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CÂ MA RA LEGISLA TIVA DO DISTRITO FEDERA L ​

​COMISSÃO DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E CULTURA

REPRESENTA ÇÃ O
Brasília, 25 de agosto de 2020.
EXCELENTÍSSIMOS(AS) SENHORES(AS) DOUTORES(AS) PROCURADORES(AS) DO
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

Eu, JORGE VIANA DE SOUSA, brasileiro, casado, inscrito no CPF sob o nº


797.304.501-53, Deputado Distrital da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com endereço
na Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, CEP 70.094-902, Brasília-DF, apresento perante Vossas
Excelências a seguinte representação.

I – DO S FA TO S E DO DIREITO
A Comissão de Educação, Saúde e Cultura recebeu denúncia que os estabelecimentos
farmacêuticos e drogarias do Distrito Federal, entre os quais as drogarias Pacheco, Drogasil e
Rosário, estão promovendo demissões em massa e sem respeitar os direitos básicos dos
trabalhadores. Segundo o Sindicato dos Farmacêuticos do Distrito Federal (SINDIFAR-DF), os
profissionais das farmácias estão sendo demitidos e recontratados com salários e benefícios
inferiores aos previstos na última Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria.
Essas recontratações contrariam o previsto no Decreto Legislativo Federal n° 06, de 20
de março de 2020, e a Portaria nº 16.655, de 14 de julho de 2020, da Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia. Uma vez que, apesar de dispensado o
interstício de 90 dias, a Portaria é clara na definição de que o trabalhador poderá ser
recontratado com as mesmas condições do último contrato ou seguindo novo concordo
coletivo junto ao Sindicato da categoria, o que não foi feito no caso em comento.
Acredita-se que tal situação pode ter sido intensificada a partir da divulgação (mídias
sociais e whatzapp) do vídeo do Sindicato do Comercio Varejista de Produtos Farmacêuticos
do Distrito Federal (SINCOFARMA-DF), o qual orienta os patrões a recontratar os profissionais
sem observar o piso salarial. Conforme pode ser visto na descrição da fala do representante
do SINCOFARMA-DF, Sr. Erivan Souza Araújo:
“...estou fazendo esse vídeo só para tirar uma dúvida aí. Que alguns
companheiros estão tendo uma dificuldade quando contratam um farmacêutico,
de acordo com aquilo, e colocam na carteira dele, aquilo que ele combinou
realmente com o farmacêutico. Está tendo dificuldade lá no Conselho na hora
de assentar esses farmacêuticos, porque eles pedem que homologue o
contrato no Sindifar. O Sindifar por sua vez está distribuindo um papelzinho lá,
informativo, que o piso é R$ 6mil, tá? Então, a orientação que nos temos é a
seguinte: existe uma deliberação do conselho que o Sindifar tem que em 7 dias
homologar esse contrato ou não. Então, você que tem contrato com
farmacêutico agora, que vai assentar ele no Conselho, antes, dá uma ligadinha
no Sindicato. Fala com o Filipe, fala com a Leidiane. Eles vão orientar você,
como que vão fazer isso. Beleza? Não contrate farmacêutico com piso nenhum,
pois não existe um piso no Distrito Federal, tá? É livre negociação. Você
negocia com o farmacêutico e o salário que você contratar ele, coloca na
carteira. O resto a gente vai resolver. Vamos lá, estamos juntos!"

Diante do exposto, destaco que os farmacêuticos do Distrito Federal contam com a


Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2016/2017 (anexo I), a qual prevê as seguintes
remunerações:
"CLÁUS ULA T ERCEIRA – DO S ALÁRIO MENS AL DO FARMACÊUT ICO
RES PONS ÁVEL T ÉCNICO

Representação CESC 0187202 SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 1


Pela presente Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017 os farmacêuticos
passam a ter as seguintes remunerações e cargas horárias diárias e semanais:
a) R$ 5.409,31 (cinco mil, quatrocentos e nove reais e trinta e um centavos)
para uma jornada de 44 (quarenta e quatro) horas semanais;
b) R$ 5.055,86 (cinco mil, cinquenta e cinco reais e oitenta e seis centavos)
para uma jornada de 40 (quarenta) horas semanais;
c) R$ 3.868,35 (três mil oitocentos e sessenta e oito reais e trinta e cinco
centavos) para uma jornada de 34 (trinta e quatro) horas semanais;
d) R$ 3.790,22 (três mil, setecentos e noventa reais e vinte dois centavos) para
uma jornada de 30 (trinta) horas semanais;
e) R$ 2.676,45 (dois mil, seiscentos e setenta e seis reais e quarenta e cinco
centavos) para uma jornada de 24 (vinte e quatro) horas semanais;
f) R$ 2.530,31 (dois mil, quinhentos e trinta reais e trinta e centavos) para uma
jornada de 20 (vinte) horas semanais;
g) R$ 1.265,14 (um mil, duzentos e sessenta e cinco reais e quatorze centavos)
para uma jornada de 10 (dez) horas semanais;
h) Piso opcional de 44 horas para jornada 12 x 36 (jornada de 12 (doze) horas
de trabalho por 36 (trinta e seis) horas de descanso, com uma hora de
intervalo intrajornada)."

A aplicação distorcida da norma infralegal (Portaria 16.655/2020) impôs aos


profissionais perda salarial e agravou a situação de trabalho. As orientações do
SINCOFARMA-DF, aproveitando-se da crise da COVID-19 que dificuldade de recolocação no
mercado de trabalho, subtraem as conquistas da categoria, por meios de práticas abusivas de
coação e manipulação. Por exemplo, a CCT 2016/2017 estabelece remuneração básica de R$
3.868,35 para carga horária de 34 horas, agora a nova média dos salários para essa carga
horária é R$ 1.500,00, conforme os contratos juntados.
Segundo dados do SINDIFAR-DF, o Distrito Federal conta hoje com 6 mil profissionais
farmacêuticos, entre os quais 2 mil estariam sendo afetados pelas recontratações dissonantes
com o CCT atual, o que fere os direitos trabalhista previstos na Carta Magna Brasileira:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social:
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo
coletivo;
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

Considerando as competências constitucionais desse Parquet e as atribuições do


Ministério Público do Trabalho ( a atribuição fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista
quando houver interesse público, procurando regularizar e mediar as relações entre
empregados e empregadores), essa Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara
Legislativa do Distrito Federal, roga a V.Ex a. a mediação e resolução das irregularidades aqui
denunciadas, visto as fragilidades do trabalhador frente aos ditames autoritários de alguns
empresários. Pedimos a aplicação do CCT 2016/2017 nas contratações da categoria e revisão
das orientações do SINCOFARMA-DF aos seus filiados, pois a postura aqui denunciada,
acreditamos, caracteriza incitação ao não cumprimento do ordenamento jurídico brasileiro,
além de negar a precípua função sindical imprescindíveis para as negociações empregatícias.

II – DO PEDIDO
Diante do exposto, solicitamos o recebimento, processamento e acolhimento da
presente representação, adotando todas as providências cabíveis – inclusive aplicação de
sanções aos responsáveis pelas ilegalidades apontadas.
Nestes termos, peço deferimento.

Representação CESC 0187202 SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 2


JO RGE VIA NNA
Presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura

Documento assinado eletronicamente por JORGE V IANNA DE S OUS A - Matr. 00151 ,


Deputado(a) Distr ital , em 26/08/2020, às 16:40, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº
214, de 14 de outubro de 2019.

A autenticidade do documento pode ser conferida no site:


http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 0187202 Código CRC: C9826ABC .

Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 1º Andar, Sala 1.28 ̶ CEP 70094-902 ̶ Brasília-DF ̶ Telefone: (61)3348-8326
www.cl.df.gov.br - cesc@cl.df.gov.br

00001-00028173/2020-16 0187202v41

Representação CESC 0187202 SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 3


CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2016/2017
Confira a autenticidade no endereço http://www.mte.gov.br/mediador.
NÚMERO DE REGISTRO NO MTE:
DATA DE REGISTRO NO MTE: 31/10/2016
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR073492/2016

SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DE BRASILIA-DF, inscrito no CNPJ sob o nº.


00.531.178/0001-69, representado por seu Presidente, Sr. HÉLIO JOSÉ DE ARAÚJO,
e SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS DO
DISTRITO FEDERAL, inscrito no CNPJ sob o nº. 00.113.647/0001-20, representado
por seu Presidente, Sr. FRANCISCO MESSIAS VASCONCELOS, celebram a presente
CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO estipulando as condições de trabalho
previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA – VIGÊNCIA E DATA-BASE

Os sindicatos convenentes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho


no período de 1º de setembro de 2016 a 31 de agosto de 2017 e a data-base da categoria
em 1º de setembro.

CLÁUSULA SEGUNDA – ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a categoria de Farmacêuticos


empregados em farmácias e drogarias, com abrangência territorial no Distrito Federal.

CLÁUSULA TERCEIRA – DO SALÁRIO MENSAL DO FARMACÊUTICO


RESPONSÁVEL TÉCNICO

Pela presente Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017 os farmacêuticos passam a ter


as seguintes remunerações e cargas horárias diárias e semanais:

a) R$ 5.409,31 (cinco mil, quatrocentos e nove reais e trinta e um centavos) para uma
jornada de 44 (quarenta e quatro) horas semanais;

b) R$ 5.055,86 (cinco mil, cinquenta e cinco reais e oitenta e seis centavos) para uma
jornada de 40 (quarenta) horas semanais;

c) R$ 3.868,35 (três mil oitocentos e sessenta e oito reais e trinta e cinco centavos) para
uma jornada de 34 (trinta e quatro) horas semanais;

d) R$ 3.790,22 (três mil, setecentos e noventa reais e vinte dois centavos) para uma jornada
de 30 (trinta) horas semanais;

e) R$ 2.676,45 (dois mil, seiscentos e setenta e seis reais e quarenta e cinco centavos)
para uma jornada de 24 (vinte e quatro) horas semanais;

f) R$ 2.530,31 (dois mil, quinhentos e trinta reais e trinta e centavos) para uma jornada de
20 (vinte) horas semanais;

Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 4


g) R$ 1.265,14 (um mil, duzentos e sessenta e cinco reais e quatorze centavos) para uma
jornada de 10 (dez) horas semanais;
h) Piso opcional de 44 horas para jornada 12 x 36 (jornada de 12 (doze) horas de trabalho
por 36 (trinta e seis) horas de descanso, com uma hora de intervalo intrajornada).

CLÁUSULA QUARTA – DO FARMACÊUTICO SUBSTITUTO DO RESPONSÁVEL


TÉCNICO

O farmacêutico substituto do responsável técnico receberá salário igual ao do substituído,


nos termos da legislação em vigor, desde que cumprida a mesma jornada de trabalho.
O farmacêutico substituído, quando não responsável técnico, deverá receber salário
negociado livremente entre as partes, ficando assegurado uma remuneração mínima inicial
de R$ 3.172,87 (três mil cento e setenta e dois reais e oitenta e sete centavos) para uma
jornada de 40 (quarenta) horas semanais.

CLÁUSULA QUINTA – DO SALÁRIO DO FARMACÊUTICO

O salário do farmacêutico não poderá ser inferior aos previstos nesta Convenção.

CLÁUSULA SEXTA – DO QUINQUÊNIO

A partir desta convenção o farmacêutico que completar 05 (cinco) anos de trabalho na


empresa receberá, além do salário, mais 1,5% (um e meio por cento) desse valor a título
de quinquênio.

CLÁUSULA SÉTIMA – DA MODIFICAÇÃO DE CLÁUSULA

As dúvidas relacionadas a presente convenção serão resolvidas com a participação dos


Sindicatos signatários ou no Foro competente.

CLÁUSULA OITAVA – DO REAJUSTE SALARIAL


As empresas empregadoras representadas pelo SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA
DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS DO DISTRITO FEDERAL (SINCOFARMA-DF)
concedem à categoria profissional representada pelo SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS
DE BRASILIA (SINDIFAR-DF), a partir de 1º de setembro de 2016, um reajuste salarial de
8,5% (oito e meio por cento) para os farmacêuticos com ou sem responsabilidade técnica
e para os farmacêuticos substitutos, incidente sobre todos os salários de setembro de 2016,
resultante da negociação coletiva para a recomposição dos salários, incluindo neste salário
a produtividade, mais aumento real, zerando qualquer resíduo inflacionário do período
anterior à assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho.

CLÁUSULA NONA – DO PRAZO PARA AS ANOTAÇÕES NA CTPS

Fica estabelecido o prazo máximo de 60 (sessenta) dias, a partir da assinatura desta


Convenção, para que as empresas façam as anotações na CTPS de seus funcionários,
adequando-as as diversas formas de remuneração das Cláusulas Terceira e Quarta desta
Convenção. Ressalvado os direitos adquiridos.

CLÁUSULA DÉCIMA – DAS COMPENSAÇÕES E ANTECIPAÇÕES

Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 5


Poderão ser compensados os reajustes e as antecipações espontâneas concedidas a partir
de 1º de setembro de 2016.

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – DA FORMA DE PAGAR O REAJUSTE SALARIAL

Os valores referentes às Cláusulas Terceira e Quarta, terão vigência já no contracheque


referente a setembro de 2016.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – DO ADIANTAMENTO SALARIAL

As empresas empregadoras, em livre acordo com seus farmacêuticos empregados,


poderão efetuar, a cada mês, adiantamentos quinzenais de até 50% (cinquenta por cento)
sobre os seus vencimentos.

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA – DA IRREDUTIBILIDADE SALARIAL

Fica assegurado aos empregados farmacêuticos responsáveis técnicos o Princípio da


Irredutibilidade Salarial.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA – DESCANSO SEMANAL REMUNERADO

Os profissionais que percebam parcelas variáveis do salário receberão repouso semanal


remunerado de acordo com o seguinte cálculo: divide-se a parte variável pelo número de
dias do mês e o resultado multiplica-se pelo número de domingos e feriados ocorridos no
mês.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA – DAS FOLGAS NOS DOMINGOS

A partir desta convenção o farmacêutico poderá gozar de 02 (duas) folgas por mês aos
domingos, desde que não comprometa a presença do farmacêutico durante todo o horário
de funcionamento da Drogaria ou Farmácia.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA – DA DISPENSA PARA PARTICIPAÇÃO EM


CONGRESSOS, SIMPÓSIOS, CURSOS, ETC.

Mediante livre entendimento com a direção da empresa, o farmacêutico poderá ausentar-


se do serviço por até 05 (cinco) dias por ano, sem prejuízo de sua remuneração, para
participação em cursos, simpósios, congressos, e outros, relativos à sua área de trabalho.

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA – DAS FÉRIAS

A critério e conveniência das partes, as férias poderão ser concedidas em dois períodos no
ano.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA – DO CONTROLE DA JORNADA

Além da folha de ponto, os empregadores poderão adotar sistemas alternativos de controle


da jornada de trabalho, nos termos da Portaria nº 373, de 25/02/2011, do Ministério do
Trabalho e Emprego;

Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 6


CLÁUSULA DÉCIMA NONA – DO VALE-TRANSPORTE

Quando da concessão de Vale-Transporte, as empresas poderão efetuar o seu pagamento


em espécie, no valor equivalente à passagem do dia, podendo o pagamento se dar de
forma semanal, quinzenal ou mensal, procedendo ao desconto na forma da lei.

CLÁUSULA VISÉSIMA – RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO

Deverão ser apresentados os seguintes documentos:

1. Cópia das guias de depósitos do FGTS dos últimos 6 meses;


2. Cópia dos 6 (seis) últimos contracheques;
3. Carteira de trabalho atualizada;
4. Aviso prévio;
5. Carta de preposto ou procuração (caso o proprietário não possa comparecer);
6. Livro de registro de empregados ou fichas;
7. Cópia da guia da Contribuição Sindical do Farmacêutico para o SINDIFAR-DF;
8. Cópia da guia da Contribuição Sindical da empresa para o SINCOFARMA-DF;
9. Termo de rescisão do contrato de trabalho em 05 vias;
10. Dinheiro ou Deposito em conta;
11. Termo de Seguro Desemprego;
12. Atestado Admissional;
13. Recibo de depósito da multa do FGTS, quando houver e nos termos da lei;
14. Relatório de Inventário de produtos regidos pelo SNGPC da ANVISA.

Parágrafo Único: O Sindicato dos Farmacêuticos não poderá se negar a proceder à


homologação em qualquer hipótese, inclusive quando houver acordo para os farmacêuticos
contratados das demais faixas salariais, previstas na Convenção Coletiva de Trabalho,
devendo, se for o caso, efetuar as ressalvas que se fizerem necessárias.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA – DAS ATRIBUIÇÕES DO FARMACÊUTICO


RESPONSÁVEL TÉCNICO

Além da responsabilidade técnica e o desempenho de funções especializadas exercidas


em Drogarias e Farmácias, observando sempre a legislação vigente, são recomendações
para as atribuições do exercício das atividades profissionais farmacêuticas:

a) Escriturar e conferir rotineiramente o estoque dos medicamentos controlados conforme


as normas editadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA;

b) Desenvolver mecanismos e rotinas para verificar se os produtos comercializados nas


Drogarias e Farmácias estão registrados corretamente nos órgãos competentes;

c) Desenvolver mecanismos e rotinas para verificar se os produtos recebidos estão com a


data de validade em condições de serem comercializados, se os números dos lotes de
todos os produtos estão discriminados nas Notas Fiscais, bem como o estoque dos
medicamentos existentes nas Drogarias e Farmácias estão em condições de serem
comercializados;

d) Desenvolver programas de Assistência Farmacêutica que contemplem o cadastro de


pacientes crônicos, aferição de pressão arterial, testes bioquímicos e outros que não houver
restrições legais;

e) Desenvolver programa de armazenamento e controle para produtos termolábeis;

Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 7


f) Coordenar e orientar a aplicação de injetáveis, aplicando-os se necessário e se as
condições assim permitirem;

g) Em se tratando de Farmácia de Manipulação, cabe ao Farmacêutico Responsável


Técnico a responsabilidade pelo cumprimento das normas específicas, editadas pela
ANVISA, e outras afins.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA – DAS PROIBIÇÕES

Ficam terminantemente proibido as seguintes ações:

a) Não será cobrado pelo Sindicato dos Farmacêuticos nenhum valor para o arquivamento
ou registro de contrato. Os signatários desta convenção devem fazer conjuntamente a
redação dos mesmos e compulsoriamente deverão receber um visto das partes signatárias
desta Convenção, o mesmo deverá ser assinado pelo farmacêutico na sede do SINDIFAR-
DF.

b) O envio de correspondência ou qualquer outro tipo de comunicação com informações


distorcidas referente a presente Convenção e também sem assinaturas e remetentes, por
ambas as partes signatárias.

c) O envio por parte do Sindicato dos Farmacêuticos de Brasília, de qualquer tipo de


cobrança referente à Contribuição Confederativa em nome da empresa, deverá ser emitida
em nome do farmacêutico e enviada para a sua residência ou para o endereço da empresa
onde trabalha.

d) Em nenhuma hipótese poderá ser exigido das Drogarias e Farmácias, certidão negativa
(nada consta) junto ao SINDIFAR-DF, seja a que título for, em face da inexistência de
vínculo ou obrigação de recolhimento ao SINDIFAR-DF, tais como taxas ou quaisquer
outras com o referido Sindicato.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA – DO USO DO UNIFORME

As empresas empregadoras fornecerão uniformes gratuitamente, devendo privilegiar a cor branca,


quando exigidos para execução do trabalho, bem como equipamento de proteção individual,
estabelecida pela legislação vigente, e o crachá de identificação. O uniforme do farmacêutico deve
distingui-lo dos demais funcionários.

Parágrafo Único: A roupa branca e jaleco longo branco podem ser considerados uniforme para o
farmacêutico, desde que o distinga dos demais funcionários.

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA – DA GARANTIA DA EMPREGADA GESTANTE

As empregadas gestantes terão estabilidade no emprego de 90 (noventa) dias, após o


término da licença maternidade.

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA – DO COMPROVANTE DE PAGAMENTO

É obrigatório ao estabelecimento empregador, o fornecimento ao farmacêutico, com ou sem


responsabilidade técnica, o demonstrativo de pagamento salarial, com discriminação de
salário, gratificações, horas extras e demais ganhos, se houver, bem como descontos
efetuados e a importância do FGTS a ser depositado.

Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 8


CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA – DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Parágrafo Primeiro: Aos farmacêuticos será proporcionado local adequado de trabalho


incluindo-se a colocação de mesa e cadeira, que estejam preferencialmente instaladas na
área de atendimento ao público da Drogaria ou Farmácia, quando possível.

Parágrafo Segundo: A empresa é obrigada a aquisição de Livro Técnico, tais como DEF
(Dicionário de Especialidades Farmacêuticas), GUIAMED ou equivalente, por sua conta.

Parágrafo Terceiro: O farmacêutico quando subordinado ao gerente, o estará apenas nas


questões administrativas regulamentares da empresa. No que tange às questões técnicas,
este detém o papel de manter a empresa nos ditames legais, a fim de salvaguardar sua
integridade.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA – DA VIGÊNCIA DA PRESENTE CONVENÇÃO

A presente Convenção Coletiva de Trabalho terá vigência em todo o Distrito Federal, pelo
período de 12 (doze) meses, retroagindo seus efeitos para 1º de setembro de 2016 e seu
término em 31 de agosto de 2017.

Parágrafo Único: Em 1º de setembro de 2017 serão mantidas as cláusulas atuais,


discutindo-se o percentual de aumento e, se for o caso, novas cláusulas a serem
submetidas à vontade das partes.

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA – MULTA

Fica estipulada a multa de 2% (dois por cento) sobre o salário pago ao farmacêutico de
acordo com a jornada de trabalho cumprida por este, pela parte que descumprir as
obrigações de fazer estabelecidas nesta Convenção, em favor da parte prejudicada.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA – DAS MULTAS E/OU PENALIDADES IMPOSTAS


PELOS ÓRGÃOS FISCALIZADORES

As multas e penalidades impostas aos estabelecimentos pelos Órgãos Fiscalizadores serão


pagas sempre por aquele que der origem a mesma.

Parágrafo Único: Para que esta cláusula tenha valor legal far-se-á necessária à entrega
de cópia do Auto de Infração ao farmacêutico, o qual dará ciência do recebimento do
mesmo, ainda que seja por via postal, com aviso de recebimento (AR).

CLÁUSULA TRIGÉSIMA – DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL DOS PROFISSIONAIS


FARMACÊUTICOS

O valor da taxa Assistencial será de R$ 130,00 (cento e trinta reais) e será paga em 02
(duas) parcelas de R$ 65,00 (sessenta e cinco reais), sendo a 1ª parcela até o dia
10/01/2017 e a 2ª parcela até o dia 10/02/2017, devendo ser quitado através de boleto
bancário a ser expedido pelo SINDIFAR-DF, ou através de crédito na Conta Corrente nº.
1198-9, Agência nº 0002, Operação nº 003 da Caixa Econômica Federal.

Parágrafo Primeiro: Subordina-se o presente desconto assistencial a não oposição do


farmacêutico, manifestada pessoal e individualmente perante o Sindicato Laboral, no prazo
de 30 (trinta) dias corridos, após a assinatura da presente Convenção Coletiva Trabalho.

Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 9


Parágrafo Segundo: O valor da taxa assistencial acima definido deverá ser descontado do
salário do farmacêutico e repassado para o SINDIFAR-DF.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA – DA COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA

A Comissão de Conciliação Intersindical prevista na Lei 9.958/2000 será mantida pelos


Sindicatos signatários desta Convenção, a qual funciona no SCS, Quadra 04, Bloco A,
Edifício Embaixador, Sala 112, com Regimento Próprio.

Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 10


Acordo Coletivo de Trabalho CCT 2016/2017 (0187987) SEI 00001-00028173/2020-16 / pg. 11