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Exercícios de Fixação -Sintaxe da Oração

01. (IOBV – 2015 – PM-SC) Leia atentamente o texto e responda:

Apelo (Dalton Trevisan)


Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não
senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana:
o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. Com os
dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de
jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto,
até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos.
Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a
todas as aflições do dia. Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate ? meu jeito de querer
bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas
murcham.
Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós
sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa,
Senhora, por favor.

O termo destacado corresponde a um:


a) Objeto direto pleonástico
b) Objeto indireto pleonástico
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal

02. (IOBV – 2015 – PM-SC) Classifique sintaticamente o elemento sublinhado:


Nem sempre o policial tem à sua disposição todos os meios necessários para uma boa resolução
de caso, por isso é importante que aplique seu nível de inteligência na busca por alternativas viáveis
segundo o momento.

a) Objeto indireto
b) Complemento nominal
c) Objeto direto
d) Agente da passiva
03. (IOBV – 2015 – PM-SC) Indique o período que apresenta, simultaneamente: objeto direto e
objeto indireto.
a) Precisamos de informações confiáveis.
b) Mandaram a documentação para a controladoria.
c) As crianças tinham receio de castigos severos.
d) Precisamos de muito treinamento!

04. (IOBV – 2014 – PM-SC – CFO) Assinale a frase em que o termo destacado é objeto direto
pleonástico.
a) “A mim, abandonaste-me.” [Eça, PB, 146]
b) “Tudo lhe era indiferente.”
c) “A todos pareceu mudado.”
d) “Flores me são teus lábios.” [M. de Assis, PC, 81]

05. (IOBV – 2015 – PM-SC) Leia atentamente o texto e classifique os termos sintáticos destacados,
na mesma ordem em que aparecem no fragmento:

“O número de homicídios no Brasil vem crescendo, desde 1980, a uma taxa média anual de 5,6%,
o que resultou em cerca de 800 mil assassinatos nos últimos 25 anos. Por que o Estado e a
sociedade assistem à degradação das condições de segurança pública? Muitas são as hipóteses
que explicam tal situação: a) falta de recursos; b) inexistência de tecnologias e métodos eficazes
de prevenção e controle do crime; e c) ausência de real interesse em resolver a questão, tendo em
vista que ações efetivas implicariam possível perda de status quo para determinados grupos
sociais".
Ipea _ Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

a) adjunto adnominal e aposto;


b) objeto indireto e complemento nominal;
c) objeto direto e complemento nominal;
d) sujeito e agente da passiva.

06. (IOBV – 2015 – PM-SC) Há um termo sintático negritado, classifique-o

a) Predicativo do sujeito
b) Objeto direto
c) Complemento nominal
d) Agente da passiva
07. (IOBV – 2015 – PM-SC) Marque a alínea cuja palavra destacada seja considerada partícula
apassivadora:
a) Se não tinha competência para o cargo, não deveria ter assumido a gerência.
b) Só iremos se você for.
c) Precisa-se de secretária.
d) Alugam-se barcos.

08. (FCC) “Ninguém na família tocava qualquer instrumento. “

O elemento em destaque acima exerce a mesma função sintática que o elemento grifado em:
a) Mas sei que veio firme...
b) Eu não sei.
c) ...o desenvolvimento musical torna-se necessário.
d) ... sanfoneiros itinerantes que passavam por Itabaiana...
e) Eu digo isso porque eu também...

09. (FCC) “a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências...“

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
a) ... astros que ficam tão distantes ...
b) ... que a astronomia é uma das ciências ...
c) ... que nos proporcionou um espírito ...
d) ... cuja importância ninguém ignora ...
e) ... onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

10. (FCC) “Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [...], sabiam os
paulistas como... “
O segmento em destaque na frase acima exerce a mesma função sintática que o elemento grifado
em:
a) Nas expedições breves serviam de balizas ou mostradores para a volta.
b) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescentariam aqueles de considerável...
c) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o sinal.
d) Uma sequência de tais galhos, em qualquer floresta, podia significar uma pista.
e) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-nos a vila de São Paulo como centro...
11. (FGV – 2016 – MPE-RJ) “Dentre os problemas sociais urbanos, merece destaque a questão da
segregação urbana, fruto da concentração de renda no espaço das cidades e da falta de
planejamento público que vise à promoção de políticas de controle ao crescimento desordenado
das cidades”.
Nesse primeiro período do texto 1, o termo que se liga sintaticamente a um termo anterior, de forma
diferente dos demais, é:
Parte superior do formulário
a) concentração de renda;
b) espaço das cidades;
c) falta de planejamento;
d) promoção de políticas;
e) crescimento das cidades.

12. (NUCEPE – 2016 – Pref. de Teresina-PI) Em: “Dessa forma, já poucos anos depois do
episódio do homem honesto, não se falava mais em roubar ou ser roubado”. A função sintática
do termo destacado é

a) adjunto adverbial de lugar.


b) adjunto adverbial de tempo.
c) adjunto adnominal.
d) complemento nominal.
e) aposto explicativo.

13. (FAU – 2016 – JUCEPAR-PR) Na frase: “Para a realização das provas do concurso, chegamos
no ônibus das 7h." A expressão destacada refere-se a:
a) Adjunto adverbial de meio.
b) Adjunto adverbial de tempo.
c) Adjunto adverbial de lugar.
d) Adjunto adverbial de modo.
e) Adjunto adverbial de meio e de tempo.
14. (FGV – 2015 – TJ-PI)
Texto 3 – TRÂNSITO: SOLUÇÕES
Em 1997 foram criados os rodízios para diminuir a circulação de veículos em
determinados horários na capital paulista. Também foram feitas ciclovias (17,5 km) e campanhas
de conscientização. Mas nada disso resolveu o caos no trânsito.
Também foi incentivado o uso de motocicletas, que ocupam menos espaço no tráfego. Porém,
elas poluem mais do que veículos novos e são as principais causadoras de mortes no trânsito.
Segundo o “Mapa da Violência 2011", do Instituto Sangari, o número de vítimas fatais no trânsito
brasileiro subiu 23,9%, de 1998 a 2008; entre os motociclistas, o aumento foi de 753,8%.
Por isso, cada vez mais especialistas defendem a mobilidade urbana sustentável. Uma das
principais mudanças seria o investimento em transporte coletivo e o desestímulo ao individual.
Entre as medidas sugeridas – e uma das mais polêmicas – está a cobrança de pedágio urbano.
Ele consiste em cobrar uma tarifa dos motoristas que circulem em determinadas áreas da cidade.
O modelo foi implantado pela primeira vez em 1975, em Cingapura, e se espalhou por países
europeus.
Em São Paulo, há projetos que tramitam na Câmara para cobrar motoristas que trafeguem
na região central. As tarifas variam de R$ 1 a R$ 4, valor que especialistas acham pouco para que
a medida dê resultado.
Há ainda propostas de aumento da malha ferroviária – atualmente, 60% do transporte
brasileiro é feito em rodovias. São Paulo, por exemplo, possui apenas 65,3 km de linhas de metrô,
enquanto Santiago do Chile (com metade da população paulista) possui 83,2 km e Nova York, 479
km.
Todos esses pontos são avaliados como soluções para as demais capitais brasileiras e
mesmo para cidades de médio porte, que já enfrentam problemas semelhantes.

Entre os termos sublinhados abaixo, aquele que exerce a função de complemento é:


a) áreas da cidade;
b) campanhas de conscientização;
c) cidades de médio porte;
d) cobrança de pedágio;
e) número de vítimas.

15. (Itame – 2016 – Pref. de Aragoiânia-GO) Assinale a alternativa que contém a informação
correta quanto aos sujeitos das orações 1 e 2, respectivamente:
1. Há homens loucos nas ruas.
2. Existem homens sadios nos hospícios.

a) oração sem sujeito / homens sadios


b) homens loucos / homens sadios
c) Indeterminado / oração sem sujeito
d) homens loucos / oração sem sujeito
16. (IBF – 2016 – Emdec) Em “As sinapses, conexões cerebrais, se dão de maneira acelerada
nos primeiros anos da vida.” (4°§), encontra-se destacada uma função sintática . Trata-se do:

a) complemento nominal
b) vocativo
c) predicativo do sujeito
d) aposto

17. (EXATUS-PR – 2015 – Pref. de Nova Friburgo-RJ) “Diz uma testemunha, que um negro
levou sua filha embora”. Assinale a alternativa em que a análise dos termos grifados está correta:

a) sujeito – predicado verbal.


b) objeto direto – predicado verbal.
c) objeto indireto – predicado nominal.
d) sujeito – predicado verbo nominal.

18. (IOBV -2016 – Pref. de Chapecó) "Este e-mail, ainda não o li.”
Através deste exemplo, podemos perceber que há o uso de um pronome pessoal átono enfatizando
a ideia expressa pelo objeto direto. Ao objeto repetido por este pronome pessoal átono damos o
nome de:

a) Objeto direto preposicionado.


b) Objeto direto pleonástico.
c) Agente da passiva.
d) Complemento nominal.
19. (CESPE – 2016 – Pref. de São Paulo)
Assinale a opção que apresenta um termo que exerce a função de objeto direto na oração do texto
I em que ocorre.

a) “esse título” (l. 22 e 23)


b) “o berço histórico da cidade” (l.13)
c) “vestígios materiais do passado” (l.33)
d) “muita coisa” (l.40)
e) “cidades” (l.2)

20. (Pref. de Fortaleza – 2016 – Pref. de Fortaleza) No trecho “tenho 85 anos” (l. 12), o termo
sublinhado exerce a função sintática de:

a) complemento nominal.
b) objeto direto.
c) vocativo.
d) sujeito.

21. (NECEPE – 2016 – Pref. de Teresina-PI) Em:


“Ele deixava que lhe roubassem tudo... “ Os termos destacados exercem, na oração, a função
sintática, respectivamente, de

a) objeto indireto / objeto direto.


b) complemento nominal / objeto indireto.
c) sujeito / objeto direto.
d) objeto indireto / complemento nominal.
e) adjunto adnominal / sujeito.
22. (FAURGS – 2016 – TJ-RS)
Assinale a alternativa que apresenta um elemento que desempenha a função sintática de
predicativo do objeto.

a) empobrecida (l. 01).


b) falida (l. 02).
c) recém-construída (l. 09).
d) real (l. 14).
e) temporária (l. 20)

23. (FCC – 2016 – TRF 3ª)


Os Beatles eram um mecanismo de criação. A força propulsora desse mecanismo era a
interação dialética de John Lennon e Paul McCartney. Dialética é diálogo, embate, discussão. Mas
também jogo permanente. Adição e contradição. Movimento e síntese. Dois compositores
igualmente geniais, mas com inclinações distintas. Dois líderes cheios de ideias e talento. Um
levando o outro a permanentemente se superar.
As narrativas mais comuns da trajetória dos Beatles levam a crer que a parceria Lennon e
McCartney aconteceu apenas na fase inicial do conjunto. Trata-se de um engano. Mesmo quando
escreviam separados, John e Paul o faziam um para o outro. Pensavam, sentiam e criavam
obcecados com a presença (ou ausência) do parceiro e rival.
Lennon era um purista musical, apegado a suas raízes. Quem embarcou na vanguarda
musical dos anos 60 foi Paul McCartney, um perfeccionista dado a experimentos e delírios
orquestrais. Em contrapartida, sem o olhar crítico de Lennon, sem sua verve, os mais conhecidos
padrões de McCartney teriam sofrido perdas poéticas. Lennon sabia reprimir o banal e fomentar o
sublime.
Como a dialética é uma via de mão dupla, também o lado suave de Lennon se nutria da
presença benfazeja de Paul. Gemas preciosas como Julia têm as impressões digitais do parceiro,
embora escritas na mais monástica solidão.
Nietzsche atribui caráter dionisíaco aos impulsos rebeldes, subjetivos, irracionais; forças do
transe, que questionam e subvertem a ordem vigente. Em contrapartida, designa como apolíneas
as tendências ordenadoras, objetivas, racionais, solares; forças do sonho e da profecia, que
promovem e aprimoram o ordenamento do mundo. Ao se unirem, tais forças teriam criado, a seu
ver, a mais nobre forma de arte que jamais existiu.
Como criadores, tanto o metódico Paul McCartney como o irrequieto John Lennon expressavam
à perfeição a dualidade proposta por Nietzsche. Lennon punha o mundo abaixo; McCartney
construía novos monumentos. Lennon abria mentes; McCartney aquecia corações. Lennon trazia
vigor e energia; McCartney impunha senso estético e coesão.
Quando os Beatles se separaram, essa magia se rompeu. John e Paul se tornaram compositores
com altos e baixos. Fizeram coisas boas. Mas raramente se aproximaram da perfeição alcançada
pelo quarteto. Sem a presença instigante de Lennon, Paul começou a patinar em letras anódinas.
Não se tornou um compositor ruim. Mas os Beatles faziam melhor. Ironicamente, o grande disco
dos ex-Beatles acabou sendo o álbum triplo em que George Harrison deglutiu os antigos
companheiros de banda, abrindo as comportas de sua produção represada durante uma década à
sombra de John e Paul. E foi assim, por estranhos caminhos antropofágicos, que a dialética de
Lennon e McCartney brilhou pela última vez.
(Adaptado de: DANTAS, Marcelo O. Revista Piauí. Disponível em: http://revistapiaui.estadao.com.br/materia/beatles.
Acesso em: 20/02/16)

... tanto o metódico Paul McCartney como o irrequieto John Lennon expressavam à perfeição a
dualidade... (6° parágrafo)
O verbo que possui, no contexto, o mesmo tipo de complemento que o da frase acima está
empregado em:

a) Os Beatles eram um mecanismo de criação.


b) Fizeram coisas boas.
c)... a mais nobre forma de arte que jamais existiu.
d)... criavam obcecados com a presença (ou ausência)...
e) ... que a dialética de Lennon e McCartney brilhou pela última vez.
24. (FUNIVERSA – 2016 – IF-AP)

No texto, o termo

a) “uma nação” (linha 12) exerce a função de objeto direto.


b) “pelos rios principais” (linha 8) exerce a função de objeto indireto.
c) “a esses povos Tupi” (linha 18) exerce a função de objeto indireto.
d) “que alguns deles se sobrepusessem aos outros” (linhas 19 e 20) exerce a função de objeto
direto.
e) “Nada disso” (linha 25) exerce a função de objeto direto.
25. (FGV – 2016 – CODEBA)
Texto I - Do relatório à pizza
Nos últimos anos, relatórios produzidos por Comissões Parlamentares de Inquérito têm
merecido destaque na mídia nacional por impactos das denúncias que investigam. Algumas das
sessões de inquérito são transmitidas por canais de televisão e acompanhadas por milhares de
brasileiros interessados no resultado das investigações conduzidas por seus representantes
legislativos. Muitos jornais publicam trechos dos relatórios produzidos por essas comissões de
inquérito. De modo geral, porém, as expectativas dos eleitores são frustradas quando veem
relatórios que apontam responsabilidades por crimes de corrupção e desvio de verbas públicas
serem “engavetados” sem que os responsáveis sejam punidos.
(João Montanaro, Folha de São Paulo, 19-05-2012)
No texto, o termo que exerce uma função sintática diferente das demais é:

a) por Comissões Parlamentares de Inquérito.


b) por impactos das denúncias que investigam.
c) por canais de televisão.
d) por milhares de brasileiros interessados.
e) por seus representantes legislativos.

26. (MPE-SC – 2016 – MPE-SC) Examine as frases abaixo para responder à Questão.

a) Viveríamos bem melhor se não houvessem conflitos.


b) Os deputados haviam abandonado a sala.
c) Nossos alunos se houveram bem neste concurso público.
d) Até hoje houve duas guerras mundiais.
e) Deve haver muitas pessoas interessadas neste parecer.

Em a, a forma verbal houvessem está empregada corretamente e corresponde a existissem.


( ) CERTO ( ) ERRADO

27. (MPE-SC – 2016 – MPE-SC) Examine as frases abaixo para responder à Questão.

a) Viveríamos bem melhor se não houvessem conflitos.


b) Os deputados haviam abandonado a sala.
c) Nossos alunos se houveram bem neste concurso público.
d) Até hoje houve duas guerras mundiais.
e) Deve haver muitas pessoas interessadas neste parecer.

As frases b e c estão gramaticalmente corretas; nelas o verbo haver é pessoal e possui sujeito.
( ) CERTO ( ) ERRADO
28. (MPE-SC – 2016 – MPE-SC) Examine as frases abaixo para responder à Questão.
a) Viveríamos bem melhor se não houvessem conflitos.
b) Os deputados haviam abandonado a sala.
c) Nossos alunos se houveram bem neste concurso público.
d) Até hoje houve duas guerras mundiais.
e) Deve haver muitas pessoas interessadas neste parecer.

As frases d e e estão gramaticalmente corretas; nelas o verbo haver é impessoal.


( ) CERTO ( ) ERRADO

29. (MPE-SC – 2016 – MPE-SC) Examine as frases abaixo para responder à Questão.

a) Viveríamos bem melhor se não houvessem conflitos.


b) Os deputados haviam abandonado a sala.
c) Nossos alunos se houveram bem neste concurso público.
d) Até hoje houve duas guerras mundiais.
e) Deve haver muitas pessoas interessadas neste parecer.

Em e, a locução verbal Deve haver poderia ser substituída por Devem existir e a frase continuaria
gramaticalmente correta.
( ) CERTO ( ) ERRADO

30. (MPE-SC – 2016 – MPE-SC) “A Família Schürmann, de navegadores brasileiros, chegou ao


ponto mais distante da Expedição Oriente, a cidade de Xangai, na China. Depois de 30 anos de
longas navegações, essa é a primeira vez que os Schürmann aportam em solo chinês. A
negociação para ter a autorização do país começou há mais de três anos, quando a expedição
estava em fase de planejamento. Essa também é a primeira vez que um veleiro brasileiro recebe
autorização para aportar em solo chinês, de acordo com as autoridades do país.”
(http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/03/bfamilia-schurmannb-navega-pela-primeira-vez-na-antartica.html)

No texto, a expressão “de navegadores brasileiros” tem a mesma função sintática de “a cidade de
Xangai”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
31. ((MPE-SC – 2016 – MPE-SC) Observe as frases abaixo.

a) “Tudo isso são inverdades”, disse o promotor.


b) Hoje são 20 de junho.
c) Os culpados pela elaboração do trabalho somos sempre nós.

Todas as frases estão corretas, pois a concordância do verbo ser pode ocorrer entre o verbo e o
predicativo do sujeito.
( ) CERTO ( ) ERRADO

32. (Pref. de Fortaleza – 2016 - Pref. de Fortaleza)

Assinale a alternativa em que se tem um período composto em cuja oração principal o sujeito é
inexistente.

(A) “é a sensação de que falta algo” (linha 15).


(B) “Há algo na nudez que incomoda” (linha 01).
(C) “O mais apavorante é que ele está aqui” (linha 21).
(D) “É assustador o corpo nu porque ele está por toda a parte” (linha 21).
33. Com base na regência verbal, deve-se observar o seguinte excerto: ”É como tirar de uma
mensagem os floreios, o estilo, as correções e deixar só a verdade. E como é constrangedor lidar
com a verdade” (linhas 06 e 07). Os verbos sublinhados são RESPECTIVAMENTE:

(A) de ligação, transitivo indireto, transitivo indireto, de ligação e transitivo indireto.


(B) de ligação, bitransitivo, transitivo indireto, de ligação e transitivo indireto.
(C) de ligação, transitivo indireto, transitivo direto, de ligação e intransitivo.
(D) de ligação, bitransitivo, transitivo direto, de ligação e transitivo indireto.

34. (FGV – 2016 – MPE-RJ) “Dentre os problemas sociais urbanos, merece destaque a questão da
segregação urbana, fruto da concentração de renda no espaço das cidades e da falta de
planejamento público que vise à promoção de políticas de controle ao crescimento desordenado
das cidades”.

Nesse primeiro período do texto 1, o termo que se liga sintaticamente a um termo anterior, de forma
diferente dos demais, é:

a) concentração de renda;
b) espaço das cidades;
c) falta de planejamento;
d) promoção de políticas;
e) crescimento das cidades.

35. (ESAF – 2016 – ANAC) Assinale a opção que apresenta explicação correta para a inserção de
"que é" antes do segmento grifado no texto.

A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República divulgou recentemente a


pesquisa O Brasil que voa – Perfil dos Passageiros, Aeroportos e Rotas do Brasil, o mais completo
levantamento sobre transporte aéreo de passageiros do País. Mais de 150 mil passageiros,
ouvidos durante 2014 nos 65 aeroportos responsáveis por 98% da movimentação aérea do País,
revelaram um perfil inédito do setor.
<http://www.anac.gov.br/Noticia.aspx?ttCD_CHAVE=1957&slCD_ ORIGEM=29>. Acesso em: 13/12/2015 (com
adaptações).

a) Prejudica a correção gramatical do período, pois provoca truncamento sintático.


b) Transforma o aposto em oração subordinada adjetiva explicativa.
c) Altera a oração subordinada explicativa para oração restritiva.
d) Transforma o segmento grifado em oração principal do período.
e) Corrige erro de estrutura sintática inserido no período.
36. (CESPE – 2016 – DPU)
Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsecutivo.
Na linha 10, o pronome “Sua” delimita o significado do substantivo “importância”, funcionando, na
oração em que ocorre, como um termo acessório.
( ) CERTO ( ) ERRADO

37. (IDECAN – 2016 – SEARH-RN)


Uma esperança

Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica‐ se ser
ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.
Houve um grito abafado de um de meus filhos:
– Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele também que
unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperança é
coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima de minha
cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde
não poderia ser.
– Ela quase não tem corpo, queixei‐ me.
– Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para nós, descobri
com surpresa que ele falava das duas esperanças.
Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede.
Três vezes tentou renitente uma saída entre dois quadros, três vezes teve que retroceder caminho.
Custava a aprender.
– Ela é burrinha, comentou o menino.
– Sei disso, respondi um pouco trágica.
– Está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita.
– Sei, é assim mesmo.
– Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é guiada pelas antenas.
– Sei, continuei mais infeliz ainda.
Ali ficamos, não sei quanto tempo olhando. Vigiando‐ a como se vigiava na Grécia ou em
Roma o começo de fogo do lar para que não se apagasse.
– Ela se esqueceu de que pode voar, mamãe, e pensa que só pode andar devagar assim.
Andava mesmo devagar – estaria por acaso ferida? Ah não, senão de um modo ou de outro
escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo.
Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha.
Não uma aranha, mas me parecia “a” aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar‐
se maciamente no ar. Ela queria a esperança. Mas nós também queríamos e, oh! Deus, queríamos
menos que comê‐ la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse fracamente, confusa, sem saber se
chegara infelizmente a hora certa de perder a esperança:
– É que não se mata aranha, me disseram que traz sorte...
– Mas ela vai esmigalhar a esperança! respondeu o menino com ferocidade.
– Preciso falar com a empregada para limpar atrás dos quadros – falei sentindo a frase
deslocada e ouvindo o certo cansaço que havia na minha voz. Depois devaneei um pouco de como
eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: você faz o favor de facilitar o
caminho da esperança.
O menino, morta a aranha, fez um trocadilho, com o inseto e a nossa esperança. Meu outro
filho, que estava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia dúvida: a esperança pousara em
casa, alma e corpo.
Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma
forma tão delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei pegá‐
la.
Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara no
meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua
presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: “e essa agora? que devo
fazer?” Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em
mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada.
(LISPECTOR, Clarice. Uma esperança. In: Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)
Dentre as expressões destacadas, apenas uma NÃO produz o mesmo efeito de sentido visto nas
demais; assinale‐ a.

a) “Aqui em casa pousou uma esperança.” (1º§)


b) “... respondeu o menino com ferocidade.” (18º§)
c) “– Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira!” (3º§)
d) “... esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim,...” (3º§)
38. (CESPE – 2015 – TRE-RS)
Considerando os aspectos gramaticais do texto Voto eletrônico, assinale a opção correta.

a) Os termos “de convocação" (l.22) e “de grande número de eleitores" (l. 22 e 23) desempenham
a mesma função sintática.
b) A partícula “se", em “valendo-se" (l.5), classifica-se como pronome reflexivo.
c) As palavras “recebida" (l.10) e “afastados" (l.24) desempenham, nos períodos em que ocorrem,
a mesma função sintática.
d) As palavras “muito" (l.12) e “grande" (l.22) desempenham a função de adjuntos adverbiais nas
orações em que ocorrem.
e) Os termos “pela quantidade de pessoas" (l. 17 e 18) e “pelos representantes dos partidos
políticos" (l.20) funcionam como agentes da passiva das orações em que ocorrem.

39. (CESPE – 2015 – TJ-DFT)


A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item subsequente.

O termo “ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável" (l. 14 e 15) exerce
a função de predicativo.
( ) CERTO ( ) ERRADO

40. (FUNCAB – 2015 – CRF-RO)


Você sabe com quem está falando?
Não nos parece uma tarefa fácil conciliar desejos (que geralmente são ilimitados e
odeiam controles) e a questão fundamental de cumprir regras, seguir leis e construir espaços
públicos seguros e igualitários, válidos para todos, numa sociedade que também tem o seu lado
claramente aristocrático e hierárquico. Um sistema que ama a democracia, mas também gosta de
usar o “Você sabe com quem está falando?”. O nosso amor simultâneo pela igualdade e, a seu
lado, o nosso afeto pelo familismo e pelo partidarismo governados pela ética de condescendência
tão nossa conhecida, que diz: nós somos diferentes e temos biografia; para os amigos tudo, aos
inimigos (e estranhos, os que não conhecemos) a lei!
O resultado dessa tomada de posição, básica numa democracia, é simples, mas
muitas vezes ignorado entre nós: a minha liberdade teoricamente ilimitada tem de se ajustar à sua,
e as duas acabam promovendo uma conformidade voluntária com limites, com fronteiras cívicas
que não podem ser ultrapassadas, como a de furar a fila ou a de dar uma carteirada.
Na sua simplicidade, a fila é um dos melhores, se não for o melhor, exemplos de
como operam os limites numa democracia. Seus princípios são simples e reveladores: quem chega
primeiro é atendido em primeiro lugar. Numa fila, portanto, não vale o oculto. Ou temos uma clara
linha de pessoas, umas atrás das outras, ou a vaca vai para o brejo. Quando eu era menino, lembro-
me bem de como era impossível ter uma fila no Brasil. As velhas senhoras e as pessoas importantes
(sobretudo os políticos) não se conformavam com suas regras e traziam como argumento para
serem atendidos, passando na frente dos outros, ou a idade, ou o cargo, ou conhecimento com
quem estava atendendo, ou algum laço de família. Hoje, sabemos que idosos e deficientes não
entram em fila. Mas estamos igualmente alertas para o fato de que um cargo ou um laço de amizade
não faz de alguém um supercidadão com poderes ilimitados junto aos que estão penando numa fila
por algumas horas.
Do mesmo modo e pela mesma lógica, ninguém pode ser sempre o primeiro da
fila (e nem o último), como ninguém pode ser campeão para sempre. Se isso acontece, ou seja, se
um time campeão mudar as regras para ser campeão para sempre, então o futebol vai pros quintos
dos infernos. Ele simplesmente acaba com o jogo como uma disputa. Na disputa, o adversário não
é um inimigo; numa fila, quem está na frente não é um superior. O poder ilimitado e congelado ou
fixo em pessoas ou partidos, como ocorre nas ditaduras, liquida a democracia justamente porque
ele usurpa os limites nos quais se baseia a fila.

Em “O resultado dessa tomada de posição, BÁSICA NUMA DEMOCRACIA, é simples" o segmento


em destaque:
a) complementa o sentido do verbo.
b) acrescenta circunstância específica ao sintagma nominal.
c) complementa o sentido do nome.
d) interpela diretamente o interlocutor.
e) explica o conteúdo ao qual se refere.

GABARITO: 01.B 02.C 03.B 04.A 05.B 06.A 07.D 08.E 09.D 10.D 11.B 12.B 13.E
14.D 15.A 16.D 17.A 18.B 19.E 20.B 21.A 22.E 23.B 24.C 25.B 26.E 27.C 28.C
29.C 30.C 31.C 32.B 33.D 34.B 35.B 36.C 37.B 38.A 39.C 40.E