Você está na página 1de 456

CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO E

TUBULAÇÕES NR-13

www.foxtreinamentos.com
BEM VINDOS A FOX TREINAMENTOS
WELCOME TO OUR TRAINING CENTER

BRIEFING INICIAL DE SEGURANÇA E APRESENTAÇÃO

www.foxtreinamentos.com
APRESENTAÇÃO\\\\PRESENTATION

Fundada em 2008 em Campos dos Goytacazes/RJ, a FOX Treinamentos


dedicava-se exclusivamente ao setor de manutenção. Alcançando uma
base técnica e uma aguda visão de mercado, a identificação e
aproveitamento de novas demandas foram passos naturais que
estenderam suas atividades em Consultoria de Segurança do Trabalho e
Treinamentos Industriais em QSMS praticados no nosso CT, In Company
e a Bordo de Plataformas.

Pelo seu dinamismo e versatilidade de suas ações, a FOX Treinamentos


atualmente entrega serviços e pessoas ao talento criativo de sua
organização e continua na busca constante da excelência na prestação
de seus serviços.

Visite nosso site e conheça mais sobre a FOX, além de outros


treinamentos.

www.foxtreinamentos.com
APRESENTAÇÃO\\\\PRESENTATION

Founded in 2008 in Campos dos Goytacazes / RJ, FOX Training center


devoted exclusively to the maintenance sector. Reaching a technical base
and a sharp market vision, the identification and exploitation of new
demands were natural steps that extended their activities in Occupational
Safety Consulting and Training in Industrial QHSE practiced in our TC, In
Company and Board Platforms.

For its dynamism and versatility of their actions, FOX Training currently
delivers services and people to the creative talent of its organization and
remains in constant pursuit of excellence in providing their services.

Visit our website and learn more about FOX, and other training.

www.foxtreinamentos.com
CERTIFICAÇÃO/CREDENCIAMENTO
CERTIFICATION

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

PRESSÃO
A pressão é definida como sendo a relação entre a força exercida por
unidade de área e que atua perpendicularmente sobre uma superfície.
Deve-se designar a pressão como a força exercida por um fluido nas
paredes de um recipiente.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A unidade no SI para medir a


pressão é o Pascal (Pa),
equivalente a uma força de 1
Newton por uma área de 1 metro
quadrado.

Exemplo: Tomemos um bloco


medindo 10 cm x 10 cm x 50 cm
que pesa 50 Kgf. Qual a pressão
que ele exerce sobre o solo? Isto
depende da área de apoio do bloco
sobre o solo. Veja as duas
possibilidades abaixo:

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Pressão atmosférica:

A atmosfera terrestre é composta por vários gases, que exercem uma


pressão sobre a superfície da Terra. Essa pressão, denominada pressão
atmosférica, depende da altitude do local, pois à medida que nos
afastamos da superfície do planeta, o ar se torna cada vez mais rarefeito,
e, portanto, exercendo uma pressão cada vez menor.

Pressão atmosférica é a pressão exercida pela atmosfera num


determinado ponto.

É a força por unidade de área, exercida pelo ar contra uma superfície. A


pressão exercida pela atmosfera ao nível do mar corresponde a 101,325
Pa, e esse valor é normalmente associado a uma unidade chamada
atmosfera padrão ( símbolo (atm).

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A pressão de atmosfera padrão, medida ao nível do mar, está


acompanhada por outras características como densidade do ar e
temperatura, porém, é importante salientar que o termo refere-se apenas
à pressão de 1 atm. As unidades métricas utilizadas são: polegadas ou
milímetros de mercúrio, Quilopascais (kPa), atmosferas, milibares (MB) e
hectopascais (hPa), sendo os dois últimos mais usados entre os
cientistas. Também é utilizado para medir pressão a unidade PSI (pounds
per square inch) que em Português vem a ser libra por polegada
quadrada (lb/pol2). Embora corrente para medir pressão de pneumáticos
e de equipamentos industriais a lb/plo2 é raramente usada para medir a
pressão atmosférica. Embora o ar seja extremamente leve, não é
desprovido de peso.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Cada pessoa tem em média uma superfície do corpo aproximadamente


igual a 1 metro quadrado, quando adulto. Sabendo que o nível do mar a
pressão atmosférica é da ordem de 100.000 Pa. O que quer dizer que,
neste local uma pessoa suportaria uma força de cerca de 100.000N
relativo a pressão atmosférica. Porém, não sente nada, nem é esmagada
por esta força. Isto acontece devido a presença do ar, que está contido no
corpo, e a pressão que atua de forra para dentro atua de dentro para fora.
Qualquer variação na pressão externa se transmite integralmente a todo o
corpo, atuando de dentro para fora, de acordo com o Princípio de Pascal.
O peso normal do ar ao nível do mar4 é de 1kgf/cm². Porém, a pressão
atmosférica diminui com o aumento de altitude. A 3000 metros, é cerca de
0,70 kgf/cm². A 8840 metros, a pressão é apenas de 0,3 kgf/cm².

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A lei de pascal:

Como já vimos à pressão em determinada região


do líquido, é devido ao peso da coluna líquida,
que vai desde essa região até a sua superfície
livre, ou seja, a profundidade dessa região. Assim
sendo, ela é maio perto do fundo do frasco que a
contém e decresce gradualmente conforme
vamos aos aproximando da superfície livre. Isso
pode ser mostrado facilmente, fazendo-se
pequenos furos laterais em um recipiente (um
recipiente de cartolina enrolada em forma de um
cilindro e com seu fundo tapado, permite
facilmente realizar esse experimento).

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Barômetro:

O físico italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) realizou uma


experiência para determinar a pressão atmosférica ao nível do mar. Ele
usou um tubo aproximadamente 1,0m de comprimento, cheio de mercúrio
(Hg) e com a extremidade tampada. Depois, colocou o tubo, em pé e com
a boca tampada para baixo, dentro de um recipiente que também
continha mercúrio. Torricelli observou que, após destampar o tubo, o nível
do mercúrio desceu e estabilizou-se na posição correspondente a 76 cm,
restando o vácuo na parte vazia do tubo.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Os instrumentos destinados a medir a pressão atmosférica chamam-se


barômetros. Existem dois tipos: os de mercúrio, baseados na experiência
de Torricelli, e os metálicos que utilizam as deformações provocadas pela
pressão atmosférica numa caixa de metal em cujo interior foi feito vácuo.
Quando a pressão externa se altera, a caixa metálica se deforma; essa
deformação é transmitida a um ponteiro que se desloca sobre uma
escada graduada.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A pressão atmosférica varia com a altitude, de um lugar para o outro e


com a temperatura, de um período para outro. Quando descemos uma
serra, notamos uma diferença nos ouvidos. É o aumento de pressão
atmosférica, que ocorre à medida que diminui a altitude, ou seja, baixa
altitude é igual a alta pressão e alta altitude igual a baixa pressão. O
aumento da temperatura, numa determinada localidade, provoca uma
diminuição na pressão atmosférica, ou seja, baixa temperatura igual à alta
pressão e alta temperatura igual a baixa pressão. Com o aumento da
altitude, o ar torna-se mais rarefeito exercendo uma menor pressão e há
uma menor quantidade de atmosfera por cima. Com o aumento da
temperatura, os constituintes de um dado volume de ar agitam-se cada
vez mais, distanciando-se uns dos outros, tornando o ar menos denso,
exercendo assim menor pressão. Um aumento da umidade absoluta faz
diminuir a pressão atmosférica.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Pressão interna de um vaso:

Vasos de pressão estão sempre submetidos simultaneamente à pressão


interna e à pressão externa. Mesmo vasos que operam com vácuo estão
submetidos a essas pressões, pois não existe vácuo absoluto. O que
usualmente denomina-se vácuo é qualquer pressão inferior à atmosférica.
O vaso dimensionado considerando-se a pressão diferencial resultante,
atuando sobre as paredes, que poderá ser maior internamente ou
externamente.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Pressão manométrica, pressão relativa e pressão absoluta:

Pressão manométrica é a pressão medida em relação à pressão


atmosférica existente no local, podendo ser positiva ou negativa. Os
manômetros (medidores de pressão) utilizam a pressão atmosférica como
referencia, medindo a diferença entre a pressão do sistema e a pressão
atmosférica. Tais pressões chamam-se pressões manométricas. A pressão
manométrica de um sistema pode ser positiva ou negativa dependendo de
esta acima ou abaixo da pressão atmosférica. Quando o manômetro mede
uma pressão manométrica negativa, ele é chamado de manômetro de
vácuo.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Manômetro metálico tipo Bourdon utilizado em postos de gasolina (os


médicos usam um sistema semelhante) para calibração de pneus. A
unidade de medida psi (libra por polegada ao quadrado) corresponde
a,aproximadamente, 0,07 atm. Assim, a pressão lida no mostrador, 26 psi,
é igual aproximadamente 1,8 atm.

pm = pint – pext

Na maioria das aplicações a pressão externa é a pressão barométrica, o


que implica dizer que a pressão medida é a pressão interna do fluido na
escala efetiva.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A figura abaixo representa um manômetro de tubo aberto. Pela diferença


de níveis do liquido nos dois ramos do tubo em U, mede-se a pressão
manométrica do sistema contido no reservatório. Escolhendo os dois
pontos A e B mostrados na figura, temos:

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A pressão absoluta define-se como a pressão real existente dentro de


um recipiente (Comparar com pressão manométrica). É a escala de
pressão que adota como zero o vácuo absoluto, o que justifica a
afirmação que nesta escala só existe pressões positivas, teoricamente
poderíamos ter a pressão igual a zero, que representa a pressão do
vácuo absoluto. O aparelho mais comum que efetua leituras de pressões
absolutas é o barômetro, utilizado na determinação da pressão
atmosférica local, também denominada de pressão barométrica.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A pressão relativa define-se como a diferença entre a pressão absoluta e


a pressão atmosférica. Os aparelhos destinados a medir a pressão relativa
são o manômetro e também o piezômetro. É escala de pressão que adota
como zero a pressão atmosférica local, o que justifica a afirmação que
nesta escala existe: pressões negativas (depressões ou vácuos técnicos),
nulas e positivas. Piezômetro é definido como um aparelho para avaliara a
compressibilidade ou a tensão dos líquidos. É constituído de um tubo
simples de vidro graduado vertical, aberto nos dois lados, conectado a
massa de água.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Unidade de pressão:

O pascal (cujo o símbolo é Pa) é a unidade padrão de pressão no SI.


Equivale a força de 1 N aplicada sobre uma superfície de 1m². o nome
desta unidade é uma homenagem a Blaise Pascal, eminente matemático,
físico e filosofo Frances.

Durante muito tempo a meteorologia métrica utilizou o milibar para


medição de pressão. Após a mudança para o Sistema Internacional (SI),
muitos meteorologistas preferiram continuar usando a magnitude a que
estavam acostumados e não adotaram o prefixo multiplicador quilo
(x1000) e sim o hecto (x100).

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

CALOR E TEMPERATURA
O calor (abreviado por Q) é a energia térmica em trânsito de um corpo
para outro, motivada por uma diferença de temperatura. A energia de
agitação das partículas de um corpo depende de uma série de fatores,
como a sua massa, a substância de que é constituído, a temperatura.
Logo não há sentido em dizer que um corpo tem mais calor que outro. O
calor é uma energia que se transfere de um sistema para o outro, sem
transporte de massa, e que não corresponde à execução de um trabalho
mecânico. A unidade do Sistema Internacional (SI) para o calor é o joule
(J).

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A Temperatura é um parâmetro físico (uma função de estado) descritivo


de um sistema que vulgarmente se associa às noções de frio e calor, bem
como às transferências de energia térmica, mas que se poderia definir,
mais exatamente, sob um ponto de vista microscópio, como a medida de
energia cinética associada ao movimento (vibração) aleatório das
partículas que compõem o um dado sistema físico. Calor e temperatura.
Você deve distinguir cuidadosamente calor de temperatura. Quantidade de
calor é a energia cinética total das moléculas de um corpo, devida a seus
movimentos irregulares. O calor flui dos corpos de maior temperatura para
os de menor temperatura, a diferença de temperaturas faz o calor fluir.
Quando dois corpos em temperaturas diferentes são postos em contato,
espontaneamente há transferência de energia térmica do corpo mais
quente para o corpo mais frio.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Noções gerais: o que é calor, o que é temperatura:

Temperatura: é uma grandeza física que mede o estado de agitação das


molèculas de um corpo, caracterizando o seu estado térmico; portanto é
uma medida da energia cinética, isto é, da energia de vibração das
moléculas que compõem certo corpo.

Quanto mais intensa é a vibração das moléculas, maior será a


temperatura do corpo em questão.

Calor: é a energia térmica em trânsito, entre dois corpos ou sistemas


decorrentes apenas da existência de uma diferença de temperatura entre
eles, ou seja, o calor está sempre se transferindo de um corpo com maior
temperatura para um corpo de menor temperatura.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Modos de transferência de calor:

Transferência de calor é a passagem de energia térmica (que durante a


transferência recebe o nome de calor) de um corpo para outro de uma
parte para outra de um mesmo corpo. Os processos pelos quais ocorre
transferência de calor são condução, convecção e radiação.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Condução é um dos meios de transferência de calor que geralmente


ocorre em materiais sólidos é a propagação do calor por meio do contato
de moléculas de duas ou mais substâncias com temperaturas diferentes
(metais, madeiras, cerâmicas etc). Condução é a transferência de calor
através de um corpo, de molécula a molécula e ela ocorre dentro de uma
substancia ou entre substancias que estão em contato físico direto. Na
condução a energia cinética dos átomos e moléculas (isto é, o calor) é
transferida por colisões entre átomos e moléculas vizinhas. O calor flui das
temperaturas mais altas (moléculas com maior energia cinética) para as
temperaturas mais baixas (moléculas com menor energia cinética).

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Convecção somente ocorre em líquidos e gases.


Consiste na transferência de calor dentro de um fluido
através do movimento do próprio fluido, ou seja, um
material aquecido é transportado de tal maneira a
deslocar outro material mais frio. O calor ganho na
camada mais baixa da atmosfera através de radiação
ou condução é mais freqüentemente transferido por
convecção. A convecção ocorre como conseqüência de
diferenças na densidade do ar. Quando o calor é
conduzido da superfície relativamente quente para o ar
sobrejacente, este ar torna-se mais quente que o ar
vizinho. Ar quente é menos denso que o ar frio de
modo que o ar frio e denso desce e força o ar mais
quente e menos denso a subir.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Radiação consiste em um fenômeno de ondas eletromagnéticas viajando


com a velocidade da luz, é o modo de transporte de energia calorífica no
espaço vazio ou vácuo. Como a radiação é a única que pode ocorrer no
espaço vazio, esta é a principal forma pela qual o sistema ma Terra-
Atmosfera recebe energia do Sol e libera energia para o espaço. Um corpo
negro é aquele que toda a energia radiante que incide sobre ele é
absolvida. Em equilíbrio térmico, um corpo negro emite tanta energia
quanto ele absolve. Portanto, um bom absorvedor de radiação é também
um bom emissor de radiação.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Calor específico e calor sensível:

Colocando um pedaço de ferro na chama de uma vela, observa-se que o


calor fornecido pela chama provoca uma variação de temperatura
(aquecimento) do ferro.

Colocando um pedaço de gelo que se encontra seu ponto de fusão na


chama de uma vela, nota-se que o calor fornecido pela chama provoca
uma mudança de estado (fusão) do gelo. Portanto quando um corpo cede
ou recebe calor, este pode produzir no corpo dois efeitos diferentes:
variação da temperatura ou mudança de estado.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Calor especifico (c): ao contrario da capacidade térmica, o calor


especifico não é característica do corpo, mas sim característica da
substancia. Corresponde à quantidade de calor recebida ou cedida por 1g
da substancia que leva uma variação de 1ºC na temperatura do corpo em
questão. É dado pela relação da capacidade térmica do corpo pela sua
massa. É representado pela letra c (minúscula) e é medido em cal/g.

Onde c é o calor especifico, C é a capacidade térmica e m é a massa.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Calor sensível é aquele que provoca variação da temperatura.


Capacidade térmica (C): é uma característica do corpo. A capacidade
térmica corresponde à quantidade de calor (recebida ou cedida) que leva
a uma variação de 1ºC na temperatura do corpo. É dada pela relação da
quantidade de calor recebida por um corpo e a variação de temperatura
sofrida pelo mesmo. É representada pela letra C e é medida em calorias
por grau Celsius (cal/ºC) ou caloria por Kelvin (cal/K).

Onde C e uma capacidade térmica, Q é a quantidade de calor recebida ou


cedida pelo corpo e é a variação de temperatura sofrida pelo corpo.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

A quantidade de calor sensível (Q) que um corpo de massa m recebe é


diretamente proporcional ao seu aumento de temperatura. Logo, podemos
calcular a quantidade de calor sensível usando a seguinte formula:

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Calor latente é aquele que provoca mudança de estado físico. Calor


latente (L): é a quantidade de calor que a substancia troca por grama de
massa durante a mudança de estado físico. É representado pela letra L. É
medido em caloria por grama (cal/g).

Para calcular o calor latente é necessário utilizar a seguinte expressão:

Onde Q é a quantidade de calor recebida ou cedida pelo corpo, m é a


massa do corpo e L é o calor latente.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Transferência de calor à temperatura constante:

Uma chaleira esta aquecendo água no fogão. À medida que a superfície


metálica se aquece, calor é transmitido para a água até se atingir o ponto
de ebulição. O que se nota na ebulição é que o líquido está a uma
temperatura constante. Na existe um gradiente de temperatura, como é o
caso do calor por condução.

O único gradiente que existe é entre a superfície da chaleira em contato


com a água é a chaleira propriamente dita. O conceito de regime de
transferência de calor pode ser melhor entendido através de exemplos.
Analisaremos, por exemplo, a transferência de calor através da parede de
uma estufa qualquer. Consideremos duas situações: operação normal e
desligamento ou religamento.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Durante a operação normal, enquanto a estufa estiver ligada a


temperatura na superfície interna da parede não varia. Se a temperatura
ambiente externa não varia significativamente, a temperatura da
superfície externa também é constante. Sob estas condições a
quantidade de calor transferida para fora é constante e o perfil de
temperatura ao longo da parede, mostrado na figura abaixo, não varia.
Neste caso, dizemos que estamos no regime permanente, ou temperatura
constante.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Vapor saturado e vapor superaquecido:

Vapor superaquecido e vapor saturado às vezes se confundem em suas


aplicações.

Vapor é um gás à temperatura abaixo da temperatura crítica, de modo que


ele pode ser liquefeito por compressão, sem baixar a temperatura. Sob o
ponto de vista termodinâmico, gás e vapor possuem o mesmo significado
pratico. O vapor d’água, água no estado gasoso, é o fluido de trabalho
mais usado na industria para aquecimento, limpeza e reação de processo.
O vapor d’água é gerado na caldeira. Eis um assunto que traz duvida a
um bom numero de pessoas: vapor saturado versus vapor superaquecido.
Qual é mais econômico? Qual é mais eficiente? Onde se deve aplicar um
e outro?

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Vapor saturado é a camada mais próxima da superfície liquida, encontra-


se no limiar do estado liquido e gasoso, podendo apresentar-se seca ou
úmida. O vapor saturado, ao contrario, é composto por uma mistura de
água e vapor, cuja temperatura se mantém constante em relação à sua
pressão, e é justamente esta característica que lhe confere maiorfacilidade
no controle de temperatura de processos, portanto, é o tipo de vapor mais
utilizado na maioria das aplicações industriais, que não requerem isenção
de umidade ou altas temperaturas.

www.foxtreinamentos.com
NOÇÕES DE GRANDEZA E UNIDADES

Vapor superaquecido é aquele que possui temperatura mais elevada que


a do vapor saturado. Para obtê-lo, é necessário aquecer o vapor saturado,
mantendo inalterada a sua pressão. O vapor passa a condição de
superaquecimento quando ultrapassa temperaturas de saturação de uma
determinada pressão. O vapor superaquecido é isento de umidade e
comporta-se nas tubulações como gás. Graças a estas qualidades, é o
perfeito para alimentação de turbinas geradoras de energia elétrica ou
motora, e este é de fato sua principal aplicação.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

TROCADORES DE CALOR
O processo de troca de calor entre dois fluidos que estão em diferentes
temperaturas e separados por uma parede sólida ocorre em muitas
aplicações de engenharia. Os equipamentos usados para implementar
esta troca são denominados trocadores de calor , e aplicações
especificas podem ser encontradas em aquecimento de ambiente,
recuperação de calor, processos químicos, etc. Como aplicações mais
comuns deste tipo de equipamento temos: Aquecedores, resfriadores,
condensadores, evaporadores, torres de refrigeração, caldeiras, etc.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

projeto completo de trocadores de calor podem ser subdividido em três


fases principais: pela analise técnica, pelo projeto mecânico preliminar, e
pelo projeto de fabricação. A análise térmica, que consiste na
determinação da área de troca de calor requerida, dadas as condições de
escoamento e temperaturas dos fluidos. O projeto mecânico envolve
considerações sobre pressões e temperaturas de operação,
características de corrosão, etc. finalmente, o projeto de fabricação requer
a tradução das características e dimensões físicas de uma única unidade
que possa ser construída a um baixo custo.

Existem trocadores de calor que empregam a mistura direta dos fluidos,


como por exemplo torres de refrigeração e aquecedores de água de
alimentação, porem são mais comuns trocadores nos quais os fluidos são
separados por uma parede ou partição através da qual passa o calor.
Alguns dos tipos mais importantes destes trocadores são vistos a seguir:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Duplo Tubo – São formados por dois tubos concêntricos e pelo interior do
tubo do primeiro (mais interno) passa por um fluido e, no espaço entre as
superfícies externa do primeiro e interna do segundo, passa o outro fluido.
A área de troca de calor é a área do primeiro tubo. Tem as vantagens de
ser simples, ter custo reduzido e de ter facilidade de desmontagem para
limpeza e manutenção. O grande inconveniente é a pequena área de
troca de calor.

Serpentina – São formados por um tubo enrolado na forma de espiral,


formando a serpentina, a qual é colocada em uma carcaça ou recipiente,
como mostra a figura abaixo. A área de troca de calor é área de
serpentina. Permite maior área de troca de calor que o anterior e tem
grande flexibilidade de aplicação e é usado principalmente quando se
quer aquecer ou resfriar um banho.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Multitubular – São formados por um feixe de tubos paralelos contidos em


um tubulão cilíndrico denominado de casco, como mostra a figura abaixo.
Um dos fluidos (fluido dos tubos) escoa pelo interior dos tubos, enquanto
que o outro (fluido do casco) escoa por fora dos tubos e dentro do casco.
Defletores (ou chicanas), mostrados na figura abaixo, são normalmente
utilizados para aumentar o coeficiente de película do fluido do casco pelo
aumento da turbulência e de velocidade de escoamento.

Também conhecidos como tipo casco – tubos, são os mais usados na


industria porque oferecem uma grande área de troca de calor. Se um dos
fluidos do trocador condensa ou evapora, o trocador é também
denominado condensador ou evaporador, respectivamente.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Limpeza:

Os principais processos de limpeza são:

• Limpeza por água contra corrente;

• Limpeza por vapor;

• Limpeza química;

• Limpeza mecânica.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

TUBULAÇÕES, VÁLVULAS E ACESSÓRIOS

As tubulações são usadas como meio de condução de fluidos e são


conjuntos de tubos e diversos acessórios, como válvulas, conexões,
purgadores de vapor, filtros, etc.

A condução de fluidos através de tubulações se deve pelo fato de que o


ponto onde este é armazenado, ou produzido, se encontra distante do
ponto utilizado.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tubulações:

Principais materiais para tubos: Empregam-se hoje em dia uma


variedade muito grande de materiais para a fabricação de tubos só a
A.S.T.M. (American Society for Testing and Materials) especifica mais de
500 tipos diferentes de materiais. Damos a seguir um resumo dos
principais materiais usados:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Veremos adiante, com mais detalhes, os tubos dos materiais de maior


importância industrial.

A escolha do material adequado para uma determinada aplicação é


sempre um problema complexo, cuja solução depende principalmente da
pressão e temperatura de trabalho, do fluído conduzido (aspectos de
corrosão e contaminação), do custo, do maior ou menor grau de
segurança necessário, das sobrecargas externas que existirem, e
também, em certos casos, da resistência ao escoamento (perdas de
carga). Voltaremos mais adiante a todas essas questões.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Processos de fabricação de tubos:

Ha quatro grupos de processos industriais de fabricação de tubos:

Tubos com costura (welded pipe)-Fabricação por solda (welding). Os


processos de laminação e de fabricação por solda são os de maior
importância, e por eles são feitos mais de 213 de todos Os tubos usados
em instalações industriais.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Fabricação de tubos por laminação:

Os processos de laminação são os mais importantes para a fabricação de


tubos de aço sem costura; empregam-se para a fabricação de tubos de
aços-carbono, açosliga e aços inoxidáveis, desde 8 cm ate 65 cm de
diâmetro.

Há vários processos de fabricação por laminação, o mais importante dos


quais é o processo "Mannesmann", que consiste resumidamente nas
seguintes operações:

1. Um lingote cilíndrico de aço, com o diâmetro externo aproximado


do tubo que se vai fabricar, e aquecido à cerca de 1.200oC e
levado ao denominado "laminador oblíquo“;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

2. O laminador oblíquo tem rolos de cone duplo, cujos eixos fazem


entre si um pequeno ângulo (Fig 11). O lingote é colocado entre
os dois robôs, que o prensam fortemente e imprimem, ao mesmo
tempo, um movimento helicoidal de rotação a translação em
conseqüência do movimento de translação o lingote e
pressionado contra uma ponteira cônica que se encontra entre os
rolos. A ponteira abre um furo no centro do lingote,
transformando-o em tubo e alisa continuamente a superfície
interna recém-formada. A ponteira, que é fixa, esta colocada na
extremidade de uma haste com um comprimento maior do que o
tubo que resultam;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

3. O tubo formado nessa primeira operação tem paredes muito


grossas. A ponteira é então retirada e o tubo, ainda bastante
quente, e levado para um segundo laminador oblíquo, com uma
ponteira de diâmetro um pouco maior, que afina as paredes do
tubo, aumentando o comprimento e ajustando o diâmetro
externo;

4. Depois das duas passagens pelos laminadores oblíquos o tubo


está bastante empenado. Passa então em uma ou duas
máquinas desempenadoras de rolos;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

5. O tubo sofre, finalmente, uma série


de operações de calibragem dos
diâmetros externo e interno, e
alisamento das superfícies externa
e interna. Essas operações são
feitas em varias passagens em
laminadores com mandris e em
laminadores calibradores (fig. 12).

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Processo de extrusão e fundição:

1. Extrusão - Na fabricação por extrusão, um tarugo maciço do


material em estado pastoso, e colocado em um recipiente de aço
debaixo de uma poderosa prensa. Em uma única operação, que
dura no total poucos segundos, dão as seguintes fases (Fig. 13):

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

a) O embolo da prensa, cujo diâmetro é o mesmo do tarugo, encosta-se


no tarugo;

b) O mandril, acionado pela prensa, fura completamente o centro do


tarugo;

c) Em seguida, o embolo empurra o tarugo obrigando o material a


passar pelo furo de uma matriz calibrada e por fora do mandril,
formando o tubo.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Para tubos de aço a temperatura de aquecimento e da ordem de 1.200oC;


as prensas são sempre verticais e o esforço da prensa pode chegar a
1.500 t. Os tubos de aço saem dessa primeira operação curtos e grossos:
são levados então, ainda quentes, a um laminador de rolos para redução
do diâmetro. Vão finalmente para outros laminadores que desempenam e
ajustam as medidas do diâmetro e da espessura das paredes.

Fabricam-se por extrusão tubos de aço de pequenos diâmetros (abaixo de


8 cm) e também tubos de alumínio, cobre, latão, chumbo e outros metais
não ferrosos, bem como de materiais plásticos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

2. Fundição - Nesses processos o material do tubo, em estado


liquido, e despejado em moldes especais, onde solidifica-se
adquirindo a forma final. Fabricam-se por esse processo, tubos de
ferro fundido, de alguns aços especiais nao-forjáveis, e da maioria
dos materiais não-metálicos, tais como: barro vidrado, concreto,
cimento-amianto, borrachas etc. Para os tubos de ferro fundido e
de boa qualidade, usa-se a fundição por centrifugação, em que o
material líquido é lançado em um molde com movimento rápido
de rotação, sendo então centrifugado contra as paredes do
molde. O tubo resultante da fundição centrifugada tem uma
textura mais homogênea e compacta e também paredes de
espessura mais uniforme Os tubos de concreto armado são
também vibrados durante a fabricação para o adensamento do
concreto.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Fabricação de tubos com costura:

Fabricam-se pelos diversos processos com


costura, descritos a seguir, tubos de aços-
carbono, aços-liga, aços inoxidáveis e ferro
forjado, em toda faixa de diâmetros usuais na
industria.

Existem duas disposições da costura soldada:


longitudinal (ao longo de uma geratriz do tubo)
e espiral (Fig 14), sendo a longitudinal a
empregada na maioria dos casos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Fabricação de tubos soldados por resistência Elétrica:

Nos processos de solda por resistência elétrica, a bobina de chapa depois


de cortada na largura certa, e conformada inteiramente a frio, em uma
maquina de fabricação continua com rolos que comprimem a chapa de
cima para baixo e depois lateralmente, coma mostra a Fig. 15. Uma vez
atingido o formato final do tubo, dá a solda pelo duplo efeito da passagem
de uma corrente elétrica local de grande intensidade e da forte
compressão de um bordo contra o outro pela ação de dois rolo laterais.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tubos de aço-carbono:

Devido ao seu baixo custo, excelentes qualidades mecânicas e facilidade


de solda e de conformação, o aço-carbono é o denominado “material de
uso geral" em tubulações industriais, isto é, só se deixa de empregar o
aço-carbono quando houver alguma circunstancia especial que proíba.
Desta forma, todos os outros materiais são usados apenas em alguns
casos específicos. Em industrias de processamento, mais de 80% dos
tubos são de aço-carbono, que é usado para água doce, vapor de baixa
pressão, condensado, ar comprimido, óleos, gases e muitos outros fluídos
pouco corrosivos, em temperaturas desde – 45oC, e a qualquer pressão.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Alguns tubos de aço-carbono são galvanizados, ou seja, com um


revestimento interno e externo de zinco depositado a quente, com a
finalidade de dar maior resistência à corrosão.

A resistência mecânica do aço-carbono começa a sofrer uma forte redução


em temperaturas superiores a 400oC, devido principalmente ao fenômeno
de deformações permanentes por fluência (creep), que começa a ser
observado a partir de 370oC, e que deve ser obrigatoriamente
considerado para qualquer serviço em temperaturas acima de 400oC.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tubos não-metálicos:

Fabricam-se tubos de uma grande variedade de materiais não-metálicos,


dos quais os mais importantes são os seguintes:

1. Materiais plásticos - Para tubulações industriais é esse


atualmente o grupo mais importante dos materiais não-metálicos;
por essa razão veremos separadamente nos itens a seguir com
mais detalhes;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

2. Cimento-amianto - Os tubos de cimento-amianto (transite) são


fabricados de argamassa de cimento e areia com armação de
fibras de amianto. A resistência mecânica é pequena, só podendo
ser usados para baixas pressões e onde não estejam sujeitos a
grandes esforços externos. O cimento-amianto tem excelente
resistência a atmosfera, ao solo, as águas neutras e alcalinas, a
água salgada, aos álcalis, aos óleos e aos compostos orgânicos
em geral. Para a maioria desses meios o material é
completamente inerte, resistindo por tempo indefinido. Os ácidos,
águas ácidas e soluções ácidas atacam fortemente o cimento
amianto, que não deve ser usado para esses serviços. O principal
emprego dos tubos de cimento-amianto é para tubulações de
esgotos. O custo desses tubos é bem menor do que de outros
que os poderiam substituir, como, por exemplo, os de materiais
plásticos ou de metais não-ferrosos;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

3. Concreto armado - Os tubos de concreto armado são


empregados principalmente para tubulações importantes (de
grande diâmetro) de água e de esgoto. A resistência a corrosão e
equivalente à dos tubos de cimento-amianto, sendo a resistência
mecânica bem maior;
4. Barro vidrado - Os tubos de barro vidrado, também chamados de
"manilhas", têm excelente resistência à corrosão, sendo inertes
em relação ao solo, à atmosfera e a maioria dos fluidos
corrosivos. A resistência mecânica é baixa, sendo entretanto um
pouco melhor do que a dos tubos de cimento-amianto. As
manilhas são empregadas quase exclusivamente para
tubulações de esgoto, e são fabricadas em comprimentos curtos
(1 m aprox.) com diâmetros nominais de 50 a 500 mm, e com
extremidades de ponta e balsa. Os tubos de barro vidrado estão
padronizados na norma EB-S da ABNT;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

5. Vidro, Cerâmica - São tubos de uso e de fabricação raros,


empregados apenas em serviços especiais de alta corrosão ou
quando se exija absoluta pureza do fluido circulante. O vidro é o
material de melhor resistência que existe a todos os meios
corrosivos. Os tubos de vidro e de cerâmica são empregados
apenas em diâmetros pequenos, ate 10cm no máximo.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tubos de materiais plásticos:

Os materiais plásticos sintéticos são atualmente o grupo mais importante


dos materiais não-metálicos utilizados em tubulações industriais. O
emprego desses materiais tem crescido muito nos últimos anos,
principalmente como substituto para os aços inoxidáveis e metais não-
ferrosos. O aumento constante dos preços desses metais e o
aperfeiçoamento contínuo dos plásticos tendem a tornar maior ainda a
expansão do emprego desses obtemos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tubos de aço com revestimentos internos:

Quando a natureza do serviço exigir grande resistência à corrosão e/ou


abrasão, simultaneamente com grande resistência mecânica ou alta
pressão, a solução mais econômica, e às vezes a única, é o emprego de
tubos de aço com um revestimento interno. De um modo geral, é mais
barato um tubo de aço com revestimento interno do que um tubo integral
de material resistente à corrosão, que teria de ter, quando fosse possível
de ser fabricado, paredes de muita espessura para resistir à alta pressão.
Deve-se, contudo, observar que algumas vezes são corrosivos, não só o
fluido conduzido no tubo, como também a atmosfera ambiente ou o solo;
nesses casos, os tubos com revestimento interno evidentemente não se
aplicam.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Para diâmetros grandes, acima do limite de fabricação dos tubos do


material de revestimento, a solução será também o emprego de tubos com
revestimento interno.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Principais meios de ligação de tubos:

Os diversos meios usados para conectar tubos, servem não só para ligar
as varas de tubos entre si, como também para ligar os tubos às válvulas,
aos diversos acessórios, e aos equipamentos (tanques, bombas; vasos,
etc.).

Os principais meios de ligação de tubos são os seguintes:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Ligações rosqueadas (screwed joints);

• Ligações soldadas (welded joints);

• Ligações flangeadas (flanged joints);

• Ligações de ponta e bolsa (bell and spigot joints);

• Outros sistemas de ligação: ligações de compressão, ligações


patenteadas etc.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Ligações rosqueadas:

As Iigações rosqueadas são um dos mais antigos meios de Iigação


usados para tubos. Em tubos de pequeno diâmetro essas ligações são de
baixo custo e de fácil execução; o diâmetro nominal máximo de uso
corrente é de 2", embora haja fabricação de tubos com extremidades
rosqueadas e de peças de ligação até 4”, ou maiores ainda.

Para a ligação das varas de tubo entre si empregam-se dois tipos de


peças, as luvas e as uniões (Fig. 17), todas com rosca interna para
acoplar com a rosca externa da extremidade dos tubos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Ligações soldadas:

Em tubulações industriais, a maior parte das Iigações são soldadas, com


solda por fusão (welding), com adição de eletrodo, de dois tipos principais:

• Solda de topo (butt-welding);

• Solda de encaixe (socket-welding).

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Solda do topo e solda de encaixe:

1. Solda de topo - A solda de topo é o sistema mais usado para as


Iigações entre tubos de 1 1/2"-2" ou maiores, de aços de qualquer
tipo. Pode ser aplicada emtoda a faixa usual de pressões e de
temperaturas, inclusive para serviços severos, sendo por isso o
sistema de ligação mais empregado para tubulações de 2” ou
maiores, em indústrias de processamento. Excepcionalmente, a
solda de topo poderá ser empregada mesmo em diâmetro
menores (1" ou acima), como por exemplo em serviço com
hidrogênio (veja sub-título Tubulações para Hidrogênio);

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os tubos e demais acessórios para uso com solda de topo, devem ter as
extremidades com chanfros para solda, de acordo com os padrões da
norma ANSl.B.16.25 ou de outras normas. De acordo com a
ANSI.B.16.25, os tubos com espessura de parede até 3/16", devem ter as
pontas lisas e esquadrejadas [Fig.18(a)]; os tubos com espessura de
parede entre 3/16" e 3/4", que são a maior parte dos usados
industrialmente, devem ter chanfro em "'V' com ângulo incluso de 75º [Fig
18(b)]; finalmente, para tubos com espessura de parede superior a 3/4", o
chanfro deve ser em "J" duplo [fig. 18(c)].

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Em qualquer caso, a fresta (abertura de raiz da solda) dependerá da


espessura da parede e do diâmetro do tubo, variando entre 1,5 mm e 6
mm. Existem anéis que se colocam por dentro dos tubos e que ficam
geralmente incorporados à solda, usados principalmente para tubos de
grande diâmetro (acima de 20"). Esses anéis (Fig. 19) têm por finalidade
melhorar a qualidade da solda, facilitando completa penetração, acelerar a
operação de soldagem, facilitar o alinhamento dos tubos e dar a abertura
correta da fresta. Em compensação, principalmente em tubos de pequeno
diâmetro, causam sensíveis perdas de carga e dificultam a limpeza
mecânica das tubulações. Esses anéis são desaconselhados para
serviços sujeitos a corrosão sob contato (crevice corrosion); quando
tiverem de ser usados, devem ser removidos após a soldagem e a solda
esmerilhada. A solda de topo não é um ponto fraco na tubulação,
podendo-se admitir que a sua resistência seja pelo menos equivalente a
do próprio tubo.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

2. Solda de encaixe (ou de soquete) - Esse tipo de Iigação soldada


é usado na maioria dos tubos industriais com diâmetros até 11/2”-
2" inclusive, em toda faixa usual de pressões e de temperaturas,
para tubos de aço de qualquer tipo. A solda de encaixe é
empregada também, embora não exclusivamente, em tubos até
4”, de metais não-ferrosos e de plásticos.

As varas de tubo são ligadas umas as outras por meio de luvas ou de


uniões (Fig.20) semelhantes às peças usadas nas ligações rosqueadas.
As uniões são empregadas quando se deseja facilidade de desmontagem.
Os tubos são soldados nas luvas ou nas uniões com um único cordão
externo de solda em ângulo (solda de filete); para isso, as extremidades
dos tubos devem ser lisas, tendo as luvas e as uniões rebaixos onde se
encaixam os tubos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Para tubulações de aço ou de metais não-ferrosos, emprega-se sempre


solda elétrica, com eletrodos do mesmo material dos tubos. Para
tubulações de plástico empregam-se adesivos adequados ao tipo de
plástico em questão.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Ligações flangeadas:

Uma ligação flangeada é composta de dois flanges, um jogo de parafusos


ou estojos com porcas e uma junta de vedação (Fig 21).

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Ligações de ponta e bolsa:

A ligação de ponta e bolsa é um sistema muito antigo, mais ainda usado


correntemente para as seguintes classes de tubos:

• Tubos de ferro fundido e de ferros-ligados para água, esgotos e


líquidos Corrosivos;

• Tubos de ferro fundido para gás;

• Tubos de barro vidrado e de cimento-amianto;

• Tubos de concreto simples ou armado.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Para todos esses tubos, emprega-se a ponta e bolsa em toda a faixa de


diâmetros em que são fabricados. No caso dos tubos de barro vidrado,
cimento-amianto e concreto, a ponta e bolsa é praticamente o único
sistema de ligação usado. As ligações de ponta e bolsa são também
empregadas para alguns tubos de plásticos termoestáveis de grande
diâmetro.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Para uso com ponta e bolsa, as varas de tubos são assimétricas, tendo
cada uma a ponta lisa em um extremo e a bolsa no outro extremo [Fig.
22(a)]. A ponta lisa de um tubo encaixa-se dentro da bolsa do outro tubo
no interior da qual coloca-se um material de vedação que servirá para dar
estanqueidade ao conjunto. O material de vedação deve ser elástico ou
ter perfeita aderência ao tubo; deve também ser resistente ao fluido
conduzido, não se dissolvendo nem contaminando o mesmo. Os
principais materiais de vedação são os seguintes:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Tubos de ferro fundido: chumbo derretido e estopa alcatroada, ou


anéis retentores de borracha ou de plásticos;

• Tubos de concreto e de cimento-amianto: argamassa de cimento


com anéis de Borracha;

• Tubos de barro vidrado: argamassa de cimento.

Outros meios de ligação de tubos:

Além dos sistemas vistos acima existem vários outros meios de Iigação de
tubos, entre os quais podemos citar os seguintes:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

1. Ligações para tubos de plásticos reforçados com fibras de vidro


(tubos FRP) - Como já vimos no sub título Principais materiais
plásticos para tubulações, esses tubos podem ter ambas as
extremidades lisas, com bolsas ou com flanges integrais. Os
tubos com extremidades lisas ou com bolsas são ligados um ao
outro, ou aos diversos acessórios, por meio de niples especiais,
que são colados com adesivo apropriado ao tipo de resina
plástica. A Iigação é depois recoberta com camadas sucessivas
de resina (com um catalizador para a polimerização) e mantas de
fibras de vidro, para manter a resistência mecânica do tubo. A Fig
23 mostra um desses sistemas de Iigação, para tubos com
extremidades lisas;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

2. Ligações de compressão - São sistemas muito usados para tubos


de metais não ferrosos e de aço inoxidável, todos de pequeno
diâmetro (ate 1");
3. Ligações patenteadas diversas (juntas “Dresser", "Victaulic”,
“Flexlock”, “Gibault”, etc.) - Essas ligações são todas não rígidas,
permitindo sempre um razoável movimento angular e um
pequeno movimento axial entre as duas varas de tubo.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Na junta “Dresser" [Fig. 25(a)] o aperto dos parafusos faz aproximarem-se


os dois anéis, um do outro, comprimindo contra a luva os retentores de
borracha que garantem a vedação.

As juntas "Flexlock" e “Gibault” são semelhantes a junta "Dresser". Na


junta “Victaulic" temos um único anel retentor de borracha, de formato
especial que se encaixa em rasgos abertos nas extremidades de ambos
os tubos [Fig. 23(b)]. Por fora do anel retentor colocam-se duas peças,
presas entre si por parafusos, abrangendo cada uma, meia circunferência
dos tubos.

Apertando-se os parafusos, as peças comprimem o anel retentor, dando a


vedação.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Acessórios de tubulações:

Um sistema de tubulações é constituído por diversos acessórios como:

• Conexões;

• Válvulas;

• Purgadores;

• Filtros.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Conexões:

As conexões podem ser classificadas, conforme sua finalidade, da


seguinte forma:

Fazer mudanças de direção:

• Curvas de raio longo;


• Joelhos;
• Curvas de raio curto;
• Joelhos de redução.
• Curvas de redução;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Fazer derivações em tubulações:

• Tês de 90º (normais); • Selas;

• Tês de 45º; • Colares.

• Tês de redução (mudam também o diâmetro);

• Peças em “Y”;

• Cruzetas;

• Cruzetas de redução;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Anéis de reforço e fazer mudanças de diâmetros:

• Reduções concêntricas;

• Reduções excêntricas;

• Reduções de bucha.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Fazer ligações entre tubos:

• Luvas;

• Flanges;

• Niples;

• Virolas;

• Juntas de expansão.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Fazer o fechamento da extremidade de um tubo:

• Tampões;

• Bujões;

• Flanges.

Fazer o isolamento de equipamentos e trechos de tubo;

• Raquete.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Válvulas:

São dispositivos destinados a estabelecer ou interromper o fluxo em uma


tubulação e também a controlá-lo, se desejado. São os acessórios de
tubulação mais importantes, sendo também os mais caros devendo, por
isso, haver o menor numero possível ou estritamente destinada à
operação da planta.

Válvulas de segurança: As válvulas de segurança são responsáveis pela


manutenção da segurança nos equipamentos e instalações de gases
especiais, nos condensadores ou nos receptores de liquido, dado que
existe a possibilidade do interruptor duplo de pressão estar mal montado
ou poder falhar. As válvulas são forçadas por mola e devem ser seladas
para evitar interferências com o ajustamento da mola. Podem ser
classificadas em:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Válvula de Retenção: que são destinadas a impedir o retorno dos fluidos


de processo, ou seja permitem o fluxo dos gases em um único sentido.

Válvulas de Alívio: são projetadas para a descarga instantânea quando o


sistema esta com uma pressão acima da norma de trabalho.

Válvula Solenóide: são muito utilizadas em sistemas de condicionamento


de ar para controlar o fluxo de refrigerante liquido para as serpentinas de
arrefecimento.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Válvula redutora de fluxo variável com retenção: Também conhecida


como “Válvula reguladora de velocidade”, nesta válvula a regulagem de
fluxo é feita somente em uma direção. Uma válvula de retenção fecha a
passagem numa direção e o ar pode fluir somente através da área
regulada. Em sentido contrário, o ar passa livre através da válvula de
retenção aberta. Empregam-se estas válvulas para a regulagem da
velocidade em cilindros ou motores pneumáticos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Regulagem da entrada do ar (regulagem primária). Nesta situação, a


regulagem de fluxo é feita somente no sentido de pressão do ar para a
unidade acionadora (cilindro pneumático). O retorno do ar é livre, através
da válvula de retenção. Regulagem de exaustão (regulagem secundária).
A regulagem é feita na exaustão do ar que volta do cilindro pneumático.
Na entrada da pressão, a válvula de retenção permite o fluxo livre. Obs: a
válvula reguladora de fluxo melhora em muito a conduta do avanço dos
cilindros pneumáticos, é comumente encontrada em suas linhas de
atuação, e deve ser posicionada sempre na linha de exaustão do ar.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Válvula limitadora de pressão: são as válvulas de alívio de pressão que


limitam a pressão de ar do circuito pneumático, em caso de falha do
regulador de pressão. Sua regulagem deverá estar sempre acima da
pressão de trabalho do regulador e, em caso de falha deste, ela entrará
em funcionamento limitando a pressão do circuito. O excesso de ar
enviado à atmosfera.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Válvula de controle: O corpo da válvula de controle é essencialmente um


vaso de pressão, comum a ou duas séries, onde se assenta o plug
(obturador), que está na extremidade da haste, que é acionada pelo
atuador pneumático. A posição relativa entre obturador e a sede,
modulada pelo sinal que vem do controlador, determinada o valor da
vazão do fluido que passa pelo corpo da válvula, variando a queda de
pressão através da válvula. No corpo estão incluídos a sede, obturador,
haste, guia da haste, engaxetamento e selagem de vedação. O conjunto
haste – plug – sede é chamado de TRIM. Como válvula está em contato
direto com o fluido do processo o seu material interior deve ser escolhido
para ser compatível com as características de corrosão e abrasão do
fluido.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

A parte externa da válvula é metálica, geralmente ferro fundido, aço


carbono cadmiado, aço inoxidável AISI 316, ANSI 304, bronze, ligas
especiais para alta temperatura, alt6a pressão e resistente a corrosão
química. As partes internas, justamente aquelas que estão em contato com
o fluido, são o interior do corpo, sede, obturador, anéis de engaxetamento
e de vedação e também devem ser de material adequado.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Operação da válvula:

Antes de especificar e dimensionar uma válvula de controle deve-se


avaliar se a válvula é realmente necessária ou se existe um meio mais
simples e mais econômico de executar o que se deseja. Por exemplo:
pode-se usar uma válvula autocontrolada em vez da válvula de controle,
quando se aceita um controle menos rigoroso, se quer um sistema
alimentação disponível. Em outra aplicação é possível e conveniente
substituir toda a malha de controle de vazão por uma bomba de medição
a deslocamento positivo ou por uma bomba centrífuga com velocidade
variável. O custo benefício destas alternativas é usualmente obtido pelo
custo muito menor do bombeamento, pois não se irá produzir energia
para ser queimada na queda de pressão através da válvula de controle.
Quando se decide usar a válvula de controle, deve-se selecionar o tipo
correto e dimensiona-se adequadamente.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Para seleção da válvula certa deve-se entender completamente o


processo que a válvula controla. Conhecer completamente significa
conhecer as condições normais de operação e as exigências que a válvula
deve satisfazer durante as condições de partida, desligamento do
processo e emergência. Todos os dados do processo devem ser
conhecidos antecipadamente, como os valores das vazões (mínima,
normal e máxima), pressão estática do processo, pressão do vapor do
líquido, densidade, temperatura, viscosidade. É desejável identificar as
fontes e natureza dos distúrbios potenciais e variações de carga do
processo. Deve-se determinar ou conhecer as exigências de qualidade do
processo, de modo a identificar as tolerâncias e erros aceitáveis no
controle. Os dados do processo devem também estabelecer se a válvula
necessita fornecer vedação total, quando fechada, qual deve ser o nível
aceitável de ruído, se há possibilidade de martelo d’água, se a vazão é
pulsante.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Falhas em válvulas de segurança: levantamento durante paradas de


manutenção:

De acordo com a NR-13 as válvulas de segurança devem ser


inspecionadas e recalibradas pelo menos, simultaneamente com os vasos
de pressão e caldeiras por ocasião da sua inspeção interna. Entretanto, há
um importante fato que deve ser considerado: o aumento dos prazos de
campanha ate os limites máximos estabelecidos pela NR-13 poderá
proporcionar uma redução da confiabilidade das válvulas de segurança e
alívio, com conseqüentes reflexos na segurança dos equipamentos e
instalações.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Análise estatística dos resultados da inspeção e Teste de Recepção (TR)


efetuados em válvulas de segurança durante paradas gerais de
manutenção, ao final de campanha operacional de unidades de processo
e utilidades; mostram que pode ser significativo o percentual de válvulas
que abrem fora da pressão de calibração, que não abrem, que se
apresentam obstruídas, que vazam antes ou após abertura, e que
apresentam falhas em seus componentes.

A confiabilidade de válvulas de segurança não deve ser aferida


exclusivamente em função do seu desempenho durante a campanha
operacional. Isto porque muitas válvulas não falham ou não apresentam
problemas de mau funcionamento, simplesmente porque não são
solicitadas quando estão em operação, gerando a falsa impressão de que
estão cumprindo eficazmente a sua importante função de segurança.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Quando se constata que é alto o número de válvulas reprovadas no Teste


de Recepção (TR), é necessário que se aprofunde a investigação sobre
as causas dessas ocorrências e que se analise as conseqüências em
termos de risco operacional que a falha de cada uma dessas válvulas
causaria. Se necessário, a válvula deve ser substituída, podendo ainda,
ser instalada uma válvula redundante para tornar possível uma redução
da campanha, até que se elimine a causa que levou à falha.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Purgadores:

São utilizados para separar e eliminar o condensado ar e outros gases


não condensáveis que possam existir na linha.

Os principais motivos da remoção do condensado existentes na linha de


vapor são:

• Conservara a energia do vapor;

• Evitar vibrações de aríete nas tubulações;

• Reduzir os efeitos de corrosão e erosão;

• Evitar a entrada de condensado nas turbinas.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os purgadores operam com as diferenças de propriedades físicas e


termodinâmicas do fluido.

Os purgadores podem ser:

• Mecânicos;

• Termostáticos;

• Especiais.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Mecânicos – operam com a diferença de densidade da água para o


vapor.

Podem ser:

• Purgadores de bóia;

• Purgadores de panela invertida.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Termostáticos – operam com a diferença de temperatura dos fluidos.

Poder ser:

• Purgadores de expansão metálica;

• Purgadores de expansão liquida;

• Purgadores de expansão balanceada.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Especiais

Podem ser:

• Purgadores termodinâmicos;

• Purgadores de impulso;

• Purgadores de bóia – A saída do condensado é aberta por uma


válvula comandada por bóia. Enquanto a bóia flutua e abre a
saída dele, o qual é expulso pela própria pressão de vapor. Sua
descarga é continua.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Purgadores de panela invertida – O mais usado. Consiste em uma


caixa dentro da qual existe uma panela com o fundo para cima,
comandado a válvula que fecha a saída do condensado.

• Purgadores de expansão balanceada – Consiste em uma caixa


com um pequeno fole em seu interior que comanda a válvula de
saída do condensado. O fole contem um liquido de ponto de
ebulição inferior ao da água.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Especiais

Podem ser:

• Purgadores Termodinâmicos;

• Purgadores de impulso.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Filtros:

Tem como função retirar, separar elementos indesejáveis que podem


estar associados ao fluido conduzido através da tubulação. Elementos
como partículas solidas, por exemplo, podem causar grandes danos ao
equipamento.

Os filtros são também aparelhos separadores destinados a reter corpos


estranhos, poeiras e sólidos em suspensão, em correntes de líquidos ou
gases.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Duas classes de filtro são de uso comum em tubulações industriais e são


tratados a seguir:

• Filtros Provisórios;

• Filtros Permanentes.
Filtros provisórios: São montados entre dois flanges de uma peça,
próximo ao bocal do equipamento, para evitar que a sujeira e corpos
estranhos, deixados durante a montagem dos mesmos penetrem nesses
equipamentos quando o sistema for posto em funcionamento.

Depois que as tubulações já estivessem em funcionamento normal por


algum tempo e, portanto, tiverem sido completamente lavadas pelo
próprio fluido circulante, os fluidos provisórios devem ser removidos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Filtros permanentes: Os principais casos de emprego de filtro


permanente envolvem:

• Tubulações com fluidos sujos que sempre possam apresentar


corpos estranhos;

• Tubulações de entrada de instrumentos e equipamentos muito


sensíveis a corpos estranhos;

• Casos em que se deseja uma purificação rigorosa e controlada do


fluido circulante.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os principais casos de emprego de filtros permanentes envolvem:

• Tubulações com fluidos sujos que sempre possam apresentar


corpos estranhos;

• Tubulações de entrada de instrumentos e equipamentos muito


sensíveis a corpos estranhos;

• Casos em que se deseje uma purificação rigorosa e controlada do


fluido circulante.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os tipos mais comum de elementos filtrantes aplicados para


diferentes finalidades são:

• Filtragem grosseira de líquidos: grades metálicas,


telas metálicas e chapas perfuradas;

• Filtragem fina de líquidos: telas finas, feltro, náilon,


porcelana, papel, etc;

• Filtragem de gases: palhas metálicas, feltro, camurça,


etc.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

BOMBAS
Bomba é uma máquina hidráulica cuja função é aumentar a energia
(pressão e/ou velocidade) de um fluido de forma a que seja possível
movimentá-lo de um ponto mais baixo para outro mais alto. Existem
diversos tipos de bombas, por exemplo: as bombas tipo Parafuso de
Arquimedes, as bombas centrífugas e as bombas de deslocamento
positivo. As bombas podem ser acionadas por motor elétrico, motor de
explosão ou turbina a vapor, por energia eólica como no moinho de vento
ou mesmo manualmente. As bombas hidráulicas possuem função inversa
das turbinas, pois através de um motor (manual ou elétrico, ou eólico ,
etc.), transformam a energia mecânica em energia potencial , enquanto as
turbinas hidráulicas transformam a energia potencial de uma queda
hidráulica em energia mecânica , a qual pode ser convertida
posteriormente em energia elétrica através de um gerador.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Classificação das bombas:

As bombas podem ser classificadas pela sua aplicação ou pela forma com
que a energia é cedida ao fluído. Normalmente, existe uma relação
estreita entre a aplicação e a característica da bomba que, por sua vez,
está intimamente ligada à forma de cessão de energia ao fluido.

Desta forma são classificadas como:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas;

• Turbobombas ou hidrodinâmicas, ou rotodinâmicas ou bombas de


fluxo;

• Bombas especiais: Ex: Carneiro hidráulico, ejetores, bombas


eletromagnéticas.

Bombas de deslocamento positivo:

As bombas de deslocamento positivo impelem uma quantidade definida


de líquido a cada golpe ou volta do dispositivo. Uma porção de fluido é
presa numa câmara, e pela ação de um pistão ou de peças rotativas é
impulsionada para fora. O escoamento pode ser intermitente ou contínuo.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Bombas alternativas:

Nestas bombas o fluido recebe a ação das forças diretamente de um


pistão ou êmbolo ou de uma membrana flexível.

As bombas alternativas não têm limites de pressões. São construídas


para pressões de 1.000 atm ou mais. Apesar de imprimirem ao fluido as
pressões mais elevadas entre todos os tipos de bombas, possuem
capacidade relativamente pequena. São recomendadas para o
bombeamento de óleos, água de alimentação de caldeira e fluidos em
geral que não contenham sólidos abrasivos (podem danificar as
superfícies torneadas do cilindro e do pistão). Em virtude de suas
características de deslocamento positivo é também pratico seu uso com
bombas dosadoras e medidoras de vazões moderadas.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

A bomba de diafragma é outro tipo de bomba de deslocamento positivo


que depende do movimento de um diafragma para conseguir o
deslocamento do fluido. O movimento para frente e para trás, imposto ao
diafragma, atribui ao escoamento a pulsação típica de uma bomba
alternativa. As bombas de diafragma são usadas para bombear
suspensões abrasivas e líquidos muito viscosos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Bombas rotativas:

Nas bombas rotativas (ou rotatórias) o líquido retido no espaço entre os


dentes ou palhetas é deslocado de modo contínuo pelo movimento de
rotação desde a entrada até a saída da bomba. As bombas rotativas são
usadas com líquidos de quaisquer viscosidades, desde que não
contenham sólidos abrasivos. Alguns modelos trabalham a 200 atm. A
descarga e a pressão do líquido bombeado sofrem pequenas variações
quando a rotação é constante. As bombas rotativas são usadas para
bombear óleos (mineral, vegetal ou animal), gorduras, glicose, melaço,
ketchup, maionese, salmoura entre outros materiais. As bombas rotativas
podem ser: de engrenagens; de rotores lobulares, bastante usada na
indústria de alimentos; de parafusos helicoidais; de palhetas, para fluidos
pouco viscosos; e peristálticas, usada para pequenas vazões (permite o
transporte asséptico).

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Turbobombas:

As turbobombas são caracterizadas por possuírem um órgão rotatório


dotado de pás, chamado rotor (ou impulsor ou impelidor), que comunica
aceleração a massa líquida, transformando a energia mecânica de que
está dotado, em energia cinética. Essa aceleração, ao contrário do que se
verifica nas bombas de deslocamento positivo, não possui a mesma
direção e o mesmo sentido do movimento do líquido em contato com as
pás.

O rotor pode ter o eixo da rotação horizontal ou vertical, de modo a


adaptar-se ao trabalho a ser executado. Os rotores fechados são
geralmente mais eficientes. Os do tipo aberto e semi-aberto são usados
para líquidos viscosos ou líquidos que contém materiais sólidos, e em
bombas pequenas.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

As turbobombas necessitam de outro órgão, o difusor, também chamado


de recuperador, onde é feita a transformação da maior parte da elevada
energia cinética com que o líquido sai do rotor, em energia de pressão.
Deste modo, ao atingir a boca de saída da bomba, o líquido é capaz de
escoar com velocidade razoável, equilibrando a pressão que se opõe ao
seu escoamento. Essa transformação é operada de acordo com o teorema
de Bernoulli, pois o difusor sendo de seção gradativamente crescente,
realiza uma progressiva diminuição da velocidade do líquido que por ele
escoa, com o simultâneo aumento de pressão, de modo que esta tenha
um valor elevado e a velocidade seja reduzida na ligação da bomba ao
encanamento de recalque. Esse aumento progressivo da área na carcaça
pode ser obtido utilizando-se a carcaça em voluta (também chamado de
coletor caracol) ou utilizando-se a carcaça com difusores.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Pode-se classificar as turbobombas com relação a posição relativa do


líquido e do eixo de rotação do rotor em: i) centrifugas puras (radiais), ii)
axiais (ou propulsoras ou helicoidadiais) e iii) diagonal (fluxo misto. As
turbobombas são também classificadas de acordo com a velocidade de
rotação específica que relaciona três dos principais fatores
característicos: vazão, altura manométrica e a rotação.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

TURBINAS E EJETORES
Turbina a vapor:

• Máquina rotativa de grande performance;

• É o Acionador mais empregado nas indústrias de petróleo e


petroquímica;

• Propicia ótimo aproveitamento térmico;

• Possibilita o aproveitamento do exausto para aquecimento


industrial.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Características gerais:

• Movimento contínuo;

• Torque constante;

• Capacidade de regulagem da velocidade;

• Simplicidade de operação;

• Manutenção simples;

• Vida útil longa.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Turbina condensante:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Turbina não condensante:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Turbina Mista:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Turbinas Comerciais:

Possuem vários expansores em arranjos do tipo arco ou anel.

Expansores:

Finalidade: Expandir o vapor de um estado termodinâmico P0, T0 P1, T1,


convertendo a energia do vapor em velocidade.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Princípio Operacional das Turbinas:

• Energia do Vapor;

• Energia Cinética (velocidade);

• Trabalho mecânico.

Estes princípios são:

• Princípio da “AÇÃO”;

• Princípio da “REAÇÃO”.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Principio da Ação:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Princípio da Reação:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Classificação das turbinas:

• Turbina de uso geral (pequena potencia): Uso em bombas de


óleo, água, etc;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Turbina de uso especial: Uso em máquinas de grande potência


(Compressores/Geradores);

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Componentes das Turbinas:

• Bocais;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Arco de expansores;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Palhetas móveis;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Carcaça;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Parcializadora;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Mancais;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Selagem;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Governador;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Governador Eletrônico;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Painel;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Giro Lento;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Bombas de óleo;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Bombas de Condensado;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Trocadores de Óleo;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Ejetores;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Recirculação de Condensado.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Ejetores:

Um ejetor a vapor de simples estágio é


composto por três partes básicas: bico
motriz, câmara de sucção e difusor. Na
construção dos ejetores poderão ser
usadas peças fundidas, usinadas ou feitas
de chapas soldadas. O projeto do bico
motriz segue a normas de conhecimento
geral, entretanto, o projeto do difusor e o
posicionamento do bico ou bicos motrizes
em relação ao difusor é baseado
exclusivamente em procedimentos
empíricos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Faixas Usuais de Utilização dos Ejetores:

• Simples estágio 75 a 760 torr;

• Duplo estágio 10 a 150 torr;

• Três estágios 1,5 a 25 torr;

• Quatro estágios 0,25 a 3 torr;

• Cinco estágios 0,05 a 0,5 torr;

• Seis estágios 0,001 a 0,09 torr.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os ejetores assim construídos podem atingir pressões de até 0,001 torr.


Uma vez que os ejetores utilizam vapor como fluido motriz, é
aconselhável a utilização de condensadores entre dois estágios de
compressão, com a finalidade de se reduzir a carga na sucção do
próximo ejetor. O HEI desenvolveu uma nomenclatura para designar os
vários componentes de um sistema de vácuo composto por ejetores e
condensadores. Cada estágio de ejetor é designado por uma letra.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Princípio de Funcionamento:

Todos os ejetores funcionam baseados num princípio comum. Os ejetores


são bombas de mudança de momento. Um vapor de alta pressão (ponto
1) expande-se na passagem por um bocal convergente-divergente (o bico
motriz - ponto 2) e acelera até atingir uma velocidade supersônica
(geralmente entre 920 e 1.220 m/s).

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Motive fluid = Fluido motriz


(normalmente vapor de água) Suction =
Sucção Nozzle = bico motriz Mixing =
Câmara de mistura Venturi Throat =
Garganta do difusor (parte reta) Mixture =
Mistura (vapor motriz + gases aspirados)

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

COMPRESSORES
O compressor é um equipamento industrial concebido para aumentar a
pressão de um fluido em estado gasoso (ar, vapor de água, hidrogênio,
etc...). Normalmente, conforme a equação de Clapeyron, a compressão de
um gás também provoca o aumento de sua temperatura.

Os compressores podem ser classificados em 2 tipos principais, conforme


seu princípio de operação:

Compressores de deslocamento positivo (ou Estáticos): Estes são


subdivididos ainda em Alternativos ou Rotativos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Nos compressores alternativos a compressão do gás é feita em uma


câmara de volume variável por um pistão, ligado a um mecanismo biela-
manivela similar ao de um motor alternativo. Quando o pistão no
movimento ascendente comprime o gás a um valor determinado, uma
válvula se abre deixando o gás escapar, praticamente com pressão
constante. Ao final do movimento de ascensão, a válvula de exaustão se
fecha, e a de admissão se abre, preenchendo a câmara a medida que o
pistão se move.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Nos compressores rotativos, um rotor é montado dentro de uma carcaça


com uma excentricidade (desnivelamento entre o centro do eixo do rotor e
da carcaça). No rotor são montadas palhetas móveis, de modo que a
rotação faz as palhetas se moverem para dentro e para fora de suas
ranhuras. O gás contido entre duas palhetas sucessivas é comprimido a
medida o volume entre elas diminui devido à rotação e à excentricidade do
rotor.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Compressores de Dinâmicos: Estes são subdivididos ainda em


centrífugos ou axiais. Os compressores dinâmicos ou turbocompressores
possuem dois componentes principais: impelidor e difusor. 0 impelidor é
um componente rotativo munido de pás que transfere ao gás a energia
recebida de um acionador. Essa transferência de energia se faz em parte
na forma cinética e em outra parte na forma de entalpia. Posteriormente, o
escoamento estabelecido no impelidor é recebido por um componente fixo
denominado difusor, cuja função é promover a transformação da energia
cinética do gás em entalpia, com conseqüente ganho de pressão. Os
compressores dinâmicos efetuam o processo de compressão de maneira
contínua, e portanto correspondem exatamente ao que se denomina, em
termodinâmica, um volume de controle.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Compressores de parafusos: Esse tipo de compressor possui dois


rotores em forma de parafusos que giram em sentido contrario, mantendo
entre si uma condição de engrenamento. A conexão do compressor com o
sistema se faz através das aberturas de sucção e descarga,
diametralmente opostas: O gás penetra pela abertura de sucção e ocupa
os intervalos entre os filetes dos rotores. A partir do momento em que há o
engrenamento de um determinado filete, o gás nele contido fica encerrado
entre o rotor e as paredes da carcaça. A rotação faz então com que o
ponto de engrenamento vá se deslocando para a frente, reduzindo o
espaço disponível para o gás e provocando a sua compressão.
Finalmente, é alcançada a abertura de descarga, e o gás é liberado. De
acordo com o tipo de acesso ao seu interior, os compressores podem ser
classificados em herméticos, semi-herméticos ou abertos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

A categoria dos compressores de parafuso pode também ser sub-dividida


em compressores de parafuso duplo e simples. Os compressores de
parafuso podem também ser classificados de acordo com o número de
estágios de compressão, com um ou dois estágios de compressão
(sistemas compound).

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

TORRES, VASOS, TANQUES E REATORES


Tanques:

São utilizados para armazenar diversos tipos de produtos envolvidos na


produção em uma unidade de processo da pressão atmosférica ate
baixas pressões (aproximadamente 15 psi).

Classificação quanto à função:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os principais tipos de tanques existentes são:

• Tanques de armazenamento;

• Tanque de recebimento;

• Tanque de resíduo;

• Tanques de mistura.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tanques de armazenamento – Estoque de matérias primas e produtos


acabados a pressão atmosférica.

Tanque de recebimento – estoque de produtos intermediários.

Tanque de resíduo – armazena produtos fora de especificações ou


provenientes de operações indevidas, aguardando reprocessamento.

Tanques de mistura – usados para obtenção de misturas de produtos, ou


produtos e aditivos, visando ao acerto de especificação. Os tanques
podem ser classificados quanto ao fundo, ao costado e ao teto.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Vasos:

Finalidade:

• Armazenamento final ou intermediário; • Destilação;

• Amortecimento de pulsação; • Separação de fluidos;

• Troca de calor; • Criogenia.

• Contenção de reações;

• Filtração;

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tipos:

Horizontais – São usados como vasos de topo de torres em que temos


separação de vapor – liquido e vapor – liquido – liquido, como vasos de
acumulação, separadores liquido – liquido, vasos de carga e etc.

Verticais – São usados para separação de vapor – liquido na sucção de


compressores, vasos de coleta, vasos de condensado, etc.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Torres:

Denominadas “colunas”, servem para realizar destilação, absorção e


retificação, extração, reações, etc.

Construção:

Formado por um vaso de pressão vertical e por seus diversos acessórios,


denominados “internos”. A altura e o diâmetro da torre são denominados
em função do volume dos líquidos e dos vapores.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Reatores:

Dispositivos no qual transferência de massa, de quantidade de movimento


e de energia ocorrem junto a uma reação química, devendo esta seguir
de uma forma segura e controlável.

Os reatores podem ser divididos em várias formas, conforme o ponto de


vista do processo adotado.

Quanto ao numero de fases envolvidas, eles podem ser divididos em dois


tipos: homogêneos e heterogêneos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Também podemos dividir os reatores em duas categorias, conforme o


regime de operação:

• Reatores contínuos;

• Reatores descontínuos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

FORNOS
Os fornos são projetados para o aquecimento de uma determinada
carga, através de chama direta ou indireta, pela queima de combustível
nos maçaricos e aquecimento da carga ou produto, que passa
internamente nos tubos. Em refinarias de petróleo constituem um
conjunto importante de equipamentos com tipos dos mais variados. Na
maioria dos casos tais equipamentos se constituem críticos para a
campanha das unidades operacionais e em função deles são
estabelecidas as paradas das mesmas, de acordo com uma
programação pré – estabelecida ou em emergência.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tipos e Descrição:

Há três tipos principais de fornos, classificados segundo a posição dos


tubos da serpentina de aquecimento.

• Horizontais;

• Verticais;

• Mistos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tipo horizontal: No tipo horizontal são


considerados os fornos em que os tubos
da serpentina para o aquecimento da
carga tanto da seção de radiação como
da seção de convecção são distribuídos
horizontalmente.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tipo vertical: Os fornos do tipo vertical


são aqueles em que os tubos de
serpentina de aquecimento tanto da seção
da radiação como da seção de convenção
são dispostos verticalmente. A fig. 62
apresenta um forno deste tipo, e que são
utilizados na unidade destilação
atmosférica.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tipo misto: O tipo misto é aquele em que


os tubos de serpentina de aquecimento
da seção de radiação são verticais e da
seção de convecção são horizontais.
Apresentamos na fig.63 esquemática de
um forno classificado segundo este tipo.

As serpentinas de aquecimento da seção


de convecção nem sempre são utilizadas
para aquecimento de hidrocarbonetos,
muitas vezes são utilizadas como gerador
de vapor, a fim de ser utilizado na própria
unidade.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os fornos se compõem basicamente de três partes:

• Serpentina de aquecimento;

• Fornalha;

• Chaminé.

Serpentina de aquecimento: A função da serpentina é transportar os


hidrocarbonetos a serem aquecidos e constitui-se de vários tubos
interligados entre si por meio de conexões das mais variadas. Estas
conexões são de diversas formas e são conhecidas mais comumente
como cabeçotes. Vide fig.64 e 65.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Os cabeçotes poderão ser do tipo mandrilado ou soldado, havendo outros


tipos de menor uso, com as extremidades flangeadas e parafusadas.

Na fig. 66 apresentamos alguns tipos de cabeçotes intermediários e


terminais.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

CALDEIRAS
São equipamentos que transformam a água no estado líquido em vapor a
pressões superiores à atmosférica e temperaturas iguais ou superiores à
temperatura de saturação, utilizando para isso calor obtido de qualquer
fonte de energia.

Caldeiras flamotubulares:

As caldeiras de tubos de fogo ou tubos de fumaça, flamotubulares ou


ainda gás-tubulares são aquelas em que os gases provenientes da
combustão "fumos" (gases quentes e/ou gases de exaustão) atravessam
a caldeira no interior de tubos que se encontram circundados por água,
cedendo calor à mesma.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Nesse tipo de caldeira os tubos são postos verticalmente num corpo


cilindrico e fechado nas extremidades por placas, chamadas espelhos
justamente por refletirem boa parte do calor.

A fornalha fica logo abaixo dos espelhos inferiores. Os gases gerados pela
combustão sobem atavés dos tubos, aquecendo e vaporizando a água que
está em torno deles. As fornalhas são utilizadas principalmente no
aproveitamento da queima de combustíves, tais como: palha, serragem,
cascas de café ou amendoim, óleos e etc.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Caldeiras horizontais:

Esse tipo de caldeira abrange várias modalidades, desde as caldeiras


cornuália e lancashire, de grande volume de água, até as modernas
unidades compactas. As principais caldeiras horizontais apresentam
tubulações internas, por onde passam os gases quentes. Podem ter de 1
a 4 tubos de fornalha. As de 3 e 4 são usadas na marinha.

Caldeira cornuália:

Fundamentalmente consiste de 2 cilindros horizontais unidos por placas


planas. Seu funcionamento é bastante simples, apresentando porém,
baixo rendimento. Para uma superfície de aquecimento de 100 m² já
apresenta grandes dimensões, o que provoca limitação quanto a pressão;
via de regra, a pressão não deve ir além de 10kg/cm².

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Caldeira lancashire:

É constituída por duas (às vezes 3 ou 4) tubulações internas, alcançando


superfície de aquecimento de 120 a 140 metros quadrados. Atingem até
18 kg de vapor por metro quadrado de superfície de aquecimento. Este
tipo de caldeira está sendo substituída gradativamente por outros tipos.

Caldeiras multitubulares de fornalha interna:

Como o próprio nome indica, possui vários tubos de fumaça. Podem ser
de três tipos:

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Tubos de fogo diretos;

Consiste em a passagem de fogo dentro do cano e a água por fora os


gases percorrem o corpo da caldeira uma única vez.

• Tubos de fogo de retorno;

Os gases provenientes da combustão na tubulação da fornalha circulam


pelos tubos de retorno.

• Tubos de fogo diretos e de retorno;

Os gases quentes circulam pelos tubos diretos e voltam pelos de retorno.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Caldeiras a vapor:

A água passa por um recipiente (caldeira) que é esquentado,


transformando-se em vapor. Foi projetada em 1708(sec XVIII), por José
Amilton de Almeida Neto.

Disposições gerais:

São equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão


superior à atmosfera, utilizando qualquer fonte de energia.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tipos principais:

• Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares;

• Caldeiras Aquatubulares.

Caldeiras flamotubulares ou fogotubulares:

Constituída de um corpo cilíndrico contendo em seu interior um tubo


central de fogo e tubos de menor diâmetro de gases, dispostos em duas
ou mais passagens.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Caldeiras flamotubulares:

Vantagens:

• Construção mais simples;

• Baixo custo de aquisição;

• Atendem bem ao aumento instantâneos de demanda.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Desvantagens:

• Baixo rendimento térmico;

• Limitação de pressão de operação (Max. 20 kgf/cm²);

• Capacidade de produção limitada.

Corpo:

Construído a partir de chapas de aço carbono calandradas e soldadas. Define a


capacidade de produção de vapor e a pressão de trabalho da caldeira.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Espelhos:

Constituem em duas chapas planas soldadas nas extremidades do corpo.


Possui furações para passagem dos tubos, que são fixados por solda.

Caixa de Fumaça:

A caixa de fumaça é o local por onde os gases da combustão fazem a


reversão do seu trajeto, passando novamente pelo interior da caldeira
(pelo feixe tubular).

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Partes principais:

• Válvulas de segurança;

• Câmara de reversão de
gases;

• Esprlho;

• Queimador ventilador.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Caldeiras aquatubulares:

São caldeiras em que a água circula por dentro de uma tubulação,


enquanto os gases quentes circulam por fora desta tubulação.

• Vantagens:

• Maior rendimento térmico;

• Maior capacidade de geração de vapor;

• Possibilidade de trabalhar com pressões mais elevadas.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Desvantagens:

• Maior custo;

• Dificuldade de manutenção.

Partes Principais:

• Tubulão superior;

• Tubulão inferior;

• Feixe tubular.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Tubulão Superior: É o elemento da caldeira onde é injetada a água de


alimentação e de onde é retirado o vapor. O tubulão de vapor é
constituído com chapa de aço carbono de alta qualidade.

Tubulão Inferior: O tubulão inferior, ou tambor de lama, também é


construído em chapas de aço carbono.

No tubulão inferior estão instaladas tomadas para purga ou descarga de


fundo, utilizadas para remover lama e resíduos sólidos.

www.foxtreinamentos.com
EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Feixe tubular: É um conjunto de tubos que faz a ligação entre os tubulões


da caldeira. Pelo interior destes tubos circulam água e vapor.

Os tubos podem ser retos ou curvos.

Partes principais:

• Tubulão de vapor;

• Tubos geradores de vapor;

• Parede refratária;

• Boca de inspeção.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

A eletricidade é um termo geral que abrange uma variedade de


fenômenos resultantes da presença e do fluxo de carga elétrica. Esses
incluem muitos fenômenos facilmente reconhecíveis, tais como
relâmpagos, eletricidade estática, e correntes elétricas em fios elétricos.

Tensão:

Tensão elétrica é a diferença de


potencial elétrico entre dois pontos. Sua
unidade de medida é o volt, em
homenagem ao físico italiano Alessandro
Volta.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Por analogia, a tensão elétrica seria a "força" responsável pela


movimentação de elétrons: o potencial elétrico mede a força que uma
carga elétrica experimenta no seio de um campo elétrico, expressa pela lei
de Coulomb, portanto a tensão é a tendência que uma carga tem de ir de
um ponto para o outro. Normalmente toma-se um ponto que se considera
de tensão zero e mede-se a tensão do resto dos pontos relativos a este.

Resistência:

Resistência elétrica é a capacidade de um corpo qualquer se opor à


passagem de corrente elétrica mesmo quando existe uma diferença de
potencial aplicada. Seu cálculo é dado pela Lei de Ohm, e, segundo o
Sistema Internacional de Unidades (SI), é medida em ohms.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Quando uma corrente elétrica é estabelecida em um condutor metálico,


um número muito elevado de elétrons livres passa a se deslocar nesse
condutor. Nesse movimento, os elétrons colidem entre si e também contra
os átomos que constituem o metal. Portanto, os elétrons encontram uma
certa dificuldade para se deslocar, isto é, existe uma resistência à
passagem da corrente no condutor. Para medir essa resistência, os
cientistas definiram uma grandeza que denominaram resistividade
elétrica.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Intensidade de corrente:

Define-se como intensidade da corrente elétrica i a relação: i = ΔQ/Δt A


quantidade de carga Q é dada pelo produto do número n de elétrons pela
carga do elétron.
Riscos de origem elétrica:

A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco ao


homem. Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade
física e saúde do trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência do
choque elétrico com conseqüências: diretas, e indiretas (quedas, batidas,
queimaduras indiretas e outras). Também apresenta risco devido à
possibilidade de ocorrências de curtos-circuitos ou mau funcionamento do
sistema elétrico originando grandes incêndios, explosões ou acidentes
ampliados.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

É importante lembrar que o fato da linha estar desenergizada não elimina


o risco elétrico, tampouco pode-se prescindir das medidas de controle
coletivas e individuais necessárias, já que a energização acidental pode
ocorrer devido a erros de manobra, contato acidental com outros circuitos
energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a
rede, descargas atmosféricas mesmo que distantes dos locais de
trabalho, fontes de alimentação de terceiros.

Choque elétrico:

É o principal causador de acidentes no setor e geralmente originado por


contato do trabalhador com partes energizadas. Constitui-se em estímulo
rápido e acidental sobre o sistema nervoso devido à passagem de
corrente elétrica, acima de determinados valores, pelo corpo humano.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Seus efeitos diretos são contrações musculares, tetania, queimaduras


(internas e externas), parada respiratória, parada cardíaca, eletrólise de
tecidos, fibrilação cardíaca e óbito (eletropressão) e seus efeitos indiretos
quedas, batidas e queimaduras indiretas (externas).

A extensão do dano do choque elétrico depende da magnitude da


corrente elétrica, do caminho por ela percorrido no corpo humano e do
seu tempo de duração. O risco de choque elétrico está presente em
praticamente todas as atividades executadas nos setores elétrico e
telefônico a exemplo de construção, montagem, manutenção, reparo,
inspeção, medição de sistema elétrico potência (SEP) e poda de árvores
em suas proximidades. Corrente alternada (60 Hz). Tempo de circulação
maior que três segundos.
Corrente passando pelo: tórax (pulmão e coração) ou pelo cérebro.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

• 1 mA - Limiar de sensibilidade – Formigamento;

• 5 a 15 mA - Contração muscular – Dor;

• 15 a 25 mA - Contrações violentas - Impossibilidade de soltar o


objeto (fio) - Morte aparente – Asfixia / Respiração artificial;

• 25 - 80 mA - Morte aparente - Asfixia - Fibrilação ventricular;

• Respiração artificial - Massagem cardíaca;

• Maior que 80 mA - Desfibrilação elétrica;

• Corrente de ampères - Queimaduras e morte.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Resistência do corpo humano:

• Medida entre duas mãos;

• Mãos secas: R = 5000 Ω;

• Mãos úmidas: R = 2500 Ω;

• Mãos molhadas: R = 1000Ω;

• Mãos imersas na água: R = 500 Ω;

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Arco voltaico:

Constitui-se em outro risco de origem elétrica. O arco voltaico caracteriza-


se pelo fluxo de corrente elétrica através de um meio “isolante”, como o
ar, e geralmente é produzido quando da conexão e desconexão de
dispositivos elétricos e em caso de curto-circuito. Um arco voltaico produz
calor que pode exceder a barreira de tolerância da pele e causar
queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco elétrico possui energia
suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo vapores
de material ionizado e raios ultravioleta.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Campo eletromagnético:

É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios


condutores. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos
trabalhadores manifestam-se especialmente quando da execução de
serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica, nas quais
empregam-se elevados níveis de tensão. Os efeitos possíveis no
organismo humano decorrente da exposição ao campo eletromagnético
são de natureza elétrica e magnética. Os efeitos do campo elétrico já
foram mencionados acima. Quanto aos de origem magnética citamos os
efeitos térmicos, endócrinos e suas possíveis patologias produzidas pela
interação das cargas elétricas com o corpo humano.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Não há comprovação científica, porém há indícios de que a radiação


eletromagnética criada nas proximidades de meios com elevados níveis de
tensão e corrente elétrica, possa provocar a ocorrência de câncer,
leucemia e tumor de cérebro. Contudo é certo que essa situação promove
nocividade térmica (interior do corpo) e efeitos endócrinos no organismo
humano.

Especial atenção aos trabalhadores, expostos a essas condições, que


possuam em seu corpo próteses metálicas (pinos, encaixes, articulações),
pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos
podendo provocar as necroses ósseas, assim como aos trabalhadores
portadores de aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo,
auditivos, dosadores de insulina, etc..), pois a radiação interfere nos
circuitos elétricos e poderão criar disfunções e mau funcionamento
desses.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Percentual de corrente que passa pelo coração em função do trajeto:

A tabela a seguir, apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar o


contato elétrico, o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente
que passa pelo coração.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

As chances de salvamento da vítima de choque elétrico diminuem com o


passar de alguns minutos, pesquisas realizadas apresentam as chances
de salvamento em função do número de minutos decorridos do choque
aparentemente mortal, pela análise da tabela abaixo esperar a chegada da
assistência médica para socorrer a vítima é o mesmo que assumir a sua
morte, então não se deve esperar o caminho é a aplicação de técnicas de
primeiros socorros por pessoa que esteja nas proximidades.

O ser humano que esteja com parada respiratório e cardíaca passa a ter
morte cerebral dentro de 4 minutos, por isso é necessário que o
profissional que trabalha com eletricidade deve estar apto a prestar os
primeiros socorros a acidentados, especialmente através de técnicas de
reanimação cádio-respiratória.

www.foxtreinamentos.com
ELETRICIDADE

Chances de salvamento:

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

CONTROLE AUTOMÁTICO
Nos primórdios do controle de processos, os indicadores, os elementos
de controle assim como as válvulas eram monitorados por um operador
que passava em todos as malhas de controle e ajustava a abertura ou
fechamento das válvulas para obter a variável (temperatura, pressão,
vazão, etc.) desejada.

Com o surgimento de instrumentos pneumáticos na década de 1940 de


transmissão e controle foi possível a monitoração e controle de forma
automatizada. O operador já não precisava mais abrir ou fechar todas as
válvulas manualmente. Isto reduziu o tempo que os operadores
necessitavam para monitorar o processo.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Inicialmente os controladores eram instalados proximos ao transmissor e


vávula de controle que pertenciam a sua malha de controle. Com o passar
dos anos estes controladores de campo começaram a ser reunidos em
um sala que centralizava os elementos de controle. Nascia a sala de
controle de processo. Os sinais dos elementos de medição que se
localizavam instalados no processo, eram enviados a sala de controle por
um transmissor, o controlador processava este sinal e enviava de volta
para o campo um sinal para o posicionador que movimentaria a válvula de
controle. Todos os instrumentos utilizados nestas malhas de controle eram
pneumáticos. O sinal de entrada e saída para estes instrumentos era o 3-
15 psi e utilizavam um alimentação de ar de 20 psi. O incoveniente deste
tipo de instalação são os vazamentos que ocorrem devido a trincas ou
corrosão nas tubulações de cobre ou aço carbono, ou trincas por
resecamento para tubulações de vinil. Estes vazamentos poderiam
acarretar uma falha na malha de controle, ou até a parada da produção.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Sala de controle com instrumentação eletrônica:

Com o avanço da eletrônica nos anos de 1950 e 1960, foi possível a


construção de instrumentos eletrônicos para a substituição dos
pneumáticos. A partir de 1970 inicio-se a fabricação destes instrumentos.
Inicialmente o sinal de entrada e saída destes equipamentos não eram
padronizados. Cada fabricante desenvolvia o seu padrão. Em busca da
padronização posteriormente se padronizou este sinal em um sinal de
corrente de 4-20mA e alimentação elétrica de 24Vdc para transmissores e
posicionadores, em casos especiais utiliza-se 110Vac.
Aos poucos as plantas industriais migraram para o controle se utilizando
de equipamentos eletrônicos, o que reduziu os custos de manutenção
devido a robustez destes equipamentos e por estes não possuírem partes
mecânicas, como nos intrumentos pneumáticos. Também foi possivel
aumentar a precisão das medições o que melhorou o controle das malhas.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

A próxima evolução da Instrumentação ocorreu com o surgimento da


computação. Com o elevação da complexidade dos processos industriais
a necessidade de mais processamentos e de mais malhas de controle,
tornava-se inviável ter centenas de malhas de controle utilizando-se de
instrumentos discretos, pois cada instrumento está sujeito a falhas e
necessita de manutenção. Os sistemas de controle distribuido (DCS),
possibilitou reunir em estações de controle varias malhas de controle. O
sistema permite o controle de varias salas de controle através de uma
estação, que podem estar a quilômetros de distância uma da outra. Agora
o operador opera uma enorme gama de malhas de controle através de
uma tela de computador.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Atualmente existem muitos instrumentos trabalhando através de redes


industriais, dentre as várias redes destacam-se: AS-Interface, Profibus,
Fieldbus Foundation,, Modbus. Também vale lembrar que em algumas
plantas industriais, usam-se instrumentos de medição e controle que se
comunicam através de redes wireless.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

CONTROLE DE PROCESSO

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Nas indústrias, o termo PROCESSO tem um significado amplo. Uma


operação unitária, como por exemplo, destilação, filtração ou
aquecimento, é considerado um PROCESSO.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Quando se trata de controle, uma tubulação por onde escoa um fluído, um


reservatório contendo água, um aquecedor ou um equipamento qualquer
é denominado de PROCESSO.

PROCESSO é uma operação ou uma série de operações realizada em


um determinado equipamento, onde varia pelo menos uma característica
física ou química de um material.

Variáveis de Processo São condições internas ou externas que afetam o


desempenho de um processo, em todos os processos industriais é
absolutamente necessário controlar e manter constantes algumas
variáveis de processo, tais como pressão, nível, vazão, temperatura, pH,
condutividade, velocidade, umidade, etc.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Variável Controlada de um processo é aquela que mais diretamente indica


a forma ou o estado desejado do produto.

Variável manipulada do processo é aquela sobre a qual o controlador


automático atua, no sentido de se manter a variável controlada no valor
desejado.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Na MALHA ABERTA, a informação sobre a variável controlada não é


utilizada para ajustar qualquer entrada do sistema para compensar
variações nas variáveis do processo.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Na MALHA FECHADA, a informação sobre a variável controlada, é comparada


com o valor pré-estabelecido (chamado SET POINT), é utilizada para manipular
uma ou mais variáveis do processo. No exemplo, a informação acerca da
temperatura do fluido da água aquecida (fluido de saída), acarreta uma mudança
no valor da variável do processo, no caso, a entrada de vapor. Se a temperatura
da água aquecida estiver com o valor abaixo do valor do set point, a válvula abre,
aumentando a vazão de vapor para aquecer a água. Se a temperatura da água
estiver com um valor abaixo do set point, a válvula fecha, diminuindo a vazão de
vapor para esfriar a água.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

CONCEITOS E CONSIDERAÇÕES BÁSICAS DE


CONTROLE AUTOMÁTICO

O controle Automático tem como finalidade a manutenção de uma certa


variável ou condição num certo valor (fixo ou variante). Este valor que
pretendemos é o valor desejado. Para atingir esta finalidade o sistema de
controle automático opera do seguinte modo:

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

a) Medida do valor atual da variável que se quer regular;

b) Comparação do valor atual com o valor desejado (sendo este o último


indicado ao sistema de controle pelo operador humano ou por um
computador). Determinação do desvio;

c) Utilização do desvio (ou erro) para gerar um sinal de correção;

d) Aplicação do sinal de correção ao sistema a controlar de modo a ser


eliminado o desvio, isto é, de maneira a reconduzir-se a variável ao
valor desejado. O sinal de correção introduz, pois variações de
sentido contrário ao erro.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Medida - A cargo do sistema termométrico.

Comparação Efetuada pelo sistema de Contatos (Posição Relativa).

Computação Geração do sinal de correção (efetuada também pelo


sistema de contatos e pelo resto do circuito elétrico do termostato.

Correção - Desempenhada pelo órgão de Controle – Contator.

Para facilitar o entendimento de alguns termos que aqui serão utilizados,


a seguir, serão dadas de forma sucinta suas definições:

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Planta Uma planta é uma parte de um equipamento, eventualmente um


conjunto de itens de uma máquina, que funciona conjuntamente, cuja
finalidade é desenvolver uma dada operação.

Processo Qualquer operação ou seqüência de operações, envolvendo


uma mudança de estado, de composição, de dimensão ou outras
propriedades que possam ser definidas relativamente a um padrão.
Pode ser contínuo ou em batelada.

Sistemas É uma combinação de componentes que atuam conjuntamente


e realizam um certo objetivo.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Variável do Processo (PV) Qualquer quantidade, propriedade ou


condição física medida a fim de que se possa efetuar a indicação e/ou
controle do processo (neste caso, também chamada de variável
controlada).

Variável Manipulada ( MV) É a grandeza que é operada com a finalidade


de manter a variável controlada no valor desejado.

Set Point (SP) ou É um valor desejado estabelecido previamente como


referência de Set Valor (SV) ponto de controle no qual o valor controlado
deve permanecer.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Distúrbio (Ruído) É um sinal que tende a afetar adversamente o valor da


variável controlada.

Desvio Representa o valor resultante da diferença entre o valor desejado


e o valor da variável controlada.

Ganho Representa o valor resultante do quociente entre a taxa de


mudança na saída e a taxa de mudança na entrada que a causou.
Ambas, a entrada e a saída devem ser expressas na mesma unidade.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

TIPOS DE CONTROLE
Controle manual e controle automático:

Para ilustrar o conceito de controle manual e automático vamos utilizar


como processo típico o sistema térmico das figuras abaixo. Inicialmente
considere o caso em que um operador detém a função de manter a
temperatura da água quente em um dado valor. Neste caso, um
termômetro está instalado na saída do sistema, medindo a temperatura da
água quente. O operador observa a indicação do termômetro e baseado
nela, efetua o fechamento ou abertura da válvula de controle de vapor
para que a temperatura desejada seja mantida.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Deste modo, o operador é que está efetuando o controle através de sua


observação e de sua ação manual, sendo, portanto, um caso de “Controle
Manual”.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Considere agora o caso da figura abaixo, onde no lugar do operador foi


instalado um instrumento capaz de substituí-lo no trabalho de manter a
temperatura da água quente em um valor desejado. Neste caso, este
sistema atua de modo similar ao operador, tendo então um detector de
erro, uma unidade de controle e um atuador junto à válvula, que
substituem respectivamente os olhos do operador, seu cérebro e seus
músculos. Desse modo, o controle da temperatura da água quente é feito
sem a interferência direta do homem, atuando então de maneira
automática, sendo, portanto, um caso de “Controle Automático”.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Controle auto-operado:

Controle em que a energia necessária para movimentar a parte


operacional pode ser obtida diretamente, através da região de detecção,
do sistema controlado. Deste modo, este controle obtém toda a energia
necessária ao seu funcionamento do próprio meio controlado. Este
controle é largamente utilizado em aplicações de controle de pressão e
menos comumente no controle de temperatura, nível, etc. A figura 2.5
mostra um exemplo típico de sistema de controle de pressão, utilizando
uma válvula auto-operada.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Controle em malha aberta e malha fechada:

Os sistemas de controle são classificados em dois tipos: sistemas de


controle em malha aberta e sistemas de controle em malha fechada. A
distinção entre eles é determinada pela ação de controle, que é
componente responsável pela ativação do sistema para produzir a saída.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Sistema de controle em malha aberta: É aquele sistema no qual a ação


de controle é independente da saída, portanto a saída não tem efeito na
ação de controle. Neste caso, conforme mostrado na fig. 82, a saída não é
medida e nem comparada com a entrada. Um exemplo prático deste tipo
de sistema é a máquina de lavar roupa. Após ter sido programada, as
operações de molhar, lavar e enxaguar são feitas baseadas nos tempos
pré-determinados. Assim, após concluir cada etapa ela não verifica se esta
foi efetuada de forma correta (por exemplo, após ela enxaguar, ela não
verifica se a roupa está totalmente limpa).

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Sistema de controle em malha fechada: É aquele no qual a ação de


controle depende de algum modo, da saída. Portanto, a saída possui um
efeito direto na ação de controle. Neste caso, conforme pode ser visto
através da figura 2.7, a saída é sempre medida e comparada com a
entrada a fim de reduzir o erro e manter a saída do sistema em um valor
desejado. Um exemplo prático deste tipo de controle, é o controle de
temperatura da água de um chuveiro. Neste caso, o homem é o elemento
responsável pela medição da temperatura e baseado nesta informação,
determinar uma relação entre a água fria e a água quente com o objetivo
de manter a temperatura da água no valor por ele tido como desejado para
o banho.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO DE INSTRUMENTOS

Indicador:

Instrumento que dispõe de um ponteiro e de uma escala graduada na qual


podemos ler o valor da variável. Existem também indicadores digitais que
indicam a variável em forma numérica com dígitos ou barras gráficas.

Registrador:

Instrumento que registra a(s) variável(s) através de um traço contínuo ou


pontos em um gráfico.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Controlador:

Instrumento que compara a variável controlada com um valor desejado e


fornece um sinal de saída a fim de manter a variável controlada em um
valor específico ou entre valores determinados. A variável pode ser
medida, diretamente pelo controlador ou indiretamente através do sinal de
um transmissor ou transdutor.

Conversor:

São instrumentos que recebem sinais correspondentes a variáveis de


processos e fornecem um sinal de saída. No caso dos conversores,
recebe informações na forma de uma ou mais quantidades físicas,
modifica caso necessário as informações e fornece um sinal de saída
resultante.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Transmissor:

Os transmissores determinam o valor de uma variável no processo


através de um elemento primário, tendo o mesmo sinal de saída
(pneumático ou eletrônico) cujo valor varia apenas em função da variável
do processo.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

ELEMENTO FINAL DE CONTROLE (VÁLVULA)

Instrumento que modifica diretamente o valor da variável manipulada de


uma malha de controle.

Controlador “single-loop”:

O controlador “single-loop” controla somente uma malha de uma


determinada variável (pressão, nível, temperatura, vazão, pH, etc.).

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Controlador “multi-loop”:

O controlador “multi-loop” controla mais do que uma malha de


determinadas variáveis, simultaneamente. Possuí diversos blocos de
controle que são interligados internamente através de uma programação
(configuração), conforme as necessidades do usuário.

Controlador programável (CLP):

Possui uma memória programável para armazenamento interno de


instruções específicas, tais como lógica, sequenciamento, temporização,
contagem e aritmética, para controlar, através de módulos de entradas e
saídas, vários tipos de máquinas e processos.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Sistema digital de controle distribuído (SDCD):

É um sistema que possui ligações de estações de controle local a um


computador com monitores de vídeo, teclado, impressora e traçador de
gráficos, permitindo a visualização e monitoração de todas as
informações do processo.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Sistema supervisório:

É um sistema que recebe informações de diversos


“devices” (instrumentos), com possibilidade de
monitorar, controlar, manter e operar uma planta
industrial. Incorporam funções de controle
supervisório, tais como: comando de atuadores de
campo, monitoração de dados de processo, controle
contínuo, controle em bateladas e controle estatístico,
além de alarmes de condições e estado de variáveis
de processo, emissão de relatórios e aquisição de
dados.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

SIMBOLOGIA DE INSTRUMENTOS

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

IDENTIFICAÇÃO DE LINHAS E SINAIS DE


TRANSMISSÃO

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

INDICADOR DE FUNÇÃO PARA CONVERSOR OU RELÉ

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

TERMINOLOGIA / ERRO
Erro: É a diferença entre o valor lido ou transmitido pelo instrumento, em
relação ao valor real da variável medida. Se tivermos o processo em
regime permanente, chamaremos de erro estático, que poderá ser
positivo ou negativo, dependendo da indicação do instrumento, o qual
poderá estar indicando a mais ou a menos.

Quando tivermos a variável variando, teremos um atraso na transferência


de energia do meio para o medidor. O valor medido estará geralmente
atrasado em relação ao valor real da variável. Esta diferença entre o valor
real e o valor medido é chamado de ERRO DINÂMICO. Quando a
variável não estiver variando, podemos ter somente o ERRO ESTÁTICO.
Quando a variável estiver variando, poderemos ter o ERRO DINÂMICO e
o ERRO ESTÁTICO.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Escala - Conjunto ordenado de marcas, associado a qualquer numeração,


que faz parte de um dispositivo indicador.

Valor de uma Divisão - Diferença entre os valores da escala


correspondentes a duas marcas sucessivas.

Ajuste (de um instrumento) - (calibração) Operação destinada a fazer


com que um instrumento de medir tenha um funcionamento e justeza
adequados à sua utilização.

Calibração (de um instrumento) - (aferição) Conjunto de operações que


estabelece, sob condições especificadas, a relação entre os valores
indicados por um instrumento de medição e os valores correspondentes
das grandezas estabelecidos por padrões.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

O resultado de uma calibração permite tanto o estabelecimento dos valores do


mensurando para as indicações, como a determinação das correções a serem
aplicadas. Quando registrada em um documento, temos um certificado de
calibração ou relatório de calibração.

Faixa Nominal - (faixa de medida, RANGE) Conjunto de valores da grandeza


medida que pode ser fornecido por um “instrumento de medir”, consideradas
todas as suas faixas nominais de escala. A faixa nominal é expressa em unidades
da grandeza a medir, qualquer que seja a unidade marcada sobre a escala e é
normalmente especificada por seus limites inferior e superior, como por exemplo
100°C a 200°C.

Amplitude da Faixa Nominal - (alcance, SPAN) Módulo da diferença entre os


dois limites de uma faixa nominal de um “instrumento de medir”.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Exemplo: faixa nominal: - 10 V a 10 V amplitude da faixa nominal: 20 V


URL (Upper Range Limit) - Limite superior da faixa nominal - máximo
valor de medida que pode ser ajustado para a indicação de um
instrumento de medir.

URV (Upper Range Value) - Valor superior da faixa nominal - máximo


valor que pode ser indicado por um instrumento de medir. O URV ajustado
num instrumento é sempre menor ou igual ao URL do instrumento.

LRL (Lower Range Limit) - Limite inferior da faixa nominal - mínimo valor
de medida que pode ser ajustado para a indicação de um instrumento de
medir.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

LRV (Lower Range Value) - Valor inferior da faixa nominal - mínimo valor
que pode ser indicado por um nstrumento de medir. O LRV ajustado num
instrumento é sempre maior ou igual ao LRL do instrumento.
LRL (Lower Range Limit) - Limite inferior da faixa nominal - mínimo valor
de medida que pode ser ajustado para a indicação de um instrumento de
medir.

LRV (Lower Range Value) - Valor inferior da faixa nominal - mínimo valor
que pode ser indicado por um nstrumento de medir. O LRV ajustado num
instrumento é sempre maior ou igual ao LRL do instrumento.

Sensibilidade - Quociente da variação da resposta de um instrumento de


medir pela variação correspondente do estímulo. A sensibilidade pode
depender do estímulo.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Resolução - Expressão quantitativa da aptidão de um instrumento de


medir e distinguir valores muito próximos da grandeza a medir sem
necessidade de interpolação, ou seja, é a menor diferença entre
indicações de um dispositivos mostrador que pode ser significativamente
percebida.

É a razão entre a variação do valor indicado ou transmitido por um


instrumento e a variação da variável que o acionou, após ter alcançado o
estado de repouso. Pode ser expressa em unidades de medida de saída
e entrada.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Exemplo: Um termômetro de vidro com range de 0 à 500 ºC, possui uma


escala de leitura de 50 cm. Sensibilidade ou Resolução = 50 cm/ ºC = 0,1
cm/ ºC 500 Exatidão - Podemos definir como sendo o maior valor de erro
estático que um instrumento possa ter ao longo de sua faixa de trabalho.
Ou ainda podemos definir como o grau de concordância entre o resultado
de uma medição e um valor verdadeiro do mensurando. Pode ser
expresso de diversas maneiras:
Em porcentagem do alcance (span):

Um instrumento com range de 50 à 150 ºC, está indicando 80 ºC e sua


exatidão é de ± 0,5 % do span.

Sendo, ± 0,5% = ± 0,5 = ± 0,005 e o span = 100 ºC, teremos: 0,005. 100 =
± 0,5 ºC 100 Portanto, a temperatura estará entre 79,5 ºC e 80,5 ºC.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Zona morta - É a máxima variação que a variável possa ter, sem provocar
variações na indicação ou sinal de saída de um instrumento ou em valores
absolutos do range do mesmo.

Exemplo: Um instrumento com range de 0 ºC à 200 ºC, possui uma zona


morta de ± 0,1% do span. A zona morta do instrumento pode ser calculada
da seguinte forma:

Sendo, ± 0,1% = ± 0,1 = ± 0,001, teremos: 0,001. 200 = ± 0,2 ºC 100


Portanto, se a variável de processo variar 0,2 ºC, o instrumento não
apresentará resposta alguma.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

Histerese - É a diferença máxima apresentada por um instrumento, para


um mesmo valor, em qualquer ponto da faixa de trabalho, quando a
variável percorre toda a escala no sentido ancendente e descendente.
Podemos observar que o termo zona morta está incluído na histerese.

É expresso em porcentagem do span.

Exemplo: Durante a calibração de um determinado instrumento com range


de 0 à 200 ºC, foi levantada a curva dos valores indicados.

www.foxtreinamentos.com
INSTRUMENTAÇÃO

A diferença entre 120,2 ºC e 119,8 ºC representa o erro de histeresis


correspondente a 0,2 % do span.

Repetibilidade - É a máxima diferença entre diversas medidas de um


mesmo valor da variável, adotando sempre o mesmo sentido de variação.
Expressa-se em porcentagem do span.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

DESCRIÇÃO DO PROCESSO
Objetivo:

Identificar, registrar, analisar a necessidade do cliente, ou seja, qual o tipo


de sistema que o cliente necessita.

Aplicação:

Aplicar em todas as atividades que envolvam o primeiro contato com o


cliente.

Documentos complementares:

Questionário estruturado.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Fluxograma:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Definição do processo padrão:

As descrições das atividades enumeram a seguir:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

PARTIDA E PARADA
Partida da caldeira:

Inspeção – consiste basicamente em verificar se:

Mancais, caixas de redução, e válvulas estão limpos e lubrificados;

Os internos do tubulão estão fixados corretamente, e os tubos


desobstruídos;

Ventiladores e bombas estão livres de detritos (estopas, ferramentas,


EPIs, pedaços de madeira, etc.), e em boas condições operacionais;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Drenos e vents estão abrindo e fechando adequadamente e aptas


a fazer as descargas necessárias;

• Dampers e controladores de circulação de gases abrem e fecham


corretamente e as marcações de aberto/fechado correspondem à
realidade;

• Se o fluxo de água de refrigeração dos mancais de bombas está


adequado;

• Alarmes estão a funcionar quando acionados;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Os instrumentos estão conectados e operacionais;

• Os controles, remotos e locais, estão em boas condições de


operação;

• As juntas das portinholas estão com boa vedação.

Teste pneumático – consiste basicamente em detectar vazamentos no


circuito ar-gás de combustão, tanto internos quanto externos; é executado
com todos ventiladores ligados e utilizando-se uma espuma qualquer (de
sabão, inclusive).

Enchimento – deve ser feito com água de qualidade o mais próxima


possível da água de alimentação normal; o diferencial de temperatura
água - tubulões não deve ser alta para evitar tensões.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Secagem do refratário – para caldeiras novas ou que tenham passado


por reparos na fornalha, faz-se a secagem de refratários e isolantes,
elevando-se, lenta e gradualmente, a temperatura da fornalha, primeiro
com ar aquecido e, após, com o equipamento de combustão e os vents
devem permanecer abertos; o período de secagem varia e é determinado
após exame da unidade.

Cuidados na partida – para se ter uma partida sem problemas alguns


cuidados devem ser observados:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Procurar usar um combustível BTE (gás natural, p. ex.) para evitar


a formação de ácidos, caso a temperatura fique abaixo do ponto
de orvalho;

• Regular o nível do tubulão no nível normal de operação, ou um


pouco abaixo;

• Não deixar o superaquecedor sem fluxo para evitar o aquecimento


excessivo de sua tubulação (em alguns casos, partir cheios d’água
até atingir uma pressão que garanta o fluxo);

• Adotar um rodízio dos queimadores a fim de garantir um


aquecimento lento e uniforme;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Seguir rigorosamente o gradiente de pressão estabelecido para a


caldeira, através do controle da queima e do fluxo através das
válvulas de partida e/ou vents;

• Evitar reposição de água enquanto a temperatura do tubulão não


for igual ou superior à da alimentação para depressões e tensões
térmicas; atingida esta temperatura, pode-se alinhar a LCV para
reposição.

Teste das PSVs – deve ser efetuado antes de colocar a caldeira em linha,
para se garantir suas aberturas às pressões determinadas; como,
geralmente a PSV do superaquecedor é regulada para abrir antes da
válvula do tubulão (para manter fluxo contínuo e evitar danos), é preciso
grampear aquela para que a PSV do tubulão possa ser testada.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Colocação da caldeira em linha:

• Se existir outra caldeira operando, os coletores de saída da


caldeira devem ser previamente drenados e aquecidos;

• O acendimento dos queimadores que irão operar deverá ser


providenciado;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Abrir a válvula de saída da caldeira (se motorizada), ao mesmo


tempo que se fecha a válvula de partida do superaquecedor; se a
válvula for de redenção, ela se abrirá automaticamente à medida
que a pressão a montante em função do fechamento da válvula
de partida;

• A partir deste ponto, os LCs, TCs e controladores de combustão


podem ser postos em automático.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Parada da caldeira:

A caldeira deve ser retirada de operação a intervalos regulares para


inspeção, limpeza e eventuais reparos, antes da parada algumas
providências devem ser tomadas:

• Deve ser feita uma ramonagem para eliminar depósitos de fuligem;

• A carga da caldeira deve ser reduzida gradativamente até a


pressão mínima de combustível e apagada – se estiver
queimando um óleo pesado às linhas de óleo e maçaricos devem
ser lavados com um combustível mais leve, e depois com vapor;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• A caldeira deve ser abafada (ventiladores parados e dampers


fechados) de forma a permitir que esfrie o mais devagar e
uniformemente possível;

• Não acelerar a despressurização através de drenos e vents para


evitar tensões desnecessárias;

• Pelo mesmo motivo não acelerar o resfriamento pela passagem de


grandes quantidades de ar frio;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Fechar a válvula de saída, e, quando a pressão estiver em torno


de 2kgf/cm2 abrir os vents do tubulão para evitar a formação de
vácuo na caldeira devido à condensação total do vapor;

• Não abrir a caldeira até que a temperatura na fornalha permita a


entrada de um homem no seu interior;

• Se a caldeira tiver que ser liberada para manutenção, remover os


maçaricos, bloquear e raquetear as linhas e abrir as bocas de
visita.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA
Todas as ocorrências de emergências devem ser atendidas de acordo
como indicado no manual de operação da caldeira; entre estas
emergências pode-se citar:

Nível baixo de água – com o calor da fornalha agindo sobre os tubos


secos provocará deformações no invólucro, danos ao refratário, danos aos
tubos e vazamento de água.

• Causas – falhas no controle de nível, checkvalve da linha de água


dando passagem, falha do sistema/falta de água de alimentação,
falha de operação (CO).

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Prevenção – rotina de revisão do controle de nível, sistema de


alimentação de água: atenção constante/ manutenção preventiva,
máxima atenção ao nível nas descargas de fundo.

• Ações – cortar ar/combustível, fechar saída de vapor/vent do


superaquecedor, confirmar nível real da caldeira, se o nível estiver
visível alimentar a caldeira e proceder acendimento da caldeira, se
o nível não estiver visível, não repor água e proceder resfriamento
lento e gradual da caldeira.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Nível alto de água – possibilidade de arraste de água para o coletor geral


de vapor (atuação do alarme de HL).

• Causas – falhas no controle de nível/controle no “manual”, falha


do sistema, falha de operação (CO).

• Prevenção – rotina de revisão do controle de nível, sistema de


alimentação de água: atenção constante/ manutenção preventiva.

• Ações – cortar alimentação de água, confirmar nível real da


caldeira/efetuar descarga contínua/descarga de fundo.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Pressão do vapor acima do limite normal – pode ocorrer em duas


situações: a PSV não abre ou a PSV abre, mas a pressão contínua a
subir.
• Causas – sede da PSV emperrada, PSV descalibrada/sub
dimensionada, controle da caldeira no “manual”.

• Prevenção – testar regularmente a PSV, ao se alterar o valor de


calibração da PSV registrar o novo valor no Registro de
Segurança da caldeira, substituir PSV por uma corretamente
dimensionada.

• Ações – cortar combustível e acompanhar evolução da pressão,


providenciar abertura de PSV, onde houver, para caldeiras de
combustível sólido parar ventiladores e fechar entradas/saídas de
ar.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Rompimento de tubos – sempre que ocorre ruptura de tubos ou que há


um grande vazamento de vapor, é necessária uma ação imediata para
evitar danos às pessoas, reduzir efeitos materiais, de modo que a
instalação seja impactada o menos possível.

• Causas – erosão/deposição de coque/superaquecimento em


tubos, etc.

• Prevenção – tratamento adequado da água de alimentação,


manter uma boa freqüência de sopragem de fuligem, evitar
umidade no vapor de sopragem, regular os queimadores de modo
a evitar incidência direta de chama nos tubos.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Ações – cortar combustível, isolar caldeira avariada (caso haja


mais de uma caldeira operando), manter o nível de água, o
tempo que for possível, manter ventiladores operando, abrir
PSVs, se não for possível manter o nível, cortar alimentação de
água, após despressurização, parar ventiladores e efetuar
resfriamento natural da caldeira.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Explosão na fornalha – deve-se à ignição de gases que se acumulam na


fornalha.
• Causas – vazamento de combustível com acúmulo de resíduos no
interior da fornalha, falha dos ventiladores, formação de coque
incandescente na fornalha, obstrução da chaminé, falha de
ignição, atomização deficiente, procedimento de acendimento
incorreto, abertura brusca da boca de visita da fornalha.

• Prevenção – evitar acúmulo de combustível no interior da fornalha,


manutenção preventiva de ventiladores/ignitores, manter as
válvulas dos queimadores em boas condições de vedação,
limpeza freqüente de bicos atomizadores, manter atenção na
qualidade da chama.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Ações – cortar o combustível, não acender a caldeira sem purgar


os gases remanescentes na fornalha nem fazer mais que duas
tentativas de acendimento sem purga, não acender um queimador
com a chama de outro, nunca abrir aboca de visita de forma
brusca.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

DESCARTE DE PRODUTOS QUÍMICOS E


PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Acidentes Ambientais:

Os Acidentes Ambientais podem ser definidos como sendo eventos


inesperados que afetam, direta ou indiretamente, a segurança e a saúde
da comunidade envolvida, causando impactos ao meio ambiente como
um todo.

Os Acidentes Ambientais podem ser caracterizados de duas formas


distintas:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

a) Desastres Naturais: ocorrências causadas por fenômenos da


natureza, cuja maioria dos casos independe das intervenções do
homem. Incluem-se nesta categoria os terremotos, os maremotos, os
furacões, etc;

b) Desastres Tecnológicos: ocorrências geradas pelas atividades


desenvolvidas pelo homem, tais como os acidentes nucleares,
vazamentos durante a manipulação de substâncias químicas, etc.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Embora estes dois tipos de ocorrências sejam independentes quanto às


suas origens (causas), em determinadas situações pode haver certa
relação entre as mesmas, como por exemplo, uma forte tormenta que
acarrete danos numa instalação industrial. Neste caso, além dos danos
diretos causados pelo fenômeno natural, pode-se ter outras implicações
decorrentes dos impactos causados nas instalações da empresa atingida.
Da mesma forma, as intervenções do homem na natureza podem
contribuir para a ocorrência dos acidentes naturais, como por exemplo, o
uso e ocupação do solo de forma desordenada podem vir a acelerar
processos de deslizamentos de terra. No entanto, os acidentes naturais,
em sua grande maioria são de difícil prevenção, razão pela qual diversos
países do mundo, principalmente aqueles onde tais fenômenos são mais
constantes, têm investido em sistemas para o atendimento a estas
situações.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Já, no caso dos acidentes de origem tecnológica, podemos dizer que a


grande maioria dos casos é previsível, razão pela qual há que se
trabalhar principalmente na prevenção destes episódios, sem esquecer
obviamente da preparação e intervenção quando da ocorrência dos
mesmos. Assim, pode-se observar que para os acidentes de origem
tecnológica, aplica-se perfeitamente o conceito básico de gerenciamento
de riscos, ou seja, um risco pode ser diminuído atuando-se tanto na
"probabilidade" da ocorrência de um evento indesejado, como nas
"conseqüências" geradas por este evento. Entre os diversos tipos de
acidentes, pode ser destacado como de especial interesse o acidente
químico, que pode ser definido como um acontecimento ou situação que
resulta da liberação de uma ou várias substâncias perigosas para a saúde
humana e/ou o meio ambiente a curto ou longo prazo.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

As conseqüências dos acidentes químicos estão associadas a diferentes


tipos de impactos no meio ambiente, as pessoas ou o patrimônio
(público e privado). Desta forma, a seguir, resumem-se os danos
causados por eventos:

• Perda de vidas humanas; • Efeitos psicológicos na população;

• Impactos ambientais; • Compromisso da imagem na


indústria e o governo.
• Danos à saúde humana;

• Danos econômicos;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Na década de 80, a preocupação com os acidentes industriais ganhou


grande ênfase, no tocante à prevenção destas ocorrências,
principalmente após os casos de Chernobyl, Cidade do México e Bhopal,
quando diferentes programas passaram a ser desenvolvidos,
contemplando não só os aspectos preventivos, mas também os de
intervenção nas emergências. Dentre estes programas pode-se destacar
The Emergency Planning and Community Right-to-Know Act; CAER-
Community Awareness and Emergency Response; APELL - Awareness
and Preparedness for Emergency at Local Level e International Metropolis
Committee or Major Hazards, entre outros. No transcorrer deste trabalho
serão apresentadas algumas linhas básicas para a identificação e
avaliação de riscos e para prevenção de acidentes ambientais de origem
tecnológica, bem como para a adoção de medidas, rápidas e eficientes,
quando da ocorrência destes episódios.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Planejamento de um sistema para atendimento a acidentes


ambientais de origem tecnológica:

Da mesma forma que na etapa anterior, o planejamento de um sistema


para atendimento a acidentes deve ser desenvolvido por grupo de trabalho
multidisciplinar que contemple os diversos segmentos da sociedade
envolvidos com o assunto, razão pela qual o grupo deve contar com
especialistas das diferentes áreas envolvidas.

Antes do início dos trabalhos para a elaboração de um sistema para o


atendimento aos acidentes deverão ser identificados os diferentes
sistemas de emergência existentes na região, ou seja:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Corpo de Bombeiros;

• Polícia;

• Assistência médica; etc.

O sistema de emergência a ser elaborado e implantado deve contemplar


as peculiaridades da região e dos órgãos participantes; assim, deve-se
procurar aproveitar ao máximo as estruturas já existentes, adaptando-se
quando necessário.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

O sistema para atendimento a acidentes deve contemplar os seguintes


aspectos:

a) Recursos Humanos: especialistas nas diferentes áreas envolvidas


(defesa civil, médicos, meio ambiente, etc) e disponibilidade de
materiais e equipamentos em quantidades suficientes para atender
aos possíveis acidentes previamente estudados;
b) Sistema de Comunicação: definido o sistema para acionamento dos
órgãos, de acordo com o tipo e porte do acidente, deve-se implantar,
ou mesmo adaptar os sistemas existentes, de modo que, quando do
acionamento, também durante o atendimento aos acidentes, possam
ser estabelecidas as comunicações necessárias de forma rápida e
com a confiabilidade necessária; o sistema de comunicação deve
contemplar telefones (linhas discadas e privadas), rádios e fac-símiles,
entre outros;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

c) Rotinas Operacionais: para cada um dos possíveis acidentes


estudados deverão ser definidas rotinas de procedimentos para o
combate aos sinistros prevendo sempre a organização hierárquica
durante a emergência, bem como as funções a serem
desempenhadas pelos diferentes órgãos participantes e os recursos a
serem mobilizados;

d) Treinamentos: a implantação do sistema de atendimento deverá ser


precedida por treinamentos de diferentes tipos e em diversos níveis,
dentre os quais se podem destacar:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Treinamento de coordenadores; • Treinamento de jornalistas;

• Treinamento dos participantes; • Treinamento da comunidade.

c) Manutenção do Sistema: periodicamente o sistema deverá ser


reavaliado, atualizado e aperfeiçoado, com base nas experiências
vividas, de forma que o mesmo mantenha o nível desejado do ponto
de vista de eficiência ao longo do tempo. Da mesma forma, é
importante lembrar que a realização de treinamentos periódicos
contribui de forma significativa para a manutenção de um sistema
eficiente, razão pela qual se deve prever programas periódicos para a
realização destes eventos.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Considerações gerais:

Não se pode ignorar a possibilidade da ocorrência de acidentes


ambientais envolvendo produtos químicos. No entanto, deve-se procurar
reduzir ao máximo possível a probabilidade de ocorrência destes
episódios, procurando, portanto desenvolver ações preventivas adequadas.
Da mesma forma, é necessário o desencadeamento de ações corretivas
eficazes para a redução dos impactos causados ao meio ambiente,
quando da ocorrência dos acidentes. Com base no anteriormente exposto,
pode-se dizer que o gerenciamento de acidentes ambientais passa por
duas etapas distintas, para cada qual cabem ações diferenciadas,
conforme mostrado no quadro abaixo.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS
AVALIAÇÃO DOS RISCOS E DE SUAS CONSEQÜÊNCIAS
PREVENÇÃO REDUÇÃO DOS RISCOS
PLANO DE EMERGÊNCIA
TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO

INTERVENÇÃO AVALIAÇÃO DO ACIDENTE


ACIONAMENTO
MOBILIZAÇÃO
ASSISTÊNCIA EMERGENCIAL
RECUPERAÇÃO

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

A prevenção de acidentes ambientais, bem como a minimização dos seus


impactos, só poderá ser realizada de forma eficaz através da elaboração
de um sistema adequado, que deverá ser permanentemente atualizado e
aperfeiçoado, tendo sempre como objetivos:

a) Preservar a vida humana;

b) Evitar impactos significativos ao meio ambiente;

c) Evitar ou minimizar as perdas materiais.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Nas situações emergenciais deve-se procurar agir de forma coordenada


com a participação de todos os envolvidos, razão pela qual o
estabelecimento de planos específicos, associados a treinamentos
regulares, são importantes para o sucesso destas operações.

As seguintes entidades são as que geralmente atuam nas emergências


químicas:

• Defesa civil;

• Ministério/Secretaria da Saúde;

• Instituições relacionadas com o ambiente;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Polícia militar;

• Corpo dos bombeiros;

• Indústrias;

• Representantes da comunidade.

Essa forma de ação integrada normalmente contempla a coordenação por


parte da Defesa Civil, à qual lhe compete atuar como órgão facilitador
para a mobilização dos recursos de materiais e especialistas, deste modo,
a resposta à situação de emergência poderá ser rápida e eficaz,
diminuindo assim os impactos resultantes do acidente.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Principais Acidentes Ambientais no Brasil:


Consequênc
Data Local Atividade Produto Causa
ias
Rio de 37 mortes, 53
21/9/72 Estocagem GLP BLEVE
Janeiro feridos
Rio de Vazamento
26/3/75 Navio Petróleo Colisão
Janeiro de 6.000 ton.
São Vazamento
9/1/78 Navio Petróleo Colisão
Sebastião de 6.000 ton.
Vazamento
de 500 ton.
Porto Resíduos Colisão de
31/5/83 Estocagem Contaminaçã
Feliz clorados veículo
o de
rio/poços
Vazamento
Queda de de 2.500 ton.
14/10/83 Bertioga Duto Petróleo
rocha no duto Impactos em
manguezal
Vazamento
Corrosão de
25/02/84 Cubatão Duto Gasolina
Erro humano Incêndio - 93
mortes

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Vazamento
25/5/84 São Paulo Duto Nafta Rompimento de
2 mortes
Evacuação
25/1/85 Cubatão Duto Amônia Rompimento de 6.500
pessoas
Vazamento
de 2.500 ton.
São
18/3/85 Navio Petróleo Colisão Contaminaçã
Sebastião
o de
praias/ilhas
Explosão Poluição do
10/10/91 Santos Estocagem Acrilonitrila
Incêndio ar e do mar

25/2/92 Cubatão Indústria Cloro Vazamento 37


intoxicados
Contaminaçã
Explosão o/Fogo no
3/9/98 Santos Armazenamento DCPD
Incêndio Estuário de
Santos
Caminhão Gasolina/ Explosão
8/9/98 Araras 55 mortes
tanque Óleo diesel Incêndio

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

AVALIAÇÃO E CONTROLE DE RISCOS INERENTES AO


PROCESSO
Identificação e avaliação de riscos: O primeiro passo, tanto para a
prevenção, como para uma intervenção eficiente, deve ser a identificação
e avaliação dos riscos a que uma região está exposta, de modo que ações
possam ser desenvolvidas para a redução destes riscos, seu
gerenciamento e planejamento de intervenções emergenciais.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

No caso dos acidentes tecnológicos envolvendo substâncias perigosas


deve-se desenvolver os trabalhos seguindo a seqüência abaixo, a qual
obviamente pode ser adaptada às condições específicas de uma
determinada região:

a) Levantamento estatístico de acidentes com substâncias perigosas


na região em estudo;

b) Levantamento das atividades que manipulam substâncias


perigosas:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Indústria;

• Comércio;

• Terminais;

• Sistemas de transportes: rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial e


por dutos.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Caracterização das substâncias e respectivas quantidades;

• Identificação dos riscos e das possíveis conseqüências causadas


por eventuais acidentes envolvendo as atividades e produtos
identificados;

• Implantação de medidas para a redução dos acidentes e


gerenciamento de riscos.

Estas atividades, além de propiciarem resultados do ponto de vista


preventivo (redução e gerenciamento dos riscos), fornecerão informações
de fundamental importância para o planejamento de um sistema para
atendimentos aos acidentes tecnológicos na região em estudo (Figura
86).

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Dependendo da região a ser estudada, esta etapa pode ser bastante


demorada e complexa, razão pela qual é importante a criação de um
Grupo de Trabalho, envolvendo todos os segmentos da sociedade
envolvidos com o assunto, de forma que os trabalhos possam ser
agilizados e contemplem, de forma detalhada, os itens anteriormente
mencionados.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

PREVENÇÃO CONTRA DETERIORAÇÃO, EXPLOSÃO


E OUTROS RISCOS
No trabalho rotineiro com caldeiras, os operadores são obrigados a
executar uma serie de tarefas que possuem riscos de acidentes inerentes,
que podem, ainda, ser agravados por condições de insegurança
peculiares a cada situação; entre esses riscos, é necessário ressaltar:

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Choques elétricos – o manuseio de equipamentos elétricos


(ventiladores, queimadores, bombas), bem como da instalação elétrica da
casa da caldeira, requer cuidados para que o corpo humano ou parte dele
não se torne parte de um circuito; quando pelo menos dois pontos de uma
pessoa têm contato com potenciais elétricos diferentes, há possibilidade
de a passagem de corrente elétrica, cujas conseqüências ocorrem em
função da diferença de potencial, da intensidade da corrente, do tempo de
duração, da região do corpo atingida, etc., podendo, portanto, variar
desde uma simples contração muscular localizada até uma parada
cardíaca por eletrocussão, ou mesmo a morte instantânea.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Queimaduras - a produção de vapor sob pressão ocorre em


temperaturas superiores a 100 ºC (Tvap da água à pressão atmosférica),
contatos com o vapor, portanto, produzem sérias queimaduras, uma vez
que estão em jogo altas temperaturas e a possibilidade de lesionar
grandes superfícies do corpo; além de queimaduras térmicas por contato
com água, vapor, óleo aquecido, tubulações desprotegidas, etc. Deve-se
considerar, ainda, o risco de queimaduras por contato com produtos
cáusticos, usualmente empregados para a neutralização do Ph da água
de alimentação da caldeira, como o hidróxido de sódio, por exemplo, e
outros produtos químicos.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Quedas - na casa de caldeiras ou nas caldeiras instaladas ao tempo, há


riscos consideráveis de quedas de mesmo nível, em razão de
impregnações de óleo no piso, se o local de trabalho não for
convenientemente limpo; as quedas de níveis diferentes, por sua vez,
representam maiores perigos, considerando-se que existem caldeiras de
diversos tamanhos (atingindo até mesmo, dezenas de metros de altura)
e que há necessidade de acesso do operador a diversos níveis, seja
para a observação de visores de fornalha, de sistemas de alimentação,
de válvulas, de instrumentos de controle, etc.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Os operadores de caldeiras geralmente estão também expostos a riscos à


saúde e a agentes causadores de desconfortos, como riscos à saúde,
podemos relacionar:

Condições ergonômicas inadequadas – embora as caldeiras tenham


evoluído muito nos últimos anos, um operador de caldeiras, do ponto de
ergonomia, é solicitado por esforços muitas vezes desordenados e
excessivos, localizada ou generalizadamente:

São visores de nível mal posicionados, manômetros instalados em


ângulos inadequados, válvulas emperradas ou que possuem volantes
exageradamente pequenos, válvulas cuja ação deve ser comandada com
observação simultânea de instrumentos de indicação, instalados à
distancia, regulagens de chama que exigem operações interativas, etc.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Ruído – a ocorrência de ruído de baixa freqüência (queimadores) e de


alta freqüência (vazamentos de vapor em válvulas de segurança) constitui
um espectro sonoro peculiar e variável ao longo da jornada de trabalho;
embora, existam, no mercado, silenciadores para estes dispositivos, suas
dimensões e as condições de instalação que exigem, têm dificultado sua
aceitação e, seu emprego ainda não é generalizado.

Desconforto térmico – nas operações de caldeiras é muito freqüente e


de fácil constatação, porém a sobrecarga térmica para ser identificada,
exige a análise de cada caso em particular, sendo necessário para tanto,
não só avaliações com termômetros de globo e de bulbo úmido, como
também exames médicos e acompanhamentos individuais;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Exposição dos olhos à radiação infravermelha – há também o risco


dos operadores terem os olhos expostos à radiação infravermelha em
operações de regulagem de chama e em observações prolongadas de
superfícies incandescentes.

Fumaças, gases e vapores – expelidos pela chaminé, representam, em


certas condições, riscos não só aos operadores, como também à
comunidade.

Riscos inerentes ao manuseio de combustíveis - caldeiras movidas a


carvão, lenha, bagaço de cana, leito fluidizado, biomassa e outras,
oferecem ainda, riscos inerentes ao manuseio, armazenagem e
processamento do combustível.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Riscos de explosão:

A utilização de caldeiras implica a existência de riscos de natureza


variada, deve-se, entretanto, destacar a importância do risco de
explosões pelos motivos que se seguem:

• Por se encontrar presente durante todo tempo de operação e


munidades de grande porte (refinarias, planta petroquímicas,
siderúrgicas, industrias de celulose...);

• Em razão da violência com que ocorrem as explosões;

• Por envolver pessoas (operadores, manutenção, comunidade,


etc.);

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

• Porque sua prevenção deve ser considerada em todas as fases


devida da unidade: projeto, fabricação, instalação, operação,
inspeção manutenção.

O risco de explosões do lado água está presente em todas as caldeiras,


uma vez que a pressão nesse lado é sempre superior à atmosférica.
Qualquer quantidade de um fluido compressível, não importa qual, quando
comprimida a uma pressão de 10 atm (p/ ex.), estará ocupando um espaço
10 vezes menor do que ocuparia se estivesse submetida à pressão
atmosférica; outro fator importante a ser considerado para avaliarem-se as
conseqüências de uma explosão é a quantidade de calor encerrada no
processo de vaporização da água, daí a necessidade do emprego de
espessuras calculadas em função de resistência do material e das
características de operação.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

O risco de explosão pode, portanto, ser originado pela combinação de


três causas:

• Diminuição de resistência do material, que pode ser decorrente


do superaquecimento ou da modificação da estrutura do material;

• Diminuição da espessura, que pode advir da corrosão ou da


erosão;

• Aumento da pressão, que pode ser decorrente de falhas diversas,


operacionais ou não.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Causas de explosões – lado água:

Superaquecimento - exposição do aço a temperaturas superiores à


admissível, e pode ser causado por material inadequado/defeituoso,
dimensionamento incorreto, queimadores mal posicionados, incrustações,
operação em marcha forçada, falta de água nas regiões de troca térmica
(circulação deficiente/CO);

Choques térmicos - provocam fadiga no material e ocorrem devido a


freqüentes paradas/partidas de queimadores;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Defeitos de mandrilagem – causam vazamentos/trincas em


tubos/espelhos;

Falhas em juntas soldadas - representam áreas de menor resistência,


potencializando o risco de explosões;

Mudança da estrutura metálica - altas pressões e demanda de vapor


provocam decomposição da H2O, o H2liberado, pode alterar a estrutura do
aço, o tornando frágil;

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Corrosão – causa a redução na espessura de parede das partes sujeitas


à pressão, e pode ocorrer interna (oxidação generalizada do ferro,
corrosão galvânica, oxigenação diferencial, fragilidade cáustica, corrosão
salina ou por gases dissolvidos) ou externamente (teor de S do
combustível, temperatura dos gases de combustão) aos tubos;

Elevação da pressão – a falha de qualquer um dos sistemas de controle


da pressão – modulação da chama, intertravamento, PSV, operação
manual – pode causar a elevação dos níveis extremos com conseqüente
explosão.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Causas de explosões – lado gases:

As explosões no lado dos gases de combustão acontecem na condição


em que a fornalha está inundada com a mistura combustível/ comburente;

Falta de limpeza dos queimadores/carbonização do óleo no queimador,


presença de água no combustível ou falha no sistema de ar de
combustão, pode causar a perda de chama, o que tornará a atmosfera na
fornalha rica e a explosão será deflagrada pelo sistema de ignição, partes
incandescentes da fornalha ou ainda a chama de um queimador que
tenha permanecido aceso.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

A instrumentação deve ter características funcionais e qualidade


adequada para que sejam fornecidas informações corretas aos sistemas
de controle, e estes, devem ser devidamente dimensionados para que
atuem com precisão sobre as variáveis de funcionamento da caldeira.

Os dispositivos de segurança requerem fabricação rigorosamente dentro


das normas de controle de qualidade.

È prática comum que as válvulas de segurança sejam fabricadas sob


controle de qualidade não só se seu fabricante, como também dos
consumidores, sendo igualmente aconselhável o envolvimento de
entidades neutras como participantes desse sistema de “Garantia da
Qualidade”.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Quando não aplicados corretamente os princípios de manutenção


preventiva e corretiva das caldeiras, e não seguem os mesmos rigores das
normas de construção, os riscos de acidentes de operação são fortemente
agravados.

O tratamento da água é de fundamental importância para a operação


segura das caldeiras; é certo e seguro que a água, como é encontrada na
natureza ou como é fornecida em redes urbanas de abastecimento, ainda
que “potável”, não é normalmente, adequada para a alimentação de
caldeiras.

www.foxtreinamentos.com
OPERAÇÃO DA UNIDADE

Para finalizar, é necessário ressaltar a importância do elemento humano


na segurança de operações de caldeiras, não só como responsável pelo
projeto, pelas especificações de materiais na construção de caldeira, pela
escolha de instrumentos, mas também na condução do equipamento, ou
seja, na operação propriamente dita.

É fundamental que os operadores e supervisores sejam treinados (por


força da própria NR-13) para desenvolvimento de suas atividades
rotineiras, porém a habilidade, a pratica, a harmonia Homem-Máquina tem
sido considerados como os fatores mais importantes nessa questão.

Os riscos de acidentes na operação de caldeiras, portanto, são


controláveis pela pratica da técnica correta em todas essas fases: projeto,
construção, controle de qualidade, operação, manutenção e inspeção.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

É todo e qualquer cuidado prestado à vítima, tendo como principal


objetivo minimizar os danos e conseqüências, até a chegada de uma
equipe mais especializada.

Ex.: Médico, Pára-médico ou Enfermeiro.

O Socorrista pode:

• Preservar a vida;

• Proteger a vítima inconsciente;

• Prevenir o agravamento do ferimento ou doença;

• Ajudar a promover o resgate.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

QUANDO DEVEMOS PRESTAR SOCORRO?

Sempre que a vítima não esteja em condições de cuidar de si própria.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

PRIMEIROS SOCORROS À VÍTIMA DE CHOQUE ELÉTRICO


As chances de salvamento da vítima de choque elétrico diminuem com o
passar de alguns minutos, pesquisas realizadas apresentam as chances
de salvamento em função do número de minutos decorridos do choque
aparentemente mortal, pela análise da tabela abaixo esperar a chegada da
assistência médica para socorrer a vítima é o mesmo que assumir a sua
morte, então não se deve esperar o caminho é a aplicação de técnicas de
primeiros socorros por pessoa que esteja nas proximidades.O ser humano
que esteja com parada respiratório e cardíaca passa a ter morte cerebral
dentro de 4 minutos, por isso é necessário que o profissional que trabalha
com eletricidade deve estar apto a prestar os primeiros socorros a
acidentados, especialmente através de técnicas de reanimação cádio-
respiratória.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Método da respiração artificial "Hoger e Nielsen", para reanimação de


vítimas de choque elétrico.

A respiração artificial é empregada em todos os casos em que a


respiração natural é interrompida. O método de "Holger e
Nielsen"consiste em um conjunto de manobras mecânicas por meio das
quais o ar , em certo e determinado ritmo, é forçado a entrar e sair
alternadamente dos pulmões. As instruções gerais referentes à aplicação
desse método são as seguintes:

• Antes de tocar o corpo da vítima, procure livra la da corrente


elétrica, com a máxima segurança possível e a máxima rapidez,
nunca use as mãos ou qualquer objeto metálico ou molhado para
interromper um circuito ou afastar um fio;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

• Não mova a vítima mais do que o necessário à sua segurança;

• Antes de aplicar o método, examine a vítima para verificar se


respira, em caso negativo, inicie a respiração artificial;

• Quanto mais rapidamente for socorrida a vítima, maior será a


probabilidade de êxito no salvamento;

• Chame imediatamente um médico e alguém que possa auxilia lo


nas demais tarefas, sem prejuízo da respiração artificial, bem
como, para possibilitar o revezamento de operadores;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

• Procure abrir e examinar a boca da vítima ao ser iniciada a


respiração artificial, afim de retirar possíveis objetos estranhos
(dentadura, palito, alimentos, etc.), examina também narinas e
garganta.Desenrole a língua caso esteja enrolada, em caso de
haver dificuldade em abrir a boca da vítima, não perca tempo,
inicie o método imediatamente e deixe essa tarefa a cargo de
outra pessoa;

• Desaperte punhos, cinta, colarinho, ou quaisquer peças de roupas


que por acaso apertem o pescoço, peito e abdome da vítima;

• Agasalhe a vítima, a fim de aquecê-la, outra pessoa deve cuidar


dessa tarefa de modo a não prejudicar a aplicação da respiração
artificial;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

• Não faça qualquer interrupção por menor que seja, na aplicação


da respiração artificial;

• Não faça qualquer interrupção por menor que seja, na aplicação


do método, mesmo no caso de se tornar necessário o transporte
da vítima a aplicação deve continuar;

• Não distraia sua atenção com outros auxílios suplementares que


a vitima necessita, enquanto estiver aplicando o método, outras
pessoas devem ocupar se deles;

• O tempo de aplicação é indeterminado, podendo atingir 5 horas


ou mais, enquanto houver calor no corpo da vítima e esta não
apresentar rigidez cadavérica há possibilidade de salvamento;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

• O revezamento de pessoas, durante a aplicação deve ser feito de


modo a não alterar o ritmo da respiração artificial;

• Ao ter reinício a respiração natural, sintonize o ritmo da respiração


artificial com a natural;

• Depois de recuperada a vítima, mantenha a em repouso e


agasalhada, não permitindo que se levante ou se sente, mesmo
que para isso precise usar força, não lhe de beber, a fim de evitar
que se engasgue, após a recuperação total da vítima, pode dar
lhe então café ou chá quente;

• Não aplique injeção alguma, até que a vítima respire normalmente;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

• Este caso aplica se em qualquer caso de colapso respiratório,


como no caso de pessoas intoxicadas por gases venenosos ou
que sofram afogamentos;

• Na maioria dos casos de acidente por choque elétrico, a MORTE


é apenas APARENTE, por isso socorra a vítima rapidamente sem
perda de tempo;

• Método da salvamento artificial "Hoger e Nielsen", para


reanimação de vítimas de choque elétrico.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

1. Deite a vítima de bruços com a cabeça voltada para um dos lados e


a face apoiada sobre uma das mãos tendo o cuidado de manter a
boca da vítima sempre livre;

2. Ajoelhe se junto à cabeça da vítima e coloque as palmas das mãos


exatamente nas costas abaixo dos ombros com os polegares se
tocando ligeiramente;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

3. Em seguida lentamente transfira o peso do seu corpo para os


braços esticados, até que estes fiquem em posição vertical,
exercendo pressão firme sobre o tórax;

4. Deite o corpo para trás, deixando as mãos escorregarem pelos


braços da vítima até um pouco acima dos seus cotovelos; segure
os com firmeza e continue jogando o corpo para trás, levante os
braços da vítima até que sinta resistência: abaixe os então até a
posição inicial, completando o ciclo, repita a operação no ritmo de
10 a 12 vezes por minuto.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

MÉTODO DA RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL BOCA A BOCA


1. Deite a vítima de costas com os braços estendidos;

2. Restabeleça a respiração: coloque a mão na nuca do acidentado e


a outra na testa, incline a cabeça da vítima para trás;

3. Com o polegar e o indicador aperte o nariz, para evitar a saída do


ar;

4. Encha os pulmões de ar;

5. Cubra a boca da vítima com a sua boca, não deixando o ar sair.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

6. Sopre até ver o peito erguer se;

7. Solte as narinas e afaste os seus lábios da boca da


vítima para sair o ar;

8. Repita esta operação, a razão de 13 a 16 vezes por


minuto;

9. Continue aplicando este método até que a vítima


respire por si mesma. Aplicada a respiração artificial
pelo espaço aproximado de 1 minuto, sem que a
vítima dê sinais de vida, poderá tratar se de um caso
de Parada cardíaca.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Para verificar se houve parada cardíaca, existem 2


processos:

1. Pressione levemente com as pontas dos


dedos indicador e médio a carótida, quase
localizada no pescoço, junto ao pomo de Adão
(Gogó);

2. Levante a pálpebra de um dos olhos da vítima,


de a pupila (menina dos olhos) se contrair, é
sinal que o coração está funcionando, caso
contrario, se a pupila permanecer dilatada, isto
é, sem reação, é sinal de que houve uma
parada cardíaca.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Ocorrendo a parada cardíaca:

Deve se aplicar sem perda de tempo, a respiração artificial e a


massagem cardíaca, conjugadas.

1. Esta massagem deve ser aplicada sobre o coração, que esta


localizado no centro do Tórax entre o externo e a coluna vertical;

2. Colocar as 2 mãos sobrepostas na metade inferior do externo,


como indica a figura;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

3. Pressionar, com suficiente vigor, para fazer abaixar o centro do


Tórax, de 3 a 4 cm, somente uma parte da mão deve fazer
pressão, os dedos devem ficar levantados do Tórax;

4. Repetir a operação: 15 massagens cardíacas e 2 respirações


artificiais, até a chegada do socorro mais especializado.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

DETERMINAÇÃO DO TIPO DE LESÃO


Em alguns casos o tipo de lesão é claramente identificável, enquanto que
em outros não é possível saber o que aconteceu com a vítima. Nessas
circunstâncias é necessário identificar o tipo de lesão e tratar em primeiro
lugar aquela que pode agravar mais o estado de saúde do acidentado.

Primeira prioridade:

• Obstrução das vias respiratórias;

• Parada respiratória;

• Parada cardíaca;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

• Hemorragias descontroladas;

• Traumatismo no crânio e coluna vertebral;

• Envenenamento;

• Peito ou barriga abertos;

• Estado de choque.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Segunda prioridade:

• Queimaduras;

• Fraturas múltiplas.

Terceira prioridade:

• Fraturas simples;

• Ferimentos simples.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

INDICADORES DE EMERGÊNCIA, QUE SÃO


Pulso:

Em pessoas adultas, a pulsação oscila entre 60 e 80 batimentos por


minuto, e em crianças, entre 80 e 100. Assim:

• Pulso fraco e rápido pode indicar estado de choque;

• Ausência de pulso pode indicar parada cardíaca;

• Verificar a pulsação na artéria radial ou carótida.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Respiração:

Uma pessoa adulta respira, em média, 17 vezes por minuto. Respiração


rápida e superficial pode indicar estado de choque. Respiração profunda e
penosa pode indicar obstrução das vias respiratórias ou doença cardíaca.
Respiração com eliminação de sangue (na boca ou no nariz) e tosse pode
indicar dano nos pulmões por fratura de costelas.

Pupilas:

Pupilas contraídas podem indicar intoxicação por drogas, ou doenças que


afetam o sistema nervoso central. Pupilas dilatadas podem significar
estado de relaxamento e inconsciência, podendo ser devido a um ataque
cardíaco, envenenamento por álcool ou solventes. Pupilas desiguais são
indicadores de traumatismo craniano.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Estado de consciência:

Respostas erradas sobre o dia da semana, local em que a pessoa se


encontra, qual o mês do ano etc. pode significar traumatismo craniano ou
envenenamento.

Capacidade de movimentação:

Paralisia de um dos lados do corpo, inclusive da face, pode ser um


indicador de hemorragia cerebral ou intoxicação por drogas.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Cor da pele:

Pele avermelhada pode ser indicador de início de envenenamento por


monóxido de carbono, ou traumatismo craniano. Se o caso for intoxicação
por gás, a vermelhidão cederá lugar a uma cor roxa.

Pele arroxeada ou azulada È um indicador de queda de oxigenação no


sangue. Pode ocorrer nas paradas cardíacas e respiratórias, em caso de
obstrução das vias respiratórias e alguns tipos de envenenamento.

Pele pálida ou acinzentada é um indicador de circulação sanguínea


insuficiente, em conseqüência de estado de choque e doenças cardíacas.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

PARA PRESTAR UM BOM ATENDIMENTO DE


PRIMEIROS SOCORROS, DEVEMOS LEMBRAR DE
1. Manter a calma;

2. Ter em mente a seguinte ordem de segurança quando você estiver


prestando socorro:

• PRIMEIRO EU (o socorrista);

• DEPOIS MINHA EQUIPE (Incluindo os transeuntes);

• POR ÚLTIMO A VÍTIMA.

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

Isto parece ser contraditório a primeira vista, mas tem o intuito básico de
não gerar novas vítimas.

3. Ao prestar socorro, é fundamental ligar ao atendimento pré-


hospital de imediato ao chegar ao local do acidente;

4. Sempre verifique se há riscos no local, para você e sua equipe,


antes de agir no acidente;

5. Mantenha sempre o bom senso;

6. Mantenha o espírito de liderança, pedindo ajuda e afastando os


curiosos;

www.foxtreinamentos.com
PRIMEIROS SOCORROS

3. Distribua tarefas, assim os transeuntes que poderiam atrapalhar


lhe ajudarão e se sentirão mais úteis;

4. Evite manobras intempestivas (realizadas de forma imprudente,


com pressa);

5. Em caso de múltiplas vítimas dê preferência àquelas que correm


maior risco de vida como, por exemplo, vítimas em parada cardio-
respiratória ou que estejam sangrando muito;

6. Seja socorrista e não herói (lembre-se do 2º mandamento).

Lembre-se: se você ficar impossibilitado de agir, as vítimas estarão perdendo


uma inestimável ajuda que você poderia estar prestando.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do


trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e
públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem
como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam
empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

O não-cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre


segurança e medicina do trabalho acarretará ao empregador a aplicação
das penalidades previstas na legislação pertinente.

Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento


de suas obrigações com a segurança do trabalho.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

NR 13 -CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO


13.1 Introdução

13.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos mínimos


para gestão da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de
pressão e suas tubulações de interligação nos aspectos relacionados à
instalação, inspeção, operação e manutenção, visando à segurança e à
saúde dos trabalhadores.

13.1.2 O empregador é o responsável pela adoção das medidas


determinadas nesta NR.

13.2 Abrangência

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.2.1 Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos:

a) Todos os equipamentos enquadrados como caldeiras conforme item


13.4.1.1;

b) Vasos de pressão cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P é


a pressão máxima de operação em kPa e V o seu volume interno
em m3;

c) Vasos de pressão que contenham fluido da classe A, especificados


no item 13.5.1.2, alínea “a)”, independente das dimensões e do
produto P.V;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

d) Recipientes móveis com P.V superior a 8 (oito) ou com fluido da classe A,


especificados no item 13.5.1.2, alínea “a)”;

e) Tubulações ou sistemas de tubulação interligados a caldeiras ou vasos de


pressão, que contenham fluidos de classe A ou B conforme item 13.5.1.2,
alínea “a)” desta NR.

13.2.2 Os equipamentos abaixo referenciados devem ser submetidos às


inspeções previstas em códigos e normas nacionais ou internacionais a
eles relacionados, ficando dispensados do cumprimento dos demais
requisitos desta NR:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Recipientes transportáveis, vasos de pressão destinados ao transporte de


produtos, reservatórios portáteis de fluido comprimido e extintores de
incêndio;

b) Vasos de pressão destinados à ocupação humana;

c) Vasos de pressão que façam parte integrante de pacote de máquinas de


fluido rotativas ou alternativas;

d) Dutos;

e) Fornos e serpentinas para troca térmica;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

f) Tanques e recipientes para armazenamento e estocagem de fluidos não


enquadrados em normas e códigos de projeto relativos a vasos de pressão;

g) Vasos de pressão com diâmetro interno inferior a 150 mm (cento e


cinquenta milímetros) para fluidos das classes B, C e D, conforme
especificado no item 13.5.1.2, alínea “a)”;

h) Trocadores de calor por placas corrugadas gaxetadas;

i) Geradores de vapor não enquadrados em códigos de vasos de pressão;

j) Tubos de sistemas de instrumentação com diâmetro nominal ≤ 12,7 mm


(doze milímetros e sete décimos);

k) Tubulações de redes públicas de tratamento e distribuição de água e gás e


de coleta de esgoto.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3 Disposições Gerais

13.3.1 Constitui condição de risco grave e iminente - RGI o não


cumprimento de qualquer item previsto nesta NR que possa causar
acidente ou doença relacionada ao trabalho, com lesão grave à
integridade física do trabalhador, especialmente:

a) Operação de equipamentos abrangidos por esta NR sem dispositivos de


segurança ajustados com pressão de abertura igual ou inferior a pressão
máxima de trabalho admissível - PMTA, instalado diretamente no vaso ou
no sistema que o inclui, considerados os requisitos do código de projeto
relativos a aberturas escalonadas e tolerâncias de calibração;

b) Atraso na inspeção de segurança periódica de caldeiras;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

c) Bloqueio inadvertido de dispositivos de segurança de caldeiras e vasos de


pressão, ou seu bloqueio intencional sem a devida justificativa técnica
baseada em códigos, normas ou procedimentos formais de operação do
equipamento;

d) Ausência de dispositivo operacional de controle do nível de água de


caldeira;

e) Operação de equipamento enquadrado nesta NR com deterioração


atestada por meio de recomendação de sua retirada de operação
constante de parecer conclusivo em relatório de inspeção de segurança,
de acordo com seu respectivo código de projeto ou de adequação ao uso;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

f) Operação de caldeira por trabalhador que não atenda aos


requisitos estabelecidos no Anexo I desta NR, ou que não esteja
sob supervisão, acompanhamento ou assistência específica de
operador qualificado.

13.3.1.1 Por motivo de força maior e com justificativa formal do


empregador, acompanhada por análise técnica e respectivas medidas de
contingência para mitigação dos riscos, elaborada por Profissional
Habilitado - PH ou por grupo multidisciplinar por ele coordenado, pode
ocorrer postergação de até 6 (seis) meses do prazo previsto para a
inspeção de segurança periódica da caldeira.

13.3.1.1.1 O empregador deve comunicar ao sindicato dos trabalhadores


da categoria predominante no estabelecimento a justificativa formal para
postergação da inspeção de segurança periódica da caldeira.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.2 Para efeito desta NR, considera-se Profissional Habilitado - PH


aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de
engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção,
acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção e supervisão
de inspeção de caldeiras, vasos de pressão e tubulações, em
conformidade com a regulamentação profissional vigente no País.

13.3.3 Todos os reparos ou alterações em equipamentos abrangidos por


esta NR devem respeitar os respectivos códigos de projeto e pós-
construção e as prescrições do fabricante no que se refere a:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Materiais;

b) Procedimentos de execução;

c) Procedimentos de controle de qualidade;

d) Qualificação e certificação de pessoal.

13.3.4 Quando não for conhecido o código de projeto, deve ser respeitada
a concepção original do vaso de pressão, caldeira ou tubulação,
empregando-se os procedimentos de controle prescritos pelos códigos
pertinentes.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.5 A critério do PH podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou


procedimentos mais avançados, em substituição aos previstos pelos
códigos de projeto.

13.3.6 Projetos de alteração ou reparo - PAR devem ser concebidos


previamente nas seguintes situações:

a) Sempre que as condições de projeto forem modificadas;

b) Sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a


segurança.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.7 O PAR deve:

a) Ser concebido ou aprovado por PH;

b) Determinar materiais, procedimentos de execução, controle de


qualidade e qualificação de pessoal;

c) Ser divulgado para os empregados do estabelecimento que estão


envolvidos com o equipamento.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.8 Todas as intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em


partes que operem sob pressão devem ser objeto de exames ou testes
para controle da qualidade com parâmetros definidos pelo PH, de acordo
com normas ou códigos aplicáveis.

13.3.9 Os sistemas de controle e segurança das caldeiras e dos vasos de


pressão devem ser submetidos à manutenção preventiva ou preditiva.

13.3.10 O empregador deve garantir que os exames e testes em


caldeiras, vasos de pressão e tubulações sejam executados em
condições de segurança para seus executantes e demais trabalhadores
envolvidos.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.11 O empregador deve comunicar ao órgão regional do Ministério do


Trabalho e Emprego e ao sindicato da categoria profissional predominante
no estabelecimento a ocorrência de vazamento, incêndio ou explosão
envolvendo equipamentos abrangidos nesta NR que tenha como
conseqüência uma das situações a seguir:

a) Morte de trabalhador(es);

b) Acidentes que implicaram em necessidade de internação


hospitalar de trabalhador(es);

c) Eventos de grande proporção.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.11.1 A comunicação deve ser encaminhada até o segundo dia útil


após a ocorrência e deve conter:

a) Razão social do empregador, endereço, local, data e hora da


ocorrência;

b) Descrição da ocorrência;

c) Nome e função da(s) vítima(s);

d) Procedimentos de investigação adotados;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

e) Cópia do último relatório de inspeção de segurança do equipamento


envolvido;

f) Cópia da comunicação de acidente de trabalho (CAT).

13.3.11.2 Na ocorrência de acidentes previstos no item 13.3.11, o


empregador deve comunicar a representação sindical dos trabalhadores
predominante do estabelecimento para compor uma comissão de
investigação.

13.3.11.3 Os trabalhadores, com base em sua capacitação e experiência,


devem interromper suas tarefas, exercendo o direito de recusa, sempre
que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua
segurança e saúde ou de outras pessoas, comunicando imediatamente o
fato a seu superior hierárquico.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.11.3.1 É dever do empregador:

a) Assegurar aos trabalhadores o direito de interromper suas atividades,


exercendo o direito de recusa nas situações previstas no item 13.3.11.3, e
em consonância com o item 9.6.3 da Norma Regulamentadora 9;

b) Diligenciar de imediato as medidas cabíveis para o controle dos riscos.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.3.11.4 O empregador deverá apresentar, quando exigida pela


autoridade competente do órgão regional do Ministério do Trabalho e
Emprego, a documentação mencionada nos itens 13.4.1.6, 13.5.1.6 e
13.6.1.4.

13.4 Caldeiras

13.4.1 Caldeiras a vapor - disposições gerais

13.4.1.1 Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e


acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer
fonte de energia, projetados conforme códigos pertinentes, excetuando-se
refervedores e similares.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.1.2 Para os propósitos desta NR, as caldeiras são classificadas em


3 (três) categorias, conforme segue:

a) Caldeiras da categoria A são aquelas cuja pressão de operação é igual


ou superior a 1960 kPa (19,98 kgf/cm2);

b) Caldeiras da categoria C são aquelas cuja pressão de operação é igual


ou inferior a 588 kPa (5,99 kgf/cm2) e o volume interno é igual ou inferior
a 100 l (cem litros);

c) Caldeiras da categoria B são todas as caldeiras que não se enquadram


nas categorias anteriores.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.1.3 As caldeiras devem ser dotadas dos seguintes itens:

a) Válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou


inferior a PMTA, considerados os requisitos do código de projeto relativos
a aberturas escalonadas e tolerâncias de calibração;

b) Instrumento que indique a pressão do vapor acumulado;

c) Injetor ou sistema de alimentação de água independente do principal que


evite o superaquecimento por alimentação deficiente, acima das
temperaturas de projeto, de caldeiras de combustível sólido não
atomizado ou com queima em suspensão;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

d) Sistema dedicado de drenagem rápida de água em caldeiras de


recuperação de álcalis, com ações automáticas após acionamento pelo
operador;

e) Sistema automático de controle do nível de água com intertravamento que


evite o superaquecimento por alimentação deficiente.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.1.4 Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo, em local de fácil
acesso e bem visível, placa de identificação indelével com, no mínimo, as
seguintes informações:

a) Nome do fabricante;

b) Número de ordem dado pelo fabricante da caldeira;

c) Ano de fabricação;

d) Pressão máxima de trabalho admissível;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

e) Pressão de teste hidrostático de fabricação;

f) Capacidade de produção de vapor;

g) Área de superfície de aquecimento;

h) Código de projeto e ano de edição.

13.4.1.5 Além da placa de identificação, deve constar, em local visível, a


categoria da caldeira, conforme definida no item 13.4.1.2 desta NR, e seu
número ou código de identificação.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.1.6 Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver


instalada, a seguinte documentação devidamente atualizada:

a) Prontuário da caldeira, fornecido por seu fabricante, contendo as seguintes


informações:

• Código de projeto e ano de edição;

• Especificação dos materiais;

• Procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção


final;

• Metodologia para estabelecimento da PMTA;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

• Registros da execução do teste hidrostático de fabricação;

• Conjunto de desenhos e demais dados necessários para o


monitoramento da vida útil da caldeira;

• Características funcionais;

• Dados dos dispositivos de segurança;

• Ano de fabricação;

• Categoria da caldeira.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

• Registro de Segurança, em conformidade com o item 13.4.1.9;

• Projeto de Instalação, em conformidade com o item 13.4.2.1;

• PAR, em conformidade com os itens 13.3.6 e 13.3.7;

• Relatórios de inspeção, em conformidade com o item 13.4.4.14;

• Certificados de calibração dos dispositivos de segurança.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.1.7 Quando inexistente ou extraviado, o prontuário da caldeira deve


ser reconstituído pelo empregador, com responsabilidade técnica do
fabricante ou de PH, sendo imprescindível a reconstituição das
características funcionais, dos dados dos dispositivos de segurança e
memória de cálculo da PMTA.

13.4.1.8 Quando a caldeira for vendida ou transferida de estabelecimento,


os documentos mencionados nas alíneas “a”, “d”, e “e” do item 13.4.1.6
devem acompanhá-la.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.1.9 O Registro de Segurança deve ser constituído por livro de


páginas numeradas, pastas ou sistema informatizado com confiabilidade
equivalente onde serão registradas:

a) Todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de


segurança da caldeira;

b) As ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e


extraordinária, devendo constar a condição operacional da caldeira, o
nome legível e assinatura de PH e do operador de caldeira presente na
ocasião da inspeção.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.1.10 Caso a caldeira venha a ser considerada inadequada para uso, o


Registro de Segurança deve conter tal informação e receber encerramento
formal.

13.4.1.11 A documentação referida no item 13.4.1.6 deve estar sempre à


disposição para consulta dos operadores, do pessoal de manutenção, de
inspeção e das representações dos trabalhadores e do empregador na
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, devendo o
empregador assegurar pleno acesso a essa documentação.

13.4.2 Instalação de caldeiras a vapor

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.2.1 A autoria do projeto de instalação de caldeiras a vapor, no que


concerne ao atendimento desta NR, é de responsabilidade de PH, e deve
obedecer aos aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos
nas Normas Regulamentadoras, convenções e disposições legais
aplicáveis.

13.4.2.2 As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas


em casa de caldeiras ou em local específico para tal fim, denominado
área de caldeiras.

13.4.2.3 Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a área de


caldeiras deve satisfazer aos seguintes requisitos:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Estar afastada de, no mínimo, 3,0 m (três metros) de:

• Outras instalações do estabelecimento;

• De depósitos de combustíveis, excetuando-se reservatórios para


partida com até 2000 l (dois mil litros) de capacidade;

• Do limite de propriedade de terceiros;

• Do limite com as vias públicas;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

b) Dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente


desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas;

c) Dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à manutenção


da caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter
dimensões que impeçam a queda de pessoas;

d) Ter sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado,


provenientes da combustão, para fora da área de operação atendendo às
normas ambientais vigentes;

e) Dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes;

f) Ter sistema de iluminação de emergência caso opere à noite.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.2.4 Quando a caldeira estiver instalada em ambiente fechado, a


casa de caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos:

a) Constituir prédio separado, construído de material resistente ao


fogo, podendo ter apenas uma parede adjacente a outras
instalações do estabelecimento, porém com as outras paredes
afastadas de, no mínimo, 3,0 m (três metros) de outras
instalações, do limite de propriedade de terceiros, do limite com
as vias públicas e de depósitos de combustíveis, excetuando-se
reservatórios para partida com até 2000 l (dois mil litros) de
capacidade;

b) Dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente


desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

c) Dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não


possam ser bloqueadas;

d) Dispor de sensor para detecção de vazamento de gás quando se


tratar de caldeira a combustível gasoso;

e) Não ser utilizada para qualquer outra finalidade;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

f) Dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à


manutenção da caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados,
os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas;

g) Ter sistema de captação e lançamento dos gases e material


particulado, provenientes da combustão, para fora da área de
operação, atendendo às normas ambientais vigentes;

h) Dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes e ter


sistema de iluminação de emergência.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.2.5 Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto nos


itens 13.4.2.3 e 13.4.2.4, deve ser elaborado projeto alternativo de
instalação, com medidas complementares de segurança, que permitam a
atenuação dos riscos, comunicando previamente a representação sindical
dos trabalhadores predominante no estabelecimento.

13.4.2.6 As caldeiras classificadas na categoria A devem possuir painel de


instrumentos instalados em sala de controle, construída segundo o que
estabelecem as Normas Regulamentadoras aplicáveis.

13.4.3 Segurança na operação de caldeiras

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.3.1 Toda caldeira deve possuir manual de operação atualizado, em


língua portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores, contendo no
mínimo:

a) Procedimentos de partidas e paradas;

b) Procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;

c) Procedimentos para situações de emergência;

d) Procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação do


meio ambiente.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.3.2 Os instrumentos e controles de caldeiras devem ser mantidos


calibrados e em boas condições operacionais.

13.4.3.2.1 Poderá ocorrer a neutralização provisória nos instrumentos e


controles, desde que não seja reduzida a segurança operacional, e que
esteja prevista nos procedimentos formais de operação e manutenção, ou
com justificativa formalmente documentada, com prévia análise técnica e
respectivas medidas de contingência para mitigação dos riscos elaborada
pelo responsável técnico do processo, com anuência do PH.

13.4.3.3 A qualidade da água deve ser controlada e tratamentos devem


ser implementados, quando necessários, para compatibilizar suas
propriedades físico-químicas com os parâmetros de operação da caldeira,
sendo estes tratamentos obrigatórios em caldeiras classificadas como
categoria A, conforme item 13.4.1.2 desta NR.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.3.4 Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operação


e controle de operador de caldeira.

13.4.3.5 Será considerado operador de caldeira aquele que satisfizer o


disposto no item A do Anexo I desta NR.

13.4.4 Inspeção de segurança de caldeiras.

13.4.4.1 As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de segurança


inicial, periódica e extraordinária.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em caldeiras


novas, antes da entrada em funcionamento, no local de operação,
devendo compreender exame interno, seguido de teste de estanqueidade
e exame externo.

13.4.4.3 As caldeiras devem obrigatoriamente ser submetidas a Teste


Hidrostático - TH em sua fase de fabricação, com comprovação por meio
de laudo assinado por PH, e ter o valor da pressão de teste afixado em
sua placa de identificação.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.3.1 Na falta de comprovação documental de que o Teste


Hidrostático - TH tenha sido realizado na fase de fabricação, se aplicará o
disposto a seguir:

a) Para equipamentos fabricados ou importados a partir da vigência


desta NR, o TH deve ser feito durante a inspeção de segurança
inicial;

b) Para equipamentos em operação antes da vigência desta NR, a


critério do PH, o TH deve ser realizado na próxima inspeção de
segurança periódica.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.4 A inspeção de segurança periódica, constituída por exames


interno e externo, deve ser executada nos seguintes prazos máximos:

a) 12 (doze) meses para caldeiras das categorias A, B e C;

b) 15 (quinze) meses para caldeiras de recuperação de álcalis de


qualquer categoria;

c) 24 (vinte e quatro) meses para caldeiras da categoria A, desde que


aos 12 (doze) meses sejam testadas as pressões de abertura das
válvulas de segurança.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.5 Estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de Inspeção de


Equipamentos - SPIE, conforme estabelecido no Anexo II podem estender
seus períodos entre inspeções de segurança, respeitando os seguintes
prazos máximos:

a) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras de recuperação de


álcalis;

b) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras das categorias B e C;

c) 30 (trinta) meses para caldeiras da categoria A;

d) 40 (quarenta) meses para caldeiras especiais conforme, definição


no item 13.4.4.6.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.6 As caldeiras que operam de forma contínua e que utilizam gases


ou resíduos das unidades de processo como combustível principal para
aproveitamento de calor ou para fins de controle ambiental podem ser
consideradas especiais quando todas as condições seguintes forem
satisfeitas:

a) Estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam SPIE


citado no Anexo II;

b) Tenham testados a cada 12 (doze) meses o sistema de


intertravamento e a pressão de abertura de cada válvula de
segurança;

c) Não apresentem variações inesperadas na temperatura de saída


dos gases e do vapor durante a operação;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

d) Existam análise e controle periódico da qualidade da água;

e) Exista controle de deterioração dos materiais que compõem as


principais partes da caldeira;

f) Exista parecer técnico de PH fundamentando a decisão.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.6.1 O empregador deve comunicar ao Órgão Regional do Ministério


do Trabalho e Emprego e ao sindicato dos trabalhadores da categoria
predominante no estabelecimento, previamente, o enquadramento da
caldeira como especial.

13.4.4.7 No máximo, ao completar 25 (vinte e cinco) anos de uso, na sua


inspeção subsequente, as caldeiras devem ser submetidas a uma
avaliação de integridade com maior abrangência para determinar a sua
vida remanescente e novos prazos máximos para inspeção, caso ainda
estejam em condições de uso.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.8 As válvulas de segurança instaladas em caldeiras devem ser


inspecionadas periodicamente conforme segue:

a) Pelo menos 1 (uma) vez por mês, mediante acionamento manual


da alavanca, em operação, para caldeiras das categorias B e C,
excluídas as caldeiras que vaporizem fluido térmico e as que
trabalhem com água tratada conforme previsto no item 13.4.3.3;

b) As válvulas flangeadas ou roscadas devem ser desmontadas,


inspecionadas e testadas em bancada, e, no caso de válvulas
soldadas, feito o mesmo no campo, com uma frequência
compatível com o histórico operacional das mesmas, sendo
estabelecidos como limites máximos para essas atividades os
períodos de inspeção estabelecidos nos itens 13.4.4.4 e 13.4.4.5,
se aplicável, para caldeiras de categorias A e B.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.9 Adicionalmente aos testes prescritos no item 13.4.4.8, as


válvulas de segurança instaladas em caldeiras podem ser submetidas a
testes de acumulação, a critério do PH.

13.4.4.10 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas


seguintes oportunidades:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra


ocorrência capaz de comprometer sua segurança;

b) Quando a caldeira for submetida à alteração ou reparo importante


capaz de alterar suas condições de segurança;

c) Antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando


permanecer inativa por mais de 6 (seis) meses;

d) Quando houver mudança de local de instalação da caldeira.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.11 A inspeção de segurança deve ser realizada sob a


responsabilidade técnica de PH.

13.4.4.12 Imediatamente após a inspeção da caldeira, deve ser anotada


no seu Registro de Segurança a sua condição operacional, e, em até 60
(sessenta) dias, deve ser emitido o relatório, que passa a fazer parte da
sua documentação, podendo este prazo ser estendido para 90 (noventa)
dias em caso de parada geral de manutenção.

13.4.4.13 O empregador deve informar à representação sindical da


categoria profissional predominante no estabelecimento, num prazo
máximo de 30 (trinta) dias após o término da inspeção de segurança, a
condição operacional da caldeira.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.13.1 Mediante o recebimento de requisição formal, o empregador


deve encaminhar à representação sindical predominante no
estabelecimento, no prazo máximo de 10 (dez) dias após a sua
elaboração, a cópia do relatório de inspeção.

13.4.4.13.2 A representação sindical da categoria profissional


predominante no estabelecimento poderá solicitar ao empregador que seja
enviada de maneira regular cópia do relatório de inspeção de segurança
da caldeira em prazo de 30 (trinta) dias após a sua elaboração, ficando o
empregador desobrigado a atender os itens 13.4.4.13 e 13.4.4.13.1.

13.4.4.14 O relatório de inspeção, mencionado no item 13.4.1.6, alínea “e”,


deve ser elaborado em páginas numeradas contendo no mínimo:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Dados constantes na placa de identificação da caldeira;

b) Categoria da caldeira;

c) Tipo da caldeira;

d) Tipo de inspeção executada;

e) Data de início e término da inspeção;

f) Descrição das inspeções, exames e testes executados;

g) Registros fotográficos do exame interno da caldeira;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

h) Resultado das inspeções e providências;

i) Relação dos itens desta NR que não estão sendo atendidos;

j) Recomendações e providências necessárias;

k) Parecer conclusivo quanto à integridade da caldeira até a próxima


inspeção;

l) Data prevista para a nova inspeção de segurança da caldeira;

m) Nome legível, assinatura e número do registro no conselho


profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que
participaram da inspeção.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.4.4.15 As recomendações decorrentes da inspeção devem ser


registradas e implementadas pelo empregador, com a determinação de
prazos e responsáveis pela execução.

13.4.4.16 Sempre que os resultados da inspeção determinarem


alterações dos dados de projeto, a placa de identificação e a
documentação do prontuário devem ser atualizadas.

13.5 Vasos de Pressão

13.5.1 Vasos de pressão - disposições gerais.

13.5.1.1 Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob


pressão interna ou externa, diferente da atmosférica.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de pressão são classificados em


categorias segundo a classe de fluido e o potencial de risco.

a) Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados


conforme descrito a seguir:

Classe A:

• Fluidos inflamáveis;

• Fluidos combustíveis com temperatura superior ou igual a 200 ºC


(duzentos graus Celsius);

• Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 (vinte)


partes por milhão (ppm);

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

• Hidrogênio;

• Acetileno.

Classe B:

• Fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200 ºC (duzentos


graus Celsius);

• Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 (vinte) partes


por milhão (ppm).

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

Classe C:

• Vapor de água, gases asfixiantes simples ou ar comprimido.

Classe D:

• Outro fluido não enquadrado acima.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

b) Quando se tratar de mistura deverá ser considerado para fins de


classificação o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores
e instalações, considerando-se sua toxicidade, inflamabilidade e
concentração.

c) Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de


risco em função do produto P.V, onde P é a pressão máxima de
operação em MPa e V o seu volume em m3, conforme segue:

Grupo 1 - P.V ≥ 100


Grupo 2 - P.V < 100 e P.V ≥ 30
Grupo 3 - P.V < 30 e P.V ≥ 2,5
Grupo 4 - P.V < 2,5 e P.V ≥ 1
Grupo 5 - P.V < 1

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

d) Vasos de pressão que operem sob a condição de vácuo devem se


enquadrar nas seguintes categorias:

• Categoria I: para fluidos inflamáveis ou combustíveis;

• Categoria V: para outros fluidos.

e) A tabela a seguir classifica os vasos de pressão em categorias de


acordo com os grupos de potencial de risco e a classe de fluido
contido.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

Notas:

a) Considerar volume em m³ e pressão em MPa;

b) Considerar 1 MPa correspondente a 10,197 kgf/cm².

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.1.3 Os vasos de pressão devem ser dotados dos seguintes itens:

a) Válvula ou outro dispositivo de segurança com pressão de


abertura ajustada em valor igual ou inferior à PMTA, instalado
diretamente no vaso ou no sistema que o inclui, considerados os
requisitos do código de projeto relativos a aberturas escalonadas e
tolerâncias de calibração;

b) Meios utilizados contra o bloqueio inadvertido de dispositivo de


segurança quando este não estiver instalado diretamente no vaso;

c) Instrumento que indique a pressão de operação, instalado


diretamente no vaso ou no sistema que o contenha.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.1.4 Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local
de fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével com, no
mínimo, as seguintes informações:

a) Fabricante;

b) Número de identificação;

c) Ano de fabricação;

d) Pressão máxima de trabalho admissível;

e) Pressão de teste hidrostático de fabricação;

f) Código de projeto e ano de edição.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.1.5 Além da placa de identificação, deve constar, em local visível, a


categoria do vaso, conforme item 13.5.1.2, e seu número ou código de
identificação.

13.5.1.6 Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde


estiver instalado, a seguinte documentação devidamente atualizada:

a) Prontuário do vaso de pressão a ser fornecido pelo fabricante,


contendo as seguintes informações:

• Código de projeto e ano de edição;

• Especificação dos materiais;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

• Procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção


final;

• Metodologia para estabelecimento da PMTA;

• Conjunto de desenhos e demais dados necessários para o


monitoramento da sua vida útil;

• Pressão máxima de operação;

• Registros documentais do teste hidrostático;

• Características funcionais, atualizadas pelo empregador sempre


que alteradas as originais;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

• Dados dos dispositivos de segurança, atualizados pelo


empregador sempre que alterados os originais;

• Ano de fabricação;

• Categoria do vaso, atualizada pelo empregador sempre que


alterada a original;

b) Registro de Segurança em conformidade com o item 13.5.1.8;

c) Projeto de Instalação em conformidade com os itens 13.5.2.4 e


13.5.2.5;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

d) Projeto de alteração ou reparo em conformidade com os itens


13.3.6 e 13.3.7;

e) Relatórios de inspeção em conformidade com o item 13.5.4.13;

f) Certificados de calibração dos dispositivos de segurança, onde


aplicável.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.1.7 Quando inexistente ou extraviado, o prontuário do vaso de


pressão deve ser reconstituído pelo empregador, com responsabilidade
técnica do fabricante ou de PH, sendo imprescindível a reconstituição das
premissas de projeto, dos dados dos dispositivos de segurança e da
memória de cálculo da PMTA.

13.5.1.8 O Registro de Segurança deve ser constituído por livro de


páginas numeradas, pastas ou sistema informatizado com confiabilidade
equivalente onde serão registradas:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições


de segurança dos vasos de pressão;

b) As ocorrências de inspeções de segurança periódicas e


extraordinárias, devendo constar a condição operacional do vaso.

13.5.1.9 A documentação referida no item 13.5.1.6 deve estar sempre à


disposição para consulta dos operadores, do pessoal de manutenção, de
inspeção e das representações dos trabalhadores e do empregador na
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, devendo o
empregador assegurar pleno acesso a essa documentação inclusive à
representação sindical da categoria profissional predominante no
estabelecimento, quando formalmente solicitado.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.2 Instalação de vasos de pressão.

13.5.2.1 Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os
drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão e
temperatura, quando existentes, sejam facilmente acessíveis.

13.5.2.2 Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes


fechados, a instalação deve satisfazer os seguintes requisitos:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente


desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas;

b) Dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção,


operação e inspeção, sendo que, para guardacorpos vazados, os
vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas;

c) Dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não


possam ser bloqueadas;

d) Dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes;

e) Possuir sistema de iluminação de emergência.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.2.3 Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto, a


instalação deve satisfazer as alíneas “a”, “b”, “d” e “e” do item 13.5.2.2.

13.5.2.4 A autoria do projeto de instalação de vasos de pressão


enquadrados nas categorias I, II e III, conforme item 13.5.1.2, no que
concerne ao atendimento desta NR, é de responsabilidade de PH e deve
obedecer aos aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos
nas Normas Regulamentadoras, convenções e disposições legais
aplicáveis.

13.5.2.5 O projeto de instalação deve conter pelo menos a planta baixa do


estabelecimento, com o posicionamento e a categoria de cada vaso e das
instalações de segurança.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.2.6 Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto no


item 13.5.2.2, deve ser elaborado projeto alternativo de instalação com
medidas complementares de segurança que permitam a atenuação dos
riscos.

13.5.3 Segurança na operação de vasos de pressão.

13.5.3.1 Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias I ou II deve


possuir manual de operação próprio ou instruções de operação contidas
no manual de operação de unidade onde estiver instalado, em língua
portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores, contendo no
mínimo:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Procedimentos de partidas e paradas;

b) Procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;

c) Procedimentos para situações de emergência;

d) Procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação do


meio ambiente.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.3.2 Os instrumentos e controles de vasos de pressão devem ser


mantidos calibrados e em boas condições operacionais.

13.5.3.2.1 Poderá ocorrer à neutralização provisória nos instrumentos e


controles, desde que não seja reduzida a segurança operacional, e que
esteja prevista nos procedimentos formais de operação e manutenção, ou
com justificativa formalmente documentada, com prévia análise técnica e
respectivas medidas de contingência para mitigação dos riscos, elaborada
por PH.

13.5.3.3 A operação de unidades que possuam vasos de pressão de


categorias I ou II deve ser efetuada por profissional capacitado conforme
item “B” do Anexo I desta NR.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4 Inspeção de segurança de vasos de pressão.

13.5.4.1 Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de


segurança inicial, periódica e extraordinária.

13.5.4.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos de


pressão novos, antes de sua entrada em funcionamento, no local definitivo
de instalação, devendo compreender exames externo e interno.

13.5.4.3 Os vasos de pressão devem obrigatoriamente ser submetidos a


Teste Hidrostático - TH em sua fase de fabricação, com comprovação por
meio de laudo assinado por PH, e ter o valor da pressão de teste afixado
em sua placa de identificação.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.3.1 Na falta de comprovação documental de que o Teste


Hidrostático-TH tenha sido realizado na fase de fabricação, se aplicará o
disposto a seguir:

a) Para equipamentos fabricados ou importados a partir da vigência


desta NR, o TH deve ser feito durante a inspeção de segurança
inicial;

b) Para equipamentos em operação antes da vigência desta NR, a


critério do PH, o TH deve ser realizado na próxima inspeção de
segurança periódica.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.4 Os vasos de pressão categorias IV ou V de fabricação em série,


certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
- INMETRO, que possuam válvula de segurança calibrada de fábrica
ficam dispensados da inspeção inicial e da documentação referida no item
13.5.1.6, alínea “c), desde que instalados de acordo com as
recomendações do fabricante.

13.5.4.4.1 Deve ser anotada no Registro de Segurança a data da


instalação do vaso de pressão a partir da qual se inicia a contagem do
prazo para a inspeção de segurança periódica.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.5 A inspeção de segurança periódica, constituída por exames


externo e interno, deve obedecer aos seguintes prazos máximos
estabelecidos a seguir:

a) Para estabelecimentos que não possuam SPIE, conforme citado


no Anexo II:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

b) Para estabelecimentos que possuam SPIE, conforme citado no


Anexo II, consideradas as tolerâncias nele previstas:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.6 Vasos de pressão que não permitam acesso visual para o exame
interno ou externo por impossibilidade física devem ser submetidos
alternativamente a outros exames não destrutivos e metodologias de
avaliação da integridade, a critério do PH, baseados em normas e códigos
aplicáveis à identificação de mecanismos de deterioração.

13.5.4.7 Vasos de pressão com enchimento interno ou com catalisador


podem ter a periodicidade de exame interno ampliada, de forma a
coincidir com a época da substituição de enchimentos ou de catalisador,
desde que esta ampliação seja precedida de estudos conduzidos por PH
ou por grupo multidisciplinar por ele coordenado, baseados em normas e
códigos aplicáveis, onde sejam implementadas tecnologias alternativas
para a avaliação da sua integridade estrutural.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.8 Vasos de pressão com temperatura de operação inferior a 0 ºC


(zero grau Celsius) e que operem em condições nas quais a experiência
mostre que não ocorre deterioração devem ser submetidos a exame
interno a cada 20 (vinte) anos e exame externo a cada 2 (dois) anos.

13.5.4.9 As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser


desmontadas, inspecionadas e calibradas com prazo adequado à sua
manutenção, porém, não superior ao previsto para a inspeção de
segurança periódica interna dos vasos de pressão por elas protegidos.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.10 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas


seguintes oportunidades:

a) Sempre que o vaso de pressão for danificado por acidente ou


outra ocorrência que comprometa sua segurança;

b) Quando o vaso de pressão for submetido a reparo ou alterações


importantes, capazes de alterar sua condição de segurança;

c) Antes do vaso de pressão ser recolocado em funcionamento,


quando permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses;

d) Quando houver alteração do local de instalação do vaso de


pressão, exceto para vasos móveis.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.11 A inspeção de segurança deve ser realizada sob a


responsabilidade técnica de PH.

13.5.4.12 Imediatamente após a inspeção do vaso de pressão, deve ser


anotada no Registro de Segurança a sua condição operacional, e, em até
60 (sessenta) dias, deve ser emitido o relatório, que passa a fazer parte
da sua documentação, podendo este prazo ser estendido para 90
(noventa) dias em caso de parada geral de manutenção.

13.5.4.13 O relatório de inspeção, mencionado no item 13.5.1.6, alínea


“e”, deve ser elaborado em páginas numeradas, contendo no mínimo:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Identificação do vaso de pressão;

b) Fluidos de serviço e categoria do vaso de pressão;

c) Tipo do vaso de pressão;

d) Data de início e término da inspeção;

e) Tipo de inspeção executada;

f) Descrição dos exames e testes executados;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

g) Resultado das inspeções e intervenções executadas;

h) Parecer conclusivo quanto a integridade do vaso de pressão até a


próxima inspeção;

i) Recomendações e providências necessárias;

j) Data prevista para a próxima inspeção;

k) Nome legível, assinatura e número do registro no conselho


profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que
participaram da inspeção.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.5.4.14 Sempre que os resultados da inspeção determinarem


alterações das condições de projeto, a placa de identificação e a
documentação do prontuário devem ser atualizadas.

13.5.4.15 As recomendações decorrentes da inspeção devem ser


implementadas pelo empregador, com a determinação de prazos e
responsáveis pela sua execução.

13.6 Tubulações

13.6.1 Tubulações - Disposições Gerais

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.1.1 As empresas que possuem tubulações e sistemas de tubulações


enquadradas nesta NR devem possuir um programa e um plano de
inspeção que considere, no mínimo, as variáveis, condições e premissas
descritas abaixo:

a) Os fluidos transportados;

b) A pressão de trabalho;

c) A temperatura de trabalho;

d) Os mecanismos de danos previsíveis;

e) As consequências para os trabalhadores, instalações e meio


ambiente trazidas por possíveis falhas das tubulações.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.1.2 As tubulações ou sistemas de tubulação devem possuir


dispositivos de segurança conforme os critérios do código de projeto
utilizado, ou em atendimento às recomendações de estudo de análises de
cenários de falhas.

13.6.1.3 As tubulações ou sistemas de tubulação devem possuir indicador


de pressão de operação, conforme definido no projeto de processo e
instrumentação.

13.6.1.4 Todo estabelecimento que possua tubulações, sistemas de


tubulação ou linhas deve ter a seguinte documentação devidamente
atualizada:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Especificações aplicáveis às tubulações ou sistemas, necessárias


ao planejamento e execução da sua inspeção;

b) Fluxograma de engenharia com a identificação da linha e seus


acessórios;

c) PAR em conformidade com os itens 13.3.6 e 13.3.7;

d) Relatórios de inspeção em conformidade com o item 13.6.3.9.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.1.5 Os documentos referidos no item 13.6.1.4, quando inexistentes


ou extraviados, devem ser reconstituídos pelo empregador, sob a
responsabilidade técnica de um PH.

13.6.1.6 A documentação referida no item 13.6.1.4 deve estar sempre à


disposição para fiscalização pela autoridade competente do Órgão
Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, e para consulta pelos
operadores, pessoal de manutenção, de inspeção e das representações
dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes - CIPA, devendo, ainda, o empregador assegurar o acesso a
essa documentação à representação sindical da categoria profissional
predominante no estabelecimento, quando formalmente solicitado.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.2 Segurança na operação de tubulações

13.6.2.1 Os dispositivos de indicação de pressão da tubulação devem ser


mantidos em boas condições operacionais.

13.6.2.2 As tubulações de vapor e seus acessórios devem ser mantidos


em boas condições operacionais, de acordo com um plano de
manutenção elaborado pelo estabelecimento.

13.6.2.3 As tubulações e sistemas de tubulação devem ser identificáveis


segundo padronização formalmente instituída pelo estabelecimento, e
sinalizadas conforme a NR-26.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.3 Inspeção periódica de tubulações

13.6.3.1 Deve ser realizada inspeção de segurança inicial nas tubulações.

13.6.3.2 As tubulações devem ser submetidas à inspeção de segurança


periódica.

13.6.3.3 Os intervalos de inspeção das tubulações devem atender aos


prazos máximos da inspeção interna do vaso ou caldeira mais crítica a
elas interligadas, podendo ser ampliados pelo programa de inspeção
elaborado por PH, fundamentado tecnicamente com base em mecanismo
de danos e na criticidade do sistema, contendo os intervalos entre estas
inspeções e os exames que as compõem, desde que essa ampliação não
ultrapasse o intervalo máximo de 100% (cem por cento) sobre o prazo da
inspeção interna, limitada a 10 (dez) anos.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.3.4 Os intervalos de inspeção periódica da tubulação não podem


exceder os prazos estabelecidos em seu programa de inspeção,
consideradas as tolerâncias permitidas para as empresas com SPIE.

13.6.3.5 O programa de inspeção pode ser elaborado por tubulação, linha


ou por sistema, a critério de PH, e, no caso de programação por sistema,
o intervalo a ser adotado deve ser correspondente ao da sua linha mais
crítica.

13.6.3.6 As inspeções periódicas das tubulações devem ser constituídas


de exames e análises definidas por PH, que permitam uma avaliação da
sua integridade estrutural de acordo com normas e códigos aplicáveis.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.3.6.1 No caso de risco à saúde e à integridade física dos


trabalhadores envolvidos na execução da inspeção, a linha deve ser
retirada de operação.

13.6.3.7 Deve ser realizada inspeção extraordinária nas seguintes


situações:

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

a) Sempre que a tubulação for danificada por acidente ou outra


ocorrência que comprometa a segurança dos trabalhadores;

b) Quando a tubulação for submetida a reparo provisório ou


alterações significativas, capazes de alterar sua capacidade de
contenção de fluído;

c) Antes da tubulação ser recolocada em funcionamento, quando


permanecer inativa por mais de 24 (vinte e quatro) meses.

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

13.6.3.8 A inspeção periódica de tubulações deve ser executada sob a


responsabilidade técnica de PH.

13.6.3.9 Após a inspeção de cada tubulação, sistema de tubulação ou


linha, deve ser emitido um relatório de inspeção, com páginas numeradas,
que passa a fazer parte da sua documentação, e deve conter no mínimo:

a) Identificação da(s) linha(s) ou sistema de tubulação;

b) Fluidos de serviço da tubulação, e respectivas temperatura e


pressão de operação;

c) Data de início e término da inspeção;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

d) Tipo de inspeção executada;

e) Descrição dos exames executados;

f) Resultado das inspeções;

g) Parecer conclusivo quanto à integridade da tubulação, do sistema


de tubulação ou da linha até a próxima inspeção;

www.foxtreinamentos.com
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

h) Recomendações e providências necessárias;

i) Data prevista para a próxima inspeção;

j) Nome legível, assinatura e número do registro no conselho


profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que
participaram da inspeção.

13.6.3.9.1 O prazo para emissão desse relatório é de até 30 (trinta) dias


para linhas individuais e de até 90 (noventa) dias para sistemas de
tubulação.

13.6.3.10 As recomendações decorrentes da inspeção devem ser


implementadas pelo empregador, com a determinação de prazos e
responsáveis pela sua execução.

www.foxtreinamentos.com
FIM!
THE END

www.foxtreinamentos.com