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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI


CURSO DE AGRONOMIA
Disciplina: Desenho Técnico

1. Introdução

1.1 Criando um desenho técnico

O desenho é uma forma de linguagem usada pelos artistas. Desenho técnico é usado pelos
projetistas para transmitir uma idéia de produto, que deve ser feitada maneira mais clara possível
com pode ser observado nas Figuras 1 e 2 que mostra a diferença entre o desenho artístico e o
desenho técnico e mostra os modos de representação de um desenho técnico.

Figura 1. Tipos de desenho: diferenças entre desenho artístico e desenho técnico.

Mesmo preso por procedimentos e regras, um desenho técnico necessita que o projetista use
sua criatividade para mostrar, com facilidade, todos os aspectos da sua idéia, sem deixar dúvidas.

Figura 2. Modos de representação do desenho técnico: vistas múltiplas e perspectiva.

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Do outro lado, uma pessoa que esteja lendo um desenho deve compreender seus símbolos
básicos, que são usados para simplificar a linguagem gráfica, permitindo que haja o maior número
de detalhes possível.

1.2 Tipos de Desenho Técnico

O desenho técnico é dividido em dois grandes grupos:


 Desenho projetivo – são os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais
planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e às perspectivas.
 Desenho não-projetivo – na maioria dos casos corresponde a desenhos resultantes dos
cálculos algébricos e compreendem os desenhos de gráficos, diagramas etc.

Os desenhos projetivos compreendem a maior parte dos desenhos feitos nas indústrias e alguns
exemplos de utilização são:
 Projeto e fabricação de máquinas, equipamentos e de estruturas nas indústrias de processo e
de manufatura (indústrias mecânicas, aeroespaciais, químicas, farmacêuticas, petroquímicas,
alimentícias etc.).
 Projeto e construção de edificações com todos os seus detalhamentos elétricos, hidráulicos,
elevadores etc..
 Projeto e construção de rodovias e ferrovias mostrando detalhes de corte, aterro, drenagem,
pontes, viadutos etc..
 Projeto e montagem de unidades de processos, tubulações industriais, sistemas de tratamento
e distribuição de água, sistema de coleta e tratamento de resíduos.
 Representação de relevos topográficos e cartas náuticas.
 Desenvolvimento de produtos industriais.
 Projeto e construção de móveis e utilitários domésticos.
 Promoção de vendas com apresentação de ilustrações sobre o produto.
 Pelos exemplos apresentados pode-se concluir que o desenho projetivo é utilizado em todas as
modalidades da engenharia e pela arquitetura. Como resultado das especificidades das
diferentes modalidades de engenharia, o desenho projetivo aparece com vários nomes que
correspondem a alguma utilização específica:
 Desenho Mecânico
 Desenho de Máquinas
 Desenho de Estruturas
 Desenho Arquitetônico
 Desenho Topográfico
 Desenho Elétrico/Eletrônico
 Desenho de Tubulações
Mesmo com nomes diferentes, as diversas formas de apresentação do desenho projetivo
têm uma mesma base, e todas seguem normas de execução que permitem suas interpretações sem
dificuldades e sem mal-entendidos Os desenhos não-projetivos são utilizados para representação
das diversas formas de gráficos, diagramas, esquemas, ábacos, fluxogramas, organogramas etc.

1.3. Desenho digital

Atualmente o usos de ferramentas de CAD (Computed Aided Design – desenho auxiliado por
computador) tornou obsoleto o uso de pranchetas e salas de desenhos nas empresas. Atualmente,
alem do software o AutoCAD, software comercial mais utilizado atualmente, existe um grande
numero de opções de software disponíveis no mercado. Dentre as opções de softwarepara CAD
podemos ressaltar os gratuitos: DraftSight, Google (Trimble) SketchUp, BRL CAD, DoubleCAD e
progeCAD Smart! Sendo os dois primeiros os mais recomendados.

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1.4 Instrumentos usados

1.4.1 Lápis e lapiseiras


Ambos possuem vários graus de dureza: uma grafite mais dura permite pontas finas, mas
traços muito claros. Uma grafite mais macia cria traços mais escuros, mas as pontas serào
rombudas.

Recomenda-se uma grafite HB, F ou H para traçar rascunhos e traços finos, e uma grafite
HB ou B para traços fortes. O tipo de grafite dependerá da preferência pessoal de cada um.
Os lápis devem estar sempre apontados, de preferência com estilete. Para lapiseiras,
recomenda-se usar grafites de diâmetro 0,5 ou 0,3 mm.

1.4.2 Esquadros

São usados em pares: um de 45o e outro de 30o / 60o. A combinação de ambos permite obter
vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e perpendiculares.
Para traçar retas paralelas, segure um dos esquadros, guiando o segundo esquadro através
do papel. Caso o segundo esquadro chegue na ponta do primeiro, segure o segundo esquadro e
ajuste o primeiro para continuar o traçado (Figura 3).

Figura 3 – Composição de ângulos com esquadros de 45° e 30°/60°.

1.4.3 Compasso

Usado para traçar circunferências e para transportar medidas. O compasso tradicional


possui uma ponta seca e uma ponta com grafite, com alguns modelos com cabeças intercambiáveis
para canetas de nanquim ou tira-linhas (Figura 4).
Em um compasso ideal, suas pontas se tocam quando se fecha o compasso, caso contrário
o instrumento está descalibrado. A ponta de grafite deve ser apontada em “bizel”, feita com o auxílio
de uma lixa.

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Figura 4. Modelos utilizados para auxiliar no traçado de circunferências e para transportar
medidas.

Os compassos também podem ter pernas fixas ou articuladas, que pode ser útil para grandes
circunferências. Alguns modelos possuem extensores para traçar circunferências ainda maiores.
Existem ainda Existem ainda compassos específicos, como o de pontas secas (usado somente para
transportar medidas), compassos de mola (para pequenas circunferências), compasso bomba (para
circunferências minúsculas) e compasso de redução (usado para converter escalas).

1.4.4 Escalímetro

Conjunto de réguas com várias escalas usadas em engenharia (Figura 5). Seu uso elimina
o uso de cálculos para converter medidas, reduzindo o tempo de execução do projeto.

Figura 5. Modelos de escalímetros e demonstração de uso.


O tipo de escalímetro mais usado é o triangular, com escalas típicas de arquitetura: 1:20,
1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125. A escala 1:100 corresponde a 1 m = 1 cm, e pode ser usado como
uma régua comum (1:1). O uso de escalas será explicado mais adiante.

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2 PADRONIZAÇÃO E NORMATIZAÇÃO

O desenho técnico, deve ser executada dentro de padrões e regras estabelecidos e de


conhecimento geral, que permitam seu entendimento por todos que os utilizarem. Tais
padronizações e regras são desenvolvidas e estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas), de acordo com a ISO (International Organization for Standardization), atendendo
às necessidades de intercâmbio de tecnologia entre os países.
Existem diversas normas relativas ao desenho, algumas gerais e outras específicas de cada
área de conhecimento (arquitetura, eletrônica, etc). Neste livro serão abordadas apenas as normas
referentes ao desenho técnico básico, comum a todas as áreas.

As seguintes normas se aplicam diretamente ao desenho técnico no Brasil:

NBR 8196 - Emprego de escalas


NBR 10067 – Princípios Gerais de Representação em Desenho Técnico
NBR 10126 – Cotagem em Desenho Técnico
NBR 10068 - Folha de desenho leiaute e dimensões
NBR 10582 - Apresentação da folha para desenho
NBR 13142 - Dobramento de cópia
Sendo complementadas pelas seguintes normas:
NBR 8402 – Execução de Caracteres para Escrita em Desenhos Técnicos
NBR 8403 - Aplicação de linhas em desenhos - Tipos de linhas - Larguras das linhas
NBR 12296 – Representação de Área de Corte por Meio de Hachuras em Desenho Técnico
Outras normas podem ser utilizadas para desenhos específicos: arquitetura, elétrica, hidráulica...

2.1 FOLHA DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES NBR 10068/87

As características dimensionais das folhas em branco e pré-impressas a serem aplicadas em


todos os desenhos técnicos são padronizadas.
Os formatos das folhas recomendadas para desenho técnico são os da série A normatizados
pela ABNT. São os formatos baseados em um retângulo de área igual a 1 m2 elados medindo
1189 mm x 841 mm. Deste formato básico, designado por A0 (A zero), deriva- se a série A, através
de bipartição, conforme a figura.
As folhas de desenho acima do padrão A4 (210 x 297 mm) devem ser dobradas para facilitar
o arquivamento. O tamanho final de todos os formatos é o A4, e a forma de dobragem é dada nas
figuras a seguir.

Cabe ao desenhista escolher o formato adequado, no qual o desenho será visto com clareza.

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2.2 DOBRAMENTO DE CÓPIA NBR 13142/1999
Todos os formatos devem possuir margens: 25 mm no lado esquerdo, 10 mm nos outros
lados (formatos A0 e A1) ou 7 mm (formatos A2, A3 e A4). Também costuma-se desenhar a legenda
no canto inferior direito.

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2.3 APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO NBR 10582

A NBR 10582 (ABNT, 1988) normaliza a localização e disposição do espaço destinado para
o desenho, texto e legenda. Como regra geral deve-se organizar os desenhos distribuídos na folha,
de modo a ocupar toda a área, e organizar os textos acima (ou ao lado) da legenda junto à margem,
conforme Figura 06.

Figura 06. Distribuição do texto, desenho e legenda na folha

Toda folha de desenho deve possuir no canto inferior direito um quadro destinado àlegenda.
Este quadro deve conter o título do projeto, nome da empresa, escalas, unidades em que são
expressas as informações, número da folha (caso o projeto tenha mais de uma folha), eoutras
informações necessárias para sua interpretação

2.4 LEGENDA

Elas são uma espécie de etiqueta que fica posicionada no canto inferior direito da folha e fornece
informações imprescindíveis ao desenho, a norma sugere a máxima dimensão que a legenda pode
ter, no entanto o tamanho da legenda pode ser também condicionado pela quantidade de
informações necessárias ao desenho que estamos fazendo. As informações vitais que deve possuir
uma legenda são:
 Identificação do projetista / desenhista;  Tolerâncias;
 Empresa proprietária do desenho / projeto;  Formato da folha;
 Nome do projeto;  Data do desenho;
 Número de registro do desenho;  Matéria-prima a ser utilizada na fabricação;
 Simbologia de projeção;  Campo de revisão e aprovação do
 Escala do desenho; desenho.

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Outras informações podem ser necessárias dependendo do que trata o desenho ou projeto, o
importante é salientar que não devemos inserir nos campos da legenda informações
desnecessárias, isso pode poluir o desenho causando uma má interpretação do mesmo.
Acima da legenda é construído o quadro de especificações, contendo quantidade, denominação
do objeto, material, dimensão, entre outros que se julgar necessário.
A legenda deve ser traçada conforme a NBR 10068 (Tabela 01).

Tabela 01 – Dimensões da legenda conforme formato da folha – Unidade mm

No total, o espaço reservado para a legenda somado à margem direita sempre resultará em
um módulo de 185 mm.
O espaço vertical acima da legenda deve ser reservado para outras informações, como
convenções específicas, tabelas ou notas sobre o desenho. Este espaço pode ser mudado, por
conveniência, para a parte horizontal ao lado da legenda.

Exemplo de legenda:

Neste caso a legenda


consiste de:
1. título do desenho;
2. Número;
3. Escala;
4. Firma;
5. data e nome;
6. descrição dos
componentes:
- quantidade,
- denominação,
- peça,
- material,
- normas,
-dimensões

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2.5 CALIGRAFIA TÉCNICA NRB - 8402/1994

A caligrafia usada nos desenhos técnicos é definida pela ABNT através da Norma – NBR
8402; e deve respeitar alguns requisitos básicos, como ser bem legível, de rápida execução e
proporcional ao desenho. Pode ser executada à mão-livre ou com auxílio de normógrafo (mais usado
no desenho a nanquim). O modelo de caligrafia técnica é apresentado abaixo.

Exemplo de Caligrafia técnica:

A Norma – NBR 8402 – Execução de caracteres para escrita em desenho técnico traz uma série de
exigência que devem ser observadas durante a execução da escrita no desenho técnico. Porem, o
uso de softwares (CAD) na execução do desenho facilita o cumprimento das exigências da norma
para escrita no desenho, visto que os principais critérios da norma técnica: legibilidade e
uniformidade da escrita são observadas pelos softwares.

2.6 APLICAÇÃO E TIPOS DE LINHA - NRB 8403/1984 (ISO 128/1982)

A NBR 8403 (Mar/ 1984) determina os tipos e o escalonamento dos traçados utilizados em
desenhos técnicos.
Nos desenhos técnicos utilizam-se traços de diversos tipos e espessuras. Na prática as
espessuras mais usadas são as 0,7 mm; 0,5 mm e 0,3 mm e os traçados seguem padrões pré-
estabelecidos como os indicados no quadro a seguir:

Em muitas situações, ocorrem cruzamentos de linhas visíveis com invisíveis ou com linhas de eixo. Nestas
situações, a representação pode ser tornada clara utilizando-se algumas convenções que,embora não
normalizadas, podem ser bastante úteis, em particular para a realização e compreensãode esboços.
Algumas destas convenções estão normalizadas pela ISO 128-20:1996, mas os programas de CAD
normalmente não as utilizam. As convenções para a interseção de linhas são apresentadas na
Tabela abaixo (SILVA et al, 2006).

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- Se existirem duas alternativas em um mesmo desenho, só deve ser aplicada uma opção.
Nota: Se forem usados tipos de linhas diferentes, os seus significados devem ser explicados no respectivo
desenho ou por meio de referência às normas específicas correspondentes.

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2.7 EMPREGO DE ESCALAS EM DESENHO TÉCNICO NBR 8196

A escala de um desenho é a relação entre as dimensões do mesmo e as dimensões da peça


real que está sendo representada.

A NBR 8196 (ABNT, 1999) normaliza o emprego de escalas e suas designações.

Define escala, escala natural, escala de ampliação e escala de redução.


 Escala: Relação da dimensão linear de um objeto ou elemento representado no desenho para
a dimensão real deste objeto ou elemento;
 Escala Natural: Representação do objeto ou elemento em sua verdadeira grandeza;
 Escala de ampliação: Representação do objeto ou elemento maior que a sua verdadeira
grandeza;
 Escala de redução: Representação do objeto ou elemento menor que a sua verdadeira
grandeza.
 Escolhe-se a escala conforme a complexidade do desenho ou elementos a seremrepresentados
e também da finalidade da representação. Sendo que a escolha da escala e o tamanho do objeto
ou elemento em questão é que definem o tamanho da folha de desenho.

As escalas usadas em desenho técnico são especificadas na Tabela 2.

Tabela 2 – Escalas

Escala natural
Escala natural é aquela em que o tamanho do desenho técnico é igual ao tamanho real da peça.
Indicamos:

ESC.: 1 : 1

O numeral à esquerda dos dois pontos representa as medidas do desenho técnico. O numeral à
direita dos dois pontos representa as medidas reais da peça.

Escala de redução

É aquela em que o tamanho do desenho técnico é menor que o tamanho real da peça. Veja um
desenho técnico em escala de redução.
Este tipo de escala é que são usados para imprimir desenhos arquitetônicos, projetos de
climatização e desenhos topográfico, cartográficos.

Escala de ampliação

Escala de ampliação é aquela em que o tamanho do desenho técnico é maior que o


tamanho real
da peça. Veja o desenho técnico (em milímetros) de uma agulha de injeção em escala de
ampliação na Figura 7.

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Figura 7: Desenho em escala dois por um (ESC.:2:1)

As dimensões deste desenho são duas vezes maiores que as dimensões correspondentes
da agulha de injeção real. Este desenho foi feito na escala 2:1 (lê-se: dois por um).
Recorde os casos:

Obs: No esboço cotado, as medidas do objeto não são reproduzidas com exatidão, portanto fora
de escala, apenas respeitando as proporções do objeto.

Reforçando: ESCALA é uma relação que se estabelece entre as dimensões de um objeto em


verdadeira grandeza e aquelas que ele possui em um desenho.

Observações: independente do uso de escalas


reduzidas ou ampliadas, a cotagem sempre é feitacom
as medidas reais da peça. A escala utilizada sempre
deve ser escrita na legenda.
A escala a ser escolhida para um desenho depende
da complexidade do objeto a ser representado e da
finalidade da representação. Em todos os casos, a
escala selecionada deve ser suficientemente grande
para permitir uma interpretação fácil e clara da
informação representada. A escala e o tamanho do
objeto em questão deverão decidir o formato da folha.
Exemplos de peças em escala

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Escala Gráfica

Escala gráfica é uma figura geométrica, uma linha dividida, ou uma régua graduada que
serve para determinar sem cálculos, imediatamente e indiretamente, a distância natural,
conhecendo a distância gráfica e vice-versa. Você encontra estas escalas em mapas por exemplo.
Assim se um desenho está na escala 1:50, podemos ler diretamente todas as suas medidas sem
cálculos ou a preocupação de cotas.
Existem escalas gráficas de plástico (escalímetro) mostrado na figura 8, que possuem em
uma só peça, seis escalas diferentes graças a sua formação triangular. Exemplo: 1:20; 1:25; 1:50;
1;75; 1:100 e 1;125.

Figura 8. Escalas gráficas.

Leitura do Escalímetro: O escalímetro é um instrumento de desenho técnico utilizado para


desenhar objetos em escala e ler as medidas de desenhos representados em escala (Figura 8)

Figura 8. Destalhes de leitura nas diferentes escalas de um escalímetros.

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Instruções de uso do escalímetro

Para ler ou redigir desenhos com auxílio de um escalímetro, é necessário saber que:

1. Identificar visualmente se o desenho foi reduzido, ampliado ou está representado na escala


natural;
2. As indicações de escala existentes nos escalímetros vendidos no comércio só contêm escala
de redução

1:2; 1:2,5; 1:50;1:100; 1:1000; 1:75; 1:125, etc,

A peça foi desenhada vinte vezes menor, uma


leitura com um escalímetro 1:20 deve ser
realizada da seguinte forma:
1. Determinar quanto vale a menor divisão do
escalímetro: verifique quantas divisões
existem de 0 a 1, neste caso existem 50
divisões, logo cada divisão vale 0,02 metros;
2. Contamos quantas divisões existem de zero
até o final da peça;
3. A dimensão real da peça é 1,3 metros que é
resultado do produto de 65 vezes 0,02 metros.

Escalas exercícios: Verificando o entendimento


Exercício 1: Meça, com uma régua milimetrada, as dimensões do desenho técnico abaixo. Ele
representa o modelo de plástico nº 31.

a) As medidas do desenho coincidem com os valores numéricos indicados nas cotas?

R b) Por que isso ocorre?

R.

Exercício 2: Quantas vezes as medidas deste desenho são menores que as medidas
correspondentes da peça real?

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R.:

Exercício 3: Examine o próximo desenho técnico, também representado em escala e depois


complete as questões.

Na indicação da escala o numeral 5 refere-se às ....................... do desenho, enquanto o


numeral 1 refere-se às medidas reais da .......................representada.
As medidas do desenho técnico são ........................ vezes maiores que as medidas reais da peça.

Exercício 4: Complete as frases nas linhas indicadas, escrevendo a alternativa correta.


a) Em escala natural o tamanho do desenho técnico é ..................... tamanho real da peça.
1) maior que o; 2) igual ao; 3) menor que o.

b) Na indicação da escala, o numeral à esquerda dos dois pontos representa as ...............


1) medidas reais do objeto. 2) medidas do desenho técnico.

Exercício 5: Complete as frases na linha indicada escrevendo a alternativa correta.


a) Em escala de redução o tamanho do desenho técnico é ............................tamanho real da
peça;
1) maior que o; 2) igual ao; 3) menor que o.

b) Na escala de redução, o numeral à direita dos dois pontos é sempre ..................


1) maior que 1; 2) igual a 1; 3) menor que 1.

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Exercício 6: Assinale com um X a alternativa correta: o tamanho do desenho técnico em escala de
ampliação é sempre:
a) ( ) igual ao tamanho real da peça;
b) ( ) menor que o tamanho real da peça;
c) ( ) maior que o tamanho real da peça.

Exercício 7: Observe o modelo representado, meça suas dimensões e depois complete as


questões nos espaços em branco, escolhendo a alternativa correta.

a) Este desenho está representado em escala ....................... (natural, de ampliação, de redução).


b) As dimensões deste desenho são .................. (duas, cinco) vezes ................. (maior, menor)
que as dimensões reais da peça.
c) A medida real do comprimento da peça é .......... (20, 40); logo, a medida do comprimento da
peça no desenho é ............ (20, 40)
d) A abertura do ângulo da peça, no desenho, é ............................. (maior que, igual a, menor que)
a abertura real do ângulo.
e) O comprimento do lado do ângulo, no desenho é ............................ (o mesmo, maior que, menor
que) o comprimento real do lado do ângulo na peça.

Exercício 8: Meça as dimensões do desenho técnico abaixo e indique, na linha junto do desenho
técnico, a escala em que ele está representado.

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Exercício 9: Observe o desenho técnico abaixo e escreva C ao lado das afirmações corretas e E,
ao lado das erradas.

a) ( ) Este desenho técnico está repre-


sentado em escala natural.
b) ( ) As medidas lineares do desenho são
duas vezes menores que as medidas da peça
representada.
c) ( ) A abertura do ângulo está ampliada em
relação ao tamanho real do ângulo.
d) ( ) As medidas básicas desta peça são
13 mm, 8 mm e 9 mm.

Exercício 11: Complete as lacunas com os valores correspondentes:

2.4. EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES SOBRE USO DE ESCALA

01) Qual a finalidade da escala em um mapa?

02) Complete as unidades do sistema métrico:

– – –m– – –

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03) Uma sala mede ( 8,20 x 5,80 ) m. Um desenho feito na escala 1 : 50 quais serão suas
medidas em cm ?

04) Uma rua está desenhada com 14 mm de largura e mede 28 m. Qual a escala do desenho ?

05) Num projeto desenhado na escala 1:50 a altura de um prédio mede 20 cm. Qual a verdadeira
grandeza dessa altura ?

06) Para representarmos no papel, uma linha reta que no terreno mede 45 m, utilizando-se a
escala 1:450, pergunta-se: qual será o valor desta linha em cm ? _

07) A distância entre dois pontos, medidas sobre uma planta é de 55 cm. Para uma escala igual a
1:250, qual será o valor real desta distância em m ?

08) Relacione as colunas:


( a ) 1 : 250.000 ( ) 1cm = 250 km
( b ) 1 : 25.000.000 ( ) 1cm = 2,5 km
( c ) 1 : 250.000.000 ( ) 1cm = 25 km
( d ) 1 : 2.500.000 ( ) 1cm = 2500 km

09) Qual das escalas a seguir é a maior e por que ? 1 : 200 ; 1 : 100 ; 1 : 2000 ou 1 : 5000

10) Indique se uma escala é maior ( > ) ou menor ( < ) que a outra:
( a ) 1 : 500 ( ) 1 : 100
( b ) 1 : 100 ( ) 1 : 1000
( c ) 1 : 1000 ( ) 1 : 5000
( d ) 1 : 5000 ( ) 1 : 500
11) Assinale (V) para as alternativas que apresentarem informações corretas sobre a escala e (F)
para as alternativas que apresentarem informações incorretas sobre a escala.

( ) a) 1:200.000 (1cm = 20 km)


( ) b) 1:50.000 (1cm = 50 km)
( ) c) 1:12.000 (1cm = 120 km)
( ) d) 1:550.000 ( 1cm = 5.500 km)
( ) e) 1:700.000 (1cm = 7 km)

12) Considere três mapeamentos - América do Sul, Brasil e Região Metropolitana de São Paulo
(RMSP) representados, respectivamente, em folhas de papel de ( 20 x 30 ) cm. Em relação a
estas representações, pode-se afirmar que :

( ) a) todas as escalas podem ser IGUAIS, desde que ocupem toda a folha de papel.
( ) b) a escala da RMSP é MAIOR do que a do Brasil e da América do Sul.
( ) c) ocupando toda a folha de papel, somente as escalas da América do Sul e do Brasil
podem ser IGUAIS.
( ) d) a escala da América do Sul é MAIOR que a do RMSP e a do Brasil.

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13) Determine as escalas, supondo que na escala gráfica cada divisão dada esteja representando
as medidas indicadas, e responda quais as medidas totais das escalas :

Medida Distância Medida total


Escala
dadivisão representada da escala
(a) 1 cm 1m
(b) 1 cm 30 m
(c) 2,5 cm 40 km
(d) 1,5 cm 7500 m
(e) 0,8 cm 20 km
(f) 1,2 cm 720 m

14) Assinale com V a alternativa verdadeira e com F a falsa :

( ) a) A escala é uma relação entre o tamanho real do objeto ou espaço que se quer
representar e sua representação.
( ) b) A cartografia trabalha com escala de redução e de ampliação.
( ) c) A escala numérica tem a forma de fração, onde o numerador representa a unidade de
medida no mapa, e o denominador a indicação da medida real.
( ) d) Se a distância entre dois pontos na planta com escala 1:250 é de 80cm, o seu valor no
terreno é igual a 200 m.

15) Em um mapa topográfico, um dos lados da poligonal representada no papel mede 65 cm.
Sabendo-se que a escala do desenho é de 1 : 2.000, a medida real correspondente a esse lado
no terreno será .

16) A escala de um desenho em que um dos lados de um polígono que mede, na realidade, 165
m, mas se encontra representado como 55 cm é .

17) Num mapa do Tocantins, cuja escala é 1:750.000, a distância entre duas cidades é de 5 cm.
Qual é a distância real entre as duas cidades ? .

18) Durante as férias de verão, foi realizada uma excursão estudantil para Ilha do Bananal, cuja
distância real percorrida foi de 75 km em 2,5 cm de deslocamento num mapa. A escala utilizada
nesse mapa foi de .

19) Qual a escala de uma planta na qual uma estrada de 1600m é representada por 64,0cm?
20) Ao consultarmos uma carta na escala 1:250.000 verificamos a existência de um canal
medindo 12,0mm. Qual será o seu tamanho real?
21) Sabendo que o erro gráfico em qualquer escala é de 0,2mm, comprove se uma edificação de
50m de comprimento (real) pode ser representada em uma carta na escala 1:100.000.
22) Determine a menor escala em que qualquer elemento com 50,0m de comprimento terá
representação:
23) Se no exercício anterior o comprimento dos elementos fosse de 10,0m?

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24 Para indicar a localização de casas comerciais e edificações antigas em uma área de
250.000m2, de uma cidade como Palmas - TO, as plantas mais adequadas estão na escala:
(A) 1: 500.000. (D) 1: 50.000.
(B) 1: 250.000. (E) 1: 100.000.
(C) 1: 5.000.

25 (FURG-96) Para obter, em um mapa, informação mais detalhada, qual das escalas a seguir é
utilizada?
(A) 1/100. (D) 1/100.000.
(B) 1/1.000. (E) 1/1000.000.
(C) 1/10.000.

26 (FATEC-98) Considere as informações a seguir, sobre escala, para assinalar a alternativa


correta.
I. Na escala 1:2.000 podemos analisar mais detalhes que na escala1:100.000.
II. Em um mapa do Estado de São Paulo, na escala de 1:5.000.000, podem-se identificar os
principais arruamentos em grandes cidades como São Paulo, Santos, Campinas, São José dos
Campos e Ribeirão Preto.
III. A escala utilizada para representar o Estado de São Paulo (1:1.000.000) é maior do que a usada
para representar o Brasil (1:5.000.000).
Dentre essas afirmações, está (estão) correta(s) somente
(A) I. (B) I e II. (C) I e III. (D) II e III. (E) III.

27 (FGV-04) Os mapas constituem importante instrumento de auxílio à gestão ambiental. Mapas na


escala 1:250.000 e 1:25.000.000 seriam mais adequados para a representação dos seguintes
problemas ambientais:
(A) destruição das florestas tropicais e ocorrência das ilhas de calor.
(B) previsão do fenômeno EI Niño e área de abrangência das chuvas ácidas.
(C) ocorrência de chuva ácida e enchentes em áreas urbanas.
(D) destruição da camada de ozônio e abrangência do fenômeno EI Niño.
(E) ocorrência das ilhas de calor e elevação da temperatura global (efeito estufa).

28 (PUCMG-99) Imaginemos que você seja responsável pela coordenação de um projeto de


arborização na área central de uma grande cidade. Considerando esse nível de análise, a escala da
planta urbana mais apropriada para o seu trabalho é:
(A) 1:100.000 (D) 1:10.000 (B) 1:50.000 (E) 1:5.000 (C) 1:25.000

29 (PUCPR-03) Sobre um mapa, na escala de 1:500 000, tenciona-se demarcar uma reserva
florestal de forma quadrada apresentando 7 cm de lado. A área da reserva medirá no terreno
(A) 12,25 km² (D) 122,5 km² (B) 1.225 km² (E) 12.255 km² (C) 12.250 km²

30 (UFC-01) Considere um mapa geográfico cuja escala é de 1/1.000.000, e a distância em linha


reta entre duas cidades é de aproximadamente 7cm. Assinale a alternativa que indica corretamente
a distância real entre duas cidades.
(A) 700 km. (D) 7.000 km. (B) 70 km. (E) 170 km. (C) 7 km.

31 (UFRGS-01) O grupo encarregado de organizar uma exposição agropecuária, em uma área de


5 km², decide fazer a representação gráfica deste local. Nesta representação, deverão constar
com clareza os seguintes elementos: áreas dos expositores, prédios de apoio, estacionamento,
áreas de alimentação, espaço para atividades culturais e competições e os aspectos naturais do
sítio. Para que este objetivo seja alcançado, é fundamental a escolha da forma de representação
e da escala adequada. Assim, o grupo deverá utilizar um (a)
(A) mapa com escala de 1: 1.250.000. (D) mapa com escala de 1: 300.000.
(B) planta com escala de 1: 10.000. (E) planta com escala de 1: 2.000.
(C) carta com escala de 1: 1.000.000.

20
32 (UNESP-90) Sobre um mapa, na escala de 1:500.000, tenciona-se demarcar uma reserva
florestal de forma quadrada apresentando 7 cm de lado. A área da reserva medirá no terreno
(A) 12,25 km². (D) 122,5 km².
(B) 1.225 km². (E) 12.255 km².
(C) 12.250 km².

33 (UFRGS-92) A prefeitura de uma cidade turística quer fazer um mapa da cidade onde constem
as ruas com seus nomes e a localização dos pontos turísticos, dos hotéis e dos restaurantes. Para
que esses objetivos sejam alcançados, é fundamental a escolha de uma escala adequada para o
mapa. Qual das alternativas corresponde à escala mais adequada para esse caso?
(A) 1: 10.000 (D) 1: 500.000
(B) 1: 100.000 (E) 1: 1.000.000
(C) 1: 300.000

34 A distância entre as cidade Gurupi e Aliança do Tocantins é de 50 km. Qual a distância entre
essas cidades em um mapa com escala de 1:100.000?
(A) 50 cm (D) 5,0 cm (B) 25 cm (E) 2,5 cm (C) 5,5 cm

35 (UFRGS-94) Um grupo multidisciplinar de técnicos executa um Estudo de Impacto Ambiental


para a construção de uma estrada que irá atingir área de preservação ambiental, próxima à serra
do nordeste do Rio Grande do Sul. Da mesma forma, próximos à fronteira oeste do estado, batalhões
do exército executam manobras de treinamento de combate. Para ambos os grupos, além dos
objetivos específicos de cada atividade, em função da precisão almejada, torna-se necessária a
utilização de mapas cuja escala apresente o maior grau de detalhe nas formas do terreno. De acordo
com o texto, a escala MAIS INDICADA seria:
(A) 1:20.000 (B) 1:50.000 (C) 1:100.000 (D) 1:500.000 (E) 1:1.000.000

36 (UFRGS-95) Considere a escala abaixo, observando que os intervalos na régua têm 1 cm.
Qual é a escala numérica correspondente em um mapa?

(A) 1: 500 (B) 1: 1.000 (C) 1: 5.000 (D) 1: 1.000.000 (E) 1: 5.000.000

36 (UNISC-08/1) Considere quatro municípios W, X, Y e Z, cujas áreas, representadas nasescalas


abaixo, têm, respectivamente, 440cm² , 100cm², 320cm² e 500cm². Sabendo-se que a população de
cada um é de 25.000 habitantes, qual desses municípios tem a maior densidade demográfica?

(A) W
(B) X
(C) Y
(D) Z
(E) A densidade demográfica
é a mesma em todas as alternativas.

37 (UFRGS-00) Para um geógrafo foi solicitado um mapeamento de uma trilha ecológica em linha
reta de 11 km, que será construída em um parque. Todo o projeto de mapeamento foi impresso em
folhas de tamanho A4 (210mm x 297mm).
Dentre as escalas abaixo, qual foi utilizada para que toda a trilha fosse representada na folha?

(A) 1: 1,1 (B) 1: 1 (C) 1: 1.100 (D) 1: 20.000 (E) 1: 40.000

21
38 (UFPEL-08/2001) Ao elaborar informações para um evento a ser realizado em Pelotas, os
organizadores prepararam um prospecto com um roteiro turístico. Incluíram na publicação um mapa
do Rio Grande do Sul e um do município. O primeiro mapa foi elaborado com o objetivo de permitir
que o turista soubesse como se deslocar no estado para chegar até Pelotas. O segundo foi
elaborado para mostrar os principais atrativos oferecidos no município. Desse modo, o mapado
Rio Grande do Sul foi elaborado em uma escala pequena, e o do município em uma escala média.
É correto afirmar que as escalas adotadas foram, respectivamente,

39 (UFRGS/2003) “A escala de um mapa é a relação constante que existe entre as distâncias


lineares medidas sobre o mapa e as distâncias lineares correspondentes, medidas sobre o texto.”
(Joly, 1990, p. 20) Observe a figura ao lado.
Considerando que a figura representa áreas em diferentes escalas, pode-se dizer que
(A) A área maior corresponde ao quadrado A, sendo possível
perceber que a representação apresenta excessiva generalização
nessa escala.
(B) A área maior corresponde ao quadrado B, pois a
generalização deforma as figuras.
(C) Não existe área maior, pois o que varia é o nível de
detalhamento.
(D) A generalização não permite calcular a área da figura.
(E) O quadrado D mostra todos os detalhes e corresponde àmaior
das áreas representadas

40 Um grande latifundiário estava analisando alguns mapas de suas propriedades, quando


percebeu que em um deles, as traças haviam sumido com um pedaço de 10 por 25cm. Sabedor de
que a escala do mapa era 1:40.000 e intrigado em saber quanto da área, em hectares, de sua
propriedade não estava sendo representada, levou a questão para um especialista, este facilmente
encontrou a resposta, que foi
(A) 40 hectares (D) 40.000 hectares
(B) 400 hectares (E) 400.000 hectares
(C) 4.000 hectares

41. Um profissional de Arquitetura necessitou representar uma edificação de formato retangular em


um papel formato A4. Sabe-se que essa edificação possui dimensões de 15,00m de frentepor
25,00m de profundidade. Ademais, tem-se conhecimento de que o formato A4 possui margenscom
dimensões estabelecidas pela norma afim. A legenda, por sua vez, requereu uma altura de 3,0cm.
Para finalizar, o referido profissional optou por utilizar o papel A4 na posição retrato, representar o
terreno com a frente voltada para a sua margem direita e ocupar o máximo possível da área
disponível para desenho. A escala utilizada pelo arquiteto é
A) 1:250. C) 1:125.
B) 1:100. D) 1:150.

22
42. Escala é uma forma de representar objetos, modelos, peças, etc. mantendo as suas medidas,
aumentando-as ou reduzindo-as proporcionalmente em relação ao tamanho da peça. O tamanho
do desenho técnico em escala de ampliação é sempre:
(A) Igual ao tamanho real da peça.
(B) Menor que o tamanho real da peça.
(C) Duas vezes maior que o tamanho real da peça.
(D) Maior que o tamanho real da peça.
(E) Duas vezes menor que o tamanho real da peça.

43. Coloque V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, escolha a


alternativa correta.
I ( ) Sempre que possível as peças devem ser representadas em escala real.
II ( ) O mecanismo de um relógio é sempre desenhado em escala de redução.
III ( ) 2:1; 20:1; 100:1 são exemplos de escala de redução.
IV ( ) 1:2; 1:10; 1:1000 são exemplos de escala de ampliação.
V ( ) As dimensões angulares não mudam quando representadas em escala.
A) V, F, F, F e V. D) V, F, F, F e F.
B) V, F, V, V e V. E) F, V, V, V e F.
C) V, V, F, F e F.

44. Para facilitar a interpretação da relação existente entre o tamanho do desenho e o tamanho
real do objeto, pelo menos um dos lados da razão representativa da escala sempre terá valor
unitário, que, nos desenhos, resulta em várias possibilidades. São escalas de redução e
ampliação respectivamente recomendadas para o Desenho Técnico pela norma NBR 8196 da
ABNT :
a) ( ) 1:75 e 10:1. d) ( ) 1:5 e 1:5000.
b) ( ) 2:1 e 1:50. e) ( ) 1:20 e10:1.
c) ( ) 1:50 e1:10000.

45. Uma escultura foi representada em um desenho paisagístico de um parque, com 14mm de
altura, na escala 1:200. Qual das alternativas abaixo corresponde a dimensão real da altura desta
escultura?
a) ( ) 28 cm. d) ( ) 280 m.
b) ( ) 28 m. e) ( ) 14,2 m.
c) ( ) 2,8 m.

46. A NBR 8196:1999 estabelece os critérios para a aplicação de fatores de escala em desenhos
técnicos. Segundo a norma, temos três maneiras de representar a escala do desenho: ESCALA
1:1 ou escala natural; ESCALA X:1, escala de ampliação; e ESCALA 1:X, escala de redução.
Além disto:
I. X é um número maior que um.
II. A sigla ESC. é a abreviatura para ESCALA.
III. X pode assumir os valores de 1, 2, 5 e múltiplos de 10.
IV. A escala deve ser indicada na legenda do desenho.
A) ( ) Apenas I está correta. D) ( ) Apenas I e II estão corretas.
B) ( ) Todas estão corretas. E) ( ) Apenas I, II e III estão corretas.
C) ( ) Apenas II está correta.

23
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI
DISCIPLINA: DESENHO TÉCNICO – NOTA DE AULA 4a e 5a SEMANA

3. CONTEÚDO: Cotagem em desenho técnico - NBR 10126.


3. Cotagem em desenho técnico

3.1. Introdução
O desenho técnico, além de representar, dentro de uma escala, a forma tridimensional, deve
conter informações sobre as dimensões do objeto representado. As dimensões irão definiras
características geométricas do objeto, dando valores de tamanho e posição aos diâmetros, aos
comprimentos, aos ângulos e a todos os outros detalhes que compõem sua forma espacial.
A forma mais utilizada em desenho técnico é definir as dimensões por meio de cotas que
são constituídas de linhas de chamada, linha de cota, setas e do valor numérico em uma
determinada unidade de medida.
A NBR_10126 fixa os princípios gerais de cotagem a serem aplicados em todos os desenhos
técnicos. Segundo a norna, Quando necessário, devem ser consultadas outras normas técnicas de
áreas específicas.
Embora não existam regras fixas de cotagem, a escolha da maneira de dispor as cotas no
desenho técnico depende de alguns critérios. Os profissionais que realizam a cotagem dos
desenhos técnicos devem levar em consideração vários fatores, como por exemplo: forma da
peça; forma e localização dos seus elementos; tecnologia da fabricação; função que esta peça irá
desempenhar e a precisão requerida na execução e no produto final.
A cotagem do desenho técnico deve tornar desnecessária a realização de cálculos para
descobrir medidas indispensáveis para a execução do projeto.

3.2. Definições

A NBR 10126 adotadas as definições:


Cotagem: Representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de linhas,
símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida.
 Cotagem funcional: Essencial para a função do objeto ou local (ver Figura 1).
 Cotas não funcional: Não essencial para funcionamento do objeto (ver NF na Figura 1).
 Cotagem auxiliar: Dada somente para informação. A cotagem auxiliar não influi nas operações
de produção ou de inspeção; é derivada de outros valores apresentados no desenho ou em
documentos e nela não se aplica tolerância (ver AUX na Figura 1).

Elemento: Uma das partes características de um objeto, tal como uma superfície plana, uma
superfície cilíndrica, um ressalto, um filete de rosca, uma ranhura, um contorno etc.

24
Figura 1. Exemplos de cotagem funcional, não funcional e auxiliar.
Produto acabado: Objeto completamente pronto para montagem ou serviço, sendo uma
configuração executada conforme desenho. Um produto acabado pode também ser uma etapa
pronta para posterior processamento (por exemplo: um produto fundido ou forjado).

3.3. Aplicação

A aplicação das cotas deve ser conforme especificado de 3.3.1 a 3.3.7:

3.3.1 Toda cotagem necessária para descrever uma peça ou componente, clara e
completamente, deve ser representada diretamente no desenho.

3.3.2 A cotagem deve ser localizada na vista ou corte que represente mais claramente o
elemento.
3.3.3 Desenhos de detalhes devem usar a mesma unidade (por exemplo, milímetro) para todas as
cotas sem o emprego do símbolo. Se for necessário, para evitar mau entendimento, o
símbolo da unidade predominante para um determinado desenho deve ser incluído na
legenda. Onde outras unidades devem ser empregadas como parte na especificação do
desenho (por exemplo, N.m. para torque ou kPA para pressão), o símbolo da unidade
apropriada deve ser indicado com o valor.
3.3.4 Cotar somente o necessário para descrever o objeto ou produto acabado. Nenhum elemento
do objeto ou produto acabado deve ser definido por mais de uma cota. Exceções podem ser
feitas:
a) onde for necessário a cotagem de um estágio intermediário da produção (por exemplo:
o tamanho do elemento antes da cementação e acabamento);
b) onde a adição de uma cota auxiliar for vantajosa.

3.3.5 Não especificar os processos de fabricação ou os métodos de inspeção, exceto quando


forem indispensáveis para assegurar o bom funcionamento ou intercambiabilidade.
3.3.6 A cotagem funcional deve ser escrita diretamente no desenho (ver Figura 2) Ocasionalmente
a cotagem funcional escrita indiretamente é justificada ou necessária. A Figura 3 mostra o
efeito da cotagem funcional escrita indiretamente, aceitável, mantendo os requisitos
dimensionais estabelecidos na Figura 2.
3.3.7 A cotagem não funcional deve ser localizada de forma mais conveniente para a produção
e inspeção.

25
26
4. Método de execução

4.1 Elementos de cotagem: Incluem a linha auxiliar, linha de cota (NBR 8403) limite da linha de
cota e a cota. Os vários elementos da cotagem são mostrados nas Figuras 4 e 5.

4.2 Linhas auxiliares e cotas: São desenhadas como linhas estreitas contínuas, conforme NBR
8403, mostrado nas Figuras 4 e 5.
 Linha auxiliar deve ser prolongada ligeiramente além da respectiva linha de cota (ver Figuras 4
e 5). Um pequeno espaço deve ser deixado entre a linha de contorno e linha auxiliar.
 Linhas auxiliares devem ser perpendiculares ao elemento dimensionado, entretanto se
necessário, pode ser desenhado obliquamente a este, (aproximadamente 60°), porém paralelas
entre si (ver Figura 6).
 A construção da intersecção de linhas auxiliares deve ser feita com o prolongamento desta além
do ponto de intersecção (ver Figura 7).
 Linhas auxiliares e cota, sempre que possível, não devem cruzar com outras linhas (Figura 8).

27
 A linha de cota não deve ser interrompida, mesmo que o elemento o seja (ver Figura 9).

 O cruzamento das linhas de cota e auxiliares devem ser


evitados, porém, se isso ocorrer, as linhas não devem ser
interrompidas no ponto de cruzamento.
 A linha de centro e a linha de contorno, não devem ser
usadas como linha de cota, porém, podem ser usadas
como linha auxiliar (ver Figura 10). A linha de centro,
quando usada como linha auxiliar, deve continuar como
linha de centro até a linha de contorno do objeto.

4.3 Limite da linha de cota: A indicação dos limites da linha de cota é feita por meio de setas ou
traços oblíquos.
4.3.1 As indicações são especificadas como segue:
a) a seta é desenhada com linhas curtas formando ângulos de 15°. A seta pode ser aberta, ou
fechada preenchida (ver Figura 11);
b) o traço oblíquo é desenhado com uma linha curta e inclinado a 45° (ver Figura 12);

4.3.2 A indicação dos limites da linha de cota deve ter o mesmo tamanho num mesmo desenho.
4.3.3 Somente uma forma da indicação dos limites da linha de cota deve ser usada num mesmo
desenho. Entretanto, quando o espaço for muito pequeno, outra forma de indicação de limites pode
ser utilizada (ver Figura 24).
4.3.4 Quando houver espaço disponível, as setas de limitação da linha de cota devem ser
apresentadas entre os limites da linha de cota (ver Figura 13). Quando o espaço for limitado as setas
de limitação da linha de cota, podem ser apresentadas externamente no prolongamento da linha de
cota, desenhado com esta finalidade (ver Figura 14).
4.3.5 Somente uma seta de limitação da linha de cota é utilizada na cotagem de raio (ver Figura 15).
Pode ser dentro ou fora do contorno, (ou linha auxiliar) dependendo do elemento apresentado.

28
4.4 Apresentação da cotagem:

4.4.1 As cotas devem ser apresentadas em desenho em caracteres com tamanho suficiente para
garantir completa legibilidade, tanto no original como nas reproduções efetuadas no microfilmes
(conforme NBR 8402). As cotas devem ser localizadas de tal modo que elas não sejam cortadas
ou separadas por qualquer outra linha.
4.4.2 Existem dois métodos de cotagem mas somente um deles deve ser utilizado num mesmo
desenho:
a) método 1: - as cotas devem ser localizadas acima e paralelamente às suas linhas de cotas e
preferivelmente no centro (ver Figura 16).

Exceção pode ser feita onde a cotagem sobreposta é


utilizada (ver Figura 34). As cotas devem ser escritas
de modo que possam ser lidas da base e/ou ladodireito
do desenho. Cotas em linhas de cotas inclinadas
devem ser seguidas como mostra a Figura 17.

Na cotagem angular podem ser seguidas uma das formas apresentadas nas Figuras 18 e 19.

29
b) Método 2: As cotas devem ser lidas da base da folha de papel. As linhas de cotas devem ser
interrompidas, preferivelmente no meio, para inscrição da cota (ver Figuras 20 e 21).

Na cotagem angular podem ser seguidas uma das formas apresentadas nas Figuras 19 e 22.

4.4.3 A localização das cotas freqüentemente necessita ser adaptada às várias situações.
Portanto, por exemplo, as cotas podem estar:
 no centro submetido da linha de cota, quando a peça é desenhada em meia peça ( Figura 23).
 sobre o prolongamento da linha de cota, quando o espaço for limitado (ver Figura 24);
 sobre o prolongamento horizontal da linha de cota, quando o espaço não permitir a localização
com a interrupção da linha de cota não horizontal (ver Figura 25).

4.4.4 Cotas fora de escala (exceto onde a linha de interrupção for utilizada) deve ser sublinhada
com linha reta com a mesma largura da linha do algarismo (ver Figura 26).

30
4.4.5 Os símbolos seguintes são usados com cotas para mostrar a identificação das formas e
melhorar a interpretação de desenho. Os símbolos de diâmetro e de quadrado podem ser omitidos
quando a forma for claramente indicada. Os símbolos devem preceder à cota (Figuras 27 a 31).

5 Disposição e apresentação da cotagem

5.1 Disposição: A disposição da cota no desenho deve indicar claramente a finalidade do uso.
Geralmente é resultado da combinação de várias finalidades.
5.2 Cotagem em cadeia: Deve ser utilizada somente quando o possível acúmulo de tolerâncias
não comprometer a necessidade funcional das partes. (Figura 32).

5.3 Cotagem por elemento de referência

31
 Este método de cotagem é usado onde o número de cotas da mesma direção se relacionar a
um elemento de referência.
Cotagem por elemento de referência pode ser executada como cotagem em paralelo ou
cotagem aditiva.
 Cotagem em paralelo é a localização de várias cotas simples paralelas uma às outras e
espaçadas suficientemente para escrever a cota (ver Figuras 33 e 34).
 Cotagem aditiva é uma simplificação da cotagem em paralelo e pode ser utilizada onde há
limitação de espaço e não haja problema de interpretação.
A origem é localizada num elemento de referência e as cotas são localizadas na extremidade
da linha auxiliar (ver Figura 34).
 Cotagem aditiva em duas direções pode ser utilizada quando for vantajoso. Neste caso, a
origem deve ser como mostra a Figura 35.

 Quando os elementos estiverem próximos, quebramos as linhas auxiliares para permitir a


inscrição da cota no lugar apropriado, como mostra a Figura 36.

5.4 Cotagem por coordenadas

 Pode ser mais prático reduzir-se a Tabela, como mostra a Figura 37 do que a Figura 35.
 Coordenadas para pontos de intersecção em malhas nos desenhos de localização são
indicadas como mostra a Figura 38.
 Coordenadas para pontos arbitrários sem a malha, devem aparecer adjacentes a cada ponto
(ver Figura 39) ou na forma de tabela (ver Figura 40).

32
5.5 Cotagem combinada
Cotagem simples, cotagem aditiva e cotarem por elemento comum podem ser combinadas no
desenho (ver Figuras 41 e 42).

6 Indicações especiais
 Cordas, arcos, ângulos e raios
 As cotas de cordas, arcos e ângulos, devem ser como mostra a Figura 43.

33
6.3 Elementos repetidos
Se for possível definir a quantidade de elementos de mesmo tamanho e assim, evitar de repetir a
mesma cota, eles podem ser cotados como mostram as Figuras 50 e 51.
6.4 Chanfros e escareados
6.4.1 Chanfros devem ser cotados como mostra a Figura 52. Nos chanfros de 45° a cotagem pode
ser simplificada, como mostram as Figuras 53 e 54.
6.4.2 Escareados são cotados conforme mostra a Figura 55.

6.5 Outras indicações


 Para evitar a repetição da mesma cota ou evitar chamadas longas, podem ser utilizadas letras
de referências, em conjunto com uma legenda ou nota (ver Figura 56).
 Em objetos simétricos representados em meio corte (ver Figura 57-a)) ou meia vista (ver
Figura 57-b)) (ver NBR 10067), a linha de cota deve cruzar e se estender ligeiramente além do
eixo de simetria.
 Normalmente não se cota em conjunto, porém, quando for cotado, o grupo de cotas específico
para cada objeto deve permanecer, tanto quanto possível, separados (ver Figura 58).
 Algumas vezes, é necessário cotar uma área ou comprimento limitado de uma superfície, para
indicar uma situação especial.
Neste caso, a área ou o comprimento e sua localização, são indicados por meio de linha, traço
e ponto larga, desenhada adjacente e paralela à face correspondente.
Quando esta exigência especial se referir a um elemento de revolução, a indicação deve ser
mostrada somente num lado (ver Figura 59).

34
Quando a localização e a extensão da exigência especial necessitar de identificação, deve-se
cotar aproximadamente, porém, quando o desenho mostrar claramente a sua extensão, a
cotagem não é necessária (ver Figura 60).

Verificando o entendimento
Analise as vistas ortográficas e escreva, nos espaços
indicados, as cotas das dimensões básicas.

a) Comprimento:
b) Altura:
c) Largura:
Muito bem! Se você completou: a) 42 mm; b)11
mm e c) 15 mm, você acertou! É importante que você tenha colocado o símbolo mm, pois embora
ele não apareça no desenho técnico fica subentendido que a unidade de medida é o milímetro.

35
Quando, excepcionalmente, for adotada outra unidade de medida que não o milímetro, o
símbolo correspondente deve vir ao lado da cota.
Os exemplos de cotagem básica que você estudou até aqui referem-se a modelos
prismáticos sem elementos. Mas se a peça tiver elementos, também é necessário indicar as cotas
básicas.

Dicas para uma boa cotagem


 Os elementos cilíndricos sempre são dimensionados pelos seus diâmetros e localizados pelas suas
linhas de centro
 Para facilitar a leitura e a interpretação do desenho, deve-se evitar colocar cotas dentro dos desenhos
e, principalmente, cotas alinhadas com outras linhas do desenho.

 Outro cuidado que se deve ter para melhorar a interpretação do desenho é evitar o cruzamento de
linha da cota com qualquer outra linha.
 As cotas de menor valor devem ficar por dentro das cotas de maior valor, para evitar o cruzamento de
linhas de cotas com as linhas de chamada
 Sempre que possível, as cotas devem ser colocadas alinhadas

 Quando a forma do elemento cotado estiver claramente definida, os símbolos podem ser omitidos

36
 As cotas podem ser colocadas em cadeia (cotagem em série), na qual as cotas de uma mesma direção
são referenciadas umas nas outras ou podem ser colocadas tendo um único elemento de referência
(cotagem em paralelo).
 Na cotagem em série, durante os processos de fabricação da peça, ocorrerá a soma sucessiva dos erros
cometidos na execução de cada elemento cotado, enquanto na cotagem em uma determinada direção,
não ocorrerá a soma dos erros cometidos na execução de cada cota.

 A escolha do tipo de cotagem está diretamente vinculada à fabricação e à futura utilização do objeto
 Outro tipo de cotagem por elemento de referência é a cotagem aditiva.
 A cotagem aditiva é uma variação simplificada da cotagem em paralelo, que pode ser usada onde
houver problema de espaço.
 Na prática a cotagem aditiva não é muito utilizada porque existe a possibilidade de dificultar a
interpretação do desenho e conseqüentemente gerar problemas na construção da peça.

Cotagem de Ângulos, Chanfros e Escareados


 Para definir um elemento angular são necessárias pelo menos duas cotas, informando os comprimentos
de seus dois lados ou o comprimento de um dos seus lados associados ao valor de um dos seus ângulos,
conforme mostra a Figura (a).
 Quando o valor do ângulo for 45°, resultará em ângulo s iguais e lados iguais e, nesta situação, pode-se
colocar em uma única linha de cota o valor dos dois lados ou de um lado associado ao ângulo, como
mostra a Figura (b).

37
 Da mesma forma, os cantos vivos dos furos também são quebrados com pequenas superfícies
inclinadas, que no caso dos furos são chamadas de escareados.

Cotagem de Elementos Eqüidistantes e/ou Repetidos


 A cotagem de elementos eqüidistantes pode ser simplificada
porque não há necessidade de se colocar todas as cotas.
 Os espaçamentos lineares podem ser cotados indicando o
comprimento total e o número de espaços.
 Para evitar problemas de interpretação, é conveniente cotar um
dos espaços e informar a dimensão e a quantidade de elementos.

 Os espaçamentos eqüidistantes angulares podem ser cotados indicando somente o valor do ângulo de
um dos espaços e da quantidade de elementos

 Quando os espaçamentos não forem eqüidistantes, será feita a cotagem dos espaços, indicando a
quantidade de elementos

Exercício:
1. Analise o desenho técnico abaixo e responda às questões a seguir.

38
a) Escreva dentro dos parênteses as letras correspondentes a
cada elemento de cotagem.
( ) Linha de cota
( ) Linha auxiliar de cota
( ) Cota

b) Escreva as cotas básicas de: comprimento:


altura: largura:
c) Escreva as cotas básicas que determinam o tamanho do rasgo: e .
d) Escreva a cota que determina a localização do rasgo: .
e) Escreva as cotas que determinam o tamanho do rebaixo: e .
47- Complete as frases, escrevendo as palavras faltantes sobre as linhas indicadas.
a) As linhas auxiliares de cota não encostam nas linhas do .
b) A linha de encosta na linha auxiliar de cota.
c) A linha ultrapassa a linha de cota.
d) A não encosta na linha de cota.
e) A linha de é uma linha e tem setas nas extremidades.
f) Na linha de cota vertical a cota deve ser escrita de baixo para e ao lado
da linha de cota.
g) Na linha de cota horizontal a cota deve ser escrita da para a
e sobre a linha de cota.

2. A NBR 10126:1987 fixa os princípios gerais de cotagem a serem aplicados em todos os


desenhos técnicos. Das figuras abaixo, qual é aquela que apresenta com precisão a aplicação
dos princípios dessa norma?

3. Coloque V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas. Em seguida escolha a


alternativa correta.
I ( ) Cotagem é uma representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de
linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida.
II ( ) Deve-se cotar somente o necessário para descrever o objeto ou produto acabado.

39
III) ( ) Os elementos de cotagem são as linhas de cota e as linhas auxiliares.
IV) ( ) A linha de cota deve ser interrompida mesmo que o elemento o seja.
V) ( ) Linhas auxiliares e cota, sempre que possível, devem se cruzar com outras
linhas.
VI) ( ) Um pequeno espaço deve ser deixado entre a linha de contorno e a linha
auxiliar.
(A) F, V, F, F, V, F;
(B) V, V, F, F, V, V;
(C) F, V, V, F, V, F;
(D) V, F, F, V, V, V;
(E) V, V, F, F, F, V.

4. A NBR 10126/87 determina aspectos da cotagem em desenhos


técnicos. Segundo essanorma, considere:
I - As cotas ortogonais às margens do desenho podem ser dispostas de
modo a serem lidas tantoa partir da base, quanto a partir da base e/ou lado
direito do desenho, desde que em um mesmo desenho se utilize apenas
um dos métodos.
II - Linhas de cota podem, a qualquer momento, cruzar as demais linhas
do desenho, sem prejuízo à legibilidade deste.
III - Desde que a cota traga o valor numérico correto da medida, as linhas
de cota não precisamser representadas paralelas às dimensões medidas.
IV - A cotagem deve ser localizada na vista ou corte que represente mais claramente
o elemento.
Está correto o que se afirma em
[A] I e IV, apenas.
[B] II e IV, apenas.
[C] I, II e III, apenas.
[D] II, III e IV, apenas.

40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
Cotar os desenhos abaixo conforme dimensão do mesmo

51
52
FAÇA A COTAGEM/DIMENSIONAMENTO DOS DESENHOS A SEGUIR.

EX. 1.

ESC. 1:5

EX. 2

53
ESC. 1:2

EX. 3

ESC. 1:10

54
55
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI
CURSO DE AGRONOMIA
DISCIPLINA: DESENHO TÉCNICO – NOTA DE AULA 6 e 7

6 CONTEÚDO: Projeções Ortogonais: Elementos da projeção, Tipos de projeções, Projeções


Ortogonais: Símbolos dos diedros - Exposição e Exercícios. Projeções Ortogonais: exercícios
práticos - Projeção de um modelo físico (peça) no primeiro diedro para representação através de
vistas; Leitura das vistas ortogonais Construção das vistas a partir da perspectiva isométrica.

Introdução

Todo desenho técnico deve ser realizado de modo a servir de elemento para compreensão e
reprodução exatado objeto desenhado. Para isso, um dos primeiros passos é a reprodução do objeto
em vistas (projeções) que facilitam a obtenção de todos os detalhes do desenho, bem como, suas
dimensões.

Quando se fala em “vista ”deve se entender como a visualização de um desenho a partir de um


ponto distante do mesmo de modo a não se perceber a sua profundidade, um exemplo pode ser
mostrado Abaixo.Conforme se verifica, o desenho da peça no plano só mostra a face lateral
esquerda desta sem nos dar mais nenhuma outra
informação da mesma.

Por isso, antes de falarmos das vistas, vamos ver um


pouco sobre as projeções.

A projeção ortográfica é uma forma de


representar graficamente objetos tridimensionais em
superfícies planas, de modo a transmitir suas
características com precisão e demonstrar sua
verdadeira grandeza. Para entender bem como é feita a
projeção ortográfica vamos conhecer alguns
elementos que constituem esse método.

Geometria descritiva: a base do desenho técnico

O desenho técnico, tal como o entendemos hoje, foi


desenvolvido graças ao matemático francês Gaspar Monge (1746-1818). Os métodos de
representação gráfica que existiam até aquela época não possibilitavam transmitir a idéia dos
objetos de forma completa, correta e precisa. Monge criou um método que permite representar, com
precisão, os objetos que têm três dimensões (comprimento, largura e altura) em superfícies planas,
como, por exemplo, uma folha de papel, que tem apenas duas dimensões (comprimento e largura).
Esse método, que passou a ser conhecido como método mongeano, é usado na geometria
descritiva. E os princípios da geometria descritiva constituem a base do desenhotécnico. Veja:

56
Elementos de projeção

Os principais elementos da projeção são:


1. Centro de projeção (v), pólo ou vértice -
coincide com o ponto de vista do observador;
2. Linhas projetantes - podem ser paralelas,
como na figura, ou cônicos;
3. Objeto a ser projetado - em Geometria
Descritiva, o objeto pode ser um ponto, uma linha,
um plano ou um sólido;
4. Plano de projeção (α);
5. Figura projetada do objeto.

Observador: Observador é a pessoa que vê, analisa, imagina ou desenha o modelo. Para
representar o modelo em projeção ortográfica, o observador deve analisá‑lo cuidadosamente
em várias posições.

Objeto, modelo ou peça: É o elemento,


projetivo real ou imaginário, que se quer
representar em projeção.
Planos de projeção: São os planos nos
quais o objeto é projetado. São três os
principais planos de projeção:
Vertical (anterior e posterior);
Horizontal (inferior e superior); e
Lateral (direito e esquerdo).

Tipos de projeção

• Projeção cônica ou central – o centro de projeção está a uma distância finita do plano de
projeção e as linhas projetantes são divergentes (como exemplo, temos a figura anterior);
• Projeção cilíndrica ou paralela – o centro de projeção está a uma distância infinita do plano
de projeção e as linhas projetantes são paralelos entre si. A projeção cilíndrica pode ser:
• Oblíqua – as linhas projetantes formam com o plano de projeção um ângulo diferente de
90°.
• Ortogonal – as linhas projetantes formam com o plano de projeção um ângulo de 90°.

57
Diedros – Método Mongeano (Gaspar Monge)

Quando o plano vertical é perpendicular ao plano horizontal, estes dois planos dividem o espaço em
quatro quadrantes ou diedros.

Atualmente , a maioria dos países que utilizam o Método Mongeano adotam a projeção ortográfica
no 1º diedro. No Brasil, a ABNT (NBR,10067) recomenda o emprego deste diedro. Entretanto,
alguns paises, como EUA, Canada e a Holanda representam seus Desenhos Técnicos no 3º diedro.

Vistas ortográficas

Conceito de vistas ortográficas:


São as projeções ortogonais nos planos horizontal, vertical e laterais de projeção.

De acordo com a posição do observador, relativamente ao objeto, as vistas ortográficas principais


são:
a) Vista Frontal, de frente ou principal (VF): É a vista principal do objeto ou com mais detalhe,
sendo obtida na face posterior a ele (objeto), ou seja, no plano vertical posterior;
b) Vista superior ou de cima (VS): O observador se posiciona acima do objeto e vê a sua projeção
ortogonal na face posterior a ele (objeto), ou seja, no plano horizontal inferior;
c) Vista Inferior (VI): O observador se posiciona abaixo do objeto e vê a sua projeção ortogonal
na face posterior a ele (objeto), ou seja, no plano horizontal superior;
d) Vista lateral direita (VLD): O observador se posiciona a direita de sua posição considerada de
frente e vê a sua projeção ortogonal na face posterior a ele (objeto), ou seja, no plano lateral
esquerdo;
e) Vista lateral esquerda (VLE): O observador se posiciona à esquerda do objeto e vê a sua
projeção ortogonal na face posterior a ele (objeto), ou seja, no plano lateral direito;
f) Vista posterior (VP): O observador se posiciona por traz do objeto e vê a sua projeção ortogonal
na face posterior a ele (objeto), ou seja, no plano vertical anterior.

58
Figura 4. Representação das vistas ortográficas principais no papel no primeiro diedro

Figura 4. Representação das vistas ortográficas principais no papel no terceiro diedro

59
Exercícios:
Escreva nas vistas ortográficas as letras as letras do desenho em perspectiva isométrica que
corresponde aos seus vértices.

Complete as projecoes.

60
Dada as perspectivas isométricas dos sólidos, construa as vistas frontal, superior e lateral -
considere a malha com espaçamento 5 unidades
01 -

02 -

03 -

61
04 -

05 -

62
06 -

63
Exercícios complementares:

1. Dada a perspectiva na figura acima, qual é a representação das vistas ortográficas no primeiro
diedro, considerando os furos da base como passantes?

2. De acordo com a NBR 10067:1995, que fixa a forma de representação aplicada em desenho
técnico, o símbolo que representa o método de projeção ortográfica no primeiro diedro é:

3. Considerando as vistas ortográficas e a perspectiva apresentadas abaixo, julgue os itens a


seguir.

64
4. Dentre as oito projeções ortográficas mostradas abaixo, quatro representam as projeções dos
modelos em perspectiva. Assinale a alternativa correta anotando o número respectivo da projeção.
(A) 8, 2, 6 e 5.
(B) 6, 8, 5 e 7.
(C) 1, 3, 7 e 5.
(D) 6, 4, 5 e 7.
(E) 3, 8, 5 e 2.

5. De acordo com a norma europeia, adotada pela ABNT, o objeto se localiza na frente do plano
de desenho. Temos abaixo a representação das seis
vistas ortográficas.

As de números 4 e 5 representam quais vistas


ortográficas, respectivamente?
a) ( ) Vista de frente e vista de cima.
b) ( ) Vista de trás e vista de baixo.
c) ( ) Vista do lado direito e vista de baixo.
d) ( ) Vista do lado direito e vista de cima.
e) ( ) Vista do lado esquerdo e vista de trás.

65
6. Entre as projeções ortogonais a seguir, assinale qual NÃO deve ser utilizada para representar o
objeto abaixo:

7. Observe a perspectiva isométrica e assinale a alternativa que representa corretamente as


projeções ortográficas no 1º diedro.

66
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI
CURSO DE AGRONOMIA
DISCIPLINA: DESENHO TÉCNICO – NOTA DE AULA

CONTEÚDO: Perspectiva isométrica Desenho em perspectiva - exercícios práticos

Desenho em Perspectiva

Perspectiva é a representação gráfica dos objetos tridimensionais. Ela pode ser feita de
várias maneiras, com resultados diferentes, que se assemelham mais ou menos à visão humana.
Observe como um objeto pode ser representado de maneiras diferentes:

Classificação das perspectivas

67
Projeções axonométricas

Perspectiva Isométrica ISO = Mesma MÉTRICA = Medida

O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semiretas que tem o mesmo
ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120º. Essas semiretas, assim dispostas, são
chamadas de Eixos Isométricos.

Linha Isométrica

Agora você vai conhecer outro elemento muito importante para o traçado da perspectiva
isométrica: as linhas isométricas.

68
Qualquer reta paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica. Observe a figura
a seguir:

Perpectiva Isométrica – traçado

A utilização da projeção isométrica provoca redução igual em todos os eixos de aproximadamente


19%. Por serem iguais utiliza-se do tamanho real do objeto e a proporção será mantida, isto é
chamado de perspectiva isométrica simplificada.

Construção: perspectiva isométrica do prisma retangular passo a passo

69
Uma forma mais simples e prática de desenhar em perspectiva é através do auxilio do
papel reticulado ou malha isométrica, como estudaremos a seguir.

Papel Reticulado (malha isométrica)

O traçado da perspectiva é feito, em geral, por meio de esboços à


mão livre.
Para facilitar o traçado da perspectiva isométrica à mão livre, usaremos um
tipo de papel reticulado que apresenta uma rede de Essas linhas servem
como guia para orientar o traçado do ângulo correto da perspectiva
isométrica. O uso do papel reticulado simplifica o aprendizado.

Perpectiva Isométrica – exemplo prisma retangular

70
Perpectiva Isométrica – elementos paralelos e oblíquos

Perpectiva Isométrica – desenho de uma de um círculo

71
Exercícios práticos
Perspectiva 01.

Perspectiva 02.

Perspectiva 03.
72
Perspectiva 04.

Perspectiva 05

Perspectiva 06

73
Perspectiva 07.

Perspectiva 08.

74
Perspectiva 09.

Perspectiva 10.

Perspectiva 11.

75
Perspectiva 12.

Perspectiva 13.

Perspectiva 14.

76
DESENHOS UTILIZADOS NA REPRESENTAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO DE UMA
EDIFICAÇÃO.

Na representação dos projetos de edificações são utilizados os seguintes desenhos:

 Planta(s) baixa(s)
 Cortes
 Fachadas
 Planta de Localização
 Planta de Cobertura
 Planta de Situação
 Desenhos de Detalhes
 Perspectivas

PLANTA BAIXA

A Planta baixa é, genericamente, uma vista ortográfica seccional do tipo corte, feita em cada
pavimento através de um plano projetante secante horizontal imaginário, posicionado de maneira
a seccionar o maior número possível de elementos, normalmente em uma altura entre as vergas
das portas e os peitoris das janelas (média 1.50m).

A porção da edificação acima do plano de corte é eliminada e representa-se o que um observador


imaginário posicionado a uma distância infinita veria ao olhar do alto a edificação cortada. Esta
representação é acompanhada de todas as informações necessárias a correta construção da
edificação. Veja a seguir exemplo de representação da planta baixa na escala 1/50 da edificação
apresentada anteriormente.

77
78
DENOMINAÇÃO E QUANTIDADE

Qualquer construção de um único piso terá a necessidade óbvia de uma única planta
baixa, que será denominada simplesmente de “PLANTA BAIXA”.
Em construções com vários pavimentos, será necessária uma planta baixa para cada
pavimento arquitetonicamente distinto. Vários pavimentos iguais terão como representação uma
única planta baixa, que neste caos será denominada de “PLANTA BAIXA DO PAVIMENTO TIPO”.
Quanto aos demais pavimentos, o título da planta inclui a denominação do piso. Por
exemplo, planta baixa do 1º pavimento (ou pavimento térreo), planta baixa do segundo subsolo,
planta baixa da cobertura, planta baixa da sobre loja, e assim por diante.
Para adequação a norma NB‐140, são utilizadas as denominações “PISO” e
“PAVIMENTO”. Não podendo ser empregada a terminologia “ANDAR”.
A denominação do número é dada:
 nos subsolos 1, 2, 3, etc no sentido de quem desce;
 nos pavimentos 1 (ou térreo), 2, 3, etc no sentido de quem sobe.

ESCALA

A escala usual para impressão (representação) das plantas baixas é a de 1:50. Ocorre que para
determinadas edificações, em função de suas dimensões, essa escala pode ser muito grande e de
difícil impressão. Nesses casos, costuma‐se utilizar as escalas de 1:75 e 1:100. Escalas menores
do que estas, em projetos executivos, não devem ser utilizadas, sendo preferível a representação
(impressão) da planta baixa por partes, através de pranchas articuladas. Escalas maiores do que
1:50, como por exemplo 1:20 e 1:25, são utilizadas para representação de plantas baixas de
compartimentos e/ou áreas da edificação que por suas características necessitem de um maior
detalhamento construtivo, o que geralmente é feito em desenho(s) a parte (que compõem as
pranchas de detalhes).

ELEMENTOS DE UMA PLANTA BAIXA

Os elementos de uma planta baixa podem ser divididos em:


a) Elementos Construtivos:
Paredes e elementos estruturais; aberturas (portas, janelas, portões, etc.); pisos e seus
componentes (degraus, rampas, escadas, etc.); equipamentos de construção (aparelhos sanitários,
armários, lareiras, etc.); aparelhos elétricos de porte (fogões, geladeiras, máquinas de lavar, etc.) e
elementos de importância não visíveis (dutos de ventilação, reservatórios, etc.).
b) Informações:
Nome dos compartimentos, áreas úteis dos compartimentos, níveis, posições dos planos de corte
vertical, dimensões das aberturas, cotas, e outras informações.

Paredes

As paredes, geralmente em alvenaria,


seccionadas pelo plano de corte que gera a
planta baixa, são representadas através de
linhas paralelas de espessura grossa. Podem
aparecer preenchidas ou não por textura sólida
(cor), e/ou com ou sem representação do
revestimento das alvenarias (reboco ou outros).
A seguir aparecem representações dos tipos
mais comuns de paredes.

79
Abaixo são apresentadas variações na representação e no tom da cor (tom de cinza) de paredes de
alvenaria. Não é aconselhável utilizar cores diversas dos tons de cinzas, pois algumas cores são
associadas aos diferentes tipos (estados) de paredes em um projeto de reforma e/ou ampliação
(p.ex: paredes a demolir, paredes a conservar, paredes a construir).

Paredes baixas (menor do que 1.50m de altura) não são cortadas pelo plano e por consequência
são representadas em vista, com linhas de espessura média, conforme exemplo abaixo.

Desníveis e transições de pisos

Os desníveis devem ser representados


com linhas finas, mas mais espessas e/ou
escuras do que as que representam os pisos.
Recomenda‐se o uso de linhas na espessura de
0.20 mm a 0.25 mm para desníveis, soleiras,
rampas e degraus, e de 0.10 mm a
0.15 mm para linhas de transição de pisos.

80
Elementos em projeção

Os elementos da construção situados a


cima do plano de corte da planta baixa, e por
consequência, não visíveis, devem ser
representados em projeção através de linhas
tracejadas ou de linha traço dois pontos. São
assim representados: beirais das coberturas,
vãos de aberturas e esquadrias (incluindo
iluminação zenital), elementos da estrutura
(vigas), chaminés, alçapões, mezaninos,caixa
d’água, escadas, etc.
As linhas que a representam os
elementos em projeção devem ser finas a
médias (0,25 mm a 0,30 mm) e recomenda‐se
o tamanho do tracejado entre
0.15 m e 0.10 m.

Esquadrias

As esquadrias, em geral portas e janelas, podem ser representadas de forma simplificada,


ou mais detalhada. O desenho CAD permite a utilização de blocos1, desta forma os elementos
repetitivos nos desenhos de arquitetura, tais como as esquadrias, as louças sanitárias,
equipamentos de serviço e outros, podem ser desenhados uma única vez, e formarem uma
biblioteca de desenhos, a serem inseridos em diversas representações.
Abaixo são apresentadas representações simplificadas de porta e janela formadas por linhas
independentes, e representações mais detalhada das mesmas esquadrias, as quais foram
desenhadas com a finalidade de compor um bloco para uso repetitivo. Quanto menor a escala de
impressão mais simplificada deve ser a representação da esquadria.

Ao representar os elementos das esquadrias que faceiam as paredes, tais como marcos e
guarnições, devemos lembrar que se essas últimas forem representadas por linhas grossas, as
mesmas irão parcialmente se sobrepor as linhas desses elementos, diminuindo suas dimensões
visuais (após a impressão). Nestes casos, marcos e guarnições devem ser representadas com
dimensões maiores do que as reais, de forma a compensar a sobreposição das linhas
representativas das paredes. Abaixo são apresentadas duas figuras ilustrando essa situação. Pode-
se observar que na figura da direita os marcos e as guarnições da porta foram representados com
suas medidas reais e por conseqüência os mesmos tem suas linhas parcialmente sobrepostas pelas
das paredes.

81
A seguir são apresentadas as representações de uma porta e uma janela com valores de referência
para espessuras de seus elementos em uma impressão na escala 1/50.

Referência de nível: na planta baixa utiliza‐se o símbolo para


informar a altura de determinados pontos do projeto (neste exemplo, o nível
0.15m). Devem ser indicados todos os diferentes níveis presentes na planta baixa. Evita‐se a
repetição desnecessária de níveis, identificando‐os sempre que for visualizada uma diferença de
nível, não sendo necessário informar a cota de nível de todos os compartimentos, mas sim os
lugares aonde há mudança nas alturas dos pisos.

Os níveis devem ser sempre indicados em METROS e acompanhados do sinal negativo caso
localizarem abaixo do nível de referência (00) – (opcionalmente pode ser usado o sinal positivo para
o caso de níveis localizados acima do nível de referência). Sempre são indicados com referência ao
nível ZERO do projeto. É costume omitir‐se o zero, nos casos de níveis menores de 1.00m, mas
deve‐se manter o ponto decimal como forma de informar que a cota de nível é em metros.
Tamanho dos textos de cotas: sugere‐se a utilização dos seguintes tamanhos de textos para
impressões na escala 1/50 – Cotas das paredes: 0.11m; dimensões das janelas: 0.11m;
dimensões das portas: 0.09m.
A seguir é apresentada figura com as cotas de uma pequena edificação.

82
CORTES

Cortes, em Desenho Arquitetônico, são representações gráficas constituídos por vistas


ortográficas seccionais do tipo corte, obtidas quando fazemos passar por uma edificação, planos
secantes e projetantes verticais, normalmente paralelos a um determinado conjunto de paredes, em
posicionamento estrategicamente definidos.
Os cortes são elaborados para a representação de elementos internos à edificação e de
elementos que se desenvolvam em altura, e que, por conseqüência não são representados em
planta baixa.
Seus posicionamentos e orientações (sentido da vista) são determinados objetivando
representar os elementos da edificação de maior importância e/ou complexidade.
Em geral, são realizados no mínimo dois cortes, um longitudinal (acompanhando a maior
dimensão da edificação) e outro transversal (acompanhando a menor dimensão da edificação).
Mas devem ser feitos tantos cortes quanto o necessário para representar inequivocamente
os elementos da edificação não apresentados em planta baixa. São fatores que influenciam a
quantidade de cortes necessários a representação de um projeto de arquitetura:
 Complexidade interna da edificação (paredes, estrutura, acabamentos, etc.);
 Forma da edificação;
 Variação de níveis;
 Variação e complexidade da cobertura;
 Diversidade de elementos internos que se desenvolvam em altura (escadas, poços de
 elevadores, etc.)
Os cortes são elaborados na mesma escala da planta baixa.

83
POSICIONAMENTO DOS CORTES

Os planos de corte são posicionados pela presença de: pés‐direitos variáveis, esquadrias
especiais, barreiras impermeáveis, equipamentos de construção, escadas, elevadores, planos de
cobertura, etc. Recomenda‐se também sempre que possível passá‐los pelas áreas molhadas
(banheiros, cozinhas, áreas de serviço, etc). O sentido de observação depende do interesse de
visualização, procurando‐se estabelecê‐lo de forma a representar o maior número de elementos
construtivos possíveis, e/ou, elementos especiais.
A localização dos planos de corte e o sentido de visualização devem estar indicados nas
plantas baixas, de maneira a permitir sua perfeita interpretação.
A indicação dos cortes em planta baixa tem uma simbologia específica e deve conter no
mínimo os seguintes elementos:

Opcionalmente, pode ser informado o número da prancha que contém a representação do corte.

84
COMPOSIÇÃO DO DESENHO

Elementos gráficos: compreende a representação de todos os elementos construtivos


seccionados e visualizados, e mesmo, quando necessário, eventuais partes não visíveis como, por
exemplo, as fundações. São representados nos cortes: fundações; solos e aterros; pisos e
contrapisos; paredes e elementos estruturais; portas e janelas; equipamentos de construção e
aparelhos sanitários; forros e entre‐pisos; estrutura de cobertura; telhados; etc.
Informações: bem mais simplificadas que as informações nas plantas baixas envolvem
obrigatoriamente: cotas verticais dos elementos em corte; níveis dos compartimentos, dadosbásicos
relativos à cobertura e outras informações complementares que se achar necessário para a
compreensão do projeto.

ELEMENTOS DE UM CORTE

Fundações: A representação completa das fundações no projeto arquitetônico é opcional, pois é


o projeto estrutural que definirá, em fução da carga da edificação e da capacidade de suporte do
terreno, o tipo adequado de fundações e suas dimensões. As fundações são representadas em
função do seu tipo e material e de sua disposição geral, com medidas aproximadas. No mínimo
deve‐se representar as vigas baldrame (vigas de fundação), e o perfil do terreno (natural eaterrado).
A seguir são apresentados exemplos de representações de tipos comuns de fundações:

Piso e contra‐piso: Piso e contra‐piso são representados através de linhas paralalelas. O


contrapiso com linhas grossas e, em geral, espessura de 10cm e o piso com linha fina e, em geral,
espessura de 5 cm (correspondendo ao piso com sua argamassa de assentamento ou elemento
de fixação).

85
Beirais: Prolongamento da cobertura além das paredes externas da edificação, os beirais podem
ser de vários tipos, formatos e materiais. Os mais comuns são os beirais de concreto e os de
madeira, planos e inclinados. A seguir são apresentados alguns exemplos de desenhos de beirais.

Paredes: Nos cortes, as paredes podem aparecer seccionadas ou em vista. No caso de paredes
seccionadas, a representação é semelhante ao desenho em planta baixa. Existindo paredes em
vista (que não são cortadas pelo plano de corte) a representação é similar aos pisos em planta.
Lajes e vigas: As lajes e vigas são representadas através de linhas paralelas em traço grosso,
devendo ser hachuradas para indicar a diferença de material (concreto) em relação às paredes
(geralmente alvenaria).

Assim como na planta baixa, as paredes seccionadas podem ser representadas preenchidas por
uma hachuras sólida (tom de cinza), valendo as mesmas observações feitas anteriormente (planta
baixa) quanto as espessuras das linhas e os tons de cinzas utilizados.

86
Esquadrias: Assim como na planta baixa, as esquadrias devem ser representadas com nível de
detalhamento compatível com a escala do desenho. Quando maior a escala mais detalhadas devem
ser suas representações. Como o desenho CAD possibilita o uso de blocos para elementos
repetitivos, permitindo que esses sejam desenhados apenas uma única vez, recomenda‐se que
para a escala 1/50 (escala usual para projetos arquitetônicos) as portas e janelas seccionadas pelo
plano de corte sejam representadas, no mínimo, através de seus marcose folhas (caixilhos para as
janelas).
Em vista, portas devem ser representadas por suas guarnições (linhas paralelas com
distanciamento de 5 a 7 cm), e as janelas por suas guarnições e pelas folhas (caixilhos). Em ambas
representações deve ser indicado o sentido de abertura da esquadria.

Cotas e referências de níveis


Cotas: São representadas exclusivamente as cotas verticais, de todos os elementos de interesse
em projeto, e principalmente:
 pés direitos (altura do piso ao forro/teto);
 altura de balcões e armários fixos;
 altura de impermeabilizações parciais;
 cotas de peitoris, janelas e vergas;
 cotas de portas, portões e respectivas vergas;
 espessura das lajes;
 espessura dos pisos e contra‐pisos
 alturas de patamares de escadas e pisos intermediários;
 altura de empenas e platibandas;
 altura de cumeeiras;
 altura de reservatórios (posição e dimensões);
* Não se cotam os elementos abaixo do contra‐piso.

A figura a seguir mostra a cotagem típica de um corte. Ressalta‐se que quanto maior o
número e maior a complexidade dos elementos construtivos presentes no corte, igualmente maior
é o número de cotas necessários aos seus dimensionamentos.

87
Níveis: Devem ser indicados todos os diferentes níveis presentes no corte. Evita‐se a
repetição desnecessária de níveis, identificando‐os sempre que for visualizada uma diferença de
nível, e não se fazendo a especificação no caso de sucessões de níveis iguais (degraus de uma
escada).
Os níveis devem ser sempre indicados em METROS e acompanhados do sinal negativo caso
localizarem abaixo do nível de referência (00) – (opcionalmente pode ser usado o sinal positivo para
o caso de níveis localizados acima do nível de referência). Sempre são indicados com referência
ao nível ZERO do projeto.
As cotas de nível em corte possuem uma simbologia própria, que a diferencia da cota de
nível em planta baixa (embora ambas devam possuir o mesmo valor para o mesmo local).

88
FACHADAS

As fachadas ou elevações são elementos gráficos do desenho arquitetônico constituídos por


vistas ortográficas principais (frontal, posterior, lateral esquerda, lateral direita) ou eventualmente
auxiliares da edificação, elaborados com a finalidade de fornecer informações para a execução da
edificação, bem como antecipar sua visualização externa.
Por ter um caráter visual as fachadas não são cotadas, ou seja, não é especificadanenhuma
dimensão da edificação nos desenhos das fachadas. As informações descritivas, que
eventualmente podem vir expressas nos desenhos das fachadas, apenas dizem respeito aos
materiais utilizados na composição externa da edificação, principalmente os revestimentos.

89
Devido a esse caráter o desenho das fachadas exige um maior rigor na determinação das
espessuras dos traços, de forma a representar corretamente a posição dos diversos planos e as
relações entre cheios e vazios. O uso de técnicas de expressão gráficas na representação das
texturas dos materiais, e aplicação de recursos gráficos, tais como as sombras e elementos de
humanização (vegetação, figura humana, veículos, etc), são de grande importância na
representação das fachadas, pois facilitam seu entendimento e qualificam a visualização prévia da
edificação. Mas deve sempre ser tomado o cuidado de se manter o caráter técnico da
representação. As fachadas são elaboradas na mesma escala dos cortes e da planta baixa.

Nomenclatura

Existe mais de uma maneira aceita de se nomear as elevações, mas uma vez adota uma
delas deve‐se usá‐la para todas as representações.
 pelo nome da vista: frontal, posterior, lateral direita, lateral esquerda
 pela orientação geográfica: norte, leste, sudeste (mais indicada)
 pelo nome da rua: para construções de esquina
 pela importância: principal, secundária (apenas para duas fachadas)
 letras e números
A Seguir são apresentadas duas fachadas do modelo de edificação em estudo.

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PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

Também chamada de Planta de Locação ou de Implantação, a Planta de localização é


uma vista principal superior esquemática, abrangendo o terreno e seu interior, que tem a finalidade
de identificar: o formato, as dimensões e a localização da construção dentro do terreno para o qual
está projetada.
O elemento básico se constitui na representação do contorno da edificação, sem
representação de quaisquer elementos internos (paredes e demais elementos), e dos elementos
complementares.
Além da edificação definida e posicionada, serão usualmente representados nesta planta
os tratamentos externos a saber: muros, cercas, caminhos, piscinas, acessos, canteiros, etc.
Quando a quantidade de elementos externos é acentuada tornando impossível sua
representação na escala dessa planta, representa‐se somente os muros e os acessos, acoplando‐
se os demais desenhos à planta‐baixa, em escala maior.

Elementos Gráficos
A planta de localização é composta dos seguintes elementos gráficos:
 Contorno do terreno;
 Contorno da edificação;
 Contorno da cobertura (em tracejado);
 Tratamentos externos (passeio, muro, pavimentações...);
 Representação da(s) calçada(s);
 Desenho das construções pré‐existentes (contorno).
 Árvores de médio e grande porte pré‐existentes.
Informações
 Devem constar na planta de localização as seguintes informações:
 Cotas totais do terreno;
 Cotas parciais e totais da edificação;
 Cotas angulares da construção (diferentes de 90°);
 Cotas de beirados;
 Cotas de posicionamento da construção;
 Cotas da(s) calçada(s);
 Informações sobre tratamentos externos (Ex.: altura de muros, pisos, áreas com grama, etc.);
 Marcação de acessos;
 Distinção por convenção de construções existentes e a construir;
 Símbolo de Norte

Escalas de representação
A planta de localização de edificações em terrenos com dimensões urbanas (terrenos inseridos na
malha urbana, com dimensões próximas a média dos terrenos urbanos) são representadas
usualmente nas escalas 1:100 ou 1:200. Em terrenos de grandes dimensões, urbanos ou rurais,
tendo em vista suas medidas e/ou medidas de seus prédios, é comum a utilização das escalas
menores: 1:250, 1:500 e até mesmo 1:1000.
Espessura dos traços
O contorno do terreno é representado em espessura média; o contorno da edificação em espessura
grossa, pois é o elementos mais importante dessa planta; e os elementos secundários em espessura
fina. Costuma‐se usar hachuras para destacar a edificação.
Observações Gerais
(i) As cotas do terreno devem ser externas a este; as cotas da construção e de seu posicionamento
devem ser externas a essa, podendo situar‐se tanto dentro do terreno como fora, dependendo do
espaço disponível;
(ii) É usual que se destaque as construções projetadas das existentes, hachurando o interior de
um dos tipos, e desenhando as demais somente pelo contorno em linha espessa, conforme
convenção a ser destacada ao lado do desenho (em legenda);
(iii) O acesso ao terreno deve ficar, preferencialmente, na parte inferior do desenho, ou mesmo
nas laterais, evitando‐se que seja posicionado na parte superior da prancha
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(iv) Especial atenção deve ser dada para que as cotas relativas ao posicionamento da construção,
sejam sempre em relação a ela, e nunca em relação ao limite da cobertura. As cotas de beirados
e similares devem ser colocadas soltas, em separado.
(v) Também existe a possibilidade de um desenho conjunto de “PLANTA DE LOCALIZAÇÃO E
COBERTURA”, normalmente só viável, por relacionamento de dimensões e escalas, para terrenos
com dimensões “urbanas”. Este assunto será retomado na PLANTA DE COBERTURA.
A seguir é apresentado a Planta de Localização da edificação que vem sendo utilizada para
exemplificar os conteúdos tratados.

PLANTA DE COBERTURA

Planta de cobertura de uma edificação é a representação gráfica de sua vista principal superior,
acrescida das informações necessárias, e eventualmente acoplada do desenho da rede pluvial da
edificação.
A finalidade desta planta é a representação e o detalhamento de todos os elementos do telhado, ou
a ele vinculados, do ponto de vista externo.
A rede pluvial é representada, eventualmente, junto com a PLANTA DE COBERTURA, pela íntima
relação entre esses elementos: a própria planta de cobertura faz parte da rede pluvial. Nada impede
que, por opção do projetista, estas plantas sejam representadas separadamente.

Rede Pluvial: A rede pluvial de uma edificação é o conjunto dos elementos construtivos
responsáveis pela condução e pelo direcionamento das águas que caem sobre a propriedade
privada. Ela pode ser dividida em:
REDE PLUVIAL AÉREA: Constituída pelos elementos conectados a cobertura: águas do telhado,
terraços ou similares, calhas, tubos condutores, etc.
REDE PLUVIAL DE SUPERFÍCIE: Constituída apenas pelos elementos que sofrem um tratamento
da sua superfície (ou mesmo elementos naturais aproveitados), sendo dotados de declividade que
condicionem o escoamento das águas pluviais.
REDE PLUVIAL SUBTERRÂNEA: Composta por um conjunto de caixas de areia, caixas de
passagem, caixas de inspeção, e canalizações, com dimensões e caimentos adequados, visando
à condução das águas da chuva.
Os elementos da rede pluvial aérea devem sempre ser representados na planta de cobertura,
independente de os demais elementos serem ou não representados nessa planta.

Linhas do Telhado: As linhas do telhado são linhas que resultam do encontro de águas do telhado,
ou que indicam seus términos. Na maioria das vezes, são linhas retas (posto que as águas são
normalmente planas).
As linhas dos telhados convencionais são as seguintes:
1. CUMEEIRA – linha divisora de águas, de disposição horizontal e localizada nas posições mas
elevadas do telhado.
2. ESPIGÃO – linha divisora da águas, de disposição inclinada, normalmente unindo cumeeiras de
altura diferentes, e cumeeiras e beirais.
3. ÁGUA FURTADA OU RINCÃO – linha coletora de águas, de disposição horizontal ou inclinada.
4. POLÍGONO DO BEIRAL – linha poligonal fechada que, em vista superior (planta de cobertura),
coincide com o limite externo da cobertura

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Além das linhas básicas dos telhados, naturalmente, dependendo do projeto, outras
representações podem ocorrer, tais como: empenas, platibandas, chaminés, reservatórios, rufos,
calhas, etc. Todos estes elementos deve aparecer desenhados e dimensionados na planta de
cobertura.
Para as águas de mesma declividade ou inclinação, as disposições serão sempre simétricas,
ou seja: as cumeeiras serão centralizadas nos vãos, e os espigões e/ou rincões serão bissetrizes
dos ângulos respectivos da construção.

Elementos Gráficos
O desenho da planta de cobertura, acoplado à representação de rede pluvial subterrânea,
apresenta um número razoável de informações, conforme relacionado a seguir:
 Desenho do polígono do beiral;
 Linhas do telhado;
 Elementos do telhado (chaminé, reservatórios, etc);
 Trechos do terreno (onde interessar);
 Elementos da rede pluvial (calhas, condutores, caixas, canalizações, etc).
 Projeção do contorno da edificação.

Informações: Devem constar na planta de cobertura as seguintes informações:


 Cotas de beirados ou similares;
 Setas indicando o sentido de escoamento da água em telhados, terraços, calhas,
canalizações, etc;
 Dimensões de elementos do telhado;
 Cotas de posição de elementos do telhado;
 Dimensionamento da rede pluvial (quando essa vier acoplada ao desenho da cobertura);
 Tipos de telhado quanto ao material;
 Inclinação ou declividade das águas.

Escalas: Usualmente são empregadas as escalas de 1:50, 1:100 ou 1:200, conforme o número
de detalhes e informações.

Espessuras dos traços:


As espessuras grossas e médias prevalecem para o desenho da cobertura. As espessuras
vão decrescendo à medida que o objeto representado se afasta do observador. A rede pluvial
subterrânea (quando representada) é sempre indicada em linha fina.
Identificação das linhas do telhado
Consideradas as setas indicativas dos escoamentos das águas, em telhados de declividade
constante, as linhas podem ser facilmente identificáveis:
 Setas de mesma direção e
sentidos opostos indicam
cumeeiras (quando
sentidos divergentes), ou
rincões horizontais
(quando sentidos
convergentes);
 Setas concorrentes com
sentido convergente
indicam rincões inclinados
e divergentes indicam
espigões.

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Localização e Cobertura

Quando o tamanho do terreno, da edificação, e a complexidade da cobertura permitir, as


plantas de localização e a de cobertura podem ser unidas em uma única planta denominada Planta
de Localização e Cobertura. A planta com esse nome se constitui na PLANTA DE COBERTURA
acrescida do desenho do terreno, suas cotas, tratamentos externos, mais as cotas da construção e
de seu posicionamento no terreno.
Devido ao grande número de elementos presentes nessa planta, recomenda‐se a
representação em separado (como projeto complementar) das redes pluviais de superfície e
subterrânea.

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PLANTA DE SITUAÇÃO
Planta de situação é a representação de um desenho projetivo constituído por uma vista
principal superior esquemática, envolvendo o terreno (lote) onde a edificação será edificada e a
zona de entorno desse terreno, com a finalidade de mostrar o formato, as dimensões e a localização
do lote.
Trata‐se de um desenho esquemático por que, na realidade, não são representados todos
os elementos e detalhes que seriam vistos pelo observador, mas somente aqueles que visam
atender ao objetivo deste desenho específico.

Generalidades

Fazendo parte do conjunto de desenhos que trata dos aspectos mais genéricos da
edificação, a planta de situação, sempre que possível, deve ser desenhada próxima à representação
das plantas de localização e cobertura. Nesta planta, a indicação do norte geográfico, por
convenção, deve ficar, preferencialmente, voltada para a parte superior do desenho.
Para um maior destaque da representação do terreno é recomendado, para terrenos de
dimensões urbanas, hachurar todo o interior do lote, principalmente se não houver cotas angulares
a serem marcadas.
Outra particularidade que deve ser destacada é a representação do símbolo relativo à
orientação geográfica. A NBR 6492 já apresenta uma padronização para a simbologia, mas na
prática é enorme a diversidade de símbolos utilizados, normalmente utilizando‐se uma seta ou linha
para indicar a direção e sentido do norte, acompanhada da letra N (maiúscula) ou da palavra Norte.
Deve ser ressaltado é que o fundamental é que
a indicação de norte não pode deixar margem a dúvidas
ou a dupla interpretação. O local de sua representação
é também livre, devendo ser feita em local de fácil
visibilidade, dentro ou fora do quarteirão.

A seguir é apresentado um exemplo de uma planta de situação.

PLANTA DE SITUAÇÃO

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DETALHES CONSTRUTIVOS

Os detalhes construtivos são compostos por partes do projeto (elementos construtivos,


compartimentos, revestimentos, etc.) cuja complexidade ou importância para o conjunto requerem
uma representação em maior escala e com um nível maior de informação.
Os elementos a serem detalhados variam de projeto para projeto, mas em geral são todos
aqueles cuja representação na escala original das plantas, cortes e elevações não é suficiente
para mostrar todos os aspectos e informações necessárias a sua correta execução.
Os detalhes
constituem‐se, portanto,
em plantas, cortes,
elevações e perspectivas
realizadas em escala
compatível a
complexidade construtiva
do elemento, e são
complementados, quanto
necessário, por textos,
tabelas, especificações,
etc.

A seguir são
apresentados alguns
exemplos de detalhes
construtivos.

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Comandos básicos do AutoCAD e lista de exercicios
Todos os comandos podem ser executados digitando o atalho para os mesmos ao invés do seu
nome. Isto permite a um ganho significativo de tempo na execução dos desenhos, veja na Figura
12 as teclas mais utilizadas.

Alguns exemplos destes atalhos são:

COMANDOS DE CONFIGURAÇÃO DO DRAWING AREA


Vamos verificar o que acontece com a barra de status na parte inferior esquerda da janela. Repare na Figura
18 que os ícones associados aos números 2, 4, 5, 6, 7 e 8 estão mais claros indicando que as respectivas
opções estão ativas (ON).

CANCELAMENTO DE COMANDOS

ESC utilizado para cancelar ou interromper uma ação de um comando no AutoCAD, basta
pressionar a tecla ESC no teclado.
UNDO (U): este comando é utilizado quando se deseja desfazer ações mais recentes. Caminho:
EDIT Æ UNDO Atalho: U ou u (letra minúscula ou maiúscula)
REDO este comando refaz a ação do UNDO. Obs. Este comando só é realizado desfazendo
somente o último UNDO.

FERRAMENTAS BÁSICAS DE CRIAÇÃO

Comando Line (L): cria segmentos de retas através de coordenadas bidimensionais. Estas
coordenadas podem ser fornecidas pelo usuário via teclado ou utilizando o botão PICK do mouse
(botão esquerdo).

100
Coordenadas Cartesianas: A área gráfica do AutoCAD é um sistema cartesiano (X, Y, Z). Portanto, o usuário
poderá definir um ponto (ou objeto) no plano ou no espaço, digitando suas coordenadas X, Y e Z (nesta
ordem).

Coordenadas Absolutas Cartesianas São coordenadas sempre dadas em relação à origem do sistema de
coordenadas (0,0). Devem ser utilizadas quando a localização do ponto for conhecida, com exatidão.

Coordenadas Relativas Cartesianas São Coordenadas dadas sempre em relação ao último ponto. Devem
ser utilizadas quando conhecemos o deslocamento de um ponto em relação ao ponto anterior. Os valores
das coordenadas devem sempre ser precedidos de @ (arroba).

Coordenadas Relativas Polares Utilizando-se de coordenadas polares, é fornecido a distância de um


ponto até a origem do sistema de coordenadas (0,0) e seu ângulo medido no plano XY. A distância e o
ângulo devem ser fornecidos separados por um sinal <(menor que).
Como padrão no AutoCAD, os ângulos aumentam no sentido anti-horário e diminuem no sentido horário, de
acordo com a figura abaixo:

Comando CÍRCULO:

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Criar arquivos novos utilizando o sistema métrico e reproduzir o desenho dado abaixo. Utilizando os
comandos vistos até agora.

102
POLÍGONOS: este comando possibilita a criação de polígonos. Há a necessidade de se fornecer o
número de lados e o centro da figura. Devemos ainda indicar se o raio será inscrito ou circunscrito

103
por um de seus lados. O usuário tem a opção de fornecer o valor deste raio ou a dimensão do lado
do polígono.

RETANGLE (RECTANG): para a construção de um retângulo, basta fornecer as coordenadas


cartesianas da diagonal do retângulo.

OFFSET (O): constrói uma cópia paralela a uma entidade de origem com uma distância e um ponto
específico. É necessário também especificar o lado para a posição das cópias.

Como usar:
1º - clique na ferramenta offset
2º - especificar uma distância
3º - aperte enter
4º - selecione a linha desejada
5º - clique para o lado desejado, no qual
deseja fazer a linha paralela.

TRIM (TR): permite a remoção de partes de entidades que se interseccionam com outras. O comando
requer primeiro a indicação das entidades cortantes (tesouras) e depois as entidades a serem removidas.

EXTEND (EX): este comando prolonga entidades até um limite previamente definido. Os objetos são
estendidos, a partir do ponto final mais próximo daquele ao qual o elemento foi selecionado.

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FILLET (F): este comando concorda dois elementos (linhas, arcos ou círculos) com um raio definido
pelo usuário. Se o raio for definido como 0 (zero), as duas linhas simplesmente serão estendidas, ou
ajustadas na intersecção das entidades.

CHAMFER (CHA):o comando CHAMFER ajusta duas linhas com chanfro de distâncias definidas pelo
usuário. O comando basicamente funcionada de acordo com o comando anterior, o FILLET, através
da especificação das distâncias para o chanfro em X e Y. O usuário deve observar que a primeira
linha indicada será chanfrada com a primeira distância fornecida anteriormente.

Reproduzir o desenho apresentado a seguir, utilizando as seguintes ferramentas e comandos: LINE ou


POLYLINE, ARC, OFFSET, TRIM, EXTEND e FROM.

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Reproduzir o desenho apresentado abaixo, inserindo a HACHURA para a representação do Corte. Salvar o
arquivo como: exe11.dwg. Obs. Não inserir as dimensões do desenho.

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ESTILO DE COTA

É um grupo de parâmetros de dimensionamento que determinam sua aparência. Nele são


configurados parâmetros dos elementos de cotagem:
Caminho:
FORMAT Æ DIMENSION STYLE ou diretamente pelo comando DDIM.

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Cada uma das abas determina um conjunto de características dos elementos de indicação de cotas
e dimensionamento no desenho.
1. Linhas;
2. Símbolos e setas;
3. Texto;
4. Ajuste do texto;
5. Unidade primária;
6. Unidade alternativa;
7. Tolerância dimensional.

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