A
A posteriori: etimologicamente “seguinte, depois da experiência”. Conhecimento ou
justificação dependente da experiência.
A priori: etimologicamente prior, “precedente, anterior à experiência”. Conhecimento
ou justificação independente da experiência.
Aletheia: etimologicamente a – prefixo negativo, léthe – esquecimento; significa
“verdade”. Designa o não esquecido, o não oculto, portanto o que se desvela, o que é
visto, o que é evidente.
Apologética: discurso ou escrito que defende, justifica, elogia uma pessoa ou coisa.
Exemplos de emprego desse termo: apologia às drogas, apologia ao crime, etc.
Arqué: elemento que está no princípio de todas as coisas naturais, ou seja, um
elemento primordial que serviria de ponto de partida para a explicação da realidade.
Causalidade: é o termo utilizado para dizer que todo efeito tem uma causa.
Ceticismo: etimologicamente sképsis, “investigação, questionamento”. Posição
filosófica a qual afirma que é impossível o conhecimento, seja como juízo de valor ou
como conclusão.
Cientificismo: visão reducionista segundo a qual a ciência seria o único conhecimento
válido.
Conhecimento: etimologicamente cognoscere, “ato de conhecer”. É a relação que há
entre o ser que tem a capacidade de conhecer e um objeto. Esses são os dois
elementos que pressupõe o conhecimento: o sujeito que quer conhecer e o objeto a
ser conhecido.
Cosmo: etimologicamente Kosmos, “ordem, harmonia e mesmo beleza”. É perceber
que tudo está organizado por lei.
Criticismo: no criticismo, surge o filósofo Kant, que questiona se a razão realmente
pode conhecer tudo, ele julga a razão. Supera assim o empirismo e o racionalismo,
dizendo que o conhecimento só existe a partir dos conceitos de matéria e forma: a
matéria vem da experiência sensível (a posteriori) e a forma é dada pelo sujeito que
pensa (a priori). O conhecimento é um processo de síntese no qual o intelecto
proporciona a forma e a experiência oferece o conteúdo.
Discurso: etimologicamente discursus, “ação de correr para diversas partes, de tomar
várias direções”. Esse conhecimento, ao contrário da intuição, precisa da palavra e da
linguagem.
Dogma: etimologicamente dógma, “doutrina, ensinamento”. O dogmatismo, considera
certos conhecimentos como certezas e verdades absolutas e indubitáveis.
Doxa: etimologicamente “opinião”.
Empirismo: contraria o racionalismo, em que a razão constitui o instrumento
fundamental para a compreensão do mundo. Para o empirismo, a experiência é a
fonte válida de conhecimento.
Ente: etimologicamente “ser, coisa, aquilo que é”.
Episteme: etimologicamente “ciência”.
Epistemológico: relacionado ao conhecimento.
Escolástica: designa os filósofos e teólogos medievais que ministravam cursos nas
escolas eclesiásticas e nas universidades entre os séculos IX e XVI, ou seja, ensino
teológico-filosófico da doutrina aristotélico-tomista ministrado nas escolas de
conventos e catedrais e também universidades europeias da Idade Média e
Renascimento.
Existencialismo: acredita na existência do ser humano, como ser livre, que define sua
essência, e não a essência ou a natureza humana que determina sua existência. O
homem primeiro vive e só depois pode ser vivido.
Fenomênico: relacionado ao fenômeno: o cético adere não à realidade mesma, que
ele julga ser inacessível, mas ao fenômeno.
Fenômeno: etimologicamente phainómenon, “o que aparece para nós, a aparência”.
Filosofia: etimologicamente philos – amor, amigo, amante sophia – sabedoria. A
filosofia sendo essa amizade, esse amor, essa paixão pela sabedoria, vai buscar
conhecer, conhecer o quê? Conhecer não tudo, como pensavam os antigos gregos,
mas os primeiros princípios de tudo. Ou seja, a filosofia é a ciência das coisas por
suas causas “supremas”.
Idealismo: Interpretação da realidade exterior e material a partir do mundo interior,
subjetivo e espiritual, ou seja, o que se conhece sobre o ser humano, são
representações e ideias elaborados pela consciência humana.
Iluminismo: revolução intelectual ocorrida na França, durante o século XVIII, para
descobrir o funcionamento de todas as coisas, e apenas a razão era capaz de levá-
los a tanto.
Intuição: etimologicamente intuitio, “olhar atentamente”. Através dessa definição
etimológica, intuição é uma visão sem conceito, um conhecimento imediato.
Logos: etimologicamente “discurso”, um discurso racional e argumentativo. Esse
discurso, diferencialmente do mito, está aberto à crítica e à discussão.
Materialismo: opõe-se ao idealismo. Aponta a matéria como substância primeira e a
última de qualquer ser, coisa ou fenômeno. A realidade é a matéria em movimento,
que produz efeitos, como a consciência.
Metafísica: campo da filosofia que trata do “ser enquanto ser”, isto é, do ser
independentemente de suas determinações particulares, do ser absoluto e dos
primeiros princípios. A metafísica procura analisar conceitos básicos como Deus,
alma, mundo. Atualmente, trata-se do campo da filosofia que investiga questões que
estão por trás ou além daquelas que são objeto das ciências, como identidade,
verdade, existência, conhecimento, significado, causalidade, necessidade, liberdade.
Mito: contexto explicativo da realidade, para esclarecer um fato até então
desconhecido. Ele é não lógico, muitas vezes fantástico, fantasioso e irracional.
N
Neopositivismo: reflexão radical sobre a natureza da Filosofia, sobre a determinação
de seus métodos e objetivos. Destacam-se as novas reflexões sobre o estudo
analítico da linguagem e o impulso dado à Filosofia da ciência. Vê-se a filosofia como
análise, esclarecimento
Physis: etimologicamente “natureza”.
Positivismo: convicção de que o único porto seguro para o conhecimento é a ciência.
Proposição: expressão linguística de um enunciado (com sujeito, verbo e predicado)
que pode ser verdadeira ou falsa. O mesmo que juízo.
Racionalismo: convicção de que a razão constitui o instrumento fundamental para a
compreensão do mundo.
BIBLIOGRAFIA
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:
Introdução à Filosofia. São Paulo: Editora Moderna, 1993.
MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein.
3ª ed. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 2000.
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Introdução à Filosofia: disciplina na
modalidade a distância. Palhoça: UnisulVirtual, 2011