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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CAMPUS DE PATO BRANCO

CURSO DE AGRONOMIA

RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA À EPAGRI / ESTAÇÃO


EXPERIMENTAL DE VIDEIRA E GRUPO FISCHER EM FRAIBURGO -
SC1

Anelise Hagemann2

PATO BRANCO

MARÇO/2011

1 .
Relatório solicitado na disciplina de Fruticultura, ministrada pelo Prof Dr.Idemir Citadin como requisito parcial para
nota do primeiro bimestre.
2
Acadêmica do 4º ano do Curso de Agronomia da UTFPR, Campus Pato Branco – PR.
1. Introdução

Nos dias dois e tres do mês de março do ano de 2011, os academicos


das disciplinas de Fruticultura e Olericultura do quarto ano do curso de
Agronomia da UTFPR – Universidade Tecnologica Federal do Paraná ,
Campus Pato Branco – efeturam, conjuntamente com os professores titulares
das referidas disciplinas uma viagem técnica para as cidades de Caçador,
Fraiburgo e Videira no estado de Santa Catarina, com o objetivo de obter
conhecimentos práticos e tecnicos nas referidas disciplinas, sendo que o
primeiro dia de viagem ( dia dois de março de 2011) foi dedicado à disciplina de
Fruticultura, sob a supervisão do Professor Dr. Idemir Citadin, em que os
alunos puderam conhecer as culturas de videiras, incluindo produção de vinho,
ameixeiras e macieiras, nesta incluso o beneficiamento e seleção das frutas na
Industria Fischer; e o segundo dia da viagem tecnica ficou a cargo do Professor
Dr. Wilson Itamar Godoy, em que os alunos conheceram a cultura do tomate e
reprodução de alho livre de virus.

2. Relatório de Visita Tecnica e Revisão Bibliografica

2.1 - VINHO

O primeiro local visitado pelos academicos em conjunto com o professor


no primeiro dia de viagem foi a Cantina da EPAGRI – Empresa de Pesquisa
Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – na estação experimental
de Videira, onde, com a ajuda de Jeferson, que trabalha com biotecnologia e
microvinificação, incluindo testes de variedades e locais diferentes no municipio
para obter vinhos de qualidade superior.

Os academicos puderam acompanhar uma parte do processo de


fabricação de vinhos, sendo veirficado na pratica o esmagamento de uvas para
vinho branco, da variedade Chardonnay, provenientes de duas
microvinificações do municipio.
A qualidade do vinho não é determinada somente no processo de
vinificação, começando muito antes, com o plantio de variedades adequadas
para a fabricação de vinhos, em solo de qualidade adequada e com um bom
manejo.

As uvas para fabricação do vinho tem tres divisões, com subdivisões


cada uma: uvas comuns - (Vitis lambrusca L.), uvas viniferas especiais e uvas
viniferas nobres (Vitis vinifera). (SASSO et al, 2004)

As uvas comuns, são utilizadas em geral para elaboração de vinhos de


mesa comuns, que, devido às suas características típicas, devem ser
consumidos jovens, pois não melhoram com o envelhecimento (RIZZON;
MIELE; MENEGUZZO, 2000). Normalmente são de origem americana ou
híbridas; e mundialmente não são apreciadas para vinho, sendo que, em
alguns países, como na Argentina, por exemplo, é proibido seu cultivo já que
as parreiras são sujeitas ao ataque da Filoxera e pela baixa qualidade do vinho
produzido. No Brasil sua produção permitida produz o vinho comum para ser
comercializado em garrafão ou virar suco de uva.

Dentre essas, existem as brancas em duas variedades no Brasil - Seyve


Willard, que é uma híbrida apropriada para vinhos neutros, apresenta alta
produtividade e resistência a doenças; e a Niágara que produz vinhos com
aromas primários muito característicos, mas que não tem estrutura o suficiente
para melhorar com o envelhecimento – vinhos originados de uvas Niágara em
todo o mundo são muito parecidos, mesmo os que são considerados mais
nobres, como o Torrentés, atualmente produzido na argentina e na serra de
Santa Catarina. As uvas comuns tintas no Brasil são: Isabel, que é apropriada
para sucos de uva e vinho comum, por apresentar caracteristicas gerais da
variedade labrusca, como o elevado teor de antranilato de metila, substancia
que produz aroma forte de uva, conhecido por “foxado”, ou proprio da Fox
grape, especie americana que deu origem a isabel e que mascara a percepção
de aromas refinados do vinho. (CAMARGO, 2003). Concord: que é apropriada
especialmente para sucos e mosto concentrado pela sua alta intensidade de
cor e aroma neutro, e por fim, a Herbemont, apropriada para vinhos base
vermouth pela sua baixa intensidade de cor e aroma e sabor neutros.
As uvas viniferas especiais normalmante não resultam em vinhos varietais e
sua produção no país caiu muito nos últimos anos. De origem européi, foram
introduzidas no Brasil no século XX pelos imigrantes italianos, elas foram
difundidas entre os próprios agricultores e suas cooperativas. (ACAV, 2010). As
principais uvas viniferas especiais são: Barbera, que produz vinhos italianos
leves com aroma frutado, e foi base dos vinhos tintos finos brasileiros.
Colombard, que produz vinho branco jovem, comum na França, na Califórnia e
Austrália.Trebbiano, sendo uma uva branca muito cultivada pela sua
resistência e sua produtividade, e resulta em um vinho agradável de aroma
frutado, algo herbáceo.Nebbiolo que produz vinhos tintos encorpados sendo
usada principalmente no Barolo Italiano. Muito tânica, precisa de tempo de
fermentação adequado. A Sangiovese produz vinhos tintos sendo
principalmente usado no Chianti. A Viognier faz o Condrieu, vinho branco seco
encorpado e de excelente qualidade, e é amplamente cultivada no Vale do
Ródano.Muller-Thurgau, que é usada em vinhos brancos alemães
considerados de baixa a média qualidade, e, por fim, a Moscatel, que abrange
vários tipos de uva branca (moscato/malvasia) relacionadas entre si, com
aroma almiscarado próprio, doce, sabor de uva, é cultivado em toda Europa
Meridional e em varios outros paises. ( ACAV, 2010)

As uvas viniferas nobres são as chamadas “verdadeiras vitis viniferas”, e


estão no mais alto patamar de qualidade. Dentre estas, podemos destacar as
seguintes variedades tintas: Cabernet Sauvignon, que é o tipo de uva tinta mais
conhecido no mundo, originária da região de Médoc em Bordeaux, na França.
Possui taninos fortes que ajudam a envelhecer. Seus vinhos são de coloração
intensa e aromas que com o tempo desenvolvem complexidade, sendo que,
quando envelhecidos em carvalho podem surgir aromas defumados, chocolate
e tabaco.Merlot, uma variedade tinta mais cultivada em Bordeaux, e, por ter
taninos adocicados, produz vinhos suaves.Pinot Noir, que é uma uva
extremamente sensível à condições climáticas, tornando portanto a produção
difícil e cara. Sendo raramente misturada a outro vinho, as Pinot Noir fazem um
vinho tinto de cor claro e de corpo leve a médio.Syrah: conhecida como Shiraz
na Austrália e na África do Sul, a uva Syrah faz um vinho tinto escuro,
encorpado, forte e de longa vida, principalmente se for envelhecido no
carvalho. São repletos de tanino quando jovens, estes vinhos podem ficar
guardados por muitos anos. Malbec é uma uva que produz vinho escuro,
denso e tânico, capaz de atingir qualidade excepcional.
Pinotage, que é uma uva sul-africana originada de cruzamento das cepas Pinot
Noir e Cinsault. Normalmente resulta em vinhos frutados e pode envelhecer. As
principais variedades brancas de uvas viniferas nobres são:Chardonnay, base
dos famosos vinhos da região de Chablis, na Borgonha, e dos vinhos-base da
região de Champagne, na França, e responsável pelo melhor vinho branco
produzido no Brasil. Os vinhos feitos à partir desta uva são secos e
frutados.Sauvignon Blanc: variedades de uva branca de origem francesa, são
em sua maior parte, vinhos brancos de uvas novas extremamente seco. A
Riesling é uma tradicional variedade alemã faz excelentes vinhos brancos no
mundo inteiro, de bem secos a bem doces. Seus vinhos são frescos jovens e
de baixo teor alcoólico. De uma variedade branca, originária do Norte da Itália,
Reisling Itálico, foi elaborado o primeiro vinho varietal no Brasil. Chenin
Blanc: é uma uva que precisa de muito sol para amadurecer completamente;
do contrário os vinhos saem ácidos demais. São produzidos vinhos brancos, de
secos a doces, assim como os espumantes. (ACAV, 2010).

O cuidado com o ponto de colheita é essencial para garantir um vinho de


boa qualidade - uma colheita prematura resulta em um vinho aguado, com
baixa concentração de álcool, já uma colheita tardia, produz um vinho rico em
álcool, mas com pouca acidez. Logo que a uva é colhida, passa-se ao
desengaçamento, processo em que são retirados os engaces (cabos) das
uvas, uma vez que ele transmite taninos ao vinho. O desengaçamento é
realizado por uma desengaçadora, cujo esquema de trabalho está
representado na figura a seguir:
Figura 01: Esquema de trabalho de desengaçadeira.

Após o desengaçamento, é realizado o processo de esmagamento das


uvas; anteriormente era feito pelos vinicultores com os pés, mas hoje é
realizado por máquinas cilindricas perfuradas, onde as uvas são dispostas e
sofrem rompimento da pelicula para a liberação do mosto.

Para que os vinhos tenham uma boa qualidade, o mosto deve fermentar
em temperaturas controladas, para que esta não ocorra rápido demais, sendo
que as temperaturas ideais são em torno de 20 a 24ºC, no caso da estação
experimental da EPAGRI Videira, controlada por condicionadores de ar na sala
de fermentação.

Como principal diferença inicial entre vinhos tintos e brancos, está a que
o mosto de uvas tintas sofre o processo de fermentação ainda com as cascas,
ao contrario das uvas brancas. Isto ocorre porque as cascas contem
antocianinas, que dariam uma cor escurecida ao vinho branco, além de
diferenças de sabor. As uvas brancas, já amassadas e sem casca são
colocadas por meio de mangueiras em prensas metálicas, sendo que todas as
uvas, independentemente da quantia a ser transformada em vinho, tem uma
amostra coletada e enviada para laboratório, para fazer testes de qualidade,
entre eles, de acidez. A pressão da prensa é insuficiente para esmagar a
semente. Para a produção de graspa, ainda, é ideal que o mosto seja
fermentado para ser destilado posteriormente.

Para aumentar e facilitar o rendimento das uvas em vinho são


adicionadas as mesmas enzimas pectoliticas e água com caimento natural,
sem bombeamento. Ainda assim, o rendimento de uvas brancas para vinho
fica em torno de 50 a 60% e de uvas tintas, em torno de 70%.

Após este processo, o mosto é colocado em tanques e adicionado de


metabissulfito de potássio, um sal de cor branca, que se mistura facilmente a
liquidos e que libera SO2; esse sal seleciona as melhores dentre as leveduras
naturais da uva para o processo de fermentação. Entretanto, ainda é
adicionada uma levedura artificial de alta qualidade: a Saccharomyces
cerevisiae, uma vez que é considerada a mais apta a consumir todos os
açúcares fermentáveis e, portanto, assegurar o processo (CATALUÑA, 1984;
JOSHI e PANDEY, 1999, citados por GUIMARÃES, 2005). Esta levedura
artificial ajuda a aumentar o grau alcoólico do vinho quando ele é baixo, sendo
que, quando ela é adicionada em conjunto com 15 ou 16 g de açúcar, aumenta
um grau alcoólico.

Os tanques em que o vinho fica, no caso de grandes vinícolas,


normalmente são grandes, com capacidades que chegam em torno de 5000
litros. Estes tanques normalmente têm uma parede dupla de aço inox provida
de uma cinta perfurada onde passa uma solução hidroalcoolica para ajudar a
manter a temperatura adequada para o processo. Outros tanques, já possuem
um revestimento de isopor, que ajuda a não perder vinho por evaporação e a
não haver tanta produção de tartarato de potássio, (K2C4H4O6) .um precipitado
natural do vinho que ocorre pelas baixas temperaturas. Para evitar a presença
deste precipitado nos vinhos, pode – se adotar o método de deixar o vinho do
tanque em temperaturas negativas, de maneira que se alcance até metade, em
graus Celsius, do grau alcoólico da bebida – no caso, se um vinho de
graduação alcoólica de 12º, pode ficar nos tanques em temperatura negativa
de até -6ºC por dez a quinze dias, e depois é feita uma trasfegação, processo
que se trata da transferência do mosto fermentado ou vinho de um tanque para
outro, separando o sedimento ou borra decantado. Esta etapa facilita a
clarificação do vinho e previne a aquisição de odores estranhos, provocado
pela presença de células velhas das leveduras, sendo utilizado também para
retirar o tartarato de potássio do mesmo.

No caso de os tanques serem de ferro, os mesmos recebem uma pintura


interna com tinta epóxi, para evitar a ligação molecular do vinho com o ferro.
Atualmente, estão sendo usados também tanques de polipropileno, em grande
quantidade, que apesar de terem uma qualidade não tão boa servem bem para
fermentação por curtos períodos de tempo. As pipas de madeira, como
carvalho, têm alta presença de microorganismos, com a sua utilização na
fermentação, principalmente em casos sem metabissulfito de potássio, é
grande o risco de perda do produto por azedamento. Além disso, o carvalho
permite uma micro oxigenação durante a fermentação, sendo assim, não é
todo vinho que agüenta, que tem corpo suficiente para agüentar; por exemplo,
uvas comuns como Isabel não tem corpo suficiente para ter uma fermentação
adequada com a microoxigenação, ao contrario das Cabernet Sauvignon, e
Mirrac. Ainda assim, as pipas de madeira são utilizadas por no Maximo cinco
anos, sendo que em média, o vinho fica em media de seis meses a um ano
neste para amadurecer. O tempo depende da qualidade da madeira – quanto
mais nova, melhor, e também da estrutura do vinho, para que não prevaleça
somente o aroma da madeira.

Os chamados chips de madeira, normalmente carvalho, são pedaços de


madeira de carvalho que são adicionados aos tanques de aço ou ferro, para
que os vinhos tenham aromas amadeirados, mas ganhando tempo e dinheiro
por não necessitar usar as pipas de madeira. Este artifício é muito utilizado em
vinhos australianos e africanos. Caso se deseje usar madeiras mais baratas,
mas que podem transmitir mau gosto aos vinhos, como por exemplo o pinheiro,
existe a possibilidade de se pincelar o interior da pipa com parafina.

A fermenteção ocorrida com o auxilio do metabissulfito de potássio é


lenta e tem uma baixa temperatura, entretanto, na ausência deste, o vinho, no
caso dos brancos, fica escurecido, o que diminui altamente a qualidade do
mesmo.
Os vinhos tintos tem algumas particularidades, dentre elas o alto nível de
acido malico, que posteriormente se transforma em ácido láctico,por meio do
processo de fermentação malotática, cujos agentes são as bactéria lácticas
(lactobacilos), que transformam o ácido málico em ácido lático, com liberação
de gás carbônico. Esta fermentação pode ocorrer tanto em aerobiose como
anaerobiose, embora a anaerobiose absoluta seja desfavorável. As bactérias
láticas do vinho atacam o ácido málico quando o pH do vinho está em torno de
3,23; e quando está em torno de 3,51 atacam os açúcares, produzindo elevada
acidez volátil; e os lactobacilos atacam o ácido málico quando o pH está em
3,38 e quando é de 3,32 atacam os açúcares.( SASSO et al, 2004)

Outra particularidade, é que o vinho tinto, ao contrario do branco tem


tanino na casca, que dá o corpo ao vinho; por isso o vinho tinto fica de cinco a
seis dias em maceração – quando há muito tanino no vinho, há dificuldade de
salivação.

Para a produção de vinho seco, após a fermentação é novamente


adicionado metabissulfito de potássio para evitar a continuidade, mesmo que
pequena da mesma, sem adição de açúcar, diferentemente de vinhos suaves,
em que após a segunda adição de metabissulfito, são adicionados de 20 a
80g/l de açúcar cristal, tendo como padrão de 50 a 60g/l, passando por mais
uma adição, agora de sorbato de potássio para evitar a atividade das
leveduras.

Com relação as garrafas para envazamento, as tradicionais são as


verdes, entretanto, podem ter outras cores, desde que sejam,
preferencialmente, escuras para evitar a luminosidade e a fotooxidação.

Ainda assim, o gosto do brasileiro demonstra que há preferência por


vinhos frescos, até três anos no caso de brancos e de quatro a cinco anos no
caso dos tintos. Os vinhos considerados de guarda podem ficar guardados por
vários anos, entretanto, deve se manter em mente que é melhor um vinho
estabilizado que um vinho velho.

2.2 – UVAS
Após acompanhar o processo de fabricação de vinho, os acadêmicos
puderam visitar um parreiral de uvas. No município de Videira, a área plantada
de uvas diminuiu muito, queda esta causada principalmente por problemas com
cochonilhas e fungos de solo como Fusarium spp., considerado um dos
principais fungos causadores de declínio e morte de videiras (GARRIDO,
SÔNEGO, & GOMES, 2004) e cujo solo altamente argiloso, como o da região
favorece. Uma saída para evitar este problema é o uso de porta enxertos
vigorosos, sendo que o IAC – Instituto Agronomico de Campinas tem
apresentado um bom numero de porta enxertos com essas características,
entre eles o VR043043, altamente resistente a perola, e o Dog Ridge, além do
manejo adequado do solo, em camalhoes, e uso de inseticidas nos primeiros
dias ajudam muito a controlar as cochonilhas do tipo Pérola, que são mais
danosas. As cochonilhas perolas são mantidas pelas formigas, porque
produzem uma espécie de açúcar e as formigas as ordenham.

A EPAGRI de Videira tem feito nos últimos anos um programa de


melhoramento de porta enxertos de videiras, e obteve um cruzamento
altamente promissor - a linhagem 7935, originada de uvas tipo Isabel.

Porta enxertos tropicais são muito bons, tendo o IAC572 muito destaque,
sendo que foi desenvolvido a partir do cruzamento V. tiliifolia x '101-14 Mgt'.
Atualmente, é o porta-enxerto mais utilizado nas principais regiões tropicais
produtoras de uvas de mesa. O 'IAC 57 é de fácil enraizamento e apresenta
bom índice de sobrevivência quando transplantado para o campo. Pode ser
utilizado para cultivares de uvas como Itália, Rubi, Benitaka, Brasil, Red Globe,
Red Meire, Centennial Seedless, Thompson Seedless, Crimson Seedless, BRS
Clara, BRS Morena e BRS Linda.

No pomar visitado, haviam folhas contaminadas por Filoxera, que é um


inseto sugador que apresenta formas que diferem entre si dependendo da
época do ano.
2.3 – AMEIXA

Além de trabalhos com videiras e vinificação, a EPAGRI de Videira


também tem um programa de melhoramento de ameixeiras para tentar obter
resistência a bactéria Xylella fastidiosa Wells et al. 1987, que causa a doença
de escaldadura das folhas (EMBRAPA, 2005).

A ameixeira é uma cultura frutífera que rende muito dinheiro ao produtor,


principalmente por ser uma planta de difícil manejo e sensível a doenças,
sendo que as variedades que tem maior qualidade são também as mais
sensíveis a doenças em geral, como por exemplo a variedade padrão utilizada,
a Santa Rosa, que é altamente sensível a escaldadura das folhas.

Uma variedade que tem sido bastante plantada na região nos últimos
tempos é a Leticia, uma variedade sul africana resistente ao frio e a
escaldadura. Também foi obtido um bom resultado com a variedade de
cruzamento C7, entretanto, esta apresenta graves problemas com rachadura
do caule.

A resistência a escaldadura das folhas é considerada poligênica


(dominada por mais de um gene) recessiva, uma vez que é extremamente
difícil fixar essa característica nos descendentes dos genitores resistentes.
Assim sendo, uma alternativa viável é o manejo para obter materiais livres, por
termoterapia, produção de mudas isoladas e antibióticos aplicados na raiz.

Normalmente, o porta enxerto mais utilizado para ameixeiras é pêssego,


muitas vezes inclusive originado de caroços de descarte de industrias de
conserva da região de Pelotas – RS, mas o programa utiliza o Okinawa, que é
originado de São Paulo e é uma variedade especialmente desenvolvida para
ser porta enxerto. (BARBOSA, CAMPO-DALL'ORTO, OJIMA & MARTINS,
1993.)

2.4 – MAÇÃS

A ultima cultura frutífera visitada pelos acadêmicos no dia dois de março


de 2011 foi a da maçã, sendo que para tanto, a turma se deslocou até a cidade
vizinha de Fraiburgo, para visitar pomares e a industria de beneficiamento
Fischer, considerada atualmente a maior do Brasil, sendo responsável por
22,5% da produção do Estado de Santa Catarina e 11,3% da produção
nacional. (FISCHER, 2011)

Na visita ao pomar, os alunos obtiveram as informações do responsável


pelo campo, Albino.

Albino explicou que hoje os pomares da empresa tem uma área


relativamente menor do que era a alguns anos atrás, entretanto, a maior
densidade de plantas e um manejo adequado fazem com que a rentabilidade e
produtividade do mesmo seja maior do que era antes.

Neste pomar, segundo Albino, são plantadas em menor quantidades


maçãs da variedade Fuji, que apesar de serem de melhor qualidade e terem
um maior valor de mercado, não produzem bem na região, por necessitarem de
mais horas de frio do que as que estão disponíveis durante os invernos para
ocorrer uma boa uniformidade de floração; sendo que a região de São
Joaquim. A maça mais plantada são as variedades do grupo gala, que são
bicolores, vermelhas e brancas, sendo que a gala pura perdeu valor, para
outras que são mais avermelhadas, como por exemplo a Maxi gala e a Galaxy,
que são as atualmente plantadas pela empresa. A diferença de horas de frio
requeridas pela Fuji e pela gala é de 200 horas, sendo 500 para a gala e 700
para a Fuji.

Em regiões com altitude inferior a 1.200 m em que não ocorre frio


suficiente para a quebra de dormência das gemas é necessário um tratamento
químico para uniformizar a brotação e floração, caso da região de Fraiburgo,
em que é utilizado o produto Dormex. Como a intensidade de frio varia de um
ano para outro deve-se estabelecer a época de aplicação e as dosagens dos
produtos anualmente. A pulverização deve atingir todos os ramos da planta,
pois o efeito do tratamento é localizado. A época mais adequada para a
aplicação é no início do inchamento das gemas, o que normalmente ocorre
entre 20 e 30 dias antes do início da brotação normal.( EMBRAPA, 2003.)

Segundo a recomendação do fabricante Basf, o produto Dormex tem


como principal atributo a quebra de dormência, e como benefícios decorrentes
desta, a uniformização da brotação, polinização e colheita, o planejamento da
produção e maior qualidade de frutos. A dose recomendada é de 0,8 a 1,2%
v/v, sendo necessário adicionar 4% de óleo mineral emulsionável na calda; e
devendo – se aplicar após maturação das gemas, sendo que normalmente
apenas 1 tratamento é suficiente. (BASF, 2011).
A produção de mudas de macieira tradicionalmente é efetuada por meio
de técnicas de propagação vegetativa, com a enxertia de cultivares copa sobre
porta-enxertos. Bons porta-enxertos tem sido cada vez mais importantes para o
sucesso da produção de maças. Um bom porta enxerto tem como
características: ser compatível, induzir precocidade e alta produtividade das
copas, além de apresentar também resistência a patógenos e boa adaptação
aos locais de cultivo. Programas tradicionais de melhoramento genético têm
mostrado poucos avanços, visto que a maioria das características de interesse
agronômico é de controle poligênico. (LEITE et al, 2006)

O porta enxerto mais utilizado é o anão M9, que resulta numa planta
menor, mais fácil de colher, mas ainda assim vigorosa. Outro porta enxerto
utilizado é o Maruba, que é altamente vigoroso, mas tem o entrave de que
demora de cinco a seis anos para produzir. Existem ainda os porta enxertos
semi vigorosos, como o 106 e o M7. Para se garantir as melhores
características de cada um, pode – se colocar um pedaço de mais ou menos
13 cm de Maruba, que tem um bom enraizamento, alta resistência a maior
parte das doenças e bom vigos, um pedaço de aproximadamente 15 cm de M9
para garantir uma planta de fácil manejo e colheita e após estes, a variedade.

Segue abaixo uma tabela da EMBRAPA, desenvolvida em 2003, que


preconiza a diferença de espaçamentos e o numero de plantas/há:
O tamanho de muda ideal para plantio a campo é de 1,70 m, e ela deve
preferencialmente passar por um tratamento de frio, em camara fria a -70ºC por
60 dias para estimular a brotação, sendo que, quanto maior e mais uniforme a
brotação no primeiro ano, melhor é. Após a introdução a campo, deve – se
trabalhar a inclinação dos ramos novos para o mais próximo possível de um
ângulo a 90º com o caule da planta, por meio de palitos e fitas, para estimular a
parte reprodutiva da planta, e não a vegetativa. Como no segundo ano a muda
tem recrescimento, continuar estimulando a angulação de 90º, fazer poda para
quebrar a dominância apical do ramo para estimular gemas laterais. Além
disso, deve – se ter o cuidado de evitar fazer a inclinação no inverno para
diminuir o numero de ramos ladrões, que roubam Ca da planta; sendo que este
é um dos nutrientes mais importantes, se não for o mais importante no cultivo
da macieira, e o qual a planta tem preferência por enviar para as partes
vegetativas. O Ca é muito importante também na conservação dos frutos em
pos colheita.

Quando há excesso de flores no pomar, deve – se fazer o raleio


químico, e, no caso de este não ser suficiente, o raleio manual para evitar o
excesso de peso nas hastes. Para efetuar o raleio químico, a Fischer utiliza o
hormônio ANA – ácido naftaleno acético. As principais vantagens do raleio
químico sobre o raleio manual e mecânico são: As principais vantagens do
raleio químico, em relação ao mecânico e manual, são: redução dos custos,
melhor tamanho e qualidade das frutas, e regulação da produção; redução das
lesões causadas pelo destacamento da fruta, as quais facilitam a entrada de
patógenos.
Já as principais desvantagens deste método são: maior risco de danos
devido a geadas tardias, os produtos usados podem causar danos à folhagem;
os resultados são dependentes de um grande número de fatores, como, por
exemplo, estádio fenológico das plantas, cultivar, natureza do princípio ativo,
concentração aplicada, vigor da planta, época e precisão de aplicação,
condições climáticas, aditivos, polinização e atividade das abelhas, quantidade
de flores e de aplicações, entre outras;(NACHTIGAL E KERSTEN, 2011).

Para aumentar o periodo de colheita do fruto, é utilizada uma auxina, a


Retain, que diminui a pre- queda do fruto, mas acarreta uma queda na
qualidade també, conforme for passando o tempo de colheita do mesmo.

Como manejo invernal do pomar, destaca – se a poda invernal, em que


se retiram os ramos sombreados, galhos doentes, e se da uma preferência por
manter ramos mais finos na planta, alem de fazer o acerto da fileira para o
verão. O pomar é deixado crescer ate a altura de 3,5m e são feitos
normalmente dois tratamentos anuais com produtos a base de cobre para
baixar a fonte de inoculo de doenças. Em agosto, deve – se fazer a quebra de
dormência para estimular a brotação, e na primavera, com tratamentos ate
outubro, deve – se tentar prevenir e controlar a sarna da macieira, fazendo – se
para isso até dez tratamentos. No mês de novembro, é feito tratamento para a
mancha da gala, e na Fuji para o cancro. Juntamente com todos estes
tratamentos, deve ser feita uma adubação foliar e correção do solo para um
adequado fornecimento de Ca e outros nutrientes. Para a macieira, deve se
usar baixas doses de nitrogênio, para evitar o grande numero de folhas, sendo
recomendadas baixas doses, de maneira foliar e em pos colheita.

Entre as pragas da macieira, o acaro deixou de ser um problema, uma


vez que o pesquisador Lino Monteiro, da UFPR conseguiu criar em grande
escala um acaro semelhante, que não é danoso a macieira e preda o ácaro
vermelho da maçã. Assim sendo, os problemas atuais são as moscas das
frutas, e para o controle são usados frascos de verificação dois dias por
semana por hectare, caso haja uma media de 0,5 mosca/frasco/dia, deve – se
aplicar inseticidas, produtos que são de difícil aplicação antes da frutificação
por causa da polinização, que é feita por abelhas, assim, um produto fisiológico
está sendo mais usado, o Nimit, apesar do custo mais alto.
Para a polinização, deve – se usar uma variedade diferente da do
pomar, uma vez que a maçã é uma planta auto estéril. A polinizadora pode ser
uma linhagem não comercial ou comercial, no modelo de uma planta a cada
dez na fileira, ou de quatro fileiras de gala para uma de Fuji e vice – versa,
entre outras. São utilizadas para efetuar a polinização cerca de 2,5 caixas de
abelhas/há, estas também captadas fora, no litoral, em parte.

A colheita tem sido problemática, uma vez que a mão de obra esta
escassa, mesmo com o pagamento de R$630,00 mensais + ganhos sobre o
rendimento; a empresa tem que captar mão de obra fora da cidade e do
estado.

O custo final para implantar e manejar até os três anos de idade o


pomar, quando começa a produzir, é de cerca de R$30000,00, após isso, o
custo fica em torno de R$15000,00/há/ano, sendo que o pomar pode ser
mantido com alta produção por vinte anos.

A produção atual é destinada em 15% para o mercado externo, 15%


para a industria e 70% para o mercado interno. As frutas tem rastreabilidade, e
cada talhão de 10ha tem um código, pelo qual podem ser observadas
incidência de doenças, resíduos, etc.

2.4.1 – INDUSTRIA FISCHER

A companhia tem 3.400 hectares destinados ao cultivo de maçãs, com


utilização de avançadas tecnologias de cultivo e manejo, além de tres unidades
de processamento e armazenagem, duas no município de Fraiburgo e uma em
Monte Carlo, com capacidade girando em torno de 70.000 toneladas, sendo
suas câmaras frias equipadas com controle de atmosfera totalmente
automatizadas.

A unidade de processamento visitada pelos estudantes foi a principal,


que utiliza máquina eletrônica importada para seleção de cor, peso e diâmetro
com capacidade para 30 toneladas/hora e conta com 50 câmaras para
armazenagem frigorificada com capacidade para 35.000 toneladas
Cada bin é uma caixa grande que equivale a 370 kg de maçã, e é
identificado com relação ao destino: mercado externo, boa para mercado
interno, intermediaria para mercado interno e ruim para mercado interno. Os
bins passam pelo hydrocooler, que é um equipamento utilizado para pré-
resfriamento rápido e higienização das frutas e dos bins.Em um período de
tempo de dois minutos, a temperatura da polpa da fruta pode baixar em até
20°C, chegando aos 5ºC fator este decisivo para melhorar a conservação da
fruta durante a armazenagem, uma vez que baixa a taxa de respiração das
frutas.

São colocadas etiquetas nos bins, que são determinadas com relação ao
calibre dos frutos, que é o numero de maças necessárias para encher a caixa.
Na primeira etiqueta, existe: o cultivar, a qualidade, o lote, teor de Ca e o talhão
de onde o produto veio. Após esta, vem a etiqueta de classificação e a ultima,
de saída.

O processo de classificação das frutas tem três etapas: a pré


classificação, efetuada por maquina a base de água, e neste processo, as
maçãs são selecionadas de acordo com normas específicas de qualidade –
peso, diâmetro, cor, qualidade geral em questão de defeitos e machucados.
Após esse processo, as frutas são embaladas em seis linhas de embalagens
diferentes, incluindo as especiais, como da Turma da Monica, e após, a
armazenagem e expedição.

A armazenagem das maçãs é feita das seguintes maneiras:


armazenagem de frutas já embaladas, em câmaras frigoríficas específicas,
equipadas com modernos sistemas de Rack's para frutas embaladas, e em
atmosfera controlada, com 82 câmaras automatizadas, onde computadores
realizam o controle dos teores de gases, mantendo-os a níveis ideais
constantemente, o que evita o estresse das frutas.O sistema é equipado por
analisadores de O 2 e CO 2, catalisadores de etileno e adsorvedores de gás
carbônico.Nestas camaras, as frutas podem ficar estocadas de seis a oito
meses.
Parte da produção de maçãs é destinada para processamento na
produção de suco concentrado clarificado e seus subprodutos. As maças
destinadas para o processamento industrial são as que tem menos cor
avermelhada, ou seja, as mais brancas, que tem menos valor de mercado.
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ANEXOS

Fotografia 01- Desengace/esmagamento de uvas.

Fotografia 02 – Leveduras adicionadas aos vinhos.


Fotografia 03 – Uvas na prensa metálica.

Fotografia 04 – Tanques de aço.

Fotografia 05 – Pipas de carvalho.


Fotografia 06 – Vinhos estocados na EPAGRI Videira.

Fotografia 07 – Parreiral.

Fotografia 08 – Folha de uva atacada por Filoxera.


Fotografia 09 – Ameixeira atacada por Xylella fastidiosa.

Fotografia 10 – Pomar adensado de maçãs.

Fotografia 11 – Folhas de maçã com sintomas de mancha da gala.


Fotografia 11 – Bins de maçãs na Fischer.

Fotografia 12 – Etiquetas das maçãs.

Fotografia 13 – Parte da classificação das maçãs.


Fotografia 14 – Parte da classificação das maçãs.

Fotografia 15 – Uma das linhas de embalagem.