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LÍNGUA PORTUGUESA

Sujeito e Predicado

Márcia Fernandes
 
Professora licenciada em Letras

Sujeito e predicado são os termos essenciais da oração. Enquanto o sujeito é aquele ou


aquilo de que(m) se fala, o predicado é a informação dada sobre o sujeito.
Uma forma fácil de detectar esses termos nas orações é perguntando quem? e/ou o que?

Exemplo 1:
Os estudantes organizaram a homenagem.

Quem organizou a homenagem? Os estudantes, logo esse é o sujeito da oração.


O que foi feito? Organizaram a homenagem, logo esse é o predicado da oração.
Exemplo 2:
O discurso foi modificado.

O que? “Algo” foi modificado. Essa é informação dada sobre algo, logo, esse é o predicado da
oração.
O que foi modificado? O discurso. É do discurso de que se fala, logo esse é o sujeito da
oração.

Ordem do Sujeito na Oração


A ordem so sujeito na oração nem sempre é a mesma, podendo ocorrer de três maneiras:

Tipos Explicação Exemplos

quando o sujeito vem antes do Os formandos e os professores empenhados


Forma direta
predicado. organizaram a festa.

quando o sujeito vem depois do Organizaram a festa os formandos e os


Ordem inversa
predicado. professores empenhados.

Meio do quando o sujeito aparece no meio Empenhados, os formandos e os professores


predicado do predicado. organizaram a festa.

Núcleo do Sujeito
O sujeito das orações podem ser formados por mais do que uma palavra. Nesses casos, o
núcleo é a palavra principal, a que tem mais significado para o sujeito. Lembre-se que o
verbo deve concordar com o sujeito.
Exemplos:
O discurso foi modificado.

No exemplo acima, o núcleo do sujeito “o discurso” é “discurso”.


Os formandos e os professores empenhados organizaram a festa.

Nesse exemplo, o núcleo do sujeito “Os formandos e os professores” é “formandos” e


“professores”.

Veja também: Concordância Verbal

Tipos de Sujeito e Predicado

Os sujeitos podem ser:

 Determinado - quando é identificado na oração.


 Indeterminado - quando não é identificado na oração.
 Inexistente - orações com verbos impessoais.

Os sujeitos determinados, por sua vez, dividem-se em: simples, composto e oculto.

1. Sujeito simples: tem apenas um núcleo. Exemplo: O paciente  foi atendido.


2. Sujeito composto: tem mais do que um núcleo. Exemplo: Mousses e brownies são os meus
doces preferidos.
3. Sujeito oculto: quando é identificado pela desinência verbal. Exemplo: Andamos a tarde toda.
4. Sujeito indeterminado. Exemplo: Opinam sobre tudo.
5. Sujeito inexistente. Exemplo: Amanheceu.

Os predicados podem ser:

 Verbal - quando o verbo indica ação. Exemplo: Terminei mais cedo.


 Nominal - quando o verbo indica estado. Exemplo: O patrão foi atencioso.
 Verbo-Nominal - quando o verbo indica ação e estado. Exemplo: Cheguei atrasada (o mesmo
que dizer “Cheguei e estava atrasada”)

Para saber mais sobre todos os tipos de sujeito, veja também: Tipos de sujeito.

Núcleo do Predicado
O predicado das orações variam conforme o tipo de predicado.

 Quando o predicado é verbal, o seu núcleo é um verbo que indica ação.


Exemplo: Terminei mais cedo.
 Quando o predicado é nominal, o seu núcleo é um substantivo ou um adjetivo. Exemplo: O
patrão foi atencioso.
 Quando o predicado é verbo-nominal, há dois núcleos: um verbo e um nome.
Exemplo: Cheguei e estava atrasada.
Leia também:
 Predicativo do Sujeito
 Índice de Indeterminação do Sujeito
 Termos Acessórios da Oração
 Termos Constituintes da Oração

Exercícios de Vestibular
1. (PUC-SP) O verbo ser na oração “Eram cinco horas da manhã...”, é:

a) pessoal e concorda com o sujeito indeterminado


b) impessoal e concorda com o objeto direto
c) impessoal e concorda com o sujeito indeterminado
d) Impessoal e concorda com a expressão numérica
e) Pessoal e concorda com a expressão numérica
Ver Resposta

2. (PUC) “Nesse momento começaram a feri-lo nas mãos a pau”. Nessa frase o sujeito do
verbo é:

a) nas mãos
b) indeterminado
c) eles (determinado)
d) inexistente ou eles, depende do contexto
e) N.d.a
Ver Resposta

3. (Mackenzie) Assinale a alternativa em que nada funciona como sujeito.

a) Nada vi
b) Nada quer
c) Nada somos
d) Nada me perturba
e) N.d.a
Ver Resposta

4. (FMU-SP) Identifique a alternativa em que aparece um predicado verbo-nominal:

a) Os viajantes chegaram cedo ao destino.


b) Demitiram o secretário da instituição.
c) Nomearam as novas ruas da cidade.
d) Compareceram todos atrasados à reunião.
e) Estava irritado com as brincadeiras.
Ver Resposta
5. (UFU-MG) “O sol entra cada dia mais tarde, pálido, fraco, oblíquo.” “O sol brilhou um
pouquinho pela manhã”. Pela ordem, os predicados das orações acima classificam-se como:

a) nominal e verbo-nominal
b) verbal e nominal
c) verbal e verbo-nominal
d) verbo-nominal e nominal
e) verbo-nominal e verbal
SINTAXE

01.Separe o sujeito do predicado e identifique o núcleo do sujeito.


a) Um bando de andorinhas pousou no fio elétrico.
b) Meu irmão e minha irmã estavam na creche da prefeitura.
c) A madeira é usada na fabricação de utensílios domésticos, na construção de embarcações e de casas.
d) Carlos e Ana reuniram-se em protesto no sindicato.
e) A luta em defesa do ambiente é necessária e fundamental.
f) As florestas nativas de São Paulo sobrevivem em pequena parte do território estadual.
g) Nós necessitamos de ajuda.
h) Poucos entenderam o plano.
i) Por todas as firmas ele passou à procura de emprego.
2. Identifique a que classe gramatical pertence cada núcleo identificado no exercício anterior.
3. Separe o sujeito do predicado, identifique o núcleo do sujeito e classifique-o em simples, composto ou oculto.
a) Os escritores e professores fizeram uma boa conferência.
b) O progresso da indústria automobilística e o desenvolvimento da indústria de pneumáticos
aumentaram o consumo da borracha.
c) Muitos agricultores, por medo, não desenvolveram a agricultura.
d) Olhávamos as vitrinas.
e) Com maior poder aquisitivo, muitos brasileiros fazem viagens ao exterior.
f) Quem me ajudará?
g) Com saudades, saí à procura do amigo.
h) Os deputados votaram as reformas educacionais.
i) Deus, Deus, como esperei por Ti!
04.Classifique o sujeito em simples, composto, indeterminado. Identifique também as orações sem sujeito.
a) Abraçaram-se contentes os jogadores e técnicos vitoriosos.
b) Os olhos parados, bonitos e tristes fixavam o horizonte.
c) A cadeira de balanço e o tricô inacabado lembravam-me os tempos de infância.
d) Ainda eram pequenas as casas exportadoras de cacau.
e) Tocaram a campainha?
f) Eram mágicos o barulho da pipoca e o cheiro do café.
g) Trovejou toda a noite.
h) Largaram-me numa praia deserta do rio Amazonas.
i) O fogo passou; a casa da cruz caiu.
j) De repente ela soltou um grito.
k) Aquela multidão de gente corria para ele.
05.Observe as frases do exercício anterior que apresentaram sujeito indeterminado e explique por que esse tipo
de sujeito foi empregado nessas frases.
06. Justifique a ausência de sujeito dos verbos destacados.
a) Havia um barulho ensurdecedor de britadeira.
b) Deve haver muitos candidatos para esse emprego.
c) Hoje faz dois dias que estou gripada.
d) Eram cinco de julho de 1977.
e) Choveu no Norte, geou no Sul e nem relampejou aqui.
07.Crie uma oração que apresente sujeito oculto ou desinencial.
08. “Carlos era freqüentemente atazanado por seus colegas de cela. Um dia, porém, tomou uma atitude. Matou a
todos.” O sujeito exigido pelas formas verbais: tomou e matou não está representado na frase, mas pode ser
facilmente identificado.
a) Identifique o sujeito dessas formas verbais.
b) Classifique esse sujeito.

LITERATURA – REALISMO E NATURALISMO


EXERCÍCIOS DE LITERATURA
Para resolver esta lista de exercícios sobre Realismo, você deve conhecer as características da produção literária da
segunda metade do século XIX no Brasil e no mundo.

QUESTÃO 1
(ENEM 2001)
No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época:
o romantismo.
“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa
raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as
mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às
sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era
bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a
outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Rio de Janeiro: Jackson, 1957.
A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita na alternativa:
a) ... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas...
b) ... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça...
c) Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, ...
d) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos...
e) ... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.

QUESTÃO 2
(PUC-PR 2007)
Sobre o Realismo, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O Realismo surgiu na Europa, como reação ao Naturalismo.
b) O Realismo e o Naturalismo têm as mesmas bases, embora sejam movimentos diferentes.
c) O Realismo surgiu como consequência do cientificismo do século XIX.
d) Gustave Flaubert foi um dos precursores do Realismo. Escreveu Madame Bovary.
e) Emile Zola escreveu romances de tese e influenciou escritores brasileiros.

QUESTÃO 3
O Realismo, escola literária cujo principal representante brasileiro foi Machado de Assis, teve como
característica principal a retratação da realidade tal qual ela é, fugindo dos estereótipos e da visão
romanceada que vigorava até aquele momento. Sobre o contexto histórico no qual o Realismo situou-
se, são corretas as proposições:
I- O Brasil vivia tempos de calmaria política e social, havia um clima de conformidade, configurando o
contentamento da colônia com sua metrópole, Portugal.
II- Em virtude das intensas transformações sociais e políticas, o Brasil foi retratado com fidedignidade,
reagindo às propostas românticas de idealização do homem e da sociedade.
III- O país vivia o declínio da produção açucareira e o deslocamento do eixo econômico para o Rio de
Janeiro em razão do crescimento do comércio cafeeiro.
IV- Teve grande influência das teorias positivistas originárias na França, onde também havia um movimento
de intensa observação da realidade e descontentamento com os rumos políticos e sociais do país.
V- Surgiu na segunda metade do século XX, quando no mundo eclodiam as teorias de expansões territoriais
que culminaram nas duas grandes guerras. O Realismo teve como propósito denunciar esse panorama de
instabilidade mundial.
Estão corretas:
a) todas estão corretas.
b) apenas I e II estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.
d) II, III e IV estão corretas.
e) I e V estão corretas.

QUESTÃO 4
Sobre a literatura realista, é incorreto afirmar:
a) Teve início na Europa com a publicação do romance Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert, e do
romance naturalista Thérèse Raquin (1867), de Émile Zola.
b) Em comum, Realismo e Naturalismo apresentam os seguintes aspectos: combate ao Romantismo, o
resgate do objetivismo na literatura e o gosto pelas descrições.
c) Entre as principais características do Realismo estão: personagens planas, de pensamentos e ações
previsíveis, individualismo, subjetivismo e linguagem culta permeada por metáforas.
d) Entre as principais características do Realismo estão: personagens trabalhadas psicologicamente,
universalismo, objetivismo, linguagem culta e direta.
https://www.google.com/amp/s/m.exercicios.brasilescola.uol.com.br/amp/exercicios-literatura/exercicios-sobre-
realismo.htm
LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

TEMAS PARA PRODUÇÃO TEXTUAL

1.Mobilidade urbana sustentável

Dentro desse tema, vale estudar as políticas públicas de deslocamento e a falta de investimento no transporte
público e nos alternativos, que contribui ainda mais para problemas como o congestionamento. Também é preciso
pensar em alternativas para minimizar os impactos causados pelos veículos ao meio ambiente, como a emissão de
gases, por exemplo.

“A capital São Paulo, por exemplo, sofre constantemente com trânsitos quilométricos e que, mesmo tendo
alternativas para aliviar o tráfego - como metrôs e rodízios de carro - ainda está longe de chegar a um nível
satisfatório de mobilidade urbana", afirma Miriele.

2. A evasão escolar em questão no Brasil

O Censo Escolar, divulgado em 2018 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep), mostra que ainda há 2 milhões de crianças e adolescentes fora da escola. Essa evasão pode estar associada a
falta de escolas, bullying, falta de condições econômicas dos alunos, dentre outros.

3. A preservação da saúde mental no mundo globalizado

Com o número de casos de suicídio cada vez mais alarmantes, torna-se necessário pensar em políticas públicas para
combater não só esse mau, mas para preservar a saúde mental como um todo.

“No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em 2016 ocorreu 1 caso a cada 46 minutos. Ademais, por diversos
fatores, há inúmeros casos de bipolaridade, crises de ansiedade ou de pânico, depressão, entre outros transtornos
que assolam a mente humana, e é indispensável que abordemos o assunto”, lamenta a professora.

4. O meio ambiente em questão no Brasil

As chamadas pautas verdes tem estado cada vez mais em discussão. Por isso, pensar em temas como combate à
poluição é imprescindível. Os desastres ambientais que ocorreram recentemente em Mariana e Brumadinho
também são uma pauta importante a ser discutida.

Ainda dentro do tema, há a questão da falta de saneamento básico em grande parte das regiões do Brasil, e em
épocas de quarentena essa ausência é evidente.

5. O perigo da crise hídrica no Brasil

Outra pauta verde é a questão da crise hídrica no Brasil. É importante você entender as causas e consequências
dessa crise e pesquisar as políticas que já estão em prática para resolver o problema e as possíveis soluções futuras.

6. Educação à distância

Em meio a pandemia do Covid-19, a educação brasileira teve que se reinventar em tempo recorde, a fim de que
conseguisse manter os alunos ativos em seus estudos e, ao mesmo tempo, preservar a qualidade da educação.

“Dessa maneira, uma pauta importante é a questão do ensino a distância no Brasil, que, agora, mais do que nunca,
pode se mostrar, em algumas circunstâncias, bastante eficaz”, opina a professora.

7. O aumento da expectativa de vida entre os brasileiros

A expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado no últimos anos pela melhora na qualidade de vida e bem-estar
da população. É interessante entender os fatores que levam a esse aumento e como continuar o crescimento.

8. Analfabetismo total e funcional


Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 6,8% da população acima dos 15 anos é
analfabeta total, ou seja, não sabem ler o próprio nome. Além disso, numa pesquisa feita pelo Instituto Paulo
Montenegro, foi constatado que 29% da população brasileira é analfabeta funcional.

Os analfabetos funcionais não conseguem interpretar textos básicos nem operações numéricas. Esses dados
demonstram que o Brasil precisa melhorar as condições de ensino público e a oferta de trabalho, “a fim de que mais
pessoas possam adquirir conhecimento sem precisar passar necessidades financeiras e ter que escolher um em
detrimento do outro”, completa Miriele.

MAPA CONCEITUAL

Atividade

✅ Fazer um MAPA CONCEITUAL dos assuntos trabalhados do texto Tipos de Introdução (Escrever nos cadernos os
conceitos)

✅ Escolher um dos temas citados e escrever a primeira frase da introdução.

Os mapas conceituais (MCs) são redes de proposições (conceito inicial − termo de ligação → conceito final) que
expressam com clareza as relações conceituais (a Figura 1 ilustra esse fato). Isso permite julgar se tais relações estão
de acordo com o conhecimento de referência e, se necessário, avaliar quais são as alterações que podem ser feitas
para adequar o conteúdo expresso no mapa. A possibilidade de tornar visíveis as estruturas de conhecimento
permite ao professor caracterizar o entendimento conceitual dos alunos sobre o tema em estudo, bem como
acompanhar as alterações que elas sofrem ao longo do processo de ensino-aprendizagem (KINCHIN; HAY; ADAMS,
2000; NOVAK, 2010). Por esse motivo, o mapeamento conceitual vem sendo explorado cada vez mais por
professores que buscam inovar a sua prática docente, sobretudo para desenvolver atividades relacionadas com a
avaliação do conhecimento declarativo dos alunos (e.g., CORREIA et al., 2016; KINCHIN, 2016; SALMON; KELLY,
2015).

Redação
Para escrever uma boa redação, você deve conhecer as regras gramaticais e as diferentes técnicas que levam à
elaboração de uma mensagem coesa e coerente.

Você sabe o que é uma redação? Outra pergunta: será que você sabe o que significa a palavra “redação”?
Pois bem, vamos às respostas. O vocábulo tem origem no latim redactio, -onis,  que é proveniente do latim redigo,
-ere. A redação nada mais é do que o ato de redigir, isto é, escrever. Escrever é produzir e emitir ideias por meio do
código, no nosso caso, a língua portuguesa, representada pela modalidade escrita. Quando escrevemos, elaboramos
uma mensagem utilizando canais de comunicação que têm como objetivo facilitar o entendimento do receptor.
“Facilitar o entendimento do receptor”. Essa certamente é a questão-chave do assunto. O que é preciso
saber para elaborar uma mensagem que seja inteligível? Quais são os recursos que devemos empregar para
construir um texto que seja coerente e acessível? É indispensável que, durante a escrita de um texto, o autor
lembre-se de que a comunicação é a função primordial da linguagem. Se essa finalidade não foi alcançada, então
podemos afirmar que houve uma grave falha na elaboração da mensagem e que, portanto, a comunicação não foi
estabelecida.
São muitos os desafios a serem vencidos por aqueles que desejam escrever bem, principalmente em uma
língua que tem a fama de ser difícil. Embora sejamos falantes habilidosos da língua portuguesa, infelizmente essa
fluência nem sempre se manifesta nos textos escritos, dificuldade que costuma acontecer quando o emissor
desconhece elementos básicos que facilitam sua elaboração. É preciso conhecer a língua e seus diferentes registros,
quando e como utilizar cada um deles – norma-padrão e linguagem coloquial –, as regras gramaticais que garantem
a escrita correta dos vocábulos e outras questões fundamentais relacionadas com a sintaxe e com a semântica, áreas
da linguística que precisam ser estudadas quando a intenção é tornar-se proficiente na modalidade escrita.
Além disso, é indispensável que você tenha domínio das técnicas de elaboração textual, bem como é preciso
conhecer as diferenças entre os tipos textuais e as características discursivas dos variados gêneros. São muitos os
fatores que precisam ser levados em consideração no momento de transmitir para o papel as ideias que surgem na
cabeça. É um longo caminho, nós sabemos, mas que pode ser percorrido sem maiores sobressaltos quando há
dedicação e comprometimento por parte de quem estuda. Para ajudar nesse percurso, o Mundo Educação criou
uma seção sobre Redação, onde você encontrará vários artigos que têm como objetivo intermediar e facilitar o
processo de aprendizado.
Esperamos que você aproveite todas as dicas de estudo e explicações!

TIPOS DE INTRODUÇÃO NO TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO


Selecionar o tipo de introdução mais adequado para o seu texto dissertativo-argumentativo instiga os seus
leitores.

Um dos tipos de texto mais utilizados para avaliação em diversos processos seletivos (concursos,
vestibulares, testes em empresas) é o texto dissertativo-argumentativo. Tendo em vista que iremos encará-lo em
muitas situações, faz-se necessário aprimorarmos nossas habilidades de produção.
Sabemos que todo tipo de texto é constituído por três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Cada uma delas desempenha uma função para que esse tipo de texto alcance seu objetivo: apresentação e defesa de
posicionamento crítico. É de nosso conhecimento, também, o quão complexo é fundamentar nossa opinião, então,
para que isso seja alcançado, um de nossos cuidados deve ser: apresentar um ponto de vista de forma clara, sem
rodeios.
O primeiro espaço de apresentação das nossas ideias é a introdução, é com ela que mostramos aos nossos
leitores a interpretação que fizemos do tema e as relações que estabelecemos e nos fizeram defender determinado
ponto de vista.
Devemos nos atentar a essa função, porém, não podemos pensar que falaremos ali tudo que se relaciona
com o assunto em questão. Se fizermos isso, não estaremos apresentando com clareza o objetivo de nosso texto, o
que acarretará no não cumprimento da finalidade do texto argumentativo: apresentar e defender uma opinião.
A fim de facilitar a produção de uma boa introdução, devemos tomar conhecimento dos possíveis recursos
que podemos utilizar.
Os tipos de introdução são:
Narração
Você pode pensar: “Narração no texto dissertativo-argumentativo?”. Sim. Nesse caso, você narrará um
acontecimento que representará a problematização feita por você e proposta pelo tema. Para obter sucesso nesse
recurso, atente-se aos detalhes que escolherá relatar, visto que essa seleção já indicará seu posicionamento aos
leitores.
Esse recurso será desenvolvido com frases curtas e nominais que despertarão a atenção do leitor. Além
disso, aqui você não tem compromisso em relatar algo verídico, mas não podemos, é claro, fugir das possibilidades
do que é real.

Exemplificação
Esse recurso pode ser desenvolvido de duas formas: dados estatísticos e relatos de acontecimentos de
conhecimento geral (fatos divulgados pelas mídias). Com a exemplificação, devemos tomar cuidado com dois
aspectos: apresentar a fonte das informações e não omitir fatores que distorcerão o fato. É necessário que se
comprometa em repassar a verdade, mesmo que ela seja questionada por você ao longo do texto.
A escolha lexical, neste caso, será um grande aliado, uma vez que você pode descrever a situação em
questão e, ao mesmo tempo, marcar sua opinião com palavras como: infelizmente, supostamente etc.

Alusão histórica
Introduzir um texto por alusão histórica é recortar um fato, um período histórico, um hábito antigo a fim de
comparar com o presente. Essa comparação evidenciará uma permanência, ou não, de determinada situação e isso
será base para a problematização do que o tema apresentou para discussão.
Esse tipo de introdução permite que o autor apresente domínio de uma área de conhecimento de
relevância, a história, o que contribui para o objetivo final de um texto dissertativo-argumentativo: defesa de um
ponto de vista.

Definição
Iniciar um texto dissertativo-argumentativo conceituando um termo é se apresentar como um autor mais
autoritário, o que, se realizado de forma adequada, é extremamente positivo para apresentação e defesa do ponto
de vista. Podemos definir algo de diversas formas: dicionário, definição histórica, definição teórica e definição
própria (que consiste em definir algo a partir de sua visão de mundo, suas experiências).
A forma mais adequada é você quem definirá, uma vez que essa escolha dependerá do ponto de vista que
será defendido ao longo do texto.

Citação
Esse recurso consiste em fazer referência a ideias de outros autores a fim de que o seu ponto de vista seja
fortalecido, sua opinião será destaque mesmo quando você desconstruir a opinião do autor citado, uma vez que
terás mostrado conhecimento crítico aos leitores.
Uma das formas para desconstrução da ideia de outro autor é utilizar o recurso exemplificação; isso é
possível quando se tem conhecimento de um dado estatístico, por exemplo, que comprove a não veracidade do que
é defendido pelo autor citado. Além disso, é uma ótima forma de dar maior credibilidade ao texto, uma vez que
você, o autor do texto, tem conhecimento de especialistas no assunto e no que se relaciona a ele.
Há duas possibilidades de citação: a direta e a indireta. A primeira é quando é apresentado no texto a ideia
com as palavras do próprio autor, exemplo: Segundo Marx, “A história da sociedade até aos nossos dias é a história
da luta de classes”.
A citação indireta é quando, com as suas palavras, são apresentadas as ideias do autor que será citado.
exemplo:“Sakamoto evidencia a necessidade de uma formação educacional em que o senso crítico e o bom senso
sejam instigados nas crianças.”

O PARÁGRAFO-PADRÃO
O parágrafo-padrão é construído em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.

O que é parágrafo-padrão?
Antes de adentrarmos propriamente na definição de parágrafo-padrão, convém retomarmos a noção de
parágrafo. Considera-se como parágrafo uma unidade textual suficientemente longa para conter uma comunicação
completa, ou seja, é uma unidade textual que apresenta uma ideia central, a qual se unem ideias secundárias que
possuem entre si uma relação de sentido e uma organização lógica.
Retomada essa noção, vamos agora destrinchar os aspectos que envolvem a constituição do parágrafo-
padrão.
Esse tipo de parágrafo é organizado de forma a apresentar três partes: introdução, desenvolvimento e
conclusão. A introdução é composta por uma ideia-núcleo apresentada em um ou dois períodos; o desenvolvimento
trata-se da explicação dessa ideia-núcleo; e, por fim, a conclusão, que aparece raramente, é composta por um breve
fechamento da ideia central do parágrafo.
Observe um exemplo desse tipo de parágrafo:
“Viver é mesmo uma ginástica. O coração se contorce para bombear o sangue que, por sua vez, corre o
corpo inteiro. A respiração estica e encolhe os pulmões. O aparelho digestivo se dobra e desdobra com o alimento.
Tudo na vida animal é movimento – músculos que se contraem, músculos que se estendem. Graças a cerca de 650
músculos o homem pode, além de viver, ficar em pé, andar, dançar, falar, piscar os olhos, cair na gargalhada,
prorromper em lágrimas, expressar no rosto suas emoções, escrever e ler este texto. Portanto, o desempenho da
musculatura é muito mais forte que mera força bruta.”
Revista Superinteressante, n. 2, 1988.
É possível notar que o parágrafo inicia-se com uma ideia-núcleo, ou tópico frasal, do tipo definição:  Viver é
mesmo uma ginástica.
Em seguida, há um desenvolvimento explicativo dessa definição primária, que compara os movimentos dos
órgãos humanos com os movimentos realizados durante a prática de uma modalidade esportiva: O coração se
contorce para bombear o sangue que, por sua vez, corre o corpo inteiro. A respiração estica e encolhe os pulmões.
O aparelho digestivo se dobra e desdobra com o alimento. Tudo na vida animal é movimento – músculos que se
contraem, músculos que se estendem. Graças a cerca de 650 músculos o homem pode, além de viver, ficar em pé,
andar, dançar, falar, piscar os olhos, cair na gargalhada, prorromper em lágrimas, expressar no rosto suas
emoções, escrever e ler este texto.
E, finalmente, há uma breve conclusão do que foi dito nos períodos anteriores, reafirmando e retomando o
tópico frasal apresentado na introdução, ou seja, há uma circularidade na composição do parágrafo-padrão, o que
promove o encadeamento coerente e coeso das ideias principais e secundárias: Portanto, o desempenho da
musculatura é muito mais forte que mera força bruta.

Estrutura do parágrafo-padrão
Introdução: possui uma ideia-núcleo, ideia principal ou tópico frasal, que expressa uma síntese do conteúdo
de todo o parágrafo.
Desenvolvimento: possui ideias secundárias que explicam, comentam, desenvolvem, ampliam o tópico frasal
Conclusão: possui ideias que fecham o parágrafo e arrematam a ideia central.
Exemplo de parágrafo-padrão:
“A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que
marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos XVII e XVIII, expande-se com a
industrialização, ganha novas bases com a grande indústria nos fins do século XIX e, agora, adquire mais
intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de trocas: técnicas,
comerciais, financeiras, culturais.”
(Milton Santos, Folha de S. Paulo, 5 abr. 1996)

METÁFORA
Metáfora é uma figura de linguagem em que se verifica uma comparação implícita, isto é, sem conjunção ou
locução conjuntiva comparativa. Desse modo, existem metáforas impuras (mais simples, por serem diretas)
e puras (mais complexas, por serem indiretas). Portanto, se houver, entre os elementos comparados na frase, uma
conjunção ou locução conjuntiva comparativa, isso não se configura em uma metáfora, mas sim na figura de
linguagem comparação.

O que é metáfora?
Metáfora é uma figura de linguagem; mais particularmente, uma figura de palavra, pois apresenta uma palavra (ou
expressão) com sentido figurado. Assim, podemos definir metáfora como sendo uma espécie de comparação, porém
uma comparação implícita, pois não exige conjunção ou locução conjuntiva comparativa.

A expressão “Tempo é dinheiro” é uma metáfora.


Assim, Gustavo Bernardo, doutor em Literatura Comparada, afirma:
Folheando nossos antigos cadernos escolares, lembramos que
a metáfora diz uma coisa por outra, designando um objeto mediante uma
palavra que designa outro objeto, que, por sua vez, teria com o primeiro
uma relação de semelhança. Por exemplo: “ele tem uma vontade de
ferro” fala de uma vontade tão forte quanto se supõe que seja o ferro. [...].
Descobrir a metáfora adequada facilita se aproximar, por expressão o
mais semelhante possível, daquele elemento da realidade que nos
interessa.

Usos da metáfora
A metáfora pode ser pura ou impura. O que vai diferenciar uma da outra é a
presença ou não, na frase, de todos os termos de comparação.
 Exemplo de metáfora impura
Para ilustrar, vamos ler, a seguir, trechos da letra de música “Amor e sexo”, de Rita Lee, Roberto de Carvalho e
Arnaldo Jabor, do álbum Balacobaco (2003). Essa letra é composta de várias metáforas impuras, ou seja, mais
simples por serem diretas. Nesse caso, as metáforas são usadas para tentar definir o que é o amor e o que é o sexo
bem como a diferença entre ambos:
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa-nova
Sexo é carnaval
[...]
Dessa forma, o amor é comparado a: livro, sorte, pensamento, teorema, novela, prosa, latifúndio e bossa-nova; e
o sexo é comparado a: esporte, escolha, cinema, imaginação, fantasia, poesia, uma selva de epiléticos, invasão e
carnaval. Assim, para entender cada metáfora, basta que você conheça cada um desses elementos de comparação
e associe suas características ao amor ou ao sexo.

Exemplo de metáfora pura


Na metáfora pura, um dos elementos de comparação não está explicitado. Portanto, ela é  indireta e necessita ainda
mais do conhecimento de mundo do leitor ou ouvinte para ser identificada. Vamos ver, a seguir, um soneto de Mario
Quintana (1906-1994), em que podemos observar algumas metáforas puras:
Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou


O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de vela, amarelada.
Como o único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!


Ah! desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!


Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!
Assim, podemos apontar as seguintes metáforas puras: “assassinaram” e “mataram” (podem significar o ato de
magoar), “cadáveres” (pode significar uma pessoa magoada, ferida), “vela” (pode significar a própria vida, que se
desgasta), “corvos” (pode significar pessoas agourentas), “chacais” (pode significar pessoas exploradoras), “a luz
sagrada” (pode significar vida, esperança ou fé), além de “aves da noite” e “asas do horror” (podem significar
ameaças). Portanto, há uma comparação indireta entre esses termos destacados e seus possíveis significados.
Diferenças entre metáfora e comparação

A metáfora é um tipo de comparação.


A diferença entre metáfora e comparação é bem clara. Na comparação, há, entre os termos comparados,
uma conjunção ou locução conjuntiva comparativa, isto é: “como”, “tal como”, “assim como”, “bem como”,
“qual”, “tal qual”, “que”, “do que”, “tanto quanto” etc. O que não acontece com a metáfora, pois a comparação é
implícita.
Veja que, na letra “Amor e sexo”, se colocamos uma conjunção comparativa entre os substantivos “amor” e “sexo” e
seus elementos de comparação, obtemos a figura de linguagem comparação; não temos mais, portanto, metáforas:
Amor é [como] um livro
Sexo é [como] esporte
Sexo é [como] escolha
Amor é [como] sorte
Questão 1 - (Enem)
O autor do texto seguinte critica, ainda que em linguagem metafórica, a sociedade contemporânea em relação
aos seus hábitos alimentares.
“Vocês que têm mais de 15 anos, se lembram quando a gente comprava leite em garrafa, na leiteria da esquina? [...]
Mas vocês não se lembram de nada, pô! Vai ver nem sabem o que é vaca. Nem o que é leite. Estou falando isso
porque agora mesmo peguei um pacote de leite — leite em pacote, imagina, Tereza! — na porta dos fundos e estava
escrito que é pasterizado, ou pasteurizado, sei lá, tem vitamina, é garantido pela embromatologia, foi enriquecido e o
escambau.
Será que isso é mesmo leite? No dicionário diz que leite é outra coisa: ‘Líquido branco, contendo água, proteína,
açúcar e sais minerais’. Um alimento pra ninguém botar defeito. O ser humano o usa há mais de 5000 anos. É o único
alimento só alimento. A carne serve pro animal andar, a fruta serve pra fazer outra fruta, o ovo serve pra fazer outra
galinha [...]. O leite é só leite. Ou toma ou bota fora.
Esse aqui examinando bem, é só pra botar fora. Tem chumbo, tem benzina, tem mais água do que leite, tem serragem,
sou capaz de jurar que nem vaca tem por trás desse negócio.
Depois o pessoal ainda acha estranho que os meninos não gostem de leite. Mas, como não gostam? Não gostam
como? Nunca tomaram! Múúúúúúú!”
FERNANDES, Millôr. O Estado de S. Paulo, 22 de agosto de 1999.
A crítica do autor é dirigida:
a) ao desconhecimento, pelas novas gerações, da importância do gado leiteiro para a economia nacional.
b) à diminuição da produção de leite após o desenvolvimento de tecnologias que têm substituído os produtos naturais
por produtos artificiais.
c) à artificialização abusiva de alimentos tradicionais, com perda de critério para julgar sua qualidade e sabor.
d) à permanência de hábitos alimentares a partir da revolução agrícola e da domesticação de animais iniciada há 5000
anos.
e) à importância dada ao pacote de leite para a conservação de um produto perecível e que necessita de
aperfeiçoamento tecnológico.

Questão 2 - (Enem)
As doze cores do vermelho
Você volta para casa depois de ter ido jantar com sua amiga dos olhos verdes. Verdes. Às vezes quando você sai do
escritório você quer se distrair um pouco. Você não suporta mais seu trabalho de desenhista. Cópias plantas réguas
milímetros nanquim compasso 360º de cercado cerco. Antes de dormir você quer estudar para a prova de história da
arte mas sua menina menor tem febre e chama você. A mão dela na sua mão é um peixe sem sol em irradiações
noturnas. Quentes ondas. Seu marido se aproxima os pés calçados de meias nos chinelos folgados. Ele olha as horas
nos dois relógios de pulso. Ele acusa você de ter ficado fora de casa o dia todo até tarde da noite enquanto a menina
ardia em febre. Ponto e ponta. Dor perfume crescente...
CUNHA, H. P. As doze cores do vermelho. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2009.
A literatura brasileira contemporânea tem abordado, sob diferentes perspectivas, questões relacionadas ao
universo feminino. No fragmento, entre os recursos expressivos utilizados na construção da narrativa, destaca-
se a
a) repetição de “você”, que se refere ao interlocutor da personagem.
b) ausência de vírgulas, que marca o discurso irritado da personagem.
c) descrição minuciosa do espaço do trabalho, que se opõe ao da casa.
d) autoironia, que ameniza o sentimento de opressão da personagem.
e) ausência de metáforas, que é responsável pela objetividade do texto.

Questão 3 - (Enem)
Texto I
Chão de esmeralda
Me sinto pisando
Um chão de esmeraldas
Quando levo meu coração
À Mangueira
Sob uma chuva de rosas
Meu sangue jorra das veias
E tinge um tapete
Pra ela sambar
É a realeza dos bambas
Que quer se mostrar
Soberba, garbosa
Minha escola é um cata-vento a girar
É verde, é rosa
Oh, abre alas pra Mangueira passar
BUARQUE, C.; CARVALHO, H. B. Chico Buarque de Mangueira. Marola Edições Musicais Ltda. BMG. 1997.
Disponível em: www.chicobuarque.com.br. Acesso em: 30 abr. 2010.
Texto II
Quando a escola de samba entra na Marquês de Sapucaí, a plateia delira, o coração dos componentes bate mais forte e
o que vale é a emoção. Mas, para que esse verdadeiro espetáculo entre em cena, por trás da cortina de fumaça dos
fogos de artifício, existe um verdadeiro batalhão de alegria: são costureiras, aderecistas, diretores de ala e de
harmonia, pesquisador de enredo e uma infinidade de profissionais que garantem que tudo esteja perfeito na hora do
desfile.
AMORIM, M.; MACEDO, G. O espetáculo dos bastidores. Revista de Carnaval 2010: Mangueira. Rio de Janeiro:
Estação Primeira de Mangueira, 2010.
Ambos os textos exaltam o brilho, a beleza, a tradição e o compromisso dos dirigentes e de todos os
componentes com a escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Uma das diferenças que se estabelece
entre os textos é que
a) o artigo jornalístico cumpre a função de transmitir emoções e sensações, mais do que a letra de música.
b) a letra de música privilegia a função social de comunicar a seu público a crítica em relação ao samba e aos
sambistas.
c) a linguagem poética, no Texto I, valoriza imagens metafóricas e a própria escola, enquanto a linguagem, no Texto
II, cumpre a função de informar e envolver o leitor.
d) ao associar esmeraldas e rosas às cores da escola, o Texto I acende a rivalidade entre escolas de samba, enquanto o
Texto II é neutro.
e) o Texto I sugere a riqueza material da Mangueira, enquanto o Texto II destaca o trabalho na escola de samba.

EXERCÍCIOS II - METÁFORA

1) Segundo o que você entendeu, qual das alternativas abaixo melhor define uma metáfora?
a) É a figura de linguagem que substitui termos tornando a sentença mais pejorativa.
b) É a figura de linguagem que substitui termos tornando a sentença mais literal.
c) É a figura de linguagem que substitui termos tornando a sentença mais literária.
d) É a figura de linguagem que substitui termos tornando a sentença mais errada.

2) A respeito da metáfora, analise as seguintes proposições:


I. Utiliza palavras de significados próximos para dar sentido às frases. Ex: Eu adoro ler Stephen King.
II. Mistura sensações para indica um sentimento. Ex: Pela primeira vez, ele foi atingido pelo calor do amor.
III. Pega palavras dentro de uma frase e dá um significado totalmente novo, para expressar uma ideia ou um
acontecimento. Ex: Ela chorou um rio de lágrimas.
IV. Compara palavras substituindo um termo por outro. Ex: Ele está duro como uma pedra.
Agora, assinale a alternativa verdadeira que melhor define o que é uma metáfora:
a) Apenas I.
b) Somente II e III.
c) Somente III e IV.
d) Todas as alternativas.

3) Identifique qual das alternativas trata-se de uma metáfora:


a) Eles morreram de rir daquela cena.
b) Aqueles olhos eram como dois faróis acesos.
c) “Ah! O doce sabor da vitória.
d) Aquele velho é uma raposa!

4) Assinale a única alternativa que possui a figura de linguagem conhecida como metáfora:

a) Correu feito louco para não perder o ônibus.


b) Ela me encarou e seu olhar era pedra.
c) “Cabelos tão escuros como a asa da graúna” - José de Alencar.
d) Era delicada como uma flor.

5) (Adaptado UFPI) Assinale a frase que contém uma metáfora:

a) Nas pedras do cais, via os sinais das amarras das velhas embarcações.
b) Era com saudade que o velho pescador olhava as pedras do cais.
c) Do cais da minha aldeia partiram as inesquecíveis caravelas.
d) Todo cais é uma saudade de pedra.

6) Das alternativas abaixo, assinale a que contém a metáfora empregada na tirinha:


a) "Meu amor é uma caravana de rosas".
b) "Vagando num deserto inefável de paixão".
c) "Uau! Agora traduz".
d) "Você está querendo demais".

7) (Adaptado Enem-2011) O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à teoria
evolucionista e ao desenvolvimento tecnológico.

Considerando o contexto apresentado, verifica-se que o impacto tecnológico pode ocasionar:


a) o surgimento de um homem dependente de um novo modelo tecnológico.
b) a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua realidade.
c) a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da máquina.
d) a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho do homem, em sua esfera social.