0% acharam este documento útil (0 voto)
130 visualizações64 páginas

Recurso Contra o Indeferimento Do Pedido de Registro Petição de Marca

O documento descreve uma petição de marca tridimensional para o controle DualShock da Sony. A petição recorre da decisão de indeferimento do pedido de registro da marca, alegando que a forma do controle não é funcional ou comum e portanto merece proteção como marca. Anexos incluem certificados, imagens do produto, procurações e argumentos legais detalhando porque a marca não se enquadra nas proibições da lei de propriedade industrial.

Enviado por

Orlando Netto
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
130 visualizações64 páginas

Recurso Contra o Indeferimento Do Pedido de Registro Petição de Marca

O documento descreve uma petição de marca tridimensional para o controle DualShock da Sony. A petição recorre da decisão de indeferimento do pedido de registro da marca, alegando que a forma do controle não é funcional ou comum e portanto merece proteção como marca. Anexos incluem certificados, imagens do produto, procurações e argumentos legais detalhando porque a marca não se enquadra nas proibições da lei de propriedade industrial.

Enviado por

Orlando Netto
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

810100282457

28/01/2010 18:29

00.000.9.3.10.0036859.5

Petição de Marca
Recurso contra o indeferimento do Pedido de Registro
Número da Petição: 810100282457
Número do Processo: 828824061
Ato publicado na RPI nº: 2030

Dados do Requerente
Nome: SONY COMPUTER ENTERTAINMENT INC.
CPF/CNPJ/Número INPI: JP0000490660
Endereço: 2-6-21, MINAMI-AOYAMA, MINATO-KU, TOKYO
Cidade:
Estado:
CEP:
Pais: Japão
Natureza Jurídica: PESSOA JURÍDICA
e-mail:

Dados do Procurador/Escritório
Procurador:
Nome: Gisela Ribeiro Glissmann
CPF: 06962914792
e-mail: grglissmann@leonardos.com.br
Nº API: 1975
Nº OAB:
UF:

Escritório:
Nome: Momsen, Leonardos & Cia.

CNPJ: 33146895000126

Texto da Petição

RAZÕES EM ANEXO

Página 1 de 64
Anexos

Descrição Nome do Arquivo

DOC. 1 Certificado_de_Regis_166.PDF

DOC. 2 Dual_shock_893.PDF

PROCURAÇÃO Procuração_Geral_560.PDF

PROCURAÇÃO Procuração_Geral_699.PDF

RAZÕES Recurso_inciso_XXI_515.PDF

Declaro, sob as penas da lei, que todas as informações prestadas neste formulário são verdadeiras.

Obrigado por acessar o e-Marcas.


A partir de agora, o número 810100282457 identificará a sua petição junto ao INPI. Portanto guarde-o, a fim de que
você possa acompanhar na Revista Eletrônica da Propriedade Industrial - RPI (disponível em formato .pdf no portal
www.inpi.gov.br) o andamento da sua petição.Contudo, tratando-se de serviço pago, a aceitação da petição está
condicionada à confirmação do pagamento da respectiva GRU (Guia de Recolhimento da União), que deverá ter
sido efetuado previamente ao envio deste formulário eletrônico, sob pena da presente petição vir a ser não
conhecida.

Esta petição foi enviada pelo sistema e-Marcas (Versão 1.0) em 28/01/2010 às 18:29

Página 2 de 64
Página 3 de 64
Página 4 de 64
Página 5 de 64
Página 6 de 64
Página 7 de 64
Página 8 de 64
Página 9 de 64
Página 10 de 64
Página 11 de 64
Página 12 de 64
Página 13 de 64
Página 14 de 64
Página 15 de 64
Página 16 de 64
Página 17 de 64
Página 18 de 64
Página 19 de 64
Página 20 de 64
Página 21 de 64
Página 22 de 64
Página 23 de 64
Página 24 de 64
Página 25 de 64
Página 26 de 64
Página 27 de 64
Página 28 de 64
Página 29 de 64
Página 30 de 64
Página 31 de 64
Página 32 de 64
Página 33 de 64
Página 34 de 64
Página 35 de 64
Página 36 de 64
Página 37 de 64
Página 38 de 64
Página 39 de 64
Página 40 de 64
Página 41 de 64
Página 42 de 64
Página 43 de 64
Página 44 de 64
Página 45 de 64
Página 46 de 64
Página 47 de 64
Página 48 de 64
Página 49 de 64
DualShock
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O DualShock (oficialmente DUALSHOCK e ocasionalmente referido como Dual Shock) é uma linha de
gamepads vibrativos produzidos pela Sony para os consoles de videogame PlayStation, PlayStation 2 e
PlayStation 3[1] O DualShock foi introduzido no Japão no fim do ano de 1997 e lançado para a América em maio
de 1998, alcançando sucesso crítico. Primeiramente introduzido como um periférico secundário para o primeiro
PlayStation, uma versão revisada do PlayStation veio junto com o controle e subseqüente e gradualmente
eliminou o controle digital que estava primeiramente incluído com o hardware, como também o Sony Dual
Analog Controller.

Índice
 1 Modelos
 1.1 DualShock
 1.2 DualShock 2
 1.3 DualShock 3
 2 Referências

Modelos
DualShock

O controle analógico Dual Shock (CPH-1200) é um controlador capaz de


fornecer reação baseado na ação na tela do jogo (se o jogo for compatível), ou
função de vibração. O controlador é chamado Dual Shock porque o controlador
emprega vibração de dois motores: um motor fraco vibrante semelhante ao
vibrador de um telefone celular e um motor com vibração mais forte, semelhante
ao do Nintendo 64, Rumble Pak.

O DualShock difere do Rumble Pak, pois o Rumble Pak utiliza baterias para
DualShock para PlayStation
poder funcionar durante toda a variedade de vibração, enquanto o DualShock
utiliza a energia fornecida pelo PlayStation. Alguns DualShocks fabricados por
terceiros utilizam baterias em vez da fonte de alimentação do PlayStation. A vibração característica do DualShock
é semelhante ao que foi apresentado na primeira edição do japonês Dual Analog Controller, um recurso que foi
retirado pouco depois que o controlador foi lançado.

O controlador foi amplamente apoiado; logo após o seu lançamento, novos títulos, incluindo Crash Bandicoot:
Warped, Spyro the Dragon, e Tekken 3 deram apoio à função de vibração e/ou as alavancas analógicas. Alguns
jogos projetados originalmente sem suporte ao controle foram relançados para serem compativeis com o Dual
Shock, como por exemplo Resident Evil. Muitos jogos aproveitaram a presença dos dois motores para fornecer os
efeitos de vibração, incluindo Gran Turismo e Quake II. Lançado em 1999, o jogo de PlayStation, Ape Escape
tornou-se o primeiro jogo a forçar o uso de um controlador Dual Shock.

DualShock 2

Quando o sistema de entretenimento PlayStation 2 foi anunciado, o controle


analógico DualShock 2 (SCPH-10010) incluído no pacote era quase idêntico ao
Dual Shock para a PlayStation, excepto na cor, que era preta (as outras cores e transparências vieram mais tarde),
no número de parafusos (menos um), e na adição do logo "DualShock 2" junto ao cabo. Outra diferença entre o
DualShock e o DualShock 2 é que o conector que é ligado à consola tem a mesma forma do cartão de memória: o
conector do DualShock forma um semi-círculo e o do DualShock 2 é quadrado. Também os analógicos são
Página 50 de 64
perceptivelmente mais firmes e rígidos, para movimentos mais exactos.
Internamente, o Dual Shock 2 é mais leve que o DualShock e todos os botões
(menos os botões Select, Start, modo Analog , L3 e R3), são lidos como valores
analógicos. Ou seja, em vez de o botão apenas indicar está actualmente
pressionado ou não, também indica a pressão exercida sobre ele.

DualShock 3
DualShock 2 para PlayStation
2

A Tokyo Game Show 2007, fez o anuncio do DualShock 3 (CECHZC2J), que é


um controlador para o PlayStation 3, que incorpora os recursos wireless e design
do Sixaxis comando sem fios com capacidades rumble. Foi lançado no Japão em
11 de novembro de 2007 de cor preta com um preço de varejo JP ¥ 5500. O
controlador está programado para estréia na América do Norte e Europa, em 15
de abril de 2008 para um retalho preço de R $ 54,99. Irá também ser empacotado
com o game Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots temáticos com o PlayStation 3
de 80 GB, que será lançado em 12 de junho de 2008. A Tokyo Game Show 2007 DualShock 3 para PlayStation
descreveu o controlador como sendo capaz de fazer vibrações comparável ao 3
DualShock 2. Segundo a GameSpot, o DualShock 3 possui um "rumble de toque
fraco"; enquanto vários outros efeitos reportados e mais refinado do que a
vibração DualShock 2, em particular com a demonstração de Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots.

Referências
1. ↑ Chris Morell. DualShock 3 para PS3 (http://www.gamepro.com/sony/ps3/games/features/170808.shtml) (em inglês).
GamePro.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/DualShock"
Categorias: PlayStation | Realidade virtual | Hardware de video game

 Esta página foi modificada pela última vez às 10h59min de 1 de dezembro de 2009.
 Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição-Compartilhamento pela mesma Licença 3.0
Unported (CC-BY-SA); pode estar sujeito a condições adicionais. Consulte as Condições de Uso para mais
detalhes.

Página 51 de 64
Página 52 de 64
Página 53 de 64
Página 54 de 64
Página 55 de 64
RAZÕES

Merece reforma a decisão que indeferiu o presente pedido de registro, para a marca
tridimensional

uma vez que as proibições previstas no inciso XXI, do artigo 124, da LPI - “forma
necessária, comum ou vulgar do produto ou de acondicionamento, ou ainda, aquela
que não possa ser dissociada de efeito técnico” – são inaplicáveis ao presente caso.

Isto porque, a marca em apreço é constituída por sinal perfeitamente passível de


proteção marcária, por ser ele composto por elemento figurativo distintivo e
original, pouco relevando para o caso presente sua funcionalidade técnica, como
se demonstrará a seguir.

Primeiramente, cumpre salientar que, com o advento da nova Lei da Propriedade


Industrial, são suscetíveis de registro como marca todos os sinais distintivos
visualmente perceptíveis não compreendidos nas proibições legais, tal como in casu.

Como já orientava o mestre GAMA CERQUEIRA, nosso maior tratadista em matéria de


Propriedade Industrial, em seu Tratado da Propriedade Industrial (vol. 2, Ed. Revista
dos Tribunais, São Paulo, 1992), as marcas consistem essencialmente em sinais,
de qualquer natureza, apostos em mercadorias para distinguí-las, identificá-las e
diferençá-las de outras, idênticas ou semelhantes, de procedência diversa.

Melhor definição, segundo citado doutrinador, é a de CARVALHO MENDONÇA (in op.


cit. págs. 774/5), que entende serem as marcas formadas por sinais gráficos ou

Página 56 de 64
figurativos, destinados a individualizar os produtos de uma empresa industrial ou de
mercadorias postas à venda em uma casa de negócio, dando a conhecer sua origem
ou procedência, e atestando a atividade e o trabalho de que são o resultado,
assumindo, assim, função econômica importantíssima.

Como se vê, o poder das marcas vai muito mais além do que se depreende de sua
própria definição: são signos que tornam conhecidos os produtos ou serviços no
mercado pelo simples uso, permitindo que o consumidor escolha, dentre tantas
opções, aquele possuidor das qualidades desejadas, pouco importando, em princípio,
sua origem:

"As marcas assumem, assim, toda a sua força de expressão: marcam,


efetivamente, o produto, que passa a ser um produto diferente, na multidão
dos produtos congêneres. A marca individualiza o produto, identifica-o,
distingue-o dos outros similares, não pela sua origem, mas pelo próprio
emblema ou pela denominação que a constitui. (in op. cit. à pág. 756)"

Em outras palavras, é o uso dado ao sinal que faz dele uma marca. Inclusive, é a
forma de uso do sinal que determina seu modo adequado de proteção, podendo dito
sinal gozar, a uma só vez, de proteções múltiplas, como previsto em nosso
ordenamento jurídico.

De fato, “todo sinal que exerça as funções de marca, marca é”, como concluiu
GABRIEL LEONARDOS em palestra proferida no 1º Curso Internacional sobre
Propriedade Intelectual - APAMAGIS/OMPI, em 11 de outubro de 1996.

Contudo, para desempenhar função de tal ordem, as marcas devem satisfazer aos
seguintes requisitos: cunho distintivo, novidade relativa, veracidade e licitude.

No caso presente, observa-se que a marca registranda não se caracteriza por forma
necessária do produto por ela identificado ou de seu acondicionamento, vez que a
mesma apresenta um design arrojado e inovador, por ser feita no formato de um
bumerangue, com empunhaduras esquerda e direita longas e simétricas unidas ao
corpo principal, constituído por um primeiro e um segundo painéis de controle, cada um
disposto sobre o topo circular plano de cada uma das empunhaduras e botões e

2
Página 57 de 64
comutadores sobre a superfície de topo do corpo principal. O corpo principal também
possui elementos de controle giratórios, em forma de maçaneta, situados em
alojamentos cilíndricos verticais adjacentes à parte frontal do corpo principal, que forma
duas superfícies arqueadas em vista inferior, bem como botões retangulares em sua
parte superior facilmente acessíveis pelo jogador através dos dedos indicadores.

Além do mais, para permitir que o jogador agarre as empunhaduras esquerda e direita
de forma confortável por um longo período de tempo, elas são afuniladas a partir de
sua junção com o corpo principal e possuem superfícies periféricas externas e
superfícies de extremidade distal arqueadas.

Vejamos:

FRONTAL TRASEIRA

SUPERIOR INFERIOR

3
Página 58 de 64
LATERAL 1 LATERAL 2

PERSPECTIVA

Pouco importa, assim, que a marca em exame seja formada pela figura de um
controlador manual, pois para a proteção marcária releva apenas que seja o sinal
original e característico, bem como que exerça a função de distinguir os produtos a que
se destina, tal como ocorre in casu.

Nestes casos, observa-se que a apresentação visual do controlador manual passa


a ser justamente o elemento diferenciador, através do qual os produtos da
Recorrente passam a ser identificados e conhecidos, ou seja, é ele que efetivamente
marca o produto, passando o consumidor a associar a qualidade dos seus vídeo
games à forma do seu controlador.

Ora, comparando-se os controladores disponíveis no mercado com a marca da


Recorrente, conclui-se que esta, quando analisada em seu conjunto indivisível, não em

4
Página 59 de 64
suas partes isoladas, possui suficiente novidade e distintividade para ser registrada
como marca tridimensional, senão vejamos:

Dreamcast Master system Mega Drive

Sega saturn SNES Virtual Boy

Game Cube Wii Xbox 360

Playstation (marca registranda)

5
Página 60 de 64
Com efeito, conforme ensinamento da melhor doutrina, as marcas devem ser
analisadas a partir de seu conjunto, sendo inaceitável a separação ou divisão de seus
elementos. Sendo assim, não poderia este Instituto desprezar de sua apreciação todos
os elementos que compõem a unidade da marca.

É o que ensinava também Clóvis Costa Rodrigues, citando as decisões do antigo


C.R.P.I:
"c) A marca dessa recorrente nº 25.545, de 1928, cuja cópia se anexa, é complexa,
formada pelo vários elementos descritos, constituindo um conjunto, do qual não pode
sua propriedade destacar qualquer dos elementos que o constituem, e elegê-lo, a seu
critério, como sendo o elemento essencial e característico de suas marca; quando, em
verdade, o que a deve diferenciar é a fisionomia do conjunto, o seu aspecto geral,
jamais esse ou aquele dos seus elementos componentes considerados
isoladamente..."
(Acórdão nº 872, termo 34.183 - in Concorrência Desleal, pág. 201).

Coaduna com este entendimento o fato de que o controlador manual da Recorrente foi
registrado como marca tridimensional em seu país de origem – Japão – bem como nos
E.U.A., na Rússia e em Taiwan, designando os mesmos produtos cobertos pelo pedido de
registro em tela (como se pode verificar através da Declaração Juramentada em anexo –
Doc. “1”) merecendo, portanto, a proteção telle quelle, tal qual prevista no artigo 6°,
quinquies da Convenção da União de Paris:

“(...) A - (1) Qualquer marca de fábrica ou de comércio regularmente


registrada no país de origem será admitida para registro e protegida na
sua forma original nos outros países da União, com as restrições
indicadas no presente artigo (...)” (Grifamos)

Esta, por si só, já representa prova mais do que suficiente de que o sinal em apreço é
perfeitamente passível de proteção marcária, pouco relevando para o caso presente
sua funcionalidade técnica.

Mesmo que assim não o fosse, devido ao amplo conhecimento e uso reiterado do sinal
distintivo dos produtos da Recorrente desde 1998 no mercado internacional (conforme
se depreende do Doc “2” em anexo), teria ele adquirido o cunho distintivo necessário a

6
Página 61 de 64
habilitar-lhe o registro como marca, pela aquisição de significado secundário (ou
“secondary meaning”, em inglês).

Como explica GABRIEL LEONARDOS, na obra de início mencionada, o significado


secundário de determinado sinal ou termo é exatamente o de identificador de
produtos e serviços. O fenômeno da aquisição de significado secundário ocorre
quando um sinal originariamente descritivo, de uso comum ou necessário, em
decorrência de seu prolongado uso por apenas uma determinada empresa, e de
seus investimentos em publicidade, passa a identificar, perante o público consumidor,
somente os produtos ou serviços dessa empresa.

Quanto isto ocorre, o sinal passa a exercer as funções de marca e, portanto, passa a
ser registrável como tal, a exemplo do que ocorre com a conhecida garrafa da COCA-
COLA, forma tridimensional que há muito exerce a função de marca.

Ressalte-se, ainda, que a teoria da distintividade adquirida pelo uso vigora no


Brasil por força do art. 6 quinquies, C, 1, da Convenção de Paris, segundo o qual:

“Para determinar se a marca é suscetível de proteção, deverão ser


levadas em consideração todas as circunstâncias de fato,
particularmente a duração do uso da marca.”

Cumpre lembrar, aliás, que o referido dispositivo convencional foi expressamente


adotado pelo Judiciário em conhecida decisão do extinto Tribunal Federal de Recurso,
que determinou a este Instituto a concessão de registro à marca nominativa
“POLVILHO ANTISSÉPTICO”, em favor da tradicional empresa farmacêutica CASA
GRANADO.

Assim entendeu também este Instituto quando do deferimento do pedido de registro nº


819998931, para a marca

7
Página 62 de 64
inicialmente indeferido com base no inciso XXI do artigo 124 da LPI.

A este respeito, vale ressaltar, a título de exemplo, que este próprio Instituto vem
concedendo várias marcas tridimensionais que apresentam aplicação técnica muito
mais pronunciada que a da Recorrente, senão vejamos:

“JEAN BOOK” “BIC” “BATON “DREHER”


GAROTO”
820702447 820160288 820261106 821050567

“PAYOT” “BOMBA “DOCE MENOR “BADEN BADEN


ENERGIA” VEPÊ” SUNDAE”
821252763 820841900 820933325 821728261

Por óbvio, se marcas como as acima foram concedidas, não há de haver escusa válida
para o indeferimento da marca desta Recorrente.

Em suma, pouco importa que a forma seja caracterizada pela figura conhecida de um
produto ou de seu acondicionamento: desde que seja um sinal distintivo, conforme
artigo 122 da LPI e que sirva para distinguir produto de outro idêntico, semelhante ou
afim - função precípua da marca - de acordo com artigo 123, inciso I, do mesmo
diploma legal, o sinal é registrável.

8
Página 63 de 64
Restando, pois, comprovado que a marca em questão é composta por sinal original e
distintivo, inexiste escusa válida para a recusa do registro aqui pleiteado, de modo que
confia a Recorrente na reforma da decisão recorrida, como de DIREITO!

Termos em que,
pede deferimento.

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2010

(Eletronicamente transmitido sem assinatura)


________________________________
MOMSEN, LEONARDOS & CIA.
FL/AMCBecho/M141024

9
Página 64 de 64

Você também pode gostar