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Motor e Periféricos

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Motor e periféricos

CONJUNTO MOTOR E PARTE INFERIOR DO


MOTOR

PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR

MISTURA CARBURADA

ALIMENTAÇÃO EM COMBUSTÍVEL

ANTIPOLUIÇÃO

ARRANQUE/CARGA

IGNIÇÃO

INJECÇÃO A GASOLINA

REFRIGERAÇÃO

ESCAPE

DEPÓSITO DE COMBUSTÍVEL

SUSPENSÃO DO MOTOR

77 11 315 126 FEVEREIRO 2002 EDITION PORTUGAISE

Todos os direitos de autor são reservados à RENAULT.


"Os Métodos de Reparação prescritos pelo construtor, neste documento, são
estabelecidos em função das especificações técnicas em vigor, à data da sua
Reprodução ou tradução, mesmo parciais, do presente documento, bem como a
redacção.
utilização do sistema de numeração de referência das peças sobressalentes são
interditas sem autorização, prévia e escrita, da RENAULT.
Estes Métodos de Reparação são susceptíveis de modificação, no caso de se
verificarem alterações, introduzidas pelo construtor, no fabrico dos diferentes órgãos
e acessórios das viaturas da sua marca".
© RENAULT 1997
Este Manual de Reparação abrange os veículos CLIO II fase 2
(motor 1,6 16V "K4M") abaixo indicados:

Fabricação Característica Designações


Veículo Mercado
(1) Técnica comerciais

"Renault Symbol"
Definição Turquia
Não (Rússia)
– Clio 4 portas com porta- Turquia (R) Mundo
Multiplexado "Renault Clio"
bagagens
para os restantes

● Europa Central:
Hungria,
"Renault Thalia"
Eslovénia,
Definição PECO (países da Europa
Não Eslováquia,
– Clio 4 portas com porta- Turquia (R) Central e Grécia)
Multiplexado República Checa,
bagagens "Renault Symbol"
Polónia
(DOM TOM)
● Grécia
● DOM TOM

Arábia Saudita,
Definição Golfo Pérsico
Não Barém, Dubai,
– Clio 4 portas com porta- Turquia (R) "Renault Clio"
Multiplexado Emiratos Árabes,
bagagens
Kuweit, Omã, Qatar

Definição México Não


México México "Renault Clio"
– Clio 5 portas Multiplexado

Definição Colômbia -
Venezuela
Colômbia Não Colômbia
– Clio 5 portas "Renault Symbol"
(M) Multiplexado Venezuela
– Clio 4 portas com porta-
bagagens

Definição Mercosur
– Clio 5 portas Argentina (L) Não Argentina
"Renault Clio"
– Clio 4 portas com porta- Brasil (J) Multiplexado Brasil
bagagens

(1) Fabricação: país de fabrico.


A letra entre parênteses indica o código da fábrica que aparece como primeiro carácter no número de fabricação
indicado na etiqueta de identificação do veículo.

Para mais informações sobre os Manuais de Reparação respeitantes ao CLIO II, consultar a Nota Técnica 3627A.
Motor
e periféricos
Índice

Páginas Páginas

10A CONJUNTO MOTOR 14A ANTIPOLUIÇÃO


PARTE INFERIOR DO MOTOR
Reaspiração dos vapores de gasolina 14A-1
Identificação 10A-1 Reaspiração dos vapores de óleo 14A-5
Consumo de óleo 10A-2
Pressão de óleo 10A-3
Grupo motopropulsor 10A-4
Cárter 10A-10 16A ARRANQUE/CARGA
Suporte multifunção 10A-13
Alternador 16A-1
Motor de arranque 16A-3

11A PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA


DO MOTOR
17A IGNIÇÃO
Correia de acessórios 11A-1
Correia da distribuição 11A-2 Ignição estática 17A-1
Junta da cabeça de motor 11A-14

17B INJECÇÃO A GASOLINA


12A MISTURA CARBURADA
Generalidades 17B-1
Características 12A-1 Implantação 17B-2
Silenciador de admissão 12A-4 Particularidades da injecção sequencial17B-4
Caixa do filtro de ar 12A-5 Função antiarranque 17B-6
Caixa de borboleta - Actuador Estratégia de injecção -
de ralenti 12A-6 Ar condicionado 17B-7
Colector de admissão 12A-7 Correcção do regime de ralenti 17B-8
Flauta de injectores 12A-8 Correcção adaptativa do regime
Colector de escape 12A-10 de ralenti 17B-9
Regulação da riqueza da mistura 17B-10
Correcção adaptativa de riqueza
da mistura 17B-12
13A ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL Sonda de oxigénio 17B-15
Afectação das vias do calculador 17B-17
Corte de combustível em caso Gestão centralizada da temperatura
de choque 13A-1 da água 17B-16
Filtro de gasolina 13A-2
Regulador de pressão 13A-3
Rampa de injecção - Injectores 13A-4
Verificação da pressão de alimentação 13A-5
Verificação do caudal da bomba
de alimentação 13A-6
Dispositivo antipercolação 13A-7
Páginas

19A REFRIGERAÇÃO
Características 19A-1
Enchimento/purga 19A-2
Verificação 19A-3
Bomba de água 19A-4
Radiador 19A-6
Esquema 19A-7

19B ESCAPE
Generalidades 19B-1
Catalisador 19B-3

19C DEPÓSITO
Depósito de combustível 19C-1
Nível 19C-7
Bomba e nível 19C-8

19D SUSPENSÃO DO MOTOR


Suspensão pendular 19D-1
CONJUNTO DO MOTOR E110A
PARTE INFERIOR DO MOTOR
Identificação 10A
Caixa de Cilindrada Diâmetro Curso Relação
Tipo de veículo Motor
velocidades (cm 3 ) (mm) (mm) volumétrica

742 JB3
XB1R K4M 1 598 79,5 80,5 10/1
743 DPO

Fascículo a consultar: Mot. K4M.

10A-1
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Consumo de óleo 10A
PROCEDIMENTO DE MEDIÇÃO DO CONSUMO DE ÓLEO

a) Enchimento até ao nível máximo

A operação deve ser efectuada com o motor quente (após disparo do grupo motoventilador) e depois de uma
estabilização de 15 minutos para o escoamento total do óleo para o cárter.

Efectuar uma verificação visual com a vareta.


Encher até ao nível máximo.

Selar o bujão de esvaziamento (pingo de tinta tanto no bujão de enchimento como no bujão de esvaziamento
do cárter) para, mais tarde, poder verificar se não foi extraído.

b) Rodagem feita pelo cliente

Pedir ao cliente para efectuar uma rodagem de cerca de 2 000 km ou antes de atingir o nível mínimo.

c) Reposição ao nível máximo

A operação deve ser efectuada com o motor quente (após disparo do grupo motoventilador) e depois de uma
estabilização de 15 minutos.

Efectuar uma verificação visual com a vareta.

Encher até ao nível máximo.

Tomar nota da quantidade de óleo e da distância percorrida desde a última reposição ao nível máximo.

d) Medição do óleo consumido

Quantidade complementar de óleo (em litros)


CONSUMO DE ÓLEO =
km (em milhares)

10A-2
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Pressão de óleo 10A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 836-05 Maleta para tomada de pressão do
óleo
MATERIAL INDISPENSÁVEL
Casquilho longo ou chave de tubos de 22 mm

VERIFICAÇÃO

O controlo da pressão de óleo deve ser feito com o


motor quente (cerca de 80°°C).

Composição da mala Mot. 836-05.

UTILIZAÇÃO

B+F

Ligar o manómetro no lugar do contactor de pressão


de óleo.

Pressão de óleo
Ralenti 1 bar
3 000 rpm 3 bar

10A-3
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Grupo motopropulsor 10A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1159 Ferramenta para fixação do motor
ao berço
Mot. 1202-01 Alicate para abraçadeiras
Mot. 1202-02 elásticas

Mot. 1390 Suporte do motor de múltiplas


regulações
Mot. 1448 Alicate longo para abraçadeiras
elásticas

Extrair:
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)
– as rodas dianteiras e os resguardos plásticos de
Parafusos de fixação dianteira do berço 6,2 cavas-de-roda,
– a grelha dianteira,
Parafusos de fixação traseira do berço 10,5 – o pára-choques dianteiro,
– os tirantes berço/carroçaria,
Parafuso de fixação ao motor do suporte – os estribos de travão (assim como os sensores de
de suspensão pendular dianteiro direito 6,2 ABS, caso existam) e prendê-los às molas de
Porca de fixação do suporte de suspensão,
suspensão pendular dianteiro direito 4,4 – os pernos dos pés de amortecedores,
– o ecrã térmico (A) e o comando da caixa de
Porca de fixação do apoio elástico no velocidades,
suporte de longarina dianteira esquerda 6,2

Pernos de fixação de pés de


amortecedores 18

Parafusos de fixação de estribo de travão 4

Perno de fixação da coluna de direcção 3

Parafusos de roda 9

EXTRACÇÃO

Colocar o veículo num elevador de duas colunas.

Extrair a bateria e a protecção sob o motor.

Esvaziar: – a abraçadeira do escape (B) entre o catalisador e a


– o circuito de refrigeração, pelo tubo de borracha panela de expansão; desligar a ficha da sonda de
inferior do radiador, oxigénio (C),
– a caixa de velocidades e o motor (se necessário), – a trança de massa na caixa de velocidades,
– o circuito frigorígeno (caso exista) com uma estação – o silenciador de admissão,
de carga.

10A-4
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Grupo motopropulsor 10A
– as fixações do vaso de expansão e afastá-lo, Extrair:
– as fixações do catalisador ao colector e prendê-lo à – o suporte do calculador de injecção, tendo
linha de escape; em seguida, afastar o conjunto, previamente desligado a respectiva ficha e a do
– o tubo de depressão do colector, contactor de choque.
– a caixa de ar em (4).

Extrair:
NOTA: ter cuidado com o tubo de depressão que vai – o tubo do servofreio,
do colector de admissão ao ser vofreio. Se este tubo – os tubos de borracha do aquecimento,
se par tir, o colector terá de ser substituído.

10A-5
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Grupo motopropulsor 10A
– a placa de relés (4), a ficha (5) e o suporte de fusíveis Extrair:
(6); extrair os porta-fusíveis (7) deste suporte, – as fixações superiores do radiador,
– as fixações dos tubos do ar condicionado (se o
veículo tiver este equipamento) e a flange (8);
colocar o conjunto sobre o motor,

NOTA: aplicar imperativamente tampas nos tubos e no


expansor, para evitar a entrada de humidade para o
circuito.

– a ficha no canister,
– o tubo do canister no colector de admissão,
– os cabos de acelerador e de embraiagem.

Soltar o reser vatório de direcção assistida e colocá-lo


sobre o motor.

– a porca e o parafuso excêntrico da coluna de


direcção, depois de ter empurrado a protecção.

10A-6
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Grupo motopropulsor 10A
PARTICULARIDADES DOS VEÍCULOS COM Montar um calço (9) entre o suporte multifunção e o
AIRBAG DE CONDUTOR berço.

ATENÇÃO

Para evitar qualquer de destruição do contacto


rotativo sob o volante, é necessário respeitar as
seguintes instruções:
● Antes de separar a coluna de direcção e a
cremalheira, o volante deve,
IMPERATIVAMENTE, estar imobilizado, com
as rodas direitas, com o auxílio de uma
ferramenta de bloqueio durante toda a
intervenção.
● Qualquer dúvida sobre a correcta centragem
do contacto rotativo implica a extracção do
volante, para poder aplicar o método de
centragem descrito no capítulo 88A "Airbag".

MEMORANDO: neste caso, a intervenção só


pode ser efectuada por pessoal qualificado e
com formação específica.

Extrair o suporte de suspensão pendular.


Aplicar a Mot. 1159 entre o berço e o bloco de motor.

10A-7
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Grupo motopropulsor 10A
Aplicar um calço entre a caixa de velocidades e o Baixar o elevador, até que o berço toque na
berço. ferramenta Mot. 1390.

Extrair: Extrair os parafusos de fixação do berço e extrair o


– a porca (1) e depois, com um punção de bronze, grupo motopropulsor, levantando a carroçaria.
bater para desencaixar o perno da fixação de
suspensão pendular, NOTA: no caso de uma operação que obrigue à
separação do conjunto motor-caixa de velocidades-
berço, ter o cuidado de marcar a posição da Mot. 1159
no berço.

– os tirantes (3),
– os tubos de alimentação e de retorno de
combustível.

10A-8
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Grupo motopropulsor 10A
REPOSIÇÃO

O alinhamento do berço com a carroçaria será


facilitado se se aplicarem duas hastes roscadas nas
duas fixações dianteiras do berço da carroçaria.

Apertar os parafusos de fixação do berço ao binário


de:
– 6,2 daN.m à frente,
– 10,5 daN.m atrás.

Proceder à reposição no sentido inverso ao da


extracção.

Aplicar correctamente os ecrãs térmicos.

Aplicar Loctite FRENBLOC nos parafusos de fixação


dos estribos e apertá-los ao binário.

Carregar várias vezes no pedal de travão para levar os


êmbolos ao contacto com as pastilhas de travões.

Efectuar:
– os atestos do óleo de motor e de caixa de
velocidades (se necessário),
– o atesto e a purga do circuito de refrigeração
(consultar o capítulo 19A "Enchimento/purga").

10A-9
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Cárter 10A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1233-01 Hastes roscadas para baixar o
berço

– as fixações das rótulas inferiores e as da direcção,


BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)
– os tirantes berço/carroçaria,
– o comando das velocidades do lado da caixa,
Parafusos de fixação dianteira do berço 6,2
– o perno (1) e desapertar, sem extrair, o perno (2) da
Parafusos de fixação traseira do berço 10,5 barra de retenção do binário,

Parafusos de cárter 1,4

Perno de fixação da coluna de direcção 3

Perno de barra de retenção de binário 6,2

Parafusos de roda 9

EXTRACÇÃO

Colocar o veículo num elevador de duas colunas.

Desligar a bateria.

Esvaziar o motor.
– as fixações inferiores do pára-choques,
Extrair:
– as fixações (3) dos tirantes,
– as rodas dianteiras e o resguardo plástico da cava-
– os parafusos de fixação do berço e aplicar a pouco e
de-roda direita,
pouco as hastes roscadas, Mot. 1233-01.
– a porca e o parafuso excêntrico da coluna de
direcção, depois de ter empurrado a protecção,

ATENÇÃO

Para evitar qualquer de destruição do contacto


rotativo sob o volante, é necessário respeitar as
seguintes instruções:
● Antes de separar a coluna de direcção e a
cremalheira, o volante deve,
IMPERATIVAMENTE, estar imobilizado, com
as rodas direitas, com o auxílio de uma
ferramenta de bloqueio durante toda a
intervenção.
● Qualquer dúvida sobre a correcta centragem
do contacto rotativo implica a extracção do
volante, para poder aplicar o método de
centragem descrito no capítulo 88A "Airbag".

MEMORANDO: neste caso, a intervenção só


pode ser efectuada por pessoal qualificado e
com formação específica.

10A-10
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Cárter 10A
Descer progressivamente o berço com o auxílio das hastes roscadas Mot. 1233-01, até
atingir aproximadamente as cotas X 1 = 9 cm.

Extrair:
– a fixação da cablagem eléctrica ao cárter,
– o cárter.

10A-11
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Cárter 10A
REPOSIÇÃO

Aplicar RHODORSEAL 5661 em (A), de cada lado do


apoio N°1, e em (B), na tampa de fecho da cambota.

Repor o cárter com uma junta nova; pré-apertá-la ao


binário de 0,8 daN.m e, depois, efectuar um aperto
(em "espiral") ao binário de 1,4 daN.m.

10A-12
CONJUNTO DO MOTOR E PARTE INFERIOR DO MOTOR
Suporte multifunção 10A
EXTRACÇÃO REPOSIÇÃO

Colocar o veículo num elevador de duas colunas. Repor o suporte multifunção (antes de o apertar,
verificar se se encontra apoiado no cárter (em A)); em
Desligar a bateria. seguida, apertar os parafusos ao binário (consultar o
quadro seguinte).
Extrair:
– o resguardo plástico de cava-de-roda esquerda e o
Ordem de aperto Binário de aperto
pára-choques,
– o alternador (consultar o capítulo 16A 1 5,3 daN.m
"Alternador"),
– as fixações do compressor do ar condicionado e 2 2,1 daN.m
prendê-lo à carroçaria,
3 11 daN.m
– a fixação da cablagem eléctrica ao suporte
multifunção e desligar a ficha do pressóstato na
bomba de direcção assistida,
– o suporte multifunção.

Para repor a correia de acessórios, consultar o


capítulo 11A "Correia de acessórios".

Efectuar a reposição no sentido inverso ao da


extracção.

10A-13
111A
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de acessórios 11A
EXTRACÇÃO ALTERNADOR, DIRECÇÃO ASSISTIDA E AR
CONDICIONADO
Colocar o veículo num elevador de duas colunas.

Desligar a bateria.

Extrair:
– o resguardo plástico da cava-de-roda dianteira
direita,
– a grelha dianteira,
– o farol dianteiro direito.

Com ar condicionado

Rodar o tensor automático da correia no sentido


abaixo indicado com uma chave poligonal
contracotovelo de 13 mm. Bloquear o rolete tensor
com uma chave sextavada (1) de 6 mm.

A Cambota
B Compressor de ar condicionado
C Alternador
D Bomba de direcção assistida
E Rolete enrolador
T Rolete tensor automático

Sem ar condicionado

Ver o capítulo 07A "Tensão da correia de


acessórios".

REPOSIÇÃO

Proceder no sentido inverso ao da extracção.

11A-1
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 799-01 Imobilizador dos carretos para
correia dentada da distribuição
Mot. 1368 Ferramenta para aperto do rolete
enrolador de distribuição
Mot. 1453 Suporte do motor de múltiplas
regulações
Mot. 1487 Ferramenta para aplicação do
bujão de vedação da árvore de
cames de admissão
Mot. 1488 Ferramenta para aplicação do
bujão de vedação da árvore de
cames de escape
Mot 1489 Posicionador de Ponto-Morto
Superior
Mot. 1490 Ferramenta para imobilização
dos carretos das árvores de
cames
Mot. 1496 Ferramenta para comando das
árvores de cames
MATERIAL INDISPENSÁVEL
Suporte de motor
Chave de aperto angular

Aplicar o suporte de motor, Mot. 1453, com as cintas


BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m ou/e °)
de fixação.
Parafusos de roda 9

Parafusos do rolete enrolador 4,5

Parafusos da polia da cambota 2 + 135°° ± 15°°

Porca do rolete tensor 2,7

Parafuso de fixação ao motor do suporte


de suspensão pendular dianteiro direito 6,2

Parafusos de fixação do limitador de


oscilações de suspensão pendular
dianteira direita 6,2

EXTRACÇÃO

Colocar o veículo num elevador de duas colunas.


NOTA: nesta operação, ter o cuidado de aplicar os
Desligar a bateria. patins do suporte de motor nas partes reforçadas
dos guarda-lamas.
Extrair a roda dianteira direita e a cava-de-roda.

11A-2
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Extrair: Soltar:
– o suporte da suspensão pendular do motor e o – a cablagem eléctrica na tampa superior de
limitador de oscilações, distribuição e afastar o conjunto,
– os tubos de gasolina na tampa inferior da
distribuição.

– a correia de acessórios (consultar o capítulo 11A


"Tensão da correia de acessórios").
Extrair:
Desligar as fichas (3) e o tubo (4). – o silenciador de admissão,
– os bujões de vedação das árvores de cames; para
Extrair a patilha (5) e o parafuso de fixação da isso, furar o centro do bujão com uma chave de
cablagem eléctrica, em (6). fendas,
– o bujão do orifício do posicionador de Ponto-Morto
Superior.

11A-3
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Comando da distribuição Verificar se a posição das ranhuras das árvores de
cames é idêntica à do desenho abaixo.
Posicionar as ranhuras das árvores de cames para
baixo, como indicado no desenho a seguir.

Extrair:
– a polia da cambota; para isso, imobilizar o volante do
Apertar o posicionador de Ponto-Morto Superior motor com uma chave de parafusos,
Mot. 1489 e, depois, efectuar uma rotação do motor – a tampa inferior de distribuição (1),
no sentido dos ponteiros do relógio (do lado da – a tampa superior da distribuição (2).
distribuição) para, lentamente e sem esticões, levar a
cambota a apoiar-se no posicionador.

11A-4
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Para aliviar a correia da distribuição, desapertar a Comando da distribuição
porca (1) do rolete tensor.
Posicionar as ranhuras das árvores de cames com a
NOTA: visto que o carreto de cambota não tem Mot. 799-01, como indicado no desenho abaixo.
chaveta, ter o cuidado de não o deixar cair quando
se extrai a correia da distribuição.

Para retirar a correia da distribuição, extrair o rolete


enrolador (2) com a Mot. 1368.

Fixar a Mot. 1496 nas extremidades das árvores de


cames.

ATENÇÃO: é imperativo desengordurar a


extremidade da cambota, o diâmetro do carreto da
cambota e as faces de apoio da polia da cambota,
para evitar o escorregamento entre a distribuição
e a cambota, que poderia provocar a destruição do
motor.

REPOSIÇÃO

Aquando da substituição da correia da


distribuição, é imperativo substituir os roletes
tensor e enrolador de distribuição.

Existem dois processos bem distintos para efectuar o


comando da distribuição.

O primeiro processo é aplicado nos casos de


substituição de qualquer elemento que se encontre na
parte da frente da distribuição e que não obrigue ao
desaperto de um ou mais carretos das árvores de
cames.

11A-5
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Verificar se a cambota está realmente em contacto Aplicação da correia
com o posicionador de Ponto-Morto Superior
Mot. 1489 (a ranhura (5) da cambota deve estar em Aquando da substituição da correia da
cima). distribuição, é imperativo substituir os roletes
tensor e enrolador de distribuição.

Aquando da reposição do rolete tensor, verificar


se o espigão do rolete está bem posicionado na
ranhura (A).

11A-6
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Montar: Tensão da correia
– a correia de distribuição,
– o rolete enrolador; para isso, apertar o parafuso de Deslocar o índice móvel (A') do rolete tensor 7 a 8 mm
fixação com a Mot. 1368 (ao binário de 4,5 daN.m), relativamente ao índice fixo (7), com uma chave
sextavada de 6 mm (aplicada em B).

NOTA: a posição (A) corresponde ao índice móvel em


repouso.

– a polia de acessórios da cambota; para isso, actuar


no parafuso sem tocar na polia (folga entre o
parafuso e a polia: 2 a 3 mm).

NOTA:
– o parafuso da polia de acessórios da cambota é Pré-apertar a porca do rolete tensor ao binário de
reutilizável se o comprimento sob a cabeça não 0,7 daN.m.
ultrapassar 49,1 mm (caso contrário, substituí-lo),
– não olear o parafuso novo. No entanto, no caso de Apertar o parafuso da polia de acessórios da cambota
reutilização do parafuso, é imperativo lubrificá-lo. ao binário de 2 daN.m e depois efectuar um ângulo de
135°° ± 15°° (com a cambota apoiada no posicionador
de Ponto-Morto Superior).

Extrair as Mot. 1496 de comando das árvores de


cames e a Mot. 1489 (posicionador de Ponto-Morto
Superior).

Efectuar duas voltas de cambota no sentido dos


ponteiros do relógio (lado da distribuição); antes do fim
da segunda volta, apertar o posicionador Mot. 1489 no
bloco de motor e levar lentamente e sem esticões a
cambota ao contacto com o posicionador.

Retirar o posicionador de Ponto-Morto Superior.

Desapertar, no máximo, uma volta a porca do rolete


tensor; para isso, segurá-lo com uma chave sextavada
de 6 mm.

Alinhar o índice móvel (A') pelo índice fixo (7) e apertar


definitivamente a porca ao binário de 2,7 daN.m.

11A-7
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Verificação da afinação e da tensão

Verificação da tensão

Efectuar duas voltas de cambota no sentido dos


ponteiros do relógio (lado da distribuição); antes do
fim da segunda volta, apertar o posicionador
Mot. 1489 no bloco de motor e levar lentamente e
sem esticões a cambota ao contacto com o
posicionador.

Retirar o posicionador de Ponto-Morto Superior.

Certificar-se de que os índices do rolete tensor estão


alinhados; caso contrário, refazer o processo de
afinação da tensão.

Verificação da afinação

Certificar-se da posição correcta dos índices do rolete


tensor antes de efectuar a verificação da afinação do
comando da distribuição.

Apertar o posicionador Mot. 1489 no bloco de motor e


levar lentamente e sem esticões a cambota ao
contacto com o posicionador.

Aplicar (sem forçar) a Mot. 1496 de comando das


árvores de cames (as ranhuras das árvores de cames
devem estar na horizontal). Se não for possível
encaixar a ferramenta, é necessário refazer as
operações de afinação da tensão e de comando da
distribuição.

11A-8
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
O segundo processo é aplicado nos casos de Fixar a Mot. 1496 nas extremidades das árvores de
substituição de qualquer elemento que obrigue ao cames.
desaperto de um ou mais carretos das árvores de
cames.

Comando da distribuição

ATENÇÃO: é imperativo desengordurar a


extremidade da cambota e o diâmetro do carreto
da distribuição, as faces de apoio da polia da
cambota, bem como as extremidades das árvores
de cames (do lado da distribuição) e os diâmetros
dos carretos das árvores de cames, para evitar um
escorregamento entre a distribuição, a cambota e
os carretos das árvores de cames, que poderia
provocar a destruição do motor.

Posicionar as ranhuras das árvores de cames, como


se indica no desenho abaixo; para isso, apertar,
respectivamente, as duas porcas antigas dos carretos
das árvores de cames nos pernos que se encontram
na extremidade das árvores de cames.

Aplicar os carretos das árvores de cames, pré-


apertando as porcas novas (as porcas antigas devem
ser imperativamente substituídas (não bloquear as
porcas; folga entre porca/carreto: 0,5 a 1 mm).

Verificar se a cambota está realmente em contacto


com o posicionador de Ponto-Morto Superior (a
ranhura (5) da cambota deve estar em cima).

11A-9
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A

Aquando da substituição da correia da Aquando da reposição do rolete tensor, verificar


distribuição, é imperativo substituir os roletes se o espigão do rolete está bem posicionado na
tensor e enrolador de distribuição. ranhura (A).

Posicionar o logotipo RENAULT, gravado nos braços


dos carretos das árvores de cames na vertical, virado
para cima (A); aplicar a correia da distribuição nos
carretos das árvores de cames e, em seguida, montar
a ferramenta de imobilização dos carretos Mot. 1490
(utilizar as fixações da tampa da distribuição para fixar
a Mot. 1490).

11A-10
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Montar:
– a correia da distribuição,
– o rolete enrolador; para isso, apertar o parafuso de
fixação com a Mot. 1368 (o binário de 4,5 daN.m).

Pré-apertar a porca do rolete tensor ao binário de


0,7 daN.m.

Retirar a ferramenta de imobilização dos carretos das


Montar a polia de acessórios da cambota; pré-apertar árvores de cames Mot. 1490.
o parafuso (sem o bloquear e com uma folga de 2 a
3 mm entre parafuso/polia). Efectuar uma rotação de seis voltas da distribuição no
sentido dos ponteiros do relógio (do lado da
NOTA: distribuição) através do carreto da árvore de cames de
– o parafuso da polia de acessórios da cambota é escape, com a Mot. 799-01.
reutilizável se o comprimento sob a cabeça não
ultrapassar 49,1 mm (caso contrário, substituí-lo), Desapertar, no máximo, uma volta a porca do rolete
– não olear o parafuso novo. No entanto, no caso de tensor; para isso, segurá-lo com uma chave
reutilização do parafuso, é imperativo lubrificá-lo. sextavada de 6 mm.

Alinhar o índice móvel (A') pelo índice fixo (7) e apertar


Tensão da correia definitivamente a porca ao binário de 2,7 daN.m.

Verificar se há sempre uma folga de 0,5 a 1 mm


entre as porcas e os carretos das árvores de
cames.

Deslocar o índice móvel (A') do rolete tensor 7 a 8 mm


relativamente ao índice fixo (7), com uma chave
sextavada de 6 mm (aplicada em B).

NOTA: a posição (A) corresponde ao índice móvel em


repouso.

11A-11
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A
Aplicar o imobilizador Mot. 1490 dos carretos de Apertar a porca do carreto da árvore de cames de
árvores de cames. escape ao binário de 3 da.N.m e, depois, efectuar um
aperto angular de 84°°.

Extrair a Mot. 1496 de comando das árvores de


cames, a Mot. 1490 de imobilização dos carretos das
árvores de cames e a Mot. 1489 (posicionador de
Ponto-Morto Superior).

Verificação da afinação e da tensão

Verificação da tensão

Efectuar duas voltas de cambota no sentido dos


ponteiros do relógio (lado da distribuição); antes do
fim da segunda volta, apertar o posicionador
Mot. 1489 no bloco de motor e levar lentamente e
sem esticões a cambota ao contacto com o
posicionador.

Retirar o posicionador de Ponto-Morto Superior.

Certificar-se de que os índices do rolete enrolador


estão alinhados; caso contrário, refazer o processo de
Verificar se a cambota está bem apoiada no afinação da tensão. Desapertar, no máximo, uma volta
posicionador Mot. 1489. a porca do rolete tensor; para isso, segurá-lo com uma
chave sextavada de 6 mm.

Alinhar o índice móvel pelo índice fixo e apertar a


porca ao binário de 2,7 daN.m.

Verificação da afinação

Certificar-se da posição correcta dos índices do rolete


tensor antes de efectuar a verificação da afinação do
comando da distribuição.

Apertar o posicionador Mot. 1489 no bloco de motor e,


em seguida, posicionar e manter a cambota apoiada
no posicionador.

Aplicar (sem forçar) a Mot. 1496 de comando das


árvores de cames (as ranhuras das árvores de cames
devem estar na horizontal). Se não for possível
encaixar a ferramenta, é necessário refazer as
operações de afinação da tensão e de comando da
distribuição.

Apertar o parafuso da polia de acessórios da cambota


ao binário de 2 daN.m e depois efectuar um ângulo de
135°° ± 15°° (com a cambota apoiada no posicionador
de Ponto-Morto Superior).

Apertar a porca do carreto da árvore de cames de


admissão ao binário de 3 daN.m e, em seguida,
efectuar um aperto angular de 84°°.

11A-12
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Correia de distribuição 11A

Montar:
– a correia de acessórios (ver o capítulo 07A "Tensão
da correia de acessórios" para os veículos sem ar
condicionado e o capítulo 11A "Correia de
acessórios" para os veículos com ar condicionado),
– os bujões de vedação novos:
● da árvore de cames de admissão (Mot. 1487),
● da árvore de cames de escape (Mot. 1488),

– a suspensão pendular direita e a barra de retenção


do binário; apertá-las ao binário (ver o capítulo 19D
"Suspensão pendular").

11A-13
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 799-01 Imobilizador dos carretos para
correia dentada da distribuição
Mot. 1202 Alicate para abraçadeiras elásticas
Mot. 1273 Aparelho de verificação da tensão
da correia
Mot. 1311-06 Ferramenta para extracção do
tubo de combustível
Mot. 1368 Ferramenta para aperto do rolete
enrolador de distribuição
Mot 1448 Alicate longo para abraçadeira
elástica
Mot. 1487 Ferramenta para aplicação do
bujão de vedação da árvore de
cames de admissão
Mot. 1488 Ferramenta para aplicação do
bujão de vedação da árvore de
cames de escape
Mot. 1489 Posicionador de Ponto-Morto
Superior
Mot. 1490 Ferramenta para imobilização dos
carretos das árvores de cames
Mot. 1491 Guia de montagem dos retentores
das árvores de cames
Mot. 1496 Ferramenta para comando das
árvores de cames
MATERIAL INDISPENSÁVEL
Suporte de motor
Chave de aperto angular

EXTRACÇÃO
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m ou/e °)
Colocar o veículo num elevador de duas colunas.
Parafusos de roda 9
Parafusos do rolete enrolador 4,5 Desligar a bateria.

Parafusos da polia de Extrair a protecção sob o motor.


acessórios da cambota 2 + 135°° ± 15°°

Porca do rolete tensor 2,7 Esvaziar o circuito de refrigeração (pelo tubo de


borracha inferior do radiador).
Porcas dos carretos das
árvores de cames 3 + 84°°

Parafusos da tampa das válvulas 1,2

Parafusos do decantador de óleo 1,3

11A-14
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Extrair a correia da distribuição (ver o método descrito Extrair:
no capítulo 11A "Correia da distribuição"). – o cabo do acelerador,
– o protector da rampa de injecção,
Aplicar a Mot. 1159 entre o berço e o bloco de motor; – os carretos das árvores de cames com a Mot. 1490
depois, extrair a ferramenta de retenção do motor. (utilizar as fixações do tampa da distribuição para
fixar a Mot. 1490),

– os tubos (1) e (2) de alimentação e de retorno de


combustível com a Mot. 1311-06 e afastá-los.

11A-15
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Desligar a ficha (3) bem com as das bobinas e dos
injectores.

Extrair:
– a caixa de ar (4) (para isso, extrair as fixações do
vaso de expansão e afastá-lo),

– as fixações do catalisador; desencaixá-lo do colector


de escape e prendê-lo à linha de escape,
– a caixa de borboleta (5),
– a ficha (6) da sonda de oxigénio,
– o suporte (7) e a patilha de elevação (8),

– o tubo de depressão do servofreio.

11A-16
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Extrair:
– o repartidor de ar,
– as bobinas,
– o decantador de óleo.

11A-17
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Extrair os parafusos da tampa das válvulas e descolá-la na vertical; para
isso, bater nas "orelhas" em (1) com um punção de bronze e fazer de
alavanca com uma chave de parafusos, em (2) (proteger a chave de
parafusos para evitar danificar as superfícies de alumínio).

11A-18
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Extrair:
– as árvores de cames e os balanceiros,
– os tubos de borracha na caixa de água à saída da
cabeça de motor, bem como a ficha da sonda de
temperatura da água,
– as fixações do suporte da cablagem eléctrica em
(10),
– a patilha de elevação (11).

11A-19
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Extrair a cabeça do motor.

LIMPEZA VERIFICAÇÃO DO PLANO DE JUNTA

É muito importante não riscar os planos de junta Com uma régua e um apalpa-folgas, verificar se existe
das peças em alumínio. deformação do plano de junta.

Utilizar o produto Décapjoint para retirar a cola da Deformação máxima: 0,05 mm.
parte da junta colada.
Não está autorizada qualquer rectificação da
Aplicar o produto na parte a limpar; aguardar cerca de cabeça de motor.
dez minutos e depois retirá-lo com uma espátula de
madeira. Testar a cabeça de motor para detectar uma eventual
fuga: com o auxílio da ferramenta para teste da
Aconselha-se a utilização de luvas para efectuar estas cabeça de motor (que inclui uma tina e um conjunto
operações. apropriado à cabeça de motor, bujão, placa de
estanqueidade e obturador). A ferramenta de teste foi
Chamamos a vossa atenção para os cuidados a ter homologada com o número 664000.
durante a operação, de forma a evitar que corpos
estranhos se introduzam nos tubos que levam o
óleo, sob pressão, ao grupo de balanceiros (tubos
situados tanto no bloco como na cabeça do
motor).

11A-20
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
REPOSIÇÃO

Aquando da desmontagem/montagem da cabeça


do motor, é necessário respeitar o seguinte ponto:

– é imperativo efectuar a "ferragem" dos batentes


hidráulicos que, após um tempo demasiado
longo, correm o risco de se esvaziarem.
Para verificar a necessidade desta operação,
carregar na parte superior do batente em (A) com
o polegar: se o pistão afundar no batente,
mergulhar este último num recipiente cheio de
gasóleo e montá-lo de novo.

11A-21
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
– Verificar:
● se o ecrã térmico de escape está bem preso entre a sonda de oxigénio e o colector (para evitar um efeito
de chaminé que poderia provocar a destruição da ligação da sonda a montante),
● o alinhamento (A) entre o repartidor inferior de admissão e a cabeça de motor (do lado da distribuição),
assegurando-se de que as linguetas (B) estão correctamente em contacto com as da tampa das válvulas.

Apertar o repartidor inferior de admissão ao binário de


2,1 daN.m.

Colocar os pistões a meio-curso para evitar qualquer


contacto com as válvulas, aquando da montagem das
árvores de cames.

Aplicar a junta da cabeça do motor e, depois, a


cabeça de motor.
Efectuar a verificação dos parafusos e depois o
aperto da cabeça de motor (ver o capítulo 07A
"Aperto da cabeça de motor").

11A-22
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Montar: Posicionar as ranhuras das árvores de cames como
– os balanceiros, indicado no desenho abaixo.
– as árvores de cames; olear os apoios.

ATENÇÃO: não aplicar óleo no plano da junta da


tampa das válvulas.

NOTA: as árvores de cames estão marcadas com


uma identificação (A).

NOTA: os planos de junta devem estar limpos,


secos e sem gordura (evitar dedadas).
Pormenores da marcação:
– as marcas (B) e (C) servem apenas para o Com um rolo, aplicar Loctite 518 no plano da junta da
fornecedor, tampa das válvulas, até se atingir a cor avermelhada.
– a marca (D) serve para a identificação das árvores
de cames:
AM = Admissão
EM = Escape

11A-23
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Repor a tampa das válvulas e apertá-la ao binário.

Método de aperto

Ordem Ordem Binário de


Montagem de aperto de desaperto aperto
dos parafusos dos parafusos (em daN.m)
Operação n°° 1 22-23-20-13 - 0,8
1 a 12
Operação n°° 2 14 a 19 - 1,2
21 e 24
Operação n°° 3 - 22-23-20-13 -
Operação n°° 4 22-23-20-13 - 1,2

11A-24
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
NOTA: os planos de junta devem estar limpos, secos e sem gordura
(evitar dedadas).

Com um rolo, aplicar Loctite 518 no plano da junta do decantador de óleo,


até que fique avermelhado.

Repor o decantador de óleo e apertá-lo ao binário de 1,3 daN.m, pela


ordem preconizada.

11A-25
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Montar:
– as bobinas e apertá-las ao binário de 1,3 daN.m,
– o repartidor de admissão (com juntas novas) e apertá-lo ao binário de
0,9 daN.m pela ordem preconizada,

– a caixa de borboleta e apertar os parafusos (A) ao


binário de 1,3 daN.m,
– a caixa do filtro de ar e apertar os parafusos ao
binário de 0,9 daN.m,
– os retentores das árvores de cames com utilização
da Mot. 1491 (utilizar a antigas porcas (B)).

11A-26
PARTES SUPERIOR E DIANTEIRA DO MOTOR
Junta da cabeça do motor 11A
Comando da distribuição

ATENÇÃO: é imperativo desengordurar a


extremidade da cambota e o diâmetro do carreto
da distribuição, as faces de apoio da polia da
cambota, bem como as extremidades das árvores
de cames (do lado da distribuição) e os diâmetros
dos carretos das árvores de cames, para evitar um
escorregamento entre a distribuição, a cambota e
os carretos das árvores de cames, que poderia
provocar a destruição do motor.

Montar:
– a correia da distribuição (respeitar imperativamente
o método descrito no capítulo 11A "Tensão da
correia de distribuição"),
– a correia acessórios (ver o capítulo 11A "Correia de
acessórios"),
– os bujões de vedação novos:
● da árvore de cames de admissão (Mot. 1487),
● da árvore de cames de escape (Mot. 1488),

– a suspensão pendular direita e a barra de retenção


do binário; apertá-las ao binário (ver o capítulo 19D
"Suspensão pendular").

Proceder à reposição no sentido inverso ao da


extracção.

Efectuar o enchimento e a purga do circuito de


refrigeração (consultar o capítulo 19A "Enchimento -
Purga").

11A-27
112A
MISTURA CARBURADA
Características 12A
Caixa de
Veículos Motor Tipo de injecção
velocidades

Diâmetro Curso Cilindrada Relação


Tipo Índice
(mm) (mm) (cm3 ) volumétrica

Multiponto
BB1R JB3 742 sequencial
K4M 79,5 80,5 1598 10 / 1
LB1R DPO 743
Ignição estática

Temperatura em °C -10 25 50 80 110

Sensor da temperatura do ar
10 450 a 8 625 2 065 a 2 040 815 a 805 - -
Tipo CTN resistência em Ω

Sensor da temperatura da
água - 2 360 a 2 140 850 a 770 290 a 275 117 a 112
Tipo CTN resistência em Ω

Verificações efectuadas ao ralenti*

Emissão de poluentes**
Regime (rpm)
CO (%) (1) CO2 (%) HC (ppm) λ)
Lambda (λ

750 ± 50 0,5 máx. 14,5 mín. 100 máx. 0,97 < λ < 1,03

(1) às 2500 rpm, o CO deve ser de 0,3 (máx.).


* Para uma temperatura da água superior a 80 °C e após regime estabilizado às 2 500 rpm, durante cerca de
30 segundos.
** Para os valores legais, ver especificação de acordo com o país.

12A-1
MISTURA CARBURADA
Características 12A
DESIGNAÇÃO MARCA/TIPO INDICAÇÕES ESPECIAIS

Calculador SIEMENS "SIRIUS" 90 vias

Injecção - Multiponto sequencial

Ignição - Estática com quatro boninas

Motor passo a passo + suporte MAGNETI MARELLI Resistência: 53 ± 5 Ω à temperatura ambiente

Integrado na caixa de borboleta


Resistência da pista: 1200 ± 240 Ω
Resistência do cursor: < 1 050 Ω

Potenciómetro da borboleta CTS Via Pé levantado Pé a fundo

A-B 1 250 Ω 1 250 Ω


A-C 1 245 Ω 2 230 Ω
B-C 2 230 Ω 1 245 Ω

Sensor magnético ELECTRIFIL Ficha integrada


(ponto-morto superior e rotações do ou Resistência = 200 a 270 Ω
motor) SIEMENS

Integrada no canister
Electroválvula do canister SAGEM
Resistência: 26 ± 4 Ω a 23 °C

Injector SIEMENS Resistência: 14,5 Ω

Tipo piezoeléctrico
Sensor de pressão DELCO
Substituir a junta em cada desmontagem

Tipo piezoeléctrico
Sensor de detonações do motor SAGEM
Binário de aperto: 2 daN.m

Vias 80 (massa) e 45 (sinal do calculador)


Resistência de aquecimento
Sonda de oxigénio a montante BOSCH R = 9 Ω à temperatura ambiente
Mistura rica = 840 mV ± 70
Mistura pobre = 20 mV ± 50

12A-2
MISTURA CARBURADA
Características 12A
DESIGNAÇÃO MARCA/TIPO INDICAÇÕES ESPECIAIS

Bobina de carvão. Uma por cilindro


Bobinas de ignição NIPPONDENSO Resistência primária: 0,5 Ω ± 0,02
Resistência secundária: 6,8 ± 1 kΩ

Pressão no colector de admissão - Ao ralenti: 320 ± 40 mb

Bomba de alimentação imersa BOSCH WALBRO Caudal: 60 a 80 l/h

Pressão regulada a:
Regulador de pressão -
3,5 ± 0,2 bar

Filtro de gasolina - Fixo à frente do depósito

12A-3
MISTURA CARBURADA
Silenciador de admissão 12A
O circuito de admissão de ar tem um silenciador de admissão (1) que
permite absorver certas ondas de pressão e diminuir os ruídos de admissão
do ar.

12A-4
MISTURA CARBURADA
Caixa do filtro de ar 12A
Deslocar a caixa de ar para a direita e extraí-la. A
BINÁRIO DE APERTO (em daN.m)
caixa de ar pode passar entre o enquadramento de
pára-brisas, o motor e o servofreio.
Parafusos da caixa do filtro de ar 0,9

REPOSIÇÃO
EXTRACÇÃO
Proceder no sentido inverso ao da extracção.
Extrair:
– a bateria, NOTA: ter cuidado com o tubo de saída que vai do
– o tubo de depressão do servofreio (do lado do colector de escape ao servofreio. Se este tubo se
colector), partir, o colector de admissão terá de ser substituído.
– o corrector de ralenti (1),
– o tubo de reaspiração dos vapores de gasolina (2).

Deslocar, sem extrair, o reservatório de líquido de


refrigeração.

Extrair:
– o silenciador de admissão,
– os parafusos de fixação da caixa do filtro de ar (3),
– o vaso de expansão.

12A-5
MISTURA CARBURADA
Caixa de borboleta - Corrector de ralenti 12A
EXTRAIR O CORRECTOR DE RALENTI
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)
Extrair:
Caixa de borboleta 1,3
– a ficha do motor passo a passo,
Caixa do filtro de ar 0,9 – o tubo de circulação de gás,
– os três parafusos de fixação.

EXTRACÇÃO DA CAIXA DE BORBOLETA

Desligar a bateria.

Extrair a tampa da caixa do filtro de ar (consultar, no


capítulo 12A Mistura carburada, "Caixa do filtro de
ar").

Extrair:
– o cabo do acelerador,
– o potenciómetro de borboleta.

Retirar os dois parafusos de fixação (1) da caixa de


borboleta.

Para a reposição, proceder no sentido inverso ao da


extracção. Respeitar imperativamente o binário de
aperto dos três parafusos de fixação. Certificar-se do
estado da junta tórica e da sua correcta posição na
montagem.

REPOSIÇÃO

Proceder no sentido inverso ao da extracção.

Substituir a junta sempre que a caixa de borboleta


seja desmontada.

Utilizar lubrificante, se necessário, para facilitar a


aplicação.

12A-6
MISTURA CARBURADA
Colector de admissão 12A
– os parafusos do colector de admissão.
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)
REPOSIÇÃO
Parafusos do colector 1
Proceder no sentido inverso ao da extracção.
Parafusos da caixa do filtro de ar 0,9
NOTA: respeitar a ordem de aperto preconizada e o
Parafusos da caixa de borboleta 1,5 binário de aperto dos parafusos do colector de
admissão e da caixa de borboleta.

EXTRACÇÃO Se necessário, prever a substituição das juntas de


estanqueidade do colector e da caixa de borboleta.
Desligar a bateria.

Extrair a tampa da caixa do filtro de ar (consultar, no


capítulo 12A Mistura carburada, "Caixa do filtro de
ar").

Desligar:
– o potenciómetro de borboleta,
– o sensor de pressão,
– as bobinas de carvão,
– o sensor de temperatura de ar,
– o cabo de acelerador.

Extrair:
– os dois parafusos de fixação da caixa de borboleta
(A),

12A-7
MISTURA CARBURADA
Flauta de injecção 12A
Extrair o resguardo plástico da cava-de-roda dianteira
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)
direita.
Flauta de injecção 2,1
Bloquear o tensor automático da correia de
Parafusos da rampa 0,9 acessórios.

Parafusos do colector de admissão 1 Extrair a correia.

ATENÇÃO: qualquer correia extraída deve ser


Método de extracção da flauta de injecção substituída. Para isso, consultar o método descrito no
capítulo 11A "Correia de acessórios".

EXTRACÇÃO Extrair:
– a polia da bomba de direcção assistida,
Desligar a bateria. – os três parafusos de fixação da bomba de direcção
assistida.
Extrair:
– o colector de admissão (consultar, no capítulo 12A Afastar a bomba de direcção assistida, sem extrair os
Mistura carburada, "Colector de admissão"), tubos.
– a protecção da rampa de injecção,
– a flange da cablagem de injecção. Extrair os parafusos de fixação e a flauta de injecção.

Desligar:
– os tubos (1) de chegada de combustível,
– o tubo de depressão do regulador (consoante a
versão),
– os injectores.

12A-8
MISTURA CARBURADA
Flauta de injecção 12A
REPOSIÇÃO

Substituir a junta.

Verificar o alinhamento (em A) entre o repartidor inferior de admissão e a cabeça de motor. Assegurar-se de
que o repartidor está apoiado (em B) na tampa das válvulas.

Proceder no sentido inverso ao da extracção.

Respeitar o binário de aperto dos parafusos e porcas de fixação da flauta.

Substituição da correia de acessórios. Para isso, consultar o capítulo 11A "Correia de acessórios".

12A-9
MISTURA CARBURADA
Colector de escape 12A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1495 Ferramenta para extracção/
reposição da sonda de oxigénio

Desligar e extrair a sonda de oxigénio (1) com a


BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)
Mot. 1495.
Sonda de oxigénio 4,5
Retirar o ecrã térmico superior do colector de escape.
Porcas de colector 1,8
Separar o tubo de saída de escape.
Porcas da flange de três pontos 2

Parafuso do ecrã térmico 1

EXTRACÇÃO

Colocar o veículo num elevador de duas colunas.

Desligar a bateria.

Extrair a tampa da caixa do filtro de ar (consultar, no


capítulo 12A Mistura carburada, "Caixa do filtro de
ar").

12A-10
MISTURA CARBURADA
Colector de escape 12A
Fazer recuar o catalisador, sem o extrair.

Aplicar um calço no berço para suportar o catalisador


e evitar deteriorar o tubo flexível, o que implicaria a
sua substituição.

Extrair o suporte (2) (ver página precedente) entre o


colector de escape e o bloco de motor.

REPOSIÇÃO

Proceder no sentido inverso ao da extracção.

NOTA: verificar se o ecrã térmico está bem preso


entre a sonda de oxigénio e o colector (para evitar um
efeito de "chaminé" que poderia danificar a ligação
eléctrica da sonda de oxigénio).

Substituir as juntas do colector e da fixação de três


pontos.

Substituir igualmente as porcas de fixação.

Respeitar a ordem e o binário de aperto das porcas de


fixação do colector.

ATENÇÃO: qualquer ecrã térmico deteriorado deve


ser substituído para evitar riscos de incêndio.

12A-11
ALIMENTAÇÃO DE113A COMBUSTÍVEL
Corte de combustível em caso de colisão 13A
OBJECTIVO FUNCIONAMENTO

A função deste sistema é evitar, em caso de acidente, Durante a colisão, a esfera do contactor de inércia sai
um incêndio devido ao combustível que escorre. da sua sede e interrompe a ligação eléctrica.
Assim, durante e depois do choque, é interrompido o
funcionamento de todos os órgãos que "bombeiam" o A alimentação (+) do circuito de comando do relé de
combustível do depósito, Podem ser restabelecidos bomba é cortada. Desta forma, a bomba e os
apenas depois de uma operação mecânica do injectores deixam de ser alimentados electricamente.
condutor ou do reparador.
Assim, a gasolina contida no depósito fica isolada.

DESCRIÇÃO
REACTIVAÇÃO DO CONTACTOR
O sistema é composto por um contactor de inércia (1)
rearmável que: Para voltar a armar o contactor de inércia, basta
– detecta o choque, carregar sobre ele, de forma a que a esfera se
– interrompe o circuito eléctrico. posicione novamente na sua sede.

ATENÇÃO: é IMPERATIVO, depois de ter rearmado o


contactor, apagar a memória do calculador com o
aparelho de diagnóstico. Esta operação é importante,
já que o calculador de injecção memoriza uma avaria
do relé de bomba na sequência do disparo do
sistema.

Está implantado:
● entre a via 1 do relé de bomba e a alimentação (+).

13A-1
ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
Filtro de gasolina 13A
IMPLANTAÇÃO Desligar os tubos com adaptadores rápidos (1) e (2).

O filtro de gasolina está situado sob o veículo, em Extrair o filtro de gasolina; para isso, desencaixá-lo do
frente do depósito. respectivo suporte.

REPOSIÇÃO

Respeitar o sentido de escoamento de combustível


(indicado por uma seta no filtro).

Voltar a ligar, manualmente, os tubos.

Certificar-se do correcto trancamento dos


adaptadores rápidos.

SUBSTITUIÇÃO

Preconiza-se a substituição do filtro de gasolina na


revisão geral.

ATENÇÃO: ao abrir o circuito de combustível, ter o


cuidado de se proteger das projecções de gasolina
(devido à pressão residual) com um pano.

EXTRACÇÃO

Antes de iniciar as operações de extracção, prever o


escoamento de combustível (não obstruir as
canalizações, pois existe o risco de as destruir).

13A-2
ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
Regulador de pressão 13A
O regulador (4) está posicionado no conjunto do
sistema de nível/bomba.

13A-3
ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
Rampa de injecção/injectores 13A
Desligar a bateria.
BINÁRIO DE APERTO (em daN.m)
Extrair:
Parafusos de rampa de injecção 0,9
– o protector de rampa;
– a ligação de chegada da injecção de combustível (1)
Os injectores são do tipo SIEMENS DEKA. da rampa de injecção, sem apertar o tubo,
– as fichas dos injectores (2),
Estão fixados à rampa de injecção por freios. – a ficha do sensor de detonações (3),
– os parafusos de fixação da rampa (4),
O combustível circula permanentemente na – a rampa de injecção,
circunferência do corpo do injector. Esta circulação de – os freios dos injectores,
combustível evita a formação de bolhas de vapor de – os injectores.
gasolina e favorece os arranques a quente.

REPOSIÇÃO
EXTRACÇÃO
Substituir imperativamente as juntas tóricas e os freios
ATENÇÃO: aquando da extracção dos injectores de fixação dos injectores.
ou da rampa de injecção, ter cuidado com a
quantidade de combustível que se encontra na
rampa e na ligação. Proteger o alternador.

Respeitar o binário de aperto dos parafusos de rampa.

13A-4
ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
Verificação da pressão de alimentação 13A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1311-01 Mala de verificação da pressão de
- gasolina, com manómetro e
- ponteiras
Mot. 1311-08 Ligação para tomada de pressão
de combustível

Extrair o protector de rampa.

Desligar a ligação de chegada de combustível (1) e


ligar-lhe um adaptador em "T" (Mot. 1311-08),
equipado com o manómetro de verificação.

ATENÇÃO: ter cuidado com a quantidade de


gasolina que se encontra na rampa e na ligação.
Proteger as zonas sensíveis.

Pôr o motor a trabalhar para accionar a bomba de


combustível.

Ler a pressão, que deve ser constante.

Pressão lida:
3,5 bar ± 0,06

NOTA: podem ser necessários alguns segundos para


ler uma pressão correcta na rampa de injecção.

13A-5
ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
Verificação do caudal da bomba de alimentação 13A
MATERIAL INDISPENSÁVEL
Proveta graduada de 2000 ml

Pôr a bomba a trabalhar com os aparelhos de


ATENÇÃO: ter cuidado com a quantidade de
diagnóstico ou fazendo uma derivação no relé de
gasolina que se encontra nos tubos. Proteger as
bomba de combustível (consultar o esquema eléctrico
zonas sensíveis.
correspondente).

Desligar o tubo (G) situado no conjunto do sistema de Ler o caudal da bomba.


nível/bomba/regulador de gasolina.
Caudal lido: 60 a 80 litros/h.

Aplicar um tubo para que a bomba debite na proveta


graduada de verificação.

13A-6
ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
Dispositivo antipercolação 13A
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO

O sistema antipercolação é comandado directamente


pelo calculador de injecção.

A informação de temperatura da água é lida no sensor


de temperatura da água da injecção.

Depois de desligar a ignição, o calculador de injecção


passa ao modo de vigília. Se a temperatura da água
ultrapassar o limiar de 103 °C durante os 5 minutos
consecutivos à paragem do motor, o relé da pequena
velocidade do grupo motoventilador é alimentado.

Se a temperatura da água descer abaixo de 100 °C, a


alimentação do relé do grupo motoventilador é
interrompida (o funcionamento do grupo
motoventilador não pode ultrapassar uma duração
de 12 minutos).

13A-7
114A
ANTIPOLUIÇÃO
Reaspiração dos vapores de gasolina 14A
ESQUEMA FUNCIONAL DO CIRCUITO

1 Reaspiração dos vapores de gasolina que vêm do


depósito (adaptador de encaixe)
1 Colector de admissão 2 Reaspiração dos vapores de gasolina que vão
2 Electroválvula de reciclagem para o motor
3 Absorvedor dos vapores de combustível com 3 Tomada de ar livre do depósito canister
electroválvula 4 Electroválvula do canister
4 Depósito
M Tomada de ar livre ATENÇÃO: em funcionamento normal, o orifício de
tomada de ar livre não deve estar tapado. Não se liga
nenhum tubo a este local.

14A-1
ANTIPOLUIÇÃO
Reaspiração dos vapores de gasolina 14A
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO VERIFICAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DA PURGA
DO CANISTER
A tomada de ar livre do depósito é feita através do
absorvedor dos vapores de gasolina (canister). Uma disfunção do sistema pode provocar um ralenti
instável ou a paragem do motor.
Os vapores de gasolina são retidos ao passar pelo
carvão activo contido no absorvedor (canister). Verificar a conformidade do circuito (ver esquemas
funcionais).
Os vapores de gasolina contidos no canister são
eliminados e queimados pelo motor. Verificar o estado dos tubos até ao depósito de
combustível.
Para esse efeito, o canister e o colector de admissão
são postos em comunicação através de um tubo. No
canister está implantada uma electroválvula que
permite a sua purga.

O princípio da electroválvula consiste em proporcionar


uma secção de passagem variável (em função do
sinal de RCO - Relação Cíclica de Abertura emitido
pelo calculador de injecção).

A variação da secção de passagem dos vapores de


gasolina na electroválvula resulta do equilíbrio entre o
campo magnético criado pela alimentação da bobina e
a força da mola que assegura o fecho da
electroválvula.

1 Colector de admissão
2 Electroválvula de purga de canister integrada
3 Canister (com electroválvula)
4 Depósito
M Tomada de ar livre

14A-2
ANTIPOLUIÇÃO
Reaspiração dos vapores de gasolina 14A
CONDIÇÕES DE PURGA DO CANISTER EXTRACÇÃO DO ABSORVEDOR

A electroválvula da purga do canister é comandada O absorvedor (1) está situado na cava-de-roda


pela via 4 do calculador quando: dianteira direita.
– a temperatura da água for superior a 60 °C,
– a temperatura do ar for superior a 10 °C, Desligar:
– o motor não estiver ao ralenti, – os tubos de chegada dos vapores do depósito e de
– for atingido um determinado limiar de carga, circulação ao colector,
– o potenciómetro de borboleta não estiver em posição – a ficha de comando da electroválvula.
de pé levantado.
Extrair:
É possível visualizar a relação cíclica de abertura da – o resguardo plástico de cava-de-roda e a cava-de-
electroválvula de purga do canister com os aparelhos roda,
de diagnóstico NXR e CLIP (consultar o parâmetro – os parafusos de fixação (2).
"RCO electroválvula de purga do canister").

A electroválvula está fechada para um valor inferior a


0,7 %.

14A-3
ANTIPOLUIÇÃO
Reaspiração dos vapores de gasolina 14A
Verificar:
– ao ralenti,
– tapando, no canister, o circuito (B) que vem do
depósito,
– ligando um manómetro (- 3 / + 3 bar) (Mot. 1311-01)
à saída da tomada de ar livre do canister (M),
se não existe depressão (nas mesmas condições, o
valor de comando, lido no aparelho de diagnóstico
NXR ou CLIP, no parâmetro "RCO electroválvula de
purga do canister", é mínimo X ≤ 0,7 %).

Existe depressão?

SIM Com a ignição desligada, utilizar uma bomba


de vácuo para aplicar uma depressão de
500 mbar na electroválvula em (A). Em
30 segundos, esta não deve variar mais de
10 mbar.

A pressão varia?

SIM A electroválvula está defeituosa;


substituir o conjunto canister-
electroválvula.

NÃO Deve tratar-se de um problema


eléctrico. Verificar o circuito.

NÃO Nas condições de purga (consultar


"condições de purga"), deve constatar-se um
aumento da depressão (e, ao mesmo tempo,
um aumento do valor do parâmetro no
aparelho de diagnóstico NXR ou CLIP).

VERIFICAÇÃO DA LIGAÇÃO DEPÓSITO/


CANISTER

Pode verificar-se esta ligação:


– levantando a roda traseira direita com um macaco,
– retirando o tampão do depósito de combustível,
– ligando uma bomba de vácuo ao tubo (B).

O sistema está correcto se não se conseguir manter


uma depressão no tubo.

14A-4
ANTIPOLUIÇÃO
Reaspiração dos vapores de óleo 14A
APRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS

Orifício (A) de aspiração dos vapores de óleo

Orifício de saída dos vapores de óleo Placa de recuperação dos vapores de óleo situada na
tampa das válvulas

Para as operações de desmontagem, consultar o


capítulo 11A "Partes superior e dianteira do
motor".

14A-5
ARRANQUE116A
- CARGA
Alternador 16A
IDENTIFICAÇÃO

Veículo Motor Alternador Intensidade

K4M 742
XB1R BOSCH 0120 416 020 (AC) 100 A
743

VERIFICAÇÃO

Após 15 minutos de aquecimento sob uma tensão de 13,5 V.

rpm 100 A

2 000 63 A

3 000 86 A

4 000 95 A

16A-1
ARRANQUE - CARGA
Alternador 16A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1273 Aparelho de controlo da tensão da
correia
Mot. 1311-06 Ferramenta para extracção de tubo
de combustível

EXTRACÇÃO

Colocar o veículo num elevador de duas colunas.

Desligar a bateria.

Extrair:
– a roda dianteira direita e o resguardo plástico da
cava-de-roda,
– a grelha dianteira,
– a travessa superior (desapertar os dois parafusos de
fixação inferior) e colocá-la sobre o motor,

– a fixação do tubo de direcção assistida ao respectivo


suporte multifunção,
– o alternador; para isso, afastar a bomba de direcção
assistida.

REPOSIÇÃO

– o protector da rampa de injecção, Proceder no sentido inverso ao da extracção.


– a óptica dianteira direita,
– a correia de acessórios (ver o capítulo 07A "Tensão Consultar o capítulo 07A "Tensão da correia de
da correia de acessórios"), acessórios" para conhecer o processo de afinação
– a polia da bomba de direcção assistida, da tensão.
– o tubo de alimentação na rampa de injecção, com
auxílio da Mot. 1311-06, e desligar a ficha (1) do
injector,
– as fixações da bomba de direcção assistida ao
respectivo suporte,

16A-2
ARRANQUE - CARGA
Motor de arranque 16A
IDENTIFICAÇÃO

Veículo Motor Motor de arranque

K4M 742
XB1R VALEO D7E6
743

16A-3
ARRANQUE - CARGA
Motor de arranque 16A
EXTRACÇÃO – o ecrã térmico do catalisador de ferragem (em 1),
– a ficha da sonda de nível de óleo (2) e afastar a
Colocar o veículo num elevador de duas colunas. cablagem,

Desligar a bateria.

Extrair:
– a roda dianteira direita,
– o silenciador de admissão.

Do lado direito do veículo

Extrair:
– a rótula de direcção, com a ferramenta [Link]. 476,
– o perno superior de fixação do pé de amortecedor e
desapertar o perno inferior.

Fazer oscilar a manga-de-eixo e separar a


transmissão.

Extrair:
– a bateria,
– o suporte do calculador de injecção, tendo
previamente desligado a ficha do calculador e a do
contactor de choque,

16A-4
ARRANQUE - CARGA
Motor de arranque 16A
– a porca (3) do cabo de alimentação do motor de
arranque e desligar a ficha (4) do solenóide,
– os parafusos de fixação do motor de arranque e
extraí-lo por baixo.

REPOSIÇÃO

Proceder no sentido inverso ao da extracção.

Verificar a presença do casquilho de centragem, que


deve encontrar-se em (A).

Voltar a montar os ecrãs térmicos.

16A-5
117A
IGNIÇÃO
Ignição estática 17A
EXTRACÇÃO DE UMA BOBINA
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)
Desligar a bateria.
Parafusos das bobinas de ignição 1,5

Velas 2,1 Desligar as bobinas de ignição.

ATENÇÃO: para não danificar as fichas (1); se isso


acontecer, é necessário substituí-las.
DESCRIÇÃO
Extrair os parafusos (2) de fixação das bobinas.
A ignição estática é um sistema que permite aumentar
a quantidade de energia disponível ao nível das velas
de ignição, graças à supressão de qualquer elemento
intermédio entre a vela e a bobina.

Este sistema permite também suprimir qualquer


elemento móvel de ignição.

O módulo de potência está integrado no calculador de


injecção. Por conseguinte, a ignição utiliza os mesmos
sensores que a injecção.

REPOSIÇÃO

Proceder no sentido inverso ao da extracção.


Substituir, se necessário, as juntas tóricas das
As bobinas de ignição são quatro e estão fixas bobinas.
directamente à vela, por parafuso na tampa das
válvulas.

As bobinas são alimentadas, em série, duas a duas


através das vias 1 e 32 do calculador de injecção:
– via 1 para os cilindros 2 e 3,
– via 32 para os cilindros 1 e 4.

VELAS

As velas possuem três eléctrodos (dois eléctrodos


visíveis e um eléctrodo de massa).

17A-1
INJECÇÃO A 217B
GASOLINA
Generalidades 17B
PARTICULARIDADES DA INJECÇÃO MULTIPONTO

● Calculador de 90 vias SIEMENS "SIRIUS 32" que comanda a injecção e a ignição.

● Utilização dos aparelhos de diagnóstico pós-venda CLIP e NXR.

● Injecção multiponto: funcionamento em modo sequencial sem sensor de identificação do cilindro e da posição da
árvore de cames. Por este motivo, a modificação da lei da distribuição efectua-se de forma lógica, a partir do
sensor de ponto-morto superior.

● Ignição estática com quatro velas comandadas em série duas a duas.

● Precauções particulares ligadas ao antiarranque:


adaptação de um tipo de antiarranque de segunda geração que implica a utilização de um método particular para
a substituição do calculador.

● Regimes de ralenti:
– ralenti nominal 750 rpm.

● Regimes de ralenti corrigidos em função:


– da activação do ar condicionado;
– do consumo de electricidade.

● Regimes máximos:
– regime máximo quando a temperatura da água é inferior a 60 °C 5800 rpm;
– regime máximo quando a temperatura é > 60 °C 6500 rpm.

● Electroválvula de purga do canister comandada por relação cíclica de abertura (RCO) em função do regime e das
condições de funcionamento do motor.

● Configuração automática para um funcionamento com ar condicionado por troca de sinais entre calculadores.
Em contrapartida, é impossível desconfigurá-la (mesmo utilizando o aparelho de diagnóstico pós-venda).

● Comando do grupo motoventilador e do testemunho de alerta da temperatura da água no quadro de instrumentos


através da função gestão centralizada da temperatura da água do calculador de injecção.

17B-1
INJECÇÃO A GASOLINA
Localização 17B

1 Sensor de pressão
2 Motor passo-a-passo de regulação de ralenti
3 Potenciómetro de posição da borboleta
4 Sonda de oxigénio (a montante)
5 Bobina de ignição e vela
6 Sonda de temperatura da água e sensor de ponto-morto superior
7 Calculador de injecção
8 Relé de alimentação
9 Sensor de detonações do motor
10 Sonda de temperatura do ar
11 Rampa de injecção com regulador de pressão
12 Pressóstato de direcção assistida
13 Absorvedor dos vapores de gasolina com electroválvula

17B-2
INJECÇÃO A GASOLINA
Localização 17B
9 Sensor de detonações do motor 3 Potenciómetro de posição da borboleta
11 Rampa de injecção 1 Sensor de pressão
14 Injector 4 Sonda de oxigénio a montante

2 Motor passo-a-passo de ralenti


10 Sonda de temperatura de ar
5 Bobina de ignição

17B-3
INJECÇÃO A GASOLINA
Particularidades da injecção sequencial 17B
APRESENTAÇÃO

Este motor está equipado com uma injecção do tipo sequencial.

Em funcionamento normal, a injecção de combustível efectua-se cilindro após cilindro quando se encontram no
início da fase de admissão.

Para isso, é necessário que:


– cada injector seja comandado independentemente pelo calculador (injector n° 1 do lado do volante de motor),
– o calculador "saiba" qual é o cilindro que se encontra em fase de admissão.

Para conhecer o cilindro que está em fase de admissão, o calculador utiliza um único sensor - o sensor de ponto-
morto superior (e de velocidade do motor) que pode indicar:
– cilindros 1 e 4 em ponto-morto superior,
– cilindros 2 e 3 em ponto-morto superior.

Para determinar em qual dos dois cilindros deve injectar, o calculador utiliza duas estratégias:
– sempre que o motor pára, o calculador memoriza qual o injector que está a comandar. Quando o motor volta a ser
accionado, ele toma este cilindro como referência,
– se o cilindro de referência não estiver correcto, o calculador efectua um teste lógico.

Quando se desliga a ignição, o comando do motor passo-a-passo de regulação de ralenti é conservado durante um
tempo mínimo de 10 segundos, de forma a efectuar uma inicialização sistemática do "batente inferior". A este
tempo dá-se o nome de "tempo de reinicialização".

Se o calculador for substituído, é necessário efectuar uma inicialização através de um ensaio de estrada durante,
no mínimo, 25 minutos em funcionamento normal, para que se efectue a reinicialização do motor passo-a-passo
de regulação de ralenti.

17B-4
INJECÇÃO A GASOLINA
Particularidades da injecção sequencial 17B

A 1 volta de cambota
B 1 volta de árvore de cames

C Ponto-morto superior dos cilindros 1-4


D Ponto-morto superior dos cilindros 2-3

1 Cilindro 1 na admissão
2 Cilindro 2 na admissão
3 Cilindro 3 na admissão
4 Cilindro 4 na admissão

5 Dente longo
6 84° ou 14 dentes
7 30 dentes

X Coroa de volante de motor

NOTA: todos os valores são expressos em graus ponto-morto superior.

17B-5
INJECÇÃO A GASOLINA
Função antiarranque 17B
Este veículo está equipado com um sistema antiarranque de segunda geração. Para que funcione, é IMPERATIVO
registar, no calculador de injecção, o código de antiarranque.

SUBSTITUIÇÃO DO CALCULADOR DE INJECÇÃO

Os calculadores são fornecidos sem código. No caso de ser substituído, é necessário registar-lhe o código do
veículo e depois verificar se a função antiarranque está operacional.

Para isso, basta ligar a ignição durante alguns segundos e depois desligá-la.

VERIFICAÇÃO DA FUNÇÃO ANTIARRANQUE

Retirar a chave do contactor de arranque; ao fim de 10 segundos, o testemunho vermelho do antiarranque deve
piscar.

INTERDIÇÃO FORMAL DE TESTE DE UM CALCULADOR NÃO-CODIFICADO PEDIDO AO ARMAZÉM.

NUNCA DEVE SER RETIRADO UM CALCULADOR CODIFICADO DE UM VEÍCULO PARA EFECTUAR UM


TESTE NUM OUTRO VEÍCULO.

VERIFICAÇÃO DO ESTADO DO CALCULADOR (codificado ou não)

O aparelho de diagnóstico permite verificar o estado do calculador de injecção; para isso:


* Ligar o aparelho de diagnóstico à tomada de diagnóstico.
* Seleccionar e validar o tipo do veículo.
* Seleccionar e validar "Injecção gasolina".
* Escolher a opção "Estado":
– se o estado "ET099: código de antiarranque registado" estiver inactivo, tal indica que o calculador de injecção
não está codificado;
– se o estado "ET002: antiarranque" estiver activo, então o motor não poderá ser accionado.

17B-6
INJECÇÃO A GASOLINA
Estratégia de injecção/ar condicionado 17B
O COMPRESSOR É DO TIPO DE CILINDRADA VARIÁVEL

LIGAÇÃO CALCULADOR DE INJECÇÃO/CALCULADOR DO AR CONDICIONADO

O calculador de injecção está ligado ao calculador de ar condicionado por dois fios:


– um fio do calculador de injecção ao calculador de ar condicionado, via 10. Por este fio passa apenas a informação
de autorização ou de interdição de accionamento do compressor;
– um fio do calculador de ar condicionado ao calculador de injecção, via 46. Por este fio transita o pedido de
funcionamento do compressor.

Quando se acciona o interruptor de activação do ar condicionado, o respectivo calculador solicita a entrada em


funcionamento do compressor.. O calculador de injecção autoriza ou não a embraiagem do compressor e impõe um
regime de ralenti modificado.

ESTRATÉGIA DE FUNCIONAMENTO DO COMPRESSOR

Em determinadas fases de funcionamento, o calculador de injecção impede o disparo do compressor.

Estratégia de arranque do motor

O funcionamento do compressor é interdito durante 10 segundos, após o arranque do motor.

Restabelecimento das "performances" e estratégia

Se o pé a fundo for reconhecido, se o regime do motor for inferior a 2 000 rpm ou se a velocidade do veículo for
inferior a 16 km/h, o compressor é desembraiado durante 9 segundos, no máximo. Voltará a ser embraiado
quando deixar de ser detectado o pé a fundo, o regime do motor atingir 2 000 rpm e se a velocidade do veículo for
26 km/h.

Estratégia que evita que o motor vá abaixo

Em caso de uma descida de regime inferior a 600 rpm, o compressor é desembraiado durante 9 segundos, no
máximo. Será reembraiado logo que o regime seja superior a 1900 rpm.

Estratégia de protecção térmica

O compressor não será embraiado enquanto a temperatura da água for superior a 110 °C.

Estratégia de protecção aos sobre-regimes

É interdito o funcionamento do compressor se o regime do motor for superior a 6000 rpm.

17B-7
INJECÇÃO A GASOLINA
Correcção do regime de ralenti 17B
LIGAÇÃO DO PRESSÓSTATO DE DIRECÇÃO ASSISTIDA - CALCULADOR DE INJECÇÃO

O calculador de injecção recebe uma informação do pressóstato de direcção assistida (visualizável no aparelho de
diagnóstico). Esta informação depende da pressão existente no circuito hidráulico e da fluidez do líquido de
direcção assistida. Quanto mais elevada for a pressão, mais energia absorve a bomba de direcção assistida.

O calculador de injecção não modifica o regime de ralenti do motor. No entanto, considera esta informação para
antecipar as perdas de regime.

CORRECÇÃO ELÉCTRICA EM FUNÇÃO DA TENSÃO DA BATERIA E DOS CONSUMIDORES

Esta correcção tem por objectivo compensar a redução de tensão devida à entrada em funcionamento do
consumidor eléctrico, quando a bateria tem pouca carga. Para isso, o regime de ralenti é aumentado, permitindo
deste modo aumentar a rotação do alternador e, por consequência, a tensão da bateria.

Quanto menor for a tensão, maior é a correcção. A correcção do regime é, portanto, variável. Começa quando a
tensão é inferior a 12,8 volt. A correcção começa no regime de ralenti e pode atingir o máximo de 900 rpm.

17B-8
INJECÇÃO A GASOLINA
Correcção adaptativa do regime de ralenti 17B
PRINCÍPIO

Em condições normais de funcionamento a quente, o valor de RCO de ralenti varia entre um valor alto e um valor
baixo, de forma a obter o regime ralenti nominal.

Devido a uma dispersão de funcionamento (rodagem, sujidade do motor...), é possível que o valor de RCO de
ralenti fique próximo dos valores altos ou baixos.

A correcção adaptativa de RCO de ralenti permite apreender as variações lentas das necessidades em ar do motor.

Esta correcção só ocorre se a temperatura da água for superior a 80 °C, 20 segundos após o arranque do motor e
se se estiver em fase de regulação de ralenti nominal.

VALORES DE RCO DE RALENTI E DA RESPECTIVA CORRECÇÃO ADAPTATIVA

PARÂMETRO Motor K4M 742 743

Regime de ralenti nominal X = 750 rpm


RCO de ralenti 6 % ≤ X ≤ 22 %
Adaptativo RCO de ralenti Batentes:
– mínimo: 64
– máximo: 160

Sempre que o motor pára, o calculador efectua uma recentragem do motor passo-a-passo, posicionando-o no seu
batente inferior.

INTERPRETAÇÃO DESTES PARÂMETROS

Em caso de um excesso de ar (tomada de ar, batente da borboleta desregulado...), o regime de ralenti do motor
aumenta e o valor de RCO de ralenti diminui, de forma a voltar ao regime de ralenti nominal; o valor da correcção
adaptativa de RCO de ralenti diminui para recentrar o funcionamento da regulação de ralenti.

Em caso de uma falta de ar (entupimento, etc.), o raciocínio é o inverso: a RCO de ralenti aumenta e a correcção
adaptativa aumenta na mesma proporção, de forma a recentrar o funcionamento da regulação de ralenti.

IMPORTANTE: uma vez limpa a memória do calculador, é absolutamente necessário pôr o motor a trabalhar e,
depois, pará-lo, para permitir a reinicialização do potenciómetro. Pôr de novo o motor a trabalhar ao ralenti, para
que a correcção adaptativa se possa efectuar.

17B-9
INJECÇÃO A GASOLINA
Regulação de mistura 17B
O motor equipado com o calculador "SIRIUS 32" possui uma sonda de oxigénio designada por sonda a montante.

AQUECIMENTO DA SONDA

A sonda é aquecida pelo calculador:


– desde o arranque.

O aquecimento da sonda de oxigénio é interrompido:


– quando a velocidade do veículo é superior a 145 km/h (valor dado a título informativo);
– consoante a carga do motor.

TENSÃO DA SONDA A MONTANTE

Leitura do parâmetro "tensão da sonda a montante" no aparelho de diagnóstico NXR ou CLIP: o valor lido
representa a tensão fornecida ao calculador pela sonda de oxigénio situada a montante do catalisador e é expresso
em milésimos de volt.
Quando o motor entra em ciclo normal, a tensão deve oscilar rapidamente entre dois valores:
– 100 mV ± 100 para uma mistura pobre;
– 800 mV ± 100 para uma mistura rica.

Quanto mais pequena for a diferença mín./máx., menos correcta é a informação da sonda (esta diferença é,
geralmente, de 500 mV, no mínimo).

NOTA: no caso de uma diferença pequena, verificar o aquecimento da sonda.

17B-10
INJECÇÃO A GASOLINA
Regulação de mistura 17B
CORRECÇÃO DE MISTURA

O valor lido no aparelho de diagnóstico NXR ou CLIP, no parâmetro "correcção de riqueza", representa a média das
correcções de mistura efectuadas pelo calculador, em função da riqueza da mistura carburada apreendida pela
sonda de oxigénio, situada a montante do catalisador (na realidade, a sonda de oxigénio analisa o teor em oxigénio
dos gases de escape).

O valor da correcção tem como ponto médio 128 e como limites 0 e 255:
– valor inferior a 128: pedido de empobrecimento,
– valor superior a 128: pedido de enriquecimento.

ENTRADA EM REGULAÇÃO DE MISTURA

A entrada em regulação de mistura é efectiva após uma temporização de arranque, se a temperatura da água for
superior a 10 ºC, em pé levantado, e se a sonda a montante estiver pronta (suficientemente quente).

A temporização de arranque depende da temperatura da água:


– a 20 °C, a temporização está compreendida entre 18 e 72 segundos;
– a 60 °C, a temporização está compreendida entre 20 e 80 segundos.

Quando ainda não se entrou em regulação de mistura, o valor do parâmetro é 128.

Funcionamento fora de ciclo

Quando se está em regulação de mistura, as fases de funcionamento durante as quais o calculador não considera
o valor de tensão fornecido pela sonda, são:
– em pé a fundo: = variável e superior a 128;
– com fortes acelerações: = variável e superior a 128;
– em desaceleração com informação de pé levantado (corte de injecção): = 128;
– em caso de avaria da sonda de oxigénio: = 128.

MODO ALTERNATIVO EM CASO DE AVARIA DA SONDA DE OXIGÉNIO

Quando, em regulação de mistura, a tensão fornecida pela sonda de oxigénio for incorrecta (variando muito pouco
ou nada), o calculador só passa ao modo alternativo se a avaria tiver sido reconhecida como presente durante
10 segundos. Apenas neste caso a avaria será memorizada. Neste caso, o parâmetro "correcção da mistura"
é 128.

Quando é detectada uma avaria presente na sonda de oxigénio, e se esta avaria já se encontrar memorizada,
passa-se directamente para ciclo aberto.

17B-11
INJECÇÃO A GASOLINA
Correcção adaptativa de riqueza da mistura 17B
PRINCÍPIO

Em fase de ciclagem (ver capítulo 17 "Regulação de mistura"), a regulação de mistura corrige o tempo de
injecção, de forma a obter uma dosagem o mais próxima possível da mistura 1. O valor de correcção fica próximo
de 128, com os limites de 0 e 255.

Todavia, dispersões podem influenciar os componentes do sistema de injecção e levar a correcção a deslocar-se
para 0 ou para 255, até obter o valor de mistura 1.

A correcção adaptativa permite desenhar a cartografia de injecção para recentrar a regulação de mistura em 128 e
conservar uma autoridade constante de correcção para o enriquecimento ou para o empobrecimento.

A correcção adaptativa de regulação de mistura decompõe-se em duas partes:


– correcção adaptativa preponderante nas médias e fortes cargas do motor (parâmetro: "adaptativo de mistura de
funcionamento");
– correcção adaptativa preponderante ao ralenti e nas fracas cargas do motor (parâmetro: "adaptativo de mistura ao
ralenti").

As correcções adaptativas tomam 128 como valor médio após inicialização (limpeza da memória) e têm os
seguintes valores-limite:

PARÂMETRO Motor K4M 742 743

Adaptativo da riqueza de mistura de


funcionamento 64 ≤ X ≤ 160
Adaptativo da riqueza de mistura ao
ralenti 64 ≤ X ≤ 160

As correcções adaptativas funcionam apenas com o motor quente, em fase de ciclagem e num dado intervalo de
pressões no colector.

É necessário que o motor tenha funcionado em várias zonas de pressão para que as correcções adaptativas
comecem a evoluir para compensar as dispersões de riqueza de funcionamento do motor.

Por isso, depois de uma reinicialização do calculador (retorno a 128 dos adaptativos), é necessário proceder a um
ensaio de estrada específico.

17B-12
INJECÇÃO A GASOLINA
Correcção adaptativa de riqueza da mistura 17B
ENSAIO DE ESTRADA

Condições:
– motor quente (temperatura da água > 80 °C);
– não ultrapassar um regime de motor de 4000 rpm.

Neste ensaio, aconselha-se a começar por um regime do motor bastante baixo, em 3 º ou em 4º e com uma
aceleração muito progressiva, de forma a estabilizar a pressão pretendida durante 10 segundos em cada zona
(ver o quadro).

Intervalos de pressão a abranger durante o ensaio


Parâmetro: pressão calculador no aparelho NXR ou CLIP

Intervalo nº 1 Intervalo nº 2 Intervalo nº 3 Intervalo nº 4 Intervalo n° 5


(mbar) (mbar) (mbar) (mbar) (mbar)

K4M 742 260 --------------- 457 ------------------ 535 ------------------- 613 ------------------- 691 --------------- 813
743 Média 358 Média 496 Média 574 Média 652 Média 752

Depois deste ensaio, as correcções ficam operacionais.

O parâmetro "adaptativo de mistura ao ralenti" varia mais sensivelmente nos regimes de ralenti e fraca carga e o
parâmetro "adaptativo de mistura de funcionamento" nas médias e fortes cargas; no entanto, ambos funcionam no
conjunto dos intervalos de pressão no colector.

É necessário prosseguir o ensaio, circulando com uma condução normal, suave e variada, numa distância de 5 a
10 quilómetros.

Após o ensaio, ler os valores adaptativos da mistura. Inicialmente em 128, os valores devem ter variado. Caso
contrário, recomeçar o ensaio tendo o cuidado de respeitar as condições de realização.

17B-13
INJECÇÃO A GASOLINA
Correcção adaptativa de riqueza da mistura 17B
INTERPRETAÇÃO DOS VALORES OBTIDOS APÓS UM ENSAIO DE ESTRADA

No caso de falta de combustível (injectores entupidos, pressão e caudal de combustível demasiado baixos, ...), a
regulação de mistura aumenta para obter a riqueza mais próxima de 1 e a correcção adaptativa de mistura
aumenta, até que a correcção de mistura oscile em torno de 128.

No caso de excesso de combustível, acontece o inverso: a regulação de mistura diminui e a correcção adaptativa
diminui também, a fim de recentrar a correcção de mistura em 128.

OBSERVAÇÃO: a análise que pode ser feita do adaptativo de mistura ao ralenti é muito delicada, dado que esta
correcção, que ocorre principalmente nos regimes de ralenti e em fraca carga, é muito sensível.

Por esta razão, é necessário não tirar conclusões demasiado precipitadas deste parâmetro, sendo aconselhável de
preferência uma análise da posição do adaptativo de funcionamento.

A informação fornecida por estes dois parâmetros dá uma ideia da mistura de funcionamento do motor, permitindo
assim orientar o diagnóstico. Para que sejam úteis ao diagnóstico, só é possível tirar algumas conclusões se os
seus valores de correcção mínima ou máxima se encontrarem nos limites e se os dois valores derivarem no mesmo
sentido.

IMPORTANTE: os adaptativos de mistura só devem ser explorados e analisados na sequência de uma


queixa do cliente, de uma avaria de funcionamento ou se se encontrarem nos limites acompanhados de
uma oscilação do parâmetro correcção da riqueza da mistura (variando acima de 175 ou nitidamente
abaixo de 80).

17B-14
INJECÇÃO A GASOLINA
Sondas de oxigénio 17B
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1495 Casquilho para extracção/
reposição da sonda de oxigénio

REPOSIÇÃO
BINÁRIO DE APERTO (em daN.m)
Proceder à montagem no sentido inverso ao da
Sondas de oxigénio 4,5
extracção.

ATENÇÃO: as duas sondas de oxigénio são NOTA: verificar se o ecrã térmico está bem preso
diferentes, não senso, portanto, intermutáveis. entre a sonda de oxigénio e o colector (para evitar um
efeito de "chaminé" que poderia danificar a ligação
eléctrica da sonda de oxigénio).
EXTRACÇÃO DA SONDA A MONTANTE

Desligar a bateria.

Extrair a caixa do filtro de ar (ver, no capítulo 12A


Mistura carburada, "Caixa do filtro de ar").

Desligar e extrair a sonda de oxigénio com a


Mot. 1495.

17B-15
INJECÇÃO A GASOLINA
Gestão centralizada da temperatura da água 17B
GCTE Este sistema está equipado com uma sonda única de
temperatura da água, cuja informação é utilizada pela
injecção, pelo motoventilador e pelo testemunho de
temperatura no quadro de instrumentos.

Funcionamento

A sonda 244 permite:


– informar a temperatura da água através do quadro
de instrumentos;
– informar o calculador de injecção da temperatura de
água do motor.

Em função da temperatura da água, o calculador de


injecção comanda:
– o sistema de injecção;
– os relés do motoventilador,
● o grupo motoventilador é accionado na pequena
velocidade quando a temperatura da água
ultrapassa 99 °C e pára quando a temperatura é
inferior a 96 °C,
● o grupo motoventilador é comandado na grande
velocidade quando a temperatura da água
244 Sonda de temperatura da água (injecção e ultrapassa 102 °C e pára quando a temperatura
indicação da temperatura da água no quadro volta a ser inferior a 98 °C,
de instrumentos). ● o grupo motoventilador pode ser comandado na
Sonda de 3 vias: duas para a informação de pequena velocidade para o dispositivo
temperatura da água e uma para a indicação antipercolação e na grande ou na pequena
no quadro de instrumentos. velocidade para o ar condicionado,
– o testemunho de temperatura.

TESTEMUNHO DE TEMPERATURA DA ÁGUA

O testemunho é comandado pelo calculador de


injecção se a temperatura da água ultrapassar 118 °C.

17B-16
INJECÇÃO A GASOLINA
Afectação das vias do calculador 17B
AFECTAÇÃO DAS ENTRADAS E SAÍDAS DO CALCULADOR DE INJECÇÃO

1 -->-- COMANDO DA BOBINA (cilindros 2 e 3)


3 ----- MASSA
4 -->-- COMANDO DA ELECTROVÁLVULA DO CANISTER
8 -->-- COMANDO DE RELÉS DO GRUPO MOTOVENTILADOR (PEQUENA
VELOCIDADE)
9 -->-- TESTEMUNHO DE TEMPERATURA DA ÁGUA
10 -->-- COMANDO DO COMPRESSOR DE AR CONDICIONADO
12 -->-- COMANDO DO REGULADOR DE RALENTI
13 --<-- ENTRADA TEMPERATURA DA ÁGUA
15 ----- MASSA DO SENSOR DE PRESSÃO
32 -->-- COMANDO DA BOBINA (cilindros 1 e 4)
33 ----- MASSA
38 -->-- COMANDO DE RELÉS DO GRUPO MOTOVENTILADOR (GRANDE
VELOCIDADE) (se existir ar condicionado)
39 -->-- COMANDO DO RELÉ ACTUADOR
41 -->-- COMANDO DO REGULADOR DE RALENTI
42 -->-- COMANDO DO REGULADOR DE RALENTI
43 --<-- SINAL DE POTENCIÓMETRO DE BORBOLETA
45 --<-- SINAL DA SONDA DE OXIGÉNIO A MONTANTE
63 -->-- COMANDO DE AQUECIMENTO DA SONDA DE OXIGÉNIO A
66 ----- MONTANTE
68 -->-- +PÓS-RELÉ
70 -->-- COMANDO DOS RELÉS DA BOMBA DE GASOLINA
72 -->-- INFORMAÇÃO VELOCIDADE DO MOTOR
73 ----- COMANDO DO REGULADOR DE RALENTI
74 ----- MASSA DO SENSOR DE TEMPERATURA DA ÁGUA
75 ----- ALIMENTAÇÃO DO POTENCIÓMETRO DE BORBOLETA
MASSA DO POTENCIÓMETRO DE BORBOLETA

16 --<-- SINAL DO SENSOR DE PRESSÃO


18 --<-- SINAL DO SENSOR DE PRESSÃO DO CIRCUITO DE FLUIDO
FRIGORÍGENO
19 ----- BLINDAGEM DO SENSOR DE DETONAÇÕES DO MOTOR
20 --<-- SINAL DO SENSOR DE DETONAÇÕES DO MOTOR
24 --<-- SINAL DO SENSOR DE REGIME
26 --<>-- DIAGNÓSTICO
27 --><-- CABLAGEM MULTIPLEXADA CAN H (apenas em caso de caixa de
velocidades automática)
28 ----- MASSA
29 ----- +PÓS-CONTACTO
30 ----- +ANTES DE CONTACTO
46 --<-- PEDIDO DE ACTIVAÇÃO DO AR CONDICIONADO
49 --<-- ENTRADA DO SENSOR DE TEMPERATURA DE AR

53 --<-- VELOCIDADE DO VEÍCULO


54 --<-- SINAL DO SENSOR DE REGIME
56 --<>-- DIAGNÓSTICO
57 --><-- CABLAGEM MULTIPLEXADA CAN L (apenas em caso de caixa de
velocidades automática)
58 --<-- ENTRADA ANTIARRANQUE
59 -->-- COMANDO DO INJECTOR 1
60 -->-- COMANDO DO INJECTOR 3

77 ----- MASSA DO SENSOR DE TEMPERATURA DE AR


78 ----- ALIMENTAÇÃO DO SENSOR DE PRESSÃO
79 ----- MASSA DO SENSOR DE DETONAÇÕES DO MOTOR
80 ----- MASSA DA SONDA DE OXIGÉNIO A MONTANTE
82 ----- MASSA DO SENSOR DE PRESSÃO DO CIRCUITO DE FLUIDO
FRIGORÍGENO
83 ----- ALIMENTAÇÃO DO SENSOR DE PRESSÃO DO CIRCUITO DE FLUIDO
FRIGORÍGENO
85 --<-- PRESSÓSTATO DE DIRECÇÃO ASSISTIDA
89 -->-- COMANDO DO INJECTOR 4
90 -->-- COMANDO DO INJECTOR 2

--<-- ENTRADA
-->-- SAÍDA

17B-17
119A
REFRIGERAÇÃO
Características 19A
QUANTIDADE E QUALIDADE DO LÍQUIDO DE REFRIGERAÇÃO

Quantidade
Motor Qualidade
(em litros)

K4M 5,7 GLACÉOL RX (tipo D)

TERMÓSTATO

Tipo de motor Início abertura (em °C) Fim abertura (em °C) Curso (em mm)

K4M 89 101 7,5

19A-1
REFRIGERAÇÃO
Enchimento - Purga 19A
A circulação é feita em contínuo no radiador de PURGA
aquecimento, contribuindo para a refrigeração do
motor. Deixar trabalhar o motor durante 20 minutos às
2 500 rpm, até que o ou os motoventilador(es)
entre(m) em funcionamento (tempo necessário à
ENCHIMENTO desgaseificação automática).

Abrir imperativamente o parafuso de purga na Verificar se o nível de líquido se encontra próximo da


caixa de água, na saída da cabeça de motor. marca "Máx.".

Encher o circuito pelo orifício do vaso de expansão. NÃO ABRIR O OU OS PARAFUSOS DE PURGA
COM O MOTOR A TRABALHAR.
Fechar os parafusos de purga até que o líquido se
escoe em jacto contínuo. VOLTAR A APERTAR O BUJÃO DO VASO DE
EXPANSÃO COM O MOTOR QUENTE.
Pôr o motor a trabalhar (2 500 rpm).

Ajustar o nível até ao transbordo, durante cerca de Localização do parafuso de purga na caixa de
4 minutos. água

Fechar o reservatório.

19A-2
REFRIGERAÇÃO
Verificação 19A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
M.S. 554-01 Adaptador para M.S. 554-07
M.S. 554-06 Adaptador para M.S. 554-07
M.S. 554-07 Conjunto para verificação da
estanqueidade do circuito de
refrigeração

1 - Verificação da estanqueidade do circuito 2 - Verificação da aferição da válvula

Substituir a válvula do vaso de expansão pelo A passagem do líquido através da válvula do vaso de
adaptador M.S. 554-01. expansão requer a substituição desta válvula.

Ligar a esta ferramenta a M.S. 554-07. Adaptar à bomba M.S. 554-07 a ferramenta
M.S. 554-06 e aplicar sobre esta a válvula a verificar.
Aquecer o motor e, depois, pará-lo.
Fazer subir a pressão. Esta deve estabilizar no valor
Bombear para pôr o circuito sob pressão. de aferição da válvula (tolerância de verificação
± 0,1 bar).
Parar de bombear a 0,1 bar (valor inferior ao valor de
aferição da válvula). Valor de aferição da válvula: 1,4 bar.

A pressão não deve baixar; se baixar, procurar a fuga.

Desapertar progressivamente o adaptador da


ferramenta M.S. 554-07, para descomprimir o circuito
de refrigeração; depois, extrair a ferramenta
M.S. 554-01 e repor a válvula do vaso de expansão
com uma junta nova.

19A-3
REFRIGERAÇÃO
Bomba de água 19A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1202-01
Alicate para abraçadeira elástica
Mot. 1202-02
Mot. 1448 Alicate longo para abraçadeiras
elásticas

– a bomba de água.
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)

Parafusos da polia da bomba de


água M6 1
M8 2,2

EXTRACÇÃO

Colocar o veículo num elevador de duas colunas.

Desligar a bateria.

Esvaziar o circuito de refrigeração pelo tubo de


borracha inferior do radiador do motor.

Extrair:
– a correia da distribuição (consultar o capítulo 11A
"Correia da distribuição"),
– o rolete tensor de distribuição,
– a massa acústica (A),

Limpeza

É muito importante não riscar os planos de junta.

Utilizar o produto Décapjoint para retirar a cola da


parte da junta colada.

Aplicar o produto na parte a limpar; aguardar cerca de


dez minutos e depois retirá-lo com uma espátula de
madeira.

Aconselha-se a utilização de luvas para efectuar estas


operações.

Não deixar cair o produto em cima da pintura.

19A-4
REFRIGERAÇÃO
Bomba de água 19A
REPOSIÇÃO Montar:
– o rolete tensor da distribuição. Para isso, posicionar
Repor a bomba de água; a estanqueidade é feita com correctamente o espigão do rolete na ranhura (A),
Loctite 518. O cordão (C) deve ter uma largura entre
0,6 e 1 mm e ser aplicado de acordo com o
desenho-abaixo.

– a correia da distribuição (respeitar imperativamente


o método descrito no capítulo 11A "Correia de
distribuição").
Pré-apertar os parafusos M6 e M8 a 0,8 daN.m. Em
seguida, apertar a 1,1 daN.m os parafusos M6 e a Atestar e purgar o circuito de refrigeração (consultar o
2,2 daN.m o parafuso M8, pela ordem preconizada. capítulo 19A "Enchimento e purga").

NOTA: aplicar uma ou duas gotas de Loctite


FRENETANCH nos parafusos 1 e 4 da bomba de
água.

19A-5
REFRIGERAÇÃO
Radiador 19A
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1448 Alicate longo para abraçadeira
elástica

A extracção e a reposição do radiador não REPOSIÇÃO


apresentam qualquer dificuldade.
Proceder no sentido inverso ao da extracção.

EXTRACÇÃO NOTA: ter o cuidado de não danificar as aletas do


radiador ou do condensador (se equipado)
Colocar o veículo num elevador de duas colunas. aquando da extracção/reposição; protegê-las, se
necessário.
Desligar a bateria.
Encher e purgar o circuito de refrigeração (consultar o
Extrair a protecção sob o motor. capítulo 19A "Enchimento - purga").

Esvaziar o circuito de refrigeração através do tubo de


borracha inferior do radiador.

Extrair:
– o tubo de admissão do ar,
– as ligações do grupo motoventilador,
– a cablagem do suporte do grupo motoventilador,
– o tubo de borracha superior do radiador,
– a grelha dianteira,
– as fixações superiores do radiador,
– o radiador.

19A-6
REFRIGERAÇÃO
Esquema 19A

1 Motor
2 Radiador
3 Vaso de expansão com desgaseificação após termóstato
4 Radiador de aquecimento
5 Suporte de termóstato
6 Permutador água/óleo para os veículos equipados com caixa de
velocidades automática
7 Calibre Ø 3 mm
8 Calibre Ø 14 mm
9 Bomba de água
10 Termóstato
11 Purgador

O valor de aferição da válvula do vaso de expansão é de 1,4 bar.

19A-7
1219B
ESCAPE
Generalidades 19B
O catalisador atinge temperaturas muito elevadas, MARCAÇÃO DA ZONA DE CORTE
pelo que é absolutamente interdito estacionar em
locais em que possa haver contacto de materiais A zona de corte é definida por duas marcas de punção
combustíveis com o catalisador (risco de incêndio). efectuadas no tubo de escape.

ATENÇÃO:
– a estanqueidade entre o plano de junta do colector
de escape até ao catalisador, inclusive, deve ser
perfeita;
– qualquer junta desmontada deve ser
imperativamente SUBSTITUÍDA;
– aquando das operações de extracção-reposição do
catalisador, este não deve sofrer repetidos choques
mecânicos que o possam danificar.

PRÉ-CORTE DA LINHA DE ESCAPE

A linha de escape é do tipo monobloco. Ou seja, não


existe qualquer corte desde a entrada da panela de
expansão, até à saída da panela de escape.
Existe uma zona de corte na linha de escape, situada
Por isso, será necessário, no âmbito da substituição entre a panela de expansão e a panela de escape.
em pós-venda da panela de expansão ou da panela
de escape, cortar a linha de escape. A distância entre as duas marcas é de 90 mm. Para
cortar o tubo, é necessário marcar o meio (D) entre as
Para isso, é indispensável: duas marcas (P1 e P 2).
– definir a zona de corte,
– utilizar a ferramenta de corte Mot. 1199-01,
– posicionar o tubo sobressalente.

ATENÇÃO: para poder cortar os tubos de escape,


é indispensável a utilização da ferramenta
Mot. 1199-01 que permite o corte dos tubos com
2 mm de espessura.

19B-1
ESCAPE
Generalidades 19B
POSICIONAMENTO DA MANGA SOBRESSALENTE Uma abraçadeira já montada não deve ser
reutilizada.

Para evitar fugas, é indispensável posicionar


correctamente a manga nos dois tubos de escape. A porca da abraçadeira possui uma ranhura (A) que
Isto significa que é imperativo que o tubo fique em garante um binário de aperto correcto. No momento
batente sobre os espigões no interior da manga. do aperto, quando a ranhura desaparece, ouve-se um
estalido característico e a porca fica então apertada
Deve começar-se a operação por posicionar a manga ao binário (2,5 daN.m).
na parte gasta do tubo e, em seguida, ir apertando
ligeiramente para ajustar a abraçadeira. ATENÇÃO:
– verificar se não existe contacto da linha de escape
Verificar o posicionamento do tubo relativamente aos com a carroçaria;
espigões. – verificar a correcta fixação e a presença de todos os
ecrãs térmicos da linha de escape;
Aplicar no lugar o elemento substituto. – verificar se as duas marcas de corte estão bem
alinhadas.
Antes de posicionar a manga no tubo, deve prevenir-
se o aparecimento de fugas aplicando mastique no
casquilho interior da manga.

(Mastique de escape Referência: 77 01 421 161).

IMPORTANTE: o conjunto de parafuso e porca de


aperto da manga deve ficar orientado verticalmente,
para evitar qualquer risco de contacto com a
carroçaria.

19B-2
ESCAPE
Catalisador 19B
REPOSIÇÃO
BINÁRIO DE APERTO (em daN.m)
Substituir as juntas de flange com três pontos e a
Porcas de flange de três pontos 2
abraçadeira de escape.

Respeitar os binários de aperto da saída de escape.


EXTRACÇÃO

Desligar a bateria.

Colocar o veículo num elevador de duas colunas.

ATENÇÃO: qualquer ecrã térmico deteriorado deve


ser substituído para evitar riscos de incêndio.

Separar o catalisador do tubo de escape.

Extrair os ecrãs térmicos de protecção da carroçaria.

Separar a saída de escape.

Extrair o catalisador.

19B-3
1319C
DEPÓSITO
Depósito de combustível 19C
MATERIAL INDISPENSÁVEL
Bomba pneumática de transvase

IMPORTANTE: durante as operações de extracção/ Adaptar, à saída da bomba, um tubo com o


reposição do depósito, é proibido fumar ou comprimento suficiente, de forma a que possa ser
aproximar peças incandescentes da área de introduzido num recipiente no exterior do veículo.
trabalho.
NOTA: também é possível utilizar uma bomba
pneumática de transvase.
ESVAZIAMENTO DO DEPÓSITO
Ligar a bateria ao carregador, para que não se
Extrair o obturador de acesso ao conjunto bomba/ descarregue.
nível/regulador.
No compartimento do motor, desligar o relé de bomba
Desligar o adaptador rápido (1) (marca verde). de combustível situado na caixa de interligações
motor.

Fazer uma derivação nas vias 3 e 5; deixar correr a


gasolina até que escoe com intermitência.

Desligar a derivação.

Ligar o relé.

Desligar a bateria.

19C-1
DEPÓSITO
Depósito de combustível 19C
EXTRACÇÃO DO DEPÓSITO Levantar o veículo.

Desligar a bateria. Separar a panela de expansão do catalisador.

Colocar o veículo num elevador de duas colunas. Extrair a patilha de fixação do escape no centro do
veículo.
Desligar a ficha eléctrica (2) e os adaptadores rápidas.
Inclinar o tubo de escape.

Desligar as diferentes ligações do filtro de


combustível.

Libertar o tubo de retorno de combustível do depósito.

Extrair o ecrã térmico situado por baixo do depósito e


dos cabos de travão-de-mão.

19C-2
DEPÓSITO
Depósito de combustível 19C
Soltar da alavanca de travão-de-mão, os cabos (3) e REPOSIÇÃO
(4). O sistema que permite aliviar os cabos do travão-
de-mão está situado no habitáculo. O método está O depósito tem três orifícios ovais de posicionamento:
descrito no capítulo 37A. Retirar, com cuidado, os – dois junto dos parafuso de fixação lateral do
freios de plástico (6). depósito,
– outro junto do parafuso de fixação traseira do
depósito.

Para que o depósito seja montado correctamente, é


necessário que os três orifícios de posicionamento do
depósito estejam alinhados com os três orifícios
existentes na parte inferior do piso da carroçaria.

Proceder no sentido inverso ao da extracção.

Ter o cuidado de não trilhar os tubos (risco de fuga).

Montar os adaptadores rápidos à mão e certificar-se


de que ficam bem encaixadas.

Ter o cuidado de repor correctamente os ecrãs


térmicos.
Desregular o dispositivo de modo a libertar os cabos.
ATENÇÃO: qualquer ecrã térmico deteriorado
Desligar o tubo de enchimento do depósito. deve ser substituído para evitar riscos de
incêndio.
Separar o depósito do bocal de enchimento.
Apertar os parafusos de fixação do depósito a
Por baixo do depósito, soltar os cabos de travão-de- 2,1 daN.m.
mão.

Aplicar um macaco de órgãos por baixo do depósito.

Extrair os quatro parafusos de fixação do depósito.

Fazer oscilar o depósito sobre o lado direito e extraí-


lo.

19C-3
DEPÓSITO
Depósito de combustível 19C

19C-4
DEPÓSITO
Depósito de combustível 19C
Nomenclatura

1 Válvula de segurança sobrepressão-depressão


2 Válvula de restrição
3 Válvula de interdição de sobreenchimento e válvula
antifuga em caso de capotagem do veículo
4 Esfera da válvula de interdição de sobreenchimento
5 Desgaseificação no enchimento
6 Ligação canister (vapores gasolina)

A Orifício de evacuação do ar durante o enchimento


B Volume de ar que permite a dilatação do combustível
C Orifício de enchimento de combustível (munido de
uma válvula anti-retorno)
D Volume útil de gasolina

19C-5
DEPÓSITO
Depósito de combustível 19C
FUNÇÃO DAS VÁLVULAS O depósito possui um bujão do tipo estanque.

1 Válvula de segurança sobrepressão- O bocal de enchimento para combustível sem chumbo


depressão possui:
Em caso de obturação do circuito de reciclagem – um orifício de enchimento de menor diâmetro,
dos vapores de gasolina, esta válvula evita que o incompatível com uma pistola de enchimento
depósito entre em sobrepressão (o depósito clássico (o chumbo iria danificar todo o sistema
incha) ou em depressão (por consumo de antipoluição: sonda de oxigénio e catalisador);
combustível, o depósito fica entupido). – uma válvula que tapa o orifício de enchimento (2) (de
forma a evitar a volatilização dos vapores de
gasolina ou a passagem da gasolina em sentido
inverso).
2 Válvula de restrição
Esta válvula impede a entrada de gasolina com
chumbo ou de gasóleo no depósito.

3 Válvula de interdição de sobreenchimento e


válvula antifuga em caso de capotagem do
veículo
A válvula de interdição de sobreenchimento
funciona graças à esfera (4).
Com o veículo parado, aquando do enchimento,
a esfera fica apoiada na respectiva sede,
conservando assim um volume de ar no depósito.
Com o veículo em andamento, a esfera (4) sai da
sua sede, permitindo a ligação entre o depósito e
o canister.
Com o depósito cheio, é imperativo que se
mantenha um volume de ar no depósito, de forma
a autorizar a dilatação da gasolina aí contida,
evitando a explosão do depósito.
Em caso de capotagem do veículo, esta válvula
evita que o depósito se esvazie pelo tubo que vai
ao canister ou pela conduta de tomada de ar livre
(Diesel).

19C-6
DEPÓSITO
Sistema de nível 19C
Nas motorizações a gasolina, a bomba e o nível
constituem um conjunto inseparável.

Nas motorizações diesel, não existe bomba imersa no


depósito. Existe apenas um nível.

Para a extracção do nível, consultar o subcapítulo


"Depósito", "Bomba/Nível".

Verificação do nível

Valor entre os Capacida- Altura H


bornes A1 e B1 des (em mm)
(em Ω)

Batente
7 máx. 4/4
superior

55 ± 7 3/4 142

98 ± 10 1/2 111

155 ± 15 1/4 89

280 ± 20 Alerta 45,5

Não- Batente
310 ± 10
utilizada inferior

Deslocar a bóia, para verificar a variação da


resistência.

Medição da altura H

Extrair o nível e colocá-lo sobre uma superfície plana.


H é a altura medida entre o eixo da bóia e o plano de
junta.

NOTA: todos estes valores são dados a título


indicativo.

19C-7
DEPÓSITO
Bomba/nível 19C
FERRAMENTA ESPECIAL INDISPENSÁVEL
Mot. 1397 Chave para extracção de porca de
bomba/nível

IMPORTANTE: Extrair a porca (4) de fixação com a Mot. 1397 (libertar


a porca, retirar a ferramenta, desapertar a porca à
Em caso de intervenção no depósito ou no circuito mão e depois retirá-la).
de alimentação de combustível, é imperativo:
– não fumar ou aproximar objectos Extrair o conjunto bomba/nível.
incandescentes da área de trabalho;
– proteger-se de eventuais salpicos de NOTA: se for necessária uma paragem entre as
combustível, devido à pressão residual existente operações de extracção e reposição do conjunto
nos tubos. bomba/nível, voltar a apertar a porca no depósito para
evitar qualquer deformação.

EXTRACÇÃO

A extracção do conjunto bomba/nível não obriga a


retirar o depósito. O conjunto é acessível pelo interior
do veículo; para isso:
– desligar a bateria;
– levantar o banco traseiro;
– retirar o obturador de aço;
– desligar a ficha eléctrica (1).

– o tubo de alimentação (2) (marcado por um


adaptador rápido de encaixe verde),
– o tubo de retorno de combustível (3) (marcado por
um adaptador rápido de encaixe vermelho).

19C-8
DEPÓSITO
Bomba/nível 19C
REPOSIÇÃO

Substituir o vedante.

Posicionar o conjunto bomba/nível (a seta (F) deve


estar na direcção dos três traços e da seta (P)
gravados no depósito).

Posicionar a porca e apertá-la (a porca está


correctamente apertada quando a marca (O), nela
existente, ficar na direcção dos três traços gravados
no depósito).

Encaixar os tubos do combustível.

Ligar a ficha eléctrica.

Repor a protecção.

AFECTAÇÃO DAS VIAS DA FICHA

VIA DESIGNAÇÃO
A1 Massa
A2 Não-utilizada
B1 Informação nível para o quadro de
instrumentos
B2 Não-utilizada
C1 Alimentação bomba +
C2 Alimentação bomba -

19C-9
SUSPENSÃO519D
MOTOR
Suspensão pendular 19D
BINÁRIOS DE APERTO (em daN.m)

A 6,2

B 6,2

C 2,1

D 10,5

E 6,2

F 4,4

G 6,2

H 6,2

19D-1

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