CASSIA CORDEIRO FURTADO Professora Mestre da Universidade Federal do Maranhão - BR Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão

– BR Doutoranda da Universidade de Aveiro - PT E-mail: cfurtado@ua.pt LIDIA OLIVEIRA Professora Doutora Departamento de Comunicação e Artes - Universidade de Aveiro/PT. Pesquisadora do Cetac.media. E-mail: lidia@ua.pt

Rede Social de Leitores-Escritores Juniores1

Artigo apresentado no I Encontro Internacional TIC e Educação, ticEDUCA 2010, realizado em Lisboa-PT, novembro de 2010

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O presente artigo descreve investigação sobre a biblioteca escolar e o uso dos social media (redes sociais), no incentivo à prática da leitura-escrita, à luz da teoria de comunidades de prática, tendo como objetivo principal propor um modelo de construção de comunidade de leitores-escritores, para a comunidade escolar do 1º ciclo do ensino básico. A investigação fará um diagnóstico da relação leitura-escrita, biblioteca e comunidade escolar, identificará o uso das tecnologias de informação e comunicação, mais preciosamente da web 2.0, na biblioteca escolar, além de analisar o uso do Portal BIBLON em relação à adesão dos alunos às práticas de leitura e de escrita e a formação de comunidade de leitores-escritores. A pesquisa se apresenta como estudo de caso, de um agrupamento de escolas do Ensino Básico, do 1º ciclo, em Aveiro, Portugal. Palavras-chave: Biblioteca 2.0, biblioteca escolar, comunidades de práticas, leitura-escrita, web 2.0. This present article describes the investigation about the school library, the use of social media, and incentivate the practice of reading-writing, based on the practice community theory, with the principal objective of propose a model of building readers community, to the school´s community of the 1º cicle of basic education. The investigation will make a diagnosis of the relationship reading-writing , library and school´s community, identify the use of technologies of information and communication, mainly web 2.0, on the school library, besides analizing the use of Portal BIBLION in relation to the adhesion of the students to the reading-writing practices and the formation on a readers writers community. The research is presented like a case study, of schools of Basic Education, 1st cycle, Aveiro, Portugal. Keywords: Library 2.0, Communities of Practice (CoP), Reading-writing, School Library Web 2.0.

A presente investigação subordinada ao título Rede Social de Leitores-Escritores Juniores, com enquadramento nas áreas de Educação, Comunicação e Ciência da Informação, enquadra-se no Programa Doutoral em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais, do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade de Aveiro e do Departamento de Letras da Universidade do Porto, com termino previsto para dezembro de 2011. A pesquisa visa o estudo e compreensão do fenômeno de formação de

comunidades de leitores/escritores, em torno da biblioteca escolar, com o uso dos social media - web 2.0 (O'Reilly, 2005), nas escolas do 1º ciclo da escolaridade básica (2º ao 4º ano de formação), em Aveiro – Portugal. Como fruto da pesquisa pretendese apresentar proposta de conceptualização de um modelo de construção de comunidade de leitores/escritores para a educação básica, 1º ciclo, baseado na filosofia de comunidade de prática (Wenger, 1998; Wenger et al. 2002), tendo como plataforma o Portal BIBLON2, a ser utilizado como espaço de cooperação, criatividade, ludicidade, interculturalidade e aprendizagem da comunidade escolar. Desde a primeira definição de Sociedade da Informação que, de acordo com Kanczak e Szo³tysik (2006), foi cunhada por Tadao Umesamo, em 1963, no Japão, relacionada com “information processing society”, que a humanidade passa por transformações que afetam todos de forma radical. O avanço tecnológico, em especial nas áreas de telecomunicações e da informática, é um dos fenômenos que marca a sociedade atual, e sendo esse fenômeno cumulativo e irreversível, a cada dia a humanidade se depara com mais uma “novidade”. Devido às mudanças na sociedade, não só a escola, mas também, as demais instituições que compõem o sistema educacional, trabalham agora em um novo cenário e passam a enfrentar novos paradigmas e responsabilidades. Na complexa Sociedade da Informação, considera-se que o fator mais marcante a afetar a escola e a biblioteca foi à explosão da informação, caracterizada pelo aumento da quantidade, diversidade, vida útil cada vez menor, desvinculação da informação do suporte físico e o seu modo nômade. A velocidade da evolução da tecnologia da informação tem causado forte impacto na sociedade, diante da quantidade de informações disponibilizadas e da necessidade constante de atualização, por parte da humanidade e também das instituições. Dessa forma, a biblioteca, que tem como matéria prima a informação,
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http://www.portal-biblon.com/

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encontra-se também em transição, no processo de revisão de modelos até então vigentes, que envolve desde sua terminologia e conceitos, até a gestão e organização da informação. Considera-se que o maior conflito reside na necessidade da biblioteca encarar o desafio de abandonar o paradigma patrimonial e custodial, que lhe acompanha desde sua origem, para o paradigma informacional, onde o objeto das bibliotecas passa a ser a informação (Silva, 2008). Além do que, esse fato acarreta outra mudança no contexto bibliotecário: “O olhar descentrou-se: saiu do serviço ou
do sistema, para quem o utilizador era um destinatário passivo que deveria ser satisfeito à medida das possibilidades da entidade mediadora (a mediação é um ponto central dentro do processo de transição do paradigma custodial, patrimonialista, historicista e tecnicista para o emergente paradigma póscustodial, informacional e científico), e tem vindo a centrar-se nas necessidades, estratégias de busca e meandros do uso” (Silva, 2008: 18).

beyond the page metaphor of Web 1.0 to deliver rich user experiences" (O'Reilly, 2005).

Com tantas mudanças atingindo as instituições, é indispensável rever o papel das bibliotecas na Sociedade da Informação, reavaliar seus produtos e serviços e sua relação com o usuário da informação. Bindé (2007: 111) no texto O Futuro das Bibliotecas estabelece que “as bibliotecas poderão vir a ser (sic) intervenientes cruciais do desenvolvimento, com vistas a reduzir a forte polarização do nosso mundo no que respeita ao acesso a bens culturais e à informação”. Para tanto, as mudanças devem ser vistas como uma oportunidade de redefinição do conceito de biblioteca, otimização e criação de uma nova geração de serviços e produtos, para fins de conquista de novos usuários, visibilidade e espaço na educação e na sociedade. O termo web 2.0 foi cunhado, em 2004, por Tim O’Reilly, que define como;
"Web 2.0 is the network as platform, spanning all connected devices; Web 2.0 applications are those that make the most of the intrinsic advantages of that platform: delivering software as a continually-updated service that gets better the more people use it, consuming and remixing data from multiple sources, including individual users, while providing their own data and services in a form that allows remixing by others, creating network effects through an "architecture of participation," and going

A web 2.0 surge trazendo uma mudança na concepção do utilizador da informação, agora, além de utilizador, ele é também autor, editor, organizador e classificador da informação. Por esta razão, novos paradigmas surgem nas áreas do conhecimento, na Ciência da Informação encontra-se o paradigma da biblioteca 2.0 que representa uma mudança na relação utilizador, informação e biblioteca (Casey e Savastinuk (2007:5). Nesse contexto, as bibliotecas estão a caminhar para modernização, com a utilização das tecnologias de comunicação e informação no oferecimento de serviços e produtos, contudo, no contexto das bibliotecas escolares e sua presença na web verifica-se que ainda há uma lacuna e que essa plataforma não está a ser potenciada totalmente. Notadamente a web 2.0, que tem uso incerto por parte da biblioteca escolar, pois “poucas bibliotecas aderem as novas tecnologias sociais, mas menos ainda as que as utilizam convenientemente” (Alvim, 2010). A biblioteca 2.0 é considerada por Casey e Savastinuk (2007) como um processo de mudança no âmbito das bibliotecas, porém, os autores acentuam ser um processo “evolucionário, não revolucionário”, decorrente das mudanças sociais, uma reação para a biblioteca ser cada vez mais relevante na Sociedade da Informação. Assim, considera-se que a web 2.0 ainda não é vista pela biblioteca escolar como um meio para potencializar a comunicação e interação com o utilizador e a escola não percebe a web 2.0 como um trabalho conjunto da comunidade, que deve ser coordenado pelo centro de informação da escola, a biblioteca escolar. Dessa forma, pretende-se, com a investigação, ratificar a biblioteca da escola como recurso educativo indispensável à formação de leitores críticos e criativos, demonstrando que, na Sociedade da Informação, a biblioteca deve valer-se de estratégias com atividades educativas e lúdicas, tendo como instrumento os social media, para o incentivo e a prática de leitura literária.

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Dessa forma, um projeto piloto de um portal de biblioteca escolar na web partilhada pelas várias escolas, baseada num modelo de comunidade de leitores/escritores torna-se uma proposta que ganha toda a pertinência e urgência. Notadamente no contexto de Portugal, onde o novo paradigma carece de estudos, pesquisas, propostas de desenvolvimento e implementação de práticas para atingir a maturidade necessária. Comunidade de leitores foi conceituada por Chartier, como “aquelas comunidades interpretativas, cujos membros compartilham os mesmos estilos de leitura e as mesmas estratégias de interpretação” (1992:216). A vida em redes e comunidades é uma realidade na sociedade atual, nomeadamente no contexto de crianças e jovens, que são nativos da geração permeada pela tecnologia de comunicação e informação e, agora, pela convergência dos media. Celaya (2009) sugere como forma de incentivo a leitura e a escrita, para crianças, o uso das ferramentas da web 2.0 “através de estas tecnologías podemos crear espacios de lectura y escritura más cercanos a su manera de comunicarse, lo que motivará en el futuro su placer por leer todo tipo de textos en todo tipo de soportes”. Considera-se que o Portal BIBLON, ao integrar simultaneamente o livro em formato de papel e digital, a literatura impressa e na web, pode trazer maior motivação para leitura e oferecer momento de interação de múltiplas linguagens. O trabalho com a literatura, dirigido para alunos de séries iniciais, tem como consequência o estímulo à prática da leitura literária e a formação de leitores, críticos e criativos. Destaque para a realidade de Portugal, onde os índices de leitores não atingem patamares ideais (PISA, 2006). Devido a esse contexto, a formação de comunidades de leitores, nessa fase escolar, incentivada pelo portal de biblioteca escolar, torna-se muito inovador e significativo. Além do que, o contato das crianças com a tecnologia dos computadores, de forma lúdica e atrativa, colabora para o aprendizado das ferramentas da informática e conduz à inclusão digital com finalidade educativa (Moran, 2006).

A experiência a ser desenvolvida amplia a presença de conteúdos na língua portuguesa no ambiente da web, já que o indicativo, hoje, se apresenta ainda reduzido (Guesser, 2007: 86). A esse respeito, a International Children’s Digital Library - ICDL cita relatório da UNESCO (2009) que declara; "Denial to access to information in one's mother tongue is equivalent to a denial of a human right.’ The report also concludes, ‘In terms of pedagogy, how do children learn best? In their mother tongue." Por fim, espera-se com o Portal BIBLON aproximar web, leitura-escrita, biblioteca escolar e crianças, cumprindo assim com o papel do profissional da área de Biblioteconomia, já que Kuhlthau (1999: 14) sugere “os bibliotecários escolares podem liderar o processo, dando este salto para a Sociedade da Informação”. No contexto desta investigação, tem-se como foco atender a seguinte pergunta: A biblioteca escolar, com o uso dos social media (redes sociais) pode incentivar a prática da leitura/escrita? A partir da questão inicial surgem outras inquietações no âmbito da temática: • Como se apresenta a relação leitura/escrita, biblioteca e a comunidade escolar da educação básica do 1º ciclo em Portugal? • A biblioteca escolar, de Portugal, usa as ferramentas da web 2.0 no oferecimento de serviços à comunidade escolar, do 1º ciclo? • Como construir uma comunidade de leitores-escritores, em torno da biblioteca escolar 2.0, para incentivar a prática da leitura/escrita? Uma vez que, as ferramentas sociais da web 2.0 estão a ser introduzidas no domínio das bibliotecas, convém refletir sobre o papel das mesmas, com ênfase nas bibliotecas que atuam junto às escolas. Assim como também, é proeminente a construção de modelos de serviços que podem ser oferecidos com os social media na biblioteca escolar 2.0, que possibilite a formação de comunidades em torno da leitura, biblioteca e a comunidade escolar. O estudo terá como objetivo geral:

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Conceptualizar um modelo de construção de comunidade de leitores/escritores para a educação básica em torno da biblioteca escolar. Como objetivos específicos, a pesquisa deve: • Diagnosticar a relação leitura/escrita, biblioteca e comunidade escolar da educação básica, 1º ciclo; • Identificar o uso das tecnologias de informação e comunicação, mais preciosamente da web 2.0, na biblioteca escolar; • Analisar o uso do Portal BIBLON em relação à adesão dos alunos às práticas de leitura e de escrita e a formação de comunidade de leitores/escritores. A investigação que está a ser desenvolvida tem como estratégia de pesquisa o estudo de caso, percebido por Yin (2005:32) como “uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto na vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos”. Justifica-se a escolha pelo estudo de caso em razão de sua aplicação para descrever um fenômeno contemporâneo num contexto de vida real, no qual uma intervenção ocorreu, além do que, o estudo de caso trabalha com pesquisa empírica, isto é, a investigação está localizada dentro de um contexto social, envolvendo interação e estabelecendo relações entre processos e produtos (Yin, 2005). Ademais, o estudo de caso é muito aproveitado na área da Ciência da Informação, em especial nas pesquisas que envolvem as bibliotecas (Fidel, 1992). Para maior confiabilidade, validade e confirmação do estudo de caso, Yin (2005), recomenda a triangulação, que pode ser de quatro tipos: de fontes de dados, de pesquisadores, da teoria ou triangulação metodológica. Assim, visando investigar vários aspectos do mesmo fenômeno, serão utilizados como instrumentos para coleta de dados, nesta pesquisa, a documentação, observação e entrevista. Após a pesquisa de campo, os dados serão ponderados com reflexão, a fim de extrair sentidos e proposições para o estudo em questão. Nessa fase, García Hernández e outros (s.d.:55) aconselham: “comparar y

contrastar los datos, de tal manera que podamos reconocer lo común y lo distinto, buscar patrones y temas concretos que apoyen la construcción de significados, elaborar metáforas de identificación de situaciones, ambientes o relaciones, con sus consiguientes características, construir un ‘racimo de relaciones’; etc.” A partir da análise e da interpretação dos dados, da sistematização do conhecimento e do relacionamento das idéias, fruto do processo reflexivo, partirse-á para a conclusão da redação final na tese na fase seguinte. Finaliza-se o artigo, esclarecendo que o uso do Portal BIBLON, pela comunidade escolar, se dará a partir de novembro de 2010, com um seminário de formação de utilizador oferecido pela equipe de pesquisa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVIM, L. (2010). Web 2.0 e as bibliotecas. In Encontro de Bibliotecas Escolares do Algave; Algave, 25 maio 2010. [Informação oral] CELAYA, J. (2008) Innovación en el fomento de la lectura. In Jornadas de Fomento de la Lectura y Medios de Comunicación; Aragón, 2008. [online]; disponível em : http://www.margencero.com/articulos/arti culos4/innovacion_lectura.htm e acedido em 01. Março 2009. BINDÉ, J. (org); (2007). Rumo às sociedades do conhecimento; relatório mundial da UNESCO. Lisboa: Instituto Piaget. ISBN: 978-972-771-952-5. CASEY, M. & SAVASTINUK, L. (2007). Library 2.0: A Guide to Participatory Library Service. Medford: Information Today. ISBN 978-1-57387-297-3. CELAYA, J. (2008) Innovación en el fomento de la lectura. In Jornadas de Fomento de la Lectura y Medios de Comunicación; Aragón, 2008. [online]; disponível em : http://www.margencero.com/articulos/arti culos4/innovacion_lectura.htm e acedido em 01. Março 2009. CHARTIER, R. (1992). A ordem dos livros. Brasília: UNB. FIDEL, R. (1992) “The case study method: a case study”, in GLAZIER, J. &

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