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GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


FUNDAÇÃO DE APOIO À ESCOLA TÉCNICA – FAETEC
INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO – ISERJ

APOSTILA DE MATEMÁTICA – NÍVEL: ENSINO MÉDIO – PROFª: TELMA CASTRO SILVA


CURSO: INFORMÁTICA SÉRIE: 2ª TURMA: 1209 DATA: ___/___/2011
ALUNO(A):________________________________________ Nº:_____

LISTA DE EXERCÍCIOS – PRISMAS – CONTINUAÇÃO

GABARITO

1. Calcule a diagonal de um cubo, sabendo que sua área total mede 37,5cm2.

Solução: Utilizando a fórmula da área total do cubo e as medidas informadas, temos:

A t  6a 2 375
  6a 2  37,5  a 2   a  6,25  2,5cm. Logo, d  a 3  2,5 3cm .
A t  37,5 60

2. Num cubo, a soma das medidas de todas as arestas é 48cm. Calcule a medida da diagonal desse cubo.

Solução: As medidas das doze arestas do cubo são iguais.

48
(arestas)  48  12a  48  a   4.
12
d  a 3  4 3cm

3. As dimensões de um paralelepípedo retângulo são inversamente proporcionais aos números 6, 4 e 3.


Determine-as, sabendo que a área total deste paralelepípedo é 208cm2.

Solução: Sendo k o coeficiente de proporcionalidade e a, b, c as dimensões, temos as relações:

a b c k k k
   k  a  ;b  e c 
1 1 1 6 4 3
6 4 3
 k k k k k k  k2 k2 k2   3k 2  4k 2  6k 2  13k 2
A t  2(ab  ac  bc )  2 .  .  .   2     2  
 6 4 6 3 4 3  24 18 12   72  36  .

A t  208
13k 2 (36).( 208)
  208  k 2   (36).(16)  k  (36).(16)  (6).( 4)  24
36 13
24 24 24
Logo, a   4cm; b   6cm e c   8cm
6 4 3

4. (FUVEST) No cubo de aresta 1, considere as arestas AC e BD e o ponto médio, M,


de AC.
a) Determine o cosseno do ângulo BÂD .
b) Determine o cosseno do ângulo BM̂D .
c) Qual dos ângulos, BÂD ou BM̂D é o maior? Justifique.

1
Solução: Identificando os segmentos indicados nas figuras, temos:

a) O segmento AB é a diagonal da face do cubo, isto é, do quadrado.


Logo, d  AB  1 2  2cm . A diagonal do cubo AD vale D  BD  1 3  3cm .
No triângulo retângulo ABD temos: cos(BÂD)  AB  2  2 . 3  6 .
AD 3 3 3 3

 2
2
b) O segmento MB é hipotenusa do triângulo BAM: MB   1   2

1
2
9 3 . Os segmentos

2 4 4 2
MB e MD possuem a mesma medida. Aplicando a Lei dos Cossenos no triângulo BMD, temos:

  
2 2
2 2 2 3 3 33 18 9
DB  MB  MD  2 MB . MD cos(BM̂D)  (1)2        2 .  cos(BM̂D)  1    . cos(BM̂D) 
2 2 22 4 2 .
 14
 cos(BM̂D)  4  14 . 2  7
9 4 9 9
2

c) Comparando: 6 7 3 6 7 54 49 6 7
;  ;  ;    cos(BÂD)  cos(BM̂D) . Como em ângulos agudos o
3 9 9 9 9 9 3 9
cosseno é decrescente, o maior ângulo é BM̂D .

5. (UFMG) Considere um reservatório, em forma de paralelepípedo retângulo, cujas medidas são 8m de


comprimento, 5m de largura e 120cm de profundidade. Bombeia-se água para dentro do reservatório,
inicialmente vazio, a uma taxa de 2 litros por segundo. Quantos minutos são necessários para se encher
completamente esse reservatório?

Solução: Representando as dimensões em decímetro e calculando o volume, temos:

V  (80dm).(50dm).(12dm)  48000dm3  48000 litros .

Com a taxa de 2litros/segundo essa quantidade será bombeada em:

2litros 48000 litros 48000


 x  24000 segundos 400 minutos .
1segundo x 2

6. (UFRGS) Considere o trapézio ABCD da figura a seguir, obtido pela interseção de um cubo de aresta 1 com
um plano que passa por dois vértices opostos A e D de uma face e pelos pontos médios B e C de arestas da
face não adjacente. Calcule a área do trapézio.

Solução: Para calcular a área pedida é necessário encontrar os segmentos


envolvidos identificando os pontos auxiliares M, N e P. O trapézio é isósceles.
Logo os segmentos MN e BC possuem a mesma medida. Temos:
2 2
i) O triângulo BPC é retângulo em P: BC   1    1   2  2 .
2 2 4 2

ii) O segmento AD é a diagonal da face e vale AD  1. 2  2 . Os segmentos AM


e ND possuem a mesma medida e valem AM  ND  1 . 2  2   1 . 2   2
 
2   2  2 2  4
.

2
2
iii) O segmento DC mede DC  12   1   5  5 . Com essa medida encontra-se o valor da altura “h” do
2 4 2
2 2
trapézio. No triângulo retângulo CND temos: h  NC   5    2   5  2  18  3 2 .
 2   4  4 16 16 4
   

 2 2   
iv) A área pedida é  AD  BC   2   3 2   3 2 2   3 2   3 2   3 2  18 9 .

A     .  . 
2 .h   2
.      
     4   2   4   4   4  16 8
   

7. (FUVEST) No sólido S representado na figura, a base ABCD é um retângulo de lados AB = 2L e AD = L; as


faces ABEF e DCEF são trapézios; as faces ADF e BCE são triângulos equiláteros e o segmento EF tem
comprimento L. Determinar em função de L, o volume S.

Solução: A figura mostrada não representa um prisma, pois as bases


ADF e ECB não são paralelas. Desta forma seccionamos a figura por
dois planos paralelos e perpendiculares à face ABCD. Com essa
construção o sólido MNFPEQ é um prisma com bases ENM e EPQ que
são triângulo isósceles. O segmento AM mede L/2, pois ABEF é
trapézio isósceles.

2
i) No triângulo AMF temos: FM  L2   L   3L  L 3 .
2

2 4 2

2
ii) No triângulo MHF temos: h   L 3    L   3L  L  L 2 .
2 2 2

  2
 2  4 4 2

L . L 2 
2 
 L3 2 .
iii) Volume do prisma MNFPEQ: V  A base .h  A(FNM).(FE)  .L  
2 4

iv) Volume do sólido AMDNF(pirâmides): V  1 .A .h  1  L  L  . L 2   L 2 .
3

base   
3 3   2    2  12

3
 L3 2  5L3 2
v) Volume total: V(prisma) + 2.V(pirâmide): V  L 2
 2.  .
4 
 12  12

8. (UFMG) Nesta figura estão representado o cubo ABCDEFGH e o prisma ACRPQO. Sabe-se que:
- P, Q e R são, respectivamente, os pontos médios das arestas AE, CG e CD;
- O volume do prisma ACRPQO é 24cm3.
Calcule o comprimento da aresta do cubo.

Solução: A base ARC do prisma possui área  


 a .a 
  a . A altura do
2
A  2  
 2  4
 
prisma é o segmento CQ. Calculando o volume e calculando a aresta, temos:

3
  a 2   a  a3
V  A base.h  A( ARC ).(CQ)   .   a3 .
 4   2  8  8  24  a  192  a  192  4 3cm
3 3 3


V  24

9. (UERJ) A embalagem de papelão de um determinado chocolate, representada na figura abaixo, tem a forma
de um prisma pentagonal reto de altura igual a 5 cm. Em relação ao prisma, considere:
- cada um dos ângulos A, B, C e D da base superior mede 120º;
- as arestas AB, BC e CD medem 10 cm cada.
Considere, ainda, que o papelão do qual é feita a embalagem custa R$10,00 por m 2 e que 3  1,73 . Na
confecção de uma dessas embalagens, o valor, em reais, gasto somente com o papelão é aproximadamente
igual a:

(A) 0,50 (B) 0,95 (C) 1,50 (D) 1,85

Solução: A Soma dos ângulos internos do pentágono vale


180.(5-2) = 540º. A figura é decomposta em um trapézio isósceles
e um triângulo equilátero.

 1
x  10. cos 60º  10.   5
i) 2 . Vem
3
h  10. 5 3
2
Base maior  20 20  10
  A trapézio   5 3  75 3cm 2 .
Base menor  10 2

2 2
ii) Área do Triângulo equilátero: A TRI  l . 3  20 . 3  100 3cm 2 .
4 4

iii) Área da Base do prisma: A base  100 3  75 3  175 3cm .


2

iv) Área Lateral: Al  (10  10  10  20  20).5  350cm2 .

v) Área total: A total  2.A b  A l  (350  350 3 )  A  350(1  3 )cm  350  2,73  955,5cm .
2 2

A total  0,09555m 2

Como cada metro quadrado custa 10 reais, o custo será, em reais, de: 0,09555 10  0,955  0,95 .

10. (UERJ) Um artesão retirou de uma pedra com a forma inicial de um prisma triangular reto de base EBD, um
tetraedro regular VABC. Observe a figura. Considere os seguintes
dados:
- os vértices A e V pertencem a duas faces laterais do prisma;
- BD  BE  BC  1 m .
Determine o volume inicial da pedra.

Solução: A bases do prisma EDB e FGC são triângulos isósceles. O


cosseno do ângulo “x”, interior ao tetraedro, é calculado como
1 3
cos x 
ap
 6  1, pois todas as faces do tetraedro são
VP 1 3 3
2
triângulos equiláteros.
4
Lembrando que:

i) apótema do triângulo equilátero: ap  L 3 .


6

ii) altura do triângulo equilátero: h TL  L 3 .


2

A altura DQ é calculada como: DQ


 senx  DQ  .DB.senx. De acordo com a relação fundamental da
DB

sen2 x  cos 2 x  1 2
trigonometria, temos:   1 1
 sen2 x  1     senx  1  
8 2 2 . Logo a altura do

 1
cos x  3 9 9 3
 3

triângulo vale DQ  DB.senx  (1) 22  2 2 .


 3  3
 

  1. 2 2 
3 
A área do triângulo EBD(base do prisma) vale A base  (EB). DQ   
2 2

2.
2 2 6 3

O Volume do prisma original vale: V  A base .( altura)   2 .(1)  2 m 3 .


 
 3  3

Fonte: http://www.professorwaltertadeu.mat.br