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CCNA 2 Capitulo 1

Roteadores são computadores

Um roteador é um computador, assim como qualquer outro, inclusive um PC. O primeiro


roteador, usado na ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network), foi o
Processador de Mensagem da Interface (IMP, Interface Message Processor). O IMP era um
minicomputador Honeywell 316; esse computador deu vida à ARPANET no dia 30 de agosto
de 1969.

Nota: a ARPANET foi desenvolvido pela ARPA (Advanced Research Projects Agency) do
Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A ARPANET foi a primeira rede de comutação
de pacotes operacional do mundo e a antecessora da Internet atual.

Os roteadores têm muitos componentes de hardware e de software iguais encontrados em


outros computadores, inclusive:
• CPU
• RAM
• ROM
• Sistema operacional

Roteadores estão no centro da rede

Os usuários típicos talvez desconheçam a presença de vários roteadores em sua própria rede
ou na Internet. Os usuários esperam ser capazes de acessar páginas da Web, enviar emails e
baixar músicas – independentemente do servidor acessado estar em sua própria rede ou em
outra rede no mundo. No entanto, os profissionais de networking sabem que o roteador é
responsável por encaminhar pacotes de rede-a-rede, da origem original para o destino final.

Um roteador conecta várias redes. Isso significa que ele tem várias interfaces pertencentes a
uma rede IP diferente. Quando um roteador recebe um pacote IP em uma interface, ele
determina que interface usar para encaminhar o pacote para seu destino. A interface que o
roteador usa para encaminhar o pacote pode ser a rede do destino final do pacote (a rede com
o endereço IP de destino desse pacote) ou pode ser uma rede conectada a outro roteador
usado para alcançar a rede de destino.

Cada rede a que um roteador se conecta costuma exigir uma interface separada. Essas
interfaces são usadas para conectar uma combinação de redes locais (LANs, Local Area
Networks) e redes remotas (WAN, Wide Area Networks). As redes locais costumam ser redes
Ethernet que contêm dispositivos como PCs, impressoras e servidores. As WANs são usadas
para conectar redes em uma área geográfica extensa. Por exemplo, uma conexão WAN
costuma ser usada para conectar uma rede local à rede do Provedor de Internet (ISP, Internet
Service Provider).

Na figura, vimos que os roteadores R1 e R2 são responsáveis por receber o pacote em uma
rede e encaminhar o pacote por outra rede para a rede de destino.

Roteadores determinam o melhor caminho

A responsabilidade primária de um roteador é direcionar pacotes com destino para redes locais
e remotas:
• Determinando o melhor caminho para enviar pacotes
• Encaminhando pacotes para o destino

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O roteador usa sua tabela de roteamento para determinar o melhor caminho para encaminhar o
pacote. Quando o roteador recebe um pacote, ele examina seu endereço IP de destino e
procura a melhor correspondência com um endereço de rede na tabela de roteamento do
roteador. A tabela de roteamento também inclui a interface a ser usada para encaminhar o
pacote. Quando uma correspondência é localizada, o roteador encapsula o pacote IP no
quadro de enlace da interface de saída, e o pacote é encaminhado para seu destino.

É muito provável que um roteador receba um pacote encapsulado em um tipo de quadro de


enlace, como um quadro Ethernet e, ao encaminhar o pacote, o encapsule em um tipo
diferente de quadro de enlace, como o Protocolo Ponto a Ponto (PPP, Point-to-Point Protocol).
O encapsulamento do quadro de enlace depende do tipo de interface do roteador e do tipo de
meio a que ele se conecta. Entre as tecnologias de enlace de dados diferentes a que um
roteador pode se conectar estão tecnologias rede local, como Ethernet e conexões WAN
seriais, como a conexão T1 que usa PPP, Frame Relay e Modo de Transferência Assíncrona
(ATM, Asynchronous Transfer Mode).

Na figura, podemos acompanhar um pacote do PC de origem até o PC de destino. Observe


que é de responsabilidade do roteador localizar a rede de destino em sua tabela de roteamento
e encaminhar o pacote em para seu destino. Neste exemplo, o Roteador R1 recebe o pacote
encapsulado em um quadro Ethernet. Depois do desencapsulamento do pacote, R1 usa o
endereço IP de destino do pacote para pesquisar sua tabela de roteamento em busca de um
endereço de rede correspondente. Depois que um endereço de rede de destino é localizado na
tabela de roteamento, R1 encapsula o pacote em um quadro PPP e o encaminha para R2. Um
processo semelhante é executado por R2.

As rotas estáticas e os protocolos de roteamento dinâmico são usados por roteadores para
aprender redes remotas e criar suas tabelas de roteamento. Essas rotas e protocolos são o
foco primário do curso, sendo abordados em detalhes nos capítulos posteriores, além do
processo que os roteadores usam ao pesquisar suas tabelas de roteamento e encaminhar os
pacotes.

1.1.2 Componentes do roteador e suas funções

Assim como um PC, um roteador também inclui:


• Unidade de Processamento Central (CPU, Central Processing Unit)
• Memória de Acesso Aleatório (RAM)
• Memória somente-leitura (ROM)

Passe o mouse sobre componentes na figura para ver uma breve descrição de cada um.

CPU

A CPU executa instruções do sistema operacional, como inicialização de sistema, funções de


roteamento e de comutação.

RAM

A RAM armazena as instruções e os dados que precisam ser executados pela CPU. A RAM é
usada para armazenar estes componentes:
• Sistema operacional: O IOS (Internetwork Operating System, Sistema operacional
de Internet) Cisco é copiado para a RAM durante a inicialização.

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• Executando arquivo de configuração: Esse é o arquivo de configuração que
armazena os comandos de configuração que o IOS do roteador está usando
atualmente. Com poucas exceções, todos os comandos configurados no roteador
são armazenados no arquivo de configuração em execução, conhecido como
running-config.
• Tabela de roteamento IP: Esse arquivo armazena informações sobre redes
conectadas diretamente e remotas. Ele é usado para determinar o melhor caminho
para encaminhar o pacote.
• Cache ARP: Esse cache contém o endereço IPv4 para mapeamentos de endereço
MAC, semelhante ao cache ARP em um PC. O cache ARP é usado em roteadores
com interfaces de rede local, como interfaces Ethernet.
• Buffer de pacotes: Os pacotes são armazenados temporariamente em um buffer
quando recebidos em uma interface ou antes de saírem por uma interface.

RAM é uma memória volátil e perde seu conteúdo quando o roteador é desligado ou reiniciado.
No entanto, o roteador também contém áreas de armazenamento permanentes, como ROM,
memória flash e NVRAM.

ROM

ROM é uma forma de armazenamento permanente. Os dispositivos Cisco usam a ROM para
armazenar:
• As instruções de bootstrap
• Software de diagnóstico básico
• Versão redimensionada do IOS

A ROM usa firmware, que é o software incorporado no circuito integrado. O firmware inclui o
software que normalmente não precisa ser modificado ou atualizado, como as instruções de
inicialização. Muitos desses recursos, inclusive o software monitor ROM, serão abordados em
um curso posterior. A ROM não perde seu conteúdo quando o roteador é desligado ou
reiniciado.

Memória flash

Flash é uma memória de computador não volátil que pode ser apagada e armazenada
eletricamente. A memória flash é usada como armazenamento permanente para o sistema
operacional, o Cisco IOS. Na maioria dos modelos de roteadores Cisco, o IOS é armazenado
permanentemente na memória memória flash e copiado para a RAM durante o processo de
inicialização, quando é executado pela CPU. Alguns modelos mais antigos de roteadores Cisco
executam o IOS diretamente na memória flash. A memória flash consiste em placas SIMMs ou
PCMCIA, que podem ser atualizadas para aumentar a quantidade da memória flash.

A memória flash não perde seu conteúdo quando o roteador é desligado ou reiniciado.

NVRAM

A RAM Não Volátil (NVRAM, Nonvolatile RAM) não perde suas informações quando a energia
é desligada. Isso é o oposto ao que acontece na maioria das formas comuns de RAM, como
DRAM, que exige energia ininterrupta para manter suas informações. A NVRAM é usada pelo
Cisco IOS como armazenamento permanente para o arquivo de configuração de inicialização
(startup-config). Todas as alterações feitas na configuração são armazenadas no arquivo
running-config na RAM e, com poucas exceções, são implementadas imediatamente pelo IOS.
Para salvar essas alterações caso o roteador seja reiniciado ou desligado, o running-config
deve ser copiado para a NVRAM, onde é armazenada como o arquivo startup-config. A
NVRAM manterá seu conteúdo, mesmo quando o roteador for recarregado ou desligado.

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ROM, RAM, NVRAM e memória flash são abordadas na seção a seguir, que apresenta o IOS e
o processo de inicialização. Elas também são abordadas mais detalhadamente em um curso
posterior referente ao gerenciamento do IOS.

É mais importante para um profissional de networking compreender a função dos componentes


internos principais de um roteador do que o local exato desses componentes dentro de um
roteador específico. A arquitetura física interna irá variar de modelo para modelo.

1.1.3 Sistema operacional de Internet


O software de sistema operacional usado em roteadores Cisco é conhecido como Sistema
operacional de Internet Cisco (IOS, Internetwork Operating System). Assim como qualquer
sistema operacional em qualquer computador, o Cisco IOS gerencia os recursos de hardware e
de software do roteador, inclusive a alocação de memória, os processos, a segurança e os
sistemas de arquivos. O Cisco IOS é um sistema operacional multitarefa integrado a funções
de roteamento, de comutação, de inter-rede e de telecomunicação.

Embora o Cisco IOS possa ser aparentemente o mesmo em muitos roteadores, há muitas
imagens diferentes do IOS. Uma imagem do IOS é um arquivo que contém todo o IOS do
roteador. A Cisco cria muitos tipos diferentes de imagens do IOS, dependendo do modelo do
roteador e dos recursos no IOS. Normalmente, quanto mais recursos no IOS, maior será a
imagem do IOS e, logo, mais memória flash e RAM são exigidas para armazenar e carregar o
IOS. Por exemplo, entre alguns recursos estão a capacidade de executar IPv6 ou a capacidade
do roteador de executar a Tradução de Endereços de Rede (NAT, Network Address
Translation).

Assim como acontece com outros sistemas operacionais, o Cisco IOS tem sua própria interface
do usuário. Embora alguns roteadores forneçam uma Interface Gráfica do Usuário (GUI,
Graphical User Interface), a Interface de Linha de Comando (CLI, Command Line Interface) é
um método muito mais comum de configurar roteadores Cisco. A CLI é usada ao longo deste
currículo.

Durante a inicialização, o arquivo startup-config na NVRAM é copiado para a RAM e


armazenado como sendo o arquivo running-config. O IOS executa os comandos de
configuração no running-config. Qualquer alteração feita pelo administrador de rede é
armazenada no running-config, sendo implementada imediatamente pelo IOS. Neste capítulo,
nós revisaremos alguns dos comandos básicos do IOS usados para configurar um roteador
Cisco. Em capítulos posteriores, aprenderemos os comandos usados para configurar, verificar
e solucionar problemas de roteamento estático e de vários protocolos de roteamento, como
RIP, EIGRP e OSPF.

Nota: O Cisco IOS e o processo de inicialização são abordados com mais detalhes em um
curso posterior.

1.1.4 Processo de inicialização

Há quatro fases principais no processo de inicialização:

1. Executando o POST

2. Carregando o programa de bootstrap

3. Localizando e carregando o software Cisco IOS

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4. Localizando e carregando o arquivo de configuração de inicialização ou acessando o modo


de configuração

1. Executando o POST.

O Auto-teste de inicialização (POST, Power-On Self Test)é um processo comum que ocorre em
quase todos os computadores durante a inicialização. O processo POST é usado para testar o
hardware do roteador. Quando o roteador for ligado, um software no chip ROM irá executar o
POST. Durante esse auto-teste, o roteador executa o diagnóstico a partir da ROM em vários
componentes de hardware, inclusive CPU, RAM e NVRAM. Depois que o POST for concluído,
o roteador irá executar o programa de bootstrap.

2. Carregando o programa de bootstrap

Depois do POST, o programa de bootstrap é copiado da ROM para a RAM. Uma vez na RAM,
a CPU executa as instruções no programa de bootstrap. A tarefa principal do programa de
bootstrap é localizar o Cisco IOS e carregá-lo na RAM.

Nota: A esta altura, se tiver uma conexão de console com o roteador, você irá começar a ver a
saída na tela.

3. Localizando e carregando o IOS Cisco

Localizando o software IOS Cisco. O IOS costuma ser armazenado na memória flash, mas
também pode ser armazenado em outros locais como um servidor de Protocolo de
Transferência de Arquivos Trivial (TFTP, Trivial File Transfer Protocol).

Se uma imagem completa do IOS não puder ser localizada, uma versão dimensionada do IOS
será copiada da ROM para a RAM. Essa versão do IOS é usada para ajudar a diagnosticar
qualquer problema, podendo ser usada para carregar uma versão completa do IOS na RAM.

Nota: Um servidor TFTP costuma ser usado como um servidor de backup para o IOS, mas
também pode ser usado como um ponto central para armazenar e carregar o IOS. O
gerenciamento do IOS e o uso do servidor TFTP são abordados em um curso posterior.

Carregando o IOS. Alguns dos roteadores Cisco mais antigos executavam o IOS diretamente a
partir da memória flash, mas os modelos atuais copiam o IOS para a RAM para execução pela
CPU.

Nota: Quando o IOS começar a ser carregado, você talvez veja uma cadeia de caracteres de
sustenidos (#), como os mostrados na figura, enquanto a imagem é descompactada.

4. Localizando e carregando o arquivo de configuração

Localizando o arquivo de configuração de inicialização Depois que o IOS for carregado, o


programa de bootstrap irá pesquisar o arquivo de configuração de inicialização, conhecido
como startup-config, na NVRAM. Esse arquivo tem os comandos de configuração e os
parâmetros já salvos, inclusive:
endereços de interface
• informações de roteamento
• senhas
• qualquer outra configuração salva pelo administrador de rede

Se o arquivo de configuração de inicialização, startup-config, estiver localizado na NVRAM, ele


será copiado para a RAM como o arquivo de configuração em execução, running-config.

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Nota: Se não houver o arquivo de configuração de inicialização na NVRAM, o roteador talvez


procure um servidor TFTP. Se o roteador detectar a existência de um enlace ativo para outro
roteador configurado, ele irá enviar um broadcast à procura de um arquivo de configuração no
enlace ativo. Essa condição fará com que o roteador pause, mas você acabará vendo uma
mensagem de console como a seguinte:

<o roteador pára aqui ao difundir para um arquivo de configuração em um enlace ativo>

%Error opening tftp://255.255.255.255/network-confg (Timed out)


%Error opening tftp://255.255.255.255/cisconet.cfg (Timed out)

Executando o arquivo de configuração. Se um arquivo de configuração de inicialização estiver


localizado na NVRAM, o IOS irá carregá-lo na RAM como running-config e executar os
comandos no arquivo, uma linha por vez. O arquivo running-config contém endereços de
interface, inicia processos de roteamento, configura senhas de roteador e define outras
características do roteador.

Acesse o modo de configuração, Setup Mode, (opcional). Se o arquivo de configuração de


inicialização não puder ser localizado, o roteador irá solicitar ao usuário o acesso ao modo de
configuração (setup mode). Modo de configuração é uma série de perguntas que solicita ao
usuário informações de configuração básicas. O modo de configuração não deve ser usado
para inserir configurações de roteador complexas, normalmente não sendo usado por
administradores de rede.

Ao inicializar um roteador que não contenha um arquivo de configuração de inicialização, você


verá a seguinte pergunta após o carregamento do IOS:

Would you like to enter the initial configuration dialog? [yes/no]: no

O modo de configuração não será usado neste curso para configurar o roteador. Quando
solicitado a acessar o modo de configuração (setup mode), sempre responda não. Se
responder sim e acessar o modo de configuração (setup mode), você poderá pressionar Ctrl-C
a qualquer momento para encerrar o processo de configuração.

Quando o modo de configuração não é usado, o IOS cria um running-config padrão. O running-
config padrão é um arquivo de configuração básico que inclui as interfaces do roteador, as
interfaces de gerenciamento e determinadas informações padrão. O running-config padrão não
contém nenhum endereço de interface, nenhuma informação de roteamento, senhas ou outras
informações de configuração específicas.

Interface da linha de comando

Dependendo da plataforma e do IOS, o roteador pode fazer a seguinte pergunta antes de exibir
o prompt:

Would you like to terminate autoinstall? [yes]: <Enter>


Press the Enter key to accept the default answer.
Router>

Nota: Se um arquivo de configuração de inicialização for localizado, o running-config talvez


contenha um nome de host e o prompt irá exibir o nome de host do roteador.

Quando o prompt é exibido, o roteador já está executando o IOS com o arquivo de


configuração em execução atual. Agora o administrador de rede pode começar a usar
comandos do IOS no roteador.

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Nota: O processo de inicialização é abordado com mais detalhes em um curso posterior.

Verificando o processo de inicialização do roteador

O comando show version pode ser usado para ajudar a verificar e solucionar problemas de
alguns componentes básicos de hardware e de software do roteador. O comando show version
exibe informações sobre a versão do software Cisco IOS atualmente em execução no roteador,
a versão do programa de bootstrap e as informações sobre a configuração de hardware,
inclusive a quantidade de memória do sistema.

A saída de comando show version inclui:

Versão do IOS

Cisco Internetwork Operating System Software


IOS (tm) C2600 Software (C2600-I-M), Version 12.2(28), RELEASE SOFTWARE (fc5)

Esta é a versão do software Cisco IOS na RAM, sendo usada pelo roteador.

Programa de bootstrap da ROM

ROM: System Bootstrap, Version 12.1(3r)T2, RELEASE SOFTWARE (fc1)

Isso mostra a versão do software de bootstrap do sistema, armazenada na memória ROM que
foi usada inicialmente para inicializar o roteador.

Local do IOS

System image file is "flash:c2600-i-mz.122-28.bin"

Isso mostra onde o programa de bootstrap está localizado e carregou o Cisco IOS, além do
nome de arquivo completo da imagem do IOS.

CPU e quantidade de RAM

cisco 2621 (MPC860) processor (revision 0x200) with 60416K/5120K bytes of memory

A primeira parte dessa linha exibe o tipo de CPU no roteador. A última parte dessa linha exibe
a quantidade de DRAM. Algumas séries de roteadores, como a 2600, usam uma fração da
DRAM como memória de pacote. A memória de pacote é usada para armazenar pacotes em
buffer.

Para determinar a quantidade total de DRAM no roteador, adicione ambos os números. Nesse
exemplo, o roteador Cisco 2621 tem 60.416 KB (quilobytes) de DRAM livre usados para
armazenar temporariamente o Cisco IOS e outros processos de sistema. Os demais 5.120 KB
são dedicados à memória de pacote. A soma desses números é 65.536K ou 64 megabytes
(MB) de DRAM no total.

Nota: Talvez seja necessário atualizar a quantidade de RAM durante a atualização do IOS.

Interfaces

2 FastEthernet/IEEE 802.3 interface(s)


2 Low-speed serial(sync/async) network interface(s)

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Esta seção da saída exibe as interfaces físicas no roteador. Nesse exemplo, o roteador Cisco
2621 tem duas interfaces FastEthernet e duas interfaces seriais de baixa velocidade.

Quantidade de NVRAM

32K bytes of non-volatile configuration memory.

Essa é a quantidade de NVRAM no roteador. NVRAM é usada para armazenar o arquivo


startup-config.

Quantidade de memória flash

16384K bytes of processor board System flash (Read/Write)

Essa é a quantidade de memória flash no roteador. A memória flash é usada para armazenar
permanentemente o Cisco IOS.

Nota: Talvez seja necessário atualizar a quantidade de memória flash durante a atualização do
IOS.

Registro de configuração

Configuration register is 0x2102

A última linha do comando show version exibe o valor configurado atual do registro de
configuração de software em hexadecimal. Se houver um segundo valor exibido entre
parênteses, ele irá denotar o valor do registro de configuração a ser usado durante a próxima
recarga.

O registro de configuração tem vários usos, inclusive a recuperação de senha. A configuração


padrão de fábrica do registro de configuração é 0x2102. Esse valor indica que o roteador irá
tentar carregar uma imagem do software Cisco IOS a partir da memória flash e carregar o
arquivo de configuração de inicialização a partir da NVRAM.

Nota: O registro de configuração é abordado com mais detalhes em um curso posterior.

1.1.5 Portas de gerenciamento

Os roteadores têm conectores físicos usados para gerenciar o roteador. Esses conectores são
conhecidos como portas de gerenciamento. Diferentemente das interfaces Ethernet e seriais,
as portas de gerenciamento não são usadas no encaminhamento de pacotes. A porta de
gerenciamento mais comum é a porta console. A porta console é usada para conectar um
terminal, ou mais freqüentemente um PC que executa software emulador de terminal, para
configurar o roteador sem a necessidade de acesso à rede para o roteador. A porta console
deve ser usada durante a configuração inicial do roteador.

Outra porta de gerenciamento é a porta auxiliar. Nem todos os roteadores têm portas
auxiliares. Às vezes, a porta auxiliar pode ser usada de maneira semelhante a uma porta
console. Ela também pode ser usada no acoplamento a um modem. As portas auxiliares não
serão usadas neste currículo.

A figura mostra as portas de console e AUX do roteador.

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Interfaces de roteador

O termo interface em roteadores Cisco se refere a um conector físico no roteador cujo


propósito principal é receber e encaminhar pacotes. Os roteadores têm várias interfaces
usadas na conexão com várias redes. Normalmente, as interfaces se conectam a vários tipos
de redes, o que significa que são necessários tipos diferentes de meio e de conectores.
Normalmente, um roteador irá precisar ter tipos diferentes de interfaces. Por exemplo, um
roteador normalmente tem interfaces FastEthernet para conexões com redes locais diferentes
e vários tipos de interfaces WAN para conectar vários enlaces seriais, inclusive T1, DSL e
ISDN. A figura mostra as interfaces FastEthernet e seriais no roteador.

Assim como as interfaces em um PC, as portas e as interfaces em um roteador estão


localizadas fora do roteador. Sua localização externa possibilita um acoplamento prático aos
cabos de rede e aos conectores apropriados.

Nota: Uma única interface em um roteador pode ser usada na conexão com várias redes; no
entanto, isso está além do escopo deste curso, sendo abordado em um curso posterior.

Assim como a maioria dos dispositivos de networking, os roteadores Cisco usam indicadores
LED para fornecer informações de status. Um LED de interface indica a atividade da interface
correspondente. Se um LED estiver desligado quando a interface estiver ativa e a interface
estiver conectada corretamente, isso talvez seja um indício de que existe um problema nessa
interface. Se uma interface estiver muito ocupada, seu LED estará sempre ligado. Dependendo
do tipo de roteador, talvez haja outros LEDs. Para obter mais informações sobre exibições de
LED no 1841, consulte o link abaixo.

Links

"Identificando e solucionando problemas dos roteadores Cisco série 1800 (Modular),"


http://www.cisco.com/en/US/docs/routers/access/1800/1841/hardware/installation/guide/18troub
.html (em inglês).

Interfaces pertencem a redes diferentes

Como mostrado na figura, toda interface no roteador é membro ou host em uma rede IP
diferente. Cada interface deve ser configurada com um endereço IP e uma máscara de sub-
rede de uma rede diferente. O Cisco IOS não irá permitir a duas interfaces ativas no mesmo
roteador pertencer à mesma rede.

As interfaces de roteador podem ser divididas em dois grupos principais:


interfaces de rede local – como Ethernet e FastEthernet
interfaces WAN – como serial, ISDN e Frame Relay

Interfaces de rede local

Como o próprio nome diz, as interfaces de rede local são usadas para conectar o roteador à
rede local, semelhante à forma como uma placa de rede Ethernet do PC é usada para conectar
o PC à rede local Ethernet. Assim como uma placa de rede Ethernet de PC, uma interface
Ethernet de roteador também tem um endereço MAC de Camada 2 e participa da rede local
Ethernet da mesma forma que qualquer outro host na rede local. Por exemplo, uma interface
Ethernet de roteador participa do processo ARP da rede local. O roteador mantém um cache
ARP para a interface, envia solicitações ARP quando necessário e responde com respostas
ARP quando solicitado.

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Uma interface Ethernet de roteador normalmente usa um conector RJ-45 que oferece suporte
ao cabeamento Par Trançado Não-Blindado (UTP, Unshielded Twisted-Pair). Quando um
roteador é conectado a um switch, um cabo straight-through é usado. Quando dois roteadores
são conectado diretamentes pelas interfaces Ethernet, ou quando uma placa de rede de PC é
conectada diretamente a uma interface Ethernet de roteador, é usado um cabo crossover.

Use a atividade de Packet Tracer posteriormente nesta seção para testar suas habilidades de
cabeamento.

Interfaces WAN

As interfaces WAN são usadas para conectar roteadores a redes externas, normalmente a uma
grande distância geográfica. O encapsulamento de Camada 2 pode ser de tipos diferentes,
como PPP, Frame Relay e Controle de Enlace de Alto Nível (HDLC, High-Level Data Link
Control). Semelhante a interfaces de rede local, cada interface WAN tem seu próprio endereço
IP e máscara de sub-rede, o que a identifica como um membro de uma rede específica.

Nota: Os endereços MAC são usados em interfaces de rede local, como Ethernet, não sendo
usados em interfaces WAN. No entanto, as interfaces WAN usam seus próprios endereços de
Camada2, dependendo da tecnologia. Os tipos de encapsulamento WAN da Camada 2 e os
endereços serão abordados em um curso posterior.

Interfaces de roteador

O roteador na figura tem quatro interfaces. Cada interface tem um endereço IP de Camada 3 e
uma máscara de sub-rede que a configura para uma rede diferente. As interfaces Ethernet
também têm endereços MAC Ethernet de Camada 2.

As interfaces WAN estão usando encapsulamentos de Camada 2 diferentes. Serial 0/0/0 está
usando HDLC e Serial 0/0/1 está usando PPP. Esses dois protocolos ponto-a-ponto seriais
usam um endereço de broadcast para o endereço de destino da Camada 2 ao encapsular o
pacote IP em um quadro de enlace.

No ambiente de laboratório, você está restrito a quantas interfaces de rede local e WAN pode
usar para configurar laboratórios práticos. No entanto, com o Packet Tracer, você tem a
flexibilidade de criar designs de rede mais complexos.

1.1.6 Roteadores e a camada de rede

O propósito principal de um roteador é conectar várias redes e encaminhar pacotes com


destino ou para suas próprias redes ou outras. Um roteador é considerado um dispositivo de
Camada 3 porque sua decisão primária de encaminhamento se baseia nas informações no
pacote IP da Camada 3, mais especificamente o endereço IP de destino. Esse processo é
conhecido como roteamento.

Quando um roteador recebe um pacote, ele examina seu endereço IP de destino. Se o


endereço IP de destino não pertencer a nenhuma das redes conectadas diretamente do
roteador, o roteador deve encaminhar esse pacote para outro. Na figura, R1 examina o
endereço IP de destino do pacote. Depois de pesquisar a tabela de roteamento, R1 encaminha
o pacote em R2. Quando R2 recebe o pacote, ele também examina o endereço IP de destino
do pacote. Depois de pesquisar sua tabela de roteamento, R2 encaminha o pacote por sua
rede Ethernet conectada diretamente para PC2.

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Quando cada roteador recebe um pacote, ele procura em sua tabela de roteamento até
encontrar a melhor correspondência entre o endereço IP de destino do pacote e um dos
endereços de rede na tabela de roteamento. Quando uma correspondência é localizada, o
pacote é encapsulado no quadro de enlace da Camada 2 dessa interface de saída. O tipo de
encapsulamento do enlace de dados depende do tipo de interface, como Ethernet ou HDLC.

O pacote acaba alcançando um roteador que faz parte de uma rede que corresponde ao
endereço IP de destino do pacote. Neste exemplo, o Roteador R2 recebe o pacote de R1. R2
encaminha o pacote por sua interface Ethernet, que pertence à mesma rede do dispositivo de
destino, PC2.

Essa seqüência de eventos é explicada com mais detalhes posteriormente neste capítulo.

Roteadores funcionam nas camadas 1, 2 e 3

Um roteador toma sua decisão primária de encaminhamento na Camada 3, mas como vimos
anteriormente, ele também participa dos processos das camadas 1 e 2. Depois que um
roteador examina o endereço IP de destino de um pacote e consulta sua tabela de roteamento
para tomar sua decisão de encaminhamento, ele pode encaminhar esse pacote pela interface
apropriada na direção do seu destino. O roteador encapsula o pacote IP da Camada 3 na
porção de dados de um quadro de enlace de dados da Camada 2 apropriado à interface de
saída. O tipo de quadro pode ser um encapsulamento Ethernet, HDLC ou algum outro de
Camada 2 – independentemente do encapsulamento usado na interface em questão. O quadro
de Camada 2 é codificado em sinais físicos da Camada 1 usados para representar bits no
enlace físico.

Para compreender melhor esse processo, consulte a figura. Observe que PC1 funciona em
todas as sete camadas, encapsulando os dados e enviando o quadro como um fluxo de bits
codificados para R1, seu gateway padrão.

R1 recebe o fluxo de bits codificados em sua interface. Os bits são decodificados e passados
para a Camada 2, onde R1 desencapsula o quadro. O roteador examina o endereço de destino
do quadro de enlace de dados para determinar se ele corresponde à interface de recebimento,
incluindo um endereço de broadcast ou multicast. Se houver uma correspondência em relação
à porção de dados do quadro, o pacote IP será passado para a Camada 3, onde R1 toma sua
decisão de roteamento. Em seguida, R1 reencapsula o pacote em um novo quadro de enlace
de dados da Camada 2 e o encaminha pela interface de saída como um fluxo de bits
codificados.

R2 recebe o fluxo de bits e o processo se repete. R2 desencapsula o quadro e passa a porção


de dados do quadro, o pacote IP, para a Camada 3, onde R2 toma sua decisão de roteamento.
Em seguida, R2 reencapsula o pacote em um novo quadro de dados da Camada 2 e o
encaminha pela interface de saída como um fluxo de bits codificados.

Esse processo é repetido mais uma vez pelo Roteador R3, que encaminha o pacote IP
encapsulado em um quadro de enlace de dados e codificado como bits, para PC2.

Cada roteador no caminho da origem até o destino executa esse mesmo processo de
desencapsulamento, pesquisando a tabela de roteamento, e reencapsulando. Esse processo é
importante para sua compreensão de como roteadores participam de redes. Portanto, nós
veremos novamente essa discussão em mais profundidade em uma seção posterior.

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Ao criar uma nova rede ou mapear uma já existente, documente-a. A documentação deve
incluir, pelo menos, um diagrama de topologia indicando a conectividade física e uma tabela de
endereçamento listando todas as seguintes informações:
Nomes de dispositivo
Interfaces usadas no design
Endereços IP e máscaras de sub-rede
Endereços de gateway padrão dos dispositivos finais, como PCs

Preenchendo uma tabela de endereços

A figura mostra uma topologia de rede com os dispositivos interconectados e configurados com
endereços IP. Sob a topologia está uma tabela usada para documentar a rede. A tabela é
preenchida parcialmente com os dados documentando a rede (dispositivos, endereços IP,
máscaras de sub-rede e interfaces).

O Roteador R1 e o Host PC1 já estão documentados. Termine de preencher a tabela e os


espaços em branco no diagrama, arrastando o conjunto de endereços IP mostrado abaixo da
tabela até os locais corretos.

Configuração da interface do roteador

Agora você irá configurar as interfaces de roteador individuais com endereços IP e outras
informações. Primeiro, acesse o modo de configuração da interface, especificando o tipo de
interface e o número. Em seguida, configure o endereço IP e a máscara de sub-rede:

R1(config)#interface Serial0/0/0
R1(config-if)#ip address 192.168.2.1 255.255.255.0

É uma prática recomendada configurar uma descrição em cada interface para ajudar a
documentar as informações de rede. O texto da descrição está limitado a 240 caracteres. Em
redes de produção, uma descrição pode ser útil na solução de problemas, fornecendo
informações sobre o tipo de rede a que a interface está conectada e se há qualquer outro
roteador nessa rede. Se a interface se conectar a um ISP ou a uma operadora de serviço, será
útil inserir a conexão de terceiros e informações de contato; por exemplo:

Router(config-if)#description Ciruit#VBN32696-123 (help desk:1-800-555-1234)

Em ambientes de laboratório, insira uma descrição simples que irá ajudar a solucionar
problemas em situações; por exemplo:

R1(config-if)#description Link to R2

Depois de configurar o endereço IP e a descrição, a interface deve ser ativada com o comando
no shutdown. Isso é semelhante a ligar a interface. A interface também deve ser conectada a
outro dispositivo (um hub, um switch, outro roteador etc.) para que a camada física permaneça
ativa.

Router(config-if)#no shutdown

Nota: Durante o cabeamento de um enlace serial ponto-a-ponto em nosso ambiente de


laboratório, uma extremidade do cabo é marcada como DTE e a outra, como DCE. O roteador
com a extremidade DCE do cabo conectado à sua interface serial precisará do comando
adicional clock rate configurado nessa interface serial. Essa etapa só é necessária em um

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CCNA 2 Capitulo 1
ambiente de laboratório, sendo explicada com mais detalhes no Capítulo 2, "Roteamento
estático".

R1(config-if)#clock rate 64000

Repita os comandos de configuração da interface em todas as demais interfaces a serem


configuradas. Em nosso exemplo de topologia, a interface FastEthernet precisa ser
configurada.

R1(config)#interface FastEthernet0/0
R1(config-if)#ip address 192.168.1.1 255.255.255.0
R1(config-if)#description R1 LAN
R1(config-if)#no shutdown

Cada interface pertence a uma rede diferente

Neste momento, observe que cada interface deve pertencer a uma rede diferente. Embora o
IOS permita configurar um endereço IP da mesma rede em duas interfaces diferentes, o
roteador não irá ativar a segunda interface.

Por exemplo, e se você tentar configurar a interface FastEthernet 0/1 em R1 com um endereço
IP na rede 192.168.1.0/24? FastEthernet 0/0 já recebeu um endereço nessa mesma rede. Se
tentar configurar outra interface, FastEthernet 0/1, com um endereço IP que pertence à mesma
rede, você irá obter a seguinte mensagem:

R1(config)#interface FastEthernet0/1
R1(config-if)#ip address 192.168.1.2 255.255.255.0
192.168.1.0 overlaps with FastEthernet0/0

Se houver uma tentativa de habilitar a interface com o comando no shutdown, a seguinte


mensagem será exibida:

R1(config-if)#no shutdown
192.168.1.0 overlaps with FastEthernet0/0
FastEthernet0/1: incorrect IP address assignment

Observe que a saída de comando show ip interface brief mostra que a segunda interface
configurada para a rede 192.168.1.0/24, FastEthernet 0/1, ainda está desativada.

R1#show ip interface brief


<saída omitida>
FastEthernet0/1 192.168.1.2 YES manual administratively down down

Verificando a Configuração básica do roteador

No exemplo atual, todos os comandos de configuração básica do roteador anteriores foram


inseridos e armazenados imediatamente no arquivo de configuração em execução de R1. O
arquivo running-config é armazenado na RAM, sendo o arquivo de configuração usado pelo
IOS. A próxima etapa é verificar os comandos inseridos, exibindo a configuração em execução
com o seguinte comando:

R1#show running-config

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CCNA 2 Capitulo 1
Agora que os comandos de configuração básica foram inseridos, é importante salvar o running-
config na memória não volátil, a NVRAM do roteador. Dessa forma, no caso de uma queda de
energia ou de uma recarga acidental, o roteador poderá ser inicializado com a configuração
atual. Depois que a configuração do roteador foi concluída e testada, é importante salvar o
running-config no startup-config como o arquivo de configuração permanente.

R1#copy running-config startup-config

Depois de aplicar e salvar a configuração básica, você poderá usar vários comandos para
verificar se configurou corretamente o roteador. Clique no botão apropriado na figura para ver
uma listagem da saída de cada comando. Todos esses comandos são abordados com mais
detalhes em capítulos posteriores. Por ora, comece a se familiarizar com a saída.

R1#show running-config

Esse comando exibe a configuração em execução atual armazenada na RAM. Com algumas
exceções, todos os comandos de configuração usados serão inseridos no running-config e
implementados imediatamente pelo IOS.

R1#show startup-config

Esse comando exibe o arquivo de configuração de inicialização armazenado na NVRAM. Essa


é a configuração que o roteador irá usar na próxima reinicialização. Essa configuração não é
alterada a menos que a configuração em execução atual seja salva na NVRAM com o
comando copy running-config startup-config. Observe na figura que a configuração de
inicialização e a configuração em execução são idênticas. Elas são idênticas porque a
configuração em execução não foi alterada desde a última vez em que foi salva. Também
observe que o comando show startup-config exibe quantos bytes de NVRAM a configuração
salva está usando.

R1#show ip route

Esse comando exibe a tabela de roteamento que o IOS está usando atualmente para escolher
o melhor caminho para suas redes de destino. Neste momento, R1 só tem rotas para suas
redes conectadas diretamente por meio de suas próprias interfaces.

R1#show interfaces

Esse comando exibe todos os parâmetros de configuração da interface e as estatísticas.


Algumas dessas informações são abordadas posteriormente no currículo e no CCNP.

R1#show ip interface brief

Esse comando exibe informações sumarizadas de configuração da interface, inclusive


endereço IP e status de interface. Esse comando é uma ferramenta útil para solucionar
problemas, além de ser uma forma rápida de determinar o status de todas as demais interfaces
do roteador.

Apresentando a rabela de toteamento

A principal função de um roteador é encaminhar um pacote para sua rede de destino, que é o
endereço IP de destino do pacote. Para isso, um roteador precisa pesquisar as informações de
roteamento armazenadas em sua tabela de roteamento.

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CCNA 2 Capitulo 1
Uma tabela de roteamento é um arquivo de dados na RAM usada para armazenar informações
de rota sobre redes conectadas diretamente e remotas. A tabela de roteamento contém
associações de rede/próximo salto. Essas associações informam a um roteador que, em
termos ideais, um determinado destino pode ser alcançado enviando-se o pacote para um
roteador específico que representa o "próximo salto" a caminho do destino final. A associação
de próximo salto também pode ser a interface de saída para o destino final.

A associação rede/interface de saída também pode representar o endereço de rede de destino


do pacote IP. Essa associação ocorre nas redes do roteador conectadas diretamente.

Uma rede conectada diretamente é uma rede acoplada diretamente a uma das interfaces do
roteador. Quando a interface de um roteador é configurada com um endereço IP e uma
máscara de sub-rede, a interface se torna um host na rede acoplada. O endereço de rede e a
máscara de sub-rede da interface, além do tipo de interface e o número, são inseridos na
tabela de roteamento como uma rede conectada diretamente. Quando um roteador encaminha
um pacote para um host, como um servidor Web, o host está na mesma rede da rede
conectada diretamente de um roteador.

Uma rede remota é uma rede que não está conectada diretamente ao roteador. Em outras
palavras, uma rede remota é uma rede que só pode ser alcançada enviando-se o pacote para
outro roteador. As redes remotas são adicionadas à tabela de roteamento usando um protocolo
de roteamento dinâmico ou configurando rotas estáticas. Rotas dinâmicas são rotas para redes
remotas que foram aprendidas automaticamente pelo roteador, usando um protocolo de
roteamento dinâmico. Rotas estáticas são rotas para redes configuradas manualmente por um
administrador de rede.

Nota: A tabela de roteamento com suas redes conectadas diretamente, as rotas estáticas e as
rotas dinâmicas serão apresentadas nas seções a seguir e abordadas com mais detalhes ao
longo deste curso.

As seguintes analogias podem ajudar a esclarecer o conceito de rotas conectadas, estáticas e


dinâmicas:
Rotas conectadas diretamente – Para visitar um vizinho, você só precisa descer a rua onde
mora. Esse caminho é semelhante a uma rota conectada diretamente porque o "destino" está
disponível diretamente por meio da "interface conectada", a rua.
Rotas estáticos – Um trem usa a mesma ferrovia sempre para uma rota especificada. Esse
caminho é semelhante a uma rota estática porque o caminho para o destino é sempre o
mesmo.
Rotas dinâmicas – Ao dirigir um carro, você pode escolher um caminho diferente
"dinamicamente" com base no tráfego, no tempo ou em outras condições. Esse caminho é
semelhante a uma rota dinâmica porque você pode escolher um novo caminho em muitos
pontos diferentes para o destino ao longo do caminho.

O comando show ip route

Como mostrado na figura, a tabela de roteamento é exibida com o comando show ip route.
Neste momento, não houve nenhuma rota estática configurada nem qualquer protocolo de
roteamento dinâmico habilitado. Portanto, a tabela de roteamento de R1 só mostra as redes do
roteador conectadas diretamente. Para cada rede listada na tabela de roteamento, as
seguintes informações são incluídas:
C - As informações nesta coluna denotam a origem das informações da rota, a rede conectada
diretamente, a rota estática ou um protocolo de roteamento dinâmico. C representa uma rota
conectada diretamente.
192.168.1.0/24 - Este é o endereço de rede e a máscara de sub-rede da rede conectada
diretamente ou remota. Nesse exemplo, ambas as entradas na tabela de roteamento,
192.168.1./24 e 192.168.2.0/24, são redes conectadas diretamente.

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CCNA 2 Capitulo 1
FastEthernet 0/0 - As informações ao término da entrada da rota representam a interface de
saída e/ou o endereço IP do roteador de próximo salto. Nesse exemplo, FastEthernet 0/0 e
Serial0/0/0 são as interfaces de saída usadas para alcançar essas redes.

Quando a tabela de roteamento inclui uma entrada de rota para uma rede remota, informações
adicionais são incluídas, como a métrica de roteamento e a distância administrativa. A métrica
de roteamento, a distância administrativa e o comando show ip route são explicados com mais
detalhes nos capítulos posteriores.

Os PCs também têm uma tabela de roteamento. Na figura, você pode ver a saída de comando
route print. O comando revela o gateway padrão configurado ou adquirido, as redes
conectadas, loopback, multicast e de broadcast. A saída de comando route print não será
analisado durante este curso. Isso é mostrado aqui para enfatizar o ponto que todos os
dispositivos IP configurados devem ter uma tabela de roteamento.

Adicionando uma rede conectada à tabela de roteamento

Conforme mencionado na seção anterior, quando a interface de um roteador é configurada


com um endereço IP e uma máscara de sub-rede, a interface se torna um host na rede. Por
exemplo, quando a interface FastEthernet 0/0 em R1 na figura é configurada com o endereço
IP 192.168.1.1 e a máscara de sub-rede 255.255.255.0, a interface FastEthernet 0/0 se torna
membro da rede 192.168.1.0/24. Os hosts que são acoplados à mesma rede local, como PC1,
também são configurados com um endereço IP que pertence à rede 192.168.1.0/24.

Quando um PC é configurado com um endereço IP de host e uma máscara de sub-rede, o PC


usa a máscara de sub-rede para determinar a que rede ela pertence agora. Isso é feito pelo
sistema operacional ANDing o endereço IP de host e a máscara de sub-rede. Um roteador usa
a mesma lógica quando uma interface é configurada.

Um PC é normalmente configurado com um único endereço IP de host porque só tem uma


única interface de rede, quase sempre uma placa de rede Ethernet. Como os roteadores têm
várias interfaces, cada interface deve ser membro de uma rede diferente. Na figura, R1 é
membro de duas redes diferentes: 192.168.1.0/24 e 192.168.2.0/24. O Roteador R2 também é
membro de duas redes: 192.168.2.0/24 e 192.168.3.0/24.

Depois que a interface do roteador é configurada e a interface é ativada com o comando no


shutdown, a interface deve receber um sinal de operadora de outro dispositivo (roteador,
switch, hub etc.) antes do estado da interface ser considerado "ativo". Quando a interface está
"ativa", a rede dessa interface é adicionada à tabela de roteamento como uma rede conectada
diretamente.

Para que um roteamento estático ou dinâmico seja configurado em um roteador, o roteador só


sabe sobre suas próprias redes conectadas diretamente. Essas são as únicas redes exibidas
na tabela de roteamento até a configuração do roteamento estático ou dinâmico. As redes
conectadas diretamente têm grande importância nas decisões de roteamento. As rotas
estáticas e dinâmicas não podem existir na tabela de roteamento sem redes conectadas
diretamente do próprio roteador. O roteador não poderá enviar pacotes por uma interface se
ela não estiver habilitada com um endereço IP e uma máscara de sub-rede, assim como um
PC não poderá enviar pacotes IP por sua interface Ethernet se essa interface não for
configurada com um endereço IP e uma máscara de sub-rede.

Nota: Os processos de configuração das interfaces de roteador e de adição do endereço de


rede à tabela de roteamento são abordados no capítulo a seguir.

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CCNA 2 Capitulo 1

Roteamento estático

As redes remotas são adicionadas à tabela de roteamento, configurando rotas estáticas ou


habilitando um protocolo de roteamento dinâmico. Quando o IOS souber algo sobre uma rede
remota e sobre a interface que a usará para alcançar essa rede, ele irá adicionar essa rota à
tabela de roteamento, desde que a interface de saída esteja habilitada.

Uma rota estática inclui o endereço de rede e a máscara de sub-rede da rede remota, além do
endereço IP do roteador do próximo salto ou da interface de saída. As rotas estáticas são
denotadas com o código S na tabela de roteamento como mostrado na figura. As rotas
estáticas são examinadas com mais detalhes no próximo capítulo.

Quando usar rotas estáticas

As rotas estáticas devem ser usadas nos seguintes casos:


Uma rede consiste em alguns roteadores. Nesse caso, usar um protocolo de roteamento
dinâmico não apresenta nenhum benefício significativo. Pelo contrário, o roteamento dinâmico
pode adicionar mais sobrecarga administrativa.
Uma rede é conectada à Internet apenas por meio de um único ISP. Não há nenhuma
necessidade de usar um protocolo de roteamento dinâmico nesse enlace porque o ISP
representa o único ponto de saída para a Internet.
Uma grande rede é configurada em uma topologia hub-and-spoke. Uma topologia hub-and-
spoke consiste em um local central (o hub) e vários locais de filial (spokes), com cada spoke
tendo apenas uma conexão com o hub. Usar o roteamento dinâmico seria desnecessário
porque cada filial só tem um caminho para um determinado destino no local central.

Normalmente, a maior parte das tabelas de roteamento contém uma combinação de rotas
estáticas e dinâmicas. Mas, como dissemos anteriormente, a tabela de roteamento deve conter
primeiro as redes conectadas diretamente usadas para acessar essas redes remotas para que
um roteamento estático ou dinâmico possa ser usado.

Roteamento dinâmico

As redes remotas também podem ser adicionadas à tabela de roteamento, usando um


protocolo de roteamento dinâmico. Na figura, R1 aprendeu automaticamente a rede
192.168.4.0/24 de R2 pelo protocolo de roteamento dinâmico, o Protocolo de Informações de
Roteamento (RIP, Routing Information Protocol). RIP era um dos primeiros protocolos de
roteamento IP e será totalmente abordado em capítulos posteriores.

Nota: A tabela de roteamento de R1 na figura mostra que R1 aprendeu aproximadamente duas


redes remotas: uma rota que usou o RIP dinamicamente e uma rota estática que foi
configurada manualmente. Este é um exemplo de como tabelas de roteamento podem conter
rotas aprendidas dinamicamente e configuradas estaticamente, não sendo necessariamente
uma representação da melhor configuração para essa rede.

Os protocolos de roteamento dinâmico são usados por roteadores para compartilhar


informações sobre o alcance e o status de redes remotas. Os protocolos de roteamento
dinâmico executam várias atividades, inclusive:

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CCNA 2 Capitulo 1
Detecção de rede
Atualização e manutenção das tabelas de roteamento

Detecção de rede automática

Detecção de rede é a capacidade de um protocolo de roteamento de compartilhar informações


sobre as redes aprendidas com outros roteadores que também estão usando o mesmo
protocolo de roteamento. Em vez de configurar rotas estáticas para redes remotas em todos os
roteadores, um protocolo de roteamento dinâmico permite aos roteadores aprender
automaticamente essas redes com outros roteadores. Essas redes – e o melhor caminho para
cada rede – são adicionadas à tabela de roteamento do roteador e denotadas como uma rede
aprendida por um protocolo de roteamento dinâmico específico.

Mantendo tabelas de roteamento

Após a detecção de rede inicial, os protocolos de roteamento dinâmico atualizam e mantêm as


redes em suas tabelas de roteamento. Os protocolos de roteamento dinâmico não apenas
criam uma determinação de melhor caminho para várias redes, mas também determinam um
novo melhor caminho caso o caminho inicial fique inutilizável (ou caso a topologia seja
alterada). Por essas razões, os protocolos de roteamento dinâmico têm uma vantagem em
relação a rotas estáticas. Os roteadores que usam protocolos de roteamento dinâmico
compartilham automaticamente informações de roteamento com outros roteadores e
compensam qualquer alteração feita na topologia sem envolver o administrador de rede.

Protocolos de roteamento IP

Há vários protocolos de roteamento dinâmico para IP. Aqui estão alguns do protocolos de
roteamento dinâmico mais comuns para pacotes IP de roteamento:
Protocolo de informações de roteamento (RIP, Routing Information Protocol)
Protocolo de Roteamento de Gateway Interior (IGRP, Interior Gateway Routing Protocol)
Protocolo de Roteamento de Gateway Interior Aprimorado (EIGRP, Enhanced Interior Gateway
Routing Protocol)
Abrir caminho mais curto primeiro (OSPF, Open Shortest Path First)
Sistema Intermediário para Sistema Intermediário (IS-IS, Intermediate System-to-Intermediate
System)
Protocolo de Roteamento de Borda (BGP, Border Gateway Protocol)

Nota: RIP (versões 1 e 2), EIGRP e OSPF são abordados neste curso. EIGRP e OSPF
também são explicados com mais detalhes no CCNP, além de IS-IS e BGP. IGRP é um
protocolo de roteamento herdado, sendo substituído por EIGRP. IGRP e EIGRP são protocolos
de roteamento de propriedade da Cisco, enquanto todos os demais protocolos de roteamento
listados são protocolos padrão, sem propriedade.

Mais uma vez, lembre-se de que, na maioria dos casos, os roteadores contêm uma
combinação de rotas estáticas e dinâmicas nas tabelas de roteamento. Os protocolos de
roteamento dinâmico serão abordados com mais detalhes no Capítulo 3, "Introdução aos
protocolos de roteamento dinâmico".

Princípios da tabela de roteamento

Às vezes, neste curso nós iremos nos referir a três princípios relativos a tabelas de roteamento
que irão ajudar a compreender, configurar e solucionar problemas de roteamento. Esses
princípios são do livro de Alex Zinin, Cisco IP Routing.

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CCNA 2 Capitulo 1

1. Todos os roteadores tomam suas decisões sozinhos com base nas informações presentes
em sua própria tabela de roteamento.

2. O fato de um roteador ter determinadas informações em sua tabela de roteamento não


significa que todos os roteadores tenham as mesmas informações.

3. As informações de roteamento sobre um caminho de uma rede para outra não fornecem
informações de roteamento sobre o caminho inverso ou de retorno.

Qual é o efeito desses princípios? Vejamos o exemplo na figura.

1. Depois de tomar sua decisão de roteamento, o Roteador R1 encaminha o pacote com


destino a PC2 para o Roteador R2. R1 só sabe as informações em sua própria tabela de
roteamento, o que indica que o Roteador R2 é o roteador de próximo salto. R1 não sabe se R2
tem, de fato, uma rota até a rede de destino.

2. É de responsabilidade do administrador de rede ter certeza de que todos os roteadores


dentro do seu controle tenham informações de roteamento completas e precisas para que os
pacotes possam ser encaminhados entre duas redes. Isso pode ser feito com rotas estáticas,
um protocolo de roteamento dinâmico ou uma combinação de ambos.

3. O Roteador R2 conseguiu encaminhar o pacote para a rede de destino de PC2. No entanto,


o pacote de PC2 para PC1 foi descartado por R2. Embora R2 tenha informações em sua tabela
de roteamento sobre a rede de destino de PC2, não sabemos se ele tem as informações do
caminho de retorno para a rede de PC1.

Roteamento assimétrico

Como os roteadores não necessariamente têm as mesmas informações em suas tabelas de


roteamento, os pacotes podem atravessar a rede em uma direção, usando um caminho e
retornando por outro. Isso é chamado de roteamento assimétrico. O roteamento assimétrico é
mais comum na Internet, que usa o protocolo de roteamento BGP, do que na maioria das redes
internas.

Esse exemplo implica que, ao criar e solucionar problemas de uma rede, o administrador deve
verificar as seguintes informações de roteamento:
Há um caminho da origem para o destino disponível em ambas as direções?
O caminho leva a ambas as direções? (O roteamento assimétrico não é incomum, mas às
vezes pode oferecer problemas adicionais.)

Campos de pacote e de quadro

Como abordamos anteriormente, os roteadores tomam sua decisão primária de


encaminhamento, examinando o endereço IP de destino de um pacote. Antes de enviar um
pacote pela interface de saída apropriada, o pacote IP precisa ser encapsulado em um quadro
de enlace da Camada 2. Posteriormente nesta seção, acompanharemos um pacote IP da
origem para o destino, examinando o processo de encapsulamento e de desencapsulamento
em cada roteador. Mas antes revisaremos o formato de um pacote IP de Camada 3 e um
quadro Ethernet de Camada 2.

Formato de pacote IP (Internet Protocol, Protocolo de internet)

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CCNA 2 Capitulo 1

O protocolo de Internet especificado na RFC 791 define o formato de pacote IP. O cabeçalho
de pacote IP tem campos específicos que contêm informações sobre o pacote e sobre os hosts
de envio e de recebimento. Abaixo está uma lista dos campos no cabeçalho IP e uma
descrição sumarizada de cada um. Você já deve estar familiarizado com os campos de
endereço IP de destino, endereço IP de origem, versão e Tempo de Vida (TTL, Time To Live).
Os outros campos são importantes, mas estão fora do escopo deste curso.
Versão – número de versão (4 bits); a versão predominante é o IP versão 4 (IPv4)
Comprimento de cabeçalho IP – comprimento do cabeçalho em palavras de 32 bits (4 bits)
Precedência e tipo de serviço – como o datagrama deve ser tratado (8 bits); os 3 primeiros bits
são bits de precedência (esse uso foi substituído pelo Ponto do Código de Serviços
Diferenciado [DSCP, Differentiated Services Code Point]), que usa os 6 primeiros bits [últimos 2
reservados])
Comprimento do pacote – comprimento total (cabeçalho + dados) (16 bits)
Identificação – o valor de datagrama IP exclusivo (16 bits)
Flags – controlam a fragmentação (3 bits)
Deslocamento de fragmento – oferece suporte à fragmentação de datagramas para permitir
diferir MTUs (Maximum Transmission Units, Unidades de transmissão máxima) na Internet (13
bits)
Tempo de vida (TTL) – identifica quantos roteadores podem ser percorridos pelo datagrama
antes de ser descartado (8 bits)
Protocolo – protocolo de camada superior que envia o datagrama (8 bits)
Checksum do cabeçalho – verificação de integridade no cabeçalho (16 bits)
Endereço IP de origem – endereço IP de origem de 32 bits (32 bits)
Endereço IP de destino – endereço IP de destino de 32 bits (32 bits)
Opções de IP – testes de rede, depuração, segurança e outros (0 ou 32 bits, se qualquer)

Formato de quadro da camada MAC

O quadro de enlace de dados da Camada 2 normalmente contém informações de cabeçalho


com um endereço de origem e de destino de enlace de dados, informações de trailer e os
dados transmitidos reais. O endereço de origem do enlace de dados é o endereço de Camada
2 da interface que enviou o quadro do enlace de dados. O endereço de destino do enlace de
dados é o endereço de Camada 2 da interface do dispositivo de destino. As interfaces de
origem e de destino do enlace de dados estão na mesma rede. Como um pacote é
encaminhado de um roteador para outro, os endereços IP de origem e de destino da Camada 3
não serão alterados. No entanto, os endereços do enlace de dados de origem e de destino da
Camada 2 serão alterados. Esse processo será examinado mais atentamente mais tarde nesta
seção.

Nota: Quando a NAT é usada, o endereço IP de destino não é alterado, mas esse processo
não importa para IP e um processo seja executado em uma rede da empresa. O roteamento
com NAT é abordado em um curso posterior.

O pacote IP de Camada 3 é encapsulado no quadro de enlace da Camada 2 associado a essa


interface. Nesse exemplo, nós iremos mostrar o quadro Ethernet da Camada 2. A figura mostra
as duas versões compatíveis de Ethernet. Abaixo está uma lista dos campos no cabeçalho
Ethernet e uma descrição sumarizada de cada um.
Preâmbulo – sete bytes de 1s e 0s alternados, usados para sincronizar sinais
Delimitador SOF (Start-of-frame, Início do quadro) – 1 byte que sinaliza o início do quadro
Endereço de destino – endereço MAC de 6 bytes do dispositivo de envio no segmento local
Endereço de origem – endereço MAC de 6 bytes do dispositivo de recebimento no segmento
local

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Tipo/comprimento – 2 bytes que especificam o tipo de protocolo de camada superior (formato
de quadro Ethernet II) ou o comprimento do campo de dados (formato de quadro IEEE 802.3)
Dados e bloco – 46 a 1500 bytes de dados; zeros usados para incluir um pacote de dados
inferior a 46 bytes
Seqüência de Verificação de Quadros (FCS, Frame check sequence) – 4 bytes usados em uma
verificação de redundância cíclica para ter certeza de que o quadro não esteja corrompido

Melhor caminho

Determinar o melhor caminho de um roteador envolve a avaliação de vários caminhos para a


mesma rede de destino e selecionar o caminho ideal ou mais "curto" para alcançar essa rede.
Sempre que há vários caminhos para alcançar a mesma rede, cada caminho usa uma interface
de saída diferente no roteador para alcançar essa rede. O melhor caminho é selecionado por
um protocolo de roteamento com base no valor ou na métrica usado para determinar a
distância para alcançar uma rede. Alguns protocolos de roteamento, como RIP, usam a
contagem de saltos simples, o número de roteadores entre um roteador e a rede de destino.
Outros protocolos de roteamento, como OSPF, determinam o caminho mais curto, examinando
a largura de banda dos enlaces e usando os enlaces com a largura de banda mais rápida de
um roteador para a rede de destino.

Os protocolos de roteamento dinâmico normalmente usam suas próprias regras e as métricas


para criar e atualizar tabelas de roteamento. Métrica é o valor quantitativo usado para medir a
distância até uma determinada rota. O melhor caminho para uma rede é o caminho com a
menor métrica. Por exemplo, um roteador irá preferir um caminho a 5 saltos em um caminho
que está a 10 saltos.

O principal objetivo do protocolo de roteamento é determinar os melhores caminhos para cada


rota a ser incluída na tabela de roteamento. O algoritmo de roteamento gera um valor, ou uma
métrica, para cada caminho na rede. As métricas podem se basear em uma única
característica ou em várias características de um caminho. Alguns protocolos de roteamento
podem basear a seleção de rota em várias métricas, integrando-as a uma única métrica.
Quanto menor for o valor da métrica, melhor será o caminho.

Comparando a contagem de saltos e as métricas de largura de banda

As duas métricas usadas por alguns protocolos de roteamento dinâmico são:


Contagem de saltos – a contagem de saltos é o número de roteadores que um pacote deve
percorrer até alcançar seu destino. Cada roteador é igual a um salto. Uma contagem de quatro
saltos indica que um pacote deve percorrer quatro roteadores para alcançar seu destino. Se
houver vários caminhos disponíveis para um destino, o protocolo de roteamento, como RIP, irá
escolher o caminho com o menor número de saltos.
Largura de banda – largura de banda é a capacidade de dados de um enlace, às vezes
conhecida como a velocidade do enlace. Por exemplo, a implementação da Cisco do protocolo
de roteamento OSPF usa largura de banda como sua métrica. O melhor caminho para uma
rede é determinado pelo caminho com um acúmulo de enlaces com os maiores valores de
largura de banda, ou os enlaces mais rápidos. O uso da largura de banda em OSPF será
explicado no Capítulo 11.

Nota: Velocidade não é uma descrição tecnicamente precisa da largura de banda porque todos
os bits percorrem na mesma velocidade usando o mesmo meio físico. Largura de banda é
definida com mais precisão como o número de bits que podem ser transmitidos em um enlace
por segundo.

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Quando a contagem de saltos é usada como a métrica, o caminho resultante pode, às vezes,
ser inferior ao ideal. Por exemplo, considere a rede mostrada na figura. Se RIP for o protocolo
de roteamento usado pelos três roteadores, R1 irá escolher a rota inferior ao ideal até R3 para
alcançar PC2, porque esse caminho tem menos saltos. A largura de banda não é considerada.
No entanto, se OSPF for usado como o protocolo de roteamento, R1 irá escolher a rota com
base na largura de banda. Os pacotes poderão alcançar seu destino usando os dois enlaces
T1 mais rápidos em comparação com o único enlace de 56 Kbps, mais lento.

Balanceamento de carga de mesmo custo

Você pode estar se perguntando o que irá acontece se uma tabela de roteamento tiver dois ou
mais caminhos com a mesma métrica para a mesma rede de destino. Quando um roteador tem
vários caminhos para uma rede de destino e o valor dessa métrica (contagem de saltos, largura
de banda etc.) é igual, isso é conhecido como métrica de mesmo custo, e o roteador irá
executar o balanceamento de carga de mesmo custo. A tabela de roteamento irá conter a única
rede de destino, mas terá várias interfaces de saída, uma para cada caminho de mesmo custo.
O roteador irá encaminhar pacotes que usam as várias interfaces de saída listadas na tabela
de roteamento.

Se for configurado corretamente, o balanceamento de carga poderá aumentar a eficiência e o


desempenho da rede. O balanceamento de carga de mesmo custo pode ser configurado para
usar protocolos de roteamento dinâmico e rotas estáticas. O balanceamento de carga de
mesmo custo é abordado com mais detalhes no Capítulo 8, "Tabela de roteamento: uma
análise mais profunda".

Caminhos de mesmo custo e caminhos de custo diferente

Caso você esteja se perguntando, um roteador pode enviar pacotes em várias redes mesmo
quando a métrica não é a mesma em caso de uso de um protocolo de roteamento com esse
recurso. Isso é conhecido como balanceamento de carga de custo desigual. EIGRP e IGRP
são os únicos protocolos de roteamento que podem ser configurados para o balanceamento de
carga de custo desigual. O balanceamento de carga de custo desigual em EIGRP não é
abordado neste curso, mas é no CCNP.

Determinação do caminho

Encaminhar pacotes envolve duas funções:


Função de determinação do caminho
Função de comutação

A função de determinação do caminho é o processo de como o roteador determina que


caminho usar ao encaminhar um pacote. Para determinar o melhor caminho, o roteador
pesquisa sua tabela de roteamento em busca de um endereço de rede correspondente ao
endereço IP de destino do pacote.

Uma das três determinações de caminho é resultante dessa pesquisa:

Rede conectada diretamente – se o endereço IP de destino do pacote pertencer a um


dispositivo em uma rede conectada diretamente a uma das interfaces do roteador, esse pacote

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CCNA 2 Capitulo 1
será encaminhado diretamente para o dispositivo. Isso significa que o endereço IP de destino
do pacote é um endereço de host na mesma rede da interface do roteador.

Rede remota – se o endereço IP de destino do pacote pertencer a uma rede remota, o pacote
será encaminhado para outro roteador. As redes remotas só podem ser alcançadas
encaminhando-se pacotes para outro roteador.

Nenhuma rota determinada – se o endereço IP de destino do pacote não pertencer a uma rede
conectada ou remota e se o roteador não tiver uma rota padrão, o pacote será descartado. O
rotador envia uma mensagem inalcançável ICMP para o endereço IP de origem do pacote.

Nos dois primeiros resultados, o roteador reencapsula o pacote IP no formato do quadro de


enlace de dados da Camada 2 da interface de saída. O tipo de encapsulamento da Camada 2
é determinado pelo tipo de interface. Por exemplo, se a interface de saída for FastEthernet, o
pacote será encapsulado em um quadro Ethernet. Se a interface de saída for uma interface
serial configurada para PPP, o pacote IP será encapsulado em um quadro PPP.

A seguinte seção demonstra esse processo.

Função de comutação

Depois que o roteador determinar a interface de saída usando a função de determinação do


caminho, o roteador irá precisar encapsular o pacote no quadro do enlace de dados da
interface de saída.

A função de comutação é o processo usado por um roteador para aceitar um pacote em uma
interface e encaminhá-lo usando outra interface. Uma das principais responsabilidades da
função de comutação é encapsular pacotes no tipo apropriado do quadro de enlace de dados
para o link de dados de saída.

O que um roteador faz com um pacote recebido de uma rede e com destino a outra rede? O
roteador executa as três seguintes etapas principais:

1. Desencapsula o pacote da Camada 3, removendo o cabeçalho e o trailer do quadro da


Camada 2

2. Examina o endereço IP de destino do pacote IP para localizar o melhor caminho na tabela


de roteamento.

3. Encapsula o pacote de Camada 3 em um novo quadro de Camada 2 e encaminha o quadro


pela interface de saída.

Clique em Reproduzir para exibir a animação.

Como o pacote IP de a Camada 3 é encaminhado de um roteador para o próximo, o pacote IP


permanece inalterado, com a exceção do campo TTL. Quando um roteador recebe um pacote
IP, ele diminui o TTL em um. Se o valor TTL resultante for zero, o roteador irá descartar o
pacote. O TTL é usado para impedir pacotes IP de percorrer eternamente as redes devido a
um loop de roteamento ou a outro mau funcionamento na rede. Os loops de roteamento são
abordados posteriormente em um capítulo.

Como o pacote IP é desencapsulado do quadro da Camada 2 e encapsulado em um novo


quadro de Camada 2, o endereço de destino do enlace de dados e o endereço de origem serão
alterados quando o pacote for encaminhado de um roteador para o próximo. O endereço de

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CCNA 2 Capitulo 1
origem do enlace de dados da Camada 2 representa o endereço de Camada 2 da interface de
saída. O endereço de destino da Camada 2 representa o endereço de Camada 2 do roteador
de próximo salto. Se o próximo salto for o dispositivo de destino final, ele será o endereço de
Camada 2 do dispositivo.

É muito provável que o pacote seja encapsulado em um tipo diferente de quadro da Camada 2
daquele em que ele foi recebido. Por exemplo, o pacote pode ser recebido pelo roteador em
uma interface FastEthernet, encapsulada em um quadro Ethernet, e encaminhado por uma
interface serial encapsulada em um quadro PPP.

Lembre-se: como um pacote percorre do dispositivo de origem para o dispositivo de destino


final, os endereços IP de Camada 3 não são alterados. No entanto, os endereços de enlace de
dados da Camada 2 são alterados a cada salto quando o pacote é desencapsulado e
reencapsulado em um novo quadro por cada roteador.

Função de comutação

Depois que o roteador determinar a interface de saída usando a função de determinação do


caminho, o roteador irá precisar encapsular o pacote no quadro do enlace de dados da
interface de saída.

A função de comutação é o processo usado por um roteador para aceitar um pacote em uma
interface e encaminhá-lo usando outra interface. Uma das principais responsabilidades da
função de comutação é encapsular pacotes no tipo apropriado do quadro de enlace de dados
para o link de dados de saída.

O que um roteador faz com um pacote recebido de uma rede e com destino a outra rede? O
roteador executa as três seguintes etapas principais:

1. Desencapsula o pacote da Camada 3, removendo o cabeçalho e o trailer do quadro da


Camada 2

2. Examina o endereço IP de destino do pacote IP para localizar o melhor caminho na tabela


de roteamento.

3. Encapsula o pacote de Camada 3 em um novo quadro de Camada 2 e encaminha o quadro


pela interface de saída.

Clique em Reproduzir para exibir a animação.

Como o pacote IP de a Camada 3 é encaminhado de um roteador para o próximo, o pacote IP


permanece inalterado, com a exceção do campo TTL. Quando um roteador recebe um pacote
IP, ele diminui o TTL em um. Se o valor TTL resultante for zero, o roteador irá descartar o
pacote. O TTL é usado para impedir pacotes IP de percorrer eternamente as redes devido a
um loop de roteamento ou a outro mau funcionamento na rede. Os loops de roteamento são
abordados posteriormente em um capítulo.

Como o pacote IP é desencapsulado do quadro da Camada 2 e encapsulado em um novo


quadro de Camada 2, o endereço de destino do enlace de dados e o endereço de origem serão
alterados quando o pacote for encaminhado de um roteador para o próximo. O endereço de
origem do enlace de dados da Camada 2 representa o endereço de Camada 2 da interface de
saída. O endereço de destino da Camada 2 representa o endereço de Camada 2 do roteador

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CCNA 2 Capitulo 1
de próximo salto. Se o próximo salto for o dispositivo de destino final, ele será o endereço de
Camada 2 do dispositivo.

É muito provável que o pacote seja encapsulado em um tipo diferente de quadro da Camada 2
daquele em que ele foi recebido. Por exemplo, o pacote pode ser recebido pelo roteador em
uma interface FastEthernet, encapsulada em um quadro Ethernet, e encaminhado por uma
interface serial encapsulada em um quadro PPP.

Lembre-se: como um pacote percorre do dispositivo de origem para o dispositivo de destino


final, os endereços IP de Camada 3 não são alterados. No entanto, os endereços de enlace de
dados da Camada 2 são alterados a cada salto quando o pacote é desencapsulado e
reencapsulado em um novo quadro por cada roteador.

Determinação de caminho e detalhes da função de comutação

Você pode descrever os detalhes exatos do que acontece com um pacote nas camadas 2 e 3
quando ele deixa a origem em direção ao destino? Do contrário, estude a animação e
acompanhe a discussão até que você seja capaz de descrever o processo sozinho.

Clique em Reproduzir para exibir a animação.

Etapa 1: PC1 tem um pacote a ser enviado para PC2

PC1 encapsula o pacote IP em um quadro Ethernet usando o endereço MAC de destino da


interface FastEthernet de R1 0/0.

Como PC1 sabe encaminhar o pacote para R1, e não diretamente para PC2? PC1 determinou
que os endereços de origem e de destino IP estão em redes diferentes.

PC1 sabe que a rede pertence a ele, executando uma operação AND em seu próprio endereço
IP e máscara de sub-rede que resulta em seu endereço de rede. PC1 faz essa mesma
operação AND usando o endereço IP de destino do pacote e a máscara de sub-rede PC1. Se o
resultado for o mesmo da rede, PC1 sabe que o endereço IP de destino está na própria rede,
não precisando encaminhar o pacote para o gateway padrão, o roteador. Se a operação AND
resultar em um endereço de rede diferente, PC1 sabe que o endereço IP de destino não está
em sua própria rede, devendo encaminhar esse pacote para o gateway padrão, o roteador.

Nota: Se uma operação AND com o endereço IP de destino do pacote e a máscara de sub-
rede de PC1 resultar em um endereço de rede diferente do determinado por PC1 como seu
endereço de rede próprio, esse endereço não necessariamente irá refletir o endereço de rede
remoto real. PC1 só sabe que o endereço IP de destino está em sua própria rede, as máscaras
serão iguais e os endereços de rede seriam os mesmos. A máscara da rede remota pode ser
outra. Se o endereço IP de destino resultar em um endereço de rede diferente, PC1 não saberá
o endereço de rede remota real – ele só sabe que não está em sua própria rede.

Como PC1 determina o endereço MAC do gateway padrão, roteador R1? PC1 verifica a tabela
ARP do endereço IP do gateway padrão e seu endereço MAC associado.

E se esta entrada não existir na tabela ARP? PC1 envia uma solicitação ARP e o roteador R1
devolve uma resposta ARP.

Etapa 2: Roteador R1 recebe o quadro Ethernet

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CCNA 2 Capitulo 1
1. Roteador R1 examina o endereço MAC de destino, que corresponde ao endereço MAC da
interface de recebimento, FastEthernet 0/0. Dessa forma, R1 copiará o quadro para o buffer.

2. R1 vê que o campo Tipo de Ethernet é 0x800, o que significa que o quadro Ethernet contém
um pacote IP na porção de dados do quadro.

3. R1 desencapsula o quadro Ethernet.

4. Como o endereço IP de destino do pacote não corresponde a nenhuma das redes


conectadas diretamente de R1, o roteador consulta sua tabela de roteamento para rotear esse
pacote. R1 pesquisa a tabela de roteamento em busca de um endereço de rede e da máscara
de sub-rede que incluiria o endereço IP de destino do pacote como um endereço de host nessa
rede. Neste exemplo, a tabela de roteamento tem uma rota para a rede 192.168.4.0/24. O
endereço IP de destino do pacote é 192.168.4.10, que é um endereço IP de host dessa rede.

A rota de R1 para a rede 192.168.4.0/24 tem um endereço IP do próximo salto 192.168.2.2 e


uma interface de saída de FastEthernet 0/1. Isso significa que o pacote IP será encapsulado
em um novo quadro Ethernet com o endereço MAC de destino do endereço IP de roteador do
próximo salto. Como a interface de saída está em uma rede Ethernet, R1 deve resolver o
endereço IP do próximo salto com um endereço MAC de destino.

5. R1 observa o endereço IP do próximo salto 192.168.2.2 em seu cache ARP para a interface
FastEthernet 0/1. Se a entrada não estiver no cache ARP, R1 enviará uma solicitação ARP
pela interface FastEthernet 0/1. R2 devolve uma resposta ARP. Em seguida, R1 atualiza seu
cache ARP com uma entrada para 192.168.2.2 e o endereço MAC associado.

6. O pacote IP agora é encapsulado em um novo quadro Ethernet e encaminhado para fora da


interface FastEthernet 0/1 do R1.

Etapa 3: Pacote chega ao roteador R2

Clique em Reproduzir para exibir a animação.

1. Roteador R2 examina o endereço MAC de destino, que corresponde ao endereço MAC da


interface de recebimento, FastEthernet 0/0. Dessa forma, R1 copiará o quadro para o buffer.

2. R2 vê que o campo Tipo de Ethernet é 0x800, o que significa que o quadro Ethernet contém
um pacote IP na porção de dados do quadro.

3. R2 desencapsula o quadro Ethernet.

4. Como o endereço IP de destino do pacote não corresponde a nenhum dos endereços de


interface de R2, o roteador consulta sua tabela de roteamento para rotear esse pacote. R2
pesquisa a tabela de roteamento em busca do endereço IP de destino do pacote que usa o
mesmo processo usado por R1.

A tabela de roteamento de R2 tem uma rota para a rota 192.168.4.0/24 com um endereço IP de
próximo salto 192.168.3.2 e uma interface de saída de Serial 0/0/0. Como a interface de saída
não está em uma rede Ethernet, R2 não deve resolver o endereço IP de próximo salto com um
endereço MAC de destino.

Quando a interface for uma conexão serial ponto-a-ponto, R2 irá encapsular o pacote IP no
próprio formato de quadro de enlace de dados usado pela interface de saída (HDLC, PPP etc.).
Nesse caso, o encapsulamento de Camada 2 é PPP; portanto, o endereço de destino do

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CCNA 2 Capitulo 1
enlace de dados é definido como um broadcast. Lembre-se: não há nenhum endereço MAC em
interfaces seriais.

5. O pacote IP agora é encapsulado em um novo quadro de enlace de dados, PPP, e enviado


pela interface de saída serial 0/0/0.

Etapa 4: O pacote chega a R3

1. R3 recebe e copia o quadro PPP de enlace de dados em seu buffer.

2. R3 desencapsula o quadro PPP do enlace de dados.

3. R3 pesquisa a tabela de roteamento em busca do endereço IP de destino do pacote. A


pesquisa da tabela de roteamento resulta em uma rede que é uma das redes conectadas
diretamente de R3. Isso significa que o pacote pode ser enviado diretamente para o dispositivo
de destino, não precisando ser enviado para outro roteador.

Como a interface de saída não é uma rede Ethernet conectada diretamente, R3 precisa
resolver o endereço IP de destino do pacote com um endereço MAC de destino.

4. R3 procura o endereço IP de destino do pacote 192.168.4.10 em seu cache ARP. Se a


entrada não estiver no cache ARP, R3 enviará uma solicitação ARP pela interface FastEthernet
0/1. PC2 devolve uma resposta ARP com seu endereço MAC. Em seguida, R1 atualiza seu
cache ARP com uma entrada para 192.168.4.10 e o endereço MAC retornado na resposta
ARP.

5. O pacote IP agora é encapsulado em um novo enlace de dados, o quadro Ethernet, e


encaminhado pela interface FastEthernet 0/0 de R3.

Etapa 5: O quadro Ethernet com pacote IP encapsulado chega a PC2

1. PC2 examina o endereço MAC de destino, que corresponde ao endereço MAC da interface
de recebimento, sua placa de rede Ethernet. Dessa forma, PC2 copiará o restante do quadro
para o buffer.

2. PC2 vê que o campo Tipo de Ethernet é 0x800, o que significa que o quadro Ethernet
contém um pacote IP na porção de dados do quadro.

3. PC2 desencapsula o quadro Ethernet e passa o pacote IP para o processo IP de seu


sistema operacional.

Resumo

Acabamos de examinar o encapsulamento e o processo de desencapsulamento de um pacote


quando ele é encaminhado de roteador para roteador, do dispositivo de origem para o
dispositivo de destino final. Também fomos apresentados ao processo de pesquisa da tabela
de roteamento, que será abordado mais detalhadamente em um capítulo posterior. Vimos que
os roteadores não estão envolvidos apenas em decisões de roteamento da Camada 3, mas
que também participam de processos da Camada 2, inclusive encapsulamento, e em redes
Ethernet, ARP. Roteadores também participam de Camada 1, usada para transmitir e receber
os bits de dados no meio físico.

As tabelas de roteamento contêm redes conectadas diretamente e redes remotas. É porque


roteadores contêm endereços para redes remotas em suas tabelas de roteamento que os

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roteadores sabem aonde enviar pacotes com destino a outras redes, inclusive a Internet. Nos
capítulos seguintes, você saberá como os roteadores criam e mantêm essas tabelas de
roteamento – usando rotas estáticas inseridas manualmente ou protocolos de roteamento
dinâmico.

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Resumo

Este capítulo apresentou o roteador. Roteadores são computadores e incluem muitos


dos mesmos componentes de hardware e de software encontrados em um PC típico,
como CPU, RAM, ROM e um sistema operacional.

A principal finalidade de um roteador é conectar várias redes e encaminhar pacotes de


uma rede para a próxima. Isso significa que um roteador normalmente tem várias
interfaces. Cada interface é um membro ou host em uma rede IP diferente.

O roteador tem uma tabela de roteamento, que é uma lista de redes conhecida pelo
roteador. A tabela de roteamento inclui endereços de rede de suas próprias interfaces,
que são as redes conectadas diretamente, bem como endereços de rede para redes
remotas. Uma rede remota é uma rede que só pode ser alcançada encaminhando-se o
pacote para outro roteador.

As redes remotas são adicionadas à tabela de roteamento de duas formas: pelo


administrador de rede que configura rotas estáticas manualmente ou implementando
um protocolo de roteamento dinâmico. Rotas estáticas não têm tanta sobrecarga
quanto protocolos de roteamento dinâmico. No entanto, as rotas estáticas poderão
exigir mais manutenção se a topologia mudar constantemente ou for instável.

Os protocolos de roteamento dinâmico se ajustam automaticamente a alterações sem


qualquer intervenção do administrador de rede. Os protocolos de roteamento dinâmico
exigem mais processamento de CPU e também usam uma determinada capacidade do
enlace para rotear atualizações e mensagens. Em muitos casos, uma tabela de
roteamento conterá rotas estáticas e dinâmicas.

Os roteadores tomam sua decisão primária de encaminhamento na Camada 3, a


camada de rede. No entanto, as interfaces de roteador participam das camadas 1, 2 e
3. Os pacotes IP de Camada 3 são encapsulados em um quadro de enlace de dados
de Camada 2 e codificados em bits na Camada 1. As interfaces de roteador participam
de processos de Camada 2 associados ao seu encapsulamento. Por exemplo, uma
interface Ethernet de um roteador participa do processo ARP, assim como os demais
hosts na rede local.
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