1 – COMPRESSORES
INTRODUÇÃO
O termo pneumática é derivado do grego Pneumos ou Pneuma (respiração,
sopro) e é definido como a parte da Física que se ocupa da dinâmica e dos
fenômenos físicos relacionados com os gases ou vácuos. É também o estudo da
conservação da energia pneumática em energia mecânica, através dos respectivos
elementos de trabalho.
Embora a base da pneumática seja um dos mais velhos conhecimentos da
humanidade, foi preciso aguardar o século XIX para que o estudo do seu
comportamento e propriedades se tornasse sistemático. Porém, pode-se dizer que
somente após o ano de 1950 é que ela foi realmente introduzida no meio industrial.
Hoje, o ar comprimido tornou-se indispensável, e nos mais diferentes ramos
industriais instalam-se equipamentos pneumáticos.
PROPRIEDADES DO AR COMPRIMIDO
-VANTAGENS
- Incremento da produção com investimento relativamente pequeno.
- Redução dos custos operacionais. A rapidez nos movimentos pneumáticos e a
libertação do operário (homem) de operações repetitivas possibilitam o aumento do
ritmo de trabalho, aumento de produtividade e, portanto, um menor custo
operacional.
- Robustez dos componentes pneumáticos. A robustez inerente aos controles
pneumáticos torna-os relativamente insensíveis a vibrações e golpes, permitindo
que ações mecânicas do próprio processo sirvam de sinal para as diversas
sequências de operação. São de fácil manutenção.
- Facilidade de implantação. Pequenas modificações nas máquinas convencionais,
aliadas à disponibilidade de ar comprimido, são os requisitos necessários para
implantação dos controles pneumáticos.
- Resistência a ambientes hostis. Poeira, atmosfera corrosiva, oscilações de
temperatura, umidade, submersão em líquidos, raramente prejudicam os
componentes pneumáticos, quando projetados para essa finalidade.
- Simplicidade de manipulação. Os controles pneumáticos não necessitam deoperários
superespecializados para sua manipulação.
- Segurança. Como os equipamentos pneumáticos envolvem sempre pressões
moderadas, tornam-se seguros contra possíveis acidentes, quer no pessoal, quer
no próprio equipamento, além de evitarem problemas de explosão.
- Redução do número de acidentes. A fadiga é um dos principais fatores que
favorecem acidentes; a implantação de controles pneumáticos reduz sua
incidência (liberação de operações repetitivas).
INSTALAÇÃO DE PRODUÇÃO
Para a produção de ar comprimido são necessários compressores, os quais
comprimem o ar para a pressão de trabalho desejada. Na maioria dos
acionamentos e comandos pneumáticos se encontra, geralmente, uma estação
central de distribuição de ar comprimido. Não é necessário calcular e planejar a
transformação e transmissão da energia para cada consumidor individual. A
Instalação do compressão fornece o ar comprimido para os devidos lugares
através de uma rede tubular.
Instalações móveis de produção são usadas, principalmente, na indústria de
mineração, ou para máquinas que freqüentemente mudam de local.
Já ao projetar, devem se consideradas a ampliação e aquisição de outros
novos aparelhos pneumáticos. Por isso é necessário sobredimensionar a
instalação para que mais tarde não venha se constatar que ela está
sobrecarregada. Uma ampliação posterior da instalação se torna geralmente muito
cara.
Muito importante é o grau de pureza do ar. Um ar limpo garante um longa
vida útil da instalação. A utilização correta dos diversos tipos de compressores
também deve ser considerado.
TIPOS DE COMPRESSORES
Compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo
volume de ar, admitido nas condições atmosféricas, até uma determinada pressão,
exigida na execução dos trabalhos realizados pelo ar comprimido.
Serão diferenciados dois tipos básicos de compressores. O primeiro se trata
de um tipo baseado no princípio de redução de volume. Aqui se consegue a
compressão, sugando o ar para um ambiente fechado, e diminuindo-se
posteriormente o tamanho destes ambientes. Este tipo de construção denomina-se
compressor de embolo ou pistão (compressores de embolo de movimento linear).
O outro tipo de construção funciona segundo o princípio de fluxo. Sucção do
ar de um lado e compressão no outro por aceleração da massa (turbina).
-COMPRESSOR DINAMICO DE FLUXO RADIAL
O ar é acelerado a partir do centro de rotação, em direção à periferia, ou
seja, é admitido pela primeira hélice (rotor dotado de lâminas dispostas
radialmente), axialmente, é acelerado e expulso radialmente. Quando vários
estágios estão reunidos em uma carcaça única, o ar é obrigado a passar por um
difusor antes de ser conduzido ao centro de rotação do estágio seguinte, causando
a conversão de energia cinética em energia de pressão.
A relação de compressão entre os estágios é determinada pelo desenho da
hélice, sua velocidade tangencial e a densidade do gás. O resfriamento entre os
estágios, a princípio, era realizado através de camisas d'água nas paredes internas
do compressor.
Atualmente, existem resfriadores intermediários separados, de grande
porte, devido à sensibilidade à pressão, por onde o ar é dirigido após dois ou três
estágios, antes de ser injetado no grupo seguinte. Em compressores de baixa
pressão não existe resfriamento intermediário.
Os compressores de fluxo radial requerem altas velocidades de trabalho,
como por exemplo 334, 550, 834 até 1667 r.p.s.. Isto implica também em um
deslocamento mínimo de ar (0,1667 m3/s).
As pressões influem na sua eficiência, razão pela qual geralmente são
geradores de ar comprimido. Assim, comparando-se a sua eficiência com a de um
compressor de deslocamento positivo, esta seria menor. Por isso, esses
compressores são empregados quando se exigem grandes volumes de ar
comprimido.
COMPRESSOR DE PARAFUSO
Este compressor é dotado de uma carcaça onde giram dois rotores
helicoidais em sentidos opostos. Um dos rotores possui lóbulos convexos, o outro
uma depressão côncava e são denominados, respectivamente, rotor macho e rotor
fêmea. Os rotores são sincronizados por meio de engrenagens; entretanto existem
fabricantes que fazem com que um rotor acione o outro por contato direto. O
processo mais comum é acionar o rotor macho, obtendo-se uma velocidade menor
do rotor fêmea. Estes rotores revolvem-se numa carcaça cuja superfície interna
consiste de dois cilindros ligados como um "oito".
Nas extremidades da câmara existem aberturas para admissão e descarga
do ar. O ciclo de compressão pode ser seguido pelas figuras a,b,c,d.
O ar à pressão atmosférica ocupa espaço entre os rotores e, conforme eles
giram, o volume compreendido entre os mesmos é isolado da admissão. Em
seguida, começa a decrescer, dando início à compressão. Esta prossegue até uma
posição tal que a descarga é descoberta e o ar é descarregado continuamente,
livre de pulsações. No tubo de descarga existe uma válvula de retenção, para
evitar que a pressão faça o compressor trabalhar como motor durante os períodos
em que estiver parado.
PREPARAÇÃO DO AR COMPRIMIDO
-UMIDADE
O ar atmosférico é uma mistura de gases, principalmente de oxigênio e
nitrogênio, e contém contaminantes de três tipos básicos: água, óleo e poeira. As
partículas de poeira, em geral abrasivas, e o óleo queimado no ambiente de
lubrificação do compressor, são responsáveis por manchas nos produtos.
A água é responsável por outra série de inconvenientes que mencionaremos
adiante. O compressor, ao admitir ar, aspira também os seus compostos e, ao
comprimir, adiciona a esta mistura o calor sob a forma de pressão e temperatura,
além de adicionar óleo lubrificante.
Os gases sempre permanecem em seu estado nas temperaturas e pressões
normais encontradas no emprego da pneumática. Componentes com água
sofrerão condensação e ocasionarão problemas. Sabemos que a quantidade de
água absorvida pelo ar está relacionada com a sua temperatura e volume.
A maior quantidade de vapor d'água contida num volume de ar sem ocorrer
condensação dependerá da temperatura de saturação ou ponto de orvalho a que
está submetido este volume. No ar comprimido temos ar saturado. O ar estará
saturado quando a pressão parcial do vapor d'água for igual à pressão de
saturação do vapor d'água, à temperatura local. O vapor é superaquecido quando
a pressão parcial do vapor d'água for menor que a pressão de saturação.
Enquanto tivermos a presença de água em forma de vapor normalmente
superaquecido, nenhum problema ocorrerá.
Analisemos agora: um certo volume de ar está saturado com vapor d'água,
isto é, sua umidade relativa é 100%; comprimimos este volume até o dobro da
pressão absoluta, o seu volume se reduzirá à metade. Logicamente, isto significará
que sua capacidade de reter vapor d'água também foi reduzida à metade devido
ao aumento da pressão e redução do seu volume. Então o excesso de vapor será
precipitado como água. Isto ocorre se a temperatura for mantida constante durante
a compressão, ou seja, processo isotérmico de compressão. Entretanto, isso não
acontece; verifica-se uma elevação considerável na temperatura durante a
compressão.
Como foi mencionado anteriormente, a capacidade de retenção da água
pelo ar está relacionada com a temperatura, sendo assim, não haverá precipitação
no interior das câmaras de compressão. A precipitação de água ocorrerá quando o
ar sofrer um resfriamento, seja no resfriador ou na linha de distribuição. Isto explica
porque no ar comprimido existe sempre ar saturado com vapor d'água em
suspensão, que se precipita ao longo das tubulações na proporção em que se
resfria.
Quando o ar é resfriado à pressão constante, a temperatura diminui, então a
parcial do vapor será igual à pressão de saturação no ponto de orvalho. Qualquer
resfriamento adicional provocará condensação da umidade.
Denomina-se Ponto de Orvalho o estado termodinâmico correspondente ao
início da condensação do vapor d'água, quando o ar úmido é resfriado e a pressão
parcial do vapor é constante. A presença desta água condensada nas linhas de ar,
causada pela diminuição de temperatura, terá como conseqüências:
- Oxida a tubulação e componentes pneumáticos.
- Destrói a película lubrificante existente entre as duas superfícies que estão em
contato, acarretando desgaste prematuro e reduzindo a vida útil das peças,
válvulas, cilindros, etc.
- Prejudica a produção de peças.
- Arrasta partículas sólidas que prejudicarão o funcionamento dos componentes
pneumáticos.
- Aumenta o índice de manutenção
- Impossibilita a aplicação em equipamentos de pulverização.
- Provoca golpes de ariete nas superfícies adjacentes, etc.
Portanto, é da maior importância que grande parte da água, bem como dos
resíduos de óleo, seja removida do ar para evitar redução de todos os dispositivos
e máquinas pneumáticas.
DISTRIBUIÇÃO DO AR COMPRIMIDO
Como resultado da racionalização e automatização dos dispositivos de
fabricação, as indústrias necessitam continuamente de uma maior quantidade de
ar. Cada máquina e equipamentos necessitam de uma determinada quantidade de
ar, sendo abastecidos por um compressor, através da rede tubular de distribuição.
O diâmetro da tubulação deve ser escolhido de maneira que, se o consumo
aumentar, a queda de pressão entre o depósito e o consumidor não ultrapasse
10kpa (0,1 bar). Se a queda de pressão ultrapassar este valor, a rentabilidade do
sistema é prejudicada diminuindo consideravelmente sua capacidade. No projeto
de novas instalações deve-se prever uma futura ampliação para maior demanda
de ar, cujo motivo deverá ser previsto um diâmetro maior dos tubos da rede de
distribuição. A montagem posterior de uma rede distribuidora de maiores
dimensões (ampliação), acarretará despesas elevadas.
A escolha do diâmetro da tubulação não é realizada por quaisquer fórmulas
empíricas para aproveitar tubos por acaso existentes no depósito, mas sim
considerando-se:
- o volume corrente (vazão)
- o comprimento da tubulação
- a queda de pressão
- a pressão de trabalho
- o número de pontos de estrangulamento na rede
REDE DE DISTRIBUIÇÃO DO AR COMPRIMIDO
Aplicar, para cada máquina ou dispositivo automatizado, um compressor
próprio, é possível somente em casos esporádicos e isolados. Onde existem vários
pontos de aplicação, o processo mais conveniente e racional é efetuar a
distribuição do ar comprimido situando as tomadas nas proximidades dos
utilizadores.
A rede de distribuição de ar comprimido compreende todas as tubulações
que saem do reservatório, passando pelo secador e que, unidas, orientam o ar
comprimido até os pontos individuais de utilização.
A rede possui duas funções básicas:
1. Comunicar a fonte produtora com os equipamentos consumidores.
2. Funcionar como um reservatório para atender às exigências locais.
Um sistema de distribuição perfeitamente executado deve apresentar os
seguintes requisitos: pequena queda de pressão entre o compressor e as partes
de consumo, a fim de manter a pressão dentro de limites toleráveis em
conformidade com as exigências das aplicações; não apresentar escape de ar; do
contrário haveria perda de potência; apresentar grande capacidade de realizar
separação de condensado. Ao serem efetuados o projeto e a instalação de uma
planta qualquer de distribuição, é necessário levar em consideração certos
preceitos. O não-cumprimento de certas bases é contraproducente e aumenta
sensivelmente a necessidade de manutenção.
2 – Martelos BBD e RH
INTRODUÇÃO
São ferramentas pneumáticas adequadas para perfuração de produção e furação de
sustimento em rocha macia a dura possui, pequeno curso, boa velocidade de penetração.
EQUIPAMENTO
BBD
RH
- Perfuradores de elevado desempenho para rocha macia a dura
- O pequeno curso e a elevada velocidade de impacto tornam-no
ideal para rochas macias
- Diâmetro grande do pistão para uma elevada eficiência mesmo
a baixa pressão de ar
- Mecanismo de rotação da roda de roquete
- Controlo da coluna telescópica localizado na própria coluna
MARTELOS PERFURADORES RH
Os martelos perfuradores RH foram concebidos para trabalhos mais pesados, tais
como, perfuração de bancada e secundária, assim como, perfuração com rebentamento suave.
Os martelos RH possuem um robusto mecanismo rotativo com uma barra estriada e
uma alta potência de impacto para perfurar rocha dura.
Dados técnicos
Encabadour
o da broca
Modelo Peso Comprimento Consumo Impacto Veloc. de Taxa de Ligaçã
(hex.)
de ar a 6 rotação penetração o
bar tubos
kg mm l/s mm golpes/mi rpm mm/min mm
n
RH 572E 22,8 583 37 22x108 2040 170 2602) 19
RH 571-5L 17,8 510 39 22x108 2100 190 2952) 19
RH 571-5LS 18,9 510 39 22x108 1980 190 2752) 19
RH 658L 24 565 58 22x108 2040 215 4252) 19
RH 658LS 25 565 58 22x108 2040 215 4102) 19
MARTELOS PERFURADORES BBD
Leves e fáceis de manusear, os martelos perfuradores BBD são ideais para trabalhos
rápidos e para trabalhar em zonas de difícil acesso.
A ação do carreto permite uma rotação mais rápida e uma maior frequência do
impacto, para perfurar em rocha macia ou de dureza média.
Dados técnicos
Encabadouro
Modelo Peso Compri- Consumo de da broca Impacto Velocidade Taxa de Ligação
mento.1) ar a 6 bar (hex.) de rotação penetração cabos
kg mm l/s mm golpes/min rpm mm/min mm
BBD 15E 15,5 575 22 19x108 2520 220 2202) 19
2)
BBD 15E 15,5 575 22 22x108 2520 220 220 19
2)
BBD 15ET 15,6 575 22 19x108 2520 220 220 16
BBD 15ET 15,6 575 22 22x108 2520 220 2202) 16
3)
BBD 12T-01 11,1 505 24 22x108 2580 220 150 19
BBD 12TS-01 12,1 505 22 22x108 2520 220 1503) 19
Horizontal
BBD 12D 9,8 565 24 19x108 2580 220 2502) 13
BBD 12DS 10,7 565 22 19x108 2520 220 2302) 13
MANUTENÇÃO DOS MARTELOS
Limpeza por injecção de ar/água
A limpeza por injecção de ar/água é conduzida através de dois tubos concêntricos, sendo o
tubo exterior para o ar e o tubo interior para a água. Isto significa que a limpeza por injecção
de ar/água ocorre assim que o ar comprimido é ligado. O objectivo disto é evitar que a água
entre dentro do mecanismo de percussão do perfurador de rocha.
A Pega
B. Alavanca de aceleração
e. Retentor da broca de aço
D. Bocal de entrada de ar
E. Bocal de entrada de água
F. Acessório para máquina
G Alavanca de descarga de ar adicional
Lubrificar
Depois de desembalar e instalar a máquina, despeje uma boa quantidade de óleo de
lubrificação na ligação de ar.
Montar o acessório para máquina
Antes de usar o perfurador de rocha, o acessório paramáquina tem obrigatoriamenteque ser
montado directamente nos parafusoslaterais da máquina.
Mangueiras e ligações
A. Gerador de ar comprimido
B. Separador de água, VAM SA (opc ional)
C. Lubrificador, BLG 30 ou CLG 30 (opcional)
D. Mangueira de ar comprimido entre o lubrificador e o equipamento com um máximo de 3
metros (1O feet).
E. Água
F. Mangueira de ar, máquina
G. Mangueira de ar, coluna telescópica
H. Mangueira de água
- Certifique-sede que está a usar a pressão de operação correcta recomendada, de 6 bar (e).
- A pressão máxima de ar permitida, de 7 bar (e), não pode de maneira nenhuma ser excedida.
- Sopre quaisquer impurezas para fora da mangueira de ar comprimido antes de a ligar à
máquina.
- Seleccione o diâmetro e o comprimento correctos para a mangueira de ar comprimido. No
caso de mangueiras até 30 metros de comprimento (100 feet), deve usar uma mangueira com
um diâmetro interior mínimo de 25 mm (1"). Se a mangueira tiver entre 30 e 100 metros (100
e 330 feet) de comprimento, então deverá ser utilizada uma mangueira com um diâmetro
interno mínimo de 50 mm (2").
Conectar o separador de água
O comprimento da mangueira de ar entre o compressor e o separador de água tem de permitir
que o vapor de água arrefeça e condense na mangueira antes de atingir o separador de água.
Se a temperatura ambiente for abaixo dos OºC (32ºF}, a mangueira tem de ser
suficientemente curta para prevenir que a água congele antes de atingir o separador de água.
Lubrificação
O martelo perfurador de rocha é lubrificado com óleo misturado com ar comprimido, que é
levado às peças que necessitam de lubrificação contínua. O óleo é doseado no ar comprimido,
utilizando um lubrificador Atlas Copco BLG 30 ou CLG 30 ligado à linha de ar.
Use o Atlas Copco AIR-OIL para Perfuradores de Rocha, o qual é especialmente concebido para
os perfuradores de rocha pneumáticos BBC, BBD e RH. O AIR-OIL para Perfuradores de Rocha é
prontamente biodegradável, em conformidade com a norma OECD 301, e forma uma película
de alta resistência que suporta cargas intensas. Se não estiver disponível AIR-OIL para
Perfuradores de Rocha, então use um óleo de base mineral para ferramentas a ar com as
propriedades recomendadas na tabela abaixo.
Ajuste de pressão
Pressão de ar
Certifique-se de que o compressor pode fornecer a pressão de ar necessária (de 4 a 6 bar) para
a máquina.
- A pressão alta causa um funcionamento irregular e um desgaste excessivo.
- A pressão baixa resulta numa velocidade de perfuração lenta.
Manutenção
Fazer manutenção regular à máquina é essencial para que a máquina possa continuar a ser
utilizada com eficiência e em segurança. Siga cuidadosamente as instruções de manutenção.
- Antes de começar a manutenção da máquina, limpe-a para evitar exposição a substâncias
perigosas Veja "Perigos de poeiras e fumos"
- Utilize só peças autorizadas. Quaisquer danos ou mau funcionamento causados pela
utilização de peças não autorizadas não estão cobertos pela Garantia ou pelar
responsabilidade Legal do Produto.
- Quando limpar peças mecânicas com solvente, cumpra os regulamentos apropriados de
Saúde e Segurança, e certifique-se de que há ventilação suficiente.
- Para fazer uma grande revisão/reparação à máquina, contacte a sua oficina autorizada mais
próxima.
- Depois de cada assistência, certifique-se de que o nível de vibração da máquina é normal. Se
não for, contacte a sua oficina autorizada mais próxima.
Diariamente
Em máquinas pneumáticas, antes de efetuar qualquer tarefa de manutenção ou de mudança
da ferramenta de inserção, desligue sempre o fornecimento de ar e purgue a máquina,
pressionando para isso o dispositivo de arranque e paragem, em seguida, remova a mangueira
hidráulica da máquina.
- Limpe e inspecione a máquina e as respectivas funções todos os dias, antes de começar o
trabalho.
- Faça uma inspeção geral, procurando fugas e danos.
- Verifique se o bocal de entrada de ar está bem apertado, e se o acoplamento de gancho não
está danificado.
- Verifique o funcionamento da pega do acelerador. Certifique-se de que se move livremente
para cima e para baixo.
- Verifique o funcionamento do retentor.
Certifique-se de que o retentor trava a broca de aço.
- Mude imediatamente quaisquer peças danificadas.
- Substitua os componentes desgastados atempadamente.
- Verifique os parafusos atravessados da máquina. Certifique-se de que os parafusos estão
bem apertados.
- Se a máquina estiver equipada com uma panela de escape, verifique se há danos.
Inspeção de desgaste
1. Verifique o desgaste no casquilho utilizando o medidor Atlas Copco (3091 0038 00) (22 mm).
Se o limite de desgaste tiver sido excedido, o encabadouro da broca de aço irá desgastar-se
mais rapidamente, ou ficar deformado. Isto irá levar a paragens e a um consumo superior da
broca de aço.
2. Verifique o aperto das porcas dos parafusos laterais (A). Dê aperto com um binário de 125
Nm.
3. Verifique a ligação do martelo perfurador de rocha à coluna telescópica.
4. Verifique as mangueiras, os acoplamentos e os controlos para ver se existem fugas ou
danos.
5. Certifique-se de que o martelo perfurador de rocha e a coluna telescópica estão a receber
lubrificação suficiente. Encha o lubrificador conforme necessário.
6. Drene o separador de água.
7. Verifique a pressão do ar e da água. Certifique-se de que a pressão da água é pelo menos 1
bar mais baixa do que a pressão do ar.
Manutenção periódica
Após cada período de funcionamento de aproximadamente 100 horas de trabalho, ou três
vezes por ano, a máquina tem que ser desmontada, e todas as peças limpas e verificadas. Este
trabalho tem que ser realizado por pessoal autorizado e qualificado para o efeito.
Padrões de danos
As peças gastas ou partidas devem, sempre, ser estudadas cuidadosamente antes de serem
substituídas. Estas podem dar informações importantes acerca do estado de conservação do
martelo perfurador e da forma como este é utiliza do e mantido.
Armazenamento
1 Lubrifique sempre devidamente o martelo perfurador de rocha antes de o armazenar.
2 Armazene sempre o equipamento num lugar limpo e seco.
3 Certifique-se de que nenhuns corpos estranhos entram no equipamento.