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Apostila de Fundamentos de TFG Professora: Sandra Márcia de Souza Cartaxo sandracartaxo@cesmac.com.br Maceió/AL
Apostila de Fundamentos de TFG Professora: Sandra Márcia de Souza Cartaxo sandracartaxo@cesmac.com.br Maceió/AL
Apostila de
Fundamentos de TFG
Professora: Sandra Márcia de Souza Cartaxo
sandracartaxo@cesmac.com.br
Maceió/AL
Agosto de 2010

2

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

5

2 ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE RELATÓRIOS

6

 

2.1

DEFINIÇÕES E ESTRUTURA

6

2.1.1

Relatório

6

2.1.1.1 Estrutura do Relatório

6

2.1.1.2 Definição dos componentes da Estrutura do Relatório

7

2.1.1.2.1 Resumo

7

2.1.1.2.2 Sumário

7

2.1.1.2.3 Introdução

7

2.1.1.2.4 Desenvolvimento

8

2.1.1.2.5 Conclusão

8

2.1.1.2.6 Referências

8

2.1.1.2.7 Apêndice (se houver)

8

2.1.1.2.8 Anexos (se houver)

8

2.1.1.2 Digitação do Documento segundo a NBR 14724/2005

9

2.1.1.3 Estilo e Orientação para Redação

9

3

A PESQUISA

11

3.1 CONCEITO

11

3.2 TIPOS DE PESQUISA

12

3.2.1 Quanto à Natureza

12

3.2.2 Quanto aos Objetivos

12

3.2.3 Quanto aos Procedimentos

13

4

PROJETO DE PESQUISA ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

14

4.1 O QUE É O PROJETO DE PESQUISA?

14

4.2 ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA

14

4.2.1 Tema ou Assunto Responde à pergunta O Quê?

14

4.2.2 Problema

15

4.2.3 Hipóteses

15

4.2.4 Justificativa

16

4.2.5 Objetivos

16

4.2.5.1 Objetivo Geral

17

4.2.5.2 Objetivos Específicos

17

4.2.6 Marco Teórico de Referência ou Referencial Teórico

17

4.2.7 Metodologia

18

4.2.8 Cronograma

18

4.2.9 Referências

18

5

CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ

19

5.1

CITAÇÃO

19

5.1.1 Citação Direta

19

5.1.2 Citação Indireta

20

5.1.3 Citação de citação

20

 

5.2

NOTAS DE RODAPÉ

22

5.2.1 Apresentação das Notas de Rodapé

22

5.2.2 Tipos de Notas de Rodapé

22

Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de Souza Cartaxo - versão Agosto/2010 Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET).

3

6

REFERÊNCIAS FORMAS DE ENTRADA

23

6.1 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO

23

6.2 ESPECIFICAÇÕES E ORDEM DOS ELEMENTOS

24

6.2.1 Livros com 01 autor

24

6.2.2 Livros com dois e três autores

25

6.2.3 Livros com mais de três autores

25

6.2.4 Capítulo de livro

25

6.2.5 Tese/Dissertações/Monografias

26

6.2.6 Autor Entidade (órgãos governamentais, empresas, associações, congressos,

seminários,

27

6.2.7 Autoria desconhecida

27

6.2.8 Legislação

27

6.2.9 Periódicos: Artigo de Revista, Boletim e outros

28

6.2.10 Artigo de Revista com Autor

28

6.2.11 Artigo de revista sem autor

29

6.2.12 Dicionário

29

6.2.13 Artigos de Jornal

29

6.2.14 Artigo sem autor

30

6.2.15 Documento de Eventos

30

6.2.16 Trabalhos apresentados em eventos

30

6.2.17 Referências de documentos eletrônicos

31

6.2.18 Artigo de Revista eletrônica

31

6.2.19 Artigo de Revista eletrônica não assinada (sem autor)

31

6.2.20 E-mail (não recomendado dada a informalidade)

32

7

O RELATÓRIO DA PESQUISA CONFORME NBR ABNT 14724:2005

33

7.1

CONCEITOS

33

7.1.1

Relatório Final

33

7.1.1.1 Monografia e Similares

33

7.1.1.2 Dissertação

34

7.1.1.3 Tese

34

 

7.2

FORMATAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO

34

7.2.1 Espacejamento

34

7.2.2 Paginação

35

7.2.3 Siglas

36

7.2.4 Equações e Fórmulas

36

7.2.5 Ilustrações

36

7.2.6 Tabelas

37

 

7.3

ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO

37

7.3.1

Elementos Pré-textuais

37

7.3.1.1 Capa obrigatória

37

7.3.1.2 Lombada obrigatória

37

7.3.1.3 Folha de Rosto obrigatória

38

7.3.1.4 Errata opcional

38

7.3.1.5 Folha de Aprovação obrigatória

38

7.3.1.6 Dedicatória opcional

38

7.3.1.7 Agradecimento opcional

38

7.3.1.8 Epígrafe opcional

39

7.3.1.9 Resumo em língua vernácula obrigatório

39

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4

7.3.1.10 Resumo em língua estrangeira obrigatório

39

7.3.1.11 Lista de ilustrações opcional

39

7.3.1.12 Lista de tabelas opcional

40

7.3.1.13 Lista de Símbolos opcional

41

7.3.1.14 Lista de abreviaturas e siglas opcional

41

7.3.1.15 Sumário obrigatório

41

7.3.2

Elementos Textuais

42

7.3.2.1 Introdução obrigatória

42

7.3.2.2 Desenvolvimento obrigatório

43

7.3.2.3 Conclusão obrigatória

43

7.3.3

Elementos Pós-textuais

43

7.3.3.1 Referências obrigatórias

44

7.3.3.2 Glossário opcional

44

7.3.3.3 Apêndice opcional

44

7.3.3.4 Anexos opcionais

44

7.3.3.5 Índice opcional

45

8 ORIENTAÇÕES PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS DEFESA DO TFG

46

REFERÊNCIAS

48

ANEXO A MODELO DE CAPA

49

ANEXO B MODELO DE FOLHA DE ROSTO

50

ANEXO C MODELO DE FOLHA DE APROVAÇÃO

51

ANEXO D MODELOS DE TEXTO PARA FOLHA DE ROSTO

52

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5

1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

Objetivos:

Apresentar o Programa da Disciplina Fundamentos de Trabalho Final de Graduação, destacando a importância da escolha do Tema para elaboração da Monografia.

Charoux (2004, p. 31) afirma que “tal qual uma obra de engenharia, que pressupõe a construção de um alicerce, antes de iniciar uma pesquisa é preciso desenvolver um sólido projeto de base. Assim, a etapa inicial da pesquisa consiste em dar seqüência ao que já foi definido na fase de planejamento, ou seja, do projeto, em termos das diretrizes a serem seguidas, a saber: o que pesquisar, para que, por que e como”.

Com base nas palavras de Charoux, ressalta-se a importância da Disciplina Fundamentos de TFG, como instrumento que irá orientar os alunos concluintes do Curso na elaboração do Projeto de Pesquisa e, consequentemente, na produção do Relatório de Pesquisa, ou seja, o Trabalho Final de Graduação (TFG).

É importante destacar que a presente Apostila não tem a pretensão de abranger

todos os assuntos relacionados às Normas de Metodologia Científica, cabendo ao aluno buscar, em livros sugeridos na Referência apresentada ao final, maior aprofundamento dos temas abordados.

A Apostila está subdivida em Aulas, onde serão apresentados os conteúdos que

serão abordados durante todo o semestre e trata-se de instrumento indispensável às aulas, como forma de direcionar o estudo.

A Apresentação, assim como a defesa, do TFG é obrigatória para aprovação na

disciplina e conclusão do curso.

As Avaliações da Disciplina acontecerão conforme segue:

1ª AF Após entrega do Projeto de Pesquisa e defesa nas Pré-Bancas, será atribuída a nota de zero a dez, dentro do prazo do calendário para inclusão das notas no Portal.

2ª AF Após entrega dos capítulos do 1º e 2º capítulo, será atribuída nota de zero a dez, dentro do prazo do calendário para inclusão das notas no Portal.

3ª AF - Após a apresentação do TFG à banca e entrega do mesmo devidamente corrigido e encadernado em capa dura, bem como do Relatório de Estágio Supervisionado (nos casos, em que o regimento do curso exige), será atribuída a Nota Final para fins de emissão de Certificado.

O aluno que não apresentar e defender o Projeto de Pesquisa dentro do prazo não

estará habilitado para a 2ª AF.

As freqüências dos alunos devem ser de, no mínimo, 75% da carga horária total da disciplina. Caso isto não ocorra, o aluno será reprovado.

Não haverá Avaliação Final.

Além de 01 via do TFG encadernado em Capa Dura, de acordo com orientações constantes nesta Apostila, deve ser entregue um CD contendo o arquivo do TFG e da Apresentação utilizada para defesa na Banca.

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2 ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE RELATÓRIOS

Objetivos:

Apresentar a estrutura de um Relatório Científico.

2.1 DEFINIÇÕES E ESTRUTURA

A depender dos objetivos e necessidades de uma determinada atividade ou

pesquisa, o Relatório apresenta características diferenciadas.

2.1.1 Relatório

Relatório é a exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados mediante

pesquisas ou se historia a execução de serviços ou de experiências. É geralmente

acompanhado de documentos demonstrativos, tais como tabelas, figuras, estatísticas e outros.

Para a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), relatório é um

uma

documento

incumbência.

onde

é

exposto,

em

detalhes,

o

desenvolvimento

de

um

ato

ou

de

2.1.1.1 Estrutura do Relatório

a)

Capa (obrigatório)

b)

Folha de Rosto (obrigatório)

c)

Agradecimento (opcional)

d)

Resumo (obrigatório)

e)

Sumário (obrigatório)

f)

Desenvolvimento (obrigatório) parte textual onde estão contidas as informações sobre o objeto

g)

Referências

h)

Anexos ou Apêndices

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2.1.1.2 Definição dos componentes da Estrutura do Relatório:

Cada um dos elementos que compõe o Relatório deve iniciar numa nova página. A Capa e a Folha de Rosto deverão ser elaboradas de acordo com os Modelos constantes no final desta Apostila.

2.1.1.2.1 Resumo

Redigido pelo próprio autor do trabalho, o resumo deve ser a síntese dos pontos relevantes do texto, em linguagem clara, concisa e direta. Deve ressaltar o objetivo, o resultado e as conclusões do trabalho, assim como o método e a técnica empregada em sua elaboração.

Permite, ao leitor, uma compreensão geral do trabalho sem a necessidade da leitura completa do documento. Prioriza-se o uso da terceira pessoa do singular, do verbo na voz ativa, evitando-se o emprego de frases negativas. Deve ser escrito numa seqüência de frases correntes em um só parágrafo.

2.1.1.2.2 Sumário

Consiste na enumeração das principais divisões do trabalho, na ordem e grafia em que aparecem no texto, com a página inicial de cada capítulo ou seção.

O Sumário deve ser redigido com espaçamento simples entre linhas, com um espaço entre os blocos de capítulos.

2.1.1.2.3 Introdução

Ao ler a introdução deve-se ter uma visão geral do conteúdo do relatório. A Introdução deve explicitar claramente o objeto de pesquisa, as hipóteses de trabalho, a contextualização do problema de pesquisa, identificação, caracterização, e histórico da organização quando pertinentes.

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2.1.1.2.4 Desenvolvimento

Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções, que variam em função da abordagem do tema e do método. É a parte mais extensa e visa à revisão da literatura sobre o assunto do trabalho, assim como todo material e métodos e discussão dos resultados.

2.1.1.2.5 Conclusão

Principais conclusões alcançadas com o Trabalho, significado dos dados mais relevantes observados ou coletados para resolver o problema proposto, e/ou como as atividades foram importantes para a formação acadêmica do futuro empreendedor, e/ou como as expectativas teóricas se comportaram na prática.

2.1.1.2.6 Referências

É o conjunto de indicações que possibilitam a identificação de documentos, publicações, no todo ou em parte.

2.1.1.2.7 Apêndice (se houver)

Texto

ou

documento

elaborado

pelo

autor,

a

fim

de

complementar

sua

argumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho.

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2.1.1.2.8 Anexos (se houver)

Texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação,

comprovação e ilustração.

2.1.1.2 Digitação do Documento segundo a NBR 14724/2005

a) Papel: A4 (21cm X 29,7cm)

b) Margens: superior e esquerda 3cm; direita e inferior 2cm;

c) Espaço entre linhas: um e meio (1,5) para texto e simples para as citações longas, as notas de referência, os resumos e para a Lista de Referências;

d) Fonte ou tipo de letra: Times New Roman ou Arial

e) Tamanho da letra: 12 para texto e 10 para citações e notas de rodapé.

f) Títulos e tópicos do texto: devem ser colocado em negrito e em maiúsculas no início da seção, alinhados à esquerda da página e com uma distância de dois espaços de 1,5 antes do texto que o precede e que o sucede.

g) Numeração de páginas: canto superior direito (a numeração começa a contar a partir da primeira página após a capa e só aparece na primeira folha após o Sumário)

h) Alinhamento do texto: justificado

2.1.1.3 Estilo e Orientação para Redação

a) Estilo

A redação de trabalhos científicos difere dos outros tipos de composição,

apresentando algumas características próprias quanto à estrutura e estilo. Alguns

princípios básicos devem ser observados neste tipo de redação.

b) Objetividade

Na linguagem científica, os assuntos precisam ser tratados de maneira direta e

simples, com lógica e continuidade no desenvolvimento das idéias, cuja seqüência

não deve ser desviada com considerações irrelevantes. A explanação deve se

apoiar em dados e provas e não em opiniões sem confirmação.

c) Clareza

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Uma redação é clara quando as idéias são expressas sem ambigüidade para não originar interpretações diversas da que se quer dar. Ë importante o uso de vocabulário adequado e de frases curtas, sem divagações, tendo-se como objetivo facilitar a leitura e prender a atenção do leitor. Os problemas e hipóteses devem ser formulados com propriedade, evitando-se expressões com duplo sentido, palavras supérfluas, repetições e detalhes prolixos que dificultam o entendimento do assunto.

d) Precisão

Cada expressão empregada deve traduzir com exatidão o que se quer transmitir, em especial no que diz respeito a registros de observações, medições e análises efetuadas. Indicar como, quando e onde os dados foram obtidos, especificando-se as limitações do trabalho e a origem das teorias. Deve-se utilizar a nomenclatura técnica apropriada, empregando-a sempre da mesma forma em todo o texto e de acordo com sua aceitação no meio científico.

e) Imparcialidade

Evitar idéias pré-concebidas, não superestimando a importância do trabalho, nem subestimando outros que pareçam contraditórios.

f) Coerência

Deve-se manter uma seqüência lógica e ordenada na apresentação das idéias. Um trabalho, em geral, se divide em capítulos, seções e subseções, sempre de forma equilibrada e coesa.

g) Conjugação Verbal

Recomenda-se a expressão impessoal, evitando-se o uso da primeira pessoa, tanto do plural como do singular.

Exemplo:

procurou-se mensurar a reação da planta

na

obtenção destes dados, procedeu-se segundo o critério

O Relatório deve ser apresentado encadernado, protegido por Capa, seguida de Folha de Rosto e Estrutura próprias, cujos modelos são apresentados nesta Apostila.

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3 A PESQUISA

Objetivos:

Conceituar a Pesquisa na Universidade e orientar para a elaboração de um Projeto de Pesquisa. Detalhar os diversos tipos de pesquisas e suas aplicações.

Seabra (2001) afirma que para fazer pesquisa faz-se necessário desenvolver um

conjunto de atividades orientadas para a aquisição de determinado conhecimento. Dessa

forma, para ser considerada científica, a pesquisa deve ser feita de forma sistematizada,

utilizando-se métodos e técnicas apropriados.

3.1 CONCEITO

De uma forma simplificada, pode-se dizer que Pesquisa é o mesmo que busca ou

procura. Sendo assim, pesquisar é buscar ou procurar resposta para alguma coisa. Em se

tratando de Ciência a pesquisa é a busca de solução a um problema que alguém queira saber a

resposta. Não é correto dizer que se faz ciência quando se está pesquisando. O correto é dizer

que se produz ciência através de uma pesquisa. Pesquisa é, portanto o caminho para se chegar

à ciência, ao conhecimento. (SEABRA, 2001).

É na pesquisa que utilizaremos diferentes instrumentos para se chegar a uma

resposta mais precisa. O instrumento ideal deverá ser estipulado pelo pesquisador para se

atingir os resultados ideais. Num exemplo grosseiro diríamos: eu não poderia procurar um

tesouro numa praia cavando um buraco com uma picareta; eu precisaria de uma pá. Da

mesma forma eu não poderia fazer um buraco no cimento com uma pá; eu precisaria de uma

picareta. Por isso a importância de se definir o tipo de pesquisa e da escolha do instrumental

ideal a ser utilizado.

A Ciência, através da evolução de seus conceitos, está dividida por áreas do

conhecimento. Assim, hoje temos conhecimento das Ciências Humanas, Sociais, Biológicas,

Exatas, entre outras. Mesmo estas divisões têm outras subdivisões cuja definição varia

segundo conceitos de muitos autores. As Ciências Sociais, por exemplo, podem ser divididas

em Direito, História, Sociologia etc.

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3.2 TIPOS DE PESQUISA

A partir dos conceitos, pode-se definir os tipos de pesquisa da seguinte forma:

3.2.1 Quanto à Natureza

a) Pesquisa Básica É o tipo de Pesquisa que gera conhecimento. Não tem

finalidades imediatas. O conhecimento será utilizado em Pesquisas Aplicadas ou

Tecnológicas;

b) Pesquisa Aplicada É o tipo de Pesquisa que gera Produtos e Processos que

têm finalidades imediatas. Utiliza os conhecimentos gerados pela Pesquisa Básica e as Tecnologias Existentes.

3.2.2 Quanto aos Objetivos

a) Pesquisa Exploratória A pesquisa ou estudo exploratório consiste no passo

inicial de qualquer pesquisa pela experiência e auxílio que traz na formulação de hipóteses significativas para posteriores pesquisas, contribuindo assim com a aquisição de embasamento para realizá-las.

b) Pesquisa Descritiva Tal pesquisa observa, registra, analisa e ordena dados,

sem manipulá-los, isto é, sem interferência do pesquisador. Procura descobrir a freqüência com que um fato ocorre, sua natureza, características, causas, relações com outros fatos. Assim, para coletar tais dados, utiliza-se de técnicas específicas, dentre as quais destacam-se a entrevista, o formulário, o questionário, o teste e observação.

c)

Pesquisa Explicativa Se preocupa com o porquê dos fatos e fenômenos, isto

é,

com a identificação dos fatores que determinam a ocorrência ou a maneira de

ocorrer dos fatos/fenômenos/processos.

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3.2.3 Quanto aos Procedimentos

a) Pesquisa Bibliográfica trata-se do levantamento, seleção e documentação de

toda bibliografia já publicada sobre o assunto que está sendo pesquisado, em livros, revistas, jornais, boletins, monografias, teses, dissertações, material cartográfico, com o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com todo material já escrito sobre o mesmo.

b) Pesquisa Documental busca os dados direto nas fontes que ainda não

receberam tratamento analítico e publicação que podem ser: Documentos, fotos, certidões, correspondências pessoais, etc.

c) Pesquisa Experimental Tem como objetivo demonstrar como e por que

determinado fato é produzido. Portanto, na pesquisa experimental o pesquisador procura refazer as condições de um fato a ser estudado, para observá-lo sob controle. Para tal, utiliza-se de local apropriado, aparelhos e instrumentos de precisão para demonstrar o modo ou as causas pelas quais um fato é produzido, proporcionando assim, o estudo de suas causas e efeitos.

d) Pesquisa Ex-post-facto Nesta pesquisa o fato já aconteceu e o pesquisador

passará a explicá-lo;

e) Pesquisa-Ação acontece quando há interesse coletivo na resolução de algum

problema um suprimento de uma necessidade. Os pesquisadores e os pesquisados envolvem-se no trabalho de pesquisa de modo participativo ou cooperativo.

f) Estudo de Caso Consiste em coletar e analisar informações sobre um

determinado indivíduo, família, grupo ou comunidade, a fim de estudar aspectos

variados de sua vida, de acordo com o assunto da pesquisa.

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4 PROJETO DE PESQUISA ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

Objetivos:

Apresentar a estrutura do Projeto de Pesquisa. Orientar para a definição do Tema da Pesquisa.

Até pouco tempo não existia uma norma específica que disciplinasse a elaboração de um Projeto de Pesquisa. Para suprir esta lacuna a ABNT publicou a NBR 15287, em 30 de dezembro de 2005.

4.1 O QUE É O PROJETO DE PESQUISA?

a) Plano de Trabalho da Pesquisa e tem a finalidade de definir os rumos do

pesquisador;

b) Deve responder as perguntas: O Quê? Por Quê? Para Quê? Para Quem? Onde?

Quando? Como? Com Quê?

c) Deve conter o ordenamento metódico daquilo que o pesquisador pretende

realizar.

4.2 ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA:

Com a publicação da citada NBR, o Projeto passou a ter uma estrutura similar à do Relatório de Pesquisa, englobando elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Nesta apostila, apresentaremos uma estrutura reduzida, que deverá ser apresentada para efeito de avaliação: Capa, Folha de Rosto, Sumário, Tema, Problema, Hipóteses, Justificativa, Objetivos, Referencial Teórico, Metodologia, Cronograma e Referências.

4.2.1 Tema ou Assunto Responde à pergunta O Quê?

É a especificação do assunto do trabalho. Deve ser formulado de maneira concreta e clara. Trata-se da Área de Interesse.

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É preciso levar em consideração os seguintes aspectos:

a) É de interesse científico?

b) É um assunto que se deseja provar ou resolver?

c) É possível de ser investigado?

d) Existe material bibliográfico sobre ele?

e) O pesquisador tem familiaridade com o tema?

f) O

tempo

e

investigação?

4.2.2 Problema

os

recursos

do

pesquisador

são

suficientes

para

realizar

a

A investigação científica começa com uma questão que permite ao pesquisador

lançar-se à procura de novas respostas.

O problema é a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa. Depois de

definido o tema, levanta-se uma questão para ser respondida através de uma hipótese, que será confirmada ou negada através do trabalho de pesquisa.

Inspire-se sobre os seguintes aspectos:

a) Situe o problema em seu contexto histórico, social e filosófico;

b) Examine os fatos que compõe a situação escolhida;

c) Trave um diálogo para estabelecer concordâncias e discordâncias;

d) Descubra a ótica dos diversos autores

e) Reflita sobre a pertinência das explicações dos autores.

4.2.3 Hipóteses

Hipótese é sinônimo de suposição. Neste sentido, hipótese é uma afirmação categórica (uma suposição), que tenta responder ao problema levantado no tema escolhido para pesquisa:

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a) São as prováveis respostas ao Problema;

b) Devem partir de conhecimento prévio sobre o tema, sustentadas em adequada

revisão de literatura;

c) Caracterizam-se como “verdades provisórias”;

d) São formuladas em sentenças afirmativas.

O trabalho de pesquisa, então, irá confirmar ou negar a hipótese (ou suposição)

levantada.

4.2.4 Justificativa

Sua função é destacar a relevância e o porquê da escolha do tema. A justificativa num projeto de pesquisa, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado.

Deve-se tomar o cuidado, na elaboração da justificativa, de não se tentar justificar a hipótese levantada, ou seja: tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. A justificativa exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento. É a resposta que o autor do projeto dá às indagações:

a) Em que o estudo é importante?

b) O que a sociedade necessita acerca desse assunto?

A justificativa serve para mostrar as contribuições da pesquisa nos campos social e científico.

4.2.5 Objetivos

Esta é a etapa em que se define o que se pretende com o desenvolvimento da pesquisa e quais os resultados que se pretende alcançar.

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A definição dos objetivos determina o que o pesquisador quer atingir com a realização do trabalho de pesquisa. Objetivo é sinônimo de meta, fim. Os objetivos podem ser separados em Objetivos Gerais e Objetivos Específicos.

4.2.5.1 Objetivo Geral

Usa-se

verbos

que

admitem

interpretações

amplas:

adquirir,

desenvolver,

raciocinar, aperfeiçoar, entender, conhecer, compreender, melhorar, etc.

Deve ser formulado a partir da definição do problema. É aquilo que se quer

descobrir.

4.2.5.2 Objetivos Específicos

Usa-se verbos que admitem poucas interpretações: aplicar, distinguir, numerar, identificar, contextualizar, investigar, marcar, classificar, escrever, relacionar, exemplificar, etc.

Devem ser organizados em uma seqüência lógica que favoreça o desenvolvimento da pesquisa.

Devem ser formulados a partir das questões de estudo. É a partir destes que deverão ser construídos os capítulos da Monografia.

4.2.6 Marco Teórico de Referência ou Referencial Teórico

a) Deve fornecer a opção teórica que irá balizar a investigação;

b) Deve apresentar o estudo realizado por esses teóricos sobre o tema;

c) É o momento de fazer uma revisão da bibliografia existente;

d) Permite ao pesquisador:

- Sair do empirismo para encontrar teóricos que sustentem as idéias;

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- Realizar a construção de conceitos básicos para resposta ao problema.

4.2.7 Metodologia

A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc.), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.

a) É o momento em que o pesquisador especifica o método que irá adotar para

alcançar seus objetivos;

b) Define, também, como irá proceder à coleta de dados.

4.2.8 Cronograma

É

construído

visando

relacionar

as

discriminando-as em fases ou etapas:

4.2.9 Referências

atividades

e

seu

tempo

de

duração,

Possibilitam a identificação de documentos, publicações, no todo ou em parte.

a) São relacionadas as fontes consultadas e referenciadas no Projeto e que

sustentarão o marco Teórico de referência;

b) Os registros devem obedecer às normas da ABNT;

c) São organizados por sobrenomes e em ordem alfabética.

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5 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ

Objetivos:

Orientar para a elaboração de citações na produção de Trabalhos Acadêmicos.

A elaboração de citações está disciplinada na NBR 10520:2002. A partir da leitura da documentação existente sobre o assunto estudado, para dar ênfase a certos aspectos abordados, o estudioso usa citações ou pontos de vista de outros pesquisadores ao longo do texto ou em notas de rodapé. Citação é uma "menção de uma informação extraída de outra fonte." (ABNT 2002, p. 1).

5.1 CITAÇÃO

É a menção no texto de uma informação colhida de outra fonte. Pode ser direta, indireta e citação de citação.

5.1.1 Citação Direta

De Acordo com a NBR 10520 (ABNT 2002, p.2) é a “Transcrição textual de parte da obra do autor consultado”.

Podem ser apresentadas de duas formas: até três linhas escreve-se normalmente no texto e vêm entre aspas. Acima de três linhas, devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letras fonte tamanho 10, sem aspas e com espacejamento simples.

A indicação de autoria poderá ser inserida no texto em letras maiúsculas e minúsculas ou com letras maiúsculas quando estiverem entre parênteses.

a) Exemplo de citação até 3 linhas com autor inserido no texto:

Para Minayo (2001, p. 22) “o conjunto de dados quantitativos e qualitativos não se opõem, ao contrário, se complementam”.

b) Exemplo de citação até 3 linhas com autor inserido entre parênteses, no

final da citação:

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20

“O professor universitário precisa de consolidada experiência de pesquisa para bem ensinar; o aluno da universidade precisa de uma vivência de prática investigativa para bem aprender.” (LIMA, 2004, p.18).

c) Exemplo de citação com mais de 3 linhas com autor inserido entre

parênteses, no final da citação:

A ciência é a busca do conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza e abrange um conjunto de conhecimentos racionais certos e prováveis obtidos segundo determinado método, sendo sistematizados e verificáveis, com a característica adicional de fazerem referência a objetos de uma mesma natureza. (OLIVEIRA, 2003, p. 39).

d) Exemplo de citação com mais de 3 linhas com autor inserido no texto:

Oliveira (2003, p. 39) ao abordar sobre ciência destaca que a mesma é

a busca do conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza e abrange um

conjunto de conhecimentos racionais certos e prováveis obtidos segundo determinado método, sendo sistematizados e verificáveis, com a característica

] [

adicional de fazerem referência a objetos de uma mesma natureza.

5.1.2 Citação Indireta

É a expressão da idéia contida na fonte citada, sem transcrição, dispensando o uso de aspas duplas.

5.1.3 Citação de citação

Consiste na transcrição direta ou indireta de um texto ao qual não se teve acesso ao original. Neste caso, a citação é feita pelo nome do autor original, seguido da expressão apud e do nome do autor da obra consultada.

a) Exemplo de citação de citação transcrita de forma direta:

Lênin (1999 apud MINAYO, 2001, p.16) diz que “o método é a alma da teoria”.

Ou:

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21

“O método é a alma da teoria”. (LÊNIN, 1999 apud MINAYO, 2001, p.16).

b) Exemplo de citação de citação transcrita de forma indireta:

Ryle (1971 apud LIPMAN, 1995) reconhece que existem habilidades para o ato de pensar e que somente poderiam ser desenvolvidas em disciplinas acadêmicas específicas. Este posicionamento teve pouca influência e posteriormente os educadores começaram a discutir sobre a necessidade de estimular a pensar ao invés de aprender por repetição.

c) Citação de partes com omissões

Quando for omitido um trecho ou parte dele, a parte omitida é indicada por

reticências entre colchetes [

].

Caso as reticências entre colchetes sejam usadas no final da citação, isto indica que o trecho original não termina ali. Outrossim, reticências entre colchetes no início da citação significam que a mesma não está sendo transcrita desde o início.

Exemplo:

“[

]

citações textuais muito longas são também desaconselhadas: cada citação

não deverá exceder duzentas palavras.” (ANDRADE, 1998, p.41).

d) Abreviaturas utilizadas nas citações:

Apud citado por

Ibidem ou Ibid. - na mesma obra

Idem ou Id. - do mesmo autor

Op. cit - na obra citada

Loc. cit - no lugar citado

Cf. confira

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22

Quando houver coincidências de autores com o mesmo sobrenome e data, acrescentar as iniciais de seus prenomes.

5.2 NOTAS DE RODAPÉ

As notas de rodapé destinam-se a prestar esclarecimentos ou tecer considerações que não devam ser incluídas no texto para não interromper a seqüência lógica da leitura. Essas notas devem ser reduzidas ao mínimo e situar-se em local tão próximo quanto possível do texto, não sendo aconselhável reuni-las todas no fim de capítulos ou da publicação.

Para se fazer a chamada das notas de rodapé, usa-se algarismos arábicos, na entrelinha superior sem parênteses, com numeração consecutiva para cada capítulo ou parte, evitando-se recomeçar a numeração a cada página. Quando as notas forem em número reduzido, pode-se adotar uma seqüência numérica única para todo o texto.

5.2.1 Apresentação das Notas de Rodapé

As notas de rodapé se localizam na margem inferior da mesma página onde ocorre

a chamada numérica recebida no texto. São separadas do texto por um traço contínuo de 4cm

e digitadas em espaço simples e com Fonte 10. Usa-se espaço duplo para separar as notas, entre si.

5.2.2 Tipos de Notas de Rodapé

a) Bibliográficas - São em geral utilizadas para indicar fontes bibliográficas

permitindo comprovação ou ampliação de conhecimento do leitor; para indicar textos relacionados com as afirmações contidas no trabalho, remeter o leitor a outras partes do mesmo trabalho ou outros trabalhos para comparação de resultados e para incluir a tradução de citações feitas em língua estrangeira ou indicar a língua original de citações traduzidas.

b) Explicativas - Quando se referem a comentários e/ou observações pessoais do

autor.

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23

6 REFERÊNCIAS FORMAS DE ENTRADA

Objetivos:

Orientar para a elaboração de Referências na produção de Trabalhos Acadêmicos.

A ABNT estabelece as diretrizes que devem ser utilizadas na elaboração de Referências. Segundo a NBR 6023, de agosto de 2002, passou a chamar-se de REFERÊNCIAS. Assim, poderão ser incluídas todas as fontes utilizadas na elaboração do trabalho, tais como: filmes, DVDs, livros, revistas, anais, etc.

Referência é o conjunto de elementos retirados de um documento, que permite a identificação de onde foi utilizado.

6.1 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO

a) Ligam-se por hífen as páginas iniciais e finais das partes referenciadas.

Ex. p. 25-28.

b) Quando

período da publicação, ligam-se por barra. Ex. jan./jul.

forem

fascículos

referenciados,

as

datas

limites

de

determinado

c) O nome do local deve ser indicado tal como aparece na publicação

referenciada. Quando há mais de um local para uma só editora, indica-se o primeiro ou o mais destacado. Não sendo possível determinar o local, indica-se entre colchetes [S.l.] (ou seja, sine loco).

d) O nome da editora deve ser indicado tal como aparece na publicação

referenciada, abreviando-se os prenomes e suprimindo-se outros elementos que designam a natureza jurídica ou comercial do mesmo, desde que dispensável para sua identificação. Ex: J. Olympio e não Livraria José Olympio Editora. Atlas e não Editora Atlas. Quando a editora não puder ser identificada, indica-se entre colchetes [s.n.], ou seja sine nomine.

e) Quando o local e a editora não puderem ser identificados usa-se [S.l.: s.n.];

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f) Indica-se sempre a data em algarismos arábicos contínuos ex. 1995 quando não

aparece a data, coloca-se entre colchetes: Data provável - [1999 ?] Década certa -

[199_] Década provável [199-?]

g) Os meses devem ser abreviados no idioma original da publicação. Na língua

portuguesa não se abrevia o mês designado por até quatro letras. Ex. jan. fev. mar.

abr. maio. jun. jul. ago. set. out. nov. dez.

h) A ordenação da lista deverá ser em ordem alfabética, em espaço simples

entre linhas e separadas umas das outras por espaço duplo, alinhadas

somente a margem esquerda.

6.2 ESPECIFICAÇÕES E ORDEM DOS ELEMENTOS

Ressalta-se que, para cada tipo de Referência, há uma forma específica para sua

elaboração.

6.2.1 Livros com 01 autor

Autor da publicação com sobrenome em letras maiúsculas antecedendo o nome.

- Título da publicação em destaque (negrito).

- Edição quando for diferente da primeira ex: 2.ed.

- Local da publicação:

- Editora,

-

Data.

-

Número de páginas ex. 120 p.

-

Ilustrada il.

Exemplo:

SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia Científica: a construção do conhecimento. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. 164 p.

Observações:

a) Quando o livro apresenta um subtítulo principal separa-se por dois pontos e

não se destaca.

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25

b) Se houver um organizador, coloca-se após o mesmo (Org.)

c) Se o livro for traduzido, indica-se o autor original, o título do livro, depois usa-

se a expressão Tradução de e indica-se o Autor(es) da tradução com o nome e

sobrenome (letras Maiúscula/minúscula).

d) Nomes compostos como por exemplo: Junior, Filho e outros, indica-se o

sobrenome mais a especificação de grau em letras maiúsculas. Ex. TEIXEIRA FILHO, José.

6.2.2 Livros com dois e três autores

Mencionam-se os autores na ordem em que aparecem na publicação ligados por

ponto e vírgula.

Exemplo:

MARTINS, Gilberto de Andrade; PINTO, Ricardo Lopes. Manual para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos. São Paulo: Atlas, 2001. 93 p.

6.2.3 Livros com mais de três autores

Se há mais de três autores, menciona-se o primeiro autor seguido da expressão et

al.

Exemplo.

COSTA, Ana Rita Firmino et al. Orientações Metodológicas para Produção de Trabalhos Acadêmicos. 7. ed. Maceió: EDUFAL, 2006. Série Apontamentos 2.

6.2.4 Capítulo de livro

a) Mesmo autor:

Autor do livro. Título do capítulo. In:

Local: Editora, ano. p.

Exemplo:

Título do livro. (negrito). Edição.

SANTOS, Antônio Raimundo dos. Fases da Pesquisa Científica. In:

Científica: a construção do conhecimento. Rio de Janeiro: DP&A. 2002, p. 49- 147.

Metodologia

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b) Autor Repetido (livros diferentes do mesmo autor)

O nome do autor de várias obras referenciadas sucessivamente pode ser

substituído nas referências seguintes à primeira por um traço de seis espaços.

Exemplos:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e Documentação - Referências - Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.

NBR 10520: Informação e Documentação. Citações em documentos Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

NBR 14724: Informação e Documentação Trabalhos acadêmicos Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

NBR 15287: Informação e Documentação Projeto de pesquisa Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

6.2.5 Tese/Dissertações/Monografias

Autor. Título em negrito. Data. Folhas. Tese/Dissertação/Monografia/TCC (Grau e área). Unidade de Ensino, Instituição, Local.

Exemplos:

MILIOLI, Geraldo. Abordagem ecossistêmica para a mineração: uma perspectiva comparativa para Brasil e Canadá. 1999. 403 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção). Área de concentração: Gestão da qualidade ambiental. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

BORTOT, Guiomar da Rosa. A ação pedagógica docente e o desenvolvimento da criatividade dos alunos de Pedagogia em Universidades Catarinenses. 2000. 237 f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão.

MORAES, Stelamaris Giassi. Resignificando a vida no trabalho através do retorno à escola. 2003. 47 f. Monografia (Especialização em Didática e Metodologia do Ensino Superior). Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma.

27

6.2.6

seminários, etc).

Autor

Entidade

(órgãos

governamentais,

empresas,

associações,

congressos,

Quando a entidade assume integral responsabilidade por um trabalho, a mesma é

tratada como autor e vem toda escrita em letras maiúsculas.

Exemplos:

NOME DA ENTIDADE NO TODO EM LETRAS MAIÚSCULAS. Título em negrito. Ed. Local, data.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: apresentação de citações em documentos: procedimento. Rio de Janeiro, 1988.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Catálogo de teses da Universidade de São Paulo, 1992. São Paulo, 1993. 467 p.

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 10., 1979,

Curitiba. Anais

Curitiba: Associação Bibliotecária do Paraná, 1979. 3 v.

6.2.7 Autoria desconhecida

Em caso de autoria desconhecida, a entrada é feita pelo título.

Exemplo:

DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do livro, 1993.

64p.

6.2.8

Legislação

Compreende a Constituição, as emendas constitucionais, textos legais, normas

entre outros.

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28

Exemplos:

FEDERAÇÃO. Órgão Superior. Título. Ed. Local: Entidade responsável pela editoração, data.

BRASIL. Código civil. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, v. 134, n. 248, 23 dez. 1996. Seção 1, p. 27834-27841.

BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução Nº 307, de 05 de julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios, procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Brasilia-DF.

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p. 217-220, 1998.

6.2.9 Periódicos: Artigo de Revista, Boletim e outros

- Autor do artigo.

- Título do artigo.

- Título da revista em destaque,

- Local da publicação,

- Número de volume e ou ano, ex. (v. 1 ou ano 1), número do fascículo (n.), página inicial e final (p. 10-l5),

- Período e Data (mês/ano).

6.2.10 Artigo de Revista com Autor

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título da revista em negrito, Local da publicação, número de volume e ou ano, ex. (v. 1 ou ano 1), número do fascículo (n.), página inicial e final (p. 10-15), Período e Data (mês/ano).

BORTOT, Guiomar da Rosa; BRUNEL, João Luiz; SHARF, Rosetenair. Ciência e desenvolvimento. Poiésis Revista
BORTOT,
Guiomar
da
Rosa;
BRUNEL,
João
Luiz;
SHARF,
Rosetenair.
Ciência
e
desenvolvimento. Poiésis Revista Científica em Educação, Tubarão, v.1, n.1, p.9-19,
jan./jun.1999.

Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de Souza Cartaxo - versão Agosto/2010 Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET).

29

6.2.11 Artigo de revista sem autor

Quando o artigo de periódico não tem autor, inicia-se pelo título do artigo,

indicando-se a primeira palavra e o artigo que a preceder, se houver, em letras maiúsculas.

Exemplos.

PRIMEIRA palavra do artigo em maiúscula o restante escrito normal. Título da Revista em destaque, Local, v., n., p., período, mês/ano.

SALADA verde faz bem para o coração. Veja, São Paulo, v. 35, n. 11, p. 116, semanal, mar.

2002.

6.2.12

Dicionário

SOBRENOME, Nome (Editor). Título em negrito. Co-editor se houver. Local: Editora, ano.

HOUAISS, Antonio (Ed.). Novo dicionário Folha Webster’s: Inglês/Português, Português/Inglês. Co-editor Ismael Cardim. São Paulo: Folha da Manhã, 1996.

6.2.13 Artigos de Jornal

- Autor do artigo.

- Título do artigo.

- Nome do jornal sublinhado,

- Local da publicação,

- Data (dia, mês e ano).

- Seção, caderno ou parte do jornal,

- Páginas do artigo.

Exemplos

SOBRENOME, Nome do Autor do artigo. Nome do jornal, Local da publicação, Data (dia, mês e ano). Seção, caderno ou parte do jornal, Páginas do artigo.

30

6.2.14 Artigo sem autor

PRIMEIRA palavra do artigo com letras maiúsculas o restante escrito normal. Nome do jornal, Local da publicação, Data (dia, mês e ano). Seção, caderno ou parte do jornal, Páginas do artigo.

CONTA telefônica é motivo de processo. Jornal da Manhã, Criciúma, 15 abr. 2002. Seção Economia, p.9.

OBS: Quando não houver seção, caderno ou parte a paginação do artigo ou matéria precede a data.

Exemplo.

LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999.

6.2.15 Documento de Eventos

NOME DO EVENTO, Número do Evento, ano, Local. Anais responsável, data. P.

Anais de Congresso

Local de publicação: Órgão

CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA, 2., 1998,

Blumenau. Anais

Blumenau: Secretaria de Estado da Educação e do Desporto, 1998. 245 p.

JORNADA INTERNA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 18., JORNADA INTERNA DE INICIAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL; 8., 1996, Rio de Janeiro. Livro de Resumos do XVIII Jornada de Iniciação Científica e VIII Jornada de Iniciação Artística e Cultural. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996. 822 p.

6.2.16 Trabalhos apresentados em eventos

SOBRENOME, Nome. Título do trabalho. In: NOME DO EVENTO, Número do Evento,

data, Local. Anais

Local da publicação: Órgão responsável pela publicação, data.

P.

.-

IANNI, Octávio. Globalização e transculturação. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE

EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA, 2., 1998, Blumenau. Anais de Estado da Educação e do Desporto, 1998. p. 85-115.

Blumenau: Secretaria

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31

6.2.17 Referências de documentos eletrônicos

Deve-se mencionar os dados relativos ao material utilizado e citado, da mesma

forma recomendada anteriormente, acrescentando-se as informações pertinentes ao suporte

eletrônico.

Exemplos:

Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico

SOBRENOME, Nome. Título do trabalho. In: NOME DO EVENTO, Número do evento,

data, Local. Anais

Disponível em: <http:www

Local da publicação: Órgão responsável pela publicação, data.

> Acesso em: data.

SILVA, R. N. ; OLIVEIRA, R. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total na educação. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife.

Anais eletrônicos

<http:www.propesq.ufpe.br/anais/anais/educ/ce04

Recife: UFPe, 1996. Disponível em:

htm>

Acesso em: 21 jan. 1997.

6.2.18 Artigo de Revista eletrônica

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome da Revista, Local, mês. Ano, Seção.

Disponível em: <http://www

>.

Acesso em: data.

SILVA, M.M.L. Crimes da era digital. Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em: <http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm>. Acesso em 28 nov. 1998.

6.2.19 Artigo de Revista eletrônica não assinada (sem autor)

PRIMEIRA palavra do artigo em maiúscula o restante em letras minúsculas. Nome da

Revista em negrito, Local, n. , mês. ano. Disponível em: http://www

>.

Acesso em: data.

WINDOWS 98: o melhor caminho para atualização. PC World, São Paulo, n. 75, set. 1998. Disponível em: <http://www.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm>. Acesso em: 19 set. 1998.

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6.2.20 E-mail (não recomendado dada a informalidade)

NOME do remetente. Assunto. [mensagem pessoal] Mensagem recebida por <Endereço eletrônico> em data de recebimento.

Exemplo:

BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRGS. Alerta. [mensagem pessoal] Mensagem recebida por <bibfaced@edu.ufrgs.br> em 18 jul. 2000.

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7 O RELATÓRIO DA PESQUISA CONFORME NBR ABNT 14724:2005

A NBR 14724 (ABNT 2005) especifica os princípios gerais para a elaboração de

trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros), visando sua apresentação à instituição (banca, comissão examinadora de professores, especialistas designados, entre outros).

7.1 CONCEITOS

“Alguns autores, apesar de darem o nome genérico de monografia a todos os trabalhos científicos, diferenciam uns dos outros de acordo com o nível da pesquisa, a profundidade e a finalidade do estudo, a metodologia utilizada e a originalidade do tema e das conclusões” (MARCONI, 2003, p. 237).

7.1.1 Relatório Final

É a monografia. Constitui-se num relato da pesquisa, da forma pela qual ela foi

realizada, dos resultados obtidos, das conclusões a que se chegou e das recomendações que o

pesquisador faz a outros. É composto de uma Introdução, do Desenvolvimento e de uma Conclusão. A NBR 14724/2005 apresenta três tipos de Relatório, a saber:

7.1.1.1 Monografia e Similares

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI), Trabalho Final de Graduação (TFG) e outros.Documento que representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados.

Deve ser feito sob a coordenação de um orientador.

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7.1.1.2 Dissertação

Documentação que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação de um orientador (Doutor), visando a obtenção do título de mestre.

7.1.1.3 Tese

Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador (Doutor) e visa a obtenção do título de doutor, ou similar.

7.2 FORMATAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO

Todo texto da Monografia deve ser digitado em espaço 1,5 (um e meio), justificado, exceto as referências e citações que devem ter espaço simples, e deve ocupar apenas o anverso da página.

São recomendadas as fontes Arial ou Times New Roman, tamanho 12 para o texto, tamanho 10 para citações diretas de mais de três linhas e para as notas de rodapé. Estas devem ser digitadas em espaço simples.

7.2.1

Espacejamento

O espacejamento adotado no corpo do trabalho deve ser o seguinte:

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35

7.2.2

a) Espaço 1,5

- todo o texto

b) Dois espaços 1,5:

- para separar cada título das seções e subseções do texto que os precede e os que sucedem;

c) Espaço simples para:

- citações longas

- referências

- notas de rodapé -

- legendas e fontes das ilustrações, quadros e tabelas

- natureza do trabalho, objetivo, nome da instituição a que é submetida.

d) Dois espaços simples:

- entre uma referência e outra, na lista de referências, ao final do trabalho.

:

Paginação

A contagem das folhas do trabalho deve começar a partir da Folha de Rosto,

porém a numeração somente deve aparecer a partir da primeira folha textual que é a

Introdução.

Deve ser consecutiva até o final do trabalho, incluindo referências, anexos,

apêndices, etc. O número da página deve aparecer no canto superior direito da folha, a 2 cm

das margens.

Os títulos das seções primárias, por serem as principais divisões de um texto,

devem iniciar em folha distinta. Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-

se os recursos de negrito, itálico ou grifo, alertando que no Sumário deve estar de forma

idêntica.

Veja Modelo de Hierarquização das Seções de um Sumário:

1 SEÇÃO PRIMÁRIA

1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA

1.1.1 Seção Terciária

1.1.1.1 Seção Quaternária

1.1.1.1.1 Seção Quinária

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36

a) alínea;

b) alínea

- subalínea

7.2.3 Siglas

Quando aparece pela primeira vez no texto, a forma completa do nome precede a sigla, colocada entre parênteses.

Exemplo: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

7.2.4 Equações e Fórmulas

Devem ser destacadas do texto, e, se necessário, numeradas com algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita. Na seqüência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes, índices e outros).

Exemplo:

x² + y² = z²

(Equação 1)

7.2.5 Ilustrações

Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros) sua identificação aparece na parte inferior, precedida pela palavra Figura, seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto (Figura 1 - Título, Figura 2 - Título), em algarismos arábicos, do respectivo título e/ou legenda explicativa de forma breve e clara. A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere no texto, conforme o projeto gráfico.

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7.2.6 Tabelas

As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente, conforme o manual de Normas de Apresentação Tabular (IBGE, 2003). As comparações, sínteses, sinopses e outras informações não tratadas estatisticamente, devem ser apresentadas em Quadros.

As tabelas devem ter um número em algarismo arábico, seqüencial, inscrito na parte superior, a esquerda da página, procedida da palavra Tabela. As fontes citadas na construção de tabelas e notas eventuais aparecem no rodapé após o fio (linha) de fechamento. Devem ser apresentadas em uma única página.

7.3 ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO

A estrutura do Relatório deve apresentar os seguintes elementos:

7.3.1 Elementos Pré-textuais

Elementos que antecedem o texto com informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho.

7.3.1.1 Capa obrigatória

Deve ser elaborada conforme Modelo disponível no Anexo XXX.

7.3.1.2 Lombada obrigatória

Na lombada, o título do trabalho, posto longitudinalmente do alto para o pé da lombada, vem seguido do ano.

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7.3.1.3 Folha de Rosto obrigatória

Apresenta os elementos necessários para identificação do documento, ou seja:

nome completo do autor; título do trabalho e subtítulo quando houver, separado do título por dois pontos (quando for explicativo) ou ponto e vírgula (quando se tratar de subtítulo complementar); nome da instituição e departamento; indicação da disciplina ou área de concentração (dissertações de mestrado, teses de doutorado ou livre docência, etc.); nome do orientador (monografias, dissertações e teses); local e data.

7.3.1.4 Errata opcional

Lista de erros de natureza tipográfica ou não com as devidas correções, indicando- se as páginas e/ou linhas em que aparecem. Impressa quase sempre em retalho de papel avulso ou encartado, acrescido ao volume depois de impresso.

7.3.1.5 Folha de Aprovação obrigatória

Deve conter data de aprovação, nome completo e local para assinatura dos membros da banca examinadora. Outros dados como notas, pareceres, etc., podem der incluídos nesta página a critério da instituição.

7.3.1.6 Dedicatória opcional

Página opcional, tendo um texto, geralmente curto, no qual o autor presta alguma homenagem ou dedica o seu trabalho a alguém.

7.3.1.7 Agradecimento opcional

Página opcional, podendo ser incluídas aqui referências a Instituições ou pessoas que subvencionaram o trabalho

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7.3.1.8 Epígrafe opcional

Esta página é opcional, tendo uma citação de um pensamento que, de certa forma, embasou ou inspirou o trabalho, seguida de indicação de autoria. Pode ocorrer, também, no início de cada capítulo ou partes principais.

7.3.1.9 Resumo em língua vernácula obrigatório

Redigido pelo

próprio autor do trabalho, o resumo deve ser a síntese dos pontos relevantes do texto, em linguagem clara, concisa e direta. Deve ressaltar o objetivo, o resultado e as conclusões do trabalho, assim como o método e a técnica empregada em sua elaboração.

Deve ser elaborado de acordo com a Norma ABNT/NBR-6028.

Permite, ao leitor, uma compreensão geral do trabalho sem a necessidade da leitura completa do documento. Prioriza-se o uso da terceira pessoa do singular, do verbo na voz ativa, evitando-se o emprego de frases negativas. Deve ser escrito numa seqüência de frases correntes em um só parágrafo. Deve conter as palavras-chave que são palavras representativas do conteúdo do trabalho, separadas entre si por ponto.

7.3.1.10 Resumo em língua estrangeira obrigatório

Elemento obrigatório, com as mesmas características do resumo em língua vernácula, digitado ou datilografado em folha separada (em inglês Abstract, em espanhol Resumen, em francês Résumé, por exemplo). Deve ser seguido das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores, na língua.

7.3.1.11 Lista de ilustrações opcional

Elemento opcional, que deve ser elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo

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número de página. Quando necessário, recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros).

As Figuras são elementos que enriquecem o trabalho monográfico, ilustrando as informações do texto. Esses elementos, embora não obrigatórios, são componentes usuais do texto acadêmico-científico; entretanto, não se deve abusar do seu uso, isto é, utilizar muitas figuras e pouco texto. Quando as figuras não foram feitas pelo próprio autor do trabalho, é necessário citar a fonte e depois colocar os dados completos (autor, obra, data etc) na lista de referências ao final da monografia.

Exemplo de inserção de Figura no texto:

da monografia. Exemplo de inserção de Figura no texto: Figura centralizada na página Figura 1 –

Figura

centralizada

na página

Figura 1 Remoção de Solo Fonte: Braga Filho; Stefani; Amorim, (2008).

de Solo Fonte: Braga Filho; Stefani; Amorim, (2008). Fonte 10 Espaço simples 7.3.1.12 Lista de tabelas

Fonte 10

Espaço simples

7.3.1.12 Lista de tabelas opcional

As Tabelas, assim como os Quadros, têm numeração independente das figuras e devem ser precedidas da expressão Tabela ou Quadro, seguida do número, em arábico, e de seu título. Diferentemente das figuras, nesses casos, o título antecede o elemento. Os dados tratados estatisticamente devem ser apresentados em tabelas. As comparações, sínteses, sinopses e outras informações não tratadas estatisticamente devem ser apresentadas em quadros.

Exemplo de inserção de Tabela no texto:

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Tabela 1 – Classificação do solo conforme SPT, para solos argilosos, argilosos siltosos ou siltes
Tabela 1 – Classificação do solo conforme SPT, para solos argilosos, argilosos siltosos ou
siltes argilosos.
Standard Penetration Test (SPT)
Classificação
< 2
Muito Mole
Título na parte
superior.
Fonte 12
2 – 4
Mole
4 – 8
Média (o)
8 – 15
Rija (o)
15
– 30
Muito Rija (o)
> 30
Dura (o)

Fonte: (GUIMARÃES, 2003 apud TEIXEIRA, 1974).

7.3.1.13 Lista de Símbolos opcional

TEIXEIRA, 1974). 7.3.1.13 Lista de Símbolos – opcional Fonte parte inferior. Fonte 10. na Relação

Fonte

parte inferior.

Fonte 10.

na

Relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto seguidas das

palavras a que correspondem, escritas por extenso;

7.3.1.14 Lista de abreviaturas e siglas opcional

Relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto seguidas das

palavras a que correspondem, escritas por extenso

7.3.1.15 Sumário obrigatório

Consiste na enumeração das principais divisões do trabalho, na ordem e grafia em

que aparecem no texto, com a página inicial de cada capítulo.

Os capítulos devem ser numerados em algarismos arábicos, a partir da Introdução

até as Referências.

Havendo subdivisão nos capítulos, deve ser adotada a numeração progressiva,

sempre em número arábico, de acordo com a Norma ABNT/NBR-6024. Não deve ser usado

algarismo romano, nem letra.

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O Sumário deve ser redigido com espaçamento simples entre linhas, com um espaço entre os blocos de capítulos.

7.3.2 Elementos Textuais

A organização do texto da monografia deve seguir uma seqüência lógica composta de Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, com divisão em capítulos que devem estar organizados conforme a natureza do assunto.

7.3.2.1 Introdução obrigatória

A Introdução, para cumprir com seu papel, deve ser uma apresentação geral do assunto do trabalho, conter uma definição sucinta e objetivo do tema abordado, apresentar justificativa sobre a escolha do tema e métodos empregados, conter esclarecimentos sobre o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado. É o indicativo de por que, como e para quem o texto foi escrito.

Deve destacar o relacionamento do trabalho com outros da mesma área, seus objetivos e finalidades da pesquisa, com especificação dos aspectos que serão ou não abordados.

Para facilitar a elaboração da Introdução, Fachin apud Negra (2004), faz as seguintes perguntas que, quando respondidas, darão clareza a ela:

a) De que trata o assunto?

b) Qual a situação-problema levantada?

c) Em que se fundamenta o estudo?

d) Qual o objetivo do pesquisador?

e) Qual o relato histórico do problema?

Na Introdução, devem ser apresentados o tema, o problema, a fundamentação teórica, as hipóteses, os objetivos, os procedimentos metodológicos adotados, a estruturação do Trabalho de Conclusão de Curso em suas seções.

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7.3.2.2 Desenvolvimento obrigatório

É o corpo do trabalho que contém a exposição ordenada e detalhada do assunto, a divisão e estruturação de todo o raciocínio que fundamenta o trabalho em capítulos, subdividindo-os em itens, seções, de acordo com a necessidade de desdobramento do assunto e a lógica da apresentação (COSTA, 2002)

Eco apud Negra (2004) dita alguns conselhos para a construção do texto:

a) Abra parágrafos com freqüência quando for necessário;

b) Escreva o que lhe vier à cabeça, mas apenas no rascunho;

c) Use o orientador como cobaia;

d) Não se obstine em iniciar o primeiro capítulo; talvez esteja mais preparado

para iniciar o quarto;

e) Não use reticências ou pontos de exclamação, nem faça ironias;

f) Defina sempre um termo ao introduzi-lo pela primeira vez;

g) Nunca use artigo diante de nome próprio;

h) Não aportuguese jamais os nomes próprios estrangeiros: João Paulo Sartre,

Henrique Kissinger;

7.3.2.3 Conclusão obrigatória

Parte final do texto onde se apresentam conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses. Destaca os resultados obtidos e não deve conter nenhum dado novo que tenha deixado de ser citado no desenvolvimento do trabalho.

7.3.3 Elementos Pós-textuais

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São elementos complementares ao trabalho que devem estar, como o próprio nome diz, após o texto. São elementos pós-textuais: referências, glossário, apêndices, anexos e índice.

7.3.3.1 Referências obrigatórias

É o conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais. As referências bibliográficas são apresentadas em forma de listagem de acordo com um sistema de chamada adotado.

7.3.3.2 Glossário opcional

Consiste numa relação

de expressões que não possuem uso corrente e/ou

constituem vocabulário específico de determinada profissão ou área de estudo.

7.3.3.3 Apêndice opcional

Texto ou documento elaborado pelo autor, argumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho.

7.3.3.4 Anexos opcionais

a

fim

de

complementar

sua

Texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração.

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7.3.3.5 Índice opcional

Lista de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas no texto

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8 ORIENTAÇÕES PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS DEFESA DO TFG

De acordo com Charoux (2004, p. 96), “falar em público desperta sensações

diferentes, que variam desde uma leve apreensão até o estado de pânico. O sucesso de uma

boa apresentação está sempre relacionado ao conhecimento prévio de todos os elementos

presentes em uma comunicação”.

Vejamos alguns passos sugeridos por Charoux(2004) que, se respeitados,

culminam numa apresentação de sucesso: planejamento, preparação, ensaio, apresentação e

avaliação.

Ela recomenda:

a) Saber claramente qual a finalidade da apresentação;

b) Conhecer o perfil da audiência: tipo, número de participantes, etc.

c) Ensaiar previamente a apresentação;

d) Administrar eficientemente o tempo: lembre-se que a defesa da monografia

deve ser feita em 20 minutos;

e) Confirmar data, local, sala e hora da apresentação;

f) Chegar ao local com antecedência: checar equipamentos, promover ajustes,

etc;

g) Cuidar da apresentação pessoal tanto quanto da apresentação do trabalho;

h) Manter a naturalidade;

i) Fazer uso do bom humor: não significa contar piadas;

j) Ser objetivo e direto: evitar rodeios desnecessários;

k) Definir o tempo dos expositores se o trabalho for feito em grupo;

l) Observar regras de postura e gestual: em pé e ao lado do equipamento

escolhido. Nunca ficar de costas para a platéia. Evitar movimentos bruscos.

Olhar para o público, sem fixar numa só pessoa ou no apoio visual. Jamais ler

o texto da apresentação. Não ficar parado no mesmo lugar o tempo todo.

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Frequentemente se usam apresentações em PowerPoint nas defesas de monografias e nos demais trabalhos acadêmicos. Charoux (2004) recomenda que sejam seguidas algumas regras para sua preparação:

a) O conteúdo: uma boa apresentação depende de um bom texto.

b) Tempo de apresentação: estima-se de 1 a 2 minutos por slide.

c) Condições do ambiente: inúmeros problemas podem prejudicar a visibilidade dos slides. Assim, cuidado com o conteúdo e clareza dos mesmos.

d) Uso de cores: ao escolher as cores e padrão dos slides é preciso sempre garantir o melhor contraste com a cor do texto;

e) Quantidade de texto por slide: em geral, não devem conter textos corridos e sim tópicos, usando caracteres grandes;

f) Figuras e animações: só devem ser usadas quando forem importantes para enriquecer a comunicação.

g) Gráficos: funcionam melhor que tabelas em uma apresentação.

h) Numeração: é importante numerar os slides, pois isso dá maior liberdade ao expositor e à platéia. Algum componente da Banca poderá solicitar que seja projetado determinado slide, para solicitar algum esclarecimento. Com o número fica mais elegante.

Lembre-se:

Você dispõe de 20 minutos para apresentar sua pesquisa e não para dar uma aula sobre o tema escolhido.

Fale do Problema escolhido, das Hipóteses e qual foi confirmada, dos Objetivos e se foram alcançados, da Metodologia utilizada, do Referencial Teórico que embasou a pesquisa, e, finalmente, das conclusões a que chegou.

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REFERÊNCIAS

ALVES, Magda. Como Escrever Teses e Monografias: um roteiro passo a passo. Rio de Janeiro: Campus, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e Documentação. Citações em documentos Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

NBR 14724: Informação e Documentação Trabalhos acadêmicos Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

NBR 15287: Informação e Documentação Projeto de pesquisa Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.

CHAROUX, Ofélia Maria Guazzelli. Metodologia: Processo de Produção, Registro e Relato do Conhecimento. São Paulo: DVS Editora LTDA, 2004.

COSTA, Ana Rita Firmino et al. Orientações Metodológicas para a Produção de Trabalhos Acadêmicos. 7. ed. revisada e ampliada de acordo com as normas da ABNT. Maceió: EDUFAL, 2006. (Apontamentos, 2)

FERREIRA, Aurélio B. de Hollanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, 1838p.

GONSALVES, Elisa Pereira. Iniciação à Pesquisa Científica. 3. ed. Campinas: Alínea, 2002. (Série Conversas Sobre).

GUEDES, Enildo Marinho. Curso de Metodologia Científica. Curitiba: HD Livros, 1997.

SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia Científica: a construção do conhecimento. 5. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

SANTOS, Izequias Estevam dos. Manual de MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA CIENTÍFICA: TCC Monografia Dissertação Tese. 5. ed. rev., ampl. e atual. Rio de Janeiro: Impetus, 2005.

SEABRA, Giovanne de Farias. Pesquisa Científica: o método em questão. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001.

SEVERINO, Antônio Joaquim Severino. Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

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ANEXO A - Modelo de Capa

3cm

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CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS (NOME DO CURSO) Fonte 12, maiúsculo, negrito, espaçamento simples

3cm

11cm da margem superior

8cm da margem superior NOME DO ALUNO

Negrito Fonte 12
Negrito
Fonte 12

TÍTULO DO TRABALHO: SUBTÍTULO

DO ALUNO Negrito Fonte 12 TÍTULO DO TRABALHO: SUBTÍTULO COR DA CAPA AZUL ROYAL MODELO DA

COR DA CAPA

AZUL ROYAL

MODELO DA LOMBADA

2cm

TÍTULO DO TRABALHO
TÍTULO DO TRABALHO

Maceió (3cm)

2010 (2cm)

2cm

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ANEXO B - Modelo de Folha de Rosto

3cm

5cm da margem superior

11cm da margem superior

NOME DO ALUNO

TITULO DO TRABALHO: SUBTÍTULO

margem superior NOME DO ALUNO TITULO DO TRABALHO: SUBTÍTULO Negrito, centralizado Fonte 14 50 2cm 17

Negrito,

centralizado

Fonte 14

50

2cm

17 cm da margem superior. Escrito a partir do meio da página

Trabalho Final de Graduação apresentado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), do Universitário CESMAC, no Curso de Engenharia XXXX, como requisito final obtenção do título de xxxxxxxxxxxxxxxxx.

22cm da margem superior, centralizado, sem negrito

Orientador: Prof.: (nome completo do orientador).

Não é Negrito Fonte 12.

(nome completo do orientador). Não é Negrito Fonte 12. Maceió (3cm) 2008 (2cm) Apostila elaborada pela

Maceió (3cm)

2008 (2cm)

Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de Souza Cartaxo - versão Agosto/2010 Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET).

3cm

ANEXO C - Modelo de Folha de Aprovação

5cm da margem superior

NOME DO ALUNO

3cm

51

ANÁLISE ERGONÔMICA: ESTUDO DE CASO EM ESCRITÓRIO COM POSTOS DE TRABALHO INFORMATIZADOS

2cm

8 cm da margem superior. Escrito a partir do meio da página

Trabalho Final de Graduação apresentado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), do Centro Universitário CESMAC, no Curso de XXXX, como requisito final obtenção do título de xxxxxxxxxxxxxxxxx.

Aprovada em mês/ano

BANCA EXAMINADORA

Profº: Nome Completo do Orientador

-Orientador-

Prof o : Nome Completo do Professor(a) -Orientadora Metodológica-

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52

ANEXO D MODELOS DE TEXTO PARA FOLHA DE ROSTO

Relatório apresentado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), do Centro Universitário CESMAC, do Curso de Engenharia XXXX desenvolvido sob a orientação do(a) Professor(a) xxxxxxxxxx, com a finalidade de XXXXX. (FONTE 10, ESPAÇAMENTO SIMPLES).

Relatório de Estágio Supervisionado apresentado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), do Centro Universitário CESMAC, do Curso de Engenharia XXXX, desenvolvido sob a orientação do(a) Professor(a) xxxxxxxxx, com a finalidade de XXXXX. (FONTE 10, ESPAÇAMENTO SIMPLES).

Projeto de Pesquisa apresentado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), do Centro Universitário CESMAC, como 1ª Avaliação de Aprendizagem da Disciplina Fundamentos de TFG, do Curso de Graduação de xxxx, ministrado(a) pelo(a) Professor(a) xxxxxxxxx.

Trabalho Final de Graduação apresentado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), do Centro Universitário CESMAC, no Curso de xxxxxxx, como requisito final para avaliação da Disciplina Fundamentos de TFG, desenvolvido sob a orientação do Professor (nome completo do orientador).

Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Gerenciamento da Construção Civil, da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), do Centro Universitário CESMAC, como requisito final para obtenção do título de Especialista, desenvolvido sob a orientação do Professor Nome Completo.

 

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53

ANEXO A - FORMATAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO ARTIGO NO MS-WORD

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Este guia tem como objetivo resumir as principais operações necessárias para formatação de um documento nos padrões da ABNT para trabalhos científicos utilizando a ferramenta Ms-Word.

Os recursos serão demonstrados nas versões mais utilizadas no mercado, atualmente, Ms-Office 2003 e Ms-Office 2007.

Em resumo, podemos dividir as formatações a serem aplicadas da seguinte

forma:

o

Formatações da página formatações que se aplicam as páginas do documento como tipo de papel: A4, margens utilizadas para encadernação etc.

o

Formatações do parágrafo formatações que se aplicam a cada parágrafo do texto, espaço entre as linhas, recuo de primeira linha, recuos à esquerda e à direita etc.

o

Formatações da fonte formatações que se aplicam a cada letra do texto que pode se estender a uma palavra, parágrafos etc. como tamanho da fonte, tipo de fonte, negrito, itálico etc.

o

Outros recursos complementares: sumário, numeração de página.

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FORMATAÇÃO DE PÁGINA

O primeiro elemento que devemos configurar quando estamos produzindo um texto em um processador de texto é a página.

A configuração da página refere-se:

As margens (espaço em branco na página utilizado para cabeçalho e rodapé, encadernação etc.);

O tipo de papel a ser utilizado (exemplo: A4, carta, ofício etc.);

A orientação do papel (indica se o papel será impresso na orientação vertical retrato ou horizontal paisagem);

Outras configurações complementares.

Esta configuração, na versão do MS-Office 2003, está disponível através do Menu: Arquivo Configurar Página

através do Menu: Arquivo  Configurar Página No MS-Office 2007, você encontra a mesma opção na

No MS-Office 2007, você encontra a mesma opção na Guia Layout da Página. Para abrir esta opção, basta clicar na seta que aparece ao lado da palavra Configurar Página, conforme mostra a figura abaixo:

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56

56 Nesta opção, temos vários recursos disponíveis. Os mais utilizados são: Primeira Guia - Margens 

Nesta opção, temos vários recursos disponíveis. Os mais utilizados são:

Primeira Guia - Margens

Margens: neste item, devemos definir as margens solicitadas pelo padrão da

instituição. Exemplo: Superior 3 cm, Inferior 2 cm, Esquerda 3 cm, Direita 2 cm.

Superior 3 cm, Inferior 2 cm, Esquerda 3 cm, Direita 2 cm. A Medianiz não é

A Medianiz não é obrigatória. Esta, no MsOffice, tem como objetivo definir o

espaço nas margens (esquerda ou superior) para encadernação. Caso você a

utilize, o recomendado é medianiz 1 cm, posição da medianiz esquerda. Quando

utilizando o recurso de medianiz, o espaço definido para a medianiz deve ser

subtraído do valor da margem esquerda. No nosso exemplo, a margem esquerda

deve ser configurada em 2 cm (3cm 1 cm = 2 cm).

57

57  Orientação do Papel: neste item, devemos definir em que posição retrato (vertical) ou paisagem

Orientação do Papel: neste item, devemos definir em que posição retrato (vertical) ou paisagem (horizontal), o documento será impresso. Esta orientação pode ser diferente, em seções de seus documentos. Por exemplo, orientações paisagem nos anexos onde serão inseridas as tabelas. Para configuração de seções de documentos com características diferentes, vide a última seção deste guia. A configuração mais utilizada é a orientação retrato (vertical).

Segunda Guia Papel

Nesta guia, devemos configurar o tipo de papel a ser utilizado. Geralmente, o padrão utilizado é A4. Observação: não devem ser alterados os tamanhos (largura e altura) pré- definidos pelo aplicativo.

tamanhos (largura e altura) pré- definidos pelo aplicativo. Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de Souza

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58

FORMATAÇÃO DE PARÁGRAFO

O segundo elemento que devemos configurar, quando estamos produzindo um documento em um processador de texto, é o parágrafo. Esta configuração, na versão do MS-Office 2003, está disponível através do menu: Formatar Parágrafo

disponível através do menu: Formatar  Parágrafo No MS-Office 2007, você encontra a mesma opção na

No MS-Office 2007, você encontra a mesma opção na Guia Layout da Página, na Guia de Parágrafos.

opção na Guia Layout da Página, na Guia de Parágrafos. Nesta opção, temos vários recursos disponíveis.

Nesta opção, temos vários recursos disponíveis. Os mais utilizados estão na primeira Guia, referentes a Recuos e Espaçamentos:

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59

Guia Recuos e Espaçamentos

Em se tratando de formatações de parágrafos, os recursos essenciais são:

Alinhamento

Recuos

Espaço entre linhas

Espaço entre os parágrafos (antes e depois do parágrafo corrente)

Alinhamento

Este recurso permite que o texto digitado seja alinhado em relação às

margens esquerda e/ou direita, de forma simples e eficiente.

A ABNT estipula que a maior parte do texto esteja no padrão justificado. No

entanto, os outros tipos de alinhamento também serão utilizados de acordo com a

necessidade.

também serão utilizados de acordo com a necessidade. A barra de ferramentas default do MS-Office possui

A barra de ferramentas default do MS-Office possui atalhos de formatação.

Estes permitem que o alinhamento seja realizado através de botões, sem que seja

necessário, portanto, acessar o Menu. Estes atalhos são:

necessário, portanto, acessar o Menu. Estes atalhos são: Alinhamento à esquerda Centralizado Alinhamento à direita

Alinhamento à esquerda

acessar o Menu. Estes atalhos são: Alinhamento à esquerda Centralizado Alinhamento à direita Justificado Apostila

Centralizado

Estes atalhos são: Alinhamento à esquerda Centralizado Alinhamento à direita Justificado Apostila elaborada pela

Alinhamento à direita

Alinhamento à esquerda Centralizado Alinhamento à direita Justificado Apostila elaborada pela Professora Sandra

Justificado

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Exemplos de Parágrafos com Cada Tipo de Alinhamento

ALINHAMENTO À ESQUERDA Este parágrafo está configurado com o alinhamento à esquerda. Desta forma, pode-se observar que todas as linhas do mesmo estão alinhadas na margem esquerda do documento.

ALINHAMENTO À DIREITA Este parágrafo está configurado com o alinhamento à direita. Observe que todas as linhas do mesmo estão alinhadas na margem direita do documento.

ALINHAMENTO CENTRALIZADO Este parágrafo está configurado com o alinhamento centralizado. Observe que todas as linhas do mesmo estão alinhadas no centro do documento.

ALINHAMENTO JUSTIFICADO Este parágrafo está configurado com o alinhamento à esquerda. Observe que todas as linhas do mesmo estão alinhadas na margem esquerda do documento.

Recuos

Recuos à esquerda e à direita: Este recurso permite que determinemos, em

quantos cm todo o parágrafo deverá ser recuado em relação à margem esquerda e

à margem direita.

Como exemplo, temos o texto que se segue, com recuo à esquerda de 8

(oito) cm.

Projeto de Pesquisa apresentado como requisito parcial, para conclusão do curso de (nome do curso) da (instituição de ensino superior).

8 0
8
0

Dica! Você pode utilizar o recuo à esquerda para confecção do parágrafo de apresentação na capa de seu trabalho. Para que este parágrafo inicie-se, aproximadamente, na metade do título de sua pesquisa, utilize um recuo à esquerda de 8 cm. Muitos confundem a posição do recuo. Recuo à esquerda, apesar do texto se deslocar para a direita, é o espaço em centímetros em relação à margem esquerda da página.

O recuo também pode ser configurado/visualizado na régua superior da janela padrão do MS-Word.

Veja a imagem abaixo que mostra, na régua, um parágrafo com recuo à

esquerda de 7,5 cm.

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61 Recuo especial: Este recurso pode ser utilizado para que determinemos em quantos cm à primeira

Recuo especial: Este recurso pode ser utilizado para que determinemos em quantos cm à primeira linha do parágrafo será recuada em relação às demais linhas do mesmo.

Este recurso é conhecido pela maioria com o nome de Marca de Parágrafo.

Para isto, utilize a opção primeira linha e especifique em quantos centímetros deseja o recuo.

A instituição adota a medida de 1,25 cm no

recuo de primeira linha. É

possível, também utilizar a tabulação como marca do parágrafo.

também utilizar a tabulação como marca do parágrafo. Entre linhas: Outro recurso desta guia, que será

Entre linhas: Outro recurso desta guia, que será utilizado com frequência na formatação de seus projetos, é o recurso que permite que definamos o espaço entre linhas. Neste caso, o padrão ABNT especifica que devemos definir o espaço para 1,5 linhas.

especifica que devemos definir o espaço para 1,5 linhas. O espaço entre linhas também pode ser

O espaço entre linhas também pode ser definido através de atalhos na barra de ferramentas default do MS-Office. Neste caso, o botão a ser utilizado é:

do MS-Office. Neste caso, o botão a ser utilizado é: Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia

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Espaçamento antes e depois do parágrafo: Este recurso pode ser utilizado para que determinemos qual espaço deve ser inserido antes e após cada parágrafo de texto. A medida mais utilizada para definição deste espaço é pt (pontos). 12 pt equivale a uma linha com fonte de tamanho 12. O Office 2007, como padrão, atribui 10 pt após cada parágrafo de texto. Utilize os seguintes espaçamentos na sua pesquisa:

Após o título de seções: 30 pt com espaço entre linhas de 1,5 linhas. Desta forma, os títulos das seções ficarão destacados dos parágrafos de texto Após os parágrafos de texto: 6 pt com espaço entre linhas de 1,5 linhas. Vejam na próxima página, a formatação completa do parágrafo de um título de seção e de um parágrafo de texto.

Formatação de Títulos de Seção

24 pt

de texto. Formatação de Títulos de Seção 24 pt Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de
de texto. Formatação de Títulos de Seção 24 pt Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de

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Formatação de Outros Parágrafos de Texto

6 pt
6 pt
63 Formatação de Outros Parágrafos de Texto 6 pt Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de
63 Formatação de Outros Parágrafos de Texto 6 pt Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de

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FORMATAÇÃO DE FONTE

Finalmente, o último elemento que devemos configurar é a fonte. Este permite que você determine a fonte a ser utilizada (Arial, Times New Roman etc.), o tamanho da fonte, e ainda, recursos como negrito, itálico, sublinhado, sobrescrito, subscrito, tachado e etc.

Estes recursos podem ser aplicados a todo um parágrafo, a uma palavra ou até mesmo a um único caractere.

Os principais estão disponíveis em atalhos na barra de ferramentas, mas a opção do Menu que apresentaremos a seguir permite definir um leque maior de opções de formatação.

Esta configuração, na versão do MS-Office 2003, está disponível através da opção: Formatar Fonte.

está disponível através da opção: Formatar  Fonte. No MS-Office 2007, você encontra a mesma opção

No MS-Office 2007, você encontra a mesma opção na Guia Início. Clicando na seta ao lado da palavra Fonte.

na Guia Início. Clicando na seta ao lado da palavra Fonte. Nesta caixa além dos atributos

Nesta caixa além dos atributos mais utilizados (que você encontra na barra de ferramentas), podemos configurar recursos especiais de formatação como sobrescrito e subscrito. Estes últimos são bastante úteis nas fórmulas químicas, bioquímicas, entre outras.

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65 Os botões da barra de ferramentas mais utilizados para formatação de fontes estão descritos abaixo:

Os botões da barra de ferramentas mais utilizados para formatação de fontes estão descritos abaixo:

para formatação de fontes estão descritos abaixo: Escolha a fonte de acordo com os padrões da

Escolha a fonte de acordo com os padrões da ABNT.

Escolha o tamanho da fonte.abaixo: Escolha a fonte de acordo com os padrões da ABNT. Ative os atributos de negrito

Ative os atributos de negrito (N), itálico (I) e /ou sublinhado (S ). S).

Dica! Quando o recurso já está ativo, por exemplo, se a palavra está em negrito e você deseja desativar, basta selecionar a palavra e acionar o botão de negrito.

ESTILOS PARA CONFECÇÃO DE SUMÁRIO AUTOMÁTICO

Um elemento extremamente útil para confecção dos trabalhos no formato ABNT é a confecção de sumário.

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1º Passo: Entender o que são Estilos

Para criar sumários automáticos, o 1º passo é utilizar os estilos. O estilo pode ser entendido como um conjunto de formatações que se aplicam a um determinado parágrafo ou fontes incluindo: tipo de tamanho da fonte, negrito, alinhamentos, recuos, espaçamentos, etc.

Existem vários estilos pré-definidos: estilo normal, estilo título1, etc.

Você encontra o estilo do parágrafo no MS-office 2003, ao lado da configuração da fonte.

no MS-office 2003, ao lado da configuração da fonte. No Office 2007, você encontra na Guia

No Office 2007, você encontra na Guia Início, após as configurações de parágrafos.

na Guia Início, após as configurações de parágrafos. Existem outros estilos além dos que aparecem acima,

Existem outros estilos além dos que aparecem acima, para visualizá-los, basta acionar as setas ao lado dos estilos.

Quando você aplica um estilo de título (Título1, Título2, Título3 e Título4) ao seu parágrafo, ele será selecionado para compor o sumário.

A diferença entre estes quatro estilos são o nível do tópico. Títulos que contenham o estilo título2, por exemplo, aparecerão no sumário, mais recuados que os títulos com estilo

título1.

Nas normas da instituição, você deve aplicar o estilo Título1 a todos os títulos que deseja que sejam inseridos no sumário.

2º Passo: Aplicar Estilos ao Parágrafo

Para aplicar estilos ao seu parágrafo, basta selecionar o parágrafo, e depois, clicar em cima do estilo escolhido.

3º Passo: Modificar Estilos

Nem sempre os estilos de título, correspondem às formatações desejadas para o parágrafo. Por exemplo: a formatação do estilo Título1 pode estar configurada para Negrito, Arial, 16, Alinhamento centralizado, etc. e para atender as normas da instituição, este título deve estar formatado como Arial, 14, Alinhamento à esquerda. O que fazer?

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Primeiro aplique o estilo de título Título1 ao parágrafo (isto fará com que este título seja selecionado para o sumário automático). Depois modifique o tamanho da fonte, retire o negrito, modifique o alinhamento e o que mais desejar.

Você deve fazer isto para cada título da seção quando desejar que o mesmo apareça no sumário.

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4º Passo: Inserir o Sumário

Para criar o sumário, basta ir para a página onde você deseja que ele seja criado.

No Office 2003, no Menu Inserir -> Referências -> Índices.

2003, no Menu Inserir -> Referências -> Índices. No Office 2007, na guia Referências, escolher o

No Office 2007, na guia Referências, escolher o botão sumário e a opção inserir sumário.

escolher o botão sumário e a opção inserir sumário. No Office 2003, é necessário ainda um

No Office 2003, é necessário ainda um passo adicional, escolhendo a guia de Índice Analítico.

No Office 2007, a janela que será aberta já é correspondente ao índice analítico.

Na janela a seguir, o Office mostra as opções que serão utilizadas para construção de seu sumário.

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69 As opções acima são, na maioria, adequadas. Veja uma explicação sobre elas abaixo: a) Mostrar

As opções acima são, na maioria, adequadas. Veja uma explicação sobre elas abaixo:

a) Mostrar números de página deixe marcada já que desejamos que apareça a numeração de páginas no sumário.

b) Alinhar número de páginas à direita deixe marcada.

c) Preenchimento de tabulação com pontos retire a marcação. Pois, a nova versão das normas da instituição, pede para você não utilizar os pontos.

d) Usar hiperlinks em vez de número de páginas retire, pois geralmente na pesquisa, não desejamos hiperlinks.

e) Formatos do modelo é adequado. Não é necessário alterar.

f) Mostrar níveis: 3 não é necessário alterar.

Portanto, com exceção da letra c e d, basta manter o sugerido pelo Microsoft Word.

Clique no botão OK e Pronto!

O sumário aparece no seu documento na página onde você está posicionado.

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4º Passo: Atualizar o Sumário

Se após criar o sumário, você tiver alterado sua pesquisa, criando novas páginas, novos tópicos, eliminando outros etc. Como fazer para atualizar o sumário automático?

Basta posicionar o mouse em cima do seu sumário e acionar o botão direito do mouse.

No Menu que o sistema apresenta, escolha a opção atualizar campo e sub-opção atualizar o índice inteiro.

– e – sub-opção – atualizar o índice inteiro. Pronto! Seu sumário estará corretamente atualizado. 
– e – sub-opção – atualizar o índice inteiro. Pronto! Seu sumário estará corretamente atualizado. 

Pronto! Seu sumário estará corretamente atualizado.

Dicas!

O modelo de sumário que escolhemos, não possui título. Por isto, na página que você incluiu o sumário automático, crie uma linha antes com o título de seu sumário.

È possível, ainda, modificar o sumário construído e aplicar negrito, modificar tamanho da fonte ou quaisquer outras formatações que julgue necessárias.

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QUEBRAS DE SEÇÃO

Outro elemento muito útil para confecção dos trabalhos no formato ABNT são as quebras de seção.

As quebras de seção permitem que determinadas páginas de seu documento tenham características como tipo de papel, orientação do papel (retrato, paisagem) e também cabeçalho e rodapés diferentes de outro conjunto de páginas.

Suponha que nas páginas 20 a 30 do seu documento, você deseja imprimir tabelas no formato paisagem e nas demais, o formato é o padrão retrato, você terá uma seção da página 1 a 19 e uma seção diferente da página 20 a 30.

Para isto:

No Office 2003, no Menu Inserir, opção Quebras, escolha a opção Tipos de Quebras de Seção Próxima Página

a opção Tipos de Quebras de Seção – Próxima Página No Office 2007, tem um botão

No Office 2007, tem um botão (Quebras) na guia seção de página, que permite inserir quebras de seção. Escolha a mesma opção acima.

Na versão do Office 2007, escolha quebra de seção contínua, pois, a escolha da opção próxima página, gera uma página em branco desnecessária.

próxima página, gera uma página em branco desnecessária. Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de Souza

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No nosso exemplo, na página 19, você deve inserir uma quebra de seção, e esta seção nova vai se iniciar na página seguinte.

Para isto, basta posicionar na página 19 (última página de seção anterior) e acionar o botão acima que insere quebra de seção contínua. A seção 1 do documento será da página 1 a 19 e a seção 2 da página 20 a 30.

Se você está com o ponteiro do mouse em qualquer página da seção 2, ao alterar a orientação do papel para paisagem, apenas a seção 2 será alterada.

IMPORTANTE!

Não se esqueça de posicionar na seção correta (final da página na seção anterior a quebra), antes de modificar a orientação do papel.

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NUMERAÇÃO DE PÁGINAS E QUEBRAS DE SEÇÃO

Você pode utilizar o recurso da quebra de seção para que algumas páginas do seu documento sejam numeradas e outras não.

A ABNT determina que as páginas iniciais sejam não numeradas (apesar da folha de rosto participar da contagem) e as outras sejam numeradas.

Como fazer?

A inserção de número de páginas, pelas normas da ABNT, é feita no cabeçalho do documento.

Passo 1 Crie seções diferentes

Primeiro crie seções diferentes, uma seção com as páginas não numeradas e outra com as páginas numeradas. (Veja tópico anterior)

Passo 2 Desvincule o cabeçalho da seção

A princípio, o MS-Word assume que o cabeçalho da seção 2 é igual ao da seção 1.

Portanto, para termos cabeçalhos independentes, precisamos desvincular o cabeçalho da seção 2 e da seção 1.

Para desvincular, basta:

Posicionar em qualquer pagina da seção 2.

Versão Office 2003: Abrir o cabeçalho (Menu Exibir -> Cabeçalho/Rodapé) e estando no cabeçalho, acione o botão da figura abaixo: Vincular ao anterior.

Este botão quando os cabeçalhos estão vinculados, desvincula os cabeçalhos.

os cabeçalhos estão vinculados, desvincula os cabeçalhos. Apostila elaborada pela Professora Sandra Márcia de Souza

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Este botão na Versão do Office 2003 aparece numa barra de ferramenta específica do cabeçalho/rodapé. E quando as seções ainda não foram criadas, fica desativado. Observe abaixo:

ainda não foram criadas, fica desativado. Observe abaixo: Versão Office 2007: Abrir o cabeçalho (Guia Inserir

Versão Office 2007: Abrir o cabeçalho (Guia Inserir botão cabeçalho) e estando no cabeçalho, acionar na Guia Design, o mesmo botão acima.

Passo 3 Inserção do número de página

Agora, basta inserir a numeração de página no cabeçalho de seção numerada.

Versão Office 2003: Menu Inserir -> Números de Páginas

Office 2003: Menu Inserir -> Números de Páginas Versão Office 2007: Guia Inserir, Botão Número de

Versão Office 2007: Guia Inserir, Botão Número de Página, Opção Início de Página. Escolha o formato que posiciona o número na margem direita sem formatação.

que posiciona o número na margem direita sem formatação. Apenas, a seção onde você acionou a

Apenas, a seção onde você acionou a inserção de número de página (seção 2 do documento) ficará numerada, a primeira seção não conterá numeração.

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IMPORTANTE!

Não se esqueça de posicionar na seção correta, antes de inserir a numeração.

CONTAGEM DE PÁGINAS

Independente de você ter numerado as páginas ou não, o Microsoft Word conta cada página que você cria e guarda esta numeração para controle das páginas.

Portanto, tanto a capa, como a folha de rosto, apesar de não serem numeradas no cabeçalho, têm números 1 e 2 associados a elas.

Para a ABNT, apesar da capa e folha de rosto não serem numeradas, a folha de rosto deve participar da contagem de páginas e a capa não deve participar.

Por isto, a página posterior a folha de rosto deve conter o número 2 e não número 3 como seria a contagem normal.

MODIFICANDO A CONTAGEM

Para que o número de página inicie no número 2, utilize, na seção numerada, a opção de formatação de número de página.

Escolha a opção iniciar a contagem no número 2. Veja como fazer isto:

Passo 1: Escolha o opção Formatar número de página

No Office 2003, isto está disponível no Menu inserir, opção número de página, escolha na janela que foi aberta, a opção formatar.

escolha na janela que foi aberta, a opção formatar. No Office 2007, isto está disponível na

No Office 2007, isto está disponível na Guia inserir, botão número de página, opção formatar número de página.

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76 Passo 2: Escolha o número que você deseja iniciar a contagem Após o passo 1,

Passo 2: Escolha o número que você deseja iniciar a contagem

Após o passo 1, a janela abaixo será exibida. Escolha nesta janela, a opção Iniciar em, e digite o número 2. Clique em Ok.

a opção Iniciar em, e digite o número 2. Clique em Ok. Apostila elaborada pela Professora

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RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES PARA CONFECÇÃO DOS TRABALHOS

1. Fonte: utilizar Arial em todo o documento.

2. Tamanho da fonte: geralmente se utiliza 12 pt em todo texto. Com exceção de capas, títulos e outros itens que devam ser destacados.

3. Layout da Página: utilize as margens em 3 cm (superior e esquerda) e 2 cm (inferior e direita). Tipo de Papel: A4 com Orientação Retrato.

4. Parágrafo: utilizar recuo de primeira linha em 1,25 cm e espaço entre as linhas do parágrafo 1,5 linhas.

5. Capa do trabalho

a. No topo, deve constar nome da instituição e nome aluno. Utilizar Arial 12, letras maiúsculas e alinhamento centralizado.

b. No centro, título e subtítulo da pesquisa. Utilizar Arial 14, Negrito e alinhamento centralizado. O título deve estar em maiúscula.

c. No final da página, devem contar: cidade, estado e em uma linha separada, ano e semestre. Utilizar Arial 12, maiúscula e alinhamento centralizado.

6. Folha de Rosto: incluir o parágrafo de apresentação.

a. Parágrafo de Apresentação. Após duas linhas do título da pesquisa, deve

constar o parágrafo resumo com recuo de 8 cm. Fonte: Arial 10.

7. A capa e folha de rosto e outros elementos pré-textuais não devem ser numerados. Vide opção que descreve como fazer isto neste guia.

8. A folha de rosto deve participar da contagem. Vide opção que descreve como fazer isto neste guia.

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