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Diálogos, café

e afeto
Sumário
• Introdução

• Silêncios ensurdecedores

• Encontros “Diálogos, café e afeto”

• Catálogo de memórias

• Como está você neste momento?

• A nossa casa: como cada um passou a habitá-la?

• Gerenciamento de tempo: como lidar com a


nova rotina?

• Livros que estamos lendo

• Filmes que estamos vendo

• Um chá com você mesmo

• Uma mensagem de afeto


Introdução
Um vírus exponencial e um impacto exponencial.
Passamos da emoção do medo direto para a notícia da
obrigatoriedade de isolamento social. Mas como lidar com esta
nova configuração de rotinas, entregas, vínculos?
E com uma ressalva ainda maior: a rede de apoio que
normalmente os pais têm - os avós - não poderiam ser
convocados neste novo cenário; isso traria um risco à saúde
deles.

Como - em tão pouco tempo - tivemos que elaborar esta nova


configuração de casa, espaços e entregas e nos habituarmos às
videoconferências, que antes usávamos com ressalvas de que
isso poderia tirar o vínculo pessoal, do abraço, do calor de
estarmos perto uns dos outros.

Não tivemos tempo. A mudança nos convida a “trocar o pneu


com o carro andando” mas se há uma coisa que não dá pra
negar é o nosso poder de adaptação.

E assim, recomeçamos em Diálogos. Trazendo em pauta aquela


velha frase já conhecida: “Quando achamos que temos todas as
respostas, vem a vida e muda todas as perguntas!”

Que tal nos ajudar a respondê-las?


Silêncios ensurdecedores
Estivemos na Itália para o centenário de Loris Malaguzzi e
vivemos por lá esta situação que hoje vivemos no Brasil,
tivemos reações muito diferentes. A partir disso, vieram as
primeiras percepções de que cada um de nós reagiria de uma
maneira muito particular a todo este processo da pandemia.

Um de nossos receios, na Itália, era de que as fronteiras se


fechassem e de que não conseguíssemos voltar ao ninho. Sim,
ser passarinho é uma aventura, mas desde que tenhamos a
liberdade do voo.

Deu tudo certo. Chegamos ao Brasil bem e aliviadas.

Vivemos o silêncio. E o silêncio gritava em nós!


Como lidar com isso? Este vazio era um lugar que deveria ser
preenchido ou sentido?

Por fim, chegamos à conclusão de que a resposta está em cada


um de nós. Cada um com sua angústia à sua própria maneira.
Mas quando buscamos um conselho amigo, encontros e
diálogos, ofertamos e recebemos escuta, ou mesmo o simples
ato de falar, já nos traz grande alívio e reorganização de
sentimentos.
Após o tempo de silêncio decidimos criar os encontros
“Diálogos, Café e Afeto” para que, juntos, pudéssemos falar
sobre este momento tão significativo e com impactos
profundos na vida de todos nós.
Diálogos, Café e Afeto
Quem nos conhece sabe que amamos recebê-los na Casa
Diálogos, com muito abraço, carinho e afeto. Como neste novo
cenário conseguiríamos seguir com esta premissa calorosa que
sempre fez parte de quem somos?

Pensando em diminuir distâncias, buscamos possibilidades:

• Áudios poderiam ser efetivos, mas não conseguiríamos


ter uma troca simultânea entre os parceiros
• Lives poderiam funcionar, mas a interação ‘olho no olho’
faria muita falta para nós

Foi então, que optamos pela compra da plataforma Zoom, que


nos permite aproximar daqueles que desejem estar conosco
em presença, ainda que virtual, para mantermos olhares e
trocas.

Depois de alguns testes, tivemos no dia 23 de março nosso


primeiro encontro virtual. E assim, se deu o convite:

“Hoje estaremos recebendo você em nossa Casa Diálogos, virtual. Uma casa,
todas as casas!
Entendendo a Pluralidade, como a chave de entrada no ano de 2020,
diminuiremos distâncias e chegaremos até a sua casa.
O giro da chave na maçaneta será virtual, os móveis estarão dispostos à sua
maneira e a caneca, que a acompanhará em nossa conversa, será o elemento
em comum entre nós, além do desejo por conhecimento e troca.

Prepare-se para a abertura dessa porta virtual.

Como será nosso primeira experiência, estaremos juntos aprendendo,


combinado?
'É junto dos bão que a gente fica mió"
Bora errar e acertar, juntos viver o inédito!

Até mais!
Catálogo de memórias
Não foi por acaso que contamos todo esse processo até à
conclusão. Queremos compartilhar também nosso desejo de
diminuir distâncias, e a forma que encontramos para alcançar
esse objetivo a partir de uma plataforma de reuniões online,
que nos permite manter nossas conexões.

“Em um de nossos encontros, Fábio Monteiro esteve presente e


reiterou a importância, neste momento de isolamento, de
construirmos um “Catálogo de Memórias”. Fotografar, escrever,
desenhar... redescobrir habilidades e refletir sobre tudo que nós
transformamos para conseguir seguir os dias. Redescobrir ou
descobrir o tamanho de nossa potência e poder de adaptação.

Não precisa ser a foto mais bonita. Não precisa ser a


documentação em detalhes. Mas prestar atenção à nossa
mudança cotidiana poderá nos ajudar - e muito! - a relatar este
momento e a relembrar, no futuro, toda nossa força e
resiliência! Não como mais uma obrigação, mas registrar as
perguntas que fizemos durante nossos encontros pessoais, nos
ajudará a pensar nas próprias respostas.
Como se sente afetado
neste momento?
É assim que começamos nossos Diálogos, afetando e sendo
afetados. Como dissemos em linhas atrás, para cada um a
experiência tem sido muito singular.

Compartilhamos com vocês algumas das respostas que


tivemos.

“Passado o susto, estou me readaptando junto às escolas para


entender como cada um pode trazer novos conhecimentos e
gerar novos aprendizados. A troca tem sido muito mais intensa
e as decisões tomadas junto sobre a melhor plataforma a usar,
qual o melhor formato, enfim. Sigo vendo as notícias e aflita
por não saber quando isso vai acabar, mas estou seguindo
acompanhada de meu filho.”
Angélica de Almeida Merli

“Precisei me colocar no papel de educadora para ir em busca


de atividades para meus filhos de 4 e 5 anos. E estou tendo
que entender qual a demanda emocional que eles estão tendo
agora para acolhê-los da melhor forma; percebo os dois com
medo e mais inseguros, por isso, é um exercício de autocontrole
o tempo todo que eu e meu marido temos que ter, para que
nosso medo e ansiedade não os contaminem. Quanto ao
trabalho, como também fazemos home-office, nos dividimos
em turnos para dar conta das demandas enquanto um fica
com as crianças. Ele normalmente fica no escritório. Eu já
prefiro ir habitando os ambientes que têm sol, e levo junto, as
crianças. E assim seguimos, um dia de cada vez” - Lillian
Ambrosio Bernardo

“Aqui em casa, como já somos todos adultos, cada um está


seguindo sua rotina. Seguimos juntos cozinhando, nos
relacionando e entendendo o papel de nosso lar agora. Cada
um escolheu um cantinho da casa e assim vamos
readaptando nossos dias em nossos próprios mundos. Eu,
escolhi ficar na varanda, junto aos meus livros todos
espalhados e na produção do meu TCC; Marquinhos escolheu
um canto da mesa da sala de jantar e Ana e Pedro seguiram
cada um em seus quartos vivendo home-office.” - Telma
Holanda

“Por ter uma criança de 7 anos em casa, nós nos dividimos


para dar conta da demanda dele. E isso me fez pensar em
como estão as relações com as crianças; quem têm sido seus
pares neste período e também nos limites físicos do corpo de
nós, adultos, tendo que nos reinventar neste momento. Como
montamos nosso escritório na sala, Pedro também quis seu
“próprio escritório” então, fizemos no quarto dele. Como
pedimos silêncio pra ele grande parte do tempo por conta de
nossas reuniões, quando foi a vez dele de ter a “reunião” com
sua professora de piano, nos foi solicitado silêncio absoluto. Por
mais desafiador que seja, observá-lo e viver isso tudo daria
uma tese.” - Fabiane Vitiello
“Pouco tempo atrás me culpava por ter pouco tempo com
meus filhos, então, agora que temos todo tempo do mundo,
estamos aproveitando muito. E ficamos sempre todos juntos,
porque é desta forma que nos sentimos seguros. Escolhemos a
sala para habitar, então, mesa de ateliê, computadores,
brinquedos das crianças, tudo está ali. Arrastamos sofá,
abrimos espaço e elegemos este o lugar para passar este
período. Criamos aqui não uma rotina com a ideia de horário
certo para cada coisa, mas sim, como uma sequência para
que meus filhos se organizem. Tem dado certo” - Ana Lopes
Mesquita

“Nem eu, nem meu marido conseguimos parar de trabalhar.


Meus pais - que são minha rede de apoio - estavam ficando
com meus filhos, mas vivemos um desafio: eles não usam
celular, então, receber o material de acompanhamento da
escola deles foi delicado. Chegava à noite e ainda precisava
fazer lição com eles - em um momento complicado, fim do dia,
o cansaço já batendo forte. Estava bem complicado. Agora,
vou trabalhar em escala, dia sim e dia não, então ficará mais
fácil manter as atividades em dia. Nós também elegemos a
sala como espaço a ser habitado e gostamos de ficar todos
juntos.” - Paula Lázaro

“Estou me sentindo desorganizado mentalmente, mas ao


mesmo tempo, me sentindo convidado a pensar neste lugar e
me sensibilizando com este momento. Hoje, nós só temos o
passado e um presente que já se tornou passado. O futuro é
incerto. É como se estivéssemos com o tempo suspenso. A
partir dos espaços virtuais estamos ressignificando as relações.
Hoje, falo muito mais com minha família e meus amigos, por
exemplo. Além disso, estou a partir deste movimento
redescobrindo a potência dos alunos - e perceber o novo, algo
que em sala de aula não me era tão perceptível, também me
‘desorganiza’. Descobri que posso gravar uma aula olhando
nos olhos a partir da câmera. Nós nunca mais voltaremos a ser
quem éramos. E eu tenho falado muito para os educadores:
criem este catálogo de memórias: fotografem, se redescubram!
Eu por exemplo, redescobri que eu posso cozinhar. Estamos
vivendo um período rico de autoconhecimento e de
experimentação de novas competências.” - Fábio Monteiro

Agora é sua vez? Como você está se sentindo?


A nossa casa: como cada
um passou a habitá-la?
Como pôde ler até aqui, cada um precisou entender o novo
contexto de vida para eleger o local da casa e onde melhor
estariam neste momento. Uma casa se transformou em um
local de múltiplas funções, espaços que se transformaram para
ser um novo lugar e abrigar nossas demandas. Na geografia
deste local, onde cada um escolheu ficar? Como tem sido o
cotidiano, musical ou silencioso? Solitário ou acompanhado? O
televisor fica ligado com notícias ou a preferência é por não
acompanhar os noticiários? Tudo é capaz de contar uma
história.

Olhar para sua casa nessas duas semanas seria um exercício de


observação totalmente diferente. Isso nos diz muito sobre a lei
da impermanência, onde nada é, tudo está.

Que lugar da casa você escolheu para habitar neste momento?


Que tal parar a leitura um minutinho e participar
de uma enquete virtual bem divertida?

Clique aqui e digite a senha 38 36 76

Suas palavras serão acrescidas das nossas e uma linda nuvem


de palavras, em Diálogos se formará. Enviaremos depois para
você ver como ficou.

Ah, mas volte pra cá e continue a leitura, pois temos mais


propostas e muito o que falar!
Livros que nossos parceiros
estão lendo neste momento
Durante nossos “Diálogos, café e afeto”, alguns textos e livros
foram citados. Cada um sendo especial de um modo; nem
todos são voltados à educação mas vêm contribuindo para
tornar estes dias menos desafiadores. Aqui estão alguns deles e
os trechos que foram comentados durante nossos encontros :

Livro: “Sala de Aula” - Cleide do Amaral Terzi, João Carlos Martins, Lucilla da Silveira
Leite Pimentel

A escola e seus olhares - um outro lugar para olhar


Que forma de olhar lançamos no interior de nossas escolas?
Para qual direção olhamos? Os nossos olhares se
transformaram com o tempo das nossas experiências?

Ver além do visível


Há, por outro lado, o olhar gerador de expectativas,
alargamentos, com as dimensões: comprimento, altura e
largura, tal como nos ensina Saramago (1995): “... se podes
olhar, vê, se podes ver, repara…”

Dessas dimensões , nascem as diferentes tipologias do olhar:


• olhar terno
• olhar compulsivo
• olhar aterrorizante
• olhar angustiado
• olhar perplexo
Livro: Pesquisar na Diferença - Um Abecedário, de Tania Mara Galli Fonseca,
Maria Lívia do Nascimento e Cleci Maraschin

Afetar
[...]Uma criança diz: Afetar é quando aciona um ponto fraco na
gente.[...]
[...] Afetar denuncia que algo está acontecendo e que nosso
saber é mínimo nesse acontecer. Sinaliza a força de expansão
da vida e da atividade que podemos viver[...]

Livro: 21 Lições Para o Século 21 - Yuval Noah Harari


Então, o que deveríamos estar ensinando? Muitos especialistas
em pedagogia alegam que as escolas deveriam passar a
ensinar “os quatro Cs” - pensamento crítico, comunicação,
colaboração e criatividade. Num sentido mais amplo, as
escolas deveriam minimizar habilidades técnicas e enfatizar
habilidades para propósitos genéricos na vida. O mais
importante de tudo será a habilidade para lidar com
mudanças, aprender coisas novas e preservar seu equilíbrio
mental em situações que não lhe são familiares. Para poder
acompanhar o mundo de 2050 você vai precisar não só
inventar novas ideias e produtos - acima de tudo, vai precisar
reinventar a você mesmo várias e várias vezes.

Livro: O Sal da Vida - Françoise Héritier


O mundo existe por meio dos nossos sentidos, antes de existir
de maneira ordenada no nosso pensamento, e temos de fazer
de tudo para conservar, ao longo da vida, essa faculdade
criadora dos sentidos: ver, ouvir, observar, entender, trocar,
admirar, acariciar, sentir, cheirar, saborear, ter “gosto” por tudo,
por todos, pelo próximo, enfim, pela VIDA.
Livro: Mini-Histórias - Paulo Fochi
É possível também saber muito sobre o professor e sobre a
escola em cada mini-história, pois aquilo que é escolhido ser
narrado representa o conjunto de crenças e valores celebrados
pela instituição e concretizado no cotidiano pedagógico.

Livro: O Menino Perfeito - Bernat Cormand (Autor), Dani Gutfreund (Tradutor)


Aos olhos de todos, Daniel é o menino perfeito, porque tem um
comportamento exemplar e segue cada uma das convenções
que o constituem. Mas ele guarda um segredo...que se
manifesta todos os dias à meia-noite..

Livro: Revolução das Plantas - Estefano Mancuso


Para Stefano Mancuso, o verdadeiro potencial para a solução
dos problemas que nos afligem está nas plantas. Sua
autonomia energética, ligada a uma arquitetura cooperativa,
distribuída, sem centros de comando, faz delas seres vivos
capazes de resistir a repetidos eventos catastróficos e de se
adaptar com rapidez a enormes mudanças ambientais.

Livro: Inocência, Conhecimento e Encantamento - Osho


Recupere sua capacidade de se surpreender, como a que tinha
em sua infância. Torne a olhar as coisas com aqueles mesmo
olhos inocentes(...) Quando você está repleto de encantamento,
sua existência está repleto do divino.
Filmes que indicamos
A dica destes filmes não foram ditas durante nossos encontros,
mas em nossas postagens tiveram grande repercussão. Por isso,
deixamos aqui também essas indicações:

Vermelho como o céu


Anos 70. Mirco (Luca Capriotti) é um garoto toscano de 10 anos
que é apaixonado pelo cinema. Entretanto, após um acidente,
ele perde a visão. Rejeitado pela escola pública, que não o
considera uma criança normal, ele é enviado a um instituto de
deficientes visuais em Gênova. Lá descobre um velho gravador,
com o qual passa a criar estórias sonoras.

Você pode assistir através deste link.

A Educação Proibida
A Educação Proibida é um documentário que se propõe a
questionar as lógicas da escolarização moderna e a forma de
entender a educação, focando em experiências educacionais
diferentes, não convencionais, que buscam um novo paradigma
educativo.

Você pode assistir através deste link.


Um chá com você mesmo
"A arte de tomar um bom chá requer sensibilidade" - Jorge
Sabongi

A proposta do chá e das casas de chá, desde seu surgimento, é


marcar um momento único e insubstituível, uma experiência
que envolva as pessoas por completo. Além de concentrar o
poder das plantas em uma pequena xícara, a bebida acalma,
traz a concentração para o momento presente e exercita a
sensibilidade. Uma meditação em goles. Pensando nisso,
sugerimos uma ideia: UM CHÁ COM VOCÊ MESMO(A)

Vivemos tão amarrados a compromissos e obrigações que


neste novo momento, quem sabe seja possível pensar em nos
abraçar em um encontro com nós mesmos uma vez por
semana. Ele pode ser um autêntico bálsamo para a alma.
É possível marcar dia e hora fixos toda semana e reservar na
agenda o cumprimento deste ritual. Ou quem sabe, listar
possibilidades de locais que gostaria de conhecer para
desfrutar deste momento quando toda essa fase desafiadora
terminar - um jeito de olhar com mais esperança para o futuro.

Você pode se questionar:


• Por que escolhi este lugar? O que ele tem que me faz ter
vontade de estar lá?
• E estando lá, o que me agrada? Qual o cheiro do lugar?
• O ambiente é ruidoso ou silencioso? A iluminação é de
que tipo?

Isso faz parte de um caminho fabuloso de autoconhecimento.


Presentear-se com este tempo para pensar, tomar notas em um
caderno ou simplesmente respirar com calma e perceber o
mundo com os cinco sentidos.
Este é nosso convite: um caso de amor com você mesmo(a).
Uma mensagem de afeto
Somos plural. Do lado de cá, saibam que estaremos sempre
pensando em soluções que os ajudem enquanto educadores a
repensar a educação. Mas hoje, gostaríamos de falar com a
pessoa além educador. Alguém que com certeza precisou lidar
com emoções nem sempre positivas, mas que está, dia após
dia, encontrando seus caminhos próprios para atravessar este
caminho.

Pode ser que muitas vezes se sinta solitário. Ou talvez, bastante


criativo e enxergando nessa possibilidade um olhar para o novo,
para todas as novas possibilidades se abrindo. Pode ser que
ainda não tenha se adaptado a este novo cenário, ou que esteja
estranhando a ideia de acordar e não poder sair de casa para
seus afazeres diários.

Cada um terá sua própria história para contar. Nós, daqui,


teremos sempre muito prazer em ouvi-las para compartilhar
todas essas experiências, formando uma rede de aprendizado
mútuo.

Receba nosso abraço afetuoso.


Estamos juntas.

Telma e Fabi