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Guia de Estudo para Concurso PC DF

Este documento fornece dicas sobre língua portuguesa para a preparação de concursos públicos. Apresenta conceitos como infinitivo impessoal, gerúndio composto e dicionário de palavras-chave comumente usadas em questões. Também explica a estrutura e tipos de texto dissertativo e dicas sobre interpretação de texto.

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Maria Alice
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Guia de Estudo para Concurso PC DF

Este documento fornece dicas sobre língua portuguesa para a preparação de concursos públicos. Apresenta conceitos como infinitivo impessoal, gerúndio composto e dicionário de palavras-chave comumente usadas em questões. Também explica a estrutura e tipos de texto dissertativo e dicas sobre interpretação de texto.

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Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a). Temos
TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua
aprovação.

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na sua área de membros conforme o cronograma abaixo:

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Rodada 05 19/08
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Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS
RODADAS já disponíveis, independente da data de compra.

Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois,
muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no
resultado final.

Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO.

Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada
uma das dicas.

Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas
para: atendimento@pensarconcursos.com

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ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA ..................................................................................................... 4


LÍNGUA INGLESA .............................................................................................................. 11
CONHECIMENTOS SOBRE O DISTRITO FEDERAL ........................................... 14
LEGISLAÇÃO ........................................................................................................................ 16
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO.................................................................. 24
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................... 26
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL............................................................ 34
NOÇÕES DE DIREITO PENAL ...................................................................................... 40
NOÇÕES DE DIREITO POCESSUAL PENAL .......................................................... 46
NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS........................................................................... 50
INFORMÁTICA .................................................................................................................... 53
ESTATÍSTICA ....................................................................................................................... 57
CONTABILIDADE ............................................................................................................... 59

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LÍNGUA PORTUGUESA

DICA 01
*Infinitivo impessoal composto: Indica um fato passado já concluído. Segue as regras
de uso do infinitivo impessoal simples.

Ex.: Gostei muito de ter visto seu irmão.

DICA 02
*Gerúndio composto: Indica uma ação prolongada que terminou antes da ação da oração
principal.

Ex.: Tendo visto seu irmão, eu já me sentia mais alegre.

DICA 03
Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido,
podendo ter valor e função de substantivo.

Ex.: Viver é lutar. (= vida é luta)

Ex.: É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado


(forma composta). Por exemplo:

Ex.: É preciso ler este livro.

Ex.: Era preciso ter lido este livro.

DICA 04
DICIONÁRIO DAS PALAVRAS CHAVE NO ENUNCIADO (COMANDO) DAS QUESTÕES
DE LÍNGUA PORTUGUESA

ASSOCIAR (relacionar)  Estabelecer uma correspondência (ligação entre os


elementos). UNIR IDEIAS QUE APRESENTEM TRAÇOS COMUNS.

CARACTERIZAR  Distinguir aspectos, assinalar traços, pôr em evidência os


elementos de destaque.

COMENTAR (discutir)  Expressar opiniões, posicionar-se com argumentação,


desenvolver um assunto com desenvoltura.

CONTRAPOR (confrontar)  Expressar as diferenças, mostrar traços


diferenciados , pontos adversos.

DETERMINAR  Afirmar com clareza, distinguir com exatidão os elementos.

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ESTABELECER PARALELO  Organizar elementos (ideias) com base em


diferenças ou semelhanças, conforme a natureza do assunto abordado.

EXEMPLIFICAR  Citar, mencionar com exemplos, interpretar com palavras de


quem escreve, basear-se no texto.

EXPLICAR  Expor com clareza as intenções, motivos, razões (porquês),


objetivos e até causas acerca de um assunto.

DICA 05
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
IDENTIFICAR CONFORME A LEITURA: uma relação de esclarecimento, se existe uma
IDEIA DE RESUMO, EXPLICAÇÃO, EXEMPLIFICAÇÃO, DESCRIÇÃO, ENUMERAÇÃO,
OPOSIÇÃO OU CONCLUSÃO.
Se a questão pedir o TEMA OU IDEIA CENTRAL (principal): deve-se EXAMINAR COM
ATENÇÃO A INTRODUÇÃO E/OU CONCLUSÃO, pois nesses que contará a informação.
DICA 06
DIFERENCIAÇÃO ENTRE:
COMPREENSÃO: Significado de Algo. Modo concreto. Está no texto de modo explícito.
INTERPRETAÇÃO: Algo subentendido de modo lógico. De forma implícita.
DICA 07
TEXTO DISSERTATIVO

* Processo em que o emissor BUSCA DEFENDER UMA IDEIA, transmite conhecimento,


relata, discorre sobre determinado assunto e argumenta;
* sua ESTRUTURA é dividida em TRÊS PARTES FUNDAMENTAIS: TESE (introdução),
ANTÍTESE (desenvolvimento) e NOVA TESE (conclusão).
* Define o modelo básico para apresentar uma tese (ideia, tema, assunto), EXPLORAR
ARGUMENTOS CONTRA E A FAVOR (antítese) e, por fim, sugerir uma nova tese, ou seja,
uma nova ideia para concluir sua fundamentação.
* Os TEXTOS DISSERTATIVOS-ARGUMENTATIVOS, além de ser um texto opinativo,
BUSCAM PERSUADIR O LEITOR.
DICA 08
ESTRUTURA DO TEXTO DISSERTATIVO

INTRODUÇÃO: é o parágrafo que abre a discussão ou simplesmente EXPÕE A


INFORMAÇÃO PRINCIPAL. Também chamada de "Tese", nesse momento, o mais
importante é EXPOR A IDEIA CENTRAL SOBRE O TEMA DE MANEIRA CLARA.
Importante lembrar que a Introdução é a parte MAIS IMPORTANTE DO TEXTO e por isso
deve conter a informações que logo serão desenvolvidas.

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DESENVOLVIMENTO: Nessa parte do texto é que se DESENVOLVE A ARGUMENTAÇÃO


POR MEIO DE OPINIÕES, DADOS, LEVANTAMENTOS, ESTATÍSTICAS, FATOS E
EXEMPLOS SOBRE O TEMA, a fim de que sua tese (ideia central) seja defendida com
propriedade.
CONCLUSÃO: é o fechamento da informação, seja ela crítica ou não. Muitas vezes iniciadas
com elementos como “PORTANTO”, “EM SUMA”, “ENFIM”, ETC. Nela há normalmente
a RATIFICAÇÃO, CONFIRMAÇÃO DA TESE, tomando por base os argumentos dos
parágrafos anteriores.
DICA 09
TIPOS DE DISSERTAÇÃO

Existem DOIS TIPOS DE DISSERTAÇÃO:


TEXTO DISSERTATIVO OPINATIVO-ARGUMENTATIVO: Nessa modalidade, a intenção
é persuadir o leitor, CONVENCÊ-LO DE SUA TESE (ideia central) a partir de coerente
ARGUMENTAÇÃO, EXEMPLOS, FATOS.
TEXTO DISSERTATIVO EXPOSITIVO: Com o INTUITO DE INFORMAR E ESCLARECER,
o texto dissertativo-expositivo é caracterizado por utilizar uma LINGUAGEM CLARA E
OBJETIVA. O AUTOR adota a postura de “PORTA-VOZ” de uma opinião. Ex.: “Locução
adjetiva é um conjunto de duas ou mais palavras que, juntas, atuam como um adjetivo,
caracterizando um substantivo. ”
DICA 10
RECURSOS ARGUMENTATIVOS

- ARGUMENTO DE AUTORIDADE:
* É construído com base em uma AFIRMAÇÃO DE SABER NOTÓRIO, de conhecimento
público.
* É uma forma de GARANTIR A CREDIBILIDADE DA AUTORIDADE citada no texto.

- ARGUMENTO DE CONSENSO:
NÃO PRECISA DE PROVAS, pois seu conteúdo é aceito como verdade dentro de um grupo
ou espaço sociocultural.
DICA 11
TEXTO NARRATIVO

* Existência de um ENREDO, do qual se DESENVOLVEM AS AÇÕES das personagens,


marcadas pelo TEMPO E PELO ESPAÇO;
* Narrar é CONTAR UMA HISTÓRIA, baseando-se na ótica do narrador, sobre uma ou
mais ações de um personagem, numa sequência temporal e em um determinado LUGAR;
* A história pode ser IMAGINÁRIA (FICÇÃO) OU REAL (FATO);
* Pode ser contada por alguém que é o PIVÔ DA HISTÓRIA (narrador personagem), ou
por alguém que está TESTEMUNHANDO AS AÇÕES (narrador-observador);

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* Sua estrutura básica é: APRESENTAÇÃO, DESENVOLVIMENTO, CLÍMAX E


DESFECHO.
* Predomínio verbal: pretérito perfeito e mais-que-perfeito indicativo.
* Utiliza-se muito VERBOS e ADVÉRBIOS.

OBS.: Mnmemônico:
A NARRAÇÃO TEM O PENTE!
Personagens
Espaço
Narrador
Tempo
Enredo

DICA 12
TEXTO DESCRITIVO

* Expõe APRECIAÇÕES E OBSERVAÇÕES, induzindo o leitor a IMAGINAR O ESPAÇO,


O TEMPO, O COSTUME E TUDO QUE AMBIENTA A HISTÓRIA;
O AUTOR adota uma POSTURA DE OBSERVADOR.
* Enfatiza o ESTÁTICO;
* É um retrato, um recorte de uma paisagem, uma ação, um costume;
* Indica aspectos, características, DETALHES SINGULARES E PORMENORES, seja de um
objeto, lugar, pessoa ou fato;

* Há no texto MUITOS ADJETIVOS, juntamente com a ENUMERAÇÃO DE


SUBSTANTIVOS E VERBOS (Obs.: predomínio verbal → presente do indicativo e/ou
pretérito imperfeito do indicativo)

* Pode ser um complemento de qualquer tipo de texto (e de gênero).

* Geralmente, referida tipologia acompanha a narração para descrever o lugar, os


personagens.

DICA 13
DESCRIÇÃO OBJETIVA

* Transmite de FORMA IMPARCIAL as características de algo;


* Se limita aos fatos da forma mais OBJETIVA possível.

Ex.: "A ilha é pequena e pacata. Lá todas as pessoas se conhecem. O que há na ilha se
resume em praticamente algumas lojas, uma escola, uma igreja e uma praça."
X
DESCRIÇÃO SUBJETIVA

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* Transmite a OPINIÃO DO DESCRITOR;


* Por esse motivo, é corrente o USO DE ADJETIVOS.

Ex.: "A bonita ilha é pequena e pacata. Lá todas as pessoas se conhecem. O que há na ilha
se resume em praticamente algumas poucas lojas, uma escola muito boa, uma igreja
lindíssima e uma praça muito florida."
DICA 14
TEXTO INJUNTIVO OU INSTRUCIONAL

* Pauta-se na EXPLICAÇÃO e no MÉTODO para a CONCRETIZAÇÃO DE UMA AÇÃO,


indicando o procedimento para se realizar algo. Ex.: bula de remédio, receita de bolo,
manual de instruções, etc..

* NÃO HÁ A FINALIDADE DE CONVENCER O LEITOR POR MEIO DE ARGUMENTOS.

* Linguagem SIMPLES e OBJETIVA.

* Um recurso linguístico marcante e recorrente desse tipo de texto é a utilização dos verbos
no imperativo, em seu sentido de indicar "ORDEM", por exemplo:

➢ Na receita de bolo: “misture todos os ingredientes”;


➢ Na bula de remédio: “tome duas cápsulas por dia”;
➢ No manual de instruções: “aperte a tecla amarela”;
➢ Nas propagandas: “vista essa camisa”.

DICA 15
TEXTO LITERÁRIO:

* Linguagem pessoal, CHEIA DE EMOÇÕES e com emprego de lirismo e valores do


emissor;
* Há o emprego da SUBJETIVIDADE;
* Emprego da linguagem multidisciplinar e cheia de CONOTAÇÕES;
* Linguagem POÉTICA, LÍRICA, expressa com objetivos estéticos na recriação da
realidade ou criação de uma realidade intangível, somente literária;
* Primor da EXPRESSÃO;
* Funções POÉTICA da linguagem.

EXEMPLO:

O BICHO

VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

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O bicho não era um cão,


Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. (Manuel Bandeira).
DICA 16
TEXTO NÃO LITERÁRIO

* Uso da LINGUAGEM IMPESSOAL, OBJETIVA em linha reta;


* Linguagem DENOTATIVA;
* Representação da realidade TANGÍVEL;
* Atenção, PRIORIDADE À INFORMAÇÃO.

EXEMPLO: um livro de biologia ou trecho de uma reportagem qualquer.


DICA 17
DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO
* As palavras podem ser utilizadas no SENTIDO LITERAL ou FIGURATIVO. Portanto,
dividem-se em denotativas e conotativas.
→ DENOTAÇÃO: é a palavra utilizada em seu sentido literal. DENOTAÇÃO =
DICIONÁRIO.
Ex.: O Leão é uma fera.
→ CONOTAÇÃO: é a palavra utilizada em seu sentido figurado.
Ex.: Ele é fera em matemática.
DICA 18
CONJUNÇÃO COMPARATIVA
*Toda as vezes que for estabelecida uma relação de comparação, TANTO FAZ USAR A
CONJUNÇÃO ''QUE'' OU ''DO QUE''.
- O ''do'' é facultativo.
Ex.: Eu comi mais do que você. (CERTO)
Ex.2: Eu comi mais que você. (CERTO)
DICA 19
A EXPRESSÃO “ANTE A” ESTÁ ERRADA!
*"Ante" "a" trata-se de erro gramatical, pois são duas preposições. NUNCA SE PODE USAR
DUAS PREPOSIÇÕES SEGUIDAS!
DICA 20
ONDE X AONDE X DONDE
ONDE
- Indica permanência.

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Ex.: o vocábulo “ONDE”, no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos” pode ser substituído
por “EM QUE”.
Ex.: Onde você esteve?
ONDE X AONDE

- ONDE: é utilizando nas hipóteses em que os verbos pedem a preposição “EM”

Ex.: Onde ele mora? Ele mora em Natal.

- AONDE: é utilizando nas hipóteses em que os verbos pedem a preposição “A”


- Indica movimento para algum lugar.

Ex.: Aonde você vai com tanta pressa? (Quem vai, vai a algum lugar)

DONDE

- indica o lugar de origem = DE ONDE.


Ex.: Donde vêm aqueles passageiros?

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LÍNGUA INGLESA

DICA 21
CONJUNÇÕES

São pequenas, mas importantes palavras que são utilizadas para determinar a lógica,
relacionar ideias ou sentenças nas frases.

CONJUNÇÕES DE ADIÇÃO

CONJUNÇÃO ADITIVA TRADUÇÃO

Also também

And e

as well também

as well as além de

besides além disso

both… and tanto… quanto

furthermore além disso

in addition além disso

in addition to além de

moreover além disso

não apenas… mas


not only… but also também

too também

DICA 22
CONJUNÇÕES DE CONTRASTE

CONJUNÇÃO DE CONTRASTE TRADUÇÃO

although embora

but mas

despite apesar disso/de

however entretanto

in contrast [to/with] ao contrário de

in spite of apesar disso/de…

instead of ao invés de/em vez de

nevertheless apesar disso/de…

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por um lado); on the other


on the one hand hand (por outro lado

rather than ao invés de/em vez de


still apesar disso/de…
though embora

unlike ao contrário de

Where as enquanto que/ao passo que

while enquanto que/ao passo que

yet apesar disso/de…

DICA 23
CONJUNÇÕES DE CAUSA E CONSEQUENCIA

CONJUNÇÃO DE CAUSA E TRADUÇÃO


CONSEQUÊNCIA
as a result of como resultado de

because porque

because of por causa de

consequentemente, por
consequently tanto, por conseguinte
since visto que/uma vez que
so por isso/assim
so that a fim de que

therefore portanto

thus portanto

DICA 24
CONJUNÇÕES DE TEMPO, SEQUÊNCIA CRONOLÓGICA

CONJUNÇÕES DE TEMPO, TRADUÇÃO


SEQUÊNCIA CRONOLÓGICA

after depois, em seguida

afterwards em seguida

before antes

currently atualmente

finally finalmente

first/ly primeiro, primeiramente

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formerly anteriormente

next em seguida

nowadays hoje em dia, atualmente

prior to antes de

second/ly segundo, em segundo lugar

then em seguida, então

third/ly terceiro, em terceiro lugar

when quando

while enquanto

DICA 25
CONJUNÇÕES DE EXEMPLIFICAÇÃO

CONJUNÇÕES DE TRADUÇÃO
EXEMPLIFICAÇÃO

exempli gratia,
e.g.
por exemplo
for example por exemplo

for instance por exemplo

i.e. id est, isto é

like como

such as tal/tais como

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CONHECIMENTOS SOBRE O DISTRITO FEDERAL

DICA 26
CLIMA

- O clima no DF é o Tropical (também chamado de Tropical semiúmido), com duas estações


muito bem definidas: um verão quente e chuvoso (entre outubro e abril) e um inverso
frio e seco (entre maio e setembro).

- As temperaturas giram em torno de 21ºC.

DICA 27

BIOMA

- Boa parte do Distrito Federal possuía vegetação original do tipo CERRADO, com
árvores e arbustos de galhos tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas por pelos e raízes
muito profundas.

- O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul, ficando atrás


apenas da Amazônia.

DICA 28

- A população do DF é de 2.881.854 habitantes, chegando ao posto de terceira maior


cidade do Brasil.

- No censo de 2010 a medição oficial foi de 2.562.963 de habitantes (nesta medição, o


DF ainda ocupava o 4º lugar, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador).

- É interessante notar que nestas pesquisas é considerada a população de todo Distrito


Federal e não apenas a de Brasília.

DICA 29

- Desde a construção de Brasília e a transferência do Distrito Federal do Rio de Janeiro para


o Planalto Central, os governadores do DF foram indicados pelo presidente da
República, sem eleições populares.

- Com o fim do Regime Militar em 1985 e a redemocratização, as eleições foram


restabelecidas em todos os estados da federação, incluindo o DF.

- Este ganhou a prerrogativa de eleger 3 senadores e oito deputados federais graças


a Emenda Constitucional nº 25 de 15 de maio de 1985.

- Por isso, nas Eleições Distritais de 1986, os habitantes do DF puderam votar para estes
dois cargos – senadores e deputados federais.

- Não puderam ainda, no entanto, votar para governador, o que só aconteceria em 1990,
quando foi eleito Joaquim Roriz.

DICA 30

DISTRITO FEDERAL

- Ente autônomo da federação, o DISTRITO FEDERAL não possui legislação estadual


e sim LEI ORGÂNICA.

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- O território não pode ser dividido em municípios, apenas em REGIÕES


ADMINISTRATIVAS (RAs).

- O poder legislativo é exercido pela CÂMARA LEGISLATIVA, composta por 24 deputados


distritais.

- O DF elege, ainda, 8 deputados federais e 3 senadores.

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LEGISLAÇÃO

DICA 31
Lei 8.429/1992

Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos


políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento
ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

ATENÇÃO: Nem todas as consequências estabelecidas pela Lei 8.429/1992 são


penalidades. Por exemplo, a indisponibilidade de bens é uma medida de natureza
cautelar cuja finalidade não é punir alguém, e sim evitar que a pessoa se desfaça de seus
bens a fim de frustrar uma eventual execução judicial.
DICA 32

Lei 8.429/1992

Embora o ato de improbidade seja considerado um ilícito de ordem civil (e não de ordem
penal), as sanções previstas na Lei 8.429/92 para penalizar a sua prática são de natureza
administrativa, civil e política.
DICA 33

Lei 8.429/1992

No que se refere a crimes e sanções penais, a Lei de Improbidade apenas tipifica a


“representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário,
quando o autor da denúncia o sabe inocente”.

Ou seja, nessa hipótese, o autor do crime é a pessoa que oferece denúncia sobre
improbidade administrativa sabidamente infundada, e não o agente público que
pratica ato de improbidade. O denunciante está sujeito a detenção de 6 a 10 meses e
multa, bem como a ter de indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à
imagem que houver provocado (art. 19).
DICA 34

Lei 8.429/1992

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui jurisprudência consolidada no sentido de que


“para que seja reconhecida a tipificação da conduta do réu como incurso nas previsões da
Lei de Improbidade Administrativa, é necessária a demonstração do elemento
subjetivo, consubstanciado pelo dolo para os tipos previstos nos artigos 9º e 11 e, ao
menos, pela culpa, nas hipóteses do artigo 10”.
DICA 35
Lei 8.429/1992

A aplicação das sanções da Lei de Improbidade exige:

Dolo, apenas

Enriquecimento ilícito (art. 9º)


Violação dos princípios da Administração Pública (art. 11)

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Concessão indevida de benefício tributário ou financeiro (art. 10-A)

Dolo ou culpa

Prejuízo ao erário (art. 10)

• O dolo está presente quando o agente tem a intenção de praticar o ato ímprobo,
ou seja, ele praticou o ato de improbidade porque realmente queria praticá-lo.

• Já a culpa se mostra nos casos em que o agente pratica o ato de improbidade não por
ter a intenção, mas porque agiu com imperícia, imprudência ou negligência.
DICA 36
Lei 8.429/1992

A Lei de Improbidade Administrativa alcança a Administração direta e indireta de


qualquer dos Poderes, em todos os entes da Federação (União, Estados, Municípios),
ou seja, trata-se de uma lei de caráter nacional.

A Lei estabelece sanções para os agentes públicos que praticarem atos de improbidade
administrativa. Tais agentes são considerados os sujeitos ativos dos atos de improbidade
administrativa, exatamente por serem as pessoas que podem praticar tais atos.

Para os efeitos da Lei, considera-se agente público todo aquele que exerce mandato,
cargo, emprego ou função na Administração Pública, ainda que transitoriamente ou sem
remuneração, por qualquer forma de investidura, inclusive eleição.
DICA 37

Lei 8.429/1992

Para os fins da Lei de Improbidade, “agente público” é gênero no qual se encontram as


seguintes espécies:

 Agentes políticos: são os titulares de cargos estruturais à organização política


do país; o vínculo que entretêm com o Estado é de natureza política, isto é, não
profissional; submetem-se ao regime estatutário definido primordialmente pela própria
Constituição. São exemplos: Chefes do Executivo, Ministros e Secretários, Senadores,
Deputados e Vereadores;

 Agentes estatais: são tanto os servidores públicos quanto os empregados públicos; o


vínculo que possuem com o Estado possui natureza profissional;

 Particulares em colaboração com o Poder Público: são todos os que firmam com
o Estado um vínculo jurídico, pouco importa se por breve tempo ou em situação de
estabilidade. São exemplos os requisitados a exercerem alguma atividade pública, tal
como os mesários e os convocados ao serviço militar, além de notários, tabeliães e
registradores.

Mas a lei vai além, e aplica-se, no que couber, ao terceiro que, mesmo não sendo agente
público, induza ou concorra para a prática de ato de improbidade ou dele se beneficie sob
qualquer forma, direta ou indireta.

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Assim, não é preciso ser servidor público ou ter algum vínculo jurídico com o Estado para
enquadrar-se nas hipóteses da Lei de Improbidade. Ademais, o terceiro não precisa
necessariamente obter vantagem pessoal para estar sujeito à Lei: basta que induza
ou concorra para a prática de ato de improbidade.
DICA 38

Lei 8.429/1992

 Os agentes políticos, com exceção do presidente da República, encontram-se


sujeitos a um duplo regime sancionatório, e se submetem tanto à responsabilização civil
pelos atos de improbidade administrativa quanto à responsabilização político-administrativa
por crimes de responsabilidade;

 Compete à Justiça de primeiro grau o julgamento das ações de improbidade, logo


não há foro por prerrogativa de função em relação a este tipo de ação.
DICA 39

Lei 8.429/1992

Sujeitos passivos dos atos de improbidade

→ Administração direta e indireta, de todos os Poderes e entes da Federação

→ Empresa incorporada ao patrimônio público

→ Entidade privada da qual o erário participe com mais de 50% do patrimônio ou da


receita anual

→ Entidade privada da qual o erário participe com menos de 50% do patrimônio ou da


receita anual (sanção limita-se à contribuição do Poder Público)

→ Entidade privada que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício,


de órgão público (sanção limita-se à contribuição do Poder Público)
DICA 40

Lei 8.429/1992

Segundo a Lei de Improbidade, para que o agente público tome posse ou entre em exercício,
deve obrigatoriamente entregar declaração dos bens e valores que compõem o seu
patrimônio privado, compreendendo, inclusive, os valores patrimoniais do cônjuge, dos
filhos e de outras pessoas que vivam sob sua dependência econômica. Tal declaração
poderá ser substituída por cópia da declaração anual de bens apresentada à Receita
Federal (art. 13).
DICA 41

Lei 8.429/1992

As ações destinadas à aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade prescrevem


em cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de
função de confiança.

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Nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego, aplica-se o prazo prescricional


previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do
serviço público.

Caso o agente público exerça, cumulativamente, cargo efetivo e cargo comissionado, há


de prevalecer o primeiro (cargo efetivo), para fins de contagem prescricional.

No caso de ato de improbidade praticado contra o patrimônio de entidade privada que


receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público, bem
como daquelas para cuja criação ou custeio o erário concorra com menos de 50% do
patrimônio ou da receita anual, o prazo de prescrição é de cinco anos, contados da data
da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas entidades.
DICA 42

Lei 8.429/1992

Atos de improbidade que importam enriquecimento Ilícito

Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir


qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida, direta ou indireta, em razão do
exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade pública (art. 9º).

→ Receber, para si ou para outrem, gratificações financeiras ou presentes de pessoa que


tenha interesse em sua atividade;

→ Perceber vantagem econômica para facilitar a aquisição ou alienação de bens pela


Administração Pública fora das condições de mercado;

→ Utilizar em proveito próprio, como em obra ou serviço particular, material pertencente


a entidade pública ou o trabalho de servidores públicos;

→ Receber vantagem econômica para tolerar a prática de qualquer atividade ilícita, como
jogos de azar e narcotráfico;

→ Adquirir, para si ou para outrem, bens de qualquer natureza cujo valor seja
desproporcional à evolução do seu patrimônio ou à sua renda;

→ Exercer atividade de consultoria para pessoa física ou jurídica que possua interesse
suscetível de ser atingido por suas atribuições como agente público;

→ Perceber vantagem econômica para intermediar a liberação de verba pública;

→ Receber vantagem econômica para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que
esteja obrigado.
DICA 43

Lei 8.429/1992

O agente público responsável pelo ato de improbidade que importe enriquecimento ilícito
está sujeito às seguintes cominações (art. 12, I):

→ Perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio;


→ Ressarcimento integral do dano, quando houver;
→ Perda da função pública;

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→ Suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos;


→ Pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial;
→ Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual
seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

Tanto nessa, como nas demais categorias de atos de improbidade, as penalidades podem
ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato.
DICA 44

Lei 8.429/1992

Atos de improbidade que causam prejuízo ao erário

Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou
omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação,
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres de órgão ou entidade pública.

→ Facilitar ou concorrer, de qualquer forma, para a incorporação ao patrimônio particular


de pessoa física ou jurídica de bens ou dinheiro público;

→ Permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens ou dinheiro
público sem observar as devidas formalidades legais;

→ Doar bens ou dinheiro público a pessoa física ou jurídica ou a ente despersonalizado,


ainda que de fins educativos ou assistenciais, bem como conceder benefício administrativo
ou fiscal, sem a observância das devidas formalidades legais;

→ Permitir ou facilitar a aquisição ou alienação de bens pela Administração Pública fora


das condições de mercado;

→ Realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou


aceitar garantia insuficiente ou inidônea;

→ Frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de


parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente;

→ Agir de forma negligente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz
respeito à conservação do patrimônio público;

→ Liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de
qualquer forma para a sua aplicação irregular;

→ Permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;

→ Permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, material pertencente a entidade


pública, bem como o trabalho de servidores públicos.

Nesses casos, o agente público não necessariamente aufere vantagens econômicas


pessoais, mas causa prejuízo ao erário.

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DICA 45

Lei 8.429/1992

O agente responsável pelo ato de improbidade que cause prejuízo ao erário está sujeito
às seguintes cominações (art. 12, II):

→ Ressarcimento integral do dano;

→ Perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta


circunstância;

→ Perda da função pública;

→ Suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos;

→ Pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano;

→ Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou


creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual
seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Lembrando que as penalidades podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de


acordo com a gravidade do fato.
DICA 46

Lei 8.429/1992

Atos decorrentes de concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário

Constitui ato de improbidade administrativa decorrente de concessão ou aplicação indevida


de benefício financeiro ou tributário qualquer ação ou omissão para conceder, aplicar ou
manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o §1º do
art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.

Os dispositivos da referida lei cuja inobservância pode caracterizar a prática de ato de


improbidade são os seguintes:

Art. 8º-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2%


(dois por cento). (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)

§ 1º O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios


tributários ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de crédito presumido
ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte, direta ou indiretamente, em carga
tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota mínima estabelecida no caput,
exceto para os serviços a que se referem os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a
esta Lei Complementar. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)
DICA 47

Lei 8.429/1992

Atos que atentam contra os princípios da Administração Pública

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Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da


Administração Pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade,
imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.

Embora a lei mencione expressamente apenas os princípios da honestidade, imparcialidade,


legalidade e lealdade, constitui ato de improbidade a violação a qualquer princípio da
Administração Pública, como eficiência, motivação, publicidade, interesse público,
razoabilidade etc.

→ Praticar ato visando fim proibido em lei ou diverso daquele previsto na regra de
competência;

→ Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;

→ Revelar informação sigilosa de que tem ciência em razão das suas atribuições;

→ Negar publicidade aos atos oficiais;

→ Frustrar a licitude de concurso público;

→ Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;

→ Revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva


divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de
mercadoria, bem ou serviço.

→ Descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de


parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas.

→ Deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação.

→ Transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de


saúde sem a prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos termos
do parágrafo único do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.
DICA 48

Lei 8.429/1992

O agente responsável pelo ato de improbidade que atente contra os princípios da


Administração Pública pode sofrer as seguintes cominações (art. 12, III):

→ Ressarcimento integral do dano, se houver;


→ Perda da função pública;
→ Suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos;
→ Pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo
agente;
→ Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual
seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

As penalidades podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a


gravidade do fato.

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DICA 49

Lei 8.429/1992

Na hipótese de ato que importe enriquecimento ilícito, a multa é calculada sobre o valor
do acréscimo patrimonial (até 3x); no caso de ato que resulte em prejuízo ao erário,
calcula-se a multa sobre o valor do dano (até 2x); para os atos decorrentes de
concessão de benefício tributário ou financeiro indevido de ISS, a base de cálculo é
o valor do benefício concedido (até 3x); já na hipótese de ato que atente contra os
princípios da Administração Pública, a multa é calculada sobre o valor da remuneração
percebida pelo agente (até 100x).

DICA 50

Lei 8.429/1992

Art. 8º da Lei 8.429/92, “o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se
enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da
herança”.

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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

DICA 51
Proposição Lógica é uma frase declarativa, de modo que transmite pensamentos de
sentido completo e exprime julgamentos a respeito de determinadas informações, que serão
analisadas quanto à sua veracidade.

Dessa forma, são exemplos de proposições:

1. Brasília é a capital do Brasil;


2. Campina Grande é a Rainha da Borborema;
3. A raiz quadrada de dois é um número irracional;

Todos os homens são mortais.

DICA 52
Principais equivalências

p → q ⇔ ~q → ~p
p → q ⇔ ~p ∨ q
p ∨ q ⇔ ~p → q

DICA 53

Princípio do terceiro excluído

Toda proposição tem um dos dois valores lógicos: ou verdadeiro ou falso, excluindo-
se qualquer outro.

"Quem diz de uma coisa que é ou que não é ou dirá o verdadeiro ou dirá o falso. Mas se
existisse um termo médio entre os dois contraditórios nem do ser nem do não ser poder-
se-ia dizer que é o que não é." (Aristóteles)

O princípio do terceiro excluído estabelece que só existem dois valores lógicos. Assim,
por exemplo, a proposição p (“Existe vida fora da Terra”) só pode assumir uma das duas
possibilidades, V ou F, excluindo-se um hipotético valor lógico “talvez”, “não lembro” ou
“pode ser”.

Uma preposição será V ou F, não podendo assumir um 3o valor lógico.


Representação:
Exemplo: Ou este homem é José ou não é José.

DICA 54

Princípio de não contradição

Uma proposição não pode ser, simultaneamente, verdadeira e falsa.

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"Efetivamente, é impossível a quem quer que seja acreditar que uma mesma coisa seja e
não seja" (Aristóteles)

O princípio de não contradição decreta que uma proposição não pode ser
simultaneamente V e F. Assim, se uma proposição é verdadeira, já temos certeza de que
ela não pode ser falsa, e reciprocamente.

O valor lógico de uma proposição p é indicado por V(p). Por exemplo, se a proposição p for
falsa, indicamos V(p) = F.

Uma preposição será V ou F não podendo assumir os 2 valores


simultaneamente.
Representação:
Exemplo: Não ("a terra é redonda" e "a terra não é redonda")

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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO

DICA 55
A ausência de manifestação da administração em situações em que deve pronunciar-se,
conhecida como silêncio administrativo, não é considerada pela doutrina majoritária
como um ato administrativo.

Afinal, uma das características que definem o ato administrativo é justamente a declaração
de vontade, isto é, a exteriorização do pensamento.

DICA 56

ELEMENTOS (Com Fi For M Ob) ATRIBUTOS (PATI) do ato


administrativo
ELEMENTOS: partes do ato ATRIBUTOS: características do ato

Presunção de legitimidade:
COMpetência: poder atribuído conformidade do ato com a ordem jurídica
e veracidade dos fatos (sempre existe).

Autoexecutoriedade: permite que a


FInalidade: interesse público Administração atue independente de
(resultado mediato) autorização judicial

FORma: como o ato vem ao mundo Tipicidade: vem sempre definido em lei.

Motivo: pressupostos de fato e de


direito Imperatividade: faz com que o
destinatário deva obediência ao ato,
independente de concordância.

OBjeto: conteúdo (resultado imediato)

DICA 57

Finalidade

→ Resultado pretendido pela Administração com a prática do ato administrativo.

→ Finalidade genérica (satisfação do interesse público) e específica (própria de cada ato


= objeto)

→ Decorre do princípio da impessoalidade.

→ Vicio de finalidade: desvio de finalidade (insanável, ato deve ser anulado).

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DICA 58

Diferença entre objeto natural e objeto acidental

O objeto do ato administrativo pode ser natural ou acidental.

Objeto natural é o efeito jurídico que o ato produz, sem necessidade de expressa menção;
ele decorre da própria natureza do ato, tal como definido na lei.

Objeto acidental é o efeito jurídico que o ato produz em decorrência de cláusulas


acessórias que ampliam ou restringem o alcance do objeto natural; compreende o encargo
ou modo, o termo e a condição, também chamados, como visto anteriormente, de
elementos acidentais do ato administrativo.

DICA 59

Classificações dos atos administrativos

● Quanto ao grau de liberdade em sua prática: atos vinculados e atos discricionários;

● Quanto aos destinatários do ato: atos gerais e individuais;

● Quanto à situação de terceiros: atos internos e externos;

● Quanto à formação de vontade: atos simples, complexos e compostos;

● Quanto às prerrogativas com que atua a Administração: atos de império, de gestão


e de expediente;

● Quanto aos efeitos: atos constitutivos, extintivos, modificativos e declaratórios;

● Quanto aos requisitos de validade: atos válidos, nulos, anuláveis e inexistentes;

● Quanto à exequibilidade: atos perfeitos, eficazes, pendentes e consumados.

DICA 60

A discricionariedade também existe quando a lei usa, na descrição do motivo que enseja a
prática do ato administrativo, conceitos jurídicos indeterminados, isto é, expressões de
significado vago, impreciso, tais como “insubordinação grave”, “conduta escandalosa”,
“boa-fé”, “moralidade pública” e outras do gênero.

Ressalte-se que os conceitos jurídicos indeterminados geralmente possuem zonas de


certeza positivas e negativas, nas quais é possível afirmar, de forma inequívoca, se
determinado fato se enquadra ou não no conceito; assim, nas zonas de certeza não há
discricionariedade. Com efeito, a liberdade do administrador está restrita às
chamadas “zonas cinzentas”, nas quais o conceito jurídico indeterminado permite mais
de uma interpretação legítima.

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DICA 61

Espécies de atos administrativos

Atos normativos são os atos com efeitos gerais e abstratos, e, bem por isso, atingem
todos aqueles que se situam em idêntica situação jurídica (não têm destinatários
determinados).

Os atos normativos não podem ser objeto de impugnação direta por meio de recursos
administrativos ou ação judicial ordinária. Em outras palavras, o administrado não pode
entrar com um recurso administrativo ou com uma ação ordinária na Justiça para requerer
a anulação de um ato normativo; o que ele pode fazer é pedir a anulação dos efeitos
provocados pelo ato sobre a sua situação particular, mas não a invalidação do ato em si.

DICA 62

Principais atos normativos

Decretos: são atos resultantes da manifestação de vontade dos chefes do Executivo


(Presidente da República, Governadores e Prefeitos). Os decretos podem ser gerais ou
individuais.

Regulamentos: são atos normativos que especificam, detalham, explicam os


mandamentos da lei. Destinam-se à atuação externa (normatividade em relação aos
particulares). São postos em vigência, em regra, por Decretos do Poder Executivo.

Instruções normativas: são atos normativos expedidos pelos Ministros de Estado para a
execução das leis, decretos ou regulamentos.

Regimentos: são atos administrativos normativos de atuação interna, dado que se


destinam a reger o funcionamento de órgãos colegiados e de corporações legislativas.
Derivam também do poder hierárquico da Administração, já que visam à organização
interna de seus órgãos.

Resoluções: são atos, normativos ou individuais, emanados de autoridades de elevado


escalão administrativo como, por exemplo, Ministros e Secretários de Estado ou Município,
ou de algumas pessoas administrativas ligadas ao Governo.

Deliberações: são atos oriundos, em regra, de órgãos colegiados, como conselhos,


comissões, tribunais administrativos etc. Normalmente, representam a vontade majoritária
de seus componentes. Quando normativas, são atos gerais (normativos); quando
decisórias, são atos individuais.

DICA 63

Principais espécies de atos negociais

Licença: ato administrativo vinculado e definitivo, cuja função é conferir direitos ao


particular que preencheu todos os requisitos legais. Trata-se de um direito subjetivo;
portanto, não pode ser negado pela Administração.

Autorização: ato administrativo discricionário e precário pelo qual a Administração Pública


possibilita ao particular o exercício de alguma atividade material de predominante interesse
dele e que, sem esse consentimento, seria legalmente proibida (autorização como ato de

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polícia), ou a prestação de serviço público não exclusivo do Estado (autorização de serviço


público), ou, ainda, a utilização de um bem público (autorização de uso).

Permissão: ato administrativo discricionário e precário pelo qual a Administração faculta


ao particular o uso de bem público. Ressalte-se que a permissão, enquanto ato
administrativo, refere-se apenas ao uso de bem público; caso se refira à delegação de
serviços públicos, a permissão deve ser formalizada mediante um “contrato de adesão”,
precedido de licitação (ou seja, não constitui um ato administrativo).

DICA 64

Os atos punitivos são aqueles que impõem sanções administrativas aos que descumprirem
normas legais ou administrativas. Podem ser de ordem interna ou externa.

Os atos punitivos internos têm como destinatários os servidores públicos. São exemplos
as penalidades disciplinares, como a advertência, suspensão, demissão.

Já os atos punitivos externos têm como destinatários os particulares que pratiquem


infrações administrativas em geral. São exemplos as sanções aplicadas aos particulares
contratados pela Administração Pública, previstas na Lei de Licitações e Contratos, bem
como as penalidades aplicadas no âmbito da atividade de polícia administrativa (interdição
de atividades, destruição de alimentos, substâncias ou objetos imprestáveis, nocivos ao
consumo ou, ainda, proibidos em lei etc.).

DICA 65

Um ato administrativo extingue-se por:

→ Cumprimento de seus efeitos (extinção natural), por exemplo, o gozo de férias pelo
servidor, a execução da ordem de demolição de uma casa, a chegada do termo final do ato
etc.

→ Desaparecimento do sujeito (extinção subjetiva) ou do objeto (extinção


objetiva), por exemplo, a concessão de licença para tratar de interesse particular a servidor
que, posteriormente, vem a falecer (extinção subjetiva); a permissão para uso de bem
público que vem a ser destruído por catástrofe natural (extinção objetiva).

→ Retirada, que abrange:

● Revogação, em que a retirada se dá por razões de conveniência e


oportunidade;

● Anulação ou invalidação, por razões de legalidade;

● Cassação, em que a retirada ocorre pelo descumprimento de condição


fundamental para que o ato pudesse ser mantido, por exemplo, ultrapassar o
número máximo de infrações de trânsito permitido em um ano, fazendo com
que o infrator tenha sua habilitação cassada.

● Caducidade, em que a retirada se dá porque uma norma jurídica posterior


tornou inviável a permanência da situação antes permitida pelo ato. O exemplo
dado é a caducidade de permissão para explorar parque de diversões em local
que, em face da nova lei de zoneamento, tornou-se incompatível com aquele
tipo de uso.

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● Contraposição, que se dá pela edição posterior de ato cujos efeitos se


contrapõem ao anteriormente emitido. É o caso da exoneração de servidor, que
tem efeitos contrapostos à nomeação.

● Renúncia, pela qual se extinguem os efeitos do ato porque o próprio


beneficiário abriu mão de uma vantagem de que desfrutava. É o caso, por
exemplo, do servidor inativo que abre mão da aposentadoria para reassumir
cargo na Administração.

DICA 66

Não são passíveis de revogação os atos:

→ exauridos ou consumados: afinal, o efeito da revogação é não retroativo, para o futuro;


como o ato já não tem mais efeitos a produzir, a sua revogação não faz sentido;

→ vinculados: haja vista que a revogação tem por fundamento razões de conveniência e
de oportunidade, inexistentes nos atos vinculados;

→ que geraram direitos adquiridos: é uma garantia constitucional (CF, art. 5º, XXXVI);
se nem a lei pode prejudicar um direito adquirido, muito menos o poderia um juízo de
conveniência e oportunidade;

→ integrantes de um procedimento administrativo: porque a prática do ato sucessivo


acarreta a preclusão do ato anterior, ou seja, ocorre a preclusão administrativa em relação
à etapa anterior, tornando incabível uma nova apreciação do ato anterior quanto ao seu
mérito;

→ meros atos administrativos: como são os atestados, os pareceres e as certidões,


porque os efeitos deles decorrentes são estabelecidos pela lei;

→ complexos: uma vez que tais atos são formados pela conjugação de vontades
autônomas de órgãos diversos, e, com isso, a vontade de um dos órgãos não pode desfazer
o ato; e

→ quando se exauriu a competência relativamente ao objeto do ato (ex: o ato foi


objeto de recurso administrativo cuja apreciação compete a instância superior; nesse caso,
a autoridade que praticou o ato recorrido não mais poderá revogá-lo, pois sua competência
no processo já se exauriu).

DICA 67

REVOGAÇÃO ANULAÇÃO CONVALIDAÇÃO

Natureza do Legalidade e
controle De mérito (sem legitimidade Legalidade e
vício) (vícios insanáveis) legitimidade
(vícios sanáveis)

Eficácia Ex nunc (não Ex tunc (retroage) Ex tunc (retroage)


retroage)

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Competência Administração Administração e Administração


Judiciário

Atos
Incidência discricionários Atos vinculados e Atos vinculados e
(não existe discricionários discricionários
revogação de ato
vinculado)

A anulação de ato
Natureza do A revogação é um com vício insanável é A convalidação é um
desfazimento ato discricionário. um ato vinculado. A ato discricionário
anulação de ato com (pode-se optar pela
vício sanável passível anulação do ato).
de convalidação é
um ato discricionário.

DICA 68

A convalidação produz efeitos retroativos (ex tunc), de tal modo que os efeitos
produzidos pelo ato enquanto ainda apresentava o vício passam a ser considerados válidos,
não passíveis de desconstituição. Essa possibilidade de aproveitamento dos atos com vícios
sanáveis é que representa a grande vantagem da convalidação em relação à anulação, pois
gera economia de procedimentos e segurança jurídica.

Ressalte-se que a convalidação não é controle de mérito, e sim de legalidade, incidente


sobre os vícios sanáveis nos elementos competência e forma. Assim, tanto atos
vinculados como discricionários podem ser convalidados.

DICA 69

Súmula Vinculante nº 3 do STF

Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a


ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo
que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de
concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.

DICA 70

Súmula 473 do STF

A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial.

DICA 71

O conceito de agente público é detalhado na Lei Nº 8.429/92 e pode ser definido como todo
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição,
nomeação, designação, contratação ou qualquer forma de investidura ou vínculo, mandato,
cargo, emprego ou função pública.

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DICA 72

Agentes Administrativos

Aqui estão a maioria dos agentes públicos. Atuam na Administração Pública ocupando
cargos, empregos e funções públicas com vínculo hierárquico e recebendo remuneração
para isso. Podemos citar, como exemplo, os servidores e empregados públicos.

Agentes Políticos

Esses são os agentes públicos que fazem parte da cúpula da Administração Pública.
São aqueles que definem as políticas públicas a serem implementadas pelo Poder Público e
realizam a supervisão e direção superior de tais políticas.

Agentes Honoríficos

São cidadãos chamados a colaborarem temporariamente com o Poder Público, por


meio da prestação de serviços específicos. Não possuem vínculo com a Administração
Pública e normalmente atuam sem remuneração. Podemos citar os mesários que atuam nas
eleições, como exemplo.

Agentes Delegados

São particulares que exercem atividades por sua própria conta e risco, mas que
podem ter impacto na população, sendo fiscalizados pelo Poder Público. Aqui temos por
exemplo os delegatários de serviços públicos e os leiloeiros.

Agentes Credenciados

São aqueles que recebem a incumbência de representar a Administração Pública em


determinados eventos ou atividades. Podemos citar um professor universitário que
representa o Brasil em certo congresso.
DICA 73

Investidura em cargo/emprego público - Em regra depende de: Concurso Público de


Provas e Concurso Público de Provas e Títulos, salvo para cargos em comissão.

Com relação ao uso de títulos nos concursos públicos, tal possibilidade só se justifica para
cargos/empregos que dependam de especial conhecimento técnico ou científico.
Segundo o STF, deve haver também uma relação lógica entre os títulos aceitos como fatos
de pontuação e as atribuições dos cargos/agentes e a natureza do cargo – nada justifica
a exigência de títulos para cargos de atribuição genérica. Além disso, a pontuação
atribuída deve ser razoável, sob pena de afronta aos princípios da proporcionalidade e
razoabilidade.
DICA 74

Exceções à regra de Concurso Público

→ Cargos em Comissão

O acesso a cargo ou emprego público tem como regra a necessidade de concurso público.
Tal diretriz é excepcionada no caso de cargos em comissão, que são de livre nomeação e
exoneração da autoridade competente, tendo como fundamento o poder discricionário.

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→ Agentes Comunitários

Outra exceção é o caso dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que
podem ser contratados mediante “processo seletivo público”, de acordo com a natureza
e complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação (art. 198,
§4º).

→ Contratação por tempo determinado

A contratação por tempo determinado também é tratada na CF/88 como exceção à regra
de concurso público.

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NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

DICA 75
Segundo o STF, os estrangeiros residentes no País, uma vez atendidos os requisitos
constitucionais, são beneficiários da assistência social, fazendo jus ao denominado
benefício de prestação continuada (BPC).

O BPC é um benefício assistencial devido à pessoa com deficiência e ao idoso que


comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua
família.
DICA 76

A nacionalidade primária é unilateral: a Constituição do Estado fixa os critérios para a


sua outorga, pouco importando o ânimo do indivíduo em adquiri-la.

Já a nacionalidade secundária é bilateral: a Constituição do Estado fixa determinados


critérios. Se o indivíduo os atender, poderá obtê-la mediante requerimento.
DICA 77

Povo é a denominação que alcança apenas os nacionais (natos ou naturalizados) de um


dado Estado.

População, por sua vez, engloba os nacionais e os estrangeiros e apátridas (aqueles que
não possuem nacionalidade).

Por fim, cidadania é o status que qualifica o nacional (nato ou naturalizado, este com
ressalvas) para gozar de direitos políticos ativos (votar) e passivos (ser votado). Portanto,
estrangeiros e apátridas não são cidadãos brasileiros.

DICA 78

Art. 12. São brasileiros:


I - NATOS:

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que
estes não estejam a serviço de seu país;

O critério territorial determina que será brasileiro nato o indivíduo que nascer no
território nacional, independentemente da nacionalidade dos seus pais. Deste
modo, como regra, qualquer pessoa nascida em nosso território, pouco importando se os
pais são nacionais ou estrangeiros, será considerada brasileira nata.

Este critério não traz uma regra absoluta! Ou seja, nem todos os nascidos em nosso
território serão brasileiros natos! Por que não? Ora, porque o critério territorial comporta
uma exceção, não sendo aplicado no seguinte caso: se o indivíduo nascer em nosso
território, mas for filho de (ambos) pais estrangeiros e qualquer deles (ou ambos) estiver
no Brasil a serviço do país de origem, ele não receberá a nossa nacionalidade originária.

ATENÇÃO: a não incidência do critério territorial depende da presença de dois requisitos


que são cumulativos (os dois devem estar presentes):

1- os dois pais devem ser estrangeiros; E

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2- qualquer um deles, ou ambos, deve estar na República Federativa do Brasil a serviço do


país de origem (e não a serviço de uma empresa privada, ou por interesses pessoais).
DICA 79

Art. 12. São brasileiros:


I - NATOS:

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer


deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;

Veja que a alínea “b” da nossa Constituição estabelece que serão brasileiros natos os
nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer um deles
esteja no exterior a serviço da República Federativa do Brasil.

O texto constitucional abraçou, nesta alínea, o critério sanguíneo associado ao critério


funcional: um dos pais (ou ambos) será brasileiro, e qualquer um deles (ou ambos) deverá
estar no estrangeiro a serviço da República Federativa do Brasil – o que significa
desempenhar uma função ou prestar um serviço público de natureza diplomática,
administrativa ou consular, a quaisquer dos órgãos da administração centralizada ou
descentralizada da União, dos Estados-membros, dos Municípios ou do Distrito Federal.

DICA 80

Art. 12. São brasileiros:


I - NATOS:

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam


registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira;

Nesta 1ª parte da alínea “c”, determinou nosso texto constitucional que será brasileira nata
a criança que nasce no estrangeiro, filha de pai ou/e mãe brasileiros, desde que seja
registrada em repartição consular brasileira competente (associação do critério
sanguíneo + registro).

Neste caso, um dos pais (ou ambos) tem a nacionalidade brasileira, mas não está no exterior
a serviço da República Federativa do Brasil: deve então registrar a criança em repartição
consular competente para que ela adquira nossa nacionalidade nata.

Muito cuidado com questões que digam que a criança nascida no exterior, filha de pai
brasileiro/mão brasileira (ou ambos brasileiros), registrada em repartição consular
competente é brasileira naturalizada. Não, não é. É nata! Pois preenche os requisitos
para adquirir nossa nacionalidade primária.
DICA 81

Cargos Privativos de Brasileiros Natos

TOME NOTA! <MACETE: MP3.COM>


Ministro do STF
Presidente e Vice-Presidente da República;
Presidente da Câmara dos Deputados;

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Presidente do Senado Federal;


Carreira diplomática;
Oficial das Forças Armadas;
Ministro de Estado da Defesa.
DICA 82

Naturalização extraordinária (ou quinzenária)

Art. 12. São brasileiros:

II - naturalizados:

b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil


há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram
a nacionalidade brasileira.

Da leitura do artigo, você deve ter observado que a naturalização extraordinária só será
obtida pelo indivíduo que, possuindo capacidade civil, observar 3 condições:

1) residência ininterrupta no território nacional por mais de quinze anos;


2) ausência de condenação penal e
3) apresentação do requerimento de naturalização.

Perceba que os 3 requisitos são cumulativos (não alternativos), ou seja, todos devem
ser cumpridos para que o indivíduo possa se naturalizar: não adianta cumprir só um deles!
DICA 83

Sobre a residência ininterrupta na República Federativa do Brasil por mais de 15 anos, é


bom lembrar que ela não é prejudicada em razão de meras ausências temporárias –
decorrentes, por exemplo, de viagens de férias no exterior ou compromissos de trabalho
fora do país.
DICA 84

O art. 222 da CF/88 estabelece algumas restrições referentes ao direito de propriedade


de empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora de sons e imagens.

Seguindo a lógica de que “quem tem informação tem poder”, nossa Constituição prevê que
só poderão ser proprietários desse tipo de empresa os brasileiros natos ou então os que
estejam naturalizados há mais de 10 anos.

E tem mais: se essa empresa for uma sociedade, no mínimo 70% do capital total e
votante deverá pertencer aos brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 anos.
DICA 85

Naturalização ordinária: pela via ordinária poderão se naturalizar brasileiros:

1) os estrangeiros (ou apátridas) que cumprirem os requisitos da Lei nova de Migração (Lei
nº 13.445/2017);

2) os indivíduos originários de países de língua portuguesa desde que, possuidores de


capacidade civil, tenham residência ininterrupta por um ano e idoneidade moral;

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Vale destacar que não se pode falar em direito público subjetivo à obtenção da naturalização
ordinária.

REFORÇANDO... Naturalização extraordinária: pela via extraordinária o indivíduo


poderá se naturalizar se respeitar os seguintes requisitos:

1) possuir residência ininterrupta no território nacional por mais de quinze anos;


2) não tiver sido condenado penalmente e
3) apresentar o requerimento de naturalização.

Há direito público subjetivo à obtenção da naturalização extraordinária, o que significa


que se os requisitos forem corretamente preenchidos a naturalização será concedida.
DICA 86

PERDA DO DIREITO DE NACIONALIDADE

A perda da nacionalidade brasileira só poderá ocorrer nas duas hipóteses previstas na


Constituição da República:

Perda-punição - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver


cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao
interesse nacional.

Perda-mudança - Pode-se dizer que ocorrerá quando o indivíduo, voluntariamente,


adquirir outra nacionalidade. Entretanto, existem exceções à ideia central de que a
aquisição de nova nacionalidade ocasionará a perda da nacionalidade brasileira, pois um
brasileiro pode adquirir outra nacionalidade sem perdê-la, bastando, para tanto, que
referida aquisição importe:

1) em recebimento de nacionalidade primária por Estado estrangeiro, ou


2) seja fruto de imposição do Estado estrangeiro no qual o brasileiro reside, como condição
para que ele possa permanecer no território ou para exercer direitos civis.
DICA 87

Inelegibilidades Absolutas e Relativas

As inelegibilidades absolutas impedem o cidadão de disputar qualquer mandato eletivo.


Em outras palavras, o candidato não poderia concorrer a nada.

Já as inelegibilidades relativas apresentam vedações mais pontuais, restringindo o acesso


em alguns cargos, ou situações ligadas a parentesco, ou ainda temporárias.

Uma distinção importante é que as absolutas só estão previstas no texto constitucional,


enquanto as relativas também podem ser tratadas em leis complementares (nunca
ordinárias!).
DICA 88

RELAÇÃO DE PARENTESCO

• primeiro grau: pai e mãe, filhos, sogro e sogra, além de enteados, padrastos e
madrastas;
• segundo grau: avós, netos, irmãos e cunhados;
• terceiro grau: bisavós, bisnetos, tios e sobrinhos;

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• quarto grau: tios-avós, sobrinhos-netos e primos. Não há parentesco entre cônjuges ou


companheiros.
DICA 89

Súmula Vinculante 18

A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a


inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal.

Art. 14. § 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes


consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja
substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato
eletivo e candidato à reeleição.
DICA 90

Ação de Impugnação de Mandato Eletivo – AIME

O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de 15 dias
contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico,
corrupção ou fraude.

Essa Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral – Aime tramitará em segredo de justiça,


respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
A competência para o julgamento da Aime dependerá do cargo ocupado pelo titular do
mandato eletivo.

Tratando-se de ação envolvendo o Presidente ou Vice-Presidente da República, a


competência será do TSE; na hipótese de o sujeito passivo ser Governador e Vice-
Governador, Senador ou Deputado, caberá ao TRE o julgamento; por fim, será dos juízes
eleitorais a competência para julgamento de ações envolvendo prefeito, vice-prefeito ou
vereador.
DICA 91

DIFERENÇA DE TRATAMENTO ENTRE CHEFES DO PODER EXECUTIVO E


PARLAMENTARES

Presidente da República, Deputado, Senador e


Governador e prefeito (além dos vereador
respectivos vices)

Possibilidade de Somente uma vez para o Não há limitações. Podem


reeleição período subsequente. ser reeleitos quantas vezes
quiserem/conseguirem

Para concorrer a Deverá renunciar ao mandato até seis Não há necessidade de se


CARGO DIVERSO meses antes do pleito. É a chamada afastar do cargo.
desincompatibilização.

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Para concorrer ao Não há a necessidade de se afastar. Não há necessidade de se


MESMO CARGO afastar do cargo.

Restrições à Cônjuge, companheiro e os parentes Não há proibição de


candidatura consanguíneos ou afins, até o 2º parentes concorrerem.
de parentes na grau, inclusive por adoção, são
mesma base inelegíveis, salvo se já titulares de
territorial mandato eletivo e candidatos à
reeleição. É a chamada
inelegibilidade reflexa.

DICA 92

É proibida a cassação de direitos políticos. Mas tome cuidado para não confundir,
pois existe cassação de mandato eletivo.
DICA 93

Segundo o art. 16 da CF/1988, “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na
data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua
vigência”.
DICA 94

Após a EC n. 97/2017, o art. 17 da Constituição passou a assegurar aos partidos


políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha,
formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e
funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas
eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital
ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade
partidária. ATENÇÃO MUDANÇA NO ART. 17 da CF/88, antes vigorava a EC n.
52/2006! FIQUEM ATENTOS!

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NOÇÕES DE DIREITO PENAL

DICA 95
EXCEÇÃO DA VERDADE (EXCEPTIO VERITATIS)

É a possibilidade dada ao sujeito ativo do crime de provar que o fato imputado ao sujeito
passivo realmente ocorreu.

→ CABÍVEL na CALÚNIA, SALVO:

- se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado
por sentença irrecorrível;

- se o fato é imputado contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo


estrangeiro;

- se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença
irrecorrível.

→ CABÍVEL na DIFAMAÇÃO APENAS se o ofendido é funcionário público e a ofensa


é relativa ao exercício de suas funções. ATENÇÃO!

→ NÃO É CABÍVEL NA INJÚRIA!


DICA 96
-INJÚRIA REAL

→ Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio
empregado, se considerem aviltantes:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à


violência.

-INJÚRIA QUALIFICADA

→ Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião,


origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

Pena - reclusão de um a três anos e multa.

ATENÇÃO! NÃO CONFUNDIR INJÚRIA QUALIIFICADA COM O CRIME DE RACISMO.


Ex. para diferenciar: Se A xinga B, chamando-a de favelada
(origem da pessoa), pratica crime de injúria qualificada. Por sua vez, imagine que A obste
B de adentrar em sua loja, aberta ao público, tão somente pelo fato de esta pessoa ser
negra. Nessa situação, confira-se racismo, pois a ofensa se dá de forma indireta, mediante
a prática de algum ato discriminatório.

ATENÇÃO2: a Doutrina NÃO admite perdão judicial nem na injúria real, sequer na
qualificada.
DICA 97
As penas cominadas para os crimes contra a honra (Calúnia, Difamação e Injúria)
aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:

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I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;

II - contra funcionário público, em razão de suas funções;

III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia,
da difamação ou da injúria.

IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência,


exceto no caso de injúria.

TOME NOTA! Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa,


aplica-se a pena em dobro. (NOVIDADE TRAZIDA PELO PACOTE ANTICRIME)

DICA 98
RETRATAÇÃO NOS CRIMES CONTRA A HONRA

APENAS:

Calúnia
Difamação

*RETRATAÇÃO*

Art. 143, CP - O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia


ou da difamação, fica isento de pena.

Parágrafo único. Nos casos em que o querelado tenha praticado a calúnia ou a


difamação utilizando-se de meios de comunicação, a retratação dar-se-á, se assim
desejar o ofendido, pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa.

E por que não é admitida na INJÚRIA? ORA, a injúria protege a HONRA


SUBJETIVA da vítima, seu amor-próprio já restou atingindo. Assim, não há destido
nenhum que faça a situação se reverter.

DICA 99
FURTO

Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia MÓVEL:

Pena - reclusão, de UM A QUATRO ANOS, e multa.

> EQUIPARA-SE À COISA MÓVEL a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor
econômico.

>A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o REPOUSO NOTURNO.

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>Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a
pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, OU APLICAR
SOMENTE A PENA DE MULTA. (FURTO PRIVILEGIADO)

DICA 100

FURTO QUALIFICADO

A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:

- com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;

- com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;

- com emprego de chave falsa;

- mediante concurso de duas ou mais pessoas.

• A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego


de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum.
• A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor
que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior.
• A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente
domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da
subtração.
• A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de
substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua
fabricação, montagem ou emprego.

DICA 101

FURTO DE COISA COMUM

Subtrair o CONDÔMINO, CO-HERDEIRO OU SÓCIO, para si ou para outrem, a quem


legitimamente a detém, a coisa comum:

Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.

- Somente se procede mediante representação.

- Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a quota a
que tem direito o agente.

DICA 102

ROUBO PRÓPRIO (Art. 157, "caput", CP)

Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade
de resistência:

Pena - reclusão, de QUATRO A DEZ ANOS, e multa.

DICA 103

ROUBO IMPRÓPRIO (Art 157, § 1º, CP)

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Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência
contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a
detenção da coisa para si ou para terceiro.

>Nesta modalidade, a violência ou grave ameaça é praticada APÓS A SUBTRAÇÃO DA


COISA, como instrumento de garantir a impunidade do crime ou assegurar o seu
proveito. Ex.: Paulo subtrai um celular de uma loja, o que até o momento configuraria o
crime de furto (não houve emprego de violência ou grave ameaça). Ocorre que ao sair do
estabelecimento é abordado por seguranças e, na tentativa de escapar, os agride e foge
com o aparelho. Logo, empregou violência, garantindo a detenção do bem e sua
impunidade.

DICA 104

ATENÇÃO PARA ESSA NOVA CAUSA DE AUMENTO DE PENA NO CRIME DE ROUBO –


LEI 13.964, de 2019 – PACOTE ANTICRIME
*Se a violência ou grave ameaça é exercida com EMPREGO DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO OU PROIBIDO, aplica-se EM DOBRO a pena prevista no caput do artigo 157,
CP (Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa).
DICA 105

Crime de Extorsão (art.158, CP)

Caso o agente constranja a vítima, TENTATIVA


porém ela não faz o que foi
exigido. (INFORMATIVO 502, STJ)

Caso o agente constranja a vítima e CONSUMADO


ela faz o que foi exigido, contudo
ele não alcança a vantagem Súmula 96, STJ: O crime de extorsão
econômica pretendida. consuma-se independentemente da obtenção
da vantagem indevida.

Caso o agente constranja a vítima + CONSUMADO


ela faz o que foi exigido + ele
alcança a vantagem econômica Consiste em crime FORMAL (de consumação
pretendida. antecipada ou resultado cortado). Explique-se:
A extorsão se consuma no momento em que a
vítima, após sofrer a violência ou grave
ameaça, pratica o comportamento desejado
pelo criminoso. ATENÇÃO! A obtenção da
vantagem econômica é mero exaurimento
do delito!

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DICA 106

ESTELIONATO

Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita (crime material), em
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil,
OU qualquer outro meio fraudulento:

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de
réis.

→ ELEMENTO SUBJETIVO: Não se pune a forma culposa. Ademais, a regra no CP é o dolo,


para ser punível de forma culposa deve vir ESCRITO no tipo.

→ FINALIDADE ESPECIAL DE AGIR: obtenção de vantagem ilícita em detrimento de


outrem.

→ ESTELIONATO PRIVILEGIADO: mesma regra do furto: “Se o criminoso é primário, e


é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de
detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. ”

→ ESTELIONATO CONTRA IDOSO (60 anos ou mais): a pena será aplicada em DOBRO.
DICA 107

ESTELIONATO E LEI 13.964, de 2019 (PACOTE ANTICRIME)


→ A ação era pública incondicionada.
→ NOVA REGRA: Diante da inclusão do §5º no art. 171, as ações PROCEDEM MEDIANTE
REPRESENTAÇÃO, salvo se a vítima for:
I - a Administração Pública, direta ou indireta;
II - criança ou adolescente;
III - pessoa com deficiência mental; ou
IV - maior de 70 anos de idade ou incapaz.

REGRA GERAL (NOVA): AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À


REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO.
EXCEÇÕES (incisos I a IV): AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA.

DICA 108

ESCUSA ABSOLUTÓRIA – Causa pessoal de isenção de pena

São isentos de pena qualquer um que cometer crime contra o patrimônio em desfavor
de:

→ cônjuge, na constância da sociedade conjugal;

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→ ascendente ou descendente.

NÃO SE APLICA:

→ se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave


ameaça ou violência à pessoa;

→ ao estranho que participa do crime.

→ se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta)


anos.

DICA 109

Os crimes contra o patrimônio são CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA


INCONDICIONADA (REGRA). Somente se procede mediante representação, se o
crime cometido em prejuízo:

I - do cônjuge desquitado ou judicialmente separado;

II - de irmão, legítimo ou ilegítimo;

III - de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita.

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NOÇÕES DE DIREITO POCESSUAL PENAL

DICA 110
TRANSAÇÃO PENAL - JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS (LEI Nº 9.099/95)

Art. 76, Lei n. 9.099/95: “Havendo representação ou tratando-se de crime de ação


penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público
poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser
especificada na proposta.

ATENÇÃO! Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável, o Juiz poderá
reduzi-la até a metade.

NÃO CAIR NESSA PEGADINHA! A transação penal será proposta ao Acusado por
iniciativa do MP, e não pelo Juiz.

DICA 111
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS (LEI Nº 9.099/95)

- Os ATOS PROCESSUAIS serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno,


conforme dispuserem as normas de organização judiciária.

ATENÇÃO! Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para a
prática de qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos, COMPUTAR-
SE-ÃO SOMENTE OS DIAS ÚTEIS.

DICA 112
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS (LEI Nº 9.099/95)

HIPÓTESES EM QUE NÃO PODERÁ SE OFERECER TRANSAÇÃO PENAL:

I - Ter sido o autor da infração condenado, pela prática de crime, à pena privativa
de liberdade, por sentença definitiva;

II - Ter sido o agente beneficiado anteriormente PELA TRANSAÇÃO PENAL, no


prazo de cinco anos, pela aplicação de pena restritiva ou multa;

III - NÃO indicarem os antecedentes, a conduta social e a personalidade do


agente, bem como os motivos e as circunstâncias, ser necessária e suficiente a
adoção da medida.

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DICA 113
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS (LEI Nº 9.099/95)

PRINCÍPIO DA ORALIDADE:

- Na hipótese de não haver conciliação, bem como transação penal; o MP OFERECERÁ


DENÚNCIA ORAL.

DICA 114
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO (LEI Nº 9.099/95)

*Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas
ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a
suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo
processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos
que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal).

 NÃO CORRERÁ A PRESCRIÇÃO durante o prazo de suspensão do processo.

DICA 115

*  TOME NOTA! Nos Juizados Especiais, prescindir-se-á do exame do corpo de delito


quando a materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova
equivalente. (art. 77, §1º, da Lei 9099/95).
DICA 116
PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

*ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA CF/88:

Art. 5º (...), inc. LVII: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de
sentença penal condenatória; ”

*Consequência para o processo penal? Haja vista que, até eventual sentença penal
condenatória, presume-se a inocência da pessoa, o ônus da prova, como regra, cabe à
acusação. CONCLUSÃO: Havendo dúvidas sobre a culpa do acusado, o juiz deverá decidir
em seu favor! A demonstração da culpa DEVE SER CABAL!
DICA 117
EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

- APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO IN DUBIO PRO SOCIETATE →

• Nas decisões de recebimento de denúncia ou queixa


• Na decisão de pronúncia no processo de competência do tribunal do júri.

- PRISÕES CAUTELARES → ATENÇÃO REDOBRADA! LEMBRANDO QUE REFERIDA


MEDIDA É EXCEPCIONAL (existem as hipóteses de cabimento)! A REGRA É QUE O
ACUSADO RESPONDA O PROCESSO EM LIBERDADE!

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DICA 118
PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO ÀS PROVAS ILÍCITAS

*ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA CF/88:

Art. 5º (...), inc. LVI: “são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;

ATENÇÃO! TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA (utilização de provas
ilícitas por derivação): em suma, consistem nos meios probatórios que, embora, sejam
confeccionados de modo válido, em momento posterior encontram-se maculados pelo
vício da ilicitude originária que a essas provas inicialmente lícitas se transmite,
contaminando-as. Ou seja, as provas são obtidas de acordo com o ordenamento jurídico e
de forma lícita, entretanto a sua origem derivou de uma informação obtida de prova
ilicitamente colhida; dessa forma, o meio probatório lícita acaba se tornando impróprio e
inadequado para ser utilizado no processo.

CESPE: Considerando a inidoneidade jurídica da prova ilicitamente obtida, eventual prova


produzida de modo válido em momento subsequente, mas derivada de prova comprometida
da ilicitude originária, deve ser declarada ilícita por derivação (a doutrina dos frutos da
árvore envenenada).

Exemplo de prova ilícita por derivação: confissão conseguida mediante tortura, na qual o
acusado indica onde se encontra o produto do crime, que vem a ser regularmente
apreendido.

DICA 119
ATENÇÃO! Provas ilícitas ou ilegítimas no processo penal brasileiro NÃO são inadmissíveis,
em qualquer hipótese! NÃO CAIAM NESSA PEGADINHA, JÁ CAIU NO CESPE!

*Provas obtidas por meios ilícitos podem excepcionalmente ser admitidas se


beneficiarem o réu!

*Excepcionalmente, admite-se a utilização de provas ilícitas em benefício do réu,


notadamente quando se tratar da única forma de o réu provar sua inocência,
evitando-se, assim, uma condenação injusta.

CESPE/2015/DPE-PE: Pedro, sem autorização judicial, interceptou uma ligação telefônica


entre Marcelo e Ricardo. O conteúdo da conversa interceptada constitui prova de que Pedro
é inocente do delito de latrocínio do qual está sendo processado. Nessa situação, embora a
prova produzida seja manifestamente ilícita, em um juízo de proporcionalidade, destinando-
se esta a absolver o réu, deve ser ela admitida, haja vista que o erro judiciário deve ser a
todo custo evitado. R: CORRETO!
DICA 120
ATENÇÃO! O princípio in dubio pro reo NÃO afasta a qualificadora do crime de roubo
pelo uso de simulacro de arma de fogo que tenha confundido a vítima, A DEFESA
DEVERÁ PROVAR que a referida arma não possui potencialidade lesivo (o ônus é da defesa).
DICA 121
É NULA a sentença condenatória fundamentada EXCLUSIVAMENTE em elementos
colhidos em inquérito policial.

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O STF entende que a ampla defesa e o contraditório não se aplicam na fase do inquérito
policial ou civil.
Por tal razão, é nula a sentença condenatória proferida exclusivamente com base em fatos
narrados no inquérito policial. O juiz pode se valer das provas colhidas no inquérito para
fundamentar sua decisão; todavia, por não ter sido garantida a ampla defesa e o
contraditório na fase do inquérito, as provas nele obtidas não poderão ser os úNICOS
ELEMENTOS motivadores da sua decisão judicial.
DICA 122
A GRAVAÇÃO de conversa telefônica por um dos interlocutores não é considerada
interceptação telefônica, ainda que tenha sido feita com a ajuda de um repórter, pois,
nesse caso, a gravação é clandestina, mas não ilícita, nem ilícito é seu uso, em
particular como meio de prova.

CESPE/2018: Situação hipotética: Pretendendo reunir provas para obter vantagens de


uma colaboração premiada, Cláudio, partícipe, junto com Flávio, de organização criminosa,
gravou conversas entre ambos, sem que este tivesse conhecimento das gravações.
Assertiva: Nessa situação, as gravações não poderão ser usadas como prova em ação
penal, porque são provas ilícitas. R: ERRADO, PODERÃO SIM!
DICA 123
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE

*ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA CF/88:

Art. 5º (...), inc. LX: “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando
a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem; ” (...)
DICA 124
PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL

*ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA CF/88:

Art. 5º (...), inc. “LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade
competente; (...)”

Trata-se do direito de todo cidadão de saber, de antemão, qual autoridade irá processá-lo
na hipótese, obviamente, de cometer alguma infração penal (esse princípio também é
aplicável em outros ramos do direito, mas vamos nos atentar ao cobrado em sua prova).
Portanto, a autoridade julgadora é preestabelecida antes do fato delituoso, mediante regras
de repartição de competências, como modo de resguardar a imparcialidade e independência
do juiz.

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NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS

DICA 125
Art.5º, § 3º, da Constituição Federal

Os tratados, as convenções e os atos internacionais de direitos humanos tratam de


matéria típica da Constituição, sendo, portanto, materialmente constitucionais,
independente do rito de aprovação e internalização ao ordenamento jurídico
brasileiro.

No entanto, um tratado, uma convenção ou um ato internacional sobre direitos humanos


para ser formalmente constitucional precisa passar pelo rito previsto no art.5º, § 3º, da
CF/88, que assim dispõe: “os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos
que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três
quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas
constitucionais”.

DICA 126

A posição atual do STF é no sentido de que os tratados e as convenções internacionais


sobre os direitos humanos são incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro com
natureza jurídica de norma SUPRALEGAL, podendo possuir STATUS de normas
equivalentes às emendas constitucionais se forem aprovados pelo rito previsto no art. 5º,
§ 3º, da CF/88.

Sendo assim, os Tratados e Convenções Internacionais sobre Direitos Humanos que forem
aprovados pelo rito do art. 5º, § 3º, da CF/88, passam a fazer parte do denominado
BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE (pelo conceito de bloco de constitucionalidade
inserem-se normas que não estão necessariamente expressas no texto constitucional, mas
que funcionam como parâmetro para a realização do controle de constitucionalidade).

DICA 127

SÚMULA VINCULANTE 25

É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito.

DICA 128

Etapas da incorporação dos tratados e das convenções internacionais sobre


direitos humanos ao ordenamento jurídico brasileiro

ASSINATURA DO TRATADO

É de competência privativamente do Presidente da República, como Chefe de Estado,


celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional.

Desta forma, os tratados, as convenções e os atos internacionais sobre direitos humanos


não se tornam obrigatórios a partir da assinatura. É necessária, ainda, a aprovação
(referendo) pelo Congresso Nacional, o que demonstra que o Brasil adota o modelo da
duplicidade de vontades para se obrigar internacionalmente (vontade do Poder
Executivo somada com a vontade do Poder Legislativo) e, ainda, o cumprimento das etapas
restantes para sua incorporação.

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DICA 129

Etapas da incorporação dos tratados e das convenções internacionais sobre


direitos humanos ao ordenamento jurídico brasileiro

APROVAÇÃO PELO CONGRESSO NACIONAL

É da competência exclusiva do Congresso Nacional resolver definitivamente sobre


tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos
ao patrimônio nacional.

Com a aprovação pelo Congresso Nacional, materializada via Decreto Legislativo, o Brasil é
autorizado a se obrigar internacionalmente. No entanto, é necessário, ainda, que o Chefe
de Estado ratifique o tratado internacional para que ele se aperfeiçoe.

DICA 130

Etapas da incorporação dos tratados e das convenções internacionais sobre


direitos humanos ao ordenamento jurídico brasileiro

RATIFICAÇÃO E DEPÓSITO DO TRATADO

É um ato de competência do Presidente da República. A ratificação se dá com o


depósito da assinatura junto ao órgão responsável pelo tratado internacional, sendo esta a
etapa necessária para que o ato se torne um documento normativo internacional
obrigatório.

O depósito se assemelha a CERTIDÃO DE NASCIMENTO JURÍDICA do tratado, da


convenção ou do ato internacional. Antes da ratificação, o Brasil ainda não está obrigado a
cumprir o tratado internacional.

DICA 131

Etapas da incorporação dos tratados e das convenções internacionais sobre


direitos humanos ao ordenamento jurídico brasileiro

PROMULGAÇÃO NA ORDEM JURÍDICA BRASILEIRA

É de competência do Presidente da República, que se dá por meio de um Decreto


Executivo, que autoriza a execução, no plano interno, do tratado, da convenção ou do ato
internacional.

O STF possui entendimento, de que é necessária a promulgação na ordem interna pelo


Presidente da República, para que o tratado, a convenção ou o ato internacional de
direitos humanos possa valer efetivamente e, a partir deste momento, ser aplicado na
República Federativa do Brasil.

DICA 132

O quórum para deliberação da Corte Interamericana de Direitos Humanos é de cinco


juízes.

DICA 133

O Decreto de nº 4.388/02 promulgou o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.


A sede do Tribunal fica em Haia, países baixos. A competência do Tribunal restringir-se-
á aos crimes mais graves, que afetam a comunidade internacional no seu conjunto.

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Nos termos do Estatuto, o Tribunal possui competência para julgar os crimes de


genocídio, os crimes contra a humanidade, os crimes de guerra e os crimes de
agressão.

O Tribunal Penal Internacional é competente para julgar as pessoas físicas, não tendo
jurisdição sobre pessoas que, à data da alegada prática do crime, não tenham ainda
completado 18 anos de idade. O TPI não possui jurisdição para responsabilizar Estados.

IMPORTANTE: os crimes da competência do tribunal não prescrevem. Em outras


palavras, pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, os crimes de genocídio,
os crimes contra a humanidade, os crimes de guerra e os crimes de agressão são
imprescritíveis.

DICA 134

Os tratados e as convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados,


pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em dois turnos, em cada um deles,
por três quintos dos votos dos 513 deputados federais e por três quintos dos votos
dos 81 senadores, serão equivalentes às emendas constitucionais.

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INFORMÁTICA

DICA 135

Uma senha é uma combinação de caracteres que serve como mecanismo de autenticação
de um usuário.

- Existem senhas fortes e senhas fracas.

- SENHAS FORTES são aquelas que são difíceis de serem decifradas. Uma senha forte é
formada pelo maior número de dígitos possível e mistura letras (maiúsculas e
minúsculas), números e símbolos especiais.

DICA 136

MALWARE

É o nome que se dá a todo e qualquer software que possua finalidades maliciosas =


Vírus, Worms, Spywares... todos esses são exemplos de Malwares.

ATENÇÃO! TODO VÍRUS É UM MALWARE, MAS NEM TODO MALWARE É UM VÍRUS.


****Os malwares são amplamente cobrados em provas de concursos públicos. Você
precisa conhecer:

➢ Vírus
➢ Worm
➢ Trojan horse
➢ Spyware
➢ Keylogger
➢ Backdoor
➢ Rootkit
➢ Adware
➢ Sniffer
➢ Hijack

Existem muitos outros malwares, mas esses são os mais citados em provas de concursos
públicos.

DICA 137

CRIPTOGRAFIA

É um SISTEMA DE CODIFICAÇÃO DE CARACTERES QUE IMPEDE QUE UMA


INFORMAÇÃO SEJA ACESSADA POR PESSOAS NÃO AUTORIZADAS.

-Uma comunicação só poderá ser considerada segura se as informações passarem por


processo de criptografia.

- Existem basicamente dois tipos de criptografia: simétrica e assimétrica. Essa


classificação leva em conta o número de chaves que são usadas para cifrar e decifrar as
mensagens.

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DICA 138

BIOMETRIA

É um UM PROCESSO NO QUAL AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E


COMPORTAMENTAIS DE UMA PESSOA SÃO UTILIZADAS PARA IDENTIFICÁ-LAS
UNICAMENTE.
- A biometria é uma das maneiras mais eficientes de autenticar a identidade de um
usuário. A identificação pode ser feita através do escaneamento de veias, olhos,
impressão digital, mãos, etc.

DICA 139

Normalmente, para entrar em um sistema, o usuário precisa fornecer login e senha.


*A senha é um mecanismo de autenticação. Para que se tenha ainda mais segurança
na proteção das informações de um usuário, muitos sistemas já utilizam a autenticação
de dois fatores. Ao inserir sua senha, o sistema envia uma outra senha ou pede uma outra
confirmação ao usuário e isso pode ser feito utilizando sua conta de e-mail, seu smartphone,
etc. Consegue perceber? São dois fatores de autenticação.

DICA 140

Um vírus é um programa que, QUANDO EXECUTADO, danifica arquivos e outros


programas do computador.

Entra em ação quando, e somente quando, é executado.

OLHA A DICA: Assim como um vírus orgânico, o vírus de computador necessita de


um sistema ou programa hospedeiro para se propagar. A propagação é feita
embutindo cópias de si em outros arquivos e programas instalados no computador
infectado.

DICA 141

Um CAVALO DE TROIA é um programa que pode ser recebido como “presente” na forma
de um Cartão Virtual, um protetor de telas, etc.

- Além de executar a função para qual inicialmente foi projetado, esse programa pode
executar uma outra ação maliciosa como a instalação de um Keylogger ou Spyware
para o roubo de informações ou senhas, por exemplo.

DICA 142

Sabe-se que A DEFESA MAIS EFICIENTE CONTRA VÍRUS É O ANTIVÍRUS.

- Esses softwares analisam os arquivos do computador afim de detectar e eliminar aqueles


que estejam infectados. Você precisa ter um antivírus instalado, mas não mais do
que um.

ATENÇÃO! Caso você instale dois ou mais antivírus, eles podem conflitar entre si e
deixar o sistema vulnerável. Além disso, haverá um consumo excessivo de recursos do
computador.

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DICA 143

Microsoft Office é uma suíte de aplicativos de escritório que conta com os Softwares:

• Word (editor de textos);


• Excel (Planilha eletrônica);
• PowerPoint (Apresentações;
• e Outlook (Correio eletrônico).

ATENÇÃO! Microsoft Office não é gratuito e nem livre e não é nativo do Windows e
nem do Linux.

LibreOffice é uma suíte de aplicativos de escritório que conta com os Softwares:

• Writer (editor de textos);


• Calc (Planilha eletrônica);
• Impress (Apresentações);
• e Draw (Desenho).

ATENÇÃO! Trata-se de um software gratuito e livre.

!!! Hoje em dia os softwares dessas duas suítes são compatíveis, ou seja, se um
arquivo foi criado no Writer ele poderá ser aberto no Word e vice-versa. O mesmo
acontece com os outros aplicativos dessas duas suítes.

DICA 144

Word e Writer devem ser estudados separadamente.

- Embora os dois sejam editores de texto que possuam recursos similares, os nomes, atalhos
e localizações desses recursos são diferentes nesses dois softwares.

MUITA ATENÇÃO! O Word distribui suas ferramentas dentro de guias, já o Writer,


usa o antigo formato de Menus.

*Sobre os atalhos tenha em mente que: o Word possui atalhos baseados nos nomes das
ferramentas em português, já o Writer, em inglês. Isso faz com que tenhamos atalhos
diferentes para quase todas as ferramentas.

DICA 145

Referenciar uma célula é usar o seu nome em uma fórmula. Por exemplo, se eu quero que
a célula B5 contenha o dobro do valor da célula A2 basta que em B5 eu digite =A2*2.
Note que na minha fórmula eu referenciei a célula A2.

Posso referenciar uma célula que esteja em outra planilha.  Para isso, basta que eu
referencie primeiro a planilha e depois a célula.

No Excel: = janeiro!A1

No Calc: =janeiro.A1

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Nos dois casos foi referenciada a célula A1 que se encontra em uma planilha chamada
janeiro. ATENÇÃO! Note que no Excel eu uso “!” e que no Calc eu uso “.” .

DICA 146

O Word permite que eu salve meus documentos e os proteja usando até duas senhas:
uma de proteção e uma de gravação.

A senha de proteção impede que meu arquivo seja aberto por pessoas não autorizadas e
a senha de gravação impede que ele seja modificado.

- A definição das senhas pode ser feita através da janela SALVAR COMO.

ATENÇÃO! O fato de um arquivo estar protegido por senhas NÃO IMPEDE QUE ELE SEJA
EXCLUÍDO.

DICA 147

Alterações feitas em documentos do Word e do Writer PODEM SER DESFEITAS


MESMO DEPOIS DE TEREM SIDO SALVAS, desde que o documento não tenha sido
fechado.

DICA 148

O Word possui, na guia REVISÃO, o recurso de verificação Ortográfica e Gramatical.

MUITA ATENÇÃO! ALGUMAS ORGANIZADORAS JÁ DISSERAM EM SUAS QUESTÕES


QUE SE UMA PALAVRA FOI GRIFADA COM UM GRIFO ONDULADO VERMELHO,
SIGNIFICA QUE ELA ESTÁ INCORRETA. Essa é uma afirmação falsa. A palavra pode
estar correta e mesmo assim ser grifada pelo verificador ortográfico e gramatical. Na
verdade, essa ferramenta não sabe se uma palavra está ou não incorreta, mas sim, se ela
consta ou não no dicionário do Word. O dicionário é um banco de palavras disponível
em diversos idiomas. Todas as vezes em que uma palavra é digitada, o Word verifica se ela
existe no dicionário e, caso não exista, essa palavra será grifada de vermelho.

DICA 149

Para que um título seja incluído no sumário de um documento feito no Word, é necessário
que ele esteja formatado com estilo de título, EM QUALQUER NÍVEL.

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ESTATÍSTICA

DICA 150
A distribuição de Bernoulli descreve os casos de variáveis aleatórias que só podem
assumir 2 valores distintos (0 ou 1).

Distribuição Bernoulli

- distribuição discreta (assume apenas dois valores); - representa situações em que a


variável pode assumir apenas e exatamente 2 valores, que serão representados por 0 ou
1;

- a probabilidade de obter o valor 1 é chamada de p; - média: E(X) = p; - variância: Var(X)


= p x (1 – p).

DICA 151

Distribuição Binomial Para alguns fenômenos da natureza temos apenas 2 resultados


possíveis: sucesso ou fracasso. Por exemplo, digamos que vamos lançar um dado e o
nosso objetivo é obter o número 5. Ao lançar esse dado, só podemos ter 2 tipos de
resultado: sucesso (conseguirmos obter o número 5) ou fracasso (qualquer outro número).

A distribuição binomial de probabilidades cuida de fenômenos como este, onde:

- só temos 2 resultados possíveis (sucesso ou fracasso);

- temos um número fixo de tentativas (ex.: 3 lançamentos do dado);

- cada tentativa é independente das demais (o resultado obtido com um lançamento do


dado em nada afeta o lançamento seguinte).

DICA 152

Os testes de hipóteses são técnicas que nos permitem, com algum grau de probabilidade,
diferir o que provavelmente é uma característica da população do que provavelmente é uma
mera “obra do acaso”. Ex.: ao calcular a média de idade das pessoas em uma amostra,
pode ser que obtenhamos o valor 50 anos.

Esse valor pode, de fato, ser uma boa aproximação da idade média da população, como
pode ser um “azar” nosso (escolhemos para a amostra um grupo que não representava bem
a média da população).

DICA 153

- o princípio multiplicativo é utilizado no caso de eventos independentes (a escolha da


camiseta independe da escolha da calça, que independe da escolha do tênis);

- o princípio aditivo é utilizado no caso de eventos mutuamente excludentes (a presença


do 2 em uma posição exclui a possibilidade de ele estar nas demais posições)

DICA 154

MEDIDAS DE DISPERSÃO OU VARIABILIDADE

As medidas de dispersão (ou variabilidade) medem o grau de espalhamento dos dados


de uma distribuição. Se você anotar as idades dos seus colegas de faculdade, provavelmente
verá que a maioria deles se concentra numa faixa muito estreita (talvez entre 19 e 24 anos),
com evidente predominância dos jovens, havendo um ou outro caso que destoa dessa faixa.

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Agora, se você tentar anotar as idades das pessoas que frequentam uma determinada praia,
verá que a dispersão é muito maior, isto é, existem quantidades significativas de crianças,
jovens, adultos e idosos.

Para quantificar essa dispersão (ou variabilidade) existem diversas medidas, dentre as quais
as principais são: a variância, o desvio padrão e o coeficiente de variação.

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CONTABILIDADE

DICA 155
Reconhecimento de ativos e passivos
Um Ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que
benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade, e seu custo
ou valor puder ser mensurado com confiabilidade.
Um Passivo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que uma
saída de recursos detentores de benefícios econômicos seja exigida em liquidação de
obrigação presente; e valor pelo qual essa liquidação se dará puder ser mensurado com
confiabilidade.
Uma Receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando resultar em
aumento nos benefícios econômicos futuros relacionado com aumento de ativo ou
com diminuição de passivo; e puder ser mensurado com confiabilidade.
Uma Despesa devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando
resultarem em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com o
decréscimo de um ativo ou o aumento de um passivo; e puder ser mensurado com
confiabilidade.
DICA 156

Demonstrações Contábeis Obrigatórias

De acordo com o art. 176 da Lei das S/A, são obrigatórias as seguintes demonstrações
Contábeis:

→ Balanço patrimonial (BP);

→ Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);

→ Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA);

→ Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) – apenas Companhias Abertas e


Companhias Fechadas com PL ≥ R$ 2.000.000,00;

→ Demonstração do valor adicionado (DVA) – apenas Companhias Abertas.

Atenção: De acordo com a Lei das S/A, não são obrigatórias a Demonstração do
Resultado Abrangente (DRA) e a Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) deixou de ser exigida com a
Lei nº 11.638/07.
DICA 157

Notas Explicativas
As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros
analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação
patrimonial e dos resultados do exercício.

Veja o que a Lei das S/A traz de obrigatoriedade para as notas explicativas:

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“Art. 176- [...]

§ 5º- As notas explicativas devem:

I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações


financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para
negócios e eventos significativos;

II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no


Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das
demonstrações financeiras;

III – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias


demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação
adequada; e

IV – indicar:

a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais,


especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão,
de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para
atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo;

b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247,


parágrafo único);

c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações


(art. 182, §3º);

d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas


a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes;

e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a


longo prazo;

f) o número, espécies e classes das ações do capital social;

g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;

h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, §1º); e

i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham,


ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados
futuros da companhia.”
DICA 158

Ações em Tesouraria

Ações em tesouraria são ações da empresa adquiridas pela própria empresa. De acordo com
o §5º do art. 182 da Lei das S/A, “as ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço
como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos
aplicados na sua aquisição”.

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É vedada a distribuição de dividendos e o direito a voto às ações em tesouraria (art. 30,


§4º).

O saldo da conta ações em tesouraria fica limitado ao saldo de lucros acumulados e


reservas, exceto a reserva legal (art. 266, §1º).
DICA 159

Transformação, Incorporação, Fusão e Cisão

De acordo com o art. 226 da Lei das S/A, “as operações de incorporação, fusão e cisão
somente poderão ser efetivadas nas condições aprovadas se os peritos nomeados
determinarem que o valor do patrimônio ou patrimônios líquidos a serem vertidos para a
formação de capital social é, ao menos, igual ao montante do capital a realizar.

→ Incorporação: uma ou mais sociedades são absorvidas por outra.

→ Fusão: duas ou mais sociedades se unem para formar uma nova.

→ Cisão: a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades,
constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver
versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão.
DICA 160

Relatório Contábil de Propósito Geral das Entidades do Setor Público (RCPG)

Os RCPGs são relatórios contábeis elaborados para atender às necessidades dos usuários
em geral, não tendo o propósito de atender a finalidades ou necessidades específicas de
determinados grupos de usuários.

Os RCPGs fornecem informações aos seus usuários para subsidiar os processos


decisórios e a prestação de contas e responsabilização (accountability). Portanto,
os usuários dos RCPGs das entidades do setor público precisam de informações para
subsidiar as avaliações de algumas questões, tais como:

(a) se a entidade prestou seus serviços à sociedade de maneira eficiente e eficaz;

(b) quais são os recursos atualmente disponíveis para gastos futuros, e até que ponto há
restrições ou condições para a utilização desses recursos;

(c) a extensão na qual a carga tributária, que recai sobre os contribuintes em períodos
futuros para pagar por serviços correntes, tem mudado; e

(d) se a capacidade da entidade para prestar serviços melhorou ou piorou em comparação


com exercícios anteriores.
DICA 161
Contabilidade: Usuários

De acordo com a Estrutura Conceitual Básica, os principais usuários são investidores,


credores por empréstimos e outros credores, existentes. No entanto, a administração da
entidade e outras partes, como reguladores, governo e o público em geral, também são
considerados usuários.

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O objetivo do relatório financeiro para fins gerais é fornecer informações financeiras


sobre a entidade que reporta que sejam úteis para os principais usuários na tomada de
decisões referente à oferta de recursos à entidade. Contudo, relatórios financeiros para fins
gerais não fornecem, nem podem fornecer, todas as informações de que necessitam.
Usuários primários individuais têm necessidades e desejos de informação diferentes e
possivelmente conflitantes.

DICA 162
Demonstração do Resultado do Exercício

CPC-26 Lei 6.404/76 (Lei das S/A)


Receitas de Vendas
(-) Devoluções, Descontos Incondicionais,
Abatimentos
(-) Tributos Sobre Vendas
Receitas Líquidas Receitas Líquidas
(-) CMV (-) CMV
Lucro Bruto Lucro Operacional Bruto
(-) Despesas com vendas, financeiras,
administrativas e gerais
(+/-) Outras Receitas ou Despesas (+/-) Outras Receitas ou Despesas
Operacionais Operacionais
Resultado Antes das Receitas e
Lucro Operacional Líquido
Despesas Financeiras
(+/-) Receitas ou Despesas (+/-) Outras Receitas ou Despesas -
Financeiras ganhos ou perdas de capital
Resultado Antes dos Tributos Lucro Antes do Imposto de Renda
(-) Tributos sobre o lucro (-) IR e CSLL
Resultado das Operações
Lucro Após IR e CSLL
Continuadas
(+/-) Resultado Líquido das Operações
(-) Participações
Descontinuadas
Resultado Líquido do Período Lucro Líquido do Exercício

DICA 163
DRE: Classificação da Despesa de acordo com CPC-26

A entidade deve apresentar uma análise das despesas utilizando uma classificação baseada
na sua natureza, se permitida legalmente, ou na sua função dentro da entidade,
proporcionando informação confiável e mais relevante, obedecidas as determinações
legais.

→ Método da Natureza da Despesa: as despesas são agregadas na demonstração do


resultado de acordo com a sua natureza (por exemplo, depreciações, compras de materiais,
despesas com transporte, benefícios aos empregados e despesas de publicidade), não sendo
realocados entre as várias funções dentro da entidade.

→ Método da Função da Despesa (ou método do “custo dos produtos e serviços


vendidos”): as despesas são classificadas de acordo com a sua função como parte do custo
dos produtos ou serviços vendidos ou, por exemplo, das despesas de distribuição ou das
atividades administrativas. No mínimo, a entidade deve divulgar o custo dos produtos e
serviços vendidos segundo esse método separadamente das outras despesas.

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As entidades que classificarem os gastos por função devem divulgar informação


adicional sobre a natureza das despesas, incluindo as despesas de depreciação e de
amortização e as despesas com benefícios aos empregados.

DICA 164
Folha de Pagamento

Salário Bruto inclui:

→ salário básico (despesa da empresa);

→ horas extra (despesa da empresa);

→ gratificações (despesa da empresa);

→ salário família (despesa do governo);

→ salário maternidade (despesa do governo);

Além do salário bruto a empresa deve recolher FGTS e Contribuição Previdenciária


Patronal.

São despesas do empregado, que a empresa retém do salário: Imposto de Renda


Retido na Fonte e Contribuição Previdenciária do Empregado.

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