Você está na página 1de 25

1

AUTOPERCEPÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS PRATICANTES


E NÃO PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO.

João Victor Schmidt

Resumo: Este estudo teve como objetivo verificar a autopercepção da capacidade


funcional de idosos praticantes e não praticantes de musculação. a amostra foi
composta de 10 idosos na faixa etária de 60 a 99 anos praticantes de musculação
há mais de 6 meses e 10 idosos não praticantes. Foi aplicado um questionário
denominado de “questionário de autopercepção da capacidade funcional, com a
escala proposta por andreotti e okuma (1999), para avaliar a auto percepção do
desempenho de atividades instrumentais da vida diária. Esta escala é constituída de
quarenta itens que descrevem várias atividades instrumentais da vida diária. As
atividades básicas da vida diária estão descritas nos itens 1 a 15 e as atividades
instrumentais, dos itens 16 a 40. Os idosos praticantes de musculação apresentaram
CFA (capacidade funcional autopercebida) significativamente maiores que os não
pratica ntes (151,3 ± 7,4 vs 123,2 ± 19,2; p<0,05). Os resultados apontam que a
capacidade funcional dos idosos praticantes de musculação foi muito boa, e os
idosos não praticantes foi classificada como boa.

Palavras-chave: Atividades da vida diária. Idoso. Treinamento Resistido.

1 INTRODUÇÃO

O envelhecimento é um processo biológico onde ocorrem alterações que


determinam mudanças estruturais no corpo e, em decorrência, modificam suas
funções (OKUMA, 1998).
Para Simões (1998), a característica da velhice é o declínio, geralmente
físico, que leva a alterações sociais e psicológicas. Esse declínio é classificado
como senescência (envelhecimento saudável) e senilidade (envelhecimento
patológico).
Conforme o Censo realizado em 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (2011), o Brasil apresentava 7,4% de pessoas com idade
superior a 65 anos. Segundo estimativas realizadas pelo próprio instituto, no ano de


Artigo apresentado como trabalho de conclusão de curso de graduação da Universidade do Sul de Santa
Catarina, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Educação Física). Orientador: Prof.
Leonardo De Lucca, Msc . Palhoça, 2019.

Acadêmico (a) do curso de Educação Física da Universidade do Sul de Santa Catarina.
joao_schmidtt@hotmail.com
2

2025, possivelmente, chegar-se-á à marca de 32 milhões de idosos no país, e, ainda


segundo projeções, essa população que hoje é de aproximadamente 15 milhões
poderá chegar a 58,4 milhões em 2060, o que corresponderá a 26,7% do total da
população brasileira (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA,
2013). Esse fato, sobre o envelhecimento populacional, faz emergir uma grande
preocupação com a qualidade de vida dessas pessoas, uma vez que o sedentarismo
é uma frequente característica em seus estilos de vida (CÉSAR et al., 2004; FILHO,
FERREIRA e CESAR, 2006).
Aos poucos a sociedade como um todo e principalmente a população
idosa começam a ver a atividade física como forma de prevenção e reabilitação da
saúde, fortalecendo os elementos da aptidão física que acredita-se estarem
diretamente associados com a independência e a autonomia do idoso, permitindo
prolongar por mais tempo a execução das atividades da vida diária, tanto as físicas,
quanto as instrumentais (OKUMA, 1998; MATSUDO, 2002).
Com essa repercussão do crescimento da população idosa, encontra-se
uma preocupação em relação à capacidade funcional, que vem surgindo como um
novo destaque para a estimativa da saúde dos idosos. O aumento do número de
indivíduos com idade acima de 60 anos gera uma maior probabilidade de
aparecimento de doenças crônicas, e do desenvolvimento das incapacidades
relacionadas ao envelhecimento (BARBOSA et al.; 2011).
Fiedler e Peres (2008) ressaltam que é essencial avaliar a capacidade
funcional do idoso e transformar este fator em parte integrante da avaliação clínica,
servindo assim como ferramenta de intervenção na promoção da saúde através de
ações que retardem o aparecimento das incapacidades, proporcionando ao
indivíduo idoso uma melhor qualidade de vida.
Ao perceber que a população tem uma expectativa de vida cada vez
maior e que a preocupação do profissional da saúde é fazer desse prolongamento
de vida uma época saudável, torna-se preocupante como essas pessoas
pertencentes à terceira idade realizam suas atividades, que, na juventude, eram
simples e, com o avançar da idade, tornaram-se cada vez mais complexas. Assim, é
necessário que haja o entendimento da capacidade funcional desses indivíduos. É
necessário que se realize esse tipo de pesquisa, pois com a chegada do
envelhecimento, alterações físicas e estruturais acontecem no organismo, levando
assim, a um comprometimento da capacidade funcional do idoso (GREVE, 2007).
3

A saúde dos idosos geralmente depende de suas percepções de


Capacidade Funcional. Assim, idosos envolvidos em atividades da vida diária
geralmente se consideram saudáveis, enquanto aqueles que dependem dos outros,
geralmente, percebem-se como doentes (MATSUDO, 2002).
Assim, acredita-se que a saúde da pessoa idosa está diretamente
associada à sua autonomia para executar as atividades básicas e instrumentais da
vida diária, uma vez que indivíduos capazes de gerir sua própria saúde apresentam
melhores desempenhos e independência.
Outrossim, diz respeito às doenças crônicas não-transmissíveis, uma vez
que se percebe, por meio de leituras da literatura, que doenças como hipertensão,
doenças do coração, artrite, câncer, dentre outras também estão associadas a uma
maior perda da capacidade funcional em idosos.
Com base nesse contexto, torna-se relevante avaliar a capacidade
funcional do idoso através de sua capacidade para realizar as atividades básicas e
instrumentais da vida diária.
Além disto, este estudo vem para conscientizar os profissionais de
Educação Física sobre a importância de desenvolver pesquisas que possibilitem a
ampliação do leque de atividades relacionadas a esta área de atuação, buscando
atender os anseios e necessidades da população idosa que vêm aumentando
significativamente. Portanto, o objetivo do estudo é analisar a autopercepção de
idosos em relação às suas atividades de vida diária entre praticantes e não
praticantes de musculação.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 TIPO DE PESQUISA

A presente pesquisa caracteriza-se como descritiva. A pesquisa


descritiva, observa, registra, analisa, classifica e interpreta os fatos ocorridos, ou
seja, realiza um levantamento dos acontecimentos sem manipulá-los (Andrade,
1999).
4

2.2 SUJEITOS DA PESQUISA

A população do estudo foi constituída por 20 indivíduos de ambos os


sexos, sendo 10 praticantes de musculação (IP) e 10 não praticantes (INP) com uma
média de idade de 64,9 anos, da cidade de São José, SC.
Critérios de inclusão: idade mínima de sessenta anos, ausência de
qualquer doença ou distúrbio que pudesse influenciar nos resultados da pesquisa.
Os participantes ativos deveriam praticar musculação, no mínimo duas vezes por
semana há seis meses ou mais, e os sedentários não terem praticado nenhum tipo
de atividade sistematizada há pelo menos seis meses.
Como critérios de exclusão: Foram excluídos do estudo todos os
indivíduos com idade inferior a sessenta anos que apresentassem qualquer doença
ou distúrbio que pudesse influenciar nos resultados.

2.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA

Para a realização da coleta de dados foi utilizado o questionário de


autoavaliação da capacidade funcional, com escala proposta por Andreotti e Okuma
(1999), para avaliar a autopercepção do desempenho de atividades da vida diária,
incluindo as atividades básicas da vida diária e as atividades instrumentais da vida.
O questionário que foi aplicado contém 40 itens, que esboçam as
atividades cotidianas do idoso, sendo que os itens de 1 a 15 estão relacionados com
as atividades básicas da vida diária e os itens de 16 a 40 se referem às atividades
instrumentais da vida. Ao lado de cada um desses itens há um espaço em que foi
utilizado, exclusivamente, para que o idoso colocasse suas respectivas respostas.
Os idosos responderam os itens de acordo com esta legenda: (A) - Não
consigo realizar esta atividade; (B) - Realizo esta atividade só com ajuda de outra
pessoa; (C) - Realizo está atividade sozinho, mas com muita dificuldade; (D) -
Realizo está atividade sozinho, mas com um pouco de dificuldade; (E) - Realizo esta
atividade sozinho e com facilidade.
Para efetuar o resultado da classificação da capacidade funcional dos
idosos, foi necessário somar os pontos conseguidos dos itens de 1 a 40, levando em
consideração o valor de cada item da legenda, que são os seguintes: (A) -
corresponde à zero; (B) - corresponde a 1 (um); (C) - corresponde a 2 (dois), (D) -
5

corresponde a 3 (três) e (E) corresponde a 4 (quatro). Então somando esses pontos,


o avaliado conseguiu uma pontuação que varia de zero a 160, podendo assim
classificar o nível de capacidade funcional.
Após ter realizado a soma de pontos referentes a cada item, classificamos
o nível de capacidade funcional conforme descrito abaixo:

Tabela 1 - Referencial da Capacidade Funcional


Pontuação Capacidade Funcional
0 - 31 Muito Ruim
32 - 64 Ruim
65- 97 Média
98 - 130 Boa
131 - 160 Muito Boa
Fonte: Andreotti e Okuma, 1999

2.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS

O projeto foi enviado ao Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos


da UNISUL para apreciação e, após a aprovação pelo CEP (CAAE:
10958918.7.0000.5369), o questionário foi aplicado através de abordagem direta
com os voluntários na própria academia, e em um grupo de idosos que se
encontram regularmente em Picadas do Sul. Os idosos que concordaram em
participar da pesquisa tiveram que assinar o termo de consentimento livre e
esclarecido. Após esse procedimento foi explicado como seria o preenchido do
questionário, e logo depois esse material foi distribuído aos idosos, onde eles
colocaram suas respectivas respostas. No decorrer do preenchimento do
questionário se surgissem dúvidas, o avaliador se prontificou em esclarecê-las.

2.5 ANÁLISE DE DADOS

Após a coleta, os dados foram armazenados em banco computacional.


Na sequência, foi feita a análise desses dados e das medidas de centralidade e
dispersão (média e desvio padrão). A comparação da capacidade funcional entre
IPRAT e INP feita por meio do test t não-pareado após verificada a normalidade dos
dados com teste de Shapiro Wilk.
6

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os IP apresentaram idade de 64,8 ± 6,1 anos e os INP 68,5 ± 8,78 anos.


A comparação da pontuação da capacidade funcional dos IP e INP encontram-se na
tabela 2.
Tabela-2 Média e desvio padrão das idades e da capacidade funcional dos
indivíduos idosos praticantes.
CFA IC (95%) T de Student p
IP 151,3 ± 7,4 145,8 – 156,6 4,3077 0,00042*
INP 123,2 ± 19,2 109,44 -136,9
P<0,05
IP – Idosos praticantes de musculação
INP – Idosos não praticantes de musculação
CFA – Capacidade Funcional autopercebida
Fonte: Elaboração dos autores, 2019

Os resultados demonstraram que os IP apresentam diferença significativa


entre os grupos, sendo que o IP apresentam maior capacidade funcional
autopercebida.
Os resultados deste estudo corroboram com os dados da literatura de que
a prática de exercício físico melhora a autonomia funcional de idosos (PENHA,
PIÇARRO e BARROS NETO, 2012; RASO e GREVE, 2012; BORGES, BENEDETTI
e FARIAS, 2011) e que idosos ativos fisicamente (BENEDETTI et al. 2010;
COPORICCI e NETO, 2011) ou que participam de algum programa de exercício
físico, com treinamento resistido (PARRA et al., 2009; VALE et al., 2006; VALE,
NOVAES e DANTAS, 2008), treinamento de flexibilidade (PARRA et al., 2009;
VALE, NOVAES e DANTAS, 2008), hidroginástica (ALVES et al., 2004; BELLONI et
al., 2008) apresentam melhor autonomia funcional para realização das atividades da
vida diária do que aqueles que não praticam nenhuma atividade física regularmente.
Contudo, não se sabe ao certo qual tipo de exercício, com que frequência semanal e
tempo de permanência em programas de exercícios é mais eficaz para promover
essa melhor autonomia.
Segundo Andreotti e Okuma (1999), citados por Passos e Oliveira (2001),
grande porcentagem de pessoas acima de 60 anos tem algum tipo de dificuldade de
7

realizar tarefas cotidianas. Nota-se uma forte tendência à diminuição da atuação do


indivíduo no meio em que vive. Luca (2006) encontrou resultados semelhantes com
grupo de 20 idosos praticantes de musculação em uma academia de campinas, eles
apresentavam uma idade média de 74 anos, e em relação a autoavaliação da
capacidade funcional, a média obtida por este grupo foi de 151,8 pontos, sendo que
os valores variaram entre 120 e 160. A pesquisa de Costa (2013) com um grupo de
29 idosas praticantes de hidroginástica apresentou média de idades igual a 72,3
anos (DP=6,26), com valores variando entre 61 a 90 anos. Quanto a auto avaliação
da capacidade funcional, a média obtida pelo grupo foi 134 (DP= 19,85). Os valores
médios variaram de 100 a 160. Assis e Rabelo (2006) encontraram um resultado
semelhante a Costa (2013), sendo a média geral do grupo de 15 mulheres idosas foi
de 139, o que de acordo com os valores referenciais se classifica como muito boa.
Borges e Moreira (2009) ao realizarem um estudo consistindo em 24
idosos com o objetivo de verificar a influência da prática regular de exercício físico
nos níveis de autonomia para o desempenho nas atividades de vida diária (AVD) e
atividades instrumentais de vida diária (AIVD), concluíram que a prática regular de
exercício físico promove bons níveis de autonomia e melhora o desempenho nas
atividades cotidianas durante o processo de envelhecimento, corroborando com os
resultados encontrados neste estudo.
Segundo Matsudo (2003) a perda de força muscular é caracterizada como
a responsável pela deterioração na mobilidade e capacidade funcional. Para tanto, é
preciso que a força muscular seja estimulada e bem desenvolvida. Este mesmo
autor adiciona ainda que, fraqueza em membros superiores tem sido correlacionada
com a independência funcional destes indivíduos e fraqueza de membros inferiores
tem sido associada com a diminuição no andar e prognóstico de risco de
incapacidade física. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Berg e Norman (1996)
comentam que a musculação é uma atividade em que desenvolve a força muscular,
explica-se então, o fato de idosos praticantes desta atividade apresentarem maior
desempenho em testes de capacidade funcional, equilibro e força.
Dessa forma, podemos perceber que mesmo sem grande controle das
variáveis de treinamento na musculação, ela parece ser indicada para ganhos de
força e equilíbrio dinâmico em idosos. Isso ocorre, provavelmente, devido ao fato de
as características dessa modalidade promover adaptações neurais como aumento
no recrutamento e na frequência de disparo das unidades motoras, e adaptações
8

morfológicas como o aumento da área de secção transversa e espessura muscular,


que causam aumento na capacidade de produção de força em idosos (CADORE,
PINTO e KRUEL, 2012)
Segundo Goncalves, (2003) a função muscular é de grande importância
na autonomia do idoso, pois as atividades diárias requerem força muscular. Para
tanto, sabe-se que qualidade de vida e viver independente fisicamente, podendo
realizar atividades diárias com êxito. O treinamento de força na musculação destaca-
se como um instrumento de grande valia nesta independência, por aprimorar o
aumento de força e massa muscular. Mazzeo et al. (1998) afirma que indivíduos
idosos podem apresentar ganhos de força musculares similares ou até mesmo
superiores a indivíduos mais jovens e que este treinamento ajuda a compensar a
redução na massa e força muscular, melhorando na densidade óssea e na
estabilidade postural. Não é para tanto que indivíduos praticantes de musculação
que participaram deste estudo obtiveram uma pontuação média na avaliação da
capacidade funcional maior do que os indivíduos não praticantes.
A atividade física está associada à melhora da saúde, à redução da
morbidade e da mortalidade. Ela aumenta a capacidade funcional e repercute
positivamente num dos fatores mais preocupantes do envelhecimento: a
dependência funcional (GARCIA; CARVALHO, 2003).
No estudo realizado por Laukkanen et al. citado por Matsudo, Matsudo e
Araujo (2001), que avaliou o nível de atividade física de idosos com 75 a 80 anos de
idade por 5 anos, observaram claramente que os indivíduos fisicamente ativos
apresentaram melhores condições de saúde e capacidade funcional que os que não
praticavam atividade física, refletindo em uma melhoria da qualidade de vida.
Kim e Lee (2005), em estudo realizado com mais de oito mil idosos a
partir de 65 anos, demonstraram que o exercício físico está associado à melhora dos
aspectos corporais e manutenção da autonomia e disposição para execução das
tarefas diárias, sejam elas laborais, em casa ou de lazer.
Na tabela 3 estão expostos os resultados de acordo com a freqüência de
indivíduos e a classificação adquirida.

Tabela-3: Classificação da capacidade funcional segundo escala proposta por


Okuma e Andreotti (1999).
9

Muito bom Bom Média


IP 10 0 0
INP 5 4 1
IP – Idosos praticantes de musculação
INP – Idosos não praticantes de musculação
Fonte: Elaboração dos autores, 2019.

A tabela 3 demonstrou que os praticantes de musculação tiveram uma


classificação de muito bom e a maioria dos não praticantes obtiveram o mesmo
resultado, porém com uma grande variação.
Os resultados desse estudo estão muito próximos dos dados encontrados
por Luca (2006), que dos 20 idosos praticantes de musculação 90% tiveram uma
classificação muito boa e apenas 10% tiveram uma classificação boa.
Resultados semelhantes foram encontrados por Assis e Rabelo (2006),
que utilizaram esta mesma escala de autopercepção da capacidade funcional, em
mulheres idosas praticantes de hidroginástica, verificando que 84% das idosas
apresentaram uma classificação muito boa, e apenas 16% se classificaram como
boa.
De acordo com a pesquisa de Costa (2013) citada acima, das 29 idosas,
65,5% atingiram a classificação muito boa, 34,5% obtiveram a classificação boa e
nenhuma das entrevistadas encontrava-se na classificação ruim. Isso é indicativo do
bom nível de desempenho físico proporcionado possivelmente pela atividade física
(hidroginástica e/ou caminhada).
Corroborando com os resultados encontrados, os estudos de Nunes et al.
(2009), Cosme, Okuma e Mochizuki (2008), Matsudo, Matsudo e Araújo (2001),
Guedes e Silveira (2003) que analisam a capacidade funcional em idosos, quanto
maior a idade menor os níveis da capacidade funcional, seja em idosos fisicamente
ativos, idosos na população geral ou idosos institucionalizados.
Resultados semelhantes foram encontrados em um estudo realizado por
Cosme, Okuma e Mochizuki (2008) com 193 idosas com níveis funcionais grau IV e
V, segundo a classificação da avaliação funcional criada por Spirduso(1995). Nesse
estudo, cuja análise de dados deu-se por variância de um fator, as idosas com idade
entre 60 e 90 anos que praticam atividade física mostrou ausência de diferenças
significativas quanto a capacidade funcional. Fato que permitiu concluir que o perfil
funcional de idosas fisicamente ativas mantém-se em condições ótimas até em
10

idades avançadas, acima da média dos idosos sedentários, quando realizam um


programa de atividade física.
Amorim (2002) acrescenta que atualmente a adoção de um estilo de vida
saudável, incluindo a prática regular de exercício físico, pode evitar a perda de
autonomia que ocorre com o envelhecimento. Reforçando isso, Matsudo (2002)
comenta a importância de se estimular a prática de atividade física após os 50 anos,
mesmo que o indivíduo não tenha esse costume, visto que a manutenção do
exercício físico regular ou a mudança a um estilo de vida ativo têm um impacto real
na longevidade.
É importante destacar que o presente estudo possui uma limitação quanto
a pequena amostra utilizada, o que dificulta as análises realizadas e há necessidade
de um número maior de estudos, que avaliem os efeitos aqui abordados e outros, da
musculação sobre a aptidão física dos idosos.

4 CONCLUSÃO E SUGESTÃO

Os resultados apontam que a capacidade funcional dos idosos praticantes


de musculação foi muito boa, e os idosos não praticantes foi classificada como boa.
O fato de que neste estudo os praticantes de musculação apresentaram maiores
níveis de capacidade funcional quando comparados aos não praticantes no
questionário aplicado, fomenta a hipótese de que a musculação pode ter
influenciado neste resultado.
Assim, a prática de exercícios deve ser incentivada por órgãos
governamentais e praticada pela sociedade como um todo, como forma de
manutenção da capacidade funcional, podendo auxiliar para a redução dos gastos
públicos em decorrência de doenças que ocorre com o envelhecimento. Sugere-se
novos estudos de acompanhamento de praticantes antes, durante e depois de
praticar musculação, para verificar as reais mudanças quanto a capacidade
funcional, proporcionadas por essa modalidade (questionários, avaliações físicas e
acompanhamento multidisciplinar).

REFERÊNCIAS
11

ALVES, R. V. et al. Aptidão física relacionada à saúde de idosos: influência da


hidroginástica. Rev bras med esporte, v. 10, n. 1, p. 31-7, 2004.

Amorim, P. R. S. Estilo de vida ativo ou sedentário: Impacto sobre a capacidade


funcional. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Vol. 23. Núm. 3. p. 49- 63.
2002.

ANDRADE, M. M. de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico. 4a . ed.


São Paulo: Atlas __________. Como Preparar Trabalhos para Cursos de Pós-
Graduação. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

ANDREOTTI, R.A.; OKUMA, S.S. Validação de uma Bateria de Testes de Atividade


de Vida Diária para Idosos Fisicamente Independentes. Revista Paulista de
Educação Física. São Paulo, v.13, n.1, 1999.

ASSIS, E L; RABELO, H T. Percepção da capacidade funcional de mulheres idosas


praticantes de hidroginástica. Movimentum-Revista Digital de Educação Física.
Ipatinga: Unileste-MG, v. 1, 2006.

BARBOSA, R. et al. PERFIL DA CAPACIDADE FUNCIONAL SUBJETIVA DE


IDOSOS. VII Congresso Goiano de Ciências do Esporte, Brasil, jul. 2011.
Disponível
em: http://congressos.cbce.org.br/index.php/7congoce/VII/paper/view/3860. Acesso
feito em: 12/05/2018.

BELLONI, D. et al. Estudo comparativo entre a autonomia funcional de mulheres


idosas praticantes e não praticantes de hidroginástica. Revista de Educação
Física/Journal of Physical Education, v. 77, n. 140, 2008.

BENEDETTI, T. R.B. et al. Associação entre os diferentes testes de força em idosos


praticantes de exercícios físicos. Fitness & Performance Journal, v. 9, n. 1, p. 52-
57, 2010.

BERG, K. O; NORMAN, K. E. Functional assessment of balance and gait.Clinics in


Geriatrics medicine,v. 12 (4), p. 705-723, 1996. Disponível em:
<http://pequi.incubadora.fapesp.br/portal/testes/BergBalanceScale. Acesso em: 19
out. 2019.

BORGES, G. F.; BENEDETTI, T. R. B.; FARIAS, S. F. ATIVIDADE FÍSICA


HABITUAL E CAPACIDADE FUNCIONAL PERCEBIDA DE IDOSAS DO SUL DO
BRASIL. Pensar a prática, v. 14, n. 1, 2011.

BORGES, M. R. D.; MOREIRA, Â. K. Influências da prática de atividades físicas na


terceira idade: estudo comparativo dos níveis de autonomia para o desempenho nas
AVDs e AIVDs entre idosos ativos fisicamente e idosos sedentários. Motriz, Rio
Claro, v. 15, n. 3, p. 562-573, jul./set. 2009.

CADORE, E. L.; PINTO, R. S.; KRUEL, L. F. M. Adaptações neuromusculares ao


treinamento de força e concorrente em homens idosos. Revista Brasileira de
Cineantropometria & Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Vol. 14, n. 4
(2012), p. 483-495, 2012.
12

CAPORICCI, S.; NETO, M. F. O. Estudo comparativo de idosos ativos e inativos


através da avaliação das atividades da vida diária e medição da qualidade de
vida. Motricidade, v. 7, n. 2, p. 15-24, 2011.

CÉSAR, E. P. et al. Aplicação de quatro testes do protocolo GDLAM-Grupo de


Desenvolvimento Latino-Americano para Maturidade. Revista Mineira de Educação
Física, v. 12, n. 1, p. 18-37, 2004.

COSME, R. G.; OKUMA, S. S.; MOCHIZUKI, L. A capacidade funcional de idosos


fisicamente independentes praticantes de atividade física. Revista Brasileira de
Ciências e movimento. São Paulo, v.16, n.01, 2008. Disponível em:
http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewArticle/1114. Acessado em
15-09- 2019.

COSTA, T M R. Independência e autonomia: saúde funcional no idoso. 2013.


Disponível em
https://repositorio.bc.ufg.br/bitstream/ri/4620/5/TCCG%20%E2%80%93%20Educa%
C3%A7%C3%A3o%20F%C3%ADsica%20-
%20Tatyana%20Machado%20Ramos%20Costa.pdf Acesso em 10/09/2019.

FIEDLER, M. M.; PERES, K. G. Capacidade funcional e fatores associados em


idosos do Sul do Brasil: em estudo de base populacional. Caderno de Saúde
Pública. Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, fev. 2008. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/csp/v24n2/19.pdf>. Acesso em: 16 out. 2019.

FILHO, M.L.M.; FERREIRA, W.R.; CÉSAR, E. P. Os benefícios do treinamento de


força no desempenho da autonomia funcional do idoso. Rev Ed Física Exército, v.
134, p. 57-68, 2006.

GARCIA, R. A.; CARVALHO, J. A. M. O envelhecimento da população brasileira: um


enfoque demográfico. Cad. Saúde Pública, [S.l.], v.19, n.3, p.725-733, mai/jun. 2003.

GONÇALVES, V. Exercicios de forca para idosos.Maio, 2003. Disponível em:


<www.educacaofisica.com.br/mostra_biblioteca.asp?>. Acesso: 17 out. 2019.

GREVE, J. M. D. Prefácio. In: RASO, V. Envelhecimento saudável: manual de


exercícios com pesos. São Paulo: San designer, 2007.

GUEDES, J. M.; SILVEIRA, R. C. R. Análise da capacidade funcional da população


geriátrica institucionalizada na cidade de Passo Fundo – RS. Revista Brasileira de
Ciências do Envelhecimento Humano. Passo Fundo, v.01, n.02, 2003. Disponível
em: http://www.upf.br/seer/index.php/rbceh/article/view/10/0. Acessado em 06 out.
2019.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Sinopse do censo


demográfico de 2010. 2011. Disponível em:
<http://acesso.mte.gov.br/data/files/8A7C816A2E7311D1013003524D7B79E4/IBGE
_CENSO2010_sinopse.pdf>. Acesso em: 22 mai. 2018.
13

KIM; L.; LEE; T. Factors associated with physical activity among older people—a
population-based study. Preventive Medicine, New York, v. 40, n. 1, p. 33-40, Jan.
2005.

LUCA, G. R., Percepção da capacidade funcional de indivíduos idosos


praticantes regulares de exercícios com peso em clube associativo de
Campinas. 53f Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) Faculdade de
Educação Física. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2006.

MATSUDO, S. M. M. Envelhecimento; atividade física e saúde. Revista Mineira de


Educação Física, v. 10, n. 1, p. 193-207, 2002.

MATSUDO, S. M. et al. Evolução do perfil neuromotor e capacidade funcional de


mulheres fisicamente ativas de acordo com a idade cronológica. Rev. Bras. Med.
Esporte, Niterói, v. 9, n. 6, 2003

MATSUDO, S. M.; MATSUDO, V. K. R.; ARAÚJO, T. L. Perfil do nível de atividade


física e capacidade funcional de mulheres maiores de 50 anos de idade de acordo
com a idade. Revista de atividade física e saúde, São Caetano do Sul, v.06, n.01,
2001. Disponível em:
http://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/RBAFS/article/view/910. Acessado em
13 set. 2019.

MAZZEO, R. S; et al. Exercício e atividade física para pessoas idosas: Colégio


Americano De Medicina Esportiva, posicionamento oficial. Revista Brasileira de
Atividade Fisica e Saúde,v. 3, n. 1, p. 48-78, jan. 1998.

NUNES, M. C. R.; et al. Influência das características sociodemográficas e


epidemiológicas na capacidade funcional de idosos residentes em Ubá, Minas
Gerais. Revista Brasileira de Fisioterapia. São Carlos, v.13, n.05, 2009. Disponível
em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
35552009000500003. Acessado em 12 set. 2019.

OKUMA, S. S. O Idoso e a Atividade Física: Fundamentos e Pesquisa. SP:


Papirus, 1998. 208p.

PARRA, M. T. et al. Influência do treinamento com pesos sobre a capacidade


funcional de mulheres idosas. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 17, n.
3, p. 32-38, 2009.

PASSOS, B. M. A.; OLIVEIRA, R. J. O Envelhecimento, Flexibilidade, Hidroginástica


e Atividades de Vida Diária. In. Envelhecimento e Exercício. Brasília. Universa,
2001.

PENHA, J. C. L.; PIÇARRO, I. C.; BARROS NETO, T. L. Evolução da aptidão física


e capacidade funcional de mulheres ativas acima de 50 anos de idade de acordo
com a idade cronológica, na cidade de Santos. Ciência & Saúde Coletiva, v. 17, p.
245-253, 2012.
14

RASO, V.; GREVE, J.M.D.A. Exercício aeróbico ou com pesos melhora o


desempenho nas atividades da vida diária de mulheres idosas. Rev bras med
esporte, v. 18, n. 02, p. 87-90, 2012.

SIMÕES, R. Corporeidade e terceira idade: A marginalização do corpo idoso,


3ªed. Piracicaba: UNIMEP, 1998. 131p.

VALE, R. G. S. et al. Efeitos do treinamento resistido na força máxima, na


flexibilidade e na autonomia funcional de mulheres idosas. Rev. bras.
cineantropom. desempenho hum, v. 8, n. 4, 2006.

VALE, R. G.S.; NOVAES, J. S.; DANTAS, E. H. M. Efeitos do treinamento de força e


de flexibilidade sobre a autonomia de mulheres senescentes. Revista Brasileira de
Ciência e Movimento, v. 13, n. 2, p. 33-40, 2008.
15

ANEXOS
17

Devoluvitva dos resultados – Os resultados obtidos serão impresos e distribuidos em um


encontro presencial com os participantes da pesquisa, alem de serem disponibilizados por
e-mail.
Contatos - Pesquisador Responsável: Leonardo de Lucca
Telefone para contato: (48) 996128252
E-mail para contato: Leonardo.lucca@unisul.br

Pesquisador: João Victor Schmidt


Telefone para contato: (48) 998020320
E-mail para contato: joao_schmidtt@hotmail.com

Comitê de Ética – O Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP) é composto


por um grupo de pessoas que estão trabalhando para garantir seus direitos como
participante sejam respeitados, sempre se pautando da Resolução 466/12 do CNS. Ele tem
a obrigação de avaliar se a pesquisa foi planejada e se está sendo executada de forma
ética. Caso você achar que a pesquisa não está sendo realizada da forma como você
imaginou ou que está sendo prejudicado de alguma forma, você pode entrar em contato
com o Comitê de Ética da UNISUL pelo telefone (48) 3279-1036 entre segunda e sexta-feira
das 9 às 17horas ou pelo e-mail cep.contato@unisul.br.

Declaração – Declaro que li e entendi todas as informações presentes neste Termo e tive a
oportunidade de discutir as informações do mesmo. Todas as minhas perguntas foram
respondidas e estou satisfeito com as respostas. Entendo que receberei uma via assinada e
datada deste documento e que outra via será arquivada por 5 anos pelo pesquisador. Enfim,
tendo sido orientado quanto ao teor de todo o aqui mencionado e compreendido a natureza
e o objetivo do já referido estudo, eu manifesto meu livre consentimento em participar,
estando totalmente ciente de que não há nenhum valor econômico, a receber ou pagar, por
minha participação.

Nome e Assinatura do pesquisador responsável: ______________________________

Nome e Assinatura do pesquisador que coletou os dados: ______________________

Eu, _______________________________, abaixo assinado, concordo em participar desse


estudo como sujeito. Fui informado(a) e esclarecido(a) pelo pesquisador
_____________________________ sobre o tema e o objetivo da pesquisa, assim como a
maneira como ela será feita e os benefícios e os possíveis riscos decorrentes de minha
participação. Recebi a garantia de que posso retirar meu consentimento a qualquer
momento, sem que isto me traga qualquer prejuízo.

Nome por extenso: _______________________________________________

RG: _______________________________________________

Local e Data: _______________________________________________


Assinatura: _______________________________________________
18

ANEXO A – Título (colocar instrumento pesquisa e parecer do CEP)

Dados Pessoais:
Nome:______________________________________________________________
Data de nascimento- ____/_____/_____ Profissão:_______________________
Residente: sozinho ( ) com o cônjuge ( ) com parentes ( )
Atividade Física (Qual e tempo de prática): ________________________________________
Atividades da vida diária:

1. Alimentar-se: dificuldade;
a) Não consigo realizar esta atividade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de facilidade.
outra pessoa;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com 5. Cortar as unhas das mãos:
muita dificuldade; a) Não consigo realizar esta atividade;
d) Realizo esta atividade com pouca b) Realizo esta atividade só com ajuda de
dificuldade; outra pessoa;
e) Realizo esta atividade sozinho e com c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
facilidade. muita dificuldade;
d) Realizo esta atividade com pouca
2. Tomar banho (lavar os pés): dificuldade;
a) Não consigo realizar esta atividade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de facilidade.
outra pessoa;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com 6. Cortar as unhas dos pés:
muita dificuldade; a) Não consigo realizar esta atividade;
d) Realizo esta atividade com pouca b) Realizo esta atividade só com ajuda de
dificuldade; outra pessoa;
e) Realizo esta atividade sozinho e com c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
facilidade. muita dificuldade;
d) Realizo esta atividade com pouca
3. Tomar banho (lavar as costas): dificuldade;
a) Não consigo realizar esta atividade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de facilidade.
outra pessoa;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com 7. Vestir calça comprida:
muita dificuldade; a) Não consigo realizar esta atividade;
d) Realizo esta atividade com pouca b) Realizo esta atividade só com ajuda de
dificuldade; outra pessoa;
e) Realizo esta atividade sozinho e com c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
facilidade. muita dificuldade;
d) Realizo esta atividade com pouca
4. Pentear os cabelos: dificuldade;
a) Não consigo realizar esta atividade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de facilidade.
outra pessoa;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com 8. Vestir blusa sem botões:
muita dificuldade; a) Não consigo realizar esta atividade;
d) Realizo esta atividade com pouca
19

b) Realizo esta atividade só com ajuda de e) Realizo esta atividade sozinho e com
outra pessoa; facilidade.
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade; 13. Sentar em uma cadeira sem braços:
d) Realizo esta atividade com pouca a) Não consigo realizar esta atividade;
dificuldade; b) Realizo esta atividade só com ajuda de
e) Realizo esta atividade sozinho e com outra pessoa;
facilidade. c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade;
9. Abotoar blusas, casacos e etc: d) Realizo esta atividade com pouca
a) Não consigo realizar esta atividade; dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de e) Realizo esta atividade sozinho e com
outra pessoa; facilidade.
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade; 14. Levantar de uma cadeira sem braços:
d) Realizo esta atividade com pouca a) Não consigo realizar esta atividade;
dificuldade; b) Realizo esta atividade só com ajuda de
e) Realizo esta atividade sozinho e com outra pessoa;
facilidade. c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade;
10. Calçar meias: d) Realizo esta atividade com pouca
a) Não consigo realizar esta atividade; dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de e) Realizo esta atividade sozinho e com
outra pessoa; facilidade.
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade; 15. Levantar da cama:
d) Realizo esta atividade com pouca a) Não consigo realizar esta atividade;
dificuldade; b) Realizo esta atividade só com ajuda de
e) Realizo esta atividade sozinho e com outra pessoa;
facilidade. c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade;
11. Calçar sapato de amarrar: d) Realizo esta atividade com pouca
a) Não consigo realizar esta atividade; dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de e) Realizo esta atividade sozinho e com
outra pessoa; facilidade.
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade; 16. Deitar no chão:
d) Realizo esta atividade com pouca a) Não consigo realizar esta
dificuldade; c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
e) Realizo esta atividade sozinho e com muita dificuldade;
facilidade. d) Realizo esta atividade com pouca
dificuldade;
12. Deitar na cama: e) Realizo esta atividade sozinho e com
a) Não consigo realizar esta atividade; facilidade.
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
outra pessoa; 17. Levantar do chão:
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com a) Não consigo realizar esta atividade;
muita dificuldade; b) Realizo esta atividade só com ajuda de
d) Realizo esta atividade com pouca outra pessoa;
dificuldade;
20

c) Realizo esta atividade sozinho, mas com e) Realizo esta atividade sozinho e com
muita dificuldade; facilidade.
d) Realizo esta atividade com pouca
dificuldade; 22. Limpar os móveis da casa:
e) Realizo esta atividade sozinho e com a) Não consigo realizar esta atividade;
facilidade. b) Realizo esta atividade só com ajuda de
outra pessoa;
18. Pegar um objeto do chão: c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
a) Não consigo realizar esta atividade; muita dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de d) Realizo esta atividade com pouca
outra pessoa; dificuldade;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com e) Realizo esta atividade sozinho e com
muita dificuldade; facilidade.
d) Realizo esta atividade com pouca
dificuldade; 23. Fazer faxina na casa:
e) Realizo esta atividade sozinho e com a) Não consigo realizar esta atividade;
facilidade. b) Realizo esta atividade só com ajuda de
outra pessoa;
19. Segurar um pacote de 5 kg (por c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
exemplo um pacote de arroz) por 5 muita dificuldade;
minutos: d) Realizo esta atividade com pouca
a) Não consigo realizar esta atividade; dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de e) Realizo esta atividade sozinho e com
outra pessoa; facilidade.
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade; 24. Descascar/cortar alimentos:
d) Realizo esta atividade com pouca a) Não consigo realizar esta atividade;
dificuldade; b) Realizo esta atividade só com ajuda de
e) Realizo esta atividade sozinho e com outra pessoa;
facilidade. c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade;
20. Fazer a cama d) Realizo esta atividade com pouca
a) Não consigo realizar esta atividade; dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de e) Realizo esta atividade sozinho e com
outra pessoa; facilidade.
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade; 25. Cozinhar:
d) Realizo esta atividade com pouca a) Não consigo realizar esta atividade;
dificuldade; b) Realizo esta atividade só com ajuda de
e) Realizo esta atividade sozinho e com outra pessoa;
facilidade. c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade;
21. Varrer a casa: d) Realizo esta atividade com pouca
a) Não consigo realizar esta atividade; dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de e) Realizo esta atividade sozinho e com
outra pessoa; facilidade.
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade; 26. Subir degraus do ônibus:
d) Realizo esta atividade com pouca a) Não consigo realizar esta atividade;
dificuldade;
21

b) Realizo esta atividade só com ajuda de dificuldade;


outra pessoa; e) Realizo esta atividade sozinho e com
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com facilidade.
muita dificuldade;
d) Realizo esta atividade com pouca 31. Realizar trabalhos manuais: pregar
dificuldade; algo, colocar as chaves n na fechadura,
e) Realizo esta atividade sozinho e com discar telefone, etc.:
facilidade. a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
27. Descer degraus do ônibus: outra pessoa;
a) Não consigo realizar esta atividade; c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de muita dificuldade;
outra pessoa; d) Realizo esta atividade com pouca
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com dificuldade;
muita dificuldade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
d) Realizo esta atividade com pouca facilidade.
dificuldade;
e) Realizo esta atividade sozinho e com 32. Andar de 2-3 quarteirões:
facilidade. a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
28. Entrar no carro: outra pessoa;
a) Não consigo realizar esta atividade; c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de muita dificuldade;
outra pessoa; d) Realizo esta atividade com pouca
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com dificuldade;
muita dificuldade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
d) Realizo esta atividade com pouca facilidade.
dificuldade;
e) Realizo esta atividade sozinho e com 33. Andar em subidas:
facilidade. a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
29. Sair do carro: outra pessoa;
a) Não consigo realizar esta atividade; c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de muita dificuldade;
outra pessoa; d) Realizo esta atividade com pouca
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com dificuldade;
muita dificuldade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
d) Realizo esta atividade com pouca facilidade.
dificuldade;
e) Realizo esta atividade sozinho e com 34. Andar depressa:
facilidade. a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
30. Realizar trabalhos artesanais: crochê, outra pessoa;
tricô, pintura, etc.: c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
a) Não consigo realizar esta atividade; muita dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de d) Realizo esta atividade com pouca
outra pessoa; dificuldade;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com e) Realizo esta atividade sozinho e com
muita dificuldade; facilidade.
d) Realizo esta atividade com pouca
22

35. Andar 10-12 quarteirões: c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
a) Não consigo realizar esta atividade; muita dificuldade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de d) Realizo esta atividade com pouca
outra pessoa; dificuldade;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com e) Realizo esta atividade sozinho e com
muita dificuldade; facilidade.
d) Realizo esta atividade com pouca
dificuldade; 40. Ficar muito tempo em pé (mais de
e) Realizo esta atividade sozinho e com meia hora):
facilidade. a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
36. Subir uma escada de 15-20 degraus: outra pessoa;
a) Não consigo realizar esta atividade; c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
b) Realizo esta atividade só com ajuda de muita dificuldade;
outra pessoa; d) Realizo esta atividade com pouca
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com dificuldade;
muita dificuldade; e) Realizo esta atividade sozinho e com
d) Realizo esta atividade com pouca facilidade
dificuldade;
e) Realizo esta atividade sozinho e com
facilidade.

37. Descer uma escada de 15-20 degraus:


a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
outra pessoa;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade;
d) Realizo esta atividade com pouca
dificuldade;
e) Realizo esta atividade sozinho e com
facilidade.

38. Subir uma escadaria (mais de 40


degraus):
a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
outra pessoa;
c) Realizo esta atividade sozinho, mas com
muita dificuldade;
d) Realizo esta atividade com pouca
dificuldade;
e) Realizo esta atividade sozinho e com
facilidade.

39. Descer uma escadaria (mais de 40


degraus):
a) Não consigo realizar esta atividade;
b) Realizo esta atividade só com ajuda de
outra pessoa;
1
2
3