Segmentos proporcionais

Profa. Dra. Denise Ortigosa Stolf

Sumário

Página

Razão e proporção........................................................................................................... 1 Propriedades das proporções .................................................................................... 2 Propriedade fundamental ...................................................................................... 2 Propriedade da soma ............................................................................................. 2 Propriedade da diferença ...................................................................................... 2 Razão de dois segmentos ................................................................................................ 3 Segmentos proporcionais ................................................................................................ 5 Feixe de retas paralelas ................................................................................................... 6 Propriedades de um feixe de retas paralelas............................................................. 6 Teorema de Tales ............................................................................................................ 8 Aplicações do teorema de Tales ................................................................................... 10 Teorema da bissetriz interna de um triângulo ........................................................ 11 Referências bibliográficas............................................................................................. 14

nessa ordem. b. 20 e 15 são. então. proporcionais quando a razão entre os dois primeiros é igual à razão entre os dois últimos. ainda. que os 6 15 números 8. nessa ordem. 6. 15 3 2) A razão entre 20 e 15 é 20 : 15 ou Nos exemplos acima. a c = b d . Quatro números a. com b ≠ 0. proporcionais. é o quociente do primeiro pelo a segundo: a : b ou . Dizemos. b Por exemplo: 1) A razão entre 8 e 6 é 8 : 6 ou 8 4 = . verificamos que as razões 8 4 = 6 3 20 4 = 15 3 8 20 e são iguais: 6 15 ⇒ 8 20 = 6 15 8 20 e formam uma proporção ou. que as razões Então: Proporção é a igualdade entre duas razões.1 SEGMENTOS PROPORCIONAIS Razão e proporção A razão de dois números a e b. c e d (com b e d diferentes de zero) são. 6 3 20 4 = .

temos: b d Propriedades das proporções Vamos ver algumas propriedades que são válidas para as proporções: Propriedade fundamental a c = ⇒ b d a⋅d { produto dos extremos = b⋅c { produto dos meios Propriedade da soma a c a+b c+d a+b c+d = ⇒ = ou = b d a c b d Propriedade da diferença a c a −b c−d a−b c−d = ⇒ = ou = b d a c b d .2 Em toda proporção aed bec extremos meios a c = .

(Lembre-se: AB representa a medida do segmento AB . sendo AB = 6 cm e CD = 12 cm. determinar a razão ente MN e PQ . Seu valor na forma de fração irredutível é . c) a razão entre o número de meninas e o número de meninos. cujas medidas são. 5 . tomados na mesma unidade. A razão entre o número de meninos e o número total de alunos da classe é indicada por 15 3 15:35 ou por . (3) Comprove as propriedades das proporções usando a proporção: 4 10 = . 2 2 cm e 5 cm. b) Dados MN e PQ . (2) Use os números 18.3 EXERCÍCIOS A (1) Em uma classe há 15 meninos e 20 meninas. Calcule em seu 35 7 caderno: a) a razão entre o número de meninas e o total de alunos da classe. 6 15 Razão de dois segmentos Chamamos razão de dois segmentos a razão ou quociente entre os números que exprimem as medidas desses segmentos. Exemplos: a) Determinar a razão entre os segmentos AB e CD . num total de 35 alunos. MN 2 = PQ 5 A razão é 2 . repectivamente. b) a razão entre o número de meninos e o número de meninas.) AB 6 1 = = CD 12 2 A razão é 1 . 9. 4 e 8 e forme com eles uma proporção.

Sendo um número real. que a razão entre dois segmentos é sempre um número real positivo. a razão pode ser: • um número racional → neste caso dizemos que os segmentos são comensuráveis. sabendo-se que AB = 2 m e DE = 60 cm? Nesse caso.4 c) Qual a razão entre os segmentos AB e DE . transformar as duas medidas para a mesma unidade: AB = 2 m = 200 cm DE = 60 cm AB 200 10 = = DE 60 3 A razão é 10 . precisamos. pelos exemplos. MN 2 = → MN e PQ são segmentos incomensuráveis PQ 5 { número irracional . AB 1 = → AB e CD são segmentos comensuráveis CD 6 { número racional AB 10 = → AB e DE são segmentos comensuráveis DE 3 { número racional • um número irracional → neste caso dizemos que os segmentos são incomensuráveis. inicialmente. 3 Você pode perceber.

pois: AB 4 = CD 6 EF 8 4 = = GH 12 6 AB EF = CD GH ⇒ b) Quatro segmentos AB . são proporcionais. PQ e XY .5 Segmentos proporcionais Pelas definições de proporção e razão de segmentos. GH são. Exemplos: a) Os segmentos AB = 4 cm. CD . MN . AB . EF = 8 cm e GH = 12 cm formam. MN = 15 cm e PQ = 4 cm. são proporcionais. uma proporção. MN 15 3 AB PQ = MN XY Mas Então: PQ 1 = XY 3 4 1 = XY 3 XY = 12 cm . nessa ordem. proporcionais. quando a razão entre os dois primeiros for igual à razão entre os dois últimos. EF e GH . CD GH Lembre-se de que as medidas dos segmentos devem estar na mesma unidade pra formar a proporção. nessa ordem. PQ e XY são proporcionais ⇒ AB 5 1 = = . CD . CD = 6 cm. MN . ou seja: AB . Se AB = 5 cm. quando AB EF = . nessa ordem. qual a medida de XY ? Como AB . EF . podemos dizer que quatro segmentos. nessa ordem.

CD . que denominaremos simplesmente feixe de paralelas. Feixe de retas paralelas Você já sabe que duas retas de um plano são paralelas quando não possuem pontos em comum. na transversal ficam determinados os segmentos AB .6 EXERCÍCIOS B (1) Os segmentos da reta AB de 6 cm. nessa ordem. EF de 10 cm e PQ . CD e DE . nessa ordem. Assim. obteremos um feixe de retas paralelas. Calcule a medida de PQ . CD e EF . são segmentos proporcionais. . são segmentos proporcionais. MN de 15 cm. Uma reta que corta um feixe de paralelas é denominada reta transversal. feixe de retas paralelas: r // s // m // u // v t: transversal Propriedades de um feixe de retas paralelas Vamos considerar um feixe de retas paralelas cortadas por uma transversal t. (2) AB . BC . Calcule a medida de CD sabendo que AB = 9 cm e EF = 40 mm. ou seja: r // s { paralelas r ∩ s =∅ { intersecção Se tomarmos três ou mais retas paralelas entre si. como mostra a figura seguinte.

PQ e QR . também determina segmentos congruentes sobre qualquer outra transversal.vamos obter: MN = NP = PQ = QR = 1. agora. traçar uma reta m.7 Medindo os segmentos com uma régua. NP . . transversal ao feixe de paralelas. determinando os segmentos MN . vamos obter: AB = BC = CD = DE = 1 cm ⇒ AB ≅ BC ≅ CD ≅ DE ≅ (Congruente) Vamos.5 cm ⇒ MN ≅ NP ≅ PQ ≅ QR Podemos repetir esse procedimento traçando outras transversais ao feixe de paralelas e verificaremos que os segmentos determinados em cada transversal serão congruentes entre si. Medindo os segmentos. Dizemos então: Se um feixe de paralelas determina segmentos congruentes sobre uma transversal.

temos: 10 8 = 2 x 10 x = 2 ⋅ 8 10 x = 16 16 10 x = 1.: Podemos considerar ainda outras proporções a partir do teorema de Tales. tais como: • AB MN = AC MP BC NP = AC MP AB BC = MN NP Exemplos: a) Na figura r // s // t.8 Teorema de Tales Quando três retas paralelas são cortadas por duas retas transversais.6 x= . a // b // c ⇒ AB MN = BC NP OBS. determinar a medida x indicada. Pelo teorema de Tales. os segmentos determinados numa das retas transversais são proporcionais aos segmentos determinados na outra.

determinar as medidas x e y indicadas. temos: 5 x = 9 y Aplicando as propriedades da soma nas proporções: 5+9 x + y = 5 x 14 28 = 5 x 14 x = 5 ⋅ 28 14 x = 140 140 14 x = 10 x= Como: x + y = 28 10 + y = 28 y = 28 − 10 y = 18 EXERCÍCIOS C (1) Nas figuras. a) d) b) e) c) . determine os valores de x. Pelo teorema de Tales. a // b // c.9 b) Na figura a // b // c.

obteremos três retas paralelas ( BC . sobre esses dois lados. r e s) e duas transversais ( AB e AC ). paralela a r. segmentos que são proporcionais. então: Toda paralela a um lado de um triângulo que encontra os outros dois lados em pontos distintos determina. respectivamente (Figura 2). Se traçarmos pelo ponto A uma reta s. . paralela ao lado BC . Vamos traçar uma reta r.10 Aplicações do teorema de Tales Consideremos o ∆ABC (Figura 1). que irá interceptar os lados AB e AC nos pontos M e P. r // s // BC Pelo teorema de Tales: AM AP = MB PC Podemos enunciar.

então x = 2. RS // BC . segmentos que são proporcionais aos lados do triângulo que formam o ângulo considerado. Pelo teorema de Tales aplicado nos triângulos: 2x x + 4 = x x +1 2 x( x + 1) = x( x + 4) 2x2 + 2x − x2 − 4x = 0 x2 − 2x = 0 x ( x − 2) = 0 x = 0 ou x − 2 = 0 x=2 Como x = 0 não serve. Se AS é bissetriz do ângulo Â. Teorema da bissetriz interna de um triângulo A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo determina.11 Exemplo: a) Na figura abaixo. sobre o lado oposto. Determinar a medida de x. então: AB BS AB AC = ou = AC SC BS SC .

. Pelo teorema da bissetriz interna: MN NC = MP CP 12 NC = x CP Mas. temos a figura ao lado. Sabendo-se que M = 12 cm. a bissetriz interna MC do ângulo M determina no lado NC 2 = . NP os segmentos NC e CP cuja razão é CP 3 determinar a medida do lado MP . MP = 18 cm.12 Exemplo: ˆ a) Num triângulo MNP. onde x é a medida do lado MP . NC 2 = CP 3 12 2 = x 3 2 x = 12 ⋅ 3 2 x = 36 36 2 x = 18 x= Então. Pelo enunciado do problema.

ˆ a) AD é a bissetriz do ângulo A ˆ c) BP é a bissetriz do ângulo B ˆ b) CM é a bissetriz do ângulo C ˆ d) AD é a bissetriz do ângulo A .13 EXERCÍCIOS D (1) Nos triângulos abaixo. determine a medida x indicada. a) MN // BC c) DE // BC b) PQ // AB d) AB // MP (2) Nas figuras seguintes. determine o valor de x.

Matemática hoje é feita assim. MIANI. GUELLI. Matemática: pensar e descobrir. São Paulo: FTD. São Paulo: Ática. 1998. 2006. Tudo é matemática. DANTE. Luiz Márcio. José Ruy. . GIOVANNI JUNIOR. Matemática paratodos. BIGODE. EDIÇÕES EDUCATIVAS DA EDITORA MODERNA. Oscar. Marcos. Projeto Araribá: Matemática. São Paulo: Brasil. Álvaro. José Ruy. 2005. Marcelo Cestari. Matemática em construção. São Paulo: IBEP. José Ruy. 2005. CASTRUCCI. São Paulo: FTD. Matemática no plural. GIOVANNI. A conquista da matemática. Benedito. São Paulo: FTD. GIOVANNI JUNIOR. José Ruy. IMENES. VASCONCELLOS. 2004. Maria José. 2006. GIOVANNI. Luiz Roberto. 2002. 2006.14 Referências bibliográficas ANDRINI. LELLIS. São Paulo: Moderna. São Paulo: Scipione. 2007. São Paulo: Ática. Antonio José Lopes. Novo praticando matemática.

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