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RELATÓRIO DE CONCRETIZAÇÃO DO

PROCESSO DE BOLONHA
2007/2008
DEPARTAMENTO de Línguas e Culturas
CURSO Mestrado em Estudos Editoriais

1. INTRODUÇÃO

Transição curricular dos alunos dos cursos pré-bolonha para os novos planos de estudo.
Enquadramento dos alunos da transição numa nova lógica de formação e num novo
Regulamento de Estudos. (máx. 3000 caracteres)

Os alunos da Licenciatura em Línguas e Administração Editorial que, no ano de 2007-


2008, estavam em condições de transitar para o 4º ano, tiveram um plano de transição
coincidente com o do plano de estudos do 1º ano do Mestrado em Estudos Editoriais.
Este plano de estudos foi-lhes altamente benéfico em termos de formação específica nas
áreas científicas ligadas aos Estudos Editoriais. A transição decorreu sem problemas de
maior em termos de procedimentos.

Estes alunos frequentaram, juntamente com os alunos admitidos ao Mestrado em Estudos


Editoriais, as disciplinas previstas no plano de estudos. A adesão à nova lógica de
formação foi variável, como não poderia deixar de ser. Alunos com menor motivação e
menor rendimento académico ao longo do curso não deram, no geral, mostras visíveis de
uma alteração na atitude de trabalho. Não aproveitaram como poderiam as oportunidades
que lhes foram dadas de uma especialização em domínios fulcrais dos Estudos Editoriais.
Também não aderiram como deveriam ao contacto com profissionais da Edição,
promovido, designadamente, através de um programa de conferências dadas por
especialistas ligados a editoras de renome. Os alunos mais motivados e que já tinham
demonstrado o seu mérito académico foram, no geral, muito mais entusiastas na
passagem para o novo modelo e muito assíduos e participativos nas actividades de
ligação universidade – prática profissional.

De um modo geral, os alunos por último referidos aproximaram-se mais, em termos de


interesse e esforço, dos alunos de Mestrado que entraram por concurso e que claramente
escolheram o Mestrado em Estudos Editoriais por pretenderem adquirir ou complementar
formação neste domínio para ingressarem ou progredirem em profissões ligadas à Edição.
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CURSO Mestrado em Estudos Editoriais

2. DEFINIÇÃO CURRICULAR DOS CURSOS

A definição curricular do Mestrado em Estudos Editoriais teve como modelo os Masters


em Edição já em funcionamento em Universidades europeias de referência.

O Curso de Mestrado em Estudos Editoriais encontra-se organizado em 4 semestres.


Procurou-se, na medida do possível, conceber um plano de estudos flexível, que permita
aos participantes orientar o curriculum consoante: a sua graduação anterior; eventual
experiência profissional no sector editorial e livreiro; interesses de formação. Procurou-
se, pois, através de disciplinas de Opção (algumas tutoradas), oferecer um Mestrado em
Estudos Editoriais que permita aos Licenciados em Línguas e Administração Editorial /
Línguas e Estudos Editoriais, bem como a Licenciados noutras áreas científicas, conceber
um plano de estudos coerente, tendo em conta a sua formação anterior.
No 1º semestre os alunos frequentam disciplinas obrigatórias – Tipologias da Edição e
Multimédia Editorial I – e duas Opções tutoradas. Os alunos sem formação anterior em
Estudos Editoriais terão que frequentar necessariamente as Opções de História e Cultura
do Livro e Edição na Actualidade.
Assegurada, no primeiro semestre, uma formação de base em áreas fundamentais ligadas
à Edição, passa-se, no segundo semestre, a disciplinas no âmbito da Gestão e das
Ciências Jurídicas essenciais num curriculum de 2º Ciclo em Edição: são elas Gestão
Editorial, Marketing Editorial e Direitos de Propriedade Intelectual e Direitos de Autor.
Neste semestre está ainda prevista a disciplina de Revisão de Texto. Os alunos que já
tragam formação anterior nesta área poderão frequentar, em alternativa, a disciplina de
Crítica Textual. A aquisição das competências tecnológicas poderá ser consolidada na
disciplina de Multimédia Editorial II, oferecida na Opção IV, abrindo-se esta disciplina
de Opção a outras áreas científicas relevantes no quadro da formação em Estudos
Editoriais.
No 3º semestre do Curso está prevista uma disciplina de Design Editorial. A Opção V dá
aos alunos a possibilidade de escolherem uma temática mais consonante com os seus
interesses que lhes possa abrir horizontes na definição de um tema de dissertação ou de
um projecto de edição, ou que seja relevante para o estágio.
Tendo em consideração os diferentes perfis dos alunos que frequentam o Mestrado em
Estudos Editoriais, entendeu-se que se deveria prever a possibilidade de elaboração de
um trabalho de projecto ou de realização de um estágio profissional (objecto de relatório
final) em alternativa à dissertação. Alunos com um perfil mais académico e interesses na
investigação darão com certeza preferência à dissertação. Participantes que exerçam
actividade profissional no ramo da edição gozarão em muitos casos de condições
privilegiadas para a realização de um projecto. Alunos que pretendam ingressar de
imediato numa carreira ligada à edição poderão preferir um estágio.
O estágio profissional deverá ser realizado numa casa editora, numa livraria ou noutras
empresas, organismos ou instituições que desenvolvam actividades editoriais.
PLANO CURRICULAR
Unidades Curriculares (U.C.) Ano Sem. Horas de contacto por semestre Créditos
Aula Tutorial Proj./Disser Total
Tipologias da Edição 1º 1º 3 TP 8
1 T+ 8
Multimédia Editorial I 1º 1º 3 TP
Opção I 1º 1º 3 TP 8
2a4 6
Opção II 1º 1º TP

Gestão Editorial 1º 2º 4 TP 6
Marketing Editorial 1º 2º 4 TP 6
Propriedade Intelectual e Direitos de Autor 1º 2º 2 TP 4
Opção III 1º 2º 3 TP 6
3a4 8
Opção IV 1º 2º TP
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CURSO Mestrado em Estudos Editoriais

3. SISTEMAS DE GARANTIA DA QUALIDADE

Os inquéritos pedagógicos tiveram fraca adesão por parte dos alunos e a sua análise não
permite chegar a conclusões. No entanto, a Direcção de Curso manteve um contacto
muito próximo com os alunos, realizou várias reuniões e identificou problemas. No geral,
verificou-se uma grande satisfação dos alunos relativamente ao contacto com
profissionais ligados à edição, não apenas em conferências, mas também em disciplinas
como Gestão Editorial, que foi regida por um especialista. Relativamente aos programas
das várias disciplinas, as opiniões são, no geral, positivas, se bem que haja, naturalmente,
alguns aspectos apontados como menos adequados. Dado que o Mestrado está aberto a
alunos com e sem formação anterior em Estudos Editoriais, e apesar do leque de Opções,
há alguma dificuldade em gerir programas que se adaptem aos diferentes perfis, muito
embora tenha havido um grande esforço nesse sentido. Em disciplinas como as de
Multimédia Editorial, seria muito benéfico abrir dois níveis, um mais avançado, outro de
iniciação, mas, por razões de docência, isso não é possível.
Uma questão difícil de resolver tem a ver com os horários. Para alunos-trabalhadores é
difícil a frequência regular das aulas. O horário foi colocado às 5as, 6as feiras e sábados
para lhes permitir assistir a um maior número de aulas. Mas, mesmo assim, sobretudo os
que trabalham fora de Aveiro têm que fazer escolhas. Por outro lado, os alunos não
trabalhadores prefeririam aulas distribuídas pelos diferentes dias da semana.
Como última nota, registe-se o facto de os alunos considerarem este Mestrado muito
trabalhoso, exigente em termos de preparação individual, o que se prende, a nosso ver,
com a sua adapatação ao modelo de Bolonha..)

Evidenciar as especificidades do curso, nomeadamente, as preocupações em incrementar


uma melhoria ao nível dos espaços, dos equipamentos, dos materiais e no apoio ao
trabalho para o desenvolvimento de competências e de autonomia dos alunos.
O Mestrado em Estudos Editoriais, como Mestrado interdisciplinar por excelência,
envolve 4 Departamentos da Universidade de Aveiro e requer, designadamente, para o
seu bom funcionamento: recursos bibliográficos específicos; um bom laboratório de
multimédia equipado com sofware específico para as disciplinas de Multimédia Editorial
I e II e para Design Editorial.
A Universidade de Aveiro dispõe neste momento dos espaços lectivos e dos
equipamentos mais necessários à leccionação do Mestrado em Estudos Editoriais.
Dispõe, designadamente, de laboratórios multimédia com o hardware e o sofware
necessários para as unidades curriculares de Multimédia Editorial. Um desses
laboratórios foi recentemente aberto no Departamento de Línguas e Culturas e oferece
condições privilegiadas para a leccionação das disciplinas referidas. O Presidente do
Conselho Directivo do Departamento de Línguas e Culturas tem correspondido
plenamente a todos os pedidos feitos de aquisições bibliográficas e de aquisição de
software.
Quanto aos espaços em si, o edifício do Departamento de Línguas e Culturas está há
muito tempo a necessitar de obras de fundo gerais. Para além disso era desejável que
fosse aberto um bar que servisse este Departamento. A este nível as condições estão
muito longe de serem boas.
Indicadores Objectivos:
Distribuição de ECTS por área científica
Créditos
Área científica Sigla
Obrigatórios Optativos
Estudos Culturais EC ≤ 60 ≤ 22
Ciências e Tecnologias da Comunicação CTC ≤ 52 ≤8
Ciências Jurídicas CJ 4
Design D ≤ 52
Gestão GES ≤ 56 ≤6
Ciências da Linguagem CL ≤ 50 ≤ 22
Estudos Artísticos EA ≤ 44 ≤6
Estudos Literários EL ≤ 44 ≤ 22
Línguas L ≤ 14
Tradução T ≤8
Total 98 22

Novas metodologias de ensino

E-learning; ferramentas na web; etc. (máx. 1000 caracteres)

A utilização do “blackboard” foi feita de forma mais sistemática em disciplinas de


Multimédia Editorial e mais pontualmente noutras.
Os alunos tiveram uma sessão de esclarecimento na Biblioteca da UA, para utilização de
recursos bibliográficos em rede.
No âmbito dos Estudos Editoriais, designadamente no que se refere a Edição na
Actualidade, a História do Livro (em Portugal e internacionalmente) e a Tipologias da
Edição, existe uma vasta oferta de portais de qualidade que são recomendados aos alunos
e usados como fontes de informação a par com recursos bibliográficos em suporte de
papel.
Na pesquisa de informação relativa a casas editoras e a associações de editores e
livreiros, a internet é sistematicamente utilizada. Na actualização de informações
relativas ao panorama nacional da edição, que tem vindo a sofrer, nos últimos anos,
grandes transformações, as notícias e artigos on line têm servido de ponto de orientação
imprescindível para posteriores investigações.
Métodos de avaliação
Cod. Contí-
Designação Ano Sem. Mista Final
U.C. nua
47845 Tipologias da Edição 1º 1º x
47706 Multimédia Editorial I 1º 1º x
47934 História e Cultura do Livro 1º 1º x
47866 Temas de Cultura Inglesa 1º 1º x
Contemporânea I
47935 A Edição na Actualidade 1º 1º x

47619 Gestão Editorial 1º 2º x


47665 Marketing Editorial 1º 2º x
47764 Propriedade Intelectual e Direitos de 1º 2º x
Autor
47946 Multimédia Editorial II 1º 2º x
47986 Revisão de Texto 1º 2º x
Escolaridade e Tipos de Escolaridade (T/TP/P/Projecto/Estágio/Dissertação/OT) por semana
Cód. Horas
Designação Ano Sem
U.C. T TP P Proj. Disser Estágio OT
47845 Tipologias da Edição 1º 1º 3
47706 Multimédia Editorial I 1º 1º 1 3
47935 A Edição na Actualidade 1º 1º 3
47934 História a Cultura do Livro 1º 1º 3
47866 Temas da Cultura Inglesa Contemporânea 1º 1º 3

47691 Gestão Editorial 1º 2º 4


47665 Marketing Editorial 1º 2º 4
47946 Multimédia Editorial II 1º 2º 1 3
47764 Propriedade Intelectual e Direitos de Autor 1º 2º 2
47986 Revisão de Texto 3
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CURSO Mestrado em Estudos Editoriais

4. METODOLOGIA E ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS

Recolha de informação (através de inquéritos e de fóruns de discussão com os


representantes dos alunos e dos docentes do curso, etc.). (máximo 1500 caracteres)

Não se aplica.
O Mestrado em Estudos Editoriais começou a funcionar em 2007-2008.

Desenvolvimento de boas práticas de observação do processo, nomeadamente, com


recurso à realização dos inquéritos de apreciação do processo de ensino-aprendizagem.
(máximo 1500 caracteres)

Como já foi referido anteriormente, os inquéritos não foram conclusivos. A Direcção de


Curso manteve um contacto muito estreito com os alunos e foi registando os pontos
positivos e negativos que foram identificados por alunos e professores. Dessa avaliação
resultaram já “correcções”que foram ou serão postas em prática no presente ano.
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CURSO Mestrado em Estudos Editoriais

5. MEDIDAS DE APOIO AO SUCESSO


Sucesso
Enunciar asescolar
medidas tomadas e o seu reflexo no sucesso escolar (consultar dados
disponíveis nos indicadores disponibilizados pelo GAGI) (máximo 1500 caracteres)
Faria notar, em primeiro lugar, que os dados disponibilizados pelo GAGI estão
incompletos. Será necessário revê-los.
Relativamente aos estudantes-trabalhadores, a dificuldade em assistirem regularmente às
aulas e em desenvolverem, de forma regular, trabalho autónomo de estudo e pesquisa
constitui o principal óbice à aprovação ou à obtenção de qualificações elevadas. Os
professores têm procurado suprir, dentro do possível, as lacunas decorrentes da
frequência irregular das aulas, fazendo uso de e-learning, reunindo com os estudantes-
trabalhadores em horário não lectivo, facultando-lhes materiais e indicações
bibliográficas. Naturalmente que estas estratégias constituem um “remedeio”. Na
formação em Estudos Editoriais as conferências e módulos de aulas dadas por
profissionais do sector são cruciais, pelo que a ausência de muitos estudantes-
trabalhadores dessas sessões lhes é prejudicial em termos de aproveitamento. Note-se que
os recursos bibliográficos em áreas específicas como Gestão Editorial, Marketing
Editorial, Direitos de Autor, Tipologias da Edição e Edição na Actualidade escasseiam
ainda e o contacto professor – aluno é muito importante. Noutras disciplinas, como
Revisão de Texto e Multimédia Editorial, a aprendizagem de ferramentas e a prática
tutorada são essenciais. A possibilidade que é dada a estes alunos de se inscreverem no
Mestrado a tempo parcial tem trazido claros benefícios. Apesar de tudo, faria notar que
os estudantes-trabalhadores se têm distinguido pela motivação e bons resultados. É
também importante referir que muitos dos alunos que se candidataram ao Mestrado
~
tiveram creditação de algumas disciplinas já feitas no âmbito da formação anterior.

Sucesso por Unidade Curricular (contabilizando os alunos do 4º ano de Línguas e


Administração Editorial e os alunos de Mestrado que entraram por concurso)
NB: Estes números terão que ser confirmados, dado que as informações
disponíveis não estão completas.
Cod. N.º N.º N.º
Designação Ano Sem.
U.C. Inscritos Avaliados Aprovados
47845 Tipologias da Edição 1º 1º 23? 19? 19?
47665 Multimédia Editorial I 1º 1º 26? 26? 25?
47934 História e Cultura do Livro 1º 1º 10 9 9
47935 Edição na Actualidade 1º 1º 23 15 15
47866 Temas de Cultura Inglesa 1º 1º 12? 8? 8?
Contemporânea I

47619 Gestão Editorial 1º 2º 26? 3? 23?


47665 Marketing Editorial 1º 2º 26? 26? 20?
47946 Multimédia Editorial II 1º 2º 19? 7? 12?
47764 Propriedade Intelectual e 1º 2º 23? 18?
Direitos de Autor
47986 Revisão de Texto 1º 2º 20? 15? 15?
Cod. N.º N.º N.º
Designação Ano Sem.
U.C. Inscritos Avaliados Aprovados

Competências extracurriculares

Evidenciar as competências transversais desenvolvidas no âmbito do curso,


nomeadamente, competências de pesquisa e de seriação de informação, de trabalho em
equipa, de trabalho de projecto, de exposição e defesa oral de trabalhos, de análise
crítica do quotidiano político-social etc. (máximo 1500 caracteres)
As competências transversais foram desenvolvidas no âmbito das diferentes disciplinas
do 1º ano do Mestrado. São absolutamente essenciais numa formação em Estudos
Editoriais. Como se pode ver pela apreciação dos programas das disciplinas, na maioria
delas os alunos fizeram apresentações orais sobre vários temas, para as quais tiveram que
desenvolver pesquisa. Nas disciplinas de Edição na Actualidade e de Tipologias da
Edição, por ex., as apresentações / trabalhos incidiram sobre a prática editorial na
actualidade e exigiram uma investigação muito ligada à cultura contemporânea e à actual
realidade do sector editorial. Em Multimédia Editorial I e II, alguns dos trabalhos foram
concebidos como trabalhos de equipa e requereram a convocação de saberes tranversais.
E em disciplinas como Gestão Editorial, Marketing Editorial e Propriedade Intelectual e
Direitos de Autor verificou-se uma grande exploração de competências de pesquisa e
selecção de informação sobre diferentes domínios da Edição no contexto sócio-histórico
e económico da actualidade. Mesmo em disciplinas como História e Cultura do Livro, a
relação passado-presente é sempre equacionada, designadamente no que toca a tipografia,
artes gráficas, hábitos de leitura, best-sellers, organização do mercado livreiro,
associações de editores e livreiros, etc. E na disciplina de Revisão de Texto convocam-se
diferentes competências, designadamente em língua(s) e em paginação e maquetação,
estas últimas, em ligação a matérias exploradas nas disciplinas de Multimédia Editorial.
Inserção na vida activa

Referir a existência de iniciativas que promovam a aproximação entre a universidade e o


tecido empresarial e social, por ex., a promoção de estágios, de projectos com parceiros
empresariais ou institucionais, palestras com convidados do mundo empresarial, feiras
de emprego, etc. (máximo 1500 caracteres)

Em 2007-2008:

• realizaram-se 6 palestras/conferências/aulas livres dadas por profissionais ligados


à edição e ao comércio livreiro (isto, para além de outras proferidas por
especialistas universitários): Dr. Baptista Lopes (Ed. Âncora, Presidente da
Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - APEL); Dr. Carlos Veiga
Ferreira (Ed. Teorema, Presidente da União de Editores Portugueses - UEP),
Eng.º Vasco Teixeira (Porto Editora); Eng.º Carlos Pinto (Nova Almedina); Dra.
Isabel Garcia (Ed. MivervaCoimbra); Dr. José Afonso Furtado (Director da
Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian).
• os alunos fizeram várias visitas de estudo: à Porto Editora, à APEL (onde tiveram
uma sessão sobre ISBN), à Livraria Byblos e à Feira do Livro de Lisboa.
• a disciplina de Gestão Editorial foi regida pelo Dr. Rui Beja, antigo director do
Círculo de Leitores e com vasta experiência em gestão editorial.
• a disciplina de Marketing Editorial foi regida pelo Dr. Baptista Lopes, então
Presidente da APEL.
• A Direcção de Curso conseguiu, através de contactos pessoais com directores/
proprietários de casas editoras e instituições com actividade editorial, oferecer
lugares de estágio profissional para os alunos interessados.
DEPARTAMENTO Línguas e Culturas
CURSO Mestrado em Estudos Editoriais

6. ANÁLISE DOS RESULTADOS


Recomendações. (máximo 1500 caracteres)
Tendo em conta que o Mestrado em Estudos Editoriais teve a sua abertura em 2007-
2008, o ano de estreia é sempre um ano em que o modelo é testado e posto mais
duramente à prova. No geral, o balanço é muito positivo. Há, contudo, aspectos que
merecem particular reflexão:
1. Todos os Licenciados em Línguas e Administração Editorial (e no novo Curso de
Línguas e Estudos Editoriais) têm acesso garantido ao Mestrado em Estudos
Editoriais. A experiência de 2007-2008 mostrou que os alunos com piores
resultados curriculares em LAE não alteraram o seu posicionamento relativo.
Seria importante que dentro de 2 anos se avaliassem as taxas de sucesso dos
alunos que têm o ingresso garantido no Mestrado e se discutissem as regalias de
acesso. Note-se que o facto de praticamente não haver reprovações não é sinal de
sucesso: o que aconteceu é que esses alunos não se submeteram sequer a
avaliação, não apresentaram os trabalhos pedidos, não comparecerem a exame.
2. Verificou-se da parte dos estudantes-trabalhadores uma visível dificuldade em
acompanharem regularmente as aulas. Este problema é de difícil resolução. Num
dos semestres, uma das disciplinas tinha as aulas ao sábado e escolheram-se como
dias de aulas também as 5as e as 6as feiras. Mesmo assim, as dificuldades
mantêm-se. A opção por um horário pós-laboral coloca também problemas, pois
muitos dos alunos trabalham longe de Aveiro e não poderiam vir todos os dias ao
fim da tarde para assistirem às aulas das várias disciplinas. A estratégia de e-
learning não é adaptável a grande parte das disciplinas.
3. Verificou-se, da parte dos alunos ordinários uma tendência algo preocupante para
o absentismo, apesar das muitas recomendações. Seria talvez aconselhável
desenvolver alguma estratégia mais concertada de “promoção da ida às aulas”.
4. Não se verificou grande adesão dos alunos aos inquéritos pedagógicos. Muitos
opinaram que prefeririam inquéritos que lhes permitissem pronunciar-se de forma
mais explícita sobre as diferentes disciplinas e os conteúdos programáticos, bem
como sobre a sua interarticulação no domínio dos Estudos Editoriais.
5. Neste primeiro ano do Mestrado em Estudos Editoriais fez-se um
acompanhamento muito próximo dos diferentes programas das várias disciplinas,
no sentido de se assegurar não apenas uma boa articulação mas também uma boa
adequação aos objectivos do Curso. Há, naturalmente, acertos a fazer. Alguns
foram já introduzidos nas disciplinas do 1º semestre.
6. Foi claramente muito importante e estimulante para os alunos a vinda regular de
especialistas e profissionais da Edição para conferências e aulas sobre
determinadas temáticas. Esta participação de profissionais ligados à Edição é
prática adoptada em muitas universidades estrangeiras de referência nos Estudos
Editoriais e revelou-se extremamente positiva. Será essencial assegurar condições
para lhe dar continuidade.
7. Em termos de equipamentos, o DLC tem conseguido assegurar as aquisições
necessárias. No que se refere a instalações, como foi referido, o edifício do DLC
está muito degradado e carece urgentemente de obras de fundo.
8. É necessário tornar menos pesado à(s) Direcção(ões) de Curso o trabalho de
carácter burocrático que recai sobre elas e reforçar serviços de apoio que
facilitem, designadamente, a elaboração de planos de estudo dos alunos, a
disponibilização de dados fidedignos, a redacção de relatórios, a angariação de
estágios, etc. Essa desburocratização contribuiria, decerto, para assegurar uma
maior disponibilidade das Direcções de Curso para as muitas tarefas que lhes
estão atribuídas.
DEPARTAMENTO de Línguas e Culturas
CURSO Mestrado em Estudos Editoriais

7. CONCLUSÕES

Houve um grande número de candidaturas de licenciados nas mais diferentes áreas


científicas ao Mestrado em Estudos Editoriais e as vagas foram inteiramente preenchidas.
Apesar de este Mestrado ser um Mestrado interdisciplinar que implica a cooperação de 4
Departamentos da Universidade de Aveiro e de professores/ profissionais convidados,
conseguiu-se, já neste primeiro ano, uma boa articulação.

Os alunos mostraram-se, na sua grande maioria, satisfeitos com o Curso, agradados com
a sua forte ligação à prática e com a sua vocação interdisciplinar, muito necessária em
Estudos Editoriais. Apreciaram também a possibilidade que lhes é dada de escolherem
entre dissertação, projecto ou estágio. A Direcção de Curso conseguiu estabelecer os
contactos necessários para colocar em estágio os alunos que fizeram essa escolha. Na sua
quase totalidade, os alunos que optaram por projecto ou dissertação definiram temas e
escolheram orientador até meados de Setembro.

Da parte das casas editoras verificou-se uma adesão muito boa à abertura de lugares de
estágio para os Mestrandos em Estudos Editoriais.

Dado que o ano de 2007-2008 foi o primeiro ano em que funcionou o Mestrado em
Estudos Editoriais, houve que desenvolver um esforço muito grande de regulamentação,
de coordenação e de articulação. Os resultados parecem ser, para já, muito satisfatórios,
se bem que seja necessário limar arestas, proceder a acertos e introduzir melhorias (vd.
pontos anteriores deste relatório).

Será de fazer um balanço muito positivo deste primeiro ano lectivo do Mestrado em
Estudos Editoriais.