0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 313 visualizações34 páginasA Cultura Do Arroz
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CULTURA DO ARROZ
|A. B. PRIMAVESI
A CULTURA DO ARROZ
HISTORICO
Os cereais so o principal alimento do homem. © sorgo foi o primeiro alimento
da raga branca © é ainda hoje o alimento principal no Oriente Préximo e na
Russia, onde se chama “kascha”, 0 que quer dizer mingau.
Na Asia o arroz sempre foi o alimento predileto, desde os tempos mais remotos
da historia, tempos que hoje parecem mais mito que realidade. £ 0 milho o ali-
mento basico das Américas ¢ 0 trigo e centeio, o da Europa modema. A aveia @
@ cevada nunca foram, porém, alimentos principais de nenhum povo, mas so-
mente usados ao lado de outros.
Quase um bilhdo de homens se nutrem exclusivamente de arroz, ndo se falando
das dezenas de milhdes que comem arroz entre outros alimentos. Uns quinhentos
milhdes de homens tém ainda 0 sorgo como alimento principal e cérca de qua-
trocentos milhées vive de milho, — enquanto uns seiscentos milhdes de homens,
comem pao branco ou prélo como base de sua alimentagao.
Assim facil concluir que o arroz 6 0 cereal mais importante de todos.
Nao hé prova exata acérca do lugar onde se cultivou pela primeira vez 0 arroz,
porque existem formas selvagens tanto na China e na India, como na Africa e na
América do Sul. Nunca, porém, encontramos mencionado o arroz nos tempos his-
téricos senéo nos escritos chineses e indianos, Nem os antigos egipcios nem os
caldeus o conheciam © nada hé escrito sébre éle no Velho Testamento ou no
Novo, Sémente no Talmude, histéria religiosa dos istaelitas, escrita nos anos do sé-
culo quinto d.C., se fala désse cereal.
H& quase cinco mil anos atrés, exatamente no ano 2.800 a.C., o imperador
chinés Yen Ti Shen-nung langou as primeiras sementes de arroz num campo, em
ceriménia religiosa, com a qual fundou a agricultura chinesa.
Segundo os mitos, os tibetanos jé colhiam e comiam arroz antes da primeira
ecupagtio chinesa que se verificou no ano 2.987 a.C. Mas a lenda néo fala de
ter sido 0 arroz cultivado também.
Os bornéus acreditam até hoje que o arroz tem origem divina e que o dous
“DewieSrie" gerou um filho que mandou em forma de arroz & Terra a fim de
alimentar a humanidade, Também na prépria China existem varias lendas que
contam a origem divina do atroz.
J& om 2.500 a.C. construiram os malaios na Ilha Luzon, nas Filipinas, os pri-
meitos torragos para a rizicultura, terragos quo até hoje constituem uma obra-mestra
da engenharia humana, das mais bolas quo oxistom. O escritor Chi (781 a.C.) fala-
nos das primoiras culluras irrlgadas do arroz, o quo indica que antes 0 arroz era
plantado no séco, Chi é um dos escrilores do famoso "Livro das Posslas”.
Tudo isso soriam provas que falam em favor da origem chinesa da rizicultura.
Mas o nomo do arroz vom do sdnscrito, lingua antiga da India, falada uns
3,000 anos a.C. 0 quo ainda hoje 6 a lingua dos ritos roligiosos. “Vrihis” 6 0 nome
que os antiges indianos doram ao atroz chamandoo também nos livros santos
“dlanya”, o quo quer dizer "sustonto da humantdado”.
Mudaram os grogos "vrihis" para “oryza", nome adolado pola cléncla. As desig-
nagées “rico" dos inglésos, “rels" dos alomios o finalmonto arroz da nossa
lingua, vém do uma daquolas duas palavras,
Na {India o arroz 6 0 simbolo da fortilidade © cré80 quo os bolos do arroz
tuazom folicldado, prosporidado 0 vida longa aos nubontos, Mosmo na Inglatorra
adotou-se 0 costumo indiano do jogar arroz na nolva, quando sal da casa paterna.
No Japéo dizom “arroz o cha" om lugar do "comor o bobor".Alexandre Magno trouxe o arroz para a Grécia como conquista das suas cam-
panhas na Pérsia, Mas os gregos ndo sabiam que ésso coroal féss0 alimento, nem
rensaram em planté-lo, Usavam-no aponas como remédio © ainda nos tompes do
inapério romano era usado sdmente na medicina, pois os médicos preparavam
canjica do arroz para doontes de estémago e intestino,
Foram os drabes que espalharam « riaicultura no mundo antigo, Plantaram-no
no delta do Nilo © 03 satracenos introduziram-no na Espanha e em Portugal. Os
turcos lovaram-no até a Austria © a télia © 0s indianos o malaios familiarizaram
os africanos com a sua cultura.
Sdmente, porém, depois que foi introduzido no novo mundo, nas Américas, o
arroz tornou-se produto de comércio mundial. Isso so dou entro 1650 © 1700 d.C.
Desde o século XVII 0 arroz 6 conhecido no Brasil. O Marqués de Pombal, no
tempo de D. José 1, organizou uma companhia “para explorar sua cultura ex-
tonsiva” tendo sido plantado 0 tipo “Carolina” proveniente de Cabo Verde como
eira variedade. A cultura de arroz so estendeu por todo o pais © os malores
pr
produtores em 1943 foram os seguintes Estados:
Estado | Em 1,000 sacas
Sao Paulo . 10.496
Bahia... Q 6.583
Rio Grande do Sul . an 4728
Golds veseveeeee - 2.202
Pard elevsvevsnes 1338
Santa Catarina. 1076
A érea global plantada nessa época foi do 1.171.758 hectares, © aumentou até
1951, quando chegou a 2,298,000 hectares, isto 8, quase ao dabro,
Como mais de um térco da humanidado se alimenta do arroz, 6 facil comproon-
der que existom mais variedades désto coreal do que do outro qualquer. Na Asia
planiam-se 10% da drea dos arrozais com arroz mole ou arroz glutinoso, quo 14
ndo tem o nome de arroz. Os asidticos aprociam muito ésso tipo para pratos do
doces, especialmente para pudins, bolos, bolachas, pastdis, otc, Esso 6 também o
arroz privilegiado para {ins corimoniais.
Os japonéses fazem de arroz a bebida popular, "saqué” ou vinho de arroz, © om
todo 0 mundo aprecia'se como um dos mais fins conhaques 0 “araca”, que &
feito désse cereal.
Chapéus, tapétes, papel, cestas, chinolos, vassouras, otc, podem ser feltos da
palha de arroz © no Japéo até as paredes das casas antigas eram foilas com papel
dessa palha. Ainda hoje o papel de palha de arroz é muito usado para as lindas
elas nipdnicas. Extraise também “furlurol’ de palha de arroz, produto de
mprégo na indistria pléstica,
ia @ exportagéo de arroz dé muito lucto ao pats, send do notar que
existe o costume de se consumir o arroz importado da China, que é’mitido @ muito
mais barato e exportar o nacional, que 6 excepcionalmente belo, de gréos graidos
6 comprides © "oleado” nas méquinas beneliciadoras, constituindo um produto be:
Mfselmo, muito apreciado no mercado europeu.
2 enos E. U. A. uscrse muito 0 arroz polido ou “brunido", que tem aspecto
lustreso © 4 do boa conservagéo. Porém quando usado como alimento
é20s exclusivo prejudicial & satide, porque carece de vitaminas
situindo alimento pobre a todos os respeitos, porque ja quase nao
fm wubatinciaa nutritivas.
ultes
acomos
| peiArios
2 Secunoamies
S TERCIARIOS
svicuto ANTERAS
/
oe
By
FLOR DE ARRO:
ABERTA
Clesemenre
ORAZ PRIMA RIA PANIGULA DE ARROZ
No Brasil, por essa razGo, usa-se 0 arroz “semibenoficiado", quer dizer, nao
polido, cuja desvantagem 6 a de ser de dificil armazenamento, facil prisa de ca:
tunchos © tragas.
Hojo om dia, o método antigo, asidtico, de "parboil” ou “semicozinhar” 0 arroz
na casca antes de o benoliciar, vai ganhando cada voz maior imporldncia @ jé
oxistom podorosas fabricas nos E. U. A. que produzem ésse tipo de arroz que, em
vez do ser branco como o arroz simplesmente benoliciado, apresonta cér amarela,
O arroz amarelo tom a vantagem de ser rico em vitaminas © gorduras © de 6ti-
ma_conservagéio.
E ainda interessante mencionar que a Russia esté criando e jé criou varledades
do arroz que crescem nas ostepes, quase sem chuva. Dizse até que sdo varie
dades muilo prococes, cuja vegetacéo é de 75 a 90 dias e rondo bem. Os russos
usavam como base as linhagens selvagens do Tibole.
BOTANICA
© arroz é uma graminea, subespécio do cereais, cultivada do género "Oryza
sativa’. Dé-se bem nos paises tropicais © subtropicais © pode sor cullivado com
éxito entre os paralelos 40 do norte e do sul. Na Itélia @ Espanha cultivase ésse
coreal até o paralelo 43. Embora seja planta semiaqudtica, possui 1édas as que:
lidades de planta de cultura normal.
‘Tédas as linhagens cultivadas sGo anuais, mas ainda oxistem linhagens sol
vagens perenes no Ceiléo e no Tibete.
As raizes sio finas, desonvolvendo muitos cabelos, A estrutura cortical & muito
parecida com a das raizes aquéticas. Podem-se distinguir:
1 — raizes primérias, que saem da somento;
2 — raizes principais, que saem do ponto vegetativo;
3 — raizes adventicias, que saem nas bases dos diversos colmos.dessas raizes é de se desenvolverem mais horizontal que vertical-
quer dizer que a planta procura os seus alimentos nas proximidades
da superticie do solo.
Os colmos s&o diferentes segundo a variedade. Os de variedades de ciclo curto
tm mencs entrends e por isso so mais baixos que os das variedades de ciclo
Ingo, isto 4, de vegetagtio mais demcrada. Mas como sempre, existem também ai
excegdes. Os colmos sto ccos. De cada entrend sai uma félha, chamando-se a
primeita félha “coledptilo" © a iiltima, que cobre o cacho, "flag". A ligula, parte
félha que fica junto dos entrends, é de cér variada e pode ser de verde-branco
pura, A cdr da félha corresponde sempre & da ligula, mas n&o a
artez sio completas e a cér dos estigmas € diferente segundo a
plontc, podendo ser amarelada, roxa ou piirpura.
ebremse da ponia do cacho para a base, geralmente nas horas da
das 10 &s 13 horas, e permanecem abertas de 6 minutos
de da umidade telativa do ar.
permanecendo fora as anteras. Ocorre a fecundagao
ia © a maturacdo ¢ geralmente de 40 dias, mas pode
io c variedade, de 18 a 60 dias.
‘ovado que a percentagem da germinagdo das sementes varia muito
A
pho
segundo o tempo decorrido desde a colheita.
Meses depois Percentagem de
dq colheita germinagao
0 | quase 0
2 | 100
5 | 98
\ n | 5
© tempo de repouso, isto , o lempo entre colheita e o maximo da germinagio,
Jepende da variedade. As de ciclo curto precisam de menos repouso que as de
ciclo longo. De cutro lado, em um ano a semente quase perde a férga germinativa.
Isso indica que o plantio no pode ser feito tarde demais, mas entre os 5 meses da
mézine férga germinative, ou logo depois.
ar que nao existe planta que seja mais sujeita as condigdes
do meio que o arroz. Assim temos de classificar suas variedades segundo Graha
TOZ_ dc estepe, que tolera aridez;
montanha cu da séca, que, aliés, no tolera aridez;
3 — Varledades de espigdo e da agua;
4 — Variedades da dgua:
@) intolercntes & égua salgada;
— resistentes a temporadas de séca (no méximo 20 a 30 dias);
ais;
— resistentes « excessos de dgua (no méximo de 15 dias);
) tolerantes & dgua salgada (cloreto de sédio).
Tédas cs variedades resistentes a quaisquer condigdes adversas sdo de ciclo
longo, exceto as que suportam a aridez.CLIMA
calor limita a época do plantio de arroz. Planta se éste cereal entre as lati-
tudes de 40” norte e sul, isto 6, nos climas troplcais © subtropicais,
PRODUGAO DE ARROZ NAS DIFERENTES ZONAS
Salra em toneladas Percentagem da drea total
eee por hectare |mundial em cada categoria
0al0 | 052 64
a2 ost 199
21a 20 173 66,1
ai a 40 2.00 16
Sabe-se, porém, que alé os paralelos 10 do norte © do sul, 0 arroz nao dé ren-
dimentos econémicos. As temperaturas muito altas prejudicam 0 arroz. As me
Ihores zonas s&o as de clima subiropical, isto 6, as zonas entre os paralelos 20 ¢ 40.
Assim no Brasil, sdo os Estados de Séo Paulo para o sul os mais adequados.
Mas, de outro lado, o arroz é a cultura mais modesta e mais adaptavel de
tédas, crescendo em tédas as altitudes até 2.400m no Himalaia,
Existem variedades préprias de culturas irrigadas e de culturas sécas, varieda-
des que crescem na sombra, apesar de o arroz geralmente nao se dar bem com
esta, e até variedades proprics para culturas de clima drido. Hé variedades que
suportam geadas e outros que se adaptam ao maior calor. Podese atirmar em
geral que o arroz, planta que depende estreitamente do clima do lugar onde foi
selecionado, é, de outro lado, facilmente adaptdvel a quaisquer climas compreen-
didos entre as latitudes citadas, gragas as diferentes linhagens de origem.
VARIEDADES
Existe um nimero imenso de variedades de atrez, devido:
1 — ds diversas origens;
2 — @ estteita dependéncia das diversas variedades ao clima local.
Diferenciames: A — variedades de graos “durcs", ricos em fécula, amidos e
gordura, com fragio vitrosa;
B — variedades de gréics “moles” dextrinosas com fratura opaca, porém sem
valor nenhum para o mercado mundial.
O arroz mole, descendendo do Oryza glutinosa, & simente de importéncla local
na Asia © néo sai do pais.
As variedades de tipos duros
ORYZA MINUTA
A espécie Oryza minuta, nativa no Himalaia, abrange também a Indochina, Java
e Sumatra. Dela vém tédas as variedades de “arroz de montanha” especial-
mente adaptéveis ao cultivo séco. As variedades sio tédas modestas, com ren-
dimento baixo e graos mitidos. E dificil encontré-las fora da prépria Asia.
‘Tédas as variedades asidticas de grande importancia tém sua origem na espécie
nativa na Ching, abrangendo também o Japao e Java.
ORYZA FATUA
Especialmente no Rio Grande do Sul plantase certo nimero destas variedades
com grande éxito, como, por exemplo:1 — Japonés pragana 5 — Bengue
2 — Japonés chumbinho 6 — Colusa
3 — Japonés giganto 7 — Tapes
4 — Farroupilha 8 — Guaiba.
ORYZA SATIVA
Do Oryza sativa, najive em Burma, India, procede a maioria das variedades
que sao plontadas nas Américas ¢ na Europa. Podemos distinguir quatro grupos
importantes do Oryza sativa:
I— O NGASEIN-GRUPO, que é 0 maior de todos. Os gréios so duros, curvados e
translicidos de tomanho médio, porém a maioria das variedades herdou a “barriga
branca’, defeito déste grupo. O rendimento na maquina 6 bom, e conslituem estas
variedades cs mais populares em Burma (India).
Entre nds temos somenle alguns que sto de importénci
© Catéto branco. As plantas sio de porte pequeno © os grdos milidos, Séo
bastante resistentes a condicées adversas de solo e de clima e por isso especial-
mente apreciadas para culturas de espigéo em terras de fertilidade média e até
ftaca. Mas 0 produto que fomece & de pouco valor comercial e geralmente sé se
planta para o consumo particular.
© Jaguari 6 também déste grupo. Tem gréos uniformes. A planta é de porte
equeno © os cachos so curtos e densos. Os gréios se desprendem {acilmente
na batedura, Esta variedade cresce tanto em espigéo como em banhados, porém
produz mais nas culturas imersas.
© Quatro meses uma variedade muito parecida com o Jaguari.
© Catétolguape possui graos grandes. A planta é de grande porte e de muita
produtividade nas culturas imersas.
2 — O MEDON-GRUPO fcmece gréos curtos e muito gressos com paladar muito
melhor que 0 do Ngaseingrupo. Os gréos sdo brancos, um pouco opacos, de
forma sliptica. No mercado local so muito mais apreciados que os produtos do
Ngasein-grupo, alcangando melhor prego, Contudo, néo suporiam transportes lon-
0s, Plantam-se, além de na Asia, na Itélic, variedades déste grupo.
3 — 0 [Link] fomece as variedades mais apreciadas no Brasil, E.U. A.
2 Europa. Os gréos sao compridos e translicides, apresentando um produto muito
bonito quando polido. Dio, porém, muita quebra no moinho.
© Agulha comum era a variedade mais cultivada em Séo Paulo. Veio como
muites outros dos E. U. A. Agora existe varias selegdes desta variedade obtidas
aqui no Brasil, de qualidade superior, °, assim, seu plantio néo tem mais muita
importéncia,
Devemes lembrar qué tédas as variedades do Emata-grupo 1ém de ser cortadas
© mais depressa possivel, porque, quando passam de maduras, quebramse os
pedinculos inteiros na jungao da haste, caindo o cacho no chao,
Pods-se acrescentar que tédas as variedades do Emaia-grupo sao preferidas no
mercado apresentando um dgio de 20 a 30% sdbre o tipo caléto, Por esta razéo
cultivam-se em Sao Paulo quase exclusivamente os tipos agulha e meio-agulha.
© arroz catéto af consumido 6 na maior parte importado do Rio Grande do Sul.
© Dourado-Agulha (dourado paulista ou também amareldo) cultiva-se em varzeas
Grendveis onde se obtém o melhor produto do mercado paulistano. Os gréos sto
compridos ¢ uniformes dum branco cristalino. A planta tem porte médio, resistente
ao acamamento. Os cachos séo iguais, de tamanho médio.
Iguape-Agulha tem planta de porte allo, com colmos forles e gréies parecidos
com cs do Dourado. & uma variedade muito produtiva em varzeas e culturas
inrigadas.© Pérola tem os gracs um pouco mais curtos que os das outras variedades do
Agulha, Os colmos séo finos e os apiculos geralmente pretos. Esta variedade so
destaca pela sua alia resisténcia &s condicées adversas do solo, 6 modesta, e dé
bem em solos pouco ricos ¢ frescos. As sementes, excessivamente firmes nos cachos,
dificultam a baledura. Esta variedade sé se presta para culturas de espigao, fome-
cendo porém um produto inferior.
Pratéo tem qualidades iguais 4s do Iquape. A planta contudo 6 de porte me-
nor, o mesmo se dando com os caches. £ bastante resistente em culturas de espigao.
O Fortuna & uma selecéo da linhagem pura da variedade PaChiam, A planta
6 riistica, 08 grdos so longos e compridos, de textura semivitrea. O seu ciclo ve-
getativo 6, em média, de 156 dias, dando no Sul do pais rendimentos de 3.600 a
3.00 kg/ha.
EMATA- — MEDON- —NGASEIN- FATUA-
GRUPO GRUPO GRUPO TIPO
0) ALGUNS TIPOS
E GRUPOS DE
LETWEZIN- MINUTA- BYAT-
GRUPO TIPO cruno ARROZ
© Edith é um arroz lindo, comprido, criado em 1930 no Rio Grande do Sul. A
planta ristica, no sendo sujeita ao acamamento. Os colmes so de cér verde
amarela. O ciclo vegetative 6, em média, de 140 dias, e o seu rendimento de
3.000 ka/ha.
© ArkansasFortuna 6 uma selego do Fortuna. E uma étima variedade, tendo
como caracteristico o apiculo roxo. Os colmos possuem um tom purpireo. E de
precocidade média, com um ciclo vegetative de 145 dias, © produz, em solos mé.
dios, cérea de 3.000 kg/ha.
O Nira & tipo padréo dos arrozes compridos e finos. Eo arroz de luxo no mer-
cado. A plania é de porte alto e os colmos so fortes. £ de ciclo vegetative longo,
isto é de 160 dias e simente rende bem em solos irrigados, onde produz em
média 3.000 kg/ha.
4 — O LETWEZIN-GRUPO compreende um grande nimero de variedades cujos
caracteres ficam entre o Ngasein e o Emata. Os gréics so maiores que os do
Ngosein-grupo, meio finos, translicidos, espigados, mas nunca curvades. Geral-
mente 6 classificado como inferior Ngasein, dando porém nas Américas boas co-
Iheitas de gréios satisfatérios.
Blue-Rose apresenta plantas de porte médio ou mesmo pequeno com colmos for-
tes @ um ciclo vegetative de 150 dias. Esta variedade produz em média 3.000 kg/ha
nas culturas de espigéo dando até 5.000 kg/ha nas culturas irrigadas.
© Blue-Rose 155 & uma selegdo do BlueRose, porém tem a vantagem de ser
mais precoce, Seu ciclo vegetative é de 135 dias sdmente.uma selegdo do BlueRose, quase n&o difere desta
‘Sm selecionado do BlueRose, porém a mais
tendo um ciclo vegetative de 120 dias sémente. O
6 de 3.000 kg/ha. Esta variedade esté ainda em formagio,
as.
A CULTURA DO ARROZ
Solos
intes tipes de sol
. segundo o tipo da cultura. Por isso
qual deva ser 0 tipo de solo, porque
em que a cultura é feita.
esta cultura e cs crencsos completamente inadequados.
‘as de espisio preferem solos frescos, fofos, com bom teor himico,
Principalmente cs da formacdo Bauru, relativamente ricos em
ais, so préptios para o arroz. Havendo chuvas regulares, as
fSrteis de cultura, como os que se usam para algodéo e milho, sao também
éprias parc © arrez.
A anélise quimica do solo néio fomece guia seguro para a adubagGo, especial-
mente nos culturas semi-cquétices, porque estas néo podem ser comparadas
pH
Os soles mais apropriades pata a rizicultura sGo aquéles cujo pH fica entre
4.2 6, com um teor em nitrogénio entre 0.1 a 0,6% e com acidez fosiérica entre
0.04 a 0.17 %
L nes mais uma vez que o arroz é planta acidéfila e semiaquética, tendo
essidades diferentes dos que se notam nas culturas comuns. Fola-se
que 0 aroz nao precisa de solos de boa fertilidade, o que é certo
& riqueza em elementos principais. Muitos concluem que 0 arroz,
la, 6 hostil ao clcio, o que 6 um érro. O Instituto Agronémico
de Campinas recomenda 10t/ha de adubo coleério para as culturas de arroz.
ma mais prejudicial que benéfica, Isso, porém, ndo quer dizer que
‘ender &s necessidades de céleio que tem 0 arroz. Acidétilo néo
quer dizer hostil co célcio, mas sim, apenas, que a planta precisa de muitos
elementos raros.
RENDIMENTO E PH SEGUNDO AS EXPERIENCIAS FEITAS PELO THORP
| Rendimento
PH kg/ha
4-55 2.832
55 — 65 2678
65 — 7,5 2.614
75 — 85 1.920
Nas terras inundadas (irigadas) o pH oscila, mas deve ser sempre mantido
abaizo de pH 6. A substéncia orgénica eleva continuamente o pH, como 0 fazem
atambém certs adubos quimices e calcérios. Mas especialmente o arroz de espigaio
tem de ser plantado em terras ricas de matéria orgénica devido & necessidade
de maior retencdo de agua. Especialmente nesse caso, deve-se fazer uma aduba-
Go com elementos raros como o ferro, o manganés, o boro e o zinco.
Terraceamento
Tanto nas culturas de espigdo como nas semi-aquéticas 6 indispensdvel o ter-
raceamento para que a cultura de arroz seja lucrativa.
1 — Em culturas sécas:
Basta fazer as culturas em contémo, construindose a cada 20, 30, 50 ou 100
metros de distincia, segundo o declive do nivel, trinchos, cuja parte de baixo,
amontada com a terra cavada, deve ser fixada pelo arroz, ou melhor, pelas legu-
minosas. Quanto mais planos os terrenos de arroz, tanto mais agua se infiltra @
tanto maior seré o rendimento. Comparando os rendimentos em temas de igual
fertilidade, umas declivadas e outras planas, verificamos que mesmo os trabalhos
dispendiosos de nivelagio e terracecmento oferecem recompensa.
Terreno declivado Terreno plano, terraceado
800 — 1.100 kg/ha 2,800 — 3.500 kg/ha
Nunca se deve praticar a lavoura extensiva de artoz, pols acarreta 0 abandono
de imensas dreas e a miséria da populagio rural.
A rizicultura pode constituir fonte estével de riqueza, quando néo for némade
como a nossa, A monocultura do arroz existe ha 4.000 anos no Japao, nas Fili-
pinas © na China, porque é feita em solos terraceados e tratados com o malor
cuidado,‘ulturas ime
dove sor complotamonte plana, 0 quo néo quer dizor quo sdmonto nan
89 posse plantar atroz Irrlgado, Nas Filipinas, no Japdo, na China 0 na
cortas partes dos E, U, A. 0 attoz Imorso 6 plantado nas
jonlanhas, pols ostas ladoiras si culdadosamonto torracoadas, Bas-
508 com d latguea do 20 a 30 mottos, O importante 8 quo a produgtio
maior que a do artoz plantado em torrono sco,
ROTACGAO — ADUBAGAO VERDE
io apenas duas as alternativas na cultura do arroz:
a) ou fazer a cultura némade,
b) ow plantar om rotagéo.
»r completa ou feita sdmente com loyuminosas para adubet
ESQUEMA DE ROTAGAO
AND
aesoe "| sasa ®| ateooio®
2AN0
sua Al areooio®] snroe ©
KANO
augorio "| senoz 8) soun ©
vermes culturas ndmades, o rondimonto sord sempro balxo.
ra nunca constituiré fator ostével da economia nacional so nao puder
garantir rendimentes mais ou menos certos, A oscilagdio ontro grandes colhoitas,
itam @ exportagao, e colheitas inferiores, quo nao bastom para suprir as
sidades do mercado nacional, obala a economia, Isso so oxprimo natural
es dos preges © contribul para que a lavoura soja incerta 0
ica © a rotagdo sdo sempre mais indisponsaveis, So om
ras nomades sGo necessdrias, muito mais 0 sdéo ainda om culturas
feitas em terrenos terraceados. E como as chuvas se vao
incertas, teremes de introduzir infalivelmente as culturas
a pessibilidade de resolver os problemas graves da nossa
4 do sor estével por imposigdo dos fatos e teremos de
s ferrencs, ou sera vao todo o trabalho.
nas irrigadas a adubagdo orgénica 6 muito con
: sso respeito uma coisa dogmética. Na
crcz @ plantado como monocultura desde hé milhares de anos, a
© uma adubagdo forte de estrume de curral. Natural-
ém de ser drenadcs para receber e decompor o adubo orgé
@ adubagdo mos aplicando-se adubagéo verde,
mpo para © cultivo de arroz no mesmo ano. E preciso
arse duranta 10 @ 12 semanas, para que néo, pre
turas irrigadas, é ne
amen'e as
nte a3 seguintes tegras:1 —Incorporar a massa vordo nuporlicialmonto apenas, Isto 4, no méaximo,
do 5 a 7em do profundidade (virando-a com grado do discon)
2.— dolxéla docomporna om lorra onxula durante 10 a 12 eomancs,
3 — complotécla com arubos: quimlcos,
Convém dlzor noster allura quo 0 arson {rrlgado néo gosta multo do aston “rlcos”
alétn do proclaar do maticla orgiled, Enact cultura aprogonta mutton faléroa favo
rdvola 0 doalavor4vols & adubagiio vordn, O corto & quo o atrox procla do
humo, (com © qual 9 olomontos taros no fornam pouco aprovoltdivoln, mas que
néo qonta dos produtos do decompesigéio, prineipalmonto dos que prowim da decom
poslgio anaordbla da matérla orgénica, quo multas vézon o profudleam sixlamonto,
Por ins aconsolha-so mala uma vor @ rolagtio, ondo ax torran, tornadan fértoie
pola adubagio vordo, bonoficlam 0 arroz som o projudicarom com produtos det
docomposigéio.
Nas culturan sfcas, a adubagio oraéniea 4 absolutamonto indisponsévol, Como
nao podomos dispor do maloros quantidades do ostrumo do curral, som falar da
sua qualldaclo, 6 molhor néo contar com filo, f procisa frisar, pordm, quo o ontruime
do curral 6 som diivida nonhuma o molhor adubo orgéntco quando dovida:
monto tratado.
A rotagao do culluras 6 goralmonto o tinico molo do mantor os solos fofos o
capazes do rotorom ct daua nocossaria para a rizicullura, Em Wédas cs lorran om
quo so cultiva arroz [Link] a soquinto rotagio:
1.9 — sola para adubagéo vordo,
algodéio,
2.9 — atroz.
(Pode-so rocomendar também quo se faga no minimo a rotago soia-arroz), Para
6380 fim divido-so 0 torreno om 3 pattes iguais, plantando-so compro uma dolas
com soja, outrer com algocio 0 @ torcolra com arroz. Esta rotagdo & ideal, porque
@ sola entiquoco o solo, ao passo quo o algodao 0 0 arroz délo so aprovaltam om
soniidos multo diferentes, Enquanto 0 algoddo requor ospocialmonto clomontos
Principais, 0 arroz aprovoita om primolto Iigar os clomontos raros. Além disso,
©.arroz nunca ficaré num solo quo tonha matéria orgdnica frosca, mas sim om torra
{6fa 0 sdlia mas de fortilidado média.
E sabido por todos que o artoz nunca dove sor plantado om terras rocém-dosbra
vadas, porque seu rendimonto soré infallvelmonte baixo. flo profera sompro torras
do cultura mais volhas. © mesmo so dé com a maléria ora’mica, Para ovitar os.
projuizos, que do vez em quando s&o provocados pola adubagdo vordo, roco-
mendase a rotacde com algodio — © nio com outros careais, como o milho,
ele, — para que se possa oferocer ao arroz um amblonto quo Tho sola bas
tanto propicto,
Preparo do solo
Deve-se arar 0 chido loqo depois da colheita, Essa atagdo deve sor bom super:
ficial, de 8 a 10cm no maximo. A terra ficaré assim até o infcio das chuvas,
quando a sequnda aragao seré feita com 15cm do profundidade mals ou menos,
Tem isso o fim de acabar com as pragas © as sementes de ervas mas.
Devemos dispensar cuidados especiais no preparo da terra, pois, quanto mo-
Ihor preparada, tanto menores as despesas com 0 cultivo, porque tanto menos ervas
més se desenvolvem nela, E como uma gradagom sempre fica mais barata que
uma carpa a mao, convém gradar a terra algumas vézes para que ola fiquo
livre de plantas indesofavels,
Especialmente nas culturas de espigéo, as carpas constituem trabalho muito
disvendioso. 80% da rizicultura brasileira sé culturas sécas © por oraucanto
muito poucas so mecanizadas. Cada proparo de terra dove tor como finalidade:
u1 — teraz © campo o melhor possivel para o plantio;
2 — diminuir quanto possivel as carpas na cultura.
Mas no preparo da terra nGo figuram sémente os trabalhos mecdnicos. De
magna importincia nas culturas sicas é a capacifade retentora de dgua da
terra, @ por isso deve ser cumentada o mais possivel. A superficie da terra tem
de ser humosa e fS{a, duma estrutura esponjosa, de modo que facilite boa in-
filtrago das precipitagSes. O arroz depende da agua mais do que as outros
10 sempre nos lembrar de que SEM AGUA NAO SE TEM ARROZ!
culturas e di
. “SCRAPER”
As culturas superficialmente irigadas devem ser completamente planas @ re
querem impericsamente um nivelamento perieito. Sdo elas as culturas mais lucra-
fivas, com rendimentos que olcangam at8 6000kg/ha. O nivelamento cuidadoso
garante uma irrigagéo unifcrme e com isso um “stand” também uniforme, Para
ésse fim existem maquinas proprias:
1 —o “scraper”, isto &, uma prancha niveladora de forma meto cilindrica;
2—0 “float”, isto , dois “scrapers”,
Os campos terraceados ¢ gradeados 18m de ser completamente nivelados, o que
36 6 possivel obterse com o scraper, méquina construida nos E. U. A. especial-
mente para ésse fim. Consiste numa armagdo de ferro sustentada por quatro rodas
baixas e que tem na parte central um semicilindro rotativo. Bsse cilindro tira
terra que estiver em excesso, colocando-a automéiticamente nos buracos existentes.
Depois disso, 6 dado o illimo reloque com o "float", que sdo dois “scrapers”
colocades um alrés do outro numa armagio reforgada na parte média por dois
ferros cruzados. $6 entGo 0 campo fica preparado para o plantio irrigado,
ADUBACAO QUIMICA
‘A adubagéo quimica tornase cada vez mais necesséria tanto nas culluras
sécos como nas culluras semi-aqudticas. Esté provado que nas terras esgotadas
uma s§ adubagéio orgénica nfo terd efetio se néo fér completada pola adube-
fo quimica.
Pode-se dizer nesta altura que, geralmente, uma adubagéo quimica dos viveiros
néo aumenta 0 rendimento, O rendimento aumenta principalmente com a adubagto
do proprio campo.
Via de regra, a adubagio quimica tem de ser efetuada 40 dias antes do plantio.
Hoje em dia {4 ninguém ignora que a decadéneia das safras é:
1 — causa de erosdo, quer dizer, do colapso da estrutura do solo e, por isso,
das reagées quimicas desfavordveis;
2. — conseqiiéncia do esgolamento absoluto dos elementos nutritivos da terra
12Segundo experiéncias, uma colheita de arroz de 3.200k¢/ha retira em gritos
e palha: 34 kg/ha do nitrogénio,
6kg/ha de fésforo,
35 kg/ha de potassio,
14 kg/ha de calcio.
NITROGENIO, E claro que aquilo que a planta remove da terra deve ser-lhe res-
tituido. Também no artoz, como se vé, os elementos principais ¢ que sdo con-
sumidos em maior escala. No que conceme ao nitrogénio, sabemos que o arroz,
especialmente no estado juvenil, absorve smente aménio. Nas culturas semi-
‘aquéticas 0 aménio é sempre a forma predileta de nitrogénio. Nas culturas sécas,
mais tarde, para a sua vegetagio, 0 artoz prefere os nitratos. Os nitrates (salitre do
Chile) ngo trazem beneficio para as culturas irrigadas e de banhados, e muitas
vézes prejudicam 0 arroz por causa dos nifritos venenosos formados no ambiente
anaerébio.
Segundo as experiéncias de cientistas norte-americanos, feitas na Asia e nos
E. U. A,, e especialmente executadas sob cuidado de Libatiqui, ficou provado,
que doses moderadas de aménio beneficiam o desenvolvimento das raizes, ¢ 0
das plantas, co passo que doses maiores provocam demasiado desenvolvimento
folhear, restringindo 0 radicular. Embora os adubos quimicos sejam de pronta
reagéo e produzam geralmente resultados répidos, os orgénicos favorecem 0
crescimento de plantas mais vigorosas ¢ sadias.
De outro lado, Chang e Ting provaram que a adubacdo exclusiva de aménio
provoea no arroz, nos primeiros trés anos, um umento das colheitas, que depois,
cpesar da continua adubacéo amoniatada, caem aié um quinto da saira obtida
sem adubo nenhum. Esse fato torna clara a falta de equilibrio dos elementos.
UFRA
ATAQUE DE NEMATOIDES
EM CONSEQUENCA OE
DEFICIENCIA MINERAL
Nas culturas imersas, 0 melhor adubo & a uréia-gessada, além do estrume
de curral.
O nitrogénio é, no mundo intelto, 0 adubo mais necessdrio na rizicultura.
Reconhecemos que a chamada "Cadang-Cadang” é doenca devida simplesmente
& deficiéncia em nitrogénio. As félhas amarelecem, ficando as mais velhas com
cér alaranjada, As raizes tornamse marrons e morrem. Cortigese perfeltamente
ésse mal com uma adubagéo azotada,
© FOSFORO aumenta a quantidade:de gréos das salras, mas néo a de palha, ¢
contribui para uma maturagdo mais precoce, E fato conhecido que as culturas
agricolas, sejam quais forem, tardam a amadurecer quando deficiontes em {ésforo.
13foro aumenta a absorgGo de nitrogénio © favorece o desenvolvi.
indes quantidades, porém, impossibilita a absorgo de
© POTASSIO, cpesar de ser elemento indispensdvel para as boas safras, ndo
volume, mas melhora a qualidade do produto, Além disso, qumenta
nte a resisténcia a doencas @ pragas.
O que se conhece no mundo como doenga de “Menteque", atribufda a varias
rigs, nada mais 6 que a deficiéncia em potéssio © nitrogénic, Com essa
Gs € os entrenés dos colmos ficam curtos. Os cachos deixam
de formarse. Em certos anos esta doenca causa considerdveis danos. Quando os
caches aparecem, apresentamse amarelos ¢ estéreis. Provavelmente a insolubili-
dade de alguns elementos rarcs coniribui para essa aparéncia.
© CALCIO por seu lado estimula a fixagio do nitrogénio © melhora a constituigtio
do solo. O arroz absorve consideravel quantidade désse elemento, apesar de ser
planta acidéfila.
Mauitos cientistas atribuem a "ponta branca” do arroz & deficiéncia em célcio. A
“flag”, isto é, @ dltima félha, permanece enrolada, os pontas das demais {élhas
sGo esbranquigadas e o cacho, que sai, emerge do lado da “flag” formando sémente
poucas iléres, tédas estéreis. Esta deficiéncia conhecese na Asia como em partes,
dos E. U. A. como “Uira", doenga. Plantas altamente deficientes em célcio sie
faceis présas de nematéides, que invadem os entrenés mais proximos do cacho,
provocando ésses sintomas.
Nao se pode recomendar uma iérmula Gnica de adubago quimica para o arroz,
porque as suas necessidades so bem diferentes. A adubac&o do arroz imerso 6
especialmente complexa.
De certo modo pode-se fixar uma relagdo entre os adubos principais,
entre nitrogénio : féstoro : potdssio (N. : P': K),
A relacdo N:P é geralmente de 3:2 até 1: 2, isto 6, de 30kg/haN : 20 kg/ha P
até 22kg/haN : 44kg/haP, 0 que equivale mais ou menos a 160 kg/ha de sulfato
de aménio ou Salitre : 100 ka/ha de superfosfato até 115 kg/ha de sulfato de amé-
nio cu Salitre : 250 ka/ha de superfosfato.
Onde haja possibilidade de obter tortas de sementes oleaginosas como as de
algodéo, amendoim, etc., so elas sempre preferiveis aos outros adubos azotados.
A cinza de ossos traz bons resullados nas culturas de espigdo; sendo de lenta
teagGo, constitui permanente fonte de fésforo. Nas culturas de banhados, porém,
6 inadequada, pois entéo a terra contém geralmente pouca matéria orgénica, &
no garante a decomposigtio © assimilaao désse adubo.
Em ceral, é conveniente uma adubacdo de 25 a 40kg/ha de polissio, o que
equivale mais ou menos a 40 a 70ka/ha de cloreto de potdssio. £ porém, alta-
mente desaconselhével adubar sémente com fdsforo e potdssio, como se usa fazer
tratando-se de cutros cereais.
ELEMENTOS RAROS
O FERRO E O MANGANES sao considerados os elementos mais necessdrios na
rizicultura, mais necessérios &s vézes do que os préprios elementos principais. Da
presenca do manganés depende a absorcéo do nitrogénio, @ muitas vézes 0 que
& considerado deficiéncia de azéto néo o 8 senéio de manganés. O manganés 6 0
elemento que possibilita a transformagtio de aménio em dcidos aminicos. Espe-
cigimente nas culturas semi-aquéticas, 0 contréle désse elemento é uma das medidas
mais necessdrias, para garantir rendimento alto.
O ferro 6 um dos elementos mais delicados do solo e tem a maior importéncia
para a planta. A clorese por falla désse elemento nao é rara, Existe um equilibric
to 6,
4entre os elementos raros. Uma adubagéo forte em fésforo ou calcio ou a dof
ciéncia om potéssio podem provocar esta cloroso, que quaso sempre n&éo passa
do "deficiéncia induzida" © sé em poucos casos 6 “doliciéncia efetiva”.
Neslo caso também, como no dos demais elementos raros, o pH controla a dis-
ponibilidade de ferro © manganés, o que quer dizer: quanto mais dcido 0 sclo
tantos mais olementos raros sto disponiveis,
© BORO, © COBRE E O ZINCO sitio elementos que especialmente nas culturas
sécas do arroz desempenham importante papel. Especialmente durante épocas sécas
podemos constatar perdas considordveis em nossas riziculturas por causa da in-
disponibilidade déstes elementos. Perfodos secos provocam a "ponta branca” no
arroz novo, isto 6, Greas cloréticas nas félhas, enquanto o colo do colmo seca e
murcha. Nesse caso, a deficiéncia relativa 6 geralmente mais grave que a abso-
luta, Nas culturas de espigéo — em anos timidos — como nas culturas imersas,
a “brusone” (piricula ou cabega branca) causa danos considerdveis e até enormes,
porém nada mais 6 que deficiéncia nesses elementos raros, provocada pela defi-
ciéncia aguda de potdssio, que impede a pronta absorgaio de zinco e boro, cuja
falta é a causa principalmente da chamada “brusone”.
Os “pontos marrons” nas plantas recém-germinadas, a "mancha matrom” nas
félhas das plantas maiores, a “esclerose dos colmos", a “podriddo irregular das
hastes", a “clorose das mudas", a "podriddo do colo”, etc, nada mais sto que
deficiéncias déstes elementos em diversos estados de desenvolvimento da planta.
© MAGNESIO é elemento que se liga intimamente com o célcio e que regula efi-
cazmente a maturagéio uniforme do arroz © o desenvolvimento igual das plantas.
Como elemento principal da clorofila, é de magna importancia para as nossas
culturas. Geralmente notamos a falta désse elemento quando tiver sido aplicada
uma calagem forte sem que éle tenha sido levado em consideragao.
ENXOFRE. Em épocas frias as plantinhas novas apresentam, muitas vézes, cres-
cimento retardado, compacto, e se mostram um pouco clordticas. Isso 6 devido a
deficiéncia em enxéfre, pois entéo as raizes, embora compridas, sdo escassas, e
nao conseguem nutrir bem as plantas. Uma adubagéo sulfirica ajuda a vencer
mais depressa ésse estado desiavoravel, que se corrige geralmente com o tempo.
Pode-se resumir dizendo-se que varias doengas, bastante temidas na rizicultura,
sdo provocadas pela deficiéncia mineral, o que se verifica néo sdmente com a
‘brusone” mas também com a “ponta branca”, a “podriddo preta” dos gréos, 0
"scab" e outras moléstias.
EPOCA DE PLANTIO
Sébre a melhor época de plantio, ndo existe divida nenhuma. — Pode-se plantar
© arroz nos primeiros dois meses das dguas, o que significa para SGo Paulo que
@ plantag&o deve ser feita de meados de setembro até a primeira quinzena de
novembro, sendo a época mais indicada, sem a menor divida, de meados até
fins de outubro.
© arroz que se destina a transplantacéio deve ser semeado nos viveiros nos
meses de junho e julho devido ao tempo frio, em que o crescimento das plantinhas
6 lento. Enquanto na Asia transcorrem de 15 a 25 dias da semeadura até o trans-
plante, em nosso pais ésse periodo 6 de 40 a 60 dias. Assim pode-se transplantar
© arroz nos meses do plantio comum. Porém como se pode variar a época do
replantio, nao sendo estritamente confinada aos meses de plantio comum, pode-se
semear também os viveiros no inicio de setembro e fazer o transplante nos fins
de novembro, sendo a vegetagéo mais répida nessa época.
15' fi
yo
PROFUNDIDADE DO PLANTIO /
roz 6 vegetal que gosta do plantio fundo. Por isso, nem
as de espigao os campos devem ser gradeados no dia do plantio,
na do antocedéncia, para-permitir que a terra se
mpede o bom desenvolvimento das plantas.
fundo
tar, porém, que a profundidade do plantio depende muito:
io do sol
tura_ da terra,
ura (séca cu imersa),
sécas, deve-se estabelecer o seguinte:
a) om terras fSfas © meio leves, em bom estado cultural, o plantio pode-se
fazer com 3 a 4cm de profundidade;
b) em terras pesadas © com arejamento meio deliciente, a profundidade maxima
sera de 2m,
ss
ersas, quer de banhados, quer irrigadas, @ possibilidade da
indica a profundidade do plantio. Se a profundidade fér boa e a agua
puder ser completamente drenada, pode-se plantar nos banhados até 2cm de pro-
fund; . Caso, no se possa drenar o terreno, e nas culturas irrigadas, aconse-
Ihase nGo cobrir as sementes com terra. Quanto menos terra cobrir as sementes
tanto melhor o “stand”. Em culturas semi-aqudticas nunca se cobrem as sementes
com terra, Bate-se apenas o terreno para firmd-las na terra,
Essas sGo regras gerais quo ndo podem ser dogmatizadas e que devem ser
alteradas pelo lavrador segundo o tipo de solo e o tipo da cultura, A tnica colsa
quo se deve estabelecer ainda uma vez 6 @ seguinte: Nao so dove plantar fundo
© arroz e nunca deve ser éle plantado em sulcos, porque suas exigéncias diferem
muito das do milho ou da batata. A regra 6 osta: Quanto mais fundo {ér plantado
0 arroz, tanto pior seu rendimento!
QUANTIDADE DE SEMENTE
VARIEDADE DE SEMENTE
A yariodade de somento dove ser oscolhida segundo © solo onde vai ser
planteda.
1 — Terras do espigéio, melo pobres, néo muito frescas, que dependem sémento
da abundéncia das chuvas, n&o sao muito apropriadas para a cultura de arroz.
Contudo, ce se quiser ai plantar arroz 95 para uso préprio, as variedades Catéto
branco © Pérola so as tnicas que podem dar rendimento mais ou menos satis-
fatério. Essas variedades so, porém, do pouco valor comercial, devide ao fato
de produzirem graos mitdos.
2 — Em torras frescas o fértols do espigéio, o nimoro das variedades apropriadas
J6 6 muito maior. Pode-se plantar a maloria das de tipo agulha @ mefo-agulha.
2— Ae cultures somiaquétices odo os mals indicadas para a rizicultura pols
nics multo mais altos 9 soguros quo as culluras sécas. Espocialmonto
as vatiedades finas, como Nira, AgulhaDourada, oc. s6 podem ser plantados
imeteas, pique as culturas sica nunca aleangam qualidade superior.
Enquants 0 29 conta com rendimentos de 200 a 1.200 kq/ha nos culturas sécas.
nas culturas semicquatices a produgdo 6 de 3.500 a 4.500 kg/ha.
A quantidade de cements usada depende dos soquintes fatGres:
jedade plantada,
1 — do vor
16
ilPs
Sa
2 — da qualidade de semente (percentagem da germinagiol,
3 — da fertilidade do solo,
4 — das condigées do campo,
5 — do tipo da cultura © dos métodes da irrigagio,
6 — da época do plantio.e do mélodo déste,
7 — da possibilidade do contréle da agua (drenagem),
8 — de ser a terra nova ou velha de cultura.
Assim, a quantidade de sementes para o plantio varia: 6 de 60kg/ha nas cul
turas transplantadas; de 90 ka/ha nas terras férteis de espigao e nas culturas iri-
gadas; até de 160kg/ha nas terras pobres de espigéo e nas culturas mal dre-
nadas. Estas normas sao de valor mundial. Valem tanto na Asia, como nos E. U. A.,
na Europa e no Brasil, e ndo podem ser alleradas para mais nem para menos.
Devem, porém, ser ajusiadas aos 8 pontos acima enumerados, que regulam a
densidade do plantio.
PLANTIO
A forma do plantio depende:
@) do tipo da cultura,
b) da terra.
Deve'se, portanto, levar em consideragao se o plantio vai sor fello a méo ou
mecanizadamente, se se vai semear no lugar definitivo ou para transplantar
as mudas.
Assim conhecemos 4 tipos de plantio:
1 — do transplante a mao ou a méquina,
2 — de semeadura em covas a mao ou a maquina (dippled),
3 — de semeadura em linhas com semeadeira comum,
4 — de someadura a lango, feito a mao ou do avido.
Transplantio
Convém tratar déstes diversos tipos de plantio segundo a respectiva importéncia,
Parece incrivel, mas na rizicullura moderna adolase de novo o método mais
‘antigo, 0 de transplante. As vantagens déste método séio sempre maiores que as
dos outros, especialmente quanto ao aumento da produgéio @ ao fécil contréle
das ervas més, condigSes estas de grande interésse.
Os vivelros devem ser cuidadosamente preparados. Dopois do nivelamento com-
pleto da terra, marcamse os diques nos quadros onde serdo instalados os can-
teiros, Esta marcagtio des diques deve ser feita com pequeno desnivel — 8 a 10cm
no méximo — para evitar as profundas escavagées, as quais prejudicam o desen-
volvimento uniforme das mudas. Passa-se entéo, mais uma vez a “pa de cavalo”
a fim de nivelar perfeitamente o quadro. A seguir soltase a agua, passase a
grade de dentes para desmanchar os iltimos torrées, © por fim a niveladora.
Drenc-se depois o terreno. A seguir, reparlemse os quadros em canteiros de 1,5m
@ 2m de largura ¢ de 20 a 30cm do comprimento.
A semente a ser planiadc nos viveiros deve ser devidamente preparada. Fica
durante 48 horas na égua para se separarem as chéchas das boas. Depois, colo-
cam-se as boas sSbre panos numa camada de 8 a 10cm, cobrindo-as com sacos ot.
com cs pontas do proprio pano © esperase alé que se inicie a germinagio.
Comecase entéo o plantio, A semente é distribuida nes canteiros, mas nunca deve
ser coberta de terra, A terra deve ser umedecida. Usa-se em Rio Grande do Sul
1kg de semente por 5 a 6 metros quadrados. Esta quantidade néo pode ser gene-
ralizada, Contudo deve-se plantar nos viveiros com bastante densidade. Depois do
Wwaio batidas com enxada, ou premidas com roles para 90 fir
. Inunda-so o terreno © drona-so o mesmo imediatamente depois, $6
do tidas as plantinhas ¢ que se pode inundar de novo os
rmanecer imorsos ato quo as mudas atinjam uns 20 a [Link]
a_do transplant. Quando o tompo ostiver {rio drona-se
© dia para quo a torra aquoga © tornaso a inundéla duranto
rntinhas fiquem protegidas do frio,
Para arrancar as mudas a terra dove estar onxuta.
O transplant tom @ vantagem do poder regular o tempo do plantio segunde
as possibilidades da fazonda.
is do sorom as raizes lovemonto lavadas com gua, devem sor olas, bom
20 as fSlhas, um pouco aparadas. Uns lavam as raizes até ficarom limpas,
thes tiram apenas o excesso do barro, 0 quo 6 perfeitamente suficiento,
jantam-so as midas suporiicialmonto, nunca a mais do 3em, porque as plan.
tinhas colecadas profundamonto na terra, mortem f&cilmente e quaso néo perfilham,
Nos ssitics podo-so transplantar manualmonte, por sor o transplante relativa
mento rod porm ngs fazendas rocomendaso 0 transplanto @ méquina,
apenas o encargo do o controlar. As mudas transplantadas s6
procisam do uma carpa love dispensando qualquor cultivacéo. Isso roprosonta
cnormo vaniajem. Transplantaso quando so tom tempo o dopols ficaso livre
a outros
z transplantado 6 solecionado, constituido smento de plantas
vermelho ou “tingiiera” © de outras pragas, e se deson-
jelvo uniformemente.
Nos E. U. A. adotaso cada vez mais éste métedo, pois 6, afinal de contas, o
ais karate, mais soquto e mais rendoso. As méquinas transplantadoiras j&
executar 0 penoso servigo do transplanto.
as mulheres @ as cricngas maiores s&o os melhores
lo plantar por pessoa §.000m? por somana,
Quando ndo hé
transplantadores,
Plantio em covas
to comum plantarse o arroz em covas do 20X 25 até 25X 30cm
6 simente o mais antigo © ainda mais usado por
is proprio e melhor, superior ao plantio om linhas
2 0 plantio em linhas, a enorme vantagem de:
crtoz dove sor semeado bom densamente para evitar
¢ sua peculicridade muito desvantajoss. Quando
sempre de novo, © apresenta finclmento um
a cova 6, sem divide nenhuma,
6 0 artcz, mas simente nos espages
arpas. Por isso o plantio em linhas ndo é
ca seré. Podeso plantar também em
ja: de semear do modo comum, possui
cano @ joga sempre uma pequenceee
Plantio em linhas
Bato o método quo foi invontado na falta do outro melhor para plantar grandos
Greas om pouco tompo, Isto 6, mecanizadamontoe, com os molos oxistontos, Porém
os rizicultores néo podom acostumarso com élo. As dosvantagons désso método
do plantar sdo muito grandes. O problema consisto om como so dova plantar.
Plantaso om distincia adequada ao arroz, isto 6, disténcla quo pormita logo
‘© sombroamento do solo, 0 Guo aconteco nas linkas do 20cm do diaténcia. O
cultivo 6 quaso impossivel © perdoso © arroz no malo.
A disténcia do 40cm ontro as linkas pormite o trato com onxadas, isto 6, carpas
manuais, mas quando o arroz 6 plantado om grandes dreas, geralmonte a méo-do-
obra ndo basta para capinar todo 0 arrozal. Assim, os agrénomos aconselham dis
tancias do 60 a 80cm entro as linhas, Désse modo, o cultivo mectmico 6 porfolta-
monte possivel mas o arroz nunca cheqa a sombrear o terreno o duranto téda a
vegotagtio ocorre o portilhamonto, Os rondimentos séio demasiadamente baixos
0s graos inforiores por causa da maturagdo dosiqual.
Em tédas as riziculturas do mundo aconsolhase reitoradamento “plantar bas-
ante somento". E isso 6 de magna imporldncla nas culturas nao tranaplantadas
para s0 conseguir que 0 arroz sombroie logo a terra, © tomo conta das orvas mas,
bom como para impodir um pertilhamento excessivo quo provoque uma ma:
turag&o desigual.
Essa 6 a diferonga fundamental entre o métedo do transplantio © 0 do semear
no lugar definitive.
1 — 0 transplantio devo provocar @ perfilhagio 0 méximo possivel mas uma
ver 86,
2 — A someadura dove sor a mais densa possivel para impedir o porlilhamonto
continuo. Isso 0 consogue perfettamente quando 0 arroz 6 plantado em covas, a
mo ou @ méquina (dipplado).
Cortos agrénomos rocomendam colocar na semeadeira a quantidade do 25 a
80kq/ha, onquanto Campinas aconselha 95 ka/ha, 0 que & muito melhor © muito
mais razodvel. Convém osclarecer que os 95kc/ha sdo simente uma base que
dove sor altorada segundo as diferentes condigSes para se obter rendimentos altos.
A lango
Esto método de plantio s6 6 possivel nas culturas imersas em que o terreno
{r porteitamento preparado, sendo 0 arrcz morro no moto. Esta prética de lancar
a semente 6 muito usada no Rio Grande do Sul e na Califémic (E. U, A. Porém.
nos E. U. A. nao se langa a semente a mao mas de aviée. As terras sdo inun-
dadas de medo a ficarem mais cu mencs com 6cm de agua sébre elas, e 0
avido langa a semente dirctamente na égua. O métedo ¢ muito bom permitinds
planterse circa de 100ha per dia, enquanto com plantadeira <6 se pode planter
3a 10ha didriamente, no maximo.
As vantagens déste método se as sequintes:
0) Nao 4 preciso preparar a terra muito cuidadesamente,
b) é mencr a quantidade de sementes que fica ccberta pela |
©) a semente 6 protesida contra os passari
icio déste cap
na cultura semi-aquatica 6 © contréle daata de itrigagdo, mas sémento da dronagom das éguas
cas da vegataszo.
8 culturas irrigadas so, até hole, pouco
rncia por parle do Govémno, @ drenagem 6 a mais
Duas regras devem se
10 0 a colhete
gs pragas e moléstias (como “mildew”, nematéi-
possibil
combater ou evit
ortantes é que a équa nos arrozais esteja permanen
gar e que possa ser drenada 10 a 15 dias
s vézes perdese o aroz por causa do excesso de dqua
em @ colhedsira nem os operdrios podem entrar nos
s 20% des arrozais sto plantades nos banhados ou
Nessas culturas devesse construir um canal mestre que
secundérios, que nascem néle.
@ gua nos campos, abremse as comporlas do canal
fechamse essas comportas e a équa
camente, irrigando 0 terreno por infiltragéo.
0 um curso de Ggua, como um rio ou cérrego, pode-se regular mais
facilmente i irrigago, tirando-se a dgua désse curso para completar a que fér
faltendo.
Mesmo que o arrez seia planta cujas taizes s&0 parecidas com as das plantas
aquétices, exige bastante oxigénio na terra, isto 6, um arejamento adequado, ou
agua fresce. A dgua meio podre lhe é mais prejudicial do que benética.
Exigéncia de dgua
Ext provado por intimeras experiéncias que 0 arroz das culturas irrigadas néo
absorve mais dgua que o das culturas sécas. Contudo, as condigées apresentadas
pelas culturas imersas possibilitamlhe maior consumo de silicio @ elementos ratos.
multe importantes para o bom rendimento do cereal. Geralmente a necessidade
de dua. seja de irrigagdo cu das chuvas, tanto nas culluras sécas como nas se-
mi-cquéticos depende:
1 — do lengol de dqua subterréneo,
2 — da topegratia do terreno © da insclagéo,
3 — do tipo e do preparo da terra,
4— da matéria oraénica © estrutura do solo,
5 — da evaporacio efetiva das plantas, que, por sua vez, depende:
a} do clime,
b) de temperatura,
‘dade do vento (planicies sem quebra-ventos, montanhas ou paisa
estas)
‘a cultures sécas deve ter como regra o sequinte fato:
A ADUBACKO ORGANICA BAIXA A EXIGENCIA ABSOLUTA DE AGUA DO
APROZ, Essa regia 6 de dupla importéncia, pols a adubacdo orginica nao s6
2 copacidade retentora de dgua do solo, como também torna as plantas
ins © vigorceas, com gasto de Gqua relativamente menor.C ‘¢ cutruras
} cae
SY Y IMERSAS
Tipos de irrigagao
Em todos os paises rizicultores os Governos tomam a seu cargo as représas e
canais mestres que servem para a irrigacéo dos campos, Os rizicultores ficam
apenas com as despesas dos canais secundérios e tercidrios, como da propria
irrigagéo.
Ha varios tipos de irrigagtio:
1 — trigagao por imersdo (submerséo do terreno),
2— irrigagéio por infiltracéo ("empolderamento"),
3 — contréle da égua sémente.
Na Asia, Europa e América do Norte a irrigag&o por imersdo é 0 tipo mais
‘comum. Constroem-se nos ries @ cérregos représas ou agudes — isto 6, enormes
tanques, que conservam simente a gua pluvial — para climentar os canais
mesires da itrigagGo, Nesses paises s6 so faz a irtigagtio superficial pela inun-
dagéio dos terrenos, pois ésse métcdo apresenta diversas vantagens sdbre of outros:
a) a dqua 6 sempre {resca @ circulante,
}) a irrigagdo é mais perfeita, distribuinde-se igualmente por tédas as partes
do terreno.
Na Africa © método holandés do "empolderamento” & comumente usado. Cor-
ease 0 terreno com um canal e um dique. No meio dessa area passa o canal
mestre da irrigagao, que, por meio de varias comportas, controla o nivel da dua.
Em ambos os lados encontramse os canais secundérlos © tercidrios de drena-
gem, onde o nivel da dgua é mantido.
Uma réde de canais forneco dgua aos tabuleiros, sempre mais baixos que no
canal mestre da irrigacéo, para assegurar a circulagéo da aqua. As desvan-
tagens déste método so as seguintes:
1 — do voz em quando rebentamso os diques por causa de chuvas fortes ©
© terreno é desastrosamente inundado;
2 — as dreas contrais dos terrenos que ficam entre os canais so menos irri-
gadas que as mais préximas.
Na fndia, pais onde 6 nativa a maioria das nossas variedades de arroz, néo
se faz itrigagéo continua, mas suprese sbmente a deficiéncia das chuvas com
aTABULEIROS
SISTEMA DE CANAIS
PARA PLANTACHO DE ARROZ
ndagdo des campes com as aguas désses acudes
Go ¢ inteiramente artificial, quer dizer 6 feita
s agudes que se suprem de agua por ocasiéo
Esscs dguas, és véres podres, chamamse “nil
es diques @ reprisas regulam © curso do Nilo, arma-
para o ano intelro. Essa dua, sempre fresca, chama-se “self
ais fornecs Ggua para 11.000 milhas quadradas.
cs culturas so irrigadas arlificialmente, $6 no Vale do Paraiba,
as do Rio Grande do Sul, é que se encontram culturas
cri ds vézes planta'se em banhades, onde basta o simples
suas. Nesses cases, canais de drenagem regulam o nivel da agua.
se fechom as comportas, ¢ &gua sobe, e quando elas so aberlas, a
ia da terra, que fica séca. Os canais de irrigacao © drenagem pro-
es dreas onde sdo construides e constituem o meio mais elicaz
ctego contra inundagées. (Como se sabe, o arroz néo suporta uma inun-
riedades mois resistentes a inundagdes s6 resistem olé
is mestres — Mu, Mandalay, Shwebo e Yeu —
0.000 ha, enquanto o sistema de antigos canais protege
A construgdo e manulengio désses canais est a cargo
.aga0 do Govérno indiano,
A prdtica da irrigagao
Preparatives para a irtigacéo
cdequadamente, nivelando-o completamente com
© 0 “float’), constroem-se os tabuleires. Atual
Califémia os de tamanho entro 2 a 1S
08 @ largos, de {écil construgao @ conservacao.ain,
atta
arith Hn nh
cane de
Marcase @ curva de nivel com estacas ¢ ligam-se os pontos mareados por meio
de suleos de aradinho. Amontoase entdo a terra nesses pontes, usandose para
isso a plainadeira ou simples pranchdes dispostos em forma de A, que podem
sor preparades na prépria fazenda. Os diques tém geralmente uma largura de
1,50m © uma altura de 30cm. Os que circundam o terreno sdo permanentes @
dovem ter mais ou menos de 60cm de altura. Todos os diques sto munidos de
comporlas que regulam a passagem da agua dum tabuleiro para o outro. As
comportas, sempre feitas de madeira, nunca devem ficar uma em frente da outra,
mas sim invariavelmente no lado contrério dos tabuleiros. Entre nés, o tamanho
déstes, isto é, a largura dos terragos, é regulada pela declividade do terreno.
Existem boas méquinas pata os canais de drenagem, que nunca devem set
esquecidos, pois a drenagem tem papel to importante quanto @ propria irrigagéo.
© {deal 6 quo todos os tabuleiros recebam a dgua dirctamente do canal de
Inrigag&o © que tenham comunicagio direta com o canal de drenagem. Os diques
sG0 plantados como os préprios tabuleiros e geralmente proporcionam boa colheita.
A propria irrigagéo
terreno é inundado antes do plantio a fim de a terra ficar bem molhada.
Drena-se a dgua subsegiientemente. Depois do plantio — a semente nunca deve
ser coberta com terra — comprimem-se as sementes na terra para firmélas e
inunda-se o terreno, drenando-o imediatamente de novo.
Quando o tempo esta muito séco, pode-se inundar mais uma vez o terreno antes
da germinagiio e drené-lo logo depois. Geralmente néo so inunda mais o terreno
antes de tédas as sementes haverem germinado.
Método A
Quando houver perigo de geadas, os campos com as plantinhas recém-germ!-
nadas so inundados de noite ¢ drenados de dia para esquentar a terra,
So nao existir perigo de geadas comeca-se com a irrigagdo sémente quando as
plantinkas atingirem uma altura de 20 a 30cm, isto &, 30 dias mais ou menos apés
@ getminagéo, Enchem-se eniéo novamente de égua os tabuleiros de acérdo com
@ seguinte regra:
23“O nivel da agua dove subir com a altura das planta:
Comoga'so com uma camada do 3a Sm do ospossura © prowsoguo-so até quo
ola atinja 15cm, A dgua 6 dronada sdmonto para possibilitar as carpas 0 man
lida _no campo até 10 a 15 dias antes da colhoita, Isto 8, a dronagom do torrong
80 inicia quando os cachos comogam a dobrar,
Método B
As oxporidncias mais modornas, por, provam quo a produgéo 6 mator quando
as plantinhas recémgorminadas ja esto submergidas na gua. Uma tegra antiga
diz: O VOLUME DA SAFRA DEPENDE DA UMIDADE NOS PRIMEIROS 30 DIAS,
Sogundo ésto sistoma mais modorno, logo dopo's da gorminagéo o campo §
inundado duranto 30 dias, © a camada do agua 6 sompro aumentada com @
altura das plantas, sondo do 8 a 10cm do ospessura quando so comoga @ dronar,
O terrono 6 ontéo completamente dronado © doixa-so socar durante 10 a 1$
dias mais ou monos, isto 4, ali o arroz acusar falta do dgua. Isso benelicia
poderosamente o desonvolvimonto das raizes quo procuram a agua sompro em
maiores profundidades, desonvolvendose, assim, amplamonto,
Inundise 0 terreno de nove com uma camada de mais cu menos 7 a 8em de aqua,
© imediatamonto dopois, fecham-se as comportas deixando inliltrar-se a dgua pot
completo. Esta operagéo 6 repetida alé o artoz comegar a espigar. Entao sub-
merge-se 0 campo permanentemente alé os grdos so encontrarom em ostado
“Ieitoso” © os cachos comegarem a dobrar, Dai om dianto, drena-se o terreno sub.
soqiientemente até que 0 campo fique séco para a colheita,
Aconsolha-se drenar por completo as torras loves uns 15 dias antes da colhelta
© as terras pesadas — embora enxuguem mais devagar — uns 10 dics antes
da colheita, dovido ao fato de as terras pesadas enxutas encrostarem {acilmonto,
© quo prejudica a maturagtio dos gréos,
Usa-se capinar o terreno quando enxuto, isto 6, quando esta drenado. Nas cul-
turas imersas sdo necessdrias geralmente duas carpas leves,
Hoje reconhece-se inteiramente a importéncia de drenar a terra varlas vézes
durante a vegetagao, porque isso néo sémonte controla as pragas mas provoca
intenso desenvolvimento radicular, o que significa que o amplo sistoma das raizes
absorve maior quantidade de alimentos e que a plania, melhor nultida, produz
naturalmente maiores satras.
‘A agua da irrigasdo nao deve sor multo fra 0, quando 6 do rlos de baixa
temperatura, deve ser aquecida antes om agudes ou nos proprios canals mostres,
para nao paralisar 0 crescimonto das plantas pelo choque do frio,
‘A Ggua da irrigagdo deve sor fresca, sem teor salino — cloreto de sédio —
que prejudica maioria das variedades de arroz, S6 as variedades "Bluo-Roso",
“Fortuna” © “Prolifix” 6 quo so resistentos & dgua salgada; mas justamente
estas variedades so de pouco valor econémico.
CULTIVO E CARPAS
0 cultivo do artoz & oporagéo multo importante, Podo-se adotar a seguinto rogra:
Quanto melhor se prepara o terreno, tanto menor o custo de carpas @ do cultivo.
© arroz do séca precisa goralmonto do duas a trés corpas. Quanto mals
distanto 20 planta, tanto mais carpas sG0 nocossdrias, tanto malor so as des-
pesas do cultivo © tanto menor soré a colhoita,
Goralmonto, podom-so disponsar os tratos culturals quando 0 arroz comoga a
“fechar”, ‘ato 6 quando ost sombroando a torra, Num ospagamento do 60 a
20cm ontro as linhas, sso porém nunca acontoco,‘As carpay por st bonoliclam aliamonte a produgéo, provocando 0 dessnvolvi-
monto radicular © porlilhamonto,
Em campos {rrigados dronaso para as curpas, A primelta carpa 8 dé, no
sistema A (antigo), antos do frrigar pola primolra voz, 0 no sistema B (moderno),
quando so drona pola primoira voz 0 campo.
Os campos transplantados mutias vézes nao procisam do carpas, mas dé-se-lhos
uma carpa lovo ou uma gradagom lovo (com grade de dontos) para animar o
porfilhamonto, A gradagom s6 so podo fazer, porém, quando 0 arroz {é estiver
bom onralzado 0 a grado fér love 0 articulada.
PRAGAS E MOLESTIAS
Arroz tigiiera
£ grande o nimoro de pragas © moléstias que atacam o arroz, Entre nés,
porém, muitas moléstias néo séo reconhecldas como fais, sendo consideradas
apenas como manifestages de clima adverso.
Uma das pragas mais desagradavels em todos os arrozais 8 0 “arroz vermelho"
ou “tigiera”, E uma das piores ervas mds e téo desagraddvel que é classificado
como praga em todo o mundo,
Geralmente 0 arroz vermelho existe nos campos em vérlos cruzamentos com
© branco, Em geral 2% do arroz séo produtos désses cruzamentos. A “Official
American Publication” provou que tédas as plantas da primeira geragtio de hi-
bridos 0 % do segunda geragdo de hibridos possuem pelicula vermelha dos
graos, porém n&o 8 0 que se designa como tigiiera. £ quase impossivel identificar
© tigiiera no campo, Expertos que tenham muita prdtica podem reconhecé-lo pela
posicéo das félhas, que formam com a haste um @ngulo um pouco mais agudo
do que no arroz branco. Geralmente os transplantadores do arroz reconhecem-no,
eliminando-o entre as mudas,
No campo s6 na época de florescéncia se pode distingui-lo do outro, Como o
ligiiora amadurece mais cedo que o arroz branco, geralmente {4 derrubou os gréos
quando 0 outro ainda nao esté sendo colhido,
Na maquina dé-se uma perda grande de arroz, porque, quando existe o tigtiera,
tem de sor beneficiado com maior rigor dando multo mals quebra que normalmente.
COMBATE
Proparagio cuidadosa do terreno. Duas a trés gradagens antes do plantio para
oliminar tédas as sementes de ervas més germinadas. Geralmente 0 artoz ti:
gitera nasce cedo.
Nunca plantar arroz num campo que teve tigtiera no ano anterior. Recomen-
da-se urgentemente a rotagéio de culturas.
$6 se deve usar sementes muito bem limpadas. £ preciso sempre evitar o uso de
sementes de campo infestado.
Broca
© arroz pode ser atacado por pragas animais desde sua germinagto até so
achar no armazém.
Os matores danos na rizicultura mundial so causados pelos pequenos insetos
homipteros, espécies de percevejos que chupam a seiva das plantas, Mas tam-
bém brocas, larvas, vermes © nematéides prejudicam os arrozais. Especialmente
mosquitos, como o "Diptera", o "Trochoptera”, o "Thysanoptera”, otc., projudicam
as vézes enormemente as culturas, sem se falar dos gafanhotos, que na Asia,
Africa, nos E.U.A. © na Argontina podem destruir completamente os arrozais.
Em cortos anos no Sul do Brasil hé invasées do nuvens de gafanhotos, que
dosttoom tédas as lavouras
25,{ ) cors
encore _ | BRUSONE, CABEGA BRANCA OUPIRICULA YY
Mi
Les40
ATAQUE TARDIO,
ouauro 40 peRioco
vEGerArvo
ATAQUE,
io inicio 20.
BERIOOO VEGETATVO
Em nossos arrozais, a broca produz os maiores prejuizos. O seu nome cien-
tifico 6 Pyralidae gen. Schcenobius. As larvas entram sempre no colmo justamente
na superficie — da terra, ou da dgua — migrando depois para o colo da haste
causando nas cultures prejufzos entre 2% a 60%; em campos de monocultura,
principalmente onde a praga esté aumentando de ano para ano, pode ela causar
perda total da safra. Essa broca é a larva dum lepidéptero, isto 6, duma borboleta
noturna que pée os seus ovos na face inferior das {élhas. As larvinhas devoram
ai a epiderme, mas logo entram no colmo, sempre, exatamente na superficie da
gua ou da terra, migrando para baixo. Quando uma planta fica esgotada, o
caterpiller emigra em busca de outra, Ele faz a sua crisdlida embaixo da terra.
COMBATE
Arar logo depois da colheita e inundar o terreno por dois meses, polo menos.
Plantar no ano seguinte uma outra cultura. A rotagdo é o melhor combate desta
praga, segundo revelam as mais novas e recentes experiéncias feitas neste sentido.
Lagarta do arroz
© Scotoptera mauritia ou “bicho da raiz” atoca especialmente as plantinhas
recém-germinadas. Plantas com mais de 20 dias geralmente nao sdo atacadas. O
ataque é pior em banhades mal drenados e em anos com primavera muito timida.
As larvas enrolam as {élhas e devoram as plantinhas novas, Elas migram de
campo para campo, &s vézes causando sérios prejuizos.
COMBATE
Pulverizagéo com DDT 5% ou BHC 3%.
Evitam-se também grandes prejuizos causados por esta praga se o plantio
feito tarde, mas dentro da época apropriada.
6
————————— eePercevejos
como Lepioctrisa acuta, Scotinophara lurida, Scot. ccarcia, etc. chupam © suco do
arroz até que as plantas se esgotam e sé produzem gréos pequenos, brancos,
muito leves, de qualidade inferior e que se quebram facilmente na maquina.
MOLESTIAS
Brusone
‘A mais pemiciosa de tédas 6 sem diivida nenhuma a chamada brusone, (piri
cularia oryz.) cu “cabega branca” conhecida pelos ianques como “rotten neck",
isto é, podridéo da nuca.
A designacGo brusone 6 usada para designar grande nimero de causas pre-
judiciais, de caréter muito diferente que determinam sintomas parecidos. E ne-
cessdrio esclarecer que a multidio de fenémenos diferentes 6 também a causa
dos varios nomes dessa doenga. Segundo Winkler (E. U. A.) os fungos que, de
um ou de outro modo, se relacionam com a brusone sdo devidos apenas a dife-
rentes estados do desenvolvimento da moléstia mas nao a causa. Piricularia oryzea,
Pir, grisea, Helminthosporum oryz., Cladosporum oryz., etc. sdo fungos intimamente
ligados com a brusone. Especialmente nos cnos muito imidos a brusone é uma
das mais temidas moléstias da rizicultura.
Nos félhas desenvolvemse primeiro manchinhas de cor azul aguada, que se
desenvolvem, tomande-se manchas marrons com centro grisaldo. Essas manchas
cumentam até que a {élha inteira morre e se enmuga. No colmo e nos entrenés
aparecem lesdes escuras, especialmente pero da base dos paniculos. Se as
plantas so atacadas no inicio do perfodo vegetativo as paniculas nao se enchem
@ por isso os cachos permanecem eretos e brancos. Dai o nome “cabega branca”.
Quando 0 ataque se verifica mais tarde, umas paniculas se enchem mas caem
logo por causa da podridao das bases das paniculas e das bases dos ramos
paniculares. Ha anos em que eztensos trechos apresentam sdmente cachos esbran-
quicades e eretos.
Existem no Brasil variedades que sao bastante resistentes a esta moléstia
enquanto outras sofrem demais com ela. A experiéncia provou que a moléstia
6 pior nos terrenos onde nunca houve culturas anteriores. A adubagio verde e
fosiatada cumenta a moléstia, e bem assim maiores doses de azéto. O potéssio
parece reagir contra essas acées prejudiciais,
COMBATE
A inundagao do terreno combate muito essa moléstia, apesar de ela aparecer,
nas culturas sécas, especialmente nos anos chuvosos.
Como preventivo eficaz, que impede quase totalmente o desenvolvimento da
brusone, temos a seguinte adubagio:
50 kg/ha de cloreto potdssio
10 kg/ha de sulfato de zinco
5 kg/ha de sulfato de cobre
Skg/ha de bérax.
Utra
Especialmente em nossos banhados, onde a lavagem de cilcio 6 intensa a
“Utra” aparece freqiientemente, mas os lavradores inclinamse a pensar que se
trata apenas de adversidades climatéricas. A infecgdo pelos nematéides aparece
sémente quando @ planta esté formando espigas. As félhas apresentam linhas
marrons e os entrenés superiores tornamse escuros. O “flag” néo se abre perma-
necendo geralmente enrugado e torcido em espiral. Ha tendéncia de produgao
27die colmos laterais ¢ muitas vézes aparecem multiples caches. Os pediinculos
perdem a cor natural tomandose marrons e as poticas fléres que se tomam
sio exttreis,
© “combate” a esta doenga, que ¢ simplesmente uma deficiéncia, consisto na
grenagem adequada do terreno como na adubagée do campo com a seguinte
cael 800 kg,ha de gésso (sullato de cileio),
7 kg/ha de sulfato de zinco,
Skg/ha de borax,
Recomendase tambsin « queima da palha infotada pelos nematdides.
Condigées climatéricas adversas provecam um niimero elevado de misleriosas
moléstias, Especialmente em anes cuja primavera {6r séca, 0 arroz 6 bastante sus-
cetivel. Cré-se, porém, que todas estas moléstias como pot exemplo “a mancha
marrem’ das idlhas, como a des paniculos, a "podtidéo do colmo", a “clorose das
mudas", a “podrid@o do colo da haste”, etc, ndo podem ser dominadas sendo pela
inundagie do terreno e adubagdo preventiva com elementos raros, especialmente
com zinco, boro, cobre, siiliur e manganés, NGo se sabe com cerleza se ésses
elementos raros qumentam a resisténcia do aroz a essas moléstias ou se elas
parecem quando a absorgdo de tais elementos se torna deficiente por causa
da falta de umidade ou da de elementos mobilizadores como é 0 polassio.
Carvao
Existe no arroz, mas néo causa sérios prejuizos.
Scab
Verifica'se em muitas culluras, especialmente quando plantadas em ambiente
neutro ou pouco dcido, E provdvel tralarse no caso também principalmente da
deliciéncia de elementos raros, porque descparece, quando se aplica uma adu-
bagdo bériea na base de Sko/ha,
Acamamento
No & geralmente considerado moléstia do arroz, embora 0 seja na verdade,
Encontramos ste fendmeno, quando cs colos das hasles estao murchos ou podres.
Nos E.U.A. chamase “slem-ot’. Este mal exisie em todos os paises rizicultores.
Geraimente, @ planta ndo apresenta nenhum sintoma, além da tendéncia de
acamar,
Segundo Crolley, uma adubagdo forte em fésforo @ nitrogénio provoca 0 aca-
mamento,
COMBATE
Uma adubagéio adequada com potéssio © boro controla perfeitamente o mal.
Para isso, usase a formula:
90 kg/ha de cloreto potdissio
4kg/ha de bérax
500 kg/ha de gésso, COLHEITA
A colheita & uma das operagées mais dificeis, © quando feita a méo também
uma das mais caras, além de exigir bastante culdado a fim de néo perder ou
prejudicar 0 produto. O arroz deve ser colhido no tempo certo, @ geralmente dé
Pouco lempo para esta operagéo,
Quando colhido demasiadamento verde, dé grande percentagem de arroz
sade" © chécho comumente conhecido como "barriga branea”, Se fr colhidoj& passado de maduro, aumenta-se muito a perda de sementes que caem no
campo, o hé variedades, em que nao sd os gréos, mas os cachos inteiros so des-
prondem, entdo. Além disso, devido ao ressecamento dos grdics e conseqiientes
rachaduras, a percentagem de “quirera” aumenta no moinho.
ponto certo para a colheita & quando os graos da base das paniculas se
apresentam mais ou menos dures mas cedem facilmente ainda & pressdo da unha.
Geralmente © ponto da colheita fica entre 10 a 15 dias depois que as pa-
niculas comegam a se dobrar. Neste ponto o arroz tem ainda uma umidade de
21 a 23%. Dois tergos dos gréos esto maduros, isto é, os da penta e do meio
do cacho, ao passo que os da base esto com massa firme mas cedem ainda &
presséo da unha.
Podemos acrescentar que o rendimento depende muito do ponto da colheita,
arroz colhido meio verde da maior rendimento de gracs inteiros no moinho mas
© rendimento total 6 baixo e 0 produto é inferior, ao passo que © attoz passado
de maduro da muita quebra na maquina porém seu rendimento total é 0 mais alto.
Deve-se por isso efetuar a colheita O MAIS RAPIDAMENTE POSSIVEL.
Nas lavouras pequenas a colheita com iaca ou foice 6 cinda comum, Geral-
mente, os feixes vao imediatamente para a batedeira e a semente ensacada é
levada aos terreiros para secar.
Quando ha muito apuro e ndo se pode conseguir uma batedeira na hora, &
costume — e apesar de tudo o método melhor de todos — arrumar os feixes em
medas no campo, deixando secar e amadurecer ai o produto, Geralmente poe-se
de 12 a 16 feixes numa meda, com um feixe como protegéo por cima. Em 10 a 15
dias 0 arroz fica completamente maduro e néo ressecado, isto é, conserva um
minimo de umidade, dando, assim, pouca quebra, na maquina,
O arroz batido imediatamente depois da colheita sempre se resseca um pouco
dando mais gréos quebrados no beneficiamento,
Nas lavouras maiores colhe-se com trilhadeira.
Secagem
A secagem do arroz tem de ser feita o mais lentamente possivel, devido ao
fato de o arroz secado rapidamente apresentar sempre alla percentagem de gréos
quebrados, na méquina, Nunca se deve secar artoz no sol, mas sim na sombra
em lugares bem arejados.
ponto melhor para ser beneliciado & quando a umidade das sementes caiu
@ 14%, Entdo, o rendimento em graos inteizos 6 o melhor. Sabemos que 0 prego
do produto depende essencialmente da percentagem de gros inteiros.
© arroz com mais que 14,5 % de umidade muitas vézes ndo 6 aceito e sempre
sofre desaai .
PRODUGAO MUNDIAL DE ARROZ EM 1951
| Bm 1,000 hectares | Em 1.000 toneladas | kg/ha
Asia vs... 103.106 92.532 | 882
Europa 5 376 304 2.400
Africa oD 3.707 2112 569
América do Nort
@ Central ..... | 1.470 1.683 1.150
América do Sul . 2916 2.708 930
Total 111.575 99.939
(sem USSR) |
(Brasil . | 2.298 1914 840
29









