Você está na página 1de 3

Felicidade Clandestina: menina gorda, baixinha, gostava de ler.

Menina sádica que tinha o livro e não o emprestava.


As reinações de narizinho.
-=-=-=-=-=-
Amizade sincera.
Familia de um é do Piaiu.
O outro foi morar em São Paulo.
Não tinham mais assunto. Transformavam qualquer evento pequeno numa grande coisa p
ara solucionar.
-=-=-=-=-=-=
MIOPIA PROGRESSIVA
Menino inteligente, adiantado em seu tempo que vai passar um dia na casa da tia.
Começa imaginando como deve atuar e como será julgado. A tia nunca teve filhos.
-=-=-=-=-=-=-
RESTOS DO CARNAVAL
Cabelos lisos, causavam desgosto. Mãe doente. Fantasia de rosa, sobra de papel cre
pom da amiga. A mãe da amiga fez pra ela. Um menino de 12 (ela tinha 8) jogou conf
ete nela. Ela riu.
-=-=-=-=-=-=-=
O GRANDE PASSEIO
Velha sequinha. Nome: Mocinha. Margarida na verdade. Pequena, família já toda morta.
Esmola pouca, davam cama pequena e estreita para dormir. Botafogo. Saia da casa
para passear. Nasceu no Maranhão.
É enviada para Petropolis, para a casa de um sobrinho. Ele não aceitou. Deu dinheiro
para ela voltar para o Rio. Não entendeu. Caminhou pela estrada de Petropolis. So
l forte. Ali morreu.
-=-=-=-=-=-=-=-
COme MEU FILHO
O filho questiona o mundo redondo (ou chato) e o pepino "inreal", irreal. Come,
meu filho.
=-=-=-=-=-=-=-=-
PERDOANDO DEUS
Passeando pela Avenida Copacabana, sente um amor imenso pelas coisas, amor mater
nal por Deus. De repente quase pisa num rato morto. Inicia um processo de raiva
de Deus, [a grosseria de Deus insultava-me], querendo vingar-se dele. Passa por
um momento de perdoá-lo [quem sabe o mundo também é rato, e eu achei que estava pronta
para ele] e de acreditar que ele é o todo poderoso. [sou muito teimosa] [brigona,
este é meu jeito].[Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho
de minha natureza?] [Enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dad
o marcado / Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe].
-=-=-=-=-=-=-=-=
TENTAÇÃO
Menina ruiva, numa terra de morenos. Chama atenção. Soluço. Um cachorro basset tambémm r
uivo. Infancia impossivel. O Basset segue em direção à dona sob o guarda-sol. A menina
só observa.
-=-=-=-=-=-=-=-=-
O OVO E A GALINHA
Meu Deus que história pirada.
Ela brinca com o ovo, coloca a galinha como um agente. Coloca a autora como agen
te, que não precisa saber muito sobre o ovo. Ao mesmo tempo o ovo é frito, vira comi
da. Ela divaga e esquece do ovo.
Refere o Ovo com Deus. O Ovo passa pela Macedônia (Jesus tambem passou por lá).
Muito sinistro.
Sem começo, meio e fim, meio infinito.
LER DENOVO.
-=-=-=-=-=-=-=-=-
CEM ANOS DE PERDÃO
O conto em que roubava rosas e pitangas. Descreve como faz, pé ante pé, coração pulsando
. As pitangas, segundo ela, pedem para ser colhidas ou morrem maduras no galho,
virgens.
-=-=-=-=-=-=-=-=-
A LEGIÃO ESTRANGEIRA
Conta a história da menina Ofélia, criança, e uma vizinha mais velha já moça. A Ofélia é fi
de hindus e esta família não parecia gostar muito da moça, apenas a Ofélia [a criança].
Esta menina vinha visitá-la. Era uma tortura. A criança parecia julgá-la em cada movim
ento.
Mas um dia, por acaso, era Natal e a moça havia comprado um pinto para seus filhos
. E o pinto piou, assustando a Ofelia. Neste momento, descreve-se todo um desenr
olar de criança comparando-a com metamorfose de lesa para borboleta.
No fim, o trágico, a menina hindu mata o pinto.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
OS OBEDIENTES
Conta a história de um casal certinho. Muito certinho, muito convencional, mas ras
os nas ideias. O marido chega um dia mais cedo mas não ficou claro se ela o traiu
ou se ela mordeu literalmente uma maçã. Quebrou o dente. Foi olhar o espelho e se de
u conta de que estava com 50 anos. joga-se da janela do apartamento.
O mundo dele desabou "uma vez seco o leito do rio e sem nenhuma água que o afogass
e (...) andava perplexo e sem perigo sobre o fundo com uma lepidez de quem vai c
air de bruços mais adiante".
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
A REPARTIÇÃO DOS PÃES
Narra a história de um almoço de sábado, tão sem graça como todos os sábados. Ninguém queri
star ali. Mas não é justo com a anfitriã: sempre alegre como se estivesse recebendo pe
ssoas importantes.
Sem apeite, são chamados à mesa. E a mesa, impressionante, com muita abundância. Ela c
ome, sem piedade, pensando em Deus.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
UMA ESPERANçA
É um bichinho verde, um inseto. Estava presa numa teia de aranha. ela e o filho lu
taram para a aranha não estraçalha-la.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
MACACOS
Apareceu um na casa dela, ela o expulsou mas ficou com remorso. Era em copacaban
a no RJ. Foi atrás de vendedores de macacos e comprou um pequenina, Lisette, mas e
la morreu no pronto-socorro.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
OS DESASTRES DE SOFIA
Conta a historia de uma menina, bem levada, que percebeu que o professor ensinav
a a turma com impaciência. Humilhada, ela resolveu atormentar o professor. Mas tam
bém ficava atormentada. Tinha apenas 9 anos. Mas essa história muda quando, num dia,
eles precisam continuar uma história fictícia que o professor havia começado [narração].
A história dela foi tão diferente do comum: para ela, foi para terminar de uma vez e
ir pro recreio. Mas o professor adorou e elogiou-a. Do momento em que ele a cha
ma até o elogio, ela descreve toda uma cena de medo do professor. Quando ele a elo
gia, ela sente que ele é um tolo porque ela só contou "mentiras" - até então ela achava
que inventar histórias era contar mentiras.
-=-=-=-=-=-=-
A CRIADA
Descreve a Eremita, uma criada que tinha um mundo particular dela. Uma profundid
ade que ela, de vez em quando, acessava e ficava calada. Profundidade escura que
só a escuridão encontrava. Uma floresta, que ela ia de vez em quando.
Esta criada também tinha o hábito de pequenos furtos na casa da patroa, para levar u
mas comidinhas a seu noivo.
-=-=-=-=-=-=-=
A MENSAGEM
Conta a hisória de um menino e uma menina, jovens de 16 e 17 anos. Angustiados. El
e ouve que ela está angustiada e, a partir daí, nasce uma amizade sem pretensões de ho
mem e mulher. Até que, no ultimo dia de aula, eles estão voltando para casa juntos e
são surpreendidos com o desabrochar da sexualidade. Isso tudo provocado por um mo
mento em que eles ficam na calçada entre um onibus que está passando e uma casa velh
a no Rio. A partir deste momento ele a olha com olhos de homem.
-=-=-=-=-=-=-=-=
MENINO A BICO DE PENA
Narra as atitudes de um nenêque fica na sala e de repente percebe que está sozinho.
Começa a chorar. A mãe vem acudí-lo: pega-o no colo e ele sente que está mais quente e m
ais longe do chão. Vê a mesa de cima. Logo vem o sono, os olhos fechando no horizont
e. Quando acorda, está sozinho: poe-se a chorar. A mãe vem com um fralda - ele está mo
lhado. Mas pára de chorar. De repente um barulho de carro e ele comenta: "fon fon"
.
-=-=-=-=-=-=-=-
UMA HISTORIA DE TANTO AMOR
Galinhas Pedrina e Petronilha.
A menina cuidava das duas, como uma enfermeira, cheirava as asas da galinha [que
não cheiram bem]. Não ocorreu a ela passar desodorante - até porque na cidadezinha de
la não se tinha o hábito - então pede à tia um remédio para o fígado. Ela resolve dar para
s duas galinhas, para evitar contágios. A tia dava um remédio escuro, que ela acredi
tava ser pingo de café - e "vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas"
Um dia ela foi brincar na casa da amiga e quando retornou, tinham comido a Petro
nilha. Ela ficou revoltada com todos que gostavam de galinha. A mãe tentou consolá-l
a, dizendo que quando comemos um bicho ele fica dentro de nós, faz parte de nós. Um
pouco mais velha, ela cuida da galinha Eponina. Quando chegou a hora dela morrer
, a menina comeu a Eponina "mais do que os outros" e tinha ciumes de quem comia
a Eponina. Eponina ao molho pardo.
-=-=-=-=-=-=-=-=
AS ÁGUAS DO MUNDO
O mar ininteligível e infinito no horizonte. A mulher, ininteligivel porque pergun
ta sobre si mesmo. Encontro de mistérios, de dois mundos incognoscíveis. O sal do ma
r, o frio, ela tem muita coragem por entrar sozinha. O mar não está sozinho. Ela bri
nca na água, com a mão faz uma concha, bebe um pouco de água. Sua garganta reclama do
sal, ela se acostuma e toma mais um gole. Agora ela vai sair, as ondas puxam-na
para dentro, mas ela resiste e sai.
-=-=-=-=-=-=-=-=-
A QUINTA HISTÓRIA
Conta a mesma história em 5 tempos. "Como matar baratas" é o começo: ela se queixa das
baratas e aprende com uma senhora uma receita para matar baratas: misturar em p
artes iguais açúcar,farinha e gesso. O açúcar e a farinha atraem-nas e o gesso as endure
ce e mata. A segunda história "O Assassinato" - a mesma coisa - ela se queixa das
baratas. Só que não são baratas dela, são as que sobem pelo cano e chegam à casa dela. Ela
prepara o elixir da morte à noite para efeito na madrugada. A terceira história "Es
tátuas" é como ficavam as baratas depois de comer o elixir: elas endureciam de dentr
o pra fora. [que horror]. A quarta narrativa - queixou-se de baratas - mas agora
ela se pergunta se teria que repetir este ritual toda noite? A quinta história ch
ama-se "Leibnitz e A transcendência do amor na Polinésia" começa: "queixei-me de barat
as".
-=-=-=-=-=-=-=-=-
ENCARNAÇÃO INVOLUNTÁRIA
Ela involuntariamente encarna as pessoas para entendê-las. Numa viagem de avião, peg
ou-se encarnando numa missionária. Percebeu que ela andava de levinho, cuidando da
saia: encarnou. O avião fez um pouso de conexão e eles poderiam sair do avião. Saindo
, ela encarna na missionária e cuida das imaginárias barras da saia para o vento não l
evantar.
Outra situação, ainda em viagem, ela encarnou numa prostituta, que tinha um perfume
forte e fechava o olho enquanto fumava [tragava e fechava] enquanto olhava para
um candidato a cliente. Ela tentou fazer o mesmo, mas o seu perfume era leve dem
ais e o candidato estava entretido com seu jornal. Não funcionou.
-=-=-=-=-=-=-=-=
DUAS HISTÓRIAS A MEU MODO