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Ficha Formativa 1_12º ano_CC

SOLUÇÕES
GRUPO I

A
1. Um e outro tempo têm de comum a vivência quotidiana das personagens. Todos iriam, qual rebanho, voltar à sua rotina de
lavrar, cavar, ceifar e regressar a suas casas vergados «pelo cansaço e pela noite». Fora sempre assim, voltaria agora a sê-lo.
2. Durante um mês, estas personagens tiveram oportunidade de conviver, de ouvir notícias, programas diversos, música, enfim,
tiveram a possibilidade de fazer parte do mundo. Tiveram a oportunidade de não sentir o abandono e isolamento a que estavam
votados, graças à telefonia da venda do Batola. Mas a voz do homem que os ligava ao mundo ia calar-se, porque o tempo de
empréstimo da telefonia, um mês, esgotara-se nessa noite. E assim, nada mais havia a dizer – os homens saíam da venda
«mudos e taciturnos». O tempo de convívio, de distração, de comunicabilidade acabara. Ficara com eles o vazio, o abandono, a
solidão.
3. A mulher do Batola foi sempre apresentada como uma personagem trabalhadora, dinâmica, impositiva e mesmo dura. A
inatividade do marido e a sua sonolência alcoólica permanente levavam não só à incomunicabilidade entre os dois, mas também
ao domínio da mulher no negócio da venda. Batola tinha consciência disso, sentia-se humilhado, mas não tinha capacidade de
reverter a situação. Um dia foi-lhes proposto que ficassem com uma telefonia. O Batola aceitou, mas a mulher suspendeu o
negócio e a telefonia acabou por ficar, mas apenas por um mês e à condição.
Por isso o Batola, na véspera da entrega da telefonia, fica surpreendido ao ver a mulher, porque supunha que ela já estaria a
dormir, como era habitual àquela hora. Mas mais surpreendido ficou ainda com o ar dela, a sua expressão. A mulher altiva,
distante, dura que ele tão bem conhecia, mostrava agora um ar submisso que o deixou em suspenso, na expectativa do que se
iria passar. Terá ficado decerto perplexo quando a ouviu, quase com ternura, dizer que gostaria de ficar com a telefonia, se ele
não se importasse. Ele, Batola, que nunca fora tido em conta nos negócios familiares.

B
1. Inês finge um imenso sofrimento pela morte do marido, o Escudeiro, com que sempre sonhara casar. Casada com um
escudeiro, um homem cortês e educado, teria uma vida mais livre e divertida e um estatuto social diferente. Ao contrário dos
seus sonhos, o Escudeiro seu marido revelou-se um tirano que fez da vida dela um inferno. Porque finge então Inês, perante
Lianor Vaz, uma mágoa que não sente? A alcoviteira propusera-lhe, em tempos, que casasse com Pêro Marques, um lavrador
abastado, mas ignorante e rude. Inês rejeitara com veemência essa proposta de casamento e ridicularizara o pretendente. Agora
não quer que Lianor se ria dela, ou mesmo lhe mostre o óbvio: o seu casamento idílico fora um fracasso.
2. Aparentemente Lianor Vaz não acredita no sofrimento de Inês. Se acreditasse, não lhe proporia tão cedo que casasse com
Pêro Marques, sujeitando-se assim a nova recusa. Aliás, faz-lhe a proposta com ironia, insinuando que lamentavelmente Inês só
gosta de homens «avisados» o que, em princípio exclui o lavrador. Mas Inês, esquece o fingimento e sugere que aprendeu a
lição. Agora os seus sonhos são outros.

GRUPO II
1. (C)
2. (C)
3. (D)
4. (B)
5. (B)
6. networks (l.2), tablet (l.12), internet (l.17) são empréstimos, navegar (l.16) é uma extensão semântica, VOD (l.18), CBS, ABC e
NBC (l.2) são siglas, ERC (l.15) um acrónimo
7. No campo lexical de «comunicação».
8. Modificador verbal.
9. «Todos adoramos ler» – sujeito nulo subentendido; «ouve-se» – sujeito nulo indeterminado.
10. «Finalmente, 60,8% ligam o televisor» – oração subordinante; «assim que chegam a casa.» – oração subordinada adverbial
temporal.