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Genero Textual Tirinha

Tirinha

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[ANAIS DO II SEMINARIO FORMAGAO DE PROFESSORES E ENSINO DE LINGUA INGLESA VOL. 2, 2013 | ISSN: 2236-2061 17 A.19 DE JUNHO DE 2013, SKO CRISTOVAO/SE 726 GENERO TEXTUAL: TIRINHA- CARACTERISTICAS E FUNCIONALIDADE SOCIAL Viviane dos Santos de Souza - (Graduada/UNEB) Ilvanete dos Santos de Souza - (Mestranda/UFS) RESUMO Este trabalho apresenta uma andlise sobre o género textual tirinha enquanto objeto de ago pedagogica no ensino de Lingua Portuguesa. Traz breve estudo tedrico sobre a linguistica textual, define-se e caracteriza-se 0 género textual, enquanto fenémeno histérico, politico cultural, evidenciando seus aspectos formais, discursivos e interacionais. Faz-se também a caracterizagdo da historia em quadrinho e a tirinha, Investiga-se ainda sobre o género tirinha na sala de aula e o seu uso pedagégico. Postulada em principios sociointeracionistas da Linguistica Textual, a pesquisa, buscou-se analisar os exemplares da tirinha na prova do ENEM/2009, observando os seguintes aspectos: contetido temético, composi¢do textual, funcionalidade e linguagem, como também investigar a funcionalidade desse género na escola. trabalho com a Lingua Portuguesa requer nao s6 a preparagio formal e técnica, mas também uma formacio politica por parte do docente que venha a proporcionar aos alunos 0 uso efetivo do texto enquanto pritica social, pela perspectiva sociointeracionistas, & luz da Linguistica Textual. Palavras-chave: linguistica textual, género textual, tirinha. Géneros Literarios A lingui ‘ca textual constitui um ramo novo da linguistica que comegou a desenvolver-se na década de 60 do século XX na Europa. Essa ciéncia tem como objetivo de investigagao os textos, por ser forma especifica de manifestagdo da linguagem. Segundo Marcuschi apud Dionisio (2005, p.19). Os géneros sio entidades sécio discursivas e formas de agdo social incontornveis em qualquer situagio comunicativa, No entanto, mesmo apresentando alto poder preditivo ¢ interpretativo das ages humanas em qualquer contexto discursivo, os géneros ndo so instrumentos estangues € enrijecedores da ago criativa, Caracterizam-se como eventos textuais altamente maledveis, dinamicos ¢ plésticos. Surgem emparelhados a necessidades ¢ atividades socioculturais, bem como na relagdo com SR . linc GBCAPES “tet [ANAIS DO II SEMINARIO FORMAGAO DE PROFESSORES E ENSINO DE LINGUA INGLESA VOL. 2, 2013 | ISSN: 2236-2061 17 A.19 DE JUNHO DE 2013, SKO CRISTOVAO/SE 77 inovagées tecnolégicas, 0 que € facilmente perceptivel ao se considerar a quantidade de génetos textuais hoje existentes em relagdio a sociedades anteriores a comunicacao escrita Quanto ao surgimento do género, ressalta uma observagdo historica na qual revela que, numa primeira fase, povos ¢ cultura essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de géneros, Com a invengdo da escrita alfabética por volta do século VIT a.C. rit multiplicam-se os géneros, surgindo os tipicos da . Inicialmente o conceito de género estava relacionado @ literatura. A palavra género (do latim genus-eris) significa tempo de nascimento, origem, classe, espécie, gerag%o, utilizada pela retérica e pela teoria literdria com um sentido literdrio, para identificar os géneros classicos ~ o lirico, o épico, o dramitico e os géneros modemos ~a novela, o conto, o drama, ete. Platio (cerca de 428 a.C — cerca de 347 a.C) no livro III da Repiblica (394 a.C) deixou a primeira referéneia, no pensamento ocidental, aos géneros literdrios, a comédia € a tragédia se constroem por imitagio, os ditirambos apenas pela exposigao do poeta e a epopeia pela combinagao dos dois processos. Para Aristoteles a diferenciag&o esta intimamente ligada 4 preocupagdo conteudistica. (SOARES, 2000. p.9) A partir do século XV, os géneros expandem-se com o florescimento da cultura impressa. © pensador russo Mikail Bakhtin, no inicio do século XX, se dedicou aos estudos da linguagem e da literatura, sendo o primeiro a empregar a palavra género com sentido mais amplo, referindo-se também aos textos que empregamos nas situagSes cotidianas de comunicagio. (SOARES, 2000. p.17) Segundo Bakhtin (1997, p. 285) Em cada época de seu desenvolvimento, a lingua escrita é marcada pelos géneros do discurso © nao s6 pelos géneros secundirios (literdrios, ideolégicos), mas também pelos ios (os tipos de dialogo: linguagem das reunies sociais, dos circulos, linguagem familiar, cotidiano, ete.) Os géneros so determinados historicamente. As intengdes comunicativas, como parte das condigdes de produgio dos discursos, geram usos sociais que determinam os géneros que darao formas ao texto. A teonologia favorece 0 surgimento de formas inovadoras de novos géneros. aspecto central desses novos géneros emergentes ¢ a relagiio que instaram com os usos da ~_line Scares vane A & O26 [ANAIS DO II SEMINARIO FORMAGAO DE PROFESSORES E ENSINO DE LINGUA INGLESA VOL. 2, 2013 | ISSN: 2236-2061 17 A.19 DE JUNHO DE 2013, SKO CRISTOVAO/SE 728 « lingua, no caso por exemplos das cartas eletrénicas, novo género emergente com a midia virtual, que desafia as relagSes entre oralidade e escrita e inviabilizam a velha visio divotémica ainda presentes em muitos manuais de ensino da lingua. Ressalta que a linguagem dos novos géneros toma-se cada vez mais plisticas e, no dos formatos aso das publicidades, nota-se uma tendéncia a servirem de maneira sistemati de géneros prévios para objetivos novos. Mareuschi (2008, p. 155) género textual refere os textos materializados em situagdes comunicativas recorrentes. Os géneros textuais so os textos que encontramos em nossa vida didria que apresentam padrdes séciocomunicativa caracteristicos definidos por composigdes. fumcionais, objetivos enunciativos e estilos coneretamente realizados na integragio de forgas histéricas, institucionais e técnicas, De acordo com Marcuschi (2008), atualmente no Brasil ha varias tendéncias no tratamento dos géneros textuais: Uma linha bakhtiniana alimentada pela perspectiva de orientagdo vigotskiana sécio construtivista; uma perspectiva “swalesia; uma perspectiva sistémico-funcional ¢ a Escola Australiana de Sydney caracterizada alimentada pela teoria sistémico-funcionalista de Holiday com interesses na analise linguistica dos géneros; uma quarta perspectiva menos marcada por essas linhas ¢ mais geral, com influencias de Bakhtin, Adam, Bronckart ¢ autores alemi De uma maneira geral, o que se tem notado no Brasil foi uma enorme proliferagdo de trabalhos, inicialmente na linha de Swales e depois da Escola de Genebra com influénc de Bakhtin. E importante frisar que os géneros apresentam caracteristicas séciocomunicativa definidas por conteados, propriedades funcionais, estilo e composigao. E recente a discussio do suporte dos géneros textuais, Maingueneau (2001, p.71), apud Marcuschi (2008, p.173) observa que “é necessirio reservar um lugar importante ao modo de manifestagdo material dos discursos, ao seu suporte ete.”, Distingao entre tipo e género textual

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