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Glossário de Filosofia

O documento apresenta definições de termos fundamentais da filosofia, como a priori, a posteriori, aletheia, apologética, arqué, causalidade, ceticismo, cientificismo, conhecimento, cosmologia, criticismo, discurso, dogma, doxa, empirismo, ente, episteme, escolástica, existencialismo, fenomênico, fenômeno, filosofia, idealismo, iluminismo, intuição, logos, materialismo, metafísica, mito, neopositivismo, physis, positivismo, propos

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O documento apresenta definições de termos fundamentais da filosofia, como a priori, a posteriori, aletheia, apologética, arqué, causalidade, ceticismo, cientificismo, conhecimento, cosmologia, criticismo, discurso, dogma, doxa, empirismo, ente, episteme, escolástica, existencialismo, fenomênico, fenômeno, filosofia, idealismo, iluminismo, intuição, logos, materialismo, metafísica, mito, neopositivismo, physis, positivismo, propos

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A

A posteriori: etimologicamente “seguinte, depois da experiência”. Conhecimento ou


justificação dependente da experiência.

A priori: etimologicamente prior, “precedente, anterior à experiência”. Conhecimento


ou justificação independente da experiência.

Aletheia: etimologicamente a – prefixo negativo, léthe – esquecimento; significa


“verdade”. Designa o não esquecido, o não oculto, portanto o que se desvela, o que é
visto, o que é evidente.

Apologética: discurso ou escrito que defende, justifica, elogia uma pessoa ou coisa.
Exemplos de emprego desse termo: apologia às drogas, apologia ao crime, etc.

Arqué: elemento que está no princípio de todas as coisas naturais, ou seja, um


elemento primordial que serviria de ponto de partida para a explicação da realidade.

Causalidade: é o termo utilizado para dizer que todo efeito tem uma causa.

Ceticismo: etimologicamente sképsis, “investigação, questionamento”. Posição


filosófica a qual afirma que é impossível o conhecimento, seja como juízo de valor ou
como conclusão.

Cientificismo: visão reducionista segundo a qual a ciência seria o único conhecimento


válido.

Conhecimento: etimologicamente cognoscere, “ato de conhecer”. É a relação que há


entre o ser que tem a capacidade de conhecer e um objeto. Esses são os dois
elementos que pressupõe o conhecimento: o sujeito que quer conhecer e o objeto a
ser conhecido.

Cosmo: etimologicamente Kosmos, “ordem, harmonia e mesmo beleza”. É perceber


que tudo está organizado por lei.

Criticismo: no criticismo, surge o filósofo Kant, que questiona se a razão realmente


pode conhecer tudo, ele julga a razão. Supera assim o empirismo e o racionalismo,
dizendo que o conhecimento só existe a partir dos conceitos de matéria e forma: a
matéria vem da experiência sensível (a posteriori) e a forma é dada pelo sujeito que
pensa (a priori). O conhecimento é um processo de síntese no qual o intelecto
proporciona a forma e a experiência oferece o conteúdo.

Discurso: etimologicamente discursus, “ação de correr para diversas partes, de tomar


várias direções”. Esse conhecimento, ao contrário da intuição, precisa da palavra e da
linguagem.

Dogma: etimologicamente dógma, “doutrina, ensinamento”. O dogmatismo, considera


certos conhecimentos como certezas e verdades absolutas e indubitáveis.

Doxa: etimologicamente “opinião”.

Empirismo: contraria o racionalismo, em que a razão constitui o instrumento


fundamental para a compreensão do mundo. Para o empirismo, a experiência é a
fonte válida de conhecimento.

Ente: etimologicamente “ser, coisa, aquilo que é”.

Episteme: etimologicamente “ciência”.

Epistemológico: relacionado ao conhecimento.

Escolástica: designa os filósofos e teólogos medievais que ministravam cursos nas


escolas eclesiásticas e nas universidades entre os séculos IX e XVI, ou seja, ensino
teológico-filosófico da doutrina aristotélico-tomista ministrado nas escolas de
conventos e catedrais e também universidades europeias da Idade Média e
Renascimento.

Existencialismo: acredita na existência do ser humano, como ser livre, que define sua
essência, e não a essência ou a natureza humana que determina sua existência. O
homem primeiro vive e só depois pode ser vivido.

Fenomênico: relacionado ao fenômeno: o cético adere não à realidade mesma, que


ele julga ser inacessível, mas ao fenômeno.

Fenômeno: etimologicamente phainómenon, “o que aparece para nós, a aparência”.


Filosofia: etimologicamente philos – amor, amigo, amante sophia – sabedoria. A
filosofia sendo essa amizade, esse amor, essa paixão pela sabedoria, vai buscar
conhecer, conhecer o quê? Conhecer não tudo, como pensavam os antigos gregos,
mas os primeiros princípios de tudo. Ou seja, a filosofia é a ciência das coisas por
suas causas “supremas”.

Idealismo: Interpretação da realidade exterior e material a partir do mundo interior,


subjetivo e espiritual, ou seja, o que se conhece sobre o ser humano, são
representações e ideias elaborados pela consciência humana.

Iluminismo: revolução intelectual ocorrida na França, durante o século XVIII, para


descobrir o funcionamento de todas as coisas, e apenas a razão era capaz de levá-
los a tanto.

Intuição: etimologicamente intuitio, “olhar atentamente”. Através dessa definição


etimológica, intuição é uma visão sem conceito, um conhecimento imediato.

Logos: etimologicamente “discurso”, um discurso racional e argumentativo. Esse


discurso, diferencialmente do mito, está aberto à crítica e à discussão.

Materialismo: opõe-se ao idealismo. Aponta a matéria como substância primeira e a


última de qualquer ser, coisa ou fenômeno. A realidade é a matéria em movimento,
que produz efeitos, como a consciência.

Metafísica: campo da filosofia que trata do “ser enquanto ser”, isto é, do ser
independentemente de suas determinações particulares, do ser absoluto e dos
primeiros princípios. A metafísica procura analisar conceitos básicos como Deus,
alma, mundo. Atualmente, trata-se do campo da filosofia que investiga questões que
estão por trás ou além daquelas que são objeto das ciências, como identidade,
verdade, existência, conhecimento, significado, causalidade, necessidade, liberdade.

Mito: contexto explicativo da realidade, para esclarecer um fato até então


desconhecido. Ele é não lógico, muitas vezes fantástico, fantasioso e irracional.
N

Neopositivismo: reflexão radical sobre a natureza da Filosofia, sobre a determinação


de seus métodos e objetivos. Destacam-se as novas reflexões sobre o estudo
analítico da linguagem e o impulso dado à Filosofia da ciência. Vê-se a filosofia como
análise, esclarecimento

Physis: etimologicamente “natureza”.

Positivismo: convicção de que o único porto seguro para o conhecimento é a ciência.

Proposição: expressão linguística de um enunciado (com sujeito, verbo e predicado)


que pode ser verdadeira ou falsa. O mesmo que juízo.

Racionalismo: convicção de que a razão constitui o instrumento fundamental para a


compreensão do mundo.
BIBLIOGRAFIA

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:


Introdução à Filosofia. São Paulo: Editora Moderna, 1993.

MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein.


3ª ed. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 2000.

UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Introdução à Filosofia: disciplina na


modalidade a distância. Palhoça: UnisulVirtual, 2011

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