Síndromes Toracicas I
Sinais e sintomas comuns, mas etiologia diferentes Acúmulo de líquido no espaço entre os folhetos parietal
e visceral da pleura
DERRAME PLEURAL
Etiologia
Caso Clínico Múltiplas causas
Anamnese o Derrame lateral unilateral – causas inflamatórias
o QP - Falta de ar na maioria das vezes
o HDA – 30 dias de evolução com tosse seca, o Derrame bilateral – algo sistêmico na maioria das
astenia e febre eventual, além de dispnéia aos vezes
médios e grandes esforços. Informa que no inicio Se acumula ou porque não se tem pressão osmótica
teve dor torácica em HTD. para drenar o líquido ou a pressão hidrostática seja do
capilar pulmonar seja do capilar dos vasos sanguíneos
Dor ventilatória dependente, quando inspira causa dor está extravasando líquido (ocorre os processos
o HPP – Nega comorbidades inflamatórios, os transudatos)
o HFamiliar – Irmão teve TB tratada há 1 ano Pode ser vista pela insuficiência cardíaca,
o HPS – Tabagista 15maços/ano. Etilista social hipoalbuminemia da síndrome nefrótica
Ao exame: També pode ocorrer um processo inflamatório onde o
o AP – MV (murmúrio vesicular, que normalmente endotélio pode se afastar tendo um fluxo de líquido com
tem som habitual) e FTV (frêmito toracovocal) material (citocinas, linfocinas e células inflamatórias)
abolido em 1/3 inferior HTD (hemitórax direito). o Seja num derrame por turbeculose,
Percussão maciça nesta mesma localização parapneumônico
Ou os linfáticos ficam obstruídos com células tumorais
MV + FVT abolido + Percussão maciça = ou derrame pleural ou (derrames pulmonares neoplásicos
atelectasia do pulmão Anatomia da Pleura
Pode pedir exame para auxiliar na confirmação diagnóstica
Exame Complementar
Fisiopatologia
Opacidade homogênea branca no lado direito do pulmão que velou o
ângulo costofrênico com formação de parábola de damoiseau
Um dos marcos do derrame pleural na incidência de PA
(posteroanterior) é a formação de uma parábola: a parábola de
damoiseau (também chamada de sinal do menisco)
Definição
↑ pressão hidrostática capilar pulmonar ou capilar O caso foi por tuberculose, tinham sinais na queixa e no
sistêmico exame do líquido que eram (como contato familiar, líquido
o ICC unilateral, líquido pleural com característica peculiar com
↓ pressão oncótica na microcirculação presença de linfócitos) mas só foram afirmar após o
o Hipoproteinemia exame da pleura
↑ da permeabilidade da microcirculação
o Processos inflamatórios
PNEUMOTÓRAX
Distúrbio da drenagem línfática do espaço pleural Caso Clínico
o Derrame neoplásico Anamnese
Passagem transdiafragmática de líquido peritoneal o QP – Falta de ar e dor no peito
o Cirrose hepática (porque perde muita proteína) o HDA – Paciente relata que acordou com dor em
Diminuição da pressão no espaço pleural HTD e que evoluiu com dispnéia aos médios e
o Atelectasia grandes esforços. Nega outras queixas.
Sintomas o HPP – Nega comorbidades
Dispnéia o HF – Pais hígidos
Dor pleurítica o HPS – Nega etilismo e tabagismo
Tosse seca Ao exame:
Sensação de peso no hemitórax o AP – MV abolido e FTV abolido em HTD
Febre* o Percussão timpânico em HTD
o Etiologia infecciosa/neoplásica
MV e FTV abolido + Percussão timpânica = acúmulo de ar entre
Sinais
o pulmão e a caixa torácica
Diminuição da expansibilidade
FTV abolido ou diminuido Exame Complementar
MV abolido ou diminuido
Submacicez ou macicez a percussão
Desvio do mediastino para o lado oposto*
o Muito Volumosos
Exames complementares
Radiológico
Preto é a presença de ar + esse branco gelo ao lado do coração é o
pulmão colapsado
Definição
Presença de ar livre no espaço pleural
Etiologia
Espontâneo
o Primário
Muito volumoso, empurra das estruturas o Secundário
Adquirido
Toracocentese/Bx de pleura
Tipos e Causas de Pneumotórax
O líquido é cero sanguinolento, mas não foi puncionado nenhum
vaso, pois era um derrame neoplásico
Blebs – estoura a bolha ficando um fístulazinha, toda o AP: EC (estertores crepitantes) em 1/3 inferior
vez que a pessoa respira sai um pouco de ar, HTD
acumulando na caixa torárica
Tosse + febre + Catarro amarelado + EC = Pneumonia
DPOC – também forma bolhas, aí ocorre a ruptura, seja
no avião, ou uma tosse Exame complementar
Catamenial – acúmulo recorrente de ar na cavidade
torácica durante a menstruação (mulheres com
endometriose pode subir lá para o pulmão formando
fístulas)
Sintomas
Dispnéia
Dor pleurítica
Tosse seca
Definição: infecção do trato respiratório inferior devido
Cianose*
a bactéria, vírus, fungo e protozoários
o Casos graves
Tipos
Sinais
Lobar
Diminuição da expansibilidade
Segmentar
FTV abolido ou diminuido
Intersticial
MV abolido ou diminuido
Timpanismo Sintomas
Desvio da traquéia* Dispnéia
o Casos graves Tosse
Expectoração
Exames Complementares
Dor pleurítica
Radiológico
Febre*
o Idosos
Hemoptise*
o Nem sempre
Sinais
Estertores crepitantes
Sopro anforico*
o Condensações justa pleurais/brônquio pervio
Não dá para ver a trama vascular Som maciço
o Nem sempre
SÍNDROME PNEUMÔNICA
Reforço do FTV
Caso Clínico o Nem sempre
Anamnese Etiologia
o QP – Falta de ar, febre e tosse Bacteriana
o HDA – Paciente há 5 dias com febre, tosse com Viral
expectoração amarelada, dor torácica em HTD, Fúngica
astenia e dispnéia aos esforços. Informa calafrio Protozoários*
no primeiro dia. Exames Complementares
o HPP – Nega comorbidades Radiológico
o HFamiliar – Pai hipertenso. Mãe diabética
o HPS – Tabagista 10maços/ano TEM que ter imagem radiológica alterada, sem alteração não é
pneumonia, é outra coisa
O que importa nos tabagistas é a exposição à carga tabágica
não o tempo cronológico Em radiologia o nosso lado esquerdo é o direito do paciente e
vice-versa
Ao exame:
o Exemplos
Broncoscopia
HTD, superior está a pneumonia
Punção traquiotorácica
Ascite e pneumonia que fazem consolidação pulmonar
Pneumonia aspirativa, teve crise convulsiva e aspirou, deitado é mais ATELECTASIA
fácil o material aspirado ir para a direita
Caso Clínico
Anamnese
o Falta de ar e tosse com raios de sangue
o HDA – Paciente há 2 meses com tosse
eventualmente com hemoptóicos (catarro com
raios de sangue) , astenia, dispnéia aos esforços,
perda de peso ~ 5Kg.
Pneumonia interticial, comprometendo os dois pulmões (vidro fosco), o HPP – HAS em uso de enalapril
por vírus, normalmente não é bacteriana o HFamiliar – Pai falecido de causa desconhecida.
Mãe HAS e DM
o HPS – Tabagista 40maços/ano (Carga alta de
exposição a tabaco). Etilista eventual
Ao exame:
o AP – MV e FTV abolido em 2/3 HTE
o Percussão maciça nesta área
Exame complementar
Vidro fosco
Diagnóstico etiológico
Opacidade homogênea, traqueia e coração desviados para o lado
Coleta de hemocultura Exame de escarro branco, cúpula diafragmática elevou por causa que as bolhas de ar
estão mais para cima, pulmão do lado esquerdo tudo bem
No derrame pleural traciona para o lado contrário à opacidade,
na atelectasia é para o mesmo lado
Pela tração do coração há uma maior dificuldade de encontrar
as bulhas na outra de auscultar
Definição: Colapso ou de um segmento, ou de todo um lobo
ou de praticamente todo um pulmão, não entra mais ar
Tipos
De um pulmão
De um lobo Atelectasia iatrogênica, o médico ao colocar o tubo empurrou demais,
De um segmento entrando para o pulmão somente direito e atelectasiando o esquerdo
Sintomas Broncoscópico
Dispnéia
Tosse
Dor pleurítica (eventual)
Febre*
Sinais
Retração do hemitórax
Redução dos espaços intercostais
Diminuição da expansibilidade
FTV abolido ou diminuido ABCESSO PULMONAR
MV abolido ou diminuido
Desvio do mediastino (lado da lesão)
Caso Clínico
Macicez na percussão Anamnese
o QP – Tosse, febre e catarro
Etiologia
o HDA – Paciente há 15 dias com tosse, expectoração
Corpo estranho
amarelada fétida, astenia, dor torácica em HTD e
dispnéia, além de febre. Familiar informa ingesta
de bebida alcóolica de forma exagerada
o HPP – Nega comorbidades
o HFamiliar – Não sabe informar
o HPS – Etilista. Tabagista 20maços/ano
Lesão endobrônquica Ao exame:
o Tumor o AP – EC em 1/3 inferior HTD
Pessoas que bebem até perder a consciência podem bronco
aspirar algo
Exame complementar
Tampão mucoso
Estenose da luz brônquica
Exames complementares Lesão arredondada com mais de 2 com nível hidroaéreo (ar preto e
Radiológico branco líquido), houve necrose no parênquima
Toda vez que temos necrose com mais de 2 cm escavada com Vômica – saída do material necrótico liquefeito de
nível hidroaéreo = Abcesso pulmonar odor fétido
Empiema – acúmulo de líquido purulento
Definição
Sintomas
Lesão necrótica escavada do parênquima pulmonar
Tosse
com > 2 cm.
Febre
Etiopatogenia Halitose
Expectoração
Vômica (nem sempre)
Sinais (nem sempre evidente)
Hipocratismo digital
Estertores*
Sopro cavitário*
Exame complementar