Você está na página 1de 17

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS

UNIEVANGÉLICA

CURSO DE AGRONOMIA - 3ºPERÍODO


DISCIPLINA: Topografia e Georreferenciamento
DOCENTE: Gustavo Henrique Mendes Brito
DISCENTE: Mateus Adelino Da Silva

Curvas de nível

Representação do Relevo
Nas cartas topográficas o relevo é representado através de curvas
de níveis e pontos cotados com altitudes referidas ao nível médio
do mar (datum vertical) Ponto Cotado - é a projeção ortogonal de
um ponto do terreno no plano da carta com a indicação da sua
altitude Curvas de Nível – são isolinhas de altitude, ou seja, linhas
que representam todos os pontos do terreno de mesma altitude. As
Curvas de níveis constituem a forma mais utilizada para
representação do relevo nas cartas topográficas. Equidistância
Vertical - é a separação vertical entre curvas de níveis
consecutivas. A equidistância vertical está associada a escala da
carta, por exemplo: Esc:1:250.000 Eq:100 m, Esc:1:100.000
Eq:50 m, Esc:1:50.000 Eq:20m Curvas Mestras - são as curvas de
níveis mais grossas e numeradas que ocorrem de 5 em 5 curvas. A
quinta curva é sempre uma curva mestra nas cartas topográficas.
Corte transversal para Vista de Cotas
Cotas Para Perfil

Vistas
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS CURVAS DE
NÍVEL:
a) As curvas de nível tendem a ser quase que paralelas entre si.
b) Todos os pontos de uma curva de nível se encontram na mesma
elevação.
c) Cada curva de nível fecha-se sempre sobre si mesma.
d) As curvas de nível nunca se cruzam, podendo se tocar em
saltos d'água ou despenhadeiros.
e) Em regra geral, as curvas de nível cruzam os cursos d'água em
forma de "V", com o vértice apontando para a nascente.
Medições
Todas as medições a efetuar deverão ser referidas ou possíveis de
ser reduzidas ao referencial associado ao ponto estação.
Num sistema tridimensional, os ângulos que definem uma direção
são dois: o ângulo horizontal ou azimutal medido sobre o plano
horizontal e contado no sentido horário a partir do eixo origem de
referência; e, o ângulo vertical (zenital ou altura) medido sobre o
plano vertical que contém a direção e contado a partir do plano
horizontal se for altura, ou a partir da vertical (zénite) se for
ângulo zenital.

As distâncias inclinadas, módulo do vector posição do ponto


visado, serão reduzidas através do ângulo vertical às distâncias
horizontais (componente horizontal), as quais permitirão o cálculo
das coordenadas planimétricas (M,P), e às distâncias verticais
(componente vertical) ou desníveis que permitem o cálculo da
coordenada altimétrica (h). A única condição que se deve impor
na medição de distâncias é que sejam medidas na direção da
visada ou numa sua paralela.
Os desníveis ou distâncias verticais podem também ser medidos
diretamente com os chamados níveis ópticos, que ao definirem
um plano horizontal no ponto estação intermédio, permitem
observar o desnível entre dois pontos equidistantes, visando duas
réguas graduadas e colocadas na posição vertical sobre os pontos
a cotar.

Construção de um perfil topográfico


Às vezes, é necessário observar detalhadamente a variação do
relevo de um terreno. Para isso, deve-se construir um perfil
topográfico. Com base nas curvas de nível podemos construir
perfis topográficos do relevo.
O perfil topográfico é uma representação gráfica de um corte
vertical do terreno segundo uma direção previamente escolhida e
pode ter diversas aplicações como na delimitação de áreas; na
construção de estradas, edifícios, barragens; urbanização,
saneamento e loteamentos; construção de canais de irrigação,
pontes, túneis, viadutos; planejamento de linhas de transmissão e
eletrificação, etc.
A construção de um perfil topográfico compreende as seguintes
etapas:
1) Sobre o mapa topográfico traça-se uma reta, que corresponde à
seção transversal do perfil que pretende-se construir;
2) Coloque sobre o mapa uma folha de papel milimétrico ou
quadriculado de maneira que o eixo horizontal sobre o qual se vai
construir o perfil seja paralelo à linha reta que foi traçada no
mapa;
3) Projeta-se sobre o eixo horizontal a intersecção de cada curva
de nível com a linha reta, tendo em conta a cota de altitude
correspondente;
4) Traça-se um eixo vertical, que representa a altitude ou cotas;
5) Recorrendo ao eixo vertical localiza-se e marca-se o valor de
cada curva de nível projetada;
6) Depois de marcados, unem-se todos os pontos correspondentes
às curvas de nível projetadas dando origem a um perfil
topográfico.
O perfil topográfico indicará as sinuosidades existentes no
segmento escolhido.
Uso do Papel Milimetrado
Em um papel milimetrado traça-se uma linha básica e transfere-se
com precisão os sinais para essa linha.
Levantam-se perpendiculares no princípio e no fim dessa linha e
determina-se uma escala vertical.
Quer seguindo-se as linhas vertical do milimetrado quer,
levantando-se perpendiculares dos sinais da linha-base, marca-se
a posição de cada ponto correspondente na escala vertical. Em
seguida, todos os pontos serão unidos com uma linha, evitando-se
traços retos.
Alguns cuidados devem ser tomados na representação do perfil:
- Iniciar e terminar com altitude exata.
- Distinguir entre subida e descida quando existir duas curvas de
igual valor.
- Desenhar cuidadosamente o contorno dos picos, se achatados ou
pontiagudos.
Características Básicas das Curvas de Níveis
Quanto maior a inclinação do terreno mais próximas umas
das outras estarão as curvas e quanto menor a inclinação
do terreno mais afastadas ficam as curvas
O espaçamento entre as curvas é constante nas encostas de
inclinação uniforme
As curvas de níveis são perpendiculares à linha de maior
inclinação do terreno
As curvas de níveis nunca se cruzam nem se juntam com
as vizinhas, exceto em superfícies verticais.
As curvas de níveis sempre se fecham, dentro ou fora das
bordas da carta.
As curvas de níveis formam um bico descendo a encosta
nas cristas e cumeadas (divisores de água) e formam um
bico subindo a encosta nos vales e ravinas (recolhedores
de águas)
O QUE É?
Elevação é a distância vertical de uma localização geográfica até
um nível de referência fixo.
A depressão é uma forma de relevo com irregularidades, que tem
leve inclinação por conta do desgaste sofrido por causa da ação
do vento e da água (intemperismo) e altitude que pode ir de 100 a
500 metros. Elas, as depressões, podem ser formadas tanto de
rochas cristalinas quanto de rochas sedimentares. Podem também
ser encontradas baixas colinas. Um exemplo geral de depressão
são crateras.
Um vale é um acidente geográfico cujo tamanho pode variar de
uns poucos quilômetros quadrados a centenas ou mesmo milhares
de quilômetros quadrados de área. É tipicamente uma área de
baixa altitude cercada por áreas mais altas,
como montanhas ou colinas.
A vertente, encosta ou face, é em geografia qualquer dos lados de
uma elevação, como uma montanha, por onde correm as águas, e
é neste sentido que se fala de vertente hidrográfica.
Talvegue é a linha variável ao longo do tempo que se encontra no
meio da junção mais profunda de um vale ou rio.
Um tergo é uma forma de relevo que consiste numa elevação que
faz a separação da escorrência de águas e se prolonga até
um cume. Trata-se, portanto, do oposto de um vale. Os tergos
podem também ser chamados de cumeadas ou cumeeiras.
Declividade
A declividade de um terreno é dada pela relação entre a
projeção horizontal e a projeção vertical de uma curva.
30
Exemplo: declividade de 30%: 100 = 0,3.100 = 30%

Variação vertical 30
Variação horizontal 100

Declividades - Conversão de percentual para graus:


∆y=100
tgα tgα=100/100=1 arctg1=0,785398rad = 45 graus
∆x=100

Valores muito usados na agricultura e avaliação de


propriedades rurais:
0 a 3%
3 a 8%
8 a 12%
12 a 45%
acima de 45%

Valores muito usados no urbanismo e avaliação de áreas


non-aedificandi:
0 a 10%
10 a 20%
20 a 30%
30 a 47%
acima de 47%

Dados Cartográficos para Cartório