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Menopausa – Doença ou Fase de Transição?

Reposição Hormonal Natural

Longevidade e Saúde

Ely Britto
(Instrutora credenciada pelo International Healing Tao Organization)

Muitas mulheres após os 45 anos estão enfrentando os problemas


da menopausa. Os meios médicos científicos estão cada vez
dedicando mais tempo e espaço para pesquisas nesta área. A
imprensa especializada sempre publica trabalhos sobre o avanço
das drogas químicas para a solução da baixa taxa de hormônios que
atinge a grande maioria das mulheres na meia idade. Infelizmente
muito pouco se tem discutido sobre meios alternativos eficazes e
naturais de fazer esta reposição.

Quando recebi um diagnóstico de taxa hormonal baixa, tomei uma


decisão de pesquisar o que poderia ajudar a passar por este
processo sem os efeitos colaterais das medicações químicas.

Após alguns meses de pesquisas cheguei a conclusão de que a


menopausa não é uma doença, é um estado de transição. Mais tarde
conheci o Dr.Paulo Canella, professor titular de Ginecologia da UFRJ
e do mestrado em Sexologia da Universidade Gama e Filho. que
havia chegado às mesmas conclusões: Transcrevo aqui trechos de
seu artigo, Climatério – Reflexões sobre conceito, idade, sexualidade
.

"Se os médicos aceitam o climatério como sendo uma síndrome


(conjunto de sinais e sintomas que caracterizam uma doença) não
podem negar que todas as mulheres são ou serão um dia doentes.
Como o climatério é inevitável e fisiologicamente a totalidade das
mulheres está a ele condenada, nos vemos diante de uma doença
que não se enquadra na definição que classicamente a medicina tem
para ela: enfermidade ou doença é uma alteração orgânica ou
funcional que se caracteriza por fugir à norma. Seria um contra-
senso tantos médicos aceitarem o climatério como doença. Será que
podemos conviver sem conflitos com a clássica definição de
doença? Nos dias atuais tendemos a considerar doença tudo que
foge ao controle, tudo que desobedece aos pretensos ideais de
perfeição a que nos impomos. Hormônios no climatério atendem aos
ideais de lucro e controle do mundo contemporâneo."

Aqui começa o trabalho das grandes laboratórios químicos que


oferecem a cura destas doenças através de drogas às vezes
danosas à saúde

O Dr. Paulo continua explicando o que realmente acontece com os


hormônios:

"Após a menopausa os ovários não respondem a estímulos da


hipófise. As gonadotrofinas, que estimulam os ovários, estão sempre
aumentadas, mas não há respostas. "

e sobre a diminuição da atividade sexual:

"Não há relação entre hormônios e disfunções sexuais de


comportamento, como: alterações da excitação, do desejo e do
orgasmo. Os hormônios podem ser causa de alterações orgânicas
como: dor, ardência, dificuldade de penetração. "

E mais adiante:

"A sexualidade no climatério se caracteriza por transitar daquela


vivida durante a fase adulta reprodutiva, para o exercício da
sexualidade na terceira idade. Após o período de procriação, do
adulto jovem, chega-se ao momento de um exercício pleno da
sexualidade na qual o único óbice é o risco de conceber. Após a
menopausa este risco desaparece, embora a sexualidade
permaneça. Este fenômeno costuma ser relacionado a redução dos
esteróides ovarianos como causa da mudança na sexualidade
feminina, embora ele ocorra também no homem. O uso de
hormônios esteróides (inclusive os androgênios em pequenas
doses), tem indicação relativa. Favorecem o desempenho físico mas
não tem qualquer influência sobre o comportamento, e quanto a sua
capacidade de se relacionar e encontrar reciprocidade no exercício
do sexo genital. A reposição hormonal é um recurso terapêutico
fundamental no climatério e suas contra-indicações são mínimas
quando usada para controlar alterações em geral passageiras desta
fase da vida. Quando aplicada com fins preventivos em clientes que
apresentam fatores de risco clinicamente comprovados traz mais
benefícios que riscos. Mas quando indicada por tempo
indeterminado, inquestionavelmente, apresenta riscos muito maiores
e é economicamente absurda."
‘A bibliografia que trata dos riscos da Terapêutica de reposição
hormonal, é vasta. Os estudos repetem-se periódica e
exaustivamente, sinal claro que ainda não temos assertivas. Nada de
realmente seguro e perene que tranqüilize o clínico. Parece
comprovada a redução da mortalidade por doença cardiovascular em
função da idade, a diminuição da velocidade da osteoporose
fisiológica e da incidência de câncer endometrial quando associa-se
progestogênio, mas se mantida por mais de 10 anos já não se
duvida que haja aumento significativo da mortalidade por carcinoma
da mama."

As mulheres que se decidem por uma reposição hormonal química,


devem ter consciência do que estão fazendo, e procurar se informar
ao máximo, dos riscos e benefícios que obterão com tal tratamento.
Este artigo é dirigido para aquelas que estão buscando algo menos
passivo do que qualquer dos tratamentos disponíveis na medicina.
Não pretendo afirmar que estes tratamentos não sejam eficazes,
mas que, nada sabemos sobre os efeitos colaterais a longo prazo
destes tratamentos.

Enfim, já que a menopausa, ou o climatério, é uma fase de transição


entre uma sexualidade dirigida para a reprodução e uma sexualidade
dirigida para o prazer, o que dispomos no mercado para ajudar nesta
transição? Como passar por esta transição sem os danos causados
por problemas que não sabemos como superar? Até que ponto o
comportamento sexual padrão afeta o organismo trazendo os
inconvenientes da menopausa? Como se processa esta fase de
transição em culturas com comportamento sexual saudável e uma
vida natural? Há uma forma natural de repor os hormônios no corpo?
Estas respostas só serão encontradas se nos dirigirmos para uma
pesquisa séria sobre as culturas e o comportamento sexual e sobre
os métodos que oferecem uma possibilidade natural e independente
de encarar esta transição: uma alimentação adequada, a fitoterapia e
as técnicas de administração de energia que utilizei pessoalmente.
Procurei informações sobre estas possibilidades. Todas elas
requerem esforço pessoal, tempo e bem menos dinheiro do que a
reposição química hormonal, mas nenhuma destas possibilidades
alternativas nos coloca nas mãos de terceiros, que vão administrar
nossa "dosagem hormonal". O que mais me agrada nestes métodos
é a confiança de que o corpo sabe se equilibrar quando lhe
proporcionamos as condições para isto.

Estas condições vão desde uma alimentação saudável, natural e


adequada a seu peso, até as condições climáticas que afetam certos
órgãos, a um estilo de vida prazeroso, útil, cheio de objetivos, com
exercícios adequados praticados todos os dias. Sobre a alimentação
adequada a cada pessoa existem livros especializados muito bons
no mercado. Aqui algumas dicas dadas pelo Dr. Mo Lerner, dos
Estados Unidos.

Dicas:

1- Tome sol todos os dias para absorver a vitamina D, caso não


possa tomar sol, procure consumir yogurt e produtos a base de leite
ricos em cálcio. (Este último conselho é considerado inadequado
pela medicina chinesa, os produtos a base de leite são considerados
prejudiciais no caso da menopausa)

2- Coma tofu e feijão de soja ricos em Fito-estrogênio e flavonoides o


que fazem diminuir os sintomas da menopausa.

3- Caminhe todos os dias.

Ervas boas para o sistema glandular feminino também ricas em fito-


estrogênio:

• Angelica sinensis - Angelica


• Aletris farinosa – Erva Estrelada
• Cimifuga racemosa são tônicos uterinos

Como as plantas ajudam a aliviar os sintomas da menopausa?

O Dr. Lerner explica que as plantas acima equilibram a taxa


hormonal das mulheres. Pesquisas mostram que, mulheres com
deficiência hormonal, usando estas plantas passam a produzí-lo e
mulheres com excesso de estrogênio, voltam à taxa normal. Os fito-
estrogênio têm a propriedade de se ligar aos locais receptores de
estrogênio no corpo competindo com os estrogênio pessoais e assim
diminuindo sua produção. Algumas destas ervas como a Angelica
sinensis (Dong Quai) afetam os sistema vascular e reduzem a
intensidade dos calores na menopausa.

A dieta recomendada deve ser rica em vegetais e frutas. Evite comer


carnes, gorduras e carboidratos. Alimentos ricos em fosfato devem
ser eliminados, assim como a bebida em excesso e os cigarros,
porque retiram do corpo o cálcio e outros minerais.

A outra alternativa, a que me levou até a Tailândia e equilibrou as


taxas de hormônio no meu organismo, são exercícios baseados na
antiga civilização chinesa conhecida atualmente como Chi Kung, a
administração interna da força da vida ou energia Chi.
O Chi Kung é uma técnica que administra a energia bio-
eletricamagnética e a direciona através dos meridianos do corpo.
Seria uma espécie de acupuntura sem o uso das agulhas. No Chi
Kung esta energia é dirigida e administrada pela poder da mente,
pelas mãos, pela contração de certos músculos sutis. Nesta
modalidade de Chi Kung sistematizada por Mantak Chia, a energia
natural é multiplicada pela transformação da energia sexual.
Utilizamos a energia que gera crianças, a energia criativa ou sexual
e a transformamos em Chi. Circulamos então esta energia
subtilizada através dos canais do corpo e ela realiza o maravilhoso
trabalho de cura ou equilíbrio do mesmo.

Sabe-se que a energia Chi é o bio-eletro magnetismo ou energia


vital. Os chineses vêm estudando o que denominamos energia há
cinco mil anos. O processo é simples :

a. A primeira parte é o controle e a transformação das


emoções negativas em positivas. Isto porque emoção é
energia, e energia não se destrói, só pode ser transformada,
nunca destruída. Aprendemos a reciclar emoções e
transformá-las em puro chi. A medicina chinesa explica que
todas as doenças vêm de emoções negativas que se
cristalizam nos órgãos bloqueando o fluxo de energia vital
nestes órgãos.
b. A segunda etapa dos exercícios é a limpeza e abertura
dos canais por onde esta energia deve circular no corpo.
Nesta etapa aprendemos a subtilizar nossas percepções e a
capacitar nossos sentidos para perceberem o fluxo desta
energia circulando pelo corpo.
c. A terceira etapa ensina a multiplicar nossa energia vital.
No corpo humano esta energia só pode ser multiplicada pelo
sexo. Aprendemos a utilizar os músculos pubo-cocigenos e
urogenitais e a estimular certas glândulas do corpo que geram
a energia crua. Quando esta energia criativa está em seu
potencial máximo aprendemos a transformá-la nos rins e a
erguê-la pela coluna vertebral até o cérebro, assim enchendo
a coluna com os fluídos cérebro-espinhais estimulados pela
energia sexual transformada em Chi.
d. A ultima e quarta etapa dos exercícios é a circulação
desta energia pelas rotas e canais da acupuntura, canais
especiais que são abertos através de exercícios de
visualização e purificação.

Esta energia, quando é circulada devidamente por estes canais,


pode restabelecer e equilibrar qualquer energia deficiente ou
inadequada que tenha se alojado em qualquer dos órgãos do corpo,
curando assim o que precisa ser curado, de uma forma natural e
saudável.

No caso da reposição hormonal na menopausa, a circulação desta


energia restabelece o poder das glândulas, do sistema linfático e
sexual substituindo o trabalho dos ovários que não podem mais
fabricar os hormônios. Os ovários passam a gerar a energia que é
utilizada pelo cérebro para realizar esta reposição e equilibrar todo o
sistema orgânico sexual.

Aprendemos a aumentar enormemente nosso potencial sensitivo, o


que gera um enorme prazer, muito parecido com a experiência
relatada pelo místico como êxtase ou a bem-aventurança. No inicio
precisamos praticar pelo menos duas horas por dia, mas assim que
estivermos sentindo a energia circular bastam 20 minutos de
exercícios diários para manter nosso corpo saudável e a taxa de
hormônios equilibrados.

O Dr. Paulo Canella e eu estamos desenvolvendo no Rio de Janeiro,


uma pesquisa científica sobre os resultados da aplicação destas
técnicas na reposição natural de hormônio, em mulheres que estão
comprovadamente na menopausa e com taxas hormonais baixas.
Como Instrutora das técnicas, fui a primeira a me submeter a estes
testes com sucesso: minhas taxas hormonais estão perfeitamente
normais. Caso você queira participar destas pesquisas poderá
receber as informações pelo telefone abaixo.

Requisitos para participar da pesquisa:

a. Que esteja a uma ano na menopausa


b. Que não esteja utilizando nenhuma forma de
reposição química de hormônios
c. Que se submeta a exames periódicos (de 6 em seis
meses) que vão informar suas condições hormonais,
antes e durante os exercícios.
d. Caso more em algum local distante do Rio, que
envie os exames periodicamente para o Dr. Paulo
e. Que se comprometa a informar como tem praticado
os exercícios e por quanto tempo.

Os Benefícios destas técnicas


• Realizando exercícios simples diários você
fortalece as defesas imunológicas de seu organismo e
constrói uma vida plena e saudável cheia de alegria,
atingindo o rejuvenescimento e a longevidade.
• Transformando as emoções positivas e negativas
você se liberta das neuroses e estresses da vida
moderna.
• A superação dos problemas da menopausa,
próstata, ejaculação precoce, impotência, síndrome,
menstrual e doenças crônicas como insônia, dores de
cabeça, dores estomacais etc.
• O aumento das defesas imunológicas leva a
prevenção de doenças.
• A irrigação das células cerebrais com a energia
sexual transformada em Chi leva a um aumento no nível
de inteligência e maior clareza mental. Decisões eficientes
são tomadas quando nosso cérebro está energizado.

Bibiografia:

Em português:

• A Energia Curativa Através do Tao - Editora


pensamento
• Orgasmo Múltiplo para o Homem - Editora Objetiva

• Climatério – Reflexões sobre conceito, idade,


sexualidade - Artigo de Dr. Paulo Canella – Professor Titular
de Ginecologia IG-UFRJ – e do Mestrado de Sexologia
Universidade Gama Filho (inédito)
• A Filosofia da Medicina Oriental - George OSAWA -
Associação Macrobiótica de Porto Alegre- 1969
• Segredo da Flor de Ouro- Tradução Richard WILHELM.
Editora Vozes
• I CHING- Um Novo Ponto de Vista - Ely BRITTO -
Editora Cultrix - são Paulo