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Aula 1

2004.02.17

Sumário: Introdução ao estudo das cartas topográficas. Definição de declive de uma

superfície, cartas de pontos intermédios e gráfico de um perfil natural.

Assim que avistaram a Terra pela primeira vez, os astronautas concluíram duas coisas: a Terra, vista do espaço era azul e não apresentava relevo. Esta segunda observação causou alguma surpresa pois sabe-se que à superfície, a Terra apresenta uma variação de ~20.000 m, sendo a altura máxima a do Evereste, com cerca de 8864 m de altitude (valor que continua a aumentar!) e a menor altitude, a da Fossa do Mindanao, com uma profundidade de ~11.500 m. A superfície terrestre e o seu relevo estão discriminados nas chamadas cartas topográficas.

Introdução à utilização de cartas topográficas

O que é uma carta topográfica? É uma representação no plano de um conjunto de propriedades do elipsóide terrestre.

Todos os sistemas de projecção cartográfica introduzem distorções, nenhum deles consegue representar fielmente, no plano, as propriedades do geóide (superfície de gravidade constante, que passa pelo nível médio do mar).

Os sistemas de projecção cartográfica agrupam-se em:

Sistemas equivalentes:mantêm a proporcionalidade das áreas e deformam os ângulos Exemplo, mapas onde Africa aparece demasiado comprida. Sistemas conformes: mantêm os ângulos, deformando as áreas. Exemplo, mapas onde o continente africano e a Gronelândia parecem do mesmo tamanho (de área semelhante), quando se sabe que a Gronelândia é muito mais pequena.

Sistemas de referenciação

Para estabelecermos a relação entre os pontos da superfície terrestre e os pontos no mapa (ou carta), necessitamos de um sistema de referenciação, que se desenvolve a partir de um sistema de eixos e de uma origem (i.e. cruzamento dos eixos origem).

Um dos sistemas mais comuns são as Coordenadas Geográficas:

Eixos origem – Equador e Meridiano de Greenwich Origem – cruzamento destes eixos

Latitude de um ponto p – é o arco de Meridiano de Greenwich, medido entre o equador e o paralelo do lugar – varia entre 0º (equador) e 90º Não (Pólo Norte) e 90º Sem (Pólo Sul).

Longitude de um ponto p – é o arco de Equador, medido entre o Meridiano de Greenwich e o meridiano do lugar – varia entre 0º e 180º Leste ou 0º e 180º Oeste.

Em

Portugal

existem

duas

fontes

que

se dedicam à construção de cartas

topográficas. As cartas observadas nesta aula são do Instituto Geográfico do Exército

(estas cartas encontram-se, normalmente numa escala de 1:25.000 ou de 1:50.000).

– 1 –

Diagrama de enquadramento relação entre a nossa carta e as cartas adjacentes

(1/25.000 e 1/50.000). Encontra-se no canto superior esquerdo e consiste num

rectângulo semelhante a:

Isto significa que a carta que estamos

a

observar

é

a

carta número 27 e

que se

chegarmos a um dos topos N, S, E ou O podemos continuar a nossa pesquisa nas cartas

9, 38, 13 ou 14, respectivamente.

No canto superior direito existe outro diagrama:

5 A – NO

27

1

50.000

250.000

Estando a ler a folha 27, na escala 1:25.000, podemos querer passar para uma carta

de escala diferente. Então, para a escala de 1:50.000, sabemos que esta zona está no

mapa 5ª, zona Noroeste; e para a escala de 1:250.000, a mesma zona está na carta 1.

Diagrama de declinações indicações para determinar a declinação magnética na

zona (uso de bússolas, que indicam o Norte Magnético – NM).

NCartográfico

NM PN Geográfico

NM NG
NM
NG

Pelas 15 horas, o desvio é máximo.

Este ângulo reduz cerca de 7’ por ano,

mas esta informação encontra-se na

carta, juntamente com o ano em que

foram feitas as medições.

O Norte Cartográfico é uma orientação da carta para o norte relativo. Está

associado um erro, que não é, normalmente muito significativo, devido à posição do

respectivo merediano em relação ao de referência:

Merediano Central

 

9

9

9

 

13

13

13

27

27

27

14

14

14

 

38

38

38

 

N

Diagrama de enquadramento relação entre a nossa cart a e as cartas adjacentes (1/25.000 e 1/50.000).

– 2 –

O que é a inclinação magnética?

O norte definido pelo campo magnético terrestre não coincide com o norte

geográfico, apresenta variações (inclusivamente diurnas).

A declinação magnética é o ângulo formado entre o NM e o NG. Varia cerca de 7’ por

ano, pelo que temos de considerar a data de edição da carta.

Devido aos sistemas de projecção, existe ainda uma diferença (C) entre o Norte

Geográfico e o Norte cartográfico, esta diferença é somada à declinação magnética, nas

regiões a Leste do Ponto Central e subtraída nas regiões localizadas a Oeste.

Escalas

A escala é a relação entre as dimensões dos elementos representados no mapa

(planta, carta, etc) e as suas dimensões reais no terreno.

Escalas numéricas: é apresentada como uma fracção em que o numerador indica a

distância na carta e o denominador indica a distância no terreno.

1/25.000 uma unidade na carta corresponde a 25.000 unidades no terreno.

A escala resulta de:

E = d

= 1 _

D

e

em que:

d – distância na carta;

D – distância no terreno;

e – denominador da escala. É o factor de multiplicação da distância na carta, para se

obter a distância real no terreno.

Escala gráfica – é um segmento de recta, dividido em partes iguais, representando a

unidade escolhida à escala. A parte direita é a escala principal, a esquerda é o talão.

1000 900 0 1000 2000 Talão Escala principal
1000
900
0
1000
2000
Talão
Escala principal

Representação do relevo

O principal objectivo de uma carta topográfica é representar a altimetria, a

configuração do terreno.

Ponto cotado – ponto com uma referência à altitude medida, isto é, a distância vertical

entre o ponto e o nível médio do mar DATUM.

Curvas de nível – linha imaginária que une todos os pontos de relevo situados à mesma

cota (altitude).

O que é a inclinação magnética? O norte definido pelo campo magnético te rrestre não coincide

As curvas com um traço mais fino são as curvas vulgares.

As curvas com um traço mais grosso são as curvas mestras (interrompidas

com um valor correspondente à cota).

Equidistância – distância vertical, constante, que separa curvas de nível consecutivas.

A equidistância nas cartas de escala 1:25.000 é de 10 m:

– 3 –

10 m (1) (2)
10 m
(1)
(2)
10 m (1) (2) Algumas propriedades das curvas de nível: – são curvas fechadas , que

Algumas propriedades das curvas de nível:

– são curvas fechadas, que nunca se interrompem excepto para indicação da sua

altitude (no caso das curvas mestras) ou quando encontram um escarpado (1), nem

nunca se interceptam(2);

– quanto menor a equidistância das curvas de nível melhor a representação do relevo;

– quanto menor for a distância entre as curvas de nível (na carta), maior é a inclinação

do terreno e vice-versa.

10 m (1) (2) Algumas propriedades das curvas de nível: – são curvas fechadas , que

Legendas

Preto – sobrecarga de relevos, vias vicinais, vias férreas, edifícios e construções.

Verde – coberto vegetal.

Vermelho – toponímia de vértices geodésicos (pontos em que se sabe a latitude,

longitude e altitude exactas), rodovias e construções adjacentes.

Sépia – referências aritméticas (curvas de nível, pontos cotados, marcos

geodésicos).

– 4 –

Azul – vias de telecomunicações, rios, zonas periodicamente alagadas, lagos e

construções adjacentes.

Formas de relevo

Vertente – superfície topográfica que se desenvolve entre o cimo de um relevo e um

vale adjacente.

Elevações – tergo, dorso, interflúvio: forma convexa resultante da fusão de duas

vertentes. As curvas de nível são em ‘U’ e as de menor altitude envolvem as

de maior altitude.

Azul – vias de telecomunicações, rios, zonas periodicamente alagadas, lagos e construções adjacentes. Formas de relevo

Colina – corresponde à junção de dois ou mais tergos; as curvas de nível de menor

altitude envolvem as de maior altitude.

Azul – vias de telecomunicações, rios, zonas periodicamente alagadas, lagos e construções adjacentes. Formas de relevo

Linha de festo, de cumeada, de cumieira: linha de intersecção de duas vertentes, ao logo

da qual se encontram as maiores altitudes.

Azul – vias de telecomunicações, rios, zonas periodicamente alagadas, lagos e construções adjacentes. Formas de relevo
cumieira:
cumieira:

Depressões colos ou portelas: formas de relevo que resultam da intersecção de dois

tergos descendentes; ponto baixo, notável, ao longo de uma linha de

– 5 –

– vales: forma côncava que resulta da junção de duas vertentes, a linha

definida pela intercepção das margens do vale é o talvegue (córrego); os

vales estão representados por curvas de nível em ‘U’ ou em ‘V’, em que as

de maior altitude envolvem as de menor altitude.

– depressões fechadas: formas representadas por curvas de nível fechadas,

em que as de maior cota envolvem as de menor cota.

Muitas vezes somos iludidos com as distâncias reais e as distâncias no mapa. Por

exemplo, no trajecto seguinte:

Distância no mapa = 5 cm Distância real = 12 cm
Distância no mapa = 5 cm
Distância real = 12 cm

Atendendo à escala, estes 5 cm no mapa correspondem a 5 x 25.000 = 125.000

cm = 1,25 Km. Mas na realidade o mesmo percurso foi de 3,0 Km (12 x 25.000 cm).

B DV A i B’ Dh A x I 50 B 40
B
DV
A
i
B’
Dh
A
x I
50
B
40
AB I B
AB
I B

10

I B

x Eqd

x

AB

– 6 –

tg i = DV

DECLIVE

Dh

% declive = DV

x 100

 

Dh

Perfil topográfico – escolhe-se um trajecto no mapa, pega-se numa bitola (que pode ser

uma folha de papel) e mede-se a distância entre os dois pontos escolhidos, marcando na

folha as diferentes curvas de nível. Trabalham-se os dados para se obter um gráfico que

reflecte o perfil do trajecto escolhido Perfil natural, porque em ambos os eixos do

gráfico aparecem as mesmas medidas da escala.

Aula 2

2004.03.02

Sumário: Conclusão de um perfil topográfico natural. Introdução à utilização da

bússola: noção de azimute e azimute inverso, orientação de cartas. Método da

triangulação e localização de um ponto. Aplicação prática no exterior.

Ainda sobre o perfil topográfico, há que ter em conta a escala dos eixos: para ser

considerado um perfil natural, a escala tem que ser a mesma. Por exemplo se o mapa

estiver numa escala de 1/25 000, 1 cm no eixo das ordenadas irá corresponder a 250 m

no eixo das abcissas. Muitas vezes, para tornar o declive mais visível, faz-se uma

modificação na escala, fazendo com que 1 cm corresponda a 50 m. O declive deixa de

ser natural e passa a ser sobrelevado.

Uma outra coisa importante para a elaboração de um perfil topográfico, é a

orientação, isto é, deve-se marcar as coordenadas geográficas: NO SE.

Introdução à utilização da bússola

O termo bússola, de origem espanhola ‘BRUJULA’, significa ‘instrumento

misterioso que vê o futuro’, como as bruxas. Este instrumento indica o Norte Magnético

terrestre.

É composto por uma agulha magnetizada que está assente sob um pequeno prego.

O que permite que ela rode livremente em qualquer direcção é a existência de um

pequeno cone.

N M

Perfil topográfico – escolhe-se um trajecto no mapa , pega-se numa bitola (que pode ser uma

As bússolas são instrumentos frágeis: um pequeno choque pode fazer com que a

agulha se solte do cone, deixando de rodar. Além destes choques, como a agulha é

susceptível ao campo magnético terrestre, também qualquer metal pode provocar uma

desregulação da mesma, podendo mesmo desmagnetizá-la. Alguns exemplos a ter em

consideração são os telemóveis, chaves, dinheiro, carros (até 5 m de distância), postes

de alta tensão (até 70-80 m de distância), tomadas eléctricas… e tudo que tenha metal.

Até uma lapiseira!

A bússola tem um anel graduado de 0º-360º. Este anel pode rodar livremente.

Existe também uma linha que atravessa toda a bússola, a linha de fé – a partir dela

fazem-se doas as medições!

A bússola permite determinar o norte, o Norte Magnético, mas podemos inserir a

nossa declinação magnética, que está escrita na carta topológica. Para isso usa-se um

pequeno parafuso que esta a noroeste do anel graduado. Isto permite-nos mover o anel,

sem mover a sua base (onde se encontram as setas necessárias às medições e orientações

no terreno).

– 7 –

Quando, como acontece connosco, as bússolas servem para muitos trabalhos,

fazem-se as reduções no final. Para isso basta ver a diferença no diagrama de

declinações e tê-lo em conta.

NC NM NG Linha perpendicular a qualquer uma das outras (no caso, ao NM)
NC
NM
NG
Linha perpendicular a
qualquer uma das outras (no
caso, ao NM)

Azimute é o ângulo medido na horizontal e no sentido dos ponteiros do

relógio,

entre

uma

direcção conhecida (o norte magnético) e uma direcção que

pretendemos

 

Trata-se de azimute magnético, pois não tem em consideração a declinação.

Como orientar a carta topológica no terreno?

  • a) Alinhar a seta da base da bússola, que aponta o Norte e corresponde a 0º, com

a linha de fé;

  • b) Colocar a bússola paralela a uma das linhas Norte-Sul da carta;

  • c) Rodar a carta, sem alterar a posição da bússola, até que a agulha magnética

encontre a seta da base.

N O E S
N
O
E
S

Norte Magnético

Para saber o azimute de um determinado objecto distante, faz-se uma mirada, que

consiste em fazer o mesmo que foi feito para alinhar a carta, mas com a ajuda do

espelho e de uma mira, que se encontra na base superior do espelho.

Se me encontro num determinado ponto e pretendo saber a posição de pontos

conhecidos relativamente ao local onde me encontro, meço o azimute. Mas quando se

pretende o oposto, deve-se somar 180º se o valor do ângulo medido for inferior a 180º e

– 8 –

deve-se subtrair 180º se acontecer o contrário. De uma maneira mais prática e rápida,

basta marcar o valor do ângulo oposto na linha de fé Anti-azimute.

Aula 3

2004.03.09

Sumário: Introdução ao estudo dos minerais. Propriedades fundamentais. Estudo e

identificação de minerais em amostras de mão.

Introdução ao estudo dos minerais

Não é fácil dar a definição exacta de mineral. No entanto, é vulgar considerar-se

como mineral, uma substância inorgânica natural, sólida, homogénea, com composição

química bem definida e quase sempre com estrutura atémica ordenada.

Excepções:Calcite – não é 100% inorgânico, pois teve o contributo de seres vivos;

Mercúrio nativo – estado líquido em condições ambientais normais;

Ortose – substituição de iões potássio por iões rubídio.

É frequente utilizar-se o termo mineral para designar um corpo cristalizado de

composição química definida

Propriedades dos minerais – resposta do mineral a alterações químicas. Em termos

ópticos, reflecte-se no modo como a luz atravessa ou é reflectida por um mineral.

O que caracteriza o mineral é a sua malha – a menor unidade estrutural que

caracteriza o mineral. Pode ser definida pela forma, dimensão e conteúdo atómico.

Com base na sua composição química e o tipo de ligações que se estabelecem,

vamos obter um determinado tipo de mineral.

Propriedades físicas – resposta a uma acção mecânica. Só pode ser estudado em

  • 1. Cor:

amostras de mão.

A cor depende da absorção, pela camada superficial que constitui os minerais, de

certos comprimentos de onda do espectro solar quando este incide sobre eles.

Existem alguns elementos cromatóforos que quando se encontram num

determinado mineral, este apresenta uma cor característica:

Fe 2+ – Amarelo;

Fe 3+ – Vermelho;

Cu 2+ – Azul (Ex: azurite);

Cu 3+ – Verde (Ex: malaquite);

Cr – Verde;

Hg – Rosa-vivo;

Li – Lilás.

Enquanto alguns minerais apresentam sempre a mesma cor – minerais

idiocromáticos, como é o caso do enxofre, outros apresentam uma cor variável –

minerais alocromáticos (quartzo leitoso, ametista, fumado – cristalização com

materiais radioactivos).

  • 2. Clivagem:

Propriedade direccional que traduz a possibilidade do mineral se fracturar sempre

segundo famílias de planos paralelos (Ex: calcite – 3 planos).

– 9 –

Está relacionada com a estrutura interna do mineral. As famílias de planos de

clivagem resultam de uma baixa densidade atómica, de ligações atómicas fracas ou de

longa distância inter-atómica.

ligações covalentes, conformação piramidal (diamante) planos de ligações

covalentes e ligações de Van der Walls entre os diferentes planos (grafite).

Grau de clivagem

Perfeita

Boa

Imperfeita

Ausente

Quando não tem clivagem, desenvolve fracturas:

fractura conchoidal – o mineral não tem supesfícies mais fracas, logo a energia

dissipa-se uniformemente forma de concha.

fractura esquirolosa em pequenos fragmentos.

  • 3. Brilho:

Maneira como a luz natural difusa é reflectida pela superfície não alterada do

mineral.

– Metálico – brilho de qualquer metal;

– Vítreo – brilho semelhante ao do vidro.

Resinoso: semelhante a resina. Exemplo, enxofre.

Gorduroso: semelhante a uma camada de gordura. Ex: quartzo massivo.

Sedoso: minerais fibrosos.

Nacarado: semelhante ao interior de conchas. Madrepérola.

Adamantino: brilho do diamante.

  • 4. Densidade:

Mede-se com aparelhos que nos dão valores exactos. Depende da composição e da

estrutura do mineral – átomos presentes (nº atómico, massa); arranjo ou tipo do

empacotamento dos átomos.

Exemplo:

D varia com o tipo de arranjo

 

Ca(CO 3 )

 

C

Calcite: 2,7 g.cm -3

Diamante: 3,5 g.cm -3

Aragonite: 2,9 g.cm -3

 

 

Grafite: 2,2 g.cm -3

segregada pelos animais na formação

 

das suas conchas. Quando eles

morrem, passa a calcite.

O valor médio de densidade é D = 2,7 g.cm -3 , que corresponde à densidade dos

minerais mais comuns: quartzos, feldspato e calcite.

D 2,7 g.cm -3 – minerais leves

D > 2,7 g.cm -3 – minerais pesados

A densidade dos minerais metálicos é cerca do dobro dos restantes minerais:

Pirite, FeS 2 : d = 5 g.cm -3

Calcopirite, CuFeS 2 : d = 4,1-4,3 g.cm -3

Blenda, ZnS: 4 g.cm -3

Hematite, Fe 2 O 3 : d = 5 g.cm -3

Magnetite, Fe 3 O 4 : d = 5,2 g.cm -3

– 10 –

5.

Hábito:

Corresponde à forma das faces externas adquirida por um mineral, quando

cristaliza ‘à vontade’. Também resulta da estrutura interna do mineral. Exemplo: pirite,

cúbico; calcite, romboedro.

Cúbico (Pirite)

Isométrico (todas as faces têm a mesma dimensão): Octaédrico (Diamante)

 

Fibroso (Micas)

Longo: Acicular (forma de agulha)

 

Prismático

Planos:

Lamelar (Micas)

Tabular (Gesso)

Maciço (ss) – ‘calhau’

Romboédrico (Calcite)

Maciço: Granular – com pequenos grãos à superficie

Botrioidal – forma de cacho de uvas

  • 6. Dureza:

Corresponde à resistência que a superfície de um mineral oferece ao ser riscado

por outro. A primeira pessoa a identificar esta propriedade dos minerais foi Mohs, que

criou uma escala de durezas relativas – Escala de Mohs:

1

– Talco

2

– Gesso

3

– Calcite

4

– Fluorite

5

– Apatite

6

– Ortose

7

– Quartzo

8

– Topásio

9

– Corindo

10 – Diamante

Trata-se de uma escala de dureza RELATIVA. O diamante não é 10 vezes mais duro

que o talco, mas sim 900 vezes!

Para preservar os termos da escala, ou no caso da falta deles, recorre-se a outros

objectos, cuja dureza é mais ou menos conhecida. Assim, a unha risca os termos 1 e 2; a

moeda de cobre risca o termo 3; o canivete risca até ao termo 5; a lima até ao termo 6;

este termo e os restantes riscam o vidro.

Unha – 2,5

Moeda de cobre – 3

Canivete – 5,5

Prego de aço – 6,5

Porcelana – 7

  • 7. Traço:

Ou risca é a cor do mineral quando reduzido a pó.

Nalguns casos, a cor quando reduzidos a pó é a mesma – enxofre (minerais

idiocromáticos), no caso da hematite, por exemplo, é um mineral de cor negra, mas de

traço vermelho. Outros minerais têm traço branco (talco) e noutros o traço é incolor

(como os silicatos).

– 11 –

8.

Reacção – HCl:

Alguns minerais reagem com o ácido clorídrico. A calcite é o único que provoca

efervescência a frio.

9.

Magnetismo:

 

Existem

minerais

paramagnéticos

e

diamagnéticos.

A

magnetite

é

muito

magnética.

Propriedades químicas

A maioria das espécies minerais é constituída por dois ou mais elementos que se

combinam entre si, de acordo com as suas afinidades químicas. Os minerais

constituídos apenas por um elemento químico – elementos nativos – são raros.

Só ocorrem cerca de 20 elementos nativos na Natureza, se não considerarmos os

gases). Estes minerais mono-atómicos dividem-se em três grupos:

  • a) Metais: Au, Ag, Pt, Cu

  • b) Semi-metais: As, Bi, Sb

  • c) Não-metais

8. Reacção – HCl: Alguns minerais reagem com o ácido clorídrico. A calcite é o único

Os

metais

e

os semi-metais

ocorrem em veios hidrotermais –

filões. São veios quente.

de água

muito

Quanto aos não metais:

Enxofre:

S

Ambientes vulcânicos (ricos em gases, H 2 S e SO 2 );

Ambientes sedimentares fortemente redutores.

Cor amarela, brilho resinoso, pouco denso (leve – 2,05-2,09), dureza 1,5-2,5

Carbono: Diamante – rochas magmáticas profundas, intrusivas (formam-se sob

grande pressão) – KIMBERLITO, rocha mãe dele.

Grafite – rocha metamórfica que resulta do metamorfismo do

material carbonoso de origem orgânica.

C

Cor negra, brilho metálico, pouco denso (leve – 2,23), hábito

tubular (massas foliadas), untuoso ao tacto e suja os dedos.

Nem sempre é fácil determinar as propriedades químicas dos minerais, contudo,

há sempre alguns, como por exemplo a halite (NaCl) que se destingue pelo seu sabor

salgado, e outros, como a calcite que reage a frio com o ácido clorídrico.

Com base na sua composição química, é usual classificar as espécies minerais em

vários grupos:

1. Halogenetos:

Compostos com ligações exclusivamente iónicas (sais). Fazem parte das séries

sedimentares evaporíticas, que precipitam em lagunas (depressões preenchidas por

água) confinadas a clima seco (E > P).

Halite – NaCl

Cor: incolor a alaranjado (impurezas);

Dens.: leve (2,16);

Hábito: cúbico, maciço;

Clivagem: cúbica-perfeita.

– 12 –

2.

Carbonatos:

Inclui mais de 60 minerais. O mais comum é a calcite, o mineral fundamental dos

calcários; rochas sedimentares das mais importantes, que se formam em ambientes

exógenos, por precipitação de CaCO 3 a partir de água.

Calcite – CaCO 3

Cor: transparente, clara (impurezas);

Dens.: 2,71;

Hábito: romboédrico, maciço;

Clivagem: romboédrica-perfeita.

  • 3. Sulfuretos:

Formam-se nas mesmas séries sedimentares que dão origem aos halogenetos e aos

calcários.

Gesso – CaSO 4 . 2 H 2 O [Anidrite CaSO 4 ]

Cor: transparente, branco (tons ocre);

Dens.: leve (2,32);

Hábito: tabular, fibroso, sacaróide;

Dureza: baixa – 2 (risca-se com a unha).

O sulfato de cálcio precipita frequentemente sob a forma de anidrite – sem água,

que por hidratação posterior dá origem ao gesso.

Os elementos metálicos têm grande tendência para se ligarem ao S 2- (como ao O 2- )

formando os sulfuretos.

É a primeira classe bastante importante, porque inclui a maior parte dos minérios

(ocorrência económica de minerais).

Pirite – FeS 2

Cor: amarelo acastanhado, pálido;

Traço: negro-esverdeado, acastanhado;

Dens.: pesado (5-5,2);

Hábito: cúbico ou maciço.

Calcopirite – CuFeS 2

Cor: amarelo latão;

Traço: negro-esverdeado, acastanhado;

Dens.: pesado (4,2-4,3);

Hábito: maciço.

distinguem-se por: brilho mais intenso

cor mais clara

dureza inferior (risca-se com o canivete)

  • 4. Óxidos:

Classe dos componentes naturais onde o O 2- se combina com um metal ou mais.

Hematite – Fe 2 O 3

Cor: negro;

Traço: vermelho, acastanhado;

Dens.: pesado (5,3)

– 13 –

Hábito: maciço, tabular ou radial.

Magnetite – Fe 3 O 4

Cor: negro;

Traço: negro;

Dens.: pesado (5,2);

Hábito: maciço

Fortemente magnética.

Minerais para ver:

Hematite (difere da magnetite, porque não é magnético);

Halite;

Calcite.

Aula 4

2004.03.16

Sumário: Realização do 1º teste prático (mapas topográficos).

Continuação do estudo dos minerais em amostras de mão: os silicatos.

Os silicatos são o grupo mais importante dos minerais constituintes das rochas.

Eles representam cerca de 90% dos minerais das rochas da crosta terrestre. Pode dizer-

se que os silicatos desempenham um papel no mundo inorgânico semelhante ao dos

compostos de carbono no mundo orgânico.

5. Silicatos:

São uma

classe

mineral

que

se

caracteriza por ligações covalentes de

sílica+oxigénio, formando o tetraedro [SiO 4 ] 4- . Cada ião silício liga-se fortemente a

quatro oxigénios (ligação covalente), situados nos vértices desse tetraedro. Em

contrapartida, as ligações entre o oxigénio e os outros elementos (potássio, cálcio,

sódio, ferro, magnésio e alumínio), frequentemente presentes na estrutura dos silicatos,

são bem mais fracas.

É usual classificar os silicatos com base na ligação dos tetraedros:

  • A) Nesossilicatos mineral em que o tetraedro não se liga directamente a outro, a ligação é feita por catiões.

 

Olivinas:

 
 

(Mg, Fe) 2 SiO 4

 

Cor: verde-escuro (azeitona), facilmente alterável (laranja);

Brilho: vítreo;

 

Dureza: 6,5-7.

São

os

primeiros

a

serem formados. São ricos

em

Fe

e

Mg

são muito

frágeis em termos de pressão e temperatura.

  • B) Inossilicatos minerais formados por cadeias de tetraedros.

Piroxenas (simples):

(Na, Ca, Mg, Fe) SiO 3

Cor: negro, castanho-escuro;

Clivagem: prismática, perfeita em duas direcções

perpendiculares;

– 14 –

Hábito: prismático (prismas curtos);

Dureza: 5-6,5;

Também são frágeis, são os segundos a serem formados.

Anfíbolas (longo):

(Ca, Na)(Mg, Fe, Al) Si 6 O 22

Cor: escura (verde a negro);

Clivagem: prismática, perfeita em duas direcções obliquas

(124º/56º);

Hábito: acicular (prismas longo);

Dureza: 5-6.

  • C) Ciclocilicatos anéis de tetraedros de sílica unidos por catiões.

Berilo:

(Berílio)

Quando rico em crómio, origina a esmeralda.

  • D) Filossilicatos os tetraedros formam planos/folhas ligadas pelos catiões.

Micas:

K(Mg, Fe, Al) AlSi 3 O 10 (OH) 2

Brilho: vítreo a nacarado;

Clivagem: basal perfeita;

Hábito: lamelar;

Dureza: 2-3.

As micas mais comuns são: biotite (mica preta), moscovite (mica branca) e a

lepidolite (mica lilás).

Talco:

Mg 6 [Si 8 O 20 ] (OH 4 )

Cor: verde pálido (cinzento, branco);

Clivagem: basal perfeita;

Hábito: maciço.

Caulinite:

Al 4 Si 4 O 10 (OH 4 )

Cor: Branco;

Clivagem: basal perfecta;

Hábito: maciço;

Dureza: 2.

O caulino (nome comercial desta argila) possui um comportamento plástico e

têm um aspecto terroso.

  • E) Tectossilicatos os tetraedros distribuem-se nas três direcções do espaço.

Quartzo:

SiO 2

Cor: translúcido, branco, rosa, leitoso, fumado (devido a

cristalização com elementos radioactivos)…;

Brilho: vítreo a gorduroso;

Clivagem: não tem, apresenta fractura conchoidal;

Hábito: maciço ou prismático (só quando cristaliza com

espaço);

– 15 –

Dureza: elevada.

Feldspatos:

(Na, Ca, K) (AlSi) 4 O 6

Brilho: nacarado a vítreo;

Clivagem: perfeita em duas direcções perpendiculares;

Hábito: prismático, maciço;

Dureza: 6-6,5.

  • a) Ortose (ortoclase) – feldspato potássio (K) – rosa pálido;

  • b) Plagioclase – feldspato sódio-cálcio (Na;Ca) – cinzento, branco.

Pertite (quando o mineral arrefece o K e o Na separam-se, formando

listas rosa (ortose) e branco (halite).

Minerais para ver:

Talco;

Quartzo (sem clivagem);

Fluorite;

Moscovite;

Lepidolite;

Anfíbola (difere da piroxena na clivagem – obliqua, e no hábito – prismas longos).

Aula 5

2004.03.23

Sumário: Conclusão do estudo dos minerais em amostras de mão.

Minerais para ver:

Calcopirite (distingue-se da pirite pela cor, brilho e dureza);

Piroxena (difere da anfíbola pela clivagem perpendicular e pelo hábito – prismas

curtos);

Ortose (feldspato K);

Malaquite (hábito fibrorradiado);

Pirite (mais escuro, menos brilho e mais duro que a calcopirite);

Estaurolite;

Enxofre (composto S);

Magnetite (fortemente magnético);

Biotite;

Azurite;

Grafite (composto de C);

Caulinite;

Berilo.

– 16 –

Aula 5

2004.03.23

Sumário: Introdução ao estudo das rochas ígneas em amostras de mão. A composição

mineralógica e a textura, enquanto critérios fundamentais da classificação bem

como a cor e o estudo de saturação em sílica.

Introdução ao estudo das rochas ígneas

Admite-se que os magmas, à medida que evoluem, dão origem a fracções

magmáticas cuja composição difere significativamente do magma inicial. Deste modo,

podem resultar do mesmo modo magma rochas muito diferentes. Um dos mecanismos

relacionados com a evolução do magma é a cristalização fraccionada.

A ordem de cristalização dos silicatos no interior de um magma é conhecida por:

Séries de Bowen.

~1500ºC

Olivina Piroxena Anfíbola Biotite Temperatura de fusão
Olivina
Piroxena
Anfíbola
Biotite
Temperatura
de fusão

~500ºC

Plagioglase Ca (Anortite)
Plagioglase Ca
(Anortite)

Moscovite

Ortose

Quartzo

Aula 5 2004.03.23 Sumário : Introdução ao est udo das rochas ígneas em amostras de mão.

Plagioclase Na (Albibe)

Este mecanismo de cristalização sequencial consoante o ponto de fusão dos

minerais, permite a formação de várias rochas ígneas a partir do mesmo magma inicial

cristalização fraccionada.

Rochas são fragmentos da crosta terrestre; aglomerado de minerais e tem uma

certa homogeneidade estatística.

Início das Séries de Bowen:

Ol

Px Anf Bi Mosc ↓ Ort ↓ Qz
Px
Anf
Bi
Mosc
Ort
Qz

Plag.Ca

Aula 5 2004.03.23 Sumário : Introdução ao est udo das rochas ígneas em amostras de mão.

Plag.Na

Gabro

Diorito

Sienito

Granito

Gabro – melanocrata (cor escura), rico em olivina/piroxena e plagioclase Ca

minerais máficos. Rocha básica – magma basáltico (teor em sílica baixo).

Diorito – mesocrata (cor intermédia), possui menos menos minerais fero-

manesianos e mais félsicos (ricos em sílica).

Sienito

com mais

minerais ricos em sílica

– minerais felsicos, cor clara

(leucocrata). Alguma anfíbola, pouca biotite e plagioclase Na. 5% a 10% de quartzo.

– 17 –

Granito – de cor semelhante à dos sienitos, possui muito mais sílica, quase não

tem plagioglase Na; e o feldspato K (ortose) é abundante, enquanto o quartzo é visivel

sob a forma de cristais bem definidos.

Minerais escuros, ricos em Fe e Mg, D > Qtzo minerais máficos

Minerais claros, D – Qtz minerais félsicos

Critérios de classificação das rochas ígneas

Composição mineralógica;

Textura.

Minerais essenciais – caracterizam uma família de rochas.

Exemplo: minerais essenciais do granito quartzo e feldspato K.

Minerais acessórios – Caracterizam diferentes tipos de rochas:

Granito biotítico (com biotite);

Granito de duas micas (com biotite e moscovite).

Minerais acessórios menores – quase nunca interferem na classificação.

Minerais acidentais – ocorrem ocasionalmente.

Quanto à sílica:

Rocha leucocrata – cor clara, dominam os minerais félsicos (0%-15% de minerais

máficos) sienitos e granitos;

Rocha mesocrata – cor média, composição mineralógica intermédia (15%-40% de

minerais máficos);

Rocha melanocrata – cor escura, dominam os minerais máficos (>40%).

Textura

Diz respeito às dimensões, à forma e ao arranjo dos minerais que constituem as

rochas.

Textura das rochas ígneas:

Fanerítica – do grego faneros, grosseiro. Grãos minerais bem visíveis,

distinguem-se uns dos outros macroscopicamente; textura característica das rochas

plutónicas – arrefecimento lento no interior do manto. (grosseira, média ou fina).

Afanítica – grãos minerais não visíveis a olho nu; textura característica das

rochas vulcânicas – magma ascende à superfície, a cristalização é rápida devido ao

arrefecimento rápido.

Rocha plutónica (textura fanerítica)

Correspondente vulcânica (textura afanítica)

 
 

Gabro

Basalto

 

Diorito

Andesito

 

Sienito

Traquito

 

Granito

Riólito

Vítrea

não

há minerais, o

material é constituído por uma pasta amorfa

relativamente homogénea (exemplo, obsidianas). Isto deve-se a um arrefecimento

muitíssimo rápido.

– 18 –

– Outros tipos de texturas:

Pegmatítica – minerais muito desenvolvidos (decimétricos) e frequentes

com grande perfeição morfológica (exagero da textura faneritica).

Arrefecimento muito lento ou associado à fase hidrotermal da

cristalização do magma.

Pofírica – grandes cristais – fenocristais – dispersos no interior de uma

estrutura afanítica (rocha vulcânica; inversamente também temos textura

afanítica, isto é, completamente afanítica)

Houve um processo que interrompeu a sedimentação dos minerais

que se formam primeiro e que trouxe o magma à superfície.

Vesicular – rochas vulcânicas com cavidades aproximadamente esféricas

(desgasificação da rocha)

material denso – basalto vesicular;

material leve – félsico – pomito (pedra pomes);

– máfico – escória vulcânica.

Piroclástica – agregado de material vulcânico resultante da deposição sub-

aérea. Piroclastos – materiais vulcano-sedimentares.

Após consolidação:

– tufo vulcânico – cinzas e poeiras vulcânicas (φ < 2mm);

– brecha vulcânica – fragmentos da rocha vulcânica (φ > 2mm)

aglutinados por tufo vulcânico;

– bombas vulcânicas– fragmentos com mais de 6cm.

SiO 2

Sobresaturadas Granito (Riólito) Saturadas Sienito Diorito Gabro (Traquito) (Andesito) (Basalto) Sienito Gabro Nefelinico olivínico Subsaturadas (Fonolito)
Sobresaturadas
Granito
(Riólito)
Saturadas
Sienito
Diorito
Gabro
(Traquito)
(Andesito)
(Basalto)
Sienito
Gabro
Nefelinico
olivínico
Subsaturadas
(Fonolito)
(Basalto)
Leucocratas
Mesocratas
Melanocratas

Cor

Rochas para ver:

Granito;

Sienito;

Escória basáltica;

Riólito;

Pomito;

Brecha vulcânica;

– 19 –

Basalto;

Gabro;

Sienito nefelínico.

Composição

Posição

Textura

Modo de

Saturação

Cor

Identificação

mineralógica

nas S.B.

Jazida

em sílica

(+)

Ortose

           

Quartzo

Final

Fanerítica

Plutónica

Sobresaturado

Leucocrata

Granito

(-)

Biotite

(porfiróide)

(félsica)

(Plagioclase Na)

(+)

Ortose

           

(-)

Biotite

Final

Fanerítica

Plutónica

Saturado

Leucocrata

Sienito

(Plagioclase Na)

 

Início

Vítrea

Vulcânica

Subsaturado

Melanocrata

Escória

vesicular

(máfica)

basáltica

 

Biotite

Final

Porfírica

Vulcânica

Félsica

Leucocrata

Riólito

Quartzo

 

Final

Vítrea

Vulcânica

Félsica

Leucocrata

Pomito

vesicular

Reacção com

Inicial

Piroclástica

Vulcano-

Máfica

Melanocrata

Brecha

 

HCl

sedimentar

vulcânica

 

Inicial

Afanítica

Vulcânica

Saturado

Melanocrata

Basalto

(porfírica)

(máfica)

Piroxena

Inicial

Fanerítica

Plutónica

Saturado

Melanocrata

Gabro

Olivina

(máfica)

Nefelina

         

Sienito

 

Ortose

Fanerítica

Plutónica

Subsaturado

Leucocrata

nefelínico

Biotite

Aula 6

 

2004.04.13

Sumário: Continuação do estudo das rochas ígneas em amostras de mão.

Rochas para ver:

Tufo vulcânico;

Basalto porfírico;

Basalto vesicular;

Granito pegmatítico;

Andesito;

Diorito;

Basalto vesicular (amigdalóide);

Granito pegmatítico (2);

Granito (2);

Diorito (2);

Obsidiana;

Dunito;

Traquito.

– 20 –

Aula 7

2004.04.20

Sumário: Introdução ao estudo das rochas sedimentares: tipos fundamentais de rochas

sedimentares detríticas, de precipitação química e biogénicas.

Observação de rochas sedimentares em amostras de mão.

Introdução ao estudo das rochas sedimentares

As rochas sedimentares formam-se à superfície da Terra e resultam de processos

da geodinâmica externa – processos exógenos (pressão e temperatura ‘normais’).

Representam ~ 5% do volume e cobrem ~ 75% da superfície da crosta terrestre

(continental e oceânica).

Formam depósitos estratificados (isto é, apresentam-se quase sempre em camadas

sobrepostas) resultam da consolidação ou litificação dos sedimentos.

As rochas sedimentares representam um conjunto de rochas muito diversificado.

A sua génese depende de muitos factores.

Podemos considerar três grupos fundamentais:

  • I. Rochas sedimentares detríticas

Formadas essencialmente por deposição de fragmentos herdados (fragmentos de

outras rochas pré-existentes).

São rochas constituídas por >50% de materiais herdados:

– fragmentos de mineral (como quartzo);

– fragmentos de rochas (como granito);

– fósseis (ou fragmentos).

Fragmento CLASTO

Assim, as rochas sedimentares detríticas são constituídas por mineraloclastos

(minerais), litoclastos (rochas) ou bioclastos.

Aula 7 2004.04.20 Sumário : Introdução ao estudo das rochas sedime ntares: tipos fundamentais de rochas
Aula 7 2004.04.20 Sumário : Introdução ao estudo das rochas sedime ntares: tipos fundamentais de rochas

Cimento

 

A

água

de percolação (de

circulação através dos poros dos

sedimentos

detríticos)

tem

tendência

a

precipitar

minerais

que

vão

consolidar

o

material

freável.

 
 

Inferior a 50%.

 

Após a deposição de um sedimento (não consolidado, muito poroso), ocorre a

circulação de água rica em compostos que precipitam nos interstícios do sedimento e

que vão agregar, cimentar os clastos.

Rocha sedimentar consolidada

Clastos

Aula 7 2004.04.20 Sumário : Introdução ao estudo das rochas sedime ntares: tipos fundamentais de rochas
Aula 7 2004.04.20 Sumário : Introdução ao estudo das rochas sedime ntares: tipos fundamentais de rochas

Cimento

(componente detrítica)

(componente cristalina)

Carbonatado – cor clara; reacção ao HCl (frio);

Silicioso – cor clara; sem reacção ao HCl;

Ferruginoso – tons avermelhados (precipitação de óxidos de ferro);

Argiloso – cores variáveis; (absorvente).

Classificação das rochas sedimentares detríticas consolidadas:

– 21 –

Dimensão dos clastos;

Forma dos clastos.

Dimensão

Clastos

Forma

Rocha

Características

φ < 0,004 mm

Argilas

 

Argilito

Cor

variável,

suave

ao

toque,

untuoso ao tacto;

não

se

vêem

partículas.

0,003 mm < φ < 0,063 mm

Siltes

 

Siltito

Cor

variável,

parece

argilito,

mas

é

mais

áspero.

Quartzo

mais pequeno.

0,063 mm < φ < 2 mm

Areias

 

Arenito

Compostos

 

essencialmente

por

mineranoclastos,

sendo

o

mais

comum o quartzo

(mais resistente).

φ > 2 mm

Blastos

Rolados

Conglomerado

Formados

por

Angulos

Brecha

litoclastos.

os

 

Tanto o argilito como o siltito não têm um cimento específico, uma vez que são

constituídos por partículas muito finas que podem consolidar por si só. No caso do

arenito, já existe cimento, porque os clastos já apresentam uma dimensão um pouco

maior.

Argilitos – argilas > 50%, isto é, pode conter até 50% de elementos mais grosseiros.

Arenitos – areias > 50%. Casos especiais:

Grauvaques: silte + argila > 15%. Litoclastos abundantes, cor cinzenta.

Muito heterométrica. Forma-se na base das taludes continentais

correntes de turbidez.

Arcose: feldspatos > 25%. São sedimentos imaturos e encontram-se

muito perto das rochas-mãe, uma vez que são muito sensíveis à

meteorização química.

Quartzitos: arenitos quártzicos de cimento silicioso.

Ortoquartzitos.

Calibragem dos elementos detríticos – reflecte a homogeneidade dos clastos.

Rocha bem calibrada: diâmetro dos clastos pouco variável;

Rocha mal calibrada: diâmetro dos clastos variável; heterométrico.

II.

Rochas sedimentares de precipitação química

Formam-se por precipitação química de elementos existentes na água de percolação,

tal como acontecia nas rochas detríticas. A diferença é que neste tipo de rochas a

quantidade de precipitado é superior a 50%.

– 22 –

São rochas constituídas por > 50% de materiais neoformados (minerais autigénicos).

Rochas sedimentares formadas por precipitação química directa de compostos

saturados numa solução aquosa (mar ou lagos).

Compostos mais comuns em soluções saturadas, na natureza:

  • 1. Rochas evaporíticas (sais/halogenetos)

Evaporitos – formam-se principalmente em climas áridos (E>P) devido à

evaporação da água em lagunas confinadas ou em lagos.

São rochas constituídas por > 50% de materiais neoformados (minerais autigénicos). Rochas sedimentares formadas por precipitação

Série evaporítica

Halogenetos Sulfatos Carbonatos
Halogenetos
Sulfatos
Carbonatos

São rochas constituídas essencialmente por salgema (essencialmente Halite – NaCl,

argilas, etc), silvite (KCl) e gesso (CaSO 4 . 2 H 2 O).

  • 2. Rochas siliciosas (SiO 2 )

Chertes – formam-se essencialmente em ambientes marinhos profundos, por

diagénese de oozes de microorganismos siliciosos (foraminiferos, radiolários e

diatomáceas). São constituídos por sílica microcristalina, fibroradiada (calcedónia),

criptocristalina ou amorfa (opala).

Consoante as contaminações com sílica, considermos vários tipos de chertes:

Argilas e carbonatos – sílex;

Óxidos de ferro – jaspe (tom vermelho);

Material carbonoso (orgânico) – hidito (cor negra).

  • 3. Rochas carbonatadas (CaCO 3 )

Calcários – formam-se em ambientes áridos continentais ou em ambientes marinhos

tropicais, a partir da precipitação de CaCO 3 (a temperaturas superiores a 28ºC, o CO 2

evapora facilmente da água do mar). Em termos macroscópicos podem definir-se os

seguintes tipos:

Calcário maciço – compacto, microcristalino ou resultante da acumulação de

microorganismos carbonatados, não visíveis em amostra de mão.

Calcário oolítico – constituído por partículas esféricas, φ < 2 mesmo,

semelhantes a ovas de peixe (oóides/oólitos), resultam da precipitação de camadas

concêntricas de CaCO 3 em torno de um núcleo.

Formam-se em ambientes de elevada energia hidrodinâmica, sujeitos a correntes

de vai-vem, como a zona intertidal.

Núcleo

São rochas constituídas por > 50% de materiais neoformados (minerais autigénicos). Rochas sedimentares formadas por precipitação

Calcário pisolítico – constituído por partículas arredondadas (podem não ser

esféricas

e

podem

não

ter

núcleo),

φ >

2

mm,

semelhantes

a

ervilhas

(pisóide/pisólitos). Formam-se no mesmo tipo de ambiente dos calcários oolíticos.

Calcário cristalino – correspondem aos calcários com uma textura cristalina

uniforme, como as estalagtites e as estalagmites (travernitos).

Dolomitos – calcários em que ocorreu a substituição tardia da calcite por

dolomite [CaCO 3 (Ca, Mg) (CO 3 ) 2 ]. Como a dolomite é de menores dimensões

atómicas, estas rochas apresentam pequenas concavidades. A dolomite não faz uma

efervescência franca ao contacto com HCl.

– 23 –

Margas – rocha carbonatada com 35% a 65% de argila. Quando a percentagem de

argila é menor, entre %5 e 35%, considera-se um calcário. São semelhantes ao argilito,

mas não reagem ao HCl.

III.

Rochas sedimentares biogénicas

Formam-se essencialmente devido a processos bioquímicos – síntese a partir de um

ser vivo (conchas).

Estas rochas dividem-se em:

bioedificadas: resultam da actividade directa dos seres vivos.

bioacumuladas:

resultam

da

esqueletos, conchas, etc.

acumulação,

sem

transporte

significativo

de

Siliciosas

Bioacumuladas:

Diatomito: acumulação de frústulas de diatomáceas (leves, ásperas e

bons exsicadores);

 

Radiolaritos: acumulação de conchas de radiolários;

Espongolito: acumulação de espículas de espongiários.

Carbonatadas

Bioacumuladas:

Calcários conquiferos, lumachelas.

Bioedificadas:

Calcários recifais;

Bancos de ostras;

Bancos de rudistas (etc).

Rochas para ver:

Arenito;

Grauvaque;

Conglomerado;

 

Silex;

Salgema;

Arenito ferruginoso;

Arcose;

Calcário oolítico;

Calcário compacto.

 

Identificação das rochas sedimentares detríticas

 

Textura

Natureza dos

Natureza do

   

( φ clastos)

clastos

cimento

Observação

Identificação

(Mineralogia

(Mineralogia)

)

 

– 24 –

0,063 < φ < 2 mm

Mineranoclast

 

Desfaz-se com

 

os quartzicos

Silicioso

facilidade. Não há

Arenito

reacção ao HCl.

 

Litoclastos

Silicioso (e

   

0,063 < φ < 2 mm

feldspáticos

argiloso)

Cor cinzenta.

 

Grauvaque

(Silte, argila)

 
 

Litoclastos de

Carbonatado e

Faz

grande

 

φ > 2 mm

calcário

ferruginoso

reacção

a

frio

Conglomerado

com o HCl.

0,063 < φ < 2 mm

Mineranoclast

Ferruginoso

Não reage.

 

Arenito

os

ferruginoso

 

Mineranoclast

 

Faz

 

os e

Carbonatado e

efervescência.

 

φ > 2 mm

litoclastos

silicioso

Devido à textura

Arcose

(brecha arcósica)

feldspáticos

grosseira,

é

brecha.

Identificação das rochas sedimentares de precipitação química e biogénicas

Cor

Natureza

 

Observações

 

Identificação

Cinzento

Siliciosa

Não

reagiu

mas

deveria

ter

Sílex

(azulado)

(Argilas e

reagido ao HCl a frio.

 

carbonato )

 

(cherte)

Acastanhado

Evaporitico

Não reagiu.

 

Salgema

(Halite – NaCl)

 

Castanho

Carbonatado

Composto por pequenas esferas

Calcário

de cor clara.

 

oolítico

Reacção com HCl a frio.

 

Branco

Carbonatado

Não se observam minerais. Há

Calcário

reacção com HCl a frio.

 

compacto

Aula 8

2004.04.27

Sumário: Continuação do estudo das rochas sedimentares em amostras de mão.

 

Identificação das rochas sedimentares detríticas

 

Textura

Natureza dos

Natureza do

   

( φ clastos)

clastos

cimento

Observação

Identificação

(Mineralogia

(Mineralogia)

)

φ > 2 mm

Litoclasto

Ferruginoso e

Não

reacção

Brecha

argiloso

ao HCl.

     

Suave ao toque;

 

φ < 0,004 mm

Partículas

untuoso ao tacto.

Argilito

autocoesivas.

Não se observam

 

partículas.

 
 

Minerano-

Partículas

Um

pouco

mais

 

0,004<φ<0,063mm

clastos de

autocoesivas.

áspero

que

o

Siltito

quartzo

Argilito.

 
 

– 25 –

Identificação das rochas sedimentares de precipitação química e biogénicas

Cor

Natureza

 

Observações

 

Identificação

Castanho

Siliciosa

Pouco denso, untuoso ao tacto.

 

Diatomito

acinzentado

Propriedades de excicador.

Castanho claro

Carbonatada

Reacção com HCl.

 

Calcário

fossilífero

Cinzento claro

Carbonatada

Parece-se com o Argilito, mas reage

Marga

ao HCl.

Clara

Evaporítica

Não reage, mas absorve o ácido, pois

Gesso

deve conter argilas.

 

Avermelhado

Carbonatada

Reage ao

HCl. Difere do Oolítico,

Calcário

porque

não

tem

núcleo

de

pisolítico

sedimentação

e

é

de

maiores

dimensões.

 

Creme

Carbonatada

Reage com HCl quando reduzido a

Dolomito

pó.

Vermelho

Siliciosa

Não reage

ao

HCl

e tem óxidos

de

Jaspe

ferro

que

lhe

confere

a

cor

característica.

 

Castanho

Carbonatada

Reacção bastante forte com HCl.

 

Travertino

Aula 9

2004.05.04

Sumário: Introdução ao estudo das rochas metamórficas.

Observação de exemplares em amostras de mão. Ultrametamorfismo Anatexia
Observação de exemplares em amostras de mão.
Ultrametamorfismo
Anatexia

Magma primário – fusão parcial do manto (rochas que existem desde o momento de

formação da terra.

Magma secundário – fusão total do material sujeito ao ultrametamorfismo – Anatexia.

Introdução ao estudo das rochas metamórficas

Rochas formadas a partir de transformação, no estado sólido de rochas pré-

existentes (ígneas, sedimentares ou metamórficas), quando sujeitas a novas condições

de pressão e temperatura, durante um certo período de tempo que conduzem à:

– 26 –

Cristalização de novos

minerais (neoformados)

Cristalização de novos minerais (neoformados) Aquisição de texturas particulares sem alteração significativa da composição global da
Cristalização de novos minerais (neoformados) Aquisição de texturas particulares sem alteração significativa da composição global da

Aquisição de texturas

particulares

sem alteração significativa da composição global da rocha.

A identificação e a classificação das rochas metamórficas baseia-se em critérios

texturais e mineralógicos.

Foliadas

Cristalização de novos minerais (neoformados) Aquisição de texturas particulares sem alteração significativa da composição global da

Rochas metamórficas

Cristalização de novos minerais (neoformados) Aquisição de texturas particulares sem alteração significativa da composição global da

Não-foliadas

Cristalização de novos minerais (neoformados) Aquisição de texturas particulares sem alteração significativa da composição global da

Textura Xistosa (laminação muito fina da rocha)

Textura Gneissica (série de bandas de minerais félsicos e máficos)

Cristalização de novos minerais (neoformados) Aquisição de texturas particulares sem alteração significativa da composição global da

Textura Granular (minerais ± dispersos pela amostra)

Rochas Xistosas – Apresentam uma foliação fina. Em geral as folhas apresentam

uma composição mineralógica semelhante.

Série de metamorfismo das rochas argilosas – Série Pelítica

série de rochas metamórficas que se obtêm sob o aumento de pressão e

temperatura de material argiloso. É a mais comum e a mais engraçada!

M E T A M O R F I S M O
M
E
T
A
M
O
R
F
I
S
M
O
  • 1. Xisto argiloso (folheto, shale): resulta da evolução de um argilito

por compacção, o que dá origem a xistosidade grosseira (lâminas

espessas).

  • 2. Xisto (Slate): rocha francamente xistosa, com fissilidade planar

penetrativa nítida (possivilidade de destacar a rocha em lâminas que se

observa em todas as escalas); grãos invisíveis a olho nu (quartzo, argilas e

micas); variedade negra ardósia.

  • 3. Xisto

luzente (filito, phylite): grão fino, constituído

essencialmente por argilas e micas, que conferem um brilho acetinado aos

Cristalização de novos minerais (neoformados) Aquisição de texturas particulares sem alteração significativa da composição global da

planos de xistosidade (recristalização de argilas e micas).

  • 4. Micaxisto (schist): constituído por quartzo e micas, em bandas,

onde as micas são particularmente visíveis; grão médio a grosseiro. (A

xistosidade começa a perder-se).

A evolução de uma rocha xistosa, desde o xisto (ardósia) ao micaxisto, traduz-

se pela recristalização e crescimento dos minerais.

Rochas Gneissicas/GNEISS – Apresentam um bandado grosseiro

(sem laminação)

em que alternam bandas de cor clara e escura, com composições mineralógicas

diferentes.

Migmatito – fusão dos minerais félsicos numa zona perto do ultrametamorfismo,

onde há uma maior pressão.

Fase seguinte – Anatexia – (Granito de anatexia).

– 27 –

Metamorfismo de afundamento pode não chegar ao Micaxisto;

Metamorfismo regional chega, por vezes ao Migmatito;

Como ocorrem todos ao em simultâneo, pode ocorrer outro tipo de metamorfismo:

Metamorfismo de contacto

Metamorfismo de afundamento → pode não chegar ao Micaxisto; Metamorfismo regional → chega, por vezes ao

Xisto

mosqueado:

apresenta

alguns

minerais

desenvolvidos

e

destacados

(estaurolite, silimanite); significam que o xisto sofreu um aquecimento importante.

Rochas Granulares

Metaquartzitos: constituídos quase exclusivamente por quartzo (por vezes têm

alguma mica); resulta da recristalização de um arenito quártzico de cimento silicioso.

Metamorfismo de afundamento → pode não chegar ao Micaxisto; Metamorfismo regional → chega, por vezes ao

Cimento

Os

clastos

Metamorfismo de afundamento → pode não chegar ao Micaxisto; Metamorfismo regional → chega, por vezes ao

de

quartzo

ao

recristalizar aumentam de tamanho por

reabsorção do cimento

Mármores: constituídos essencialmente por calcite, com fractura conchoidal (as

corneanas pelíticas são escuras e distinguem-se do basalto por este tipo de fractura).

 

Identificação das rochas metamórficas

 

Textura

Composição

Cor

Observações

Identificação

mineralógica

Foliada

Quartzo, argilas

Cinzento

Achatada. Existência

Xisto

Xistosa

e

micas

de lâminas finas.

(muito

invisíveis a olho

finos)

nu

Foliada

Argilas

(não

Cinzento

+

Laminas grosseiras e

Xisto argiloso

Xistosa

visíveis)

castanho

existência de fósseis.

(fino)

Foliada

Argilas e micas

Cinzento mais

Brilho

acetinado

Xisto luzente

Xistosa

(não visíveis)

claro

devido

à

existência

(fino)

de

micas.

Lâminas

finas.

Foliada

Quartzo e micas

(Moscovite)

Xistosidade

menos

Micaxisto

Xistosa

visíveis

evidente.

(grosseiro)

(anfíbolas)

Foliada

Estaurolite

e

Cinza escuro

Existem

minerais

Xisto

Xistosa

silimanite

desenvolvidos

e

mosqueado

destacados.

Foliada

Minerais

Castanho,

Bandas de minerais

Gneisse

Gneissica

félsicos

e

branco, preto

sem laminação.

 
 

– 28 –

 
 

máficos

     

Granular

Quartzo

Castanho

Não reage com HCl.

 

Metaquartzito

Granular

Calcite

e

Branco,

Óxidos de ferro que

mármore

dolomite

rosa/vermelho

conferem uma cor

avermelhada.

 

Granular

Arginas

Escuro (preto)

Fractura conchoidal.

 

Corneana

invisíveis a olho

 

nu

Foliada

Argilas, micas e

Cinza

muito

Achatado. Laminas

Ardósia

Xistosa

quartzo

escuro

não muito visíveis.

 

invisíveis a olho

 

nu

Foliada

Bandas minerais

Rosa/aranja,

Os minerais félsicos

Migmatito

Gneissica

félsicos

e

preto

entram em

fusão

e

máficos

por

isso, as bandas,

não estão bem

definidas.

 

* Basalto com minerais visíveis (piroxena e olivina)

– 29 –