerando o interesse social
e o desenvolvimento tecnológico e econômico do Brasil.
Comentários:
A propriedade industrial, diferentemente do “direito autoral”, é um
privilégio temporário, e não um privilégio permanente.
A propriedade industrial, as famosas “patentes”, possuem um prazo
definido em lei (9279/96) para serem utilizadas (15 ou 20 anos, caso
a caso).
Gabarito: Errado

Herança
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País
será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou
dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais
favorável a lei pessoal do "de cujus";
Facilitando: "de cujus" é o falecido. Assim, quando algum estrangeiro
falecer deixando bens situados no Brasil, esta sucessão de bens
(recebimento da herança) será regulada pela lei brasileira de forma a
beneficiar o cônjuge ou seus filhos brasileiros, a não ser que a lei do
país do falecido seja ainda mais favorável a estes.

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96. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a sucessão de
bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não
lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
Comentários:
Teor do art. 5º, XXXI: "a sucessão de bens de estrangeiros situados
no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou
dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei
pessoal do "de cujus"
Gabarito: Correto.

97. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a sucessão de bens de


estrangeiros situados no país será sempre regulada pela lei brasileira,
independentemente do que estabelecer a lei pessoal do de cujus.
Comentários:
O termo "de cujus" é usado como sinônimo de "falecido". Assim, de
acordo com a Constituição (CF, art. 5°, XXXI), a sucessão de bens
(transmissão da herança) pertencentes à estrangeiros, quando os
bens estejam situados no Brasil, será regulada pela lei BRASILEIRA,
de modo que venha a beneficiar o seu cônjuge ou seus filhos
brasileiros. Esta regra não é aplicável se a lei do país do falecido (de
cujus) for mais benéfica do que a lei brasileira para o cônjuge ou
filhos brasileiros.
Gabarito: Errado.

Defesa do consumidor
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do
consumidor;
ADCT, art. 48 → A CF ordenou que o congresso elaborasse o Código
de Defesa do Consumidor dentro de 120 dias após a promulgação da
Constituição.
Além do CDC, outras leis se enquadram na defesa ao consumidor,
como, por exemplo, o Estatuto do Torcedor e lei de infrações à ordem
econômica.

Pois é Pessoal, deu para aquecer as turbinas??...rs, por hoje é só, até
a próxima aula.

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LISTA DAS QUESTÕES DA AULA:

1. (CESPE/ MPU/ 2010) Considerando que os direitos sejam


bens e vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias
sejam os instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, a
garantia do contraditório e da ampla defesa ocorre nos processos
judiciais de natureza criminal de forma exclusiva.
2. (CESPE/Contador-AGU/2010) Embora se saliente, nas
garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a
direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na
faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de
outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais
adequados a essa finalidade.
3. (CAIPIMES/Advogado SP Turismo/2007 - Adaptada) Os
direitos são bens e vantagens conferidos pela norma.
4. (CAIPIMES/Advogado SP Turismo/2007 - Adaptada) As
garantias nem sempre são os meios destinados a fazer valer os
direitos constitucionais.
5. (FCC/EPP-BA/2004) A classificação adotada pelo legislador
constituinte de 1988 estabeleceu como espécies do gênero direitos
fundamentais tão-somente os direitos:
a) individuais e coletivos.
b) individuais, coletivos e sociais.
c) individuais, coletivos, sociais, de nacionalidade, políticos e
relacionados à existência, organização e participação em partidos
políticos.
d) sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência,
organização e participação em partidos políticos.
e) individuais, sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à
existência, organização e participação em partidos políticos.
6. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal
compreende os direitos fundamentais como sendo os direitos
individuais e os direitos coletivos previstos no artigo 5o, excluindo
dessa categoria os direitos sociais e os direitos políticos.
7. (FCC/ PGE-SP/2009) Os direitos e garantias expressos na
Constituição Federal:
a) constituem um rol taxativo.
b) não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela
adotados, entre os quais o Estado Democrático de Direito e o
princípio da dignidade humana.

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c) não excluem outros decorrentes do Estado Democrático de Direito
e do princípio da dignidade humana, mas a ampliação deve ser
formalmente reconhecida por autoridade judicial no exercício do
controle de constitucionalidade.
d) não excluem outros decorrentes do Estado Democrático de Direito
e do princípio da dignidade humana, mas a ampliação deve ser
formalmente reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar
arguição de descumprimento de preceito fundamental.
e) somente podem ser ampliados por força de Tratado Internacional
de Direitos Humanos aprovado em cada Casa do Congresso Nacional,
em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros.
8. (FCC/EPP-SP/2009) Em matéria de direitos e garantias
fundamentais, a Constituição de 5 de outubro de 1988
a) estabelece um amplo, porém taxativo, rol de direitos públicos
subjetivos.
b) demonstrou acentuada preocupação com a efetividade de suas
disposições.
c) pouco inovou em relação às Constituições brasileiras anteriores.
d) manteve-se atrelada ao padrão liberal clássico, refratário aos
direitos fundamentais de cunho prestacional.
e) é de inspiração socialista, dependendo a plena fruição dos direitos
que consagra da planificação total da economia.
9. (FCC/ BACEN/2006- Adaptada) No que tange aos direitos e
garantias individuais, a Constituição Federal apresenta um rol não
taxativo, tendo em vista, sobretudo, o regime e os princípios por ela
adotados e os compromissos decorrentes de tratados internacionais
(Certo ou Errado).
10. (ESAF/Técnico ANEEL/2004) A Constituição enumera
exaustivamente os direitos e garantias dos indivíduos, sendo
inconstitucional o tratado que institua outros, não previstos pelo
constituinte.
11. (FCC/TCE-MG/2007 - Adaptada) Os direitos fundamentais
são absolutos, não sendo suscetíveis de limitação no seu exercício.
12. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal deu
enorme relevância aos direitos fundamentais, assegurando-os de
maneira quase absoluta, mas certas conturbações sociais podem
desencadear a necessidade de supressão temporária de certos
direitos no atendimento do interesse do Estado e das instituições
democráticas.
13. (FCC/APOFP-SEFAZ-SP/2010 - Adaptada) As pessoas
jurídicas, por serem distintas das pessoas físicas, têm direito a
indenização por danos materiais, mas não por danos morais.
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14. (FCC/ACE-TCE-MG/2007 - Adaptada) A Constituição Federal
vigente assegura a existência de direitos fundamentais somente às
pessoas físicas, mas não às pessoas jurídicas.
15. (CESPE/MPS/2010) De acordo com a sistemática de direitos
e garantias fundamentais presente na CF, as pessoas jurídicas de
direito público podem ser titulares de direitos fundamentais.
16. (CESPE/Analista - TRT 9ª/2007) Os direitos e garantias
fundamentais não se aplicam às relações privadas, mas apenas às
relações entre os brasileiros ou os estrangeiros residentes no país e o
próprio Estado.
17. (CESPE/AJEM-TJDFT/2008) A retirada de um dos sócios de
determinada empresa, quando motivada pela vontade dos demais,
deve ser precedida de ampla defesa, pois os direitos fundamentais
não são aplicáveis apenas no âmbito das relações entre o indivíduo e
o Estado, mas também nas relações privadas. Essa qualidade é
denominada eficácia horizontal dos direitos fundamentais.
18. (ESAF/ATRFB/2009) As violações a direitos fundamentais
não ocorrem somente no âmbito das relações entre o cidadão e o
Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e
jurídicas de direito privado. Assim, os direitos fundamentais
assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os
poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos
particulares em face dos poderes privados.
19. (FCC/Analista TRF 4ª/2010) São direitos fundamentais
classificados como de segunda geração
a) os direitos econômicos e culturais.
b) os direitos de solidariedade e os direitos difusos.
c) as liberdades públicas.
d) os direitos e garantias individuais clássicos.
e) o direito do consumidor e o direito ao meio ambiente equilibrado.
20. (FCC/ PGE-SP/2009 - Adaptada) Liberdade, Igualdade e
Fraternidade, ideais da Revolução Francesa, podem ser relacionados,
respectivamente, com os direitos humanos de primeira, segunda e
terceira gerações.
21. (FCC/Procurador-PGE-SP/2009 - Adaptada) O direito à
paz inclui-se entre os direitos humanos de segunda geração.
22. (FCC/ PGE-SP/2009 - Adaptada) Os direitos humanos de
primeira geração foram construídos, em oposição ao absolutismo,
como liberdades negativas; os de segunda geração exigem ações
destinadas a dar efetividade à autonomia dos indivíduos, o que
autoriza relacioná-los com o conceito de liberdade positiva e com a
igualdade.
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23. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) Os direitos republicanos
têm surgido na doutrina como uma nova categoria onde o cidadão
passa a pensar no interesse público explicitamente para fazer frente à
ofensa à coisa pública, como o nepotismo, a corrupção, bem como às
políticas de Estado que, a pretexto de se caracterizarem como
públicas, na verdade podem atender a interesses particulares
indefensáveis.
24. (FCC/Analista TRT 9/2004) Os direitos fundamentais são
também classificados em três gerações. Os de primeira, segunda e
terceira gerações correspondem, respectivamente, aos direitos:
a) à democracia ou ao pluralismo; de fraternidade ou de
solidariedade; e de liberdade ou de defesa.
b) de liberdade ou de defesa; de prestação por parte do Estado ou
sociais; e de fraternidade ou de solidariedade.
c) de prestação por parte do Estado ou sociais; à democracia ou à
informação; e de liberdade ou de defesa.
d) de fraternidade ou de solidariedade; de liberdade ou de defesa; e
à igualdade material ou à isonomia.
e) à informação ou ao pluralismo; de fraternidade ou de
solidariedade; e de prestação por parte do Estado ou econômicos.
25. (FCC/ PGE-PE/2004) Em ocorrendo colisão de direitos
fundamentais consagrados por normas constitucionais de eficácia
plena, não sujeitos, portanto, a restrições legais, o intérprete
constitucional poderá adotar, para solução de caso concreto, o
princípio da:
a) ponderação de interesses.
b) interpretação adequadora.
c) congruência.
d) relativização dos direitos fundamentais.
e) interpretação conforme a Constituição.
26. (FCC/ Técnico-TRT-8/ 2013) As normas definidoras dos
direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
27. (FCC/Técnico-TRE-PI/2009) As normas definidoras dos
direitos e garantias fundamentais não têm aplicação imediata,
submetendo- se à regulamentação legislativa.
28. (FCC/Analista - TRT 15ª/2009) As normas definidoras dos
direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
29. (FCC/Técnico Judiciário – Área Administrativa/2012) Os
tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que
forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois

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turnos, por dois quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais.
30. (FCC/A. Jud. – Biblioteconomia – TRT 24ª/2011) Os
tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que
forem aprovados:
a) pela Câmara dos Deputados, por maioria absoluta, mediante
aprovação prévia da Advocacia Geral da União, serão equivalentes à
Lei ordinária.
b) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente
aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão
equivalentes às Leis ordinárias.
c) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente
aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão
equivalentes às Leis complementares.
d) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três
quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais.
e) pelo Presidente da República serão equivalentes à Medida
Provisória e serão levados à Câmara dos Deputados, para, mediante
aprovação por maioria dos votos, serem convertidas em Leis
ordinárias.
31. (FCC/Analista - TRT 15ª/2009) Nos termos da Constituição
Federal, serão equivalentes às emendas constitucionais, os tratados e
convenções internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados, pelo Congresso Nacional, em dois turnos, por dois terços
dos votos dos respectivos membros.
32. (FCC/Advogado-ARCE/2006) Na hipótese de a República
Federativa do Brasil vir a ser signatária de tratado internacional em
que se vede a prisão civil por dívidas, sem quaisquer ressalvas, o
referido tratado:
a) será incompatível com a Constituição, por afronta a cláusula
pétrea, sendo por isso passível de controle por meio de ação direta
de inconstitucionalidade.
b) integrar-se-á ao ordenamento jurídico nacional em nível
supraconstitucional, na medida em que versa sobre matéria de
direitos fundamentais.
c) terá aplicação imediata no ordenamento jurídico nacional,
independentemente de aprovação pelo Congresso Nacional, por se
tratar de norma definidora de direito fundamental.
d) ingressará no ordenamento jurídico nacional em nível
infraconstitucional, não se submetendo, no entanto, a controle de
constitucionalidade, por versar sobre direito fundamental.

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e) será equivalente a emenda constitucional, desde que aprovado,
em cada Casa do Congresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos votos
de seus respectivos membros.
33. (FCC/TJAA- TRT-9/ 2013) O Brasil se submete à jurisdição
de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado
adesão.
34. (CESPE/Técnico-TRT 17ª/2009) O Brasil se submeterá à
jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação manifestar
adesão.
35. (CESPE/Técnico-TJ-TJ/2008) A submissão do Brasil ao
Tribunal Penal Internacional depende da regulamentação por meio de
lei complementar.
36. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008) Dos direitos
fundamentais, apenas os direitos e garantias individuais podem ser
considerados como cláusulas pétreas.
37. (CESPE/ STF/ 2008) Todos os direitos e garantias
fundamentais previstos na CF foram inseridos no rol das cláusulas
pétreas.
38. (FCC/AJ-Arquivologia-TRT-19/2011) A Constituição
Federal, ao classificar os direitos enunciados no artigo 5º, quando
assegura a inviolabilidade do direito à vida, à dignidade, à liberdade,
à segurança e à propriedade, adota o critério do
a) perigo subjetivo do direito assegurado.
b) objeto imediato do direito assegurado.
c) alcance relativo do direito assegurado.
d) plano mediato do direito assegurado.
e) alcance subjetivo do direito assegurado.
39. (FCC/Analista TRF 4ª/2010) A inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade são
garantias previstas na Constituição Federal:
a) aos brasileiros, não estendidas às pessoas jurídicas.
b) aos brasileiros natos, apenas.
c) aos brasileiros natos e aos estrangeiros com residência fixa no
País.
d) aos brasileiros, natos ou naturalizados.
e) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.
40. (FCC/Procurador Pref. Santos/2005) Conforme previsto na
Constituição Federal de 1988, os direitos e garantias fundamentais
são:

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a) garantidos apenas aos brasileiros, em face do princípio da
soberania nacional.
b) definidos por normas de aplicação imediata.
c) enunciados em rol fechado e taxativo, dado seu caráter de cláusula
pétrea.
d) alteráveis apenas por emendas à Constituição, decorrentes de
iniciativa popular.
e) revogáveis apenas sob intervenção federal.
41. (FCC/Técnico- TRT 16ª/2009) Homens e mulheres são
iguais em direitos e obrigações.
42. (FCC/Procurador-BACEN/2006) O princípio da isonomia
deflui, em termos conceituais, de um dos fundamentos
constitucionalmente expressos da República Federativa do Brasil e
que é a:
a) soberania.
b) publicidade.
c) dignidade da pessoa humana.
d) livre iniciativa.
e) não-intervenção.
43. (FCC/AJAJ-TRT 23ª/2005) Tendo em vista o princípio da
isonomia como um dos direitos fundamentais, observe as
afirmações sobre o princípio da igualdade:
I. por sua natureza, veda sempre o tratamento discriminativo entre
indivíduos, mesmo quando há razoabilidade para a discriminação.
II. vincula os aplicadores da lei, face à igualdade perante a lei,
entretanto não vincula o legislador, no momento de elaboração da
lei.
III. estabelece que se deve tratar de maneira igual os que se
encontram em situação equivalente e de maneira desigual os
desiguais, na medida de suas desigualdades.
IV. não há falar em ofensa a esse princípio se a discriminação é
admitida na própria Constituição.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
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44. (FCC/Procuradoria - Recife/2008) É garantia constitucional
da liberdade a previsão segundo a qual:
a) é vedada a instituição de pena de privação ou restrição da
liberdade.
b) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa,
senão em virtude de lei.
c) se proíbe a instituição da pena de morte, exceto na hipótese de
guerra declarada, nos termos da Constituição.
d) a lei considerará crimes inafiançáveis e imprescritíveis a prática da
tortura e o terrorismo.
e) não haverá prisão civil por dívida, exceto a do depositário infiel.
45. (FCC/EPP/2004) "Ninguém será obrigado a fazer ou deixar
de fazer alguma coisa senão em virtude de lei." Por este princípio,
art. 5o, II, da Constituição da República Federativa brasileira de
1988,
a) o destinatário da garantia só poderá ser compelido a atuar (ou não
atuar) desta ou daquela forma, por força de lei. Não havendo lei, este
tem uma atuação livre, desvinculada.
b) o destinatário da garantia apenas poderá ser compelido a atuar
(ou não atuar) desta ou daquela forma por força de lei ordinária.
c) os poderes públicos têm toda sua atuação pautada pela vontade da
lei, podendo a autoridade pública atuar fora dos trilhos legais.
d) o destinatário da garantia só poderá ser compelido a atuar (ou não
atuar) desta ou daquela forma, por força de lei elaborada pelo Poder
Legislativo. Isto implica dizer que ele não está obrigado a obedecer
medidas provisórias, posto serem elas atos normativos editados pelo
chefe do Poder Executivo.
e) o destinatário da garantia só poderá ser compelido a atuar (ou não
atuar) desta ou daquela forma por força de lei complementar.
46. (ESAF/Técnico - Receita Federal/2006) Com relação ao
direito, a todos assegurado, de não ser obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa, senão em virtude de lei, o sentido do termo "lei"
é restrito, não contemplando nenhuma outra espécie de ato
normativo primário.
47. (CESPE/AJEM-TJDFT/2008) Ordens emanadas de
autoridades judiciais, ainda que ilegais, devem ser cumpridas, sob
pena de restar violado o estado de direito.
48. (ESAF/ANA/2009) Ninguém é obrigado a cumprir ordem
ilegal, ou a ela se submeter, por isso que é dever de cidadania opor-
se à ordem ilegal, ainda que emanada de autoridade judicial; caso
contrário, nega-se o Estado de Direito.

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49. (CESPE/AGU/2009) De acordo com o princípio da
legalidade, apenas a lei decorrente da atuação exclusiva do Poder
Legislativo pode originar comandos normativos prevendo
comportamentos forçados, não havendo a possibilidade, para
tanto, da participação normativa do Poder Executivo.
50. (CESPE/AJAA-TJES/2011) O princípio da dignidade da
pessoa humana possui um caráter absoluto, sendo um princípio
primordial presente na Constituição Federal de 1988.
51. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) É livre a manifestação do
pensamento, permitido o anonimato.
52. (FCC/TJ Segurança - TRT 1ª/2011) A inviolabilidade do
sigilo de dados complementa a previsão ao direito à intimidade e à
vida privada, sendo ambas as previsões regidas pelo princípio da
a) igualdade.
b) eficiência.
c) impessoalidade.
d) exclusividade.
e) reserva legal.
53. (FCC/APOFP-SEFAZ-SP/2010) No que se refere à
inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem
das pessoas é certo que:
a) a dor sofrida com a perda de ente familiar não é indenizável por
danos morais, porque esta se restringe aos casos de violação à honra
e à imagem.
b) a indenização, na hipótese de violação da honra e da intimidade,
não responde cumulativamente por danos morais e materiais.
c) a condenação por danos morais face à divulgação indevida de
imagem, exige a ocorrência de ofensa à reputação da pessoa.
d) o Estado também responde por atos ofensivos (morais) praticados
pelos agentes públicos no exercício de suas funções.
e) as pessoas jurídicas, por serem distintas das pessoas físicas, têm
direito a indenização por danos materiais, mas não por danos morais.
54. (CESPE/ TCE-ES/2009) O TCU, no exercício de sua missão
constitucional de auxiliar o Congresso Nacional no controle externo,
tem competência para determinar a quebra de sigilo bancário dos
responsáveis por dinheiros e bens públicos.
55. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) É vedada a assistência religiosa
nas entidades militares de internação coletiva, salvo nas civis.
56. (FCC/AJAJ-TRT 21/2003) Temístocles, alegando motivos
relacionados com sua convicção política, negou-se a prestar o serviço
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militar e, alegando as mesmas convicções, recusou-se a cumprir
obrigação alternativa. Nesse caso, Temístocles
a) está correto em seu procedimento, visto que ninguém pode ser
obrigado a fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
b) alegou legítima escusa de consciência, uma vez que sua convicção
política é contrária à prestação de qualquer serviço ao Estado.
c) perderá seus direitos políticos e, sendo a perda definitiva, não mais
poderá recuperá-los.
d) terá seus direitos políticos suspensos e essa situação perdurará até
que cumpra a obrigação alternativa.
e) não tem direito à escusa de consciência porque o serviço militar é
obrigação imposta a todos os brasileiros.
57. (FCC/TCE-SP/2011) Por força de previsão expressa no
Código de Processo Penal (CPP), o serviço do júri é obrigatório,
sujeitando-se ao alistamento os cidadãos maiores de 18 anos de
notória idoneidade. O artigo 438 do mesmo diploma legal, a seu
turno, estabelece que "a recusa ao serviço do júri fundada em
convicção religiosa, filosófica ou política importará no dever de
prestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos
políticos, enquanto não prestar o serviço imposto". A previsão contida
no artigo 438 do CPP é
a) compatível com a Constituição da República.
b) parcialmente compatível com a Constituição da República, no que
se refere à possibilidade de exercício de objeção de consciência, que
somente se admite por motivo de convicção filosófica ou política.
c) incompatível com a Constituição da República, que considera o júri
um órgão que emite decisões soberanas, sendo por essa razão
vedada a recusa ao serviço.
d) incompatível com a Constituição da República, que não admite a
suspensão de direitos políticos nessa hipótese.
e) incompatível com a Constituição da República, que não admite a
possibilidade de recusa ao cumprimento de obrigação legal a todos
imposta.
58. (FCC/Técnico- TRT 16ª/2009) A expressão da atividade
científica depende de censura ou licença.
59. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF assegura a liberdade de
expressão, apesar de possibilitar, expressamente, sua limitação por
meio da edição de leis ordinárias destinadas à proteção da juventude.
60. (FCC/ AJAJ-EM- TRT-1ª/ 2013) Em virtude da garantia
constitucional do direito à intimidade, da inviolabilidade de domicílio e
do sigilo das comunicações, seria considerada ilícita a prova

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decorrente de cumprimento de mandado judicial de busca e
apreensão em escritório de advocacia.
61. (FCC/ TCE-GO/2009) Nos termos da Constituição, admite-se
excepcionalmente a entrada na casa de um indivíduo sem
consentimento do morador
a) por determinação judicial, a qualquer hora.
b) em caso de desastre, somente no período diurno.
c) para prestar socorro, desde que a vítima seja criança ou
adolescente.
d) em caso de flagrante delito, sem restrição de horário.
e) por determinação da autoridade policial, inclusive no período
noturno.
62. (FCC/ -MPE-RS/2008-adaptada) A casa é asilo inviolável do
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou, por
determinação judicial até às 22:00h (Certo ou Errado).
63. (FCC/ Auditor - TCE-SP/2008) Medida Provisória que
estabelecesse a possibilidade de a autoridade policial efetuar buscas e
apreensões na casa de indivíduos investigados pela prática de atos de
terrorismo, a qualquer hora do dia ou da noite, independentemente
de mandado judicial, seria incompatível com a Constituição da
República, porque a inviolabilidade de domicílio somente é
excepcionada, sem restrição de horário, em caso de flagrante delito,
desastre ou para prestar socorro, ou ainda, durante o dia, mediante
determinação judicial.
64. (FCC/Analista-MPU/2007 - Adaptada) A inviolabilidade de
domicílio pode ser mitigada para prestação de socorro, desde que
haja consentimento expresso do morador.
65. (FCC/Analista - TRT-18ª/2008 - adaptada) É inviolável o
sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados
e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal (Certo ou
Errado).
66. (CESPE/Analista-EBC/2011) É permitida a violação de
correspondência de presidiário em face de suspeita de rebelião.
67. (CESPE/Técnico-TCU/2009) Admite-se a quebra do sigilo
das comunicações telefônicas, por decisão judicial, nas hipóteses e na
forma que a lei estabelecer, para fins de investigação criminal ou
administrativa.
68. (CESPE/TJAA-TRE-MG/2008) A Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988 prevê a inviolabilidade do sigilo da
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correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas em caráter absoluto.
69. (FCC/ AJAJ-EM-TRF 1ª/2013 - Adaptada) Em virtude da
garantia constitucional do direito à intimidade, da inviolabilidade de
domicílio e do sigilo das comunicações, seria considerada ilícita a
prova decorrente de gravação de conversa telefônica feita por um dos
interlocutores, sem conhecimento do outro.
70. (FCC/AJAJ-EM-TRF 4ª/2004 - Adaptada) No que se refere
à inadmissibilidade, no processo, das provas obtidas por meios
ilícitos, é certo que constitui ilicitude a utilização de conversa
telefônica feita por terceiros com autorização de um dos
interlocutores sem o conhecimento do outro, quando há, para essa
utilização, excludente da antijuridicidade.
71. (FGV/Analista de Controle Interno – SAD – PE/2009) É
livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas
as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
72. (FCC/Técnico- TRT 15ª/2009) É assegurado, em qualquer
hipótese, o acesso à informação e a sua fonte.
73. (CESGRANRIO/Técnico de Defesa Aérea - MD/2006) A
inviolabilidade do direito à liberdade abrange a livre locomoção no
território nacional em tempo de paz e constitui direito fundamental
previsto na Constituição Federal integrante do grupo de direitos:
a) políticos.
b) sociais.
c) solidários.
d) individuais.
e) à nacionalidade.
74. (FCC/ TRT-18ª/2008) Todos podem reunir-se pacificamente,
sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente.
75. (FCC/Analista - TRF 5ª/2008) Todos podem reunir-se
pacificamente, sem armas, em qualquer local, independentemente de
autorização ou de prévio aviso à autoridade competente.
76. (FCC/Técnico - TRE-SE/2008) Todos podem reunir-se
pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, mediante
prévia autorização do Poder Público.
77. (FCC/AJAA - TRT 3ª/2009) No que diz respeito à liberdade
de reunião, é certo que:

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a) o instrumento jurídico adequado para a tutela da liberdade de
reunião, caso ocorra lesão ou ameaça de lesão, ocasionada por
ilegalidade ou arbitrariedade, é o habeas corpus.
b) essa liberdade, desde que atendendo aos requisitos de praxe, não
está sujeita a qualquer suspensão por conta de circunstâncias
excepcionais como no estado de defesa.
c) o prévio aviso à autoridade para realizar uma reunião limita-se,
tão-somente, a impedir que se frustre outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local.
d) na hipótese de algum dos manifestantes, isoladamente, estiver
portando arma de fogo, o fato não autoriza a dissolução da reunião
pelo Poder Público.
e) a autoridade pública dispõe de competência e discricionariedade
para decidir pela conveniência, ou não, da realização da reunião.
78. (FCC/AJ Arquivologia - TRT 1ª/2011) João, Carlos, Tício,
Libero e Tibério se uniram e fundaram uma associação de vigilantes
de bairro, todos armados e uniformizados, sob a alegação que não
treinavam com finalidade bélica. Porém, para se afastar de forma
absoluta o caráter paramilitar dessa associação não poderão estar
presentes os seguintes requisitos:
a) Tempo e princípio da impessoalidade.
b) Tempo e lugar.
c) Pluralidade de participantes e lugar.
d) Lugar e princípio da eficiência.
e) Organização hierárquica e princípio da obediência.
79. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) Todos deverão ser compelidos a
associar-se ou a permanecer associado a sindicato na vigência do
contrato de trabalho.
80. (FCC/Técnico - TRT-SP/2008) As associações só poderão
ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas
por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em
julgado (Certo ou Errado).
81. (FCC/TJAA-TRT 7ª/2009) O artigo 5° da Constituição
Federal prevê, dentre outros direitos, que:
a) a liberdade de associação é absoluta, sendo necessária, porém, a
prévia comunicação à autoridade competente.
b) as entidades associativas somente têm legitimidade para
representar seus filiados extrajudicialmente.
c) a liberdade de associação para fins lícitos é plena, vedada a de
caráter paramilitar.

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d) a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas,
dependem de autorização do Estado.
e) as associações só poderão ser compelidas a suspender as suas
atividades, após decisão tomada por seus filiados.
82. (FCC/AJAJ-TRT-23ª/2011) As associações
a) poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão
administrativa de autoridade competente, desde que tenha sido
exercido o direito de defesa.
b) não poderão ser compulsoriamente dissolvidas em nenhuma
hipótese tratando-se de garantia constitucional indisponível.
c) só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial
que haja transitado em julgado.
d) só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial
não sendo o trânsito em julgado requisito indispensável para a sua
dissolução.
e) poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão
administrativa desde que proferida em segunda instância por órgão
colegiado.
83. (FCC/ AJAJ-EM- TRT-1ª/ 2013) a desapropriação por
necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, procede-se,
em regra, mediante justa e prévia indenização em dinheiro,
ressalvados os casos previstos em lei complementar.
84. (FCC/TJAA-DPE-RS/ 2013) Ao disciplinar o direito à
propriedade, a Constituição Federal brasileira determina que
(a) apenas a propriedade rural, e não a urbana, atenderá a sua
função social nos termos da lei.
(b) é vedada a desapropriação por interesse social, permitida apenas
a desapropriação por necessidade ou utilidade pública.
(c) no caso de iminente perigo público, a autoridade competente
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário
indenização ulterior, se houver dano.
(d) a propriedade rural, independentemente de sua extensão
territorial, mas desde que trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade
produtiva.
85. (FCC/AJAA-TRE-AP/2011) Ulisses foi obrigado a desocupar
sua residência porque o Corpo de Bombeiros a requisitou para
acessar e apagar um incêndio no imóvel dos fundos que se alastrava
com rapidez e tomava enormes proporções, e que poderia queimar o
referido imóvel, aniquilar todo o restante do quarteirão, causar a
morte de um grupo indeterminado de pessoas e danos à comunidade.

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Porém, os bombeiros no manuseio das mangueiras de água
danificaram todos os móveis e eletrodomésticos que se encontravam
no interior do imóvel. Segundo a Constituição Federal, ao Ulisses
a) está assegurada indenização ulterior de todos os danos causados
pelo Corpo de Bombeiros no combate ao incêndio.
b) não está assegurada indenização ulterior em hipótese alguma,
posto que o caso se tratava de iminente perigo público.
c) está assegurada indenização dos danos, limitada de até vinte
salários mínimos.
d) está assegurada indenização dos danos, limitada de até quarenta
salários mínimos.
e) não está assegurada indenização, posto que o caso se tratava de
força maior, salvo se Ulisses provar que a requisição de sua casa era
dispensável ao combate do incêndio.
86. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) No caso de
iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, vedada ao proprietário indenização ulterior na
ocorrência de dano.
87. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a pequena
propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela
família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos
decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios
de financiar o seu desenvolvimento.
88. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a desapropriação por
necessidade ou utilidade pública ou por interesse social será efetuada
mediante prévia e justa indenização em dinheiro, ressalvados os
casos previstos na Constituição.
89. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a pequena propriedade rural,
definida em lei e desde que trabalhada pela família, não será objeto
de penhora, salvo para assegurar pagamento de débitos decorrentes
de sua atividade produtiva.
90. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a propriedade particular
poderá ser objeto de uso pela autoridade competente, em caso de
iminente perigo público, assegurada indenização posterior,
independentemente da ocorrência de dano.
91. (FCC/TJAA-TRE-PE/2011) No tocante aos Direitos e
Garantias Fundamentais, ao autor
a) compete o exercício solidário do direito de utilização de sua obra
com a sociedade face o interesse público que se sobrepõe ao privado,
independentemente de prazo.

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b) compete o exercício solidário do direito de publicação de sua obra
com a sociedade face o interesse público, independentemente de
prazo.
c) pertence o direito exclusivo de publicação de sua obra,
intransmissível aos herdeiros.
d) pertence o direito exclusivo de utilização de sua obra,
intransmissível aos herdeiros.
e) pertence o direito exclusivo de reprodução de sua obra,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.
92. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a lei
assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário
para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos
distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento
tecnológico e econômico do País.
93. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) aos autores pertence o
direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas
obras, não transmissível aos herdeiros, por seu caráter
personalíssimo.
94. (FCC/ AJAJ-EM- TRT-1ª2013) a lei assegurará aos autores
de inventos industriais privilégio vitalício para sua utilização, além de
proteção temporária para criações industriais, propriedade das
marcas, nomes de empresas e outros signos distintivos, tendo em
vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico
do País.
95. (CESPE/Assistente – CNPq/2011) A CF garante o direito de
propriedade intelectual e assegura aos autores de inventos industriais
privilégio permanente para a sua utilização, além de proteção às
criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de
empresas e outros signos distintivos, considerando o interesse social
e o desenvolvimento tecnológico e econômico do Brasil.
96. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a sucessão de
bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não
lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
97. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a sucessão de bens de
estrangeiros situados no país será sempre regulada pela lei brasileira,
independentemente do que estabelecer a lei pessoal do de cujus.

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