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PORTARIA Nº 191, DE 16 DE SETEMBRO DE 2005. Dispõe sobre as normas de controle

PORTARIA Nº 191, DE 16 DE SETEMBRO DE 2005.

Dispõe sobre as normas de controle da intervenção em vegetação nativa e plantada no Estado de Minas Gerais.

O Diretor Geral do Instituto Estadual de Florestas - IEF, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei nº 2.606, de 5 de janeiro de 1962, alterada pela Lei nº 8.666 de 21 de setembro de 1984, Lei nº 10.850, de 4 de janeiro de 1992, Lei nº 12.582, de 17 de julho de 1997 e pela Lei Delegada nº 79, de 29 de janeiro de 2003 e seu Decreto nº 43.369, de 5 de junho de 2003; e considerando a Lei nº 14.309 de 19 de junho de 2002, alterada pela Lei nº 15.027, de 19 de janeiro de 2004 e seu Decreto nº 43.710, de 23 de janeiro de 2004, e:

Considerando a necessidade de se adotar normas e procedimentos administrativos e de

gestão;

Considerando a importância do controle da exploração de florestas nativas e plantadas no Estado de Minas Gerais

RESOLVE:

Da Intervenção em Vegetação Nativa Art.1º Fica obrigatória a autorização prévia do Instituto Estadual de Florestas - IEF para toda e qualquer intervenção em vegetação nativa, no Estado de Minas Gerais. Parágrafo Único. Depende ainda de autorização prévia do IEF: a extração de plantas ornamentais, cipó, limo, a coleta de espécimes vegetais e suas partes integrantes tais como: folhas, frutos, raízes, cascas, sementes.

Art.2º Entende-se por intervenção em vegetação nativa o corte raso com ou sem destoca,

a limpeza de área com rendimento lenhoso, a destoca, a coleta de espécimes, a supressão de vegetação

campestre, a supressão de árvores isoladas, a exploração de madeira e lenha para uso doméstico, inclusive

em Reserva Legal, bem como a exploração em regime de Manejo Florestal.

Parágrafo Único. A autorização para intervenção em vegetação nativa se comprova mediante Autorização Para Exploração Florestal – APEF, documento específico, constante do anexo I desta Portaria.

Art.3° Fica dispensada de autorização, desde que cumpridas as disposições desta Portaria

e demais normas legais vigentes, a extração de lenha em regime individual ou familiar para o consumo

doméstico e, em área de pastoreio, a roçada e a limpeza de área, até o limite de 8 st/ha/ano em áreas de

incidência de Mata Atlântica e 18 st/ha/ano para as demais tipologias.

§1º Para os fins previstos nesta Portaria, considera-se:

I Áreas de pastoreio: aquelas reservadas às atividades de pecuária e recobertas por gramíneas ou

leguminosas forrageiras, nativas ou exóticas, apropriadas ao consumo animal;

II Roçada: as práticas das quais são retiradas as espécies arbustivas e herbáceas, predominantemente invasoras, com baixo rendimento lenhoso, executadas em área de pastoreio ou de cultura agrícola;

III Limpeza da área: a prática da qual são retiradas espécies de vegetação arbustiva e herbácea,

predominantemente invasoras, com baixo rendimento lenhoso e que não implique na alteração do uso do

solo, executada em áreas de pastoreio ou de cultura agrícola;

§2 ° Considera-se extração de lenha para uso doméstico a atividade de catação de material

§2° Considera-se extração de lenha para uso doméstico a atividade de catação de material lenhoso, até o limite de 33 st (trinta e três estéreos) ao ano, por família, destinada subsistência familiar, exclusivamente para uso interno, na propriedade.

Da Alteração Do Uso Do Solo Art.4º Para os fins desta Portaria, entende-se por Alteração Do Uso Do Solo a remoção da vegetação nativa, através de corte raso com ou sem destoca, de forma manual ou mecanizada, para fins de implantação de atividades agrossilvipastoris, construção ou instalação de benfeitorias e demais atividades que impliquem na eliminação total ou parcial da vegetação existente, na área objeto de exploração. §1° As pessoas físicas ou jurídicas que pretendam autorização para intervenção em vegetação nativa com

a finalidade de Alteração Do Uso Do Solo, em áreas de florestas e demais formações vegetais primitivas, regeneradas ou em regeneração, devem formalizar processo junto ao IEF.

§ 2º Não estão incluídas no § 1º, as áreas de domínio da União, tais como as APA’s Federais e as

Florestas Nacionais.

§ 3º Será dado aproveitamento sócio econômico a todo produto florestal cortado, colhido ou extraído, bem como a seus resíduos, até mesmo quando de desmates ilegais, que puderem ser legalizados.

Art.5º Nas áreas remanescentes de ocorrência das tipologias caracterizadas como Mata Atlântica só será permitida a Alteração o Uso do Solo no estágio inicial de regeneração, nos termos das normas específicas vigentes.

Art.6º Nas áreas remanescentes de ocorrência das tipologias caracterizadas como Mata Seca só será permitida a Alteração Do Uso Do Solo nos termos das normas específicas vigentes.

Art.7º As árvores protegidas por norma legal, só podem ser suprimidas quando apresentarem perigo iminente e risco de vida ao ser humano e em situações justificadas em laudo técnico, pela autoridade florestal competente e nos casos de interesse social e/ou utilidade pública.

Parágrafo Único. A autorização para a supressão referida no “caput” deve ter anuência do Gerente de Núcleo, para o seu deferimento, atendidas as exigências de reparação ambiental, conforme critério técnico estabelecido, quando for o caso.

É livre a construção de pequenas barragens de retenção de águas pluviais para

controle da erosão, melhoria da infiltração das águas no solo e dessedentação de animais em áreas de

pastagem e, mediante autorização do IEF, em área de Reserva Legal.

Art.8º

Parágrafo único. A construção de pequenas barragens de retenção de águas pluviais, em área de Reserva Legal, fica condicionada à autorização do IEF e à compensação ou recomposição da vegetação suprimida no local.

Da Formalização do Processo de Exploração e Uso Alternativo do Solo Art.9º O processo deve ser instruído com o requerimento e a seguinte documentação:

I - documentos que comprovem a propriedade ou a posse;

II - documentos que identifiquem o proprietário ou possuidor;

III -documento que localiza o empreendimento/propriedade e

IV - plano de utilização pretendida.

§ 1º O requerimento para Uso Alternativo do Solo, deve conter os seguintes dados essenciais:

1-Qualificação do requerente: nome, Cadastro Nacional de Pessoa Física – CNPF, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, Inscrição Estadual – IE; 2-Identificação da propriedade;

3-Comprovante de endereço para correspondência; 4-Da área total da propriedade; 5-Da área a ser explorada;

3-Comprovante de endereço para correspondência; 4-Da área total da propriedade;

5-Da área a ser explorada; 6-Identificação da tipologia florestal da área requerida; 7-Finalidade da exploração e 8-Destinação do produto ou subproduto florestal.

§ 2º Os documentos que acompanham o requerimento devem conter:

I - Documentos que comprovem a Propriedade ou a Posse:

a) Certidão de Registro de Imóvel de inteiro teor, atualizada, com validade de um ano;

b) Certidão Judicial Negativa que comprove a posse mansa e pacífica, ou declaração com anuência de

todos confrontantes, emitidos por autoridade competente;

c) Contrato de arrendamento quando for o caso;

d) Planta topográfica planimétrica da propriedade, com coordenadas geográficas, com grades de coordenadas e representação do uso do solo, elaborada por técnico habilitado. Para áreas acidentadas, o IEF poderá solicitar a planta topográfica planialtimétrica e

e) croqui, para propriedade com área total igual ou inferior a 50 (cinqüenta) ha.

II - Documentos que Identifiquem o Proprietário ou Possuidor:

a) apresentação do documento de identidade , para conferência e devolução;

b) procuração quando for o caso, acompanhada da cópia do documento de identidade do procurador;

c) contrato social atualizado, no caso de pessoa jurídica e

d) contrato de arrendamento, comodato etc.

III- Documento que Localiza o Empreendimento/Propriedade:

a) croqui de localização e

b) roteiro indicativo.

IV - Plano de Utilização Pretendida/Anexo II e Termo de Compromisso/Anexo IV Todo proprietário, posseiro ou representante legal, deve apresentar, por ocasião da formalização do

processo de intervenção, o plano de utilização da área, sobre o uso alternativo do solo, constante do Anexo II desta Portaria contendo, no mínimo:

a) o objetivo do projeto;

b) os inventários quantitativos e qualitativos da biomassa florestal;

c) o cronograma de execução do desmatamento;

d) o plano de manejo e conservação do solo;

e) a obrigatoriedade da averbação da Reserva Legal no Cartório de Registro do Imóvel ou, quando da

posse, registro do Termo de Compromisso no Cartório de Títulos e Documentos;

f) planos de conservação da Reserva Legal e de áreas de Preservação Permanente;

g) da utilização pretendida para o produto e/ou subproduto do desmatamento, e potenciais consumidores;

h) as medidas mitigadoras de Impacto Ambiental e de proteção contra incêndios florestais;

i) o Termo de Compromisso de implantação do projeto pretendido e

j) quando a atividade for isenta de licenciamento pela câmara do COPAM, pode ser aceito Plano

Simplificado de utilização pretendida, conforme Anexo III e Termo de Compromisso/Anexo IV, desta

Portaria

Art.10 A intervenção em áreas consideradas de Preservação Permanente, Mata Atlântica e Mata Seca, deverá cumprir as exigências da legislação específica vigente.

Art.11 Desde que esteja devidamente instruído todo processo, o IEF deve emitir o seu número de protocolo, quando se inicia a contagem do prazo legal de, no máximo, 60 (sessenta) dias para sua deliberação. §1° Considera-se o processo devidamente instruído quando da apresentação de toda a documentação estabelecida nesta Portaria.

§2º O protocolo do processo não autoriza o início das operações visando o Uso Alternativo

§2º O protocolo do processo não autoriza o início das operações visando o Uso Alternativo do Solo. §3º O requerimento e os documentos apresentados em quaisquer unidades do IEF podem ser objeto de

análise técnica e jurídica e, caso não estejam em conformidade com as exigências contidas nesta Portaria,

o interessado será oficializado para efetuar a complementação e/ou retificação da documentação, no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de arquivamento do processo.

Art.12

A autorização para uso alternativo do solo deve ser emitida pelo Núcleo/Centro

Operacional, após análise do processo.

Art.13

quadro abaixo:

A competência de homologação dos processos deve atender aos parâmetros do

 

Competência para Alteração do Uso do Solo em Hectares

 

ATÉ 30

ATÉ 60

60,1 a 100

100,1 a 400

400,1 a 800

> 800

   

Engenheiro

Supervisor

Diretoria de

COPAM

Engenheiro

Agrônomo

Regional

Monitoramento

Técnico NívelMédio

Agrônomo

ou Florestal

e

Controle/

ou Florestal

AFLOBIO

DMC

com anuência

do Gerente

de Núcleo

Do Prazo de Vigência da Autorização Art.14 O prazo de vigência da Autorização é de até 06 (seis) meses, podendo a critério da autoridade competente, ser renovada sua vigência por mais 02 (dois) períodos, de até 06 (seis) meses cada.

§1º Se a autorização tiver sua validade vencida e ainda restar madeira ou lenha a ser retirada da área, ou ainda lenha a ser transformada em carvão, pode o técnico competente autorizar a retirada do produto e subproduto provenientes da intervenção, concedendo prazo não superior a 60 (sessenta) dias.

§ 2º Após o vencimento da autorização, isto é, decorridos 18 meses, e caso a intervenção não tenha sido

concluída, o interessado deve protocolizar, no prazo máximo de 30 (trinta) dias novo requerimento no IEF, apenso ao mesmo processo, para emissão de nova autorização, que deve ser certificada no Campo de Observação da mesma APEF e só deve ocorrer após vistoria técnica.

§ 3° No encerramento da atividade da intervenção solicitada, o local deve ser fiscalizado, com emissão de

laudo técnico comprovando o requerido uso alternativo do solo e sua não comprovação sujeitará o infrator às penalidades cabíveis e à implementação de medidas mitigadoras ou compensatórias de reparação

ambiental.

Do Manejo Florestal Art.15 As áreas revestidas com quaisquer tipologias vegetais nativas primárias ou em estágios médios e avançados de regeneração, somente podem ser susceptíveis de corte ou de utilização para fins exclusivos de suprimento industrial, atividades de carvoejamento, obtenção de lenha, madeira ou de outros produtos e subprodutos florestais, mediante Plano de Manejo Florestal Sustentado, Plano de Manejo Florestal Simplificado e Plano de Manejo Florestal Simplificado em Faixas, prescritos no artigo 55, § 2º do Decreto n º 43.710, de 8/01/04.

Art.16 Os Planos de Manejo Florestal, de acordo com cada caso, devem atender às exigências contidas no Anexo V desta Portaria.

Art.17 Os Planos de Manejo Florestal Sustentado, Simplificado e Simplificado em Faixa, devem ser elaborados

Art.17 Os Planos de Manejo Florestal Sustentado, Simplificado e Simplificado em Faixa, devem ser elaborados e executados sob responsabilidade técnica de profissional habilitado.

Art.18 O Plano de Manejo Florestal deve ser analisado e vistoriado e, quando aprovado, será monitorado e fiscalizado pelo IEF.

§1 o Nos casos em que, a critério técnico do IEF, a área objeto de Plano de Manejo Florestal apresentar

características de excepcional relevância ambiental, o plano respectivo deve ser encaminhado à Câmara

de

Proteção à Biodiversidade – CPB, para apreciação.

§2

o Definem-se como de excepcional relevância ambiental as áreas que apresentarem as seguintes

características:

I - áreas que, comprovadamente, abriguem população da fauna e da flora raras ou ameaçadas de extinção;

II - zonas de amortecimento de Unidades de Conservação de Proteção Integral;

III - áreas de grandes dimensões, cujo cronograma anual de exploração inclua glebas superiores a 500 ha.

Art.19 O IEF deve realizar o monitoramento da execução do Plano de Manejo Florestal,

competindo-lhe:

I - determinar a alteração das medidas propostas, a adoção de novos métodos, a suspensão dos serviços,

ou mesmo o cancelamento da autorização, caso as determinações técnicas não estejam sendo cumpridas conforme plano aprovado;

II - ao final de cada exploração anual, realizar vistoria na área objeto de exploração, emitindo parecer

técnico, autorizando ou não, a continuidade da execução do Plano de Manejo Florestal.

III - ao final do ciclo de corte previsto no Plano de Manejo Florestal e após vistoria técnica, deve ser

expedido o laudo de encerramento, conforme determina o Art. 63 do Decreto nº 43.710/04.

Art.20 É necessário firmar o “Termo de Responsabilidade de Manutenção de Florestas

em regime de Manejo Florestal”, que deve ser averbado no registro do imóvel e quando da posse “Termo

de Compromisso de Responsabilidade de Manutenção de Florestas em regime de Manejo Florestal”,

registrado no Cartório de Títulos e Documentos.

As exigências resultantes das análises técnica e jurídica do Plano de Manejo

Florestal devem ser comunicadas ao elaborador, mediante ofício, determinando o prazo de 30 (trinta) dias, após a data de recebimento, para o cumprimento das mesmas.

Art.21

Parágrafo Único. O não cumprimento das exigências citadas no “caput” deste artigo, dentro do prazo estabelecido, acarreta o indeferimento do Plano de Manejo Florestal.

Art.22 Os Planos de Manejo Florestal serão analisados pelo Gerente de Núcleo e Gerente Regional do correspondente Escritório Regional.

Parágrafo Único. A autorização para a execução dos Planos de Manejo Florestal é concedida pelo Núcleo/Centro.

Art.23 São admitidas para o Plano de Manejo Florestal as seguintes modalidades, de acordo com o Art 55, § 2º, do Decreto n. 43.710/04;

I - Plano de Manejo Florestal Sustentado, entendido como a exploração sustentada, por parcelas anuais,

de acordo com o ciclo de corte de cada tipologia, através de corte seletivo, não se permitindo o corte raso

e

a destoca, de conformidade com a normatização do IEF;

II

- Plano de Manejo Florestal Simplificado, entendido como a exploração sustentada através de corte

seletivo, não sendo permitido o corte raso e a destoca onde, a critério técnico, poderá ser explorada, de

uma só vez, toda a área liberada, retornando a colheita após o fechamento de ciclo

uma só vez, toda a área liberada, retornando a colheita após o fechamento de ciclo de corte, conforme peculiaridades regionais, de acordo com a normatização do IEF;

III - Plano de Manejo Florestal Simplificado em Faixas, entendido como a exploração sustentada em

faixas, através do corte raso, sem destoca, admitido apenas em regiões específicas do Estado, assim declaradas pelo IEF como Zona Especial para o Desenvolvimento de Técnicas de Manejo Florestal Simplificado em Faixas, onde a área de intervenção não pode ser superior a 50% (cinqüenta por cento) da

área total do talhão e as faixas remanescentes devem intercalar as faixas exploradas, sempre em dimensão igual ou superior às mesmas, a critério técnico e

IV - Nas modalidades de Plano de Manejo a que se referem os Incisos I e II, fica limitado em até 50%

(cinqüenta por cento) o nível de intervenção de área basal, visando a obtenção de resultado previamente

esperado, não sendo permitido o corte raso e a destoca, salvo os casos especiais e aceiros, corredores, estradas e infra-estrutura, previstos no Plano de Manejo e aprovados pelo IEF.

Art.24 A fiscalização do Plano de Manejo pelo técnico do IEF deve ser feita inicialmente, pela análise do inventário florestal apresentado pelo interessado. Verificado que o plano está correto, o técnico habilitado fará a necessária vistoria, amostrando cerca de 20% (vinte por cento) das parcelas

sendo, no mínimo, de 03 (três) por projeto/talhão, para efeito de cálculo do volume e análise estatística

das estimativas, com vista à liberação da APEF.

Art.25 As áreas manejadas são cumulativas a cada pedido de exploração.

Art.26

Os casos especiais devem ser decididos pela Diretoria de Monitoramento e

Controle - DMC, do IEF.

Da Intervenção em Floresta Plantada

Art.27 É livre a colheita e a comercialização de floresta plantada no Estado de Minas Gerais, nos termos do Art.58, do Decreto nº 43.710/04, à exceção de:

a) plantio localizado nas áreas de Reserva Legal;

b) floresta vinculada à reposição florestal;

c) destoca de floresta plantada;

d) maciço florestal de origem plantada, com presença de sub-bosque nativo, com rendimento lenhoso;

e) floresta plantada com essência nativa.

Parágrafo Único. Entende-se por floresta plantada aquela originada de plantio homogêneo

ou não, com espécie exótica ou nativa, na qual se utilizam técnicas apropriadas, visando a obtenção de produtividade economicamente viável.

Fica extinta a Autorização Para Exploração Florestal – APEF, para colheita de

floresta plantada, exceto: plantio localizado nas áreas de Reserva Legal, floresta vinculada à reposição

florestal destoca de floresta plantada, maciço florestal de origem plantada, com presença de sub-bosque nativo, com rendimento lenhoso e floresta plantada com essência nativa.

Art.28

Parágrafo Único. Quando das exceções delimitadas no “caput”, o transporte do produto florestal plantado deve obedecer às normas de vegetação plantada, e o transporte do produto florestal misto, isto é, nativo e plantado, transformado em carvão vegetal, deve obedecer às normas de vegetação nativa.

Art.29

A colheita e a comercialização de produtos e subprodutos originados de florestas

plantadas dependem de prévia comunicação ao IEF.

Art.30 Fica instituída a Declaração de Colheita e Comercialização - DCC, conforme modelo Anexo VI

Art.30 Fica instituída a Declaração de Colheita e Comercialização - DCC, conforme modelo Anexo VI desta Portaria, a ser preenchida e protocolizada nas unidades de atendimento do IEF,

no município de jurisdição da propriedade, acompanhada dos seguintes documentos:

I - Documento de propriedade - quando certidão, esta deve ser de inteiro teor - ou comprovante de posse;

II - Comprovante de Recolhimento da Taxa Florestal, no Documento de Arrecadação Estadual – DAE, ou

cópia autenticada do Termo de Acordo de Substituição Tributária da Taxa Florestal do Consumidor,

firmado com a Secretaria de Estado da Fazenda – SEF;

III - Roteiro de acesso à propriedade, a ser elaborado no verso da DCC;

IV - Planta topográfica planimétrica ou planialtimétrica da propriedade, com ART do elaborador e

coordenadas geográficas do plantio a ser colhido e, quando se tratar de propriedade com área de plantio igual ou inferior a 50 (cinqüenta) há, pode ser aceito o croqui da mesma;

V - Inventário florestal do maciço a ser explorado, com a respectiva ART do elaborador, para as florestas

vinculadas ao consumo de empresas;

VI – Documento de identidade do proprietário e

VII – Procuração ou contrato, quando for o caso.

§ 1º O projeto implantado em regime de fomento florestal, não vinculado à reposição florestal, está

dispensado da apresentação do inventário florestal. § 2º Para os projetos de fomento florestal vinculados à reposição florestal será exigido inventário florestal somente quando a área de plantio for igual ou superior a 50 (cinqüenta) hectares.

Fica condicionada a fiscalização, no prazo de até 60 (sessenta) dias, a partir da

data do protocolo da DCC, a entrega de documento ambiental de controle para o transporte do produto e

subproduto florestal.

Art. 31

Parágrafo Único. Esgotado o prazo estabelecido no “caput”, na ausência de manifestação contrária do IEF, fica o interessado automaticamente autorizado a receber a documentação ambiental pertinente.

Art.32 O poder de polícia administrativa do IEF será exercido, a qualquer tempo, mediante a realização de vistoria, monitoramento e fiscalização das atividades de colheita, transporte e comercialização dos produtos e subprodutos florestais.

Parágrafo Único.

O processo de Corte e Comercialização poderá ser cancelado quando

constatadas irregularidades, a critério do Técnico do IEF.

Art.33 A colheita em florestas plantadas com essências nativas será precedida de vistoria prévia do Técnico do IEF.

Art.34 Para a comercialização de produtos e subprodutos originários de Floresta Plantada,

não

se faz necessária apresentação de contratos.

Das Disposições Finais Art.35 A todo produto e subproduto florestal a ser extraído, incide a Taxa Florestal, tendo

por

§ 1º A colheita das florestas plantadas incentivadas e/ou vinculadas ao IBAMA não estão isentas da Taxa

Florestal;

§2º É devida a Taxa Florestal, caso haja aumento de volume, quando de nova autorização, na mesma área, apensa ao mesmo processo.

§ 3º Nas áreas referidas no Art. 27, a Taxa Florestal devida é calculada, separadamente, para exploração

de floresta nativa e floresta plantada.

base de cálculo a quantidade liberada.

Art.36 As ações e omissões contrárias às disposições desta Portaria sujeitam os infratores às penalidades

Art.36 As ações e omissões contrárias às disposições desta Portaria sujeitam os infratores às penalidades administrativas previstas no anexo do Art. 54 da Lei nº 14.309, de 19 de junho de 2002 e às cíveis e penais cabíveis.

Art.37 O transporte, a comercialização e o consumo de produtos e subprodutos florestais oriundos da intervenção em vegetação nativa e demais formas de vegetação devem ser acobertados por documento de controle, definido em normas específicas.

Art.38 Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Geral do IEF.

Art.39

Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art.40

Revogam-se as disposições em contrário, em especial as Portarias nº. 87,

de

17

de maio de 2005 e nº 122, de 30 de junho de 2005.

Belo Horizonte, aos 16 de setembro Independência do Brasil

de 2005, 217° da Inconfidência Mineira e 183° da

Humberto Candeias Cavalcanti Diretor Geral

Anexo I – Autorização Para Exploração Florestal – APEF Anexo II - Do Plano de

Anexo I – Autorização Para Exploração Florestal – APEF

I – Autorização Para Exploração Florestal – APEF Anexo II - Do Plano de Utilização Pretendida

Anexo II - Do Plano de Utilização Pretendida Normatização Para Inventário Florestal em Plano de Utilização de Floresta Nativa.

Estabelece normas para a elaboração de inventário florestal em plano de utilização, que deve, obrigatoriamente, conter:

1 – Informações Gerais;

1.1 - Qualificação do requerente/elaborador/executor:

1.1.1 - Requerente: denominação ou nome, endereço completo, CNPJ ou CNPF, número de registro no

IEF, categoria (consumo e produção industrial, se for o caso),número do Cartão de Produtor Rural e telefone para contato.

1.1.2 - Elaborador: denominação ou nome, endereço completo, CNPJ ou CNPF, responsável técnico,

número do registro no CREA, número do “visto”/ região (se for o caso), telefone para contato.

1.1.3 - Executor: denominação ou nome, endereço completo, CNPJ ou CNPF, responsável técnico,

número do registro no CREA, número do “visto”/região (se for o caso), registro no IBAMA ou IEF (se pessoa jurídica) e telefone para contato.

1.2 - Identificação da propriedade.

1.2.1 - Denominação.

1.2.2 - Município.

1.2.3 - Localização/Logradouro.

1.2.5 - Contrato de arrendamento, comodato e outros admitidos em Lei, quando em propriedade de

1.2.5 - Contrato de arrendamento, comodato e outros admitidos em Lei, quando em propriedade de

terceiros.

1.2.6 - Identificação do Cartório.

1.2.7 - Inscrição de cadastro no INCRA.

1.2.8 - Inscrição de Produtor Rural.

1.2.9 - Croqui de localização e acesso à propriedade.

2 - Objetivos e Justificativas do Desmatamento.

2.1 - Objetivos: discorrer sobre os objetivos propostos no Plano de Desmatamento.

3 - Caracterização do Projeto.

3.1. - Meio físico.

3.1.1 - Clima.

3.1.2 - Solos.

3.1.3 - Hidrografia.

3.1.4 - Topografia.

3.2 - Meio biótico: descrição sucinta das tipologias vegetais e de elementos da fauna, a partir de

informações secundárias.

3.2.1 - Vegetação: descrição da tipologia vegetal da área do projeto, relacionando as espécies arbóreas

ocorrentes, indicando as de valor comercial, as raras, as ameaçadas de extinção, as de valor medicinal, as

de valor alimentício, etc.

3.2.2 - Fauna: considerações quanto à sua importância, com relação a mamíferos, aves, répteis e insetos,

destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental, as raras e as ameaçadas de extinção. Os dados de fauna da região ou sítio poderão ser provenientes de dados secundários, posteriormente conferidos “in loco” pelo elaborador.

3.2.3 - Meio sócio-econômico: caracterizar a área no seu aspecto sócio-econômico, bem como a área de

influência do projeto, ressaltando os benefícios gerados pela atividade.

4 – Do Desmatamento

4.1 - Planta planimétrica ou planialtimétrica da propriedade, a critério técnico do IEF, contendo:

4.1.1 - Área total da propriedade.

4.1.2 - Área de Preservação Permanente e Reserva Legal.

4.1.3 - Área com cobertura vegetal nativa.

4.1.4 - Área a ser desmatada e sua localização.

4.1.5 - Área de pastagem, agricultura, reflorestamento, infra-estrutura, hidrografia, rede viária e rede de

alta tensão.

4.1.6 - Localização das unidades amostrais.

4.1.7 - Localização, se for o caso, de Unidades de Conservação adjacentes ou inclusas à propriedade.

4.1.8 - Confrontantes.

4.1.9 - Coordenadas geográficas – UTM da área a ser desmatada e da Reserva Legal, informando o fuso,

o Datum Horizontal e a identificação da carta.

4.2 - Inventário Florestal: Devem ser mensurados os indivíduos com DAP (diâmetro à altura do peito)

maior ou igual à 5,0 cm.

4.2.1 - Relações volumétricas utilizadas.

4.2.1.1 - Definição do método de amostragem utilizado.

4.2.1.2 - Definição da intensidade amostral.

4.2.1.3 - Método de cubagem rigorosa utilizado e apresentação dos dados obtidos.

4.2.1.4 - Método utilizado para cálculo de estimativas de volume (equação volumétrica).

4.2.2 - Processo de amostragem.

4.2.2.1 - Descrição e justificativas do processo de amostragem utilizado.

4.2.2.2 - Tamanho e forma das unidades amostrais.

4.2.2.3 - Análise estrutural da floresta contendo: perfil da floresta, dados de abundância, dominância,

frequência e índice de valor de importância.

4.3.3 - Análise dos dados estatísticos de amostragem. 4.3.3.1 - Estimativa da média volumétrica por

4.3.3 - Análise dos dados estatísticos de amostragem.

4.3.3.1 - Estimativa da média volumétrica por unidade amostral/hectare em m 3 e st.

4.3.3.2 - Estimativa do volume total da população em m 3 e st.

4.3.3.3 - Variância.

4.3.3.4 - Desvio-padrão.

4.3.3.5 - Volume médio.

4.3.3.6 - Valor de “T” de student a 90% de probabilidade.

4.3.3.7 - Erro-padrão da média.

4.3.3.8 - Coeficiente de variação.

4.3.3.9 - Limite do erro de amostragem admissível de 10%, ao nível de 90% de probabilidade.

4.3.3.10 - Erro calculado de amostragem.

4.3.3.11 - Intervalos de confiança.

4.3.3.12 - Outros dados pertinentes.

4.3.4 - Relatório final contendo as tabelas de saída para atender os objetivos do Desmatamento.

4.3.4.1

- Listagem das espécies florestais (nome regional e nome científico).

4.3.4.2

- Numero de árvores: por espécie, por classe diamétrica e por hectare.

4.3.4.3

- Área basal, volume e frequência: por espécie, por classe diamétrica, por unidade amostral e por

hectare.

4.3.4.4 – Relatório final contendo tabela de DAP médio, área basal, altura média, número de árvores por

hectare e volume em m3 e em st por parcela, por hectare e volume total em m3 e em st.

4.4 - Sistema de exploração.

4.4.1 - Planejamento da exploração.

4.4.2 - Volume a ser explorado por classe de DAP, por espécie, por hectare e por talhão ao ano.

4.4.3 - Apresentação da metodologia das operações de exploração florestal quanto à derrubada, baldeio e

transporte.

4.4.4 - Cronograma de execução das operações de exploração.

4.4.5 - Planta topográfica contendo a locação de talhões de exploração, estrutura de estradas, pátios de

estocagem e baterias de fornos (se for o caso).

4.4.6 - Identificação de espécies frutíferas, protegidas por legislação

5 – Planilhas de Campo

As planilhas de campo contendo os dados necessários para cálculo de volume, cubagem rigorosa e fatores

excel,

juntamente com o Plano de Desmatamento a ser analisado pelo corpo técnico do IEF/MG.

6 – Parcelas Amostrais

As parcelas amostrais utilizadas para o inventário florestal devem ser corretamente demarcadas em iguais dimensões, identificadas e preservadas para vistorias realizadas pelo corpo técnico do IEF/MG.

7 - Análise dos Impactos Ambientais Prováveis de Propostas Mitigadoras. Anexo III - Do Plano Simplificado de Utilização Pretendida Normatização Para Plano Simplificado de Utilização Pretendida

Estabelece normas para a elaboração de Plano de Utilização Simplificado que deve, obrigatoriamente, conter:

de conversão

devem,

obrigatoriamente,

ser entregues

no

formato

digital,

compatível

com

1 - Informações Gerais.

1.1 - Qualificação do requerente:

1.1.1 - Requerente: denominação ou nome, endereço completo, CGC ou CIC, número de registro no IEF,

categoria (consumo e produção industrial, se for o caso),número do Cartão de Produtor Rural e telefone

para contato.

1.2 - Identificação da propriedade.

1.2.1 - Denominação.

1.2.2 - Município.

2 - Objetivos e Justificativas da Intervenção: 2.1 - Objetivos: discorrer sobre os objetivos propostos

2 - Objetivos e Justificativas da Intervenção:

2.1 - Objetivos: discorrer sobre os objetivos propostos no Plano de Utilização Pretendida

2 2 – Justificativas: justificar sobre os aspectos técnicos e sócio-econômicos do Plano de Utilização

Pretendida

3 - Análise dos Impactos Ambientais prováveis e Propostas Mitigadoras. ANEXO IV - TERMO DE COMPROMISSO

Modelo de Termo de Compromisso Eu, Rua/Av

,

bairro

,

residente

,

à

município

de

,

, -MG,

inscrito

no

CNPJ/CNPF

proprietário do imóvel denominado

 

,

no

município de

,

cujo Código do imóvel é n°

 

Considerando que a Lei n.°14309/02 obriga a implantação do objeto para qual se destina o Uso Alternativo do Solo; Comprometo–me, perante o Instituto Estadual de Florestal – IEF, autarquia criada pela Lei n° 2.606, de 5

de janeiro de 1962, alterada pelas Leis n°. 8.666, de 21 de setembro de 1984, n°. 10.850, de 4 de agosto

de 1992, n° 12.258, de 17 de julho de 1997, e Lei Delegada n° 79, de 30 de janeiro de 2003, com sede à

Rua Paracatu, n° 304, Barro Preto, nesta Capital, CEP: 30.180-090, inscrito no Cadastro Nacional de

Pessoa Jurídica sob o n° 16.746.164/0001-28, doravante denominada IEF, neste ato representada pelo seu Diretor Geral, Humberto Candeias Cavalcanti, a cumprir as obrigações e condições estabelecidas a seguir neste instrumento:

Cláusula Primeira:

Fica estabelecido neste Termo que a Compromissária deve cumprir o já estabelecido em seu processo de

Intervenção Florestal n°

.

I

- A intervenção requerida na referida propriedade tem por finalidade a atividade

de

conforme preceitua a Lei n.° 14309/02;.

Cláusula Segunda:

Na eventualidade de descumprimento do compromisso conforme aqui assumido, estará a Compromissária

sujeita à execução deste Termo, constituindo–se este em título executivo extrajudicial, líquido, certo e exigível nos termos do inciso II, artigo 585, do Código de Processo Civil, independentemente da provocação imediata do Ministério Público, para a propositura das medidas cabíveis. Cláusula Terceira:

O presente Termo de Compromisso obriga, em todos o seus termos, a Compromissária, bem como a seus

sucessores, a qualquer título, os quais se obrigam ao cumprimento deste e ao que lhe for subjacente, em qualquer tempo.

Cláusula Quarta:

As obrigações previstas e assumidas neste Instrumento são exigíveis nos modos e prazos nele

convencionados, independentemente de qualquer notificação ou avisos preliminares, judiciais ou extrajudiciais, pressupondo–se, no âmbito deste, a renúncia à propositura de qualquer ação, por parte da Compromissária, contra o IEF. Cláusula Quinta:

para interpretação, aplicação e

A Compromissária acata o Foro da Comarca de

solução dos termos deste Instrumento, renunciando–se, desde já, a qualquer outro, por mais especial que

se apresente.

Belo Horizonte,

PROPRIETÁRIO

Testemunhas

/MG

1-Nome CPF

De acordo com o Art.16 desta Portaria, o Plano de Manejo Florestal deve atender às

De acordo com o Art.16 desta Portaria, o Plano de Manejo Florestal deve atender às seguintes exigências, por ocasião de seu protocolo, no Instituto Estadual de Florestas – IEF:

1 - Informações Gerais.

1.1 - Qualificação do requerente/elaborador/executor:

1.1.1 - Requerente: denominação ou nome, endereço completo, CNPJ ou CNPF, número de registro no

IEF, categoria (consumo e produção industrial, se for o caso), número do cartão de produtor rural e

telefone para contato.

1.1.2 - Elaborador: denominação ou nome, endereço completo, CNPJ ou CNPF, responsável técnico,

número de registro no CREA, número do “visto”/região (se for o caso), telefone para contato.

1.1.3 - Executor: denominação ou nome, endereço completo, CNPJ ou CNPF, responsável técnico,

número do registro no CREA, número do “visto”/região (se for o caso), registro no IEF (se pessoa jurídica) e telefone para contato.

1.2 - Identificação da Propriedade.

1.2.1 - Denominação.

1.2.2 - Município.

1.2.3 - Localização/Logradouro.

1.2.4 - Título de propriedade/posse (matrícula/registro, escritura, e outros admitidos em Lei)

1.2.5 - Contrato de arrendamento, comodato e outros admitidos em Lei, quando em propriedade de

terceiros.

1.2.6 - Croqui de localização e acesso à propriedade.

2 - Objetivos e Justificativas do Manejo Florestal.

2.1 - Objetivos: discorrer sobre os objetivos propostos no Plano de Manejo Florestal.

2.2 - Justificativas técnicas e sócio-econômicas. Justificar sob esses enfoques, a elaboração do Plano de

Manejo Florestal, com referência à localização de indústria florestal ou de base, à geração de empregos diretos e indiretos, etc.

3 - Caracterização do Projeto. 3.1. - Meio físico.

3.1.1 - Clima.

3.1.2 - Solos.

3.1.3 - Hidrografia.

3.1.4 - Topografia.

3.2 - Meio biótico: descrição sucinta das tipologias vegetais e de elementos da fauna, a partir de informações secundárias.

3.2.1 - Vegetação: descrição da tipologia vegetal da área do projeto, relacionando as espécies arbóreas

ocorrentes, indicando as de valor comercial, as raras, as ameaçadas de extinção, as de valor medicinal, as de valor alimentício, etc.

3.2.2 - Fauna: considerações quanto à sua importância, com relação a mamíferos, aves, insetos e répteis,

destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental, as raras e as ameaçadas de extinção. Os dados de fauna da região ou sítio poderão ser provenientes de dados secundários, posteriormente conferidos “in loco” pelo elaborador.

3.2.3 - Meio sócio-econômico: caracterizar a área no seu aspecto sócio-econômico, bem como a área de

influência do projeto, ressaltando os benefícios gerados pela atividade.

4

- Manejo Florestal

4

1 - Planta de localização (croqui de acesso).

4

2 – Planta topográfica georreferenciada planimétrica ou planialtimétrica da propriedade, contendo:

4.2.1 - Área total da propriedade.

4.2.2. - Área de Preservação Permanente e Reserva Legal.

4.2.3 - Área com cobertura vegetal nativa.

4.2.5 - Área de pastagens, agricultura, reflorestamento, infra-estrutura, hidrografia, rede viária e rede de alta

4.2.5 - Área de pastagens, agricultura, reflorestamento, infra-estrutura, hidrografia, rede viária e rede de

alta tensão.

4.2.6 - Localização das unidades amostrais.

4.2.7 - Localização das parcelas permanentes de controle.

4.2.8 - Localização e identificação dos talhões a serem manejados.

4.2.9 - Localização, se for o caso, de Unidades de Conservação adjacentes ou inclusas à propriedade.

4.2.10 - Confrontantes.

4.2.11 - Coordenadas geográficas

4.2.12 – Localização dos pátios de estocagem

4.2.13 – Localização das baterias de fornos, se for o caso.

4.3 - Inventário Florestal: O planejamento do Inventário Florestal deve atender aos objetivos do Plano de

Manejo Florestal, devendo ser mensurados os indivíduos com DAP (diâmetro à altura do peito) maior ou igual a 5,0 cm.

4.3.1 - Relações volumétricas utilizadas.

4.3.1.1 - Definição do método de amostragem utilizado.

4.3.1.2 - Definição da intensidade amostral: As parcelas amostrais utilizadas para o inventário florestal

devem ser corretamente demarcadas em iguais dimensões, georreferenciadas, identificadas e preservadas para vistorias realizadas pelo IEF.

4.3.1.3 - Método de cubagem rigorosa utilizado pelo elaborador do Plano de Manejo e apresentação dos

dados obtidos.

4.3.1.4 - Método utilizado para cálculo de estimativas de volume (equação volumétrica).

4.3.1.5 -Descrição, conforme o método utilizado para seleção, das equações de volume testadas pelo

elaborador do Plano de Manejo Florestal.

4.3.2 - Processo de amostragem.

4.3.2.1 - Definição das variáveis de interesse do Manejo Florestal e justificativas.

4.3.2.2 - Descrição e justificativas do processo de amostragem utilizado.

4.3.2.3 - Tamanho e forma das unidades amostrais.

4.3.2.4 - Análise estrutural da floresta contendo: perfil da floresta, dados de abundância, dominância,

frequência e índice de valor de importância.

4.3.3 - Análise dos dados estatísticos de amostragem.

4.3.3.1 - Estimativa da média volumétrica por unidade amostral/hectare em m 3 e st.

4.3.3.2 - Estimativa do volume total da população em m 3 e st.

4.3.3.3 - Variância.

4.3.3.4 - Desvio-padrão.

4.3.3.5 - Volume médio.

4.3.3.6 - Valor de “T” de student a 90% de probabilidade.

4.3.3.7 - Erro-padrão da média.

4.3.3.8 - Coeficiente de variação.

4.3.3.9 - Limite do erro de amostragem admissível de 15%, ao nível de 90% de probabilidade.

4.3.3.10 - Erro calculado de amostragem.

4.3.3.11 - Intervalos de confiança.

4.3.3.12 - Outros dados pertinentes.

4.3.4 - Relatório final contendo as tabelas de saída para atender aos objetivos do Manejo Florestal.

4.3.4.1 - Listagem das espécies florestais (nome regional e nome científico).

4.3.4.2 - Número de árvores: por espécie, por classe de diâmetro e por hectare.

4.3.4.3 - Área basal, volume e frequência: por espécie, por classe diamétrica, por unidade amostral e por

hectare a ser explorado e remanescente.

4.4 - Sistema silvicultural e níveis de intervenção.

4.4.1.1 - As intervenções programadas não podem exceder a 50% da área basal existente para

4.4.1.1 - As intervenções programadas não podem exceder a 50% da área basal existente para as

tipologias florestais e contatos/enclaves, por classe diamétrica e por espécie, e o máximo de 50% para as

tipologias campestres, por classe diamétrica e por espécie; bem como não podem ser deixadas clareiras que permitam colonização por espécies pioneiras e nem explorar indivíduos com menos de 5cm de DAP.

4.4.2 - Estabelecimento de parcelas de controle, visando o monitoramento do povoamento residual para as

seguintes avaliações: do incremento corrente anual e incremento médio anual, do ingresso e mortalidade

das árvores do estoque de crescimento, da análise dos tratamentos aplicados e prescrição de novos tratamentos silviculturais.

4.4.2.1 - As parcelas permanentes de controle terão área de 0,10 hectare com intensidade amostral de,

pelo menos, quinze amostras proporcionalmente para cada 300 hectare manejados e intensidade mínima

de cinco parcelas para talhões até o limite máximo de 100 hectares por talhão de exploração, podendo estas serem utilizadas no cálculo do inventário.

4.4.2.2 - Adotar um ciclo de corte mínimo de 10 anos para formações campestres e de 12 anos para as

demais tipologias florestais.

4.4.2.3 - As parcelas permanentes de controle, deverão ser inventariadas a intervalos máximos de três

anos e o resultado do inventário florestal encaminhado ao IEF, acompanhado do relatório de execução física, sendo que a medição inicial será no ato do inventário.

4.4.2.4 – Anualmente deverão ser encaminhados ao IEF relatórios de execução física e demonstrativa de

ganho econômico que permitam o acompanhamento e avaliação do projeto. As propostas de alteração de metodologia e práticas silviculturais deverão ser justificadas com base nesses relatórios e somente poderão ser introduzidas com autorização específica do IEF.

4.5 - Sistema de exploração.

4.5.1 - Planejamento da exploração.

4.5.2 - Definição dos limites mínimos e máximos de exploração e quantificação dos volumes por espécies

com base no inventário florestal e análise estrutural da floresta.

4.5.3 - Volume a ser explorado por classe de DAP, por espécie, por hectare e por talhão, ao ano.

4.5.4 - Estoque remanescente previsto por classe de DAP, por espécie e por talhão.

4.5.5 - Apresentação da metodologia das operações de exploração florestal quanto à derrubada, baldeio e

transporte.

4.5.6 - Cronograma de execução das operações de exploração.

4.5.7 - Identificação de espécies frutíferas protegidas por Lei e árvores matrizes cuja exploração não será

permitida. As árvores matrizes preservadas devem representar a diversidade biológica do ecossistema.

4.5.9 - Descrição dos tratos silviculturais.

5

- Análise dos Impactos Ambientais Prováveis e Propostas Mitigadoras.

6

- Monitoramento .

7

- Bibliografia.

8

- Relação dos Documentos que deverão ser Anexados.

8

1 - Requerimento do interessado, solicitando autorização para executar Manejo Florestal.

8.2 - Documento que comprove a propriedade.

8.3 - Anotação de Responsabilidade Técnica - ART de elaboração, execução e assistência técnica do

projeto.

8.4 - Termo de Responsabilidade de Preservação de Florestas da Reserva Legal, averbado na matrícula do

registro do imóvel.

8.5 - Termo de Responsabilidade de Manutenção de Floresta, objeto do manejo, averbado na matrícula do

registro do imóvel, pelo período de rotação compatível, assinado pelo proprietário da área e pela

autoridade florestal.

8.6 - Comprovante de pagamento do emolumento de análise e vistoria.

8.7 - Contrato de arrendamento ou comodato (se for o caso), registrado em Cartório de Registro de

Imóvel.

8.8 - Em todos os casos, as fichas de campo deverão permanecer em posse do

8.8 - Em todos os casos, as fichas de campo deverão permanecer em posse do elaborador/executor, à disposição do IEF, durante o período de análise e execução do Plano de Manejo Florestal, (Observação:

as unidades amostrais devem ficar demarcadas no campo, para fins de vistoria ).

8.9 – Planta topográfica planimétrica ou planialtimétrica. 8. 10 - As planilhas de campo contendo os dados necessários para cálculo de volume, cubagem rigorosa, e fatores de conversão, compatível com Excel, juntamente com o Plano de Manejo Florestal, compatível

com Word, devem ser obrigatoriamente entregues no formato digital, excetuando-se as plantas topográficas.

Termo de Responsabilidade de Manutenção de Florestas em Regime de Plano de Manejo Florestal

Aos

dias do mês de

de

, o

(nome, filiação, nacionalidade, estado civil, profissão, carteira de identidade, CIC, título de eleitor, residência e qualquer outra qualificação suplementar).

proprietário do imóvel denominado

situado

no local conhecido por

distrito de

,

município de

,Minas

Gerais, registrado sob o

,

fls

,

do livro nº

,

de Registro de Imóveis, declara perante a autoridade

florestal, que também este termo assina, em atendimento ao que dispõe o artigo 10º, da Portaria nº

de 1997, tendo em vista o Plano de Manejo Florestal

ha, não realizar nas áreas de Manejo,

corte raso de qualquer natureza, mas somente corte seletivo mediante autorização do IEF. O atual proprietário compromete-se por si, seus herdeiros ou sucessores, a fazer o presente gravame sempre bom, firme e valioso. Características e Confrontantes do Imóvel

,de

de

, com área de

Limites da Área de Manejo Florestal

Compromete-se, outrossim, o proprietário a efetuar a averbação do presente Termo e da planta,

delimitando a área de Manejo Florestal, no cartório de Registro de Imóveis, que terá validade somente

para o período de rotação de

A autoridade florestal local do IEF declara que a área acima descrita foi localizada dentro da propriedade

referida. Assim sendo, o proprietário firma o presente Termo em três vias de igual forma e teor na presença da autoridade florestal e testemunhas, abaixo assinados, que igualmente rubricam a planta topográfica. Proprietário do Imóvel Autoridade Florestal

Testemunhas:

anos, equivalente ao ciclo total do Manejo Florestal.

Anexo. VI Declaração De Corte E Comercialização – DCC Modelo Das 1ª E 2ª Vias

Anexo. VI Declaração De Corte E Comercialização – DCC Modelo Das 1ª E 2ª Vias Da DCC e suas Características

DCC Modelo Das 1ª E 2ª Vias Da DCC e suas Características Especificações Técnicas Declaração de

Especificações Técnicas Declaração de Colheita de Comercialização de Florestas Plantadas Documento de Declaração de Colheita e Comercialização de Florestas Plantadas contendo duas vias sendo que a segunda via conterá impressão no verso na cor preta.

1ª via: - Impressão de fundo numismático duplex na cor Cinza P. 427 U com efeito íris nas cores Azul P. 2707 U/ Vermelho P. 217 U / Azul P. 2707 U.

- Logotipo do IEF no canto superior esquerdo em suas cores originais (Verde P. 354 U e Preto I 72).

- No quadro destinado ao Protocolo do IEF estará incorporado ao fundo o texto “IEF” com microtextos

positivos. - Nas linhas destinadas à assinatura do declarante e ao responsável técnico deverão ser inseridos microtextos positivos com o texto “IEF”.

- Na lateral direita do documento deverá ser inserida uma linha ondulada com microletras distorcidas com textos: “INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS” positivos e negativos na cor Vermelho Luminescente P. 806 U.

- Impressão com tinta invisível reagente à luz Ultra Violeta com o texto “ORIGINAL” E logotipo do IEF.

- Impressão de trama calcográfica cilíndrica formada por guilhocheria eletrônica positiva e negativa, microletras positivas e negativas com o texto “IEF” e imagem latente contendo o texto: “IEF” na cor

Verde P. 301 U.

2ª via: - Impressão de fundo numismático duplex na cor Cinza P. 427 U com

2ª via: - Impressão de fundo numismático duplex na cor Cinza P. 427 U com efeito íris nas cores Azul P.

2707 U/ Vermelho P. 217 U / Azul P. 2707 U.

- Logotipo do IEF no canto superior esquerdo em suas cores originais (Verde P. 354 U e Preto I 72).

- No quadro destinado ao Protocolo do IEF estará incorporados ao fundo o texto “IEF” com microtextos positivos. - Nas linhas destinadas à assinatura do declarante e ao responsável técnico deverão ser inseridos microtextos positivos com o texto “IEF”.

- Na lateral direita do documento deverá ser inserida uma linha ondulada com microletras distorcidas com textos: “INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS” positivos e negativos na cor Verde P. 354 U.

A entrega será em formulário contínuo no formato 235 mm de largura, com remalinas, e 330 mm de

altura.

O papel utilizado para confecção do documento será autocopiativo azul, com 52 g/m².