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Roteiro de Relatório – Refrigeração – Prof. Dr. Cláudio S.

Sartori

INTRODUÇÃO: Relatório IV – 20 Bimestre


Disciplina: Física 2
Forma Geral dos Relatórios Título: Refrigeração
É muito desejável que seja um caderno grande 1. Teoria: Ciclo de Refrigeração e Gases
(formato A4) pautada com folhas enumeradas ou com
Refrigerantes
folhas enumeradas e quadriculadas, do tipo contabilidade,
Fluidos Refrigerantes
de capa dura preta, brochura.
O Freon pode ser definido como diversos tipos
Chamaremos de Caderno de Laboratório,
de gases a base clorofluorcarbonos. Estes são conhecidos
individual.
como CFCs. É marca registrada da empresa norte
No verso deste caderno você pode fazer o
americana Du Pont, apontada por muitos como a principal
rascunho a lápis. Na parte enumerada fará o relatório com
causadora de danos atmosféricos, danos à saúde da
a seguinte estruturação:
humanidade e danos contra os seres vivos e portanto
No mínimo, para cada experimento o Caderno
contra o Planeta Terra nas últimas décadas. O Freon ainda
de Laboratório deve sempre conter:
é utilizado comercialmente pela indústria de
refrigeradores, eletrônica, mecânica entre outras.
1
1. Título do experimento data de realização e
colaboradores. Nome do autor.
 Histórico do Freon
Entre os anos 1800 até 1929 os gases utilizados
2. Objetivos do experimento;
para fins de refrigeração eram tóxicos. Estes eram: a
amônia (NH3), cloreto de metil (CH3Cl), e dióxido de
3. Roteiro dos procedimentos experimentais;
enxofre (SO2).
No século XX, na década de 1920, ocorreram
4. Esquema do aparato utilizado;
muitos acidentes fatais em função de vazamento de
cloreto de metil em refrigeradores industriais e até mesmo
5. Descrição dos principais instrumentos;
residenciais.
Muitas empresas e proprietários de
6. Dados medidos;
equipamentos de refrigeração começaram a deixar seus
refrigeradores ao ar livre para prevenir possíveis
7. Cálculos;
vazamentos.
Devido aos grandes prejuízos e processos
8. Gráficos;
judiciais contra as indústrias de refrigeração, estas
iniciaram um esforço conjunto para resolver o problema.
9. Resultados e conclusões.
 Os descobridores
Em 1926, Thomas Midgley, Jr. E Charles
Franklin Kettering inventaram uma combinação de gases
O formato de apresentação destes 9 itens não é
que foi chamada de Freon. Os CFCs são um grupo de
rígido. O mais indicado é usar um formato seqüencial,
alifático de combinações orgânicas que contêm o carbono,
anotando-se à medida que o experimento evolui.
flúor, e, em muitos casos, outros halógenos
(especialmente cloro) e hidrogênio. São incolores,
inodoros, não inflamáveis, não são corrosivos ou líquidos.
Referências:
Thomas Midgley foi escolhido por Charles Franklin
Kettering para dirigir a pesquisa dos CFCs. A empresa
1. G.L. Squires, "Practical Physics" (Cambridge
Frigidaire obteve a primeira patente para a fórmula para
University Press, 1991), capítulo 10, pp. 139-146; e D.W.
gases de refrigeração no dia 31 de dezembro de 1928.
Preston, "Experiments in Physics" (John Wiley & Sons,
 A união das empresas
1985), pp. 2-3.
Em 1930 a General Motors e a DuPont formaram
2. C. H. de Brito Cruz, H. L. Fragnito, Guia para Física
a Kinetic Chemical Company para produzir o Freon. Em
Experimental Caderno de Laboratório, Gráficos e Erros,
1935 a Frigidaire e seus concorrentes já tinham
Instituto de Física, Unicamp, IFGW1997.
comercializado em torno de 8 milhões de refrigeradores
3. D.W. Preston, "Experiments in Physics" (John
novos nos Estados Unidos. Em 1932, a Carrier
Wiley & Sons, 1985), pp. 21-32; G.L.
Engineering Corporation usou o Freon na primeira
4. C.E. Hennies, W.O.N. Guimarães e J.A.
unidade de ar condicionado. Fabricado pela empresa
Roversi, "Problemas Experimentais em Física" 3ª edição,
DuPont durante anos os CFCs foram usados e liberados
(Editora da Unicamp, 1989), capítulo V, pp.168-187.
livremente na atmosfera sem conhecimento dos danos que
estavam causando para a humanidade e para o Planeta
Terra, pois eram gases considerados seguros e estáveis.
O clorofluorcarbonetos ou
Clorofluorcarbono(CFC) são um grupo de
hidrocarbonetos halogenados usados em aerosóis, gases
para refrigeradores, solventes e extintores de incêndio.

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São derivados dos hidrocarbonetos saturados Ciclo de Refrigeração


obtidos mediante a substituicão de átomos de hidrogênio  Conceitos:
por átomos de cloro e flúor. Ciclo realizado no sentido oposto ao de um
Exemplos de CFC são: motor.(Absorção de calor a uma temperatura baixa),
CFCl3 (CFC-11) rejeição de uma quantidade de calor maior a uma
CF2Cl2 (CFC-12) temperatura mais elevada e por fim realização de uma
C2F3Cl3 (CFC-113) quantidade líquida de trabalho sobre o sistema. Esse
C2F4Cl2(CFC-114) dispositivo que executa esse ciclo recebe o nome de
C2F5Cl (CFC-115) refrigerador e o sistema que está sendo submetido ao
 Camada de ozônio ciclo chama-se refrigerante.
Quando começou a ser ultilizado, o freon, o mais A figura 1 ilustra o ciclo de refrigeração
conhecido CFC, parecia a solução perfeita aos problemas básico e as figuras 2 (a) e (b) o esquema de um
da refrigeração, por não se dividir e não causar danos ao refrigerador.
seres vivos, muito melhor que o produto anteriormente Figura 1 - Ciclo de refrigeração:
ultilizado, a amônia. Porém, atualmente descobriu-se que 2
os CFCs sofrem fotólise quando submetidos à radiação
UV, ultravioleta, dividindo-se na altura da camada de
ozônio onde a presença desse raios são constantes:

F Cl
| Luz U.V. |
Cl - C - Cl ---------> Cl - C. .Cl
| |
Cl Cl
O Radical Livre Cloro que se forma, logo reage com o
Ozônio, o decompondo em O 2 (Oxigênio Gasoso) e OCl
(Monóxido de Cloro):
Cl + O3 -> O2 + OCl Figura 2 – (a)
O OCl então pode reagir com outra molécula de O3,
formando duas moléculas de O2 e deixando o Radical
Livre Cl pronto para repetir o ciclo reacional:
OCl + O3 -> 2 O2 + Cl
Em Resumo: Cl + Luz
2 O3 ----------> 3 O2
O Ciclo prossegue até que o cloro se ligue a uma
substância diferente de O3 que forme uma substância
resistente à fotólise ou uma substância mais densa (que
leve o Cl da camada de ozônio para uma mais baixa):
(O2). Esse fenômeno causa a destruição na camada de
ozônio, o que aumenta a entrada de raios UV na
atmosfera causando grandes problemas como o câncer de
pele, catarata, diminuição do fitoplâncton e redução das (b)
colheitas.
 Protocolo de Montreal
A restauração da camada de ozônio ocorre
naturalmente, porém de forma lenta, e o ritmo da
destruição atual não permite a plena restauração. O
Protocolo de Montreal foi firmado pela maioria dos países
do mundo com o objetivo de, aos poucos, extinguir a
produção destas substâncias, através da substituição por Várias empresas usam na construção de
outras menos nocivas. frigoríficos práticos desde -900 C até 12 K. A companhia
 Alternativas Philips da Holanda tem ocupado o primeiro lugar no
Existem atualmente vários projetos para diminuir projeto de instalações industriais. Outras na área: North
a ultilização dos CFCs, mas eles têm sido dificultados American Philips, Hughes Aircraft e Malaker
pelo seu uso principalmente na refrigeração. Uma das Laboratories.
alternativas tem sido os Hidroclorofluorcarbonetos  Gases utilizados:
(HCFC), haloalcanos em que nem todos os hidrogênios CCl2F2 (vaporiza-se –6,70C, 2.46
foram substituidos por cloro ou fluor. Seu impacto Kpa) (Cloro flúor Carbono) (Freon 12).
ambiental tem sido avaliado como sendo de apenas 10% Amônia e dióxido de enxofre (NH4)
do dos CFC. Outra alternativa são os No condensador, a substância refrigerante se
Hidrofluorcarbonetos (HFC) que não contém cloro e são encontra a uma pressão elevada e a uma temperatura tão
ainda menos prejudiciais ao meio ambiente. baixa quanto seja possível obter com ar ou com água de

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resfriamento. Quando um fluido atravessa potencia frigorífica ou carga térmica de refrigeração a


adiabaticamente uma abertura estreita, (válvula agulha), qual e medida em frigorias por hora (fg/h).
desde uma região de pressão alta constante a uma região Teoricamente qualquer fenômeno físico ou
de pressão baixa, ele experimenta um processo de químico de naturezas endotérmicas pode ser aproveitado
estrangulação, ou expansão Joule-Thomson, ou Joule- para produção do frio. Entre os processos endotérmicos
Kelvin, produzindo sempre esfriamento e vaporização usados na refrigeração ,podemos citar a refrigeração
parcial. No evaporador, o fluido vaporiza-se mecânica por meio de vapores.
completamente o calor de vaporização é fornecido pelos Entre as principais aplicações podemos citar:
materiais a serem refrigerados. O vapor é então Indústria de alimentos; fabricação de gelo;indústria
comprimido adiabaticamente, aumentando com isso sua da construção; a metalurgia; indústria química; o
temperatura. No condensador, o vapor é resfriado até que condicionamento do ar para a indústria; o
se condense e fique completamente liquefeito. condicionamento do ar para o conforto; a medicina; a
pesquisa; etc.
O ciclo de refrigeração básico: O processo de refrigeração mecânica por meio de
Consiste de 2 adiabáticas e 2 isobáricas. vapores consiste na produção continua do liquido 3
Figura 3 – Diagrama PV de um ciclo básico de frigorífico, o qual, por vaporização, fornece a desejada
refrigeração. retirada de calor do meio a resfriar e o processo mais
adotado atualmente, tanto na técnica da refrigeração
industrial como do conforto.
Para se conseguir a vaporização de um líquido, é
necessária que a tensão de seu vapor (função da
QH temperatura), seja superior a pressão a que está submetido
TH o fluido em vaporização assim, quanto mais baixa for a
pressão, mais baixa poderá ser a temperatura conseguida
no meio a refrigerar.
Por outro lado, para que vaporização seja
QC continua, o fluido vaporizado deve ser novamente
TC condensado , isso se consegue , fazendo-se a vaporização
em recinto fechado (evaporador), condensando-se
novamente. Assim o líquido obtido na condensação, pode
ser colocado novamente à pressão de vaporização com
Processo / Estado (PiViTi) sua temperatura compatível de refrigeração através das
b c válvulas de expansão, desta forma voltando-se a ser
Processo de estrangulação (queda de temperatura e vaporizado.
pressão) Podemos então concluir, que uma instalação de
c d Vaporização isobárica e isotérmica, na qual é refrigeração mecânica por meio de um vapor nada mais é
absorvido pelo refrigerante o calor QC à temperatura do que um conjunto de elementos ligados em circuito
TC, refrigerando com isso as substâncias do fechado, destinado a liquefazer o fluído refrigerante e
reservatório frio. possibilitar a sua vaporização contínua em condições de
d a Compressão adiabática do vapor até uma pressão adequadas.
temperatura superior à temperatura TH do Desta forma em uma instalação de refrigeração
condensador. mecânica por meio de vapores devera dispor
essencialmente dos seguintes elementos.
a b Esfriamento isobárico e condensação a TH
A. Compressor
B. Condensador
Etapa W U Q C. Evaporador
b c CV (TC TH ) CV (TC TH ) 0 D. Válvula de expansão
c d Pc(Vd – Vc) QC Uma instalação de refrigeração pode também
d a C V (TC TH ) CV (TH TC ) 0 funcionar como uma fonte de calor e para isso
a b Pa(Vb – Va) QH conseguimos da seguinte forma, normalmente invertendo-
Resumindo, a refrigeração consiste na se o ciclo de funcionamento da instalação , obrigando-se
manutenção de um sistema de temperatura inferior ao do o evaporador a funcionar como condensador e vise-versa ,
meio ambiente. diz-se que a maquina frigorífica produz frio no ciclo
Considerando que a tendência natural do calor e direto e calor no ciclo reverso.
passar do corpo quente para o corpo frio, para se manter Esta inversão de ciclo de refrigeração e utilizada
um sistema refrigerado, é necessário criar-se um fluxo de em pequenas instalações de condicionamento de ar, e suas
calor em sentido contrario, o que exige, de acordo com o inversões de ciclos são obtidas por meio de válvulas de
segundo principio do termo dinâmico, dispêndio de quatro vias comandadas eletricamente chamadas eletro
energia. Essa energia pode ser mecânica, calorífica ou válvulas.
mesmo elétrica.  Fluídos Refrigerantes - Detalhes
A quantidade de calor a ser retirado do sistema a Fluídos refrigerantes como vulgarmente são
ser refrigerado, na unidade de tempo, recebe o nome de chamados, são as substancias empregadas como veículos
térmicos na realização dos ciclos de refrigeração.

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Atualmente, os mais usados são; trabalhando em pressão constante, em temperatura maior


 A amônia (NH3), para as grandes instalações que a da fonte quente para que o fluido possa ceder Q S .
industriais;
 O freon 12 (dicloro difluormetano), nos
refrigeradores domésticos e comerciais, pequenas
instalações de refrigeração industrial, nas grandes
instalações de ar condicionado que utilizam
compressores alternativos.
 O freon 22 (monocloro difluormetano), em
compressores alternativos nas instalações de
refrigeração industrial de pequeno porte e com
temperaturas medias , nos condicionadores de ar de
janela , condicionadores de ar tipo compacto e
mesmo em instalações de ar condicionado de grande
porte ; 4
 O freon 114 (dicloro tetrafluormetano), nas pequenas
instalações que adotam compressores rotativos;
 O freon 11 (tricloro monofluormetano), e o freon 113
(tricloro trifluormetano), nas grandes instalações de
ar condicionado que adotam compressores  Compressores
centrífugos. Os compressores adotados na compressão mecânica
Os fluidos frigorígenos são escolhidos atendendo as por meio de vapores podem ser tanto alternativos como
seguintes considerações; rotativos. Os alternativos são geralmente de êmbolo
a) Bom rendimento na produção do frio; embora sejam adotados também para pequenas unidades
b) Pressão de condensação não muito elevada, nem os compressores de membranas (tipo eletromagnético).
pressão de vaporização abaixo da pressão Entre os rotativos volumétricos são usuais os
atmosférica, para as temperaturas de funcionamento a compressores de palheta ou de engrenagens e,
que se destina. excepcionalmente, os de pendulo, enquanto que, entre os
c) Terem um volume a deslocar compatível com o tipo turbo compressores, são adotados em refrigeração
de compressor adotado; normalmente os compressores centrífugos de 1 a 8
d) Serem quimicamente inerte , ininflamável e atóxico; estágios .
e) Possibilitarem sua identificação em caso de fugas; A escolha do tipo de compressor depende
f) Serem de baixo custo. essencialmente das temperaturas T f temperatura de
vaporização (fonte fria) e T q temperatura de condensação
 Elementos da instalação de refrigeração (fonte quente) escolhidas.
Para a produção do frio, T f é escolhida para a
 Condensadores finalidade a que se destina ófrio, enquanto Tq deve ser
Os condensadores das instalações de refrigeração têm superior à temperatura do meio para o qual se pretende
por finalidade esfriar e condensar o fluído proveniente da transferir calor.
compressão, rejeitando o seu calor para o meio externo. Para a produção do calor, T q é escolhida para a
Os condensadores podem transferir o seu calor, para finalidade a que se destina ó calor (geralmente 30 a 40ºC),
o ar, para a água, ou mesmo para o ar em contato com a enquanto Tf deve ser inferior à temperatura do meio do
água. qual se pretende retirar calor. (Observação: no inverno,
Os condensadores de ar são geralmente serpentinas esse valor pode ser bastante baixo). Há um aumento da
aletadas, por onde circulas o ar, naturalmente pressão do vapor. Com o aumento da pressão, a
(refrigeradores domésticos )ou forcados por meio de um temperatura do vapor aumenta. O compressor consome
ventilador.a elevação da temperatura do ar e da ordem de W C .
10 a 15ºC atingindo a temperatura de condensação , para
uma temperatura ambiente de 30 a 35ºC, valores da
ordem de 45 a 55ºC .essa temperatura relativamente
elevada , reduz o rendimento da instalação , razão pela
qual a condensação a ar é usada só em pequenas
instalações .
O condensador recebe vapor superaquecido do
compressor. O vapor resfria ate a temperatura de
saturação corresponde e condensa. Na falta de outra
indicação pode-se considerar titulo zero, na saída do
condensador, mas é comum o liquido saturado se resfriar
um pouco, saindo um liquido ligeiramente sub-resfriado.
Embora possa ser sensível a queda de pressão devido a
perda de carga, em geral se considera o condensador

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 Filtro e Válvula de Expansão Avaliando termodinamicamente o ciclo,


podemos obter algumas relações interessantes:
1- potência de compressão –
N C
 .(h1
m h2a )
2- Calor rejeitado no condensador -
Q a  .(h3
m h2 a )
3- Calor absorvido no evaporador -

Q  .(h1 h4 )
C m
B
( C também é chamada Capacidade Frigorífica, medida
geralmente em Toneladas de Refrigeração: 1TR = 3516,8
W = 12000 BTU/h , que é a taxa de refrigeração
necessária para se produzir 1 tonelada de gelo em 1 dia )
5

A válvula de expansão recebe líquido, saturado


ou ligeiramente sub-resfriado. Ao passar pelo
estrangulamento, ocorre uma queda de pressão (perda de
carga) elevada, forçando o líquido a entrar em ebulição,
com conseqüente remoção de calor do meio, para
promover esta evaporação. Este processo é isoentálpico.

Observações:

Grandeza Unidade Outras Unidades


(SI)
1 torr = 133.33Pa
Pascal 1 bar = 105Pa
Pressão Pa = N/m2 1mbar = 102Pa
1atm = 1.013 . 105Pa
1 lb/in2 = 6895 Pa
Watt 1btu/h=0.293W
Potência 1W=1J/s 1hp = 746W
 Evaporadores Joule 1 btu = 1052J = 252cal
Recebe uma mistura de líquido e vapor saturado, Energia 1J = 1N.1m 1cal = 4.2J
em temperatura menor que a fonte fria, retirando calor
desta. O líquido se vaporiza, removendo calor do meio,  Entalpia: Grandeza que se relaciona com a
se transformando em vapor saturado (com título 1) ou energia interna total de um sistema. Unidade: Joule.
levemente superaquecido. A pressão no evaporador é
quase constante, pois em função da circulação do líquido H U PV
há uma perda de carga nos dutos. A temperatura também  Entropia: A variação de entropia de um sistema
tende a ser constante, exceto na saída do evaporador, numa mudança de estado é uma grandeza definida por:
T2
quando pode haver um pequeno superaquecimento. dQ
S1 2 S2 S1
T1
T
Unidade: Joule/Kelvin (J/K).
 Coeficiente de performance do refrigerador
de Carnot (Ciclo de Carnot Invertido):
QC TC QC
Kp
QH QC TH TC WCiclo

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2. Objetivos: expansão do líquido refrigerante, foram colocados 3 tipos


2.1 Aplicar os conceitos e conclusões da de expansão:
termodinâmica para compreender o funcionamento de um a. Expansão em tubo capilar – o mais utilizado e
sistema de refrigeração. de menor custo para sistemas de pequeno porte, tal como
2.2 Compreender a função de cada um dos refrigeradores residenciais, bebedouros, condicionadores
componentes de um sistema de refrigeração, tanto de ar, etc. Faz uma elevada queda de pressão no líquido,
doméstico quanto de maior porte. forçando sua ebulição no evaporador. Não consegue
controlar precisamente a condição de evaporação.
Material Utilizado b. Válvula de expansão pressostática (também
 Módulo de Refrigeração. chamada expansão automática) – Mantém constante a
pressão de sucção do compressor, e assim tende a manter
constante também a temperatura do evaporador.

c.Válvula de expansão termostática – é a mais


eficiente, pois mantém o evaporador cheio de líquido,
melhorando muito a troca térmica do líquido em ebulição
com a tubulação do evaporador. Caso a vazão de líquido
esteja acima da necessária, parte do refrigerante ainda
líquido irá em direção ao compressor, esfriando a linha.
Para evitar este inconveniente, há um bulbo que faz a
 Bancada de ensaios de refrigeração realimentação na válvula, fechando-a para evitar perdas
de energia e danos no compressor. Ao fechar a válvula, o
No laboratório, além dos 4 equipamentos básicos citados, líquido excedente evapora, e logo a temperatura do bulbo
há outros que permitem um funcionamento mais eficiente irá subir, reabrindo a válvula. Este processo é contínuo e
do sistema. E outros para uma avaliação comparativa automático.
com sistemas mais sofisticados de refrigeração, ou com
aplicações específicas.

 Filtro – Durante a montagem do


sistema, todo o ar e umidade do sistema devem ser
removidos. O processo usual é a evacuação através de
uma bomba de vácuo de capacidade elevada.  Sensores de temperatura e pressão – para permitir
Recomenda-se valores de no mínimo 0,05 mbar. Mesmo uma leitura rápida e precisa nos 4 pontos principais
assim, sempre há uma certa umidade nas linhas que não do ciclo de refrigeração.
se consegue remover. Se esta umidade atingir a válvula Cuidado!!! Como a compressão do vapor faz
de expansão, poderá entupi-la em função do seu aumentar a sua temperatura, os dutos de saída são
congelamento, Para isto, há um filtro que, durante o isolados. Como o sensor também é sensível à
funcionamento do sistema, irá remover esta umidade vibração, foi colocado a uma certa distância do
através de uma substância higroscópica, até a sua compressor.
remoção. É aceitável um pequeno grau de umidade,
principalmente em grandes equipamentos, desde que não
interfira com o funcionamento do equipamento. Há
também substâncias que irão remover compostos ácidos
resultantes da degradação do óleo do compressor. Além
disto, há um filtro para segurar partículas finas, tais como
resíduos sólidos soltos nas linhas durante a montagem do
sistema.

 Visores de líquido – Há 4 visores em locais O fluido refrigerante utilizado no sistema é o R-134a


estratégicos. Permite ao aluno visualizar o vapor após o (Número ASHRAE), pois está presente na maioria dos
compressor, o líquido após o condensador, o líquido em sistemas de pequeno porte. Este refrigerante possui
ebulição após as válvulas de expansão e o vapor após o diversas denominações, dependendo do fabricante: SUVA
evaporador. É comum e normal visualizarmos um pouco 134a, KLEA 134a, HFC 134a, VT1505, FORANE 134a,
de óleo do compressor junto do líquido refrigerante, pois RECLIN 134a, etc. e possui a seguinte fórmula química:
sempre ocorre arraste durante o processo de compressão. CH2F-CF3.
Há vários outros tipos de gases refrigerantes de
 Válvulas de expansão - Para permitir ao diversos fabricantes diferentes, com suas respectivas
aluno ensaiar com os métodos mais utilizados para denominações, como pode ser visto abaixo:

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Arcton -Imperial Chemicals; Forane -Elf Atochem - i T1 T2 T3 T4 P P


Freon, Suva;Du Pont; Frigen, Reclin – Hoechst Genetron; (K) (K) (K) (K) ( ) ( )
Allied Signal Halon; ASP International Isceon Rhone- 1
Poulenc Isotron Pennsylvania Salt Kaltron; Joh. A. 2
Benckiser; Ucon Union Carbide 3
4
Procedimento Experimental 5
 Ligar módulo de refrigeração. 6
 Estabilização:Logo após ligar o sistema, e antes 7
de efetuar alguma medição, os alunos devem observar que 8
leva um certo tempo até que as temperaturas entrem em
9
equilíbrio. Enquanto isto, devem identificar os vários
Análise dos dados Experimentais obtidos
elementos que compõe o sistema, relembrando sua
 Média:
finalidade. N
As pressões são mostradas de 2 formas diferentes: Ti 7
1- Manômetros – 1 para alta pressão (descarga do T i 1
compressor) e 1 para baixa pressão (sucção do N
compressor). Todos referenciados à pressão atmosférica  Devio padrão populacional:
local.
2- Transmissor de pressão absoluta – 1 para alta N
2
pressão (descarga do compressor) e 1 para baixa pressão Ti T
(sucção do compressor). Referenciados à pressão zero i 1
T
absoulta. As indicações no painel são em bar absoluto N
(bara).
As temperaturas são mostradas para os seguintes  Erro associado à média:
pontos: T
1- Entrada do evaporador: T1 N
T

2- Saída do evaporador: T2
 Apresentação do resultado com 2 algarismos
3- Entrada do condensador: T3 significativos para o erro associado à média:
4- Saída do condensador: T4
Além da Temperatura ambiente:Tamb T T T

 Observar as temperaturas indicadas, as  Gráficos: (T1 , P), (T1 , P), (T3 , P), (T4 , P) e
pressões do gás refrigerante em cada instante de tempo. regressões lineares.
 Verifique em que parte do módulo ocorre a y B x A
condensação e em qual parte ocorre a evaporação do gás P BT A
refrigerante. Anote as temperaturas.  Faça a regressão linear utilizando o modo reg de
 Efetuar as medições de temperatura e pressão regressão nas calculadoras, obtendo assim os parâmetros
para avaliar os diferentes tipos de expansão: A(coeficiente linear) , B(coeficiente angular) e coeficiente
a- Expansão com tubo capilar. de correlação r.
b- Expansão com válvula pressostática N N N
c- Expansão com válvula termostática N xi yi yi xi
Esperar até que o sistema entre em equilíbrio i 1 i 1 i 1
para cada uma das expansões, antes de realizar as a 2
N N
medições. N 2
x xi
i
i 1 i 1
Dados Experimentais obtidos N N N N
xi2 yi xi xi yi
i T1 T2 T3 T4 P P i 1 i 1 i 1 i 1
(0C) (0C) (0C) (0C) ( ) ( ) b 2
N N
1 N 2
x xi
i
2 i 1 i 1
3 n n n 2
4 xi yi xi yi / n
5 r2 i 1 i 1 i 1
2 2
6 n n n n

7 xi2 xi /n yi2 yi /n
i 1 i 1 i 1 i 1
8
9

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(T, P) A B r A
Shift 2 2= Dá o coeficiente
(coeficiente (Coeficiente (correlação) angular B
linear) angular) Shift 2 3= Dá a correlação r
 Série HP

Conclusões
O grupo deve fazer e apresentar no relatório uma
análise crítica e sucinta do ensaio:  Recursos estatísticos:
 O que ocorreu Σx, Σx2, Σy, Σy2, Σxy
 dificuldades encontradas Desvio padrão de amostra, média
 confiabilidade dos valores medidos e calculados 8
Desvio padrão de população
 deficiências do equipamento e nos Regressão linear
procedimentos
Combinações, permutações
 etc.
Média ponderada
Editar, gravar, nomear, listar
 Apêndice:
Ajuste de curva ( LIN, LOG, EXP, POW )
 Modo Estatístico das calculadoras.
Plotagem de dados estatísticos
Testes de hipóteses
 Casio fx-82MS
Intervalos de confiança

Comando Função

Entra no modo estatístico

Single-var
Edit Entra no modo de edição.
Escolha a coluna que
inserirá os dados
population Dpp
sample Dpa
chk Marque para mostrar o
valor

Entra no modo de ajuste de


curvas
Fit data
Edit Insira os dados (x,y) nas
colunas 1 e 2, por exemplo

Valeu,
carinha ?
Comando Função
on Liga
Mode 2 Entra no modo sd
(statistical data)
Shift CLR 1 = Limpa memórias
Dado 1 M+ Inseri dado 1
Shift 2 Entra no s-var
Shift 2 1 = Dá a média
Shift 2 2 = Dá o DPP Referências:
Shift 2 3 = Dá o DPA
Shift CLR 3 = Limpa tudo
1. STOECKER, W. F. e JONES, J. W.,
Mode 3 Entra no modo reg 1 "Refrigeração e Ar Condicionado", McGraw-Hill, 1985.
(regressão linear) 2. COSTA, E. C., "Refrigeração", Editora Edgard
x1,y1 M+ Inseri ponto (x1,y1) Blücher Ltda, 1982.
Exemplo: Insere o ponto 3. GOSNEY, W. B., "Principles of
1.879EXP(-)5,2.456EXP4 M+ (1.879.10-5, 2.46.104)
Shift 2 1 = Dá a média de y
Refrigeration", Cambridge University Press, 1982.
Shift 2 2 = Dá o DPP de y 4. STOECKER, W. F. e JABARDO, J. M. S.,
Shift 2 3 = Dá o DPA de y "Refrigeração Industrial", Editora Edgard Blücher Ltda,
Shift 2 1 = Dá a média de x 2001.
Shift 2 2 = Dá o DPP de x 5. ANELLI, G., Manual Prático do Mecânico e do
Shift 2 3 = Dá o DPA de x Técnico de Refrigeração.
Shift 2 1= Dá o coeficiente linear

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Roteiro de Relatório – Refrigeração – Prof. Dr. Cláudio S. Sartori

6. ASRHAE (Americam Society of Heating,


Refrigerating and Air-Conditioning), "Fundamentals
Handbook", 1993.
7. DOSSAT, R. J., "Princípios de Refrigeração",
Hemus, 1980.
8. CREDER, H., "Instalações de Ar
Condicionado", 5a. edição, LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 1996.