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ele 020 - Instalações Elétricas Prediais

Instalações Elétricas Prediais


1
Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo – Findes

Lucas Izoton Vieira


Presidente

Senai – Departamento Regional do Espírito Santo

Manoel de Souza Pimenta


Diretor-gestor

Robson Santos Cardoso


Diretor-regional

Alfredo Abel Tessinari


Gerente de Operações e Negócios

Fábio Vassallo Mattos


Gerente de Educação e Tecnologia

Agostinho Miranda Rocha

Equipe técnica

Marcelo Bermudes Gusmão


Coordenação

Sandro Silva
Elaboração

Giovani Gujansk
Revisão técnica

Lygia Bellotti
Adaptação de linguagem

Amanda Correia de Freitas


Revisão gramatical

Tatyana Ferreira
Revisão pedagógica

Andrelis Scheppa Gurgel

Jackeline Oliveira Barbosa


Paola Lougon Pasolini
Diagramação

Eugênio Santos Goulart


Fabrício Zucolotto
Fernando Emeterio de Oliveira
Ilustração

Fernanda de Oliveira Brasil


Maria Carolina Drago
Tatyana Ferreira
Vanessa Yee
Organização
Eletroeletrônica
Instalações Elétricas Prediais
Versão 0

Vitória
2009
© 2009. Senai - Departamento Regional do Espírito Santo
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/02/1998. É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, por
quaisquer meios, sem autorização prévia do SENAI/ES.

Senai/ES
Divisão de Educação e Tecnologia - Detec

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca do Senai-ES

Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação (CIP)

SENAI. Departamento Regional do Espírito Santo.


S492i Instalações elétricas prediais./ Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial,
Departamento Regional do Espírito Santo. - Vitória : SENAI/ES, 2009.
138 p. : il.

Inclui bibliografia.

1. Instalações elétricas prediais. 2.Fornecimento de energia elétrica. 3.


Proteção para instalações elétricas. 4. Projeto de instalação elétrica predial.
I. Título.

CDU: 621.316

Senai-ES - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Departamento Regional do Espírito Santo


Av. Nossa Senhora da Penha, 2053
Ed. Findes - 6º andar CEP: 29056-913 - Vitória - ES
Tel: (27) 3334-5600 - Fax: (27) 3334-5772 - http://www.es.senai.br
Apresentação

A busca por especialização profissional é constante. Você, assim como a


maioria das pessoas que deseja agregar valor ao currículo, acredita nessa
idéia. Por isso, para apoiá-lo na permanente tarefa de se manter atualiza-
do, o Senai-ES apresenta este material, visando a oferecer as informações
de que você precisa para ser um profissional competitivo.

Todo o conteúdo foi elaborado por especialistas da área e pensado a


partir de critérios que levam em conta textos com linguagem leve, gráfi-
cos e ilustrações que facilitam o entendimento das informações, além de
uma diagramação que privilegia a apresentação agradável ao olhar.

Como instituição parceira da indústria na formação de trabalhadores qua-


lificados, o Senai-ES está atento às demandas do setor. A expectativa é
tornar acessíveis, por meio deste material, conceitos e informações neces-
sárias ao desenvolvimento dos profissionais, cada vez mais conscientes
dos padrões de produtividade e qualidade exigidos pelo mercado.
Sumário

Instalações Elétricas Prediais....................................................................................9


Fornecimento de energia elétrica.........................................................................11
Exercícios da unidade I.............................................................................................17
Ferramentas manuais e instrumentos.................................................................19
Exercícios da unidade II...........................................................................................33
Materiais.......................................................................................................................35
Exercícios da unidade III..........................................................................................49
Componentes.............................................................................................................51
Exercícios da unidade IV..........................................................................................65
Proteção das instalações elétricas........................................................................67
Exercícios da unidade V...........................................................................................83
Projeto elétrico...........................................................................................................85
Exercícios da unidade VI.........................................................................................111
Prática de instalações..............................................................................................115
Referências Bibliográficas......................................................................................137
Instalações Elétricas Prediais

A instalação de energia elétrica em estruturas prediais demanda o co-


nhecimento de diversos conceitos e das ferramentas utilizadas nesta
operação, além dos equipamentos de proteção necessários para evitar
eventuais acidentes.
Nesta unidade, você vai aprender as formas corretas de realizar os pro-
cedimentos e como funcionam os elementos empregados na atividade.
Entre os assuntos abordados está o fornecimento de energia elétrica e
os meios de conservá-la, as ferramentas demandadas no processo e os
componentes que fazem parte dos dispositivos utilizados. Os métodos
de proteção contra descargas elétricas, o projeto elétrico e os tipos de
instalações serão outros conteúdos estudados.

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

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Instalações Elétricas Prediais
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Fornecimento de energia elétrica

Você sabe como ocorre o fornecimento de energia elétrica para casas,


ruas e comércio?
Até ser utilizada em nosso dia-a-dia, a energia elétrica percorre um longo
caminho. A primeira etapa do processo é a geração, que pode ser realiza-
da de diversas formas. Após ser gerada, a energia precisa ser transmitida
e distribuída. Somente depois de passar por essas três etapas, pode ser
utilizada pelo consumidor.

Geração, transmissão e distribuição


Conforme já abordado, a primeira etapa do processo de fornecimento de
energia elétrica é a geração. A produção da energia ocorre a partir da ener-
gia mecânica de rotação de um eixo de uma turbina que movimenta um
gerador. A movimentação pode ser promovida por força da água, do vapor
ou devido à fissão do urânio. Cada um desses processos resulta, respectiva-
mente, em energias hidráulica, térmica e nuclear.
A fase seguinte é a transmissão. No caso da que é gerada em usinas hidroe-
létricas, há a necessidade de ser transportada até subestações elevadoras de
tensão que, por meio das linhas de transmissão, podem chegar a locais mui-
to distantes dos quais a energia foi gerada. É este processo que possibilita a
utilização de energia em cidades, indústrias, fazendas e outros lugares.
A última etapa do fornecimento de energia elétrica é a distribuição. Para
isso, é necessário que ocorra um fenômeno inverso ao de transmissão. Nesse
caso, é necessário baixar a tensão do nível transmissão, que é muito elevada.
Nas cidades, isto é feito através de transformadores instalados nos postes,
que baixam a tensão para 127/220 Volts e possibilitam que a energia seja uti-
lizada.

Normalização
O trabalho em instalações prediais é regulamentado por normas estabe-
lecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Já a regulamen-
tação técnicas da atividade no Brasil é desenvolvida pela Associação Bra-
sileira de Normas Técnicas (ABNT). Confira as atribuições de cada uma.

ANEEL
A Agência Nacional de Energia Elétrica é uma autarquia ligada ao Ministé-
rio das Minas e Energias (MME), do Governo Federal. A agência, responsá-
vel por coordenar e fiscalizar a atividade de instalação predial em benefí-
Achou importante?
cio da sociedade, possui como principais atribuições:
Faça aqui suas anotações.
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- Regular e fiscalizar a geração, a transmissão, a distribuição e a comercia-
lização da energia elétrica, defendendo o interesse do consumidor.

- Mediar os conflitos de interesses entre agentes do setor elétrico entre si


e com os consumidores.

- Conceder e autorizar instalações e serviços de energia.

- Garantir tarifas justas e serviços de qualidade.

- Exigir que os agentes do setor façam investimentos.

- Estimular a competição entre os operadores e assegurar a universaliza-


ção dos serviços.

ABNT
Fundada em 1940, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o
órgão responsável pela normalização técnica no País. Essa padronização
é feita visando a promover o desenvolvimento tecnológico brasileiro.
Apesar de ser privada, a instituição não possui fins lucrativos e é mem-
bro fundador de organizações internacionais, como ISO (Organização In-
ternacional para Padronização), da COPANT (Comissão Panamericana de
Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização).

Na prática, a padronização está inserida na fabricação de produtos, na


transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida, por meio
de normas relacionadas às áreas de saúde, segurança e preservação do
meio ambiente. Isso leva as empresas a buscarem atingir o padrão de
qualidade determinado para cada setor.
As vantagens da normalização, do ponto de vista econômico, é a redu-
ção da variedade de produtos e procedimentos no mercado. A prática
também favorece a comunicação entre consumidores e fabricantes, o
que aumenta a confiabilidade no serviço prestado. Além disso, a partir
da padronização é possível que as pessoas certifiquem-se em relação à
qualidade dos produtos.

Outros benefícios da normalização são:

- Melhor utilização de equipamentos, materiais e mão-de-obra.


- Uniformização da produção.
- Aumento do nível técnico dos profissionais.
- Facilidade para o registro do conhecimento tecnológico.
- Melhor negociação para contratação ou venda de tecnologia.
- Redução do consumo de materiais.
- Padronização de componentes e equipamentos.
- Elevação da produtividade.
- Maior controle do processo.
- Redução da variedade de produtos para determinadas aplicações.

O apoio do Governo Federal para a padronização das instalações elétricas


visa a reduzir o desperdício de energia, além de promover a melhor utili-
zação dos recursos energéticos do País.

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Normalização das instalações elétricas de baixa
tensão
As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela Norma
Brasileira Regulamentadora (NBR) 5410/97, intitulada Instalações Elétricas
de Baixa Tensão, desenvolvida pela ABNT.
Essa norma regulamenta todos os procedimentos como o projeto, a exe-
cução, a manutenção e a verificação final, desenvolvidos em instalações
elétricas alimentadas por tensão nominal igual ou inferior a mil Volts em
Corrente Alternada (CA).

O fornecimento de energia pelas concessionárias é feito de acordo com


a carga (kW) instalada e conforme a legislação em vigor – Resolução 456
“Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica” de 29/11/00, da
ANEEL, que estabelece os seguintes limites para o atendimento:

- Tensão secundária de distribuição: quando a carga instalada


na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kW. Para esses consu-
midores, que fazem parte do Grupo B, é oferecida tensão inferior a 2.300
Volts. Por exemplo: 220/127 Volts (Trifásico).

- Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: quando


a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75 kW e a de-
manda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento,
for igual ou inferior a 2.500 kW. Por exemplo: tensão de 13.800 Volts (Tri-
fásico).

- Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69


kV: quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o
fornecimento, for superior a 2.500 kW.

De acordo com a Resolução da ANEEL 456, de 29/11/00, após efetivado o


pedido de fornecimento de energia elétrica à concessionária, esta deve
criar meios para que o usuário se certifique de que passa a ter as seguin-
tes obrigações:

- Observar se as instalações elétricas da unidade consumidora estão de


acordo com as normas da ABNT ou de outra organização credenciada
pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Indus-
trial - CONMETRO, e das normas e padrões da concessionária,
postos à disposição do interessado.

- Caso seja solicitado pela concessionária, o usuário deve instalar - em


local apropriado e de fácil acesso - caixas, quadros, painéis ou cubículos
para acomodar medidores, transformadores de medição e outros apare-
lhos necessários à medição do consumo de energia, demandas de potên-
cia e à proteção dessas instalações.

- Declarar de modo descritivo a carga instalada na unidade consumidora.

- Fornecer informações referentes à atividade desenvolvida na unidade


consumidora, sobre a finalidade da utilização da energia elétrica, e em
relação à necessidade de comunicar eventuais alterações futuras.
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O número de fios e fases oferecidos ao consumidos pela concessionária
é estabelecido em função da carga, em kW, instalada. A tabela abaixo
exemplifica o critério de atendimento para as unidades consumidoras li-
gadas em baixa tensão. Veja:

TIPOS DE CARGAS LIGAÇÃO


LIGAÇÕES Fases Fases

A Até 10 kw 2 1
B Maior que 10 e menor ou igual a 15 kw 3 2
D Maior que 15 e menor ou igual a 75 kw 4 3

A ilustração a seguir demonstra como é feita a instalação, de acordo com


o número de fios que possui. Observe:

Isolador ou olhal

Alça preformada p/cabo


multiplexado

Condutor neutro Condutor fase

Cabo multiplexado
(Duplex, triplex ou quadruplex)
Conector Ampactinho
tipo cunha ou compressão H

Condutores do ramal
de entrada

Recomposição da conexão

A dois fios:
- uma Fase e um Neutro
- tensão de 127 V;

A três fios:
- duas Fases e um Neutro
- tensões de 127 e 220 V, ou
- tensões de 127 e 254 V;

A três fios:
- três Fases e um Neutro
- tensões de 127 e 220 V.

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Padrão de Medição de Energia
Cada estado tem o próprio padrão conforme a norma escolhida por cada
concessionária de energia. A maioria dos municípios do Estado do Es-
pírito Santo segue o padrão Escelsa. Sempre ao realizar um padrão de
medição é necessário verificar com a concessionária de sua região qual
é a norma vigente.

Conservação de energia
A redução do consumo de energia depende de medidas eficazes para
conservá-la. Para que isso seja feito de forma eficaz e duradoura, é pre-
ciso que sejam tomadas medidas conjuntas sobre o uso consciente dos
recursos energéticos de que o Brasil dispõe.
Para promover a racionalização da produção e do consumo de energia
elétrica e, consequentemente, eliminar os desperdícios e reduzir os cus-
tos e os investimentos no setor, os ministérios de Minas e Energia e da
Indústria e Comércio criaram, em 1985, o Programa Nacional de Conser-
vação de Energia Elétrica (Procel). Em 1991, o Procel foi transformado em
Programa de Governo e passou a ter abrangência e responsabilidades
ampliadas.

Projetos que visam a eliminar o desperdício de energia em espaços re-


sidenciais, comerciais, industriais, órgãos governamentais e em áreas
públicas são desenvolvidos pelo Procel, que realiza ainda trabalhos de
conscientização nas escolas.

Uma iniciativa bem-sucedida do programa é a que tem foco na área re-


sidencial e, por meio da qual, o Procel qualifica produtos eficientes e os
divulga no mercado. Também são atribuições do projeto mobilizar os ca-
nais de distribuição para execução de parcerias em projetos de conser-
vação de energia e desenvolver medidas padrão para serem executadas
em todo o Brasil.

Para certificar e informar o consumidor sobre quais são os aparelhos tér-


micos e elétricos que proporcionam maior eficiência economia de ener-
gia foram criados dois selos. Veja:

Selo Procel de economia de energia


O selo PROCEL de economia de energia, criado em 1993, é concedido
anualmente aos equipamentos elétricos que apresentam os melhores
índices de eficiência energética em categorias determinadas.

O objetivo é estimular os fabricantes brasileiros de produtos eletroele-


trônicos que desenvolvam equipamentos mais eficientes em relação à
economia de energia. O selo também serve como ferramenta de orienta-
ção ao consumidor sobre os equipamentos que apresentam os melhores
níveis de eficiência energética.

Instalações Elétricas Prediais

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O selo é concedido para os seguintes aparelhos:
- Refrigeradores de uma porta, combinado e
frost-free.
- Congeladores vertical e horizontal.
- Ar-condicionado de janela.
- Motor elétrico de indução trifásico de potência até 250 CV.
- Coletor solar plano.
- Reservatórios térmicos.
- Lâmpadas e reatores.

Selo Procel Inmetro de desempenho


O Selo Procel Inmetro de desempenho foi criado com o objetivo de com-
bater o desperdício de energia elétrica e de ser uma referência na compra
pelo consumidor. É concedido desde novembro de 1998, e possui valida-
de anual. A certificação do selo é voltada para produtos ou equipamentos
na área de iluminação, nacionais ou estrangeiros, que contribuam para o
combate ao desperdício de energia elétrica e que apresentem caracterís-
ticas de eficiência e qualidade conforme o padrão PROCEL.

NSOME
CO M
O
T

EN
TE PRODU

O
S ENERGI
ES

PROCEL
ENERGIA
E NONONO
NONO
NONONON

NONONO NONO
NONONONONO�
NONONO NONO

Nesta unidade você aprendeu os processos que en-


volvem o fornecimento de energia elétrica e as nor-
mas reguladoras da atividade.

A seguir, você vai estudar as ferramentas manuais e os instrumentos usa-


dos nas instalações elétricas.

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Exercícios da unidade I

1- Quais são as etapas pelas quais passa e energia elétrica até chegar ao
consumidor final?

2- Qual a norma regulamentadora que define as normas aplicadas às


instalações elétricas de baixa tensão?

3- O que é normalização? Qual é a sua importância?

4- Quais as principais atribuições da ANEEL?

5- O que é Procel? Em sua opinião, qual é a importância do programa


para o País?

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

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Instalações Elétricas Prediais
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Ferramentas manuais e instrumentos

As ferramentas e instrumentos auxiliam o profissional a executar as ope-


rações necessárias durante seu trabalho. Por isso, é necessário que este-
jam sempre à disposição, quando necessário, e sejam armazenados de
forma correta para que se mantenham em bom estado de conservação.

Para atuar em instalações elétricas prediais, é preciso que você saiba a


importância e a aplicação de diversos tipos de equipamentos, tema que
você vai aprender nesta unidade.

Para facilitar sua compreensão do conteúdo, na primeira parte desta uni-


dade vão ser abordadas as ferramentas, já na segunda, você vai conhecer
os instrumentos.

Ferramentas
Conheça algumas das principais ferramentas usadas em trabalhos com
eletricidade.

Alicates
O alicate é uma das ferramentas principais para a execução do trabalho
em instalações elétricas. Agora conheça alguns tipos e as funções de ali-
cates disponíveis no mercado.

Alicate desencapador de fios


Este tipo de alicate é usado para desencapar fios de bitolas variadas.

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
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Alicate prensa terminal
Este equipamento é aplicado quando há necessidade de prensar conec-
tores que ficam entre o contato inicial e a ponta de um fio.

Chaves de aperto
As chaves de aperto são bastante úteis no trabalho do eletricista predial,
mas também, podem ser usadas em instalações elétricas externas. Os ti-
pos mais comuns de chaves de aperto são:

Chave de boca fixa simples


Apertar ou afrouxar porcas e parafusos quadrados ou sextavados é a
principal função da chave de boca simples, que pode apresentar medidas
expressas em milímetros ou polegadas.

cabeça
cabo (ou braço)
ca
bo

esforço manual
sentido do
esforço de aperto
boca
boca

porca

Chave combinada
A chave combinada é utilizada em instalações que envolvem porcas e
parafusos, sextavados ou quadrados. Este equipamento apresenta uma
extremidade de perfil simples e a outra estrelada, conforme a figura a
seguir. A função principal desta chave é facilitar o acesso aos locais de
difícil alcance.

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Chave de boca fixa de encaixe
Há diversos tipos de chaves de boca fixa de encaixe disponíveis no mer-
cado. Este elemento apresenta boca estriada, o que dá mais firmeza e
possibilita um aperto mais regular, além de proporcionar mais segurança
ao operador. A ferramenta é aplicada, principalmente, em instalações de
acesso restrito.

manípulo
Estrias

Chave de boca regulável


O diferencial desta ferramenta é que ela possui parafuso regulador ou
porca, que permitem a regulagem da mandíbula móvel. As chaves de
boca regulável podem ser de grifo, que você vai conhecer a seguir.

Chave de boca regulável ou grifo


Utilizada principalmente em tubulações, a chave de grifo tem seus movi-
mentos de abrir e fechar regulados por uma porca.

mandíbula móvel
regulador

mola braço

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As ferramentas apresentadas até agora são importantes para o trabalho
em instalações elétricas, porém, a aplicação delas é pouco frequente. A
seguir, você vai conhecer os principais equipamentos usados para execu-
tar as atividades em instalações prediais, as chaves Allen, de parafuso de
fenda e Phillips.

Chave Allen
Também conhecida como chave de encaixe hexagonal, a chave Allen é
utilizada para apertar ou soltar parafusos com sextavado interno.

Chave de parafuso de fenda


Este tipo de equipamento apresenta haste feita em aço carbono fixada
em um cabo de madeira ou plástico. A chave é aplicada especialmente
em trabalhos de fixação ou para retirar parafusos com fendas ou ranhu-
ras, desde que permitam o encaixe da cunha.
Topo Cabo
Anel
Cunha Haste

Face
Espiga

Chave Phillips
Este tipo de chave possui a cunha em forma de cruz e é utilizado em pa-
rafusos Phillips, que apresentam as fendas cruzadas.

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Morsa de bancada
As morsas de bancadas são máquinas geralmente fabricadas a partir de
ferro fundido. A função do equipamento é fixar as peças para facilitar a
realização de operações com outras ferramentas, como furadeiras, plai-
nas, fresadoras e outras máquinas.

Ferro de solda
Os ferros de solda são os equipamentos usados em operações de solda-
gem com estanho, que são as mais comuns em instalações elétricas. A
função do ferro é armazenar o calor, proveniente de uma chama ou re-
sistência, e repassá-lo para as partes do elemento que será soldado para
ocasionar a fusão entre as peças.

Lima
A lima é uma ferramenta usada para desbastar os materiais excedentes
nas peças. Há vários tipos, que variam de acordo com a forma e o corte, e
influenciam o modo de acabamento que se pretende obter.

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Furadeira
A furadeira realiza operações de furação e calibração de peças e equipa-
mentos, por meio de movimentos de rotação.

Brocas
São ferramentas que realizam movimentos de rotação para furar os ma-
teriais, as brocas são acessórios essenciais. Isso porque os furos são feitos
através da movimentação deste elemento.

Cossinete ou Tarraxa
Os cossinetes são ferramentas usadas para a abertura de roscas externas
em eletrodutos. São encaixados no desandador para que possa ser efetu-
ado o movimento giratório e conseqüentemente a abertura das roscas.

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Desandador de cossinetes
O desandador de cossinetes é uma ferramenta fabricada geralmente
em aço carbono e desempenha a função de uma chave que realiza
movimentos de rotação.

Punção de bico
A punção de bico é uma ferramenta que possui ponta cônica e tempera-
da e é usada para determinar e marcar pontos de referência nos traçados
ou centros de peças a serem furadas.

Bico Corpo cilíndrico

Cabeça

Martelo de bola
O martelo de bola é utilizado em trabalhos com chapas finas de metal e,
também, para fixar pregos, grampos e outros materiais. Rebitar e extrair
fios são as principais funções desta ferramenta.

Bola
Espiga do cabo Cabo Seção (oval) Punho
Corpo

Cunha
Cabeça
Martelo de bola

Face (pancada)

Instalações Elétricas Prediais

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Fitas de enfiação
As fitas para enfiação, também conhecidas como sondas, são úteis no
processo de introdução dos fios no interior de tubulações de redes elé-
tricas.

Lâmpada de néon
Alguns equipamentos usados em instalações elétricas possuem acopla-
das lâmpadas néon, que acendem em contato com superfícies energiza-
das. Este dispositivo é importante para indicar a presença de tensão no
local e evitar acidentes, como o choque elétrico. Porém, você precisa se
lembrar de que são as ferramentas que devem ser encostadas nas partes
pelas quais supostamente passam correntes, e não as luzes.

Saca fusível
Conforme o nome que recebe, o saca fusível é utilizado para sacar ou reti-
rar fusíveis e garantir a proteção dos profissionais contra choques.

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Instrumentos
O trabalho a ser realizado pelo eletricista deve ser orientado e conduzido
por medições de corrente, tensão e resistência elétrica que vão indicar,
por exemplo, disfunções que precisam de reparo. Os equipamentos que
realizam medições são: amperímetro para corrente elétrica, voltímetro
para tensão elétrica, e ohmímetro para tensão elétrica. A seguir, você vai
estudar como é feita a aferição com cada um desses aparelhos.

Medindo a corrente elétrica



A medição da corrente elétrica é realizada por meio da ligação de um
amperímetro em série aos pontos nos quais se pretende medir a corren-
te elétrica, conforme a ilustração a seguir.

Fonte CARGA

Se não houver definição de um valor aproximado de corrente, o processo


deve ser iniciado com a utilização de uma escala do maior valor possível.
Isso porque se a corrente que passa pelo aparelho for muito elevada, há
riscos de o aparelho sofrer danos durante a operação.

Para medir a corrente, selecione a escala, abra o circuito no local em que


será feita a medição e encoste as pontas.

É necessário que você fique atento para um detalhe importante: se o ins-


trumento de medição for selecionado em AC, ele vai medir a corrente
alternada, se for marcado DC será aferida a corrente contínua.

Medindo a resistência elétrica


Do mesmo modo que ocorre com a medição da corrente elétrica, a aferi-
ção da resistência também é feita em escalas. Caso não haja ideia de um
valor aproximado, deve ser selecionada a maior escala possível.

Esta operação é realizada com o uso de multímetro, que pode, por exem-
plo, verificar se um cabo está partido ou se um fusível está queimado.

Em fios que apresentam condições perfeitas, a resistência é baixa, geral-


mente menor do que um ohm. Nesse caso, a medida deve ser feita com o
multímetro selecionado na escala de resistência mais baixa possível.

Em situações nas quais há cabos partidos ou fusíveis queimados, a re-


sistência é muito alta. Portanto, as medidas devem ser realizadas com o
circuito desligado.

Instalações Elétricas Prediais

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A maioria dos multímetros possui uma escala que emite um beep, que
indica baixa resistência. Assim, é possível medir as ligações sem que seja
necessário conferir o display do multímetro.

Medindo a tensão elétrica

Para medir a tensão elétrica, é necessário ligar o voltímetro em paralelo


com o circuito nos dois pontos em que se deseja medir a diferença de po-
tencial. Se não houver definição da tensão aproximada no circuito, deve
ser usada a menor escala.

O processo de aferição da tensão entre dois pontos é realizado da se-


guinte forma: seleciona-se a escala, e encostam-se as pontas de prova
nos terminais.

Lembre-se: se o instrumento for selecionado em AC ele mede tensão al-


ternada, já em DC ele checa a tensão contínua.

Fonte V CARGA

Após estudar os métodos de aferição de corrente, tensão e resistência


elétrica, você vai conhecer outros equipamentos também utilizados para
fazer medições. Veja.

Multímetro
O multímetro reúne as funções do voltímetro, do amperímetro e do oh-
mímetro em um só aparelho. Do tipo digital ou analógico, o dispositi-
vo pode, por exemplo, verificar o estado de baterias de CPU, checar as
tensões de fontes de alimentação e da rede elétrica, acompanhar sinais
sonoros, conferir o estado de cabos, entre outras aplicações.

O multímetro possui duas pontas de prova, uma vermelha e outra preta.


Esta deve ser conectada no ponto do multímetro indicado com GND ou
COM – chamado de terra, ground ou comum. A ponta de prova vermelha
é ligada em outras entradas, ou no ponto indicado do equipamento a ser
verificado.

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Volt-amperímetro tipo alicate
Diferente do que ocorre com o amperímetro normal, que precisa ser aco-
plado ao circuito para medir a corrente alternada, com o volt-amperíme-
tro tipo alicate não há essa necessidade. Isso ocorre, pois este equipa-
mento é constituído pelo secundário de um transformador de corrente
que capta a corrente do circuito.

Veja na ilustração abaixo os componentes básicos externos do elemento:


D

B 0

10
A

0
100
C

500

100
F

100
10
0
E
A - Gancho (secundário de um TC);
B - Gatilho (para abrir o gancho);
C - Parafuso de ajuste (para zerar o ponteiro);
D - Visor da escala graduada;
E - Terminais (para medição de tensão);
F - Botão seletor de escala.

Para medir a corrente, o gancho do instrumento deve ‘abraçar’ um dos


condutores do circuito, trifásico ou monofásico, em que se deseja fazer
a medição. O condutor abraçado deve ficar o mais centralizado possível
dentro do gancho.

0 100
10
0
10
0
50

100
0

100

Os volts-amperímetros tipo alicate não apresentam uma boa precisão no


início de sua escala graduada, mesmo assim, podem ser empregados nas
medições de correntes com valores baixos, menores que 1A. Nesse caso, de-
ve-se passar o condutor duas ou mais vezes pelo gancho do instrumento.

Instalações Elétricas Prediais

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Para conferir o resultado da medição, basta dividir o valor lido pelo número
voltas do condutor no gancho.

100 100
100
0
10
5 00

0
0 10

Suponha que o instrumento da figura anterior esteja indicando uma corren-


te de 3A. A aferição da corrente real é feita por meio da seguinte fórmula.

3 valor indicado pelo instrumento


I = ---- => ----------------------------------------------------- => I = 1A
3 número de voltas do condutor no gancho

Assim, é possível obter o valor correto da corrente que passa pelo


condutor.

Megôhmetros
Os megôhmetros são aparelhos destinados a medir altas resistências, como
em teste de isolamento de redes, de motores e de geradores. Não há muita
precisão da medição feita pelo equipamento em resistências muito baixas,
por isso, seu uso não é recomendado nesses casos.

Com o dispositivo, é possível a resistência do isolamento entre conduto-


res ou entre condutores e eletroduto. Para realizar a operação, abrem-se
os terminais do circuito em uma das extremidades. Na outra extremidade
são ligados os bornes do megôhmetro, inicialmente entre os condutores e
depois entre cada condutor e a massa (eletroduto). Assim, é aferida a resis-
tência de isolamento.

Megôhmetro

Fios
Instalações Elétricas Prediais
30
De acordo com a NBR 5410, a resistência de isolamento mínima é a se-
guinte:

Para fios de 1,5 e 2,5 mm - 1MΩ

Para fios de maior seção é baseada na corrente do circuito, conforme ta-


bela abaixo:

Corrente do circuito Resistência de isolamento


De 25 a 50 A 250.00 Ω
De 51 a 100 A 100.00 Ω
De 101 a 200 A 50.000 Ω
De 201 a 400 A 25.000 Ω
De 401 a 800 A 12.000 Ω
Acima de 800 A 5.000 Ω

Terrômetro
A função do terrômetro é medir a resistência de sistemas de eletrodos
que fazem parte de sistemas de aterramento complexos. O dispositivo
permite também detectar rapidamente a existência de conexões inade-
quadas e contatos de má qualidade na instalação.

Em aterramentos formados por estacas ou malhas, é possível aferir a re-


sistência em um laço de terra aproveitando a presença de aterramentos
vizinhos, sem que seja necessário utilizar estacas auxiliares próprias e sem
desconectar o aterramento sob teste.

Nesta unidade, você aprendeu mais sobre a operação e a importância


das ferramentas e instrumentos aplicados em trabalhos que envolvem
energia elétrica. O conteúdo da unidade a seguir são os materiais, tam-
bém usados nessas operações.

Instalações Elétricas Prediais

31
Instalações Elétricas Prediais
32
Exercícios Unidade II

1- Cite cinco ferramentas utilizadas nas instalações elétricas prediais e


suas aplicações específicas.

2- Associe cada equipamento à sua função específica :

( a ) Multímetro
( b ) Terrômetro
( c ) Megôhmetro
( d ) Amperímetro
( e ) Voltímetro

( ) Mede tensão elétrica.


( ) Mede resistência de aterramento.
( ) Mede corrente elétrica.
( ) Usado para teste de isolamento de redes, de motores, geradores,
entre outros.
( ) Estão no mesmo aparelho: Voltímetro, Amperímetro e Ohmímetro.

3- Na figura abaixo, os instrumentos X e Y são, respectivamente:

Fonte Y CARGA

( a ) Um voltímetro e um ohmímetro.
( b ) Um terrômetro e um ohmímetro.
( c ) Um voltímetro e um amperímetro.
( d ) Um amperímetro e um voltímetro.

4 - Que diferença há entre as medições de corrente elétrica feitas com o


uso do volt-amperímetro tipo alicate e do amperímetro comum?

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

33
Instalações Elétricas Prediais
34
Materiais

Nesta unidade, você vai conhecer os materiais essenciais para a execução


do trabalho em instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais.

Primeiramente, serão abordados os elementos percorridos por correntes


elétricas, que são os fios e os cabos. Em seguida você vai aprender quais
são as funções dos conectores elétricos, das soldas, das fitas isolantes e
dos eletrodutos. Caixas de passagem e de distribuição, quadro de distri-
buição, sistema x sobrepor e luminárias também vão ser abordados nas
páginas a seguir.

Saber como manusear estes materiais vai ajudar você a desempenhar


suas tarefas de forma cada vez melhor.

Condutores elétricos
Fios e cabos são elementos usados para conduzir eletricidade, por isso, rece-
bem o nome de condutores. A passagem de eletricidade apresenta risco de
choques, o que demanda cuidados especiais para o manuseio desses mate-
riais. Isolados eletricamente, geralmente, com PVC, os fios e os cabos são dife-
renciados pela presença de condutores: os fios possuem apenas um elemento
condutor de eletricidade e os cabos apresentam diversos condutores.

Fabricada a partir de cobre, a parte interna dos elementos é condutora


de eletricidade. Por ela flui a energia elétrica que vai alimentar residên-
cias, comércios e indústrias.

É preciso ressaltar a importância de o isolamento nessas ligações ser re-


alizado de modo seguro, pois o contato com eles provoca choques elé-
tricos que podem ser fatais. Assim, com exceção dos fios e cabos ligados
à terra e dos de proteção, todos devem ser devidamente encapados por
materiais não condutores.

Os fios e os cabos disponíveis no mercado são caracterizados de acordo


com a área nominal de sua secção transversal expressa em mm² (série
métrica), popularmente conhecida como bitola do condutor, que pode
variar de 0,5 a 120,0 mm². Fios e cabos isolados por PVC podem operar
em temperatura de até 70ºC. Há outros tipos de isolamentos que permi-
tem o trabalho em temperaturas mais elevadas, porém, não aplicáveis às
instalações elétricas residenciais, devido ao alto custo.

Existem ainda os condutores fabricados a partir de alumínio, que tam-


bém são aplicados em instalações elétricas prediais que ficam expostas
Achou importante? às condições ambientais. Geralmente não apresentam isolação e pos-
suem bitolas superiores a 35 mm².
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

35
Segundo a NBR-5410 da ABNT, as bitolas mínimas aceitas em projetos de
instalações elétricas residenciais são as seguintes: 1,5 mm² para circuitos
de iluminação e 2,5 mm² - para circuitos de tomadas, de força e de dis-
tribuição.

Na ilustração a seguir, estão representados um fio, que é um condutor


sólido e um cabo, formado por encordoamento de diversos fios sólidos.

Condutor sólido Cabo

Para compreender melhor o funcionamento desses materiais, você preci-


sa saber os significados de dois termos essenciais: isolação e isolamento.

Isolação se refere ao tipo de tipo do produto que compõe a capa que


isola eletricamente o condutor de metal.

Já isolamento se refere à classe de tensão para a qual o condutor foi projetado.

Se o condutor não possuir isolação, ou capa, ele é recebe a denominação


“Nu”. Acompanhe os exemplos a seguir:

Cobertura

Condutor Condutor

Nas ilustrações a seguir, estão representados cabos e fios e as partes que


os compõem. Veja:

3 2 1

1
2
2 Camada interna(composto termoplástico de PVC) cor branca até a seção nominal de 6mm.
3 Camada externa(composto termoplástico de PVC) em cores.

Condutores isolados (cabos)

3 2 1

1
2
2 Camada interna(composto termoplástico de PVC) cor branca até a seção nominal de 6mm.
3 Camada externa(composto termoplástico de PVC) em cores.

Instalações Elétricas Prediais


36
Um Cabo Multipolar é constituído por dois ou mais condutores isolados,
envolvidos por uma camada para a proteção mecânica, denominada
também de cobertura.
Condutores isolados (multipolares)

2 1
4 3

1
2 Isolação (composto termoplástico de PVC) em cores.
3 Capa interna de PVC.
4 Cobertura(composto termoplástico de PVC) cor preta(cabo multipolares).

Um cabo “Nu” é composto somente pelo condutor e também não possui


isolação, cobertura ou revestimento.

Para garantir a segurança nas instalações elétricas, é preciso ressaltar al-


gumas questões:

- Em instalações comerciais é permitido o emprego de condutores de


alumínio com secções iguais ou superiores a 50mm2.

- Em instalações residenciais só podem ser empregados condutores de


cobre, exceto os de aterramento e proteção.

Tipos de condutores
O comportamento em relação ao fogo de acordo com o material e a co-
bertura é o que determina os tipos de condutor de baixa-tensão (0,6 -
0,75 - 1kV), que podem ser:

Propagadores da chama
Este tipo de condutor entra em combustão sob a ação direta da chama e
mantém o processo mesmo após a retirada desta. Pertencem a esta cate-
goria o etilenopropileno (EPR) e o polietileno reticulado (XLPE).

Não-propagadores de chama
São aqueles nos quais a combustão de material cessa se for removida a
chama ativadora. Considera-se o cloreto de polivinila (PVC) e o neoprene
como não-propagadores de chama.

Instalações Elétricas Prediais

37
Resistentes à chama
Nestes condutores, mesmo em caso de exposição prolongada, a chama
não se propaga ao longo do material isolante do cabo. É o caso dos cabos
Sintenax Antiflan, da Pirelli, e Noflam BWF 750V, da Siemens.

Resistentes ao fogo
São materiais especiais incombustíveis, que permitem o funcionamento
do circuito elétrico, mesmo em presença de um incêndio. São usados em
circuitos de segurança e sinalizações de emergência.

Agora que você já sabe como funcionam os condutores, você vai estudar
os conectores, que também são usados em instalações elétricas.

Conectores
Os conectores estão disponíveis em diversos tipos e modelos que se
adaptam a fios e a cabos elétricos. Na figura que segue, você pode confe-
rir alguns deles. Observe:

Peças conectoras
Algumas peças que funcionam como conectores são bastante utilizadas
em instalações elétricas prediais, como o receptáculo reto norma, os bor-
nes e as bases conectoras. As características de cada uma delas você vai
conhecer a seguir.

Receptáculo reto normal


Este elemento serve como ponto de conexão entre a lâmpada e os con-
dutores. Possui base de baquelita ou porcelana, com rosca metálica nas
quais são atarraxados a lâmpada e os bornes. Neste último são ligados os
fios condutores. Veja a ilustração.

Instalações Elétricas Prediais


38
Bornes
Bornes são terminais de conexão que unem fios ou cabos por meio de
parafusos.

Base conectora
A base conectora (ou borneira) é um conjunto de bornes colocados em
uma única peça. A peça é empregada em quadros de distribuição e de
comando e em máquinas em que os condutores de entrada e saída são
agrupados. Para facilitar as ligações e a identificação de defeitos, os con-
dutores devem ser identificados com números, de acordo com o diagra-
ma elétrico.

Solda fraca
A solda fraca, aplicada com auxílio do soldador elétrico, é uma liga de
chumbo na proporção de 33% de chumbo e 67% de estanho. Sua tem-
peratura de fusão é de 170°C. Comercialmente, está disponível sob a for-
ma de barras com aproximadamente 35 cm de comprimento ou de fios
enrolados em carretéis.

Para permitir um escorrimento mais fácil do metal da solda sobre os


pontos a serem soldados, os fios de solda possuem um núcleo de resina,
como breu, por exemplo.

Fita isolante
Para cobrir emendas de condutores ou refazer o isolamento original des-
tes é utilizada a fita isolante. As fitas mais comuns nas instalações elétri-
cas são as de borracha e as de plástico.
Instalações Elétricas Prediais

39
Eletrodutos
Os eletrodutos têm a função de proteger os condutores contra ações me-
cânicas e corrosão e, também, resguardam o meio ambiente de perigos
de incêndio provenientes do superaquecimento ou da formação de arcos
por curto-circuito.

Constituir um envoltório metálico aterrado para os condutores evita peri-


gos de choque elétrico, no caso de o eletroduto ser metálico.

Estes dispositivos podem ser rígidos ou flexíveis. Conheça as característi-


cas de cada um deles.

Rígidos
Os eletrodutos rígidos são vendidos em varas de 3 m de comprimento,
rosqueadas nas extremidades, e com uma luva em uma das pontas. Este
tipo de eletroduto pode ser fabricado a partir dos seguintes materiais:
aço carbono, alumínio, PVC, plástico com fibra de vidro, polipropileno e
polietileno de alta densidade.

Em relação à instalação, os dispositivos podem ser aplicados:

- Em lajes e alvenaria: eletrodutos rígidos metálicos ou de plásticos rígi-


dos.

- Enterrados no solo: eletrodutos rígidos não-metálicos ou de aço galva-


nizado.

- Enterrados, porém embutidos em lastro de concreto: eletrodutos rígi-


dos não-metálicos, metálicos galvanizados ou revestidos de epóxi.

- Aparentes, fixados por braçadeiras a tetos, paredes ou elementos estru-


turais: eletrodutos rígidos metálicos ou de PVC rígido.

- Aparentes, em prateleiras ou suportes tipo “mão francesa”: rígidos me-


tálicos e de PVC.

- Aparentes, em locais em que a atmosfera contiver gases ou vapores


agressivos: PVC rígidos, por exemplo, Tigre da Cia. Hansen Industrial ou
metálicos, com pintura epóxica.

- Ligação de ramais de motores e equipamentos sujeitos a vibração: ele-


trodutos flexíveis metálicos (conduits) formados por uma fita enrolada
em hélice. Podem ser revestidos por uma camada protetora de material
plástico quando se teme a agressividade de agentes poluentes ou líqui-
dos agressivos.

Instalações Elétricas Prediais


40
Flexíveis
Os eletrodutos flexíveis são usados para proteger fios e cabos elétricos
contra intempéries em equipamentos industriais aplicados em instala-
ções elétricas, transformadores, linhas de iluminação (internas e exter-
nas), entre outros. A utilização dos dispositivos flexíveis é feita em locais
de difícil acesso para infiltrar os fios ou cabos.

Acessórios
Os eletrodutos interligam caixas de derivação. Para emendar os tubos,
mudar a direção e fixá-los às caixas são empregados os seguintes acessó-
rios, descritos a seguir:

Luvas
São peças cilíndricas rosqueadas internamente com rosca paralela, usa-
das para unir dois trechos de tubo, ou um tubo a uma curva. Em casos
que requerem estanqueidade são aplicadas luvas com rosca cônica.

Buchas
São peças responsáveis pelo arremate das extremidades dos eletrodutos
rígidos, que servem para impedir que a enfiação e o encapamento dos
condutores sejam danificados ao serem puxados por eventuais rebarbas
na ponta do eletroduto. Geralmente, esses dispositivos ficam na parte
interna das caixas.

Bucha Bucha de Bucha Bucha com


baquelite Isolada Terminal

Porcas
São elementos de máquinas de fixação e tem a funcionalidade de fixar
partes. Estão sempre associadas a um fuso ou a um parafuso.

Instalações Elétricas Prediais

41
Curvas
Para curvar os eletrodutos, em casos de haver necessidade de transpor
obstáculos, são aplicados elementos conhecidos como curvas, geralmen-
te, de 90º. Desviar de vigas ou pilares, por exemplo, é bastante comum na
atividade de instalação elétrica, por isso, o material é necessário.

Buchas para parafusos


As buchas para parafusos são usadas para fixar peças às superfícies de
alvenaria ou de concreto. A peça é fabricada em plástico ou nylon com
corpo cilíndrico escamado externamente, para dificultar a sua saída do
furo de fixação. Está disponível no mercado em vários tamanhos e é iden-
tificada pela letra S e pelos números pares. As mais utilizadas são as de
S4 a S10.

Arruelas
Também chamadas de contra buchas ou porcas, as arruelas possuem ros-
ca interna e são colocadas externamente às caixas. Serve de contra-aperto
com a bucha para a fixação do eletroduto à parede dela.

Arruela

Veja na ilustração a seguir alguns exemplos de aplicação dos acessórios


abordados nesta unidade.

LUVA
BUCHA

ARRUELA

Instalações Elétricas Prediais


42
Caixas de passagem
Assim como os eletrodutos, as caixas de passagem podem ser encontra-
das no mercado em plástico ou metal. São dispositivos que servem para
instalar interruptores e tomadas de corrente, normalmente embutidas
nas paredes.

Os eletrodutos sempre chegam ou partem dessas caixas e, para que se-


jam instalados nelas, é necessário que haja furos nos diâmetros externos
adequados aos eletrodutos. As caixas, portanto, são pré-furadas, bastan-
do a remoção das chapinhas que encobrem os furos.

Fabricadas nos formatos retangulares, para uso normalmente nas pare-


des e pisos, ou octogonais, para instalação no teto, as caixas de passa-
gem podem ser encontradas nas dimensões de ”4x2”, “4x4”, entre outras.

Há caixas de passagem disponíveis em tamanhos maiores, usadas quando


é necessário permitir a inspeção e a manutenção de circuitos que passam
por elas. Um exemplo são as CPM - caixas de passagem metálicas usadas
nas prumadas, grupo de condutores que sobem verticalmente um edifí-
cio - ou as CPA - caixas de passagem de alvenaria, instaladas no piso.

Alvenaria

4”x2” 4”x4”

Gesso Acartonado Octogonal

4”x4”
4”x2” 4”x4”

Caixa de distribuição aparentes


Conhecida também como conduletes, as caixas de distribuição aparen-
tes são usadas em instalações de indústrias, depósitos e estabelecimen-
tos comerciais de vulto. Geralmente, essas caixas são feitas de alumínio
injetado e possuem partes rosqueadas para adaptação de eletrodutos e
tampa parafusável.

O tipo mais comum de caixas de passagem são as das marcas Peterco (pe-
trolets), Blinda Eletromecânica Ltda. e Metalúrgica Wetzel S.A. Conforme es-

Instalações Elétricas Prediais

43
clarece o catálogo da Wetzel, os conduletes podem também ser embutidos
e empregados em instalações residenciais. Observe os exemplos a seguir.

E c

LL T

LB LR

X TB

Linha R-15

Tipo Tipo Tipo Tipo


R215/LR R215/LL R215/E R215/C

Tipo Tipo Tipo Tipo


R215/LB R215/TB R215/T R215/X

Linha R-215
Caixas de distribuição aparentes pretrolets da Peterco

Conduletes da Metalúrgica Wetzel S.A.

Instalações Elétricas Prediais


44
Quadros de distribuição
Os circuitos terminais de iluminação e as tomadas partem todos de qua-
dros de distribuição instalados em locais estratégicos em uma residência.

Esses locais, reúnem, portanto, dispositivos de proteção, barramentos de


fase, neutro e terra e condutores elétricos que seguirão, a partir de seus
respectivos DTM, para os circuitos de iluminação e tomadas de uso geral
e específicas.

Existem quadros de distribuição disponíveis para diversos tamanhos.


Normalmente, os destinados a atender instalações trifásicas são provi-
dos de espaço para proteção geral e possuem barramentos.

Quadro de distribuição

Sistema x de sobrepor
O sistema x de sobrepor é constituído por dutos ou canaletas em PVC de
pequenas dimensões que são aplicadas às paredes, junto aos rodapés,
alizares e molduras. A função desses elementos é disfarçar e proteger as
instalações. A fixação deles aos pontos é feita por parafusos próprios ou
buchas e, opcionalmente, por cola.

O sistema X é composto por diversos acessórios, conheça a seguir.

Instalações Elétricas Prediais

45
Canaletas
As canaletas podem ter tampas articuladas ou separadas. Observe a ilustração.

Caixas
Atualmente, há uma grande variedade de caixas utilizadas para o sistema
X. Veja alguns exemplos de caixas que possuem derivações de embutir
simples ou dupla.

Instalações Elétricas Prediais


46
Acabamentos
Usados para melhorar a estética das curvas e derivações em sistema X.

Luminárias
As luminárias são usadas como suporte para as lâmpadas e para a deco-
ração. Entretanto, sua principal função é orientar o fluxo luminoso em
ambientes residenciais, escolares, hospitalares, comerciais e industriais.
Ao selecionar a luminária ideal para o tipo de ambiente, você deve ob-
servar fatores como durabilidade, facilidade de manutenção, a maneira
como orienta o fluxo de luz, entre outros.

De acordo com a orientação do fluxo de luz, as luminárias são classifica-


das em diretas ou semi-diretas, as quais orientam todo ou grande parte
do fluxo de luz para o plano de trabalho, ou indireta ou semi-indireta,
que orientam todo ou grande parte do fluxo de luz na direção contrária
ao plano de instalação. Há ainda o tipo de luminária concentrante direta
ou semi-concentrante direta, que direciona um fluxo concentrado para o
plano de trabalho em um círculo de menor ou maior diâmetro.

Os acessórios que compõem uma luminária são: calha, receptáculo, difu-


sor, starter, lâmpada fluorescente, reator e acessório de fixação.

Calhas
A calha, que serve para refletir e direcionar o fluxo luminoso, é uma peça-
dispositiva composta de estrutura metálica esmaltada, com rasgos para
receptáculo, furos para starter e fixação e furação para reator. Está dispo-
nível em diversos modelos: com e sem aba, com e sem difusor, com uma
ou mais lâmpadas, de comprimento variado. Pode ser ainda embutida,
pendente ou fixada diretamente à superfície.

Receptáculo
O receptáculo é uma peça composta de corpo de baquelita ou plástico,
contatos em que são introduzidos os pinos das lâmpadas e os bornes
Instalações Elétricas Prediais

47
para ligar os condutores. O elemento pode ser conjugado com o suporte
do starter, formando o receptáculo. A função do acessório é sustentar a
lâmpada e ligá-la por meio de seus bornes ao circuito.

Suporte do starter
O suporte do starter serve para sustentar o starter e ligá-lo ao circuito,
por meio de seus bornes. É uma peça composta de corpo de baquelita
ou plástico, contatos e bornes, que possui um furo para a penetração do
starter. Nesse furo, há dois contatos para os pinos do starter, borne de
ligação e contatos de interligação, com o receptáculo da lâmpada fluo-
rescente de catodo pré-aquecido.

Luminária
Lastro

Soquete
Stater
Lâmpada

Neste capítulo você conheceu os diversos tipos de materiais que podem


ser usados nas instalações elétricas. Na unidade que se segue você vai
aprender os componentes aplicados para o fornecimento de energia,
como as lâmpadas e suas diversas variedades.

Instalações Elétricas Prediais


48
Exercícios Unidade III

1- Qual a diferença na formação dos fios e cabos?

2- Complete as frases a seguir:

Segundo a NBR-5410 da ABNT, as bitolas mínimas aceitas em projetos de


instalações elétricas residenciais são as seguintes:

a) para circuitos de iluminação________ mm²

b) para circuitos de tomadas, de força e de distribuição ________ mm²

3- Qual a diferença entre isolação e isolamento de um condutor?

4- Quais são as finalidades dos eletrodutos em uma instalação elétrica?

5- Para que servem os quadros de distribuição?

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

49
Instalações Elétricas Prediais
50
Componentes

Nesta unidade você vai conhecer alguns dos mais importantes compo-
nentes aplicados em instalações elétricas. Portanto, fique atento: às defini-
ções, aos nomes dos equipamentos, às cores descritivas, às composições,
às tensões, à amperagem, à carga e a todos os demais detalhes relaciona-
dos a esses elementos, que serão essenciais para o seu trabalho.

Lâmpadas
O primeiro componente que você vai aprender nesta unidade são as
lâmpadas, utilizadas para diversos fins, especialmente, para a iluminação
de diversos tipos de ambientes.

Classificação
As lâmpadas usadas em iluminação recebem classificações diferentes e
podem ser incandescentes ou de descarga. A seguir, você vai conferir os
principais tipos de cada uma dessas modalidades.

Incandescentes
As lâmpadas incandescentes possuem um bulbo de vidro, no interior do
qual há um filamento feito de tungstênio, enrolado uma, duas ou três
vezes, que realiza a iluminação incandescente devido à passagem da cor-
rente elétrica.

O tungstênio é um metal de ponto de fusão muito elevado (3.400ºC),


o que permite que a temperatura no filamento chegue a até cerca de
2.500ºC. O bulbo pode ser transparente, translúcido ou opalino. Este últi-
mo é usado para reduzir a luminância ou o ofuscamento, causados pela
iluminação muito intensa.

Para evitar que o filamento se oxide é realizado o vácuo no interior do


bulbo ou então é aplicado um gás inerte no local, geralmente, nitrogênio
ou o argônio.

A cor da luz produzida por este tipo de lâmpada é branco-avermelhada.


Na reprodução em cores, sobressaem o amarelo e o vermelho, ficando
amortecidas as tonalidades verde e azul.

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

51
As lâmpadas incandescentes podem ser: comuns; com bulbo temperado; com
bulbo de quartzo ou incandescentes halógenas; infravermelhas; refletoras.

Gás Inerte

Filamento
Arames de
suportes

Botão de
suportes

Condutores

Arames
selados

Tubo de
rarefação

Base

Lâmpada incandescente comum

De descarga
Nas lâmpadas denominadas “de descarga”, a energia é emitida sob a for-
ma de radiação, que provoca uma excitação de gases ou vapores metáli-
cos, devido à tensão elétrica entre eletrodos especiais.

A radiação, que se estende da faixa do ultravioleta até a do infravermelho,


passando pela do espectro luminoso, depende, entre outros fatores, da
pressão interna da lâmpada, da natureza do gás ou da presença de partí-
culas metálicas ou halógenas no interior do tubo.

As lâmpadas de descarga podem ser das seguintes classes: fluorescente,


luz mista, vapor de mercúrio de alta pressão com ou sem material fluo-
rescente, vapor de sódio de baixa ou de alta pressão, multivapores metá-
licos, com ou sem material fluorescente, xenônio, e de luz negra.

Tipos
Agora você vai aprender algumas características dos principais tipos de
lâmpadas de descarga.

Lâmpadas fluorescentes: são constituídas por um tubo nos quais as


paredes internas apresentam fixado um material fluorescente. Nesse lo-
cal há uma descarga elétrica, que provoca baixa pressão, em presença
de vapor de mercúrio. Assim, é produzida uma radiação ultravioleta que,
em contato com o material fluorescente das paredes, se transforma em

Instalações Elétricas Prediais


52
luz visível. O bulbo das lâmpadas fluorescentes é tubular e de vidro, e
em suas extremidades encontram-se eletrodos de tungstênio enrolados
helicoidalmente e recobertos de óxidos responsáveis por aumentar seu
poder emissor.

Lâmpada de descarga - luz mista: reúne em uma só lâmpada as van-


tagens da lâmpada incandescente, da fluorescente e da de vapor de
mercúrio. Isso porque a luz do filamento emite luz incandescente, a luz
do tubo de descarga a vapor de mercúrio emite intensa luz azulada e a
radiação invisível (ultravioleta), em contato com a camada fluorescente
do tubo, transforma-se em luz avermelhada.

Lâmpada de descarga a vapor de mercúrio: este tipo de lâmpada


possui um tubo de quartzo ou vidro duro, que contém uma pequena
quantidade de mercúrio e é cheio de gás argônio, além de ter quatro ele-
trodos - dois principais e dois auxiliares – colocados nas extremidades do
tubo. Os dois eletrodos auxiliares e o gás argônio estabelecem um arco
de ignição preliminar que vaporiza o mercúrio. Assim, é formado o arco
luminoso definitivo entre os dois eletrodos principais.

Lâmpada de vapor de mercúrio de alta pressão: possui um fluxo lu-


minoso grande e uma vida útil longa, o que a torna muito econômicas.

Lâmpadas a vapor de sódio: o tubo de descarga desta lâmpada é cons-


tituído de sódio e uma mistura de gases inertes, neônio e argônio, a uma
pressão suficiente para obter uma tensão de ignição baixa. A descarga ocor-
re em um invólucro de vidro tubular a vácuo, coberto na superfície interna
por uma camada de óxido de irídio. Esta camada age como um refletor
infravermelho. A lâmpada de sódio de baixa pressão possui uma radiação
quase monocromática, elevada eficiência luminosa e vida útil longa.

Lâmpadas a vapor de sódio e alta pressão: são muito usadas na ilu-


minação de vias públicas, estacionamentos, áreas industriais internas e
externas, depósitos e fachadas.
Lâmpada de vapor de Sódio de Alta pressão, Osram

Sódio
Reator

Condensador
de Compressão Ignitor de
Alta tensão

Lâmpadas de multivapores metálicos: a adição de certos compostos


metálicos halogenados ao mercúrio (iodetos e brometos) permite tornar
contínuo o espectro da descarga de alta pressão. Assim, é possível obter
uma excelente reprodução de cores semelhante à luz do dia. As lâmpa-
das, neste caso, podem ter ou não material fluorescente no bulbo.

Instalações Elétricas Prediais

53
São especialmente recomendadas quando se requer ótima qualidade na
reprodução de cores como, por exemplo, em estádios, pistas de corrida
de cavalos, ginásios, museus, iluminação de fachadas altas, pavilhões,
entre outros, principalmente, quando se pretende televisionamento em
cores. Requerem ignitor de partida e, eventualmente, capacitor para me-
lhorar o fator de potência.

Starter

O starter, também conhecido como disparador, é uma espécie de mini-


lâmpada néon que provoca um pulso na tensão e, por sua vez, que pro-
voca a ignição na lâmpada. O starter funciona segundo o princípio das
lâminas bimetálicas, que será abordado mais para frente.

Eletrodo
Lâmina
bimetálicas

Eletrodo

Símbolo
Esquema

O funcionamento de uma lâmpada fluorescente com um reator do tipo


convencional ocorre de acordo com o diagrama a seguir. Veja, nesse caso,
a função do starter no diagrama.
Starter

Lâmpada

Filamento Filamento

Reator Interruptor

Ao fechar o interruptor S, o starter se fecha e abre rapidamente. Quando


está fechado, os filamentos são aquecidos ionizando o vapor de mercúrio
existente dentro do tubo. Ao abrir, é dada a partida na lâmpada, ou seja,
passa a circular corrente entre os filamentos e ela começa a emitir a luz.
Depois que a lâmpada está acesa, é possível retirar o starter do circuito,
pois não há passagem de corrente por ele.

O reator tem a função de provocar uma sobretensão durante a partida e


depois evitar que a corrente atinja valores elevados. A função do capa-
citor, ligado em paralelo com o starter, é evitar o faiscamento entre seus
terminais no momento da partida.

Instalações Elétricas Prediais


54
Devido às grandes vantagens da iluminação fluorescente, como maior
rendimento luminoso, menor perda em forma de calor, luz mais branca,
entre outras, as lâmpadas fluorescentes tubulares são muito utilizadas,
principalmente nas áreas de copa, cozinha, de serviço e outras partes de
uma residência.

A lâmpada fluorescente tem uma vida média de até 7.500 horas, ou seja,
dura cerca de 7,5 vezes mais que a incandescente. Inicialmente, pode até
ser percebido um gasto maior, mas, em compensação, não é necessário
trocar a lâmpada tantas vezes. Além disso, com a lâmpada fluorescente
há um gasto menor de energia elétrica.

Nos cômodos de uma residência, como sala, quartos e corredores, são


aplicadas as lâmpadas fluorescentes compactas, que são de pequenas
dimensões e de baixa potência, variando de 5 a 26 Watts, disponíveis nos
mais diversos tipos e modelos. A vida média pode variar de três a oito
mil horas, dependendo do modelo ou do fabricante. As mais práticas são
aquelas com reator acoplado à lâmpada, pois normalmente, dependen-
do do tipo de luminária, estes substituem diretamente uma lâmpada in-
candescente. O reator pode ser eletrônico ou magnético.

Apesar de as lâmpadas fluorescentes compactas serem mais caras que as


incandescentes, são bem mais econômicas e sua utilização se justifica se
forem utilizadas por mais de três horas por dia.

Reatores
O reator tem por finalidade provocar um aumento da tensão, durante
a ignição, e uma redução na intensidade da corrente, durante o funcio-
namento da lâmpada. O dispositivo é uma bobina, com núcleo de ferro,
ligada em série com a alimentação da lâmpada.

Starter

A seleção do reator pode ser feita de duas formas, de acordo com o tipo
de lâmpada ou segundo a quantidade e a potência desta. Observe:

- De acordo com o tipo de lâmpada: há reatores próprios para cada tipo


de lâmpada, que necessitam de reatores específicos. Assim, uma lâmpa-
da fluorescente de cátodo pré-aquecido e uma lâmpada fluorescente de
cátodo quente ou de cátodo frio necessitam de reatores diferentes.

Instalações Elétricas Prediais

55
- De acordo com a quantidade e a potência da lâmpada: essas in-
formações são ilustradas nas tampas dos reatores. Por exemplo, se você
quer colocar em uma instalação duas lâmpadas fluorescentes de cátodo
pré-aquecido com 20 watts, selecionará um reator de duas lâmpadas flu-
orescentes de cátodo pré-aquecido para 20 watts. Observe as informa-
ções que aparecem nas tampas dos reatores.

Existem dois tipos de reatores: os comuns ou convencionais e os de par-


tida rápida. Veja:

Comuns ou convencionais
Podem ser simples e duplos e necessitam do starter para promover a ig-
nição.

De partida rápida
Não necessitam de starter. Podem ser também do tipo simples ou duplo.

Ignitores
Ignitores são dispositivos de partida para lâmpadas a vapor metálico e a vapor
de sódio de alta pressão. São apropriados para redes elétricas de 50 ou 60 Hz.

Para instalar um ignitor, é preciso levar em consideração os indicadores para


ligação dos terminais, conforme esquema ilustrado no próprio elemento.

Os equipamentos auxiliares para lâmpadas de sódio e vapores metálicos


podem ficar no máximo a 14 e 40 metros, respectivamente, das lâmpadas.

Como já foi visto, há certos tipos de lâmpadas que necessitam, além de


reator, de um starter ou ignitor. O ignitor é um dispositivo de partida usa-
do em lâmpadas a vapor metálico e a vapor de sódio de alta pressão.

Interruptores
Os interruptores são dispositivos de comando de lâmpadas, que servem
para interromper a passagem da corrente elétrica alimentadora dos cir-
cuitos de iluminação, instalados em série com os condutores fase. Quan-
do estão abertos, impedem que os soquetes das lâmpadas fiquem poten-
cializados, possibilitando uma manutenção segura, sem risco de choques
elétricos.

Veja a seguir as funções de cada tipo de interruptor.

- Simples ou de uma seção: comanda uma lâmpada ou um grupo delas


de um só local.

Instalações Elétricas Prediais


56
- De duas seções: comanda duas lâmpadas ou dois grupos de lâmpa-
das, independentemente, de um só local.

- De três seções: conduz três lâmpadas ou três grupos de lâmpadas, in-


dependentemente, de um só local.

- Paralelo ou three-way: comanda uma lâmpada ou um grupo de lâm-


padas de dois locais distintos, como escadas ou áreas com dois acessos.

- Four-way: realiza a condução de uma lâmpada ou um grupo de lâmpa-


das de mais de dois locais distintos.

Além desses tipos, há outros interruptores destinados a comandar lâm-


padas automaticamente, é o caso do minuteria, comum na saída dos ele-
vadores dos pavimentos de edifícios residenciais, que mantém acesas as
lâmpadas por um período de aproximadamente um minuto, e também
dos botões de campainha e outros.

Campainha do tipo cigarra


A campainha do tipo cigarra é composta por uma bobina, que contém
um pedaço de ferro no seu interior, denominado eletroímã. Próximo a
ele, há uma lâmina de ferro, que é atraída quando há corrente elétrica na
bobina. Essa atração acontece porque a corrente elétrica na bobina cria
um campo magnético na região próxima que imanta o ferro e o transfor-
ma em um ímã. Essa imantação existe apenas enquanto houver corrente
elétrica na bobina. O efeito magnético desaparece quando a campainha
é desligada e não há mais corrente elétrica na bobina.

Lâmina

eletroímã

Instalações Elétricas Prediais

57
Tomadas
Assim como as torneiras são tomadas de água dos circuitos hidráulicos,
as tomadas de corrente são derivações dos circuitos elétricos destinadas
a suprir, de tensão e corrente, os aparelhos eletrodomésticos, de escritó-
rios, entre outros, nos projetos elétricos.

As tomadas de corrente são dimensionadas de acordo com os valores e


as áreas em que serão instaladas. Sob o ponto de vista dos aparelhos a
que se destinam, as tomadas de corrente podem ser classificadas em dois
grandes grupos:

- De uso geral (TUG): disponibilizam energia elétrica para os portáteis.


O conhecimento prévio dos valores de suas respectivas potências não
tem importância durante o dimensionamento dos circuitos nos projetos
elétricos.

- De uso específico (TUE): se destinam à alimentação de aparelhos que


requerem instalação fixa, como chuveiros e torneiras elétricas, aparelhos
de ar condicionado, máquinas de lavar roupas, banheiras de hidromassa-
gem, ente outros. Portáteis que solicitem mais de 10 A de corrente tam-
bém devem ser alimentados a partir de TUEs.

Segundo o local em que serão instaladas, as tomadas de corrente podem


ser médias, fixadas a 1,3 metros acima do piso acabado, e baixas, que
ficam 0,3 metros.

Quando alimentadas por apenas uma fase, as tomadas recebem o nome


de monofásicas. Mas, podem ser também do tipo bifásico ou trifásico.
Segundo o número de pólos, podem ser ainda:

Bipolares: fase + neutro


Tripolares: fase+neutro+proteção ou fase + fase + proteção

Instalações Elétricas Prediais


58
Plugue
O plugue é um conector que fica localizado na terminação de um cabo
e que serve para fazer a ligação de um componente na rede de energia
elétrica.

Atualmente, no Brasil, há mais de dez modelos de plugues diferentes e


quantidade semelhante de tomadas. Isso gera risco de choque elétrico
e de sobrecarga na instalação elétrica, se aparelhos projetados para ten-
sões e correntes diferentes forem ligados à tomada incorreta. A diversida-
de de plugues causa ainda desperdício de energia, através da dissipação
de calor, que se dá pelo uso de adaptadores inadequados para conectar
muitos equipamentos em uma única tomada.

O uso de um novo tipo de tomada padrão em novo formato de poço,


sextavada, pode reduzir o risco de choques elétricos. Outras vantagens
do padrão é que ele promove a adaptação de tensões diferentes que
existem no País e ajuda a combater o desperdício de energia. Com a
implantação do novo padrão, aquele fiozinho da geladeira e de vários
outros eletrodomésticos, que a grande maioria das pessoas nem sabe
para o que serve, passa a ter a mesma função do chamado “3° pino” dos
plugues e tomadas do padrão brasileiro: aterrar o equipamento.

Anteriormente, como as construções não ofereciam aterramento, o fio


ficava sem função. Agora, o fio desaparece e o aterramento será feito
através do plugue e da tomada com 3 polos.

Medidor de energia elétrica


O medidor monofásico do consumo energia elétrica (kWh) é composto
por duas bobinas enroladas sobre o mesmo núcleo de ferro, uma de ten-
são, ligada em paralelo com a carga, e uma de corrente, ligada em série
com a carga.

Um disco colocado junto ao núcleo passa a girar com velocidade propor-


cional à energia consumida, devido à força dos campos magnéticos for-
mados pela tensão e pela corrente, quando a carga está ligada. Através
de um sistema de engrenagens, a rotação do disco é transportada a um
mecanismo integrador.

No medidor de consumo energia elétrica (kWh), o valor da energia rela-


tiva a um certo período de tempo corresponde à diferença entre as duas
leituras realizadas, uma no final e outra no início do respectivo período.
A leitura desses medidores é feita de acordo com a sequência natural
dos algarismos, ou seja, se forem quatro ou cinco ponteiros, ou quatro
ou cinco janelas, o primeiro à esquerda indica os milhares, o segundo as
centenas e assim por diante.

Você deve ter cuidado especial ao fazer uma leitura em medidores de


ponteiro, pois cada um deles gira em sentido inverso ao de seus vizinhos.

Instalações Elétricas Prediais

59
Veja os exemplos a seguir:

1- Exemplo de leitura no medidor 2- Exemplo de leitura no medidor


Cliclométrico Ponteiros
Se subtrair a leitura do mês Subtrair a leitura do mês
anterior da leitura atual, terá anterior da leitura atual, terá
oo consumo mensal em (kWh) oo consumo mensal em (kWh)
04805-04590= 215kWh 04857-04590= 267kWh
(quilowatts-hora) (quilowatts-hora)

Leitura do mês anterior Leitura do mês anterior = 4590

1 0 9 9 0 1 1 0 9 9 0 1
04590 2
3
8
7
2
3
8
7
2
3
4 5 6 6 5 4 4 5 6 6 5 4

1 0 9 9 0 1 1 0 9 9 0 1
04805 2
3
8
7
2
3
8
7
2
3
4 5 6 6 5 4 4 5 6 6 5 4

Leitura do mês atual Leitura do mês atual = 4857

A leitura deve ser iniciada pelo primeiro ponteiro da direita. Ao ler os va-
lores de energia em um medidor de kWh, o número considerado deve ser
aquele pelo qual o ponteiro acabou de passar. Assim, quando o ponteiro
está entre dois números, considera-se o número de menor valor.

Motor monofásico
É uma máquina de corrente alternada capaz de acionar máquinas em ge-
ral e bombas de água, a partir de uma rede elétrica monofásica.

Este componente possui um estator, com um enrolamento principal ou


de trabalho e um auxiliar ou de partida, um motor do tipo gaiola de es-
quilo com eixo e rolamento que se encaixam nos mancais das tampas. O
motor monofásico apresenta ainda um sistema de partida ou arranque
composto por mecanismo centrífugo, formado por interruptor e capaci-
tor, que agem sobre o enrolamento auxiliar.

Em algumas aplicações dos motores monofásicos não há carga, e depen-


dendo de sua fabricação, pode ser dispensado o capacitor, cuja função é
aumentar o torque de partida. Um exemplo dessa situação podem ser os
ventiladores e as esmerilhadoras, que possuem partes montadas e ajus-
tadas por quatro parafusos longos que prendem as tampas.

Prossiga o estudo com mais informações sobre o motor monofásico de


fase auxiliar, que pode possuir dois, quatro ou seis terminais de saída.
Cada um deles pode ser combinado a várias tensões de rede e para inver-
são da rotação por meio de chave reversora.

Instalações Elétricas Prediais


60
Os motores de dois terminais de saída são ideais para funcionar em uma
tensão, apenas de 110 ou 220 volts e não permitem inversão de rotação.

Observe a figura e o esquema a seguir:

1 2

L1 L2

Os motores de quatro terminais são construídos para atuar em tensões


de 110 ou 220 volts, porém, podem ter sua rotação invertida, de acordo
com as instruções de placa de ligação.

2 4

1
3

L1 L2

Os motores de seis terminais são destinados a funcionar em duas ten-


sões, 110 e 220 volts e permitem ainda inversão de rotação.
Para 110V Para 220V

3 6
2 4
2
5
5 6
1
1 3

L1 L2 L1 L2
Para inverter a rotação basta os polos

Você sabe que os moteres monofásicos de auxiliar


podem ser de dois tipos: moteres de partida sem
capacitores e com capacitor.

Instalações Elétricas Prediais

61
Nos motores de partida sem capacitor, no momento do início da operação
o enrolamento auxiliar fica ligado diretamente, em paralelo, com o enrola-
mento principal. Quando o motor atinge certa velocidade, cerca de 75% da
velocidade normal, um interruptor automático desliga o enrolamento au-
xiliar, passando o motor a funcionar apenas com o enrolamento principal.

Os motores de partida com capacitor têm funcionamento igual ao descri-


to a seguir. São ligados em série apenas com o enrolamento auxiliar, um
capacitor.

Principal

Auxiliar

Interruptor
automático

A velocidade dos motores monofásicos depende do número de polos e


da frequência da rede de alimentação.

Chaves
Dispositivo utilizado para acionamento de equipamentos elétricos e fe-
chamento de circuitos elétricos. Conheça os principais tipos agora.

Bipolar de reversão manual


É um dispositivo de manobra para motores monofásicos de fase auxiliar,
que reverte a rotação nos sentidos horário e anti-horário. Essas chaves
são compostas de alavanca, que possui uma metálica cilíndrica, com ros-
ca nas extremidades e peça esférica de baquelita ou ebonite enroscada
em uma de suas extremidades. Além disso, há um eixo metálico forrado
com material isolante; dois contatos metálicos móveis em forma de L;
seis contatos metálicos focos; caixa metálica; barra de material isolante
de ebonite ou fenolite; além de uma tampa metálica com furos para fixa-
ção à caixa.

Instalações Elétricas Prediais


62
Bipolar blindada com fusíveis cartucho
As chaves bipolares blindadas com fusíveis são utilizadas para proteger
as instalações contra sobrecarga, principalmente dos circuitos dos mo-
tores. São fabricadas para diversas correntes, desde 30 até 600 amperes,
para tensões nunca superiores a 600 volts.

Essas chaves são dispositivos compostos por caixa metálica em chapa de


ferro com furos semiestampados, tampa metálica com dobradiça, base
de porcelana ou ardósia, facas de cobre, bornes de ligação, alavanca me-
tálica, porta-fusíveis e orelhas para cadeado.

De bóia
As chaves de bóia servem para realizar a medição de líquidos. Sua princi-
pal aplicação ocorre em caixas d`água, no controle de nível para acionar
e desligar bombas.

Fim de curso
Uma chave fim de curso é um comutador elétrico capaz de ser acionado
por uma força física muito pequena. Um exemplo de utilização dessas
chaves é no controle automático de portões.

Relé fotoelétrico
O relé fotoelétrico é um dispositivo destinado ao acionamento de lâmpa-
das elétricas em sistemas em geral.

Instalações Elétricas Prediais

63
Esse aparelho é utilizado com muita frequência em sistemas de ilumina-
ção pública, placas luminosas e também em automóveis com controle
automático de acionamento dos faróis. Sua larga utilização em ilumina-
ção pública ocorre porque as lâmpadas dos postes possuem, geralmente,
acionamento individual, e o relé fotoelétrico passa a ser o responsável
pelo acionamento das lâmpadas ao anoitecer e pelo desligamento ao
amanhecer, conforme a luz do dia.

Sensor de presença e movimento


Provê acionamento automático de lâmpadas ou alarmes, por exemplo.

Os componentes aplicados nas instalações elétricas foram o tema desta


unidade. No próximo capítulo você vai conhecer os dispositivos de prote-
ção que impedem a ocorrência de choques e curtos-circuitos que podem
ocorrer durante o manuseio da eletricidade.

Instalações Elétricas Prediais


64
Exercícios Unidade IV

1- Associe as colunas:

( a ) Lâmpadas incandescentes
( b ) Reator
( c ) Starter
( d ) Lâmpadas de descarga
( e ) Requerem ignitor de partida e eventualmente capacitor para
melhorar o fator de potência.

( ) Destina-se a provocar um pulso na tensão, a fim de deflagrar a


ignição na lâmpada.
( ) Possuem um bulbo de vidro, em cujo interior existe um fila-
mento de tungstênio.
( ) Tem por finalidade provocar um aumento da tensão durante a
ignição e uma redução na intensidade da corrente, durante o fun-
cionamento da lâmpada.
( ) Nelas, a energia é emitida sob a forma de radiação, que provo-
ca uma excitação de gases ou vapores metálicos, devido à tensão
elétrica entre eletrodos especiais.
( ) Podem ter ou não material fluorescente no bulbo.

2- O que são interruptores? Dê exemplos.

3- Diferencie TUG e TUE.

4- Dados os bornes de ligação do motor monofásico a seguir, de-


monstre:

a) ligação em 110V, e sua respectiva ligação com reversão;

b) ligação em 220V, e sua respectiva ligação com reversão;


1 3 5

Achou importante? 2 4 6
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

65
5- Cite as aplicações dos seguintes componentes de instalações
elétricas:

a) Chave fim de curso


b) Relé fotoelétrico
c) Sensor de presença e movimento
d) Chave de bóia

Eletrônica Instalações Elétricas


66 66
Proteção das instalações elétricas

A eletricidade é um bem essencial para quase todas as atividades do co-


tidiano. Apesar de invisível, essa grandeza é real e se não for utilizada de
modo correto, pode causar riscos à vida das pessoas.

Uma instalação elétrica interna está sujeita a alguns defeitos e acidentes


de naturezas diversas, como fugas de corrente, perdas de energia elétri-
ca, sobrecargas, curtos-circuitos e sobretensões. Por isso, é preciso haver
sistemas de proteção e segurança adequados para evitar que haja danos
aos profissionais que atuam nessas áreas e aos usuários comuns.

A NBR 5410 especifica critérios para garantir a segurança de pessoas, de


animais domésticos, de bens e da própria instalação elétrica contra os
perigos e danos que possam ser causados pelas instalações elétricas. São
esses métodos que você estudará nesta unidade.

Aterramento elétrico
Os aterramentos elétricos são uma ligação intencional de um componen-
te da instalação elétrica, através de um meio condutor, com a terra. Essa
ligação garante a proteção contra eventuais defeitos, como sobretensão
ou curto-circuito, que o aparelho possa eventualmente apresentar. Um
exemplo bastante comum do uso do aterramento é a ligação da carcaça
de um chuveiro elétrico, através de um condutor, com a terra.

Componentes metálicos das instalações elétricas, como os quadros


de distribuição de circuitos – QDC, os eletrodutos metálicos, caixas de
derivação e outros também costumam ser aterrados. Isso é feito, pois
quando há um defeito na parte elétrica de um equipamento que está
corretamente aterrado, a corrente elétrica escoa para o solo, que neutra-
liza possíveis danos. Alguns tipos de solos são melhores condutores de
corrente elétrica, pois têm uma menor resistividade elétrica. Essa carac-
terística varia em função do tipo de solo, da umidade e da temperatura
local.

Tipos
Os aterramentos elétricos podem ser de dois tipos: feitos por razões
funcionais ou por razões de proteção e segurança, conforme você pode
conferir a seguir.

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

67
Por razões funcionais
Este tipo de aterramento é necessário para garantir o funcionamento cor-
reto do equipamento elétrico.

Por razões de proteção e segurança


Nesse caso, o aterramento protege as pessoas e os animais domésticos con-
tra os choques elétricos que possam ser causados pelos equipamentos.

Um caso bastante comum de choque elétrico ocorre quando um fio de-


sencapado se encosta na estrutura metálica de um aparelho energizado.
Se este estiver aterrado, a corrente elétrica poderá ser desviada para o
solo, evitando o choque. Isso porque, através do aterramento, a corrente
elétrica tem um caminho mais fácil para escoar para a terra.

Um sistema aterrado possui um condutor neutro e outro intencionalmen-


te ligado à terra, diretamente ou através de uma impedância elétrica, que
pode ser uma resistência ou uma reatância.

O padrão de entrada para o fornecimento de energia elétrica deve ser


aterrado por meio de eletrodo de aterramento (haste de “terra”). Porém, é
necessário atender aos requisitos das normas estabelecidas pela conces-
sionária de energia local, que especificam os tipos, características, como
instalar, a quantidade de eletrodos a serem utilizados para cada tipo de
ligação, os tipos dos condutores que ligam o eletrodo ao “padrão de en-
trada” para o fornecimento de energia elétrica, entre outros.

Veja exemplo de instalação elétrica com aterramento ilustrado a seguir:

Cantoneira de aço zincado

ao parafuso
de aterramento
Condutor de
aterramento
500

200
2400

Cava de aterramento
250 x 250 x 500

Cantoneira
25 x 25 x 5

Instalações Elétricas Prediais


68
O aterramento de equipamentos elétricos de uma instalação consiste na
ligação à terra de todas as massas metálicas, como chuveiros elétricos, car-
caças de motores, caixas metálicas, equipamentos, QDC, entre outros, além
das tomadas de uso geral, por meio dos condutores de proteção (PE).

Alguns aparelhos elétricos possuem um plugue de tomada com três pi-


nos, um deles é apropriado para a conexão do aterramento desse apare-
lho.

As pessoas costumam colocar incorretamente um adaptador, que elimi-


na o pino de aterramento. Isso não deve ser feito, pois o aterramento,
conforme já especificado, evita acidentes.

Todo aterramento possui um valor de resistência medido em ohms.


Quanto menor for este valor, mais segurança o sistema oferecerá, pois
a corrente elétrica de falta escoar para a terra com mais facilidade. Para
isso, devem ser seguidos os procedimentos sobre os aterramentos de-
senvolvidos pela concessionária de energia local, além dos requisitos da
NBR 5410.

Eletrodos de terra
Também chamados de eletrodos verticais este tipo pode ser feito de aço
galvanizado ou cobreado. Você vai aprender as diferenças entre cada um
deles a seguir.

Aço galvanizado
É um tipo de eletrodo de terra que deve ter seu uso restrito. Isso porque
após um determinado período de tempo o eletrodo (haste, cantoneira
ou cano de ferro) sofre corrosão, aumentando a resistência de contato
com o solo.

Aço cobreado
Por causa da cobertura da camada de cobre sobre o vergalhão de aço, o
eletrodo adquire uma elevada resistência à corrosão, mantendo as suas
características originais ao longo do tempo. O tipo de haste mais utiliza-
do é o conhecido como cooperweld.

Superfíce Totalmente Lisa

Haste Comum

Instalações Elétricas Prediais

69
Condutor de aterramento
O condutor de aterramento é o responsável pela interligação da malha
de aterramento e dos pontos e linhas que devem ser aterradas. Geral-
mente, é utilizado o cabo de cobre sem isolamento (Nu). No caso de solos
de características ácidas, é possível utilizar o condutor de cobre Nu de
seção não inferior a 16 milímetros quadrados. Já para solos de natureza
alcalina, a seção do condutor de cobre não deve ser inferior a 25 milí-
metros quadrados. Por motivos mecânicos, em subestações industriais
é aconselhada a utilização do condutor de aterramento com seção não
inferior a 25 milímetros quadrados.

A seguir, você vai conhecer alguns conceitos relacionados aos conduto-


res de aterramento, como terra, massa e neutro. Veja.:

Terra
O terra é um condutor ou um conjunto de condutores que entram direta-
mente em contato com o solo para realizar o aterramento. O dispositivo é
o utilizado para fazer a ligação entre uma parte condutora de instalação
e o eletrodo de aterramento. A haste de aterramento é um eletrodo per-
corrido por corrente elétrica e formado por um conjunto de condutores
interligados e enterrados no solo.

Neutro
O neutro é fornecido pela concessionária de energia elétrica é também
um condutor por meio do qual há o retorno da corrente elétrica. É ele que
estabelece o equilíbrio de todo o sistema da instalação elétrica e deverá
ser sempre aterrado junto ao padrão de entrada para o fornecimento de
energia, de acordo com as normas da concessionária local.

Massa
A massa de um equipamento ou instalação é um conjunto de partes
metálicas que não são destinadas a conduzir corrente. Esse conjunto é
eletricamente interligado e isolado das partes vivas, partes condutoras,
que em condições normais podem apresentar diferença de potencial em
relação à terra.

Em uma instalação, existem também os seguintes elementos conduto-


res:

- Elementos metálicos utilizados na construção de prédios.

- Canalizações metálicas de gás, água, aquecimento, entre outros e os


equipamentos não elétricos que sejam ligados a eles.

- Solos e paredes não isolantes.

Instalações Elétricas Prediais


70
Condutor de proteção (PE)
A isolação do condutor de proteção (PE) está disponível nas cores verde
e amarela ou verde. Para o caso das instalações elétricas residenciais, este
material será aterrado junto ao padrão de entrada para o fornecimento
de energia elétrica, de acordo com os procedimentos estabelecidos nas
normas vigentes da concessionária de energia local.

Este dispositivo deve ser ligado junto do padrão de entrada com conec-
tores apropriados, de acordo com as normas da concessionária.

Veja um exemplo de aplicação da norma, na figura a seguir.

A partir do QDC, o PE deve ser derivado para os circuitos elétricos, de


tomadas e de equipamentos de uso específico, como chuveiros, fornos
elétricos, entre outros. Pode ser, ainda, derivado de qualquer outro cir-
cuito elétrico que demande o aterramento de equipamentos.

A NBR 5410 permite que um condutor (PE) seja comum a vários circui-
tos, desde que estejam contidos em um mesmo eletroduto. O PE visa a
fornecer um melhor caminho para a corrente de falta, evitando que ela
circule pelo corpo de uma pessoa que toque no aparelho elétrico, por
exemplo.

Sistemas de aterramento
Os sistemas de aterramento podem ser realizados a partir de diversos
métodos. A seguir, você vai aprender ainda mais sobre as características
de cada um deles.
Instalações Elétricas Prediais

71
Sistema TN
Os sistemas deste tipo têm um ponto diretamente aterrado e as massas
são ligadas a ele através de condutores de proteção. De acordo com a
disposição do neutro e do condutor de proteção, existem três tipos de
sistemas TN, que são: TN-S, TN-C e TN-C-S.

É importante observar ainda algumas questões relacionadas a este siste-


ma. Veja:

No caso de uma falta entre fase e massa, o percurso da corrente de falta é


constituído exclusivamente de elementos condutores.

s s

N
PEN PEN
N
N

FALTA FALTA

Percurso da corrente de falta Percurso da corrente de falta


num sistema TN-C num sistema TN-S

As massas estão sempre sujeitas às sobretensões do neutro do sistema


de alimentação.

Em operação normal, a tensão nas massas será sempre igual à tensão do


ponto de ligação entre o neutro e o condutor de proteção - no sistema
TN-S - ou entre o neutro e a massa - sistema TN-C.

Tanto em condições normais como com correntes de falta, a tensão nas


massas será maior no tipo TN-C do que no TN-S, devido à queda de ten-
são no neutro da instalação do consumidor.

Sistemas TN-S
É um sistema que possui condutor neutro e condutor de proteção distin-
tos, conforme o esquema a seguir.

A
B
C
N
PE

Sistema TN-S

Instalações Elétricas Prediais


72
Sistema TN-C
No sistema TN-C, as funções de neutro e de proteção são desenvolvidas
por um mesmo condutor.
A
B
C

PE

Sistema TN-C

Sistema TN-C-S
É a combinação dos dois sistemas anteriores, ou seja, as funções de neu-
tro e de proteção são combinadas em um único condutor e em uma par-
te da instalação. Nesse caso, é recomendada a utilização do sistema junto
ao padrão de entrada da unidade consumidora para o fornecimento de
energia elétrica.
A
B
C
PEN N
PE

Sistema TN-C-S

Sistemas TT
Os sistemas deste tipo têm um ponto diretamente aterrado e as massas
ligadas aos eletrodos de aterramento são eletricamente independentes
do eletrodo da alimentação, conforme a figura a seguir.

A
B
C
N

PE

Sistema TT
Instalações Elétricas Prediais

73
Nos sistemas TT, as massas não estão sujeitas às sobretensões do sistema
de alimentação e, também, não são influenciadas pelo excesso de tensão
causado por quedas de tensão no neutro, tanto para corrente normal,
como para corrente de falta.

Observe a ilustração que demonstra o percurso da corrente nesse caso:

F
F
F
N

Z MASSA

PE

Rb Ra

Percurso da corrente de falta num sistema TT

O trajeto das correntes de falta entre fase e massa corresponde, na maio-


ria dos casos, à terra, o que não exclui a possibilidade de haver ligações
elétricas voluntárias ou acidentais entre os eletrodos de aterramento das
massas e da alimentação.

Mesmo quando os eletrodos de aterramento das massas e da alimenta-


ção estiverem confundidos, o sistema permanecerá do tipo TT. Para efeito
de determinação das condições de proteção, não são levadas em conta
as ligações entre os eletrodos.

Na ilustração já exibida, RA é a resistência do eletrodo de aterramento das


massas e RB é a resistência do eletrodo de aterramento do ponto neutro.
A soma desses valores é preponderante diante da impedância dos outros
elementos do percurso e é praticamente igual à impedância total.

Sistema IT
No sistema IT não há ponto da alimentação diretamente aterrado. Nesse
caso, as massas são aterradas.

A
B

PE

Sistema IT
Instalações Elétricas Prediais
74
Algumas observações relacionadas a este sistema são muito importan-
tes. Observe:

A corrente resultante de uma só falta entre fase e massa não tem intensi-
dade suficiente para provocar o surgimento de qualquer tensão de con-
tato perigosa.

A limitação da intensidade da corrente resultante de uma primeira falta


é obtida pela ausência de ligação à terra da alimentação ou pela inserção
de uma impedância entre um ponto da alimentação e a terra.

zp
z

Ra Rb

Impedância num sistema IT

A figura mostra as impedâncias a serem consideradas no percurso da


corrente de falta para terra num sistema IT. São elas:

RA - resistência de aterramento do eletrodo das massas.


RB - resistência de aterramento do eletrodo do neutro.
Z - impedância de valor elevado.
ZF - impedância das fugas naturais da instalação.

A Norma NBR 5410 determina que em todos os esquemas de aterramen-


to o Condutor de Proteção (PE) não deve ser seccionado e que nenhum
dispositivo deve ser inserido neste.

Após aprender mais sobre o aterramento, você vai conhecer os dispositi-


vos de segurança presentes nas instalações elétricas.

Dispositivos de segurança
Os dispositivos de proteção são responsáveis pelo monitoramento das
correntes que circulam pelos circuitos, impedindo que sobrecorrentes
prejudiquem o bom funcionamento dos aparelhos. As sobrecorrentes
podem ser de dois tipos: curto-circuito, que são muito elevadas, de curta
duração e que devem ser interrompidas rapidamente, e as sobrecargas,
que são sobrecorrentes de longa duração, porém, de valores pouco aci-
ma das correntes normais do sistema.

Instalações Elétricas Prediais

75
Alguns dispositivos auxiliam para proteger o circuito da ocorrência de al-
guns destes problemas, são os fusíveis, os disjuntores. É sobre eles que
você vai estudar agora.

Fusíveis
Os fusíveis são descartáveis e oferecem proteção somente contra o curto-
circuito. Este dispositivo contém um elo fusível fabricado a partir de ma-
terial sensível ao calor, que é usado para interromper a passagem de cor-
rente superiores às estabelecidas para o sistema com o seu rompimento.

Disjuntores
Os disjuntores protegem as instalações conta sobrecargas e curtos-cir-
cuitos, pois são usados como interruptores de circuitos. Os do tipo ter-
momagnéticos (DTM) cortam o fornecimento de corrente ao sistema
quando identificam a passagem de uma sobrecorrente, mas podem ser
religados. Os disjuntores mais comuns são os de caixa moldada, fabrica-
dos com invólucro de PVC preto.

Nas condições de sobrecargas e correntes de curto-circuito, os disposi-


tivos devem ser coordenados com os condutores a proteger, conforme
ilustrado na figura a seguir:

Instalações Elétricas Prediais


76
Os disjuntores diferenciais residuais oferecem proteção contra choques
elétricos, interrompendo a alimentação de um circuito percorrido por
uma corrente de falta. Esses dispositivos estão associados a sistemas de
aterramento. A NBR-5410 estabelece situações em que esses dispositivos
devem se instalados para proteger as pessoas. Quando associados aos
DTM, são denominados disjuntores diferenciais residuais.

Veja:

4
5
2
6
B16/0,03G
10 000
R 40
R 15A
1

R 0,001A
2
3

Os componentes deste dispositivo são os seguintes:

1 - Sensibilidade de 30 mA.

2 - Dispositivo tipo G, ou seja, dispositivo de uso geral, sem retardo de


atuação.

3 - Sensível a corrente CA e CC, pode detectar todas as formas de corrente.

4 - Sua corrente nominal de operação é de 16ª.

5 - Curva de disparo por curto-circuito tipo B(faixa de disparo entre 3 e


5 x In).

6 - Capacidade de interrupção de 10 KA.

Instalações Elétricas Prediais

77
Pararraios
O sistema de pararraios tem a função de captar as descargas elétricas e
conduzí-las até a terra, sem que haja prejuízos às pessoas e danos mate-
riais. O captor do equipamento é constituído por uma ponta ou condutor
metálico pontiagudo que, por sua localização elevada facilita o direcio-
namento das descargas elétricas atmosféricas. Esse captor é ligado a um
eletrodo de terra, por meio de um condutor metálico, que pode ser um
fio, uma fita ou um cabo.

Captor de pararraios ou Franklin

Os elétrons podem se mover facilmente pelo para raios e escoar para o


solo, seguindo ao longo do condutor e deixando as cargas positivas nas
pontas do captor. A concentração desta carga positiva e o poder das pon-
tas dos pararraios fazem com que as cargas positivas se desloquem até
as nuvens, já que elas estão carregadas negativamente. Assim, é estabe-
lecido um fluxo de carga positiva que pode neutralizar a carga negativa
da nuvem, impedindo que sejam estabelecidas condições para o desen-
cadeamento do raio. Desse modo, os pararraios desempenham, também,
uma função preventiva.

Se houver uma tempestade, não haverá tempo nem condições para que
o pararraio realize a ação preventiva e poderá ocorrer a descarga elétrica,
que seguirá o caminho para a terra passando pelo pararraio, que então
desempenhará sua função protetora.

Conforme já foi afirmado, o captor é um dispositivo que possui uma ou


mais pontas aguçadas formando um buquê. É fabricado a partir de cobre
ou aço inoxidável e apresenta as pontas iridiadas, o que impede a oxida-
ção destas.

A haste para suporte do captor deve ser feita em cobre ou ferro galvani-
zado e precisa ser fixada a um isolador preso à cobertura. É recomendável
que esta tenha mais de cinco metros de comprimento. Em casas peque-
nas, esse tamanho pode ser reduzido para até dois metros.
Para as hastes de cinco metros, o tubo de cobre precisa ter 55 milímetros

Instalações Elétricas Prediais


78
de diâmetro, já as de dois metros demandam um tubo de 30 milímetros.
É preciso ressaltar que para as hastes com mais de três metros, é necessá-
rio o uso de estais ou espias, para assegurar sua estabilidade.

Outro elemento utilizado juntamente com o captor é a braçadeira ou


conector, feito de bronze ou cobre, que tem a função de fixar o cabo de
descida à haste.

Os pararraios são compostos essencialmente por um captor, conforme


já citado, um condutor de descida e eletrodos de terra. Como acessórios
desse dispositivo podem ser citados isoladores, buchas, braçadeiras, has-
te, junta móvel para medição e proteção do condutor.

A seguir, mais informações sobre isoladores, condutor metálico, junta


móvel para medição, eletrodo de terra e captor, que são partes integran-
tes de um sistema de pararraios.

Isoladores
Os isoladores podem ser de porcelana ou de vidro especial para tensão
de 10 mil volts. Geralmente, são fixados a barras ou a suportes.

Condutor metálico
Também conhecido como condutor de descida, o condutor metálico é
usado para realizar a ligação do buquê do pararraios à terra. Para isso, são
usadas cordoalhas, fios, cabos ou fitas de cobre, com seção transversal
mínima de 30 milímetros quadrados, quando as linhas forem aéreas, e de
50 milímetros quadrados, quando enterradas. As cordoalhas não podem
ter mais de 19 fios elementares, e a espessura mínima das fitas deve ser
de dois milímetros.

Se for usado condutor de alumínio ao invés do de cobre, a seção mínima


será de 65 milímetros quadrados e também não poderá ter mais do que
19 fios elementares.

Junta móvel para medição


Como o próprio nome diz, esse equipamento é usado para medir a resis-
tência ôhmica do solo em que estão os eletrodos. Para isso, uma junta ou
desconector, que desligue o trecho entre o condutor e o captor, é colo-
cada a dois metros acima do terreno. Depois deste processo, é ligado um
aparelho, chamado megger, que mede a resistência do terreno.

Eletrodo de terra
Os eletrodos de terra são aplicados na extremidade do condutor para
permitir que seja feito um aterramento adequado para a descarga do
raio. O tipo de eletrodo, as dimensões e a quantidade dependem das

Instalações Elétricas Prediais

79
características de condutibilidade do solo. Os eletrodos de terra devem
estar de acordo com a tabela a seguir:
Tipo de Profundidade
Eletrodo Material Posição mínima

Chapas Cobre Horizontal 0,60 m

Cobre Cravado por


Tubos Copperweld Vertical percussão

Fitas Cobre Horizontal 0,60 m

Cabos e
Cobre Horinzontal 0,60 m
cordoalhas

Captor
O captor é constituído de uma ou mais hastes metálicas pontiagudas, em
geral iridiadas, fixadas a uma base em que é preso o condutor metálico,
que possui extremidade ligada à terra.

60º

2
h r = h 3

Cone de proteção com pára-raios comuns.

Este tipo de captor é instalado em chaminés, torres e onde as áreas não


são maiores do que a base do cone de proteção.

Gaiola de Faraday
Quando não é viável colocar uma ou mais torres em altura que assegu-
rem o campo de proteção desejado, é aplicado um número adequado de
pararraios com os cabos interligados na cobertura da edificação a ser pro-
tegida. Assim, é formada a malha que é ligada à terra em vários pontos
de aterramento. Esse sistema de proteção é chamado Gaiola de Faraday.
Veja a ilustração.

Gaiola de Faraday

Instalações Elétricas Prediais


80
Nesta unidade, você aprendeu a importância e os métodos para realizar
a proteção das instalações elétricas e, deste modo, evitar que acidentes
ocorram. O conteúdo que você estudará na unidade a seguir é o desen-
volvimento de projetos elétricos.

Instalações Elétricas Prediais

81
Instalações Elétricas Prediais
82
Exercícios Unidade V

1- O que é e para que serve o aterramento elétrico?

2- Diferencie os sistemas de aterramento TNS, TNC e TT.

3- Defina basicamente terra, neutro e massa.

4- Nas afirmações abaixo marque V para verdadeiro ou F para falso:

a)_______ Para que um sistema elétrico funcione corretamente de


forma a proporcionar desempenho seguro do sistema de proteção de
equipamentos e de pessoas, é fundamental que o sistema de aterra-
mento receba um tratamento especial.

b)_______Condutor de proteção é o condutor destinado a ligar a massa


da instalação ao eletrodo de aterramento.

c)_______Quando a alimentação provier de uma rede de distribuição


de baixa tensão, o condutor neutro deve sempre ser aterrado na origem
da instalação do consumidor.

d)_______Gaiola de Faraday é formada por um captor, cabos de cobre


no formato de malha, suportes isoladores e tubos de proteção para os
condutores de descida até o solo.

e)_______Pararraios é um Sistema de Proteção Contra Descargas At-


mosféricas (SPDA) que objetiva encaminhar a energia do raio, desde o
ponto em que ele atinge a edificação até o aterramento, o mais rápido e
seguro possível.

5- Quais as finalidades dos fusíveis e disjuntores em uma instalação


elétrica?

6- Qual a finalidade do disjuntor diferencial residual em um instalação


elétrica?

7- Pesquise sobre os vários tipos de pararraios.

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

83
Instalações Elétricas Prediais
84
Projeto elétrico

Para a elaboração de um projeto, é necessário realizar um planejamento


que é basicamente composto por plantas, esquemas, detalhes de mon-
tagem, memorial descritivo e especificação sucinta dos componentes
com características padrões a serem atendidas.

A eletricidade deve ser tratada com grande responsabilidade e prudên-


cia em todas as etapas de sua instalação. E para garantir o acesso dos
usuários, deve ser elaborado um manual, com linguagem simples, para
orientar todas as pessoas que serão responsáveis por manter e usar o
projeto elétrico. Entre os principais itens que devem ser considerados es-
tão o esquema dos quadros de distribuição, as potências máximas pre-
vistas e as recomendações explícitas.

Nesta unidade, você vai conhecer todos os itens que compõem a estru-
tura funcional e técnica de um projeto elétrico.

Luminotécnica
A luminotécnica, também é conhecida como luminotecnia, é um méto-
do baseado no estudo da aplicação de iluminação artificial em espaços
interiores e exteriores.

Em todo projeto é exigido um planejamento e o cumprimento de normas


que visam a desenvolver um ambiente ideal para as atividades realizadas
no local iluminado. A tabela a seguir relaciona as classes de ambientes ao
tipo de atividade desenvolvida e ao nível de iluminância.

Observe:

CLASSE ILUMINÂNCIA (lux) TIPO DE AMBIENTE / ATIVIDADE

A (áreas de uso contí- 20 - 30 - 50 Ruas públicas e estacionamentos


nuo e/ou execução 50 - 75 - 100 Ambientes de pouca permanência
de tarefas simples)
100 - 150 - 200 Depósitos
200 - 300 - 500 Trabalhos brutos e auditórios
500 - 750 - 1.000 Trabalhos normais: escritórios
B (áreas de trabalho
em geral) e fábricas
1.000 - 1.500 - 2.000 Trabalhos especiais: gravação,
inspeção, indústrias de tecidos
2.000 - 3.000 - 5.000 Trabalho contínuo e exato: eletrônica
C (áreas com tarefas 5.000 - 7.500 - 10.000 Trabalho que exige muita exatidão:
visuais minuciosas) placas eletro-eletrônicas
10.000 - 15.000 - 20.000 Trabalho minucioso especial:
Achou importante? cirurgia

Faça aqui suas anotações.


Instalações Elétricas Prediais

85
Depois de estabelecido o nível de iluminância, é feito o cálculo luminotéc-
nico para relacionar o número de componentes que devem ser utilizados
para a iluminação do ambiente, levando em consideração as dimensões
do espaço e outros detalhes, como a economia.

A seguir, você pode conferir uma tabela que relaciona alternativas para
promover maior eficácia do projeto.

GRAU DE
COR
REFLEXÃO
Branco 70 até 80%
Preto 3 até 7%
Cinza 20 até 50%
Amarelo 50 até 70%
TIPO DE
MATERIAL
Madeira 70 até 80%
Concreto 3 até 7%
Tijolo 20 até 50%
Rocha 50 até 70%

O próximo passo é a determinação do RCR (Room Cavity Ratio) do am-


biente, que significa razão de cavidade do recinto, e serve para definir
o fator de utilização. Este indicador demonstra a eficiência luminosa do
conjunto lâmpada, luminária e recinto, e é determinado pela seguinte
fórmula:

RCR = [5 x h x (L + C)] / (L x C), em que:

h é o pé-direito, ou seja, a altura do plano de trabalho.

L é a largura do ambiente.

C é o comprimento do ambiente.

Para escolher a luminária ou lâmpada, alguns fatores devem ser conside-


rados.

Para a luminária
- tipo de fonte de luz.

- distribuição de luz desejada.

- qualidade do produto.

- economia e rendimento.

- características de instalação e manutenção.

Instalações Elétricas Prediais


86
Para as lâmpadas
- Fluxo Luminoso - quantidade de luz expressa em lúmens, emitida pela
lâmpada. Este fator permite o levantamento da eficiência luminosa e o
cálculo do consumo de cada sistema, por meio do levantamento de seu
gasto energético.

- Temperatura de cor - grandeza, expressa em Kelvin (K), que indica a apa-


rência de cor da luz. Quanto mais alta, mais fria é a cor da luz, e quanto
menor, mais quente.

- Índice de reprodução de cor (IRC) - capacidade de reproduzir as cores


com maior fidelidade ou precisão.

A tabela a seguir relaciona as características das lâmpadas fluorescentes


mais comuns. Veja:

Temperatura “Cor” da Fluxo


Tipo de Cor (K) Temperatura Luminoso (lm)

14 W 4.000 amarela 1.350


28 W 4.000 amarela 2.900
16 W 4.100 branca 1.070
16 W 4.000 amarela 1.200
trifósforo
20 W 5.000 branca 1.060
20 W 4.000 amarela 1.350
trifósforo
32 W 4.100 branca 2.350
32 W 4.000 amarela 2.700
trifósforo
36 W 6.100 branca 2.500
36 W 4.000 amarela 3.350
trifósforo
40 W 5.000 branca 2.700
40 W 4.000 amarela 3.250
trifósforo
110 W 5.000 branca 8.300
110 W 4.000 amarela 9.350
trifósforo

Os fabricantes de luminárias costumam informar, por meio de tabelas


específicas, o Fator de Utilização (FU) de cada produto. Esse valor varia
em função do grau de reflexão e do RCR do ambiente.
Assim, uma vez escolhidas a luminária e as lâmpadas, devem ser verifi-
cados o FU e o Fluxo Luminoso da luminária. Para definir o número de
luminárias a serem utilizadas, é aplicada a seguinte fórmula.

Instalações Elétricas Prediais

87
N = [(L x C) x E] / Fluxo da luminária x FU x FD, na qual:

E é a iluminância desejada para o ambiente;

FD é o fator de depreciação, normalmente adotado como 0,85, ou seja,


correspondendo a 15% de perda.

Depois de obtida a quantidade de luminárias necessárias, é preciso ape-


nas posicioná-las no ambiente da forma adequada.

Previsão de cargas e divisão das instalações elétri-


cas
A partir da potência requerida pelos equipamentos de utilização - equi-
pamentos que convertem a energia elétrica em energia útil, como lumi-
nárias, aparelhos de aquecimento, eletrodomésticos, dispositivos ele-
trônicos, motores e outros - é possível estimar o consumo de potência
em cada móvel e determinar todos os pontos de utilização da instalação
elétrica.

A determinação da potência de alimentação é essencial para a concep-


ção econômica e segura de uma instalação dentro de limites adequados
de elevação de temperatura e de queda de tensão. Para isso, devem ser
considerados os equipamentos de utilização que serão alimentados,
com suas respectivas potências nominais e, em seguida, consideradas as
possibilidades de não-simultaneidade de funcionamento destes equipa-
mentos, bem como a capacidade de reserva para futuras ampliações.

A potência instalada, por sua vez, deve corresponder à soma das potên-
cias nominais do conjunto de cargas genéricas, como iluminação, tomadas,
aparelhos e equipamentos diversos, e das potências das cargas isoladas.

Em uma instalação residencial, o levantamento das potências é feito me-


diante uma previsão das potências de iluminação e das tomadas a serem
instaladas, o que permite determinar a potência total prevista para a ins-
talação elétrica.

Para que um projeto elétrico seja desenvolvido de modo adequado, é ne-


cessário ainda tomar algumas medidas, que serão abordadas a seguir.

Divisão em circuitos
Toda instalação deve ser dividida em vários circuitos. Isso é feito visando
a limitar as consequências de uma falta, que poderá provocar apenas o
seccionamento do circuito defeituoso, e também para facilitar as verifica-
ções, os ensaios e a manutenção das instalações.

A divisão evita ainda perigos que podem resultar da falha de um único


circuito, como por exemplo, da iluminação.

Os circuitos de iluminação devem ser separados dos circuitos das toma-

Instalações Elétricas Prediais


88
das. Em unidades residenciais, hotéis ou similares são permitidos pontos
de iluminação e tomadas em um mesmo circuito, exceto nas cozinhas,
copas e áreas de serviço, que devem constituir um ou mais circuitos in-
dependentes.

Nestes locais, devem ser observadas ainda as seguintes restrições:

- É preciso prever circuitos independentes para os aparelhos de potência


igual ou superior a 1500 VA, como aquecedores de água, fogões e fornos
elétricos, máquinas de lavar, aparelhos de aquecimento, entre outros ou
para aparelhos do mesmo tipo através de um só circuito.

- As proteções dos circuitos de aquecimento, ou condicionadores de ar


de uma residência, podem ser agrupadas no quadro de distribuição da
instalação elétrica ou em um quadro separado.

- Quando um mesmo alimentador abastece vários aparelhos individuais


de ar condicionado, deve haver uma proteção para o alimentador geral e
junto a cada aparelho, caso este não possua proteção interna própria.

- Cada circuito deve ter seu próprio condutor neutro. Os circuitos de dis-
tribuição devem ser instalados em número nunca inferior a 1 em resi-
dências, circuito para cada 60 metros quadrados ou fração, em lojas e
escritórios, um circuito para cada 50 metros quadrados ou fração.
De acordo com NB-3, a carga de cada circuito não pode ultrapassar 1200
watts nas distribuições de 100 a 130 volts e 2200 watts nas de 200 a 250
volts.

Tomadas de corrente
De acordo com NBR-5410, nas residências e acomodações de hotéis e
similares devem ser previstas tomadas de corrente com as seguintes exi-
gências mínimas:

- uma tomada para cada cômodo ou dependência de área igual ou infe-


rior a seis metros quadrados.

- uma tomada para cada cinco metros ou fração de perímetro de cômo-


dos ou dependências de área superior a seis metros quadrados, espaça-
das tão uniformemente quanto possível, exceto em banheiros, em que
deve ser obrigatoriamente prevista apenas uma tomada perto da pia.

- Uma tomada a cada 3,5 metros ou fração de perímetro em cozinhas,


copas ou copas-cozinha, sendo que deve ser prevista pelo menos uma
tomada acima de cada bancada com largura igual ou superior a 30 cen-
tímetros.

- Uma tomada em subsolos, sótãos, garagens e varandas.

As tomadas para utilização específica devem ser instaladas, no máximo,


a 1,5 metros do local previsto para o aparelho. Devem ser distribuídas, no
mínimo, as seguintes cargas para tomadas de corrente:

Instalações Elétricas Prediais

89
- Para utilização específica: a carga nominal de utilização.

- Para copas, cozinhas, copas-cozinha e áreas de serviço: 600 VA por toma-


da, até três tomadas e 100 VA por tomada para as excedentes.

- Para uso geral: 100 VA.

A seguir, você pode conferir algumas tabelas com informações específi-


cas relacionadas ao conteúdo estudado até agora.

Tabela
Secção de condutores / máxima corrente

Secção ( mm) Máxima Corrente (A)


1,5 15,5
2,5 21
4 28
6 36
10 50
16 68
25 89
35 111
50 134

Tabela
corrente/ dijuntor/ condutor
Corrente Dijuntores Secção mínima do condutor
(A) (A) (mm2)
0a8 10 1,5
8 a 12 15 1,5
12 a 16 20 2,5
16 a 20 25 4
20 a 24 30 6
24 a 28 35 6
28 a 32 40 10
32 a 40 50 10

Instalações Elétricas Prediais


90
Tabela - Potência média de aparelhos eletrodomésticos
Aparelho Potência (Watt)

Ar condicionado 1500
Aspirador de pó 600
Batedeira 200
Boiler 1500
Cafeteira 500
Chuveiro 3500
Enceradeira 350
Exaustor 150
Ferro de passar roupa - comum 500
Ferro de passar roupa - regulável 750
Forno de microondas 1200
Liquidificador 350
Máquina de lavar louça 2700
Máquina de lavar roupa 500
Refrigerador - comum 200
Duplex ou freezer 350
Secador de cabelos 1000
Secador de roupas 1000
Aparelho de som 100
Televisor 200
Torneira 3500
Ventilador 100

Observação: se não forem identificadas as potências nominais na placa


dos aparelhos, devem ser considerados os valores mínimos.

Previsão de cargas
No projeto elétrico deve haver ainda uma previsão de cargas para os
aparelhos usados nos ambientes, que podem ser de residências ou de
comércio. A seguir, você poderá conferir algumas observações padrão a
respeito de iluminação e de tomadas instaladas nesses locais.

Iluminação
Para iluminação de residências, hotéis e similares, deve ser previsto pelo
menos um ponto de iluminação no teto, com potência mínima de 100
VA, comandado por interruptor de parede.

Nas unidades residenciais, como alternativa para a determinação das


cargas de iluminação, podem ser adotados os seguintes critérios:

Instalações Elétricas Prediais

91
- Em cômodos ou dependências com área maior que seis metros quadra-
dos, deve ser prevista carga mínima de 100 VA.

- Em cômodos ou dependências com área maior que seis metros quadra-


dos, é preciso prever carga mínima de 100 VA para os primeiros seis me-
tros quadrados, acrescidas de 60 VA para cada aumento de quatro metros
quadrados inteiros de área.

Estas potências são para efeito de dimensionamento dos circuitos e não


necessariamente vão ser a potência nominal das lâmpadas.

Tomadas
Sobre as tomadas de residências, hotéis e similares é estabelecido o seguinte.

- Banheiros: pelo menos uma tomada junto ao lavatório, no volume três.

- Cozinhas, copas-cozinhas, copas, área de serviço e locais análogos: pelo


menos uma tomada para cada 3,5 metros ou fração de perímetro, sen-
do que, acima de bancadas com largura igual ou superior a 0,30 metros,
deve ser prevista pelo menos uma tomada.

- Nos subsolos, garagens, sótão, halls de escadas e em varandas deve ser


instalada pelo menos uma tomada. No caso de varandas, quando não for
possível a instalação da tomada no próprio local, ela deverá ser instalada
próximo ao seu acesso.

- Nos demais cômodos e dependências, se a área for igual ou menor que


seis metros quadrados, deve haver pelo menos uma tomada. E pelo me-
nos uma tomada para cada cinco metros ou fração de perímetro, espaça-
das o mais uniforme possível.

Atribuição de potências
A atribuição de potências para tomadas de uso geral (TUG) em residên-
cias deve ser a seguinte:

- Para banheiros, cozinhas, copas-cozinhas, copas, área de serviço, lavan-


derias e locais análogos, no mínimo 600 VA por tomadas e até três toma-
das. E 100 VA por tomada para as excedentes, considerando cada um dos
ambientes separadamente.

- Nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por tomada.

Para as tomadas de uso específico (Especial – TUE) deve ser atribuída a po-
tência nominal do equipamento a ser alimentado. As TUE devem ser ins-
taladas a, no máximo, 1,5 metros do local previsto para o equipamento.

O conteúdo das próximas páginas é relacionado ao levantamento de po-


tência total das instalações elétricas e à classificação destas em catego-
rias.

Instalações Elétricas Prediais


92
Levantamento da potência total
Em um cálculo da potência total é possível saber o tipo de fornecimen-
to, a tensão de alimentação e o padrão de entrada. Para isso, é preciso
considerar, numa instalação elétrica predial, as diversas cargas especiais
existentes, como as dos motores para elevadores, as das bombas para
combate a incêndio e outras cargas de condomínio.

Nos projetos elétricos residenciais, normalmente, é feito o levantamento


do fator de potência de 1 para as cargas de iluminação e 0,92 para as
cargas de tomadas de uso geral. Por exemplo, se a potência total das
tomadas for igual a 1.200 W, aplicando o fator de potência (1.200 x 0,92)
o resultado é 1.104 W.

Veja como é feita a classificação das potências em categorias a seguir.

Classificação
De acordo com o valor total de potência utilizada pela instalação elétri-
ca, é estabelecida uma categoria específica para cada uma delas. É im-
portante que as empresas fornecedoras de energia e os instaladores co-
nheçam estas categorias para que a instalação e o abastecimento sejam
realizados corretamente.

Categoria 1
É a que possui ligação monofásica e fornecimento a dois fios. Fazem par-
te da categoria 1 as unidades consumidoras com carga total instalada até
9.000W, que não possuam os seguintes aparelhos:

- Motor monofásico de 120V com potência superior a 2CV.

- Máquina de solda a transformador de 120V, com potência superior a 2kVA.

- Aparelho que necessite de duas ou três fases.

Categoria 2
É a que possui ligação bifásica com fornecimento a três fios. São elas as
unidades consumidoras, com carga total instalada superior a 9.000W e
até 15.000W, que não constem:

- Motor monofásico, 120V, com potência superior a 2CV.

- Motor monofásico, 220V, com potência superior a 3CV.

- Máquina de solda a transformador, classe 120V, com potência superior


a 2kVA ou 220V, com potência superior a 8kVA.

- Aparelho que necessite de três fases.

Instalações Elétricas Prediais

93
Nota: consumidores desta categoria só poderão ser atendidos se a rede secundá-
ria for alimentada por transformadores trifásicos (tensão secundária 220/127V).

Categoria 3
É a que apresenta ligação trifásica com fornecimento a quatro fios. Fazem
parte desta categoria unidades consumidoras, com carga total instalada
superior a 15.000W e até 75.000W, que não constem:

- Motor trifásico, com potência superior a 40CV

- Motor monofásico, 120V, com potência superior a 2CV.

- Motor monofásico, 220V, com potência superior a 4CV.

- Máquina de solda a transformador, 220V, a duas fases ou 220V, a três


fases, ligação V.v invertida, com potência superior a 15kVA.

- Máquina de solda a transformador, 220V, a três fases, com retificação


em fonte trifásica, com potência superior a 40kVA.

- Máquina de solda, grupo motor-gerador, com potência superior a 40CV.

Padrão de entrada
O padrão de entrada pode ser monofásico, bifásico ou trifásico e instala-
do em postes, pontaletes, muros ou paredes. Este padrão é estabelecido
de acordo com as normas técnicas das concessionárias.

O padrão de entrada, ilustrado na figura a seguir, é um poste com isolador de


roldana, bengala, caixa de medição e haste de terra, que devem ser instala-
dos de acordo com as especificações técnicas da concessionária. Observe.

Quadro Quadro
terminal terminal

Quadro Quadro
terminal terminal

Quadro Quadro
terminal terminal

Circuito de
distribuição Quadro de
distribuição Circuito
divisionário terminais
Circuito de
distribuição
Circuito principal
alimentador Caixa
Rede
Seccionadora

Instalações Elétricas Prediais


94
Dimensionamento de condutores, disjuntores e
eletrodutos
O dimensionamento adequado de condutores, disjuntores e eletrodutos
é essencial para que as instalações elétricas ofereçam máxima segurança
e mais economia de energia. A seguir, você vai conhecer as medidas pa-
drão para cada tipo de dispositivo.

Condutores e disjuntores
Para instalar condutores e disjuntores é preciso conhecer a corrente em
cada um dos circuitos da instalação residencial. Após determinar a po-
tência aparente, por meio da multiplicação dos produtos da tensão e cor-
rente, o valor da corrente total pode ser estabelecido.

Para determinar a corrente do circuito de distribuição, é necessário calcu-


lar previamente a sua potência. No entanto, a obtenção deste valor não é
feita de modo direto, pois é necessário considerar o fator de demanda da
instalação, que representa uma porcentagem do quanto das potências
previstas serão utilizadas simultaneamente no momento de maior soli-
citação da instalação. Este artifício possibilita reduzir as dimensões dos
componentes do circuito de distribuição, pois admite que nem todas as
cargas são usadas juntas ao mesmo tempo.

Em residências individuais, pode ser usado o fator de demanda para as


cargas de iluminação e pontos de tomada de uso geral (PTUG), de acordo
com a Tabela 1.

Tabela 1: Fator de demanda para cargas de iluminação e PTUG em re-


sidências individuais.

Potência (W) Fator de demanda


0 a 1000 0,86
1001 a 2000 0,75
2001 a 3000 0,66
3001 a 4000 0,59
4001 a 5000 0,52
5001 a 6000 0,45
6001 a 7000 0,40
7001 a 8000 0,35
8001 a 9000 0,31
9001 a 10000 0,27
Acima de 10000 0,24

Instalações Elétricas Prediais

95
Para os pontos de tomada de uso específico (PTUE), o fator de demanda
é dado em função da quantidade de circuitos com PTUE previstos para a
instalação elétrica. Veja a tabela 2.

Tabela 2: Fator de demanda para quantidade de circuitos de PTUE.

Quantidade Fator de demanda


01 a 02 1,00
3 0,84
4 0,76
5 0,70
6 0,65
7 0,60
8 0,57
9 0,54
10 0,52
11 0,49
12 0,48
13 0,46
14 0,45
15 0,44
16 0,43
17 a 20 0,40
21 a 23 0,39
24 a 25 0,38

A potência ativa do circuito de distribuição pode ser determinada pela


fórmula abaixo:

Pdist = (Pilum + PPTUG) . FD geral + PPTUE . FD específico em que:

• Pdist representa a potência ativa de distribuição.

• Pilum representa a potência ativa de iluminação.

• PPTUG representa a potência ativa dos pontos de tomada de uso geral.

• PPTUE representa a potência ativa dos pontos de tomada de uso espe-


cífico.

Instalações Elétricas Prediais


96
• FDgeral representa o fator de demanda para cargas de iluminação e
PTUG.

• FDgeral representa o fator de demanda para PTUE.

Para determinar a potência aparente do circuito de distribuição, é preci-


so considerar o fator de potência médio de 0,95. Assim, é possível esta-
belecer a corrente do circuito de distribuição.

O processo de dimensionamento dos condutores do circuito resulta na


determinação da seção padronizada (bitola) da fiação do circuito, de
modo a garantir que a corrente calculada para ele possa circular pelos
cabos, por um tempo ilimitado, sem que ocorra superaquecimento. Nes-
ta etapa, é possível dimensionar os disjuntores, que possuem como atri-
buição proteger os condutores contra aquecimento excessivo causado
por sobrecorrente ou curto-circuito.

Para determinar a seção adequada do condutor de cobre e o disjuntor para


proteção contra sobrecorrente, é necessário conhecer o valor da corrente
do circuito e a quantidade de circuitos agrupados. Veja a tabela:

Tabela 3: Seção do condutor e limite de corrente do disjuntor.

Secção dos Corrente nominal do dijuntor (A)


condutores 1 Circuito por 2 Circuitos por 3 Circuitos por
(mm2) eletroduto eletroduto eletroduto

1,5 15 10 10
2,5 20 15 15
4 30 25 20
6 40 30 25
10 50 40 40
16 70 60 50
25 100 70 70
35 125 100 70
50 150 100 100
70 150 150 125
95 225 150 150
120 250 200 150

Por exemplo, para um circuito com corrente de 7 A e três circuitos agru-


pados por eletroduto, a seção adequada do condutor é de 1,5 metros
quadrados, protegido por disjuntor de 10 A. Já para uma corrente de 23 A,
a seção adequada do condutor é de seis metros quadrados, protegido
por disjuntor de 25A.

No entanto, a NBR 5410 estabelece que a seção mínima dos condu-


tores seja estabelecida de acordo com o tipo de utilização do circuito
de iluminação e de força (tomadas de corrente).

Instalações Elétricas Prediais

97
Para os circuitos de iluminação, a seção mínima dos condutores de
cobre isolado é de 1,5 metros quadrados, enquanto para os circuitos
de força a seção mínima dos condutores de cobre isolado é de 2,5
metros quadrados.

O projetista deve ficar atento à legislação local, uma vez que pode
dimensionar um condutor mínimo de maior seção mínima que o re-
comendado pela norma. Deste modo, a escolha recai sobre a maior
seção condutora para o cabo.

A NBR 5410 estabelece também que o condutor neutro não deve ser
comum a mais de um circuito. Em um circuito monofásico precisa ter
a mesma seção do condutor de fase.

Em um circuito trifásico com neutro, quando a taxa de terceira harmôni-


ca e seus múltiplos forem superiores a 15%, a seção do condutor neu-
tro não deve ser inferior à dos condutores de fase. Este valor pode ser
igual à dos condutores de fase, se essa taxa não for superior a 33%.

A seção do condutor neutro de um circuito com duas fases e neu-


tro não deve ser inferior à seção dos condutores de fase. É possível
que a seção seja igual à dos condutores de fase se a taxa de terceira
harmônica e seus múltiplos não for superior a 33%.

Em circuito trifásico com neutro ou com duas fases e neutro, quando


a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos for superior a 33%, pode
ser necessário um condutor neutro com seção superior à dos condu-
tores de fase. Esses níveis de correntes harmônicas são encontrados,
por exemplo, em circuitos que alimentam computadores ou outros
equipamentos de tecnologia de informação.

Em um circuito trifásico com neutro, e cujos condutores de fase ten-


ham uma seção superior a 25 metros quadrados, a seção do condutor
neutro pode ser inferior à dos condutores de fase, sem ser inferior
aos valores indicados na tabela 48 da NBR 5410, desde que sejam
atendidas algumas condições específicas. Consulte a norma para mais
informações.

Geralmente, todos os condutores de um mesmo circuito possuem a


mesma seção. No entanto, é permitido usar condutores de proteção com
seção inferior ao de fase com seção superior a 16 metros quadrados.

Tabela 4: Seção mínima do condutor de proteção.

Secção do condutor
de fase (mm2) 25 35 50 70 95 120 150 185 240

Secção do condutor

de protetor (mm2) 16 16 25 35 50 70 95 95 120

Instalações Elétricas Prediais


98
O dimensionamento do disjuntor junto ao quadro de medição exige do
projetista o conhecimento prévio da potência total instalada, que de-
terminou o tipo de fornecimento e o tipo de sistema de distribuição da
concessionária de energia local. A partir da norma de fornecimento de
energia da concessionária local, é possível obter a corrente nominal do
disjuntor apropriado para a instalação.

Veja, a seguir, uma tabela que exemplifica a norma de dimensionamen-


to de ramal de entrada fornecida por uma concessionária de energia 1
(Dimensionamento do ramal de entrada – Sistema estrela com neutro
– Tensão de fornecimento 127/220 V). Para uma potência total instalada
de 19 kW, a corrente nominal do disjuntor deve ser de 70 A.
Observe:

Tabela 5: Quadro resumido da Norma.

Categoria Carga Instalada (kW) Dijuntor TM

A1 C <_ 5 40
A2 5<C< _ 10 70
B1 C<_ 10 40
B2 10 < C <_ 15 60
B3 15 < C <_ 20 70

O dimensionamento da proteção contra sobrecorrente realizado por dis-


juntores pode ser realizado por disjuntores termomagnéticos ou disjun-
tores DR. As correntes nominais típicas de dispositivos DR (interruptor e
disjuntor) são 25, 40, 63, 80 e 100 A.

A especificação do disjuntor é realizada de acordo com a Tabela 3 já


mostrada. No entanto, não é permitido usar um disjuntor DR de 25 A, por
exemplo, em circuitos que utilizem condutores de 1,5 e 2,5 mm2.

Nestes casos, a solução é usar uma combinação de disjuntor termomag-


nético associado a um interruptor diferencial-residual, de acordo com a
Tabela 6 a seguir.

Tabela 6: Seleção do interruptor DR.

Corrente nominal
do dijuntor (A) 10,15,20,25 30,40 50,60 70,00 90,10

Secção do condutor
de protetor (mm2) 25 40 63 80 100

Instalações Elétricas Prediais

99
Após verificar tabelas que padronizam os condutores e disjuntores, você irá am-
pliar seus conhecimentos em relação ao dimensionamento dos eletrodutos.

Eletrodutos
O dimensionamento dos eletrodutos é também essencial para o bom
funcionamento e para a segurança das instalações elétricas prediais. A
NBR 5410 estabelece que eletrodutos, calhas e blocos alveolados podem
conter condutores de mais de um circuito, quando as seguintes condi-
ções forem simultaneamente atendidas:

- os circuitos pertençam à mesma instalação, isto é, tenham origem no


mesmo dispositivo geral de manobra e proteção, sem a interposição de
equipamentos que transformem a corrente elétrica.

- as seções nominais dos condutores fase estejam contidas em um inter-


valo de três valores normalizados sucessivos.

- os condutores isolados e os cabos isolados tenham a mesma tempera-


tura máxima para serviço contínuo.

- todos os condutores forem isolados para a mais alta tensão nominal presente.

No caso dos circuitos de força e de comando e ou sinalização de um mes-


mo equipamento, devem ser instalados condutores isolados, cabos uni-
polares ou multipolares. Isso não exclui o uso de eletrodutos para prote-
ção mecânica, por exemplo, de condutores de aterramento.

Dimensionar eletrodutos é determinar seu tamanho nominal para cada


trecho da instalação. Tamanho nominal do eletroduto é a medida do diâ-
metro externo expressa em milímetros e deve possibilitar que os condu-
tores possam ser facilmente instalados ou retirados. Assim, é obrigatório
observar a taxa máxima de ocupação nos eletrodutos.

Para instalações elétricas residenciais, é obrigatório que os condutores


não ocupem mais que 40% da área útil dos eletrodutos. Para dimensionar
os dispositivos, basta saber o número de condutores no eletroduto e a
maior seção destes.

Este tipo de condutor pode ser utilizado para instalações simples em que
o comprimento do trecho de eletrodutos esteja dentro dos limites de
comprimento máximo dos eletrodutos. Veja a ilustração:

60%
Diâmetro
interno
40%

Condutores

Instalações Elétricas Prediais


100
Observe a tabela que padroniza o tamanho do eletroduto de PVC.

Tabela 7: Tamanho eletroduto PVC

Seção Número de condutores no eletroduto


nominal 2 3 4 5 6 7 8 9 10
(mm) Tamanho nominal do eletroduto (mm)

1,5 16 16 16 16 16 16 20 20 20
2,5 16 16 16 20 20 20 25 25 25
4 16 16 20 20 20 20 25 25 25
6 16 20 20 25 25 25 32 32 32
10 20 20 25 25 32 32 40 40 40
16 20 25 25 32 32 32 50 40 40
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50
35 25 32 40 40 50 50 60 50 60
50 32 40 40 50 50 50 60 60 75
70 40 40 50 60 60 60 75 75 75
95 40 50 60 60 75 75 75 85 85
120 50 50 60 75 75 75 85 85 -
150 50 60 75 75 85 85 - - -
185 50 75 75 85 85 - - - -
240 60 75 85 - - - - -

Exemplo: Em um trecho do eletroduto estão inseridos seis condutores,


sendo a maior seção dos condutores de quatro metros quadrados. De
acordo com a tabela 7, o tamanho nominal do eletroduto é de 20 metros
quadrados.

Sendo assim, é necessária a planta com a representação gráfica da fiação


com as seções dos condutores indicados. De acordo com a NBR 5410, a
taxa máxima de ocupação em relação à área de seção transversal dos
eletrodutos não deve ser superior a:

a) 53% no caso de um condutor (fio ou cabo);

b) 31% no caso de dois condutores (fios ou cabos);

c) 40% no caso de três ou mais condutores (fios ou cabos).

Para dimensionar os eletrodutos, é necessário realizar as seguintes etapas:

- Determinar a seção total ocupada pelos condutores aplicando tabelas


de fabricantes de condutores e cabos (exemplo tabela 8).

- Determinar o diâmetro externo nominal do eletroduto (e milímetros),


por meio das tabelas de fabricantes de eletrodutos com o valor encon-
trado no item a.

Instalações Elétricas Prediais

101
Caso os condutores instalados em um mesmo eletroduto sejam do mes-
mo tipo e tenham seções nominais iguais, é possível eliminar a primeira e
a segunda etapa, e encontrar o diâmetro externo nominal do eletroduto
em função da quantidade e seção dos condutores diretamente por tabe-
las específicas (tabela 9 e 10).

Tabela 8: Dimensões totais dos condutores isolados

Seção Pirastic Antiflam Pirasticflex Antiflam


nominal
Diâmetro Área total Diâmetro Área total
(mm)
externo (1) (mm) externo (mm) (mm)
1,5 2,8/3,0 6,2/7,1 3,0 7,1
2,5 3,4/3,7 9,1/10,7 3,6 10,2
4 3,9/4,2 11,9/13,8 4,2 13,8
6 4,4/4,8 15,2/18,1 4,7 17,3
10 5,6/5,9 24,6/27,3 6,1 29,2
16 6,5/6,9 33,2/37,4 7,8 47,8
25 8,5 56,7 9,6 72,4
35 9,5 71,0 10,9 93,3
50 11,0 95 13,2 136,8
70 13,0 133 15,0 176,7
95 15,0 177 - -
120 16,5 214 - -
150 18,0 254 - -
185 20,0 314 - -
240 23,0 415 - -
(1) Fio / Cabo

Instalações Elétricas Prediais


102
Tabela 9: Ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por condutores de
mesma bitola (fios ou cabos unipolares 450 / 750 V BWF Antichama)

Seção Número de condutores no eletroduto


nominal 2 3 4 5 6 7 8 9 10
(mm) Tamanho nominal do eletroduto (mm)

1,5 16 16 16 16 16 16 20 20 20
2,5 16 16 16 20 20 20 20 25 25
4 16 16 20 20 20 25 25 25 25
6 16 20 20 25 25 25 25 32 32
10 20 20 25 25 32 32 32 40 40
16 20 25 25 32 32 40 40 40 40
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50
35 25 32 40 40 50 50 50 50 60
50 32 40 40 50 50 60 60 60 75
70 40 40 50 50 60 60 75 75 75
95 40 50 60 60 75 75 75 85 85
120 50 50 60 75 75 75 85 85 -
150 50 60 75 75 85 85 - - -
185 50 75 75 85 85 - - - -

Tabela 10: Ocupação máxima dos eletrodutos de aço por condutores de


mesma bitola (fios ou cabos unipolares 450 / 750 V BWF Antichama)

Seção Número de condutores no eletroduto


nominal 2 3 4 5 6 7 8 9 10
(mm) Tamanho nominal do eletroduto (mm)

1,5 15 15 15 15 15 15 20 20 20
2,5 15 15 15 20 20 20 20 25 25
4 15 15 20 20 20 25 25 25 25
6 15 20 20 25 25 25 25 31 31
10 20 20 25 25 31 31 31 41 41
16 20 25 25 31 31 41 41 41 41
25 25 31 31 41 41 41 47 47 47
35 25 31 41 41 41 47 59 59 59
50 31 41 41 47 59 59 59 75 75
70 41 41 47 59 59 59 75 75 75
95 41 47 59 59 75 75 75 88 88
120 41 59 59 75 75 75 88 88 88
150 47 59 75 75 88 88 100 100 100
185 59 75 75 88 88 100 100 113 113
240 59 75 88 100 100 113 113 - -

Instalações Elétricas Prediais

103
Representação em planta baixa
A representação em planta baixa das instalações elétricas é feita pelos
projetistas para organizar e verificar a viabilidade da aplicação dos dis-
positivos em cada local. O projeto é passado para os responsáveis pela
instalação para ser executado de modo específico.

A norma NBR 5444 estabelece os símbolos gráficos referentes às instala-


ções elétricas prediais e se baseia na conceituação simbológica de quatro
elementos geométricos básicos: traço, círculo, triângulo equilátero e qua-
drado. Você vai estudá-los a seguir.

Traço
É o segmento de reta que representa o eletroduto.

Círculo
Pode representar ponto de luz, interruptor ou qualquer dispositivo em-
butido no teto, em que o ponto de luz deve ter um diâmetro maior que
o do interruptor. Um elemento qualquer circundado indica que este se
localiza no teto. O ponto de luz na parede (arandela) também é represen-
tado pelo círculo.

Triângulo equilátero
O triângulo equilátero representa as tomadas em geral. Variações acres-
centadas a elas indicam mudança de significado e função tomadas de
luz e de telefone, por exemplo, além de modificações em seus níveis na
instalação baixa, média e alta.

Quadrado
O quadrado representa qualquer tipo de elemento no piso ou conversor
de energia, como por exemplo motor elétrico. Um elemento qualquer en-
volvido pelo quadrado significa que o dispositivo localiza-se no piso.

Nem todos os projetistas de instalações elétricas seguem a simbologia


determinada pela norma NBR 5444. Embora a padronização do emprego
dos símbolos facilite a compreensão da planta elétrica por um maior nú-
mero de pessoas, a legenda dos símbolos usados deve ser clara e precisa
para evitar possíveis erros de interpretação.

É recomendação geral nunca usar um símbolo descrito na norma para


outro componente da instalação elétrica.

Instalações Elétricas Prediais


104
Circuitos básicos

1- Ligação de uma lâmpada comandada


por um interruptor de uma seção

ponto de luz

disco central
base rosqueada

retorno

interruptor simples

2- Ligação de duas lâmpada comandada


por um interruptor de duas seções

fase retorno da segunda lâmpada


retorno da primeira lâmpada

interruptor simples

neutro

fase retorno

retorno

Instalações Elétricas Prediais

105
3- Ligação de uma lâmpada comandada
por dois interruptores paralelos

fase

interruptor paralela

neutro

fase
retorno

retorno

4- Uma lâmpada comandada por um


interruptor four-way e dois
interruptores paralelos (three-way).

neutro

fase retorno

retorno

Instalações Elétricas Prediais


106
5- lâmpada comandada por um interruptor de uma seção,
instalada em área externa (ao tempo).

fase

neutro

proteção

Interruptor simples

retorno
fase neutro

retorno proteção

6- Ligação de tomadas de uso geral monofásicas.

fase
neutro proteção

Tomada unversais 2P+T

neutro fase proteção

1 3 3 3 6 8
8
100
S

SS
S
S

100 100 160


3 1 a 8 2 2
1a 3 8
Cozinha
3
Sala Copa
3 3 5 5 7 12 7

Instalações Elétricas Prediais

107
Quadro de Cargas

Circuitos Lâmpadas Tomadas Total Disjuntores Condutores


100w 100w 600w 4400w Watts Ampères mm
1 4 3 - 700 10A 15
2 - - - 1 4400 25A 40
3 5 3 - 800 10A 15
4 - - 2 1200 15A 25

Nota: Eletroduto não cotado 1/2”

CONVENÇÕES:

lâmpadas

aplique

tomada baixa - 0,30 cm

tomada média - 1,20 m

tomada alta 2,20 m

interruptor simples

interruptor duplo

interruptor triplo

Instalações Elétricas Prediais


108
Esquemático

3
3
3 100
100
1
4
100
600w
4
600w

1 4
3
1
100
2
2
2500w 1 3
100 34
C-D 3
100 3
100
1
1 3
3
3
1
100

1 3
100

Instalações Elétricas Prediais

109
Unidade consumidora

Ramal de ligação

Braçadeira ou parafuso passante

PADRÃO DE ENTRADA OM MEDIÇÃO INSTALADA EM MURO OU MURETA


Curva 90˚
quando de aço
colocar bucha
Eletroduto de PVC
rígido preto ou aço
zincado a quente

Poste particular

30 10 15

Mureta
150±10

Caixa para medidor Fase Neutro


150
máximo
Saída subterrânea ou embutida
Eletroduto de PV rígido
Condutor de cobre isolado
Cavidade para inspeção
Eletroduto de aterramento
PADRÃO DE ENTRADA COM MEDIÇÃO INSTALADA EM POSTE PARTICULAR

A Condutor do ramal de ligação


Ponto de entrada

B
Condutor do
Rede secundária circuito alimentar
de distribuição
Condutor do
ramal de entrada
Eletroduto
Eletroduto do do circuito 30 10 15

ramal de entrada alimentador


C Fase Neutro
Poste particular Medição
Eletroduto
do aterramento

AB- Ramal de ligação


BC- Ramal de entrada Eletroduto de aterramento
CDE- Circuito alimentador

Neste capítulo, você aprendeu como definir os padrões para o dimensio-


namento dos condutores, disjuntores e eletrodutos utilizados em uma
instalação elétrica. Na próxima unidade, você vai conhecer algumas práti-
cas de instalações, que serão importantes para a execução das atividades
em campo.

Instalações Elétricas Prediais


110
Exercícios Unidade VI

1- Determine, conforme a NBR 5410, a potência mínima de iluminação


da planta residencial, mostrada na Figura 1.

3,25m 1,80m 3,15m 1,75m

Banheiro
A. serviço

2,3m
Dormitório 1 Dormitório 2

3,4m
Hall

3,4m
3,4m
Sala Cozinha
3,5m Copa

3,5m

3,5m
3,25m 3,10m 3,75m

Figura 1: Planta residencial ( dimensões em metros)

Cômodo Área (m) Potência de iluminação (VA)


Dormitório 1
Sala
Banheiro
Dormitório 2
Copa
Cozinha
Área de serviço
Hall
Área externa
Total

Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

111
2- Determine a quantidade mínima de pontos de tomadas de uso geral
(PTUG) e de uso específico (PTUE) da planta residencial mostrada na Figura 1.

Observação: preveja torneira elétrica, geladeira, chuveiro elétrico e má-


quina de lavar roupa.

Dimensões Quantidade mínima


Cômodo Área (m2) Perímetro (m) PTUG PTUE
Dormitório 1
Sala
Banheiro
Dormitório 2
Copa
Cozinha
Área de serviço
Hall
Área externa

3- Estime as cargas de pontos de tomadas de uso geral e uso específico


de acordo com a quantidade de pontos de tomadas previstos no exercí-
cio anterior.

Observação: Adote uma quantidade de pontos de tomadas adequada, de


acordo com o perfil do cliente.

Dimensões Quantidade Previsão de carga


Cômodo Área (m2) Perímetro (m) PTUG PTUE PTUG PTUE
Dormitório 1
Sala
Banheiro
Dormitório 2
Copa
Cozinha
Área de serviço
Hall
Área externa

Instalações Elétricas Prediais


112
4- Elabore o quadro de previsão de cargas da instalação elétrica da plan-
ta mostrada na Figura 1.

Dimensões P Ilum. PTUG PTUE


Cômodo A (m) Perím. (m) (VA) Qtd P(VA) Descrição P(W)
Dormitório 1
Sala
Banheiro
Dormitório 2
Copa
Cozinha
Área de serviço
Hall
Área externa

5- Elabore a divisão dos circuitos da instalação residencial (iluminação


social, iluminação de serviço, PTUG, PTUE) descrita nos exercícios de 1 a
4, com suas respectivas cargas.

Circuito Potência
Tensão (V) Local
Quantidade x Total (VA)
Nº Tipo
Potência
Sala 1x100
1 Iluminação 127 dormitório 1 1x600
Social . .
. .
. .
...
2

Achou importante?
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Instalações Elétricas Prediais

113
6 - Com base na divisão da instalação em circuitos realizada no exercício
5, realize a locação, na planta baixa, de cada ponto de iluminação e dos
pontos de tomada em cada cômodo, com o correspondente número de
cada circuito e de acordo com o exemplo mostrado para o dormitório 1.

3 A. serviço
3

160
1
Banheiro

3
s

3
Dormitório 1 Dormitório 2

Sala Copa Cozinha

Ponto de luz no teto S Interruptor simples Ponto de tomada baixa Caixa de saída média Botão de Campainha
monofásica com terra bifásica com terra

Ponto de luz na parede S Interruptor paralelo Ponto de tomada média Caixa de saída alta Campainha
monofásica com terra bifásica com terra

7 - Trace o caminho que os eletrodutos irão percorrer dentro da planta baixa


usando a legenda no rodapé da figura a seguir.

3 12 4 4 A. serviço
3 9
10 9
160
1
Banheiro 160 100
1 2
4
3 S 4
Dormitório 2
s

100

3 1 4 11
Dormitório 1 S 3 4 S
3 3 6 8
8
S
S

SS
100

6
S

160
3 100 100 Cozinha 2
S

1 2

Sala Copa 8

3 3 5 5 7 13 7

Ponto de luz no teto S Interruptor simples Ponto de tomada baixa Caixa de saída média Botão de Campainha
monofásica com terra bifásica com terra

Ponto de luz na parede S Interruptor paralelo Ponto de tomada média Caixa de saída alta Campainha
monofásica com terra bifásica com terra

Quadro de distribuição Eletroduto embutido Eletroduto embutido Eletroduto embutido


no piso na parede na laje

8- Realize a representação gráfica da fiação na planta baixa da questão


anterior.

Instalações Elétricas Prediais


114
Prática de instalações

Nesta unidade, você vai aprender algumas práticas realizadas no dia a


dia em atividades de instalações elétricas prediais. Você vai aprender a
instalar diversos tipos de equipamentos utilizados em residências e em
áreas comerciais.

Fique atento ao conteúdo abordado a partir de agora, que será essencial


para o seu trabalho.

Atividades básicas
Furar, abrir roscas, serrar e limar são atividades básicas desenvolvidas es-
pecialmente pelos eletricistas. Para montar redes de eletrodutos ou para
fixar um ventilador de teto ou outros dispositivos, é essencial ter conhe-
cimento dessas operações, que serão abordadas ao longo desta unidade.
O conteúdo será iniciado pelas emendas básicas.

Emendas básicas
As emendas e suas derivações são empregadas em casos de haver ne-
cessidade de unir extremidades de condutores visando a assegurar a
resistência mecânica adequada e o contato elétrico perfeito entre eles.
As emendas em condutores em linhas abertas são feitas a partir do enro-
lamento da extremidade do condutor com a ponta do outro e vice-versa,
conforme a ilustração seguinte:

Após a operação, a emenda é coberta com fita isolante.


Achou importante?
Faça aqui suas anotações.
Instalações Elétricas Prediais

115
As emendas em caixa de ligação, também conhecidas como rabo de rato,
são feitas enrolando-se a extremidade de um fio à do outro.

A seguir, a emenda é apertada com um alicate, conforme a ilustração.

As emendas com fios grossos, que possuem seção superior a quatro milí-
metros quadrados, são feitas a partir da ligação das pontas dos conduto-
res a fios finos de cobre.

Após essa operação, a emenda é isolada, como mostra a figura que segue.

Instalações Elétricas Prediais


116
As emendas de cabos são feitas seguindo a sequência apontada pelas
ilustrações a seguir. Observe:
B
A

C
D

E F

Já a emenda de cabos em derivação é feita do seguinte modo:

Conexões
As conexões de dispositivos também podem ser feitas por meio de conec-
tores especiais, que são utilizados também para emendar condutores de
grande diâmetro, como os cabos. Nesse caso, a pressão exercida pelos
parafusos garante resistência mecânica e bom contato elétrico, dispen-
sando a solda.

A ligação dos condutores a bornes de aparelhos ou dispositivos deve as-


segurar ainda resistência mecânica adequada e contato elétrico perfeito
e permanente. Esse tipo de ligação pode ser feito por meio de um olhal
disposto de modo que, com o aperto do parafuso, ele não se abra.

Para facilitar as ligações e a identificação de defeitos, os condutores de-


vem ser identificados por meio de números, de acordo com o diagrama
elétrico.

As emendas deverão estar devidamente isoladas com fita isolante a fim


de evitar contatos elétricos indesejáveis e perigosos.

Instalações Elétricas Prediais

117
Quando não é possível realizar uma conexão segura por meio de apertos,
é aplicada a soldagem.Veja.

Soldagem
A soldagem é uma operação realizada para permitir um escorrimento mais
fácil do metal da solda sobre os pontos a serem soldados. Os fios de solda
possuem um núcleo de resina, como breu, por exemplo. Nas atividades
com a solda fraca, é importante evitar excessos que dificultem a acomoda-
ção e o isolamento dos fios nas caixas em que ficarão acomodados.

Instalações
Os procedimentos realizados em instalações elétricas serão o tema das
próximas páginas. Assim, você terá a oportunidade de conhecer diversos
tipos de instalações feitas em residências e áreas comerciais. O primeiro
tipo de instalação que você vai conhecer será o de lâmpadas.

Lâmpadas
No Brasil, os tipos de lâmpadas mais utilizados são as incandescentes e as
fluorescentes. A seguir, você vai conhecer estes dois tipos e os métodos
de instalação de ambos.

Incandescente
As lâmpadas incandescentes funcionam a partir da passagem de corr-
ente elétrica por um filamento do tungstênio que, com o aquecimento,
gera a luz. A aplicação desse tipo de iluminação é feita especialmente em
residências.

Você conhecerá, a seguir, os tipos de acionamento das lâmpadas e os mé-


todos de instalação de cada uma delas.

Tipos de acionamento
O acionamento das lâmpadas incandescentes pode ser realizado por in-
terruptores paralelos, de uma ou mais seções e conjugados com outros
dispositivos, conforme você estudará a partir de agora. A instalação varia
de acordo com o acionamento. Veja:

Acionada por um interruptor de uma seção

Uma das instalações mais elementares na iluminação de um ambiente é a


energização de uma lâmpada por meio do acionamento a distância, como
ocorre, por exemplo, na iluminação de um quarto. Uma maneira cômoda
e segura é realizar o acionamento, ou seja, o ligar e o desligar da lâmpada

Instalações Elétricas Prediais


118
sem que seja necessário o manuseio direto da lâmpada no próprio recep-
táculo. Para isso, é instalado um interruptor, que geralmente se localiza
junto à porta de entrada do ambiente. O interruptor unipolar ou de uma
seção é responsável pelo seccionamento de um único condutor. Veja no
esquema a seguir como o processo de acionamento ocorre:

F
N

Acionada por um interruptor de uma seção conjugado com uma


tomada

A Norma NBR 5410, que fixa as regras gerais para a divisão da instalação
em circuitos, exige que sejam previstos terminais distintos para ilumina-
ção e para tomadas de corrente. Os circuitos terminais devem ser individ-
ualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam.
Entre as razões para estas exigências, está a necessidade de a instalação
ser dividida em tantos circuitos quantos forem necessários. Isso é feito
visando a facilitar a inspeção, os ensaios e a manutenção, além de evitar
que, por ocasião de um defeito em um circuito, toda uma área fique de-
sprovida de alimentação.

Veja como este tipo de instalação é realizado no esquema a seguir:

F
N

Instalações Elétricas Prediais

119
Duas lâmpadas incandescentes acionadas por um interruptor de
duas seções

No caso de haver duas lâmpadas incandescentes acionadas por um inter-


ruptor de duas seções, o esquema é o seguinte:

F
N
R1
R2

Uma lâmpada incandescente acionada por interruptor paralelo ou


“tree-way”

Nesse caso, é utilizado um tipo especial de interruptor: o paralelo ou tree-


way (três terminais), que é uma chave unipolar de duas posições com as-
pecto físico semelhante ao dos interruptores já apresentados. Este dispo-
sitivo apresenta mais um terminal de ligação, totalizando três terminais.

O interruptor paralelo tem a característica de trabalhar em conjunto com ou-


tro interruptor paralelo, e acionar uma ou várias lâmpadas a partir de dois
lugares distintos. É usado principalmente em escadas e em ambientes com
duas entradas. Na escada, a lâmpada serviria para iluminar os degraus e os
interruptores paralelos seriam instalados no início e no fim da escada. O acio-
namento da lâmpada pode ser feito com qualquer um dos dois interruptores
paralelos. Veja o esquema para estes interruptores:

3W 3W

a
F
N

R3

R1
R2

Instalações Elétricas Prediais


120
Uma lâmpada incandescente acionada por interruptores tree-way
e four-way

Para acionar a lâmpada, neste caso, é utilizado o interruptor paralelo ou


tree-way e um tipo especial de interruptor, o four-way (quatro terminais)
também conhecido como intermediário.

Por possuir quatro terminais, o interruptor intermediário deve ser insta-


lado entre dois interruptores tree-way. A instalação de outros interrup-
tores four-way permite o acionamento da lâmpada em diversos pontos,
isto é, para cada novo four-way instalado, incrementa-se um ponto de
acionamento adicional.

Esta configuração é usada em ambientes nos quais é necessário acionar


lâmpadas de três ou mais lugares distintos, como em galpões grandes
com mais de duas portas de acesso, em que é preciso colocar um inter-
ruptor perto de cada porta.

Veja como fica o esquema, nesse caso.

3W 4W 3W

F
N

(b)

Fluorescente
As lâmpadas fluorescentes possuem tecnologia desenvolvida e podem
apresentar tamanhos variados. São utilizadas para os mais variados tipos
de ambientes, como comercial, institucional ou residencial. Conforme já
abordado, este tipo de lâmpada apresenta redução no consumo de ener-
gia, maior durabilidade e menor aquecimento do ambiente.

A seguir, você conhecerá alguns tipos de reatores que fazem parte deste
tipo de lâmpada e o modo de instalação específico de cada uma delas.

Instalações Elétricas Prediais

121
Tipos de reatores
O tipo de reator influi no método de instalação das lâmpadas fluorescen-
tes. A seguir, você vai aprender como isto é feito em cada uma delas.

Reator do tipo comum

Em lâmpadas com reatores comuns, a ligação do conjunto à rede de-


manda a interligação de seus componentes. Esta operação é possível se
houver a leitura do esquema de ligação afixado no reator, que varia con-
forme o tipo de reator e seu respectivo fabricante. Veja a ilustração:

(a)

(b)

Reator duplo de partida rápida

O uso do reator duplo de partida rápida dispensa o uso de starter, subs-


tituído pela autoindução, que provoca aquecimento do filamento. Esta
operação dura aproximadamente um segundo, e após a partida, o fila-
mento continua aquecido por uma pequena corrente. Esse método é uti-
lizado em galpões e em ambientes em que é necessário ter uma melhor
iluminação, com baixo custo. Veja o esquema a seguir:

(a)

(b)

Instalações Elétricas Prediais


122
Após aprender como são realizadas as instalações das lâmpadas fluores-
centes e incandescentes, você irá ampliar seus conhecimentos conhe-
cendo os outros tipos de instalações abordados a seguir.

Outros tipos de instalação


A partir de agora você vai conhecer mais alguns tipos de operações es-
senciais nas instalações elétricas prediais. Instruções sobre a instalação
de campainha tipo cigarra, tomada com condutor de proteção, quadro
de distribuição e diversos outros dispositivo são o tema tratado nas pró-
ximas páginas.

Campainha ou cigarra
O interruptor de pressão e a cigarra são ligados do mesmo modo que
os interruptores simples, que comandam uma lâmpada incandescente.
Neste caso, no lugar do interruptor simples, é usado um interruptor de
pressão, em vez de lâmpada incandescente. A cigarra irá funcionar so-
mente enquanto o interruptor de pressão estiver acionado. Veja o esque-
ma a seguir:

F
N

(a)

(b)

Instalações Elétricas Prediais

123
Tomada com condutor de proteção
No caso das tomadas com condutor de proteção são usados três condu-
tores: fase, neutro e terra, todos conectados à tomada. Observe as ilus-
trações:

(a)

(b)

Relé fotoelétrico
Em circuitos de iluminação de exteriores, como ruas, sinalização em caixas
de água, pátios, entre outros, é muito comum o acionamento automático
por elementos fotossensíveis. Também conhecidos como relé fotoelétri-
co, estes elementos operam segundo a intensidade de luz recebida. O
acionamento automático é muito útil em iluminação pública, pois elimi-
na o fio-piloto para o comando das lâmpadas, além do operador para
apagar e acender. O fio-piloto corresponde ao fio retorno nas instalações
de interruptores. Veja o esquema a seguir:

(a)

Neutro - Branco

(b)

Instalações Elétricas Prediais


124
Quadro de medição monofásico, bifásico e trifásico
Para a correta instalação do quadro de medidor, é necessário consultar a
concessionária de energia elétrica local. Na ilustração a seguir estão re-
presentadas as ligações da fiação, verifique que somente os condutores
fase passam pelo disjuntor.

Detalhes construtivos
Ligações nas caixas de medição e proteção

LIGAÇÃO MONOFÁSICA

SAÍDA

ENTRADA

Condutor de aterramento

LIGAÇÃO BIFÁSICA

SAÍDA

ENTRADA

Condutor de aterramento

Instalações Elétricas Prediais

125
LIGAÇÃO TRIFÁSICA

SAÍDA

neutro
(azul)
Parafuso terra neutro
da cx do medidor (verde)

Fundo
da caixa

condutor de
aterramento

Condutor de aterramento

Quadro de distribuição
Os métodos de instalação de quadros de distribuição para o fornecimen-
to de naturezas diversas estão representados a seguir. Veja:

Este é um quadro de distribuição (QD) para fornecimento monofásico

Disuntor geral
(monopolar)

Fase
Neutra
Proteção

Jumps de Ligação
liga a fase a todos
os disjuntores dos
circuitos

Barramento de Proteção
Deve ser ligado eletricamente
à caixa do QD.

Disjuntores dos Circuitos


Terminais
Recebe a fase dos disjuntor
geral e distribui para circuitos
terminais

Instalações Elétricas Prediais


126
Este outro quadro de distribuição é para fornecimento bifásico
Disuntor geral
Proteção (bipolar)

Fase
Neutra

Barramento de Proteção
Deve ser ligado eletricamente
à caixa do QD.

Barramento de interligação das fases

Este outro quadro de distribuição é para fornecimento trifásico

Barramento de neutro

Disjuntor diferencial
residual tetrapolar

Barramento de proteção

Disjuntores dos circuitos


terminais bifásicos

Disjuntores dos circuitos


terminais monofásicos

Barramento de interligação das fases

Instalações Elétricas Prediais

127
Interruptor automático por presença
O interruptor automático por presença é eletrônico e capta, a partir de
um sensor infravermelho, a radiação de calor de pessoas, animais, auto-
móveis, e outros, que estejam nos limites perceptíveis do dispositivo. Esse
equipamento possibilita o comando automático da iluminação de am-
bientes nos quais não há necessidade de manter as lâmpadas permanen-
temente acesas, o que propicia considerável economia de energia. Veja a
seguir ilustrações que demonstram o funcionamento do dispositivo.

Instalações Elétricas Prediais


128
Esquema de ligação

Ligação em 110 Volts


Lâmpada
Azul Neutro
Azul
Fase
Preto

Branco
Marrom
(Não usar)

Ligação em 220 Volts


Lâmpada
Azul
Azul REDE 220 Volts

Preto

Branco (Não usar)


Marrom

Interruptor sensor de presença ASPEX

Montagem de rede elétrica com canaletas


O sistema X, caracterizado pela presença de canaletas, é utilizado em
instalações aparentes, conforme o exemplo a seguir.

Instalações Elétricas Prediais

129
Interruptor de minuteria
A minuteria é um dispositivo elétrico que permite a ligação de uma ou de
um grupo de lâmpadas com interruptores de pressão, durante um tempo
pré-estabelecido. Esse dispositivo é utilizado, principalmente, em esca-
das e corredores de edifícios. Observe a seguir um esquema para aciona-
mento de duas lâmpadas:

O esquema de ligação pode ser diferente, dependendo do fabricante.

Ventilador de teto
Para a instalação do ventilador de teto, é importante verificar sempre o
esquema do fabricante. Entretanto o princípio será sempre o mesmo: ali-
mentar um motor elétrico para giram em sentido horário e anti-horário
com controle de velocidade e lâmpadas, quando houver. Veja a seguir
quatro esquemas de ligação:

Instalações Elétricas Prediais


130
Instalações Elétricas Prediais

131
Para esse tipo de instalação são necessários fios de 1,5 milímetros qua-
drados ou mais. É preciso ainda certificar-se de que a tensão de alimen-
tação é compatível com a do motor, do controle e das lâmpadas. O fio
de aterramento - fio verde parafusado na haste - deve ser ligado a um
condutor de proteção de instalação, conforme a NBR 5410.

Se o sentido de rotação não coincidir com a indicação da chave no con-


trole, é necessário trocar um fio preto do controle pelo outro.

Chave boia de contatos de mercúrio


Na instalação de chaves de boia de contatos de mercúrio, quando o re-
servatório superior alcançar o nível máximo, ambos os pesos ficarão mer-
gulhados na água e, consequentemente, o peso deles será menor. O con-
trapeso será maior e a ampola se inclinará para trás, fazendo o mercúrio
correr dos contatos, abrindo-os e desligando a bomba.

A bomba só terá condições de funcionar, se o reservatório inferior tiver


água acima do nível mínimo. A função da chave de boia do reservatório
inferior é garantir essa condição. Portanto, se o nível baixar ao mínimo, a
chave desliga, não permitindo que a bomba funcione. Veja a seguir um
exemplo de um circuito auxiliar, que comanda a chave para fechar (ligar
o motor) ou abrir (desligar o motor).

Os comandos podem ser manuais ou automáticos. Veja:

Manual ou direto
Neste tipo de comando a chave unipolar de reversão (a) está ligada para a
direita, interligando o terminal l com o terminal 2 em série com o contato N F
do relê térmico (d), alimentando a bobina de contador (e). Nesse caso, a moto
bomba é acionada em regime de emergência ou para limpeza das caixas.

Automático
No caso do uso de comando automático, a chave de reversão (a) está liga-
da para a esquerda, interligando o terminal 1 ao terminal 3 em série com
as chaves de boia (b e c) e como contato N F do relê térmico (d), alimen-
tando a bobina do contato (e).

Instalações Elétricas Prediais


132
Motobomba monofásica
Este sistema é comumente utilizado para o controle do nível de água em
reservatório, ligando e desligando a bomba. Observe abaixo um circuito
para comando automático por meio de duas chaves boias - mínima e
máxima – que possuem proteção de disjuntor termomagnético.

:
Controle de nível superior
Desliga no limite superior

Controle de nível inferior:


Desliga no limite inferior

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133
Motor monofásico comandado por chave reversora
As chaves de reversão são utilizadas em motores monofásicos de fase auxiliar,
todavia, devido ao pouco uso, elas estão desaparecendo do comércio, e são
usadas apenas nas instalações antigas. Porém, é importante é selecionar uma
chave que atenda as características do motor, proporcionando segurança de
operação e que tenha três posições, conforme o esquema apresentado.

O diagrama básico da ligação dessas chaves com motores monofásicos


de fase auxiliar é o seguinte

Vejamos os diagramas assim representados de um motor de fase auxiliar


com seis terminais. Para fazer reversão em 110V.

ILUSTRAÇÃO 1 - A chave à esquerda, portanto o maior deve girar no sen-


tido anti-horário.

Instalações Elétricas Prediais


134
ILUSTRAÇÃO 2 - A chave à direita, portanto o maior deve girar no sentido
horário.

Comparando os dois diagramas concluímos que na posição (d), os termi-


nais 1, 2 e 5 estão ligados no condutor fase e os terminais 3, 4 e 6 estão
ligados no neutro e na posição (e), os terminais 1, 2 e 6 estão ligados no
condutor fase e os terminais 3, 4 e 5 estão ligados no condutor neutro.
Assim, quando quiser comparar o funcionamento de chaves, utiliza-se
um gráfico como este ou similar.

Para a invenção do sentido de rotação do motor monofásico em rede de


220V as ligações à chave serão as seguintes:

Ao fim desta unidade, você encerra também o curso de instalações elé-


tricas prediais. Aproveite o conhecimento obtido até agora e aplique as
instruções durante seu trabalho. Isso garante operações mais seguras e
tarefas melhor executadas.

Instalações Elétricas Prediais

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Instalações Elétricas Prediais
136
Referências Bibliográficas

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