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A Cultura Do Arroz

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Yasmin Aiub
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CULTURA DO ARROZ | A. B. PRIMAVESI A CULTURA DO ARROZ HISTORICO Os cereais so o principal alimento do homem. © sorgo foi o primeiro alimento da raga branca © é ainda hoje o alimento principal no Oriente Préximo e na Russia, onde se chama “kascha”, 0 que quer dizer mingau. Na Asia o arroz sempre foi o alimento predileto, desde os tempos mais remotos da historia, tempos que hoje parecem mais mito que realidade. £ 0 milho o ali- mento basico das Américas ¢ 0 trigo e centeio, o da Europa modema. A aveia @ @ cevada nunca foram, porém, alimentos principais de nenhum povo, mas so- mente usados ao lado de outros. Quase um bilhdo de homens se nutrem exclusivamente de arroz, ndo se falando das dezenas de milhdes que comem arroz entre outros alimentos. Uns quinhentos milhdes de homens tém ainda 0 sorgo como alimento principal e cérca de qua- trocentos milhées vive de milho, — enquanto uns seiscentos milhdes de homens, comem pao branco ou prélo como base de sua alimentagao. Assim facil concluir que o arroz 6 0 cereal mais importante de todos. Nao hé prova exata acérca do lugar onde se cultivou pela primeira vez 0 arroz, porque existem formas selvagens tanto na China e na India, como na Africa e na América do Sul. Nunca, porém, encontramos mencionado o arroz nos tempos his- téricos senéo nos escritos chineses e indianos, Nem os antigos egipcios nem os caldeus o conheciam © nada hé escrito sébre éle no Velho Testamento ou no Novo, Sémente no Talmude, histéria religiosa dos istaelitas, escrita nos anos do sé- culo quinto d.C., se fala désse cereal. H& quase cinco mil anos atrés, exatamente no ano 2.800 a.C., o imperador chinés Yen Ti Shen-nung langou as primeiras sementes de arroz num campo, em ceriménia religiosa, com a qual fundou a agricultura chinesa. Segundo os mitos, os tibetanos jé colhiam e comiam arroz antes da primeira ecupagtio chinesa que se verificou no ano 2.987 a.C. Mas a lenda néo fala de ter sido 0 arroz cultivado também. Os bornéus acreditam até hoje que o arroz tem origem divina e que o dous “DewieSrie" gerou um filho que mandou em forma de arroz & Terra a fim de alimentar a humanidade, Também na prépria China existem varias lendas que contam a origem divina do atroz. J& om 2.500 a.C. construiram os malaios na Ilha Luzon, nas Filipinas, os pri- meitos torragos para a rizicultura, terragos quo até hoje constituem uma obra-mestra da engenharia humana, das mais bolas quo oxistom. O escritor Chi (781 a.C.) fala- nos das primoiras culluras irrlgadas do arroz, o quo indica que antes 0 arroz era plantado no séco, Chi é um dos escrilores do famoso "Livro das Posslas”. Tudo isso soriam provas que falam em favor da origem chinesa da rizicultura. Mas o nomo do arroz vom do sdnscrito, lingua antiga da India, falada uns 3,000 anos a.C. 0 quo ainda hoje 6 a lingua dos ritos roligiosos. “Vrihis” 6 0 nome que os antiges indianos doram ao atroz chamandoo também nos livros santos “dlanya”, o quo quer dizer "sustonto da humantdado”. Mudaram os grogos "vrihis" para “oryza", nome adolado pola cléncla. As desig- nagées “rico" dos inglésos, “rels" dos alomios o finalmonto arroz da nossa lingua, vém do uma daquolas duas palavras, Na {India o arroz 6 0 simbolo da fortilidade © cré80 quo os bolos do arroz tuazom folicldado, prosporidado 0 vida longa aos nubontos, Mosmo na Inglatorra adotou-se 0 costumo indiano do jogar arroz na nolva, quando sal da casa paterna. No Japéo dizom “arroz o cha" om lugar do "comor o bobor". Alexandre Magno trouxe o arroz para a Grécia como conquista das suas cam- panhas na Pérsia, Mas os gregos ndo sabiam que ésso coroal féss0 alimento, nem rensaram em planté-lo, Usavam-no aponas como remédio © ainda nos tompes do inapério romano era usado sdmente na medicina, pois os médicos preparavam canjica do arroz para doontes de estémago e intestino, Foram os drabes que espalharam « riaicultura no mundo antigo, Plantaram-no no delta do Nilo © 03 satracenos introduziram-no na Espanha e em Portugal. Os turcos lovaram-no até a Austria © a télia © 0s indianos o malaios familiarizaram os africanos com a sua cultura. Sdmente, porém, depois que foi introduzido no novo mundo, nas Américas, o arroz tornou-se produto de comércio mundial. Isso so dou entro 1650 © 1700 d.C. Desde o século XVII 0 arroz 6 conhecido no Brasil. O Marqués de Pombal, no tempo de D. José 1, organizou uma companhia “para explorar sua cultura ex- tonsiva” tendo sido plantado 0 tipo “Carolina” proveniente de Cabo Verde como eira variedade. A cultura de arroz so estendeu por todo o pais © os malores pr produtores em 1943 foram os seguintes Estados: Estado | Em 1,000 sacas Sao Paulo . 10.496 Bahia... Q 6.583 Rio Grande do Sul . an 4728 Golds veseveeeee - 2.202 Pard elevsvevsnes 1338 Santa Catarina. 1076 A érea global plantada nessa época foi do 1.171.758 hectares, © aumentou até 1951, quando chegou a 2,298,000 hectares, isto 8, quase ao dabro, Como mais de um térco da humanidado se alimenta do arroz, 6 facil comproon- der que existom mais variedades désto coreal do que do outro qualquer. Na Asia planiam-se 10% da drea dos arrozais com arroz mole ou arroz glutinoso, quo 14 ndo tem o nome de arroz. Os asidticos aprociam muito ésso tipo para pratos do doces, especialmente para pudins, bolos, bolachas, pastdis, otc, Esso 6 também o arroz privilegiado para {ins corimoniais. Os japonéses fazem de arroz a bebida popular, "saqué” ou vinho de arroz, © om todo 0 mundo aprecia'se como um dos mais fins conhaques 0 “araca”, que & feito désse cereal. Chapéus, tapétes, papel, cestas, chinolos, vassouras, otc, podem ser feltos da palha de arroz © no Japéo até as paredes das casas antigas eram foilas com papel dessa palha. Ainda hoje o papel de palha de arroz é muito usado para as lindas elas nipdnicas. Extraise também “furlurol’ de palha de arroz, produto de mprégo na indistria pléstica, ia @ exportagéo de arroz dé muito lucto ao pats, send do notar que existe o costume de se consumir o arroz importado da China, que é’mitido @ muito mais barato e exportar o nacional, que 6 excepcionalmente belo, de gréos graidos 6 comprides © "oleado” nas méquinas beneliciadoras, constituindo um produto be: Mfselmo, muito apreciado no mercado europeu. 2 enos E. U. A. uscrse muito 0 arroz polido ou “brunido", que tem aspecto lustreso © 4 do boa conservagéo. Porém quando usado como alimento é20s exclusivo prejudicial & satide, porque carece de vitaminas situindo alimento pobre a todos os respeitos, porque ja quase nao fm wubatinciaa nutritivas. ultes a comos | peiArios 2 Secunoamies S TERCIARIOS svicuto ANTERAS / oe By FLOR DE ARRO: ABERTA Clesemenre ORAZ PRIMA RIA PANIGULA DE ARROZ No Brasil, por essa razGo, usa-se 0 arroz “semibenoficiado", quer dizer, nao polido, cuja desvantagem 6 a de ser de dificil armazenamento, facil prisa de ca: tunchos © tragas. Hojo om dia, o método antigo, asidtico, de "parboil” ou “semicozinhar” 0 arroz na casca antes de o benoliciar, vai ganhando cada voz maior imporldncia @ jé oxistom podorosas fabricas nos E. U. A. que produzem ésse tipo de arroz que, em vez do ser branco como o arroz simplesmente benoliciado, apresonta cér amarela, O arroz amarelo tom a vantagem de ser rico em vitaminas © gorduras © de 6ti- ma_conservagéio. E ainda interessante mencionar que a Russia esté criando e jé criou varledades do arroz que crescem nas ostepes, quase sem chuva. Dizse até que sdo varie dades muilo prococes, cuja vegetacéo é de 75 a 90 dias e rondo bem. Os russos usavam como base as linhagens selvagens do Tibole. BOTANICA © arroz é uma graminea, subespécio do cereais, cultivada do género "Oryza sativa’. Dé-se bem nos paises tropicais © subtropicais © pode sor cullivado com éxito entre os paralelos 40 do norte e do sul. Na Itélia @ Espanha cultivase ésse coreal até o paralelo 43. Embora seja planta semiaqudtica, possui 1édas as que: lidades de planta de cultura normal. ‘Tédas as linhagens cultivadas sGo anuais, mas ainda oxistem linhagens sol vagens perenes no Ceiléo e no Tibete. As raizes sio finas, desonvolvendo muitos cabelos, A estrutura cortical & muito parecida com a das raizes aquéticas. Podem-se distinguir: 1 — raizes primérias, que saem da somento; 2 — raizes principais, que saem do ponto vegetativo; 3 — raizes adventicias, que saem nas bases dos diversos colmos. dessas raizes é de se desenvolverem mais horizontal que vertical- quer dizer que a planta procura os seus alimentos nas proximidades da superticie do solo. Os colmos s&o diferentes segundo a variedade. Os de variedades de ciclo curto tm mencs entrends e por isso so mais baixos que os das variedades de ciclo Ingo, isto 4, de vegetagtio mais demcrada. Mas como sempre, existem também ai excegdes. Os colmos sto ccos. De cada entrend sai uma félha, chamando-se a primeita félha “coledptilo" © a iiltima, que cobre o cacho, "flag". A ligula, parte félha que fica junto dos entrends, é de cér variada e pode ser de verde-branco pura, A cdr da félha corresponde sempre & da ligula, mas n&o a artez sio completas e a cér dos estigmas € diferente segundo a plontc, podendo ser amarelada, roxa ou piirpura. ebremse da ponia do cacho para a base, geralmente nas horas da das 10 &s 13 horas, e permanecem abertas de 6 minutos de da umidade telativa do ar. permanecendo fora as anteras. Ocorre a fecundagao ia © a maturacdo ¢ geralmente de 40 dias, mas pode io c variedade, de 18 a 60 dias. ‘ovado que a percentagem da germinagdo das sementes varia muito A pho segundo o tempo decorrido desde a colheita. Meses depois Percentagem de dq colheita germinagao 0 | quase 0 2 | 100 5 | 98 \ n | 5 © tempo de repouso, isto , o lempo entre colheita e o maximo da germinagio, Jepende da variedade. As de ciclo curto precisam de menos repouso que as de ciclo longo. De cutro lado, em um ano a semente quase perde a férga germinativa. Isso indica que o plantio no pode ser feito tarde demais, mas entre os 5 meses da mézine férga germinative, ou logo depois. ar que nao existe planta que seja mais sujeita as condigdes do meio que o arroz. Assim temos de classificar suas variedades segundo Graha TOZ_ dc estepe, que tolera aridez; montanha cu da séca, que, aliés, no tolera aridez; 3 — Varledades de espigdo e da agua; 4 — Variedades da dgua: @) intolercntes & égua salgada; — resistentes a temporadas de séca (no méximo 20 a 30 dias); ais; — resistentes « excessos de dgua (no méximo de 15 dias); ) tolerantes & dgua salgada (cloreto de sédio). Tédas cs variedades resistentes a quaisquer condigdes adversas sdo de ciclo longo, exceto as que suportam a aridez. CLIMA calor limita a época do plantio de arroz. Planta se éste cereal entre as lati- tudes de 40” norte e sul, isto 6, nos climas troplcais © subtropicais, PRODUGAO DE ARROZ NAS DIFERENTES ZONAS Salra em toneladas Percentagem da drea total eee por hectare |mundial em cada categoria 0al0 | 052 64 a2 ost 199 21a 20 173 66,1 ai a 40 2.00 16 Sabe-se, porém, que alé os paralelos 10 do norte © do sul, 0 arroz nao dé ren- dimentos econémicos. As temperaturas muito altas prejudicam 0 arroz. As me Ihores zonas s&o as de clima subiropical, isto 6, as zonas entre os paralelos 20 ¢ 40. Assim no Brasil, sdo os Estados de Séo Paulo para o sul os mais adequados. Mas, de outro lado, o arroz é a cultura mais modesta e mais adaptavel de tédas, crescendo em tédas as altitudes até 2.400m no Himalaia, Existem variedades préprias de culturas irrigadas e de culturas sécas, varieda- des que crescem na sombra, apesar de o arroz geralmente nao se dar bem com esta, e até variedades proprics para culturas de clima drido. Hé variedades que suportam geadas e outros que se adaptam ao maior calor. Podese atirmar em geral que o arroz, planta que depende estreitamente do clima do lugar onde foi selecionado, é, de outro lado, facilmente adaptdvel a quaisquer climas compreen- didos entre as latitudes citadas, gragas as diferentes linhagens de origem. VARIEDADES Existe um nimero imenso de variedades de atrez, devido: 1 — ds diversas origens; 2 — @ estteita dependéncia das diversas variedades ao clima local. Diferenciames: A — variedades de graos “durcs", ricos em fécula, amidos e gordura, com fragio vitrosa; B — variedades de gréics “moles” dextrinosas com fratura opaca, porém sem valor nenhum para o mercado mundial. O arroz mole, descendendo do Oryza glutinosa, & simente de importéncla local na Asia © néo sai do pais. As variedades de tipos duros ORYZA MINUTA A espécie Oryza minuta, nativa no Himalaia, abrange também a Indochina, Java e Sumatra. Dela vém tédas as variedades de “arroz de montanha” especial- mente adaptéveis ao cultivo séco. As variedades sio tédas modestas, com ren- dimento baixo e graos mitidos. E dificil encontré-las fora da prépria Asia. ‘Tédas as variedades asidticas de grande importancia tém sua origem na espécie nativa na Ching, abrangendo também o Japao e Java. ORYZA FATUA Especialmente no Rio Grande do Sul plantase certo nimero destas variedades com grande éxito, como, por exemplo: 1 — Japonés pragana 5 — Bengue 2 — Japonés chumbinho 6 — Colusa 3 — Japonés giganto 7 — Tapes 4 — Farroupilha 8 — Guaiba. ORYZA SATIVA Do Oryza sativa, najive em Burma, India, procede a maioria das variedades que sao plontadas nas Américas ¢ na Europa. Podemos distinguir quatro grupos importantes do Oryza sativa: I— O NGASEIN-GRUPO, que é 0 maior de todos. Os gréios so duros, curvados e translicidos de tomanho médio, porém a maioria das variedades herdou a “barriga branca’, defeito déste grupo. O rendimento na maquina 6 bom, e conslituem estas variedades cs mais populares em Burma (India). Entre nds temos somenle alguns que sto de importénci © Catéto branco. As plantas sio de porte pequeno © os grdos milidos, Séo bastante resistentes a condicées adversas de solo e de clima e por isso especial- mente apreciadas para culturas de espigéo em terras de fertilidade média e até ftaca. Mas 0 produto que fomece & de pouco valor comercial e geralmente sé se planta para o consumo particular. © Jaguari 6 também déste grupo. Tem gréos uniformes. A planta é de porte equeno © os cachos so curtos e densos. Os gréios se desprendem {acilmente na batedura, Esta variedade cresce tanto em espigéo como em banhados, porém produz mais nas culturas imersas. © Quatro meses uma variedade muito parecida com o Jaguari. © Catétolguape possui graos grandes. A planta é de grande porte e de muita produtividade nas culturas imersas. 2 — O MEDON-GRUPO fcmece gréos curtos e muito gressos com paladar muito melhor que 0 do Ngaseingrupo. Os gréos sdo brancos, um pouco opacos, de forma sliptica. No mercado local so muito mais apreciados que os produtos do Ngasein-grupo, alcangando melhor prego, Contudo, néo suporiam transportes lon- 0s, Plantam-se, além de na Asia, na Itélic, variedades déste grupo. 3 — 0 [Link] fomece as variedades mais apreciadas no Brasil, E.U. A. 2 Europa. Os gréos sao compridos e translicides, apresentando um produto muito bonito quando polido. Dio, porém, muita quebra no moinho. © Agulha comum era a variedade mais cultivada em Séo Paulo. Veio como muites outros dos E. U. A. Agora existe varias selegdes desta variedade obtidas aqui no Brasil, de qualidade superior, °, assim, seu plantio néo tem mais muita importéncia, Devemes lembrar qué tédas as variedades do Emata-grupo 1ém de ser cortadas © mais depressa possivel, porque, quando passam de maduras, quebramse os pedinculos inteiros na jungao da haste, caindo o cacho no chao, Pods-se acrescentar que tédas as variedades do Emaia-grupo sao preferidas no mercado apresentando um dgio de 20 a 30% sdbre o tipo caléto, Por esta razéo cultivam-se em Sao Paulo quase exclusivamente os tipos agulha e meio-agulha. © arroz catéto af consumido 6 na maior parte importado do Rio Grande do Sul. © Dourado-Agulha (dourado paulista ou também amareldo) cultiva-se em varzeas Grendveis onde se obtém o melhor produto do mercado paulistano. Os gréos sto compridos ¢ uniformes dum branco cristalino. A planta tem porte médio, resistente ao acamamento. Os cachos séo iguais, de tamanho médio. Iguape-Agulha tem planta de porte allo, com colmos forles e gréies parecidos com cs do Dourado. & uma variedade muito produtiva em varzeas e culturas inrigadas. © Pérola tem os gracs um pouco mais curtos que os das outras variedades do Agulha, Os colmos séo finos e os apiculos geralmente pretos. Esta variedade so destaca pela sua alia resisténcia &s condicées adversas do solo, 6 modesta, e dé bem em solos pouco ricos ¢ frescos. As sementes, excessivamente firmes nos cachos, dificultam a baledura. Esta variedade sé se presta para culturas de espigao, fome- cendo porém um produto inferior. Pratéo tem qualidades iguais 4s do Iquape. A planta contudo 6 de porte me- nor, o mesmo se dando com os caches. £ bastante resistente em culturas de espigao. O Fortuna & uma selecéo da linhagem pura da variedade PaChiam, A planta 6 riistica, 08 grdos so longos e compridos, de textura semivitrea. O seu ciclo ve- getativo 6, em média, de 156 dias, dando no Sul do pais rendimentos de 3.600 a 3.00 kg/ha. EMATA- — MEDON- —NGASEIN- FATUA- GRUPO GRUPO GRUPO TIPO 0) ALGUNS TIPOS E GRUPOS DE LETWEZIN- MINUTA- BYAT- GRUPO TIPO cruno ARROZ © Edith é um arroz lindo, comprido, criado em 1930 no Rio Grande do Sul. A planta ristica, no sendo sujeita ao acamamento. Os colmes so de cér verde amarela. O ciclo vegetative 6, em média, de 140 dias, e o seu rendimento de 3.000 ka/ha. © ArkansasFortuna 6 uma selego do Fortuna. E uma étima variedade, tendo como caracteristico o apiculo roxo. Os colmos possuem um tom purpireo. E de precocidade média, com um ciclo vegetative de 145 dias, © produz, em solos mé. dios, cérea de 3.000 kg/ha. O Nira & tipo padréo dos arrozes compridos e finos. Eo arroz de luxo no mer- cado. A plania é de porte alto e os colmos so fortes. £ de ciclo vegetative longo, isto é de 160 dias e simente rende bem em solos irrigados, onde produz em média 3.000 kg/ha. 4 — O LETWEZIN-GRUPO compreende um grande nimero de variedades cujos caracteres ficam entre o Ngasein e o Emata. Os gréics so maiores que os do Ngosein-grupo, meio finos, translicidos, espigados, mas nunca curvades. Geral- mente 6 classificado como inferior Ngasein, dando porém nas Américas boas co- Iheitas de gréios satisfatérios. Blue-Rose apresenta plantas de porte médio ou mesmo pequeno com colmos for- tes @ um ciclo vegetative de 150 dias. Esta variedade produz em média 3.000 kg/ha nas culturas de espigéo dando até 5.000 kg/ha nas culturas irrigadas. © Blue-Rose 155 & uma selegdo do BlueRose, porém tem a vantagem de ser mais precoce, Seu ciclo vegetative é de 135 dias sdmente. uma selegdo do BlueRose, quase n&o difere desta ‘Sm selecionado do BlueRose, porém a mais tendo um ciclo vegetative de 120 dias sémente. O 6 de 3.000 kg/ha. Esta variedade esté ainda em formagio, as. A CULTURA DO ARROZ Solos intes tipes de sol . segundo o tipo da cultura. Por isso qual deva ser 0 tipo de solo, porque em que a cultura é feita. esta cultura e cs crencsos completamente inadequados. ‘as de espisio preferem solos frescos, fofos, com bom teor himico, Principalmente cs da formacdo Bauru, relativamente ricos em ais, so préptios para o arroz. Havendo chuvas regulares, as fSrteis de cultura, como os que se usam para algodéo e milho, sao também éprias parc © arrez. A anélise quimica do solo néio fomece guia seguro para a adubagGo, especial- mente nos culturas semi-cquétices, porque estas néo podem ser comparadas pH Os soles mais apropriades pata a rizicultura sGo aquéles cujo pH fica entre 4.2 6, com um teor em nitrogénio entre 0.1 a 0,6% e com acidez fosiérica entre 0.04 a 0.17 % L nes mais uma vez que o arroz é planta acidéfila e semiaquética, tendo essidades diferentes dos que se notam nas culturas comuns. Fola-se que 0 aroz nao precisa de solos de boa fertilidade, o que é certo & riqueza em elementos principais. Muitos concluem que 0 arroz, la, 6 hostil ao clcio, o que 6 um érro. O Instituto Agronémico de Campinas recomenda 10t/ha de adubo coleério para as culturas de arroz. ma mais prejudicial que benéfica, Isso, porém, ndo quer dizer que ‘ender &s necessidades de céleio que tem 0 arroz. Acidétilo néo quer dizer hostil co célcio, mas sim, apenas, que a planta precisa de muitos elementos raros. RENDIMENTO E PH SEGUNDO AS EXPERIENCIAS FEITAS PELO THORP | Rendimento PH kg/ha 4-55 2.832 55 — 65 2678 65 — 7,5 2.614 75 — 85 1.920 Nas terras inundadas (irigadas) o pH oscila, mas deve ser sempre mantido abaizo de pH 6. A substéncia orgénica eleva continuamente o pH, como 0 fazem a também certs adubos quimices e calcérios. Mas especialmente o arroz de espigaio tem de ser plantado em terras ricas de matéria orgénica devido & necessidade de maior retencdo de agua. Especialmente nesse caso, deve-se fazer uma aduba- Go com elementos raros como o ferro, o manganés, o boro e o zinco. Terraceamento Tanto nas culturas de espigdo como nas semi-aquéticas 6 indispensdvel o ter- raceamento para que a cultura de arroz seja lucrativa. 1 — Em culturas sécas: Basta fazer as culturas em contémo, construindose a cada 20, 30, 50 ou 100 metros de distincia, segundo o declive do nivel, trinchos, cuja parte de baixo, amontada com a terra cavada, deve ser fixada pelo arroz, ou melhor, pelas legu- minosas. Quanto mais planos os terrenos de arroz, tanto mais agua se infiltra @ tanto maior seré o rendimento. Comparando os rendimentos em temas de igual fertilidade, umas declivadas e outras planas, verificamos que mesmo os trabalhos dispendiosos de nivelagio e terracecmento oferecem recompensa. Terreno declivado Terreno plano, terraceado 800 — 1.100 kg/ha 2,800 — 3.500 kg/ha Nunca se deve praticar a lavoura extensiva de artoz, pols acarreta 0 abandono de imensas dreas e a miséria da populagio rural. A rizicultura pode constituir fonte estével de riqueza, quando néo for némade como a nossa, A monocultura do arroz existe ha 4.000 anos no Japao, nas Fili- pinas © na China, porque é feita em solos terraceados e tratados com o malor cuidado, ‘ulturas ime dove sor complotamonte plana, 0 quo néo quer dizor quo sdmonto nan 89 posse plantar atroz Irrlgado, Nas Filipinas, no Japdo, na China 0 na cortas partes dos E, U, A. 0 attoz Imorso 6 plantado nas jonlanhas, pols ostas ladoiras si culdadosamonto torracoadas, Bas- 508 com d latguea do 20 a 30 mottos, O importante 8 quo a produgtio maior que a do artoz plantado em torrono sco, ROTACGAO — ADUBAGAO VERDE io apenas duas as alternativas na cultura do arroz: a) ou fazer a cultura némade, b) ow plantar om rotagéo. »r completa ou feita sdmente com loyuminosas para adubet ESQUEMA DE ROTAGAO AND aesoe "| sasa ®| ateooio® 2AN0 sua Al areooio®] snroe © KANO augorio "| senoz 8) soun © vermes culturas ndmades, o rondimonto sord sempro balxo. ra nunca constituiré fator ostével da economia nacional so nao puder garantir rendimentes mais ou menos certos, A oscilagdio ontro grandes colhoitas, itam @ exportagao, e colheitas inferiores, quo nao bastom para suprir as sidades do mercado nacional, obala a economia, Isso so oxprimo natural es dos preges © contribul para que a lavoura soja incerta 0 ica © a rotagdo sdo sempre mais indisponsaveis, So om ras nomades sGo necessdrias, muito mais 0 sdéo ainda om culturas feitas em terrenos terraceados. E como as chuvas se vao incertas, teremes de introduzir infalivelmente as culturas a pessibilidade de resolver os problemas graves da nossa 4 do sor estével por imposigdo dos fatos e teremos de s ferrencs, ou sera vao todo o trabalho. nas irrigadas a adubagdo orgénica 6 muito con : sso respeito uma coisa dogmética. Na crcz @ plantado como monocultura desde hé milhares de anos, a © uma adubagdo forte de estrume de curral. Natural- ém de ser drenadcs para receber e decompor o adubo orgé @ adubagdo mos aplicando-se adubagéo verde, mpo para © cultivo de arroz no mesmo ano. E preciso arse duranta 10 @ 12 semanas, para que néo, pre turas irrigadas, é ne amen'e as nte a3 seguintes tegras: 1 —Incorporar a massa vordo nuporlicialmonto apenas, Isto 4, no méaximo, do 5 a 7em do profundidade (virando-a com grado do discon) 2.— dolxéla docomporna om lorra onxula durante 10 a 12 eomancs, 3 — complotécla com arubos: quimlcos, Convém dlzor noster allura quo 0 arson {rrlgado néo gosta multo do aston “rlcos” alétn do proclaar do maticla orgiled, Enact cultura aprogonta mutton faléroa favo rdvola 0 doalavor4vols & adubagiio vordn, O corto & quo o atrox procla do humo, (com © qual 9 olomontos taros no fornam pouco aprovoltdivoln, mas que néo qonta dos produtos do decompesigéio, prineipalmonto dos que prowim da decom poslgio anaordbla da matérla orgénica, quo multas vézon o profudleam sixlamonto, Por ins aconsolha-so mala uma vor @ rolagtio, ondo ax torran, tornadan fértoie pola adubagio vordo, bonoficlam 0 arroz som o projudicarom com produtos det docomposigéio. Nas culturan sfcas, a adubagio oraéniea 4 absolutamonto indisponsévol, Como nao podomos dispor do maloros quantidades do ostrumo do curral, som falar da sua qualldaclo, 6 molhor néo contar com filo, f procisa frisar, pordm, quo o ontruime do curral 6 som diivida nonhuma o molhor adubo orgéntco quando dovida: monto tratado. A rotagao do culluras 6 goralmonto o tinico molo do mantor os solos fofos o capazes do rotorom ct daua nocossaria para a rizicullura, Em Wédas cs lorran om quo so cultiva arroz [Link] a soquinto rotagio: 1.9 — sola para adubagéo vordo, algodéio, 2.9 — atroz. (Pode-so rocomendar também quo se faga no minimo a rotago soia-arroz), Para 6380 fim divido-so 0 torreno om 3 pattes iguais, plantando-so compro uma dolas com soja, outrer com algocio 0 @ torcolra com arroz. Esta rotagdo & ideal, porque @ sola entiquoco o solo, ao passo quo o algodao 0 0 arroz délo so aprovaltam om soniidos multo diferentes, Enquanto 0 algoddo requor ospocialmonto clomontos Principais, 0 arroz aprovoita om primolto Iigar os clomontos raros. Além disso, ©.arroz nunca ficaré num solo quo tonha matéria orgdnica frosca, mas sim om torra {6fa 0 sdlia mas de fortilidado média. E sabido por todos que o artoz nunca dove sor plantado om terras rocém-dosbra vadas, porque seu rendimonto soré infallvelmonte baixo. flo profera sompro torras do cultura mais volhas. © mesmo so dé com a maléria ora’mica, Para ovitar os. projuizos, que do vez em quando s&o provocados pola adubagdo vordo, roco- mendase a rotacde com algodio — © nio com outros careais, como o milho, ele, — para que se possa oferocer ao arroz um amblonto quo Tho sola bas tanto propicto, Preparo do solo Deve-se arar 0 chido loqo depois da colheita, Essa atagdo deve sor bom super: ficial, de 8 a 10cm no maximo. A terra ficaré assim até o infcio das chuvas, quando a sequnda aragao seré feita com 15cm do profundidade mals ou menos, Tem isso o fim de acabar com as pragas © as sementes de ervas mas. Devemos dispensar cuidados especiais no preparo da terra, pois, quanto mo- Ihor preparada, tanto menores as despesas com 0 cultivo, porque tanto menos ervas més se desenvolvem nela, E como uma gradagom sempre fica mais barata que uma carpa a mao, convém gradar a terra algumas vézes para que ola fiquo livre de plantas indesofavels, Especialmente nas culturas de espigéo, as carpas constituem trabalho muito disvendioso. 80% da rizicultura brasileira sé culturas sécas © por oraucanto muito poucas so mecanizadas. Cada proparo de terra dove tor como finalidade: u 1 — teraz © campo o melhor possivel para o plantio; 2 — diminuir quanto possivel as carpas na cultura. Mas no preparo da terra nGo figuram sémente os trabalhos mecdnicos. De magna importincia nas culturas sicas é a capacifade retentora de dgua da terra, @ por isso deve ser cumentada o mais possivel. A superficie da terra tem de ser humosa e fS{a, duma estrutura esponjosa, de modo que facilite boa in- filtrago das precipitagSes. O arroz depende da agua mais do que as outros 10 sempre nos lembrar de que SEM AGUA NAO SE TEM ARROZ! culturas e di . “SCRAPER” As culturas superficialmente irigadas devem ser completamente planas @ re querem impericsamente um nivelamento perieito. Sdo elas as culturas mais lucra- fivas, com rendimentos que olcangam at8 6000kg/ha. O nivelamento cuidadoso garante uma irrigagéo unifcrme e com isso um “stand” também uniforme, Para ésse fim existem maquinas proprias: 1 —o “scraper”, isto &, uma prancha niveladora de forma meto cilindrica; 2—0 “float”, isto , dois “scrapers”, Os campos terraceados ¢ gradeados 18m de ser completamente nivelados, o que 36 6 possivel obterse com o scraper, méquina construida nos E. U. A. especial- mente para ésse fim. Consiste numa armagdo de ferro sustentada por quatro rodas baixas e que tem na parte central um semicilindro rotativo. Bsse cilindro tira terra que estiver em excesso, colocando-a automéiticamente nos buracos existentes. Depois disso, 6 dado o illimo reloque com o "float", que sdo dois “scrapers” colocades um alrés do outro numa armagio reforgada na parte média por dois ferros cruzados. $6 entGo 0 campo fica preparado para o plantio irrigado, ADUBACAO QUIMICA ‘A adubagéo quimica tornase cada vez mais necesséria tanto nas culluras sécos como nas culluras semi-aqudticas. Esté provado que nas terras esgotadas uma s§ adubagéio orgénica nfo terd efetio se néo fér completada pola adube- fo quimica. Pode-se dizer nesta altura que, geralmente, uma adubagéo quimica dos viveiros néo aumenta 0 rendimento, O rendimento aumenta principalmente com a adubagto do proprio campo. Via de regra, a adubagio quimica tem de ser efetuada 40 dias antes do plantio. Hoje em dia {4 ninguém ignora que a decadéneia das safras é: 1 — causa de erosdo, quer dizer, do colapso da estrutura do solo e, por isso, das reagées quimicas desfavordveis; 2. — conseqiiéncia do esgolamento absoluto dos elementos nutritivos da terra 12 Segundo experiéncias, uma colheita de arroz de 3.200k¢/ha retira em gritos e palha: 34 kg/ha do nitrogénio, 6kg/ha de fésforo, 35 kg/ha de potassio, 14 kg/ha de calcio. NITROGENIO, E claro que aquilo que a planta remove da terra deve ser-lhe res- tituido. Também no artoz, como se vé, os elementos principais ¢ que sdo con- sumidos em maior escala. No que conceme ao nitrogénio, sabemos que o arroz, especialmente no estado juvenil, absorve smente aménio. Nas culturas semi- ‘aquéticas 0 aménio é sempre a forma predileta de nitrogénio. Nas culturas sécas, mais tarde, para a sua vegetagio, 0 artoz prefere os nitratos. Os nitrates (salitre do Chile) ngo trazem beneficio para as culturas irrigadas e de banhados, e muitas vézes prejudicam 0 arroz por causa dos nifritos venenosos formados no ambiente anaerébio. Segundo as experiéncias de cientistas norte-americanos, feitas na Asia e nos E. U. A,, e especialmente executadas sob cuidado de Libatiqui, ficou provado, que doses moderadas de aménio beneficiam o desenvolvimento das raizes, ¢ 0 das plantas, co passo que doses maiores provocam demasiado desenvolvimento folhear, restringindo 0 radicular. Embora os adubos quimicos sejam de pronta reagéo e produzam geralmente resultados répidos, os orgénicos favorecem 0 crescimento de plantas mais vigorosas ¢ sadias. De outro lado, Chang e Ting provaram que a adubacdo exclusiva de aménio provoea no arroz, nos primeiros trés anos, um umento das colheitas, que depois, cpesar da continua adubacéo amoniatada, caem aié um quinto da saira obtida sem adubo nenhum. Esse fato torna clara a falta de equilibrio dos elementos. UFRA ATAQUE DE NEMATOIDES EM CONSEQUENCA OE DEFICIENCIA MINERAL Nas culturas imersas, 0 melhor adubo & a uréia-gessada, além do estrume de curral. O nitrogénio é, no mundo intelto, 0 adubo mais necessdrio na rizicultura. Reconhecemos que a chamada "Cadang-Cadang” é doenca devida simplesmente & deficiéncia em nitrogénio. As félhas amarelecem, ficando as mais velhas com cér alaranjada, As raizes tornamse marrons e morrem. Cortigese perfeltamente ésse mal com uma adubagéo azotada, © FOSFORO aumenta a quantidade:de gréos das salras, mas néo a de palha, ¢ contribui para uma maturagdo mais precoce, E fato conhecido que as culturas agricolas, sejam quais forem, tardam a amadurecer quando deficiontes em {ésforo. 13 foro aumenta a absorgGo de nitrogénio © favorece o desenvolvi. indes quantidades, porém, impossibilita a absorgo de © POTASSIO, cpesar de ser elemento indispensdvel para as boas safras, ndo volume, mas melhora a qualidade do produto, Além disso, qumenta nte a resisténcia a doencas @ pragas. O que se conhece no mundo como doenga de “Menteque", atribufda a varias rigs, nada mais 6 que a deficiéncia em potéssio © nitrogénic, Com essa Gs € os entrenés dos colmos ficam curtos. Os cachos deixam de formarse. Em certos anos esta doenca causa considerdveis danos. Quando os caches aparecem, apresentamse amarelos ¢ estéreis. Provavelmente a insolubili- dade de alguns elementos rarcs coniribui para essa aparéncia. © CALCIO por seu lado estimula a fixagio do nitrogénio © melhora a constituigtio do solo. O arroz absorve consideravel quantidade désse elemento, apesar de ser planta acidéfila. Mauitos cientistas atribuem a "ponta branca” do arroz & deficiéncia em célcio. A “flag”, isto é, @ dltima félha, permanece enrolada, os pontas das demais {élhas sGo esbranquigadas e o cacho, que sai, emerge do lado da “flag” formando sémente poucas iléres, tédas estéreis. Esta deficiéncia conhecese na Asia como em partes, dos E. U. A. como “Uira", doenga. Plantas altamente deficientes em célcio sie faceis présas de nematéides, que invadem os entrenés mais proximos do cacho, provocando ésses sintomas. Nao se pode recomendar uma iérmula Gnica de adubago quimica para o arroz, porque as suas necessidades so bem diferentes. A adubac&o do arroz imerso 6 especialmente complexa. De certo modo pode-se fixar uma relagdo entre os adubos principais, entre nitrogénio : féstoro : potdssio (N. : P': K), A relacdo N:P é geralmente de 3:2 até 1: 2, isto 6, de 30kg/haN : 20 kg/ha P até 22kg/haN : 44kg/haP, 0 que equivale mais ou menos a 160 kg/ha de sulfato de aménio ou Salitre : 100 ka/ha de superfosfato até 115 kg/ha de sulfato de amé- nio cu Salitre : 250 ka/ha de superfosfato. Onde haja possibilidade de obter tortas de sementes oleaginosas como as de algodéo, amendoim, etc., so elas sempre preferiveis aos outros adubos azotados. A cinza de ossos traz bons resullados nas culturas de espigdo; sendo de lenta teagGo, constitui permanente fonte de fésforo. Nas culturas de banhados, porém, 6 inadequada, pois entéo a terra contém geralmente pouca matéria orgénica, & no garante a decomposigtio © assimilaao désse adubo. Em ceral, é conveniente uma adubacdo de 25 a 40kg/ha de polissio, o que equivale mais ou menos a 40 a 70ka/ha de cloreto de potdssio. £ porém, alta- mente desaconselhével adubar sémente com fdsforo e potdssio, como se usa fazer tratando-se de cutros cereais. ELEMENTOS RAROS O FERRO E O MANGANES sao considerados os elementos mais necessdrios na rizicultura, mais necessérios &s vézes do que os préprios elementos principais. Da presenca do manganés depende a absorcéo do nitrogénio, @ muitas vézes 0 que & considerado deficiéncia de azéto néo o 8 senéio de manganés. O manganés 6 0 elemento que possibilita a transformagtio de aménio em dcidos aminicos. Espe- cigimente nas culturas semi-aquéticas, 0 contréle désse elemento é uma das medidas mais necessdrias, para garantir rendimento alto. O ferro 6 um dos elementos mais delicados do solo e tem a maior importéncia para a planta. A clorese por falla désse elemento nao é rara, Existe um equilibric to 6, 4 entre os elementos raros. Uma adubagéo forte em fésforo ou calcio ou a dof ciéncia om potéssio podem provocar esta cloroso, que quaso sempre n&éo passa do "deficiéncia induzida" © sé em poucos casos 6 “doliciéncia efetiva”. Neslo caso também, como no dos demais elementos raros, o pH controla a dis- ponibilidade de ferro © manganés, o que quer dizer: quanto mais dcido 0 sclo tantos mais olementos raros sto disponiveis, © BORO, © COBRE E O ZINCO sitio elementos que especialmente nas culturas sécas do arroz desempenham importante papel. Especialmente durante épocas sécas podemos constatar perdas considordveis em nossas riziculturas por causa da in- disponibilidade déstes elementos. Perfodos secos provocam a "ponta branca” no arroz novo, isto 6, Greas cloréticas nas félhas, enquanto o colo do colmo seca e murcha. Nesse caso, a deficiéncia relativa 6 geralmente mais grave que a abso- luta, Nas culturas de espigéo — em anos timidos — como nas culturas imersas, a “brusone” (piricula ou cabega branca) causa danos considerdveis e até enormes, porém nada mais 6 que deficiéncia nesses elementos raros, provocada pela defi- ciéncia aguda de potdssio, que impede a pronta absorgaio de zinco e boro, cuja falta é a causa principalmente da chamada “brusone”. Os “pontos marrons” nas plantas recém-germinadas, a "mancha matrom” nas félhas das plantas maiores, a “esclerose dos colmos", a “podriddo irregular das hastes", a “clorose das mudas", a "podriddo do colo”, etc, nada mais sto que deficiéncias déstes elementos em diversos estados de desenvolvimento da planta. © MAGNESIO é elemento que se liga intimamente com o célcio e que regula efi- cazmente a maturagéio uniforme do arroz © o desenvolvimento igual das plantas. Como elemento principal da clorofila, é de magna importancia para as nossas culturas. Geralmente notamos a falta désse elemento quando tiver sido aplicada uma calagem forte sem que éle tenha sido levado em consideragao. ENXOFRE. Em épocas frias as plantinhas novas apresentam, muitas vézes, cres- cimento retardado, compacto, e se mostram um pouco clordticas. Isso 6 devido a deficiéncia em enxéfre, pois entéo as raizes, embora compridas, sdo escassas, e nao conseguem nutrir bem as plantas. Uma adubagéo sulfirica ajuda a vencer mais depressa ésse estado desiavoravel, que se corrige geralmente com o tempo. Pode-se resumir dizendo-se que varias doengas, bastante temidas na rizicultura, sdo provocadas pela deficiéncia mineral, o que se verifica néo sdmente com a ‘brusone” mas também com a “ponta branca”, a “podriddo preta” dos gréos, 0 "scab" e outras moléstias. EPOCA DE PLANTIO Sébre a melhor época de plantio, ndo existe divida nenhuma. — Pode-se plantar © arroz nos primeiros dois meses das dguas, o que significa para SGo Paulo que @ plantag&o deve ser feita de meados de setembro até a primeira quinzena de novembro, sendo a época mais indicada, sem a menor divida, de meados até fins de outubro. © arroz que se destina a transplantacéio deve ser semeado nos viveiros nos meses de junho e julho devido ao tempo frio, em que o crescimento das plantinhas 6 lento. Enquanto na Asia transcorrem de 15 a 25 dias da semeadura até o trans- plante, em nosso pais ésse periodo 6 de 40 a 60 dias. Assim pode-se transplantar © arroz nos meses do plantio comum. Porém como se pode variar a época do replantio, nao sendo estritamente confinada aos meses de plantio comum, pode-se semear também os viveiros no inicio de setembro e fazer o transplante nos fins de novembro, sendo a vegetagéo mais répida nessa época. 15 ' fi yo PROFUNDIDADE DO PLANTIO / roz 6 vegetal que gosta do plantio fundo. Por isso, nem as de espigao os campos devem ser gradeados no dia do plantio, na do antocedéncia, para-permitir que a terra se mpede o bom desenvolvimento das plantas. fundo tar, porém, que a profundidade do plantio depende muito: io do sol tura_ da terra, ura (séca cu imersa), sécas, deve-se estabelecer o seguinte: a) om terras fSfas © meio leves, em bom estado cultural, o plantio pode-se fazer com 3 a 4cm de profundidade; b) em terras pesadas © com arejamento meio deliciente, a profundidade maxima sera de 2m, ss ersas, quer de banhados, quer irrigadas, @ possibilidade da indica a profundidade do plantio. Se a profundidade fér boa e a agua puder ser completamente drenada, pode-se plantar nos banhados até 2cm de pro- fund; . Caso, no se possa drenar o terreno, e nas culturas irrigadas, aconse- Ihase nGo cobrir as sementes com terra. Quanto menos terra cobrir as sementes tanto melhor o “stand”. Em culturas semi-aqudticas nunca se cobrem as sementes com terra, Bate-se apenas o terreno para firmd-las na terra, Essas sGo regras gerais quo ndo podem ser dogmatizadas e que devem ser alteradas pelo lavrador segundo o tipo de solo e o tipo da cultura, A tnica colsa quo se deve estabelecer ainda uma vez 6 @ seguinte: Nao so dove plantar fundo © arroz e nunca deve ser éle plantado em sulcos, porque suas exigéncias diferem muito das do milho ou da batata. A regra 6 osta: Quanto mais fundo {ér plantado 0 arroz, tanto pior seu rendimento! QUANTIDADE DE SEMENTE VARIEDADE DE SEMENTE A yariodade de somento dove ser oscolhida segundo © solo onde vai ser planteda. 1 — Terras do espigéio, melo pobres, néo muito frescas, que dependem sémento da abundéncia das chuvas, n&o sao muito apropriadas para a cultura de arroz. Contudo, ce se quiser ai plantar arroz 95 para uso préprio, as variedades Catéto branco © Pérola so as tnicas que podem dar rendimento mais ou menos satis- fatério. Essas variedades so, porém, do pouco valor comercial, devide ao fato de produzirem graos mitdos. 2 — Em torras frescas o fértols do espigéio, o nimoro das variedades apropriadas J6 6 muito maior. Pode-se plantar a maloria das de tipo agulha @ mefo-agulha. 2— Ae cultures somiaquétices odo os mals indicadas para a rizicultura pols nics multo mais altos 9 soguros quo as culluras sécas. Espocialmonto as vatiedades finas, como Nira, AgulhaDourada, oc. s6 podem ser plantados imeteas, pique as culturas sica nunca aleangam qualidade superior. Enquants 0 29 conta com rendimentos de 200 a 1.200 kq/ha nos culturas sécas. nas culturas semicquatices a produgdo 6 de 3.500 a 4.500 kg/ha. A quantidade de cements usada depende dos soquintes fatGres: jedade plantada, 1 — do vor 16 il Ps Sa 2 — da qualidade de semente (percentagem da germinagiol, 3 — da fertilidade do solo, 4 — das condigées do campo, 5 — do tipo da cultura © dos métodes da irrigagio, 6 — da época do plantio.e do mélodo déste, 7 — da possibilidade do contréle da agua (drenagem), 8 — de ser a terra nova ou velha de cultura. Assim, a quantidade de sementes para o plantio varia: 6 de 60kg/ha nas cul turas transplantadas; de 90 ka/ha nas terras férteis de espigao e nas culturas iri- gadas; até de 160kg/ha nas terras pobres de espigéo e nas culturas mal dre- nadas. Estas normas sao de valor mundial. Valem tanto na Asia, como nos E. U. A., na Europa e no Brasil, e ndo podem ser alleradas para mais nem para menos. Devem, porém, ser ajusiadas aos 8 pontos acima enumerados, que regulam a densidade do plantio. PLANTIO A forma do plantio depende: @) do tipo da cultura, b) da terra. Deve'se, portanto, levar em consideragao se o plantio vai sor fello a méo ou mecanizadamente, se se vai semear no lugar definitivo ou para transplantar as mudas. Assim conhecemos 4 tipos de plantio: 1 — do transplante a mao ou a méquina, 2 — de semeadura em covas a mao ou a maquina (dippled), 3 — de semeadura em linhas com semeadeira comum, 4 — de someadura a lango, feito a mao ou do avido. Transplantio Convém tratar déstes diversos tipos de plantio segundo a respectiva importéncia, Parece incrivel, mas na rizicullura moderna adolase de novo o método mais ‘antigo, 0 de transplante. As vantagens déste método séio sempre maiores que as dos outros, especialmente quanto ao aumento da produgéio @ ao fécil contréle das ervas més, condigSes estas de grande interésse. Os vivelros devem ser cuidadosamente preparados. Dopois do nivelamento com- pleto da terra, marcamse os diques nos quadros onde serdo instalados os can- teiros, Esta marcagtio des diques deve ser feita com pequeno desnivel — 8 a 10cm no méximo — para evitar as profundas escavagées, as quais prejudicam o desen- volvimento uniforme das mudas. Passa-se entéo, mais uma vez a “pa de cavalo” a fim de nivelar perfeitamente o quadro. A seguir soltase a agua, passase a grade de dentes para desmanchar os iltimos torrées, © por fim a niveladora. Drenc-se depois o terreno. A seguir, reparlemse os quadros em canteiros de 1,5m @ 2m de largura ¢ de 20 a 30cm do comprimento. A semente a ser planiadc nos viveiros deve ser devidamente preparada. Fica durante 48 horas na égua para se separarem as chéchas das boas. Depois, colo- cam-se as boas sSbre panos numa camada de 8 a 10cm, cobrindo-as com sacos ot. com cs pontas do proprio pano © esperase alé que se inicie a germinagio. Comecase entéo o plantio, A semente é distribuida nes canteiros, mas nunca deve ser coberta de terra, A terra deve ser umedecida. Usa-se em Rio Grande do Sul 1kg de semente por 5 a 6 metros quadrados. Esta quantidade néo pode ser gene- ralizada, Contudo deve-se plantar nos viveiros com bastante densidade. Depois do Ww aio batidas com enxada, ou premidas com roles para 90 fir . Inunda-so o terreno © drona-so o mesmo imediatamente depois, $6 do tidas as plantinhas ¢ que se pode inundar de novo os rmanecer imorsos ato quo as mudas atinjam uns 20 a [Link] a_do transplant. Quando o tompo ostiver {rio drona-se © dia para quo a torra aquoga © tornaso a inundéla duranto rntinhas fiquem protegidas do frio, Para arrancar as mudas a terra dove estar onxuta. O transplant tom @ vantagem do poder regular o tempo do plantio segunde as possibilidades da fazonda. is do sorom as raizes lovemonto lavadas com gua, devem sor olas, bom 20 as fSlhas, um pouco aparadas. Uns lavam as raizes até ficarom limpas, thes tiram apenas o excesso do barro, 0 quo 6 perfeitamente suficiento, jantam-so as midas suporiicialmonto, nunca a mais do 3em, porque as plan. tinhas colecadas profundamonto na terra, mortem f&cilmente e quaso néo perfilham, Nos ssitics podo-so transplantar manualmonte, por sor o transplante relativa mento rod porm ngs fazendas rocomendaso 0 transplanto @ méquina, apenas o encargo do o controlar. As mudas transplantadas s6 procisam do uma carpa love dispensando qualquor cultivacéo. Isso roprosonta cnormo vaniajem. Transplantaso quando so tom tempo o dopols ficaso livre a outros z transplantado 6 solecionado, constituido smento de plantas vermelho ou “tingiiera” © de outras pragas, e se deson- jelvo uniformemente. Nos E. U. A. adotaso cada vez mais éste métedo, pois 6, afinal de contas, o ais karate, mais soquto e mais rendoso. As méquinas transplantadoiras j& executar 0 penoso servigo do transplanto. as mulheres @ as cricngas maiores s&o os melhores lo plantar por pessoa §.000m? por somana, Quando ndo hé transplantadores, Plantio em covas to comum plantarse o arroz em covas do 20X 25 até 25X 30cm 6 simente o mais antigo © ainda mais usado por is proprio e melhor, superior ao plantio om linhas 2 0 plantio em linhas, a enorme vantagem de: crtoz dove sor semeado bom densamente para evitar ¢ sua peculicridade muito desvantajoss. Quando sempre de novo, © apresenta finclmento um a cova 6, sem divide nenhuma, 6 0 artcz, mas simente nos espages arpas. Por isso o plantio em linhas ndo é ca seré. Podeso plantar também em ja: de semear do modo comum, possui cano @ joga sempre uma pequenc eee Plantio em linhas Bato o método quo foi invontado na falta do outro melhor para plantar grandos Greas om pouco tompo, Isto 6, mecanizadamontoe, com os molos oxistontos, Porém os rizicultores néo podom acostumarso com élo. As dosvantagons désso método do plantar sdo muito grandes. O problema consisto om como so dova plantar. Plantaso om distincia adequada ao arroz, isto 6, disténcla quo pormita logo ‘© sombroamento do solo, 0 Guo aconteco nas linkas do 20cm do diaténcia. O cultivo 6 quaso impossivel © perdoso © arroz no malo. A disténcia do 40cm ontro as linkas pormite o trato com onxadas, isto 6, carpas manuais, mas quando o arroz 6 plantado om grandes dreas, geralmonte a méo-do- obra ndo basta para capinar todo 0 arrozal. Assim, os agrénomos aconselham dis tancias do 60 a 80cm entro as linhas, Désse modo, o cultivo mectmico 6 porfolta- monte possivel mas o arroz nunca cheqa a sombrear o terreno o duranto téda a vegotagtio ocorre o portilhamonto, Os rondimentos séio demasiadamente baixos 0s graos inforiores por causa da maturagdo dosiqual. Em tédas as riziculturas do mundo aconsolhase reitoradamento “plantar bas- ante somento". E isso 6 de magna imporldncla nas culturas nao tranaplantadas para s0 conseguir que 0 arroz sombroie logo a terra, © tomo conta das orvas mas, bom como para impodir um pertilhamento excessivo quo provoque uma ma: turag&o desigual. Essa 6 a diferonga fundamental entre o métedo do transplantio © 0 do semear no lugar definitive. 1 — 0 transplantio devo provocar @ perfilhagio 0 méximo possivel mas uma ver 86, 2 — A someadura dove sor a mais densa possivel para impedir o porlilhamonto continuo. Isso 0 consogue perfettamente quando 0 arroz 6 plantado em covas, a mo ou @ méquina (dipplado). Cortos agrénomos rocomendam colocar na semeadeira a quantidade do 25 a 80kq/ha, onquanto Campinas aconselha 95 ka/ha, 0 que & muito melhor © muito mais razodvel. Convém osclarecer que os 95kc/ha sdo simente uma base que dove sor altorada segundo as diferentes condigSes para se obter rendimentos altos. A lango Esto método de plantio s6 6 possivel nas culturas imersas em que o terreno {r porteitamento preparado, sendo 0 arrcz morro no moto. Esta prética de lancar a semente 6 muito usada no Rio Grande do Sul e na Califémic (E. U, A. Porém. nos E. U. A. nao se langa a semente a mao mas de aviée. As terras sdo inun- dadas de medo a ficarem mais cu mencs com 6cm de agua sébre elas, e 0 avido langa a semente dirctamente na égua. O métedo ¢ muito bom permitinds planterse circa de 100ha per dia, enquanto com plantadeira <6 se pode planter 3a 10ha didriamente, no maximo. As vantagens déste método se as sequintes: 0) Nao 4 preciso preparar a terra muito cuidadesamente, b) é mencr a quantidade de sementes que fica ccberta pela | ©) a semente 6 protesida contra os passari icio déste cap na cultura semi-aquatica 6 © contréle da ata de itrigagdo, mas sémento da dronagom das éguas cas da vegataszo. 8 culturas irrigadas so, até hole, pouco rncia por parle do Govémno, @ drenagem 6 a mais Duas regras devem se 10 0 a colhete gs pragas e moléstias (como “mildew”, nematéi- possibil combater ou evit ortantes é que a équa nos arrozais esteja permanen gar e que possa ser drenada 10 a 15 dias s vézes perdese o aroz por causa do excesso de dqua em @ colhedsira nem os operdrios podem entrar nos s 20% des arrozais sto plantades nos banhados ou Nessas culturas devesse construir um canal mestre que secundérios, que nascem néle. @ gua nos campos, abremse as comporlas do canal fechamse essas comportas e a équa camente, irrigando 0 terreno por infiltragéo. 0 um curso de Ggua, como um rio ou cérrego, pode-se regular mais facilmente i irrigago, tirando-se a dgua désse curso para completar a que fér faltendo. Mesmo que o arrez seia planta cujas taizes s&0 parecidas com as das plantas aquétices, exige bastante oxigénio na terra, isto 6, um arejamento adequado, ou agua fresce. A dgua meio podre lhe é mais prejudicial do que benética. Exigéncia de dgua Ext provado por intimeras experiéncias que 0 arroz das culturas irrigadas néo absorve mais dgua que o das culturas sécas. Contudo, as condigées apresentadas pelas culturas imersas possibilitamlhe maior consumo de silicio @ elementos ratos. multe importantes para o bom rendimento do cereal. Geralmente a necessidade de dua. seja de irrigagdo cu das chuvas, tanto nas culluras sécas como nas se- mi-cquéticos depende: 1 — do lengol de dqua subterréneo, 2 — da topegratia do terreno © da insclagéo, 3 — do tipo e do preparo da terra, 4— da matéria oraénica © estrutura do solo, 5 — da evaporacio efetiva das plantas, que, por sua vez, depende: a} do clime, b) de temperatura, ‘dade do vento (planicies sem quebra-ventos, montanhas ou paisa estas) ‘a cultures sécas deve ter como regra o sequinte fato: A ADUBACKO ORGANICA BAIXA A EXIGENCIA ABSOLUTA DE AGUA DO APROZ, Essa regia 6 de dupla importéncia, pols a adubacdo orginica nao s6 2 copacidade retentora de dgua do solo, como também torna as plantas ins © vigorceas, com gasto de Gqua relativamente menor. C ‘¢ cutruras } cae SY Y IMERSAS Tipos de irrigagao Em todos os paises rizicultores os Governos tomam a seu cargo as représas e canais mestres que servem para a irrigacéo dos campos, Os rizicultores ficam apenas com as despesas dos canais secundérios e tercidrios, como da propria irrigagéo. Ha varios tipos de irrigagtio: 1 — trigagao por imersdo (submerséo do terreno), 2— irrigagéio por infiltracéo ("empolderamento"), 3 — contréle da égua sémente. Na Asia, Europa e América do Norte a irrigag&o por imersdo é 0 tipo mais ‘comum. Constroem-se nos ries @ cérregos représas ou agudes — isto 6, enormes tanques, que conservam simente a gua pluvial — para climentar os canais mesires da itrigagGo, Nesses paises s6 so faz a irtigagtio superficial pela inun- dagéio dos terrenos, pois ésse métcdo apresenta diversas vantagens sdbre of outros: a) a dqua 6 sempre {resca @ circulante, }) a irrigagdo é mais perfeita, distribuinde-se igualmente por tédas as partes do terreno. Na Africa © método holandés do "empolderamento” & comumente usado. Cor- ease 0 terreno com um canal e um dique. No meio dessa area passa o canal mestre da irrigagao, que, por meio de varias comportas, controla o nivel da dua. Em ambos os lados encontramse os canais secundérlos © tercidrios de drena- gem, onde o nivel da dgua é mantido. Uma réde de canais forneco dgua aos tabuleiros, sempre mais baixos que no canal mestre da irrigacéo, para assegurar a circulagéo da aqua. As desvan- tagens déste método so as seguintes: 1 — do voz em quando rebentamso os diques por causa de chuvas fortes © © terreno é desastrosamente inundado; 2 — as dreas contrais dos terrenos que ficam entre os canais so menos irri- gadas que as mais préximas. Na fndia, pais onde 6 nativa a maioria das nossas variedades de arroz, néo se faz itrigagéo continua, mas suprese sbmente a deficiéncia das chuvas com a TABULEIROS SISTEMA DE CANAIS PARA PLANTACHO DE ARROZ ndagdo des campes com as aguas désses acudes Go ¢ inteiramente artificial, quer dizer 6 feita s agudes que se suprem de agua por ocasiéo Esscs dguas, és véres podres, chamamse “nil es diques @ reprisas regulam © curso do Nilo, arma- para o ano intelro. Essa dua, sempre fresca, chama-se “self ais fornecs Ggua para 11.000 milhas quadradas. cs culturas so irrigadas arlificialmente, $6 no Vale do Paraiba, as do Rio Grande do Sul, é que se encontram culturas cri ds vézes planta'se em banhades, onde basta o simples suas. Nesses cases, canais de drenagem regulam o nivel da agua. se fechom as comportas, ¢ &gua sobe, e quando elas so aberlas, a ia da terra, que fica séca. Os canais de irrigacao © drenagem pro- es dreas onde sdo construides e constituem o meio mais elicaz ctego contra inundagées. (Como se sabe, o arroz néo suporta uma inun- riedades mois resistentes a inundagdes s6 resistem olé is mestres — Mu, Mandalay, Shwebo e Yeu — 0.000 ha, enquanto o sistema de antigos canais protege A construgdo e manulengio désses canais est a cargo .aga0 do Govérno indiano, A prdtica da irrigagao Preparatives para a irtigacéo cdequadamente, nivelando-o completamente com © 0 “float’), constroem-se os tabuleires. Atual Califémia os de tamanho entro 2 a 1S 08 @ largos, de {écil construgao @ conservacao. ain, atta arith Hn nh cane de Marcase @ curva de nivel com estacas ¢ ligam-se os pontos mareados por meio de suleos de aradinho. Amontoase entdo a terra nesses pontes, usandose para isso a plainadeira ou simples pranchdes dispostos em forma de A, que podem sor preparades na prépria fazenda. Os diques tém geralmente uma largura de 1,50m © uma altura de 30cm. Os que circundam o terreno sdo permanentes @ dovem ter mais ou menos de 60cm de altura. Todos os diques sto munidos de comporlas que regulam a passagem da agua dum tabuleiro para o outro. As comportas, sempre feitas de madeira, nunca devem ficar uma em frente da outra, mas sim invariavelmente no lado contrério dos tabuleiros. Entre nés, o tamanho déstes, isto é, a largura dos terragos, é regulada pela declividade do terreno. Existem boas méquinas pata os canais de drenagem, que nunca devem set esquecidos, pois a drenagem tem papel to importante quanto @ propria irrigagéo. © {deal 6 quo todos os tabuleiros recebam a dgua dirctamente do canal de Inrigag&o © que tenham comunicagio direta com o canal de drenagem. Os diques sG0 plantados como os préprios tabuleiros e geralmente proporcionam boa colheita. A propria irrigagéo terreno é inundado antes do plantio a fim de a terra ficar bem molhada. Drena-se a dgua subsegiientemente. Depois do plantio — a semente nunca deve ser coberta com terra — comprimem-se as sementes na terra para firmélas e inunda-se o terreno, drenando-o imediatamente de novo. Quando o tempo esta muito séco, pode-se inundar mais uma vez o terreno antes da germinagiio e drené-lo logo depois. Geralmente néo so inunda mais o terreno antes de tédas as sementes haverem germinado. Método A Quando houver perigo de geadas, os campos com as plantinhas recém-germ!- nadas so inundados de noite ¢ drenados de dia para esquentar a terra, So nao existir perigo de geadas comeca-se com a irrigagdo sémente quando as plantinkas atingirem uma altura de 20 a 30cm, isto &, 30 dias mais ou menos apés @ getminagéo, Enchem-se eniéo novamente de égua os tabuleiros de acérdo com @ seguinte regra: 23 “O nivel da agua dove subir com a altura das planta: Comoga'so com uma camada do 3a Sm do ospossura © prowsoguo-so até quo ola atinja 15cm, A dgua 6 dronada sdmonto para possibilitar as carpas 0 man lida _no campo até 10 a 15 dias antes da colhoita, Isto 8, a dronagom do torrong 80 inicia quando os cachos comogam a dobrar, Método B As oxporidncias mais modornas, por, provam quo a produgéo 6 mator quando as plantinhas recémgorminadas ja esto submergidas na gua. Uma tegra antiga diz: O VOLUME DA SAFRA DEPENDE DA UMIDADE NOS PRIMEIROS 30 DIAS, Sogundo ésto sistoma mais modorno, logo dopo's da gorminagéo o campo § inundado duranto 30 dias, © a camada do agua 6 sompro aumentada com @ altura das plantas, sondo do 8 a 10cm do ospessura quando so comoga @ dronar, O terrono 6 ontéo completamente dronado © doixa-so socar durante 10 a 1$ dias mais ou monos, isto 4, ali o arroz acusar falta do dgua. Isso benelicia poderosamente o desonvolvimonto das raizes quo procuram a agua sompro em maiores profundidades, desonvolvendose, assim, amplamonto, Inundise 0 terreno de nove com uma camada de mais cu menos 7 a 8em de aqua, © imediatamonto dopois, fecham-se as comportas deixando inliltrar-se a dgua pot completo. Esta operagéo 6 repetida alé o artoz comegar a espigar. Entao sub- merge-se 0 campo permanentemente alé os grdos so encontrarom em ostado “Ieitoso” © os cachos comegarem a dobrar, Dai om dianto, drena-se o terreno sub. soqiientemente até que 0 campo fique séco para a colheita, Aconsolha-se drenar por completo as torras loves uns 15 dias antes da colhelta © as terras pesadas — embora enxuguem mais devagar — uns 10 dics antes da colheita, dovido ao fato de as terras pesadas enxutas encrostarem {acilmonto, © quo prejudica a maturagtio dos gréos, Usa-se capinar o terreno quando enxuto, isto 6, quando esta drenado. Nas cul- turas imersas sdo necessdrias geralmente duas carpas leves, Hoje reconhece-se inteiramente a importéncia de drenar a terra varlas vézes durante a vegetagao, porque isso néo sémonte controla as pragas mas provoca intenso desenvolvimento radicular, o que significa que o amplo sistoma das raizes absorve maior quantidade de alimentos e que a plania, melhor nultida, produz naturalmente maiores satras. ‘A agua da irrigasdo nao deve sor multo fra 0, quando 6 do rlos de baixa temperatura, deve ser aquecida antes om agudes ou nos proprios canals mostres, para nao paralisar 0 crescimonto das plantas pelo choque do frio, ‘A Ggua da irrigagdo deve sor fresca, sem teor salino — cloreto de sédio — que prejudica maioria das variedades de arroz, S6 as variedades "Bluo-Roso", “Fortuna” © “Prolifix” 6 quo so resistentos & dgua salgada; mas justamente estas variedades so de pouco valor econémico. CULTIVO E CARPAS 0 cultivo do artoz & oporagéo multo importante, Podo-se adotar a seguinto rogra: Quanto melhor se prepara o terreno, tanto menor o custo de carpas @ do cultivo. © arroz do séca precisa goralmonto do duas a trés corpas. Quanto mals distanto 20 planta, tanto mais carpas sG0 nocossdrias, tanto malor so as des- pesas do cultivo © tanto menor soré a colhoita, Goralmonto, podom-so disponsar os tratos culturals quando 0 arroz comoga a “fechar”, ‘ato 6 quando ost sombroando a torra, Num ospagamento do 60 a 20cm ontro as linhas, sso porém nunca acontoco, ‘As carpay por st bonoliclam aliamonte a produgéo, provocando 0 dessnvolvi- monto radicular © porlilhamonto, Em campos {rrigados dronaso para as curpas, A primelta carpa 8 dé, no sistema A (antigo), antos do frrigar pola primolra voz, 0 no sistema B (moderno), quando so drona pola primoira voz 0 campo. Os campos transplantados mutias vézes nao procisam do carpas, mas dé-se-lhos uma carpa lovo ou uma gradagom lovo (com grade de dontos) para animar o porfilhamonto, A gradagom s6 so podo fazer, porém, quando 0 arroz {é estiver bom onralzado 0 a grado fér love 0 articulada. PRAGAS E MOLESTIAS Arroz tigiiera £ grande o nimoro de pragas © moléstias que atacam o arroz, Entre nés, porém, muitas moléstias néo séo reconhecldas como fais, sendo consideradas apenas como manifestages de clima adverso. Uma das pragas mais desagradavels em todos os arrozais 8 0 “arroz vermelho" ou “tigiera”, E uma das piores ervas mds e téo desagraddvel que é classificado como praga em todo o mundo, Geralmente 0 arroz vermelho existe nos campos em vérlos cruzamentos com © branco, Em geral 2% do arroz séo produtos désses cruzamentos. A “Official American Publication” provou que tédas as plantas da primeira geragtio de hi- bridos 0 % do segunda geragdo de hibridos possuem pelicula vermelha dos graos, porém n&o 8 0 que se designa como tigiiera. £ quase impossivel identificar © tigiiera no campo, Expertos que tenham muita prdtica podem reconhecé-lo pela posicéo das félhas, que formam com a haste um @ngulo um pouco mais agudo do que no arroz branco. Geralmente os transplantadores do arroz reconhecem-no, eliminando-o entre as mudas, No campo s6 na época de florescéncia se pode distingui-lo do outro, Como o ligiiora amadurece mais cedo que o arroz branco, geralmente {4 derrubou os gréos quando 0 outro ainda nao esté sendo colhido, Na maquina dé-se uma perda grande de arroz, porque, quando existe o tigtiera, tem de sor beneficiado com maior rigor dando multo mals quebra que normalmente. COMBATE Proparagio cuidadosa do terreno. Duas a trés gradagens antes do plantio para oliminar tédas as sementes de ervas més germinadas. Geralmente 0 artoz ti: gitera nasce cedo. Nunca plantar arroz num campo que teve tigtiera no ano anterior. Recomen- da-se urgentemente a rotagéio de culturas. $6 se deve usar sementes muito bem limpadas. £ preciso sempre evitar o uso de sementes de campo infestado. Broca © arroz pode ser atacado por pragas animais desde sua germinagto até so achar no armazém. Os matores danos na rizicultura mundial so causados pelos pequenos insetos homipteros, espécies de percevejos que chupam a seiva das plantas, Mas tam- bém brocas, larvas, vermes © nematéides prejudicam os arrozais. Especialmente mosquitos, como o "Diptera", o "Trochoptera”, o "Thysanoptera”, otc., projudicam as vézes enormemente as culturas, sem se falar dos gafanhotos, que na Asia, Africa, nos E.U.A. © na Argontina podem destruir completamente os arrozais. Em cortos anos no Sul do Brasil hé invasées do nuvens de gafanhotos, que dosttoom tédas as lavouras 25, { ) cors encore _ | BRUSONE, CABEGA BRANCA OUPIRICULA YY Mi Les40 ATAQUE TARDIO, ouauro 40 peRioco vEGerArvo ATAQUE, io inicio 20. BERIOOO VEGETATVO Em nossos arrozais, a broca produz os maiores prejuizos. O seu nome cien- tifico 6 Pyralidae gen. Schcenobius. As larvas entram sempre no colmo justamente na superficie — da terra, ou da dgua — migrando depois para o colo da haste causando nas cultures prejufzos entre 2% a 60%; em campos de monocultura, principalmente onde a praga esté aumentando de ano para ano, pode ela causar perda total da safra. Essa broca é a larva dum lepidéptero, isto 6, duma borboleta noturna que pée os seus ovos na face inferior das {élhas. As larvinhas devoram ai a epiderme, mas logo entram no colmo, sempre, exatamente na superficie da gua ou da terra, migrando para baixo. Quando uma planta fica esgotada, o caterpiller emigra em busca de outra, Ele faz a sua crisdlida embaixo da terra. COMBATE Arar logo depois da colheita e inundar o terreno por dois meses, polo menos. Plantar no ano seguinte uma outra cultura. A rotagdo é o melhor combate desta praga, segundo revelam as mais novas e recentes experiéncias feitas neste sentido. Lagarta do arroz © Scotoptera mauritia ou “bicho da raiz” atoca especialmente as plantinhas recém-germinadas. Plantas com mais de 20 dias geralmente nao sdo atacadas. O ataque é pior em banhades mal drenados e em anos com primavera muito timida. As larvas enrolam as {élhas e devoram as plantinhas novas, Elas migram de campo para campo, &s vézes causando sérios prejuizos. COMBATE Pulverizagéo com DDT 5% ou BHC 3%. Evitam-se também grandes prejuizos causados por esta praga se o plantio feito tarde, mas dentro da época apropriada. 6 ————————— ee Percevejos como Lepioctrisa acuta, Scotinophara lurida, Scot. ccarcia, etc. chupam © suco do arroz até que as plantas se esgotam e sé produzem gréos pequenos, brancos, muito leves, de qualidade inferior e que se quebram facilmente na maquina. MOLESTIAS Brusone ‘A mais pemiciosa de tédas 6 sem diivida nenhuma a chamada brusone, (piri cularia oryz.) cu “cabega branca” conhecida pelos ianques como “rotten neck", isto é, podridéo da nuca. A designacGo brusone 6 usada para designar grande nimero de causas pre- judiciais, de caréter muito diferente que determinam sintomas parecidos. E ne- cessdrio esclarecer que a multidio de fenémenos diferentes 6 também a causa dos varios nomes dessa doenga. Segundo Winkler (E. U. A.) os fungos que, de um ou de outro modo, se relacionam com a brusone sdo devidos apenas a dife- rentes estados do desenvolvimento da moléstia mas nao a causa. Piricularia oryzea, Pir, grisea, Helminthosporum oryz., Cladosporum oryz., etc. sdo fungos intimamente ligados com a brusone. Especialmente nos cnos muito imidos a brusone é uma das mais temidas moléstias da rizicultura. Nos félhas desenvolvemse primeiro manchinhas de cor azul aguada, que se desenvolvem, tomande-se manchas marrons com centro grisaldo. Essas manchas cumentam até que a {élha inteira morre e se enmuga. No colmo e nos entrenés aparecem lesdes escuras, especialmente pero da base dos paniculos. Se as plantas so atacadas no inicio do perfodo vegetativo as paniculas nao se enchem @ por isso os cachos permanecem eretos e brancos. Dai o nome “cabega branca”. Quando 0 ataque se verifica mais tarde, umas paniculas se enchem mas caem logo por causa da podridao das bases das paniculas e das bases dos ramos paniculares. Ha anos em que eztensos trechos apresentam sdmente cachos esbran- quicades e eretos. Existem no Brasil variedades que sao bastante resistentes a esta moléstia enquanto outras sofrem demais com ela. A experiéncia provou que a moléstia 6 pior nos terrenos onde nunca houve culturas anteriores. A adubagio verde e fosiatada cumenta a moléstia, e bem assim maiores doses de azéto. O potéssio parece reagir contra essas acées prejudiciais, COMBATE A inundagao do terreno combate muito essa moléstia, apesar de ela aparecer, nas culturas sécas, especialmente nos anos chuvosos. Como preventivo eficaz, que impede quase totalmente o desenvolvimento da brusone, temos a seguinte adubagio: 50 kg/ha de cloreto potdssio 10 kg/ha de sulfato de zinco 5 kg/ha de sulfato de cobre Skg/ha de bérax. Utra Especialmente em nossos banhados, onde a lavagem de cilcio 6 intensa a “Utra” aparece freqiientemente, mas os lavradores inclinamse a pensar que se trata apenas de adversidades climatéricas. A infecgdo pelos nematéides aparece sémente quando @ planta esté formando espigas. As félhas apresentam linhas marrons e os entrenés superiores tornamse escuros. O “flag” néo se abre perma- necendo geralmente enrugado e torcido em espiral. Ha tendéncia de produgao 27 die colmos laterais ¢ muitas vézes aparecem multiples caches. Os pediinculos perdem a cor natural tomandose marrons e as poticas fléres que se tomam sio exttreis, © “combate” a esta doenga, que ¢ simplesmente uma deficiéncia, consisto na grenagem adequada do terreno como na adubagée do campo com a seguinte cael 800 kg,ha de gésso (sullato de cileio), 7 kg/ha de sulfato de zinco, Skg/ha de borax, Recomendase tambsin « queima da palha infotada pelos nematdides. Condigées climatéricas adversas provecam um niimero elevado de misleriosas moléstias, Especialmente em anes cuja primavera {6r séca, 0 arroz 6 bastante sus- cetivel. Cré-se, porém, que todas estas moléstias como pot exemplo “a mancha marrem’ das idlhas, como a des paniculos, a "podtidéo do colmo", a “clorose das mudas", a “podrid@o do colo da haste”, etc, ndo podem ser dominadas sendo pela inundagie do terreno e adubagdo preventiva com elementos raros, especialmente com zinco, boro, cobre, siiliur e manganés, NGo se sabe com cerleza se ésses elementos raros qumentam a resisténcia do aroz a essas moléstias ou se elas parecem quando a absorgdo de tais elementos se torna deficiente por causa da falta de umidade ou da de elementos mobilizadores como é 0 polassio. Carvao Existe no arroz, mas néo causa sérios prejuizos. Scab Verifica'se em muitas culluras, especialmente quando plantadas em ambiente neutro ou pouco dcido, E provdvel tralarse no caso também principalmente da deliciéncia de elementos raros, porque descparece, quando se aplica uma adu- bagdo bériea na base de Sko/ha, Acamamento No & geralmente considerado moléstia do arroz, embora 0 seja na verdade, Encontramos ste fendmeno, quando cs colos das hasles estao murchos ou podres. Nos E.U.A. chamase “slem-ot’. Este mal exisie em todos os paises rizicultores. Geraimente, @ planta ndo apresenta nenhum sintoma, além da tendéncia de acamar, Segundo Crolley, uma adubagdo forte em fésforo @ nitrogénio provoca 0 aca- mamento, COMBATE Uma adubagéio adequada com potéssio © boro controla perfeitamente o mal. Para isso, usase a formula: 90 kg/ha de cloreto potdissio 4kg/ha de bérax 500 kg/ha de gésso, COLHEITA A colheita & uma das operagées mais dificeis, © quando feita a méo também uma das mais caras, além de exigir bastante culdado a fim de néo perder ou prejudicar 0 produto. O arroz deve ser colhido no tempo certo, @ geralmente dé Pouco lempo para esta operagéo, Quando colhido demasiadamento verde, dé grande percentagem de arroz sade" © chécho comumente conhecido como "barriga branea”, Se fr colhido j& passado de maduro, aumenta-se muito a perda de sementes que caem no campo, o hé variedades, em que nao sd os gréos, mas os cachos inteiros so des- prondem, entdo. Além disso, devido ao ressecamento dos grdics e conseqiientes rachaduras, a percentagem de “quirera” aumenta no moinho. ponto certo para a colheita & quando os graos da base das paniculas se apresentam mais ou menos dures mas cedem facilmente ainda & pressdo da unha. Geralmente © ponto da colheita fica entre 10 a 15 dias depois que as pa- niculas comegam a se dobrar. Neste ponto o arroz tem ainda uma umidade de 21 a 23%. Dois tergos dos gréos esto maduros, isto é, os da penta e do meio do cacho, ao passo que os da base esto com massa firme mas cedem ainda & presséo da unha. Podemos acrescentar que o rendimento depende muito do ponto da colheita, arroz colhido meio verde da maior rendimento de gracs inteiros no moinho mas © rendimento total 6 baixo e 0 produto é inferior, ao passo que © attoz passado de maduro da muita quebra na maquina porém seu rendimento total é 0 mais alto. Deve-se por isso efetuar a colheita O MAIS RAPIDAMENTE POSSIVEL. Nas lavouras pequenas a colheita com iaca ou foice 6 cinda comum, Geral- mente, os feixes vao imediatamente para a batedeira e a semente ensacada é levada aos terreiros para secar. Quando ha muito apuro e ndo se pode conseguir uma batedeira na hora, & costume — e apesar de tudo o método melhor de todos — arrumar os feixes em medas no campo, deixando secar e amadurecer ai o produto, Geralmente poe-se de 12 a 16 feixes numa meda, com um feixe como protegéo por cima. Em 10 a 15 dias 0 arroz fica completamente maduro e néo ressecado, isto é, conserva um minimo de umidade, dando, assim, pouca quebra, na maquina, O arroz batido imediatamente depois da colheita sempre se resseca um pouco dando mais gréos quebrados no beneficiamento, Nas lavouras maiores colhe-se com trilhadeira. Secagem A secagem do arroz tem de ser feita o mais lentamente possivel, devido ao fato de o arroz secado rapidamente apresentar sempre alla percentagem de gréos quebrados, na méquina, Nunca se deve secar artoz no sol, mas sim na sombra em lugares bem arejados. ponto melhor para ser beneliciado & quando a umidade das sementes caiu @ 14%, Entdo, o rendimento em graos inteizos 6 o melhor. Sabemos que 0 prego do produto depende essencialmente da percentagem de gros inteiros. © arroz com mais que 14,5 % de umidade muitas vézes ndo 6 aceito e sempre sofre desaai . PRODUGAO MUNDIAL DE ARROZ EM 1951 | Bm 1,000 hectares | Em 1.000 toneladas | kg/ha Asia vs... 103.106 92.532 | 882 Europa 5 376 304 2.400 Africa oD 3.707 2112 569 América do Nort @ Central ..... | 1.470 1.683 1.150 América do Sul . 2916 2.708 930 Total 111.575 99.939 (sem USSR) | (Brasil . | 2.298 1914 840 29

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