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Olhos de

Coruja

Guia Introdutório aos Estudos da


Adivinhação
Zerzil Durães Júnior
Ed. Bruxa Aria

Sobre o autor

Zerzil Durães Júnior é diplomado na Escola de Magia e Bruxaria de


Hogwarts, na Inglaterra, e graduado na Universidade Brasileira de Artes
Mágicas, no Brasil. Filho de Zerzil Ferreira Durães, trouxa, e de Ana
Andréia Durães, bruxa. Ao invés de inciar sua vida escolar aos 11 anos
como o de costume, Zerzil o fez aos oito. Sua mãe o levou a um tipo de
adivinha trouxa chamada psicóloga (sem mencionar seus poderes, é
claro), que a disse que Zerzil tinha a idade mental três anos adiantada.
Antes de ir para Hogwarts, Zerzil Júnior estudou dois anos em
Durmstrang, onde obteve uma boa base de Defesa Contra a Arte das
Trevas (e das próprias também) e de onde saiu por ordem de seu pai,
indo em seguida para Hogwarts, onde concluiria seus estudos. Já no
terceiro ano da escola, começou sua longa jornada de especializações,
estudando Trato com Criaturas Mágicas, Defesa Contra as Artes das
Trevas, Adivinhação, Feitiços, Poções e Alquimia.
Diplomado com apenas 15 anos, Zerzil foi trabalhar no Departamento de
Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas no Ministério da Magia
da Inglaterra, onde foi o funcionário mais jovem de todo o Ministério.
Um tempo mais tarde, fundou a loja de animais Zôomagia. Conheceu seu
melhor amigo Nicolaw Flamel e fez parceria com ele em diversas
descobertas. Teve um filho, em que homenageou seu amigo (seu filho é o
Zerzil Flamel aluno da casa Delta da Academia Brasileira de Artes
Mágicas). Trabalha atualmente na ABAM como professor de Adivinhação,
de Alquimia, onde também é Zelador. Na UNIBAM como professor de
Adivinhação e na Wizaolff como professor de Poções e vice diretor (ao
lado de sua esposa e diretora da Wizaolff Liryel Durães).

Olhos de Coruja – Guia Introdutório aos Estudos


da Adivinhação

Capítulo 1 – O que é a Adivinhação

A Adivinhação consiste em interpretar sinais e ações com o


objetivo de predizer o futuro, ver o passado ou, às vezes,
simplesmente encontrar objetos perdidos.
São usados muitos métodos para a Adivinhação. Os romanos
preferiam os augúrios e interpretavam o vôo das aves. Outras
culturas usam a hepatoscopia, que é o exame das entranhas de
animais sacrificados.

Capítulo 2 – Ética da Adivinhação Moderna

Para estudar Adivinhação a sério, é necessário seguir uma rigorosa


ética. Vale lembrar que, embora consigamos prever certos
acontecimentos do futuro de algumas pessoas, o futuro em si continua
pertecendo somente ao seu dono, portanto, não se deve anunciar
predições sem ser consultado.
Lembremo-nos das Sibilas, as famosas profetisas da mitologia, que
apresentavam suas premonições sem nem mesmo terem sido
consultadas. As pessoas passaram a não acreditar nelas, e o termo
“Sibila” começou a ser designado para fins de mau agouro. Portanto,
não importa o que você saiba sobre o futuro de alguém. Em 92% dos
casos, você NÃO deve dizer, a menos que a pessoa lhe solicite.
Capítulo 3 – O errôneo pré-julgamento

Muitas pessoas impõem um bloqueio logo que iniciam seus estudos


em Adivinhação. Procuram falhas nas predições a todo instante,
apontam inúmeras coincidências ou limitam-se a inventar uma
predição. Esses são erros comuns e compreensíveis, visto que
estamos tratando da mais difícil das Artes Mágicas.
Em primeiro lugar, é preciso acabar com o mito de que os
estudiosos em Adivinhação são loucos, ignorantes ou algo do gênero.
Vejamos os centauros, por exemplo, que apesar de completamente
obcecados pela leitura do destino nas estrelas, são criaturas
muitíssimo inteligentes.
No entanto, não se pode dizer que uma predição seja 100%
incontestável, pois estamos tratando do futuro, que depende
exaustivamente do presente. Como diria nosso amigo Alvo
Dumbledore, diretor de Hogwarts – Inglaterra: “As conseqüências
dos nossos atos são sempre tão complexas, tão diversas, que
predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil.”.
Entretanto, o maior problema da Adivinhação Moderna é também a
falta de profissionais qualificados, e a presença dos chamados
“charlatões”, que nem ao menos seguem a ética da Adivinhação
Moderna, o que compromete totalmente a reputação do assunto.
Lembre-se: trate a Adivinhação com seriedade e não faça pré-
julgamentos. E, principalmente, respeite as regras e a ética da
Adivinhação, ainda que você não tenha a menor intenção de
especializar-se na área.
Capítulo 4 – Tipos de Adivinhação
A Adivinhação é um dos campos mais vastos da magia, comportando
inúmeros seguimentos. Cada tipo de adivinhação é originário de
determinado povo e caracteriza-se por utilizar um meio peculiar de
fazer as predições.
Abaixo, estão listados alguns, dos muitos tipos de Adivinhação
conhecidos:
- Aritmancia: números
- Astrologia: posição dos astros no céu
- Belomancia: o vôo das flechas
- Cafeomancia: borras das xícaras de café
- Datilomancia: a oscilação de um anel suspenso.
- Dafnomancia: o estalar de folhas de louro incendiadas.
- Frenologia: formato do crânio.
- Grafologia: a letra cursiva da pessoa
- Geloscopia: risadas.
- Lampadomancia: o brilho das lamparinas.
- Libanomancia: a fumaça de um incenso.
- Litomancia: pedras preciosas.
- Margaritomancia: pérolas.
- Metoposcopia: manchas na testa.
- Numerologia: conversão de letras em números pessoais
- Quiromancia: as linhas da mão.

Posfácio

Encare a Adivinhação como qualquer outra matéria, afinal é isso que


ela é. Pode ser que ela seja sua matéria preferida, ou pode ser que
você não a suporte. Exatamente como acontece como qualquer outra
matéria.
Adivinhação é um tipo de matéria que requer um sentimento, da
mesma forma que Defesa Contra a Arte das Trevas, Duelos e Trato
das Criaturas Mágicas.
Lembrando mais uma vez: trate a Adivinhação com seriedade e não
faça pré-julgamentos. E, principalmente, respeite as regras e a
ética da Adivinhação, ainda que você não tenha a menor intenção de
especializar-se na área.

Ass.: Zerzil D. Júnior