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Prefeitura Municipal de Salvador do Estado da Bahia

SALVADOR-BA
Técnico de Nível Médio I – Atendimento
Edital nº 08, de 06 de Julho de 2017
JL045-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Prefeitura Municipal de Salvador do Estado da Bahia

Cargo: Técnico de Nível Médio I – Atendimento

(Baseado no Edital nº 08, de 06 de Julho de 2017)

• Língua Portuguesa
• Raciocínio Lógico-Matemático
• Noções de Informática
• Conhecimentos Específicos

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Camila Lopes
Suelen Domenica Pereira

Capa
Natália Maio

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Leitura, compreensão e interpretação de textos...................................................................................................................................................01


Estruturação do texto e dos parágrafos....................................................................................................................................................................06
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais.............................................................18
Significação contextual de palavras e expressões................................................................................................................................................22
Equivalência e transformação de estruturas...........................................................................................................................................................24
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação...........................................................................................................................................27
Emprego de tempos e modos verbais.......................................................................................................................................................................34
Pontuação...............................................................................................................................................................................................................................47
Estrutura e formação de palavras................................................................................................................................................................................50
Funções das classes de palavras...................................................................................................................................................................................56
Flexão nominal e verbal....................................................................................................................................................................................................69
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação.................................................................................................................................72
Concordância nominal e verbal....................................................................................................................................................................................81
Regência nominal e verbal..............................................................................................................................................................................................86
Ortografia oficial..................................................................................................................................................................................................................92
Acentuação gráfica.............................................................................................................................................................................................................95

Raciocínio Lógico-Matemático

Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informa-
ções das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações........... 01
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemá-
tico, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. .............15
Operações com conjuntos. .................................................................................................................................................................................. 30
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais........................................................................... 36

Noções de Informática

Dispositivos de entrada e saída e de armazenamento de dados. Impressoras, teclado, mouse, disco rígido, pendrives,
scanner, plotter, discos ópticos.....................................................................................................................................................................................01
Noções do ambiente Windows.....................................................................................................................................................................................24
MSOffice (Word, Excel, Powerpoint, Outlook)........................................................................................................................................................32
Conceitos relacionados à Internet; correio eletrônico........................................................................................................................................98
Noções de sistemas operacionais............................................................................................................................................................................. 110
Ícones, atalhos de teclado, pastas, tipos de arquivos, localização, criação, cópia e remoção de arquivos, cópias de arquivos
para outros dispositivos, ajuda do Windows, lixeira, remoção e recuperação de arquivos e de pastas, cópias de segurança/
backup, uso dos recursos............................................................................................................................................................................................. 110

Conhecimentos Específicos

A organização social da conversação - Análise de situações de conversação da vida cotidiana e profissional de aten-
dente. As sequências conversacionais. As fórmulas de cortesia. Os processos de explicação e convencimento........ 01
As variedades da língua: a língua culta e a coloquial........................................................................................................................... 04
As características da fala em oposição à escrita. A variedade vocabular e sua aplicação em diversas situações comu-
nicativas.................................................................................................................................................................................................................. 05
Correspondência e atos oficiais: princípios da redação oficial, emprego dos pronomes de tratamento, níveis hierár-
quicos de tratamento, modelos de atos oficiais..................................................................................................................................... 22
Análise de processos administrativos: recebimento, conferência e distribuição....................................................................... 43
Ética no exercício da função pública........................................................................................................................................................... 48
LÍNGUA PORTUGUESA

Leitura, compreensão e interpretação de textos...................................................................................................................................................01


Estruturação do texto e dos parágrafos....................................................................................................................................................................06
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais.............................................................18
Significação contextual de palavras e expressões................................................................................................................................................22
Equivalência e transformação de estruturas............................................................................................................................................................24
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação...........................................................................................................................................27
Emprego de tempos e modos verbais.......................................................................................................................................................................34
Pontuação...............................................................................................................................................................................................................................47
Estrutura e formação de palavras.................................................................................................................................................................................50
Funções das classes de palavras...................................................................................................................................................................................56
Flexão nominal e verbal....................................................................................................................................................................................................69
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação.................................................................................................................................72
Concordância nominal e verbal....................................................................................................................................................................................81
Regência nominal e verbal..............................................................................................................................................................................................86
Ortografia oficial..................................................................................................................................................................................................................92
Acentuação gráfica.............................................................................................................................................................................................................95
LÍNGUA PORTUGUESA

- Capacidade de observação e de síntese e


LEITURA, COMPREENSÃO E - Capacidade de raciocínio.
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS.
Interpretar X compreender

Interpretar significa
- Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a
- Através do texto, infere-se que...
preocupação com a interpretação de textos. Por isso, vão aqui
- É possível deduzir que...
alguns detalhes que poderão ajudar no momento de respon-
der às questões relacionadas a textos. - O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relaciona-
das entre si, formando um todo significativo capaz de produzir Compreender significa
interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
). escrito.
- o texto diz que...
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em - é sugerido pelo autor que...
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a - o narrador afirma...
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interliga-
ção dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento Erros de interpretação
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de
seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
um significado diferente daquele inicial. erros de interpretação. Os mais frequentes são:
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do contex-
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências to, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por co-
diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse nhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
tipo de recurso denomina-se intertexto.
- Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção ape-
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma inter- nas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de
pretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimen-
partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamenta- to do tema desenvolvido.
ções, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclare-
cimento das questões apresentadas na prova.
- Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias contrá-
rias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
e, consequentemente, errando a questão.
- Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
o tempo). concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o
- Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de autor diz e nada mais.
diferenças entre as situações do texto.
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que re-
uma realidade, opinando a respeito. laciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundá- outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um prono-
rias em um só parágrafo. me relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras. átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que
já foi dito.
Condições básicas para interpretar
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-
Fazem-se necessários: dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros lite- pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo;
rários, estrutura do texto), leitura e prática; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do tex- que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por
to) e semântico; isso a necessidade de adequação ao antecedente.
Observação – na semântica (significado das palavras) in- Os pronomes relativos são muito importantes na interpre-
cluem--se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, tação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão.
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um
outros. pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, Texto para a questão 2:


mas depende das condições da frase.
- qual (neutro) idem ao anterior. DA DISCRIÇÃO
- quem (pessoa) Mário Quintana
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o Não te abras com teu amigo
objeto possuído. Que ele um outro amigo tem.
- como (modo) E o amigo do teu amigo
- onde (lugar) Possui amigos também...
quando (tempo) (http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade)
quanto (montante)
2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMUNI-
Exemplo: TÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o poema, é
Falou tudo QUANTO queria (correto) correto afirmar que
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria apa- (A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade é
recer o demonstrativo O ). algo ruim.
(B) amigo que não guarda segredos não merece respeito.
Dicas para melhorar a interpretação de textos (C) o melhor amigo é aquele que não possui outros ami-
gos.
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do as-
(D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
sunto;
(E) entre amigos, não devem existir segredos.
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
leitura; 3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SECRE-
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo TARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITENCIÁRIO –
menos duas vezes; VUNESP/2013) Leia o poema para responder à questão.
- Inferir;
- Voltar ao texto quantas vezes precisar; Casamento
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do au-
tor; Há mulheres que dizem:
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor com- Meu marido, se quiser pescar, pesque,
preensão; mas que limpe os peixes.
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
questão; ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las. É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
Fonte: ele fala coisas como “este foi difícil”
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu- “prateou no ar dando rabanadas”
gues/como-interpretar-textos e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
QUESTÕES atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - vamos dormir.
ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O con- Coisas prateadas espocam:
texto em que se encontra a passagem – Se deixou de bajular somos noivo e noiva.
os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e ra- (Adélia Prado, Poesia Reunida)
inhas do 20 (2.º parágrafo) – leva a concluir, corretamente, que
a menção a A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que
(A) príncipes e princesas constitui uma referência em sen- (A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não
tido não literal. gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham di-
(B) reis e rainhas constitui uma referência em sentido não fícil limpar os peixes.
literal. (B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulheres
(C) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma refe- que não gostam de limpar os peixes, embora valorizem os es-
rência em sentido não literal. barrões de cotovelos na cozinha.
(D) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma refe- (C) há mulheres casadas que não gostam de ficar sozinhas
rência em sentido literal. com seus maridos na cozinha, enquanto limpam os peixes.
(E) reis e rainhas constitui uma referência em sentido literal. (D) as mulheres que amam valorizam os momentos mais
simples do cotidiano vividos com a pessoa amada.
(E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noite,
para limpar, abrir e salgar o peixe.

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LÍNGUA PORTUGUESA

4-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014 A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18
- ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, considere o estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo.
texto abaixo. (...) CERTO ( ) ERRADO

A marca da solidão 7-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINIS-


Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de pa- TRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a viatura, com
ralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a testa os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte de São
pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de penum- Paulo.”
bra na tarde quente. Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que, em
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro sua estrutura sintática, houve supressão da expressão
de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com pedri- a) vigilantes.
nhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas plan- b) carga.
tas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz de
c) viatura.
parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca da
d) foi.
solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
e) desviada.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janei-
ro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo Um carteiro chega ao portão do hospício e grita:
reduzido no qual o menino detém sua atenção é — Carta para o 9.326!!!
(A) fresta. Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está em
(B) marca. branco, e um outro pergunta:
(C) alma. — Quem te mandou essa carta?
(D) solidão. — Minha irmã.
(E) penumbra. — Mas por que não está escrito nada?
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
5-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2012) Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com adap-
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a to- tações).
talidade do universo, toda a sociedade, a história, a concepção O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto acima
de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo, que se decorre
estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É, de alguma A) da identificação numérica atribuída ao louco.
maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em todos os seus B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a carta
níveis, uma espécie de segunda revelação do mundo. no hospício.
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou a
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o Re- carta.
nascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Huci- D) da explicação dada pelo louco para a carta em branco.
tec, 1987, p. 73 (com adaptações). E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.

Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual 9-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
“O riso”. Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
(...) CERTO ( ) ERRADO — Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
— O senhor tem hora?
6-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010) O sujeito olha para o relógio e diz:
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atingiu — Sim. São duas e meia.
pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge uma ex- — Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente.
plicação oficial satisfatória para o corte abrupto e generalizado — O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
de energia no final de 2009. paga o aluguel do consultório...
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com adap-
(ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa estatal Fur- tações).
nas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de 900 km que
separam Itaipu de São Paulo. No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de inves- homem para saber se ele
timentos e também erros operacionais conspiraram para pro- A) verificou o horário de chegada e está sob os cuidados
duzir a mais séria falha do sistema de geração e distribuição de do dr. Pedro.
energia do país desde o traumático racionamento de 2001. B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o pagamen-
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações). to do aluguel.
C) tem relógio e sabe esperar.
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do D) marcou consulta e está calmo.
texto acima apresentado, julgue os próximos itens. E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cuidados
do dr. Pedro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO DA (B) o líder é o elemento essencial dentro de uma organi-
FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Atenção: As zação, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta ou
questões de números 10 a 13 referem-se ao texto abaixo. objetivo.
Liderança é uma palavra frequentemente associada a feitos (C) pode não haver condições de liderança em algumas
e realizações de grandes personagens da história e da vida so- equipes, caso não se estabeleçam atividades específicas para
cial ou, então, a uma dimensão mágica, em que algumas pou- cada um de seus membros.
cas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom de transformar- (D) a liderança é um dom que independe da participação
se em grandes líderes, capazes de influenciar outras e, assim, dos componentes de uma equipe em um ambiente de traba-
obter e manter o poder. lho.
Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a maio-
ria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos desenvolver 12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO
consideravelmente as suas capacidades de liderança. DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da liderança
Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns que só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo)
No contexto, inter-relação significa
aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjunto, for-
(A) o respeito que os membros de uma equipe devem de-
mam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias algumas
monstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por resulta-
habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto através das rem em benefício de todo o grupo.
experiências da vida, quanto da formação voltada para essa fi- (B) a igualdade entre os valores dos integrantes de um gru-
nalidade. po devidamente orientado pelo líder e aqueles propostos pela
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en- organização a que prestam serviço.
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades para (C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em equipe,
serem atendidas ou objetivos para serem alcançados, que re- de modo que os mais capacitados colaborem com os de me-
querem a interação cooperativa dos membros envolvidos. Não nor capacidade.
pressupõe proximidade física ou temporal: pode-se ter a mente (D) a criação de interesses mútuos entre membros de uma
e/ou o comportamento influenciado por um escritor ou por um equipe e de respeito às metas que devem ser alcançadas por
líder religioso que nunca se viu ou que viveu noutra época. [...] todos.
Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação do 13-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO
poder de influência do líder, implica dizer que parte desse poder DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe proximi-
encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que se funda- dade física ou temporal ... (4º parágrafo)
menta a maioria das teorias contemporâneas sobre liderança. A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
Daí definirem liderança como a arte de usar o poder que (A) a presença física de um líder natural é fundamental para
existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para fazerem o que seus ensinamentos possam ser divulgados e aceitos.
que se requer delas, da maneira mais efetiva e humana possível. (B) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sempre
[...] se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de autores
(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza Pinto. diversos.
Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na Adminis- (C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo
tração pública do Estado de São Paulo, org. Lais Macedo de se houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secretaria de Gestão pú- influencia e aquele que é influenciado.
blica, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. 290 e 292, com adap- (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas e
tações) postas em prática em seu devido tempo e na ocasião mais
propícia.
10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO 14-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR – FGV
DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com o texto, PROJETOS/2010)
liderança
(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não pode Painel do leitor (Carta do leitor)
ser desenvolvida por aqueles que somente executam tarefas Resgate no Chile
em seu ambiente de trabalho.
(B) é típica de épocas passadas, como qualidades de heróis Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de sal-
da história da humanidade, que realizaram grandes feitos e se vamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo de
tornaram poderosos através deles. uma mina de cobre e ouro no Chile.
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até mes- Um a um os mineiros soterrados foram içados com suces-
mo adquirida, de conseguir resultados desejáveis daqueles so, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cumprimentando
que constituem a equipe de trabalho. seus companheiros de trabalho. Não se pode esquecer a ajuda
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os gru- técnica e material que os Estados Unidos, Canadá e China ofere-
pos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá mobilizar
ceram à equipe chilena de salvamento, num gesto humanitário
esses grupos em torno de seus objetivos pessoais.
que só enobrece esses países. E, também, dos dois médicos e
dois “socorristas” que, demonstrando coragem e desprendimen-
11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO
DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa claro que to, desceram na mina para ajudar no salvamento.
(A) a importância do líder baseia-se na valorização de todo (Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – painel
o grupo em torno da realização de um objetivo comum. do leitor – 17/10/2010)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex- (A) repulsivo e populoso.


pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor (B) sombrio e desabitado.
diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem ser (C) comercial e movimentado.
encontradas nos trechos a seguir, EXCETO: (D) bucólico e sossegado.
A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...” (E) opressivo e agitado.
B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma mina
de cobre e ouro no Chile.” 18-) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL-
C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...” PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão.
D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.”
E) “... demonstrando coragem e desprendimento, desce-
ram na mina...”

(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO – VU-


NESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às ques-
tões de números 15 a 17.

Férias na Ilha do Nanja

Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as ma-


las nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo faz,
pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas, fissuras*
– sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre as fissuras, (Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1.
as pedras soltas e as barreiras... Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.)
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de tanto
trabalho; de tanta luta com os motoristas da contramão; enfim, A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunista mi-
cansados, cansados de serem obrigados a viver numa grande neiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar que o
cidade, isto que já está sendo a negação da própria vida. tema apresentado é
E eu vou para a Ilha do Nanja. (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as (B) a rapidez da comunicação na Era da Informática.
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce (C) a comunicação e sua importância na vida das pessoas.
como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já estou vendo (D) a massificação do pensamento na sociedade moderna.
os pescadores com suas barcas de sardinha, e a moça à janela a
namorar um moço na outra janela de outra ilha. Resolução
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adap-
tado) 1-)
Pela leitura do texto infere-se que os “reis e rainhas” do sé-
*fissuras: fendas, rachaduras culo 20 são as personalidades da mídia, os “famosos” e “famo-
sas”. Quanto a príncipes e princesas do século 19, esses eram
15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO – da corte, literalmente.
VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descrever a maneira
como se preparam para suas férias, a autora mostra que seus RESPOSTA: “B”.
amigos estão
(A) serenos.
2-)
(B) descuidados.
Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informação
(C) apreensivos.
contida na alternativa: revelar segredos para o amigo pode ser
(D) indiferentes.
(E) relaxados. arriscado.

16-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO – RESPOSTA: “D”.


VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar que,
assim como seus amigos, a autora viaja para 3-)
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido. Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a autora
(B) escapar do lugar em que está. narra um momento simples, mas que é prazeroso ao casal.
(C) reencontrar familiares queridos.
(D) praticar esportes radicais. RESPOSTA: “D”.
(E) dedicar-se ao trabalho.
4-)
17-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde, Com palavras do próprio texto responderemos: o mundo
“à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como um cabe numa fresta.
bosque” (último parágrafo), a autora sugere que viajará para
um lugar RESPOSTA: “A”.

5
LÍNGUA PORTUGUESA

5-) 12-)
Vamos ao texto: O riso é tão universal como a seriedade; Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresentadas, a
ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos relacionam- que está coerente com o sentido dado à palavra “inter-relação”
se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”. é: “a criação de interesses mútuos entre membros de uma
equipe e de respeito às metas que devem ser alcançadas por
RESPOSTA: “CERTO”. todos”.

6-) RESPOSTA: “D”.


Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo
menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por “o 13-)
qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (oração su- Não pressupõe proximidade física ou temporal = o apren-
bordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula, temos dizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se houver dis-
uma adjetiva explicativa (generaliza a informação da oração tância no tempo e no espaço entre aquele que influencia e
principal. A construção seria: “do apagão, que atingiu pelo me- aquele que é influenciado.
nos 1800 cidades em 18 estados do país”); quando não há,
temos uma adjetiva restritiva (restringe, delimita a informação RESPOSTA: “C”.
– como no caso do exercício).
14-)
RESPOSTA: “CERTO’. Em todas as alternativas há expressões que representam
a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da Terra / Não
7-) se pode esquecer / gesto humanitário que só enobrece / de-
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, aban- monstrando coragem e desprendimento.
donada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Trata-se da
figura de linguagem (de construção ou sintaxe) “zeugma”, que RESPOSTA: “B”.
consiste na omissão de um termo já citado anteriormente (di-
ferente da elipse, que o termo não é citado, mas facilmente 15-)
identificado). No enunciado temos a narração de que a carga “pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
foi desviada e de que a viatura foi abandonada. fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar nessas
RESPOSTA: “D”. coisas, certamente, deixa-os apreensivos.

8-) RESPOSTA: “C”.


Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais 16-)
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah, Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta da
porque nós brigamos e não estamos nos falando”. própria autora!

RESPOSTA: “D”. RESPOSTA: “B”.

9-) 17-)
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se o Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
senhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele marcou
horário e se é paciente do Dr. Pedro. RESPOSTA: “D”.

RESPOSTA: “E”. 18-)


Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta
10-) observar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar à
conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter-rela- RESPOSTA: “A”.
ção; envolve duas ou mais pessoas e a existência de necessida-
des para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados,
que requerem a interação cooperativa dos membros envolvi-
dos = equipe ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS
PARÁGRAFOS.
RESPOSTA: “C”.

11-)
O texto deixa claro que a importância do líder baseia-se Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que
na valorização de todo o grupo em torno da realização de um implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos
objetivo comum. dois momentos: o de formular pensamentos (o que se quer
dizer) e o de expressá-los por escrito (o escrever propria-
RESPOSTA: “A”. mente dito).

6
LÍNGUA PORTUGUESA

Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa A vivência de quem descreve também influencia na
apenas escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias hora de transmitir a impressão alcançada sobre determina-
sobre determinado assunto. do objeto, pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida
E para expressarmos por escrito, existem alguns mo- ou sentimento.
delos de expressão escrita: Descrição – Narração – Dis- Exemplos:
sertação
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redon-
da. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Descrição
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores,
pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado
- expõe características dos seres ou das coisas, apre- pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha
senta uma visão; o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zu-
- é um tipo de texto figurativo; nido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais,
- retrato de pessoas, ambientes, objetos; grande demais.”
- predomínio de atributos; (extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lis-
- uso de verbos de ligação; pector)
- frequente emprego de metáforas, comparações e
outras figuras de linguagem; (II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
- tem como resultado a imagem física ou psicológica. aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas
em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cin-
Narração quenta minutos; vencia com o tempo o que não podia fa-
zer logo com o cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai.
Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava
- expõe um fato, relaciona mudanças de situação,
alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes.
aponta antes, durante e depois dos acontecimentos (ge- O mestre era mais severo com ele do que conosco.
ralmente); (Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos.
- é um tipo de texto sequencial; 3ed. São Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.)
- relato de fatos;
- presença de narrador, personagens, enredo, cenário, Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do profes-
tempo; sor da escola que o escritor frequentava.
- apresentação de um conflito; Deve-se notar:
- uso de verbos de ação;
- geralmente, é mesclada de descrições; - que todas as frases expõem ocorrências simultâneas
- o diálogo direto é frequente. (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo
que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Rai-
Dissertação mundo tinha grande medo ao pai);
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto
- expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa; de vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na
- é um tipo de texto argumentativo. escola é cronologicamente anterior a retirar-se dela; no ní-
- defesa de um argumento: vel do relato, porém, a ordem dessas duas ocorrências é
a) apresentação de uma tese que será defendida, indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma caracte-
b) desenvolvimento ou argumentação, rística do menino, e não traçar a cronologia de suas ações);
c) fechamento; - ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se),
- predomínio da linguagem objetiva; todas elas estão no pretérito imperfeito, que indica conco-
- prevalece a denotação. mitância em relação a um marco temporal instalado no tex-
to (no caso, o ano de 1840, em que o escritor frequentava
Descrição a escola da rua da Costa) e, portanto, não denota nenhuma
transformação de estado;
É a representação com palavras de um objeto, lugar, - se invertêssemos a sequência dos enunciados, não
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológi-
situação ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais
ca poderíamos mesmo colocar o último período em pri-
particulares ou individuais do que se descreve. É qualquer meiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre
elemento que seja apreendido pelos sentidos e transfor- era mais severo com ele do que conosco. Entrava na escola
mado, com palavras, em imagens. depois do pai e retirava-se antes...
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma
pessoa ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da Evidentemente, quando se diz que a ordem dos enun-
descrição. Não é necessário que seja perfeita, uma vez que ciados pode ser invertida, está-se pensando apenas na
o ponto de vista do observador varia de acordo com seu ordem cronológica, pois, como veremos adiante, a ordem
grau de percepção. Dessa forma, o que será importante ser em que os elementos são descritos produz determinados
analisado para um, não será para outro. efeitos de sentido.

7
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando alteramos a ordem dos enunciados, precisa- Para transformar uma descrição numa narração, basta-
mos fazer certas modificações no texto, pois este contém ria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de
anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes, um estado anterior para um posterior. No caso do texto II
como ele, os, aquele, etc. ou catafóricos (palavras que anun- inicial, para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reu-
ciam o que vai ser dito, como este, etc.), que podem perder nia a isso grande medo do pai. Mais tarde, libertouse desse
sua função e assim não ser compreendidos. Se tomarmos medo...
uma descrição como Características Linguísticas:
As flores manifestavam todo o seu esplendor. O Sol
fazia-as brilhar, ao invertermos a ordem das frases, preci-
O enunciado narrativo, por ter a representação de um
samos fazer algumas alterações, para que o texto possa ser
acontecimento, fazer transformador, é marcado pela tem-
compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. Elas mani-
festavam todo o seu esplendor. Como, na versão original, poralidade, na relação situação inicial e situação final, en-
o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores, quanto que o enunciado descritivo, não tendo transforma-
se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. Por ção, é atemporal.
isso, precisamos mudar a palavra flores para a primeira fra- Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintá-
se e retomá-la com o anafórico elas na segunda. tico-semânticas encontradas no texto que vão facilitar a
Por todas essas características, diz-se que o fragmento compreensão:
do conto de Machado é descritivo. Descrição é o tipo de - Predominância de verbos de estado, situação ou in-
texto em que se expõem características de seres concretos dicadores de propriedades, atitudes, qualidades, usados
(pessoas, objetos, situações, etc.) consideradas fora da rela- principalmente no presente e no imperfeito do indicativo
ção de anterioridade e de posterioridade. (ser, estar, haver, situar-se, existir, ficar).
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que
Características: é descrito; Exemplo:
- Ao fazer a descrição enumeramos características,
comparações e inúmeros elementos sensoriais; “Era alto, magro, vestido todo de preto, com o pescoço
- As personagens podem ser caracterizadas física e psi- entalado num colarinho direito. O rosto aguçado no quei-
cologicamente, ou pelas ações; xo ia-se alargando até à calva, vasta e polida, um pouco
- A descrição pode ser considerada um dos elementos amolgado no alto; tingia os cabelos que de uma orelha à
constitutivos da dissertação e da argumentação; outra lhe faziam colar por trás da nuca - e aquele preto
- é impossível separar narração de descrição; lustroso dava, pelo contraste, mais brilho à calva; mas não
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto, caído aos cantos
mas sim a capacidade de observação que deve revelar da boca. Era muito pálido; nunca tirava as lunetas escuras.
aquele que a realiza. Tinha uma covinha no queixo, e as orelhas grandes muito
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exem- despegadas do crânio.”
plo: “(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais ve- (Eça de Queiroz - O Primo Basílio)
lha pelo desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda,
sanguínea e fogosa, era um desses exemplares excessivos
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, compa-
do sexo que parecem conformados expressamente para
esposas da multidão (...)” (Raul Pompéia – O Ateneu) rações, sinestesias). Exemplo:
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo,
não existe relação de anterioridade e posterioridade entre “Era o Sr. Lemos um velho de pequena estatura, não
seus enunciados. muito gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês.
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, Apesar de seu corpo rechonchudo, tinha certa vivacidade
que se usem então as formas nominais, o presente e o pre- buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e ca-
térito imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferên- sava perfeitamente com os olhinhos de azougue.”
cia aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. (José de Alencar - Senhora)
- Todavia deve predominar o emprego das compara-
ções, dos adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido - Uso de advérbios de localização espacial. Exemplo:
ao texto.
“Até os onze anos, eu morei numa casa, uma casa velha,
A característica fundamental de um texto descritivo é
e essa casa era assim: na frente, uma grade de ferro; depois
essa inexistência de progressão temporal. Pode-se apresen-
você entrava tinha um jardinzinho; no final tinha uma esca-
tar, numa descrição, até mesmo ação ou movimento, desde
que eles sejam sempre simultâneos, não indicando progres- dinha que devia ter uns cinco degraus; aí você entrava na
são de uma situação anterior para outra posterior. Tanto é sala da frente; dali tinha um corredor comprido de onde
que uma das marcas linguísticas da descrição é o predo- saíam três portas; no final do corredor tinha a cozinha, de-
mínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do pois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ain-
indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação da tinha um galpão, que era o lugar da bagunça...”
ao momento da fala; o segundo, em relação a um marco (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ)
temporal pretérito instalado no texto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Recursos: tanto, ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos


de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa, do
- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações tér- detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos
micas. Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor de sentido distintos.
alegre do sol. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”,
de Bocage:
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exa-
tas, concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um Magro, de olhos azuis, carão moreno,
céu sereno, uma pureza de cristal. bem servido de pés, meão de altura,
triste de facha, o mesmo de figura,
- As sensações de movimento e cor embelezam o po- nariz alto no meio, e não pequeno.
der da natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde
transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. Incapaz de assistir num só terreno,
- A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez mais propenso ao furor do que à ternura;
do texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O bebendo em níveas mãos por taça escura
pessoal, muito crente. de zelos infernais letal veneno.
A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,
1968, pág. 497.
Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a
passagem são apresentadas como realmente são, concre- O poeta descreve-se das características físicas para as
tamente. Ex: “Sua altura é 1,85m. Seu peso, 70kg. Aparência características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não
atlética, ombros largos, pele bronzeada. Moreno, olhos ne- seria o mesmo, pois as características físicas perderiam
gros, cabelos negros e lisos”. qualquer relevo.
Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a vi-
Exemplo: “ A casa velha era enorme, toda em largura, com sualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de
porta central que se alcançava por três degraus de pedra um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas característi-
e quatro janelas de guilhotina para cada lado. Era feita de cas exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva),
ou suas características psicológicas e até emocionais (des-
pau-a-pique barreado, dentro de uma estrutura de cantos
crição subjetiva).
e apoios de madeira-de-lei. Telhado de quatro águas. Pin-
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de ad-
tada de roxo-claro. Devia ser mais velha que Juiz de Fora,
jetivos, também denominado adjetivação. Para facilitar o
provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado,
aprendizado desta técnica, sugere-se que o concursando,
capricho da sorte, na linha de passagem da variante do Ca-
após escrever seu texto, sublinhe todos os substantivos,
minho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois a Rua
acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma
Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha
locução adjetiva.
e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava
– Baú de Ossos) Descrição de objetos constituídos de uma só parte:
Descrição Subjetiva: quando há maior participação - Introdução: observações de caráter geral referentes à
da emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a pai- procedência ou localização do objeto descrito.
sagem são transfigurados pela emoção de quem escreve, - Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (com-
podendo opinar ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas paração com figuras geométricas e com objetos semelhan-
ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem. tes); dimensões (largura, comprimento, altura, diâmetro
Não só as condecorações gritavam-lhe no peito como uma etc.)
couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um - Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso,
anúncio; os gestos, calmos, soberanos, calmos, eram de um cor/brilho, textura.
rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia) - Conclusão: observações de caráter geral referentes a
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, objeto como um todo.
par-de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso,
mandando por lei, de sobregoverno.” (Guimarães Rosa – Descrição de objetos constituídos por várias partes:
Grande Sertão: Veredas)
- Introdução: observações de caráter geral referentes à
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos ele- procedência ou localização do objeto descrito.
mentos descritivos: - Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentá-
rios das partes que compõem o objeto, associados à expli-
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da cação de como as partes se agrupam para formar o todo.
progressão temporal, a ordem dos enunciados na descri- - Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um
ção é indiferente, uma vez que eles indicam propriedades todo (externamente) formato, dimensões, material, peso,
ou características que ocorrem simultaneamente. No en- textura, cor e brilho.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Conclusão: observações de caráter geral referentes a Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser
sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o não-literária ou literária. Na descrição não-literária, há
objeto em sua totalidade. maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a pre-
cisão vocabular. Por ser objetiva, há predominância da de-
Descrição de ambientes: notação.
- Introdução: comentário de caráter geral. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura glo-
é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usan-
bal do ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, lumi-
nosidade e aroma (se houver). do uma linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a usado para descrever aparelhos, o seu funcionamento, as
objetos lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, peças que os compõem, para descrever experiências, pro-
esculturas ou quaisquer outros objetos. cessos, etc.
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira Exemplo:
no ambiente.
Folheto de propaganda de carro
Descrição de paisagens: Conforto interno - É impossível falar de conforto sem
incluir o espaço interno. Os seus interiores são amplos,
- Introdução: comentário sobre sua localização ou acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. O
qualquer outra referência de caráter geral. Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo (ex- condicionado de elevada capacidade, proporcionando a
plicação do que se vê ao longe).
climatização perfeita do ambiente.
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais
próximos do observador explicação detalhada dos ele- Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
mentos que compõem a paisagem, de acordo com deter- capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até
minada ordem. 1500 litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluin- Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
do acerca da impressão que a paisagem causa em quem plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras,
a contempla. para evitar a deformação em caso de colisão.
Textos descritivos literários: Na descrição literária
Descrição de pessoas (I): predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto
de associações conotativas que podem ser exploradas a
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de partir de descrições de pessoas; cenários, paisagens, espa-
qualquer aspecto de caráter geral. ço; ambientes; situações e coisas. Vale lembrar que textos
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como
cor da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
em verso.
- Desenvolvimento: características psicológicas (perso-
nalidade, temperamento, caráter, preferências, inclinações,
postura, objetivos). Narração
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de
caráter geral. A Narração é um tipo de texto que relata uma história
real, fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto
Descrição de pessoas (II): narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo
e em um espaço, organizados por uma narração feita por
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de um narrador. É uma série de fatos situados em um espa-
qualquer aspecto de caráter geral. ço e no tempo, tendo mudança de um estado para outro,
- Desenvolvimento: análise das características físicas, segundo relações de sequencialidade e causalidade, e não
associadas às características psicológicas (1ª parte). simultâneos como na descrição. Expressa as relações entre
- Desenvolvimento: análise das características físicas, os indivíduos, os conflitos e as ligações afetivas entre es-
associadas às características psicológicas (2ª parte). ses indivíduos e o mundo, utilizando situações que contêm
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de
essa vivência.
caráter geral.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada),
A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e
É uma estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narra-
predominam. Porque toda técnica descritiva implica con- ção predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de
templação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o ações; assim sendo, a maioria dos verbos que compõem
redator, ao descrever, precisa possuir certo grau de sensi- esse tipo de texto são os verbos de ação. O conjunto de
bilidade. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou ações que compõem o texto narrativo, ou seja, a história
interior em suas telas, o autor de uma descrição focaliza que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de en-
cenas ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade. redo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

As ações contidas no texto narrativo são praticadas Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-
pelas personagens, que são justamente as pessoas en- se de tal forma, que não é possível compreendê-los iso-
volvidas no episódio que está sendo contado. As persona- ladamente, como simples exemplos de uma narração. Há
gens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos uma relação de implicação mútua entre eles, para garantir
substantivos próprios. coerência e verossimilhança à história narrada.
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mes- Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão,
mo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as
as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. personagens ou o fato a ser narrado.
O lugar onde ocorre uma ação ou ações  é chamado de
Exemplo:
espaço, representado no texto pelos advérbios de lugar.
Além de contar onde, o narrador também pode es- Porquinho-da-índia
clarecer “quando” ocorreram as ações da história. Esse
elemento da narrativa é o tempo, representado no texto Quando eu tinha seis anos
narrativo através dos tempos verbais, mas principalmente Ganhei um porquinho-da-índía.
pelos advérbios de tempo. É o tempo que ordena as ações Que dor de coração me dava
no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
narrado aconteceu. Levava ele pra sala
A história contada, por isso, passa por uma introdução Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), Ele não gostava:
pelo desenvolvimento do enredo (é a história propria- Queria era estar debaixo do fogão.
mente dita, o meio, o “miolo” da narrativa, também cha- Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
mada de trama) e termina com a conclusão da história (é o O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namo-
final ou epílogo). Aquele que conta a história é o narrador,  rada.
que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu...) ou impes- Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. 4ª ed. Rio
soal (narra em 3ª pessoa: Ele...). de Janeiro, José Olympio, 1973, pág. 110.
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por ver-
Observe que, no texto acima, há um conjunto de trans-
bos de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de
formações de situação: ganhar um porquinho-da-índia é
lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens, passar da situação de não ter o animalzinho para a de tê
que são os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que -lo; levá-lo para a sala ou para outros lugares é passar da
fazem as ações expressas pelos verbos, formando uma situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em
rede: a própria história contada. outros lugares; ele não gostava: “queria era estar debaixo
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que do fogão” implica a volta à situação anterior; “não fazia
conta a história. caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que
Elementos Estruturais (I): o menino passava de uma situação de não ser terno com
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos. o animalzinho para uma situação de ser; no último verso
- Personagens: são seres que se movimentam, se re- tem-se a passagem da situação de não ter namorada para
lacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. a de ter.
Revelam-se por meio de características físicas ou psicológi- Verifica-se, pois, que nesse texto há um grande con-
cas. Os personagens podem ser lineares (previsíveis), com- junto de mudanças de situação. É isso que define o que se
plexos, tipos sociais (trabalhador, estudante, burguês etc.) chama o componente narrativo do texto, ou seja, narrativa
ou tipos humanos (o medroso, o tímido, o avarento etc.), é uma mudança de estado pela ação de alguma persona-
heróis ou antiheróis, protagonistas ou antagonistas. gem, é uma transformação de situação. Mesmo que essa
- Narrador: é quem conta a história. personagem não apareça no texto, ela está logicamente
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico. implícita. Assim, por exemplo, se o menino ganhou um por-
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: quinho-da-índia, é porque alguém lhe deu o animalzinho.
o tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o Assim, há basicamente, dois tipos de mudança: aquele
tempo interior, subjetivo. em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a
ter o porquinho-da-índia) e aquele alguém perde alguma
Elementos Estruturais (II): coisa (o porquinho perdia, a cada vez que o menino o le-
vava para outro lugar, o espaço confortável de debaixo do
Personagens - Quem? Protagonista/Antagonista fogão). Assim, temos dois tipos de narrativas: de aquisição
Acontecimento - O quê? Fato e de privação.
Tempo - Quando? Época em que ocorreu o fato
Espaço - Onde? Lugar onde ocorreu o fato Existem três tipos de foco narrativo:
Modo - Como? De que forma ocorreu o fato
Causa - Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato - Narrador-personagem: é aquele que conta a his-
tória na qual é participante. Nesse caso ele é narrador e
Resultado - previsível ou imprevisível.
Final - Fechado ou Aberto. personagem ao mesmo tempo, a história é contada em 1ª
pessoa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Narrador-observador: é aquele que conta a história Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a
como alguém que observa tudo que acontece e transmite cruzar os campos da fronteira; à luz do Sol, no desmaiado
ao leitor, a história é contada em 3ª pessoa. da Lua, na escuridão das noites, na cerração das madruga-
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o das...; ainda que chovesse reunimo-nos acolherados ou que
enredo e as personagens, revelando seus pensamentos e ventasse como por alma de padre, nunca errou vau, nunca
sentimentos íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas perdeu atalho, nunca desandou cruzada!...
vezes, aparece misturada com pensamentos dos persona- (...)
gens (discurso indireto livre). Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento
dele. Casado ou doutro jeito, afamilhado. Não no víamos
Estrutura: desde muito tempo. (...)
Fiquei verdeando, à espera, e fui dando um ajutório na
- Apresentação: é a parte do texto em que são apre- matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro.
sentados alguns personagens e expostas algumas circuns- (J. Simões Lopes Neto – Contrabandista)
tâncias da história, como o momento e o lugar onde a ação
se desenvolverá. - Em 3ª pessoa:
- Complicação: é a parte do texto em que se inicia pro-
priamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem, Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira
conduzindo ao clímax. pessoa. Exemplo:
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge
seu momento crítico, tornando o desfecho inevitável. “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fanta-
- Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas siaram de borboleta. Por isso não pôde defender-se. E saiu à
ações dos personagens. rua com ar menos carnavalesco deste mundo, morrendo de
vergonha da malha de cetim, das asas e das antenas e, mais
Tipos de Personagens: ainda, da cara à mostra, sem máscara piedosa para disfarçar
o sentimento impreciso de ridículo.”
Os personagens têm muita importância na constru- (Ilka Laurito. Sal do Lírico)
ção de um texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser
principais ou secundários, conforme o papel que desem- Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história
penham no enredo, podem ser apresentados direta ou in- como sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
diretamente.
A apresentação direta acontece quando o personagem Festa
aparece de forma clara no texto, retratando suas caracterís-
ticas físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental
dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor olha o crioulão de roupa limpa e remendada, acompanhado
vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo, de dois meninos de tênis branco, um mais velho e outro
ou seja, a partir de suas ações, do que ela vai fazendo e do mais novo, mas ambos com menos de dez anos.
modo como vai fazendo. Os três atravessam o salão, cuidadosamente, mas reso-
lutamente, e se dirigem para o cômodo dos fundos, onde
- Em 1ª pessoa: há seis mesas desertas.
O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O
Personagem Principal: há um “eu” participante que homem pergunta em quanto fica uma cerveja, dois guara-
conta a história e é o protagonista. nás e dois pãezinhos.
__ Duzentos e vinte.
Exemplo: O preto concentra-se, aritmético, e confirma o pedido.
__Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz.
“Parei na varanda, ia tonto, atordoado, as pernas bam- __ Como?
bas, o coração parecendo querer sair-me pela boca fora. __ Passar o pão no molho da almôndega. Fica muito mais
Não me atrevia a descer à chácara, e passar ao quintal vi- gostoso.
zinho. Comecei a andar de um lado para outro, estacando O homem olha para os meninos.
para amparar-me, e andava outra vez e estacava.” __ O preço é o mesmo – informa o rapaz.
(Machado de Assis. Dom Casmurro) __ Está certo.
Os três sentam-se numa das mesas, de forma canhes-
Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acre- tra, como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida.
ditar, eu estava lá e vi. Exemplo: O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e,
em seguida, num pratinho, os dois pães com meia almôn-
“Batia nos noventa anos o corpo magro, mas sempre dega cada um. O homem e (mais do que ele) os meninos
teso do Jango Jorge, um que foi capitão duma maloca de olham para dentro dos pães, enquanto o rapaz cúmplice se
contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí. retira.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene uma coisa errada. (Nos bondes, àquela hora da noite, po-
o copo de cerveja até a boca, depois cada um prova o seu deriam roubá-lo, sem que percebesse; e depois?... Que é
guaraná e morde o primeiro bocado do pão. que diria a Paraná?)
O homem toma a cerveja em pequenos goles, obser- Andando. Paraná mandara-lhe não ficar observando as
vando criteriosamente o menino mais velho e o menino vitrines, os prédios, as coisas. Como fazia nos dias comuns.
mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada, nem
Eles não têm pressa. O grande homem e seus dois me- olhar muito para nada.
ninos. E permanecem para sempre, humanos e indestrutí- __ Olho vivo – como dizia Paraná.
veis, sentados naquela mesa. Devagar, muita atenção nos autos, na travessia das
(Wander Piroli) ruas. Ele ia pelas beiradas. Quando em quando, assomava
um guarda nas esquinas. O seu coraçãozinho se apertava.
Tipos de Discurso: Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma
mulher. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali, à
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamen- noite. Pelo jardim, pelos escuros da Alameda Cleveland. Ela
te para o personagem, sem a sua interferência. Exemplo: lhe deu, ele seguiu. Ignorava a exatidão de seus cálculos,
mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para
Caso de Desquite chegar em casa. Os bondes passavam.
(João Antônio – Malagueta, Perus e Bacanaço)
__ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na
boca). Veja, doutor, este velho caducando. Bisavô, um neto Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala
casado. Agora com mania de mulher. Todo velho é sem- do personagem e a fala do narrador. É um recurso relati-
vergonha. vamente recente. Surgiu com romancistas inovadores do
__ Dobre a língua, mulher. O hominho é muito bom. Só século XX. Exemplo:
não me pise, fico uma jararaca.
__ Se quer sair de casa, doutor, pague uma pensão.
A Morte da Porta-Estandarte
__ Essa aí tem filho emancipado. Criei um por um, está
bom? Ela não contribuiu com nada, doutor. Só deu de ma-
Que ninguém o incomode agora. Larguem os seus bra-
mar no primeiro mês.
ços. Rosinha está dormindo. Não acordem Rosinha. Não é
__Você desempregado, quem é que fazia roça?
preciso segurá-lo, que ele não está bêbado... O céu baixou,
__ Isso naquele tempo. O hominho aqui se espalhava.
se abriu... Esse temporal assim é bom, porque Rosinha não
Fui jogado na estrada, doutor. Desde onze anos estou no
mundo sem ninguém por mim. O céu lá em cima, noite e sai. Tenham paciência... Largar Rosinha ali, ele não larga
dia o hominho aqui na carroça. Sempre o mais sacrificado, não... Não! E esses tambores? Ui! Que venham... É guer-
está bom? ra... ele vai se espalhar... Por que não está malhando em
__ Se ficar doente, Severino, quem é que o atende? sua cabeça?... (...) Ele vai tirar Rosinha da cama... Ele está
__ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém dormindo, Rosinha... Fugir com ela, para o fundo do País...
morre só. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. Abraçá-la no alto de uma colina...
__ Na sua idade, sem os cuidados de uma mulher... (Aníbal Machado)
__ Eu arranjo.
__ Só a troco de dinheiro elas querem você. Agora tem Sequência Narrativa:
dois cavalos. A carroça e os dois cavalos, o que há de me-
lhor. Vai me deixar sem nada? Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias:
__ Você tinha a mula e a potranca. A mula vendeu e a uma coordena-se a outra, uma implica a outra, uma subor-
potranca, deixou morrer. Tenho culpa? Só quero paz, um dina-se a outra.
prato de comida e roupa lavada. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação:
__ Para onde foi a lavadeira? - uma em que uma personagem passa a ter um que-
__ Quem? rer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer
__ A mulata. algo);
(...) - uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma
(Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) competência para fazer algo);
Discurso Indireto: o narrador conta o que o persona- - uma em que a personagem executa aquilo que queria
gem diz, sem lhe passar diretamente a palavra. Exemplo: ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
- uma em que se constata que uma transformação se
Frio deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às
personagens (geralmente os prêmios são para os bons, e
O menino tinha só dez anos. os castigos, para os maus).
Quase meia hora andando. No começo pensou num Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
bonde. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem fei- pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata
to que trazia, afastou a idéia como se estivesse fazendo a realização de uma mudança é porque ela se verificou, e
ela efetua-se porque quem a realiza pode, sabe, quer ou

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LÍNGUA PORTUGUESA

deve fazê-la. Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspec-
apartamento: quando se assina a escritura, realiza-se o ato to narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetivi-
de compra; para isso, é necessário poder (ter dinheiro) e dade, porquanto a criação e o colorido do contexto estão
querer ou dever comprar (respectivamente, querer deixar em função da individualidade e do estilo do narrador. De-
de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar, por ter sido pendendo do enfoque do redator, a narração terá diver-
despejado, por exemplo). sas abordagens. Assim é de grande importância saber se
Algumas mudanças são necessárias para que outras se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. No
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar primeiro caso, há a participação do narrador; segundo, há
um bambu ou outro instrumento para derrubá-la. Para ter uma inferência do último através da onipresença e onis-
um carro, é preciso antes conseguir o dinheiro. ciência.
Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação
Narrativa e Narração dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, trans-
gredindo o aspecto linear e constituindo o que se deno-
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narrativi- mina “flashback”. O narrador que usa essa técnica (carac-
dade é um componente narrativo que pode existir em tex- terística comum no cinema moderno) demonstra maior
tos que não são narrações. A narrativa é a transformação criatividade e originalidade, podendo observar as ações
de situações. Por exemplo, quando se diz “Depois da aboli- ziguezagueando no tempo e no espaço.
ção, incentivou-se a imigração de europeus”, temos um tex-
to dissertativo, que, no entanto, apresenta um componente Exemplo - Personagens
narrativo, pois contém uma mudança de situação: do não
incentivo ao incentivo da imigração européia. “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de Amâncio não viu a mulher chegar.
texto, o que é narração? Não quer que se carpa o quintal, moço?
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três carac- Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
terísticas:
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa
- é um conjunto de transformações de situação (o texto
do passado, os olhos).”
de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos,
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre:
preenche essa condição);
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens Mercado Aberto, p. 5O)
e fatos concretos (o texto “Porquinho-da-índia” preenche
também esse requisito); Exemplo - Espaço
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira
tal que, entre elas, existe sempre uma relação de anterio- Considerarei longamente meu pequeno deserto, a re-
ridade e posterioridade (no texto “Porquinho-da-índia” o dondeza escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco
fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo de algum rio. Não havia, em todo o caso, como negar-lhe
do fogão, que por sua vez é anterior ao de o menino levá a insipidez.”
-lo para a sala, que por seu turno é anterior ao de o porqui- (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann.
nho-da-índia voltar ao fogão). Porto Alegre: Movimento, 1981, p. 51)

Essa relação de anterioridade e posterioridade é sem- Exemplo - Tempo


pre pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequên-
cia linear da temporalidade apareça alterada. Assim, por “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase:
exemplo, no romance machadiano Memórias póstumas de a mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
Brás Cubas, quando o narrador começa contando sua mor- (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
te para em seguida relatar sua vida, a sequência temporal
foi modificada. No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da Tipologia da Narrativa Ficcional:
leitura, as relações de anterioridade e de posterioridade.
Resumindo: na narração, as três características expli- - Romance
cadas acima (transformação de situações, figuratividade e - Conto
relações de anterioridade e posterioridade entre os episó- - Crônica
dios relatados) devem estar presentes conjuntamente. Um - Fábula
texto que tenha só uma ou duas dessas características não - Lenda
é uma narração. - Parábola
Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto - Anedota
narrativo: - Poema Épico

- Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o Tipologia da Narrativa Não-Ficcional:


que aconteceu, quando e onde.
- Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos - Memorialismo
personagens. - Notícias
- Desenvolvimento: detalhes do fato. - Relatos
- Conclusão: consequências do fato. - História da Civilização
Caracterização Formal: Apresentação da Narrativa:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em Características:


quadrinhos) e desenhos.
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é
discos. temático;
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisiona- - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de si-
das. tuação;

Dissertação - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de


anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpre- maior importância o que importa são suas relações lógi-
tação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar al- cas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, cor-
gum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, respondência, implicação, etc.
raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos
um planejamento de trabalho e uma habilidade de expres- de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística pos-
são. suem características próprias a cada tipo de texto.
É em função da capacidade crítica que se questionam  
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mun- São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvi-
do e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação mento / Conclusão.
no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que
a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita Introdução: em que se apresenta o assunto; se apre-
com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, senta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu de-
doutrinário ou artístico. senvolvimento. Tipos:
Exemplo:
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem dis-
cutidos. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consi-
Há três métodos pelos quais pode um homem chegar
go: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de
a ser primeiro-ministro. O primeiro é saber, com prudência,
fora para dentro...”
como servir-se de uma pessoa, de uma filha ou de uma
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona
irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e
a um fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início
o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrup-
no começo dos anos 80, com os conhecidos altos índices
ção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os
de inflação que a década colecionou, agravou vários dos
que se valem do último desses métodos, pois os tais faná-
históricos problemas sociais do país. Entre eles, a violência,
ticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservien- principalmente a urbana, cuja escalada tem sido facilmente
tes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição identificada pela população brasileira.”
todos os cargos, conservam-se no poder esses ministros - Proposição: o autor explicita seus objetivos.
subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, - Convite: proposta ao leitor para que participe de al-
e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja guma coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na
natureza lhe expliquei), garantem-se contra futuras pres- sua”? Quer se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não
tações de contas e retiram-se da vida pública carregados entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores des-
com os despojos da nação. de a escolha desse momento!
Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. - Contestação: contestar uma idéia ou uma situação.
São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de
fogo não é a solução no combate à insegurança.”
Esse texto explica os três métodos pelos quais um ho- - Características: caracterização de espaços ou aspec-
mem chega a ser primeiro-ministro, aconselha o príncipe tos.
discreto a escolhê-lo entre os que clamam contra a corrup- - Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex:
ção na corte e justifica esse conselho. “Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com
Observe-se que: televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realida- de aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo,
de com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar
homem particular e do que faz para chegar a ser primeiro- programas) e 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem
ministro, mas do homem em geral e de todos os métodos sinais recebidos). (...)”
para atingir o poder); - Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a - Citação: opinião de alguém de destaque sobre o as-
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da sunto do texto. Ex: “A principal característica do déspota
corte no momento em que se tornam primeiros-ministros); encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das
- a progressão temporal dos enunciados não tem im- normas e das regras que definem a vida familiar, isto é, o
portância, pois o que importa é a relação de implicação espaço privado. Seu poder, escreve Aristóteles, é arbitrário,
(clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto pois decorre exclusivamente de sua vontade, de seu prazer
depois da nomeação para primeiro-ministro). e de suas necessidades.”

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo
que compõem o texto. o trabalho automático, devido à evolução tecnológica e a
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se necessidade de qualificação cada vez maior, o que provoca
faz a pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entu- o desemprego.
siasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” Outro fator que também leva ao desemprego de um
- Suspense: alguma informação que faça aumentar a sem número de trabalhadores é a contenção de despesas,
curiosidade do leitor. de gastos. (B)
- Comparação: social e geográfica. Segundo a Constituição, “preocupada” com essa cri-
- Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à se social que provém dessa automatização e qualificação,
distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, obriga que seja feita uma lei, em que será dada absoluta
triunfo das massas, Holocausto: através das metáforas e garantia aos trabalhadores, de que, mesmo que as empre-
das realidades que marcaram esses 100 últimos anos, apa- sas sejam automatizadas, não perderão eles seu mercado
rece a verdadeira doença do século...”
de trabalho. (C)
- Narração: narrar um fato.
Não é uma utopia?!
Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial,
de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnoló-
importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias gico e a lei do governador Geraldo Alkmin, defendendo o
formas: meio ambiente, proibindo a queima da cana de açúcar para
a colheita e substituindo-os então pelas máquinas, desem-
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova prega milhares deles. (D)
com este tipo de abordagem. Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar cursos de cabeleireiro, marcenaria, eletricista, para não
a idéia principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a perderem o mercado de trabalho, aumentando, com isso, a
definição. classe de trabalhos informais.
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar si- Como ficam então aqueles trabalhadores que passa-
tuações distintas. ram à vida estudando, se especializando, para se diferen-
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta ciarem e ainda estão desempregados?, como vimos no úl-
pontos favoráveis e desfavoráveis.
timo concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”,
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato
havia até advogado na fila de inscrição. (E)
ou descrever uma cena.
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados es- Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos
tatísticos. têm o direito de trabalho, cabe aos governantes desse país,
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para que almeja um futuro brilhante, deter, com urgência esse
prováveis resultados. processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve para combater a crise generalizada (F), pois a uma nação
apresentar questionamento e reflexão. doente, miserável e desigual, não compete a tão sonhada
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: concei- modernidade. (G)
tos, valores, juízos.
- Causa e Consequência: estruturar o texto através dos 1º Parágrafo – Introdução
porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética. A. Tema: Desemprego no Brasil.
- Exemplificação: dar exemplos. Contextualização: decorrência de um processo histó-
rico problemático.
Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fe-
chamento integrado de tudo que se argumentou. Para ela
convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas. 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento

- Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
- Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um remetem a uma análise do tema em questão.
pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro
de quem lê. dado da realidade.
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade
Exemplo: de quem propõe soluções.
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
Direito de Trabalho
7º Parágrafo: Conclusão
Com a queda do feudalismo no século XV, nasce um
F. Uma possível solução é apresentada.
novo modelo econômico: o capitalismo, que até o século
XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje pas- G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
sou a agir por meio da exclusão. (A) modernidade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

É bom lembrarmos que é praticamente impossível opi- - O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise
nar sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos atualmente.
é um dos recursos que permite uma segurança maior no - O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a
momento de dissertar sobre algum assunto. Debater e pes- sociedade brasileira.
quisar são atitudes que favorecem o senso crítico, essencial
no desenvolvimento de um texto dissertativo. O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:

Ainda temos: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma


série de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, características, funções, processos, situações, sempre ofe-
o assunto que vai ser abordado.
recendo o complemente necessário à afirmação estabele-
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
cida na frase nuclear. Pode-se enumerar, seguindo-se os
discutido.
Argumentação: é um conjunto de procedimentos lin- critérios de importância, preferência, classificação ou alea-
guísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas toriamente.
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É for- Exemplo:
necer argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma
determinada tese. 1- O adolescente moderno está se tornando obeso por
várias causas: alimentação inadequada, falta de exercícios
Estes assuntos serão vistos com mais afinco posterior- sistemáticos e demasiada permanência diante de compu-
mente. tadores e aparelhos de Televisão.

Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: 2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é gran-
de o número de emissoras que dedicam parte da sua pro-
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessi- gramação à veiculação de programas religiosos de crenças
dade de pleno domínio do assunto e habilidade de argu- variadas.
mentação;
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao 3-
tema; - A Santa Missa em seu lar.
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
- Terço Bizantino.
- impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- Despertar da Fé.
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
- Palavra de Vida.
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstra-
ção do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, - Igreja da Graça no Lar.
original, nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve
ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). 4-
- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apre- governo brasileiro diante de tantos desmatamentos, dese-
sentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) quilíbrios sociológicos e poluição.
e uma ou mais frases que explicitem tal ideia. - Existem várias razões que levam um homem a enve-
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada redar pelos caminhos do crime.
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmen- - A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
te graves. (ideia secundária)”. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
Vejamos: - O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser comba- sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
tida urgentemente. - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas
em várias categorias.
Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser
combatida urgentemente, pois a alta concentração de ele-
Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver
mentos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas,
através da comparação, que confronta ideias, fatos, fenô-
sobretudo daquelas que sofrem de problemas respirató-
menos e apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
rios:
Exemplo:
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem
levado muita gente ao vício. “A juventude é uma infatigável aspiração de felicida-
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comuni- de; a velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e
cação criados pelo homem. persistente sentimento de dor, porque já estamos nos con-
- A violência tem aumentado assustadoramente nas ci- vencendo de que a felicidade é uma ilusão, que só o sofri-
dades e hoje parece claro que esse problema não pode ser mento é real”.
resolvido apenas pela polícia. (Arthur Schopenhauer)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes, A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
encontra no seu desenvolvimento um segmento causal
(fato motivador) e, em outras situações, um segmento indi- Introdução: deve conter a ideia principal a ser desen-
cando consequências (fatos decorrentes). volvida (geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura
Exemplos: do texto, por isso é fundamental. Deve ser clara e chamar
a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o
- O homem, dia a dia, perde a dimensão de humanida- plano do desenvolvimento. Contém a proposição do tema,
de que abriga em si, porque os seus olhos teimam apenas seus limites, ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser
em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. defendida.
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão
- O espírito competitivo foi excessivamente exerci- fundamentar a ideia principal que pode vir especificada
do entre nós, de modo que hoje somos obrigados a viver através da argumentação, de pormenores, da ilustração,
numa sociedade fria e inamistosa. da causa e da consequência, das definições, dos dados es-
tatísticos, da ordenação cronológica, da interrogação e da
Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos mar- citação. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos
cam temporal e espacialmente a evolução de ideias, pro- quantos forem necessários para a completa exposição da
cessos. ideia. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco
Exemplos: maneiras expostas acima.
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora
Tempo - A comunicação de massas é resultado de uma deve aparecer de forma muito mais convincente, uma vez
lenta evolução. Primeiro, o homem aprendeu a grunhir. De- que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da
pois deu um significado a cada grunhido. Muito depois, dissertação (um parágrafo).
inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo pro-
passou à comunicação de massa. posto na instrução, a confirmação da hipótese ou da tese,
Espaço - O solo é influenciado pelo clima. Nos climas acrescida da argumentação básica empregada no desen-
úmidos, os solos são profundos. Existe nessas regiões uma volvimento.
forte decomposição de rochas, isto é, uma forte transfor-
mação da rocha em terra pela umidade e calor. Nas regiões
temperadas e ainda nas mais frias, a camada do solo é pou- ARTICULAÇÃO DO TEXTO: PRONOMES
co profunda. (Melhem Adas) E EXPRESSÕES REFERENCIAIS, NEXOS,
OPERADORES SEQUENCIAIS.
Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las
mais compreensíveis. Não basta conhecer o conteúdo das partes de um tra-
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue prove- balho: introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de
niente do coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão saber o que se deve (e o que não se deve) escrever em cada
umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração, todas parte constituinte do texto, é preciso saber escrever obe-
as artérias contém sangue vermelho-vivo, recém oxigena- decendo às normas de coerência e coesão. Antes de mais
do. Na artéria pulmonar, porém, corre sangue venoso, mais nada, é necessário definir os termos: coerência diz respeito
escuro e desoxigenado, que o coração remete para os pul- à articulação do texto, à compatibilidade das ideias, à lógi-
mões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”. ca do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão referese à expres-
são linguística, ao nível gramatical, às estruturas frasais e ao
Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, emprego do vocabulário.
deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que po- Coerência e coesão relacionamse com o processo de
derá ser enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, produção e compreensão do texto, a coesão contribui para
o tema é a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
partir das seguintes ideias: coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em
- A violência contra os povos indígenas é uma constan- outras palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem
te na história do Brasil. construído, com frases bem estruturadas, vocabulário cor-
- O surgimento de várias entidades de defesa das po- reto, mas apresentar ideias disparatadas, sem nexo, sem
pulações indígenas. uma sequência lógica: há coesão, mas não coerência. Por
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio outro lado, um texto pode apresentar ideias coerentes e
brasileiro. bem encadeadas, sem que no plano da expressão, as es-
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. truturas frasais sejam gramaticalmente aceitáveis: há coe-
rência, mas não coesão.
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, Na obra de Oswald de Andrade, por exemplo, encon-
deve fazer a estruturação do texto. tramse textos coerentes sem coesão, ou textos coesos, mas
sem coerência. Em Carlos Drummond de Andrade, há inú-

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LÍNGUA PORTUGUESA

meros exemplos de textos coerentes, sem coesão grama- A respeito das relações entre coerência e coesão, Gui-
tical no plano sintático. A linguagem literária admite essas marães (1990, p. 42) diz:
liberdades, o que não vem ao caso, pois na linguagem aca-
dêmica, referencial, a obediência às normas de coerência e “O exposto autorizanos a seguinte conclusão: ainda que
coesão são obrigatórias. Ainda assim, para melhor esclare- distinguiveis (a coesão diz respeito aos modos de interco-
cimento do assunto, apresentamse exemplos de coerência nexão dos componentes textuais, a coerência referese aos
sem coesão e coesão sem coerência: modos como os elementos subjacentes à superfície textual
tecem a rede do sentido), tratase de dois aspectos de um
“Cidadezinha Qualquer” mesmo fenômeno a coesão funcionando como efeito da
coerência, ambas cúmplices no processamento da articula-
ção do texto.”
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela
pomar amor cantar: hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem ori-
gem nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo
Um homem vai devagar de cada pessoa, aliada à competência linguística, que per-
Um cachorro vai devagar. mitirá a expressão das ideias percebidas e organizadas, no
Um burro vai devagar processo de codificação referido na página... Deduzse daí
que é difícil, senão impossível, ensinar coerência textual,
Devagar.. as janelas olham. intimamente ligada à visão de mundo, à origem das ideias
Eta vida besta, meu Deus.” no pensamento. A coesão, porém, referese à expressão lin-
(Andrade, 1973, p. 67) guística, aos processos sintáticos e gramaticais do texto.

Apesar da aparente falta de nexo, percebese nitida- O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão:
mente a descrição de uma cidadezinha do interior: a paisa-
gem rural, o estilo de vida sossegado, o hábito de bisbilho- Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de
tar, de vigiar das janelas tudo o que se passa lá fora... um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa ade-
quada relação semântica, que se manifesta na compatibi-
lidade entre as ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa
No plano sintático, a primeira estrofe contém apenas
com coisa” ou “uma coisa bate com outra”).
frases ou sintagmas nominais (cantar pode ser verbo ou
substantivo os meu cantares = as minhas canções); as de- Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo
mais, não apresentam coesão uma frase não se relaciona do texto, numa linha de sequência e com os quais se es-
com outra, mas, pela forma de apresentação, colaboram tabelece um vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo
para a coerência do texto. coesivo se faz via gramática, fala-se em coesão gramatical.
Se se faz por meio do vocabulário, tem-se a coesão lexical.
“Do outro lado da parede”
Meu laço de botina. Coerência
Recebi a tua comunicação, escrita do beiral da viragem - assenta-se no plano cognitivo,da inteligibilidade do
sempieterna. Foi um tiro no alvo do coração, se bem que ele texto;
já esteja treinado. - situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão
A culpa de tudo quem temna é esse bandido desse coro- conceitual;
nel do Exército Brasileiro que nos inflicitou. - relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o
Reflete antes de te matares! Reflete Joaninha. Principal- todo, com o aspecto global do texto;
mente se ainda é tempo! És uma tarada. - estabelece relações de conteúdo entre palavras e fra-
Quando te conheci, Chez Hippolyte querias falecer dia e ses.
noite. Enfim, adeus.
Coesão
Nunca te esquecerei. Never more! Como dizem os cor-
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;
vos.” João da Slavonia
- situa-se na superfície do texto, estabele conexão se-
(Andrade, O., 1971, p. 201202) quencial;
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as
Embora as frases sejam sintaticamente coesas, notase partes componentes do texto;
que, neste texto, não há coerência, não se observa uma li- - Estabelece relações entre os vocábulos no interior das
nha lógica de raciocínio na expressão das ideias. Percebese frases.
vagamente que a personagem João Slavonia teria recebido
uma mensagem de Joaninha (Recebi a tua comunicação), Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibili-
ameaçando cometer suicídio (Reflete antes de te matares!). dade ou compreensão do texto. Um texto bem redigido
A última frase contém uma alusão ao poema “O corvo”, de tem parágrafos bem estruturados e articulados pelo enca-
Edgar Alan Poe. deamento das ideias neles contidas. As estruturas frasais

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LÍNGUA PORTUGUESA

devem ser coerentes e gramaticalmente corretas, no que Exemplos:


respeita à sintaxe. O vocabulário precisa ser adequado e
essa adequação só se consegue pelo conhecimento dos “Coação aos meios de comunicação” tem o sentido de
significados possíveis de cada palavra. Talvez os erros mais atuar contra os meios de comunicação; os meios de comuni-
comuns de redaçao sejam devidos à impropriedade do vo- cação sofrem a ação verbal, são coagidos.
cabulário e ao mau emprego dos conectivos (conjunções, “Coação dos meios de comunicação” significa que os
que têm por função ligar uma frase ou período a outro). Eis meios de comunicação é que exercem a ação de coagir.
alguns exemplos de impropriedade do vocabulário, colhi-
dos em redações sobre censura e os meios de comunicação “Estar inteirada com os fatos” significa participação,
e outras. interação.
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento
“Nosso direito é frisado na Constituição.” dos fatos, estar informada.
Nosso direito é assegurado pela Constituição.
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar.
“Estabelecer os limites as quais a programação deveria “Ir ao encontro” quer dizer concordar.
estar exposta.”
Estabelecer os limites aos quais a programação deve- “Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de
ria estar sujeita. ideias” significa a liberdade não é ameaça;
“Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de
“A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.” ideias”, isto é, a liberdade fica ameaçada.
A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias sensa-
cionalistas ou punir os meios de comunicação que veicu- “A princípio” indica um fato anterior (A princípio, ela
lam tais notícias. aceitava as desculpas que Mário lhe dava, mas depois dei-
xou de acreditar nele).
“Retomada das rédeas da programação.” “Em princípio” indica um fato de certeza provisória (Em
Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no princípio, faremos a reunião na quartafeira quer dizer que a
que diz respeito a programação. reunião será na quarta-feira, se todos concordarem, se hou-
ver possibilidade, porém admite a ideia de mudar a data).
“Os meios de comunicação estão sendo apelativos, vul- “Por princípio” indica crença ou convicção (Por princípio,
garizando e deteriorando indivíduos.” sou contra o racismo).
Os meios de comunicação estão recorrendo a expe-
dientes grosseiros vulgarizando o nível dos programas e
Quanto à regência verbal, convém sempre consultar
desrespeitando os telespectadores.
um dicionário de verbos e regimes, pois muitos verbos ad-
mitem duas ou três regências diferentes; cada uma, porém,
“A discussão deste assunto é inerente à sociedade.”
tem um significado específico. Lembrese, a propósito, de
A discussão deste assunto é tarefa da sociedade
que as dúvidas sobre o emprego da crase decorrem do fato
(compete à sociedade).
“Na verdade, daquele autor eles pegaram apenas a de considerarse crase como sinal de acentuação apenas,
nomenclatura...” quando o problema referese à regencia nominal e verbal.
Na verdade, daquele autor eles adotaram (utilizaram) Exemplos:
apenas a nomenclatura...
O verbo assistir admite duas regências:
“A ordem e forma de apresentação dos elementos das assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar as-
referências bibliográficas são mostradas na NBR 6023 da sistência (O médico assiste o doente):
ABNT” Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti ao
(são regulamentadas pela NBR 6023 da ABNT). jogo da seleção).

O emprego de vocabulário inadequado prejudica mui- Inteirar o/a (transitivo direto) significa completar (Intei-
tas vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redi- rei o dinheiro do presente).
gir, empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo Inteirar do (transitivo direto e indireto), significa infor-
enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conheci- mar alguém de..., tomar ou dar conhecimento de algo para
mentos linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o alguém (Quero inteirála dos fatos ocorridos...).
significado de determinada palavra, mas não sabe empre-
gála adequadamente, isso ocorre frequentemente com o
Pedir o (transitivo direto) significa solicitar, pleitear
emprego dos conectivos (preposições e conjunções). Não
(Pedi o jornal do dia).
basta saber que as preposições ligam nomes ou sintagmas
nominais no interior das frases e que as conjunções ligam Pedir que contém uma ordem (A professora pediu
frases dentro do período; é necessário empregar adequa- que fizessem silêncio).
damente tanto umas como outras. É bem verdade que, na Pedir para pedir permissão (Pediu para sair da clas-
maioria das vezes, o emprego inadequado dos conectivos se); significa também pedir em favor de alguém (A Diretora
remete aos problemas de regência verbal e nominal. pediu ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos,

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LÍNGUA PORTUGUESA

pedir algo a alguém (para si): (Pediu ao colega para aju- “A folha pode estar amarrada num cesto de lixo mas o
dálo); pode significar ainda exigir, reclamar (Os professores disco repete sempre a mesma música.”
pedem aumento de salário). A primeira frase não tem sentido e a segunda não se
relaciona com a primeira. O conectivo “mas” deveria sugerir
O mau emprego dos pronomes relativos também pode ideia de oposição, o que não ocorre no exemplo anterior.
levar à falta de coesão gramatical. Frequentemente, empre- Não se percebe relação entre “ o disco repete sempre a mes-
gase no qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo da ma música” e a primeira frase.
clareza do texto; outras vezes, o emprego é desnecessário
ou inadequado. Barbosa e Amaral (colaboradora) (1988, p. “Mas, ao abrir a porta, era apenas o correio no qual viera
157) apresentam os seguintes exemplos: trazerme uma encomenda.”
Observase o emprego de no qual por o qual, melhor
“Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para ainda ficaria que, simplesmente: era apenas o correio que
mim no qual estava sem remetente”. (Chegou com um en- viera trazerme uma encomenda.
velope que (o qual) estava sem remetente).
Por outro lado, não mereceram comentários nem apa-
“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da receram nos jornais boas redações como a que se segue:
sensibilidade...”
Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade “A vida hoje me cumprimentou, mandoume minha fo-
delas (palavras cheias de sensibilidade). tografia de garoto, com olhos em expectativa admirando
o mundo. Este mundo sem respostas para os meus dezoito
“Dentro do envelope havia apenas um papel em bran- anos. Mundo carta sem remetente, carta interrogativa para
co onde atribui muitos significados”: havia apenas um pa- moço que aguarda o futuro, saboreando o fruto do amanhã.
pel em branco ao qual atribui muitos significados (onde sig- Recebi um disco, também, cuja música tem a sonoridade
nifica lugar no qual). de passos marchando para o futuro, ao som de melodias de
cirandas esquecidas do meninomoço de outrora, e do mo-
“Havia recebido um envelope em meu nome e que não çohomem de hoje, que completa dezoito anos.
portava destinatário, apesar que em seu conteúdo havia Sou agora a certeza de uma resposta à carta sem reme-
uma folha em branco. ( .. )” tente que me comunica a vida. Vejo, na fotografia de mim
Não se emprega apesar que, mas apesar de. E mais: mesmo, o homem que enfrentará a vida, que colherá com
apesar de não ligar corretamente as duas frases, não faz seu amor à luta e com seu espírito ambicioso, os frutos do
sentido, as frases deveriam ser coordenadas por e: não por-
destino.
tava destinatário e em seu interior havia uma folha ou: ha-
E a música dos passosfuturos na cadência do menino
via recebido um envelope em meu nome, que não portava
que deixou de ser, está o ritmo da vitória sobre as dificulda-
destinatário, cujo conteúdo era uma folha em branco.
des, a minha consagração futura do homem, que vencerá
o destino e será uma afirmação dentro da sociedade.” C. G.
Essas e outras frases foram observadas em redações,
Exemplo de: (Fonseca, 1981, p. 178)
quando foi proposto o seguinte tema:
Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação
“Imagine a seguinte situação:
hoje você está completando dezoito anos. das frases, aconselhase levar em conta as seguintes suges-
Nesta data, você recebe pelo correio uma folha de papel tões para o emprego correto dos articuladores sintáticos
em branco, num envelope em seu nome, sem indicação do (conjunções, preposições, locuções prepositivas e locuções
remetente. conjuntivas).
Além disso, você ganha de presente um retrato seu e um Para dar ideia de oposição ou contradição, a articula-
disco. Reflita sobre essa situação. ção sintática se faz por meio de conjunções adversativas:
A partir da reflexão feita, redija um texto em prosa, sem mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto (nunca
ultrapassar o espaço reservado para redação no caderno de no entretanto).
respostas.” Podem também ser empregadas as conjunções con-
cessivas e locuções prepositivas para introduzir a ideia de
Como de costume, muito se comentou, até nos jornais oposição aliada à concessão: embora, ou muito embora,
da época, a falta de coerência, as frases sem clareza, pelo apesar de, ainda que, conquanto, posto que, a despeito de,
mau emprego dos conectivos, como as seguintes: não obstante.
A articulação sintática de causa pode ser feita por meio
“Primeiramente achei gozado aqueles dois presentes, de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, como,
pois concluo que nunca deveria esquecer minha infância.” por isso que, visto que, uma vez que, já que. Também podem
Há falta de nexo entre as duas frases, pois uma não é ser empregadas as preposições e locuções prepositivas:
conclusão da outra, nem ao menos estão relacionadas e por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em
gozado deveria ser substituído por engraçado ou estranho. consequência de, por motivo de, por razões de.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O principal articulador sintático de condição é o “se”: Se outros, ao invés, pertencem à esfera da linguagem culta,
o time ganhar esse jogo, será campeão. Podese também ex- literária, científica ou poética (orador e tribuno, oculista e
pressar condição pelo emprego dos conectivos: caso, con- oftalmologista, cinzento e cinéreo).
tanto que, desde que, a menos que, a não ser que. A contribuição Greco-latina é responsável pela existên-
O emprego da preposição “para” é a maneira mais co- cia, em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos.
mum de expressar finalidade. “É necessário baixar as taxas Exemplos:
de juros para que a economia se estabilize” ou para a eco- - Adversário e antagonista.
nomia se estabilizar. “Teresa vai estudar bastante para fazer - Translúcido e diáfano.
boa prova.” Há outros articuladores que expressam finalida- - Semicírculo e hemiciclo.
de: afim de, com o propósito de, na finalidade de, com a in- - Contraveneno e antídoto.
tenção de, com o objetivo de, com o fito de, com o intuito de. - Moral e ética.
A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio - Colóquio e diálogo.
dos articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, - Transformação e metamorfose.
pois, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. - Oposição e antítese.
Para introduzir mais um argumento a favor de determinada
conclusão empregase ainda. Os articuladores aliás, além do O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se si-
mais, além disso, além de tudo, introduzem um argumento
nonímia, palavra que também designa o emprego de sinô-
decisivo, cabal, apresentado como un acréscimo, para justi-
nimos.
ficar de forma incontestável o argumento contrário.
Para introduzir esclarecimentos, retificações ou desen-
Antônimos: são palavras de significação oposta. Exem-
volvimento do que foi dito empregamse os articuladores:
isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A conjunção plos:
aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o desenvolvimen- - Ordem e anarquia.
to do discurso, pois acrescenta uma informação nova, um - Soberba e humildade.
dado novo, e se não acrescentar nada, é pura repetição e - Louvar e censurar.
deve ser evitada. - Mal e bem.
Alguns articuladores servem para estabelecer uma gra-
dação entre os correspondentes de determinada escala. No A antonímia pode originar-se de um prefixo de senti-
alto dessa escala achamse: mesmo, até, até mesmo; outros do oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, sim-
situamse no plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no pático/antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia,
mínimo. explícito/implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, co-
munista/anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/
pós-nupcial.

SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE Homônimos: são palavras que têm a mesma pronún-


PALAVRAS E EXPRESSÕES. cia, e às vezes a mesma grafia, mas significação diferente.
Exemplos:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
- Aço (substantivo) e asso (verbo).
Significação das Palavras
Só o contexto é que determina a significação dos ho-
Quanto à significação, as palavras são divididas nas se- mônimos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade,
guintes categorias: por isso é considerada uma deficiência dos idiomas.
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspec-
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproxima- to fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
do. Exemplo:
- Alfabeto, abecedário. Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e dife-
- Brado, grito, clamor.
rentes no timbre ou na intensidade das vogais.
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
- Rego (substantivo) e rego (verbo).
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
- Colher (verbo) e colher (substantivo).
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinô-
nimo pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
os sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, - Para (verbo parar) e para (preposição).
por matizes de significação e certas propriedades que o - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
escritor não pode desconhecer. Com efeito, estes têm sen- - Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
tido mais amplo, aqueles, mais restrito (animal e quadrúpe- - Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
de); uns são próprios da fala corrente, desataviada, vulgar, per+o).

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Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e di- - Ênio tem um coração de pedra. (sentido figurado).
ferentes na escrita. - As águas pingavam da torneira, (sentido próprio).
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir). - As horas iam pingando lentamente, (sentido figu-
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emen- rado).
dar).
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato Denotação e Conotação: Observe as palavras em
de consertar). destaque nos seguintes exemplos:
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). - Comprei uma correntinha de ouro.
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (ace- - Fulano nadava em ouro.
lerar). No primeiro exemplo, a palavra ouro denota ou de-
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo se- signa simplesmente o conhecido metal precioso, tem sen-
lar). tido próprio, real, denotativo.
- Censo (recenseamento) e senso ( juízo). No segundo exemplo, ouro sugere ou evoca riquezas,
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
poder, glória, luxo, ostentação; tem o sentido conotativo,
- Paço (palácio) e passo (andar).
possui várias conotações (ideias associadas, sentimentos,
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
evocações que irradiam da palavra).
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cas-
sar = anular).
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e Exercícios
sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo).
01. Estava ....... a ....... da guerra, pois os homens .......
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pro- nos erros do passado.
núncia. a) eminente, deflagração, incidiram
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). b) iminente, deflagração, reincidiram
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). c) eminente, conflagração, reincidiram
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). d) preste, conflaglação, incidiram
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). e) prestes, flagração, recindiram
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). 02. “Durante a ........ solene era ........ o desinteresse do
mestre diante da ....... demonstrada pelo político”.
Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na pro- a) seção - fragrante - incipiência
núncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, b) sessão - flagrante - insipiência
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, céti- c) sessão - fragrante - incipiência
co e séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, d) cessão - flagrante - incipiência
infligir (aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede e) seção - flagrante - insipiência
(vontade de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e
cumprimento, deferir (conceder, dar deferimento) e diferir 03. Na ..... plenária estudou-se a ..... de direitos terri-
(ser diferente, divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retifi- toriais a ..... .
car (tornar reto, corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: a) sessão - cessão - estrangeiros
soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). b) seção - cessão - estrangeiros
c) secção - sessão - extrangeiros
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma signifi- d) sessão - seção - estrangeiros
cação. A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia.
e) seção - sessão - estrangeiros
Exemplos:
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar
04. Há uma alternativa errada. Assinale-a:
as plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande
a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem
curral de gado.
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; política.
dó. b) A catástrofe torna-se iminente.
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo c) Sua ascensão foi rápida.
ao véu do palato. d) Ascenderam o fogo rapidamente.
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras po- e) Reacendeu o fogo do entusiasmo.
lissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que
têm dezenas de acepções. 05. Há uma alternativa errada. Assinale-a:
a) cozer = cozinhar; coser = costurar
Sentido Próprio e Sentido Figurado: as palavras po- b) imigrar = sair do país; emigrar = entrar no país
dem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido fi- c) comprimento = medida; cumprimento = saudação
gurado. Exemplos: d) consertar = arrumar; concertar = harmonizar
- Construí um muro de pedra. (sentido próprio). e) chácara = sítio; xácara = verso

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. Assinale o item em que a palavra destacada está Discurso Direto


incorretamente aplicada:
a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes. “Longe do olhos...”
b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros. - Meu pai! Disse João Aguiar com um tom de ressentimento
c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche. que fez pasmar o comendador.
d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever. - Que é? Perguntou este.
e) A cessão de terras compete ao Estado. João Aguiar não respondeu. O comendador arrugou a testa
e interrogou o roto mudo do filho. Não leu, mais adivinhou al-
07. O ...... do prefeito foi ..... ontem. guma coisa desastrosa; desastrosa, entenda-se, para os cálculos
conjunto-políticos ou políticos-conjugais, como melhor nome
a) mandado - caçado
haja.
b) mandato - cassado
- Dar-se-á caso que... começou a dizer comendador.
c) mandato - caçado - Que eu namore? Interrompeu galhofeiramente o filho.
d) mandado - casçado Machado de Assis. Contos. 26ª Ed. São Paulo, Ática, 2002,
e) mandado - cassado p. 43.
08. Marque a alternativa cujas palavras preenchem cor- O narrador introduz a fala das personagens, um pai e um
retamente as respectivas lacunas, na frase seguinte: “Neces- filho, e, em seguida, como quem passa a palavra a elas e as
sitando ...... o número do cartão do PIS, ...... a data de meu deixa falar. Vemos que as partes introdutórias pertencem ao
nascimento.” narrador (por exemplo, disse João Aguiar com um tom de
a) ratificar, proscrevi ressentimento que faz pasmar o comendador) e as falas, às
b) prescrever, discriminei personagens, (por exemplo, Meu pai!).
c) descriminar, retifiquei O discurso direto é o expediente de citação do discurso
d) proscrever, prescrevi alheio pela qual o narrador introduz o discurso do outro e,
e) retificar, ratifiquei depois, reproduz literalmente a fala dele.
As marcas do discurso são:
09. “A ......... científica do povo levou-o a .... de feiticeiros os
..... em astronomia.” - A fala das personagens é, de princípio, anunciada por
a) insipiência tachar expertos um verbo (disse e interrompeu no caso do filho e pergun-
b) insipiência taxar expertos tou e começou a dizer no caso do pai) denominado “ver-
c) incipiência taxar espertos bo de dizer” (como recrutar, retorquir, afirmar, obtem-perar
d) incipiência tachar espertos declarar e outros do mesmo tipo), que pode vir antes, no
e) insipiência taxar espertos meio ou depois da fala das personagens (no nosso caso,
veio depois);
10. Na oração: Em sua vida, nunca teve muito ......, apre- - A fala das personagens aparece nitidamente separada
sentava-se sempre ...... no ..... de tarefas ...... . As palavras ade- da fala do narrador, por aspas, dois pontos, travessão ou
quadas para preenchimento das lacunas são: vírgula;
a) censo - lasso - cumprimento - eminentes
- Os pronomes pessoais, os tempos verbais e as pala-
b) senso - lasso - cumprimento - iminentes
vras que indicam espaço e tempo (por exemplo, pronomes
c) senso - laço - comprimento - iminentes
demonstrativos e advérbios de lugar e de tempo) são usa-
d) senso - laço - cumprimento - eminentes
dos em relação à pessoa da personagem, ao momento em
e) censo - lasso - comprimento - iminentes
que ela fala diz “eu”, o espaço em que ela se encontra é o
aqui e o tempo em que fala é o agora.
Respostas: (01.B)(02.B)(03.A)(04.D)(05.B)(06.C)(07.B)(08.E)
(09.A)(10.B)
Discurso Indireto

Observemos um fragmento do mesmo conto de Ma-


EQUIVALÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE chado de Assis:
ESTRUTURAS. “Um dia, Serafina recebeu uma carta de Tavares dizendo-
lhe que não voltaria mais à casa de seu pai, por este lhe haver
mostrado má cara nas últimas vezes que ele lá estivera.”
Idem. Ibidem, p. 48.
Num texto, as personagens falam, conversam entre si, ex- Nesse caso o narrador para citar que Tavares disse a
põem ideias. Quando o narrador conta o que elas disseram, Serafina, usa o outro procedimento: não reproduz literal-
insere na narrativa uma fala que não é de sua autoria, cita o mente as palavras de Tavares, mas comunica, com suas pa-
discurso alheio. Há três maneiras principais de reproduzir a lavras, o que a personagem diz. A fala de Tavares não chega
fala das personagens: o discurso direto, o discurso indireto e ao leitor diretamente, mas por via indireta, isto é, por meio
o discurso indireto livre. das palavras do narrador. Por essa razão, esse expediente é
chamado discurso indireto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

As principais marcas do discurso indireto são: Pedro disse lá em Paris: - Aqui eu me sinto bem.

- As falas das personagens também vem introduzidas Eu (pessoa do discurso citado que não se encontra no
por um verbo de dizer; discurso citante) converte-se em ele; aqui (espaço do dis-
- As falas das personagens constituem oração subordi- curso citado que é diferente do lugar em que foi proferido
nada substantiva objetiva direta do verbo de dizer e, por- o discurso citante) transforma-se em lá:
tanto, são separadas da fala do narrador por uma partícula
introdutória normalmente “que” ou “se”; - Pedro disse que lá ele se sentia bem.
- Os pronomes pessoais, os tempos verbais e as pa-
lavras que indicam espaço e tempo (como pronomes de- Se a pessoa do discurso citado, isto é, da fala da per-
monstrativos e advérbios de lugar e de tempo) são usados sonagem (eu, tu, ele) tem um correspondente no discurso
e relação a narrador, ao momento em que ele fala e ao citante, ela ocupa o estatuto que tem nesse último.
espaço em que está. Maria declarou-me: - Eu te amo.

Passagem do Discurso Direto para o Discurso Indi- O “te” do discurso citado corresponde ao “me” do ci-
reto tante. Por isso, “te” passa a “me”:

Pedro disse: - Maria declarou-me que me amava.


- Eu estarei aqui amanhã.
No que se refere aos tempos, o mais comum é o que o
No discurso direto, o personagem Pedro diz “eu”; o verbo de dizer esteja no presente ou no pretérito perfeito.
“aqui” é o lugar em que a personagem está; “amanhã” é o Quando o verbo de dizer estiver no presente e o da fala
dia seguinte ao que ele fala. Se passarmos essa frase para o da personagem estiver no presente, pretérito ou futuro do
discurso indireto ficará assim: presente, os tempos mantêm-se na passagem do discur-
so direto para o indireto. Se o verbo de dizer estiver no
Pedro disse que estaria lá no dia seguinte. pretérito perfeito, as alterações que ocorrerão na fala da
personagem são as seguintes:
No discurso indireto, o “eu” passa a ele porque á alguém
de quem o narrador fala; estaria é futuro do pretérito: é um Discurso Direto – Discurso Indireto
tempo relacionado ao pretérito da fala do narrador (disse), Presente – Pretérito Imperfeito
e não ao presente da fala do personagem, como estarei; lá Pretérito Perfeito – Pretérito mais-que-perfeito
é o espaço em que a personagem (e não o narrador) havia Futuro do Presente – Futuro do Pretérito
de estar; no dia seguinte é o dia que vem após o momento Joaquim disse: - Compro tudo isso.
da fala da personagem designada por ele. - Joaquim disse que comprava tudo isso.
Na passagem do discurso direto para o indireto, deve-
se observar as frases que no discurso direto tem as formas Joaquim disse: - Comprei tudo isso.
interrogativas, exclamativa ou imperativa convertem-se, no - Joaquim disse que comprara tudo isso.
discurso indireto, em orações declarativas.
Joaquim disse: - Comprarei tudo isso.
Ela me perguntou: quem está ai? - Joaquim disse que compraria tudo isso.
Ela me perguntou quem estava lá.
Discurso Indireto Livre
As interjeições e os vocativos do discurso direto desa-
parecem no discurso indireto ou tem seu valor semântico “(...) No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao
explicitado, isto é, traduz-se o significado que elas expres- fechar o negócio notou que as operações de Sinhá Vitória,
sam. como de costume, diferiam das do patrão. Reclamou e ob-
teve a explicação habitual: a diferença era proveniente de
O papagaio disse: Oh! Lá vem a raposa. juros.
O papagaio disse admirado (explicitação do valor se- Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto,
mântico da interjeição oh!) que ao longe vinha a raposa. sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mu-
lher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do
Se o discurso citado (fala da personagem) comporta branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estri-
um “eu” ou um “tu” que não se encontram entre as pessoas bos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que
do discurso citante (fala do narrador), eles são convertidos era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar
num “ele”, se o discurso citado contém um “aqui” não cor- como negro e nunca arranjar carta de alforria!
responde ao lugar em que foi proferido o discurso citante, Graciliano Ramos. Vidas secas.
ele é convertido num “lá”. 28ª Ed. São Paulo, Martins, 1971, p. 136.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Nesse texto, duas vozes estão misturadas: a do nar- seja, o que ele reproduziu é autêntico. É como se ouvisse a
rador e a de Fabiano. Não há indicadores que delimitem pessoa citada com suas próprias palavras e, portanto, com
muito bem onde começa a fala do narrador e onde se inicia a mesma carga de subjetividade.
a da personagem. Não se tem dúvida de que o período Essa modalidade de citação permite, por exemplo, que
inicial está traduzido a fala do narrador. A bem verdade, até se use variante linguística da personagem como forma de
não se conformou (início do segundo parágrafo), é a voz fornecer pistas para caracterizá-la. Sirva de exemplo o tre-
do narrador que está comandando a narrativa. Na oração cho que segue, um diálogo entre personagens do meio ru-
devia haver engano, já começa haver uma mistura de vo- ral, um farmacêutico e um agricultor, cuja fala é transcrita
zes: sob o ponto de vista das marcas gramaticais, não há em discurso direto pelo narrador:
nenhuma pista para se concluir, que a voz de Fabiano é que
esteja sendo citada; sob o ponto de vista do significado, Um velho brônzeo apontou, em farrapos, à janela aber-
porém, pode-se pensar numa reclamação atribuída a ele. ta o azul.
Tomemos agora esse trecho: “Ele era bruto, sim senhor, - Como vai, Elesbão?
via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha mio- - Sua bênção...
lo. Com certeza havia um erro no papel do branco.” - Cheio de doenças?
Pelo conteúdo de verdade é pelo modo de dizer, tudo - Sim sinhô.
nos induz a vislumbrar aí a voz de Fabiano ecoando por - De dores, de dificuldades?
meio do discurso do narrador. É como se o narrador, sem - Sim sinhô.
abandonar as marcas linguísticas próprias de sua fala, es- - De desgraças...
tivesse incorporando as reclamações e suspeitas da per- O farmacêutico riu com um tímpano desmesurado.
sonagem, a cuja linguagem pertencem expressões do tipo Você é o Brasil. Depois Indagou:
bruto, sim senhor e a mulher tinha miolo. Até a repetição - O que você eu Elesbão?
de palavras e uma certa entonação presumivelmente excla- - To precisando de uns dinheirinho e duns gênor. Meu
mativa confirmam essa inferência. arroizinho tá bão, tá encanando bem. Preciso de uns manti-
Para perceber melhor o que é o discurso indireto livre, mento pra coiêta. O sinhô pode me arranjá com Nhô Salim.
confrontemos uma frase do texto com a correspondente Depois eu vendo o arroiz pra ele mermo.
em discurso direito e indireto: - Você é sério, Elesbão?
- Sô sim sinhô!
- Discurso Indireto Livre - Quanto é que você deve pro Nhô Salim?
Estava direito aquilo? - Um tiquinho.
Oswaldo de Andrade. Marco Zero.
- Discurso Direto 2ª Ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1974,
Fabiano perguntou: - Esta direito isto? p. 7-8.

- Discurso Indireto Quanto ao discurso indireto, pode ser de dois tipos, e


Fabiano perguntou se aquilo estava direito cada um deles cria um efeito de sentido diverso.
Essa forma de citação do discurso alheio tem caracte-
rísticas próprias que são tanto do discurso direto quanto - Discurso Indireto que analisa o conteúdo: elimina
do indireto. As características do discurso indireto livre são: os elementos emocionais ou afetivos presentes no discurso
direto, assim como as interrogações, exclamações ou for-
- Não há verbos de dizer anunciando as falas das per- mas imperativas, por isso produz um efeito de sentido de
sonagens; objetividade analítica. Com efeito, nele o narrador revela so-
- Estas não são introduzidas por partículas como “que” mente o conteúdo do discurso da personagem, e não o modo
e “se” nem separadas por sinais de pontuação; como ela diz. Com isso estabelece uma distância entre sua
- O discurso indireto livre contém, como o discurso posição e a da personagem, abrindo caminho para a réplica
direto, orações interrogativas, imperativas e exclamativas, e o comentário. Esse tipo de discurso indireto despersonaliza
bem como interjeições e outros elementos expressivos; discurso citado em nome de uma objetividade analítica. Cria,
- Os pronomes pessoais e demonstrativos, as palavras assim, a impressão de que o narrador analisa o discurso cita-
indicadoras de espaço e de tempo são usados da mesma do de maneira racional e isenta de envolvimento emocional.
forma que no discurso indireto. Por isso, o verbo estar, do O discurso indireto, nesse caso, não se interessa pela indivi-
exemplo acima, ocorre no pretérito imperfeito, e não no dualidade do falante no modo como ele diz as coisas. Por isso
presente (está), como no discurso direto. Da mesma forma é a forma preferida nos textos de natureza filosófica, científica,
o pronome demonstrativo ocorre na forma aquilo, como política, etc., quando se expõe as opiniões dos outros com
finalidade de criticá-las, rejeitá-las ou acolhê-las.
no discurso indireto.
- Discurso Indireto que analisa a expressão: serve para
Funções dos diferentes modos de citar o discurso do destacar mais o modo de dizer do que o que se diz; por exem-
outro plo, as palavras típicas do vocabulário da personagem citada,
a sua maneira de pronunciá-las, etc. Nesse caso, as palavras
O discurso direto cria um efeito de sentido de verda- ou expressões ressaltadas aparecem entre aspas. Veja-se este
de. Isso porque o leito ou ouvinte tem a impressão de que exemplo. De Eça de Queirós:
quem cita preservou a integridade do discurso citado, ou

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LÍNGUA PORTUGUESA

...descobrira de repente, uma manhã, eu não devia trair Existe uma maneira prática de saber quantas orações
Amaro, “porque era papá do seu Carlinhos”. E disse-o ao abade; há num período: é contar os verbos ou locuções verbais.
fez corar os sessenta e quatro anos do bom velho (...). Num período haverá tantas orações quantos forem os ver-
O crime do Padre Amaro. bos ou as locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Porto, Lello e Irmão, s.d., vol. I, p. 314. Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Imagine-se ainda que uma pessoa, querendo denunciar a Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
forma deselegante com que fora atendida por um represen- oração)
tante de uma empresa, tenha dito o seguinte: Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas lo-
cuções verbais, duas orações)
A certa altura, ele me respondeu que, se eu não estivesse Há três tipos de período composto: por coordenação,
satisfeito, que fosse reclamar “para o bispo” e que ele já não por subordinação e por coordenação e subordinação ao
estava “nem aí” com “tipinhos” como eu. mesmo tempo (também chamada de misto).
Em ambos os casos, as aspas são utilizadas para dar des-
Período Composto por Coordenação. Orações Coor-
taque a certas formas de dizer típicas das personagens cita-
das e para mostrar o modo como o narrador as interpreta. denadas
No exemplo de Eça de Queirós, “porque era o papá de seu
Carlinhos” contem uma expressão da personagem Amélia e Considere, por exemplo, este período composto:
mostra certa dose de ironia e malícia do narrador.
No segundo exemplo, as aspas destacam a insatisfação Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os
do narrador com a deselegância e o desprezo do funcionário tempos de infância.
para com os clientes. 1ª oração: Passeamos pela praia
O discurso indireto livre fica a meio caminho da subjetivi- 2ª oração: brincamos
dade e da objetividade. Tem muitas funções. Por exemplo, dá 3ª oração: recordamos os tempos de infância
verossimilhança a um texto que pretende manifestar pensa- As três orações que compõem esse período têm sen-
mentos, desejos, enfim, a vida interior de uma personagem. tido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependên-
Em síntese, demonstra um envolvimento tal do narra- cia sintática: elas são independentes. Há entre elas, é claro,
dor com a personagem, que as vozes de ambos se misturam uma relação de sentido, mas, como já dissemos, uma não
como se eles fossem um só ou, falando de outro modo, como depende da outra sintaticamente.
se o narrador tivesse vestido completamente a máscara da As orações independentes de um período são chama-
personagem, aproximando-a do leitor sem a marca da sua das de orações coordenadas (OC), e o período formado
intermediação. só de orações coordenadas é chamado de período com-
Veja-se como, neste trecho: “O tímido José”, de Antônio posto por coordenação.
de Alcântara Machado, o narrador, valendo-se do discurso As orações coordenadas são classificadas em assindé-
indireto livre, leva o leitor a partilhar do constrangimento da ticas e sindéticas.
personagem, simulando estar contaminado por ele:
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA)
(...) Mais depressa não podia andar. Garoar, garoava sem- quando não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
pre. Mas ali o nevoeiro já não era tanto felizmente. Decidiu. Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
Iria indo no caminho da Lapa. Se encontrasse a mulher bem. OCA OCA OCA
Se não encontrasse paciência. Não iria procurar. Iria é para
casa. Afinal de contas era mesmo um trouxa. Quando podia “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado
não quis. Agora que era difícil queria. de Assis)
Laranja-da-china. In: Novelas Paulistanas. “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
1ª Ed. Belo Horizonte, Itatiaia/ São Paulo, Edusp, (Antônio Olavo Pereira)
1998, p. 184. “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(Coelho Neto)

- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quan-


SINTAXE: PROCESSOS DE COORDENAÇÃO E
do vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
SUBORDINAÇÃO. O homem saiu do carro / e entrou na casa.
OCA OCS
Período: Toda frase com uma ou mais orações consti- As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
tui um período, que se encerra com ponto de exclamação, acordo com o sentido expresso pelas conjunções coorde-
ponto de interrogação ou com reticências. nativas que as introduzem. Pode ser:
O período é simples quando só traz uma oração, cha-
mada absoluta; o período é composto quando traz mais - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem,
de uma oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período não só... mas também, não só... mas ainda.
simples, oração absoluta.); Quero que você aprenda. (Pe- Saí da escola / e fui à lanchonete.
ríodo composto.) OCA OCS Aditiva

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma Observe que a 2ª oração é introduzida por uma con-
conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com junção que expressa idéia de explicação, de justificativa em
referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção relação à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coor-
coordenativa aditiva. denativa explicativa.

A doença vem a cavalo e volta a pé. Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
As pessoas não se mexiam nem falavam. “A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até Veríssimo)
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.” “Qualquer que seja a tua infância, conquista-a, que te
(Machado de Assis) abençôo.” (Fernando Sabino)
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, O cavalo estava cansado, pois arfava muito.
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
Estudei bastante / mas não passei no teste. Exercícios
OCA OCS Adversativa
01. Relacione as orações coordenadas por meio de
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunções:
conjunção que expressa idéia de oposição à oração ante- a) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões sur-
rior, ou seja, por uma conjunção coordenativa adversativa. giram.
b) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
A espada vence, mas não convence. c) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Tens razão, contudo não te exaltes. Respostas:
Havia muito serviço, entretanto ninguém trabalhava. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões sur-
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: por- giram.
tanto, por isso, pois, logo. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gra- Quero desculpar-me, mais consigo encontrá-los.
tidão. 02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o
marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia
OCA OCS Conclusiva
de:
a) causa
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
b) explicação
conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato
c) conclusão
enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção
d) proporção
coordenativa conclusiva.
e) comparação
Vives mentindo; logo, não mereces fé. Resposta: E
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. A conjunção como exercer a função comparativa. Os
Raimundo é homem são, portanto deve trabalhar. amplos bocejos ouvidos são comparados à força do maru-
lhar das ondas.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou-
,ou... ou, ora... ora, seja... seja, quer... quer. 03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, ora-
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! ção sublinhada pode indicar uma ideia de:
OCA OCS Alternativa a) concessão
b) oposição
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma c) condição
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou d) lugar
escolha com referência à oração anterior, ou seja, por uma e) consequência
conjunção coordenativa alternativa.
Resposta: C
Venha agora ou perderá a vez. A condição necessária para procurar emprego é entrar
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Macha- na faculdade.
do de Assis) 04. Assinale a sequência de conjunções que estabele-
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará cem, entre as orações de cada item, uma correta relação
preço muito caro.” (Renato Inácio da Silva) de sentido.
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava frenetica-
mente.” (Luís Jardim) 1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, 3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
porque, pois, porquanto. 4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. com detalhes.
OCA OCS Explicativa 5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.

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LÍNGUA PORTUGUESA

a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto para fazer a distribuição de poderes e rendas que uma na-
b) por isso, porque, mas, portanto, que ção equilibrada precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar
c) logo, porém, pois, porque, mas que a vontade de distribuir renda passe pelo empobreci-
d) porém, pois, logo, todavia, porque mento da elite. É também ocioso pensar que nós, de tal
e) entretanto, que, porque, pois, portanto elite, temos riqueza suficiente para distribuir. Faço sempre,
para meu desânimo, a soma do faturamento das nossas
Resposta: B mil maiores e melhores empresas, e chego a um número
Por isso – conjunção conclusiva. menor do que o faturamento de apenas duas empresas
Porque – conjunção explicativa. japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um pouquinho.
Mas – conjunção adversativa. Sejamos francos. Em termos mundiais somos irrelevantes
Portanto – conjunção conclusiva. como potência econômica, mas o mesmo tempo extrema-
Que – conjunção explicativa. mente representativos como população.”
(“Discurso de Semler aos empresários”, Folha de São
05. Reúna as três orações em um período composto Paulo)
por coordenação, usando conjunções adequadas.
Os dias já eram quentes. Dentre os períodos transcritos do texto acima, um é
A água do mar ainda estava fria. composto por coordenação e contém uma oração coorde-
As praias permaneciam desertas. nada sindética adversativa. Assinalar a alternativa corres-
pondente a este período:
Resposta: Os dias já eram quentes, mas a água do mar a) A frustração cresce e a desesperança não cede.
ainda estava fria, por isso as praias permaneciam desertas. b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica
06. No período “Penso, logo existo”, oração em des- pungente ou a autoabsorvição.
taque é: c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos
a) coordenada sindética conclusiva riqueza suficiente para distribuir.
b) coordenada sindética aditiva d) Sejamos francos.
c) coordenada sindética alternativa e) Em termos mundiais somos irrelevantes como po-
d) coordenada sindética adversativa tência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente
e) n.d.a representativos como população.
Resposta E
Resposta: A
Período Composto por Subordinação
07. Por definição, oração coordenada que seja despro-
vida de conectivo é denominada assindética. Observando Observe os termos destacados em cada uma destas
os períodos seguintes: orações:
I- Não caía um galho, não balançava uma folha. Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
II- O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou. Todos querem sua participação. (objeto direto)
III- O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial
prova. Acabara o exame. de causa)

Nota-se que existe coordenação assindética em: Veja, agora, como podemos transformar esses termos
a) I apenas em orações com a mesma função sintática:
b) II apenas Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordina-
c) III apenas da com função de adjunto adnominal)
d) I e III Todos querem / que você participe. (oração subordi-
e) nenhum deles nada com função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração su-
Resposta: D bordinada com função de adjunto adverbial de causa)

08. “Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro do Em todos esses períodos, a segunda oração exerce
ciclo de graves crises que ocupa a energia desta nação. A uma certa função sintática em relação à primeira, sendo,
frustração cresce e a desesperança não cede. Empresários portanto, subordinada a ela. Quando um período é cons-
empurrados à condição de liderança oficial se reúnem, em tituído de pelo menos um conjunto de duas orações em
eventos como este, para lamentar o estado de coisas. O que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da
que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungen- outra (principal), ele é classificado como período compos-
te ou a autoabsorvição? to por subordinação. As orações subordinadas são classi-
É da história do mundo que as elites nunca introdu- ficadas de acordo com a função que exercem: adverbiais,
ziram mudanças que favorecessem a sociedade como um substantivas e adjetivas.
todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que es-
tas lideranças empresariais aqui reunidas teriam motivação

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LÍNGUA PORTUGUESA

Orações Subordinadas Adverbiais - Temporais: Acrescentam uma circunstância de tem-


po ao que foi expresso na oração principal. Conjunções:
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aque- quando, assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois
las que exercem a função de adjunto adverbial da oração que, mal (=assim que).
principal (OP). São classificadas de acordo com a conjunção Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
subordinativa que as introduz: OP OSA Temporal

- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na Formiga, quando quer se perder, cria asas.
oração principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
pois que, visto que. esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
Não fui à escola / porque fiquei doente.
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.”
OP OSA Causal
(Marquês de Maricá)
O tambor soa porque é oco. Enquanto foi rico, todos o procuravam.
Como não me atendessem, repreendi-os severamen-
te. - Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. foi enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de fim de que, porque (=para que), que.
Sousa) Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para OP OSA Final
a ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjun-
ções: se, contanto que, a menos que, a não ser que, desde “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
que. (Marquês de Maricá)
Irei à sua casa / se não chover. Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
OP OSA Condicional “Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que
= para que)
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as
ofensores. recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
Se o conhecesses, não o condenarias. para que não deixasse)
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drum-
mond de Andrade)
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi
A cápsula do satélite será recuperada, caso a expe-
riência tenha êxito. enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que,
como (= porque), pois que, visto que.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. OP OSA Consecutiva
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por
mais que, mesmo que. Fazia tanto frio que meus dedos estavam endureci-
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. dos.
OP OSA Concessiva “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.”
(José J. Veiga)
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia
que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. mais.
Embora não possuísse informações seguras, ainda As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
assim arriscou uma opinião. prolongar minha viagem.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo
quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos cri- - Comparativas: Expressam ideia de comparação
tiquem. com referência à oração principal. Conjunções: como, as-
Por mais que gritasse, não me ouviram.
sim como, tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que
- Conformativas: Expressam a conformidade de um (combinado com menos ou mais).
fato com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), Ela é bonita / como a mãe.
segundo. OP OSA Comparativa
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o
ferro.” (Marquês de Maricá)
O homem age conforme pensa. Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vie-
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. ram.
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de in- Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu
formação. à luz daquele olhar.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: As orações comparativas nem sempre apresen- - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se,
tam claramente o verbo, como no exemplo acima, em que conta-se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
está subentendido o verbo ser (como a mãe é). - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relacio- seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos
na proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. participem da reunião.
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que,
quanto mais, quanto menos. É necessário que você colabore. (= Sua colaboração
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. é necessária.)
OSA Proporcional OP Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa.
Importa que saibas isso bem.
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
- Oração Subordinada Substantiva Completiva No-
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
minal: É aquela que exerce a função de complemento
diminuindo.
nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou
convencido de sua inocência. (complemento nominal)
Orações Subordinadas Substantivas
Estou convencido / de que ele é inocente.
OP OSS Completiva Nominal
As orações subordinadas substantivas (OSS) são
aquelas que, num período, exercem funções sintáticas pró-
prias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à
conjunções integrantes que e se. Elas podem ser: prisão dele.)
Estava ansioso por que voltasses.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: Sê grato a quem te ensina.
É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão
da oração principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. cedo.” (Graciliano Ramos)
(objeto direto)
O grupo quer / que você ajude. - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É
OP OSS Objetiva Direta aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da
oração principal, vindo sempre depois do verbo ser. Obser-
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= ve: O importante é sua felicidade. (predicativo)
O mestre exigia a presença de todos.) O importante é / que você seja feliz.
Mariana esperou que o marido voltasse. OP OSS Predicativa
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indire- Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
ta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do ver- Não sou quem você pensa.
bo da oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda.
(objeto indireto) - Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É
Necessito / de que você me ajude. aquela que exerce a função de aposto de um termo da
OP OSS Objetiva Indireta oração principal. Observe: Ele tinha um sonho: a união de
todos em benefício do país. (aposto)
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho Ele tinha um sonho / que todos se unissem em bene-
à sua viagem.) fício do país.
Aconselha-o a que trabalhe mais. OP OSS Apositiva
Daremos o prêmio a quem o merecer.
Lembre-se de que a vida é breve. Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo
uma coisa: a sua felicidade)
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio
principal. Observe: É importante sua colaboração. (sujeito) disto: de que virias a morrer...” (Osmã Lins)
É importante / que você colabore. “Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum
OP OSS Subjetiva motivo oculto?” (Machado de Assis)

A oração subjetiva geralmente vem: As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de


- depois de um verbo de ligação + predicativo, em dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercala-
construções do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, das à oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho
etc. Ex.: É certo que ele voltará amanhã. recuperasse a saúde, tornou-se realidade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: Além das conjunções integrantes que e se, - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros (infinitivo)
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
Não sei quando ele chegou. - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiá-
Diga-me como resolver esse problema. rio. (particípio)

Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas que apresentam o verbo


numa das formas nominais são chamadas de reduzidas.
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
função de adjunto adnominal de algum termo da oração devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colo-
principal. Observe como podemos transformar um adjunto camos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao
adnominal em oração subordinada adjetiva: sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) ou subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada mesma classificação da oração desenvolvida.
adjetiva)
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introdu-
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de
zidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.)
e podem ser classificadas em: inglês.
OSA Temporal
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a temporal, reduzida de infinitivo.
que se referem. Exemplo:
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. Precisando de ajuda, telefone-me.
OP OSA Restritiva Se precisar de ajuda, / telefone-me.
OSA Condicional
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar es- Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
pecifica o sentido do substantivo cantor, indicando que o condicional, reduzida de gerúndio.
público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que
ganhou o 1º lugar. Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para
Pedra que rola não cria limo. o vestiário.
Os animais que se alimentam de carne chamam-se OSA Temporal
carnívoros. Acabado o treino: oração subordinada adverbial tem-
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas pá- poral, reduzida de particípio.
ginas escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário Observações:
Mariano)
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicati- de desenvolvimento. Há casos também de orações reduzi-
vas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a das fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
que se referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
mas sem restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: cidade.
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
um novo livro. orações reduzidas quando fazem parte de uma locução
OP OSA Explicativa OP verbal. Exemplos:
Preciso terminar este exercício.
Deus, que é nosso pai, nos salvará. Ele está jantando na sala.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. Essa casa foi construída por meu pai.
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. - Uma oração coordenada também pode vir sob a for-
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assal- ma reduzida. Exemplo:
tado. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa.
Orações Reduzidas (oração coordenada sindética aditiva)
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida
Observe que as orações subordinadas eram sempre de gerúndio.
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do Qual é a diferença entre as orações coordenadas ex-
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há plicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas
outras que se apresentam com o verbo numa das formas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fá-
nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:

32
LÍNGUA PORTUGUESA

cil estabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas 05. A palavra “se” é conjunção integrante (por introdu-
como o próprio nome indica, as causais sempre trazem a zir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual
causa de algo que se revela na oração principal, que traz o das orações seguintes?
efeito. a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) en- b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
tre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas c) O aluno fez-se passar por doutor.
vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adver-
d) Precisa-se de operários.
bial causal. Essa noção de causa e efeito não existe no pe-
ríodo composto por coordenação. Exemplo: Rosa chorou e) Não sei se o vinho está bom.
porque levou uma surra. Está claro que a oração iniciada
pela conjunção é causal, visto que a surra foi sem dúvida 06. “Lembro-me de que ele só usava camisas bran-
a causa do choro, que é efeito. Rosa chorou, porque seus cas.” A oração sublinhada é:
olhos estão vermelhos. a) subordinada substantiva completiva nominal
O período agora é composto por coordenação, pois a b) subordinada substantiva objetiva indireta
oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo c) subordinada substantiva predicativa
que se revelou na coordena anterior. Não existe aí relação d) subordinada substantiva subjetiva
de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem ver- e) subordinada substantiva objetiva direta
melhos não é causa de ela ter chorado.

Ela fala / como falaria / se entendesse do assun- 07. Na passagem: “O receio é substituído pelo pavor,
to. pelo respeito, pela emoção que emudece e paralisa.” Os
OP OSA Comparativa SA Condicional termos sublinhados são:
a) complementos nominais; orações subordinadas ad-
Exercícios verbiais concessivas, coordenadas entre si
b) adjuntos adnominais; orações subordinadas adver-
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que biais comparativas
estava para ser mãe”, a oração destacada é: c) agentes da passiva; orações subordinadas adjetivas,
a) subordinada substantiva objetiva indireta coordenadas entre si
b) subordinada substantiva completiva nominal d) objetos diretos; orações subordinadas adjetivas,
c) subordinada substantiva predicativa coordenadas entre si
d) coordenada sindética conclusiva e) objetos indiretos; orações subordinadas adverbiais
e) coordenada sindética explicativa
comparativas
02. A segunda oração do período? “Não sei no que
pensas” , é classificada como: 08. Neste período “não bate para cortar” , a oração
a) substantiva objetiva direta “para cortar” em relação a “não bate” , é:
b) substantiva completiva nominal a) a causa
c) adjetiva restritiva b) o modo
d) coordenada explicativa c) a consequência
e) substantiva objetiva indireta d) a explicação
e) a finalidade
03. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventa-
da. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido 09. Em todos os períodos há orações subordinadas
na realidade.” A oração sublinhada é: substantivas, exceto em:
a) adverbial conformativa a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava
b) adjetiva
nas festas do Pilar, não vivia no coco como a do Santa Rosa.
c) adverbial consecutiva
b) Não lhe tocara no assunto, mas teve vontade de to-
d) adverbial proporcional
e) adverbial causal mar o trem e ir valer-se do presidente.
c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha,
04. No seguinte grupo de orações destacadas: faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor
1. É bom que você venha. de seu rosto.
2. Chegados que fomos, entramos na escola. d) O oficial perguntou de onde vinha, e se não sabia
3. Não esqueças que é falível. notícias de Antônio Silvino.
e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da vár-
Temos orações subordinadas, respectivamente: zea, ou meter-se para os lados de Goiana
a) objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva
b) subjetiva, objetiva direta, objetiva direta 10. Em - “Há enganos que nos deleitam”, a oração gri-
c) objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal fada é:
d) subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta a) substantiva subjetiva
e) predicativa, objetiva direta, objetiva indireta b) substantiva objetiva direta

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LÍNGUA PORTUGUESA

c) substantiva completiva nominal Classificação dos Verbos


d) substantiva apositiva Classificam-se em:
e) adjetiva restritiva - Regulares: são aqueles que possuem as desinências nor-
mais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
Respostas: (01-B) (02-E) (03-A) (04-D) (05-E) (06-B) no radical: canto cantei cantarei cantava cantasse.
(07-C) (08-E) (09-C) (10-E) - Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações
no radical ou nas desinências: faço fiz farei fizesse.
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pes-
EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS. soais:
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normal-
mente, são usados na terceira pessoa do singular. Os principais
verbos impessoais são:
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, nú- ** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se
mero, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros proces- ou fazer (em orações temporais).
sos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); ocorrência Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
(nascer); desejo (querer). Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
seus possíveis significados. Observe que palavras como cor- Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
rida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de
alguns verbos mencionados acima; não apresentam, porém, ** fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
todas as possibilidades de flexão que esses verbos possuem. Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estrutura das Formas Verbais Estava frio naquele dia.
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apre-
sentar os seguintes elementos: ** Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
- Radical: é a parte invariável, que expressa o significado são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-hu-
fal-) morado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido figurado.
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r deixa de ser impessoal para ser pessoal.
São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (falar), 2ª Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
- Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática - I - (partir). Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
- Desinência modo-temporal: é o elemento que designa Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: ** São impessoais, ainda:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tem-
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) po: Já passa das seis.
- Desinência número-pessoal: é o elemento que designa 2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de,
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
plural): 3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem,
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos,
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados então, pessoais.
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de
a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de “ser possível”. Por exemplo:
haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas Não deu para chegar mais cedo.
do verbo: põe, pões, põem, etc. Dá para me arrumar uns trocados?

Formas Rizotônicas e Arrizotônicas * Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos A fruta amadureceu.
com facilidade que nas formas rizotônicas o acento tônico cai As frutas amadureceram.
no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como ver-
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas bos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadureceu
sim na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. bastante.

Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes


de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodilo, cacare-
jar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os principais verbos unipessoais são:


1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.):
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)

2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.

* Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que prova-
velmente causaria problemas de interpretação em certos contextos.

- verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas verbais
repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da
informática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma ocor-
rer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio
irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR

Anexar Anexado Anexo


Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR

Imprimir Imprimido Impresso


Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais, ides, fui,
foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).

- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo


Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito
sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo


Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

36
LÍNGUA PORTUGUESA

ESTAR - Formas Nominais


Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo


Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais


Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo


Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma pes-
soa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio sentido
do verbo (reflexivos essenciais). Veja:

37
LÍNGUA PORTUGUESA

- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com Formas Nominais


os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abs-
ter-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender- Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Ob-
de ter estado lá. serve:
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) - Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de
tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de subs-
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do tantivo. Por exemplo:
verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula inte- Viver é lutar. (= vida é luta)
grante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia
reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (for-
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e res- ma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
pectivos pronomes): É preciso ler este livro.
Eu me arrependo Era preciso ter lido este livro.
Tu te arrependes
Ele se arrepende - Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pes-
Nós nos arrependemos soas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta
Vós vos arrependeis desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas de-
Eles se arrependem mais, flexiona-se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre- 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indi- colocação.
retos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se - Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou
penteava. advérbio. Por exemplo:
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advér-
exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: bio)
Maria penteou-me.
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de adje-
tivo)
Observações:
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em cur-
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
so; na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo:
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
sintática.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronomi-
nais, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os prono-
- Particípio: quando não é empregado na formação dos
mes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
exercem funções sintáticas. Por exemplo:
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
grau. Por exemplo:
direto) - 1ª pessoa do singular
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Modos Verbais Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhu-
ma relação temporal, assume verdadeiramente a função de
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três para representar a escola.
modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sempre Tempos Verbais
estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez Tomando-se como referência o momento em que se fala,
eu estude amanhã. a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda agora, Veja:
menino. 1. Tempos do Indicativo
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.

38
LÍNGUA PORTUGUESA

- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente termi-
nado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
- Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele estudou
as lições ontem à noite.
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha estudado as lições
quando os amigos chegaram. (forma composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. (forma simples).
- Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele estudará
as lições amanhã.
- Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se eu tivesse di-
nheiro, viajaria nas férias.

2. Tempos do Subjuntivo
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o jogo.

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier à loja,
levará as encomendas.

Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
levará as encomendas.

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal (1ª/2ª e 3ª conj.) Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

39
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito Imperfeito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do indicativo
pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obten-
do-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número e pessoa
correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

40
LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-se,
assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa corres-
pondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo

Eu canto --- Que eu cante


Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante ---


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:

- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido ou
conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

41
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Verbo A) puder.


B) poderia.
01. (Agente Polícia Vunesp 2013) Considere o trecho a se- C) pôde.
guir. D) poderá.
É comum que objetos ___________ esquecidos em locais públi- E) pudesse.
cos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as pessoas
_____________ a atenção voltada para seus pertences, conservan- 06. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alternativa em
do-os junto ao corpo. que todos os verbos estão empregados de acordo com a nor-
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectiva- ma-padrão.
mente, as lacunas do texto. (A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da im-
(A) sejam … mantesse pressão definitiva.
(B) sejam … mantivessem (B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em si-
(C) sejam … mantém lêncio.
(D) seja … mantivessem (C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a trabalhar
no feriado.
(E) seja … mantêm
(D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a requera a
02. (Escrevente TJ SP Vunesp 2012-adap.) Na frase –… os
seu superior.
níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas
sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em destaque 07. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013-adap.) Assinale a
expressa ação alternativa que substitui, corretamente e sem alterar o sentido
(A) concluída. da frase, a expressão destacada em – Se a criança se perder,
(B) atemporal. quem encontrá-la verá na pulseira instruções para que envie
(C) contínua. uma mensagem eletrônica ao grupo ou acione o código na
(D) hipotética. internet.
(E) futura. (A) Caso a criança se havia perdido…
(B) Caso a criança perdeu…
03. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013-adap.) Sem querer es- (C) Caso a criança se perca…
tereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas in- (D) Caso a criança estivera perdida…
terações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta (E) Caso a criança se perda…
“débito ou crédito?”.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de 08. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013-adap.).
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no tempo
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. futuro.
(C) adotar como referência de qualidade. A) Os consumidores são assediados pelo marketing …
(D) julgar de acordo com normas legais. B) … somente eles podem decidir se irão ou não comprar.
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessida-
des”…
04. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alternativa D) … de onde vem o produto…?
contendo a frase do texto na qual a expressão verbal destacada E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…
exprime possibilidade.
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sistema 09. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assinale a
alternativa em que a concordância das formas verbais desta-
capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias...
cadas se dá em conformidade com a norma-padrão da língua.
(B) Funcionando como um imenso sistema de informação
(A) Chegou, para ajudar a família, vários amigos e vizinhos.
e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo
(B) Haviam várias hipóteses acerca do que poderia ter
virtual. acontecido com a criança.
(C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por asso- (C) Fazia horas que a criança tinha saído e os pais já esta-
ciação, e não mais por sequências fixas previamente estabele- vam preocupados.
cidas. (D) Era duas horas da tarde, quando a criança foi encon-
(D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse concei- trada.
to está ligado a uma nova concepção de textualidade... (E) Existia várias maneiras de voltar para casa, mas a crian-
(E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar ça se perdeu mesmo assim.
toda a literatura do mundo...
10. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VUNESP
05.(POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO SOL- – 2013-adap.). Leia as frases a seguir.
DADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) No trecho: “O cresci- I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de madeira
mento econômico, se associado à ampliação do emprego, PODE no animal.
melhorar o quadro aqui sumariamente descrito.”, se passarmos II. Existiam muitos ferimentos no boi.
o verbo destacado para o futuro do pretérito do indicativo, te- III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida mo-
remos a forma: vimentada.

42
LÍNGUA PORTUGUESA

Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e este 9-)


pelo verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamente: (A) Chegaram, para ajudar a família, vários amigos e vizi-
A) Existia – Haviam – Existiam nhos.
B) Existiam – Havia – Existiam (B) Havia várias hipóteses acerca do que poderia ter acon-
C) Existiam – Haviam – Existiam tecido com a criança.
D) Existiam – Havia – Existia (D) Eram duas horas da tarde, quando a criança foi encon-
E) Existia – Havia – Existia trada.
(E) Existiam várias maneiras de voltar para casa, mas a
GABARITO criança se perdeu mesmo assim.
01. B 02. C 03. E 04. B 05. B
06. A 07. C 08. B 09. C 10. D 10-) I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de
madeira no animal.
RESOLUÇÃO II. Existiam muitos ferimentos no boi.
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida mo-
1-) É comum que objetos sejam esquecidos em locais vimentada.
públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as Haver – sentido de existir= invariável, impessoal;
pessoas mantivessem a atenção voltada para seus pertences, existir = variável. Portanto, temos:
conservando-os junto ao corpo. I – Existiam onze pessoas...
II – Havia muitos ferimentos...
III – Existia muita gente...
2-) os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando
quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em des-
Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações em
taque expressa ação contínua (= não concluída) seu radical ou em suas desinências, afastando-se do modelo
a que pertencem.
3-) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata- No português, para verificar se um verbo sofre alterações,
se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, basta conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito do indica-
diante da pergunta “débito ou crédito?”. tivo. Ex: faço – fiz, trago – trouxe, posso - pude.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de classi- Não é considerada irregularidade a alteração gráfica do
ficar segundo ideias preconcebidas. radical de certos verbos para conservação da regularidade fô-
nica. Ex: embarcar – embarco, fingir – finjo.
4-) (B) Funcionando como um imenso sistema de infor-
mação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme Exemplo de conjugação do verbo “dar” no presente do
arquivo virtual. = verbo no futuro do pretérito indicativo:
Eu dou
5-) Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do Tu dás
Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós podería- Ele dá
mos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração é cres- Nós damos
cimento econômico (singular), portanto, terceira pessoa do Vós dais
singular (ele) = poderia. Eles dão

6-) Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se do


(B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver em original “dar” durante a conjugação, sendo considerado verbo
silêncio. irregular.
(C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a traba- Exemplo: Conjugação do verbo valer:
lhar no feriado.
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga... Modo Indicativo
Presente
(E) Se você quiser a promoção, é necessário que a requeira
eu valho
a seu superior.
tu vales
ele vale
7-) Caso a criança se perca…(perda = substantivo: Houve nós valemos
uma grande perda salarial...) vós valeis
eles valem
8-)
A) Os consumidores são assediados pelo marketing = pre- Pretérito Perfeito do Indicativo
sente eu vali
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessida- tu valeste
des”… = pretérito do Subjuntivo ele valeu
D) … de onde vem o produto…? = presente nós valemos
E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… = pre- vós valestes
térito perfeito eles valeram

43
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito Imperfeito do Indicativo Futuro do Subjuntivo


eu valia quando eu valer
tu valias quando tu valeres
ele valia quando ele valer
nós valíamos quando nós valermos
vós valíeis quando vós valerdes
eles valiam quando eles valerem

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo Imperativo


eu valera Imperativo Afirmativo
tu valeras --
ele valera vale tu
nós valêramos valha ele
vós valêreis valhamos nós
eles valeram valei vós
valham eles
Futuro do Presente do Indicativo
eu valerei Imperativo Negativo
tu valerás --
ele valerá não valhas tu
nós valeremos não valha ele
vós valereis não valhamos nós
eles valerão não valhais vós
não valham eles
Futuro do Pretérito do Indicativo
eu valeria Infinitivo
tu valerias Infinitivo Pessoal
ele valeria por valer eu
nós valeríamos por valeres tu
vós valeríeis por valer ele
eles valeriam por valermos nós
por valerdes vós
Mais-que-perfeito Composto do Indicativo por valerem eles
eu tinha valido
tu tinhas valido Infinitivo Impessoal = valer
ele tinha valido Particípio = Valido
nós tínhamos valido
vós tínheis valido Acompanhe abaixo uma lista com os principais verbos ir-
eles tinham valido regulares:
Dizer
Gerúndio do verbo valer = valendo Presente do indicativo: Digo, dizes, diz, dizemos, dizeis,
dizem.
Modo Subjuntivo
Presente Pretérito perfeito do indicativo: Disse, disseste, disse, dis-
que eu valha semos, dissestes, disseram.
que tu valhas
que ele valha Futuro do presente do indicativo: Direi, dirás, dirá, dire-
que nós valhamos mos, direis, dirão.
que vós valhais
que eles valham Fazer
Presente do indicativo: Faço, fazes, faz, fazemos, fazeis,
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo fazem.
se eu valesse
se tu valesses Pretérito perfeito do indicativo: Fiz, fizeste, fez, fizemos,
se ele valesse fizestes, fizeram.
se nós valêssemos
se vós valêsseis Futuro do presente do indicativo: Farei, farás, fará, fare-
se eles valessem mos, fareis, farão.

44
LÍNGUA PORTUGUESA

Ir - Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e


Presente do indicativo: Vou, vais, vai, vamos, ides, vão. paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo:
O menino feriu-se.
Pretérito perfeito do indicativo: Fui, foste, foi, fomos, fos-
tes, foram. Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a
noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Futuro do presente do indicativo: Irei, irás, irá, iremos,
ireis, irão. Formação da Voz Passiva
Futuro do subjuntivo: For, fores, for, formos, fordes, forem.
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analí-
Querer tico e sintético.
Presente do indicativo: Quero, queres, quer, queremos,
1- Voz Passiva Analítica
quereis, querem.
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do
verbo principal. Por exemplo:
Pretérito perfeito do indicativo: Quis, quiseste, quis, qui-
A escola será pintada.
semos, quisestes, quiseram. O trabalho é feito por ele.
Presente do subjuntivo: Queira, queiras, queira, queira- Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado da
mos, queirais, queiram. preposição por, mas pode ocorrer a construção com a preposi-
ção de. Por exemplo: A casa ficou cercada de soldados.
Ver - Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja
Presente do indicativo: Vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem. explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER),
Pretérito perfeito do indicativo: Vi, viste, viu, vimos, vis- pois o particípio é invariável. Observe a transformação das fra-
tes, viram. ses seguintes:
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
Futuro do presente do indicativo:Verei, verás, verá, vere- O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
mos, vereis, verão.
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
Futuro do subjuntivo: Vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)

Vir c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)


Presente do indicativo: Venho, vens, vem, vimos, vindes, O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
vêm.
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o
Pretérito perfeito do indicativo: Vim, vieste, veio, viemos, mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Obser-
viestes, vieram. ve a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
Futuro do presente do indicativo: Virei, virás, virá, vire- As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
mos, vireis, virão.
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva ana-
lítica com outros verbos que podem eventualmente funcio-
Futuro do subjuntivo: Vier, vieres, vier, viermos, vierdes,
nar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou marcada pela
vierem. doença.
Vozes do Verbo 2- Voz Passiva Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. Por
indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. exemplo:
São três as vozes verbais: Abriram-se as inscrições para o concurso.
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação Destruiu-se o velho prédio da escola.
expressa pelo verbo. Por exemplo: Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva
Ele fez o trabalho. sintética.
sujeito agente ação objeto (paciente)
Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz latina
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam com
expressa pelo verbo. Por exemplo: o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado
O trabalho foi feito por ele. de voz passiva como sendo a voz que expressa a ação sofrida
sujeito paciente ação agente da passiva pelo sujeito. Na voz passiva temos dois elementos que nem
sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA PASSIVA.

45
LÍNGUA PORTUGUESA

Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva 02. (FCC-COPERGÁS – Auxiliar Técnico Administrativo -
2011) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. Trans-
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substan- pondo- -se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal
cialmente o sentido da frase. resultante será:
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa) (A) era abatido. (B) fora abatido.
Sujeito da Ativa objeto Direto (C) abatera-se. (D) foi abatido.
(E) tinha abatido
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Passiva)
Sujeito da Passiva Agente da Passiva 03. (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o ... valores e princípios que sejam percebidos pela sociedade
sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo como tais.
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. Ob- Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo passará
serve mais exemplos: a ser, corretamente,
- Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. (A) perceba.
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos (B) foi percebido.
mestres. (C) tenham percebido.
- Eu o acompanharei. (D) devam perceber.
Ele será acompanhado por mim. (E) estava percebendo.

Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não 04. (TJ/RJ – TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA SEM ESPE-
haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: Prejudi- CIALIDADE – FCC/2012) As ruas estavam ocupadas pela mul-
caram-me. / Fui prejudicado. tidão...
A forma verbal resultante da transposição da frase acima
Saiba que: para a voz ativa é:
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexi- (A) ocupava-se.
vos, são chamados neutros. (B) ocupavam.
O vinho é bom. (C) ocupou.
Aqui chove muito. (D) ocupa.
(E) ocupava.
- Há formas passivas com sentido ativo:
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) 05. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) A
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.) frase que NÃO admite transposição para a voz passiva está em:
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) (A) Quando Rodolfo surgiu...
(B) ... adquiriu as impressoras...
- Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo: (C) ... e sustentar, às vezes, família numerosa.
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) (D) ... acolheu-o como patrono.
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) (E) ... que montou [...] a primeira grande folhetaria do Recife ...

- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido ci- 06. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) O
rúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o sujeito engajamento moral e político não chegou a constituir um deslo-
é paciente. camento da atenção intelectual de Said ...
Chamo-me Luís. Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
Batizei-me na Igreja do Carmo. verbal resultante é:
Operou-se de hérnia. a) se constituiu.
Vacinaram-se contra a gripe. b) chegou a ser constituído.
c) teria chegado a constituir.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ d) chega a se constituir.
morf54.php e) chegaria a ser constituído.

Questões sobre Vozes dos Verbos 07. (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS CI-
VIL – FCC/2014 - ADAPTADA) ...’sertanejo’ indicava indistinta-
01. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINIS- mente as músicas produzidas no interior do país...
TRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Os dados foram divulgados ontem Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
pelo Instituto Sou da Paz.”, a expressão destacada é verbal resultante será:
(A) adjunto adnominal. (A) vinham indicadas.
(B) sujeito paciente. (B) era indicado.
(C) objeto indireto. (C) eram indicadas.
(D) complemento nominal. (D) tinha indicado.
(E) agente da passiva. (E) foi indicada.

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LÍNGUA PORTUGUESA

08. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PRO- 6-) O engajamento moral e político não chegou a constituir
CON – AGENTE ADMINISTRATIVO – CEPERJ/2012 - adaptada) um deslocamento da atenção intelectual de Said = dois verbos
Um exemplo de construção na voz passiva está em: na voz ativa, mas com presença de preposição e, um deles, no
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” infinitivo, então o verbo auxiliar “ser” ficará no infinitivo (na voz
(B) “o consumidor pode solicitar a devolução do dinheiro” passiva) e o verbo principal (constituir) ficará no particípio: Um
(C) “enviar o brinquedo por sedex” deslocamento da atenção intelectual de Said não chegou a ser
(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de Defesa constituído pelo engajamento...
do Consumidor”
(E) “A empresa fez campanha para recolher” 7-)’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzi-
das no interior do país.
09. (METRÔ/SP –SECRETÁRIA PLENO – FCC/2010) Trans- As músicas produzidas no país eram indicadas pelo serta-
pondo-se para a voz passiva a construção Mais tarde vim a nejo, indistintamente.
entender a tradução completa, a forma verbal resultante será:
(A) veio a ser entendida.
(B) teria entendido. 8-)
(C) fora entendida. (A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” = voz ativa
(D) terá sido entendida. (B) “o consumidor pode solicitar a devolução do dinheiro”
(E) tê-la-ia entendido. = voz ativa
(C) “enviar o brinquedo por sedex” = voz ativa
10. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL (D) “A empresa também é obrigada pelo Código de Defesa
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011 - ADAPTADA) do Consumidor” = voz passiva
... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mu- (E) “A empresa fez campanha para recolher” = voz ativa
lheres.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma 9-)Mais tarde vim a entender a tradução completa...
verbal resultante será: A tradução completa veio a ser entendida por mim.
(A) foi empreendida. 10-) ele empreende, de maneira quase clandestina, a série
(B) são empreendidos. Mulheres.
(C) foi empreendido. A série de mulheres é empreendida por ele, de maneira
(D) é empreendida. quase clandestina.
(E) são empreendidas.

GABARITO
PONTUAÇÃO.
01. E 02. D 03. A 04. E 05. A
06. B 07. C 08. D 09. A 10. D

RESOLUÇÃO Os sinais de pontuação são marcações gráficas que ser-


vem para compor a coesão e a coerência textual, além de res-
1-) No enunciado temos uma oração com a voz passiva do saltar especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as
verbo. Transformando-a em ativa, teremos: “O Instituto Sou da principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo
Paz divulgou dados”. Nessa, “Instituto Sou da Paz” funciona uso da língua portuguesa.
como sujeito da oração, ou seja, na passiva sua função é a de
agente da passiva. O sujeito paciente é “os dados”. Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
2-) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. = Ele - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
foi abatido... se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
3-) ... valores e princípios que sejam percebidos pela socie- - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
dade como tais = dois verbos na voz passiva, então teremos
um na ativa: que a sociedade perceba os valores e princípios... 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.

4-) As ruas estavam ocupadas pela multidão = dois verbos Ponto e Vírgula ( ; )
na passiva, um verbo na ativa: 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma im-
A multidão ocupava as ruas. portância.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
5-) a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
B = as impressoras foram adquiridas... nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
C = família numerosa é sustentada...
D – foi acolhido como patrono... 2- Separa partes de frases que já estão separadas por vír-
E – a primeira grande folhetaria do Recife foi montada... gulas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, montanhas, - entre o verbo e seus objetos.
frio e cobertor. O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
V.T.D.I. O.D. O.I.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
decreto de lei, etc. Usa-se a vírgula:
- Ir ao supermercado; - Para marcar intercalação:
- Pegar as crianças na escola; a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundân-
- Caminhada na praia; cia, vem caindo de preço.
- Reunião com amigos. b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão pro-
duzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
Dois pontos c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
1- Antes de uma citação não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem
abrir mão dos lucros altos.
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
- Para marcar inversão:
2- Antes de um aposto
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): De-
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tar- pois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
de e calor à noite. b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pes-
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento quisadores, não lhes destinaram verba alguma.
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
rotina de sempre. de 1982.
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos
4- Em frases de estilo direto em enumeração):
Maria perguntou: Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
- Por que você não toma uma decisão? A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Ponto de Exclamação - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
súplica, etc. - Para isolar:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! - o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira,
2- Depois de interjeições ou vocativos possui um trânsito caótico.
- Ai! Que susto! - o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
- João! Há quanto tempo!
Fontes: http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
Ponto de Interrogação http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgula.htm
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Questões sobre Pontuação

Reticências 01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alternativa


1- Indica que palavras foram suprimidas. em que a pontuação está corretamente empregada, de acordo
- Comprei lápis, canetas, cadernos... com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embo-
2- Indica interrupção violenta da frase. ra, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, pro-
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” curou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que
pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embo-
- Este mal... pega doutor? ra experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, pro-
curou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
- Deixa, depois, o coração falar... (C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embo-
ra experimentasse a sensação de violar uma intimidade, pro-
Vírgula curou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que
pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
Não se usa vírgula (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, em-
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam- bora experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
se diretamente entre si: procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo
- entre sujeito e predicado. que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
Todos os alunos da sala foram advertidos. (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embo-
Sujeito predicado ra, experimentasse a sensação de violar uma intimidade, pro-
curou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que
pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.

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LÍNGUA PORTUGUESA

02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAPTA- centros de descarte de garrafas PET(D) destinadas depois para
DA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em campo reciclagem(E) o programa possibilitará o retorno das bicicletas
em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do Campeonato pela saúde das crianças e transformação das comunidades em
Nacional em apoio à campanha que visa 4 reduzir o número lugares melhores para se viver.
de pessoas que não possuem o nome do pai em sua certidão de (Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
nascimento. (...) a) A
A oração subordinada “que não possuem o nome do pai b) B
em sua certidão de nascimento” não é antecedida por vírgula c) C
porque tem natureza restritiva. d) D
( ) Certo ( ) Errado e) E

03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BNDES/2012) 07. (DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – VU-
Em que período a vírgula pode ser retirada, mantendo-se o NESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da
sentido e a obediência à norma-padrão? pontuação.
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o treino. (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas cir-
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos esportes? cunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja aliviada.
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se prepa- (B) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, porque
ra para o evento. você está junto; com os outros motoristas cujos comporta-
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o aprimora- mentos, são desconhecidos.
mento do desportista. (C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem ser
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: uma extensão de nossa personalidade.
judô, natação e canoagem. (D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; aumentar
os níveis de estresse em alguns motoristas.
04. (BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012) As- (E) Os congestionamentos e o número de motoristas na
sinale a alternativa em que a pontuação está correta. rua, são as principais causas da ira de trânsito.
a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem!
b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da transação. 08. (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
c) Maria, você trouxe os documentos? – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FUMARC/2013)
d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema. “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo econômico e a
e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimenta- nossa geração foi escolhida para este vexame, você aí desse ta-
ção estranha. manho pedindo esmola e eu aqui sem nada para te dizer, agora
afasta que abriu o sinal.”
05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.). As- No período acima, as vírgulas foram empregadas em “Pa-
sinale a alternativa em que a frase mantém-se correta após o ciência, minha filha, este é [...]”, para separar
acréscimo das vírgulas. (A) aposto.
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pul- (B) vocativo.
seira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao (C) adjunto adverbial.
grupo ou acione o código na internet. (D) expressão explicativa.
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
código foi acionado. 09. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados, PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O período
recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a corretamente pontuado é:
criança foi encontrada. (A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência em
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega pri- condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos espec-
meiro às, areias do Guarujá. tadores.
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone (B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes entre
de quem a encontrou e informar um ponto de referência si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma história
ficcional.
06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013) Para (C) A história de heroísmo e de determinação que nem
que o fragmento abaixo seja coerente e gramaticalmente cor- sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado, pelo
reto, é necessário inserir sinais de pontuação. Assinale a po- frio.
sição em que não deve ser usado o sinal de ponto, e sim a (D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr ris-
vírgula, para que sejam respeitadas as regras gramaticais. Des- cos iminentes que comprometem, a sobrevivência.
considere os ajustes nas letras iniciais minúsculas. (E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a liber-
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas de dade, nada poderia parecer, realmente intransponível.
bambu para 4600 alunos da rede pública de São Paulo(A) o pro-
grama desenvolve ainda oficinas e cursos para as crianças utili- GABARITO
zarem a bicicleta de forma segura e correta(B) os alunos ajudam
a traçar ciclorrotas e participam de atividades sobre cidadania 01. C 02. C 03. D 04. C 05. E
e reciclagem(C) as escolas participantes se tornam também 06. D 07. A 08. B 09.B

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados


, (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem dizendo
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas que a criança foi encontrada.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, em- (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) chega
bora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma intimi- primeiro às , (X) areias do Guarujá.
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 6-)
(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa e, O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas de
embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma intimi- bambu para 4600 alunos da rede pública de São Paulo(A). O
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as crianças
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B). Os alunos
ajudam a traçar ciclorrotas e participam de atividades sobre
(D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa e,
cidadania e reciclagem(C). As escolas participantes se tornam
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
também centros de descarte de garrafas PET(D), destinadas de-
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) encontrar pois para reciclagem(E). O programa possibilitará o retorno das
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. bicicletas pela saúde das crianças e transformação das comuni-
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embo- dades em lugares melhores para se viver.
ra , (X) experimentasse a sensação de violar uma intimidade, A vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posição
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) encontrar (D), pois antecipa um termo explicativo.
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas:
2-) A oração restringe o grupo que participará da campa- (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas cir-
nha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão de cunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja aliviada.
nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tornar-se-á (B) Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse, por-
“explicativa”, generalizando a informação, o que dará a enten- que você está junto; (X) com os outros motoristas cujos com-
der que TODAS as pessoa não têm o nome do pai na certidão. portamentos, (X) são desconhecidos.
RESPOSTA: “CERTO”. (C) Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros po-
dem ser uma extensão de nossa personalidade.
3-) (D) A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X) au-
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o treino. mentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas na
= mantê-la (termo deslocado)
rua, (X) são as principais causas da ira de trânsito.
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos esportes?
8-) Paciência, minha filha, este é... = é o termo usado para
= mantê-la (vocativo) se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo.
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se prepara
para o evento. 9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão inade-
= mantê-la (explicação) quadas ou faltantes:
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o aprimora- (A) Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência
mento do desportista. em condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X) aos
= pode retirá-la (advérbio de tempo) espectadores.
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: judô, (B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes entre
natação e canoagem. si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma história
= mantê-la (enumeração) ficcional.
(C) A história de heroísmo e de determinação (X) que nem
sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário marcado,
4-) Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou faltante: (X) pelo frio.
a) Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem! (D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é correr
b) Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da transa- riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobrevivência.
ção. (E) Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar a
c) Maria, você trouxe os documentos? liberdade, nada poderia parecer, (X) realmente intransponível.
d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema.
e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma movi-
mentação estranha.
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS.
5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inadequa-
das
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá na Estudar a estrutura é conhecer os elementos formado-
pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem eletrô- res das palavras. Assim, compreendemos melhor o signifi-
cado de cada uma delas. As palavras podem ser divididas
nica ao grupo ou acione o código na internet.
em unidades menores, a que damos o nome de elementos
(B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os pais de
mórficos ou morfemas.
onde o código foi acionado.

50
LÍNGUA PORTUGUESA

Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”. Nessa palavra Desinências: são os elementos terminais indicativos
observamos facilmente a existência de quatro elementos. das flexões das palavras. Existem dois tipos:
São eles: - Desinências Nominais: indicam as flexões de gêne-
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, ro (masculino e feminino) e de número (singular e plural)
aquele que contém o significado. dos nomes. Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s.
inh - indica que a palavra é um diminutivo Só podemos falar em desinências nominais de gêne-
a - indica que a palavra é feminina ros e de números em palavras que admitem tais flexões,
s - indica que a palavra se encontra no plural como nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo,
telefonema, por exemplo, não temos desinência nominal
Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo.
de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não temos desinência
Existem palavras que não comportam divisão em unidades
nominal de número.
menores, tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos mór-
ficos:
- Raiz, Radical, Tema: elementos básicos e significa- - Desinências Verbais: indicam as flexões de número
tivos e pessoa e de modo e tempo dos verbos. A desinência
- Afixos (Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Te- “-o”, presente em “am-o”, é uma desinência número pes-
mática: elementos modificadores da significação dos pri- soal, pois indica que o verbo está na primeira pessoa do
meiros singular; “-va”, de “ama-va”, é desinência modo-temporal:
- Vogal de Ligação, Consoante de Ligação: elemen- caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do in-
tos de ligação ou eufônicos. dicativo, na 1ª conjugação.

Raiz: É o elemento originário e irredutível em que se Vogal Temática: é a vogal que se junta ao radical, pre-
concentra a significação das palavras, consideradas do ân- parando-o para receber as desinências. Nos verbos, distin-
gulo histórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum guem-se três vogais temáticas:
às palavras da mesma família etimológica. Exemplo: Raiz - Caracteriza os verbos da 1ª conjugação: buscar, bus-
noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral cavas, etc.
de causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, - Caracteriza os verbos da 2ª conjugação: romper, rom-
as palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo,
pemos, etc.
etc.
- Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir, proi-
birá, etc.
Uma raiz pode sofrer alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç
-ão; ac-ionar;
Tema: é o grupo formado pelo radical mais vogal te-
Radical: mática. Nos verbos citados acima, os temas são: busca-,
rompe-, proibi-
Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho;
livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento co- Vogais e Consoantes de Ligação: As vogais e con-
mum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve soantes de ligação são morfemas que surgem por motivos
de base para o significado? Esse elemento é chamado de eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a
radical (ou semantema). Elemento básico e significativo das pronúncia de uma determinada palavra. Exemplos: pari-
palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático. siense (paris= radical, ense=sufixo, vogal de ligação=i); gas
É encontrado através do despojo dos elementos secundá- -ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira,
rios (quando houver) da palavra. Exemplo: cert-o; cert-eza; cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.
in-cert-eza.
Formação das Palavras: existem dois processos bá-
Afixos: são elementos secundários (geralmente sem sicos pelos quais se formam as palavras: a Derivação e a
vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para Composição. A diferença entre ambos consiste basica-
formar palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do mente em que, no processo de derivação, partimos sempre
morfema “-mente”, por exemplo, cria uma nova palavra a de um único radical, enquanto no processo de composição
partir de “certo”: certamente, advérbio de modo. De ma- sempre haverá mais de um radical.
neira semelhante, o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar”
à forma “cert-” cria o verbo acertar. Observe que a- e -ar Derivação: é o processo pelo qual se obtém uma pa-
são morfemas capazes de operar mudança de classe gra- lavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente,
matical na palavra a que são anexados. chamada primitiva. Exemplo: Mar (marítimo, marinheiro,
Quando são colocados antes do radical, como aconte- marujo); terra (enterrar, terreiro, aterrar). Observamos que
ce com “a-”, os afixos recebem o nome de prefixos. Quan- «mar» e «terra» não se formam de nenhuma outra palavra,
do, como “-ar”, surgem depois do radical, os afixos são mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por
chamados de sufixos. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer; meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar e
inter-nacion-al. terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas. 

51
LÍNGUA PORTUGUESA

Tipos de Derivação Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo in-


dicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não
- Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acrés- ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto.
cimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significa- Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao
do alterado: crer- descrer; ler- reler; capaz- incapaz. verbo ancorar.
- Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acrésci-
mo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração Por derivação regressiva, formam-se basicamente
de significado ou mudança de classe gramatical: alfabetiza- substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome
ção. No exemplo, o sufixo -ção transforma em substantivo de substantivos deverbais. Note que na linguagem popu-
o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do subs- lar, são frequentes os exemplos de palavras formadas por
tantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. derivação regressiva. o portuga (de português); o boteco
A derivação sufixal pode ser: (de botequim); o comuna (de comunista); agito (de agitar);
Nominal, formando substantivos e adjetivos: papel – amasso (de amassar); chego (de chegar)
papelaria; riso – risonho. O processo normal é criar um verbo a partir de um
Verbal, formando verbos: atual - atualizar. substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em
Adverbial, formando advérbios de modo: feliz – feliz- sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo.
mente.
- Derivação Imprópria: A derivação imprópria ocorre
- Derivação Parassintética ou Parassíntese: Ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acrésci-
quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâ- mo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical.
neo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por meio da Neste processo:
parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) Os adjetivos passam a substantivos: Os bons serão
e verbos. Considere o adjetivo “triste”. Do radical “trist-” contemplados.
formamos o verbo entristecer através da junção simultâ- Os particípios passam a substantivos ou adjetivos:
nea do prefixo  “en-” e do sufixo “-ecer”. A presença de Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.
apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma Os infinitivos passam a substantivos: O andar de Ro-
nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras berta era fascinante; O badalar dos sinos soou na cidade-
“entriste”, nem “tristecer”. Exemplos: zinha.
emudecer Os substantivos passam a adjetivos: O funcionário fan-
mudo – palavra inicial tasma foi despedido; O menino prodígio resolveu o pro-
e – prefixo blema.
mud – radical Os adjetivos passam a advérbios: Falei baixo para que
ecer – sufixo ninguém escutasse.
Palavras invariáveis passam a substantivos: Não enten-
desalmado do o porquê disso tudo.
alma – palavra inicial Substantivos próprios tornam-se comuns: Aquele
des – prefixo coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente)
alm – radical
ado – sufixo Os processos de derivação vistos anteriormente fazem
parte da Morfologia porque implicam alterações na forma
Não devemos confundir derivação parassintética, em das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basica-
que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente mente com seu significado, o que acaba caracterizando um
simultâneo, com casos como os das palavras desvaloriza- processo semântico. Por essa razão, entendemos o motivo
ção e desigualdade. Nessas palavras, os afixos são acopla- pelo qual é denominada “imprópria”.
dos em sequência: desvalorização provém de desvalorizar,
que provém de valorizar, que por sua vez provém de valor. Composição: é o processo que forma palavras com-
É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por postas, a partir da junção de dois ou mais radicais. Existem
parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de dois tipos:
“propriar” ou de “expróprio”, pois tais palavras não exis-
tem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo - Composição por Justaposição: ao juntarmos duas
acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética:
- Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor. Em «giras-
quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas sol» houve uma alteração na grafia (acréscimo de um «s»)
por redução: comprar (verbo), compra (substantivo); beijar justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra.
(verbo), beijo (substantivo).
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um ver- - Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou
bo ou se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte mais vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou
orientação: mais de seus elementos fonéticos: embora (em boa hora);
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, fidalgo (filho de algo - referindo-se a família nobre); hi-
e o verbo palavra primitiva. drelétrico (hidro + elétrico); planalto (plano alto). Ao agluti-
- Se o nome denota algum objeto ou substância, veri- narem-se, os componentes subordinam-se a um só acento
fica-se o contrário. tônico, o do último componente.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Redução: algumas palavras apresentam, ao lado de hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemi-
sua forma plena, uma forma reduzida. Observe: auto - por plégico.
automóvel; cine - por cinema; micro - por microcomputa- hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipér-
dor; Zé - por José. Como exemplo de redução ou simpli- bole, hipertrofia.
ficação de palavras, podem ser citadas também as siglas, hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese,
muito frequentes na comunicação atual. hipodérmico.
meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora,
- Hibridismo: ocorre hibridismo na palavra em cuja metacarpo.
formação entram elementos de línguas diferentes: auto para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo,
(grego) + móvel (latim). parasita, paradoxo, paradigma.
peri-: movimento ou posição em torno de: periferia,
- Onomatopeia: numerosas palavras devem sua ori- peripécia, período, periscópio.
gem a uma tendência constante da fala humana para imi- pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prog-
tar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são nóstico, profeta, programa.
vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia.
vozes dos seres: miau, zumzum, piar, tinir, urrar, chocalhar, proto-: início, começo, anterioridade: proto-história,
cocoricar, etc. protótipo, protomártir.
Prefixos: os prefixos são morfemas que se colocam poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeís-
antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o mo.
sentido; raramente esses morfemas produzem mudança sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfo-
de classe gramatical. Os prefixos ocorrentes em palavras nia, simpatia, sinopse.
portuguesas se originam do latim e do grego, línguas em tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telé-
que funcionavam como preposições ou advérbios, logo, grafo.
como vocábulos autônomos.  Alguns prefixos foram pou-
co ou nada produtivos em português. Outros, por sua vez, Prefixos de Origem Latina
tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras:
a- , contra- , des- , em-  (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso,
super- , anti-.
abstinência, abstração.
a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjun-
Prefixos de Origem Grega
to,advogado, advir, aposto.
ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessa-
a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência,
la, anteontem, antever.
carência: anônimo, amoral, ateu, afônico.
ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguida-
ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise,
de, ambivalente.
anagrama, anacrônico.
anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado, duplici- ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: bene-
dade: anfiteatro, anfíbio, anfibologia. fício, bendito.
anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, an- bis-, bi-:  repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bi-
tagonista, antítese. savô, biscoito.
apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo, circu(m)-: movimento em torno: circunferência, cir-
apocalipse, apologia. cunscrito, circulação.
arqui-, arce-: superioridade hierárquica, primazia, ex- cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino.
cesso: arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário. co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio,
cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, ca- cooperativa, condutor.
tálogo, catarata. contra-: oposição: contrapeso, contrapor, contradizer.
di-:  duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema. de-: movimento de cima para baixo, separação, nega-
dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, dia- ção: decapitar, decair, depor.
gonal, diafragma, diagrama. de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: des-
dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispep- ventura, discórdia, discussão.
sia, disfasia. e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão,
ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento para fora: eclipse, exportação, expelir.
êxodo, ectoderma, exorcismo. en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para
en-, em-, e-:  posição interior, movimento para dentro: um estado ou forma, revestimento: imergir, enterrar, embe-
encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo. ber, injetar, importar.
endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocar- extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordi-
po, endosmose. nário, extraviar.
epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epí- i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal,
logo, epidemia, epitáfio. impossível, improdutivo.
eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, eufo- inter-, entre-: posição intermediária: internacional, in-
ria, eucaristia, eufonia. terplanetário.

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LÍNGUA PORTUGUESA

intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso, in- Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciên-
traverbal. cia:
intro-: movimento para dentro: introduzir, introvertido, -ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fós-
introspectivo. seis).
justa-: posição ao lado: justapor, justalinear. -oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores).
ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar, -ato, eto, Ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais), granito
ocupar, obstáculo. (pedra).
per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar, -ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais).
perverter. -ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto).
pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado. -ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciên-
pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, preliminar. cia linguística).
pro-: movimento para frente: progresso, promover, -io - sódio, potássio, selênio (corpos simples)
prosseguir, projeção.
Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas fi-
re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater, rea-
tar. losóficas, sistemas políticos: - ismo: budismo, kantismo,
retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso, comunismo.
retroagir, retrógrado.
so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima, Sufixos Formadores de Adjetivos
inferioridade: soterrar, sobpor, subestimar.
super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: su- - de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado;
percílio, supérfluo. -áceo(a) - herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al – anual;
soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, -ar – escolar; -ário - diário, ordinário; -ático – problemá-
soto-pôr. tico; -az – mordaz; -engo – mulherengo; -ento – cruento;
trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movi-
-eo – róseo; -esco – pitoresco; -este – agreste; -estre –
mento através: transatlântico, tresnoitar, tradição.
ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar, ul- terrestre; -enho – ferrenho; -eno – terreno; -ício – ali-
trarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta. mentício; -ico – geométrico; -il – febril; -ino – cristalino;
vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vi- -ivo – lucrativo; -onho – tristonho; -oso – bondoso; -udo
ce-almirante. – barrigudo.
- de verbos:
Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos) -(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante,
que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua doente, seguinte.
principal característica é a mudança de classe gramatical -(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação
que geralmente opera. Dessa forma, podemos utilizar o – louvável, perecível, punível.
significado de um verbo num contexto em que se deve -io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio, afir-
usar um substantivo, por exemplo. Como o sufixo é coloca-
mativo, pensativo.
do depois do radical, a ele são incorporadas as desinências
que indicam as flexões das palavras variáveis. Existem dois -(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou sofrer uma
grupos de sufixos formadores de substantivos extrema- ação, referência – movediço, quebradiço, factício.
mente importantes para o funcionamento da língua. São -(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro, prepa-
os que formam nomes de ação e os que formam nomes ratório.
de agente.
Sufixos Adverbiais: Na Língua Portuguesa, existe ape-
Sufixos que formam nomes de ação: -ada – caminha- nas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”, derivado
da; -ança – mudança; -ância – abundância; -ção – emoção; do substantivo feminino latino mens, mentis que pode sig-
-dão – solidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza; nificar “a mente, o espírito, o intento”.Este sufixo juntou-se
-ismo – civismo; -mento – casamento; -são – compreen-
a adjetivos, na forma feminina, para indicar circunstâncias,
são; -tude – amplitude; -ura – formatura.
especialmente a de modo. Exemplos: altiva-mente, bra-
Sufixos que formam nomes de agente: -ário(a) – se- va-mente, bondosa-mente, nervosa-mente, fraca-mente,
cretário; -eiro(a) – ferreiro; -ista – manobrista; -or – luta- pia-mente. Já os advérbios que se derivam de adjetivos ter-
dor; -nte – feirante. minados em –ês (burgues-mente, portugues-mente, etc.)
não seguem esta regra, pois esses adjetivos eram outrora
Sufixos que formam nomes de lugar, depositório: uniformes. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês.
-aria – churrascaria; -ário – herbanário; -eiro – açucareiro;
-or – corredor; -tério – cemitério; -tório – dormitório. Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via de
regra, ao radical de substantivos e adjetivos para formar
Sufixos que formam nomes indicadores de abun- novos verbos. Em geral, os verbos novos da língua formam-
dância, aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – pa-
se pelo acréscimo da terminação-ar. Exemplos: esqui-ar;
pelada; -agem – folhagem; -al – capinzal; -ame – gentame;
-ario(a) - casario, infantaria; -edo – arvoredo; -eria – cor- radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)
reria; -io – mulherio; -ume – negrume. portugues-ar.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1


ação. b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6
-ar: cruzar, analisar, limpar c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6
-ear: guerrear, golear d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6
-entar: afugentar, amamentar e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6
-ficar: dignificar, liquidificar
-izar: finalizar, organizar 06. Indique a palavra que foge ao processo de forma-
ção de chapechape:
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação re- a) zunzum
petida. b) reco-reco
Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer c) toque-toque
ou causar. d) tlim-tlim
Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pou- e) vivido
co intensa.
07. Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de
Exercícios derivação imprópria?
a) Às sete horas da manhã começou o trabalho princi-
01. Assinale a opção em que todas as palavras se for- pal: a votação.
mam pelo mesmo processo: b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto
a) ajoelhar / antebraço / assinatura secreto... Bobagens, bobagens!
b) atraso / embarque / pesca c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições con-
c) o jota / o sim / o tropeço tinuariam sendo uma farsa!
d) entrega / estupidez / sobreviver d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se en-
e) antepor / exportação / sanguessuga tenderam.
e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de
02. A palavra “aguardente” formou-se por: raiva.
a) hibridismo
b) aglutinação 08. Assinale a série de palavras em que todas são for-
c) justaposição madas por parassíntese:
d) parassíntese a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer
e) derivação regressiva b) solução, passional, corrupção, visionário
c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente
03. Que item contém somente palavras formadas por d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide
justaposição? e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo
a) desagradável – complemente 09. As palavras couve-flor, planalto e aguardente são
b) vaga-lume - pé-de-cabra formadas por:
c) encruzilhada – estremeceu a) derivação
d) supersticiosa – valiosas b) onomatopeia
e) desatarraxou – estremeceu c) hibridismo
d) composição
04. “Sarampo” é: e) prefixação
a) forma primitiva
b) formado por derivação parassintética 10. Assinale a alternativa em que uma das palavras não
c) formado por derivação regressiva é formada por prefixação:
d) formado por derivação imprópria a) readquirir, predestinado, propor
e) formado por onomatopéia b) irregular, amoral, demover
c) remeter, conter, antegozar
05. Numere as palavras da primeira coluna conforme d) irrestrito, antípoda, prever
os processos de formação numerados à direita. Em segui- e) dever, deter, antever
da, marque a alternativa que corresponde à sequência nu-
mérica encontrada: Respostas: 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A
( ) aguardente     1) justaposição / 9-D / 10-E /
( ) casamento     2) aglutinação
( ) portuário         3) parassíntese
( ) pontapé         4) derivação sufixal
( ) os contras     5) derivação imprópria
( ) submarino     6) derivação prefixal
( ) hipótese

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LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão dos adjetivos


FUNÇÕES DAS CLASSES DE PALAVRAS.
O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Gênero dos Adjetivos


Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou carac-
terística do ser e se relaciona com o substantivo. Os adjetivos concordam com o substantivo a que se refe-
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, perce- rem (masculino e feminino). De forma semelhante aos substan-
bemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser tivos, classificam-se em:
colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso, moça
bondosa, pessoa bondosa. Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino
Já com a palavra bondade, embora expresse uma quali- e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, mau e má,
dade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem judeu e judia.
bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto, Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no femini-
não é adjetivo, mas substantivo. no somente o último elemento. Por exemplo: o moço norte-a-
mericano, a moça norte-americana.
Morfossintaxe do Adjetivo: Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função den- Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino
tro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do ob- Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no fe-
jeto). minino. Por exemplo: conflito político-social e desavença políti-
co-social.
Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
Número dos Adjetivos
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Obser-
ve alguns deles:
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Estados e cidades brasileiros:
Alagoas alagoano as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Amapá amapaense simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins
Aracaju aracajuano ou aracajuense boa e boas
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Brasília brasiliense de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
Cabo Frio cabo-friense qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Campinas campineiro ou campinense ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é ori-
ginalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando um
Adjetivo Pátrio Composto elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro ele- Veja outros exemplos:
mento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. Motos vinho (mas: motos verdes)
Observe alguns exemplos: Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
África afro- / Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas Adjetivo Composto
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmen-
China sino- / Acordos sino-japoneses te, esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último ele-
Espanha hispano- / Mercado hispano-português mento concorda com o substantivo a que se refere; os demais
Europa euro- / Negociações euro-americanas ficam na forma masculina, singular. Caso um dos elementos
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas que formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetiva-
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
do, todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto intei-
ro ficará invariável. Por exemplo:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Camisas rosa-claro. Superlativo


Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros. O superlativo expressa qualidades num grau muito eleva-
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. do ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser absoluto
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre inva-
nas formas:
riáveis.
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O se-
os dois elementos flexionados. cretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Grau do Adjetivo sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensi- benéfico beneficentíssimo
dade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: o bom boníssimo ou ótimo
comparativo e o superlativo. comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
Comparativo difícil dificílimo
doce dulcíssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída fácil facílimo
fiel fidelíssimo
a dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas

ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, de su- Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um
perioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos abaixo: ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade relação pode ser:
No comparativo de igualdade, o segundo termo da com- De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
paração é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão. De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.

Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Superiori- Note bem:
dade Analítico 1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., ante-
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma postos ao adjetivo.
é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais... 2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de ori-
gem vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Superio- adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por
ridade Sintético exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A forma popular é
constituída do radical do adjetivo português + o sufixo -íssi-
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superio- mo: pobríssimo, agilíssimo.
ridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: bom / 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssi-
melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, grande/maior, mo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as for-
baixo/inferior. mas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradá-
Observe que: vel hiato i-í.
a) As formas menor e pior são comparativos de superiori-
dade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectiva- O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes
mente. na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo,
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximida-
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas de, contiguidade. Essa proximidade faz referência ao processo
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar verbal, no sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as cir-
as formas analíticas mais bom, mais mau,mais grande e mais cunstâncias em que esse processo se desenvolve.
pequeno. Por exemplo: O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele- de caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele
mentos. não é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois tam-
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas bém modifica o adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns
qualidades de um mesmo elemento. exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, você
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Inferio- está até bem informado.
ridade Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo
Sou menos passivo (do) que tolerante. alheio, representando uma qualidade, característica.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O artista canta muito mal. Locução adverbial


Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica
outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pu- É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
demos verificar que se tratava de somente uma palavra funcio- Exemplo:
nando como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
por mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
ocupar tal função. Temos aí o que chamamos de locução ad-
verbial, representada por algumas expressões, tais como: às Há locuções adverbiais que possuem advérbios cor-
vezes, sem dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras. respondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu
Dependendo das circunstâncias expressas pelos advérbios, apressadamente.
eles se classificam em distintas categorias, uma vez expressas
por: Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, são flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis.
às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos
desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a fren- advérbios é a de grau:
te, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe -
terminam em -”mente”: calmamente, tristemente, propositada- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - in-
mente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalo- constitucionalissimamente, etc.;
samente, bondosamente, generosamente Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto - perti-
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em ex- nho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
cesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
muito, por completo. indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
gênero e o número dos substantivos.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, ama-
nhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante, Classificação dos Artigos
nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, breve, Artigos Definidos: determinam os substantivos de manei-
constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, ra precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de ma-
manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, neira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei um
a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje animal.
em dia
Combinação dos Artigos
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aon- É muito presente a combinação dos artigos definidos e in-
de, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, definidos com preposições. Veja a forma assumida por essas
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, combinações:
à distancia de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
ao lado, em volta Preposições Artigos
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de o, os
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a ao, aos
de do, dos
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavelmen- em no, nos
te, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe por (per) pelo, pelos
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efeti- a, as um, uns uma, umas
vamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubitavel- à, às - -
mente (=sem dúvida). da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somen- pela, pelas - -
te, simplesmente, só, unicamente - As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também por crase.

de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente Constatemos as circunstâncias em que os artigos se


manifestam:
de designação: Eis
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quando? - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do nu-
(tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade), para meral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar das
quê? (finalidade) olimpíadas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do A existência é uma poesia.


artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bah- Uma existência é a poesia.
ia...
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode in- dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
dicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem. A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as ami-
guinhas.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a
ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do
artigo: O Pedro é o xodó da família. Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no amiguinhas
plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, os Incas,
Os Astecas... Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mos-
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o arti- trou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
go), o pronome assume a noção de qualquer. A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
(qualquer classe)
Observe: Gosto de natação e de futebol.
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facul-
tativo: Nessa frase as expressões de natação, de futebol são par-
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. tes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está
ligando termos de uma mesma oração.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia
de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter é uns Morfossintaxe da Conjunção
vinte anos.
- O artigo também é usado para substantivar palavras As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de propriamente uma função sintática: são conectivos.
tudo isso. Classificação
- Conjunções Coordenativas
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo - Conjunções Subordinativas
cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Conjunções coordenativas
Este é o autor cuja obra conheço.

- Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no senti- Dividem-se em:
do de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme), a menos - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gosto
que venham especificadas. de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas tam-
Eles estavam em casa. bém, não só...como também.
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata- todavia, no entanto, entretanto.
mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa ex-
celência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O Es- Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
tado de S. Paulo. quer, já...já.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações.
Morfossintaxe Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (de-
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas re- pois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
lações com o substantivo. Assim, nas orações da língua por- - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
tuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal do melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
substantivo a que se refere. Tal função independe da função Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
exercida pelo substantivo: do verbo), porquanto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Conjunções subordinativas a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa


ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
- CAUSAIS b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
uma vez que, como (= porque). vêm marcadas por vírgula.
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração
- COMPARATIVAS Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será ex-
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão... plicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo impera-
como, mais...do que, menos...do que.
tivo)
Ela fala mais que um papagaio.
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cida-
- CONCESSIVAS de porque não havia cemitério no local.”
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mes- a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
mo que, apesar de, se bem que. (parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo verbo
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é colocá-la
fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. no início do período, introduzida pela conjunção como - o que
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de es- não ocorre com a CS Explicativa.
tar cansada) Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os
Apesar de ter chovido fui ao cinema. mortos em outra cidade.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente de-
- CONFORMATIVAS pendentes uma da outra.
Principais conjunções conformativas: como, segundo, con-
forme, consoante Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
Cada um colhe conforme semeia. sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o in-
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformi- terlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
dade. para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
- CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência. No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia ter dito:
“tão”, “tamanho”). - Estou com muita raiva de você! Mas usou simplesmente uma
Falou tanto que ficou rouco. palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- FINAIS lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os dis-
Expressam ideia de finalidade, objetivo. tribui em posições adequadas a cada um deles. As interjeições,
Todos trabalham para que possam sobreviver. por outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque uma ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de pala-
(=para que), vras - locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos
de uma sentença. Veja os exemplos:
- PROPORCIONAIS Bravo! Bis!
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi muito
mais, ao passo que, à proporção que. bom! Repitam!”
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = sentença
(sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”
- TEMPORAIS
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
que. um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
Quando eu sair, vou passar na locadora. momento ou um contexto específico. Exemplos:
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
Diferença entre orações causais e explicativas ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos depa-
ramos com a dúvida de como distinguir uma oração causal de O significado das interjeições está vinculado à maneira
uma explicativa. Veja os exemplos: como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto
atropelado”: de enunciação. Exemplos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te chaman- - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
do! Ei, espere!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão Deus!
em um hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por fa- - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
vor, faça silêncio!” - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! não sofrem variação em gênero, número e grau como os no-
puxa: interjeição; tom da fala: decepção mes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz
como os verbos. No entanto, em uso específico, algumas in-
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: terjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tris- caso, que não se trata de um processo natural dessa classe
teza, dor, etc. de palavra, mas tão só uma variação que a linguagem afetiva
Você faz o que no Brasil? permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante. Locução Interjetiva
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma ex-
2) Sintetizar uma frase apelativa pressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora bolas!
Cuidado! Saia da minha frente. Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa!
Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! Alto lá!
As interjeições podem ser formadas por: Muito bem!
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
- palavras: Oba!, Olá!, Claro! Observações:
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora - As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
bolas! exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! = Peço-lhe
que me desculpe.
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes da
entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que - Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo: tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramati-
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrarieda- cais podem aparecer como interjeições.
de) Viva! Basta! (Verbos)
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria) Fora! Francamente! (Advérbios)

Classificação das Interjeições - A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”


porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.: Socorro!,
Comumente, as interjeições expressam sentido de: Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Aten-
ção!, Olha!, Alerta! - Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô! que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bumba! Zás!
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah! - Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza,
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fa-
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa! zemos depois do “ó” vocativo.
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá! - Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de
- Desculpa: Perdão! palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho! Obriga-
Eh! dinho!
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
Ora! Interjeições, leitura e produção de textos
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Usadas com muita frequência na língua falada informal,
Putz! quando empregadas na língua escrita, as interjeições costu-
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, mam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade.
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais

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LÍNGUA PORTUGUESA

do falante - como a escassez de vocabulário, o temperamen- Flexão dos numerais


to agressivo ou dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos
textos narrativos - particularmente nos diálogos - que comu- Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
mente se faz uso das interjeições com o objetivo de caracte- dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas
rizar personagens e, também, graças à sua natureza sintética, em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
agilizar as falas. Natureza sintética e conteúdo mais emocional Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: mi-
do que racional fazem das interjeições presença constante nos lhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
textos publicitários.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ primeiro segundo milésimo
morf89.php primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
Numeral é a palavra que indica os seres em termos numé- primeiras segundas milésimas
ricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em
determinada sequência. Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e conse-
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. guiram o triplo de produção.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais fle-
Eu quero café duplo, e você? xionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas
...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] do medicamento.
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e núme-
...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência ro. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
de “fila”] partes

Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dú-
números indicam em relação aos seres. Assim, quando a ex- zia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
pressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
numerais, mas sim de algarismos. numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a É o que ocorre em frases como:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras “Me empresta duzentinho...”
consideradas numerais porque denotam quantidade, propor- É artigo de primeiríssima qualidade!
ção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segun-
ambos(as), novena. da divisão de futebol)

Classificação dos Numerais Emprego dos Numerais

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes
um, dois, cem mil, etc. em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois
dada: primeiro, segundo, centésimo, etc. do substantivo:
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divi-
são dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. Ordinais Cardinais
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
Leitura dos Numerais
Separando os números em centenas, de trás para frente, *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no até nono e o cardinal de dez em diante:
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e
vinte e seis. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são lar-
gamente empregados para retomar pares de seres aos quais
já se fez referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importân-
cia da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente há
uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura da língua, pois
estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra, de,
desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante, exceto,
fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas: abaixo
de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, graças a, junto
a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela.
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da preposição, mas das palavras às quais ela se une.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Esse processo de junção de uma preposição com outra pa- Dicas sobre preposição
lavra pode se dar a partir de dois processos:
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pes-
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. soal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a” seja um
preposição a + artigos definidos o, os artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá para deter-
a + o = ao miná-lo como um substantivo singular e feminino.
preposição a + advérbio onde A dona da casa não quis nos atender.
a + onde = aonde Como posso fazer a Joana concordar comigo?
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois ter-
Preposição + Artigos mos e estabelece relação de subordinação entre eles.
De + o(s) = do(s) Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
De + a(s) = da(s) Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
De + um = dum
um tratamento adequado.
De + uns = duns
De + uma = duma
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar
De + umas = dumas
e/ou a função de um substantivo.
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s) Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como
Em + um = num parte da família
Em + uma = numa Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
Em + uns = nuns Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
Em + umas = numas
A + à(s) = à(s) 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio
Por + o = pelo(s) das preposições:
Por + a = pela(s) Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos.
Preposição + Pronomes Lugar = Vou ficar em casa;
De + ele(s) = dele(s) Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
De + ela(s) = dela(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + este(s) = deste(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + esta(s) = desta(s) Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o trata-
De + esse(s) = desse(s) mento.
De + essa(s) = dessa(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + aquele(s) = daquele(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + aquela(s) = daquela(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + isto = disto Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + isso = disso Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + aquilo = daquilo Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + aqui = daqui Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + aí = daí Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + ali = dali Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + outro = doutro(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + outra = doutra(s)
Em + este(s) = neste(s) Fonte:
Em + esta(s) = nesta(s) http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
Em + aquela(s) = naquela(s) tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
Em + isto = nisto denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos,
Em + isso = nisso os substantivos também nomeiam:
Em + aquilo = naquilo
A + aquele(s) = àquele(s) -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
A + aquela(s) = àquela(s) -sentimentos: raiva, amor...
A + aquilo = àquilo -estados: alegria, tristeza...
-qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...

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LÍNGUA PORTUGUESA

Morfossintaxe do substantivo Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser ob-
servada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifes-
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua tar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto di- Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
reto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraí-
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como dos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), rapidez
núcleo do predicativo do sujeito, do objeto ou como núcleo (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).
do vocativo. Também encontramos substantivos como nú-
cleos de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quan- 3 - Substantivos Coletivos
do essas funções são desempenhadas por grupos de palavras.
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
Classificação dos Substantivos abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
1- Substantivos Comuns e Próprios Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com
muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessá-
toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade rio repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra
(em oposição aos bairros). abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma es-
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. pécie (abelhas).
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, homem, O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona. Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espé- espécie.
cie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Substantivo coletivo Conjunto de:
particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. assembleia pessoas reunidas
alcateia lobos
2 - Substantivos Concretos e Abstratos acervo livros
antologia trechos literários selecionados
LÂMPADA MALA arquipélago ilhas
banda músicos
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com exis- bando desordeiros ou malfeitores
tência própria, que são independentes de outros seres. São banca examinadores
substantivos concretos. batalhão soldados
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que cacho frutas
existe, independentemente de outros seres. cáfila camelos
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo cancioneiro canções, poesias líricas
real e do mundo imaginário. colmeia abelhas
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Bra- chusma gente, pessoas
sília, etc. concílio bispos
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, congresso parlamentares, cientistas.
etc. elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
Observe agora: enxoval roupas
Beleza exposta falange soldados, anjos
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. fauna animais de uma região
feixe lenha, capim
O substantivo beleza designa uma qualidade. flora vegetais de uma região
frota navios mercantes, ônibus
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que de- girândola fogos de artifício
pendem de outros para se manifestar ou existir. horda bandidos, invasores

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LÍNGUA PORTUGUESA

junta médicos, bois, credores, examinadores Flexão dos substantivos


júri jurados
legião soldados, anjos, demônios O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
leva presos, recrutas quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exem-
malta malfeitores ou desordeiros plo, pode sofrer variações para indicar:
manada búfalos, bois, elefantes, Plural: meninos Feminino: menina
matilha cães de raça Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho
molho chaves, verduras
multidão pessoas em geral Flexão de Gênero
ninhada pintos
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois
penca bananas, chaves
gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero masculi-
pinacoteca pinturas, quadros
no os substantivos que podem vir precedidos dos artigos o, os,
quadrilha ladrões, bandidos um, uns. Veja estes títulos de filmes:
ramalhete flores O velho e o mar
rebanho ovelhas Um Natal inesquecível
récua bestas de carga, cavalgadura Os reis da praia
repertório peças teatrais, obras musicais
réstia alhos ou cebolas Pertencem ao gênero feminino os substantivos que po-
romanceiro poesias narrativas dem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
revoada pássaros A história sem fim
sínodo párocos Uma cidade sem passado
talha lenha As tartarugas ninjas
tropa muares, soldados Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
turma estudantes, trabalhadores
vara porcos Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar nomes
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relaciona-
Formação dos Substantivos do ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para
o masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata,
homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
radical. É um substantivo simples. feminino. Classificam-se em:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a cobra
Substantivo Simples: é aquele formado por um único ele- macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.
mento. - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas:
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja ago- a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
ra: O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos o indivíduo.
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto. - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas
por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a doente, o
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou artista e a artista.
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados em
Substantivos Primitivos e Derivados ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o
Meu limão meu limoeiro, sintoma, o teorema.
meu pé de jacarandá... - Existem certos substantivos que, variando de gênero, va-
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de riam em seu significado: o rádio (aparelho receptor) e a rádio
(estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital (cidade)
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhu-
ma outra palavra da própria língua portuguesa. O substantivo - Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno - alu-
limoeiro é derivado, pois se originou a partir da palavra limão. na.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra masculino: freguês - freguesa
palavra. - Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de
três formas:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo: o
-troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem - uma
jovem; artista famoso - artista famosa; repórter francês - repór-
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sul- ter francesa
tana
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
- Substantivos terminados em -or: gêneros.
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada prefe-
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz rência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens os per-
sonagens dos contos de carochinha.
- Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: cônsul - b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: O
consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque - duque- problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam a
sa / conde - condessa / profeta - profetisa personagem.
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo foto-
- Substantivos que formam o feminino trocando o -e final gráfico Ana Belmonte.
por -a: elefante - elefanta Observe o gênero dos substantivos seguintes:

- Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó (pena),
no feminino: bode – cabra / boi - vaca o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o maracajá, o
clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o procla-
- Substantivos que formam o feminino de maneira espe- ma, o pernoite, o púbis.
cial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores: czar
– czarina réu - ré Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a ca-
taplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido, a cal,
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Epicenos:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. - São geralmente masculinos os substantivos de origem
grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilograma, o
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso
plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o telefonema, o
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o eczema, o edema,
para indicar o masculino e o feminino.
o magma, o estigma, o axioma, o tracoma, o hematoma.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessida-
de de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro. Gênero dos Nomes de Cidades:
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Sobrecomuns: Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
Entregue as crianças à natureza.
A histórica Ouro Preto.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculi- A dinâmica São Paulo.
no, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo A acolhedora Porto Alegre.
nem um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos se- Uma Londres imensa e triste.
res a que se refere a palavra. Veja: Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria. Gênero e Significação:

Outros substantivos sobrecomuns: Muitos substantivos têm uma significação no masculino e


a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que à frente
criatura. da tropa, indica os movimentos que se deve realizar em con-
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de Mar- junto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando
cela faleceu um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite
ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do
Comuns de Dois Gêneros: corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a cisma (ato de
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), a cinza (resíduos
de combustão), o capital (dinheiro), a capital (cidade), o coma
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? (perda dos sentidos), a coma (cabeleira), o coral (pólipo, a cor
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez vermelha, canto em coro), a coral (cobra venenosa), o crisma
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. (óleo sagrado, usado na administração da crisma e de outros

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LÍNGUA PORTUGUESA

sacramentos), a crisma (sacramento da confirmação), o cura Plural dos Substantivos Compostos


(pároco), a cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente),
a estepe (vasta planície de vegetação), o guia (pessoa que guia -A formação do plural dos substantivos compostos de-
outras), a guia (documento, pena grande das asas das aves), o pende da forma como são grafados, do tipo de palavras que
grama (unidade de peso), a grama (relva), o caixa (funcioná- formam o composto e da relação que estabelecem entre si.
rio da caixa), a caixa (recipiente, setor de pagamentos), o lente Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se como os
(professor), a lente (vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral substantivos simples: aguardente/aguardentes, girassol/gi-
(honestidade, bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce rassóis, pontapé/pontapés, malmequer/malmequeres.
o Sol), a nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como loco- O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
motiva a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discus-
pala (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, ante- sões. Algumas orientações são dadas a seguir:
paro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora), o
voga (remador), a voga (moda, popularidade). - Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
Flexão de Número do Substantivo substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
Em português, há dois números gramaticais: o singular, numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que indica
mais de um ser ou grupo de seres. A característica do plural - Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
é o “s” final. formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
Plural dos Substantivos Simples palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
-falantes
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – ímãs;
hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon - cânones. - Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formados de:
- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
“ns”: homem - homens.
colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
vapor e cavalos-vapor
pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
substantivo + substantivo que funciona como determinan-
Atenção: O plural de caráter é caracteres. te do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
anterior:
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se palavra-chave - palavras-chave, bomba-relógio - bom-
no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; caracol – bas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba, homem-rã - ho-
caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul e cônsules. mens-rã, peixe- -espada - peixes-espada.

- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de - Permanecem invariáveis, quando formados de:
duas maneiras: verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-ro-
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. lhas
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas ma- - Casos Especiais
neiras: répteis ou reptis (pouco usada). o louva-a-deus e os louva-a-deus
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas o bem-te-vi e os bem-te-vis
maneiras: o bem-me-quer e os bem-me-queres
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acrésci- o joão-ninguém e os joões-ninguém.
mo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: Plural das Palavras Substantivadas
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras clas-
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de ses gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plu-
três maneiras. ral, as flexões próprias dos substantivos.
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações Pese bem os prós e os contras.
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães O aluno errou na prova dos noves.
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.

- Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z”
látex - os látex. não variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos seis
e alguns dez.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Diminutivos Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
acrescenta-se o sufixo diminutivo. molho (ó) = feixe (molho de lenha).
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
animai(s) + zinhos = animaizinhos Particularidades sobre o Número dos Substantivos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos - Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o norte,
farói(s) + zinhos = faroizinhos o leste, o oeste, a fé, etc.
tren(s) + zinhos = trenzinhos - Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames, as
colhere(s) + zinhas = colherezinhas espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
flore(s) + zinhas = florezinhas - Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do sin-
mão(s) + zinhas = mãozinhas
gular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade, bom
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
nome) e honras (homenagem, títulos).
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
funi(s) + zinhos = funizinhos
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos sentido de plural:
pai(s) + zinhos = paizinhos Aqui morreu muito negro.
pé(s) + zinhos = pezinhos Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas im-
pé(s) + zitos = pezitos provisadas.

Plural dos Nomes Próprios Personativos Flexão de Grau do Substantivo

Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
que a terminação preste-se à flexão. variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
Os Napoleões também são derrotados. - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
As Raquéis e Esteres. normal. Por exemplo: casa

Plural dos Substantivos Estrangeiros - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do


ser. Classifica-se em:
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exceto que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os jazz. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador
de aumento. Por exemplo: casarão.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo
com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os jipes, os - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do
esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os ré- ser. Pode ser:
quiens. Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
Observe o exemplo: indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Este jogador faz gols toda vez que joga.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
de diminuição. Por exemplo: casinha.
Plural com Mudança de Timbre

Certos substantivos formam o plural com mudança de tim-


bre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético FLEXÃO NOMINAL E VERBAL.
chamado metafonia (plural metafônico).

Singular Plural Flexão Nominal


corpo (ô) corpos (ó)
esforço esforços Flexão de número: Os nomes (substantivo, adjetivo
fogo fogos etc.), de modo geral, admitem a flexão de número: singular
forno fornos e plural: animal – animais.
fosso fossos - Na maioria das vezes, acrescenta-se S: ponte –
imposto impostos pontes; bonito – bonitos.
olho olhos
- Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES:
osso (ô) ossos (ó)
éter – éteres; avestruz – avestruzes. O pronome qualquer
ovo ovos
poço poços faz o plural no meio: quaisquer
porto portos - Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se
posto postos ES: ananás – ananases. As paroxítonas e as proparoxítonas
tijolo tijolos são invariáveis: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Palavras terminadas em IL: Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos.
átono: trocam IL por EIS: fóssil – fósseis. É uma situação polêmica: mangas-espada (preferível) ou
tônico: trocam L por S: funil – funis. mangas-espadas. Quando dizemos (e isso vai ocorrer ou-
tras vezes) que é uma situação polêmica, discutível, con-
- Palavras terminadas em EL: vém ter em mente que a questão do concurso deve ser
átono: plural em EIS: nível – níveis. resolvida por eliminação, ou seja, analisando bem as outras
tônico: plural em ÉIS: carretel – carretéis. opções.

- Palavras terminadas em X são invariáveis: o clímax - Apenas o último elemento varia. Quando os ele-
− os clímax. mentos são adjetivos: hispano-americano − hispano-ame-
ricanos. A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjeti-
- Há palavras cuja sílaba tônica avança: júnior − junio- vos se flexionam: surdos-mudos. Nos compostos em que
res; caráter – caracteres. A palavra aparecem os adjetivos grão, grã e bel: grão-duque − grão-
Caracteres é plural tanto de caractere quanto de cará- duques; grã-cruz − grã-cruzes; bel-prazer − bel-prazeres.
Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
ter.
elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais
substantivo ou adjetivo: arranha-céu − arranha-céus; sem-
- Palavras terminadas em ão fazem o plural em ãos, pre-viva − sempre-vivas; super-homem − super-homens.
ães e ões. Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos
Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões. (representam sons): reco-reco − reco-recos; pingue-pon-
Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. gue − pingue-pongues; bem-te-vi − bem-te-vis.
Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o plu- Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver algu-
ral em ãos. ma alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. Se
Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, ale- forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois no
mães. plural: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas
Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos,
anões/anãos. - Nenhum elemento varia. Quando há verbo mais
Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/guar- palavra invariável: O cola-tudo – os cola-tudo. Quando há
diães, cirugiões/cirurgiães. dois verbos de sentido oposto: o perde-ganha – os perde-
Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermi- ganha. Nas frases substantivas (frases que se transformam
tões/ermitãos/ermitães em substantivos): O maria-vai-com-as-outras − os maria-
vai-com-as-outras.
- Plural dos diminutivos com a letra z. Coloca-se a
- São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se zinhos (ou zi-
sem-teto e sem-terra: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
nhas): coraçãozinho – corações – coraçõe – coraçõezinhos. Admitem mais de um plural: pai-nosso − pais-nossos ou
pai-nossos; padre-nosso − padres-nossos ou padre-nos-
- Plural com metafonia (ô - ó). Algumas palavras, sos; terra-nova − terras-novas ou terra-novas; salvo-con-
quando vão ao plural, abrem o timbre da vogal “o”, outras duto − salvos-condutos ou salvo-condutos; xeque-mate
não. Com metafonia singular (ô) plural (ó): coro-coros; cor- − xeques-mates ou xeques-mate; fruta-pão − frutas-pães
vo-corvos; destroço-destroços. Sem metafonia singular (ô) ou frutas-pão; guarda-marinha − guardas-marinhas ou
plural (ô): adorno-adornos; bolso-bolsos; transtorno-trans- guardas-marinha. Casos especiais: palavras que não se en-
tornos. caixam nas regras: o bem-me-quer − os bem-me-queres;
o joão-ninguém − os joões-ninguém; o lugar-tenente − os
- Casos especiais: aval, avales e avaiscal − cales e cais- lugar-tenentes; o mapa-múndi − os mapas-múndi.
cós − coses e cós – fel, feles e féis – mal e males – cônsul
e cônsules. Flexão de Gênero: Os substantivos e as palavras que
o acompanham na frase admitem a flexão de gênero: mas-
- Os dois elementos variam. Quando os compostos culino e feminino: Meu amigo diretor recebeu o primeiro
são formados por substantivo mais palavra variável (adjeti- salário. Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.
vo, substantivo, numeral, pronome): amor-perfeito − amo- A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.
res-perfeitos; couve-flor − couves-flores; segunda-feira −
- Com a troca de o ou e por a: lobo – loba; mestre –
segundas-feiras. mestra.
- Só o primeiro elemento varia. Quando há preposição - Por meio de diferentes sufixos nominais de gêne-
no composto, mesmo que oculta: pé-de-moleque − pés- ro, muitas vezes com alterações do radical: ateu – atéia;
de-moleque; cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor). bispo – episcopisa; conde – condessa; duque – duquesa;
Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim frade – freira; ilhéu – ilhoa; judeu – judia; marajá – marani;
ou semelhança): banana-maçã − bananas-maçã (seme- monje – monja; pigmeu – pigmeia; píton – pitonisa; sandeu
lhante a maçã); navio-escola − navios-escola (a finalidade – sandia; sultão – sultana.
é a escola).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, Flexão Verbal


ou seja, possuem uma única forma para masculino e femi-
nino. Podem ser: As flexões verbais são expressas por meio dos tempos,
Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo modo e pessoa da seguinte forma: O tempo indica o mo-
designar os dois sexos: a pessoa, o cônjuge, a testemunha. mento em que ocorre o processo verbal; O modo indica a
Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, po- atitude do falante (dúvida, certeza, impossibilidade, pedi-
dendo então ser masculinos ou femininos: o estudante − a do, imposição, etc.); A pessoa marca na forma do verbo a
estudante, o cientista − a cientista, o patriota − a patriota. pessoa gramatical do sujeito.
Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os Tempos: Há tempos do presente, do passado (pretéri-
animais: O jacaré, a cobra, o polvo to) e do futuro.

O feminino de elefante é elefanta , e não elefoa. Aliá Modo


é correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta.
Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado epi- Modo Indicativo: Indica uma certeza relativa do falan-
ceno. É algo discutível. te com referência ao que o verbo exprime; pode ocorrer no
Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas tempo presente, passado ou futuro:
costumam trocar: champanha aguardente, dó, alface, eclip-
se, calformicida, cataplasma, grama (peso), grafite, milhar
libido, plasma, soprano, musse, suéter, preá, telefonema. Presente: Processo simultâneo ao ato da fala, fato cor-
Existem substantivos que admitem os dois gêneros: riqueiro, habitual: Compro livros nesta livraria. Usa-se tam-
diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. bém o presente com o valor de passado, passado histórico
(nos contos, narrativas)
Flexão de Grau:
Tempos do Pretérito (passado): Exprimem processos
Grau do substantivo anteriores ao ato da fala. São eles:
- Normal ou Positivo: sem nenhuma alteração. - Pretérito Imperfeito: Exprime um processo habitual,
- Aumentativo: Sintético: chapelão. Analítico: cha- ou com duração no tempo: Naquela época eu cantava
péu grande, chapéu enorme etc. como um pássaro.
- Diminutivo: Sintético: chapeuzinho. Analítico: cha- - Pretérito Perfeito: Exprime uma ação acabada: Paulo
péu pequeno, chapéu reduzido etc. Um grau é sintético quebrou meu violão de estimação.
quando formado por sufixo; analítico, por meio de outras - Pretérito Mais-que-Perfeito: Exprime um processo
palavras. anterior a um processo acabado: Embora tivera deixado a
escola, ele nunca deixou de estudar.
Grau do adjetivo
- Normal ou Positivo: João é forte. Tempos do Futuro: Indicam processos que irão acon-
- Comparativo: de superioridade: João é mais forte tecer:
- Futuro do Presente: Exprime um processo que ainda
que André. (ou do que); de inferioridade: João é menos
não aconteceu: Farei essa viagem no fim do ano.
forte que André. (ou do que); de igualdade: João é tão
- Futuro do Pretérito: Exprime um processo posterior
forte quanto André. (ou como)
a um processo que já passou: Eu faria essa viagem se não
- Superlativo: Absoluto: sintético: João é fortíssimo;
tivesse comprado o carro.
analítico: João é muito forte (bastante forte, forte demais
etc.); Relativo: de superioridade: João é o mais forte da
Modo Subjuntivo: Expressa incerteza, possibilidade ou
turma; de inferioridade: João é o menos forte da turma.
dúvida em relação ao processo verbal e não está ligado
O grau superlativo absoluto corresponde a um aumen- com a noção de tempo. Há três tempos: presente, imperfei-
to do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, to e futuro. Quero que voltes para mim; Não pise na gra-
érrimo ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, ma; É possível que ele seja honesto; Espero que ele fique
bastante, demasiadamente, enorme etc. As palavras maior, contente; Duvido que ele seja o culpado; Procuro alguém
menor, melhor, e pior constituem sempre graus de superio- que seja meu companheiro para sempre; Ainda que ele
ridade: O carro é menor que o ônibus; menor (mais peque- queira, não lhe será concedida a vaga; Se eu fosse bailari-
no): comparativo de superioridade. Ele é o pior do grupo; na, estaria na Rússia; Quando eu tiver dinheiro, irei para as
pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade. praias do nordeste.
Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem
apresentar dúvidas. acre – acérrimo, amargo – amaríssimo; Modo Imperativo: Exprime atitude de ordem, pedido
amigo – amicíssimo; antigo – antiqüíssimo; cruel – crudelís- ou solicitação: Vai e não voltes mais.
simo; doce – dulcíssimo; fácil – facílimo; feroz – ferocíssimo;
fiel – fidelíssimo; geral – generalíssimo; humilde – humíli- Pessoa: A norma da língua portuguesa estabelece três
mo; magro – macérrimo; negro – nigérrimo; pobre – pau- pessoas: Singular: eu , tu , ele, ela. Plural: nós, vós, eles, elas.
pérrimo; sagrado – sacratíssimo; sério – seriíssimo; soberbo No português brasileiro é comum o uso do pronome de
– superbíssimo. tratamento você (s) em lugar do tu e vós.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exercícios 09. Assinale a alternativa em que a flexão do substanti-


vo composto está errada:
01. Assinale o par de vocábulos que formam o plural a) os pés-de-chumbo
como órfão e mata-burro, respectivamente: b) os corre-corre
a) cristão / guarda-roupa c) as públicas-formas
b) questão / abaixo-assinado d) os cavalos-vapor
c) alemão / beija-flor e) os vaivéns
d) tabelião / sexta-feira
10. Aponte a alternativa em que haja erro quanto à fle-
e) cidadão / salário-família
xão do nome composto:
a) vice-presidentes, amores-perfeitos, os bota-fora
02. Relativamente à concordância dos adjetivos com- b) tico-ticos, salários-família, obras-primas
postos indicativos de cor, uma, dentre as seguintes, está c) reco-recos, sextas-feiras, sempre-vivas
errada. Qual? d) pseudo-esferas, chefes-de-seção, pães-de-ló
a) saia amarelo-ouro e) pisca-piscas, cartões-postais, mulas-sem-cabeças
b) papel amarelo-ouro
c) caixa vermelho-sangue Respostas: 1-A / 2-D / 3-C / 4-D / 5-E / 6-E / 7-A / 8-A
d) caixa vermelha-sangue / 9-B / 10-E /
e) caixas vermelho-sangue

03. Indique a frase correta: PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE


a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. TRATAMENTO E COLOCAÇÃO.
b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas.
c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra.
d) Godofredo almoçou duas couves-flor.
e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a
ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o de
04. Flexão incorreta: alguma forma.
a) os cidadãos
b) os açúcares A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
c) os cônsules [substituição do nome]
d) os tóraxes A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
e) os fósseis
[referência ao nome]
Essa moça morava nos meus sonhos!
05. Mesma pronúncia de “bolos”:
[qualificação do nome]
a) tijolos
b) caroços
Grande parte dos pronomes não possuem significados fi-
c) olhos
d) fornos xos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
e) rostos um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
06. Não varia no plural: ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogati-
a) tique-taque vos e indefinidos, os demais pronomes têm por função princi-
b) guarda-comida pal apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
c) beija-flor indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtu-
d) para-lama de dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
e) cola-tudo específica para cada pessoa do discurso.

07. Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
a) Tecidos verde-olivas [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
b) Festas cívico-religiosas Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
c) Guardas noturnos luso-brasileiros [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
d) Ternos azul-marinho A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
e) Vários porta-estandartes [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se
fala]
08. Na sentença “Há frases que contêm mais beleza do
que verdade”, temos grau: Em termos morfológicos, os pronomes são palavras variá-
a) comparativo de superioridade veis em gênero (masculino ou feminino) e em número (sin-
b) superlativo absoluto sintético gular ou plural). Assim, espera-se que a referência através do
c) comparativo de igualdade pronome seja coerente em termos de gênero e número (fe-
d) superlativo relativo nômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo este se apresenta ausente no enunciado.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nossa Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma va-
escola neste ano. riante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância a função diversa que eles desempenham na oração: prono-
adequada] me reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o
[neste: pronome que determina “ano” = concordância ade- complemento da oração.
quada] Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com a
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordân- acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tô-
cia inadequada] nicos.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, de-
monstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. Pronome Oblíquo Átono
Pronomes Pessoais São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica fraca:
São aqueles que substituem os substantivos, indicando
Ele me deu um presente.
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve as-
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim confi-
sume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
gurado:
“você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de - 1ª pessoa do singular (eu): me
quem fala. - 2ª pessoa do singular (tu): te
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do - 1ª pessoa do plural (nós): nos
caso oblíquo. - 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Pronome Reto

Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença, Observações:


exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se apre-
Nós lhe ofertamos flores. senta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o pro-
nome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal a função de objeto indireto na oração.
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
o quadro dos pronomes retos é assim configurado: diretos como objetos indiretos.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como ob-
- 1ª pessoa do singular: eu jetos diretos.
- 2ª pessoa do singular: tu Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-
- 3ª pessoa do singular: ele, ela se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como
- 1ª pessoa do plural: nós mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo,
- 2ª pessoa do plural: vós no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso
- 3ª pessoa do plural: eles, elas dessas formas nos exemplos que seguem:
- Trouxeste o pacote?
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
- Sim, entreguei-to ainda há pouco.
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi ele
- Não contaram a novidade a vocês?
na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, co-
- Não, no-la contaram.
muns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados No português do Brasil, essas combinações não são usa-
os pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encon- das; até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito
trei-a na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. raro.

Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas espe-
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias for- ciais depois de certas terminações verbais. Quando o verbo
mas verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la
do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos boa viagem. ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal é suprimida.
(Nós) Por exemplo:
fiz + o = fi-lo
Pronome Oblíquo fazeis + o = fazei-lo
dizer + a = dizê-la
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na senten-
ça, exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assu-
indireto) ou complemento nominal. me as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) viram + o: viram-no

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LÍNGUA PORTUGUESA

repõe + os = repõe-nos O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:


retém + a: retém-na - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tem + as = tem-nas Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
Pronome Oblíquo Tônico
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos por Assim tu te prejudicas.
preposições, em geral as preposições a, para, de e com. Por Conhece a ti mesmo.
esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de objeto
indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte. - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim confi- Guilherme já se preparou.
gurado: Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
Lavamo-nos no rio.
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco - 2ª pessoa do plural (vós): vos.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas Vós vos beneficiastes com a esta conquista.

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.


Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico Eles se conheceram.
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais Elas deram a si um dia de folga.
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes A Segunda Pessoa Indireta
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
pronomes costumam ser usados desta forma: utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso interlo-
Não há mais nada entre mim e ti. cutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na tercei-
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. ra pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
Não há nenhuma acusação contra mim. que podem ser observados no quadro seguinte:
Não vá sem mim.

Atenção: Há construções em que a preposição, apesar de


surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir uma
oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo
pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, de-
verá ser do caso reto.
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.

- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes


originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, conosco
e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente
exercem a função de adjunto adverbial de companhia.
Ele carregava o documento consigo.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por
“com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são re-
forçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos,
ambos ou algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notí-
cias.
Ele disse que iria com nós três.

Pronome Reflexivo

São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem


como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da ora-
ção. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa
pelo verbo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) acerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no trata-
mento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português do Brasil;
em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem
litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação à
pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratarmos um
deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado supostamente tem para
poder ocupar o cargo que ocupa.

- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª pessoa.
Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do texto, a
pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não poderemos
usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

Pronomes Possessivos

São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

NÚMERO PESSOA PRONOME


singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)

Note que: A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com o ob-
jeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou in-


variáveis, observe:
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, seu José. Invariáveis: isto, isso, aquilo.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e pude-
Podem ter outros empregos, como: rem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.)
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 anos.
- mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas que o
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá procuraram ontem.
seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
- próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram o
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o problema.
pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência trouxe
sua mensagem? - semelhante(s): Não compre semelhante livro.

4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo - tal, tais: Tal era a solução para o problema.
concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e ano-
Note que:
tações. - Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em cons-
truções redundantes, com finalidade expressiva, para salientar
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblí- algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa é que dera
quos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe os em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar das belezas bra-
passos. (= Vou seguir seus passos.) sileiras, isso é que é sorte!

Pronomes Demonstrativos - O pronome demonstrativo neutro ou pode representar


um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explici- aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou apos-
to: O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
tar a posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao
contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no - Para evitar a repetição de um verbo anteriormente ex-
tempo ou discurso. presso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
No espaço: chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as ve-
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o car- zes de): Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
ro está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro - Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa men-
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa cionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
que fala. lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o car- aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele ca-
sado]
ro está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica:
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto A menina foi a tal que ameaçou o professor?
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita
de fala), são particularmente importantes o este e o esse - o pri- - Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
meiro localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, nis-
relação ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. so, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar in-
formações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universida- Pronomes Indefinidos
de destinatária).
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantida-
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que de indeterminada.
envia a mensagem). Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plan-
No tempo: tadas.
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refe-
re ao ano presente. Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa de
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma impre-
a um passado próximo. cisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano que
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
se referindo a um passado distante. não se quer revelar. Classificam-se em:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São pessoas quaisquer.
eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, ou-
trem, quem, tudo. Pronomes Relativos
Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é. São aqueles que representam nomes já mencionados
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade as orações subordinadas adjetivas.
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
Cada povo tem seus costumes. um grupo racial sobre outros.
Certas pessoas exercem várias profissões. (afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros
= oração subordinada adjetiva).
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema”
ora pronomes indefinidos adjetivos:
e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sis-
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
tema” é antecedente do pronome relativo que.
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
demonstrativo o, a, os, as.
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. Não sei o que você está querendo dizer.
Menos palavras e mais ações. Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem ex-
Alguns se contentam pouco. presso.
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- Quem casa, quer casa.
riáveis e invariáveis. Observe:
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, Observe:
tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais,
vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne- cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, Note que:
outras, quantas. - O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego,
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituí-
algo, cada. do por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antece-
dente for um substantivo.
São locuções pronominais indefinidas: O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as
(que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, quais)
uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado. - O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
Indefinidos Sistemáticos verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem
ter várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, per-
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
cebemos que existem alguns grupos que criam oposição
ou depois de determinadas preposições: Regressando de São
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sen-
Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado.
tido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido
negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmati- (O uso de “que”, neste caso, geraria ambiguidade.)
va, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa; Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvi-
alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e algo/nada, das? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
que se referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer,
que generaliza. - O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
Essas oposições de sentido são muito importantes na refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou de ser
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas poeta, que era a sua vocação natural.
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os - O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente,
pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
de que fazem parte: das quais.
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
prático. (antecedente) (consequente)

77
LÍNGUA PORTUGUESA

- “Quanto” é pronome relativo quando tem por anteceden- Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exer-
te um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: cem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
Emprestei tantos quantos foram necessários. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercen-
(antecedente) do função de complemento, e, consequentemente, é do caso
Ele fez tudo quanto havia falado. oblíquo.
(antecedente) Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, o
pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a se-
- O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre gunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
precedido de preposição. ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
É um professor a quem muito devemos.
(preposição) Importante: Em observação à segunda oração, o emprego
do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intran-
- “Onde”, como pronome relativo, sempre possui antece- sitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes,
dente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A casa depois ou entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso
onde morava foi assaltada. “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio.
- Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou Eu desejo lhe perguntar algo.
em que. Eu estou perguntando-lhe algo.
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
exterior. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, di-
- Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pala- ferentemente dos segundos que são sempre precedidos de
vras: preposição.
- como (= pelo qual): Não me parece correto o modo como - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
você agiu semana passada. estava fazendo.
- quando (= em que): Bons eram os tempos quando podía- - Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o
mos jogar videogame.
que eu estava fazendo.
- Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
A colocação pronominal é a posição que os pronomes
numa só frase.
pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao ver-
O futebol é um esporte.
bo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, te, se,
O povo gosta muito deste esporte.
o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na
- Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode oração em relação ao verbo:
ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de gente 1. próclise: pronome antes do verbo
que conversava, (que) ria, (que) fumava. 2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo
Pronomes Interrogativos
Próclise
São usados na formulação de perguntas, sejam elas dire-
tas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, refe- A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
rem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. - Palavras com sentido negativo:
São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e variações), Nada me faz querer sair dessa cama.
quanto (e variações). Não se trata de nenhuma novidade.
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas pre- - Advérbios:
feres. Nesta casa se fala alemão.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos Naquele dia me falaram que a professora não veio.
passageiros desembarcaram.
- Pronomes relativos:
Sobre os pronomes: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando - Pronomes indefinidos:
desempenha função de complemento. Vamos entender, pri- Quem me disse isso?
meiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. - Pronomes demonstrativos:
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia lhe Isso me deixa muito feliz!
ajudar. Aquilo me incentivou a mudar de atitude!

78
LÍNGUA PORTUGUESA

- Preposição seguida de gerúndio: Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, refe-


Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais rem- -se, respectivamente, a
indicado à pesquisa escolar. (A) dúvidas e preços.
(B) dúvidas e insumos básicos.
- Conjunção subordinativa: (C) companhias e insumos básicos.
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. (D) companhias e preços do carbono e da água.
(E) políticas de crescimento e preços adequados.
Ênclise
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- adap.).
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho grifado está
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A ên- corretamente substituído por um pronome em:
clise vai acontecer quando: A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-lhes
Amem-se uns aos outros. desalentado
Sigam-me e não terão derrotas. C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de
conhecê-lo?
- O verbo iniciar a oração: D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
Diga-lhe que está tudo bem. parecia ser-lhe
Chamaram-me para ser sócio. E) incomodaram o general... − incomodaram-no

- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da prepo- 03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). A
sição “a”: substituição do elemento grifado pelo pronome correspon-
Naquele instante os dois passaram a odiar-se. dente, com os necessários ajustes, foi realizada de modo IN-
Passaram a cumprimentar-se mutuamente. CORRETO em:
- O verbo estiver no gerúndio: A) mostrando o rio= mostrando-o.
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreocu-
B) como escolher sítio= como escolhê-lo.
pada.
C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes.
Despediu-se, beijando-me a face.
D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam = nada
lhes acrescentariam.
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas.
Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no mes-
mo instante.
04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a al-
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
ternativa em que o pronome destacado está posicionado de
Mesóclise acordo com a norma-padrão da língua.
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta.
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no (B) A menina tinha distanciado-se muito da família.
futuro do presente ou no futuro do pretérito: (C) A garota disse que perdeu-se dos pais.
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se (D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha.
realizará) (E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança.
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma pro-
posta a você) 05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alternativa
cujo emprego do pronome está em conformidade com a nor-
Questões sobre Pronome ma padrão da língua.
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos.
01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012). (B) Nos falaram que a diplomacia americana está abalada.
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não (C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks.
está claro até onde pode realmente chegar uma política basea- (D) Conformado, se rendeu às punições.
da em melhorar a eficiência sem preços adequados para o car- (E) Todos querem que combata-se a corrupção.
bono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade
que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água 06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale a al-
faça em si diferença, as companhias não podem suportar ter de ternativa correta quanto à colocação pronominal, de acordo
pagar, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, com a norma-padrão da língua portuguesa.
sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar pre- (A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que
ços-sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma eles sejam sempre trazidos junto ao corpo.
maneira de quantificar adequadamente os insumos básicos. E (B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situação
sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
será a segunda opção. (C) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado) restituir um objeto à pessoa que o perdeu.

79
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que RESOLUÇÃO


abrisse a bolsa que encontrara.
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma ten- 1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro,
dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos. não está claro até onde pode realmente chegar uma política
baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados para
07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013). o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ- É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbo-
tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______ pra- no e da água faça em si diferença, as companhias não po-
zo. dem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares
Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta e por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto,
respectivamente, considerando a norma culta da língua. elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém
A) a que … acaba … à B) com que … acabam … à encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada-
C) de que … acabam … a D) em que … acaba … a mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas
E) dos quais … acaba … à de crescimento verde sempre será a segunda opção.

08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP – 2013- 2-)


adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e respecti- A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los
vamente, as lacunas do trecho. B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os de-
______alguns anos, num programa de televisão, uma jovem salentado
fazia referência______ violência______ o brasileiro estava sujeito C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de
de forma cômica. conhecê-las ?
A) Fazem... a ... de que B) Faz ...a ... que D) ...não parecia ser um importante industrial... − não pa-
C) Fazem ...à ... com que D) Faz ...à ... que recia sê-lo
E) Faz ...à ... a que
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las
09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014)
4-)
As sereias então devoravam impiedosamente os tripulan-
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
tes.
(B) A menina tinha se distanciado muito da família.
... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a cabeça...
(C) A garota disse que se perdeu dos pais.
... e fez de tudo para convencer os tripulantes...
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança
Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos grifa-
5-)
dos acima foram corretamente substituídos por um pronome,
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos.
na ordem dada, em:
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está abalada.
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
(D) Conformado, rendeu-se às punições.
(B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
(E) Todos querem que se combata a corrupção.
(C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
(D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
(E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los 6-)
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação de
10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013- ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos es- (C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos
tabelecimentos felizmente comprovam os acontecimentos, e restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
testemunhas vão ajudar a polícia na investigação. – de acordo (D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que
com a norma-padrão, os pronomes que substituem, correta- abrisse a bolsa que encontrara.
mente, os termos em destaque são: (E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma ten-
A) os comprovam … ajudá-la. dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
B) os comprovam …ajudar-la. 7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram pro-
C) os comprovam … ajudar-lhe. dutos de que não necessitam e acabam tendo de pagar
D) lhes comprovam … ajudar-lhe. tudo a prazo.
E) lhes comprovam … ajudá-la.
8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma jo-
GABARITO vem fazia referência à violência a que o brasileiro estava
sujeito de forma cômica.
01. C 02. E 03. C 04. D 05. C Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular
06. A 07. C 08. E 09. A 10. A
9-)
devoravam - verbo terminado em “m” = pronome oblíquo
no/na (fizeram-na, colocaram-no)

80
LÍNGUA PORTUGUESA

impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto; “lhe” Observação:


é para objeto indireto - No caso da referida expressão aparecer repetida ou asso-
convencer - verbo transitivo direto = pede objeto direto; ciada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, neces-
“lhe” é para objeto indireto sariamente, deverá permanecer no plural:
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram na
campanha de doação de alimentos.
10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimen- Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
tos felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas de formatura.
vão ajudar a polícia na investigação.
felizmente os comprovam ... ajudá-la 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
(advérbio) que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um dos
que atuaram na Copa América.

CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL. 7) Em casos relativos à concordância com locuções prono-


minais, representadas por “algum de nós, qual de vós, quais de
vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos ater-
mos a duas questões básicas:
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos re- - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plu-
ferindo à relação de dependência estabelecida entre um termo ral, o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agen- concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o recebere-
tes principais desse processo são representados pelo sujeito, mos. / Alguns de nós o receberão.
que no caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual - Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
desempenha a função de subordinado. no singular, o verbo permanecerá, também, no singular: Al-
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- gum de nós o receberá.
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “nú-
mero e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo prono-
O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo apresenta-se na me “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singu-
terceira pessoa do singular, pois faz referência a um sujeito, as- lar ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:
sim também expresso (ele). Como poderíamos também dizer: Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / Fomos nós
os alunos chegaram atrasados. quem contamos toda a verdade para ela.

Casos referentes a sujeito simples 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela pa-
lavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que ante-
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o cede essa palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.

2) Nos casos referentes a sujeito representado por subs- 10) No caso de o sujeito aparecer representado por expres-
tantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do sin- sões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
gular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcenta-
Observação: gem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria.
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adno- / 50% do eleitorado apoiou a decisão.
minal no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá
ir para o plural: Observações:
- Caso o verbo apareça anteposto à expressão de porcen-
Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
tagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram a
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
decisão da diretoria 50% dos funcionários.
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no sin-
3) Quando o sujeito é representado por expressões par-
gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.
titivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de de-
metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto pode
terminantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os 50%
concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o
dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.
substantivo que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. A
maioria dos alunos resolveram ficar.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas Majestades
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
gostaram das homenagens. Vossa Majestade agradeceu o con-
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
vite.
mil candidatos se inscreveram no concurso.
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
5) Em casos em que o sujeito é representado pela expres-
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
são “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de um
candidato se inscreveu no concurso de piadas. que os determinam:

81
LÍNGUA PORTUGUESA

- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural mas-
ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo culino ou concorda com o substantivo mais próximo.
também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás Cubas - Ela tem pai e mãe louros.
é uma criação de Machado de Assis. - Ela tem pai e mãe loura.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência para o plural.
mundial. - O homem e o menino estavam perdidos.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos
é uma potência mundial. b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
Casos referentes a sujeito composto próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas gra-
maticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: con-
relacionado a dois pressupostos básicos:
corda com o mais próximo ou vai para o plural.
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as Estavam feridos o pai e os filhos.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. Estava ferido o pai e os filhos.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na
2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são primos. c) Um substantivo e mais de um adjetivo
- antecede todos os adjetivos com um artigo.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer ante- Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
posto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento. - coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo,
este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou per- d) Pronomes de tratamento
manecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus dois - sempre concordam com a 3ª pessoa.
filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. Vossa Santidade esteve no Brasil.

4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: - Concordam com o substantivo a que se referem.
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do As cartas estão anexas.
mundo. A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinôni- Obrigado, disse o rapaz.
mas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo po-
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
derá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, - Após essas expressões o substantivo fica sempre no sin-
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. gular e o adjetivo no plural.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de Renato advogou um e outro caso fáceis.
meu esforço. Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos de- g) É bom, é necessário, é proibido
mais termos da oração para que concordem em gênero e - Essas expressões não variam se o sujeito não vier prece-
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o dido de artigo ou outro determinante.
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Canja é bom. / A canja é boa.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
concordam em gênero e número com o substantivo. é proibida.
- A pequena criança é uma gracinha.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. h) Muito, pouco, caro
- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
Pouco arroz é suficiente para mim.
geral mostrada acima. Os sapatos estavam caros.
a) Um adjetivo após vários substantivos
- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural - Como advérbios: são invariáveis.
ou concorda com o substantivo mais próximo. Comi muito durante a viagem.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Comprei caro os sapatos.

82
LÍNGUA PORTUGUESA

i) Mesmo, bastante (D) As instituições fundamentais de um regime democrá-


- Como advérbios: invariáveis tico não pode estar subordinado às ordens indiscriminadas de
Preciso mesmo da sua ajuda. um único poder central.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. (E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados para
o momento eleitoral, que expõem as diferentes opiniões exis-
- Como pronomes: seguem a regra geral. tentes na sociedade.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. 02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de concor-
dância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas em:
j) Menos, alerta A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa leitu-
- Em todas as ocasiões são invariáveis. ra, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimoramento
Preciso de menos comida para perder peso. intelectual, estão na capacidade de criação do autor, mediante
Estamos alerta para com suas chamadas. palavras, sua matéria-prima.
B) Obras que se considera clássicas na literatura sempre
k) Tal Qual
delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o leitor ao
- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com
o consequente. ultrapassar os limites da época em que vivem seus autores,
As garotas são vaidosas tais qual a tia. gênios no domínio das palavras, sua matéria-prima.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, lhe
permitem criar todo um mundo de ficção, em que persona-
l) Possível gens se transformam em seres vivos a acompanhar os leitores,
- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “me- numa verdadeira interação com a realidade.
lhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expres- D) As possibilidades de comunicação entre autor e leitor
sões. somente se realiza plenamente caso haja afinidade de ideias
A mais possível das alternativas é a que você expôs. entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o crescimento
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. intelectual deste último e o prazer da leitura.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que constitui
da cidade. leitura obrigatória e se tornam referências por seu conteúdo
que ultrapassa os limites de tempo e de época.
m) Meio
- Como advérbio: invariável. 03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para res-
Estou meio (um pouco) insegura. ponder à questão.
_________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
- Como numeral: segue a regra geral. está claro até onde pode realmente chegar uma política basea-
Comi meia (metade) laranja pela manhã. da em melhorar a eficiência sem preços adequados para o car-
bono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade
n) Só que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água
- apenas, somente (advérbio): invariável. em si ___________diferença, as companhias não podem suportar
Só consegui comprar uma passagem. ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de
carbono, sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a
- sozinho (adjetivo): variável.
usar preços- -sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até
Estiveram sós durante horas.
agora uma maneira de quantificar adequadamente os insumos
básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde
Fonte:
sempre ___________ a segunda opção.
http://www.brasilescola.com/gramatica/concordancia-ver- (Carta Capital, 27.06.2012.
bal.htm Adaptado)
Questões sobre Concordância Nominal e Verbal
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as
lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectiva-
01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A concor-
mente, com:
dância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
(A) Restam… faça… será (B) Resta… faz… será
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
que determinam as escolhas dos governantes, para conferir (C) Restam… faz... serão (D) Restam… façam… serão
legitimidade a suas decisões. (E) Resta… fazem… será
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
ser embasados na percepção dos valores e princípios que re- 04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alternativa
gem a prática política. em que o trecho
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro – Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira
regime democrático, em que se respeita tanto as liberdades de quantificar adequadamente os insumos básicos.– está corre-
individuais quanto as coletivas. tamente reescrito, de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa.

83
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou até 08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
agora uma maneira adequada de se quantificar os insumos Observam-se corretamente as regras de concordância verbal
básicos. e nominal em:
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como en-
até agora uma maneira adequada de os insumos básicos ser tre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofisticadas às
quantificados. mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias de hoje.
(C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou até b) A importância de intelectuais como Edward Said e Tony
agora uma maneira adequada para que os insumos básicos se- Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões polêmicas
jam quantificado.
de seu tempo, não estão apenas nos livros que escreveram.
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
até agora uma maneira adequada para que os insumos bási- c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre ára-
cos seja quantificado. bes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto sofrimen-
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou to, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo menos de
até agora uma maneira adequada de se quantificarem os in- terem alguma trégua.
sumos básicos. d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a ver-
dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto
05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATIVO - relativa, costumam encontrar muito mais detratores que ad-
VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto: miradores.
I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota negati- e) No final do século XX já não se via muitos intelectuais e
va... escritores como Edward Said, que não apenas era notícia pelos
II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classifica- livros que publicavam como pelas posições que corajosamen-
ção do continente americano (2,0)... te assumiam.
Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e II, a
concordância segue as mesmas regras, na ordem dos exem- 09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
plos, em: O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propostas
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o próximo para o segmento grifado, deverá ser colocado no plural, está
ano. Será que alguém tem opinião diferente da maioria?
em:
(B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas.
Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha. (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas)
(C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase to- (B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do planeta)
dos quiseram ficar até o nascer do sol na praia. (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O con-
(D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas tam- sumo mundial de barris de petróleo)
bém existem umas que não merecem nossa atenção. (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se no
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam. custo da matéria-prima... (Constantes aumentos)
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esforços
06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) mundiais... (a preocupação em torno das mudanças climáticas)
Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de pe-
regrinação. 10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) Assinale
O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plural a alternativa em que a concordância das formas verbais desta-
caso o segmento grifado seja substituído por: cadas está de acordo com a norma-padrão da língua.
(A) Há folheteiros que (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higieniza-
(B) A maior parte dos folheteiros ção subterrânea.
(C) O folheteiro e sua família (B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os traba-
(D) O grosso dos folheteiros lhadores da área de limpeza.
(E) Cada um dos folheteiros
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos riscos
07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) de se contrair alguma doença.
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era sete
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel sem da manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir dessas (E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, co-
criações poéticas tão originais. meçou a adotar medidas mais rigorosas para a proteção de
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status atri- seus funcionários.
buído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje nas
melhores universidades do país. GABARITO
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que a 01. A 02. A 03. A 04. E 05. A
situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles mes- 06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C
mos requizessem o respeito que faziam por merecer.
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e a RESOLUÇÃO
pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser re-
sultado do puro e simples desconhecimento. 1-) Fiz os acertos entre parênteses:
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os problemas (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de repre- que determinam as escolhas dos governantes, para conferir
sentatividade. legitimidade a suas decisões.

84
LÍNGUA PORTUGUESA

(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem 5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos
(deve) ser embasados (embasada) na percepção dos valores e aos itens:
princípios que regem a prática política. (A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém tem
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um verda- (singular)
deiro regime democrático, em que se respeita (respeitam) tan- (B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
to as liberdades individuais quanto as coletivas. (C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quiseram
(D) As instituições fundamentais de um regime democrá- (plural)
tico não pode (podem) estar subordinado (subordinadas) às (D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem umas
ordens indiscriminadas de um único poder central. (plural)
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) voltados (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas as
(voltado) para o momento eleitoral, que expõem (expõe) as formas estão no plural)
diferentes opiniões existentes na sociedade. 6-)
A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto “fo-
2-) lheterios”)
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa leitu- B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional)
ra, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimoramento C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto)
intelectual, estão na capacidade de criação do autor, mediante D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional)
palavras, sua matéria-prima. = correta
E – Cada um dos folheteiros vive = somente no singular
B) Obras que se consideram clássicas na literatura sempre
delineiam novos caminhos, pois são capazes de encantar o lei-
7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta:
tor ao ultrapassarem os limites da época em que vivem seus
autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-prima. (A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a considerar o
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, lhes cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir
permite criar todo um mundo de ficção, em que personagens dessas criações poéticas tão originais.
se transformam em seres vivos a acompanhar os leitores, (B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status atri-
numa verdadeira interação com a realidade. buído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje nas
D) As possibilidades de comunicação entre autor e leitor melhores universidades do país.
somente se realizam plenamente caso haja afinidade de ideias (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que a si-
entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o crescimento tuação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles mesmos
intelectual deste último e o prazer da leitura. requizessem (requeressem) o respeito que faziam por merecer.
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que cons- (D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desvalo-
tituem leitura obrigatória e se tornam referências por seu con- rização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só
teúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época. pode (podem) ser resultado do puro e simples desconheci-
mento.
3-) _Restam___dúvidas (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que os
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta
em si __faça __diferença de representatividade.
a maioria das políticas de crescimento verde sempre ____
será_____ a segunda opção. 8-) Fiz as correções entre parênteses:
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tanto a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como en-
no plural quanto no singular. Nas alternativas não há “restam/ tre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofisticadas às
faça/serão”, portanto a A é que apresenta as opções adequa- mais humildes, são (é) cada vez mais comuns (comum) nos
das. dias de hoje.
b) A importância de intelectuais como Edward Said e Tony
4-) Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões polêmicas
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros que escreve-
até agora uma maneira adequada de se quantificar os insumos
ram.
básicos.
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre ára-
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
bes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto sofrimen-
até agora uma maneira adequada de os insumos básicos se-
rem quantificados. to, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem (ser) resolvi-
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou dos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter) alguma trégua.
até agora uma maneira adequada para que os insumos bási- d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a ver-
cos sejam quantificados. dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou relativa, costumam encontrar muito mais detratores que ad-
até agora uma maneira adequada para que os insumos bási- miradores.
cos sejam quantificados. e) No final do século XX já não se via (viam) muitos inte-
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou lectuais e escritores como Edward Said, que não apenas era
até agora uma maneira adequada de se quantificarem os insu- (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas posi-
mos básicos. = correta ções que corajosamente assumiam.

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LÍNGUA PORTUGUESA

9-) Cheguei ao metrô.


(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) = “há” Cheguei no metrô.
permaneceria no singular
(B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do planeta) No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
= “sabe” permaneceria no singular caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Che-
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O con- guei no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a
sumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permaneceria no que se vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente.
singular Aliás, é muito comum existirem divergências entre a regência
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se no coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “reflete” Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
passaria para “refletem-se” acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esforços um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
mundiais... (a preocupação em torno das mudanças climáticas) formas em frases distintas.
= “pressiona” permaneceria no singular
Verbos Intransitivos
10-) Fiz as correções:
(A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular) Os verbos intransitivos não possuem complemento. É im-
(B) Ainda existe muitas pessoas = existem portante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos aos
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos riscos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era sete - Chegar, Ir
da manhã = eram Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, co- de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para indicar
meçou = começaram destino ou direção são: a, para.
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL.
Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que - Comparecer
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando ou a.
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
desejado, que sejam corretas e claras. jogo.
Regência Verbal Verbos Transitivos Diretos
Termo Regente: VERBO
Os verbos transitivos diretos são complementados por ob-
jetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para o
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,
e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assu-
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa ca-
mir as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em
pacidade expressiva, pois oferece oportunidade de conhecer-
-r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas
mos as diversas significações que um verbo pode assumir com
a simples mudança ou retirada de uma preposição. Observe: em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando complemen-
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, con- tos verbais, objetos indiretos.
tentar. São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, ado-
ou prazer”, satisfazer. rar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, con-
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de denar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar,
“agradar a alguém”. humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
socorrer, suportar, ver, visitar.
Saiba que: Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como
O conhecimento do uso adequado das preposições é um o verbo amar:
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e Amo aquele rapaz. / Amo-o.
também nominal). As preposições são capazes de modificar Amo aquela moça. / Amo-a.
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os Amam aquele rapaz. / Amam-no.
exemplos: Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.

86
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adno- particular cuidado. Observe:
minais). Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Verbos Transitivos Indiretos Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.

Os verbos transitivos indiretos são complementados por Informar


objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Informe os novos preços aos clientes.
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as preços)
como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os
objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se pro- - Na utilização de pronomes como complementos, veja as
nomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar construções:
dos pronomes átonos lhe, lhes. Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
- Consistir - Tem complemento introduzido pela preposi- eles)
ção “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais
para todos.
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
introduzidos pela preposição “a”: Comparar
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
Eles desobedeceram às leis do trânsito. preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento in-
- Responder - Tem complemento introduzido pela preposi- direto.
ção “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a quem” Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma crian-
ou “ao que” se responde. ça.
Respondi ao meu patrão. Pedir
Respondemos às perguntas. Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na for-
Respondeu-lhe à altura. ma de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Pedi-lhe favores.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto Objeto Indireto Objeto Direto
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
analítica. Veja: Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
O questionário foi respondido corretamente. Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Objetiva Direta

- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos Saiba que:


introduzidos pela preposição “com”. - A construção “pedir para”, muito comum na linguagem
Antipatizo com aquela apresentadora. cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
para uma minoria privilegiada. subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanha- ir entregar-lhe os catálogos em casa).
dos de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque,
- A construção “dizer para”, também muito usada popular-
nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos que
mente, é igualmente considerada incorreta.
apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indire-
to relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
Preferir
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indireto
Objeto Indireto Objeto Direto
introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Paguei o débito ao cobrador. Prefiro trem a ônibus.
Objeto Direto Objeto Indireto

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem CHAMAR
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um - Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solici-
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente tar a atenção ou a presença de.
no próprio verbo (pre). Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá
-la.
Mudança de Transitividade X Mudança de Significado Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apre-


Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivida-
sentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
de, apresentam mudança de significado. O conhecimento das preposicionado ou não.
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico A torcida chamou o jogador mercenário.
muito importante, pois além de permitir a correta interpreta- A torcida chamou ao jogador mercenário.
ção de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a A torcida chamou o jogador de mercenário.
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão: A torcida chamou ao jogador de mercenário.

AGRADAR CUSTAR
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, - Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
acariciar. ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial: Frutas e
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada verduras não deveriam custar muito.
quando o revê.
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláu-
transitivo indireto.
dia não perde oportunidade de agradá-lo.
Muito custa viver tão longe da família.
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado Verbo Oração Subordinada Substantiva
a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido Subjetiva
pela preposição “a”. Intransitivo Reduzida de Infinitivo
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou. Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela
atitude.
ASPIRAR Objeto Oração Subordinada Substantiva
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o Subjetiva
ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Indireto Reduzida de Infinitivo
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
como ambição: Aspirávamos a melhores condições de vida.
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pes-
(Aspirávamos a elas) soa. Observe:
Custei para entender o problema.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pes- Forma correta: Custou-me entender o problema.
soa, mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas
“lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”. Veja IMPLICAR
o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam - Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a ela) a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes im-
plicavam um firme propósito.
ASSISTIR b) Ter como consequência, trazer como consequência,
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadureci-
assistência a, auxiliar. Por exemplo: mento político de um povo.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. - Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
envolver: Implicaram aquele jornalista em questões econômi-
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, cas.
estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
Assistimos ao documentário.
indireto e rege com preposição “com”: Implicava com quem
Não assisti às últimas sessões. não trabalhasse arduamente.
Essa lei assiste ao inquilino.
PROCEDER
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é in- - Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
transitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, agir.
introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa conturba- Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de ad-
da cidade. junto adverbial de modo.

88
LÍNGUA PORTUGUESA

As afirmações da testemunha procediam, não havia como O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e in-
refutá-las. direto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma
Você procede muito mal. coisa).

- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” SIMPATIZAR


de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido pela pre- Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não simpa-
posição “a”) é transitivo indireto. tizei com os jurados.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames. NAMORAR
O delegado procederá ao inquérito. É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Maria
namora João.
QUERER
Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter von-
tade de, cobiçar.
OBEDECER
Querem melhor atendimento.
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a
Queremos um país melhor.
preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, es- Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser
timar, amar. usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina. VER
Despede-se o filho que muito lhe quer. É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele viu o
filme.
VISAR
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, Regência Nominal
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
O gerente não quis visar o cheque. adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estu-
- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como ob- do da regência nominal, é preciso levar em conta que vários
jetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos
O ensino deve sempre visar ao progresso social. de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar pú- nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Obser-
blico. ve o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição a.
ESQUECER – LEMBRAR Veja:
- Lembrar algo – esquecer algo Obedecer a algo/ a alguém.
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal) Obediente a algo/ a alguém.

No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exi- Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da
preposição ou preposições que os regem. Observe-os aten-
gem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
tamente e procure, sempre que possível, associar esses nomes
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e
entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto,
transitivos indiretos:
- Ele se esqueceu do caderno.
- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada


passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração
de sentido. É uma construção muito rara na língua contem-
porânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto
brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exem-
plo, fez uso dessa construção várias vezes.
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)

89
LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivos

Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de


Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; paralela-
mente a; relativa a; relativamente a.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

Questões sobre Regência Nominal e Verbal

01. (Administrador – FCC – 2013-adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ...
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.).


... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos do sueco.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de complementos que o grifado acima está empregado em:
A) ...que existe uma coisa chamada exército...
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.).


... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:

90
LÍNGUA PORTUGUESA

A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a ex- (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se perdi-
tremos de sutileza. do de sua família.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado (E) A família toda se organizou para realizar a procura à ga-
nos troncos mais robustos. rotinha.
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorien-
tam, não raro, quem... 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale a alter-
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na nativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do
serra de Tunuí... texto, de acordo com as regras de regência.
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já assi-
gentio, mestre e colaborador... nalavam uma relação entre os distúrbios da imagem corporal e
a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a mí-
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... dia pode exercer sobre os jovens.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o A) dos … na B) nos … entre a
da frase acima se encontra em: C) aos … para a D) sobre os … pela
A) A palavra direito, em português, vem de directum, do E) pelos … sob a
verbo latino dirigere...
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das so- 08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Pú-
blicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão da lín-
ciedades...
gua, assinale a alternativa em que os trechos destacados estão
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela
corretos quanto à regência, verbal ou nominal.
justiça.
A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações dez mil tomadas.
da justiça... B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver um
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o senti- homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
mento de justiça. C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar
logotipos e negociar.
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alternativa D) O taxista levou o autor a indagar no número de toma-
em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de das do edifício.
junho de 2012, está correto quanto à regência nominal e à E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor reparas-
pontuação. se a um prédio na marginal.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais 09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). Assinale
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em a alternativa que substitui a expressão destacada na frase, con-
outros. forme as regras de regência da norma-padrão da língua e sem
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapida- alteração de sentido.
mente seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de direi-
seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, tos dos trabalhadores domésticos.
do que em outros. A) da
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapida- B) na
mente seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço C) pela
seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do D) sob a
que em outros. E) sobre a
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço GABARITO
seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo
01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
– do que em outros.
06. A 07. C 08. A 09. C
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais RESOLUÇÃO
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
outros. 1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras
ciências ...
06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assinale a al- Facilitar – verbo transitivo direto
ternativa correta quanto à regência dos termos em destaque. A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de ligação
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a res- B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo de
ponsabilidade pelo problema. ligação
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo transitivo
perdido. direto e indireto
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro =
um índio na porta do prédio. verbo transitivo indireto

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos 8-)
filhos do sueco. B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de haver
Pedir = verbo transitivo direto e indireto um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = transitivo C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em criar
direto logotipos e negociar.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
ligação tomadas do edifício.
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor reparas-
=verbo intransitivo se em um prédio na marginal.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi-
mento. =transitivo direto 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada em direitos dos trabalhadores domésticos.
partes desiguais...
Constar = verbo intransitivo
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado
nos troncos mais robustos. =ligação ORTOGRAFIA OFICIAL.
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorien-
tam, não raro, quem... =transitivo direto
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na
serra de Tunuí... = transitivo direto A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto língua.
As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial
4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo tendo sig-
Lidar = transitivo indireto nificados diferentes. Essas palavras são chamadas de homôni-
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das so- mas (canto, do grego, significa ângulo / canto, do latim, sig-
ciedades... =transitivo direto nifica música vocal). As palavras homônimas dividem-se em
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela homógrafas, quando têm a mesma grafia (gosto, substantivo
justiça. =ligação e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo gostar) e homófonas,
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações quando têm o mesmo som (paço, palácio ou passo, movimen-
da justiça... =transitivo direto e indireto to durante o andar).
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o senti-
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-se
mento de justiça. =transitivo direto
observar as seguintes regras:
5-) A correção do item deve respeitar as regras de pontuação
também. Assinalei apenas os desvios quanto à regência (pon- O fonema s:
tuação encontra-se em tópico específico)
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam, Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substanti-
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pontuação) vadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto à e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender
pontuação) - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão / submergir
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida- - submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço - compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer -
seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do discurso / sentir - sensível / consentir - consensual
que em outros.
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes derivados
6-) dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por ter se verbos terminados por tir ou meter: agredir - agressivo / impri-
perdido. mir - impressão / admitir - admissão / ceder - cessão / exceder
(C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de um - excesso / percutir - percussão / regredir - regressão / oprimir -
índio na porta do prédio. opressão / comprometer - compromisso / submeter - submissão
(D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se perdido *quando o prefixo termina com vogal que se junta com a
de sua família. palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimétrico /
(E) A família toda se organizou para realizar a procura pela re + surgir - ressurgir
garotinha. *no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exemplos:
ficasse, falasse
7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se reportou já
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem cor- Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos de
poral e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
origem árabe: cetim, açucena, açúcar
A pesquisa faz um alerta para a influência negativa que
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, Ju-
a mídia pode exercer sobre os jovens.
çara, caçula, cachaça, cacique

92
LÍNGUA PORTUGUESA

*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu, uço: O fonema ch:
barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, esperança,
carapuça, dentuço Escreve-se com X e não com CH:
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / deter - *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi,
detenção / ater - atenção / reter - retenção muxoxo, xucro.
*após ditongos: foice, coice, traição *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J): xampu,
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): mar- lagartixa.
te - marciano / infrator - infração / absorto - absorção *depois de ditongo: frouxo, feixe.
*depois de “en”: enxurrada, enxoval.
O fonema z:
Observação: Exceção: quando a palavra de origem não
Escreve-se com S e não com Z: derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substan-
Escreve-se com CH e não com X:
tivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês, freguesa,
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, chassi,
freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc. mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, metamor-
fose. As letras e e i:
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis, qui- *os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. Com
seste. “i”, só o ditongo interno cãibra.
*nomes derivados de verbos com radicais terminados em *os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são es-
“d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - empresa / critos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os verbos
difundir - difusão com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís - Lui- - atenção para as palavras que mudam de sentido quando
sinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (superfície), ária
*após ditongos: coisa, pausa, pouso (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina com à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a pé),
“s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar pião (brinquedo).

Escreve-se com Z e não com S: Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/


*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adjetivo: ortografia
macio - maciez / rico - riqueza
Questões sobre Ortografia
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de origem
não termine com s): final - finalizar / concreto - concretizar 01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre as
*como consoante de ligação se o radical não terminar com frases que seguem, a única correta é:
s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho - la- a) Ele se esqueceu de que?
pisinho b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui-lo
entre os presentes.
O fonema j: c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos
Escreve-se com G e não com J: funcionários.
*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, gesso. e) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas 02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alternati-
exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge. va cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a
norma- -padrão.
Observação: Exceção: pajem (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, lití- (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
gio, relógio, refúgio.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
*os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
*depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, surgir.
*depois da letra “a”, desde que não seja radical terminado 03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
com j: ágil, agente. Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para informar
Escreve-se com J e não com G: os usuários sobre o festival Sounderground.
*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje. Prezado Usuário
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia, ________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô,
manjerona. ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, começa o
*as palavras terminada com aje: aje, ultraje. Sounderground, festival internacional que prestigia os músicos
que tocam em estações do metrô.

93
LÍNGUA PORTUGUESA

Confira o dia e a estação em que os artistas se apresenta- A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios, por
rão e divirta-se! isso posso me queixar com razão.
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se preen- B) Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
cher as lacunas, correta e respectivamente, com as expressões passarmos os infortúnios da vida.
A) A fim ...a partir ... as B) A fim ...à partir ... às C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes que
C) A fim ...a partir ... às D) Afim ...a partir ... às vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa vida.
E) Afim ...à partir ... as D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento, princi-
palmente daqueles que procuram viver com dignidade e sim-
04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2011) plicidade.
As palavras estão corretamente grafadas na seguinte frase: E) As dificuldades por que passamos certamente nos fa-
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a zem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros nos
aeroportos.
09.Assinale a alternativa cuja frase esteja incorreta:
(B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontaneida-
A) Porque essa cara?
de, mas nada que ponha em cheque sua reputação de pessoa
B) Não vou porque não quero.
cortês.
C) Mas por quê?
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de
descançar após o almoço sob a frondoza árvore do pátio. D) Você saiu por quê?
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa mágoa
pode estar sendo o grande impecilho na superação dessa sua 10-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO FO-
crise. RENSE - CESPE/2013 - adaptada) Uma variante igualmente
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta quan- correta do termo “autópsia” é autopsia.
tia, mas não quiz ser taxado de conivente na concessão de ( ) Certo
privilégios ilegítimos. ( ) Errado
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente es-
crita? GABARITO
A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa.
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupança. 01.E 02. D 03. C 04. A 05. B
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa. 06. E 07. C 08. E 09. A 10. C
D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa.
RESOLUÇÃO
06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas ela 1-)
cresceu ... – está corretamente reescrito no plural, com o verbo (A) Ele se esqueceu de que? = quê?
no tempo futuro. (B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para dis-
(A) Mas elas cresceram... tribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
(B) Mas elas cresciam... (C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos exces-
(C) Mas elas cresçam... sivos nas críticas.
(D) Mas elas crescem... (D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindica-
(E) Mas elas crescerão... ções dos funcionários.
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
07. (IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM – CCI] – VU-
NESP/2011 - ADAPTADA) Assinale a alternativa em que o tre- 2-)
cho – O teste decisivo e derradeiro para ele, cidadão ansioso e (A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = tabeliães
sofredor...– está escrito corretamente no plural. (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. =
(A) Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadãos an- cidadãos
sioso e sofredores... (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. =
(B) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães an- certidões
sioso e sofredores... (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = degraus
(C) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadãos an-
siosos e sofredores... 3-) Prezado Usuário
(D) Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadões an- A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô,
sioso e sofredores... a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa o Sou-
(E) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães an- nderground, festival internacional que prestigia os músicos que
siosos e sofredores... tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão
08. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FUJB/2011) e divirta-se!
Assinale a alternativa em que a frase NÃO contraria a norma A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado; antes
culta:
de horas: há crase

94
LÍNGUA PORTUGUESA

4-) Fiz a correção entre parênteses:


(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a ACENTUAÇÃO GRÁFICA.
ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros nos
aeroportos.
(B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua espon-
taneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) sua repu- A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
tação de pessoa cortês. estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de algumas particularidades, às quais devemos estar atentos,
descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza (frondo- procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, con-
sa) árvore do pátio. sequentemente, colocando-as em prática na linguagem escrita.
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência dessa À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática
mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empecilho) na de redigir, automaticamente aprimoramos essas competências,
superação dessa sua crise. e logo nos adequamos à forma padrão.
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção dessa
alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de conivente na Regras básicas – Acentuação tônica
concessão de privilégios ilegítimos.
A acentuação tônica implica na intensidade com que são
5-) pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de for-
A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa. ma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As de-
= mendigo/caderneta/poupança mais, como são pronunciadas com menos intensidade, são
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa. denominadas de átonas.
= mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa. De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
=mendigo/depositou/caderneta/poupança como:
6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas elas
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a últi-
crescerão...
ma sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai na
7-) Como os itens apresentam o mesmo texto, a alternativa
correta já indica onde estão as inadequações nos demais itens. penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
8-) Fiz as correções entre parênteses:
A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infortú- Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica está
nios, por isso posso me queixar com razão. na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tímpano –
B) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes para médico – ônibus
ultrapassarmos os infortúnios da vida.
C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes que Como podemos observar, os vocábulos possuem mais de
vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com uma sí-
vida. laba somente: são os chamados monossílabos que, quando
D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto sofri- pronunciados, apresentam certa diferenciação quanto à inten-
mento, principalmente daqueles que procuram viver com dig- sidade.
nidade e simplicidade. Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
E) As dificuldades por que (= pelas quais; correto) passa- em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
mos certamente nos fazem mais fortes e preparados para os observar no exemplo a seguir:
infortúnios da vida.
“Sei que não vai dar em nada,
9-) Por que essa cara? = é uma pergunta e o pronome Seus segredos sei de cor”.
está longe do ponto de interrogação.
Os monossílabos classificam-se como tônicos; os demais,
10-) autopsia s.f., autópsia s.f.; cf. autopsia como átonos (que, em, de).
(fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/
start.htm?sid=23) Os acentos
RESPOSTA: “CERTO”.
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i», «u» e
sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras represen-
tam as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público,
parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade,
timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (ditongos abertos)

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LÍNGUA PORTUGUESA

acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompa-
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.: tâmara – nhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca – baú
Atlântico – pêssego – supôs – país – Luís
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles Observação importante:
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi totalmente Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hia-
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras to quando vierem depois de ditongo: Ex.:
derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de Antes Agora
Müller) bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais Sauípe Sauipe
nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi aboli-
Regras fundamentais: do. Ex.:
Antes Agora
Palavras oxítonas: crêem creem
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, lêem leem
“em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – ar- vôo voo
mazém(s) enjôo enjoo
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, segui- - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acen-
dos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
to como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, segui-
das de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Repare:
1-) O menino crê em você
Paroxítonas:
Os meninos creem em você.
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
2-) Elza lê bem!
- i, is : táxi – lápis – júri
Todas leem bem!
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
Esperamos que os garotos deem o recado!
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos 4-) Rubens vê tudo!
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Eles veem tudo!
Repare que essa palavra apresenta as terminações das paroxí-
tonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM = fórum), * Cuidado! Há o verbo vir:
R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização! Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de
“s”: água – pônei – mágoa – jóquei Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru-im, con-
Regras especiais: tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz

Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos aber-


tos), que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
com a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxí- seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
tonas.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma pa- precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
lavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são acentua-
dos. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu. As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz,
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”
Antes Agora não serão mais acentuadas. Ex.:
assembléia assembleia
idéia ideia Antes Depois
geléia geleia apazigúe (apaziguar) apazigue
jibóia jiboia averigúe (averiguar) averigue
apóia (verbo apoiar) apoia argúi (arguir) argui
paranóico paranoico

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LÍNGUA PORTUGUESA

Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do 04. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo vir) – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a afirmativa
em que se aplica a mesma regra de acentuação.
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, re- A) tevê – pôde – vê
ter, deter, abster. B) únicas – histórias – saudáveis
ele contém – eles contêm C) indivíduo – séria – noticiários
ele obtém – eles obtêm D) diário – máximo – satélite
ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm 05. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2012)
Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acento grá-
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes fico tem justificativas gramaticais diferentes.
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes (...) CERTO ( ) ERRADO
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
como: 06. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2012)
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do preté- Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem acen-
rito perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo acen- to gráfico com base na mesma regra de acentuação gráfica.
tuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular (...) CERTO ( ) ERRADO
do presente do indicativo). Ex:
Ela pode fazer isso agora. 07. (BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CESGRAN-
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... RIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mesmas regras
de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”, respectivamente,
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da pre- são
posição por. a) trajetória, inútil, café e baú.
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colo- b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
car”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”; c) necessário, túnel, infindáveis e só.
nos outros casos, “por” preposição. Ex: d) médio, nível, raízes e você.
Faço isso por você. e) éter, hífen, propôs e saída.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acentuados
Questões sobre Acentuação Gráfica graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação
gráfica os vocábulos
01. (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA – VU- A) também e coincidência.
NESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras são B) quilômetros e tivéssemos.
acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que justifi- C) jogá-la e incrível.
cam, respectivamente, as acentuações de: década, relógios, D) Escócia e nós.
suíços. E) correspondência e três.
(A) flexíveis, cartório, tênis. 09. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2012)
(B) inferência, provável, saída. As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a
(C) óbvio, após, países. mesma regra de acentuação gráfica.
(D) islâmico, cenário, propôs. (...) CERTO ( ) ERRADO
(E) república, empresária, graúda.
GABARITO
02. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - 01. E 02. D 03. E 04. C 05. E
ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) Assinale 06. C 07. D 08. B 09. E
a alternativa com as palavras acentuadas segundo as regras de
acentuação, respectivamente, de intercâmbio e antropológi- RESOLUÇÃO
co.
(A) Distúrbio e acórdão. 1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona termi-
(B) Máquina e jiló. nada em ditongo / suíços = regra do hiato
(C) Alvará e Vândalo. (A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em diton-
(D) Consciência e características. go / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida de “s”)
(E) Órgão e órfãs. (B) inferência = paroxítona terminada em ditongo / pro-
vável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do hiato
03. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE – TÉC- (C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após =
NICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As palavras oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato
“conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de acordo com (D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona termi-
a mesma regra de acentuação gráfica. nada em ditongo / propôs = oxítona terminada em “o” + “s”
( ) CERTO ( ) ERRADO (E) república = proparoxítona / empresária = paroxítona
terminada em ditongo / graúda = regra do hiato

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, primeiro Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaústre =
temos que classificar as palavras do enunciado quanto à posi- regra do hiato; níveis = paroxítona terminada em “i + s”; sofá =
ção de sua sílaba tônica: oxítona terminada em “a”.
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; Antropo- c) necessário, túnel, infindáveis e só.
lógico = proparoxítona (todas são acentuadas). Agora, vamos Necessário = paroxítona terminada em ditongo; túnel =
à análise dos itens apresentados: paroxítona terminada em “l’; infindáveis = paroxítona termina-
(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo; acórdão da em “i + s”; só = monossílaba terminada em “o”.
= paroxítona terminada em “ão” d) médio, nível, raízes e você.
(B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada em Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível = paroxí-
“o” tona terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será = oxítona
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = propa- terminada em “a”.
roxítona e) éter, hífen, propôs e saída.
(D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo; carac- Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxítona ter-
terísticas = proparoxítona minada em “n”; propôs = oxítona terminada em “o + s”; saída
= regra do hiato.
(E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em “ão” e
“ã”, respectivamente.
8-)
A) também e coincidência.
3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hiato; ca-
Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidência =
lúnia = paroxítona terminada em ditongo; injúria = paroxítona paroxítona terminada em ditongo
terminada em ditongo. B) quilômetros e tivéssemos.
RESPOSTA: “ERRADO”. Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = proparoxítona
C) jogá-la e incrível.
4-) Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona terminada
A) tevê – pôde – vê em “l’
Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito perfeito D) Escócia e nós.
do Indicativo) = acento diferencial (que ainda prevalece após Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós = monos-
o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de “pode” – pre- sílaba terminada em “o + s”
sente do Indicativo; vê = monossílaba terminada em “e” E) correspondência e três.
B) únicas – histórias – saudáveis Correspondência = paroxítona terminada em ditongo; três
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona terminada = monossílaba terminada em “e + s”
em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em ditongo.
C) indivíduo – séria – noticiários 9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monossílaba
Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria = pa- terminada em “o”; céu = monossílaba terminada em ditongo
roxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxítona ter- aberto “éu”.
minada em ditongo. RESPOSTA: “ERRADO”.
D) diário – máximo – satélite
Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo = pro- EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
paroxítona; satélite = proparoxítona.
5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxítona. 1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC/
Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepenúltima síla- SP – ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale a al-
ba é tônica, “mais forte”). ternativa correta quanto à concordância, de acordo
RESPOSTA: “ERRADO”. com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade
6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; diária = social está no centro dos debates atuais.
paroxítona terminada em ditongo; paciência = paroxítona ter- (B) Políticos, economistas e teóricos diverge em re-
minada em ditongo. Os três vocábulos são acentuados devido lação aos efeitos da desigualdade social.
à mesma regra. (C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
RESPOSTA: “CERTO”. mais pobres é um fenômeno crescente.
7-) Vamos classificar as palavras do enunciado: (D) A má distribuição de riquezas tem sido muito
criticado por alguns teóricos.
1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo
(E) Os debates relacionado à distribuição de rique-
2-) razoável = paroxítona terminada em “l’
zas não são de exclusividade dos economistas.
3-) países = regra do hiato
4-) será = oxítona terminada em “a” Realizei a correção nos itens:
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so-
a) trajetória, inútil, café e baú. cial está = estão
Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil = pa- (B) Políticos, economistas e teóricos diverge = diver-
roxítona terminada em “l’; café = oxítona terminada em “e” gem
b) exercício, balaústre, níveis e sofá.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos c) Não se compara aos vexames dos homens-placa
mais pobres é um fenômeno crescente. a exposição pública a que se submetem os guardadores
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti- de carros.
cado = criticada d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na
(E) Os debates relacionado = relacionados propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma de-
monstração de mau gosto.
RESPOSTA: “C”. e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados
em apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles ve-
2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Se- lhos carros-placa.
guindo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase
– Um levantamento mostrou que os adolescentes ame- Fiz as correções entre parênteses:
ricanos consomem em média 357 calorias diárias dessa a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu-
fonte. – recebe o acréscimo correto das vírgulas em: gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri-
(A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes mida a visibilidade social.
americanos consomem em média 357 calorias, diárias b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime)
o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô-
dessa fonte.
nicos, como “compro ouro”.
(B) Um levantamento mostrou que, os adolescentes
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a
americanos consomem, em média 357 calorias diárias
exposição pública a que se submetem os guardadores de
dessa fonte. carros.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros-
americanos consomem, em média, 357 calorias diárias -placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma
dessa fonte. demonstração de mau gosto.
(D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in-
americanos, consomem em média 357 calorias diárias teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da-
dessa fonte. queles velhos carros-placa.
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
americanos, consomem em média 357 calorias diárias, RESPOSTA: “C”.
dessa fonte.
4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011)
Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo
ou faltante: a mesma regra que distribuídos.
(A) Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes (A) sócio
americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X) (B) sofrê-lo
diárias dessa fonte. (C) lúcidos
(B) Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes (D) constituí
americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias (E) órfãos
dessa fonte.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes Distribuímos = regra do hiato
americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des- (A) sócio = paroxítona terminada em ditongo
sa fonte. (B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome
(D) Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes oblíquo. Nunca!)
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias (C) lúcidos = proparoxítona
(D) constituí = regra do hiato (diferente de “constitui”
diárias dessa fonte.
– oxítona: cons-ti-tui)
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
(E) órfãos = paroxítona terminada em “ão”
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
diárias, (X) dessa fonte. RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “C”. 5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012)
A concordância verbal está plenamente observada na
3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – frase:
FCC/2011) Estão plenamente observadas as normas de (A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e
concordância verbal na frase: materialistas, o posicionamento de alguns religiosos
a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível e parlamentares acerca da educação religiosa nas es-
nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a colas públicas.
visibilidade social. (B) Sempre deverão haver bons motivos, junto
b) As duas tábuas em que se comprimem o famige- àqueles que são contra a obrigatoriedade do ensino
rado homem-placa carregam ditos que soam irônicos, religioso, para se reservar essa prática a setores da ini-
como “compro ouro”. ciativa privada.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do ... valores e princípios que sejam percebidos pela socie-
texto, contra os que votam a favor do ensino religioso dade como tais = dois verbos na voz passiva, então teremos
na escola pública, consistem nos altos custos econô- um na ativa: que a sociedade perceba os valores e princí-
micos que acarretarão tal medida. pios...
(D) O número de templos em atividade na cidade
de São Paulo vêm gradativamente aumentando, em RESPOSTA: “A”
proporção maior do que ocorrem com o número de
escolas públicas. 8-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação concordância verbal e nominal está inteiramente correta
como a regulação natural do mercado sinalizam para na frase:
as inconveniências que adviriam da adoção do ensino (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
religioso nas escolas públicas. lores que determinam as escolhas dos governantes, para
conferir legitimidade a suas decisões.
(A) Provocam = provoca (o posicionamento)
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
(B) Sempre deverão haver bons motivos = deverá ha-
vem ser embasados na percepção dos valores e princí-
ver
pios que regem a prática política.
(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
contra os que votam a favor do ensino religioso na escola (C) Eleições livres e diretas é garantia de um verda-
pública, consistem = consiste. deiro regime democrático, em que se respeita tanto as
(D) O número de templos em atividade na cidade de liberdades individuais quanto as coletivas.
São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor- (D) As instituições fundamentais de um regime de-
ção maior do que ocorrem = ocorre mocrático não pode estar subordinado às ordens indis-
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como criminadas de um único poder central.
a regulação natural do mercado sinalizam para as incon- (E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
veniências que adviriam da adoção do ensino religioso para o momento eleitoral, que expõem as diferentes
nas escolas públicas. opiniões existentes na sociedade.
Fiz os acertos entre parênteses:
RESPOSTA: “E”. (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
que determinam as escolhas dos governantes, para conferir
6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) legitimidade a suas decisões.
Segundo o Manual de Redação da Presidência da Repú- (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
blica, NÃO se deve usar Vossa Excelência para (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos valores
(A) embaixadores. e princípios que regem a prática política.
(B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais. (C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
(C) prefeitos municipais. dadeiro regime democrático, em que se respeita (respeitam)
(D) presidentes das Câmaras de Vereadores. tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.
(E) vereadores. (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
crático não pode (podem) estar subordinado (subordinadas)
(...) O uso do pronome de tratamento Vossa às ordens indiscriminadas de um único poder central.
Senhoria (abreviado V. Sa.) para vereadores (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol-
está correto, sim. Numa Câmara de Vereado- tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
res só se usa Vossa Excelência para o seu presi-
põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
dente, de acordo com o Manual de Redação da
Presidência da República (1991).
RESPOSTA: “A”.
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-
-tropece-detail.php?id=393)
9-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) A
RESPOSTA: “E”. frase que admite transposição para a voz passiva é:
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sa-
7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) grado.
... valores e princípios que sejam percebidos pela so- (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
ciedade como tais. grande diversidade de fenômenos.
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo (C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socie-
passará a ser, corretamente, dade, a própria sociedade e seu instrumento de unifica-
(A) perceba. ção.
(B) foi percebido. (D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
(C) tenham percebido. vida (...).
(D) devam perceber. (E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludi-
(E) estava percebendo. do e da falsa consciência.

100
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra- ampliação do emprego, PODE melhorar o quadro aqui
do. sumariamente descrito.”, se passarmos o verbo desta-
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma cado para o futuro do pretérito do indicativo, teremos
grande diversidade de fenômenos. a forma:
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e A) puder.
explicada pelo conceito... B) poderia.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda- C) pôde.
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. D) poderá.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da E) pudesse.
vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do
e da falsa consciência. Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós pode-
ríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração é
RESPOSTA: “B”. crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes-
soa do singular (ele) = poderia.
10-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRA-
TIVO - FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias,
RESPOSTA: “B”.
vê dezenas de caminhões parados”, revelou o analista
ambiental Geraldo Motta.
Substituindo-se Quando por Se, os verbos subli- 13-) (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011)
nhados devem sofrer as seguintes alterações: Entre as frases que seguem, a única correta é:
(A) entrar − vira a) Ele se esqueceu de que?
(B) entrava − tinha visto b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para dis-
(C) entrasse − veria tribui-lo entre os presentes.
(D) entraria − veria c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas
(E) entrava − teria visto críticas.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindica-
Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve- ções dos funcionários.
ria = entrasse / veria. e) Não sei por que ele mereceria minha conside-
ração.
RESPOSTA: “C”.
(A) Ele se esqueceu de que? = quê?
11-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) (B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
A pontuação está inteiramente adequada na frase: distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
a) Será preciso, talvez, redefinir a infância já que as (C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
crianças de hoje, ao que tudo indica nada mais têm a cessivos nas críticas.
ver com as de ontem. (D) O juíz ( juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi-
b) Será preciso, talvez redefinir a infância: já que cações dos funcionários.
as crianças, de hoje, ao que tudo indica nada têm a ver, (E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
com as de ontem.
c) Será preciso, talvez: redefinir a infância, já que RESPOSTA: “E”.
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver
com as de ontem. 14-) (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINIS-
d) Será preciso, talvez redefinir a infância? - já que
TRATIVO - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as fra-
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver
ses do texto:
com as de ontem.
I, Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota ne-
e) Será preciso, talvez, redefinir a infância, já que
gativa...
as crianças de hoje, ao que tudo indica, nada têm a ver
com as de ontem. II,... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior clas-
sificação do continente americano (2,0)...
Devido à igualdade textual entre os itens, a apresenta- Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases
ção da alternativa correta indica quais são as inadequações I e II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem
nas demais. dos exemplos, em:
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o
RESPOSTA: “E”. próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente
da maioria?
12-) (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas ju-
ALUNO SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) ninas. Vêm pessoas de muito longe para brincar de qua-
No trecho: “O crescimento econômico, se associado à drilha.

101
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. (E) Se as pessoas não se propuserem a consumir
Quase todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia. conscientemente, a oferta de produtos supérfluos cres-
(D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, cia.
mas também existem umas que não merecem nossa
atenção. Fiz as correções necessárias:
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam. (A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o plane-
ta não resistiu = resistirá
Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos (B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto
aos itens: poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um colapso.
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém (C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebida,
tem (singular) o do jogo, o do sexo e o do consumo não conhecesse dis-
(B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural) torções patológicas, não haverá = haveria
(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise- (D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tornado
ram (plural) tão eficientes, talvez as coisas não ficaram = ficariam (ou
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem teriam ficado)
umas (plural) (E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia =
as formas estão no plural) crescerá

RESPOSTA: “A”. RESPOSTA: “B”.

15-) (CETESB/SP - ANALISTA ADMINISTRATIVO - 17-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-


RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa que preen-
RECURSOS HUMANOS - VUNESP/2013 - ADAPTADA)
che adequadamente e de acordo com a norma culta a
Considere as orações: … sabíamos respeitar os mais
lacuna da frase: Quando um candidato trêmulo ______ eu
velhos! / E quando eles falavam nós calávamos a boca!
lhe faria a pergunta mais deliciosa de todas.
Alterando apenas o tempo dos verbos destacados
(A) entrasse
para o tempo presente, sem qualquer outro ajuste,
(B) entraria
tem-se, de acordo com a norma-padrão da língua por-
(C) entrava
tuguesa:
(D) entrar
(A) … soubemos respeitar os mais velhos! / E quan-
(E) entrou
do eles falaram nós calamos a boca!
(B) … saberíamos respeitar os mais velhos! / E quan- O verbo “faria” está no futuro do pretérito, ou seja, in-
do eles falassem nós calaríamos a boca! dica que é uma ação que, para acontecer, depende de ou-
(C) … soubéssemos respeitar os mais velhos! / E tra. Exemplo: Quando um candidato entrasse, eu faria / Se
quando eles falassem nós calaríamos a boca! ele entrar, eu farei / Caso ele entre, eu faço...
(D) … saberemos respeitar os mais velhos! / E quan-
do eles falarem nós calaremos a boca! RESPOSTA: “A”.
(E) … sabemos respeitar os mais velhos! / E quando
eles falam nós calamos a boca!

No presente: nós sabemos / eles falam.

RESPOSTA: “E”.

16-) (UNESP/SP - ASSISTENTE TÉCNICO ADMINIS-


TRATIVO - VUNESP/2012) A correlação entre as formas
verbais está correta em:
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o
planeta não resistiu.
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um co-
lapso.
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebi-
da, o do jogo, o do sexo e o do consumo não conheces-
se distorções patológicas, não haverá vícios.
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tor-
nado tão eficientes, talvez as coisas não ficaram tão
baratas.

102
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informa-
ções das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações........... 01
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemá-
tico, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. .............15
Operações com conjuntos. ................................................................................................................................................................................. 30
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais........................................................................... 36
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

As  proposições compostas são assim caracterizadas


ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES por apresentarem mais de uma proposição conectadas pe-
ARBITRÁRIAS ENTRE PESSOAS, los conectivos lógicos. São indicadas pelas letras maiúscu-
las: P, Q, R, S, T...
LUGARES, OBJETOS OU EVENTOS
Obs: A notação Q(r, s, t), por exemplo, está indicando
FICTÍCIOS; DEDUZIR NOVAS que a proposição composta Q é formada pelas proposi-
INFORMAÇÕES DAS RELAÇÕES ções simples r, s e t.
FORNECIDAS E AVALIAR AS CONDIÇÕES Exemplo:
USADAS PARA ESTABELECER A ESTRUTURA Proposições simples:
DAQUELAS RELAÇÕES. p: Meu nome é Raissa 
q: São Paulo é a maior cidade brasileira 
r: 2+2=5 
Estruturas lógicas s: O número 9 é ímpar 
t: O número 13 é primo
1. Proposição
Proposição ou sentença é um termo utilizado para ex- Proposições compostas 
primir ideias, através de um conjunto de palavras ou sím- P: O número 12 é divisível por 3 e 6 é o dobro de 12. 
bolos. Este conjunto descreve o conteúdo dessa ideia. Q: A raiz quadrada de 9 é 3 e 24 é múltiplo de 3. 
São exemplos de proposições: R(s, t): O número 9 é ímpar e o número 13 é primo.
p: Pedro é médico.
q: 5 > 8 6. Tabela-Verdade
r: Luíza foi ao cinema ontem à noite. A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógi-
co de uma proposição composta, sendo que os valores das
2. Princípios fundamentais da lógica proposições simples já são conhecidos. Pois o valor lógico
Princípio da Identidade: A é A. Uma coisa é o que é. da proposição composta depende do valor lógico da pro-
O que é, é; e o que não é, não é. Esta formulação remonta posição simples. 
a Parménides de Eleia. A seguir vamos compreender como se constrói essas
Principio da não contradição: Uma proposição não tabelas-verdade partindo da árvore das possibilidades dos
pode ser verdadeira e falsa, ao mesmo tempo. valores lógicos das preposições simples, e mais adiante ve-
Principio do terceiro excluído: Uma alternativa só remos como determinar o valor lógico de uma proposição
pode ser verdadeira ou falsa. composta.

3. Valor lógico  Proposição composta do tipo P(p, q)


Considerando os princípios citados acima, uma propo-
sição é classificada como verdadeira ou falsa.
Sendo assim o valor lógico será:
- a verdade (V), quando se trata de uma proposição
verdadeira.
- a  falsidade  (F), quando se trata de uma proposição
falsa.

4. Conectivos lógicos 
Conectivos lógicos são palavras usadas para conectar Proposição composta do tipo P(p, q, r)
as proposições formando novas sentenças.
Os principais conectivos lógicos são: 

~ não
∧ e
V Ou
→  se…então
Proposição composta do tipo P(p, q, r, s) 
↔ se e somente se
A tabela-verdade possui 24  = 16 linhas e é formada
igualmente as anteriores.
5. Proposições simples e compostas
As  proposições simples  são assim caracterizadas por
apresentarem apenas uma ideia. São indicadas pelas letras
minúsculas: p, q, r, s, t...

1
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Proposição composta do tipo P(p1, p2, p3,..., pn) p = 9 < 6 


q = 3 é par
A tabela-verdade possui 2n  linhas e é formada igual- p Λ q: 9 < 6 e 3 é par 
mente as anteriores.
P q pΛq
7. O conectivo não e a negação
O conectivo não e a negação de uma proposição p é F F F
outra proposição que tem como valor lógico V se p for fal-
sa e F se p é verdadeira. O símbolo ~p (não p) representa a
negação de p com a seguinte tabela-verdade:  9. O conectivo ou e a disjunção
O conectivo ou  e a disjunção de duas proposi-
ções p e q  é outra proposição que tem como valor lógi-
P ~P co  V  se alguma das proposições for verdadeira  e F se as
V F duas forem falsas. O símbolo p ∨ q (p ou q) representa a
F V disjunção, com a seguinte tabela-verdade: 

Exemplo: P q pVq
V V V
p = 7 é ímpar 
~p = 7 não é ímpar  V F V
F V V
P ~P F F F
V F
Exemplo:
q = 24 é múltiplo de 5 
~q = 24 não é múltiplo de 5  p = 2 é par 
q = o céu é rosa 
p ν q = 2 é par ou o céu é rosa 
q ~q
F V P q pVq
8. O conectivo e e a conjunção V F V
O conectivo e e a conjunção de duas proposi-
ções  p  e q  é outra proposição que tem como valor lógi- 10. O conectivo se… então… e a condicional
co V  se p e q forem verdadeiras, e F  em outros casos. O A condicional se p então q é outra proposição que tem
símbolo p Λ q (p e q) representa a conjunção, com a se- como valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. O símbo-
guinte tabela-verdade:  lo p → q representa a condicional, com a seguinte tabela-
verdade: 
P q pΛq
P q p→q
V V V
V V V
V F F
V F F
F V F
F V V
F F F
F F V
Exemplo
Exemplo:
p = 2 é par  P: 7 + 2 = 9 
q = o céu é rosa Q: 9 – 7 = 2 
p Λ q = 2 é par e o céu é rosa  p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2 

P q pΛq P q p→q
V F F V V V

2
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

p = 7 + 5 < 4 
q = 2 é um número primo 
p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo. 

P q p→q
F V V

p = 24 é múltiplo de 3 q = 3 é par 


p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par. 

P q p→q
V F F
p = 25 é múltiplo de 2 
q = 12 < 3 
p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3. 

P q p→q
F F V

11. O conectivo se e somente se e a bicondicional


A bicondicional p se e somente se q é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q forem ambas verdadeiras
ou ambas falsas, e F nos outros casos. 
O símbolo     representa a bicondicional, com a seguinte tabela-verdade: 

P q p↔q
V V V
V F F
F V F
F F V

Exemplo
p = 24 é múltiplo de 3 
q = 6 é ímpar  
= 24 é múltiplo de 3 se, e somente se, 6 é ímpar. 

P q p↔q
V F F

12. Tabela-Verdade de uma proposição composta

Exemplo
Veja como se procede a construção de uma tabela-verdade da proposição composta P(p, q) = ((p ⋁ q) → (~p)) → (p ⋀
q), onde p e q são duas proposições simples.
Resolução
Uma tabela-verdade de uma proposição do tipo P(p, q) possui 24 = 4 linhas, logo: 

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V          
V F          
F V          
F F          

Agora veja passo a passo a determinação dos valores lógicos de P.

3
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

a) Valores lógicos de p ν q

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V        
V F V        
F V V        
F F F        

b) Valores lógicos de ~P

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F      
V F V F      
F V V V      
F F F V      

c) Valores lógicos de (p V p)→(~p)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F    
V F V F F    
F V V V V    
F F F V V    

d) Valores lógicos de p Λ q

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V  
V F V F F F  
F V V V V F  
F F F V V F  

e) Valores lógicos de ((p V p)→(~p))→(p Λ q)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V V
V F V F F F V
F V V V V F F
F F F V V F F

4
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

13. Tautologia Exemplo:


Uma proposição composta formada por duas ou mais Lula é o presidente do Brasil e Lula não é o presidente
proposições p, q, r, ... será dita uma Tautologia se ela for do Brasil
sempre verdadeira, independentemente dos valores lógi- Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda
cos das proposições p, q, r, ... que a compõem. de “~p” e o conetivo de “^”
Assim podemos representar a “frase” acima da seguin-
Exemplos: te forma: p ^ ~p
• Gabriela passou no concurso do INSS ou Gabriela
não passou no concurso do INSS Exemplo
• Não é verdade que o professor Zambeli parece com A proposição  (p Λ q) Λ (p Λ q)  é uma contradição,
o Zé gotinha ou o professor Zambeli parece com o Zé go- pois o seu valor lógico é sempre F conforme a tabela-ver-
tinha. dade. Que significa que uma proposição não pode ser falsa
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos e verdadeira ao mesmo tempo, isto é, o princípio da não
uma única proposição, afirmativa e negativa. Vamos enten- contradição.
der isso melhor.
Exemplo: p ~P q Λ (~q)
Grêmio cai para segunda divisão ou o Grêmio não cai
para segunda divisão V F F
F V F
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda
de “~p” e o conetivo de “V” 15. Contingência
Assim podemos representar a “frase” acima da seguin- Quando uma proposição não é tautológica nem contra
te forma: p V ~p válida, a chamamos de contingência ou proposição contin-
gente ou proposição indeterminada.
Exemplo A contingência ocorre quando há tanto valores V como
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu F na última coluna da tabela-verdade de uma proposição.
valor lógico é sempre V, conforme a tabela-verdade.  Exemplos: P∧Q , P∨Q , P→Q ...

16. Implicação lógica


p ~P pVq
Definição
V F V A proposição P implica a proposição Q, quando a con-
F V V dicional P → Q for uma tautologia.
O símbolo P ⇒ Q (P implica Q) representa a implica-
Exemplo ção lógica. 
A proposição (p Λ q) → (p  q) é uma tautologia, pois a
última coluna da tabela-verdade só possui V.  Diferenciação dos símbolos → e ⇒
O símbolo  →  representa uma operação matemática
p q pΛq p↔q (p Λ q)→(p↔q) entre as proposições P e Q que tem como resultado a pro-
posição P → Q, com valor lógico V ou F.
V V V V V O símbolo  ⇒  representa a não ocorrência de  VF na
V F F F V tabela-verdade de P → Q, ou ainda que o valor lógico da
F V F F V condicional P → Q será sempre V, ou então que P → Q é
uma tautologia. 
F F F V V
Exemplo
14. Contradição A tabela-verdade da condicional (p Λ q) → (p ↔ q) será: 
Uma proposição composta formada por duas ou mais
proposições p, q, r, ... será dita uma contradição se ela for
sempre falsa, independentemente dos valores lógicos das p q pΛq P↔Q (p Λ q)→(P↔Q)
proposições p, q, r, ... que a compõem V V V V V
Exemplos:
• O Zorra total é uma porcaria e Zorra total não é uma V F F F V
porcaria
• Suelen mora em Petrópolis e Suelen não mora em F V F F V
Petrópolis F F F V V
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos
uma única proposição, afirmativa e negativa. Vamos en- Portanto,  (p Λ q)  → (p  ↔ q)  é uma tautologia, por
tender isso melhor. isso (p Λ q) ⇒ (p ↔q)

5
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

17. Equivalência lógica 4. p ou q = q ou p


Ex: O carro é branco ou azul = O carro é azul ou branco
Definição
Há equivalência entre as proposições  P e Q  somen- 5. p ↔ q = q ↔ p
te quando a bicondicional  P  ↔  Q  for uma tautologia ou Ex: Amo se e somente se vivo = Vivo se e somente se amo.
quando P e Q tiverem a mesma tabela-verdade. P ⇔ Q (P
é equivalente a Q) é o símbolo que representa a equiva- 6. p ↔ q = (pq) e (qp)
lência lógica.  Ex: Amo se e somente se vivo = Se amo então vivo, e
se vivo então amo
Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔ Para facilitar a memorização, veja a tabela abaixo:
O símbolo ↔ representa uma operação entre as propo-
sições P e Q, que tem como resultado uma nova proposi-
ção P ↔ Q com valor lógico V ou F.
O símbolo  ⇔  representa a não ocorrência de VF e
de FV na tabela-verdade P ↔ Q, ou ainda que o valor lógi-
co de P ↔ Q é sempre V, ou então P ↔ Q é uma tautologia.

Exemplo
A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: 

p q ~q ~p p→q ~q→~p (p→q)↔(~q→~p)


V V F F V V V
V F V F F F V Equivalências da Condicional

F V F V V V V As duas equivalências que se seguem são de funda-


F F V V V V V mental importância. Estas equivalências podem ser veri-
ficadas, ou seja, demonstradas, por meio da comparação
Portanto,  p  →  q  é equivalente a  ~q  →  ~p, pois estas entre as tabelas-verdade. Fica como exercício para casa
proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a bicon- estas demonstrações. As equivalências da condicional são
dicional (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia. as seguintes:
Veja a representação:
(p → q) ⇔ (~q → ~p) 1) Se p então q = Se não q então não p.
Ex: Se chove então me molho = Se não me molho en-
EQUIVALÊNCIAS LOGICAS NOTÁVEIS tão não chove

Dizemos que duas proposições são logicamente equi- 2) Se p então q = Não p ou q.


valentes (ou simplesmente equivalentes) quando os resul- Ex: Se estudo então passo no concurso = Não estudo
tados de suas tabelas-verdade são idênticos. ou passo no concurso
Uma consequência prática da equivalência lógica é que Colocando estes resultados em uma tabela, para aju-
ao trocar uma dada proposição por qualquer outra que lhe dar a memorização, teremos:
seja equivalente, estamos apenas mudando a maneira de
dizê-la.
A equivalência lógica entre duas proposições, p e q,
pode ser representada simbolicamente como: p q, ou sim-
plesmente por p = q.
Começaremos com a descrição de algumas equivalên-
Equivalências com o Símbolo da Negação
cias lógicas básicas.
Este tipo de equivalência já foi estudado. Trata-se, tão so-
mente, das negações das proposições compostas! Lembremos:
Equivalências Básicas

1. p e p = p
Ex: André é inocente e inocente = André é inocente

2. p ou p = p
Ex: Ana foi ao cinema ou ao cinema = Ana foi ao cinema

3. p e q = q e p
Ex: O cavalo é forte e veloz = O cavalo é veloz e forte

6
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

É possível que surja alguma dúvida em relação a úl- Tautologia é uma proposição composta cujo resultado
tima linha da tabela acima. Porém, basta lembrarmos do é sempre verdadeiro para todas as atribuições que se têm,
que foi aprendido: independentemente dessas atribuições.
p↔q = (pq) e (qp) Rodrigo, posso estar errada, mas ao construir a tabela-
verdade com a proposição que você propôs não vamos ter
(Obs: a BICONDICIONAL tem esse nome: porque equi- uma tautologia, mas uma contingência.
vale a duas condicionais!) A proposição a ser utilizada aqui seria a seguinte: P v
Para negar a bicondicional, teremos na verdade que ~(P ^ ~Q), que, ao construirmos a tabela-verdade ficaria
negar a sua conjunção equivalente. da seguinte forma:
E para negar uma conjunção, já sabemos, nega-se as
duas partes e troca-se o E por OU. Fica para casa a de- P Q ~Q (P/\~Q) ~(P/\~Q) P V ~(P/\~Q)
monstração da negação da bicondicional. Ok?
V V F F V V
Outras equivalências V F V V F V
Algumas outras equivalências que podem ser relevan- F V F F V V
tes são as seguintes:
F F V F V V
1) p e (p ou q) = p
Ex: Paulo é dentista, e Paulo é dentista ou Pedro é mé- 2. (PM-BA - Soldado da Polícia Militar - FCC /2012)
dico = Paulo é dentista A negação lógica da proposição: “Pedro é o mais velho
da classe ou Jorge é o mais novo da classe” é
2) p ou (p e q) = p A) Pedro não è o mais novo da classe ou Jorge não é o
Ex: Paulo é dentista, ou Paulo é dentista e Pedro é mé- mais velho da classe.
dico = Paulo é dentista B) Pedro é o mais velho da classe e Jorge não é o mais
novo da classe.
Por meio das tabelas-verdade estas equivalências po- C) Pedro não é o mais velho da classe e Jorge não é o
dem ser facilmente demonstradas. mais novo da classe.
Para auxiliar nossa memorização, criaremos a tabela D) Pedro não é o mais novo da classe e Jorge não é o
seguinte: mais velho da classe.
E) Pedro é o mais novo da classe ou Jorge é o mais
novo da classe.

p v q= Pedro é o mais velho da classe ou Jorge é o mais


novo da classe.
~p=Pedro não é o mais velho da classe.
~q=Jorge não é o mais novo da classe.
NEGAÇAO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS ~(p v q)=~p v ~q= Pedro não é o mais velho da classe
ou Jorge não é o mais novo da classe.

3. (PC-MA - Farmacêutico Legista - FGV/2012)


Em frente à casa onde moram João e Maria, a prefeitu-
ra está fazendo uma obra na rua. Se o operário liga a brita-
deira, João sai de casa e Maria não ouve a televisão. Certo
dia, depois do almoço, Maria ouve a televisão.
Pode-se concluir, logicamente, que
A) João saiu de casa.
Questoes comentadas: B) João não saiu de casa.
C) O operário ligou a britadeira.
1. (PROCERGS - Técnico de Nível Médio - Técnico em D) O operário não ligou a britadeira.
Segurança do Trabalho - FUNDATEC/2012) A proposição E) O operário ligou a britadeira e João saiu de casa.
“João comprou um carro novo ou não é verdade que João “Se o operário liga a britadeira, João sai de casa e Ma-
comprou um carro novo e não fez a viagem de férias.” é: ria não ouve a televisão”, logo se Maria ouve a televisão, a
A) um paradoxo. britadeira não pode estar ligada.
B) um silogismo.
C) uma tautologia. (TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CESPE/2012)
D) uma contradição. Em decisão proferida acerca da prisão de um réu, de-
E) uma contingência. pois de constatado pagamento de pensão alimentícia, o
magistrado determinou: “O réu deve ser imediatamente
solto, se por outro motivo não estiver preso”.

7
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Considerando que a determinação judicial correspon- 8. (Polícia Civil/SP - Investigador – VUNESP/2014) Um


de a uma proposição e que a decisão judicial será conside- antropólogo estadunidense chega ao Brasil para aperfei-
rada descumprida se, e somente se, a proposição corres- çoar seu conhecimento da língua portuguesa. Durante sua
pondente for falsa, julgue os itens seguintes. estadia em nosso país, ele fica muito intrigado com a frase
“não vou fazer coisa nenhuma”, bastante utilizada em nos-
4. Se o réu permanecer preso, mesmo não havendo sa linguagem coloquial. A dúvida dele surge porque
outro motivo para estar preso, então, a decisão judicial terá A) a conjunção presente na frase evidencia seu signi-
sido descumprida. ficado.
A) Certo B) o significado da frase não leva em conta a dupla
B) Errado negação.
A decisão judicial é “O réu deve ser imediatamente sol- C) a implicação presente na frase altera seu significado.
to, se por outro motivo não estiver preso”, logo se o réu D) o significado da frase não leva em conta a disjunção.
continuar preso sem outro motivo para estar preso, será E) a negação presente na frase evidencia seu signifi-
descumprida a decisão judicial. cado.
~(~p) é equivalente a p
5. Se o réu for imediatamente solto, mesmo havendo Logo, uma dupla negação é equivalente a afirmar.
outro motivo para permanecer preso, então, a decisão ju- RESPOSTA: “B”.
dicial terá sido descumprida.
A) Certo 9. (Receita Federal do Brasil – Analista Tributário -
B) Errado ESAF/2012) A negação da proposição “se Paulo estuda, en-
tão Marta é atleta” é logicamente equivalente à proposição:
P = se houver outro motivo A) Paulo não estuda e Marta não é atleta.
Q = será solto B) Paulo estuda e Marta não é atleta.
A decisão foi: Se não P então Q, logo VV = V C) Paulo estuda ou Marta não é atleta.
A questão afirma: Se P então Q, logo FV = V D) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta.
Não contrariou, iria contrariar se a questão resultasse E) Paulo não estuda ou Marta não é atleta.
V+F=F
A negação de uma condicional do tipo: “Se A, então B”
6. As proposições “Se o réu não estiver preso por outro (AB) será da forma:
motivo, deve ser imediatamente solto” e “Se o réu não for ~(A B) A^ ~B
imediatamente solto, então, ele está preso por outro moti- Ou seja, para negarmos uma proposição composta re-
vo” são logicamente equivalentes. presentada por uma condicional, devemos confirmar sua
primeira parte (“A”), trocar o conectivo condicional (“”) pelo
A) Certo conectivo conjunção (“^”) e negarmos sua segunda parte
B) Errado (“~ B”). Assim, teremos:
RESPOSTA: “B”.
O réu não estiver preso por outro motivo = ~P
Deve ser imediatamente solto = S 10. (ANVISA - TÉCNICO ADMINISTRATIVO - CE-
Se o réu não estiver preso por outro motivo, deve ser TRO/2012) Se Viviane não dança, Márcia não canta. Logo,
imediatamente solto=P S A) Viviane dançar é condição suficiente para Márcia
Se o réu não for imediatamente solto, então, ele está cantar.
preso por outro motivo = ~SP B) Viviane não dançar é condição necessária para Már-
De acordo com a regra de equivalência (A B) = (~B ~A) cia não cantar.
a questão está correta. C) Viviane dançar é condição necessária para Márcia
cantar.
7. A negação da proposição relativa à decisão judicial D) Viviane não dançar é condição suficiente para Már-
estará corretamente representada por “O réu não deve ser cia cantar.
imediatamente solto, mesmo não estando preso por outro E) Viviane dançar é condição necessária para Márcia
motivo”. não cantar.
A) Certo
B) Errado Inicialmente, reescreveremos a condicional dada na
forma de condição suficiente e condição necessária:
“O réu deve ser imediatamente solto, se por outro “Se Viviane não dança, Márcia não canta”
motivo não estiver preso” está no texto, assim: 1ª possibilidade: Viviane não dançar é condição su-
P = “Por outro motivo não estiver preso” ficiente para Márcia não cantar. Não há RESPOSTA: para
Q = “O réu deve ser imediatamente solto” essa possibilidade.
PQ, a negação ~(P Q) = P e ~Q 2ª possibilidade: Márcia não cantar é condição neces-
P e ~Q = Por outro motivo estiver preso o réu não deve sária para Viviane não dançar.. Não há RESPOSTA: para
ser imediatamente solto” essa possibilidade.

8
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Não havendo RESPOSTA: , modificaremos a condicio- P Q ¬Q P→(¬Q)


nal inicial, transformando-a em outra condicional equiva-
lente, nesse caso utilizaremos o conceito da contrapositiva V V F F
ou contra posição: pq ~q ~p V F V V
“Se Viviane não dança, Márcia não canta” “Se Márcia F V F V
canta, Viviane dança”
Transformando, a condicional “Se Márcia canta, Vivia-
F F V V
ne dança” na forma de condição suficiente e condição ne-
cessária, obteremos as seguintes possibilidades: Observando-se a 3 linha da tabela-verdade acima,
1ª possibilidade: Márcia cantar é condição suficiente ―Q‖ e ―P ® (¬ Q) são, simultaneamente, V se, e somente
para Viviane dançar. Não há RESPOSTA: para essa possi- se, ―P‖ for F.
bilidade. Resposta: CERTO.
2ª possibilidade: Viviane dançar é condição necessária
para Márcia cantar. 13. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A
RESPOSTA: “C”. proposição [PvQ]Q é uma tautologia.
( )Certo ( ) Errado
11. (BRDE - ANALISTA DE SISTEMAS - AOCP/2012)
Considere a sentença: “Se Ana é professora, então Camila Construindo a tabela-verdade da proposição compos-
é médica.” A proposição equivalente a esta sentença é ta: [P Ú Q] ® Q, teremos como solução:
A) Ana não é professora ou Camila é médica.
B) Se Ana é médica, então Camila é professora. P Q Pv Q (Pv Q)→Q (p^~q)↔(~p v q)
C) Se Camila é médica, então Ana é professora. V V V V→V V
D) Se Ana é professora, então Camila não é médica.
V→F
E) Se Ana não é professora, então Camila não é mé-
V F V F
dica. F V V V→V V
Existem duas equivalências particulares em relação a F F F F→F V
uma condicional do tipo “Se A, então B”.
P(P;Q) = VFVV
1ª) Pela contrapositiva ou contraposição: “Se A, então Portanto, essa proposição composta é uma contingên-
B” é equivalente a “Se ~B, então ~A” cia ou indeterminação lógica.
“Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será Resposta: ERRADO.
equivalente a:
“Se Camila não é médica, então Ana não é professora.” 14. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Se
P for F e P v Q for V, então Q é V.
2ª) Pela Teoria da Involução ou Dupla Negação: “Se A, ( )Certo ( ) Errado
então B” é equivalente a “~A ou B”
“Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será Lembramos que uma disjunção simples, na forma:
equivalente a: “P vQ”, será verdadeira (V) se, pelo menos, uma de suas
“Ana não é professora ou Camila é médica.” partes for verdadeira (V). Nesse caso, se “P” for falsa e
Ficaremos, então, com a segunda equivalência, já que “PvQ” for verdadeira, então “Q” será, necessariamente,
esta configura no gabarito. verdadeira.
RESPOSTA: “A”. Resposta: CERTO.

(PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Consi- (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013)


derando que P e Q representem proposições conhecidas e P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é
que V e F representem, respectivamente, os valores verda- alta.
deiro e falso, julgue os próximos itens. (374 a 376) P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz.
P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres.
12. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) (PC/ P4: Há criminosos livres.
DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) As proposições C: Portanto a criminalidade é alta.
Q e P (¬ Q) são, simultaneamente, V se, e somente se, P Considerando o argumento apresentado acima, em
for F. que P1, P2, P3 e P4 são as premissas e C, a conclusão, jul-
( )Certo ( ) Errado gue os itens subsequentes. (377 e 378)

Observando a tabela-verdade da proposição compos-


ta “P (¬ Q)”, em função dos valores lógicos de “P” e “Q”,
temos:

9
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

15. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) O


argumento apresentado é um argumento válido.
( )Certo ( ) Errado

Verificaremos se as verdades das premissas P1, P2, P3


e P4 sustentam a verdade da conclusão. Nesse caso, de-
vemos considerar que todas as premissas são, necessaria-
mente, verdadeiras.
P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é alta.
(V)
P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz. (V)
P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres.
(V) Considerando-se como verdadeira (V) a 1ª parte da
P4: Há criminosos livres. (V) condicional em P1, então, deveremos considerar também
Portanto, se a premissa P4 – proposição simples – é ver- como verdadeira (V), sua 2ª parte, pois uma verdade sem-
dadeira (V), então a 2ª parte da condicional representada pre implica em outra verdade.
pela premissa P3 será considerada falsa (F). Então, veja: Considerando a proposição simples ―a criminalidade
é alta‖ como verdadeira (V), logo a conclusão desse argu-
mento é, de fato, verdadeira (V), o que torna esse argumen-
to válido.
Resposta: CERTO.
16. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A
negação da proposição P1 pode ser escrita como “Se a im-
punidade não é alta, então a criminalidade não é alta”.
( )Certo ( ) Errado

Sabendo-se que a condicional P3 é verdadeira e co- Seja P1 representada simbolicamente, por:


nhecendo-se o valor lógico de sua 2ª parte como falsa (F), A impunidade não é alta(p) então a criminalidade não
então o valor lógico de sua 1ª parte nunca poderá ser ver- é alta(q)
dadeiro (V). Assim, a proposição simples ―a justiça é eficaz‖ A negação de uma condicional é dada por:
será considerada falsa (F). ~(pq)
Se a proposição simples ―a justiça é eficaz‖ é conside- Logo, sua negação será dada por: ~P1 a impunidade é
rada falsa (F), então a 2ª parte da disjunção simples repre- alta e a criminalidade não é alta.
sentada pela premissa P2, também, será falsa (F). Resposta:ERRADO.

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO

ARGUMENTO

Argumento é uma relação que associa um conjunto de


proposições (p1, p2, p3,... pn), chamadas premissas ou hipó-
teses, e uma proposição C chamada conclusão. Esta relação
é tal que a estrutura lógica das premissas acarretam ou tem
como consequência a proposição C (conclusão).
O argumento pode ser representado da seguinte forma:

Sendo verdadeira (V) a premissa P2 (disjunção simples)


e conhecendo-se o valor lógico de uma das partes como
falsa (F), então o valor lógico da outra parte deverá ser, ne-
cessariamente, verdadeira (V). Lembramos que, uma disjun-
ção simples será considerada verdadeira (V), quando, pelo
menos, uma de suas partes for verdadeira (V).

Sendo verdadeira (V) a proposição simples ―a impu-


nidade é alta‖, então, confirmaremos também como ver-
dadeira (V), a 1ª parte da condicional representada pela
premissa P1.

10
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

EXEMPLOS: EXEMPLO:
1. Todos os cariocas são alegres. O Flamengo é um bom time de futebol.
    Todas as pessoas alegres vão à praia O Palmeiras é um bom time de futebol.
    Todos os cariocas vão à praia. O Vasco é um bom time de futebol.
2. Todos os cientistas são loucos. O Cruzeiro é um bom time de futebol.
    Einstein é cientista. Todos os times brasileiros de futebol são bons.
    Einstein é louco! Note que não podemos afirmar que todos os times
brasileiros são bons sabendo apenas que 4 deles são bons.
Nestes exemplos temos o famoso silogismo categórico
de forma típica ou simplesmente silogismo. Os silogismos Exemplo: (FCC)  Considere que as seguintes afirma-
são os argumentos que têm somente duas premissas e mais ções são verdadeiras:
a conclusão, e utilizam os termos: todo, nenhum e algum, “Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.”
em sua estrutura. “Existem crianças que são inteligentes.”
Assim sendo, certamente é verdade que:
ANALOGIAS (A) Alguma criança inteligente não gosta de passear
no Metrô de São Paulo.
A analogia é uma das melhores formas para utilizar o (B) Alguma criança que gosta de passear no Metrô de
raciocínio. Nesse tipo de raciocínio usa-se a comparação São Paulo é inteligente.
de uma situação conhecida com uma desconhecida. Uma (C) Alguma criança não inteligente não gosta de pas-
analogia depende de três situações: sear no Metrô de São Paulo.
• os fundamentos precisam ser verdadeiros e im- (D) Toda criança que gosta de passear no Metrô de
portantes; São Paulo é inteligente.
• a quantidade de elementos parecidos entre as (E) Toda criança inteligente não gosta de passear no
situações deve ser significativo; Metrô de São Paulo.
• não pode existir conflitos marcantes.
SOLUÇÃO:
INFERÊNCIAS Representando as proposições na forma de conjuntos
(diagramas lógicos – ver artigo sobre diagramas lógicos)
A indução está relacionada a diversos casos pequenos teremos:
que chegam a uma conclusão geral. Nesse sentido pode- “Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.”
mos definir também a indução fraca e a indução forte. Essa “Existem crianças que são inteligentes.”
indução forte ocorre quando não existe grandes chances de
que um caso discorde da premissa geral. Já a fraca refere-se
a falta de sustentabilidade de um conceito ou conclusão.

DEDUÇÕES

ARGUMENTOS DEDUTIVOS E INDUTIVOS


Os argumentos podem ser classificados em dois ti-
pos: Dedutivos e Indutivos.

1) O argumento será DEDUTIVO quando suas premis- Pelo gráfico, observamos claramente que se todas as
sas fornecerem informações suficientes para comprovar a crianças gostam de passear no metrô e existem crianças
veracidade da conclusão, isto é, o argumento é dedutivo inteligentes, então alguma criança que gosta de passear
quando a conclusão é completamente derivada das pre- no Metrô de São Paulo é inteligente. Logo, a alternativa
missas. correta é a opção B.

EXEMPLO: CONCLUSÕES
Todo ser humano têm mãe.
Todos os homens são humanos. VALIDADE DE UM ARGUMENTO
Todos os homens têm mãe. Uma proposição é verdadeira ou falsa. No caso de
um argumento dedutivo diremos que ele é válido ou in-
2) O argumento será INDUTIVO quando suas premis- válido. Atente-se para o fato que todos os  argumentos
sas não fornecerem o “apoio completo” para ratificar as indutivos  são  inválidos, portanto não há de se falar em
conclusões. Portanto, nos argumentos indutivos, a conclu- validade de argumentos indutivos.
são possui informações que ultrapassam as fornecidas nas A validade é uma propriedade dos argumentos que
premissas. Sendo assim, não se aplica, então, a definição depende apenas da forma (estrutura lógica) das suas pro-
de argumentos válidos ou não válidos para argumentos posições (premissas e conclusões) e não do seu conteúdo.
indutivos.

11
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Argumento Válido SOLUÇÃO:


Um argumento será válido quando a sua conclusão é Representando as premissas do enunciado na forma
uma consequência obrigatória de suas premissas. Em ou- de diagramas lógicos (ver artigo sobre diagramas lógicos),
tras palavras, podemos dizer que quando um argumento obteremos:
é válido, a verdade de suas premissas deve garantir a ver- Premissas:
dade da conclusão do argumento. Isso significa que, se o “Se Ana cometeu um crime perfeito, então Ana não é
argumento é válido, jamais poderemos chegar a uma con- suspeita” = “Toda pessoa que comete um crime perfeito
clusão falsa quando as premissas forem verdadeiras. não é suspeita”. 
“Ana não cometeu um crime perfeito”.
Exemplo: (CESPE) Suponha um argumento no qual as  Conclusão:
premissas sejam as proposições I e II abaixo. “Ana é suspeita”. (Não se “desenha” a conclusão, ape-
I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é in- nas as premissas!)
feliz.
II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco.
Nesse caso, se a conclusão for a proposição “Mulhe-
res desempregadas vivem pouco”, tem-se um argumento
correto.

SOLUÇÃO:
Se representarmos na forma de diagramas lógicos (ver
artigo sobre diagramas lógicos), para facilitar a resolução,
teremos:
   I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é
infeliz. = Toda mulher desempregada é infeliz.
   II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco. =
Toda mulher infeliz vive pouco. O fato do enunciado ter falado apenas que “Ana não
cometeu um crime perfeito”, não nos diz se ela é suspeita
ou não. Por isso temos duas possibilidades (ver bonecos).
Logo, a questão está errada, pois não podemos afirmar,
com certeza, que Ana é suspeita. Logo, o argumento é in-
válido.

EXERCICIOS:

(TJ-AC - Analista Judiciário - Conhecimentos Bási-


cos - Cargos 1 e 2 - CESPE/2012) (10 a 13)

Considerando que as proposições lógicas sejam re-


presentadas por letras maiúsculas, julgue os próximos
Com isso, qualquer mulher que esteja no conjunto das itens, relativos a lógica proposicional e de argumenta-
desempregadas (ver boneco), automaticamente estará no ção.
conjunto das mulheres que vivem pouco. Portanto, se a
conclusão for a proposição “Mulheres desempregadas vi- 1. A expressão é uma tautologia.
vem pouco”, tem-se um argumento correto (correto = vá- A) Certo
lido!). B) Errado

Argumento Inválido Resposta: B.


Dizemos que um argumento é inválido, quando a ver- Fazendo a tabela verdade:
dade das premissas não é suficiente para garantir a verda-
de da conclusão, ou seja, quando a conclusão não é uma P Q P→Q (P→Q) V P [(P→Q) V P]→Q
consequência obrigatória das premissas.
V V V V V
Exemplo: (CESPE) É válido o seguinte argumento: Se V F F V V
Ana cometeu um crime perfeito, então Ana não é suspeita, F V V V V
mas (e) Ana não cometeu um crime perfeito, então Ana é
suspeita. F F F F F

Portanto não é uma tautologia.

12
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

2. As proposições “Luiz joga basquete porque Luiz é Resposta: A.


alto” e “Luiz não é alto porque Luiz não joga basquete” Fazendo a tabela verdade:
são logicamente equivalentes.
A) Certo P Q R (P→Q)^(~R)
B) Errado
V V V F
Resposta: A. V V F V
São equivalentes por que “Luiz não é alto porque Luiz V F V F
não joga basquete” nega as duas partes da proposição, a
deixando equivalente a primeira. V F F F
F V V F
3. A sentença “A justiça e a lei nem sempre andam F V F V
pelos mesmos caminhos” pode ser representada sim-
bolicamente por PΛQ, em que as proposições P e Q são F F V F
convenientemente escolhidas. F F F V
A) Certo
B) Errado TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CES-
PE/2012)
Resposta: B.
Não, pois ^ representa o conectivo “e”, e o “e” é usado
para unir A justiça E a lei, e “A justiça” não pode ser con-
siderada uma proposição, pois não pode ser considerada
verdadeira ou falsa.

4. Considere que a tabela abaixo representa as


primeiras colunas da tabela-verdade da proposição

Logo, a coluna abaixo representa a última coluna


dessa tabela-verdade.
Com base na situação descrita acima, julgue o item
a seguir.

5. O argumento cujas premissas correspondem às


quatro afirmações do jornalista e cuja conclusão é “Pe-
dro não disputará a eleição presidencial da República”
é um argumento válido.
A) Certo
B) Errado

Resposta: A.
Argumento válido é aquele que pode ser concluído a
partir das premissas, considerando que as premissas são
verdadeiras então tenho que:
A) Certo Se João for eleito prefeito ele disputará a presidência;
B) Errado

13
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Se João disputar a presidência então Pedro não vai disputar;


Se João não for eleito prefeito se tornará presidente do partido e não apoiará a candidatura de Pedro à presidência;
Se o presidente do partido não apoiar Pedro ele não disputará a presidência.

(PRF - Nível Superior - Conhecimentos Básicos - Todos os Cargos - CESPE/2012)


Um jovem, visando ganhar um novo smartphone no dia das crianças, apresentou à sua mãe a seguinte argu-
mentação: “Mãe, se tenho 25 anos, moro com você e papai, dou despesas a vocês e dependo de mesada, então eu
não ajo como um homem da minha idade. Se estou há 7 anos na faculdade e não tenho capacidade para assumir
minhas responsabilidades, então não tenho um mínimo de maturidade. Se não ajo como um homem da minha
idade, sou tratado como criança. Se não tenho um mínimo de maturidade, sou tratado como criança. Logo, se sou
tratado como criança, mereço ganhar um novo smartphone no dia das crianças”.
Com base nessa argumentação, julgue os itens a seguir..

6. A proposição “Se estou há 7 anos na faculdade e não tenho capacidade para assumir minhas responsabilida-
des, então não tenho um mínimo de maturidade” é equivalente a “Se eu tenho um mínimo de maturidade, então
não estou há 7 anos na faculdade e tenho capacidade para assumir minhas responsabilidades”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: B.
Equivalência de Condicional: P -> Q = ~ Q -> ~ P 
Negação de Proposição: ~ (P ^ Q)  =  ~ P v ~ Q 

P Q R ¬P ¬Q ¬R P^¬Q (P^¬Q) → ¬R ¬P^Q R→ (¬P^Q)


V V V F F F F V F F
V V F F F V F V F V
V F V F V F V F F F
V F F F V V V V F V
F V V V F F F V V V
F V F V F V F V V V
F F V V V F F V F F
F F F V V V F V F V

Portanto não são equivalentes.

7. Considere as seguintes proposições: “Tenho 25 anos”, “Moro com você e papai”, “Dou despesas a vocês” e
“Dependo de mesada”. Se alguma dessas proposições for falsa, também será falsa a proposição “Se tenho 25 anos,
moro com você e papai, dou despesas a vocês e dependo de mesada, então eu não ajo como um homem da minha
idade”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: A.
(A^B^C^D) E
Ora, se A ou B ou C ou D estiver falsa como afirma o enunciado, logo torna a primeira parte da condicional falsa, (visto
que trata-se da conjunção) tornando- a primeira parte da condicional falsa, logo toda a proposição se torna verdadeira.

8. A proposição “Se não ajo como um homem da minha idade, sou tratado como criança, e se não tenho um
mínimo de maturidade, sou tratado como criança” é equivalente a “Se não ajo como um homem da minha idade ou
não tenho um mínimo de maturidade, sou tratado como criança”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: A.
A = Se não ajo como um homem da minha idade,
B = sou tratado como criança,
C= se não tenho um mínimo de maturidade

14
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

A B C ~A  ~C (~A → B) (~C → B) (~A v ~ C) (~A→ B) ^ (~ C→ B) (~A v ~ C)→ B


V V V F F V V F V V
V V F F V V V V V V
V F V F F V V F V V
V F F F V V F V F F
F V V V F V V V V V
F V F V V V V V V V
F F V V F F V V F F
F F F V V F F V F F

De acordo com a tabela verdade são equivalentes.

COMPREENSÃO E ANÁLISE DA LÓGICA DE


UMA SITUAÇÃO, UTILIZANDO AS FUNÇÕES
INTELECTUAIS: RACIOCÍNIO VERBAL,
RACIOCÍNIO MATEMÁTICO, RACIOCÍNIO
SEQUENCIAL, ORIENTAÇÃO ESPACIAL E
TEMPORAL, FORMAÇÃO DE CONCEITOS,
DISCRIMINAÇÃO DE ELEMENTOS.

Raciocínio Lógico Matemático

Os estudos matemáticos ligados aos fundamentos lógicos contribuem no desenvolvimento cognitivo dos estudantes,
induzindo a organização do pensamento e das ideias, na formação de conceitos básicos, assimilação de regras matemáti-
cas, construção de fórmulas e expressões aritméticas e algébricas. É de extrema importância que em matemática utilize-se
atividades envolvendo lógica, no intuito de despertar o raciocínio, fazendo com que se utilize do potencial na busca por
soluções dos problemas matemáticos desenvolvidos e baseados nos conceitos lógicos.
A lógica está presente em diversos ramos da matemática, como a probabilidade, os problemas de contagem, as pro-
gressões aritméticas e geométricas, as sequências numéricas, equações, funções, análise de gráficos entre outros. Os fun-
damentos lógicos contribuem na resolução ordenada de equações, na percepção do valor da razão de uma sequência, na
elucidação de problemas aritméticos e algébricos e na fixação de conteúdos complexos.
A utilização das atividades lógicas contribui na formação de indivíduos capazes de criar ferramentas e mecanismos
responsáveis pela obtenção de resultados em Matemática. O sucesso na Matemática está diretamente conectado à curiosi-
dade, pesquisa, deduções, experimentos, visão detalhada, senso crítico e organizacional e todas essas características estão
ligadas ao desenvolvimento lógico.

Raciocínio Lógico Dedutivo

A dedução é uma inferência que parte do universal para o mais particular. Assim considera-se que um raciocínio lógico
é dedutivo quando, de uma ou mais premissas, se conclui uma proposição que é conclusão lógica da(s) premissa(s). A de-
dução é um raciocínio de tipo mediato, sendo o silogismo uma das suas formas clássicas. Iniciaremos com a compreensão
das sequências lógicas, onde devemos deduzir, ou até induzir, qual a lei de formação das figuras, letras, símbolos ou nú-
meros, a partir da observação dos termos dados.

15
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Humor Lógico

Orientações Espacial e Temporal

Orientação espacial e temporal verifica a capacidade de abstração no espaço e no tempo. Costuma ser cobrado em
questões sobre a disposições de dominós, dados, baralhos, amontoados de cubos com símbolos especificados em suas
faces, montagem de figuras com subfiguras, figuras fractais, dentre outras. Inclui também as famosas sequências de figuras
nas quais se pede a próxima. Serve para verificar a capacidade do candidato em resolver problemas com base em estímulos
visuais.

Raciocínio Verbal

O raciocínio é o conjunto de atividades mentais que consiste na associação de ideias de acordo com determinadas
regras. No caso do raciocínio verbal, trata-se da capacidade de raciocinar com conteúdos verbais, estabelecendo entre eles
princípios de classificação, ordenação, relação e significados. Ao contrário daquilo que se possa pensar, o raciocínio verbal
é uma capacidade intelectual que tende a ser pouco desenvolvida pela maioria das pessoas. No nível escolar, por exemplo,
disciplinas como as línguas centram-se em objetivos como a ortografia ou a gramática, mas não estimulam/incentivam à
aprendizagem dos métodos de expressão necessários para que os alunos possam fazer um uso mais completo da lingua-
gem.
Por outro lado, o auge dos computadores e das consolas de jogos de vídeo faz com que as crianças costumem jogar de
forma individual, isto é, sozinhas (ou com outras crianças que não se encontrem fisicamente com elas), pelo que não é feito
um uso intensivo da linguagem. Uma terceira causa que se pode aqui mencionar para explicar o fraco raciocínio verbal é o
fato de jantar em frente à televisão. Desta forma, perde-se o diálogo no seio da família e a arte de conversar.
Entre os exercícios recomendados pelos especialistas para desenvolver o raciocínio verbal, encontram-se as analogias
verbais, os exercícios para completar orações, a ordem de frases e os jogos onde se devem excluir certos conceitos de um
grupo. Outras propostas implicam que sigam/respeitem certas instruções, corrijam a palavra inadequada (o intruso) de uma
frase ou procurem/descubram antônimos e sinônimos de uma mesma palavra.

Lógica Sequencial

Lógica Sequencial

O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental. Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições,
para concluir através de mecanismos de comparações e abstrações, quais são os dados que levam às respostas verdadeiras,
falsas ou prováveis. Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o desenvolvimento do método matemático, este considerado
instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser
considerado também um dos integrantes dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da formação de conceitos
e da solução de problemas, sendo parte do pensamento.

Sequências Lógicas

As sequências podem ser formadas por números, letras, pessoas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer
uma sequência, o importante é que existam pelo menos três elementos que caracterize a lógica de sua formação, entretanto
algumas séries necessitam de mais elementos para definir sua lógica. Algumas sequências são bastante conhecidas e todo
aluno que estuda lógica deve conhecê-las, tais como as progressões aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os
números primos e os quadrados perfeitos.

16
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Sequência de Números Sequência de Pessoas


Na série a seguir, temos sempre um homem seguido
Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um de duas mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma
mesmo número. posição múltipla de três (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e
a posição dos braços sempre alterna, ficando para cima em
uma posição múltipla de dois (2º, 4º, 6º, 8º,...). Sendo assim,
a sequência se repete a cada seis termos, tornando possível
determinar quem estará em qualquer posição.

Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente


um mesmo número.

Sequência de Figuras

Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão


Incremento em Progressão: O valor somado é que está visto na sequência de pessoas ou simplesmente sofrer
em progressão. rotações, como nos exemplos a seguir.

Série de Fibonacci: Cada termo é igual a soma dos dois


anteriores.

1 1 2 3 5 8 13
Sequência de Fibonacci
Números Primos: Naturais que possuem apenas dois
divisores naturais.
O matemático Leonardo Pisa, conhecido como
Fibonacci, propôs no século XIII, a sequência numérica: (1,
2 3 5 7 11 13 17
1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, …). Essa sequência tem uma lei
de formação simples: cada elemento, a partir do terceiro, é
Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são obtido somando-se os dois anteriores. Veja: 1 + 1 = 2, 2 + 1
naturais. = 3, 3 + 2 = 5 e assim por diante. Desde o século XIII, muitos
matemáticos, além do próprio Fibonacci, dedicaram-se ao
1 4 9 16 25 36 49 estudo da sequência que foi proposta, e foram encontradas
inúmeras aplicações para ela no desenvolvimento de
Sequência de Letras modelos explicativos de fenômenos naturais.
Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de
As sequências de letras podem estar associadas a uma Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como uma
série de números ou não. Em geral, devemos escrever das maravilhas da Matemática. A partir de dois quadrados
todo o alfabeto (observando se deve, ou não, contar com de lado 1, podemos obter um retângulo de lados 2 e 1.
k, y e w) e circular as letras dadas para entender a lógica Se adicionarmos a esse retângulo um quadrado de lado 2,
proposta. obtemos um novo retângulo 3 x 2. Se adicionarmos agora
um quadrado de lado 3, obtemos um retângulo 5 x 3.
ACFJOU Observe a figura a seguir e veja que os lados dos quadrados
que adicionamos para determinar os retângulos formam a
Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses sequência de Fibonacci.
números estão em progressão.

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU

B1 2F H4 8L N16 32R T64

Nesse caso, associou-se letras e números (potências de


2), alternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1
posições.

ABCDEFGHIJKLMNOPQRST

17
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de As figuras a seguir possuem números que representam
circunferência inscrito em cada quadrado, encontraremos uma sequência lógica. Veja os exemplos:
uma espiral formada pela concordância de arcos cujos
raios são os elementos da sequência de Fibonacci. Exemplo 1

O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre A sequência numérica proposta envolve multiplicações
arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje por 4.
em ruínas, era um retângulo que continha um quadrado 6 x 4 = 24
de lado igual à altura. Essa forma sempre foi considerada 24 x 4 = 96
satisfatória do ponto de vista estético por suas proporções 96 x 4 = 384
sendo chamada retângulo áureo ou retângulo de ouro. 384 x 4 = 1536

Exemplo 2

Como os dois retângulos indicados na figura são


semelhantes temos: (1). A diferença entre os números vai aumentando 1
unidade.
13 – 10 = 3
Como: b = y – a (2). 17 – 13 = 4
Substituindo (2) em (1) temos: y2 – ay – a2 = 0. 22 – 17 = 5
28 – 22 = 6
Resolvendo a equação: 35 – 28 = 7

em que não convém. Exemplo 3

Logo:

Esse número é conhecido como número de ouro e


pode ser representado por:

Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor


lado for igual a é chamado retângulo áureo como o caso
da fachada do Partenon.

18
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Multiplicar os números sempre por 3. A carta que está oculta é:


1x3=3
3x3=9 (A) (B) (C)
9 x 3 = 27
27 x 3 = 81
81 x 3 = 243
243 x 3 = 729
729 x 3 = 2187

Exemplo 4 (D) (E)

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

A diferença entre os números vai aumentando 2


unidades.
24 – 22 = 2
28 – 24 = 4 Se tal critério for mantido, para obter as figuras
34 – 28 = 6 subsequentes, o total de pontos da figura de número 15
42 – 34 = 8 deverá ser:
52 – 42 = 10 (A) 69
64 – 52 = 12 (B) 67
78 – 64 = 14 (C) 65
(D) 63
QUESTÕES (E) 61
03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000,
01. Observe atentamente a disposição das cartas em 990, 970, 940, 900, 850, ...
cada linha do esquema seguinte: (A) 800
(B) 790
(C) 780
(D) 770

04. Na sequência lógica de números representados nos


hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um
deles que pode ser:

(A) 76
(B) 10
(C) 20
(D) 78

19
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos Admitindo-se que a regra de formação das figuras
de fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a
indicado abaixo: figura que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é:

.............
(A) (B)
1° 2° 3°

Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?


(A) 20 palitos
(B) 25 palitos
(C) 28 palitos
(D) 22 palitos
(C) (D)

06. Ana fez diversas planificações de um cubo e


escreveu em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo,
ela deseja que a soma dos números marcados nas faces
opostas seja 7. A única alternativa cuja figura representa a
planificação desse cubo tal como deseja Ana é: (E)

(A) (B)

09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual
é o próximo número?
(C) (D) (A) 20
(B) 21
(C) 100
(D) 200

10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo


número?
(E) (A) 4
(B) 20
(C) 31
(D) 21

11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados


07. As figuras da sequência dada são formadas por segundo determinado critério.
partes iguais de um círculo. LACRAÇÃO → cal
AMOSTRA → soma
LAVRAR → ?

Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá


ocupar o lugar do ponto de interrogação é:
Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16 (A) alar
círculos completos na: (B) rala
(A) 36ª figura (C) ralar
(B) 48ª figura (D) larva
(C) 72ª figura (E) arval
(D) 80ª figura
(E) 96ª figura

08. Analise a sequência a seguir:

20
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, 14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas
linha a linha, segundo determinado padrão. em forma de triângulo, segundo determinado critério.

Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui Considerando que na ordem alfabética usada são
corretamente o ponto de interrogação é: excluídas as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui
corretamente o ponto de interrogação é:
(A) P
(B) O
(C) N
(D) M
(A) (B)

(C)
(E) L

15. Considere que a sequência seguinte é formada pela


sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que
os algarismos sejam separados.
(D)
(E) 1234567891011121314151617181920...

13. Observe que na sucessão seguinte os números O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa
foram colocados obedecendo a uma lei de formação. sequência é:
(A) 9
(B) 8
(C) 6
(D) 3
(E) 1

16. Em cada linha abaixo, as três figuras foram


Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais desenhadas de acordo com determinado padrão.
que X + Y é igual a:
(A) 40
(B) 42
(C) 44
(D) 46
(E) 48

21
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Segundo esse mesmo padrão, a figura que deve 20. Considere a sequência abaixo:
substituir o ponto de interrogação é:
BBB BXB XXB
XBX XBX XBX
BBB BXB BXX
(A) (B) O padrão que completa a sequência é:

(A) (B) (C)


XXX XXB XXX
XXX XBX XXX
(C) (D) XXX BXX XXB

(D) (E)
XXX XXX
XBX XBX
(E) XXX BXX

17. Observe que, na sucessão de figuras abaixo, os 21. Na série de Fibonacci, cada termo a partir do
números que foram colocados nos dois primeiros triângulos terceiro é igual à soma de seus dois termos precedentes.
obedecem a um mesmo critério. Sabendo-se que os dois primeiros termos, por definição,
são 0 e 1, o sexto termo da série é:
(A) 2
(B) 3
(C) 4
(D) 5
(E) 6

Para que o mesmo critério seja mantido no triângulo 22. Nosso código secreto usa o alfabeto A B C D E F G
da direita, o número que deverá substituir o ponto de H I J L M N O P Q R S T U V X Z. Do seguinte modo: cada
interrogação é: letra é substituída pela letra que ocupa a quarta posição
(A) 32 depois dela. Então, o “A” vira “E”, o “B” vira “F”, o “C” vira
(B) 36 “G” e assim por diante. O código é “circular”, de modo que
(C) 38 o “U” vira “A” e assim por diante. Recebi uma mensagem
(D) 42 em código que dizia: BSA HI EDAP. Decifrei o código e li:
(E) 46 (A) FAZ AS DUAS;
(B) DIA DO LOBO;
18. Considere a seguinte sequência infinita de (C) RIO ME QUER;
números: 3, 12, 27, __, 75, 108,... O número que preenche (D) VIM DA LOJA;
adequadamente a quarta posição dessa sequência é: (E) VOU DE AZUL.
(A) 36,
(B) 40, 23. A sentença “Social está para laicos assim como
(C) 42, 231678 está para...” é melhor completada por:
(D) 44, (A) 326187;
(E) 48 (B) 876132;
(C) 286731;
19. Observando a sequência (1, , , , , ...) o (D) 827361;
próximo numero será: (E) 218763.

(A) 24. A sentença “Salta está para Atlas assim como 25435
está para...” é melhor completada pelo seguinte número:
(A) 53452;
(B) (B) 23455;
(C) 34552;
(C) (D) 43525;
(E) 53542.
(D)

22
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

25. Repare que com um número de 5 algarismos,


respeitada a ordem dada, podem-se criar 4 números de dois
algarismos. Por exemplo: de 34.712, podem-se criar o 34,
o 47, o 71 e o 12. Procura-se um número de 5 algarismos
formado pelos algarismos 4, 5, 6, 7 e 8, sem repetição. Veja
abaixo alguns números desse tipo e, ao lado de cada um
deles, a quantidade de números de dois algarismos que esse
número tem em comum com o número procurado.

Número Quantidade de números de Excluídas do alfabeto as letras K, W e Y e fazendo cada


dado 2 algarismos em comum letra restante corresponder ordenadamente aos números
inteiros de 1 a 23 (ou seja, A = 1, B = 2, C = 3,..., Z = 23),
48.765 1 a soma dos números que correspondem às letras que
86.547 0 compõem o nome do animal é:
87.465 2 (A) 37
(B) 39
48.675
(C) 45
1
(D) 49
O número procurado é:
(E) 51
(A) 87456
(B) 68745
Nas questões 29 e 30, observe que há uma relação
(C) 56874
entre o primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma
(D) 58746
relação deverá existir entre o terceiro grupo e um dos cinco
(E) 46875
grupos que aparecem nas alternativas, ou seja, aquele que
26. Considere que os símbolos ♦ e ♣ que aparecem substitui corretamente o ponto de interrogação. Considere
no quadro seguinte, substituem as operações que devem que a ordem alfabética adotada é a oficial e exclui as letras
ser efetuadas em cada linha, a fim de se obter o resultado K, W e Y.
correspondente, que se encontra na coluna da extrema direita.
29. CASA: LATA: LOBO: ?
(A) SOCO
36 ♦ 4 ♣ 5 = 14 (B) TOCO
48 ♦ 6 ♣ 9 = 17 (C) TOMO
54 ♦ 9 ♣ 7 = ? (D) VOLO
(E) VOTO
Para que o resultado da terceira linha seja o correto, o
ponto de interrogação deverá ser substituído pelo número: 30. ABCA: DEFD: HIJH: ?
(A) 16 (A) IJLI
(B) 15 (B) JLMJ
(C) 14 (C) LMNL
(D) 13 (D) FGHF
(E) 12 (E) EFGE

27. Segundo determinado critério, foi construída a


sucessão seguinte, em que cada termo é composto de um 31. Os termos da sucessão seguinte foram obtidos
número seguido de uma letra: A1 – E2 – B3 – F4 – C5 – G6 – .... considerando uma lei de formação (0, 1, 3, 4, 12, 123,...).
Considerando que no alfabeto usado são excluídas as letras Segundo essa lei, o décimo terceiro termo dessa sequência
K, Y e W, então, de acordo com o critério estabelecido, a letra é um número:
que deverá anteceder o número 12 é: (A) Menor que 200.
(A) J (B) Compreendido entre 200 e 400.
(B) L (C) Compreendido entre 500 e 700.
(C) M (D) Compreendido entre 700 e 1.000.
(D) N (E) Maior que 1.000.
(E) O
Para responder às questões de números 32 e 33, você
28. Os nomes de quatro animais – MARÁ, PERU, TATU deve observar que, em cada um dos dois primeiros pares
e URSO – devem ser escritos nas linhas da tabela abaixo, de de palavras dadas, a palavra da direita foi obtida da palavra
modo que cada uma das suas respectivas letras ocupe um da esquerda segundo determinado critério. Você deve
quadrinho e, na diagonal sombreada, possa ser lido o descobrir esse critério e usá-lo para encontrar a palavra
nome de um novo animal. que deve ser colocada no lugar do ponto de interrogação.

23
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

32. Ardoroso → rodo 40. Reposicione dois palitos e obtenha uma figura com
Dinamizar → mina cinco quadrados iguais.
Maratona → ?

(A) mana
(B) toma
(C) tona
(D) tora
(E) rato

33. Arborizado → azar


Asteroide → dias
Articular → ?
(A) luar
(B) arar 41. Observe as multiplicações a seguir:
(C) lira 12.345.679 × 18 = 222.222.222
(D) luta 12.345.679 × 27 = 333.333.333
(E) rara ... ...
12.345.679 × 54 = 666.666.666
34. Preste atenção nesta sequência lógica e identifique Para obter 999.999.999 devemos multiplicar 12.345.679
quais os números que estão faltando: 1, 1, 2, __, 5, 8, __,21, por quanto?
34, 55, __, 144, __...
42. Esta casinha está de frente para a estrada de terra.
35. Uma lesma encontra-se no fundo de um poço seco Mova dois palitos e faça com que fique de frente para a
de 10 metros de profundidade e quer sair de lá. Durante o estrada asfaltada.
dia, ela consegue subir 2 metros pela parede; mas à noite,
enquanto dorme, escorrega 1 metro. Depois de quantos
dias ela consegue chegar à saída do poço?

36. Quantas vezes você usa o algarismo 9 para numerar


as páginas de um livro de 100 páginas?

37. Quantos quadrados existem na figura abaixo?

43. Remova dois palitos e deixe a figura com dois


quadrados.

38. Retire três palitos e obtenha apenas três quadrados.

44. As cartas de um baralho foram agrupadas em pares,


segundo uma relação lógica. Qual é a carta que está faltando,
sabendo que K vale 13, Q vale 12, J vale 11 e A vale 1?

39. Qual será o próximo símbolo da sequência abaixo?

24
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

45. Mova um palito e obtenha um quadrado perfeito. Respostas

01. Resposta: “A”.


A diferença entre os números estampados nas cartas
1 e 2, em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª
carta e, além disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta,
dentro das opções dadas só pode ser a da opção (A).

02. Resposta “D”.


Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de
simetria, tem-se:
46. Qual o valor da pedra que deve ser colocada em Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no
cima de todas estas para completar a sequência abaixo? total.
Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no
total.
Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no
total.
Na figura 4: 04 pontos de cada lado  08 pontos no
total.
Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no
total.

Em particular:
Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no
47. Mova três palitos nesta figura para obter cinco total.
triângulos.
Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de
simetria, tem-se:
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no
total.
Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no
total.
Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no
total.
48. Tente dispor 6 moedas em 3 fileiras de modo que Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no
em cada fileira fiquem apenas 3 moedas. total.
Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1)
pontos no total.

Em particular:
49. Reposicione três palitos e obtenha cinco quadrados. Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos
no total. Incluindo o ponto central, que ainda não foi
considerado, temos para total de pontos da figura 15: Total
de pontos = 30 + 32 + 1 = 63 pontos.

03. Resposta “B”.


Nessa sequência, observamos que a diferença: entre
1000 e 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30,
entre 940 e 900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre
850 e o próximo número é 60, dessa forma concluímos que
50. Mude a posição de quatro palitos e obtenha cinco o próximo número é 790, pois: 850 – 790 = 60.
triângulos.
04. Resposta “D”
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença:
entre 24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre
42 e 34 é 8, entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto
entre o próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos
que o próximo número é 78, pois: 76 – 64 = 14.

25
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

05. Resposta “D”. 12. Resposta “C”.


Observe a tabela: Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas
por quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças
Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª com círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura
que está faltando é um quadrado. As mãos das figuras
7 16
estão levantadas, em linha reta ou abaixadas. Assim, a
Nº de Palitos 4 10 13 19 22
figura que falta deve ter as mãos levantadas (é o que
Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de
ocorre em todas as alternativas). As figuras apresentam
palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber
as 2 pernas ou abaixadas, ou 1 perna levantada para
que cada figura a partir da segunda tem a quantidade
a esquerda ou 1 levantada para a direita. Nesse caso,
de palitos da figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta
forma, fica fácil preencher o restante da tabela e determinar a figura que está faltando na 3ª linha deve ter 1 perna
a quantidade de palitos da 7ª figura. levantada para a esquerda. Logo, a figura tem a cabeça
quadrada, as mãos levantadas e a perna erguida para a
06. Resposta “A”. esquerda.
Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter
a planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto 13. Resposta “A”.
ao 6, somando 10 unidades. Na figura apresentada na Existem duas leis distintas para a formação: uma
letra “C”, da mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao para a parte superior e outra para a parte inferior. Na
3, somando 8, não formando um lado. Na figura da letra parte superior, tem-se que: do 1º termo para o 2º termo,
“D”, o 2 estaria em face oposta ao 4, não determinando ocorreu uma multiplicação por 2; já do 2º termo para o
um lado. Já na figura apresentada na letra “E”, o 1 não 3º, houve uma subtração de 3 unidades. Com isso, X é
estaria em face oposta ao número 6, impossibilitando, igual a 5 multiplicado por 2, ou seja, X = 10. Na parte
portanto, a obtenção de um lado. Logo, podemos concluir inferior, tem-se: do 1º termo para o 2º termo ocorreu uma
que a planificação apresentada na letra “A” é a única para multiplicação por 3; já do 2º termo para o 3º, houve uma
representar um lado. subtração de 2 unidades. Assim, Y é igual a 10 multiplicado
por 3, isto é, Y = 30. Logo, X + Y = 10 + 30 = 40.
07. Resposta “B”.
Como na 3ª figura completou-se um círculo, para 14. Resposta “A”.
completar 16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16 : 3 . A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade
16 = 48. Portanto, na 48ª figura existirão 16 círculos. direita do triângulo, pela letra “A”; aumenta a direita para
a esquerda; continua pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as
08. Resposta “B”. linhas pares na ordem inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha.
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Na 2ª linha, então, as letras são, da direita para a esquerda,
Assim, continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A “M”, “N”, “O”, e a letra que substitui corretamente o ponto
figura de número 277 ocupa, então, a mesma posição das
de interrogação é a letra “P”.
figuras que representam número 5n + 2, com n N. Ou seja,
a 277ª figura corresponde à 2ª figura, que é representada
15. Resposta “B”.
pela letra “B”.
A sequência de números apresentada representa a
09. Resposta “D”. lista dos números naturais. Mas essa lista contém todos
A regularidade que obedece a sequência acima não se os algarismos dos números, sem ocorrer a separação.
dá por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada Por exemplo: 101112 representam os números 10, 11
número. “Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito, e 12. Com isso, do número 1 até o número 9 existem 9
Dezenove, ... Enfim, o próximo só pode iniciar também com algarismos. Do número 10 até o número 99 existem: 2 x
“D”: Duzentos. 90 = 180 algarismos. Do número 100 até o número 124
existem: 3 x 25 = 75 algarismos. E do número 124 até o
10. Resposta “C”. número 128 existem mais 12 algarismos. Somando todos
Esta sequência é regida pela inicial de cada número. os valores, tem-se: 9 + 180 + 75 + 12 = 276 algarismos.
Três, Treze, Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta Logo, conclui-se que o algarismo que ocupa a 276ª
e um, pois ele inicia com a letra “T”. posição é o número 8, que aparece no número 128.

11. Resposta “E”. 16. Resposta “D”.


Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras Na 1ª linha, internamente, a 1ª figura possui 2
letras da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da “orelhas”, a 2ª figura possui 1 “orelha” no lado esquerdo
mesma forma, na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da e a 3ª figura possui 1 “orelha” no lado direito. Esse fato
palavra AMOSTRA, pelas 4 primeira letras invertidas. Com acontece, também, na 2ª linha, mas na parte de cima e na
isso, da palavra LAVRAR, ao se retirarem as 5 primeiras parte de baixo, internamente em relação às figuras. Assim,
letras, na ordem invertida, obtém-se ARVAL. na 3ª linha ocorrerá essa regra, mas em ordem inversa: é

26
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

a 3ª figura da 3ª linha que terá 2 “orelhas” internas, uma 22. Resposta “E”.
em cima e outra em baixo. Como as 2 primeiras figuras A questão nos informa que ao se escrever alguma
da 3ª linha não possuem “orelhas” externas, a 3ª figura mensagem, cada letra será substituída pela letra que ocupa
também não terá orelhas externas. Portanto, a figura que a quarta posição, além disso, nos informa que o código é
deve substituir o ponto de interrogação é a 4ª. “circular”, de modo que a letra “U” vira “A”. Para decifrarmos,
temos que perceber a posição do emissor e do receptor. O
17. Resposta “B”. emissor ao escrever a mensagem conta quatro letras à frente
No 1º triângulo, o número que está no interior do para representar a letra que realmente deseja, enquanto
triângulo dividido pelo número que está abaixo é igual à que o receptor, deve fazer o contrário, contar quatro letras
diferença entre o número que está à direita e o número atrás para decifrar cada letra do código. No caso, nos foi
que está à esquerda do triângulo: 40 5 21 13 8. dada a frase para ser decifrada, vê-se, pois, que, na questão,
A mesma regra acontece no 2º triângulo: 42 ÷ 7 = 23 ocupamos a posição de receptores. Vejamos a mensagem:
- 17 = 6. BSA HI EDAP. Cada letra da mensagem representa a quarta
Assim, a mesma regra deve existir no 3º triângulo: letra anterior de modo que:
VxzaB: B na verdade é V;
? ÷ 3 = 19 - 7
OpqrS: S na verdade é O;
? ÷ 3 = 12
UvxzA: A na verdade é U;
? = 12 x 3 = 36.
DefgH: H na verdade é D;
EfghI: I na verdade é E;
18. Resposta “E”. AbcdE: E na verdade é A;
Verifique os intervalos entre os números que foram ZabcD: D na verdade é Z;
fornecidos. Dado os números 3, 12, 27, __, 75, 108, obteve- UvxaA: A na verdade é U;
se os seguintes 9, 15, __, __, 33 intervalos. Observe que 3x3, LmnoP: P na verdade é L;
3x5, 3x7, 3x9, 3x11. Logo 3x7 = 21 e 3x 9 = 27. Então: 21 +
27 = 48. 23. Resposta “B”.
A questão nos traz duas palavras que têm relação
19. Resposta “B”. uma com a outra e, em seguida, nos traz uma sequência
Observe que o numerador é fixo, mas o denominador numérica. É perguntado qual sequência numérica tem a
é formado pela sequência: mesma ralação com a sequência numérica fornecida, de
maneira que, a relação entre as palavras e a sequência
Primeiro Segundo Terceiro Quarto Quinto Sexto numérica é a mesma. Observando as duas palavras dadas,
podemos perceber facilmente que têm cada uma 6 letras
3x4= 4x5= 5x6= e que as letras de uma se repete na outra em uma ordem
1 1x2=2 2x3=6
12 20 30 diferente. Tal ordem, nada mais é, do que a primeira palavra
de trás para frente, de maneira que SOCIAL vira LAICOS.
20. Resposta “D”. Fazendo o mesmo com a sequência numérica fornecida,
O que de início devemos observar nesta questão é a temos: 231678 viram 876132, sendo esta a resposta.
quantidade de B e de X em cada figura. Vejamos:
BBB BXB XXB 24. Resposta “A”.
XBX XBX XBX A questão nos traz duas palavras que têm relação
BBB BXB BXX