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Assim, o professor do futuro deve estar “conectado” com essa realidade e saber que os seus

alunos precisam interagir mais em sala de aula, não só entre si, mas também com a matéria
que está a ser lecionada.

Por isso, metodologias voltadas para a interatividade devem ser sempre uma prioridade.
Assim, o professor necessita de saber lidar com essa nova realidade e abraçá-la a fim de
formar alunos mais capacitados.

Outra característica importante da nova realidade do ensino é, sem dúvidas, a utilização de


tecnologias variadas. O mundo está muito tecnológico e, portanto, os alunos precisam estar
em constante contato com essas novidades durante o seu percurso escolar.

Utilizar os recursos tenológicos no ensino formará alunos não só mais competentes e


preparados para o mercado de trabalho, mas também mais aptos a lidar com a tecnologia de
modo seguro e responsável.

Por isso, é fundamental que os professores tenham um apreço pela tecnologia em geral, de
modo que possam não só ensiná-las a seus alunos, mas também aprender cada vez mais com
cada uma delas.

Refletir sobre qual será o perfil ideal do “professor do presente”. Segundo, António Nóvoa
(2013) “O aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria pessoa,
como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente”.

É urgente reconhecer que a formação de professores constituiria peça fundamental no sucesso


de qualquer reforma do Sistema Educativo e refletir sobre o seu perfil, tendo sempre uma
perspetiva do porvir, e como tal, impunha-se-nos uma tarefa de inadiável exigência, uma vez
que se tornava indispensável dotar os futuros professores de uma formação científica,
psicopedagógica e cultural.

Ao destacar essa possível “acomodação”, os professores parecem querer evocar o que (Nóvoa
1995) denomina de um “efeito de rigidez”, que segundo o autor de certa maneira torna os
professores indisponíveis para qualquer atividade ou mudança. Muitas vezes os profissionais
vestem uma “segunda pele profissional”, onde são cruzados seus gostos, suas vontades, suas
maneiras próprias de organizar as aulas, sua metodologia, etc. Em virtude disso, os professores
acabam tendo grandes dificuldades em abandonar estas determinadas práticas, pois foram
essas formas de agir, esse “jeito” de organizar-se que até o momento obtiveram sucesso e os
orientaram em determinados momentos da vida profissional.

Para isso, terão que ser definitivamente abandonados os velhos paradigmas e será necessário
agilizar a instituição educativa.

Professor, mentor, mediador, …. As recentes denominações atribuídas ao professor são um


indicativo de que a profissão está em fase de transição. Sai o docente que apenas transmite
conceitos e definições “o Google está aí para isso”, entra em cena aquele que se dedica a
orientar, criar significados e a contextualizar conhecimentos. Num mundo como o nosso,
repleto de transformações econômicas, tecnológicas e sociais, é natural que a dinâmica da sala
de aula também passe por mudanças. E cabe ao professor acompanhá-las. Mas será que o
docente chega à escola ciente de todas essas transformações na sua carreira?

35 anos depois, o país não é o mesmo e o mundo mudou extraordinariamente. Há lições


que a história ensina. O paradigma mudou muito desde esses anos, as práticas em sala
de aula mudaram bastante, desde a utilização de manuais em plataformas digitais como
a Escola Virtual ou Aula Digital até o aparecimento desta pandemia. Acredito que a
pandemia contribuiu para “mexer” com o corpo docente e despertar para necessidade de
definir novas práticas de ensino, através das plataformas digitais e recursos multimédia.
Os variados projetos apresentados neste módulo, Projeto Minerva – (1985 – 1992),
Programa Nónio século XXI – (1996 -2002) e o Plano Tecnológico da Educação PTE –
(2007 – 2010), são certamente relevantes para o desenvolvimento do futuro Plano para a
Transição Digital das Escolas.
Refletir sobre a urgência da aprendizagem

Este Plano demonstra que a aprendizagem ao longo da vida se deve constituir como um
desígnio nacional, pelo que todas as formas de educação -formal, não formal e informal-
são fundamentais para dotar os cidadãos dos conhecimentos necessários para uma
cidadania ativa e plena.

Desejavelmente, neste Plano de capacitação, mais do que mostrar caminhos pré-


definidos, importa levar os docentes a  selecionar, analisar, organizar, utilizar e
partilhar conteúdos relevantes.

O Plano deve assegurar que, apesar de se pretender a capacitação digital dos docentes,
as ferramentas digitais não devem, por si, ser objeto da formação. Cada docente deve
ser levado a escolher os recursos digitais que melhor se adequem ao seu perfil e ao dos
seus alunos.
Em síntese o que me parece que podem ser lições a tirar: tal como refere Santos (1996),
"é preciso aprender dia a dia”. Num mercado global em constante mudança, é preciso
abertura para reconhecer que o conhecimento adquirido é ultrapassado no dia seguinte.
com todos estes projetos : Com o passar do tempo, cada vez mais as salas de aula têm
deixado de ser um ambiente tradicionalista e abordam tendências que colocam os
alunos como protagonistas nesse cenário.

A implementação da tecnologia em sala de aula a partir dos anos 2000, deu-se


em parte pela facilidade que as novas ferramentas proporcionavam e em parte
para se adaptar à realidade dos jovens. O uso da lousa digital, da gamificação e
dos próprios smartfones dos alunos tornam as aulas mais dinâmicas e aumenta
o engajamento dos discentes.

Além disso, a tecnologia educacional pode ser utilizada para além da sala de
aula. A introdução de plataformas e e-commerces no ambiente acadêmico
garante alta produtividade para a gestão, além de comodidade e satisfação para
os pais e responsáveis. Existem também, diversos recursos e plataformas
gratuitas para otimizar as atividades da gestão.